Mês da chegada do inverno, junho será frio e com chuvas acima da média no Paraná

O mês que marca a chegada do inverno começa a trazer as características da nova estação ao Paraná. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, junho de 2026 deve registrar temperaturas abaixo da média. A previsão indica ainda que os volumes de chuva serão ligeiramente acima da média no Norte e no Leste. O inverno astronômico começa oficialmente com o solstício de inverno, às 5h24 do dia 21 de junho. 

Historicamente, junho é um mês mais seco. Cidades ao redor de Jacarezinho, Cambará e Dr. Ulisses registram no mês todo volumes de chuva entre 50 mm e 75 mm, apenas. O Noroeste, extremo Norte, e parte norte dos Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba (RMC) registram volumes entre 75 mm e 100 mm. O Litoral, a parte sul da RMC e dos Campos Gerais, e cidades mais ao sul da região Norte, como Maringá, além das cidades mais ao norte da faixa Oeste, como Guaíra, registram volumes de chuva entre 100 mm e 125 mm. 

Os maiores volumes de chuva de junho, historicamente, são na região Sudoeste, podendo chegar a 175 mm. No Centro Sul, Sul e parte sul da região Oeste, os valores acumulados de chuva ficam historicamente entre 125 mm e 150 mm.

Apesar da primeira semana do mês registrar tempo seco, já tem chuva prevista para o resto de junho. Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar, explica que, neste mês, historicamente, as frentes frias costumam ser os principais sistemas meteorológicos associados à ocorrência de chuva no Paraná. Os episódios de chuva previstos ao longo das próximas semanas irão contribuir para que os acumulados mensais atinjam pelo menos valores próximos à média histórica no Estado.

"Para junho de 2026, a tendência é de chuva dentro da média climatológica em grande parte do Paraná, com volumes ligeiramente acima da média entre as regiões Norte e Leste. A partir da segunda semana, até o momento, há indicativos para a passagem de duas frentes frias”, afirma. 

TEMPERATURAS – As temperaturas mínimas, geralmente registradas entre o fim da madrugada e o amanhecer, são mais altas historicamente em junho próximo à Paranavaí: entre 14°C e 16°C. No Noroeste, Norte, Litoral, bem como na região de Capanema, as mínimas historicamente em junho ficam entre 12°C e 14°C. 

As mínimas são mais baixas no Centro-Sul, Sul e parte leste da RMC, historicamente em junho com valores entre 8°C e 10°C. Já nos Campos Gerais, outras áreas da RMC e nas cidades das regiões Oeste e Sudoeste, as mínimas ficam entre 10°C e 12°C. 

As temperaturas máximas, geralmente registradas à tarde, não ultrapassam os 26°C, em média, historicamente em junho em quase todo o Noroeste e no extremo Norte. No Litoral, no Oeste e em toda a faixa Norte as máximas historicamente em junho ficam entre 22°C e 24°C. Na RMC, no Centro-Sul e no Oeste, as máximas historicamente em junho ficam entre 20°C e 22°C. As máximas mais baixas historicamente ficam no Sul do estado, entre 18°C 20°C. 

As temperaturas médias, ou seja, as médias de todas as temperaturas registradas no dia, historicamente em junho são mais altas no extremo Noroeste, ficando entre 18°C e 20°C. No Litoral, em toda a faixa Norte e no extremo Oeste, a temperatura média historicamente em junho fica entre 16°C e 18°C. Na parte leste da RMC, parte norte do Centro Sul e Campos Gerais e nas outras cidades do Oeste, historicamente as temperaturas médias ficam entre 14°C e 16°C.

Nas cidades mais ao Sul da região Centro-Sul e dos Campos Gerais, como Guarapuava e Ponta Grossa, além da capital, as temperaturas médias historicamente em junho ficam entre 12°C e 14°C. As temperaturas médias são mais baixas historicamente em junho ao redor de Palmas e General Carneiro, ficando abaixo de 12°C. 

Para junho de 2026, a previsão aponta que as temperaturas ficarão abaixo da média climatológica. “O resfriamento tende a ser mais significativo na metade oeste, com temperaturas de até 2°C inferiores aos registros históricos, enquanto na metade leste a diferença deve ficar em torno de 1°C abaixo da média. Assim, junho deve ser marcado pela atuação mais persistente de massas de ar frio”, ressalta Júlia.

 

 

 

 

 

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Diferentes níveis de experiência e escolaridade: Paraná tem 21 mil vagas de empregos

O Paraná inicia junho com 21.042 vagas de emprego com carteira assinada disponíveis nas Agências do Trabalhador em todas as regiões do Estado. As oportunidades abrangem diferentes níveis de escolaridade e experiência profissional e podem ser consultadas presencialmente nas unidades ou pelo site da Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda.

A função com maior número de oportunidades é a de alimentador de linha de produção, com 6.019 vagas abertas. Na sequência aparecem as ocupações de abatedor (1.430 vagas), magarefe, posto destinado aos especialistas em cortes de carnes, com 1.007 vagas e operador de caixa (905).

A Regional de Cascavel concentra o maior volume de oportunidades do Estado, com 4.566 vagas. Entre as principais funções oferecidas estão alimentador de linha de produção (1.412 vagas), abatedor (996), operador de caixa (168) e repositor de mercadorias (100).

Na sequência aparece a Regional de Curitiba, com 4.122 vagas disponíveis. Os destaques são para alimentador de linha de produção (540), operador de caixa (319), auxiliar de logística (252) e repositor de mercadorias (234). Somente a Agência do Trabalhador de Curitiba reúne 812 oportunidades.

