A Polícia Militar do Paraná (PMPR) criou o Comando de Aviação (ComAv), nova estrutura responsável por coordenar as operações aéreas da corporação em todo o Estado. A mudança foi oficializada pelo Decreto nº 12.227/2025, do Governo do Paraná. O ComAv substitui o antigo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA).
Com a alteração, a aviação da PMPR deixa de funcionar como batalhão e passa a integrar o escalão intermediário de comando da corporação. De acordo com o decreto, a medida centraliza o planejamento, a gestão e o emprego das aeronaves, com foco na ampliação da capacidade operacional e na melhoria do tempo de resposta às ocorrências.
“O Comando de Aviação mantém a missão operacional já executada e cria uma estrutura que amplia a capacidade de atuação, especialmente com a interiorização gradual das operações aéreas, o que contribui para maior alcance e agilidade no atendimento das demandas”, afirmou o comandante interino da unidade, tenente-coronel Andrey Müller Iark.
O Comando de Aviação terá sede em Curitiba e atuação em todo o território paranaense, com bases operacionais em Londrina e Cascavel, além da Capital, e previsão de criação de futuras bases, como em Umuarama. A distribuição regional permite o acionamento mais rápido das aeronaves conforme a demanda de cada região do Estado.
Entre as atribuições do novo comando estão o policiamento ostensivo aéreo em áreas urbanas, rurais, litorâneas e de fronteira, o apoio a operações policiais e de defesa civil, ações de busca, salvamento e resgate, transporte aeromédico, combate a incêndios florestais e o uso de aeronaves remotamente pilotadas no apoio às atividades da PMPR.
O decreto também estabelece que o Comando de Aviação será responsável pela gestão orçamentária das atividades aéreas. O efetivo, o patrimônio e os contratos anteriormente vinculados ao BPMOA foram incorporados à nova estrutura, garantindo a continuidade das operações sem prejuízo aos serviços prestados à população.
Por - AEN
Os contribuintes paranaenses que têm débitos tributários em atraso devem ficar atentos. Encerra nesta semana o prazo para aderir ao Regulariza Paraná, programa da Secretaria da Fazenda (Sefa) e da Receita Estadual do Paraná que oferece condições facilitadas para colocar débitos em dia e ficar em conformidade com o Estado.
O prazo para quem deseja parcelar as dívidas encerra nesta quarta-feira (25). Já quem optar pelo pagamento à vista tem até sexta-feira (27) para aproveitar os descontos. Desde o lançamento, em dezembro de 2025, o programa já recuperou mais de R$ 380 milhões. O Regulariza Paraná funciona como um programa ampliado de recuperação fiscal, permitindo a renegociação de débitos de IPVA, ICMS e outras obrigações, como multas e créditos inscritos em dívida ativa.
Entre os principais débitos incluídos está o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Podem ser negociadas dívidas com fato gerador até 31 de dezembro de 2024, com pagamento exclusivamente à vista e redução de 95% da multa e 60% dos juros. Até agora, 86.196 proprietários de veículos já aproveitaram as condições especiais para quitar o imposto, somando quase R$ 72 milhões recuperados.
“O Regulariza Paraná foi estruturado para dar uma chance real ao contribuinte que quer se reorganizar financeiramente. As condições oferecidas são diferenciadas e, somadas à redução histórica do IPVA em 2026, criam um ambiente favorável para que as pessoas coloquem suas pendências em dia”, diz o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara.
Em 2026, os motoristas paranaenses passaram a pagar, em média, 45,7% a menos, com a alíquota fixada em 1,9%, uma das menores do Brasil. O alívio no valor do imposto tem estimulado a quitação de débitos antigos e incentivado a regularização fiscal.
O programa também contempla débitos de ICMS com fatos geradores até 28 de fevereiro de 2025, inclusive valores ainda não constituídos, inscritos em dívida ativa ou em discussão judicial. As condições variam conforme a forma de pagamento, com descontos mais elevados para a quitação à vista e reduções graduais de multa e juros nos parcelamentos em até 24 vezes. Quando a dívida já estiver judicializada, é necessário quitar os honorários advocatícios ou, ao menos, a primeira parcela para aderir ao programa.
