Integrante de igreja é investigado por estupro de vulnerável no Paraná e Ministério Público apura se há outras vítimas

Flúvio Cosme Adão é investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra seis vítimas, na Grande Curitiba. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apura se há outras vítimas que ainda não denunciaram o homem.

Segundo o MP, Flúvio exercia o cargo de "regional" na Igreja Adventista do Sétimo Dia em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.

Na instituição ele atuava no Clube de Desbravadores, grupo voltado ao público infantojuvenil e, conforme o Ministério Público, teria se aproveitado da função exercida no grupo religioso para a prática dos crimes.

"Ele tinha contato com vários grupos de crianças e, por isso, também tinha uma autoridade. Ele era alguém considerado na igreja, alguém com um certo poder, a ponto de muitas das vítimas sofrerem algum tipo de abuso e não conseguirem entender o que aconteceu", explica o promotor de Justiça Adolfo Vaz da Silva.

Flúvio Cosme Adão está preso preventivamente desde outubro de 2025, acusado da prática de estupro de vulnerável e de atos libidinosos contra crianças e adolescentes. O processo corre em sigilo, por envolver vítimas com menos de 18 anos. No entanto, o Ministério Público conseguiu autorização da Vara Criminal da comarca para divulgação do nome do investigado, para que outras possíveis vítimas possam denunciar. Veja ao final da reportagem os canais para registro de denúncias sobre o caso.

Flúvio atuava no Clube de Desbravadores, grupo voltado ao público infantojuvenil — Foto: Redes Sociais

Flúvio atuava no Clube de Desbravadores, grupo voltado ao público infantojuvenil — Foto: Redes Sociais

 

Conforme o promotor, o homem respondia em liberdade, mas teve a prisão decretada porque a Justiça entendeu que houve risco à ordem pública e dificuldade para intimá-lo durante o processo penal.

"Se trata de alguém que vem praticando esse tipo de ato há mais de 10 anos. É um modo de operar, um jeito próprio dele. Não é um abuso que aconteceu por uma oportunidade, por uma criança que estava em situação de risco. Trata-se, na verdade, de um verdadeiro predador sexual, que procura crianças, procura situações para praticar esses abusos", detalha o promotor.

O g1 tenta identificar a defesa do investigado. A Igreja Adventista do Sétimo Dia informou por meio de nota que o Flúvio não é mais membro da igreja desde fevereiro de 2022 e disse que repudia qualquer forma de violência ou abuso. Veja a íntegra da nota abaixo.

 
 

Vítimas podem fazer denúncias

Por envolver crianças e adolescentes, o processo tramita sob sigilo. Porém, diante da possibilidade de mais vítimas, o Ministério Público solicitou autorização para divulgar o nome do suspeito, o que foi autorizado pela Vara Criminal da comarca de Fazenda Rio Grande.

O órgão pediu a colaboração de pessoas que possuam informações ou queiram apresentar denúncias contra Flúvio Cosme Adão.

Pessoas que tenham sofrido qualquer tipo de abuso por parte do investigado, bem como aquelas que tenham conhecimento de possíveis vítimas, devem entrar em contato com a Delegacia de Polícia de Fazenda Rio Grande ou com a 4ª Promotoria de Justiça do município.

O Ministério Público destaca que é garantido o sigilo absoluto das informações, assim como o anonimato do denunciante.

As denúncias à Promotoria de Justiça podem ser realizadas por meio do WhatsApp, pelo número (41) 3627-2116, por e-mail, no endereço Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou presencialmente na Rua Inglaterra, 545, Bairro Nações.

As informações também podem ser encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Fazenda Rio Grande, localizada na Rua Tenente Sandro Luiz Kampa, 114, Bairro Pioneiros.

 

O que dizem os citados?

O g1 não conseguiu contato com a defesa de Flúvio Cosme Adão. O espaço está aberto para manifestação.

