Estado aciona União para reforçar propriedade e atualizar licitação no Parque Nacional do Iguaçu

O Governo do Estado encaminhou nesta terça-feira (3) ofícios ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) propondo uma solução para garantir segurança jurídica à licitação do Passeio do Macuco, no Parque Nacional do Iguaçu, publicada pelo ICMBio. O ponto-chave é que o Estado é o proprietário da área e não liberou a Concessão de Direito Real de Uso.

Em fevereiro de 2025, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reconheceu por unanimidade a validade do registro imobiliário do Estado e rejeitou ação movida pela União que buscava cancelar a matrícula. A infraestrutura vinculada ao Passeio do Macuco – incluindo trilhas, acessos terrestres e estruturas de embarque – está dentro dessa área, conhecida como Saltos de Santa Maria, registrada em nome do Estado do Paraná em matrícula no Registro de Imóveis de Foz do Iguaçu.

Para evitar a judicialização, a proposta apresentada pelo Paraná prevê a formalização da Concessão de Direito Real de Uso e anuência da administração estadual, instrumentos autorizados pela legislação. Segundo o Estado, a medida permitiria a continuidade do processo licitatório com maior segurança jurídica para os investidores e para o futuro contrato de concessão, que deve girar em torno de R$ 85,3 milhões.

“A proposta busca compatibilizar dois interesses públicos igualmente relevantes: a observância da decisão judicial que reconheceu a propriedade estadual da área e a continuidade dos investimentos e da atividade turística no Parque Nacional do Iguaçu. É uma solução construída com espírito de cooperação e responsabilidade institucional”, defendeu o procurador-geral do Estado, Luciano Borges.

O Estado sustenta que a manutenção do certame licitatório nos moldes atualmente propostos desrespeita a propriedade estadual. A ausência de ajuste bilateral prévio e a omissão na outorga da cessão onerosa podem levar à nulidade do processo. O documento também solicita a abertura imediata de tratativas entre Estado, União, ICMBio e Advocacia-Geral da União para regularizar previamente o uso da área onde estão localizadas as estruturas do passeio.

COOPERAÇÃO – O Paraná mantém disposição para construir soluções conjuntas com o governo federal sobre a titularidade da área. Após a decisão favorável do TRF-4, o Estado buscou uma solução consensual por meio de audiências de conciliação, mas as tratativas não avançaram.

A proposta apresentada neste momento não impede a construção de modelos mais amplos de cooperação entre Estado e União no futuro, incluindo iniciativas de gestão compartilhada, fortalecimento da conservação ambiental, pesquisas científicas e ações integradas de segurança pública.

O Estado mantém atuação permanente na proteção ambiental da região do Parque Nacional do Iguaçu. A Polícia Militar Ambiental possui base fixa na área há 54 anos e realiza patrulhamento terrestre, fluvial e aéreo, além de operações conjuntas com órgãos ambientais.

HISTÓRICO – A área conhecida como Saltos de Santa Maria possui aproximadamente 1.085 hectares, o equivalente a cerca de 1.520 campos de futebol. Nela estão localizados o trecho brasileiro das Cataratas do Iguaçu e o Hotel das Cataratas.

A disputa judicial teve início em 2018, quando a União ingressou com ação para cancelar a matrícula da área, alegando tratar-se de terra devoluta federal. O Estado demonstrou, no entanto, que o imóvel foi originalmente concedido pelo então Ministério da Guerra a um particular em 1910 e adquirido pelo Paraná em 1919, com escritura regularmente registrada.

Em fevereiro de 2025, o TRF-4 acolheu os argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral do Estado e reconheceu a validade do registro imobiliário estadual, decisão que segue vigente.

 

 

 

 

 

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Paraná intensifica testagem para HIV e fortalece linha de cuidado materno-infantil

O acolhimento no pré-natal precoce, a ampliação da testagem e a assistência constante a gestantes, recém-nascidos e pessoas vivendo com HIV consolidam o Paraná como referência nacional no enfrentamento ao vírus. Implementadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), as estratégias foram fundamentais para reduzir em 47,8% a mortalidade por aids nos últimos 10 anos, além de colocar o Estado com os melhores indicadores do país em prevenção e diagnóstico.

