PMPR cria Comando de Aviação e reorganiza operações aéreas no Paraná

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) criou o Comando de Aviação (ComAv), nova estrutura responsável por coordenar as operações aéreas da corporação em todo o Estado. A mudança foi oficializada pelo Decreto nº 12.227/2025, do Governo do Paraná. O ComAv substitui o antigo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA).

Com a alteração, a aviação da PMPR deixa de funcionar como batalhão e passa a integrar o escalão intermediário de comando da corporação. De acordo com o decreto, a medida centraliza o planejamento, a gestão e o emprego das aeronaves, com foco na ampliação da capacidade operacional e na melhoria do tempo de resposta às ocorrências.

“O Comando de Aviação mantém a missão operacional já executada e cria uma estrutura que amplia a capacidade de atuação, especialmente com a interiorização gradual das operações aéreas, o que contribui para maior alcance e agilidade no atendimento das demandas”, afirmou o comandante interino da unidade, tenente-coronel Andrey Müller Iark.

O Comando de Aviação terá sede em Curitiba e atuação em todo o território paranaense, com bases operacionais em Londrina e Cascavel, além da Capital, e previsão de criação de futuras bases, como em Umuarama. A distribuição regional permite o acionamento mais rápido das aeronaves conforme a demanda de cada região do Estado.

Entre as atribuições do novo comando estão o policiamento ostensivo aéreo em áreas urbanas, rurais, litorâneas e de fronteira, o apoio a operações policiais e de defesa civil, ações de busca, salvamento e resgate, transporte aeromédico, combate a incêndios florestais e o uso de aeronaves remotamente pilotadas no apoio às atividades da PMPR.

O decreto também estabelece que o Comando de Aviação será responsável pela gestão orçamentária das atividades aéreas. O efetivo, o patrimônio e os contratos anteriormente vinculados ao BPMOA foram incorporados à nova estrutura, garantindo a continuidade das operações sem prejuízo aos serviços prestados à população.

 

 

 

 

Por - AEN

 Após recuperar R$ 380 milhões, programa Regulariza Paraná entra na reta final

Os contribuintes paranaenses que têm débitos tributários em atraso devem ficar atentos. Encerra nesta semana o prazo para aderir ao Regulariza Paraná, programa da Secretaria da Fazenda (Sefa) e da Receita Estadual do Paraná que oferece condições facilitadas para colocar débitos em dia e ficar em conformidade com o Estado.

O prazo para quem deseja parcelar as dívidas encerra nesta quarta-feira (25). Já quem optar pelo pagamento à vista tem até sexta-feira (27) para aproveitar os descontos. Desde o lançamento, em dezembro de 2025, o programa já recuperou mais de R$ 380 milhões. O Regulariza Paraná funciona como um programa ampliado de recuperação fiscal, permitindo a renegociação de débitos de IPVA, ICMS e outras obrigações, como multas e créditos inscritos em dívida ativa.

Entre os principais débitos incluídos está o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Podem ser negociadas dívidas com fato gerador até 31 de dezembro de 2024, com pagamento exclusivamente à vista e redução de 95% da multa e 60% dos juros. Até agora, 86.196 proprietários de veículos já aproveitaram as condições especiais para quitar o imposto, somando quase R$ 72 milhões recuperados.

“O Regulariza Paraná foi estruturado para dar uma chance real ao contribuinte que quer se reorganizar financeiramente. As condições oferecidas são diferenciadas e, somadas à redução histórica do IPVA em 2026, criam um ambiente favorável para que as pessoas coloquem suas pendências em dia”, diz o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara.

Em 2026, os motoristas paranaenses passaram a pagar, em média, 45,7% a menos, com a alíquota fixada em 1,9%, uma das menores do Brasil. O alívio no valor do imposto tem estimulado a quitação de débitos antigos e incentivado a regularização fiscal.

O programa também contempla débitos de ICMS com fatos geradores até 28 de fevereiro de 2025, inclusive valores ainda não constituídos, inscritos em dívida ativa ou em discussão judicial. As condições variam conforme a forma de pagamento, com descontos mais elevados para a quitação à vista e reduções graduais de multa e juros nos parcelamentos em até 24 vezes. Quando a dívida já estiver judicializada, é necessário quitar os honorários advocatícios ou, ao menos, a primeira parcela para aderir ao programa.

Até o momento, já foram registrados R$ 229 milhões em parcelamentos de ICMS, envolvendo 798 contribuintes, além de R$ 80 milhões pagos à vista, por cerca de 7.700 empresas e cidadãos.

O Regulariza também abrange créditos tributários e não tributários inscritos em dívida ativa até 4 de novembro de 2025, com possibilidade de pagamento à vista ou parcelado em prazos mais longos, sempre com redução de multas. Em uma etapa posterior, o programa ainda permitirá a negociação de multas ambientais aplicadas pelo Instituto Água e Terra (IAT), além de outros débitos vinculados a órgãos da administração pública estadual.

ACERTE JÁ – O Regulariza faz parte do Acerte Já, um portal que centraliza, em um único ambiente digital, todas as ferramentas de consulta, simulação e adesão aos programas de renegociação de débitos tributários, não tributários e inscritos em dívida ativa. A iniciativa foi criada para apoiar especialmente os contribuintes que enfrentam dificuldades para manter suas obrigações em dia.

