Papa apoia pedido do chefe da ONU por cessar-fogo global

O papa Francisco apoiou nesse domingo dia 29, apelo feito pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, por um cessar-fogo global para que o mundo possa se concentrar no combate à pandemia de coronavírus.

 

Em comentário durante sua bênção semanal, realizada na biblioteca oficial do Vaticano, em vez da Praça de São Pedro, por causa do isolamento na Itália, Francisco mencionou especificamente o apelo que Guterres fez em entrevista coletiva virtual na segunda-feira.

 

Dizendo que a doença não conhece fronteiras, Francisco apelou a todos para "interromper todas as formas de hostilidade belicosa e favorecer a criação de corredores para ajuda humanitária, esforços diplomáticos e atenção àqueles que se encontram em situações de grande vulnerabilidade".

 

Mais de 662.700 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo e 30.751 morreram, segundo contagem da Reuters.

 

Cerca de um terço das mortes ocorreu na Itália, onde no sábado (28) ultrapassou os 10 mil casos, um número que deixa quase certa a extensão de um isolamento nacional.

 

Os casos confirmados na Itália chegavam a 92.472, o segundo maior número de casos no mundo, atrás dos Estados Unidos. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Trump estende distanciamento social por coronavírus nos EUA até 30 de abril

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo que as medidas de distanciamento social para controlar o avanço do coronavírus no país serão estendidas até 30 de abril. Na semana passada, o republicano havia sugerido que poderia “reabrir” a economia americana na Páscoa, em 12 de abril “Isso era apenas uma aspiração”, explicou o presidente.



Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump também disse que o pico de mortes por coronavírus nos EUA “provavelmente” será alcançado em duas semanas e, depois disso, o número de novos óbitos começará a diminuir.

 

O diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, que faz parte da força-tarefa do governo contra o coronavírus, afirmou que a decisão é “sábia e prudente”. Ao lado de Trump na coletiva de imprensa, ele reafirmou que o número de mortes por coronavírus nos EUA poderia alcançar 200 mil se não forem tomadas medidas adequadas para conter a disseminação do vírus. “O número que eu dei é baseado em modelos”, reforçou Fauci. Segundo o especialista, os esforços de distanciamento social em andamento no país “estão tendo um efeito” que ainda não pode ser quantificado.

 

A médica Deborah Birx, que também é membro da força-tarefa americana contra a Covid-19, disse que continuar com o distanciamento social é “um grande sacrifício para todo mundo”, mas salvará “centenas de milhares de vidas”. (Com Estadão Conteúdo)

 

 

 

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Câmara aprova repasse de auxílio de R$ 600 para informais durante a pandemia

A Câmara dos Deputados aprovou repasse mensal de R$ 600 a trabalhadores informais e pessoas com deficiência que ainda aguardam na fila de espera do INSS até a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). No caso de mulheres provedoras de família, a cota do auxílio emergencial será paga em dobro (R$ 1,2 mil). Para começar a valer, o texto ainda precisa ser apreciado pelo Senado Federal.

 

Os valores serão pagos durante três meses, podendo ser prorrogados enquanto durar a calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus.

 

O valor é maior que os R$ 300 que haviam sido avalizados pelo governo em meio às negociações dos últimos dias. Inicialmente, a equipe econômica havia proposto um benefício de R$ 200 mensais. Mesmo com o aceno do governo, o relator, deputado Marcelo Aro (PP-MG), tinha decidido incluir no texto o valor de R$ 500. Na última hora, ele anunciou um acordo fechado com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), para elevar a R$ 600 o valor. "É a demonstração de que devemos dialogar, mesmo com divergências", afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

 

A matéria foi aprovada simbolicamente, sem a contagem dos votos, mas de forma unânime pela indicação dos partidos durante sessão virtual da Câmara. Nenhum destaque foi aprovado.

 

"Conseguimos esse avanço de R$ 500 por pessoa, podendo chegar a R$ 1 mil por família e quando a mulher for provedora, para garantir a dignidade da família. Por isso nosso apoio total ao projeto", afirmou o presidente do MDB, Baleia Rossi (SP) no início da votação. "Esse é um dia histórico para o Parlamento brasileiro", afirmou o líder do PSB, Alessandro Molon (RJ).

