Paraná registra novo recorde de redução de homicídios nos 5 primeiros meses de 2026

O acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 registra nova queda dos principais índices de criminalidade no Estado do Paraná, atingindo mais um recorde histórico desde o início da série integrada de registros, em 2007. Os homicídios tiveram uma redução de mais de 10% no período de janeiro a maio de 2026 no comparativo com os mesmos meses de 2025, que já havia sido recorde. O número de casos entre janeiro e maio caiu de 519 em 2025 para 466 este ano, segundo dados do Centro de Análise, Planejamento e Estatística da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Paraná (Sesp).

Na comparação com os primeiros cinco meses de 2018, quando foram 859 registros, a queda para 2026 chama ainda mais a atenção: 46% de redução. E no comparativo com o mesmo período de 2024 (735 casos), este ano de 2026 teve uma diminuição de mais de 36% no número de homicídios dolosos. Outro ponto importante é que 250 municípios do Paraná não registraram homicídios nos cinco primeiros meses deste ano, o que representa mais de 62% das cidades do estado. No ano passado, eram 240 municípios sem registros nesse mesmo período.

“Toda vida salva é importante. E se compararmos os anos, em 2026 já foram 53 vidas salvas. Essa redução contínua dos índices criminais é resultado de uma política de atuação das forças de segurança que vem dando certo, com mais integração, inteligência e investimento no efetivo, em estrutura e em equipamentos. Um combate que começa contra as organizações criminosas, atacando a sua logística, o fluxo financeiro e a cadeia de comando em grandes operações como a realizada no dia 15 de junho, com mais de 550 mandados de prisão, busca e apreensão”, ressalta o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson.

CRIMES PATRIMONIAIS – A quantidade de roubos no Paraná também teve uma redução bastante significativa nos primeiros cinco meses de 2026. De janeiro a maio de 2025 haviam sido 6.482 ocorrências em todo o estado e este ano foram 5.104, ou seja, uma queda de mais de 21%. Na comparação com 2024 (8.085 casos) a diminuição é de 37% e frente a 2018 (25.846 ocorrências) chega a mais de 80% a redução.

No caso dos roubos de veículos, os números também têm uma redução histórica: de 685 casos registrados de janeiro a maio de 2025, o número total caiu para 520 no mesmo período deste ano. Uma queda de mais de 24%. Nos primeiros cinco meses de 2024 haviam sido 949 casos, o que significa uma redução de mais de 45% para 2026. E no mesmo período foram 3.563 casos de roubos de veículos em 2018, apontando uma diminuição de mais de 85% para 2026.

Isso significa que o Paraná tem menos de 15% de roubos de automóveis hoje do que tinha em 2018. De cada 20 carros que eram roubados naquele período, hoje são proporcionalmente apenas três. Na conta final foram 3.043 carros que deixaram de ser roubados no estado nos cinco primeiros meses de 2026 graças à firme atuação das forças de segurança.

 

 

 

 

 

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Programa HumanizaMente fortalece cuidado com saúde mental de pacientes e familiares

O Programa HumanizaMente, implantado pela Secretaria de Estado da Saúde no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, tem como objetivo ampliar os espaços de escuta, acolhimento e atenção psicossocial no ambiente hospitalar, especialmente para pacientes submetidos a longos períodos de internação e para os profissionais que atuam diretamente no cuidado.

Inspirado nos princípios da Política Nacional de Humanização (PNH) e da atenção psicossocial integral no Sistema Único de Saúde (SUS), o programa busca reduzir os impactos emocionais decorrentes das hospitalizações prolongadas, fortalecendo vínculos familiares, qualificando a assistência e promovendo um ambiente mais acolhedor para todos.

“O cuidado em saúde vai além do tratamento clínico. É fundamental olhar para as necessidades emocionais de pacientes, familiares e trabalhadores da área”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves. “O Programa HumanizaMente fortalece a humanização do atendimento e contribui para um ambiente mais acolhedor, saudável e preparado para oferecer uma assistência integral e de qualidade”, acrescentou.

A iniciativa começou em agosto do ano passado. Entre setembro de 2025 e maio de 2026, o HumanizaMente fez 237 atendimentos psicológicos individuais, 36 grupos e rodas de conversa, alcançando aproximadamente 381 participantes em atividades coletivas. Também foram promovidos cerca de 15 treinamentos, palestras e capacitações voltados ao desenvolvimento profissional e à qualificação da assistência, além da elaboração de 13 Planos Terapêuticos Singulares (PTS) para pacientes de longa permanência.

Os atendimentos psicológicos contemplam pacientes, acompanhantes e profissionais de diferentes setores do hospital, como enfermagem, higienização, farmácia, laboratório, administrativo, financeiro, radiologia, ouvidoria e controle de infecção. As principais demandas estiveram relacionadas à ansiedade, sofrimento emocional, dificuldades familiares, conflitos interpessoais e adaptação às rotinas de trabalho.

O técnico em radiologia José Leovani, que atua há 15 anos no Hospital Infantil Waldemar Monastier, também participa dos atendimentos oferecidos pelo Programa. Para ele, o espaço de acolhimento tem sido fundamental para enfrentar os desafios do dia a dia. “Trabalhamos em um ambiente que exige muito emocionalmente e, muitas vezes, acabamos deixando o nosso próprio cuidado em segundo plano. Participar do HumanizaMente me ajudou a olhar para mim, a lidar melhor com as situações da rotina e a perceber que cuidar da saúde mental faz diferença tanto na vida pessoal quanto no trabalho”, afirmou.

Além do acompanhamento individual, o programa promove grupos de reflexão e rodas de conversa sobre temas como autoconhecimento, gestão das emoções, empatia, comunicação, resiliência, saúde mental no trabalho e valorização profissional.

Para os pacientes internados por longos períodos, as ações incluem acolhimento psicológico, atividades lúdicas, fortalecimento de vínculos familiares e estratégias de humanização da internação. O programa também prevê a realização de “horas de qualidade” com atividades externas e momentos de convivência que ajudam a romper a rotina hospitalar e promover o bem-estar emocional.

Internado desde 18 de fevereiro deste ano para o tratamento de uma poliartrite infecciosa, o adolescente Kerllon de Santana Santos, de 16 anos, afirma que as atividades desenvolvidas pelo HumanizaMente tornaram o período de hospitalização mais leve. “Eu gosto muito que as tias sempre trazem atividades legais para mim e sempre respeitam meus limites, perguntam se eu estou disponível para as atividades ou se quero deixar para outro dia e, independente de qualquer coisa, elas sempre estão aqui pra me fazer feliz”, disse. “Essas ações me ajudam muito fisicamente e, principalmente, psicologicamente”.

O acompanhamento de Kerllon conta com o apoio da estagiária Tayline Gomes Nogueira da Silva, que auxilia a psicóloga do Hospital, Talita Lisandra de Oliveira Rosa, e desenvolve as atividades com o adolescente durante sua internação.

Segundo Talita, a iniciativa surgiu da necessidade de ampliar o cuidado emocional dentro do ambiente hospitalar e oferecer um suporte estruturado aos diferentes públicos atendidos. “Para os profissionais, o acesso ao HumanizaMente pode ocorrer por demanda espontânea, encaminhamento do enfermeiro do trabalho ou orientação dos gestores da unidade".

"Já para pacientes e familiares, especialmente aqueles em internações prolongadas, fazemos uma avaliação para identificar interesses, necessidades e demandas, permitindo o planejamento de atividades personalizadas que tornem esse período mais acolhedor, significativo e humanizado, promovendo bem-estar emocional e qualidade de vida durante o tratamento”, explicou. “Os resultados alcançados demonstram a importância da iniciativa como estratégia de promoção da saúde mental, prevenção do adoecimento psíquico e fortalecimento da cultura de humanização institucional”, acrescentou. 

 

 

 

 

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Complexo soja impulsiona agronegócio do Paraná com faturamento de US$ 2,94 bilhões até maio

Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (18), destaca o desempenho do complexo soja (composto por grão, farelo e óleo), cujas exportações nos primeiros cinco meses de 2026 atingiram 6,72 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 8% em volume na comparação com o mesmo período de 2025 (6,2 milhões de toneladas).

Essa movimentação expressiva acelerou a comercialização da oleaginosa para liberar espaço nos armazéns para a safra de milho. Em termos financeiros, a soja injetou cerca de US$ 2,94 bilhões na balança comercial do Paraná, um expressivo avanço de 18% em relação ao ano anterior, com US$ 2,50 bilhões.

De acordo com o analista do Deral Edmar Gervasio, o destaque ficou para o óleo de soja, que alcançou 338 mil toneladas exportadas, um crescimento expressivo de 59% em receita. "No cenário nacional, o desempenho também é positivo. As exportações do complexo soja somaram 66,2 milhões de toneladas, um crescimento de 7% em volume e de 15% em valor, totalizando mais de US$ 27 bilhões para a balança comercial nacional".

Outra cultura que coloca o Paraná em evidência nacional é o urucum, consolidando o Estado como o segundo maior produtor do país, atrás apenas de São Paulo. De acordo com dados preliminares analisados pelo Deral, a cultura movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 27,5 milhões no Paraná, com uma colheita de 1,6 mil toneladas em 1,4 mil hectares.

O município de Paranacity é apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como o principal produtor nacional e, recentemente, conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG) de procedência junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), selo que destaca o manejo sustentável, a ausência de agrotóxicos e agrega valor a um produto com ampla demanda nas indústrias alimentícia, farmacêutica e de cosméticos.

OVOS E FRANGO - A produção de ovos de galinha mantém o Paraná em posição de destaque no ranking nacional, ocupando o terceiro lugar geral com 119,350 milhões de dúzias produzidas no primeiro trimestre (9,8% do total do país). O volume é 1,9% superior ao registrado em igual período de 2025.

O grande trunfo paranaense, contudo, está na liderança isolada da produção de ovos férteis para incubação. O Estado respondeu por 67,882 milhões de dúzias, o que equivale a 30,9% de toda a produção nacional de ovos férteis, reforçando o papel estratégico do Paraná no abastecimento e na genética da cadeia avícola brasileira.

Na avicultura de corte, o cenário de maio trouxe um alívio técnico nos custos de produção, motivado pela queda nos preços de insumos essenciais como o milho e o farelo de soja. Segundo o Deral, o custo do frango vivo no Paraná recuou para R$ 4,68/kg, ficando ligeiramente abaixo do preço nominal médio recebido pelo produtor, que fechou o mês em R$ 4,69/kg.

Na relação de troca anual, em maio de 2026 foram necessários 225 kg de frango vivo para adquirir uma tonelada de milho (alta de 5,6% frente a 2025) e pesados 401 kg de frango para a compra de uma tonelada de farelo de soja, exigindo um esforço de compra 15,2% maior.

LEITE – O Deral aponta que o Paraná lidera o crescimento nacional de captação. Entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior, o Estado registrou uma alta de 8,8% no volume de leite adquirido pelas indústrias, totalizando quase 1,1 bilhão de litros captados nos três primeiros meses do ano. Esse avanço, conforme os dados analisados, reduziu a distância em relação a Minas Gerais, o maior produtor do país.

 

 

 

 

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Segurança alimentar: novo edital vai garantir continuidade do programa Compra Direta Paraná

O Governo do Estado se prepara para lançar a Chamada Pública Eletrônica nº 1/2026 do Programa Compra Direta Paraná, do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O novo edital dará continuidade à garantia de compra de cooperativas e produtores da agricultura familiar para o fornecimento de alimentos de qualidade diretamente a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Implementado em 2020, o Compra Direta completa seis anos de execução neste ano e se consolida como uma estratégia de referência no estímulo à produção de alimentos, geração de renda no campo e acesso à alimentação saudável para populações vulneráveis. Essa política pública garante o escoamento da produção de agricultores locais com preços justos, atendendo cozinhas comunitárias, restaurantes populares, hospitais filantrópicos e toda a rede socioassistencial paranaense.

No balanço de 2025, os 188 contratos firmados com cooperativas e associações da agricultura familiar totalizaram R$ 77 milhões investidos em todas as regiões do Paraná. Foram entregues 9 milhões de toneladas de alimentos frescos – incluindo itens como ovos, pães, sucos, arroz, feijão, frutas, legumes, hortaliças e produtos orgânicos – nos 399 municípios do Estado, beneficiando diretamente 400 mil famílias em situação de vulnerabilidade.

O impacto positivo e a gestão ganharam projeção nacional em dezembro de 2025, quando o programa foi destaque na 1ª edição do Prêmio Brasil Sem Fome, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O Compra Direta Paraná foi o vencedor na categoria Boas Práticas de Combate à Fome e Promoção da Segurança Alimentar.

“Não é a toa que fomos destaque. Ao priorizar a compra de alimentos frescos e saudáveis, o programa contribui para a melhoria da alimentação da população mais vulnerável”, ressalta o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza.

A chefe do Desan, Márcia Cristina Stolarski, diz que a política assegura um mercado mais estável e previsível, estimulando a produção de alimentos saudáveis e nutritivos. Também fortalece circuitos produtivos justos e sustentáveis, gerando impacto em ambas as pontas da cadeia.

“É um papel duplamente relevante. Para os agricultores familiares, gera renda no campo, promove o desenvolvimento rural sustentável e melhora significativamente a qualidade de vida. Para a população em situação de vulnerabilidade social, contribui diretamente para a melhoria da saúde, do bem-estar e valoriza a cultura alimentar de cada região”, explica.

NOVA ETAPA - A nova chamada pública eletrônica do programa, prevista para esse ano, está estruturada em dois pilares principais: a distribuição dos alimentos em grupos e o uso de um sistema eletrônico que integra todas as etapas do processo. A plataforma permite desde o cadastro do projeto de venda até o controle de execução dos contratos, passando pelo registro dos agricultores, propostas dos grupos, classificação dos produtos, habilitação dos fornecedores e, após a assinatura dos contratos, o acompanhamento da entrega dos alimentos.

A iniciativa visa fortalecer o cooperativismo e a agricultura sustentável, além de passar por ajustes no sistema eletrônico para aprimorar os critérios de seleção dos fornecedores e alinhar o estímulo ao cultivo e à diversificação de alimentos no Estado.

De acordo com a coordenadora estadual do programa, Angelita Avi Pugliesi, as datas oficiais e demais informações serão divulgadas em breve no site da Seab e pelos escritórios regionais da secretaria. “Esperamos mais uma boa adesão para este início de mais o ciclo de compras governamentais”.

 

 

 

 

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