Atividade econômica paranaense cresce mais do que a brasileira em 2026

O Índice de Atividade Econômica do Paraná cresceu mais do que a média nacional entre janeiro de agosto de 2026. Segundo dados do Banco Central, levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a atividade econômica paranaense avançou 1,82% nos primeiros oito meses deste ano, em comparação a igual período de 2025. Nesse mesmo intervalo, a atividade econômica nacional evoluiu 1,55%.

O maior dinamismo da atividade econômica do Paraná foi observado também no resultado específico do mês de agosto, com variação de 1,56% no Estado, acima da taxa de 1,21% que foi registrada pelo Brasil. Em ambos os casos, os percentuais mensais referem-se à comparação com agosto de 2025.

Já em relação a julho de 2026, nos resultados ajustados sazonalmente, os aumentos da atividade econômica em agosto alcançaram 0,49%, no Paraná, e 0,34%, no Brasil.

“O Paraná tem um ambiente de negócios sólido, que influencia nos resultados econômicos do Estado, que tem um desempenho na economia melhor que o do País”, afirmou o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado,

Ele ressaltou o crescimento dos números da economia do Estado, mesmo diante de contextos desfavoráveis nos cenários nacional e mundial. “O ambiente internacional vem sendo marcado pela elevação das barreiras tarifárias e pelos conflitos bélicos, enquanto a economia brasileira sofre com os desequilíbrios fiscais e as altas taxas de juros, por exemplo”, completou.

 

 

 

 

Por - AEN

Aprovados projetos de Gugu Bueno para proteção de advogadas e suspensão de prazos administrativos no fim de ano

Leis aprovadas na Alep também são assinadas pelo presidente, Alexandre Curi e pela deputada Maria Victoria

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, nesta terça-feira (27), dois projetos de lei voltados à proteção de advogadas vítimas de violência doméstica e à regulamentação dos prazos em processos administrativos estaduais. As propostas são de autoria do presidente da Casa, deputado Alexandre Curi, do primeiro-secretário, deputado Gugu Bueno (PSD), e da segunda-secretária, deputada Maria Victoria (PP).

O primeiro, PL nº 766/2026, determina que as delegacias da Polícia Civil comuniquem à OAB-Paraná, em até 48 horas, os casos de violência doméstica em que a vítima seja advogada ou o suposto agressor tenha inscrição na entidade. Quando a vítima for advogada, a comunicação dependerá de sua autorização expressa e deverá ocorrer de forma sigilosa.

“O que nós estamos criando é mais uma rede de proteção. Porque, além das providências policiais e judiciais que já existem, a OAB também poderá acompanhar o caso dentro das suas atribuições e, quando houver um advogado envolvido como agressor, avaliar também eventuais infrações éticas”, explicou o deputado Gugu Bueno.

O presidente da Assembleia, Alexandre Curi, destacou que “este projeto é mais uma ação no sentido de garantir amparo e apoio para vítimas de violência doméstica”. Já a deputada Maria Victoria reforçou: “Não podemos admitir que a violência doméstica continue sendo tratada como um problema restrito à vida privada”.

A presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-Paraná, Aline Andrioli, agradeceu o apoio dos parlamentares e ressaltou que a proposta representa mais um instrumento de enfrentamento à violência contra as mulheres. Ela também destacou o pioneirismo do Paraná, na Região Sul, ao estabelecer a comunicação em até 48 horas.

Suspensão de prazos administrativos
O segundo projeto, PL nº 767/2026, estabelece a suspensão dos prazos dos processos administrativos estaduais abrangidos pela Lei nº 20.656/2021 entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive. Nesse período, também não poderão ocorrer audiências nem julgamentos em órgãos colegiados, seguindo a sistemática já adotada no Judiciário.

“Hoje essa paralisação depende de uma decisão do Poder Executivo. Com o projeto, ela passa a valer automaticamente todos os anos, dando mais segurança para quem acompanha ou precisa se defender em um processo administrativo”, afirmou Gugu Bueno.

Com a aprovação na Assembleia Legislativa, os dois projetos seguem os trâmites para serem sancionados pelo governador Ratinho Júnior.

 

 

 

 

Por - Assessoria

Homem é preso após espancar e arrastar companheira no meio de rua

Pedro Alves de Oliveira, de 33 anos, foi preso nesta terça-feira (27) após agredir a companheira no meio de uma rua em Joaquim Távora, no Norte Pioneiro do Paraná.

O crime foi registrado por câmeras de segurança. Nas imagens, registradas no último domingo (25), o homem chuta e arrasta o corpo da mulher pela rua, enquanto a vítima grita por socorro.

De acordo com a Polícia Civil (PC-PR), as agressões começaram na residência do casal após uma discussão. A motivação não foi divulgada.

A polícia afirma que Pedro ameaçou a mulher de morte, destruiu objetos da casa e também atingiu o bebê de oito meses deles. O tio da vítima também ficou ferido ao tentar interromper as agressões. O estado de saúde deles não foi informado.

Após o crime, o homem fugiu e só foi encontrado na manhã desta terça-feira, em uma residência no centro da cidade. Segundo a polícia, o preso deve responder por violência doméstica e familiar contra a mulher, incluindo violência física, ameaça e dano ao patrimônio.

A defesa de Pedro informou que ele iria se apresentar à delegacia para apresentar os esclarecimentos quando foi preso. A defesa disse que ele perdeu controle ao ter 'a honra gravemente ferida' e que os danos no imóvel não foram causados por ele. Confira a nota completa:

"A defesa de Pedro Francisco Alves de Oliveira informa que ele foi localizado pela polícia na manhã desta terça-feira (27), quando já buscava contato com seu advogado para se apresentar espontaneamente à autoridade policial.

Ele reconhece que houve um episódio de conflito entre o casal e lamenta profundamente o ocorrido. Afirma que perdeu o controle por ter se sentido com a honra gravemente ferida, o que, ressalta, não justifica o ato, e está preparado para assumir as consequências do ocorrido. Refuta, porém, parte das alegações apresentadas pela vítima e divulgadas na mídia, como o uso de entorpecentes no dia.

Quanto aos danos no imóvel, segundo o seu relato, foram causados por moradores que foram ao local com a intenção de agredi-lo, o que será objeto de apuração.

Pedro é reu primário, é pai de quatro filhos, incluindo o filho de oito meses que tem com a companheira, e paga pensão alimentícia a dois deles. Como trabalhador autônomo, buscará responder ao processo em liberdade, sujeito às restrições que a Justiça entender necessárias, para poder trabalhar e não desamparar nenhum de seus filhos, inclusive o mais novo.

A defesa ainda está tendo acesso aos elementos da investigação e, por isso, este é o relato apresentado até o momento. A defesa confia no devido processo legal e, em respeito e solidariedade à vítima e aos demais envolvidos, pede cautela na divulgação dos fatos e que se aguarde a conclusão da apuração".

 

 

 

 

 

Por G1

 

 

Homem confessa ter falsificado mais de 40 atestados médicos

Um homem confessou à Polícia Civil ter produzido mais de 40 atestados médicos falsos e vendido os documentos por cerca de R$ 50 cada, em Cascavel, no oeste do Paraná. Segundo a investigação, a prática ocorreu nos últimos dois meses e utilizava nomes e registros profissionais de médicos sem o conhecimento deles.

A identidade do homem não foi divulgada. O Conselho Regional de Medicina do Paraná se manifestou em nota, afirmando que "realiza, quando solicitado, a verificação e confirmação de autenticidade de atestados médicos físicos". Veja a nota na íntegra abaixo.

Nesta terça-feira (27), policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel ligado ao suspeito e encontraram um carimbo com o nome, o número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e a unidade de atendimento de um médico.

Também foram apreendidos dois conjuntos de letras utilizados para montar e modificar carimbos, permitindo a falsificação de documentos com dados de diferentes profissionais.

De acordo com o delegado Bruno Falci, responsável pela investigação, o suspeito admitiu ter produzido os atestados falsos durante o interrogatório. O homem não utilizava os documentos para justificar ausências próprias, mas os produzia para vender a outras pessoas, segundo a polícia.

A Polícia Civil destacou que os médicos cujos dados foram utilizados não têm envolvimento com o esquema.

As investigações continuam para identificar os atestados falsificados, descobrir quem comprou os documentos e verificar se outras pessoas participaram da prática.

O suspeito deverá ser indiciado pelo crime de falsificação de documento público, que prevê pena de dois a seis anos de prisão, além de multa.

A polícia orienta empresas e órgãos públicos a confirmar diretamente com as unidades de saúde a autenticidade de atestados médicos em caso de suspeita de fraude.

 

O que diz o CRM-PR

"O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) esclarece que o atestado médico é um documento oficial, cuja emissão é de responsabilidade do médico assistente, após avaliação clínica criteriosa do paciente. A emissão de atestados em desacordo com os parâmetros éticos e normativos vigentes pode configurar infração ética por parte do profissional médico.

Por outro lado, a utilização, apresentação ou emissão de atestado médico falso constitui crime previsto no Código Penal Brasileiro, sujeito às penalidades cabíveis, incluindo reclusão e multa, devendo ser comunicado às autoridades competentes para apuração.

É importante ressaltar que a identificação do médico no documento falsificado não significa, necessariamente, que o profissional esteja envolvido na fraude. Nome e número de inscrição profissional podem ser utilizados indevidamente por terceiros, sem conhecimento ou autorização do médico, fazendo com que o próprio profissional também seja vítima da falsificação.

O CRM-PR realiza, quando solicitado, a verificação e confirmação de autenticidade de atestados médicos físicos. No caso de documentos emitidos por meio de plataformas digitais, a orientação é que a conferência seja realizada diretamente pela empresa ou instituição receptora, utilizando o QR Code disponibilizado no próprio atestado".

 

 

 

 

 

Por G1

 

 

Transição entre governo de Ratinho e de Moro começa em novembro

A transição do governo do Paraná entre o atual governador Ratinho Junior (PSD) e o governador eleito Sergio Moro (PL) começará a partir do dia 5 de novembro, quinta-feira.

O decreto que regulamenta a transição foi publicado no Diário Oficial do estado nesta terça-feira (27). Ele tem vigência até 5 de janeiro de 2027, dia anterior à posse do novo governador.

Transição governamental é o processo que tem como objetivo levantar dados e informações da Administração Estadual, para propiciar condições para que o candidato eleito possa receber do seu antecessor os elementos imprescindíveis à implementação do novo governo.

O decreto garante acesso a contas públicas, estrutura organizacional, programas, projetos e ações dos órgãos e empresas públicas. Além disso, prevê o acesso a assuntos que precisam de providências nos primeiros 120 dias do novo governo.

O superintendente-geral de Relações Institucionais do Governo do Paraná, Renato Adur, será o coordenador dos trabalhos relacionados ao processo de transição por parte da atual gestão. Sergio Moro deverá indicar a própria equipe ao Chefe da Casa Civil.

Segundo o decreto, serão até 20 membros no total, sendo 10 do atual governo e outros 10 do governador eleito.

O Chapéu do Pensador, que fica dentro do Bosque da Copel, no Bigorrilho, em Curitiba, foi liberado para que a equipe de Sergio Moro possa se instalar durante o período.

 

 

 

 

 

Por G1

 

 

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