Tecpar fornecerá 28 milhões de doses da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde

Mantendo seu status de único laboratório público brasileiro fornecedor de vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) foi contratado novamente pelo órgão para fornecer o imunizante que é utilizado em campanhas de vacinação de cães e gatos em todo o Brasil. No total, o contrato prevê o fornecimento de 28 milhões de doses para serem entregues neste semestre.

O Tecpar é o único laboratório público a fornecer o imunizante desde 1971, quando o instituto iniciou a produção da vacina antirrábica veterinária. A atuação com esse produto é alinhado a três pilares do conceito de Saúde Única que norteiam as ações do Tecpar, de saúde humana, animal e ambiental.

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, ressalta que o contrato reforça a posição do instituto como laboratório público oficial no país e a contribuição da instituição em diversas frentes. "Historicamente o Tecpar fornece a vacina antirrábica veterinária às campanhas de vacinação no país e essa produção contribuiu com o Brasil no controle de casos de raiva humana e animal. Como instituição de ciência e tecnologia do Governo do Paraná, essa é uma das áreas na qual o Tecpar contribui com a sociedade brasileira", destaca.

MODERNIZAÇÃO – Para modernizar seu laboratório produtivo, o Tecpar recebe um aporte do Governo do Estado de cerca de R$ 23 milhões, por meio do Fundo Paraná, dotação orçamentária administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

O projeto de Pesquisa e Desenvolvimento de métodos para controle da qualidade do processo produtivo e ampliação da escala de produção da vacina antirrábica no Centro de Desenvolvimento e Produção de Imunobiológicos do Tecpar iniciou em 2024 e deve ser finalizado em 2027, quando o Tecpar terá um laboratório voltado à P&D, para pesquisa de melhorias do processo produtivo, e com a capacidade de produção ampliada.

CAMPANHAS – O Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR), criado em 1973, implantou, entre outras ações, a vacinação antirrábica canina e felina em todo país e as campanhas nacionais de vacinação para estes animais, que acontecem uma vez por ano.

Com a vacina entregue ao PNPR, fornecida pelo Tecpar há 55 anos, o Brasil conseguiu controlar os casos de raiva. Nos últimos 30 anos, o país registrou uma significativa redução na ocorrência de raiva em animais e, por consequência, nas taxas de mortalidade por raiva humana.

 

 

 

 

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Acima da média, Paraná é protagonista de ranking nacional que mede bem-estar da população

O Paraná alcançou a quarta colocação nacional no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 , divulgado nesta quarta-feira (20), posicionando o Estado entre os melhores do País em qualidade de vida e desenvolvimento social. O índice paranaense chegou a 65,21 pontos, acima da média nacional, de 63,40, e superior ao resultado obtido pelo Estado em 2025, quando registrou 63,83 pontos.

O levantamento é elaborado pela plataforma IPS Brasil, que avalia o bem-estar da população a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, organizados em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

No ranking nacional, o Paraná aparece logo atrás de Santa Catarina, que registrou 65,58 pontos. Distrito Federal e São Paulo ocupam as duas primeiras posições do levantamento.

O desempenho paranaense reforça os avanços sociais registrados nos últimos anos, especialmente em áreas como moradia, saneamento básico e segurança pública, indicadores que integram a dimensão de Necessidades Humanas Básicas, a melhor avaliada do IPS Brasil 2026. De acordo com o relatório, o Paraná está entre os oito estados brasileiros com desempenho acima da média nacional nesta dimensão, que mede a capacidade de uma população sobreviver com alimentação adequada, acesso à água de qualidade, saneamento, moradia e segurança pessoal.

O Estado também apresentou desempenho acima da média nacional na dimensão Fundamentos do Bem-Estar, que avalia acesso à educação básica, internet e comunicação, além das condições para uma vida saudável e de qualidade ambiental.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, os resultados refletem um conjunto de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. “O Paraná vem construindo um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento humano, com investimentos em segurança, habitação, infraestrutura, educação e geração de oportunidades. Esse resultado mostra que crescimento econômico e desenvolvimento social precisam caminhar juntos para melhorar efetivamente a vida das pessoas”, avaliou.

MORADIA EM ALTA – Entre os pontos fortes do Paraná está o componente ligado à moradia. O relatório destaca o Norte do Paraná entre as regiões com os melhores desempenhos do País. O Casa Fácil Paraná, considerado o maior programa habitacional do Brasil, já beneficiou mais de 130 mil famílias em diferentes modalidades. Ele oferece subsídios para entrada da casa própria e possui linhas específicas para idosos, com apoio de até R$ 80 mil para aquisição de imóveis.

CIDADES – O desempenho positivo também se reflete nos municípios paranaenses. Entre as capitais brasileiras, Curitiba conquistou a melhor colocação do País no IPS Brasil 2026, com índice de 71,29, superando Brasília (70,93), São Paulo (70,64) e Campo Grande (69,77).

Além da Capital, outras cidades paranaenses aparecem entre os destaques nacionais. Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, alcançou IPS de 71,16 pontos, enquanto Maringá registrou 70,87 pontos, ambas entre os 20 municípios brasileiros com melhores resultados.

O levantamento também traz recortes populacionais, nos quais os municípios paranaenses seguem em evidência. Quatro Pontes, na região Oeste do Estado, aparece entre os dez melhores municípios do Brasil, com IPS de 70,30. Já Londrina figura entre os dez municípios com mais de 500 mil habitantes (excluindo capitais), com melhor desempenho nacional, alcançando índice de 67,73.

ÍNDICE – O IPS Brasil 2026 utiliza dados públicos provenientes de fontes oficiais como IBGE, DataSUS e ministérios da Educação, Saúde e Desenvolvimento Social. Os indicadores são organizados em um índice que varia de 0 a 100 e mede diretamente resultados sociais e ambientais, sem considerar indicadores econômicos.

A metodologia foi desenvolvida internacionalmente pela Social Progress Imperative e adaptada no Brasil pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com a Fundação Avina, Centro de Empreendedorismo da Amazônia, iniciativa Amazônia 2030 e Anattá Pesquisa e Desenvolvimento.

Confira o ranking:a

Foto: IPS
 
 
 
 
 
 
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Vendas de motocicletas dobram no Paraná após isenção de IPVA, aponta associação

As vendas de motocicletas no varejo mais que dobraram em 2025 no Paraná, ano em que o Governo do Estado isentou o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) das motos com até 170 cilindradas. No ano passado, foram comercializadas 140.563 motocicletas de baixa cilindrada no Estado, 112,6% a mais do que as 66.110 vendidas em 2024.

E em 2026, o mercado continua em alta. As vendas registradas nos primeiros quatro meses do ano quase alcançam o total registrado em 2024, com a comercialização 58.726 motocicletas entre janeiro e abril.

O levantamento foi feito pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), com base nos dados do Renavam.

Os dados mostram a tendência de crescimento no comércio de motos desde que a isenção do IPVA entrou em vigor, em janeiro do ano passado. A variação nas vendas em 2024 é pequena, de 3.884 unidades em fevereiro para um pico de 8.709 vendas em agosto, com uma média mensal de 5.509 unidades comercializadas no ano anterior ao fim do tributo.

Em 2025, já com as novas regras, a média mensal chegou a 11.713 motocicletas no Paraná. Em janeiro, primeiro mês da isenção, foram 5.978 unidades comercializadas, número que saltou para 10.584 unidades já em março, com pico de 16.409 motos vendidas em outubro. E na comparação de janeiro deste ano com o mesmo mês de 2025, o número já praticamente dobrou, com 11.599 vendas no primeiro mês do ano. Até abril, média de vendas em 2026 é de 14.681 motocicletas.

"A isenção fortaleceu categorias como motoboys e entregadores, profissionais que movimentam a economia estadual. São trabalhadores essenciais que geram emprego e renda. E agora vemos como essa medida trouxe resultados concretos", destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

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Foto: Secom

 

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Foto: Secom


TENDÊNCIA – Outro dado corrobora o aquecimento no mercado de motocicletas no Paraná após a isenção do tributo. Um balanço da Receita Estadual do Paraná aponta que, em 2025, 770 mil veículos seriam tributados com o IPVA e deixaram pagar o imposto. Em 2026, esse número subiu para 918 mil. Além das vendas, esse balanço aponta transferências de veículos para o Paraná.

Essa tendência também é observada nos outros veículos automotores, após a redução de 45% do IPVA no Paraná. A nova alíquota, que passou de 3,5% para 1,9% nos Estado, foi sancionada em setembro do ano passado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e passou a valer neste ano.

Com a redução, o número de emplacamentos passaram a crescer no Paraná. De janeiro a abril deste ano, o aumento foi de 38,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 229.400 registros no primeiro quadrimestre de 2026, contra 165.659 no mesmo período do ano passado, segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR).

 

 

 

 

 

 

 

 

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Helicóptero da PMPR localiza em Cascavel suspeitos de latrocínio em Santa Catarina

A Polícia Militar do Paraná (PMPR), em ação conjunta com a Guarda Municipal, prendeu nesta terça-feira (19) em Cascavel, no Oeste do Estado, dois homens suspeitos de envolvimento em um latrocínio contra um motorista de aplicativo em Santa Catarina. O veículo da vítima também foi recuperado.

As buscas tiveram início após informações sobre o desaparecimento de um motorista de aplicativo e de seu automóvel no município de Chapecó (SC), registrado no dia anterior. Durante patrulhamento aéreo, a equipe do Falcão 15, do Comando de Aviação da PMPR (ComAv), localizou o veículo na região do bairro Cataratas.

Posteriormente, após as equipes tentarem realizar a abordagem, os suspeitos fugiram em direção à área rural da região. Durante a fuga, o condutor perdeu o controle do veículo e colidiu em meio a um milharal.

Os dois ocupantes abandonaram o carro e tentaram escapar a pé, mas foram localizados e presos após cerco coordenado pelas equipes da PMPR e da GCM, com apoio aéreo do ComAv. Um dos suspeitos foi baleado durante a ação da Guarda Municipal.

Os presos são suspeitos de praticar o latrocínio do motorista de aplicativo em Chapecó. O corpo da vítima foi localizado nesta terça-feira no município catarinense.

 

 

 

 

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Agência Nacional de Águas divulga novo quadro do Monitor de Secas no Paraná

As chuvas irregulares do mês de abril causaram recuo no nível da seca no Leste do Paraná e progressão de nível no Sul e Noroeste do Estado. Os dados são do Monitor de Secas, divulgado nesta segunda-feira (18). O estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) é feito em parceria com vários institutos e foi coordenado no mês de abril pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O estudo aponta que todas as regiões paranaenses seguem com algum nível de seca. No Leste do Paraná, uma área recuou de seca moderada para seca fraca devido às chuvas acima da média em abril. Por outro lado, em decorrência da falta de chuva significativa, houve o avanço da seca fraca para moderada no Sul e Noroeste do Estado.

“A seca vem sendo registrada desde o início do ano e em alguns pontos até mesmo desde 2025. As chuvas no Litoral levaram a uma redução da seca moderada para a fraca, enquanto que no extremo Sul do Estado - divisa com Santa Catarina - e no extremo Noroeste - divisa com Mato Grosso do Sul -, as chuvas abaixo da média e outros indicadores relacionados à temperatura e à umidade do solo favoreceram com que a seca se agravasse”, detalha Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar que participa do Monitor de Secas.

Os impactos da seca são de curto e longo prazo no Norte do Paraná e de curto prazo nas demais áreas. O Boletim Agroclimático do Simeagro, divulgado em abril, aponta que as chuvas em abril foram importantes para reduzir o estresse hídrico na segunda safra de milho, embora ainda haja limitação do potencial produtivo em algumas áreas.

CHUVAS – As chuvas de abril seguiram o regime que estava previsto. Foram vários dias consecutivos sem chuva, e quando choveu os volumes foram altos suficientes para que as estações ultrapassassem a média histórica para o período. Ficaram abaixo, ou muito perto da média histórica de chuvas para abril, somente as estações de Altônia, Curitiba, Francisco Beltrão, Guaíra, Guaratuba, Maringá, Palmas, Palotina, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Pinhais e Umuarama.

Antonina, no dia 5, registrou um volume acumulado de 140,8 mm. No dia 26, choveu um acumulado de 103,8 mm em Cruzeiro do Iguaçu. No dia 29, os volumes de chuva superaram os 100 mm em Toledo (140 mm), Cruzeiro Do Iguaçu (129,4 mm), Laranjeiras Do Sul (111,2 mm), e no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava (106,6 mm). Em todas estas estações, foi em abril o registro do maior volume acumulado de chuva em um único dia do ano. 

“Esse cenário foi provocado por um bloqueio atmosférico associado a uma circulação de grande escala, e que impediu passagens de frentes frias pelo estado do Paraná”, disse Marco Jusevicius, coordenador de operações do Simepar. “Essa condição persistiu praticamente durante todo o mês. No entanto, nos últimos dias, entre 26 e 30 de abril, a chegada de uma frente fria combinada com a atuação de um cavado meteorológico mudou completamente o padrão de tempo no Paraná”, explica.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a Agência Nacional de Águas (ANA) articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo, como foi o caso deste mapa de abril.

No Brasil, no mapa divulgado nesta segunda-feira (18), não há registro de seca extrema ou seca excepcional em nenhum estado. A seca grave está presente em algumas áreas de São Paulo, Piauí e do Ceará.

A seca moderada, assim como no Paraná, ainda aparece no Oeste de Santa Catarina, em boa parte do estado de São Paulo, no Sul e Noroeste de Minas Gerais, no Sul de Goiás, no Oeste da Bahia, Leste do Piauí, no Oeste de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, extremo Oeste de Alagoas, Centro da Paraíba, Nordeste do Ceará e em pequenas áreas do Amazonas.

A seca fraca recuou, mas ainda aparece em várias áreas de todas as regiões brasileiras. O Acre e o Mato Grosso são os únicos estados que não registram, no mapa de abril, nenhum nível de seca.

 

 

 

Por - AEN

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