A despedida do verão de 2011 deixou marcas profundas na paisagem e na memória dos moradores do Litoral do Paraná. A chuva forte, com acumulados históricos que chegaram a 398 mm entre os dias 10 e 11 de março, provocou enxurradas, enchentes e mais de 2.500 deslizamentos no Litoral, especialmente nos municípios de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaratuba. Famílias inteiras ficaram isoladas, 816 moradores precisaram ser resgatados por terra ou com ajuda de aeronaves. Ao todo 10.761 pessoas foram desalojadas e 2.500 desabrigadas.
O episódio conhecido como Águas de Março foi o ponto de partida para a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil Estadual (Cedec) implementar novas iniciativas e aprimorar a atuação em prevenção e mitigação de tragédias. Os deslizamentos danificaram 3.790 imóveis nos quatro municípios e destruíram outras 223 casas. O Governo do Paraná construiu novas casas e realocou 88 famílias em Antonina, 85 em Morretes e 50 em Paranaguá. Além disso, nestes 15 anos a Defesa Civil Estadual realizou exercícios simulados de evacuação em comunidades da região e em outras cidades, processo que se tornou mais recorrente desde então.
Logo após o desastre, ainda em meio ao socorro, o Estado começou a implementar mudanças que estão em uso até hoje e nos anos subsequentes da tragédia conquistaram reconhecimento nacional e internacional, como o Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC) e o Plano de Contingência Online, onde os 399 municípios cadastram e atualizam anualmente os planos com o mapeamento de áreas de atenção, informam ações e indicam locais para abrigo em caso de desastre. Isso permite, por exemplo, que as cidades e moradores do Litoral entendam as áreas de risco e rotas de saída.
Em 2015 esse sistema foi premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), através do Escritório de Estratégia Internacional para Redução de Desastres (UNISDR). Criado como um banco de dados dos desastres naturais, a ferramenta passou a ser aperfeiçoada a partir da tragédia do Litoral e hoje é o grande elo de ligação entre Estado e municípios. Ainda assim ela guarda as informações sobre desastres ocorridos no Paraná desde a década 1980, incluindo o número de pessoas atingidas, feridos, óbitos e estabelecimentos afetados.
Toda a gestão de ocorrências, ajuda humanitária, planos de contingência e outras ações realizadas é feito por meio do SISDC, garantindo que a informação esteja sistematizada e de fácil acesso. O SISDC é uma das principais ferramentas do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CEGERD). Inaugurado em 2017, seis anos após a tragédia, a unidade permite o acompanhamento em tempo real 24 horas por dia das condições meteorológicas do Estado.
Outra mudança implementada depois das Águas de Março foi que Paraná se tornou o primeiro do País a mandar mensagens com alertas para telefones cadastrados. Hoje esse serviço está disponível em SMS, WhatsApp, Telegram e TV a partir de cadastros simples. O Estado também foi um dos primeiros a testar a tecnologia Cell Broadcast, agora já usada mais de 130 vezes.
“Da dor que vivemos em 2011 procuramos evoluir e modernizar os sistemas de monitoramento e alerta, o que ajudou a criar protocolos mais ágeis. Trabalhamos de forma preventiva e atualmente temos condições de avisar a população por mensagens no celular de tal forma a evitar que eventos como aquele causem danos dessa gravidade", explica o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig.
"Hoje também dispomos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) que custeia obras de prevenção e reconstrução. Já destinamos R$ 88 milhões para 145 municípios desde a criação em 2023”, complementa.
"Relembrar é importante para refletirmos sobre o que aconteceu e sobre o que foi feito a partir de então. O Paraná tem proatividade para construção de estruturas mais resiliente aos desastres naturais, Estamos comprando radares novos, ampliando o monitoramento e treinamento das prefeituras. Atualmente estamos muito mais preparados e organizados para ajudar a população", diz.
