O Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV até 31 de dezembro deste ano. A estratégia de resgate vacinal de jovens que não receberam a dose na idade recomendada seria encerrada este mês.

Em ofício, a pasta reforçou a importância do resgate vacinal para a ampliação do acesso de adolescentes ainda não imunizados e reafirmou a necessidade de estados e municípios intensificarem as ações voltadas para a vacinação desses jovens.
“O monitoramento dessa vacinação de resgate apresenta avanços, mas os dados ainda são insuficientes para alcançarmos os mais de 600 mil adolescentes contemplados, necessitando, portanto, o incremento de estratégias voltadas para ações extramuros, como nas escolas, universidades e outros locais”, destacou o ministério.
No documento, a pasta citou ainda a importância de parcerias com sociedades científicas, órgãos de classe, organizações não governamentais, igrejas e mídias, com o objetivo de ampliar a divulgação para a sociedade sobre a segurança e efetividade da vacina.
Dados coletados até junho deste ano indicam que 287.647 adolescentes com idade entre 15 e 19 anos foram imunizados contra o HPV, sendo 124.172 do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino.
Esquema vacinal
A vacina contra o HPV faz parte da rotina do calendário nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e simplificando o acesso à imunização.
Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids e pacientes oncológicos e transplantados, o esquema vacinal permanece com três doses.
A mesma recomendação se aplica a usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) entre 15 e 45 anos e a vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.
Análise
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembra que o HPV é o principal vírus causador de diversos tipos de câncer, sobretudo o de colo de útero, mas também está relacionado ao câncer anal, câncer de boca, de cabeça, de pescoço, de ânus, de vulva e de vagina.
“São diversos tipos de câncer que partem do princípio de uma infecção prévia pelo vírus. Ele promove uma alteração na mucosa desses locais e indivíduos que não conseguem eliminá-lo após a exposição persistem com essa infecção por tempo prolongado, levando à uma diferenciação dessas células, causando, no futuro ou na persistência dessa infecção, esses tipos de câncer,” explicou Kfouri.
Segundo ele, o objetivo da imunização é evitar que mulheres e homens, ao se exporem ao HPV, se infectem e fiquem com o vírus de forma persistente. “A vacinação de adolescentes foi demonstrada, em diversos locais do mundo, a idade mais eficaz – não só no desempenho da vacina, mas também pelo momento.”
“Ao vacinar antes da exposição ao vírus, já que é um vírus de transmissão basicamente sexual, você evita e consegue obter o melhor desempenho da vacina., que é proteger contra todos os tipos contidos na dose”, completou.
O médico destacou ainda que a estratégia de imunizar meninos e meninas amplia o poder de proteção por meio da redução da transmissão do vírus e que países que adotaram a ação obtiveram reduções expressivas em verrugas genitais, cânceres de vagina e vulva e, principalmente, no câncer de colo de útero.
“É uma vacina extremamente segura e altamente eficaz. Uma das mais eficazes que nós já desenvolvemos no mundo. Ao ponto da Organização Mundial da Saúde falar hoje em eliminar o câncer de colo de útero”, concluiu Kfouri.
Por - Agência Brasil
O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina contra o sarampo na capital paulista após três crianças menores de dois anos contraírem a infecção na zona norte da cidade, na última sexta-feira (26). O órgão também recomenda a aplicação do imunizante em Guarulhos, devido à intensa circulação de pessoas.

A vacina recomendada é a “dose zero”, que deve ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. O imunizante reforça a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e agravamentos da doença. O procedimento também contribui para impedir que mais indivíduos sejam infectados.
A dose não substitui as já previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco.
Casos de sarampo
O Ministério da Saúde informa que os três casos de infecção podem ter ocorrido por meio do contato com pessoas procedentes do exterior. Além disso, das três crianças que testaram positivo, duas estudam na mesma creche e a terceira mora na mesma região.
No ano passado, o Brasil registrou 38 casos de contaminação por sarampo. Contudo, permanece o status de país livre do sarampo, visto que os casos aconteceram por importação.
O mesmo não pode ser dito de outros países do continente americano, principalmente da América do Norte, que concentram alta circulação da doença. No México, foram registrados 11.771 casos neste ano. Nos Estados Unidos, foram 2.104 pessoas infectadas e no Canadá, 1.073 casos.
A ascensão do sarampo fez com que a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) retirasse do continente americano, no ano passado, o status de região livre de transmissão endêmica.
Por - Agência Brasil
A dor durante a inserção do dispositivo intrauterino (DIU) pode ser muito mais frequente do que indicam as diretrizes oficiais brasileiras. Um estudo realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) constatou que 81% das inserções do método contraceptivo foram acompanhadas de dor moderada ou intensa, percentual mais de 16 vezes superior ao estimado pelo manual técnico do Ministério da Saúde, que afirma que menos de 5% das mulheres experimentam esse nível de desconforto. A dor severa foi relatada por 54% das participantes e, a moderada, por 27%.
Publicado na revista International Journal of Gynecology & Obstetrics, o estudo analisou 7.259 inserções de DIU realizadas entre 2022 e 2024 em um serviço público de referência em Campinas (SP). Os resultados reforçam o debate sobre a necessidade de reconhecer a dor associada ao procedimento e ampliar as estratégias de manejo oferecidas às pacientes.
Os autores afirmam que os achados indicam a necessidade de atualização das diretrizes nacionais para refletir de forma mais fiel a experiência das usuárias e promover uma assistência centrada na paciente.
A dor durante a inserção do DIU pode ser parcialmente reduzida com o uso de anestésicos locais em gel, spray ou injetáveis, além de anti-inflamatórios, que têm mais eficácia de redução da dor após o procedimento.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda anestesia local e outras medidas para reduzir a dor, quando há disponibilidade de recursos, mas ressalta que a ausência dessas estratégias não deve ser barreira para o acesso e disponibilização do método.
Países como o Reino Unido oferecem estratégias de manejo de dor (como lidocaína em spray, creme ou injetável, em casos mais complexos).
Apenas o DIU de cobre é oferecido na rede pública no país
O DIU hormonal, que tem eficácia ligeiramente maior que a do DIU de cobre, ainda não é oferecido pelo SUS no Brasil. Apenas o de cobre é disponibilizado na rede pública e o uso de anestésicos locais durante sua inserção não é rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Além disso, apenas 20% das UBSs disponibilizam a colocação do dispositivo e é necessário agendamento, que pode levar meses, segundo o co-orientador do estudo, Luis Bahamondes.
Centros de referência, como a Unicamp, oferecem a colocação sem agendamento e com anestésico local e anti-inflamatórios em alguns casos. Mas o uso de anestésicos ainda é mais comum na rede particular como um todo.
Já a colocação do DIU com sedação exige internação em centro cirúrgico, o que aumenta os custos e inviabiliza o uso do método em larga escala na rede pública.
Bahamondes não aprova a internação em larga escala e defende esta estratégia apenas para casos raros: “Você acaba levando um procedimento ambulatorial e simples para o centro cirúrgico. Fazemos mais de quatro mil colocações de DIU por ano na Unicamp. Não seria possível internar essa quantidade de pessoas. Aumentaria terrivelmente os custos”, afirma. Ele acrescenta que, por ano, apenas cerca de quatro mulheres são levadas para o centro cirúrgico na instituição porque têm o colo muito fechado.
O estudo da Unicamp também ressalta que profissionais de saúde podem subestimar a intensidade da dor relatada pelas pacientes, o que pode influenciar tanto o aconselhamento quanto a oferta de medidas para reduzir o desconforto.
Mais da metade relatou dor intensa
Mulheres mais jovens e sem partos anteriores relataram mais dor no estudo. Além disso, as que passaram por cesariana agendada tendem a sentir dor mais intensa do que as que passaram por outro tipo de parto. Uma explicação seria a possibilidade de estenose do canal vaginal por conta de cicatrizes provocadas pela cesariana.
A pesquisa da Unicamp avaliou a dor imediatamente após a inserção do DIU por meio de uma escala visual analógica que varia de 0 a 10 pontos. Entenda melhor o nível de dor avaliada pelas participantes:
- Nenhuma dor: 3%. Dessas, 72% tiveram parto vaginal e, 42%, cesariana.
- Dor leve (nota 1 a 3): 15%. Dessas, 61% tiveram ao menos um parto vaginal e, 40%, tiveram ao menos uma cesariana.
- Dor moderada (nota 4 a 6): 27%. Dessas, 62% tiveram ao menos um parto vaginal e, 41% tiveram ao menos uma cesariana.
- Dor severa (nota 7 a 10): 54%. Dessas, 48% já tinham passado por ao menos um parto vaginal e 36% tinham passado por ao menos uma cesariana.
Na prática, isso significa que 81% das inserções foram classificadas como moderadamente ou severamente dolorosas.
Apesar de a taxa de dor severa durante a colocação do dispositivo ser alta, as taxas de aceitação do DIU (tanto o de cobre quanto o hormonal) são altas, quando ofertados sem custo para a usuária. Isso ocorre principalmente pelo fato de o método ser de longa duração e ter alta eficácia.
Segundo os pesquisadores, os resultados contrastam com o que é descrito nas diretrizes brasileiras, que apresentam a inserção do DIU como um procedimento simples e associam a dor moderada ou intensa a uma pequena parcela das pacientes.