Por meio do site parana.pr.gov.br/lp/Acerte-Ja é possível acessar diretamente programas como o Regulariza Paraná, que integra a plataforma, além do Renegocia Paraná. O portal reúne informações claras, condições especiais de pagamento e descontos expressivos, tornando mais simples e transparente o processo de negociação e permitindo que o contribuinte regularize suas pendências com o Estado de forma prática e segura.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Fies 2026: prazo para aluno complementar inscrição termina nesta terça

Os estudantes pré-selecionados na chamada única do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2026 devem complementar, até esta terça-feira (24), as informações prestadas no momento da inscrição para seguir no processo de contratação do financiamento. O prazo se encerra às 23 horas e 59 minutos, no horário de Brasília.

Os pré-selecionados devem acessar o site do FiesSeleção, com a senha da plataforma Gov.br para complementar o cadastro.

O Fies concede financiamento a estudantes de baixa renda em cursos de graduação, nas instituições privadas de ensino superior privadas.

Chamada única

O estudante pode conferir se foi pré-selecionado da chamada única do Fies referente ao primeiro semestre de 2026 diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Fies.

 O resultado foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC),  nesta quinta-feira (19).

Informações complementares

As informações adicionais, que não foram solicitadas na inscrição inicial, dizem respeito, por exemplo, à confirmação do endereço e contatos de e-mail/telefone, o detalhamento do grupo familiar; a informação do semestre de ingresso na faculdade; percentual do financiamento estudantil; escolha do banco onde deseja formalizar o contrato de financiamento; valor da mensalidade para auxiliar o cálculo do financiamento, etc.

De acordo com o edital do Fies 2026 a partir desta sexta-feira, o pré-selecionado à vaga do Fies Social também poderá solicitar a contratação de financiamento integral, com a cobertura de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela faculdade privada.

O Fies Social beneficia estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Oferta de vagas

Neste primeiro semestre, o processo seletivo ofertou 67.301 vagas em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários privados para 19.834 cursos.

Em todo o ano de 2026, o número de vagas do Fies ofertadas será de 112.168.

O programa ainda oferece reserva de vagas a candidatos autodeclarados negros (pretos e pardos), indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD).

Desde 2024, o programa reserva de 50% das vagas para o Fies Social para estudantes com renda familiar de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026), inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Etapas

Após o período de complementação online das informações da inscrição até esta terça-feira, na segunda etapa, os estudantes deverão comprovar as informações declaradas no ato da inscrição, em até cinco dias úteis, diretamente na instituição privada de ensino superior em que foram pré-selecionados.

A entrega poderá ser presencial na sala da Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da faculdade privada ou no formato digital, conforme escolha da na instituição de ensino.

No caso do pré-selecionado na vaga Fies Social, com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo inscrito no CadÚnico, este ficará dispensado da comprovação da renda familiar perante a.

O estudante da vaga reservada ao Fies Social deve comparecer à Comissão apenas para validação das demais informações.

Inscrições

No início de fevereiro, cada candidato conseguiu se inscrever em até três opções de curso superior, neste processo de seleção.

Ao todo, o Ministério da Educação registrou 210.108 pessoas interessadas que fizeram 528.175 inscrições.

Especificamente para o Fies Social, o total de inscritos nas vagas ofertadas foi 52.930 candidatos.

Lista de espera

As vagas eventualmente não ocupadas nesta primeira edição do ano do Fies serão ofertadas na edição do segundo semestre.

De acordo com edital (nº 3/2026) que determina as regras do Fies 2026, os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

Quem estiver na lista de espera do Fies deverá acompanhar o resultado de eventual pré-seleção no site do FiesSeleção.

A nova convocação, a da lista de espera, ocorrerá de 26 de fevereiro a 10 de abril.

Fies

Anualmente, o Fies tem dois processos seletivos regulares, um por semestre letivo. E também processos seletivos para vagas remanescentes, que ocorrem após os processos regulares, com o objetivo de preencher vagas eventualmente não ocupadas.

Outras informações podem ser acessadas no site do MEC.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Tarifaço de Trump: entenda as mudanças e como ficam as cobranças para o Brasil

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço do presidente Donald Trump — seguida pelo anúncio de uma nova tarifa global de 10% — gerou dúvidas sobre como ficam as cobranças sobre produtos brasileiros exportados ao país.

A política tarifária do presidente ganhou novos contornos no sábado (21), quando ele anunciou que a alíquota subiria de 10% para 15%, dentro do limite previsto na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a aplicação de tarifas por até 150 dias antes de avaliação pelo Congresso.

As novas tarifas, previstas para entrar em vigor às 00h01 (horário de Washington) da terça-feira (24), atingem todos os países que mantêm relações comerciais com os EUA. Há, no entanto, exceções para determinados produtos, como minerais críticos, itens agrícolas e componentes eletrônicos.

Mas como ficam as tarifas para o Brasil?

Na prática, a decisão da Suprema Corte, na última sexta-feira (20), anulou todas as tarifas aplicadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

O especialista em comércio exterior Jackson Campos explica que, após a decisão do tribunal e o novo anúncio feito por Trump no sábado, o resultado final é uma sobretaxa de 15% sobre produtos brasileiros.

 “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025], acrescida do novo adicional temporário global de 15%”, afirma.

