Como cortar cebola sem chorar

A cebola é um dos pilares das culinárias do mundo — presente em molhos, guarnições, refogados e mais. Porém, seu preparo pode resultar em um ritual desconfortável: os olhos lacrimejando, os cílios borrados, uma sensação de irritação que interrompe a fluidez na cozinha. Felizmente, esse momento pode se tornar muito mais tranquilo e sem lágrimas.

 

O que causa as lágrimas

 Ao cortar uma cebola, você rompe as suas células. Isso desencadeia uma reação química que libera compostos de enxofre — notadamente o syn-propanethial-S-oxide. Quando esse gás sobe e encontra a umidade dos olhos, forma ácido suave, provocando ardência e a resposta de lágrimas naturais para neutralizar a irritação.

  

Truques que realmente funcionam

Aqui estão técnicas testadas por chefs, cientistas e entusiastas da gastronomia para facilitar a tarefa:

 

1. Resfrie a cebola antes de cortar

Guarde a cebola na geladeira por cerca de 30 minutos a 1 hora (ou 10–15 minutos no congelador, com cuidado) antes de cortar. O frio desacelera a ação das enzimas que geram os compostos que irritam os olhos.

 

2. Use uma faca extremamente afiada

Uma lâmina bem afiada faz cortes mais limpos, reduzindo a ruptura excessiva das células da cebola e, consequentemente, a liberação de gases que fazem você chorar.

 

3. Aproveite a ventilação

Cortar a cebola sob um exaustor ligado ou com uma janela aberta ajuda a dissipar os vapores irritantes antes que alcancem seus olhos.

 

4. Corte estrategicamente

Deixar a base (raiz) da cebola intacta até o fim também limita a liberação de compostos irritantes — essa parte concentra mais enxofre do que o resto da cebola.

 

5. Barreira física ou água

Para quem busca proteção extra, óculos de cozinha ou até cortar a cebola sob água corrente pode ajudar a reduzir o contato direto dos vapores com os olhos.

Seja preparando um mirepoix perfeito ou apenas dando início a um jantar especial, pequenas técnicas como essas elevam a rotina e preservam — literalmente — seus olhos e foco para o que realmente importa à mesa.

 

 

 

 

 

 

POr - Casa Vogue

Você encararia viver e trabalhar na Antártida? As surpreendentes vagas no continente

Tanto as bases de pesquisa do Reino Unido quanto as dos Estados Unidos na Antártida estão recrutando uma nova leva de profissionais para "ir para o sul".

Não é preciso ser cientista. Há vagas que vão de carpinteiros e eletricistas a chefs e até cabeleireiros. Mas você suportaria o frio e o isolamento?

Desde que deixou sua cidade natal, Wigan, no norte da Inglaterra, aos 19 anos, Dan McKenzie trabalhou em diversos lugares remotos ao redor do mundo.

Hoje, aos 38, o ex-engenheiro naval ocupa o que descreve como o posto mais isolado e desafiador de sua trajetória: é chefe da estação Halley VI, na Antártida.

 

A base é uma das cinco administradas pelo British Antarctic Survey (BAS), o instituto britânico de pesquisa polar.

 "Eu sempre fui aventureiro e interessado em encontrar os lugares mais selvagens", disse McKenzie à BBC, em entrevista por videochamada via satélite. "Eu era marinheiro e não queria continuar em navios; mas buscava fazer algo semelhante. Achei que isso combinava bem com as habilidades que tenho."

Enquanto McKenzie descreve o seu trabalho, é um dia de verão antártico, com temperatura de -15°C. Do lado de fora de sua janela, se vê uma imensidão branca que se estende até onde a vista alcança, sob um céu igualmente vasto e azul.

"Essa temperatura é até boa aqui, de verdade", afirma. "Menos cinco é o máximo que se chega. Pode cair até os -40°C, mas a média fica em torno de -20°C".

McKenzie precisa mediar os desentendimentos entre funcionários que ocorrem em qualquer ambiente de trabalho — Foto: Dan McKenzie

McKenzie precisa mediar os desentendimentos entre funcionários que ocorrem em qualquer ambiente de trabalho — Foto: Dan McKenzie

McKenzie é responsável por uma equipe de 40 pessoas na Halley VI durante a temporada de verão na Antártida, que vai de novembro até meados de fevereiro.

As estações do BAS monitoram diferentes aspectos da fauna e do ambiente. A Halley VI se dedica à coleta de dados espaciais e atmosféricos, no estudo da plataforma de gelo Brunt (uma extensa massa de gelo que se desprendeu do continente e flutua no oceano a um ritmo de 400 metros por ano), onde a base está instalada, próxima à costa, e no monitoramento do buraco na camada de ozônio da Terra.

 

Além do frio extremo, o verão antártico impõe outro desafio: a luz do dia ininterrupta, que só termina com um pôr do sol que pode durar semanas.

McKenzie chegou ao cargo de chefe de estação após concluir seu primeiro contrato "no gelo", em 2019. Ele começou como engenheiro de manutenção mecânica na Estação de Pesquisa Rothera, do BAS, a cerca de 1.600 km da Halley VI.

Como líder da base, é responsável pela gestão de suprimentos, pelos protocolos de saúde e segurança e pelo treinamento da equipe. Ele também precisa oferecer apoio emocional quando o isolamento ou os conflitos interpessoais, em um ambiente de convivência intensa, se tornam difíceis de administrar.

 "As pessoas entram no seu escritório e dizem que não estão tendo um dia muito bom, ou que algo aconteceu em casa, e você precisa tentar ver como pode apoiá-las. É um trabalho bastante variado."

 

McKenzie integra o grupo de 120 funcionários do BAS que estiveram na Antártida durante a temporada de verão, agora em fase de encerramento. A maioria, incluindo ele, retornará ao Reino Unido até o fim de maio. Cerca de 50 permanecerão durante o inverno, quando o continente mergulha na escuridão.

No restante do ano, McKenzie ficará baseado na sede do BAS, em Cambridge (Reino Unido). Ele já passou um inverno completo na Antártida. "Quando o inverno chega, você sente uma incrível sensação de liberdade, porque a maioria das pessoas vai embora", afirma.

 

 "Você se sente a pessoa mais livre do mundo. Você tem esse pequeno grupo muito unido, todos realmente se importam uns com os outros — vira uma pequena família. Todos cuidam de todos."

 

A maioria dos funcionários britânicos na Antártida vai para lá durante o verão do continente — Foto: BAS

A maioria dos funcionários britânicos na Antártida vai para lá durante o verão do continente — Foto: BAS

O BAS recruta até 150 novos profissionais por ano para atuar na Antártida. Embora as funções científicas e de engenharia especializadas formem a espinha dorsal das equipes, cerca de 70% das vagas são operacionais, essenciais para manter as estações em funcionamento.

Além de eletricistas e chefs, o quadro inclui paramédicos, médicos e encanadores. Os salários começam em £ 31.244 por ano (cerca de R$ 218.000), com viagem, hospedagem, alimentação e equipamentos adequados às temperaturas extremas custeados pela instituição.

No total, cerca de 5 mil pessoas trabalham na Antártida durante os meses de verão, distribuídas por 80 estações de pesquisa operadas por aproximadamente 30 países.

Tanto o BAS quanto seu equivalente americano, o United States Antarctic Program, divulgam vagas na internet. O BAS também promove um dia aberto ao público em março.

Quem se sente atraído pelo apelo da aventura, porém, deve ter clareza sobre as condições: alimentos frescos são escassos, o consumo de álcool é limitado e a acomodação nas bases do BAS é feita em dormitórios compartilhados. As equipes trabalham em escala de sete dias.

O processo seletivo do BAS inclui testes para avaliar a capacidade de lidar com conflitos e resolver problemas, seguidos de treinamento prévio rigoroso para os candidatos aprovados.

A estação de pesquisa Halley VI parece saída de um filme de ficção científica — Foto: BAS

A estação de pesquisa Halley VI parece saída de um filme de ficção científica — Foto: BAS

 

Ainda assim, mais do que os desafios físicos e o frio, é a convivência constante com colegas e a rotina estruturada que costumam gerar mais dificuldades, afirma Mariella Giancola, diretora de Recursos Humanos do BAS. Ela compara a experiência a "voltar para a universidade".

"Muita gente diz: 'Não tenho problema em lidar com pessoas'. E depois percebe que não se sente confortável dividindo espaços com outras pessoas."

 "É preciso estar bem com o fato de que você não terá privacidade, porque as pessoas estão o tempo todo ao seu redor. Você sai da liberdade que tem em casa e passa a seguir as regras e os regulamentos definidos pelo chefe da estação. Um pequeno número de pessoas tem dificuldade com isso."

O psicólogo clínico Duncan Precious exerceu essa função nas Forças Armadas britânicas e australianas entre 2013 e 2020. Atualmente, é diretor clínico e consultor de resiliência na CDS Defence & Security, empresa de consultoria na área de defesa.

Embora o potencial de riscos físicos na Antártida seja elevado, Precious afirma que a dinâmica social pode se mostrar ainda mais problemática. Quando as relações se desgastam, as consequências podem ser difíceis de reparar e de controlar, diz.

No entanto, observa que o perfil de quem se sente atraído por viver e trabalhar na Antártida tende a prosperar sob o que chama de "estresse positivo" — de modo semelhante ao que ocorre com pessoas que optam pela carreira militar.

 
Mapa Antártida — Foto: BBC

Mapa Antártida — Foto: BBC

Apesar das exigências físicas e emocionais do trabalho, McKenzie, da BAS, afirma que nada supera as experiências vividas, nem a satisfação de contribuir para a pesquisa ambiental.

"Quando cheguei aqui pela primeira vez, foi difícil dividir quarto com outras pessoas, e o tempo estava bastante desagradável. No primeiro mês, pensei: 'Talvez isso não seja para mim'", reconhece.

"Mas então você começa a sair, vê baleias, focas e ilhas em passeios de barco, faz pequenos voos em aeronaves leves e pensa: 'Isso é extraordinário'. Este ano, tive a sorte de ver uma colônia de pinguins-imperadores. É como algo saído de um documentário de David Attenborough (apresentador, locutor e naturalista britânico)."

 

 

 

 

 

 

 

Por - G1

Itália expõe restos mortais de São Francisco de Assis pela primeira vez ao público

Pela primeira vez em 800 anos, restos mortais de São Francisco de Assis são expostos ao público

Em um evento descrito como único por fiéis e autoridades religiosas, os restos mortais de São Francisco de Assis foram expostos ao público geral neste domingo (22). A exibição marca o 8º centenário de morte do santo padroeiro da Itália e deve atrair multidões à Basílica de São Francisco de Assis até o dia 22 de março.

O esqueleto do santo, que faleceu em 1226, está repousado sobre um pano de seda branca dentro de um relicário de vidro transparente e à prova de balas. Esta é a primeira vez que o público pode ver o corpo de forma prolongada; anteriormente, os ossos haviam sido exibidos por apenas um dia em 1978.

Para garantir a integridade dos restos mortais, a vitrine de acrílico foi selada para evitar o contato com o ar externo, mantendo as mesmas condições de conservação do túmulo original. Além disso, câmeras de vigilância monitoram o local 24 horas por dia para organizar o fluxo que pode chegar a 19 mil visitantes aos finais de semana.

 

 

Entenda as novas regras de pontos e suspensão da CNH

O limite para perder a carteira agora varia conforme a gravidade das infrações; motoristas profissionais possuem regras diferenciadas.

Com as recentes alterações no Código de Trânsito Brasileiro, o sistema de pontuação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tornou-se mais dinâmico. Agora, o teto de pontos para a suspensão do direito de dirigir não é fixo para todos os condutores, dependendo diretamente do histórico de infrações gravíssimas nos últimos 12 meses.

 

Como funciona o novo limite de pontos?

O limite de 40 pontos é condicional. Veja como fica o teto:

  1. 40 Pontos: Para quem não cometeu nenhuma infração gravíssima (7 pontos) no último ano.
  2. 30 Pontos: Para quem cometeu apenas uma infração gravíssima no período.
  3. 20 Pontos: Para quem cometeu duas ou mais infrações gravíssimas.

Exceção para Profissionais: Motoristas que exercem atividade remunerada (EAR), como caminhoneiros e motoristas de aplicativo, têm o limite fixado em 40 pontos, independentemente da gravidade das infrações. Ao atingirem 30 pontos, eles podem realizar um curso de reciclagem preventivo para "limpar" a pontuação.

 

Valores e Pesos das Infrações

Além da pontuação, o motorista deve estar atento aos custos financeiros:

  • Leve (3 pontos): R$ 88,38 (Ex: parar na calçada).
  • Média (4 pontos): R$ 130,16 (Ex: excesso de velocidade até 20%).
  • Grave (5 pontos): R$ 195,23 (Ex: não usar cinto de segurança).
  • Gravíssima (7 pontos): R$ 293,47 (Ex: dirigir sob efeito de álcool ou estacionar em vaga de idoso).


As "Autossuspensivas"

Algumas infrações ignoram a contagem de pontos e geram a suspensão imediata da CNH. Entre elas estão:

  1. Dirigir embriagado (multa pode chegar a quase R$ 3 mil);
  2. Participar de "rachas" ou manobras perigosas;
  3. Exceder a velocidade máxima da via em mais de 50%.


Como Recorrer?

Caso receba uma autuação, o condutor tem direito à ampla defesa em três etapas:

  • Defesa Prévia: 30 dias para apontar erros formais ou indicar o real condutor.
  • 1ª Instância (JARI): Recurso após a aplicação da penalidade.
  • 2ª Instância (CETRAN): Última etapa administrativa caso o recurso anterior seja negado.

A validade de cada ponto é de 12 meses a partir da data da infração. Você pode consultar sua pontuação atualizada pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito ou pelo site do Detran.

 

 

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 Como funciona o radar com IA que aplicou 20 mil multas em 5 meses no Brasil

Você, que está pensando em viajar no Carnaval para aproveitar o feriado prolongado, deve se atentar aos novos radares com Inteligência Artificial (IA) presente em algumas rodovias do País, como nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Os novos equipamentos possuem câmera 4K e sensores que trabalham junto com IA para identificar uma série de infrações.

A IA usada nos novos radares inteligentes foi treinada para identificar uma série de padrões de infrações cometidas por motoristas e passageiros, como a falta do uso do cinto de segurança (inclusive no banco traseiro), o uso do celular ao volante, braço ou qualquer outra parte do corpo para fora do veículo e o transporte de crianças de forma incorreta, como no banco dianteiro ou no banco traseiro sem a cadeirinha adequada.

 

Atualmente, um trecho da Rodovia Anhanguera, em Ribeirão Preto (SP), e uma parte da Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros, em Mogi Mirim (SP), conhecida popularmente como Campinas-Mogi, contam com os radares inteligentes que foram instalados pelas concessionárias Arteris e Renovias, responsáveis pela administração das rodovias, respectivamente.

Em reportagem divulgada pelo programa Fantástico, da Globo, no começo de janeiro, o volume de infrações registradas apenas por uma câmera que monitora todas as faixas da Anhanguera chamou a atenção: foram mais de 20 mil. Não usar o cinto de segurança apareceu em primeiro lugar, com 17 mil registros, seguida pelo uso de celular ao volante, com 3 mil. Os dados levantados consideram apenas o período de julho a novembro do ano passado.

 
Carro passando por radar de velocidade em rodovia no Brasil — Foto: Getty Images
Carro passando por radar de velocidade em rodovia no Brasil — Foto: Getty Images
 

Na rodovia Campinas-Mogi, administrada pela Renovias, a tecnologia está presente desde 2023 e foi aprimorada ao longo dos anos. Em 2025, o radar com IA identificou mais de 6 mil motoristas ou passageiros rodando sem cinto de segurança, e mais de 1,5 mil condutores usando o celular enquanto dirigem.

Os números registrados são altos, mas, de acordo com Ana Caetano, gerente de operações da Arteris, que participou da reportagem do Fantástico, desde a instalação do radar com IA na Anhanguera, houve uma redução de 30% nos acidentes onde o trecho é monitorado. A representante da concessionária analisa que esse recuo é reflexo da tecnologia, pois as pessoas sabem que podem ser multadas e, com isso, ficam mais atentas.

Uso de celular ao volante foi a segunda infração mais flagrada pelo novo radar com IA — Foto: Getty ImagesUso de celular ao volante foi a segunda infração mais flagrada pelo novo radar com IA — Foto: Getty Images

 

Em Minas Gerais, algumas rodovias também contam com radares equipados com IA desde o ano passado. É o caso de um trecho da BR-365, entre Uberlândia e Patrocínio, com as mesmas funções dos equipamentos instalados nas estradas paulistas. A tecnologia avançou no começo de 2026 para outras regiões do Estado, como o Sul de Minas, com monitoramento nas rodovias MG-290, BR-459 e LMG-877.

Esse tipo de tecnologia deve se tornar cada vez mais presente nas rodovias brasileiras, já que o sistema se mostrou eficiente, reduzindo o número de acidentes e educando os motoristas, ainda que o método de prevenção seja aplicado diretamente na conta bancária.

Radar inteligente também monitora infrações dentro das cidades — Foto: Reprodução
Radar inteligente também monitora infrações dentro das cidades — Foto: Reprodução

Atualmente, diversos estados possuem câmeras e radares inteligentes em suas rodovias, seja em fase de testes ou já em operação, com maior presença no Sul e Sudeste, mas o sistema já avançou para outras regiões como Centro-Oeste, Norte e Nordeste, identificando também veículos roubados e com documentação atrasada.

Vale lembrar que a tecnologia usada é capaz de monitorar veículos em velocidades de até 300 km/h e funcionam tanto de dia quanto de noite, sem interferência por reflexos do Sol nos veículos ou por falta de iluminação.

 

Radar Inteligente dentro das cidades

Grandes cidades do país também contam com radares inteligentes, como São Paulo, com monitoramento que vai além da velocidade dos veículos. Nesse caso, infrações como trafegar em faixa e corredor exclusivo de ônibus, usar o celular ao volante e não usar o cinto de segurança são algumas das infrações passíveis de monitoramento.

 

 

 

 

 

Por - G1

Polícia diz que não há suspeita de participação de outras pessoas na morte de secretário de Itumbiara e filho

As mortes do secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, no sul de Goiás, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, e do filho mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, não tiveram participação de outras pessoas. De acordo com a Polícia Civil, não há, até agora, elementos que indiquem envolvimento de terceiros.

As mortes aconteceram na noite de quarta-feira (11), na casa da família. Segundo as investigações, Thales atirou contra os dois filhos e, em seguida, em si mesmo. O filho caçula, de 8 anos, foi socorrido e está em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos. Parentes descobriram o crime após verem uma publicação em tom de despedida na rede social do secretário. A postagem foi apagada momentos depois.

Thales era genro do prefeito Dione Araújo. Ele e a mãe das crianças, que estava viajando para São Paulo no momento do crime, eram casados há 15 anos. 

Em nota divulgada à imprensa, a polícia informou que o caso é tratado como homicídio consumado e homicídio tentado, "seguidos de autoextermínio por parte do autor". As investigações estão sendo feitas pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Itumbiara (GIH).

A polícia disse que o GIH acompanhou os trabalhos da perícia técnico-científica até a remoção do corpo e continua realizando levantamentos, colhendo testemunhos e solicitando perícias, "preservando o sigilo do inquérito e respeitando a dor dos familiares".

 

Luto de 3 dias

A Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias, a partir desta quinta-feira (12), pelo falecimento do secretário. Durante o período, os atendimentos ao público ficam suspensos nos órgãos da administração direta e indireta. A rede municipal de ensino encerrou as aulas às 9h30 e tem retorno previsto para sexta-feira (13).

Thales Alves Machado atirou nos dois filhos e depois se matou, em Itumbiara — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Thales Alves Machado atirou nos dois filhos e depois se matou, em Itumbiara — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

O governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha se manifestaram sobre a morte do secretário e do filho e disseram estar profundamente consternados com a tragédia. O texto informou ainda que a notícia de violência dentro de um lar, especialmente quando crianças são vítimas, atinge em cheio a família e lança toda a sociedade em um estado de luto e indignação (leia a íntegra do texto no final da matéria).

 

O corpo do filho mais velho está sendo velado na casa de Dione Araújo, avô do menino e prefeito de Itumbiara.

Nota do Governador Ronaldo Caiado:

"Gracinha e eu ficamos profundamente consternados com a tragédia ocorrida em Itumbiara nesta noite. A notícia de violência dentro de um lar, especialmente quando crianças são vítimas, atinge em cheio a família e lança toda a sociedade em um estado de luto e indignação. Diante do ocorrido, suspendemos nossas agendas e seguimos para Itumbiara ainda nesta manhã, com o objetivo de manifestar pessoalmente nossa solidariedade. Neste momento de extrema dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e com toda a comunidade itumbiarense. De forma especial, deixo um abraço fraterno ao meu amigo, o prefeito Dione Araújo. Peço a Deus que conceda força a todos que enfrentam perdas tão dolorosas. Que a fé e a união ajudem a atravessar este momento tão difícil".

 

 

 

 

 

Por - G1

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