Maioria dos municípios do Paraná avança em desenvolvimento

A maioria das cidades paranaenses registrou avanço no Índice Paranaense de Desenvolvimento Municipal (IPDM), referente ao ano de 2024. Ao todo, 308 dos 399 municípios do Estado evoluíram na pontuação geral em relação ao ano anterior, refletindo ganhos de desempenho nas áreas de Educação, Saúde, Emprego e Renda.  O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). 

Calculado desde 2002, o índice varia de 0 a 1 e é obtido por meio da média aritmética de três componentes: Renda, Saúde e Educação. A pesquisa utiliza bases de dados públicas de entidades governamentais, atualizadas anualmente com recorte municipal. Os resultados servem como ferramenta fundamental para a formulação de políticas públicas e a alocação eficiente de recursos.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a metodologia permite comparar as realidades municipais de forma padronizada, oferecendo subsídios para gestores públicos na tomada de decisões estratégicas. “Os elementos auxiliam tanto na formulação de políticas públicas quanto no monitoramento da efetividade das ações em andamento. Por outro lado, ajudam a iniciativa privada na prospecção de novos negócios. É um índice balizador que indica que o Paraná está em pleno desenvolvimento”, destacou.

Um dos dados mais expressivos da edição de 2024 do IPDM é a consolidação de um cenário sem nenhum município paranaense na faixa de baixo desempenho (notas de 0,00 a 0,40). Além disso,  o levantamento revelou que 308 municípios paranaenses obtiveram avanço em suas notas finais em relação ao ciclo anterior, representando um salto de desenvolvimento em mais de 77% do Estado. 

O resultado reflete a expansão contínua de políticas municipais e estaduais direcionadas às áreas essenciais, garantindo que a ampla maioria das cidades mantivesse uma trajetória ascendente de evolução socioeconômica entre 2023 e 2024.

DESTAQUES — O maior destaque estadual em evolução absoluta e percentual foi Morretes, no Litoral do Estado, que subiu do estrato médio-baixo ao saltar de 0,4244 para 0,5159 (crescimento de +21,51%). Outras cidades que mais evoluíram no Paraná são Iguaraçu (+18,51%), Colorado (+16,07%), Lobato (+16,00%) e Astorga (+15,97%). 

No cenário geral do IPDM 2024, Curitiba manteve a liderança isolada do ranking com nota final de 0,8392, o que representa um crescimento de +1,96% em relação a 2023 (quando marcou 0,8231). A capital apresentou avanço consistente nas três dimensões avaliadas: Renda (0,8746), Saúde (0,8101) e Educação (0,8329). 

​Outro destaque na faixa de Alto Desempenho foi Palotina, que atingiu pontuação final de 0,8036 (+1,27% frente ao índice de 0,7935 em 2023). O município avançou nos setores de Renda (0,7392) e Educação (0,8104), enquanto a área da Saúde manteve-se praticamente estável (0,8612). 

Completando a lista do IPDM Geral aparecem Maringá (0,7862) em terceiro lugar, seguida por Toledo (0,7853), Cafelândia (0,7798), Carambeí (0,7743), Pato Branco (0,7734), Douradina (0,7684), Quatro Barras (0,7662) e Mandaguari (0,7656). 

PANORAMA POR ÁREA — O IPDM Renda concentra a maioria dos municípios paranaenses na faixa de desempenho médio-baixo (332 cidades em 2024). Curitiba lidera isoladamente a pontuação desta dimensão com 0,8745, seguida por Quatro Barras (0,7777), São José dos Pinhais (0,7529) e Carambeí (0,7392). 

Já o ​IPDM Saúde apresenta forte densidade no estrato médio, somando 285 municípios e 74 em alto desempenho. O topo da lista de saúde é liderado por Miraselva, que registrou nota 0,8888, seguida por Vera Cruz do Oeste (0,8791), Pinhal de São Bento (0,8791) e Rio Azul (0,8778). 

Por fim, no IPDM Educação a maior parte dos municípios paranaenses posiciona-se no estrato médio (310 cidades), enquanto 86 municípios alcançaram a classificação de alto desempenho em 2024. O destaque na pontuação coube a Atalaia, com 0,8720, seguida por Quatro Pontes (0,8657), São Manoel do Paraná (0,8655) e Bom Jesus do Sul (0,8543). 

