A semana começa com chuva e temperaturas mais amenas, devido à nebulosidade presente no Paraná. De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), entre quarta (07) e quinta-feira (08) o sol aparece e as temperaturas alcançam os 30°C. Uma nova frente fria prevista para quinta, entretanto, trará novas tempestades com fortes rajadas de vento e, depois da chuva, na metade Sul do Estado, as máximas terão leve declínio.
“A semana começa com tempo instável no Estado, em virtude de um sistema de baixa pressão que atua sobre o Paraguai, que contribui para o ingresso de umidade e calor da Amazônia e favorece a ocorrência de chuva, especialmente na faixa Oeste e Norte do Paraná”, explica Samuel Braun, meteorologista do Simepar.
Ao longo desta segunda-feira (05), essa área de chuva que já atua no Paraguai avança gradualmente em direção ao Paraná e, entre o período da tarde e da noite, há previsão de chuva volumosa com rajadas de vento pontuais. Não se descarta a ocorrência de alguma tempestade localizada.
Devido à nebulosidade, a temperatura não varia muito durante o dia. A região Norte fica um pouco mais quente, com os termômetros alcançando até 24°C. Entre Curitiba e o Litoral, o céu se mantém mais fechado, o sol dificilmente aparece e a temperatura máxima fica perto dos 18°C na Capital, e dos 20°C nas praias.
O tempo continua instável em algumas regiões na terça-feira (06). “Teremos uma terça ainda com chuva, principalmente da faixa Leste até o Norte do Paraná, enquanto que no Oeste e no Sudoeste até há a expectativa de que, principalmente a partir da tarde, o sol consiga aparecer e por isso esquente um pouquinho mais”, ressalta Samuel.
Assim como na segunda-feira, há previsão de chuva de forma irregular pelo Estado na terça, com volumes mais expressivos, raios, e menor risco para temporais com fortes rajadas de vento – diferente das tempestades que causaram destruição em várias cidades paranaenses entre sábado (03) e domingo (04).
Na quarta-feira (07), as temperaturas máximas já chegam perto dos 30°C nas cidades de divisa com São Paulo, e alguma chuva rápida e localizada no período da tarde não está descartada no Estado, justamente devido ao forte aquecimento.
Já entre a quinta (08) e a sexta-feira (09), um novo sistema de baixa pressão ganha força sobre o Paraguai, e uma frente fria avança pelo oceano na altura da região Sul do Brasil. Depois da chuva, as temperaturas terão leve declínio na metade sul do Estado, enquanto no Norte o tempo seguirá abafado.
“São sistemas que novamente contribuem para o aumento da instabilidade no Paraná. Como na quinta-feira esquenta bastante, com temperaturas máximas acima dos 30°C em muitas cidades, o risco de novas tempestades aumenta bastante no Estado”, afirma Samuel.
Por este motivo, o Simepar recomenda que a população faça o cadastro para receber os alertas da Defesa Civil Estadual. Basta enviar um SMS para o número 40199, e no campo da mensagem digitar o CEP da residência. Novos boletins serão emitidos nos próximos dias.
Por - Simepar
Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná. Com 99,87% das urnas apuradas, Moro obteve 50,11% dos votos válidos, o que responde a 3.126.032. 

Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os demais candidatos obtiveram:
- Sandro Alex - 25,35%
- Requião Filho - 23,48%
Foram 122 mil votos brancos e 133 mil nulos, que correspondem a 1,79% e 1,95%, respectivamente.
>>> Confira os resultados do estado
Sergio Moro é natural de Maringá (PR) e ficou conhecido nacionalmente como juiz federal à frente de processos da Operação Lava Jato. Foi ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro e atualmente é senador pelo Paraná.
Aos 54 anos, disputou pela primeira vez o governo do estado. Após o resultado, em entrevista, ele afirmou que venceu "contra toda a máquina e contra todas as mentiras".
"Vamos provar ao Brasil que é possível fazer um governo honesto e eficiente. Vamos ser intolerantes contra qualquer espécie de desvio. Vamos fazer do Paraná uma terra segura para criar nossos filhos, filhas e as nossas família", disse.
Por - Agência Brasil
A bancada do Paraná na Câmara dos Deputados terá 50% de renovação a partir de 2027. Dos 30 deputados federais eleitos neste domingo (4), 15 também estavam entre os nomes escolhidos pelo eleitorado paranaense em 2022. Os outros 15 não integravam a bancada eleita pelo Paraná naquele pleito.
