Meteorologistas do Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, classificaram terça-feira (03) um fenômeno que atingiu Maringá na madrugada de segunda (2) como um tornado de categoria F2 na escala Fujita, que tem cinco categorias.
O trabalho começou antes do fenômeno, com os avisos meteorológicos emitidos desde a quinta-feira (30). Durante o monitoramento realizado 24 horas pelos meteorologistas do Simepar, os primeiros indícios de que um fenômeno severo atingiu Maringá já foram constatados no radar e em estações meteorológicas por volta das 3h de segunda-feira (2). Uma severa linha de instabilidade ganhou força ao alcançar a cidade, e uma supercélula (tipo de tempestade muito organizada e de grande intensidade, que pode gerar ventos destrutivos) passou sobre Maringá.
Ao longo do dia, os meteorologistas analisaram as variáveis do radar e as imagens dos danos registrados em várias partes da cidade. Equipes do Corpo de Bombeiros de Maringá forneceram imagens aéreas que auxiliaram na análise dos meteorologistas, e comparação com dados de satélite.
Ainda na segunda-feira, o meteorologista Reinaldo Kneib e o coordenador de operações do Simepar, Marco Jusevicius, foram até Maringá para fazer uma análise de campo. Ao longo da terça-feira (03) eles percorreram pontos diferentes da cidade, sobrevoando áreas atingidas com drones ou de helicóptero, com apoio da prefeitura.
Através das análises foi possível encontrar telhas arremessadas por mais de 1.300 metros, bem como folhas de zinco lançadas a mais de 300 metros de distância. Itens retorcidos de estruturas de alvenaria e também na vegetação, além de copas de árvores arrancadas, indicaram que, em um trajeto de aproximadamente 15 km que iniciou na região sudoeste da cidade, Maringá foi atingida por um tornado classificado pelo Simepar como categoria F2 na escala Fujita, com velocidade do vento entre 180 km/h e 250 km/h.
Por - AEN
O Governo do Paraná mantém mobilizadas suas estruturas de prevenção e resposta a desastres diante da previsão de chuvas intensas, tempestades e ventos fortes em diferentes regiões do Estado entre quarta e quinta-feira (4 e 5). A instabilidade está associada à intensificação de um sistema de baixa pressão atmosférica, à formação de um ciclone extratropical na costa da Região Sul e ao avanço de uma nova frente fria.
A estratégia envolve a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), além de companhias e órgãos responsáveis por serviços essenciais, como energia elétrica, abastecimento de água e assistência social. O objetivo é garantir que as estruturas estejam preparadas para agir de maneira coordenada, caso as condições climáticas provoquem danos à população, à infraestrutura ou aos serviços públicos.
A Defesa Civil Estadual já encaminhou aos municípios o , elaborado em conjunto com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). O documento apresenta a avaliação das condições meteorológicas e classifica o potencial de risco de acordo com a região e o período, permitindo que as administrações municipais antecipem medidas preventivas e organizem seus recursos.
Na tarde e noite desta terça-feira (3), estendendo-se até a madrugada de quarta, a previsão indica possibilidade de tempestades pontualmente intensas, pancadas de chuva forte em curto intervalo de tempo, rajadas de vento, descargas elétricas e ocorrência localizada de granizo. O mapa de risco aponta condições de risco baixo em áreas do Oeste e Centro-Oeste, incluindo regiões de Guaíra, Cascavel e Guarapuava, enquanto áreas do Sudoeste, Centro-Sul, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral aparecem com risco moderado.
O cenário exige maior atenção a partir de quarta-feira, para quando o boletim indica risco alto e muito alto em praticamente todo o território paranaense. As áreas classificadas com risco muito alto abrangem principalmente o Oeste, Sudoeste, Centro-Oeste e Centro-Sul, incluindo as regiões de Foz do Iguaçu, Cascavel, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Guarapuava e União da Vitória. Já o risco alto aparece em áreas do Norte, Norte Pioneiro, Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral.
