A redução do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 3,5% para 1,9%, em vigor desde o início do ano, deve injetar mais de meio bilhão de reais na economia do Paraná em 2026. A estimativa é de um estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) encomendado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) que analisa os impactos do corte na atividade econômica paranaense.
De acordo com a projeção, serão cerca de R$ 561 milhões a mais no PIB do Estado até o fim do ano a partir, principalmente, da economia gerada no bolso das famílias. Com o imposto 45,7% mais barato, sobra mais dinheiro para o cidadão aumentar o consumo. E é ao comprar material escolar para os filhos, uma roupa nova ou mesmo pagar a prestação do carro ou reformar a casa que a roda da economia gira.
Na prática, a lógica é simples: menos imposto significa mais dinheiro no bolso. E, quando isso acontece com milhares de pessoas ao mesmo tempo, o efeito vai muito além do orçamento individual e ele passa a movimentar toda a economia. E é justamente esse “dinheiro que sobra” que ajuda a explicar o meio bilhão de reais projetado para o PIB.
Como explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a redução do IPVA foi construída com esse ciclo virtuoso em mente. “Ao aliviar a carga tributária, sobra mais dinheiro no bolso do cidadão e ele vai gastar esse dinheiro a mais no comércio local, o que se transforma em estímulo para a economia do Paraná”, diz. “E esse aquecimento da atividade econômica gera outros efeitos positivos”.
É o caso dos empregos. Com o aumento do consumo local, a demanda por mão de obra se intensifica, possibilitando a criação de novas ocupações por todo o Estado. De acordo com o Ipardes, esses postos de trabalho tendem a ser sustentados pela expansão da renda disponível em virtude do imposto mais baixo. “É uma cadeia de bons resultados que o menor IPVA do Brasil possibilita”, acrescenta Ortigara.
Para entender melhor, imagine um contribuinte que pagava R$ 2 mil de IPVA e agora paga R$ 1,1 mil. Os R$ 900 economizados não ficam parados: eles podem virar compras no supermercado, um conserto no carro, um curso ou até um jantar fora. Para os negócios locais, isso significa mais receita. E mais receita pode significar mais contratações, expansão e novos investimentos.
“Dessa maneira, os ganhos sociais e econômicos que são propiciados pela redução da alíquota do IPVA comprovarão os efeitos positivos da condução de uma política fiscal racional e equilibrada pelo Governo Estadual, focada na diminuição da carga tributária”, afirma o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.
Essa projeção foi feita com base em um Modelo de Equilíbrio Geral Computável (MEGC), uma ferramenta que simula como diferentes setores da economia reagem a mudanças como essa.
SOLIDEZ ESTADUAL – A redução da alíquota do IPVA 2026 no Estado ocorreu devido ao equilíbrio fiscal do Paraná, comprovado pelos elevados ratings de agências internacionais, como Moody’s e Fitch, além da nota A+ na Capacidade de Pagamento (Capag), conferida pelo Tesouro Nacional.
Além disso, a política fiscal sólida e o quarto maior PIB do País, liderando a economia da região Sul e com um valor final de bens e serviços produzidos superando a marca de 6% do total nacional, também contribuem para a aplicação da medida de redução e consolidação do dinamismo econômico do Estado.
por - Agência Brasil
O outono inicia nesta sexta-feira (20), marcando a chegada de temperaturas mais amenas. A tendência é que haja uma baixa na imunidade por conta dessa mudança e, por isso, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a orientação sobre a atenção redobrada quanto aos cuidados com as principais doenças típicas do período, como a gripe, pneumonia, sinusite, entre outras que atingem as vias respiratórias.
O olhar atento com a saúde e prevenção devem acontecer durante todo ano, entretanto, nesta época e também durante o inverno, a atenção deve ser ainda mais reforçada devido ao aumento de problemas respiratórios, principalmente nos cuidados às crianças e idosos.
Habitualmente, neste período de março a maio, há a vacina para gripe e as pessoas devem ficar atentas para cumprirem o calendário e se imunizarem, como destaca o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “A vacina da gripe é importante. As pessoas que têm uma fragilidade maior ou são dos grupos prioritários devem ficar atentas. Todos os anos o imunizante é atualizado para garantir maior proteção à população”, afirma.
A chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da Secretaria da Saúde, Rosana Piler, explica que o outono costuma apresentar redução da umidade do ar e variações mais acentuadas de temperatura, fatores que contribuem para o aumento de poluentes e para o ressecamento das vias respiratórias. "Além disso, assim como no inverno, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus”, diz.
A Secretaria da Saúde orienta sobre os principais cuidados: hidratação, manter os ambientes arejados; higienização das mãos e, principalmente, a imunização em dia.
INCIDÊNCIA – Os dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) de 2025, referentes às internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que adultos com mais de 50 anos e crianças menores de um ano de vida foram os grupos que mais internaram por doenças respiratórias em 2025 no Paraná. Das 125.059 internações em casos de Influenza, pneumonias, bronquite e bronquiolite, 59.498 (47,6%) foram em pacientes com mais de 50 anos e 10.820 (8,7%) em crianças menores de um ano de idade.
VACINAS DISPONÍVEIS – Gripe, Covid-19 e pneumonia integram o grupo das doenças imunopreveníveis, ou seja, podem ser evitadas com o uso de vacinas que estimulam o organismo a desenvolver proteção específica contra seus agentes causadores. A imunização é uma das estratégias mais eficazes para prevenir e controlar essas infecções respiratórias e está disponível gratuitamente pelo SUS.
Confira algumas vacinas que ajudam a reduzir o risco de formas graves das doenças:
INFLUENZA (GRIPE) – A vacinação contra a Influenza (gripe) ocorre segundo duas estratégias, tendo grupos prioritários definidos para cada uma.
A primeira estratégia é de rotina para crianças a partir de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. As doses podem ser aplicadas ao longo de todo ano e, além disso, a fim de garantir a imunização de acordo com as cepas circulantes, deve acontecer no período de vacinação que ocorre anualmente. Para estes grupos, o Ministério da Saúde definiu meta de cobertura vacinal de 90%.
A segunda é a estratégia de campanha, período especial voltado para os grupos específicos, a serem anunciados na ocasião.
COVID-19 – A vacina contra a Covid-19 está disponível no calendário nacional para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes, sendo ofertada de forma rotineira nas salas de vacinação. Para idosos, a recomendação é de uma dose a cada seis meses. Já as gestantes devem receber uma dose em cada gestação, independentemente do histórico vacinal. Crianças nessa faixa etária devem completar o esquema com três doses, seguindo os intervalos recomendados.
A partir dos 5 anos, a criança passa a receber a vacinação pelo SUS dentro dos grupos prioritários, como pessoas com comorbidades, imunossuprimidos, trabalhadores da saúde, entre outros. A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para manter a vacinação em dia.
PNEUMONIA – Para a prevenção de casos graves da pneumonia, o SUS oferta três imunizantes: Pneumocócica 10 conjugada, disponível na rotina do Calendário de Vacinação da Criança de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já as vacinas pneumocócicas 23-valente polissacarídica e pneumocócica 13-valente conjugada são destinadas a pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, mediante avaliação e indicação dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Por - AEN
O Procon-PR começou nesta quinta-feira (19) a notificar postos de combustíveis por suspeita de aumento abusivo nos preços. Equipes da Coordenação Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor estiveram presencialmente em alguns endereços de Curitiba e também enviaram notificações para postos sediados nos demais municípios. A ação faz parte de movimento liderado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e ocorre em todo o País.
No documento entregue a donos de postos, o Procon-PR cita a Constituição Federal de 1988 e o Código de Defesa do Consumidor, que tratam de livre concorrência e proteção dos interesses econômicos dos consumidores, com “a coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados (art. 4º da Lei nº 8.078/90)”.
A notificação traz considerações sobre os conflitos que ocorrem entre os Estados Unidos e o Irã, que impactam na política internacional e no preço do petróleo.
“O Procon-PR tem o dever de proteger os diretos dos consumidores paranaenses. E se empresas estão aproveitando o atual cenário para cobrar preços abusivos na venda de combustíveis, serão notificadas e responderão por seus atos”, comenta o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge.
A coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, explica que a Senacon recomendou que os órgãos de defesa do consumidor de todo o País intensifiquem as ações de fiscalização para coibir elevações abusivas nos preços. “Por isso estamos fazendo essas notificações, e nossa orientação é para que os consumidores também fiquem atentos, não aceitem essa prática, pesquisem preços e busquem postos que cobrem valores adequados”, diz.
Os postos que forem notificados terão 20 dias corridos para apresentar esclarecimentos ao Procon-PR. Também terão de apresentar os custos de compras de distribuidoras a partir do dia 20 de fevereiro até a data da notificação, junto com notas fiscais, e informar os preços de venda à vista ao público consumidor com documentos fiscais que comprovem os valores. Outra informação demandada pelo Procon-PR é a data que ocorreu o repasse da isenção de impostos federais quando da aquisição de combustíveis perante a distribuidora.
Por fim, o documento informa que “o posto deve apresentar justificativa plausível para a elevação dos preços de venda ao consumidor praticados pelo estabelecimento, em específico para os combustíveis Gasolina Comum, Etanol e Diesel (Diesel S10 e Diesel S500), bem como a partir de qual data foi realizada a elevação”.
De acordo com o Procon-PR, a não prestação das informações configura crime de desobediência, previsto no Código Penal, e o infrator está sujeito a sanções administrativas contidas nos artigos 55 e 56 do Código do Consumidor, que prevê multa, suspensão de fornecimento e outras medidas.
POr - AEN
A Copel vai aumentar a capacidade de produção de energia nas suas duas maiores usinas hidrelétricas: Foz do Areia e Segredo, que ficam instaladas no rio Iguaçu, na região Centro-Sul do Paraná. Atualmente, a Copel conta, no total, com 6,2 gigawatts (GW) de potência instalada em hidrelétricas e eólicas e vai chegar a 8,3 GW com as ampliações, ou seja, uma ampliação de 33%.
A conquista aconteceu no 2° Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência, conhecido como LRCAP. O certame foi promovido nesta quarta-feira (18) pelo governo federal.
O investimento nesses empreendimentos será de R$ 3,6 bilhões em Segredo e R$ 1,3 bilhão em Foz do Areia. “Este é um momento histórico para a Copel e para o Paraná. Vamos retomar os investimentos estratégicos de geração hidrelétrica em nosso Estado, com duas grandes obras simultâneas, consolidando nosso Estado entre os maiores produtores de energia limpa e renovável do Brasil”, destaca o presidente da Copel, Daniel Slaviero.
Essas obras, as maiores da Copel na geração desde os anos 1990, contemplam a instalação de duas novas unidades geradoras de energia, as conhecidas turbinas, em cada usina. Hoje, Foz do Areia e Segredo somam 2,9 gigawatts (GW) de potência instalada. Isso é suficiente para atender 8,3 milhões de pessoas. Com as ampliações, serão mais 2,1 GW nas usinas, capacidade suficiente para atender mais 6 milhões de pessoas.
As obras começam este ano e devem gerar quase 2 mil empregos diretos no auge dos trabalhos. Pelos contratos firmados, as novas unidades geradoras devem estar prontas para operar em 2030.
“A vitória nesse leilão mostra a excelência da Copel ao buscar suas próprias oportunidades e desenvolver os melhores projetos para o país. E essa conquista só foi possível porque a Copel foi transformada em corporação e, assim, manteve as concessões das grandes usinas do Iguaçu”, completa Slaviero.
Os estudos para ampliação das usinas começaram em 2023, mas para se tornarem viáveis, havia uma série de etapas a serem vencidas. A mudança da Copel de empresa de economia mista para corporação garantiu à empresa o direito de renovar, em 2024, as concessões das usinas Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias por mais 30 anos. Com a concessão renovada, a Copel avançou com os projetos de ampliação, obteve as licenças ambientais e entrou na disputa do LRCAP com produtos competitivos.
FOZ DO AREIA – A Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, conhecida também como Foz do Areia, é a maior hidrelétrica operada pela Copel, com 1.676 megawatts (MW) de potência instalada.
O projeto de ampliação prevê que a potência instalada total da planta aumentará para 2.536 MW. A casa de força da usina, que hoje possui quatro turbinas, já está totalmente preparada para a instalação de duas novas unidades geradoras, cada uma com 430 MW. Esse projeto fará com que a usina Foz do Areia se torne a 8ª maior usina do Brasil.
Mirando no futuro e no crescimento da demanda por energia, os engenheiros da Copel que projetaram a usina, na década de 1970, incluíram dois poços adicionais na casa de força, além dos quatro que acomodaram turbinas e geradores instaladas à época. Foz do Areia está em operação desde 1980.
Essa estratégia do passado a coloca, hoje, em uma condição privilegiada para a ampliação. A necessidade de intervenção na estrutura é reduzida e os trabalhos devem se concentrar na montagem de equipamentos, reduzindo custos e tempo de obra, que está estimado em 40 meses. A conexão existente com a rede de transmissão também já comporta o aumento de produção de energia no local.
Por ser uma hidrelétrica com reservatório que tem grande capacidade de acumulação de água e situada a montante (rio acima) das demais hidrelétricas da bacia, Foz do Areia desempenha um papel fundamental para a segurança operativa do Sistema Interligado Nacional de energia elétrica, que abastece todo o país. Além da expressiva potência instalada, sua capacidade de armazenar água permite responder prontamente a picos de demanda, atuando como uma espécie de “bateria natural” do sistema.
SEGREDO – A Usina Hidrelétrica Governador Ney Aminthas de Barros Braga, conhecida como Usina Segredo, atualmente é a segunda maior hidrelétrica da Copel em potência instalada (possui capacidade de 1.260 MW). Está localizada no Rio Iguaçu, no município de Mangueirinha, a jusante da Usina Foz do Areia, e foi inaugurada em 1992.
Com a ampliação proposta, ela vai passar dos atuais 1.260 MW de potência para 2.526 MW, dobrando a capacidade de gerar de energia limpa e renovável, sem a necessidade de desapropriar nem alagar novas áreas, mantendo o reservatório como está atualmente. Esse incremento colocará Segredo na 9ª posição entre as maiores hidrelétricas do país.
Para aumentar a capacidade de geração de energia, a engenharia da Copel desenvolveu um projeto prevendo uma segunda casa de força a ser construída próximo à existente, em área que já pertence à empresa, para abrigar os novos conjuntos de turbinas e geradores.
Túneis escavados na década de 80 para desviar o rio e possibilitar a construção da barragem e que depois foram inutilizados, agora, serão reativados para levar a água do reservatório já formado até as novas turbinas. Isso evitará corte de vegetação nativa e, também, a interferência na rodovia PR-459, que passa sobre a barragem.
“A ampliação de Segredo é mais um exemplo de como a engenharia da Copel busca sempre inovar e deixar um legado para o Paraná de grandes empreendimentos que carregam a marca da sustentabilidade. Vamos dobrar a potência dessa usina com um projeto moderno, eficiente e com o menor impacto ambiental possível, aproveitando estruturas que já existiam e estavam sem uso desde a obra original”, destaca o diretor-geral de Geração e Transmissão da Copel, Rogério Pereira Jorge.
Será instalada, ainda, uma nova linha de transmissão de energia com 1,5 km de extensão, para levar a energia da nova casa de força até a subestação Segredo, que também será ampliada.
Está prevista também a reforma na Estação Experimental de Estudos Ictiológicos. É nesse espaço que acontece a reprodução em cativeiro de peixes nativos do Iguaçu para ações de repovoamento dos reservatórios da Copel. Pelo cronograma proposto, as obras, que já contam com licença ambiental de instalação, serão concluídas em até cinco anos.
LEILÃO – O LRCAP foi realizado com o objetivo de assegurar que o Sistema Interligado Nacional (SIN) tenha potência suficiente disponível para atender à demanda por energia nos momentos mais críticos. Disputaram o leilão empresas que tinham usinas hidrelétricas com projetos de ampliação de capacidade, usinas termelétricas a gás natural existentes ou novas ou a carvão mineral existentes.
A lógica é que, em momentos de pico de consumo ou de redução na oferta (como em períodos de escassez hídrica), o Operador Nacional do Sistema (ONS) precisa contar com um conjunto de usinas preparado para entrar em operação. Por isso, o LRCAP contrata disponibilidade.
“A Copel entrou nesse leilão com os melhores projetos para o País, os mais eficientes, fruto de um trabalho incansável de nossas equipes. A estratégia da Companhia está busca equilíbrio entre sustentabilidade, segurança energética e o menor custo para o consumidor brasileiro. Nesse sentido, apostamos na geração hidráulica pelo papel fundamental na estabilidade do setor elétrico”, afirma o vice-presidente de Estratégia, Novos Negócios e Transformação Digital, Diogo Mac Cord.
Para esse LRCAP, foram cadastrados 16 projetos hidrelétricos e contratados somente os cinco mais eficientes. O governo definiu quanta potência precisaria por ano de cada fonte e os empreendedores ofereceram projetos que poderiam entrar em operação naquele prazo, competindo por preço em cada rodada do leilão. O lance de cada empreendedor correspondia ao preço pela disponibilidade de potência da usina ao Sistema Interligado Nacional e venceu quem ofereceu os menores preços. Os contratos firmados têm vigência de 15 anos.
Por - AEN
O verão 2025/2026 no Paraná registrou chuvas abaixo da média, ocasionando, inclusive, seca em algumas regiões. Mesmo assim, o Estado registrou uma ocorrência de tromba d’água, seis de nuvem funil e três tornados, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A temperatura mais alta foi de 39,7°C. Pela Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec), houve o registro de 91 ocorrências em 67 municípios. Estes e outros dados do balanço meteorológico do verão foram apresentados na tarde desta quarta-feira (18), no Simepar.
A irregularidade das chuvas foi ocasionada pela atividade do fenômeno La Niña. “Durante a fase La Niña há uma diminuição da umidade vinda da Amazônia em direção ao Sul do Brasil. Por causa disso, apesar do verão ser o período em que mais chove no ano, neste não houve atuação dos sistemas de precipitação de forma frequente, e tivemos a atuação de mais massas de ar seco”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
Por causa disso, a seca fraca, que já era observada em janeiro no Sudoeste e no Centro do Paraná, avançou para a região Oeste, atingiu grande parte do Sudoeste e Noroeste, em cidades como Cianorte e Campo Mourão.
A plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontou nos dados de monitoramento crescimento não satisfatório do milho por conta do estresse hídrico (a falta de chuva com volume suficiente para a planta) em São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Serranópolis do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Foz do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Santa Helena e Vera Cruz do Oeste.
Choveu com menos frequência, mas quando choveu, a intensidade foi alta. Tempestades supercelulares desencadearam dois tornados em janeiro de 2026. No primeiro dia do ano, por volta das 19h, um tornado classificado pelo Simepar como categoria F1 na escala Fujita atingiu a comunidade de Arroio Guaçu, no município de Mercedes, sem registro de feridos e com danos pontuais em vegetação e em uma propriedade.
Já no dia 10 do mesmo mês, por volta das 17h30, um tornado classificado pelo Simepar na categoria F2 da escala Fujita atingiu São José dos Pinhais, causando danos em 350 residências. Mais de 1,2 mil pessoas foram impactadas e duas ficaram levemente feridas. Um terceiro tornado às 14h do dia 7 de fevereiro em Foz do Iguaçu foi classificado pelo Simepar na categoria F0, com apenas uma propriedade atingida.
Ainda durante o verão 2025 / 2026, seis casos de nuvem funil foram registrados pelo Simepar: o primeiro caso foi no dia 9/01, por volta das 13h, em Ponta Grossa; o segundo no dia 11/01, também no período da tarde, em Paulo Frontin - próximo à divisa com o estado de Santa Catarina; o terceiro foi no dia 15/01, por volta das 16h, em São Jorge do Ivaí, próximo a Maringá; o quarto foi na tarde do dia 17/01, em Arapongas; o quinto foi na tarde de 14/02 em Santo Antônio do Caiuá; e o último foi às 17h de 25/02, em Ipiranga.
Além disso, também foi registrada pelo Simepar uma tromba d'água na tarde de 13/02 em Missal.
OCORRÊNCIAS – De acordo com o levantamento da Cedec, neste verão houve 91 ocorrências em 67 municípios do Paraná. Foram 46 casos de tempestades e vendavais, comuns na estação em razão das altas temperaturas registradas nesta época. A intensidade associada aos grandes volumes de chuva concentrados em curto período, provocou 19 casos de alagamentos e sete enxurradas.
Região com o maior acúmulo de precipitação, o Litoral recebe especial atenção durante a estação. Uma força-tarefa da Cedec foi montada no posto avançado em Pontal do Paraná. Em operação entre dezembro e fevereiro, uma equipe técnica acompanhou as condições meteorológicas em tempo real para emissão de avisos à população e acionamento da defesa civil municipal em caso de necessidade.
Segundo o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Cedec, o monitoramento dos sete municípios da região assegura a análise detalhada das condições em formação, com avisos aos moradores, veranistas e gestores municipais.
“Pelo segundo ano atuamos de maneira contínua no litoral, com ajuda do sistema desenvolvido pelo Simepar pudemos assegurar a segurança das pessoas, principalmente na faixa de areia. Estes são pontos de grande concentração de pessoas e naturalmente de maior risco, principalmente pelas tempestades de raios muito comuns na estação”, explica.
O Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) emitiu 966 alertas, deste total 24 foram avisos de risco muito alto, enviados na sua majoritariamente para os municípios de Paranaguá (17), Matinhos (17) e Pontal do Paraná em razão da formação de tempestades com raios.
“Os alertas são uma ferramenta de comunicação essencial para a Defesa Civil, assim que identificamos o ganho de escala de uma situação adversa damos início a emissão de alertas de risco moderado, alto ou muito alto, estes últimos por cell broadcast. Neste verão percebemos que a população tem atendido aos avisos, o que certamente diminuiu a exposição”, completa Fernandes.
TEMPERATURAS – A temperatura mais alta de 2026 até esta quarta-feira (18) foi registrada na estação meteorológica do Simepar em Capanema: 39,7°C, às 16h do dia 06/02. Já a temperatura mais baixa de 2026 até esta quarta-feira (18) foi registrada na estação meteorológica do Simepar em General Carneiro: 8°C, às 11h do dia 14/03.
O calor deste verão bateu alguns recordes. Telêmaco Borba registrou 38°C às 16h do dia 26/12: a temperatura mais alta desde que a estação meteorológica foi instalada na cidade, em maio de 1997. O calor foi mais intenso no Paraná no período de 22 a 28 de dezembro, quando temperaturas mais de °C acima da média impactaram Litoral, Grande Curitiba e Campos Gerais. Na faixa Norte as temperaturas ficaram entre 3°C e 4°C acima da média no mesmo período.
De forma geral, a temperatura mínima, geralmente registrada no amanhecer, ficou dentro da média em todas as regiões paranaenses durante o verão. A temperatura máxima, costumeiramente alcançada no período da tarde, ficou acima da média principalmente no Oeste, Sudoeste e região Central. Já a temperatura média (ou seja, média de todas as temperaturas do dia), terminou o último trimestre dentro da média em praticamente todo o Paraná - com exceção dos extremos Sudoeste e Oeste, que registraram valores acima da média histórica.
POr - AEN
Diversas situações podem levar uma pessoa a precisar de uma transfusão de sangue. São, na maioria, os casos de trauma que podem ocasionar em uma hemorragia, mas pacientes com câncer e portadores de algumas doenças genéticas que afetam o sistema sanguíneo também podem precisar de sangue ou de seus derivados para diminuir as complicações e melhorar o estilo de vida.
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), gerido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mantém uma rede estruturada para atendimento de pacientes que necessitam de transfusões e acompanhamento hematológico frequentes. Atualmente, a rede estadual de saúde atende em Curitiba 96 pacientes que necessitam de transfusões constantes, sendo 71 da Capital, sete de Cascavel, sete de Londrina, seis de Maringá, quatro de Ponta Grossa e um de Apucarana.
