Conheça os sintomas que anunciam o enfarto

As doenças cardiovasculares ainda são a maior causa de mortes no mundo e embora este número esteja diminuindo em decorrência dos novos tratamentos, os índices ainda são preocupantes.

 

No Brasil, esse tipo de doença é responsável por cerca de 30% dos óbitos, sendo o infarto o problema mais comum.



“Dentre os que sofrem mais risco de um infarto estão os homem com mais de 45 anos e as mulheres após entrarem na menopausa. Além disso, vale destacar que pessoas que têm histórico familiar de problemas cardiovasculares, bem como as que apresentam hipertensão, colesterol elevado, diabetes e obesidade, além das que fumam, bebem exageradamente, são muito estressadas e sedentárias têm maior predisposição a infartar”, alerta o cirurgião cardiovascular, Dr. Marcelo Sobral.

 

 

Segundo o especialista, contrariando o mito de que é impossível detectar o infarto a tempo de evitar um mal súbito, os sinais de um ataque cardíaco ou mesmo de um infarto agudo do miocárdio podem aparecer até 30 dias antes do evento cardíaco. E, na maioria dos casos, os pacientes apresentaram sintomas recorrentes durante as 24 horas anteriores ao ataque.

 

“O principal sintoma é a dor no peito, seguido de dispneia, uma alteração do ritmo respiratório que causa falta de ar, identificado principalmente entre as mulheres. É comum, até um mês antes de infartar, que a pessoa tenha náuseas, azia e queimações abdominais, fadiga excessiva, insônia, tontura e até desmaios. Além disso, nas 24 horas anteriores, os pacientes costumam ter palpitações, alteração na pressão, formigamentos nas extremidades, fraqueza e suor frio. Por isso, ao perceber a recorrência de alguns destes sintomas simultaneamente, é importante procurar um médico para evitar uma fatalidade”, conclui Sobral.

 

 

 

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Descubra como queimar 600 calorias sem sair de casa

Um novo estudo realizado na Grã-Bretanha para os consumidores Good Housekeeping Institute aponta que duas horas de limpeza doméstica queimam em média cerca de 600 calorias.



Tarefas domésticas intensas, tais como limpar os vidros das janelas e esfregar as superfícies do banheiro podem unir o útil ao agradável: deixar a casa limpa e queimar as calorias extras.

 

A pesquisa concluiu que limpar os vidros é a tarefa mais difícil, e que em apenas 20 minutos é possível queimar 115 calorias.

 

 

Já esfregar o banheiro queima em média cerca de 100 calorias, enquanto que limpar o pó por 40 minutos equivale à perda de 200 calorias.

 

Ao limpar a casa pode queimar o dobro de calorias que queimaria numa corrida de cinco quilômetros. Se as limpezas não são o seu forte, então saiba que pode ainda gastar 600 calorias numa visita de 30 minutos à sauna.

 

 

 

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Lábios, mãos, corpo, pés e rosto: como manter hidratados no inverno?

Os dias mais frios, além de reduzirem o suor, contribuem com a diminuição da oleosidade da pele e com o consequente ressecamento da derme.

 

Durante o inverno, além de não descuidar da ingestão de líquido, a dermatologista e tricologista Anna Cecília Andriolo, parceira da rede de farmácias Extrafarma, explica como manter a pele bonita na estação e quais os produtos mais indicados para a hidratação de cada parte do corpo.



Rosto

 

No período, para higiene do rosto, os sabonetes líquidos são mais apropriados do que as versões em barra, pois evitam o ressecamento da derme. Eles devem ser escolhidos de acordo com o tipo de pele do paciente (mais seca, oleosa ou mista). Na hora de hidratar a região facial, os cremes para peles oleosas e mistas devem ser oil free. “O uso de Vitamina C e cremes à base de ácido hialurônico são bem-vindos, pois além de hidratar, ajudam no combate ao envelhecimento cutâneo”, afirma Anna Cecília. Mesmo no inverno, recomenda-se a utilização de filtro solar, após a higienização matinal do rosto e aplicação do hidratante.

 

Lábios

 

Os lábios também precisam de hidratação e, para isso, existem várias opções de veículos, como cremes, pastas e pomadas, além das versões em bastão. Alguns produtos para a hidratação labial já agregam o fator de proteção solar, extremamente importante, uma vez que a região está sempre exposta a luz solar.

