A campanha de atualização de rebanhos está na reta final. Há apenas 11 dias da finalização da ação, o número de explorações com o cadastro atualizado no Estado chegou a 67%. Todos os produtores e proprietários de animais de produção, sejam estes de corte, leite ou postura, destinados ao comércio ou à subsistência, devem ser contabilizados junto à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O prazo final para atualizar as informações é 30 de junho.
A iniciativa é da Adapar, mas conta com a parceria de diversas instituições relacionadas à agropecuária paranaense.
Os produtores e proprietários de rebanhos das mais de 182 mil propriedades rurais com cadastro ativo na Adapar que não fizerem a atualização estão sujeitos a autuações, multas e não poderão movimentar seus animais, uma vez que ficam impedidos de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA). A guia é um documento oficial e federal obrigatório para o trânsito intra e interestadual de ovos férteis e embrionados e de animais destinados à cria, recria, engorda, reprodução, abate e participação em eventos de concentração.
É por meio da documentação que os serviços de defesa agropecuária fazem o controle e o rastreio de animais no Estado. Isso evita a introdução de doenças que colocam em risco a população – por serem zoonoses, podendo atingir humanos –, além de causar prejuízos aos produtores, afetando diretamente a economia e o acesso a mercados internacionais.
O chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, afirma que a adesão dos produtores é crucial para a manutenção de um trabalho efetivo no combate a estas doenças. “Essa atualização dos cadastros é importante para que a Adapar possa desenvolver políticas públicas para vigilância e prevenção das principais doenças que estão ocorrendo dentro e fora do Brasil”, diz o veterinário.
Segundo ele, é preciso saber onde os animais estão e a distribuição deles no Estado, o que contribui para um trabalho preventivo em relação às principais doenças com impacto tanto na saúde pública quanto na economia do Paraná. “Entre elas, a febre aftosa, a peste clássica africana e própria influenza viária”, acrescenta.
AÇÕES DESTA EDIÇÃO – Além da divulgação dos prazos em veículos de comunicação especializados e nas redes sociais, a Adapar desenvolveu ações de contato direto com o produtor com as famílias que possuem animais destinados à subsistência. Estão sendo feitas visitas nas propriedades em diversas regiões do Estado.
Além disso, ações voltadas à educação sanitária estão sendo desenvolvidas de forma frequente pelos fiscais e assistentes de fiscalização agropecuária dos escritórios locais da agência espalhados por todo o território paranaense. Os servidores, além das visitas nas propriedades, também ministraram palestras em escolas da rede pública de ensino localizadas em assentamentos e regiões rurais.
COMO ATUALIZAR – A atualização é simples e pode ser feita de forma online, no site da Adapar, ou pelo aplicativo Paraná Agro (Play Store ou AppStore). Quem prefere informar sobre seus animais presencialmente deve comparecer no escritório da Adapar mais próximo, em sindicatos rurais ou nos escritórios de atendimento municipais.
Por - AEN
O Paraná será o primeiro estado brasileiro a incluir conteúdos de seguridade e previdência social na grade curricular obrigatória das escolas públicas. A iniciativa será implementada por meio do Programa Jovem Previdente, desenvolvido pela Paranaprevidência como parte de suas ações de Educação Previdenciária. A iniciativa será lançada oficialmente em 30 de junho no Colégio Estadual Guaíra, em Curitiba.
Para ampliar o alcance do programa em todo o Estado, a Paranaprevidência firmou um termo de cooperação técnica com a Secretaria de Estado da Educação (Seed) e a Escola de Gestão do Paraná (EGPR). A parceria permitirá levar o conteúdo aos estudantes da rede estadual de ensino, alcançando inicialmente os alunos do 3º ano do Ensino Médio.
Somente em 2026, a expectativa é atender mais de 120 mil estudantes. Ao longo dos cinco anos de vigência mínima do acordo, cerca de 620 mil jovens deverão participar da iniciativa.