Até o momento, já foram registrados R$ 229 milhões em parcelamentos de ICMS, envolvendo 798 contribuintes, além de R$ 80 milhões pagos à vista, por cerca de 7.700 empresas e cidadãos.
O Regulariza também abrange créditos tributários e não tributários inscritos em dívida ativa até 4 de novembro de 2025, com possibilidade de pagamento à vista ou parcelado em prazos mais longos, sempre com redução de multas. Em uma etapa posterior, o programa ainda permitirá a negociação de multas ambientais aplicadas pelo Instituto Água e Terra (IAT), além de outros débitos vinculados a órgãos da administração pública estadual.
ACERTE JÁ – O Regulariza faz parte do Acerte Já, um portal que centraliza, em um único ambiente digital, todas as ferramentas de consulta, simulação e adesão aos programas de renegociação de débitos tributários, não tributários e inscritos em dívida ativa. A iniciativa foi criada para apoiar especialmente os contribuintes que enfrentam dificuldades para manter suas obrigações em dia.
Por meio do site parana.pr.gov.br/lp/Acerte-Ja é possível acessar diretamente programas como o Regulariza Paraná, que integra a plataforma, além do Renegocia Paraná. O portal reúne informações claras, condições especiais de pagamento e descontos expressivos, tornando mais simples e transparente o processo de negociação e permitindo que o contribuinte regularize suas pendências com o Estado de forma prática e segura.
Por - AEN
O último sábado (21) foi marcado por inovação e esperança no Hospital Universitário do Oeste do Paraná. No centro cirúrgico, cada movimento era técnico e preciso, mas havia também um sentimento compartilhado por toda a equipe: a possibilidade de abrir um novo caminho para um jovem de apenas 23 anos.
Wagner Felipe de Lima é morador de Catanduvas, e sofreu um acidente recente (no dia 14 de fevereiro) que resultou em um trauma raquimedular grave. Ele precisou passar por cirurgia de descompressão das vértebras T3 e T4, além do tratamento de ruptura da T3. Após o procedimento inicial realizado pela equipe do HUOP, a avaliação clínica apontou que ele preenchia os critérios para solicitação da aplicação da Polilaminina.
A aplicação foi autorizada por meio do uso compassivo, mecanismo regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permite o acesso a terapias experimentais em situações específicas, quando não há alternativas eficazes disponíveis e o paciente atende a critérios rigorosos.
O medicamento é desenvolvido pelo Laboratório Cristália através de pesquisa liderada pela Drª. Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.
O neurocirurgião e professor da Unioeste, Dr. Lázaro de Lima explica que a indicação foi cuidadosamente analisada: "Ele sofreu um acidente recente, passou pela descompressão de T3 e T4 e tratamento da ruptura de T3. Após a estabilização, avaliamos que ele tinha critérios para receber a Polilaminina. Organizamos toda a documentação necessária e solicitamos à Anvisa a liberação para uso compassivo."
Lesões medulares, como a que acometeu o paciente, costumam provocar comprometimento motor e sensitivo abaixo do nível da lesão. A vértebra T3 está localizada na porção superior da coluna torácica; danos nessa região podem afetar tronco e membros inferiores, impactando diretamente a autonomia do paciente.
É nesse cenário que a Polilaminina surge como uma possibilidade científica. A proposta do produto é atuar como uma matriz biológica capaz de favorecer a reconexão neural, criando um ambiente mais propício para regeneração das fibras nervosas lesionadas. Ainda não se trata de um tratamento aprovado comercialmente, mas de uma alternativa experimental baseada em anos de pesquisa.
Antes do procedimento, o paciente, Wagner Felipe de Lima, falou sobre suas expectativas diante da nova etapa. "A gente tem que ter esperança, né? Esperança nunca deve morrer. Eu acho que vai dar tudo certo. Pelas pesquisas que eu andei vendo, os resultados podem ser bons", afirmou, demonstrando confiança e serenidade diante de um grande desafio.
Arthur Luiz Freitas Forte, médico que integra a equipe de pesquisa, ressalta a responsabilidade envolvida: "O paciente e a família foram informados de que o medicamento ainda está em fase inicial de estudo. Existe um protocolo rigoroso. Não se trata de promessa, mas de possibilidade científica. Mesmo assim, eles demonstraram confiança e desejaram seguir."
