A grande concentração de pessoas em estabelecimentos de uso coletivo como casas noturnas, cinemas e teatros exige atenção redobrada para a segurança. Situações de incêndio ou pânico nesses ambientes podem evoluir rapidamente, dificultando a evacuação e colocando vidas em risco. O incêndio na Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, que resultou na morte de mais de 200 pessoas, é uma tragédia que evidenciou a importância de estruturas adequadas e de atitudes seguras em situações de emergência.
Antes mesmo desta ocorrência, o Paraná já adotava regras rigorosas para edificações com grande concentração de público. O Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (CSCIP), do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), estabelece normas técnicas para garantir a evacuação segura e a proteção das pessoas. Após o incêndio na boate gaúcha, outros estados também passaram a endurecer suas exigências, reforçando a importância desse tipo de regulamentação.
Os proprietários e responsáveis pelo uso das edificações devem garantir que os estabelecimentos estejam adequados às exigências previstas na legislação, desde a fase de projeto até o funcionamento. Isso inclui a execução das medidas de segurança, como dimensionamento das saídas de emergência, instalação de sistemas de prevenção e combate a incêndio, além do respeito à capacidade máxima de público. Também é obrigatório manter o imóvel em conformidade com o uso para o qual foi projetado, evitando alterações que possam comprometer a segurança.
Além da adequação inicial, é responsabilidade dos proprietários assegurar a manutenção contínua de todos os sistemas de segurança, como extintores, hidrantes, sinalização e iluminação de emergência, mantendo-os sempre desobstruídos e em pleno funcionamento.
A porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca, reforça que o cumprimento dessas exigências é fundamental para garantir a proteção das pessoas. “As medidas de segurança contra incêndio são projetadas para permitir uma evacuação rápida e segura, além de possibilitar o controle do fogo ainda no início. Quando essas exigências não são cumpridas ou não recebem manutenção adequada, o risco para quem está no local aumenta significativamente”, explica.
Entre as irregularidades mais comuns em edificações observadas pelo CBMPR estão as saídas de emergência obstruídas ou até mesmo trancadas, além de equipamentos de combate a incêndio, como extintores e hidrantes, bloqueados por objetos ou móveis. Situações como essas comprometem diretamente a evacuação e o combate inicial ao fogo.
A militar destaca que o cumprimento das normas de segurança por parte dos estabelecimentos é um investimento em segurança. “Há pessoas que dizem que as estruturas contra incêndio e pânico são muito caras ou difíceis de serem implementadas, mas elas salvam vidas e isso não tem preço”, afirma a capitã.
DE OLHO EM DICAS – A responsabilidade pelo cumprimento das normas de segurança em estabelecimentos é sempre dos proprietários, mas cada pessoa também pode ser um agente ativo de sua própria segurança apenas seguindo algumas orientações básicas dos bombeiros.
As orientações passam por observar a capacidade máxima indicada para o estabelecimento, identificar a saída de emergência mais próxima, verificar se as saídas estão desobstruídas e destrancadas, localizar extintores e hidrantes e observar se estão acessíveis, evitar permanecer em ambientes superlotados, não bloquear acessos ou equipamentos de segurança, em caso de emergência, não voltar para buscar objetos pessoais, procurar a saída mais próxima, mesmo que não seja por onde entrou; e ao perceber qualquer situação de risco, acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193.
O CBMPR também orienta com frequência moradores de edifícios sobre como agir em situações de emergência, mas no caso de estabelecimentos coletivos ainda se faz necessária a criação de uma cultura de segurança própria para esses ambientes. Se em edifícios residenciais existe maior familiaridade com o ambiente e com as rotas de fuga, em locais públicos, como cinemas, teatros e casas noturnas, o cenário é diferente: o público não está habituado com a edificação, o que torna essencial observar as saídas de emergência e a localização dos equipamentos de segurança ao entrar no local.
Segundo Luisiana, adotar esse simples hábito de observar e se familiarizar com o ambiente faz toda a diferença em uma situação de emergência. “Em locais com grande concentração de público é comum surgir uma situação de pânico quando é necessária a evacuação rápida. A quantidade de pessoas pode dificultar a locomoção até a saída de emergência, com risco de pessoas serem pisadas ou até apresentarem dificuldade respiratória durante esse deslocamento”, explica a bombeira.
Ela destaca outro diferencial da observação de cada pessoa em situações de risco. “É comum que as pessoas tentem sair pelo mesmo local por onde entraram, mas nem sempre essa decisão pode ser a mais segura. Dependendo da sua localização dentro do estabelecimento, pode haver saídas de emergência mais próximas e acessíveis”, diz.
