Gestores e técnicos municipais do Paraná participaram, nesta terça-feira (10), em Curitiba, do lançamento do curso Intervenção e Gestão em Desastres, uma iniciativa voltada para preparar os municípios para agir com rapidez, integração e segurança jurídica em situações de emergência e calamidade pública. A formação é promovida pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), em parceria com a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e o Centro Estadual de Estudos e Pesquisas sobre Desastres.
O encontro inicial ocorreu no Teatro Guaíra e marca o início de uma capacitação considerada estratégica para qualificar a atuação municipal diante de eventos climáticos extremos. O curso tem como objetivo orientar gestores e técnicos para atuar de forma articulada no fluxo de atendimento da Defesa Civil e da Política de Assistência Social, garantindo respostas mais eficientes à população atingida por desastres naturais. A capacitação será ofertada na modalidade híbrida, com duração de seis meses.
A atuação conjunta entre servidores da Assistência Social e da Defesa Civil é considerada determinante para garantir uma pronta resposta às pessoas em situação de vulnerabilidade. No Paraná, os episódios climáticos adversos têm exigido cada vez mais preparo das administrações municipais.
Em 2025, o Estado registrou 574 ocorrências em 246 municípios, segundo a Defesa Civil. O tipo de evento mais frequente foi vendaval, com 241 casos, seguido por granizo (75) e enxurradas (64). Curitiba, Foz do Iguaçu e Campo Largo foram as cidades com maior número de ocorrências. No período, foram decretadas 134 situações de emergência e um estado de calamidade pública.
O secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, destacou a importância da formação para gestores, relembrando a necessidade de respostas céleres, como a do Governo do Estado em Rio Bonito do Iguaçu, atingido por um tornado em novembro do ano passado.
“Pelo Programa Superação, o Estado está destinando seis parcelas de R$ 1 mil para quase duas mil famílias de Rio Bonito do Iguaçu possam reconstruir suas vidas. Já pagamos três parcelas e a primeira foi há cerca de 30 dias após o evento. Também instituímos o Programa Reconstrução, iniciativa inédita no Brasil que destina recursos para a recuperação de moradias atingidas. Os benefícios podem chegar em até a R$ 50 mil e faz parte dos R$ 50 milhões destinados pelo Governo ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), gerido pela Defesa Civil”, disse.
Para o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, a capacitação contribui diretamente para fortalecer a capacidade de resposta dos municípios. “Esse entendimento sobre como funcionam os processos é essencial para o planejamento das prefeituras. Temos condições de auxiliar com orientações e recursos, mas quem está na ponta, atendendo a população, precisa ter bom conhecimento das ferramentas”, afirmou.
A equipe da prefeita de Nova América da Colina, Tânia Basso, está participando da formação. Ela ressaltou a importância da participação dos municípios na capacitação. “Tendo em vista que as coisas acontecem lá na ponta, nós gestores temos o comprometimento de capacitar os nossos funcionários para atuar nessa área. Com a frequência dos desastres, como chuvas e enchentes aqui no Estado, o Paraná vem se preparando pra atuar e socorrer as pessoas que sofrerem esses tipos se situação no nosso Estado”, disse.
CONTEÚDO – A capacitação aborda todas as etapas envolvidas na gestão de desastres, desde a atualização do Plano de Contingência até o registro das ocorrências no Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC) e a prestação de contas dos recursos recebidos pelo Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), destinados a ações de prevenção, reconstrução e recuperação.
Durante o encontro presencial, os participantes tiveram uma visão geral dos conteúdos que serão aprofundados ao longo das videoaulas do curso. A formação também apresenta a estrutura de atuação nas esferas municipal, estadual e federal, a legislação que orienta as ações em situações de desastre e os procedimentos necessários para acesso a recursos públicos.