O fator tempo foi determinante. Em lesões medulares agudas, como neste caso, ainda não há formação de fibrose extensa, uma espécie de cicatriz que cria uma barreira física à regeneração. Essa "janela biológica" aumenta a relevância da intervenção precoce.
O neurocirurgião Bruno Cortês, do Hospital Souza Aguiar, que participou da padronização da técnica de aplicação, detalha a complexidade do procedimento: "A aplicação é feita em dois pontos específicos, um acima e outro abaixo da lesão. A ideia é criar uma rede de sustentação que favoreça a reconexão. É um procedimento milimétrico, que exige precisão absoluta."
Após a aplicação, o trabalho está longe de terminar. O paciente seguirá com acompanhamento clínico rigoroso, exames periódicos e reabilitação multiprofissional. Fisioterapia intensiva, avaliações neurológicas e monitoramento de possíveis respostas motoras farão parte da rotina.
E quando as portas do centro cirúrgico se fecharam, não era apenas o término de um procedimento. Era o início de uma nova etapa - feita de espera, reabilitação, exames, pequenos sinais e grandes expectativas. Agora, começa um caminho que exige paciência, avaliações constantes e força emocional. Cada contração muscular, cada resposta sensitiva, cada avanço, por menor que seja, terá um peso imenso.


Imagem Assessoria HU
Por - Catve
No último fim de semana, as estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) registraram volumes muito altos de chuva no Estado. Com isso, 15 estações meteorológicas já ultrapassaram a média de chuvas de fevereiro, como Antonina, Fazenda Rio Grande, Ponta Grossa, Pato Branco, União da Vitória e Guaraqueçaba. O destaque fica para Antonina, que registrou 462,8 mm de chuva nos últimos 22 dias.
Na sexta-feira (20) as tempestades foram mais intensas em Ponta Grossa (82,2 mm), Ventania (INMET) (27,8 mm), Maringá (27,6 mm) e Cornélio Procópio (20,8 mm). As rajadas de vento mais fortes foram entre 50 km/h e 65 km/h em Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Londrina, Santa Maria do Oeste, Nova Tebas (INMET), Maringá (Aeroporto), Paranavaí, Joaquim Távora (INMET), e Ventania (INMET).
No sábado (21) os maiores volumes de chuva foram no Litoral. Paranaguá registrou durante o dia 148,2 mm, Guaraqueçaba 83,2 mm, Morretes 54 mm, e Antonina 43,6 mm. Em Paranaguá, houve alagamentos, de acordo com a Defesa Civil Estadual. A razão para tanta chuva no Litoral foi o avanço de uma frente fria que, apesar de estar distante do Paraná, mudou a direção dos ventos na região Leste: o vento passou a soprar de Leste e Sudeste, transportando bastante umidade do oceano para o continente.
No domingo (22) também choveu no Litoral, mas a chuva foi ainda mais concentrada no Interior. Os maiores volumes foram registrados em Assis Chateaubriand (56,4 mm), Marechal Cândido Rondon (INMET) (36,6 mm), Marumbi Pico (29,2 mm), Morretes (50,4 mm), e Toledo (46,6 mm).
PREVISÃO DA SEMANA – O tempo segue chuvoso nesta semana, mas agora com características típicas de verão: chuva isolada, rápida, no período de maior aquecimento. Uma frente fria no oceano trará ainda mais chuva na quarta-feira (25). Depois disso, gradativamente a chuva vai diminuir e o sol voltará a prevalecer no Paraná.
A segunda-feira (23) começa com muita nebulosidade em todo o Paraná. “Um sistema de baixa pressão atua na região do Paraguai e influencia as condições atmosféricas no Estado desde o fim de semana. Além disso, há bastante umidade disponível sobre o país e, com o calor ao longo do dia, esse cenário favorece o desenvolvimento de instabilidades”, explica Raissa Pimentel, meteorologista do Simepar.
A partir da tarde, há previsão de tempestades isoladas em todas as regiões, típicas de verão. As temperaturas tiveram declínio no fim de semana e seguem mais baixas do que na semana anterior, mas poderão alcançar os 30°C nas regiões Oeste e Noroeste, em cidades como Guaíra e Foz do Iguaçu. No Norte e Norte Pioneiro, as máximas variam entre 27°C e 29°C. Já no Centro-Sul, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba as temperaturas ficam mais amenas, com máximas entre 22°C e 26°C. No Litoral, os termômetros não devem passar dos 25°C.
