Mais de 5,5 milhões de paranaenses já foram vacinados contra a Covid-19

Com 5,5 milhões de pessoas que receberam pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19, o Paraná chega a 64,86% da população adulta que já iniciou a imunização. O novo marco foi alcançado nesta sexta-feira (23), quando o Estado chegou a 5.656.768 primeiras doses e doses únicas (DU) aplicadas.

 

No total, 7.350.271 doses já foram administradas no Paraná. São 5.369.295 primeiras doses (73% do total), 1.693.503 segundas doses (23%) e 287.473 doses únicas (3,9%). 22,72% da população está completamente imunizada, considerando a soma das segundas doses com doses únicas. Os dados são do Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), vinculado ao Ministério da Saúde.

 

“O Paraná é o quinto estado que mais imunizou no País. A agilidade logística do Estado em distribuir os imunizantes para os municípios e ações de incentivo como a campanha De Domingo a Domingo, além do esforço ininterrupto das prefeituras, são alguns dos motivos para o sucesso da vacinação com as doses já disponibilizadas", afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

 

Atualmente, três em cada quatro cidades paranaenses estão vacinando a população geral na faixa dos 30 anos, reforçando a isonomia entre municípios promovida pela Secretaria estadual desde o início do plano de imunização. As exceções ficam por conta de regiões que receberam mais doses por se tratarem de grupos prioritários – como populações quilombola e indígena e, mais recentemente, cidades que fazem fronteira com outros países.

 

“Com exceção de casos excepcionais, de cidades em que boa parte da população foi atendida dentro das prioridades elencadas pelo Ministério da Saúde, há uma uniformização na aplicação dos imunizantes, com a maioria dos municípios vacinando a mesma faixa etária. É o que sempre buscamos desde o início: equilíbrio e agilidade para os paranaenses”, completou o secretário.

 

GRUPOS VACINADOS – Considerando as pessoas que receberam uma dose (D1 ou DU), o Paraná é terceiro entre os estados que mais vacinaram a população em geral: o Estado administrou 2.151.319 doses na população de 18 a 59 anos, atrás apenas de São Paulo (10.258.294) e Rio de Janeiro (2.376.375).

 

O grupo é o que mais recebeu doses no total. Na sequência, os grupos prioritários mais vacinados são as pessoas com comorbidades (561.824), as pessoas de 60 a 64 anos (518.300), os trabalhadores da saúde (448.849) e as pessoas de 65 a 69 anos (428.831).

 

MUNICÍPIOS – Entre os municípios que mais vacinaram com D1 e DU, em números absolutos, Curitiba lidera com 977.471 aplicações. Na sequência, estão Londrina (273.828), Maringá (265.133), Cascavel (169.810), Ponta Grossa (149.384), Foz do Iguaçu (141.286), São José dos Pinhais (130.192), Colombo (102.030), Paranaguá (91.629) e Guarapuava (78.204).

 

Já considerando a proporção da população vacinada entre os municípios, Pontal do Paraná lidera a aplicação da primeira dose, com 73,59% da população contemplada. A cidade é seguida por Maringá (72,13%), Guaraqueçaba (69,03%), Santa Cecília do Pavão (68,73%) e Barra do Jacaré (66,74%). Considerando as doses únicas, se destacam Porto Vitória (9,08%), Itaperuçu (8,82%), Sertanópolis (8,17%), Siqueira Campos (7,98%) e Manoel Ribas (7,07%).

 

Já com relação à segunda dose, lideram a vacinação Miraselva (26,15%), Pontal do Paraná (25,8%), Barra do Jacaré (25,27%), Terra Roxa (24,62%) e Nova Laranjeiras (24,38%). Os dados são do Ranking de Vacinação criado pela Secretaria de Estado da Saúde. (Com AEN)

 

 

 

Programa de apoio à energia sustentável, RenovaPR é apresentado ao setor agropecuário

O Programa Paraná Energia Rural Renovável, o RenovaPR, que apoia e fomenta a geração de energia solar, biogás e biometano no campo, foi apresentado ao setor agropecuário nesta quinta-feira (22) como tema principal do evento de lançamento da 28ª edição da ExpoTécnica.com. Mais de 700 pessoas participaram no formato virtual.

 

O RenovaPR é desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e o Instituto de Desenvolvimento Rural-Iapar-Emater (IDR-Paraná), e foi criado para ajudar os produtores rurais de distintas cadeias produtivas na viabilidade e competitividade de seus negócios.

 

“A energia é um insumo muito relevante nos processos agrícolas. Além da iluminação, interfere também no custo de produção. Irrigação, por exemplo, precisa da energia para levar a água de qualidade até uma lavoura”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

 

O coordenador do programa, Herlon Goelzer de Almeida, engenheiro do IDR-Paraná, que comandou a live, ressaltou que atualmente há um grande interesse pelo tema energia, já que os custos com este insumo vêm aumentando, além da situação do estresse hídrico no Paraná, cenário que não deve mudar nos próximos anos.

 

Atualmente, lembrou o engenheiro, a energia rural tem subsídios que chegam a 60% do seu valor. No entanto, o Decreto Federal número 9.642/2018 eliminou esse tratamento especial aos produtores rurais e a subvenção será retirada totalmente até 2023. "A tendência é que o custo com a energia aumente. Então, o negócio é o produtor rural produzir energia", afirmou Almeida.