 

No início do dia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estimou que o aumento do valor, que ainda era de R$ 500 poderia gerar um impacto adicional de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões. "Mas em relação ao que o Brasil precisa investir, garantir à sociedade brasileira, é muito pouco", disse.

 

Com um valor de R$ 200, o governo estimava um gasto de R$ 15 bilhões no caso do auxílio emergencial e de R$ 5 bilhões para a antecipação do BPC. Permanecendo o mesmo alcance, as despesas passariam a R$ 45 bilhões e R$ 15 bilhões, respectivamente. No entanto, a diferenciação para mulheres chefes de família pode ampliar o impacto.

 

Também no projeto, Aro restabeleceu o acesso ao BPC às famílias com renda de até R$ 261,25 por pessoa (um quarto do salário mínimo) em 2020, mas previu nova elevação desse limite a R$ 522,50 por pessoa (meio salário mínimo) a partir do ano que vem.

 

O governo é contra essa mudança no critério do BPC, que traria um gasto adicional de R$ 20,5 bilhões no ano que vem. A despesa permaneceria nos anos seguintes. Um custo desse porte pode inviabilizar o teto de gastos, mecanismo que limita o avanço das despesas à inflação.

 

O Congresso já havia tentado implementar esse limite mais amplo - que na prática aumenta o número de famílias atendidas pela política - ao derrubar um veto do presidente Jair Bolsonaro. Como a mudança valeria para este ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) condicionou a eficácia da medida a compensações, como cortes de outras despesas. Essa ação da corte de contas deflagrou a nova negociação do projeto no Congresso.

 

O projeto também inclui a proposta do governo de antecipação de um salário mínimo (R$ 1.045) a quem aguarda perícia médica para o recebimento de auxílio-doença. O projeto também traz a dispensa às empresas do pagamento dos primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador devido ao novo coronavírus. De acordo com o texto, as companhias poderão deixar de recolher o valor devido ao INSS, até o limite do teto do regime geral (R$ 6.101,06).

 

O auxílio emergencial será operacionalizado pelos bancos públicos. Poderão solicitar o benefício maiores de 18 anos que não tenham emprego formal nem recebam benefício previdenciário, assistencial, seguro-desemprego ou sejam contemplados por programa federal de transferência de renda - a única exceção será o Bolsa Família.

 

Os beneficiários também precisam tem renda mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos; no ano de 2018, não podem ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 e precisam ser microempreendedor individual (MEI), contribuinte autônomo da Previdência ou cadastrado no CadÚnico até 20 de março.

 

No caso de beneficiários do Bolsa Família, dois membros da mesma família poderão acumular com o auxílio emergencial, que vai substituir o Bolsa temporariamente caso o valor seja mais vantajoso.

 

 

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'Estamos com três epidemias simultâneas', diz secretário do Ministério da Saúde

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, declarou nesta quinta dia 26, que o País enfrenta duas outras epidemias, além do surto do novo coronavírus. Ele lembrou que pela sazonalidade o Brasil também enfrenta no momento a dengue e a influenza, nome científico dado para a gripe.

 

"É um desafio fazer campanha de vacinação em momento que temos quarentena e isolamento em algumas cidades", disse.

 

Nesta semana, o governo iniciou a campanha de vacinação contra a gripe. A prioridade inicial é imunizar idosos e trabalhadores da área da saúde. Por conta do avanço do novo coronavírus, o Ministério da Saúde antecipou a campanha de vacinação que estava programada para 13 abril.

 

O secretário sugeriu que a população em isolamento social aproveite para limpar seus quintais com o objetivo de prevenir a dengue. Wanderson de Oliveira afirmou ainda que o Brasil tem os recursos necessários para a compra de testes do novo coronavírus, mas faltam insumos por parte da indústria. "O que falta é fornecedor", disse. Ele lembrou ainda que os exames só são recomendados para casos de pessoas com febre e sintomas respiratórios. (Com Estadão Conteúdo)

 

 

 

Mulher de 95 anos que superou coronavírus e se tornou rosto da esperança na Itália

Nas últimas semanas, a Itália teve poucos motivos para otimismo.


Atualmente, é o país mais afetado pela pandemia de coronavírus na Europa e, na última segunda dia 23, havia registrado mais de 6 mil mortes, o número mais alto do mundo.

 

Mas o caso de uma mulher de 95 anos que se recuperou da doença conseguiu romper esse pessimismo.


Alma Clara Corsini foi hospitalizada em 5 de março na província de Modena, no norte da Itália.

 

Segundo o jornal local La Gazzetta di Modena, a saúde de Corsini agora está tão boa que ela recebeu alta e já está a caminho de sua casa de repouso no município de Fanano, na província de Modena.

 

"Sim, estou bem. São pessoas boas que me trataram bem e já estão me mandando para casa", disse Corsini ao La Gazzetta di Modena em alusão aos cuidados que recebeu no hospital.

 

O mesmo jornal observou como os especialistas observaram que a recuperação de Corsini ocorreu sem a "terapia antiviral" que é administrada aos pacientes para ajudá-los a combater a infecção.


A imagem da idosa junto com a equipe médica que a tratou se tornou um incentivo para todo o país e viralizou nas redes sociais.

 

Emilia Romagna, segundo as estatísticas oficiais divulgadas pelo governo italiano na segunda-feira, 23 de março, registra mais de 8,5 mil casos e quase 900 mortes.

 

O maior número de mortes ocorre em pessoas com mais de 70 anos de idade.

 

A Itália, com mais de 6 mil mortes, superou a China (mais de 3,2 mil) na semana passada como o país com o maior número de mortes no mundo.

 

No entanto, os números dos últimos dois dias mostram uma ligeira desaceleração no crescimento de infectados e mortos.

 

Essas estatísticas e histórias pessoais como Alma Clara Corsini retratam uma imagem um pouco mais encorajadora para esse país. (Com BBC News)

 

 

 

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Como o Japão tem conseguido conter avanço do coronavírus sem quarentena em massa

O Japão poderia ser um dos países mais afetados pelo novo coronavírus.

 

Foi um dos primeiros a confirmar pessoas infectadas, poucos dias depois de a China emitir um alerta sobre a doença.

 

Além disso, segundo o Banco Mundial, sua população acima de 65 anos é a maior do mundo (28% do total), superando a Itália, que se mostrou especialmente vulnerável nesta pandemia.


O Japão também tem um elevado consumo de tabaco, o que ajuda pouco na hora de combater doenças respiratórias, e enorme densidade populacional, com quase 127 milhões de habitantes em um território quase do tamanho do Mato Grosso do Sul, Estado onde vivem 2,6 milhões de brasileiros.

 

Mas, até agora, o país registrou 1.307 infectados e 45 mortos pela covid-19 e não adotou quarentenas em cidades ou isolamento obrigatório de seus cidadãos para evitar a propagação do vírus.

 

Para além do cancelamento de eventos esportivos, como a Olimpíada de 2020, e de escolas fechadas, os japoneses têm seguido suas vidas de maneira mais ou menos normal.

 

Isso ficou ainda mais evidente em 22 de março, quando milhares de cidadãos foram às ruas e a parques para admirar as cerejeiras em flor.

 

Como disse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, abandonar esse festival de primavera para os japoneses seria como "abandonar os abraços para os italianos".

 

Havia tanta gente nas ruas que a própria governadora pediu que os moradores da capital do Japão não saíssem de suas casas a não ser por razões estritamente essenciais.

 

Apesar do relativo sucesso na contenção da epidemia, há um grande temor no país de que o vírus esteja se espalhando silenciosamente no país, com uma aceleração do número de pessoas doentes. E que isso leve a medidas mais duras, como quarentenas obrigatórias.

 

Mas até agora a estratégia japonesa tem funcionado e intrigado pesquisadores.