O índice de renovação chega a 50%, praticamente metade das cadeiras destinadas ao estado. Em 2022, a renovação havia sido de 11 das 30 vagas, ou 36,7%. Naquela eleição, a Câmara apontou Deltan Dallagnol como o mais votado e registrou 11 novos parlamentares na bancada paranaense.
A comparação considera como critério a bancada eleita pelo Paraná em cada eleição. Portanto, "novo" neste levantamento significa que o nome não estava entre os 30 deputados eleitos pelo Paraná em 2022. Isso não quer dizer, necessariamente, que seja estreante na Câmara.
15 deputados conseguiram a reeleição
Metade da bancada que representará o Paraná a partir de 2027 conseguiu permanecer entre os eleitos. São 15 nomes que já haviam sido escolhidos pelos paranaenses em 2022:
- Felipe Francischini (Podemos) — 106.907 votos
- Sargento Fahur (PL) — 242.643 votos
- Vermelho (PL) — 72.166 votos
- Pedro Lupion (Republicanos) — 109.874 votos
- Beto Preto (PSD) — 177.032 votos
- Leandre (PSD) — 90.185 votos
- Luizão Goulart (PSD) — 63.480 votos
- Sergio Souza (MDB) — 69.791 votos
- Zeca Dirceu (PT) — 160.650 votos
- Carol Dartora (PT) — 101.823 votos
- Aliel Machado (PV) — 118.691 votos
- Ricardo Barros (PP) — 94.050 votos
- Toninho Wandscheer (PP) — 88.157 votos
- Tião Medeiros (PP) — 85.951 votos
- Delegado Matheus Laiola (União) — 113.690 votos
- Paulo Litro (União) — 88.601 votos
Há uma correção importante em relação à lista inicialmente divulgada: o cruzamento nominal mostra que são 15 reeleitos, e Luizão Goulart não estava entre os eleitos pelo Paraná em 2022. Assim, ele integra o grupo dos novos nomes da bancada de 2027, enquanto Paulo Litro, por exemplo, está entre os reeleitos.
A relação oficial da Câmara registra os 30 eleitos pelo Paraná em 2022 e permite fazer o cruzamento nominal entre as duas eleições.
15 nomes chegam à bancada paranaense
Os outros 15 eleitos não estavam entre os 30 deputados federais escolhidos pelo Paraná em 2022:
Da Costa do Perdeu Piá (Podemos) — 86.070 votos
Rosangela Moro (PL) — 146.417 votos
Delegado Francischini (PL) — 53.207 votos
Ricardo Arruda (PL) — 51.663 votos
Newton Bonin (Republicanos) — 54.935 votos
Jeffrey Chiquini (Novo) — 425.399 votos
Guilherme Kilter (Novo) — 269.832 votos
Henrique Mecabô (Novo) — 65.706 votos
Paulo Martins (Novo) — 44.029 votos
Paranhos (PSD) — 99.070 votos
Luizão Goulart (PSD) — 63.480 votos
Ana Júlia (PT) — 184.691 votos
Renato Freitas (PT) — 115.227 votos
Arilson Chiorato (PT) — 77.671 votos
Marcelo Belinati (PP) — 83.906 votos
Entre esses 15, porém, há diferentes situações políticas. Alguns chegam pela primeira vez à bancada federal, enquanto outros já exerceram mandato na Câmara em legislaturas anteriores ou foram eleitos anteriormente por outra unidade da Federação.
Rosangela Moro, por exemplo, foi deputada federal por São Paulo na legislatura iniciada em 2023 e agora passa a representar o Paraná.
Paulo Martins também já foi deputado federal pelo Paraná entre 2019 e 2023. Ele não estava entre os eleitos para a Câmara em 2022 e retorna agora à bancada.
Delegado Francischini igualmente já teve mandato na Câmara. Por isso, a renovação de 50% representa a mudança da composição da bancada paranaense em relação a 2022, e não necessariamente 15 estreantes absolutos no Congresso.
Jeffrey Chiquini lidera votação
A maior votação entre os eleitos foi de Jeffrey Chiquini, do Novo, com 425.399 votos. O resultado corresponde a 6,84% dos votos válidos do Paraná e, segundo a Câmara dos Deputados, é a maior votação da história do estado para deputado federal. Ele fazia sua primeira candidatura ao cargo.
