A trégua na chuva acaba na faixa Oeste do Paraná neste fim de semana. Pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas chegam nesta sexta-feira (29) e seguem ocorrendo de forma isolada até domingo (31). De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, também há possibilidade de chuva fraca no sábado na região Leste. Nas outras áreas do estado, o sol predomina.
“Nesta sexta-feira, a circulação dos ventos em médios níveis da atmosfera favorece o desenvolvimento de áreas de instabilidade entre o Paraguai e parte da região Sul do Brasil. Com isso, a partir da tarde, as primeiras pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas devem atingir principalmente a região Oeste do Paraná”, explica Raissa Pimentel, meteorologista do Simepar.
No decorrer do dia, a chuva avança gradualmente em direção às regiões Sudoeste e parte do Noroeste paranaense, com ocorrência até o período da noite. Em alguns momentos, os temporais podem apresentar intensidade moderada, acompanhadas de raios.
A madrugada de sábado (30) ainda terá tempo instável no Sudoeste, com ocorrência de pancadas de chuva isoladas até o início da manhã. “No decorrer do dia, essas instabilidades perdem força gradualmente e o tempo volta a ficar estável em grande parte do estado. Ao longo da tarde, o sol predomina, principalmente na faixa Norte”, afirma Raissa.
Já na região Leste, a circulação dos ventos vindos do oceano mantém maior presença de nebulosidade e possibilidade de chuva fraca e ocasional em alguns momentos do sábado.
O domingo (31) começa com o céu encoberto na metade sul do estado. Ao longo do dia, a nebulosidade segue variável, com algumas aberturas de sol no Interior. “A partir da tarde, ainda há condição para pancadas de chuva e trovoadas, principalmente na região Oeste, podendo se estender até o período da noite. Nas demais regiões, o tempo segue estável, com variação de nuvens e sem previsão de chuva significativa”, detalha Raissa.
As temperaturas não apresentam grandes mudanças ao longo do fim de semana. As máximas seguem elevadas no Oeste, Noroeste e Norte Pioneiro, com valores próximos dos 25°C durante as tardes. Nas demais regiões do estado, os valores variam entre 18°C e 20°C. “De forma geral, Paraná deve apresentar amplitude térmica moderada ao longo do período, com diferença próxima dos 10°C entre as temperaturas mínimas e máximas em grande parte das regiões”, afirma Raissa.
A chuva muda de lugar no início da próxima semana. “Para segunda-feira, a passagem de um cavado de onda curta em médios níveis da atmosfera ainda favorece a formação de áreas de instabilidade sobre o Paraná. A partir da tarde, há condições para pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas, principalmente entre a metade norte do estado e parte da região Central”, ressalta Raissa.
ALERTAS - É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar.
Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
Por- AEN
Ao observar grandes cidades a distância no outono e no inverno, em dias de tempo seco, muitas vezes fica perceptível uma camada acinzentada próxima à superfície. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, são poluentes concentrados e materiais particulados acumulados, devido à atuação da inversão térmica. Essa concentração também é a responsável pela nossa percepção de céu laranja, costumeiramente visto no pôr do sol em dias frios.
Samuel Braun, meteorologista do Simepar, explica que, em uma atmosfera padrão, há uma camada de ar mais aquecida e mais leve próxima à superfície e, sobre ela, há uma camada de ar mais fria e mais pesada. Com isso, cria-se uma circulação na vertical que favorece a dispersão dos poluentes das grandes cidades para a atmosfera.
“Já numa situação de inversão térmica, nós temos uma camada de ar fria próximo à superfície. Como o ar frio é mais pesado, não ocorre essa circulação na vertical. Por isso, os poluentes ficam concentrados numa camada bem próxima à superfície, basicamente onde nós vivemos e respiramos, e com isso, principalmente quem sofre de doenças respiratórias, acaba tendo problemas mais significativos quando há essa condição”, afirma.
Essas situações são mais comuns no outono e inverno, quando há maior predomínio de massas de ar frio. Normalmente, esse fenômeno ocorre durante a madrugada e início da manhã. “Em situações onde o sol predomina, gradualmente com o aquecimento do ar, o fenômeno perde força. Dessa maneira, entre o final da manhã e a tarde, os poluentes conseguem se dispersar para a atmosfera”, explica Samuel.
Em situações onde uma massa de ar mais seco e frio perdura por vários dias, a concentração de poluentes fica bastante evidente por um período maior, especialmente nas grandes cidades. Quando isso ocorre, além de poluentes, também acumulam-se materiais particulados, oriundos até mesmo dos incêndios florestais. Essa concentração de poluentes pode inclusive reduzir a visibilidade, trazendo uma condição de névoa seca – diferente da neblina, que é formada por gotículas de água.
