O "The Guardian" divulgou nesta terça-feira uma lista de promessas do futebol mundial nascidas em 2009. Três brasileiros foram selecionados entre 60 atletas: Eduardo Conceição (Palmeiras), Iago Machado (Corinthians) e Eduardo Pape (Cruzeiro).
Eduardo Conceição é atacante, integra o time sub-20 do Palmeiras, mas já treina com o elenco profissional. Com contrato até 2029 e multa de 100 milhões de euros (R$ 580 milhões), o clube espera receber até R$ 300 milhões pela venda do prodígio.
Já Iago Machado é zagueiro, fez toda a base no Corinthians e hoje faz parte do elenco principal, tendo estreado contra o Flamengo em setembro. O valor para tentar tirá-lo do time ultrapassa os R$ 630 milhões.
Eduardo Pape atua como meia e foi um dos artilheiros do Sul-Americano Sub-17, com quatro gols em cinco partidas. Ele renovou contrato com o Cruzeiro até 2029 no início do ano e faz parte do time sub-20. Todos eles têm passagens pelas seleções brasileiras de base.
O jornal também colocou Cavan Sullivan na lista, com direito a destaque como o "novo Toni Kroos" do futebol. O meio-campista de 17 anos é o grande nome da base dos Estados Unidos e atualmente joga no time profissional do Philadelphia Union.
Confira a lista completa das promessas:
- Giovanni Baroni (Argentina) - CA Talleres
- Simón Escobar (Argentina) - Vélez Sarsfield
- Akol Akon (Austrália) - Sydney FC
- Luca Weinhandl (Áustria) - Sturm Graz
- Xander Dierckx (Bélgica) - Royal Antwerp
- Joshua Nga Kana (Bélgica) - Anderlecht
- Matej Deket (Bósnia e Herzegovina) - Borac Banja Luka
- Eduardo Conceição (Brasil) - Palmeiras
- Iago Machado (Brasil) - Corinthians
- Eduardo Pape (Brasil) - Cruzeiro
- Van Parker (Canadá) - Real Salt Lake
- Zhao Songyuan (China) - Tsinghua University High School
- Shuai Weihao (China) - Chengdu Rongcheng
- Samuel Martínez (Colômbia) - Atlético Nacional
- Hubert Yao Kouassi (Costa do Marfim) - Nordsjaelland
- Matous Srb (Chéquia) - Bayern Munich
- Mikkel Bro Hansen (Dinamarca) - PSV Eindhoven
- Marvin Nasnas (Dinamarca) - FC Copenhagen
- Edwin Quintero (Equador) - Independiente del Valle
- Christ Batola (França) - Troyes
- David Boly (França) - Paris Saint-Germain
- Adil Hamdani (França) - Lyon
- Believe Munongo (França) - Metz
- Andria Bartishvili (Geórgia) - Iberia 1999
- Kennet Eichhorn (Alemanha) - Bayer Leverkusen
- Cassiano Kiala (Alemanha) - Bayern Munich
- Louis Lemke (Alemanha) - Hamburg
- Orian Goren (Israel) - Barcelona
- Antonio Arena (Itália) - Roma
- Riccardo Cassano (Itália) - Como
- Destiny Elimoghale (Itália) - Juventus
- Jahmarie Nolan (Jamaica) - Toronto FC
- Maki Kitahara (Japão) - FC Tokyo
- Ismaël Kamissoko (Mali) - Etoiles du Mandé
- Alberto Santiago Cisneros (México) - Club León
- Abdellah Ouazane (Marrocos) - Ajax
- Mohamed Abdalla (Países Baixos) - Ajax
- Jerayno Schaken (Países Baixos) - Feyenoord
- Ebenezar Harcourt (Nigéria) - Sporting Lagos
- Elías Díaz (Paraguai) - Libertad Asunción
- Tiago Rodrigues (Portugal) - Benfica
- Mezian Mesloub Soares (Portugal) - Lens
- Caleb Simmons (Porto Rico) - RB New York
- Eduardo Corlat (Romênia) - Real Madrid
- Cheikh Dieng (Senegal) - Diambars
- Tian Nai Koren (Eslovênia) - Club Brugge
- Miha Matjasec (Eslovênia) - Liefering
- Jorge Domínguez (Espanha) - Atlético Madrid
- Christian Imga (Espanha) - Athletic Bilbao
- Jordi Pesquer (Espanha) - Barcelona
- Oliver Månsson (Suécia) - IFK Gothenburg
- Altin Azemi (Suíça) - Neuchâtel Xamax
- Mekhrubon Odilzoda (Tajiquistão) - Istiklol
- Slim Bouaskar (Tunísia) - Roma
- Ali Demirbilek (Turquia) - Fenerbahçe
- Ada Yuzgec (Turquia) - Galatasaray
- Adam Guram (Ucrânia) - Hajduk Split
- Adri Mehmeti (Estados Unidos) - RB New York
- Cavan Sullivan (Estados Unidos) - Philadelphia Union
- Gabriel da Silva (Uruguai) - Peñarol
Por GE
De forma geral, deixar o notebook na tomada o dia todo não vai desgastar mais a bateria do que deixá-lo passar pelos ciclos de descarregamento e carregamento.