Na terça-feira (24), o padrão típico de verão se mantém, com pancadas de chuva isoladas principalmente a partir da tarde, em todas as regiões do estado. As temperaturas ficam entre 26°C e 28°C em quase todo o estado, com exceção do Norte Pioneiro, onde as máximas podem chegar a 31°C.
Na quarta-feira (25), as chuvas voltam a ficar mais intensas. “O avanço de uma frente fria pelo oceano na altura do Sul do Brasil, somado ao maior aporte de umidade provocado pela circulação dos ventos marítimos, contribui para manter o tempo instável, com trovoadas e chuvas irregulares em todas as regiões do Paraná. Na faixa Leste as instabilidades tendem a ser mais intensas durante a tarde”, explica Raissa.
A partir de quinta-feira (26), as instabilidades passam a se concentrar entre o Norte e a faixa leste do Paraná. O sol volta a aparecer com mais frequência, principalmente no Oeste, onde já não terá mais indicativo de chuva expressiva. Na sexta-feira (27), o sol aparece na maior parte do estado, embora ainda possam ocorrer pancadas isoladas de chuva. O calor volta a ganhar destaque no interior, enquanto o Leste segue com temperaturas mais amenas.
Cidade / média histórica para fevereiro / quanto choveu em fevereiro de 2026 até o dia 22
Altônia: 120,3 mm / 163,2 mm
Antonina: 330,7 mm / 462,8 mm
Cândido de Abreu: 139,4 mm / 142,6 mm
Cerro Azul: 124,8 mm / 161,2 mm
Fazenda Rio Grande: 109,4 mm / 139,4 mm
Guaraqueçaba: 361,5 mm / 392,4 mm
Guaratuba: 310 mm / 345 mm
Palmas: 139 mm / 188,2 mm
Distrito de Horizonte, em Palmas: 135 mm / 170,6 mm
Palotina: 144,1 mm / 154,2 mm
Pato Branco: 152 mm / 186 mm
Pinhão: 128,1 mm / 147,8 mm
Ponta Grossa: 151,7 mm / 189 mm
São Miguel do Iguaçu: 135,9 mm / 217,2 mm
União da Vitória: 123,6 mm / 173,2 mm
Por - AEN
As unidades da rede pública estadual de ensino do Paraná realizarão, entre 23 de fevereiro e 6 de março de 2026, a Semana de Cadastro dos estudantes na Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) e na plataforma Emprega Brasil.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Educação (SEED), busca facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho formal e ampliar o acesso a vagas de emprego, programas de aprendizagem profissional e políticas públicas de empregabilidade.
A ação integra um termo de cooperação técnica entre a SEED, a Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda (SETR) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), fortalecendo a articulação entre educação, qualificação profissional e oportunidades de trabalho.
Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a iniciativa representa um avanço na preparação dos jovens para a vida profissional. “Estamos aproximando a escola das oportunidades reais do mundo do trabalho. Ao garantir que nossos estudantes tenham acesso às plataformas oficiais de emprego, ampliamos suas perspectivas de futuro e fortalecemos sua autonomia e cidadania”, destacou.
Estão aptos estudantes a partir de 14 anos, regularmente matriculados e egressos aptos à empregabilidade, especialmente aqueles vinculados aos cursos técnicos, itinerários formativos e formações profissionalizantes.
A iniciativa tem como propósito apoiar a inserção dos jovens no mercado de trabalho formal, facilitar o acesso a programas de aprendizagem e vagas de emprego, fortalecer a conexão entre escola e mundo do trabalho e contribuir para o monitoramento de indicadores de empregabilidade educacional no Estado.
O cadastro da CTPS Digital é o documento único, que substitui o modelo físico da carteira de trabalho e é essencial para a participação em processos formais de contratação, registro de vínculos trabalhistas e acesso a programas de aprendizagem profissional.
O foco é garantir que o aluno tenha o aplicativo instalado e a conta Gov.br validada, para que por meio da Plataforma Emprega Brasil, o estudante possa ser visualizado pelo Sistema Nacional de Empregos (SINE) e candidatar-se a vagas de emprego e cursos de qualificação gratuitamente.
