As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.
Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca.
No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.
CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição.
A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina.
“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.
As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento.
Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo.
EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média - principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina.
Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa.
Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.
“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício", recomenda Bley.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.
No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.
A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte.
A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo.
O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.
Por - AEN
A suinocultura paranaense enviou 21,36 mil toneladas para o mercado externo em março de 2026, configurando o melhor desempenho exportador para este mês, segundo o boletim semanal do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, divulgado nesta quinta-feira (16).
O resultado foi impulsionado pela demanda do mercado filipino, que importou 4,64 mil toneladas no terceiro mês de 2026, um aumento de 86,9% (2,16 mil toneladas) em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Março registrou o quarto melhor resultado da história, ficando atrás apenas dos volumes exportados em setembro (25,18 mil t), outubro (22,18 mil t) e dezembro (22,12 mil t) do ano passado.
Os dados da plataforma Comex Stat/MDIC, que levantam os números das exportações brasileiras desde 1997, mostram que as 21,36 mil toneladas exportadas em março representam um aumento de 10,1% em relação a março de 2025. Esse padrão de resultados recordes vem sendo observado no Paraná desde julho de 2024.
O boletim traz notícias positivas também para a pecuária leiteira. Após a alta no preço do leite no varejo, evidenciada na última pesquisa elaborada pelo Deral referente ao mês de março, o valor recebido pelo produtor também passou a se movimentar no mesmo sentido na última semana. Houve um avanço de 12,8% em relação à semana anterior.
“O pecuarista passou a receber, em média, R$ 2,43 por litro posto na indústria, ante R$ 2,15 registrados na pesquisa anterior. O período de entressafra das pastagens, aliado à redução na captação, é o principal fator por trás da valorização do produto”, explicou o veterinário do Deral Thiago de Marchi da Silva.
CAFÉ – O preço do café no varejo tem se mantido em patamares altos neste período de entressafra. A média de março ficou em R$ 28,56 para o pacote de 500g, 3% menor do que em março de 2025 (R$ 29,36). Essa acomodação vem sendo observada desde abril do ano passado, quando os preços atingiram seu auge (R$ 31,61), mas ainda é insuficiente para compensar a escalada anterior. Entre julho de 2024 e julho de 2025, os preços saltaram de R$ 16,10 para R$ 31,14, uma alta de 95%.
De acordo com Carlos Hugo Godinho, analista do Deral, há uma expectativa de que o Brasil colha uma safra volumosa, neste ano, amenizando a escassez de oferta de anos anteriores. “Isso já reflete nos preços recebidos pelos produtores, que recuaram 27% nos últimos 12 meses, caindo de R$ 2.362,81 em março de 2025 para R$ 1.734,11 no mês passado”, informou.
O analista do Deral ressaltou que, para haver uma redução dos preços nas gôndolas, é necessário que os valores se mantenham baixos durante a intensificação da colheita. “A entrada da nova safra deve trazer a pressão baixista esperada, reduzindo o preço para o consumidor final no segundo semestre”, observou.
FRANGO – O custo de produção do frango vivo no Paraná está estabilizado em R$ 4,72/kg, informa o técnico do Deral, Roberto Carlos de Andrade e Silva. Já o preço nominal médio pago ao produtor fechou o mês passado em R$ 4,59/kg – 2,75% menor que no mês anterior.
A alta dos insumos é a principal causa do aumento dos custos de produção. Segundo informações da Deral, o preço do milho no atacado paranaense, em março, atingiu R$ 62,92 a saca de 60 kg, representando um aumento de 2,5% em relação ao mês anterior. Roberto Carlos ressalta que os indicadores de março ainda não sofreram os impactos do conflito entre Estados Unidos/Israel contra o Irã, iniciado em fevereiro.
“Como a guerra teve início no fechamento do bimestre, os números de março ainda não refletiram os custos dos insumos que tendem a subir num cenário de guerra, mesmo que bem longe do Brasil”, observou.
ÓLEO DE SOJA – Houve redução no valor do óleo de soja no varejo nos primeiros três meses do ano, em comparação ao preço médio de 2025. A redução se deve à retração do preço da soja em grão. Em março, o preço recebido pelo produtor de soja fechou em R$ 115,09 por saca de 60 quilos, 3% inferior à média de 2025.
A pesquisa de preços no varejo, realizada mensalmente pelo Deral, apontou que a embalagem de 900ml de óleo de soja foi comercializada no Estado a R$ 7,25, na média, em março, enquanto no ano passado era de R$ 7,42. Assim, os preços atuais estão 2,3% menores em relação à média de 2025. Já na comparação com fevereiro, houve alta de 2,1%.
COUVE-FLOR – O preço médio da couve-flor recebido pelos produtores, em março, ficou em R$ 36,71/dúzia ou R$ 3,06 a unidade. O preço sofreu um acréscimo de 12,8% em relação aos R$ 32,58/dz de fevereiro e 8,71% a menos de março/25, quando a couve-flor foi cotada a R$ 40,21/dz.
