Corpo de Bombeiros do Paraná atualiza regras de prevenção contra incêndios

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) passou a adotar um novo modelo nas regras de prevenção contra incêndios e desastres desde a semana passada, com a atualização da legislação estadual. As mudanças, previstas na Lei nº 22.367/2025 e no novo decreto que a regulamenta, buscam reduzir a burocracia para empreendedores, ao mesmo tempo em que reforçam a segurança da população.

A proposta marca uma mudança de abordagem da corporação, que passa a atuar de forma mais orientativa e previsível, sem abrir mão do rigor em situações que representem risco à vida. O objetivo é facilitar a regularização de edificações e atividades econômicas, incentivando o cumprimento das normas de segurança. Medidas mais rigorosas, como evacuação e interdição, continuam sendo aplicadas com tolerância zero em situações que coloquem vidas em risco.

Entre os principais avanços está o tratamento diferenciado para atividades de baixo e médio risco. Estabelecimentos classificados como de baixo risco deixam de exigir licenciamento prévio para funcionamento, permanecendo sujeitos à fiscalização. Já as atividades de risco médio passam a contar com liberação imediata por autodeclaração, sem necessidade de vistoria prévia.

Outro ponto de destaque é a priorização da orientação antes da aplicação de penalidades. Com a criação da advertência escrita, responsáveis por imóveis terão prazo de até 60 dias para corrigir irregularidades que não representem risco iminente, sem aplicação imediata de multa.

A medida também incentiva a regularização voluntária, já que vistorias solicitadas pelos próprios responsáveis não resultam em autuação, exceto em casos graves.

A nova legislação também amplia os prazos para adequações estruturais. O Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TCAC) poderá ter duração de até 36 meses, com possibilidade de prorrogação, permitindo que empresas realizem intervenções de forma planejada, sem interromper suas atividades.

As mudanças incluem ainda a revisão na metodologia de cálculo das multas, tornando as penalidades mais proporcionais à gravidade das infrações, e novas regras para eventos temporários.

CAPACITAÇÃO E ORIENTAÇÃO – Como parte das ações da Missão Paraná VI, o CBMPR promove uma palestra voltada a proprietários de estabelecimentos, contadores, advogados, administradores e demais interessados que utilizam o sistema de prevenção para emissão de certificados de licenciamento e vistoria.

Com o tema “Alterações legais no Poder de Polícia Administrativa do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná”, o encontro vai abordar as mudanças na legislação e destacar como as novas regras tornam o processo mais ágil, ao mesmo tempo em que contribuem para edificações mais seguras por meio da regularização. A participação é aberta ao público, mediante inscrição prévia por formulário online. As vagas são limitadas.

Serviço:

Data: 24/04, sexta-feira

Horário: 13h30

Inscrições AQUI

Confirmação obrigatória até 23/04

Vagas limitadas a 126 participantes

Local: Auditório da SESP – Rua Coronel Dulcídio, nº 800, Batel – Curitiba

 

 

 

 

 

 

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 Sequenciamento genético no Paraná abre caminho para medicina de precisão no SUS

Um projeto desenvolvido no Paraná está transformando a forma como doenças genéticas são diagnosticadas e tratadas no sistema público de saúde. Por meio do sequenciamento completo do genoma, pesquisadores, médicos e famílias já vivenciam impactos concretos na redução do tempo de diagnóstico e na definição de tratamentos mais precisos. 

Coordenado no âmbito do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Saúde Pública de Precisão (NAPI SPP), uma iniciativa da Fundação Araucária, o estudo analisa o material genético de pacientes para identificar alterações associadas a doenças. As análises são realizadas no Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP), localizado em Curitiba.

Com investimento superior a R$ 10,9 milhões do Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária, o NAPI Saúde Pública de Precisão reúne 33 pesquisadores de 18 instituições e busca posicionar o Paraná na vanguarda da genômica clínica no Brasil. 

