Neste sábado, 17 de outubro, celebra-se o Dia Nacional da Vacinação. A data serve como um importante alerta sobre a necessidade de manter os esquemas vacinais atualizados e conter o avanço de doenças imunopreveníveis. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), juntamente com as 22 Regionais de Saúde, reforça a disponibilidade dos mais de 1.800 locais para aplicação das vacinas em todo o Paraná, que seguem abastecidos e de portas abertas para atender a população de todas as idades.
Após o encerramento da Campanha Nacional de Multivacinação, realizada em agosto, o objetivo agora está na manutenção das altas coberturas vacinais, que no Paraná têm média de 90%. Somente durante a campanha, somados todos os dias da ação, foram aplicadas 770 mil doses em todo o Estado.
“É importante destacar que a todo momento deve-se atualizar a caderneta de vacinação, sendo essa a melhor estratégia para reduzir o risco de reintrodução de vírus e a circulação de doenças preveníveis, como influenza, sarampo e poliomielite”, explicou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
FOCO NO PÚBLICO JOVEM - Um dos grandes desafios é a imunização na adolescência. Muitas vezes, os jovens deixam de frequentar os postos de saúde e perdem doses essenciais, como a vacina contra o HPV, destinada à faixa etária de 9 a 14 anos. Apesar da baixa frequência, o Paraná supera a média nacional de 82,27% em meninas e 74,20% em meninos, e registra a cobertura vacinal com o índice de 91,06% e 87,42% respectivamente.
“Vacinar-se é um compromisso coletivo para conter o avanço de doenças que podem ser evitadas. No Paraná temos um índice de cobertura vacinal acima da média nacional, resultado de um trabalho intenso. A imunização é um ato contínuo de cuidado”, ressalta a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.
CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS - Com o objetivo de garantir que o Paraná mantenha sua população protegida contra doenças evitáveis, a Sesa realiza oficinas para capacitar os profissionais de saúde, por meio de um planejamento vacinal sólido, sustentável e eficiente.
As oficinas de Microplanejamento para Atividades de Vacinação de Alta Qualidade (AVAQ) consistem em fornecer ferramentas para que as equipes de saúde analisem a realidade de seus próprios territórios. Durante as atividades, os profissionais são preparados para identificar demandas de insumos, recursos humanos e mapear populações vulneráveis, desenhando estratégias sob medida para cada região.
São ao todo nove encontros pelo Paraná que vão abranger os profissionais dos 399 municípios.
Além das oficinas, a Sesa também apoia diversas ações para ampliar a taxa de cobertura das vacinas preconizadas no SUS, como as campanhas nacionais de imunização, importantes para conscientizar a população e essenciais para a manutenção dos índices recordes das coberturas vacinais no Estado.
“Essas oficinas servem para levar a metodologia para que a gente aumente ainda mais nossas coberturas vacinais e sustente esses indicadores”, destacou Virgínia Dobkowski, coordenadora de Imunização da Sesa.
SARAMPO - O Estado não registra casos confirmados de sarampo desde 2020. Mesmo sem a circulação viral local, a Sesa mantém de forma contínua as ações de vigilância e prevenção em todo o território paranaense.
Com os registros recentes no país de casos de reintrodução do vírus, as equipes de monitoramento da Divisão de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa chamam a atenção principalmente para a imunização do público infantil.
A cobertura vacinal de crianças de até 1 ano, em 2026, está em 99,88% para a primeira dose (D1) e 86,78% para a segunda dose (D2) da vacina tríplice viral (dados até agosto/2026). O esquema regular prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de vida. Jovens e adultos de até 29 anos devem ter duas doses comprovadas na carteira, enquanto para a faixa de 30 a 59 anos a recomendação é de ao menos uma dose.
O Calendário Nacional de Imunização 2026 conta com novidades importantes referentes a algumas vacinas, que podem ser ajustadas e conferidas nas cadernetas:
PNEUMO20 - A vacina Pneumocócica 20 (Pneumo 20) – incorporada para proteção ampliada de bebês e crianças de até 5 anos – agora também está disponível para aplicação nos idosos com 85 anos ou mais. Nesta etapa, a vacinação é destinada às pessoas que não receberam anteriormente a vacina pneumocócica. Nesse caso a recomendação é de uma dose única da Pneumo 20.
