PRF identifica irregularidades em mais da metade dos caminhões abordados no Paraná

Mais da metade dos 296 caminhões fiscalizados durante uma operação realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná estavam irregulares. Das 296 abordagens, 160 veículos tiveram documentos recolhidos ou foram retidos em pátios por problemas de segurança.

A Operação Serra Segura foi realizada na quinta-feira (8). Os dez pontos de fiscalização estavam em rodovias federais de São José dos Pinhais (na Região Metropolitana de Curitiba), Tijucas do Sul (na Região Metropolitana de Curitiba), Tibagi (nos Campos Gerais), Catanduvas (no Oeste), Guarapuava (na região central) e Londrina (no Norte).

Na BR-376, por exemplo, os agentes identificaram um caminhão com o freio mal regulado. Isso fez com que estivesse em superaquecimento e soltando fumaça antes mesmo da descida da serra, que é um trecho que exige ainda mais deste sistema de segurança.

Já na BR-277, um caminhão com fechamento lateral em lonas estava com a carga sem amarração correta. Conforme a PRF, isso aumenta o risco de tombamento de carga em curvas e nas frenagens.

Também foram flagrados 41 motoristas profissionais descumprindo as regras de descanso obrigatório. Conforme a Lei nº 13.103/2015 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os condutores de transporte de carga ou coletivo de passageiros não podem dirigir por mais de cinco horas e meia ininterruptas. Esse dado pode ser descoberto por meio de análise do disco ou dos dados do tacógrafo.

Dos 391 autos de infração, as principais irregularidades autuadas foram:

  • Mau estado de conservação: 39;
  • Falta de equipamento obrigatório: 16;
  • Equipamento obrigatório ineficiente, inoperante ou em desacordo com a legislação: 130;
  • Descumprimento do descanso obrigatório do motorista profissional: 41;
  • Excesso de peso constatado: 88.306 quilos.

 

O que acontece com os caminhões irregulares

De acordo com a PRF, as medidas adotadas dependem da gravidade do problema encontrado. Quando a irregularidade pode ser corrigida no local, o veículo é liberado após o reparo. O motorista, contudo, ainda pode ser multado.

Quando não há risco imediato à segurança, a legislação permite que o veículo seja liberado mediante o recolhimento do documento e a apresentação posterior do caminhão regularizado.

Ao comprometer a segurança, o caminhão é removido ao pátio. Realizar o reparo é a condição para liber

 

 

 

 

 

Por G1

 

 

Homem invade CMEI, mantém 13 crianças reféns e é morto pela polícia

Um homem de 40 anos invadiu o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) São Braz, no bairro São Braz, na tarde desta sexta-feira (09), e manteve 13 crianças reféns por mais de três horas.

Ele estava armado com uma faca e uma arma de fogo falsa, espalhou combustível pelo local e ameaçava atear fogo. Após tentativas de negociação, o suspeito foi morto pelas forças de segurança. As crianças, de 4 e 5 anos, foram resgatadas sem ferimentos graves.

De acordo com a Polícia Militar, as crianças comemoravam o Dia das Crianças, fantasiadas, quando o homem entrou em uma das salas. Crianças que estavam em outras salas conseguiram deixar o local em segurança. A área foi isolada e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foi acionado para negociar. Um helicóptero da polícia acompanhou a ocorrência.

Após mais de três horas, os policiais entraram na sala. Segundo a corporação, o homem foi baleado quando tentou pegar uma das crianças. Ele segurava um isqueiro e ameaçava iniciar um incêndio. O coronel responsável pela operação relatou que as crianças estavam muito abaladas e chorando de forma compulsiva. Cinco delas foram encaminhadas à UPA por opção dos pais; apenas uma apresentava ferimentos visíveis, com machucados no rosto.

Familiares dos estudantes foram acolhidos por equipes da Prefeitura de Curitiba, que mobilizou psicólogos para atendimento especializado. Um colégio municipal ao lado do CMEI foi evacuado e os responsáveis foram chamados para buscar os alunos.

