As pré-inscrições para os exames de certificação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) - etapa Ensino Fundamental II - vão até esta sexta-feira (6). Ofertada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), a oportunidade é válida para pessoas com 15 anos de idade ou mais, que desejam obter o certificado de conclusão da etapa de ensino.
Para se inscrever, o candidato deve comparecer a qualquer instituição de ensino da rede estadual e apresentar original e fotocópia de documento oficial de identificação - carteira de identidade, passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), certificado de reservista ou Carteira de Trabalho e Previdência Social, por exemplo.
A partir da próxima segunda-feira (9), os pré-inscritos passarão por triagem para análise da adequação aos critérios do edital, como idade mínima, documentação obrigatória e disponibilidade de vagas. Os resultados preliminares da seleção serão divulgados na terça-feira (10) e o período para interposição de recursos estará aberto até quinta-feira (12). Entre 13 e 23 de março, as inscrições deverão ser efetivadas no Sistema de Exames da Seed-PR.
Os exames serão aplicados em três etapas, entre 26 e 30 de março, na mesma instituição de ensino onde o candidato se inscreveu. A avaliação pode ser feita nas modalidades on-line ou impressa, sempre de forma presencial - na opção on-line, o exame é aplicado no computador da escola. A divulgação do resultado está prevista para 15 de abril.
Já entre 4 e 8 de maio, terá início o processo de pré-inscrição para os exames de certificação do Ensino Médio, voltados a candidatos com 18 anos de idade ou mais. Mais informações sobre os exames estaduais da EJA em 2026 estão disponíveis no Edital n° 13/2026 - GS/Seed.
OPORTUNIDADE - Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a oferta da EJA e a realização dos exames de certificação representam uma oportunidade para os paranaenses que não concluíram a Educação Básica na idade regular. “A Educação de Jovens e Adultos é uma importante ferramenta de promoção da igualdade e da justiça social, que nos permite superar defasagens e garantir o direito universal de acesso à educação. Aos paranaenses que não concluíram as etapas de ensino na idade certa, não percam essa oportunidade de investir na sua educação e no seu futuro”, afirmou.
No Paraná, além da promoção dos exames de certificação, as aulas da EJA são ofertadas gratuitamente pelo Governo do Estado, tanto de forma presencial quanto híbrida, para cerca de 38 mil estudantes. Ao todo, 214 instituições de ensino estaduais ofertam a modalidade, incluindo Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebjas) e escolas regulares da rede estadual.
A modalidade propicia a conclusão dos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), para pessoas a partir de 15 anos, e do Ensino Médio, para quem tem mais de 18 anos.
A partir de 2010, com a instauração da Instrução n° 017/2010 da Seed-PR, a EJA passou a ser implementada também por meio da Ação Pedagógica Descentralizada (APED) em quase todos os municípios paranaenses.
As turmas de EJA são organizadas semestralmente. Entretanto, as matrículas podem ser feitas durante todo o ano. Os interessados podem consultar as instituições ofertantes da modalidade no site da Seed-PR.
por - AEN
O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta quarta-feira (4) o balanço das ações de fiscalização realizadas durante o defeso da Piracema, período de restrição à pesca de espécies nativas para preservar a reprodução dos peixes, que se deu entre 1º de novembro e 28 de fevereiro. Foram seis forças-tarefas planejadas pela Gerência de Monitoramento e Fiscalização (GEMF) e pelo Coordenador do Grupo de Operações Ambientais (GOA) do órgão ambiental neste intervalo, com apreensão de 222 quilos de peixe, emissão de 20 Autos de Infração Ambiental (AIA) e aplicação de R$ 169.262,00 em multas.
“Neste ano, as ações envolveram 25 fiscais de diferentes regionais do IAT, atuando tanto em embarcações quanto em vistorias por terra. Tivemos resultados positivos, com uma grande quantidade de peixes e equipamentos apreendidos”, explica o coordenador de Fiscalização das Operações de Força-Tarefa e chefe do Escritório Regional de Maringá, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto.
As operações ocorreram em 17 corpos hídricos de 41 municípios do Paraná. Ao todo, durante o período foram abordadas 554 embarcações de pescadores para verificar o porte da carteira de pescador amador, peixes capturados e petrechos utilizados, resultando na captura de diversos equipamentos de pesca.
Foram apreendidos 19.510 metros de redes de malhas diversas; nove tarrafas; 2.150 metros de cordas com espinheis; 429 varas telescópicas e caniços com carretilha e molinete; 29 caixas e bolsas com petrechos e materiais de pesca; 251 boias loucas; 21 ganchos; 16 fisgas de aço; 44 covos; sete motores de popa e elétrico; duas baterias; 10 setas (estilingue) com fisga de aço para pesca; e 452 anzóis de galho.
Além da apreensão de equipamentos, os agentes reforçaram orientações das legislações de pesca, principalmente aquelas relacionadas ao período da Piracema. Também foram vistoriados e fiscalizadas revendas de iscas vivas e estabelecimentos que comercializam peixes.
A restrição da pesca durante o defeso é determinada pelo IAT há mais de 15 anos, em cumprimento à Instrução Normativa nº 25/2009 do Ibama e à Portaria IAT nº 377/2022. Considerando o comportamento migratório e de reprodução das espécies nativas, a pesca é proibida na bacia hidrográfica do Rio Paraná – que compreende o rio principal, seus formadores, afluentes, lagos, lagoas marginais, reservatórios e demais coleções de água inseridas na bacia de contribuição do rio.
A pesca já voltou a ser permitida, seguindo a legislação ambiental. No entanto, o gerente de Monitoramento e Fiscalização do Instituto, Álvaro Cesar de Goes, ressalta que o órgão permanece vigilante no combate à pesca predatória no Estado, seguindo a Instrução Normativa do Ibama e a nova Portaria do IAT nº. 650 de 27 de outubro de 2025, que estabeleceu normas, delimitou locais, formas e quantidade para captura e estoque de peixes oriundos da pesca amadora e profissional nas Bacias Hidrográficas interiores do Estado do Paraná.
“Mesmo com o fim do período da Piracema, nós vamos manter uma fiscalização rígida e eficiente nos rios de domínio do Paraná, com o objetivo de coibir possíveis práticas ilegais que possam vir a acontecer em desrespeito às legislações vigentes estabelecidas”, afirma Goes.
SANÇÕES – Além das seis forças-tarefa, equipes do IAT e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) realizaram fiscalizações de rotina durante todo o período da Piracema. A lei de crimes ambientais define multas a partir de R$ 1,2 mil por pescador, acrescidos de R$ 100 a cada material proibido apreendido e mais R$ 20 por quilo pescado.
MUNICÍPIOS FISCALIZADOS – Os 41 municípios fiscalizados durante as operações do GOA no período de Piracema foram: Ortigueira. Telêmaco Borba, Curiúva, Alto Alegre do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Nova Prata do Iguaçu, Três Barras do Paraná, São Roque, Cruzeiro do Iguaçu, Boa Esperança do Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Rancho Alegre, Sertaneja, Leópolis, Santa Mariana, Itamaracá, Bandeirantes, Sapopema, Cambará, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Missal, Itaipulândia, Santa Helena, Entre Rio do Oeste, Pato Bragado, Itaguajé, Santa Inês, Jardim Olinda, Terra Rica, Diamante do Norte, Marilena, São Pedro do Paraná, Porto Rico, Querência no Norte, Paraíso do Norte, São Carlos do Ivaí, Icaraíma, Ivaté e Cidade Gaúcha.
Já os corpos hídricos fiscalizados foram: os rios Tibagi, Cinzas, Laranjinha, Iguaçu, São Francisco, São Francisco Falso, Paranapanema, Ocoí e Ivaí, os lagos de Itaipu e da Usina Hidrelétrica de Rosana, e os reservatórios de Mauá da Serra e afluentes, das Usinas Hidrelétricas de Foz do Chopim e Salto Caxias e das barragens Capivara e Canos I e II.
Por - AEN
Para muitas famílias, a primeira suspeita de atraso no desenvolvimento infantil surge ainda nos primeiros anos de vida e é na Unidade Básica de Saúde (UBS) que na maioria das vezes ocorre o primeiro atendimento. Ter um profissional preparado para escutar, orientar e encaminhar corretamente pode fazer diferença no tempo e na qualidade do cuidado.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), tem aplicado recursos na qualificação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) para o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A proposta é fortalecer quem está na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a capacidade da rede de identificar sinais precoces no neurodesenvolvimento e orientar as famílias de forma mais segura e eficaz.
Entre 2018 e 2025, o Estado investiu R$ 3,3 milhões em capacitações específicas na área, contemplando 670 profissionais no período. A formação é desenvolvida pela Escola de Saúde Pública do Paraná, com parceria técnica do Scott Center for Autism Treatment, vinculado ao Florida Institute of Technology, referência no tema.
Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o investimento na base do sistema é estratégico. “A Atenção Primária é o primeiro contato da família com o serviço de saúde. Quando qualificamos esses profissionais, estamos garantindo que o cuidado comece no tempo certo e com responsabilidade técnica. Esse investimento fortalece a rede e dá mais segurança para pais e mães que buscam apoio no SUS”, afirma o secretário.
“Ao transformar a capacitação em política permanente, o Paraná consolida uma rede pública mais preparada para acolher, orientar e acompanhar pessoas com TEA desde os primeiros sinais, reforçando o compromisso do Estado com um atendimento estruturado e humanizado”, completa.
MULTIPROFISSIONAL - As iniciativas de capacitação multiprofissional sobre autismo no Paraná demonstram alcance estadual. O curso de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) envolveu profissionais de 80 municípios. Já o Curso de Aperfeiçoamento em Avaliação e Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo capacitou 326 profissionais em 140 municípios, cobrindo as 22 Regionais de Saúde. Destes, 77 municípios tiveram profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) formados neste último curso, também presentes nas 22 regionais.
A formação reúne diferentes categorias profissionais, fortalecendo o cuidado multiprofissional. No Curso de Capacitação Multiprofissional em ABA, 71% dos formados são médicos ou enfermeiros, o que reforça a qualificação das equipes que realizam o primeiro atendimento nas UBS. No Curso de Aperfeiçoamento, 42,33% são profissionais da Psicologia, 10,43% fonoaudiólogos, 7,67% enfermeiros e 6,44% médicos, além de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicopedagogos, pedagogos e outros profissionais da área da saúde e da gestão.
Ao longo dos anos, a estratégia incluiu cursos multiprofissionais, capacitações voltadas também a pais e cuidadores e, recentemente, um curso de aperfeiçoamento com aulas presenciais ministradas por docentes internacionais. Para garantir a participação das turmas, a Sesa custeou despesas como alimentação e hospedagem dos profissionais, assegurando que a formação alcançasse diferentes regiões do Estado.
Com profissionais mais preparados na Atenção Primária, parte dos casos pode ser acompanhada diretamente nas UBS, com orientação adequada e encaminhamentos mais assertivos quando necessários. Isso contribui para organizar o fluxo da rede e direcionar os serviços especializados aos atendimentos de maior complexidade.
POLÍTICA ESTADUAL - A política estadual foi consolidada com a implementação da Lei 19.584/2018 , que estabeleceu diretrizes para o atendimento às pessoas com TEA no Paraná. Na prática, a legislação deu base a uma atuação que já vinha sendo estruturada com foco na qualificação da rede pública. Além disso, a Secretaria da Saúde do Paraná publicou a Resolução nº 1681/2025, que institui o Programa Estadual de Apoio à Pessoa com Suspeita ou Diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O programa receberá aporte de R$ 43,4 milhões ao ano e, inicialmente, abrange 301 municípios e 363 equipes de atendimento que já estão aptas, conforme os termos da resolução própria da Secretaria da Saúde. Essas equipes ampliarão as ações e serviços de tratamento e reabilitação das pessoas diagnosticadas com Deficiência Intelectual e/ou TEA.
Por - AEN
Durante o ano de 2025, dois milhões de pessoas, com idade entre 20 a 59 anos, tiveram peso e altura aferidos em uma unidade de saúde da Atenção Primária à Saúde. Destes, 38,4% apresentaram obesidade, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), extraídos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde.
A obesidade é uma doença crônica e está associada a riscos para a saúde devido à sua relação com complicações metabólicas, como aumento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de triglicerídeos sanguíneos e resistência à insulina; estado inflamatório crônico, devido à produção de citocinas pró-inflamatórias pelo tecido adiposo; danos estruturais, como sobrecarga articular e apneia do sono; e consequências psicossociais, como maior risco de depressão, baixa autoestima e isolamento social. O excesso de gordura corporal pode estar relacionado a herança genética, disfunções hormonais e fatores psiquiátricos, psicológicos, comportamentais e ambientais.
No Dia Mundial da Obesidade, lembrado neste 4 de março, a Sesa reafirma seu compromisso com a assistência baseada em evidências, com respeito às pessoas e com a transformação das narrativas que cercam a doença, visando combater o estigma que historicamente afasta os cidadãos dos serviços de saúde.
O Paraná tem apresentado um crescimento no número de atendimentos realizados para pessoas com obesidade na Atenção Primária à Saúde. Em 2025, houve um aumento histórico. Foram 225.441 atendimentos para obesidade em adultos, um aumento de 647% em relação a 2015, ano em que foram feitos 30.198 atendimentos. “O Estado preza pela saúde e bem-estar da população. Por meio de muita dedicação e esforço, chegamos a esse resultado. São mais de 225.441 atendimentos, e esse número está em constante crescimento”, diz o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
O tratamento é norteado pela Linha de Cuidado às Pessoas com Sobrepeso e Obesidade, documento estadual que estabelece diretrizes para a organização das ações e serviços, e coordenado pela Atenção Primária à Saúde, onde há o primeiro acesso para o sistema e é estratégica no manejo da obesidade, por atuar no cotidiano de vida da população.
O processo é conduzido por diversos profissionais da área da saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, profissionais de educação física, psicólogos e assistentes sociais, entre outros, que exercem um papel crucial no cuidado integral e longitudinal, com foco em intervenções de longo prazo e modificação sustentável do estilo de vida. Para qualificar ainda mais a assistência prestada, a Sesa ofertará, nos dias 24 e 25 de março, o minicurso “Manejo da Obesidade na APS: Abordagens individual e coletiva”, durante o evento Saúde em Movimento 2026. O curso será ministrado pela equipe do Grupo de Pesquisa de Intervenções em Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais (GIN/UFMG).
"Essa doença é progressiva, multifatorial e recidivante. Não resulta meramente de escolhas individuais, mas de uma interação complexa entre fatores biológicos, econômicos e sociais. Vivemos em um ambiente obesogênico, que estimula o consumo de alimentos ultraprocessados e impõe barreiras para a prática de atividades físicas", afirma a nutricionista e chefe da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade, Cristina Klobukoski.
Segundo a Sesa, considera-se que o tratamento da obesidade alcança resultado satisfatório quando há manutenção de uma perda de peso de pelo menos 10% do peso corporal inicial após um ano. No entanto, perdas mais modestas, entre 5% e 10%, já são capazes de promover impactos positivos importantes nos indicadores metabólicos e na saúde cardiovascular.
Veja orientações que podem contribuir para a manutenção de um peso saudável:
- Faça das refeições um momento de atenção e consciência: alimente-se sem pressa, mastigue adequadamente e evite distrações, percebendo os sinais de fome e saciedade.
- Não adote dietas com promessas rápidas ou extremamente restritivas.
- Dê preferência a alimentos in natura e comida de verdade
- Reduza a ingestão de itens industrializados, especialmente os ultraprocessados e aqueles com alto teor de açúcar, sal e gordura.
- Mantenha um registro alimentar.
- Incorpore a prática de atividades físicas à rotina.
- Acompanhe o peso periodicamente. Pequenas variações podem passar despercebidas, e o monitoramento ajuda a prevenir ganhos excessivos.
- Ao se alimentar fora de casa, avalie todas as opções disponíveis antes de montar o prato.
Por - AEN
O Governo do Paraná está ampliando a infraestrutura de segurança contra a violência doméstica com a entrega de 54 novas viaturas destinadas à Patrulha Maria da Penha, da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp).
Os automóveis serão utilizados na ampliação da capacidade de deslocamento das equipes pelos municípios, trarão mais agilidade no atendimento às vítimas, além de reforçar a fiscalização das medidas protetivas emitidas pelo Poder Judiciário. O investimento foi de R$ 9,2 milhões.
"Alcançamos o importante indicador de queda de 20% nos feminicídios e também registramos menos estupros em 2025. Mas precisamos continuar investindo para a proteção das mulheres. Essas novas viaturas vão facilitar deslocamentos e ampliar o atendimento em todo o Paraná", afirma o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.
A Patrulha Maria da Penha integra a política de prevenção e repressão à violência doméstica e familiar da Polícia Militar do Paraná. Ela é composta por policiais militares mulheres e homens, que realizam visitas preventivas com base em boletins de ocorrência, além de atuar a partir de denúncias anônimas recebidas por canais como o Disque Denúncia 181.
Também cabe à Patrulha a fiscalização do cumprimento de medidas protetivas de urgência determinadas pelo Poder Judiciário, bem como a orientação de vítimas e autores, com foco na prevenção da reincidência. Além das ações operacionais, a equipe promove palestras e participa ativamente das redes de proteção e enfrentamento à violência.
MÊS DA MULHER – A Secretaria da Segurança Pública do Paraná também realizou nesta semana o evento de abertura do Mês Mulher Segura. A iniciativa integra a programação de março, mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, e tem como objetivo fortalecer a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Estado.
Durante a solenidade foram anunciados alguns apoios de divulgação, em parceria com a Secretaria da Comunicação. A Viação Graciosa irá adesivar todos os ônibus de sua frota com o banner do programa, além de distribuir panfletos junto com as passagens vendidas. Já a empresa Outdoormídia irá divulgar a campanha publicitária do Mulher Segura, gratuitamente, por 30 dias, em 80 outdoors estrategicamente distribuídos em Curitiba e Região Metropolitana.
O Mulher Segura Paraná atua no combate à violência doméstica e ao feminicídio por meio de palestras que incentivam o empoderamento feminino, reforçam os direitos das mulheres e orientam sobre os órgãos que compõem a rede de proteção no Paraná. Como resultado concreto das ações, o número de feminicídios caiu 20,2% no Paraná em 2025. Foram 87 casos no ano passado, contra 109 em 2024. O Paraná registrou taxa de 0,73/100 mil habitantes em 2025, uma das menores do Brasil.
Por - AEN
Com 18.306 novos postos de trabalho abertos em janeiro, 244 dos 399 municípios paranaenses tiveram saldo positivo no primeiro mês de 2026, o equivalente a 61% do Estado. Outros seis (1%) tiveram o mesmo número de admissões e demissões, com saldo zerado. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Curitiba foi a cidade com o maior saldo de empregos em janeiro no País, com 6.919 novos postos de trabalho, além de ser responsável por 38% das vagas criadas no Estado. Foram 50.056 contratações e 43.137 desligamentos janeiro na Capital.
O setor de serviços foi o principal responsável pelo alto nível de contratações, com 6.289, seguido pela construção, com 1.549. O resultado supera os 6.919 pois os demais setores tiveram queda no período.
O município de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), teve o segundo melhor resultado do Estado, com 1.304 vagas preenchidas. Também foi o 16° melhor do País. No município da Região Metropolitana de Curitiba, serviços também dominou o cenário de novos postos de trabalho, com 1.319 vagas. Assim como Curitiba, o resultado ultrapassa o total do mês devido a uma redução de outro setor.
Fechando a lista de cidades com mais de mil vagas geradas em janeiro está Maringá, no Noroeste, 21° que mais empregou no Brasil. Foram 1.133 postos de trabalho abertos e preenchidos por trabalhadores com carteira assinada. Diferente das demais, a construção foi a principal geradora de empresa, com 495 vagas, seguida por serviços (327), indústria (282) e comércio (35).
DESEMPENHO REGIONAL – Das 20 cidades que mais contrataram em janeiro de 2026, sete estão na RMC. Além de Curitiba e Colombo, foram destaque Araucária (381), Fazenda Rio Grande (321), São José dos Pinhais (306), Campo Largo (249) e Pinhais (223). Outros três estão no Norte (Londrina - 933; Arapongas - 491; e Rolândia - 315) e mais três no Sudoeste (Dois Vizinhos - 280; Palmas - 279; e Pato Branco - 243).
A região Noroeste possui duas cidades com os maiores saldos: Maringá e Cianorte, esta última com 199 novos postos de trabalho preenchidos. O Oeste também teve dois representantes, com Toledo (710) e Cascavel (480), enquanto que Campos Gerais, com Telêmaco Borba (375); Vale do Ivaí, com Apucarana (302); e Centro-Sul, com Guarapuava (283), tiveram um município cada. Juntos, as 20 cidades responderam por 15.726 vagas.
Com um cenário estável na geração de empregos, os municípios de Carambeí, Kaloré, Ourizona, Quinta do Sol, Rosário do Ivaí e São Carlos do Ivaí registraram o mesmo número de admissões e demissões em janeiro, com saldo igual a zero. Outros 149 registraram mais desligamentos do que admissões.
Confira a com as informações do Caged.
Por - AEN






















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