Para esse período, são esperadas tempestades, chuva intensa em curto espaço de tempo, rajadas de vento pontualmente severas, descargas elétricas e granizo.
PREVENÇÃO E ARTICULAÇÃO - Além do monitoramento e da emissão de boletins e alertas, a Defesa Civil Estadual atua diretamente na preparação das administrações municipais. Entre as orientações estão a organização dos estoques de materiais de assistência humanitária, a identificação de áreas mais vulneráveis e o planejamento de ações para atendimento à população em caso de necessidade.
O Estado conta com dez Núcleos de Apoio Regional (NARs), estruturas que funcionam como pontos de articulação entre a Coordenadoria Estadual e as prefeituras. A presença regional permite aproximar as equipes estaduais das realidades locais, facilitar a circulação de informações e agilizar a mobilização de recursos quando um município enfrenta uma situação de emergência.
A Defesa Civil também administra os estoques de ajuda humanitária, utilizados para atender famílias que eventualmente precisem deixar suas casas ou que tenham sido atingidas por desastres. Outra frente de atuação é a emissão de alertas preventivos e o incentivo ao cadastramento dos moradores para o recebimento de avisos diretamente no celular.
RESPOSTA INTEGRADA - O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná também mantém uma estrutura de articulação para situações que exigem a participação de diferentes instituições. São os Gabinetes de Gestão Integrada Locais (GGI Locais), que podem ser ativados nos municípios quando a dimensão de uma ocorrência ou o potencial de seus impactos exige uma resposta conjunta.
A coordenação fica a cargo do comandante da unidade operacional do Corpo de Bombeiros responsável pela área atingida, que reúne representantes regionais dos órgãos necessários ao atendimento. A estrutura pode funcionar tanto em municípios que possuem quartel dos bombeiros quanto naqueles que não contam com uma unidade instalada.
A ativação não depende exclusivamente da quantidade de chamados recebidos pelos bombeiros. São considerados também os impactos que exigem atuação simultânea de diferentes instituições, como interrupções no fornecimento de energia e água, danos a pontes e estradas, necessidade de resgates e evacuação de áreas, além do atendimento a pessoas desalojadas.
Participam dessa articulação o Corpo de Bombeiros, as polícias Militar, Civil e Científica, a Defesa Civil, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o DER/PR, a Sanepar, a Copel, o Instituto Água e Terra (IAT), a Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) e a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), entre outros órgãos. Conforme as características da ocorrência, também podem ser mobilizados representantes do Exército Brasileiro, da Polícia Rodoviária Federal, de concessionárias de serviços públicos e de instituições municipais, estaduais e federais.
Com os gabinetes em funcionamento, as equipes conseguem centralizar informações, identificar as necessidades mais urgentes e organizar a distribuição de recursos e capacidades de cada instituição. Quando necessário, a articulação pode ser ampliada com a ativação do Gabinete de Gestão Integrada estadual.
A preparação das equipes inclui treinamentos e exercícios simulados para aperfeiçoar os protocolos de atuação. Neste ano, inclusive, foram realizados exercícios conjuntos entre os três estados da Região Sul, considerando os desafios relacionados aos eventos extremos de chuva e à influência do El Niño.
Nas rodovias estaduais, o DER/PR e as concessionárias responsáveis pelos trechos mantêm o monitoramento das condições de tráfego e das possíveis intercorrências, com equipes preparadas para atender situações como quedas de árvores, alagamentos e danos à infraestrutura viária.
ÁGUA E LUZ - As companhias responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica e pelo abastecimento de água também reforçaram seus planos de contingência para enfrentar possíveis impactos das tempestades.
A Copel mantém aproximadamente 3 mil profissionais em regime de prontidão nesta semana, distribuídos por todas as regiões paranaenses. São equipes de manutenção e obras mobilizadas para atender eventuais danos à rede elétrica, com o objetivo de restabelecer o fornecimento com agilidade e segurança.
