Praga do milho provoca prejuízo de R$ 33,6 bilhões por ano

O maior pesadelo sanitário dos produtores de milho do país, uma praga chamada cigarrinha-do-milho, causa prejuízo anual estimado em US$ 6,5 bilhões, o equivalente a R$ 33,6 bilhões, com base no câmbio atual.

Nas quatro safras de 2020 a 2024, as perdas causadas pelo inseto nas lavouras alcançaram US$ 25,8 bilhões, mais de R$ 134,16 bilhões.

O impacto reflete perda média de produção de 22,7% entre 2020 e 2024, equivalente a cerca de 31,8 milhões de toneladas de milho por ano. Cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas.

Além disso, custos de aplicação de inseticidas para o controle do Dalbulus maidis, nome científico da cigarrinha-do-milho, aumentaram 19% no período, superando US$ 9 (R$ 46) por hectare.

As estimativas fazem parte de um estudo divulgado nesta terça-feira (7) pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Revista científica

O levantamento foi publicado na edição de abril da revista científica internacional Crop Protection, direcionada a proteção de cultivos agrícolas.

Com base em dados desde 1976 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, os pesquisadores calcularam os danos dos enfezamentos do milho, doença causada por bactérias transmitidas pela cigarrinha-do-milho.

Também participaram do estudo especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo a Embrapa, a praga é “o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas”.

O levantamento foi conduzido em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do Brasil.

De acordo com o pesquisador da divisão Cerrados da Embrapa, Charles Oliveira, “em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha ou os enfezamentos foram apontados como fator central para a queda de produtividade”.

A praga

A cigarrinha-do-milho adquire os patógenos causadores do enfezamento (falta de desenvolvimento) do milho ao se alimentar em plantas de milho infectadas e, depois, passa a transmiti-los para as plantas sadias.

Brasília (DF), 07/04/2026 - Cigarrinha-do-milho. Foto: Charles Oliveira/Embrapa
A cigarrinha-do-milho altera a coloração da planta. Foto: Charles Oliveira/Embrapa

A doença se desenvolve no milho de duas formas: o pálido e o vermelho. Também altera a coloração da planta e também leva ao aparecimento de estrias, além, claro, de afetar a produção de grãos.

O pesquisador Charles Oliveira chama atenção para o fato de que não há tratamento preventivo contra o enfezamento causado pela praga, o que pode levar à perda total de lavouras.

Oliveria contextualiza que a doença é conhecida desde a década de 70, mas que surtos epidêmicos tornaram-se frequentes a partir de 2015.

“Mudanças no sistema de produção ocorridas nas últimas décadas, como a expansão da safrinha [segunda safra de milho no mesmo ano agrícola] e o cultivo de milho durante quase todo o ano, criou um cenário favorável para a sobrevivência da cigarrinha e dos microrganismos”, descreve.

Ameaça ao campeão de produção

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores do grão. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de 138,4 milhões de toneladas, segundo a Conab, e um valor de produção de cerca de US$ 30 bilhões (quase R$ 155 bilhões).

O assessor técnico da CNA Tiago Pereira aponta que a praga representa “perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do país”.

A pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale, aponta que os danos não ficam restritos da porteira das fazendas para dentro.

“Como o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”, diz.

Para ela, estudos que levam a mensurar os prejuízos são úteis para “orientar a destinação de recursos financeiros, orientar o setor de seguro agrícola, definir janelas de plantio, planejar estratégias para mitigar os danos e avaliar a eficácia das práticas adotadas”.

Cuidado com as safras

No cenário em que a cigarrinha-do-milho tem alta capacidade de reprodução e dispersão e sem tratamento preventivo, a Embrapa lista recomendações que podem minimizar o alcance da praga. Há também uma cartilha online para orientar agricultores.

