O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes, localizado na Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do Paraná, será destaque nacional em um webinário do programa Ensino Médio Mais, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), que reconhece propostas pedagógicas inovadoras de todo o país e coloca em evidência iniciativas educacionais que vêm transformando realidades e fortalecendo a aprendizagem. O evento acontece nos dias 8 e 9 de junho, em Brasília.
O reconhecimento é resultado do desenvolvimento de práticas alinhadas às diretrizes do programa do MEC, que incentiva propostas pedagógicas conectadas ao perfil e às necessidades dos estudantes. Entre os principais eixos estão a garantia do direito à aprendizagem, a equidade no acesso e permanência na escola, o fortalecimento da trajetória escolar dos alunos e o desenvolvimento integral dos estudantes.
As propostas foram avaliadas por uma comissão especializada durante o processo seletivo do programa, que teve início em 2025 e cujo resultado final foi divulgado pelo MEC, no último mês, por meio do Edital nº 6/2025. Os projetos selecionados levaram em consideração critérios técnicos e pedagógicos definidos pelo Comitê de Monitoramento e Avaliação do Ensino Médio, considerando especialmente o impacto na permanência dos estudantes e na melhoria de suas trajetórias escolares.
No Paraná, cinco instituições tiveram suas propostas selecionadas. Entre elas, o Colégio Estadual Indígena Feg-Prag, os Colégios Estaduais Presidente Kennedy (Ivaiporã), Helena Kolody (Maringá), Quilombola Maria Joana Ferreira (Pato Branco) e Paulo Leminski (Curitiba).
“Esse resultado demonstra a força e a qualidade da educação pública do Paraná. O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes é um exemplo de como práticas pedagógicas bem estruturadas, que respeitam a identidade cultural e a realidade local, podem alcançar excelência. É um reconhecimento importante, que valoriza não apenas a escola, mas toda a comunidade escolar envolvida”, disse o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Em 2024, o colégio foi contemplado com o Programa Ensino Médio Mais, instituído pela Portaria nº 652, de 11 de julho de 2024, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE). A partir disso, a equipe pedagógica, junto aos professores do ensino médio noturno, desenvolveram uma proposta alinhada ao perfil dos estudantes e à realidade da comunidade, garantindo uma educação de qualidade com valorização da cultura local.
VALORIZAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL – A proposta do Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes foi desenvolvida a partir de um plano de ação elaborado pelos professores e equipe pedagógica do período noturno, com foco na valorização da cultura indígena Kaingang e no fortalecimento da identidade dos estudantes. Considerando o diferencial da instituição como escola indígena, todas as atividades e materiais pedagógicos foram adaptados à realidade da comunidade, respeitando seus costumes, tradições e saberes ancestrais.
Segundo Rainilda Muller, diretora do colégio, como a unidade possui o diferencial de ser uma escola indígena, todas as ações e materiais pedagógicos são adaptados à realidade da comunidade. A proposta nasceu da compreensão de que a escola exerce um papel fundamental na preservação dos saberes tradicionais, garantindo que os alunos conheçam, valorizem e sintam orgulho de sua origem, cultura e ancestralidade.
“Para a equipe escolar, trabalhar esse conhecimento desde a educação básica é essencial para evitar que tradições, costumes e práticas culturais se percam ao longo das gerações”, afirma a diretora.
Ao todo, o programa contou com seis oficinas temáticas, desenvolvidas em dez encontros que envolveram estudantes do Ensino Médio, professores do período noturno e toda a comunidade local.
“A primeira oficina abordou a pintura corporal indígena, destacando os significados dos grafismos e a importância simbólica de cada desenho utilizado no corpo. Na sequência, a oficina ‘Conhecimentos Tradicionais e Saberes Ancestrais’ trabalhou o artesanato e a expressão corporal, com atividades de cestaria, cultivo de taquara e confecção de cestos conduzidas por mães da comunidade. Foi uma oportunidade importante para aproximar as famílias da escola”, explica.