"É uma ação inédita no Brasil. Levar noções de previdência para toda a garotada do 3º ano do ensino médio. Vamos falar de previdência pública, complementar e de planejamento para o futuro. A ideia da Paranaprevidência é fazer um trabalho de educação previdenciária também com os professores, que serão multiplicadores desse conhecimento junto aos alunos. É um passo importante para fortalecer a cultura previdenciária entre os jovens", afirmou o diretor-presidente da Paranaprevidência, Felipe José Vidigal.
“A educação precisa dialogar com os desafios reais que os estudantes vão encontrar ao longo da vida. Entender como funciona a previdência, quais são os seus direitos e como planejar o futuro é um conhecimento tão importante quanto muitos dos conteúdos tradicionais da escola”, destacou o secretário de Estado da educação, Roni Miranda.
FORMAÇÃO PARA O FUTURO – O Programa Jovem Previdente foi concebido a partir da constatação de que grande parte da população brasileira, especialmente os jovens, possui pouco conhecimento sobre o funcionamento do sistema previdenciário e sobre a importância do planejamento para o futuro.
Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), intitulado Ações Educativas para a Formação da Cultura Previdenciária de Jovens Aprendizes, identificou baixo nível de conhecimento dos jovens brasileiros em temas relacionados à educação financeira e previdenciária.
Ao promover o aprendizado desses conteúdos ainda na educação básica, o programa busca formar cidadãos mais conscientes sobre seus direitos e deveres previdenciários, contribuindo para a sustentabilidade de um sistema baseado nos princípios da contribuição e da solidariedade.
COMO FUNCIONA – O conteúdo programático será dividido em módulos que abordarão a história da previdência, o funcionamento do sistema previdenciário brasileiro e as diferenças entre os regimes geral, próprio e complementar. Também serão trabalhadas noções de planejamento previdenciário e educação financeira.
O material foi desenvolvido pela equipe de Educação Previdenciária da Paranaprevidência, com acompanhamento pedagógico da Escola de Gestão do Paraná. Os conteúdos ficarão disponíveis na plataforma da instituição e contarão com videoaulas, materiais em PDF e apostilas destinadas aos professores.
Os educadores participantes poderão receber certificação como multiplicadores de conhecimento na área previdenciária. O programa também contará com uma história em quadrinhos sobre conceitos básicos de previdência, que será distribuída aos estudantes participantes.
Além da atuação junto à rede estadual de ensino, os materiais produzidos poderão beneficiar outros públicos interessados no tema, ampliando o acesso da sociedade a informações sobre previdência e proteção social.
GESTÃO E CIDADANIA – A Educação Previdenciária integra uma das dimensões avaliadas pelo Pró-Gestão RPPS, programa nacional de certificação da qualidade da gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social.
O Jovem Previdente também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente aos objetivos 4 (Educação de Qualidade) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes), ao ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer a relação entre a administração pública e a sociedade.
O acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 registra nova queda dos principais índices de criminalidade no Estado do Paraná, atingindo mais um recorde histórico desde o início da série integrada de registros, em 2007. Os homicídios tiveram uma redução de mais de 10% no período de janeiro a maio de 2026 no comparativo com os mesmos meses de 2025, que já havia sido recorde. O número de casos entre janeiro e maio caiu de 519 em 2025 para 466 este ano, segundo dados do Centro de Análise, Planejamento e Estatística da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Paraná (Sesp).
Na comparação com os primeiros cinco meses de 2018, quando foram 859 registros, a queda para 2026 chama ainda mais a atenção: 46% de redução. E no comparativo com o mesmo período de 2024 (735 casos), este ano de 2026 teve uma diminuição de mais de 36% no número de homicídios dolosos. Outro ponto importante é que 250 municípios do Paraná não registraram homicídios nos cinco primeiros meses deste ano, o que representa mais de 62% das cidades do estado. No ano passado, eram 240 municípios sem registros nesse mesmo período.
“Toda vida salva é importante. E se compararmos os anos, em 2026 já foram 53 vidas salvas. Essa redução contínua dos índices criminais é resultado de uma política de atuação das forças de segurança que vem dando certo, com mais integração, inteligência e investimento no efetivo, em estrutura e em equipamentos. Um combate que começa contra as organizações criminosas, atacando a sua logística, o fluxo financeiro e a cadeia de comando em grandes operações como a realizada no dia 15 de junho, com mais de 550 mandados de prisão, busca e apreensão”, ressalta o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson.
