Contas externas têm saldo negativo menor em janeiro de 2026

As contas externas do Brasil tiveram saldo negativo de US$ 8,360 bilhões em janeiro, informou nesta terça-feira (24) o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2025, o déficit havia sido de US$ 9,809 bilhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

A melhora na comparação interanual é resultado da alta de US$ 2,1 bilhões no superávit comercial. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, esse aumento se deve à redução de importações, “bastante generalizada” em todos os setores, o que reflete a desaceleração da atividade econômica no país.

Contribuindo para a melhora do saldo, houve redução de US$ 581 milhões no déficit da venda de serviços. Em contrapartida, foi registrado aumento de US$ 1,3 bilhão no déficit em renda primária, que contabiliza o pagamento de juros e lucros, além de dividendos de empresas.

Nos 12 meses encerrados em janeiro, o déficit em transações correntes somou US$ 67,551 bilhões, o que corresponde a 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador da soma dos bens e serviços produzidos no país. Em relação ao período equivalente terminado em janeiro de 2025, houve redução no déficit; naquele mês, o resultado em 12 meses foi negativo em US$ 72,421 bilhões, ou 3,35% do PIB.

Investimentos

De acordo com Fernando Rocha, as transações correntes apresentam cenário bastante robusto e tendência de redução no déficit em 12 meses desde setembro de 2025. Segundo ele, o déficit externo está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm fluxos e estoques de boa qualidade.

O IDP somou US$ 8,168 bilhões em janeiro deste ano, ante US$ 6,708 bilhões em igual mês de 2025. Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

Em 12 meses até janeiro, esses investimentos diretos acumularam US$ 79,137 bilhões (3,42% do PIB), ante US$ 77,676 bilhões (3,41% do PIB) no mês anterior e US$ 72,798 bilhões (3,37% do PIB) no período encerrado em janeiro de 2025.

Segundo Rocha, esses resultados em 12 meses mostram a solidez da economia brasileira, totalmente financiada pelo IDP.

No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve entrada líquida de US$ 8,867 bilhões em janeiro, a maior desde julho de 2018. Nos 12 meses encerrados em janeiro, esses investimentos somaram ingressos líquidos de US$ 24,9 bilhões.

Já o estoque de reservas internacionais atingiu US$ 364,367 bilhões em janeiro, aumento de US$ 6,134 bilhões em comparação ao mês anterior.

Transações correntes

Em janeiro deste ano, as exportações de bens totalizaram US$ 25,282 bilhões, com redução de 1,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Enquanto isso, as importações chegaram a US$ 21,766 bilhões, com queda de 10% na comparação com janeiro do ano passado.

Com os resultados de exportações e importações, a balança comercial fechou com superávit de US$ 3,516 bilhões no mês passado, ante o saldo positivo de US$ 1,396 bilhões em janeiro de 2025.

O déficit na conta de serviços – viagens, transporte, aluguel de equipamentos, serviços de telecomunicação e de propriedade intelectual, entre outros – atingiu US$ 3,972 bilhões no mês passado, redução de 12,8% ante os US$ 4,553 bilhões em igual período de 2025.

No caso das viagens internacionais, o déficit na conta fechou em US$ 1,453 bilhão, 48,4% acima do registrado em janeiro de 2025. Isso é resultado da redução de 9,3% (total de US$ 731 milhões) nas receitas – que são os gastos de estrangeiros em viagem ao Brasil – e de aumento de 22,4% nas despesas de brasileiros no exterior, para US$ 2,184 bilhões.

Em janeiro de 2026, o déficit em renda primária – lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários – chegou a US$ 8,312 bilhões, 18,7% acima do registrado em janeiro do ano passado, de US$ 7,001 bilhões. Normalmente, essa conta é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil – e eles remetem os lucros para fora do país – do que de brasileiros no exterior.

A conta de renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens – teve resultado positivo de US$ 408 milhões no mês passado, contra superávit de US$ 349 milhões em janeiro de 2025.

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

 Concurso do IBGE: locais de prova de domingo estão disponíveis

Os candidatos do concurso simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já podem consultar os locais onde farão a prova em 1º de março.

A consulta está disponível na página eletrônica do certame, no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), a banca organizadora. Basta clicar em Consulta ao Local de Prova e digitar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF).

O candidato deve baixar ou imprimir o cartão de confirmação de inscrição, que contém o endereço exato da sua sala. É de responsabilidade exclusiva do candidato consultar a informação.

