A Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), em parceria com a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e o Centro Estadual de Estudos e Pesquisas sobre Desastres, abriu inscrições para o curso “Intervenção e Gestão em Desastres”. O lançamento oficial e a primeira etapa da capacitação ocorre na próxima terça-feira (10), às 9 horas, no Teatro Guaíra, em Curitiba.
A iniciativa tem como objetivo capacitar gestores e técnicos municipais para atuar de forma integrada, eficiente e legalmente fundamentada no fluxo de atendimento da Defesa Civil e da Política de Assistência Social em situações de emergência e calamidade pública no Estado do Paraná.
A capacitação é considerada estratégica diante de eventos climáticos como enchentes, estiagens, deslizamentos e vendavais, e que exigem respostas rápidas, articuladas e juridicamente seguras por parte dos municípios. Trata-se de uma formação oficial voltada ao fortalecimento da resposta municipal em cenários de crise.
Entre os objetivos estão a compreensão da legislação estadual aplicável, o conhecimento dos fluxos operacionais da Defesa Civil, a orientação sobre acesso e utilização correta de recursos, o fortalecimento da articulação intersetorial e a qualificação da organização preventiva, incluindo CadÚnico e mapeamento territorial. O curso também pretende apoiar o desenvolvimento de protocolos de acionamento e contribuir para a redução de erros administrativos e riscos de responsabilização.
A formação é direcionada a representantes municipais que atuam em situações de emergência, como integrantes da Defesa Civil municipal, gestores e técnicos da Assistência Social e conselheiros do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), preferencialmente representantes da sociedade civil.
“A participação ativa da assistência social neste curso é fundamental para garantir que o atendimento às famílias atingidas ocorra de forma organizada, humanizada e juridicamente segura. Ao integrar a política de assistência ao fluxo da Defesa Civil, fortalecemos a atuação conjunta dos municípios e asseguramos respostas mais eficientes e articuladas em situações de emergência e calamidade pública”, afirmou o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.
Para o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, a parceria é necessária. “A articulação entre a Defesa Civil e a assistência social dos municípios, tanto na parte da preparação quanto no atendimento aos desastres são fundamentais para garantir a melhor resposta à população. Por isso, esse fluxo de integração vai ser essencial para o Paraná estar mais um passo à frente na gestão dos riscos e no cuidado com os paranaenses”, avalia.
INSCRIÇÕES – Para realizar a inscrição, os interessados devem acessar este site e clicar no ícone “Intervenção e Gestão em Desastres”. O participante será direcionado à área da Escola de Gestão do Paraná, onde deverá fazer login utilizando o CPF e a senha pessoal.
O conteúdo didático completo estará disponível em breve na plataforma, mas na aba “Apresentação” já constam informações importantes para familiarização com o ambiente virtual. Os módulos serão liberados gradualmente, à medida que o participante obtiver pelo menos 70% de aproveitamento no questionário do módulo anterior.
Antes de iniciar o curso, é fundamental verificar se o nome está cadastrado corretamente na plataforma. Para isso, basta clicar no nome no canto superior direito, acessar a opção “Ver perfil”, depois “Modificar perfil”, realizar as alterações necessárias e, ao final, clicar em “Atualizar perfil”. O certificado será emitido exatamente conforme os dados cadastrados.
Dúvidas relacionadas aos conteúdos didáticos e aos questionários devem ser encaminhadas aos tutores por meio dos fóruns disponíveis em cada módulo. Já as questões técnicas, como esquecimento de senha, dificuldade de login ou problemas com vídeos e conteúdos, podem ser resolvidas com a equipe técnica pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (41) 3281-2512.
FORMAÇÃO – O curso será ofertado na modalidade híbrida, com carga horária total de 46 horas e duração de seis meses. A programação inclui abertura presencial estadual com oito horas, etapa online composta por seis módulos que somam 30 horas, e encerramento presencial regionalizado, também com oito horas.