CRIMES PATRIMONIAIS – A quantidade de roubos no Paraná também teve uma redução bastante significativa nos primeiros cinco meses de 2026. De janeiro a maio de 2025 haviam sido 6.482 ocorrências em todo o estado e este ano foram 5.104, ou seja, uma queda de mais de 21%. Na comparação com 2024 (8.085 casos) a diminuição é de 37% e frente a 2018 (25.846 ocorrências) chega a mais de 80% a redução.
No caso dos roubos de veículos, os números também têm uma redução histórica: de 685 casos registrados de janeiro a maio de 2025, o número total caiu para 520 no mesmo período deste ano. Uma queda de mais de 24%. Nos primeiros cinco meses de 2024 haviam sido 949 casos, o que significa uma redução de mais de 45% para 2026. E no mesmo período foram 3.563 casos de roubos de veículos em 2018, apontando uma diminuição de mais de 85% para 2026.
Isso significa que o Paraná tem menos de 15% de roubos de automóveis hoje do que tinha em 2018. De cada 20 carros que eram roubados naquele período, hoje são proporcionalmente apenas três. Na conta final foram 3.043 carros que deixaram de ser roubados no estado nos cinco primeiros meses de 2026 graças à firme atuação das forças de segurança.
Por - AEN
O balanço do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), divulgado nesta quinta-feira (18), aponta que as temperaturas durante o outono de 2026 no Estado ficaram dentro da média, e os volumes de chuva acima dos acumulados históricos na maior parte do território paranaense. A estação teve vários registros de granizo, os primeiros registros de geada e as temperaturas mais baixas do ano até o momento.
O outono começou em 20 de março de 2026. No trimestre, as temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, ficaram dentro a acima da média em toda a faixa norte do Paraná e na Região Metropolitana de Curitiba. A temperatura mais baixa foi -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. A sensação térmica chegou a -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região.
Já as temperaturas máximas, que geralmente ocorrem à tarde, ficaram dentro a ligeiramente abaixo da média, principalmente na faixa norte e na região de Antonina, no Litoral. A temperatura mais alta registrada pelas estações do Simepar no Paraná no outono de 2026 foi em 30 de março, em Capanema: 38,7°C.
Na maior parte do Paraná, a média entre as máximas e mínimas no trimestre do outono ficou dentro da média histórica. Ficaram um pouco abaixo as temperaturas médias da região de Foz do Iguaçu, e ligeiramente acima em Cruzeiro do Oeste, Telêmaco Borba, União da Vitória e Guaratuba.
Com relação às chuvas, o volume ficou acima da média histórica em toda a faixa norte do Paraná, bem como nos Campos Gerais. Na Região Metropolitana de Curitiba os ficaram dentro a ligeiramente acima da média, assim como no Centro-Sul e no Oeste. Apenas no Sudoeste e na parte sul do Litoral os volumes de chuva no trimestre ficaram abaixo da média histórica.
MÊS A MÊS - Em março, muitas massas de ar seco atuaram sobre o Paraná. As temperaturas mínimas, máximas e médias ficaram dentro a acima da média em todo o Estado. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume de chuva histórico para o mês de março.
Em abril, foram registrados vários dias consecutivos sem chuva e, quando choveu, os volumes foram altos o suficiente para que a maioria das estações ultrapassassem a média histórica para o período. Ficaram abaixo, ou muito perto da média histórica de chuvas para abril, somente 13 estações. As temperaturas médias ficaram dentro a acima da média histórica. Uma nuvem funil foi classificada pelo Simepar em Cascavel no dia 19 de abril. Os primeiros registros de geada do ano ocorreram em 28 de abril.
Em maio, entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica para o mês. Em 18 estações, o volume médio histórico de chuva foi atingido nos primeiros dez dias do mês.
Por -AEN
O inverno é a estação mais fria e mais seca do ano no Paraná. Em 2026, entretanto, a estação terá volumes de chuva acima da média, e temperaturas ligeiramente acima da média. É o que aponta o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O inverno de 2026 terá início às 5h24 de domingo (21) no Hemisfério Sul.
