Professor é preso por suspeita de abuso sexual de alunos de 13 anos

Um professor de um colégio estadual de Foz do Iguaçu foi preso na quarta-feira (26) sob suspeita de cometer atos sexuais com dois alunos de 13 anos dentro da escola. Os crimes teriam ocorrido durante o intervalo, em sala de aula, e foram descobertos após uma professora notar movimentação suspeita.

Ao serem acionadas, a direção e a coordenação pedagógica verificaram as imagens do circuito interno de segurança e identificaram o professor em flagrante. A Polícia Militar foi acionada e deteve o educador, que foi autuado por estupro de vulnerável.

De acordo com a Polícia Civil, a análise de gravações de dias anteriores revelou que os abusos vinham ocorrendo repetidamente, principalmente no horário de almoço. O Conselho Tutelar local também recebeu informações de que o professor levava os estudantes para a sala de informática, onde supostamente cometia os atos enquanto os alunos usavam os computadores.

Em depoimento, o professor negou as acusações e afirmou que se tratava de "brincadeiras". Diante da contradição com as evidências filmadas, no entanto, ele permanecerá preso. O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) assumiu as investigações e apura a possibilidade de existirem mais vítimas.

A Secretaria de Estado da Educação informou que acompanha o caso e presta apoio às investigações. Os adolescentes envolvidos receberão atendimento psicológico a partir da próxima segunda-feira (1º).

 

 

Mais de 800 mil paranaenses serão isentos do Imposto de Renda a partir de 2026

Uma mudança na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) trará alívio para mais de 846,5 mil paranaenses que recebem até R$ 5 mil por mês. A partir de 2026, esses contribuintes estarão completamente isentos do tributo, conforme lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira (26).

A nova regra também beneficia quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais, com descontos progressivamente menores – cerca de 385 mil pessoas no Paraná se enquadram nessa faixa. Com a medida, o número total de paranaenses isentos do IRPF saltará de 1,02 milhão para aproximadamente 1,87 milhão de contribuintes.

Para compensar a renúncia fiscal, a lei estabelece alíquotas progressivas para contribuintes de alta renda, chegando a 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil anuais. As alterações não afetam os descontos em folha de pagamento já realizados.

 

 

Paraná recebe equipamentos para fortalecer Hemorrede e produção de hemoderivados

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) e o Ministério da Saúde realizaram a entrega simbólica de 32 novos equipamentos de alta tecnologia para o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), nesta sexta-feira (28).

O investimento de mais de R$ 4,8 milhões, que faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), tem o objetivo de modernizar a Hemorrede estadual, aumentar a capacidade de armazenamento e a qualidade do plasma sanguíneo.

O investimento contempla a aquisição de 32 equipamentos para a cadeia de frio do sangue, incluindo blast freezers, ultrafreezers e freezers. Eles são importantes para o congelamento ultrarrápido e o armazenamento do plasma em temperaturas inferiores a -30ºC, preservando suas proteínas e garantindo a integridade para uso seguro. Dois destes equipamentos já estão no Hemepar de Curitiba. Dos outros 30 freezers previstos, 25 têm entrega estimada até dezembro de 2025 e outros cinco devem chegar até abril de 2026.

Para o secretário de Estado de Saúde do Paraná, Beto Preto, a ampliação da capacidade dos hemocentros é um importante passo, mas a doação de sangue segue fundamental. "É uma importante parceria para a modernização e segurança dos nossos pacientes. Sangue é algo absolutamente insubstituível. Agradecemos aos paranaenses por seus corações generosos", disse.

O diretor-geral da Sesa, César Neves ressaltou que os recursos do PAC são importantes para a modernização e reforçou a necessidade da doação de sangue. “Também estudamos a ampliação dos nossos espaços físicos para dar mais conforto para aqueles que vêm até o banco de sangue. Doar sangue é um ato de solidariedade humana e que salva vidas”, afirmou.

TECNOLOGIA – Os novos equipamentos fortalecem a capacidade instalada da Hemorrede e ampliam a oferta de plasma destinado à Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). O plasma é a matéria-prima para a produção de medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), como os Fatores VIII e IX da coagulação, albumina e imunoglobulina.

A diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa, explicou que os equipamentos são utilizados para a geração de plasma, um dos quatro hemocomponentes produzidos a partir de uma única bolsa de sangue doada. Segundo ela, eles chegam com o objetivo de otimizar os processos de trabalho e comportam um número maior de bolsas para o congelamento ultrarrápido do plasma.

“Esses equipamentos vêm para somar e ampliar a capacidade produtiva do nosso Hemocentro. Hoje, nós atendemos em média de 200 doadores por dia, uma produção de 179 hemocomponentes e bolsas coletadas que serão processadas nos diversos tipos de hemocomponentes. Para que a gente venha a ter todos os tipos de hemocomponentes necessários, a gente precisa do doador de sangue”, observou.

Elizabete Matheus, superintendente estadual do Ministério da Saúde no Paraná, ressaltou que a iniciativa tem como objetivo melhorar a qualidade do sangue e a rede de hemoderivados no Brasil, o que pode reduzir a dependência de importações e avançar na soberania sanitária. “Para nós é uma satisfação muito grande estar aqui. É um equipamento de última geração, que congela rapidamente o plasma e contribui com os hemoderivados e produção de medicamentos para usuários do SUS”, destacou.

DISTRIBUIÇÃO – A distribuição completa dos equipamentos beneficiará cinco unidades do Hemepar qualificadas para o envio de plasma à Hemobrás, em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu. Com a modernização do parque tecnológico da Hemorrede Pública Nacional, a expectativa é de um aumento inicial de pelo menos 30% no aproveitamento do plasma, qualificando o atendimento a pacientes críticos e consolidando a soberania sanitária do Brasil.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Projeto de lei prevê que vítimas de racismo tenham atendimento jurídico gratuito no Paraná

A Defensoria Pública do Paraná mandou nesta quinta-feira (27) um projeto de lei para a Assembleia Legislativa que garante o atendimento integral e gratuito em denúncias relacionadas aos crimes racismo e injúria racial no Estado. Ele é fruto de articulação também com a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi).

Pela legislação atual, para ser atendido pela DPE-PR é necessário comprovar renda familiar de até três salários mínimos, atestando vulnerabilidade financeira. O novo projeto de lei retira a presunção de vulnerabilidade quando os crimes são relacionados a atos racistas ou de injúria racial, excluindo a necessidade da análise socioeconômica. 

Para garantir alcance estadual, o texto determina que o atendimento seja prioritariamente remoto, permitindo que moradores de todos os municípios do Paraná possam ser atendidos, mesmo naqueles não possuam sede da DPE-PR. Quando o atendimento presencial for necessário, a Defensoria prestará o suporte na unidade mais próxima do domicílio da vítima.

O projeto também prevê a criação da Coordenadoria Especializada na Defesa dos Direitos das Vítimas de Racismo e Injúria Racial, vinculada ao Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (NUPIER) da Defensoria Pública. A nova estrutura será responsável por organizar e executar os atendimentos, além de atuar estrategicamente nos casos desde a fase do inquérito, garantindo correta tipificação dos crimes e produção de provas.

“É um grande passo que a Defensoria Pública dá em parceria com o Governo do Paraná para criar mais uma política pública visando a promoção da igualdade racial. O objetivo é que qualquer pessoa negra do Estado vítima de racismo ou injúria racial tenha todos os seus direitos garantidos”, destaca o defensor público-geral do Paraná, Matheus Cavalcanti Munhoz.

A proposta reforça ainda a parceria entre a Defensoria Pública e a Semipi, integrando o fluxo de atendimento ao Programa SOS Racismo, responsável por receber denúncias e acolher vítimas. O programa será a porta de entrada para os casos, que depois serão encaminhados para acompanhamento jurídico especializado pela Coordenadoria da Defensoria.

“Essa parceria com a Defensoria é muito importante para que possamos combater o racismo de forma efetiva. Dividimos as responsabilidades para podermos construir de maneira conjunta políticas públicas eficazes”, explica a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte.

Para a diretora da Igualdade Racial, Povos e Comunidades Tradicionais da Semipi, Ivânia Ramos dos Santos, a inovação se dá através da assistência integral. “O atendimento será totalmente personalizado, seguindo um fluxo formal e automatizado que acompanha a pessoa desde o primeiro contato até o atendimento psicológico e o registro do boletim de ocorrência. A Defensoria vai oferecer apoio integral em todas as etapas, garantindo acompanhamento do início ao fim para qualquer pessoa que procure o serviço para denunciar crimes de racismo”, reforça.

 

 

 

 

 

Por - AEN

feed-image
SICREDI 02