A quinta-feira (13) foi marcada por tempestades, principalmente no Centro-Sul, Campos Gerais e Leste do Paraná. Fortes rajadas de vento, grandes volumes de chuva em curto espaço de tempo e granizo foram registrados em várias cidades até o fim da madrugada desta sexta-feira (14). De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, ainda chove entre sexta e sábado (15). A partir de domingo, o tempo fica estável e as temperaturas voltam a subir, podendo ultrapassar os 30°C em algumas cidades.
Nesta quinta, os maiores volumes de chuva ocorreram em Fazenda Rio Grande (59,4 mm), Paranaguá (44,8 mm) e Guaratuba (31,6 mm). As rajadas de vento mais fortes foram no Distrito de Horizonte, em Palmas (68,8km/h às 11h), Fazenda Rio Grande (63,7 km/h às 15h30), Distrito de Entre Rios, em Guarapuava (56,2km/h às 21h45), e General Carneiro (56,2 km/h às 11h).
Nesta sexta-feira (14), antes mesmo das 8h, houve volumes de chuva acima dos 20 mm nas estações monitoradas pelo Simepar em Curitiba (29,8 mm), São José dos Pinhais (IAT) (30,8 mm), Pinhais (20,6 mm), Quatro Barras (IAT) (21,2 mm), Campina Grande do Sul (24,6 mm), Araucária (Sanepar - 24,6 mm), Piraquara (Sanepar - 31 mm), Pontal do Paraná (21,8 mm), Morretes (32 mm), Matinhos (33,2 mm), Antonina (20,8 mm) e Guaraqueçaba (22,4 mm).
A chuva foi ocasionada pelo ingresso de umidade e calor vindo do Norte do Brasil. Nesta sexta-feira, o tempo permanece instável principalmente nas regiões da metade sul do Paraná. A partir da tarde há previsão de pancadas de chuvas acompanhadas de trovoadas. A chuva atua ainda de forma isolada durante a madrugada e a manhã de sábado (15), com mais intensidade nas cidades próximas à divisa com Santa Catarina.
Devido à chuva mais concentrada na metade sul do Estado, as temperaturas ficam próximas dos 30°C no Noroeste nesta sexta-feira (14), enquanto não passam dos 19°C na Região Metropolitana de Curitiba. No sábado as máximas podem chegar aos 22°C na Capital, e ultrapassam os 30°C nas regiões Oeste, Noroeste e Norte.
Para o domingo (16), a previsão é de tempo estável em todo o Paraná. O sol predomina no Interior do Estado, mas no Leste e Campos Gerais ele ainda disputa espaço com a nebulosidade. Nas cidades do Noroeste as temperaturas podem alcançar até 35°C. Na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral, as máximas variam entre 24°C e 25°C. Os valores nos termômetros seguem subindo na segunda-feira (17), com tempo predominantemente estável.
Por -Simepar
As exportações paranaenses alcançaram US$ 2,34 bilhões em julho, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado é 12,7% superior ao mesmo mês de 2025, quando foram vendidos US$ 2,07 bilhões, e mantém a alta no desempenho registrado neste ano, acima de 10% nos meses de abril, maio e junho.
No acumulado de 2026, entre janeiro e julho, a pauta de exportações do Paraná somou US$ 14,3 bilhões, 7% a mais que o mesmo período de 2025, quando US$ 13,3 bilhões foram comercializados para outros países. O crescimento foi puxado por itens como óleo de soja bruto, com variação positiva de 91%, máquinas de terraplenagem, 58,8%, e óleos e combustíveis, 27%.
Outros produtos também tiveram altas expressivas no período, entre eles veículos de carga, carne de frango in natura e celulose, atingindo 25,5%, 22,3% e 22%, respectivamente. A soja em grão, que responde por 20,9% das exportações paranaenses, teve crescimento de 12,4%.