Leice Vieira, 43 anos, é uma dessas pacientes atendidas pelo ambulatório do Hemepar. Ela é portadora de talassemia. O diagnóstico foi dado ainda na infância. "É uma doença hereditária, meus pais tinham traço e conforme a junção genética desses traços eu vim com a doença, no nível maior, que exige tratamento. Quando nasci, eu era muito pálida, muito quieta, não chorava. Minha mãe achou que tinha alguma coisa errada e me levou ao médico. Depois dos exames descobriram a doença. Com 8 meses, iniciei o tratamento frequente", conta.
A paciente é moradora de Guaratuba, no Litoral, e a cada três semanas recebe a transfusão de sangue em Curitiba. O tratamento contínuo faz diferença em sua rotina, já que a transfusão é um dos métodos mais eficazes para garantir qualidade de vida às pessoas que necessitam desse cuidado. "No Paraná, não tem o que reclamar. Eles dão bastante suporte", afirma.
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça a importância da doação de sangue e como o Estado busca constantemente os melhores métodos para cuidar da saúde dos paranaenses, tornando-se referência nesse tipo de tratamento. “Quando falamos em doação de sangue, estamos pensando também nessas pessoas que precisam com frequência fazer a transfusão para ter qualidade de vida e o Paraná tem realizado investimentos na área da saúde e no fortalecimento dos atendimentos, garantindo assistência e qualidade de vida aos pacientes", diz.
"Esse cuidado impacta não apenas quem recebe o tratamento, mas também os familiares. O Paraná se destaca por sua rede estruturada de atendimento em hemoterapia e transfusão de sangue. O cuidado, a cautela e a atenção contínua aos pacientes com doenças hematológicas demonstram o trabalho aprofundado e especializado desses profissionais de saúde”, acrescenta.
DOENÇAS – Médica hematologista, Janine Reinaldinho, que trabalha há nove anos no ambulatório do Hemepar, explica como funciona o atendimento aos pacientes com coagulopatias e hemoglobinopatias. "Os pacientes são pré-agendados, sabemos os dias que eles virão. Então realizamos a reserva das bolsas, chamando os doadores fenotipados para fazer a coleta prévia", diz.
A estudante de Pedagogia Ana Beatriz Saturnino, de 19 anos, é portadora de anemia falciforme. A doença foi descoberta por meio da triagem neonatal, conhecida como Teste do Pezinho. “As transfusões sempre foram recorrentes na minha vida. A primeira de que me lembro foi quando eu tinha sete anos, quando precisei fazer uma cirurgia para a retirada das amígdalas. Realizar a transfusão sempre me ajudou a ter uma qualidade de vida muito boa”, diz.
"Vocês não têm noção do quão importante é uma doação de sangue para quem precisa. Nós conseguimos ter uma qualidade de vida muito melhor com a doação de vocês. Então, por favor, doem sangue, porque a gente precisa", afirma.
A talassemia e a anemia falciforme são doenças genéticas que afetam a molécula de hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos. A hemoglobina é a proteína responsável por se ligar ao oxigênio e transportá-lo pelo corpo. O termo utilizado para doenças que afetam essa proteína é “hemoglobinopatia”. Embora ambas sejam classificadas como hemoglobinopatias, elas diferem quanto ao tipo de alteração genética e ao seu comportamento no organismo.
A talassemia causa anemia crônica devido a defeitos na produção de glóbulos vermelhos, o que exige transfusões regulares e contole de ferro. A anemia falciforme pode se manifestar de formas diferentes em cada indivíduo. Algumas pessoas apresentam apenas sintomas leves, enquanto outras podem desenvolver sinais mais intensos. Os sintomas geralmente começam a aparecer na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.

ATENDIMENTO – O Hemepar é responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná. Ele atua em rede, por meio de suas 23 unidades localizadas no Estado. O sistema atende à demanda de fornecimento de sangue e hemoderivados graças às doações voluntárias da população.
Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, pois cada componente pode ser utilizado por um paciente diferente. Isso reforça a importância da participação da população na doação. O sangue doado é essencial para garantir o atendimento a pacientes em situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e demais procedimentos que dependem de transfusão.
Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e da presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses, até quatro vezes ao ano. Mulheres podem doar a cada três meses, totalizando até três doações anuais.
O doador pode fazer agendamento prévio AQUI, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitando alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Por - AEN




















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