A igreja da qual o investigado era membro afirmou que colabora com as investigações e destacou que Flúvio não faz mais parte da instituição desde 2022. Leia abaixo a íntegra da nota:

"A Igreja Adventista do Sétimo Dia esclarece que o indivíduo citado na reportagem não é mais membro desta denominação desde 15 de fevereiro de 2022.

Reafirmamos que a Igreja Adventista repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Manifestamos nossa solidariedade às vítimas e suas famílias, e reiteramos o compromisso da nossa comunidade com os valores cristãos de respeito, dignidade e cuidado com todos, especialmente com crianças e adolescentes."

 

 

 

 

POr - G1

Adolescente capota caminhonete carregada com mais de 1 tonelada de maconha no Paraná

Um adolescente de 16 anos foi apreendido após capotar uma caminhonete carregada com mais de uma tonelada de maconha na área rural de Verê, no sudoeste do Paraná, manhã de domingo (15).

Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o veículo tinha registro de furto na cidade de Não-Me-Toque (RS) e circulava com placas clonadas, que pertenciam a outro automóvel da mesma marca e modelo.

Dentro da caminhonete, foram encontrados 1.048 quilos de maconha, conforme a corporação. O jovem recebeu atendimento médico e foi levado ao Hospital Regional de Francisco Beltrão.

O veículo foi recuperado, e a droga encaminhada à delegacia de Dois Vizinhos.

 
 

Adolescente capota caminhonete carregada com mais de 1 tonelada de maconha no Paraná — Foto: PMPR

 

Adolescente capota caminhonete carregada com mais de 1 tonelada de maconha no Paraná — Foto: PMPR

 

 

 

 

 

por G1

A febre da proteína: quando a busca pelo corpo perfeito pode até virar um transplante de rim

A busca pelo corpo perfeito movimenta academias, influencia dietas e impulsiona a venda de produtos que prometem resultados rápidos, com a palavra "proteína" sendo a mais repetida neles.

Ela virou atrativo de venda: aparece em leites, pães, iogurtes, barras, biscoitos e até bolos. A reportagem do Fantástico buscou especialistas que apontaram o consumo exagerado desse nutriente pode até aumentar o peso da pessoa.

 "Se a gente consome proteína em excesso, a gente não vai aproveitar essa proteína para finalidade dela, que seria a constituição corporal, formação de massa muscular. Isso vai ser armazenado de alguma forma no organismo e pode virar gordura corporal", aponta a nutricionista Lara Natacci.

Especialistas ouvidos pela reportagem explicaram que a proteína é essencial para o funcionamento do organismo. Ela forma músculos, tecidos e participa da produção de hormônios e enzimas. Apesar disso, a recomendação diária varia conforme o perfil de cada pessoa, e o excesso pode prejudicar a saúde.

Hoje, há divergências entre orientações internacionais: enquanto a nova pirâmide alimentar dos Estados Unidos sugere aumentar a ingestão de proteína animal, a Organização Mundial da Saúde indica uma quantidade menor.

 "Ela está orientando a 50% a mais proteína do que a Organização Mundial da Saúde. Os Estados Unidos recomendam 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo. A Organização Mundial da Saúde, 0,8 até 1.2 gramas", explica a nutricionista e pesquisadora da USP, Sophie Deram.

Nutricionistas lembram que nem sempre essas diretrizes estrangeiras fazem sentido para a alimentação do brasileiro. Idosos, pessoas em tratamento para ganho de massa muscular ou quem está em dietas de emagrecimento podem precisar de mais proteína.

Mas, para a maioria da população, a recomendação básica segue em torno de 1 grama por quilo de peso por dia — distribuída ao longo das refeições, e não acumulada em um único prato.

 "Um mito: “quanto mais proteína, mais músculo”. "Depende do que você come e de quanto você malha, né? Não é consumindo, se entupindo de proteína que você vai ganhar músculo", diz Sophie.

