Municípios do Paraná registram crescimento médio de 15% no PIB per capita

A maior parte dos municípios do Paraná registrou crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre 2022 e 2023. Em média, o indicador avançou R$ 6.216,47 por município no período, o equivalente a uma alta de 15%. Dos 399 municípios paranaenses, 353 apresentaram variação positiva no PIB per capita, o que representa 88% das localidades.

Os dados integram o estudo PIB dos Municípios 2022–2023, divulgado em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisado também pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) para a produção das estatísticas referentes ao Estado.

O PIB per capita corresponde ao valor do Produto Interno Bruto dividido pelo número de habitantes e é um dos principais indicadores para mensurar o nível médio de riqueza gerada em um território. Embora não represente diretamente a renda individual da população, é amplamente utilizado para avaliar o grau de desenvolvimento econômico dos municípios, permitindo comparações ao longo do tempo e entre diferentes localidades.

Além da média, outros indicadores reforçam que o avanço do PIB per capita foi disseminado entre os municípios paranaenses. Mais da metade das cidades registrou crescimento superior a R$ 5,3 mil e três em cada quatro municípios apresentaram aumento acima de R$ 2,3 mil no indicador, evidenciando um movimento amplo de elevação da riqueza média municipal.

MAIORES ALTAS – Em valores absolutos, os maiores aumentos no PIB per capita foram registrados em Porto Amazonas, com alta de R$ 36,1 mil, seguido por Quarto Centenário (R$ 34,1 mil), Farol (R$ 30,1 mil), Maripá (R$ 24,8 mil) e Mirador (R$ 23,7 mil). Também se destacaram Santo Inácio (R$ 22,3 mil), Janiópolis (R$ 21,7 mil), Rancho Alegre D’Oeste (R$ 21,4 mil), Honório Serpa (R$ 21 mil) e Ortigueira (R$ 20,2 mil).

Já em termos percentuais, os maiores crescimentos ocorreram em Janiópolis e Porto Amazonas, ambos com avanço de 61%, além de Iporã (58%), Farol (57%) e Mariluz (57%). Na sequência aparecem Fênix, Pérola d’Oeste e Quarto Centenário, todos com aumento de 54%, além de Engenheiro Beltrão (51%) e Jardim Olinda (50%).

No total, 253 municípios paranaenses registraram crescimento superior a 10% no PIB per capita entre os dois anos analisados.

PIB PER CAPITA ELEVADO – Os municípios que lideram os rankings de crescimento não são, necessariamente, aqueles com os maiores PIBs per capita do Paraná, uma vez que o indicador reflete a variação entre os anos e não o nível absoluto de riqueza gerada.

Em 2023, os maiores PIBs per capita do Estado foram registrados em Araucária (R$ 224 mil), Saudade do Iguaçu (R$ 187 mil), Indianópolis (R$ 173 mil), Ortigueira (R$ 148 mil) e Cafelândia (R$ 142 mil). Completam a lista Santo Inácio (R$ 135 mil), Mangueirinha (R$ 112 mil), Palotina (R$ 105 mil), Paranaguá (R$ 104 mil) e Bom Sucesso do Sul (R$ 103 mil).

REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES – Outro indicador relevante apontado pelo estudo é a redução da desigualdade entre as economias municipais do Paraná nos últimos anos. Segundo o IBGE, o Índice de Gini do Produto Interno Bruto dos municípios paranaenses atingiu 0,762 em 2023, abaixo do resultado de 0,784 registrado em 2019.

O Índice de Gini varia de 0 a 1, sendo que valores mais próximos de zero indicam maior igualdade e valores próximos de 1 representam maior concentração. A trajetória de queda do indicador aponta para uma geração de riqueza cada vez menos concentrada territorialmente no Estado, com crescimento proporcionalmente mais intenso em municípios que partiam de bases econômicas menores.

Esse movimento também se reflete na participação das maiores economias municipais no PIB estadual. As dez maiores economias do Paraná respondiam por 52,7% do PIB do Estado em 2019, percentual que caiu para 49,3% em 2023, indicando a ampliação do peso relativo das economias municipais de menor porte.