POr - AEN
A campanha de vacinação contra a gripe no Paraná já contabiliza mais de 597 mil doses aplicadas desde o dia 28 de março, data que marcou o Dia D de mobilização nacional para prevenção da influenza. Para garantir a continuidade da imunização, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mantém o abastecimento regular das Unidades Básicas de Saúde (UBS) com a distribuição de 1,7 milhão de doses às suas 22 Regionais desde o início da campanha.
Por enquanto, a vacinação contra a gripe pelo SUS é exclusiva para grupos prioritários - crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e indivíduos com comorbidades ou deficiência permanente, além de categorias de trabalhadores específicas, como professores, trabalhadores da saúde, forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, trabalhadores portuários, funcionários dos Correios e população privada de liberdade.
O secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, destaca o volume de vacinas já recebidas e aplicadas, alertando para a importância de a população buscar a imunização. “Quanto antes nos vacinarmos, melhor. Uma vez que a pessoa recebe a vacina, o corpo demora de duas a três semanas para estar com a reação de imunidade completa. Quanto antes vacinados, estaremos nos protegendo e evitando agravos no período do frio", ressalta.
ALERTA – Neste ano, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) já apresenta um comportamento atípico, acometendo fortemente os estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste antes do período de outono e inverno. Embora os estados da região Sul ainda estejam fora desse mapa de maior gravidade, a chegada do outono e a consequente queda das temperaturas acendem um alerta principalmente para os grupos de risco, entre eles idosos e crianças.
“Com a queda das temperaturas, natural na região durante o outono e com a aproximação do inverno, esses índices podem piorar, tornando a vacinação a grande arma da população paranaense”, destaca Neves. "Quanto antes vacinarmos, nós estaremos nos protegendo e evitando agravos no período de frio".
MULTIVACINAÇÃO – A 28ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza no Paraná acontece em mais de 1.850 salas de vacinação distribuídas pelos 399 municípios e segue até o dia 30 de maio. A meta da Sesa é imunizar 90% dos grupos prioritários, o que representa alcançar cerca de 4,5 milhões de paranaenses.
Em paralelo à campanha contra a gripe, o Paraná realiza a estratégia de multivacinação. A ação ocorre simultaneamente nos municípios paranaenses com o objetivo de reforçar a proteção contra diversas doenças antes do período de maior circulação viral.
Durante a mobilização, são ofertadas diferentes vacinas do calendário nacional em um único momento, com o objetivo de atualizar a situação vacinal da população.
Por - AEN
Acabou a espera: a temporada para colheita, transporte, comercialização e armazenamento do pinhão começa oficialmente nesta quarta-feira (15) em todo o Paraná. A medida vale tanto para o consumo humano quanto para uso em sementeiras. Um calendário mais enxuto, já que até o ano passado o ciclo da semente tinha início em 1º de abril.
A mudança, determinada pelo Instituto Água e Terra (IAT), busca garantir a extração sustentável da semente, proteger o ciclo reprodutivo da espécie e conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação do meio ambiente.
Além disso, explica o chefe da Divisão de Licenciamento de Fauna e Flora do Instituto, José Wilson de Carvalho, o adiamento causa impacto direto na saúde dos consumidores de um dos principais símbolos da culinária paranaense.
“Já observamos casos de pessoas coletando pinhas que ainda estão verdes, com casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Essa prática é proibida, já que nesse estado elas são impróprias para o consumo, podendo favorecer a presença de fungos. Por isso estabelecemos essa nova data-limite”, afirma. “Indicamos sempre à população a compra de pinhas que já estão com um aspecto mais marrom-avermelhado, aquelas que caem naturalmente das árvores”.
A alteração atende a Instrução Normativa nº 03/2026 e busca alinhar a legislação estadual ao regramento federal. A peça jurídica revoga a Portaria IAP nº 46, de 26 de março de 2015, e a Instrução Normativa nº 11/2025, passando a ser o principal instrumento de controle da exploração do pinhão no Paraná, unindo as práticas econômicas à preservação da Araucária, espécie-símbolo do Paraná e integrante do bioma Mata Atlântica.
A multa em caso de desobediência é de R$ 300 a cada 50 quilos apreendidos (ou fração equivalente), além da responsabilização por crime ambiental. A fiscalização durante toda a temporada de pinhão será feita por agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA).
As denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria do IAT, aos escritórios regionais pelos telefones (41) 3213-3466 e (41) 3213-3873 ou 0800-643-0304 e, ainda, à Polícia Ambiental (41) 3299-1350.
