Em alusão ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado neste domingo, 14 de junho, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), faz um chamamento especial à população para manter os estoques de bolsas abastecidos em todo o Paraná.
Integrada às ações do Junho Vermelho, a mobilização traz um apelo especial para os voluntários dos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-), que registraram quedas recentes nos bancos de sangue e necessitam de reposição imediata para o atendimento da rede hospitalar.
A regularidade na doação é o que garante a sustentabilidade desse sistema. O advogado César Yukio Yokoyama, de 57 anos, incluiu o ato em sua rotina há uma década e calcula já ter realizado cerca de 45 doações no Hemepar, com foco na doação de plaquetas, componente que possui validade de apenas cinco dias após a coleta.
"A minha principal motivação é saber que o que corre nas minhas veias pode ser o combustível para a sobrevivência de outra pessoa. Descobri que meu tipo sanguíneo, AB+, atende principalmente a recém-nascidos e pacientes imunosuprimidos pela mínima rejeição que apresenta. Saber que o meu sangue vai para os seres mais frágeis do hospital, como bebês que mal começaram a vida, deu um sentido totalmente novo. Não é só um ato mecânico. É saber exatamente quem eu estou protegendo", relatou o advogado.
Na outra ponta desse ciclo, o sangue doado representa a própria oportunidade de futuro. A administradora de empresas Leisse Vieira, de 43 anos, é portadora de Talassemia Major, uma doença genética rara em que a medula produz glóbulos vermelhos com defeito, gerando a necessidade de transfusões de sangue periódicas a cada três ou quatro semanas.
"O doador me sustenta, me dá a oportunidade de viver mais e melhor, transforma uma vida que poderia ser curta e triste em uma história de vida. No meu caso, o sangue precisa ser fenotipado, ou seja, de um doador específico, mas qualquer doação é bem-vinda para salvar vidas. Tem pessoas incríveis por aí que têm a intenção no coração de ajudar a melhorar o mundo de alguma forma. Doe sangue. Não vai te fazer falta e é uma atitude que gera felicidade para quem doa e para quem recebe", testemunhou Leisse.
Leisse frequenta o Hemepar há 39 anos e destaca também o impacto da instituição em sua vida. “Eu estou no Hemepar há 39 anos, sempre me senti acolhida. Todos são especiais e têm seu papel valioso no processo”, destacou.
O engajamento da população tem se refletido no crescimento constante das doações ano após ano no Paraná. Em 2023, o Estado registrou 187.128 bolsas coletadas, número que saltou para 203.925 em 2024 e atingiu 214.377 em 2025, representando um aumento próximo de 15% no período.
Em 2026, o ritmo solidário continua em alta: até o momento, já foram contabilizadas mais de 86 mil bolsas de sangue, volume 3% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado. No entanto, mesmo com o avanço histórico nos índices, o apelo pelos tipos O+ e O - permanece devido à característica de alta demanda dessas tipagens na rede de urgência.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressalta que o engajamento da população precisa ser contínuo para dar suporte ao sistema de saúde.
"O crescimento constante nas doações ano após ano demonstra o espírito solidário do povo paranaense, mas a nossa hemorrede é viva e a demanda dos hospitais não para. O Dia Mundial do Doador é o momento de agradecermos a quem já tem esse hábito e, ao mesmo tempo, de fazermos um apelo crítico para os voluntários dos tipos O+ e O-. Manter esses estoques abastecidos é uma responsabilidade coletiva para garantir que nenhuma cirurgia ou atendimento de urgência seja interrompido no Estado", disse.
AÇÕES NO ESTADO TODO - Para marcar o período e atrair novos voluntários, os hemocentros e Unidades de Coleta e Transfusão (UCT) de todo o Paraná organizaram programações especiais ao longo do mês. As ações nas diferentes regiões do Estado incluem o agendamento intensificado de grupos com transporte gratuito, coletas externas, blitz educativa em semáforos, panfletagem e palestras de conscientização em colégios, universidades e empresas parceiras.
REDE - Toda essa engrenagem dá sustentação ao Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), que atende 384 hospitais no Estado e dá suporte a 96,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Para manter essa estrutura funcionando sem interrupções, são enviados diariamente cerca de 700 hemocomponentes para as unidades parceiras, que dependem diretamente dessas bolsas para realizar cirurgias eletivas, atendimentos de urgência, emergências e tratamentos crônicos contínuos.