 

Para o diretor de Extensão do IDR-Paraná, Nelson Harger, o desenvolvimento da economia está diretamente ligado à geração de energia. “No meio rural não seria diferente”, comentou.

 

O evento terá mais sete módulos nesta edição, também virtuais, que devem acontecer a cada 15 dias e serão transmitidos pelo canal do IDR-Paraná no YouTube. Os temas dos próximos módulos são: Organização Rural; Bovinocultura de leite; Manejo de solos, água e nematóides; Cultivares de Trigo; Banana; Manejo de formigas cortadeiras; Apicultura - técnicas para analisar qualidade mel.

 

RENOVAPR – O programa faz partes das políticas públicas promovidas pelo Governo do Estado para ajudar os produtores rurais de distintas cadeias produtivas na viabilidade e competitividade de seus negócios. A inciativa garante condições reais para agricultores e empresas promoverem a autoprodução de energia, própria e renovável, com possibilidade de reduzir custos de produção e ampliar suas atividades.

 

Ao mesmo tempo, podem tratar dejetos animais e resíduos agrícolas e agroindustriais, promovendo a correta destinação e a adequação ambiental das suas atividades. Isso contribui com a orientação do agro paranaense em direção à sustentabilidade e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

No dia 16 de julho o Governo do Estado, publicou um edital de chamada pública para cadastro de pessoas jurídicas e pessoas físicas habilitadas como responsáveis técnicos em projetos de energia solar fotovoltaica em ambientes rurais.

 

Os habilitados no edital terão as atribuições de elaborar e executar projetos técnicos, prestar serviços de instalação e realização de assistência técnica em sistemas de geração de energia solar para produtores rurais, empresas rurais, cooperativas agropecuárias e outras organizações do campo no Paraná.

 

O cadastro pode ser feito de forma gratuita e exclusivamente em formato eletrônico a partir de 26 de julho. O interessado deve inserir os dados e documentos relacionados no edital e, depois, comunicar formalmente o instituto por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Mais detalhes e informações podem ser obtidos no canal do IDR-Paraná no YouTube. (Com AEN)

 

 

 

Estado reforça compromisso com as cooperativas, que investirão R$ 30,3 bilhões no Paraná até 2026

O governador em exercício Darci Piana reforçou, nesta quinta-feira (22), o apoio do Governo do Estado às cooperativas paranaenses para que concretizem os objetivos do Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), que visa atingir R$ 200 bilhões de faturamento nos próximos cinco anos. Para alcançar o resultado, elas pretendem realizar investimentos totais de R$ 30,3 bilhões até 2026 nos ramos de atuação que englobam, principalmente, o setor agropecuário, de crédito, saúde, infraestrutura e transporte.

 

A proposta, que vem sendo discutida com todo o setor cooperativista desde o ano passado, pretende praticamente dobrar o faturamento das cooperativas que, em 2020, atingiram movimentação financeira de R$ 115,7 bilhões.

 

A apresentação das bases dos 20 projetos estruturantes do PRC200 foi feita ao governador e a quase 200 lideranças cooperativistas pelo presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, durante o 2º Fórum Virtual dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses.

 

Segundo Piana, as cooperativas paranaenses são diversificadas e operam com todos os produtos agrícolas importantes da economia do Estado. Elas são, inclusive, pioneiras na implantação de novas culturas e projetos, além de terem projeção em toda a América Latina. “As cooperativas são, em muitos municípios do Paraná, as mais importantes atividades econômicas, maiores empregadoras e geradoras de receitas”, disse.

 

Para Piana, o sistema cooperado atua em sintonia com a coletividade, atendendo parcela importante da população rural do Estado. “O trabalho das cooperativas resulta na agregação de valor sobre o produto primário. Assim, o produtor também consegue reinvestir na atividade produtiva, garantindo desenvolvendo no meio rural”, acrescentou.

 

De acordo com o presidente da Ocepar, a formulação do PRC200 é uma tentativa de ir além do que já é realizado pelas cooperativas, mostrando que o sistema tem potencial e pode sonhar ainda mais alto. “Nunca tivemos demanda tão grande por alimentos no ramo agropecuário. Então, obviamente, nosso futuro depende de um planejamento organizado. Esse novo desafio foi construído com essa intenção”, declarou Ricken.

 

APOIO – Considerando a vocação agropecuária do Paraná, Darci Piana apontou os investimentos do Estado para impulsionar ainda mais o setor, trabalhando em paralelo para facilitar essa conquista. Ele disse que infraestrutura é prioridade do governador Carlos Massa Ratinho Junior. Como exemplo, citou a pavimentação de cerca de 376 quilômetros de estradas rurais previstas até dezembro, com a aplicação de mais de R$ 125 milhões.

 

Também destacou o projeto de duplicação de 1.800 quilômetros de rodovias que integram o pacote de concessões de rodovias, com investimentos de cerca de R$ 42 bilhões em no máximo sete anos.

 

O governador em exercício disse, ainda, que o novo status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação concedido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), maior conquista para o agronegócio paranaense nos últimos 50 anos, é essencial para o crescimento do agronegócio do Estado.

 

De acordo ele, a conquista abre um mercado importante não apenas para a carne bovina, mas também para outras proteínas e seus derivados, gerando uma cadeia de oportunidades de novos investimentos no Estado.