Guilherme Kilter, também do Novo, ficou em segundo, com 269.832 votos. Sargento Fahur, do PL, recebeu 242.643 votos e terminou em terceiro.
Entre os demais eleitos com votações acima de 100 mil aparecem Ana Júlia, com 184.691; Beto Preto, com 177.032; Zeca Dirceu, com 160.650; Rosangela Moro, com 146.417; Aliel Machado, com 118.691; Renato Freitas, com 115.227; Delegado Matheus Laiola, com 113.690; Pedro Lupion, com 109.874; e Felipe Francischini, com 106.907 votos.
Novo perfil partidário
A renovação também modifica a distribuição das cadeiras entre os partidos e federações.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, terá seis deputados. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, também terá seis.
O PL terá cinco cadeiras. Novo e PSD terão quatro cada. Podemos e Republicanos terão dois representantes cada, enquanto o MDB ficará com uma cadeira.
A distribuição é diferente da registrada em 2022. Naquela eleição, o PSD havia conquistado sete das 30 cadeiras do Paraná, seguido pela Federação Brasil da Esperança, com seis. O PP ficou com quatro, o PL com três, enquanto PSB, Podemos, Pros, Republicanos e a federação PSDB-Cidadania também elegeram representantes.
Veja os 30 deputados que representarão o Paraná em 2027
- Jeffrey Chiquini (Novo) — 425.399 votos
- Guilherme Kilter (Novo) — 269.832 votos
- Sargento Fahur (PL) — 242.643 votos
- Ana Júlia (PT) — 184.691 votos
- Beto Preto (PSD) — 177.032 votos
- Zeca Dirceu (PT) — 160.650 votos
- Rosangela Moro (PL) — 146.417 votos
- Aliel Machado (PV) — 118.691 votos
- Renato Freitas (PT) — 115.227 votos
- Delegado Matheus Laiola (União) — 113.690 votos
- Felipe Francischini (Podemos) — 106.907 votos
- Carol Dartora (PT) — 101.823 votos
- Paranhos (PSD) — 99.070 votos
- Ricardo Barros (PP) — 94.050 votos
- Leandre (PSD) — 90.185 votos
- Paulo Litro (União) — 88.601 votos
- Toninho Wandscheer (PP) — 88.157 votos
- Da Costa do Perdeu Piá (Podemos) — 86.070 votos
- Tião Medeiros (PP) — 85.951 votos
- Marcelo Belinati (PP) — 83.906 votos
- Arilson Chiorato (PT) — 77.671 votos
- Vermelho (PL) — 72.166 votos
- Sergio Souza (MDB) — 69.791 votos
- Henrique Mecabô (Novo) — 65.706 votos
- Luizão Goulart (PSD) — 63.480 votos
- Delegado Francischini (PL) — 53.207 votos
- Ricardo Arruda (PL) — 51.663 votos
- Paulo Martins (Novo) — 44.029 votos
- Newton Bonin (Republicanos) — 54.935 votos
- Pedro Lupion (Republicanos) — 109.874 votos
A ordem acima é apenas pela votação informada, enquanto a eleição das cadeiras obedece ao sistema proporcional, com cálculo de quocientes e distribuição das vagas entre partidos e federações.
Em números, a mudança da bancada é clara: dos 30 deputados que representarão o Paraná em Brasília a partir de 2027, 15 permanecem da composição eleita em 2022 e outros 15 chegam à bancada. A renovação, portanto, é de 50%.
Por - Catve
A Assembleia Legislativa do Paraná começa a desenhar, a partir de 2027, uma nova composição. Dos 54 deputados estaduais eleitos neste domingo (4), 23 ocuparão uma cadeira pela primeira vez na próxima legislatura. A mudança representa uma renovação de 42,6% do plenário.
Ao mesmo tempo em que novos nomes chegam à Assembleia, 31 deputados conseguiram a reeleição e permanecerão no Legislativo estadual. O resultado, portanto, não representa uma troca completa de forças, mas uma combinação entre continuidade e renovação.
A mudança alcança diferentes partidos e perfis políticos. Entre os eleitos pela primeira vez estão nomes que vêm de diferentes trajetórias eleitorais e profissionais, além de políticos que já haviam participado de outras disputas.