As ações envolvem desde a descoberta precoce da infecção até o atendimento especializado em todas as regiões paranaenses. Um dos pilares é a Linha de Cuidado Materno-Infantil, que organiza o fluxo de atendimento desde o início da gestação até os cuidados com o recém-nascido exposto ao vírus, visando zerar a transmissão vertical (da mãe para o bebê).

Na prática, os exames de pré-natal incluem o teste de HIV em todos os trimestres da gravidez e no momento do parto. O suporte vai além dos testes rápidos na atenção primária: o protocolo assegura exames complementares, como a medição da carga viral, contagem de linfócitos T CD4 e rastreamento de coinfecções, a exemplo da tuberculose.

“O Paraná vem fortalecendo uma rede estruturada de cuidado, que envolve desde a prevenção até o acompanhamento contínuo dos pacientes. O diagnóstico precoce, principalmente durante a gestação, é fundamental para reduzir a transmissão vertical e garantir mais qualidade de vida às pessoas vivendo com HIV”, destaca o secretário estadual da Saúde, César Neves.

GESTANTES – As gestantes diagnosticadas são estratificadas como de alto risco e passam a receber acompanhamento compartilhado entre a Atenção Primária e a Atenção Ambulatorial Especializada, sendo direcionadas a maternidades qualificadas. O modelo garante que a paciente mantenha o vínculo com sua unidade de saúde de origem, mas receba o suporte multiprofissional necessário.

Nos hospitais, as maternidades vinculadas à rede realizam a testagem rápida na admissão para o parto, identificando casos mesmo entre mulheres que não tiveram acesso completo ao pré-natal. Havendo necessidade, a equipe inicia imediatamente a profilaxia intraparto com antirretrovirais e adota protocolos para proteger o bebê. Após o nascimento, a criança recebe medicação nas primeiras horas de vida, conta com acompanhamento pediátrico nos primeiros meses e recebe fórmula infantil láctea fornecida pelo Estado para substituição integral do aleitamento materno.

Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a integração tem sido a chave do sucesso. “Quando ampliamos o acesso ao pré-natal, à testagem e ao acompanhamento especializado, conseguimos atuar de forma preventiva e reduzir riscos tanto para as gestantes quanto para os recém-nascidos. O cuidado contínuo é um dos pilares dessa estratégia”, afirma.

QUEDA DE MORTALIDADE – Fora do eixo materno-infantil, o Paraná também colhe resultados expressivos na população geral, amparado pela estratégia de Prevenção Combinada do SUS. Desde 2019, o Estado atua na descentralização da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), alcançando todas as 22 Regionais de Saúde para capilarizar o acesso. Aliado a isso, a política de "Testar e Tratar" foca no início rápido da terapia antirretroviral (TARV) após o diagnóstico.

O objetivo central é garantir que os pacientes alcancem a carga viral indetectável, estado em que o vírus não é mais transmitido sexualmente. Como reflexo direto da ampliação do acesso à saúde e das ações integradas para combater barreiras sociais e estigmas, a taxa de mortalidade por aids no Paraná caiu de 4,8 para 2,8 por 100 mil habitantes na última década.

Apenas entre 2023 e 2024, o número de óbitos teve queda de 21,7%, consolidando o Estado entre os quatro melhores desempenhos do Brasil. Atualmente, 93% das pessoas diagnosticadas com HIV no Estado estão em tratamento e, destas, 96% possuem carga viral indetectável. O cenário reflete a distribuição de autotestes e a oferta de exames rápidos em toda a rede pública.

TESTES RÁPIDOS E AUTOTESTES – A estratégia de ampliação do diagnóstico demonstra crescimento contínuo nos últimos anos. Em 2023, foram feitos 675.530 testes rápidos (tipos T1 e T2) e distribuídos 28.727 autotestes. No ano seguinte, em 2024, o Estado registrou 635.120 testes rápidos e elevou a entrega de autotestes para 46.496. O ritmo subiu em 2025, alcançando 707.484 exames e 64.280 autotestes. Já nos quatro primeiros meses de 2026, o balanço parcial soma 231.110 testes rápidos e 19.003 autotestes.

Somada a isso, a implantação do Circuito Rápido da Aids Avançada permite identificar infecções oportunistas em pacientes graves em menos de 30 minutos, acelerando o tratamento e reduzindo complicações.

