Operações de alto risco: Grupo Tigre completa 36 anos com 100% de solução nos casos de sequestro

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) celebra nesta sexta-feira (30) os 36 anos do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), unidade de elite especializada no combate a sequestros, extorsões mediante sequestro e resgate de reféns. Com um efetivo de 36 policiais civis, o grupo mantém um histórico de 100% de solução nas ocorrências de sua especialidade e atua em operações de alta complexidade em todo o território nacional.

Somente no primeiro semestre de 2026, o Tigre realizou 75 prisões. Ao longo do ano, a unidade também registrou oito acionamentos relacionados a casos de extorsão mediante sequestro. Além das atividades de sua especialidade, o grupo presta apoio a outras unidades da PCPR em investigações, localização de foragidos e cumprimento de mandados que exigem atuação especializada.

OCORRÊNCIAS DE DESTAQUE - Entre as ações de destaque deste ano está a localização, em junho, de um homem de 45 anos, conhecido como “Bebezão”, em Vila Velha, no Espírito Santo. O suspeito integrava a lista dos criminosos mais procurados do Brasil, divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e era apontado como um dos principais traficantes do litoral paranaense.

O homem estava foragido desde 2023 e possuía três mandados de prisão em aberto por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Conforme as investigações, ele utilizava uma identidade falsa para permanecer escondido e continuava coordenando atividades criminosas no Paraná mesmo a distância. A captura aconteceu em um edifício no bairro Jockey de Itaparica, após um trabalho de inteligência que permitiu identificar seu paradeiro.

Outra operação de destaque aconteceu em agosto, quando o Tigre participou da captura de investigados pelo assassinato de quatro homens em Icaraíma, no Noroeste do Paraná. O crime ocorreu em agosto de 2025, quando as vítimas foram atraídas até uma propriedade rural para tratar da cobrança de uma dívida de R$ 255 mil, relacionada a um negócio imobiliário. Conforme as investigações, os quatro homens foram mortos a tiros em uma emboscada, e os corpos e o veículo foram ocultados em áreas subterrâneas.

Após aproximadamente um ano de investigações, pai e filho foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, no interior de São Paulo. Durante a abordagem, os dois tentaram fugir em direção a uma área de mata, mas foram monitorados por policiais posicionados estrategicamente e por um drone equipado com câmera termal.

Na mesma operação, outro integrante da família, apontado como mandante dos crimes, foi preso em Santa Bárbara d'Oeste. Um quarto investigado, que já estava no sistema penitenciário por tráfico de drogas, também teve um mandado de prisão cumprido. O trabalho contou com levantamentos de inteligência e monitoramentos feitos pela PCPR.

O Tigre também atuou na localização de um homem de 39 anos investigado pelas mortes de duas primas, ambas de 18 anos, que desapareceram em abril após saírem de Cianorte, no Noroeste do Estado. As jovens foram vistas pela última vez após frequentarem uma casa noturna em Paranavaí. Durante quatro meses, a PCPR realizou diligências para reconstruir o trajeto das vítimas e identificar os envolvidos.

Em agosto, o principal investigado foi localizado em Mandaguari, durante uma operação para cumprimento de medidas judiciais. No mesmo dia, os corpos das duas jovens foram encontrados em uma área rural de Paraíso do Norte.

Para o delegado-chefe do Tigre, Thiago Teixeira, os resultados refletem a preparação dos policiais e a importância do trabalho integrado entre as unidades de segurança pública.

“As operações deste ano mostram que o trabalho do Tigre vai além do combate aos sequestros. Nossa equipe também atua na localização de criminosos de alta periculosidade e em situações que exigem planejamento, inteligência e preparação técnica. São ações que envolvem meses de investigação e um trabalho conjunto com outras unidades policiais para alcançar os resultados”, explica o delegado.

ATUAÇÃO ESPECIALIZADA – Criado em 30 de outubro de 1990, por meio do Decreto Estadual nº 7.397, o Tigre surgiu em um período em que os sequestros eram frequentes no Brasil. Desde então, a unidade se consolidou como referência nacional e internacional em técnicas de negociação, apoio técnico e operações de resgate, mantendo o histórico de solução de todas as ocorrências de sequestro em que atuou.

O grupo é dividido em três equipes que trabalham de forma integrada. A equipe de negociação estabelece contato com os sequestradores e busca uma solução que preserve a vida das vítimas. A de apoio técnico é responsável pelas investigações e pelo levantamento de informações que orientam as decisões durante as operações. Já a equipe de resgate atua nas intervenções táticas, especialmente quando as possibilidades de negociação se esgotam.

