Com a chegada das temperaturas mais baixas e o aumento do uso de aquecedores elétricos, secadores de cabelo, chapinhas, cobertores elétricos e chuveiros em temperaturas mais altas, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça os cuidados necessários para evitar curtos-circuitos e incêndios em residências. O período de frio costuma elevar o consumo de energia elétrica nas casas, exigindo atenção redobrada com a rede elétrica e a utilização correta dos equipamentos
Dados do anuário da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) apontam um crescimento de quase 10% nos incêndios de origem elétrica no Brasil em 2025 em comparação com o ano anterior. Somente no Paraná, foram registrados 116 incêndios por sobrecarga de instalações elétricas. A Região Sul aparece como a segunda com maior número de ocorrências no País.
Segundo a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, um dos problemas mais comuns nesta época do ano está relacionado aos chuveiros elétricos. Ela explica que o risco não está apenas em utilizar a temperatura mais quente, mas principalmente em reduzir a passagem de água na tentativa de aquecer mais o banho, o que pode sobrecarregar a resistência e a instalação elétrica. “Quando há cheiro de queimado no chuveiro, isso já é um sinal de alerta de que a resistência ou a fiação podem estar sobrecarregadas”, destaca.
A bombeira reforça que instalações antigas podem não suportar equipamentos mais potentes, especialmente em imóveis mais antigos. Por isso, revisões periódicas da rede elétrica devem ser feitas por profissionais especializados, principalmente antes da instalação de chuveiros mais modernos ou de maior potência.
Ela também alerta para os riscos da troca improvisada de equipamentos elétricos. “Muitas pessoas acabam trocando chuveiros ou tomadas por conta própria porque parece algo simples, mas sempre que for mexer com energia elétrica é fundamental desligar o disjuntor antes de iniciar qualquer serviço”, orienta.
Outro cuidado importante envolve os aquecedores elétricos e desumidificadores, muito utilizados durante o inverno. O CBMPR orienta que cada tomada seja utilizada para apenas um aparelho de maior potência, evitando sobrecarga elétrica. O uso excessivo de benjamins, adaptadores e extensões aumenta significativamente o risco de curto-circuito.
“Se houver necessidade de dividir uma tomada, o mais indicado é utilizar filtros de linha de qualidade, que possuem fusível de proteção. Em caso de sobrecarga, o fusível interrompe a energia antes que o problema atinja a tomada ou o aparelho”, explica a capitã Luisiana.
O Corpo de Bombeiros também alerta para os cuidados com aquecedores elétricos portáteis. Os aparelhos devem ser mantidos longe de cortinas, tapetes, sofás, roupas de cama e outros materiais inflamáveis, mantendo uma distância segura de pelo menos um metro ao redor do equipamento. Os bombeiros reforçam ainda que aquecedores nunca devem ser cobertos ou utilizados em locais abafados, devido ao risco de superaquecimento.
Secadores de cabelo e chapinhas também exigem atenção. Muitos destes aparelhos possuem pinos mais grossos, o que significa que exigem tomadas de 20 Amperes (20A). Utilizar um adaptador para ligá-los em uma tomada comum de 10A faz com que a corrente elétrica ultrapasse a capacidade dos fios, gerando superaquecimento e podendo iniciar um incêndio. Após o uso, os equipamentos devem permanecer em superfícies seguras até esfriarem completamente, longe de toalhas, colchões e roupas.
Outro ponto importante é a manutenção preventiva. Equipamentos guardados de um inverno para outro podem acumular poeira, apresentar desgaste ou oxidação. Por isso, o CBMPR orienta verificar cabos, tomadas e plugs antes de ligar os aparelhos novamente.