Mas isso não é consenso entre as marcas e pode ter outras consequências, como diminuir a vida útil dos outros componentes, caso o dispositivo fique ligado por longos períodos.
🔋 O que acontece com a vida útil da bateria se ficar na tomada o dia todo?
É importante entender que a vida útil da bateria gira em torno de dois principais fatores: o tempo de vida dos componentes e os ciclos de carga e descarga aos quais ela é submetida.
“Estando em operação ou não, as baterias têm um tempo de vida limitado”, afirmou Bruno Lima, coordenador do curso de engenharia da computação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em entrevista ao g1 em 2025.
Segundo o engenheiro, dependendo do fabricante e da qualidade dos componentes, essa durabilidade "pode variar de 2 a 3 anos”. Ou seja, mesmo sem uso, a bateria sofre desgaste natural ao longo do tempo.
Mas o número de vezes que você carrega e descarrega normalmente o dispositivo – chamadas de ciclos – também pode influenciar a longevidade dele. Conforme aumenta a quantidade de ciclos, a bateria não tem mais o mesmo desempenho.
Em notebooks mais antigos, a bateria continuava sendo consumida mesmo com o aparelho na tomada. "Em modelos mais novos, o sistema consome a energia direto, sem passar pela bateria", disse Ricardo Ciuccio, coordenador do curso de engenharia da computação do Centro Universitário Senac.
“O fato de ele estar sempre na tomada vai fazer com que essa bateria retenha a carga. Não vai ter um efeito significativo no tempo de vida além dos ciclos normais de carga e recarga”, explicou Lima.
No entanto, os especialistas chamam atenção para os efeitos negativos para as outras partes do computador.
“Quando você deixa ele ligado por dias, você está mantendo os componentes energizados, está passando corrente, ele está aquecendo. Isso pode degradar a vida útil dos componentes”, explica Lima.
Ciuccio aponta que o calor gerado pela bateria com a carga completa pode também danificar os componentes. "Quando está carregada, esse calor vai tirando uma fração de tempo da durabilidade da bateria", comentou.
"É aí que tem divergências entre fabricantes. Você vai encontrar manuais que são favoráveis a manter o notebook na tomada e outros que não são", completou Ciuccio.
📄 Sempre confira a recomendação da fabricante
Além do panorama apresentado pelos engenheiros, vale checar quais são as recomendações da fabricante, pois as orientações podem variar conforme a marca e o modelo do aparelho.
Em seu site, a Lenovo afirma que “manter a bateria conectada por longos períodos não fará com que ela seja sobrecarregada”.
Mas faz um alerta: “Se a bateria permanecer carregada em ou próximo a 100%, a Lenovo recomenda configurar o recurso Battery Charge Threshold para limitar a carga.”
Segundo a marca, isso minimiza a degradação desnecessária. A Lenovo ainda recomenda definir o limite superior de carga para 80% ou menos.
A Dell segue na mesma linha, afirmando que não há problema em manter o aparelho na tomada, mas com algumas precauções.
“É uma boa prática desconectar o notebook da tomada de vez em quando para permitir que a bateria passe por ciclos de descarga e recarga, o que também pode ajudar a manter a saúde da bateria”, comentou a fabricante, em nota.
Já a HP aconselha contra o uso do dispositivo na tomada por longos períodos. Segundo a marca, isso pode fazer com que a bateria perca sua calibração e capacidade de carregar corretamente.
A HP orienta que o usuário deixe a bateria do notebook descarregar completamente de tempos em tempos e, em seguida, volte a carregá-la totalmente, para ajudar a mantê-la calibrada.
💡 Dicas práticas para preservar a vida útil da bateria do notebook
Segundo Bruno Lima, um dos maiores responsáveis de danos à bateria do notebook é o impacto físico, causado por quedas ou batidas.
“Não pode ter impacto de forma alguma. A bateria, na verdade, é um conjunto de metais com um eletrólito, onde acontece uma reação química que gera energia”, explica Lima.
“Se você derruba, acaba danificando essa estrutura; elas acabam se aproximando, rolando ou rompendo e perdem a capacidade de carga”, completa.
Lima também aponta que temperaturas extremas podem afetar a bateria de forma parecida com o impacto físico, já que a dilatação pelo calor ou a retração pelo frio causam movimento dos componentes.
Já Ciuccio avisa que é preciso tomar cuidado com a adequação do carregador. Pegar um carregador emprestado, especialmente quando é de outra marca, pode fazer mal à saúde da bateria, mesmo que tenha a mesma entrada.
Portanto, não é recomendável usar carregadores que não sejam originais e feitos para o seu produto.
"Tem um problema de interface de tensão, que pode fazer a sua bateria sofrer um pouquinho", comentou Ciuccio. "E se o cabo estiver torcido, danificado, pode até ter fuga da corrente e você não conseguir carregar a bateria."
Os engenheiros dão algumas dicas de como cuidar da bateria e prolongar sua vida útil:
- Evite bater ou deixar o notebook cair.
- Evite deixar o notebook no sol ou apoiar sobre a cama, para não esquentar.
- Não tampe as saídas de ventilação.
- Mantenha líquidos longe do dispositivo.
- Evite descarregar o notebook por completo muitas vezes.
- Se a bateria zerou, deixe carregar até 100% antes de tirar da tomada.
Os primeiros sinais de que a bateria está no fim da vida útil incluem o estufamento – quando ela fica visivelmente inchada – e a perda de velocidade no carregamento.
Por - G1
As Testemunhas de Jeová anunciaram uma mudança nas orientações sobre o uso de sangue em tratamentos médicos.
A partir de agora, cada fiel poderá decidir, segundo a própria consciência, se aceita ou não receber componentes do sangue doados por outras pessoas. A alteração, anunciada na sexta-feira, também permite que os membros decidam se querem doar sangue para que seus componentes sejam utilizados em tratamentos de terceiros. A proibição de transfusões de sangue total, porém, permanece.
A nova orientação envolve os quatro principais componentes do sangue: plasma, plaquetas, glóbulos vermelhos e glóbulos brancos. A decisão representa uma revisão parcial de uma das principais orientações religiosas das Testemunhas de Jeová, que historicamente se opõem às transfusões de sangue.
— Para as Testemunhas de Jeová, o sangue continua sendo sagrado, e elas continuam a considerar a vida e o sangue como presentes preciosos de Deus. Reconhecemos que as decisões médicas envolvendo componentes do sangue são uma questão de consciência entre cada Testemunha de Jeová e seu Deus — afirmou Paul Gillies, porta-voz internacional das Testemunhas de Jeová, em comunicado divulgado na sexta-feira.
A mudança também se aplica à doação. Os fiéis passam a poder decidir individualmente se querem doar sangue com a finalidade específica de fornecer componentes ou frações para tratamento médico de outra pessoa. A organização, no entanto, continua se opondo à doação de sangue destinada a transfusões de sangue total.
O que muda
Na prática, a nova orientação deixa de tratar os quatro componentes principais do sangue como uma questão religiosa que deve ser seguida de forma uniforme por todos os membros. A decisão passa a ser individual, tanto para quem precisa receber os componentes quanto para quem pretende doá-los.
O plasma, por exemplo, é utilizado em tratamentos de traumas e algumas doenças. Glóbulos vermelhos podem ser empregados em casos de anemia, enquanto plaquetas são usadas em determinados tratamentos, inclusive contra câncer. Glóbulos brancos também podem ter aplicações no tratamento de algumas infecções.
A própria organização orienta que os fiéis considerem a decisão de forma individual, e diz que a proibição do sangue total permanece baseada no entendimento de passagens bíblicas que determinam que os fiéis devem se “abster de sangue”.
Segunda mudança em 2026
A decisão anunciada em setembro é a segunda revisão das orientações sobre sangue feita pelas Testemunhas de Jeová em 2026. Em março, o Corpo Governante passou a permitir que cada fiel decidisse individualmente sobre a coleta, o armazenamento e o uso posterior do próprio sangue em tratamentos médicos.
Na prática, a orientação anterior abre espaço para técnicas médicas em que o próprio paciente doa sangue antes de um procedimento e esse material é conservado para uso posterior. Isso pode ocorrer, por exemplo, em operações agendadas, nas quais há tempo para coleta prévia. O uso permanece restrito ao próprio sangue do paciente, sem envolvimento de doadores externos.
Por que é proibido?
A recusa ao uso de sangue está ligada à interpretação de textos do Velho e do Novo Testamento, nos quais o sangue é considerado sagrado e associado à vida.
Entre os trechos citados estão:
- “Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.” (Gênesis 9:4)
- “Não deveis comer o sangue de qualquer tipo de carne, porque a alma de todo tipo de carne é seu sangue. Quem o comer será decepado da vida.” (Levítico 17:14)
- "Abstenham-se do sangue." (Atos 15:20)
O movimento reúne cerca de nove milhões de seguidores no mundo, sendo aproximadamente 900 mil no Brasil, segundo dados informados por seus líderes, e é conhecido pelo evangelismo de porta em porta.
Por - O Globo
Associamos a cor vermelha a sinais de perigo, e o verde nos transmite tranquilidade.
Pensamos no azul para decorar um cômodo onde possamos relaxar e na cor amarela quando queremos chamar a atenção. Sabemos muito bem que as marcas escolhem cuidadosamente os tons de seus logotipos, e que há até cores às quais atribuímos a capacidade de melhorar nossa concentração. Sim, estamos cercados de ideias sobre como as cores afetam nosso cérebro.
Mas será que realmente existe uma neurociência da cor? A resposta curta é sim. E a longa, muito mais interessante.
A cor não está na luz
Embora pareça estranho, as cores não existem na luz. A luz contém diferentes comprimentos de onda (o chamado espectro eletromagnético) e é o nosso sistema nervoso que, na faixa do espectro visível e comparando os sinais que chegam à retina, constrói a experiência que chamamos de cor.
O cérebro não dispõe simplesmente de um detector para o vermelho, outro para o verde e outro para o azul. A retina humana contém cinco tipos de células sensíveis à luz: bastonetes; cones sensíveis a comprimentos de onda curtos (S), médios (M) e longos (L); e um tipo de células ganglionares que expressam o fotopigmento melanopsina.
De maneira geral, podemos resumir que a percepção cromática surge da comparação entre os sinais de diferentes tipos de cones. De certa forma, podemos dizer, portanto, que a cor é uma interpretação cerebral da luz.
Mas a história fica ainda mais interessante quando descobrimos que nossos olhos contêm células sensíveis à luz cuja função principal não é nos ajudar a formar imagens.
Muito mais do que ver
As células ganglionares da retina intrinsecamente fotossensíveis (ipRGCs) são neurônios que contêm melanopsina, um pigmento especialmente sensível a comprimentos de onda curtos. Com um pico de sensibilidade próximo a 480 nanômetros (nm, bilionésimos de metro), o fotopigmento capta a região do espectro associada ao azul-esverdeado.
As ipRGCs participam do que conhecemos como visão não visual. A expressão pode parecer contraditória, mas o que ela tenta descrever é que nossos olhos não apenas enviam ao cérebro informações para reconhecer rostos, ler estas palavras ou distinguir uma maçã vermelha de uma verde. Essas células também informam sobre a quantidade e as características da luz no ambiente, contribuindo assim para regular o sono, os ritmos circadianos, o estado de alerta e outros processos fisiológicos.
Além disso, as ipRGCs não atuam sozinhas. Elas recebem informações dos cones e dos bastonetes e participam de circuitos retinianos complexos, capazes de integrar os sinais relacionados à cor.
Em outras palavras, quando abrimos os olhos, a luz faz pelo menos duas coisas ao mesmo tempo: nos permite ver o mundo e, além disso, informa ao nosso organismo qual momento do dia parece ser. E digo isso porque poderia não ser assim, pois eles poderiam se confundir.
Pensemos em alguém que olha para o celular na cama à meia-noite (ou seja, eu mesmo). O relógio marca meia-noite, mas a retina está recebendo um sinal luminoso que está muito longe de ser associado à escuridão dessa hora. Para alguns circuitos do nosso cérebro, a mensagem que chega dos olhos é que, talvez, ainda não seja hora de dormir.
O paradoxo do azul
E aqui surge uma curiosa contradição. Costumamos associar o azul à calma. Basta pensar no céu ou no mar. No entanto, a luz rica em comprimentos de onda curtos (entre 460 e 480 nm) pode produzir exatamente o contrário, especialmente durante a noite.
Uma revisão sistemática do tipo meta-análise demonstrou que a luz compreendida na faixa acima indicada pode aumentar o estado de alerta e modular a atividade cerebral e certas funções cognitivas. E esses efeitos são muito mais evidentes à noite do que durante o dia.
Qual é a explicação? Bem, em grande parte está na melanopsina. Quando esses comprimentos de onda ativam o fotopigmento, as ipRGCs que o contêm respondem e acionam vias nervosas que conectam a luz ambiente à regulação de nossos ritmos biológicos, ao interferirem na secreção de melatonina, o hormônio que produzimos durante a noite e que atua como um sinal biológico de escuridão.
E o vermelho nos deixa nervosos?
Já vimos que a cor que acreditamos perceber e o efeito fisiológico da luz não são exatamente a mesma coisa. E, nesse sentido, há estudos que identificaram diferenças na atividade cerebral (por meio da eletroencefalografia) quando observamos cores diferentes.
Por exemplo, a percepção do vermelho foi associada a alterações na banda alfa-3, que os autores relacionam a uma possível resposta emocional negativa e a um aumento da ansiedade. Já os estímulos azuis e verdes produziram diferenças na banda beta-1, o que é considerado compatível com um maior nível de atenção.
Mas atenção: estamos falando de associações entre determinados padrões de atividade cerebral e estados emocionais ou cognitivos, o que não significa que o estudo tenha demonstrado que o vermelho provoque ansiedade nem que o verde nos torne mais atentos. Ou seja, a partir desses experimentos não podemos concluir que pintar um escritório de verde nos tornará automaticamente trabalhadores mais concentrados.
Em resumo, nunca processamos uma cor isoladamente do mundo. Um semáforo vermelho, uma rosa vermelha e uma mancha vermelha em um jaleco branco podem compartilhar a mesma cor e provocar, obviamente, experiências completamente diferentes.
A construção inconsciente da cor
Analisando todos esses artigos, e partindo do princípio de que acreditamos que as cores afetam nosso cérebro porque as vemos, a conclusão mais interessante que eu tiraria é a seguinte: o que a neurociência está demonstrando é que parte dos efeitos da luz começa antes que o cérebro tenha construído conscientemente a cor.
Sim, vemos a luz, mas nosso organismo também a mede sem que tenhamos consciência disso. E enquanto nosso cérebro decide se algo é azul, verde ou vermelho, outros circuitos estão tentando responder a uma pergunta muito mais básica: é dia ou é noite?
POr - O Globo
Óleo, azeite ou manteiga? Qual desses é mais indicado para cozinhar? A resposta está no sabor que você quer dar à receita. Segundo Marisa Bissi, cozinheira e influenciadora de gastronomia, cada um dos ingredientes tem o próprio gosto e pode fazer diferença no preparo do prato.
Quando usar óleo?
Quando você quiser que a gordura não interfira no sabor, prefira os óleos vegetais. Eles têm gosto neutro.
Os óleos são indicados para frituras e confeitaria, principalmente para deixar o bolo mais macio e bonito.
Quando usar azeite?
O azeite e a manteiga dão mais sabor ao prato. O azeite extravirgem, por exemplo, é mais recomendado no preparo de receitas frias, como saladas. Ele valoriza o frescor dos vegetais.
Já o azeite de oliva é ideal para fazer refogados e assados, pois é indicado para ir ao forno.
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A manteiga é ideal para preparar bolos e biscoitos caseiros — Foto: Receitas
Quando usar a manteiga?
A manteiga é rica em sabor. Feita de creme de leite, é perfeita para finalizar molhos, refogados e dourar carnes. Também pode ser utilizada no preparo de bolos e biscoitos caseiros.
Desastres naturais, ondas de calor, secas históricas, chuvas intensas e perdas agrícolas são alguns dos eventos extremos que se tornarão frequentes em um planeta mais quente do que o esperado. A conclusão é de especialistas diante do anúncio das Nações Unidas nesta quarta-feira (2) de que o planeta deve ultrapassar o limite de 1,5º C de aquecimento nos próximos anos.

Para o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães, a informação precisa ser tratada com a devida gravidade e provocar esforços urgentes para mudar o cenário.
“Hoje é um dia triste para a humanidade. Fomos derrotados por nós mesmos”, lamenta André.
E especialista diz que a humanidade pode redesenhar o próprio futuro neste planeta.
"Temos que reduzir urgentemente a queima de combustíveis fósseis, acabar com a conversão de florestas e mudar, de forma geral, nossa relação com a natureza”, complementa.
Em evento promovido pelo pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), a presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima (GCOS), da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Thelma Krug, disse que a dimensão e a duração do aquecimento determinarão o tamanho dos impactos sobre a sociedade e o meio ambiente.
Quanto mais quente e mais tempo o planeta permanecer acima do limite de 1,5ºC, maior será a necessidade de remoção de dióxido de carbono da atmosfera e mais difícil será reverter o aquecimento.
A temperatura global, segundo Thelma Krug, já está cerca de 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, com avanço aproximado de 0,26°C por década.
“Fazendo uma conta bem rápida, teríamos três ou quatro anos para limitar o aquecimento, se continuarmos no ritmo atual de emissões”, explicou Thelma.
Prejuízos
O economista Sergio Margulis, especialista do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) e professor da PUC-Rio, destaca os prejuízos econômicos do aumento das temperaturas. Perdas em infraestrutura, agricultura, saúde e energia já representam 2% do PIB global.
Margulis indica que é preciso investir na transição energética agora, para não elevar ainda mais esses prejuízos.
“Hoje o mundo gasta uns 2 trilhões de dólares com descarbonização. Só que a gente precisa aumentar esse patamar para 5 trilhões ou até um pouco mais. Não tem como fugir disso”, analisa o economista.
Margulis também destaca que os governos precisarão ampliar os investimentos em adaptação, porém, o mais urgente é reduzir o problema na fonte.
“Adaptação não resolve o problema físico do aquecimento global. Temos que parar com as emissões. Os países não podem ficar esperando a reversão do clima para agir”, destacou.
O coordenador de política internacional do Observatório do Clima (OC), Claudio Angelo, reforça que o relatório da ONU é um alerta para impedir que a ultrapassagem de 1,5°C seja ainda maior.
“Abandonar o objetivo de devolver os termômetros a 1,5ºC não é uma opção; seria assinar um pacto coletivo de suicídio. Mas o pico e o declínio não ocorrerão enquanto países produtores de combustíveis fósseis olharem para essas indústrias como uma benesse em vez de uma maldição”, analisa Angelo.
“É preciso parar já a expansão fóssil no mundo, e a COP31, daqui a dois meses, é uma oportunidade de tomar essa decisão”, finaliza.
Por - Agência Brasil














