As exportações paranaenses alcançaram US$ 18,7 bilhões de janeiro a setembro deste ano, uma alta de 5,5% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram US$ 17,7 bilhões vendidos ao Exterior. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram um patamar mensal acima de US$ 2 bilhões exportados desde março de 2026.
O melhor mês de 2026 em relação a venda de produtos paranaenses para o Exterior foi julho, quando foram comercializados US$ 2,37 bilhões, seguido por agosto (US$ 2,32 bilhões), abril (US$ 2,29 bilhões) e junho (US$ 2,20 bilhões). Em setembro, o resultado foi de US$ 2,11 bilhões, o mesmo de maio e muito próximo ao de março (US$ 2,12 bilhões).
Entre os itens de maior representatividade na pauta de exportações paranaenses estão a soja, com US$ 3,9 bilhões, a carne de frango in natura, com US$ 3,3 bilhões, e o farelo de soja, com US$ 1,1 bilhão, com variações positivas em relação ao mesmo período de 2025 de 6%, 25,8% e 13,3%, respectivamente. A carne de frango aumentou sua participação na balança comercial em 2026, passando de 14,7% para 17,5%, enquanto que a soja em grão e o farelo ficaram estáveis (20,9% e 5,8%, ante 20,8% e 5,4%).
A maior variação, entretanto, foi registrada pelo aumento na comercialização de óleo de soja bruto, que passou de US$ 419,5 milhões para US$ 750,5 milhões, alta de 78,9%. Papel, com US$ 694,2 milhões; máquinas de terraplanagem e perfuração, com US$ 583,1 milhões; celulose, com US$ 494,1 milhões; óleos e combustíveis, com US$ 454,8 milhões; veículos de carga, com US$ 451,5 milhões; e automóveis, com US$ 442,9 milhões, completam a lista. Demais produtos chegaram a quase US$ 6,6 bilhões.
DESTINOS – Sexto maior exportador do País, os produtos do Paraná chegaram em 208 diferentes mercados internacionais no período de janeiro a setembro de 2026, alcançando desde grandes economias até países menos representativos no comércio global, como Mônaco, Quirguistão e Zimbábue.
O principal destino foi a China, que comprou US$ 4,3 bilhões, o equivalente a 23,1% de tudo que foi comercializado pelo Paraná ao Exterior nos nove primeiros meses de 2026. Apesar de uma redução em relação ao ano anterior, a Argentina segue como a segunda maior parceira comercial, com US$ 1 bilhão comprado, seguida por Estados Unidos (US$ 840,4 milhões), Índia (US$ 774 milhões) e México (US$ 716,3 milhões).
Também com exportações relevantes aparecem Irã (US$ 570,3 milhões), Peru (US$ 542,9 milhões), Paraguai (US$ 526,2 milhões), Chile (US$ 491,1 milhões) e Japão (US$ 476,4 milhões), este último com a maior variação positiva entre os 10 principais mercados paranaenses, com alta de 65,3% em relação a soma dos três primeiros trimestres de 2025. Esse crescimento, segundo o Ipardes, foi puxado principalmente pela expansão dos negócios envolvendo carne de frango.
Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os exportadores paranaenses vêm, continuamente, conquistando novos mercados. “Isso explica o crescimento das exportações do Estado mesmo em um contexto mundial de crescentes barreiras tarifárias”, afirmou.
IMPORTAÇÃO – Já o valor que o Paraná compra do Exterior cresceu 10,4% no período, passando de US$ 15,3 bilhões para US$ 16,9 bilhões. Entretanto, a balança comercial é favorável ao Estado em US$ 1,8 bilhão, resultado dos US$ 18,7 bilhões exportados menos o valor importado.
Apesar de ser o item mais comprado no Paraná, os adubos e fertilizantes registraram uma diminuição no volume importado de 10,1%, chegando a US$ 2,1 bilhões, o que pode indicar uma dependência menor do mercado internacional. Óleos e combustíveis, automóveis, autopeças e produtos químicos orgânicos foram os produtos com maior volume, em dólares, comprados do Exterior.
Por - Agência Brasil
O Paraná prosseguirá com dias cinzentos neste sábado (10), domingo (11) e no feriado da Padroeira, na segunda-feira (12). De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, vários sistemas meteorológicos atuam favorecendo a nebulosidade e ocorrência de chuva até o início da próxima semana.