Ele também recorda que o trabalho da Defesa Civil se articula em rede, integrando diversos atores dentro de suas respectivas áreas para alcançar o objetivo de proteção da população. Após o evento de 2011, esta aproximação foi fortalecida, permitindo melhorias no sistema. Houve, por exemplo, a aproximação técnica entre diversos institutos com a Defesa Civil, a exemplo do Simepar e de órgãos na época denominados Águas Paraná e Mineropar, para compor estudos e troca de dados visando fortalecer a gestão de riscos no Estado. Hoje há um meteorologista inclusive dentro da Defesa Civil.


ÁGUA DE MARÇO – O episódio marcou a história do Litoral. Na fase mais emergencial da ocorrência, o foco foi resgatar os moradores prejudicados pelas chuvas, muitas vezes salvos por meio de helicópteros em comunidades isoladas, e encaminhá-los para abrigos. Na sequência, a ação envolveu uma campanha de arrecadação de alimentos e roupas para os abrigos, a retirada da lenha e sedimentos que haviam sido arrastados e a reparação das estradas, além da construção de moradias e reconstrução de pontes.
Em Morretes, um morro inteiro deslizou. A BR-277 teve pontes levadas pela enxurrada, enquanto a BR-376 enfrentou quedas de barreiras que tornaram inviável o acesso por terra ao Litoral. Comunidades inteiras ficaram isoladas, aguardando, em alguns casos por dias, resgate em meio aos destroços. A partir da tragédia também foi realizado um mapeamento de 2 mil quilômetros quadrados na região, uma coleta de dados que norteia até hoje as atividades das equipes de Defesa Civil do Litoral.
Por - AEN
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, defendeu apuração rigorosa e punição a todos os envolvidos no escândalo do Banco Master, que gerou prejuízos bilionários a investidores e entidades públicas e privadas, segundo o Banco Central (BC). 

A declaração foi dada ao jornalista José Luiz Datena, na estreia do programa Na Mesa com Datena, exibido na noite desta terça-feira (10) naTV Brasil.
"Você não tem um desfalque, uma fraude, do ponto de vista bancário, que começou ontem. Isso vem lá de trás. Agora, está ficando claro que tinham pessoas dentro do Banco Central, que é o órgão responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento do sistema financeiro, que tinham envolvimentos. Já ficou claríssimo isso. Tem que ser feita apuração rigorosa, punição rigorosa", disse Alckmin.
O vice-presidente também comentou sobre a posição do governo e do presidente Lula em relação ao episódio, e assegurou a total liberdade investigativa da Polícia Federal.
"O presidente Lula tem sido claro. Ninguém no governo limita investigação. Nenhuma. É investigação rigorosa. Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público, Poder Judiciário. É apurar e fazer justiça, é isso que se deseja. E, de outro lado, responsabilizar e aprimorar os instrumentos de controle. Isso já poderia ter sido pego lá para trás", observou.
Além de investigar e punir os responsáveis, Alckmin defendeu o fortalecimento das instituições, incluindo o BC e outros órgãos de controle. "Esse é um processo permanente de você melhorar as instituições, aprimorar as instituições. Na democracia, tem que ter transparência, tem que ter clareza".
Na semana passada, o financista Daniel Vorcaro foi preso novamente pela PF, na terceira fase da Operação Compliance Zero. No ano passado, o empresário também foi alvo de um mandado de prisão da operação, mas ganhou direito à liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica.
A nova prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nas mensagens, Vorcaro ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses..
A Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores.
Saída do MDIC
Na entrevista a Datena, Alckmin confirmou que deixará o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no dia 2 de abril, uma exigência da legislação eleitoral para que ele possa disputar cargos públicos nas eleições de outubro.
Pela lei, a desincompatibilização de cargos executivos deve ser feita até seis meses antes do pleito, e a data limite é 4 de abril. O vice-presidente evitou antecipar seu futuro político e continuará exercendo a vice-presidência enquanto as tratativas eleitorais se definem.
