Governador sanciona lei que vai destinar cerca de R$ 480 milhões para a Educação

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta sexta-feira (24) a Lei nº 20.716que autoriza o Estado a financiar até US$ 90,56 milhões (cerca de R$ 480 milhões na cotação atual) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos são para implantar o Programa Educação para o Futuro, que prevê uma série de ações para modernizar ainda mais a educação pública do Paraná.

 

Com uma contrapartida do próprio Estado, o programa tem quatro componentes principais: aprimorar a proposta pedagógica e uso de tecnologias educacionais; expandir e fortalecer a Educação Profissional; construir cinco colégios modelo e promover pelo menos 150 reformas e ampliações em unidades existentes; e melhorar a gestão da Secretaria.

 

A contratação da operação de crédito passou pela tramitação na Secretaria de Estado da Fazenda, análise da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e foi autorizada pela Assembleia Legislativa. Os termos da proposta seguirão regulamentação estabelecida pelas autoridades monetárias encarregadas pela política econômica e financeira da União, conforme normas propostas pelo BID. Na sequência, o projeto será encaminhado para votação no Senado Federal, que autoriza a concessão de garantia pela União, para então ser assinado efetivamente.

 

A previsão é de que todos os trâmites sejam concluídos até o fim do ano para que o programa seja implantado já no início de 2022 na rede estadual de ensino.

 

De acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o programa tem o objetivo de construir uma proposta pedagógica para o Ensino Médio, elevando a frequência escolar e reduzindo o abandono. Também tem a finalidade de expandir o uso de ferramentas e tecnologias educacionais a serviço do processo de ensino-aprendizagem.

 

“Educação é prioridade do Estado. Queremos superar os obstáculos impostos na aprendizagem dos estudantes, e, por meio dessa iniciativa, o Paraná vai avançar nessa área”, disse. Ratinho Junior destacou, ainda, que parte do recurso será destinado para fortalecer a Educação Profissional. “Dobraremos o número de vagas ofertadas no ensino profissionalizante da rede estadual, contribuindo para a qualificação profissional desses alunos”, afirmou.

 

Os investimentos, segundo o secretário de Estado da Educação e do Esporte (Seed), Renato Feder, também visam a reforma e ampliação de escolas já existentes, construindo unidades escolares de referência, com foco na expansão da Educação Profissional. “Com esse aporte financeiro, passaremos por uma transformação no setor. Vamos oferecer preparação e atualização para um ensino moderno, que realmente prepare os jovens paranaenses para o futuro”, disse.

 

PROPOSTA PEDAGÓGICA – A Secretaria atualizará a proposta pedagógica do Ensino Médio e aperfeiçoará ferramentas tecnológicas nas salas de aulas. Para isso, há previsão de reformulação de materiais didáticos e cursos de aperfeiçoamento para professores, com foco em habilidades digitais e socioambientais.

 

O Estado vai adquirir e entregar para as instituições de ensino 6 mil kits de robótica, que oferecem a alunos conteúdos de automação, conceitos de IoT (internet das coisas) e domótica – área relativa à integração de mecanismos tecnológicos em uma residência -, além de 30 mil equipamentos de informática, como computadores, roteadores de WI-FI e aparelhos de reconhecimento facial para as escolas.

 

Essas aquisições já acontecem neste segundo semestre como contrapartida do Estado.

 

ENSINO PROFISSIONALIZANTE – O governo estadual pretende, nos próximos quatro anos, aumentar de 70 mil para 110 mil matrículas no ensino profissionalizante (podendo chegar a 150 mil). Dessa forma, a Secretaria da Educação planeja que um em cada três estudantes de Ensino Médio estejam matriculados na educação profissional.

 

Será priorizado o aumento de vagas nos cursos de Administração, Educação Agrícola, Agronegócio, Auxiliar de Enfermagem e Magistério. Além disso, o Estado criará um novo curso, o de Desenvolvimento de Sistemas, com foco em programação.


REFORMA DE ESCOLAS
– O Programa Educação para o Futuro também prevê a reforma de pelo menos 150 escolas e a construção de cinco centros modelo de educação para o futuro, que oferecerão ensino integral. No contraturno, os estudantes terão reforço educacional. As cinco novas unidades educacionais vão atender ao menos 1,5 mil alunos cada. Segundo a Seed, já foram pré-definidos 14 cidades que poderão receber os centros.