Uma linha de instabilidade veio dos estados e países vizinhos a oeste e atravessou o Paraná a partir da tarde de quinta-feira (08). As rajadas de vento mais fortes foram registradas em Laranjeiras do Sul (72 km/h), General Carneiro (68,4 km/h), Nova Prata do Iguaçu (68 km/h), Cerro Azul (63,4 km/h), e Santa Maria do Oeste (61,9 km/h).
Os volumes de chuva na quinta foram mais expressivos na estação hidrológica do Instituto Água e Terra (IAT) em Japurá (26 mm), e nas estações meteorológicas do Simepar em Loanda (25,4 mm), Santa Maria do Oeste (22,2 mm), Distrito de Horizonte, em Palmas (21,4 mm) e Cianorte (20 mm).
A chuva avançou durante a madrugada pelo Oeste e Sudoeste, atingindo também parte do Noroeste, e no amanhecer estava concentrada entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul. No Norte e Campos Gerais, as tempestades ocorreram de forma irregular. Já na região Leste, houve apenas variação de nuvens, sem registro de eventos meteorológicos severos.
Durante a madrugada desta sexta-feira (09), Altônia registrou a única rajada de vento acima de 60 km/h entre as estações meteorológicas do Simepar: 63,7 km/h. Os maiores volumes de chuva desta sexta-feira até as 7h foram em Santa Helena (27,6 mm), Maringá (27,2 mm), Mauá da Serra (24,4 mm), Medianeira (Sanepar: 23,8 mm) e Japurá (IAT: 20,8 mm).
A atuação conjunta de dois sistemas meteorológicos mantém a chuva nesta sexta. “Um centro de baixa pressão sobre o oceano, na altura do Uruguai, que favorece a passagem de uma frente fria pelo Estado, e um segundo sistema, também de baixa pressão, está localizado sobre o Paraguai e contribui para intensificar as instabilidades, principalmente no Oeste paranaense”, explica Bianca Angelo, meteorologista do Simepar.
A chuva ocorre de maneira irregular, com intensificações pontuais em todas as regiões. As temperaturas seguem elevadas, especialmente nas regiões Norte e Leste, o que contribui para o aumento do potencial de risco de tempestades.
SÁBADO E DOMINGO - Ao longo do sábado (10), o cenário se mantém, com chuvas irregulares em todas as regiões do Paraná. O sistema de baixa pressão sobre o Paraguai continua favorecendo a ocorrência de eventos mais intensos no Oeste e Noroeste do Paraná, onde são esperadas trovoadas com maior frequência. No Norte e Leste do Estado, também não se descartam tempestades pontuais.
“Com o avanço da frente fria há uma alteração na circulação dos ventos, o que reduz o transporte de ar quente do Interior do continente para o Paraná. Com isso, as temperaturas não devem chegar aos 30°C em nenhuma região. Apesar disso, a nebulosidade contribui para a sensação de abafamento”, ressalta Bianca.
No domingo (11), a chuva persiste, mas o potencial para a formação de tempestades diminui. A precipitação será moderada sobre o Estado, com pancadas de chuva de menor duração, mas não estão descartadas intensificações pontuais, especialmente no Oeste, Sudoeste e Centro-Sul. A nebulosidade permanece, com temperaturas máximas variando entre 20°C e 25°C
FERIADO - O feriado em homenagem à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e também Dia das Crianças, na segunda-feira (12), seguirá com tempo nublado e temperaturas amenas. Apenas nas cidades que fazem divisa com São Paulo os termômetros devem ultrapassar os 25°C.
“O risco de tempestades novamente se intensifica no Oeste, Noroeste, Sudoeste e parte do Centro-Sul do Paraná, devido a atuação de um cavado meteorológico. São previstos temporais com alta incidência de raios e rajadas de vento pontualmente fortes”, afirma Bianca.
Nas outras regiões do Estado também não se descarta a possibilidade de eventos de chuva pontualmente intensos, porém com menor intensidade e duração do que na faixa Oeste.
