O Paraná chega à Semana dos Orgânicos, celebrada nacionalmente entre 24 e 29 de maio, com investimento recorde de R$ 54 milhões na compra de alimentos orgânicos para a alimentação escolar da rede estadual em 2025.
O valor, aplicado pelo Governo do Estado, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), autarquia vinculada à Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), é o maior da série histórica da alimentação orgânica escolar no Estado e acompanha a expansão da oferta desses produtos nas instituições de ensino paranaenses.
Os produtos orgânicos passaram a integrar a alimentação escolar da rede estadual em 2011. Desde então, a presença desses itens na merenda cresceu de forma contínua. Naquele ano, apenas 29 municípios recebiam alimentos orgânicos nas escolas estaduais. Em 2026, esse número chegou a 311 cidades, um crescimento de quase 11 vezes em 15 anos.
Atualmente, a rede estadual atende diariamente cerca de 1,2 milhão de estudantes com a oferta de 1,5 milhão de refeições.
De acordo com o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, o avanço da alimentação orgânica nas escolas estaduais reflete uma política pública consolidada no Paraná. “Além de garantir refeições de mais qualidade para os estudantes, essa política valoriza a agricultura familiar, fortalece a economia local, e amplia a oferta de alimentos saudáveis nas escolas”, afirma.
EXPANSÃO ACELERADA - A série histórica dos últimos oito anos evidencia o avanço acelerado dos orgânicos na alimentação escolar, tanto no volume de investimentos quanto na quantidade de alimentos distribuídos. No período, o aporte saltou de R$ 7,5 milhões, em 2019, para R$ 54 milhões em 2025 (maior patamar da série). Já o volume de alimentos entregues cresceu de 1.510 para 5.500 toneladas, o que representa um aumento de 264%, em sete anos.
Os dados dos cinco primeiros meses de 2026 no Paraná já contabilizam R$ 23,2 milhões investidos e 2.220 toneladas de alimentos orgânicos distribuídos às escolas estaduais, mantendo o ritmo de expansão.
CARDÁPIO ESCOLAR – A expansão de oferta de orgânicos integra a política de alimentação escolar executada pelo Fundepar, responsável pela gestão da merenda na rede estadual. Os cardápios, elaborados por nutricionistas, priorizam frutas, verduras, legumes e alimentos frescos, respeitando hábitos alimentares regionais.
No Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Vicente de Carli, em Francisco Beltrão, no Sudoeste, o merendeiro Evandro dos Santos diz que o aumento da oferta de produtos orgânicos também melhorou a aceitação das refeições pelos estudantes. “As frutas e verduras chegam mais frescas e os alunos acabam consumindo mais. A poncã, a alface e o repolho têm bastante saída”, diz.
Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, a ampliação dos alimentos orgânicos fortalece a qualidade da alimentação escolar e amplia o acesso dos estudantes a refeições mais variadas e nutritivas. “Isso também contribui para um ambiente mais favorável à aprendizagem nas escolas”.
PARANÁ LÍDER - Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) colocam o Paraná na liderança nacional em certificações orgânicas, com 4.289 registros ativos — quase 19% de todos os certificados válidos no Brasil. O volume é cerca de 36% superior ao do Rio Grande do Sul, estado segundo colocado, com 3.161 certificações.
Entre os municípios paranaenses com maior número de produtores orgânicos certificados estão Tijucas do Sul, com 239 certificações, Lapa (170) e Rio Branco do Sul (110), na Região Metropolitana de Curitiba.
Aproximadamente 2 mil agricultores certificados fornecem alimentos orgânicos para abastecer as 2.080 escolas da rede estadual de ensino. Banana, laranja, alface e arroz polido orgânico estão entre os alimentos com maior volume de distribuição para as escolas estaduais. A banana lidera a lista, com mais de 1,3 mil toneladas entregues, seguida por laranja (401 toneladas), alface (274), pão caseiro (260) e arroz polido orgânico (250).