O processo seletivo oferece 9.590 vagas temporárias, sendo 1.110 vagas para a função de supervisor de coleta e qualidade (SCQ) e outras, 8.480 para o cargo de agente de pesquisas e mapeamento (APM)..

Cargos

Para os dois casos, a jornada de trabalho será de 40 horas semanais, sendo oito horas diárias.

A previsão de duração máxima da contratação é de até um ano, podendo ser prorrogada, desde que o prazo total não exceda a três anos.

A remuneração para a função de Agente de Pesquisas e Mapeamento (APM) será de R$ 2.676,24.

Entre as atribuições da função de agente de pesquisas e mapeamento (APM) estão: visitar domicílios e estabelecimentos de qualquer natureza, tais como comerciais, industriais, agropecuários, de serviços e órgãos públicos para a coleta de dados para pesquisas estatísticas.

Os aprovados para o cargo de supervisor de coleta e qualidade (SCQ) receberão R$ 3.379 mensais.

O SCQ é responsável por organizar, planejar, executar e gerenciar as atividades desenvolvidas nas agências de coleta, garantindo o cumprimento das atividades estabelecidas no cronograma de trabalho para as pesquisas e levantamentos.

Aplicação das provas

A prova objetiva de cada um dos cargos do concurso IBGE, de caráter eliminatório e classificatório, valerá 60 pontos.

Para o cargo de agente de pesquisas e mapeamento, as questões de múltipla escolha cobrarão conhecimentos de língua portuguesa, geografia, raciocínio lógico matemático, noções de informática e ética no serviço público.

Para o cargo de supervisor, haverá questões de língua portuguesa, geografia, raciocínio lógico matemático, noções de informática, ética no serviço público e noções de administração e situações gerenciais.

As provas terão duração de três horas, no próximo domingo (1º), e serão aplicadas em turnos diferentes, seguindo o horário de Brasília, a depender do cargo:

1)      agente de pesquisa e mapeamento (APM)

·         abertura dos portões: 6h30;

·         fechamento dos portões: 7h30;

·         início da prova: 8h; e

·         término da prova: 11h.

2)      Supervisor de coleta e qualidade (SCQ):

·         abertura dos portões: 12h30;

·         fechamento dos portões: 13h30;

·         início da prova: 14h; e

·         término da prova: 17h.

A prova objetiva será realizada em todos os municípios em que houver oferta de vagas. Todos os municípios estão descritos no anexo 1 do edital.

O candidato deverá comparecer ao local da prova levando apenas caneta esferográfica de tinta azul ou preta com corpo em material transparente, documento de identificação com foto e comprovante de inscrição.

O candidato somente poderá sair da sala de aplicação da prova com o caderno de questões, na última hora do concurso.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 PCPR e PMPR apreendem quase 900 quilos de maconha e arsenal em depósito rural no Oeste

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em ação integrada com a Polícia Militar do Paraná (PMPR), realizou na noite desta segunda-feira (23) a apreensão de 896 quilos de maconha, além de armas de fogo e produtos de contrabando, em uma propriedade rural utilizada como depósito clandestino no município de Quatro Pontes, no Oeste do Estado. Dois homens, de 30 e 50 anos, foram presos em flagrante durante a operação.

A ação foi realizada no âmbito da Operação Protetor das Fronteiras e Divisas e contou com a atuação da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), núcleo de Foz do Iguaçu, em conjunto com equipes do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON). As diligências tiveram início após o recebimento de denúncias anônimas pelo setor de inteligência da PCPR, indicando o uso de uma propriedade rural para o armazenamento de ilícitos.

No local, situado aos fundos de uma cooperativa agroindustrial na Linha Sanga Funda, os policiais localizaram um depósito de cereais que ocultava um compartimento subterrâneo. No interior do esconderijo, foram encontrados diversos fardos de maconha, além de armas, munições e produtos de contrabando.

Durante a abordagem, dois homens foram presos em flagrante. O responsável pela propriedade, de 50 anos, confessou que recebia mensalmente R$ 430 para permitir que o imóvel fosse utilizado como depósito de drogas, armas e mercadorias ilícitas. O segundo suspeito, de 30 anos, também foi detido no local.