Além dos casos envolvendo reféns, o Tigre também é acionado para apoiar o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em situações de maior risco. Para isso, os policiais passam por treinamentos constantes, que incluem tiro de precisão, técnicas de abordagem, rapel, mergulho, primeiros socorros e atuação em ambientes de baixa luminosidade ou de difícil acesso.

CAPACITAÇÃO E TECNOLOGIA – A preparação dos integrantes é uma das prioridades da unidade. Para fazer parte do Tigre, os policiais precisam concluir o Curso de Operações Táticas Especiais (Cote), com duração de 60 a 90 dias, que exige preparo físico, psicológico e técnico para enfrentar situações de alto risco.

Em 2026, o Tigre também realizou a décima edição do Cote, que teve duração de 75 dias e formou 11 operadores preparados para atuar em ocorrências de alta complexidade. A capacitação incluiu atividades práticas e treinamentos voltados ao resgate de reféns, combate ao crime organizado e atuação em ambientes de alto risco.

Ao longo de sua trajetória, a unidade também realizou intercâmbios e treinamentos com forças policiais internacionais, incluindo equipes da SWAT e do FBI, dos Estados Unidos. O objetivo é atualizar técnicas e aperfeiçoar os procedimentos utilizados nas operações.

“O treinamento faz parte da rotina do Tigre. Trabalhamos com situações em que uma decisão pode colocar vidas em risco, por isso nossos policiais precisam estar preparados para diferentes cenários. Os equipamentos e as novas tecnologias são importantes, mas é a capacitação constante que permite utilizar esses recursos de forma eficiente e segura”, afirma Teixeira.

O investimento em equipamentos também faz parte da estrutura do grupo. Entre as tecnologias utilizadas estão sistemas capazes de identificar a presença e a localização de pessoas através de paredes, óculos de visão noturna, equipamentos de ampliação de imagem e dispositivos de identificação de policiais durante as ações.

Neste ano, em maio, a unidade também recebeu o primeiro dos sete blindados entregues pelo Governo do Estado às forças de segurança pública. A viatura modelo Senator APC foi adquirida por R$ 3,1 milhões e segue padrões internacionais de segurança e desempenho.

Esses recursos auxiliam no planejamento das operações e permitem que as equipes atuem com mais informações sobre o ambiente, especialmente em situações que envolvem reféns e apresentam riscos à vida das vítimas e dos próprios policiais.

HISTÓRIA – A criação do Tigre foi idealizada pelo delegado Adauto Abreu de Oliveira, após integrantes da PCPR participarem, em 1987, de uma capacitação ministrada pelo Grupo Especial de Operaciones (GEO), da Espanha, no Rio de Janeiro.

Nos três anos seguintes, foram feitos os preparativos para a formação da unidade, incluindo a seleção de policiais e a estruturação das equipes. O início oficial das atividades ocorreu em 30 de outubro de 1990, com apoio do Exército Brasileiro e do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, que contribuíram com treinamentos especializados.

Nos primeiros cinco anos de atuação, o Paraná registrou uma redução expressiva nos casos de sequestro, passando de 20 para cinco ocorrências. Ao longo das décadas seguintes, o Tigre ampliou sua estrutura, incorporou novas tecnologias e passou a atuar também no apoio a investigações e operações policiais de alta complexidade.

“São 36 anos de uma história construída por policiais que ajudaram a transformar o Tigre em uma referência nacional. Nosso compromisso é dar continuidade a esse trabalho, mantendo a preparação das equipes e a responsabilidade de atuar em ocorrências de alta complexidade. Mais do que os resultados operacionais, o que marca a trajetória da unidade é o compromisso com a preservação da vida”, destaca o delegado Thiago Teixeira.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Dia da Merendeira Escolar: acolhimento a alunos vai além das refeições

A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) homenageia, nesta sexta-feira (30), Dia da Merendeira Escolar, cerca de 7,9 mil profissionais responsáveis pelo preparo de aproximadamente 1,5 milhão de refeições diárias na rede estadual de ensino, que atendem cerca de 1 milhão de estudantes em mais de 2 mil escolas estaduais. Além da alimentação, merendeiras e merendeiros contribuem para o acolhimento dos alunos e a promoção de hábitos alimentares saudáveis.

Segundo o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a atuação desses profissionais contribui diretamente para o bem-estar dos estudantes. “A qualidade da educação também passa pelo acolhimento e pelo cuidado com os alunos. As merendeiras e merendeiros têm papel fundamental nesse trabalho, criando vínculos com os estudantes e contribuindo para um ambiente escolar mais acolhedor e favorável à aprendizagem”, afirma.