O corpo só aproveita uma parte do que consumimos por refeição — cerca de 25 a 30 gramas. O que excede essa capacidade pode acabar sendo armazenado pelo organismo em forma de gordura.

É por isso que algumas pessoas que comem grandes quantidades de proteína para emagrecer podem, na verdade, engordar.

O risco aumenta para quem já tem alguma predisposição a doenças renais. Para pessoas com função renal comprometida, dietas hiperproteicas podem acelerar a perda de funcionamento dos rins. E o grande problema é que a maioria não sabe que tem essa condição, já que os sintomas aparecem apenas quando a doença está avançada.

Dois exames simples — creatinina e urina — poderiam detectar alterações precocemente.

A reportagem também contou a história do ex-atleta Tiago Guzoni, de 30 anos, que decidiu aumentar drasticamente a ingestão de proteína para ganhar massa muscular.

 "A minha dieta às vezes se baseava muito por proteína. Quando eu não conseguia bater os macros do dia, os macronutrientes. Então eu aumentava essa proteína ou com hipercalórico, jogando um shake, fazendo com algumas coisas de proteína, ou ao mesmo tempo comendo bastante mesmo de proteína, é filé de frango, carne, peixe e outras coisas", diz Tiago.

Ele evitava anabolizantes e apostava na comida e nos suplementos para alcançar os resultados. Após dois anos seguindo essa rotina, começou a sentir dores de cabeça fortes durante os treinos.

 "E foi esse endócrino que falou que o meu rim já estava com problema e já estava com 50% de funcionamento", revelou o ex-atleta.

Tiago passou oito meses fazendo hemodiálise e, em 2024, precisou de um transplante de rim. Só depois disso descobriu que o problema havia sido identificado tardiamente. Hoje, com acompanhamento nutricional, ele mantém uma dieta equilibrada e controla a ingestão de proteínas e carboidratos — uma mudança de rotina que, segundo ele, trouxe mais consciência sobre o próprio corpo e sobre os exageros do passado.

A reportagem também visitou um laboratório da USP para mostrar como funciona a produção do whey protein. O pó, feito a partir do soro do leite, passa por um processo rápido de secagem que preserva o valor nutricional. Apesar disso, raramente é consumido puro: a indústria costuma adicionar adoçantes, aromatizantes e espessantes. Mesmo assim, especialistas afirmam que o suplemento não é considerado ultraprocessado.

Para entender o que compensa mais — comida ou produtos industrializados com proteína extra — nutricionistas compararam barrinhas, whey e cookies com alimentos comuns, como ovos, frango e feijão. Do ponto de vista proteico, muitos produtos se equivalem aos alimentos naturais.

 "Uma barrinha de proteínas tem em torno de 12 a 15 gramas de proteína. Um ovo tem 6,5 gramas de proteínas. Então a gente tem dois ovos com 13 gramas de proteínas", diz Filipe Bragança, conselheiro da BrasNutri.

Mas, nutricionalmente, os alimentos in natura oferecem vitaminas, minerais e fibras, enquanto os industrializados tendem a ter mais gordura saturada e menos nutrientes.

"A barrinha de proteína, ela vem com gordura saturada. Muitas delas tem bastante gordura saturada, então não é interessante a gente consumir frequentemente", revela Filipe.

Apesar da explosão de produtos proteicos, os especialistas insistem em um ponto: comida de verdade costuma ser suficiente para suprir as necessidades diárias de proteína.

 "Se a gente comer comida mesmo, né, um prato que tem arroz, feijão, carne, salada, a gente vai conseguir atingir a necessidade de proteína e não precisa de suplemento", diz Lara.

Por - G1
O que diz a Polícia Civil sobre desaparecimento de bebê de 1 mês em Cascavel

A Polícia Civil do Paraná falou nesta manhã de segunda-feira (16) sobre o desaparecimento de um bebê em Cascavel, no Oeste do Paraná. Conforme informado, a situação não configurou sequestro.