A Regional de Campo Mourão soma 3.352 vagas, segue a tendência do Estado com a concentração das vagas principalmente para as funções de alimentador de linha de produção (1.033), magarefe (667) e abatedor (209). Já a Regional de Foz do Iguaçu conta com 2.517 oportunidades, principalmente para alimentador de linha de produção (1.093), abatedor (140), repositor de mercadorias (107) e operador de caixa (94).

Também existem oportunidades para as regionais de Pato Branco, com 2.129 vagas, Maringá, com 1.232, Londrina, com 1.164, e Umuarama, com 930 oportunidades abertas. As demais vagas estão distribuídas entre Guarapuava (438), Paranaguá (350), Ponta Grossa (193) e Jacarezinho (49).

VAGAS TÉCNICAS - Além das vagas operacionais e do setor de serviços, as Agências do Trabalhador ofertam oportunidades para profissionais com formação técnica e superior. A primeira semana de junho começa com vagas principalmente para técnico de equipamentos elétricos, técnico eletromecânico, analista contábil, analista de marketing, supervisor de logística, supervisor de contabilidade e consultor técnico comercial.

Há ainda vagas de estágio para estudantes de pedagogia, marketing, administração, psicologia, magistério e engenharia mecânica.

COMO SE CANDIDATAR - Os interessados devem procurar a Agência do Trabalhador de seu município para orientação e encaminhamento às entrevistas. Também é possível consultar as vagas pela internet.

 

 

 

 

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Área do milho na primeira safra cresce 31% no Paraná e será recorde na segunda

A área cultivada com milho no Paraná na primeira safra aumentou 31%. De acordo com o relatório mensal de safra do Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a cultura ocupou 364,9 mil hectares, frente à 278,3 mil ha na safra 24/25. O preço mais estável do milho, em relação ao da soja, foi a principal razão desse crescimento. A safra de soja ficou em 21,7 milhões de toneladas e está entre as três maiores colheitas do Estado.

De acordo com Edmar Gervásio, agrônomo do Deral, o aumento da área cultivada com milho no Paraná se deu, principalmente, pelo cenário menos favorável à comercialização da soja, o que não ocorria em períodos anteriores. “O milho tem uma capacidade produtiva maior do que a soja que está com preços não muito atrativos. Os preços mais estáveis levaram o produtor a optar pelo milho. A produção chegou a mais de 4 milhões de toneladas na primeira safra”, destacou.

Na segunda safra de milho, a área cultivada com o cereal avançou sobre o espaço do trigo. São 2,9 milhões de hectares, 7% a mais que a safra anterior e a maior área da história. Se não houver nenhum fenômeno climático adverso, o Paraná pode ter uma produção acima de 17,5 milhões de toneladas.

“As últimas geadas trouxeram problemas pontuais na região Sul do Estado que não tem relevância para a cultura do milho. Se não tiver geada nos próximos 15 dias, boa parte dessas áreas vão ter o seu potencial produtivo mais definido. As duas safras de milho somadas devem render mais de 21 milhões de toneladas. Quanto à safra de soja, a produção ficou em 21,7 milhões de toneladas, uma das maiores obtidas no Estado.

TRIGO - Os cultivos de trigo encontram-se em bom estado de desenvolvimento. Mais de 61% da área do estado já foram plantados e a previsão é que a cultura ocupe 722 mil ha no Paraná. A produção estimada é de 2,4 milhões de toneladas.

Marcelo Garrido, do Deral, acredita que a previsão de um intenso El Niño, no segundo semestre, com menos frio e mais chuvas, aponte para um inverno menos rigoroso, o que pode beneficiar o trigo e o plantio da safra de verão do próximo ano.

OLERÍCOLAS - A primeira safra de batata já foi concluída e apresentou uma queda na área e produção, em relação à safra anterior. Paulo Andrade, do Deral, informou que as chuvas prejudicaram a colheita da segunda safra. A produção estimada teve uma redução de 2% e a produtividade também foi reduzida em 6%.

A área cultivada com cebola vem caindo no Brasil e no Paraná. Os primeiros números referentes à safra 2026/2027 apontam que já foram plantados 212 ha, representando 9% da área projetada de 2,4 mil ha. A expectativa da colheita é de 93,3 mil toneladas, devendo se iniciar em outubro, a depender do clima.

De acordo com Andrade, a principal razão para a queda da área plantada é a pressão do excesso de produção dos últimos anos que resultaram em preço mais baixo ao produtor.

Porém, ele aponta que a melhoria da tecnologia no campo – uso de híbridos, semeadura direta e irrigação – ampliaram a produtividade que passou de 26.092 kg/há em 2018 para 39.075 kg/ha para esta safra.

Em 2024 o Paraná respondeu por 5,6% da produção brasileira de cebolas, segundo levantamento do IBGE (Instituto de Geografia e Estatística). Foi o sétimo produtor nacional. As regiões de Guarapuava, Irati e Curitiba concentram a atividade no Estado.

BOLETIM SEMANAL - O Deral também divulgou o boletim desta semana que mostra um cenário de valorização em toda a cadeia do leite, apoiada pela menor captação do produto pelas indústrias. O preço do leite cru, pago ao produtor, aumentou 13% em comparação à média de abril.

A avicultura se consolida com a liderança absoluta do Paraná nas exportações. No primeiro quadrimestre, o Estado embarcou 791,1 mil toneladas e faturou US$ 1,43 bilhão. O volume é 6,2% superior ao mês anterior e os ganhos superam em 4,1% o verificado anteriormente. A demanda continua forte por parte da China e Japão.

 

 

 

 

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