Paraná chega a quase mil quilômetros de rodovias e novas estradas em concreto

Com obras espalhadas por todas as regiões, o Paraná ultrapassou a marca de 979,5 quilômetros de rodovias e estradas em concreto, consolidando o maior programa de pavimentação rígida do Brasil. Os investimentos já superam R$ 5,1 bilhões e contemplam desde grandes corredores logísticos estaduais até estradas rurais e novas ligações metropolitanas. 

Os projetos são coordenados em sua maioria pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR), mas também fazem parte do programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura do Abastecimento (Seab), e se projetos da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep).

"Muitas rodovias do Paraná precisavam de uma atenção especial, tanto para aumentar a segurança dos usuários quanto para reduzir os custos de quem depende delas para produzir e transportar riquezas", afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. "O Paraná é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e vem batendo recordes sucessivos no agronegócio e na indústria. Era preciso fazer um investimento à altura dessa força econômica. Por isso colocamos a infraestrutura como prioridade e buscamos as melhores soluções disponíveis para modernizar a malha viária do Estado".

"A opção pelo pavimento de concreto se mostrou uma decisão acertada. É uma tecnologia utilizada nos países mais desenvolvidos do mundo, com alta durabilidade, menor necessidade de manutenção e melhor desempenho em corredores de grande movimento”, acrescenta Ratinho Junior.  

A maior parte do volume dos projetos está concentrada nas rodovias estaduais administradas pelo DER/PR. São 780,66 quilômetros de pavimento rígido distribuídos entre obras concluídas, em execução, licitadas e em fase de planejamento, com investimentos superiores a R$ 4,49 bilhões.

As intervenções abrangem diferentes regiões do Estado e incluem duplicações, restaurações e ampliações de capacidade em corredores estratégicos para o transporte de cargas, mobilidade regional e integração logística.

Entre os destaques está a PRC-280, no Sudoeste do Paraná, que abriga atualmente o maior trecho contínuo de rodovia em concreto do Brasil. São 142 quilômetros entre General Carneiro e Pato Branco, passando por municípios como Palmas, Clevelândia, Mariópolis e Vitorino.

A rodovia foi modernizada com a técnica whitetopping, método em que o pavimento de concreto é executado sobre a base asfáltica existente. Na PRC-280, o asfalto antigo passou por intervenções preparatórias antes da aplicação das placas de concreto, que variaram entre 22 e 28 centímetros de espessura ao longo do trecho.

A técnica oferece maior durabilidade do pavimento, redução da necessidade de manutenção e melhor desempenho em rodovias com tráfego intenso de veículos pesados. Além da PRC-280, o programa estadual contempla obras em importantes corredores rodoviários, como a PRC-466, entre Pitanga, Turvo e Palmeirinha; a PR-412, entre Matinhos e Praia de Leste; e a Rodovia dos Minérios (PR-092).

Atualmente, o Estado tem 189,78 quilômetros de obras concluídas em pavimento rígido, com investimentos de R$ 1,1 bilhão. Outros 329,05 quilômetros estão em execução, somando R$ 3,16 bilhões em investimentos.

Também há 40,09 quilômetros de obras licitadas aguardando ordem de serviço, incluindo a restauração com melhoramentos da PR-239/PR-317 entre Assis Chateaubriand e Toledo. Além disso, o Estado possui 25,41 quilômetros em fase de licitação, o que inclui os 11,8 quilômetros da duplicação do Contorno Sul de Maringá, entre a BR-376 e a PR-317.

Os 76,6 quilômetros da restauração da PR-463, entre Nova Esperança e Santo Inácio, também estão aptos a entrar em licitação. Além disso, já estão em projeto mais 131,53 quilômetros da pavimentação da PRC-487, entre Campo Mourão e Rio Muquilão, e da restauração e ampliação da PR-317, entre o Rio Paranapanema e Iguaraçu.

O secretário de Infraestrutura e Logística e diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti, destaca que o Paraná se tornou referência nacional na utilização da técnica. "O DER do Paraná se tornou uma referência nacional quanto a obras de restauração em concreto pela técnica whitetopping. A excelente qualidade do pavimento, o melhor custo-benefício e as vantagens ambientais fazem com que delegações de outros estados visitem o Paraná para conhecer de perto os resultados”, aponta. 

