Vítimas de descontos indevidos do INSS têm mais 90 dias para contestar

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prorrogou por 90 dias o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos associativos não autorizados em nos benefícios previdenciários..

Com a decisão, o limite para a contestação foi ampliado pela segunda vez. O prazo que se encerrou na sexta-feira passada, 20 de março se estenderá até 20 de junho.

A Portaria Conjunta (Ministério da Previdência Social/INSS) n.º 12 que autoriza a prorrogação está publicada na edição desta sexta-feira (27) do Diário Oficial da União.

Requerimento da CPMI

A decisão atende a um requerimento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga cobranças ilegais nas folhas de pagamento. A CPMI foi instalada em 20 de agosto de 2025 e encerra suas atividades nesta sexta-feira, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta manhã, o relator da comissão mista, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), iniciou a leitura do relatório no qual recomenda o indiciamento de 228 pessoas pelas fraudes aos segurados.

Como contestar

O procedimento de contestação é a forma adotada pelo o governo federal para quem deseja receber o ressarcimento dos valores descontados de forma ilegal sem a necessidade de entrar na justiça.

Para ter direito à devolução do INSS de valores descontados entre março de 2020 e março de 2025, o segurado do INSS deve inicialmente verificar sua situação nos canais oficiais da autarquia vinculada ao Ministério da Previdência Social (MPS) ou em uma das 5 mil agências dos Correios de todo o país.

Os beneficiários devem abrir pedidos de ressarcimento gratuitamente pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS; ou pela Central de atendimento 135. O horário de teleatendimento é de segunda a sábado das 7n às 22h (horário de Brasília). As chamadas feitas por telefones fixos são gratuitas e as ligações feitas a partir de telefone celular têm custo de chamada local.

Se preferir, os segurados podem se dirigir presencialmente a uma agência dos Correios.

Próximos passos

Após a contestação do segurado, a entidade associativa que fez o desconto da mensalidade diretamente no benefício previdenciário terá até 15 dias úteis para se manifestar.

Se a entidade não responder ou apresentar documento irregular (por exemplo, a assinatura falsa do beneficiário autorizando o desconto da mensalidade), o sistema liberará a opção de adesão ao acordo para o recebimento do valor pelo aposentado ou pensionista.

Dinheiro devolvido pelo governo

Após aceitar o acordo, o valor correspondente ao desviado é depositado na conta do benefício em até três dias úteis.

Para indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos, o ressarcimento é feito de forma automática na folha de pagamento, sem necessidade de adesão manual.

Relembre

O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Foram identificadas fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas.

As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril do ano passado.

Ressarcimentos realizados

De acordo com o balanço mais recente do INSS, mais de 6,4 milhões de pessoas já contestaram as cobranças e 4.401.653 aderiram ao acordo, resultando na devolução de quase R$ 3 bilhões aos segurados em todo o país.

Outros 748.734 beneficiários estão aptos a ingressar na negociação.

Segurança contra golpes

Para evitar fraudes e o vazamento de informações sensíveis, o INSS recomenda atenção rigorosa às seguintes diretrizes:

  • Cuidado com mensagens: o INSS não envia links, SMS ou mensagens de WhatsApp solicitando dados pessoais, biometria ou confirmação de senhas.
  • Gratuidade do serviço: o instituto não cobra taxas para a realização de pedidos de ressarcimento ou bloqueio de mensalidades. Qualquer abordagem que condicione o serviço ao pagamento de boletos ou transferências deve ser denunciada.
  • Intermediários: Não contrate ou use serviços de terceiros que prometem agilizar o processo em troca de valores. O sistema de contestação é acessível diretamente pelo cidadão.

 Toda a comunicação oficial ocorre apenas pelo site e aplicativo Meu INSS, Central 135 e Correios.

 

 

 

 

Por- Agência Brasil

 Bolsonaro recebe alta e chega em casa para cumprir prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), segundo boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, onde ele estava internado desde o dia 13 de março para tratar uma pneumonia.