Pela legislação brasileira, alimentos processados só podem ser classificados como orgânicos quando pelo menos 95% dos ingredientes utilizados possuem origem orgânica certificada — caso do pão caseiro.
PRODUÇÃO ORGÂNICA - Parte desse avanço é sustentada pelo Programa Paraná Mais Orgânico, iniciativa desenvolvida em parceria entre universidades estaduais, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
Presente em todas as regiões do Estado, o programa oferece assistência técnica gratuita a agricultores familiares durante a transição para o sistema orgânico, processo que varia de 12 a 18 meses conforme a cultura produzida. A alimentação escolar da rede estadual integra essa cadeia ao ampliar a compra de produtos certificados, principalmente da produção vegetal, como alface e banana.
CERTIFICAÇÃO E SEGURANÇA – A presença de alimentos orgânicos na alimentação escolar também acompanha o avanço dos sistemas de certificação e controle da produção sustentável no Paraná. Conforme a legislação brasileira, produtos orgânicos são aqueles cultivados sem o uso de insumos ou práticas que possam causar danos ao meio ambiente e à saúde humana.
Para chegar às escolas com essa classificação, os alimentos devem ter certificação reconhecida pelo Mapa ou ser produzidos por agricultores familiares vinculados a sistemas de controle social cadastrados.
Segundo a responsável técnica pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Fundepar, Andrea Bruginski, o modelo vai além da retirada de agrotóxicos da produção. “A produção orgânica envolve práticas que preservam o solo, a água e a biodiversidade, além de ampliar a oferta de alimentos mais seguros, nutritivos e sustentáveis para os estudantes”, afirma.
Por - AEN
Em 2025, foram realizados no Paraná, conforme os dados do RBT, 2.255 transplantes em números absolutos, entre órgãos e tecidos, sendo 460 de rim; 293 de fígado, 31 de coração, 1.066 de córnea e 405 de medula.
Embora os indicadores variem ao longo do ano, o Paraná mantém uma atuação extremamente consistente e segue entre os estados de destaque no cenário nacional. “Esses resultados representam o esforço e investimento do Estado para oportunizar capacitação profissional e ofertar uma estrutura robusta e consolidada de atendimento, que garante qualidade e agilidade no cuidado para doadores e receptores”, comentou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
"Transplantes de órgãos salvam vidas. Essa é uma informação importante e que merece sempre ser relembrada e destacada. E o Governo do Estado trabalha incansavelmente, investindo em capacitação profissional, estrutura e logística, visando o fortalecimento dos trabalhos para propiciar que, cada vez mais, vidas sejam salvas", complementou.
E a tendência é de manutenção nesse cenário em ótimo nível. Os números do Sistema Estadual de Transplantes (SET/PR) apontam que entre janeiro e abril foram executados 225 transplantes de órgãos sólidos (coração, fígado, rim, pâncreas). Também foram efetuados 328 transplantes de córneas.
A coordenadora do SET/PR, Juliana Ribeiro Giugni, destacou que os índices do Estado são o reflexo do trabalho de toda uma rede integrada que engloba hospitais, Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), equipes transplantadoras, laboratórios e bancos de tecidos, o que permite fortalecer continuamente o SET.
“É um trabalho muito consistente que envolve a dedicação de profissionais, e uma série de medidas, como a capacitação contínua desses trabalhadores e a manutenção de investimentos voltados à melhoria da estrutura e ao fortalecimento dos processos de trabalho”, explicou. “O aumento dos transplantes depende do fortalecimento da cultura de doação na sociedade, do esclarecimento sobre mitos relacionados ao processo, da redução da recusa familiar e da manutenção de um processo de trabalho estruturado e eficiente”.
UM SIM PARA A VIDA DA ISABELA – Com apenas oito meses de vida, a pequena Isabela Antônia Silva de Paula teve o seu destino transformado pela generosidade de uma família que, mesmo no momento da dor mais profunda, escolheu doar. “Eu não consigo mensurar a dor de perder um filho, mas a minha família conhece a alegria de receber a ligação mais esperada. Uma família teve empatia e amor ao próximo, disse 'sim' para a vida da minha filha”, diz a mãe da bebê, Karolyne Antônia Silva de Paula, de 27 anos.