Celebrado em diversas regiões do país, o Dia da Merendeira Escolar reconhece a importância dos profissionais da alimentação escolar. No Paraná, o Projeto de Lei nº 998/2025, aprovado pela Assembleia Legislativa, incluiu a data no Calendário Oficial de Eventos do Estado.

DEDICAÇÃO - Há cerca de 15 anos na profissão, Janete Pauczinski, merendeira do Colégio Estadual de Marmeleiro, no Sudoeste do Paraná, encontra sua principal motivação na satisfação dos estudantes. Entre os pratos preferidos dos alunos estão a macarronada e o risoto, além da sopa de lentilhas que, segundo ela, é lembrada até hoje.

“Para mim, ser merendeira é trabalhar com amor, dedicação e oferecer uma alimentação de qualidade. Quando vejo os alunos satisfeitos, sinto que cumpri meu dever”, conta.

Janete recorda o dia em que um estudante recusou a farofa, dizendo que não gostava daquela comida. Incentivado a experimentar uma pequena porção, voltou pedindo mais. Para ela, episódios como esse mostram a importância da atenção e do cuidado no preparo das refeições.

“O que mais gosto é ver os alunos felizes e satisfeitos. É muito gratificante quando eles elogiam a comida e dizem que nem em casa comem algo tão gostoso”, acrescenta.

VÍNCULO - O vínculo com os estudantes também marca a trajetória de Nilzemir Lopes, que trabalha há 18 anos na rede estadual, os últimos dez como merendeira. Atualmente no Colégio Estadual Cívico-Militar Lamartine Rollo Soares, em Loanda, no Noroeste do Paraná, a profissional começou na área da limpeza e passou a atuar na cozinha após surgir uma oportunidade. Ao longo dos anos, colecionou histórias de carinho e reconhecimento dos estudantes. 

“Uma das histórias que mais marcaram minha vida foi quando um aluno me convidou para sua formatura e disse que faria uma homenagem para mim. Foi um gesto de carinho que nunca vou esquecer. São momentos assim que mostram como nosso trabalho faz parte da vida dos estudantes”, relembra.

Para Nilzemir, os pequenos gestos do cotidiano também fazem a diferença. “Às vezes, um simples bom-dia, um sorriso ou um agradecimento já transformam nosso dia. Preparo as refeições com o mesmo carinho que teria ao cozinhar para meus filhos. É muito gratificante chegar em casa com a sensação de missão cumprida e com vontade de voltar no dia seguinte”, conta.

CAPACITAÇÃO - A Seed-PR, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), ampliou a formação continuada dos profissionais da alimentação escolar, em 2026. Cerca de 1,5 mil merendeiras participaram de cursos presenciais realizados em julho, em 24 polos espalhados pelo estado, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-PR).

As atividades abordaram técnicas culinárias, apresentação dos pratos, aproveitamento integral dos alimentos, redução do desperdício e utilização de equipamentos, como fornos combinados. A formação também contou com unidades móveis equipadas com cozinhas industriais, ampliando o atendimento aos profissionais de diferentes regiões do Paraná.

Os participantes atuam como multiplicadores dos conhecimentos nas escolas onde trabalham. A iniciativa deu continuidade à formação de 2025, quando quase 2 mil profissionais participaram de cursos em 22 polos regionais. Somados, os investimentos estaduais nas duas edições chegam a aproximadamente R$ 700 mil.

Para a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, a capacitação contribui para aprimorar o serviço oferecido aos estudantes. “Investimos na formação das merendeiras e merendeiros para aperfeiçoar o preparo das refeições, incentivar novas receitas e fortalecer as boas práticas de alimentação. São profissionais que fazem a diferença diariamente na vida dos nossos estudantes”, destaca.

RECEITAS - Em 2026, o Fundepar lançou a nova edição do livro digital “Inspirações Culinárias – Sugestões de Receitas para o Cardápio Padronizado”, com preparações elaboradas a partir dos ingredientes distribuídos às escolas estaduais. A publicação reúne opções de pratos salgados, acompanhamentos, lanches e sobremesas, incluindo receitas vegetarianas e veganas, como panqueca de beterraba, bisnaguinha de batata-doce e lasanha de berinjela. 

Outra publicação lançada neste ano foi o livro “Tempero da Escola: doas merendeiras para sua casa”, produzido com a participação de 58 merendeiras de 16 escolas estaduais do programa Parceiro da Escola, com apoio da APG Gov. A obra de 50 páginas reúne 32 receitas dos cardápios escolares e teve tiragem de 100 exemplares, destinados à comunidade escolar.

