Um vazamento de óleo diesel em uma das principais vias de Guaraniaçu provocou uma série de acidentes na manhã desta terça-feira (27), deixando motociclistas feridos e aumentando as críticas às faixas elevatórias instaladas no centro da cidade.
O problema teve início por volta das 6h, quando um ônibus da empresa de transporte coletivo Viação Catarinense, que opera a linha Curitiba–Foz do Iguaçu, saiu da rodoviária municipal em direção a Cascavel. Ao tentar transpor uma faixa elevatória (quebra-molas) na Avenida Manoel Ribas, o veículo acabou sendo danificado. Com o impacto, o Cardan se rompeu, provocando um extenso vazamento de óleo de transmissão, que se espalhou pela pista desde o número 262 da avenida até as proximidades do Complexo Esportivo.
Com a via tomada pelo óleo, o asfalto ficou extremamente escorregadio, ocasionando diversas quedas de motociclistas em diferentes pontos da cidade. Em um dos casos, uma mulher que conduzia uma motocicleta com uma criança na garupa perdeu o equilíbrio e caiu, resultando em escoriações leves para ambos. Um veículo que trafegava logo atrás não conseguiu frear a tempo e acabou atingindo o meio fio danificando uma de suas rodas. Em outra ocorrência, um homem que pilotava uma moto com a esposa na garupa também caiu, e o casal sofreu escoriações e luxações. Outros acidentes envolvendo motocicletas foram registrados em sequência, porém com apenas danos materiais. Ao todo, pelo menos três acidentes com motociclistas foram confirmados. Algumas das vítimas receberam atendimento médico no Hospital Santo Antônio.
O episódio reacendeu a insatisfação de parte da população com as faixas elevatórias construídas no centro da cidade durante a gestão anterior. Apesar de estarem amparadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as estruturas instaladas em pontos estratégicos das avenidas Abilon de Souza Naves e Manoel Ribas são alvo de críticas desde a implantação, devido aos frequentes acidentes e prejuízos causados a condutores. A situação chegou a impactar o transporte coletivo, já que a empresa Viação Garcia deixou de operar na rodoviária municipal para embarque de passageiros após sucessivos danos em seus ônibus, que acabavam “enroscando” nas elevatórias.
Os passageiros tiveram atraso em sua viagem já que foi necessário o envio de um outro veículo vindo de Cascavel para busca-los e o veículo danificado continua em Guaraniaçu, recebendo manutenção e conserto por um mecânico da empresa, que veio de Foz do Iguaçu.
Equipes da Defesa Civil, bombeiros comunitários e a Polícia Militar estiveram no local após o ocorrido prestando apoio à ocorrência e realizando a sinalização da via. O Departamento de Urbanismo também atuou, espalhando cimento sobre o óleo derramado com o objetivo de reduzir o risco de novas quedas e acidentes envolvendo veículos e pedestres.
O prefeito Ronaldo Cazella (MDB), que cumpre agenda oficial na capital do Estado, informou por telefone que a situação é preocupante. Segundo ele, ao retornar nesta quarta-feira (28), deverá se reunir com o setor de engenharia e com representantes de entidades do município para definir quais medidas o Governo Municipal irá adotar para solucionar o problema. O prefeito destacou que, embora as faixas elevatórias tenham sido implantadas com a proposta de aumentar a segurança no trânsito, na prática elas têm provocado acidentes recorrentes e gerado descontentamento entre os moradores.
Câmeras de segurança flagraram, na tarde de segunda-feira (26), um homem arremessando um filhote de cachorro de uma vizinha em direção à rua e chutando outro cão na calçada, em Maringá (PR). As imagens viralizaram nas redes sociais.
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No local, o agressor confessou o ato, alegando irritação por os animais entrarem em sua casa, ele estava visivelmente embriagado. Foi preso em flagrante por maus-tratos e encaminhado à 9ª SDP, ficando à disposição da Justiça.
O filhote e o outro cão (ambos da vizinha) foram resgatados, atendidos em clínica veterinária e estão bem, aguardando laudo para devolução à tutora ou adoção. A Secretaria de Bem-Estar Animal aplicará multa de R$ 4 mil após análise.
A Polícia Federal (PF) adiou nesta terça-feira (27) o depoimento de três investigados no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura as fraudes financeiras envolvendo compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). 

Estavam previstos os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master, e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio.
As oitivas ocorreriam nas instalações do Supremo, conforme determinação do relator, ministro Dias Toffoli, mas foram suspensas após as defesas dos três acusados informarem que não tiveram acesso aos autos das investigações. Ainda não foi marcada nova data para os depoimentos.
O único investigado ouvido foi Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master. Segundo a defesa de Bull, ele respondeu todas as perguntas dos investigadores e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.
Em dezembro do ano passado, Toffoli decidiu que a investigação sobre o Banco Master deve ter andamento no STF, e não na Justiça Federal em Brasília. A medida foi tomada diante da citação de um deputado federal nas investigações. Parlamentares têm foro privilegiado na Corte.
Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.
Além de Vorcaro, também são investigados os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, além de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco.
Por Agência Brasil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu oito pessoas em uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (27) contra um grupo criminoso suspeito de, pelo menos, 20 desvios de cargas em rodovias. A operação aconteceu em cidades de três estados e contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), das Polícias Militares do Paraná (PMPR) e de São Paulo (PMSP), e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Além das ordens de prisão, os agentes cumpriram 17 de busca e apreensão que resultaram na localização de documentos e celulares que serão periciados na continuidade da investigação. Os suespeitos foram localizados nas cidades de Curitiba, Fazenda Rio Grande e Rio Negro (PR), Joinville, São Bento do Sul e Canoinhas (SC) e Jataí (SP). Entre eles estão os líderes do esquema, motoristas de caminhão, um contador e pessoas responsáveis pela emissão de notas fiscais fraudulentas.
A investigação, que contou com o apoio da inteligência da PRF, teve início em janeiro de 2025. Na ocasião, uma dupla foi presa em flagrante pelo roubo de uma carga de azeite de oliva avaliada em R$ 1 milhão. O material havia sido subtraído em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, e foi recuperado em Joinville em uma ação conjunta com a PCSC.
No curso da investigação, identificou-se a existência de uma organização criminosa especializada em desvios de cargas de alto valor, com atuação nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
A PCPR apurou que o grupo atua pelo menos desde 2023 e que foi responsável por cerca de 20 desvios de carga ocorridos na região. Entre os produtos estavam eletrônicos, salmão, bicicletas, cabos de fibra ótica, televisores, geladeiras, máquinas de lavar, aparelhos de ar-condicionado e pneus.
“Verificamos que o grupo criminoso é composto por diversos indivíduos, atuando de maneira integrada e com divisão de tarefas. Os líderes eram responsáveis pelo aliciamento dos motoristas e pelo fornecimento de caminhões e barracões destinados à ocultação dos produtos. Ainda, haviam indivíduos que realizavam o bloqueio dos sistemas de rastreamento dos veículos, trocavam as placas dos caminhões e os escoltavam até os barracões”, detalha o delegado da PCPR André Feltes.
O esquema também contava com o intermédio de seis empresas de fachada, responsáveis pela emissão de notas fiscais frias e envio das cargas subtraídas para outros estados, notadamente São Paulo. Para o transporte dos produtos desviados, eram utilizados caminhões de propriedade da organização criminosa, normalmente conduzidos por motoristas integrantes do grupo.
Os oito presos nesta terça-feira foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR segue investigando o caso e realizando diligências para captura de outros três investigados.
Por AEN
A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) recebeu nesta terça-feira (27) as primeiras doses do Nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que a partir de fevereiro de 2026 passará a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Sesa destinará o medicamento aos bebês prematuros e crianças com comorbidades, seguindo as diretrizes nacionais, conforme critérios técnicos definidos pelo Ministério da Saúde. Todas as maternidades para o alto risco receberão o Nirsevimabe.
Assim como o Palivizumabe, que já existe na rede pública, o Nirsevimabe não é uma vacina, mas um imunobiológico de imunização passiva que fornece anticorpos prontos para a proteção contra o VSR. A principal diferença entre os dois produtos está no esquema de aplicação: enquanto o Palivizumabe requer doses mensais durante o período de maior circulação do vírus, o Nirsevimabe é administrado em dose única.
Aprovado pelo Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), a oferta pelo SUS terá início em fevereiro, com orientações específicas sobre fluxos, registro das doses e unidades dispensadoras. Ao Paraná foram destinadas 1.366 doses.
O vírus sincicial é uma das principais causas de infecção do trato respiratório inferior em bebês e crianças pequenas, podendo evoluir para bronquiolite e pneumonia, especialmente nos primeiros meses de vida. A incorporação do Nirsevimabe não implica a substituição imediata do Palivizumabe no SUS, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
"O novo imunobiológico passa a integrar as estratégias de prevenção contra o vírus sincicial de acordo com critérios técnicos. Esse é mais um reforço na proteção aos grupos prioritários. O Palivizumabe segue sendo ofertado conforme as indicações já estabelecidas nos protocolos vigentes”, informou.
USO – O Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, pertencente ao Governo do Estado, é uma das 35 unidades que receberão o novo medicamento. Ele será distribuído para todas as Regionais de Saúde que, posteriormente, repassarão para os hospitais com maternidade de alto risco.
Atualmente, o Hospital Monastier é referência para 28 municípios na aplicação do medicamento Palivizumabe, indicado para aumentar a proteção contra os quadros graves de infecções respiratórias causadas pelo VSR em crianças nascidas prematuramente ou com comorbidades.
CRITÉRIOS – O Nirsevimabe é indicado para bebês prematuros, nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, independentemente do peso, e crianças com idade inferior a 24 meses (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) que apresentem comorbidades previstas nos critérios de inclusão, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.
Para bebês prematuros, a administração do Nirsevimabe poderá ocorrer ao longo de todo o ano, preferencialmente ainda nas maternidades. Já para crianças com comorbidades, a aplicação será exclusivamente durante o período sazonal do VSR, compreendido entre fevereiro e agosto.
Quando indicado, o medicamento poderá ser administrado na maternidade ou durante a internação neonatal, desde que o recém-nascido esteja clinicamente estável, sem instabilidade cardiorrespiratória ou necessidade de suporte intensivo imediato.
O uso é contraindicado em casos de histórico de reação alérgica grave ao medicamento ou a seus componentes, bem como em situações de distúrbios hemorrágicos significativos que impeçam a aplicação por via intramuscular. Em casos específicos, a possibilidade de uso por via subcutânea poderá ser avaliada pela equipe médica, conforme orientações técnicas.
Por AEN
Cerca de 110 pessoas foram isoladas em quarentena na Índia após dois profissionais de saúde tratarem casos confirmados do vírus Nipah no início de janeiro, mesmo com testes iniciais negativos.
O patógeno zoonótico, descoberto em 1999, transmite-se de morcegos frugívoros e porcos para humanos via alimentos contaminados ou contato próximo, evoluindo para infecções respiratórias graves e encefalite, com 75% de letalidade.
Sintomas e Transmissão
Febre, dor de cabeça, vômitos e mialgia surgem primeiro, progredindo para tontura, convulsões, coma em 24-48 horas e pneumonia grave, com incubação de 4-14 dias (até 45 em raros casos).
Surtos anuais afetam Bangladesh e Índia; o primeiro, na Malásia, matou mais de 100 e exigiu abate de um milhão de porcos.
Alertas Regionais
Tailândia intensificou triagem em aeroportos, 332 passageiros examinados até o momento, sem suspeitas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), prioriza Nipah com Ebola, Zika e Covid-19 por risco epidêmico global.
O tratamento limita-se a suporte sintomático, sem cura ou vacina.
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria das Cidades (Secid), liberou nesta segunda-feira (26) novas autorizações para licitações em 15 municípios que, juntas, somam R$ 197,4 milhões em investimentos. Os repasses são para pavimentação de vias urbanas e estradas vicinais, por meio de transferências voluntárias.
Para pavimentação de ruas, o investimento é de R$ 154 milhões, que incluem recursos para os programas Asfalto Novo, Vida Nova; Pavimentação sobre Pedras Irregulares, e Recape Asfáltico. Com a pavimentação de Estradas Vicinais, o montante alcança o valor de R$ 43,5 milhões.
De acordo com o secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, o investimento em pavimentação reforça o compromisso do Estado com a infraestrutura e a qualidade de vida do cidadão. “São investimentos que mudam o dia a dia das pessoas, trazendo dignidade, segurança e desenvolvimento. Os programas de pavimentação do Estado vêm transformando a realidade urbana de todos os municípios paranaenses. Com planejamento e compromisso. O Paraná segue avançando”, afirmou.
ASFALTO NOVO, VIDA NOVA – Sete municípios receberam a liberação de R$ 75,8 milhões por meio do programa Asfalto Novo, Vida Nova. Foram contempladas as prefeituras de Ampére (R$ 7,2 milhões); Astorga (R$ 6,7 milhões); Boa Vista da Aparecida (R$ 3,1 milhões); Campo Magro (R$ 5,8 milhões); Cidade Gaúcha (R$ 11,4 milhões); Grandes Rios (R$ 21,3 milhões) e Ibema (R$ 20,2 milhões).
O prefeito de Grande Rios, Professor William, afirmou que os recursos serão investidos em ruas dos distritos Ribeirão Bonito e Flórida do Ivaí. “Nós fizemos um projeto que abrange 6 km de ruas de leito natural que irão receber a pavimentação em concreto, oferecendo maior durabilidade. Esse investimento vem confirmar a parceria do Estado com o pequeno município”.
Desde abril de 2023, o programa já pavimentou mais de 420 quilômetros de ruas em todas as regiões do Estado. Além do asfalto, os projetos contam com calçadas, iluminação de LED e galerias pluviais. No total, já foram mobilizados mais de R$ 5,2 bilhões em recursos disponíveis para todos os municípios paranaenses.
PAVIMENTAÇÃO SOBRE PEDRAS IRREGULARES – O programa visa atender cerca de 250 municípios, com R$ 977 milhões disponibilizados para pavimentação de asfalto sobre pedras irregulares. Nesta segunda-feira, foram quatro cidades contempladas com R$ 37,1 milhões – Ampére (R$ 4,2 milhões), Roncador (R$ 15 milhões), Santo Antônio do Sudoeste (R$ 10,8 milhões) e Sapopema (R$ 7 milhões).
A prefeita de Roncador, Dra. Marília, comemorou a liberação para licitação de pavimentação de ruas de seu município. “Esse recurso vem ao encontro da necessidade da população. São muitas ruas com pedras irregulares que receberão o asfalto. É a realização de um sonho que vai mudar completamente a infraestrutura da cidade”.
RECAPE ASFÁLTICO – O recapeamento asfáltico conta com o aporte de mais de R$ 2 bilhões em cidades com até 100 mil habitantes. Desta vez, serão repassados R$ 13,6 milhões aos municípios de Brasilândia do Sul (R$ 2,4 milhões) e Jesuítas (R$ 11,2 milhões).
MAIS PAVIMENTAÇÃO – Na mesma ocasião, foram liberados mais R$ 27,3 milhões para pavimentação de vias urbanas dos municípios de Boa Vista da Aparecida (R$ 1 milhão); Coronel Vivida (R$ 21,6 milhões) e Jaboti (R$ 4,6 milhões).
ESTRADAS VICINAIS – Com a liberação de R$ 43,5 milhões, receberão pavimentação as estradas vicinais dos municípios de Boa Vista da Aparecida (R$ 9 milhões); Coronel Vivida (R$ 5,4 milhões); Santo Antônio do Sudoeste (R$ 14,5 milhões) e Verê (R$ 14,5 milhões).
PRESENÇAS – Também estavam presentes o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo; os prefeitos de Ampére, Douglas Potrich; de Astorga, Suzie Pucillo; de Boa Vista da Aparecida, Eduardo Henrichs; de Campo Magro, Bozinha; de Cidade Gaúcha, Alexandre Lucena; de Ibema, Vivi Comiran; de Jaboti, Regis William; de Santo Antônio do Sudoeste, Ricardinho; de Sapopema, Paulinho Branco e de Verê, Paulo; os deputados estaduais Adão Litro, Luiz Claudio Romanelli, Soldado Adriano José, Matheus Vermelho, Evandro Araújo, Gugu Bueno, Ademar Traiano, Maria Victoria, Alexandre Curi e Artagão Júnior.
Por AEN
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (27) manter a prisão do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Antunes é um dos investigados na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), deflagrada no ano passado para investigar descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele está preso desde setembro do ano passado no presídio da Papuda, em Brasília.
De acordo com as investigações, o empresário operava empresas de fachada para desviar as mensalidades recebidas irregularmente por associações de aposentados. Durante a operação, a PF apreendeu carros de luxo, como BMW e Porsche, em endereços ligados a Antunes.
No ano passado, em depoimento prestado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o empresário negou participação nos desvios de mensalidades de aposentados e disse que vai entregar à Policia Federal documentos para comprovar a legalidade de suas atividades.
Por Agência Brasil
Paulo Donizeth Gimenes, conhecido como "Detão", de 48 anos, foi capturado na segunda-feira (26) após 21 anos fugindo da Justiça, em Campo Largo (região metropolitana de Curitiba). Ele usava identidade falsa, com nome "Donizete" (uma letra diferente) e data de nascimento alterada em um mês, e é réu por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que impossibilitou defesa da vítima).
O crime ocorreu em 6 de janeiro de 2005, em Cantagalo, no Paraná. Paulo matou Salmo Barbosa com tiros na nuca, pelas costas, na margem da BR-277, por vingança, ele acreditava que Salmo era responsável pelo afogamento de seu cunhado Jhony Fidêncio de Almeida em um rio, apesar de investigações confirmarem acidente. "Paulo surpreendeu a vítima pelas costas, efetuando disparos fatais na cabeça sem chance de reação", detalha o MP-PR.
Denunciado em 2005 com mandado de prisão, ele não foi localizado, suspendendo o processo (evitando prescrição). Ministério Público e Polícia Civil conduziram as buscas que levaram à detenção. Com a prisão, o julgamento será retomado.
Passageiros de um ônibus rumo a São Paulo foram assaltados na madrugada de domingo (25) na BR-369, em Uraí, região norte do Paraná, por cinco homens que se passaram por fiscais da Receita Federal, segundo a PM-PR. Eles usaram dois carros com luzes semelhantes às de viaturas para interceptar o veículo no acostamento e o levaram a uma estrada rural.
Armados e uniformizados, os criminosos pediram que passageiros com compras do Paraguai se identificassem. Vasculharam bagagens e levaram 4 notebooks, 12 celulares, 20 perfumes e 22 jaquetas; os celulares pessoais das vítimas foram abandonados na rodovia após o roubo.
Não houve feridos. A PM fez buscas sem localizar os suspeitos.
O governo federal decidiu prorrogar até 20 de março o prazo para que aposentados e pensionistas possam solicitar o ressarcimento de valores descontados indevidamente de seus benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o órgão, a decisão pretende garantir o amplo direito dos beneficiários que, desde a última segunda-feira (19), enfrentam instabilidades no Meu INSS.

O prazo original se encerraria em 14 de fevereiro. Em nota, o INSS informou que mantém contato diário com a Dataprev, estatal responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social, cobrando explicações e providências.
A Dataprev comunicou ao INSS que fará uma manutenção que deixará os sistemas indisponíveis a partir desta terça-feira (27) até domingo, 1º de fevereiro.
De acordo com o balanço mais recente do INSS, cerca de 4,2 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões, de um total de R$ 6,2 milhões de contestações de cobranças. O governo estima, no entanto, que ainda existam 850 mil aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.
O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril.
A prorrogação busca assegurar que todos os lesados pelo esquema possam recuperar os valores de forma simplificada e sem necessidade de ação judicial.
Como pedir a devolução
Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:
- Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal Gov.br;
- Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h;
- Agências dos Correios, que oferecem suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.
Por Agência Brasil
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta a população sobre os cuidados necessários e o monitoramento da doença de Chagas no Paraná. A doença é considerada um dos agravos de maior impacto global com estimativa aproximada de infecção de 6 milhões de pessoas e incidência de 30 mil casos novos por ano. Recentemente, a fase crônica da doença de Chagas passou a integrar a lista de agravos de notificação obrigatória no Brasil.
O bicho-barbeiro (Triatoma infestans) é o principal causador da doença de Chagas, e exige atenção constante. A enfermidade, que pode evoluir silenciosamente por anos, atinge primordialmente populações vulneráveis e é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como endêmica em 21 países das Américas, incluindo o Brasil.
Essa atualização no protocolo nacional permitiu ao Paraná identificar e ter uma vigilância mais assertiva para a enfermidade, retirando esses pacientes da invisibilidade e garantindo que recebam o acompanhamento necessário na rede de saúde.
"A doença de Chagas exige um olhar atento e constante. O fato de termos mais notificações crônicas hoje nos permite oferecer um cuidado mais humanizado e técnico, monitorando a saúde e prevenindo complicações severas que a doença pode causar ao longo dos anos", explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
PANORAMA NO PARANÁ – De acordo com balanço da Sesa, baseado em dados preliminares, no Paraná foram 499 notificações de doença de Chagas crônica entre os anos de 2020 e 2025. Somente no último ano, foram 266 casos confirmados no Estado. O monitoramento mostra que a maioria desses pacientes, cerca de 78%, possui mais de 69 anos, o que evidencia infecções ocorridas no passado. Porém, há 37 casos confirmados da doença de Chagas crônica em pacientes com menos de 40 anos de idade, demonstrando diagnóstico inoportuno.
Quanto aos casos agudos, entre os anos de 2021 e 2025, ocorreram 241 notificações no Paraná, sendo que atualmente o Estado mantém apenas um caso sob investigação para o fechamento do ano de 2025.
No que diz respeito à vigilância do vetor, a população encaminhou 114 insetos para análise laboratorial ao longo de 2025, sendo 61 confirmados como triatomíneos (barbeiro). Desses barbeiros analisados, 18% estavam infectados com o parasito Trypanosoma cruzi e a grande maioria, 77%, foi capturada no intradomicílio, o que reforça a necessidade de atenção nas residências.
A doença de Chagas apresenta tratamento e o quanto antes for tratada possibilita chances de cura e não agravamento da doença.
TRANSMISSÃO E CUIDADOS – A principal forma de transmissão é o contato com as fezes do inseto infectado com o protozoário T. cruzi sendo carreadas para mucosas, olhos ou o local da picada. O monitoramento desses barbeiros é fundamental, pois sinaliza a proximidade deles com a população. A orientação da Sesa é que a população colabore ativamente no encaminhamento desses insetos para identificação.
Ao encontrá-lo, o morador não deve esmagar o inseto, mas sim capturá-lo com as mãos protegidas por luvas ou sacola plástica e levá-lo vivo ao Posto de Informação de Triatomíneos (PIT) mais próximo, podendo ser uma Unidade Básica de Saúde ou a própria vigilância em saúde do município. Essa análise laboratorial é essencial para decidir se os moradores do imóvel precisam passar por exames e se haverá necessidade de intervenção química ou ambiental no local.
SINTOMAS E FASES – A doença de Chagas apresenta duas fases distintas. A aguda pode apresentar febre prolongada, dor de cabeça e fraqueza, mas muitas vezes é assintomática. Na fase crônica, o parasito pode causar danos irreversíveis ao coração e ao sistema digestório se não houver o acompanhamento médico adequado.
A medicação para tratamento é fornecida gratuitamente pelo SUS, dentro de protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e Sociedades Médicas. Pode ser realizada tanto na fase aguda quanto na crônica. Preferencialmente, deve ser diagnosticada oportunamente para tratamento na fase aguda. Na fase crônica, é ofertada a possibilidade do tratamento que deve ser analisado caso a caso.
CONDIÇÃO GLOBAL – A doença de Chagas integra o grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs), enfermidades transmissíveis que prevalecem em países tropicais e subtropicais e afetam mais de um bilhão de pessoas mundialmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 30 de janeiro para ampliar a visibilidade e mobilizar esforços globais no controle dessas patologias.
Conforme o Relatório Global sobre DTNs, publicado pela OMS em outubro de 2025, houve avanços significativos no setor, embora desafios permanentes ainda persistam. No caso da doença de Chagas e de outras doenças transmitidas por vetores, o progresso na redução de mortes ainda é considerado lento pela organização, o que reforça o compromisso do Paraná em manter a rede de vigilância e o fornecimento gratuito de medicação pelo SUS sempre ativos.
Por AEN


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