Nos demais casos, a indicação depende do histórico vacinal e dos intervalos entre as doses já recebidas. Por isso, é importante levar a caderneta de vacinação à unidade de saúde para avaliação da equipe responsável.
POLIOMIELITE - A imunização contra a Poliomielite também tem novidades. Desde 3 de agosto, o Paraná oferece a segunda dose de reforço da vacina contra a doença para crianças de 4 anos. Com a atualização, o esquema vacinal contra a paralisia infantil passa a ser composto por cinco doses, todas aplicadas de forma injetável com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), consolidando o fim definitivo da vacina oral, a tradicional gotinha.
Com esse novo esquema a Sesa destaca que a imunização primária do bebê continua sendo em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já o primeiro reforço é aplicado aos 15 meses, e o segundo reforço passa a ser administrado aos 4 anos. O objetivo principal do novo reforço é elevar os níveis de anticorpos e fortalecer a memória imunológica da criança antes do ingresso na rotina escolar.
COMO SE VACINAR - Para garantir o atendimento e atualizar as doses em atraso, a população deve se dirigir às mais de 1.800 salas de vacinação localizadas nas 22 Regionais de Saúde portando um documento de identificação e a caderneta de vacinação. O procedimento é gratuito e garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No Paraná, a apresentação do comprovante de vacinação atualizado também é um requisito legal obrigatório para a matrícula e rematrícula escolar de menores em toda a rede de ensino.
CAMPANHA PUBLICITÁRIA – Para celebrar o Dia Nacional da Vacinação, a Sesa lançou uma campanha publicitária focada na conscientização sobre a importância de proteger toda a população – desde crianças e jovens até adultos e idosos – por meio da imunização. O material é composto por diversas peças informativas e está sendo veiculado em múltiplas plataformas de comunicação.
Por - Agência Brasil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta a população para o golpe da falsa central bancária. Em uma das situações, uma pessoa entra em contato com a possível vítima, se apresenta como funcionário do banco e informa que uma tentativa de compra suspeita foi identificada na conta. Para impedir que o dinheiro seja descontado, orienta o cliente a fazer uma transferência via Pix para uma suposta conta de segurança. O que parecer um procedimento bancário é uma das estratégias utilizadas por criminosos.
Nesta modalidade de estelionato, os golpistas entram em contato por telefone ou aplicativos de mensagens, simulam atendimentos bancários e utilizam informações sobre supostas movimentações financeiras para obter senhas, códigos de verificação e transferências de dinheiro.
LIGAÇÃO FALSA - O atendente conhece procedimentos bancários, utiliza termos financeiros e apresenta uma solução: transferir o saldo para outra conta. É nesse momento que a vítima deve acender o alerta e interromper o contato. Segundo o delegado da PCPR Fernando Garbelini, nenhuma instituição bancária solicita transferências para proteger valores depositados.
Esse tipo de golpe se utiliza de engenharia social para manipular psicologicamente a vítima, gerando sensação de medo e urgência, ao mesmo tempo em que diminui o pensamento racional.
Além das transferências, os criminosos podem solicitar senhas, códigos de verificação e até a instalação de aplicativos no celular, sob a justificativa de realizar procedimentos de segurança. Esses programas podem permitir o acesso remoto ao aparelho e às informações bancárias da vítima.
Mesmo quando o número exibido na tela aparenta pertencer à instituição financeira, a orientação é não fornecer informações pessoais ou bancárias durante o contato.
“Banco não pede senha por telefone, não solicita código de segurança e nunca orienta o cliente a fazer Pix para proteger dinheiro. Também desconfie se pedirem para instalar aplicativo no celular. Isso pode permitir que o criminoso controle sua conta a distância”, alerta o delegado.
A PCPR orienta que, diante de uma ligação suspeita, o cidadão desligue, aguarde alguns minutos e procure a instituição financeira por meio dos canais oficiais, como o aplicativo do banco ou os telefones disponibilizados em seu site.
