Semana de redução de riscos e desastres reforça cultura de prevenção nas escolas estaduais

A rede estadual de ensino do Paraná iniciou nesta quarta-feira (14) uma série de atividades interativas e educativas dedicadas à Semana de Redução de Riscos e Desastres. A programação foi elaborada a partir do Dia Internacional para Redução de Riscos e Desastres, celebrado nesta terça-feira (13). Este ano o tema escolhido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) foi “A resiliência começa em casa”.

Por meio do Programa Brigadas Escolares, promovido em parceria entre a Secretaria da Educação e a Defesa Civil Estadual, foram definidas cinco estações de trabalho com assuntos variados que abordam os desastres naturais no Brasil, ações de prevenção e monitoramento e o desafio do fenômeno El Niño. A partir destes temas os alunos vão elaborar maquetes, cartazes, rotas de fuga e simulados de abandono.

O vice-diretor do Colégio Estadual Dona Branca, em Curitiba, Renan Jesus, esteve à frente de uma dessas turmas e destacou a organização prévia para os exercícios coletivos com os estudantes. “Recebemos todo o planejamento do Programa com as estações. Hoje os professores iniciaram esses assuntos com as classes. Dessa forma, além de trabalhar o comportamento deles aqui dentro da escola, também temos a oportunidade de ampliar esse olhar para a vida lá fora”.

Para dar suporte às atividades, foram elaborados materiais pedagógicos como caderno orientativo, folder, slides e vídeos. A prática permite dinâmicas interativas sobre prevenção, mitigação e preparação frente a riscos de chuvas intensas, alagamentos, enchentes, enxurradas e tempestades.

“A prevenção também se aprende na escola. Essas atividades, que já fazem parte do calendário escolar, mobilizam nossos estudantes de forma prática e colaborativa, ajudando a reconhecer riscos e a saber como agir em situações de emergência”, afirma o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. “A cada ano, nos surpreendemos com a dedicação dos alunos nas oficinas, que levam esse aprendizado para além da sala de aula e compartilham esse conhecimento com suas famílias”, acrescenta.

Até o fim da semana as escolas vão encerrar o ciclo de exercícios com a apresentação dos resultados. O coordenador-geral do Programa Brigadas Escolares, da Defesa Civil, coronel Ivan Fernandes, diz que o Estado já desenvolve tradicionalmente essas atividades de maneira lúdica, envolvendo professores, diretores e alunos. “Temos a convicção de que ao desenvolver essa cultura cidadã da prevenção de riscos conseguimos alcançar toda a comunidade escolar”, afirma.

GUIA DE ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA O EL NIÑO - Este mês o Programa Brigadas Escolares lançou um guia prático para as escolas com orientações específicas para situações de vendaval, granizo, inundações e alagamentos (internos e externos). A medida foi adotada diante da forte influência do fenômeno El Ninõ nos meses de outubro e novembro no Sul do país.

O material vai servir como base para diretores, professores e demais colaboradores das escolas prepararem ações em resposta a possíveis eventos severos e extremos no ambiente escolar. O guia com 23 páginas pode ser baixado no site da Defesa Civil Estadual e reúne um passo a passo sobre como planejar e treinar o simulado de acordo com a situação escolhida.

Caberá à direção da instituição de ensino avaliar qual o cenário mais vulnerável para esses locais e definir qual o protocolo adotado. Também é parte essencial da preparação acompanhar a previsão do tempo, os Boletins de Gestão de Risco e os alertas emitidos para os celulares pela Defesa Civil Estadual a partir do cadastro de SMS no 40199 e no WhatsApp  (61) 2034-461.

CRONOGRAMA DE TREINAMENTO - Com base nestes novos protocolos, a rede estadual de ensino fará o treinamento dos 2.474 mil colégios estaduais e escolas de ensino especial. O calendário dessas atividades está previsto ocorrer entre os meses de outubro e novembro em todas as unidades.