 

 

Corpo

 

Para cuidar da hidratação do corpo, a formulação do hidratante deve conter componentes oclusivos, umectantes e emolientes e, segundo Anna Cecília, o mais adequado é aplicar o produto logo após o banho, já que os poros estão dilatados e favorecem a absorção do creme. “O componente oclusivo retarda a evaporação e a perda de água, formando uma espécie de filme protetor na superfície da pele. Os compostos umectantes atraem a água da derme e a retém na camada externa da epiderme. A combinação desses dois ingredientes favorece a manutenção da hidratação e a função de barreira da pele. Os componentes emolientes são capazes de "preencher as fendas" existente entre as células, contribuindo para a eficácia clínica e elegância cosmética por promover uma textura suave e macia da superfície da pele”, explica a dermatologista.

 

Peles sensíveis devem evitar fragrâncias, óleos e produtos com propilenoglicol e lanolina, considerados agentes sensibilizantes. Outras recomendações são referentes aos produtos contendo pH próximo ao da pele normal, mais apropriados aos pacientes com pele seca e dermatite atópica, e aos sabonetes líquidos corporais, que também ajudam no processo de hidratação da pele do corpo.

 

Mãos

 

As mãos são extremamente prejudicadas neste período, uma vez que entram em contato com a água com muito mais frequência e são lavadas várias vezes ao dia. Para mantê-las hidratadas, recomenda-se a utilização de cremes enriquecidos com vitamina C, ácido hialurônico e fator de proteção solar sempre após a higienização.

 

Pés

 

Para cuidar da saúde da pele dos pés, que também fica bastante seca no período e pode apresentar rachaduras, é importante aplicar hidratantes que contêm em sua formulação ureia. O componente é eficaz na manutenção da hidratação natural da pele do local. A dermatologista recomenda aplicar o produto na região dos pés à noite, antes de dormir.

 

“Além da utilização dos produtos descritos, hábitos como aumentar a ingestão de água (cerca de 2 litros por dia), evitar banhos muito quentes e demorados e o uso exagerado de sabonetes em barra, que podem remover ainda mais o manto hidrolipídico que protege a derme, evitam o ressecamento excessivo da pele nos dias mais frios”, acrescenta Anna Cecília.

 

 

 

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Saúde abre consulta pública para novo guia alimentar infantil

 

Amamentar até que idade? Quando começar a dar alimentos? Que alimentos posso oferecer ao bebê? Essas são algumas das inúmeras dúvidas que surgem com a chegada de um novo integrante na família.

 

Para ajudar pais e responsáveis, foi criado, em 2002, o Guia Alimentar para Crianças Menores de Dois anos. Neste ano, o documento será atualizado. O material está em consulta pública até 25 de agosto.


De acordo com o Ministério da Saúde, os dois primeiros anos de vida são decisivos para o crescimento e o desenvolvimento adequado da criança e também para a formação de hábitos e para garantir saúde durante toda a vida. "A alimentação tem papel fundamental em todo esse processo", ressaltou a pasta.


A nova edição do documento está alinhada com o Guia Alimentar para a População Brasileira e traz recomendações sobre a alimentação das crianças nos dois primeiros anos de vida, para promover saúde, crescimento e desenvolvimento. "O guia pretende ser um apoio à família no cuidado cotidiano à criança, tanto nos momentos de dúvida, durante o aleitamento materno, como no enfrentamento aos desafios cotidianos, no estímulo à prática da cozinha e do comer juntos".

 

A atualização deve subsidiar ações de educação alimentar e nutricional em âmbito individual e coletivo no Sistema Único de Saúde (SUS) e em outros setores. "É essa a perspectiva, apresentar as informações necessárias para incentivar, apoiar, proteger e promover a saúde e a segurança alimentar e nutricional da população menor de 2 anos de idade", disse o ministério. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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Entenda de vez a diferença entre diabetes tipo 1 e 2

Pesquisa recente divulgada pelo Datafolha aponta que o brasileiro sabe pouco sobre diabetes.

 

A doença, que tem vários tipos, é crônica e pode ter consequências graves se não tratada adequadamente.

 

A dra. Bárbara Dutra, médica especialista em endocrinologia do dr.consulta, esclarece que o grupo de doenças denominado diabetes é um desarranjo metabólico que resulta no acúmulo de açúcar no sangue. De acordo com Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas no Brasil têm a doença. A diabetes possui diversos tipos, os mais conhecidos são os tipos 1 e 2. No caso do tipo 1, o pâncreas não produz insulina. Já no tipo 2 há resistência à insulina como causa principal, afetando assim o processo de manutenção dos níveis de glicose no sangue.



