Anvisa proíbe propaganda de caneta emagrecedora Semavy

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a propaganda do medicamento Semavy (semaglutida). A resolução foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União.

O medicamento do tipo GLP-1, popularmente conhecido como caneta emagrecedora, foi aprovado pela agência com indicação para tratar diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado.

Trata-se de produto de tarja vermelha, sujeito à retenção de receita médica, assim como as demais canetas emagrecedoras.

“A propaganda de medicamentos com tarja vermelha ou preta é proibida no Brasil”, reforçou a Anvisa.  

Em nota, a agência informou ter constatado propaganda do medicamento em painéis eletrônicos localizados no Aeroporto de Congonhas, no site do produto e em perfis nas redes sociais.

Entenda

A Lei nº 6.360/1976 só permite a publicidade de medicamentos que sejam de venda isenta de prescrição médica, ou seja, que não possuam tarja vermelha ou tarja preta em suas embalagens.

“Medicamentos que exigem prescrição médica (tarja vermelha ou preta) devem ter a sua divulgação restrita aos profissionais de saúde que podem receitar (médicos ou dentistas) ou dispensar (farmacêuticos) medicamentos”, destacou a Anvisa.

A Agência Brasil entrou em contato com a Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., do grupo Hypera Pharma, responsável pela fabricação da caneta Semavy, e aguarda posicionamento.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Anvisa alerta para venda irregular de tirzepatida em pó na internet

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta, nesta quarta-feira (23), sobre a oferta irregular nas redes sociais de tirzepatida em pó. A substância é um medicamento injetável que ativa o receptor de GLP-1, presente nas chamadas canetas emagrecedoras.  

No Brasil, a tirzepatida regulamentada pela Anvisa é vendida em farmácias, sendo o princípio ativo presente no Mounjaro. Também pode ser encontrada em farmácias de manipulação, desde que o paciente tenha indicação e prescrição médica. 

O órgão alerta que não é seguro manipular e utilizar medicamentos que não foram produzidos em um ambiente estéril, ou seja, livre de microorganismos como bactérias e fungos. 

“Tutorial” 

De acordo com a nota, em vídeos em formato de tutorial nas redes sociais os usuários diluem o produto e ensinam a fazer a aplicação em casa sem qualquer cuidado sanitário. A agência ressalta que o comércio ilegal desse tipo de medicamento tem sido alvo de diversas ações policiais.  

A Anvisa ressalta que, como o produto não passou por nenhuma avaliação, não é possível comprovar nem mesmo se o princípio ativo da substância está presente.  

“Além disso, não é possível comprovar sua concentração, nem a presença de impurezas e agentes contaminantes”, diz a nota.  

Riscos 

O órgão alerta que, quando uma substância é injetada no corpo, acessa o organismo diretamente e pode se transformar em uma infecção grave.  

“A crença de que misturar um produto em pó com água ou outra solução e aplicá-lo com uma seringa torna essa mistura segura oferece sérios riscos à saúde, especialmente quando não existe garantia de que o produto seja estéril”. 

O órgão chama atenção para o fato de que os contaminantes podem ser invisíveis a olho nu e, o fato de que o produto pareça limpo e esteja lacrado, não significa que seja seguro.  

Há também o risco de contaminação no preparo, por se tratar de ambiente doméstico.  

“Por essas razões, apenas produtos fabricados especificamente para uso injetável, sob rígidos controles de qualidade e esterilidade, devem ser administrados por essa via”, recomenda a Anvisa 

Peptídeo 

A Anvisa informou que, além da tirzepatida em pó, perfis nas redes sociais também divulgam e indicam o uso do CBL-514, substância com suposto potencial de redução da gordura localizada. No entanto, o peptídeo sintético ainda está em fase 2 de estudo e não tem nem registro, nem autorização para venda. 

Nessa fase, o produto ainda está sendo avaliado em ensaios clínicos para confirmar, ou não, sua segurança, eficácia e qualidade.  

“Nessas condições, não há garantias de que os benefícios esperados superem possíveis danos à saúde.”, afirma a agência.  