Entre os objetivos da iniciativa estão a compreensão da legislação estadual aplicável, o conhecimento dos fluxos operacionais da Defesa Civil, a orientação sobre a utilização correta de recursos e o fortalecimento da articulação entre setores. A formação também busca apoiar o desenvolvimento de protocolos de acionamento e reduzir erros administrativos que possam gerar riscos de responsabilização.
PÚBLICO – O curso é direcionado a representantes municipais que atuam em situações de emergência, como integrantes da Defesa Civil municipal, gestores e técnicos da assistência social e conselheiros do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), preferencialmente representantes da sociedade civil.
Experiências vividas por este público nos municípios reforçam a importância da capacitação. A assistente social de Pitangueiras, Beatriz Gonçalves, relembrou o temporal que atingiu a cidade em novembro do ano passado. A chuva causou danos em 543 imóveis nas áreas urbana e rural, deixando 408 pessoas desalojadas e 60 desabrigadas. “Depois do que vivemos ficamos muito interessados neste curso. Quando passamos por uma situação assim, entendemos a importância de atender bem e com rapidez as famílias que foram atingidas”, comentou.
O curso também atraiu profissionais que atuam diretamente na prevenção de riscos. Rafael Vaeza, integrante da Defesa Civil de Telêmaco Borba, explicou que o município mantém monitoramento constante por conta da geografia local. “O rio Tibagi corta o município. Também temos uma barragem. Então ficamos sempre alertas para casos de alagamentos que podem ocorrer. Precisamos estar preparados para dar a melhor assistência. Nos últimos anos temos sido muito bem assistidos pelo Estado, tanto no acesso aos sistemas quanto no envio de recursos”, destacou.
PARCEIROS – O Procurador-Geral do Ministério Públicos de Contas (MPC-PR), Gabriel Guy Léger, lembrou que a identificação de riscos climáticos fez com que os órgãos passassem a incorporar a preocupação para orientar municípios em casos de intempéries naturais.
“Houve muita sensibilidade em incluir a temática ambiental na análise das políticas públicas municipais. A partir disso, retomamos o projeto com uma análise de forças, fraquezas, ameaças e oportunidades e reforçamos um objetivo muito claro: ajudar os municípios a estruturar suas defesas civis, adotar ações de prevenção e estar preparados para a mitigação de desastres”, disse.
Coordenador-geral de Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), Rafael Ayres reforçou a necessidade de preparar gestores municipais durante o enfrentamento de desastres naturais. “Por isso, essa iniciativa é magnífica e muito oportuna, principalmente porque os desastres têm ocorrido com cada vez mais frequência. É fundamental que os municípios estejam preparados para mitigar os efeitos de tudo o que vem acontecendo”, afirmou.
Por - AEN
As exportações paranaenses para alguns mercados asiáticos e europeus cresceram de forma significativa neste ano. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), as vendas estaduais para Japão, Singapura e Filipinas avançaram, respectivamente, 107%, 103% e 124% no 1º bimestre de 2026, em comparação a idêntico período de 2025. Ou seja, dobraram de tamanho.
No caso das vendas para o mercado japonês, o aumento foi sustentado principalmente pela carne de frango, enquanto as exportações para Singapura e Filipinas apresentaram crescimento alicerçado no petróleo e na carne suína, respectivamente.
Em trajetória similar à desses países asiáticos, as receitas geradas pelo comércio com a Noruega progrediram 176% no 1º bimestre, posicionando-se entre as taxas de crescimento das vendas estaduais para a Polônia (282%) e a Dinamarca (130%). Para a Noruega, o destaque é o incremento das exportações de torneiras e válvulas, e para a Polônia e a Dinamarca a ampliação do comércio envolve o farelo de soja.
Juntos, os seis mercados passaram a responder por 10,1% das exportações totais do Paraná, muito acima da participação de 4,1% registrada nos dois primeiros meses de 2025.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, um dos diferenciais das exportações do Estado diz respeito à diversidade de mercados e produtos, o que as tornam menos dependentes de compradores específicos. “Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, as mercadorias paranaenses alcançaram 183 mercados, em transações que envolveram cerca de 3 mil itens diferentes”, afirma.
BALANÇA COMERCIAL – De maneira geral, o Paraná alcançou US$ 3,1 bilhões em movimentação de vendas para outros países em 2026. Apenas em fevereiro foram US$ 1,7 bilhão. Os principais produtos exportados foram carne de frango (US$ 698 milhões), soja em grão (US$ 425 milhões), farelo de soja (US$ 191 milhões) e papel (US$ 137 milhões). Entre os principais produtos o maior aumento de vendas aconteceu cm óleo de soja bruto, com 98% (de US$ 55 milhões para US$ 110 milhões).
OS principais destinos no primeiro bimestre foram China (US$ 581 milhões), Argentina (US$ 130 milhões), Índia (US$ 108 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 106,8 milhões) e México (US$ 106,6 milhões). O comércio com a Índia também registrou crescimento expressivo em 2026, chegando a um aumento de 95%.
A balança comercial está no patamar de US$ 434 milhões, que é a diferença entre US$ 3,1 bilhões de exportações e US$ 2,7 bilhões de importações.
Confira os dados:

O Instituto Água e Terra (IAT) prorrogou para o dia 16 (segunda-feira) o prazo para o envio dos Relatórios Técnicos de Atividades pelos municípios que abrigam áreas contempladas pelo ICMS Ecológico por Biodiversidade, como Unidades de Conservação e Áreas Especialmente Protegidas. O documento, referente ao exercício das áreas em 2025, deve ser enviado de forma obrigatória ao órgão ambiental via e-protocolo.
A medida é essencial para o preenchimento das tábuas de avaliação dos locais, instrumento utilizado pelo Instituto para balizar a qualidade das áreas protegidas que fazem parte do programa. A ausência do relatório resultará na retirada do índice qualitativo das respectivas áreas protegidas, impactando diretamente nos valores repassados aos municípios a partir de 2026.
Para mais informações sobre o processo, é possível acessar o site do IAT. Lá estão dispostos modelos para a elaboração do relatório. Outra opção é entrar em contato com o Instituto pelos telefones (41) 2117-1406 e (41) 99554-0553 (WhatsApp) ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Em 2025, o Governo do Estado repassou R$ 659,6 milhões aos municípios paranaenses por meio do ICMS Ecológico, dividido igualmente nas categorias Biodiversidade e Mananciais. A média é de R$ 54,9 milhões por mês. O valor representa um acréscimo de 3,7% em relação a 2024 (R$ 635 milhões).
Em Biodiversidade, divisão que compensa municípios que abrigam áreas de proteção ambiental, 229 dos 399 municípios do Paraná (57%) foram contemplados. Já na categoria de mananciais, que retribuiu as cidades que possuem corpos hídricos que ajudam no abastecimento de água de municípios vizinhos, 102 municípios (25%) receberam o benefício.
PROGRAMA – O ICMS Ecológico é aplicado no Paraná há mais de três décadas e tem o propósito de incentivar a proteção de áreas de conservação ambiental no Estado. Os valores repassados são 5% do total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinado aos municípios paranaenses. Metade desses 5%, ou seja, 2,5%, é destinada aos municípios que abrigam mananciais. A outra metade é repassada na modalidade Biodiversidade – para municípios que abrigam Unidades de Conservação (UCs).
O programa é um instrumento que ajuda as prefeituras e, por consequência, toda a população. É uma política pública que tem como objetivo estimular o incremento da área protegida e a melhora na gestão do patrimônio natural no Paraná.
POr - AEN
Os proprietários de veículos com final de placa 3 e 4 devem ficar atentos ao prazo de vencimento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026. A cota é referente ao mês de março (3ª parcela) que vence nesta terça-feira (10).
Para os contribuintes que optaram pelo pagamento parcelado, as cotas deste mês vencem entre os dias 9 e 13, conforme o número final da placa do veículo. Por isso, é importante acompanhar o cronograma de vencimentos para evitar atrasos, perda de benefícios e problemas decorrentes da inadimplência.
De acordo com balanço da Receita Estadual, o IPVA 2026 já arrecadou mais de R$ 2,62 bilhões até o último dia 28 de fevereiro, o que representa 56,7% dos R$ 4,6 bilhões lançados para o exercício deste ano. No total, mais de 2,97 milhões de veículos já quitaram o imposto de forma integral ou parcial em todo o Paraná, número que corresponde a 71,9% da frota tributável do Estado.
ATRASO – A multa é de 0,33% ao dia mais juros de mora (de acordo com a taxa Selic). Após 30 dias de atraso, o percentual é fixado em 20% do valor do imposto.
COMO PAGAR – As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerá-las. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes poderão pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, podendo ser feito a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
ISENÇÕES – As motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas aptas a fazer a conversão.
SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.
Confira o vencimento por final de placa da terceira parcela do IPVA 2026:
1 e 2: 09/03 (vencido)
3 e 4: 10/03
5 e 6: 11/03
7 e 8: 12/03
9 e 0: 13/03
Por - AEN
A Casa Civil do Paraná lançou em março o , uma iniciativa da Diretoria de Articulação Estratégica e Acompanhamento Fiscal (DAE), que apresenta uma leitura integrada do desempenho econômico do Estado. O material reúne dados estratégicos sobre crescimento econômico, mercado de trabalho, comércio exterior e indicadores sociais, com o objetivo de subsidiar a formulação de políticas públicas e apoiar a tomada de decisão da gestão estadual.
No terceiro trimestre de 2025, o PIB paranaense apresentou crescimento de 2,87% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o resultado foi impulsionado, principalmente, pelo avanço do setor agropecuário, favorecido por ganhos de produtividade e condições climáticas mais favoráveis, além da contribuição positiva da indústria e dos serviços.
A trajetória do comércio exterior paranaense vem acompanhando a dinâmica nacional. Conforme análise do Ipardes, 2025 foi marcado por um cenário internacional adverso para o comércio exterior, com embargos sanitários à agropecuária brasileira após casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul, aumento de tarifas de importação pelos Estados Unidos e queda nos preços internacionais das commodities. Esses fatores pressionaram a balança comercial. Ainda assim, o Paraná registrou desempenho positivo no comércio exterior em 2025.
O chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, destacou que o boletim mostra o compromisso do Governo do Paraná com uma gestão baseada em dados e planejamento estratégico. “O Radar Paraná é uma ferramenta importante para acompanhar o desempenho da economia do Estado e orientar decisões de governo com base em evidências. A edição especial do Mês da Mulher também reforça a importância do protagonismo feminino no desenvolvimento econômico e social”, afirmou o secretário.
De acordo com o diretor de Articulação Estratégica e Acompanhamento Fiscal, Thiago De Angelis, o boletim foi estruturado para oferecer uma visão ampla e integrada dos principais indicadores econômicos. “O Radar Paraná reúne informações estratégicas que ajudam a compreender a dinâmica econômica do Estado e seus desafios. Nesta edição especial, destacamos também a força e a qualificação da participação feminina no mercado de trabalho, evidenciando como a presença das mulheres contribui diretamente para o crescimento e para a prosperidade do Paraná”, explicou.
MÊS DA MULHER – Além da edição regular, o lançamento também marca a divulgação de uma edição especial dedicada ao Mês da Mulher, que apresenta um retrato da participação feminina no mercado de trabalho paranaense. O levantamento evidencia avanços importantes na inserção das mulheres na economia do Estado, destacando indicadores de ocupação, renda e qualificação profissional.
Entre os dados apresentados, o estudo aponta que o Paraná encerrou 2025 com taxa de desocupação feminina de 3,7%, inferior à média nacional de 6,2%, além de crescimento real da renda das mulheres acima do observado no Brasil e na Região Sul. As mulheres também já representam 46% do emprego formal no Estado, demonstrando sua presença cada vez mais significativa na estrutura produtiva paranaense.
RADAR – O Radar Paraná será produzido periodicamente pela DAE da Casa Civil e integra as iniciativas de monitoramento e análise econômica do Governo do Estado, consolidando informações que auxiliam no planejamento e na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Paraná.
Por -AEN
O Paraná receberá nesta semana uma “amostra grátis” do outono. A nova estação chega apenas no dia 20, mas as mudanças na atmosfera já estão presentes. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), depois da passagem de uma frente fria no domingo (08), que trouxe acumulados de chuva históricos em Londrina, a semana continuará chuvosa e as temperaturas ficarão mais amenas.
“Neste domingo, tivemos o deslocamento de um sistema frontal sobre o oceano na altura do Sul do país, que trouxe mudanças nos padrões atmosféricos no Paraná. As chuvas foram significativas nas regiões Sul, Centro-Sul, Leste, Campos Gerais e no Norte do Paraná”, explica Paulo Barbieri, meteorologista do Simepar. Cidades como Ventania, Palmas, Morretes, Lapa, General Carneiro e Colombo registraram volumes de chuva acima de 30 mm ao longo deste domingo, e a chuva seguiu durante a madrugada em várias regiões. Colombo teve registro de granizo.
O destaque foi Londrina. Entre as 21h de domingo e as 7h desta segunda-feira (9) o volume acumulado de chuva ultrapassou os 164 mm - superior à média histórica do mês de março, que é de 136,1 mm. Não chovia tanto em março desde 2023, quando a cidade registrou 215,8 mm. Em 2024 e 2025 o volume no mês todo foi inferior ao registrado neste período de dez horas entre 8 e 9 de março de 2026.
Nesta segunda-feira (9), os volumes de chuva até as 9h30 já eram de 21,2 mm na estação de Guaratuba, 23 mm em Jacarezinho (Sanepar), 24,8 mm em Bandeirantes (Iapar), 23,8 mm em Cambará, e 29,6 mm em Cornélio Procópio. Ainda há risco de tempestades entre esta segunda-feira (9) e a madrugada de terça.
O Boletim de Gestão de Riscos, elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil, aponta risco alto para o Sudoeste e Oeste, risco baixo na faixa Leste e risco moderado no resto do Estado para chuva forte em curto espaço de tempo, intensas rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo localizado.
A chuva segue durante a semana. “Um fluxo de umidade vindo do Norte do país seguirá mantendo o tempo instável no Paraná. Teremos, portanto, uma semana chuvosa em todas as regiões paranaenses, mas não são chuvas que abrangem todo o Estado. São chuvas que ocorrem a qualquer momento do dia de forma isolada, com maior intensidade a partir da tarde, podendo trazer novamente acumulados significativos entre as regiões Noroeste e Norte do Estado no decorrer da semana”, detalha Paulo.
TEMPERATURAS – Após a passagem da frente fria, uma massa de ar frio chegou ao Paraná. Com a presença dela, as temperaturas à tarde não subirão tanto quanto nos últimos dias. Até quarta-feira (11), as temperaturas ficam mais amenas no amanhecer entre as regiões Sul, Centro-Sul e Leste do Paraná, onde as mínimas ficam entre 14°C e 15°C. Nas outras regiões, os termômetros pela manhã permanecem na casa dos 20°C.
Já no período da tarde, até quarta-feira, as temperaturas máximas chegarão a 26°C no Oeste e Noroeste (pontualmente mais altas em algumas cidades), enquanto na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral não deverão passar dos 21°C. A partir de sexta-feira, nos últimos dias do verão, as temperaturas voltam a subir em todas as regiões paranaenses.
Por - AEN

























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