Um gigante de aço está sendo construído pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em Curitiba. A estrutura faz parte da ampliação do Centro de Reservação Tatuquara, obra que entra em uma nova fase na próxima terça-feira (10). Com capacidade para armazenar 10 milhões de litros de água tratada, o reservatório será o maior da América Latina feito com esse material.
Ele foi projetado para complementar o Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC). O projeto não chama a atenção apenas pelo tamanho da estrutura – o investimento foi de cerca de R$ 40 milhões para erguer o reservatório utilizando a tecnologia Verinox (aço de dupla camada).
O objetivo central é a interconexão: com a obra, o sistema permitirá que os reservatórios Miringuava, Passaúna e Iguaçu operem de forma integrada para abastecer os dois reservatórios do Tatuquara.
ÁGUA PARA TODOS – Segundo o engenheiro e gestor de contrato da Sanepar, Rodrigo Kuzma, a obra é uma resposta direta ao crescimento populacional de áreas como Campo do Santana, em Curitiba, e do município de Fazenda Rio Grande. “O novo reservatório é uma estratégia para priorizar o abastecimento local, com medidas que buscam minimizar ao máximo os impactos de paradas de emergência”, explica.
Atualmente, a unidade existente no Tatuquara comporta 15 milhões de litros. Com a finalização da nova estrutura, a capacidade de reservação na região praticamente dobrará. A complexidade do projeto é destacada pela engenheira da Sanepar e coordenadora de obras, Rakelly Giacomo. “O desafio vai desde as intervenções em instalações já existentes até a responsabilidade de lidar com o maior sistema da Companhia até então”.
CRONOGRAMA – Devido à magnitude das intervenções, uma parada programada no abastecimento está agendada para esta terça-feira (10). Serão instaladas novas tubulações, e isso pode afetar temporariamente o abastecimento nas localidades atendidas pelo Tatuquara. A normalização está prevista para a madrugada de quarta-feira (11).
A previsão é que esta etapa do sistema seja entregue em meados de 2026. Outras paradas técnicas pontuais serão necessárias ao longo do cronograma para garantir a integração dos sistemas.
“Obras como esta do Tatuquara são fundamentais não apenas para elevar o padrão do atendimento atual, mas para garantir que as próximas gerações tenham acesso à água como nós temos. Estamos investindo para construir um legado para nosso Estado”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
Por AEN
Imagine aproveitar o Carnaval de 2026 com um R$ 1 milhão na conta. Essa é a chance ofertada pelo sorteio de fevereiro do Nota Paraná, que será realizado nesta segunda-feira (9) e vai distribuir R$ 5 milhões em prêmios entre consumidores e entidades sociais cadastradas no programa — entre eles, o valor milionário que é o sonho de muitos paranaenses.
Além do prêmio de R$ 1 milhão, o segundo sorteio de 2016 conta ainda premiações que variam de R$ 50 a R$ 100 mil. Ao todo, serão mais de 23 mil prêmios destinados a cerca de 3,31 milhões de consumidores. Para esta edição, foram gerados mais de 32,3 milhões de bilhetes eletrônicos a partir das notas fiscais com CPF emitidas em outubro de 2025.
O sorteio será transmitido ao vivo, a partir das 9h30, pelo canal oficial da Secretaria da Fazenda (Sefa) no YouTube. Durante a transmissão, o público poderá acompanhar em tempo real a apuração dos ganhadores e o detalhamento de todo o processo, reforçando a transparência da iniciativa.
As entidades sociais também participam do sorteio. Cerca de 1.580 instituições concorrem a 40 prêmios de R$ 5 mil e a 20 mil prêmios de R$ 100, totalizando R$ 2,2 milhões. Para elas, foram emitidos mais de 4,1 milhões de bilhetes, gerados a partir das notas fiscais doadas pelos consumidores ao longo do período.