A companhia orienta que a população mantenha distância de fios e estruturas da rede elétrica que estejam caídos ou danificados. Em casos de falta de energia e outras emergências, os consumidores podem utilizar o aplicativo da Copel, o telefone 0800 51 00 116 ou o WhatsApp (41) 3013-8973. Produtores de proteína animal e fumo também contam com atendimento pelo Copel Agro, no telefone 0800 643 7676.
Já a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) estruturou um plano de contingência para preservar o funcionamento dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário diante de possíveis ocorrências, como quedas de energia, inundações e aumento da turbidez dos rios.
Entre as medidas estão a mobilização de geradores e bombas anfíbias e submersas, equipamentos que permitem manter a captação de água mesmo em locais sujeitos a alagamentos. A companhia também utiliza a plataforma InfoHidro, desenvolvida em parceria com o Simepar, que combina análise de dados e inteligência artificial para acompanhar as condições de chuva e os níveis dos reservatórios, auxiliando na antecipação de decisões operacionais.
A Sanepar orienta os consumidores a manterem cuidados com as instalações hidráulicas e a rede de esgoto para evitar problemas durante os períodos de chuva intensa. Informações sobre o abastecimento podem ser consultadas pelo site da companhia, pelo telefone 0800 200 0115, pelo WhatsApp (41) 99544-0115 ou pelo aplicativo Minha Sanepar.
APOIO FINANCEIRO - Outra frente de apoio do Governo do Estado é o crédito para a recuperação econômica de municípios e empreendedores atingidos por eventos climáticos. A Fomento Paraná retomou o Programa Paraná Recupera Emergencial, que disponibiliza até R$ 75 milhões em financiamentos para pequenos e médios negócios localizados em cidades com situação de emergência ou calamidade pública decretada e homologada pelo Estado.
CUIDADOS - A Defesa Civil recomenda que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e os alertas oficiais, principalmente durante os períodos de maior instabilidade. Para receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil Estadual por SMS, basta enviar o CEP da residência para o número 40199. O cadastramento também pode ser feito pelo WhatsApp, enviando uma mensagem com a palavra “oi” para (61) 2034-4611.
Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
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Outubro de 2026 teve temperaturas mais baixas e volumes de chuva mais altos do que a média histórica no Paraná, além de dois tornados de baixa intensidade (landspouts). O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (02) pelo Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, aponta recordes históricos no volume de chuva ao longo do mês no Estado.
“O impacto de sistemas de baixa pressão, a passagem de frentes frias e a presença de massas de ar frio por vários dias sobre o Estado deixaram o céu mais nublado, o que contribuiu para que o mês tivesse tantos resultados diferentes da média histórica por todas as regiões, com maiores diferenças na metade oeste do Paraná”, explica Julia Munhoz, meteorologista do Simepar.
Os dias 18 e 19 de outubro registraram as temperaturas mais baixas do mês na maioria das estações meteorológicas do Simepar. A menor foi registrada no fim da madrugada do dia 19 tanto no Distrito de Horizonte, em Palmas, quanto em General Carneiro: 2,3°C. Este valor em Horizonte foi o menor já verificado no mês de outubro desde a instalação da estação na cidade, em 2019.
Outras estações também atingiram em outubro de 2026 a menor temperatura para o mês desde a instalação da estação: União da Vitória, instalada em 1997, teve 4,7°C no dia 19; Santa Maria do Oeste, instalada em 2022, registrou 8,1°C no dia 19; Loanda (2017), teve 12,5°C no dia 18; Laranjeiras do Sul (2017), registrou 8°C no dia 19; e a estação de Guarapuava, que opera na cidade desde 1997, registrou somente 3°C no dia 19.
Já os dias 8 e 9 foram os mais quentes do mês na maioria das estações meteorológicas do Simepar. A temperatura mais alta de outubro de 2026 foi registrada em Loanda: 36,2°C, por volta das 15h do dia 8.