O principal destino da produção paranaense é a China, responsável por 23,3% de tudo o que é comercializado ao Exterior, alcançando US$ 3,3 bilhões em 2026. Em seguida vem a vizinha Argentina, com US$ 792,3 milhões (5,6%), os Estados Unidos, com US$ 615,1 milhões (4,3%), e a Índia, com US$ 595,5 milhões (4,2%). O maior crescimento percentual, porém, foi do Japão, que comprou US$ 375,6 milhões neste ano, 78,3% a mais que os US$ 210,6 milhões de janeiro a julho de 2025.
De janeiro a julho, o Paraná liderou as exportações da Região Sul, respondendo por 42,8% do total, enquanto que o Rio Grande do Sul comercializou US$ 11,83 bilhões (35,5%) e Santa Catarina exportou US$ 7,27 bilhões (21,8%). Em âmbito nacional, o Estado foi o sexto que mais vendeu mercadorias para o Exterior, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará.
IMPORTAÇÕES – O saldo da balança comercial paranaense é positivo, de US$ 1,5 bilhão em 2026. Foram importados US$ 12,7 bilhões de janeiro a julho, ante os US$ 14,3 bilhões exportados. Na prática, o Paraná vendeu mais do que comprou. O item mais importado foi adubo e fertilizante, com US$ 1,7 bilhão, seguido por óleos e combustíveis, com US$ 1,3 bilhão. A importação de automóveis cresceu 280%, chegando a US$ 953,7 milhões.
Por - Aseessoria
Atuando desde junho no Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno El Niño se intensificou no último mês. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, as previsões de todos os institutos internacionais divulgadas nos últimos dias ressaltam que o fenômeno segue em fortalecimento, o que trará chuva acima da média para todas as regiões paranaenses até o mês de dezembro de 2026.
Nesta quinta-feira (13), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA) informou que o El Niño se intensificou no último mês, com temperaturas acima da média na superfície do mar. Em julho, uma das principais áreas monitoradas ficou com a temperatura 1,4°C acima da média.
Há mais de 90% de probabilidade do El Niño chegar à intensidade muito forte, quando as temperaturas da superfície do mar ficam pelo menos 2°C acima da climatologia. Isso deve ocorrer durante a primavera e o verão de 2026 / 2027 no Hemisfério Sul, especialmente em outubro, novembro e dezembro.
Diante desse cenário, o Simepar aponta que a chuva ficará acima da média na primavera e no verão no Sul do Brasil. No Paraná, as regiões com maior volume de chuva esperado são o Oeste, o Sudoeste e o Centro-Sul. Há previsão de maior frequência de episódios de tempo severo, como tempestades fortes, chuvas intensas, inundações, enxurradas. A influência do fenômeno El Niño sobre as condições climáticas do Paraná deve persistir até o primeiro trimestre de 2027.
INVERNO - Durante o inverno, o El Niño já vem demonstrando impactos no Paraná. Das 45 estações meteorológicas do Simepar no Paraná com mais de cinco anos de operação, somente quatro registraram em julho de 2026 volume de chuva abaixo da média histórica para o mês: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba.
Nas outras quarenta e uma estações, o volume de chuva superou a média, com alguns registros históricos. Os 311 mm de chuva em julho de 2026 na estação meteorológica de Palmas, por exemplo, foi o maior para o mês desde a instalação da estação na cidade, há 28 anos. Também registraram o maior volume de chuva para julho, em 2026, as estações que ficam em Altônia (maior volume de chuva desde 2018); em Cianorte (desde 2017); em Cornélio Procópio (desde 2019); em Cruzeiro do Iguaçu (desde 2022); em Foz do Iguaçu (desde 2017); e em Ubiratã (desde 2018).
Em junho deste ano, o cenário foi parecido. Entre as mesmas estações, apenas uma registrou volume de chuva abaixo da média histórica para o mês: a que fica na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, teve 10,2 mm a menos do que o valor médio para o período. Cidades como Capanema, Cândido de Abreu, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Ponta Grossa, São Miguel do Iguaçu e Ubiratã tiveram volumes acumulados de chuva em junho de 2026 pelo menos 100 mm superiores ao volume médio histórico para o período.
