Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca

Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. 

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU). 

Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.  

Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença. 

Sobre a doença 

A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. 

A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.   

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Fiocruz vai iniciar testes da primeira vacina RNAm contra a covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a iniciar os estudos clínicos da vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a covid-19. A vacina é a primeira produzida com esta tecnologia no país. 

O imunizante foi totalmente desenvolvido na plataforma RNAm da Fiocruz. O estudo de Fase 1 tem o objetivo de avaliar a segurança e a imunogenicidade do reforço vacinal com a vacina COVID19 (RNAm) da Biomanguinhos/Fiocruz em participantes adultos sadios. 

A vacina do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos passou pelo estágio pré-clínico, que mostrou eficácia na proteção contra a doença. Também foram realizados estudos toxicológicos e de escalonamento.

Participantes

O recrutamento dos participantes para a Fase 1 do estudo clínico está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027. 

Serão incluídos no estudo 90 participantes saudáveis entre 18 e 59 anos. As pessoas serão recrutadas nos centros Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e Policlínica Lincoln de Freitas Filho, no Rio de Janeiro (RJ). 

O período de inclusão desse grupo no estudo deverá ser de seis meses. Após a inclusão, cada participante será acompanhado por mais seis meses. 

Na primeira fase, são testadas a segurança e a imunogenicidade do reforço da vacina. O estudo clínico vai avaliar o uso do imunizante como dose de reforço, como consta atualmente no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira

Mais de 8 milhões de doses de vacinas foram aplicadas em todo o país durante a Campanha Nacional de Multivacinação de 2026, iniciada em 3 de agosto e que se encerra nesta terça-feira (1º).

Realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, a campanha nacional combate doenças preveníveis por imunização. O público alvo é de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Somente no Dia D da Multivacinação, realizado em 22 de agosto, mais de 1 milhão de doses foram aplicadas.

Os pais e responsáveis ainda podem aproveitar o último dia da mobilização e procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualização do Calendário Vacinal das crianças e adolescentes.

Doenças que podem ser prevenidas

Entre as enfermidades que podem ser evitadas pela vacinação ofertada pelo SUS estão:

  • sarampo,
  • dengue,
  • formas graves de tuberculose,
  • hepatites A e B,
  • difteria,
  • tétano,
  • coqueluche,
  • poliomielite,
  • infecções por rotavírus,
  • pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos,
  • influenza (gripe),
  • covid-19,
  • febre amarela,
  • caxumba,
  • rubéola,
  • varicela (catapora),
  • infecções pelo papilomavírus humano (HPV).

Pela primeira vez, a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) foi ofertada em uma Campanha Nacional de Multivacinação, após ter sido incorporada, neste ano, ao Calendário Nacional de Vacinação.

O novo imunizante conjugado protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae que causam doenças como pneumonias e meningites,

Vacinação o ano inteiro

Mesmo com o fim da Campanha Nacional de Multivacinação de 2026, as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação permanecem disponíveis regularmente durante todo o ano no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos pontos de vacinação organizados pelos estados e municípios.

A vacinação é feita de acordo com o histórico de cada criança ou adolescente: após a avaliação da caderneta, os profissionais de saúde identificam quais vacinas são necessárias para iniciar, completar ou atualizar o esquema recomendado.

Reforço contra o sarampo

A vacinação contra o sarampo também foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, em São Paulo.

O reforço contra o sarampo foi adotado depois que a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou a ocorrência de casos da doença.

Somente em 2026, até 27 de agosto, já são 26 ocorrências do tipo. Entre as pessoas infectadas, 19 delas não tinham se vacinado ou tinham esquema vacinal incompleto.

Em 2025, foram registrados 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação no país.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Pacientes com câncer colorretal têm medicamento aprovado pela Anvisa

Pacientes adultos em tratamento contra o câncer colorretal metastático têm o medicamento Fruzaqla (fruquintinibe) como opção de tratamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da substância nesta segunda-feira (31).

O produto é indicado ao tratamento de pacientes, entre outras situações, que já passaram por quimioterapia à base de fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano.

O fruquintinibe é um medicamento que bloqueia, de forma específica, alguns receptores. Esses receptores são importantes para a ação do VEGF, substância que estimula a formação de novos vasos sanguíneos. 

O bloqueio dessa via é uma estratégia muito usada no tratamento do câncer, incluindo o tipo colorretal. Ao impedir a ação desses receptores, o novo medicamento reduz a formação de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor, dificultando seu crescimento. O Fruzaqla “corta o suprimento” de sangue do tumor e assim ajuda a controlar a doença. 

 

 

 

 

por - Agência Brasil

Quando a queda de cabelo deixa de ser normal? Veja os sinais de alerta

Encontrar alguns fios no travesseiro ao acordar, na escova depois de pentear o cabelo ou no ralo do banho faz parte da rotina.

O cabelo está constantemente passando por diferentes fases de crescimento, repouso e queda, e perder fios diariamente é esperado. O que merece atenção é quando esse padrão muda: o volume diminui de maneira perceptível, o couro cabeludo começa a ficar mais aparente ou surgem áreas de falha.

Não é preciso, no entanto, transformar a rotina em uma contagem diária de fios. Segundo a dermatologista e tricologista Tamara Vanzela, a referência de 50 a 100 fios por dia é apenas uma estimativa. Mais importante é observar o que é habitual para cada pessoa.

"Existem pacientes que perdem muito menos do que 50 fios diariamente. Por isso, orientamos observar o padrão individual. Se você estava acostumado a perder determinada quantidade e, de repente, percebe um aumento, essa mudança já deve ser considerada um sinal de alerta", explica.

Algumas alterações podem ser percebidas de maneira bastante simples. O cabelo preso pode parecer menos volumoso, o elástico pode precisar de mais voltas para segurá-lo e as pontas podem ficar mais finas. Também é possível notar maior exposição do couro cabeludo, principalmente quando os fios estão molhados ou sob determinada iluminação.

"Quando a pessoa percebe que o elástico começa a dar mais voltas para prender o cabelo, que as pontas estão mais ralas ou que o couro cabeludo fica mais aparente quando os fios estão molhados ou sob a luz, temos sinais que precisam ser investigados", diz Tamara.

A situação merece ainda mais atenção quando a mudança vem acompanhada de coceira, descamação, dor ou vermelhidão. Uma redução progressiva da densidade também deve ser avaliada, principalmente quando não há uma explicação evidente para o que está acontecendo.

O que pode provocar a queda?

Há diferentes causas para a perda dos fios, e elas nem sempre são fáceis de identificar sem uma avaliação médica. Uma das mais comuns é o eflúvio telógeno, alteração temporária do ciclo capilar que pode aparecer depois de infecções, cirurgias, emagrecimento, mudanças hormonais, deficiências nutricionais ou períodos de estresse.

É justamente por isso que uma queda percebida hoje pode ter relação com algo que aconteceu meses antes. "Quando o paciente apresenta queda, é importante olhar para o que aconteceu cerca de três meses antes. Um período de estresse pode alterar o ciclo capilar e fazer com que essa queda apareça posteriormente", ressalta a dermatologista.

Também estão entre as possibilidades a alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície, que tem influência genética, e a alopecia areata, uma doença autoimune que pode provocar áreas bem delimitadas sem cabelo.

Falhas localizadas merecem atenção especial. Áreas arredondadas podem estar relacionadas à alopecia areata, mas outras doenças autoimunes e inflamatórias, além de algumas infecções, também podem provocar perda dos fios em regiões específicas. "Quando existe uma falha em uma região específica, é muito importante fazer uma avaliação, porque pode haver uma condição que necessite de tratamento especializado", alerta Tamara.

Queda de cabelo aumentou? Saiba quando é hora de investigar — Foto: Magnific
Queda de cabelo aumentou? Saiba quando é hora de investigar — Foto: Magnific

E a queda no fim do verão?

Existe a percepção de que os fios caem mais no fim do verão e no início do outono. Embora alguns estudos apontem uma possível variação sazonal no ciclo capilar, esse efeito não é tão definido nos seres humanos. Alimentação, estresse, doenças, infecções e alterações hormonais, entre outros fatores, podem ter uma influência muito maior sobre o que acontece com os fios.

Por isso, uma mudança percebida nessa época do ano não deve ser automaticamente atribuída à estação. O contexto dos meses anteriores também importa.

Quando procurar ajuda?

Diante de uma queda acima do habitual, a tentação de tentar resolver o problema em casa pode ser grande. Shampoos antiqueda, suplementos e polivitamínicos aparecem com frequência como primeiras alternativas, mas não necessariamente atuam sobre a origem do problema.

Além disso, tratar apenas o sintoma pode atrasar a identificação de uma doença. "Quando a pessoa trata por conta própria, pode postergar o diagnóstico e a resolução da queda. Em casos de algumas doenças cicatriciais, por exemplo, podemos perder folículos que não voltarão a produzir cabelo", alerta Tamara.

A investigação, portanto, é importante não apenas para conter a perda, mas para entender por que ela está acontecendo. "O mais importante é identificar a causa, que pode ser genética, inflamatória, nutricional ou uma alteração do próprio ciclo capilar, para então indicar o tratamento correto", conclui.

 

 

 

 

 

 

Por - O Globo

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