Além do impacto local, o engajamento dos paranaenses beneficia diretamente todas as regiões, pois a Hemorrede do Paraná funciona como um sistema totalmente integrado. Como o sangue coletado em cada posto é compartilhado de acordo com as necessidades assistenciais de todo o território paranaense, nenhuma unidade atua de forma isolada.
Dessa forma, uma doação em Curitiba ou em qualquer uma das outras unidades da Rede espalhadas pelo Estado pode salvar a vida de um paciente internado a centenas de quilômetros de distância, garantindo que nenhum paranaense fique sem atendimento.
Para a diretora do Hemepar, Vivian Raksa, o formato integrado da rede paranaense é o grande diferencial para manter o abastecimento linear em todas as cidades.
"A Hemorrede do Paraná trabalha de forma totalmente integrada, o que significa que uma única bolsa coletada no Interior pode salvar uma vida na Capital, e vice-versa. Para dar suporte a quase 97% dos leitos SUS do Estado, nós distribuímos cerca de 700 hemocomponentes todos os dias. Por isso, as ações especiais promovidas pelas nossas Regionais neste Junho Vermelho são fundamentais para aproximar o Hemepar da comunidade e sensibilizar novos doadores frequentes".
QUEM PODE DOAR – Para contribuir com a rede, estão aptas para doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos completos. No caso de menores de idade, é necessária autorização e acompanhamento do responsável legal. Os homens podem fazer até quatro doações anuais, com intervalo mínimo de dois meses. Já as mulheres podem doar até três vezes ao ano, respeitando o intervalo de três meses entre as coletas.
O voluntário deve pesar mais de 50 quilos, estar alimentado, hidratado e descansado no momento da doação, além de evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores. Também é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto.
AGENDAMENTO – Para evitar filas e garantir o equilíbrio constante no estoque dos diferentes grupos sanguíneos, o Hemepar orienta que os voluntários façam o agendamento prévio de seu horário AQUI.
Por - AEN
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Prefeitura de Quedas do Iguaçu oficializaram neste sábado (13) a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Campo Novo, no bairro São Cristóvão. O evento marcou a entrega da nova estrutura, que substitui o sistema anterior, consolidando um avanço para a saúde pública e o meio ambiente do município. Para construir a nova estação, foram investidos cerca de R$ 17,4 milhões.
O novo módulo tem impacto direto na eficiência do tratamento de esgoto da cidade e impulsiona o alcance das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.
“Esta estação já está preparada para atender a universalização do saneamento do município, que vai acontecer nos próximos anos, chegando a até 90% da população atendida com esgotamento sanitário. Além disso, com a sua nova tecnologia, o tratamento emite menos odores, trazendo mais conforto e segurança para toda a população ao redor da estação”, disse a superintendente Operacional da Sanepar na região Sudeste, Simone Alvarenga de Campos.
O prefeito Rafael Moura afirmou que esta importante obra da Sanepar amplia a capacidade de tratamento de esgoto, fortalece o saneamento básico e prepara a cidade para o futuro. “O maior investimento em saúde é no bem-estar da população, e aqui temos mais de R$ 17 milhões investidos em saúde pública. O saneamento básico é fundamental para um município que quer evoluir, se desenvolver e trazer mais dignidade para a sua população”.
INFRAESTRUTURA - A nova unidade funciona em formato modular e tem capacidade para tratar 40 litros de esgoto por segundo. O processo conta com sistema de tratamento preliminar mecanizado, estação elevatória, tratamento principal feito por reatores biológicos e decantadores de alta taxa - que conferem maior eficiência ao processo -, além de um sistema com centrífugas para o desaguamento do lodo, entre outros itens.
Toda essa estrutura conta com um novo transformador de energia de alta potência, com novos quadros de comando, infraestrutura e instalações elétricas integradas. O grande diferencial operacional fica por conta do moderno sistema de automação, que permite tanto a operação automática local via Interface Homem-Máquina (IHM), quanto a supervisão remota realizada por meio do Centro de Controle Operacional (CCO) da Sanepar em Guarapuava.