IMPORTANTE – Para efetivar o cadastro, os estudantes devem possuir CPF, e-mail ativo e conta no portal Gov.br. O aplicativo da Carteira de Trabalho Digital deve ser instalado no celular para o recebimento de notificações sobre vagas e cursos, caso não possuam aparelho, o acompanhamento poderá ser feito pelos sites oficiais da CTPS Digital e Emprega Brasil.
As equipes gestoras das escolas serão responsáveis por organizar cronogramas, orientar estudantes e responsáveis, disponibilizar espaços e equipamentos e promover ações de orientação profissional. O documento reforça que o cadastro não gera vínculo empregatício nem implica prejuízo acadêmico, devendo a ação ocorrer com acompanhamento pedagógico e observância das normas legais, especialmente quanto à proteção de dados e ao trabalho de adolescentes.
A iniciativa integra as políticas públicas estaduais voltadas à empregabilidade e não substitui as atividades pedagógicas regulares.
Por - AEN
O número de pessoas desempregadas no Paraná tem diminuído significativamente desde a pandemia de Covid-19, quando houve um desarranjo nas economias globais e aumento geral nos níveis de desocupação. Considerando o primeiro trimestre de 2020, quando iniciaram as medidas mais restritivas, até o quarto trimestre de 2025, o número de desocupados caiu 57,7% no Estado, a maior redução na região Sul.
Entre janeiro e março de 2020, o Paraná contava com 485 mil pessoas em idade de trabalhar (com 14 anos ou mais) desocupadas, número que caiu para 205 mil no quarto trimestre do ano passado. A taxa de desocupação neste último período chegou a 3,2% no Estado, a menor da série histórica analisada pelo IBGE.
Em Santa Catarina, a redução no período foi de 57,1% e, no Rio Grande do Sul, o número de desempregados caiu 55,5%. A diminuição do Paraná também foi pouco melhor que a média nacional, cuja queda foi de 57,4% no período. Os dados são da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na última sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a Pnad Contínua, o Paraná tem reduzido significativamente a taxa de desemprego desde 2020. Naquele ano, o Estado atingiu sua maior média histórica, com 9,7% – esse índice era de 8% no primeiro trimestre. No ano seguinte, em 2021, a taxa de desocupação já era menor, passando para 8,9%. O índice caiu para 6% em 2022, 4,8% em 2023, 4,1% em 2024 – até então, a menor taxa da história, até chegar aos 3,6% do ano passado.
Considerando os índices trimestrais, a taxa vem caindo desde o terceiro trimestre de 2020, logo após os impactos imediatos do novo coronavírus, quando atingiu 10,5%. Um ano depois, no terceiro trimestre de 2021, a taxa já era bem mais baixa, chegando de 8%. E dois anos depois, de 5,3%, melhorando até o patamar atual.
O recorde trimestral se iguala ao feito alcançado no último trimestre de 2024, quando o índice também foi de 3,2%. Nos primeiros três meses de 2025, a taxa foi de 4%, com quedas sucessivas nos períodos seguintes: para 3,8% no segundo trimestre, 3,5% no terceiro e 3,2% no quarto.
NÚMERO ABSOLUTOS – Com a menor taxa de desocupação da história, o Paraná também atingiu o maior número de pessoas ocupadas, com 6,26 milhões de trabalhadores empregados, cerca de 20 mil a mais que no terceiro trimestre de 2025 (6,24 milhões) e 100 mil a mais que no último trimestre do ano anterior (6,16 milhões).
Se comparados com o primeiro trimestre de 2020, o Estado ganhou cerca de 680 mil trabalhadores, mais do que uma Londrina inteira, já que o número de ocupados naquele período era de 5,58 milhões de pessoas. Isso representa um aumento de 12,2%.
A taxa de desocupação é calculada entre as pessoas que compõem a força de trabalho, que são aquelas com 14 anos ou mais que estão trabalhando ou procurando emprego. O Estado conta com 6,47 milhões de pessoas na força de trabalho, sendo que 6,26 milhões estão ocupadas e 205 mil estão desocupadas.
Por - AEN






















-PortalCantu-22-02-2026_large.png)







-PortalCantu-30-01-2026_large.png)