Com os valores de todo o mês, as temperaturas mínimas, geralmente no amanhecer, ficaram dentro da média na maior parte do Estado, e ligeiramente abaixo no Noroeste e em algumas cidades do Oeste.
As máximas, geralmente registradas no fim da tarde, tiveram bastante diferença com relação à média devido ao menor predomínio de sol, ou seja, céu mais encoberto e chuva em alguns momentos: ficaram pelo menos 2°C abaixo da média em todo o Paraná, chegando a 6°C de diferença com relação à média em algumas cidades do Centro-Sul, e 5°C abaixo da média em cidades do Noroeste do Paraná.
As oscilações das mínimas e máximas deixaram as temperaturas médias dentro a abaixo da média histórica em todas as estações meteorológicas do Simepar, sendo até 3°C abaixo da média nas regiões de Cascavel e Pinhão, e 2°C abaixo da média em toda a metade oeste do Estado, em cidades como Altônia, Apucarana, Capanema, Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cianorte, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Guaira, Laranjeiras do Sul, Londrina, Maringá, Santa Maria do Oeste, Palotina, Paranavaí, Pato Branco, Santa Helena, Santo Antônio da Platina, São Miguel do Iguaçu e Toledo.
TEMPESTADES - O primeiro dia do mês já teve registro de tempestades pelo Paraná. Nessa mesma data, à tarde, dois tornados landspout atingiram o Estado, no limite entre Arapuã e Ivaiporã, na região Central, e entre as cidades de Carambeí e Ponta Grossa, nos Campos Gerais. São tornados de fraca intensidade e de curta duração, não associados a uma nuvem supercelular. Um landspout se origina de pequenos redemoinhos de ar próximos à superfície, e é menos destrutivo do que os tornados tradicionais.
A chuva foi volumosa no feriado da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida (12). Os valores acumulados do dia ultrapassaram os 100 mm em Cascavel, Cruzeiro do Iguaçu e Foz do Iguaçu. Somado aos valores registrados nos dias anteriores, o volume acumulado de chuva ultrapassou a média histórica para todo o mês em apenas 12 dias nas estações meteorológicas do Simepar que ficam em Altônia, Assis Chateaubriand, Capanema, Cascavel, Curitiba, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Palotina, Paranavaí, Ponta Grossa, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Telêmaco Borba.
O dia 24 de outubro teve novo registro de chuva volumosa em todo o Paraná, com recordes históricos. Em Pato Branco (204,4 mm) e em Curitiba (124,4 mm), o volume deste dia foi o maior já registrado na estação meteorológica do Simepar em cada uma destas cidades desde que elas foram instaladas, em 1997. Em União da Vitória (121 mm) não chovia tanto em um único dia desde 07 de junho de 2014, quando a estação registrou 126,4 mm. Em Laranjeiras do Sul, os 120 mm deste sábado foram o maior volume para um único dia desde 07/12/2024, quando a estação contabilizou 126 mm.
Na Lapa, os 143,4 mm foram o maior volume de chuva registrado em um único dia desde 20/03/2016, com 344,2 mm. Em Guarapuava, os 107 mm deste sábado foram o maior volume de chuva em um único dia desde 07/12/2024, quando a estação registrou 113 mm. Também atingiu o maior volume de chuva em um único dia a estação de Francisco Beltrão (165,6 mm): não chovia tanto por lá desde 03/05/2024, com 191 mm.
Com tanta chuva, o resultado não podia ser diferente. Todas as estações meteorológicas do Simepar registraram volumes acima da média histórica em outubro de 2026, com exceção daquelas que ficam em Fazenda Rio Grande e Pinhão, pois ambas passaram por manutenções preventivas ao longo do mês e, por este motivo, não registraram todo o volume que ocorreu nestas cidades.
Os acumulados do mês em outubro de 2026 passaram dos 500 mm em Cascavel (525,8 mm), Cruzeiro do Iguaçu (556,4 mm) Foz do Iguaçu (524,8 mm), Francisco Beltrão (508,4 mm), Laranjeiras do Sul (544,4 mm), Marumbi Base (675,8 mm) e Pato Branco (551,6 mm).