IMPACTOS - Para a agricultura, a redução das áreas de seca devido ao excesso de chuva pode ser benéfica para o desenvolvimento das culturas. Entretanto, o Simepar analisa que o planejamento dos produtores será essencial. O excesso de chuvas também poderá elevar a umidade do solo, consequentemente impactando as operações em campo, incluindo janelas de plantio e colheita. O excesso de umidade pode favorecer a incidência de doenças fúngicas e dependendo da cultura e do estadio fenológico e do período de ocorrência das precipitações, pode comprometer a qualidade de grãos. O excesso de chuvas também pode elevar o risco de perdas de solo ocasionadas por processos erosivos.
Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
EL NIÑO - O El Niño - Oscilação Sul (ENOS) é um fenômeno que ocorre na região do Oceano Pacífico equatorial e nas áreas próximas, caracterizado por variações anômalas na temperatura da superfície do mar e na circulação atmosférica. É um dos fenômenos climáticos mais importantes da Terra devido a sua capacidade de alterar a circulação atmosférica global e, como consequência, influenciar o comportamento da temperatura do ar e da precipitação em vastas áreas da Terra por períodos que vão de vários meses a anos.
O El Niño é a componente oceânica deste fenômeno, e corresponde ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial em relação à média climatológica. Os dados da NOAA mostram que o El Niño se fortaleceu no último mês e a temperatura já está 1,4°C acima da média na principal área monitorada. A temperatura da água do mar da camada até 200 metros de profundidade do Oceano Pacífico equatorial central e oriental também está muito acima da média climatológica em uma ampla área.
Já a Oscilação Sul corresponde à componente atmosférica do ENOS e está relacionada com as variações na pressão atmosférica ao nível do mar entre o Oceano Pacífico tropical oeste e leste. Já são observadas mudanças na direção dos ventos na baixa e alta atmosfera (áreas entre 10 km da superfície da Terra, e até 1,5 km).
Por - Simepar
Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya, e Jeferson Oliveira dos Santos, apontados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como integrantes da cúpula de um esquema de fabricação e distribuição clandestina de anabolizantes e falsos emagrecedores, foram presos no Paraguai nesta quarta-feira (12).
Segundo a investigação, o grupo usava Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, como rota para trazer de forma clandestina insumos do país vizinho e distribuir os produtos para outros estados.
Em Foz do Iguaçu, cinco pessoas foram presas por determinação judicial durante a operação. Outras duas foram presas em flagrante por posse de armas e munições. A identidade deles não foi divulgada.
Segundo a investigação, a cidade também abrigava um núcleo responsável pela lavagem do dinheiro obtido com a venda dos produtos. O grupo atuava com doleiros no Paraguai e na fronteira para ocultar a origem dos valores e reinseri-los no esquema.
Os insumos trazidos do Paraguai eram levados para outros pontos do país, onde os suspeitos fabricavam os anabolizantes e medicamentos de forma clandestina. Depois, os produtos eram distribuídos para diferentes estados.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os anabolizantes eram produzidos de forma caseira e precária, com substâncias hormonais, diuréticas e estimulantes.
💡 Os esteroides anabolizantes são drogas, administradas principalmente por via oral ou injetável, que se assemelham à testosterona ou outros andrógenos (hormônios masculinos produzidos nos testículos). Conforme a legislação brasileira, esses produtos estão sob controle especial e só podem ser vendidos em farmácias e drogarias mediante receita médica.
Os agentes cumpriram 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 32 milhões dos investigados – 25 veículos de luxo foram apreendidos. Até a última atualização desta reportagem, cerca de 30 pessoas foram presas em vários estados.
Além disso, 13 estabelecimentos foram fechados e 22 perfis em redes sociais foram derrubados.
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Suspeitos de fabricar e distribuir anabolizantes são alvos da polícia do DF — Foto: PCDF/Reprodução
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, o grupo tinha uma estrutura dividida em núcleos no Distrito Federal, Goiás, Paraíba e Paraná. Os suspeitos são investigados por fabricar, falsificar, armazenar e vender anabolizantes, medicamentos, substâncias controladas e termogênicos adulterados.
Em Foz do Iguaçu, segundo a PCPR, uma fornecedora e o marido coordenavam o abastecimento dos produtos para outros estados.