MAIS INVESTIMENTOS – Os investimentos da Sanepar em Quedas do Iguaçu continuam. A Companhia anunciou em Curitiba, nesta semana, novos investimentos para o sistema de esgotamento sanitário da cidade. Mais R$ 3,19 milhões serão destinados para a expansão do atendimento, por meio de quase 11 quilômetros de redes coletoras, que devem atender 1,7 mil moradores dos bairros Alto Recreio e Primavera.
O sistema de abastecimento de água de Quedas do Iguaçu também terá sua infraestrutura renovada. A Companhia já está trabalhando na preparação do processo licitatório de obras que incluem uma nova captação de água e ampliações do tratamento, reservação e distribuição de água para a cidade.
PRESENÇAS - A solenidade de inauguração da ETE Campo Novo contou com a presença da superintendente da Sanepar na região Sudeste, Simone Alvarenga de Campos; do gerente Regional da Companhia, Carlos Alberto Gonçalves; do prefeito e da vice-prefeita de Quedas do Iguaçu, Rafael Moura e Marlene Revers; do presidente da Câmara Municipal, vereador Rodolfo Revers; e do deputado Estadual Gugu Bueno. Também prestigiaram o ato secretários municipais, vereadores e lideranças locais.
Por - AEN
Com a incorporação da vacina pneumocócica 20-valente conjugada - VPC (Pneumo 20) ao Programa Nacional de Imunizações, o que garante o esquema vacinal no Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) passa a oferecer esse importante imunizante aos paranaenses. Neste primeiro momento, o Paraná recebeu um lote com 29.700 doses, enviadas pelo Ministério da Saúde, que serão repassadas, nos próximos dias, às 22 Regionais de Saúde para atender os municípios.
A conquista da Pneumo 20 representa um avanço. O imunizante substitui gradativamente a antiga Pneumo 10, dobrando a quantidade de sorotipos bacterianos combatidos. A vacina protege contra as formas graves de doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, tais como pneumonia, meningite, otite média aguda e septicemia, que é a infecção generalizada.
"A chegada da Pneumo 20 é mais uma forma de ofertar o que há de mais moderno na ciência para a nossa população. Com esse lote inicial, priorizamos o público infantil e os grupos vulneráveis, garantindo mais saúde e reduzindo o risco de internamentos graves e óbitos no Estado", disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Nesta primeira etapa a vacina será destinada a crianças com idades de 2 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados e/ou institucionalizados, e sem esquema vacinal completo. Também podem receber a vacina povos indígenas maiores de 5 anos, sem histórico vacinal com a pneumocócica conjugada e ainda pessoas com condições clínicas especiais, como pessoas vivendo com HIV/Aids, pacientes oncológicos, transplantados de órgãos sólidos ou medula, atendidas via Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
O esquema vacinal padrão da Pneumo 20 é composto por duas doses principais e um reforço. Nas crianças, a aplicação da primeira dose acontece aos 2 meses de idade, a segunda dose aos 4 meses e a dose de reforço aos 12 meses de idade. É importante destacar que caso a criança tenha menos de 5 anos e esteja com o esquema vacinal atrasado, os pais devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para a atualização imediata.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta sexta-feira (12) a , que reduz em cerca de 55% o exigidos nos processos de obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Paraná. A nova legislação transforma a cobrança dos serviços em preço público e estabelece um teto de R$ 180 para os exames de aptidão física e mental e de avaliação psicológica, ampliando o acesso dos paranaenses ao processo de habilitação.
Com a mudança, o exame de aptidão física e mental passa a custar R$ 60, enquanto a avaliação psicológica terá valor máximo de R$ 120. Atualmente, os dois procedimentos somam R$ 404,74. Juntos, passarão a custar R$ 180. Com a sanção da lei, as novas regras entram em vigor em 30 dias.
“Estamos tornando o acesso à carteira de habilitação mais barato e mais acessível para os paranaenses. Essa redução representa uma economia importante para quem está tirando a primeira CNH, mas também beneficia trabalhadores que dependem do documento para exercer suas profissões e milhares de motoristas que precisam realizar exames para renovação da CNH. É mais uma medida que facilita a vida do cidadão e reduz custos para a população”, afirmou o governador sobre a medida.
Segundo estimativas do Detran-PR, a medida pode representar uma economia superior a R$ 50 milhões por ano para os paranaenses. Em 2025, 164.837 novos condutores foram habilitados no Estado. Naquele ano, eles gastaram cerca de R$ 81,3 milhões em taxas relacionadas aos exames e à emissão do documento. Com os novos valores, esse montante seria reduzido para aproximadamente R$ 29,5 milhões.
A redução não beneficia apenas os novos condutores. Como o exame de aptidão física e mental também é exigido em grande parte dos processos de renovação da CNH e a avaliação psicológica é obrigatória para motoristas que exercem atividade remunerada (EAR), a medida alcança milhares de trabalhadores que dependem da habilitação para exercer suas atividades, como motoristas de aplicativo, taxistas, caminhoneiros, condutores de ônibus e profissionais da logística.
A lei também mantém em R$ 217,02 o valor da Junta Médica Especial, exame pericial exigido para condutores com deficiência física moderada ou grave ou outras condições limitantes.
MODERNIZAÇÃO
A mudança também atualiza a forma de cobrança dos serviços. Os exames deixam de ser enquadrados como taxas estaduais e passam a ser remunerados por meio de preço público, modelo previsto pela legislação federal e que permite maior flexibilidade na definição dos valores, observados os limites estabelecidos nacionalmente.
A medida adapta a legislação paranaense às mudanças promovidas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e às normas da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o que garante mais segurança jurídica, estabilidade regulatória e redução do risco de judicializações.
COMODIDADE E ACESSIBILIDADE
O texto sancionado pelo governador também incorporou avanços debatidos durante a tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Entre eles está a adoção de um sistema informatizado para distribuição dos atendimentos entre as clínicas credenciadas. A indicação da clínica passará a considerar o município informado pelo candidato e utilizará critérios de georreferenciamento e sorteio aleatório, permitindo que os exames sejam realizados em unidades mais próximas da residência do usuário.
Outra novidade é a garantia de retorno sem cobrança adicional nos casos em que a avaliação seja inconclusiva ou resulte em inaptidão temporária por até 30 dias. Nessas situações, o candidato poderá retornar à mesma clínica para complementar o exame dentro do prazo regulamentar, sem necessidade de novo pagamento.
O Detran-PR poderá subsidiar os custos de intérpretes de Libras para candidatos com deficiência auditiva, garantindo que barreiras de comunicação não impeçam o acesso ao direito de dirigir.
CNH DIGITAL
Quem optar exclusivamente pela versão digital da CNH poderá obter uma economia ainda maior. Isso porque a emissão do documento físico tem custo de R$ 90,10, enquanto a CNH Digital é disponibilizada gratuitamente aos condutores.
A redução dos custos dos exames se soma a outras medidas implementadas pelo Governo do Estado para facilitar o acesso à habilitação e reduzir despesas dos motoristas paranaenses, como a CNH Social, a renovação automática para condutores que atendem aos critérios de bom condutor e a flexibilização de procedimentos relacionados ao processo de formação de novos motoristas.
Por AEN
Com a incorporação da vacina pneumocócica 20-valente conjugada - VPC (Pneumo 20) ao Programa Nacional de Imunizações, o que garante o esquema vacinal no Sistema Único de Saúde (SUS), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) passa a oferecer esse importante imunizante aos paranaenses. Neste primeiro momento, o Paraná recebeu um lote com 29.700 doses, enviadas pelo Ministério da Saúde, que serão repassadas, nos próximos dias, às 22 Regionais de Saúde para atender os municípios.
A conquista da Pneumo 20 representa um avanço. O imunizante substitui gradativamente a antiga Pneumo 10, dobrando a quantidade de sorotipos bacterianos combatidos. A vacina protege contra as formas graves de doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, tais como pneumonia, meningite, otite média aguda e septicemia, que é a infecção generalizada.
"A chegada da Pneumo 20 é mais uma forma de ofertar o que há de mais moderno na ciência para a nossa população. Com esse lote inicial, priorizamos o público infantil e os grupos vulneráveis, garantindo mais saúde e reduzindo o risco de internamentos graves e óbitos no Estado", disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Nesta primeira etapa a vacina será destinada a crianças com idades de 2 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados e/ou institucionalizados, e sem esquema vacinal completo. Também podem receber a vacina povos indígenas maiores de 5 anos, sem histórico vacinal com a pneumocócica conjugada e ainda pessoas com condições clínicas especiais, como pessoas vivendo com HIV/Aids, pacientes oncológicos, transplantados de órgãos sólidos ou medula, atendidas via Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
O esquema vacinal padrão da Pneumo 20 é composto por duas doses principais e um reforço. Nas crianças, a aplicação da primeira dose acontece aos 2 meses de idade, a segunda dose aos 4 meses e a dose de reforço aos 12 meses de idade. É importante destacar que caso a criança tenha menos de 5 anos e esteja com o esquema vacinal atrasado, os pais devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para a atualização imediata.
Por AEN
Com obras espalhadas por todas as regiões, o Paraná ultrapassou a marca de 979,5 quilômetros de rodovias e estradas em concreto, consolidando o maior programa de pavimentação rígida do Brasil. Os investimentos já superam R$ 5,1 bilhões e contemplam desde grandes corredores logísticos estaduais até estradas rurais e novas ligações metropolitanas.
Os projetos são coordenados em sua maioria pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR), mas também fazem parte do programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura do Abastecimento (Seab), e se projetos da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep).
"Muitas rodovias do Paraná precisavam de uma atenção especial, tanto para aumentar a segurança dos usuários quanto para reduzir os custos de quem depende delas para produzir e transportar riquezas", afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. "O Paraná é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e vem batendo recordes sucessivos no agronegócio e na indústria. Era preciso fazer um investimento à altura dessa força econômica. Por isso colocamos a infraestrutura como prioridade e buscamos as melhores soluções disponíveis para modernizar a malha viária do Estado".
"A opção pelo pavimento de concreto se mostrou uma decisão acertada. É uma tecnologia utilizada nos países mais desenvolvidos do mundo, com alta durabilidade, menor necessidade de manutenção e melhor desempenho em corredores de grande movimento”, acrescenta Ratinho Junior.
A maior parte do volume dos projetos está concentrada nas rodovias estaduais administradas pelo DER/PR. São 780,66 quilômetros de pavimento rígido distribuídos entre obras concluídas, em execução, licitadas e em fase de planejamento, com investimentos superiores a R$ 4,49 bilhões.
As intervenções abrangem diferentes regiões do Estado e incluem duplicações, restaurações e ampliações de capacidade em corredores estratégicos para o transporte de cargas, mobilidade regional e integração logística.
Entre os destaques está a PRC-280, no Sudoeste do Paraná, que abriga atualmente o maior trecho contínuo de rodovia em concreto do Brasil. São 142 quilômetros entre General Carneiro e Pato Branco, passando por municípios como Palmas, Clevelândia, Mariópolis e Vitorino.
A rodovia foi modernizada com a técnica whitetopping, método em que o pavimento de concreto é executado sobre a base asfáltica existente. Na PRC-280, o asfalto antigo passou por intervenções preparatórias antes da aplicação das placas de concreto, que variaram entre 22 e 28 centímetros de espessura ao longo do trecho.
A técnica oferece maior durabilidade do pavimento, redução da necessidade de manutenção e melhor desempenho em rodovias com tráfego intenso de veículos pesados. Além da PRC-280, o programa estadual contempla obras em importantes corredores rodoviários, como a PRC-466, entre Pitanga, Turvo e Palmeirinha; a PR-412, entre Matinhos e Praia de Leste; e a Rodovia dos Minérios (PR-092).
Atualmente, o Estado tem 189,78 quilômetros de obras concluídas em pavimento rígido, com investimentos de R$ 1,1 bilhão. Outros 329,05 quilômetros estão em execução, somando R$ 3,16 bilhões em investimentos.
Também há 40,09 quilômetros de obras licitadas aguardando ordem de serviço, incluindo a restauração com melhoramentos da PR-239/PR-317 entre Assis Chateaubriand e Toledo. Além disso, o Estado possui 25,41 quilômetros em fase de licitação, o que inclui os 11,8 quilômetros da duplicação do Contorno Sul de Maringá, entre a BR-376 e a PR-317.
Os 76,6 quilômetros da restauração da PR-463, entre Nova Esperança e Santo Inácio, também estão aptos a entrar em licitação. Além disso, já estão em projeto mais 131,53 quilômetros da pavimentação da PRC-487, entre Campo Mourão e Rio Muquilão, e da restauração e ampliação da PR-317, entre o Rio Paranapanema e Iguaraçu.
O secretário de Infraestrutura e Logística e diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti, destaca que o Paraná se tornou referência nacional na utilização da técnica. "O DER do Paraná se tornou uma referência nacional quanto a obras de restauração em concreto pela técnica whitetopping. A excelente qualidade do pavimento, o melhor custo-benefício e as vantagens ambientais fazem com que delegações de outros estados visitem o Paraná para conhecer de perto os resultados”, aponta.

ESTRADAS RURAIS – Além das rodovias estaduais, o Governo do Paraná também está levando o pavimento de concreto para o interior por meio do programa Estrada Boa, coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. O programa prevê a pavimentação de 389 estradas rurais em todas as regiões do Estado, e parte dessas intervenções utiliza a tecnologia do concreto para garantir maior durabilidade e reduzir custos de manutenção.
Uma das mais recentes obras anunciadas é a Estrada da Junqueira, em Guarapuava. Com 18,3 quilômetros de extensão e investimento superior a R$ 23,7 milhões, a via liga o bairro Jordão à Colônia Vitória, no distrito de Entre Rios, passando pela Serra da Junqueira. O convênio está em fase de formalização e a obra é considerada estratégica para a logística regional e o fortalecimento do turismo local.
Outra pavimentação importante é a da Estrada Rural Bairro Nova Igarapava, em Cornélio Procópio, que está em execução. Com 18 quilômetros de extensão e investimento de R$ 30,2 milhões, a obra fará a ligação até Santa Amélia, reduzindo em cerca de 30 quilômetros o deslocamento atualmente realizado por rotas alternativas pavimentadas.
A obra já teve a montagem da usina de concreto concluída, iniciou a construção do barracão de apoio, está com serviços de terraplenagem e marcação topográfica em andamento e realizou a primeira concretagem da base no início de junho.
Também integram o programa obras como a Estrada Genúncia e a Estrada Paranhos, em Floraí; as estradas rurais Piúna e Funda, em Nova Esperança; a Estrada Campo Novo, em Piên; a ligação entre o Distrito São Francisco e a Linha Alto Vitória, em Chopinzinho; a Estrada Passo Cuê, em Foz do Iguaçu; a Estrada Palmeirinha–Embaú, em Guarapuava; além de trechos rurais em Sengés, Turvo e Campo Mourão.
Somadas, as obras da Seab representam cerca de 152 quilômetros de estradas rurais em concreto e investimentos superiores a R$ 230 milhões.
CORREDORES METROPOLITANOS – Na Região Metropolitana de Curitiba, a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) conduz duas das maiores obras viárias atualmente em execução no Estado utilizando pavimento rígido. Juntas, elas acrescentam 35,5 quilômetros à malha de concreto paranaense e somam investimentos de aproximadamente R$ 448 milhões.
A mais avançada delas é a nova ligação rodoviária entre Mandirituba e São José dos Pinhais, considerada uma das intervenções mais importantes para a mobilidade metropolitana. Com 26 quilômetros de extensão, a obra já ultrapassou 80% de execução e foi projetada em concreto para garantir maior resistência ao tráfego intenso e menor necessidade de manutenção ao longo dos anos.
Outro grande empreendimento é o novo Corredor Metropolitano, que é o prolongamento da PR-423, com 9,5 quilômetros de extensão, ligando Curitiba e Fazenda Rio Grande até Araucária. A nova rodovia vai encurtar distâncias e criar uma alternativa de acesso entre o Interior do Estado e a Capital sem a necessidade de utilizar o Contorno Sul de Curitiba, atualmente um dos trechos com maior fluxo de veículos da região.
Considerada a maior obra viária dos últimos 30 anos na Região Metropolitana de Curitiba, a intervenção recebe investimento de R$ 336 milhões e integra um amplo pacote logístico voltado à melhoria da mobilidade e do transporte de cargas. O contrato já foi assinado e os primeiros meses são reservados para o licenciamento e desapropriações.
Para o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, a escolha pelo concreto acompanha o papel estratégico dessas ligações para o desenvolvimento metropolitano. "A Região Metropolitana de Curitiba concentra um intenso fluxo diário de pessoas, trabalhadores e mercadorias. Por isso, estamos implantando corredores preparados para suportar esse crescimento por décadas. O pavimento de concreto oferece mais durabilidade, segurança e eficiência operacional, além de reduzir a necessidade de intervenções futuras em vias fundamentais para a integração entre os municípios”, analisa.
Por - AEN


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