Nunca choveu tanto em um único mês em algumas estações. Em Laranjeiras do Sul, os volumes de chuva não tinham ultrapassado 500 mm em nenhum mês desde a instalação da estação, em novembro de 2017. Em Loanda, que teve 370,2 mm em outubro de 2026, não havia chovido mais do que 350 mm em nenhum mês desde a instalação da estação na cidade, em agosto de 2017.
Em Ponta Grossa, que atingiu os 362,4 mm no mês passado, o volume não havia superado 360 mm em um mês na estação desde que ela foi instalada, em maio de 1997. Em São Miguel do Iguaçu, que registrou 433,6 mm em outubro de 2026, nunca choveu tanto em um único mês desde a instalação da estação na cidade, em maio de 1997.
Registraram ainda o maior volume de chuva para outubro desde que as estações meteorológicas foram instaladas na cidade, as estações de Cambará (365,6 mm, instalada em 1997), Cornélio Procópio (281,2 mm / 2018), Cruzeiro do Iguaçu (556,4 mm / 2021), Foz do Iguaçu (524,8 mm / 2017), Santo Antônio da Platina (259 mm / 2019), e Telêmaco Borba (416 mm / 1997).
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Dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2026 mostram uma melhora na trajetória escolar no Paraná, acompanhada pela redução do abandono escolar. Em 2025, o Estado registrou taxa de distorção idade-série de 8% no Ensino Médio, metade da média nacional, de 16%. O indicador considera o conjunto das redes pública e privada e representa a proporção de estudantes com pelo menos dois anos de atraso em relação à série esperada para sua idade.
Entre 2015 e 2025, a distorção idade-série no Ensino Médio paranaense caiu de 21,1% para 8%, uma redução de 13,1 pontos percentuais. No mesmo período, a taxa de abandono escolar passou de 7,7% para 0,3%. O resultado indica que uma parcela menor dos estudantes interrompe os estudos durante o ano letivo, favorecendo a continuidade da formação no ensino regular.
“A redução do abandono e do atraso escolar mostra que estamos avançando na permanência e na progressão dos estudantes. Nosso trabalho é acompanhar cada jovem e agir quando surgem dificuldades para que ele tenha condições de seguir aprendendo e concluir o Ensino Médio”, afirma Anderfábio Oliveira, diretor de Educação da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR).
A evolução também aparece nos demais indicadores de fluxo escolar: a aprovação no Ensino Médio passou de 81,4%, em 2015, para 98,2%, em 2025, enquanto a reprovação caiu de 10,9% para 1,5%. A maior continuidade dos estudos pode, no longo prazo, reduzir o número de jovens que precisarão retomar uma trajetória escolar interrompida.
POSSIBILIDADES DE CERTIFICAÇÃO – A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma das possibilidades disponíveis na rede estadual de ensino para estudantes que desejam superar a distorção idade-série. Em 2025, a oferta dos Exames Estaduais da EJA no formato on-line foi ampliada às escolas regulares da rede pública estadual.
“Com a ampliação dos exames às escolas regulares, estudantes que estavam em distorção idade-série puderam demonstrar os conhecimentos adquiridos ao longo da sua trajetória. Ao alcançar a aprovação necessária, tiveram a possibilidade de concluir o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio”, explica Miriam Teixeira de Oliveira, coordenadora pedagógica da EJA na Seed-PR.
Ela também destaca o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que permite a certificação dos ensinos Fundamental e Médio, e a retomada da possibilidade de obter o certificado de conclusão do Ensino Médio por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2025. Cada exame possui critérios próprios de participação e desempenho.
“Esses exames permitem que os estudantes demonstrem o que aprenderam ao longo da vida e dos estudos. Com a preparação e a aprovação necessárias, eles podem concluir uma etapa da educação básica e seguir em direção aos seus objetivos. São oportunidades que reconhecem diferentes trajetórias e oferecem novos caminhos para a continuidade da formação”, diz Miriam.