MELHORIAS NA GESTÃO
– Além de melhorias administrativas, o projeto visa aumentar a eficiência, observando novas propostas educativas. Os sistemas de gestão da Rede Estadual de Ensino deverão ser atualizados e integrados. A Secretaria também vai avaliar rotineiramente o impacto das ações implementadas e poderá contar com consultoria de auditoria externa.

 

 

 

Com novo cenário da pandemia, ensino presencial passa a ser prioridade no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde publicou nesta quinta-feira (23) a resolução nº 860/2021, que dispõe sobre novas medidas de prevenção, monitoramento e controle da Covid-19 nas instituições de ensino públicas e privadas do Estado do Paraná.

 

A nova resolução altera a anterior que regulava a questão (nº 0735/2021) e prioriza o retorno presencial às atividades de ensino. A garantia da oferta da modalidade online (remota) fica mantida para os estudantes que estiverem em isolamento ou quarentena para Covid-19, bem como para aqueles com comorbidade, ou a critério médico, sem prejuízo do seu aprendizado.

 

A capacidade máxima dos espaços segue com a necessidade de respeitar o distanciamento físico de um metro entre as pessoas.

 

A adoção e o cumprimento das medidas de prevenção e controle para Covid-19 são de responsabilidade das instituições de ensino, alunos, pais, colaboradores e todos aqueles que frequentam estes locais.

 

A alteração ocorre na semana em que o Paraná anunciou o início da imunização em adolescentes. Nesta quinta, o Ministério da Saúde garantiu o envio de 99.450 doses da Pfizer/Comirnaty ao Paraná para a vacinação de adolescentes com comorbidades e deficiência permanente. Os imunizantes chegarão em dois voos no final da tarde desta sexta-feira (24).

 

O cenário da pandemia também é outro, com ocupação estável de leitos de UTI e enfermaria e queda na média móvel de casos (55%) e óbitos (45%).

 

REDE ESTADUAL – Com a nova resolução, a Rede Estadual de Ensino irá atender os estudantes essencialmente de forma presencial, encerrando as aulas online (por Meet), que só serão mantidas para os casos elencados na Resolução: alunos com comorbidade, a critério médico ou que estejam em isolamento.

 

Outra exceção que está mantida para a modalidade remota são turmas em colégios onde existe o revezamento pela necessidade do distanciamento. Ou seja, optar pelo ensino remoto não será mais uma opção dos responsáveis pelas crianças e adolescentes.

 

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, as escolas da rede pública vão ter uma semana para se adaptarem à nova determinação e informarem aos pais e responsáveis que ainda estão com os filhos em casa. Atualmente, mais da metade da rede de pouco mais de um milhão de alunos já frequenta presencialmente as aulas.

 

As demais medidas essenciais do protocolo de biossegurança continuam válidas para toda a rede, como vem acontecendo desde o retorno presencial gradual, em maio: obrigatoriedade do uso de máscaras; adoção do distanciamento físico entre pessoas; não compartilhamento de objetos e utensílios pessoais; a limpeza e desinfecção do ambiente e superfícies, entre outros. (Com AEN)

 

 

 

Paraná abre cadastro do Renda Emergencial para trabalhadores do setor cultural

A Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura, por meio da Superintendência-Geral da Cultura, abriu nesta quinta-feira (23) o cadastramento para trabalhadores e trabalhadoras da área no programa de Renda Emergencial, com recursos da Lei Federal Aldir Blanc. O dinheiro será transferido em cinco parcelas de R$ 600, sendo que mulheres provedoras de famílias monoparentais terão o direito de receber duas cotas, ou seja, cinco parcelas de R$ 1.200. O prazo para o cadastramento vai até 8 de outubro.

 

A Renda Emergencial beneficia trabalhadores de cultura que participam da cadeia produtiva dos segmentos artístico e cultural e tiveram suas atividades interrompidas em decorrência da pandemia. O cadastramento deve ser feito exclusivamente por meio do Formulário de Solicitação do Auxílio da Renda Emergencial Mensal neste SITE.

 

"Essa é mais uma forma do trabalhador e da trabalhadora de cultura terem acesso aos recursos emergenciais da Lei Aldir Blanc. O acesso é simples, com exigência mínima de documentos. Queremos que o programa chegue a quem realmente precisa, então pedimos para que todos do setor cultural nos ajudem a divulgar e fazer a Renda Emergencial chegar a mais pessoas", afirma a superintendente-geral da Cultura, Luciana Casagrande Pereira.

 

Podem se cadastrar pessoas físicas, maiores de 18 anos, que atuaram social ou profissionalmente na cadeia produtiva dos segmentos artístico e cultural nos meses imediatamente anteriores a 29 de junho de 2020, data da publicação da Lei Aldir Blanc.

 

Não será possível o cadastramento de pessoas que receberam a Renda Emergencial em 2020. Porém, os inscritos no Programa de Bolsa Qualificação podem receber a Renda Emergencial.

 

Além de documento com foto e comprovante de residência ou declaração de corresidência, o postulante deve preencher uma autodeclaração com seus dados no ato do cadastro.

 

O recebimento da renda emergencial está limitado a dois integrantes da mesma unidade familiar. O pagamento será feito nos meses de novembro e dezembro em conta-corrente ou conta digital em nome do cadastrado. Não serão efetuados pagamentos via Pix, conta conjunta ou conta-poupança.

 

VALOR – O valor destinado ao pagamento da Renda Emergencial Mensal no ano de 2021 é de R$ 3 milhões, conforme deliberação do Conselho Estadual de Cultura (Consec). Além da Renda Emergencial, a SECC está oferecendo 12 mil vagas para o Programa de Bolsa Qualificação e segue lançando editais de apoio ao setor cultural, com recursos da Lei Aldir Blanc.

 

Os interessados podem acompanhar o cronograma da Renda Emergencial pelas redes sociais Cultura Paraná e por meio dos sites comunicacao.pr.gov.br ou leialdirblanc.pr.gov.br.

 

Dúvidas e pedidos de informação podem ser enviados para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

LEI ALDIR BLANC – É como ficou denominada a Lei nº 14.017, de 29 de junho de 2020, elaborada pelo Congresso Nacional com a finalidade de atender ao setor cultural do Brasil, um dos mais afetados com as medidas de isolamento para conter a pandemia, destinando para tal o valor de R$ 3 bilhões. Em 2021, a Lei foi prorrogada, estendendo a possibilidade de estados e municípios façam a utilização dos recursos em prol do setor cultural. (Com AEN)

 

 

 

Ministério confirma 99 mil doses para adolescentes com comorbidades; lote chega na sexta

O Ministério da Saúde garantiu nesta quinta-feira (23) o envio de 99.450 doses da Pfizer/Comirnaty ao Paraná para a vacinação de adolescentes com comorbidades e deficiência permanente. Os imunizantes chegarão em dois voos no final da tarde desta sexta-feira (24) – às 18h40 (voo G31124) e 19h10 (LA 4721). Este é o primeiro lote carimbado após o anúncio do governo federal de início da cobertura definitiva sobre os jovens com e sem comorbidades.

 

A confirmação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério, Rodrigo Cruz, à comitiva da Secretaria de Estado da Saúde que esteve em Brasília para tratar do assunto.

 

A pasta federal incluiu os adolescentes sem comorbidades no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e projeta uma pauta específica de doses nos próximos dias. O secretário-executivo disse que deve o País receber cerca de 100 milhões de doses da Pfizer até o final do ano, o que garantirá a cobertura integral dos adolescentes no Estado, ao menos com a primeira dose, até dezembro.

 

Na prática, o Paraná já havia anunciado o início da vacinação dos adolescentes com comorbidades, considerando o remanejo da reserva técnica do imunizante pelos municípios, e a liberação da aplicação nos adolescentes em geral de forma escalonada. Agora há um lote específico para esse público.

 

"O Paraná sempre teve uma posição muito clara sobre a vacinação dos adolescentes, de que todos devem ser imunizados, não apenas aqueles com comorbidades ou deficiência. Por isso estamos dialogando com muito respeito com o Ministério da Saúde para que possamos acelerar a campanha e também garantir a cobertura vacinal de todos os paranaenses, inclusive com a segunda dose e dose de reforço. Os adolescentes sem comorbidades agora foram incluídos, mostrando que estamos no caminho certo", afirmou o secretário de Saúde, Beto Preto.

 

Segundo o Ministério, o Estado também vai receber 69.030 doses da Pfizer para reforço dos imunossuprimidos que já fecharam o esquema vacinal há mais de seis meses e 129.870 da Pfizer para D2 (nos mesmos voos de sexta)
Também serão enviadas 55.250 doses da AstraZeneca/Fiocruz para D2, com previsão de chegada às 10h05 da sexta (voo AD 4193).

 

Com todos esses lotes, desembarcarão no Paraná 353.600 doses. Elas serão enviadas para o Centro de Medicamentos do Paraná e, seguindo o regramento adotado desde o início da campanha de imunização, serão separadas para distribuição às 22 Regionais de Saúde.

 

"Por determinação do secretário Beto Preto, fomos ao Ministério da Saúde manifestar a importância de ganharmos tempo na reta final da vacinação. O Paraná abriu a imunização dos adolescentes e hoje tivemos a confirmação do envio de mais doses nos próximos dias. Isso faz com que a vacinação se efetive para concluirmos logo as primeiras etapas da campanha", disse o diretor-geral da Sesa, Nestor Werner Júnior.

 

Também participou do encontro, pelo Estado, o chefe de gabinete da Secretaria, César Neves.

 

VACINAÇÃO – O Paraná já aplicou 12.591.699 doses contra a Covid-19, sendo 7.938.292 (D1), 4.331.528 (D2) e 322.619 (DU). Ao todo 53,3% da população adulta já está totalmente imunizada e 94,7% já recebeu ao menos uma dose. Segundo o balanço nacional, 14,8 mil adolescentes de 12 a 17 anos já foram imunizados no Estado. (Com AEN)

 

 

 

Com novos centros especializados, Paraná reforça cuidados com a fauna silvestre

No Dia Mundial da Fauna e Dia da Defesa da Fauna, nesta quarta-feira (22), o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) reforçou o serviço prestado no Paraná de atendimento aos animais silvestres.

 

O secretário da pasta, Márcio Nunes, inaugurou o Centro de Triagem e Atendimento aos Animais Silvestres (Cetas) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e o Centro de Atendimento aos Animais Silvestres (Cafs) em Guarapuava, no Centro-Sul, nas dependências da Unicentro (Campus Cedeteg).

 

Em Curitiba, o secretário também visitou as dependências do Cafs Curitiba, no bairro Capão da Imbuia, onde comemorou a renovação da parceria com a prefeitura no atendimento à fauna vitimada. No zoológico da Capital, 18 pássaros das espécies pintassilgo, tico-tico, sanhaço-frade e cascais retornaram à natureza após tratamento no Centro.

 

Em reconhecimento aos serviços prestados, Nunes entregou o Selo Amigo da Fauna às instituições. “É um momento histórico. Estamos descentralizando o atendimento especializado a animais machucados ou perdidos, visando sempre a reintrodução dele à natureza", disse.

 

Quando o animal resgatado não está apto a retornar ao seu habitat, com riscos de não conseguir sobreviver sozinho, é encaminhado a um cativeiro regularizado pelo IAT.

 

“Estamos mostrando o respeito que o Governo do Paraná tem para com a vida na terra. Além de promover o desenvolvimento, o Estado também quer ser o que mais preserva e recupera o meio ambiente”, afirmou Nunes.

 

Os centros fazem parte das iniciativas Pró-Fauna da Sedest, programa que já investiu mais de R$ 1,1 milhão no atendimento à fauna silvestre vítima de atropelamento, maus-tratos, comércio ilegal, tráfico e cativeiro irregular, e que precisam de atendimento veterinário.

 

CETAS – O Centro de Triagem e Atendimento a Animais Silvestres dos Campos Gerais foi idealizado em parceria com o Instituto Klimionte Ambiental. A unidade ofertará tratamentos de maior complexidade na estrutura de 800 metros quadrados, com recintos adaptáveis, de acordo com a demanda, para aves, répteis e mamíferos.

 

Sua construção foi viabilizada com recursos de três condicionantes de licenças ambientais pelo IAT, no terreno doado pela prefeitura.

 

A manutenção com alimentos e medicamentos está enquadrada no Programa de Conversão de Multas do IAT, previsto no Termo de Cooperação Técnica nº 01/2020.

 

De acordo com o diretor-presidente do Instituto, Robson Klimionte, o Cetas também vai contribuir com pesquisas de saúde pública. “Hoje os animais que chegam aqui passam pela coleta de tecidos para a formação de um banco genético. Nossa ideia é entender a movimentação da fauna, além de realizar o tratamento. Estaremos, também, fazendo levantamento sorológico de zoonoses desses animais”, afirmou.

 

Está em fase de liberação de recursos e licitação a implantação do Cetas Litoral, nas instalações da Unespar.

 

 

CAFS – Já os Centros de Atendimento à Fauna (Cafs) fazem a recepção, triagem, atendimento médico veterinário básico e encaminhamento para que o IAT dê a destinação final aos animais, preferencialmente visando o seu retorno na natureza. Desde o início de 2019, mais de 5,6 mil animais silvestres passaram pelo Cafs Curitiba.

 

“Esse é um local de transição onde eles são tratados, cuidados e futuramente soltos na natureza”, destacou o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Marcos Traad.

 

A unidade de Guarapuava foi a quarta inaugurada no Estado, depois de Curitiba, Londrina (Cafs Unifil) e Cascavel (Cafs Univel). O coordenador do Cafs Unicentro, professor Rodrigo Antônio Martins de Souza, ressalta o benefício da estrutura também para os estudantes da universidade.

 

“Temos um serviço especializado que serve à pesquisa e ao ensino de extensão, e que se torna política pública de conservação da biodiversidade”, disse. Ele lembra que o primeiro paciente foi uma fêmea jovem de veado alvejada com um tiro no abdômen por um caçador.

 

“Com isso, percebeu-se que aqui na região esse atendimento era essencial e agora ele é reconhecido, dentro da parceria com o IAT, como um serviço oficial do sistema de proteção à fauna silvestre do Estado do Paraná”, completou.

 

A unidade tem, atualmente, 45 animais em atendimento, sendo sete mamíferos, cinco répteis e 33 aves.

 

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Outros dois Cafs estão prontos para serem inaugurados: um em Maringá, na sede da Unicesumar, e outro em Mauá da Serra, no Instituto Monte Sinai.

 

Estão em processo de instalação o Cafs de Cornélio Procópio, em parceria com a prefeitura e o Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem; o Cafs de Toledo, em parceria com a Universidade Federal do Paraná; e em Foz do Iguaçu, juntamente com o Instituto Aves da Mata Atlântica. (Com AEN)

 

 

 

14 municípios paranaenses ultrapassam R$ 1 bilhão em Valor Bruto da Produção Agropecuária

O relatório final do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2020, divulgado nesta quarta-feira (22) pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), mostra que a produção no campo paranaense foi de R$ 128,273 bilhões, estabelecendo mais um recorde, com crescimento real de 21% em relação a 2019.

 

Além disso, 14 municípios alcançaram valores superiores a R$ 1 bilhão, realçando a força das atividades agropecuárias. No VBP anterior, nove municípios haviam ultrapassado esse volume, cinco a mais do que em 2018.

 

Os novos municípios bilionários são Tibagi (R$ 1,26 bilhão), Carambeí (R$ 1,17 bilhão), São Miguel do Iguaçu (R$ 1,16 bilhão), Nova Aurora (R$ 1,08 bilhão) e Piraí do Sul (R$ 1,02 bilhão). Eles se juntam a Toledo (R$ 3,48 bilhões), Cascavel (R$ 2,27 bilhões), Castro (R$ 2,26 bilhões), Guarapuava (R$ 1,60 bilhão), Marechal Cândido Rondon (R$ 1,47 bilhão), Santa Helena (R$ 1,35 bilhão), Assis Chateaubriand (R$ 1,34 bilhão), Dois Vizinhos (R$ 1,34 bilhão) e Palotina (R$ 1,32 bilhão).

 

O crescimento mais expressivo tanto em variação nominal (57%) quanto real (46%) foi observado em São Miguel do Iguaçu, que saiu de R$ 741,7 milhões em 2019 e atingiu R$ 1,16 bilhão em 2020. Piraí do Sul também se destacou com crescimento nominal de 47% e real de 36%, assim como Carambeí, que fica na mesma região dos Campos Gerais, com variação nominal de 46% e real de 36%.

 

PESQUISA AMPLA – O levantamento do VBP paranaense é um dos mais completos do País, com pesquisas semanais de preços e condições de lavoura de cerca de 350 culturas, entre elas produtos da agricultura, pecuária, piscicultura, silvicultura, extrativismo vegetal, olericultura, fruticultura, plantas aromáticas e ornamentais. Como comparativo, o VBP nacional tem como base dados da produção e preço médio de comercialização de 26 culturas, levantados pela Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab).

 

“O VBP tem uma função muito importante tanto como panorama global das atividades agropecuárias no Estado e do faturamento bruto da comercialização da safra quanto para o fortalecimento dos municípios”, enfatizou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. O índice é utilizado para compor o Fundo de Participação dos Municípios, representando 8% da cota-parte do ICMS destinada a eles.

 

“No ano passado e ainda agora convivemos com condições climáticas não tão favoráveis, que se aliam às restrições provocadas pela pandemia, mas, mesmo assim, temos uma prova de que os agricultores e pecuaristas paranaenses não pararam e, mais uma vez, a produção, de forma geral, foi bastante razoável”, reforçou Ortigara. “De outro lado, os preços tiveram evolução expressiva, proporcionando renda para os produtores e enriquecimento para os municípios”.

 

Para o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Salatiel Turra, o VBP mostra todas as potencialidades do agronegócio paranaense. “É possível perceber, dada a evolução dos últimos anos, que a produção e a produtividade estão aumentando graças aos pacotes tecnológicos, à assistência técnica cada vez mais especializada e à atenção para com a atividade por parte do produtor rural”, afirmou.

 

PECUÁRIA – Pelo segundo ano consecutivo, a receita bruta estimada da pecuária é destaque no VBP paranaense. O montante de R$ 63,65 bilhões representa aumento nominal de 31% e real de 21% em relação ao valor anterior. Com esse volume, o segmento representa 50% do Valor Bruto da Produção Agropecuária paranaense.

 

Em Dois Vizinhos, por exemplo, a pecuária é responsável por 87% de todo o VBP municipal. Em Santa Helena, o percentual chegou a 84,7%, enquanto em Toledo representa 80,8%.

 

“A alta nas cotações dos produtos da bovinocultura contribuiu para o aumento dos preços médios de outras proteínas, em razão do efeito substituição, circunstância que, aliada à expansão do volume de abates, auxiliou no excelente desempenho do segmento”, disse a técnica do Deral responsável pelo levantamento do VBP, Larissa Nahirny.

 

AGRICULTURA – Ainda que se mantenha atrás da pecuária em valor, com participação de 40% no total do VBP, o grupo dos grãos e grandes culturas foi o que apresentou maior evolução em relação a 2019, com aumento nominal de 41% e real de 31%. O ano de 2020 rendeu aos produtores de grãos paranaenses R$ 54,33 bilhões. O destaque é para a produção recorde de 20,9 milhões de toneladas de soja e para os bons preços conseguidos pelos produtores.

 

Isso compensou as perdas da cultura do milho, provocadas pela estiagem. Mas, mesmo com redução em 6% na produção, o preço teve valorização e repercutiu favoravelmente no Valor Bruto da Produção Agropecuária. Em termos de preço, o trigo foi o que mais remunerou os produtores.

 

“Ao observar a série histórica, em todas as ocasiões em que o aumento real do VBP superou a casa dos 20%, o expressivo crescimento esteve correlacionado à recuperação da safra de soja”, afirmou Larissa. “Esse incremento ocorreu em virtude tanto do maior faturamento do principal produto agrícola, como do efeito da valorização do seu preço em outras culturas.”

 

No segmento de madeira, que participa com 3,32% do VBP, o que se observou foi uma redução real de 9% na receita bruta estimada, caindo de R$ 4,3 bilhões para R$ 4,2 bilhões. Consequência, sobretudo, do fato de os preços médios de comercialização não apresentarem aumento real.

 

As hortaliças também apresentaram grande retração, com perda real de 22% em relação aos R$ 4,6 bilhões de 2019, chegando a R$ 3,9 bilhões em 2020. As frutas elevaram em 8%, fechando com R$ 1,9 bilhão, enquanto o setor de flores e plantas ornamentais reduziu 6% e valor de R$ 171,59 milhões.

 

REGIÕES – Considerando o percentual de crescimento de 2019 para 2020, as regiões Noroeste e Centro-Oeste apresentaram os maiores índices: 26% em termos reais. Em valor, o Noroeste ocupa a quarta posição, com R$ 12,40 bilhões, enquanto o Centro-Oeste aparece em sétimo, com R$ 8,82 bilhões. A liderança em volume é do Oeste, com R$ 30,03 bilhões e crescimento real de 22%.

 

Todas as regiões do Estado apresentaram crescimento nominal e real positivos. O Norte é a segunda colocada em valor bruto agropecuário, com R$ 17,99 bilhões (25% de aumento real em relação a 2019). Na terceira colocação fica o Sudoeste, com R$ 16,25 bilhões (crescimento de 24%). A região dos Campos Gerais está na quinta posição, com valor de R$ 10,63 bilhões e crescimento real de 23%.

 

O Norte Pioneiro é o sexto colocado, com volume de R$ 9,89 bilhões e aumento de 20% em relação a 2019. Nos últimos lugares em valor bruto agropecuário estão o Centro-Sul, com R$ 8,42 bilhões (aumento real de 20%), Sudeste, com R$ 7,66 bilhões (mais 12%) e Região Metropolitana de Curitiba, com R$ 6,12 bilhões (crescimento real de 1%). (Com AEN)