PRF registra 84 mortes e 1.167 feridos nas estradas durante feriado

O período do feriado de Tiradentes registrou 84 mortes e 1.167 feridos nas estradas federais, segundo balanço parcial divulgado nesta quarta-feira (22) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foram 1.022 sinistros de trânsito ao longo dos cinco dias de feriado.

A PRF informou que, das 84 mortes, 14 ocorreram em dois acidentes de trânsito. 

Um em Formosa (GO), onde a colisão frontal entre uma van e um caminhão, na BR-020, deixou oito mortos. Os feridos foram encaminhados para hospitais da região.

O segundo acidente grave ocorreu na cidade mineira de Salinas, na BR-251. A colisão entre um carro e um caminhão deixou seis pessoas mortas.

Fiscalização

Equipes da PRF reforçaram, desde sexta-feira (17), a fiscalização em trechos considerados críticos, onde o número de sinistros de trânsito costuma ser maior e de maior risco, pela forma mais arriscada como alguns condutores dirigem.

Durante as fiscalizações nas rodovias, as irregularidades mais observadas pelos policiais foram ultrapassagens irregulares, que resultaram em 5.320 infrações, e a falta ou mau uso do cinto de segurança e do dispositivo de retenção para crianças, as cadeirinhas, que somaram 4.342 infrações.

Segundo a PRF, a fiscalização com uso de radares portáteis identificou 28.373 veículos acima do limite de velocidade estabelecido para as rodovias. Foram também registradas 1.183 infrações relacionadas a consumo de álcool (recusa e constatação).

“No total, as equipes fiscalizaram 192.921 pessoas e veículos. Os policiais realizaram 69.824 testes do etilômetro, para identificar possível consumo de álcool pelos motoristas, e 75 pessoas foram detidas por embriaguez ao volante”, detalhou a PRF.

Duas ocorrências foram destacadas pela PRF. A apreensão de 1,3 tonelada de skunk, na BR-316, em Geminiano (PI) e a apreensão de 30 kg de skunk e maconha com um casal de estrangeiros com uma criança.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Enem 2026: período para pedir isenção da taxa termina nesta sexta

O prazo para os interessados solicitarem a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 termina nesta sexta-feira. A data limite também se aplica para aqueles candidatos que precisam justificar a ausência na edição do ano passado para participar gratuitamente desta edição.

A solicitação deve ser feita pela Página do Participante do Enem com o login único da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

O Inep prevê a gratuidade na inscrição do exame para os seguintes casos:

·  matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;

·  estudantes de todo o ensino médio em escola pública ou bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário-mínimo e meio;

·  pessoas de baixa renda com registro ativo no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);

·  beneficiários do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC);

As pessoas que se enquadram nestes perfis devem solicitar a dispensa do pagamento da taxa, pois a isenção não é automática.

O Inep destaca que o participante que integra uma família inscrita no CadÚnico precisa estar com a situação cadastral regular para solicitar a isenção da inscrição no Enem. A falta de atualização no CadÚnico pode levar ao indeferimento do pedido para fazer as provas de graça.

Ausência em 2025

O participante que teve a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Enem 2025, não compareceu às provas nos dois dias de aplicação em novembro do ano passado e queira solicitar novamente isenção da taxa de inscrição em 2026 deve justificar sua ausência.

Os documentos de comprovação devem conter todas as especificações do edital e serem legíveis para análise, sob pena de serem considerados inválidos. Entre eles: boletim de ocorrência policial, para casos de assaltos ou acidente de trânsito; certidão de casamento ou declaração de união estável, se ocorrida nove dias antes do primeiro dia de aplicação das provas.

O Inep exige documentos somente nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2MB. Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis dos participantes.

A justificativa da ausência no Enem 2025 também deve ser feita pela Página do Participante.

Resultado

Os resultados das solicitações de isenção da taxa de inscrição serão divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 8 de maio.

Os solicitantes com pedidos de isenção negados pela autarquia poderão entrar com recurso administrativo entre 11 a 15 de maio. Os resultados definitivos dos recursos serão conhecidos em 22 de maio.