ECONOMIA – A cadeia produtiva do pinhão gera incremento econômico na vida de milhares de famílias paranaenses. A cultura movimentou R$ 25,7 milhões em 2024 (dado mais recente), de acordo com o Valor Bruto de Produção (VBP), levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab). Os municípios que mais se destacaram na produção foram Pinhão (17,5%), Inácio Martins (14,9%), Turvo (8,7%), Guarapuava (7,3%) e Prudentópolis (5,2%).
Por -AEN
Com a proximidade do feriado de Tiradentes, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) está em alerta para garantir que os estoques de sangue permaneçam em níveis seguros e, desta forma, reforça o pedido para que doadores de todos os tipos sanguíneos, com um apelo especial para os tipos O- e O+, doem sangue antes de aproveitarem os dias de folga.
Os períodos de feriados prolongados são historicamente críticos para a rede de saúde, já que geralmente ocorre o aumento do fluxo de veículos nas estradas, o que eleva o risco de acidentes e traumas, sendo esse um dos principais impulsores da demanda por bolsas de sangue. Paralelamente, o volume de doações costuma sofrer uma queda expressiva, já que muitos doadores aproveitam a data para viajar.
“Esse sangue doado agora é a garantia de que os estoques se manterão estáveis durante o período do feriado. Acabamos de sair do feriado de Páscoa e o feriado de Tiradentes está logo ali, e precisamos dessa solidariedade do paranaense para que nossas unidades tenham suporte para qualquer emergência ou mesmo tratamento em curso”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
É importante destacar que uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas. O material coletado é essencial não apenas para atendimentos de urgência, mas também para o andamento das cirurgias eletivas e de emergência, tratamentos oncológicos e pacientes com doenças hematológicas crônicas.
Outro fator que é importante enfatizar é que a Hemorrede do Paraná funciona como uma rede integrada e solidária. O sangue coletado em cada unidade é utilizado de forma compartilhada para atender às necessidades assistenciais em todo o Estado. Nenhuma unidade atua de forma isolada, com o objetivo principal de garantir que nenhum paciente fique sem atendimento. Com isso, as doações efetuadas nas 23 unidades da Rede em todo o Estado, podem atender pacientes que necessitem do sangue em todo o Paraná.
QUEM PODE E COMO DOAR – Para ser doador é preciso ter entre 16 e 69 anos (menores precisam de autorização e presença do responsável). Pesar no mínimo 51 quilos e respeitar o intervalo de doação que é de 2 meses para homens e 3 meses para mulheres. É preciso apresentar documento oficial com foto;
A orientação é para que no dia da doação a pessoa esteja descansada, alimentada e bem hidratada, evitando alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação. O organismo repõe o sangue retirado rapidamente, sem qualquer prejuízo à saúde do doador.
Para facilitar e agilizar o atendimento, é possível fazer o agendamento prévio AQUI.
Por- AEN
Em tempos de tempestades severas, um hábito se tornou mais frequente entre os paranaenses: observar o céu. Atenta à aproximação de tempestades, a população passou a analisar mais a movimentação da atmosfera, e a dúvida mais frequente tem sido sobre os tipos de nuvens.
A equipe do Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, explica quais são as nuvens que indicam a aproximação de ocorrências mais graves: quanto maior o desenvolvimento vertical da nuvem (formando enormes torres que se estendem da base até altas altitudes), maior o potencial para a formação de tempestades.
O Atlas Internacional de Nuvens, publicado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e seguido pelo Simepar, classifica as nuvens em dez gêneros principais, definidos com base na aparência e na altitude. Esses gêneros subdividem-se em quatorze espécies, nove variedades, além de incluírem características suplementares e nuvens especiais. As nuvens podem se juntar, portanto estima-se mais de cem combinações possíveis.
Muitas vezes, identificar e classificar exatamente o tipo de nuvem é uma tarefa desafiadora, pois frequentemente diferentes tipos de nuvens podem estar presentes ao mesmo tempo ou em camadas próximas no céu. As características visuais e meteorológicas podem se misturar, criando transições graduais ou formas híbridas. Variações locais de temperatura, umidade e vento influenciam diretamente a formação e aparência das nuvens, tornando a observação e classificação ainda mais complexas, mas algumas nuvens têm características bem definidas.
NUVENS BAIXAS – Entre as nuvens baixas, a mais comum é a Cumulus, que tem bordas bem definidas e uma base plana. “São formações típicas de dias quentes, úmidos e com bastante sol, caracterizadas por sua aparência fofa e semelhante a bolas de algodão. Elas geralmente se formam cerca de um quilômetro acima do solo e não apresentam grande desenvolvimento vertical. O ar próximo à superfície sobe e forma as nuvens. Em condições de instabilidade atmosférica, as Cumulus podem evoluir para formações maiores, expandindo-se principalmente na vertical”, explica Julia Munhoz, meteorologista do Simepar.
Também baixas, as nuvens Stratus são formações horizontais que cobrem o céu de maneira uniforme e contínua, como um manto cinzento. Não possuem bordas bem definidas, e criam uma atmosfera mais nublada, e opaca. “São mais comuns em dias frios e úmidos ou durante a manhã. Normalmente, desenvolvem-se em altitudes inferiores a dois quilômetros, formadas quando o ar quente e úmido se desloca sobre uma superfície mais fria, resfriando-se até atingir o ponto de saturação. Frequentemente, indicam neblina ou chuviscos leves, sem precipitação significativa”, afirma Júlia.
Outro tipo de nuvem formada em altitudes baixas (um a dois quilômetros acima da superfície), as nuvens Stratocumulus cobrem grandes áreas do céu, com uma textura característica em blocos, ondulações ou faixas, que parecem “flocos” ou “rolos” organizados, separados por pequenos espaços de céu claro. Diferentemente das nuvens stratus, elas apresentam textura e variações na tonalidade, alternando entre cinza e branco.
“As Stratocumulus geralmente aparecem em dias frescos e úmidos, quando o ar próximo à superfície sobe e se mistura com camadas mais frias da atmosfera. Elas estão associadas à condições de tempo estáveis ou em transição, e podem trazer chuviscos leves”, ressalta Júlia.
Já as nuvens Nimbostratus são formações densas e espessas que cobrem o céu de maneira uniforme, sem bordas ou formações distintas, que elas bloqueiam quase completamente a luz solar, deixando o ambiente com pouca luminosidade. Aparecem geralmente em dias úmidos e frios e geralmente estão associadas a chuvas contínuas ou neve de intensidade moderada. Elas se formam em altitudes entre um e três quilômetros acima da superfície, e estão relacionadas a sistemas meteorológicos de larga escala, como frentes frias ou quentes.
MÉDIAS – As nuvens Altocumulus são formadas por pequenos aglomerados ou ondulações em tons de branco ou cinza, como flocos ou placas arredondadas, com pequenos espaços claros entre as formações. Ficam localizadas em altitudes médias (dois a sete quilômetros acima da superfície).
Associadas a umidade moderada e movimentos ascendentes de ar, elas costumam ser translúcidas, permitindo visualizar a posição do Sol. São comuns em manhãs ou dias com umidade moderada e geralmente indicam mudanças no tempo, como a aproximação de frentes frias ou sistemas de baixa pressão.
Formadas na mesma altitude média, as nuvens Altostratus são mais uniformes e cobrem grande parte do céu, geralmente em tons de cinza ou azul-acinzentado, como uma camada extensa e translúcida que permite que o Sol ou a Lua sejam vistos como um disco fosco, sem brilho. São mais finas que as Nimbostratus. Elas estão associadas a sistemas meteorológicos como frentes quentes, indicando a aproximação de chuvas ou neve leve a moderada.
ALTAS – Em altitudes elevadas, acima de seis quilômetros, se formam as nuvens Cirrus, compostas exclusivamente por cristais de gelo. Elas são formações delicadas, com aparência fibrosa ou em forma de fios, plumas ou traços espalhados pelo céu, geralmente de cor branca brilhante. Essas nuvens estão frequentemente associadas a condições estáveis em níveis superiores da atmosfera, mas também podem indicar a aproximação de frentes ou sistemas de baixa pressão.
“Elas são leves e não bloqueiam a luz do Sol, criando um céu claro e translúcido. A presença de cirrus pode ser um sinal de mudanças no tempo, como a aproximação de chuvas ou tempestades nas próximas 24 a 48 horas, especialmente se começarem a aumentar em quantidade”, detalha Júlia.
Também formadas em altitudes elevadas, as nuvens Cirrocumulus são compostas, principalmente, por cristais de gelo. Elas aparecem em padrões organizados, como pequenos flocos ou grânulos, frequentemente dispostos em filas ou ondulações, cobrindo parte ou todo o céu em tons de branco brilhante. Elas são finas e translúcidas, sem sombras em suas formações.
“Elas estão associadas a condições de estabilidade nos níveis superiores da atmosfera. Embora não estejam diretamente ligadas à precipitação, sua presença pode indicar a chegada de umidade em altitudes elevadas, sugerindo mudanças no tempo nas próximas horas ou dias”, explica Júlia.
Aquela aparência fina e leitosa, porém translúcida, que cobre o céu de maneira uniforme em altitudes elevadas, é a característica das nuvens Cirrostratus. Quando elas estão no céu, o sol ou a lua ficam visíveis muitas vezes com a formação de um halo luminoso ao redor. Elas não produzem precipitação diretamente, mas aparecem quando há umidade em níveis superiores da atmosfera e frequentemente, indicam a aproximação de sistemas frontais ou tempestades em desenvolvimento: chuva ou neve, nas próximas horas ou dias.
DESENVOLVIMENTO VERTICAL – As mais altas de todas são as Cumulonimbus, que possuem formações verticais imponentes. Da base, a cerca de um quilômetro do solo, ela cresce até os níveis superiores da troposfera, acima de 12 km de altura.
Com uma base escura e um topo em forma de bigorna, as Cumulonimbus são associadas a tempestades severas, incluindo chuvas fortes, raios, granizo, intensas rajadas de vento (downbursts) e, ocasionalmente, tornados. Estas nuvens indicam forte instabilidade atmosférica e desempenham um papel essencial na redistribuição de calor e umidade na atmosfera.
“Elas são fáceis de reconhecer porque têm uma base escura e crescem muito alto, parecendo uma torre gigante de algodão-doce. O topo pode parecer uma bigorna ou um chapéu achatado. Estas nuvens costumam aparecer em dias quentes e úmidos”, detalha Júlia.
ESPECIAIS – Saindo das Cumulonimbus, algumas nuvens ganham característica de um funil em direção ao chão. Caso toque o solo, a nuvem funil é considerada um tornado. Caso o toque com a superfície ocorra em rios, lagos ou no oceano, o nome dado é tromba d’água.
Já as nuvens Mammatus são caracterizadas por protuberâncias pendentes da base de uma nuvem, com aspecto de “bolsas", e estão normalmente associadas a cumulonimbus em dissipação ou em tempestades severas, como queda de granizo, fortes rajadas de vento, chuvas intensas e até tornados. Indicam intensa turbulência atmosférica na base da nuvem. Não representam perigo diretamente, mas indicam um ambiente instável.
Existem ainda as nuvens Lenticulares, que possuem formato de lente ou disco, e por isso são frequentemente confundidas com OVNIs. “Elas são relacionadas ao fluxo de ar estável e úmido que interage com terrenos elevados, como montanhas ou cordilheiras. Formam-se quando o ar sobe o relevo, condensa e cria a nuvem. Ao descer, evapora, gerando o formato característico em lente. Indicam a presença de fortes correntes de ar e turbulência, representando risco para aeronaves, mesmo em céus aparentemente calmos”, detalha Júlia.
Por fim, as nuvens Pileus formam uma fina camada em forma de "capuz" ou "véu" no topo de uma nuvem em ascensão, como Cumulus ou Cumulonimbus. “Elas estão relacionadas a um rápido movimento ascendente do ar quente e úmido, que condensa ao atingir camadas mais frias na atmosfera. Indicam forte convecção atmosférica, sendo precursoras do crescimento vertical da nuvem principal. Estão associadas a condições meteorológicas instáveis, com potencial de evolução para tempestades, que podem se tornar severas”, afirma Júlia.
Quem quiser conhecer mais sobre as variedades de nuvens, pode acessar o Atlas completo da Organização Meteorológica Mundial em https://cloudatlas.wmo.int/.
Por - AEN
Os proprietários de veículos com placas terminadas em 7 e 8 devem ficar atentos ao prazo de vencimento da 4ª parcela do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026, que encerra nesta terça-feira (14). De acordo com a Receita Estadual do Paraná, cerca de 1,3 milhão de contribuintes optaram pelo pagamento parcelado.
Para os que escolheram parcelamento, o vencimento das cotas do mês de abril termina quarta-feira (15), conforme o número final da placa do veículo. Por isso, é importante acompanhar o cronograma de vencimentos para evitar atrasos, perda de benefícios e problemas decorrentes da inadimplência. A multa é de 0,33% ao dia mais juros de mora (de acordo com a taxa Selic). Após 30 dias de atraso, o percentual é fixado em 20% do valor do imposto.
COMO PAGAR – As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerá-las. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes podem pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
ALÍQUOTAS – Com alíquota geral de 1,9% sobre o valor venal dos veículos, o Paraná tem um dos menores IPVAs do País. Contudo, em alguns casos, os proprietários pagam ainda menos.
Ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1% no Estado. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Além disso, as motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025.
SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento nos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.
Confira o vencimento por final de placa da quarta parcela do IPVA 2026:
1 e 2: 09/04 (vencido)
3 e 4: 10/04 (vencido)
5 e 6: 13/04 (vencido)
7 e 8: 14/04
9 e 0: 15/04
Por - AEN

























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