O conteúdo programático contempla o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil do Paraná, a legislação e as normativas aplicadas às emergências, o fluxo operacional da Defesa Civil no Estado, a atuação da Assistência Social em situações emergenciais, a organização preventiva municipal e a articulação institucional com definição de protocolo de acionamento.
POr - AEN
Paraná possui mais de 2 milhões de pessoas idosas, o que representa 17,6% da população, cenário que exige planejamento permanente e monitoramento contínuo. Embora quedas possam ocorrer em qualquer idade, seus impactos na população acima de 60 anos são desproporcionalmente graves, levando a fraturas, perda de autonomia e complicações graves. Diante deste cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para a conscientização e prevenção de quedas em idosos e destaca que a maioria desses acidentes podem ser evitados com medidas simples.
Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), o Paraná registrou ano passado 13.077 internações de idosos por quedas, com uma prevalência maior entre as mulheres, que somaram 8.021 registros contra 5.056 de homens. A gravidade dos acidentes se reflete no número de mortes, que aumenta progressivamente com a idade. No mesmo ano, foram 412 óbitos, sendo 226 deles na faixa etária com mais de 80 anos, que também concentra a maior taxa de quedas do último ano, chegando a representar 50% dos casos.
As quedas de idosos raramente são eventos isolados, estando frequentemente associadas a um declínio funcional gradual, que inclui a perda de força muscular, alterações de equilíbrio e o uso de múltiplos medicamentos. Fatores ambientais, como tapetes soltos, iluminação inadequada e falta de barras de apoio, também desempenham um papel crucial, especialmente dentro de casa, onde a maioria dos acidentes ocorrem.
Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, os dados mostram que as quedas não podem ser tratadas como acidentes isolados, mas sim como um evento comum e, muitas vezes, evitável. Ele ressalta a importância de uma abordagem coletiva para o problema.
“É uma questão de saúde pública com impacto direto na qualidade de vida, na independência e na sobrecarga dos serviços de saúde. A prevenção de quedas é um cuidado coletivo que envolve toda a sociedade incluindo familiares, cuidadores, profissionais de saúde, gestores públicos e as próprias pessoas idosas. Todos têm um papel na construção de um envelhecimento mais seguro e saudável”, afirmou.
REFERÊNCIA NO ATENDIMENTO – O Hospital do Trabalhador (HT), em Curitiba, é referência no atendimento a traumas no Paraná e recebe diariamente pacientes idosos vítimas de quedas. O hospital possui um protocolo específico e rigoroso para agilizar o atendimento de idosos com fraturas deste tipo e o objetivo de realizar a cirurgia em até 48 horas, o que aumenta significativamente a sobrevida do paciente. Situações específicas, incluindo pacientes sob uso contínuo de medicamentos, como anticoagulantes, por exemplo, podem ter que aguardar um prazo maior para a realização do procedimento.
Quando um idoso chega ao pronto-socorro do HT com histórico de queda e suspeita de fratura, a equipe faz uma avaliação rápida, confirmado o diagnóstico com raio-X, e começa a contagem do tempo de otimização para a cirurgia. O paciente passa por avaliação clínica, avaliação anestésica e exames pré-operatórios, tudo para que a cirurgia aconteça no menor tempo possível.
De acordo com o médico ortopedista, especialista em cirurgia do quadril do HT e gerente técnico do Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier (CHR), Bruno Schuta Bodanese, a agilidade no atendimento é fundamental para evitar complicações. “A partir de 48 horas, o efeito na mortalidade aumenta. O pós-operatório, normalmente, é na UTI, justamente pela idade e pela gravidade do trauma cirúrgico. Porém, no dia seguinte da cirurgia, o paciente já senta, já começa a fazer exercício e a andar”, explicou o especialista.
Um diferencial importante do HT é a integração com o CHR, que faz parte do Complexo do Hospital do Trabalhador. Todos os pacientes que realizam a cirurgia de quadril são encaminhados para acompanhamento em fisioterapia após deixar o hospital. O tempo de recuperação varia de acordo com o estado clínico de cada paciente, mas geralmente dura de três a seis meses. “Nós acionamos em 100% dos casos o Centro de Reabilitação. O paciente sai de alta aqui do Trabalhador, já com a fisioterapia agendada para ter uma reabilitação mais adequada, um fluxo melhor, tudo isso de uma forma mais direcionada”, explicou Bodanese.
OSTEOPOROSE – Um fator agravante frequentemente subdiagnosticado é a osteoporose, uma doença silenciosa que se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos frágeis e suscetíveis a fraturas. Uma estimativa do Ministério da Saúde aponta que 50% das mulheres e 20% dos homens com 50 anos ou mais sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida. Em um idoso com osteoporose, uma queda que poderia resultar em apenas um hematoma pode levar a uma fratura grave, como a de fêmur, que tem altas taxas de mortalidade e perda de independência.
PREVENÇÃO – As estratégias de prevenção são multifatoriais e incluem desde a prática regular de exercícios físicos para fortalecimento muscular e ósseo até a revisão periódica de medicamentos. Para combater a fragilidade óssea, a recomendação é manter uma dieta rica em cálcio e a exposição solar moderada para produção de vitamina D.
Ainda sobre prevenção, o SUS disponibiliza medicamentos para tratamento da osteoporose e acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). No último ano, o Paraná registrou crescimento de 165,54% no número de pessoas idosas avaliadas pelas equipes de saúde.
Em casa, a adaptação do imóvel com a instalação de barras de apoio, a melhora da iluminação, remoção de obstáculos, tapetes e pantufas escorregadias também são recomendadas para evitar quedas.
LINHA DE CUIDADO AO IDOSO – O esforço para reduzir a incidência de quedas é contínuo e também envolve a capacitação de profissionais de saúde, a realização de campanhas de conscientização e a promoção de um envelhecimento ativo e saudável.
Para a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a capacitação de profissionais e materiais de apoio são referências para orientação de famílias, profissionais e cuidadores.
“O projeto Envelhecer com Saúde no Paraná norteia nossos trabalhos, ações e iniciativas voltadas à população idosa no Estado. Mantemos um olhar atento a esse público e sabemos da importância de aprimorar continuamente nossas políticas públicas para garantir um envelhecimento com dignidade e segurança”, explicou a diretora.
A Sesa tem investido em políticas públicas robustas, como o projeto Envelhecer com Saúde no Paraná. Uma das principais ferramentas dessa iniciativa é o Manual de Prevenção de Quedas para Idosos, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O material oferece orientações práticas para adaptar o ambiente doméstico e adotar comportamentos seguros, servindo como um guia para idosos, familiares e cuidadores.
Por - AEN
As pré-inscrições para os exames de certificação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) - etapa Ensino Fundamental II - vão até esta sexta-feira (6). Ofertada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), a oportunidade é válida para pessoas com 15 anos de idade ou mais, que desejam obter o certificado de conclusão da etapa de ensino.
Para se inscrever, o candidato deve comparecer a qualquer instituição de ensino da rede estadual e apresentar original e fotocópia de documento oficial de identificação - carteira de identidade, passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), certificado de reservista ou Carteira de Trabalho e Previdência Social, por exemplo.
A partir da próxima segunda-feira (9), os pré-inscritos passarão por triagem para análise da adequação aos critérios do edital, como idade mínima, documentação obrigatória e disponibilidade de vagas. Os resultados preliminares da seleção serão divulgados na terça-feira (10) e o período para interposição de recursos estará aberto até quinta-feira (12). Entre 13 e 23 de março, as inscrições deverão ser efetivadas no Sistema de Exames da Seed-PR.
Os exames serão aplicados em três etapas, entre 26 e 30 de março, na mesma instituição de ensino onde o candidato se inscreveu. A avaliação pode ser feita nas modalidades on-line ou impressa, sempre de forma presencial - na opção on-line, o exame é aplicado no computador da escola. A divulgação do resultado está prevista para 15 de abril.
Já entre 4 e 8 de maio, terá início o processo de pré-inscrição para os exames de certificação do Ensino Médio, voltados a candidatos com 18 anos de idade ou mais. Mais informações sobre os exames estaduais da EJA em 2026 estão disponíveis no Edital n° 13/2026 - GS/Seed.
OPORTUNIDADE - Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a oferta da EJA e a realização dos exames de certificação representam uma oportunidade para os paranaenses que não concluíram a Educação Básica na idade regular. “A Educação de Jovens e Adultos é uma importante ferramenta de promoção da igualdade e da justiça social, que nos permite superar defasagens e garantir o direito universal de acesso à educação. Aos paranaenses que não concluíram as etapas de ensino na idade certa, não percam essa oportunidade de investir na sua educação e no seu futuro”, afirmou.
No Paraná, além da promoção dos exames de certificação, as aulas da EJA são ofertadas gratuitamente pelo Governo do Estado, tanto de forma presencial quanto híbrida, para cerca de 38 mil estudantes. Ao todo, 214 instituições de ensino estaduais ofertam a modalidade, incluindo Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebjas) e escolas regulares da rede estadual.
A modalidade propicia a conclusão dos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), para pessoas a partir de 15 anos, e do Ensino Médio, para quem tem mais de 18 anos.
A partir de 2010, com a instauração da Instrução n° 017/2010 da Seed-PR, a EJA passou a ser implementada também por meio da Ação Pedagógica Descentralizada (APED) em quase todos os municípios paranaenses.
As turmas de EJA são organizadas semestralmente. Entretanto, as matrículas podem ser feitas durante todo o ano. Os interessados podem consultar as instituições ofertantes da modalidade no site da Seed-PR.
por - AEN
O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta quarta-feira (4) o balanço das ações de fiscalização realizadas durante o defeso da Piracema, período de restrição à pesca de espécies nativas para preservar a reprodução dos peixes, que se deu entre 1º de novembro e 28 de fevereiro. Foram seis forças-tarefas planejadas pela Gerência de Monitoramento e Fiscalização (GEMF) e pelo Coordenador do Grupo de Operações Ambientais (GOA) do órgão ambiental neste intervalo, com apreensão de 222 quilos de peixe, emissão de 20 Autos de Infração Ambiental (AIA) e aplicação de R$ 169.262,00 em multas.
“Neste ano, as ações envolveram 25 fiscais de diferentes regionais do IAT, atuando tanto em embarcações quanto em vistorias por terra. Tivemos resultados positivos, com uma grande quantidade de peixes e equipamentos apreendidos”, explica o coordenador de Fiscalização das Operações de Força-Tarefa e chefe do Escritório Regional de Maringá, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto.
As operações ocorreram em 17 corpos hídricos de 41 municípios do Paraná. Ao todo, durante o período foram abordadas 554 embarcações de pescadores para verificar o porte da carteira de pescador amador, peixes capturados e petrechos utilizados, resultando na captura de diversos equipamentos de pesca.
Foram apreendidos 19.510 metros de redes de malhas diversas; nove tarrafas; 2.150 metros de cordas com espinheis; 429 varas telescópicas e caniços com carretilha e molinete; 29 caixas e bolsas com petrechos e materiais de pesca; 251 boias loucas; 21 ganchos; 16 fisgas de aço; 44 covos; sete motores de popa e elétrico; duas baterias; 10 setas (estilingue) com fisga de aço para pesca; e 452 anzóis de galho.
Além da apreensão de equipamentos, os agentes reforçaram orientações das legislações de pesca, principalmente aquelas relacionadas ao período da Piracema. Também foram vistoriados e fiscalizadas revendas de iscas vivas e estabelecimentos que comercializam peixes.
A restrição da pesca durante o defeso é determinada pelo IAT há mais de 15 anos, em cumprimento à Instrução Normativa nº 25/2009 do Ibama e à Portaria IAT nº 377/2022. Considerando o comportamento migratório e de reprodução das espécies nativas, a pesca é proibida na bacia hidrográfica do Rio Paraná – que compreende o rio principal, seus formadores, afluentes, lagos, lagoas marginais, reservatórios e demais coleções de água inseridas na bacia de contribuição do rio.
A pesca já voltou a ser permitida, seguindo a legislação ambiental. No entanto, o gerente de Monitoramento e Fiscalização do Instituto, Álvaro Cesar de Goes, ressalta que o órgão permanece vigilante no combate à pesca predatória no Estado, seguindo a Instrução Normativa do Ibama e a nova Portaria do IAT nº. 650 de 27 de outubro de 2025, que estabeleceu normas, delimitou locais, formas e quantidade para captura e estoque de peixes oriundos da pesca amadora e profissional nas Bacias Hidrográficas interiores do Estado do Paraná.
“Mesmo com o fim do período da Piracema, nós vamos manter uma fiscalização rígida e eficiente nos rios de domínio do Paraná, com o objetivo de coibir possíveis práticas ilegais que possam vir a acontecer em desrespeito às legislações vigentes estabelecidas”, afirma Goes.
SANÇÕES – Além das seis forças-tarefa, equipes do IAT e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) realizaram fiscalizações de rotina durante todo o período da Piracema. A lei de crimes ambientais define multas a partir de R$ 1,2 mil por pescador, acrescidos de R$ 100 a cada material proibido apreendido e mais R$ 20 por quilo pescado.
MUNICÍPIOS FISCALIZADOS – Os 41 municípios fiscalizados durante as operações do GOA no período de Piracema foram: Ortigueira. Telêmaco Borba, Curiúva, Alto Alegre do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Nova Prata do Iguaçu, Três Barras do Paraná, São Roque, Cruzeiro do Iguaçu, Boa Esperança do Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Rancho Alegre, Sertaneja, Leópolis, Santa Mariana, Itamaracá, Bandeirantes, Sapopema, Cambará, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Missal, Itaipulândia, Santa Helena, Entre Rio do Oeste, Pato Bragado, Itaguajé, Santa Inês, Jardim Olinda, Terra Rica, Diamante do Norte, Marilena, São Pedro do Paraná, Porto Rico, Querência no Norte, Paraíso do Norte, São Carlos do Ivaí, Icaraíma, Ivaté e Cidade Gaúcha.
Já os corpos hídricos fiscalizados foram: os rios Tibagi, Cinzas, Laranjinha, Iguaçu, São Francisco, São Francisco Falso, Paranapanema, Ocoí e Ivaí, os lagos de Itaipu e da Usina Hidrelétrica de Rosana, e os reservatórios de Mauá da Serra e afluentes, das Usinas Hidrelétricas de Foz do Chopim e Salto Caxias e das barragens Capivara e Canos I e II.
Por - AEN
Para muitas famílias, a primeira suspeita de atraso no desenvolvimento infantil surge ainda nos primeiros anos de vida e é na Unidade Básica de Saúde (UBS) que na maioria das vezes ocorre o primeiro atendimento. Ter um profissional preparado para escutar, orientar e encaminhar corretamente pode fazer diferença no tempo e na qualidade do cuidado.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), tem aplicado recursos na qualificação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) para o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A proposta é fortalecer quem está na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a capacidade da rede de identificar sinais precoces no neurodesenvolvimento e orientar as famílias de forma mais segura e eficaz.
Entre 2018 e 2025, o Estado investiu R$ 3,3 milhões em capacitações específicas na área, contemplando 670 profissionais no período. A formação é desenvolvida pela Escola de Saúde Pública do Paraná, com parceria técnica do Scott Center for Autism Treatment, vinculado ao Florida Institute of Technology, referência no tema.
Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o investimento na base do sistema é estratégico. “A Atenção Primária é o primeiro contato da família com o serviço de saúde. Quando qualificamos esses profissionais, estamos garantindo que o cuidado comece no tempo certo e com responsabilidade técnica. Esse investimento fortalece a rede e dá mais segurança para pais e mães que buscam apoio no SUS”, afirma o secretário.
“Ao transformar a capacitação em política permanente, o Paraná consolida uma rede pública mais preparada para acolher, orientar e acompanhar pessoas com TEA desde os primeiros sinais, reforçando o compromisso do Estado com um atendimento estruturado e humanizado”, completa.
MULTIPROFISSIONAL - As iniciativas de capacitação multiprofissional sobre autismo no Paraná demonstram alcance estadual. O curso de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) envolveu profissionais de 80 municípios. Já o Curso de Aperfeiçoamento em Avaliação e Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo capacitou 326 profissionais em 140 municípios, cobrindo as 22 Regionais de Saúde. Destes, 77 municípios tiveram profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) formados neste último curso, também presentes nas 22 regionais.
A formação reúne diferentes categorias profissionais, fortalecendo o cuidado multiprofissional. No Curso de Capacitação Multiprofissional em ABA, 71% dos formados são médicos ou enfermeiros, o que reforça a qualificação das equipes que realizam o primeiro atendimento nas UBS. No Curso de Aperfeiçoamento, 42,33% são profissionais da Psicologia, 10,43% fonoaudiólogos, 7,67% enfermeiros e 6,44% médicos, além de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicopedagogos, pedagogos e outros profissionais da área da saúde e da gestão.
Ao longo dos anos, a estratégia incluiu cursos multiprofissionais, capacitações voltadas também a pais e cuidadores e, recentemente, um curso de aperfeiçoamento com aulas presenciais ministradas por docentes internacionais. Para garantir a participação das turmas, a Sesa custeou despesas como alimentação e hospedagem dos profissionais, assegurando que a formação alcançasse diferentes regiões do Estado.
Com profissionais mais preparados na Atenção Primária, parte dos casos pode ser acompanhada diretamente nas UBS, com orientação adequada e encaminhamentos mais assertivos quando necessários. Isso contribui para organizar o fluxo da rede e direcionar os serviços especializados aos atendimentos de maior complexidade.
POLÍTICA ESTADUAL - A política estadual foi consolidada com a implementação da Lei 19.584/2018 , que estabeleceu diretrizes para o atendimento às pessoas com TEA no Paraná. Na prática, a legislação deu base a uma atuação que já vinha sendo estruturada com foco na qualificação da rede pública. Além disso, a Secretaria da Saúde do Paraná publicou a Resolução nº 1681/2025, que institui o Programa Estadual de Apoio à Pessoa com Suspeita ou Diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O programa receberá aporte de R$ 43,4 milhões ao ano e, inicialmente, abrange 301 municípios e 363 equipes de atendimento que já estão aptas, conforme os termos da resolução própria da Secretaria da Saúde. Essas equipes ampliarão as ações e serviços de tratamento e reabilitação das pessoas diagnosticadas com Deficiência Intelectual e/ou TEA.
Por - AEN
Durante o ano de 2025, dois milhões de pessoas, com idade entre 20 a 59 anos, tiveram peso e altura aferidos em uma unidade de saúde da Atenção Primária à Saúde. Destes, 38,4% apresentaram obesidade, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), extraídos do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde.
A obesidade é uma doença crônica e está associada a riscos para a saúde devido à sua relação com complicações metabólicas, como aumento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de triglicerídeos sanguíneos e resistência à insulina; estado inflamatório crônico, devido à produção de citocinas pró-inflamatórias pelo tecido adiposo; danos estruturais, como sobrecarga articular e apneia do sono; e consequências psicossociais, como maior risco de depressão, baixa autoestima e isolamento social. O excesso de gordura corporal pode estar relacionado a herança genética, disfunções hormonais e fatores psiquiátricos, psicológicos, comportamentais e ambientais.
No Dia Mundial da Obesidade, lembrado neste 4 de março, a Sesa reafirma seu compromisso com a assistência baseada em evidências, com respeito às pessoas e com a transformação das narrativas que cercam a doença, visando combater o estigma que historicamente afasta os cidadãos dos serviços de saúde.
O Paraná tem apresentado um crescimento no número de atendimentos realizados para pessoas com obesidade na Atenção Primária à Saúde. Em 2025, houve um aumento histórico. Foram 225.441 atendimentos para obesidade em adultos, um aumento de 647% em relação a 2015, ano em que foram feitos 30.198 atendimentos. “O Estado preza pela saúde e bem-estar da população. Por meio de muita dedicação e esforço, chegamos a esse resultado. São mais de 225.441 atendimentos, e esse número está em constante crescimento”, diz o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
O tratamento é norteado pela Linha de Cuidado às Pessoas com Sobrepeso e Obesidade, documento estadual que estabelece diretrizes para a organização das ações e serviços, e coordenado pela Atenção Primária à Saúde, onde há o primeiro acesso para o sistema e é estratégica no manejo da obesidade, por atuar no cotidiano de vida da população.
O processo é conduzido por diversos profissionais da área da saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, profissionais de educação física, psicólogos e assistentes sociais, entre outros, que exercem um papel crucial no cuidado integral e longitudinal, com foco em intervenções de longo prazo e modificação sustentável do estilo de vida. Para qualificar ainda mais a assistência prestada, a Sesa ofertará, nos dias 24 e 25 de março, o minicurso “Manejo da Obesidade na APS: Abordagens individual e coletiva”, durante o evento Saúde em Movimento 2026. O curso será ministrado pela equipe do Grupo de Pesquisa de Intervenções em Nutrição da Universidade Federal de Minas Gerais (GIN/UFMG).
"Essa doença é progressiva, multifatorial e recidivante. Não resulta meramente de escolhas individuais, mas de uma interação complexa entre fatores biológicos, econômicos e sociais. Vivemos em um ambiente obesogênico, que estimula o consumo de alimentos ultraprocessados e impõe barreiras para a prática de atividades físicas", afirma a nutricionista e chefe da Divisão de Promoção da Alimentação Saudável e Atividade, Cristina Klobukoski.
Segundo a Sesa, considera-se que o tratamento da obesidade alcança resultado satisfatório quando há manutenção de uma perda de peso de pelo menos 10% do peso corporal inicial após um ano. No entanto, perdas mais modestas, entre 5% e 10%, já são capazes de promover impactos positivos importantes nos indicadores metabólicos e na saúde cardiovascular.
Veja orientações que podem contribuir para a manutenção de um peso saudável:
- Faça das refeições um momento de atenção e consciência: alimente-se sem pressa, mastigue adequadamente e evite distrações, percebendo os sinais de fome e saciedade.
- Não adote dietas com promessas rápidas ou extremamente restritivas.
- Dê preferência a alimentos in natura e comida de verdade
- Reduza a ingestão de itens industrializados, especialmente os ultraprocessados e aqueles com alto teor de açúcar, sal e gordura.
- Mantenha um registro alimentar.
- Incorpore a prática de atividades físicas à rotina.
- Acompanhe o peso periodicamente. Pequenas variações podem passar despercebidas, e o monitoramento ajuda a prevenir ganhos excessivos.
- Ao se alimentar fora de casa, avalie todas as opções disponíveis antes de montar o prato.
Por - AEN

























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