Cliente da Sanepar pode receber avisos sobre abastecimento de água no imóvel por SMS

Clientes com o número de telefone celular atualizado no cadastro da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) podem receber, por mensagem direta, informação sobre o abastecimento de água no seu imóvel. Os avisos são enviados quando aquele bairro ou cidade está com a distribuição de água comprometida, seja por interrupções programadas ou emergenciais, dependendo da área de abrangência e do tempo previsto para a normalização do abastecimento.

“A Sanepar possui o serviço de disparo de mensagens de texto curtas (SMS) diretamente ao número de telefone informado pelo cliente no seu cadastro junto à Companhia. É mais uma ferramenta que o cidadão tem para saber se está havendo ou quando haverá desabastecimento na sua rua ou no seu bairro", destaca o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

Por SMS são enviados, ainda, avisos de débitos e outros informes. “Mas, de modo algum, o cliente vai receber cobrança ou qualquer pedido de informação, como informações pessoais ou do imóvel”, esclarece Bley.

O SMS é um sistema de envio de mensagens de texto curtas (até 160 caracteres) diretamente entre números de telefone, utilizando a rede celular, e não a internet. Essencial para comunicações rápidas, códigos de verificação e alertas, o SMS já vem disponível de fábrica nos smartphones, por meio de aplicativo "Mensagens" de qualquer celular Android ou iOS.

Para receber os avisos da Sanepar por SMS, o cliente precisa informar e manter atualizado seu número de telefone celular no cadastro que possui junto à Sanepar. A atualização pode ser feita pelo Portal Minha Sanepar ou no Aplicativo da Sanepar. Também pode fazer a atualização pelos canais virtuais de atendimento, como o telefone 0800 200 0115 e o WhatsApp (41) 99544-0115 ou, ainda, pessoalmente nas Centrais de Relacionamento. Consulte AQUI o endereço da Central em sua localidade.

FAÇA VOCÊ MESMO – O próprio cliente pode incluir ou atualizar seu número de celular no aplicativo Minha Sanepar. Basta clicar em “Atualização Cadastral”, informar o número e marcar Sim na opção "Autorizo envio de SMS".

“Essa forma de atualização é a mais fácil e rápida, pois o cliente mesmo inclui ou altera o número de telefone quando quiser. E o acesso ao aplicativo Minha Sanepar está mais facilitado: não é mais feito pelo cadastro Gov.br, e sim pela Central de Segurança – mesmo método usado para acessar os serviços do Detran, por exemplo”, explica o coordenador de Teleatendimento da Sanepar, Marcio Grevinski Junior.

Segundo ele, cerca de 75% dos imóveis atendidos pela Sanepar informam um número de telefone celular no cadastro junto à Companhia. “Mas, muitas vezes, o titular da fatura é outro, o número de telefone muda, o imóvel é alugado e o locatário não informa o número de celular no cadastro. Por isso, é preciso estar atento e manter os dados atualizados”, comenta Grevinski.

Desde o lançamento da nova versão do Minha Sanepar, em setembro de 2025, foram feitos mais de 700 mil downloads do aplicativo. “É um número expressivo para uma prestadora de serviço público. Se considerarmos que a Sanepar está presente em mais de 3 milhões de imóveis paranaenses, percebemos que este número poderia ser bem maior”, diz.

“Muitos clientes ainda não têm o aplicativo em seus smartphones e, assim, também não têm a comodidade de consultar e solicitar vários serviços de forma muito mais fácil e rápida pelo Minha Sanepar, como o recebimento de mensagem avisando sobre interrupções no abastecimento”, reforça o coordenador.

QUANDO E POR QUE FALTA ÁGUA – Em todo o Paraná a Sanepar gerencia uma estrutura gigantesca responsável por captar, tratar, reservar e distribuir água a mais de 11 milhões de pessoas em 345 municípios, além de Porto União, em Santa Catarina. Uma estrutura que abrange cerca de 64 mil quilômetros de redes de distribuição de água proveniente de 168 estações de tratamento e 1.219 poços, além de uma robusta infraestrutura de sistemas de bombeamento nas captações em rios, poços, estações de tratamento, estações elevatórias de água e reservatórios.