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Foto: Roberto Dziura Jr./AEN


ESTRADAS RURAIS – Além das rodovias estaduais, o Governo do Paraná também está levando o pavimento de concreto para o interior por meio do programa Estrada Boa, coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. O programa prevê a pavimentação de 389 estradas rurais em todas as regiões do Estado, e parte dessas intervenções utiliza a tecnologia do concreto para garantir maior durabilidade e reduzir custos de manutenção.

Uma das mais recentes obras anunciadas é a Estrada da Junqueira, em Guarapuava. Com 18,3 quilômetros de extensão e investimento superior a R$ 23,7 milhões, a via liga o bairro Jordão à Colônia Vitória, no distrito de Entre Rios, passando pela Serra da Junqueira. O convênio está em fase de formalização e a obra é considerada estratégica para a logística regional e o fortalecimento do turismo local.

Outra pavimentação importante é a da Estrada Rural Bairro Nova Igarapava, em Cornélio Procópio, que está em execução. Com 18 quilômetros de extensão e investimento de R$ 30,2 milhões, a obra fará a ligação até Santa Amélia, reduzindo em cerca de 30 quilômetros o deslocamento atualmente realizado por rotas alternativas pavimentadas.

A obra já teve a montagem da usina de concreto concluída, iniciou a construção do barracão de apoio, está com serviços de terraplenagem e marcação topográfica em andamento e realizou a primeira concretagem da base no início de junho.

Também integram o programa obras como a Estrada Genúncia e a Estrada Paranhos, em Floraí; as estradas rurais Piúna e Funda, em Nova Esperança; a Estrada Campo Novo, em Piên; a ligação entre o Distrito São Francisco e a Linha Alto Vitória, em Chopinzinho; a Estrada Passo Cuê, em Foz do Iguaçu; a Estrada Palmeirinha–Embaú, em Guarapuava; além de trechos rurais em Sengés, Turvo e Campo Mourão.

Somadas, as obras da Seab representam cerca de 152 quilômetros de estradas rurais em concreto e investimentos superiores a R$ 230 milhões.-

Foto: Ricardo Zanoncini/AEN


CORREDORES METROPOLITANOS – Na Região Metropolitana de Curitiba, a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) conduz duas das maiores obras viárias atualmente em execução no Estado utilizando pavimento rígido. Juntas, elas acrescentam 35,5 quilômetros à malha de concreto paranaense e somam investimentos de aproximadamente R$ 448 milhões.

A mais avançada delas é a nova ligação rodoviária entre Mandirituba e São José dos Pinhais, considerada uma das intervenções mais importantes para a mobilidade metropolitana. Com 26 quilômetros de extensão, a obra já ultrapassou 80% de execução e foi projetada em concreto para garantir maior resistência ao tráfego intenso e menor necessidade de manutenção ao longo dos anos.

Outro grande empreendimento é o novo Corredor Metropolitano, que é o prolongamento da PR-423, com 9,5 quilômetros de extensão, ligando Curitiba e Fazenda Rio Grande até Araucária. A nova rodovia vai encurtar distâncias e criar uma alternativa de acesso entre o Interior do Estado e a Capital sem a necessidade de utilizar o Contorno Sul de Curitiba, atualmente um dos trechos com maior fluxo de veículos da região.

Considerada a maior obra viária dos últimos 30 anos na Região Metropolitana de Curitiba, a intervenção recebe investimento de R$ 336 milhões e integra um amplo pacote logístico voltado à melhoria da mobilidade e do transporte de cargas. O contrato já foi assinado e os primeiros meses são reservados para o licenciamento e desapropriações.

Para o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, a escolha pelo concreto acompanha o papel estratégico dessas ligações para o desenvolvimento metropolitano. "A Região Metropolitana de Curitiba concentra um intenso fluxo diário de pessoas, trabalhadores e mercadorias. Por isso, estamos implantando corredores preparados para suportar esse crescimento por décadas. O pavimento de concreto oferece mais durabilidade, segurança e eficiência operacional, além de reduzir a necessidade de intervenções futuras em vias fundamentais para a integração entre os municípios”, analisa. 

 

 

 

 

 

 

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4,9 mil servidores da Educação recebem treinamento para atuar como brigadistas

O Programa Brigadas Escolares iniciou nesta semana a etapa prática da formação de 4,9 mil novos brigadistas que atuam no dia a dia das instituições de ensino do Paraná. O curso realizado todos os anos prevê 60 horas de aulas teóricas e 16 horas de exercícios práticos ministrados por bombeiros militares. Esta etapa final é realizada simultaneamente até 14 de agosto nos 32 Núcleos Regionais de Educação. No Paraná, participam do programa 2,5 unidades, entre colégios estaduais e escolas especiais conveniadas, como Apaes.

“O programa é uma política de estado no Paraná. Todos os anos repetimos a capacitação. Felizmente, em mais de uma década temos diversos colégios onde praticamente todos os servidores já são brigadistas” comemora o coronel Fernando Schunig, coordenador da Defesa Civil Estadual.

A última fase é dividida em aulas teóricas e práticas, com treinamento do abandono de edificação, noções básicas de segurança, atendimento de primeiros socorros, além da prevenção e combate a princípios de incêndio.

Segundo o subtenente Alvacir Ferreira, coordenador de formação, os servidores são treinados para atuar também de maneira preventiva, eliminando riscos de possíveis acidentes nas edificações, quer seja na estrutura ou parte elétrica. Nos dois dias voltados aos exercícios práticos, a cozinha recebe especial atenção. “Este é um ponto sensível, eles aprendem a identificar os tipos de extintores além de manusear a válvula do botijão de gás e conter pequenos incêndios que possam ocorrer”, detalha.

“A formação assegura a prevenção e a resposta rápida, organizada e eficiente diante de situações que possam colocar em perigo os estudantes e todos os profissionais que atuam nesses locais”, destaca Graziele Andriola, diretora de Planejamento e Gestão Escolar da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR). Em 14 anos, mais de 94 mil servidores foram treinados e certificados como técnicos brigadistas dos Núcleos Regionais de Educação.

Cuidadosa no ambiente de trabalho, a merendeira Gilmara Keseker é uma das cursistas da formação deste ano. Ao final da formação pretende dividir o conhecimento com o restante da equipe no colégio. “Vou repassar os aprendizados para outros colegas. É importante ter alguém para orientar de maneira correta porque na hora do desespero precisamos saber como agir”.

O programa é uma iniciativa da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec), em conjunto com a Seed-PR, com apoio da Secretaria da Segurança Pública (Sesp), por intermédio do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. “Nossa intenção é treinar a comunidade para situações adversas que possam ocorrer dentro e fora dos muros da escola, queremos fortalecer a cultura de prevenção”, completa Juliana Saldanha, representante da Seed no Brigadas Escolares.

MAIS SEGURANÇA NAS ESCOLAS – O programa nasceu com a intenção de proteger a comunidade escolar e mantê-la segura em situações de risco, a partir de capacitações e treinamentos, assim como regularizar as edificações escolares às normativas do Corpo de Bombeiros.

A estrutura necessária para a atuação das brigadas escolares nas unidades da rede estadual é apoiada pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), que investe em equipamentos, sinalização, adequações físicas e materiais de segurança, garantindo condições adequadas para a prevenção e o enfrentamento de emergências.

Este ano a Defesa Civil Estadual adquiriu kits de equipamentos de proteção individual (EPI) e de atendimento pré-hospitalar (APH) que serão entregues em 2,2 mil escolas estaduais com armários feitos sob medida para guardar os materiais utilizados em casos de emergência.

BOAS PRÁTICAS – Referência nacional em segurança escolar, o programa foi reconhecido em 2021 pelo Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério do Desenvolvimento Regional, como exemplo de boas práticas no eixo temático Defesa Civil na Escola, destacando o Paraná no país em benefício das comunidades escolares.

 

 

 

 

 

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Estado apresenta anteprojeto com obras de R$ 1,3 bilhão para minimizar cheias do Rio Iguaçu

O Governo do Estado apresentou na noite desta quinta-feira (11) o anteprojeto de engenharia com as obras necessárias para minimizar os efeitos das cheias do Rio Iguaçu. O investimento estimado é de R$ 1,3 bilhão, contemplando 20 possíveis intervenções, incluindo o aumento da capacidade de escoamento por meio de escavações, retificações e dragagens.

A audiência pública ocorreu no Cineteatro Luz, em União da Vitória, no Sul do Estado, e contou com a presença de cerca de 400 pessoas. Os estudos elaborados pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) foram contratados pelo Paraná Projetos atendendo solicitação do Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) – o investimento apenas nesta fase foi de R$ 5 milhões.

“Essa é a primeira vez na história que, de fato, apresentamos uma proposta concreta para conter as cheias causadas pelo Rio Iguaçu. Um projeto robusto, com dimensionamento, valoração e cronograma, o que nos permite buscar os recursos necessários para, paulatinamente, executar as intervenções”, destacou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

“Importante ressaltar que todos os estudos existentes foram considerados para que chegássemos a essa modelagem. Modelagem que passou por simulações que comprovaram a eficiência das ações previstas no projeto”, acrescentou.

A proposta apresentada pela universidade combina uma série de soluções com a escavação do leito do rio; do leito da corredeira de Porto Vitória; alargamentos de curvas; e a construção de canais, túneis (no Morro da Dona Mercedes e em Porto Vitória) e de dique de proteção na área urbana.

De acordo com a Unilivre, a junção dessas intervenções poderia diminuir em até 2,70 metros o nível das cheias no Vale do Iguaçu. O prazo estimado é de 48 meses. A contratação se daria pelo modelo contratação integrada (RDCi), em que a empresa vencedora é responsável por elaborar os projetos (básico e executivo) e por executar a obra física, agilizando o processo. A expectativa é que a licitação possa ocorrer nos próximos meses.

“Esse é um compromisso que assumimos com União da Vitória e toda a região do Vale do Iguaçu. Sabemos dos prejuízos e do sofrimento que as enchentes causam às famílias há décadas. Por isso, trabalhamos junto ao Governo do Estado para viabilizar os estudos necessários e agora seguiremos empenhados na busca dos recursos para transformar esse projeto em realidade. Não vamos medir esforços para encontrar uma solução para esse problema”, afirmou o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Hussein Bakri.

Agora, com o anteprojeto finalizado, o Governo do Estado buscará, com base nos apontamentos, os recursos necessários para realização das intervenções, podendo ter como fonte o Tesouro do Estado, em parceria com a Assembleia Legislativa, indenizações ambientais a serem recebidas, ou com a busca de recursos do governo federal, uma vez que se trata de uma divisa entre estados, envolvendo o Paraná e Santa Catarina.

“Um momento histórico para o Paraná. Conseguimos, com muito esforço, apresentar uma proposta concreta que vai beneficiar milhares de paranaenses que sofrem com as enchentes. Temos um estudo pronto, que vai nortear os caminhos para um novo Rio Iguaçu”, disse o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT. José Luiz Scroccaro, que foi homenageado durante a audiência pelos serviços prestados ao meio ambiente em mais de 50 anos de carreira pública.

HISTÓRICO – Desde meados dos anos 1970 fala-se de iniciativas para acabar ou minimizar os efeitos das cheias do Iguaçu em União da Vitória. São quase 20 estudos que já foram apresentados, mas nenhum foi efetivamente colocado em prática.

Nos últimos 50 anos, foram pelo menos quatro grandes enchentes na cidade, a maior delas ocorrida em 1983, quando o Iguaçu alcançou 10,42 metros de altura, enquanto o nível normal do rio é de 2,5 metros. Eventos semelhantes ocorreram em 1992 e 2014.

Em outubro de 2023 ocorreu a segunda pior cheia, quando o nível do rio chegou a 8,38 metros. Cerca de 40% da área do município foi alagada, danificando cerca de 20 mil residências. Porto União, em Santa Catarina, também teve problemas com a cheia, com moradores desabrigados.

 

 

 

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Paraná terá tempo estável na estreia do Brasil na Copa e retorno das chuvas no domingo

Desde quarta-feira (10) a chuva voltou a fazer parte do cotidiano da maioria dos paranaenses. O tempo volta a ficar estável na maior parte das regiões na tarde desta sexta-feira (12) e a chuva ainda dá uma trégua no sábado, mas retorna domingo para quase todo o Estado, de acordo com o Simepar. 

Na quarta-feira, os maiores volumes de chuva entre as estações meteorológicas do Simepar no Paraná foram em Campo Mourão (57 mm) e Capanema (54 mm). O cavado meteorológico que impactava o tempo no Paraná impulsionou o avanço de uma frente fria e, na quinta-feira (11), a chuva foi mais volumosa em Cianorte (90,4 mm), novamente em Campo Mourão (74,4 mm), e Umuarama (61 mm). Com tanta chuva, Campo Mourão já ultrapassou a média histórica de chuva para junho, que é de 105,1 mm, chegando ao volume acumulado de 144 mm. 

A sexta-feira (12) desde a madrugada já registrou volumes ainda maiores de chuva em algumas estações meteorológicas, como por exemplo as de Cândido de Abreu e Ponta Grossa, que já acumularam 76,6 mm e 80 mm, respectivamente, antes das 9h45. A chuva segue principalmente na metade leste do Paraná até o início da tarde. 

“A partir da tarde, temos a intensificação de um ciclone extratropical sobre o oceano na altura do Rio Grande do Sul, mas que não chega a influenciar diretamente as condições do tempo no Paraná. Assim, no período da tarde de hoje, o sol já predomina em grande parte do estado, restando somente chuvas de intensidades mais fracas sendo registradas no Leste e nos Campos Gerais”, explica Paulo Barbieri, meteorologista do Simepar.

Já no sábado (13), o amanhecer terá temperaturas um pouco mais baixas nas cidades que ficam na metade sul do Paraná, com valores entre 8°C e 10°C. No Norte e Noroeste, as temperaturas mínimas ficam entre 12°C e 13°C. Os valores são aproximadamente 5°C mais baixos do que os do amanhecer de sexta-feira (12). “O sol predomina neste sábado em grande parte do Estado. Apenas na faixa norte do Estado, em cidades próximas à divisa São Paulo, poderemos ter chuvas isoladas a partir do período da tarde”, ressalta Paulo.

No fim da tarde, início da noite, horário em que muitos paranaenses estarão reunidos para assistir ao primeiro jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o tempo estará estável nas cidades da metade sul do Estado, bem como nas regiões Oeste, Sudoeste, Centro-Sul, além de Curitiba, Região Metropolitana e o Litoral. As temperaturas, entretanto, estarão em declínio.

O frio segue no amanhecer de domingo (14), com mínimas de aproximadamente 10°C no Centro-Sul, Sul, Região Metropolitana de Curitiba e Campos Gerais. Já nas regiões Oeste, Noroeste e Norte do Paraná, as temperaturas sobem um pouquinho em relação ao sábado, com mínimas entre 14°C e 15°C. “À tarde, o sol predomina em quase todas as regiões. No Norte e Noroeste, as condições seguem favoráveis para chuvas isoladas no período da tarde e à noite de domingo, devido ao fluxo de umidade vindo do Norte do País”, afirma Paulo. 

O tempo segue chuvoso na segunda-feira (15). “A semana começa ainda com o tempo instável, com chuvas de fracas e isoladas, principalmente entre as regiões Noroeste e Norte do Estado, região Central, e também na região dos Campos Gerais”, detalha Paulo.

ALERTAS – Para saber com antecedência sobre a aproximação das tempestades, é importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar.

Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.

Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio. 

Volumes de chuva acima de 20 mm de 0h até as 9h45 desta sexta-feira (12) nas estações do Simepar e de órgãos do governo do Paraná:

Araucária (IAT): 25,4 mm

Araucária (Sanepar - Passaúna): 34 mm

Campina Grande do Sul - Capivari: 27,6 mm

Campina Grande do Sul - Recanto do Maneco: 30,2 mm

Cerro Azul: 20,4 mm

Curitiba: 25 mm

Fazenda Rio Grande: 25,6 mm

Lapa: 24,4 mm

Pinhais: 21,6 mm

Quatro Barras (IAT): 22 mm

Piraquara (Sanepar): 22,6 mm

Cândido de Abreu: 76,6 mm

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 20 mm

Guarapuava: 20,2 mm

Jaguariaíva: 35,6 mm

Santa Maria do Oeste: 25,4 mm

Ponta Grossa: 80 mm

Telêmaco Borba: 29,6 mm

APPA Antonina: 20,6 mm

Antonina - Vila Nova: 21 mm

Maringá: 28,6 mm

São Miguel do Iguaçu: 22,2 mm

São Jorge D'Oeste: 25,8 mm

Capanema: 26,8 mm

Cruzeiro do Iguaçu: 32 mm

Francisco Beltrão: 28,8 mm

Pato Branco: 23 mm

Irati: 20 mm

General Carneiro - Jangada: 28,2 mm

Porto Vitória: 30,4 mm

Coronel Domingos Soares: 21 mm

Coronel Domingos Soares - Solais Novo: 24 mm

União da Vitória: 43,4 mm

Boa Vista da Aparecida: 22,4 mm

Verê: 23,2 mm

Mauá da Serra: 40,4 mm

Marilândia do Sul: 20,2 mm

 

 

 

 

 

 

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Dia dos Namorados: PCPR alerta para golpes amorosos e orienta sobre formas de prevenção

Em função do Dia dos Namorados, celebrado nesta sexta-feira (12), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta a população sobre o estelionato sentimental, também conhecido como golpe do amor. O crime é praticado por meio de redes sociais, aplicativos de relacionamento e outras plataformas digitais, usadas pelos criminosos para criar vínculos afetivos com as vítimas para obter dinheiro ou outras vantagens.

Nesse tipo de golpe, os autores utilizam perfis falsos para se aproximar das vítimas, estabelecendo contato frequente e construindo uma relação de confiança ao longo de semanas ou meses. Após conquistar a confiança da pessoa, passam a apresentar situações que envolvem supostas dificuldades financeiras, emergências médicas, problemas em viagens ou outras histórias com o objetivo de solicitar transferências bancárias, pagamentos ou empréstimos.

De acordo com o delegado José Barreto, responsável pelo Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), a vergonha e o receio ainda fazem com que muitas vítimas deixem de procurar ajuda. “A culpa nunca é da vítima, por isso não tenha vergonha de denunciar. Guarde o máximo de informações possíveis: URLs, números de telefone, nomes de perfis, nicknames e e-mails, e confie na Polícia Civil. Nós temos expertise técnica para chegar aos autores, por mais que eles se julguem invisíveis”, afirma.

COMO OS GOLPISTAS AGEM – Os criminosos costumam criar perfis utilizando fotografias de terceiros, imagens retiradas da internet ou conteúdos gerados artificialmente. Após iniciar o contato, demonstram interesse afetivo e mantêm conversas constantes para criar uma sensação de proximidade.

Em seguida, passam a apresentar justificativas para pedir dinheiro. Entre as alegações mais comuns estão despesas médicas, problemas financeiros, acidentes, passagens aéreas, cobranças alfandegárias ou dificuldades para retornar ao país de origem.

Também é comum que evitem encontros presenciais e apresentem desculpas para não realizar chamadas de vídeo ou para justificar informações inconsistentes em seus perfis.

DICAS DE PREVENÇÃO – Para reduzir o risco de se tornar vítima desse tipo de golpe, a PCPR orienta que os usuários mantenham cautela ao iniciar relacionamentos pela internet, especialmente quando a interação ocorre exclusivamente no ambiente virtual. É importante desconfiar de pedidos de dinheiro, independentemente da justificativa apresentada, e evitar fazer transferências ou empréstimos para pessoas conhecidas apenas por redes sociais ou aplicativos de relacionamento.

Também é recomendado não compartilhar documentos, dados bancários ou outras informações pessoais com desconhecidos. Antes de aprofundar qualquer relacionamento virtual, vale verificar a autenticidade do perfil, observando possíveis inconsistências nas informações.

Além disso, manter dispositivos e aplicativos atualizados, utilizar senhas fortes e diferentes para cada conta, revisar as configurações de privacidade das redes sociais e evitar clicar em links enviados por desconhecidos são medidas que ajudam a aumentar a segurança no ambiente digital.

COMO DENUNCIAR – Caso seja vítima ou suspeite de um golpe, a orientação é interromper imediatamente o contato com o criminoso e preservar todas as provas disponíveis, incluindo prints de conversas, links de perfis, endereços eletrônicos, números de telefone, comprovantes de transferências e demais registros relacionados ao caso.

O boletim de ocorrência pode ser registrado em uma delegacia da PCPR ou, nos casos permitidos, por meio da Delegacia Eletrônica da PCPR.

Em Curitiba, o atendimento especializado pode ser realizado pelo Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), localizado na Rua Pedro Ivo, nº 672, Centro. Mais informações pelo telefone (41) 3304-6800.

“O registro da ocorrência é fundamental para a investigação e para a identificação dos autores dos crimes praticados no ambiente digital”, completa o delegado.

Alguns sinais podem indicar a utilização de perfis falsos:

- Contas criadas recentemente

- Grande quantidade de fotos publicadas em uma única data

- Imagens com baixa resolução ou retiradas de bancos de imagens

- Fotografias com possíveis falhas geradas por inteligência artificial

- Muitos seguidores, mas pouca interação real nas publicações

- Resistência em fazer chamadas de vídeo ou encontros presenciais

Outra medida recomendada é utilizar a busca reversa de imagens em sites de busca para verificar se a fotografia do perfil está associada a outra pessoa ou aparece em diferentes sites da internet.

 

 

 

 

 

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El Niño é confirmado e Simepar prevê aumento de chuvas até dezembro

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou nesta quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. Os impactos do fenômeno no Paraná são monitorados 24 horas por dia pelo Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável.

Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de meio grau desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade. O oceano influencia a atmosfera, e a atmosfera influencia o oceano: o aquecimento das águas altera os ventos alísios.

“A direção dos ventos na região do Oceano Pacífico equatorial, que era de leste para oeste, começou a mudar para o sentido contrário, trazendo as águas quentes da Oceania em direção ao oeste da América do Sul. Isso pode retroalimentar o aquecimento da água e muda o regime das tempestades em vários locais do planeta”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Como trata-se de um fenômeno em larga escala que produz impactos climáticos globais, é necessário que o aquecimento oceânico esteja acima de 0,5°C da média por três meses consecutivos para que o El Niño, efetivamente, esteja consolidado. A previsão aponta que isso ocorra em julho. 

“Por este motivo, o El Niño não impacta, ainda, diretamente o clima no Paraná, mas já poderá impactar a partir de julho. As previsões dos principais centros de monitoramento climático no mundo convergem para o registro de chuvas acima da média mensal até dezembro no Paraná, sendo muito acima durante a primavera”, ressalta Reinaldo. 

Há uma chance de 63% de um El Niño muito forte entre novembro e janeiro. A previsão aponta a possibilidade de que o fenômeno em 2026 seja classificado entre os maiores eventos do El Niño no registro histórico, iniciado em 1950, até o momento.

SIMEPAR - AGÊNCIA AMERICANA CONFIRMA INÍCIO DO EL NIÑO. IMPACTOS NO PARANÁ COMEÇAM A PARTIR DE JULHO

Foto: NOAA

 SIMEPAR - AGÊNCIA AMERICANA CONFIRMA INÍCIO DO EL NIÑO. IMPACTOS NO PARANÁ COMEÇAM A PARTIR DE JULHO

Foto: NOAA


 SIMEPAR - AGÊNCIA AMERICANA CONFIRMA INÍCIO DO EL NIÑO. IMPACTOS NO PARANÁ COMEÇAM A PARTIR DE JULHO

Foto: NOAA


ORIENTAÇÕES PARA PREFEITURAS – Nesta semana também foi divulgada uma atualização da previsão dos impactos do El Niño pelo sistema europeu Copernicus, que inclui previsões climáticas de centros climáticos da Austrália, Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, Japão e Canadá. Assim como a NOAA, este conjunto de previsões converge para a ocorrência de um El Niño forte a muito forte, que favorece com que a previsão de chuvas acima da média no Paraná se mantenha até dezembro. 

Já acompanhando o cenário, desde março, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou a atuação voltada à preparação e mitigação de desastres naturais por meio dos 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR). Sob a coordenação da Cedec já foram realizados dois simulados em áreas de risco em Morretes e Antonina, no Litoral. A Defesa Civil promove encontros com os coordenadores regionais e prefeitos para fortalecer ações de prevenção e mitigação frente aos possíveis impactos do El Niño no Paraná. 

Entre as iniciativas prioritárias estão o desassoreamento de rios e córregos, atualização do Plano de Contingência com o mapeamento das áreas de risco, da população vulnerável e do cadastro dos abrigos. A criação de fundos municipais de Defesa Civil para a transferência de repasses em casos de desastre. Em 2025 e 2026, a Defesa Civil destinou R$ 16 milhões de recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para obras de prevenção de drenagem e reconstrução de pontes nos municípios de Londrina, Guaratuba e Espigão Alto do Iguaçu.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por- AEN

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