Falsos fiscais da Receita Federal roubam eletrônicos de ônibus na BR-369

Passageiros de um ônibus rumo a São Paulo foram assaltados na madrugada de domingo (25) na BR-369, em Uraí, região norte do Paraná, por cinco homens que se passaram por fiscais da Receita Federal, segundo a PM-PR. Eles usaram dois carros com luzes semelhantes às de viaturas para interceptar o veículo no acostamento e o levaram a uma estrada rural.

Armados e uniformizados, os criminosos pediram que passageiros com compras do Paraguai se identificassem. Vasculharam bagagens e levaram 4 notebooks, 12 celulares, 20 perfumes e 22 jaquetas; os celulares pessoais das vítimas foram abandonados na rodovia após o roubo.

Não houve feridos. A PM fez buscas sem localizar os suspeitos.

 

 

Saúde alerta sobre prevenção contra o bicho-barbeiro para evitar a doença de Chagas

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta a população sobre os cuidados necessários e o monitoramento da doença de Chagas no Paraná. A doença é considerada um dos agravos de maior impacto global com estimativa aproximada de infecção de 6 milhões de pessoas e incidência de 30 mil casos novos por ano. Recentemente, a fase crônica da doença de Chagas passou a integrar a lista de agravos de notificação obrigatória no Brasil.

O bicho-barbeiro (Triatoma infestans) é o principal causador da doença de Chagas, e exige atenção constante. A enfermidade, que pode evoluir silenciosamente por anos, atinge primordialmente populações vulneráveis e é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como endêmica em 21 países das Américas, incluindo o Brasil.

Essa atualização no protocolo nacional permitiu ao Paraná identificar e ter uma vigilância mais assertiva para a enfermidade, retirando esses pacientes da invisibilidade e garantindo que recebam o acompanhamento necessário na rede de saúde.

"A doença de Chagas exige um olhar atento e constante. O fato de termos mais notificações crônicas hoje nos permite oferecer um cuidado mais humanizado e técnico, monitorando a saúde e prevenindo complicações severas que a doença pode causar ao longo dos anos", explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

PANORAMA NO PARANÁ – De acordo com balanço da Sesa, baseado em dados preliminares, no Paraná foram 499 notificações de doença de Chagas crônica entre os anos de 2020 e 2025. Somente no último ano, foram 266 casos confirmados no Estado. O monitoramento mostra que a maioria desses pacientes, cerca de 78%, possui mais de 69 anos, o que evidencia infecções ocorridas no passado. Porém, há 37 casos confirmados da doença de Chagas crônica em pacientes com menos de 40 anos de idade, demonstrando diagnóstico inoportuno.

Quanto aos casos agudos, entre os anos de 2021 e 2025, ocorreram 241 notificações no Paraná, sendo que atualmente o Estado mantém apenas um caso sob investigação para o fechamento do ano de 2025.

No que diz respeito à vigilância do vetor, a população encaminhou 114 insetos para análise laboratorial ao longo de 2025, sendo 61 confirmados como triatomíneos (barbeiro). Desses barbeiros analisados, 18% estavam infectados com o parasito Trypanosoma cruzi e a grande maioria, 77%, foi capturada no intradomicílio, o que reforça a necessidade de atenção nas residências.

A doença de Chagas apresenta tratamento e o quanto antes for tratada possibilita chances de cura e não agravamento da doença.

TRANSMISSÃO E CUIDADOS – A principal forma de transmissão é o contato com as fezes do inseto infectado com o protozoário T. cruzi sendo carreadas para mucosas, olhos ou o local da picada. O monitoramento desses barbeiros é fundamental, pois sinaliza a proximidade deles com a população. A orientação da Sesa é que a população colabore ativamente no encaminhamento desses insetos para identificação.

Ao encontrá-lo, o morador não deve esmagar o inseto, mas sim capturá-lo com as mãos protegidas por luvas ou sacola plástica e levá-lo vivo ao Posto de Informação de Triatomíneos (PIT) mais próximo, podendo ser uma Unidade Básica de Saúde ou a própria vigilância em saúde do município. Essa análise laboratorial é essencial para decidir se os moradores do imóvel precisam passar por exames e se haverá necessidade de intervenção química ou ambiental no local.

SINTOMAS E FASES – A doença de Chagas apresenta duas fases distintas. A aguda pode apresentar febre prolongada, dor de cabeça e fraqueza, mas muitas vezes é assintomática. Na fase crônica, o parasito pode causar danos irreversíveis ao coração e ao sistema digestório se não houver o acompanhamento médico adequado.

A medicação para tratamento é fornecida gratuitamente pelo SUS, dentro de protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e Sociedades Médicas. Pode ser realizada tanto na fase aguda quanto na crônica. Preferencialmente, deve ser diagnosticada oportunamente para tratamento na fase aguda. Na fase crônica, é ofertada a possibilidade do tratamento que deve ser analisado caso a caso.

CONDIÇÃO GLOBAL – A doença de Chagas integra o grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs), enfermidades transmissíveis que prevalecem em países tropicais e subtropicais e afetam mais de um bilhão de pessoas mundialmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 30 de janeiro para ampliar a visibilidade e mobilizar esforços globais no controle dessas patologias.

Conforme o Relatório Global sobre DTNs, publicado pela OMS em outubro de 2025, houve avanços significativos no setor, embora desafios permanentes ainda persistam. No caso da doença de Chagas e de outras doenças transmitidas por vetores, o progresso na redução de mortes ainda é considerado lento pela organização, o que reforça o compromisso do Paraná em manter a rede de vigilância e o fornecimento gratuito de medicação pelo SUS sempre ativos.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Com nove hospitais novos, Estado vai ampliar atendimentos e leitos a partir de 2026

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), vai promover uma ampla reestruturação na rede de saúde pública a partir de 2026 com o anúncio da construção de sete novos hospitais em diversas regiões do Estado, complementando os lançamentos já realizados em janeiro em Matinhos e Guaíra. As outras unidades ficarão em Bituruna, Foz do Iguaçu, Nova Esperança, Assis Chateaubriand, Paiçandu, Guaratuba e Cascavel. O objetivo é descentralizar o atendimento, ampliar o número de leitos e modernizar a infraestrutura hospitalar.

O novo Hospital São Vicente de Paula, de Bituruna, terá um investimento de R$ 19,9 milhões. O hospital qualificará o atendimento de urgência e emergência e terá uma localização estratégica para facilitar o acesso e o deslocamento de ambulâncias, articulando-se com o hospital de referência em União da Vitória.

Com um investimento de R$ 18,1 milhões, Nova Esperança terá um novo Hospital Municipal. A unidade de 2.739 m² e 38 leitos será fundamental para descentralizar os atendimentos de média complexidade da 15ª Regional de Saúde, reduzindo a dependência de Maringá e fortalecendo a Rede Mãe Paranaense.

A Secretaria da Saúde também desenvolve projetos de novos hospitais e ampliações em Foz do Iguaçu, Assis Chateaubriand e Cascavel, o que vai ajudar a desafogar os atendimentos do Hospital Universitário do Oeste, hoje uma referência na região e que praticamente dobrou de tamanho nos últimos anos também com investimentos do Estado. Eles terão perfil regional e também farão atendimento ao SUS.

E as duas outras unidades serão construídas em Paiçandu, no Noroeste, para ajudar a aliviar a pressão do crescimento populacional na região de Maringá, e Guaratuba, já projetando o crescimento populacional com a inauguração da Ponte de Guaratuba.

Os dois primeiros desse plano mais robusto para o ano já foram anunciados em Matinhos e Guaíra. O primeiro terá 90 leitos, incluindo UTI, e atende uma demanda histórica do Litoral. O segundo, no Oeste, terá 84 leitos. A estimativa é de que a unidade realize aproximadamente 3.024 atendimentos mensais, entre consultas, procedimentos e internações.

“Estamos materializando o maior plano de reestruturação da saúde que o Paraná já viu. A era do ‘turismo de ambulância’, em que um pai ou uma mãe precisava se deslocar por centenas de quilômetros em busca de um leito de UTI para seu filho, está chegando ao fim. A política de regionalização, pilar entre as prioridades do Estado, é a resposta a essa dívida histórica com o Interior do Paraná”, afirma o secretário da Saúde, Beto Preto.

Esse plano está em execução há alguns anos. Em 2025 o Paraná já ganhou duas novas unidades (Pinhais e Rio Branco do Sul) e outras cidades estão com unidades em obras mais avançadas, como Colombo, São José dos Pinhais, Cianorte, São Mateus do Sul e Loanda. Também já foi anunciado o apoio para a construção do HCzinho, a unidade infantil do Hospital das Clínicas de Curitiba.

Desde 2019 foram entregues dez hospitais novos para a população: além de Pinhais e Rio Branco do Sul, foram inauguradas as instalações de Guarapuava, Telêmaco Borba, Ivaiporã, Toledo, Cafelândia, Cornélio Procópio, Boa Vista da Aparecida e Maringá (Hospital da Criança).

No total, o plano de reestruturação da saúde do Paraná contempla 90 obras hospitalares, entre hospitais municipais e filantrópicos. Esse número também engloba reformas e modernizações. Deste montante, 43 obras já foram concluídas, representando um investimento de R$ 132 milhões. Alguns dos casos são as reformas dos hospitais de Francisco Beltrão, Apucarana, Hospital Universitário de Maringá, União da Vitória, Hospital do Trabalhador (Curitiba), entre outros.

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Calor forte e tempestades: características de verão voltam ao Paraná nesta semana

Depois de uma semana com temperaturas mais amenas no Leste do Paraná e predomínio de uma massa de ar seco, que diminuiu o volume de chuvas em todo o Estado, as características típicas de verão voltam a ganhar força ao longo desta semana: as temperaturas sobem gradativamente, e a soma do calor com a umidade na atmosfera trará pancadas de chuva, que poderão evoluir para temporais localizados no fim da tarde. 

A sexta-feira (23) teve o amanhecer com a menor temperatura do ano até o momento nas estações meteorológicas que ficam em Cambará (14,6°C), Campo Mourão (14,4°C), Cornélio Procópio (13,8°C), Fazenda Rio Grande (11,9°C), Distrito de Entre Rios em Guarapuava (9,9°C), Guarapuava (12,6°C), Londrina (14,7°C), Santa Maria do Oeste (12,7°C), Guaraqueçaba (16,9°C), Santo Antônio da Platina (14,6°C) e Telêmaco Borba (10,4°C). Já o domingo (25) teve a temperatura mais baixa de 2026 até o momento em Curitiba: 13,6°C. 

As temperaturas já começaram a subir e a segunda-feira (26) teve mínimas acima de 13°C em todas as estações meteorológicas do Simepar. O dia amanheceu com variação de nuvens, principalmente entre o Centro-Sul, Campos Gerais e Leste. Chuviscos ocasionais persistem na Serra do Mar e também na proximidade com as praias.

“Ao longo da manhã e também no período da tarde, o sol predomina e as temperaturas se elevam, o que favorece a formação de pancadas de chuva pelo Estado, especialmente nas regiões que fazem divisa com o Mato Grosso do Sul e também São Paulo, como no Norte, Noroeste e Oeste do Paraná. Há possibilidade de temporais localizados no final do dia”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.

O tempo não muda muito na terça-feira (27). As temperaturas seguem subindo, inclusive no Leste, onde as cidades podem alcançar os 30°C. A Capital, por exemplo, não alcança essa marca desde o dia 9 de janeiro. Em Guaratuba, os termômetros não passam dos 30°C desde o dia 18. No Oeste e no Norte, as temperaturas poderão ultrapassar os 35°C.  

“Novamente há possibilidade para pancadas de chuva com trovoadas localizadas, agora de forma mais generalizada, até mesmo entre a Região Metropolitana de Curitiba e as praias”, diz Leonardo.

Na quarta-feira (28), há variação de nuvens pela manhã e seguem as pancadas de chuva isoladas no período de maior aquecimento, a partir da tarde, com possibilidade de temporais com rajadas de vento fortes e precipitação de granizo de forma pontual. A chuva pode chegar a todas as regiões, mas com destaque para o Centro, Norte e Oeste do Paraná, por conta do aumento dos ventos com altitude.

Entre a quinta (29) e a sexta-feira (30), as instabilidades aumentam de forma mais significativa no Estado devido a um cavado meteorológico (sistema de baixa pressão) que se forma entre a Argentina, Uruguai e o Rio Grande do Sul, e avançará sobre o Paraná. A sensação ainda será de abafamento, mas devido a maior presença de chuva as temperaturas não se elevam tanto, chegando aos 30°C, no máximo, na maior parte das estações. 

“Neste período aumenta o risco para tempestades, que podem acontecer em todas as regiões, como o Oeste, Norte, Sul e Leste do Paraná, inclusive nas praias”, afirma Leonardo.

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar. Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número (61) 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.

Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Paraná abre semana com oferta de 26,5 mil vagas de empregos

O Paraná inicia mais uma semana com um cenário positivo no mercado de trabalho, com  26.584 vagas de emprego abertas , o maior número registrado neste ano até agora, reforçando o ritmo acelerado de contratações e o fortalecimento da economia paranaense em diferentes setores.

O número expressivo de oportunidades está distribuído por todas as regiões do Estado, atendendo diferentes perfis profissionais e níveis de escolaridade. As vagas abrangem desde funções operacionais, administrativas e comerciais até cargos técnicos, especializados, de nível superior e estágio, refletindo a diversidade e a força do mercado paranaense

Entre as ocupações com maior demanda em todo o Paraná, destaque para Alimentador de Linha de Produção, com mais de 5,7 mil vagas, seguido por Vendedor do Comércio Varejista (2.744), Abatedor (1.381) e Operador de Caixa (674). Esses números evidenciam a força da indústria, do comércio e da cadeia produtiva de alimentos no Estado

A Região Metropolitana de Curitiba concentra 4.605 vagas, com oportunidades principalmente nas áreas de produção industrial, logística, comércio e serviços. Funções como Alimentador de Linha de Produção, Auxiliar de Logística, Operador de Caixa e Cobrador Interno lideram a oferta na região, acompanhando o ritmo de crescimento econômico da capital e municípios vizinhos

Somente na Agência de Curitiba, são 878 vagas disponíveis, com destaque para cargos como Faxineiro, Atendente de Lojas e Mercados, Auxiliar nos Serviços de Alimentação e Operador de Caixa. O cenário reforça o papel da capital como polo de serviços e comércio, além da forte demanda por mão de obra em atividades essenciais

No interior, os Núcleos Regionais também apresentam números robustos. Cascavel lidera com 6.911 vagas, impulsionada principalmente pelo setor agroindustrial, frigoríficos e construção civil. Já Campo Mourão soma 2.930 oportunidades, com forte presença do agronegócio e da indústria de transformação

A regional de Foz do Iguaçu contabiliza 4.877 vagas, com destaque para comércio varejista, produção industrial e serviços. Em Guarapuava, são 717 oportunidades, enquanto Jacarezinho registra 44 vagas, mostrando que mesmo regiões com menor densidade populacional seguem recebendo investimentos e geração de empregos

Outras regionais também se destacam. Londrina apresenta 1.934 vagas, Maringá soma 976, Paranaguá conta com 778 oportunidades, Pato Branco registra 1.431 vagas, Ponta Grossa tem 338 e Umuarama aparece com 1.043 vagas, consolidando um cenário positivo em todas as macrorregiões do Paraná

TÉCNICO E SUPERIOR - Além das vagas operacionais, o levantamento aponta oportunidades para nível técnico e superior, incluindo áreas como Farmácia, Contabilidade, Marketing, Recursos Humanos, Engenharia, Educação, Tecnologia, Segurança do Trabalho e Saúde. Também há vagas de estágio, ampliando as chances de inserção de jovens no mercado de trabalho formal

Para o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, o recorde de vagas abertas em 2026 confirma a confiança das empresas na economia paranaense. “Estamos vivendo um momento muito positivo. Esse volume histórico de vagas mostra que o Paraná segue gerando empregos em todas as regiões, com oportunidades para diferentes perfis profissionais. Nosso papel é conectar o trabalhador às empresas e garantir que essas vagas se transformem em empregos formais”, destacou o secretário

Com vagas distribuídas em todas as regiões e para diferentes níveis de qualificação, o Paraná consolida-se como referência nacional na geração de oportunidades. A Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda orienta os trabalhadores a procurarem a Agência do Trabalhador mais próxima, com documentos pessoais e cadastro atualizado, para aproveitar esse momento histórico. O recorde de vagas abertas em 2026 confirma que o Estado segue no caminho do crescimento, da inclusão produtiva e da valorização do emprego formal.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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