O Instituto Água e Terra (IAT) adquiriu seis novos aparelhos de navegação por satélite para agilizar o trabalho de georreferenciamento em campo desenvolvido pela Diretoria de Gestão Territorial. Chamados de Global Navigation Satellite System (GNSS), os equipamentos, de origem suíça, foram entregues nesta terça-feira (9) e vão dar mais celeridade às ações de regularização fundiária e medição de terras devolutas. O investimento total é R$ 542 mil.
De acordo com o gerente de Geociências do órgão ambiental, Carlos Roberto Fernandes Pinto, a nova tecnologia vai capturar todas as frequências de satélites disponíveis no mercado, vinculadas a 550 canais – a aparelhagem antiga usada pelo IAT possibilitava apenas 120 canais.
O sistema é utilizado para determinação de coordenadas, na qual uma constelação de satélites permite determinar o posicionamento e localização de um ponto, esteja ele em qualquer parte do mundo, sob condições climáticas diversas. “As medições de áreas urbanas e rurais ganham fluidez, precisão e rapidez. Uma coordenada que antes levava cinco segundos para ser marcada, agora poderá ser feita em segundo. A performance em campo será muito melhor”, explica.
Os aparelhos terão impacto significativo na regulamentação de imóveis desenvolvida pelo IAT. Técnicos do Instituto, em parceria com prefeituras locais, atuam na identificação de áreas sem registro, no cadastramento dos beneficiários e georreferenciamento dessas propriedades seguindo os moldes da legislação federal.
O trabalho de georreferenciamento consiste no mapa e memorial descritivo do imóvel para que sejam estabelecidos os limites da propriedade. No caso das terras devolutas, áreas remanescentes de sesmarias não colonizadas em domínio do Estado, o trâmite ocorre internamente no IAT via ação discriminatória para transferência do imóvel ao possuidor do local.
A partir da regularização fundiária, o cidadão passa a ter segurança jurídica sobre o imóvel que ocupa. Com o documento em mãos, ele consegue financiamentos bancários e ter acesso a políticas públicas e recursos dos programas de governo, especialmente o acesso ao crédito, garantindo estabilidade, segurança jurídica e conquistas sociais. “Com esses novos aparelhos as medições serão rápidas, com a coordenada precisa dos pontos, agilizando consideravelmente os trabalhos dos técnicos de campo”, afirma Pinto.
POr- AEN
Queimaduras graves podem resultar em internações prolongadas, cirurgias, limitações funcionais e cicatrizes permanentes. Com a aproximação das festas juninas, período em que aumenta a exposição ao fogo e a líquidos quentes, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensifica o alerta para a prevenção.
De janeiro a maio deste ano foram registrados 507 internamentos e 722 atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em decorrência de queimaduras. Em 2025, 1.638 pessoas foram atendidas pelo serviço de urgência, enquanto 1.962 precisaram de internações hospitalares.
O principal risco durante as tradicionais festas juninas é a ocorrência de queimaduras de segundo grau e que envolvem cabeça, tronco e membros superiores (mãos e braços). Esses acidentes, que podem ser causados por líquidos quentes e uso de fogos de artifícios, além do acendimento de fogueiras ou por chegar muito perto do fogo, podem até levar à morte, dependendo da gravidade.
“É possível preservar as tradições das festas juninas, desde que a segurança seja colocada em primeiro lugar. Não podemos permitir que um momento de celebração se transforme em risco à vida. Por isso, reforçamos orientações simples, mas fundamentais, que fazem toda a diferença neste período”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves.
CUIDADOS – É preciso ficar atento a todos os tipos de queimaduras. Se for de primeiro grau, aquela que causa vermelhidão, é necessário colocar a parte queimada embaixo da água corrente fria por aproximadamente dez minutos. Compressas úmidas e frias também são indicadas.
Para a de segundo grau, que contém bolha, a orientação é não furar, já que o corpo reabsorverá o líquido gerado. Caso seja uma queimadura mais profunda, de 3º grau, em grandes extensões do corpo, por substâncias químicas ou eletricidade, a vítima necessita de cuidados médicos e de saúde urgentes acionando o número 192, do Samu, ou o 193, do Siate, vinculado ao Corpo de Bombeiros Militar do Paraná.