A nova estação chega com o solstício de inverno. Domingo terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano, devido à inclinação do eixo da Terra em relação ao sol. A climatologia aponta que, especialmente nas regiões Centro e Norte do Paraná, os volumes de chuva reduzem muito durante o inverno.
“Historicamente, durante o inverno, sistemas de alta pressão associados ao avanço de massas de ar frio e seco atuam com maior frequência, tornando os intervalos entre eventos de precipitação mais prolongados. A passagem de sistemas frontais permanece como o principal mecanismo responsável pelas chuvas, com maiores acumulados normalmente registrados nas regiões Oeste e Sudoeste, enquanto os menores volumes ocorrem no setor Norte do Paraná”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
Segundo o meteorologista, massas de ar polar oriundas da Antártica e do sul da América do Sul favorecem quedas acentuadas de temperatura e a ocorrência de geadas no Paraná, principalmente nas regiões Sul, Centro-Sul, Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba. Mas também há episódios de veranicos principalmente em agosto: períodos caracterizados por tempo seco e temperaturas elevadas para a época. Além disso, o inverno, assim como o outono, também é marcado pela ocorrência frequente de nevoeiros.
MUDANÇAS - Em 2026, entretanto, o inverno será influenciado por um fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou na última quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de 0,5°C desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade.
O oceano e a atmosfera funcionam como um sistema acoplado. Quando os ventos alísios enfraquecem, as águas quentes do Pacífico se deslocam em direção à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica padrões de chuva e tempestades em várias partes do planeta.
“O El Niño aumentará no Paraná a frequência de chuvas e sistemas frontais, ocasionará menor amplitude térmica, mais ocorrências de nevoeiros e geadas menos generalizadas”, detalha Leonardo.
Com isso, a previsão para o inverno de 2026 é de que a amplitude térmica diminua ao longo de julho, o frio diminua ao longo de agosto e as temperaturas fiquem ligeiramente acima da média no fim da estação, em setembro. A chuva ficará acima da média histórica durante todo o período, com volumes crescentes até a primavera.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO DE DESASTRES - Para melhorar a capacidade de prevenção, o Simepar já iniciou o processo de contratação de mais meteorologistas e também os editais do Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares meteorológicos e bóias oceanográficas, com apoio do Instituto Água e Terra (IAT). As aquisições são mediadas pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
Os projetos também farão a concepção e implementação do Sistema de Modelagem Oceanográfica com a compra de uma bóia oceanográfica; além da implementação do Sistema de Alertas de Desastres (Early Warning System). Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
Desde março, a Cedec reforçou as orientações repassadas aos municípios voltados à preparação e mitigação de ocorrências associadas a inundações, alagamentos e deslizamentos. Neste sentido, foram realizados dois simulados de desastre em Antonina e Morretes, no litoral do estado. Desobstrução de galerias, desassoreamento de rios, revisão de áreas de atenção e de abrigos são algumas das recomendações feitas às prefeituras.
“Estamos acompanhando a formação deste fenômeno com muita atenção aqui no Paraná. A Defesa Civil integra ações que envolvem outras secretarias e todos os municípios do estado. Não temos como prever agora quais locais serão mais suscetíveis às ocorrências ligadas ao aumento expressivo de chuva. Naturalmente aquelas áreas onde há um histórico de tragédias precisam concentrar um plano reforçado para reduzir os impactos à população”, destaca o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil.
Por - AEN
O Programa HumanizaMente, implantado pela Secretaria de Estado da Saúde no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, tem como objetivo ampliar os espaços de escuta, acolhimento e atenção psicossocial no ambiente hospitalar, especialmente para pacientes submetidos a longos períodos de internação e para os profissionais que atuam diretamente no cuidado.
Inspirado nos princípios da Política Nacional de Humanização (PNH) e da atenção psicossocial integral no Sistema Único de Saúde (SUS), o programa busca reduzir os impactos emocionais decorrentes das hospitalizações prolongadas, fortalecendo vínculos familiares, qualificando a assistência e promovendo um ambiente mais acolhedor para todos.
“O cuidado em saúde vai além do tratamento clínico. É fundamental olhar para as necessidades emocionais de pacientes, familiares e trabalhadores da área”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves. “O Programa HumanizaMente fortalece a humanização do atendimento e contribui para um ambiente mais acolhedor, saudável e preparado para oferecer uma assistência integral e de qualidade”, acrescentou.
A iniciativa começou em agosto do ano passado. Entre setembro de 2025 e maio de 2026, o HumanizaMente fez 237 atendimentos psicológicos individuais, 36 grupos e rodas de conversa, alcançando aproximadamente 381 participantes em atividades coletivas. Também foram promovidos cerca de 15 treinamentos, palestras e capacitações voltados ao desenvolvimento profissional e à qualificação da assistência, além da elaboração de 13 Planos Terapêuticos Singulares (PTS) para pacientes de longa permanência.
Os atendimentos psicológicos contemplam pacientes, acompanhantes e profissionais de diferentes setores do hospital, como enfermagem, higienização, farmácia, laboratório, administrativo, financeiro, radiologia, ouvidoria e controle de infecção. As principais demandas estiveram relacionadas à ansiedade, sofrimento emocional, dificuldades familiares, conflitos interpessoais e adaptação às rotinas de trabalho.
O técnico em radiologia José Leovani, que atua há 15 anos no Hospital Infantil Waldemar Monastier, também participa dos atendimentos oferecidos pelo Programa. Para ele, o espaço de acolhimento tem sido fundamental para enfrentar os desafios do dia a dia. “Trabalhamos em um ambiente que exige muito emocionalmente e, muitas vezes, acabamos deixando o nosso próprio cuidado em segundo plano. Participar do HumanizaMente me ajudou a olhar para mim, a lidar melhor com as situações da rotina e a perceber que cuidar da saúde mental faz diferença tanto na vida pessoal quanto no trabalho”, afirmou.
Além do acompanhamento individual, o programa promove grupos de reflexão e rodas de conversa sobre temas como autoconhecimento, gestão das emoções, empatia, comunicação, resiliência, saúde mental no trabalho e valorização profissional.
Para os pacientes internados por longos períodos, as ações incluem acolhimento psicológico, atividades lúdicas, fortalecimento de vínculos familiares e estratégias de humanização da internação. O programa também prevê a realização de “horas de qualidade” com atividades externas e momentos de convivência que ajudam a romper a rotina hospitalar e promover o bem-estar emocional.
Internado desde 18 de fevereiro deste ano para o tratamento de uma poliartrite infecciosa, o adolescente Kerllon de Santana Santos, de 16 anos, afirma que as atividades desenvolvidas pelo HumanizaMente tornaram o período de hospitalização mais leve. “Eu gosto muito que as tias sempre trazem atividades legais para mim e sempre respeitam meus limites, perguntam se eu estou disponível para as atividades ou se quero deixar para outro dia e, independente de qualquer coisa, elas sempre estão aqui pra me fazer feliz”, disse. “Essas ações me ajudam muito fisicamente e, principalmente, psicologicamente”.
O acompanhamento de Kerllon conta com o apoio da estagiária Tayline Gomes Nogueira da Silva, que auxilia a psicóloga do Hospital, Talita Lisandra de Oliveira Rosa, e desenvolve as atividades com o adolescente durante sua internação.
Segundo Talita, a iniciativa surgiu da necessidade de ampliar o cuidado emocional dentro do ambiente hospitalar e oferecer um suporte estruturado aos diferentes públicos atendidos. “Para os profissionais, o acesso ao HumanizaMente pode ocorrer por demanda espontânea, encaminhamento do enfermeiro do trabalho ou orientação dos gestores da unidade".
"Já para pacientes e familiares, especialmente aqueles em internações prolongadas, fazemos uma avaliação para identificar interesses, necessidades e demandas, permitindo o planejamento de atividades personalizadas que tornem esse período mais acolhedor, significativo e humanizado, promovendo bem-estar emocional e qualidade de vida durante o tratamento”, explicou. “Os resultados alcançados demonstram a importância da iniciativa como estratégia de promoção da saúde mental, prevenção do adoecimento psíquico e fortalecimento da cultura de humanização institucional”, acrescentou.
Por - AEN




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