A nova composição também será marcada pela força de duas grandes bancadas. PL e PSD elegeram 14 deputados cada e, juntos, ocuparão 28 das 54 cadeiras da Assembleia. Isso representa 51,9% do plenário.
Renovação espalhada por diferentes partidos
Os 23 novos deputados não estão concentrados em uma única legenda.
Pelo PL, chegam Paulo Melo, Jessicão, Delegada Tathiana Guzella, Fão do Bolsonaro, Ricardo Zampieri, Itamar Paim e Emerson Bacil.
O PT terá como novos integrantes Miss Preta, Mario Verri, Yasmin Hachem, Beto Vizzotto, Angelo Vanhoni e Thiago Foltran.
Pelo PP, foram eleitos pela primeira vez para a Assembleia Cesar Silvestri, Paulo Mac Donald e Felipe Machado da Saúde.
O PSD terá Ulisses Maia e Bazana como novos integrantes. No Novo, Bruno Secco e Deivid Wisley. Pelo Podemos, Fabiana Parro e Lu Bonatto.
Jasson Goulart chega pelo Republicanos e Gerson Colodel pelo MDB.
A distribuição mostra que a renovação atingiu diferentes campos políticos e não ficou restrita a uma única corrente partidária.
Entre os novos nomes, há políticos com experiência em outras disputas eleitorais e trajetórias na política municipal, além de candidatos que chegam ao Legislativo estadual sem terem ocupado anteriormente uma cadeira na Assembleia.
31 deputados permanecem
Se 23 cadeiras mudam de ocupante, outras 31 permanecem com parlamentares que conseguiram a reeleição.
A lista reúne nomes de diferentes bancadas e inclui deputados que já exercem influência na atual Assembleia, como Ademar Traiano, Luiz Claudio Romanelli, Hussein Bakri, Gugu Bueno, Marcio Nunes, Maria Victoria, Professor Lemos, Mauro Moraes e Artagão Júnior.
Também foram reeleitos Adão Litro, Alisson Wandscheer, Alexandre Amaro, Anibelli Neto, Batatinha, Cobra Repórter, Delegado Jacovós, Denian Couto, Do Carmo, Doutor Antenor, Flávia Francischini, Gilberto Ribeiro, Goura, Luiz Fernando Guerra, Mabel Canto, Matheus Vermelho, Moacyr Fadel, Ney Leprevost, Pedro Paulo Bazana, Paulo Gomes, Soldado Adriano José e Thiago Bührer.
A permanência desses parlamentares mantém parte da estrutura política atual e garante que a renovação não elimine a experiência acumulada durante a legislatura que termina.
O contraste entre os dois grupos é um dos principais aspectos do resultado: 42,6% das cadeiras terão novos ocupantes, enquanto 57,4% permanecerão com deputados que conseguiram renovar o mandato.
PL e PSD concentram mais da metade das cadeiras
A renovação acontece dentro de uma Assembleia que terá forte concentração partidária.
PL e PSD elegeram 14 deputados cada. Juntos, os dois partidos terão 28 das 54 cadeiras, o equivalente a 51,9% do Legislativo estadual.
Na sequência aparece a federação formada por PT, PCdoB e PV, com oito cadeiras, seguida pelo PP, com seis.
Novo, Podemos e Republicanos terão três representantes cada. MDB terá dois deputados e PDT ficará com uma cadeira.
O resultado coloca PL e PSD em uma posição central na nova Assembleia. Com mais da metade das cadeiras somadas, as duas bancadas terão peso importante nas discussões internas da Casa, na formação das comissões, na escolha dos espaços de comando e nas articulações para aprovação de propostas.
A força eleitoral de Paulo Melo
Além da renovação da composição, a eleição teve um destaque individual: Paulo Melo, do PL, foi o deputado estadual mais votado do Paraná.
Ele terminou a apuração com 192.402 votos. Na sequência aparecem Jessicão, também do PL, com 131.672 votos, e Professor Lemos, do PT, com 123.258.
Marcio Nunes, do PSD, recebeu 119.579 votos; Gugu Bueno, 105.116; Hussein Bakri, 99.656; Do Carmo, 83.445; Romanelli, 83.363; Bruno Secco, 82.896; e Delegado Jacovós, 76.367.
O resultado reforça a presença de PL e PSD entre os candidatos mais votados. Dos dez primeiros colocados, quatro são do PSD e três do PL.