Bolsonaro foi para sua casa, em um condomínio no Lago Sul, região nobre de Brasília, onde cumprirá prisão domiciliar temporária autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

O boletim médico que informa sobre a alta é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini; pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; e pelo diretor-geral do hospital privado, Allisson Barcelos Borges.

O ex-presidente estava internado desde o dia 13 de março depois de passar mal no 9° Batalhão da Polícia Militar, no prédio no Complexo Penitenciário da Papuda.

Na ocasião, ele foi levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios ao Hospital DF Star.

Até a internação, Jair Bolsonaro cumpria neste local, conhecido como Papudinha, a pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

Prisão domiciliar

Na prisão domiciliar, Bolsonaro voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento.

Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal deverão fazer a segurança da casa para evitar fuga. 

Conforme a decisão, a prisão domiciliar tem prazo inicial de 90 dias. Após esse período, a manutenção do benefício deverá ser reanalisada pelo ministro da Corte, que poderá solicitar nova perícia médica.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas é o menor para o trimestre

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro atingiu 5,8%, valor acima do trimestre móvel terminado em novembro, quando era de 5,2%.

Apesar da alta no intervalo, o resultado é o menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e mostrou também recorde no salário do trabalhador. No mesmo trimestre de 2025, o índice era 6,8%.
 
No trimestre terminado em fevereiro, o Brasil tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões à procura de trabalho. No trimestre de setembro a novembro de 2025 eram 5,6 milhões de brasileiros em busca de vagas.
 
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre terminado em novembro, o número de ocupados era 874 mil a mais. De acordo com o instituto, o aumento da desocupação é explicado por perda de vagas nos segmentos de saúde, educação e construção.

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu a redução ao comportamento sazonal, ou seja, típico da época do ano, principalmente nas áreas de educação e saúde.

“Parte expressiva dos ocupados é provida por contratos temporários no setor público. Na transição de um ano para outro, há um processo de encerramento dos contratos vigentes, repercutindo no nível da ocupação dessa atividade.”

Recorde no rendimento

Apesar da elevação recente na taxa de desocupação, o rendimento médio mensal do trabalhador no trimestre encerrado em fevereiro atingiu R$ 3.679, o maior já registrado, ficando 2% acima do trimestre encerrado em novembro de 2025 e 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Esse valor é real, ou seja, já desconta a inflação dos períodos de comparação.

“O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comercio e serviços”, afirmou Adriana Beringuy.

Mais destaques da pesquisa:

  • Número de empregados no setor privado com carteira assinada foi de 39,2 milhões, estável em relação ao trimestre móvel terminado em novembro e em relação ao mesmo período de 2025;
  • Número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, estável entre trimestres seguidos e aumentou 3,2% ante o mesmo período de 2025 (mais 798 mil pessoas);
  • Taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais), contra 37,7% do trimestre encerrado em novembro. Informais são trabalhadores sem garantias trabalhistas, como cobertura previdenciária e férias.

Critérios 

 A pesquisa do IBGE apura o comportamento do mercado de trabalho para pessoas a partir de 14 anos e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. 
 
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
 
A maior taxa de desocupação já registrada na série iniciada em 2012 foi de 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19. A menor foi 5,1% no quarto trimestre de 2025.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 CMN reduz juros de financiamentos a cooperativas rurais pelo Pronaf

As cooperativas da agricultura familiar terão acesso a juros mais baixos nos financiamentos à bovinocultura. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (26) a redução, de 8% para 3% ao ano, da taxa de juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), na modalidade Mais Alimentos.

Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que a medida busca estimular investimentos na produtividade do setor.

A nova taxa de 3% ao ano passa a valer para operações contratadas por cooperativas que adquirirem sêmen, óvulos e embriões para melhoramento genético, com foco tanto na pecuária de corte quanto na de leite.

