O Paraná registra no início desta semana em todas as unidades da Agências do Trabalhador. As regionais de Cascavel, Curitiba e Campo Mourão concentram o maior volume de oportunidades, com 4.444, 4.100 e 3.631 vagas, respectivamente.
Alimentador de linha de produção é a função com mais ofertas abertas: são 6.197 em todo o território paranaense. A atividade só não lidera as vagas ofertadas em duas das 12 regionais. Abatedor e magarefe (especialista no abate e na preparação primária de animais para consumo) vêm em seguida, com 1.410 e 909 oportunidades no Estado, especialmente nas regiões de Campo Mourão, Cascavel, Foz do Iguaçu e Umuarama.
Na Grande Curitiba, o cenário é um pouco diferente. Alimentador de linha de produção também ocupa o primeiro posto, com 567 vagas, mas as funções seguintes são: operador de telemarketing ativo e receptivo (320); faxineiro (262) e auxiliar nos serviços de alimentação (191).
As demais vagas estão distribuídas em todas as regionais do Estado, com destaque para Foz do Iguaçu (2.452), Pato Branco (2.191), Maringá (1.455) e Londrina (1.154). Também há ofertas em Umuarama (925), Guarapuava (551), Paranaguá (430), Ponta Grossa (234) e Jacarezinho (62).
As Agências do Trabalhador também concentram vagas para profissionais com formação técnica ou ensino superior - algumas delas admitem estudantes. Em Curitiba, por exemplo, há oportunidades para advogado, cuidador de idosos, auxiliar de desenvolvimento infantil, técnico em recursos humanos, auxiliar de escrituração fiscal (contador), além de técnicos em eletrotécnica, elétrica e eletrônica, entre outros.
Já as oportunidades para estagiários têm como destaque posições em pedagogia, psicologia, educação física, enfermagem, marketing e magistério.
Para concorrer a qualquer uma das vagas, o trabalhador deve procurar a Agência do Trabalhador de seu município, portando documentos pessoais, CPF e carteira de trabalho. Para evitar filas e garantir atendimento, a orientação é que o atendimento seja agendado previamente pelo site oficial ou aplicativo da Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda.
As agências funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e as oportunidades estão sujeitas a alterações diárias conforme o preenchimento das vagas pelas empresas.
Por - AEN
O Paraná tem consolidado uma nova frente de protagonismo econômico no mercado internacional com a exportação de tecnologia e de insumos tecnológicos produzidos no Estado. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) mostram que, somente em 2025, o setor movimentou mais de US$ 3,8 bilhões em exportações, um crescimento de 15% em relação a 2024, quando foram injetados pouco mais de US$ 3,3 bilhões na economia paranaense.
A expansão é puxada principalmente pela indústria de alta tecnologia, envolvendo desde equipamentos médicos e componentes eletrônicos até sistemas de energia, produtos farmacêuticos e peças automotivas, que são o recorte analisado. O maior volume financeiro está concentrado no segmento de veículos automóveis, tratores e outros veículos terrestres, que movimentou mais de US$ 2,1 bilhões – o Estado é um dos maiores polos automotivos do Brasil.
Mas os dados também revelam uma transformação mais ampla da indústria paranaense, com crescimento em setores ligados à inovação, automação, saúde e tecnologia de precisão. Entre os principais grupos exportados pelo Paraná estão produtos farmacêuticos, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, materiais elétricos e eletrônicos, equipamentos médicos, além de instrumentos ópticos, fotográficos e de precisão.
Nos segmentos industriais, o destaque fica para áreas de maior valor agregado, como a fabricação de instrumentos e suprimentos médicos e odontológicos, fabricação de motores elétricos, geradores e transformadores, fabricação de produtos farmacêuticos e químicos medicinais, fabricação de componentes eletrônicos e placas, fabricação de cabos de fibra ótica e fabricação de equipamentos eletromédicos e eletroterapêuticos.
A fabricação de instrumentos e suprimentos médicos e odontológicos lidera entre os segmentos tecnológicos específicos, com mais de US$ 106,9 milhões exportados em 2025. Os principais destinos foram Suíça, Estados Unidos e México. Na sequência aparece a fabricação de motores elétricos, geradores, transformadores e aparelhos de distribuição e controle de energia elétrica, com mais de US$ 73,6 milhões exportados, principalmente para Estados Unidos, México e Bolívia.