"Olha, Datena, vice-presidente não precisa deixar a vice-presidência, você continua na vice-presidência. Agora, ministério, para qualquer cargo que você for disputar, você tem que se afastar. Então, no dia 2 de abril, cumprindo rigorosamente a lei, nós vamos nos afastar", garantiu.
A informação já havia sido antecipada a jornalistas na semana passada, durante uma coletiva de imprensa no MDIC, para anunciar os resultados da balança comercial.
Guerra no Irã
Alckmin também comentou os efeitos econômicos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e previu que o Brasil não deverá ser tão atingido pelo fato de depender mais do comércio internacional com China, União Europeia, Argentina e os próprios EUA, zonas distantes do conflito.
"Todos os países saem prejudicados, mas o Brasil é o menos prejudicado, porque nossos grandes compradores, parceiros comerciais são China, União Europeia, Argentina, Estados Unidos. Agora, já encareceu o petróleo, então claro que afeta gasolina e diesel", disse.
Eleições
Sobre eleições, Alckmin afirmou que, no mundo inteiro, o cenário eleitoral está marcado pela polarização. Mesmo assim, ele se disse otimista com a percepção da sociedade sobre o bom momento econômico do país.
"No mundo inteiro, você tem eleições bastante polarizadas. Eleição é comparação, você faz uma comparação. Não tem eleição fácil, mas acredito que as coisas tendem a melhorar", afirmou.
"O desemprego é o menor da série histórica e a inflação é 4,2%, a menor também. Então, você tem um ganho de renda da população. Salário mínimo com ganho real. Vamos lembrar que 60% dos aposentados e pensionistas vivem com um salário mínimo no Brasil", acrescentou.
PEC da Segurança
Ao ser questionado por Datena sobre os desafios do combate ao crime no país, Alckmin destacou a aprovação recente da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados, e que agora está em análise no Senado.
A proposta original foi apresentada pelo governo e cria o Sistema Único de Segurança Pública, uma tentativa de melhorar a integração entre as forças de segurança no país.
Para o vice-presidente, um dos destaques da proposta é o fortalecimento das polícias municipais.
"Essa PEC dá mais espaço para a ação local. Não vai trocar as polícias, mas vai trazer mais um. A mudança da PEC dando mais poder à polícia municipal vai fazer a diferença, porque você está muito mais próximo da população local".
A proposta aprovada pelos deputados também atribui de forma expressa à Polícia Federal o combate a crimes cometidos por organizações e milícias privadas com repercussão interestadual ou internacional.
A Polícia Rodoviária Federal mantém o mesmo nome, mas vai cuidar também das ferrovias e hidrovias federais.
Alckmin também defendeu aumento de pena contra o crime organizado e a necessidade de prisão dos cabeças do crime.
Por - Agência Brasil
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.982 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (10). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 65 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 02 - 35 - 41 - 46 - 49 - 58
- 27 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 87.399,64 cada
- 2.786 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.396,18 cada
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (12), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
Por - Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novos medicamentos para o tratamento do diabetes tipo 1, para o câncer de mama e para o angioedema hereditário. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (9).

A agência aprovou o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o início do diabetes tipo 1, estágio 3, em pacientes adultos e pediátricos com 8 anos de idade ou mais que já estejam no estágio 2. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune grave e de longa duração, que costuma se manifestar na infância e pode gerar aumento de complicações, como doenças cardíacas, renais e oculares.
Também foi aprovado o Datroway®, indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo, que já tenham se submetido a terapia endócrina e a pelo menos uma linha de quimioterapia para doença irressecável (que não pode ser removida completamente por cirurgia) ou metastática (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).
O Andembry® (garadacimabe) também teve o registro aprovado. O medicamento é indicado para prevenção do angioedema hereditário (AEH). A doença genética é considerada rara e causa inchaços (edemas) repentinos e dolorosos em diversas partes do corpo, que podem afetar de forma recorrente a pele, as mucosas e os órgãos internos.