Segundo o delegado Rodrigo Colombelli, a apreensão evidencia a relevância do trabalho integrado no enfrentamento ao crime organizado. “Os criminosos utilizavam uma estrutura rural aparentemente lícita para ocultar quase uma tonelada de drogas e armamento, numa tentativa de dificultar a fiscalização”, afirmou.

De acordo com o tenente-coronel Eldison Martins do Prado, a ocorrência representa um importante socorro à sociedade, ao concentrar, em um único local, diferentes crimes e gerar um prejuízo estimado em cerca de R$ 2 milhões às organizações criminosas. “A ação evidencia a importância da integração entre as forças de segurança, com troca de informações, uso de inteligência, tecnologia e atuação coordenada, especialmente em regiões sensíveis como a faixa de fronteira”, destacou.

Entre os materiais apreendidos estão uma pistola calibre 9 mm, uma espingarda calibre .22 LR semiautomática, uma espingarda calibre 36, diversas munições, 20 caixas de cigarros de origem estrangeira, totalizando mil pacotes, além de rádios comunicadores e aparelhos celulares.

Os presos e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon para os procedimentos de polícia judiciária. As mercadorias contrabandeadas foram destinadas à Receita Federal.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Sanepar destina R$ 1,3 milhão para Uopeccan de Cascavel comprar acelerador linear

Em um gesto que reforça seu compromisso com a responsabilidade social e a saúde pública, a Sanepar formalizou um repasse de R$ 1,3 milhões para a União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer (Uopeccan). O recurso, destinado via Imposto de Renda (PRONON), será integralmente aplicado na aquisição de um acelerador linear, equipamento de alta tecnologia essencial para o setor de radioterapia.

O novo equipamento contribuirá diretamente para o fortalecimento da estrutura oncológica, ampliando a capacidade de atendimento e a precisão dos tratamentos oferecidos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o direcionamento direto desses recursos permite que a Companhia cumpra seu papel social de forma tangível. “A Sanepar tem esta vocação de ser uma empresa pública com um aspecto social muito forte em sua missão”, destacou.

O presidente da Uopeccan, Leopoldo Furlan, ressalta que o apoio de empresas como a Sanepar é vital. “São centenas de pacientes que chegam diariamente ao hospital, e com esse tipo de apoio, podemos continuar realizando atendimento de qualidade na busca pela cura”, disse.

Este é o quinto repasse que a Sanepar direciona à Uopeccan, consolidando um investimento histórico que já ultrapassa a marca de R$ 5,7 milhões. Os valores, oriundos de renúncia fiscal, garantem a continuidade de projetos que sustentam a complexa operação da entidade.

Fundada há 35 anos, a Uopeccan é uma instituição filantrópica que depende de doações e convênios para manter suas atividades. Em média, a instituição faz mais de 480 mil atendimentos anualmente e o custo operacional do complexo hospitalar ultrapassa R$ 20 milhões por mês. 

 

 

 

 

Por - AEN

 Estado já distribuiu mais de 6 milhões de insumos em 2026 para as 22 Regionais de Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenação de Material e Patrimônio (Comp), já distribuiu, em 2026, 6.070.134 unidades de insumos de saúde em todo o Estado, totalizando mais de R$ 15 milhões em investimentos até o momento. O volume reforça a continuidade do abastecimento nas 22 Regionais de Saúde, rede de Hemonúcleos e unidades hospitalares sob gestão estadual.

O ritmo acompanha o desempenho registrado em 2025, quando foram liberadas 42.390.197 unidades de insumos ao longo do ano, com média mensal de 3.532.516 unidades distribuídas em todo o Paraná. No período, o volume financeiro movimentado chegou a R$ 81 milhões, evidenciando a dimensão da logística envolvida e a estrutura necessária para atender de forma contínua às demandas do sistema público de saúde.

Entre os materiais distribuídos estão equipamentos de alta complexidade, como ventiladores mecânicos, desfibriladores e aparelhos de raio-X, além de insumos hospitalares, fraldas descartáveis e dietas especiais, sendo itens essenciais para a manutenção da assistência hospitalar e do atendimento à população.

Responsável por planejar e executar as políticas de armazenamento, controle e distribuição de materiais e equipamentos, a Comp também faz o encaminhamento de insumos vinculados aos programas de saúde da Sesa, além de atender demandas oriundas de ordens judiciais, com agilidade e segurança.

