A Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do 14º Batalhão (BPM), registrou um crescimento de 228% nas apreensões de maconha na região de fronteira, no Oeste do Estado, nos últimos dez anos. O volume passou de 7,7 toneladas, em 2016, para 25,4 toneladas entre janeiro e outubro de 2026. O resultado é o maior da série histórica e foi alcançado em uma área de atuação que abrange 420,7 mil habitantes e um território aproximado de 3,2 mil quilômetros quadrados.
O volume apreendido em 2026 já supera em aproximadamente 5% o total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram retiradas de circulação 24,2 toneladas da droga. A diferença representa cerca de 1,2 tonelada a mais, mesmo com o ano ainda em andamento. O resultado também evidencia a aceleração das apreensões nos últimos três anos, período em que os registros mais que dobraram.
O crescimento está associado ao planejamento estratégico das ações policiais, à utilização de informações de inteligência e aos investimentos em tecnologia, equipamentos e estrutura operacional. A combinação desses fatores tem ampliado a capacidade de atuação das equipes, permitindo maior precisão na identificação de rotas utilizadas pelo tráfico e na interceptação de carregamentos de entorpecentes.
“Esse resultado é fruto de um trabalho que combina planejamento, inteligência e investimentos na atividade policial. A modernização dos equipamentos e o aprimoramento das estratégias de atuação permitem que nossas equipes sejam cada vez mais eficientes na identificação e interceptação de carregamentos de drogas. Superar o recorde do ano passado ainda em outubro demonstra a importância desse trabalho”, destacou o comandante do 14º BPM, major Eliseu Gonçalves.
A elevação dos volumes interceptados ocorre em uma região marcada pela proximidade com o Paraguai e pela existência de corredores utilizados para o transporte de drogas, o que amplia a complexidade do enfrentamento ao tráfico na faixa de fronteira.
Por - AEN
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem e apreendeu 515 gramas de haxixe na madrugada de sexta-feira (23), na BR-369, no município de Campo Mourão (PR). O entorpecente estava escondido sob as palmilhas dos calçados de um passageiro de um ônibus intermunicipal.
Durante fiscalização no posto da PRF, os policiais abordaram o coletivo e iniciaram a verificação dos ocupantes. Ao ser entrevistado, um passageiro demonstrou nervosismo excessivo, com mãos trêmulas e contradições sobre o motivo de sua viagem. Diante das suspeitas, a equipe realizou uma busca pessoal minuciosa e localizou cinco pacotes da droga ocultos no interior dos seus calçados.
Aos policiais, o homem relatou ter embarcado em Foz do Iguaçu (PR) com destino a Londrina (PR). Diante do flagrante pelo crime de tráfico de drogas, o envolvido recebeu voz de prisão no local. O preso, junto com a droga, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil em Campo Mourão.
Por - PRF
Frascos de medicamentos à base de tirzepatida, substância utilizada em tratamentos para diabetes e obesidade, foram apreendidos em uma loja de roupas de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, após uma denúncia anônima sobre a venda irregular dos produtos. Segundo a Vigilância Sanitária do município, os medicamentos eram de origem paraguaia.
A fiscalização foi realizada depois que o órgão recebeu informações de que o estabelecimento estaria comercializando os produtos sem autorização.
Durante a vistoria, os fiscais encontraram frascos com características semelhantes às descritas na denúncia e apreenderam o material.
A Vigilância Sanitária elaborou os relatórios da fiscalização e informou que está adotando as medidas administrativas cabíveis.
A ocorrência também foi registrada na Polícia Civil e deverá ser encaminhada à Polícia Federal para investigação, por envolver medicamentos de origem estrangeira.
Até a última atualização desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre a quantidade de frascos apreendidos ou sobre a identificação de responsáveis pela comercialização.
Riscos à saúde
A tirzepatida é o princípio ativo de medicamentos injetáveis utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Esses produtos são popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
No Brasil, a comercialização de medicamentos depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A venda de medicamentos à base de tirzepatida também exige prescrição médica.
Segundo a Vigilância Sanitária, produtos comercializados irregularmente e sem garantia de procedência podem apresentar riscos à saúde, especialmente quando não há controle sobre as condições de transporte, armazenamento e conservação.
O órgão reforçou a importância das denúncias da população para identificar a venda irregular de medicamentos.
POr - Agência Brasil
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) entrou em um novo mercado, com a destinação e comercialização de água proveniente das estações de tratamento de esgoto para fins industriais. Em um movimento estratégico que une inovação, sustentabilidade e geração de novas receitas, o projeto de destinação de água de reúso foi oficializado, quarta-feira (21), com a assinatura de uma parceria com a empresa GS Inima.