Até então, esse percentual mais baixo já era aplicado apenas para financiamentos contratados diretamente por agricultores familiares. Com a mudança, o benefício é estendido às cooperativas que atendem seus associados.

Incentivo genético

O CMN também autorizou o financiamento desses itens de forma isolada por meio do Renovagro, programa voltado a sistemas de produção agropecuária sustentáveis.

Além da aquisição de material genético, passam a ser financiados serviços associados, como inseminação artificial e transferência de embriões. Antes, essas operações estavam limitadas a 30% do valor total do crédito de investimento.

Fundo para o café

Na mesma reunião, o colegiado aprovou a destinação de R$ 7,37 bilhões para o financiamento do setor cafeeiro em 2026, por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Os recursos serão utilizados em diversas frentes, como custeio da produção, comercialização, aquisição de café, capital de giro e recuperação de lavouras danificadas.

Destinação

Segundo o governo, a distribuição dos valores entre as diferentes linhas de crédito será definida pelo Ministério da Agricultura. As operações seguirão as regras estabelecidas no Manual de Crédito Rural.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também é composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS

O Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana MSD firmaram uma parceria para que o laboratório público brasileiro passe a produzir medicamento avançado contra o câncer a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo é resultado de um edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde.

O pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico para identificar e combater as células cancerígenas. Além disso, é uma alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, e tem demonstrado grande eficácia. 

O remédio já vem sendo comprado pelo Ministério de Saúde, diretamente da MSD, e é usado no SUS, para o tratamento de alguns pacientes com melanoma metastático, tipo de câncer de pele agressivo e que se espalha para outros órgãos.

De acordo com a Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, aproximadamente 1,7 mil pessoas são atendidas por ano, a um custo de R$ 400 milhões. 

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) vai avaliar a inclusão no tratamento de casos de câncer de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão. A MSD calcula que isso aumente a demanda para cerca de 13 mil pacientes por ano. 

Fernanda de Negri explica que um dos benefícios da parceria é a possibilidade de diminuição de custos, pois o contrato prevê a transferência gradual de tecnologia, para que, em alguns anos, o Butantan possa assumir a produção do medicamento. Outros benefícios são a prioridade no fornecimento e o desenvolvimento tecnológico. 

"O objeto dessa parceria é uma molécula nova, e o Butantan vai desenvolver a capacidade de produzir esta molécula e acima de tudo desenvolver a competência para produzir outras moléculas similares no futuro."

Segundo ela, a produção nacional deixa o paciente mais seguro. "A gente produzir aqui deixa o paciente brasileiro com mais garantias de que esse medicamento não vai faltar por conta de eventos externos que causem a interrupção de cadeias logísticas."

Concorrência

A parceria é resultado de edital com o objetivo de promover a cooperação entre entidades privadas, públicas e científicas com o objetivo de desenvolver ou absorver tecnologias que favorecem o SUS. O edital faz parte de uma estratégia nacional que pretende nacionalizar a produção de 70% dos insumos de saúde utilizados no SUS, em até 10 anos. 

O diretor executivo de Relações Governamentais da MSD Brasil, Rodrigo cruz, explica que o processo de transferência de tecnologia do pembrolizumabe para o Butantan vai começar assim que as novas inclusões do medicamento no SUS forem aprovadas. A incorporação das etapas de produção será feita gradualmente ao longo de dez anos. 

"No começo, a é que eles aprendam como se faz a rotulagem, o envase, para depois passar para formulação e aí sim chegar à etapa final que é a produção do medicamento em si. Todas as etapas estão previstas dentro do projeto. Leva até oito anos para produzir o Ifa [ingrediente farmacêutico ativo] nacional e, a partir daí, finalizar o remédio 100% nacional."

O anúncio da parceria foi feito durante o evento Diálogo Internacional - Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde, realizado no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da abertura de maneira remota, e ressaltou a importância das parcerias para o desenvolvimento do país.

