Por volta das 19h desta quinta-feira (27), a Polícia Militar de Laranjeiras do Sul/PR foi acionada para atender uma ocorrência de omissão de cautela na guarda de animais, no centro.
No local, em contato com a solicitante, ela relatou que o cachorro do vizinho da raça Pitbull, pulou o muro para dentro de seu terreno e atacou o seu gato até a morte, posteriormente retornou novamente para o terreno do vizinho.
Ela relatou ainda que não é a primeira vez que isso acontece e que já foi entrado em contato com o proprietário do animal em data anterior, o qual se comprometeu em resolver a situação, porém, não tomou nenhuma providência.
A PM deslocou até residência do proprietário do cachorro, mas o mesmo não se encontrava em casa, a mulher então foi orientada quanto aos procedimentos a serem adotados junto aos órgãos competentes.
Por - Campo Aberto
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para fixar que as multas aplicadas contra infratores ambientais são imprescritíveis. A questão é julgada no plenário virtual da Corte e será encerrada nesta sexta-feira (28).
Até o momento, a Corte registrou sete votos favoráveis ao entendimento. Além do relator, Cristiano Zanin, também votaram no mesmo sentido os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Dias Toffoli, Edson Fachin e Luiz Fux.
Para Zanin, a reparação de danos ao meio ambiente é um direito fundamental e deve prevalecer em relação ao princípio de segurança jurídica.
O ministro também propôs uma tese para aplicação nos casos semelhantes que estão em tramitação no Judiciário em todo o país.
“É imprescritível a pretensão executória e inaplicável a prescrição intercorrente na execução de reparação de dano ambiental, ainda que posteriormente convertida em indenização por perdas e danos”, definiu Zanin.
O caso foi decidido em um recurso do Ministério Público Federal (MPF) para derrubar uma decisão da primeira instância que foi favorável à prescrição de multas ambientais após o prazo de cinco anos. A infração que motivou o julgamento ocorreu em Balneário Barra do Sul (SC).
A decisão contou com atuação da Advocacia-Geral da União (AGU). Para o órgão, os infratores ambientais têm o dever de arcar com os danos provocados ao meio ambiente.
"O reconhecimento da incidência da prescrição em tais casos significaria impor às gerações futuras o ônus de arcar com as consequências de danos ambientais pretéritos. Assim, temos que a imposição de prazos prescricionais em favor do interesse individual está em desacordo com a própria natureza do bem jurídico tutelado”, argumentou o órgão.
Por - AgÊncia Brasil
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.845 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (27). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 40 milhões para o próximo sorteio.
Os números sorteados foram: 10 - 31 - 40 - 52 - 54 - 56
A quina teve 31 apostas vencedoras, que irão receber R$ 86.551,10 cada. Outras 2.307 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 1.661,45.
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (29), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa Econômica Federal.
Por - AgÊncia Brasil
A União, os estados e os municípios poderão pegar até US$ 3,5 bilhões emprestados no exterior para financiar 20 programas e projetos com garantia do governo federal. O valor foi liberado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento e Orçamento, que fez nesta quinta-feira (27) a primeira reunião do ano.
Dos 20 programas e projetos, 15 são de estados e de municípios e cinco são de estatais federais.
Para os governos locais, a Cofiex aprovou projetos nas áreas de educação, sustentabilidade ambiental, agricultura familiar, energias renováveis, desenvolvimento urbano, gestão hídrica, transportes, gestão fiscal e reestruturação de dívidas. Há seis ações no Sudeste, cinco no Nordeste, três no Sul e um no Norte.
Na Região Sul, a Cofiex aprovou um projeto da prefeitura Joinville (SC) na área de educação, com financiamento de US$ 99,2 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Para o Nordeste, a comissão aprovou, entre outros projetos, a segunda fase do programa Paraíba Rural Sustentável, financiado com US$ 50 milhões do Banco Mundial.
