Com atuação intensa da Polícia Militar (PMPR) na fiscalização, o Paraná registrou queda de acidentes do Carnaval de 2026 em comparação com o ano anterior. Os sinistros de trânsito passaram de 89 em 2025 para 76 neste ano, representando redução de quase 15%.
Também houve queda expressiva no número de pessoas feridas, de 100 para 72 (redução de 28%), além da diminuição no número de óbitos, de 17 em 2025 para 9 em 2026, queda de 47%.
Durante as fiscalizações, foram registradas 8.072 infrações de trânsito em 2026, número inferior ao de 2025, quando houve 8.629 autuações. As abordagens relacionadas à embriaguez ao volante também caíram, passando de 483 em 2025 para 351 em 2026, indicando impacto positivo das ações preventivas e repressivas.
As ações nas rodovias estaduais durante o Carnaval 2026 aconteceram entre os dias 13 e 18 de fevereiro, com foco na prevenção de acidentes e na preservação de vidas. A atuação integrada foi feita com reforço do efetivo e uso de tecnologia.
ALERTA – Por outro lado, um indicador acende sinal de alerta para as autoridades de trânsito. As infrações relacionadas à falta do uso do cinto de segurança e de dispositivos de retenção infantil apresentaram crescimento. O número de autuações passou de 974 em 2025 para 1.203 em 2026, um aumento de 23,5%.
Durante a operação, a PMPR também realizou 3.041 testes de etilômetro, além de empregar radares para coibir o excesso de velocidade, medidas consideradas fundamentais para a prevenção de acidentes graves.
“Nosso foco é a preservação da vida. Cada fiscalização, cada abordagem e cada orientação têm o objetivo de fazer com que motoristas e passageiros cheguem com segurança aos seus destinos”, afirma o capitão da PMPR Sidinei Hudach.
LITORAL – No Litoral do Estado, que recebe grande fluxo de turistas durante o Carnaval, os resultados também foram positivos na comparação com 2025. O número de sinistros de trânsito caiu de 14 para 10, enquanto o total de pessoas feridas diminuiu de 14 para apenas 2. Assim como no ano anterior, não houve registro de óbitos nas rodovias estaduais da região.
As infrações por embriaguez ao volante no Litoral também diminuíram, passando de 375 em 2025 para 193 no Carnaval de 2026. O cenário reforça o impacto das ações preventivas, do policiamento ostensivo e do emprego de tecnologia ao longo da operação, garantindo maior segurança viária em um dos períodos de maior movimentação nas estradas do Paraná.
POr - AEN
Com uma taxa de 3,2% no quarto trimestre de 2025, o Paraná atingiu o menor índice de desemprego da sua história para um trimestre. O resultado fechado do ano também representou o melhor desempenho do Estado, com a taxa de desocupação chegando a 3,6% em 2025 (3,3% para os homens e 3,9% para mulheres), uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior, que era de 4,1%.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os índices paranaenses estão melhores que a média nacional. No último trimestre, a taxa de desocupação foi de 5,1% no País, e a média anual chegou a 5,6%.
O Paraná tem 9,8 milhões de pessoas com 14 anos ou mais, em idade de trabalhar, sendo que 6,47 milhões compõem a força de trabalho – que concentra as pessoas que estão trabalhando e aquelas que, mesmo não estando empregadas, estão procurando uma ocupação. Dentro da força de trabalho, o número de pessoas ocupadas chega a 6,26 milhões, enquanto 205 mil estão desocupadas.
Entre as ocupadas, 3,45 milhões estão empregadas no setor privado, sendo que 80,7% delas têm a carteira assinada, totalizando 2,78 milhões de empregos formais, também os maiores números da história. Outras 652 mil pessoas estão empregadas no setor público. Além disso, há um contingente de 1,9 milhão de pessoas em empregos informais.