As regras e prazos do Enem 2026 relativos aos pedidos de isenção da taxa de inscrição estão descritos em edital publicado pelo Inep no dia 1º de abril.

Já o período de inscrição para as provas ainda será definido e divulgado pelo Ministério da Educação. Quem teve a isenção de pagamento da taxa aprovada também precisa fazer a inscrição para as provas.

O Enem

O Enem é a principal prova para entrada no ensino superior brasileiro, por meio de iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu); o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Ainda, desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos que têm 18 anos completos e alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação.

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino superior de Portugal que têm convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Pesquisa da Sanepar reforça importância da caixa d'água para reservação em casa

Um levantamento recente feito pela Sanepar ajuda a mapear a segurança hídrica dos imóveis no Paraná. Os dados mostram que o acesso à caixa d'água é uma realidade nos municípios atendidos pela companhia, mas uma parcela significativa da população (23% nas residências e 30% nos comércios) ainda não tem caixa-d’água ou cisterna.

A posse do reservatório doméstico nas residências varia conforme a região do Estado. Na região do Norte, 87,7% dos entrevistados disseram que possuem caixa-d’água nas suas residências. Já a região Sudoeste apresenta o menor índice: 64,3% dos imóveis residenciais e 54,7% dos comércios possuem reservação. Entre os municípios pesquisados, Telêmaco Borba (56,6%), nos Campos Gerais, e Foz do Iguaçu (59,5%), no Oeste, apresentaram os menores índices de imóveis residenciais com a instalação destes equipamentos.

A norma técnica brasileira indica que todas as residências devem ter uma caixa-d’água, que funciona como reserva de emergência. De acordo com o estudo, 78% dos clientes com reservatório afirmam não ter sentido falta de água no período de um ano.

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o reservatório doméstico é uma extensão do sistema de distribuição. “Este cenário revela que quem tem caixa-d’água não é afetado por interferências no abastecimento. Da mesma forma que a Companhia investe nos sistemas de reservação para a estabilidade do sistema, a caixa-d’água dos imóveis residenciais e comerciais permite o acesso à água, mesmo em casos de interrupção temporária”, afirma.

“O perfil das famílias que existem no Paraná é composto, geralmente, por três a quatro pessoas. Para esse perfil, uma caixa-d’água com 500 litros de volume consegue atender o abastecimento de uma residência por um dia, ou seja, por 24 horas. Isso é importante porque eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição de água e o serviço terá que ser interrompido para que se possa efetuar consertos ou outras intervenções, como interligações de obras desse tipo”, explica o gerente de engenharia da Sanepar, Eduardo Arrosi.

Arrosi também destaca a necessidade de instalação de cisternas para auxiliar no sistema de bombeamento de prédios e edificações com mais de dois pavimentos. Para construções com mais de 600 metros quadrados, é necessária a aprovação do projeto hidrossanitário na Sanepar. Em casos de prédios com dois ou mais pavimentos, é exigida a construção de uma cisterna.

“As normas brasileiras recomendam que a Sanepar, e qualquer outra concessionária de distribuição de água, forneça uma pressão de 10 metros de coluna d'água (m.c.a.) na entrada do hidrômetro. Ou seja, a água teria força suficiente para subir 10 metros. Por isso, nos casos acima de dois pavimentos — nos quais os edifícios chegam muito próximo ou ultrapassam essas alturas — é necessária a cisterna com sistema de bombeamento. Com isso, o cliente não vai sentir falta de água”, diz.

ESTABILIDADE NO ABASTECIMENTO – A infraestrutura interna mitiga o impacto de paradas técnicas. Na região Norte, onde o índice de reservação é alto, a satisfação com a continuidade atinge 85,5%. Este número traduz o impacto positivo e revela a importância da caixa-d’água.

“Eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição e o serviço terá que ser interrompido para consertos ou outras intervenções. Também é importante ressaltar que para distribuir água nós dependemos da energia elétrica. Então, quando há falta de eletricidade, pode ocorrer a paralisação no sistema de abastecimento de água. Nesses casos, tendo a caixa-d’água, o consumidor não vai sentir a falta, porque vai ter essa reserva em sua residência”, acrescenta Arrosi.