Outra ação foi voltada à valorização cultural por meio da confecção de adornos, roupas e vestimentas tradicionais pintadas com grafismos indígenas. O projeto também promoveu um grande evento cultural com participação da comunidade e dos anciãos da aldeia, reforçando a valorização da língua indígena e da oralidade. Em outro encontro, os mais velhos compartilharam conhecimentos sobre medicinas naturais e práticas ancestrais de cuidado.
“Quando os mais velhos compartilham seus saberes sobre medicinas naturais, costumes e práticas ancestrais, eles também estão transmitindo pertencimento, memória e orgulho cultural para as novas gerações”, acrescenta a diretora.
Por fim, as oficinas voltadas ao meio ambiente proporcionaram caminhadas pela mata, atividades em hortas e vivências dentro da aldeia, fortalecendo a conexão dos estudantes com o território e os saberes tradicionais relacionados à natureza.
O encerramento aconteceu com uma celebração coletiva marcada pela preparação de comidas típicas e a exposição de todos os materiais produzidos ao longo das oficinas, reunindo estudantes, professores, famílias e comunidade em um momento de troca, pertencimento e fortalecimento cultural.
Para Leidiane Muvensa Bernardo, 17 anos, estudante do 3° ano do ensino médio noturno, o reconhecimento nacional conquistado a partir das iniciativas desenvolvidas na escola foi uma surpresa. Ela foi uma das estudantes escolhidas para ir até Brasília com a diretora, representando o colégio. “Estou muito feliz, acho que vai ser uma experiência muito boa. Feliz também por ter sido escolhida para representar a nossa escola e poder contar como surgiu esse projeto e como impactou a relação entre a comunidade e a nossa escola. Vai ser ótimo”, afirma.
Por - AEN
Seis meses após o tornado que atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, o Governo do Estado homologou nesta quinta-feira (7) um para o município. O documento teve como base o parecer da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, com aval da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, e dá lugar ao antigo decreto, que tinha validade de 180 dias.
Válido pelo mesmo período, o novo decreto facilita as contratações para dar continuidade à reconstrução da cidade, que teve 90% de sua área urbana afetada pelo tornado. O documento também permite que o município acesse recursos estaduais e federais para esse trabalho, já que, sozinho, não consegue arcar com todas as despesas.
Além de atender as necessidades do município, o estado de calamidade pública permite a execução de despesas durante o período eleitoral. “A legislação eleitoral traz muitas restrições administrativas à União e ao Estado, que não podem implementar ações que envolvam a transferência de recursos, o que pode limitar a execução de obras no município. A lei eleitoral, porém, não impede o auxílio em situações emergenciais”, explicou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig.
Segundo o parecer do órgão, mesmo com a mobilização de recursos e a adoção de medidas emergenciais desde a data do desastre, os impactos do evento persistem no município. Ainda há registro de danos em edificações públicas que prestam serviços essenciais e residências danificadas.
O documento diz ainda que há comprometimento dos serviços públicos, especialmente nas áreas de assistência social, educação e atendimento à população, além de prejuízos expressivos nos setores de agricultura, pecuária, comércio, indústria e serviços, com reflexos diretos na economia local. Soma-se a isso a ocorrência de danos ambientais relevantes, como a destruição de vegetação, áreas de preservação permanente e degradação de ecossistemas, além das dificuldades de acesso a algumas comunidades, principalmente na zona rural.
HISTÓRICO – No dia 7 de novembro de 2025, Rio Bonito do Iguaçu foi atingido por um tornado com índice F3 na escala Fujita, recebendo essa classificação por conta dos danos e da intensidade dos ventos, que ultrapassaram 250 km/h. O evento atingiu cerca de 90% das residências e prédios comerciais da cidade e provocou cinco mortes.
O Governo do Estado montou uma força-tarefa para dar uma resposta rápida à população da cidade, com ações em diversas áreas. Já foram investidos mais de R$ 60 milhões na cidade. A prefeitura recebeu R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para a compra de materiais de construção e aquisição de ônibus escolares e pela Fomento Paraná foram R$ 18,6 milhões para empresas atingidas pelo tornado.