A trajetória de Isabela, primeira filha do casal Karolyne e Jonnathan, foi marcada por desafios antes mesmo do nascimento. Diagnosticada ainda na 24ª semana de gestação com uma massa que comprimia o ventrículo esquerdo do coração, a bebê enfrentou uma rotina intensa de exames e uma cesárea de risco com 34 semanas. O diagnóstico definitivo veio após um exame de genoma no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. O transplante cardíaco era a única opção para salvar sua vida.
Isabela entrou oficialmente na fila de transplantes no dia 16 de janeiro de 2026, com apenas quatro meses de idade. Exatos três meses depois, na noite de 16 de abril, o telefone tocou com a notícia que mudaria tudo, havia um coração compatível. Pouco mais de um mês após a cirurgia, a mudança é visível.
“Ver ela alegre, disposta e brincando não tem preço. Estou muito feliz de ver ela perdendo as roupinhas porque está engordando”, afirma a mãe. “O transplante da Isa mudou nossa vida, mudou a percepção da nossa família em relação a doação de órgãos. Eu agradeço a Deus pela vida da minha filha, e agradeço muito a família que aceitou doar, peço a Deus que os console e os abençoe. Minha filha vai viver e honrar esse coração”.
TRANSPLANTE INFANTIL – Em 2025, conforme os dados do RBT, foram realizados no Brasil 60 transplantes cardíacos pediátricos. Doze deles foram efetuados no Paraná. Em relação aos transplantes hepáticos pediátricos, foram 211 no Brasil no ano de 2025, dos quais 27 ocorreram no Paraná, sendo 15 de doadores vivos e 12 de falecidos.
Os números, tanto totais quanto por milhão de população, colocam o Paraná em destaque. Em São Paulo foram 113 transplantes hepáticos pediátricos (78 de doadores vivos e 35 de falecidos). Isso representa 9,2 transplantes por milhão de população. No Paraná foram 8,2 transplantes por milhão de população.
Entre os transplantes pediátricos no Paraná, a maior parte deles foi efetivado no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. A unidade que é referência, faz transplantes pediátricos de órgãos sólidos, como fígado, coração e rins, além de transplante de medula óssea, válvulas cardíacas e tecidos musculoesqueléticos.
“Estamos falando de procedimentos de alta complexidade, voltados a crianças e adolescentes que, muitas vezes, têm no transplante a principal ou única possibilidade de tratamento. Para o Paraná, o Hospital representa uma estrutura essencial para garantir acesso a esse cuidado especializado. Para o Brasil, reforça o papel do Pequeno Príncipe como uma instituição de referência nacional em saúde pediátrica de alta complexidade”, enfatiza o diretor-técnico do Hospital Pequeno Príncipe, doutor Cassio Fon Ben Sum.
ESTRUTURA E LOGÍSTICA – Eficiência logística é crucial para garantir agilidade. O governo estadual disponibiliza infraestrutura aérea e terrestre para o transporte de órgãos, incluindo veículos próprios da SET e aeronaves para transporte emergencial. Em 2025 foram realizadas pelas aeronaves da Divisão de Transporte Aéreo (DTA) da Casa Militar do Paraná 126 missões aéreas para transplantes de órgãos, o que representou 367 horas de voo. Em 2026 já são 47 missões, com 137 horas de voo.
O transporte aéreo tem papel essencial nos transplantes, especialmente diante da necessidade de deslocamentos rápidos entre diferentes regiões do Paraná e até mesmo entre estados. Essa logística possibilita que os órgãos sejam captados e encaminhados aos receptores dentro do tempo adequado de isquemia fria permitido para cada órgão, contribuindo diretamente para a viabilização e o sucesso dos transplantes.