Além disso, diferente da eletricidade, a velocidade de deslocamento da água no sistema é muito menor e a retomada do abastecimento depende de vários fatores que são levados em consideração pelos técnicos da Sanepar. Nesses casos, a caixa-d’água residencial funciona como uma garantia.

O empresário Raimundo Wagner Moreira investe na construção de imóveis para venda e locação em Foz do Iguaçu e faz parte daqueles que reconhecem a importância da reservação doméstica para o negócio e para a tranquilidade dos inquilinos e compradores. “É um item de extrema importância em uma obra. Caso a Sanepar precise fazer alguma manutenção na rede, a gente não fica desabastecido. Sempre coloquei o equipamento, inclusive estou fazendo uma obra nova e já está no projeto também fazer a caixa-d’água", afirma.

PROJETO SOCIAL – O Governo do Paraná e a Sanepar também tem um projeto social que ajuda famílias com a instalação de caixas d'água. O Caixa d'Água Boa disponibiliza uma caixa d'água e um kit de instalação às famílias em situação de vulnerabilidade social que não possuem caixa d'água no domicílio. Estas famílias recebem capacitação para instalação adequada, e o subsídio financeiro de R$ 1 mil para viabilização da instalação. Desde sua criação, em 2017, o programa já recebeu R$ 46 milhões e beneficiou 15 mil famílias.

Para ser elegível ao projeto, a família deve atender cumulativamente aos seguintes critérios: residir em município que possua contrato de concessão ou programa vigente com a Sanepar; residir em domicílio abastecido pela Sanepar e que não possua caixa d'água; estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e encontrar-se em situação de vulnerabilidade social conforme o Índice de Vulnerabilidade das Famílias (IVFPR); e possuir renda familiar de até meio salário mínimo nacional por pessoa.

METODOLOGIA – O levantamento contratado pela Sanepar foi realizado pelo Instituto Radar Pesquisas e ouviu no mês de novembro de 2025, 2.900 pessoas, sendo 2.400 de clientes residenciais e 500 clientes de imóveis comerciais em cidades polos de cada região do Paraná.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Vacinas contra gripe e Covid-19 são aliadas na prevenção de infarto e AVC

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da vacinação contra a influenza e a Covid-19 como uma medida de proteção que vai muito além das infecções respiratórias. Além de reduzir casos graves e óbitos, a imunização ajuda a evitar complicações como infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a descompensação de doenças crônicas.

A necessidade do alerta se baseia no fato de que essas infecções não atingem apenas o pulmão, podendo funcionar como um “gatilho” para problemas cardiovasculares. Portanto, a atenção deve ser redobrada, especialmente em pessoas que convivem com hipertensão, diabetes, obesidade, doença renal crônica ou histórico de AVC. Nesses grupos, uma infecção aparentemente comum pode causar dependência e piora clínica severa.

Estudos recentes publicados no New England Journal of Medicine, um periódico médico semanal publicado pela Massachusetts Medical Society, e na The Lancet, uma das revistas científicas de medicina mais prestigiadas e influentes do mundo, mostram que o risco de infarto agudo do miocárdio pode aumentar em seis vezes na primeira semana após o diagnóstico de influenza, enquanto o risco de AVC isquêmico pode subir até sete vezes após a Covid-19.

Em contrapartida, a vacinação contra a gripe foi associada a uma redução de 34% nos grandes eventos cardiovasculares e a um menor risco de morte ou trombose de stent em pacientes com doença coronariana.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressalta que a vacina é uma ferramenta de proteção sistêmica fundamental para garantir a estabilidade clínica da população, especialmente com a proximidade dos dias mais frios.