“Diante desta complexidade, é natural que ocorra a necessidade de interrupções no fornecimento de água para ajustes operacionais em equipamentos, manutenções corretivas e preventivas nas redes, sem falar nas paralisações de abastecimento por motivos que fogem do controle da Companhia – como quedas de energia e rompimentos de redes causados por terceiros”, explica Bley.

“Por isso, neste momento, em algum lugar das centenas de sistemas que a Sanepar opera, pode estar ocorrendo uma manutenção ou obra que demande interromper o fornecimento de água para que o serviço seja feito”, acrescenta.

AVISOS – As interrupções no fornecimento de água, chamadas pelas equipes da Sanepar de paradas de abastecimento, podem ser emergenciais ou programadas. As paradas programadas são avisadas com antecedência e as emergenciais informadas após o imprevisto ser identificado e a equipe iniciar o trabalho de manutenção. Além de serem enviadas por SMS, as informações estão disponíveis nos canais oficiais de atendimento (confira abaixo) e, de acordo com a abrangência da paralisação, podem também ser divulgadas no site da Sanepar, no menu "Está sem água?".

Nesse mesmo menu, ao descer a página do site, tanto no computador quanto no smartphone, o cliente encontrará a opção "Consulte se há parada de abastecimento no seu endereço", seguida de um mapa. Ali, o cliente preenche o campo em branco com nome da rua, número predial e município para consultar se há registro de interrupção de abastecimento – programada ou emergencial – para seu imóvel.

O presidente da Companhia reforça um pedido que é feito com frequência pela Sanepar, e que segue as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas: que os clientes tenham caixa-d'água com capacidade para atender os moradores do imóvel por pelo menos 24 horas – para uma família de quatro pessoas, por exemplo, o reservatório precisa ser de, no mínimo, 500 litros.

“A ABNT tem esta orientação e nós sempre a repetimos, porque é importante e garante que, diante da necessidade de conserto, obra ou serviço que exija a interrupção no fornecimento de água, o cliente não fique totalmente sem água no seu imóvel”, enfatiza Bley.

Canais oficiais de atendimento ao cliente da Sanepar:

- WhatsApp (41) 99544-0115

- Site https://site.sanepar.com.br/servicos

- E-mail da Sanepar e Centrais de Relacionamento – https://www.sanepar.com.br/pontos-de-atendimento: no site, o cliente consulta qual o e-mail da Sanepar em sua cidade, os endereços das Centrais de Relacionamento e os horários de atendimento

- Aplicativo Minha Sanepar

- Telefone 0800 200 0115: funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, e a ligação é gratuita

 

 

 

 

 

Por- AEN

 Paraná tem a menor taxa de recusa para doação de órgãos do Brasil

O Paraná se consolidou como o estado com a menor taxa de recusa familiar para doações de órgãos com o fortalecimento estratégico e contínuo do Sistema Estadual de Transplantes. 

Ao lado de Santa Catarina, o Paraná mantém um índice de 30%, em contrapartida ao índice nacional que é de 45% na recusa familiar para a doação de órgãos, de acordo com o último Registro Brasileiro de Transplantes (RBT).

Uma das beneficiadas com a doação foi Mariana Chuch, que aprendeu desde muito cedo o significado da palavra “sobrevivência”. Transplantada de coração há quase um ano, ela faz parte de um grupo de pacientes que encontrou na doação de órgãos a alegria de voltar a ter uma vida saudável e repleta de sonhos e planos. Aos 17 anos, está cursando o terceiro ano do Ensino Médio, com foco em prestar vestibular para Psicologia, carreira inspirada pela mãe.

“Estou pronta para viver plenamente todas as oportunidades que vierem pela frente”, afirma com alegria. Mas a trajetória até a recuperação total foi longa.

O diagnóstico de miocardiopatia dilatada no ventrículo esquerdo veio cedo, aos sete dias de vida, dando início a uma longa batalha por sua saúde. Entre idas e vindas aos hospitais, manteve-se bem com a medicação, mas após um AVC no ano passado, seguido de uma trombose na veia ilíaca, o coração descompensou e a indicação de transplante foi imediata. Um mês após à internação, veio a boa notícia de um coração compatível.

