O Paraná amanheceu com geadas e temperaturas negativas na região sul nesta quarta-feira (17). Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental (Simepar), a menor temperatura registrada no estado foi -2,1ºC, em General Carneiro.
🔍O órgão afirma que, até o momento, o recorde de frio do ano registrado em estações meteorológicas do Simepar foi -2,4°C no dia 11 de maio, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. Neste dia, a sensação térmica chegou a -7,5ºC.
A formação de camadas de gelo nas superfícies já era esperada nesta reta final do outono e, segundo o Simepar, na quinta-feira (18) ainda há possibilidade de geadas fracas no Centro-Sul do estado. Veja previsão do tempo por região mais abaixo.
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Geada nesta quarta-feira (17) em Palmas, no Paraná — Foto: Silvio Junior Mendes
O meteorologista Samuel Braun explica que a queda nas temperaturas se deve a uma massa de ar polar com ar frio e seco que está atuando sobre o Paraná, principalmente nas regiões mais próximas a Santa Catarina, onde os termômetros ficaram abaixo de 5ºC em diversas cidades.
Muitos municípios amanheceram com nevoeiros - no aeroporto de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, por exemplo, as decolagens foram temporariamente suspensas entre o final da madrugada e o início da manhã devido à intensidade da neblina.
No entanto, explica o meteorologista, os nevoeiros perderam força rapidamente e a tendência é que a quarta-feira tenha predomínio do sol e temperaturas mais agradáveis durante a tarde.
A quinta-feira (18) deve ser parecida, com possibilidade de geadas fracas no extremo sul paranaense e tempo estável em todo o Paraná.
No entanto, na sexta-feira (19) o tempo muda, em virtude do avanço de uma frente fria que deve provocar chuvas.
"Haverá possibilidade maior de tempestades entre o noroeste, oeste, sudoeste e centro-sul, entre o período da madrugada, final da madrugada e principalmente no período da manhã. No norte, Campos Gerais e no leste, a mudança ocorre entre o período da tarde e da noite da sexta-feira", diz Braun.
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Geada nesta quarta-feira (17) congelou até ar-condicionado em Palmas, no Paraná — Foto: Silvio Mendes
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Geada nesta quarta-feira (17) em Guarapuava, no Paraná — Foto: Eduardo Andrade/RPC
Previsão do tempo para o Paraná
Veja, abaixo, a previsão do tempo atualizada nesta quarta-feira (17) pelo Simepar:
- Quarta-feira, 17 de junho
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Quarta-feira, 17 de junho — Foto: Reprodução/Simepar
- Quinta-feira, 18 de junho
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Quinta-feira, 18 de junho — Foto: Reprodução/Simepar
- Sexta-feira, 19 de junho
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Sexta-feira, 19 de junho — Foto: Reprodução/Simepar
Por - G1/RPC
A paciente Ana Beatriz Cruz recebeu, na noite de terça-feira (16) e no início da madrugada desta quarta-feira (17), a aplicação da polilaminina no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. A terapia foi administrada após uma operação especial determinada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior para garantir o transporte do medicamento experimental e da equipe responsável pela aplicação dentro da janela terapêutica recomendada pelos pesquisadores.
Ana Beatriz está internada no Hospital do Trabalhador desde o último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore enquanto passeava com a família em Curitiba. Ela deu entrada na unidade em estado gravíssimo, com risco iminente de morte.