"Não tem como enfrentar esses desafios sem forte cooperação internacional. A saúde deixou de ser apenas uma política social e passou também a ser um eixo central do desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e geração de empregos qualificados."

O ministro destacou ainda a cadeia estrutural do sistema público de saúde brasileiro. "O SUS não é apenas o maior sistema público universal do mundo, mas também um dos maiores mercados estruturados do planeta em escala, previsibilidade, demanda e capacidade de absorção tecnológica."

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Dívida Pública sobe 2,31% em fevereiro e supera R$ 8,8 trilhões

A forte emissão de títulos prefixados fez a Dívida Pública Federal (DPF) subir em fevereiro. Segundo números divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,641 trilhões em janeiro para R$ 8,841 trilhões no mês passado – alta de 2,31%.

Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 2,17%, ao passar de R$ 8,331 trilhões em janeiro para R$ 8,511 trilhões em fevereiro. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 102,81 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis prefixados (com juros definidos com antecedência). A essa emissão líquida, somou-se a apropriação de R$ 77,76 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 14,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 143,26 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, mesmo com o baixo volume de vencimentos em fevereiro, os resgates foram menores e somaram R$ 40,46 bilhões.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 6,13%, ao passar de R$ 310,59 bilhões em janeiro para R$ 329,65 bilhões em fevereiro. Apesar da queda de 1,54% do dólar no mês passado, a dívida aumentou por causa do lançamento de US$ 4,5 bilhões em títulos do Tesouro Nacional no mercado externo no mês passado.

Colchão

Após queda em janeiro, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) voltou a subir em fevereiro. Essa reserva passou de R$ 1,085 trilhão em janeiro para R$ 1,192 trilhão no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi a emissão líquida (emissões menos resgates) no mês passado.

Atualmente, o colchão cobre 6,41 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,44 trilhão em títulos federais. No resultado de março, que será divulgado em abril, esse indicador deve apresentar queda porque o Tesouro recomprou cerca de R$ 49 bilhões em títulos da dívida pública após o início da guerra no Oriente Médio.

Composição

Com a forte emissão de títulos prefixados, a composição da DPF variou da seguinte forma de janeiro para fevereiro:

  • Títulos vinculados à Selic: de 49,42% para 49,1%;
  • Títulos corrigidos pela inflação: de 26,35% para 25,85%;
  • Títulos prefixados: de 20,65% para 21,33%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: de 3,58% para 3,71%.

O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos

  • Títulos vinculados à Selic: de 46% a 50%;
  • Títulos corrigidos pela inflação: de 23% a 27%;
  • Títulos prefixados: de 21% a 25%;
  • Títulos vinculados ao câmbio: de 3% a 7%.

Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.

Em relação aos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa das altas promovidas pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) até meados do ano passado. A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.

Prazo

O prazo médio da DPF oscilou de 4,03 para 4 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

Detentores

A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:

  • Instituições financeiras: 31,76% do estoque;
  • Fundos de pensão: 22,59%;
  • Fundos de investimentos: 21,58%;
  • Não residentes (estrangeiros): 10,75%
  • Demais grupos: 13,3%.

Com a menor tensão no mercado financeiro em fevereiro, antes do início da guerra no Oriente Médio, a participação dos não residentes (estrangeiros) subiu em relação a janeiro, quando estava em 10,69%. O indicador atingiu o maior nível desde novembro de 2024, quando estava em 11,2%. Quanto maior a fatia de estrangeiros na dívida interna, maior a confiança no Brasil.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Fim de semana será de sol e calor pelo Paraná, prevê o Simepar

O outono já chegou, mas como a estação é de transição as características do tempo ainda tem sido de verão no Paraná. Nesta sexta-feira (27), de acordo com o Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, as condições atmosféricas serão de temperaturas altas e pancadas de chuva irregulares no período de maior aquecimento - situação que já predomina no estado desde quinta-feira (26).