Até ao socorro chegar, a pessoa deve se afastar do perigo e interromper a fonte de calor ou que está ocasionando a queimadura. No local da lesão de pele usar apenas água corrente (de 10 a 15 minutos) ou solução fisiológica para resfriar a área lesionada; não colocar gelo ou outro produto, o que poderá agravar o ferimento; retirar todos os acessórios como relógio, anel, aliança, ou blusa comprida, que possam agravar ainda mais a lesão. É recomendado ainda usar uma gaze ou pano úmido para aliviar a dor causada pela queimadura.
JUNHO LARANJA – O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), do Hospital Universitário da Universidade de Londrina (UEL), unidade referência no Estado para tratamento de queimaduras, promove a campanha Junho Laranja para orientar sobre as formas de prevenção.
O mês foi escolhido, em alusão ao Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras, 6 de junho. A campanha é nacional, idealizada pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). O tema central deste ano é "Trabalho seguro sem queimaduras: Prevenção é o melhor equipamento de proteção”. Os acidentes de trabalho que geram este tipo de incidente evidenciam o tema.
REDE DE ATENDIMENTO – O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral e gratuito para pessoas que foram acometidas por queimaduras. O Paraná tem 35 leitos disponíveis pelo SUS, 23 cirúrgicos e 12 leitos UTI. O Hospital Universitário de Londrina e o Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba, são referências nesse tipo de internação.
Os leitos especializados para queimados são voltados a casos graves, que exigem internação prolongada. Além disse, as pessoas vítimas de acidentes contam com uma ampla Rede Hospitalar e Assistencial, recebendo atendimento em diversas unidades de saúde distribuídas pelo Estado, que possuem profissionais capacitados e equipamentos adequados para o tratamento dessa e de outras patologias.
Por - AEN
O Paraná passou a fazer no Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) os exames de RT-qPCR para detecção da febre amarela em primatas não humanos (PNH), reduzindo o prazo de liberação dos resultados de cerca de 15 dias para um período entre um e cinco dias úteis. A mudança fortalece a vigilância epidemiológica e permite respostas mais rápidas diante da circulação do vírus no território paranaense. O Lacen é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Antes da transição, as amostras coletadas eram encaminhadas para a Fiocruz-PR. Com a descentralização do diagnóstico molecular, o processamento passa a ser feito na estrutura do próprio Estado, garantindo mais agilidade no monitoramento epidemiológico e na comunicação dos resultados aos municípios.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a implantação do exame no Lacen/PR amplia a autonomia técnica do Estado e fortalece a capacidade de resposta das equipes de vigilância. “Essa descentralização representa um avanço importante para a vigilância epidemiológica do Paraná. Reduzir o tempo de diagnóstico significa agir com mais rapidez diante da circulação do vírus, fortalecendo a prevenção e protegendo a população. O Estado ganha autonomia técnica e mais eficiência no enfrentamento das arboviroses”, disse.
A vigilância da febre amarela em primatas não humanos, como bugios, macacos-prego e micos, é considerada estratégica para a saúde pública. Esses animais funcionam como sentinelas da circulação viral, indicando precocemente a presença do vírus em determinada região, muitas vezes antes do surgimento de casos em humanos.
Sempre que um primata é encontrado doente ou morto, as equipes de vigilância ativam um protocolo de investigação específico. Esse protocolo inclui a coleta de amostras biológicas, que deve ser realizada preferencialmente em até 24 horas. O material coletado é enviado ao Lacen/PR, onde é processado para o exame de RT-qPCR, que identifica a presença do vírus da febre amarela. Paralelamente, parte da investigação é conduzida em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pelas análises histopatológicas e de imuno-histoquímica dos órgãos coletados.
Célia Fagundes da Cruz, diretora do Lacen-PR, enfatiza o papel crucial da unidade no suporte diagnóstico e sua consolidação como referência em nível nacional. “O laboratório hoje é o coração de uma rede que garante dados precisos e alta tecnologia para a saúde pública, resultado dos recentes investimentos do Governo do Estado que promoveram uma reestruturação, potencializando a precisão e a excelência dos serviços prestados à população”, afirmou.