Longa durabilidade é uma das vantagens do método
Atualmente, há três tipos de DIU no mercado. Entenda a durabilidade de cada um:
- DIU de cobre: dura 12 anos.
- DIU Mirena: dura 8 anos e faz a mulher parar de menstruar. Contém o hormônio levonorgestrel, um tipo de progestagênio (versão sintética da progesterona) – que é liberado gradualmente dentro do útero - e não contém estrogênio, que pode aumentar o risco de trombose em mulheres com predisposição à condição.
- DIU Kyleena: dura 5 anos e também contém levonorgestrel, em menor quantidade.
Entre as mulheres que usam DIU no mundo, cerca de 40% usam o de cobre e 60%, o Mirena. O uso do Kyleena ainda é muito baixo, destaca Bahamondes.
Alta eficácia e baixa adesão
Os autores destacam que o DIU é considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros e eficazes disponíveis. Tanto o de cobre quanto o hormonal têm eficácia superior a 99% na prevenção da gravidez.
Confira a taxa de falha de cada tipo de dispositivo:
- DIU hormonal (Mirena ou Kyleena) 2 para cada mil.
- DIU de cobre: 1 para cada cem.
Segundo Bahamondes, essas taxas são similares às da laqueadura. O médico destaca que, quando a mulher não planeja engravidar pelos próximos 2 ou 3 anos, o método já pode ser considerado.
Veja outras vantagens do DIU:
- Não depende do uso correto diário, como a pílula, o que evita falha por uso incorreto.
- É reversível; ao retirar o DIU, a fertilidade retorna rapidamente.
- Não afeta a capacidade futura de engravidar.
- Pode ser usado por mulheres que nunca tiveram filhos.
- Pouca manutenção: após a inserção, basta realizar acompanhamento médico periódico, sem necessidade de intervenções frequentes.
- Longa duração (de 5 a 12 anos, dependendo do tipo).
Apesar das vantagens e da alta aceitação, a adesão a esse tipo de método contraceptivo ainda está entre as mais baixas do país.
Veja como os diferentes métodos contraceptivos são usados:
- DIU: 4% a 5%
- Pílula: 40%
- Laqueadura: 25%
- Contraceptivos injetáveis: 10%
- Implante hormonal: menos de 1%
Dor é uma das barreiras para o uso do método
A autora do estudo, Ana Luiza Savi, destaca que a dor durante a inserção não deve ser vista como o único motivo para a baixa utilização do método no Brasil. Segundo ela, a adesão ao DIU é influenciada por uma combinação de fatores. Entre eles estão:
- Dificuldades de acesso ao procedimento;
- Carência de profissionais treinados;
- Ausência de oferta do DIU hormonal na rede pública;
- Alto custo da inserção em serviços privados;
- Desinformação e mitos sobre quem pode utilizar o método;
- Medo da dor e de possíveis efeitos adversos.
Savi destaca ainda que o DIU pode ser utilizado como contracepção de emergência até cinco dias após a relação sexual desprotegida, mas esta informação é pouco conhecida pela população. Além disso, o dispositivo ainda é pouco usado no pós-parto imediato.
A pesquisadora acrescenta que a adoção do método na rede pública no Brasil ainda pode ser considerada inicial. No país, a maior parte da população depende do SUS (74%) para acessar serviços de saúde, incluindo contracepção, e a portaria que estabeleceu o DIU com cobre na oferta do sistema foi publicada apenas no final de 2017. Além disso, os serviços de planejamento familiar foram bastante impactados pela pandemia de COVID-19, acrescenta Savi.
Especialista critica necessidade de agendamento e defende inserção por enfermeiros
Bahamondes defende que o dispositivo intrauterino seja oferecido também na versão hormonal, em uma quantidade maior de UBSs de referência pelo país e sem necessidade de agendamento prévio.
Ele reforça que uma única unidade por região nas capitais, por exemplo, já tornaria o processo menos demorado. Para isso, mais profissionais precisariam ser treinados, incluindo enfermeiros.
“Enfermeiro pode colocar DIU, mas o Conselho Federal de Medicina (CFM) é contra por uma reserva de mercado. Médicos são treinados para ver doentes. Na Suécia, Chile, Peru e em países da África, enfermeiros colocam DIU. Muitos estudos mostram que a colocação por enfermeiros e médicos tem taxas de segurança iguais”, afirma.
O especialista defende também uma cartilha distribuída nos centros onde a colocação é disponibilizada, informando sobre a possibilidade de uso de anti-inflamatórios antes do procedimento, além de anestésicos em gel e spray.
Na prática, muitas mulheres acabam optando por outros métodos devido à demora ou acabam engravidando antes do agendamento, que pode levar cerca de quatro meses.
Vale destacar que, no Brasil, cerca de 55% das gestações não são planejadas. O dado é do estudo nacional “Nascer no Brasil”, coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz, que entrevistou quase 24 mil mulheres em todo o país.
Apenas 6% receberam algum medicamento antes da inserção
Embora a dor tenha sido frequente, o uso de medicamentos antes do procedimento no estudo da Unicamp foi pouco comum. Dos mais de 7 mil procedimentos analisados, apenas 429 inserções — o equivalente a 6,1% do total — contaram com algum tipo de medicação administrada previamente.
Os medicamentos mais utilizados foram:
- Antiespasmódicos;
- Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs);
- Analgésicos.
O uso de opioides foi praticamente inexistente.
O estudo destaca que não havia um protocolo padronizado para controle da dor no serviço analisado. A decisão sobre prescrever ou não medicamentos era feita pelos profissionais responsáveis, geralmente entre 15 e 60 minutos antes da inserção.
A maioria das inserções avaliadas teve finalidade contraceptiva, e os DIUs hormonais representaram quase 88% dos procedimentos incluídos na pesquisa.
Diretrizes internacionais passaram a reconhecer a dor da inserção
Os pesquisadores observam que a discussão sobre a dor associada ao DIU tem ganhado destaque nos últimos anos.
Em 2025, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) publicou orientações recomendando que médicos considerem estratégias para minimizar a dor durante procedimentos ginecológicos realizados em consultório, incluindo a inserção de DIUs.
A OMS também atualizou suas recomendações contraceptivas para incluir a oferta rotineira de medicamentos capazes de facilitar o procedimento.
No Brasil, porém, o manual técnico do Ministério da Saúde sobre o DIU de cobre, publicado em 2018, continua afirmando que nenhuma intervenção demonstrou reduzir de forma comprovada a dor da inserção.
Pesquisadores defendem atualização das recomendações brasileiras
Para os autores do estudo da Unicamp, os resultados mostram que a experiência de dor durante a inserção do DIU precisa ser reconhecida de forma mais explícita pelas políticas públicas e pelos protocolos clínicos.
Segundo eles, atualizar as diretrizes nacionais, oferecer informações mais realistas sobre o procedimento e ampliar as opções de manejo da dor podem melhorar a experiência das pacientes e reduzir barreiras ao uso do método contraceptivo.
Na avaliação dos pesquisadores, aprimorar o controle da dor durante a inserção pode contribuir para aumentar a aceitação do DIU e incentivar mais pessoas a considerar o método como opção contraceptiva.
O que diz o Ministério da Saúde
O Ministério não respondeu ao g1 quais estudos ou evidências científicas embasaram a estimativa presente no manual técnico de 2018 de que menos de 5% das pacientes experimentam dor moderada ou intensa - apenas que seguiu recomendações da OMS à época.
Em nota ao portal, a pasta afirmou que orienta os profissionais do SUS a adotarem um cuidado centrado na paciente, com manejo da dor durante a inserção do DIU, uso de analgésicos e anti-inflamatórios quando indicado e interrupção do procedimento em caso de reação vasovagal.
O Ministério também destaca que acompanha pesquisas para atualizar as políticas públicas conforme novas evidências sobre a dor associada ao procedimento e informa que o SUS ampliou a oferta de métodos contraceptivos, incluindo o implante subdérmico de etonogestrel.
Quando o DIU de cobre não é indicado
De acordo com o Ministério da Saúde, a presença de qualquer uma das condições a seguir contraindica a inserção do DIU:
- Gestação;
- Prolapso uterino total;
- Câncer do colo do útero e câncer de endométrio;
- Imunodepressão grave pelo HIV (AIDS nos estágios clínicos 3 e 4);
- Trombocitopenia severa e outros distúrbios graves da coagulação;
- Período compreendido entre 48 horas e 1 mês pós-parto;
- Sangramento uterino anormal de origem desconhecida;
- Doença trofoblástica gestacional em tratamento;
- Distorções da cavidade uterina congênitas (malformações uterinas) ou adquiridas (miomas, pólipos, estenose do colo uterino) quando estas impedem a introdução ou a permanência do DIU no interior da cavidade uterina;
- Identificação ao exame físico de sinais sugestivos de cervicite, doença inflamatória pélvica aguda, endometrite crônica ou tuberculose pélvica. A inserção do DIU pode ser realizada imediatamente após o término do tratamento dessas afecções;
- Alergia ao cobre;
Durante o pós-parto / pós aborto imediato é contraindicada a inserção do DIU na:
- Presença de febre durante o trabalho de parto ou rotura de membranas amnióticas há mais de 24 horas;
- Ocorrência de hipotonia / atonia uterina ou retenção placentária;
- Vigência de abortamento infectado.
Desvantagens do DIU
Apesar da alta aceitação do DIU, até mesmo por mulheres que sentem dor intensa durante a colocação, o método também possui desvantagens.
Segundo o Ministério da Saúde, as desvantagens do DIU de cobre são:
- Aumento do fluxo menstrual, observado principalmente nos três primeiros meses de uso. Um moderado aumento pode permanecer por períodos mais prolongados para algumas mulheres, cessando imediatamente com a retirada.
- Aumento ou aparecimento transitório de cólicas menstruais – especialmente nos primeiros meses.
- Possibilidade de expulsão, sendo mais comum no primeiro ano.
- Possibilidade de perfuração uterina durante a inserção, evento extremamente raro.
- Possibilidade de dor ou cólica durante a introdução do dispositivo
Já entre as desvantagens do DIU hormonal, estão:
- Sangramento irregular nos primeiros meses
- Efeitos hormonais: como libera o hormônio levonorgestrel, algumas mulheres podem apresentar acne; dor de cabeça; sensibilidade mamária; alterações de humor e oleosidade da pele.
- Possibilidade de dor ou cólica durante a introdução do dispositivo
- Possibilidade de expulsão: em uma pequena porcentagem dos casos, o DIU pode deslocar-se ou ser parcialmente expulso
- Possibilidade de perfuração uterina durante a inserção, evento extremamente raro.
Por - G1
O ano de 2026 deverá ser um dos mais quentes desde 1850, quando os registros de clima e temperatura começaram a ser feitos.
Se na escola aprendemos sobre o aquecimento global, hoje já falamos em ebulição. Em escala social, observamos alternâncias cada vez mais bruscas, como frio e calor extremos, estiagens fora de época, enchentes por volumes recorde de chuva, e populações sofrendo as consequências da instabilidade climática.
Um relatório da The Lancet Countdown mostra que a crise do clima não está apenas transformando o planeta, mas também ameaçando o bem-estar das pessoas. O grupo internacional é formado por médicos, cientistas e especialistas em políticas públicas, reunidos para monitorar e comunicar os impactos do clima sobre a saúde humana a partir de dados para fomentar o desenvolvimento de soluções. Entre 20 indicadores de saúde analisados, 13 deles já atingiram níveis críticos.
Evidentemente, em um primeiro momento, as atenções se voltam às condições de ameaça à vida, isto é, impactos do calor (ou do frio extremo) em quadros cardiovasculares, desidratação e condições respiratórias, além das faixas etárias mais sensíveis aos termômetros. Existem ainda os riscos imediatos e a longo prazo para o maior órgão do nosso corpo: a pele.
Outro mercado que deve registrar um crescimento significativo até 2035 é aquele voltado aos ingredientes antipoluição — resíduos suspensos no ar que, sabidamente, oferecem efeito oxidante na pele. De acordo com a Future Market Insights, a expectativa é que ele avance de US$ 2,1 bilhões em 2025 para US$ 4,5 bilhões em dez anos, muito impulsionado pelas preocupações ambientais e pela procura de cuidados que atenuem esses efeitos no nosso dia a dia.
O FUTURO É PRA JÁ
A influência do estado do clima na beleza já ganhou termo: "climate beauty" ou beleza climática. Ele começa a despontar nos relatórios de tendências globais. "As mudanças deixaram de ser um possível cenário futuro e passaram a exigir adaptações no presente. Pensamos em posturas e movimentos com viés de resiliência e não de espera. Hoje, já nos deparamos com projeções que indicam aumento próximo de 1,5 a 2°C nas próximas décadas. Com isso, tanto as posturas quanto os produtos precisarão responder a esse novo cenário de 'ecoansiedade', que acompanharemos em maior frequência daqui para frente", diz Natália Vargas, executiva de tendências da WGSN no Brasil.
Diante dessa demanda, os novos cosméticos precisam de ainda mais predicados. Um relatório de uma das maiores feiras de beleza do mundo, a Cosmoprof Asia, fala no crescimento de investimento em biotecnologia para desenvolver produtos que se relacionem de forma responsiva com o clima, ao passo que também oferecem o que a pele precisa, tratando esses efeitos.
Há muitos caminhos para isso. Um deles é buscar as lições na própria natureza. É o caso do sérum Age Proteom, da Esthederm, fruto de uma pesquisa que procurou nas bactérias extremófilas, microrganismos resistentes a climas adversos, o segredo da sobrevivência em condições extremas. Foram mais de 40 anos de pesquisa até chegarem às bacterioruberinas, um protetor de proteínas que garante a sobrevivência nessas situações. A tecnologia patenteada foi desenvolvida pelo farmacêutico Jean-Noël Thorel, fundador do NAOS, grupo ao qual a marca pertence, e pelo biólogo Miroslav Radman, e hoje também está no creme para a área dos olhos.
Em março deste ano, a Natura anunciou um aporte na Antarka, startup uruguaia de biotecnologia focada em longevidade da pele. A empresa também trabalha com enzimas de microrganismos adaptados às condições extremas, neste caso, na Antártica, capazes de reparar as células contra os danos da radiação UV. "A integração reduz pela metade o tempo de desenvolvimento de novos produtos, otimizando nossa transição da bancada para a prateleira. Diferentemente dos antioxidantes tradicionais, essa tecnologia oferece uma precisão biológica superior, interagindo com vias celulares específicas para reparar danos solares e promover a longevidade cutânea de forma profunda e eficaz", explica Manuel Rios, diretor executivo de P&D e Inovação da Natura. Ainda não há lançamentos com o uso dessa tecnologia.
Também em março, a francesa L'Oréal comunicou uma parceria estratégica com a nossa Universidade Federal de Itajubá (Unifei) para o projeto CLIMADERMA. A iniciativa científica vai investigar como as mudanças climáticas impactam as regiões da América Latina. Serão realizadas medições em cinco cidades brasileiras e três da América do Sul para a coleta de informações sobre radiação solar ultravioleta, poluição do ar, temperatura e umidade — fatores conhecidos pela aceleração de problemas, como o envelhecimento precoce, a sensibilidade e as manchas da pele, além da fragilidade capilar. A marca pretende usar os dados para acelerar as discussões sobre o impacto das mudanças climáticas na saúde e nas necessidades dos consumidores. "Estamos diante de uma transformação climática que impactará a saúde humana, o futuro da beleza e os cuidados pessoais. Estamos investindo em pesquisa de ponta para entender esses desafios e desenvolver soluções inovadoras que antecipem as necessidades futuras dos nossos consumidores globalmente", afirmou Cristina Garcia, diretora de Comunicação Científica e de Pesquisa Avançada do Grupo L’Oréal para a América Latina, no material divulgado para a imprensa.
FAÇA CHUVA OU FAÇA SOL
Os planos são excitantes, mas o futuro já começou. "Considerando o mundo mais quente, a beleza precisa se tornar resistente frente ao calor e oferecer possibilidade de resfriamento. Produtos capazes de gelar e à prova de suor serão fundamentais, e tendem a se consolidar como uma nova categoria de mercado", diz Natália. No Brasil, a The Joy Lab conta com o AquaPro Cooler Antioxidante, gel facial com efeito de resfriamento e proteção contra o envelhecimento precoce causado pelo sol. A Ricca também entregou o Spray Corporal Ice Mist, com tecnologia capaz de reduzir a sensação térmica da pele em até 6°C. Segundo a marca, ele cria uma névoa refrescante que ajuda a aliviar o calor corporal após as atividades físicas.
Pensando na exposição solar intensa, a espanhola Isdin trouxe ao mercado o sérum Eryfotona Night, recomendado para reparar, durante a noite, os danos solares acumulados. Entre os ingredientes está o "DNA Repairsomes", produzido a partir da fermentação de microrganismos Micrococcus, ativo reconhecido por propriedades de regeneração do DNA cutâneo danificado por UV. À venda por aqui, o filtro solar Cica Cooling Sun Stick, da coreana Tocobo, protege enquanto resfria o rosto.
Ah, prepare-se ainda para carregar o seu gadget particular de ventilação. Duas novidades chegaram às prateleiras gringas no último mês: o ventilador HushJet Mini Cool, da Dyson, primeiro portátil da marca nesta frente. O mesmo promete o concorrente da Shark Beauty chamado ChillPill, sistema individual 3 em 1 com ventilador, placa de resfriamento e névoa de toque seco. A promessa é de reduzir a temperatura da pele em até -8,9 °C.
por - Glamour
O uso de medicamentos à base de análogos de GLP-1, popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras", vem se expandindo rapidamente e já provoca efeitos que vão além da perda de peso.
Nas redes sociais, o tema aparece em relatos de transformação física, entrevistas com celebridades e debates sobre saúde e estética, enquanto nos consultórios dermatológicos cresce a procura por soluções para um efeito colateral cada vez mais observado: a flacidez facial após emagrecimentos acelerados.
Segundo especialistas, a perda rápida de gordura corporal pode alterar de forma significativa a estrutura de sustentação do rosto. "Quando alguém perde muito peso em pouco tempo, o rosto perde os 'coxins' de gordura profunda, que funcionam como pilares de sustentação da face. Sem essa base, a pele sobra", explica a dermatologista Glauce Eiko.
O impacto não se limita ao volume facial. A qualidade da pele também pode ser afetada, especialmente em processos de emagrecimento mais intensos..
"Além disso, o estiramento prévio da pele e o processo rápido de emagrecimento podem comprometer a qualidade das fibras de colágeno e elastina, deixando o tecido com aspecto murcho, desidratado e menos elástico. Quando o paciente não tem indicação ou não quer realizar a cirurgia plástica, existem tecnologias e injetáveis que podem ajudar nos consultórios, em associação aos cuidados diários com dermocosméticos", acrescenta o Dr. Abdo Salomão Jr.
A velocidade da perda de peso aparece como um dos fatores centrais nesse processo. "Quanto mais rápida a perda de peso, mais rápida é a perda volumétrica e consumo de colágeno e elastina, com menor tempo para recuperação natural. A idade pode interferir, pois em pacientes que já iniciaram um processo de envelhecimento, a perda de peso pode intensificar os sinais", diz a Dra. Sylvia Ypiranga.
Ela acrescenta que, até o momento, não há evidências consistentes de influência genética nesse tipo de resposta: "Quanto à qualidade prévia da pele, se considerarmos procedimentos realizados previamente, que induzem a produção de colágeno, o efeito dos análogos de GLP-1 e GIP podem ser menos evidentes."
Nos consultórios, a abordagem para esses casos combina diferentes tecnologias. Entre elas, o dispositivo Atria II, que reúne ultrassom microfocado, radiofrequência e campo eletromagnético.
"O Atria II entrega pontos de coagulação que ajudam na formação do colágeno por meio do ultrassom microfocado. A radiofrequência bipolar atua superficialmente, o ultrassom trabalha as camadas médias e profundas e o campo eletromagnético vai trabalhar a musculatura. Isso traz um resultado impactante para a flacidez", destaca o Dr. Abdo Salomão. "O procedimento pode ser associado com toxina botulínica, bioestimuladores e preenchedores", afirma.
Além dos procedimentos realizados em consultório, os dermocosméticos passaram a fazer parte da rotina de cuidados de pacientes, com atuação complementar. "Os cremes não substituem os procedimentos injetáveis ou cirúrgicos, pois atuam principalmente na epiderme e na derme superficial. Mas eles funcionam como verdadeiros arquitetos da superfície da pele", pontua a Dra. Glauce.
Segundo ela, esses produtos podem atuar em diferentes frentes, como reforço da barreira cutânea, hidratação e estímulo indireto da produção de colágeno. "Podemos falar em efeito 'solo e semente': o Sculptra (ácido polilático) ou o Radiesse (hidroxiapatita de cálcio) são as sementes que estimulam o colágeno na derme; o dermocosmético é o fertilizante que prepara a derme superficial", completa.
Segundo o farmacêutico Maurizio Pupo, o ativo atua em camadas mais profundas da pele. "Assim, o sérum é capaz de combater o fenômeno conhecido como derretimento facial ou 'Ozempic Face', causado pela perda de sustentação da pele após emagrecimento rápido ou envelhecimento", comenta.
A fotoproteção segue como uma das principais recomendações para preservar a estrutura cutânea ao longo do tempo. "A radiação ultravioleta acelera a degradação do colágeno e da elastina. O uso diário de protetor solar ajuda a reduzir perdas adicionais de firmeza", observa a Dra. Glauce.
Nos casos mais avançados, nem sempre os procedimentos não cirúrgicos são suficientes, e a avaliação para intervenções cirúrgicas pode entrar na discussão clínica. "É importante que essa decisão envolva o médico e o paciente", alerta a Dra. Sylvia.
A cirurgiã plástica Beatriz Lassance relata que o perfil dos pacientes tem mudado com o aumento do uso desses medicamentos. "Temos visto pacientes jovens que estão emagrecendo muito com as canetas emagrecedoras. A perda de gordura na face confere ar mais envelhecido. Podemos resolver com enxerto de gordura, uma plicatura leve ou em alguns casos o próprio deep plane facelift, uma técnica em que descolamos planos profundos liberando ligamentos, que seguram o tecido mais flácido, e reposicionamos todos os tecidos. O descolamento da pele é menor, o que deixa a recuperação mais rápida", detalha.
Ela reforça, no entanto, que o cuidado estético não se limita a intervenções pontuais. "Hoje, o lifting é parte de um plano de rejuvenescimento contínuo, não um evento isolado. Hábitos saudáveis, controle da qualidade cutânea com skincare adequado e uso de tecnologias e proteção solar também são fundamentais", finaliza.
Por - O Globo
A incidência de tabagismo entre pessoas homossexuais e bissexuais é 76% maior do que entre os heterossexuais, aponta um levantamento apresentado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) nesta quinta-feira (25), em um evento no Rio de Janeiro (RJ). 

Uma análise dos microdados da última Pesquisa Nacional de Saúde, principal base de informações oficiais sobre a saúde dos brasileiros, lançada em 2019, mostra que 22,4% das pessoas do primeiro grupo consumiam produtos de tabaco, contra 12,7% do segundo grupo.
Considerando apenas os dispositivos eletrônicos, mais conhecidos como vapes, a prevalência entre homossexuais e bissexuais foi quase seis vezes maior, mas a proporção de consumidores é superior em todos os tipos de produtos.
De acordo com a pesquisadora Aline Mesquita, que integra a Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca, o Brasil já tem uma boa política de controle do tabaco, mas é preciso que ela seja cruzada com a política de promoção da saúde da população LGBTI+ para a criação de estratégias que contemplem esse público específico.
“O tabagismo é o principal fator de risco para doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, cânceres, doenças respiratórias. Então, essa prevalência vai ter mais impactos sobre a saúde e a vida dessas pessoas”, alerta Aline.
Para a Secretária-Executiva do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBTI+ do Rio de Janeiro, Denise Taynah, serviços que tradicionalmente atendem essa população, como as unidades que realizam processo transsexualizador, também devem ser envolvidas nas políticas antitabagismo.
“Como os serviços de saúde vão tratar essas pessoas de uma forma efetiva para que elas reduzam o fumo? A gente precisa de um protocolo para as unidades de saúde colaborarem para aquela pessoa ter uma saúde física e mental melhor e mais anos de vida”, acrescenta.
Indústria
Segundo Aline Mesquita, essa diferença já tinha sido verificada anteriormente e também é apontada pela literatura científica. Ela diz que a indústria tabagista também está ciente dessa disparidade e tem investido em ações para estimular o consumo entre as pessoas LGBTI+.
“Muitas vezes, elas fazem o que chamam de “responsabilidade social corporativa”, com o patrocínio de eventos, por exemplo, para criar uma imagem mais positiva, fazendo uma promoção indireta dos seus produtos”, explica.
Outra estratégia da indústria é o lançamento de produtos com aromas e sabores, “com uma nova roupagem, cheia de aditivos, passando a ideia de um produto menos danoso, o que é uma grande falácia, mas é uma isca especialmente pro mais jovens”.
Fatores-chave
Aline acredita que o preconceito e a violência são fatores-chave para explicar essa maior incidência: “90% das pessoas que fumam começam antes dos 19 anos. Imagina um adolescente, que já tem as vulnerabilidades típicas da adolescência e sofre com esses fatores relacionados à LGBTIfobia”
“Há mais chance de um quadro de depressão e ansiedade, e tudo isso acaba sendo um terreno propício para o uso não só de tabaco, mas de álcool e outras drogas”, complementa a pesquisadora do Inca.
A Pesquisa Nacional de Saúde não investigou a identidade de gênero dos brasileiros, mas de acordo com Gab Van, diretor executivo da Liga Transmasculina João W Nery, as mesmas questões favorecem o tabagismo na população transexual.
“Em uma atividade feita pela liga, a gente perguntou para os meninos se eles fumavam e em que período eles começaram e coincidia com um momento de ansiedade, de violência. E quando eles sofriam mais violência era quando eles consumiam mais”, ele conta.
O assessor técnico do Ministério da Saúde Danylo Guimarães explicou que o Sistema Único de Saúde possui uma ferramenta que pode ser usada para produzir dados sobre a população brasileira, o SUS APS, sistema integrado da rede de atenção primária, com mais de 174 milhões de pessoas cadastradas. No entanto, em 2023, apenas 0,15% desses cadastros traziam a informação sobre orientação de gênero.
Por isso, em 2024, os campos “orientação sexual” e “identidade de gênero” passaram a ser de preenchimento obrigatório pelos profissionais de saúde, que primeiro devem perguntar se a pessoa deseja declarar essas informações.
Mesmo com dados escassos, foi possível confirmar a maior incidência de tabagismo na população LGBTI: 19,7% das pessoas que se declararam como homossexuais consumiam produtos de tabaco, contra 7,3% das que se declararam heterossexuais.
“A atenção primária à saúde é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde. Então, a gente tem uma capilaridade bem interessante porque estamos em todos os municípios brasileiros. A gente reconhece que a atenção primária pode ser esse lugar de escuta qualificada, precursor dos movimentos para controle do tabaco no Brasil”, defendeu Guimarães.
Por- Agência Brasil