O governo também enviou projetos para a Assembleia Legislativa do Paraná para alterar as regras do Fecap, permitindo o repasse direto de recursos para famílias e empresas afetadas por desastres. O fundo também recebeu um aporte de R$ 50 milhões para auxiliar na reconstrução da cidade.
O Fecap custeou, por exemplo, o programa Reconstrução, que liberou de R$ 20 mil a R$ 50 mil a mais de 830 famílias que tiveram suas residências destruídas ou danificadas pelo tornado. Esse valor pode ser utilizado na reconstrução das moradias e na compra de materiais de construção. Outra ação é o programa Superação, que prevê o pagamento de R$ 1 mil mensais por seis meses para auxiliar as famílias afetadas pelo desastre.
Até maio, o programa destinou R$ 10,9 milhões aos moradores, beneficiando 1.983 famílias: 1.369 receberam seis parcelas, 268 cinco parcelas e 346 quatro parcelas.
As empresas do município que também tiveram perdas materiais vão contar com uma subvenção do Estado por meio do Fecap, que vai destinar R$ 10 milhões a cerca de 300 empreendimentos de diferentes portes do comércio, prestadores de serviços e indústria.
Outras frentes de trabalho envolveram a reconstrução de prédios públicos danificados pelo tornado, como o Pronto Atendimento Municipal (PAM), unidades básicas de saúde, ginásio, escolas e o centro municipal de educação infantil, além da construção de moradias pré-fabricadas pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) - além das casas entregues, o Estado assinou um convênio de R$ 10,4 milhões com a cidade para a construção de mais 80 moradias.
Por - AEN
O impacto dos sinistros de trânsito na saúde pública é um dos grandes desafios para a gestão estadual no Paraná. Apenas em 2025, houve 12.697 intenações de vítimas de lesões no trânsito, somando um custo de mais de R$ 23,5 milhões aos cofres do SUS no Estado. Por isso, neste mês de conscientização, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensifica as ações do Maio Amarelo 2026, reforçando que a mudança de comportamento é a única via para reduzir a ocupação de leitos e salvar vidas.
A campanha deste ano, que tem como tema nacional “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, foca na empatia e no cuidado com o próximo. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que a segurança viária exige um compromisso que vai além das leis, passando pela atitude individual de cada cidadão. “A segurança no trânsito depende de uma mudança de comportamento de toda a sociedade. Precisamos reforçar a empatia e a responsabilidade compartilhada, pois cada atitude consciente pode evitar sinistros e salvar vidas”.
De acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), os homens jovens continuam sendo as principais vítimas do trânsito. Em 2025, o sexo masculino representou 76,5% das internações, com maior concentração nas faixas etárias entre 20 a 39 anos (49,4%). O uso de motocicletas e triciclos foi o fator preponderante, respondendo por 67,5% das hospitalizações.
Já com relação aos óbitos, dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/Datasus) mostram que o Estado registrou 2.660 mortes em 2025, sendo 82% entre homens. As vítimas fatais mais frequentes foram os ocupantes de motocicletas e triciclos, que somaram 904 mortes (34,3%). Na sequência, aparecem os ocupantes de veículos leves (836 mortes; 31,4%) e pedestres (424 mortes; 15,9%).
O levantamento detalha que as mortes acompanham o perfil das internações, atingindo com maioria a faixa etária de 20 a 39 anos, que somou 1.065 vítimas fatais (40%). O recorte por sexo revela que, entre os homens, 36,5% das vítimas utilizavam motocicleta, enquanto 44,1% das mulheres ocupavam veículos leves. Dados parciais de 2026 já indicam 579 mortes por lesões no trânsito em território paranaense.
Embora expressivos, a Sesa ressalta que esses números podem estar abaixo da real dimensão do problema. Isso ocorre porque o sistema contabiliza prioritariamente os atendimentos na rede pública. Além disso, a precisão depende do preenchimento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). Em muitos casos, registra-se apenas o tipo de lesão (como fratura), o que gera uma subnotificação dos dados oficiais de sinistros de trânsito.
SAMU – O impacto do trânsito também é sentido de forma imediata pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em 2025, foram 67.610 atendimentos relacionados a sinistros de trânsito em todo o Estado. O perfil das ocorrências de urgência confirma a vulnerabilidade sobre duas rodas: o tipo de acidente mais registrado foi a colisão entre automóvel e motocicleta (20.707 chamados), seguido pelas quedas de moto (11.166) e colisões entre carros (8.295).
Assim como nas estatísticas hospitalares, as vítimas são predominantemente jovens, com maior incidência na faixa de 21 a 30 anos, que concentrou 15.205 assistências pré-hospitalares no período.
RISCOS – Diante desse cenário, a Secretaria da Saúde alerta que essa realidade está diretamente ligada a comportamentos de risco evitáveis, como o excesso de velocidade, o consumo de álcool ao dirigir, o uso do celular ao volante e o desrespeito às normas de trânsito.
“Nossas equipes de saúde estão na linha de frente, dedicadas diariamente ao socorro das vítimas, mas o esforço mais decisivo deve ocorrer antes da chegada ao hospital”, afirma o secretário César Neves. “É fundamental que motoristas, motociclistas e pedestres compreendam que o trânsito é um espaço coletivo. O Estado investe continuamente em infraestrutura e na rede de atendimento, porém a preservação da vida depende, essencialmente, da prudência e do respeito de quem conduz”, acrescenta.
O Paraná apresenta um histórico sólido de redução na mortalidade por sinistros de trânsito, com uma queda de 33,1% registrada entre 2011 e 2019. Contudo, as mudanças na dinâmica de mobilidade nos últimos anos reforçam a necessidade de manter as ações de vigilância e educação sempre atualizadas, adaptando as estratégias de cuidado ao novo cenário das vias.
VIDA NO TRÂNSITO – Com coordenação compartilhada entre a Sesa e o Detran-PR, uma das principais estratégias para o enfrentamento dessa realidade é o Programa Vida no Trânsito (PVT). Iniciado no Paraná em 2011, o programa atua na identificação de fatores de risco e no desenvolvimento de ações para a redução de acidentes, feridos e óbitos.
Atualmente, 14 municípios paranaenses aderem à estratégia: Araucária, Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Toledo e Umuarama. Os resultados demonstram a eficácia da iniciativa: entre 2011 e 2025, o Paraná reduziu a taxa de mortalidade por lesões de trânsito em 29,4%, enquanto o conjunto de municípios que aplicam a estratégia do PVT registrou uma queda ainda mais expressiva, de 37,4%.
O trabalho é fruto de uma gestão intersetorial. O Grupo Técnico responsável pelo Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito no Paraná conta com a participação da Sesa e da Comissão Estadual de Prevenção de Acidentes e Segurança no Trânsito do Paraná (PVT-PR). O grupo é coordenado pela Casa Civil, tendo o Detran-PR como Secretaria Executiva. Essa articulação resultou no Plano Estadual de Segurança Viária do Paraná, aprovado em janeiro de 2025, que unifica o esforço de 38 órgãos e entidades em prol da segurança nas vias.
AÇÕES – Durante todo este mês, a Sesa apoia, em parceria com instituições estaduais e municipais, uma agenda de ações educativas, abordagens nas vias e campanhas de sensibilização em todas as Regionais de Saúde. O movimento Maio Amarelo foi criado em 2011, após a Organização das Nações Unidas (ONU) instituir a Década de Ação pela Segurança no Trânsito.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), através do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), apela à população por doações dos tipos sanguíneos O positivo (O+) e O negativo (O-), que estão com estoques baixos e em níveis críticos em algumas regiões do Paraná. As doações podem ser feitas nas 23 unidades da Hemorrede Paranaense, que atendem mais de 380 hospitais de todo o Estado.
Conforme dados do Hemepar, a situação mais preocupante está na região Oeste, nas cidades de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, além de Londrina e Maringá, nas regiões Norte e Noroeste, e Curitiba. As doações podem ser feitas através de agendamento no site do Hemepar, que evita filas e espera. Clique AQUI para fazer o agendamento.
“O tipo de sangue O positivo e negativo é o mais necessário, e ele vai atender toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), além de hospitais privados e beneficentes. Estamos apelando ao espírito solidário do paranaense que busque uma de nossas centrais do Hemepar para doar. Ajude as pessoas, pois doar sangue é um ato que salva até quatro vidas e não faz mal nenhum”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
O sangue do tipo O Rh negativo (O-) é o mais valioso em emergências médicas, pois ele pode ser utilizado em qualquer paciente por não possuir os antígenos A, B ou Rh. Em casos graves, quando alguém chega ao hospital com uma hemorragia severa e não há tempo de fazer o teste do tipo de sangue, os médicos utilizam o tipo O- para salvar a vida do indivíduo.
Já o sangue do tipo O Rh positivo (O+), embora não seja o doador universal absoluto (devido ao fator Rh), é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira. Por ser o mais frequente, é o mais utilizado nos hemocentros. Além disso, ele pode ser doado para qualquer pessoa que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e o próprio O +), o que abrange a grande maioria da população.
Além do atendimento a pessoas em estado grave, a doação de sangue é essencial para garantir o atendimento de cirurgias, tratamentos oncológicos e uma infinidade de procedimentos que precisam de transfusão. O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.
Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Uma doação pode salvar, no mínimo, quatro vidas.
Em 2025, a rede do Hemepar registrou 214.377 doações, numa média de mais de 17.864 doações por mês, 703 por dia. Neste ano, entre os meses de janeiro a abril, foram registrados 72.054 doações, número 3,2% maior do que no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 69.698 doações.
A reposição do volume de sangue doado não causa nenhum prejuízo para o organismo. O plasma ocorre em 24 horas e a dos glóbulos vermelhos em quatro semanas.
QUEM PODE DOAR - Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.
O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação). Para doar sangue é obrigatório apresentar documento oficial com foto, nome completo, data de nascimento, nome da mãe, número do RG e/ou CPF.
Por -- AEN
O Governo do Estado prorrogou a isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na compra de veículos automotores por pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, síndrome de Down ou autista, diretamente ou por intermédio de seu representante legal.
A medida foi prorrogada até 31 de dezembro de 2026 por meio do , assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na segunda-feira (4). A prorrogação acompanha as diretrizes do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), conforme estabelecido no Convênio ICMS 21/2026.
Na prática, a prorrogação garante que as famílias paranaenses que se encaixam nos critérios de isenção possam adquirir um veículo a preços reduzidos graças ao desconto tributário concedido. “É um benefício que garante inclusão e acessibilidade”, explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “Uma política fiscal que alia responsabilidade social e apoio a quem mais precisa”, afirma.
Além disso, o decreto também mantém a isenção do ICMS sobre veículos destinados às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs).
ISENÇÃO DO IPVA – A isenção do ICMS na compra de veículos é apenas um dos benefícios oferecidos pelo Estado do Paraná às famílias de pessoas com deficiência e autismo. Além do imposto zero na compra, os proprietários desses automóveis também têm direito à isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Para isso, é limitado a um veículo por beneficiário e não pode ter potência superior a 155 CV. Caso o veículo esteja registrado em nome de outra pessoa, como por exemplo um pai ou mãe, mas cujo usufruto seja do indivíduo com deficiência, o benefício também pode ser aplicado.
Segundo dados da Receita Estadual do Paraná, mais de 44 mil famílias contam com o IPVA zerado por esta razão. Para requerer a isenção do imposto, o motorista deve acessar o Portal IPVA, com login e senha do Programa Nota Paraná, e iniciar um processo eletrônico junto à Receita Estadual.
Para solicitar a isenção, o laudo médico do beneficiário deve ser incluído no processo. No caso de beneficiários que sejam condutores e apresentem deficiência física ou visual, em grau compatível com condução de veículos, é necessário fornecer um laudo de perícia médica emitido pelo Detran-PR que comprove a condição.
Por - AEN
A Polícia Militar do Paraná (PMPR) e o Ministério Público do Paraná (MPPR), com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e da Polícia Militar de São Paulo (PMESP), prenderam 26 pessoas nas primeiras horas desta quinta-feira (7) durante a Operação Hydra, ação integrada contra uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Ao todo, foram cumpridos 34 mandados de prisão preventiva e 34 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para bloqueio e sequestro de ativos financeiros, incluindo imóveis, veículos e contas bancárias. A ofensiva mobilizou cerca de 200 policiais militares, com emprego de equipes de inteligência, unidades táticas e cães de faro para reforçar a capacidade operacional e garantir a segurança no cumprimento das ordens judiciais. Ao todo, 26 mandados de prisão foram cumpridos.
As ordens judiciais foram executadas simultaneamente nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Araucária e Tijucas do Sul, no Paraná; Jaraguá do Sul, Balneário Piçarras, Balneário Camboriú e Camboriú, em Santa Catarina; além das cidades de São Paulo e Campinas, no estado de São Paulo, com apoio das forças policiais locais.
A operação é resultado de uma investigação iniciada em maio de 2025 para identificar integrantes de uma organização criminosa com atuação interestadual no tráfico de entorpecentes. Durante o curso das diligências, diversas cargas de drogas foram apreendidas em abordagens distintas, resultando em um prejuízo estimado de aproximadamente R$ 16,2 milhões ao crime organizado.
As investigações conduzidas pelas equipes da PMPR e da PMSC identificaram lideranças e núcleos operacionais responsáveis por diferentes funções dentro da estrutura criminosa, incluindo logística, armazenamento, transporte e distribuição de drogas entre os estados.
Participaram da operação policiais da Diretoria de Inteligência (DINT) e do Comando de Missões Especiais (CME) da PMPR; efetivos das Agências de Inteligência da PMSC, equipes do Tático e ROCAM do 12º BPM e 1º BPM, além de Rádio Patrulha do 25º BPM, em Santa Catarina; e equipes do 1º BAEP e da ROTA, em São Paulo.
De acordo com o major Anderson Couto, comandante do Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRONE) da PMPR, a Polícia Militar do Paraná atua de forma contínua e estratégica no combate ao tráfico de drogas. “Por meio de ações operacionais planejadas, emprego de inteligência e atuação coordenada das equipes em campo, buscamos ampliar a efetividade das ações de enfrentamento às organizações criminosas. A realização simultânea da operação em diferentes estados fortalece a resposta integrada das forças de segurança pública”, disse.
Durante o curso das investigações, foram apreendidos 626,321 quilos de cocaína, 703,851 quilos de maconha e 51,158 quilos de crack, além de uma arma de fogo.
Na deflagração da operação, foram apreendidas duas armas de fogo, munições e carregadores, incluindo modelos alongados, além de porções de cocaína, crack, maconha e haxixe, sete balanças de precisão e uma prensa hidráulica. Também foram apreendidos aproximadamente R$ 25.405 em espécie.
O nome Hydra faz referência à Hidra de Lerna, criatura da mitologia grega conhecida por possuir múltiplas cabeças regenerativas, simbolizando os diversos núcleos e ramificações da organização criminosa alvo da operação. A atuação integrada e especializada das forças de segurança busca desarticular simultaneamente essas estruturas e interromper suas atividades ilícitas.
A operação teve como foco não apenas a repressão ao tráfico de drogas, mas também o enfraquecimento financeiro da organização criminosa, por meio do bloqueio de bens e da descapitalização dos envolvidos.
Por - AEN





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