CÉU LARANJA – A concentração de poluentes causada pela inversão térmica também é a responsável pela nossa percepção de céu laranja, costumeiramente visto no pôr do sol em dias frios. As cores que a população enxerga no céu estão dentro do espectro do visível, do qual as ondas mais curtas, como o ultravioleta e o azul, se dispersam melhor entre o meio da manhã e o meio da tarde. Por isso percebe-se melhor o azul do céu nos momentos em que o sol está na vertical.
No entanto, no início da manhã e à tarde, o caminho percorrido pela luz do sol na atmosfera é bem mais longo. A luz azul e violeta é toda espalhada e desviada para longe da nossa linha de visão. Já a luz vermelha, laranja e amarela (comprimento de onda mais longo) consegue atravessar e chegar aos nossos olhos. A poluição e a poeira concentrados pela inversão térmica podem intensificar os tons vermelhos e laranjas ao amanhecer e ao entardecer.
Por- AEN
Com a chegada das baixas temperaturas e a aproximação do inverno, o Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela gestão de 19 viveiros florestais e dois laboratórios de sementes no Paraná, intensifica o trabalho de monitoramento, manejo e orientação técnica relacionado à produção, distribuição e plantio de mudas florestais nativas em diferentes regiões do Estado.
A atuação busca reduzir perdas provocadas por geadas, estiagem e déficit hídrico, além de garantir maior taxa de sobrevivência das espécies utilizadas em projetos de restauração ambiental, como a recuperação de áreas degradadas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
No inverno, explica a bióloga e agente profissional do Instituto, Roberta Scheidt Gibertoni, determinadas espécies nativas passam a exigir cuidados ainda mais específicos após o plantio, principalmente em regiões sujeitas a geadas e déficit hídrico. Segundo ela, as condições climáticas típicas da estação exigem avaliação criteriosa tanto dos viveiros quanto dos projetos de plantio em todo o Paraná.
“Temperaturas muito baixas podem comprometer o estabelecimento das mudas no campo e aumentar significativamente o risco de mortalidade das espécies mais sensíveis”, afirma.
Em razão disso, durante o período mais frio do ano os viveiros florestais precisam intensificar os cuidados com irrigação, manejo, proteção e transporte das mudas. O frio intenso, associado às geadas e ao déficit hídrico, pode afetar diretamente o desenvolvimento das plantas, especialmente das espécies mais sensíveis às condições climáticas do inverno.
O protocolo adotado pelo IAT prevê autonomia aos coordenadores dos viveiros florestais para avaliar a retirada e doação de mudas durante os períodos de inverno e estiagem, com base em fatores climáticos, disponibilidade de espécies e particularidades de cada região do Paraná.
“A disponibilização de mudas pode ser limitada em determinados períodos justamente para evitar perdas e garantir melhor aproveitamento das espécies produzidas nos viveiros”, diz Roberta.
LOGÍSTICA – As baixas temperaturas também afetam diretamente a logística de transporte e distribuição das mudas no Paraná. Em períodos de frio mais severo, o manejo precisa ser mais cuidadoso para evitar danos durante o deslocamento e garantir que as plantas cheguem em boas condições até os locais de plantio.
Além disso, algumas espécies apresentam maior sensibilidade às condições climáticas do inverno, o que exige planejamento mais estratégico na produção e distribuição das mudas. O IAT avalia fatores como disponibilidade das espécies, finalidade do plantio e adaptação climática antes de autorizar a retirada das mudas.
Outro aspecto importante é que as condições climáticas variam de acordo com cada região do Paraná. “Por isso, a retirada de mudas pode ser limitada conforme as características específicas de cada município atendido pelos escritórios regionais do IAT”, destaca a técnica.
ESPÉCIES MAIS ADAPTADAS – Entre as espécies mais adaptadas ao período estão mudas nativas como araucária, ipê-amarelo, bracatinga, pitanga, guabiroba e cerejeira-do-mato, Essas plantas costumam apresentar melhor desempenho durante o inverno, especialmente em regiões sujeitas a geadas.
Para a população que pretende plantar durante a estação, a recomendação é priorizar períodos menos rigorosos de frio, evitar dias de geada e garantir irrigação adequada das mudas recém-plantadas, especialmente nos primeiros dias após o plantio.
“Também é importante preparar corretamente o solo e proteger as plantas contra os ventos fortes e temperaturas extremas. Em áreas de recuperação ambiental, o IAT recomenda ainda o uso de diferentes espécies florestais nativas, assegurando maior diversidade ecológica e melhor adaptação ao ambiente”, diz Roberta.
RECUPERAÇÃO AMBIENTAL – O trabalho desenvolvido pelos viveiros do IAT possui papel estratégico para a recuperação ambiental, preservação da biodiversidade e recomposição de áreas degradadas no Paraná. Por meio do Programa Paraná Mais Verde, o Estado vem ampliando a produção e distribuição de mudas – o Estado já distribuiu mais de 13 milhões de plantas nativas desde 2019. A ação também fortalece ações de restauração ecológica e educação ambiental.
Com planejamento técnico, orientação à população e investimentos em modernização sustentável, o Instituto busca garantir que o plantio de mudas ocorra de maneira mais segura, eficiente e adequada às condições climáticas de cada região do Estado.
Por - AEN
Maior evento regional do partido até agora reuniu Ratinho Junior, Sandro Alex, Alexandre Curi, Gugu Bueno e lideranças de toda a região
O PSD Paraná realizou em Cascavel, na noite desta quarta-feira (27), o maior encontro regional do partido neste ano, reunindo mais de 3 mil lideranças políticas, prefeitos, vereadores e representantes de municípios do Oeste do Estado ao lado do governador Ratinho Junior e do presidente estadual da sigla e pré-candidato ao Governo do Paraná, deputado federal Sandro Alex.
O evento reforçou a construção regional da pré-candidatura de Sandro Alex ao Governo do Estado e do Alexandre Curi ao Senado e consolidou uma demonstração de força política do grupo no Oeste paranaense.
Durante o encontro, o governador Ratinho Junior destacou o papel estratégico do Oeste no crescimento do Paraná e afirmou que os investimentos realizados na região fazem parte de um modelo de gestão voltado ao fortalecimento dos municípios.
“Programas estaduais como o Asfalto Novo, Vida Nova e o Estrada Boa estão mudando a realidade das cidades paranaenses. E o Oeste ajudou a transformar o Paraná em referência nacional em produção, logística e geração de empregos”, afirmou.
O deputado federal Sandro Alex destacou a continuidade do modelo de gestão implantado pelo atual governo.
“Para seguir com os avanços concretizados até agora e manter o Estado entre os mais competitivos do Brasil é necessário manter o Modelo Paraná, com uma gestão municipalista que funciona e leva qualidade de vida aos paranaenses”, afirmou.
Já o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (Republicanos), defendeu a continuidade do grupo político liderado por Ratinho Junior.
“Decidimos que é fundamental dar continuidade a essa gestão que transformou o Paraná. O Paraná vive um momento de harmonia e de foco nas políticas públicas”, afirmou.
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa e presidente do PSD municipal, deputado estadual Gugu Bueno, destacou o reconhecimento da população ao trabalho realizado pelo Governo do Estado nos últimos anos.
“Eu não vejo aqui apenas 3 mil pessoas. Eu vejo 3 mil corações que batem no ritmo da gratidão e do reconhecimento ao que o governo Ratinho Junior fez por Cascavel e pelo Oeste do Paraná”, afirmou.
Durante o discurso, Gugu Bueno também destacou os investimentos estruturantes realizados na região Oeste.
“Cascavel e o Oeste conhecem as obras do Sandro Alex. Podemos chamar ele de senhor Trevo Cataratas, senhor Contorno Oeste, senhor duplicação da BR-277, senhor trincheira do Cascavel Velho. Esse é o Sandro Alex, o homem que veio e fez”, afirmou.
Entre os presentes estiveram o vice-governador Darci Piana; o ex-prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos; o Prefeito de Cascavel Renato Silva, o presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) e prefeito de Tupãssi, Cal Mariussi; o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Assis Chateaubriand, Marcel Micheletto; além de deputados estaduais, secretários de Estado, prefeitos, vereadores e lideranças regionais.
Por -Assessoria
O período para se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já está correndo desde a última segunda-feira (25) e este ano conta com uma novidade para os estudantes de escolas públicas: aqueles que estiverem concluindo o Ensino Médio terão suas inscrições realizadas de forma automática. Eles deverão acessar o sistema do Enem, pela Página do Participante, para confirmar sua participação. O prazo segue até o dia 5 de junho.
“Essa é uma novidade muito bem-vinda para nossos alunos”, elogia o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. “Além de facilitar o processo de inscrição, garante a participação no exame que é uma das principais formas de acesso ao Ensino Superior”, avalia o secretário.
A novidade foi possível graças ao cruzamento de dados das redes de ensino. Assim, os estudantes oriundos de escolas públicas não precisam cumprir com a etapa inicial de cadastro. Com a inscrição pré-preenchida, basta acessar o sistema para confirmar a participação no Enem. O candidato também deverá complementar algumas informações, indicando o município onde deseja realizar as provas, sua opção de língua estrangeira e se necessita de recursos de acessibilidade nos dias e locais de aplicação.
É muito importante que os estudantes se atentem ao período de confirmação e acessem o sistema, para não correrem o risco de perder o exame. Por isso, a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) vai reforçar essa necessidade até o fim do prazo, na próxima semana.
“Estamos desenvolvendo ações de engajamento na rede para que os estudantes acessem a plataforma e confirmem suas inscrições”, explica o diretor de Educação, Anderfábio de Oliveira. “É uma mobilização estratégica para que tenhamos uma participação recorde dos alunos da rede estadual do Paraná”, conclui.
ENEM - O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica. Desde 2004, os resultados obtidos podem ser utilizados pelo estudante como forma de ingresso no Ensino Superior, como critério único ou complementar dos processos seletivos. A aplicação das provas está marcada para os dias 8 e 15 de novembro.
Por - AEN
A qualificação contínua das equipes é uma das medidas estratégicas que vêm sendo desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para reduzir a mortalidade materna e infantil.
Nesse sentido, a atuação da Secretaria combina a organização da Rede de Atenção à Saúde, com o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e adoção de metodologias que qualifiquem o cuidado e ampliem o acesso das gestantes aos serviços essenciais. Essas ações integram um esforço para garantir atendimento seguro, humanizado e resolutivo em todas as fases da gestação, pré-natal, parto, puerpério, e nascimento.
Seguindo nessa linha, no Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna e Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher, celebrados neste 28 de maio, a Sesa destaca mais uma importante medida para fortalecer a assistência e a segurança de mães e bebês no Estado. A implantação do curso ALSO®️ (Advanced Life Support in Obstetric) e SAVO®️ (Suporte Avançado de Vida em Obstetrícia), voltado para a capacitação de 800 profissionais que atuam na Linha de Cuidado Materno Infantil paranaense.
A formação tem investimento de R$ 3 milhões, e conta com carga horária de 18 horas. O principal objetivo é o aperfeiçoamento prático e teórico de médicos e enfermeiros no manejo de complicações críticas da gestação, parto e pós-parto, com foco direto na redução dos índices de óbitos.
Certificado pela American Academy of Family Physicians, o curso é uma das metodologias mais respeitadas globalmente para o desenvolvimento de habilidades em emergências obstétricas. O programa prepara as equipes para agir com agilidade e eficiência frente a quadros de alta gravidade, minimizando riscos para a mãe e para o recém-nascido.
A implementação da capacitação atende à Deliberação nº 149/2025 da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR), que aprovou um conjunto de estratégias prioritárias para o enfrentamento da mortalidade materna e infantil no Estado.
"A maioria das mortes maternas pode ser evitada se houver uma identificação rápida e uma conduta precisa. Estamos dando aos nossos profissionais as melhores ferramentas técnicas existentes para salvar vidas nos hospitais e maternidades do Paraná", afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Os dados recentes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e de Nascidos Vivos (Sinasc) mostram que a diligência já reflete nos resultados, que apresentam tendência de queda. A taxa de Mortalidade Infantil no Paraná, que fechou em 10,3 por mil nascidos vivos em 2022, registrou uma queda para 9,9 por mil nascidos vivos em 2026.
Já a mortalidade materna registrou 42 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 2022, subiu para 48 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 2025 e apresentou recuo para 42,6 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos em 2026. Diante disso, o foco da Sesa é acelerar essa propensão de redução para atingir as metas pactuadas no Plano Estadual de Saúde do Paraná 2024–2027, que prevê reduzir a mortalidade infantil para 9,0 por mil nascidos vivos e a mortalidade materna para 37,0 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos.
No Paraná, em 2025, 46% dos óbitos maternos decorreram de causas obstétricas diretas e outros 46% de causas obstétricas indiretas relacionadas à gestação. Entre as causas obstétricas diretas, destacaram-se hemorragias (26,1%), transtornos hipertensivos (26,1%) e embolia de origem obstétrica (8,7%). Já entre as causas obstétricas indiretas, prevalecem as doenças do aparelho circulatório (21,7%), as doenças do aparelho respiratório (8,7%) e outras afecções não especificadas que complicam a gestação, o parto e o puerpério.
Além disso, a análise de dados de Near Miss Materno (mulheres que enfrentaram complicações graves e quase evoluíram para o óbito), revela que 80% dos casos de morbidade materna grave no Estado estão associados às síndromes hipertensivas e às hemorragias.
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) reforça que o manejo de intercorrências como pré-eclâmpsia, eclâmpsia e hemorragias pós-parto imediatas já é amplamente consolidado pela ciência. Portanto, além de garantir o acesso das mulheres aos serviços de saúde, a eficiência do atendimento depende diretamente de equipes preparadas para aplicar os protocolos corretos no tempo oportuno. “Nós estamos despendendo esforços no sentido de combater os índices de mortalidade materno-infantil. Estamos trabalhando em diferentes frentes para dar apoio e garantias para todas as mães e, essa capacitação reforça a rede de cuidados e de proteção à saúde da mulher, transformando o conhecimento técnico em um escudo essencial para o nascimento seguro em todas as regiões do Estado”, enfatizou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
Por - AEn

























