Paraná fecha terceiro trimestre com saldo positivo de 148 mil novas empresas e alta de 23,8%

O Paraná fechou o terceiro trimestre de 2026 com saldo positivo de 148.200 empresas. O resultado é 23,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o Estado acumulou saldo positivo de 119.728 negócios. O saldo considera a diferença entre as empresas abertas e as fechadas de janeiro a setembro.

Os dados do Painel Mensal da Junta Comercial do Paraná (Jucepar)  mostram que foram abertas no Estado 317.127 empresas entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 279.098 novos negócios. Já o número de empresas baixadas foi de 168.927 nos primeiros nove meses deste ano.

Em setembro, foram abertas 33.545 empresas, alta de quase 14% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando foram 29.434. Nesse mesmo mês, ocorreram 17.778 baixas em 2026, o que resultou em um saldo mensal positivo de 15.767 empreendimentos. Com o desempenho acumulado do ano, o Paraná alcançou a marca de 2.032.426 empresas ativas, sendo que, desse total, 1.948.526 são matrizes e 83.900 são filiais.

Entre os formatos empresariais, os Microempreendedores Individuais (MEIs) continuam liderando as aberturas, com 202.894 registros de janeiro a setembro deste ano. Outro destaque foi a abertura de novas sociedades limitadas (LTDA), que avançaram 12% na comparação com o mesmo período de 2025, passando de 68.113 para 76.403 novos registros.

Para o presidente da Jucepar, Marcos Rigoni, o desempenho reforça o bom momento econômico do Estado em diferentes setores. “O Paraná é um estado aberto para quem quer empreender, com segurança jurídica e desburocratização de processos. Somos 100% digital, sem a necessidade de que o empreendedor venha pessoalmente até a Junta Comercial. Isso agiliza a liberação de contratos, que hoje acontecem em minutos”, destaca.

BAIXO RISCO – Políticas de simplificação administrativa como o programa Descomplica Paraná, criado em 2019 para facilitar a abertura, alteração e encerramento de empresas, ajudam a explicar esse bom desempenho, com saldo de aberturas maior do que o de baixas.

O objetivo é promover uma liberação mais rápida do CNPJ e autorizações para empresas de baixo risco, que podem ser concluídas em menos de 24 horas. Para isso, foram criadas soluções para simplificar o fechamento de empresas e a atuação de um comitê permanente de desburocratização com participação da sociedade civil.

Parte dessa desburocratização passa pelo Selo de Baixo Risco, que possui 975 atividades econômicas dispensadas de alvará e licenças. Foram beneficiadas em 2026, de janeiro a setembro, 32.923 novas empresas e filiais, além de 22.996 alterações de empresas, totalizando 55.919. As cidades de Curitiba (17.595), Maringá (5.123) e Londrina (3.907) foram as que tiveram o maior número de empresas beneficiadas com o Selo.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Credenciamento da Fomento Paraná permite que municípios subsidiem juros de microcrédito

A Fomento Paraná abriu o Edital de Chamamento Público n° 01/2026 para credenciar municípios interessados em firmar parcerias destinadas a impulsionar o empreendedorismo nas cidades por meio da oferta de crédito subsidiado para equalização das taxas de juros em operações de microcrédito para os pequenos negócios em suas comunidades.

A nova iniciativa permite que as prefeituras utilizem recursos próprios para reduzir parte ou a totalidade dos juros cobrados pela instituição nos programas Banco do Empreendedor e Banco da Mulher Paranaense.

A equalização de juros é uma forma de reduzir a taxa de juros e é aplicada para pagamentos feitos em dia pelo tomador do crédito. Nesse caso, o município assume o pagamento de parte ou de toda a taxa de juros da operação, reduzindo o valor efetivamente pago pelo empreendedor.

Caso a prefeitura opte pela equalização de 100% da taxa, a operação poderá ter juro zero para o tomador, respeitados os limites orçamentários municipais e da Fomento Paraná.

As linhas de crédito e os eventuais beneficiários da equalização deverão observar os critérios e o público-alvo definidos pelo Programa Nacional de Microcrédito Produtivo e Orientado (PNMPO - Lei Federal nº 13.636/2018) e demais regras estabelecidas pela Fomento Paraná.

Podem ser beneficiados empreendedores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e microempresas com faturamento anual declarado de até R$ 360 mil e que desenvolvam atividades comerciais, industriais, de serviços ou da agricultura familiar no município, tanto nas áreas urbanas quanto rurais.

Os recursos podem ser destinados para capital de giro e/ou investimento fixo em operações de até R$ 20 mil. No microcrédito o prazo para pagamento é de até 36 meses, incluindo a possibilidade de um período de carência de até três meses para começar o pagamento.

“Esta é uma oportunidade muito grande para empreendedores em ter parte ou a totalidade dos juros de um contrato subsidiado”, afirma o diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile. “É claro que vai depender da capacidade financeira de cada município, mas temos a certeza de que muitos farão a adesão a esse chamamento e, certamente, em muitos casos nós esperamos que os juros para quem toma crédito sejam zero”.

Para participar, os municípios devem atender aos requisitos previstos no edital, incluindo regularidade junto à Fomento Paraná, lei municipal que autorize a parceria, disponibilidade orçamentária mínima de R$ 50 mil e manutenção de Acordo de Cooperação Técnica com a instituição, além de manter um ponto de atendimento com agente de crédito habilitado.

A documentação poderá ser apresentada via sistema E-Protocolo do Estado do Paraná a partir de 19 de novembro de 2026. A análise ocorrerá em fluxo permanente, conforme o recebimento dos documentos. O Termo de Colaboração terá vigência de 60 meses.

O atendimento aos empreendedores para contratação de operações de microcrédito é feito principalmente nas salas do empreendedor e Agências do Trabalhador ou outras estruturas voltadas ao desenvolvimento econômico local, sempre em parceria com os municípios.

 

 

 

 

Por - AEN

Produtores rurais têm até 11 de outubro para adquirir fertilizante da Sanepar

Produtores rurais têm até domingo (11) para adquirir o SaneBio, fertilizante agrícola desenvolvido pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Ainda estão disponíveis cerca de 2,7 mil toneladas do produto com destinação para agricultura. A previsão é que um quarto edital seja lançado até o fim deste ano. A iniciativa faz parte do programa de Valoração do Lodo Agrícola.

Neste terceiro edital, foram disponibilizadas 5.580 toneladas do produto, mais que o dobro do volume distribuído na primeira fase do programa, em março deste ano. Nos dois primeiros editais, todo o lodo disponível foi adquirido e vários agricultores ficaram em lista de espera para lotes subsequentes.

A maior quantidade neste terceiro edital é para as regiões de Curitiba e Ponta Grossa. Os resultados conseguidos pelo SaneBio são amplamente reconhecidos pelos usuários, com comprovação técnica e científica, além de premiações nacionais e internacionais.

PORTE E REGIÃO - O lodo agrícola da Sanepar pode ser solicitado por produtores rurais de qualquer porte, de qualquer região do Paraná, mediante cadastro online, apresentação de documentos pessoais, comprovação de residência, informação de espécie cultivada, tamanho da área de aplicação e análise de fertilidade do solo.

Todos os requisitos e documentos necessários estão na página do edital, onde é possível fazer a inscrição para participar. No site também é possível conferir os locais de produção do SaneBio para que o solicitante verifique a distância.

O biossólido oferecido a pessoas físicas e jurídicas (proprietárias, arrendatárias ou representantes legais de propriedades rurais) pelo programa de Valoração do Lodo Agrícola tem um custo simbólico, que pode variar entre R$ 20 e R$ 100 por tonelada do produto, conforme o tipo – a classificação consta no edital e varia de acordo com o tratamento do lodo.

PRAZOS PARA PAGAMENTO E RETIRADA - As solicitações são atendidas por ordem de inscrição concluída e, após receber a documentação do produtor, a Sanepar tem até 20 dias úteis para analisar e comunicar sobre a habilitação. Após gerada a fatura – composta pelo valor do lodo e o valor do transporte, se for feito pela Sanepar –, o produtor tem até dez dias corridos para fazer o pagamento. Neste período, o lodo fica reservado ao solicitante.

Não havendo pagamento, o volume volta a ficar disponível para outro produtor. Feito o pagamento, o produtor tem até 15 dias corridos para retirar o fertilizante em uma das Unidades de Gerenciamento de Lodo (UGL) indicadas pela Sanepar e até 30 dias corridos após o transporte para fazer a aplicação no solo. No ato do credenciamento, o produtor deve solicitar, no mínimo, 50 toneladas.

Todas as informações estão disponíveis na página do programa. Os agricultores podem enviar dúvidas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

SOBRE O PROGRAMA – O SaneBio é tratado e higienizado sob rigorosos padrões técnicos e ambientais. Rico em matéria orgânica, nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, contribui para a fertilidade do solo e ajuda a reduzir custos com fertilizantes e corretivos. Quando higienizado com cal, também atua na correção da acidez. Cada lote é acompanhado de um laudo prévio da Companhia, e a aplicação segue projeto agronômico também elaborado pela Sanepar.

A destinação do lodo é um dos maiores desafios do saneamento básico mundial. Somente em 2025, o gerenciamento de quase 300 mil toneladas de lodo úmido geradas nas 269 estações de tratamento de esgoto (ETEs) da Sanepar demandou um investimento da Companhia superior a R$ 60 milhões. Através da valoração do lodo de esgoto com o SaneBio, a Sanepar garante ao produtor rural o recebimento de um insumo agrícola de alta qualidade, com preço competitivo e previsibilidade para o planejamento da próxima safra agrícola.

 

 

 

 

 

Por- AEN

Paraná retoma normalidade após queda de casos e óbitos por síndromes respiratórias

Com queda sustentada nas últimas seis semanas epidemiológicas, o Paraná retornou ao nível Zero classificado como cenário de normalidade no Plano de Contingência para Vírus Respiratórios da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Até a Semana Epidemiológica 39, o Estado registrou 21.014 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados e 1.021 óbitos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as reduções são de 14,1% nos diagósticos e de 34,7% nas mortes.

O cenário de normalidade tem como base dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep) e é caracterizado pela estabilidade dos indicadores e pela circulação viral habitual. A retomada da normalidade não interrompe o acompanhamento da doença. A Sesa mantém as atividades de rotina das vigilâncias sentinela e universal, com atenção para a identificação de surtos localizados, alterações no padrão epidemiológico e preparação para os períodos sazonais.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, avalia que o resultado é consequência da atuação integrada do Governo do Estado, com decisões baseadas no monitoramento dos indicadores, organização da rede de assistência e proteção dos grupos mais vulneráveis.

“Retornar ao cenário de normalidade é uma conquista importante para o Paraná, mas não significa baixar a guarda. A queda sustentada dos casos e dos óbitos mostra que o planejamento, a vigilância e a vacinação produziram resultados concretos. Seguiremos acompanhando os indicadores e preparados para agir rapidamente diante de qualquer mudança”, afirmou César Neves.

IMUNIZAÇÃO E CONTROLE DA DOENÇA - O planejamento da imunização foi um dos fatores que contribuíram para o controle das doenças respiratórias no Estado. O Paraná estendeu o período de vacinação prioritária para os grupos mais vulneráveis, com foco em idosos, crianças menores de seis anos e gestantes, antes de ampliar a oferta para a população em geral.

Neste ano, até o início de outubro, foram aplicadas mais de 3,4 milhões de doses no Paraná, com cobertura vacinal de 56,4% entre os grupos prioritários. A estratégia buscou proteger primeiro as pessoas com maior risco de agravamento e hospitalização, especialmente nos extremos de idade e durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, afirma que a imunização, associada à vigilância e à organização da assistência, foi essencial para reduzir as formas graves da doença. “A vacinação planejada permitiu concentrar esforços nos grupos que mais precisam de proteção e ampliar essa proteção de forma gradual. Quando aliamos cobertura vacinal, diagnóstico oportuno, atendimento organizado e informação de qualidade, conseguimos reduzir complicações e salvar vidas”.

A Sesa reforça que a população deve manter os cuidados preventivos e procurar os serviços de saúde diante de sinais de agravamento. A Secretaria continuará divulgando informações sobre a circulação dos vírus respiratórios, a vacinação e as medidas recomendadas para reduzir a transmissão e evitar complicações.

VIGILÂNCIA MANTÉM AÇÕES DE ROTINA - No cenário de normalidade, a Sesa continua com o monitoramento e observação da circulação de vírus por meio das unidades sentinelas e com acompanhamento da ocupação de leitos e dos casos suspeitos e confirmados de síndromes respiratórias agudas graves.

Também permanecem os fluxos de atendimento nas portas de entrada, a notificação e investigação de casos, a classificação de risco e a orientação sobre medidas de prevenção e uso de equipamentos de proteção individual.

O Plano de Contingência para Vírus Respiratórios prevê também a manutenção de estoques estratégicos de equipamentos de proteção, antivirais, vacinas e insumos laboratoriais, além da atualização de protocolos, capacitação dos profissionais de saúde, divulgação de materiais técnicos e desenvolvimento de ações de comunicação para a população e para as redes pública e privada.

Para a diretora Maria Goretti, o retorno ao nível Zero reflete a estabilidade dos indicadores, mas exige continuidade das ações de vigilância e prevenção em todas as regiões do Estado. “A normalidade é um cenário de acompanhamento permanente. Mantemos a vigilância laboratorial e epidemiológica, o monitoramento da assistência e a comunicação com os serviços de saúde para reconhecer rapidamente qualquer alteração. Essa rotina é o que garante segurança para a população e agilidade na resposta do Estado”, explicou Maria Goretti.

A diretora destaca que a análise conjunta do Diagrama de Controle de SRAG, do Painel de Vigilância de Vírus Respiratórios e do monitoramento de óbitos permite orientar as decisões da Sesa com maior precisão.

REFERÊNCIA NACIONAL - O Paraná é considerado uma referência nacional no enfrentamento das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs). O reconhecimento foi reforçado em oficina que reuniu gestores e técnicos de saúde pública e contou com representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Ministério da Saúde.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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