"O Paraná se tornou a quarta maior economia do Brasil nos últimos anos e tem registrado crescimento do PIB acima da média nacional. E nosso setor produtivo, que é bastante inovador, tem demonstrado capacidade de geração de novas vagas em todos os segmentos, do campo à indústria, do comércio ao setor de serviços. Alcançar essa marca de pleno emprego mostra que promover um governo com contas equilibradas, gerar investimentos e melhorar as cidades ajuda a induzir novas contratações e um ciclo virtuoso para os trabalhadores", afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
REDUÇÃO ANO A ANO – O Paraná vem reduzindo drasticamente os índices de desemprego desde a pandemia de Covid-19. Em 2020, ano em que houve as maiores restrições nas atividades econômicas, foi também o maior índice da série histórica, chegando a 9,7%.
No ano seguinte, a taxa de desocupação já era menor, passando para 8,9%. Esse índice caiu para 6% em 2022, 4,8% em 2023, 4,1% em 2024 – até então, a menor taxa da história, até chegar aos 3,6% do ano passado. Na comparação com 2020, houve redução de 169% no índice de desemprego no Estado.
RECORDE TRIMESTRAL – De maneira geral, a taxa trimestral vem caindo desde o terceiro trimestre de 2020, logo após os impactos imediatos do novo coronavírus, quando atingiu 10,5%. E a queda foi rápida. Um ano depois (terceiro trimestre de 2021) já era de 8% e dois anos depois, de 5,3%, melhorando até o patamar atual.
O recorde trimestral se iguala ao feito alcançado no último trimestre de 2024, quando o índice também foi de 3,2%. Nos primeiros três meses de 2025, a taxa foi de 4%, com quedas sucessivas nos períodos seguintes: para 3,8% no segundo trimestre, 3,5% no terceiro e 3,2% no quarto.
RENDIMENTO ACIMA DA MÉDIA – O rendimento real mensal habitual no Paraná em 2025 foi de R$ 4.083, registrando acréscimo de 5,2% em relação a 2024 (R$ 3.881). Em relação ao 4º trimestre de 2025, o rendimento médio mensal habitual de todos os trabalhos registrou R$ 4.128 no Paraná.
Esses valores também estão acima da média nacional. O valor anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos no Brasil chegou a R$ 3.560 em 2025. Os menores valores da pesquisa foram de Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
Todas as informações estão no painel da PNAD.
Por - AEN
O fim de semana será de alívio no calor, principalmente na faixa Leste do Paraná. No Interior, entretanto, mesmo com a leve redução das temperaturas máximas, os termômetros ainda chegam perto dos 30°C.
De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), um sistema de baixa pressão no Sul do Brasil e uma frente fria que passará pelo oceano favorecem a formação de nuvens de tempestade, e volumes altos de chuva devem ser registrados em especial na faixa litorânea.
Na manhã desta sexta-feira (20), algumas áreas de instabilidade já atuam na região Oeste. Entre 8h e 9h Palotina já tinha registrado 4,2 mm de chuva. “Nesta sexta-feira estamos com a presença de um sistema de baixa pressão atuando entre o Paraguai, o Norte da Argentina e o Sul do Brasil. Este sistema de baixa pressão favorece a formação de áreas e linhas de instabilidade. Gradualmente, essas áreas de chuva se deslocam de Sudoeste para Nordeste alterando as condições do tempo em praticamente todo o Paraná”, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.
No Norte do Paraná as temperaturas ainda chegam até 35°C nesta sexta-feira. O ambiente aquecido é combustível para a formação de tempestades, com maior um potencial no Noroeste, Norte, Campo Gerais e Leste do Paraná (entre Curitiba e as praias). No Litoral, em específico, a preocupação maior é com o volume de chuvas, que será alto em algumas cidades.
“Há também o avanço de uma frente fria pelo oceano. Apesar de estar distante do Paraná, gradualmente com o afastamento desse sistema até o sábado em direção ao oceano, ocorrerá uma mudança na direção dos ventos especialmente no setor Leste. Portanto na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral, a partir da noite desta sexta, o vento passa a soprar de Leste e Sudeste, transportando bastante umidade do oceano”, detalha Samuel.