O QUE FAZER APÓS O GOLPE - Se a transferência já foi feita, a vítima deve entrar em contato imediatamente com o banco e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento criado pelo Banco Central para auxiliar na recuperação de valores transferidos por Pix em situações de fraude.
O mecanismo permite que as instituições financeiras analisem a ocorrência e, quando identificados os requisitos para a devolução, realizem o bloqueio e a recuperação dos valores disponíveis. A solicitação, no entanto, não garante o ressarcimento do dinheiro. “Na sequência, registre boletim de ocorrência na Polícia Civil”, orienta o delegado.
No boletim de ocorrência, a vítima deve informar os dados da transação, os números utilizados pelos suspeitos e outras informações que possam contribuir com a investigação.
REGISTRO DE OCORRÊNCIA - O boletim pode ser registrado pela internet, no site da PCPR, conforme a natureza do fato, ou presencialmente em uma unidade policial. Informações que possam auxiliar nas investigações e identificação de suspeitos também podem ser repassadas pelo telefone 181, do Disque-Denúncia.
Por - AEN
Uma massa de ar frio e seco vai manter a chuva longe do Paraná entre sábado (17) e segunda-feira (19). De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, as temperaturas ficarão mais baixas no amanhecer e a nebulosidade gradativamente dará lugar ao sol em todo o estado.
Nesta sexta-feira (16), devido a atuação de um sistema de baixa pressão sobre o oceano e excesso de umidade disponível na atmosfera, a nebulosidade continua variável e ainda há previsão de chuva de forma ocasional. No interior, a sensação será de tempo abafado.
“Esquenta um pouco mais no Oeste e no Norte, com máximas em torno dos 26°C. Há chance de chuva mais significativa entre o Centro, Leste e Norte do Paraná durante a tarde, mas não há indicativo de tempestade”, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.
A partir da noite, gradualmente avançará uma massa de ar mais frio e seco sobre o Paraná, e por isso as temperaturas diminuem. Desta maneira, a sexta-feira terá mínimas invertidas: as menores temperaturas do dia devem ser registradas à noite, ao invés do amanhecer.
No sábado (17), na metade sul do estado, as temperaturas mínimas já no começo do dia ficam perto dos 10°C em várias cidades, podendo chegar aos 7°C em alguns pontos do Centro-Sul.
“A nebulosidade no sábado ainda fica variável entre o Oeste, Sudoeste, Centro-Sul, Campos Gerais e Leste do Paraná, mas o sol também aparece. Já no Norte, o sol predomina ao longo do dia”, ressalta Samuel.
No domingo (18) e na segunda-feira (19), o sol predomina em praticamente todo o estado. Apenas no Litoral permanece um pouco mais de nebulosidade, com pequena chance de garoa entre a madrugada e manhã.
Nos dois dias, as temperaturas mínimas no amanhecer ficarão abaixo dos 10°C na metade sul do Paraná, chegando a perto de 5°C em cidades do Centro-Sul, no domingo (18). Já na segunda-feira (19) nesta região as mínimas podem ficar abaixo dos 5°C, com possibilidade de registro de geada de fraca intensidade.
No Norte e no Noroeste também faz um pouco de frio entre domingo e segunda, com mínimas em torno de 11°C a 13°C.
POr - AEN
A Sanepar mais uma vez adota uma estratégia de vanguarda no saneamento no país ao concluir seu Plano de Descarbonização, que traçou a meta de reduzir em 65% a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) no processo de tratamento de esgoto até 2050. O Plano de Descarbonização da Sanepar é um dos primeiros documentos entre as empresas de saneamento no Brasil e reafirma seu comprometimento com enfrentamento da crise climática global - evidenciada neste ano com a alta intensidade do El Niño.
“Esse Plano de Descarbonização é um certificado enorme para nós, que agrega um grande valor. É para colocarmos no peito que somos uma empresa verde com atratividade de mercado”, destaca o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
O documento se destaca por ir além da definição de metas: aponta a estratégia para atingir os objetivos, a partir de dados concretos, com a atualização do inventário de GEE da Companhia, primeiro do país no setor, lançado em 2008.
A partir dessa análise, o Plano apresenta a estratégia de descarbonização com 44 alavancas (iniciativas) alinhadas à realidade operacional, regulatória, financeira e institucional da Sanepar.
BASE INTERNACIONAL – O projeto leva em consideração propostas internacionais de redução dos GEE, como o Acordo de Paris e o NetZero. Ele também está alinhado ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima) no setor de resíduos sólidos e efluentes, instrumento que define as diretrizes da política climática brasileira até 2035, lançado em fevereiro deste ano.
Além do benefício para o planeta, o projeto abre portas para a captação de recursos financeiros para a Sanepar, seja em um lançamento de debêntures, de crédito verde ou de water bonds (títulos de renda fixa para financiar projetos de infraestrutura hídrica).
PLANO INTELIGENTE – Depois de 1 ano e 8 meses de estudos e análises para o desenvolvimento do projeto, o Plano vai além da definição de metas de redução dos gases poluentes emitidos no processo de tratamento de esgoto – principalmente gás carbônico (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) – e está alinhado a outros objetivos da Sanepar, como:
· Tratar um maior volume de esgoto, avançando nas metas de universalização do saneamento e na projeção de aumento populacional em grandes centros urbanos nas próximas décadas;
· Fazer melhorias de infraestrutura, tecnológicas e operacionais alinhadas ao Plano Plurianual de Investimentos (PPI) da Companhia;
· Avançar ainda mais na melhoria da qualidade da água efluente pós-tratamento, que volta ao leito dos rios;
· Ampliar as estratégias de economia circular, com reúso de água, tratamento do lodo, captação e uso dos gases para produção de energia.
“Este é um plano inteligente, construído com a premissa de ser um plano integrador de todas as áreas da Companhia, que leva em consideração a universalização do serviço e propõe 44 alavancas que vão possibilitar múltiplos benefícios além da descarbonização, como a melhoria na eficiência energética”, explica o gerente da Planejamento e Desenvolvimento Ambiental da Sanepar, Pedro Luiz Prado Franco.
A coordenadora do Grupo Técnico de Trabalho de Descarbonização, Roberta Miguel Kiska Filippini, ressaltou que a equipe já iniciou as primeiras tratativas para ativação do plano. “Já estamos tirando o plano do papel, desse projeto que é de toda a Sanepar”.
O Plano de Descarbonização da Sanepar foi realizado por um grupo técnico formado por empregados de diferentes áreas da Sanepar e pelo consórcio formado pelas empresas I Care, CR ETES e Rotária do Brasil, contratado para a realização dos estudos e análises que resultaram nas metas e estratégias para o avanço do plano.
Por - Agência Brasil
O programa Carreta Saúde da Mulher, iniciativa itinerante do Governo do Estado promovida pela Secretaria da Saúde (Sesa), alcançou uma marca expressiva em seu balanço de atendimentos de 2026. A unidade móvel, que leva exames e consultas especializadas para o Interior do Paraná, já superou 35,7 mil procedimentos, beneficiando mais de 10,6 mil mulheres. Com esse volume operacional, o programa já atingiu cerca de 65% da sua meta anual.
A estrutura foi projetada para descentralizar o acesso à saúde, garantindo diagnóstico precoce e encurtando distâncias, especialmente para pacientes de pequenos municípios. O balanço detalha mais de 18,6 mil exames diagnósticos. Desse total, destacam-se 3.465 ultrassonografias transvaginais, 1.935 ultrassonografias de tireoide e 2.468 ultrassonografias mamárias.
Além dos exames, a Carreta tem focado no acompanhamento clínico, somando quase 16,7 mil atendimentos. A tecnologia tem sido uma forte aliada nesse processo: do total de consultas clínicas, 8,2 mil ocorreram via telemedicina e 8.401 presencialmente.
Para o secretário da Saúde, César Neves, os números consolidam a efetividade do modelo itinerante de atendimento. “O sucesso desse balanço prova que estamos no caminho certo ao levar a saúde para perto das pessoas. A Carreta quebra as barreiras geográficas e garante que mulheres de pequenos municípios tenham acesso à mesma tecnologia de ponta e à mesma capacidade diagnóstica dos grandes centros”, afirma.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, reforça o impacto clínico da iniciativa e o ritmo acelerado das ações preventivas. “A análise detalhada mostra que todas as áreas monitoradas (ultrassonografias, consultas presenciais, consultas em telemedicina, mamografias e citopatológicos) já ultrapassaram 50% da meta anual, com destaque para ultrassonografias e consultas, que estão acima de 64%”, afirmou.
“Quando fazemos exames e consultas indo próximo da mulher em todo o Paraná, estamos acelerando esse rastreamento e dando às mulheres paranaenses a chance de um diagnóstico precoce. Esse volume operacional salva vidas diariamente”, acrescentou.
ROTEIRO – Desde o início de sua circulação neste ano, a unidade móvel já percorreu regiões estratégicas do Paraná, incluindo o Vale do Ribeira, Norte Pioneiro, Norte, Noroeste, Oeste e Sudoeste.
Atualmente, a Carreta faz sua 14ª parada na cidade de Guarapuava, na região Centro-Oeste, onde permanecerá estacionada em frente à prefeitura, na Rua Brigadeiro Rocha, 2777, no Centro, até 17 de outubro.
A passagem por Guarapuava tem registrado uma procura acima do esperado. Apenas na primeira semana de funcionamento no município, foram contabilizados mais de 1,6 mil atendimentos (entre consultas presenciais e via telemedicina), beneficiando 669 mulheres e demonstrando uma demanda alta, superando a oferta semanal inicialmente planejada.
Para a diretora da 5ª Regional de Saúde, Renata Araújo, a presença da unidade móvel fortalece o trabalho preventivo na região. “Receber essa estrutura de ponta em Guarapuava é um ganho inestimável para a nossa população. Ao contemplar também as mulheres das cidades vizinhas, nós consolidamos um modelo de atendimento integrado, garantindo que o cuidado e a prevenção cheguem a quem mais precisa em toda a nossa macrorregião”, diz.
Após o encerramento das atividades em Guarapuava, a Carreta seguirá seu roteiro pelo Estado, com paradas já planejadas para atender as regiões Central, Campos Gerais e Sul, encerrando sua agenda de 2026 na Região Metropolitana de Curitiba.
A iniciativa foi viabilizada pela Volkswagen do Brasil em parceria com o Governo do Estado. A participação da montadora está vinculada ao Programa Paraná Competitivo, política estadual de incentivos fiscais que estimula investimentos produtivos no Estado e prevê contrapartidas sociais das empresas participantes. O termo de reinvestimento para a operação da unidade móvel é de R$ 10 milhões.
“Esse projeto traduz o nosso compromisso com o Estado e com as mulheres paranaenses. Sabemos que, muitas vezes, um exame realizado no tempo certo significa a chance de salvar vidas. E acreditamos que parcerias como essa mostram a força da união entre os setor público e privado para gerar impacto social positivo”, afirmou Paula Barreiros, supervisora de ESG da Volkswagen do Brasil.
PARANÁ ROSA - A Carreta Saúde da Mulher integra as ações do Paraná Rosa, campanha voltada à ampliação da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças femininas. Criada em 2019, a iniciativa visa ampliar as ações no território paranaense, criando um ambiente permanente de prevenção, autocuidado e mobilização pela saúde da mulher. Ela engloba uma série de ações de conscientização, exames, palestras e atividades em todo o Paraná, com foco especial na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças como o câncer de mama e o câncer do colo do útero.
RESULTADOS DA PRIMEIRA EDIÇÃO – Entre 16 de setembro e 12 de dezembro do ano passado, a Carreta atendeu 10.040 mulheres e fez 19.852 consultas e exames. Do total de procedimentos, 14.452 foram exames, incluindo mamografias, ultrassonografias e coletas citopatológicas. Desse universo, 62 mulheres apresentaram alterações que necessitaram de encaminhamento para exames complementares na rede de atenção especializada.