ALERTAS - O Simepar recomenda que a população faça o cadastro para receber os alertas da Defesa Civil. Basta enviar um SMS do celular para o número 40199, e no campo da mensagem digitar o CEP da residência.
Por - AEN
O fenômeno El Niño chegou à sua categoria mais alta no Oceano Pacífico Equatorial. As previsões de todos os institutos internacionais apontam que a intensidade do fenômeno ainda irá subir até novembro, e ele permanecerá ativo até, pelo menos, março de 2027. No Paraná, de acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o principal impacto é o aumento no volume de chuvas, que terão acumulados acima da média até dezembro deste ano.
As informações são do balanço de atualização do El Niño, divulgado pelo Simepar nesta quinta-feira (08). A temperatura chegou a 2,1°C acima da média na área de referência para monitoramento do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA). O valor subiu de forma consistente desde abril deste ano, e em junho foi confirmado que o fenômeno já está ativo.
Há previsão de que o índice de temperatura chegue a 3,3°C acima da média até entre novembro e janeiro, com 83% de chance de que se configure como um dos El Niños mais fortes de todos os que já foram registrados desde 1950. Gradativamente ele perderá intensidade após este pico, mas a probabilidade é também de 83%, segundo a NOAA, de que o El Niño siga sob intensidade muito forte até o fim do verão de 2027, em março.
Com este cenário climático, o Simepar aponta previsão de chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta o risco de temporais severos, granizo e raios no Paraná. Apesar da previsão de chuva acima da média para todas as regiões, os prognósticos indicam que os maiores desvios devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.
Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
PREPARAÇÃO - Desde as primeiras notícias sobre a intensidade do fenômeno, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou as ações de preparação junto aos municípios. Os 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR) realizaram encontros alertando os 399 coordenadores municipais sobre a gravidade do cenário, orientando as prefeituras a realizar atividades para melhorar a drenagem, especialmente nas áreas com histórico de ocorrências. Também foram repassadas informações relativas à importância da atualização do Plano de Contingência e da preparação da população local, diante da realidade de cada região.
Até o momento, 278 prefeituras já realizaram ao menos uma ação de prevenção, como a manutenção e limpeza de bueiros e galerias, desassoreamento de rios e canais, participação em reuniões de orientação ou simulados de mesa.
ESCOLAS - Por meio do Programa Brigadas Escolares, a Cedec e a Secretaria de Educação do Paraná prepararam um guia prático com orientações específicas para situações de vendaval, granizo, inundações e alagamentos. Nesta semana o Governo do Paraná iniciou a preparação nas escolas estaduais. A rede estadual já iniciou o treinamento que prevê exercícios simulados em mais de 2 mil colégios em todo o Paraná.
O guia pode ser utilizado por diretores e professores de toda comunidade escolar, tanto da rede pública, quanto privada, para prepararem ações em resposta a possíveis eventos severos e extremos no ambiente escolar. A necessidade desse guia nasceu diante da influência do El Ninõ nos meses de outubro e novembro no sul do país. O material orienta um passo a passo sobre como planejar e treinar o simulado de acordo com a situação escolhida. Caberá à direção da instituição de ensino avaliar qual o cenário mais vulnerável para esses locais e definir qual o protocolo adotado.
Segundo o coronel Ivan Fernandes, coordenador Geral do Programa Brigadas Escolares, em casos de eventos severos, as escolas são os melhores locais para os alunos permanecerem até a situação melhorar. “Com esse guia reforçamos a cultura de prevenção e orientamos como cada instituição pode organizar seu próprio simulado de acordo com os riscos daquela edificação ou localidade”, completa.
Criado pela equipe do Programa Brigadas Escolares o guia pode ser baixado de maneira gratuita no site da Cedec www.defesacivil.pr.gov.br . O guia com 23 páginas o material foi desenvolvido para orientar os simulados de edificação, praticados quatro vezes por ano na rede estadual de educação e escolas especiais. Desde 2012, o programa atua na preparação, prevenção, mitigação e resposta a situações adversas no ambiente escolar que possam oferecer risco a alunos, professores e demais funcionários.
ALERTAS – O monitoramento da Defesa Civil Estadual é realizado 24 horas por dia com apoio de meteorologistas do Simepar. A estrutura do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres acompanha as condições para o envio de alertas em caso de condições mais severas.