Tanta umidade poderá ocasionar acumulados de chuva acima de 100 mm em algumas cidades do Litoral paranaense, e especialmente na região da Serra do Mar os volumes podem alcançar valores perto dos 200 milímetros nas próximas 24 horas a 48 horas.
O Boletim de Gestão de Riscos, elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil Estadual, aponta nesta sexta-feira (20) risco alto em toda a metade sul do Paraná para tempestades pontualmente severas com chuva forte em curto espaço de tempo, alagamentos, intensas rajadas de vento, podendo provocar destelhamentos e quedas de galho de árvores. 
FIM DE SEMANA – No sábado as temperaturas terão declínio mais acentuado na faixa Leste, devido à maior presença de nuvens e chuva que ocorrerá em vários momentos do dia. Em Curitiba as temperaturas máximas, que podem alcançar os 29°C na sexta (20), chegam apenas aos 23°C entre sábado (21) e segunda-feira (23). Em Antonina, as máximas podem chegar a 30°C na sexta (20), mas caem para valores entre 24°C e 25°C entre sábado (21) e segunda (23). A partir de terça-feira (24) as temperaturas voltam a subir gradativamente.
Já no Interior do Paraná o sábado será abafado e a previsão indica risco de novas tempestades entre o Oeste, o Noroeste e o Norte, onde as temperaturas máximas devem ficar perto da casa dos 30°C. No domingo (22), no Oeste, as temperaturas terão leve declínio, chegando à casa dos 26°C a 27°C, e já voltam a subir na segunda-feira (23). No Norte as temperaturas máximas só devem reduzir um pouco mais na terça-feira (24), chegando a valores entre 25°C e 27°C.
Ainda no domingo (22), a chuva pode ocorrer de forma ocasional, especialmente no período de maior aquecimento. “A chance de tempestades no interior do estado, no domingo, é um pouco mais baixa. Já no Litoral e na Região Metropolitana de Curitiba, o vento continua transportando bastante umidade do oceano, por isso o céu vai se manter com muitas nuvens, pouca variação das temperaturas e com chuvas ocorrendo de forma ocasional ao longo do dia”, afirma Samuel.
Na segunda-feira (23), a condição de instabilidade ainda persiste no Paraná em virtude da presença de um ar bastante aquecido e úmido. Por este motivo, é importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar.
Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
Por - AEN
O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), passa a contar com um canal exclusivo para denúncias de crimes ambientais: o IAT-Sisgop. A ferramenta, criada para centralizar e agilizar as ocorrências relacionadas à fiscalização ambiental no Paraná, está disponível no portal do órgão ambiental.
O acesso se dá por meio da aba “Institucional”, em “Fale com o IAT” e “Registre sua Denúncia de Crimes Ambientais”. Outro caminho é via “Fiscalização – Denúncia de Crimes Ambientais” e “Serviços para você! – Denunciar crime ambiental”. A plataforma permite também denúncias anônimas.
Agente de Ouvidoria e Transparência do IAT, Sayto Gama explica que, até então, todas as denúncias eram registradas pela Ouvidoria da autarquia. Porém, em razão do volume de queixas de crimes ambientais, foi necessário ampliar as opções para o cidadão, desmembrando responsabilidades – foram 8,1 mil multas aplicadas pelo instituto apenas em 2025. Agora, o canal de Ouvidoria segue voltado apenas para as demais questões administrativas do órgão, como sugestões, elogios e reclamações.
“As questões acabavam se misturando. Em 2025, por exemplo, foram 6.777 denúncias registradas pela Ouvidoria. Dessas, cerca de 90% eram crimes ambientais que precisam da vistoria ou averiguação do IAT”, afirma Gama. “Agora, com a divisão de canais, o atendimento fica mais ágil, concentrado por temas específicos”.
O IAT-Sisgop foi desenvolvido pela Celepar, mas adaptado para atender exclusivamente as denúncias de crimes ambientais no âmbito do Instituto. Para que o órgão possa tomar qualquer atitude quanto às solicitações encaminhadas, é essencial que o cidadão descreva o fato de forma clara e informe o endereço completo do local a ser vistoriado, além de fotos, vídeos ou outros documentos que sirvam de evidências do fato ocorrido. A ausência dessas informações inviabiliza o encaminhamento da equipe de fiscalização.
“Nossa central faz uma triagem dessas denúncias e aproximadamente metade delas são canceladas por ausência de endereço. É fundamental que a população coloque a localização e descreva o fato de forma clara e objetiva para que consigamos atuar de maneira eficiente”, afirma o agente.
COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para reduzir cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.
“A missão do Instituto é proteger, preservar, conservar, controlar e recuperar o patrimônio ambiental paranaense, buscando uma melhor qualidade de vida para a população, com foco no desenvolvimento sustentável. Para isso, contamos com a participação da sociedade nessa corrente de fiscalização”, destaca Gama.
Por - AEN
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (19) declarar inconstitucional a lei municipal que criou o Programa Escola Sem Partido no município de Santa Cruz de Monte Castelo, no Paraná. 

A lei entrou em vigor em dezembro de 2014 e estabeleceu que as escolas do município devem seguir regras de neutralidade política, ideológica e religiosa, além de permitir o pluralismo de ideias no ambiente acadêmico.
A ação que motivou o julgamento foi protocolada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Associação Nacional de Juristas Pelos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e Intersexuais (Anajudh-LGBTI).
As entidades alegaram que a norma municipal invadiu a competência do Congresso Nacional para estabelecer as diretrizes da educação. Além disso, a perseguição ideológica aos professores também foi citada pelas recorrentes.
Prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Luiz Fux, que concordou que a lei municipal invadiu prerrogativa da União para legislar sobre matérias que envolvem o tema da educação.
Fux argumentou que as leis educacionais do país fomentam a formação política do estudante e permitem o exercício da cidadania.
"A neutralidade ideológica ou política pretendida por essa lei municipal, ao esterilizar a participação social, decorrente do ensino escolar, mostra-se não apenas inconstitucional, mas incompatível como o nosso ordenamento jurídico", afirmou.
Censura
Fux também citou que os professores têm direito à liberdade acadêmica e que lei estabelece a censura aos docentes.
"Ao proibir o docente de introduzir, em disciplina obrigatória, conteúdos que estão em conflito com as convicções morais, religiosas e ideológicas dos estudantes e de seus pais, essa norma estabelece uma censura prévia", afirmou.
O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente, Edson Fachin.
Durante o julgamento, Dino acrescentou que a lei poderia inviabilizar o ensino escolar. "Se fosse aplicada a lei, um professor não conseguiria sequer explicar a origem do nome da cidade, porque é Santa Cruz. Se ele fosse dar aula sobre a santa cruz, ele iria romper a neutralidade, porque vai ter que explicar que a cruz é santa ou não é santa", comentou.
A ministra Cármen Lúcia considerou "grave" a aprovação da lei e disse que norma coloca os professores em "situação de medo".
"O medo é o maior instrumento de fragilização de qualquer profissional. Uma lei como essa coloca o professor permanentemente em uma situação de medo de falar alguma coisa", completou.
por - Agência Brasil
Para muitos, a Unidade Básica de Saúde (UBS) ainda é vista como o lugar apenas para se vacinar, realizar curativo ou buscar um medicamento. No entanto, a UBS, na verdade, é um dos pilares da Atenção Primária à Saúde (APS), a principal porta de entrada para os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No Paraná, uma estratégia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está tentando mudar ainda mais essa mentalidade nas 2.156 Unidades Básicas de Saúde e 554 Postos de Saúde da rede. Eles incluem todas as modalidades de Atenção Primária à Saúde.
A qualificação da Atenção Primária à Saúde, que inclui o funcionamento das UBS, está no centro do Programa Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (Proaps). A iniciativa tem o objetivo de reforçar e implementar as diretrizes do SUS e da Rede de Atenção à Saúde (RAS), utilizando as equipes de modo mais cirúrgico para atender as necessidades da população.
Esse esforço garante o funcionamento do fluxo de atendimentos, como, por exemplo, o programa de agentes comunitários de saúde, o de saúde da família, o de saúde bucal, além da formação permanente dos profissionais.
Na prática, para a população, a APS forte se torna um diferencial. Historicamente, as pessoas se acostumaram a procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para casos agudos, esquecendo a prevenção e a promoção. O que o programa quer é investir no olhar para a saúde ao longo de toda a vida.
"O que queremos é uma APS forte para fazer o controle de condições crônicas e oferecer o que é possível na base, ou seja, na UBS, para que o usuário não tenha que se deslocar para outros níveis de atenção", diz o secretário da Saúde, Beto Preto. “O Paraná é um dos estados que mais investe e cofinancia a Atenção Primária à Saúde no Brasil e vamos continuar nesse ritmo”.
Diferente do pronto atendimento, a UBS trabalha com o conceito de território. Cada unidade é responsável por cerca de 2,5 mil famílias do entorno de sua localização. Diante disso, a orientação para a população é que procure conhecer a unidade mais próxima de sua residência, conheça o médico, o enfermeiro e demais profissionais responsáveis pelo seu território e também todos os atendimentos e serviços ofertados.
“A UBS é o espaço de acompanhamento contínuo, onde o foco não é apenas a doença que surgiu hoje, mas a saúde que se mantém ao longo da vida. Nosso esforço é que a população se sinta acolhida na sua UBS e que ela seja a primeira opção quando a assistência e o cuidado forem necessários”, complementa a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
FORTALECIMENTO – De acordo com informações de 2025, disponibilizadas pelo Ministério da Saúde (MS) no e_Gestor APS, o Paraná possui mais de 2,8 mil equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) e 491 equipes de Atenção Primária à Saúde. Com isso, a cobertura populacional estimada da APS é de 94,33%, ou seja, praticamente toda a população paranaense tem uma unidade de referência.
A UBS atende a saúde da pessoa desde o nascimento até a terceira idade. Na UBS é possível receber ações de prevenção de doenças e de promoção da saúde, resolvendo cerca de 80% das demandas de saúde sem que a pessoa precise procurar atendimento em prontos-socorros ou hospitais.
Desde 2019, a Sesa investe quase R$ 200 milhões em obras de reforma, ampliação e construção de novas UBS, visando padrões de qualidade. Já foram 358 unidades construídas ou reformadas, e outras 173 seguem em obras.
NA PRÁTICA – Em Nova Esperança do Sudoeste, na região Sudoeste do Paraná, que tem pouco mais de 5 mil habitantes, 100% dos domicílios têm cobertura de atendimento das equipes da Atenção Primária, com quatro Unidades Básicas de Saúde, sendo uma no perímetro urbano e as outras três na zona rural, nas comunidades de Rio Gavião, KM 38 e Barra Bonita.
De acordo com a coordenadora de Atenção Primária do Município, Carla Koerich Ticianeli, a UBS da Barra Bonita é a que, em números, mais realiza atendimentos, uma média de 313 famílias, cerca de 881 pessoas. “Funciona de segunda a sexta-feira, oito horas por dia, e atende além dos moradores da Barra Bonita, outras comunidades menores na região”, explica.
O atendimento médico é realizado duas vezes por semana, com agenda programada e também demanda espontânea com um número aproximado de 100 consultas no mês. Também oferece tratamento odontológico e psicológico.
Carla ainda relatou que em 2024, a UBS passou por reforma e adequações, em que foi possível melhorar os ambientes e trazer um espaço mais acolhedor para o atendimento dos pacientes. “A população da região procura os serviços com frequência e sempre relata que gosta deste atendimento que supre a necessidade e é mais próximo de casa, não precisando se deslocar até a cidade para buscar assistência médica”, conclui.
Por - AEN
































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