A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) não paralisou nenhuma de suas obras durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. São 1.960 unidades habitacionais em construção em todo o Paraná que, juntas, geram 5.017 empregos. A estimativa é baseada em dados do Ministério do Desenvolvimento Regional, que calcula 2,56 empregos gerados para cada unidade habitacional em construção, sendo 40,13% diretos e 59,8% indiretos.
Nenaldo de Ramos está trabalhando na obra da Cohapar em Cantagalo, no Centro-Sul do Paraná, onde estão em construção 119 casas urbanas do programa Nossa Gente Paraná. Há 11 meses no canteiro de obras, ele conta que não houve pausa, mesmo com a pandemia. “Não interromper os trabalhos foi muito importante para muitos pais de família que estão tirando daqui o sustento. É bom para a empresa, que não para, e é bom para nós que precisamos ganhar dinheiro para manter a família”, afirma.
De acordo com o presidente da Cohapar, Jorge Lange, além de gerar empregos, as obras em andamento ajudam a movimentar a economia no Estado. “As obras exigem compra de materiais de construção, telha, cimento, grama. Tudo isso gira a economia, mantém empregos no comércio e permite que o Estado continue operando mesmo durante este período tão difícil”, afirma.
INVESTIMENTOS - Os investimentos nas obras em andamento da Cohapar somam R$ 133,8 milhões, resultando em uma arrecadação tributária ao Paraná de R$ 8,225 milhões. A companhia já trabalha em um plano de retomada da economia após a pandemia que deve ser apresentado ao governador Carlos Massa Ratinho Junior até o final de julho. “Neste cenário, ampliaremos a quantidade de obras no Estado, gerando muito mais empregos e arrecadação de impostos”, prevê Lange.
PRECAUÇÕES - Para garantir a segurança dos trabalhadores nas obras, a Cohapar emitiu comunicado que orienta todas as contratadas a seguirem à risca as recomendações sanitárias da Secretaria de Estado da Saúde para garantir a segurança dos trabalhadores.
A maioria redistribuiu os funcionários de forma que fosse mantida a distância devida, sempre trabalhando de máscara e afastando imediatamente quem porventura apresente sintomas da doença. “Com todas estas precauções tomadas tivemos poucos afastamentos ou casos de contágio”, afirma Lange.
OBRAS - A Cohapar mantém obras dentro de diferentes programas. Um deles é o Vida Nova, iniciativa do Governo do Estado para reduzir o número de favelas no Paraná. Lançado no final de 2019, o programa é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas em parceria com a Cohapar e visa atender 2,5 mil famílias por ano, de todo o Estado, até de 2022.
A primeira obra do programa está em licitação e acontecerá no município de Jandaia do Sul (Vale do Ivaí), onde serão construídas 75 unidades para o desfavelamento total da Vila Santo Antonio.
O Casa Fácil destina-se à construção de moradias vendidas por financiamento. Uma das obras que está em fase final é no município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba – são 56 unidades habitacionais.
Em Jaguariaíva (Campos Gerais) e Foz do Iguaçu (Oeste) estão sendo construídas 80 unidades do programa Viver Mais Paraná, voltado ao atendimento de idosos com renda de um a seis salários mínimos. Em parceria com as prefeituras, a Cohapar contrata construtoras via licitação para a construção de condomínios horizontais fechados, com 40 moradias cada, para casais ou pessoas solteiras, com completa infraestrutura de saúde, assistência social e lazer.
Dentro do programa Nossa Gente, as habitações são doadas para famílias em situação de extrema pobreza. No município de Prudentópolis (Centro-Sul) há 89 casas em construção.
No município de Rebouças (Centro-Sul) a Cohapar desmanchou uma favela que existia no município. As famílias foram para outro local e a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho está pagando aluguel social de novas casas até que as 53 unidades em construção estejam concluídas. As obras já estão em fase final, com previsão de entrega para o início do segundo semestre.(Com AEN).
Com nova interrupção das atividades não essenciais desde o dia 1º de julho, por causa de um decreto estadual, o setor de turismo de Foz de Iguaçu, no Paraná, antecipa estratégias para reativar a principal atividade econômica da cidade. A aposta vem da abertura de diversas lojas francas, também chamadas free shops, que permitem a compra de produtos nacionais e importados livres de impostos.
Segundo o secretário municipal de Turismo, Gilmar Piolla, a ideia é desenvolver um novo segmento do setor, para oferecer mais atrativos aos turistas nacionais que, em um primeiro momento pós-pandemia, devem focar nos destinos brasileiros, por causa das restrições à entrada em outros países. “Nossa meta é atrair em torno de 25% do público que viaja para destinos de compras mundialmente famosos, como Miami, Paris e outros”, diz.
Ainda neste ano, seis lojas francas devem entrar em funcionamento na cidade, sendo que uma delas chegou a ser inaugurada pouco antes das medidas federais para conter a pandemia, que interromperam as atividades não essenciais desde o dia 17 de março em todo o país.
Os novos modelos de comércio são amparados pela Lei 12.723, de 2012, que permite lojas francas em cidades nas fronteiras do país, onde tanto a população local quanto os turistas podem consumir até US$ 300 ao mês, livres de impostos. Esse valor se torna ainda mais atrativo, ao se somar à cota de US$ 500, livre de impostos, que o turista pode consumir nas lojas francas de outros países, ao atravessar a fronteira.
Com a isenção tributária, os preços dos produtos chegam a sofrer redução de 64% para perfumes, 54% para bebidas, 53% para artigos de vestuário, 45% para aparelhos celulares e 37% para relógios, segundo a consultora e especialista em lojas francas, Elizângela de Paula Khun. Para o setor, esse será mais um apelo ao turista brasileiro, que deverá ser mais econômico diante do cenário incerto pós-pandêmico.
Geração de empregos
De acordo com estimativa de um estudo da FGV Projetos, em 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) do turismo será de R$ 165,5 bilhões, o que representará queda de 38,9% na atividade.
Em todo o Brasil, a cidade de Foz do Iguaçu é uma das mais atingidas pela queda na atividade, causada pelas medidas de contenção da covid-19. “Nossa economia é muito dependente do turismo. Para você ter uma ideia, 40% dos empregos diretos e indiretos, formais e informais, da nossa economia são ligados à cadeia produtiva do turismo. Dois terços das receitas do Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN) também são provenientes do turismo”, diz Gilmar Piolla.
Segundo o secretário, o município promoveu medidas de redução de danos para a economia, como o estímulo à suspensão de contratos de trabalho para a participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, que é prevista no Artigo 476A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para compensar a suspensão, a proposta também prevê uma complementação de renda e a garantia de estabilidade por período igual ao do afastamento do trabalhador.
Mesmo com essa possibilidade, a força de trabalho de Foz do Iguaçu foi atingida fortemente pela pandemia. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram saldo negativo de 5.157 postos de trabalho, entre janeiro e maio de 2020, um dos maiores impactos nacionais proporcionalmente à população da cidade.
Com a inauguração das lojas, a expectativa é que parte desses postos de trabalho seja reaberta. Uma das novas lojas pertence à rede Cell Motion, já estabelecida no Paraguai, com uma das maiores lojas francas de países fronteiriços.
Segundo o CEO do grupo, Jorbel Griebeler, somente a loja da rede, prevista para ser inaugurada em dezembro em um shopping localizado no principal corredor turístico de Foz do Iguaçu, tem previsão de gerar 150 emprego diretos, podendo chegar a 300 indiretos.
Com 2 mil metros quadrados, a loja do grupo deverá ser uma das maiores entre as seis que já estão autorizadas a abrir. Para Piolla, juntas elas devem gerar cerca de 600 novos empregos e o impacto de postos indiretos deverá representar boa parte da recuperação dos que foram fechados durante a pandemia.
Turismo nacional
A expectativa da gestão municipal é que a recuperação dos demais postos de trabalho aconteça com o reposicionamento da cidade em relação ao turista brasileiro. Antes da pandemia, a cidade de Foz do Iguaçu já se mantinha entre os três destinos mais visitados por turistas internacionais no Brasil, mas o turismo doméstico ainda pode melhorar, segundo Piolla.
Com esse potencial turismo doméstico, as fronteiras fechadas, as restrições da entrada de brasileiros nos destinos internacionais mais procurados e o turismo de natureza, lazer e eventos corporativos bem estruturados; Foz do Iguaçu passou a ser uma boa oportunidade de investimento para o grupo Cell Motion.
Griebeler conta que a decisão da rede em investir no novo empreendimento ocorreu após o fechamento da fronteira, quando a loja no lado paraguaio sofreu uma redução drástica de possibilidade de público, uma vez que 80% dos consumidores do local eram turistas brasileiros. “Para você ter uma ideia do tamanho do nosso negócio, recebíamos em torno de 10 mil pessoas por dia”. conta.
Enquanto as fronteiras não forem abertas, esse potencial para o turismo de compras poderá ser absorvido pelas novas lojas francas no Brasil e, depois disso, não concorrerão entre si, já que as cotas no Brasil e fora são cumulativas.
Atualmente, o setor permanece parado, e a secretaria municipal calcula que o mês de julho tenha taxa de ocupação de apenas 8%, mesmo com o fim do decreto estadual, previsto para o dia 15. O setor aposta em uma boa temporada de turismo nacional para dezembro e a retomada integral, com a força do turismo internacional, somente em 2021, para quando já existem mais 16 propostas de abertura de lojas francas em análise.
“Nós temos consciência de que as atividades não podem ser retomadas, mesmo com o cumprimento de todos os protocolos de responsabilidade sanitária que a gente implantou. Foz do Iguaçu foi um dos primeiros destinos a implantar, mas a gente acredita que o momento certo de retomada é na curva descendente da pandemia”, afirma Gilmar Piolla. (Com Agência Brasil)
Nesta terça-feira (7), 117 dias após os primeiros registros da pandemia, a Covid-19 alcançou 373 cidades do Paraná (93%). Apenas em 26 não havia casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.
A evolução é significativa em julho. Os sete primeiros dias do mês concentraram 11.322 casos, ou 33% de toda a pandemia, iniciada em março. Em relação aos óbitos já são 202 apenas neste mês, 24% do total registrado no ano.
O aumento significativo nos últimos 40 dias tirou o Paraná da liderança do índice de casos por 100 mil habitantes, alcançada desde o começo da pandemia com o esforço da sociedade e do Governo do Estado. Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, o índice do Paraná é de 300,1, enquanto Minas Gerais (287,7) e Rio Grande do Sul (297,1) mantêm taxas menores.
“É uma doença muito séria. Tanto que mesmos os países que já tiveram a sua pior fase da pandemia estão em constante alerta para frear novos surtos, com medidas de isolamento e distanciamento para as pessoas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Não há fórmula para vencê-la, precisamos estar juntos nessa batalha”. Para ajudar a conter o avanço, o Governo do Estado restringiu a circulação e as atividades econômicas em oito regionais deSaúde (Cascavel, Cianorte, Cornéli Procópio, Região Metropolitana de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Toledo e Litoral) por 14 dias. Essa medida leva em consideração um cálculo epidemiológico que considera a taxa de incidência por 100 mil habitantes, o número de mortes pela mesma faixa populacional e a ocupação de leitos de UTI nas quatro macrorregionais (Leste, Oeste, Norte e Noroeste).
“É uma abordagem de saúde pública. Os casos estão aumentando, a situação é preocupante, e é momento de agir”, acrescenta Beto Preto.
Cronologia
O Paraná convive com a doença há mais de três meses. Os primeiros seis casos, divulgados no dia 12 de março, foram registrados em dois municípios: Cianorte e Curitiba. Eram pessoas que viajaram para o exterior e retornaram infectadas pelo vírus. Com o passar dos dias, a circulação e deslocamentos constantes alteraram o padrão e começou a transmissão comunitária.
Um mês depois, em 12 de abril o monitoramento da secretaria estadual registrava 738 casos em 78 cidades e 30 óbitos em 14 municípios do Estado. Em 12 de maio os casos mais que dobraram em quantidade de pacientes e municípios: 1.906 confirmados em 158 cidades e 113 mortos em 44 cidades.
No dia 12 de junho a Sesa divulgou 8.705 casos registrados em 296 municípios e 294 mortos em 100 municípios. Até o dia sete de julho, 117 dias após os primeiros casos, o
Paraná registra 33.939 casos em 373 municípios e 837 pacientes que morreram em 164 cidades.
O secretário Beto Preto explica que a Covid-19 representa um desafio para a administração pública e para a sociedade. “O avanço da doença é assustador quando olhamos para o mapa e os números. Mas é muito cruel porque perdemos 837 cidadãos neste curto período para a Covid-19”, arremata.
Decreto
O Governo do Estado publicou no dia 30 de junho medidas restritivas para oito regiões do Paraná com objetivo de conter a transmissão do novo coronarívus. O Decreto nº 4.942/2020 impôs fechamento de estabelecimentos, restrição de horários e adequações para uma nova rotina em 141 municípios paranaenses, 35% do total de cidades.
Entre todos os municípios alcançados pelo Decreto, apenas seis não têm casos confirmados da Covid-19: Miraselva, Santo Antônio do Paraíso, Pitangueiras, Nova Santa Bárbara, Doutor Ulysses e Tunas do Paraná.