CERTIFICAÇÕES – Em outubro de 2025, o Governo do Paraná, por meio de ações da Secretaria da Saúde (Sesa), recebeu reconhecimento do Ministério da Saúde pelo desempenho no combate à transmissão vertical de sífilis, HIV e hepatite B. O Estado foi mais uma vez certificado com o "Selo de Eliminação" da transmissão vertical do HIV. Também recebeu a recertificação com o Selo Bronze por "boas práticas rumo à eliminação" da transmissão vertical da sífilis e da hepatite B.

Em 2017, o Paraná foi destaque nacional por ser o primeiro estado a receber a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV, no município de Curitiba. Em 2022, por meio de Guarapuava, figurou como o primeiro a receber a dupla certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis.

 

 

 

 

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Pinhão amplia espaço nos cardápios da alimentação escolar da rede estadual

Símbolo da cultura e da gastronomia paranaense, o pinhão ganha espaço nos cardápios da alimentação escolar da rede estadual entre junho e agosto. A iniciativa fortalece a agricultura familiar e amplia a oferta da semente típica da araucária aos estudantes durante a temporada de colheita e comercialização do pinhão no Paraná, estado que lidera a produção nacional da iguaria.

Nos últimos sete anos, a distribuição de pinhão proveniente da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede estadual movimentou R$ 311 mil e somou mais de 36 toneladas do produto, beneficiando 470 escolas de 86 municípios paranaenses. Nos anos de 2024 e 2025, foram distribuídas mais de 12 toneladas para 344 escolas de 73 municípios, com previsão de continuidade do fornecimento neste ano.

Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a alimentação escolar também é uma ferramenta de valorização da cultura e da produção local. “Ao inserir o pinhão nos cardápios, aproximamos os estudantes de um alimento tradicional do Paraná, ao mesmo tempo em que valorizamos a produção local e ampliamos a oferta de refeições nutritivas nas escolas”, afirma.

Além do valor cultural, o pinhão também se destaca pelo valor nutricional. Fonte de fibras, vitaminas e minerais, o alimento fornece energia e contribui para uma alimentação equilibrada. Ele pode ser utilizado como complemento ou substituição parcial de ingredientes como arroz, batata, mandioca e milho.

PREPARAÇÕES – De acordo com Elissandra Brito, nutricionista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o pinhão é adquirido pela rede estadual em sua forma in natura e pode ser servido cozido ou utilizado em diferentes preparações elaboradas pelas equipes de alimentação escolar, como sopas, refogados, tortas salgadas, risotos e farofas. “A versatilidade do produto permite sua inclusão em receitas adaptadas aos hábitos alimentares dos estudantes durante os meses mais frios do ano”, diz.

A aceitação do pinhão pelos estudantes pode ser observada em unidades da rede estadual. No Colégio Estadual Professor Máximo Asinelli, em Curitiba, a chegada do frio coincide com a inclusão do pinhão na alimentação escolar. Além de levar aos estudantes um dos sabores mais característicos do inverno paranaense, a iniciativa reforça a identidade cultural regional.

Segundo o diretor da escola, Delirio Bonin, os estudantes aprovam a oferta do pinhão. “Para o colégio, é mais uma opção, principalmente para este período de inverno. Os alunos gostam e falam que é acolhedor como a casa da vovó”.

PARANÁ LIDERA PRODUÇÃO NACIONAL – Além de integrar a alimentação escolar e a cultura regional, o alimento também tem peso relevante na economia paranaense. Dados de 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam o Paraná como o maior produtor nacional da semente, com 4,8 mil toneladas, volume 30% superior ao de Santa Catarina, estado segundo colocado no ranking, com 3,7 mil toneladas. 

No âmbito estadual, números mais recentes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) mostram que o Paraná alcançou, em 2024, o maior volume de produção de pinhão da série histórica, com 5.022 toneladas. Em comparação com 2015, quando foram registradas 3.130 toneladas, o crescimento foi de 60,4%. No mesmo período, o Valor Bruto da Produção (VBP) real avançou de R$ 13,8 milhões para R$ 25,8 milhões. Os dados referentes a 2025 e 2026 ainda estão em fase de consolidação.