As etapas do processo de distribuição desses bens têm elevada relevância, não apenas pelo expressivo valor financeiro incorporado ao patrimônio público, mas também por sua essencialidade na prestação dos serviços de saúde à população. A diversidade e a complexidade dos itens vão desde cadeiras e mobiliário básico até equipamentos hospitalares de alta complexidade, como aparelhos de ultrassonografia, raio-X e tomografia.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o investimento em logística é garantido diretamente na qualidade do atendimento à população. Ele destacou o Centro de Logística da Coordenação de Material e Patrimônio como um dos pilares essenciais da rede estadual de saúde. "É através dessa estrutura organizada e eficiente que asseguramos que equipamentos e insumos cheguem a todas as regiões do Paraná, fortalecendo o SUS e garantindo um atendimento digno aos paranaenses", afirmou.

Além disso, a estrutura operacional é composta por 193 colaboradores, atuando na logística, no transporte e no âmbito operacional, garantindo uma movimentação mensal aproximada de 98,5 toneladas de insumos.

Segundo Anderson K. Higashiyama, coordenador da Comp, a operação envolve planejamento diário, controle rigoroso de estoque e uma logística integrada que conecta todas as regiões do Estado. “Trabalhamos com grandes volumes, equipamentos de alta complexidade e demandas sensíveis, inclusive ordens judiciais. Nosso compromisso é manter a regularidade do abastecimento e garantir que cada unidade receba o que precisa para funcionar plenamente”, disse.

A logística envolve, em média, 56 viagens mensais feitas por caminhões e vans, que percorrem cerca de 37.780 quilômetros por mês para assegurar que os insumos cheguem com regularidade às regionais e unidades de saúde. A segunda-feira concentra o maior fluxo operacional, com o carregamento das rotas destinadas às 22 Regionais de Saúde. A frota é composta por veículos com baú e vans, contando com dois motoristas concursados que integram a equipe.

GESTÃO PATRIMONIAL – A Coordenação de Material e Patrimônio é responsável pelo recebimento centralizado de materiais classificados como permanentes, oriundos, predominantemente, de processos de aquisição conduzidos por diferentes áreas da Secretaria. A atuação da Divisão é estratégica para a organização e administração patrimonial, bem como para o funcionamento contínuo da rede pública de saúde estadual.

No que se refere aos valores movimentados com a distribuição de bens permanentes adquiridos pela SESA/PR e operacionalizados pela Coordenação de Material e Patrimônio, os registros apontam: R$ 8,61 milhões em 2019; R$ 38,29 milhões em 2020; R$ 36,16 milhões em 2021; R$ 22,35 milhões em 2022; R$ 29,68 milhões em 2023; R$ 31,65 milhões em 2024; R$ 16,50 milhões em 2025; e R$ 4,09 milhões em 2026, até a primeira quinzena de fevereiro.

Os dados evidenciam a consolidação como estrutura logística estratégica ao longo dos anos, com destaque para o período da pandemia da Covid-19, quando houve expressivo aumento no volume de recebimento, armazenamento e distribuição de bens permanentes essenciais ao enfrentamento da crise sanitária.

“Com planejamento, controle e eficiência logística, a Comp reafirma o compromisso do Governo do Estado com a organização da rede pública de saúde, garantindo abastecimento regular, suporte às políticas públicas e atendimento qualificado à população paranaense”, acrescenta o secretário Beto Preto.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Polícia Federal investiga desvio de quase R$ 1 milhão da Caixa

A Operação Sem Remorso foi deflagrada na manhã desta terça-feira (24) pela Polícia Federal (PF). O objetivo é apurar o crime de peculato envolvendo o desvio de recursos da Caixa Federal.

As investigações indicam que o suspeito teria causado um prejuízo estimado em quase R$ 1 milhão, considerando valores atualizados entre janeiro e agosto de 2022.

Durante a ação, policiais federais cumpriram mandado de busca na residência do investigado no município de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, onde foram apreendidos documentos, um aparelho celular e um carro de luxo.

A PF informou que, com o material apreendido, "dará continuidade às investigações para esclarecer completamente os fatos e identificar outros possíveis envolvidos nas fraudes".

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 PRF: quase 44% das mortes nas estradas envolvem veículos de carga

No balanço da Operação Rodovida, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, nesta segunda-feira (23), que das 1.172 mortes nas estradas federais brasileiras registradas nos últimos 66 dias, um total de 514 vítimas esteve em acidentes que envolveram veículos de carga. O número representou 43,93% do total.