Campos lembra ainda que as exportações brasileiras de aço e alumínio para os EUA continuam sujeitas a alíquotas de 50%, que se somam aos 15% recém-anunciados, mantendo o custo desses insumos elevado.

 
 

Veja a cronologia do tarifaço de Trump:

 

Brasil e China são os mais beneficiados

Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas por Trump, segundo a Global Trade Alert, organização independente que monitora políticas de comércio internacional.

Relatório da entidade aponta que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias — incluindo as já vigentes —, com queda de 13,6 pontos percentuais. Em seguida vêm China, com recuo de 7,1 pontos, e Índia, com diminuição de 5,6 pontos.

Com a reconfiguração das tarifas, aliados importantes dos EUA, como Reino Unido (+2,1 pontos), União Europeia (+0,8 ponto) e Japão (+0,4 ponto), passarão a enfrentar encargos mais altos com a nova alíquota, segundo a Global Trade Alert.

Veja abaixo:

Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. — Foto: Arte/g1

Brasil e China são os mais beneficiados com derrubada de tarifaço pela Suprema Corte e nova alíquota global de Trump, diz estudo. — Foto: Arte/g1

 

 

Governo brasileiro comemora a decisão

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, comemorou na sexta-feira a decisão da Suprema Corte. Para ele, a derrubada do tarifaço coloca o Brasil em condições de competitividade equivalentes às de seus concorrentes.

Neste domingo, após Trump anunciar o aumento da taxa global de 10% para 15%, Alckmin afirmou que a mudança não provoca perda de competitividade para as empresas brasileiras. Segundo ele, isso ocorre porque a alíquota é aplicada de forma uniforme a todos os países.

 "Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora em março aos EUA para a gente conseguir abordar ainda questões não tarifárias", acrescentou.

O ministro também explicou que, antes da decisão da Suprema Corte, 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a uma sobretaxa de 40%.

De acordo com cálculo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024 da Comissão de Comércio Internacional dos EUA (USITC), a decisão do tribunal americano de derrubar o tarifaço afeta US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras ao país.

 

 

 

 

 

 

Por - G1

Como cortar cebola sem chorar

A cebola é um dos pilares das culinárias do mundo — presente em molhos, guarnições, refogados e mais. Porém, seu preparo pode resultar em um ritual desconfortável: os olhos lacrimejando, os cílios borrados, uma sensação de irritação que interrompe a fluidez na cozinha. Felizmente, esse momento pode se tornar muito mais tranquilo e sem lágrimas.

 

O que causa as lágrimas

 Ao cortar uma cebola, você rompe as suas células. Isso desencadeia uma reação química que libera compostos de enxofre — notadamente o syn-propanethial-S-oxide. Quando esse gás sobe e encontra a umidade dos olhos, forma ácido suave, provocando ardência e a resposta de lágrimas naturais para neutralizar a irritação.

  

Truques que realmente funcionam

Aqui estão técnicas testadas por chefs, cientistas e entusiastas da gastronomia para facilitar a tarefa:

 

1. Resfrie a cebola antes de cortar

Guarde a cebola na geladeira por cerca de 30 minutos a 1 hora (ou 10–15 minutos no congelador, com cuidado) antes de cortar. O frio desacelera a ação das enzimas que geram os compostos que irritam os olhos.

 

2. Use uma faca extremamente afiada

Uma lâmina bem afiada faz cortes mais limpos, reduzindo a ruptura excessiva das células da cebola e, consequentemente, a liberação de gases que fazem você chorar.

 

3. Aproveite a ventilação

Cortar a cebola sob um exaustor ligado ou com uma janela aberta ajuda a dissipar os vapores irritantes antes que alcancem seus olhos.

 

4. Corte estrategicamente

Deixar a base (raiz) da cebola intacta até o fim também limita a liberação de compostos irritantes — essa parte concentra mais enxofre do que o resto da cebola.

 

5. Barreira física ou água

Para quem busca proteção extra, óculos de cozinha ou até cortar a cebola sob água corrente pode ajudar a reduzir o contato direto dos vapores com os olhos.

Seja preparando um mirepoix perfeito ou apenas dando início a um jantar especial, pequenas técnicas como essas elevam a rotina e preservam — literalmente — seus olhos e foco para o que realmente importa à mesa.

 

 

 

 

 

 

POr - Casa Vogue

Você encararia viver e trabalhar na Antártida? As surpreendentes vagas no continente

Tanto as bases de pesquisa do Reino Unido quanto as dos Estados Unidos na Antártida estão recrutando uma nova leva de profissionais para "ir para o sul".

Não é preciso ser cientista. Há vagas que vão de carpinteiros e eletricistas a chefs e até cabeleireiros. Mas você suportaria o frio e o isolamento?

Desde que deixou sua cidade natal, Wigan, no norte da Inglaterra, aos 19 anos, Dan McKenzie trabalhou em diversos lugares remotos ao redor do mundo.

Hoje, aos 38, o ex-engenheiro naval ocupa o que descreve como o posto mais isolado e desafiador de sua trajetória: é chefe da estação Halley VI, na Antártida.

 

A base é uma das cinco administradas pelo British Antarctic Survey (BAS), o instituto britânico de pesquisa polar.

 "Eu sempre fui aventureiro e interessado em encontrar os lugares mais selvagens", disse McKenzie à BBC, em entrevista por videochamada via satélite. "Eu era marinheiro e não queria continuar em navios; mas buscava fazer algo semelhante. Achei que isso combinava bem com as habilidades que tenho."