Por - AEN
278 paranaenses de todas as regiões do Estado já estão com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do programa CNH Social nas mãos. Os novos motoristas se inscreveram no primeiro edital do programa, foram selecionados e já concluíram todo o processo da primeira habilitação (Permissão para Dirigir) sem qualquer custo.
Além disso, segundo balanço do Detran-PR, mais de duas mil pessoas estão com processos em andamento. Destas, 420 encontram-se na etapa de exames médicos, 474 na fase de exames teóricos e 1.041 na fase prática — todas distribuídas entre as 183 autoescolas credenciadas pelo órgão. Há ainda cerca de 1.200 candidatos que não iniciaram nenhuma das etapas. Para dar prosseguimento ao processo, a autarquia orienta esses usuários a acessarem o site do programa CNH Social.
“É um programa divisor de águas na história do Detran. Tivemos a iniciativa com a criação da lei, que foi feita a pedido do governador Ratinho Junior, e depois seguimos com o primeiro edital, já com resultados concretos. Muitos paranaenses não têm condições de tirar uma CNH e agora podem fazer de forma 100% gratuita, com apoio do Estado. Isso transforma a vida das famílias”, diz a diretora-presidente do Detran-PR, Viviane da Paz.
Uma das histórias é de Marielle Aparecida Neres Fagundes, 28 anos, que tirou a CNH há uma semana. Ela tem três filhos (12, 8 e 3 anos), trabalha como doméstica e agora tem mais liberdade para se locomover entre a sua casa, no Xaxim, e as casas que cuida.
“Vi uma notícia sobre o programa no jornal que assisto e nem acreditei. Sempre tive o sonho de tirar a habilitação para dirigir. Até tentei uma vez, há muitos anos, mas tive medo e depois o processo foi ficando mais distante. E abri mão desse sonho. Eu queria trabalhar com entregas, mas aí tive que mudar o rumo. Mas aí vi no jornal, corri atrás e me inscrevi no último dia”, afirma.
Ela também elogia o processo de aprendizagem na autoescola e todo o apoio que recebeu para as aulas. “Fiz as aulas teóricas pelo celular, passei pelo exame de vista, psicotécnico, fiz a biometria e todos os testes práticos. E estou até agora sem acreditar. Minha CNH é a B (carros), com EAR (anotação que autoriza o motorista a usar veículo como ferramenta de trabalho). Então tenho novas perspectivas agora”, complementa Marielle.
Ela conta que até então usava ônibus e aplicativos de transporte, e que agora está se encorajando a dirigir mais longe. “Acho que já estou pegando o jeito, até pra dirigir mais longe, com mais trânsito. Vou cada vez mais longe”, diz.
HISTÓRICO - O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou em 2025 a lei que instituiu o programa. Ele permite que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso gratuito à formação e obtenção da CNH, além da inclusão ou mudança de categoria. O objetivo é reduzir desigualdades sociais e econômicas e ampliar as oportunidades de ingresso e retorno ao mercado de trabalho.
O programa isenta os beneficiários de todas as taxas relacionadas a exames médicos, cursos teóricos e práticos, provas e demais procedimentos necessários para a habilitação. A inclusão da observação sobre Exercício de Atividade Remunerada (EAR) no documento também é isenta. Os custos são assegurados pelo Detran-PR.
Para participar dos editais é preciso comprovar renda familiar de até três salários mínimos, residir no Paraná há pelo menos 12 meses e no município onde o benefício será concedido. Além disso, a pessoa precisa estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Não podem participar pessoas que tenham algum tipo de restrição do direito de dirigir (habilitação suspensa ou cassada).
NOVAS MODALIDADES – Um dos diferenciais do programa é a abertura para novas possibilidades de assistência, além da primeira habilitação. Um novo edital deve ser publicado nos próximos meses, mas já em outra modalidade instituída na lei. Ele atenderá motoristas que já possuem habilitação e desejam acrescentar as categorias C (caminhões), D (ônibus) ou E (veículos com unidade acoplada), ampliando as possibilidades de trabalho, especialmente no transporte de cargas e passageiros. Mais informações serão publicadas no site oficial e nas redes sociais do Detran-PR.
Por - AEN


