Os produtos paranaenses com alta tecnologia no processo industrial também chegaram a mercados como Alemanha, França, Espanha, Colômbia, Argentina, Chile e Tailândia.
EXEMPLO – O avanço das exportações tecnológicas impulsionam empresas paranaenses que vêm ganhando espaço em mercados internacionais com soluções desenvolvidas localmente. É o caso da Plumatronix, fundada em Curitiba em 2007 e especializada em soluções de captura e processamento de imagens, além de leitura automática de placas de veículos.
A empresa desenvolve câmeras voltadas para captura de veículos, reconhecimento facial, monitoramento rodoviário e segurança pública, competindo em um mercado dominado por produtos importados. Também atua no desenvolvimento de balanças dinâmicas para pesagem automática de caminhões em rodovias, softwares para pedágios e cidades inteligentes, sistemas de conectividade para luminárias públicas e estações meteorológicas utilizadas pelo agronegócio, defesa civil e concessionárias rodoviárias.
Todo o desenvolvimento tecnológico é feito internamente pela empresa no Paraná, desde o projeto até os softwares embarcados, embora os componentes eletrônicos sejam importados. A Plumatronix já exporta soluções para países como Argentina, Costa Rica e Portugal. Entre os produtos comercializados estão balanças inteligentes e estações meteorológicas.
Segundo o CEO e chairman da empresa, Sylvio Calixto, a empresa vê um grande potencial de expansão internacional para a tecnologia desenvolvida no Paraná. “O Brasil tem apenas cerca de 2% de participação no mercado mundial, então ainda existem 98% desse mercado para a gente explorar. Estamos investindo cada vez mais no desenvolvimento de tecnologia e na ampliação da nossa presença internacional”, diz.
A empresa participou do processo de incubação no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), com o objetivo de estruturar os negócios e apoiar no seu crescimento no mercado.
O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, analisa que o Paraná é referência com grandes empresas indústrias despontando no mercado nacional e internacional, mas que na outra ponta, onde estão as empresas crescentes, a diferença do apoio do Governo do Estado é fundamental para que o empreendedorismo se fortaleça.
"O Paraná tem um ambiente de negócios diferenciado no país e o Governo do Estado tem ferramentas para apoiar desde os grandes negócios até as empresas que estão começando. No Tecpar, temos a nossa incubadora tecnológica, que desde 1989 já deu suporte a mais de 100 negócios, muitos deles destaque na exportação de tecnologia de excelência global. Esse apoio do Estado gera desenvolvimento no Paraná, com geração de emprego e renda para os paranaenses", salienta.
AMBIENTE FAVORÁVEL – O fortalecimento da exportação de tecnologia também é resultado de um ambiente favorável à inovação e à atração de investimentos criado pelo Governo do Paraná nos últimos anos.
Entre os principais instrumentos está o programa Paraná Competitivo, coordenado pela Secretaria da Fazenda e pela Invest Paraná. A iniciativa oferece incentivos para empresas que se instalam ou ampliam operações no Estado, incluindo benefícios fiscais e apoio ao desenvolvimento industrial. Entre 2019 e 2025, o programa fomentou a geração de 68,9 mil empregos no Paraná.
As cidades com maior número de empresas enquadradas no programa são Curitiba, com 115 empresas; Maringá, com 36; São José dos Pinhais, com 31; Ponta Grossa, com 27; Pinhais, com 25; Araucária, com 17; Cascavel e Campo Mourão, ambas com 14 empresas.
Além da instalação e ampliação industrial, o Paraná Competitivo também possui modalidades voltadas para e-commerce, energia renovável e inovação tecnológica.
Para o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, o foco na atração de empresas inovadoras ajuda a criar um ciclo de desenvolvimento tecnológico. “Quando a gente importa e traz para dentro do Paraná tecnologia, ao mesmo tempo se prepara para exportar tecnologia, exportar know-how. E isso gera receita para o Estado, retenção e geração de talentos, uma mão de obra mais especializada, o que gera um valor internamente”, analisa.
Outro exemplo é o programa Anjo Inovador, considerado o maior programa público de incentivo a startups do Brasil, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial. As duas primeiras edições do programa já somam R$ 37 milhões em investimentos destinados a 148 startups paranaenses. O novo edital prevê R$ 10 milhões para apoiar até 40 startups paranaenses, com foco em áreas estratégicas como biotecnologia, energias inteligentes e automação ética.
Nos últimos sete anos, o número de startups paranaenses cresceu mais de 500%, ultrapassando a marca de 2 mil empresas inovadoras, segundo o Mapeamento das Startups Paranaenses, publicado anualmente pelo Sebrae/PR.
Por -AEN
O sorteio da Mega-Sena 30 anos foi realizado na manhã deste domingo (24). O Paraná registrou 20 jogos que acertaram a quina do concurso 3010. O prêmio aos vencedores ficou entre R$ 13.890,02 e R$ 55.560,05, conforme o tipo de aposta.
Os números sorteados foram: 03 - 30 - 33 - 35 - 45 - 47.
Das 20 apostas paranaenses que acertaram cinco desses seis números, 16 são simples e quatro são bolões. Veja as cidades e os valores dos prêmios:
- Assis Chateaubriand: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Cambé: aposta simple. Levou R$ 13.890,02;
- Cascavel: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Japira: bolão de 35 cotas e nove números. Levou R$ 55.560,05;
- Londrina: bolão de 23 cotas e oito números. Levou R$ 41.670,02;
- Londrina: bolão de oito cotas e seis números. Levou R$ 13.890,00;
- Londrina: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Marilândia do Sul: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Maringá: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Ortigueira: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Paranaguá: aposta simples e com sete números. Levou R$ 27.780,04;
- São José dos Pinhais: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- São José dos Pinhais: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Tapejara: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
- Toledo: bolão de 10 cotas e nove números. Levou R$ 55.560,00.
O prêmio principal de R$ 336.340.053,67 foi dividido entre uma aposta vencedora de Fortaleza (CE) e outra do Rio de Janeiro (RJ). Cada uma embolsou R$ 168.170.026.
O próximo sorteio ocorre na terça-feira (26). O prêmio está estimado em R$ 3,5 milhões.
A chuva volta ao Paraná nesta sexta-feira (22) após uma rápida trégua ao longo da semana. Um cavado meteorológico em níveis médios da troposfera, associado ao avanço de áreas de instabilidade entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul, contribui para a formação de nuvens de chuva e já durante a manhã as precipitações começam com trovoadas ao Oeste, Noroeste e Sudoeste do Paraná.
“O tempo vai mudando gradativamente nas outras regiões paranaenses no decorrer do dia. Da tarde para a noite, a chuva avança para a região Central e também o Leste e Norte. No Litoral a chuva é prevista para a madrugada de sábado”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
Os riscos de tempestade são baixos em boa parte do Estado e moderados apenas no Oeste, Sudoeste e Centro Sul na sexta. O sol ainda aparece no Norte do Paraná. As temperaturas sofrem pouquíssima oscilação ao longo do dia. As máximas não passam dos 22°C em nenhuma região do Paraná, inclusive ficando abaixo de 14°C em cidades como Curitiba, Guarapuava e União da Vitória.
Já as mínimas, que ficaram abaixo dos 5°C na quinta-feira (21) em Capanema, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, General Carneiro, Guarapuava, Lapa, Laranjeiras do Sul, Palmas, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Toledo e União da Vitória, sobem gradativamente e já ficaram acima dos 5°C em todas as estações meteorológicas do Simepar nesta sexta-feira.
A massa de ar frio que predominou sobre o Estado ao longo da semana, se afasta do Paraná, e as temperaturas mínimas já ficam perto dos 10°C nas cidades mais frias do Sul paranaense ainda no sábado, e acima dos 10°C em todas as regiões paranaenses no domingo (24).
SÁBADO E DOMINGO – No sábado (23) ainda chove em todas as regiões paranaenses, mas do Centro ao Leste e Norte do Paraná a chuva será mais persistente, com fraca intensidade entre a madrugada e manhã. Nos Campos Gerais, Leste e Norte Pioneiro, há previsão de chuva moderada, com raios e maiores volumes acumulados, podendo ultrapassar os 50 mm até domingo. As temperaturas máximas seguem abaixo dos 22°C em todo o Estado.
No domingo, as áreas de instabilidade começam a se afastar do Paraná. No Leste, incluindo a Região Metropolitana e Curitiba e o Litoral, o dia será de chuva leve em vários momentos do dia. No Interior o sol volta a predominar entre muitas nuvens e garoa, ou chuva leve de forma ocasional, está prevista para a metade Norte do estado e para o Centro-Sul.
As temperaturas máximas sobem um pouco, chegando aos 24°C em Paranavaí, 21°C em Guaíra, 19°C em Pato Branco, 15°C em União da Vitória, 17°C em Curitiba, e 21°C em Paranaguá.
Na segunda-feira (25), quando as chuvas ficam ainda mais isoladas no e a estabilidade predomina na maior parte das cidades, as temperaturas sobem um pouco mais, com máximas entre 22°C e 26°C em todo o Oeste, Noroeste e Norte. A amplitude térmica segue baixa no Centro Sul e Leste, com temperaturas entre 13°C e 20°C na maioria das cidades.
MAR AGITADO – Entre a noite do sábado e madrugada do domingo, o mar fica ligeiramente agitado na costa paranaense, exigindo atenção redobrada para atividades na faixa de areia e navegação. As ondas podem alcançar até um metro de altura, com picos maiores em alto-mar. "O vento, que causa a agitação no mar, também contribui pra deixar a sensação de frio mais acentuada (sensação térmica mais baixa) entre a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais”, explica o meteorologista Lizandro.
ALERTAS – É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar. Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas.
Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
Por - AEN
Em um movimento decisivo para a saúde das mulheres, o Paraná dá mais um passo em direção à meta global de eliminação do câncer do colo do útero como problema de saúde pública. Durante a 2ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2026, realizada nesta quarta-feira (20), em Curitiba, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) pactuou a ampliação da oferta do exame de DNA-HPV para todos os municípios paranaenses.
A iniciativa estende o acesso a uma tecnologia molecular de ponta, desenvolvida no Brasil pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), em parceria com o Governo do Estado e a Fiocruz. O teste possui maior sensibilidade que o método tradicional e projeta examinar cerca de 328 mil paranaenses que integram o público-alvo.
O processo de implementação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná teve início em outubro de 2025, quando o Estado foi um dos 12 selecionados pelo Ministério da Saúde para a fase piloto nacional. Entre novembro de 2025 e maio de 2026, Curitiba e Rio Branco do Sul funcionaram como os municípios pioneiros da fase inicial. Agora, o exame passa a ser descentralizado para todo o território estadual.
Para este ano, as estimativas apontam a ocorrência de 1.120 novos casos da doença no Paraná. A nova metodologia surge como a principal aliada para reverter esse cenário e cumprir as diretrizes internacionais.
“A Organização Mundial da Saúde estabeleceu a meta de eliminar o câncer do colo do útero como problema de saúde pública até 2030. Eliminar, nesse caso, não significa zerar casos, significa reduzir a incidência para menos de 4 casos por 100 mil mulheres. O índice atual no Paraná é de 13 casos para cada 100 mil”, explicou o secretário estadual da Saúde, César Neves.
O secretário destacou ainda o diferencial da inovação. “O DNA-HPV é uma tecnologia molecular que detecta a presença dos tipos cancerígenos do vírus HPV no organismo com grande antecedência. Isso permite identificar a infecção antes mesmo que qualquer lesão se desenvolva, antecipando o cuidado médico. Junto com a vacina do HPV, é a melhor metodologia disponível”, completou.
EFICÁCIA – A transição do exame citopatológico (conhecido popularmente como papanicolau) para o teste de DNA-HPV representa um ganho expressivo em eficiência e conforto para a população. O papanicolau exige a realização anual do exame e, após dois resultados normais seguidos, a cada três anos. Já o rastreio por biologia molecular propicia um intervalo de cinco anos entre as coletas devido ao seu resultado altamente confiável.
O fluxo de atendimento para todo o Estado foi planejado para ser simples e acessível. A coleta é realizada diretamente nas unidades de saúde do próprio município da paciente, de forma semelhante ao exame citopatológico tradicional. O material é encaminhado ao Laboratório Central do Estado (Lacen), que efetua o registro das informações e direciona as amostras para o laboratório de referência no Rio de Janeiro para o processamento molecular.
A ampliação é voltada a mulheres de 25 a 64 anos e que tenham histórico de atividade sexual. Para assegurar o sucesso da transição tecnológica, o Estado dará suporte integral às prefeituras. “Oferecemos os insumos, orientação e capacitação para os municípios. É um grande avanço e estamos no caminho certo. Com muito trabalho e seriedade, vamos conseguir atingir a meta de redução de casos. Temos condições para isso”, assegurou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
VACINA – A diretora da Sesa reforçou que o rastreio com o DNA-HPV atua em conjunto com a vacinação, considerada a prevenção primária mais eficaz. O imunizante contra o HPV está disponível rotineiramente na rede pública para a faixa etária de 9 a 14 anos. Ele previne não apenas o câncer de colo do útero, mas também os cânceres de pênis, ânus, uretra e garganta, além de evitar o aparecimento de condilomas (verrugas genitais).
A Sesa faz ainda um alerta para os adolescentes com idades entre 15 e 19 anos que perderam o prazo ou não foram vacinados até os 14 anos, a etapa de resgate para essa faixa etária estará disponível até o próximo mês de junho de 2026.
Por - AEN
O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (21), destaca o desempenho comercial da soja, que se consolida como o principal produto da agricultura paranaense.
Conforme o documento, a soja registrou um excelente desempenho comercial no primeiro quadrimestre de 2026. O complexo soja — que engloba o grão, o farelo e o óleo — teve mais de 5,3 milhões de toneladas embarcadas pelo Paraná no período, o que representa um incremento de 3,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Esse avanço logístico impulsionou o faturamento do Estado para US$ 2,3 bilhões na balança comercial, um expressivo salto de 10,6% na comparação anual. A China absorveu 59% de todo o volume exportado pelo território paranaense. O segundo principal comprador foi o Irã, com 6%, seguido pelo Vietnã, com 5%. Nestes primeiros quatro meses de 2026, o Paraná exportou algum item do complexo soja, mesmo que em pequeno volume, para 43 países.
De maneira mais ampla, as exportações do Paraná alcançaram US$ 7,54 bilhões, o sexto maior volume do País e o maior da região Sul em 2026.
MILHO – Dados do Deral apontam que a segunda safra de milho pede atenção devido às variações climáticas recentes. O relatório desta semana apontou uma leve piora nas condições de campo, decorrente das primeiras geadas registradas no Paraná, que provocaram danos pontuais em lavouras localizadas principalmente na região Sul. O índice de áreas consideradas em "boas condições" recuou de 84% para 82%, enquanto as lavouras em situação regular foram para 13% e as classificadas como "ruins" subiram de 4% para 5% da área total.
“Apesar de alguns produtores relatarem perdas, as condições gerais da produção do Estado como um todo, por enquanto, não sofreu perdas significativas. Isso porque o cultivo está concentrado nas regiões Norte e Oeste paranaenses, onde, ao contrário da região Sul, os efeitos climáticos como o das geadas não aparecem”, explica o analista do Deral Edmar Gervasio.
A região Norte, segundo o Deral, concentra cerca de 35,7% da área total das lavouras de milho do Estado, pouco mais de 1 milhão de hectares. Já no Oeste paranaense estão aproximadamente 933 mil hectares.
CARNE BOVINA – No setor de proteína animal, a pecuária de corte apresentou crescimento de 15% nas exportações nacionais de carne bovina no quadrimestre. Porém, a maior oferta interna de animais para os frigoríficos pressionou as cotações, mantendo a arroba em queda de 2,72% no mês, negociada na média de R$ 343,00 no Paraná. O boletim aponta a necessidade de atenção com o tempo frio, que afetou as pastagens e ainda pode gerar algum reflexo na precificação por conta do custo ao produtor.
FRANGO – Em abril, o preço nominal médio pago pelo frango vivo ao produtor fechou em R$ 4,62/kg, valor que ficou abaixo do custo médio de produção da ave, estimado em R$ 4,70/kg. Conforme aponta o boletim, a pressão financeira sobre a atividade decorre da alta recente de insumos básicos da nutrição animal, como o milho no atacado (R$ 63,58 por saca de 60 kg) e o farelo de soja (R$ 1.885,50 por tonelada).
FRUTAS – O destaque é para a acerola, que movimentou R$ 13,2 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná. A região de Cianorte desponta como o grande polo produtor, sendo responsável por 48% do Valor Bruto da Produção (VBP) da fruta no Estado. Distribuída por 81 municípios e com uma colheita que somou 3,1 mil toneladas em 264 hectares, a cultura tem forte apelo na agricultura familiar.
Segundo o Deral, o cultivo da acerola paranaense se fortalece no mercado de orgânicos e na transformação agroindustrial em polpas, impulsionado por cooperativas e empresas locais que já acessam, inclusive via traders, os mercados internacionais.
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