Após contato da equipe policial com familiares do pai da criança, ele se apresentou na delegacia, com a criança, dizendo que, após um desentendimento com a esposa, saiu da casa levando a criança.

A Polícia Civil afirmou que segundo informações do pai e familiares, a criança não é alimentada por leite materno e que ele se apresentou após ver o nome vinculado a caso de sequestro e deu a versão acerca dos fatos, que será apurado pela Delegacia da Mulher

Ainda não há informações se o Conselho Tutelar acompanha o caso, mas segundo a PCPR,  foi observado que a criança está bem. Já com relação à guarda da criança, foi orientado a buscar assistência jurídica.

A Delegacia da Mulher informou que a mãe da criança será intimada para que compareça com a maior brevidade possível, para que preste declarações sobre as agressões sofridas, oportunidade em que serão oferecidas medidas protetivas de urgência.

Conforme informado, outros detalhes, não serão divulgados.

 

 

 

 

 

Por - Catve

 Como funciona o radar com IA que aplicou 20 mil multas em 5 meses no Brasil

Você, que está pensando em viajar no Carnaval para aproveitar o feriado prolongado, deve se atentar aos novos radares com Inteligência Artificial (IA) presente em algumas rodovias do País, como nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Os novos equipamentos possuem câmera 4K e sensores que trabalham junto com IA para identificar uma série de infrações.

A IA usada nos novos radares inteligentes foi treinada para identificar uma série de padrões de infrações cometidas por motoristas e passageiros, como a falta do uso do cinto de segurança (inclusive no banco traseiro), o uso do celular ao volante, braço ou qualquer outra parte do corpo para fora do veículo e o transporte de crianças de forma incorreta, como no banco dianteiro ou no banco traseiro sem a cadeirinha adequada.

 

Atualmente, um trecho da Rodovia Anhanguera, em Ribeirão Preto (SP), e uma parte da Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros, em Mogi Mirim (SP), conhecida popularmente como Campinas-Mogi, contam com os radares inteligentes que foram instalados pelas concessionárias Arteris e Renovias, responsáveis pela administração das rodovias, respectivamente.

Em reportagem divulgada pelo programa Fantástico, da Globo, no começo de janeiro, o volume de infrações registradas apenas por uma câmera que monitora todas as faixas da Anhanguera chamou a atenção: foram mais de 20 mil. Não usar o cinto de segurança apareceu em primeiro lugar, com 17 mil registros, seguida pelo uso de celular ao volante, com 3 mil. Os dados levantados consideram apenas o período de julho a novembro do ano passado.

 
Carro passando por radar de velocidade em rodovia no Brasil — Foto: Getty Images
Carro passando por radar de velocidade em rodovia no Brasil — Foto: Getty Images
 

Na rodovia Campinas-Mogi, administrada pela Renovias, a tecnologia está presente desde 2023 e foi aprimorada ao longo dos anos. Em 2025, o radar com IA identificou mais de 6 mil motoristas ou passageiros rodando sem cinto de segurança, e mais de 1,5 mil condutores usando o celular enquanto dirigem.

Os números registrados são altos, mas, de acordo com Ana Caetano, gerente de operações da Arteris, que participou da reportagem do Fantástico, desde a instalação do radar com IA na Anhanguera, houve uma redução de 30% nos acidentes onde o trecho é monitorado. A representante da concessionária analisa que esse recuo é reflexo da tecnologia, pois as pessoas sabem que podem ser multadas e, com isso, ficam mais atentas.

Uso de celular ao volante foi a segunda infração mais flagrada pelo novo radar com IA — Foto: Getty ImagesUso de celular ao volante foi a segunda infração mais flagrada pelo novo radar com IA — Foto: Getty Images

 

Em Minas Gerais, algumas rodovias também contam com radares equipados com IA desde o ano passado. É o caso de um trecho da BR-365, entre Uberlândia e Patrocínio, com as mesmas funções dos equipamentos instalados nas estradas paulistas. A tecnologia avançou no começo de 2026 para outras regiões do Estado, como o Sul de Minas, com monitoramento nas rodovias MG-290, BR-459 e LMG-877.