Com a redução do prazo para liberação dos resultados, o Estado ganha mais rapidez para orientar medidas de prevenção, intensificar ações de vacinação e reforçar o monitoramento em áreas com circulação viral.
É importante ressaltar, diz o diretor técnico da Divisão de Vigilância Laboratorial do Lacen/PR, André Dedecek, que a Fiocruz-PR permanece como a grande referência laboratorial regional para essas doenças. Dentro do fluxo de vigilância, todas as amostras que apresentarem resultado positivo nos primatas não humanos (PNH) são encaminhadas imediatamente para a Fiocruz. Lá, os especialistas fazem o sequenciamento genético, um passo essencial para monitorar possíveis mutações do vírus e entender como estão se espalhando pela região.
André Dedecek diz que o Lacen/PR agora tem a autonomia técnica para processar o diagnóstico molecular da febre amarela com a rapidez que a vigilância epidemiológica exige. “Os primatas não humanos são nossos sentinelas, e reduzir o tempo de resposta laboratorial permite que nossas equipes atuem de forma imediata e estratégica nos territórios monitorados”.
Além dessa novidade, o Lacen segue para a próxima etapa do cronograma técnico que prevê a inclusão da detecção do vírus Oropouche dentro deste mesmo processo. Na prática, isso significa que, em breve, será possível identificar dois dos principais arbovírus em circulação utilizando uma única reação. Essa inovação trará muito mais agilidade aos resultados, permitindo que o sistema de saúde responda com rapidez e precisão aos desafios epidemiológicos da nossa região.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que os primatas não transmitem febre amarela para humanos. A infecção ocorre por meio da picada de mosquitos silvestres infectados. A orientação é para que a população comunique imediatamente às secretarias municipais de saúde ou órgãos ambientais casos de macacos encontrados mortos ou debilitados.
Por - AEN
As obras de infraestrutura do Paraná fizeram o estoque mensal de empregos no setor disparar e chegar a 52.211 em abril de 2026, o terceiro maior resultado da história do Novo Caged, atrás apenas de abril e maio de 2021, quando o estoque alcançou 52.571 e 52.465, respectivamente.
Esse resultado está dividido entre construção de obras de infraestrutura (13.129), construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais (23.062) e obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos (16.020). Em comparação ao recorde anterior, houve um aumento de empregos ligados a construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais, que era de 17.294 em abril de 2021.
De maneira ainda mais detalhadas, atualmente são 15.874 empregos apenas em construção de rodovias e ferrovias. Obras de urbanização, como ruas, praças e calçadas, reúnem 4.945 empregos.
Apenas o DER-PR toca mais de R$ 4 bilhões em cerca de 20 obras atualmente, como a revitalização e duplicação em concreto de Guarapuava a Pitanga, o novo contorno de Pato Branco, a duplicação entre Matinhos e Pontal do Paraná, a pavimentação do acesso a Doutor Ulysses, a pavimentação da ligação entre Nova Aurora e Tupãssi, entre outros.
Já as novas concessões também já têm grandes obras em andamento, como as duplicação da BR-277 entre Curitiba e São José dos Pinhais e Irati e Palmeira, a duplicação do Contorno Norte de Curitiba e a duplicação da ligação entre Santo Antônio da Platina e Jacarezinho.
"O Governo do Paraná investiu mais de R$ 7 bilhões em 2025, um recorde da nossa história, e esse ano devemos inclusive ultrapassar esse valor. E boa parte são em obras de infraestrutura, essenciais para garantir o crescimento do Estado. Investimos mais de 30% dos recursos do Estado nos últimos anos em obras de infraestrutura. Com isso o Paraná virou um canteiro de obras, o que ajudou a estimular o mercado de trabalho", diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior. "Apenas na Ponte de Guaratuba foram mais de 2 mil funcionários, o que mostra o impacto dessas obras".
O resultado do Paraná em abril de 2026 também é o maior do Sul. Santa Catarina tem um acumulado de 23.150 empregos em obras de infraestrutura, e o Rio Grande do Sul, 30.604.
O Caged também mostra que o Paraná chegou a abril com um saldo acumulado de 4,1 mil novos empregos apenas em obras, aumento de 128% em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de 1,8 mil. A diferença no estoque mensal nesse recorte mais recente variou de 51.270 para os atuais 52.211.
EMPREGO NO PARANÁ – O Novo Caged referente ao primeiro quadrimestre de 2026, divulgado no final de maio, aponta que o Paraná abriu 58.863 novas vagas de emprego com carteira assinada entre janeiro a abril, quarto melhor resultado do Brasil no acumulado do ano. A maior variação foi na construção – segmento que tem como subdivisão as obras de infraestrutura –, com aumento de 5,02% e um saldo de 8.831 vagas abertas entre janeiro e abril.
DADOS – Estão incluídas no segmento de obras de infraestrutura analisado pelo Caged atividades relacionadas especialmente a investimentos públicos, estadual, federal ou municipais, e concessões. Na área de transporte e logística, por exemplo, são contabilizados postos de trabalho em construção e manutenção de rodovias, ferrovias, pontes, viadutos, túneis, entre outros.
Também compõem essa lista intervenções em redes de abastecimento de água, sistemas de esgoto, transporte de dutos, além de redes de energia elétrica e telecomunicações. Obras de engenharia civil complexas, como barragens, represas e usinas hidrelétricas, e de urbanização, tais quais a pavimentação de ruas, praças, calçadas e sinalização rodoviária, completam os itens pesquisados.
Por- AEN
Um eletrocardiograma em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do Interior pode ser avaliado por um especialista em poucos minutos. Um caso dermatológico atendido em um município distante dos grandes centros pode receber apoio técnico sem que o paciente precise viajar. Cenários que há alguns anos pareciam distantes fazem parte da realidade da saúde paranaense por meio da Telessaúde.
A estratégia do Núcleo de Telessaúde do Paraná, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), dá oportunidade ao acesso a exames de telediagnóstico, aumentando a resolutividade da Atenção Primária à Saúde, considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os telediagnósticos Tele-ECG (Eletrocardiograma), TeleHansen (Hanseníase) e na área da dermatologia se baseiam em exames que são transmitidos por meio da internet para um médico especialista para a emissão de um laudo.
Além dos telediagnósticos, o Paraná também oferece serviços de teleconsultoria na área de TEA (Transtorno do Espectro Autista), Genética Médica e Amamentação, para apoiar profissionais de saúde na gestão de casos clínicos e tomada de decisão. No Tele-TEA são 27 municípios beneficiados com a oferta, que desde fevereiro de 2026 já atendeu 342 solicitações de apoio em casos suspeitos ou com diagnóstico de autismo.
AVANÇO TECNOLÓGICO – O avanço do Estado em Telessaúde vem sendo colocado em prática por meio dos investimentos e esforço do Governo do Estado, junto aos municípios que até agora aderiram ao serviço.
O destaque fica para a produção em Telediagnóstico em Cardiologia (Tele ECG), que se consolidou como um marco de resolubilidade, alcançando 170.331 atendimentos em 2025. Atualmente, 183 municípios do Paraná são beneficiados na estratégia, com 366 serviços de saúde (298 unidades de saúde, 20 pronto atendimentos, 21 ambulatórios e 27 hospitais).
Desde 2021, foram 384.404 laudos emitidos, sendo 116.368 apenas nos cinco primeiros meses de 2026. Nesse cenário, o Paraná se consolida como o 3º estado da federação que mais utiliza a Oferta Nacional de Telediagnóstico em ECG, atrás apenas da Bahia e de Minas Gerais.
O secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves, diz que a transformação digital tem sido uma importante aliada para ampliar o acesso da população aos serviços do SUS. "A tecnologia tem permitido encurtar distâncias e fortalecer a assistência em todas as regiões do Paraná. A Telessaúde amplia o acesso ao conhecimento especializado, apoia os profissionais que estão na linha de frente e contribui para um atendimento mais ágil, qualificado e próximo da população".
MUNICÍPIOS PARTICIPANTES – Para TEA os atendimentos estão disponíveis em Adrianópolis, Bocaiúva do Sul, Agudos do Sul, Campina Grande do Sul, Almirante Tamandaré, Campo do Tenente, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Lapa, Matinhos, Doutor Ulysses, Mandirituba, Piên, Pinhais, Rio Branco do Sul, Rio Negro, Araucária, Campo Largo, Balsa Nova, Campo Magro, Fazenda Rio Grande, Guaratuba, Piraquara, Pontal do Paraná, Itaperuçu, Quatro Barras, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Tunas do Paraná.
A teleconsultoria em hanseníase abrange 93 municípios da macrorregião leste do Estado e é feita pelos especialistas do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná. Já o Tele ECG está disponível para 183 municípios de 17 regiões de saúde.
Por - AEN
De janeiro ao fim de maio deste ano, equipes de manutenção da Copel atenderam a 16 ocorrências de desligamentos por balões. Foram 15 casos na rede de distribuição de energia e um na rede de transmissão da companhia.
“Há casos deste tipo registrados o ano todo que geram desligamentos de grande impacto e prejudicam a coletividade. Balões são objetos sem controle que expõem todos a situações de risco”, afirma o gerente da Divisão de Construção e Manutenção da Copel para Curitiba, Marcos Mikuska.
Nos primeiros cinco meses deste ano, houve cinco registros de desligamentos por balões na rede de distribuição de energia em Curitiba; dois em Piraquara, na Região Metropolitana da Capital; dois em Mariluz, no Noroeste paranaense, e um caso por cidade em Quatro Barras e São José dos Pinhais, na RMC; Londrina e Ribeirão do Pinhal, no Norte, e Paiçandu, no Noroeste.
“Quando em contato com a rede elétrica, além da interrupção da energia, há a possibilidade da queima de equipamentos, o que aumenta a complexidade do trabalho das equipes com influência no tempo de religamento”, diz o gerente de Manutenção da Copel.
REDE DE TRANSMISSÃO – Quando afetam as redes de transmissão, os desligamentos por balões têm impacto em maior escala com interrupções que podem afetar cidades e regiões. Na área de cobertura da Copel Geração e Transmissão, um caso foi registrado, em 15 de março, no estado de São Paulo, desligando a linha de transmissão Bateias-Itatiba, que opera em 500 mil Volts e conecta as regiões Sul e Sudeste.
“As linhas de transmissão operam de forma integrada e qualquer interferência pode gerar consequências em cadeia. Uma ocorrência como essa de balão na rede de alta tensão coloca em risco a confiabilidade do sistema elétrico e exige mobilização imediata das equipes para resolver a situação com segurança”, destaca o superintendente de Transmissão da Copel, Ricardo Wazen.
REDE DE DISTRIBUIÇÃO – Em todo o ano passado, as equipes da Copel realizaram 48 serviços de retiradas de balões da rede de distribuição de energia com a recomposição da estrutura para religamentos.
De janeiro de 2025 ao fim de maio do ano passado, foram cinco ocorrências a mais do que no mesmo período deste ano, porém todas na rede de distribuição de energia. Naquele período, houve o registro de 21 serviços de retiradas de balão da rede elétrica, dos quais 11 em Curitiba, dois em Colombo, dois em Araucária e um em cada município, que segue: Borrazópolis, Cambé, Foz do Iguaçu, Maringá, Ubiratã e União da Vitória.
EMERGÊNCIAS – Soltar balões é crime ambiental, previsto na Lei 9.605/98, com penalidade de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas. “Jamais deve-se tentar retirar balões enroscados na rede elétrica sob o risco de morte”, alerta o gerente de Manutenção da Copel, Marcos Mikuska. A Copel alerta que é fundamental que se mantenha distância das redes de energia para evitar acidentes graves.
Em emergências, o 0800 51 00 116 da linha direta da Copel pode ser acionado gratuitamente de qualquer telefone. Ao fazer a ligação, basta teclar a opção 1 para relatar situação de risco à vida ou acidente com a rede elétrica.
Por-AEN


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