Isenção da taxa do Enem 2026 pode ser solicitada a partir desta segunda-feira

Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio 2026 já podem se preparar para solicitar a isenção da taxa de inscrição. O prazo para o pedido vai de 13 a 24 de abril de 2026 e deve ser feito exclusivamente pela Página do Participante.

Os estudantes que têm direito à isenção são aqueles que estejam matriculados no 3º ano do ensino médio em escolas públicas; os que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública ou como bolsistas integrais em escolas da rede privada e os que sejam membros de família de baixa renda, com registro no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Os estudantes que participam do programa Pé-de-Meia também poderão solicitar a isenção.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) representa uma importante porta de entrada para o ensino superior aos estudantes paranaenses, como avalia o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “A isenção da taxa de inscrição amplia ainda mais esse acesso, tornando-o mais democrático e inclusivo”, afirma.

O processo de solicitação exige atenção dos candidatos. Além de atender aos critérios socioeconômicos, é obrigatória a justificativa de ausência para quem faltou aos dois dias de prova do Enem 2025. Quem não apresentar essa justificativa perderá o direito à isenção em 2026, mesmo que se enquadre nos demais requisitos.

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica. Hoje, 123.256 estudantes do terceiro ano do ensino médio aptos a realizar a inscrição para o Enem. Desde 2004, os resultados obtidos podem ser utilizados pelo estudante como forma de ingresso no ensino superior, como critério único ou complementar dos processos seletivos.

IMPORTANTE – A isenção não é automática, mesmo o aluno que teve o benefício em edições anteriores precisa fazer uma nova solicitação dentro do prazo estabelecido. O candidato deve ficar atento também à regularidade dos dados no CadÚnico, já que inconsistências podem levar ao indeferimento do pedido. 

ENEM PARANÁ – Recentemente, a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) lançou o recurso educacional digital Enem Paraná, para auxiliar os estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública na preparação para o Enem e vestibulares em geral. A plataforma oferece ferramentas personalizáveis de estudos, atendendo a diferentes estilos de aprendizagem e pode ser acessada pelo computador ou pelo celular.

 

 

 

 

por- AEN

 Com 21,8 mil vagas, Paraná tem oportunidades de emprego em todos os setores

O Paraná tem 21.872 vagas de emprego com carteira assinada disponíveis para todas as regiões do Estado. As oportunidades, que podem ser consultadas nas Agências do Trabalhador, contemplam diferentes áreas de atuação e níveis de escolaridade, ampliando as chances para quem busca o primeiro emprego ou uma recolocação no mercado de trabalho.

Entre as funções com maior número de vagas estão Alimentador de Linha de Produção (5.802 vagas), Abatedor (1.419), Operador de Caixa (869) e Faxineiro (605).

Na Região Metropolitana de Curitiba, são 4.305 oportunidades, com destaque para Alimentador de Linha de Produção (300), Auxiliar de Logística (248), Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo (239) e Operador de Caixa (236). Na Agência do Trabalhador de Curitiba são 462 vagas abertas, principalmente para atendente de lojas, faxineiro e servente de obras.

As demais vagas estão distribuídas em todas as regionais do Estado. Cascavel lidera com 5.136 oportunidades, seguida por Campo Mourão (2.633), Foz do Iguaçu (2.192), Pato Branco (1.916), Maringá (1.762) e Londrina (1.686). Também há ofertas em Guarapuava (711), Umuarama (626), Paranaguá (531), Ponta Grossa (228) e Jacarezinho (146).

Além das vagas operacionais, há oportunidades que exigem qualificação técnica ou ensino superior, como psicólogo, fonoaudiólogo, mecânico de refrigeração, professor de creche, analista de faturamento, assistente de licitação, entre outros.

Os interessados podem procurar a Agência do Trabalhador mais próxima ou acessar os canais digitais para consultar as vagas disponíveis e agendar atendimento.