Esse tipo de tecnologia deve se tornar cada vez mais presente nas rodovias brasileiras, já que o sistema se mostrou eficiente, reduzindo o número de acidentes e educando os motoristas, ainda que o método de prevenção seja aplicado diretamente na conta bancária.

Radar inteligente também monitora infrações dentro das cidades — Foto: Reprodução
Radar inteligente também monitora infrações dentro das cidades — Foto: Reprodução

Atualmente, diversos estados possuem câmeras e radares inteligentes em suas rodovias, seja em fase de testes ou já em operação, com maior presença no Sul e Sudeste, mas o sistema já avançou para outras regiões como Centro-Oeste, Norte e Nordeste, identificando também veículos roubados e com documentação atrasada.

Vale lembrar que a tecnologia usada é capaz de monitorar veículos em velocidades de até 300 km/h e funcionam tanto de dia quanto de noite, sem interferência por reflexos do Sol nos veículos ou por falta de iluminação.

 

Radar Inteligente dentro das cidades

Grandes cidades do país também contam com radares inteligentes, como São Paulo, com monitoramento que vai além da velocidade dos veículos. Nesse caso, infrações como trafegar em faixa e corredor exclusivo de ônibus, usar o celular ao volante e não usar o cinto de segurança são algumas das infrações passíveis de monitoramento.

 

 

 

 

 

Por - G1

 Pobreza afeta desenvolvimento de bebês desde 6 meses, mostra pesquisa

Bebês em lares pobres têm prejuízos no desenvolvimento motor. A constatação é de estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que relacionou a variedade de movimentos dos pequenos com as condições de vida. O resultado foi publicado na revista cientifica Acta Psychologica, no início de fevereiro.

Ao companhar 88 bebês no interior de São Paulo, o estudo mostrou que, desde os seis meses, é possível observar atrasos naqueles que vivem na pobreza. Eles só conseguiam agarrar objetos, virar e sentar mais tarde do que os demais que viviam em melhores condições socioeconômicas.

"A principal constatação da pesquisa é que, esses bebês, aos seis meses, apresentam menor desenvolvimento motor, ou seja, têm um repertório menor de movimento", explicou a autora, Caroline Fioroni Ribeiro da Silva.

Segundo ela, eles variam menos os movimentos na hora de sentar, de pegar um brinquedo, às vezes, nem conseguem. O trabalho de Caroline contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A investigação acende uma alerta porque, segundo estudos já existentes, atrasos no desenvolvimento infantil podem produzir crianças que aprendem menos.

"A literatura indica que, pela falta de recursos e de estímulo aos bebês, podem ocorrer prejuízos na vida escolar, como déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos de coordenação", disse Carolina, que é fisioterapeuta. Ela pondera, no entanto, que mais estudos são necessários para comprovar a relação.

Por outro lado, a pesquisa da UFSCar revelou que a reversão dos atrasos motores pode ocorrer rápido, com estímulos certos. Aos oito meses, bebês avaliados já não tinham problemas significativos. A melhora é atribuída, principalmente, ao engajamento das mães, que reproduziram exercícios simples, como colocar a criança de barriga para baixo (tummy time), usaram papel amassado como brinquedo, conversaram ou cantaram para o bebê.  

"Quando conversamos com o bebê, ele tem a oportunidade de observar os movimentos que a gente faz; quando está de barriga para baixo, está livre para se movimentar e explorar movimento, assim como quando brinca com um papel de presente, que é chamativo  [pelo barulho e textura]", explicou a fisioterapeuta. "Não são necessários brinquedos caros, apenas orientação", completou.

Nas visitas às famílias, a pesquisadora conta que era estimulada a interação entre a mãe e bebê. "Falávamos muito para fazerem leitura de livros, cantar, conversar e colocar o bebê de barriga para baixo", revelou . O chão é o espaço mais seguro para o bebê, porque não tem perigo de ele cair e pode explorar os movimentos, lembrou..