 

Piana também ressaltou o programa Paraná Trifásico, da Copel, que prevê implementação de 25 mil quilômetros de linhas seguras para os produtores rurais; e o Descomplica Rural, que permite acesso mais ágil às licenças necessárias para ampliação da produção.

 

PRC200 – O Plano Paraná Cooperativo 200 visa atingir 4 milhões de cooperados, 200 mil empregados, resultados (sobras anuais) de R$ 10 bilhões e investimentos de R$ 5 bilhões por ano. Num cenário realista, de acordo com José Ricken, esses objetivos podem ser alcançados entre 2025 e 2026. “O desenvolvimento do PRC200 representa um novo marco na história do planejamento estratégico do cooperativismo no Estado”, disse.

 

Em 2020, o sistema encerrou com 217 unidades agroindustriais cooperadas, 2,4 milhões de cooperados e 117,9 mil funcionários diretos. Para alcançar os resultados estimados para daqui quatro ou cinco anos - que praticamente duplicam os números de 2020 -, Ricken explicou que serão colocadas em prática ações previstas nos projetos estruturantes do PRC200.

 

Conforme o presidente da Ocepar, as metas consideram as demandas de mercado, investimento em logística, alianças estratégicas, desenvolvimento de intercooperação entre os ramos de cooperativas e investimento de R$ 5 milhões na educação e profissionalização dos cooperados.

 

“O PRC200 nada mais é do que a soma de todos os planejamentos individuais das nossas cooperativas. E ao longo da história da Ocepar, nesses seus 50 anos, planejar sempre foi uma palavra de ordem e os resultados estão aí”, lembrou o dirigente.

 

Os projetos ainda preveem o desenvolvimento de ecossistema de inovação do cooperativismo paranaense e ampliação dos acesso as tecnologias de produção de bens e serviços por meio da melhoria da conectividade no campo; estruturação do modelo de geração de energia para melhorar a competitividade da agroindústria; e a criação de programa de monitoramento com foco no atendimento a requisitos ambientais, sociais de governança e desempenho.

 

PRESENÇAS – Participaram do encontro virtual o secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Lopes de Freitas; o diretor de Participações, Mercado de Capitais de Crédito indireto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bruno Laskowsky; e presidentes do G7, grupo formado pelas principais entidades do setor produtivo paranaense. (Com AEN)

 

 

 

No Paraná Day do México, governador apresenta potenciais do Estado a investidores

Empresas mexicanas de diferentes setores conheceram, nesta quinta-feira (22), as características e diferenciais que fazem do Paraná um estado atrativo para novos negócios. Os potenciais do Estado foram apresentados pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior durante a quinta edição do Paraná Day, evento promovido na Cidade do México com o objetivo de atrair novos investidores e aproximar o Estado de possíveis parceiros comerciais.

 

Esta foi também a terceira edição internacional do evento, iniciado em 2019 pelo Governo do Estado, e a primeira após a pandemia de Covid-19. O Paraná Day foi realizado anteriormente em Curitiba, Brasília, Nova York (Estados Unidos) e Madri (Espanha), reunindo empresários, investidores, diplomatas e adidos comerciais de diferentes países.

 

A Embaixada do Brasil no México e o Consulado Geral Brasileiro na Cidade do México foram parceiros na promoção do evento desta quinta. O embaixador brasileiro Maurício Carvalho Lyrio acompanhou o encontro, além de cerca de 20 empresários de setores de logística, madeireiro, consultoria, construção civil, agronegócio, mobilidade urbana e de corretoras de valores.

 

PARANÁ – Com localização privilegiada no mapa, próximo aos principais centro consumidores da América do Sul, o Paraná se prepara para se tornar o hub logístico da região. Dentro desse planejamento, está o novo programa de concessões rodoviárias do Estado, que levará a leilão 1.743 quilômetros de rodovias federais e estaduais, que somam R$ 44 bilhões em investimentos.

 

“O Paraná tem segurança jurídica, uma infraestrutura de qualidade que vai deslanchar ainda mais nos próximos anos, mão de obra qualificada, é exemplo mundial de sustentabilidade e tem o poder público caminhando lado a lado de quem investir e gerar empregos”, destacou o governador.

 

“Somos um dos principais produtores de alimento do mundo e contamos com uma matriz industrial diversificada e moderna, além de estarmos preparados para sediar o hub logístico da América do Sul”, disse.

 

Outro modal logístico que será expandido no Estado é o ferroviário, com a construção da Nova Ferroeste. Com 1.285 quilômetros de trilhos, a estrada de ferro vai conectar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, atendendo os principais estados produtores de grãos do Brasil. Promovendo também a integração com o Paraguai, o projeto deve fazer parte da rota bioceânica que pretende conectar o Atlântico ao Pacífico.

 

Tanto as concessões rodoviárias como a Nova Ferroeste estão previstas para serem levadas a leilão na Bolsa de Valores entre o final deste ano e o primeiro semestre do ano que vem.

 

“O Paraná pode ser a menina dos olhos dos investidores, porque disponibilizará projetos robustos de infraestrutura. Os leilões na Bolsa garantem transparência nesses processos e permitem a participação de empresas e fundos de investimentos de qualquer lugar do mundo”, salientou Ratinho Junior.