Enquanto McKenzie descreve o seu trabalho, é um dia de verão antártico, com temperatura de -15°C. Do lado de fora de sua janela, se vê uma imensidão branca que se estende até onde a vista alcança, sob um céu igualmente vasto e azul.

"Essa temperatura é até boa aqui, de verdade", afirma. "Menos cinco é o máximo que se chega. Pode cair até os -40°C, mas a média fica em torno de -20°C".

McKenzie precisa mediar os desentendimentos entre funcionários que ocorrem em qualquer ambiente de trabalho — Foto: Dan McKenzie

McKenzie precisa mediar os desentendimentos entre funcionários que ocorrem em qualquer ambiente de trabalho — Foto: Dan McKenzie

McKenzie é responsável por uma equipe de 40 pessoas na Halley VI durante a temporada de verão na Antártida, que vai de novembro até meados de fevereiro.

As estações do BAS monitoram diferentes aspectos da fauna e do ambiente. A Halley VI se dedica à coleta de dados espaciais e atmosféricos, no estudo da plataforma de gelo Brunt (uma extensa massa de gelo que se desprendeu do continente e flutua no oceano a um ritmo de 400 metros por ano), onde a base está instalada, próxima à costa, e no monitoramento do buraco na camada de ozônio da Terra.

 

Além do frio extremo, o verão antártico impõe outro desafio: a luz do dia ininterrupta, que só termina com um pôr do sol que pode durar semanas.

McKenzie chegou ao cargo de chefe de estação após concluir seu primeiro contrato "no gelo", em 2019. Ele começou como engenheiro de manutenção mecânica na Estação de Pesquisa Rothera, do BAS, a cerca de 1.600 km da Halley VI.

Como líder da base, é responsável pela gestão de suprimentos, pelos protocolos de saúde e segurança e pelo treinamento da equipe. Ele também precisa oferecer apoio emocional quando o isolamento ou os conflitos interpessoais, em um ambiente de convivência intensa, se tornam difíceis de administrar.

 "As pessoas entram no seu escritório e dizem que não estão tendo um dia muito bom, ou que algo aconteceu em casa, e você precisa tentar ver como pode apoiá-las. É um trabalho bastante variado."

 

McKenzie integra o grupo de 120 funcionários do BAS que estiveram na Antártida durante a temporada de verão, agora em fase de encerramento. A maioria, incluindo ele, retornará ao Reino Unido até o fim de maio. Cerca de 50 permanecerão durante o inverno, quando o continente mergulha na escuridão.

No restante do ano, McKenzie ficará baseado na sede do BAS, em Cambridge (Reino Unido). Ele já passou um inverno completo na Antártida. "Quando o inverno chega, você sente uma incrível sensação de liberdade, porque a maioria das pessoas vai embora", afirma.

 

 "Você se sente a pessoa mais livre do mundo. Você tem esse pequeno grupo muito unido, todos realmente se importam uns com os outros — vira uma pequena família. Todos cuidam de todos."

 

A maioria dos funcionários britânicos na Antártida vai para lá durante o verão do continente — Foto: BAS

A maioria dos funcionários britânicos na Antártida vai para lá durante o verão do continente — Foto: BAS

O BAS recruta até 150 novos profissionais por ano para atuar na Antártida. Embora as funções científicas e de engenharia especializadas formem a espinha dorsal das equipes, cerca de 70% das vagas são operacionais, essenciais para manter as estações em funcionamento.

Além de eletricistas e chefs, o quadro inclui paramédicos, médicos e encanadores. Os salários começam em £ 31.244 por ano (cerca de R$ 218.000), com viagem, hospedagem, alimentação e equipamentos adequados às temperaturas extremas custeados pela instituição.

No total, cerca de 5 mil pessoas trabalham na Antártida durante os meses de verão, distribuídas por 80 estações de pesquisa operadas por aproximadamente 30 países.

Tanto o BAS quanto seu equivalente americano, o United States Antarctic Program, divulgam vagas na internet. O BAS também promove um dia aberto ao público em março.

Quem se sente atraído pelo apelo da aventura, porém, deve ter clareza sobre as condições: alimentos frescos são escassos, o consumo de álcool é limitado e a acomodação nas bases do BAS é feita em dormitórios compartilhados. As equipes trabalham em escala de sete dias.

O processo seletivo do BAS inclui testes para avaliar a capacidade de lidar com conflitos e resolver problemas, seguidos de treinamento prévio rigoroso para os candidatos aprovados.

A estação de pesquisa Halley VI parece saída de um filme de ficção científica — Foto: BAS

A estação de pesquisa Halley VI parece saída de um filme de ficção científica — Foto: BAS

 

Ainda assim, mais do que os desafios físicos e o frio, é a convivência constante com colegas e a rotina estruturada que costumam gerar mais dificuldades, afirma Mariella Giancola, diretora de Recursos Humanos do BAS. Ela compara a experiência a "voltar para a universidade".

"Muita gente diz: 'Não tenho problema em lidar com pessoas'. E depois percebe que não se sente confortável dividindo espaços com outras pessoas."

 "É preciso estar bem com o fato de que você não terá privacidade, porque as pessoas estão o tempo todo ao seu redor. Você sai da liberdade que tem em casa e passa a seguir as regras e os regulamentos definidos pelo chefe da estação. Um pequeno número de pessoas tem dificuldade com isso."

O psicólogo clínico Duncan Precious exerceu essa função nas Forças Armadas britânicas e australianas entre 2013 e 2020. Atualmente, é diretor clínico e consultor de resiliência na CDS Defence & Security, empresa de consultoria na área de defesa.

Embora o potencial de riscos físicos na Antártida seja elevado, Precious afirma que a dinâmica social pode se mostrar ainda mais problemática. Quando as relações se desgastam, as consequências podem ser difíceis de reparar e de controlar, diz.

No entanto, observa que o perfil de quem se sente atraído por viver e trabalhar na Antártida tende a prosperar sob o que chama de "estresse positivo" — de modo semelhante ao que ocorre com pessoas que optam pela carreira militar.

 
Mapa Antártida — Foto: BBC

Mapa Antártida — Foto: BBC

Apesar das exigências físicas e emocionais do trabalho, McKenzie, da BAS, afirma que nada supera as experiências vividas, nem a satisfação de contribuir para a pesquisa ambiental.

"Quando cheguei aqui pela primeira vez, foi difícil dividir quarto com outras pessoas, e o tempo estava bastante desagradável. No primeiro mês, pensei: 'Talvez isso não seja para mim'", reconhece.

"Mas então você começa a sair, vê baleias, focas e ilhas em passeios de barco, faz pequenos voos em aeronaves leves e pensa: 'Isso é extraordinário'. Este ano, tive a sorte de ver uma colônia de pinguins-imperadores. É como algo saído de um documentário de David Attenborough (apresentador, locutor e naturalista britânico)."

 

 

 

 

 

 

 

Por - G1

 Capacitação de enfermeiros em programa de saúde mental divide opiniões

Em meio ao aumento da demanda por atendimento psicológico e psiquiátrico no país, um programa vem sendo implementado de forma experimental em pelo menos duas cidades brasileiras para ampliar o cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desenvolvido pela organização sem fins lucrativos ImpulsoGov, sediada em São Paulo, o Programa de Saúde Mental para Atenção Primária à Saúde (Proaps) está em fase de testes em Aracaju e Santos. A proposta é capacitar enfermeiros e agentes comunitários de saúde para oferecer acolhimento estruturado a pacientes com sintomas leves ou moderados de transtornos mentais. O trabalho é feito sob supervisão de psicólogos e psiquiatras vinculados à Rede de Atenção Psicossocial ou contratados pela entidade.

O Proaps também começou a ser implementado em São Caetano do Sul (SP), mas foi encerrado por motivos que a prefeitura não explicou à reportagem.

A saúde mental é um problema que preocupa 52% dos brasileiros. Além disso, 43% relatam dificuldades de acesso por causa do custo ou da demora na rede pública.  

A metodologia segue diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Sistema Único de Saúde (SUS). O curso prevê 20 horas de formação teórica. Casos considerados graves são encaminhados à rede especializada.

Os acordos para capacitação foram firmados pelos próprios municípios que têm autonomia para implementar iniciativas de qualificação profissional.

Segundo a ImpulsoGov, os primeiros resultados indicam redução média de 50% nos sintomas depressivos entre os pacientes acompanhados, além de impacto na diminuição das filas por atendimento especializado.

Delegação de competências

A proposta, contudo, suscita ressalvas de algumas entidades. Sem avaliar diretamente o programa, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) sinalizou preocupação quanto aos limites da delegação de competências.

O órgão destaca que o SUS já adota o chamado “matriciamento”, estratégia de integração multiprofissional que articula saúde mental e atenção primária sem substituir a atuação técnica de psicólogos e psiquiatras. Para o conselho, o enfrentamento da crescente demanda passa por investimentos estruturantes, como o fortalecimento dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a ampliação das equipes e a contratação de especialistas por concurso público.

Dados do Boletim Radar SUS 2025 citados pela entidade indicam que, embora o número de psicólogos no país tenha crescido 160% entre 2010 e 2023, a proporção desses profissionais atuando no SUS diminuiu, ampliando desigualdades regionais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Em nota, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) informou que não tinha conhecimento do projeto. Segundo a entidade, como integrantes das equipes da Atenção Primária à Saúde, os enfermeiros já recebem capacitação para prestar cuidados em saúde mental nos casos considerados leves e moderados, devendo encaminhar os casos graves para os serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). 

“Já em relação à situação apresentada, é necessário compreender o que está sendo compreendido por supervisão. As atividades de competência privativa dos enfermeiros são exclusivas da categoria, logo, sua supervisão por um profissional de outra categoria parece inadequada”, ponderou o Cofen, destacando a semelhança entre o Proaps e princípios e diretrizes que já norteiam a Política Nacional de Atenção Básica, como o apoio matricial e o compartilhamento de saberes entre as equipes de referência e especialistas. 

“Talvez o que esteja sendo proposto seja a discussão dos casos com as equipes de referência. Essa situação na área da saúde mental é chamada de 'matriciamento' e é recomendada que as equipes dos Caps o realizem juntos às equipes da Atenção Primária, envolvendo não somente a enfermagem, mas os médicos, psicólogos e demais profissionais atuantes nas Estratégias de Saúde da Família (ESF)”, comentou o Cofen ao citar a previsão de articulação das equipes (matriciamento) como forma de garantir um atendimento integral e resolutivo.