 

 

 

 

POr - AEn

Paraná é o estado com a terceira maior disponibilidade de caixa de todo o Brasil

O Paraná é o estado com a terceira maior disponibilidade de caixa de todo o Brasil, com mais de R$ 27,6 bilhões registrados no último mês de agosto, atrás apenas de São Paulo (R$ 69,5 bilhões) e Minas Gerais (R$ 39,5 bilhões). Os números foram apresentados pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta terça-feira (13) para apresentar os resultados fiscais do segundo quadrimestre de 2026.

A disponibilidade de caixa corresponde à quantidade de recursos disponíveis em conta que o Estado possui para honrar compromissos do dia a dia e realizar novos investimentos. No caso, o valor apresentado corresponde ao total líquido, ou seja, é o saldo após deduzir todas as despesas já contratadas e obrigações financeiras imediatas, como restos a pagar de exercícios anteriores. 

Como explica o secretário em exercício, Luiz Paulo Budal, o bom resultado mostra ao País a solidez fiscal paranaense e o nível de excelência das contas públicas no Estado. “Essa terceira posição é reflexo de um longo trabalho que construímos ao longo dos últimos anos para deixar as contas em dia”, aponta. “Mais do que um número, essa cifra significa uma melhor prestação de serviços à sociedade: são salários em dia para professores, são hospitais bem equipados e recursos para a segurança”.

 SEFA - Paraná é o estado com a terceira maior disponibilidade de caixa de todo o Brasil

Além disso, como destacado durante a audiência pública, a boa disponibilidade de caixa do Paraná traz um aumento da credibilidade fiscal. Como o montante guardado supera o valor total dos débitos de longo prazo, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) paranaense é considerada negativa, correspondendo a -0,02% da sua Receita Corrente Líquida. Na prática, isso significa que o Estado possui recursos o suficiente para cobrir 100% de suas dívidas.

“Esse é um número importante, porque a liquidez aumenta a credibilidade fiscal do Estado frente à Secretaria do Tesouro Nacional (STN)”, aponta Budal. “É isso que nos permite manter a CAPAG A+, dando ao Paraná o título de bom pagador e abrindo as portas para a captação de crédito em condições mais vantajosas”.

INVESTIMENTO RECORDE – Outro reflexo importante da boa condição do caixa paranaense aparece no volume investido no período. Entre janeiro e agosto de 2026, o Paraná empenhou mais de R$ 7,6 bilhões em investimentos. Esse é o maior valor já registrado na história do Estado e supera, inclusive, os R$ 7,2 bilhões aportados ao longo de todo o ano de 2025. “Em oito meses, investimos mais do que o ano passado inteiro”, celebra Budal. “É a prova de que não estamos medindo esforços para mudar a realidade do Paraná”.

Tanto que, durante a audiência, o secretário em exercício destacou justamente a evolução desses valores em comparação a 2018. “Em oito anos, o total investido cresceu cerca de 300%. Saímos de R$ 1,9 bilhão para R$ 7,6 bilhões. É uma evolução impressionante”, aponta.

Esse bom resultado aparece também nos investimentos liquidados, ou seja, aqueles que efetivamente saíram do papel e foram entregues de forma concreta à sociedade, seja na forma de obras, de escolas e hospitais ou de novos equipamentos que vão melhorar a prestação de serviços ao cidadão. Trata-se da penúltima etapa do processo de execução orçamentária e, por isso mesmo, uma das mais importantes. 

E, mais uma vez, o Paraná quebrou recorde. Foram R$ 5,56 bilhões liquidados entre janeiro e agosto de 2026 — valor 142% superior aos R$ 2,3 bilhões registrados no mesmo período de 2025. “É o maior valor já liquidado pelo Paraná em sua história e que mostra que os investimentos realizados estão, de fato, chegando ao cidadão”, explica Budal. “Mais do que isso, é um dos maiores valores de todo o Brasil”.

 SEFA - Paraná é o estado com a terceira maior disponibilidade de caixa de todo o Brasil

Isso porque o Paraná foi o segundo estado que mais investiu no País nos dois primeiros quadrimestres do ano, atrás apenas de São Paulo (R$ 6,36 bilhões), segundo dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) da STN. O número é puxado sobretudo pelos valores expressivos destinados a áreas como Urbanismo (R$ 1,47 bilhão) e Agricultura (R$ 1,18 bilhão).

REGRA FISCAL – Ao mesmo tempo, a aplicação de recursos em Educação e Saúde ficaram acima dos limites constitucionais — o valor mínimo que os estados devem gastar em áreas fundamentais. 

De acordo com a Constituição Federal, os governos estaduais devem aplicar 25% das receitas de impostos em Educação. No Paraná, a Constituição Estadual define o acréscimo de 5% — ou seja, pelo menos 30% das receitas de impostos devem ir para a educação pública paranaense, o que inclui remuneração de professores, aquisição e manutenção de equipamentos e construção de escolas. 

Entre janeiro e agosto de 2026, o Estado destinou R$ 13,2 bilhões na manutenção e desenvolvimento do ensino, o que representa 33,95% da sua Receita Líquida de Impostos (RLI). Isso significa que foram empenhados R$ 1,5 bilhão além do mínimo constitucional.

Situação semelhante é a da Saúde, cujo percentual mínimo exigido é de 12% da RLI. Nos dois primeiros quadrimestres do ano, o Paraná destinou R$ 5,2 bilhões para a área, alcançando 13,28% da receita líquida de impostos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Maratona Internacional do Paraná volta à Ponte de Guaratuba em 2027 com premiação total de R$ 581 mil

A Ponte de Guaratuba, no Litoral, voltará a ser palco da Maratona Internacional do Paraná (MIP). Com a segunda edição programada para março de 2027, a prova, que já está entre as melhores do Brasil, conta com uma novidade: mais de meio milhão de reais em premiações e bônus de até R$ 100 mil por recorde, superando o valor total pago da primeira edição.

Em 2027, as provas serão realizadas nos dias 26, 27 e 28 de março e terão R$ 581 mil em premiação, com bônus de até R$ 100 mil para atletas que estabelecerem novos recordes brasileiros na maratona, além de bonificações para quem superar os tempos oficiais da própria competição.

A premiação geral da Elite contempla os cinco primeiros colocados das categorias masculina e feminina nas duas distâncias. Além dos troféus, os atletas receberão valores em dinheiro, conforme a classificação final e os critérios estabelecidos no regulamento da competição.

Os cinco primeiros colocados dos 42 km receberão R$ 50 mil, R$ 22 mil, R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente, em cada categoria. Nos 21 km, os valores serão de R$ 10 mil para o primeiro lugar, R$ 3 mil para o segundo, R$ 2 mil para o terceiro, R$ 1 mil para o quarto e R$ 500 para o quinto colocado.

Já em relação ao bônus, na prova de 42 km o valor pago a quem estabelecer um novo recorde brasileiro será de R$ 100 mil tanto para a categoria masculina quanto para a feminina. Nos 21 km, a bonificação será de R$ 25 mil para cada categoria. Os tempos de referência para esses recordes serão divulgados pela organização na semana da prova.

Também será oferecido um bônus de R$ 5 mil aos atletas que estabelecerem os novos recordes da própria competição, nos percursos de 42 km e 21 km, nas categorias masculina e feminina. Para essa bonificação, serão considerados os tempos oficiais registrados na edição de 2026.

Os valores de premiação a serem pagos em 2027 superam o de 2026, quando foram pouco mais de R$ 300 mil, com destaque para os campeões da maratona, que levaram R$ 50 mil cada, além de um bônus para o primeiro brasileiro(a), no valor de R$ 10 mil.

De acordo com a organização, a premiação integra a estratégia de fortalecer a presença da Maratona Internacional do Paraná no calendário nacional de corridas de rua, estimular o desempenho esportivo e ampliar a relevância da competição entre atletas profissionais e participantes de diferentes categorias.

PONTE COMO PALCO – Realizada em 2026, a primeira MIP serviu também como “inauguração” da Ponte de Guaratuba, construída pelo Governo do Paraná em menos de dois anos e que colocou fim a uma espera de décadas da população não só do Litoral, mas de todo o Estado. Milhares de atletas percorreram os mais de 1,2 quilômetro de extensão da ponte antes mesmo da liberação de tráfego dos primeiros veículos, no dia 2 de maio. A ponte havia sido inaugurada oficialmente um dia antes.

Assim como na primeira edição, a Ponte de Guaratuba proporciona aos corredores a experiência de atravessar um dos principais cartões-postais do litoral paranaense, com o mar e a paisagem da região como cenário.

“Em 2026, a Maratona Internacional do Paraná mostrou a força que ela pode alcançar. Tivemos mais de 20 mil atletas, movimentamos o Litoral e colocamos o Paraná no mapa das grandes corridas de rua do Brasil. Agora, o desafio é fazer uma segunda edição ainda maior, com uma experiência cada vez melhor para quem vem correr e para quem vive o evento junto com a gente”, destacou o diretor da VOA Esportes, João Guilherme Leprevost.

MIP – Além dos tradicionais 42 quilômetros da maratona, a prova contará também com percursos de 5 km, 10 km e 21 km, sendo que todos passam pela Ponte de Guaratuba. As inscrições estão abertas pelo site do Ticket Sports. Para mais informações, acompanhe o perfil oficial da prova no Instagram: @maratonadoparana.

 

 

 

 

 

Por - AEn

Professores da rede estadual estão entre os 100 melhores na Olimpíada Brasileira de Matemática

Doze professores da rede estadual de ensino do Paraná estão entre os 100 educadores de todo o Brasil classificados para a terceira fase da Olimpíada Brasileira dos Professores de Matemática do Ensino Básico (OPMbr). Os docentes paranaenses classificados atuam em nove diferentes Núcleos Regionais de Educação (NREs) – Foz do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Maringá, Umuarama, Ponta Grossa, Apucarana, Guarapuava, Área Metropolitana Norte e Área Metropolitana Sul. No total, 2.015 professores de todo o país participaram.

Promovida pelo Ministério da Educação, em parceria e cooperação com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), a OPMbr busca valorizar os professores de Matemática da educação básica, reconhecendo práticas de ensino eficazes e incentivando o aprimoramento da aprendizagem nas escolas brasileiras.

A classificação dos docentes paranaense foi conquistada após duas etapas de avaliação. Na primeira, os candidatos responderam a um questionário e participaram de uma avaliação didática. Na segunda, foram avaliados por meio de um questionário sobre as metodologias utilizadas em sala de aula e em outras atividades pedagógicas, além da apresentação de vídeos demonstrativos de suas práticas.

Na terceira fase, os professores participarão de entrevistas com o Comitê Acadêmico, previstas para o período de 26 de outubro a 10 de novembro de 2026. A etapa tem como objetivo identificar e reconhecer as melhores práticas de ensino da Matemática na educação básica no Brasil e no mundo.

O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, ressaltou que a classificação dos professores paranaenses demonstra o compromisso dos profissionais com a qualidade do ensino e o desenvolvimento de práticas pedagógicas relevantes para a aprendizagem dos estudantes, o que se reflete em resultados nacionais como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“Esse resultado reconhece o trabalho dos nossos educadores, que se dedicam diariamente a aprimorar suas práticas e tornar o ensino da Matemática cada vez mais significativo para os estudantes”, afirmou o secretário.

IDEB - Entre 2023 e 2025, a proficiência em Matemática da rede estadual do Paraná cresceu 10,70 pontos nos Anos Finais do Ensino Fundamental, passando de 264,55 para 275,25, o quarto maior avanço do Brasil. No Ensino Médio, a alta foi de 10,61 pontos, de 278,04 para 288,65, a segunda maior do país.

Pela terceira edição consecutiva, o Paraná ocupa o primeiro lugar no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com 5,1 no Ensino Médio, tornando-se o único estado brasileiro acima da marca de cinco pontos; 5,8 nos Anos Finais do Ensino Fundamental, maior nota do país; e 6,9 na rede pública dos Anos Iniciais, também o melhor desempenho nacional.

 

 

 

 

POr - AEN

Please publish modules in offcanvas position.