Dra. Dutra explica que além do medicamento indicado pelo médico, manter uma alimentação saudável e mudar os hábitos de vida são primordiais para prevenção e tratamento. “A prática de exercícios físicos e uma dieta adequada, são essenciais para o tratamento. O mais importante é seguir as orientações de um endocrinologista”, explica dra. Dutra.

 

 

Tipo 1

 

A diabetes do tipo 1 é também conhecida como diabetes juvenil ou diabetes insulino-dependente. É autoimune, isso significa que o sistema imunológico age contra as células produtoras de insulina no pâncreas e o organismo não consegue produzi-la. Por isso o paciente que tem diabetes tipo 1 necessita repor o hormônio para regular os níveis de açúcar. A insulina é responsável pela manutenção dos níveis baixos do açúcar no sangue.

 

Dra. Dutra explica que a diabetes do tipo 1 é uma doença genética e não existe forma de preveni-la e o tratamento é essencial para a vida do paciente. “Monitorar os níveis de açúcar no sangue diariamente, fazer uma dieta adequada e se exercitar para melhorar as condições cardiovasculares e metabólicas, tudo isso contribui para o controle da doença e qualidade de vida do paciente.”

 

Tipo 2

 

Diferentemente da diabetes tipo 1, na diabete tipo 2, o pâncreas produz insulina, porém o organismo pode criar resistência ao hormônio e não responder como deveria a sua ação.

 

O tratamento da diabetes tipo 2 também é feito com medicamentos. Porém, a dra. Dutra explica que a doença pode ser gerenciada com dieta e exercícios, que contribuem para manter um peso adequado e manutenção dos níveis de glicose no sangue.

 

Consequências

 

“Se não tratada adequadamente, a diabetes pode prejudicar diferentes partes do corpo ou até levar a óbito. O paciente com a doença necessita acompanhamento médico periódico e deve seguir à risca todas as recomendações.”, esclarece dra. Dutra.

 

Entre as partes afetadas estão os pés, que podem ficar mais ressecados, ocasionando rachaduras e feridas, que muitas vezes não são percebidas pelo paciente, pois há diminuição na sensibilidade. A ferida pode infeccionar e se não tratada pode até levar a amputações. Por isso, recomenda-se ao paciente diabético a utilização de cremes hidratantes adequados, uso de calçados confortáveis e inspeção rigorosa dos pés.

 

A visão também pode ser afetada e o paciente que segue o tratamento pode até ficar cego. Outro órgão que pode ser comprometido são os rins e o paciente pode desenvolver insuficiência renal se nada for feito.

 

Os níveis elevados de açúcar no sangue podem prejudicar ainda a circulação sanguínea nos pés e mãos, ocasionando dores nas articulações. Há também risco aumentado infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral consequentes a elevação da pressão arterial e doença aterosclerótica.

 

 

 

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8 truques surpreendentes para emagrecer

Segundo Brian Wansink, diretor do Laboratório de Alimentos da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, em entrevista à BBC News, perder peso 'sem pensar' e sem dietas restritivas é possível.

 

O especialista sugere que são apenas necessárias algumas mudanças nos hábitos diários de estilo de vida para se comer menos.



Estas recomendações são baseadas nos estudos de Wansink e de uma equipe de pesquisadores, publicadas no livro ‘Slim by Design’ (ou ‘Magro por Encomenda’).

 

O especialista afirma que o atual estilo de vida, acelerado e extremamente ocupado, reduz a força de vontade para conseguir perder peso por um esforço consciente e contínuo, e que a melhor solução é incorporar uma série de mudanças que nos façam comer menos sem esforço.

 

Eis o que deve fazer de acordo com Wansink e a BBC:

 

1- Sirva o seu prato diretamente no fogão e não à mesa

 

Este pequeno truque te ajuda a consumir cerca de 19% menos comida por dia, já que assim terá menos tendência a repetir a dose.

 

2- Guarde os sucrilhos no armário e coloque os alimentos mais saudáveis à frente

 

Quem mantém os cereais à vista pesa, em média, cerca de 9,5 quilos a mais comparativamente a quem não o faz.

 

3- Coloque as frutas e verduras na parte mais visível da geladeira

 

Esta atitude triplica a ingestão desses alimentos. A ideia é deixar os alimentos mais calóricos nas prateleiras mais baixas e menos visíveis.

 

4- Se beber vinho, opte pelo tinto e por um copo pequeno

 

Em média, serve-se 12% a menos de vinho numa taça de vinho branco, que é menor, do que em uma de vinho tinto.

 

Além disso, tendemos a beber menos vinho tinto do que branco, já que a cor mais visível nos torna consequente mais conscientes das quantidades ingeridas.

 

5- Nos restaurantes, sente-se perto da porta

 

Quem se senta mais longe da porta come menos salada e têm uma probabilidade 73% maior de pedir sobremesa. O especialista afirma que, estando mais próximas da cozinha, as pessoas veem os pratos passando com mais frequência e sentem-se tentadas a pedi-los.

 

6- Caminhe por todo o corredor do supermercado

 

Quando vamos ao supermercado, temos uma probabilidade 11% maior de comprar a primeira verdura que vemos em comparação com a terceira. Por isso, Wansink recomenda que percorramos todo o corredor para diversificarmos o nosso regime alimentar.

 

7- Divida o carrinho de compras em duas partes, com as frutas e os vegetais à frente e o resto atrás

 

Isso faz com que pense mais no que está colocando no carrinho e fará comprar 23% mais vegetais.



8- No trabalho, guarde os doces num recipiente opaco e fechado

 

Para que estas guloseimas fiquem menos acessíveis, Wansink alerta que quem deixa os doces em cima da mesa no escritório tende a pesar cerca de 6,8 quilos a mais, em relação a quem os mantém longe da vista, do coração e da mente!

 

 

 

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Saiba quais os piores alimentos para quem sofre doenças de pele

Definitivamente, ‘você é o que você come’, mas um novo estudo vai um pouco além disso e diz que você sente na pele muita coisa por conta da sua alimentação.

 

A pesquisa científica Skin and Diet: An Update on the Role of Dietary Change as a Treatment Strategy for Skin Disease, publicada em janeiro no Skin Therapy Letter, afirma que a mudança na dieta pode servir como um componente importante na terapia para certas condições da pele, incluindo acne, rosácea, envelhecimento, psoríase e dermatite.

 

“Certos nutrientes, alimentos ou padrões alimentares podem agir como ‘gatilhos’ de doenças, enquanto outros podem ser benéficos. Por exemplo, um padrão alimentar que enfatize o consumo de alimentos integrais em vez de alimentos altamente processados pode ajudar no tratamento de certas condições da pele, principalmente àquelas ligadas à inflamação”, afirma a dermatologista Dra Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

 

De acordo com a médica, esse artigo foi uma importante revisão para esclarecer as relações entre dieta e pele, uma vez que uma simples pesquisa na internet já revela que há muita desinformação. “Um exemplo é o chocolate. Muitas vezes ligado ao aparecimento de acne, esse produto só é maléfico se tiver alta quantidade de carboidratos e gorduras e menor concentração de cacau. De forma que não é o cacau o responsável por piorar inflamações de pele e, sim, a gordura e o carboidrato”, exemplifica. Na sequência, a médica destaca os principais pontos do estudo. Confira na galeria acima.

 

 

 

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Fazer exercício por 4 semanas já reduz vontade de fumar e comer doce

Que tal trocar o hábito de fumar pelo de suar o top?

 

Sua rotina fitness, além de diminuir alguns centímetros da cintura, pode ajudá-la a largar o vício, segundo um novo estudo da Western University, no Canadá. Após quatro semanas malhando, as participantes disseram não sentir mais o mesmo prazer em fumar e até reduziram sua frequência.

 

“Os exercícios liberam endorfina e serotonina, hormônios que combatem os sintomas da abstinência”, explica o neuropsicólogo Stanly Huang, de São Paulo. Melhor ainda: se sua compulsão for por doce, a atividade física também tende a beneficiá-la. “Ela melhora a absorção do açúcar, amenizando a necessidade de guloseimas.”

 

Ou seja, talvez você consiga ficar satisfeita com apenas um bombom – saudável e em forma, hein? (Com MSN)

 

 

 

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Excesso de açúcares e cafeína pode ser gatilho para a tontura

Aquela sensação de que tudo gira ao seu redor não é a das mais agradáveis. A falta de equilíbrio no corpo, insegurança ao caminhar, mal-estar, náuseas e até mesmo dores de cabeça são algumas das alterações corporais que podem afetar tanto adultos quanto crianças.

 

E quando elas aparecem, vem a dúvida: é labirintite, uma simples tontura ou vertigem? De acordo com a otorrinolaringologista do Hospital Otorrinos Curitiba Dharyemne Pucci de Araújo, é importante que o paciente faça uma avaliação rigorosa e consiga identificar o real problema.

 

“São três termos bastante comuns que ouvimos por aí, e sem uma avaliação médica fica difícil saber o que o paciente tem. Nesse caso, orientamos sempre um tratamento individualizado e avaliamos o histórico do paciente. Às vezes, com simples mudanças nos hábitos de vida já conseguimos um grande avanço”, explicou a especialista.

 

Estilo de vida saudável

 

Falando em hábitos, é importante apostar num estilo de vida saudável. De acordo com a especialista, permanecer muito tempo em jejum, tomar pouca água e ingerir alimentos ricos em carboidratos e açúcares podem desencadear a tontura.

 

“Devemos evitar alimentos com alto teor de açúcar, massas, pães, batatas, doces, principalmente o chocolate. As bebidas com cafeína também devem ser evitadas. O café pode ser substituído pelo descafeínado. Devemos atentar para os chás, principalmente o chá mate, chá verde, chimarrão e chá preto”, aconselha a Dharyemne.

 

Adultos e crianças

 

De acordo com a especialista, podemos ter tontura em qualquer idade; o que muda são os tipos de tontura e suas causas.

 

“Em crianças pequenas ela pode se manifestar como atraso para iniciar a andar, torcicolo, dores abdominais e até baixo desempenho escolar. Em crianças maiores e adolescentes já conseguimos ter a descrição dos sintomas mais semelhante aos dos adultos. Nos idosos as alterações osteomusculares e metabólicas são mais prevalentes e podem justificar um aumento do sintoma de tontura nessa faixa etária”, exemplifica.

 

Existe diferença?

 

Sim, existe diferença entre essas alterações corporais. Para a doutora, a tontura é um sintoma que ainda gera muita ansiedade e dúvida sobre o seu diagnóstico.

 

“A tontura é um sintoma que pode ser caracterizado como tipo flutuação, rotatória, sensação de cabeça vazia e desequilíbrio, por exemplo. Ela é um sinal de alguma outra doença e, dependendo de suas características, pensaremos em diferentes patologias como Diabetes Melitus, hipo/hipertireoidismo, dislipidemia, alterações cervicais e doenças autoimunes. O uso de algumas medicações, como diuréticos, anti-inflamatórios e antidepressivos também podem desencadear esse sintoma”, explica a especialista.

 

A labirintite é uma doença onde ocorre uma ‘irritação’ no nervo auditivo. Nem sempre é possível identificar a causa, mas na maioria das vezes tem forte associação a uma infecção viral. “A labirintite é caracterizada por tontura do tipo rotatória, onde os objetos ou o ambiente giram, tem início súbito, geralmente não tem sintomas auditivos e pode durar de até dias. Tem náuseas e vômitos associados e é de forte intensidade, sendo até incapacitante”, esclarece Dharyemne.

 

Já a vertigem é o nome dado à tontura rotatória, onde a sensação pode ser de rotação do ambiente ou do próprio corpo. “Portanto”, acrescenta a otorrino, “ela é um sintoma e não uma doença”. Ela pode estar presente em doenças vestibulares, mas outras patologias como crise epiléptica, hipoglicemia e enxaqueca podem manifestar esse sintoma.

 

Tratamento

 

A especialista reforçou que os cuidados individualizados são fundamentais para o sucesso do tratamento.

 

“Cada paciente é único. Existem vários tratamentos possíveis e o principal é identificar qual é o tipo de tontura e estabelecer o tratamento direcionado à causa. Dependendo da patologia a tontura pode recorrer, mas se mantivermos um controle adequado dos fatores desencadeantes, direcionarmos o tratamento para a causa e realizarmos exercícios o paciente tem uma vida normal”, finaliza a especialista. (Com Bem Paraná)

 

 

 

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Hábitos saudáveis da mãe diminuem em 75% obesidade nos filhos

A figura materna é um grande referencial na qualidade de vida dos filhos e um novo trabalho científico corrobora essa afirmação.

 

Publicado no British Medical Journal em 4 de julho desse ano, o estudo, feito por cientistas da Universidade de Harvard, conclui: filhos de mães com hábitos saudáveis têm chance 75% menor de se tornarem obesos.

 

“O estudo examinou a associação entre um estilo de vida saudável materno geral (caracterizado por um índice de massa corporal saudável, dieta de alta qualidade, exercício regular, não fumar e ingestão leve a moderada de álcool, ou o ideal, sem ingestão de álcool) e o risco de desenvolver obesidade nos filhos. E o saldo foi muito impressionante no sentido de analisar como os hábitos saudáveis da mãe diminuem tão expressivamente o risco de obesidade nos filhos”, explica a angiologista Dra. Aline Lamaita, médica atuante em Medicina do Estilo de Vida e membro do American College of Lifestyle Medicine.



Para realizar a pesquisa, os cientistas analisaram dados de dois grandes estudos que acompanharam, ao longo de 5 anos, cerca de 17 mil mulheres e seus mais de 24 mil filhos - crianças e adolescentes com idade entre 9 e 18 anos. De acordo com o estudo, 1.282 crianças - 5,3% do total - desenvolveram obesidade durante o acompanhamento. “Embora fatores genéticos tenham um papel importante na obesidade, já se sabia que o rápido crescimento da epidemia de obesidade detectado nos últimos anos é provavelmente causado por mudanças no estilo de vida e na dieta. O novo estudo reforça essa hipótese e indica que a obesidade infantil pode ser combatida com estratégias focadas nos pais”, afirma a médica.

 

 

A angiologista explica que a obesidade infantil está associada a um aumento do risco de múltiplos distúrbios metabólicos, incluindo diabetes e doenças cardiovasculares, além de má circulação do sangue, trombose e morte prematura, na vida adulta. “A identificação de fatores de risco modificáveis para a prevenção da obesidade infantil tornou-se uma prioridade de saúde pública”, afirma.

 

Os fatores do estilo de vida que contribuem para a obesidade infantil incluem a falta de atividade física, o sedentarismo e a ingestão de uma dieta hipercalórica entre as crianças. “Esse estudo mostra que as escolhas de estilo de vida das crianças são amplamente influenciadas por suas mães”, diz. “Outro dado importante do estudo é que, quando as mães e os filhos aderem a um estilo de vida saudável, o risco de desenvolver obesidade cai ainda mais”, afirma a médica, que dá algumas dicas para mudança do lifestyle com o objetivo de melhorar a qualidade de vida:

 

Insira fibras na dieta - O bom funcionamento do intestino é um aliado na medida em que o aumento da pressão sobre as veias do abdômen, por conta da prisão de ventre e inchaço, pode comprometer a circulação das veias das pernas. Acrescente ao cardápio frutas como mamão, legumes, verduras e sementes. Se não funcionar, os pré e probióticos podem ajudar, desde que bem orientados por médicos ou nutricionistas.

 

Controle o peso - Comer o essencial, controlar a quantidade de açúcar, sódio e gordura são ações que devem fazer parte da vida de qualquer pessoa para minimizar problemas circulatórios. “Pessoas obesas têm maior disposição de desenvolver varizes por causa da quantidade de volume sanguíneo dentro das veias que se eleva. Além disso, a gordura acumulada dentro dos vasos sanguíneos também acarreta em uma má circulação. Além das varizes, outra complicação que pode surgir entre obesos é a trombose em decorrência do mau bombeamento do sangue para o corpo inteiro, gerando doenças ligadas ao sistema vascular”, afirma a médica. A obesidade e o sobrepeso aumentam a pressão exercida sobre os vasos e também favorece inflamações.

 

Água sempre - Água, sucos e chás são recomendados para melhorar a circulação do sangue. “Quanto menor a ingestão de água, maior a viscosidade do sangue. Além disso, a desidratação também favorece a queda da pressão arterial, ameaçando vários órgãos. O consumo adequado de água garante que o organismo seja irrigado e bem nutrido de sangue”, enfatiza. Por outro lado, afaste-se do álcool: “Ao favorecer a desidratação, o álcool pode fazer o organismo reter mais líquidos e aumentar a pressão sobre veias e artérias”, explica a médica.

 

A perna precisa de movimento (e também de descanso) - Trabalhar sentado oito horas por dia (ou mais) aumenta em 10% o risco de morte, segundo estudo publicado na revista médica britânica The Lancet. E para cada oito horas sentado, é necessário praticar uma hora de atividade física para resistir aos efeitos negativos desse “sedentarismo”. “Mas para pessoas com propensão a problemas vasculares, o ideal é também introduzir alguns hábitos para ativar a circulação, como: realizar exercícios movimentando os pés a cada hora de trabalho sentado; levantar a cada hora e andar para movimentar um pouco as pernas”, afirma. No caso de quem trabalha em pé e fica nessa mesma posição por longos períodos, o ideal é fazer pausas para se sentar e levantar os pés.

 

Exercite seu corpo – E nem precisa ser atleta profissional, já que os exercícios de baixo impacto são benéficos, pois a contração da musculatura em caminhadas por exemplo, entre outros benefícios, aumenta a velocidade do fluxo do sangue nas veias, melhorando o retorno do sangue ao coração.

 

Apague o cigarro - A médica enfatiza que a nicotina está ligada à diminuição da espessura dos vasos sanguíneos. “Além disso, o monóxido de carbono oferece um fator adicional de risco ao diminuir a concentração de oxigênio no sangue. Todo esse processo pode causar complicações para o normal funcionamento dos vasos, que ficam mais susceptíveis ao entupimento, podendo levar a processos de trombose principalmente quando há fatores de risco envolvidos”, afirma a médica. Alguns estudos também sugerem que a exposição à fumaça do cigarro resulta na ativação das plaquetas e estimulação da cascata de coagulação, por isso há um aumento na incidência de trombose arterial em fumantes. “Ao mesmo tempo, as propriedades anticoagulantes naturais são significativamente diminuídas”, comenta.

 

Consulte um médico - O check-up anual trabalha com o que há de mais importante na medicina moderna: a prevenção.

 

 

 

Ir ao dentista é a melhor prevenção contra câncer de boca

Três vezes mais comum nos homens, os tumores na cavidade oral representam o quinto tipo de câncer mais comum entre os brasileiros, com 14,7 mil novos casos previstos para 2018 (11,2 mil na população masculina).

 

As estimativas são do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Desse total de diagnósticos, 70% a 80% ocorrem em fase mais avançada da doença, resultando em pior qualidade de vida, maiores taxas de morbidade e mortalidade, maior risco de mutilação e maior complexidade no tratamento e na reabilitação do paciente.



O levantamento SEER, do ministério da saúde dos Estados Unidos, mostra que a sobrevida em cinco anos é realidade para mais de 80% dos pacientes quando descobrem a doença no estágio mais inicial. Se há metástase, esta taxa cai para 20%. O Líder do Núcleo de Estomatologia do A.C.Camargo Cancer Center, Fábio de Abreu Alves, destaca que o cenário de predominância de diagnóstico tardio pode ser revertido por meio de atuação desde a saúde primária, já na cadeira do dentista.

 

 

"O dentista é capaz de detectar sinais como placas esbranquiçadas, lesões avermelhadas e feridas que não cicatrizam. Estas últimas já podem ser sinal de um câncer invasivo. Uma investigação clínica mais acurada é importante toda vez que o paciente passa pelo dentista. Todas as partes da mucosa da boca devem ser examinadas. Se houver alguma suspeita, é fundamental que ele encaminhe o paciente para um centro de referência em diagnóstico. A partir disso, o médico ou o dentista especializado (estomatologista) avaliará a necessidade de se pedir outros exames para confirmar ou não o diagnóstico", afirma.

 

O atraso no diagnóstico, na opinião de Alves, se dá possivelmente pela ausência de programas de rastreamento e de políticas de educação em saúde. "É importante a sociedade saber que é possível prevenir e fazer diagnóstico precoce de câncer oral na cadeira do dentista. Quanto ao profissional, conforme aumenta sua capacitação, mais ele saberá identificar uma lesão suspeita que esteja em locais de difícil visualização como a borda posterior da língua e o palato mole", explica.

 

Julho Verde

 

Este mês está sendo celebrado o Julho Verde, mês de conscientização mundial sobre o câncer de cabeça e pescoço. Entre as principais mensagens do período estão a importância de alertar a sociedade sobre como prevenir a doença e não negligenciar a procura por um especialista, assim como reforçar o papel do profissional na interpretação das lesões na boca e na identificação da existência de sinais e sintomas que podem sugerir a existência de câncer. (Com Estadão Conteúdo)