Obras no Trevo Cataratas avançam e se aproximam da etapa de desvio do tráfego

Serviços de terraplenagem, drenagem e de pavimentação estão em andamento na readequação do Trevo Cataratas, em Cascavel, na região Oeste do Paraná. A obra é fruto de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). Cabe ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) a fiscalização do seu andamento, garantindo que sejam seguidas as normas vigentes e que os recursos devidos à população sejam corretamente investidos.

 

“O maior gargalo logístico do Paraná será resolvido com essa obra, que conseguimos priorizar dentro do acordo com o Ministério Público Federal. Na verdade, a inclusão do Trevo Cataratas no acordo foi uma vitória do Governo do Paraná, que não abriu mão da sua construção”, afirma o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “Estamos acompanhando atentamente o seu andamento, pois ele é fundamental para desenvolver ainda mais a região Oeste”.

 

“Ao mesmo tempo, na região temos em andamento a nova Ponte da Integração Brasil - Paraguai e, em breve, devemos iniciar a duplicação de mais seis quilômetros da BR-277 em Cascavel, do posto da Polícia Rodoviária Federal até a Ferroeste, ambas resultado da parceria com a Itaipu Binacional, com a fiscalização, gestão e acompanhamento dessas obras cabendo ao Estado do Paraná”, acrescenta.

 

O Trevo Cataratas é uma interseção em nível que reúne as rodovias BR-369, ligação com Maringá; a BR-277, sentido Guarapuava e sentido Foz do Iguaçu; a BR-467, em direção a Toledo; e a Avenida Brasil, principal via de acesso a Cascavel. Cerca de 45 mil veículos circulam pelo trevo diariamente.

 

Desde o início dos trabalhos, em outubro passado, a obra já avançou nos serviços da chamada etapa 1, em que vias próximas ao trevo receberão melhorias, em uma extensão total de quatro quilômetros, para receber o trânsito principal da interseção.

 

Atualmente está sendo implantada uma via marginal paralela à BR-277, na Rua Três Poderes, e sendo executada uma nova pavimentação na Rua Francisco Ignacio Fernandes, e outros dispositivos, como alças e acessos, que farão a interligação no entorno do trevo.

 

Assim que esses serviços estiverem concluídos, tem início a etapa 2, que será o bloqueio dos acessos ao Trevo Cataratas e desvio total do tráfego de veículos para as obras da etapa anterior. Na etapa 3 serão realizados todos os serviços no canteiro central do trevo, que incluem a execução de dois viadutos e cinco quilômetros de rodovias. A obra deve ser concluída em 2022.

 

“Os usuários do Trevo Cataratas estão observando a movimentação no trecho há alguns meses, mas ainda não tiveram sua rotina afetada de maneira significativa. Isso vai mudar em breve, quando o canteiro central for fechado para execução das obras de arte especiais e nova pavimentação”, explica o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti.

 

“A obra estará devidamente sinalizada, conforme a legislação vigente, e contamos com a colaboração de todos os condutores durante esses meses de obras, pois os benefícios resultantes valerão a pena”, arremata.

 

ACORDO  Por meio do acordo serão executadas ainda as alças de acesso ao viaduto Olindo Periolo em Cascavel, terceiras faixas em segmentos críticos da BR-277 entre Cascavel e Guarapuava, e melhorias em vias marginais da BR-277 em Foz do Iguaçu. (Com AEN). 

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Ritmo do plantio de trigo ainda é lento, mas a expectativa é de produtividade recorde

O plantio de trigo já começou no Paraná, mas, em razão do solo seco, ainda caminha devagar. Apesar disso, a expectativa é que alcance a produtividade recorde de 2016, quando as condições eram semelhantes. Os dados estão no Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, referente à semana de 10 a 16 de abril.

 

Desde 1.º de abril, os produtores da maior parte dos municípios do Norte do Paraná estão aptos a plantar trigo, de acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). No entanto, a semeadura começou tímida, não alcançando sequer 1% da área projetada, principalmente em razão do solo muito seco. Na primeira quinzena de abril as chuvas foram raras freando o ritmo do plantio.