“Enfrentei o centro cirúrgico com uma mistura de medo e esperança, acreditando firmemente na vida apesar dos riscos elevados do procedimento”, relembra. A recuperação após a cirurgia exigiu um mês de internação, adaptação aos medicamentos e reajustes à nova condição. Hoje, totalmente recuperada, quer apenas seguir em frente.

A condição de Mariana é genética; o irmão, Henrique, de 11 anos, e a mãe, Sibele Chuch, também compartilham o diagnóstico. Para ela e o marido, Adriano Chuch, a jornada pela saúde dos filhos sempre foi guiada por uma rigorosa rotina médica e um profundo exercício de espiritualidade. “Sempre tivemos a convicção, por meio da nossa fé, de que o amparo viria na hora certa”, relembra a mãe.

Desde o diagnóstico de Mariana, Sibele conta que nunca permitiu que a filha se sentisse incapaz ou fosse rotulada como doente, independentemente do ambiente. A mesma postura foi adotada com o filho, visando proporcionar uma infância tão plena quanto possível. “Acreditamos que a vida não deve ser definida pela enfermidade, mas pela qualidade dos momentos vividos”. Ela ainda ressalta o imenso desejo da filha de viver. “Mariana nunca reclamou, nunca desistiu. A força dela é impressionante”, conclui.

A experiência moldou a consciência de toda a família, que hoje é composta por doadores de órgãos declarados. Com o olhar atento ao irmão, Mariana vive cada dia com gratidão, encarando seu novo coração como o recomeço de uma história de liberdade. “É uma segunda chance para quem recebe e para todos aqueles que amam esse paciente”.PARANÁ SEGUE SENDO ESTADO COM MENOR RECUSA FAMILIAR PARA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Mariana Chuch é um exemplo de superação. Foto: Arquivo Pessoal


SOLIDARIEDADE – A doação de órgãos e tecidos é um ato de solidariedade que pode beneficiar inúmeras pessoas. Um único doador pode impactar até 8 pacientes. Em 2025, foram realizados 773 transplantes, sendo 31 de coração. Nos dois primeiros meses de 2026, o número de órgãos doado foi de 123. Entre esse dado está a realização de três transplantes de coração.

No cenário nacional, os rins e as córneas lideram as estatísticas. Segundo dados preliminares da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025, o Brasil registrou a marca de 4.969 transplantes de rim e 13.366 de córnea. No Paraná, a tendência se repete. A Central Estadual de Transplantes (CET/PR), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, coordenou a viabilização de 445 transplantes de rins e 1.066 de córneas, de um total de 773 órgãos captados no Estado, alguns com apoio de aeronaves. Em 2024, o Paraná foi recordista nacional com a doação de 896 órgãos e 1247 córneas.

“O paranaense é um povo solidário por natureza, mas a qualificação das equipes que realizam a entrevista familiar e a ampliação do diálogo social sobre a importância da doação de órgãos, impactam diretamente no resultado”, diz o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Ele ainda destaca a padronização de fluxos, o monitoramento rigoroso de indicadores e uma atuação sinérgica entre a Central Estadual, as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) e a rede hospitalar. “Priorizamos um acolhimento familiar humanizado e multiprofissional, garantindo que as melhores práticas de abordagem sejam aplicadas de forma uniforme em todas as unidades de saúde”, completa.

Para a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni, declarar à família (cônjuge, pais, filhos ou irmãos maiores de idade) o desejo de ser um doador é a forma mais rápida e eficaz para contribuir com o fluxo.

“No Brasil, somente os parentes mais próximos podem liberar a captação dos órgãos, após a viabilidade comprovada pela equipe médica. Sem esse aval, é impossível. Portanto, a informação é imprescindível para que a família sinta-se segura em um momento tão delicado e que o tempo é relevante para o sucesso da ação”, orienta.