TENDÊNCIA NACIONAL – No Brasil, as matrículas totais da EJA caíram, de 2.589.815, em 2023, para 2.252.069, em 2025, segundo o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A redução foi de aproximadamente 13%, equivalente a cerca de 338 mil matrículas, em números que abrangem as redes pública e privada.
Na contramão do cenário nacional, o Paraná registrou crescimento nas matrículas da EJA. O número passou de 10.963, em 2023, para 40.691, em 2024, e alcançou 47.014, em 2025. O avanço representa um aumento de aproximadamente 329% em relação a 2023, com mais de 36 mil matrículas adicionais no período, evidenciando a ampliação do acesso à educação para jovens e adultos no Estado.
A tendência de redução da procura pela EJA pode ser explicada, entre outros fatores, pela diminuição dos índices de atraso e abandono escolar, já que cada vez mais estudantes estão concluindo os estudos na idade esperada. O aumento da escolarização das novas gerações também deve ser considerado na análise da demanda futura.
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As tempestades, que retornaram ao Paraná neste domingo (1.º), devem marcar a semana em várias regiões do estado, impulsionadas pelo aumento nas temperaturas. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, a chuva fica mais intensa entre quarta (04) e quinta-feira (05), com a formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul do Brasil, e o avanço de uma nova frente fria.
No domingo, entre as 48 estações meteorológicas do Simepar em operação pelo Paraná, 25 registraram temperaturas acima de 30 °C. A maior de todas foi em Capanema: 35,5 °C, por volta das 15h. A sensação térmica estava em torno de 39 °C no início da tarde em cidades como Capanema, Cambará, Loanda, Palotina, Paranavaí, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Umuarama.
O calor foi combustível para tempestades. Os maiores acumulados de chuva no domingo entre as estações do Simepar foram em Guaíra (44,6 mm), Lapa (32,2 mm), General Carneiro (29,6 mm), Distrito de Horizonte, em Palmas (27,4 mm), Loanda (27 mm), e Palmas (25,4 mm). As rajadas de vento mais fortes foram em Santo Antônio da Platina (86,8 km/h às 14h15), General Carneiro (76 km/h às 17h15), Guaíra (73,4 km/h às 23h30), e no Distrito de Horizonte, em Palmas (61,6 km/h às 17h15). Também teve registro de granizo em várias cidades, como Marquinho, Bandeirantes, Cantagalo, São Mateus do Sul, Medianeira, Umuarama, Ibiporã e Jandaia do Sul.
A chuva se intensificou na madrugada de segunda-feira (02), com maiores acumulados nas estações monitoradas pelo Simepar no Paraná entre 0h e 8h em Palotina (65,2 mm), Cianorte (62,8 mm), Inajá (IAT) (57,2 mm), Capanema (57 mm), Ubiratã (53 mm) e Maringá (51,8 mm). As rajadas de vento continuaram fortes, passando dos 60 km/h nas estações meteorológicas do Simepar que ficam em Altônia (109,1 km/h à 0h30) e Maringá (81 km/h às 3h30). Às 3h11, 3h14 e 3h17, os valores das rajadas de vento chegaram aos 96,3 km/h no aeroporto de Maringá, e às 3h30 houve o registro de 96,8 km/h na estação meteorológica do INMET na cidade.
Ao longo desta segunda-feira, a ocorrência de tempestades tende a diminuir gradualmente. Com a combinação de calor e umidade, entretanto, pancadas de chuva isoladas acompanhadas de algumas trovoadas ainda podem se desenvolver de maneira irregular pelo Paraná. O tempo permanece abafado, com temperaturas acima dos 20 °C em todo o estado, e máximas que podem chegar aos 27 °C, principalmente em cidades do Norte e do Oeste.