Rio de Janeiro (RJ), 16/02/2026 - Foto feita em 21/08/2023 – A família do bebê Murillo Luiz Martins, sua irmã Maria Helena Martins, os pais Patrick Rodrigues Viana e Danielly Martins durante atendimento para vacinação em residência, em Irajá, na zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A família do bebê Murillo Luiz Martins, sua irmã Maria Helena Martins, os pais Patrick Rodrigues Viana e Danielly Martins durante atendimento para vacinação em residência - Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

Os momentos em que os bebês ficam de bruços sobre uma superfície segura, com supervisão, servem para fortalecer os músculos da cabeça, pescoço, ombros, costas e braços e prepará-los para movimentos mais complexos. Com esse exercício, é possível também desenvolver a coordenação, fazendo com o que ele possa rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé no tempo certo.

A pesquisadora destacou que a maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia estimular os filhos. Nesses casos, ajuda especializada, com visitas de agentes de saúde e fisioterapeutas, são determinantes, afirmou.

"Como não é possível eliminar a pobreza ou a gravidez na adolescência, eu recomendaria visitas de profissionais de saúde para orientar sobre os estímulos nessa fase da vida".

Nas casas mais pobres, a pesquisa constatou que os bebês passavam mais tempo presos em carrinhos ou contidos e tinham menos oportunidades de explorar o ambiente. Isso ocorria, na maioria das vezes, por falta de espaço.

A presença de mais adultos no mesmo domicílio, em vez de estimular os bebês, também foi apontada como fator negativo. A pesquisa levantou a hipótese de esses lares serem mais "caóticos", com menos espaços seguros ou  oportunidades para os bebês se movimentarem.

Brasília (DF), 16/02/2026 - Lorrane Paiva partcipa com seu bebê do mamaço” em plena estação de metrô de Samambaia, como forma de superação ao que ainda resta de preconceito contra um gesto natural. O ato também servirá de abertura para a campanha Incentive a Vida.( Elza Fiuza/Agência Brasil)
 Lorrane Paiva participa, com seu bebê, do "mamaço” em plena estação de metrô de Samambaia, em Brasília - Foto Elza Fiuza/Agência Brasil

A presença de pais ou mães no mesmo endereço esteve associada a melhores resultados, ao lado da maior escolaridade materna.

"Os responsáveis solo acabam mais sobrecarregados e com menos tempo para brincar e estimular o bebê", analisou Caroline. "Então, o fato de ter outra pessoa amparando ajuda muito no desenvolvimento".

Entre outros fatores que contribuem para o desenvolvimento dos pequenos está o uso de brinquedos que estimulam a motricidade fina, mesmo aqueles improvisados e mais econômicos, como chocalhos - que podem ser confeccionados de grãos de arroz ou feijão e garrafas pet.

Cerca de 400 milhões de crianças vivem na pobreza em todo mundo, segundo o relatório “Situação Mundial das Crianças 2025: Erradicar a Pobreza Infantil – Nosso Dever Comum”, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em novembro de 2025. Eles estão submetidos a severas privações para saúde, desenvolvimento e bem-estar.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Paraná Competitivo: viaturas 100% produzidas no Estado refletem ciclo virtuoso de investimentos

A entrega 191 viaturas às polícias Militar, Civil e Científica sintetiza o poder do ciclo virtuoso do Paraná Competitivo. Os veículos entregues entre janeiro e fevereiro são os primeiros 100% produzidos no Estado a partir da parceria da empresa Raytec com o programa de incentivo fiscal. E o resultado é, além de mais agilidade nas entregas, é a consolidação de um ciclo no qual os investimentos em segurança se convertem em impostos que vão voltar aos cofres estaduais e se transformam em novos investimentos.