Os acidentes com esse tipo de veículo totalizaram 3.149  casos. Eles representam 23,81% do total de sinistros nas estradas. Os dados foram apresentados em evento na cidade de Aracaju (SE) no encerramento da operação. 

A Operação Rodovida começou em 18 de dezembro do ano passado e durou até o último domingo (22). 

A corporação afirmou que, dentre esses acidentes com veículos de carga, as colisões frontais foram as que mais resultaram em mortes, com 288 no total (o maior número). 

Mortes no carnaval

Durante o período carnavalesco, pelo menos 130 pessoas morreram nas estradas. Segundo a corporação, foi o carnaval mais violento da década. 

Os números mostraram ainda um aumento de 8,54% nos acidentes de trânsito graves durante os dias de folia. A  maioria das vítimas estava em automóveis e motocicletas.

Alta velocidade

Durante toda a Operação Rodovida, ao menos 1,2 milhão de veículos dos mais diferentes tipos apresentaram excesso de velocidade. Outros números que trouxeram preocupação à corporação foram de  58,7 mil ultrapassagens irregulares e 11,1 mil motoristas embriagados ao volante. 

Segundo a PRF, a proposta da operação foi de fazer a segurança nos períodos de maior movimentação nas estradas, o que incluiu as férias escolares e as operações Natal, Ano Novo e Carnaval. 

Celular ao volante

Segundo ainda a corporação, foram flagrados também 9,6 mil condutores utilizando o celular enquanto dirigiam. Além disso, 54,5 mil pessoas não usaram o cinto de segurança ou a “cadeirinha” para crianças até quatro anos de idade. 

Entre os ocupantes de motocicletas, 10,3 mil pessoas não usaram o capacete. Entre os motoristas profissionais (de ônibus ou caminhão, por exemplo), 17,1 mil não respeitaram a Lei do Descanso (que estabelece ao menos 11 horas de pausa em um dia).

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou na noite desta segunda-feira (23) um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para promover e fortalecer as ações de combate a práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro.

No evento, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aproveitou a cerimônia de assinatura dos protocolos de intenções para pedir ao presidente em exercício que a discussão sobre o fim da escala 6x1 seja adiada para o próximo ano, principalmente por este ser um ano de eleições. 

“A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que em ano eleitoral as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, disse Skaf.

Em resposta, Alckmin defendeu a necessidade de mudanças na jornada de trabalho e destacou que isso vem acontecendo em todo o mundo. 

“Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas isso é uma tendência”, declarou o presidente em exercício. 

Confira as informações sobre o evento na Fiesp no Repórter Brasil, da TV Brasil
 

 

Defesa comercial

Ao lado do presidente da Fiesp, Alckmin assinou dois documentos: um protocolo de intenções sobre defesa comercial e outro sobre ambiente regulatório e que pretende combater a burocratização e promover a competitividade.

“A cooperação com o setor produtivo na defesa comercial vai contribuir para fortalecer o comércio justo e promover um ambiente concorrencial mais equilibrado”, defendeu Alckmin.

Segundo a Fiesp, o protocolo sobre defesa comercial tem por objeto estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, com vistas à promoção do comércio justo e ao adequado uso pelo Brasil dos instrumentos de defesa comercial e de combate a práticas desleais e ilegais de comércio previstos na legislação nacional e internacional. Uma das ações previstas é a criação de uma calculadora de margem de dumping, além do compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas.

O segundo protocolo trata mais especificamente sobre ambiente regulatório e tem por objetivo estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, buscando promover a desburocratização, fortalecer e promover a competitividade e a qualidade regulatória no país, reduzir custos regulatórios e administrativos para empresas e sociedade e desenvolver ações para que reduzam barreiras e custos sistêmicos para empreender e investir no Brasil. Nessa proposta está prevista, por exemplo, a ampliação da digitalização dos serviços públicos e integração dos sistemas.

“Nós vamos tomar uma medida hoje formal, objetivando avançarmos e termos no Brasil, realmente, uma defesa comercial eficiente, para que a gente não possa permitir que os nossos setores e os nossos empregos sejam atacados de uma forma injusta”, disse Skaf na cerimônia de assinatura, que ocorreu durante a reunião da diretoria da Fiesp.
 