Entre os cuidados sugeridos estão:

  • Eliminação do milho tiguera (plantas voluntárias que surgem na entressafra pela perda de grãos na colheita e no transporte): quebra o ciclo de vida do vetor e do patógeno.
  • Sincronização do plantio: evita janelas de semeadura longas que favorecem a dispersão da cigarrinha entre as lavouras.
  • Uso de cultivares resistentes ou tolerantes mantém níveis elevados de produtividade mesmo sob pressão das doenças.
  • Manejo inicial com aplicação de controle químico e biológico nos estádios iniciais da planta: previne que a infecção cause danos mais severos.
  • Monitoramento: implica vigilância constante e coordenada entre produtores vizinhos.

Existe a tentativa de usar controle biológico com fungos entomopatogênicos, inimigos naturais da praga, uma vez que algumas populações de cigarrinha-do-milho já apresentam resistência a certos grupos de inseticidas.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 SUS qualifica profissionais para ampliar oferta de implantes hormonais

O Ministério da Saúde iniciou a segunda fase de oficinas de qualificação para a inserção do implante contraceptivo de etonogestrel sob a pele, conhecido como Implanon, no Sistema Único de Saúde (SUS).

A previsão da pasta é qualificar mais 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, para ampliar a oferta do método na rede pública. Serão, ao todo, 32 treinamentos, com foco em municípios com menos de 50 mil habitantes.

Em nota, o ministério informou que as oficinas são presenciais e combinam teoria e prática com o uso de simuladores anatômicos. A carga horária foi ampliada para 12 horas no caso de enfermeiros e para seis horas para médicos.

Os encontros também incluem espaços de diálogo com gestores estaduais e municipais para apoiar a implementação do método do contraceptivo nos territórios.

No comunicado, a pasta destacou que as oficinas buscam qualificar os profissionais para inserção, retirada e manejo de possíveis intercorrências.

“E reforçar a conduta nas consultas em saúde sexual e reprodutiva com uma abordagem abrangente, que inclui direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo, abordagem às violências na atenção primária à saúde e todos os demais métodos contraceptivos ofertados no SUS.”


Números

Em 2025, o ministério distribuiu 500 mil unidades aos estados, priorizando municípios com mais de 50 mil habitantes e critérios de vulnerabilidade social.

Para 2026, está prevista a entrega de mais 1,3 milhão de implantes subdérmicos, sendo que 290 mil já foram entregues.

Na rede privada, o método pode custar até R$ 4 mil.

Entenda

Segundo a pasta, o implante subdérmico é um método considerado vantajoso para prevenir a gravidez não planejada em razão de sua longa duração e alta eficácia, pois pode atuar no organismo por até três anos. 

Após esse período, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo implante pode ser inserido imediatamente. “A fertilidade retorna rapidamente após a remoção”, destacou o ministério.

“O Implanon se soma aos métodos contraceptivos já disponíveis gratuitamente no SUS, como preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio, pílulas de emergência, laqueadura tubária bilateral e vasectomia, entre outros. O Ministério da Saúde reforça que apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.”

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Com o Tecpar, Paraná será polo de produção de insumos para a saúde animal do Brasil

O Paraná caminha para se consolidar como um polo estratégico na produção de insumos para a saúde animal no Brasil. Isso porque avançam as obras do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV) do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). A unidade, que está em construção em Curitiba, produzirá insumos para o diagnóstico de brucelose, tuberculose e leucose bovina – doenças infecciosas que afetam o gado e são um risco à saúde pública e ao agronegócio.

O mercado veterinário brasileiro aguarda com expectativa a inauguração da nova planta que já está em contagem regressiva para iniciar as operações. A previsão é que os lotes-piloto sejam produzidos até o início de 2027. A entrega da obra atende a uma antiga solicitação do segmento. Atualmente, parte da demanda brasileira pelos insumos é atendida com importação.

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, enfatiza que o instituto pretende suprir essa necessidade do mercado, fornecendo produtos com qualidade e em quantidade para todo o Brasil, a um custo menor.

“A retomada da produção de insumos veterinários vai beneficiar toda a cadeia produtiva da pecuária brasileira, contribuindo para o fim da dependência dos insumos importados, e promovendo a independência tecnológica do país. Além disso, os consumidores de produtos de origem animal também serão beneficiados, já que o custo da importação é repassado para o valor final do produto na prateleira”, ressalta Marafon.