A votação de Paulo Melo, embora tenha sido a maior de 2026, ficou abaixo do recorde alcançado por Alexandre Curi em 2022, quando o deputado ultrapassou 236 mil votos.
O que muda em relação a 2022
A renovação de 23 cadeiras é ligeiramente menor que a registrada na eleição anterior, quando 25 novos deputados chegaram à Assembleia.
A comparação entre as duas legislaturas, porém, precisa considerar as mudanças partidárias ocorridas nos últimos quatro anos.
Deputados trocaram de legenda e partidos passaram por reorganizações, incorporações e novas estruturas de federação. Por isso, a variação das bancadas não pode ser interpretada apenas pela comparação direta entre o número de cadeiras de cada partido.
Um exemplo é o União Brasil, que tinha sete deputados na composição anterior. Na nova configuração, seis parlamentares eleitos dentro da União Progressista aparecem na bancada do PP.
Também houve mudanças individuais. Mabel Canto, que havia sido eleita pelo PSDB, agora chega pelo PP. Matheus Vermelho deixou a antiga legenda e concorreu pelo PL. Denian Couto saiu do Podemos e disputou a eleição pelo PL. Luiz Fernando Guerra deixou o União Brasil e concorreu pelo Novo. Soldado Adriano José mudou do PP para o PSD.
Essas movimentações ajudam a explicar por que a fotografia partidária de 2027 não pode ser comparada de maneira simples com a Assembleia eleita em 2022.
Uma nova Assembleia, mas sem ruptura
O resultado das urnas deixa uma Assembleia renovada em pouco menos da metade de suas cadeiras, mas ainda fortemente ligada à composição atual.
São 23 novos deputados e 31 reeleitos. Ao mesmo tempo, PL e PSD passam a controlar, juntos, 28 das 54 cadeiras.
A nova legislatura, portanto, terá dois movimentos simultâneos: a entrada de novos nomes e a permanência de uma parcela expressiva dos atuais deputados.
A renovação de 42,6% muda o perfil do plenário, mas a permanência de 31 parlamentares preserva parte importante da experiência política acumulada na Casa.
A partir de 2027, o desafio estará justamente no equilíbrio entre esses dois grupos e na capacidade das maiores bancadas de construir acordos para definir os rumos do Legislativo estadual.
Lista dos deputados estaduais eleitos
PL
Paulo Melo
Jessicão
Delegado Jacovós
Denian Couto
Delegada Tathiana Guzella
Flávia Francischini
Mauro Moraes
Matheus Vermelho
Paulo Gomes da TV
Fão do Bolsonaro
Ricardo Zampieri
Itamar Paim
Emerson Bacil
Gilberto Ribeiro
PSD
Marcio Nunes
Gugu Bueno
Hussein Bakri
Romanelli
Traiano
Cobra Repórter
Artagão Júnior
Thiago Bührer
Moacyr Fadel
Ulisses Maia
Soldado Adriano José
Adão Litro
Bazana
Batatinha
PT
Professor Lemos
Miss Preta
Mario Verri
Yasmin Hachem
Beto Vizzotto
Angelo Vanhoni
Thiago Foltran
Doutor Antenor
PP
Maria Victoria
Mabel Canto
Alisson Wandscheer
Cesar Silvestri
Paulo Mac Donald
Felipe Machado da Saúde
Novo
Bruno Secco
Luiz Fernando Guerra
Deivid Wisley
Republicanos
Ney Leprevost
Jasson Goulart
Alexandre Amaro
Podemos
Do Carmo
Fabiana Parro
Lu Bonatto
MDB
Anibelli Neto
Gerson Colodel
PDT
Goura
Por - Catve
Desde abril, a maioria das estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), estão com volumes de chuva acima da média histórica. Em outubro não será diferente. Sob influência do pico do fenômeno El Niño, o mês trará oscilações de temperatura e novamente chuva ultrapassando os valores da climatologia.
A previsão do Simepar aponta que a atuação do fenômeno El Niño continuará favorecendo a passagem frequente de sistemas frontais sobre o Paraná, contribuindo para que o volume de chuva no fim do mês fique acima da média histórica. Os maiores desvios em relação à climatologia são previstos para o Oeste, Sudoeste e Sul do Paraná, onde estão previstos eventos de chuva mais recorrentes e de maior intensidade.
Em relação às temperaturas, a tendência para outubro é de que os valores fechem o mês próximos ou levemente acima da climatologia. Isso, porém, não significa que o mês terá conforto térmico de forma contínua. São esperados períodos de temperaturas mais elevadas nos dias que antecedem a passagem dos sistemas frontais, associados à atuação da massa de ar mais aquecida que vem do interior do continente. No Norte e Noroeste, onde o ar aquecido chega de forma mais significativa, os períodos de temperaturas acima da média serão mais expressivos.
Após a passagem dos sistemas frontais, as temperaturas diminuem. Desta forma, o mês deve apresentar uma alternância entre períodos mais quentes e períodos de temperaturas mais baixas. Ao considerar todo mês, essas oscilações tendem a se compensar, mantendo a temperatura média de outubro próxima dos valores climatológicos.
CLIMATOLOGIA - Historicamente em outubro as regiões mais chuvosas são o Oeste e o Sudoeste. Próximo a Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu, os volumes de chuva ficam em média entre 225 mm e 250 mm. Próximo a Santa Helena e Cascavel, ficam entre 200 mm e 225 mm.
Na região de Guarapuava e de Marechal Cândido Rondon, o volume médio histórico de chuva em outubro fica entre 175 mm e 200 mm. No Noroeste e Centro Sul, bem como no Litoral, fica entre 150 mm e 175 mm. No Norte Pioneiro, Campos Gerais e parte sul da Região Metropolitana de Curitiba, fica entre 125 mm e 150 mm.
A região onde menos chove historicamente em outubro é a norte da Região Metropolitana de Curitiba, incluindo a capital, onde os volumes médios ficam entre 100 mm e 125 mm.
As temperaturas máximas, geralmente registradas à tarde, historicamente em outubro ficam mais altas no extremo noroeste do Paraná, em média acima dos 30°C. No extremo Oeste e no Norte, ficam entre 28°C e 30°C. No Sudoeste e nos Campos Gerais, ficam entre 26°C e 28°C. Na região Central e no Litoral paranaense, ficam entre 24°C e 26°C. No Sul e Região Metropolitana de Curitiba, ficam entre 22°C e 24°C.
As temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, em outubro, historicamente, são mais altas no Noroeste, em média entre 18°C e 20°C. No Oeste, Norte e no Litoral, ficam entre 16°C e 18°C. No Sudoeste e Campos Gerais, bem como na parte leste da Região Metropolitana de Curitiba, ficam entre 14°C e 16°C. As temperaturas mínimas são mais baixas em outubro historicamente no Centro Sul e na parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba, entre 12°C e 14°C.
Já as temperaturas médias, ou seja, a média de todas as temperaturas do dia, são historicamente em outubro mais altas no extremo Oeste, Noroeste e nas cidades que fazem divisa com São Paulo, em média entre 22°C e 24°C. Gradualmente as temperaturas reduzem em média pelo estado até o Centro Sul e a Região Metropolitana de Curitiba, onde as temperaturas médias são mais baixas: ficam entre 16°C e 18°C, com destaque para a capital e a região de Palmas e General Carneiro, onde as médias são ainda mais baixas, entre 14°C e 16°C.
Por - Simepar
Todas as estações meteorológicas do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) ultrapassaram a média histórica de chuva para o mês em setembro em 2026. Em pelo menos 14 delas, distribuídas entre o Leste, Campos Gerais, Centro e Norte do Estado, o volume de chuva no período foi o mais alto da série histórica – em algumas cidades choveu mais do que nos meses de setembro dos últimos 25 anos.
Com o impacto do fenômeno El Niño, que já estava sob forte intensidade em setembro sobre o Oceano Pacífico Equatorial, mais calor e umidade ficaram disponíveis na atmosfera e frentes frias passaram com mais frequência sobre o Paraná, e com maior intensidade, trazendo grandes acumulados de chuva.
Entre as estações meteorológicas instaladas pelo Simepar em 1997, registraram em setembro deste ano o maior volume de chuva para o mês, desde o início da série histórica, as que ficam em Cambará (média para o mês de 89,2 mm / acumulado em setembro de 2026 de 332,6 mm), Cerro Azul (média de 110,1 mm e acumulado de 363,4 mm), Ponta Grossa (média de 124 mm e acumulado de 341,4 mm), e Telêmaco Borba (média de 133,3 mm e acumulado de 356,6 mm).
Já entre as estações meteorológicas instaladas em 1998, registraram em setembro de 2026 o maior volume de chuva para o período desde o início das medições as localizadas em Antonina (média do mês de 157,4 mm e em setembro de 2026 de 476,8 mm) e Pinhais (média de 122,8 mm e acumulado de 274,2 mm).
Em funcionamento desde 1999, também atingiu o maior volume da climatologia para setembro a estação de Apucarana, com 109,3 mm na média para o mês e 272,4 mm em setembro deste ano.
Jaguariaíva, com média para o período de 102,6 mm e acumulado em setembro/26 de 359,2 mm, também alcançou o maior valor para o mês desde que a estação foi instalada, em 2000.
Também tiveram o setembro mais chuvoso da série histórica as estações litorâneas APPA Antonina (de 2014, média 109 mm e acumulado em setembro de 2026 de 247 mm), Paranaguá (de 2012, média de 113,6 mm e acumulado no mês passado de 217 mm), e Guaraqueçaba (instalada em 2011, com média de 123,2 mm e acumulado de 359,8 mm).
CAPITAL - Em Curitiba, a média de chuva para setembro é de 129,5 mm e choveu 339,4 mm no nono mês do ano em 2026 – valor próximo ao maior já registrado no mês na estação: 359,4 mm, em 1998.
Na Região Metropolitana de Curitiba, além de Pinhais, também teve o maior volume de chuvas para setembro desde o início das medições a estação de Fazenda Rio Grande (instalada em 2009, média para setembro de 92 mm e volume em 2026 de 219,6 mm).
INTERIOR – No Interior, tiveram o setembro mais chuvoso da climatologia as estações meteorológicas do Simepar que ficam em Cornélio Procópio (de 2018, com média de 83,9 mm e acumulado de 278 mm), Cruzeiro do Iguaçu (de 2021, média de 157,3 mm e acumulado de 292 mm) e Loanda (de 2017, média de 78,5 mm e acumulado de 244,4 mm).
Também registraram o nono mês do ano mais chuvoso o Distrito de Horizonte, em Palmas (de 2019, com média de 181,8 mm e acumulado de 347,8 mm), Santa Maria do Oeste (de 2022, com média de 136,1 mm e acumulado de 250 mm), e Santo Antônio da Platina, que funciona desde 2019, com média de 87,8 mm e acumulado de 246,6 mm.
VENTOS E TEMPESTADES - As rajadas de vento durante as tempestades também foram fortes e ultrapassaram os 100 km/h em várias cidades. Além de vários episódios de downburst ((também chamado de microexplosão atmosférica), dois tornados foram identificados pelo Simepar em setembro de 2026: às 17h do dia 09 em Francisco Alves e às 16h do dia 11, em Goioerê.
A análise dos danos, até o momento, mantém inconclusiva a classificação dos tornados na escala Fujita.
TEMPERATURAS - Com tanta chuva e nebulosidade, o sol predominou menos, esquentou menos ao longo dos dias, e por isso as temperaturas ficaram entre dentro a abaixo da média em todo o Paraná em setembro de 2026.
As temperaturas médias ficaram mais distantes da climatologia no Norte e Noroeste, com valores entre 1,3°C e 1,8°C abaixo da média histórica em cada estação. A mais alta registrada no Paraná em setembro de 2026 foi 39,9°C em 27 de setembro em Capanema – que foi, também, a temperatura mais alta em todo o Paraná neste ano, até o momento.
Outras estações meteorológicas do Simepar contabilizaram em setembro suas temperaturas mais altas de 2026, até o momento: Apucarana (33,8°C dia 28), Campo Mourão (36,1°C dia 28), Cornélio Procópio (34,6°C dia 29), Londrina (35,2°C dia 29), Maringá (35,2°C dia 28), Palotina (37,3°C dia 28) São Miguel do Iguaçu (38,1°C dia 27) e Toledo (36,6°C dia 28).
Já a temperatura mais baixa no Paraná em setembro de 2026 foi registrada em duas estações meteorológicas do Simepar no feriado de Sete de Setembro: -0,1°C em General Carneiro, e no Distrito de Horizonte, em Palmas.
O serviço Alerta Geadas, feito pelo Simepar em parceria com o IDR-PR, finalizou as atividades de 2026 em setembro, após a emissão de quatro novos alertas no mês. Desde maio, o serviço enviou 30 alertas específicos para a possibilidade de geada com potencial de causar danos a atividades agropecuárias.
Por -Simepar