 

 

 

 

 

 

por - AEN

Menino de 12 anos é atropelado por motorista sem habilitação

Um menino de 12 anos ficou gravemente ferido na tarde desta sexta-feira (10), em Guarapuava, após ser atropelado por uma caminhonete na faixa de pedestres de uma rotatória. A condutora do veículo, uma mulher de 29 anos, não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Câmeras de segurança registraram o momento em que duas crianças atravessavam a rua pela faixa de pedestres. Uma delas conseguiu passar ilesa, mas a outra foi atingida pelo veículo. Quando o SAMU chegou ao local, o menino apresentava rebaixamento do nível de consciência e sangramento intenso pelas vias aéreas. Ele sofreu traumatismo craniano, precisou ser intubado ainda no local e foi encaminhado à UTI para avaliação de um médico neurologista e possível cirurgia. Seu estado de saúde atual não foi divulgado.

O teste do bafômetro foi realizado na motorista na presença de uma advogada e não indicou consumo de álcool. Ela foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos. O proprietário do veículo foi multado por permitir que uma pessoa sem habilitação conduzisse o automóvel.

A Polícia Civil e a perícia foram acionadas para apurar as circunstâncias do atropelamento.

 

 

Homem é condenado a 60 anos de prisão por matar avó e neta de 11 anos com facadas

João Vitor Rodrigues foi condenado a 60 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri por matar Marley Gomes de Almeida, de 53 anos, e a neta dela, Ana Carolina Almeida Anacleto, de 11 anos, em Jataizinho, no norte do Paraná. A sentença, proferida pela juíza Camila Covolo de Carvalho no dia 31 de janeiro e divulgada na última sexta-feira (10), também fixou cinco meses de detenção e 820 dias-multa. O réu foi condenado por duplo latrocínio e fraude processual, e optou por não recorrer da decisão.

Os crimes ocorreram na madrugada do dia 22 de março de 2025. Segundo as investigações, João Vitor pulou a janela da residência de Marley e, após furtar aproximadamente R$ 100 de sua bolsa, percorreu outros cômodos da casa em busca de objetos de valor. No quarto, encontrou a avó e a neta dormindo.

Conforme consta na sentença, ele imobilizou as duas vítimas, amarrando-as de costas. Levou Ana Carolina ao banheiro e matou Marley com duas facadas no pescoço. Em seguida, buscou a criança e a assassinou da mesma forma, colocando-a sentada no chão do quarto. Após os crimes, limpou toda a casa e os corpos para apagar impressões digitais, fugiu pelo mesmo muro e levou a faca e o dinheiro. Toda a ação durou cerca de duas horas.

Os corpos foram encontrados pelo filho de Marley, que foi até a residência fazer uma visita. Avó e neta estavam deitadas na cama, cobertas por um edredom, com lenços amarrados no pescoço. Na parede, ao lado dos corpos, havia uma mensagem escrita com sangue: "Deculpa mae". De acordo com o delegado responsável pelo caso, Vitor Dutra, o recado era direcionado à mãe do autor e ao filho de Marley, com quem João Vitor tinha amizade.

A Polícia Civil colheu 37 depoimentos ao longo da investigação. João Vitor passou a ser investigado por ter histórico criminal e residir próximo à casa das vítimas. Na época do crime, ele cumpria pena por tráfico de drogas na Cadeia Pública de Assaí e havia sido liberado temporariamente.

Ao retornar ao presídio, ligou para a mãe e confessou os assassinatos, dizendo não aguentar o peso do que havia feito. A mãe o denunciou à polícia. Ele foi preso em maio de 2025 e, posteriormente, confessou formalmente o crime na delegacia. Desde então, está recolhido na cadeia pública de Londrina.

Antes da confissão de João Vitor, outro homem, de 42 anos, havia sido preso temporariamente por aparecer em imagens de câmeras de segurança próximo à residência das vítimas no dia do crime. Ele chegou a ser espancado por moradores do bairro após as imagens circularem nas redes sociais. Ficou detido por 43 dias até que as investigações confirmassem sua inocência, após a confissão do real autor. Foi solto no dia 9 de maio de 2025.

A advogada Bruna Cirilo informou que João Vitor está ciente da condenação e optou conscientemente por não interpor recurso, assumindo as consequências jurídicas de seus atos. Em nota, a defesa destacou que sua atuação foi pautada na legalidade e na garantia dos direitos constitucionais do réu, e manifestou respeito à dor dos familiares das vítimas.

 

 

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