COMO PARTICIPAR – Ao fazer compras em estabelecimentos comerciais do Estado, os consumidores cadastrados devem solicitar a inclusão do CPF na nota fiscal. Isso permite acumular créditos de ICMS, que podem ser transferidos para a conta bancária do participante.
Para isso, os consumidores devem acessar o site do Nota Paraná ou baixar o aplicativo em dispositivos Android e iOS. Basta fazer o cadastro para receber os bilhetes e concorrer aos sorteios mensais. Além disso, o programa de consciência fiscal também devolve créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em valores que podem ser transferidos diretamente para a conta-corrente do cidadão.
Por AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta sexta-feira (6) a autorização para a abertura de um novo concurso para a Polícia Civil do Paraná (PCPR). O anúncio foi feito durante o evento de entrega de 243 drones a todas as forças de segurança no Estado, no Parque Barigui, em Curitiba.
O concurso abrangerá posições em todas as carreiras da PCPR, como delegados, agentes da polícia judiciária e papiloscopistas. Recentemente, o governador já havia anunciado a ampliação da contratação via concurso da Polícia Militar e dos Bombeiros, além da Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica, somando mais 5.600 policiais.
Com a autorização, será iniciado imediatamente o processo de organização do novo certame, que será realizado no segundo semestre deste ano. A validade do último concurso vence em junho deste ano, assim, é preciso garantir a seleção de novos candidatos para integrar a PCPR.
“Estamos reduzindo continuamente os índices de criminalidade no Estado aos menores níveis da história, unindo investimentos em tecnologia ao trabalho humano, que é essencial. Por isso, ampliamos nosso efetivo e continuaremos investindo na formação e preparação dos profissionais”, destacou o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Teixeira.
“Temos um planejamento que contempla tanto a reposição das vagas abertas com a aposentadoria de policiais, quanto a ampliação do quadro, para atender cada vez melhor a população. Nos últimos anos, conseguimos fortalecer a estrutura com delegados em todas as comarcas e efetivo para atender todo o Estado. Agora, queremos ampliar ainda mais os serviços e o Governo têm assegurado essa nova realidade para as forças de segurança do Paraná", ressalta o delegado geral da PCPR, Silvio Rockembach.
Ainda não há definição sobre o número de vagas. Todos os aprovados integrarão um cadastro de reserva com validade de dois anos, prorrogável por mais dois anos, dentro do planejamento de reposição permanente e expansão da PCPR.
Por - AEN
O Procon-PR, vinculado à Secretaria estadual da Justiça e Cidadania, emitiu nesta sexta-feira (6) uma Recomendação Administrativa às empresas que operam planos de assistência à saúde no Paraná sobre a cobrança indevida de taxa de instrumentador cirúrgico. O órgão de defesa do consumidor dá ênfase ao que dispõe a Resolução Normativa 465/21, da Agência Nacional de Saúde (ANS), em seu artigo 8º.
Ele prevê expressamente que, se houver indicação de profissional assistente, seja assegurada ao contratante a “equipe necessária à realização do procedimento, incluindo os profissionais de instrumentação cirúrgica e anestesia, quando houver sua participação”.
A Recomendação Administrativa foi motivada por reclamações registradas no Procon- PR. "Chegou ao conhecimento deste Procon-PR que alguns planos de assistência à saúde têm descumprido, de forma sistemática, a legislação, impondo cobranças indevidas aos consumidores, em especial da taxa de instrumentador cirúrgico”, com valores que podem ultrapassar R$ 1 mil por procedimento", informa o texto do documento emitido às empresas.
“Evitar abusos nas relações de consumo é uma das funções do Procon-PR. E se os planos de saúde estão fazendo cobranças indevidas, cabe o alerta e mudanças nos procedimentos”, comenta o secretário estadual da Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge. "Todos nós ficamos fragilizados quando enfrentamos tratamentos de saúde e, muitas vezes, acabamos fazendo desembolsos que não são exigidos pela legislação para não comprometer o atendimento próprio ou de pessoas da família. É uma prática que deve ser combatida”.
