Com aporte de R$ 1,46 bilhão, Paraná amplia frota de máquinas agrícolas nos municípios

O Governo do Paraná inicia 2026 com 406 convênios assinados para compra de maquinários da linha amarela, segundo o levantamento do Núcleo de Convênios (Nuconv) da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

O investimento foi de cerca de R$ 1,46 bilhão, com valor médio de R$ 3,7 milhões por município, para aquisição de 2.044 máquinas. Desse número total, já foram pagas e entregues 832 unidades. Em todo o Estado, 397 municípios e mais oito consórcios intermunicipais estão sendo beneficiados.

Entre as mais de duas mil máquinas estão 682 caminhões-caçamba, 299 pás carregadeiras, 357 retroescavadeiras, 183 rolos compactadores, 43 tratores de esteira, 231 escavadeiras e 249 motoniveladoras. Até agora, 66 municípios já compraram todos os seus equipamentos. Os recursos são do programa Estrada Boa, que prevê cerca de R$ 5 bilhões em investimentos para melhorar a trafegabilidade rural, conservar o meio ambiente, os recursos hídricos e ampliar a frota de maquinários dos municípios. 

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, afirma que essas máquinas contribuem para transformar a vida do produtor rural, reduzindo o custo de produção e dando segurança e conforto para as famílias que vivem no campo. “O produtor rural precisa de muita coisa, mas tem uma coisa que ele precisa todo dia, que é a estrada. Chova ou faça sol, ele usa as estradas para receber os insumos, para escoar a produção ou para se deslocar até a cidade. Essas máquinas vão atuar não só na melhoria da trafegabilidade, como vão poder trabalhar também dentro das propriedades, o que representa um avanço enorme”, disse.

CONVÊNIOS – Foram formalizados pela Seab 1.064 convênios em 2025, nos diversos setores da infraestrutura agrícola estadual. O número foi três vezes maior do que em 2024, quando 351 convênios foram celebrados. O balanço divulgado pelo Nuconv abrange o período de janeiro a dezembro do ano passado. O total de investimentos gerados ultrapassou os R$ 4,5 bilhões. Os convênios firmados incluem pavimentações de estradas rurais, compra de maquinários, veículos, implementos agrícolas e insumos.

O maior número foi formalizado dentro do programa Estrada Boa, com um total de 777 convênios. Além da compra de máquinas, mais 371 convênios foram assinados para pavimentação de estradas rurais, com investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões. Ao todo 2,3 mil quilômetros de estradas serão pavimentados, sendo 292 em concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) como matéria-prima, 38 em bloco sextavado, 29 em pedras irregulares e 12 em concreto.

Completando os números, o setor agrícola de implementos e maquinários, no geral, teve 150 convênios firmados para compra de pulverizadores, distribuidores de calcário, ensiladeiras, tratores, caminhões, caminhonetes e veículos de passeio. Outros 18 convênios foram para a compra de insumos como calcário e adubo.

Já o Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), da Seab, foi responsável por mais 119 convênios formalizados em 2025. Desses, 58 foram para estufas, dentro do programa Rota do Progresso, que agora já conta com 546 estufas no total. E outros 61 para melhorias de infraestrutura de feiras livres, cozinhas, centrais de alimentos, hortas e compra de veículos.

 

 

 

 

 

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 Batidas de veículos geraram 3,6 mil substituições de postes no Paraná em 2025, aponta Copel

Um balanço feito pela Copel aponta que 3.607 postes precisaram ser substituídos ao longo de 2025 devido a colisões de veículos contra a infraestrutura elétrica, em todo o Paraná. A projeção mantém o tema entre as principais causas externas de interrupção no fornecimento de energia no Estado, com prejuízos que atingem motoristas, consumidores e a sociedade como um todo.

Embora o número de casos tenha apresentado redução em 2025 em relação a anos anteriores, ainda se manteve em patamar elevado. Foram 3.700 ocorrências, em 2024; 3.757, em 2023; 3.885, em 2022 e 3.962, em 2021.

Em números absolutos, Curitiba, Londrina e São José dos Pinhais lideram o ranking estadual deste tipo de ocorrências. Já quando se considera a proporção de acidentes por mil habitantes, destacam-se municípios menores, como Ortigueira (47 ocorrências para uma população de 24,1 mil habitantes), Reserva (37 ocorrências para uma população de 24,5 mil habitantes) e Tibagi (36 ocorrências para uma população de 19,9 mil habitantes).

RECONSTRUÇÃO DA ESTRUTURA – Cada colisão exige operação imediata das equipes técnicas da Copel. O trabalho envolve isolar a área, substituir o poste, recompor as redes de energia e religar os consumidores. Em média, a troca completa leva cerca de quatro horas, tempo que pode aumentar conforme o grau de avaria, as condições de segurança no local, entre outras variáveis. Quando os acidentes acontecem com maquinários na área rural, soma-se o tempo de deslocamento das equipes.

“Esses acidentes continuam acontecendo em grande número”, alerta o gerente de projetos da Copel, Rafael Radaskievcz. “A responsabilidade financeira é do causador do acidente, mas o prejuízo coletivo envolve a interrupção no fornecimento de energia, e ainda as consequências para a integridade física de motorista, passageiros e transeuntes”, afirma.

Ele reforça que investimentos contínuos em automação da rede têm ajudado a reduzir o número de clientes afetados durante essas ocorrências, mas que o problema ainda exige atenção especial de motoristas. “A modernização permite isolar trechos e minimizar desligamentos, mas nada substitui a direção segura. Um único poste derrubado pode deixar os imóveis do entorno sem luz por várias horas”, explica.

CUSTOS – Os custos decorrentes desses acidentes variam conforme o tipo de poste e os equipamentos instalados. Em 2025, a média de cobrança ao responsável pela colisão foi de R$ 5,5 mil por unidade.

Além dos danos materiais, a orientação da Copel é sempre priorizar a segurança: em caso de acidente em que cabos fiquem sobre o veículo ou no chão, o motorista deve permanecer dentro do automóvel e acionar a Copel pelo telefone 0800 51 00 116. Em situações extremas que exijam a saída imediata, a recomendação é abandonar o veículo com os pés juntos e se afastar em pequenos saltos, para evitar o risco da chamada “tensão de passo”.

 

 

 

 

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 Calor intensifica presença de morcegos e Saúde alerta para cuidados com a raiva

Nos períodos mais quentes do ano é comum o aumento da presença de morcegos e consequentemente de acidentes, pois é nessa época que ocorre a reprodução desses animais. E apesar de o último caso autóctone (que tem origem no local em que foi feito o diagnóstico) de raiva humana no Paraná ter sido registrado em 1987, é essencial garantir a prevenção para manter a doença afastada.

De acordo com dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em 2025 foram registrados 59 morcegos positivos para raiva no Paraná. Número inferior aos 82 animais positivos em 2024. Já em relação aos herbívoros (bovinos, equinos, ovinos, caprinos) positivos, em 2025 foram 216 registros, e em 2024 foram 203.

“A raiva é uma doença infecciosa que é transmitida de animais para pessoas. É causada por um vírus presente na saliva e nas secreções dos mamíferos infectados e é uma doença considerada fatal na maioria dos casos. Prevenir é a melhor forma de evitar”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Com a presença intensificada dos animais, vale reforçar a atenção e saber como proceder. Caso aconteça alguma agressão por parte de algum animal, seja de morcegos ou mesmo de cães e gatos ou outro animal, os ferimentos devem ser lavados com bastante água e sabão e deve ser aplicado produto antisséptico - em seguida, a assistência médica deve ser procurada o mais rápido possível.

Em relação aos morcegos, apenas o contato com o mamífero pode ser suficiente para a contaminação. Por isso, buscar o serviço de saúde imediatamente é fundamental. “O tratamento da raiva humana deve ser prescrito pelo médico ou enfermeiro, que vai avaliar o caso indicando a aplicação de vacina e/ou soro”, enfatizou Beto Preto.

Nos casos de agressão por cães e gatos, quando possível, é importante observar o animal por 10 dias. Se ele adoecer, desaparecer ou morrer, é fundamental informar o serviço de saúde imediatamente.

ORIENTAÇÃO - A vacinação anual de cães e gatos é eficaz na prevenção da raiva nesses animais, o que consequentemente previne também a raiva humana. Quando se trata de animais de rua ou desconhecidos, a orientação é evitar a aproximação e não tocá-los quando estiverem se alimentando, com filhotes ou mesmo dormindo.

Morcegos, ou outros animais silvestres, não devem ser tocados diretamente, principalmente se estiverem caídos no chão ou forem encontrados em situações não habituais, como voar durante o dia, dentro de casa - sinais de que podem estar contaminados.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Hortigranjeiros do Paraná estão com preços mais acessíveis ao consumidor no começo de 2026

O agronegócio paranaense inicia 2026 em um cenário marcado por recordes históricos, boas perspectivas produtivas e, em especial, um ambiente favorável ao abastecimento alimentar. De acordo com o Boletim Conjuntural desta semana, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (8), os preços mais acessíveis no segmento de hortigranjeiros beneficiam o consumidor e incentivam a aquisição desses itens. 

Dados da Ceasa Paraná mostram que, na comparação entre 2025 e 2024, a maior parte dos hortigranjeiros apresentou redução de preços no atacado. Isso é reflexo da sazonalidade e do planejamento produtivo para adequação da demanda no período de festas.

Dos 30 principais itens acompanhados, 22 registraram queda, incluindo produtos essenciais como batata comum (50,1%), cebola (49,9%), beterraba (45,8%) e cenoura (37,3%). Frutas como abacaxi e laranja, bastante apreciadas nas mesas brasileiras, também tiveram retração nos preços.

Se por um lado esse cenário é propício aos consumidores, por outro lado demonstra o quanto a organização da oferta e a gestão eficiente seguem como ferramentas para que o produtor possa garantir sustentabilidade e rentabilidade na horticultura paranaense.

SUÍNOS – A suinocultura paranaense fechou 2025 em patamar histórico. Segundo o Deral, o Paraná exportou 236 mil toneladas de carne suína, com receita de US$ 597 milhões, o maior resultado desde o início da série histórica, em 1997. O crescimento em volume e valor elevou a participação do Estado nas exportações nacionais de 14% para 16%, reforçando sua posição como o terceiro maior exportador brasileiro.

Outro destaque foi a ampliação e diversificação dos mercados compradores. As Filipinas assumiram a liderança nas importações, superando Hong Kong após 14 anos, enquanto países da América do Sul e do Sudeste Asiático ampliaram suas compras. O desempenho confirma a competitividade da cadeia produtiva e a capacidade do Paraná de atender à demanda internacional com qualidade e regularidade.

MILHO – A produção de milho avança de forma consistente. O plantio da segunda safra já começou em áreas pontuais do Sudoeste, após a colheita do feijão. A área plantada ainda é incipiente frente aos 2,84 milhões de hectares previstos, projeção essa 1% superior à da safra anterior e que pode ser revista conforme o avanço da colheita da soja.

Na primeira safra, o cenário é amplamente favorável: 93% das lavouras estão em boas condições – índice semelhante ao de um ano marcado por recorde de produtividade. Com área cultivada de 339 mil hectares, a expectativa do Deral é de uma produção de 3,47 milhões de toneladas, consolidando o milho como base estratégica tanto para a alimentação animal quanto para o equilíbrio das cadeias agroindustriais do Estado.

 

 

 

 

 

por - AEN

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