Para receber os alertas da Defesa Civil é preciso efetuar um cadastro gratuito. Você deve enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber as mensagens. É também possível receber os alertas por WhatsApp. Para isso, é necessário cadastrar o número (61) 2034-2611 e interagir com o número, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Por -AEN
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), divulgou nesta quinta-feira (8) o Boletim Conjuntural semanal, com dados atualizados sobre o desempenho de diferentes cadeias do agronegócio paranaense.
O destaque é a avicultura. Segundo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE, o Paraná abateu 1,1 bilhão de aves no primeiro semestre de 2026, alta de 4,9% sobre o mesmo período de 2025. Na safra de verão a notícia favorável é que o plantio, principalmente da soja e do feijão, segue em bom ritmo, dentro do esperado.
“Os dados apontam para um cenário de atividade aquecida no campo paranaense”, pondera Marcelo Garrido Moreira, diretor do Deral.
O Estado responde por 35% de todos os abates na avicultura do país, mais de duas vezes e meia a participação de Santa Catarina, que aparece em segundo, com 13,1%. No segundo trimestre de 2026, o abate atingiu 1,690 bilhão de cabeças, volume 2,8% superior ao do segundo trimestre de 2025.
Esse desempenho garantiu um recorde histórico para o período, impulsionado sobretudo pelos resultados de junho. Com 568,51 milhões de cabeças abatidas, o sexto mês obteve o maior registro da série, ficando 8,2% acima do apurado em junho do ano anterior.
Na produção de carne, o resultado foi ainda mais expressivo. O Paraná produziu 2,6 milhões de toneladas de janeiro a junho, crescimento de 8,4% sobre as 2,4 milhões de toneladas do ano anterior. Com isso, o Estado concentra 36% de toda a carne de frango produzida no Brasil. O avanço da produção acima do número de aves abatidas indica ganho de peso médio e de rendimento das carcaças, ou seja, mais carne por animal.
No segundo trimestre, o Paraná foi o Estado que mais contribuiu para o recorde nacional de abates: o acréscimo de 31,2 milhões de cabeças representa cerca de dois terços dos 46,4 milhões a mais registrados em todo o país. Junho de 2026 teve o maior número de abates da série histórica nacional, com 568,5 milhões de cabeças, 8,2% acima de junho de 2025.
No país, o abate de frangos chegou a 3,3 bilhões de cabeças no semestre (+3,2%), e a produção de carne somou 7,473 milhões de toneladas (+6%). A Região Sul respondeu por 59,7% das aves abatidas.
SUINOCULTURA - O Paraná mantém posição de destaque na suinocultura, como segundo maior produtor do país, respondendo por 21% dos abates e 21,3% da produção de carne. No primeiro semestre foram 6,5 milhões de cabeças abatidas (+1,6%) e 623,6 mil toneladas de carne (+1,8%). Juntos, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem por 66,6% dos abates e 67,2% da carne suína produzida no país.
FEIJÃO E SOJA - Com ritmo dentro do esperado e ligeiramente acima da média das últimas safras, o plantio da safra 2026/27 de soja já alcança 36% da área prevista no Estado. “A umidade do solo tem favorecido a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas, e as condições gerais das lavouras são consideradas boas, o que mantém uma perspectiva favorável para o desenvolvimento das culturas nesta fase inicial”, afirma Marcelo Garrido Moreira.
Em relação ao feijão, o plantio da primeira safra passou da metade da área projetada (52%). As lavouras apresentam desenvolvimento inicial satisfatório, e a colheita das mais precoces deve começar ainda em dezembro. Em setembro, os preços médios recebidos pelos produtores subiram 12% para o feijão carioca e 8% para o preto, com alta de cerca de 60% no acumulado de 12 meses. A área prevista é de 88,3 mil hectares, 14% menor que a colhida na safra 25/26.
PÊSSEGO EM EVIDÊNCIA - O boletim traz, ainda, um balanço da produção de pêssego. Em 2025, a cultura ocupou 659 hectares e produziu 7,1 mil toneladas, com Valor Bruto da Produção de R$ 42 milhões. A atividade está presente em 165 municípios e tem sua maior concentração na região de Curitiba (31,7% da área e 41,1% da produção), com destaque para Campo Largo, Lapa e Araucária. O pêssego paranaense é o segundo mais ofertado nas Ceasas do Estado, com 27,2% do volume comercializado.
Por - AEN
Nos casos de infarto agudo do miocárdio (IAM) e de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico cada minuto conta. Por isso, um protocolo que prevê capacitação e o uso de medicamentos trombolíticos nos serviços de urgência e emergência da rede estadual de saúde foi implementado pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), em junho de 2020. Desde então, já foram atendidos 2 mil pacientes via Sistema Único de Saúde (SUS) que receberam o trombolítico para IAM.
Somente desde maio de 2026, 80 pessoas receberam o medicamento para o AVC isquêmico, segundo levantamento dos hospitais próprios. Ambos os procedimentos foram 100% custeados pela Sesa.
Os trombolíticos são usados, conforme avaliação clínica, para dissolver os coágulos sanguíneos que obstruem os vasos do coração ou do cérebro e, dessa forma, restabelecer a circulação do sangue e a oxigenação na região. Tal bloqueio pode causar as duas graves condições médicas de emergência.
Nos casos de infarto, o uso do medicamento trombolítico pode ser indicado, principalmente, quando procedimentos de maior complexidade como a angioplastia (para desobstruir artérias), por exemplo, não estiver disponível no tempo recomendado. Assim, o paciente pode receber o medicamento enquanto a continuidade do atendimento é providenciada na rede de saúde.
A rapidez no uso destes medicamentos reduz os óbitos e risco de sequelas nestas duas situações de emergências. De acordo com o levantamento dos atendimentos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no Paraná relacionados ao infarto agudo do miocárdio, uma das emergências cardíacas mais graves e com prioridade de encaminhamento, os registros anuais apontam 2.818 atendimentos em 2023; 3.792 em 2024; 3.675 em 2025 e 2.980 até 29 de setembro de 2026.
“A implementação dos medicamentos trombolíticos significa, ano após ano, um real ganho de tempo, de vida, de esperança. Porque é justamente a rapidez no diagnóstico e no início do tratamento que aumentam as chances de sobrevivência, que reduzem o risco de sequelas nos pacientes”, firmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
“Essa medicação é fundamental para deslocamentos um pouco mais longos também, só que junto com ela vem a necessidade de preparo. Por isso, a Sesa mantém o compromisso de continuar investindo na capacitação das equipes”, destacou ele.
OFERTA E TREINAMENTO - Não basta apenas a oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência, que no Paraná está disponível em 20 hospitais de pequeno porte e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), além das Ambulâncias de Suporte Avançado (USA) do Samu. Para além disso, existe ainda um monitoramento dos atendimentos de infartos e AVCs – em tempo real, via sistema – e um trabalho de treinamentos online bimestrais, e de capacitações presenciais com as equipes a cada seis meses.
“Esse é um dos focos da Sesa, manter as equipes aptas. Não adianta apenas oferecer um medicamento de alto custo, que tem contraindicações, e que deve ser administrado após uma avaliação feita, na maioria das vezes, sob alta pressão. É preciso preparar e, por isso, já alcançamos 2.200 profissionais, entre médicos e enfermeiros, que desempenham um papel estratégico nas macrorregiões do Estado, garantindo socorro rápido, qualificado e humanizado”, destacou o médico de Urgência e Emergência da Sesa, Marcio Allan de Souza Alves.
Nas UPAs, as equipes podem fazer o diagnóstico, avaliar a indicação clínica e, quando necessário, iniciar o tratamento com trombolíticos tanto para o IAM quanto para o AVC isquêmico, para dissolução dos trombos. Já nos atendimentos do Samu, após avaliação da equipe de saúde, o medicamento pode ser administrado nas unidades de Suporte Avançado de Vida habilitadas.
A gerente de Urgência e Emergência da Sesa, Giovana Fratin, reforçou a importância da consolidação e integração do protocolo à Rede de Atenção à Saúde do Paraná. “Mais do que ampliar o acesso ao medicamento, estamos qualificando o atendimento de urgência e fortalecendo a linha de cuidado aos pacientes com infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Atualmente, cerca de 10% dos pacientes elegíveis são trombolisados, e nosso objetivo é ampliar esse acesso de forma cada vez mais oportuna e qualificada”, ressaltou.
RESULTADOS JÁ ALCANÇADOS - A equipe de Urgência e Emergência da Sesa explicou, ainda, que a 1ª e a 20ª Regionais de Saúde também já possuem oferta ampliada do medicamento, e que há um estudo de ampliação para as outras regionais, justamente porque a experiência no litoral paranaense vem mostrando a importância do uso de trombolítico já no pré-atendimento.
Apenas em 2026 houve 105 atendimentos de infartos registrados pela Urgência e Emergência da Sesa nas UPAs do Litoral do Paraná, número maior que a soma de todos os outros anos de monitoramento (desde 2020).
A título de comparação, durante as duas edições do Verão Maior Paraná de 2025 (dez/2024 a fev/2025) e de 2026 (dez/2025 a fev/2026), quando há maior população flutuante no Litoral, houve um aumento na identificação de infartos e, consequentemente, no uso de trombolíticos.
“Enquanto em 2025 foram 15 pacientes, em 2026 foram 46 pessoas. Todos eles receberam socorro imediato, sem maiores intercorrências até o atendimento nas instituições de saúde, e esse comparativo nos mostra a segurança das equipes médicas no diagnóstico e na aplicação do medicamento, e a importância da oferta. É um exemplo de consolidação e de integração da rede de saúde do Paraná”, finalizou Alves.
Por - AEN
O Paraná fechou o terceiro trimestre de 2026 com saldo positivo de 148.200 empresas. O resultado é 23,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o Estado acumulou saldo positivo de 119.728 negócios. O saldo considera a diferença entre as empresas abertas e as fechadas de janeiro a setembro.
Os dados do mostram que foram abertas no Estado 317.127 empresas entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 279.098 novos negócios. Já o número de empresas baixadas foi de 168.927 nos primeiros nove meses deste ano.
Em setembro, foram abertas 33.545 empresas, alta de quase 14% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando foram 29.434. Nesse mesmo mês, ocorreram 17.778 baixas em 2026, o que resultou em um saldo mensal positivo de 15.767 empreendimentos. Com o desempenho acumulado do ano, o Paraná alcançou a marca de 2.032.426 empresas ativas, sendo que, desse total, 1.948.526 são matrizes e 83.900 são filiais.
Entre os formatos empresariais, os Microempreendedores Individuais (MEIs) continuam liderando as aberturas, com 202.894 registros de janeiro a setembro deste ano. Outro destaque foi a abertura de novas sociedades limitadas (LTDA), que avançaram 12% na comparação com o mesmo período de 2025, passando de 68.113 para 76.403 novos registros.
Para o presidente da Jucepar, Marcos Rigoni, o desempenho reforça o bom momento econômico do Estado em diferentes setores. “O Paraná é um estado aberto para quem quer empreender, com segurança jurídica e desburocratização de processos. Somos 100% digital, sem a necessidade de que o empreendedor venha pessoalmente até a Junta Comercial. Isso agiliza a liberação de contratos, que hoje acontecem em minutos”, destaca.
BAIXO RISCO – Políticas de simplificação administrativa como o programa Descomplica Paraná, criado em 2019 para facilitar a abertura, alteração e encerramento de empresas, ajudam a explicar esse bom desempenho, com saldo de aberturas maior do que o de baixas.
O objetivo é promover uma liberação mais rápida do CNPJ e autorizações para empresas de baixo risco, que podem ser concluídas em menos de 24 horas. Para isso, foram criadas soluções para simplificar o fechamento de empresas e a atuação de um comitê permanente de desburocratização com participação da sociedade civil.
Parte dessa desburocratização passa pelo Selo de Baixo Risco, que possui 975 atividades econômicas dispensadas de alvará e licenças. Foram beneficiadas em 2026, de janeiro a setembro, 32.923 novas empresas e filiais, além de 22.996 alterações de empresas, totalizando 55.919. As cidades de Curitiba (17.595), Maringá (5.123) e Londrina (3.907) foram as que tiveram o maior número de empresas beneficiadas com o Selo.
Por - Agência Brasil


