METODOLOGIA – De acordo com o IBGE, em virtude da indisponibilidade da Estatística Estimativa da População para os anos de 2022 e 2023, foi utilizada como referência a população do Censo Demográfico 2022. Para 2022, considerou-se a primeira apuração do Censo. Para 2023, foi utilizada a Relação da População dos Municípios enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU), com atualizações de limites territoriais comunicadas ao IBGE entre 1º de agosto de 2022 e 30 de abril de 2023.

Os números das médias apresentadas correspondem à média aritmética da variação do PIB per capita registrada nos 399 municípios do Paraná, sem considerar o peso da população de cada localidade. Já o PIB per capita do Estado do Paraná em 2023 foi de R$ 58.624,33, segundo o Sistema de Contas Regionais do IBGE, divulgado em novembro do ano passado.

 

 

 

 

 

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 Estado investe mais de R$ 200 milhões em novos prédios para os paços municipais

Sete municípios do Paraná estão com obras adiantadas de construção, reforma e ampliação de seus Paços Municipais. Do total de R$ 205 milhões para iniciativas deste tipo pela Secretaria de das Cidades (Secid) – voltadas a 67 municípios –, R$ 51 milhões estão em obras em Francisco Beltrão, Realeza, Santa Lúcia, Cruzeiro do Oeste, Nova Esperança, Farol e Novo Itacolomi.

Os recursos destinam-se à construção de novos prédios, reformas estruturais e ampliações de sedes já existentes, com foco na modernização dos espaços administrativos e na ampliação da capacidade de atendimento, com a aquisição de equipamentos pelas prefeituras.

Na região Sudoeste, Francisco Beltrão, Realeza e Santa Lúcia têm frentes de trabalho em andamento, com mais de 65% das obras executadas. Em Francisco Beltrão, são R$ 40,9 milhões para a construção do novo Paço Municipal no bairro Presidente Kennedy, que contará com auditório, gabinete, recepção, salas técnicas, áreas de atendimento e sistema fotovoltaico. A nova Prefeitura conta com estrutura de acessibilidade, três elevadores, auditório e estrutura para heliponto.

Em Realeza, o projeto de R$ 1,5 milhão inclui reforma do prédio atual, instalação de elevador, adequação de acessibilidade e modernização da fachada. Em Santa Lúcia, com aporte de R$ 459,5 mil, o Paço está sendo ampliado e reformado, com novas salas administrativas, áreas de espera e gabinete.

Na região Noroeste, Cruzeiro do Oeste e Nova Esperança recebem investimentos de R$ 1,5 milhão e R$ 2,9 milhões, respectivamente, e já têm cerca de 90% das obras executadas. Em Cruzeiro do Oeste, a reforma compreende melhorias estruturais, rampas de acessibilidade e adequações internas. Em Nova Esperança, 90% da obra está concluída, com estrutura que, vista de cima, lembra o formato de um anjo de asas abertas.

No Centro-Oeste, Farol executa um novo Paço Municipal, com obra quase finalizada e investimento de pouco mais de R$ 3 milhões. O complexo terá auditório com palco (um dos maiores da região). Ao todo, são 1.000 metros quadrados com dois pisos, elevador e estacionamento.

No Norte Central, Novo Itacolomi registra 85% da obra concluída na reforma e ampliação da sede municipal, que recebe novas salas de atendimento, gabinete, setores administrativos e instalações acessíveis, com recurso de R$ 627,9 mil.

O secretário das Cidades, Guto Silva, afirma que as obras fortalecem a gestão pública local. “A construção e modernização dos Paços Municipais simbolizam o centro das decisões e do atendimento ao cidadão. O papel do Governo do Estado é garantir que cada município tenha estrutura adequada e moderna para atender melhor sua população”, disse.

NOVA ESTRUTURA, MELHOR ATENDIMENTO – As novas estruturas vão facilitar o atendimento das pessoas. “O novo Paço de Francisco Beltrão vai permitir centralizar serviços que hoje funcionam fora da Prefeitura por falta de espaço, reduzindo custos com aluguel e manutenção. Também vamos oferecer um ambiente de trabalho mais adequado aos servidores e um atendimento mais confortável ao cidadão”, afirmou o prefeito Antonio Pedron.

Para o prefeito Oclécio Meneses, de Farol, a nova sede vai melhorar as condições de atendimento da população. “É uma grande obra com muita qualidade, correspondendo a um sonho e orgulho para a nossa população”, afirmou.

Em Nova Esperança, o prefeito João Eduardo Pasquini destaca que a prefeitura passa por uma revitalização completa. “Foram realizadas reformas estruturais, troca de piso, vidros e cobertura, além da readequação de áreas internas e revitalização do pátio. Algumas áreas dentro da prefeitura necessitavam de uma condição melhor para que os nossos colaboradores pudessem atender o público. A previsão é inaugurar o prédio no início de janeiro de 2026”, disse.

Em Realeza, o prefeito Paulo Casaril explica que a parte externa da obra está concluída, faltando a parte elétrica, prevenção e divisórias. O Executivo Municipal atende temporariamente na Casa da Cultura. “A recuperação da Prefeitura é uma ação necessária após cinco décadas da construção do prédio. É um processo de valorização da história, da funcionalidade dos espaços públicos e das condições de trabalho dos servidores, garantindo um ambiente mais acessível para a população. Reformar é preservar nossa identidade e preparar Realeza para os próximos desafios”, afirmou.

 

 

 

 

 

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 Janeiro Roxo reforça ações para o enfrentamento da hanseníase no Paraná em 2026

A campanha Janeiro Roxo 2026 intensifica, ao longo do mês, as ações de prevenção, diagnóstico precoce e enfrentamento da hanseníase no Paraná. A mobilização está alinhada ao Plano Estratégico para o Enfrentamento da Hanseníase no Paraná 2025–2030 e envolve ações integradas da Atenção Primária à Saúde, da Vigilância Epidemiológica e da Promoção da Saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca que a hanseníase tem cura e que o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico precoce é fundamental para evitar incapacidades físicas e reduzir a transmissão da doença.

Entre as principais estratégias da campanha está a intensificação da busca ativa de casos suspeitos e da investigação de contatos de pessoas diagnosticadas. As ações incluem a realização de exames de contatos, a avaliação neurológica simplificada e a qualificação dos registros no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

O Plano Estadual orienta que a busca ativa seja ampliada em populações em situação de vulnerabilidade, como pessoas em situação de rua, população privada de liberdade e comunidades indígenas, com acompanhamento conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase (PCDT).

“Além da assistência, a campanha tem um papel importante no enfrentamento ao estigma. A informação correta é essencial para que as pessoas procurem os serviços de saúde sem medo, sabendo que a hanseníase tem cura e deixa de ser transmissível após o início do tratamento”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

COMBATE AO ESTIGMA – A campanha também prioriza ações de educação em saúde para ampliar o conhecimento da população sobre os sinais e sintomas da hanseníase. Entre eles estão manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamentos e dores nos nervos.

As atividades educativas são desenvolvidas em Unidades de Saúde, salas de espera, serviços de imunização, consultas de rotina e espaços comunitários, além da divulgação de informações nos meios de comunicação. A orientação é reforçar que, após o início do tratamento, a doença não é transmissível.

Durante o Janeiro Roxo, os municípios podem promover o “Dia da Mancha e dos Nervos”, ação voltada à avaliação de pessoas com sinais suspeitos de hanseníase. A iniciativa possibilita a identificação precoce de alterações cutâneas e neurológicas, com apoio do Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH) e da avaliação neurológica simplificada.

CAPACITAÇÕES E METAS – O fortalecimento das ações inclui a capacitação permanente dos profissionais de saúde, com treinamentos voltados à vigilância, ao diagnóstico, ao manejo clínico e à prevenção de incapacidades. As capacitações envolvem profissionais da Atenção Primária à Saúde, Agentes Comunitários de Saúde, equipes de vigilância, além de trabalhadores do sistema prisional e das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena.

As ações do Janeiro Roxo contribuem para o cumprimento das metas do Plano Estadual de Saúde e do Programa de Fortalecimento da Vigilância em Saúde (Provigia Paraná). Entre os objetivos estão a redução da proporção de casos novos diagnosticados com Grau de Incapacidade Física 2 e o aumento do percentual de contatos examinados.

A Sesa orienta que pessoas com sinais suspeitos procurem a Unidade de Saúde mais próxima para avaliação.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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