São Paulo (SP), 23/02/2026 - Presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, ao lado do presidente da FIESP, Paulo Skaf, durante cerimônia de assinatura de Acordo Antiduping na FIESP. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Geraldo Alckmin, ao lado do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante cerimônia de assinatura de Acordo Antiduping. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Selic

Em fala à diretoria da entidade, Alckmin disse ainda estar confiante que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece, já em sua próxima reunião agendada para março, a reduzir a taxa básica de juros (Selic), atualmente estabelecida em 15% ao ano. “Estamos confiantes de que na próxima reunião do Copom comece a redução da taxa de juros”, disse ele.

Segundo o presidente em exercício, isso deve ocorrer por causa da apreciação do real e da desinflação dos alimentos. “Nós devemos ter aí uma melhora”, acrescentou Alckmin, sobre sua expectativa de melhora na economia com a tendência de redução da taxa de juros.

Taxação

Aos empresários e industriais presentes à reunião da Fiesp, Alckmin voltou a falar hoje que considera positiva para o Brasil a nova tarifa global de 15% que foi estabelecida nesta semana pelo governo dos Estados Unidos.

A medida, que foi anunciada por Trump como uma resposta à decisão da Suprema Corte de derrubar as tarifas sobre produtos importados que haviam sido impostas globalmente por ele no ano passado, foi aplicada a todos os países e representa uma mudança em relação às tarifas anteriores, que variavam por nação.

“O país mais beneficiado no mundo [com essa decisão] foi o Brasil”, disse Alckmin, reforçando que o problema maior era quando os Estados Unidos haviam taxado apenas o Brasil.

“O problema dos 10% + 40% [de taxas] era um problemão [para o Brasil]. Mas essa decisão de 15% não tem problema porque são 15% para nós e para o mundo inteiro. Agora, o país mais beneficiado no mundo foi o Brasil. Abre aí uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Encontro debate rede latino-americana por alfabetização na idade certa

Lideranças governamentais de países na América Latina, representantes de organizações da sociedade civil da área de educação e acadêmicos debatem em Brasília, nesta segunda (23) e terça-feira (24) a criação de uma rede permanente latino-americana pela alfabetização na idade adequada – aos 7 anos –, por meio de cooperação técnica entre os países.

Na abertura do Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro, o ministro interino da Educação no Brasil, o secretário-executivo da pasta Leonardo Barchini, enfatizou que a alfabetização é a ferramenta necessária para superar as "cicatrizes profundas da história da colonização" e a “tragédia do analfabetismo que amarra o futuro ao passado”.

“O direito à alfabetização é um pilar estruturante do desenvolvimento integral de cada criança que vive no continente. É também um operário estruturante do desenvolvimento social e econômico sustentável e da construção de um futuro mais próspero, mais justo, mais equitativo e mais soberano para a América Latina.”

Para David Saad, diretor-presidente do Instituto Natura (um dos apoiadores do encontro), o encontro representa uma oportunidade para a região avançar no tema, que pode resolver vários problemas – desde a trajetória escolar, até o desenvolvimento dos países latino-americano.

“Se realmente conseguirmos continuar com esse nível de atenção, dar prioridade a esse tema regionalmente, nos próximos cinco a sete anos conseguiremos resolver um dos problemas mais graves na educação. Vamos destravar os resultados de toda a trajetória escolar, o que terá impacto no desenvolvimento dos países.”

Modelo brasileiro

O ministro interino destacou o modelo brasileiro de enfrentamento aos índices de analfabetismo. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) envolve União, estados e municípios na busca pelo direito à alfabetização das crianças brasileiras até o fim do 2º ano do ensino fundamental (EF), com metas para cada ente federativo.

Em 2024, o índice nacional de alfabetização de crianças avançou e atingiu 59,2% dos alunos ao fim desta etapa letiva, ligeiramente abaixo da meta de 60% definida pelo CNCA para aquele ano. Para 2030, o objetivo é ter pelo menos 80% dos alunos alfabetizados no fim do 2º ano do EF.

Leonardo Barchini também citou o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e como ele permite mensurar o nível da alfabetização em todo o país. Segundo o ministro, a partir de avaliações como essa, é possível mapear a quantas anda a alfabetização no país:

“Podemos ver exatamente onde estão essas desigualdades, onde estão essas deficiências, onde estão essas fraquezas. Qual escola, qual município, qual região, determinada etnia, quais as diferenças por raça, diferença para a educação quilombola, para a educação indígena, enfim. A gente tem tudo isso muito bem mapeado.”

Desafios

De acordo com Barchini, apesar do acesso à escola no país ser praticamente universal, o Brasil ainda enfrenta desafios para elevar a qualidade do aprendizado:

“Falando de infraestrutura, nós temos ainda escolas sem biblioteca. Precisamos, também, de mais creches. O grande desafio é fazer chegar aos professores alfabetizadores uma formação adequada e continuada para que possam, a cada dia, melhorar mais.” 

Aos presentes, o ministro interino enfatizou que uma trajetória escolar qualificada amplia as possibilidades de uma vida adulta mais digna, saudável e produtiva.

“A alfabetização na idade certa é um instrumento poderoso de superação das desigualdades e de fortalecimento da democracia. Cidadãos que leem, escrevem e compreendem o mundo participam mais plenamente da vida social, econômica e política de suas nações.”

Movimento continental

Durante o encontro internacional em Brasília, lideranças da América Latina expuseram outras experiências que também retratam avanços relacionados à alfabetização na idade certa.

Sofia Naidenoff, ministra da educação da província de Chaco, no Norte da Argentina, falou sobre a criação do Plano da Jurisdição da Alfabetização e como isso impactou na educação de milhares de crianças argentinas: “o Chaco estava no pior lugar. Era uma situação que nos deixou muito tristes, porque havia gerações inteiras que não sabiam ler."

"Transformamos a aula da seguinte forma: um livro para cada aluno; um manual por escola, do primeiro ao terceiro grau; e dias de trabalho com livros, inclusive para o lar. Transformamos essa realidade de primeiro ao terceiro grau, de aproximadamente 77 mil crianças em 1.283 escolas”, relatou a ministra.

No México, as experiências destacadas foram a da Nova Escola Mexicana e foco em práticas sociais e na diversidade de línguas indígenas originárias do território, ao lado da língua espanhola.

A diretora-geral de Desenvolvimento Curricular e Política de Educação Inicial no México, Xóchitl Leticia Moreno Fernández, contou que o Plano de Estudos de 2022 colocou a comunidade no centro da solução.

“Temos uma grande quantidade de línguas indígenas e originárias. São aproximadamente 68 línguas, e um dos grandes desafios da nova escola mexicana é que os processos de alfabetização sejam feitos também considerando a língua materna das meninas e dos meninos. Portanto, para essa diversidade de línguas, de culturas, de formas de apropriação, precisamente da língua oral e depois da língua escrita, foram produzidos materiais adequados para todas as nossas crianças e para os próprios docentes”, contou. 

No Peru, os avanços são decorrentes do uso de avaliações censitárias e do foco na solução de problemas de saúde e da violência no ambiente escolar.

O integrante do Conselho Nacional de Educação do Peru Luis Guillermo Lescano Sáenz enfatizou a necessidade de a educação ser uma política de Estado, que transcenda a rotatividade de ministros. Segundo ele, o país teve 26 ministros da educação nos últimos 10 anos.

“Os resultados [da troca de ministros] nas políticas são caríssimos. Se mudam as autoridades e os encarregados de um governo em um setor tão importante, como a educação, isso vai influenciar. Temos brechas instaladas há muito tempo. O direito à educação está na Declaração Universal dos Direitos Humanos e está na maioria das Constituições de nossos países.”

Já o secretário técnico do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai, Sebastián Valdez, disse que a meta é melhorar as políticas e práticas educacionais: “No princípio do século XX, houve um acordo social de oferecer educação para todas as crianças de todo o país. Mesmo que não seja fácil chegar a todos os cantos, por questões orçamentárias de um país pequeno”, admitiu.

Novas tecnologias

O ministro interino Leonardo Barchini acrescentou que um dos principais desafios para a região é incrementar a alfabetização digital de professores e alunos juntamente com a alfabetização clássica das crianças.

“Estamos aprendendo que a alfabetização digital precisa ser um processo contínuo ao longo da vida, e não apenas algo que acontece nos primeiros anos de educação. Portanto, acreditamos que a alfabetização digital precisa ser combinada com a alfabetização tradicional”.

Evento internacional

O Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro termina amanhã e tem transmissão ao vivo no canal do MEC no YouTube e tradução simultânea — português, espanhol e Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A programação completa e outras informações sobre o evento estão disponíveis aqui.  

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil