Com mais de R$ 1,4 bilhão, Opera Paraná mantém ritmo acelerado de cirurgias eletivas

A cada 40 segundos, uma cirurgia eletiva é realizada na rede pública de saúde do Paraná. O dado reflete o alcance do programa Opera Paraná, que impulsionou os 253.827 procedimentos entre janeiro e abril deste ano, ampliando o acesso da população a cirurgias e reduzindo o tempo de espera em diversas especialidades. O resultado mantém o ritmo acelerado de cirurgias em todas as regiões e evidencia os avanços promovidos pelo Governo do Paraná para fortalecer a assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Lançado em 2022, o Opera Paraná tornou-se uma das maiores estratégias do País para ampliar a oferta de cirurgias de média e alta complexidade. Desde sua criação, em 2022, o programa já recebeu investimentos de mais de R$ 1,4 bilhão do Tesouro do Estado, contribuindo para a redução das filas e para a ampliação do acesso aos procedimentos em todo o território paranaense.

O volume é resultado da expansão da rede assistencial, da ampliação da oferta de serviços especializados e das ações desenvolvidas dentro do Opera Paraná, a fim de acelerar a realização de cirurgias eletivas.

"O Paraná construiu uma política permanente de ampliação do acesso às cirurgias eletivas. Estamos fortalecendo hospitais, ampliando a capacidade de atendimento e garantindo que os pacientes sejam atendidos cada vez mais rápido e mais perto de casa", afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

O desempenho registrado em 2026 dá continuidade a uma trajetória de crescimento observada nos últimos anos. Após os impactos provocados pela pandemia, o Estado ampliou progressivamente a realização de procedimentos cirúrgicos, alcançando em 2025 o maior volume já registrado no sistema público estadual de saúde, com mais de 786 mil cirurgias realizadas ao longo do ano.

Cerli Camiccia, de 68 anos, é moradora de Renascença, um município de 6.845 habitantes localizado na macrorregião Oeste. Em abril deste ano, ela passou por uma cirurgia de joelho. Agora se recupera e ressalta o trabalho realizado desde então.

“Eu sofria muito. Eu já não caminhava mais e ficava somente em casa. Essa cirurgia ajudou a resgatar a minha qualidade de vida. Agora já caminho e voltei a fazer algumas coisas, devagar, pois é recente. Estou na fisioterapia, mas a cirurgia fez toda a diferença. Fui muito bem atendida pelo SUS do Paraná”, ressaltou Cerli.     

Em 2022, o tempo médio de espera para cirurgias eletivas era de 105 dias. Atualmente, o prazo é de 57 dias, o que representa uma redução de 45,7% em quatro anos.

O Opera Paraná tem papel central nesse avanço. A iniciativa mobiliza hospitais públicos, filantrópicos e prestadores do SUS para ampliar a oferta de procedimentos em diversas especialidades, fortalecendo a rede de atendimento e garantindo mais acesso à população. A estratégia permitiu não apenas recuperar a demanda represada dos últimos anos, mas consolidar um novo patamar de atendimento cirúrgico no Estado.

OPERA PARANÁ – Em 2021, antes do início do funcionamento do Opera Paraná, foram registradas pouco mais de 331 mil cirurgias eletivas (número impactado pela pandemia de Covid-19). Em 2022, o total subiu para mais de 488 mil; em 2023 foram 600.348 cirurgias, em 2024 chegou a 697 mil cirurgias e em 2025, o maior número, 790.629 procedimentos.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

PCPR mira organização de produção e distribuição de drogas para diversos estados

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas nesta quarta-feira (24) para cumprir 61 mandados judiciais contra uma organização que utilizava cidades paranaenses como base para o tráfico interestadual e que estava envolvida na produção, compra, armazenamento e transporte de drogas. A operação mobiliza mais de 200 policiais e acontece em 17 cidades de quatro estados.

A ofensiva conta com apoio das polícias Militar (PMPR) e Penal do Paraná (PPPR), que atuam com cães de faro, e das polícias civis de São Paulo, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.

Ao todo, estão sendo cumpridos 32 mandados de prisão e 29 mandados de busca e apreensão. As ordens são executadas nas cidades de Loanda, Nova Londrina, Querência do Norte, Icaraíma, Cruzeiro do Oeste, Porto São José, Londrina e Pato Bragado (PR); São Paulo, Mogi Mirim e Botucatu (SP); Ceará-Mirim e Mossoró (RN); Coronel Sapucaia, Tacuru, Naviraí e Itaquirai (MS)

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de investigados apontados como integrantes dos núcleos de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro da organização criminosa. A medida tem como objetivo interromper o fluxo financeiro, impedir a movimentação de valores provenientes das atividades ilícitas e descapitalizar a organização criminosa.

As investigações tiveram início há cerca de três anos, após uma apreensão realizada pela PCPR em conjunto com a Receita Federal. Na ocasião, aproximadamente 1,1 tonelada de entorpecente foi localizada em uma transportadora da cidade de Maringá.

“A partir da análise do material apreendido e da identificação dos responsáveis pelo carregamento, os policiais chegaram a um grupo criminoso com atuação em Loanda. A primeira fase da operação resultou na identificação de cinco integrantes da organização. Posteriormente, foram descobertos novos envolvidos, culminando na segunda fase da investigação”, detalha o delegado da PCPR Leandro Munin.

Com o aprofundamento das diligências e a análise de novos elementos probatórios, verificou-se a existência de uma complexa estrutura criminosa responsável por coordenar a produção, transporte, armazenamento, distribuição e movimentação financeira dos recursos oriundos do tráfico de drogas para diversas regiões do país.

COMPRA E DISTRIBUIÇÃO - Segundo as investigações, a organização mantinha fornecedores e áreas de produção de entorpecentes no Mato Grosso do Sul, responsáveis pelo abastecimento da rede criminosa. Também foram identificados indivíduos encarregados da preparação de veículos com compartimentos ocultos utilizados para o transporte da droga.

A investigação revelou ainda a participação de pessoas responsáveis pela travessia dos entorpecentes para o solo paranaense por meio do Rio Paraná, especialmente na região de Icaraíma. Após a travessia, os carregamentos eram armazenados em entrepostos localizados principalmente nas cidades de Icaraíma e Loanda, de onde seguiam para diversos estados brasileiros.

Além dos responsáveis pela logística regional, foram identificados integrantes encarregados da distribuição local e da coordenação do envio dos entorpecentes para outros estados, utilizando caminhões, veículos de passeio e até linhas regulares de ônibus.

“Em São Paulo, verificamos integrantes ligados a uma organização criminosa de atuação nacional e envolvidos no fornecimento de drogas. No Rio Grande do Norte estavam os responsáveis pela redistribuição dos entorpecentes na região Nordeste”, complementa o delegado.

NÚCLEO FINANCEIRO - A PCPR apurou ainda que o grupo mantinha um núcleo financeiro responsável pela movimentação e ocultação dos valores provenientes do tráfico.

Determinados membros do grupo integravam um esquema de lavagem de dinheiro disponibilizando contas bancárias para o trânsito de recursos ilícitos. Segundo apurado, essas contas eram utilizadas para o recebimento de valores oriundos da comercialização de entorpecentes e para a realização de pagamentos a fornecedores de drogas e demais integrantes da estrutura criminosa.

Além disso, interpostas pessoas e empresas desempenhariam papel fundamental na movimentação financeira da organização, viabilizando o recebimento de valores provenientes da comercialização de entorpecentes e o pagamento de fornecedores, contribuindo para a lavagem dos ativos criminosos.

 

 

 

 

POr - AEN

Riscos de incêndios, corte de energia e acidentes de trânsito: soltar balão é crime no Brasil

Junho e julho costumam trazer um cenário conhecido dos paranaenses: céu aberto, baixa ocorrência de chuvas e as tradicionais festas juninas. Neste período, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) reforça um alerta importante: fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime previsto na legislação brasileira devido aos riscos que a prática representa para a população, o meio ambiente e o patrimônio público e privado.

A proibição está prevista na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. O artigo 42 estabelece pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas as penalidades para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões. Eles podem provocar incêndios em florestas, áreas de vegetação, zonas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano. A legislação também prevê sanções administrativas que podem resultar em multas aos infratores.

Diferente de outras tradições associadas às festas juninas, como as fogueiras, que podem ser feitas sem problemas quando observadas as orientações de segurança, não é possível controlar os balões após a soltura.

O problema está justamente na imprevisibilidade. Ao transportar uma chama acesa durante o voo, o artefato geralmente percorrer grandes distâncias antes de atingir o solo, sem que seja possível prever onde ocorrerá a queda. Por isso, representa uma ameaça tanto para áreas de vegetação quanto para regiões urbanas densamente ocupadas.

CONSEQUÊNCIAS – Um único balão pode provocar desde incêndios florestais até a destruição de residências, empresas e estruturas essenciais para a população. Embora os incêndios em vegetação estejam entre as ocorrências mais lembradas quando o assunto é balão, os riscos vão muito além dos danos ambientais.

Também há risco de interrupção no fornecimento de energia quando os balões atingem redes ou equipamentos do sistema elétrico, além de acidentes de trânsito.

“Já tivemos casos de balões atingindo a rede elétrica e provocando interrupção no fornecimento de energia em bairros inteiros. Houve também situações registradas próximas a hospitais e unidades de saúde. Mesmo que essas estruturas contem com sistemas de emergência, a interrupção de energia gera riscos e transtornos para toda a população”, explica a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.

PREVENÇÃO – O alerta sobre balões ganha ainda mais importância neste período do ano, fase de maior atenção aos incêndios em vegetação. O CBMPR já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais 2026, que intensifica as ações de prevenção, monitoramento e resposta em todo o Estado. Nesta época, com a redução da umidade do ar e o aumento da quantidade de material seco disponível para queima, qualquer fonte de ignição pode favorecer o surgimento e a propagação do fogo.

“Um balão pode percorrer longas distâncias carregando uma chama acesa e iniciar incêndios de grandes proporções. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar ocorrências que colocam em risco a população, o meio ambiente e o patrimônio”, ressalta a capitã.

Ela orienta que a população denuncie a prática ao presenciar situações relacionadas à fabricação, transporte, comercialização ou soltura de balões, por meio do telefone 190 da Polícia Militar do Paraná. “É importante que as pessoas entendam que soltar balão não é uma brincadeira. As consequências podem ser muito graves. Um único balão pode provocar incêndios, acidentes e problemas na rede elétrica. Ao perceber essa prática, a orientação é denunciar”, reforça a bombeira.

Orientações do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná:

- Não fabricar, comprar, transportar ou soltar balões, pois é crime

- Não incentivar a prática durante festas juninas

- Acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ao presenciar a prática ou fazer uma denúncia anônima pelo 181

- Ligar para os bombeiros pelo telefone 193 em caso de princípio de incêndio

- Redobrar os cuidados com fontes de calor durante o período de estiagem

- Compartilhar informações sobre os riscos e a ilegalidade da prática

 

 

 

 

Por - AEN

Vacinação contra a gripe no Paraná será aberta para público em geral a partir de segunda

A vacinação contra a gripe estará disponível para toda a população acima de seis meses de idade a partir de segunda-feira, 29 de junho. A ampliação foi pactuada entre a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), que representa os 399 municípios do Estado.

A medida foi oficializada por meio da Deliberação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/PR) nº 273/2026, considerando a sazonalidade do vírus influenza e a cobertura vacinal alcançada entre os grupos prioritários. Com a ampliação, a expectativa é aumentar a cobertura e reforçar a proteção da população. As estratégias de vacinação serão definidas pelos municípios, de acordo com a realidade e organização da rede de saúde de cada um.

"A ampliação da vacinação permitirá que mais paranaenses estejam protegidos neste período de maior circulação dos vírus respiratórios. Mas reforçamos o chamado aos grupos prioritários, especialmente crianças, idosos, gestantes e profissionais da saúde, que continuam sendo os mais vulneráveis às complicações da gripe. A vacina é segura, gratuita e está disponível em mais de 1,8 mil salas de vacinação em todo o Paraná", afirma o secretário estadual da Saúde, César Neves.

Das 4.815.445 pessoas elencadas como público-alvo, o Paraná já recebeu e distribuiu 4.249.780 vacinas e aplicou 2.258.571 doses, ocupando o 5º lugar entre os estados que mais vacinaram em números absolutos, atrás do Rio de Janeiro (2.413.422 doses aplicadas), Rio Grande do Sul (2.851.506), Minas Gerais (4.759.220) e São Paulo (8.782.667).

PRIORITÁRIOS - A cobertura vacinal do Paraná entre os grupos prioritários (idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos) é de 47,18%, acima da média nacional, de 42,70%, colocando o Estado na 6ª posição do País, atrás de Ceará (47,23%), Alagoas (47,41%), Minas Gerais (48,31%), Rio Grande do Sul (48,78%) e Piauí (52,55%). A meta é atingir 90% desse público, o que representa 2.960.260 paranaenses.

Entre os grupos prioritários, as gestantes apresentam a maior cobertura vacinal até o momento no Paraná, com 62.487 doses aplicadas e 63,56% de cobertura. Em seguida aparecem os idosos, com 1.029.926 doses aplicadas e 49,32% de cobertura, e as crianças, com 304.344 doses aplicadas, atingindo 39,34%.

CASOS - Segundo o último Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios divulgado pela Sesa no dia 10 de junho, o Paraná soma 10.119 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 441 óbitos. Desses, 1.535 casos e 88 mortes foram causados por influenza. “A vacina protege contra os casos mais graves da doença, e agora com o inverno é fundamental que a população busque essa imunização para estar protegida contra os vírus que tendem a circular ainda mais”, reforça o secretário César Neves.

Além dos grupos de maior risco, também fazem parte do público-alvo da campanha profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior, trabalhadores da educação, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e salvamento e militares das Forças Armadas.

Também estão incluídas pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.

 

 

 

Por - AEN

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