Uso eficiente da água: Irriga Paraná soma R$ 10,2 milhões em financiamentos do BRDE

O programa Irriga Paraná, iniciativa do Governo do Estado para ampliar a segurança hídrica no campo e reduzir perdas causadas por estiagens, começa a ganhar tração na ponta. Desde o lançamento, em 2024, o BRDE já financiou 33 projetos de irrigação, somando R$ 10,2 milhões e beneficiando 405 hectares.

O recorte mais recente, referente ao segundo semestre de 2025, reúne 11 contratos, com R$ 7 milhões em investimentos e impacto estimado em aproximadamente 220 hectares, distribuídos em oito municípios paranaenses.

Os contratos assinados no ano passado atenderam produtores de Arapongas, Astorga, Laranjeiras do Sul, Londrina, Maria Helena, Missal, Porto Barreiro e Três Barras do Paraná, em operações que levam crédito a projetos de irrigação mais eficientes, tanto do ponto de vista produtivo quanto do uso racional da água.

Criado para aumentar a área irrigada do Paraná e fortalecer a resiliência climática do agronegócio, o Irriga Paraná combina linhas de crédito com juros subsidiados, apoio à agricultura familiar e investimentos em pesquisa e capacitação voltados a sistemas irrigados sustentáveis. A lógica é atacar a instabilidade hídrica com tecnologia, manejo e acesso a financiamento, elevando a previsibilidade da produção e a eficiência do uso da água.

No desenho do programa, o BRDE participou da elaboração e é responsável pela operacionalização de uma linha de crédito específica voltada à aquisição e implantação de sistemas de irrigação, bem como a assistência técnica nessa área.

O crédito pode apoiar desde a captação e reservação de água (inclusive poços), até tubulações e sistemas de distribuição, motobombas, pivôs centrais e equipamentos autopropelidos, instalações elétricas, além de soluções de monitoramento de solo e clima (sensores e estações meteorológicas compactas) e automação, itens que ajudam a elevar produtividade com controle e precisão no consumo hídrico.

As operações viabilizadas pelo BRDE são executadas por meio de convênios com cooperativas de crédito, como Sicredi e Cresol, o que permite capilaridade e atendimento mais próximo do produtor. Na prática, isso encurta o caminho entre o projeto técnico e a lavoura: em 2025, parte relevante dos contratos se concentrou em sistemas para hortaliças e frutas, culturas em que o retorno tende a ser mais rápido e a irrigação se traduz em ganho imediato de qualidade e estabilidade de oferta.

“Quando a água vira um fator controlável, o produtor reduz perdas, melhora o planejamento e abre espaço para investir em tecnologia e qualidade. É aí que o crédito se transforma em produtividade e renda”, afirma Carmem Truite, gerente operacional de convênios e produtores rurais do BRDE no Paraná.

DIFERENTES CADEIAS – A carteira de 2025 inclui projetos de irrigação em estufas para hortaliças, irrigação em café, tomate e outras hortaliças, pastagens, fruticultura, além de iniciativas ligadas a soja e milho e sistemas de fertirrigação, para a distribuição técnica de dejetos de suínos na lavoura. O conjunto aponta para uma característica central do Irriga Paraná: atender diferentes cadeias, com impacto que vai do curto prazo (culturas intensivas) ao médio e longo prazo (grãos), onde a irrigação ajuda a estabilizar sucessivas safras em um cenário de maior variabilidade climática.

“O crédito entra como acelerador de uma importante mudança em direção à gestão de riscos climáticos, viabilizando tecnologia que melhora produtividade e, ao mesmo tempo, torna o uso da água mais eficiente”, diz superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke.

BANCO DO AGRICULTOR – No Paraná, esse esforço se conecta a outra política de governo que estimula o investimento no campo. O BRDE é instituição parceira do Banco do Agricultor Paranaense, por meio do qual projetos de irrigação contam com juro zero para operações de até R$ 1 milhão (pessoa física) e de até R$ 4,5 milhões (pessoa jurídica); acima desses limites, as taxas variam de 3% a 5,5%.

Nesse âmbito, o banco destinou no ano passado R$ 133,4 milhões para investimentos em 985 projetos voltados ao desenvolvimento agropecuário no Estado, com predominância de iniciativas em energia renovável e modernização da pecuária de leite e de corte, mas com biomassa e irrigação também entre os destaques.