Referência em saúde animal desde a sua fundação, o Tecpar produziu testes sorológicos que abasteceram a demanda nacional por três décadas, porém, para atender a novos requisitos de biossegurança, a planta iniciou um projeto de atualização das práticas de fabricação.

A conclusão da obra é aguardada por representantes de toda a cadeia de usuários de insumos para diagnóstico de brucelose e tuberculose, evidenciando como cada segmento contribui para a eficácia dos diagnósticos e fortalecimento das ações de controle sanitário no País.

Segundo o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, os diagnósticos de brucelose e tuberculose serão o próximo desafio para a sanidade animal no Brasil, e isso exige a produção dos antígenos para o diagnóstico dos rebanhos. “Esse novo laboratório vai trazer para todos nós, que trabalhamos com sanidade animal, uma tranquilidade em relação à produção de antígenos, que estarão à disposição dos profissionais que fazem o diagnóstico em todo o Paraná".

"Estamos ansiosos para que essa produção aconteça, e que possamos dizer para todo o Brasil que aqui temos antígeno suficiente para atender todo o rebanho bovino do País”, salienta Martins. “É um momento muito importante em que o Governo do Estado, investindo esse recurso junto ao Tecpar, que é um órgão de excelência, vai poder fornecer os insumos necessários à pecuária bovina brasileira e, quiçá, também à pecuária bovina do Exterior”.

LEITEIRA – O médico veterinário e superintendente da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), Altair Valloto, confirma que existe uma grande expectativa do setor pecuário, principalmente da cadeia produtiva do leite, para a retomada da produção dos insumos para kit diagnóstico.

O Paraná é o segundo maior produtor de leite do Brasil, com uma produção anual de 4,5 bilhões de litros, além de possuir uma grande população de animais da pecuária leiteira e ser um grande exportador de genética para os outros estados.

Para Valotto, os kits diagnósticos são a base para animais saudáveis, para que produzam alimentos seguros e de qualidade. “A retomada da produção pelo Tecpar é muito importante, porque temos uma necessidade muito grande, e precisamos exportar leite e animais para os outros países. E como vamos exportar se não tivermos como comprovar sanidade de nossos rebanhos? A associação tem trabalhado intensamente, monitorando a tuberculose e a brucelose, duas doenças que têm um impacto significativo na produção. Sem os kits, isso não é possível, por isso eles são o grande pilar da sanidade animal”, ressalta.

SEM ATRASO – A produção dos insumos veterinários no Paraná também vai facilitar o trabalho do médico veterinário Pedro Paulo Benyunes Vieira, sócio-proprietário de uma clínica especializada em reprodução e produção de bovinos do município de Carambeí, que atende toda a região dos Campos Gerais. Segundo ele, a produção local favorece a questão logística, fazendo que os produtos cheguem ao usuário final com mais rapidez do que se viessem de outros lugares, principalmente quando o insumo é importado.

“Nossa expectativa em relação ao retorno da produção de insumos para kits diagnósticos pelo Tecpar é que possamos ter uma constância maior de produtos nas lojas e cooperativas onde compramos os insumos, para que possamos atender à demanda e não fiquem exames em atraso”, ressalta o médico veterinário, que está entre os profissionais habilitados no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal.

PRODUTOS – Ao todo, sete insumos serão produzidos pelo Tecpar: tuberculina PPD bovina, tuberculina PPD aviária, antígeno acidificado tamponado (AAT), prova lenta (PL) em tubos, anel do leite Ring Test (RT), kit para diagnóstico da brucelose ovina e kit para diagnóstico da leucose bovina.

Esses produtos integram o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Além de abastecer o Paraná, o foco é a comercialização destes insumos junto aos demais estados que possuem maior rebanho leiteiro do País: Minas Gerais, Goiás, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

“O Tecpar vem atualizando o seu processo produtivo frequentemente, alcançando novos patamares de qualidade. O conhecimento e a expertise adquiridos em mais de sete décadas de atuação capacitam o instituto para tratar de um projeto de elevada complexidade. Esse investimento terá reflexos diretos na exportação agropecuária, que precisa atender às exigências sanitárias cada vez mais altas por parte dos países importadores”, destaca a gerente do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários, Giselle Almeida Nocera Espírito Santo. 

A área total do CIV será de 3 mil metros quadrados e a capacidade produtiva prevista da planta é de 40 milhões de doses ao ano. O investimento do Governo do Estado na construção é de R$ 41,5 milhões, e mais R$ 30 milhões em equipamentos técnicos. Os recursos são do Fundo Paraná, dotação de fomento científico gerida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

 

 

 

 

Por- AEN

 Estado bate meta e alcança 96,71% de cobertura na Atenção Primária à Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde apresentou os resultados referentes ao terceiro quadrimestre de 2025 em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta terça-feira (7). O relatório, apresentado pelo secretário estadual César Neves, destacou o volume de investimentos na área e o cumprimento de metas estabelecidas no Plano Estadual de Saúde, principalmente da Atenção Primária. O documento consolida os dados de setembro a dezembro do ano passado, evidenciando o compromisso do Governo com a transparência e a eficiência na gestão pública.

Um dos principais destaques da apresentação foi o volume de procedimentos realizados na rede de saúde. A produção hospitalar do Sistema Único de Saúde, englobando unidades próprias e privadas contratadas, registrou mais de 111 mil procedimentos apenas no terceiro quadrimestre, totalizando um investimento superior a R$ 208 milhões nesse período.

Desse montante, a maior parte dos recursos foi destinada a procedimentos cirúrgicos, destaque para o programa Opera Paraná, o maior programa de cirurgias eletivas do País, com mais de 51 mil intervenções e R$ 128 milhões aplicados no período.

A área de saúde mental recebeu atenção especial no relatório, com mais de 561 mil atendimentos ambulatoriais no quadrimestre, o que representou um investimento de quase R$ 9,7 milhões.

O foco principal foi o acompanhamento em reabilitação física, mental, visual e múltiplas deficiências. Na esfera hospitalar, o tratamento de transtornos mentais e comportamentais contabilizou mais de 3,6 mil atendimentos, com recursos na ordem de R$ 4,4 milhões. Esses dados reforçam a estruturação da rede de apoio psicossocial em todo o território estadual.

Para o secretário César Neves esses indicadores consolidam o Paraná como referência nacional em diversos aspectos da saúde pública, evidenciando o compromisso da gestão estadual com a qualidade e a acessibilidade aos serviços de saúde oferecidos à população paranaense.

“Conseguimos melhorar nossa execução orçamentária. Isso faz com que as nossas prioridades fiquem mais claras”, explicou. “Aumentamos muito o quantitativo de metas atingidas. Chama atenção, também, com muito orgulho, que estamos conseguindo a melhor execução orçamentária da história da Secretaria de Estado da Saúde e também o menor quantitativo de restos a pagar”.

METAS E INDICADORES – A apresentação detalhou ainda o monitoramento dos indicadores de saúde da população, baseados no Plano Estadual de Saúde 2024/2027 e na Programação Anual de Saúde de 2025. O planejamento estratégico do Estado abrange cinco diretrizes principais, desdobradas em 24 objetivos e 88 metas.

Na Atenção Primária à Saúde, o Estado alcançou 96,71% de cobertura, ultrapassando a meta de 92,5%. O rastreamento de risco vascular em pessoas de 40 a 74 anos atingiu 216 mil atendimentos, superando a meta de 182 mil, enquanto a expansão da telessaúde chegou a 164 municípios, acima dos 150 planejados.

Na área de promoção da saúde, o Paraná registrou avanços expressivos em nutrição, com cobertura de 37,92% em avaliação do estado nutricional, e ampliação significativa de atividades físicas na atenção primária, com 68.629 atividades realizadas, quase o dobro da meta estipulada.

Os cuidados com a pessoa idosa também apresentaram progresso, atingindo 84,2% dos municípios na implementação da avaliação multidimensional, superando a meta de 80%.

Na saúde da mulher e atenção materno-infantil o Estado demonstrou resultados particularmente positivos. A meta de reduzir a proporção de gestações em adolescentes para 9% foi superada, ficando em 8,8%, enquanto o percentual de gestantes com pré-natal adequado atingiu 89,3%, superando a meta de 88,5%, o que faz do Estado do Paraná a unidade da Federação com o melhor pré-natal do Brasil pelo sexto ano consecutivo.

O Paraná também ultrapassou a meta de triagem neonatal, realizando o procedimento em 96,3% dos nascidos vivos com os quatro testes previstos.

O presidente da Comissão de Saúde Pública da Alep, deputado Tercilio Turini, avaliou positivamente a apresentação da Secretaria de Estado da Saúde. Ele ressaltou a importância do SUS como maior conquista social dos últimos 40 anos e enfatizou que cada novo serviço é uma garantia de acesso e atendimento para a população.

“Saúde é sempre um desafio enorme. Existe sempre um grande interesse, uma grande expectativa por parte da população. As metas foram praticamente todas atingidas e ficamos felizes com esses avanços, ampliando o atendimento e atendendo bem a população. A gente fica feliz de verificar que o Paraná avançou nesses últimos anos e, principalmente, no ano passado”, afirmou Turini.

INVESTIMENTOS PREVISTOS – Além da prestação de contas, os investimentos previstos para execução em 2026, anunciados recentemente pelo Governo do Estado, por meio da Sesa, foram reapresentados. Serão R$ 1,1 bilhão em investimentos voltados à ampliação de programas, antecipação de recursos para os municípios e criação de novas políticas públicas na área. O principal destaque é o aporte histórico de R$ 650 milhões, com recursos exclusivos do Tesouro Estadual, para o programa Opera Paraná, voltado à ampliação das cirurgias eletivas.

Também foram anunciados a incorporação, de forma inédita no País, do ultrassom morfológico para todas as gestantes atendidas pelo SUS, entre a 20ª e a 24ª semana de gestação; a ampliação do Teste do Pezinho; o lançamento do programa Bate-Bate Coração, que vai conectar equipes de hospitais de referência por meio de telessaúde para atender recém-nascidos cardiopatas e contribuir para redução da morbimortalidade infantil.

Haverá, ainda, investimentos em telessaúde, no Programa Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (Proaps), no Programa Estadual de Apoio à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), entre outros.

PRESENÇAS – Estiveram presentes na apresentação os deputados Luis Corti e Márcia Huçulak; o chefe de gabinete da Sesa, Ian Sonda; o diretor do Fundo Estadual de Saúde (Funsaude), Adriano Rissati; o diretor-superintendente do Complexo Hospitalar do Trabalhador, Guilherme Graziani; a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes; o diretor de Planejamento da Atenção Especializada da Sesa, Vinícius Filipak; e o diretor administrativo da Sesa, Carlos Batista Soares.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Apoio do Estado: curativo que identifica tipo sanguíneo em minutos passa por testes finais

Um projeto desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) propõe uma solução inovadora que pode transformar atendimentos de emergência: um curativo capaz de identificar o tipo sanguíneo em até dois minutos, diretamente no local, sem a necessidade de exames laboratoriais.

O projeto foi um dos finalistas do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), do Governo do Estado, que apoia pesquisas de universidades para que se transformem em serviços e produtos inovadores. As inscrições para o Edital atual seguem até 22 de abril.

Batizada de Blood-Aid, a tecnologia utiliza anticorpos impregnados em um material semelhante a um curativo comum, permitindo detectar os sistemas ABO (tipos A, B e O) e o fator Rh (positivo ou negativo) de forma rápida e visual. A leitura do resultado ocorre por meio da formação de letras e sinais no próprio material, facilitando a interpretação até por profissionais não especializados.

O projeto está na etapa final de desenvolvimento do curativo, com foco na otimização da visualização dos tipos sanguíneos para garantir uma leitura cada vez mais clara e precisa.

“Avançamos agora para a fase de validação, com a realização de testes rigorosos que assegurem a confiabilidade da detecção. Concluída essa etapa, o próximo passo será estabelecer parceria com o setor industrial para viabilizar a produção em larga escala e ampliar o acesso à tecnologia”, explica o coordenador do projeto e professor do Departamento de Microbiologia do Centro de Ciências Biológicas da UEL, Gerson Nakazato.

De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, o Programa Prime tem um papel estratégico ao aproximar a pesquisa científica das demandas reais da sociedade. “Ao apoiar iniciativas como o Blood-Aid, estamos incentivando não apenas a geração de conhecimento, mas a transformação desse conhecimento em soluções concretas, com potencial de mercado e impacto direto na vida das pessoas.

O Blood-Aid surge diante de um problema relevante: cerca de 40% da população brasileira não sabe qual é o seu tipo sanguíneo, informação essencial em situações críticas como acidentes com hemorragia, quando a transfusão precisa ser imediata e compatível.

A expectativa é que a inovação contribua para salvar vidas, especialmente em regiões com acesso limitado.

“Especialmente em regiões remotas ou de difícil acesso, não há suporte de laboratório clínico. Nessas situações, o curativo pode ser utilizado para identificar rapidamente o tipo sanguíneo antes de uma transfusão, contribuindo para decisões mais seguras. A tecnologia também tem grande potencial de uso em ambulâncias e atendimentos de emergência”, analisa a pesquisadora e também coordenadora do projeto, Renata Kobayashi.

Segundo o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, o Prime é uma política pública importante para consolidar a integração entre o ambiente acadêmico e as demandas do setor produtivo.

"Ao conectar o conhecimento gerado nas universidades às necessidades reais do mercado e da sociedade, o Prime contribui para acelerar tecnologias inovadoras como o curativo Blood-Aid, assegurando que o investimento público em pesquisa se transforme em produtos disponíveis para a população, com ganhos expressivos em redução de custos no sistema de saúde e fortalecimento da autonomia científica paranaense", afirma o gestor.

O projeto combina conhecimentos de hematologia, biotecnologia e nanotecnologia. Para aumentar a precisão da leitura, os cientistas utilizam nanopartículas de ouro associadas aos anticorpos, o que intensifica a visualização dos resultados.

Além do curativo, a equipe também desenvolveu um kit complementar de detecção sanguínea, que inclui sistema de coleta e aplicação do material. Parte superior do formulário

PRIME – O projeto foi um dos finalistas da edição de 2024 do Prime, com o recurso de R$ 181 mil. O programa é realizado em parceria entre a Fundação Araucária, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e o Sebrae/PR.

Ele é voltado para professores e estudantes de pós-graduação de instituições públicas e privadas que desenvolvem pesquisas com potencial de mercado, incluindo produtos, serviços e a melhoria de processos. Na edição 2026, estruturado em três etapas, oferece 150 vagas na fase inicial em um curso de formação empreendedora, e R$ 2 milhões em aporte financeiro distribuídos entre até 10 finalistas, com R$ 200 mil para cada projeto.

As inscrições no Prime edição 2026 são gratuitas e seguem até 22 de abril. O resultado da primeira fase será divulgado a partir de 29 de abril e as atividades do curso de formação estão previstas para começar em 6 de maio.

Além de pesquisadores, também podem participar empreendedores de startups paranaenses de base tecnológica que buscam desenvolver negócios de impacto a partir da inovação científica.

TRAJETÓRIA – Lançado em 2021, o Prime consolidou-se como uma política pública estratégica para a área de ciência e tecnologia no Paraná, conectando a produção acadêmica às demandas do mercado. Desde a primeira edição, 369 pesquisadores já participaram do programa. Em 2023, a iniciativa passou a contar com o aporte financeiro de R$ 200 mil para os finalistas, reforçando o compromisso do governo estadual em fomentar a inovação e incentivar a transferência de tecnologia das instituições de ensino e de pesquisa para a sociedade.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Ultrassom morfológico passa a ser ofertado a 100% das gestantes atendidas no Paraná

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), anunciou uma nova medida para as gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná: a universalização do exame de ultrassom morfológico. A partir de agora, 100% das gestantes atendidas pelo SUS nos 399 municípios do Estado terão direito ao procedimento de forma gratuita.