PRINCIPAIS PRODUTORES – A região Centro-Sul concentra a maior parte da produção da semente no Paraná. O município de Pinhão, na região de Guarapuava, ocupa a primeira posição, com 880 toneladas produzidas em 2024, o equivalente a 17,5% da produção estadual. Na sequência, aparecem Inácio Martins, na região de Irati, com 750 toneladas (14,9%), e Turvo, na região de Guarapuava, que produziu 440 toneladas (8,8%). Juntos, os três municípios responderam por 42% da produção paranaense.

 

 

 

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Maio registrou chuvas acima e temperaturas abaixo da média no Paraná, aponta Simepar

Maio de 2026 registrou chuva dentro a acima da média na maioria das estações meteorológicas do Simepar. Além disso, a temperatura média ficou dentro a abaixo da média histórica — reflexo da redução nas temperaturas máximas, impactadas por vários dias de céu encoberto e presença de massas de ar frio. 

O mês começou quente. As temperaturas mais altas de maio de 2026 foram registradas na primeira semana em todas as estações do Simepar, sendo a mais alta em Capanema às 15h do dia 1°: 34,6°C. Já as temperaturas mais baixas do mês também foram as menores do ano até o momento, e registradas entre os dias 11 e 13 — datas em que também houve geada em cidades da metade sul do Estado, e chuva congelada em General Carneiro. 

A temperatura mais baixa foi -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. A sensação térmica ficou abaixo de -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região. 

A temperatura média chegou a ficar mais de 1°C abaixo da média histórica em cidades como Altônia, Antonina, Capanema, Cianorte, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Paranaguá, Guaraqueçaba, Santo Antônio da Platina, Ubiratã e Umuarama. 

“A persistência de céu encoberto e a ocorrência de chuva nas regiões nas regiões Leste, Campos Gerais, Sudeste, Norte e Noroeste reduziu o aquecimento diurno ao longo dos dias e contribuiu para que as temperaturas máximas em geral ficassem inferiores aos registros históricos para maio. Nas regiões Oeste e Sudoeste, houve atuação mais persistente de massas de ar frio”, explica Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar

A distribuição de chuva foi irregular. Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes abaixo da média histórica para maio: Capanema, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, Ubiratã e Umuarama. 

Em 18 estações, o volume médio de chuva foi atingido nos primeiros dez dias do mês: Altônia, Antonina, Cambará, Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cerro Azul, Cianorte, Cornélio Procópio, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Irati, Jaguariaíva, Lapa, Londrina, Maringá, Paranavaí, Ponta Grossa, e Telêmaco Borba. 

Nos dias 17, 18 e 26 de maio, durante tempestades mais intensas, houve precipitações de granizo em várias cidades paranaenses. “A atuação de dois sistemas frontais estacionários favoreceu a ocorrência de precipitação mais frequente e persistente nas regiões Leste, Campos Gerais, Sudeste, Norte e Noroeste, resultando em volumes pluviométricos acima da média histórica”, afirma Júlia.

“Já nas regiões Oeste e Sudoeste, a atuação mais persistente de massas de ar frio e seco limitou a ocorrência de precipitação, contribuindo para totais pluviométricos e também temperaturas máximas abaixo dos registros históricos”, acrescenta.

FENÔMENOS – Na última sexta-feira do mês (29) um fenômeno chamou a atenção no céu de Cascavel ao amanhecer. Nuvens com aspecto de “derretidas” tomaram conta do céu. Trata-se de Virga, uma chuva que começa a cair de uma nuvem mais alta (Altocumulus, Altostratus ou Cumulus), mas encontra uma camada de ar muito seco e evapora antes de conseguir tocar o chão, criando esse visual de cortina no céu.

No fim de semana, nuvens que pareciam rastros foram vistas de várias cidades na região de Guarapuava. Eram trilhas de condensação, ou seja, nuvens lineares artificiais formadas por gases quentes expelidos pelos motores das aeronaves que voam em grandes altitudes. O Simepar detectou em imagens de satélite as trilhas de condensação vistas pela população a céu aberto, devido ao excesso de umidade em altura de cruzeiro. 

Volume de chuva registrado em maio de 2026 nas estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação:

Estação: Volume em maio de 2026 / média histórica para maio

Altônia: 154,2 mm / 70,4 mm

Antonina: 280,4 mm / 125 mm

APPA Antonina: 145,6 mm / 113,5 mm

Apucarana: 130,2 mm / 111,3 mm

Assis Chateaubriand: 164,6 mm / 139,7 mm

Capanema: 125,4 mm / 148,8 mm

Cambará: 189,6 mm / 87,5 mm

Campo Mourão: 210,2 mm / 107,1 mm

Cândido de Abreu: 218,4 mm / 122,6 mm

Cerro Azul: 213 mm / 81 mm

Cianorte: 169,4 mm / 92,5 mm

Cornélio Procópio: 220 mm / 92,7 mm

Curitiba: 154 mm / 88,1 mm

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 170,2 mm / 134,3 mm

Fazenda Rio Grande: 189,4 mm / 74,6 mm

Irati: 184,6 mm / 106,5 mm

Cruzeiro do Iguaçu: 105 mm / 168,5 mm

Foz do Iguaçu: 81,8 mm / 126,2 mm

Francisco Beltrão: 146,8 mm / 172,7 mm

Guaíra: 221,6 mm / 122,3 mm

Guarapuava: 154,2 mm / 128,1 mm

Guaratuba: 150,6 mm / 147,8 mm

Jaguariaíva: 216 mm / 94,6 mm

Lapa: 168,8 mm / 84,3 mm

Laranjeiras do Sul: 179,2 mm / 148,9 mm

Loanda: 237,8 mm / 95,8 mm

Londrina: 271 mm / 106,5 mm

Maringá: 196 mm / 111,2 mm

Palmas: 237 mm / 155,4 mm

Palotina: 165,8 mm / 121,1 mm

Paranaguá: 130,8 mm / 103 mm

Paranavaí: 198,6 mm / 100,7 mm

Pato Branco: 257,6 mm / 164,9 mm

Pinhais: 130,8 mm / 86,4 mm

Pinhão: 192 mm / 142 mm

Ponta Grossa: 236,8 mm / 92 mm

Guaraqueçaba: 186,8 mm / 173,5 mm

Santa Helena: 134,6 mm / 145,8 mm

Santo Antônio da Platina: 78,8 mm / 71,7 mm

São Miguel do Iguaçu: 138,2 mm / 149,9 mm

Telêmaco Borba: 265,4 mm / 102,1 mm

Toledo: 147,2 mm / 164,1 mm

Ubiratã: 104,8 mm / 112,3 mm

Umuarama: 95,4 mm / 97,7 mm

União da Vitória: 173,2 mm / 123,1 mm

Temperaturas mais baixas e mais altas de maio nas estações meteorológicas do Simepar:

Estação: Temperatura mínima, Data e hora / Temperatura máxima, Data e hora

Altônia: 5,6°C em 11/05/2026 às 5h / 32,9°C em 06/05/2026 às 14h;

Antonina: 8,2°C em 11/05/2026 às 6h / 29,8°C em 07/05/2026 às 15h;

APPA Antonina: 8,1°C em 12/05/2026 às 6h / 27,8°C em 05/05/2026 às 15h;

Apucarana: 4,7°C em 11/05/2026 às 7h / 28,6°C em 05/05/2026 às 14h;

Assis Chateubriand: 5,4°C em 10/05/2026 às 7h / 32,8°C em 06/05/2026 às 14h;

Capanema: 2,1°C em 11/05/2026 às 7h / 34,6°C em 01/05/2026 às 15h;

Cambará: 4,7°C em 13/05/2026 às 7h / 31,8°C em 05/05/2026 às 16h;

Campo Mourão: 3,7°C em 11/05/2026 às 7h / 29,8°C em 06/05/2026 às 15h;

Cândido de Abreu: 4,2°C em 11/05/2026 às 7h / 30,9°C em 06/05/2026 às 14h;

Cascavel: 0°C em 11/05/2026 às 7h / 29,1°C em 06/05/2026 às 15h;

Cerro Azul: 4,8°C em 11/05/2026 às 7h / 32,3°C em 07/05/2026 às 15h;

Cianorte: 4,6°C em 11/05/2026 às 7h / 30,8°C em 06/05/2026 às 14h;

Cornélio Procópio: 5,8°C em 11/05/2026 às 9h / 30°C em 07/05/2026 às 15h;

Curitiba: 2,7°C em 11/05/2026 às 6h / 28,5°C em 06/05/2026 às 14h;

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: -2,4°C em 11/05/2026 às 7h / 26,4°C em 05/05/2026 às 14h;

Fazenda Rio Grande: 0,9°C em 12/05/2026 às 6h / 28,3°C em 06/05/2026 às 15h;

Irati: 1,5°C em 11/05/2026 às 7h / 29,5°C em 06/05/2026 às 15h;

Cruzeiro do Iguaçu: 4,2°C em 11/05/2026 às 7h / 31,7°C em 06/05/2026 às 16h;

Foz do Iguaçu: 3,2°C em 11/05/2026 às 7h / 30°C em 05/05/2026 às 14h;

Francisco Beltrão: 1,6°C em 12/05/2026 às 7h / 29,9°C em 06/05/2026 às 14h;

General Carneiro: -1,9°C em 11/05/2026 às 6h / 23,2°C em 06/05/2026 às 15h;

Guaíra: 4,1°C em 11/05/2026 às 7h / 32,3°C em 05/05/2026 às 14h;

Guarapuava: -1.2°C em 11/05/2026 às 5h / 27,4°C em 05/05/2026 às 15h;

Guaratuba: 9,4°C em 11/05/2026 às 7h / 28,8°C em 06/05/2026 às 13h;

Jaguariaíva: 1,7°C em 12/05/2026 às 6h / 28,7°C em 06/05/2026 às 14h;

Lapa: 0,2°C em 12/05/2026 às 6h / 27,6°C em 06/05/2026 às 14h;

Laranjeiras do Sul: 1,6°C em 11/05/2026 às 6h / 28,3°C em 05/05/2026 às 15h;

Loanda: 5,3°C em 11/05/2026 às 7h / 33,4°C em 05/05/2026 às 15h;

Londrina: 4,7°C em 11/05/2026 às 7h / 30°C em 05/05/2026 às 14h;

Maringá: 5°C em 11/05/2026 às 7h / 30,8°C em 05/05/2026 às 15h;

Marumbi Base: 12°C em 14/05/2026 às 2h / 27,7°C em 07/05/2026 às 13h;

Palmas: -0,3°C em 11/05/2026 às 7h / 25,7°C em 06/05/2026 às 15h;

Santa Maria do Oeste: 1,4°C em 11/05/2026 às 7h / 26,8°C em 05/05/2026 às 14h;

Palotina: 1,6°C em 11/05/2026 às 7h / 32,3°C em 06/05/2026 às 15h;

Paranaguá: 9,1°C em 11/05/2026 às 7h / 27,8°C em 07/05/2026 às 16h;

Paranavaí: 5,2°C em 11/05/2026 às 8h / 32°C em 02/05/2026 às 15h;

Pato Branco: 1,2°C em 11/05/2026 às 6h / 29,2°C em 06/05/2026 às 14h;

Pinhais: 1,5°C em 11/05/2026 às 7h / 30,2°C em 06/05/2026 às 14h;

Pinhão: 0,2°C em 11/05/2026 às 3h / 29,2°C em 06/05/2026 às 14h;

Ponta Grossa: 1,5°C em 12/05/2026 às 7h / 28,8°C em 06/05/2026 às 14h;

Guaraqueçaba: 6,7°C em 13/05/2026 às 7h / 30,8°C em 07/05/2026 às 15h;

Nova Prata do Iguaçu: 5,1°C em 11/05/2026 às 7h / 30,7°C em 01/05/2026 às 14h;

Santa Helena: 3,7°C em 11/05/2026 às 6h / 30,9°C em 06/05/2026 às 14h;

Santo Antônio da Platina: 6,5°C em 11/05/2026 às 7h / 29,9°C em 06/05/2026 às 15h;

São Miguel do Iguaçu: 5,4°C em 12/05/2026 às 6h / 32°C em 06/05/2026 às 14h;

Telêmaco Borba: 1,8°C em 12/05/2026 às 6h / 28,9°C em 06/05/2026 às 15h;

Toledo: 1,7°C em 11/05/2026 às 3h / 29,8°C em 05/05/2026 às 14h;

Ubiratã: 3,1°C em 11/05/2026 às 6h / 30,3°C em 05/05/2026 às 15h;

Umuarama: 4,1°C em 12/05/2026 às 6h / 32,3°C em 06/05/2026 às 14h;

União da Vitória: 2,1°C em 11/05/2026 às 6h / 28,4°C em 07/05/2026 às 14h.

 

 

 

 

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Sem quarto ou cama, idoso obrigado a trabalhar 24h por dia no Paraná improvisou dormitório em cabine de caminhão

O idoso de 69 anos de idade, que foi resgatado de uma situação análoga à escravidão, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, não possuía cama ou quarto. Segundo Antonio Luiz Fabris Júnior, auditor-fiscal do Trabalho, o homem improvisou um dormitório em uma cabine de caminhão.

A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e a Polícia Federal (PF) realizaram o flagrante da situação e o resgate da vítima na quarta-feira (27). O nome da empresa não foi divulgado.

De acordo com os órgãos, o homem era obrigado a trabalhar 24 horas por dia como vigilante em uma empresa de venda e locações de carros e máquinas. Ele não possuía contrato de trabalho ou carteira assinada.

Para acessar a cabine do caminhão em que dormia, a vítima ainda precisava subir uma escada elevada, mesmo com limitações de locomoção e dificuldade para caminhar em razão da idade e de diversas comorbidades.

O local não tinha água encanada disponível. Para comprar alimento, o idoso saía correndo até um mercado próximo, porque tinha a responsabilidade de manter vigilância total na empresa, segundo os auditores-fiscais do trabalho da SIT/MTE.

 

 "Tendo em vista tal degradância, caracterizou-se claramente o trabalho análogo à escravidão", disse Antonio Luiz Fabris Júnior.

O homem é natural de Tibagi e morava em Ponta Grossa há alguns anos, mas vivia na empresa desde junho de 2025. Ele era remunerado com R$ 400 por semana.

Após o resgate, a rede de assistência social foi acionada para atendimento imediato da vítima. Também foram disponibilizados medicamentos, assistência médica e acompanhamento social ao trabalhador resgatado. Ele foi encaminhado a um abrigo.

Conforme a PF, a empresa e os responsáveis por ela serão investigados. Eles podem responder pelo crime de redução à condição análoga à de escravo. A pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa e outras sanções trabalhistas.

 

Irregularidades identificadas

Idoso obrigado a trabalhar 24h por dia, dormir em caminhão e correr para conseguir comida é resgatado no PR — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

Idoso obrigado a trabalhar 24h por dia, dormir em caminhão e correr para conseguir comida é resgatado no PR — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

 

A Polícia Federal afirma que o idoso estava vivendo em um ambiente considerado insalubre e incompatível com qualquer condição digna de trabalho e sobrevivência.

Entre os problemas apontados, estão a jornada de trabalho considerada exaustiva e as condições do local que era disponibilizado ao idoso. Veja, abaixo, alguns detalhes revelados pelos auditores-fiscais do trabalho:

  • o trabalhador permanecia permanentemente à disposição para vigilância do local, sem delimitação clara de jornada ou períodos adequados de descanso;
  • devido à falta de tempo delimitada ao descanso, ele saía muito rápido do posto de trabalho para ir comprar algum alimento em um mercado próximo, e sempre ia correndo;
  • o idoso dormia na cabine de um caminhão (que está à venda na empresa) em condições precárias, bastante suja e com apenas algumas cobertas finas, mesmo diante das baixas temperaturas registradas durante as madrugadas na região;
  • o acesso à cabine era extremamente difícil para sua condição física; o caminhão possuía escada elevada para acesso à cabine e a vítima apresentava limitações de locomoção e dificuldade para caminhar em razão da idade e de diversas comorbidades;
  • embora houvesse um banheiro instalado na propriedade, não existia fornecimento de água encanada ou potável no local. Para conseguir água, o trabalhador precisava caminhar por estrada de terra até uma empresa vizinha, localizada a cerca de 100 metros do imóvel, carregando galões manualmente;
  • ele tomava banho na empresa vizinha, esporadicamente e por solidariedade dos vizinhos.
  • ele não tinha espaço e condições para organizar as os próprios pertences e possuía uma cozinha bastante precária, com apenas um fogão de duas bocas.

 

 

Como denunciar

A situação do idoso foi descoberta após o recebimento de denúncias.

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, plataforma gerenciada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

A ferramenta foi desenvolvida em parceria entre a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Inspeção do Trabalho brasileira e integra as ações permanentes da Auditoria-Fiscal do Trabalho no combate ao trabalho escravo contemporâneo.

 

 

 

 

 

Por - G1

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