A investigação também aponta que médicos veterinários ligados ao grupo emitiriam receitas falsas para permitir a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários.
Para tentar dar aparência de legitimidade aos produtos, os suspeitos usavam rótulos em línguas estrangeiras e bandeiras de outros países, segundo a Polícia Civil. Nutricionistas e treinadores também são investigados por supostamente recomendar as substâncias.
Por - G1
O Governo do Estado autorizou a promoção de 1.417 policiais e bombeiros militares no Paraná, contemplando profissionais da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR). São 1.103 integrantes da PMPR, entre 903 praças e 200 oficiais; e 314 do CBMPR, sendo 58 oficiais e 256 praças, com ascensões que alcançam diferentes postos e graduações das carreiras militares estaduais.
As promoções seguem os critérios estabelecidos na legislação e abrangem desde as graduações de cabo e sargento até os postos de coronel, passando por tenentes, capitães, majores e tenentes-coronéis.
As ascensões estão alinhadas às medidas de valorização e progressão profissional dos integrantes das forças de segurança pública do Paraná. A movimentação permite o avanço dos militares ao longo da carreira, reconhecendo a experiência, o desempenho profissional e o tempo de serviço, além de proporcionar maior previsibilidade à evolução funcional.
VALORIZAÇÃO – Além do reconhecimento aos profissionais, as promoções contribuem para a organização dos quadros das corporações. A progressão aos diferentes níveis hierárquicos permite a renovação das funções de comando, supervisão e gestão, ao mesmo tempo em que abre espaço para novas movimentações ao longo de toda a estrutura das carreiras.
Na Polícia Militar, as promoções de oficiais alcançam os postos de coronel, tenente-coronel, major, capitão, 1º tenente e 2º tenente. Entre as praças, são contempladas as graduações de subtenente, 1º sargento, 2º sargento, 3º sargento e cabo. A relação referente ao certame de agosto também prevê diferentes critérios de ascensão profissional.
No Corpo de Bombeiros, as promoções de oficiais também percorrem diferentes níveis da carreira, do posto de 2º tenente ao de coronel. O decreto contempla promoções por merecimento e antiguidade, com movimentações nos postos de coronel, tenente-coronel, major, capitão e tenentes.
As promoções também têm impacto na capacidade administrativa e operacional das instituições. A ocupação dos postos e graduações superiores por profissionais mais experientes contribui para a continuidade das funções de liderança e para a distribuição dos efetivos conforme as necessidades das corporações, com reflexos na prestação dos serviços de segurança pública e atendimento à população.
por - Assessoria
Um motorista foi flagrado transportando ampolas de tirzepatida escondidas na sola da bota durante uma abordagem de rotina.
Segundo a Receita Federal, o homem, que não teve a identidade divulgada, apresentou versões diferentes sobre o motivo da viagem e sobre as mercadorias que transportava. A contradição levou os agentes a fazerem uma fiscalização mais detalhada.
No veículo, foram encontradas algumas mercadorias e seis caixas de vinho. Inicialmente, o motorista afirmou que levava passageiros para Curitiba e que receberia R$ 700 pelo serviço. Depois, segundo a Receita, ele se confundiu ao explicar o que transportava.
Durante a revista, o motorista passou pelo equipamento de raio-X, que identificou algo suspeito na região dos pés.Os agentes fizeram, então, uma inspeção mais detalhada e encontraram as oito ampolas de tirzepatida escondidas na sola da bota.
A Receita Federal informou que uma pequena quantidade do medicamento também foi encontrada com uma das passageiras. A quantidade exata não foi divulgada.
Motorista não foi preso
Segundo a Receita Federal, a quantidade de tirzepatida encontrada com o motorista foi considerada pequena. Por isso, ele não foi preso durante a abordagem.
Mesmo assim, o caso será encaminhado para representação fiscal para fins penais, procedimento pelo qual a Receita comunica às autoridades competentes possíveis irregularidades que podem ter repercussão criminal.
Por - G1

