Criado em 2011 com o objetivo de tornar o Estado mais atrativo para novos empreendimentos, o programa oferece incentivos e benefícios fiscais para empresas que desejam se instalar ou expandir operações no Paraná. Com isso, estimula a geração de empregos ao mesmo tempo em que fortalece a economia estadual como um todo.

E o caso da Raytec resume bem esse ciclo virtuoso. A empresa especializada na adaptação de veículos para viaturas e ambulâncias se enquadrou no programa com a instalação de uma nova fábrica em São José dos Pinhais,na Região Metropolitana de Curitiba, inaugurada no último mês de junho com investimento de cerca de R$ 20 milhões. E os primeiros frutos dessa parceria já começam a aparecer.

A companhia entregou na última quarta-feira (10) 40 novas viaturas para a Polícia Militar inteiramente produzidas em território paranaense em conjunto com a Renault — que também está enquadrada no Paraná Competitivo. Em janeiro, já haviam sido entregues 125 unidades para a Polícia Civil e outras 26 para a Polícia Científica.

“Com a instalação da Raytec no Paraná, os impostos gerados pela venda desses veículos ao Governo do Estado ficam dentro do próprio Paraná, deixando de ir para outros estados, como acontecia antes”, explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “Agora, o tributo circula e retorna para os cofres do próprio Paraná”.

É por isso que a entrega dessas primeiras viaturas é tão simbólica, como ressalta o gestor do programa e diretor do Centro de Assuntos Econômicos e Tributários (CAET) da Sefa, Francisco Inocêncio. “Elas mostram como, graças ao Paraná Competitivo, o investimento pode se tornar cíclico, gerando mais recursos que serão novamente aplicados em prol do cidadão”, aponta. “É algo que só foi possível graças ao Paraná Competitivo”.

De acordo com o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a entrega das viaturas reforça a capacidade de resposta das forças de segurança em todo o Paraná. “Quando o investimento público se conecta com a geração de emprego e produção local, quem ganha é o cidadão, com mais agilidade no atendimento e mais presença das forças de segurança nas ruas. Esse é o tipo de resultado que faz diferença no dia a dia da população”, afirma.

RECORDES – O Paraná Competitivo alcançou o melhor resultado de sua história em 2025, com a atração de R$ 15 bilhões em investimentos privados para o Estado — valor 8% superior aos R$ 13,8 bilhões registrados em 2024. 

Ao todo, foram 136 contratos de parceria para implantação e ampliação de parques industriais em 49 municípios do Estado. De acordo com estimativas da AEET, a previsão é de que esses empreendimentos gerem cerca de 21,9 mil empregos diretos.

E o ciclo virtuoso do Paraná Competitivo não se resume apenas ao aumento na arrecadação tributária, mas nas contrapartidas que as empresas enquadradas oferecem como compensação pelo benefício fiscal recebido. Em 2025, esses reinvestimentos ultrapassaram a marca de R$ 174 milhões aplicados em projetos de impacto social, por meio de ações relacionadas nas áreas da cidadania, desenvolvimento social, saúde, educação, esporte, trabalho, meio ambiente e cultura — o maior valor da história do programa.

 

 

 

 

Por - AEN

 Secretaria da Saúde reforça orientações sobre onde buscar ajuda na rede pública no Paraná

Saber onde procurar atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos fatores que contribuem para a agilidade no cuidado e para o bom funcionamento da rede pública. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), reforça a importância de a população compreender o fluxo de atendimento e o papel de cada nível de assistência.

Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Unidade Mista de Saúde (UMS), Pronto Atendimento Municipal (PAM), hospital, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) – saber onde buscar assistência evita deslocamentos desnecessários, reduz filas e garante que cada pessoa receba o cuidado adequado em tempo oportuno. 

No Paraná, a organização dos serviços segue uma lógica integrada de atenção, que acompanha o cidadão em diferentes fases da vida e conforme a necessidade clínica apresentada.