COMO É FEITA A AVALIAÇÃO — O estudo é composto por três dimensões. Na Educação, são analisados a proporção de crianças em creches e na pré-escola, o volume de matrículas em tempo integral na educação básica, a adequação idade-série, as taxas de permanência escolar, a qualificação docente e os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). 

Na Saúde, o cálculo considera a cobertura de pré-natal com sete ou mais consultas, a proporção de óbitos por causas mal definidas, a mortalidade infantil por causas evitáveis em menores de 5 anos e o índice de óbitos por doenças crônicas não transmissíveis na população de 30 a 69 anos. 

O Emprego e Renda avalia a remuneração média do trabalho formal, o volume de vínculos empregatícios gerados e a participação do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária local.

 

 

 

 

 

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Paraná vai fechar o ano com mais de 15 milhões de espécies nativas distribuídas desde 2019

O Paraná vai fechar o ano com mais de 15 milhões de mudas de espécies nativas distribuídas desde 2019 por meio do Programa Paraná Mais Verde, coordenado pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). Até setembro, de acordo com balanço do órgão ambiental, foram repassadas 14.598.337 pequenas árvores.

Ainda segundo o levantamento do IAT, a estimativa prevê a distribuição de outras 618.954 mudas até dezembro, o que elevaria o total para 15.217.291 unidades. O Programa Paraná Mais Verde foi lançado em 22 de setembro de 2019, em comemoração ao Dia da Árvore.

“Observamos um crescimento na demanda por mudas de espécies nativas, tanto pela maior compreensão sobre a importância da recuperação da vegetação quanto pela necessidade de cumprir exigências legais. Com o crescimento econômico do Estado e o licenciamento de mais obras e empreendimentos, aumenta também a necessidade de recuperar áreas de vegetação nativa”, afirma o gerente de Restauração Ambiental do IAT, Mauro Scharnik.

“O plantio dessas espécies contribui para melhorar a qualidade do ar e da água, mitigar os efeitos das mudanças climáticas e recuperar ecossistemas florestais, além de proporcionar lazer e bem-estar à população”, completa.

No primeiro ciclo contabilizado, de setembro de 2019 a setembro de 2020, foram distribuídas 1.807.379 mudas. No período mais recente, de setembro de 2025 a setembro de 2026, o volume chegou a 2.166.811 unidades, um incremento de aproximadamente 20%.

O maior volume da série ocorreu entre setembro de 2024 e setembro de 2025, com 2.430.799 mudas distribuídas. No ciclo seguinte, o número recuou para 2.166.811. A produção conta com 19 viveiros florestais e dois laboratórios de sementes sob responsabilidade do IAT. As estruturas fornecem espécies nativas destinadas a projetos de recuperação ambiental e arborização.

PARANÁ MAIS VERDE – O Paraná Mais Verde incentiva o plantio de espécies nativas para conciliar desenvolvimento ambiental, econômico e social. Entre as linhas de atuação estão Revitaliza Viveiros, Incentivo a Espécies Ameaçadas de Extinção, Datas Comemorativas, Parques Urbanos e Poliniza Paraná.

As mudas também atendem a iniciativas como o Programa de Regularização Ambiental (PRA), o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), o Programa Asfalto Novo, Vida Nova, projetos de pesquisa, plantios voluntários e ações de reflorestamento em áreas urbanas e rurais.

Entre as espécies mais procuradas estão pitanga (Eugenia uniflora), araçá (Psidium cattleyanum), aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolia), angico-gurucaia (Parapiptadenia rigida) e cedro-rosa (Cedrela fissilis).

Os interessados podem solicitar mudas pelo Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Os pedidos passam por análise técnica do IAT. Após a aprovação, o solicitante recebe por e-mail as orientações sobre o local de retirada e a documentação necessária.

 

 

 

 

Por AEN

 

 

Ratinho Junior assina decreto que estabelece regras da transição

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta segunda-feira (26) o decreto 15.525/2026 , que regulamenta o processo de transição para a próxima gestão estadual. O documento, que será publicado no Diário Oficial, estabelece as regras para o compartilhamento das informações sobre a situação do Estado ao governador eleito e sua equipe, e também indica o coordenador estadual responsável para conduzir esse momento.

Segundo o decreto, fica estabelecido que a transição será iniciada a partir de 5 de novembro e terá vigência até 5 de janeiro de 2027, dia anterior à posse do novo governador. A transição será pautada pela colaboração entre o governo atual e o eleito, a transparência da gestão pública, o planejamento da ação governamental, a continuidade dos serviços prestados à sociedade, o interesse público e a boa-fé e execução dos atos administrativos.

Também ficou definido que o superintendente-geral de Relações Institucionais do Governo do Paraná, Renato Adur, será o coordenador dos trabalhos relacionados ao processo de transição por parte da atual gestão, ao passo que o governador eleito indicará sua equipe. Serão até 20 membros no total, sendo 10 do atual governo e outros 10 do governador eleito.

O documento também garante acesso a informações da administração pública estadual, como contas públicas, estrutura organizacional, programas, projetos e ações dos órgãos e entidades públicas, bem como assuntos que precisam de providências nos primeiros 120 dias do novo governo. O Governo do Paraná disponibilizou ainda o Chapéu do Pensador para que a equipe do governador eleito possa se instalar durante o período de transição.

“Realizamos uma reunião com o governador eleito logo após o primeiro turno e que foi muito produtiva. A transição será da melhor forma possível, respeitosa e de alto nível, com toda a transparência que deve ter. Isso vai garantir que a máquina continue rodando, sem interrupção de serviços públicos ao cidadão paranaense”, afirmou Ratinho Junior.

Esta é a segunda vez no Paraná que o processo de transição entre governos conta com normas específicas. A primeira foi justamente em 2018, quando Ratinho Junior foi eleito governador pela primeira vez e solicitou à então governadora Cida Borghetti a regulamentação desse processo por meio de decreto.

 

 

 

 

 

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87 milhões de doses: após reverter queda, Paraná alcança maior índice de vacinação da década

Depois de quase uma década de queda nas taxas de vacinação em todo o País, impulsionada principalmente pelo avanço das informações falsas e pelo fortalecimento de movimentos contra a vacinação, cenário que se agravou durante a pandemia da Covid-19, o Paraná reverteu o contexto e alcançou a maior cobertura vacinal dos últimos dez anos. Essa trajetória de queda, iniciada em 2016, foi superada após uma grande mobilização entre o Governo do Estado e as prefeituras. Dados do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam que o Estado já aplicou mais de 87 milhões de doses no período.

O avanço fica evidente no comparativo direto das taxas de imunização. Em 2021, no ponto mais crítico desse histórico, o Estado atingia a meta do Ministério da Saúde (90%) em apenas uma vacina, HPV em meninas com 93% de cobertura. Já a partir do fortalecimento das ações em 2023, os resultados apareceram.

Em 2024 e 2026, o Paraná passou a bater a meta em 10 imunobiológicos, superando inclusive os índices registrados em 2015. A vacina BCG, por exemplo, subiu de 82% em 2021 para 100% em 2026; a da Poliomielite saltou de 80% para 95%; e a Pentavalente evoluiu de 81% para 94% no mesmo período.

Essa mudança no mapa vacinal é fruto de um trabalho planejado entre a Sesa e os 399 municípios paranaenses. O ponto de partida foi o treinamento das equipes municipais para mapear os territórios e criar estratégias locais. Em paralelo, as salas de aula viraram aliadas: mais de 1,2 milhão de carteirinhas de estudantes foram avaliadas, resultando na aplicação direta de 509 mil doses. O Estado também aderiu ao Pacto pela Consciência Vacinal, abriu postos de saúde nos Dias D aos sábados, realizou ações extramuros e reforçou a imunização nas regiões de fronteira.