Os órgãos doados são destinados a pacientes que estão aguardando em uma lista única de espera. Esta lista é fiscalizada pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde e Centrais Estaduais de Transplantes. A seleção de um paciente que aguarda por um transplante, ocorre com base na gravidade de sua doença, tempo de espera em lista, tipo sanguíneo, compatibilidade anatômica com o órgão doado e outras informações médicas importantes.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Gugu Bueno e prefeito Ronaldo Cazella assinam ordem de serviço para recape de R$ 7 milhões em Guaraniaçu

Obra é viabilizada com apoio do Governo do Estado e atende comunidade do Belarmino, que aguardava investimento há décadas

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Gugu Bueno, e o prefeito de Guaraniaçu, Ronaldo Cazella, assinaram nesta quarta-feira (8) a ordem de serviço para o início das obras de recapeamento asfáltico na comunidade Belarmino.

O investimento ultrapassa R$ 7 milhões e foi viabilizado pelo governador Ratinho Júnior, após articulação do deputado Gugu Bueno.

A obra contempla cerca de 10 quilômetros de pavimentação e atende a uma demanda antiga da comunidade. Os trabalhos devem começar nos próximos dias, com prazo de aproximadamente 10 a 15 dias para início efetivo por parte da empresa responsável.

“É um dia muito especial do nosso mandato, um dia de realização, por poder ajudar Guaraniaçu a tirar do papel uma obra aguardada há tantos anos”, afirmou Gugu Bueno.

O deputado também ressaltou o papel do Governo do Estado na viabilização dos investimentos no interior. “Não bastaria a minha determinação, a vontade do prefeito e da equipe, se nós não tivéssemos um governador como o Ratinho Júnior, que governou o Paraná olhando para os municípios”, destacou.

O prefeito Ronaldo Cazella enfatizou que a pavimentação representa a superação de uma demanda histórica da comunidade.

“São quase 30 anos que essas estradas foram feitas e não tinham sido feitas novamente. A gente sabia da necessidade, mas não conseguia recurso para fazer um serviço bem feito”, afirmou.

Ele também agradeceu o apoio que possibilitou a obra. “Quero agradecer ao deputado Gugu, que tem feito a diferença para o município de Guaraniaçu, e ao governador Ratinho Júnior, que tem olhado para os municípios e garantido esses investimentos”, disse.

O prefeito ainda destacou que a obra só foi possível após um processo técnico rigoroso, com audiência pública na comunidade e cumprimento de exigências ambientais e legais.

O deputado Gugu Bueno também ressaltou a atuação da administração municipal. “A Prefeitura foi muito ágil na elaboração dos projetos, licitou a obra e hoje estamos dando a ordem de serviço da realização desse sonho para a comunidade”, afirmou.

Ao comentar o volume de investimentos destinados ao município, o parlamentar reforçou o momento vivido por Guaraniaçu. “É, de longe, o maior pacote de investimento da história de Guaraniaçu”, destacou.

A assinatura da ordem de serviço marca o início de uma obra aguardada há décadas pela comunidade do Belarmino e representa um avanço concreto na infraestrutura rural do município.

 

 

 

 

 

 

Por - Assessoria

 Com R$ 703,6 milhões, Paraná foi o estado que mais investiu no 1º bimestre de 2026

O Paraná foi o estado que mais investiu no primeiro bimestre de 2026 em todo o Brasil. Com R$ 703,6 milhões liquidados apenas entre os meses de janeiro e fevereiro, o Estado ficou à frente de Maranhão (R$ 684,1 milhões) e Bahia (R$ 449,1 milhões), que completam o pódio, e estados como Santa Catarina (R$ 350 milhões), São Paulo (R$ 213 milhões) Rio de Janeiro (R$ 119 milhões) e Minas Gerais (R$ 113 milhões). Os dados são da Assessoria Técnica de Economia (ATE) da Secretaria da Fazenda.

A primeira colocação em 2026 também representa um salto do Paraná em relação ao ano anterior. No primeiro bimestre de 2025, o Estado ocupava a 13ª colocação no ranking de investimentos liquidados, com um total de R$ 119 milhões no período. Os investimentos liquidados são aqueles que saíram efetivamente do papel na forma de obras, escolas e hospitais ou novos equipamentos.

Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a liderança é emblemática. “Não são apenas números. São obras sendo entregues e que mudam a vida e a realidade do cidadão. São mais viaturas, mais saúde e educação. Essa liderança nos enche de orgulho, pois representa bem o nosso compromisso com o povo paranaense”, celebra. “Em um ano, o valor cresceu quase seis vezes e alcançamos o topo do ranking nacional, superando grandes economias, como nossos vizinhos de São Paulo e Santa Catarina”.

Enquanto o Paraná teve um aumento de mais de 490% nos investimentos no bimestre em relação ao ano passado, Santa Catarina cresceu 37%, indo de R$ 255 milhões em 2025 para os atuais R$ 350,2 milhões. Já São Paulo diminuiu o volume investido em 30%, de R$ 306 milhões para R$ 213,6 milhões.a

RECORDE NO TRIMESTRE – E os bons resultados paranaenses não se limitaram apenas aos dois primeiros meses de 2026. Os investimentos realizados no trimestre também já quebraram recordes. Apenas em março, foram R$ 742 milhões, um valor que superou o total liquidado nos dois meses anteriores. Com isso, o investimento total registrado no trimestre atingiu a marca de R$ 1,44 bilhão. A cifra é 285,3% maior do que os R$ 375 milhões dos três primeiros meses de 2025.

Norberto Ortigara destaca que esse valor representa apenas uma parcela daquilo que o Estado reservou em seu orçamento para investimentos em 2026. “A Lei Orçamentária Anual 2026 prevê R$ 7,1 bilhões em investimentos ao longo de todo o ano e estamos trabalhando duro não apenas para alcançar esse total, mas para superá-lo”, conclui.

OBRAS EM ANDAMENTO – Os recursos estão sendo empregados em uma série de investimentos. Na infraestrutura, as obras vão das duplicações em concreto às trincheiras, pavimentações, terceiras faixas e Ponte de Guaratuba. Na moradia, os recursos são usados para aquisição de casas por meio do Valor de Entrada. A Secretaria da Saúde anunciou um pacote com mais de dez novos hospitais para o ano e tem centenas de obras em andamento. A Secretaria da Segurança Pública também toca novos investimentos, como as bases da Polícia de Fronteira e os novos blindados.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Estado prorroga prazo para inscrição de OSCs no Conselho de Direitos Animais

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) prorrogou até quarta-feira (15) o prazo de inscrições para o processo seletivo das Organizações da Sociedade Civil (OSC) de Proteção Animal que desejam participar da gestão 2026-2027 do Conselho Estadual de Direitos Animais (CEDA).

O órgão é responsável por auxiliar na elaboração de medidas de proteção à fauna no Paraná. Para se associarem, as entidades devem preencher um formulário, com a assinatura do responsável legal.

Além disso, é necessária a apresentação dos seguintes documentos: comprovante de inscrição da entidade no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica; ata de fundação registrada em cartório; estatuto em vigor registrado em cartório; ata de eleição e posse da atual diretoria da entidade registrada em cartório; comprovante de endereço da organização; RG e do CPF dos representantes legais da entidade; e relatório de atividades desenvolvidas nos últimos 24 meses, assinado pelo representante legal.  Os interessados devem encaminhar a documentação para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O CEDA tem como propósito subsidiar e assessorar secretarias de Estado na regulamentação e execução de ações previstas na Política Estadual de Direitos Animais. O órgão é composto por 23 membros, sendo nove representantes do Poder Público estadual e nove da sociedade civil, além de um representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Conselho Regional de Biologia (CRBio), do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

As reuniões do Conselho ocorrem a cada três meses, em encontros presenciais ou por meio de videoconferência.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45.

Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta. 

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800.

Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado.

"Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%", indicou o levantamento.

Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos.

O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina.

Regime de chuvas

O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento.

"Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor", explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe).

Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano.

"Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo". Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados.

O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026. 

"Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço", complementa o analista.  

A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos.

Salário mínimo 

O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo necessário seria de R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00.

 

 

 

 

 

 

 

Por- Agência Brasil