A criatividade dos profissionais também ganhou reconhecimento nacional em 2026. O merendeiro Evandro dos Santos, do Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Vicente de Carli, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, foi um dos vencedores da 3ª edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A receita “Yaki do Chefe”, preparada com macarrão, proteína de soja e vegetais, ficou entre as 55 vencedoras, selecionadas entre 2.983 inscrições de todo o Brasil, e será publicada em um livro digital que reunirá os pratos premiados.

ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - A Seed-PR, por meio do Fundepar, coordena o abastecimento das escolas estaduais e acompanha a qualidade da alimentação escolar. Os cardápios são elaborados por nutricionistas e contemplam estudantes com necessidades alimentares específicas, incluindo restrições ao glúten e à lactose, além de opções vegetarianas e veganas.

A qualidade das refeições também é monitorada pelo Projeto Prato Cheio, que permite aos estudantes avaliar a variedade, a aparência e a quantidade dos alimentos servidos, além das condições de higiene. As avaliações orientam ajustes nos cardápios e melhorias no serviço.

Somente em 2026, até outubro, o Governo do Estado investiu R$ 528 milhões na aquisição de aproximadamente 48 milhões de quilos de alimentos destinados à rede estadual de ensino.

 

 

 

 

 

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Safra 2026/2027: produção de soja tem previsão de aumento em 4% no Paraná

A produção de soja do Paraná na safra 2026/2027 está projetada em 22,75 milhões de toneladas, aumento de 4% em relação ao ciclo anterior. O dado faz parte da nova Estimativa de Safra divulgada, nesta quinta-feira (29), pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

A estimativa considera área de 5,74 milhões de hectares destinada à soja. O plantio já alcançou 62% da área prevista e, entre as lavouras implantadas, 88% apresentam boas condições, 11% estão em condição média e 1% em condição ruim. Os números ainda podem mudar conforme o avanço do ciclo e as condições climáticas nos próximos meses.

Segundo Larissa Nahirny, coordenadora da Divisão de Estatísticas do Departamento de Economia Rural (Deral), os efeitos climáticos foram mais expressivos nas culturas de inverno, com perdas tanto de produtividade quanto de qualidade dos grãos. Nas culturas de verão, as estimativas ainda podem mudar conforme a evolução das condições meteorológicas.

INVERNO - A produção paranaense de grãos de inverno está estimada em 2,84 milhões de toneladas, volume 28% inferior ao de 2025, quando chegou a aproximadamente 3,9 milhões de toneladas. O resultado reflete principalmente as condições climáticas desfavoráveis, com excesso de chuvas durante o desenvolvimento e a colheita das lavouras, que prejudicaram a produtividade e a qualidade dos grãos.

Para o trigo, a previsão é de 1,9 milhão de toneladas, redução de 34% em relação às 2,88 milhões de toneladas colhidas em 2025. A queda está relacionada tanto à redução de 12% na área cultivada quanto à perda de produtividade, estimada em 44 sacas por hectare, ante 54 sacas no ciclo anterior. As chuvas frequentes durante a colheita também comprometeram a qualidade do cereal, o que pode limitar a oferta de trigo adequado à indústria de panificação.

Em um cenário de redução na produção de grãos de inverno, a canola se destacou com a estimativa de dobrar o volume produzido no Paraná em relação ao ciclo anterior. O resultado acompanha a ampliação da área cultivada com a oleaginosa no Estado, que contribuiu para compensar parcialmente as perdas registradas na cultura.

MILHO E HORTALIÇAS - O plantio da primeira safra de milho 2026/27 chegou a 94% dos pouco mais de 372 mil hectares previstos. A produção estimada é de 4,08 milhões de toneladas. Das lavouras plantadas, 78% estão em boas condições, 20% em condição mediana e 2% em condição ruim.

Entre as hortaliças, o plantio de batata alcançou 77% da área prevista, ante 90% esperados para outubro. No tomate, o índice chegou a 66%, diante de uma referência de 77%. Já a cebola tem produção estimada em 96,5 mil toneladas, redução de 23,3% em relação a 2018, em uma área 50,5% menor no mesmo período.

PECUÁRIA - O Boletim Conjuntural da semana 44, também divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Deral, aponta pressão dos custos de produção sobre as cadeias de aves e suínos. Em setembro, o custo do frango vivo chegou a R$ 4,96 por quilo, acima do preço médio recebido pelo produtor, de R$ 4,75. Na suinocultura, o custo foi de R$ 6,13 por quilo, enquanto o preço médio recebido ficou em R$ 5,17.

No mercado de lácteos, os preços do leite longa-vida, do leite pasteurizado e do queijo muçarela recuaram no varejo paranaense em outubro. As importações estaduais de derivados lácteos cresceram aproximadamente 19% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

 

 

 

Por - AEN

Paraná disponibiliza painel de rastreamento do câncer do colo do útero com teste de DNA-HPV

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) lançou o Painel de Rastreamento do Câncer do Colo do Útero - Teste DNA-HPV, ferramenta que permite acompanhar a implantação da nova tecnologia de diagnóstico molecular no Paraná.

O sistema reúne informações atualizadas sobre exames realizados, local de coleta, taxas de detecção e distribuição dos resultados por região, município e unidade de atendimento. A ferramenta está disponível no site da Sesa, na página de Prevenção e Controle de Doenças Crônicas e Tabagismo.

O teste molecular de DNA-HPV já é utilizado em 46 municípios paranaenses e está em fase de implantação em outras 210 cidades. Com a expansão, a previsão é alcançar 256 municípios até o fim de 2026, ampliando o acesso ao rastreamento organizado do câncer do colo do útero em todo Estado.

A estratégia faz parte da transição gradual do exame citopatológico convencional, conhecido como Papanicolau, para o teste molecular de DNA-HPV oncogênico, conforme as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero de 2025. Até a conclusão da mudança, o Papanicolau continua sendo realizado na rede pública de saúde.

Diferentemente do modelo baseado apenas na procura espontânea, o rastreamento organizado prevê que os serviços de saúde identifiquem, convidem e acompanhem ativamente a população que deve fazer o exame.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, afirma que a ampliação representa uma mudança importante na capacidade de prevenção e diagnóstico precoce da doença.

“É uma grande conquista. É um exame de maior sensibilidade e acurácia na detecção precoce do câncer do colo uterino. Começamos com o projeto-piloto, crescemos e temos uma meta de atingir 256 municípios em todo o Paraná até o fim do ano. As mulheres terão um exame extremamente moderno e sensível na detecção precoce deste câncer”, afirmou Neves.

PÚBLICO-ALVO - O teste está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres e pessoas com útero, de 25 a 64 anos, que já tiveram relação sexual. O público inclui homens trans, pessoas não binárias e pessoas intersexo que tenham colo do útero.

A convocação prioriza o público de 30 a 49 anos que nunca fizeram o exame ou estão há mais de três anos sem acompanhamento. Também são consideradas as pessoas de 50 a 64 anos com o exame em atraso e, posteriormente, os demais públicos previstos no protocolo estadual Rastreamento Organizado do Câncer do Colo do Útero: Implementação do teste molecular de DNA-HPV no Paraná.

MONITORAMENTO - O painel utiliza dados do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) e apresenta o número de amostras cadastradas, exames liberados e taxas de detecção. A ferramenta também mostra os municípios que já realizaram a coleta, além de mapas e resultados separados entre os tipos de HPV 16, 18 e demais tipos de alto risco.

O registro correto das amostras no Sistema de Informação do Câncer (Siscan) e no GAL é necessário para que o município apareça no painel e para o acompanhamento da implantação da estratégia e recebimento de mais kits.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, explica que a expansão do teste integra um conjunto de medidas voltadas à qualificação da rede, ao fortalecimento da Atenção Primária e à ampliação das estratégias de prevenção. “Investimos na qualificação dos serviços especializados em oncologia, no fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e na ampliação das estratégias de prevenção”, disse.

Segundo a diretora, a identificação precoce precisa estar acompanhada de uma rede preparada para garantir a confirmação diagnóstica e o tratamento adequado das alterações encontradas.

“O diagnóstico precoce salva vidas. Nosso compromisso é assegurar que o paranaense tenha acesso desde a prevenção até o tratamento especializado, garantindo que a mulher com alteração identificada tenha acesso rápido à investigação, ao tratamento e à cura”, acrescentou Maria Goretti.

TESTE MOLECULAR - A nova tecnologia utiliza a reação em cadeia da polimerase (PCR) para identificar o material genético dos tipos de HPV de alto risco. Dessa forma, o exame pode detectar a infecção antes do surgimento de lesões precursoras do câncer do colo do útero. 

O teste molecular oferece entre 60% e 70% mais proteção contra o câncer invasivo em comparação com à citologia. O exame também tem alto valor preditivo negativo. Quando o resultado não detecta o vírus, a recomendação é que o próximo teste seja realizado em cinco anos, conforme os protocolos definidos. A tecnologia utilizada é nacional e foi desenvolvida pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).

 

 

 

 

 

Por - AEN

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