Segundo o secretário, é importante lembrar que entre os objetivos principais do Procon-PR está orientar, educar, proteger e defender os consumidores contra abusos praticados pelos fornecedores de bens e serviços.
CÓDIGO DE DEFESA – A coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, explica que, além da norma da ANS, o Código de Defesa do Consumidor também protege o contratante de planos privados de saúde de práticas abusivas. Ela cita na Recomendação Administrativa o artigo 39 da Lei n° 8.078/90, que veda “condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço” e também “prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços”.
Claudia explica que compete ao Procon-PR promover a defesa e evitar danos aos consumidores. “Vamos adotar as medidas legais cabíveis, mas esperamos mudanças a partir do que estamos fazendo”, diz a coordenadora. "O não atendimento poderá acarretar a instauração de processo administrativo sancionatório e a expedição de ofício ao Ministério Público Estadual do Paraná, para adoção das medidas cabíveis”.
O texto enviado às empresas traz duas recomendações:
- Que as operadoras de assistência à saúde que atuam no Paraná se abstenham de cobrar quaisquer valores indevidos dos consumidores de produtos e serviços, assegurando integralmente o cumprimento da legislação de consumo, notadamente o que dispõe a Resolução Normativa 465/21;
- Em caso de ter havido a cobrança indevida, em especial da taxa de instrumentador cirúrgico, que procedam a imediata devolução dos valores cobrados indevidamente, em dobro e monetariamente atualizados.
REPARAÇÃO – A respeito da devolução dos valores cobrados, Claudia explica que, além da proteção e prevenção, cabe ao Procon pedir a reparação de eventuais danos causados aos consumidores. E, como consta no documento, o parágrafo único do artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor “determina que o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de multa e juros legais”.
O Procon-PR disponibiliza seus canais de atendimento para denúncias e esclarecimento de dúvidas em www.procon.pr.gov.br/Pagina/Formas-de-Atendimento.
Por - AEN
As forças de segurança do Paraná ganharam mais reforços tecnológicos que vão contribuir no monitoramento e no enfrentamento à criminalidade. O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou, nesta sexta-feira (6), 243 drones que serão utilizados pelas equipes da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), Corpo de Bombeiros e das polícias Militar (PMPR), Civil (PCPR), Científica (PCP) e Penal (PPPR).
Com investimento total de R$ 12,2 milhões nas aeronaves e acessórios, esta é a maior entrega de drones feita de uma só vez no Brasil. Com o novo lote, as forças de segurança do Paraná passam a contar com 298 equipamentos em operação.
O governador Ratinho Junior ressaltou que o reforço tecnológico é resultado de uma mudança estrutural na forma de investir em segurança pública no Paraná. “Saímos de um orçamento de R$ 2 bilhões no início do nosso primeiro ano de mandato para R$ 8 bilhões em segurança pública. É quase R$ 1 bilhão a mais por ano, fruto de boa gestão, de economia em coisas supérfluas para investir em que realmente importa”, afirmou.
Segundo o governador, os investimentos colocaram o Paraná no mesmo patamar de países de primeiro mundo no uso de tecnologia policial. “Hoje, se você for à fronteira dos Estados Unidos com o México, vai ver a mesma viatura que nós temos na fronteira do Paraná. Os fuzis usados pela polícia da Alemanha, de Israel, da França ou da Espanha são os mesmos que os nossos policiais utilizam”, disse.
Ele destacou ainda o projeto Olho Vivo, que integra reconhecimento facial, leitura de placas e análise de comportamento. “É a mesma tecnologia usada em Singapura e Dubai. Se uma pessoa passa três ou quatro vezes em frente a uma escola sem ser habitual daquele local, o sistema já indica um comportamento fora da normalidade para os nossos policiais”, detalhou.
Ratinho Junior reforçou que a tecnologia atua de forma integrada com o trabalho humano. “Não se faz segurança pública sem a presença física e a capacidade técnica dos nossos policiais. O ser humano é insubstituível nesse processo. Mas o grande diferencial é a integração que fizemos entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica, trabalhando de forma conjunta”, afirmou.
De acordo com o governador, os investimentos já refletem nos indicadores de Segurança do Estado, que teve entre 2024 e 2025, uma redução de 24% no número de homicídios e quase 20% no caso de roubos. “São os menores índices da nossa história, considerando a série dos últimos 20 anos. Isso mostra que estamos cumprindo a nossa missão: dar estrutura para que as forças de segurança possam trabalhar e proteger as famílias do Paraná”, completou.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Hudson Teixeira, destacou que o investimento amplia o uso da tecnologia em todas as áreas da segurança. “Hoje o governador está entregando quase R$ 13 milhões em tecnologia para atender todas as forças de segurança. São 243 drones, com tecnologia adequada à missão de cada instituição, tudo integrado a sistemas como o Olho Vivo”, afirmou.
Segundo ele, os equipamentos já vêm sendo usados em situações reais. “Já tivemos salvamentos feitos pelo Corpo de Bombeiros no litoral e em áreas de mata, uso da Polícia Científica em sinistros, além de aplicações da Polícia Militar em grandes eventos e da Polícia Civil em investigações e inteligência”, detalhou.
Em setembro do ano passado, o governador Ratinho Junior já havia anunciado um grande pacote de investimentos na área, com cinco novos helicópteros, 91 viaturas, 1.544 fuzis e equipamentos ópticos e táticos de última geração.

EQUIPAMENTOS – Os drones entregues contam com alta autonomia de voo, que pode chegar a 45 minutos, câmeras termais, alto-falantes, zoom de longo alcance e sensores que produzem imagens em alta resolução, aumentando a eficiência das operações.
A Polícia Militar recebeu a maior parte dos equipamentos, com 118 drones. Para o comandante-geral da PMPR, coronel Jefferson Silva, os drones ampliam tanto o policiamento ostensivo quanto o trabalho de inteligência. “Esses drones se somam a tudo o que o Governo do Estado já entregou à Polícia Militar. Eles ajudam desde ações ostensivas, em shows e eventos, até operações veladas de inteligência, apoiando diretamente as viaturas nas ruas”, explicou.
“Com isso, conseguimos orientar a população, monitorar áreas estratégicas e integrar essas imagens a outros sistemas, como o Olho Vivo, para atender melhor o cidadão paranaense”, avaliou.
A Polícia Civil recebeu 58 drones, que serão utilizados principalmente em operações de investigação. O delegado-geral da PCPR, Silvio Rockembach, ressaltou que a tecnologia fortalece a produção de provas. “Os drones são aplicados na inteligência e na produção de provas. Já tivemos resultados efetivos na identificação de pontos de tráfico, com prisões e provas materializadas, garantindo investigações mais robustas e eficientes”, afirmou.
Ele acrescentou que os policiais operadores passam por capacitação específica. “É uma tecnologia de ponta, operada por equipes treinadas, e os resultados aparecem tanto no aumento da solução de crimes quanto na redução dos índices criminais”, disse.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná recebeu 24 drones, utilizados principalmente em buscas e salvamentos. Os equipamentos já foram empregados, por exemplo, na localização de pessoas perdidas em áreas de mata no Noroeste do Estado, com o uso de câmeras termais, e também em orientações a banhistas em risco de afogamento, inclusive à noite, por meio de alto-falantes.
“O drone é um equipamento aéreo de emprego muito mais rápido e mais econômico que o helicóptero. Em poucos minutos, com câmera termal, conseguimos localizar pessoas que levariam horas para serem encontradas apenas com equipes em terra”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Carlos Hiller.
Segundo ele, o uso da tecnologia já tem feito diferença em ocorrências reais no Estado. “Semanalmente, uma ou duas pessoas se perdem no Paraná, como idosos com Alzheimer ou crianças pequenas que acabam entrando em áreas de mata. Tivemos um caso recente na região de Altônia, em que a pessoa estava à noite em cima de uma árvore, e foi localizada rapidamente com o drone e a câmera termal”, explicou.
Para o diretor-geral da Polícia Científica, Ciro José Cardoso Pimenta, os equipamentos se tornaram essenciais para o trabalho pericial. “Hoje o drone é uma ferramenta fundamental para a perícia. Ele permite um levantamento não invasivo, com um novo olhar sobre os vestígios, inclusive em locais de risco”, explicou. “Usamos muito em sinistros de trânsito e crimes ambientais, mas também em ocorrências complexas, como grandes explosões, onde conseguimos mapear toda a área, planejar a atuação e recolher os vestígios com mais segurança e precisão”, exemplificou. A Polícia Científica recebeu 18 drones.
Já a Polícia Penal recebeu 17 drones, que serão utilizados na segurança dos complexos penitenciários. A diretora-geral da corporação, Ananda Chalegre, explicou que os equipamentos reforçam as rondas externas e a fiscalização. “Os drones vão auxiliar no monitoramento das unidades penais, especialmente nas muralhas e rondas externas. Eles não substituem o efetivo humano, mas ampliam a capacidade de vigilância, chegando a locais onde o agente muitas vezes não consegue chegar”, destacou.

DRONES NA CAPITAL E INTERIOR – O planejamento estratégico da forças de segurança prevê a disponibilização dos drones em todas as regiões do Estado.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, que falou em nome dos prefeitos, disse que a criminalidade não percebe divisa de municípios. "A parceria que a Polícia Militar, a Polícia Civil e as demais forças policiais têm com Curitiba e os municípios tem ajudado muito no combate à criminalidade. E Curitiba está se preparando para pegar carona na ata de preços e comprar mais drones para a Capital. A inteligência é fundamental para o combate ao crime e a preservação da segurança", analisou.
PRESENÇAS – Participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; o chefe da Casa Civil João Carlos Ortega; os secretários estaduais das Cidades, Guto Silva; da Fazenda, Norberto Ortigara; da Administração e Previdência, Luizão Goulart; da Comunicação, Cleber Mata; o subchefe da Casa Civil, Lúcio Mauro Tasso; o deputado estadual Fabio Oliveira; o vice-prefeito Paulo Martins; e secretários municipais.
POr - AEN
Para Luca Rech e Souza, de apenas 4 anos, a rotina de crescer com hemofilia A grave sempre foi marcada por cuidados e limitações. A condição, que afeta a capacidade de coagulação do sangue, impunha à sua família uma vigilância constante. A partir deste ano, a infância de Luca será diferente. O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), já iniciou as aplicações do emicizumabe em crianças de 0 a 6 anos.
O medicamento de alto custo para tratamento profilático para essa faixa etária foi incorporado pelo Ministério da Saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 29 de dezembro de 2025 com prazo de até 180 dias para o início das aplicações. A agilidade do Hemepar garantiu que o medicamento fosse disponibilizado no Paraná em apenas 30 dias. A vida de Luca e de sua família passou por uma transformação. Além dele, outras 33 crianças poderão iniciar o tratamento no Estado.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, comemora a ampliação do acesso ao medicamento e destaca o preparo da rede estadual de saúde para oferecer o tratamento. “É uma grande conquista. Nossa rede de saúde, com o Hemepar como referência, está estruturada para levar este tratamento inovador às nossas crianças com hemofilia A. É mais um passo importante, alinhado à visão do governador Ratinho Júnior de fortalecer o cuidado à saúde dos paranaenses, que transformará a vida de muitas famílias", afirmou.
De acordo com levantamento do Hemepar, o Paraná possui cerca de 800 pacientes com hemofilia A, sendo que 40, de diferentes faixas etárias, já recebem o emicizumabe, que agora está disponibilizado também para crianças de até 6 anos. A hemofilia A é uma doença hemorrágica hereditária rara, ligada ao cromossomo X, caracterizada pela deficiência do Fator VIII (FVIII) de coagulação. Essa deficiência impede a correta formação de coágulos, resultando em sangramentos prolongados e, muitas vezes, espontâneos.
Em crianças, especialmente na faixa de 0 a 6 anos, a forma grave da doença se manifesta com episódios hemorrágicos frequentes, principalmente nas articulações (joelhos, tornozelos e cotovelos) e nos músculos. A repetição desses sangramentos, se não tratada adequadamente, leva a danos articulares irreversíveis, uma condição conhecida como artropatia hemofílica. Isso causa dor crônica, limitação de movimento e, a longo prazo, incapacidade física.
A decisão de ampliar o acesso ao emicizumabe para esse grupo etário tem como principal benefício a prevenção da artropatia hemofílica, garantindo o desenvolvimento motor e social saudável das crianças.
“É um avanço gigantesco para melhor qualidade de vida desses pacientes. Diante disso, assim que o Hemepar soube da articulação para ampliação, nos organizamos, fizemos avaliação dos pacientes elegíveis e alinhamos com as famílias o início do tratamento. Desta forma, já temos no Paraná pacientes menores de 6 anos usando o emicizumabe”, enfatizou a diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa.
TRANSFORMAÇÃO – O emicizumabe é um anticorpo bioespecífico que atua mimetizando a função do Fator VIII ativado para restaurar o processo de coagulação. Sua principal indicação é a profilaxia de rotina, prevenindo sangramentos ou reduzindo drasticamente a frequência de episódios hemorrágicos. A grande inovação reside em sua forma de administração e no impacto na qualidade de vida. Ao contrário do tratamento tradicional com Fator VIII, que exige infusão intravenosa frequente, o emicizumabe é aplicado por via subcutânea, com dosagem que pode ser semanal, quinzenal ou mensal.
Essa redução na frequência de aplicações e de sangramentos transforma a rotina das famílias, permitindo que as crianças tenham uma vida mais próxima do normal, podendo brincar e interagir sem o medo constante de hemorragias. “Essa mudança trouxe um impacto muito significativo para a rotina do Luca e, com certeza, para a nossa família”, comemora Graziella Rech, mãe do menino.
O pai de Luca, Adam Juglaire e Souza, concorda com a esposa e ressalta a qualidade de vida que o medicamento trará. “O Luquinha vai crescer bem saudável. Agora vamos reduzir o número de aplicações e vai ser subcutânea. Então, com certeza ele terá uma qualidade de vida bem melhor”, afirmou Adam.
Graziella lembra a preocupação constante e a série de cuidados que a família tinha de ter até então. A casa era um ambiente adaptado, com chão coberto por EVA para amortecer quedas. Até os três anos e meio de idade, o uso de capacete em ambientes externos era indispensável para prevenir ferimentos mais sérios. O tratamento convencional, com aplicação de fator de coagulação intravenoso três vezes por semana, também era um desafio.
“A gente sabia que depois do segundo, terceiro dia, ele não tinha mais tanta proteção no corpo e era quando se machucava mais”, conta Graziella. Cada tombo era motivo de grande preocupação e a vida da família girava em torno da administração do medicamento e do medo de novos sangramentos. “A cada mudança a gente vivia uma nova adaptação, sempre observando com cuidado tombo, machucado”, relatou a mãe.
A médica hematologista e responsável técnica pelo Hemepar, Claudia Lorenzato, enfatiza o impacto positivo do emicizumabe na vida dos pequenos pacientes. Segundo a especialista, com a nova terapia, as crianças poderão ter essa oportunidade de esquecer que são hemofílicos e terão qualidade de vida. “A gente chama de hemofilia free mind, elas esquecem da doença e poderão ser produtivos, estudar, trabalhar, fazer aquilo que quiserem na vida, sem depender de estar sempre fazendo uma infusão intravenosa de medicação”, explicou.
Por - AEN


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