A capitã Luisiana chama atenção especialmente para os riscos em residências de madeira, comuns em várias regiões do Paraná. Segundo ela, nessas construções o fogo pode se espalhar rapidamente após um curto-circuito. “O que a gente vê principalmente no Interior do Estado são casas de madeira, que queimam muito rapidamente. Em incêndios causados por problemas elétricos, muitas vezes, quando os bombeiros chegam ao local, o fogo já tomou toda a residência”, afirma.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná reforça que a prevenção é a principal forma de evitar incêndios domésticos. Em situações de emergência, acione imediatamente o telefone 193.
Veja as principais orientações do CBMPR para prevenir incêndios no inverno:
- Evite ligar vários aparelhos de alta potência na mesma tomada;
- Prefira filtros de linha com fusível de proteção em vez de benjamins e extensões improvisadas;
- Nunca utilize adaptadores ou alargue os furos da tomada para encaixar aparelhos com pinos mais grossos. É preciso instalar um circuito elétrico e uma tomada específicos para o aparelho;
- Nunca cubra aquecedores elétricos ou os utilize próximos a materiais inflamáveis;
- Mantenha pelo menos um metro de distância entre aquecedores e cortinas, cobertores, sofás e tapetes;
- Desligue aquecedores portáteis da tomada ao sair do ambiente ou antes de dormir;
- Utilize lençóis e cobertores elétricos apenas para aquecer a cama e desligue-os antes de se deitar;
- Após o uso, deixe secadores e chapinhas esfriarem longe de tecidos e superfícies inflamáveis;
- Sempre desligue o disjuntor antes de trocar chuveiros, tomadas ou realizar qualquer serviço elétrico;
- Faça revisões periódicas da rede elétrica, principalmente em casas antigas ou de madeira;
- Verifique se os aparelhos possuem certificação do Inmetro;
- Inspecione fios, cabos e tomadas regularmente. Sinais de derretimento, aquecimento excessivo ou cheiro de queimado indicam necessidade de manutenção imediata;
- Antes de reutilizar aparelhos guardados por longos períodos, faça limpeza e verifique possíveis danos.
Por - AEN
O Paraná tem a melhor distribuição de leitos SUS de UTI do Sul do Brasil, com uma média de 17,11 para cada 100 mil habitantes, que é superior a Santa Catarina (12,37) e Rio Grande do Sul (13,17). Os números também colocam o Estado entre os três melhores do Brasil, com melhor índice que a média brasileira e dentro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A pesquisa feita pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostra um panorama de todo o País com cruzamento de informações do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), IBGE e Agência Nacional de Saúde (ANS). Os dados usados reúnem os leitos de UTIs Adulto e Coronariana e, para fazer a média, utilizam a chamada “população SUS”, que não possui plano privado de saúde.
A média de 17,11 do Paraná ultrapassa a brasileira, que é de 13,06 e, entre os entes federativos, Distrito Federal (17,7) e o Espírito Santo (22,81) estão à frente do Paraná. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda como referência a faixa de 10 a 30 leitos por 100 mil habitantes.
Outro dado mostra que o Brasil teve um crescimento de 67% nos leitos SUS de UTI nos últimos 10 anos, enquanto o Paraná teve crescimento de 50%, passando de 1.121 em 2016 para 1.685 em 2025.
“O crescimento do número de leitos de UTI representa um avanço importante no Paraná, pois aumenta a capacidade de resposta do sistema de saúde. Essa ampliação também é fruto de uma política deste governo, que aposta na melhoria da atenção à saúde com a regionalização, que evita deslocamentos, melhora o acolhimento e dá mais oportunidades de recuperação da pessoa com atendimento mais rápido”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
O Paraná ainda teve um crescimento de leitos pediátricos, neonatais e de queimados, que não são utilizados na pesquisa da Amib. Os dados da CNES apontam que o Estado somava 370 leitos em 2016 e agora são 630, uma ampliação de 70%. Entre eles, o destaque é para os leitos SUS de UTI Neonatais, que saltaram 115%, de 198 para 427 no mesmo período.