 

 

 

 

 

 

Por - AgÊncia Brasil

Planos de saúde terão que cobrir DIU hormonal em casos de endometriose

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a inclusão, na lista de cobertura obrigatória por operadoras de planos de saúde, do dispositivo intrauterino (DIU) hormonal para pacientes com endometriose.

Em nota, a ANS informou que a decisão vale para casos onde há contraindicação ou não adesão a contraceptivos orais combinados. A regra inclui tanto o dispositivo quanto o processo de inserção e passa a valer a partir do dia 1º de outubro.

A mudança foi estabelecida por meio da publicação da Resolução Normativa nº 680, de 18 de setembro de 2026, que altera o chamado Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.

Entenda

O DIU dessa categoria libera o hormônio sintético levonorgestrel, responsável por causar amenorreia (ausência ou cessação da menstruação) em até 60% das usuárias. O dispositivo, em formato de T, é colocado no útero, onde libera o hormônio.

Entre as mulheres que continuam menstruando após a inserção do dispositivo, o fluxo passa a ser bastante reduzido, o que melhora a qualidade de vida de pacientes com cólicas e fluxos intensos.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Anvisa publica registro de medicação para hipoparatireoidismo crônico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro do medicamento Yorvipath (palopegteriparatida), terapia de reposição do hormônio da paratireoide indicada para o tratamento de adultos com hipoparatireoidismo crônico.

Em nota, a agência destacou que a condição é rara, mas tratável, causa baixos níveis de cálcio no sangue e geralmente é causada por danos às glândulas paratireoides durante cirurgias, mas também pode ser provocada por doenças genéticas e autoimunes.

Segundo a Anvisa, a palopegteriparatida é um pró-fármaco de liberação prolongada do hormônio da paratireoide, desenvolvido para manter uma exposição contínua e estável por até 24 horas.

Ainda de acordo com a agência, o medicamento favorece a regulação fisiológica do cálcio e do fosfato, aumentando a reabsorção renal de cálcio, modulando a excreção de fosfato e estimulando a produção de vitamina D ativa.

“Com isso, apresenta potencial para restaurar de forma mais fisiológica as funções do PTH ausente ou insuficiente”, destacou a nota.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Leite ‘zero lactose’ tem lactose, sim (e há quem sinta sua presença)

No supermercado, quem não tolera bem laticínios aprende a caçar uma palavra na embalagem: "zero".

O que quase ninguém sabe é que ela não quer dizer ausência de lactose. Todo leite tem o açúcar naturalmente; o que a indústria faz, nesses produtos, é adicionar uma enzima que o quebra antes de a caixa chegar à prateleira. Some quase tudo —mas nunca tudo.

Por isso a legislação brasileira só libera o rótulo "sem lactose" quando resta, no máximo, 100 miligramas do açúcar a cada 100 mililitros: uma fração ínfima, mas existente. Ainda assim, há quem continue passando mal mesmo com a versão isenta na geladeira —e, quase sempre, o culpado não é esse pouco que sobrou.

 

Quebra nunca é completa

Nenhum leite nasce sem lactose. Todo leite de vaca carrega o açúcar naturalmente, algo entre 4 e 5 gramas a cada 100 mililitros. O que transforma o produto comum na versão "zero" é a entrada de uma enzima, a lactase, ainda na indústria.

Ela faz, dentro da própria embalagem, o serviço que o intestino de quem é intolerante não dá conta de realizar: parte a lactose em dois açúcares menores, a glicose e a galactose, que o corpo absorve sem esforço. Quando o consumidor abre a caixa, a maior parte do açúcar já foi digerida para ele.

Essa quebra, porém, nunca é total. Escapa sempre uma fração de lactose intacta, e é ela que permanece no produto final, dentro do limite de 100 miligramas por 100 mililitros.

"A indústria faz esse trabalho por você, mas não consegue garantir a quebra de toda a lactose. Sempre resta um resíduo mínimo", explica Giovanna Pisanelli, doutora em Ciência dos Alimentos.

É esse resíduo que o rótulo, ao dizer "zero", não mostra. 

 

Pouco a ponto de passar despercebido

A quantidade que sobra é o que a legislação considera desprezível. O limite de 100 miligramas foi fixado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): abaixo dele, o produto pode ser chamado de isento de lactose; entre 100 miligramas e 1 grama, entra na categoria de baixo teor. A régua é baixa porque parte de uma constatação clínica.

"É muito raro alguém ter sintomas com até 100 miligramas de lactose. Para desencadear desconforto, costumam ser necessárias quantidades bem maiores, na casa dos gramas", afirma Patrícia Holanda Almeida, gastroenterologista do Einstein Hospital Israelita.

Na fiscalização feita pelo Mapa entre 2021 e 2025, a conformidade dos lácteos analisados ficou acima de 97% em todos os anos —sinal de que, na esmagadora maioria dos casos, o resíduo respeita o teto permitido.

 

Nem sempre o problema é a lactose

Se o resíduo é tão baixo, resta a pergunta que originou a dúvida: por que há quem passe mal mesmo com o leite zero? A resposta tem duas partes. A primeira é que existe, sim, um grupo menor de pessoas com intolerância acentuada capaz de reagir a essa fração mínima.

A segunda parte é a mais importante —e a que os médicos pedem para não pular. Na maior parte dos casos em que o sintoma persiste, o culpado não é a lactose residual, e sim outra coisa.

"Não é impossível que ela cause sintomas, mas não dá para responsabilizá-la antes de descartar outras condições", diz Patrícia.

Entre as suspeitas que ela investiga estão a síndrome do intestino irritável, o supercrescimento bacteriano no intestino delgado e a intolerância a outros açúcares, como a frutose, muitas vezes presente no mesmo produto.

Parte da confusão vem de trocar a lactose por uma proteína do leite. Muita gente passa mal com o leite comum e credita o incômodo ao açúcar, quando na verdade reage à caseína —a principal proteína do leite, presente em qualquer copo, com ou sem lactose.

É o que ajuda a explicar a boa fama do leite A2: ele não tem menos lactose, mas é produzido por vacas que fabricam uma versão levemente diferente dessa proteína, mais fácil de digerir. Quem se sente melhor ao trocar o leite comum pelo A2 costuma descobrir que o problema nunca esteve na lactose.

 — Foto: Shutterstock

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Sintomas x diagnóstico

Confirmar a intolerância começa por uma distinção que costuma escapar. Absorver mal o açúcar não é o mesmo que ser intolerante: há quem tenha a má absorção apontada num exame e não sinta nada no dia a dia. O que caracteriza a intolerância, segundo Patrícia, é o sintoma —a queixa que surge depois de consumir leite ou derivados. Sem sintoma, não há intolerância a tratar.

Diante da queixa, alguns exames ajudam a fechar o quadro.

  1. O teste genético aponta a predisposição sem expor a pessoa ao açúcar, o que evita o mal-estar.
  2. No teste respiratório, o paciente assopra num aparelho parecido com um bafômetro depois de ingerir uma dose de lactose.
  3. E o exame de sangue acompanha a glicose: mede-se o valor em jejum, o paciente toma o produto com lactose e a glicemia é aferida de novo ao longo da hora seguinte. Se o açúcar foi quebrado e absorvido, a glicose sobe pelo menos 20 pontos; quando quase não se mexe, é sinal de que ele não foi digerido.

 

O que fazer diante do desconforto

Confirmada a intolerância e afastadas as outras causas, seguir sentindo sintomas com a versão sem lactose não obriga ninguém a abandonar o leite de imediato —mas o passo seguinte é de um especialista, não do balcão do supermercado. É ele quem avalia o caso, indica o que testar e ajusta a conduta a cada paciente, já que a tolerância varia de pessoa para pessoa.

Entre as saídas que o médico pode recomendar está a troca de marca. Como a dosagem da enzima não é padronizada, o teor residual muda de um fabricante para outro, e há opções mais limpas na prateleira.

"Existem marcas com nível mais baixo e regular, e pacientes que toleram melhor uma do que outra", conta Patrícia —o que explica alguém reagir bem a um leite e mal a outro, ainda que ambos estampem "zero" no rótulo.

A depender do quadro, ele pode orientar o uso de lactase em cápsula junto ao alimento ou a redução da porção de uma vez, estratégia que se apoia numa característica da condição:

"O intolerante não tem alergia. Ele mantém alguma capacidade de lidar com o açúcar, e o quanto é individual", diz a médica. Quando nada funciona, diz, entram as bebidas vegetais, à base de aveia ou amêndoa.

Mais do que definir o que ingerir, porém, o acompanhamento ajuda a domar os sintomas na origem. Cuidar da saúde intestinal, praticar atividade física e controlar o estresse reduzem a frequência do desconforto —não apagam a intolerância, mas tornam a convivência com ela mais leve. Não por acaso, observa Patrícia, muitos pacientes relatam menos episódios nas férias, quando a pressão do dia a dia afrouxa.

O que a médica desaconselha é o caminho inverso, de cortar alimentos por conta própria: “Muitos chegam ao consultório com a dieta tão restrita que já apresentam deficiências nutricionais”, diz. “Por isso, o diagnóstico é fundamental para que o médico defina a melhor conduta.”

 

 

 

 

 

Por - g1

1,60 m, 1,70 m, 1,80 m: qual seria o peso ideal para cada altura?

O peso ideal é uma preocupação constante na sociedade atual. Muitas pessoas buscam determinar quantos quilos deveriam ter de acordo com a altura, embora esse conceito não tenha um número universal que se aplique a toda a população.

Diversos fatores, como genética, estado geral de saúde, massa muscular e nível de atividade física diária, influenciam diretamente o que a medicina considera um peso saudável. Especialistas defendem uma abordagem individualizada, com foco no bem-estar integral, em vez de metas estéticas rígidas que desconsiderem as características biológicas de cada pessoa. 

Determinar um peso saudável é mais complexo do que simplesmente medir a altura. Segundo o portal Tua Saúde, a avaliação deve levar em conta variáveis importantes, como retenção de líquidos, percentual de gordura corporal e estrutura muscular.

O método mais utilizado para essa estimativa é o Índice de Massa Corporal (IMC), uma ferramenta matemática que divide o peso da pessoa pelo quadrado da sua altura.

Esse indicador classifica os indivíduos em faixas padronizadas para avaliar o estado físico geral. Um IMC inferior a 18,5 caracteriza baixo peso, enquanto valores entre 18,5 e 24,9 indicam peso normal. Acima desses níveis, as classificações incluem sobrepeso, entre 25 e 29,9, e obesidade, considerada a partir de um IMC igual ou superior a 30.

A busca por um peso saudável exige mudanças concretas no estilo de vida. Nutricionistas recomendam procurar orientação profissional antes de iniciar qualquer plano alimentar, já que uma dieta equilibrada pode acelerar o metabolismo e ajudar no controle da ansiedade. Essas medidas favorecem o processo de emagrecimento sob acompanhamento médico constante. 

A prática regular de atividade física complementa esses esforços, pois o exercício aumenta o gasto calórico e melhora a eficiência metabólica do organismo. Nos casos de obesidade mórbida, especialistas podem considerar estratégias adicionais, como o uso de medicamentos específicos ou a realização de cirurgia bariátrica, sempre associadas a mudanças significativas nos hábitos diários para garantir resultados duradouros.

O desafio também se estende às pessoas que estão abaixo do peso considerado ideal. Nesses casos, o objetivo passa a ser o ganho saudável de massa muscular, por meio de uma alimentação hipercalórica e nutritiva. Profissionais recomendam o consumo de alimentos ricos em proteínas, como ovos, queijo, frango e salmão, para favorecer o aumento da massa magra. Uma estratégia eficaz consiste em fazer refeições a cada três horas, o que ajuda a manter um balanço energético positivo. A chave está sempre na combinação equilibrada entre alimentação adequada e prática regular de exercícios.

A saúde não depende de um único número na balança, mas do funcionamento harmonioso de todo o organismo. Por isso, a orientação profissional é fundamental em qualquer processo de mudança, seja para reduzir o percentual de gordura corporal, aumentar a massa muscular ou manter o equilíbrio a longo prazo. 

A ciência destaca que cada corpo responde de maneira diferente aos estímulos externos e, por isso, os planos de saúde e bem-estar devem ser adaptados às características individuais identificadas em avaliações médicas de rotina.

 

 

 

 

 

Por - O Globo