REDE – O SUS é organizado em Redes de Atenção à Saúde (RAS), que conectam aos serviços específicos. Cada serviço tem uma função, mas todos atuam de forma articulada. No centro dessa organização está a Atenção Primária à Saúde (APS), responsável por coordenar o cuidado e orientar o acesso aos demais níveis do sistema. Diariamente, milhões de paranaenses, em todas as regiões do Estado, utilizam desses serviços. Em 2025, o Paraná encerrou com mais de 30.887.464 atendimentos individuais e 3.478.277 atendimentos odontológicos na APS.

ATENDIMENTO PRÓXIMO – Para demandas do dia a dia e acompanhamento contínuo da saúde, a população deve buscar as Unidades Básicas de Saúde (UBS). São 2.708, indicadas para consultas de rotina, acompanhamento de crianças, gestantes, idosos, controle de doenças crônicas, vacinação, pré-natal, atendimentos de enfermagem e ações de prevenção e promoção da saúde. Sempre que possível, a UBS deve ser o primeiro local procurado, por isso é chamada de “porta de entrada do SUS”.

As Unidades Mistas de Saúde (UMS) e os Prontos Atendimentos Municipais (PAM) também realizam atendimentos clínicos e de urgência de menor gravidade, funcionando como pontos intermediários de assistência conforme a organização de cada município.

Pioneiros no Estado, objetivam descentralizar os atendimentos dos grandes centros para estruturas menores e resolutivas, fortalecendo a proposta do Governo do Estado de levar os serviços para mais próximo da casa dos paranaenses. Os projetos foram construídos pelo governo estadual e as liberações de recursos acontecem mediante convênio com as prefeituras.

PAM – Esse tipo de unidade é destinado ao atendimento de urgências e emergências de menor complexidade, geralmente em funcionamento contínuo ou por período estendido. Atende situações que demandam rapidez, mas não configuram emergência hospitalar.

Em dezembro foi inaugurado o primeiro no Estado nessa modalidade, com um investimento de R$ 5,9 milhões. O PAM de Paraíso do Norte integra um conjunto de 52 obras de PAMs em diferentes fases no Paraná. Além desta, duas outras unidades já estão concluídas, nos municípios de Bela Vista do Paraíso e Astorga, enquanto 21 obras seguem em andamento, com avanço superior a 90% em Curiúva, Reserva e Pontal do Paraná.

UNIDADES MISTAS DE SAÚDE – Reúnem atendimentos básicos e de urgência em um mesmo local. Além de consultas e procedimentos da atenção básica, também presta atendimento a casos agudos, funcionando como uma alternativa para municípios que concentram diferentes tipos de cuidado em uma única estrutura.

A primeira UMS do Paraná está localizada em Maria Helena, no Noroeste, e foi inaugurada em 15 de agosto. Outras nove já estão em construção. Na região Oeste, em Quatro Pontes, as obras estão quase finalizadas, com mais de 90% de execução. No total, 11 municípios terão esse tipo de serviço.

UPA – A UPA atende situações de urgência e emergência que necessitam de avaliação imediata, mas que nem sempre exigem internação hospitalar. Funciona 24 horas por dia e recebe pacientes com quadros como dor intensa, febre alta, falta de ar, fraturas, crises clínicas ou outros agravos que não podem aguardar atendimento eletivo.

HOSPITAIS – Os hospitais são responsáveis pelos atendimentos de média e alta complexidade, como internações, cirurgias, exames especializados e cuidados intensivos. O acesso ocorre de forma organizada, por meio de encaminhamento e regulação, garantindo que os casos mais graves recebam atendimento prioritário.

SAMU – O Samu deve ser acionado em situações graves e emergenciais, quando há risco imediato à vida, como acidentes graves, suspeita de infarto, AVC, paradas cardiorrespiratórias ou outras ocorrências que exigem atendimento rápido no local. O serviço realiza os primeiros cuidados e encaminha o paciente à unidade adequada. O acionamento é feito pelo telefone 192.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN