Bolsonaro deixa a UTI, mas não tem previsão de alta hospitalar

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde passa por tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. 

Segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (24), apesar de apresentar melhora clínica, ele segue no hospital com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar.

O documento é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; pelo gerente médico, Wallace S. Padilha; e pelo diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Entenda

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados, e estava detido na Papudinha, prédio no Complexo Penitenciário da Papuda.

No dia 13 de março. ele passou mal e foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital DF Star, com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Prisão domiciliar

Ontem (23), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, por motivos de saúde.

O documento será avaliado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro no STF.

 

 

 

 

por - Agência Brasil

 Supermercados já podem vender medicamentos; entenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácia ou drogaria em áreas de venda de supermercados. O texto foi publicado nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial da União.

A norma tem origem no Projeto de Lei nº 2.158/2023, aprovado pelo Congresso Nacional, que autoriza a instalação de um setor de farmácia no interior de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade.

Entenda

De acordo com a lei, farmácias e drogarias devem ser instaladas em lugar independente dos demais setores do supermercado e operadas diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada em órgãos competentes.

Devem ser observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêuticos.

Aos supermercados, fica vedada a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria.

Farmacêutico

A norma determina como obrigatória a presença de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria instalada na área de venda de supermercados.

As atividades permanecem submetidas às normas de vigilância sanitária e à legislação que regula o exercício da atividade farmacêutica no país.

Controle especial

Remédios sujeitos a controle especial de receita só deverão ser entregues ao cliente após o pagamento. Os medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento até o caixa em embalagem lacrada, inviolável e identificável. 

Comércio eletrônico

Farmácias e drogarias licenciadas e registradas por órgãos competentes poderão contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 OMS recomenda testes de diagnóstico rápido para erradicar tuberculose

No Dia Mundial da Tuberculose, lembrado nesta terça-feira (24), a Organização Mundial da Saúde (OMS) cobrou maiores esforços para erradicar a doença e ampliar o acesso a novas tecnologias, incluindo testes diagnósticos que podem ser feitos no próprio local de atendimento e swabs de língua que detectam a bactéria mais rapidamente.

Em nota, a entidade destacou que as novas tecnologias representam mais um passo rumo à detecção precoce e ao tratamento mais rápido de uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo.

“Esses testes portáteis e fáceis de usar aproximam o diagnóstico da tuberculose dos locais onde as pessoas normalmente buscam atendimento”.

A OMS informa que esses testes custam menos da metade do preço de exames moleculares já existentes e podem ajudar diversos países a expandir o acesso à testagem: "os testes podem funcionar por meio de bateria e fornecem resultados em menos de uma hora, permitindo que os pacientes iniciem o tratamento mais cedo”, completou a nota.

Em todo o mundo, mais de 3,3 mil pessoas morrem por dia vítimas da doença. Os números da agência mostram ainda que há 29 mil novos casos de tuberculose por dia.

“Os esforços globais para combater a tuberculose salvaram cerca de 83 milhões de vidas desde 2000; no entanto, os cortes no financiamento global da saúde ameaçam reverter esses avanços”.

“A adoção de ferramentas de diagnóstico rápido tem sido um desafio em muitos países, em parte, devido aos altos custos e à dependência do transporte de amostras para viabilizar os testes em laboratórios centralizados”, destacou a entidade.

Para a entidade, esses esforços podem contribuir para alcançar metas globais de acesso aos testes de tuberculose e resistência a medicamentos, além de reduzir atrasos no início do tratamento e conter a transmissão.

Brasil

Dados do Boletim Epidemiológico Tuberculose 2025, do Ministério da Saúde, mostram que 84,3 mil pessoas contraíram a doença no país em 2024 – uma incidência de 39,7 casos para cada 100 mil habitantes. Nesse período, foram contabilizados ainda mais de 6 mil óbitos.

Os maiores coeficientes de incidência foram observados no Amazonas (94,7 por 100 mil), no Rio de Janeiro (75,3 por 100 mil) e em Roraima (64,3 por 100 mil).

Na mortalidade, considerando os dados consolidados de 2023, os destaques foram Amazonas, (5,1 por 100 mil), Pernambuco (4,8 por 100 mil) e Rio de Janeiro (com 4,6 por 100 mil).

Entenda

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch.

A doença afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos e/ou sistemas. A forma extrapulmonar ocorre com mais frequência em pessoas que vivem com HIV.

A transmissão acontece por via respiratória, pela eliminação de partículas muito pequenas produzidas por tosse, fala ou espirro de uma pessoa com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea) sem tratamento.

Quando outras pessoas respirarem essas partículas, há a possibilidade de se infectarem.

De acordo com o Ministério da Saúde, calcula-se que, durante um ano, em uma comunidade, uma pessoa com tuberculose pulmonar e/ou laríngea ativa sem tratamento e que esteja eliminando partículas com bacilos, possa infectar, em média, de 10 a 15 pessoas.

Segundo a pasta, com o início do tratamento, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias, o risco de transmissão da doença cai drasticamente.

“No entanto, o ideal é adotar medidas de controle de infecção até que o resultado da baciloscopia [exame para detectar a bactéria da tuberculose] se torne negativo – tais como cobrir a boca com o braço ou lenço ao tossir e manter o ambiente bem ventilado, com bastante luz natural.”

O bacilo de Koch é sensível à luz do sol e a circulação de ar ajuda a dispersar as partículas infectantes. Por isso, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco de transmissão.

"A ‘etiqueta da tosse’, ou seja, cobrir a boca com o antebraço ou lenço ao tossir, também é uma medida importante”, informa o Ministério da Saúde.

Dentre os sintomas associados à tuberculose estão:

  • tosse seca ou produtiva (com catarro) por três semanas ou mais;
  • febre à tarde;
  • suor noturno;
  • emagrecimento.

“Se uma pessoa apresentar sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final”, concluiu o ministério.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Subnotificados, casos de Oropouche atingem 2% da população brasileira

Dados sobre a Febre do Oropouche divulgados nesta terça-feira (24) indicam que a incidência real da doença é muito superior às ocorrências notificados, com até 200 casos reais para cada episódio conhecido.

Entre 1960 e 2025 a doença já infectou 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe, das quais ao menos 5,5 milhões no Brasil.

A febre do Oropouche é transmitida aos humanos pela picada de mosquitos do tipo Culicoides paraensis, conhecido na Região Norte como maruim ou mosquito-pólvora.

Os dados foram reunidos por um consórcio de pesquisadores da University of Kentucky, Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas e Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

“[A doença] tem um ciclo silvestre muito bem esclarecido e, mais recentemente, a gente tem observado ciclos urbanos nas capitais, o que era pouco comum até pouco tempo”, explicou o diretor de Operações do Instituto Todos pela Saúde, Vanderson Sampaio.

Ele acrescentou que, pelo fato de a maior parte da população ainda não ter contato com a doença, é provável que ela possa avançar

“Não sabemos ainda qual a quantidade de casos graves dessa doença nem condições de saber agora, pois temos um número muito baixo de casos registrados.”

Para investigar a existência de antígenos, como indicativo de que as pessoas tiveram contato com a doença, foram investigados dados sorológicos em amostras sangue coletadas em três momentos distintos (novembro de 2023, junho de 2024 e novembro de 2024). 

Com o resultado foi possível afirmar que o alcance do surto de 2023 para 2024 foi semelhante ao do surto anterior no estado, em 1980-1981. Em ambos, o alcance em Manaus foi de cerca de 12,5%, chegando próximo de 15% no estado.

Surtos

O estudo revisou ainda os registros de surtos da doença, encontrando 32 deles desde a identificação da febre, em 1955, no Brasil, Peru, Guiana Francesa e Panamá. Somente no Brasil foram identificados 19 surtos. 

“É possível sim a gente desenvolver técnicas de rastreio. Uma delas é a de vigilância de síndromes febris, analisando amostras dos pacientes a partir de análise genética”, destacou o especialista.

Manaus é o principal centro da região amazônica na dispersão da doença. Com sua população na casa de 2 milhões de pessoas e grande conexão, inclusive aérea, com outras cidades, age como um polo de dispersão, determinante para a expansão da doença para outros centros, como Espírito Santo e Rio de Janeiro, bastante impactados em 2024. 

Segundo o estudo, a diferença entre casos confirmados e número real de infecções pode ser explicada pelo acesso limitado a serviços de saúde na bacia amazônica e pela provável alta proporção de casos assintomáticos ou leves, que os pesquisadores estimam que possa ser a grande maioria dos casos da doença, uma característica até então sem evidências claras.

Nesta década foram registrados mais de 30 mil casos, com o avanço de uma variante do vírus por toda a América Latina e Caribe, dado que segundo o estudo indica uma subnotificação notável de todos os serviços de saúde da região.

A infecção pode provocar um quadro febril semelhante ao da dengue e outras arboviroses, o que dificulta ainda mais a identificação e tratamento corretos. Os casos graves, geralmente aqueles que são corretamente diagnosticados, podem evoluir para doença neurológica, complicações materno-fetais e morte.

Tratamento

Atualmente, não existem vacinas licenciadas nem antivirais específicos disponíveis, embora haja estudos nesta década sobre a eficácia de acridonas (moléculas isoladas a partir de um tipo de alcatrão) na doença, como o da pesquisadora Clarita Avilla, da Unesp de São José do Rio Preto.

Segundo a pesquisa, anticorpos adquiridos há décadas ainda são capazes de neutralizar a cepa recente do vírus, o que sugere imunidade de longa duração. Ainda assim, os pesquisadores alertam que, sem intervenções específicas, novos surtos continuarão ocorrendo em regiões onde o vetor esteja presente.

O grupo publica também nesta terça-feira (24) um segundo estudo, que identifica a predominância do vírus em áreas rurais e florestais, sendo os casos de transmissão de mosquitos urbanos, como o Aedes aegypti, uma minoria. 

Neste trabalho os autores afirmam que as estratégias de controle vetorial focadas em mosquitos urbanos não são suficientes para conter a transmissão da doença, exigindo esforços adicionais de vigilância epidemiológica em áreas de contato com mata degradada. 

“Ao identificar quem já foi infectado, conseguimos prever com maior precisão quais populações permanecem em risco para futuros surtos”, afirma o professor Allyson Guimarães Costa, da Universidade Federal do Amazonas e do Hemoam.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 IAT reforça cuidados para a criação de animais silvestres de forma legal

É possível comprar, de maneira legal, um animal silvestre no Paraná, mas as regras são rígidas, com foco no bem-estar da espécie e no combate ao tráfico ilegal . Há, porém, cuidados específicos que precisam ser seguidos por quem quer ser tutor de espécies da fauna local, como papagaios, canários-da-terra, pintassilgos e sabiás, entre outros.

A mais importante delas é obrigação de adquirir os animais de criadouros ou lojas licenciados pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), ou pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nesses casos, nota fiscal, certificado de origem e marcação (anilhas/microchip) são itens indispensáveis. O IAT reforça que é possível confirmar a regularidade do vendedor antes de finalizar a compra. A verificação pode ser feita mediante o envio do nome e CNPJ do estabelecimento para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Em situações de animais resgatados, a orientação é o acionamento imediato de órgãos ambientais como secretarias municipais de meio ambiente e o próprio Instituto Água e Terra. Já quando o animal estiver sem documentação legal, o indicado fazer a entrega voluntária ao IAT.

Vencida esta etapa formal, os cuidados passam a ser no dia a dia. “Há uma grande confusão entre o animal domesticado, como cães e gatos, e o animal silvestre. O animal silvestre tem instintos selvagens e deve ser tratado de forma diferente”, destaca o médico veterinário do IAT, Pedro Chaves de Camargo.

Para ajudar na adaptação, o Instituto preparou um guia com cuidados básicos que o responsável deve seguir pensando na saúde e no bem-estar das espécies. Veja como proceder: 

Conhecimento prévio

É importante estudar e se aprofundar sobre a espécie silvestre que será cuidada antes de adquiri-la, focando nas necessidades ecológicas do animal, respeitando os hábitos e características de cada um.

Espaço adequado

O local em que o animal será criado é essencial para o bem-estar. Gaiolas pequenas, por exemplo, podem causar estresse, automutilação e depressão. Até 80% das araras e dos papagaios, segundo estudos internos, arrancam suas penas, doença conhecida como picacismo, por sofrerem de estresse crônico causado pelo manejo inadequado do animal em cativeiros impróprios.

Alimentação

Outro erro comum é oferecer comida humana (pão, bolacha e até sementes dependendo da espécie) para os animais. A ação causa alteração comportamental e problemas de saúde. Animais silvestres precisam de ração específica para a espécie e complementos adequados receitados por um veterinário especialista.

Um sagui na janela da minha casa

Espécies que vivem na natureza se alimentam de forma oportunista e não estão acostumados a “refeições fáceis”, como frutas produzidas para o consumo humano, mas oferecidas a esses animais pela população. Assim, quando o animal que vive na mata passa a consumir essa alimentação, se acostuma rapidamente com a dieta inadequada e tende a ficar nas redondezas das cidades para conseguir comida mais facilmente.

“Se um macaco come uma banana oferecida por um humano, ele pode atingir um alto número de calorias que, normalmente, comeria em apenas um dia. A ação de dar comida para animais, mesmo que frutas, induz uma alimentação adulterada que pode causar a morte do bicho”, alerta o veterinário do IAT. 

Tratamento específico 

Não é qualquer clínica veterinária que atende animais silvestres, por isso o custo para mantê-lo costuma ser mais alto. 

Transporte

O transporte de animais silvestres no Brasil exige, obrigatoriamente, autorização do Ibama ou órgão estadual, Guia de Trânsito Animal (GTA) e atestado sanitário. Animais nativos (exceto pássaros) precisam de Autorização de Transporte Interestadual via Sistema Nacional de Gestão de Fauna Silvestre (Sisfauna). O animal deve viajar em caixas de transporte seguras, forradas, com ventilação adequada e tamanho proporcional à espécie, evitando estresse, superaquecimento ou fuga.

Devolução voluntária

A legislação ambiental permite que pessoas que criavam animais silvestres de forma irregular os entreguem espontaneamente em órgão ambientais com o IAT. A devolução voluntária não acarreta punição e é a maneira recomendada de lidar com a situação, uma vez que animais sem origem legal ou licença não podem ser regularizados.

Após a entrega voluntária, os animais serão avaliados clinicamente por uma equipe técnica que vai definir a destinação mais adequada. Importante destacar que, após a entrega voluntária, não é possível acompanhar o destino do animal.

Não devolva à natureza

O IAT orienta a população a não soltar na natureza animais silvestres criados em domicílios, pois eles não estão preparados para sobreviver sozinhos e precisam passar por um processo de readaptação. A recomendação é acionar o órgão ambiental da cidade, que vai liderar o processo de maneira adequada.

Ajude a fauna

Ao avistar algum animal silvestre ferido ou para denúncias de atividades ilegais contra animais, entre em contato por meio da Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT).

Se preferir, ligue para o Disque Denúncia 181. Informe de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.

Mais informações e orientações oficiais sobre a tutela de animais silvestres de estimação estão disponíveis no site do Instituto Água e Terra, além do Capítulo VII da Instrução Normativa nº 05/2025.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Ensino de Matemática: alunos da rede estadual são os primeiros do país a testar ferramenta

O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, é pioneiro em uma experiência educacional inovadora. Uma nova versão do recurso educacional digital (RED) Khan Academy, voltado ao ensino de Matemática, foi disponibilizada em primeira mão às escolas estaduais daquele Núcleo Regional da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR). Professores e alunos são os únicos do Brasil a participar do projeto-piloto para o teste da ferramenta ao longo de 2026.

A versão denominada Khan Academy Reimaginada foi desenvolvida para facilitar o acompanhamento do aprendizado, aumentar o engajamento dos estudantes e apoiar ainda mais o planejamento pedagógico dos professores. Além do pioneirismo nacional, estudantes e professores do NRE de Francisco Beltrão são os primeiros no mundo a testarem a tecnologia fora dos Estados Unidos, país onde a Khan Academy é desenvolvida.

Ao todo, mais de 170 professores e cerca de 12 mil alunos da regional participam do projeto-piloto. Em pleno funcionamento, o recurso já foi apresentado aos docentes do núcleo, que iniciaram o trabalho em sala de aula com os estudantes. Após a etapa piloto, o lançamento global da nova versão da Khan Academy está previsto para 2027, quando o acesso será liberado a todos os usuários da rede estadual do Paraná.

Conforme o secretário da Educação do Paraná, Roni Miranda, a inovação integra um conjunto de estratégias com foco em intensificar a aprendizagem de Matemática na rede estadual, objetivo considerado prioritário para 2026. Somente neste ano, o Governo do Estado investirámais de R$ 130 milhões para o fortalecimento do ensino do componente, incluindo ampliação das aulas de recomposição da aprendizagem com docência compartilhada, estratégia que prevê dois professores em sala de aula ao mesmo tempo, além de ações de formação continuada para docentes e reforço aos recursos digitais.

"O Governo do Estado tem um compromisso com a excelência do ensino em todas as disciplinas, e sabemos que o ensino de Matemática enfrenta desafios em todo o Brasil. Por isso, temos empenhado grandes esforços para fornecer todos os recursos educacionais possíveis aos nossos professores, ampliando as condições para que cada aluno desenvolva completamente seu potencial”, observa o secretário.

NOVAS FUNCIONALIDADES - Incorporado pela rede estadual em 2022, o recurso digital Khan Academy está disponível para todos os alunos do 9º ano do Fundamental à 3ª série do Ensino Médio das escolas estaduais do Paraná. A ferramenta oferta cursos completos e gratuitos na área de Matemática, com conteúdos e aulas online alinhadas ao currículo estadual. Somente em 2025, a Khan Academy registrou quase 39 milhões de habilidades trabalhadas por alunos da rede estadual.

Entre as funcionalidades da nova versão do recurso, destacam-se atividades gamificadas e um sistema de recompensas e desafios em missões diárias, semanais e por unidade. Os estudantes também contam com o apoio do Khanmigo, inteligência artificial que oferece apoio na resolução das atividades. Os alunos também podem visualizar suas conquistas e acompanhar o progresso de sua jornada de aprendizagem em um único painel.

Para a estudante Maria Eduarda Falcão Alves, de 17 anos, a funcionalidade com inteligência artificial é um dos principais benefícios da atualização. “Em todas as dificuldades que tive, pude consultar a IA para pedir fórmulas, acessar a calculadora e tirar as dúvidas. Consegui realmente entender o conteúdo. É uma experiência muito boa para o aprendizado”, contou a aluna da 3ª série do Ensino Médio do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) do Sudoeste do Paraná, em Francisco Beltrão.

Para os professores, a Khan Academy Reimaginada também traz novidades, como um design voltado ao trabalho de sala de aula e notificações inteligentes que indicam quando um estudante precisa de apoio. Além disso, os docentes podem definir metas coletivas de aprendizagem para turmas inteiras, bem como implementar práticas personalizadas a cada estudante.

“A Khan tem feito melhorias com foco na experiência do usuário e na gamificação do recurso, e o Paraná foi selecionado para fazer parte desse piloto, uma vez que nossos professores e estudantes são usuários frequentes, conhecem bem a ferramenta e têm essa prática da literacia digital. Assim, eles podem testá-la e dar feedbacks, fazendo as observações necessárias para uma melhoria no próprio recurso”, explicou a coordenadora de Educação Digital da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR), Lorena Pantaleão.

RECONHECIMENTO - De acordo com a Coordenação de Educação Digital (CED) da Seed-PR, a escolha por Francisco Beltrão levou em conta fatores como o porte do núcleo e o bom trabalho desenvolvido pela regional no uso de diferentes tecnologias educacionais, que encontram boa aceitação junto à comunidade.

Conforme a embaixadora de Matemática no NRE de Francisco Beltrão, Rubia Schmitz, a oportunidade também representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos professores e alunos da região. “Ficamos muito felizes. Nosso trabalho é estar junto com os professores, dando esse suporte e mostrando as possibilidades de uso que existem para facilitar o trabalho deles. Essa novidade vem para fortalecer ainda mais o nosso trabalho”, opinou a técnica pedagógica, responsável por orientar os docentes do núcleo sobre o uso dos recursos digitais.

“Já tivemos formações com os professores e conseguimos reuni-los com a equipe da Khan. Foi uma formação dinâmica, que estimulou muito os professores. Estamos acompanhando as aulas em laboratório e podemos ver os alunos tendo um novo engajamento, uma vez que a plataforma, com mais gamificação e inteligência artificial, contribui para que aprendam ainda mais”, relatou Schmitz.

RECURSOS EDUCACIONAIS DIGITAIS - Os REDs são ferramentas digitais ofertadas pela Seed-PR com o objetivo de apoiar o trabalho dos professores em sala de aula e complementar o aprendizado dos estudantes. Além da Khan Academy, estudantes da rede estadual contam com outro RED para apoio ao aprendizado de Matemática, o Matific. Implementada em 2021, inicialmente para o 6º ano do Ensino Fundamental, a ferramenta foi posteriormente expandida para o 7º ano, com foco no desenvolvimento de habilidades por meio da gamificação.

Outros REDs disponíveis para os estudantes da rede estadual contemplam áreas do conhecimento diferentes. As ferramentas Leia Paraná e Redação Paraná, por exemplo, ajudam no domínio de habilidades de leitura e escrita. Já o aplicativo Enem Paraná tem foco na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares em geral, enquanto as ferramentas Inglês Paraná High e Inglês Paraná Teens ajudam os alunos a melhorar níveis de escrita, leitura e conversação em língua inglesa.

 

 

 

 

 

Por - AEn

 Receita abre consulta a lote da malha fina do Imposto de Renda

Cerca de 87 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão restituição. Às 10h desta terça-feira (24), a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de março. 

O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 87.440 contribuintes receberão R$ 300 milhões. Neste lote, todo o dinheiro será para contribuintes com prioridade no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  •    47.817 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  •     25.028 contribuintes de 60 a 79 anos;
  •    6.649 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  •    4.566 contribuintes acima de 80 anos;
  •    3.380 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. 

Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Pagamento

O pagamento será feito em 31 de março, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. 

Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. 

Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. 

Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Agente da PRF mata namorada, comandante da Guarda Municipal de Vitória

A comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória (ES), Dayse Barbosa Mattos, de 38 anos, foi morta com cinco tiros na cabeça, na madrugada desta segunda-feira (23) pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que se matou em seguida. A vítima deixa uma filha de sete anos.

O policial planejou o crime para entrar na casa de Dayse. Ele usou uma escada para chegar à marquise da casa e, em seguida, usando outros instrumentos, arrombou a porta, surpreendendo a vítima, que dormia.

“Ele foi com a finalidade de cometer o feminicídio. Ele levou os materiais para poder entrar na residência e poder subir na marquise. Tudo indica que ela estava deitada, dormindo, quando ele efetuou os disparos, sem possibilidade de reação”, explicou o delegado-chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, Fabrício Dutra.

De acordo com a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, delegada Raffaella Aguiar, as investigações apontam que a guarda tentava romper com o PRF, “um homem considerado possessivo e extremamente controlador”. 

“Uma mulher forte, uma autoridade, uma Comandante da Guarda Municipal e sofrer essa violência mais gravosa, que é o feminicídio. Então, essa violência de gênero diz sobre quem é ele”. 

Seguindo Raffaella Aguiar, as primeiras informações são de que ele não aceitava o fim do relacionamento. 

A vítima era uma figura de destaque na segurança pública de Vitória, tendo assumido recentemente o comando da Guarda Civil Municipal.

Segundo o pai de Dayse, Carlos Roberto Teixeira, o relacionamento era conturbado e marcado por episódios de violência, embora não houvesse registros formais anteriores contra o agressor. 

“Já tirei ele de cima dela. Uma vez, flagrei ele tentando enforcar a Dayse”, contou.

O policial rodoviário federal Diego de Oliveira Souza era lotado em Campos dos Goytacazes, norte fluminense (RJ).

Nota de pesar

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lamentou a morte da comandante Dayse Barbosa Mattos. Primeira mulher a ocupar o cargo de comandante na história da corporação, Dayse Barbosa construiu uma trajetória de liderança marcada pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo compromisso com a segurança pública.

“Sua morte evidencia a gravidade do feminicídio no país e a persistência dessa forma de violência, além de representar um severo alerta de que o enfrentamento ao feminicídio e a atenção à saúde mental dos profissionais de segurança pública constituem compromissos centrais e permanentes deste Ministério, no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública”, diz a pasta. 

Na nota, o Ministério também reafirma compromisso com o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência baseada em gênero. 

O governo do Espírito Santo e a prefeitura de Vitória decretaram luto oficial de três dias no estado e município pela morte de Dayse Mattos.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Para especialistas, alfabetização na idade correta é marco para o país

O anúncio de que 66% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade correta, no ano passado, representa uma conquista importante, segundo avaliam especialistas de organizações não-governamentais (ONG) ligadas ao setor da educação. Para os estudiosos, o resultado também deve ser encarado como desafio. 

Para o diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Correa, o alcance e a superação da meta de alfabetização em 2025 são resultados importantes que precisam ser celebrados. Para ele, o resultado reflete uma trajetória consistente de avanço nos últimos três anos.

“Isso mostra que a priorização política da pauta e o fortalecimento da cooperação federativa, com União, estados e municípios atuando de forma coordenada, tem produzido efeitos concretos na aprendizagem das crianças.” 

O vice-presidente de educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, acredita que o resultado representa um marco para o país e se deve a um compromisso coletivo de cooperação entre União, estados e municípios. 

Proto entende que o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem viabilizado resultados muito promissores para a educação brasileira.

“Iniciativas como o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização reforçam esse movimento ao reconhecer e incentivar redes que avançam com qualidade e equidade. Erradicar o analfabetismo no Brasil tem se tornado um sonho cada vez mais possível”, avalia. 

 

Desigualdades

Gabriel Correa, do Todos pela Educação, ressalta que a alfabetização adequada é a base para uma trajetória escolar de sucesso e que políticas públicas no setor não devem deixar nenhuma criança para trás.

“As crianças que no 2º ano do ensino fundamental ainda não sabem ler e escrever [34% no país] não conseguirão desenvolver os conhecimentos esperados nas séries seguintes. Elas não podem ser esquecidas”. 

O pesquisador entende que é necessário um esforço intencional para alfabetizá-las mesmo com atraso. Ao passo que reconhece o número relevante, Gabriel Correa avalia que o resultado pode esconder “desigualdades relevantes entre estados e municípios, que só poderão ser compreendidas com a abertura detalhada dos dados nos próximos dias”.

Ele explica que 2025 foi o primeiro ano em que o grupo de crianças avaliado estava na pré-escola durante a pandemia. “Esse fator ajuda a explicar parte da melhora observada, ainda que não substitua o papel das políticas públicas que vêm sustentando esse avanço”.

Felipe Proto, da Fundação Lemann, acrescenta que o País deve manter o foco e acelerar o ritmo. “O Brasil pode alcançar uma das transformações mais estruturantes de sua história: garantir que todas as crianças estejam lendo e escrevendo até o final do 2º ano do Ensino Fundamental”.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil