O Paraná reduziu em 87,5% o desmatamento da Mata Atlântica no intervalo de cinco períodos, entre 2020-2021 e 2024-2025, de acordo com o Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica, MapBiomas e Arcplan. A área total de supressão vegetal do bioma no Estado diminuiu de 3.298 hectares (ha) para 411 hectares no período.
Proporcionalmente, o Paraná alcançou o terceiro melhor desempenho do Brasil nesse intervalo, atrás apenas do Rio Grande do Sul (-92,6%) e de São Paulo (-88,7%) – no País a queda no desmatamento foi de 59,6%, de 21.474 ha (2020-2021) para 8.658 ha (2024-2025). O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (13) pela ONG ambiental.
“Reduzir o desmatamento ilegal é uma obsessão no Paraná, há uma concentração de esforços, liderada pelo governador Ratinho Junior, para que isso aconteça. Estamos monitorando, fiscalizando e multando, e assim conseguimos salvar muitas florestas, garantir um Paraná sustentável para as futuras gerações”, destaca o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.
O investimento em tecnologia, reforça o secretário, com o uso da inteligência geográfica, é um dos fatores que explicam a redução no corte de árvores no Paraná. O pacote incluiu a adoção de geotecnologias de ponta por parte do Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental responsável pela fiscalização no Estado, como o uso de imagens de satélites históricas e plataformas de monitoramento que emitem alertas de desmatamento quase que diariamente.
“Ampliou a capacidade de resposta por parte do Instituto. Mas, para além disso, houve também reforço nas ações de campo, realizadas pelos escritórios regionais e pelo Grupo de Operações Ambientais do IAT, o GOA”, afirma Souza.
O Estado tem, por exemplo, acesso hoje a três plataformas de alertas de desmatamento que utilizam imagens de satélite para perscrutar as áreas verdes em busca de irregularidades. A mais recente dessas ferramentas é a Rede MAIS, cujo termo de adesão ocorreu em 2023, junto à Polícia Federal. Ela funciona como uma rede colaborativa que fornece imagens em alta resolução de todo o Estado, permitindo o monitoramento em tempo real.
Já o Prodes Brasil, o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia, é um projeto do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), iniciado em 1988, para acompanhar o corte raso de árvores em grandes áreas. Inicialmente, ele se restringia à Amazônia, mas passou a atuar em outros biomas em 2022. Seu funcionamento se dá por meio de fotos tiradas periodicamente por satélites e comparadas para identificar as irregularidades.
O outro aliado é a Plataforma MapBiomas, rede internacional e multi-institucional, formada por universidades, ONGs e empresas de tecnologia, voltada ao monitoramento das transformações na cobertura e no uso da terra. Esse sistema combina imagens de satélite, computação em nuvem e inteligência artificial para realizar seu trabalho. E com precisão cada vez maior.
Até 2020, por exemplo, era possível identificar e gerar alertas para desmatamentos acima de 1 hectare. Desde então, o olho eletrônico foi aprimorado, percebendo a ação nociva em terrenos de pelo menos 0,3 hectare.
“A tecnologia permitiu uma grande otimização das ações de fiscalização, reduzindo custos, a necessidade de recursos humanos e o tempo de resposta para a tomada de providências. Ela também trouxe mais segurança técnica aos agentes fiscais, que agora dispõem de informações precisas geradas a partir do geoprocessamento e da análise de imagens do satélite e de bancos de dados como o CAR – Cadastro Ambiental Rural”, ressalta a engenheira florestal do IAT, Aline Canetti.
POLÍTICAS – O Paraná também articulou políticas públicas para estimular a preservação e a reparação do meio ambiente em seu território. Uma delas é o ICMS Ecológico por Biodiversidade. O programa é uma forma de compensar financeiramente os municípios que abrigam Unidades de Conservação (UCs), Áreas de Terras Indígenas e Áreas Especiais de Uso Regulamentado (Aresur) ou mananciais para abastecimento de municípios vizinhos.
Os valores repassados envolvem 5% do total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinado aos municípios paranaenses. Metade desses 5%, ou seja, 2,5%, é destinada às cidades que abrigam UCs, enquanto a outra metade é repassada para municípios que abrigam mananciais de abastecimento público.
Em 2025, o Governo do Estado repassou R$ 659,6 milhões aos municípios paranaenses por meio do ICMS Ecológico. A média é de R$ 54,9 milhões por mês. O valor representa um acréscimo de 3,7% em relação a 2024 (R$ 635 milhões).
O IAT também incentiva ações municipais de desenvolvimento sustentável por meio do Pagamento por Serviços Ambientais Municipal (PSAM) para gestão de Áreas Protegidas, que concede incentivo financeiro para os proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural.
CRIME – Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.
O valor arrecadado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.
COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, que possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.
No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.
Por - AEN
Garantir que o paranaense que vive no interior do Estado receba o mesmo atendimento especializado de quem vive na Capital, sem precisar encarar horas de estrada em uma ambulância.
Esse foi o ponto de partida que transformou a Telessaúde Paraná em um dos maiores legados da atual gestão estadual. A estratégia implantada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que não existia quando a atual gestão assumiu, conecta hoje os quatro cantos do Estado com exames cardíacos e dermatológicos ágeis e um suporte especializado com uso de tecnologias de informação e comunicação para as equipes de saúde dos 399 municípios.
Na prática, a criação dessa rede digital veio para otimizar os recursos públicos e diminuir o tempo de espera por diagnósticos no Sistema Único de Saúde (SUS). A meta do governo estadual foi usar a inovação tecnológica para fortalecer o atendimento oferecido nas Unidades Básicas de Saúde, garantindo agilidade tanto para quem vive nos grandes centros urbanos quanto para os moradores de pequenos municípios.
"Iniciamos essa jornada com o desafio de modernizar o SUS paranaense e aproximar o atendimento especializado do interior", destaca o secretário de Estado da Saúde, César Neves. "Ver que hoje o cidadão de um pequeno município pode ter um laudo de eletrocardiograma em dez minutos ou uma análise dermatológica de alta precisão sem precisar viajar horas em uma ambulância traz a certeza de dever cumprido. A telessaúde deixou de ser uma promessa de futuro e virou um direito consolidado do povo paranaense."
Atualmente, essa estrutura multiplataforma tem a capacidade de reduzir distâncias e custos, otimizando o cuidado próximo do domicílio do cidadão. O programa oferece a emissão de laudos à distância para eletrocardiogramas (Tele-ECG), exames dermatológicos para detecção de lesões de pele, espirometria (exame do sopro) e estomatologia (lesões de boca). Paralelamente aos diagnósticos, a Sesa disponibiliza canais diretos de teleconsultorias para dar suporte em tempo real aos profissionais da ponta em áreas importantes, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), hanseníase, saúde do trabalhador, amamentação e genética.
IMPACTO – Uma das principais ações do Núcleo Estadual de Telessaúde do Paraná em volume de atendimentos é o Telediagnóstico em Eletrocardiograma (Tele-ECG). Iniciado em 2021 com apenas sete municípios da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, hoje o programa alcança 183 municípios e 366 serviços de saúde, incluindo 298 Unidades de Saúde, 20 prontos atendimentos, 21 ambulatórios e 27 hospitais. Desde a sua implantação, já foram 384.404 laudos emitidos, sendo 116.368 apenas no primeiro semestre de 2026. Além do benefício clínico, a iniciativa gerou uma economia estimada em R$ 3.844.040,00 para os cofres municipais, tomando como base os valores de referência da Tabela SUS. Para dar suporte à rede, a Sesa já distribuiu 61 eletrocardiógrafos do estoque estadual e iniciou a aquisição de mais 275 novos aparelhos para doação.
Outra frente de sucesso é o Telediagnóstico em Dermatologia, que está presente em 28 municípios e 33 serviços de saúde. A tecnologia já emitiu 10.332 laudos de lesões de pele e, em 2026, dos 1.726 exames realizados, 51% foram resolvidos diretamente no próprio município com orientações de manejo local. Outros 24% foram classificados de forma prioritária como alta suspeição de câncer de pele, agilizando o encaminhamento ao especialista. Para expandir essa linha de cuidado, a secretaria está adquirindo 275 novos dermatoscópios para doação aos municípios.
A rede de exames digitais conta ainda com o Telediagnóstico em Espirometria (exame do sopro), ativo em 11 municípios com 6.124 testes laudados desde o início do projeto, e o pioneiro Telediagnóstico em Estomatologia (lesões de boca), voltado para cirurgiões-dentistas da rede pública. Esta última estratégia entrou em operação em abril de 2025, abrangendo 46 cidades, e já prestou suporte a 69 casos graves ou urgentes.
TELECONSULTORIAS - A retaguarda aos profissionais que atuam na ponta do sistema ganhou também o reforço das Teleconsultorias, que consistem em discussões de casos clínicos. Desde 2024, mais de mil teleconsultas foram respondidas pela equipe do Estado. O serviço abrange áreas sensíveis, como o suporte para casos de Hanseníase voltado a 94 cidades da Macrorregião Leste, em parceria com o Hospital de Dermatologia Sanitária, e o suporte ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), ativo na 2ª Regional de Saúde em cooperação com o Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (Comesp) .
Essa grande rede de apoio também atua na Saúde do Trabalhador, iniciada na 10ª Regional de Cascavel e com expansão programada em 2026 para mais 50 municípios, além das áreas de Amamentação e Genética, que já estão disponíveis de forma universal para todos os 399 municípios do Estado. For no futuro próximo, novas especialidades como endocrinologia, nefrologia e reumatologia, além de suporte para o teste do pezinho, em parceria com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), já estão em fase final de estruturação.
INVESTIMENTOS - O planejamento da saúde digital no Paraná segue em ritmo acelerado com foco na expansão e modernização da rede. Para garantir o funcionamento contínuo e a evolução do serviço para as próximas etapas, o Governo do Estado consolidou um investimento de R$ 10 milhões no Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT/UFSC), que vai estender a infraestrutura tecnológica de conectividade em saúde para todas as cidades do Paraná.
Além disso, o Estado garantiu outros R$ 10 milhões em repasses federais, na modalidade fundo a fundo, após aprovação no edital do programa SUS Digital do Ministério da Saúde. O recurso será utilizado para integrar novas estratégias de atendimento à distância em ginecologia, ortopedia e cardiologia ao desenho da Rede de Atenção à Saúde. O respaldo jurídico e técnico também fica assegurado pela recente aprovação da Deliberação CIB/PR nº 092/2026, que estabelece as diretrizes éticas e regulamentares definitivas para a realização de Teleconsultas no âmbito do SUS paranaense.
POr - AEn
O Governo do Paraná deu um passo inédito na qualificação da educação paranaense nesta terça-feira (30). Em evento realizado pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) no Colégio Estadual Guaíra, em Curitiba, foi feito o lançamento oficial do Programa Jovem Previdente, que tem como objetivo disseminar conhecimentos sobre o Sistema de Seguridade Social e Previdência entre os estudantes do Ensino Médio da rede.
O programa é uma parceria entre o órgão gestor do regime previdenciário dos servidores públicos do estado, a PARANAPREVIDÊNCIA, a Seed-PR e a Escola de Gestão do Paraná, sendo o primeiro no país a incluir esse tipo de conteúdo na grade escolar
Para o diretor geral da Seed-PR, João Luiz Giona Junior, trata-se de um projeto inovador, por trazer para a escola um conteúdo que impacta não apenas os estudantes e suas famílias, mas a sociedade como um todo.