 

Além das condições climáticas desfavoráveis, muitos produtores dos municípios aptos a plantar o trigo em abril optaram pelo milho de segunda safra. Portanto, mesmo que as chuvas favoreçam, o percentual de plantio de trigo deve se manter baixo não ultrapassando 2% na próxima semana.

 

No entanto, a situação não preocupa até este momento. Afinal, na safra de 2016, os produtores chegaram, em 18 de abril, com menos de 1% das sementes no solo, e, ao final do período, foram recompensados com produtividade recorde no Estado: mais de 3 mil quilos por hectare.

 

CAQUI E MANDIOCA – O boletim também traça um panorama da cultura do caqui, tanto em termos mundiais, quanto brasileiro e paranaense. O Estado é o quarto produtor em volume e Valor Bruto da Produção. Em 2019, foram colhidas 8,6 mil toneladas em 637 hectares, o que rendeu R$ 15,3 milhões.

 

Enquanto há dificuldade de plantio do trigo devido ao solo seco, para a mandioca essas condições climáticas dificultam a colheita. Com menor oferta para as indústrias de fécula e farinha, os produtores já começam a perceber uma reação no preço, com elevação de 2,2%.

 

MILHO E SOJA – A estiagem também afeta o desenvolvimento do milho de segunda safra. Nos 2,4 milhões de hectares, 76% das áreas apresentaram condições boas nesta semana, com possibilidade de atingir ou superar o potencial produtivo, 21% têm situação mediana e apenas 3%, ruins.

 

A colheita da soja avança, atingindo 98% da área semeada na safra 2020/21, mesmo índice do período anterior. Das áreas a campo, 79% estão em condições boas e 31% são consideradas medianas.

 

BATATA E FEIJÃO – O documento elaborado pelo Deral mostra que os produtores de batata estão divididos em todas as tarefas da cultura: plantio, colheita, manejo e tratos culturais. Nesta semana, verificou-se que 96% do total da safra já estão plantados, enquanto 20% já foram retirados da terra.

 

As lavouras de feijão tiveram um decréscimo de quatro pontos percentuais nas que eram consideradas boas, em relação à semana anterior, e se posicionam em 76% agora. Outros 21% estão em condições medianas e 3% são consideradas ruins.

 

PECUÁRIA – O boletim registra, ainda, a importância da suinocultura no Paraná, presente em 49% dos estabelecimentos agropecuários. Também há um comparativo sobre as oscilações nos preços do leite pago ao produtor desde 2018.

 

Na avicultura, o documento analisa os custos de produção da atividade, que cresceram 6,8% em fevereiro. Em relação aos preços ao produtor, no atacado e varejo do frango de corte, o registro é de instabilidade em março. (Com AEN). 

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​Estudo com participação paranaense aponta crescimento da agricultura sustentável

O agronegócio brasileiro vem se comprometendo cada vez mais com a adoção de práticas que poupam os recursos naturais e diminuem a emissão de carbono para a atmosfera. Essa é a conclusão do artigo Desenvolvimento da agricultura de baixo carbono no Brasil, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Ministério da Economia.

 

“A adoção de tecnologias que diminuem a emissão de gases de efeito estufa na agropecuária faz do Brasil um dos principais protagonistas no debate mundial sobre mudanças climáticas”, aponta Tiago Santos Telles, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) e um dos autores da pesquisa.

 

Como exemplos dessas tecnologias, aponta o pesquisador do IDR-Paraná, está o plantio direto, uso de estratégias que aproveitam a fixação biológica de nitrogênio pelas plantas e, ainda, a exploração conjunta de espécies florestais em áreas de pastagens e de cultivo de grãos.

 

O estudo foi realizado com o objetivo de aferir o cumprimento das metas estabelecidas no Plano ABC, de 2010, e partiu da reunião e análise de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Embrapa, Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil (MapBiomas) e do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg).

 

A pesquisa também aponta desafios. “É necessário ampliar os investimentos na recuperação de pastagens degradadas e no tratamento de dejetos animais”, alerta Telles.

 

PLANO ABC – O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, ou simplesmente Plano ABC, foi elaborado em 2010 como parte da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC).

 

A PNMC, por sua vez, foi um desdobramento interno da participação brasileira na 15ª Conferência das Partes (COP 15), realizada na Dinamarca em dezembro de 2009. Desse evento resultou o Acordo de Copenhague, em que o Brasil, país signatário, se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) – principalmente metano, dióxido e monóxido de carbono – até 2020.

 

No Brasil, cerca de 31% do total desses gases são gerados na agropecuária, aponta Telles, principalmente a emissão de metano na criação de bovinos, a liberação de carbono em certas práticas de manejo do solo e, ainda, o desmatamento para a liberação de novas áreas.

 

O Plano ABC definiu como principais diretrizes a recuperação de pastagens degradadas, a disseminação da produção integrada de lavouras, pecuária e florestas, o incremento do plantio direto, a difusão da fixação biológica de nitrogênio, a ampliação das florestas plantadas e a ampliação no tratamento de dejetos animais.

 

RESULTADOS – Telles explica que o estudo avaliou a evolução do uso da terra entre 2010 e 2020, juntamente com a adoção das tecnologias preconizadas no Plano ABC. “A maior parte das metas foi alcançada”, afirma.

 

Os dados indicaram aumento no plantio de árvores em estabelecimentos agropecuários. “Os agricultores se dedicaram ao reflorestamento, cresceu a área de florestas destinadas à preservação permanente ou reserva legal”, acrescenta Tiago Telles.

 

Quanto à disseminação de tecnologias conservacionistas, o destaque foi a adoção de sistemas integrados de lavouras, pecuária e florestas. Segundo Telles, a meta do Plano ABC era expandir a adoção desse modelo de produção para 4 milhões de hectares. “Foram convertidos 13,76 milhões de hectares”, diz o pesquisador.

 

A expansão do plantio direto no período é outra importante constatação do estudo. A meta do Plano ABC era expandir em 8 milhões de hectares a área com esse sistema de cultivo. Foram alcançados 16,74 milhões de hectares, um incremento de 209,22% sobre a proposta inicial.

 

Houve importante crescimento de áreas dedicadas às florestas plantadas – 140% acima da meta – e adoção de estratégias para a fixação biológica de nitrogênio, que alcançou 14,55 milhões de hectares e superou em mais de 260% o objetivo inicial definido pelo Plano ABC.

 

A baixa adoção do tratamento de dejetos animais e o pequeno incremento na recuperação de pastagens degradadas foram os pontos negativos verificados no estudo.

 

Frente à meta de tratar 4,4 milhões de metros cúbicos de dejetos animais, obteve-se 1,7 milhão, cerca de 39%. Dos 15 milhões de hectares de pastagens recuperados inicialmente previstos, meros 5,44 milhões de hectares, ou 36,30%, foram alcançados.

 

POLÍTICAS PÚBLICAS – O pesquisador José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, do Ipea, destaca a importância de avaliar as políticas públicas. Para ele, o estudo permitiu verificar o esforço brasileiro em busca de maior sustentabilidade na produção. “Os resultados destacam o Brasil como líder mundial na construção de uma economia de baixo carbono”, conclui.

 

AUTORIA – Juntamente com Telles e Vieira Filho, integram o conjunto de autores do artigo as pesquisadoras Ana Júlia Righetto e Marina Ronchesel Ribeiro, ambas ligadas ao IDR-Paraná.(Com AEN)

 

 

 

Paraná chega a quase um mês com taxa de transmissão em baixa

A taxa de transmissão (Rt) do coronavírus no Paraná é a mais baixa entre todos os Estados brasileiros: 0,76. O número significa que, atualmente, 100 contaminados pelo Sars-Cov-2 contaminam, em média, 76 novas pessoas. O cenário está relacionado às medidas restritivas adotadas pelo Governo do Estado e prefeituras para conter a doença.

 

Os dados são do sistema Loft.Science, que calcula o Rt médio de todos os Estados e do Brasil com base em um algoritmo desenvolvido pela empresa. Segundo o sistema, a média de Rt no País está em 0,88.

 

O Rt indica quando o contágio pelo vírus está acelerado (maior que 1), estável (igual a 1) ou em remissão (menor que 1) – único cenário que aponta uma melhora na situação epidêmica. Quanto mais próximo de zero, menores as chances de contágio.

 

Segundo o sistema, o Paraná apresenta Rt inferior a 1 desde 17 de março, quando atingiu a taxa de 0,94. Desde então, se mantém neste patamar, oscilando entre 0,95 e 0,74 (verificada em 7 de abril, a taxa mais baixa no Estado desde que o sistema começou a registrar o índice, em abril de 2020). Neste período, apenas o Amazonas apresenta continuamente Rt inferior a 1, e nenhum outro Estado brasileiro mostrou Rt menor que 0,80.

 

Outro estudo, realizado pelo Laboratório de Estatística e GeoInformação da Universidade Federal do Paraná (LEG/UFPR), também aponta taxa de transmissão abaixo de 1 no Estado. Nesta análise, que é inserida diariamente no Boletim Epidemiológico da Secretaria da Saúde, o Paraná apresenta Rt de 0,93, e tem índice de remissão desde 11 de março. Até 14 de abril, o Rt mais alto foi de 0,96 (em 11 de março) e o mais baixo, 0,79 (18 a 21 de março).

 

BRASIL – A média de Rt no Brasil está em 0,88. Além do Paraná, outros 15 estados também estão com Rt abaixo de 1. Na sequência, após o Paraná, as duas taxas mais baixas são de Santa Catarina (0,82) e Rio Grande do Sul (0,83). O Estado que apresenta maior taxa de transmissão é o Piauí, com Rt 1,07.

 

HISTÓRICO – Desde o início da pandemia, este é o quarto período de remissão do vírus no Estado. Entre março e setembro de 2020, o Rt foi sempre superior a 1, apresentando um pico de 1,88 em 8 de abril do ano passado. Entre 10 de setembro e 10 de novembro de 2020 se deu um período de queda, no qual o Rt mais baixo registrado foi de 0,90.

 

Entre 11 de novembro de 24 de dezembro, o índice ficou superior a 1. Desde o Natal, a taxa tem apresentado mais instabilidade. Ela esteve inferior a 1 por um breve período do Natal a 7 de janeiro, e de 18 de janeiro a 19 de fevereiro. Em 11 de março, apresentou um novo pico, atingindo um Rt de 1,58. Em 17 de março, então, iniciou-se esse novo período de queda.

 

VACINAÇÃO – Segundo o Informe Epidemiológico desta quinta-feira (15), foram registrados 3.858 novos casos de Covid-19 e 266 óbitos. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná totaliza a soma de 891.407 casos e 19.860 mortes pela doença.

 

A principal estratégia do Paraná para combater o coronavírus é a vacinação. Até a tarde desta quinta, foram 1.350.397 paranaenses vacinados com pelo menos a primeira dose – o equivalente a 94,1% das doses já distribuídas e a 12,93% da população paranaense. Das doses de reforço, foram 393.757 administradas, 39,9% do distribuído.

 

Uma nova remessa de 368 mil doses de vacinas chega ao Estado na noite desta quinta, composta por 142.800 doses da CoronaVac/Butantan e 225.250 doses da vacina de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz.

 

“Recebemos esse novo lote e pedimos aos prefeitos para aplicá-las o quanto antes. É natural que as pessoas critiquem a falta de doses, mas o mais importante é que a vacina precisa estar no braço dos paranaenses: tanto a primeira como a segunda dose”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

Os imunizantes da Astrazeneca são destinados à primeira dose de pessoas entre 60 e 69 anos. Já os fabricados pelo Instituto Butantan se subdividem entre primeiras doses para trabalhadores de saúde, trabalhadores de segurança pública/Forças Armadas e pessoas entre 60 a 64 anos, e segundas doses para idosos de 65 a 69 anos e trabalhadores de saúde. (Com AEN)

 

 

 

Com Corujão, Paraná começa a vacinar população contra a Covid-19 também à noite

O Paraná iniciou nesta quinta dia 15, a campanha Corujão da Vacinação, que estende o horário de aplicação das vacinas contra a Covid-19 até a meia-noite. A imunização com horário ampliado começou às 19 horas e foi realizada em 12 municípios: Campina Grande do Sul, Colombo, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Morretes, Paranaguá, Pinhais, Piraquara, Pontal do Paraná e Quatro Barras.

 

O chefe da Casa Civil, Guto Silva, e os secretários da Saúde, Beto Preto, e do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, João Carlos Ortega, acompanharam o lançamento da campanha em Piraquara, no Complexo Vila da Cidadania, onde foram vacinados com a primeira dose idosos acima de 64 anos.

 

Guto Silva reforçou que o Corujão da Vacinação se soma à campanha Vacina Paraná de Domingo a Domingo para agilizar a imunização no Estado. “O Corujão tem essa finalidade de poder estender o horário para facilitar a vida das pessoas. O Paraná tem pressa e com o apoio de prefeitos, de secretários municipais, montamos uma logística afinada para poder vacinar rapidamente grande parte da população”, disse Guto Silva.

 

Para ele, além de dar novo ritmo ao programa de vacinação, o Corujão vai ajudar a reduzir o número de pessoas que deixam de tomar a segunda dose porque não podem ou não têm quem as acompanhe aos locais de vacinação durante o expediente. Dados do Ministério da Saúde divulgados no início da semana dão conta que 1,5 milhão de brasileiros estão nessa situação.

 

MAIS VACINAS – Em Piraquara, o chefe da Casa Civil também informou o Governo aguarda para esta quinta a chegada de um novo lote de vacinas enviado pelo Ministério da Saúde, a maior parte destinada a primeiras doses. “Teremos um grande volume para vacinar no sábado e no domingo. O importante é deixar toda a logística ativa, as secretarias municipais prontas para receber e aplicar rapidamente na população do Paraná”, afirmou.

 

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, confirmou que estão sendo aguardadas 368.050 vacinas, e que 61% são destinadas à primeira dose. “Em poucas horas vamos receber esse novo lote e amanhã faremos a distribuição para as Regionais de Saúde. Assim que chegarem aos municípios, as vacinas vão rapidamente para os braços dos paranaenses, seja durante a semana, no fim de semana ou à noite”, disse.

 

Beto Preto afirmou que a capacidade vacinação do Paraná pode chegar a 200 mil doses por dia. “Temos as salas montadas, equipes municipais, agulhas, seringas. Só precisamos de mais vacinas. Toda a estrutura está pronta para vacinar até 200 mil paranaenses por dia”, afirmou.

 

PANDEMIA – Quem também acompanhou o lançamento do Corujão da Vacinação em Piraquara foi o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, João Carlos Ortega, que definiu o Corujão como mais uma resposta do Governo para que o Paraná saia rápido da crise sanitária e da crise econômica causada por ela.

 

“É uma medida inovadora do nosso governo, em parceria com as prefeituras, que vai acelerar a vacinação no Estado. E isso é muito importante, porque a vacina é o remédio para a pandemia”, afirmou Ortega.

 

De acordo com o Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde, 1.350.397 paranaenses receberam a primeira dose da vacina até o final da tarde desta quinta, o que representa cerca de 13% da população.

 

ALTERNATIVA – Assim como em todas as regiões do Estado, a estratégia de vacinar de domingo a domingo acelerou o calendário de imunização em Piraquara e o prefeito Josimar Fróes acredita que o Corujão terá o mesmo efeito. “Piraquara é uma das cidades que mais avançou nas faixas etárias na Região Metropolitana nos últimos dias”, disse.

 

No último domingo, o município começou a atender o público de 64 anos e já projeta alcançar faixas etárias menores na próxima semana, com a chegada de novas doses.

 

“É um ato de bravura do Governo criar campanhas que flexibilizam dias e horários, dando mais oportunidade para que as pessoas se vacinem. O que todos buscam é a vacina, que é o respiro da vida nesse momento”, completou. (Com AEN)

 

 

 

Com duplicação da BR-277, Governo atende antigo anseio de Guarapuava

O governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve nesta quarta dia (14) em Guarapuava, na região Central do Paraná, para vistoriar as obras de duplicação da BR-277 que cruza o perímetro urbano da cidade. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) iniciou no final de março a duplicação de um trecho de 3,8 quilômetros, sendo que obra será feita ao longo de 6,2 quilômetros, incluindo também a implantação de marginais, trincheiras, viadutos, pontes, passarelas, calçadas, ciclovia e iluminação pública. Houve o lançamento simbólico da pedra fundamental.

 

O investimento é de R$ 77,6 milhões, com uma economia de 26% do valor previsto na licitação. “A população de Guarapuava, empresários, comerciantes e moradores dos bairros próximos sempre pediram por essa duplicação e nos organizamos para executar este grande complexo de obras, para atender Guarapuava e preservar a vida das pessoas que trafegam por aqui”, disse Ratinho Junior. “Essa rodovia é um grande corredor de exportação, principal artéria do Paraná, que liga o Porto de Paranaguá ao Oeste e a países do Mercosul”.

 

O secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, destacou a importância da obra para evitar gargalos logísticos em um dos principais corredores rodoviários do Paraná. “O Estado investe valores significativos nessa rodovia, tanto no perímetro urbano de Guarapuava como em Cascavel, onde também haverá duplicação. É um projeto completo com um prazo de execução de 18 meses, mas vamos trabalhar para que seja entregue ainda antes”, disse.

 

Para o prefeito Celso Goes, o trecho que será duplicado faz a ligação entre as regiões Sul e Norte de Guarapuava e tem um trânsito intenso, principalmente nos horários de pico. “É uma reivindicação de mais de 30 anos. Com essa obra, vamos não apenas resolver o problema do trânsito, como também salvar vidas, porque temos vários pontos de conflito neste trecho”, ressaltou. “Nos horários de pico é quase impossível conseguir cruzar a BR-277 de um lado para o outro. Então isso vem resolver imediatamente o problema”.

 

OBRA  Nessas primeiras semanas estão sendo feitas a limpeza de camada vegetal nos locais em que haverá intervenção, medições topográficas e a instalação do canteiro de obras, onde ficam armazenados os equipamentos e materiais do consórcio que vai realizar os serviços. A previsão é que a obra seja concluída em 18 meses.

 

“Entre a publicação do edital de licitação e o início da obra tivemos um intervalo de apenas quatro meses. O DER garantiu o começo imediato dos trabalhos, após a assinatura da ordem de serviço”, explica o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti. “Devemos entregar a obra já no segundo semestre de 2022, mesmo com toda a complexidade envolvida em uma duplicação em perímetro urbano, com várias obras de arte especiais”.

 

A nova duplicação inicia no trecho duplicado existente e segue até o km 350 da rodovia, próximo ao aeroporto municipal. Serão duas faixas de tráfego em cada sentido, separadas por barreiras de concreto New Jersey, e acostamentos externos de 2,5 metros. As novas vias marginais serão implantadas nos dois lados da nova duplicação, somando 10 quilômetros. Também serão construídas calçadas e ciclovias.

 

A obra contempla, ainda, a implantação de uma trincheira entre a Rua João Fortkamp e a Rua Campo Grande; a duplicação do viaduto no entroncamento com a PRC-466 e a adequação de suas alças de acesso; três pontes no km 345,5; um viaduto conectando a Avenida Professor Pedro Carlo e a Avenida Beira Rio; uma trincheira para acesso ao aeroporto municipal; uma passarela no km 349,3 e outra no km 345; e a implantação de iluminação pública em uma extensão de 12,2 quilômetros da BR-277.

(Foto: AEN). 

GUARAPUAVA – Em julho do ano passado o DER/PR concluiu a obra de duplicação de 3,4 quilômetros da PRC-466, no perímetro urbano de Guarapuava. O investimento foi de R$ 32,4 milhões e incluiu também execução de trincheira, passarela e vias marginais.

 

A PRC-466 e outras rodovias devem receber futuramente ainda mais obras de duplicação, de restauração e de ampliação de capacidade, nas ligações entre Guarapuava e Campo Mourão e entre Guarapuava e Mauá da Serra. São projetos executivos de engenharia em diferentes etapas de licitação e de elaboração, por meio do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná, que conta com financiamento do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). (Com AEN). 

 

 

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