A aeronave do Governo do Estado decolou do Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, na tarde de terça-feira, seguindo para o Rio de Janeiro. Na sequência, a equipe embarcou para Foz do Iguaçu, de onde retornou à Capital paranaense no período da noite. A aeronave pousou no Aeroporto do Bacacheri por volta das 22 horas, permitindo que a aplicação fosse iniciada ainda dentro do prazo padrão ouro previsto pelo protocolo – de até 72 horas após o ocorrido. O procedimento foi conduzido pelo médico pesquisador Olavo Borges Franco, pelo neurocirurgião João Elias Sarraf e pelo coordenador do Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo) da Polilaminina, Mitter Mayer Borges.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, todo o esforço da equipe esteve concentrado, inicialmente, em preservar a vida da paciente para que, posteriormente, fosse possível avaliar sua elegibilidade ao tratamento. "Quando ela chegou ao Hospital do Trabalhador, apresentava um trauma raquimedular e um trauma torácico muito graves, com risco iminente de morte. A prioridade absoluta foi salvar sua vida. Após a estabilização do quadro clínico, as equipes identificaram a possibilidade de inclusão no protocolo e trabalharam para que toda a documentação fosse analisada dentro da janela terapêutica. Não medimos esforços para garantir essa oportunidade de tratamento", afirmou.
O coordenador do Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo) da Polilaminina, Mitter Mayer Borges, destacou a rapidez da mobilização realizada no Paraná e ressaltou o protagonismo do Estado na utilização da terapia experimental. "Esse resultado só foi possível devido à gestão eficiente do Governo do Estado e da administração hospitalar, que compreenderam a urgência da janela terapêutica. Hoje, o Paraná é o estado brasileiro com o maior número de pacientes tratados com polilaminina", disse.
REABILITAÇÃO - Com a aplicação concluída, Ana Beatriz permanecerá internada sob acompanhamento multiprofissional no Hospital do Trabalhador. Após a recuperação inicial e conforme a evolução clínica, a paciente poderá ser encaminhada para reabilitação intensiva no Hospital de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier (CHR), unidade integrante do Complexo Hospitalar do Trabalhador, onde dará continuidade ao tratamento com fisioterapia especializada.
Essa foi a 16ª aplicação da polilaminina realizada no Paraná. Os pacientes atendidos no Estado estão distribuídos entre os municípios de Cascavel (1), Curitiba (7), Londrina (1), Maringá (6) e Foz do Iguaçu (2). Ao todo, com a aplicação realizada em Ana Beatriz e em outro paciente internado no Hospital do Trabalhador que também aguardava pelo procedimento, o Brasil passa a contabilizar 87 pacientes tratados por meio da pesquisa.
A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Ela é desenvolvida a partir da laminina, proteína que já existe no corpo humano e é encontrada em grande quantidade na placenta. O procedimento integra o Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo), autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto seguem os estudos clínicos para avaliação da segurança e da eficácia da substância.
Por - AEN
A Portos do Paraná alcançou 47,3% de participação nas exportações brasileiras de carne de frango nos primeiros meses de 2026. O percentual foi obtido após o embarque recorde de 1,04 milhão de toneladas de aves congeladas para o mercado internacional entre janeiro e maio. Somente em maio, foram exportadas mais de 208 mil toneladas do produto. O volume consolida o Porto de Paranaguá como líder nacional e uma das principais referências mundiais na movimentação da proteína.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando as exportações somaram 921,9 mil toneladas, o crescimento foi de 13,1%. O recorde anterior havia sido registrado em 2023, com 945,9 mil toneladas embarcadas. Os dados são do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne informações sobre o comércio exterior brasileiro.
De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o resultado é reflexo dos investimentos concretizados nos últimos anos. “Os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e qualificação operacional são fundamentais para garantir a competitividade dos portos paranaenses e ampliar a qualidade dos serviços prestados aos nossos clientes”, afirma.
Em valores FOB – valor da mercadoria no momento do embarque –, a Portos do Paraná foi responsável pela maior fatia da receita nacional, somando US$ 1,88 bilhão de um total de US$ 4,08 bilhões.
O principal destino da carne de frango exportada pelos portos paranaenses foi a China, que recebeu 114,2 mil toneladas, o equivalente a 11% do total embarcado em Paranaguá. Entre os principais mercados também estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países receberam o produto.
O diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, reforça que a estrutura do Porto de Paranaguá é um dos diferenciais para esse protagonismo nacional. “O grande destaque é a capacidade que o terminal possui para receber contêineres refrigerados (reefers). Paranaguá conta, de longe, com o maior número de tomadas refrigeradas do país, ultrapassando 5,2 mil plugs disponíveis”, explica.
