Nova lei amplia acesso a terapias e vacinas contra o câncer no SUS

Pacientes de todo o país terão acesso a protocolos mais ampliados de prevenção e controle do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).

A Lei nº 15.385, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (13), institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do SUS e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer.

O objetivo émodernizar o sistema e garantir acesso a inovações como terapias avançadas, vacinas e novos testes diagnósticos.

A norma foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na sexta-feira (10), quando inauguraram o Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 

O texto lista os princípios e as diretrizes relacionados à produção e à regulação sanitária de tecnologias contra o câncer no âmbito da política, tais como:

  • redução da dependência de importações;
  • estímulo à transferência de tecnologia;
  • incentivo à formação de parcerias público-privadas;
  • valorização da produção nacional;
  • capacitação tecnológica e geração de inovação.

A lei elenca também os procedimentos relacionadas à garantia do acesso universal e igualitário a vacinas, medicamentos e produtos de terapia avançada, no âmbito da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.

Entre os principais pontos estão a gratuidade, a promoção de estratégias de educação em saúde, os critérios para verificação do potencial de resposta terapêutica, além da ampliação do acesso a tratamentos inovadores.

A lei prevê ainda o fortalecimento de parcerias com universidades e centros de pesquisa e o estímulo à criação de startups de biotecnologia voltadas a vacinas e medicamentos oncológicos, além do apoio à aplicação de inteligência artificial em atividades de pesquisa e incentivo à adoção do sequenciamento genético.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Tecpar inicia projeto inédito para estudar DNA do solo do Paraná

O Paraná iniciou um projeto de agricultura regenerativa inédito no Brasil, que une biotecnologia ao manejo sustentável dos solos. Coordenado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Solo Vivo Paraná é o primeiro rastreamento microbiológico do solo realizado em escala estadual, que servirá como base para a construção de um Mapa Genético dos Solos Paranaenses.  

O estudo é baseado na metagenômica, uma tecnologia avançada que analisa o DNA e a composição mineral e biológica do solo, para mapear a diversidade de microrganismos e nutrientes presentes em determinada área. A iniciativa representa um grande passo para o conhecimento da qualidade biológica do solo, contribuindo para a adoção de práticas agrícolas mais eficientes, sustentáveis e produtivas. 

Para o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, ao estimular a inovação tecnológica no campo o Tecpar posiciona o Paraná como referência nacional em biotecnologia aplicada à agricultura sustentável. “Este projeto-piloto introduz uma ferramenta inédita para o Estado: a metagenômica aplicada à agricultura, integrando o Paraná à agenda global de bioeconomia e inovação verde”, disse Marafon.

“Por meio deste estudo, o agronegócio paranaense terá acesso a indicadores científicos capazes de transformar práticas agrícolas, com impactos diretos na cadeia agroindustrial, ampliando a produção de alimentos com sustentabilidade”, afirmou.  

SAÚDE DO SOLO – Na prática, a análise de DNA metagenômico funciona como um "raio-X" da saúde do solo, identificando microrganismos benéficos ou patogênicos, ciclos de nutrientes e diversidade biológica. Ele sequencia o DNA de fungos, bactérias e vírus, identificando sua presença e de que forma estão agindo no solo.   

Enquanto as análises laboratoriais tradicionais analisam os componentes químicos e os nutrientes do solo, na análise metagenômica o sequenciamento material genético é feito diretamente da amostra, focando nos microrganismos. 

Segundo o gerente do Centro de Desenvolvimento Ambiental para Saúde do Tecpar, Marco Antonio Netzel, a implementação de protocolos de diagnóstico genético do solo possibilitará a identificação das condições biológicas que influenciam a produtividade agrícola. 

“A aplicação pioneira da metagenômica agrícola no Estado, utilizando sequenciamento genético para mapear comunidades microbianas em larga escala, representa um marco metodológico”, afirma. “Isso ampliará a capacidade local de análise e gestão do solo com base em evidências científicas, transferindo conhecimento técnico para instituições públicas. Os dados gerados poderão orientar estratégias de manejo, além de subsidiar políticas públicas e estratégias de mitigação climática”.  

