A Secretaria Municipal de Educação de Campo Bonito esteve presente, nos dias 17, 18 e 19 de março, no município de Foz do Iguaçu, participando do Seminário de Cooperação Pedagógica com Municípios: Educa Junto 2026.
O referido seminário teve como principal objetivo a análise e a apropriação dos resultados da Prova Paraná Mais, bem como a apresentação de práticas exitosas desenvolvidas por municípios de diferentes regiões do Brasil, com destaque para experiências de excelência no processo de alfabetização. Ademais, foram promovidos momentos de estudo e planejamento fundamentados nos resultados municipais, com ênfase em estratégias de acompanhamento e recomposição das aprendizagens.
A participação nesse evento reveste-se de grande relevância para o município de Campo Bonito, uma vez que contribui para o fortalecimento das ações pedagógicas da rede municipal de ensino, visando à melhoria da qualidade da educação ofertada e ao aprimoramento e fortalecimento das ações de cooperação entre estado e município.
Por - Assessoria
Na manhã desta segunda-feira, 23 de março, a Secretaria Municipal de Educação promoveu um encontro com o objetivo de definir estratégias fundamentais para garantir mais segurança no estudo de caso e na construção do Plano Educacional Individualizado (PEI).
A iniciativa reforça o compromisso da rede municipal com a inclusão e com o atendimento adequado às necessidades específicas dos estudantes, por meio de um processo organizado, colaborativo e contínuo.
Durante o encontro, foi destacado que a elaboração do PEI ocorre em quatro etapas principais: avaliação inicial, momento em que se busca conhecer o aluno de forma ampla; planejamento e definição de metas; implementação das adaptações de ensino; e, por fim, monitoramento e revisão das ações desenvolvidas. Essas fases são consideradas essenciais para assegurar um acompanhamento pedagógico mais efetivo e inclusivo.
A coordenadora da Educação Especial, Ângela Cristina Ribeiro Pilatti, ressaltou a importância do trabalho coletivo e da observância às normativas como bases indispensáveis para a qualidade desse processo. Segundo ela, a construção do PEI exige comprometimento, diálogo entre os profissionais envolvidos e atenção às diretrizes que orientam a educação inclusiva.
O encontro realizado em Guaraniaçu evidencia a preocupação da Secretaria Municipal de Educação em fortalecer práticas que promovam segurança, planejamento e responsabilidade na condução dos estudos de caso e na elaboração dos planos individualizados, contribuindo para uma educação mais inclusiva e humanizada.
Por Assessoria de Comunicação
Guaraniaçu, 23 de março de 2026.
A Prefeitura de Guaraniaçu, no Paraná, publicou aviso de licitação na modalidade Leilão Público Eletrônico nº 1/2026 para a alienação de veículos, caminhões, ônibus, maquinários e equipamentos considerados inservíveis à administração municipal.
De acordo com o edital, o processo será realizado na forma eletrônica e terá como critério de julgamento o maior lance ou oferta por lote. O certame será conduzido com base na Lei Federal nº 14.133/2021 e no Decreto Municipal nº 5.668/2023.
Os interessados poderão encaminhar propostas até as 8h30 do dia 10 de abril de 2026. A abertura das propostas está marcada para as 8h31, no mesmo dia, e o início da fase de lances será às 9h, por meio do sistema da BNC – Bolsa Nacional de Compras, no endereço eletrônico https://bnc.org.br.
Segundo a administração municipal, o leilão tem como objetivo dar destino a bens que não possuem mais utilidade para o serviço público, permitindo a sua venda de forma transparente e conforme a legislação vigente.
Mais informações podem ser obtidas junto ao Setor de Compras do Município, localizado na Avenida Abilon de Souza Naves, 458, em horário de atendimento das 8h às 11h30 e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira. Também estão disponíveis o telefone (45) 3232-1162, o site www.guaraniacu.atende.net, na aba de licitações, e o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Por Assessoria de Comunicação.
Guaraniaçu, 23 de março de 2026.
O Estado do Paraná, especialmente o Litoral, pode abrigar uma unidade de Resort do Grupo Vila Galé, um dos principais grupos hoteleiros portugueses, constituído em 1986.
O grupo se dedica à exploração e gestão de todas as unidades hoteleiras que integram o grupo e, ainda, à realização de projetos e à construção de novos empreendimentos turísticos. Uma comitiva do grupo vem ao Estado e, de sexta-feira a domingo (26 a 29) fará uma vistoria técnica em possíveis áreas que podem se tornar uma unidade da grande rede hoteleira mundial.
A vinda da comitiva ao Estado é fruto do diálogo realizado pelo Viaje Paraná, vinculado à Secretaria Estadual do Turismo, em Portugal, no mês passado, durante a feira Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), em Lisboa.
Na sexta-feira, a agenda será aberta com um evento no Museu Oscar Niemeyer (MON), às 19h, quando serão apresentadas as bases da rede hoteleira e os benefícios que uma unidade do Vila Galé pode trazer ao Paraná. O grupo preza pela restauração de prédios históricos para suas unidades de hospedagens, preservando a identidade regional e cultural do Estado.
“Vamos mostrar à comitiva portuguesa a riqueza que temos no nosso Litoral, passando por Antonina e Morretes, as praias e também a Ilha do Mel. Seguiremos, ainda, para Foz do Iguaçu, onde eles querem conhecer a infraestrutura do turismo da cidade, principalmente o Centro de Convenções da cidade”, destaca o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes.
Cortes explica que a vistoria técnica passará por possíveis imóveis que podem se tornar uma unidade hoteleira, mas também por passeios que são ofertados nas proximidades. “Apesar de ser um Resort, muitos hóspedes se interessam por passeios e locais que podem conhecer perto dos hotéis e vamos mostrar ao grupo exatamente o que temos em todo o Litoral, com passeios e gastronomia”, disse.
INVESTIMENTO - O grupo Vila Galé é atualmente responsável pela gestão de 52 unidades hoteleiras, sendo 34 em Portugal, 13 no Brasil, quatro em Cuba e uma na Espanha. São mais de 10.000 quartos e 25 mil camas em todas as unidades.
O Grupo Vila Galé encara o seu modelo de gestão como parte de um projeto de sustentabilidade para a sociedade, tendo em conta as gerações atuais e futuras. Este modelo de gestão considera que o meio ambiente, a qualidade, a segurança, a saúde, a segurança alimentar, a responsabilidade social e a viabilidade económica são valores de um sistema integrado.
Por - AEN
Com a transição do verão para o outono e a previsão da ocorrência de chuvas acima da média na nova estação, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o alerta para a prevenção da leptospirose, uma doença grave que pode ser contraída principalmente em situações de alagamentos.
A leptospirose é uma zoonose bacteriana transmitida pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de animais infectados, especialmente ratos. Em áreas urbanas, o risco aumenta em locais com histórico de enchentes, acúmulo de lixo ou drenagem inadequada.
Embora os dados mais recentes indiquem redução nos casos no Paraná, o cenário exige atenção. Entre janeiro e março de 2026, foram confirmados 45 casos da doença no Estado, contra 116 no mesmo período do ano passado. O número de notificações também caiu de 575 para 292, assim como os óbitos, que passaram de 10 para um nesse ano. Mesmo com a queda, a Sesa destaca que a prevenção continua essencial.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, reforça que o cuidado deve ser redobrado nesse período. “É uma doença que na maioria das vezes está associada à situações do dia a dia, como contato com água de alagamento, trabalho com reciclagem e coleta de lixo, banho em rios e córregos, contato direto ou indireto com roedores, entre outros. A orientação é, sempre que possível, evitar esse tipo de exposição e procurar atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas”, afirma.
CONTAMINAÇÃO E SINTOMAS - A principal via de contaminação ocorre por meio da pele lesionada, pequenos cortes ou arranhões, e mucosa (olhos, nariz e boca), quando as pessoas entram em contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais infectados, mas a bactéria pode penetrar em pele íntegra em contato por longos períodos com água contaminada.
Em cenários de enchentes e alagamentos, o perigo é maior. As inundações arrastam o lixo e a sujeira que acabam se misturando com a urina de roedores que vivem em esgotos e bueiros. Para quem precisa caminhar ou entrar em contato com essas águas o risco de infecção é alto, uma vez que a bactéria consegue sobreviver por longos períodos em ambientes úmidos e alagados.
Os sintomas da leptospirose geralmente aparecem de 7 a 14 dias após a exposição. O grande perigo é que, inicialmente, ela pode ser confundida com uma gripe comum ou outras doenças, dificultando o diagnóstico precoce. Na fase inicial, há febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, dores musculares, sobretudo na panturrilha (batata da perna), falta de apetite e náuseas.
PREVENÇÃO E TRATAMENTO - Evitar áreas alagadas em caso de enchentes é a principal forma de prevenção. Se o contato for inevitável, como em trabalhos de resgate ou limpeza pós-inundação, é fundamental o uso de proteção, como botas e luvas de borracha. Após o contato com água de enchente, é importante lavar bem as mãos e o corpo com água limpa e sabão.
Para limpar áreas contaminadas por inundações, a indicação é usar uma solução de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) na proporção de 1 litro para cada 4 litros de água.
Controlar a proliferação de roedores também é importante. É necessário manter o lixo em recipientes fechados, devidamente embalados e descartados em local correto; armazenar rações animais e outros alimentos em recipientes fechados e, em locais de alto risco, realizar periodicamente a desratização com empresa especializada.
Caso ocorra a exposição a águas de enchente ou áreas de risco e exista a presença de sintomas iniciais (febre, dor no corpo e, principalmente, dor na panturrilha), é fundamental procurar atendimento médico imediatamente. O tratamento é baseado no uso de antibióticos, conforme prescrição médica. A hidratação e o suporte renal são essenciais para os casos mais graves.
A leptospirose é curável, mas a demora no diagnóstico pode ser fatal. Com isso, a conscientização sobre o perigo, especialmente após as chuvas, é vital para salvar vidas.
Por - AEN
A Receita Federal recebeu, até as 12h desta segunda-feira (23), 450.026 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). O prazo para envio começou às 8h e segue até as 29h59min59s do dia 29 de maio. Este ano, o Fisco espera receber cerca de 44 milhões de declarações.

Do total de declarações recebidas até o momento, 42,7% foram pré-preenchidas, 57,3% foram simplificadas e 1,3% foram retificadoras. Dados da Receita Federal mostram também que 34,6% foram enviadas por contribuintes do sexo feminino e que a média de idade é 47 anos.
Ainda de acordo com a Receita Federal, 83,9% das declarações enviadas apresentam valor a restituir, enquanto 7,9% têm imposto a pagar e 8,2% constam como sem imposto.
Como declarar
O Programa Gerador da Declaração pode ser baixado desde as 18h da última quinta-feira (19). A partir desta segunda, o contribuinte também pode usar o site Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online da declaração.
Neste ano, o prazo de entrega será mais curto que nos anos anteriores. Tradicionalmente, o envio das declarações começa em 15 de março ou no primeiro dia útil seguinte. Em 2026, no entanto, o Fisco adiou o início em uma semana.
Calendário da restituição
Com um lote a menos neste ano, a restituição será paga nas seguintes datas:
- 1º lote: 29 de maio de 2026;
- 2º lote: 30 de junho de 2026;
- 3º lote: 31 de julho de 2026;
- 4º lote: 28 de agosto de 2026.
A ordem de pagamento segue a data de entrega da declaração, respeitando prioridades legais.
Prioridades
A ordem de prioridade definida pela legislação é:
- idosos acima de 80 anos;
- idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
- contribuintes cuja principal renda seja magistério;
- quem usar declaração pré-preenchida e Pix simultaneamente;
- quem usar apenas um desses recursos (pré-preenchida ou Pix);
- demais contribuintes.
Por -Agência Brasil
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (23), parecer favorável à prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, por motivos de saúde. 

O documento será avaliado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro no STF.
“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, escreveu Gonet.
Bolsonaro foi condenado pelo Supremo a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes praticados contra a democracia. Ele foi considerado culpado por liderar uma organização criminosa armada que tentou um golpe de Estado.
Com 71 anos, o ex-presidente cumpre pena na Papudinha, como é conhecida uma ala de celas especiais dentro do 19ª Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Em 13 de março, Bolsonaro passou mal em sua cela e foi levado às pressas para atendimento hospitalar.
Ao chegar ao hospital, Bolsonaro foi internado em Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), com sudorese, calafrios e baixa oxigenação. Ele foi depois diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Ele segue internado no hospital DF Star, em Brasília.
Após a internação, a defesa voltou a pedir a prisão domiciliar de Bolsonaro, alegando sobretudo o risco de morte do ex-presidente por algum mal súbito, havendo a necessidade de monitoramento constante do estado de saúde.
Na última sexta (20), o ministro Alexandre de Moraes pediu a manifestação da PGR sobre o novo pedido.
Por - Agência Brasil
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país - passou de 4,1% para 4,17% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (23), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, pela segunda semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi elevada, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/inflacao-oficial-recua-para-381-com-variacao-de-07-em-fevereiro], uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
Para 2027, a projeção da inflação se mantém em 3,8%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,52% e 3,5%, respectivamente.
Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião da semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.
Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.
Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião deste mês, mas o comunicado divulgado após o encontro trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.
A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica foi elevada nesta edição do boletim Focus - de 12,25% ao ano para 12,5% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,83% para 1,84%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.
Por - Agência Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,8% em 2025, superando a taxa de 2,3% que foi registrada pela economia brasileira. O resultado é 22% acima do desempenho do País. Os dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) foram divulgados nesta segunda-feira (23).
A alta da economia do Paraná decorreu das taxas de crescimento da agropecuária e dos serviços. No caso do setor primário, a expansão chegou a 13,1%, acima do resultado contabilizado pela agropecuária nacional (11,7%). O Estado encerrou o ano passado com recorde na produção de frangos, suínos, peixes, leite e ovos, por exemplo.
Já em relação aos serviços, que englobam turismo e atendimentos direto às famílias, a ampliação alcançou 2,2% no âmbito do Estado, ante uma taxa de 1,8% registrada pelo setor do País.
Em consequência desses avanços, o PIB do Paraná chegou em R$ 765 bilhões em 2025, considerando os valores correntes, o que sustentará a quarta posição no ranking das economias estaduais, além de um peso superior a 6% no PIB brasileiro.
"O PIB do Paraná era de R$ 440 bilhões em 2018 e em 2025 ele fechou perto de R$ 765 bilhões. A expectativa é dobrar ele em oito anos, ultrapassando R$ 800 bilhões em 2026. Esse resultado é fruto de um esforço coletivo da sociedade nos últimos anos e mostra como investimentos em infraestrutura e expansão de negócios são indutores do crescimento", afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Especificamente no último trimestre de 2025, o PIB do Estado somou R$ 181 bilhões, registrando taxa real de crescimento de 2,7%, no confronto com igual período de 2024. Nesse mesmo período, a agropecuária cresceu 19,4% e o setor de serviços, 1,7%.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o desempenho positivo da economia paranaense foi alcançado apesar dos juros elevados, da alta carga tributária imposta pela União e do tarifaço norte-americano, entre outros fatores limitantes. “É a demonstração de que o apoio efetivo ao setor produtivo e uma gestão pública eficiente fazem a diferença, ajudando a explicar os melhores indicadores econômicos do Paraná”, analisa.

Os contribuintes do Paraná têm a oportunidade de transformar parte do Imposto de Renda em apoio direto a projetos sociais voltados a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A destinação de uma parcela do tributo ao Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Social e Família do Paraná (Sedef,) permite financiar iniciativas de garantia de direitos desse público sem custo adicional para o contribuinte. No ano passado, R$ 1,3 milhão foi destinado ao FIA.
O prazo para envio da Declaração do Imposto de Renda começou nesta segunda-feira (23) e segue até 29 de maio em todo o país. No Paraná, a expectativa é que mais de 3 milhões de declarações sejam entregues à Receita Federal neste período.
Durante o preenchimento da declaração, o contribuinte pode optar por destinar parte do imposto devido ao FIA ou a fundos municipais. Pessoas físicas que utilizam o modelo completo da declaração podem direcionar até 6% do imposto devido ao longo do ano ou até 3% diretamente na declaração. Já empresas tributadas pelo lucro real podem destinar até 1% do valor devido. Essa destinação não representa gasto extra: o valor é abatido do imposto a pagar ou acrescentado à restituição para quem tem valores a receber.
Os recursos arrecadados pelo FIA são aplicados em projetos sociais voltados à promoção, proteção, garantia e defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Entre as ações financiadas estão programas de acolhimento institucional, fortalecimento de vínculos familiares, atividades educativas e iniciativas de combate ao trabalho infantil.
Segundo o secretário do Desenvolvimento Social e Família do Paraná (Sedef), Rogério Carboni, a destinação do imposto pode gerar impactos significativos na vida de milhares de crianças e adolescentes. “Esses valores destinados ao FIA beneficiam milhares de crianças que são atendidas pelas organizações da sociedade civil. Podemos chegar a valores muito altos e transformar a vida daqueles que são os nossos bens mais preciosos”, afirmou.
O fundo estadual é gerido pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Paraná (CEDCA/PR), responsável por deliberar e destinar os recursos para projetos apresentados por organizações da sociedade civil.
Segundo a coordenadora de Política Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente e atual presidente do CEDCA/PR, Prisciane de Oliveira, a sociedade pode e deve fiscalizar a aplicação dos recursos doados. “Podemos destinar recursos para projetos que conhecemos e que estão perto de nós. Diversas Instituições possuem projetos aprovados no Banco de Projetos e podem receber doações para transformar a vida de crianças e adolescentes. Além disso, depois é possível que o doador faça visitas nesses locais, constatando como o recurso está sendo aplicado”, explicou.
Para ampliar o número de doações, a Sedef mantém um termo de cooperação técnica com o Conselho Regional de Contabilidade do Paraná e o Ministério Público do Paraná, que promove campanhas de conscientização junto a profissionais da contabilidade, empresas e contribuintes.
Como destinar:
- Ao preencher a declaração, acessar a aba “Doações Diretamente na Declaração” e selecionar os fundos da criança e do adolescente.
- Escolher o Estado do Paraná ou um fundo municipal e indicar o valor desejado, respeitando o limite de até 3% do imposto devido.
- Gerar o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).
- Fazer o pagamento até o prazo final da declaração e informar o pagamento no sistema da Receita Federal.
Mesmo quem tem imposto a restituir pode fazer a destinação. Nesse caso, o valor pago por meio do DARF será posteriormente somado à restituição.
Por - AEN
A Polícia Civil do Paraná, por intermédio da 2ª Subdivisão Policial de Laranjeiras do Sul, cumpriu, na manhã desta segunda-feira (23), Mandado de Prisão no Município de Rio Bonito do Sul/PR.
A ordem judicial, de nº 0001387-03.2026.8.16.0104.01.0001-10, foi expedida pela Vara Criminal da Comarca de Laranjeiras do Sul/PR, no âmbito do processo que apura a prática do delito previsto no artigo 24-A da Lei nº 11.340/06.
Após diligências voltadas à localização de M.A.O., policiais civis lograram êxito em encontrá-lo na Localidade Alto Floresta, ocasião em que foi devidamente cientificado da ordem judicial existente em seu desfavor, sendo a prisão efetivada sem qualquer resistência ou intercorrência.
Na sequência, o indivíduo foi conduzido à unidade policial para a adoção das providências de polícia judiciária e, posteriormente, encaminhado ao DEPEN de Laranjeiras do Sul/PR, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Por - PCPR
O número de exames para detecção precoce do câncer de intestino realizados via Sistema Único de Saúde (SUS) triplicou ao longo da última década. Os dados fazem parte de levantamento feito no âmbito da campanha Março Azul e mostram que tanto a pesquisa de sangue oculto nas fezes quanto as colonoscopias registraram expansão significativa na rede pública de saúde.

De acordo com o levantamento, entre 2016 e 2025, a pesquisa de sangue oculto nas fezes passou de 1.146.998 para 3.336.561 exames realizados no SUS – crescimento de aproximadamente 190%. Já as colonoscopias aumentaram de 261.214 para 639.924 procedimentos no mesmo período – avanço de cerca de 145%.
Em 2025, o maior volume de pesquisas de sangue oculto nas fezes foi registrado no estado de São Paulo, com 1.174.403 exames, seguido por Minas Gerais, com 693.289, e Santa Catarina, com 310.391. Na outra ponta, os menores números ocorreram no Amapá, com 1.356 exames, no Acre, com 1.558, e em Roraima, com 2.984.
Análise
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Eduardo Guimarães Hourneaux, o cenário está associado ao avanço de estratégias de conscientização e à maior mobilização promovida por entidades médicas no país. “A campanha Março Azul tem transformado o medo em atitude e esperança”.
“A cada ano, mais pessoas deixam de adiar o cuidado com a saúde do intestino e procuram os serviços de saúde para realizar exames, o que se reflete em um aumento expressivo de colonoscopias e testes de rastreamento justamente durante o mês de março.”
Segundo ele, esse movimento não acontece por acaso: "É fruto do compromisso de autoridades municipais, estaduais e federais, que abraçaram a causa, iluminaram prédios, organizaram mutirões e levaram a mensagem de prevenção para as ruas, escolas e unidades de saúde”.
Casos recentes
O médico lembra que fatos públicos, como o adoecimento e a morte de pessoas públicas em decorrência da doença, trazem o assunto para conversas diárias e ajudam a levantar dúvidas nas pessoas a partir de sinais e sintomas que devem ser avaliados em exames.
Numa análise preliminar feita pela campanha, é possível perceber, por exemplo, que a trajetória da doença enfrentada pela cantora Preta Gil coincide com uma evolução nos números dos exames de diagnóstico. Entre a divulgação do diagnóstico da artista, em 2023, e a morte dela, dois anos depois, o total de pesquisas de sangue oculto nas fezes cresceu 18% no SUS, enquanto o volume de colonoscopias cresceu 23%.
“Ao tornarem público o diagnóstico de câncer de intestino, diversas pessoas famosas ajudaram a transformar a própria dor em alerta para milhões de outras pessoas. Nomes como Preta Gil, Chadwick Boseman, Roberto Dinamite e outros passaram a falar abertamente sobre sintomas, tratamento e, sobretudo, sobre a importância de não adiar a investigação quando algo não vai bem”, disse.
Ele destaca que cada entrevista, postagem ou depoimento dessas personalidades funciona como lembrete poderoso de que o câncer de intestino pode atingir qualquer pessoa, mas que a chance de cura é muito maior quando a doença é descoberta cedo.
Campanha
Promovida nacionalmente desde 2021, a campanha Março Azul é organizada pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
Este ano, a iniciativa conta ainda com o apoio institucional da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de outras sociedades de especialidades médicas.
A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é que as mortes prematuras (antes dos 70 anos) por câncer de intestino devem aumentar até 2030, tanto entre homens quanto entre mulheres. A projeção cita não apenas o envelhecimento populacional, mas também ao crescimento da incidência da doença entre jovens, o diagnóstico tardio e a baixa cobertura de exames de rastreamento.
Por - Agência Brasil








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