A sexta-feira (27) começou com nebulosidade em toda a faixa Leste do Paraná, de Curitiba até o Litoral. Nas próximas horas o céu ficará limpo e o predomínio de sol facilitará a rápida elevação das temperaturas, principalmente no interior, onde o dia já começou com tempo aberto.

“Há grande disponibilidade de umidade na atmosfera, o que somado ao calor poderá ocasionar a formação de nuvens de chuva a partir do período da tarde, mas de forma bem irregular, bem característica ainda de verão, não propriamente de outono”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

Pancadas rápidas de chuva estão previstas para cidades do Centro-Sul, Sudoeste e parte do Norte e Noroeste do estado. Na região Oeste a chuva também é prevista, mas ocorrerá de forma ainda mais localizada. As temperaturas no período da tarde passam dos 30°C em praticamente todo o Paraná, com exceção dos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, onde as máximas ficarão entre 28°C e 29°C.

No fim de semana (28 e 29) novamente os dias começam com nebulosidade entre o Centro-Sul e os Campos Gerais, bem como entre a Serra do Mar e as praias, mas ela se dissipa nas primeiras horas da manhã e o tempo fica ensolarado em todo o Paraná. “Tanto sábado quanto domingo teremos temperaturas agradáveis, apesar dos dias começarem com temperatura bem amena. O clima será um pouco mais típico de outono, com amplitude térmica mais destacada ao longo do dia. Não há previsão de chuva para esse fim de semana em quase todo o Paraná”, ressalta Lizandro.

O tempo muda na segunda-feira (30), principalmente na metade sul paranaense. “Há maior probabilidade de chuva, em função da passagem rápida de um sistema frontal. Essa frente fria, inclusive, traz o risco de temporais na virada de segunda para terça-feira no Paraná”, afirma Lizandro.

O Simepar acompanha a movimentação desta frente fria e trará boletins meteorológicos atualizados. É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar. 

Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.

Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio. 

 

 

 

 

por - AEN

 Paraná reforça cuidado às mulheres contra cânceres de colo do útero e colorretal

A rotina acelerada muitas vezes faz com que o autocuidado fique em segundo plano. No caso do câncer de colo do útero e do câncer colorretal, o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de tratamento e reduzir complicações. Reforçando o cuidado com as mulheres, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça ações integradas de prevenção, vacinação, rastreamento e organização da Rede de Atenção à Saúde em todo o Paraná.

Manter os exames em dia, atualizar a carteira de vacinação e observar sinais do próprio corpo são atitudes que podem fazer a diferença na prevenção da doença.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca/MS), o Paraná deve registrar aproximadamente 1.120 novos casos de câncer de colo do útero e 3.620 casos de câncer colorretal em 2026.

O câncer de colo do útero está associado à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), enquanto o câncer colorretal, que acomete cólon e reto, está entre os mais incidentes na população geral.

A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em esquema de dose única. No Paraná, a aplicação ocorre em 1.850 salas de vacina públicas e também por meio de ações extramuros, como vacinação em escolas e estratégias de busca ativa. Adolescentes com idades entre 15 e 19 anos que não tenham sido imunizados até os 14 anos ainda podem ser vacinados na etapa de resgate que vai até o mês de junho de 2026.

Em 2024, o Estado registrou 93,18% de cobertura vacinal. Já em 2025, o índice avançou para 95,06%, superando a meta preconizada nacionalmente. Até março de 2026, a cobertura acumulada é de 78,83%, percentual ainda parcial em razão do início do calendário anual

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destaca o compromisso da gestão estadual com a organização da rede.

“Estamos investindo na qualificação dos serviços especializados em oncologia, no fortalecimento da Atenção Primária e na ampliação das estratégias de prevenção. O diagnóstico precoce salva vidas e isso reduz o impacto da doença no sistema de saúde. Nosso compromisso é assegurar que o paranaense tenha acesso desde a prevenção até o tratamento especializado, garantindo que a mulher com alteração identificada tenha acesso rápido à investigação e ao tratamento,” afirmou.

AÇÕES - Em 2025, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou a organização da linha de cuidado dos cânceres do colo do útero, com foco na ampliação do acesso e no diagnóstico precoce. Houve reforço das estratégias de vacinação contra o HPV, incluindo ações em ambiente escolar e resgate de adolescentes ainda não imunizados, além da reorganização dos fluxos de rastreamento na Atenção Primária.

Um destaque notável foi a Carreta Saúde da Mulher, que atuou de 16 de setembro a 12 de dezembro de 2025 e se consolidou como uma ação essencial para a saúde preventiva no Estado, prestando atendimento a 10.040 mulheres e realizando um total de 19.852 consultas e exames.

Do total de procedimentos, 14.452 foram exames, incluindo mamografias, ultrassonografias e coletas de citopatológico. Desse universo, 62 mulheres apresentaram alterações que necessitaram de encaminhamento para exames complementares na rede de atenção especializada.

A iniciativa itinerante percorreu 77 municípios, priorizando regiões com maior vulnerabilidade ou dificuldade de acesso aos serviços especializados.

Outra iniciativa foi a implantação do teste molecular de DNA-HPV, tecnologia mais sensível para detecção da infecção, que amplia a capacidade de identificação precoce na rede pública. O Paraná é um dos estados que participa do projeto-piloto do Ministério da Saúde para a substituição do exame citopatológico pelo DNA-HPV pelo SUS. A iniciativa começou em outubro de 2025 em outros 11 estados e será ampliada gradativamente, até a total troca do uso do papanicolau, para o exame molecular.

A estimativa do Ministério da Saúde é que até dezembro de 2026 o rastreio esteja presente em toda a rede. Paralelamente, o Estado manteve mobilizações de conscientização sobre o câncer colorretal e o monitoramento contínuo da Rede de Atenção à Saúde, com foco na redução do tempo entre diagnóstico e início do tratamento.

DIAGNÓSTICO PRECOCE- O exame citopatológico do colo do útero (Papanicolau) segue como principal estratégia para identificação de lesões precursoras. A Sesa disponibiliza anualmente kits de coleta para 398 municípios, assegurando a oferta do exame na Atenção Primária à Saúde. Apenas a cidade de Curitiba realiza a aquisição com recursos próprios.

O investimento estadual destinado ao fornecimento desses insumos é de aproximadamente R$ 2,3 milhões por ano, além do custeio das análises laboratoriais realizadas por 30 laboratórios contratualizados. Somente em 2024 foram realizados 509.720 exames citopatológicos no Paraná e, em 2025 (dados preliminares) outros 505.823 procedimentos para mulheres de 25 a 64 anos, totalizando 1.015.543 exames em dois anos, volume que demonstra a capilaridade do rastreamento em todo o território estadual.

CÂNCER COLORRETAL - No caso do câncer colorretal, a estratégia estadual começa na Atenção Primária, com o objetivo de promover hábitos saudáveis e a identificação precoce de sinais e sintomas, seguindo com a realização de exames diagnósticos, como a colonoscopia, na rede contratualizada. Os casos confirmados são encaminhados aos serviços especializados e hospitais habilitados em oncologia para tratamento cirúrgico, quimioterápico e acompanhamento multiprofissional.

Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a estratégia estadual prioriza a ampliação do acesso e a redução de desigualdades.

“A vacinação contra o HPV é uma das principais ferramentas para reduzir o risco do câncer de colo do útero nas próximas décadas. Temos trabalhado com ações em ambiente escolar, busca ativa e monitoramento contínuo da cobertura para garantir que adolescentes estejam protegidos no tempo oportuno, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, alcançar públicos ainda não imunizados e reduzir desigualdades de acesso, fortalecendo a proteção contra o câncer de colo do útero.”, afirma.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Sistema de Monitoração em tempo real auxilia PMPR na prisão de homem que descumpriu medida protetiva

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) prendeu um homem por descumprimento de medida protetiva de urgência na tarde desta quinta-feira (26), no bairro Água Verde, em Curitiba. A ação foi viabilizada pelo Sistema de Monitoração Eletrônica Simultânea (MES), integrado ao aplicativo Salve Maria e ao Centro de Monitoramento da Polícia Penal do Paraná, que permite o acompanhamento em tempo real de situações de risco envolvendo vítimas de violência doméstica. O Sistema faz parte do Programa Mulher Segura, da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp).

A ocorrência foi repassada via Centro de Operações (Copom), após alerta automático gerado quando o agressor ultrapassou os limites estabelecidos judicialmente. A vítima, cadastrada no programa, passou a receber notificações sonoras no celular ainda no período da manhã, indicando a aproximação indevida. Ao atingir a área de exclusão — zona mais restritiva — o acionamento da Polícia Militar ocorreu de forma imediata.

No local, a equipe do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) fez contato com a vítima, que apresentou, por meio do aplicativo, a localização em tempo real do agressor. Com base nessas informações, os policiais intensificaram o patrulhamento na região e localizaram o suspeito nas proximidades, realizando a abordagem.

Durante a verificação, foi constatado que o autor tinha ciência do descumprimento da medida protetiva, sendo identificado que o dispositivo de monitoramento eletrônico apresentava alerta ativo no momento da abordagem. A situação foi confirmada pelos sistemas institucionais, caracterizando flagrante delito.

“A ocorrência chegou para a equipe via Copom a partir de um alerta do sistema integrado com a Polícia Penal. A vítima já estava recebendo notificações no celular e, com a localização em tempo real apresentada no aplicativo, foi possível direcionar o patrulhamento e localizar rapidamente o autor”, explicou a aspirante Ana Kaori.

Foi dada voz de prisão ao indivíduo, garantindo a preservação da integridade da vítima e o cumprimento da ordem judicial. O homem foi encaminhado à Delegacia da Mulher da Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça.

A vítima possui medida protetiva desde outubro do ano passado e passou a utilizar o aplicativo há cerca de uma semana, ferramenta que foi determinante para a rápida atuação das equipes e para evitar a escalada da violência.

A PMPR reforça a importância da rede de proteção e orienta que casos de violência doméstica sejam denunciados pelo telefone 190 ou pelos canais oficiais disponíveis. A atuação integrada entre tecnologia e policiamento tem como foco a preservação da vida e o enfrentamento à violência contra a mulher.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Paraná reforça industrialização do leite com uma das maiores fábricas de queijo do País

O Paraná avançou mais um passo na estratégia de industrialização do agronegócio com a nova unidade do Grupo Piracanjuba em São Jorge do Oeste, no Sudoeste, inaugurada nesta quinta-feira (26) com a participação do governador Carlos Massa Ratinho Junior. A planta, uma das maiores do Brasil no segmento de queijos, reforça a cadeia produtiva do leite e amplia a capacidade de processamento no Estado, que já ocupa a segunda posição nacional na produção.

Segundo o governador, o investimento fortalece diretamente a economia regional e amplia oportunidades no campo. “É um momento de muita alegria porque não é todo dia que a gente tem a oportunidade de inaugurar uma planta como a da Piracanjuba, uma das maiores produtoras de derivados lácteos do Brasil. A vinda da empresa fortalece ainda mais a nossa bacia leiteira, que já é a segunda maior produtora do País, consolidando mais uma alternativa de renda, especialmente para a agricultura familiar”, acrescentou Ratinho Junior.

O governador também reforçou o papel da industrialização como eixo da política de desenvolvimento do Estado. “O que nós queremos é industrializar tudo aquilo que produzimos na roça. Essa planta já nasce com capacidade de consumir 1,2 milhão de litros de leite por dia e com previsão de ampliação para produtos de alto valor agregado, como whey protein. Isso significa mais emprego, mais renda e desenvolvimento contínuo para a região. Ao mesmo tempo, o Estado acompanha esse crescimento com investimentos em infraestrutura, como novas rodovias e a futura ponte entre Verê e São Jorge do Oeste, fortalecendo o escoamento da produção”, concluiu o governador.

A unidade inicia as operações com foco na produção de queijos e manteiga, com previsão de ampliação para itens de maior valor agregado, como lactose e concentrados proteicos — insumos utilizados em alimentos especiais, fórmulas infantis e na indústria farmacêutica.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Piracanjuba, Marcelo Costa Martins, a escolha pelo Sudoeste levou em conta fatores estratégicos como logística e potencial produtivo. “É uma fábrica com capacidade de recepção de 1,2 milhão de litros de leite por dia, totalmente automatizada e com tecnologia de ponta. A nossa expectativa é que essa unidade contribua muito com a região, gerando emprego e renda, e que possamos fornecer alimentos de qualidade para a população brasileira”, disse.PIRACANJUBA

A região, segundo ele, reúne condições favoráveis para o crescimento da atividade. “Nós temos aqui uma bacia leiteira importante, com produtores que têm capacidade de evoluir em produtividade e qualidade. Além disso, é uma região estrategicamente localizada, próxima aos principais mercados consumidores do Sul e Sudeste”, complementou o diretor da Piracanjuba.

AMBIENTE FAVORÁVEL – A atração do investimento está diretamente ligada às políticas estaduais de incentivo, como o programa Paraná Competitivo. O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou que o Estado tem atuado para criar um ambiente favorável à instalação de indústrias.

“Receber uma empresa desse porte fortalece uma cadeia que está presente em todos os municípios do Paraná. O leite é um dos produtos que mais geram valor nas propriedades rurais, e essa indústria vem para ampliar a produção de derivados, agregar valor e criar um ambiente mais estável para o produtor”, afirmou.

Ortigara também ressaltou o papel dos incentivos na decisão empresarial. “O Paraná desenvolveu programas como o Paraná Competitivo, que ajudam a atrair empresas em um cenário de disputa entre estados. Só no ano passado foram mais de R$ 15 bilhões em investimentos privados. Ao trazer uma indústria como essa, o Estado ganha em empregos, geração de renda e arrecadação futura. É um ciclo positivo que fortalece toda a economia”, concluiu o secretário da Fazenda.

DESENVOLVIMENTO REGIONAL – O impacto da nova unidade vai além da indústria, com reflexos diretos no desenvolvimento regional. O secretário das Cidades, Guto Silva, destacou o salto na agregação de valor à produção leiteira no Sudoeste. “Essa é a maior planta de produção de queijos da América Latina e vai muito além disso, com a produção de proteínas do leite e outros produtos de alto valor agregado. Isso transforma completamente a região e cria novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Silva também enfatizou o efeito direto sobre os produtores e municípios. “A bacia leiteira do Sudoeste já representa cerca de 30% da produção do Paraná, e uma estrutura como essa dá segurança para o produtor investir, ampliar a produção e melhorar a renda. É mais dinheiro circulando nas cidades e mais desenvolvimento para a região”, disse.P

O secretário ainda relacionou o crescimento à necessidade de infraestrutura. “O Estado está acompanhando esse avanço com investimentos em rodovias e corredores logísticos, ampliando a capacidade de escoamento. Isso é fundamental para dar suporte a esse volume crescente de produção e consolidar o Paraná como referência no setor”, finalizou o secretário das Cidades.

PRESENÇAS - Também acompanharam a inauguração da fábrica o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes; os deputados federais Pedro Lupion, Paulo Litro e Vermelho; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os deputados estaduais Adão Litro e Luís Corti; o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Cláudio Lorenzo; o prefeito em exercício de São Jorge d'Oeste, Gilmar Paixão; prefeitos de municípios vizinhos, vereadores e secretários municipais.

 

 

 

 

 

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