“Quanto antes nos vacinarmos, melhor. O corpo demora de duas a três semanas para estar com a imunidade completa. Ao evitarmos a infecção, impedimos uma inflamação intensa que sobrecarrega o coração e o sistema circulatório. Vacinar também é cuidar do coração, do cérebro e da vida, sendo uma das medidas mais eficazes para proteger a saúde individual e coletiva em um cenário de envelhecimento da população”, afirmou o secretário.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO – No Paraná, a campanha de vacinação contra a gripe já contabiliza mais de 597 mil doses aplicadas desde 28 de março. A estimativa é vacinar 4.815.445 pessoas até o dia 30 de maio, buscando atingir a meta de 90% de cobertura nos grupos prioritários, especialmente em gestantes, idosos e crianças, grupos que em 2025 registraram coberturas de 74,6%, 59,2% e 58,6%, respectivamente.

COVID-19 – A vacina da Covid-19 está disponível para pessoas vivendo em instituições de longa permanência, indivíduos imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, as puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente e com comorbidades, além de pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes em medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua.

ABASTECIMENTO – A Sesa mantém o abastecimento regular das mais de 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios do Estado para garantir que o Paraná supere os índices de cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Saúde. A orientação é para que a população procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima, verifique se há doses em atraso e aproveite a estratégia de multivacinação para atualizar a caderneta antes da chegada do inverno.

 

 

 

 

Por - AEN

 Bons hábitos alimentares e estilo de vida são fundamentais para prevenir a hipertensão

A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta (PA), é uma doença crônica que acomete crianças, adultos e idosos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. É uma condição multifatorial e um dos principais fatores de risco para complicações das doenças cardiovasculares.

Assim como a obesidade e outras doenças cardiovasculares, a pressão alta pode acometer as pessoas a partir da interação de diferentes comportamentos de risco, como o alto consumo de alimentos ultraprocessados, gorduras, sódio, bebidas alcoólicas e o sedentarismo, entre outros determinantes relacionados ao estilo de vida.

Segundo a Secretaria estadual da Saúde (Sesa), 2.186.861 pessoas convivem com hipertensão arterial no Estado. O levantamento considera dados do início do primeiro trimestre de 2026. De janeiro a fevereiro, os atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde (APS) chegaram a 820.959, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 804.846 atendimentos.

O secretário da Saúde, César Neves, ressaltou a importância de uma alimentação saudável na rotina a fim de prevenir a alteração da pressão e de outras doenças. “A redução do consumo de alimentos ultraprocessados no cardápio traz grandes benefícios à saúde. O alimento é o pilar da nossa estrutura; tudo o que consumimos se transforma em energia para o corpo, a mente e o desempenho no cotidiano”, disse.

De acordo com o parâmetro atual, atualizado no final de 2025, a pressão arterial de 120/80 mmHg (popularmente conhecida como 12 por 8) deixou de ser considerada ideal e passou a integrar a categoria de pré-hipertensão. Para ser classificada como normal, a pressão deve estar abaixo desses valores.

Entre os principais fatores de risco para a hipertensão estão os hábitos alimentares inadequados (especialmente o consumo excessivo de sal), sobrepeso e obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo de álcool e, em alguns casos, fatores genéticos. Além disso, a hipertensão é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC), doença renal crônica, ocasionando em mortes prematuras.

A nutricionista da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade Física da Sesa, Viviane Bogasz de Melo, orienta sobre a importância da redução do consumo de sódio e de alimentos ultraprocessados.

“Devemos ter cautela com o consumo diário de sódio, que muitas vezes passa despercebido. A recomendação é não ultrapassar 2 gramas de sódio por dia, o equivalente a cerca de 5 gramas de sal de cozinha. Na prática, isso significa reduzir o uso do sal no preparo dos alimentos e evitar o consumo de produtos ultraprocessados, que frequentemente contêm altas quantidades de sódio”, alertou.

DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE – O dia 26 de abril marca a conscientização e o combate à hipertensão arterial. A data tem como objetivo alertar sobre a doença que afeta cerca de 28% da população brasileira, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Aferir a pressão regularmente é a maneira de diagnosticar a hipertensão. Pessoas a partir dos 20 anos devem fazê-lo ao menos uma vez por ano. Em casos de histórico familiar, a recomendação é fazer a medição pelo menos duas vezes ao ano.

A pressão alta não tem cura, mas possui tratamento e pode ser controlada. Apenas o médico pode indicar o melhor método para cada paciente. Além do uso de medicamentos, é fundamental ao hipertenso adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade, controle do estresse e evitar o uso de cigarro e álcool.

REDE DE DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO – A Sesa direciona o cuidado em saúde da população por meio da Rede de Atenção à Saúde, que inicia pela proteção, prevenção e tratamento, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com aferição, controle, orientação e diagnóstico e tratamento.

Além disso, a pasta orienta as equipes da Atenção Primária à Saúde sobre a Estratégia do Risco Cardiovascular, que tem como objetivo qualificar a atenção integral às pessoas com condições consideradas fatores de risco para as Doenças Cardiovasculares (DCV). A iniciativa busca fortalecer ações voltadas à promoção da saúde e ao controle dos níveis pressóricos (PA), incentivar a adesão ao tratamento e estimular mudanças no estilo de vida. Como resultado, espera-se reduzir a ocorrência de complicações, internações e óbitos associados a essas condições.

Como estratégia indutora para a avaliação do risco cardiovascular (RCV), a Sesa incorporou um indicador específico ao Programa de Aperfeiçoamento para Profissionais da Saúde (PROAPS) Paraná, com objetivo de estimular as equipes e realizarem a estratificação do risco cardiovascular na população de 40 a 74 anos. A medida possibilita o rastreamento e o diagnóstico precoce da hipertensão arterial, além de qualificar o manejo clínico dos usuários, contribuindo para prevenção de complicações e a oferta de um cuidado mais oportuno e resolutivo.

ULTRAPROCESSADOS – Os alimentos ultraprocessados são nutricionalmente desbalanceados com baixas quantidades de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos e com elevadas quantidades de aditivos químicos, gorduras, açúcares e sódio e por meio de diferentes fatores afetam negativamente a regulação de fome e saciedade, induzindo ao consumo excessivo. Além disso, o consumo excessivo de ultraprocessados impacta negativamente na microbiota intestinal, reduzindo a diversidade e abundância de bactérias benéficas no intestino e promovendo um desequilíbrio que gera inflamação intestinal e torna-se um terreno fértil para alterar o metabolismo e para o surgimento de obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes, entre outras.

A Sesa reforça que o mais importante é adotar medidas de controle para evitar que a pressão arterial se torne um problema mais grave. Manter hábitos saudáveis, cuidar da alimentação, praticar atividades físicas regularmente e evitar o tabagismo são atitudes fundamentais para reduzir riscos e preservar a saúde.

 

 

 

Por - AEn

 Volta do feriado de Tiradentes tem 22,4 mil vagas de emprego abertas em todo o Paraná

A volta do feriado de Tiradentes tem 22.441 vagas de emprego com carteira assinada em todas as regiões do Paraná. As oportunidades podem ser conferidas nas Agências do Trabalhador e contemplam diferentes áreas de atuação e níveis de escolaridade, com oportunidades para quem busca o primeiro emprego ou recolocação no mercado de trabalho.

Entre as funções com maior número de vagas estão  alimentador de linha de produção (6.108 vagas), abatedor (1.485 vagas), operador de caixa (903 vagas) e repositor de mercadorias (834 vagas).

A Grande Curitiba lidera o número de vagas no Estado, com 5.161 oportunidades de emprego, entre elas alimentador de linha de produção (444), operador de telemarketing ativo e receptivo (345) e operador de caixa (324). Só na Agência do Trabalhado de Curitiba são 1.044 vagas, sendo as principais: repositor de mercadoria (133), operador de caixa (111) e fiscal de loja (110).

Na sequência vem a Regional de Cascavel, com 4.936 chances de trabalho. Nessa regional as principais vagas são para alimentador de linha de produção (1.678), abatedor (987) e operador de caixa (205).

A terceira regional com mais oportunidade é a de Campo Mourão, com 2.796 postos de trabalho abertos. Puxam as vagas nesta regional os cargos de alimentador de linha de produção (787), abatedor (280) e magarefe (215).