 

ATRAÇÃO – Para Eduardo Bekin, diretor-presidente da Invest Paraná, agência de atração de investimentos do Governo do Estado responsável pelo Paraná Day, a conversa com empresários, diplomatas e adidos comerciais traz um grande retorno ao Estado em termos de negócios. Desde 2019, mais de R$ 45 bilhões em investimentos privados foram aportados no Paraná com intermediação da Invest.

 

“Junto com o governador e o embaixador, a Invest Paraná recepcionou, no México, os empresários que estavam muito focados nos investimentos em infraestrutura e também com interesse nas áreas de tecnologia e segurança”, disse Bekin. “Apresentamos nossas grandes vocações nesse evento. A administração pública e a pujança da produção paranaense, principalmente da agroindústria e automobilística, são muito bem avaliadas”.

 

Mesmo em um cenário de pandemia, a indústria paranaense cresceu 20% nos primeiros cinco meses do ano, maior que a média nacional, que avançou 13,1% no período. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Estado foi o terceiro no Brasil em que a produção industrial mais cresceu na última década, puxada pelos setores de Impressão e Reprodução, Produtos de Madeira, Veículos Automotores e Celulose e Papel.

 

Além da indústria, o Paraná é reconhecido como um dos gigantes do agronegócio brasileiro. É o principal produtor de proteína animal, respondendo por um terço da carne de frango do País, e o segundo maior produtor de grãos. Com o recém-conquistado status de área livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido em maio pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIT), a tendência é aumentar ainda mais a presença nesse mercado.

 

MOBILIDADE – Dentro da programação oficial no México, o governador Ratinho Junior e o diretor-presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gilson Santos, também se reuniram na manhã desta quinta-feira com o secretário de Mobilidade da Cidade do México, Andres Lajous, para conhecer o sistema de transporte público e a integração dos diferentes modais.

 

Uma das cidades mais populosas do mundo, a capital mexicana tem uma população de cerca de 9 milhões de habitantes da cidade e concentra quase 20 milhões de pessoas, incluindo também os moradores da Região Metropolitana.
Nos últimos dois anos, a Cidade do México promoveu a integração de todos os modais (metrô, BRT, alimentadores, bicicletas compartilhadas e agora o sistema de teleférico), permitindo que o usuário se locomova em todos eles utilizando um único cartão.

 

A expansão do sistema de transporte público também passou a ser planejada a partir das informações desse sistema único.

 

Inaugurada em 11 de julho, a linha 1 do Cablebus, um teleférico com quase dez quilômetros de extensão, representou uma inovação para regiões que dependem da integração com os sistemas tradicionais e, que até então, não possuíam um atendimento eficiente. Segundo Lajous, o projeto supera as expectativas e altera a realidade dos modais convencionais, ao manter a ocupação permanente e não apenas pendular, nos horários de pico.

 

Ratinho Junior destacou que o encontro ajuda a entender as linhas de planejamento e trabalho de um governo que enfrenta o desafio de atender uma das cidades mais populosas do planeta, que depende massivamente do transporte público coletivo. “As maiores cidades do Paraná, em especial da Região Metropolitana de Curitiba, tem bons modelos de transporte público, mas que também necessitam de inovações para que sejam mais ágeis, seguros e sustentáveis”, disse.

 

Para o diretor-presidente da Comec, a integração entre os modais e a inovação permanente podem reestabelecer a recuperação do setor, afetado pelo transporte individual. "São inovações que podem contribuir para que o transporte coletivo continue sendo prioridade do poder público", arrematou. (Com AEN)

 

 

 

Pela primeira vez desde novembro, ocupação de leitos de UTI fica abaixo de 70%

Pela primeira vez desde 15 de novembro, no feriado de Proclamação da República, a ocupação de leitos de UTI do SUS no Paraná fica abaixo de 70%. Nessa quarta-feira (21), de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde, a ocupação está em 68%, contra 69% de oito meses atrás. Desde então a ocupação sempre ficou acima desse índice, mesmo com aumento de leitos, de 898 para 1.949 (crescimento de 117% no atendimento).

 

O índice é alcançado após uma sequência de marcos significativos na baixa de ocupação de leitos de UTI. O indicador caiu de 90% em 5 de julho. A taxa estava no patamar de 90% desde 21 de fevereiro, quando o Paraná estava no início da segunda onda da Covid-19. No dia 13 de julho, há oito dias, foi para 79%, abaixo do patamar de 80%. Ou seja, é a terceira vez no mesmo mês com queda, que já está acumulada em 24 pontos percentuais.

 

O número é alcançado com o avanço da vacinação, que já chegou a 63% da população vacinável com ao menos uma dose e mais de 20% com proteção completa, além de queda nas taxas de transmissão.

 

"O Paraná enfrentou um final de 2020 e um primeiro semestre muito duro no enfrentamento da pandemia, com ocupações em níveis altíssimos, e essas reduções apontam para uma queda nas internações. É uma prova de que as vacinas são eficientes e que estamos formando um escudo coletivo contra o vírus", disse o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

 

Mesmo assim, ainda são 1.321 internados nos 1.949 leitos exclusivos existentes. As menores ocupações são Noroeste (63%), Leste (67%), e Norte e Oeste (71%). Em leitos de enfermaria a taxa de ocupação é de 42% (1.089

 

internados em 2.624 espaços exclusivos), com indicadores variando entre 32% (Oeste) e 46% (Leste). Há, ainda, 65 pessoas na fila por um leito. Esse descompasso entre espera e ocupação acontecem por intervalos diferentes nas notificações.

 

Há, ainda, outros 766 pacientes internados em leitos de UTI de hospitais particulares.

 

OUTROS INDICADORES – Seguno o boletim, as médias móveis de casos (-45,2%) e óbitos (-64,8%) continuam em queda, o que aponta cenário mais positivo em relação a 14 dias atrás (segundo os registros datados, e não divulgados).

 

Os casos também estão em queda pela sétima semana epidemiológica consecutiva, sendo que as dúas últimas foram as com menos registros desde janeiro. No recorte de óbitos nas semanas epidemiológicas, a queda também é constante há sete períodos.

 

Outro índice que também apresentou queda foi a taxa de transmissão (Rt), número que indica a velocidade de contágio pelo vírus em uma determinada localidade. No Paraná, a Rt está em 0,75 nesta quarta-feira, o que significa que 100 pessoas com Sars-Cov-2 contaminam, em média, 75 novas pessoas. É a segunda menor taxa do País.

 

Os dados são do sistema Loft.Science, que calcula o Rt médio de todos os Estados e do Brasil com base em um algoritmo desenvolvido pela empresa. O Rt indica quando o contágio pelo vírus está acelerado (maior que 1), estável (igual a 1) ou em remissão (menor que 1) – único cenário que aponta uma melhora na situação epidêmica. Quanto mais próximo de zero, menores as chances de contágio.

 

O Paraná está em remissão desde 1º de julho, quando a Rt passou de 1,09 para 0,99. Desde então, o número aponta para uma tendência de redução da transmissão no Estado. O menor índice foi de 0,68 em 11 de julho. (Com AEN)

 

 

 

Três em cada quatro cidades paranaenses já vacinam a faixa dos 30 anos contra a Covid-19

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde junto aos 399 municípios nesta quinta-feira (22) mostra que 304 (76%) municípios paranaenses estão vacinando o público em geral na faixa dos 30 a 39 anos, conforme o calendário divulgado em meados de junho. Isso significa que três em cada quatro cidades paranaenses estão imunizando a população dentro do mesmo intervalo, conquistando, juntas, novos públicos.

 

Outras 16 cidades (4%) já avançaram nesta faixa e estão imunizando cidadãos de 18 a 29 anos. Isso foi possível por causa da quantidade de grupos prioritários nesses municípios, o que naturalmente adiantou a imunização. E apenas 79 ainda estão acima de 40, sendo que 48 delas estão vacinando entre 40 e 41 anos, projetando alcançar a faixa dos 30 até o fim dessa semana.

 

Em todo Estado, a média geral de idade é de 36,3 anos, mas ela deve cair rápido porque os municípios começam a aplicar nesta quinta suas cotas das 377.505 doses enviadas na quarta-feira (21). De acordo com o calendário do Governo do Paraná, a meta é que até setembro toda a população acima dos 18 anos esteja vacinada com a primeira dose.

 

“Com as doses recebidas nesta semana, iremos avançar na vacinação do público geral, o que temos feito de maneira exemplar. O Paraná é o 5º estado que mais imunizou no País. A agilidade logística do Estado em distribuir os imunizantes para os municípios e ações de incentivo como a campanha De Domingo a Domingo, além do esforço ininterrupto das prefeituras, são alguns dos motivos para o sucesso da vacinação com as doses já disponibilizadas", disse o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

 

“Com exceção de casos excepcionais, de cidades em que boa parte da população foi atendida dentro das prioridades elencadas pelo Ministério da Saúde, há uma uniformização na aplicação dos imunizantes, com a maioria dos municípios vacinando a mesma faixa etária. É o que sempre buscamos desde o início: equilíbrio e agilidade para os paranaenses”, completou o secretário.

 

Ele ainda disse que com a nova metodologia de distribuição a expectativa é de aproximar mais as faixas etárias.

 

Até a manhã desta quinta-feira (22), os municípios paranaenses já aplicaram 7.265.955 doses, sendo 5.323.744 com a primeira dose e 1.942.211 com as duas doses da vacina ou a dose única. O Paraná também é o 3º que mais imunizou a chamada população em geral, que não entrou em nenhum grupo prioritário, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, e o 5º lugar em população totalmente protegida, um em cada cinco cidadãos.

 

IDADE – Dos 399 municípios, apenas 78 ainda vacinam a população acima dos 40 anos, com Nova Tebas (48) e Altamira do Paraná (47) com as idades mais altas. Outras 16 cidades paranaenses já estão vacinando a população abaixo dos 29 anos, com Santa Cecília do Pavão (18), Guaraqueçaba (18) e Antonina (18) na outra ponta.

 

A maioria dos municípios mais populosos do Paraná está na faixa dos 30: Curitiba (38), Londrina (39), Maringá (35), Ponta Grossa (36), Cascavel (33), São José dos Pinhais (38), Guarapuava (33) e Colombo (36). Todos já anunciaram novas reduções com a distribuição das novas doses, avançando a novos públicos.

 

Apenas Foz do Iguaçu (28) e Paranaguá (22) estão mais adiantadas, a primeira por conta da estratégia de controle de variantes na fronteira, a segunda pela quantidade de grupos prioritários na população, como portuários, vacinados anteriormente.

 

“É muito importante que toda a população esteja atenta ao chamado dos municípios para a vacinação, estamos tendo baixas tanto na ocupação de leitos como na taxa de transmissão em todo Estado, isso é reflexo do avanço da vacinação, aliada às medidas protetivas como o uso da máscara e do álcool em gel e distanciamento social”, acrescentou o secretário.

 

MAIS DOSES – O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (22) que tem mais de 3,5 milhões de doses em estoque para enviar aos estados nos próximos dias. São 1,03 milhão de AstraZeneca/Oxford, pela Covax Facility, 1,05 milhão de Pfizer/BioNTech e 1,5 milhão de Coronavac/Butantan. (ComA EN)

 

 

 

Com apoio de banco, Invest Paraná vai incentivar projetos sustentáveis nos municípios

Geração de energia através de resíduos orgânicos, instalação de usinas fotovoltaicas e de biomassa para aproveitar dejetos da agropecuária estão entre os exemplos de projetos que os municípios podem viabilizar com apoio da Invest Paraná e financiamento do Banco de Desenvolvimento Fonplata. A agência de atração de investimentos do Governo do Estado se uniu à instituição de fomento, vinculada aos cinco países da Bacia do Prata (Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai), em busca de projetos sustentáveis que possam ser implantados nas cidades paranaenses.

 

Em reunião nesta quarta-feira (21) no Palácio Iguaçu, com a participação do governador em exercício Darci Piana, a proposta foi apresentada aos municípios com as melhores capacidades de pagamento do Estado. É a continuidade de um memorando de entendimento firmado em abril entre a Invest e o Fonplata, que financia projetos destinados a promover o desenvolvimento e a integração dos cinco países.

 

Com uma carteira de US$ 200 milhões (R$ 1,03 bilhão na cotação atual) que podem ser disponibilizados anualmente ao Brasil, o organismo multilateral financia principalmente projetos de municípios menores, diferente de outros bancos de desenvolvimento internacionais. A agilidade que o recurso pode ser liberado às cidades habilitadas é outro diferencial da instituição.

 

“Graças a essa parceria com a Invest, o Fonplata abre aos municípios um caminho para que eles acessem recursos para investimentos. Dificilmente órgãos internacionais fecham contratos diretamente com os municípios, em especial os de menor porte”, afirmou Piana. “O Estado disponibiliza sua estrutura para apoiar a formatação desses projetos, para que os municípios tenham acesso a esses aportes”.

 

As linhas disponibilizadas pelo Fonplata, a partir de recursos captados com outros bancos internacionais, atendem diferentes projetos. Porém, aqueles voltados para a área da sustentabilidade têm condições melhores de financiamento. “Para os chamados projetos verdes, as condições financeiras são mais favoráveis porque o mercado disponibiliza recursos mais baratos nessas situações. Com isso, conseguimos repassar para os municípios com um custo menor”, explicou a gerente de Operações e Países do banco, Luciana Botafogo.

 

“O diferencial do Fonplata em relação a outros organismos multilaterais é o financiamento de projetos menores, na média de US$ 30 milhões (R$ 155,6 milhões), atendendo aqueles municípios que não têm condições de fazer grandes empréstimos”, disse. “Fora o fato de que somos um banco muito ágil, que aprova e desembolsa em um ritmo rápido, dependendo da qualidade do projeto. Nossa preocupação é que a população receba o resultado rapidamente”.

 

MEMORANDO – No memorando assinado em abril, a Invest ficou responsável por identificar possíveis projetos dentro do Estado, nos âmbitos estadual e municipal, que pudessem ter acesso às linhas de financiamento do Fonplata. A agência também tem o papel de apoiar os municípios na apresentação dos pleitos, buscando inclusive o aval do governo federal.

 

Neste sentido, a Invest definiu a prioridade por projetos sustentáveis, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). “Estabelecemos uma relação com banco para aproximá-lo dos municípios, para que eles tenham acesso a créditos baratos, com boa carência e que vão ao encontro de soluções sustentáveis, com projetos que respeitem os ODS”, explicou o diretor de Mercado e Novos Negócios da agência, Gustavo Cejas.

 

“Temos um pacote de soluções que estamos apresentando aos municípios, principalmente para resolver a questão dos resíduos sólidos e para gerar energia sustentável, que podem ser viabilizadas com a parceria do Fonplata”, destacou Cejas. “Muitas soluções sustentáveis não param em pé porque as prefeituras não conseguem recursos para executá-las. É isso que queremos resolver”.

 

 

PRESENÇAS – Participaram do encontro o assessor de Desenvolvimento Econômico da Invest, Marcio Wozniack; o consultor de Desenvolvimento Econômico, Bruno Banzato; a assessora de Relações Internacionais e Institucionais, Isabela Garcia; os prefeitos de Campo Largo, Maurício Rivabem; de Almirante Tamandaré, Gerson Colodel; e de Piraquara, Josimar Fróes; e representantes dos municípios de Araucária, Campo Mourão, Colombo, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Pinhais e Ponta Grossa. (Com AEN)

 

 

 

Sistema de transporte inovador da Cidade do México pode inspirar teleféricos no Paraná

Uma linha de teleférico com 9,2 quilômetros de extensão se tornou a nova solução para o transporte público da Cidade do México, uma das mais populosas do mundo. Nesta quarta-feira (21), o governador Carlos Massa Ratinho Junior fez uma visita técnica ao Cablebus, que entrou em operação no último dia 11 de julho e transporta de 40 mil a 50 mil passageiros diariamente, fazendo a ligação entre as regiões de Cuautepec e Indios Verdes.