ACESSO – O produtor interessado pode buscar orientação e encaminhamento pelas cooperativas de crédito conveniadas. No eixo do BRDE, a linha é voltada à implantação de sistemas de irrigação com juros subsidiados, dentro da estratégia estadual de segurança hídrica para a agricultura. Além disso, o BRDE atende diretamente produtores com financiamentos acima de R$ 800 mil voltados a projetos de irrigação (confira aqui as modalidades referentes ao Meu Agro BRDE)

“O programa foi concebido para gerar um efeito em cadeia: irrigação melhora a regularidade da produção, reduz o desperdício de água com tecnologias mais precisas e fortalece a competitividade do agro paranaense. Ao financiar projetos bem dimensionados, o BRDE contribui para diminuir a vulnerabilidade a estiagens e aumenta a eficiência do sistema produtivo como um todo”, avalia o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves.

Por serem formalizadas pelas instituições conveniadas, essas operações são enquadradas automaticamente no Programa de Desenvolvimento do BRDE na modalidade “Convênio Agronegócio”.

"O programa une crédito barato com assistência técnica para que a nossa agricultura siga sempre crescendo, com a água chegando na plantação e a tecnologia no manejo. Estamos fazendo a nossa parte para que o produtor rural paranaense seja, cada vez mais, o mais competitivo do Brasil”, diz Marcio Nunes, secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento.

SHOW RURAL – O BRDE estará presente no Show Rural Coopavel 2026, em Cascavel, de 9 a 13 de fevereiro, com foco em soluções de crédito e tecnologia e ampliação do diálogo com produtores, cooperativas e empresas do agro. A participação na feira também integra a agenda de celebração dos 65 anos do banco, completados em 2026, com um espaço voltado ao atendimento técnico e institucional e ações de relacionamento com parceiros do setor produtivo.

“O Irriga Paraná mostra como políticas públicas bem desenhadas se traduzem em competitividade na ponta. É esse tipo de impacto estruturante que o BRDE busca ampliar e levar ao Show Rural, no ano em que celebramos 65 anos, é uma forma de reforçar compromisso com desenvolvimento e inovação no agro”, destaca Renê Garcia Júnior, diretor-presidente do BRDE.

 

 

 

 

 

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 Diplomacia e status sanitário estimulam as exportações de suínos do Paraná

Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), traça um panorama dos desafios e oportunidades do agronegócio paranaense no mercado externo nesta semana.

O documento evidencia que o desempenho do Estado, neste início de 2026, está intrinsecamente ligado à diplomacia comercial internacional e ao status sanitário, fatores que hoje definem o acesso a mercados de alta remuneração e a sustentabilidade de cadeias produtivas importantes.

Um exemplo disso é o setor de suínos, que vive um momento de transição estratégica, focando em mercados “premium” internacionais que pagam valores acima da média global. O Paraná começa a colher os frutos do reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação. O status permitiu um o avanço recente sobre o mercado peruano e o Estado agora trabalha para conquistar espaços nos Estados Unidos e Canadá.

A estratégia é importante porque esses mercados remuneraram acima da média de venda do produto no período – estabelecida em US$ 2,55/kg. Quem lidera o ranking de melhor remuneração para a carne suína brasileira é o Japão, pagando cerca de US$ 3,42/kg.

Contudo, o sucesso nas vendas externas não é uniforme e depende diretamente da diplomacia comercial. Dos dez países que melhor remuneraram o produto, observa-se que o Paraná ainda não exporta volumes expressivos para o Japão, Estados Unidos e Canadá, que ocuparam, respectivamente, a 4ª, 18ª e 17ª posições entre os principais destinos da carne suína “in natura” brasileira.

Em 2025 a carne suína foi o oitavo item mais vendido pelos produtores do Paraná para o Exterior. Foram US$ 573 milhões, crescimento de 41% em relação a 2024.

CEREAIS – Conforme o boletim do Deral, o mercado de trigo inicia o ano sob forte pressão, enfrentando margens estreitas e a concorrência direta com a segunda safra de milho. O principal fator é o recuo de 14% nos preços do trigo em relação aos praticados no início de 2025. Em janeiro, a média da saca foi de R$ 62,19, valor que atualmente equivaleria a um custo de aproximadamente 56 sacas por hectare.

Além disso, o cereal de inverno perde espaço em regiões onde o milho safrinha oferece maior rentabilidade. O plantio do milho já cobre 12% dos 2,84 milhões de hectares estimados para a cultura este ano, se confirmada, esta área estabelecerá um novo recorde para a cultura. O trigo também sofre com o excesso de oferta global e as importações históricas realizadas pelos moinhos locais em 2025, o que limita as chances de recuperação de preços no curto prazo.

BOVINOS – No setor de bovinos, a análise destaca um encurtamento histórico na margem de preços entre machos e fêmeas. A diferença média entre bois e novilhas destinadas ao abate no início de 2026 está menor do que em anos anteriores, impulsionada por reajustes mais expressivos nos preços das fêmeas.

Considerando os dados parciais de janeiro, a valorização dos machos em relação às novilhas foi de R$ 12,6 por arroba. Já na comparação entre machos e vacas, o diferencial atingiu R$ 20,62 por arroba, mantendo vantagem para os animais machos em ambas as categorias.

MEL – Segundo Agrostat Brasil, de janeiro a dezembro de 2025 as empresas nacionais exportaram 34.468 toneladas de mel “in natura”. O faturamento foi de US$ 116,472 milhões, 15,8% maior que em igual período de 2024 (US$ 100,560 milhões). Já o preço médio nacional do mel atingiu o valor de US$ 3.379,13/tonelada (US$ 3,38/Kg), 27,5% maior que o valor médio de igual período de 2024 (US$ 2.651,12/tonelada (US$ 2,65/Kg). 

O Paraná fechou o ano na terceira posição no ranking da exportação de mel natural (receita cambial: US$ 20,069 milhões; volume: 5.983 toneladas; preço médio: US$ 3.354,38/tonelada). No ano anterior, em igual período, foram exportadas 3.969 toneladas, faturando-se US$ 10,395 milhões, a um preço médio de US$ 2.619,05/tonelada.

O principal destino para o mel brasileiro, no acumulado do ano 2025, continuou sendo os Estados Unidos: volume de 29.026 toneladas. O setor já enfrenta efeitos do tarifaço. Os outros principais países importadores do mel brasileiro foram Canadá (US$ 8,926 milhões e 2.631 toneladas), Alemanha (US$ 4,720 milhões e 1.352 toneladas), Reino Unido (US$ 2,802 milhões e 850 toneladas), Israel (US$ 275.249 e 100 toneladas), Austrália (US$ 217.112 e 81 toneladas) e Bélgica (US$201.848 e 60 toneladas).

 

 

 

 

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 Com apoio aéreo, PMPR apreende droga escondida em tanque de combustível na BR-277

A Polícia Militar do Paraná (PMPR), em uma operação conjunta realizada pelo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e o 6º Batalhão (BPM), prendeu três pessoas e apreendeu 23,5 quilos de haxixe na noite desta quarta-feira (4). A ocorrência foi registrada na rodovia BR-277, no trecho entre Santa Tereza do Oeste e Cascavel. na Região Oeste.

A ação teve início a partir do monitoramento de uma movimentação suspeita de veículos oriundos da região de fronteira. Dois automóveis passaram a ser acompanhados por apresentarem um trajeto atípico, compatível com o transporte de entorpecentes. Com o apoio da aeronave Falcão, equipes da Patrulha Rural, Rondas Ostensivas Tático Móvel (ROTAM), CHOQUE fizeram o cerco policial, que resultou na abordagem dos veículos.

Durante a fiscalização, foi constatado que os envolvidos atuavam de forma organizada. Um dos veículos fazia o papel de batedor, com a função de alertar sobre possíveis fiscalizações, enquanto o outro transportava a droga.

No veículo de carga, ocupado por um casal, o haxixe foi localizado escondido no interior do tanque de combustível. O condutor do veículo batedor também foi detido.

Os três envolvidos receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com os veículos e a droga apreendida, à Delegacia de Polícia Civil de Cascavel para demais procedimentos de polícia judiciária.

 

 

 

 

 

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 PCPR faz descarte de 400 engradados de cervejas falsificadas

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou nesta quarta-feira (4) o descarte de aproximadamente 400 engradados de cerveja falsificadas, além de diversas caixas contendo rótulos e tampinhas de variadas marcas, em cumprimento à determinação judicial.

O descarte aconteceu na Cooperativa de Reciclagem Cooperare, em Curitiba, local devidamente credenciado para esse tipo de procedimento.

Durante a ação, várias garrafas de vidro foram destinadas à destruição, após o esvaziamento do conteúdo alcoólico em local apropriado dentro da cooperativa, garantindo o descarte adequado e seguro.

O material descartado foi apreendido durante operação policial no dia 18 de agosto de 2025 pela equipe da PCPR de Quatro Barras, chefiada pela delegada Géssica Feitosa, após o recebimento de informações da inteligência policial provenientes da Delegacia de Cambará.

As informações indicavam a atuação de um grupo criminoso especializado na falsificação de cervejas naquela região e que estaria expandindo suas atividades ilícitas para o município de Quatro Barras.

As diligências resultaram na identificação e desarticulação do esquema criminoso, com a apreensão de grande quantidade de bebidas adulteradas e insumos utilizados na falsificação, impedindo que os produtos fossem comercializados e consumidos pela população.

A PCPR destaca que a falsificação de bebidas alcoólicas representa grave risco à saúde pública, além de causar prejuízos econômicos e concorrência desleal ao mercado formal, reforçando seu compromisso permanente no combate a crimes contra a ordem econômica e a proteção do consumidor.

 

 

 

 

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 Maternidades do Paraná iniciam uso de novo medicamento para prevenir vírus sincicial em bebês

As maternidades de alto risco do Paraná já começaram a utilizar o Nirsevimabe, novo imunobiológico indicado para a prevenção de infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês. Uma das primeiras aplicações foi realizada em um hospital do Governo do Estado, a maternidade do Hospital do Trabalhador,  marcando o início da oferta do medicamento na rede pública estadual de saúde.

O medicamento já está sendo ofertado, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, em 35 maternidades de alto risco do Paraná, que atendem pelo SUS. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu do governo federal 1.366 doses, que foram distribuídas por meio das suas Regionais.

O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de infecção do trato respiratório inferior em bebês e crianças pequenas, podendo evoluir para bronquiolite e pneumonia, especialmente nos primeiros meses de vida. 

O Nirsevimabe é indicado para bebês prematuros, nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, independentemente do peso, e crianças com idade inferior a 24 meses (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) que apresentem comorbidades previstas nos critérios de inclusão, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o início da aplicação representa um avanço importante na proteção dos bebês, especialmente os mais vulneráveis. “Estamos ampliando o acesso a um imunobiológico moderno, seguro e eficaz, seguindo rigorosamente os critérios técnicos. Essa medida reforça o cuidado desde os primeiros dias de vida e fortalece a rede pública de saúde no enfrentamento das infecções respiratórias graves causadas pelo vírus sincicial”, disse.

Nesta quarta-feira (04), os gêmeos Arthur e Cauã, de apenas dois dias de vida, receberam no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, a dose única do Nirsevimabe. Os meninos estavam dentro dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para receber medicamento.

Para Cibele dos Santos, mãe dos bebês, o momento é muito importante e deixá-los mais seguros, traz tranquilidade. “Para nós, mães, nesse momento toda segurança é importante. Sabendo que é uma doença que causa tantos internamentos, ter essa segurança dá mais uma paz no coração. E agora saúde para eles”, ressaltou.

INDICAÇÃO – Para bebês prematuros, a administração do Nirsevimabe poderá ocorrer ao longo de todo o ano, preferencialmente ainda nas maternidades. Já para crianças com comorbidades, a aplicação será exclusivamente durante o período sazonal do VSR, compreendido entre fevereiro e agosto.

Quando indicado, o medicamento poderá ser administrado na maternidade ou durante a internação neonatal, desde que o recém-nascido esteja clinicamente estável, sem instabilidade cardiorrespiratória ou necessidade de suporte intensivo imediato.

O uso é contraindicado em casos de histórico de reação alérgica grave ao medicamento ou a seus componentes, bem como em situações de distúrbios hemorrágicos significativos que impeçam a aplicação por via intramuscular. Em casos específicos, a possibilidade de uso por via subcutânea poderá ser avaliada pela equipe médica, conforme orientações técnicas.

PROTEÇÃO AMPLIADA – O Nirsevimabe não é uma vacina, é um imunobiológico de imunização passiva, que fornece anticorpos prontos para a proteção contra o VSR. Atualmente, existe um medicamento, o Palivizumabe, com essa mesma finalidade. A diferença é que neste caso exige doses mensais durante o período de maior circulação do vírus, enquanto o Nirsevimabe é administrado em dose única.

Para prevenir a doença ainda dentro da barriga da mãe, o Estado também possui uma vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) destinado às mulheres grávidas a partir da 28ª semana de gestação. 

A vacina é aplicada, sem restrição de idade. O objetivo é proteger o recém-nascido nos primeiros seis meses de vida, período de maior vulnerabilidade para doenças graves causadas pelo VSR, como bronquiolite e pneumonia. A gestante, ao ser vacinada, transfere anticorpos ao feto pela placenta, reduzindo os riscos de infecção grave e complicações respiratórias.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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