INOVAÇÃO – O projeto, desenvolvido em parceria com a empresa Go Genetic, prevê a coleta e extração de amostras de solo em regiões agrícolas do Paraná, que serão processadas em laboratório, por meio da extração de DNA e sequenciamento genético de nova geração (NGS). Em seguida, o material passará pela análise bioinformática – técnica que utiliza conceitos da computação, biologia e estatística para interpretar grandes volumes de informações biológicas, transformando dados brutos em conhecimento.

Ao todo, serão 8.400 pontos amostrados, resultando em aproximadamente 700 análises metagenômicas completas com dados genéticos e indicadores de saúde do solo.

As informações geradas serão analisadas e interpretadas em conjunto com as equipes técnicas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e embasarão uma publicação técnica que servirá como referência para o futuro desenvolvimento do Mapa Genético dos Solos do Estado.

Além de identificar áreas com necessidade de correção, permitindo o uso mais eficiente do solo, a recuperação de solos degradados e a otimização no uso de fertilizantes, o mapa ajudará na formulação de políticas públicas voltadas à saúde do solo e na elaboração de estratégias de controle e prevenção de doenças do solo, com recomendações técnicas sobre diferentes culturas.

BENEFICIADOS – Os principais beneficiados serão os pequenos e médios produtores paranaenses – que hoje representam 84% das propriedades rurais do estado. Eles poderão aumentar a produtividade com base em evidências técnicas, ampliando sua competitividade e autonomia. 

Cerca de 100 agricultores familiares e cooperativas de 13 municípios farão parte do projeto-piloto. As cidades selecionadas são: Boa Ventura de São Roque, Carambeí, Castro, Curitiba, Guarapuava, Irati, Palmeira, Piraí do Sul, Pitanga, Ponta Grossa, Prudentópolis, São José dos Pinhais e Turvo. 

O projeto foi estruturado para refletir a diversidade produtiva do estado. Ao longo da execução, serão avaliados diferentes contextos agrícolas e ambientais, como o cultivo da banana, no Litoral do Estado; dos citros − com atenção ao greening − no Norte do Paraná; da mandioca, no Norte e Noroeste; de áreas certificadas de café e goiaba; da sericicultura, no Norte Pioneiro; além de grandes culturas, como soja, milho, trigo, cevada e cana-de-açúcar. O estudo também vai analisar áreas com solos degradados, com foco em diagnóstico e regeneração.

SAÚDE ÚNICA – Em 2025, o Tecpar aprovou diversos projetos alinhados aos três pilares do conceito de Saúde Única: saúde humana, saúde animal e saúde ambiental. Entre eles está o projeto piloto Solo Vivo, Paraná Forte – Mapa Genético dos Solos Paranaenses, que tem investimento de R$ 2 milhões, com recursos do Fundo Paraná, dotação de fomento científico gerida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

 

 

 

 

Por - AEN

 Estado propõe repasse direto do Fecap para empresas de Rio Bonito do Iguaçu

O governador Carlos Massa Ratinho Junior encaminhou nesta segunda-feira (13) à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um projeto de lei que autoriza a concessão de subvenção econômica para empresas atingidas pelo tornado em Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado, ocorrido em novembro de 2025.

O texto foi construído após diálogo com o setor produtivo local e complementa as ações já voltadas à população, como os programas Reconstrução e Superação.

A proposta prevê o uso de recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para apoio direto às empresas afetadas, com o objetivo de auxiliar na retomada das atividades econômicas, preservar empregos e manter o funcionamento da cadeia produtiva no município.

O valor máximo destinado será de R$ 10 milhões, a serem distribuídos entre empresas do setor de comércio, prestadores de serviços e indústria. Um levantamento da Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu aponta mais de 300 empresas atingidas pelo tornado.