 

Milhares de cidadãos foram às ruas e aos parques para admirar as cerejeiras em flor© Getty Images Milhares de cidadãos foram às ruas e aos parques para admirar as cerejeiras em flor

 

Isolar grupos de contágio


De acordo com o número de infectados e mortos pelo coronavírus, o Japão é um dos países mais desenvolvidos que menos foram afetados.

 

Mas por quê?

 

Segundo Kenji Shibuya, diretor do Instituto de Saúde da População do King's College, em Londres, o Japão é muito eficiente em testar pessoas em busca do vírus, identificar grupos de contágio e isolá-los.

 

"A única maneira de lidar com qualquer pandemia é testar e isolar. E muitos países não ouviram. No Japão, eles estão desesperados para rastrear os infectados. E estão indo bem em termos de identificar e isolar os grupos doentes", disse à BBC News Mundo (serviço da BBC em espanhol).

 

Mas ainda assim, segundo o pesquisador, o país não tem realizado a quantidade de testes que deveria. E isso pode levar a um aumento drástico no número de pessoas infectadas.

 

"Os testes no Japão estão muito atrás de outros países. E minha preocupação é que exista um grupo de pessoas infectadas, sem sintomas, que não foram detectadas, além de casos importados de outros países."

 

"Se isso estiver acontecendo", advertiu, "temo que possa haver uma explosão no surto".

 

Distanciamento social

 

Outro argumento que pode explicar o sucesso do Japão é o distanciamento social que, mesmo antes do surto de coronavírus, já estava bem estabelecido na cultura.

 

"Os japoneses são bastante conscientes da higiene, muito mais do que em outros lugares. Além disso, muitas pessoas usam máscaras nas ruas por questão cultural, então há menos chances de transmissão", explica Benjamin Cowling, professor de epidemiologia da Universidade de Hong Kong.

 

Shibuya também aponta para a "propensão japonesa à higiene" e a aspectos culturais como "evitar abraços" como fatores que contribuiram para a menor propagação do coronavírus.

 

Mas ele lembra que esses fatores parecem ter tido pouco impacto em outros países.

 

"No Reino Unido, as pessoas também começaram a se distanciar, a trabalhar em casa e a usar máscara. E os casos ainda estão aumentando", afirma.

 

Pandemia levou organizadores da Olimpiada deste ano a adiar o evento para o ano que vem© Getty Images Pandemia levou organizadores da Olimpiada deste ano a adiar o evento para o ano que vem

 

De todo modo, existe um consenso no Japão de que a decisão antecipada do governo de fechar escolas e suspender grandes eventos público, além de insistir na necessidade de respeitar as novas normas sociais desde o início, ajudou a controlar a disseminação.

 

Mas isso pode mudar. O governo liderado pelo primeiro-ministro, Shinzo Abe, anunciou que reabrirá as escolas em abril.

 

E, a julgar pelo que foi visto no último final de semana, com os japoneses reunidos para admirar as flores de cerejeira, as pessoas já começaram a levar menos a sério as medidas de distanciamento social.

 

Isso preocupa os especialistas.

 

"Acho que não é uma boa ideia enviar um sinal de que estamos indo bem e reabrir escolas em todo o país ou retomar eventos. Essa é uma mensagem errada. Precisamos ter muito cuidado, caso contrário, podemos ter situações semelhantes ao que acontece nos Estados Unidos ou em países europeus", diz Shibuya, do King's College.

 

Reduzir a transmissão

 

Se você comparar a curva de contágio no Japão com a de outros países, como Itália, Espanha e EUA, conseguirá perceber como os japoneses foram bem sucedidos.

 

Ou seja, até agora, mesmo que ainda surjam casos novos todos os dias, esse montante não sofreu um aumento acentuado em nenhum momento.

 

Esse conceito de "achatar a curva", evitando que muitas pessoas fiquem doentes ao mesmo tempo, é o que muitos países buscam. Para especialistas, essa estratégia é chave para "retardar e conter" a covid-19.

 

Segundo especialistas, estratégia do Japão sem quarentenas massivas deve ser vista com cautela por países menos desenvolvidos© Getty Images Segundo especialistas, estratégia do Japão sem quarentenas massivas deve ser vista com cautela por países menos desenvolvidos

 

Manter a pandemia controlada tem evitado também que o sistema de saúde entre em colapso. Segundo dados do Banco Mundial, o Japão tem 13 leitos hospitalares para cada mil habitantes, mais do triplo da Itália. O Brasil tem 2 para cada mil habitantes.

 

Por isso, segundo especialistas, a estratégia do Japão sem quarentenas massivas deve ser vista com cautela por países menos desenvolvidos.

 

"Todos nós estamos tentando encontrar lugares e exemplos onde os números permanecem baixos sem tamanha paralisação da sociedade. Porque não podemos continuar com o bloqueio, mas ao mesmo tempo não podemos voltar à vida normal, que tínhamos seis meses atrás, porque é muito fácil para o coronavírus espalhar", afirmou Cowling, da Universidade de Hong Kong.

 

"Precisamos encontrar algo intermediário, e talvez a experiência japonesa seja mais sustentável", acrescentou. (Com BBC News)

 

 

 

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Bolsonaro define lotéricas e igrejas como atividades essenciais

O presidente Jair Bolsonaro definiu outras atividades e serviços essenciais que devem funcionar durante a emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus, mesmo com a adoção de medidas de isolamento e de quarentena pelas autoridades. Entre eles estão as unidades lotéricas e as atividades religiosas de qualquer natureza.

 

O Decreto nº 10.292/2020 com a ampliação da lista foi publicado hoje (26) no Diário Oficial da União. A primeira lista foi definida pelo Decreto nº 10.282/2020, na semana passada. Pelo texto são serviços e atividades essenciais aqueles indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, assim considerados aqueles que, se não atendidos, colocam em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.

 

Além de lotéricas e igrejas, o governo incluiu nessa categoria a fiscalização do trabalho, atividades de pesquisa relacionadas com a pandemia de Covid-19 e as atividades jurídicas exercidas pelas advocacias públicas, relacionadas à prestação regular e tempestiva dos serviços públicos.

 

O Brasil já registrou 57 mortes e 2.433 casos da doença provocada pelo novo coronavírus.

 

Em publicação no Twitter, Bolsonaro destacou que, no Brasil, existem 12.956 casas lotéricas e 2.463 se encontram fechadas por decretos estaduais ou municipais. "Para que possam funcionar em sua plenitude, atualizei, nessa data, o Decreto 10.282", escreveu. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Polícia Federal altera o atendimento do passaporte e aos estrangeiros em virtude

A Polícia Federal, tendo em vista a publicação da Medida Provisória nº 926 e do Decreto nº 10.282, ambos de 20 de março de 2020, vem a público trazer novas orientações a respeito das atividades de Polícia de Imigração, dadas pelo cenário atual de crescente restrição de mobilidade.

 

As atividades de atendimento ao público, que já se encontram limitadas após a edição de normativos internos, serão analisadas sob rigorosos critérios de essencialidade e inadiabilidade, levando em conta os eventuais riscos à sobrevivência, à saúde e à segurança da população.

 

Dessa forma, a entrega de Passaporte, Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) e Documento Provisório de Registro Nacional Migratório (DPRNM) está suspensa enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública, resguardando o quadro efetivo de servidores da Polícia Federal para ser empregado em outras atividades, caso seja necessário.

 

O prazo de 90 dias para retirada do Passaporte está suspenso a partir desta data, retomando-se a contagem ao término da situação de emergência de saúde pública.

 

A entrega de Passaporte às pessoas que comprovarem extrema necessidade será deliberada pela Unidade descentralizada diante de situações excepcionais, considerando as ferramentas disponíveis.

 

Tais demandas de exceção poderão ser apresentadas pelos requerentes por meio remoto, por e-mail, à consideração da Unidade.

 

Esses endereços de e-mail também poderão ser usados para a expedição de certidões esclarecendo as restrições de atendimento e a suspensão de todos os prazos migratórios. (Com Catve)

 

 

 

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Porto Alegre confirma a 1ª morte da região Sul por coronavírus

A Prefeitura de Porto Alegre confirmou a primeira morte por coronavírus na Capital e no Rio Grande do Sul. O prefeito Nelson Marchezan Jr. divulgou a informação na madrugada desta quarta-feira (25). O caso ainda não foi oficializado pela Secretaria Estadual da Saúde.

