Paraná assume liderança nacional em implantes de correção auditiva pelo SUS

O Paraná se consolidou como a principal referência brasileira em saúde auditiva de alta complexidade.

Nos últimos oito anos, o Estado saltou das últimas posições para o primeiro lugar no ranking nacional de implantes cocleares por milhão de habitantes. Saiu de 2,1 implantes por milhão de habitantes em 2016, quando se mantinha na frente apenas do Ceará (1,36), para 18,0 implantes por milhão de habitantes, ultrapassando o Rio Grande do Norte (15,14) que era o líder naquele ano, com 9,39.

Entre 2019 e 2025 foram 651 implantes na rede pública de saúde paranaense. Os procedimentos, assim como todo o tratamento, são oferecidos de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com repasses via Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de mais de R$ 41,7 milhões apenas nesse período.

“Temos na Sesa em funcionamento a Linha de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, que atua de forma constante e com o propósito de prevenir agravos e proteger a saúde da pessoa com deficiência. Reabilitar a capacidade funcional é a melhor forma de inclusão e de cuidado”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, que afirmou ainda que os números que colocam o Estado em destaque na escala de quantidade de implantes refletem o comprometimento da Sesa com a saúde da população paranaense.

Conhecido popularmente como "ouvido biônico", o implante coclear é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia inserido através de cirurgia. Diferente dos aparelhos auditivos convencionais, que apenas amplificam o som, o implante estimula diretamente o nervo auditivo.

O dispositivo conta com uma parte interna, que é colocada cirurgicamente dentro da cóclea (caracol da audição) e uma parte externa (que fica visível na parte posterior da cabeça) que é formada por um processador que capta o som ambiente. As duas partes são conectadas por um ímã, sendo que a externa deve ser retirada para tomar banho e dormir, e a bateria precisa ser carregada.

O implante é indicado para adultos que apresentam perdas auditivas severas, e para crianças com surdez congênita. O implante não é exclusivamente para pessoas que não ouvem nada, e sim também para quem, fazendo uso do aparelho convencional, não consegue mais ser atendido na sua necessidade.

Embora seja tecnicamente complexa e delicada devido ao espaço reduzido, a cirurgia é considerada de baixo risco clínico. Pode ser feita em bebês a partir dos 6 meses, até idosos acima de 90 anos, desde que haja condições clínicas.

O processo de avaliação para elegibilidade inclui exames clínicos e avaliação fonoaudiológica específica, como o exame BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry). Também é importante a avaliação de psicólogos e outros especialistas, caso o paciente tenha alguma doença ou condição pré-existente.

O implante é ativado cerca de 30 dias após o procedimento cirúrgico e é essencial que a pessoa passe pela adaptação e acompanhamento com um médico otorrinolaringologista especializado em implante.

“Nesse primeiro momento o som é estranho e o volume é baixo. Existe todo um processo para ir adaptando e, gradativamente, ir ajustando o volume. E, com tudo isso acontecendo, o acompanhamento com fonoaudiólogo é fundamental, porque é preciso que o cérebro aprenda a interpretar os sinais elétricos enviados pelo implante”, explica o médico otorrinolaringologista Neilor Mendes, que coordena um dos Centros Especializados em Implante Coclear do Paraná, localizado no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, que atende de forma gratuita.

BUSCANDO ATENDIMENTO - A porta de entrada para acessar o tratamento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do paciente. A partir dessa consulta, caso exista a indicação, a pessoa será encaminhada para o setor especializado. “É importante as pessoas saberem como procurar o tratamento. As pessoas sabem, por exemplo, que se o rim delas não funcionar mais, elas podem fazer hemodiálise, mas a grande maioria não sabe que se ficar surda pode fazer um implante coclear”, diz Mendes.

Ainda conforme o médico, estudos apontam que em média apenas 5% das pessoas que poderiam ser beneficiadas com alguma tecnologia auditiva implantável de fato usam. “Realmente as pessoas não têm conhecimento do que é o implante, como funciona, e muito menos que elas podem fazer de graça pelo SUS”, destacou.

Apesar disso, essa realidade vem mudando, tanto que os números comprovam. Há 8 anos, eram feitos cerca de 30 implantes por ano e agora são aproximadamente 30 a cada dois meses. “O serviço está crescendo bastante, a Sesa nos apoia muito e com isso estamos conseguindo cada vez mais levar essa tecnologia, essa opção de saúde para os pacientes de todo o Estado do Paraná” acrescentoo médico.