A iniciativa é um avanço significativo, uma vez que este exame específico não faz parte da tabela de procedimentos padrão do Ministério da Saúde. Para garantir o acesso, o Governo do Paraná investirá anualmente cerca de R$ 15 milhões em recursos próprios.

"Essa estratégia permite antecipar riscos e proporcionar um cuidado muito mais preciso e humanizado para as famílias paranaenses. É um reforço importante para a  Linha de Cuidado Materno Infantil, que foca na assistência integral desde o pré-natal, parto e puerpério e garante suporte especializado visando saúde e bem-estar para mamães e bebês”, enfatiza o secretário estadual da Saúde, César Neves.

Diferente da ultrassonografia comum, a morfológica deve ser realizada preferencialmente entre a 20ª e a 24ª semana de gestação. Ela funciona como um check-up detalhado do bebê, permitindo uma avaliação anatômica minuciosa da formação de órgãos vitais como coração, cérebro e rins e, ainda faz um acompanhamento bastante preciso do desenvolvimento e crescimento da criança.

O exame também é importante para a saúde materna, pois permite uma avaliação da posição e da circulação sanguínea na placenta, prevenindo complicações para a mãe.

REDUÇÃO DA MORTALIDADE – O principal objetivo da Sesa com esse investimento é a redução da morbimortalidade materna e infantil. Ao identificar malformações ou condições de risco precocemente, é possível encaminhar a gestante para tratamentos de alta complexidade em tempo oportuno.

Atualmente, o Paraná já custeia procedimentos cirúrgicos intrauterinos avançados, que são executados no Complexo do Hospital de Clínicas (CHC) da UFPR, com repasse anual de R$ 864 mil.

Com o novo exame garantido a todas as gestantes, problemas como a mielomeningocele e a síndrome de transfusão feto-feto podem ser corrigidos antes mesmo do nascimento, aumentando significativamente as chances de saúde do bebê.

BATE-BATE CORAÇÃO – O diagnóstico precoce das condições fetais proporcionado pelo ultrassom morfológico será fundamental também para antecipar assistência para recém-nascidos com cardiopatia congênita, dentro do projeto Bate-Bate Coração, que é uma iniciativa da Sesa em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe (HPP). Neste projeto, por meio de tecnologia interativa equipes médicas de diferentes regiões discutem casos em tempo real com especialistas do HPP que é referência nacional em cardiologia  pediátrica. O aporte no Bate-Bate Coração será de R$ 3 milhões.

LINHA DE CUIDADO MATERNO-INFANTIL – A oferta da ultrassonografia morfológica reforça ainda o protagonismo do Paraná na Atenção Primária à Saúde (APS). Pelo sexto ano consecutivo, o Estado lidera o ranking nacional de gestantes que realizam sete ou mais consultas de pré-natal.

Essas ações fazem parte dos atendimentos ofertados pela Sesa dentro da Linha de Cuidado Materno Infantil, que trabalha para a captação precoce da gestante (até 12 semanas de gestação); estratificação de risco da gestação; acompanhamento no pré-natal, e a garantia de exames e atendimento na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) para as gestantes de risco intermediário e alto risco; vinculação da gestante ao hospital de referência e atenção ao parto, conforme risco gestacional; atenção ao puerpério e atendimento ao recém-nascido; planejamento sexual e reprodutivo, e promoção à saúde.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Campo Bonito - Ônibus escolar passa por reforma e garante mais segurança aos estudantes

O Governo Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, realizou a reforma de um ônibus escolar que se encontrava em situação precária, com estrutura bastante danificada.