No Paraná, atualmente, o Sistema Estadual de Transplantes está estruturada com 108 hospitais notificantes (autorizados pelo Ministério da Saúde a identificar, manter e notificar à Central Estadual de Transplantes a existência de potenciais doadores de órgãos e tecidos), 71 comissões instituídas, que são equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que organizam e gerenciam o processo de doação dentro dos hospitais, 37 equipes transplantadoras de órgãos (pulmão, coração, fígado, pâncreas e rim) e 84 de tecidos (medula, córnea, válvula cardíaca, pele e tecido ósseo), formadas por grupos especializados de profissionais de saúde, autorizados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), responsáveis por realizar as cirurgias de remoção (captação) de órgãos de um doador e o implante (transplante) no paciente receptor.
Cinco laboratórios de histocompatibilidade e três de sorologia, além de três bancos de tecidos, sendo que um é de multitecidos, também integram a rede, com cerca de 700 profissionais especializados envolvidos.
Por - AEN
A oceanógrafa Fernanda Possatto apresenta uma bancada repleta de lixo plástico encontrado em 14 praias do litoral do Paraná. Segundo ela, esses são os resíduos fáceis de se ver. No entanto, a pesquisa dela destaca outra preocupação presente no mar, muito mais difíceis de se visualizar: os microplásticos.

Um levantamento conduzido pela pesquisadora aponta que 93,6% de uma amostra de peixes coletados em feiras e mercados do litoral paranaense apresentam microplásticos no trato digestivo.
Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentaram partículas. A maior contaminação ocorreu em peixes demersais, que vivem em contato direto com o fundo do mar. Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros (mm), vestígios de produtos feitos com plástico e que foram consumidos pelos peixes examinados.
“Isso não significa que os peixes não podem ser ingeridos, porque a gente não está falando de saúde alimentar ainda, mas isso já é um indício de que a gente precisa estudar melhor esses impactos”, disse ela a jornalistas na sede da Associação Mar Brasil, uma organização sem fins lucrativos.
“A gente não está falando ainda de risco para saúde humana porque hoje a gente não come o trato, não come o estômago, a gente come o músculo”, tranquiliza.
Projeto de recuperação marinha
A sede da Mar Brasil fica na cidade de Pontal do Paraná, em uma praia de frente para a turística Ilha do Mel. A organização desenvolve o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), iniciativa patrocinada pela Petrobras.
Perto dali, há ambientes com características diversas, como a Ilha da Cotinga, uma terra indígena; áreas contínuas de manguezais; e o Porto de Paranaguá, que atrai constantemente frotas de navios.
A pesquisadora Fernanda defende a necessidade de novos estudos para identificar o efeito do microplástico nos peixes.
“Quanto dos componentes tóxicos que existem desse microplástico presente no estômago pode ser absorvido pelos tecidos musculares das espécies de peixes?”, indaga.
Ela cita que outros estudos apontaram que os fragmentos podem liberar substâncias tóxicas que resultam na alteração da fecundidade dos animais e surgimento de tumores.
“Tudo isso ainda está sendo analisado e estudado.”
Formação e destino
Os microplásticos são fragmentos do material maior, o plástico, que sob efeito do tempo e da irradiação solar, se quebram em micropartículas e acabam ficando na água, no solo e no ar, chegando à cadeia alimentar.
Essas partículas podem surgir de lixo no mar, como embalagens e garrafas, pneus, tecidos e revestimentos com tinta. As tintas, aliás, são fontes de elementos químicos presentes nesses fragmentos.
Uma pesquisa brasileira chegou a encontrar microplásticos em placentas e cordões umbilicais.
A Organização Mundial da Saúde reconhece que o mundo enfrenta problemas relacionados à presença de microplástico e defende mais pesquisas sobre o efeito dos fragmentos na saúde humana.
Presença em aves
Os estudos do Rebimar identificaram a presença do microplástico também em aves que têm contato com o mar. Foram analisadas gaivotas e corujas-buraqueiras. O levantamento foi feito por meio de análise de material regurgitado (expelido do estômago ou do papo) pelas aves vivas.
Em 69% delas, foram notados fragmentos. “Se você nota que a cada dez indivíduos, sete têm microplástico, é muito alto”, pontua a oceanógrafa.
Fernanda Possatto, que trabalha com pesquisas ligadas ao lixo no mar, contextualiza que o microplástico é encontrado tanto em áreas com bastante presença humana, como nos arredores do Porto de Paranaguá, com em áreas preservadas ambientalmente.
Para ela, é um indicativo de que “fronteira geográfica não existe para a questão do plástico”. Ela explica que os fragmentos são transportados por correntes, ventos e marés.
“Tudo isso influencia na presença. Faz com que seja um problema sistêmico.”
Utilidade das informações
A oceanógrafa acrescenta que a pesquisa pode fornecer informações para que autoridades públicas tracem limites para a presença de microplástico em humanos.
“A gente não tem hoje um índice que nos diz se 1 microplástico por metro cúbico de água é aceitável”, exemplifica. “Estamos em um processo de construção desses índices.”
Para a pesquisadora do Rebimar, caminhos para mitigar o problema do microplástico no meio ambiente passam por ações da indústria e consumo consciente do plástico.
“Não tem uma solução única. A gente tem que pensar em vários leques de atuação, desde a sensibilização com a educação ambiental até a fonte mesmo que é a produção do plástico.”
Lixo e tartarugas
Outra ponta do projeto ambiental é o monitoramento de tartarugas-verdes, uma das sete espécies desses animais marinhos do mundo e uma das cinco registradas no Brasil.
Pelo menos três vezes ao ano, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) capturam e analisam a saúde das tartarugas. Desde 2014, foram feitas 435 capturas, sendo 313 indivíduos, ou seja, cerca de 120 foram observadas mais de uma vez.
A bióloga Camila Domit, coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR, revela que 80% das tartarugas encontradas mortas no litoral paranaense tinham lixo no trato digestivo.
“É assustador”, enfatiza ela. “Dependendo da quantidade de lixo, pode levar o animal a óbito”, esclarece.
Camila acrescenta que, além da quantidade, o tipo de resíduo é uma complicação.
“A gente encontra uma série de plásticos rígidos que causam rompimento, lesões mais graves no trato digestivo desses animais”, descreve.
Os estudos da UFPR e do Rebimar mostram que cerca de mil tartarugas são encontradas mortas anualmente nas praias monitoradas. De cada dez, sete são vítimas de interação com a pesca.
A bióloga relaciona o lixo no mar com a vulnerabilidade das tartarugas.
“O animal come o lixo, fica debilitado, fica mais flutuando porque não consegue defecar, não consegue se alimentar bem e, então, a interação com a pesca acontece”, detalha.
O projeto utiliza tecnologias como rastreamento por satélite e acústico para acompanhar trajetos e costumes dos animais marinhos.
De acordo com Camila Domit, as evidências científicas do Rebimar fornecem subsídios para que autoridades tomem decisões que favorecem a preservação dos animais.
Ela lembra que o conhecimento científico dessas pesquisas contribuiu para que a Ilha das Cobras, na Baía do Paranaguá, fosse transformada em parque estadual para conservação da espécie.
“Quando você tem dados científicos, o processo da gestão é muito melhor”, conclui.
Projeto contínuo
O Rebimar faz parte do Programa Socioambiental da Petrobras desde 2009 e conta com aporte de R$ 6 milhões para um período de quatro anos, que pode ser habilitado para novo ciclo de investimento.
A gerente setorial de integração de projetos ambientais da estatal, Michele Cardoso, destaca o caráter de continuidade do apoio.
“É importante ter nessa carteira de projetos parcerias de longo prazo que dão essa robustez e solidificam os compromissos do programa”, diz.
Por- Agência Brasil
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é uma das principais portas de acesso da população às urgências e emergências no Paraná. O serviço é acionado em situações graves, como acidentes, infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC), crises convulsivas, dificuldades respiratórias e demais casos com risco imediato à vida, e tem algumas particularidades que ajudam a acelerar o atendimento.
Ao ligar para o 192, o cidadão é atendido inicialmente por profissionais capacitados para coletar com rapidez as informações essenciais da ocorrência, como endereço, estado da vítima e tipo de emergência. Eles fazem a primeira leitura do cenário. Em seguida as informações são encaminhadas à Central de Regulação Médica, onde o médico regulador avalia a gravidade do caso e define a conduta.
Na maioria das vezes, ela envolve o deslocamento de ambulâncias, mas, dependendo da situação, o atendimento pode ser realizado com orientações por telefone. Isso pode ocorrer, por exemplo, diante de crises de ansiedade.
Em 2026 (de janeiro até abril), o Samu já registrou 420.712 ligações, um aumento de 4,5% em relação ao ano passado, que contabilizou 402.373 ligações. Ele é integrado à Rede de Atenção às Urgências do Paraná, em articulação com hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Corpo de Bombeiros e demais serviços de emergência. Após a definição do atendimento, as equipes são acionadas conforme a gravidade e a disponibilidade operacional mais próxima da ocorrência.
“O tempo de resposta faz diferença em situações críticas. A regulação médica permite organizar os atendimentos com prioridade técnica, garantindo que os recursos sejam direcionados da forma mais rápida e eficiente possível”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves. “O uso do 192 é essencial para preservar vidas e garantir que as equipes consigam chegar rapidamente às pessoas que realmente precisam de atendimento de urgência”.
De acordo com a gerente de Urgência e Emergência, Giovana Fratin, as informações corretas durante a ligação ajudam a agilizar o socorro. “É importante informar pontos de referência, quantidade de vítimas e condições aparentes do paciente, além de seguir todas as orientações repassadas pela equipe”, afirma. Em acidentes de trânsito, por exemplo, a recomendação é não movimentar vítimas, especialmente motociclistas, nem retirar capacetes sem orientação especializada.
A Sesa também alerta para os prejuízos causados por trotes ao serviço. Ligações indevidas ocupam linhas de emergência, mobilizam equipes desnecessariamente e podem comprometer atendimentos reais.
O que fazer ao ligar para o 192 para garantir mais agilidade no atendimento:
- Manter a calma é fundamental para fornecer informações corretas e seguir as orientações da equipe;
- Quando ligar, siga as orientações do atendente e do médico regulador;
- Informe número de vítimas e estado de consciência das vítimas;
- Informe a localização (nome da rua/avenida, número e ponto de referência);
- Não ofereça água às vítimas, nem medicamentos;
- Em acidentes com motociclistas, não toque na vítima nem retire o capacete;
- Sempre que possível, sinalize a via com triângulo ou galhos de árvores;
- Observe se o local está seguro quando há vazamentos de combustíveis e similares;
- Em caso de parada cardiorrespiratória, mantenha as compressões torácicas conforme orientação do médico regulador até a chegada da equipe
Por -AEN
O Paraná aplicou 1.783.418 doses da vacina contra a Influenza até o dia 25 de maio. A campanha nacional de imunização para os grupos prioritários se encerra nesta semana, no dia 30 de maio, e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da vacinação para prevenção de casos graves da doença.
Os idosos acima de 60 anos lideram a procura pelos imunizantes, registrando mais de 925 mil aplicações. As crianças de seis meses a menores de seis anos receberam 207 mil doses no período. A cobertura vacinal dos grupos prioritários no Estado atingiu 39,97%, índice superior à média nacional, que está em 36,24%.
O secretário da Saúde, César Neves, diz que a população deve procurar as unidades de saúde nos próximos dias para garantir a proteção contra o vírus e reforça que as equipes estão mobilizadas para atender os paranaenses e ampliar a barreira imunológica antes da chegada do inverno.
“Queremos chamar a atenção dos paranaenses para vacinarmos e fecharmos essa campanha com todas as doses disponíveis utilizadas. A vacina é segura e representa a principal estratégia para evitar casos graves e internamentos decorrentes das complicações da gripe”, afirmou o secretário.
GRUPOS PRIORITÁRIOS – Segundo dados do painel de vacinação do Ministério da Saúde, Conselheiro Mairinck registra a maior taxa de cobertura vacinal de idosos do Paraná, alcançando 82,43% do público-alvo do imunizado. Iguatu aparece na sequência com 73,36%, seguido por Guapirama com 71,64% e Uniflor com 71,04%. O ranking das dez cidades com melhor desempenho inclui ainda Santo Antônio do Paraíso (67,65%), Virmond (66,58%), Jardim Olinda (66,39%), Coronel Domingos Soares (64,50%), Lunardelli (63,93%) e Salgado Filho (62,63%).
Na outra ponta do levantamento, Diamante do Norte apresenta o menor índice de adesão de idosos à campanha, com apenas 3,76% de cobertura. Mauá da Serra contabiliza 4,58% e Inácio Martins tem 5,73%. A lista de municípios com menor adesão dos grupos prioritários engloba também Alto Paraíso (6,05%), Saudade do Iguaçu (17,68%), Quatro Pontes (21,84%), Primeiro de Maio (22,98%), Santa Amélia (23,90%), Catanduvas (27,91%) e Sertanópolis (27,92%).
Em crianças entre seis meses a menores de seis anos, as cidades com maior índice de cobertura vacinal são Porto Rico (86,75%), Esperança Nova (78,95%), Iguatu (75,76%), Paranapoema (74,31%) e Corumbataí do Sul (71,71%). Entre as menores estão Mauá da Serra (3,47%), Diamante do Norte (3,57%), Alto Paraíso (4,43%), Inácio Martins (5,75%) e Primeiro de Maio (9,83%).
Os municípios de Godoy Moreira, Iguatu, Nova América da Colina, Pitangueiras, Pinhal de São Bento, Diamante do Sul, Alto Paraíso, Cafeara, Cruzeiro do Iguaçu, Esperança Nova, Uniflor, Mariluz, São Jorge do Ivaí, Lupionópolis e Jundiaí do Sul já vacinaram todas as suas gestantes. Itaipulândia, Leópolis, Rancho Alegre, Porto Vitória, Cerro Azul, Boa Ventura de São Roque, Japira, Lunardelli, Ourizona e Ventania já possuem cobertura vacinal acima de 90%.
Curitiba teve adesão de 38,15% das gestantes. Os municípios com menor cobertura vacinal para esse grupo são Diamante do Norte (8,7%), Inácio Martins (12%) e Mauá da Serra (12,36%).
NÚMEROS ABSOLUTOS – O volume total de doses aplicadas reflete o porte populacional das maiores cidades paranaenses. Curitiba lidera os números absolutos com 195.051 vacinas aplicadas. Londrina aplicou 66.080 doses e Maringá imunizou 47.761 pessoas. Cascavel contabiliza 33.483 aplicações, enquanto Ponta Grossa soma 29.608 doses.
O grupo dos dez municípios com maior quantitativo de vacinas aplicadas conta também com São José dos Pinhais (26.880 doses), Foz do Iguaçu (23.263 doses), Colombo (19.887 doses), Guarapuava (18.162 doses) e Araucária (14.188 doses).
CAMPANHA E GRUPOS PRIORITÁRIOS – No Estado, a população-alvo da vacinação soma 4.815.445 pessoas, sendo elas crianças de seis meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais, gestantes, profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e de salvamento, e militares das Forças Armadas.
Também estão incluídos indivíduos com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.
Até o momento, o Paraná recebeu 2,8 milhões de doses enviadas pelo Ministério da Saúde, distribuídas aos municípios conforme a necessidade de cada região, garantindo o abastecimento da rede pública. Ainda não há definição sobre o número total de doses que o Estado deverá receber durante toda a campanha.
Por - AEN
Diante da forte massa de ar polar que derrubou as temperaturas em todo o Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da manutenção de hábitos saudáveis como forma de prevenção e cuidado integral à saúde. O objetivo é orientar a população sobre o papel da alimentação adequada e saudável, da hidratação e da atividade física no fortalecimento do sistema imunológico, auxiliando na prevenção de complicações das Síndromes Respiratórias Agudas (SRAGs), típicas deste período.
As recomendações estão alinhadas às diretrizes do Guia Alimentar e do Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, lembra que a nutrição adequada atua em conjunto com as campanhas de imunização vigentes no Estado. "A vacinação permanece como a principal e mais eficaz medida de saúde pública para prevenir formas graves de doenças respiratórias. Associada a ela, uma rotina que contemple alimentação variada, equilibrada, colorida e atividade física contribui significativamente para o bom funcionamento do organismo", diz.
A recomendação principal é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, limitar o consumo de alimentos processados e evitar os ultraprocessados. Alimentos fontes de vitaminas e minerais - como vitaminas A, C, D, E, do complexo B, zinco, selênio, ferro - e proteínas são essenciais para que o corpo produza as células de defesa, além de regular a resposta imunológica.
Uma alimentação equilibrada e diversificada, com arroz (em especial o integral) e feijão, frutas (de todos os tipos), verduras (de todos os tipos, em especial as verde-escuras), legumes variados (em especial os alaranjados), carnes e ovos (incluindo vísceras), sementes e castanhas, temperos naturais (alho, cebola, gengibre, salsinha, cebolinha, manjericão, tomilho, entre outros), garante o aporte necessário de micronutrientes essenciais para o sistema imune.
A Sesa incentiva o consumo de alimentos locais e da estação que, em geral, são mais acessíveis, mais saborosos e mais nutritivos.
CUIDADOS COM A HIDRATAÇÃO – Como a sensação de sede diminui consideravelmente nos dias frios, a ingestão de água costuma ser negligenciada. O ar seco e frio do inverno resseca as mucosas das narinas e da boca, gerando microfissuras que servem como "porta aberta" para a entrada de vírus como a Influenza.
A orientação da rede de saúde é manter o consumo regular de água ao longo de todo o dia. A hidratação constante contribui para a eliminação de toxinas, auxilia no adequado transporte de células de defesa por meio da corrente sanguínea, além de atuar na manutenção da integridade e da umidade dessas barreiras naturais.
MOVIMENTO – Complementando os cuidados, a Sesa reforça a necessidade de manter o corpo em movimento, conforme preconiza o Guia de Atividade Física para a População Brasileira. A prática regular de exercícios físicos, com intensidade moderada, melhora a circulação sanguínea, otimiza a resposta imunológica e ajuda no controle do estresse.
Nos dias de frio mais intenso, a recomendação é adaptar as atividades para ambientes fechados ou caprichar no aquecimento antes de práticas ao ar livre, combatendo o sedentarismo sazonal e garantindo a proteção integral da saúde.
EM CASO DE SINTOMAS – Caso o cidadão apresente sintomas respiratórios, como febre, tosse, dor de garganta, coriza ou dificuldade para respirar, a recomendação da Sesa é buscar o serviço de saúde de forma precoce para evitar o agravamento do quadro:
Sintomas leves: O paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. As UBSs são a porta de entrada preferencial do SUS para avaliação inicial, orientações e prescrição médica.
Sintomas graves: Em caso de febre persistente, cansaço extremo ou falta de ar, a orientação é se dirigir imediatamente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou ao pronto-socorro de um hospital de referência, que funcionam 24 horas para casos de urgência e emergência.
VACINAÇÃO – A campanha nacional contra a gripe segue ativa em todo o Paraná. Desde o início da mobilização, o Estado já registrou a aplicação de mais de 1,7 milhão de doses nos públicos-alvo prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como idosos, gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos.
Diante da proximidade do inverno, o secretário de Estado da Saúde, César Neves, alertou para o aumento sazonal de casos de Influenza em diferentes regiões e reforçou a urgência de manter a cobertura vacinal elevada para conter o avanço das doenças respiratórias. “Não podemos baixar a guarda nas nossas metas vacinais, já que o inverno se aproxima. A vacina contribui para diminuir a gravidade das doenças”, afirmou.
Por - AEN

