 

A vítima é uma mulher de 91 anos que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento.

 

Até a noite de terça, eram mais de 2,2 mil casos confirmados em todo o Brasil, e 47 mortes. A maioria em São Paulo e Rio de Janeiro, além de uma investigada no Amazonas, que não entrou no último boletim do Ministério da Saúde.

 

Marchezan afirmou que “chegamos a um triste patamar”.

 

“Deveríamos começar a contabilizar a contaminação do vírus pelo número de pessoas na UTI. Tinham nove confirmadas e 26 com suspeitas. A partir de hoje, temos o primeiro óbito, que é mais um número que passa a fazer parte do nosso acompanhamento”, relata o prefeito.

 

Pela contabilização da Secretaria Estadual de Saúde, Porto Alegre tem 47 casos confirmados. Já a Secretaria Municipal de Porto Alegre informa um número maior – 81 casos.

 

Na última atualização da Secretaria Estadual de Saúde, feita na terça-feira (24), haviam 112 casos confirmados no estado, e nenhuma morte. Trinta e cinco cidades já têm registro da doença.

 

“Que a tristeza dessa primeira morte e tristeza da família dessas pessoas que estão na UTI sirva de referência para que os porto-alegrenses sigam de forma mais firme e com mais convicção a orientação do isolamento, principalmente daquelas pessoas com mais de 60 anos”, concluiu o prefeito. (Com G1)

 

 

 

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Paraguai endurece medidas e fronteira fecha totalmente

Com a segunda morte confirmada por Coronavírus (Covid-19) no Paraguai, medidas mais duras estão sendo tomadas pelo Ministro do Interior, Euclides Acevedo. No Twitter, o ministro se manifestou afirmando que " anunciaram o fechamento total das fronteiras até 28 de março, data estabelecida pelo regulamento total de isolamento. Os controles são realizados via área, terra e rio."

 

O Governo Paraguai determinou o fechamento dos aeroportos para voos comerciais e mandou a Polícia Nacional intensificar a fiscalização e mandar para casa as pessoas que insistem em circular pelas ruas do país sem necessidade.

 

Agora, até mesmo os paraguaios que estão no Brasil, não terão acesso ao país.

 

O Paraguai está com suas fronteiras fechadas desde o início da semana passada. Na Linha Internacional com Mato Grosso do Sul, as principais cidades fecharam as lojas e os acessos às vizinhas cidades sul-mato-grossenses foram fechados. (Com Catve)

 

 

 

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Bolsonaro pede fim de fechamento de comércio e de isolamento social

Em pronunciamento no rádio e na TV na noite desta terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o cOVID-19, novo coronavírus, está sendo enfrentado e pediu calma à população. "Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o princípio, venceremos o vírus e nos orgulharemos", disse o presidente.

 

Bolsonaro afirmou que as autoridades devem evitar medidas como proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. "Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade", destacou.

 

O presidente voltou a dizer que o grupo de risco para a doença é o das pessoas acima dos 60 anos de idade e que não teria necessidade de fechamento de escolas, já que são raros os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos. Segundo ele, 90% da população não terá qualquer manifestação da doença, caso se contamine, e a preocupação maior deve ser não transmitir o vírus, "em especial aos nossos queridos pais e avós". Sobre os trabalhos das equipes de saúde em todo o país, coordenadas pelo ministro da Saúde, Henrique Mandetta, Bolsonaro confirmou que ocorreu um planejamento estratégico para manter um atendimento eficaz dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Jair Bolsonaro disse ainda acreditar na capacidade dos cientistas e pesquisadores para a cura dessa doença e falou que o governo recebeu notícias positivas sobre o uso da cloroquina no tratamento da covid-19. Ele aproveitou o pronunciamento para agradecer quem está na linha de frente no combate ao novo coronavírus. "Aproveito para render minha homenagem a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, técnicos e colaboradores, que na linha de frente nos recebem nos hospitais, nos tratam e nos confortam." (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

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