“Nós já contamos com o componente curricular de educação financeira, então é uma evolução natural levarmos a educação previdenciária para a sala de aula, por um lado ajudando a descomplicar o tema e por outro mostrando a relevância desse conhecimento e o associando à realidade prática das vidas dos nossos estudantes”, declarou o Diretor-Geral.
Além da educação previdenciária, o programa pretende estimular a formação de cidadãos mais conscientes quanto ao planejamento financeiro e à construção de seu futuro profissional, demonstrando que a previdência não está relacionada apenas à aposentadoria, mas também à proteção diante de situações como incapacidade para o trabalho, doenças, acidentes e outros eventos que podem comprometer a renda e a segurança das pessoas ao longo da vida.
"A nossa intenção é aproximar os alunos da Previdência Social, apresentar as diferenças entre os regimes previdenciários e estimulá-los a compreenderem o funcionamento desse sistema para que possam planejar sua jornada profissional e previdenciária desde cedo", afirmou o diretor-presidente da PARANAPREVIDÊNCIA, Felipe José Vidigal.
A estudante Maryana Marques, 17 anos, do Colégio Estadual Guaíra, guarda grandes expectativas com a implementação do programa e a possibilidade de se preparar economicamente para o futuro.
“É muito importante para que a gente possa se preparar tanto para o mercado de trabalho, quanto para a vida adulta, que já está batendo na porta”, desabafa ela. “Nós precisamos ter noção de como enfrentar essas responsabilidades do mundo adulto, o que passa pela preocupação com a aposentadoria, apesar de ela estar distante”, conclui.
O Programa Jovem Previdente funcionará integrado à grade curricular por meio de disciplinas como Educação Financeira e Projeto de Vida e deverá atender mais de 120 mil alunos da 3ª série do Ensino Médio já em 2026, mas com expansão para as demais séries ao longo do projeto. A previsão é de que nos próximos cinco anos 620 mil alunos da rede sejam beneficiados pelo programa.
CAPACITAÇÃO DOCENTE - O Jovem Previdente também é voltado para professores, que poderão realizar cursos de capacitação pela plataforma da Escola de Gestão do Paraná e serem certificados como Multiplicadores de Conhecimento Previdenciário, além de poderem contabilizar as horas de curso para fins de promoção.
“A formação dos professores vai ser muito importante para que eles se atualizem sobre a legislação e para que tenham acesso a materiais pedagógicos didáticos e dinâmicos, além das atividades incluídas na plataforma, e possam transmitir esse conhecimento para os estudantes”, explicou a chefe do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Seed-PR, Ane Carolina Chimanski.
Todo o conteúdo ficará disponível na plataforma da Escola de Gestão do Paraná, permitindo que o programa seja aplicado de forma padronizada em toda a rede estadual de ensino.
Com a implantação do Jovem Previdente, o Paraná passa a ser referência nacional na disseminação da educação previdenciária entre estudantes do ensino médio, aproximando os jovens de temas relacionados à proteção social, ao planejamento financeiro e à construção de um futuro mais seguro.
Por - AEN
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) contratou R$ 2,8 bilhões em operações de crédito na Região Sul no âmbito do Plano Safra 2025/26. O Plano Safra 2026/27 começa em julho e terá duração de 12 meses, com novas condições de financiamento para custeio, investimento, comercialização e modernização da produção agropecuária.
O Paraná respondeu por 46% do volume de crédito contratado pelo BRDE na Região Sul, no ciclo encerrado, com R$ 1,3 bilhão. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com R$ 888,7 milhões; e Santa Catarina, com R$ 624,5 milhões. Além desses valores, outros R$ 184 milhões foram destinados pelo banco a contratos no Mato Grosso do Sul, por meio do FCO Rural.
As contratações contemplaram linhas voltadas a investimentos produtivos, modernização de estruturas, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem, inovação, irrigação, sustentabilidade e fortalecimento de cooperativas e agroindústrias. O objetivo é ampliar a capacidade de produção, melhorar a eficiência de propriedades e empresas rurais e apoiar projetos que contribuam para a competitividade do setor.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o resultado confirma o papel do banco como parceiro de longo prazo do setor produtivo. “O Plano Safra é um instrumento essencial para transformar planejamento em investimento. O desempenho do BRDE mostra que o banco está presente onde o crédito tem impacto direto: na modernização das propriedades, no fortalecimento das cooperativas, na expansão das agroindústrias e na geração de desenvolvimento para os estados em que atuamos”, afirma.
Além das linhas específicas do Plano Safra, o BRDE mantém o programa Meu Agro, que reúne alternativas de financiamento para diferentes etapas da cadeia produtiva, do fornecimento de insumos à distribuição e comercialização. A atuação inclui crédito para armazenagem, irrigação, modernização, máquinas e equipamentos, cooperativas agroindustriais, produção sustentável e projetos empresariais ligados ao agronegócio.
BANCO DO AGRICULTOR – No Paraná, parte das operações do BRDE também pode contar com o apoio do Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Estado que concede subvenção econômica para reduzir o custo do financiamento em projetos do campo.
Na prática, a iniciativa permite equalizar parte dos juros em operações voltadas a produtores rurais, cooperativas, associações, agroindústrias familiares e projetos estratégicos, como irrigação, energia renovável, modernização produtiva e diversificação das atividades agropecuárias. A política também alcança atividades da pecuária, com destaque para a cadeia leiteira, incluindo investimentos em matrizes, instalações, equipamentos e implementos.
Combinado às condições do Plano Safra, o Banco do Agricultor Paranaense pode reduzir de forma expressiva o custo final do crédito. Em linhas específicas, a equalização estadual permite juro zero para produtores enquadrados no Pronaf, cooperativas da agricultura familiar e agroindústrias familiares, conforme o tipo de projeto e os limites definidos pelo programa. Nas demais linhas, o benefício pode representar redução substancial dos encargos, com abatimento de até cinco pontos percentuais para produtores rurais, cooperativas e associações produtivas, de acordo com o porte do beneficiário, a atividade financiada e as regras de enquadramento.
O diretor Administrativo do BRDE, Heraldo Neves, afirma que o programa amplia a efetividade do crédito rural no Estado. “O Plano Safra oferece a base nacional de financiamento, e o Banco do Agricultor Paranaense reforça essa política no Paraná ao melhorar as condições para quem investe no campo. Essa combinação permite que mais produtores, cooperativas e empresas avancem em projetos de modernização e aumento de produtividade”, afirma.
NOVO CICLO – Em nível nacional, serão disponibilizados R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial no Plano Safra 2026/27. Além disso, cerca de R$ 83 bilhões estarão disponíveis por meio de linhas voltadas à agricultura familiar no país. As condições operacionais do novo ciclo, incluindo taxas, limites, programas e critérios de enquadramento, serão incorporadas pelo BRDE conforme a regulamentação das fontes de recursos e a disponibilidade das linhas para contratação, a serem definidas nas próximas semanas.
Mais informações sobre as linhas operadas pelo BRDE estão disponíveis no site www.brde.com.br.
Por - AEN
A agenda do Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná) prevê ações em 21 municípios do Estado, com a estimativa de castrar cerca de 3,3 mil animais em julho. As atividades começam nesta quarta-feira (1º), em Carambeí, nos Campos Gerais. Os atendimentos, coordenados pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), integram o 5º ciclo do projeto, que teve início em novembro do ano passado.
A proposta contempla pets da população de baixa renda, de pessoas vinculadas a organizações da sociedade civil e protetores independentes. O investimento do Governo do Estado nesta etapa é de R$ 19,8 milhões, um incremento de 106% em relação ao 4º período (R$ 9,6 milhões), concluído em maio do ano passado.
Já a contrapartida dos municípios é de aproximadamente R$ 1,8 milhão, recursos que serão usados na impressão de 469 mil cartilhas sobre maus-tratos; na aplicação de 731 mil vacinas antirrábicas; e na confecção de 582 mil placas temáticas sobre biodiversidade.
Além da esterilização, o programa propõe práticas de educação sobre a tutela responsável de cães e gatos, contribuindo para a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes — um dos requisitos para o município participar do projeto. O outro ponto é a intensificação da vacinação antirrábica nos animais, visando a promoção da saúde pública.
Para isso, o Governo do Estado fiscaliza as atividades organizadas por todas as cidades parceiras do projeto. O programa ainda oferece palestras sobre zoonoses, vacinação e desvermifugação de animais. A colaboração se estende a uma rede que une várias ONGs e diversos protetores independentes, todos compartilhando o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade em relação aos animais.
COMO PARTICIPAR – Para agendar um horário para a castração dos bichinhos, o cidadão deve ir diretamente em um dos pontos determinados pela prefeitura da sua cidade, parceiras do Estado nesta iniciativa. No momento da inscrição os tutores já receberão todas as orientações sobre o pré e pós-operatório, além de medicamentos para os cuidados após a cirurgia dos pets e aplicação de um microchip eletrônico para identificação do animal.
Confira a agenda de atendimentos do CastraPet Paraná em julho:
1º/7 – Carambeí
2/7 - Carambeí
3/7 - Palmeira
4/7 - Palmeira
6/7 - Irati
7/7 - Irati
8/7 - Fernandes Pinheiro
9/7 - Teixeira Soares
10/7 - Imbituva
11/7 - Ivaí
13/7 - Prudentópolis
14/7 - Guamiranga
15/7 - Rebouças
16/7 - Rio Azul
17/7 - Inácio Martins
18/7 - Mallet
20/7 - Cruz Machado
21/7 - Porto Vitória
22/7 - União da Vitória
23/7 - União da Vitória
24/7 - General Carneiro
25/7 - Paula Freitas
27/7 - Paulo Frontin
28/7 - São Mateus do Sul
29/7 - Antônio Olinto
POr - AEN
O Paraná criou 60.400 empregos com carteira assinada nos cinco primeiros meses de 2026 e manteve o quarto maior saldo de vagas do Brasil no período, de acordo com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado representa cerca de 8% de todas as vagas formais abertas no País entre janeiro e maio.
No período, foram registradas 917.993 admissões e 857.593 desligamentos no Estado, saldo que coloca o Paraná atrás apenas de São Paulo (215.924 vagas), Minas Gerais (87.375) e Santa Catarina (61.658). A diferença para o terceiro colocado é de apenas 1.258 empregos.
O desempenho paranaense ganha ainda mais relevância diante do cenário regional. Enquanto a Região Sul fechou maio com saldo negativo de 4.109 vagas, influenciada pelos resultados do Rio Grande do Sul (-5.657) e de Santa Catarina (-662), o Paraná foi o único estado da região a encerrar o mês com geração positiva de empregos.
Os dados mostram que o Paraná manteve uma trajetória positiva ao longo do período. Somente em maio, o Estado registrou saldo de 2.210 novos empregos formais, mantendo a sequência de cinco meses consecutivos com mais admissões do que desligamentos. Em janeiro foram criadas 17.958 vagas, em fevereiro 22.698, em março 15.800, em abril 1.734 e, agora, mais 2.210 em maio.
SETORES – O principal responsável pelo desempenho do mercado de trabalho paranaense em 2026 continua sendo o setor de serviços, que respondeu por 35.140 novos postos de trabalho entre janeiro e maio. Na sequência aparecem a indústria, com 13.761 vagas, a construção civil, com 9.024, o comércio, com 2.025, e a agropecuária, com 450 empregos gerados.
No Brasil, o saldo de empregos formais em maio foi de 72.960 vagas, elevando para 767.326 o número de postos de trabalho criados no acumulado de 2026. Dos 27 estados brasileiros, 22 encerraram o mês com saldo positivo de contratações.
Por - AEN

