POr - Agência Brasil
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, encaminhou hoje (10) um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis que foram registrados em postos na Bahia, no Rio Grande do Norte, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

O pedido foi encaminhado após representantes de sindicatos reclamarem que distribuidoras desses quatro estados brasileiros e do Distrito Federal estavam elevando os preços de venda dos combustíveis, embora a Petrobras não tenha anunciado aumento nos preços praticados em suas refinarias. Esse aumento, disseram os sindicalistas, estaria sendo justificado pela alta no preço internacional do petróleo, associado aos ataques que vem ocorrendo no Oriente Médio.
“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, diz a Senacon, em nota.
Por meio de nota divulgada em suas redes sociais, o SindiCombustíveis da Bahia disse que está preocupado com os efeitos do cenário internacional sobre o mercado de combustíveis no estado. “O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil”, escreveu.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados Petróleo do Rio Grande do Norte (Sindipostos RN), também em suas redes sociais, escreveu na semana passada que o conflito “já começa a refletir na alta do preço do petróleo no mercado internacional, acendendo um sinal de atenção para o setor de combustíveis no Brasil”.
O Minaspreto alertou que a defasagem no preço do diesel já atinge mais de R$ 2 e, na gasolina, quase R$ 1.
“As companhias estão restringindo a venda e praticando preços exorbitantes, principalmente para os revendedores marca própria. Já há relatos de postos totalmente secos em Minas Gerais. O Minaspetro está monitorando a situação e irá acionar os órgãos reguladores para mitigar o risco de desabastecimento”, escreveu o sindicato, em suas redes sociais.
Em São Paulo, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de São Paulo (Sincopetro), entidade que representa o comércio varejista de derivados de petróleo também vem observando aumento no preço dos combustíveis. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Sincopetro, José Alberto Gouveia, disse que a investigação do Cade será importante para o setor.
“O que não pode é o dono do posto levar a culpa como estão tentando fazer. Ele não aumentou porque ele quis, ele aumentou porque aumentou o preço para ele também. Então essa explicação para nós é muito importante”, disse ele.
\por - Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento indicado para o tratamento de crises focais em adultos com epilepsia farmacorresistente, o Xcopri (cenobamato), da Momenta Farmacêutica.

Pacientes com essa condição ainda apresentam crises mesmo após recorrer a pelo menos dois tratamentos diferentes, situação que chega a acometer cerca de 30% das pessoas com epilepsia.
O cenobamato reduz a atividade elétrica anormal no cérebro, o que diminui a incidência desses episódios.
Nos estudos clínicos, o tratamento demonstrou redução significativa na frequência das crises, diz a Anvisa. Quatro em cada dez pacientes que tomaram 100 miligramas (mg) por dia tiveram diminuição de pelo menos 50% das crises, e 64% dos que receberam 400 mg por dia tiveram a mesma melhora. No grupo que tomou placebo durante os testes, houve melhora de 26%.
Mesmo com o registro aprovado, Xcopri só poderá ser vendido após a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A oferta no SUS (Sistema Único de Saúde) depende de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e de decisão do Ministério da Saúde.
Entenda a Epilepsia
A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não é causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos.
Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou se espalhar. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial. Se envolverem os dois hemisférios cerebrais, a crise é generalizada.
O diagnóstico é feito clinicamente, na maioria dos casos, em um exame físico geral, com ênfase nas áreas neurológica e psiquiátrica e com um histórico detalhado pelo paciente ou uma testemunha que poderá descrever a crise em detalhes.
A ocorrência de uma aura, isto é, uma crise em que o paciente não perde a consciência, está entre as informações que devem ser relatadas aos serviços de saúde, assim como os fatores precipitantes da crise, a idade de início, a frequência e os intervalos entre as crises.
Março Roxo
A notícia chega à comunidade médica durante o Março Roxo, período dedicado à conscientização sobre a epilepsia, que inclui o Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado em 26 de março.
A iniciativa busca informar a população sobre essa condição neurológica, reduzir o estigma social e promover empatia e compreensão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 65 milhões de pessoas convivem com epilepsia no mundo.
No Brasil, mais de 2 milhões de pessoas apresentam a condição de saúde. De acordo com a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), muitas dessas pessoas enfrentam não apenas os desafios do tratamento, como o preconceito e a desinformação.
Segundo a neurologista e membro da diretoria da LBE, Juliana Passos, o medicamento representa um avanço especialmente para pacientes com epilepsia de difícil controle.
“Trata-se de medicação indicada no tratamento de pacientes com epilepsia farmacorresistente, cujos resultados foram muito superiores àqueles alcançados pelos novos medicamentos anti-crises disponíveis. Oferecer uma chance consideravelmente maior de controle das crises para esses pacientes é urgente”, afirma.
Por - Agência Brasil
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), está realizando serviços de conservação na PR-170 em Pinhão, na região Centro-Sul.
Está em andamento a fresagem do pavimento antigo, em que uma camada superficial (capa) é removida por maquinário pesado, seguida pela reperfilagem, que é a aplicação e compactação de uma nova camada de concreto asfáltico usinado a quente (CAUQ), garantindo uma pista mais segura e sem defeitos.
O trecho depois vai receber nova sinalização horizontal, com pintura das linhas de bordo e de eixo, e, ainda este mês, deve ser realizada a recuperação dos acostamentos da rodovia no perímetro urbano de Pinhão, com correção de degrau.
As frentes de trabalho estão concentradas atualmente próximo ao acesso para a Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, perto do limite do território com Bituruna.
Os serviços são parte do novo Programa de Manutenção e Conservação de Rodovias (ProMAC) do DER/PR, especificamente do Lote 10. Esse lote atende 343,31 quilômetros de rodovias das regiões Centro e Centro-Sul, com investimento de R$ 119.107.889,50 e vigência até 2029.
São trechos das rodovias PR-170, PR-364, PR-459, PRC-466, PR-540, PR-820 e PR-825, atendendo os municípios de Boa Ventura de São Roque, Campina do Simão, Candói, Goioxim, Guarapuava, Pinhão, Pitanga, Reserva do Iguaçu e Turvo.
PROGRAMA – O ProMAC prevê a conservação periódica, com serviços de fresagem, reperfilagem, microrrevestimento asfáltico e aplicação de camada de reforço em concreto asfáltico usinado a quente; e a conservação de segurança ao usuário, com as soluções de remendos superficiais, remendos profundos, além da selagem de trincas com emulsão asfáltica e pó de pedra ou areia.
Também estão contempladas a conservação dos acostamentos, melhorias no sistema de drenagem de águas, sinalização horizontal, tachas e tachões refletivos, e serviços complementares.
Por - AEN
Encerra nesta quarta-feira (11) o prazo para pagamento referente a terceira parcela do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 para proprietários de veículos com final de placa 5 e 6.
Para os contribuintes que optaram pelo pagamento parcelado, as cotas deste mês de março vencem entre os dias 9 e 13, conforme o número final da placa do veículo. Por isso, é importante acompanhar o cronograma de vencimentos para evitar atrasos, perda de benefícios e problemas decorrentes da inadimplência.
ATRASO – A multa é de 0,33% ao dia mais juros de mora (de acordo com a taxa Selic). Após 30 dias de atraso, o percentual é fixado em 20% do valor do imposto.
De acordo com balanço da Receita Estadual, o IPVA 2026 já arrecadou mais de R$ 2,62 bilhões até o último dia 28 de fevereiro, o que representa 56,7% dos R$ 4,6 bilhões lançados para o exercício deste ano. No total, mais de 2,97 milhões de veículos já quitaram o imposto de forma integral ou parcial em todo o Paraná, número que corresponde a 71,9% da frota tributável do Estado.
COMO PAGAR – As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerá-las. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes poderão pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, podendo ser feito a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
ISENÇÕES – As motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas aptas a fazer a conversão.
SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.
Confira o vencimento por final de placa da terceira parcela do IPVA 2026:
- 1 e 2: 09/03 (vencido)
- 3 e 4: 10/03 (vencido)
- 5 e 6: 11/03
- 7 e 8: 12/03
- 9 e 0: 13/03
Por - AEN
Gestores e técnicos municipais do Paraná participaram, nesta terça-feira (10), em Curitiba, do lançamento do curso Intervenção e Gestão em Desastres, uma iniciativa voltada para preparar os municípios para agir com rapidez, integração e segurança jurídica em situações de emergência e calamidade pública. A formação é promovida pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), em parceria com a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e o Centro Estadual de Estudos e Pesquisas sobre Desastres.
O encontro inicial ocorreu no Teatro Guaíra e marca o início de uma capacitação considerada estratégica para qualificar a atuação municipal diante de eventos climáticos extremos. O curso tem como objetivo orientar gestores e técnicos para atuar de forma articulada no fluxo de atendimento da Defesa Civil e da Política de Assistência Social, garantindo respostas mais eficientes à população atingida por desastres naturais. A capacitação será ofertada na modalidade híbrida, com duração de seis meses.
A atuação conjunta entre servidores da Assistência Social e da Defesa Civil é considerada determinante para garantir uma pronta resposta às pessoas em situação de vulnerabilidade. No Paraná, os episódios climáticos adversos têm exigido cada vez mais preparo das administrações municipais.
Em 2025, o Estado registrou 574 ocorrências em 246 municípios, segundo a Defesa Civil. O tipo de evento mais frequente foi vendaval, com 241 casos, seguido por granizo (75) e enxurradas (64). Curitiba, Foz do Iguaçu e Campo Largo foram as cidades com maior número de ocorrências. No período, foram decretadas 134 situações de emergência e um estado de calamidade pública.
O secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, destacou a importância da formação para gestores, relembrando a necessidade de respostas céleres, como a do Governo do Estado em Rio Bonito do Iguaçu, atingido por um tornado em novembro do ano passado.
“Pelo Programa Superação, o Estado está destinando seis parcelas de R$ 1 mil para quase duas mil famílias de Rio Bonito do Iguaçu possam reconstruir suas vidas. Já pagamos três parcelas e a primeira foi há cerca de 30 dias após o evento. Também instituímos o Programa Reconstrução, iniciativa inédita no Brasil que destina recursos para a recuperação de moradias atingidas. Os benefícios podem chegar em até a R$ 50 mil e faz parte dos R$ 50 milhões destinados pelo Governo ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), gerido pela Defesa Civil”, disse.
Para o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, a capacitação contribui diretamente para fortalecer a capacidade de resposta dos municípios. “Esse entendimento sobre como funcionam os processos é essencial para o planejamento das prefeituras. Temos condições de auxiliar com orientações e recursos, mas quem está na ponta, atendendo a população, precisa ter bom conhecimento das ferramentas”, afirmou.
A equipe da prefeita de Nova América da Colina, Tânia Basso, está participando da formação. Ela ressaltou a importância da participação dos municípios na capacitação. “Tendo em vista que as coisas acontecem lá na ponta, nós gestores temos o comprometimento de capacitar os nossos funcionários para atuar nessa área. Com a frequência dos desastres, como chuvas e enchentes aqui no Estado, o Paraná vem se preparando pra atuar e socorrer as pessoas que sofrerem esses tipos se situação no nosso Estado”, disse.
CONTEÚDO – A capacitação aborda todas as etapas envolvidas na gestão de desastres, desde a atualização do Plano de Contingência até o registro das ocorrências no Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC) e a prestação de contas dos recursos recebidos pelo Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), destinados a ações de prevenção, reconstrução e recuperação.
Durante o encontro presencial, os participantes tiveram uma visão geral dos conteúdos que serão aprofundados ao longo das videoaulas do curso. A formação também apresenta a estrutura de atuação nas esferas municipal, estadual e federal, a legislação que orienta as ações em situações de desastre e os procedimentos necessários para acesso a recursos públicos.
Entre os objetivos da iniciativa estão a compreensão da legislação estadual aplicável, o conhecimento dos fluxos operacionais da Defesa Civil, a orientação sobre a utilização correta de recursos e o fortalecimento da articulação entre setores. A formação também busca apoiar o desenvolvimento de protocolos de acionamento e reduzir erros administrativos que possam gerar riscos de responsabilização.
PÚBLICO – O curso é direcionado a representantes municipais que atuam em situações de emergência, como integrantes da Defesa Civil municipal, gestores e técnicos da assistência social e conselheiros do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), preferencialmente representantes da sociedade civil.
Experiências vividas por este público nos municípios reforçam a importância da capacitação. A assistente social de Pitangueiras, Beatriz Gonçalves, relembrou o temporal que atingiu a cidade em novembro do ano passado. A chuva causou danos em 543 imóveis nas áreas urbana e rural, deixando 408 pessoas desalojadas e 60 desabrigadas. “Depois do que vivemos ficamos muito interessados neste curso. Quando passamos por uma situação assim, entendemos a importância de atender bem e com rapidez as famílias que foram atingidas”, comentou.
O curso também atraiu profissionais que atuam diretamente na prevenção de riscos. Rafael Vaeza, integrante da Defesa Civil de Telêmaco Borba, explicou que o município mantém monitoramento constante por conta da geografia local. “O rio Tibagi corta o município. Também temos uma barragem. Então ficamos sempre alertas para casos de alagamentos que podem ocorrer. Precisamos estar preparados para dar a melhor assistência. Nos últimos anos temos sido muito bem assistidos pelo Estado, tanto no acesso aos sistemas quanto no envio de recursos”, destacou.
PARCEIROS – O Procurador-Geral do Ministério Públicos de Contas (MPC-PR), Gabriel Guy Léger, lembrou que a identificação de riscos climáticos fez com que os órgãos passassem a incorporar a preocupação para orientar municípios em casos de intempéries naturais.
“Houve muita sensibilidade em incluir a temática ambiental na análise das políticas públicas municipais. A partir disso, retomamos o projeto com uma análise de forças, fraquezas, ameaças e oportunidades e reforçamos um objetivo muito claro: ajudar os municípios a estruturar suas defesas civis, adotar ações de prevenção e estar preparados para a mitigação de desastres”, disse.
Coordenador-geral de Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), Rafael Ayres reforçou a necessidade de preparar gestores municipais durante o enfrentamento de desastres naturais. “Por isso, essa iniciativa é magnífica e muito oportuna, principalmente porque os desastres têm ocorrido com cada vez mais frequência. É fundamental que os municípios estejam preparados para mitigar os efeitos de tudo o que vem acontecendo”, afirmou.
Por - AEN
Na manhã de terça-feira (10), por volta das 9h10, compareceu ao destacamento da Polícia Militar, um homem de 46 anos, relatando que possivelmente teria sofrido um golpe.
Segundo ele na data de 09/03/2026, recebeu uma mensagem por meio do aplicativo whatsapp, na qual uma pessoa passou a se identificar como sua advogada, informando sobre um suposto processo indenizatório envolvendo uma universidade na qual o noticiante teria realizado curso superior.
Na sequência, a suposta advogada informou que a vítima receberia uma ligação de um magistrado, o qual entraria em contato para solicitar alguns dados pessoais e informações bancárias, a fim de viabilizar o depósito do valor referente à referida ação judicial.
Posteriormente, um homem que se apresentou como magistrado entrou em contato com a vítima por meio do aplicativo whatsapp, utilizando outro número, ocasião em que solicitou o envio de alguns códigos, alegando que seria necessário para que as contas bancárias da vítima ficassem “zeradas”, possibilitando assim o recebimento do valor oriundo do suposto processo judicial, porem, logo após, a vítima desconfiou ao verificar algumas informações presentes no suposto documento que recebeu e percebeu que poderia se tratar de uma fraude.
Diante disso fez uma consulta em sua conta bancaria e através do aplicativo do banco, onde constatou que teria sido sacada certa quantia de R$4.481,00 via pix, sem sua autorização, orientado quanto aos procedimentos cabíveis.
Na noite de terça-feira (10), por volta das 20h, a equipe da Policial Militar, durante patrulhamento pelo Bairro Alto Alegre, abordou um indivíduo e em seu veículo foi localizado 7 gramas de substância análoga a maconha.
Deslocado até a residência para buscas, após autorização do abordado e do seu pai que estava no imóvel, foi localizado dentro da cômoda do quarto do indivíduo mais 19.6 gramas de substância análoga a maconha.
Diante dos fatos, deslocado até o DPM de Catanduvas para confecção da documentação pertinente e posteriormente o masculino liberado.
As exportações paranaenses para alguns mercados asiáticos e europeus cresceram de forma significativa neste ano. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), as vendas estaduais para Japão, Singapura e Filipinas avançaram, respectivamente, 107%, 103% e 124% no 1º bimestre de 2026, em comparação a idêntico período de 2025. Ou seja, dobraram de tamanho.
No caso das vendas para o mercado japonês, o aumento foi sustentado principalmente pela carne de frango, enquanto as exportações para Singapura e Filipinas apresentaram crescimento alicerçado no petróleo e na carne suína, respectivamente.
Em trajetória similar à desses países asiáticos, as receitas geradas pelo comércio com a Noruega progrediram 176% no 1º bimestre, posicionando-se entre as taxas de crescimento das vendas estaduais para a Polônia (282%) e a Dinamarca (130%). Para a Noruega, o destaque é o incremento das exportações de torneiras e válvulas, e para a Polônia e a Dinamarca a ampliação do comércio envolve o farelo de soja.
Juntos, os seis mercados passaram a responder por 10,1% das exportações totais do Paraná, muito acima da participação de 4,1% registrada nos dois primeiros meses de 2025.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, um dos diferenciais das exportações do Estado diz respeito à diversidade de mercados e produtos, o que as tornam menos dependentes de compradores específicos. “Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, as mercadorias paranaenses alcançaram 183 mercados, em transações que envolveram cerca de 3 mil itens diferentes”, afirma.
BALANÇA COMERCIAL – De maneira geral, o Paraná alcançou US$ 3,1 bilhões em movimentação de vendas para outros países em 2026. Apenas em fevereiro foram US$ 1,7 bilhão. Os principais produtos exportados foram carne de frango (US$ 698 milhões), soja em grão (US$ 425 milhões), farelo de soja (US$ 191 milhões) e papel (US$ 137 milhões). Entre os principais produtos o maior aumento de vendas aconteceu cm óleo de soja bruto, com 98% (de US$ 55 milhões para US$ 110 milhões).
OS principais destinos no primeiro bimestre foram China (US$ 581 milhões), Argentina (US$ 130 milhões), Índia (US$ 108 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 106,8 milhões) e México (US$ 106,6 milhões). O comércio com a Índia também registrou crescimento expressivo em 2026, chegando a um aumento de 95%.
A balança comercial está no patamar de US$ 434 milhões, que é a diferença entre US$ 3,1 bilhões de exportações e US$ 2,7 bilhões de importações.
Confira os dados:

























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