Para o Sudeste, a Cofiex aprovou o financiamento de US$ 1,275 bilhão para o refinanciamento da dívida do estado de São Paulo. No Norte, a comissão liberou US$ 60 milhões para o Programa de Sustentabilidade Fiscal, Eficiência e Eficácia dos Gastos Públicos do Estado do Amazonas.
Em relação aos projetos federais, foram aprovados cinco projetos de estatais não dependentes (com receitas próprias), com destaque para o Projeto de Evolução do Parque Tecnológico do Serpro, no valor de US$ 433 milhões. No total, as empresas estatais tiveram aprovações no valor de US$ 920 milhões.
Além do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), os projetos serão financiados por bancos de multilaterais de desenvolvimento como o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e Banco Europeu de Investimentos (BEI), ou fundos internacionais, como o Fundo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).
A Cofiex é responsável por analisar e deliberar projetos e programas da União, de estados e de municípios com financiamento externo de organismos multilaterais e bilaterais e garantia da União. O órgão é composto por representantes dos Ministérios do Planejamento e Orçamento, da Fazenda e das Relações Exteriores. A próxima reunião da comissão ocorrerá em junho.
Por - Agência Brasil
Apesar de pressões do Congresso, a ajuda ao setor de eventos acabará neste mês, e as empresas deverão voltar a recolher tributos em abril, disse nesta quinta-feira (27) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O ministro negou qualquer discussão para prorrogar o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado durante a pandemia de covid-19.
No início do ano passado, o Congresso aprovou a extensão do Perse até o limite de R$ 15 bilhões para as desonerações. Há duas semanas, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou, em audiência na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, que os recursos acabam neste mês.
“Todos concordam que o Perse acaba com R$ 15 bilhões. Ocorre que as informações prestadas pelas empresas vão até janeiro, e as projeções indicam que esses valores, até março, vão chegar a R$ 16 bilhões. Então, o que nós convencionamos? As empresas passam a recolher a partir de abril”, declarou Haddad.
“Se deixássemos o programa seguir, ele ia atingir R$ 18 bilhões, R$ 19 bilhões [até o fim do ano]. Então, ele tem que parar”, acrescentou.
Haddad reiterou que, a partir de abril, as empresas beneficiadas pelo Perse terão de pagar alíquota cheia dos tributos federais desonerados pelo programa: Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Auditoria
Segundo o ministro, o governo assumiu o compromisso apenas de dar transparência aos números e auditar os gastos tributários (quanto deixou de arrecadar) com o Perse. A auditoria será feita com base da Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (Dirbi), criada no ano passado para que as próprias empresas declarem os benefícios fiscais à Receita Federal.
Como as empresas têm 60 dias para preencherem a Dirbi, os benefícios tributários de março só deverão ser conhecidos no fim de maio. Haddad afirmou que o governo poderá reabrir o Perse apenas se a auditoria confirmar que as renúncias fiscais ficaram abaixo de R$ 15 bilhões, mas o ministro disse que isso dificilmente acontecerá porque as próprias projeções da Receita indicam que o valor final pode ficar em R$ 16 bilhões.
O ministro foi enfático ao negar qualquer possibilidade de prorrogação do programa.
"Ninguém mais está discutindo e nem pretende rediscutir o acordo que foi firmado na residência oficial do então presidente da Câmara, que era o Arthur Lira. Ninguém está propondo rediscussão, reabertura do Perse, nada disso. O que foi pactuado foi a auditoria dos números depois das informações prestadas pelas empresas. Não há outra coisa a não ser essa auditagem”, afirmou.
Criado em maio de 2021 para ajudar empresas que dependem da circulação de público afetadas pela pandemia de covid-19, o Perse beneficia os seguintes setores:
- Hotelaria
- Restaurantes e similares
- Bares e similares
- Bufês
- Aluguel de equipamentos recreativos, esportivos, de palcos
- Cinemas
- Teatro, musicais e espetáculos de dança
Com a expectativa do fim do Perse, a Frente de Comércio e Serviços (FCS) pediu a manutenção do programa com um redutor de 80% até o fim deste ano e de 50% até o fim de 2026, quando originalmente estava prevista a extinção do programa pela lei que o criou. A entidade mobiliza parlamentares para tentar a prorrogação da ajuda.
Por - AgÊncia Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (27) uma resolução que suspende todos os lotes do Creme Dental Colgate Total Clean Mint, produto da empresa que substitui a linha Total 12 da marca. Segundo a agência, a medida é preventiva e temporária, com o intuito de proteger a saúde da população.
A suspensão tem duração de 90 dias, período no qual ocorrem as investigações sobre as reações adversas notificadas sobre o produto. Não existe determinação de recolhimento, no momento, mas o produto deve ficar separado e não deve ser exposto ao consumo ou uso.
A resolução recomenda a suspensão da comercialização e do consumo até que seja comprovada a segurança. Uma das possibilidades é que a inclusão da substância fluoreto de estanho na fórmula possa ser a causadora das reações, que incluem:
- Lesões bucais
- Sensações dolorosas
- Sensação de queimação/ardência
- Inflamação gengival
- Edema labial
"Estes sintomas têm impactado significativamente a qualidade de vida dos consumidores, resultando, em alguns casos, em custos médicos, afastamento do trabalho, dificuldades para se alimentar e se comunicar, e sofrimento emocional", informa a Anvisa.
Orientações
Caso o consumidor tenha o produto com a embalagem secundária (cartucho de cartolina), deve procurar no rótulo o número do processo, na Anvisa, que é 25351.159395/2024-82, e caso tenha somente a bisnaga verifique se na composição há "fluoreto estanoso".
Segundo a Agência, consumidores que sofreram eventos indesejados relacionados ao uso do produto devem comunicar imediatamente a Anvisa por meio dos canais de notificação Limesurvey e e-Notivisa.
A Agência Brasil procurou a Colgate para esclarecimentos, mas não teve sucesso no contato. A empresa não se manifestou em redes sociais até a conclusão desta reportagem.
Procon
O Procon-SP notificou a Colgate para esclarecer sobre as providências que a empresa está adotando em função da suspensão. O órgão de defesa do consumidor questiona a multinacional sobre como o consumidor pode identificar os produtos interditados, quais os lotes envolvidos e quais as orientações prévias.
Reações
Segundo nota do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), todos os ingredientes usados em dentifrícios (pasta, creme ou géis dentais) para a escovação dos dentes são aprovados pela Anvisa como seguros à saúde geral dos consumidores e reações são raras. Pesquisas da área atribuem essa sensibilidade aos agentes flavorizantes usados (essências de óleos) e ao detergente aniônico lauril sulfato de sódio.
"Tem havido relato de pessoas que tiveram reações bucais de sensibilidade a dentifrícios. Algumas marcas modificaram suas fórmulas e retiraram o fluoreto de sódio (NaF) e substituíram por fluoreto estanhoso (SnF2). Porém, as reações adversas bucais que têm sido relatadas não podem ser atribuídas ao íon flúor (fluoreto) porque este é comum nas duas formulações", explica o cirurgião-dentista Jaime Aparecido Cury, da Unicamp.
O uso do estanho na formulação tem o objetivo de melhorar a prevenção de doenças da gengiva, por conta de sua eficácia antibacteriana. Reações como a observada nestes casos em geral param logo após ser interrompido o uso do produto, e o conselho recomenda a interrupção caso haja reações.
POr - Agência Brasil
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou a criação de uma força-tarefa, liderada pelo ex-jogador Ronaldo Nazário, para trabalhar exclusivamente no combate ao racismo, discriminação e violência no futebol.
A iniciativa foi adotada nesta quinta-feira (27) após reunião na sede da entidade em Luque (Paraguai) com representantes de governo brasileiro, de associações afiliadas à Conmebol, de grêmios de jogadores de futebol e personalidades do futebol. Além de Ronaldo, a força-tarefa contará também com Fatma Samoura, ex-secretária-geral da Fifa e Sérgio Marchi, presidente da Federação Internacional de Jogadores Profissionais ( FIFpro).
O encontro de hoje na Conmebol ocorre após episódios reiterados de racismo contra atletas brasileiros, como o sofrido pelo atacante Luighi, de 18 anos, jogador do Palmeiras, durante partida pela Copa Libertadores Sub 20, no Paraguai, no início do mês. Ele foi alvo de ofensas racistas proferidas por um torcedor do Cerro Porteño, à beira do gramado.
“Estamos agindo aqui hoje com responsabilidade e unidade para enfrentar os desafios futuros, superá-los e continuar no caminho do crescimento. Não queremos um debate sobre o passado, mas sim discutir o futuro. Tudo o que for dito aqui é para somar e melhorar o nosso esporte”, disse Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol, na abertura da reunião.
Após a reunião também foram anunciadas algumas medidas. Será criada uma lista de pessoas de pessoas proibidas de entrar nos estádios – entre elas os envolvidos em atos de racismo – em qualquer torneio na América do Sul e em outras competições pelo mundo. Também serão implementados programas educacionais voltados a jogadores, árbitros, clubes e torcedores, com o intuito de prover a conscientização e prevenção do racismo no futebol.
Por - Agência Brasil
A aprovação da vacina da dengue produzida pelo Instituto Butantan continua sob análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Caso seja aprovada, a Butantan-DV, como tem sido chamado o imunizante, será a primeira vacina do mundo em dose única contra a doença.
A Anvisa é o órgão responsável por autorizar o registro de medicamentos e vacinas no país, avaliando a eficácia, segurança, qualidade e as condições de fabricação de imunobiológicos que podem futuramente ser comercializados e oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o Butantan, os ensaios clínicos desta vacina foram encerrados em junho do ano passado, quando o último participante completou cinco anos de acompanhamento. Dados de segurança e de eficácia que foram divulgados no New England Journal of Medicine apontaram que este imunizante tem 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática. Já resultados da fase 3 do ensaio clínico publicados na revista científica The Lancet Infectious Diseases mostraram também uma proteção de 89% contra denguegrave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos.
Caso o imunizante seja aprovado pela Anvisa em breve, o Instituto Butantan seria capaz de produzir até 1 milhão de doses ainda neste ano de 2025, informou o seu diretor, Esper Kallás.
“Nossa projeção é entregar 1 milhão de doses esse ano”, disse Kallás, em entrevista à Agência Brasil. “Mas em 2026 a gente aumentaria bastante e iríamos para 60 milhões de doses”, previu.
Essa vacina vem sendo estudada pelo Butantan há 25 anos, explicou o diretor do instituto.
"Esta é uma vacina que foi descoberta por um pesquisador nos Estados Unidos e trazida para desenvolvimento no Butantan no começo dos anos 2000”, disse ele. “Ela é uma vacina tetravalente, ou seja, pega os quatro sorotipos de dengue para induzir uma resposta imune. E tem a vantagem de ser dose única, depende somente de uma injeção. Ela tem uma faixa etária bem mais ampla, de 2 a 60 anos, comparado com os outros produtos que já foram disponibilizados. Também independe da pessoa ter tido ou não ter tido dengue, que é outra grande vantagem”, destacou.
Segundo o diretor do instituto, os estudos clínicos para o imunizante foram feitos com pessoas entre dois e 60 anos de idade, mas a partir do final deste ano, o Butantan também prevê fazer estudos clínicos da vacina para pessoas acima dos 60 anos de idade.
“E vamos estar apoiando um outro estudo para avaliação da vacina em pessoas que tem alguns problemas de resposta imune”, disse.
Chikungunya
Além da vacina da dengue, o Butantan também vem trabalhando para produzir uma vacina contra a chikungunya. Em dezembro de 2023 o Butantan solicitou à Anvisa a autorização de uso definitivo no Brasil, que já foi aprovado para utilização a partir dos 18 anos nos Estados Unidos, pela Food and Drug Administration (FDA), e na Europa, pela European Medicines Agency (EMA). Esse pedido prevê a aplicação do imunizante na população de 18 a 65 anos de idade, mas o Butantan vem também desenvolvendo testes clínicos do imunizante com a população mais jovem, de 12 a 17 anos, e que vive em áreas endêmicas do país.
“A gente espera a qualquer momento um posicionamento deles [da Anvisa] a respeito do licenciamento. Essa vacina já foi licenciada nos Estados Unidos em novembro de 2023 e em agosto de 2024 na União Europeia. E logo em seguida no Canadá”, falou Kallás. “Agora a gente espera que o Brasil tenha também essa felicidade de poder contar com uma vacina dose única, com 98,8% de proteção contra chikungunya”.
Caso seja aprovada, a primeira produção dessa vacina poderia contar com cerca de 3 milhões de doses.
“Mas lembro que essa é uma doença com epidemiologia um pouco diferente da dengue. Embora seja transmitida pelo mesmo mosquito, ela costuma se distribuir em bolsões. Isso significa que não é uma transmissão espalhada pelo país todo. Então talvez a gente tenha que usar de inteligências epidemiológicas para poder definir quais seriam as melhores estratégias para se utilizar essa vacina”.
Por - Agência Brasil
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, disse hoje (27) que os possíveis impactos da medida que ampliou o crédito consignado para celetistas ainda não foram considerados nas projeções da autoridade monetária. A afirmação foi feita durante entrevista para apresentação do Relatório de Política Monetária do primeiro trimestre.
“A gente não considerou ainda, nas nossas projeções, o impacto do consignado privado. Temos visto, desde o lançamento, estimativas variadas de como será o impacto. Há muita dúvida sobre quanto isso representa um fluxo novo de crédito ou uma substituição de dívida antiga por nova, e sobre como isso vai se desdobrar no tempo”, disse.
Criado por medida provisória no último dia 12, o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho abrange empregados da iniciativa privada com carteira assinada, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEI).
A medida, segundo o governo, tem o potencial de oferecer crédito menos caro a até 47 milhões de pessoas.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, foram registradas 64.718.404 simulações e 8.704.759 pedidos de crédito. Até as 17h desta terça-feira (25), 48.170 pessoas contrataram R$ 340,3 milhões em empréstimos pela nova modalidade de crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada. O valor médio ficou em R$ 7.065,14 por trabalhador, com prazo médio de 21 meses divididos em parcelas de R$ 333,88.
Na avaliação do presidente do BC, a iniciativa tende a responder mais a uma questão estrutural da oferta de crédito, do que uma medida conjuntural, "tendo a ver como uma agenda mais antiga de substituir crédito de alto custo para baixo custo", ressaltou.
Relatório
No documentodivulgado nesta quinta-feira, o BC reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 2,1% para 1,9% em 2025. Ainda de acordo com o BC, a projeção de inflação para o ano sobe de 4,5% para 5,1%, ainda fora do intervalo da meta.
No documento, o BC cita o forte crescimento da economia em 2024, de 3,4%. Na avaliação do BC, a economia aquecida favorece a alta da inflação, dificultando a convergência para a meta. A inflação acumulada em doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aumentou de 4,87% em novembro para 5,06% em fevereiro.
A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)do BC é de 3%, podendo varia 1,5% para mais ou menos. O documento diz que as projeções de inflação se mantiveram acima da meta, tornando a “convergência para a meta desafiadora”. O BC sinalizou que só vê a inflação perto da meta no segundo semestre de 2027.
“O BC sabe que, no curto prazo, a gente vai conviver com uma inflação acima da meta”, afirmou Galípolo.
Na semana passada, o BC aumentou a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano.
Em comunicado, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que as incertezas externas, principalmente pela política comercial do país, suscitam dúvidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano).
Em relação ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação no crescimento. Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio
“Você vai estar com uma taxa de juros caminhando para um patamar elevado e com uma inflação rodando acima da meta”, acrescentou o presidente do BC.
Por - AgÊncia Brasil
Uma brasileira acorda pela manhã e prepara o seu café. Coloca o plugue da cafeteira na tomada e desliga o interruptor da cozinha. Depois, na frente do espelho, começa a se maquiar. Pega as chaves do carro e sorri ao ver abelhas voando pelo jardim. Dali, segue para coletar exames de sangue.
Muita gente não sabe, mas o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está presente em diversos momentos desta simples rotina. O rímel que passa nos olhos foi analisado pelo Tecpar, e o mesmo vale para a seringa e a agulha, que tiveram sua qualidade garantida pelo Instituto. Isso sem falar da certificação dos materiais elétricos.
Seja por meio de ensaios laboratoriais, avaliações de conformidade ou das auditorias de certificação, os serviços realizados pelo Tecpar abrangem uma infinidade de itens que fazem parte do dia a dia da população e das empresas.
"Desde a sua fundação, há 85 anos, o Tecpar, está a serviço da sociedade, atuando com excelência em várias frentes e sempre disponível para atender as demandas do mercado. Nossas soluções tecnológicas reforçam o compromisso do Instituto com a população do Paraná e com o desenvolvimento do setor produtivo", salienta o diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss.
COSMÉTICOS E MATERIAIS MÉDICOS – A análise de conformidade de cosméticos é fundamental para garantir a segurança e qualidade de cada produto que chega ao mercado, minimizando riscos de reações alérgicas ou dermatológicas.
Embora alguns cosméticos possam conter elementos químicos permitidos pela legislação, é fundamental que a quantidade destas substâncias respeite os limites, para não oferecerem riscos à saúde.
Nos laboratórios do Tecpar, são analisados cosméticos como rímel, batom e pó facial para maquiagem produzidos por grandes marcas, e que ali passam por um rígido controle de qualidade. Com equipamentos avançados, os técnicos especializados determinam a quantidade de substâncias químicas nestes produtos e conferem se eles atendem aos critérios definidos pela legislação.
Outro serviço que assegura a proteção da saúde dos consumidores é a avaliação de conformidade de materiais odontológicos, médicos e hospitalares. Na relação de itens avaliados pelo Tecpar estão seringas, agulhas, catéteres, frascos, dentre outros.
“A prática de um rígido controle de qualidade, aliada à verificação de conformidade por instituições independentes, evita que a fragilidade destes materiais acarrete complicações à saúde dos pacientes”, afirma a gerente do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do Tecpar, Daniele Adão.
PRODUTOS ELÉTRICOS – Você sabia que vários produtos elétricos são obrigados a ter a marca de conformidade para serem comercializados no País? Essa certificação garante que o produto foi devidamente testado e é seguro para uso.
Para que um produto elétrico seja certificado, ele deve passar pela avaliação de um organismo independente, que confirma se ele atende aos padrões de qualidade e segurança. No Brasil, o Tecpar é um dos organismos acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para avaliar e certificar de produtos elétricos como: fios, cabos e cordões flexíveis elétricos, plugues, tomadas e interruptores.
DESMONTAGEM DE VEÍCULOS – Se você já comprou uma peça usada de reposição para seu veículo, e para isso buscou uma empresa legalizada, é possível que tenha visitado uma das empresas de desmontagem certificadas pelo Tecpar.
Como órgão responsável por esta atividade no Paraná, o Instituto já concedeu cerca de 1.500 atestados de conformidade para empresas de desmontagem de veículos do Estado, desde 2019. São estabelecimentos que realizam o desmonte ou destruição de veículos, e depois destinam as peças usadas para reposição, sucata ou outra finalidade.
Para emitir a certificação, o Tecpar Certificação vai até o local para avaliar a conformidade da estrutura e das atividades da oficina de desmontagem com as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), entre outros itens.
Segundo o Contran, a avaliação é obrigatória antes da concessão, da complementação ou da renovação do registro, assim como fiscalizações periódicas. O atendimento às normas e à regulamentação é fundamental para diferenciar as empresas legalizadas dos desmanches ilegais.
PRESERVAÇÃO AMBIENTAL – O Tecpar também desempenha um papel essencial na preservação da biodiversidade, auxiliando na proteção de insetos como abelhas e lagartas de bichos-da-seda.
De tempos em tempos, surgem relatos de mortandades destes animais nos campos do Paraná. A ocorrência de mortes repentinas levanta um alerta, já que estas espécies desempenham um papel essencial na preservação ambiental e na produção agrícola.
Para descobrir a causa destas ocorrências, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) conta com ampla expertise do Tecpar em análises ambientais. Com o apoio de equipamentos de ponta, os técnicos analisam amostras enviadas pela Adapar, que incluem abelhas e bichos-da-seda mortos, favos e plantas. O objetivo é identificar se há resíduos de agrotóxicos que sejam nocivos a estas espécies.
O laudo fornecido pelo Tecpar serve de apoio para as investigações feitas pela Adapar e ajudam a identificar as causas da mortandade, contribuindo para a adoção de medidas que protejam a fauna e evitem novos casos. A análise desses eventos é fundamental para conscientizar produtores sobre o uso adequado de defensivos agrícolas.
“Este serviço prestado pelo Tecpar tem um papel importante na proteção da biodiversidade e no cuidado com a saúde da população, porque contribui para evitar que os agrotóxicos sejam utilizados de forma indiscriminada, causando danos ambientais, sociais e econômicos”, diz Daniele.
Por - AEN
O vice-governador Darci Piana recebeu nesta quinta-feira (27) a visita de uma comitiva do Paraguai liderada pelo ministro da Indústria e Comércio, Javier Giménez de Zuñiga.
A pedido dos representantes do país vizinho, ele apresentou detalhes sobre projetos desenvolvidos pelo Governo do Estado voltados à atração de investimentos privados que podem ser replicados pelo governo paraguaio.
Entre as iniciativas discutidas, o foco principal foi nas políticas coordenadas pela Invest Paraná que oferecem incentivos para a iniciativa privada visando a instalação de novos empreendimentos no Estado. Piana destacou que, desde 2019, o Paraná recebeu já recebeu cerca de R$ 300 bilhões de investimentos privados graças a uma estratégia que combina incentivos fiscais com melhorias de infraestrutura, o que torna a produção local mais competitiva.
O vice-governador também lembrou que sete das dez maiores cooperativas da América Latina estão presentes no Paraná, e que elas são parceiras estratégicas do Governo do Estado na meta de fortalecer a agroindústria, o que gera mais valor agregado a toda a cadeia produtiva.
“O Paraguai é um grande parceiro comercial do Paraná, sendo um dos mais importantes importadores e exportadores, e hoje tivemos a oportunidade de mostrar aos ministros e embaixadores um pouco do que temos feito de bom aqui no Estado para estreitarmos ainda mais os laços de governo”, afirmou Piana.
“Acredito que compartilhar o conhecimento sobre o que temos feito, como o trabalho coordenado pela Invest Paraná junto ao meio empresarial, pode trazer benefício para os dois lados e gerar novas oportunidades de negócios”, acrescentou o vice-governador.
AGENDA CONJUNTA – Ao final do encontro, o ministro da Indústria e Comércio demonstrou otimismo com a continuidade das parcerias, o que deve acontecer a partir de uma nova visita da comitiva à sede da Invest Paraná. “Foi uma reunião magnífica. O vice-governador tem muita experiência em políticas públicas e entende a realidade do Paraguai”, disse Zuñiga.
Além do fortalecimento das políticas voltadas às parcerias público-privadas, também foram discutidos temas como a capacitação de jovens para o mercado de trabalho, investimentos em infraestrutura energética e a expertise da Sanepar na execução de obras voltadas à universalização do saneamento básico, temas em que, segundo o ministro, o Paraguai busca avançar.
“Queremos continuar nesta agenda de integração, aprendendo com o que o Paraná tem feito para promover o crescimento econômico e ampliação da infraestrutura, assim como oferecer aquilo que o Paraguai tem de bom”, concluiu o ministro paraguaio.
PRESENÇAS – Também acompanharam a reunião cônsul-geral do Paraguai em Curitiba, María Amarilla; e o embaixador do Paraguai em Brasília, Juan Ángel Delgagillo.
POr - AEN
Trinta anos depois, o alpinista Waldemar Niclevicz tem um novo encontro marcado com o Everest. Após se tornar o primeiro brasileiro a escalar em 1995 a maior motanha do mundo, o paranaense fará uma nova expedição ao pico no Nepal entre abril e maio deste ano. O novo desafio será patrocinado pela Companhia Paranaense de Abastecimento (Sanepar).
A escalada tem propósito ambiental e busca chamar a atenção do mundo para as questões da restauração ecológica, processo vital para a recomposição da flora, a recuperação de nascentes, o retorno natural da fauna e para a preservação de toda a biodiversidade.
Niclevicz iniciou a viagem NA quarta-feira (26) e fará a nova escalada acompanhado de outro alpinista, Pedro Hauck. Eles levam na bagagem uma bandeira com uma araucária que será mostrada do cume de mais de 8,8 mil metros de altitude, a exemplo do que Niclevicz fez com a bandeira do Brasil em 1995.
O alpinista e ambientalista diz que buscou a Companhia como parceira nesta iniciativa pois “reconhece o papel socioambiental da Sanepar na preservação ambiental, em especial na proteção dos recursos hídricos”. Por sua vez, a Sanepar entende que o propósito da expedição contribuirá para motivar ações de conservação e restauração ecológica, podendo restabelecer o equilíbrio ambiental de áreas degradadas.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destaca que iniciativas que buscam chamar a atenção e conscientizar sobre a importância da preservação ambiental e que possam se traduzir em benefícios para o meio ambiente merecem o incentivo da empresa e de toda a sociedade.
“Somos uma empresa que tem na sua essência a sustentabilidade e que trabalha em parceria com organismos, instituições e com a sociedade em ações e projetos com o propósito da conservação, preservação e restauração das florestas e dos cursos de água. Que o gesto do alpinista paranaense possa alertar e inspirar as pessoas e as empresas a se engajarem nas causas ambientais e que promovam a melhoria ambiental no planeta”, destaca Bley.
A escolha dos projetos de apoio e patrocínio da Sanepar segue critérios de identificação da proposta com a missão, visão e valores da Companhia. A diretora de Comunicação e Marketing, Melissa Ferreira, destaca que um desses critérios está associado à questão de educação ambiental. “A Sanepar busca incentivar iniciativas e ações que estejam vinculadas às políticas públicas do setor de saneamento, à conservação do meio ambiente, e de forma especial a preservação dos recursos hídricos”, explica.
RESERVA – O alpinista possui uma reserva, denominada Reserva Natural do Alpinista Waldemar Niclevicz, localizada no município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. É composta por 116 hectares, sendo 34 hectares de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), e foi implantada com o objetivo de restaurar um importante remanescente da floresta com Araucária, reintroduzir abelhas nativas e proteger as nascentes do rio Açungui, que forma o rio Ribeira de Iguape.
Por - AEN