Na rede particular, o valor do implante coclear parte de R$ 65 mil, podendo chegar a R$ 170 mil.

REAPRENDER A OUVIR - A professora Edilaine Montanhani, de 49 anos, é moradora de Altônia, na região Noroeste, e passou pelo implante coclear bilateral em 2022. Ela nasceu ouvint, até que, aos 20 anos, começou a sentir a perda gradativa da audição.

“Logo quando comecei a perceber que estava perdendo a audição procurei atendimento médico. No começo usava aparelho auditivo, que me ajudava, mas ainda assim tinha dificuldade de entender as palavras, sobretudo em lugares com muito barulho”, contou. “Mas, logo depois, perdi quase que totalmente a audição e precisei deixar a sala de aula”.

A mudança foi tão impactante na vida da professora que ela se isolou. “Eu cheguei em um determinado momento que mesmo com o aparelho auditivo não ouvia nada, me afastei do trabalho, dos amigos, não tinha mais vida”, relembra.

Mas ela não se entregou e buscou atendimento na Unidade Básica de Saúde, onde recebeu auxílio e orientação. “O médico me disse, num primeiro momento, que até para ele era uma situação nova, mas que eu seria encaminhada”.

Edilaine conta que passou por todo o processo de consultas e exames com especialistas. “Os profissionais de saúde não mediram esforços para me ajudar. Quando cheguei no Hospital Universitário Regional de Maringá e o cirurgião pediu os exames e avaliou que eu poderia fazer o implante, minha vida mudou novamente”.

Entre a habilitação para o implante e a efetivação da cirurgia, foram cerca de 6 meses. “É um processo lindo, de reaprender a ouvir. No primeiro ano fiz acompanhamento intenso com fono, o mapeamento do implante e até hoje sigo recebendo esses atendimentos”.

Edilaine fez questão de destacar que, desde os exames, passando pelos implantes e seguindo com a reabilitação, ela não teve nenhum custo. “Se posso dar um conselho para quem está passando pela mesma situação difícil que eu passei é que procure o atendimento através da UBS”.

EMILLY E HEITOR - Moradores de Sarandi, no Noroeste do Paraná, os irmãos Emilly Caroline Guimarães Rodrigues, de 10 anos, e Heitor Donato Guimarães Rodrigues, de 4 anos, são usuários de implante coclear. A mãe deles, Cibele Guimarães, relatou que as duas crianças nasceram com deficiência auditiva bilateral severa. “A Emilly apresentou atraso na fala, e por isso nós buscamos atendimento médico. Os exames confirmaram uma neuropatia auditiva, que é bastante complexa”, contou.

A pequena tinha pouco mais de 2 anos quando veio o diagnóstico e os implantes (bilaterais) ocorreram logo depois, com intervalo de cerca de um mês entre um e outro. “No dia do aniversário de 3 anos dela o implante foi ativado”.

No caso do Heitor, a necessidade do implante foi descoberta ainda mais cedo, aos quatro meses de vida. O diagnóstico foi o mesmo da irmã: neuropatia auditiva. As cirurgias aconteceram pouco depois de ele completar 1 ano.

O tratamento, que é realizado pelo SUS, inclui acompanhamento médico desde antes do implante. Atualmente, os irmãos têm reabilitação com a fonoaudióloga uma vez por semana e mapeamento dos implantes, que acontecem anualmente para Emilly e a cada 6 meses para Heitor. “O mapeamento avalia como está a parte interna do implante, se a externa está funcionando corretamente, se precisa aumentar ou diminuir o volume”, explica a mãe. “E o tempo varia de acordo com a necessidade de cada um. Como ela está mais adaptada, o intervalo é maior”.

A mãe contou que, apesar dos filhos serem muito jovens quando foram tratados, a adaptação foi dentro do esperado. “No começo era uma novidade, então eles tiravam, deixavam em qualquer lugar, era preciso ficar muito atenta, mas, com o tempo eles foram se acostumando”.

Cibele comentou ainda que para ela também foi uma adaptação. “No começo foi muito difícil para mim, nunca imaginei na vida que teria que passar por isso. Nenhuma mãe quer que o filho tenha alguma deficiência ou doença, e ter que tomar uma decisão tão grande por um filho é muito difícil. Ter que entregar um filho em um centro cirúrgico é muito difícil”, relatou.

“Mas a recuperação da cirurgia do implante coclear é tão tranquila que no segundo filho foi tudo mais fácil, e hoje sinto uma gratidão por ter tido esse privilégio, de ter conseguido proporcionar a eles um futuro melhor, e saber que foi a melhor decisão que tomei na vida”, completa ela.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Fim de semana será de sol e calor pelo Paraná, prevê o Simepar

O outono já chegou, mas como a estação é de transição as características do tempo ainda tem sido de verão no Paraná. Nesta sexta-feira (27), de acordo com o Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, as condições atmosféricas serão de temperaturas altas e pancadas de chuva irregulares no período de maior aquecimento - situação que já predomina no estado desde quinta-feira (26).

A sexta-feira (27) começou com nebulosidade em toda a faixa Leste do Paraná, de Curitiba até o Litoral. Nas próximas horas o céu ficará limpo e o predomínio de sol facilitará a rápida elevação das temperaturas, principalmente no interior, onde o dia já começou com tempo aberto.

“Há grande disponibilidade de umidade na atmosfera, o que somado ao calor poderá ocasionar a formação de nuvens de chuva a partir do período da tarde, mas de forma bem irregular, bem característica ainda de verão, não propriamente de outono”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

Pancadas rápidas de chuva estão previstas para cidades do Centro-Sul, Sudoeste e parte do Norte e Noroeste do estado. Na região Oeste a chuva também é prevista, mas ocorrerá de forma ainda mais localizada. As temperaturas no período da tarde passam dos 30°C em praticamente todo o Paraná, com exceção dos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, onde as máximas ficarão entre 28°C e 29°C.

No fim de semana (28 e 29) novamente os dias começam com nebulosidade entre o Centro-Sul e os Campos Gerais, bem como entre a Serra do Mar e as praias, mas ela se dissipa nas primeiras horas da manhã e o tempo fica ensolarado em todo o Paraná. “Tanto sábado quanto domingo teremos temperaturas agradáveis, apesar dos dias começarem com temperatura bem amena. O clima será um pouco mais típico de outono, com amplitude térmica mais destacada ao longo do dia. Não há previsão de chuva para esse fim de semana em quase todo o Paraná”, ressalta Lizandro.

O tempo muda na segunda-feira (30), principalmente na metade sul paranaense. “Há maior probabilidade de chuva, em função da passagem rápida de um sistema frontal. Essa frente fria, inclusive, traz o risco de temporais na virada de segunda para terça-feira no Paraná”, afirma Lizandro.

O Simepar acompanha a movimentação desta frente fria e trará boletins meteorológicos atualizados. É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar. 

Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.

Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio. 

 

 

 

 

por - AEN

 Paraná reforça cuidado às mulheres contra cânceres de colo do útero e colorretal

A rotina acelerada muitas vezes faz com que o autocuidado fique em segundo plano. No caso do câncer de colo do útero e do câncer colorretal, o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de tratamento e reduzir complicações. Reforçando o cuidado com as mulheres, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça ações integradas de prevenção, vacinação, rastreamento e organização da Rede de Atenção à Saúde em todo o Paraná.

Manter os exames em dia, atualizar a carteira de vacinação e observar sinais do próprio corpo são atitudes que podem fazer a diferença na prevenção da doença.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca/MS), o Paraná deve registrar aproximadamente 1.120 novos casos de câncer de colo do útero e 3.620 casos de câncer colorretal em 2026.

O câncer de colo do útero está associado à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), enquanto o câncer colorretal, que acomete cólon e reto, está entre os mais incidentes na população geral.

A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em esquema de dose única. No Paraná, a aplicação ocorre em 1.850 salas de vacina públicas e também por meio de ações extramuros, como vacinação em escolas e estratégias de busca ativa. Adolescentes com idades entre 15 e 19 anos que não tenham sido imunizados até os 14 anos ainda podem ser vacinados na etapa de resgate que vai até o mês de junho de 2026.

Em 2024, o Estado registrou 93,18% de cobertura vacinal. Já em 2025, o índice avançou para 95,06%, superando a meta preconizada nacionalmente. Até março de 2026, a cobertura acumulada é de 78,83%, percentual ainda parcial em razão do início do calendário anual

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destaca o compromisso da gestão estadual com a organização da rede.

“Estamos investindo na qualificação dos serviços especializados em oncologia, no fortalecimento da Atenção Primária e na ampliação das estratégias de prevenção. O diagnóstico precoce salva vidas e isso reduz o impacto da doença no sistema de saúde. Nosso compromisso é assegurar que o paranaense tenha acesso desde a prevenção até o tratamento especializado, garantindo que a mulher com alteração identificada tenha acesso rápido à investigação e ao tratamento,” afirmou.

AÇÕES - Em 2025, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou a organização da linha de cuidado dos cânceres do colo do útero, com foco na ampliação do acesso e no diagnóstico precoce. Houve reforço das estratégias de vacinação contra o HPV, incluindo ações em ambiente escolar e resgate de adolescentes ainda não imunizados, além da reorganização dos fluxos de rastreamento na Atenção Primária.

Um destaque notável foi a Carreta Saúde da Mulher, que atuou de 16 de setembro a 12 de dezembro de 2025 e se consolidou como uma ação essencial para a saúde preventiva no Estado, prestando atendimento a 10.040 mulheres e realizando um total de 19.852 consultas e exames.

Do total de procedimentos, 14.452 foram exames, incluindo mamografias, ultrassonografias e coletas de citopatológico. Desse universo, 62 mulheres apresentaram alterações que necessitaram de encaminhamento para exames complementares na rede de atenção especializada.

A iniciativa itinerante percorreu 77 municípios, priorizando regiões com maior vulnerabilidade ou dificuldade de acesso aos serviços especializados.

Outra iniciativa foi a implantação do teste molecular de DNA-HPV, tecnologia mais sensível para detecção da infecção, que amplia a capacidade de identificação precoce na rede pública. O Paraná é um dos estados que participa do projeto-piloto do Ministério da Saúde para a substituição do exame citopatológico pelo DNA-HPV pelo SUS. A iniciativa começou em outubro de 2025 em outros 11 estados e será ampliada gradativamente, até a total troca do uso do papanicolau, para o exame molecular.

A estimativa do Ministério da Saúde é que até dezembro de 2026 o rastreio esteja presente em toda a rede. Paralelamente, o Estado manteve mobilizações de conscientização sobre o câncer colorretal e o monitoramento contínuo da Rede de Atenção à Saúde, com foco na redução do tempo entre diagnóstico e início do tratamento.

DIAGNÓSTICO PRECOCE- O exame citopatológico do colo do útero (Papanicolau) segue como principal estratégia para identificação de lesões precursoras. A Sesa disponibiliza anualmente kits de coleta para 398 municípios, assegurando a oferta do exame na Atenção Primária à Saúde. Apenas a cidade de Curitiba realiza a aquisição com recursos próprios.

O investimento estadual destinado ao fornecimento desses insumos é de aproximadamente R$ 2,3 milhões por ano, além do custeio das análises laboratoriais realizadas por 30 laboratórios contratualizados. Somente em 2024 foram realizados 509.720 exames citopatológicos no Paraná e, em 2025 (dados preliminares) outros 505.823 procedimentos para mulheres de 25 a 64 anos, totalizando 1.015.543 exames em dois anos, volume que demonstra a capilaridade do rastreamento em todo o território estadual.

CÂNCER COLORRETAL - No caso do câncer colorretal, a estratégia estadual começa na Atenção Primária, com o objetivo de promover hábitos saudáveis e a identificação precoce de sinais e sintomas, seguindo com a realização de exames diagnósticos, como a colonoscopia, na rede contratualizada. Os casos confirmados são encaminhados aos serviços especializados e hospitais habilitados em oncologia para tratamento cirúrgico, quimioterápico e acompanhamento multiprofissional.

Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a estratégia estadual prioriza a ampliação do acesso e a redução de desigualdades.

“A vacinação contra o HPV é uma das principais ferramentas para reduzir o risco do câncer de colo do útero nas próximas décadas. Temos trabalhado com ações em ambiente escolar, busca ativa e monitoramento contínuo da cobertura para garantir que adolescentes estejam protegidos no tempo oportuno, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, alcançar públicos ainda não imunizados e reduzir desigualdades de acesso, fortalecendo a proteção contra o câncer de colo do útero.”, afirma.

 

 

 

 

 

Por - AEN

feed-image
SICREDI 02