PREVISÃO - O tempo segue quente e úmido na terça-feira (03). “A presença de um sistema de baixa pressão entre os países vizinhos e o Sul do Brasil favorece a continuidade do transporte de ar quente e úmido vindo da Bacia Amazônica, mantendo o tempo abafado. As temperaturas máximas devem superar os 25°C em todas as regiões paranaenses, ultrapassando ligeiramente os 30°C em municípios da faixa norte. A partir da tarde, pancadas de chuva isoladas acompanhadas de raios podem se desenvolver, com possibilidade de tempestades localizadas”, explica Julia Munhoz, meteorologista do Simepar.
Na quarta-feira (04), o cenário de risco aumenta. A intensificação desse sistema de baixa pressão mantém o tempo instável e favorece um forte aquecimento, principalmente na metade norte do Paraná, onde as temperaturas podem se aproximar dos 35°C. Ao longo do dia, pode ocorrer chuva em todas as regiões, com maior concentração e risco de tempestades intensas na metade sul do Paraná, inclusive com possibilidade de formação de supercélulas.
As tempestades seguem na quinta-feira (05). “Na quinta ocorre a formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul do Brasil, acompanhada pelo avanço de uma frente fria pelos estados da região. Com o deslocamento desse sistema, as áreas de tempestades tendem a avançar da metade sul em direção à metade norte do Paraná, onde há possibilidade de temporais potencialmente severos”, ressalta Julia.
Na sexta-feira (06), com o forte aquecimento na metade oeste do Paraná, ainda podem ocorrer pancadas de chuva isoladas, acompanhadas de raios. Devido ao cenário de risco desta semana, o Simepar recomenda que a população faça o cadastro para receber os alertas da Defesa Civil Estadual. Basta enviar um SMS do próprio celular com o seu CEP de sua residência para o número 4199.
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As Agências do Trabalhador do Paraná e postos avançados iniciam a semana com disponíveis em todas as regiões do Estado. As oportunidades contemplam diferentes níveis de escolaridade e qualificação profissional, incluindo colocações para trabalhadores da indústria, comércio e serviços, além de opções para profissionais com formação técnica e superior e vagas de estágio.
A função com maior número de oportunidades é a de alimentador de linha de produção, com 6.566 vagas abertas em todo o Paraná. Na sequência, aparecem as 1.399 vagas para abatedor, 1.115 oportunidades para magarefe (profissional especializado no corte e preparação de carnes), e 849 para operador de caixa.
A Região Metropolitana de Curitiba concentra o maior volume de vagas nesta semana, com 6.665. Em seguida, estão as regiões de Cascavel, com 4.957 vagas, Campo Mourão, com 2.968, Foz do Iguaçu, com 2.643, Londrina, com 1.801, Pato Branco, com 1.781, Maringá, com 1.605, Guarapuava, com 496, Paranaguá, com 448, Umuarama, com 426, Ponta Grossa, com 283, e Jacarezinho, com 82 vagas.
Os destaques na RMC são as funções de alimentador de linha de produção, com 664 vagas, auxiliar de logística (663), faxineiro (470) e operador de caixa (303). Na região de Cascavel, as principais oportunidades são para alimentador de linha de produção (1.591), abatedor (959), magarefe (140) e operador de caixa (120).
Em Campo Mourão, há grande demanda por alimentador de linha de produção (1.182), magarefe (671), abatedor (175) e repositor de mercadorias (85).
Além das vagas operacionais, as Agências do Trabalhador também disponibilizam oportunidades para profissionais com formação técnica e superior em áreas como Administração, Biomedicina, Contabilidade, Eletrotécnica, Pedagogia, Psicologia, entre outras.
Além disso, há vagas de estágio para estudantes de Administração, Direito, Computação, Contabilidade, Marketing, Museologia e Relações Internacionais.
Os interessados devem buscar orientação junto à unidade da Agência do Trabalhador de seu município. Para evitar filas e aglomerações, recomenda-se o agendamento prévio do atendimento pelo site da Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda.
Confira as vagas de acordo com as regiões do Estado .
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