Após a reforma, o veículo foi totalmente recuperado, garantindo mais segurança, conforto e qualidade no transporte dos estudantes.

A iniciativa reforça o compromisso da administração municipal com a educação e o bem-estar dos alunos, assegurando melhores condições para o deslocamento diário até as unidades de ensino.

 

 

 

 

Por - Assessoria

 Copa Libertadores 2026 começa com seis brasileiros na disputa

A Copa Libertadores, principal competição de clubes da América do Sul, terá início nesta terça-feira (7). E neste primeiro dia de disputas duas equipes brasileiras já entrarão em ação, o Fluminense e o Cruzeiro.

O Tricolor das Laranjeiras entra em ação a partir das 19h (horário de Brasília) no Estadio Olímpico de la Universidad Central de Venezuela, em Caracas, para medir forças com o Deportivo La Guaira (Venezuela) pelo Grupo C da competição. Os outros adversários do Fluminense na fase de grupos da Libertadores são Bolívar (Bolívia) e Independiente Rivadavia (Argentina).

Também nesta terça, o Cruzeiro viaja até o Equador para enfrentar o Barcelona. O jogo, que será disputado a partir das 21h, terá como palco o Estádio Monumental de Guayaquil. A Raposa está no Grupo D, que também conta com a participação de Boca Juniors (Argentina) e da Universidad Católica (Chile).

Já a próxima quarta-feira (8) contará com a estreia das equipes que fizeram a final da última edição da Copa Libertadores. O atual campeão Flamengo ira até o Estádio Inca Garcilaso de la Vega para estrear no Grupo A diante do Cusco (Peru), a partir das 21h30.

No mesmo horário, mas no Grupo F, o atual vice-campeão Palmeiras irá até Cartagena, onde enfrentará o Junior Barranquilla (Colômbia) no Estádio Olímpico Jaime Morón León. A única equipe brasileira e estrear em casa é o Mirassol. Também na quarta, mas a partir das 19h, o Leão Caipira recebe o Lanús (Argentina), pelo Grupo G, no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia.

O Corinthians será o último time do Brasil a estrear pela atual edição da competição continental. O Timão entra em campo na próxima quinta-feira (9), a partir das 21h no estádio Estádio Ciudad de Vicente López, em Buenos Aires, para enfrentar o Platense pelo Grupo E.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Violência: pedido de audiência de retratação deve partir só da mulher

A partir desta terça-feira (7), audiências de retratação, em casos de violência contra a mulher, só ocorrerão a pedido da vítima, mediante manifestação expressa. 

Além disso, manifestações de desistência da queixa por parte da mulher só devem ocorrer diante do juiz, de forma escrita ou oral, antes de o magistrado receber a denúncia.

A Lei 15.380/2026 está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União e altera a Lei Marinha da Penha para tratar desses dois pontos.

Tramitação

O Projeto de Lei 3.112/2023, de autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), originou as alterações. Depois de passar pela Câmara, o texto foi aprovado pelo Senado no dia 10 de março, em meio às discussões do Mês da Mulher promovidas no Legislativo.
 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

Das 27 unidades da Federação, apenas duas não aderiram à proposta de subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado, informou nesta tarde o Ministério da Fazenda. A medida, que integra o pacote para segurar a alta dos combustíveis, terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados que aceitaram o acordo.

A pasta não divulgou as duas unidades federativas que não aderiram. Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que está conversando com os governos estaduais para tentar convencê-los a entrar no acordo.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.

A medida, informou a Fazenda, terá custo de R$ 4 bilhões: R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para as unidades da Federação. Até a semana passada, a pasta informava que a medida custaria R$ 3 bilhões nos dois meses em que vigorará.

Na semana passada, o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

A adesão é voluntária. As cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

Produtores nacionais

Além do subsídio ao diesel importado, o governo anunciou nesta segunda-feira (6) um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil. Também prevista para vigorar por dois meses, a ajuda custará R$ 6 bilhões (R$ 3 bilhões mensais), mas nesse caso o custo será totalmente bancado pelo governo federal.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil