Perder o interesse por atividades que antes davam prazer, afastar-se da convivência social, ficar mais irritado ou começar a esquecer informações importantes podem parecer apenas uma coleção de consequências da idade. Mas, em alguns casos, esses sinais escondem condições que precisam de diagnóstico e tratamento, como quadros de depressão e Alzheimer.
O problema é que tanto a depressão quanto as demências podem aparecer de maneiras diferentes. A depressão na terceira idade, por exemplo, nem sempre vem acompanhada de tristeza evidente. E o Alzheimer, por sua vez, não se resume apenas à perda de memória, mas também à alterações de comportamento, autonomia e até de personalidade.
Alzheimer em pele de depressão
A depressão pode assumir um disfarce na velhice. Em vez de choro ou tristeza escancarados, podem aparecer sinais de irritabilidade, ansiedade e cansaço. Somado a isso, também há as queixas físicas, alterações do sono e do apetite, dificuldade de concentração e uma perda gradual do interesse pela própria rotina que, por vezes, é atribuída simplesmente ao envelhecimento.
Quando esses sinais permanecem por mais de duas semanas, uma avaliação profissional pode ajudar a descobrir o que está acontecendo. Também merece atenção o isolamento social, já que esse comportamento pode servir como uma métrica para tanto o surgimento quanto o agravamento da depressão.
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Outro motivo para a depressão em idosos passar despercebida é que o quadro também pode afetar funções cognitivas. Dificuldade de concentração e queixas de memória podem aparecer em pessoas deprimidas. Acontece que essas queixas também são características da demência e, por vezes, são erroneamente interpretadas como tais.
Mas que hábitos, afinal, deveria, preocupar? Esquecer ocasionalmente onde deixou um objeto ou demorar para lembrar uma palavra, por exemplo, podem ser hábitos associados ao envelhecimento natural. Por outro lado, mudanças que interferem na vida cotidiana, na capacidade de realizar tarefas conhecidas, na comunicação ou na autonomia precisam ser investigadas mais a fundo.
Quando se é esquecido…
A doença é a forma mais comum de demência e responde por cerca de 60% a 70% dos casos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Além das alterações de memória, podem surgir dificuldades para encontrar palavras, resolver problemas, tomar decisões, realizar tarefas habituais e compreender situações.
Junto disso, existe uma série de alterações biológicas que ajudam a explicar o porquê da doença não poder ser reduzida ao simples esquecimento. A principal delas é justamente a definição de Alzheimer a partir dos aspectos biológicos: o acúmulo proteico do paciente leva à formação de placas entre as células nervosas, que com o tempo perdem a sua associação com as demais células cerebrais.
Porém, nem toda pessoa que apresenta problemas de memória tem Alzheimer. Além da depressão, deficiência de vitamina B12, alterações da tireoide e determinados medicamentos podem contribuir para alterações cognitivas e precisam ser investigadas.
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Alzheimer: sim ou não?
O cenário brasileiro ainda sofre com os subdiagnósticos. Dados do Atlas da Doença de Alzheimer estimam que até 80% dos casos de demência no país permaneçam sem diagnóstico. O relatório ainda aponta falhas na identificação dos primeiros sinais e dificuldades de acesso à avaliação especializada.
No Brasil, o Atlas aponta que as famílias assumem grande parte do peso econômico também é arcado pelas famílias, com 73% dos custos totais relacionados à demência, enquanto cuidadores informais podem dedicar até 10 horas por dia ao cuidado.
Por - Revista Galileu
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes.

Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula.
“O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade.
A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2.
“Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado.
Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família.
“A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso.
“Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.
Eventos adversos
A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles:
- náuseas;
- vômitos;
- refluxo;
- azia;
- diarreia;
- constipação.
A perda de massa magra também é apontada pelos pediatras como risco – a nota recomenda acompanhamento médico para ajuste da conduta diante de intolerância. Entre os eventos classificados como potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.
“A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização”, destacou o documento.
Contraindicações
A SBP alerta que as canetas emagrecedoras são contraindicadas para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação; para gestantes e lactantes; e para pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.
“O relato de pancreatite prévia é considerado uma contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada”, concluiu a entidade.
Por - Agência Brasil
O uso de medicamentos popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras tem se mostrado eficaz no combate à obesidade, mas também é associado a casos de deficiência de vitaminas e perda de massa muscular, sobretudo quando não há mudança de hábitos relacionados à alimentação e atividade física.

O endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenador do Departamento de Farmacoterapia da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Marcio Mancini, explica que esse tipo de medicamento - da classe dos agonistas do receptor GLP 1 - pode causar deficiência de micronutrientes e perda excessiva de massa muscular se não houver um acompanhamento adequado.
Segundo ele, o forte efeito de redução do apetite e de atraso do esvaziamento do estômago fazem com que os pacientes, muitas vezes, reduzam drasticamente a ingestão de alimentos, o que pode levar a um consumo insuficiente de proteínas e vitaminas.
“Quando o tratamento é iniciado, é preciso dar prioridade à densidade nutricional. O foco principal não deve ser apenas reduzir o tamanho das porções, mas garantir que as pequenas refeições sejam ricas em nutrientes."
O médico sugere metas de proteína de aproximadamente 1,2 grama/quilo/dia para indivíduos jovens e saudáveis, e de 1,5 grama/quilo/dia para idosos ou pessoas em risco de sarcopenia (perda de massa muscular.
De acordo com o especialista, também é essencial fazer o acompanhamento da quantidade de massa magra, o que pode ser feito por meio de exames como a bioimpedância, em consultório, e densitometria de corpo inteiro, no em laboratório. Outra estratégia é testar a função muscular por meio de testes de força de preensão manual (hand grip) para evitar que a perda de músculo ultrapasse 25% de todo o peso perdido.
Mancini destaca que as queixas mais comuns associadas ao uso de canetas emagrecedoras sem supervisão adequada incluem queda e afinamento de cabelo e sintomas gastrointestinais persistentes, como náusea, constipação, flatulência e sensação de estufamento mais intensos que o normal.
Para evitar tais situações, o endocrinologista lista algumas estratégias comportamentais e dietéticas:
- fazer consumo fracionado das refeições (pequenas, frequentes e densas em nutrientes ao longo do dia);
- consumir alimentos ricos em proteína logo no início da refeição, momento em que a sensação de saciedade precoce ainda é menos pronunciada;
- evitar alimentos muito gordurosos, que costumam provocar náuseas;
- aumentar o consumo de fibras e líquidos para combater diretamente os efeitos colaterais gastrointestinais.
Já os sinais de alerta a serem monitorados por quem utiliza esse tipo de medicação, no intuito de evitar a desnutrição incluem:
- diminuição da força física ou da mobilidade no dia a dia, que pode indicar desenvolvimento de sarcopenia (especialmente perigosa em idosos);
- alterações de exames de laboratório, como redução do nível de vitamina D, potássio, magnésio, ferro e vitamina B12;
- restrição alimentar excessiva com perda completa do prazer diante da comida, que pode indicar que a dose do remédio está excessiva para aquele paciente.
“Por isso, é importante o trabalho de uma equipe multidisciplinar, com orientação do endocrinologista, do nutricionista e do educador físico no tratamento”, concluiu.
Para a mentora de mulheres Amanda Vila Nova, os efeitos do tratamento com canetas emagrecedoras foram positivos, já que o processo foi acompanhado por especialistas.
O resultado, segundo ela, foi emagrecimento eficaz e qualidade de vida. “Não tive queda de cabelo nem unha enfraquecida pelo fato de ser acompanhada e fazer a reposição de vitaminas de forma correta”.
Unidades básicas de Saúde e postos de vacinação ficarão abertos neste sábado (22) em todo o país para que crianças e adolescentes menores de 15 anos atualizem a caderneta vacinal. É o Dia D da Campanha de Multivacinação, que começou no início do mês e segue até 1º de setembro.

Estão sendo ofertados 20 tipos de imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação que protegem contra doenças como meningite, tuberculose e cânceres associados à infecção pelo HPV.
Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), incorporada em junho ao calendário. A dose amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos.
Até a última quarta-feira (18), o Ministério da Saúde havia distribuído mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Vacinas contra a influenza, o sarampo (tríplice viral) e a poliomielite foram as mais aplicadas.
No Dia D, amanhã, as seguintes vacinas poderão ser aplicadas (conforme faixa etária, histórico vacinal e indicação):
- BCG;
- hepatite B;
- penta (DTP/Hib/HB);
- poliomielite (VIP);
- rotavírus humano;
- pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
- meningocócica C;
- influenza;
- covid-19;
- febre amarela;
- meningocócica ACWY;
- tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- varicela;
- DTP;
- hepatite A;
- dT;
- HPV4;
- dengue tetravalente.
Sarampo
Diante do aumento de casos de sarampo nas Américas e do registro de casos importados no Brasil, o ministério mantém a estratégia de vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos (SP), São Bernardo do Campo (SP) e na capital paulista.
Dados da pasta mostram que, de 3 a 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos – o equivalente a 16,5% das aplicações.
Por - Agência Brasil
Vídeos de antes e depois nas redes sociais costumam associar a drenagem linfática a uma pele mais lisa e à redução da celulite.
O efeito visual pode, de fato, ser percebido logo após a sessão, especialmente quando há retenção de líquidos. Mas isso não significa necessariamente que as depressões características do quadro tenham sido tratadas. A diferença está no que cada procedimento consegue alcançar.
A médica Danuza Alves, da Clínica Leger de Porto Alegre, explica que a drenagem linfática é uma técnica manual que favorece a movimentação de líquidos acumulados nos tecidos. Com isso, pode contribuir para reduzir o edema e deixar a região temporariamente menos inchada. Segundo ela, é comum que essa mudança seja confundida com uma melhora da própria celulite.
"Muita gente associa o fato de desinchar e enxergar a pele mais lisa logo depois da drenagem ao desaparecimento da celulite. Mas são efeitos diferentes", afirma.
A celulite envolve alterações em diferentes estruturas sob a pele. Entre elas estão os septos fibrosos, faixas de tecido conjuntivo que conectam a pele aos tecidos mais profundos e podem contribuir para a formação das depressões. Estudos anatômicos e revisões sobre o tema apontam a participação desses septos no aspecto característico da celulite.
Por atuar sobre o acúmulo de líquidos, a drenagem não tem como objetivo modificar essas estruturas. A redução do inchaço pode deixar a superfície da pele temporariamente mais uniforme, mas isso não significa que os septos associados às depressões tenham sido alterados.
Quando a celulite exige outro tipo de abordagem
A escolha do procedimento depende das características da pele e do tipo de alteração. Quando as depressões estão relacionadas aos septos fibrosos, há técnicas que buscam liberar essas estruturas para reduzir o desnível da superfície. Revisões científicas apontam resultados mais consistentes para esse tipo de intervenção em determinados casos, mas a resposta varia entre as pessoas e nenhum método elimina a celulite de forma definitiva.
"A drenagem pode ajudar a desinchar, mas não rompe as traves que formam a celulite. Quando queremos tratar essas depressões, precisamos atuar na estrutura que está puxando a pele para baixo", conclui.
Por - O Globo
Uma vacina experimental personalizada contra um tipo de câncer de pele (melanoma), desenvolvida pela Merck e pela Moderna, reduziu o risco de a doença voltar após a cirurgia, segundo resultados preliminares do primeiro ensaio clínico de fase final do tratamento. O relatório foi divulgado pela Moderna nesta quarta-feira (19).
Chamada de intismeran autogene, a vacina é diferente das usadas para prevenir doenças infecciosas: em vez de proteger contra o câncer antes que ele apareça, ela é fabricada sob medida para tratar um tumor que já existe, a partir das mutações genéticas específicas daquele paciente.
🔎 O melanoma é um tipo de câncer de pele que se desenvolve nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele. Embora seja menos comum que outros tipos de câncer de pele, é considerado o mais agressivo por ter maior capacidade de se espalhar para outras partes do corpo (metástase).
No estudo, ela foi testada em combinação com o Keytruda (pembrolizumabe), imunoterápico da Merck já usado no tratamento do melanoma — um tipo agressivo de câncer de pele.
De acordo com a empresa, o tratamento atingiu os dois principais objetivos:
- Prolongar significativamente o tempo de sobrevida dos pacientes sem recidiva do melanoma, em comparação com o tratamento apenas com Keytruda.
- Além de reduzir o risco de disseminação do câncer para outras partes do corpo.
A vacina foi testada em pacientes com melanoma que haviam passado por cirurgia para retirada completa do tumor, mas ainda corriam risco de a doença voltar.
Pacientes que receberam os dois tratamentos juntos tiveram menos recorrências da doença e menos casos de metástase do que os tratados apenas com Keytruda
Como funciona a vacina
Diferentemente das vacinas usadas para prevenir doenças infecciosas, a intismeran não protege contra o câncer antes que ele apareça: ela é fabricada sob medida para tratar um tumor que já existe, a partir das mutações genéticas específicas de cada paciente.
E como isso acontece?
- Uma amostra do tumor é sequenciada para identificar essas mutações — uma espécie de "impressão digital" molecular daquele câncer.
- A partir daí, é produzida uma molécula de mRNA capaz de codificar até 34 alvos (neoantígenos) presentes só naquele tumor.
- Injetada no paciente, ela ensina o sistema imunológico a reconhecer essas mutações e atacar as células que as carregam.
O Keytruda age de outra forma: bloqueia uma proteína (PD-1) que os tumores usam para escapar da vigilância do sistema imune, permitindo que os linfócitos T ajam com mais eficiência. A combinação busca unir os dois mecanismos — um aponta o alvo, o outro remove o freio da resposta imune
O que o estudo descobriu?
O estudo atual incluiu 1.137 pacientes com melanoma cutâneo. Dois terços receberam a combinação da vacina com Keytruda, e um terço recebeu apenas o imunoterápico, por cerca de um ano.
Numa análise interina — feita antes do fim previsto do estudo —, o grupo que recebeu a combinação apresentou resultados estatisticamente superiores tanto na sobrevida livre de recorrência quanto na sobrevida livre de metástase à distância.
A informação foi divulgada em um comunicado das empresas nesta quarta-feira. O estudo ainda está em andamento e não foi publicado. Moderna e Merk não divulgaram os percentuais exatos de redução de risco observados nesta nova análise.
Em um estudo de fase intermediária com pacientes de melanoma de alto risco submetidos à cirurgia, a mesma combinação havia reduzido o risco de recorrência ou morte em 49% após cinco anos, resultado consistente com os dados de acompanhamento de três anos apresentados em 2023.
O perfil de segurança da combinação, segundo o comunicado, foi consistente com o observado em estudos anteriores, sem novos sinais de risco identificados.
Tecnologia está sendo testada em outros tipos de câncer
O estudo divulgado nesta quarta trata especificamente de melanoma, mas a tecnologia por trás da vacina está sendo testada em outros tipos de tumor.
O programa de pesquisa, chamado INTerpath, reúne nove estudos de Fase 2 e Fase 3 em andamento, incluindo câncer de pulmão de não pequenas células, câncer de bexiga e carcinoma de células renais.
Há ainda estudos em fase inicial para câncer de pâncreas, estômago e outro tipo de tumor de pulmão.
A tecnologia por trás dela é a mesma plataforma de mRNA usada pela Moderna para desenvolver sua vacina contra a Covid-19. A empresa tem buscado transformar sua plataforma de mRNA em uma franquia mais ampla e duradoura, aplicando a outros quadros.
O que esperar com essa tecnologia?
Para o oncologista Stephen Stefani, tratamentos personalizados como esse ocupam um espaço cada vez mais relevante na literatura médica, mas os resultados anunciados nesta quarta ainda precisam avançar por outras etapas antes de mudar a prática clínica.
Ele pondera que a estratégia de usar vacinas customizadas contra o câncer já é discutida pela comunidade científica há bastante tempo, mas que transformar esse conhecimento em um tratamento disseminado depende de fatores que ainda não podem ser avaliados a partir do que foi divulgado até agora.
"A boa notícia é que sim, estamos avançando em termos de novos conhecimentos. Agora, fato é de transformar isso numa prática disseminada e institucionalizada vai depender de muitos aspectos que não estão ainda disponíveis para avaliar. Há muito tempo se vem falando nessa estratégia de tratar pacientes com esse modelo de vacina. E, obviamente, se eu tenho algum dado que mostrou um aumento de sobrevida global, ele tem que ser olhado com atenção", explica.
Por - G1