“Essa rede colaborativa de pesquisa talvez seja uma das que mais impacta na qualidade do atendimento de saúde, não só do Paraná, mas do Brasil e internacionalmente", afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. "É, com certeza, um dos maiores desafios científicos e tecnológicos, e os resultados já alcançados demonstram o potencial dessa iniciativa, especialmente quando vemos casos concretos em que a pesquisa contribui para transformar e até salvar vidas”. 

A expectativa é de que os resultados do projeto contribuam para a futura implementação da tecnologia como política pública no SUS, ampliando o acesso ao diagnóstico rápido e preciso para a população. 

Segundo o articulador do NAPI SPP e pesquisador da Fiocruz Paraná, Fabio Passetti, a tecnologia permite uma avaliação detalhada caso a caso, auxiliando diretamente as equipes médicas na tomada de decisão clínica. “O sequenciamento do genoma completo possibilita identificar alterações genéticas específicas e, com isso, orientar o manejo clínico dos pacientes”, explica.

De acordo com ele, o projeto já apresenta resultados expressivos, especialmente em UTIs neonatais, onde a análise genética tem contribuído para diagnósticos mais rápidos e intervenções precoces, inclusive com indicação de transplante em casos críticos. 

A partir do encaminhamento dos pacientes pela equipe médica dos hospitais e consentimento ético das famílias que desejam participar do estudo, é feita uma coleta de sangue e realizada a análise do sequenciamento de genoma completo no laboratório. “É completamente inovador, ainda não está implementado no SUS, mas temos conversado com o Ministério da Saúde e com a Secretaria Estadual de Saúde para que, em algum momento, se transforme de um projeto de pesquisa para uma política pública”, destaca Fabio Passetti.

Atualmente, o NAPI SPP reúne uma rede de dez hospitais do Paraná que atendem pacientes do SUS, com foco em casos sem diagnóstico definido e suspeita de doenças genéticas, como as doenças raras. Um dos principais avanços é a redução significativa do tempo de resposta: enquanto pacientes podem levar de oito a dez anos para obter um diagnóstico por métodos tradicionais, o sequenciamento genético pode apresentar resultados em até seis meses. 

A aplicação da tecnologia se dá em pacientes destes hospitais hospitais parceiros, com autorização de familiares e encaminhamento pelas equipes médicas. 

Para o neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, Daniel Almeida do Valle, a tecnologia representa um avanço decisivo na prática médica. “O exame permite diagnosticar pacientes que antes permaneciam sem resposta, além de organizar melhor o tratamento, evitar exames desnecessários e indicar terapias mais adequadas”, afirma. 

Ele destaca ainda que o apoio da Fundação Araucária tem sido essencial para viabilizar o acesso a exames de alta complexidade no SUS. “Em muitos casos, conseguimos antecipar em anos uma investigação que talvez nunca chegasse a um diagnóstico sem o sequenciamento do genoma”, completa. 

CIÊNCIA QUE SALVA VIDAS – A importância do exame também é sentida pelas famílias. A mãe da pequena Isabela, de seis meses, Karolyne Antonia da Silva de Paula, relata que o sequenciamento genético foi determinante para identificar a Síndrome de Gorlin na filha, após a descoberta de um tumor cardíaco ainda na gestação. 

“Não sabíamos a condição real que o genoma nos proporcionou. Mostrou que ela tem uma condição genética que é o desenvolvimento de células desordenadas no corpo. Então, pode causar tumores na mandíbula, câncer de pele, tumor no coração, tumor no cérebro”, conta. 

A coleta do sangue da bebê foi realizada no dia 31 de outubro de 2025 e no dia 05 de fevereiro de 2026 já receberam o resultado para encaminhamentos da equipe médica. Resultado que poderia demorar até dez anos foi obtido em em quatro meses. “A agilidade para realizar esse exame pode salvar a vida da minha filha. Com isso, ela consulta agora com mais especialistas, tem mais acompanhamentos. E caso surja algum tumor ou um câncer de pele, pode ser tratado precocemente”, afirma Karolyne. 

PARA PARTICIPAR – Hospitais do Paraná que tenham UTI neonatal do SUS e queiram participar do projeto podem entrar em contato com o NAPI Saúde Pública de Precisão pelo e-mailEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

CENTRO DE SAÚDE PÚBLICA DE PRECISÃO – Lançado em 2020, o Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP) é uma iniciativa do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), sendo um dos principais objetivos para o Tecpar no Plano de Governo do Governo do Paraná (2023-2026). A unidade é especializada em sequenciamento genético para apoio a elucidação de doenças raras e outras condições genéticas complexas com foco em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 

 

 

 

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 Temporada de montanhas no Paraná: veja dicas para garantir um passeio seguro

A previsão do tempo estimada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) aponta para a diminuição da temperatura nos próximos dias no Estado, com o termômetro partindo de 8ºC (mínima) na primeira semana de maio nos arredores de Curitiba. Clima ameno que indica a proximidade do inverno e dá início também à chamada temporada de montanhas no Paraná – o montanhismo cresceu 93,7% nas Unidades de Conservação do Paraná em cinco anos.

Apesar de não ter uma data fixa, é nessa época do ano, marcada pela combinação de dias frios e ambiente seco, que o número de visitantes cresce consideravelmente nos parques estaduais com montanhas. São três os pontos administrados pelo Instituto Água e Terra (IAT) mais procurados pelos aventureiros: Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras), Pico Paraná (Campina Grande do Sul e Antonina) e Serra da Baitaca (Piraquara e Quatro Barras).

No ano passado, por exemplo, o número de visitantes no Pico Paraná saltou de 346 pessoas em janeiro, no auge do verão, para 2.356 em maio, um aumento de 580%. No Marumbi, passou de 1.212 para 1.979 no mesmo período (+63%). E, na Baitaca, foi de 6.362 para 8.709 (+37%).

Aumento de público que demanda, consequentemente, reforço na orientação e proteção dos turistas para que o passeio, no fim, não se transforme em preocupação.

“A instrução é sempre seguir o protocolo de segurança elaborado pelo IAT. O montanhismo é uma prática progressiva, literalmente uma ‘escalada’, em que se alcança experiência aos poucos. Por se tratar de uma atividade de risco, o recomendado é obedecer aos regramentos e respeitar seus próprios limites. Essa é a garantia de uma boa experiência e do retorno seguro para casa”, diz o gestor do Parque Estadual Pico do Marumbi, Gabriel Camargo Macedo.

Entre outras recomendações, o manual estabelecido pelo órgão ambiental reforça a necessidade do preenchimento correto do cadastro obrigatório por parte dos visitantes já na entrada das UCs, antes ainda de iniciar o processo de escalada. Nesse momento, os visitantes recebem uma série de orientações, com a anuência de um termo de risco.

Entre as informações necessárias, os usuários precisam indicar contato de emergência, dados relacionados à saúde e preparo físico, informar sobre qual é a experiência em ambientes montanhosos, além da apresentação de equipamentos de segurança, como lanternas, apitos e pilhas.

A partir disso, os funcionários do IAT fornecem  todas as instruções necessárias para a visita, como estar com vestimentas adequadas, água e alimentação suficientes, e recomendações sobre não entrar sozinho na Unidade de Conservação – o indicado é um grupo de no mínimo três pessoas. Para quem não possui experiência ou não conhece o parque, também é recomendada a contratação de guias ou condutores especializados. Ou, ainda, a realização das trilhas junto de alguém que conheça o local e já tenha feito o trecho anteriormente.

“Esse protocolo é obrigatório e a principal ferramenta em uma emergência ou resgate”, afirma Macedo.

Chefe dos parques estaduais Pico Paraná e Serra da Baitaca, Marina Rampim acrescenta outras regras que precisam ser respeitadas pelos turistas para um passeio sem sobressaltos. Uma delas, destaca, é a não permissão de sair das trilhas sinalizadas – nem caminhar sobre trilhos de trem, no caso do Marumbi. 

Equipamentos de segurança, roupas adequadas e apoio de montanhistas mais experientes são outros tópicos essenciais do protocolo. “Além disso, é preciso conferir a previsão do tempo e evitar a visita em caso de chuva ou condições meteorológicas ruins”, orienta Marina.

MULTAS – Como consequência da desobediência às regras de boa convivência nas Unidades de Conservação, o IAT aplicou 29 Autos de Infração Ambiental (AIAs) nos três parques no primeiro trimestre deste ano, totalizando R$ 77 mil em multas. Houve, ainda, 19 notificações com advertência.

“Estamos atentos e vigilantes para orientar e, se for o caso, punir quem desobedece a legislação ambiental e coloca a vida em risco. O passeio tem de ser sempre em harmonia com a natureza”, afirma Marina.

Quer começar na escalada? Confira algumas dicas elaboradas por especialistas do IAT para um passeio com segurança:

- Comece pelas trilhas mais curtas, para conhecer suas limitações e adquirir experiência.

- Use botas adequadas para ambiente de montanha, para reduzir risco de escorregões e torções.

- Use, preferencialmente, calça e camiseta de manga longa para evitar arranhões.

- Sempre que possível vá com alguém que conhece a trilha.

 

 

 

 

 

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 Pesquisa da Sanepar reforça importância da caixa d'água para reservação em casa

Um levantamento recente feito pela Sanepar ajuda a mapear a segurança hídrica dos imóveis no Paraná. Os dados mostram que o acesso à caixa d'água é uma realidade nos municípios atendidos pela companhia, mas uma parcela significativa da população (23% nas residências e 30% nos comércios) ainda não tem caixa-d’água ou cisterna.

A posse do reservatório doméstico nas residências varia conforme a região do Estado. Na região do Norte, 87,7% dos entrevistados disseram que possuem caixa-d’água nas suas residências. Já a região Sudoeste apresenta o menor índice: 64,3% dos imóveis residenciais e 54,7% dos comércios possuem reservação. Entre os municípios pesquisados, Telêmaco Borba (56,6%), nos Campos Gerais, e Foz do Iguaçu (59,5%), no Oeste, apresentaram os menores índices de imóveis residenciais com a instalação destes equipamentos.

A norma técnica brasileira indica que todas as residências devem ter uma caixa-d’água, que funciona como reserva de emergência. De acordo com o estudo, 78% dos clientes com reservatório afirmam não ter sentido falta de água no período de um ano.

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o reservatório doméstico é uma extensão do sistema de distribuição. “Este cenário revela que quem tem caixa-d’água não é afetado por interferências no abastecimento. Da mesma forma que a Companhia investe nos sistemas de reservação para a estabilidade do sistema, a caixa-d’água dos imóveis residenciais e comerciais permite o acesso à água, mesmo em casos de interrupção temporária”, afirma.

“O perfil das famílias que existem no Paraná é composto, geralmente, por três a quatro pessoas. Para esse perfil, uma caixa-d’água com 500 litros de volume consegue atender o abastecimento de uma residência por um dia, ou seja, por 24 horas. Isso é importante porque eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição de água e o serviço terá que ser interrompido para que se possa efetuar consertos ou outras intervenções, como interligações de obras desse tipo”, explica o gerente de engenharia da Sanepar, Eduardo Arrosi.

Arrosi também destaca a necessidade de instalação de cisternas para auxiliar no sistema de bombeamento de prédios e edificações com mais de dois pavimentos. Para construções com mais de 600 metros quadrados, é necessária a aprovação do projeto hidrossanitário na Sanepar. Em casos de prédios com dois ou mais pavimentos, é exigida a construção de uma cisterna.

“As normas brasileiras recomendam que a Sanepar, e qualquer outra concessionária de distribuição de água, forneça uma pressão de 10 metros de coluna d'água (m.c.a.) na entrada do hidrômetro. Ou seja, a água teria força suficiente para subir 10 metros. Por isso, nos casos acima de dois pavimentos — nos quais os edifícios chegam muito próximo ou ultrapassam essas alturas — é necessária a cisterna com sistema de bombeamento. Com isso, o cliente não vai sentir falta de água”, diz.

ESTABILIDADE NO ABASTECIMENTO – A infraestrutura interna mitiga o impacto de paradas técnicas. Na região Norte, onde o índice de reservação é alto, a satisfação com a continuidade atinge 85,5%. Este número traduz o impacto positivo e revela a importância da caixa-d’água.

“Eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição e o serviço terá que ser interrompido para consertos ou outras intervenções. Também é importante ressaltar que para distribuir água nós dependemos da energia elétrica. Então, quando há falta de eletricidade, pode ocorrer a paralisação no sistema de abastecimento de água. Nesses casos, tendo a caixa-d’água, o consumidor não vai sentir a falta, porque vai ter essa reserva em sua residência”, acrescenta Arrosi.

Além disso, diferente da eletricidade, a velocidade de deslocamento da água no sistema é muito menor e a retomada do abastecimento depende de vários fatores que são levados em consideração pelos técnicos da Sanepar. Nesses casos, a caixa-d’água residencial funciona como uma garantia.

O empresário Raimundo Wagner Moreira investe na construção de imóveis para venda e locação em Foz do Iguaçu e faz parte daqueles que reconhecem a importância da reservação doméstica para o negócio e para a tranquilidade dos inquilinos e compradores. “É um item de extrema importância em uma obra. Caso a Sanepar precise fazer alguma manutenção na rede, a gente não fica desabastecido. Sempre coloquei o equipamento, inclusive estou fazendo uma obra nova e já está no projeto também fazer a caixa-d’água", afirma.

PROJETO SOCIAL – O Governo do Paraná e a Sanepar também tem um projeto social que ajuda famílias com a instalação de caixas d'água. O Caixa d'Água Boa disponibiliza uma caixa d'água e um kit de instalação às famílias em situação de vulnerabilidade social que não possuem caixa d'água no domicílio. Estas famílias recebem capacitação para instalação adequada, e o subsídio financeiro de R$ 1 mil para viabilização da instalação. Desde sua criação, em 2017, o programa já recebeu R$ 46 milhões e beneficiou 15 mil famílias.

Para ser elegível ao projeto, a família deve atender cumulativamente aos seguintes critérios: residir em município que possua contrato de concessão ou programa vigente com a Sanepar; residir em domicílio abastecido pela Sanepar e que não possua caixa d'água; estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e encontrar-se em situação de vulnerabilidade social conforme o Índice de Vulnerabilidade das Famílias (IVFPR); e possuir renda familiar de até meio salário mínimo nacional por pessoa.

METODOLOGIA – O levantamento contratado pela Sanepar foi realizado pelo Instituto Radar Pesquisas e ouviu no mês de novembro de 2025, 2.900 pessoas, sendo 2.400 de clientes residenciais e 500 clientes de imóveis comerciais em cidades polos de cada região do Paraná.

 

 

 

 

 

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 Vacinas contra gripe e Covid-19 são aliadas na prevenção de infarto e AVC

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da vacinação contra a influenza e a Covid-19 como uma medida de proteção que vai muito além das infecções respiratórias. Além de reduzir casos graves e óbitos, a imunização ajuda a evitar complicações como infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a descompensação de doenças crônicas.

A necessidade do alerta se baseia no fato de que essas infecções não atingem apenas o pulmão, podendo funcionar como um “gatilho” para problemas cardiovasculares. Portanto, a atenção deve ser redobrada, especialmente em pessoas que convivem com hipertensão, diabetes, obesidade, doença renal crônica ou histórico de AVC. Nesses grupos, uma infecção aparentemente comum pode causar dependência e piora clínica severa.

Estudos recentes publicados no New England Journal of Medicine, um periódico médico semanal publicado pela Massachusetts Medical Society, e na The Lancet, uma das revistas científicas de medicina mais prestigiadas e influentes do mundo, mostram que o risco de infarto agudo do miocárdio pode aumentar em seis vezes na primeira semana após o diagnóstico de influenza, enquanto o risco de AVC isquêmico pode subir até sete vezes após a Covid-19.

Em contrapartida, a vacinação contra a gripe foi associada a uma redução de 34% nos grandes eventos cardiovasculares e a um menor risco de morte ou trombose de stent em pacientes com doença coronariana.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressalta que a vacina é uma ferramenta de proteção sistêmica fundamental para garantir a estabilidade clínica da população, especialmente com a proximidade dos dias mais frios.

“Quanto antes nos vacinarmos, melhor. O corpo demora de duas a três semanas para estar com a imunidade completa. Ao evitarmos a infecção, impedimos uma inflamação intensa que sobrecarrega o coração e o sistema circulatório. Vacinar também é cuidar do coração, do cérebro e da vida, sendo uma das medidas mais eficazes para proteger a saúde individual e coletiva em um cenário de envelhecimento da população”, afirmou o secretário.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO – No Paraná, a campanha de vacinação contra a gripe já contabiliza mais de 597 mil doses aplicadas desde 28 de março. A estimativa é vacinar 4.815.445 pessoas até o dia 30 de maio, buscando atingir a meta de 90% de cobertura nos grupos prioritários, especialmente em gestantes, idosos e crianças, grupos que em 2025 registraram coberturas de 74,6%, 59,2% e 58,6%, respectivamente.

COVID-19 – A vacina da Covid-19 está disponível para pessoas vivendo em instituições de longa permanência, indivíduos imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, as puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente e com comorbidades, além de pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes em medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua.

ABASTECIMENTO – A Sesa mantém o abastecimento regular das mais de 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios do Estado para garantir que o Paraná supere os índices de cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Saúde. A orientação é para que a população procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima, verifique se há doses em atraso e aproveite a estratégia de multivacinação para atualizar a caderneta antes da chegada do inverno.

 

 

 

 

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 Bons hábitos alimentares e estilo de vida são fundamentais para prevenir a hipertensão

A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta (PA), é uma doença crônica que acomete crianças, adultos e idosos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. É uma condição multifatorial e um dos principais fatores de risco para complicações das doenças cardiovasculares.

Assim como a obesidade e outras doenças cardiovasculares, a pressão alta pode acometer as pessoas a partir da interação de diferentes comportamentos de risco, como o alto consumo de alimentos ultraprocessados, gorduras, sódio, bebidas alcoólicas e o sedentarismo, entre outros determinantes relacionados ao estilo de vida.

Segundo a Secretaria estadual da Saúde (Sesa), 2.186.861 pessoas convivem com hipertensão arterial no Estado. O levantamento considera dados do início do primeiro trimestre de 2026. De janeiro a fevereiro, os atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde (APS) chegaram a 820.959, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 804.846 atendimentos.

O secretário da Saúde, César Neves, ressaltou a importância de uma alimentação saudável na rotina a fim de prevenir a alteração da pressão e de outras doenças. “A redução do consumo de alimentos ultraprocessados no cardápio traz grandes benefícios à saúde. O alimento é o pilar da nossa estrutura; tudo o que consumimos se transforma em energia para o corpo, a mente e o desempenho no cotidiano”, disse.

De acordo com o parâmetro atual, atualizado no final de 2025, a pressão arterial de 120/80 mmHg (popularmente conhecida como 12 por 8) deixou de ser considerada ideal e passou a integrar a categoria de pré-hipertensão. Para ser classificada como normal, a pressão deve estar abaixo desses valores.

Entre os principais fatores de risco para a hipertensão estão os hábitos alimentares inadequados (especialmente o consumo excessivo de sal), sobrepeso e obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo de álcool e, em alguns casos, fatores genéticos. Além disso, a hipertensão é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC), doença renal crônica, ocasionando em mortes prematuras.

A nutricionista da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade Física da Sesa, Viviane Bogasz de Melo, orienta sobre a importância da redução do consumo de sódio e de alimentos ultraprocessados.

“Devemos ter cautela com o consumo diário de sódio, que muitas vezes passa despercebido. A recomendação é não ultrapassar 2 gramas de sódio por dia, o equivalente a cerca de 5 gramas de sal de cozinha. Na prática, isso significa reduzir o uso do sal no preparo dos alimentos e evitar o consumo de produtos ultraprocessados, que frequentemente contêm altas quantidades de sódio”, alertou.

DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE – O dia 26 de abril marca a conscientização e o combate à hipertensão arterial. A data tem como objetivo alertar sobre a doença que afeta cerca de 28% da população brasileira, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Aferir a pressão regularmente é a maneira de diagnosticar a hipertensão. Pessoas a partir dos 20 anos devem fazê-lo ao menos uma vez por ano. Em casos de histórico familiar, a recomendação é fazer a medição pelo menos duas vezes ao ano.

A pressão alta não tem cura, mas possui tratamento e pode ser controlada. Apenas o médico pode indicar o melhor método para cada paciente. Além do uso de medicamentos, é fundamental ao hipertenso adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade, controle do estresse e evitar o uso de cigarro e álcool.

REDE DE DIAGNÓSTICO E PREVENÇÃO – A Sesa direciona o cuidado em saúde da população por meio da Rede de Atenção à Saúde, que inicia pela proteção, prevenção e tratamento, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com aferição, controle, orientação e diagnóstico e tratamento.

Além disso, a pasta orienta as equipes da Atenção Primária à Saúde sobre a Estratégia do Risco Cardiovascular, que tem como objetivo qualificar a atenção integral às pessoas com condições consideradas fatores de risco para as Doenças Cardiovasculares (DCV). A iniciativa busca fortalecer ações voltadas à promoção da saúde e ao controle dos níveis pressóricos (PA), incentivar a adesão ao tratamento e estimular mudanças no estilo de vida. Como resultado, espera-se reduzir a ocorrência de complicações, internações e óbitos associados a essas condições.

Como estratégia indutora para a avaliação do risco cardiovascular (RCV), a Sesa incorporou um indicador específico ao Programa de Aperfeiçoamento para Profissionais da Saúde (PROAPS) Paraná, com objetivo de estimular as equipes e realizarem a estratificação do risco cardiovascular na população de 40 a 74 anos. A medida possibilita o rastreamento e o diagnóstico precoce da hipertensão arterial, além de qualificar o manejo clínico dos usuários, contribuindo para prevenção de complicações e a oferta de um cuidado mais oportuno e resolutivo.

ULTRAPROCESSADOS – Os alimentos ultraprocessados são nutricionalmente desbalanceados com baixas quantidades de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos e com elevadas quantidades de aditivos químicos, gorduras, açúcares e sódio e por meio de diferentes fatores afetam negativamente a regulação de fome e saciedade, induzindo ao consumo excessivo. Além disso, o consumo excessivo de ultraprocessados impacta negativamente na microbiota intestinal, reduzindo a diversidade e abundância de bactérias benéficas no intestino e promovendo um desequilíbrio que gera inflamação intestinal e torna-se um terreno fértil para alterar o metabolismo e para o surgimento de obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes, entre outras.

A Sesa reforça que o mais importante é adotar medidas de controle para evitar que a pressão arterial se torne um problema mais grave. Manter hábitos saudáveis, cuidar da alimentação, praticar atividades físicas regularmente e evitar o tabagismo são atitudes fundamentais para reduzir riscos e preservar a saúde.

 

 

 

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