Na prática, os repasses serão definidos a partir do porte da empresa, de vistorias e comprovação de danos, realizadas pela Defesa Civil estadual e o município. O valor destinado a cada empresa levará em conta a necessidade identificada, respeitando limites estabelecidos a partir da regulamentação da Lei.

Segundo o coordenador da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Shuning, a medida tem como foco principal garantir a retomada econômica da cidade. “É uma ação importante para auxiliar a retomada das atividades comerciais e o retorno à normalidade no município. Trata-se de uma legislação inovadora, que não existe hoje em outros estados, com repasse direto de recursos do fundo para empresas. Por isso, foi preciso construir esse modelo com muito zelo, diálogo e superando desafios jurídicos”, afirmou.

PRÓXIMOS PASSOS – Após aprovada, o Governo do Estado vai regulamentar a lei, definindo o período e os termos do repasse financeiro para as empresas. Da mesma forma, serão estabelecidos critérios de priorização dos recursos, além dos requisitos a serem cumpridos.

RECONSTRUÇÃO – O apoio do Governo do Estado ao município segue em diversas frentes. Na última semana, foi autorizado um convênio para a construção de uma nova escola municipal no bairro Vista Alegre, atingido pelo tornado. O investimento total será de R$ 5,25 milhões, com a maior parte dos recursos proveniente do Tesouro Estadual.

Desde a tragédia, que afetou cerca de 90% da área urbana da cidade, o Estado já destinou mais de R$ 63 milhões em ações de resposta e reconstrução. Os investimentos incluem apoio financeiro direto às famílias, construção de moradias, aquisição de materiais de construção e retomada de serviços públicos.

Também foram entregues mais de 700 cartões do programa Reconstrução, com valores de até R$ 50 mil para reformas, além de repasses do programa Superação para mais de 1,6 mil famílias. Na área econômica, a Fomento Paraná já liberou R$ 18,3 milhões em crédito para empresas locais.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Paraná amplia vacinação da BCG em maternidades e protege bebês contra a tuberculose

O Paraná vem consolidando um passo decisivo na proteção da primeira infância com a aplicação da vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) diretamente nas maternidades. Trinta e nove unidades, entre hospitais públicos, filantrópicos e universitários, já integram o cronograma de vacinação precoce, assegurando que o bebê saia da maternidade protegido contra as formas graves de tuberculose.

Historicamente, a BCG era aplicada majoritariamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS), o que exigia que os pais deslocassem o recém-nascido nos primeiros dias de vida. A nova estratégia inverte essa lógica, já que a vacina vai até o bebê. É uma ação que vem sendo orientada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mais uma forma de combater a mortalidade infantil.

“A aplicação da vacina na maternidade é uma estratégia das mais eficazes. O bebê já sai imunizado e a família ganha tranquilidade. É por causa dessa vacina que casos graves de tuberculose são mais raros nos dias atuais”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

A tuberculose continua sendo uma das doenças infecciosas que mais mata no mundo. No Brasil, embora o tratamento seja gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a prevenção por meio da vacina nas primeiras horas de vida (preferencialmente nas primeiras 12 horas para bebês com mais de 2kg) é a única forma de evitar que a bactéria atinja o sistema nervoso central ou se espalhe pelo corpo do recém-nascido, o que pode ser fatal.

MARQUINHA – A vacina BCG é aquela que pode, ou não, deixar uma pequena cicatriz no braço. Essa marca é uma reação do organismo e, caso não ocorra, não significa que não funcionou. São raros os casos em que a cicatriz não se forma, mas, se isso acontecer com seu bebê, pode se tranquilizar, pois ele está sim imunizado, não sendo necessária a reaplicação.

DOENÇA – A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos ou sistemas. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch.

A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é também a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença.

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo sintomático respiratório, que é a pessoa com tosse por três semanas ou mais, seja investigado para tuberculose. Outros sintomas como emagrecimento, cansaço, fadiga, febre vespertina e suor noturno, também podem ocorrer.

Caso a pessoa apresente sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.

Confira as maternidades que ofertam a BCG:

Instituto de Saúde São Lucas - ISSAL - Pato Branco

Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecoits - Francisco Beltrão

Santa Casa de Cornélio Procópio

Instituto Doutor Feitosa - Telêmaco Borba

Hospital Regional de Telêmaco Borba

Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina

Hospital Regional da Unimed Londrina

Hospital Regional do Litoral - Paranaguá

Maternidade de Guaratuba

Hospital Universitário da Universidade Estadual de Maringá

Santa Casa de Maringá

Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná - Curitiba

Complexo Hospitalar do Trabalhador - Curitiba

Hospital e Maternidade Luiza de Marillac - Curitiba

Hospital Anna Fiorillo Menarim - Castro

Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais - Ponta Grossa

Santa Casa de Ponta Grossa

Hospital Geral Unimed de Ponta Grossa

Associação de Proteção à Maternidade e à Infância- APMI - União da Vitória

Hospital Regional do Norte Pioneiro - Santo Antônio da Platina

Hospital Nossa Senhora da Saúde - Santo Antônio da Platina

Hospital São Vicente de Paulo - Guarapuava

Novo Hospital Santa Tereza - Guarapuava

Hospital Bom Jesus - HOESP - Toledo

Hospital Geral Unimed - Toledo

Hospital Doutor Campagnolo - Toledo

Santa Casa de Campo Mourão

Hospital e Maternidade Santa Casa de Ubiratã

Santa Casa São Vicente de Paulo de Terra Boa

Hospital Municipal Jaldemo Gomes Duarte - Altamira do Paraná

Hospital Municipal de Roncador

Santa Casa de Paranavaí

Hospital e Maternidade Itamed - Foz do Iguaçu

Hospital da Providência - Apucarana

Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Curitiba

Hospital São Lucas FAG - Cascavel

Hospital Policlínica Cascavel

Hospital Gênesis - Cascavel

Hospital Doutor Lima - Cascavel

 

 

 

 

Por - AEN

 Financiamento de veículos cresce 12,8% no trimestre

As vendas financiadas de veículos cresceram 12,8% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo foram concedidos créditos na compra de 1,89 milhão de unidades. A soma inclui automóveis leves, motos e veículos pesados, considerando novos e usados.

Segundo o balanço feito pela Trillia, da B3, o número marca o melhor desempenho para um primeiro trimestre desde 2008, quando foram financiadas 2,037 milhões de unidades.

De acordo com os dados, no acumulado de janeiro a março deste ano, a liderança dos financiamentos de veículos segue com os modelos usados, que contabilizaram 1,21 milhão de unidades, enquanto os veículos novos somaram 675 mil unidades. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve crescimento tanto nos usados, com avanço de 12,2%, quanto nos novos, com alta de 14,1%.

O levantamento mostrou que a maioria das operações são para as vendas de autos leves, que representam 1,31 milhão de unidades financiadas, com alta de 12,4% na comparação entre os trimestres.

As motos somaram 510,6 mil unidades, um avanço de 18,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Os veículos pesados alcançaram 69,3 mil financiamentos, com aumento de 3,9% no mesmo período.

“O avanço foi observado em todas as regiões do país no comparativo entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo intervalo de 2025. O Nordeste liderou o crescimento percentual, com alta de 16,6%, seguido por 15,3% no Centro-Oeste (15,3%), Sul (11,8%), Sudeste (11,7%) e Norte (9,4%) no Norte”, destaca a Trillia.

O Crédito Direto ao Consumidor (CDC), tradicionalmente oferecido por bancos e financeiras somou 1,619 milhão de unidades financiadas de janeiro a março, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025.

O consórcio alcançou 261,9 mil unidades, com crescimento de 5,5%, enquanto as modalidades de leasing e outros tipos de financiamento registraram volumes de 12,3 mil e 10,3 mil unidades.

Segundo o superintendente de Produtos da Trillia, Daniel Takatohi, o primeiro trimestre mostrou uma expansão consistente do crédito para a compra de veículos, com crescimento espalhado por todas as regiões do país.

“Esse movimento reforça a trajetória observada ao longo do último ano e aponta um cenário mais favorável para o mercado automobilístico”, afirma.

Quando analisado o mês, março de 2026 registrou alta de 27,6% em relação a março de 2025, com o total de 703 mil unidades financiadas no mês. Na comparação com fevereiro de 2026, o crescimento foi de 22,2%. Segundo a Triilia, esse foi o melhor resultado desde agosto de 2011, quando foram financiadas 729.687 unidades.

“O resultado de março foi impulsionado tanto pelos veículos novos quanto pelos usados. Entre os novos, os financiamentos passaram de 206 mil unidades em março de 2025 para 267 mil em março de 2026, avanço de 29,7%. No segmento de usados, o volume subiu de 345 mil para 436 mil unidades no mesmo período, alta de 26,4%. Na comparação com fevereiro de 2026, o crescimento foi de 30,3% para os novos modelos e de 17,7% para os usados”, revela o balanço.

Entre os autos leves, março registrou 480,6 mil financiamentos, alta de 27,7% em relação a março de 2025, com 376,3 mil unidades, e aumento de 21,0% na comparação com fevereiro de 2026. As motos somaram 192,3 mil unidades, crescimento de 27,9% frente ao mesmo mês do ano anterior e de 23,7% em relação a fevereiro, enquanto os veículos pesados atingiram 28,7 mil financiamentos, alta de 24,5% na comparação anual e de 37,4% frente ao mês imediatamente anterior.

Alta nos preços

O acompanhamento mensal da Tabela Auto B3 mostra que, em março, o mercado de veículos registrou um movimento de alta nos preços de transação, após os ajustes observados nos meses anteriores. O comportamento foi distinto entre veículos novos e usados, com maior intensidade de aumento no mercado de 0 km e estabilidade predominante no mercado secundário.

Veículos novos

Em março, os veículos zero km apresentaram alta média de 0,86% nos preços de transação. O avanço foi observado na maioria dos segmentos, com destaque para picapes médias, SUVs, hatchbacks e sedans, além de crossovers e picapes derivadas de automóveis.

As picapes compactas se destacaram como exceção, registrando queda mais acentuada no período. O movimento indica recomposição de preços, em um ambiente de menor intensidade promocional e demanda mais equilibrada em alguns segmentos.

Veículos usados

No mercado de usados, março foi marcado por maior estabilidade nos preços, com leve alta média de aproximadamente 0,18%.

O comportamento foi bastante moderado entre os segmentos, com pequenas variações positivas e negativas.

O principal destaque foi o desempenho das picapes médias, que registraram valorização mais expressiva, enquanto os demais segmentos, como hatchbacks, SUVs, sedans e veículos derivados de automóveis, apresentaram oscilações próximas da estabilidade, entre leves altas e quedas marginais.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil

Depois do anúncio do narrador esportivo Luis Roberto, de 64 anos, sobre seu diagnóstico de neoplasia localizada na região cervical, o tema tem chamado a atenção e levantado alertas e dúvidas. 

Neoplasia é o termo médico para descrever o crescimento anormal de células que não morrem no momento certo. Quando localizada na região cervical, significa a formação de tecidos na laringe, faringe ou tireoide, que desencadeia em tumores que podem ser benignos ou malignos. 

Segundo o Ministério da Saúde, quando somados todos os tipos, o câncer de cabeça e pescoço configura o terceiro mais incidente no Brasil, com ocorrência maior entre os homens.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que 80% dos tumores de cabeça e pescoço são diagnosticados em estágios avançados, o que desfavorece os prognósticos. A maioria dos casos são tumores na hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe. 

O vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, Thiago Bueno, explica que uma verruga, por exemplo, é um crescimento anormal de células, mas que não faz metástase, então é algo benigno. 