"É fundamental destacar que a atualização contínua da caderneta de vacinação é a melhor e mais eficaz estratégia para reduzir o risco de reintrodução de vírus e a circulação de doenças evitáveis, como a influenza, a poliomielite e o sarampo”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes. “A marca de 87 milhões de doses aplicadas reflete o esforço conjunto do Governo do Estado com os gestores municipais e os trabalhadores da saúde em cada um dos 399 municípios paranaenses”, ressaltou.

DESTAQUE NACIONAL – Todo esse trabalho coloca o Paraná no 1º lugar da Região Sul em todas as vacinas do calendário infantil para crianças de até dois anos, posicionando o Estado nas primeiras colocações do País. O Paraná é o campeão nacional de cobertura na Tríplice Viral 1ª dose (100% contra 94% do Brasil), na Tríplice Viral 2ª dose (87% contra 79% do País) e na Hepatite A Infantil (89% contra 83% nacional).

Além disso, ocupa o 2º lugar do País na Poliomielite (95%), Pentavalente (94%), Rotavírus (97%), Meningocócica (96%), Febre Amarela (89%) e Varicela (87%), e o 3º lugar na Pneumocócica (97%).

O trabalho voltado aos jovens também se destacou na vacina contra o HPV, que atingiu 91% de cobertura nas meninas e 87% nos meninos. O resultado entre o público masculino ganha ainda mais relevância considerando que a imunização dos meninos teve início no SUS em 2017, quando registrava apenas 28% de adesão, enquanto a vacinação das meninas começou em 2014.

“Quando aumentamos as coberturas, criamos um escudo real contra a reintrodução de vírus”, afirmou Maria Goretti. “Vemos isso na prática no mapeamento do Ministério da Saúde sobre o sarampo, reduzimos em 45% o número de cidades paranaenses em alto risco e aumentamos em 172% os municípios em médio risco. É com essa barreira vacinal forte que o Paraná já completa seis anos consecutivos sem registrar nenhum caso da doença”, acrescentou.

 

 

 

 

 

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Bets, escala 6x1 e SUS: professores da rede estadual apontam possíveis temas da redação do Enem

Apostas on-line, mudanças climáticas, jornada de trabalho, inteligência artificial e o papel do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esses são alguns dos assuntos que podem inspirar o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, segundo professores e profissionais da rede estadual de ensino do Paraná. Embora não seja possível prever a proposta escolhida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), especialistas chamam a atenção para debates atuais que envolvem problemas sociais e exigem dos estudantes capacidade de reflexão e argumentação.

A professora de Língua Portuguesa Similaine Sibeli da Silva, que atua há mais de 15 anos na rede estadual e integra a equipe de recursos educacionais digitais da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), explica que o Enem costuma apresentar questões relacionadas à realidade social. Por isso, mais do que acompanhar um assunto em destaque, é importante compreender seus efeitos sobre a população.

“Espera-se que o estudante consiga discutir, refletir e apresentar propostas de intervenção para temas relacionados aos contextos da sociedade atual e aos desafios contemporâneos”, afirma. Entre as possibilidades que a profissional aponta estão os processos migratórios, a alfabetização na idade certa, a insegurança alimentar e a preservação de espaços culturais e de lazer.

E SE CAIR? - Se fosse preciso escolher um tema para a redação do Enem em dez segundos, qual seria a aposta? Para Dulce Lopes, professora de redação do Colégio Estadual Leôncio Correia, em Curitiba, há várias possibilidades. Ela menciona os impactos das apostas on-line, o uso da inteligência artificial na educação, a jornada de trabalho e a colonização digital, relacionada à crescente dependência de plataformas digitais e à concentração de dados (e poder) nas mãos das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs.

Mas um dos principais palpites da professora é o papel do Sistema Único de Saúde (SUS). Afinal, a população conhece tudo o que o sistema oferece? Além das consultas e dos atendimentos hospitalares, o SUS é responsável por serviços como vacinação, transplantes e ações de vigilância sanitária. O conhecimento dos brasileiros sobre a abrangência e a importância do sistema público de saúde poderia, segundo Dulce, render uma boa discussão na redação.

As bets também aparecem entre as sugestões da professora Francelize Elis Dambros, do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Pato Branco, no Sudoeste. Para ela, o assunto permite discutir um problema social e suas consequências. A orientação é que os estudantes organizem previamente seus argumentos. “Revejam sempre o projeto de texto, avaliem o repertório que pretendem utilizar e pensem em como desenvolver as causas e consequências do problema”, recomenda.

Outra aposta é a jornada de trabalho, especialmente a discussão sobre o fim da escala 6x1. O assunto ganhou ainda mais atualidade com a promulgação, em 16 de outubro, da emenda constitucional que estabelece a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

Simone Petry, técnica pedagógica da Coordenação de Educação Digital da Seed-PR, considera que a relação entre trabalho e descanso pode aparecer na prova. Ela recomenda consultar reportagens, documentários e notícias que apresentem diferentes posições sobre o assunto, para ampliar as possibilidades de argumentação.

Questões ambientais também aparecem entre os possíveis temas. Eliana Machado de Oliveira, técnica pedagógica do NRE de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e embaixadora dos programas Redação Paraná e Leia Paraná, destaca os desastres ambientais e os impactos de fenômenos climáticos como o El Niño. “Leiam as notícias sobre esse assunto, conversem com os colegas e procurem ampliar ao máximo o repertório cultural relacionado ao tema”, orienta.

A proteção de crianças e adolescentes na internet é outra possibilidade levantada pelos profissionais da rede. Andréia Kruk Menon, assessora pedagógica do NRE de Irati, no Centro-Sul, e embaixadora do Redação Paraná e do Leia Paraná, acredita que o acesso cada vez maior dos jovens ao ambiente digital pode motivar uma proposta sobre os desafios para garantir sua segurança on-line.

DICAS PARA A REDAÇÃO - Independentemente do tema escolhido, Andréia lembra que a redação precisa apresentar uma proposta de intervenção para o problema discutido. Ela recomenda atenção a cinco elementos: o agente, que indica quem deve agir; a ação, que define o que precisa ser feito; o meio, que explica como a medida será executada; a finalidade, que apresenta o resultado esperado; e o detalhamento, que torna a proposta mais específica.

“A conclusão da redação precisa trazer uma proposta de intervenção. Os estudantes devem lembrar de apresentar o agente, a ação, o meio, a finalidade e o detalhamento”, acrescenta Andréia.

PREPARAÇÃO PARA O ENEM - Na rede estadual do Paraná, os estudantes contam com ferramentas gratuitas que estimulam a escrita, a leitura e o desenvolvimento do repertório cultural. Uma delas é o Redação Paraná, plataforma que permite praticar diferentes gêneros textuais e propostas de redação. Já o Leia Paraná disponibiliza livros digitais e audiolivros, enquanto o Enem Paraná reúne videoaulas, conteúdos de revisão e simulados para a preparação dos estudantes.

Outro destaque é o Circuito da Redação do Enem, que chegou à segunda edição em 2026. A iniciativa propõe uma rotina de produção de textos, com 20 temas contemporâneos previstos ao longo do ano. Entre os assuntos trabalhados estão os impactos sociais das bets na vida dos jovens, a influência da inteligência artificial, a migração e os desafios relacionados às mudanças climáticas.

“O circuito permite que o estudante tenha contato com assuntos diferentes e aprenda a organizar suas ideias para defender um ponto de vista”, explica Lorena Pantaleão da Silva, coordenadora de Educação Digital da Seed-PR.

Lorena ainda afirma que o treinamento é importante mesmo quando o assunto da prova não está entre os temas estudados. “O objetivo não é acertar o tema, mas desenvolver a capacidade de escrever sobre diferentes problemas da sociedade. Quanto mais o estudante lê, acompanha os acontecimentos e pratica a redação, mais preparado estará para enfrentar a proposta do Enem”, acrescenta.

 

 

 

 

 

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Paranaguá responde por 65% do crescimento das exportações brasileiras de frango congelado

O Porto de Paranaguá respondeu por 47% das exportações brasileiras de carne de frango entre janeiro e setembro de 2026. Com 1,87 milhão de toneladas embarcadas, o volume foi 18,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o porto exportou 1,57 milhão de toneladas. No total, o Brasil embarcou 3,98 milhões de toneladas do produto por via marítima no período analisado.

Com esse volume, Paranaguá foi responsável por 65,1% do crescimento das exportações brasileiras de carne de frango congelada em 2026. Das 451,9 mil toneladas adicionais embarcadas pelo país em relação ao mesmo período do ano passado, 294 mil passaram pelo porto paranaense. Somente em setembro deste ano, foram 199,2 mil toneladas, 12% a mais que no mesmo mês de 2025, quando o volume exportado foi de 177,8 mil toneladas.

O desempenho mantém Paranaguá como o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do Brasil e do mundo. Os dados são do Comex Stat, sistema do Governo Federal que reúne informações sobre o comércio exterior brasileiro, e do Centro de Estatísticas da Portos do Paraná.

“A Portos do Paraná é referência mundial na movimentação de frango congelado, especialmente em razão dos investimentos em infraestrutura que ampliaram capacidade de armazenagem e de exportação de contêineres frigorificados. Essa estrutura fortalece a competitividade agropecuária do Paraná, que se destaca como o maior produtor de frango do Brasil”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A China foi o principal destino do produto embarcado em Paranaguá, com 198,4 mil toneladas movimentadas entre janeiro e setembro. Devido ao aumento da demanda no mercado interno, as importações chinesas do produto passaram de 325 mil toneladas em todo o ano de 2025 para 450 mil toneladas somente nos nove primeiros meses de 2026. O país asiático encerrou 2025 como o quinto maior comprador de frango brasileiro e assumiu a liderança do ranking em 2026.

De acordo com o diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, o aumento da demanda pela carne brasileira é global. “Essa alta em 2026 ocorre muito por conta da demanda e um cenário favorável no mercado mundial, que levam ao incremento de investimentos na produção da proteína. Como temos uma infraestrutura de qualidade no estado, adequada para o produto, esse aumento significativo de volume é uma consequência”, assegura Vieira.

A carne de frango é o 11º produto mais exportado pelo Brasil. O produto representa 5,5% das 33,9 milhões de toneladas exportadas pela Portos do Paraná ao longo deste ano.

MOVIMENTAÇÃO TOTAL - No acumulado do ano, a movimentação de cargas embarcadas e desembarcadas pela Portos do Paraná alcançou 52,1 milhões de toneladas. Desse total, 18,2 milhões de toneladas corresponderam a importações, o equivalente a 35% do volume movimentado.

O óleo de soja também se destacou. Ao todo, foram exportadas 1,24 milhão de toneladas, ante 760,6 mil toneladas no mesmo período de 2025, uma alta de 63%.O crescimento também colocou Paranaguá em evidência no cenário nacional, respondendo por mais de 82% do aumento das exportações brasileiras do derivado da soja em 2026.

No período, o volume exportado pelo Brasil cresceu 586,6 mil toneladas em relação a 2025, enquanto Paranaguá registrou aumento de 486,3 mil toneladas. Das 1,75 milhão de toneladas exportadas pelo país, 70% foram embarcadas pelo Porto de Paranaguá.

A alta na movimentação é reflexo da infraestrutura dos terminais e da forte demanda do mercado. “A capacidade de produção de farelo de soja e de óleo de soja aqui no Paraná fizeram com que houvesse uma produção e um escoamento superior ao que nós vimos nos anos passados. Como o óleo de soja e o farelo de soja passam por um controle de qualidade rigoroso antes de serem embarcados, nossos portos se tornaram uma referência no selo de qualidade internacional”, detalha Vieira.

OUTROS DESTAQUES - A soja em grão foi o principal produto exportado pelos portos paranaenses. Entre janeiro e setembro, foram embarcadas 13,29 milhões de toneladas, volume 9% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 12,2 milhões de toneladas. O produto representou 39,1% do volume exportado pelo porto no período.

A movimentação de contêineres também cresceu em 2026. O volume passou de 1,22 milhão para 1,27 milhão de TEUs — unidades equivalentes a contêineres de 20 pés —, alta de 4%. Em toneladas, as exportações aumentaram 6%, de 7,01 milhões para 7,44 milhões, enquanto as importações passaram de 5,62 milhões para 5,96 milhões de toneladas.

 

 

 

 

 

 

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