 

Para o governador, que participa de uma missão oficial no México ao longo desta semana, as inovações adotadas na capital do país servem de exemplo para as políticas de transporte do Paraná, especialmente para o que pode ser implantado na Região Metropolitana de Curitiba, que já tem um sistema integrado, mas que pode ser modernizado.

 

“Somada com a população de sua Região Metropolitana, a Cidade do México concentra quase 20 milhões de habitantes, praticamente o dobro da população do Paraná. É uma cidade que vem se modernizando cada vez mais para atender esse volume de pessoas”, disse.

 

Segundo o governador, o transporte público através do teleférico é um exemplo de inovação que também tem sido adotada em outras regiões, como em Londres e na Bolívia. “Esse percurso, de cerca de 10 quilômetros, levava 1h30 de ônibus e agora pode ser percorrido em até 30 minutos. A linha faz a ligação entre bairros populosos e é possível fazer a integração com outros modais, como ônibus e metrô”, ressaltou.

 

 

CABLEBUS – Cada cabine do Cablebus tem capacidade para transportar até dez pessoas e são equipadas com Wi-Fi. A linha 1 conta com seis estações e 337 cabines, que circulam diariamente e fazem a conexão com linhas de metrô, metrobus (sistema de transporte de ônibus expressos) e ônibus. Uma segunda linha de teleférico deve ser inaugurada no próximo sábado (24), com extensão de 10,5 quilômetros.

 

A previsão é que outras duas linhas sejam implantadas na cidade, totalizando 34 quilômetros de extensão. Elas conectam as áreas mais altas às mais baixas, uma solução para a mobilidade em regiões da Cidade do México que, por causa da topografia e da saturação do transporte privado, impediam a chegada de transporte público com eficiência e segurança.

 

Para Gilson Santos, diretor-presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), o sistema de transporte reúne uma série de inovações: é silencioso, rápido, ambientalmente correto, tem possibilidade de captação de energia solar, conta com acesso gratuito à internet, promove a inclusão social e faz a conexão com todos os modais.

 

"Essa visita ajudou a conhecer na prática a concepção do projeto, os estudos de demanda, a topografia, a ocupação do espaço público, as estações, a forma de contratação. Dessa forma vamos começar a avaliar estudos no Paraná, principalmente para a Região Metropolitana de Curitiba, para começar a viabilizar projetos dessa natureza", disse.

 

"O teleférico já é uma realidade do continente sul-americano, da América do Norte, e é adotado na Europa. Isso tudo por causa da capacidade de integração com outros modais", complementou.

 

MISSÃO OFICIAL – Além da visita técnica ao Cablebus, o governador Ratinho Junior também cumpre agenda nesta quarta no Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, entidade sem fins lucrativos que promove o transporte sustentável e equitativo no mundo. Na quinta-feira (22) ocorrerá o Paraná Day, no Salão Nobre da Embaixada do Brasil no México. Trata-se de uma conversa ampla e franca com empresários, adidos comerciais e diplomatas para apresentar as características e os potenciais econômicos do Paraná e das suas empresas públicas. (Com AEN)

 

 

 

Com 63,71% dos adultos imunizados, Paraná é 5º estado que mais vacinou a população

O Paraná é o quinto estado brasileiro que proporcionalmente mais vacinou sua população adulta contra a Covid-19 com pelo menos uma dose: 63,71% dos paranaenses já receberam a D1 ou a dose única. O Estado fica atrás apenas de Mato Grosso do Sul (72,61%), Rio Grande do Sul (68,66%), São Paulo (67,53%) e Espírito Santo (64,32%). Esse é o retrato de um estudo da Secretaria de Estado da Saúde desta quarta-feira (21).

 

A colocação se mantém alta quando é considerada a imunização completa, somando as pessoas que receberam a segunda dose ou as doses únicas. O Paraná novamente está em quinto lugar, com 21,65% da população protegida, um em cada cinco cidadãos. O Mato Grosso do Sul lidera com 38,51%, seguido por Rio Grande do Sul (30,33%), Espírito Santo (24,41%) e São Paulo (23,97%).

 

Os dados são de um levantamento realizado junto ao Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), mantido pelo Ministério da Saúde. A população adulta considera todas as pessoas acima de 18 anos, que no Paraná são estimadas em 8.720.953 pessoas. A meta estabelecida pela Secretaria do Paraná é vacinar 80% dos cidadãos com pelo menos uma dose até o final de agosto, e atingir os 100% até setembro.

 

Segundo Beto Preto, secretário da pasta, desde o primeiro momento o Paraná estabeleceu o compromisso de entregar as vacinas aos municípios paranaenses com a maior velocidade e equidade possível. "O Governo do Estado não mede esforços para fazer com que as vacinas que tocam o solo paranaense sejam rapidamente distribuídas para as Regionais de Saúde, chegando a todos os municípios”, afirmou o secretário.

 

"Agora que atingimos seis meses de vacinação, eu olho para trás e vejo quanto esforço, quanta vontade de atender. Aviões atravessando os céus do Paraná, veículos transportando as vacinas pelas estradas, assim como os nossos caminhões de insumos, que não pararam de rodar durante todo esse período", completou.

 

POPULAÇÃO GERAL – Quando considerada toda a população paranaense (11,5 milhões de pessoas), o Paraná sobe inclusive uma posição no ranking brasileiro. Somando primeiras doses e doses únicas (indicador que considera as pessoas que efetivamente já passaram em algum ponto de vacinação), 48,24% dos paranaenses foram contemplados. O Estado está em quarto, atrás de Rio Grande do Sul (53,42%), Mato Grosso do Sul (52,89%) e São Paulo (51,61%).

 

Considerando segundas doses e doses únicas, 16,39% dos paranaenses foram imunizados em relação à popualção em geral, na sexta posição. Completam a lista dos primeiros Mato Grosso do Sul (38,51%), Rio Grande do Sul (30,33%), São Paulo (23,97%), Espírito Santo (24,41%) e Rio de Janeiro (21,58%).

 

PRIMEIRAS, SEGUNDAS E ÚNICAS – O levantamento também considera individualmente o número absoluto de doses aplicadas, entre D1, D2 e doses únicas. No número total, o Paraná é o sexto que mais administrou vacinas, com 7.161.192 imunizantes. São Paulo lidera a lista, com 30.896.377 doses, e é seguido por Minas Gerais (11.763.119), Rio de Janeiro (10.023.477), Rio Grande do Sul (8.518.650) e Bahia (7.205.419).

 

O Paraná se destaca no número de doses únicas aplicadas, ficando em segundo lugar no Brasil. Foram 282.874 doses, vindas dos lotes fabricados pela Janssen (Johnson & Johnson). O único que supera o montante é São Paulo, com 1.474.080 doses.

 

Em aplicações de D1, o Paraná fica na quinta posição, com 5.273.023 primeiras doses. São Paulo também lidera o ranking, com 22.416.091 vacinas, e é seguido por Minas Gerais (8.587.241), Rio de Janeiro (7.131.140) e Rio Grande do Sul (5.822.496). Por fim, na segunda dose, o Paraná figura na sexta colocação, com 1.605.295 pessoas. Estão à frente São Paulo (7.006.206), Minas Gerais (2.901.400), Rio de Janeiro (2.650.882), Rio Grande do Sul (2.416.466) e Bahia (1.881.208).

 

EQUILÍBRIO – Segundo o secretário Beto Preto, o levantamento aponta equilíbrio na aplicação de doses no Paraná, o que considera o ritmo e realidades distintas de 399 municípios. Atualmente, segundo ele, a média de idade de aplicação no Paraná é de 36 anos, com 304 municípios na mesma faixa, de 30 a 39 anos.

 

“A vacina nesse momento é fundamental, ninguém pode deixar de tomar a segunda dose, ninguém pode simplesmente se recusar a tomar a vacina. Ela não é obrigatória, mas é uma opção que tem que ser levada em conta de maneira firme. Essa é uma decisão de amor, de solidariedade humana. Se temos uma infecção de transmissão comunitária franca e livre, fatalmente quem não tomar vacina será um campo fértil para ser atingido pelo vírus”, reforçou Beto Preto. (Com AEN)

 

 

 

Saúde confirma 2.657 novos casos e 95 óbitos pela Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça dia (20) mais 2.657 casos confirmados e 95 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

 

Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 1.342.863 casos confirmados e 33.720 óbitos. Há ajustes ao final do texto.

 

Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (14), fevereiro (14), março (244), abril (137), maio (92), junho (202) e julho (1.954) de 2021.

 

INTERNADOS – O informe relata que 1.474 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 1.148 pacientes em leitos SUS (636 em UTIs e 512 em enfermarias) e 326 em leitos da rede particular (157 em UTIs e 169 em enfermarias).

 

Há outros 1.836 pacientes internados, 884 em leitos de UTI e 952 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

 

ÓBITOS – A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 95 pacientes. São 45 mulheres e 50 homens, com idades que variam de 22 a 96 anos. Os óbitos ocorreram de 17 de março a 20 de julho de 2021.

 

Os pacientes que foram a óbito residiam em: Curitiba (19), Colombo (6), Londrina (5), Pato Branco (4), Cascavel (3), Fazenda Rio Grande (3), Foz do Iguaçu (3), Maringá (3), Cambará (2), Campina Grande do Sul (2), Campo Largo (2), Imbituva (2), Jacarezinho (2), Joaquim Távora (2), Laranjeiras do Sul (2), Ponta Grossa (2), Toledo (2), Umuarama (2) e União da Vitória (2).

 

A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Antonina, Arapongas, Araucária, Balsa Nova, Cianorte, Clevelândia, Entre Rios do Oeste, Guaratuba, Ibema, Irati, Ivaiporã, Jaguariaíva, Lapa, Luiziana, Matinhos, Nova Cantu, Primeiro de Maio, Quitandinha, Realeza, Rebouças, Rio Bom, Santa Amélia, Santa Terezinha de Itaipu, Santo Antônio do Sudoeste, São José dos Pinhais, Telêmaco Borba e Vitorino.

 

FORA DO PARANÁ – O monitoramento registra 7.065 casos e 188 óbitos de residentes de fora do Paraná.

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