A população que reside nos 141 municípios é de 6.593.043 pessoas, o que representa 58% de todos os moradores do Estado, mas a quantidade de casos confirmados é bem acima disso: 75% são de moradores destes municípios.
Do total de 837 mortes que tiveram como causa a infecção pelo novo coronavírus 657, ou 78%, são de pessoas que residiam nestas regiões.
Em 77 dos 141 municípios ao menos uma pessoa já foi a óbito em decorrência da infecção pelo novo coronavírus.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 61 destes municípios têm menos de 10 mil habitantes, registram 1.446 casos e 30 mortes. Em 63 cidades a população varia entre 10 e 60 mil pessoas, com 4.613 confirmações e 95 óbitos.
Outros três municípios têm população variando entre 60 e 100 mil habitantes, com 1.127 diagnósticos positivos e 31 mortes. Em oito cidades há entre 100 e 200 mil habitantes, com4.621 confirmações e 95 óbitos, e quatro municípios têm entre 200 e 500 mil habitantes, com 5.288 pessoas confirmadas com o novo coronavírus e 130 mortes.
Londrina tem mais de 500 mil habitantes, registra 1.773 confirmações e 88 óbitos. Em Curitiba, com quase dois milhões de habitantes, há 6.692 casos de Covid-19 e 188 mortes pela doença. (Com Jornal Correio do Povo do PR)
O DER/PR devido convênio de concessão de rodovias e contrato de cooperação com a Ecocataratas, fará entrega de 05 novas viaturas para a PRE de Cascavel nesta quinta dia 09/07 ás 15h00min na sede da PRE na Rua Mato Grosso, 1004.
Tratam-se de 04 veículos Toyota Corolla ano 2020 caracterizadas para uso Policial e mais 01 Toyota Yaris ano 2020 para uso em viagens.
Esses veículos serão alocados nos Postos de Policiamento Rodoviário de Cascavel e Santa Helena modernizando a frota de viaturas da 3ªCia/BPRv, melhorado a segurança dos Policiais que utilizam tais veículos durante turnos de 24 horas, bem como para melhor atender os usuários das rodovias da região oeste do Paraná! (Com PRE).
BATALHÃO DE POLÍCIA RODOVIÁRIA
VIDA, NOSSO MAIOR PATRIMÔNIO
Com a chegada do inverno e este ano com a crise causada pela pandemia, o apoio e doações a instituições são formas de auxiliar pessoas que precisam de ajuda para enfrentar esse momento.
A campanha do agasalho da Ecocataratas que foi organizada pelo Comitê de Sustentabilidade, teve duração de um mês e arrecadou mais de 650 peças, os donativos foram entregues na terça dia 07, às 13h30 para o Programa de Voluntariado Paranaense (Provopar), em Cascavel.
Além das roupas, calçados e cobertores, a Ecocataratas realizará a doação de 80 cestas básicas que irá auxiliar as famílias em vulnerabilidade social atendidas pelo programa.
“Este ano, estamos atuando em várias frentes. Nossas ações buscam minimizar os prejuízos causados pela pandemia, não somente no combate ao vírus, mas também no enfrentamento do frio e da fome”, comenta Silvio Caldas Diretor Superintendente da Ecocataratas.
Em combate ao coronavírus e como forma de prevenção, todas as doações passaram por um período de isolamento após o término da campanha.
Para saber mais informações sobre a Ecocataratas acesse o site www.ecocataratas.com.br (Com Ecocataratas).
A Vigilância Sanitária de Curitiba fechou quatro shoppings de Curitiba na segunda dia 06, com a alegação de que os estabelecimentos estavam descumprindo as regras da quarentena. Os shoppings autuados foram Pátio Batel, Crystal, Mueller e ParkShoppingBarigui.
Desde o dia 30, está valendo o decreto da Prefeitura de Curitiba de acordo com decreto estadual com regram mais rígidas em relação a prevenção ao coronavírus até o dia 14 de julho. O decreto determina, entre outras medidas, a suspensão de funcionamento dos shopping centers, mas algumas lojas estavam fazendo atendimento via delivery, take away ou drive-thru.
Em nota, a prefeitura informou: "Conforme Decreto Estadual 4942/2020 os shoppings centers estão com funcionamento suspenso. Nesta segunda-feira (6/7) quatro shoppings da cidade estavam funcionando com atendimentos irregulares, nas modalidades delivery, drive-thru ou take away".
Um processo administrativo sanitário foi instaurado para cada shopping e há previsão de multas para os estabelecimentos e lojas de até R$ 4 mil. (Com Banda B)


























