Paraná tem geada e registra temperatura mais baixa do ano até o momento

A terça-feira (28) amanheceu mais gelada no Paraná. De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), uma massa de ar frio, na retaguarda da frente fria que se deslocou segunda-feira (27) para São Paulo, atingiu a região Sul do Paraná, e a temperatura mais baixa de 2026 até o momento em todo o Estado foi registrada às 6h, em Palmas: 3,9°C. Outras cidades que fazem divisa com Santa Catarina, como Mariópolis, General Carneiro e Clevelândia, tiveram registro de geada fraca.

Além de Palmas, no amanhecer desta terça-feira (28), outras 17 estações meteorológicas do Simepar registraram suas temperaturas mais baixas de 2026 até agora: Capanema (10,3°C), Foz do Iguaçu (8,3°C), Francisco Beltrão (5,4°C), General Carneiro (6,5°C), Guaíra (14°C), Guaratuba (18,5°C), Laranjeiras do Sul (11,1°C), Loanda (17,5°C), Nova Prata do Iguaçu (11,8°C), Paranaguá (18,7°C), Pato Branco (8°C), Pinhão (9,4°C), Santa Helena (11,2°C), São Miguel do Iguaçu (10,1°C), Toledo (11,9°C), União da Vitória (8,8°C), Cascavel (11,4°C) e Cruzeiro do Iguaçu (10,7°C).

“A massa de ar frio atingiu apenas as cidades paranaenses que fazem divisa com Santa Catarina nesta terça-feira. Nas outras cidades do Estado as temperaturas também ficaram mais baixas devido à chuva e presença de nebulosidade”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

As temperaturas ainda terão oscilações ao longo da semana. As máximas ficarão amenas, devido à chuva. Na quarta-feira (29), um cavado meteorológico, em médios níveis da troposfera, mantém constante o escoamento de ar úmido em direção ao Paraná e contribui para a manutenção de tempo instável em todas as regiões do Estado.

“Ao longo do dia, pancadas de chuva com raios ocorrem, com possibilidade de alguns temporais mais severos, especialmente entre o Noroeste, Norte, Campos Gerais e Leste. Na faixa norte, as tempestades apresentam maior potencial para ocorrência de fortes rajadas de vento. Já entre os municípios dos Campos Gerais e da região Leste, há maior risco de ocorrência de granizo em superfície”, afirma Lizandro.

Na quinta (30) as temperaturas começam a subir gradativamente, até atingirem os valores mais elevados desta semana durante o feriado (1º/05), em todas as regiões do Paraná.

 

 

 

 

Por - AEN

Gugu Bueno e Batatinha avançam com projeto que libera repasse e equipamentos do Estado às Guardas Municipais

Proposta aprovada nesta segunda-feira (27) permite daoação de viaturas, armamento e suporte técnico às GMs do Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou em primeiro turno, nesta segunda-feira (27), o Projeto de Lei nº 262/2025, que autoriza o Governo do Estado a repassar viaturas, equipamentos, estrutura e apoio técnico às Guardas Municipais de todo o Paraná.

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Gugu Bueno (PSD), destacou o alcance da proposta para todo o Estado. “Um projeto de lei muito importante que estabelece a possibilidade do governo do Estado repassar estrutura, ajudando as guardas municipais por todo o Paraná. Hoje nós temos 40 municípios com guarda municipal funcionando, atendendo muito bem a população, e agora será possível repassar recurso, equipamento, viatura e treinamento para que a gente tenha um sistema de segurança pública ainda melhor”, afirmou.

A matéria autoriza o Governo do Estado a cooperar com os municípios por meio da transferência de bens, equipamentos e suporte técnico às Guardas Municipais, incluindo ainda a doação de equipamentos de proteção, sistemas de comunicação, armamentos menos letais e demais itens necessários à atuação operacional, além da formalização desse apoio por meio de convênios.

O deputado Batatinha (PSD), que também assina o projeto de lei, destacou a construção conjunta e a articulação com o Governo do Estado. “Construímos essa lei com o deputado Gugu Bueno, inclusive conversando pessoalmente com o governador. Com essa construção, conseguimos liderar esse processo para fortalecer ainda mais as Guardas Municipais”, afirmou.

Para ter acesso aos recursos, os municípios precisam atender a critérios como ter Guarda Municipal criada por lei e em funcionamento, estar regulares perante o Estado e assumir compromisso de prestação de contas sobre a utilização dos bens.

Também está prevista a integração entre as Guardas Municipais e as forças estaduais, como Polícia Militar e Polícia Civil, com compartilhamento de informações, sistemas de comunicação e cooperação técnica para orientar o uso dos equipamentos.

Atualmente, cerca de 40 municípios paranaenses já contam com Guardas Municipais em atividade, incluindo cidades como Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu. A expectativa é de que a nova legislação fortaleça a atuação preventiva e amplie a capacidade de resposta na segurança pública local.

O deputado Gugu Bueno também ressalta que a medida reforça um modelo que já vem dando resultados no Estado. “O Paraná tem hoje os menores índices de criminalidade da sua história justamente por essa união que existe entre Polícia Militar, Polícia Civil e as Guardas Municipais”, disse.

A proposta contou ainda com apoio dos deputados Artagão Júnior, Bazana, Delegado Jacovós, Delegado Tito Barichello, Evandro Araújo, Gilberto Ribeiro, Marcio Pacheco, Professor Lemos, Requião Filho, Jairo Tamura e Dr. Leônidas.

O projeto retorna à pauta nesta terça-feira (28) para votação em segundo turno.

 

 

 

 

 

Por - Assessoria

 Perto do bilhão: vendas de empresas do Paraná para outros estados crescem 211% em sete anos

As empresas do Paraná ampliaram em 211% a venda de mercadorias para outros estados brasileiros nos últimos sete anos – de R$ 314 bilhões em 2018 para R$ 978 bilhões em 2025. É o que aponta uma análise do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que avalia que os investimentos em infraestrutura como um fator determinantes nesse aumento.

Os dados são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) do Ministério da Fazenda, que disponibiliza as estatísticas com base na emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-es).

São Paulo lidera a lista de maiores compradores de mercadorias produzidas por empresas instaladas no Paraná, com R$ 322 bilhões em produtos adquiridos apenas em 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com R$ 197 bilhões, e o Rio Grande do Sul, com R$ 82 bilhões.

O avanço é puxado tanto pelo crescimento da atividade econômica quanto pelos investimentos em infraestrutura e logística, que facilitaram o escoamento da produção e a conexão com outros mercados. Nos últimos anos, o Estado avançou na duplicação e modernização de rodovias estratégicas com investimentos próprios, além de estruturar o maior pacote de concessões rodoviárias da América Latina.

Também houve mudanças estruturais em outros modais. Os aeroportos de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu foram concedidos à iniciativa privada, ampliando a capacidade e a eficiência do transporte aéreo.

Outro fator preponderante é tributário. Empresas paranaenses do Simples Nacional tem a menor carga tributária do Brasil, com uma alíquota efetiva média do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 2,39%, valor abaixo da média nacional, que é de 2,81%. A Secretaria da Fazenda também tem regras que modificam a base de cálculo para apoiar negócios em operações interestaduais.

Outros benefícios envolvem o agronegócio. O Paraná é o único estado com isenção total (100%) para carnes bovina, suína, peixe, frango e ovos, o que ajuda na competitividade de preços, e incluiu a produção de queijos, requeijão e doce de leite no rol de isenções em 2025 para fomentar a produção artesanal.

RECORDE DE INVESTIMENTOS PRIVADOS – Com uma estrutura mais eficiente, o Paraná também se tornou mais atrativo para novos negócios. Como consequência, o Estado registrou a atração recorde de investimentos privados, que somam quase R$ 400 bilhões desde 2019. Os recursos contemplam tanto a instalação de novas empresas quanto a expansão de operações já existentes.

Para o presidente do Ipardes, Jorge Callado, a combinação desses fatores criou um ambiente mais favorável para o comércio interestadual. “O Paraná produziu mais, atraiu investimentos e passou a ter uma estrutura melhor para transportar mercadorias. Isso torna as entregas mais rápidas, reduz custos e facilita a venda para outros estados”, afirmou.

Paralelamente, a aquisição de produtos de outros estados pelo Paraná também cresceu, passando de R$ 304 bilhões em 2018 para R$ 906 bilhões em 2025. No ano passado, as compras tiveram como principais origens São Paulo (R$ 346 bilhões), Santa Catarina (R$ 179 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 76 bilhões).

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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