Outro fator importante é o desempenho do Paraná na produção avícola nacional. O Estado responde por aproximadamente 35% da produção brasileira de aves para abate e boa parte desse volume segue para exportação pelos portos paranaenses.
LIDERANÇA EM PROTEÍNAS ANIMAIS – A Portos do Paraná também ampliou a liderança nacional nas exportações de proteínas animais. Considerando carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, mais de 1,4 milhão de toneladas foram embarcadas entre janeiro e maio de 2026, volume equivalente a 37% das exportações brasileiras do segmento.
O crescimento do grupo das carnes nos cinco primeiros meses do ano foi de 9,9% em relação ao mesmo período de 2025. Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá embarcou 277,5 mil toneladas entre janeiro e maio. O volume representa a segunda maior movimentação do país, com participação de 24,7% nas exportações nacionais. China, Estados Unidos e Rússia foram os principais destinos do produto.
Já as exportações de carne suína pelo porto paranaense alcançaram 84,8 mil toneladas no acumulado do ano. Em 2025, o volume registrado no mesmo período foi de 79,6 mil toneladas, o que representa crescimento de 6,5%. Mais de 50 países importaram carne suína pelos Porto de Paranaguá, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.
Por- AEN
O Paraná já investiu mais de R$ 5 bilhões em 2026, segundo o mais recente balanço da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). O valor é 63% superior ao registrado nos primeiros seis meses do ano passado, quando o Estado aplicou cerca de R$ 3,08 bilhões em obras, compra de novos equipamentos e apoio aos municípios. Essa é a maior cifra já empenhada para um primeiro semestre.
Os empenhos correspondem à reserva de dinheiro do orçamento destinada para o pagamento de bens e serviços contratados — ou seja, são aqueles valores já separados e que são liberados à medida em que as obras e demais serviços avançam.
Em termos de comparação, em 2025, o Paraná precisou de nove meses para atingir os mesmos R$ 5 bilhões. E chama ainda mais a atenção que o recorde foi batido antes mesmo do fechamento do semestre.
Como explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o alto volume de investimentos reforça o compromisso do Paraná com as entregas e com o desenvolvimento de todas as regiões do Estado. “Temos repetido ao longo de toda a gestão que a nossa prioridade tem sido reduzir os gastos com custeio para focar no investimento que transforma a vida do paranaense, e esse recorde é mais um exemplo de como estamos no caminho certo”, diz.
Prova disso, aponta Ortigara, é que esse salto de quase R$ 2 bilhões de um ano para o outro é reflexo, sobretudo, dos valores investidos em áreas consideradas essenciais, como Educação (R$ 632,3 milhões) e Saúde (R$ 401,2 milhões).
“Foram mais de R$ 1 bilhão em investimentos nessas duas funções tão importantes para o desenvolvimento do Paraná para o bem-estar de nossa população”, detalha o secretário “Isso sem falar nos R$ 338 milhões investidos na aquisição de mais de 1,2 mil viaturas, dos mais de 3,2 mil novos armamentos e de toda a renovação de equipamentos das forças de segurança”.
APOIO AOS MUNICÍPIOS – O investimento recorde neste primeiro semestre também representa um fortalecimento na parceria entre o Governo do Estado e os municípios paranaenses. Praticamente metade dos R$ 5 bilhões empenhados no período estão relacionados a repasses aos municípios. Foram cerca de R$ 2,56 bilhões que auxiliaram as prefeituras na realização de obras estruturantes ou que ajudaram a sustentar o sistema público de saúde, por exemplo.
“Outro fator que explica esse crescimento tão expressivo foi a compra de maquinário pesado para os municípios”, aponta o diretor-geral da Sefa, Luiz Paulo Budal. “O Governo do Estado adquiriu mais de 3.700 máquinas para praticamente todas as cidades do Paraná e consórcios intermunicipais para o tratamento de estradas. Somente nisso, foram quase R$ 1,5 bilhão investidos.”
Ao longo dos últimos meses, municípios como Arapongas, Assis Chateaubriand, Califórnia, Floresta, Francisco Beltrão, Guaraniaçu, Inajá, Irati, Paranapoema, Rebouças, Toledo, Turvo, São Mateus do Sul, União da Vitória, Dois Vizinhos, Jandaia do Sul, Joaquim Távora, Jussara, Lapa, Loanda, Manoel Ribas e Medianeira receberam investimentos do Governo Estadual.
POr- AEN
O Governo do Paraná lançou nesta segunda-feira (15) o Curso de Especialização em Inteligência Artificial Aplicada à Administração Pública para os servidores efetivos do Poder Executivo Estadual com graduação em quaisquer áreas. O objetivo é capacitar os profissionais do Estado para adotar soluções baseadas na tecnologia de forma ética, segura e inovadora, promovendo a modernização da gestão pública e a melhoria dos serviços entregues aos cidadãos paranaenses. As inscrições serão abertas ainda em junho.
São ofertadas 400 vagas na modalidade de Educação a Distância (EAD), com duração de um ano e meio. A iniciativa, que está alinhada à Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (Pecti), é resultado de uma parceria entre as universidades estaduais de Maringá (UEM) e do Centro-Oeste (Unicentro). O investimento é de R$ 1 milhão, com recursos do Fundo Paraná, dotação de fomento científico, tecnológico e de inovação administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Segundo o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, a capacitação dos servidores é importante para contribuir com o uso qualificado da IA no setor público. “Servidores bem capacitados entregam melhores serviços à população, com segurança e responsabilidade. Nesse sentido, a especialização está alinhada à diretriz do governador Ratinho Junior de investir na formação de pessoal, aproveitando a estrutura das universidades estaduais e de todas as instituições de ensino superior do Paraná”, afirmou.
CONTEÚDO – A grade curricular é composta por 13 disciplinas, totalizando 390 horas. Entre os temas estão os fundamentos da Inteligência Artificial aplicada ao setor público, programação voltada para análise de dados, estatística, aprendizado de máquina, ferramentas de IA generativa, legislação e compliance, aspectos éticos do uso de algoritmos, transformação digital da gestão e aplicações da tecnologia na contabilidade pública.
De acordo com o coordenador do curso, William Antonio Borges, a iniciativa representa um avanço na preparação do servidor público para os desafios tecnológicos. “A Inteligência Artificial já está transformando a sociedade, e a administração pública precisa acompanhar esse movimento. O curso é uma oportunidade estratégica de formação, e esperamos que os servidores aproveitem esse investimento do Estado para se qualificarem”, disse o professor.
Os participantes também desenvolverão projetos voltados à solução de desafios reais da administração pública. Ao final da formação, os aprovados receberão certificado de especialização reconhecido pela UEM, além de contribuírem para a elaboração de um guia de boas práticas e ética em IA, documento que servirá como referência para toda a administração pública paranaense.
MODERNIZAÇÃO DIGITAL – O Paraná é uma referência nacional em políticas de IA, estando entre os estados que mais avançam na transformação digital da gestão pública. Na Pecti, o novo curso de especialização está inserido no eixo de Modernização e Transformação Digital do Estado, que estabelece a incorporação de tecnologias emergentes para simplificar processos administrativos e tornar a administração pública ainda mais ágil, transparente e eficiente. O intuito é ampliar a capacidade de responder com agilidade às demandas da sociedade.
Por - AEN
As festas juninas agitam a população de Norte a Sul do País e vêm carregadas de tradições. Uma delas é a fogueira, símbolo da união e uma homenagem aos santos: a quadrada para Santo Antônio, a redonda para São João e a triangular para São Pedro. Mas a celebração com fogueiras exige cuidados para evitar queimaduras e incêndios. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) orienta a população sobre medidas simples que ajudam a manter a tradição com segurança.
A escolha do local em que a fogueira será montada é o primeiro passo para evitar acidentes. Segundo a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca, deve ser uma área limpa e distante de materiais que possam favorecer a propagação das chamas.
“Escolha uma área sem vegetação rasteira, afastada de árvores, edificações, veículos e outros materiais combustíveis, para que o fogo iniciado não se propague nem para a vegetação nem para árvores próximas”, explica a capitã.
Além da escolha do local, a corporação orienta que a fogueira seja mantida sob supervisão constante durante toda a sua utilização, especialmente quando houver crianças nas proximidades. Ao final da festa, use água para extinguir as brasas que sobraram da fogueira, evitando que o vento possa reacender o fogo. Caso não tenha água, abafe com terra ou areia, mas sempre se certifique de que a fogueira foi apagada completamente antes de sair do local.
ACENDIMENTO E QUEIMADURAS – Um dos erros mais comuns é utilizar álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis para iniciar o fogo. Além de aumentar o risco de queimaduras graves, esses produtos podem provocar explosões e fazer com que as chamas se espalhem rapidamente. A capitã Luisiana destaca que existem alternativas mais seguras para iniciar a combustão.
“Uma técnica simples e eficiente é fazer um copinho enrolando papel higiênico ou papel toalha ao redor dos dedos e colocar no centro da fogueira. Você preenche este copinho com óleo de cozinha e depois faz uma pirâmide de gravetos ao redor e ateia fogo nas bordas secas do papel. A chama vai se espalhar para o óleo e depois incendiar a madeira. Essa queima ocorre de forma lenta e persistente, permitindo que o fogo se propague gradualmente para a lenha, sem os riscos associados aos líquidos inflamáveis”, afirma.
Caso a roupa de uma pessoa pegue fogo, a orientação é agir rapidamente para interromper a combustão e reduzir os danos causados pelas chamas. “Se houver água disponível, ela deve ser utilizada imediatamente para resfriar e apagar as chamas. Caso não haja água, a pessoa deve ser deitada no chão e o fogo pode ser abafado com um pano ou outro material adequado, retirando o oxigênio que alimenta a combustão”, orienta a oficial.
Os acidentes com fogueiras podem provocar queimaduras de diferentes gravidades. Enquanto as queimaduras de primeiro grau geralmente causam apenas vermelhidão, as de segundo grau podem formar bolhas, que não devem ser perfuradas. Já as queimaduras de terceiro grau atingem camadas mais profundas da pele e exigem atenção médica imediata.
QUANDO CHAMAR OS BOMBEIROS – O CBMPR orienta que a população acione o telefone 193 sempre que o incêndio apresentar risco de propagação ou não puder ser controlado de forma segura. “A partir do momento em que as pessoas já não conseguem se aproximar com segurança para tentar controlar o fogo, significa que a situação saiu do controle e há necessidade de acionamento do Corpo de Bombeiros”, explica a capitã.
PREVENÇÃO – O alerta ganha ainda mais importância neste período do ano, quando as condições climáticas começam a favorecer a propagação do fogo. O CBMPR já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), que reforça as ações de prevenção, monitoramento e resposta aos incêndios em vegetação em todo o Estado.
Com a redução da umidade do ar e o aumento da quantidade de material seco disponível para queima, qualquer fonte de ignição exige atenção redobrada. “A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar incêndios. Uma fogueira montada ou apagada de forma inadequada pode dar origem a uma ocorrência de maiores proporções, especialmente em períodos de estiagem e baixa umidade do ar. Por isso, todo cuidado faz diferença”, ressalta a capitã.
Dicas do CBMPR para manter a tradição junina com segurança:
- Escolher um local limpo e afastado da vegetação
- Manter distância de edificações, veículos e materiais combustíveis
- Não utilizar álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis para acender a fogueira
- Manter crianças sob supervisão constante
- Ter água disponível para emergências
- Não abandonar a fogueira enquanto houver chamas ou brasas
- Apagar completamente as brasas com água ao final da utilização
- Na falta de água, realizar o abafamento com terra ou areia
- Acionar o 193 caso o incêndio saia do controle
- Procurar atendimento médico em casos de queimaduras extensas ou graves
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