"O crescimento anormal de células que invade os tecidos locais e outros pontos, é maligno. A maioria dos cânceres no pescoço não se originam diretamente nessa região. Geralmente, nascem em algum outro lugar que chamamos grosseiramente de cabeça e pescoço e as células vão para os linfonodos do pescoço, popularmente chamadas de ínguas”, explicou.

Causas e sintomas

De acordo com o médico, os principais fatores de risco para a doença são o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, exposição ao tabagismo e infecção por HPV, além do histórico familiar. 

Entre os sintomas estão sensação de corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir, além de cansaço persistente, perda de peso sem explicação, febre prolongada, suor noturno e desconforto persistentes. 

Bueno alertou para o fato de que não é comum fazer exames preventivos ou anuais para detecção desses tipos de tumores, como ocorre por exemplo com mama e próstata.

“Nós não temos um exame de detecção precoce, não tem algo que façamos uma vez por ano. Então, nós profissionais, tentamos conscientizar a população sobre potenciais sinais e sintomas que levem a procurar atendimento médico para possibilitar o diagnóstico”.  

O médico alerta que ao sinal de qualquer nódulo na região do pescoço e qualquer lesão (afta ou ferida) na boca ou garganta que não desapareça ou cicatrize espontaneamente em até 15 dias, sangramentos por via oral, rouquidão persistente, dor para engolir deve-se procurar atendimento médico. 

Diagnóstico e tratamento

A investigação da doença é feita por meio de uma série de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Após o diagnóstico, o tratamento costuma ser multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, dependendo da gravidade. 

“Na maioria dos casos as chances de cura são favoráveis. Para cada paciente estabelecemos uma estratégia de tratamento que nos traga as melhores chances de cura, com o mínimo de efeitos colaterais possíveis. Atualmente os tratamentos são muito modernos e as sequelas são pouco frequentes. Embora possam acontecer, a intensidade é pequena e não interfere na qualidade de vida”, afirmou. 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Isenção da taxa do Enem 2026 pode ser solicitada a partir desta segunda-feira

Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio 2026 já podem se preparar para solicitar a isenção da taxa de inscrição. O prazo para o pedido vai de 13 a 24 de abril de 2026 e deve ser feito exclusivamente pela Página do Participante.

Os estudantes que têm direito à isenção são aqueles que estejam matriculados no 3º ano do ensino médio em escolas públicas; os que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública ou como bolsistas integrais em escolas da rede privada e os que sejam membros de família de baixa renda, com registro no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Os estudantes que participam do programa Pé-de-Meia também poderão solicitar a isenção.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) representa uma importante porta de entrada para o ensino superior aos estudantes paranaenses, como avalia o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “A isenção da taxa de inscrição amplia ainda mais esse acesso, tornando-o mais democrático e inclusivo”, afirma.

O processo de solicitação exige atenção dos candidatos. Além de atender aos critérios socioeconômicos, é obrigatória a justificativa de ausência para quem faltou aos dois dias de prova do Enem 2025. Quem não apresentar essa justificativa perderá o direito à isenção em 2026, mesmo que se enquadre nos demais requisitos.

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica. Hoje, 123.256 estudantes do terceiro ano do ensino médio aptos a realizar a inscrição para o Enem. Desde 2004, os resultados obtidos podem ser utilizados pelo estudante como forma de ingresso no ensino superior, como critério único ou complementar dos processos seletivos.

IMPORTANTE – A isenção não é automática, mesmo o aluno que teve o benefício em edições anteriores precisa fazer uma nova solicitação dentro do prazo estabelecido. O candidato deve ficar atento também à regularidade dos dados no CadÚnico, já que inconsistências podem levar ao indeferimento do pedido. 

ENEM PARANÁ – Recentemente, a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) lançou o recurso educacional digital Enem Paraná, para auxiliar os estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública na preparação para o Enem e vestibulares em geral. A plataforma oferece ferramentas personalizáveis de estudos, atendendo a diferentes estilos de aprendizagem e pode ser acessada pelo computador ou pelo celular.

 

 

 

 

por- AEN