A água obtida no final do processo de tratamento de esgoto atende todos os parâmetros ambientais exigidos, e em muitos casos é devolvida para a natureza com qualidade superior ao rio, no entanto não é potável. A Sanepar já utiliza essa água para limpeza interna em suas unidades operacionais e, agora, a comercialização visa atender setores com alta demanda hídrica — como siderúrgicas, madeireiras, fabricantes de fertilizantes e usinas termelétricas —, onde o recurso é utilizado para o resfriamento de caldeiras e máquinas.
Além de garantir receita recorrente para a Sanepar, a solução otimiza a eficiência industrial e preserva mananciais potáveis para o consumo humano, fortalecendo a segurança hídrica do estado. Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, a iniciativa consolida a transição da empresa para um modelo avançado de economia circular, em que o efluente deixa de ser apenas um resíduo e passa a integrar o portfólio de ativos. “Queremos aplicar nossa estrutura e experiência para desenvolver, junto a um operador especializado, soluções de reúso e saneamento industrial adaptadas a cada região, ampliando a nossa contribuição tanto para a competitividade da indústria quanto para a segurança hídrica do Estado”, afirma Bley
A parceira comercial foi selecionada por meio de edital e o projeto prevê desde a análise de viabilidade técnica e econômica até a mitigação de riscos e a modelagem de arranjos comerciais adaptados a cada região. A GS Inima, especializada em soluções hídricas avançadas, foi a vencedora do processo e atuará ao lado da Sanepar na mobilização e implantação da infraestrutura necessária.
A Diretoria de Inovação e Novos Negócios, responsável pelo projeto, pondera que é necessário avaliar a oportunidade de forma integrada, considerando as necessidades da indústria e os aspectos técnicos, econômicos e ambientais. “O objetivo da Companhia é estruturar soluções que promovam sustentabilidade e competitividade, com segurança e eficiência no fornecimento de água. Essa infraestrutura hídrica pode fortalecer as empresas que já atuam no Paraná e também se tornar um diferencial para atrair novos investimentos ao estado”, explica o diretor de Novos Negócios, Anatalicio Risden.
Eduardo Pedroza, diretor de Novos Negócios da GS Inima Brasil, explica que essa integração cria uma vantagem competitiva para transformar efluentes em novos recursos hídricos, fortalecer a segurança da indústria e reduzir a pressão sobre os mananciais. Além disso, o plano de atuação da empresa também contempla quatro polos industriais prioritários e permitirá estruturar os primeiros projetos e acordos com as indústrias. “Nosso cronograma prevê o detalhamento da engenharia para atender às necessidades dos clientes industriais, a implantação de um primeiro projeto-piloto e, na sequência, a expansão das soluções, com foco nos polos prioritários. Também queremos estar preparados para atender a novas demandas e a empresas que venham se instalar no Paraná”, detalha.
A aplicação de água de reuso de origem sanitária ou industrial, para fins urbanos, agrícolas, florestais, ambientais e industriais no Paraná segue diretrizes do Instituto de Água e Terra (IAT). Assim, a parceria iniciada cumpre as normas previstas em lei e contribui para o desenvolvimento do Paraná.
Por - AEN
O paciente Roberto Carlos Machado, de 60 anos, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Londrina, no Norte do Paraná, após ter uma reação ao receber uma transfusão de sangue. A família afirma que a equipe médica aplicou uma tipagem sanguínea incompatível em Roberto.
Segundo Vanderleia Machado, esposa do paciente, o aposentado estava internado na Santa Casa de Londrina desde a última segunda-feira (19). Por conta de uma anemia, ele precisou de uma transfusão de sangue.
No entanto, durante o procedimento, os funcionários aplicaram bolsas do tipo A. Segundo a esposa, Roberto tem tipo sanguíneo O. Pacientes desse grupo só podem receber sangue do tipo O.
"Na hora em que colocou o sangue no braço dele, ele começou a passar mal. Eu vi o meu marido morrer e voltar de novo. Foi aquele desespero. Deram o sangue errado", afirma Vanderleia Machado.
Uma foto feita pelos familiares do paciente mostra que a bolsa utilizada na transfusão estava identificada como sangue do tipo A.
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Roberto está internado na Santa Casa de Londrina desde segunda-feira — Foto: Reprodução/RPC
Vanderleia afirmou que, no momento em que pedia socorro pelo marido, recebeu um tapa no braço de um funcionário do hospital. À RPC, afiliada da TV Globo, a Santa Casa de Londrina informou que acolheu os familiares de Roberto e apura a situação para tomar as providências cabíveis.
Sobre a transfusão, o hospital afirmou que identificou rapidamente a reação adversa do paciente e adotou medidas necessárias. Por precaução, ele foi levado à UTI, onde recebe acompanhamento especializado. Segundo o hospital, Roberto está estável e apresenta boa evolução clínica.
Ao g1, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) disse que está acompanhando o caso e que irá instaurar sindicância para apuração da conduta dos profissionais.
O g1 entrou em contato com a Secretaria Estadual da Saúde, que gere contrato com o hospital filantrópico. Não houve retorno da instituição até a última atualização desta reportagem.
Por - RPC/G1
O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), vai investir R$ 39.120.671,92 em 13 projetos voltados a práticas agroecológicas. As ações serão desenvolvidas em assentamentos de reforma agrária distribuídos por 21 municípios do Paraná, beneficiando comunidades indígenas, pescadores artesanais e catadores de materiais recicláveis.
Entre as propostas que serão implementadas estão a proteção e restauração de nascentes; recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL); combate à erosão; e construção de cisternas/sistemas de captação de água de chuva.
A iniciativa conta com suporte técnico da Rede Paraná Metrologia e Tecnologia, referência nacional em tecnologia industrial e metrologia. Tem também o amparo legal dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, que participaram do processo de aprovação e liberação dos recursos por meio da indenização paga pela Petrobras pelo vazamento de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, em 2000.
“Os projetos vão contribuir para a recuperação da cobertura vegetal e a conservação da biodiversidade, integrando a recuperação dos ecossistemas à produção rural. Dessa forma, os benefícios vão além das áreas dos assentamentos, contribuindo também para a melhoria da qualidade ambiental e dos serviços ecossistêmicos, com impactos positivos para outras regiões do Paraná”, afirma o engenheiro ambiental da Sedest, Jonar Johannes Roth.
“Teremos ações contínuas de formação, como oficinas práticas, mutirões, cursos, intercâmbios e produção de cartilhas e vídeos educativos. Ou seja, é forte também o foco em educação ambiental”, acrescenta.
Ele explica que as proposições têm como base a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e estão alinhadas a seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): ODS 1 (Erradicação da Pobreza); ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável); ODS 6 (Água Potável e Saneamento); ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis); ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima); ODS 15 (Vida Terrestre).
Segundo ele, os projetos estão em fase de atualização dos documentos necessários para a formalização das parcerias, além de ajustes nos planos de trabalho e no detalhamento orçamentário. “As próximas etapas incluem a formalização e assinatura dos termos de fomento e o cumprimento dos requisitos necessários para a liberação dos recursos e o início das atividades”, diz Roth.
MUNICÍPIOS BENEFICIADOS – Lapa, Clevelândia, Honório Serpa, Palmas, Congonhinhas, São Jerônimo da Serra, Amaporã, Planaltina do Paraná, Terra Rica, Marilena, Santa Mônica, Diamante D’Oeste, Vera Cruz do Oeste, Paranacity, Londrina, Curitiba, Guaraqueçaba, Querência do Norte, Ortigueira, Jardim Alegre e Paranaguá.
PARANÁ METROLOGIA – A Paraná Metrologia é uma organização tecnológica, criada em maio de 2001, por iniciativa de três Institutos tecnológicos: Instituto de Pesos e Medidas (Ipem/PR), Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) e Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). É referência nacional em tecnologia industrial e metrologia, buscando difundir o conhecimento e a aplicação da ciência das medidas e medições, promovendo a precisão, a qualidade e a inovação nos processos produtivos.
HISTÓRICO – A indenização decorre do vazamento de aproximadamente 4 milhões de litros de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária, em julho de 2000. O acidente atingiu cerca de 40 quilômetros do Rio Iguaçu e contaminou aproximadamente 140 hectares de solo, provocando impactos sobre a fauna, a flora, a qualidade da água, o ar e os ecossistemas da região.
Após mais de duas décadas de tramitação judicial, o Termo de Acordo Judicial, firmado em 2021, destinou os recursos, estimados em R$ 1,2 bilhão, exclusivamente à conservação, recuperação e proteção ambiental no Paraná. A carteira atual reúne projetos executados por órgãos estaduais, municípios, universidades, instituições federais e organizações da sociedade civil, com foco na reparação dos danos ambientais e no fortalecimento das políticas públicas para as próximas décadas.
Por - AEN


