As demais vagas estão distribuídas pelas regionais de Foz de Iguaçu (2.372), Pato Branco (2.211), Londrina (1.514), Maringá (1.183), Umuarama (933), Guarapuava (571), Paranaguá (545), Ponta Grossa (183) e Jacarezinho (36).

Além das vagas operacionais, há oportunidades que exigem qualificação técnica ou ensino superior, como psicólogo, fonoaudiólogo, professor, farmacêutico, entre outros.

Os interessados podem procurar a Agência do Trabalhador mais próxima ou acessar os canais digitais para consultar as vagas disponíveis e agendar atendimento.

 

 

 

 

 

Por -AEN

Anvisa impõe alerta obrigatório e limita dose de cúrcuma em suplementos após risco raro ao fígado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou novas regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma, com limites de dosagem e advertência obrigatória nos rótulos.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22) e ocorre após alertas sobre risco raro de inflamação e danos ao fígado associados ao uso desses produtos.

A norma altera regras vigentes desde 2018 e estabelece, pela primeira vez, uma faixa segura de consumo para compostos derivados da cúrcuma em suplementos, além de restringir o uso por grupos mais vulneráveis.

 

Limites passam a ser obrigatórios

Com a nova regulamentação, suplementos com cúrcuma devem seguir parâmetros definidos para adultos:

  • mínimo de 80 mg de curcuminoides por dia
  • máximo de 130 mg de curcumina
  • máximo de 120 mg de tetraidrocurcuminoides

Também passa a ser obrigatória a inclusão de um alerta claro nos rótulos, informando que o produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas.

As empresas terão prazo de seis meses para adaptar fórmulas e embalagens. Durante esse período, poderão continuar vendendo os produtos, desde que as advertências estejam disponíveis em canais como site e atendimento ao consumidor.

 

Aumento de casos e alerta internacional

A decisão da Anvisa vem após avaliações internacionais identificarem casos suspeitos de toxicidade hepática ligados ao consumo de suplementos com cúrcuma —especialmente em versões concentradas.

Autoridades sanitárias de países como França, Canadá, Itália e Austrália já haviam emitido alertas semelhantes após registros de efeitos adversos, incluindo episódios de hepatite.

Segundo a agência brasileira, o principal problema está em formulações que aumentam a absorção da curcumina —o composto ativo da cúrcuma— elevando a quantidade efetivamente processada pelo organismo.

 

Especialista explica risco e uso indiscriminado

Para Pedro Bertevello, cirurgião do aparelho digestivo da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, os casos de lesão hepática tendem a ocorrer em situações específicas —principalmente quando há uso em doses elevadas ou sem orientação médica.

Ele explica que existe uma percepção equivocada de segurança em torno de suplementos naturais, o que leva parte dos consumidores a aumentar a dose por conta própria.

Segundo o especialista, há limites considerados seguros para essas substâncias, mas o uso acima do recomendado —ou a combinação com outros produtos— pode sobrecarregar o fígado e desencadear inflamações.

Bertevello também chama atenção para a falta de padronização entre os produtos disponíveis no mercado, o que pode dificultar o controle da dose real ingerida.

 

Como a cúrcuma pode afetar o fígado

A cúrcuma é uma planta amplamente usada como tempero e também em produtos vendidos como anti-inflamatórios naturais. Seu principal composto ativo, a curcumina, tem propriedades antioxidantes.

O problema surge quando a substância é consumida em altas concentrações, como em cápsulas ou extratos. Nesses casos, o fígado —responsável por metabolizar compostos químicos— pode sofrer uma reação inflamatória, levando a um quadro conhecido como hepatite medicamentosa.

O risco é considerado raro, mas aumenta em situações como uso prolongado, doses elevadas ou associação com outros medicamentos.

 

Uso na alimentação não é afetado

A Anvisa ressalta que a nova regra não se aplica ao consumo de cúrcuma como tempero. Nas quantidades utilizadas na alimentação, a substância é considerada segura.

A medida foca exclusivamente em suplementos, que concentram doses muito mais altas do composto ativo.

 

 

 

 

 

Por - G1