 

 

Com alta de 5,5%, Paraná chega a US$ 18,7 bilhões exportados de janeiro a setembro

As exportações paranaenses alcançaram US$ 18,7 bilhões de janeiro a setembro deste ano, uma alta de 5,5% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram US$ 17,7 bilhões vendidos ao Exterior. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram um patamar mensal acima de US$ 2 bilhões exportados desde março de 2026.

O melhor mês de 2026 em relação a venda de produtos paranaenses para o Exterior foi julho, quando foram comercializados US$ 2,37 bilhões, seguido por agosto (US$ 2,32 bilhões), abril (US$ 2,29 bilhões) e junho (US$ 2,20 bilhões). Em setembro, o resultado foi de US$ 2,11 bilhões, o mesmo de maio e muito próximo ao de março (US$ 2,12 bilhões).

Entre os itens de maior representatividade na pauta de exportações paranaenses estão a soja, com US$ 3,9 bilhões, a carne de frango in natura, com US$ 3,3 bilhões, e o farelo de soja, com US$ 1,1 bilhão, com variações positivas em relação ao mesmo período de 2025 de 6%, 25,8% e 13,3%, respectivamente. A carne de frango aumentou sua participação na balança comercial em 2026, passando de 14,7% para 17,5%, enquanto que a soja em grão e o farelo ficaram estáveis (20,9% e 5,8%, ante 20,8% e 5,4%).

A maior variação, entretanto, foi registrada pelo aumento na comercialização de óleo de soja bruto, que passou de US$ 419,5 milhões para US$ 750,5 milhões, alta de 78,9%. Papel, com US$ 694,2 milhões; máquinas de terraplanagem e perfuração, com US$ 583,1 milhões; celulose, com US$ 494,1 milhões; óleos e combustíveis, com US$ 454,8 milhões; veículos de carga, com US$ 451,5 milhões; e automóveis, com US$ 442,9 milhões, completam a lista. Demais produtos chegaram a quase US$ 6,6 bilhões.

DESTINOS – Sexto maior exportador do País, os produtos do Paraná chegaram em 208 diferentes mercados internacionais no período de janeiro a setembro de 2026, alcançando desde grandes economias até países menos representativos no comércio global, como Mônaco, Quirguistão e Zimbábue.

O principal destino foi a China, que comprou US$ 4,3 bilhões, o equivalente a 23,1% de tudo que foi comercializado pelo Paraná ao Exterior nos nove primeiros meses de 2026. Apesar de uma redução em relação ao ano anterior, a Argentina segue como a segunda maior parceira comercial, com US$ 1 bilhão comprado, seguida por Estados Unidos (US$ 840,4 milhões), Índia (US$ 774 milhões) e México (US$ 716,3 milhões).

Também com exportações relevantes aparecem Irã (US$ 570,3 milhões), Peru (US$ 542,9 milhões), Paraguai (US$ 526,2 milhões), Chile (US$ 491,1 milhões) e Japão (US$ 476,4 milhões), este último com a maior variação positiva entre os 10 principais mercados paranaenses, com alta de 65,3% em relação a soma dos três primeiros trimestres de 2025. Esse crescimento, segundo o Ipardes, foi puxado principalmente pela expansão dos negócios envolvendo carne de frango.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os exportadores paranaenses vêm, continuamente, conquistando novos mercados. “Isso explica o crescimento das exportações do Estado mesmo em um contexto mundial de crescentes barreiras tarifárias”, afirmou.

IMPORTAÇÃO – Já o valor que o Paraná compra do Exterior cresceu 10,4% no período, passando de US$ 15,3 bilhões para US$ 16,9 bilhões. Entretanto, a balança comercial é favorável ao Estado em US$ 1,8 bilhão, resultado dos US$ 18,7 bilhões exportados menos o valor importado.

Apesar de ser o item mais comprado no Paraná, os adubos e fertilizantes registraram uma diminuição no volume importado de 10,1%, chegando a US$ 2,1 bilhões, o que pode indicar uma dependência menor do mercado internacional. Óleos e combustíveis, automóveis, autopeças e produtos químicos orgânicos foram os produtos com maior volume, em dólares, comprados do Exterior.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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