Defesa da complementaridade

Coordenadora de produtos da ImpulsoGov, Evelyn da Silva Bitencourt afirma que o objetivo do Proaps não é substituir psicólogos ou psiquiatras, mas capacitar profissionais que já atuam na porta de entrada do sistema.

Segundo ela, a saúde mental está entre os cinco principais motivos de atendimento na atenção básica, ao lado de hipertensão, diabetes e cuidados infantis. 

“É uma demanda que já chega na atenção primária, mas para a qual os profissionais não especializados não recebem nenhum tipo de formação. Não estamos falando em resolver todas as demandas, mas sim sobre conseguir acolher o que a pessoa está sentindo, conseguir conversar sem invalidar as emoções da pessoa”, afirma a coordenadora

Após a identificação do sofrimento emocional - que pode incluir a aplicação de instrumentos como o PHQ-9, utilizado para rastrear sintomas depressivos -, o profissional decide se o paciente pode ser acompanhado na própria unidade ou se deve ser encaminhado a um especialista.

"Se for um munícipe em sofrimento leve ou moderado, eles [enfermeiros e agentes comunitários] têm instrumentos para atender à pessoa na própria unidade, por até quatro encontros, seguindo um protocolo de acolhimento interpessoal baseado em evidências.”

Para a coordenadora, a iniciativa reforça o matriciamento ao oferecer instrumentos complementares às equipes da atenção primária e fortalecer a articulação com a rede especializada.

Autonomia local 

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que estados e municípios têm autonomia para implementar iniciativas de qualificação profissional, conforme o modelo de gestão tripartite do SUS. 

A pasta destacou que o país conta com uma das maiores redes públicas de saúde mental do mundo, com mais de 6,27 mil pontos de atenção em saúde mental, incluindo cerca de 3 mil Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Ainda segundo o ministério, o investimento federal na área cresceu 70% entre 2023 e 2025, alcançando R$ 2,9 bilhões no último ano.

Projetos piloto

Em Aracaju, o programa foi implementado por meio de acordo de cooperação técnica firmado em 2024 e renovado até 2027. Segundo a prefeitura, 20 servidores de 14 unidades participaram da capacitação no ano passado, realizando 472 atendimentos iniciais. Mais da metade dos pacientes atendidos acessava o serviço pela primeira vez.

Na capital sergipana, os primeiros resultados indicam redução média de 44% nos sintomas depressivos e melhora de quase 41% na percepção subjetiva do humor. A rede municipal conta atualmente com 28 psicólogos e cinco médicos de saúde mental, que atendem, em média, 1.950 pacientes por mês.

Em Santos, no litoral paulista, o programa começou a ser aplicado em outubro de 2025. Entre dezembro e janeiro, 314 usuários foram atendidos com base na metodologia. O município avalia ampliar a capacitação para mais profissionais da atenção primária, com o objetivo de ampliar o acesso da população ao atendimento em saúde mental.

“Os resultados ainda são parciais, mas vem demonstrando a importância da qualificação dos colaboradores da Atenção Primária”, reforçou a prefeitura.

Atualmente Santos conta com 127 especialistas (98 técnicos de nível superior e 29 médicos) distribuídos por 13 unidades de saúde (Centros de Atenção Psicossocial; Serviços de Reabilitação Psicossocial e de Residência Terapêutica).

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 OAB cita “natureza perpétua” e pede fim de inquérito das fake news

Em ofício encaminhado nesta segunda-feira (23) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu o encerramento de investigações de “duração indefinida”, em especial o chamado “inquérito das fake news”.

O documento é assinado pelo presidente, Beto Simonetti, e demais integrantes do Conselho Federal da OAB, bem como pelos presidentes das 27 secções estaduais e distrital da entidade. O texto expressa “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781 [fake news]”.

O texto pede “que sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua, em especial daqueles que, por sucessivos alargamentos de escopo e prolongamento temporal, deixam de ostentar delimitação material e temporal suficientemente precisa”.

O inquérito das fake news foi aberto em 2019 por ordem do então presidente do Supremo, Dias Toffoli, de ofício, isto é, sem provocação externa, seja do Ministério Público ou de qualquer outra instituição ou pessoa. O ministro Alexandre de Moraes foi então escolhido como relator, sem sorteio ou distribuição regular.

 

Brasília (DF), 05/10/2023 - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, durante o seminário 35 anos da Constituição Federal, no STF. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 05/10/2023 - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti,.e demais integrantes do Conselho Federal da OAB assinaram o ofício enviado ao STF. Foto-arquivo: Marcelo Camargo/Agência Brasil - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na ocasião, a medida, considerada incomum, em especial devido à maneira como foi definida a relatoria, foi justificada como sendo necessária para apurar ameaças e ataques virtuais que tinham os ministros do Supremo como alvo. Ao longo dos anos, contudo, foram abertas dezenas de linhas de investigação contra centenas de pessoas, com inúmeras prorrogações do prazo para o encerramento do processo.

No ofício, a OAB reconhece que o inquérito “nasceu em contexto excepcional”, e que por isso seus procedimentos heterodoxos acabaram sendo validados pelas instituições em "circunstâncias extraordinárias”, mas que por esse mesmo motivo a apuração deve ser conduzida “com estrita observância da excepcionalidade que lhe deu origem”.

“O Inquérito n.º 4.781, instaurado em março de 2019, aproxima-se de sete anos de tramitação, o que, por si só, recomenda exame cuidadoso sob a ótica da duração razoável dos procedimentos e da necessária delimitação de seu objeto”, observa o texto.

A OAB apresenta ainda como justificativa para o pedido de encerramento do processo os “relatos recentes sobre a inclusão, no âmbito do mesmo procedimento, de pessoas e fatos que, embora possam merecer apuração rigorosa por canais próprios, não se apresentam de forma imediatamente aderente ao núcleo originário que justificou a instauração do inquérito”.

O texto faz referência indireta à operação deflagrada neste mês pela Polícia Federal (PF), por ordem de Moraes, no âmbito desse inquérito, contra quatro servidores da Receita Federal que foram apontados como suspeitos de vazar informações fiscais sigilosas de ministros do Supremo e seus familiares. Em decisão sigilosa, foram determinadas medidas como uso de tornozeleira eletrônica e afastamento das funções.

O ofício menciona ainda o “tom intimidatório” que, ao ver da OAB, é alimentado pela persistência de um quadro de pouca clareza quanto ao objeto e à duração de inquéritos como o das fake news, algo que seria “incompatível com o espírito democrático, republicano e institucional consagrado pela Constituição de 1988”.

A ordem cita ainda ser indispensável proteger o livre exercício profissional de jornalistas e advogados, conforme proteção conferidas pela Constituição a esses profissionais.

“A advocacia não pode atuar sob ambiente de incerteza quanto aos limites da atuação investigativa estatal, sobretudo em temas que envolvam sigilo profissional, acesso a dados e preservação da confidencialidade da relação entre defensor e constituinte”, afirma o documento.

Ao final, a OAB solicita que seja marcada uma audiência com Fachin para que tais preocupações sejam expostas em pessoa pelos representantes da ordem.

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

Dietas cetogênica e low carb são saudáveis? Entenda benefícios e riscos para a saúde

As dietas cetogênica e low carb são as mais populares para quem está em processo de emagrecimento.

Elas existem há muitos anos e possuem muitos adeptos. Apesar de muitos conseguirem emagrecer rápido com os regimes, elas não são necessariamente focadas na perda de peso. Para o Receitas, a nutricionista e influenciadora Isabella Lacerda explica os benefícios e riscos das dietas para a saúde. Confira!

Dieta cetogênica

A dieta cetogênica foi estabelecida na década de 1920 como um tratamento para epilepsia refratária em crianças. Até hoje, é a indicação clínica mais consolidada. Ela também é recomendada para pacientes com obesidade ou diabetes tipo 2 não controlada.

Em resumo, a alimentação da dieta cetogênica consiste em:

  • 70 a 80%: gorduras
  • 10 a 20%: proteínas
  • 5%: carboidratos

Aumentar o consumo de gorduras é o foco da alimentação. Frango, salmão, ovos e gorduras, como manteiga e óleo de coco, são permitidos.

 "Você emagrece, porque você cortou absolutamente tudo da sua alimentação. Porém, a taxa de adesão dessa dieta é baixa, porque não dá pra manter", explica a criadora de conteúdo.

Para quem não tem recomendação clínica, a dieta cetogênica pode trazer malefícios para a saúde.

 "Corre um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares, deficiências nutricionais, problemas renais e problemas gastrointestinais. Não é uma estratégia de emagrecimento válida quando nós já provamos que você consegue emagrecer comendo de tudo, nas quantidades certas", lista.

 

Dieta cetogênica prioriza proteínas e gorduras na alimentação — Foto: Reprodução/Unsplash

Dieta cetogênica prioriza proteínas e gorduras na alimentação — Foto: Reprodução/Unsplash

 

 

Dieta low carb

Popularizada na década de 1970, a dieta low carb foca na redução de carboidratos e açúcares e prioriza uma alimentação baseada em proteínas, legumes e verduras. Ela é indicada para pacientes com obesidades e diabetes tipo 2 não controlada.

"A dieta restringe ou exclui arroz, pão, tapioca, macarrão, banana, abacate, manga, uva, farinha branca e aqueles clássicos de doces, refrigerantes, frituras, tudo isso."

 

Dieta low carb restringe o consumo de carboidratos — Foto: Gold360

Dieta low carb restringe o consumo de carboidratos — Foto: Gold360

 

Emagrecimento não precisa de restrição

A influenciadora faz um alerta para que as pessoas avaliem a necessidade de embarcarem nessas dias caso não sejam o público-alvo: "Você é uma pessoa que tem crises ecolépticas? Controla através de remédios? Se você sabe que não é um dia muito bom, controla a alimentação, não precisa de uma dieta restritiva. Você é uma pessoa com diabetes tipo 2 não controlada e depois de uma conversa extensa com seu nutricionista decidiram que a low carb é a melhor estratégia? Perfeito sair em frente".

"O que não pode é fazer uma dieta que não faz sentido pra você só porque o outro mostra que tem resultados rápidos. Precisa de uma avaliação individual pra você ter certeza do que funciona pra você e não entrar em mais uma dieta restritiva só porque é moda."

Por - G1/Receitas
 Paraná teve chuvas intensas no fim de semana e previsão indica novas pancadas isoladas

No último fim de semana, as estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) registraram volumes muito altos de chuva no Estado. Com isso, 15 estações meteorológicas já ultrapassaram a média de chuvas de fevereiro, como Antonina, Fazenda Rio Grande, Ponta Grossa, Pato Branco, União da Vitória e Guaraqueçaba. O destaque fica para Antonina, que registrou 462,8 mm de chuva nos últimos 22 dias.

Na sexta-feira (20) as tempestades foram mais intensas em Ponta Grossa (82,2 mm), Ventania (INMET) (27,8 mm), Maringá (27,6 mm) e Cornélio Procópio (20,8 mm). As rajadas de vento mais fortes foram entre 50 km/h e 65 km/h em Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Londrina, Santa Maria do Oeste, Nova Tebas (INMET), Maringá (Aeroporto), Paranavaí, Joaquim Távora (INMET), e Ventania (INMET).

No sábado (21) os maiores volumes de chuva foram no Litoral. Paranaguá registrou durante o dia 148,2 mm, Guaraqueçaba 83,2 mm, Morretes 54 mm, e Antonina 43,6 mm. Em Paranaguá, houve alagamentos, de acordo com a Defesa Civil Estadual. A razão para tanta chuva no Litoral foi o avanço de uma frente fria que, apesar de estar distante do Paraná, mudou a direção dos ventos na região Leste: o vento passou a soprar de Leste e Sudeste, transportando bastante umidade do oceano para o continente.

No domingo (22) também choveu no Litoral, mas a chuva foi ainda mais concentrada no Interior. Os maiores volumes foram registrados em Assis Chateaubriand (56,4 mm), Marechal Cândido Rondon (INMET) (36,6 mm), Marumbi Pico (29,2 mm), Morretes (50,4 mm), e Toledo (46,6 mm). 

PREVISÃO DA SEMANA – O tempo segue chuvoso nesta semana, mas agora com características típicas de verão: chuva isolada, rápida, no período de maior aquecimento. Uma frente fria no oceano trará ainda mais chuva na quarta-feira (25). Depois disso, gradativamente a chuva vai diminuir e o sol voltará a prevalecer no Paraná.

A segunda-feira (23) começa com muita nebulosidade em todo o Paraná. “Um sistema de baixa pressão atua na região do Paraguai e influencia as condições atmosféricas no Estado desde o fim de semana. Além disso, há bastante umidade disponível sobre o país e, com o calor ao longo do dia, esse cenário favorece o desenvolvimento de instabilidades”, explica Raissa Pimentel, meteorologista do Simepar.

A partir da tarde, há previsão de tempestades isoladas em todas as regiões, típicas de verão. As temperaturas tiveram declínio no fim de semana e seguem mais baixas do que na semana anterior, mas poderão alcançar os 30°C nas regiões Oeste e Noroeste, em cidades como Guaíra e Foz do Iguaçu. No Norte e Norte Pioneiro, as máximas variam entre 27°C e 29°C. Já no Centro-Sul, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba as temperaturas ficam mais amenas, com máximas entre 22°C e 26°C. No Litoral, os termômetros não devem passar dos 25°C.

Na terça-feira (24), o padrão típico de verão se mantém, com pancadas de chuva isoladas principalmente a partir da tarde, em todas as regiões do estado. As temperaturas ficam entre 26°C e 28°C em quase todo o estado, com exceção do Norte Pioneiro, onde as máximas podem chegar a 31°C. 

Na quarta-feira (25), as chuvas voltam a ficar mais intensas. “O avanço de uma frente fria pelo oceano na altura do Sul do Brasil, somado ao maior aporte de umidade provocado pela circulação dos ventos marítimos, contribui para manter o tempo instável, com trovoadas e chuvas irregulares em todas as regiões do Paraná. Na faixa Leste as instabilidades tendem a ser mais intensas durante a tarde”, explica Raissa. 

A partir de quinta-feira (26), as instabilidades passam a se concentrar entre o Norte e a faixa leste do Paraná. O sol volta a aparecer com mais frequência, principalmente no Oeste, onde já não terá mais indicativo de chuva expressiva. Na sexta-feira (27), o sol aparece na maior parte do estado, embora ainda possam ocorrer pancadas isoladas de chuva. O calor volta a ganhar destaque no interior, enquanto o Leste segue com temperaturas mais amenas.

Cidade / média histórica para fevereiro / quanto choveu em fevereiro de 2026 até o dia 22

Altônia: 120,3 mm / 163,2 mm

Antonina: 330,7 mm / 462,8 mm

Cândido de Abreu: 139,4 mm / 142,6 mm

Cerro Azul: 124,8 mm / 161,2 mm

Fazenda Rio Grande: 109,4 mm / 139,4 mm

Guaraqueçaba: 361,5 mm / 392,4 mm

Guaratuba: 310 mm / 345 mm

Palmas: 139 mm / 188,2 mm

Distrito de Horizonte, em Palmas: 135 mm / 170,6 mm

Palotina: 144,1 mm / 154,2 mm

Pato Branco: 152 mm / 186 mm

Pinhão: 128,1 mm / 147,8 mm

Ponta Grossa: 151,7 mm / 189 mm

São Miguel do Iguaçu: 135,9 mm / 217,2 mm

União da Vitória: 123,6 mm / 173,2 mm

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN