O calendário de vencimento da taxa do Certificado de Licenciamento Anual de veículos de 2026 começou em agosto e termina em novembro. Ele é organizado pelo número final da placa do veículo: proprietários de veículos com placa final 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 já devem ter quitado a emissão do documento ou estão em débito e proprietários de veículos com placa final 8, 9 e 0 ainda estão dentro do prazo.
O licenciamento é um documento obrigatório pela legislação brasileira que comprova que o veículo atende aos critérios de segurança. O pagamento é no valor único de R$ 94,61. Para a quitação, no entanto, é preciso ter pago o IPVA do veículo e eventuais multas e débitos.
O CRLV é um documento de porte obrigatório. Sem ele, o condutor flagrado em uma blitz está sujeito a multa gravíssima, pontuação na CNH e remoção do veículo.
A guia para pagamento pode ser acessada através do site do Detran-PR, no aplicativo Detran Inteligente e nas unidades de atendimento. O pagamento pode ser feito via pix e o certificado fica pronto em até 15 minutos. A emissão do documento pode ser feita em formato físico ou digital, conforme a escolha do proprietário.
Calendário para renovação do licenciamento no exercício de 2026
Placa final 1 – 14 de agosto (vencido)
Placa final 2 – 28 de agosto (vencido)
Placa final 3 – 9 de setembro (vencido)
Placa final 4 – 18 de setembro (vencido)
Placa final 5 – 28 de setembro (vencido)
Placa final 6 – 9 de outubro (vencido)
Placa final 7 – 20 de outubro (vencido)
Placa final 8 – 30 de outubro
Placa final 9 – 13 de novembro
Placa final 0 – 27 de novembro
Por- AEN
As matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) a distância da rede estadual do Paraná cresceram 341% entre 2023 e 2025, passando de 6.784 para 29.950, um aumento de 23.166 matrículas no período. Implantada pela Secretaria de Estado da Educação (Sed-PR), a modalidade oferece maior flexibilidade para quem precisa conciliar os estudos com o trabalho, as responsabilidades familiares e as dificuldades de deslocamento.
Em 2026, os dados do primeiro semestre totalizam 12.182 matrículas. A redução em relação a 2025 (29.950) está relacionada à mudança das diretrizes do Conselho Nacional de Educação (CNE), que já impactaram o número de estudantes matriculados na modalidade. A partir de 2027, a EJA a distância ficará restrita ao Ensino Médio, enquanto o Ensino Fundamental passará a ser ofertado exclusivamente na modalidade presencial, sem abertura de novas matrículas no formato a distância. Em 2024 houve 25.890 alunos matriculados.
Além disso, os Exames Estaduais de EJA On-line registraram, em 2026, 25.657 aprovações. Essa alternativa permite aos participantes obter a certificação mediante aprovação nas avaliações, sem a necessidade de frequentar as aulas da EJA.
Segundo o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a ampliação da modalidade acompanha as necessidades dos estudantes. “Muitos jovens e adultos querem concluir os estudos, mas enfrentam dificuldades para frequentar a escola diariamente, seja pela jornada de trabalho, pelas responsabilidades familiares ou pelo deslocamento. Estamos ampliando as alternativas de ensino para que mais pessoas tenham a oportunidade de retomar sua formação. A educação precisa acompanhar a realidade dos estudantes”, diz.
De acordo com a coordenadora pedagógica da EJA da Seed-PR, Miriam de Oliveira, a rede estadual vem adequando a oferta às diferentes necessidades dos estudantes. “O ensino a distância e a expansão da oferta dos Exames On-line contribuíram para que muitos estudantes trabalhadores pudessem retornar à escola e obter a certificação do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Com as novas diretrizes nacionais, estamos adequando a oferta para garantir mais oportunidades de acesso e conclusão dos estudos, especialmente para quem precisa conciliar a educação com o trabalho e com a família”, afirma.
Atualmente, a rede estadual oferece Educação de Jovens e Adultos em 142 instituições de ensino, além de 51 Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA), distribuídos pelos 32 Núcleos Regionais de Educação (NRE).
No Ensino Médio a distância, 50% da carga horária é cumprida presencialmente no colégio, em três dias por semana. Os outros 50% são de forma remota, na plataforma digital da Seed-PR. Nos dois dias restantes, os estudantes podem participar de atividades facultativas de tutoria e revisão de conteúdos na escola em que estão matriculados. A modalidade é destinada a pessoas a partir de 18 anos, tem duração prevista de um ano e meio e exige frequência mínima de 75% e nota mínima de 6,0 para aprovação.
UMA NOVA OPORTUNIDADE – A flexibilidade do ensino a distância foi decisiva para a empreendedora Josiane Pereira da Mota, de 48 anos, retomar os estudos após 32 anos afastada da escola. Mãe aos 15 anos e novamente aos 19, ela interrompeu a formação para cuidar dos filhos e voltou a estudar aos 46 anos, quando também começou a empreender.
“Fiquei 32 anos fora da sala de aula porque fui mãe muito jovem e precisei me dedicar aos meus filhos. Escolher a EJA a distância foi a melhor decisão, porque consigo organizar meus horários, participar das aulas e dar conta dos outros compromissos”, conta.
Para conciliar os estudos com o empreendimento, Josiane reserva períodos da semana para acompanhar os conteúdos e fazer as atividades propostas pelos professores. Segundo ela, o principal desafio foi recuperar a rotina escolar depois de mais de três décadas. “O apoio dos professores é fundamental para que a gente não desista. Hoje entendo ainda mais a importância da educação e que não existe idade para voltar a estudar”, afirma.
ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO – O CEEBJA Barigui, em Curitiba, atende 237 estudantes nos períodos da manhã e da noite. Desse total, 169, o equivalente a 71%, estão distribuídos em quatro turmas a distância. A modalidade combina aulas presenciais, conteúdos digitais e tutoria para esclarecimento de dúvidas, revisão de conteúdos e orientação pedagógica.
Segundo o diretor da instituição, professor Natel Ferreira, os estudantes apresentam diferentes trajetórias escolares e buscam concluir a educação básica para ampliar as oportunidades de emprego, ingressar em cursos técnicos ou superiores e realizar projetos pessoais.
“Recebemos estudantes que precisaram interromper os estudos para trabalhar ou cuidar da família e agora buscam novas oportunidades. Eles não estão começando do zero, pois trazem experiências profissionais e conhecimentos adquiridos ao longo da vida. Nosso papel é valorizar essas trajetórias e oferecer o acompanhamento necessário para que avancem na aprendizagem e concluam sua formação”.
Por - AEN
O monitoramento do estado nutricional e do consumo alimentar da população paranaense pelo Sistema Único de Saúde (SUS) registrou um avanço expressivo na última década, gerando um balanço inédito para o Estado. Dados consolidados pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR) mostram que a taxa de cobertura da avaliação – dados antropométricos de peso e altura – na Atenção Primária à Saúde (APS) saltou quase cinco vezes.
Abrangendo a série histórica de 2012 a 2025, o índice passou de 7,60% para 39,16% da população-alvo. Em números absolutos, o volume desses registros pulou de pouco mais de 804 mil para a marca de 4,13 milhões de pessoas avaliadas em todo o Estado.
Já o rastreio dos marcadores de consumo alimentar, instrumento de avaliação rápida aplicado por profissionais da APS que investiga o consumo de um conjunto de alimentos e comportamentos alimentares praticados no dia anterior, atingiu a cobertura de 4,74% da população em 2025.
O índice objetiva conhecer o padrão de consumo alimentar que se relaciona à alimentação saudável ou não saudável, tanto individual quanto coletivo, e começou a ser monitorado pelo sistema de informação em 2015.
O volume de registros saltou de 16.885 em 2015 para 501.551 em 2025, alcançando uma marca quase 30 vezes maior que a inicial, o que representa um crescimento de 2.870,39%. Essa ampliação estrutural é reflexo direto do fortalecimento das ações de busca ativa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e da vinculação dos indicadores a programas estaduais de repasse financeiro por desempenho.
Com essa alta capilaridade de avaliações físicas, o Governo do Estado consegue traçar um diagnóstico preciso e descentralizado do estado nutricional dos paranaenses em cada região. Paralelamente, o avanço nos registros de consumo alimentar permite uma amostragem cada vez mais sólida sobre os hábitos de alimentação em âmbito estadual, direcionando o planejamento de políticas mais assertivas.
“Atingir a marca de mais de 4 milhões de pessoas avaliadas não é apenas um número, mas a prova da força e da capilaridade da nossa Atenção Primária. Quando o Governo do Estado passa a conhecer de perto o estado nutricional de cada município, deixamos de atuar no escuro. Esses dados robustos nos permitem desenhar políticas públicas mais precisas, garantindo que o cuidado chegue ao paranaense de forma adequada”, ressalta o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
ALEITAMENTO - A robustez desse rastreio revelou vitórias importantes, especialmente na saúde materno-infantil. O Paraná ultrapassou a meta global de Aleitamento Materno Exclusivo (AME) estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Enquanto o objetivo mundial para 2025 era alcançar 50% de adesão, o Estado atingiu o índice de 57% de bebês exclusivamente amamentados até os seis meses.
O reflexo desse cuidado inicial resultou em outros recuos históricos captados pelo monitoramento: a desnutrição infantil caiu para 3,25% na faixa de 6 a 24 meses (a menor taxa desde o início da série histórica), e a obesidade entre bebês menores de seis meses caiu de um pico de 6,06% (em 2014) para apenas 1,86% em 2025. A desnutrição entre gestantes também apresentou queda expressiva, passando de 17,53% em 2012 para 9,86%.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, o avanço reflete o fortalecimento da rede materno-infantil. “Ultrapassar a meta mundial da OMS no aleitamento materno é uma conquista enorme para o Paraná. O leite materno é o primeiro escudo protetor da criança. O reflexo desse cuidado intensivo já aparece na queda da desnutrição e da obesidade nos primeiros anos de vida, garantindo um desenvolvimento muito mais saudável e seguro para as nossas crianças”, avalia.
PONTO DE ATENÇÃO – Se a primeira infância concentra os melhores indicadores e a desnutrição geral apresenta patamares baixos na maioria das faixas etárias, os dados históricos acendem um alerta para uma mudança de perfil. O levantamento aponta a consolidação do excesso de peso (sobrepeso somado à obesidade) como um dos principais desafios da saúde pública atual.
O mapeamento evidencia o acúmulo contínuo de gordura corporal ao longo dos ciclos da vida, requerendo atenção redobrada das famílias e das equipes de saúde conforme o avanço da idade. Na fase escolar (5 a 10 anos), após um pico registrado durante o isolamento da pandemia (22,54% em 2021), a obesidade iniciou uma trajetória de queda, fechando 2025 em 17%. No entanto, ao se somar o sobrepeso, o excesso de peso já está presente na rotina de mais de 34% dos alunos.
O cenário exige olhar atento a partir da adolescência, faixa etária que registrou a aceleração proporcional mais rápida no Estado: a taxa de obesidade saltou de 8,12% em 2012 para 17,35% em 2025. Ao atingir a idade adulta, o excesso de peso torna-se a condição predominante, alcançando 72,45% das pessoas acompanhadas pela rede pública, com 38,31% já com indicativo de obesidade. Entre as gestantes, a taxa de obesidade também exige cuidados continuados, tendo dobrado ao longo da década e atingido 30,36%.
As pessoas idosas, por sua vez, apresentam uma dinâmica que necessita de acompanhamento específico. Embora mais de 55% dos idosos avaliados apresentem sobrepeso, a desnutrição nesta faixa etária ultrapassa a barreira dos 10%, caracterizando um quadro de dupla vulnerabilidade nutricional.
ULTRAPROCESSADOS – O cruzamento das informações de peso com o mapeamento estadual do consumo alimentar reforça a necessidade de ações de promoção, proteção e apoio à alimentação adequada e saudável. O lado positivo é a resistência da base cultural brasileira: o feijão continua presente na rotina de 82% a 90% da população em todas as idades, quase sempre acompanhado de um consumo elevado de frutas e hortaliças – acima de 80% entre adultos e idosos.
O fator que gera alerta, no entanto, é o alto consumo de alimentos ultraprocessados em todas as faixas etárias, caracterizando uma introdução precoce nas refeições. Cerca de 80% (quatro em cada cinco) das crianças a partir de dois anos, dos adolescentes e dos adultos consomem alimentos ultraprocessados, como biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, embutidos e macarrão instantâneo.
“Um dos principais alertas que esses dados nos trazem é justamente a elevada prevalência do consumo de alimentos ultraprocessados em todas as faixas etárias, principalmente na introdução da alimentação complementar infantil. Uma introdução inadequada a partir dos seis meses influencia o paladar e a aceitação de alimentos saudáveis, criando hábitos que tendem a se consolidar”, orienta a chefe da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade Física da Sesa, Cristina Klobukoski.
Ela acrescenta que isso reflete diretamente nessa aceleração do excesso de peso observada nas crianças maiores e a partir da adolescência. “É urgente olharmos para a alimentação complementar com maior atenção, ofertando uma alimentação adequada, variada, baseada em alimentos in natura, sem a introdução de alimentos ultraprocessados para as crianças menores de dois anos", alertou a chefe da Divisão.
O consumo frequente também se mostra nos líquidos: bebidas adoçadas, como refrigerantes e sucos artificiais, já fazem parte da rotina de 63% das crianças pequenas e de quase 70% dos adolescentes. Mais do que apenas o excesso de calorias, a elevada presença de aditivos químicos e o nível de ultraprocessamento desses produtos criam um padrão prejudicial que contribui para a obesidade e para o desenvolvimento de doenças crônicas que tendem a se consolidar na vida adulta.
Para apoiar a alimentação adequada e saudável e evitar que a responsabilidade recaia exclusivamente sobre as famílias, que muitas vezes são impactadas pela desinformação e o marketing agressivo da indústria, a Sesa reforça o papel das equipes de saúde na qualificação contínua dos profissionais da Atenção Primária.
O objetivo é garantir que os municípios estejam preparados para orientar a população com informações seguras e confiáveis, baseadas em evidências, buscando a promoção da saúde por meio da alimentação adequada e saudável, com o desenvolvimento da autonomia das pessoas e respeito às suas culturas e modos de viver, bem como a articulação intersetorial para a segurança alimentar e nutricional.
AÇÕES DO ESTADO – Para enfrentar o avanço do ganho de peso e promover a alimentação adequada, o Governo do Estado tem fortalecido a atuação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a principal porta de entrada do SUS. Nesses espaços, as equipes fazem o acompanhamento multiprofissional, que abrange desde ações de promoção da saúde, consultas e orientações nutricionais até o apoio psicológico e a indicação de fisioterapia e atividade física.
A Sesa também atua de forma intersetorial, integrando conselhos e comitês estaduais voltados à segurança alimentar, saúde no ambiente escolar e programas sociais de transferência de renda, visando interferir nos determinantes e condicionantes da saúde. Além disso, trabalha ativamente na qualificação das equipes nos 399 municípios.
De 2020 a outubro de 2026, foram ofertadas mais de 100 capacitações e oficinas para os profissionais da Atenção Primária, abordando desde a obesidade infantil e novas curvas de ganho de peso gestacional até alimentação saudável e atividade física nas doenças crônicas não transmissíveis. Como marco desse cuidado, em 2022, o Estado publicou a “Linha de Cuidado às Pessoas com Sobrepeso e Obesidade”, diretriz oficial para o atendimento integral nessa área.
Além das capacitações, o Estado distribuiu mais de 25 mil exemplares de materiais técnicos, como o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, os Protocolos de Uso do Guia Alimentar, Manuais Instrutivos e cadernos de atividades.
Todo esse esforço educacional e estrutural é atrelado a incentivos financeiros: a Sesa monitora indicadores vinculados a repasses de recursos, como o Provigia-Paraná e o Proaps-Paraná, que bonificam os municípios pelo aumento da cobertura de vigilância nutricional e o cuidado contínuo à pessoa com obesidade.
VOLUME ASSISTENCIAL – Os investimentos e capacitações refletem diretamente no volume de assistência prestada aos paranaenses. Entre 2020 e setembro de 2026, a Atenção Primária do Paraná promoveu mais de 96 mil atividades coletivas sobre alimentação saudável, alcançando 2,6 milhões de participantes. Na área de práticas corporais e atividade física, foram mais de 343 mil ações, com 4,8 milhões de participações.
No cuidado clínico individualizado, os postos de saúde de todo o Estado realizaram 538,6 mil atendimentos focados no tratamento da desnutrição e mais de 1,7 milhão de consultas voltadas ao tratamento da obesidade, consolidando a Atenção Primária como principal ponto da atenção nutricional no SUS.
O relatório completo pode ser acessado neste .
Pore - AEN
O Programa Mãos Amigas, do Governo do Paraná, atendeu 494 escolas em 104 municípios desde o início de 2026. No período, 438 pessoas privadas de liberdade participaram da execução de 2.040 serviços de manutenção, que resultaram em uma economia superior a R$ 4,4 milhões aos cofres públicos. Os números demonstram a capacidade operacional do programa para atender demandas de conservação da infraestrutura escolar e otimizar os recursos destinados à manutenção das unidades.
Criado há 13 anos, o Mãos Amigas amplia sua presença na rede estadual com a expansão para mais três Núcleos Regionais de Educação (NREs): Wenceslau Braz, Pato Branco e União da Vitória. Com a ampliação, o programa passa a abranger 22 NREs. Executada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), em cooperação técnica com a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e apoio do Paraneducação, a iniciativa alia a conservação dos espaços escolares à ressocialização de pessoas privadas de liberdade por meio do trabalho.
As equipes realizam serviços de roçada, jardinagem, limpeza, pintura, poda de árvores e pequenos reparos. A diversidade de atividades permite atender diferentes demandas de manutenção das unidades, contribuindo para a conservação dos espaços e para o uso mais eficiente dos recursos públicos.
Segundo o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o Mãos Amigas consolidou-se como uma política pública eficiente ao combinar manutenção da infraestrutura escolar com racionalização dos gastos. "Em 2025, o programa gerou uma economia superior a R$ 5 milhões aos cofres públicos e agora em 2026, já chegamos a R$ 4,4 milhões em economia, demonstrando que é possível ampliar o atendimento às escolas com qualidade e, ao mesmo tempo, utilizar os recursos públicos de forma mais eficiente", destacou.
Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, a expansão do Mãos Amigas permite levar os serviços de manutenção a mais escolas e ampliar os benefícios do programa. “Com a chegada a novos Núcleos Regionais de Educação, conseguimos ampliar o atendimento às escolas, contribuir para a conservação dos espaços e, ao mesmo tempo, oferecer oportunidades de ressocialização por meio do trabalho. É uma iniciativa que alia cuidado com a rede estadual e uso responsável dos recursos públicos”, destacou.
RESPOSTA RÁPIDA - O Programa Mãos Amigas também mobiliza equipes para apoiar a recuperação de municípios atingidos por eventos climáticos extremos. Em novembro de 2025, após a passagem de um tornado por Rio Bonito do Iguaçu, na região Centro-Sul do Paraná, os participantes auxiliaram na limpeza e na retirada de entulhos, contribuindo para a recuperação das unidades escolares e o restabelecimento das atividades. A operação ocorreu sob monitoramento da Polícia Penal do Paraná.
Mais recentemente, as equipes atuaram na recuperação das escolas estaduais atingidas por um vendaval em Laranjeiras do Sul. Segundo Claus Giovani Andrade Marchiori, chefe da Divisão de Programas e Projetos Especiais do Fundepar e gerente estadual do Mãos Amigas, a agilidade na execução dos serviços é fundamental para reduzir os impactos sobre a rotina escolar e permitir o retorno seguro dos estudantes às aulas. “Os participantes tiveram um papel importante na limpeza e na organização dos espaços escolares, preparando as unidades para as etapas seguintes de recuperação. Essa atuação contribui para o atendimento das necessidades da rede estadual e, ao mesmo tempo, oferece experiência de trabalho às pessoas privadas de liberdade”, afirma Marchiori.
Além da experiência prática, os participantes recebem capacitação para executar atividades de manutenção escolar. Entre as formações oferecidas estão treinamentos de segurança para trabalho em altura, operação de máquinas e outros cursos relacionados às demandas do programa. “Nosso objetivo é proporcionar conhecimentos que possam ser utilizados no trabalho e que também ampliem as oportunidades profissionais após o cumprimento da pena”, destaca Marchiori.
O PROGRAMA – De acordo com a PPPR, a participação de pessoas privadas de liberdade (PPLs) no programa favorece a qualificação profissional, a geração de renda e a manutenção dos vínculos familiares. Além de reduzir a ociosidade no sistema prisional, o trabalho contribui para o desenvolvimento da autonomia e da autoestima dos participantes, que adquirem experiência profissional e ampliam as possibilidades de reinserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
Segundo Boanerges Silvestre Boeno Filho, chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da PPPR, além da remição de pena prevista na legislação, os participantes recebem remuneração equivalente a 75% do salário mínimo. Desse valor, 80% são destinados à família, enquanto os 20% restantes são depositados em poupança, cujo saldo pode ser acessado após o cumprimento da pena. “O trabalho tem um papel importante nesse processo porque permite que a pessoa privada de liberdade adquira experiência profissional, tenha renda e continue contribuindo com a família. Ao mesmo tempo, desenvolve habilidades que podem ajudar na retomada da vida em sociedade após o cumprimento da pena”, afirma Boeno Filho.
RECONHECIMENTO – Em 2023, o Fundepar recebeu o Selo Resgata, premiação nacional concedida pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça, que reconhece iniciativas voltadas à responsabilidade social e ao incentivo ao trabalho prisional.
Por - AEN
O Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostra crescimento nas exportações do complexo soja – conjunto formado pela soja em grão, o farelo de soja e o óleo de soja – e preços mais favoráveis do café ao consumidor no varejo paranaense.
De janeiro a setembro de 2026, o Estado exportou 12,79 milhões de toneladas do complexo soja, alta de 3% em relação ao mesmo período de 2025. A receita cresceu 13% e totalizou US$ 5,76 bilhões. A soja em grão responde por 71% do total exportado, seguida pelo farelo de soja (24%) e o óleo de soja (5%). A China segue como principal destino, com 58% das compras, e o Irã ocupa a segunda posição, com pouco mais de 8%.
No período, o Paraná embarcou volumes relevantes para 24 países. No cenário nacional, as exportações do complexo somaram 121,58 milhões de toneladas, aumento de 8%, com receita de US$ 52,17 bilhões, alta de 17%.
Sobre a safra de verão, o plantio da soja no Paraná desacelerou por causa do excesso de chuvas na semana anterior, e 47% da área prevista estava plantada, contra média superior a 55% nas últimas três safras.
QUEDA NO CAFÉ - No café, o preço médio recebido pelos produtores deve recuar em outubro na comparação com setembro. Na última semana, a saca de café beneficiado foi comercializada a R$ 1.380,51, valor 10% inferior aos R$ 1.533,37 de setembro e semelhante aos de junho e julho, período de auge da safra. Segundo o Deral, o preço ainda é considerado positivo para os produtores diante da grande produção nacional.
“A queda ajuda a indústria a formar estoques a custo menor e a ofertar preços mais acessíveis no varejo”, afirma Hugo Wickler Godinho, coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral.
O pacote de 500 gramas registrou média de R$ 23,90, levemente abaixo da de setembro e 19% inferior aos R$ 29,42 de outubro de 2025, conforme pesquisa de preços do departamento. Para a próxima safra paranaense, o El Niño tem se mostrado favorável, com chuvas regulares que auxiliam o pegamento das primeiras floradas. O Paraná responde por cerca de 1% da produção nacional de café.
HORTICULTURA - Em 2025, o Sudoeste do Paraná respondeu por 5,3% da área, 6,2% da produção e 4,1% do Valor Bruto da Produção (VBP) da olericultura estadual. Foram colhidas 189,8 mil toneladas em 6,1 mil hectares, com VBP de R$ 309,6 milhões.
Na fruticultura, a região participou com 4,5% da área, 3,4% da produção e 3,8% do VBP, com R$ 163,2 milhões em 2,5 mil hectares e 50,2 mil toneladas. Enquanto a olericultura recupera os indicadores após ligeira queda, a área de pomares segue em redução.
PECUÁRIA - No boi gordo, a diferença entre os preços do animal e da carcaça no atacado diminuiu em outubro em São Paulo, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com a oferta restrita de animais prontos sustentando as cotações.
O Brasil embarcou 61,3 mil toneladas de carne bovina in natura nos primeiros sete dias úteis de outubro, redução de quase 40% na média diária frente a outubro de 2025. De janeiro a setembro, as exportações somaram 2,37 milhões de toneladas, 1,3% abaixo do mesmo período do ano anterior.
AVES - O Documento do Deral inclui ainda que o preço médio do frango vivo ao produtor paranaense foi de R$ 4,75 por quilo em setembro, alta de 0,4% sobre agosto e queda de 4,4% em relação a setembro de 2025. O milho no atacado atingiu R$ 66,43 por saca de 60 quilos (+2,9% no mês), e o farelo de soja chegou a R$ 2.171,40 por tonelada (+10% sobre agosto), o que pressiona a relação de troca do avicultor.
Nas exportações de carne de peru, o Brasil embarcou 45.816 toneladas de janeiro a agosto, com receita de US$ 188,705 milhões, altas de 28,4% em volume e 82,6% em faturamento. O Paraná, terceiro colocado, exportou 9.314 toneladas e faturou US$ 44,341 milhões, avanços de 2% e 53,3%, respectivamente.
Por - AEN
A conjunção de vários fatores meteorológicos aumenta o risco de tempestades no Paraná até o domingo (25), dia do segundo turno das eleições. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, os volumes de chuva podem chegar a 200 mm entre esta quinta-feira (22) e o domingo em algumas cidades paranaenses.
A chuva voltou ao Paraná na quarta-feira (21), depois de uma sequência de quatro dias mais secos, com madrugadas frias. A massa de ar frio que predominava sobre o estado perdeu força, e a intensificação de um sistema de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina aumentou o fluxo de ar quente e úmido que vem da região amazônica até o Paraná.
O risco de tempestades na quinta-feira já diminuiu, mas retorna na manhã de sexta-feira (23). São esperados até o fim de sexta-feira volumes de chuva entre 50 mm e 100 mm em cidades de toda a metade sul do Paraná. O maior impacto está previsto para a bacia do Rio Iguaçu, que também será atingida pela chuva intensa prevista para Santa Catarina.
No sábado (24), a passagem de uma frente fria pelo oceano impacta as condições atmosféricas no Paraná, aumentando ainda mais o risco de tempestades em todo o estado. A chuva mais intensa está prevista para a metade sul do Paraná no sábado, migrando em direção à metade norte do estado ao longo do domingo (25).
As temperaturas mínimas terão pouca alteração até o início da próxima semana. Já as temperaturas máximas não passam dos 20°C na sexta-feira (23) em praticamente todo o Paraná, com exceção do Oeste, onde algumas cidades podem chegar aos 24°C. No sábado (24) as máximas sobem um pouco no Noroeste, chegando aos 26°C. No domingo (25), voltam a reduzir, e não devem passar dos 22°C em todo o estado.
Somando os valores acumulados de chuva entre quinta (22) e domingo (25), o volume de chuva pode chegar aos 200 mm em cidades do Oeste, Sudoeste, Centro-Sul e parte dos Campos Gerais.
O Boletim de Gestão de Riscos, elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil do Paraná, aponta risco entre sexta-feira (23) e a madrugada de domingo no Sudoeste, Oeste, Noroeste e Norte do Paraná, para chuva forte em curto espaço de tempo, intensas rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo. Nas outras regiões do estado, o risco é moderado.
PREPARAÇÃO E ALERTAS - Diante dos riscos associados ao acumulado de chuva nos próximos dias, a Defesa Civil Estadual reforçou as orientações de preparação enviadas aos municípios do Paraná com base no Boletim de Gestão de Risco, elaborado pelo Simepar e o Cegerd (Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres).
Equipes técnicas trabalham em regime de plantão no monitoramento e envio de alertas diante do possível agravamento dos cenários. “Os modelos apontam para acumulados de até 200 mm em 24 horas em áreas do Oeste, Sudoeste, Centro-Sul e nos Campos Gerais. Se essa projeção se confirmar podemos ter situações de alagamento ou inundação. É essencial que as prefeituras saibam quais as áreas de risco no seu município para agir preventivamente”, destaca o coronel Ivan Fernandes, coordenador-executivo da Defesa Civil Estadual.
ELEIÇÕES - Assim como ocorreu no primeiro turno das eleições, o Simepar segue atuando em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) no Plano de Monitoramento Climático. Desde segunda-feira (19), meteorologistas do Simepar emitem boletins diários atualizando as condições meteorológicas para auxiliar na logística do TRE-PR.
Os dados constam em um software desenvolvido pela equipe do Simepar exclusivamente para esta ação. O sistema emite alertas amarelos ou vermelhos para o TRE-PR informando sobre a aproximação de chuva nos cartórios eleitorais.
Durante o sábado (24) e o domingo (25), um meteorologista estará presencialmente no TRE-PR informando sobre as condições atmosféricas em tempo real, com apoio da equipe que faz o monitoramento ambiental 24 horas na sede do Simepar. A informação antecipada das intempéries permite à equipe de logística do TRE planejar mudanças que garantam a segurança do processo democrático.
ALERTAS – O monitoramento da Defesa Civil Estadual é realizado 24 horas por dia com apoio de meteorologistas do Simepar. A estrutura do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres acompanha as condições para o envio de alertas em caso de condições mais severas.
Para receber os alertas da Defesa Civil é preciso efetuar um cadastro gratuito. Você deve enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber as mensagens. É também possível receber os alertas por WhatsApp. Para isso, é necessário cadastrar o número (61) 2034-2611 e interagir com o número, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
POr - AEN



