O crescimento de leitos no Paraná é maior que a proporção do crescimento de habitantes no Estado. Segundo dados do IBGE, a população do Estado era de 11.242.720 em 2016 e passou para 11.890.527 em 2025, o que representa um aumento de 5,7%.
INVESTIMENTO – O crescimento do número de leitos de UTI SUS no Paraná está relacionado às contratações e também às construções de novos hospitais, com recursos do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).
Além das obras já realizadas e entregues, o número de leitos de UTI irá ampliar com a construção de novos hospitais em diferentes regiões do Paraná anunciadas neste ano.
Matinhos, no Litoral, terá um novo hospital com um investimento de R$ 67,7 milhões dentro do programa Paraná Competitivo. Serão 90 leitos, incluindo UTI adulta, além de enfermarias, maternidade, centro cirúrgico e estrutura completa para exames de imagem.
No último dia 15 de maio, o governador Carlos Massa Ratinho Junior, assinou a ordem de serviço para o início da construção do Hospital Graciele Possan, em Guaíra, na região Oeste. Ele terá um aporte de R$ 64,3 milhões do Estado e contará com 84 leitos, distribuídos entre enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Também na região Oeste, na cidade de Assis Chateaubriand, foi assinado um investimento de R$ 74 milhões para a construção de um hospital com 80 leitos e distribuídos entre as áreas clínica, cirúrgica, obstétrica e UTI.
Com a reforma e readequação da estrutura atual, o Hospital São Camilo, em Irati, na região Sul, passará de 62 leitos para 101 leitos, com 20 leitos de UTI adulto. O investimento de quase R$ 13 milhões ainda será usado para ampliar salas cirúrgicas, de três para cinco, além de ganhar uma área física para implantação do serviço de hemodinâmica, para diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e neurológicas.
Por - AEN
A Polícia Civil do Paraná ganha uma estrutura mais especializada para combater o crime organizado e atuar em operações de alto risco a partir de uma nova legislação aprovada nesta semana na Assembleia Legislativa. A Lei Orgânica da PCPR cria o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado, o DRACO, organiza o Departamento de Operações Especiais, o DOESP, e estabelece o Departamento de Inteligência Policial, o DIP, consolidando três grandes frentes de atuação com atribuições definidas em lei.
A nova legislação ainda moderniza a estrutura institucional da Polícia Civil após mais de quatro décadas do antigo Estatuto da Polícia Civil do Paraná, instituído pela Lei Complementar nº 14, de 1982, revogada pela nova lei. A atualização prepara a PCPR para os desafios atuais da segurança pública, com uma organização voltada à investigação qualificada, ao uso estratégico da inteligência, à atuação integrada e à resposta operacional especializada.
O secretário da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, afirma que a nova lei representa avanço na capacidade institucional da Polícia Civil. "A nova Lei Orgânica organiza a PCPR para enfrentar crimes cada vez mais complexos, com mais especialização, inteligência e capacidade operacional. O Paraná passa a contar com uma estrutura própria para combater organizações criminosas, sem abrir mão da atuação especializada em situações de alto risco", diz.
O delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, destaca que a nova Lei Orgânica moderniza a instituição e fortalece todas as áreas da Polícia Civil. "Essa legislação organiza a Polícia Civil para o presente e para o futuro. Estamos falando de uma estrutura mais eficiente, mais especializada e mais preparada para investigar crimes complexos, apoiar o trabalho dos policiais e entregar melhores resultados à sociedade paranaense", afirma.
DRACO E DOESP – O DRACO nasce com atribuição legal para identificar, investigar e desarticular organizações criminosas em todo o Paraná, incluindo crimes que envolvam mais de um município ou outros estados da federação. O novo departamento concentra investigação e inteligência voltadas ao enfrentamento de grupos com estrutura organizada, divisão de tarefas e atuação em crimes de maior impacto social.
Com reforço de delegados e policiais especializados, a PCPR passa a ter uma unidade própria para padronizar ações, integrar informações e ampliar a repressão qualificada contra o crime organizado. A atuação busca alcançar não apenas os autores diretos dos crimes, mas também lideranças, redes de apoio e estruturas que sustentam a atividade criminosa.
Já o DOESP organiza a atuação das equipes especializadas da Polícia Civil em situações críticas, operações de alto risco ou alta complexidade, resgate de reféns, investigação de sequestros e extorsões mediante sequestro, além de apoio tático-operacional às demais unidades da PCPR em todo o Estado. O departamento concentra o emprego de recursos e técnicas especiais nas ocorrências de maior risco e complexidade, ampliando a capacidade de apoio tático-operacional às unidades da PCPR em todo o Estado.
Com a nova lei, por exemplo, a experiência acumulada pelo Centro de Operações Policiais Especiais da PCPR (Cope) no enfrentamento ao crime organizado será fortalecida. A frente investigativa e de inteligência do Cope passa a integrar o DRACO, com reforço de delegados e policiais especializados. Já a atuação tático-operacional de operações especiais será organizada no DOESP, junto com outras equipes especializadas da Polícia Civil.
O novo modelo distribui as competências de forma mais técnica e eficiente. A investigação contra o crime organizado ganha o DRACO, as operações especiais ganham o DOESP e a inteligência policial ganha coordenação estratégica por meio do DIP. A mudança preserva a experiência acumulada pelas equipes especializadas e amplia a capacidade da Polícia Civil de atuar contra crimes complexos, violentos e organizados.
DIP – Em paralelo, o DIP planeja, coordena, orienta, supervisiona e controla as atividades de inteligência de segurança pública no âmbito da Polícia Civil. O departamento produz e protege conhecimentos para subsidiar a alta direção da PCPR, acompanha ameaças reais ou potenciais e organiza o Sistema Estadual de Inteligência da Polícia Civil, com integração entre unidades e preservação do sigilo das atividades.
MODERNIZAÇÃO INSTITUCIONAL – Além das mudanças voltadas ao enfrentamento do crime organizado, a nova Lei Orgânica reorganiza a estrutura da Polícia Civil em áreas de direção, assessoramento, apoio instrumental e execução. O modelo dá mais clareza às atribuições internas, melhora a coordenação administrativa e operacional e fortalece a capacidade de planejamento da instituição.
A legislação também reforça áreas estratégicas para o funcionamento da PCPR, como formação e capacitação dos policiais civis, tecnologia da informação e inovação, controle interno, identificação humana, gestão de dados e atuação especializada em crimes patrimoniais, cibernéticos, homicídios, corrupção e proteção a vulneráveis. A modernização amplia a eficiência institucional e permite respostas mais adequadas às diferentes formas de criminalidade.
Com a nova Lei Orgânica, o Governo do Paraná consolida uma Polícia Civil mais especializada, com investigação dedicada ao crime organizado, operações especiais estruturadas para situações de alto risco e inteligência policial com coordenação estratégica. Durante toda a gestão do governador Ratinho Junior, iniciada em 2019, foram incorporados 1.624 novos policiais civis, sendo 1.217 agentes de polícia judiciária, 285 delegados e 122 papiloscopistas
Por - AEN
A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) promove a partir desta quinta-feira (21) consulta pública com o objetivo de obter contribuições, sugestões e propostas sobre a minuta de resolução que visa regulamentar o conteúdo do “Relatório de Situação do Sistema de Distribuição” de gás canalizado no Estado do Paraná. A consulta vai até o dia 19 de junho de 2026.
O Relatório de Situação trata-se de um instrumento, previsto no contrato de concessão, de monitoramento contínuo e eficaz da execução da prestação do serviço concedido, uma vez que deve contemplar dados operacionais e técnicos da concessionária, essenciais para o exercício das atribuições de fiscalização e regulação técnica da Agepar.
A iniciativa decorre da previsão no item 17.9 do Contrato de Concessão de Serviços Locais de Gás Canalizado, celebrado entre o Estado do Paraná e a Companhia Paranaense de Gás(COMPAGAS). O referido item estabelece a obrigatoriedade de a Concessionária elaborar e enviar trimestralmente informações atualizadas relativas à área de concessão.
“A regulamentação da Agepar sobre o Relatório de Situação é fundamental para garantir a qualidade das informações que devem ser apuradas periodicamente, uma vez que a falta de padronização das informações pode levar a apresentação de relatórios com dados heterogêneos, dificultando a comparação entre diferentes períodos e a formação de séries históricas confiáveis. E, neste sentido, a participação da sociedade e dos agentes de mercado no aperfeiçoamento da proposta normativa é fundamental para maior transparência e qualidade da regulamentação da Agepar”, explica a chefe da Coordenadoria de Fiscalização e Regulação Técnica do Gás Canalizado, Mariana R. Facundo de Souza.
Os interessados em participar da consulta pública podem enviar sugestões, comentários ou questionamentos até o dia 19 de junho, por meio de formulário online, disponível no site da Agepar. Não serão analisadas contribuições anônimas.
Por - AEN
A redução na alíquota do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 ajudou mais paranaenses a ficarem em dia com o fisco estadual.
Dois a cada três motoristas quitaram o imposto até o último dia 15 de maio, data final do calendário de vencimentos. Ao todo, foram mais de 2,77 milhões de veículos com o IPVA em dia — número que corresponde a 66,4% dos 4,2 milhões de veículos tributados pela Receita Estadual do Paraná.
Em comparação ao mesmo período de 2025, quando a alíquota ainda era de 3,5%, cerca de 2,4 milhões de paranaenses tinham feito o pagamento integral do imposto. Na prática, isso significa que o IPVA reduzido fez com que o número de quitações crescesse quase 12%. Em compensação, o total de inadimplentes caiu 9%, indo de 1,5 milhão no ano passado para 1,3 milhão em 2026.
“Tivemos um crescimento expressivo no número de contribuintes adimplentes, ou seja, que aproveitaram o menor IPVA do Brasil para deixar as contas em dia”, afirma o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, reforçando o efeito benéfico da nova alíquota de 1,9% em vigor desde janeiro. “Era o efeito que esperávamos: o paranaense com mais dinheiro no bolso e comprometido em honrar seus compromissos com o Estado”.
ARRECADAÇÃO – O resultado disso aparece na própria arrecadação. Segundo balanço da Receita Estadual, mais de 80% do IPVA 2026 já foi pago até o fim do calendário. Foram R$ 3,6 bilhões até o último dia 15. Para o ano, o valor total lançado é de R$ 4,5 bilhões.
Entre os municípios, o destaque ficou com Indianópolis, na região Noroeste. Os moradores da cidade já quitaram mais de 92,4% de todo o imposto lançado para seus 1.333 veículos, o maior índice de todo o Estado. Em seguida, aparecem Bom Sucesso do Sul (90,2%) e Sulina (89,6%).
A região com a maior taxa de arrecadação foi o Sudoeste, onde 82,4% do IPVA 2026 já foi recolhido. O Centro-Oeste (81,25%), Oeste (81,09%), Centro-Sul (80,75%) e Sul (80,38%) também aparecem acima da média paranaense.
As 10 cidades com as maiores taxas de adimplência:
Indianópolis - 92,4%
Bom Sucesso do Sul - 90,2%
Sulina - 89,6%
Pranchita - 88,9%
Mercedes - 88,8%
Arapuã - 88,6%
Quatro Pontes - 88,6%
Capanema - 88,5%
Verê - 88,2%
Virmond – 87,4%
AUMENTO DE EMPLATAMENTOS – Outro efeito imediato da mudança foi o aumento dos emplacamentos. De janeiro a abril deste ano, o crescimento foi de 38,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 229.400 registros no 1º quadrimestre de 2026, contra 165.659 no ano passado, segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR).
Dos quatro meses analisados, a alta mais expressiva ocorreu no mês de março, com 54%, quando 67.556 veículos foram registrados no Paraná, 23.671 a mais que no mesmo mês de 2025, com 43.885. Foram 44.302 novos veículos (primeiro emplacamento) e 23.254 registros de outro estado (quando o proprietário transfere o “domicílio” do automóvel). É como se 2.179 veículos por dia recebessem “placas paranaenses” registrados junto ao Detran.
Por - AEN
Referência nacional na ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento do HIV, o Paraná recebeu nesta terça e quarta-feira (19 e 20), em Curitiba, a Oficina para Diretrizes de Eliminação da Aids e da Transmissão Vertical do HIV como Problema de Saúde Pública. O encontro, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) em parceria com o Ministério da Saúde, reuniu gestores, equipes técnicas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias integradas de prevenção, assistência e vigilância.
Promovida pela Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde, por meio da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Transmissíveis, a oficina faz parte do processo de descentralização das diretrizes do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) para os estados brasileiros.
O objetivo é fortalecer a construção de um Plano Estadual alinhado às metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação da aids e da transmissão vertical do HIV até 2030, integrando vigilância epidemiológica, assistência à saúde e participação da sociedade civil.
Os principais eixos debatidos foram a ampliação das ações de promoção e educação em saúde para populações em situação de maior vulnerabilidade, o fortalecimento do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento, além da implementação de estratégias específicas para interromper a transmissão do HIV de mãe para filho.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou o protagonismo do Paraná na resposta ao HIV e às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). “O Paraná tem avançado de forma consistente no enfrentamento ao HIV, ampliando o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e às estratégias de prevenção em todas as regiões do Estado. Hoje, os testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais estão disponíveis em 100% dos municípios paranaenses, aproximando o cuidado da população e reduzindo barreiras de acesso”, afirmou.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, afirmou que o Estado tem fortalecido políticas públicas voltadas à prevenção combinada, com expansão da oferta das profilaxias Pré e Pós-Exposição (PrEP e PEP), além de investimentos na qualificação contínua das equipes de saúde.
“Nosso compromisso é garantir um cuidado integral, humanizado e baseado em evidências científicas. O conceito de Indetectável = Intransmissível representa um avanço fundamental no combate ao estigma e na interrupção das cadeias de transmissão. O Paraná hoje apresenta uma das menores taxas de mortalidade por aids do Brasil, resultado de uma rede organizada, integrada e comprometida com a vida”, acrescentou.
O Paraná reduziu em 47,8% a mortalidade por aids na última década e vem alcançando as metas globais estabelecidas pela OMS. Atualmente, 93% das pessoas diagnosticadas estão em tratamento e, destas, 96% possuem carga viral indetectável.
O Estado também avança na implantação do Circuito Rápido da Aids Avançada, estratégia que permitirá diagnósticos de infecções oportunistas em menos de 30 minutos para pacientes em situações mais graves.
Durante a apresentação sobre o panorama do HIV/Aids, a chefe da Divisão de IST/Aids, Mara Carmen Franzoloso, destacou os avanços recentes e os próximos desafios para consolidar a eliminação da doença como problema de saúde pública.
"Tivemos conquistas expressivas, como a redução de mais de 44% dos casos em menores de cinco anos e a conquista do Certificado de Eliminação da Transmissão Vertical. Hoje, 96% das pessoas em terapia antirretroviral já apresentam carga viral suprimida, ou seja, indetectável. Nosso grande foco agora é o compromisso com a Agenda 2030: precisamos alcançar a meta de 95% de pacientes diagnosticados, em tratamento e com supressão viral, garantindo mais qualidade de vida e freando a transmissão do vírus”, disse.
A oficina busca fortalecer o controle social e ampliar a integração entre diferentes áreas governamentais, como Educação, Assistência Social e Direitos Humanos, consolidando uma resposta intersetorial ao HIV no Paraná.
Por - AEN








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