Na Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa/PR) de Curitiba, a dúzia de couve-flor iniciou o ano a R$ 30 (R$ 2,50/por unidade) e hoje está cotada em R$ 50/ a dúzia (R$ 4,17/un). O produto teve um aumento de 66,7% no período. Em relação à mesma data no ano passado houve uma redução de 28,6%, quando estava cotada a R$ 70/dz (R$ 5,83/un.).
No varejo, o preço da couve-flor ficou em R$ 9,38/a unidade, em março. Esse valor é 20,4% maior que o verificado em fevereiro (R$ 7,79) e 4,9% superior que o preço de março/25 (R$ 8,94/um). “Essas variações de preços estão ligadas ao fato de a oferta no verão ser menor, pois as ondas de calor intenso afetam a produção em quantidade e qualidade, tendendo os preços a arrefecerem à medida que o outono, com temperaturas mais amenas, se estabeleça”, afirma Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral.
Por - AEN
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), tem desenvolvido diversas ações que impactam na redução dos casos de mortalidade materna. São medidas estratégicas e de organização dos serviços, além de iniciativas localizadas que utilizam planificação para reforçar a atenção à saúde.
E o avanço já é concreto: 2025 registrou uma redução de 25% nos casos de mortalidade materna em relação a 2024. No ano passado, o Estado registrou 46,3 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos, frente a 62,6 para cada 100 mil nascidos vivos em 2024.
A atuação da Sesa combina organização da Rede de Atenção à Saúde, fortalecimento da atenção primária e adoção de metodologias, como o PlanificaSUS, que qualificam o cuidado e ampliam o acesso das gestantes aos serviços essenciais. Essas ações integram um esforço contínuo para garantir atendimento seguro, humanizado e resolutivo em todas as fases da gestação, parto e puerpério.
Em 2026, o Estado deu mais um passo importante com a implementação de um novo plano de ação com a incorporação do Plano Estadual da Rede Alyne. A iniciativa prevê a estruturação e qualificação dos serviços de saúde em todas as macrorregiões, com foco especial em mulheres em situação de maior vulnerabilidade social.
“Todos os esforços são no sentido de combater os índices de mortalidade materno-infantil. Estamos trabalhando em diferentes frentes para dar apoio e garantias para todas as mães do nosso Estado”, afirmou o secretário da Saúde, César Neves.
EM TODO O PARANÁ – As ações de combate à mortalidade materna das equipes de saúde de todo o Paraná também foram destaque do encontro Saúde em Movimento, promovido pela Sesa no mês de março. Foram apresentadas iniciativas criativas, práticas e que dão resultado com a redução de faltas aos exames de pré-natal e mais envolvimento das áreas de saúde com as gestantes, que resultaram diretamente na qualidade do tratamento a elas.
Na Unidade de Saúde da Família, na cidade de Céu Azul, no Oeste do Paraná, as equipes notaram que era possível proteger mais as gestantes e também envolver os familiares. A solução foi criar um dia especial para os atendimentos, que foi chamado de “Agenda Protegida”. Foi estabelecido que, em todas as quintas-feiras pela manhã, a unidade faça o atendimento exclusivo do pré-natal.
O trabalho desenvolvido através da estratégia do PlanificaSUS foca no pré-natal de forma mais efetiva, a fim de evitar interrupções no acompanhamento e riscos de saúde para a mãe e o bebê.
A estratégia teve como resultado a eliminação do contato das gestantes com pacientes com quadros infecciosos, reduziu riscos e humanizou o atendimento, que teve como reflexo a proximidade de pais e parceiros das gestantes, além de ampliação da possibilidade do atendimento multiprofissional e alcance de 100% da cobertura vacinal.
Na 2ª Regional de Saúde, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi identificada a necessidade de reforçar o cuidado em rede, do acompanhamento de pacientes de alto risco até o serviço de referência, além do fortalecimento do apoio técnico à Atenção Primária à Saúde (APS).
As ações implementadas buscaram a padronização de protocolos, maior vigilância laboratorial e de imagem, além de muito planejamento antecipado do parto em serviços com suporte adequado. As gestantes com alto risco passaram a ser acompanhadas de forma compartilhada entre os serviços.
Em Arapoti (Campos Gerais), na 3ª Regional de Saúde, também havia o problema de adesão das gestantes e de seus parceiros aos programas, que dificultavam garantir a qualidade, efetividade do pré-natal e, com isso, fazer o monitoramento adequado.
A criação do programa “Ultrassom Ecológico”, um trabalho de caráter educativo com representações artísticas, teve resultado direto na diminuição de faltas em exames de pré-natal e nas consultas, além da sensibilização e possibilidade de melhor conhecimento da realidade de todas as gestantes para construção de estratégias em casos específicos.
“A metodologia do PlanificaSUS proporciona que sejam criadas iniciativas por todo o Paraná, olhando aspectos como diversidade e as características de cada região. Isso impacta diretamente em um atendimento mais humanizado e também mais efetivo nas unidades de saúde”, acrescentou César Neves.
Por - AEN
As redes sociais e mensagens enviadas para aparelho celular são grandes aliada da Defesa Civil Estadual na comunicação com a população diante de situações adversas no Paraná. Sempre que as condições do clima oferecem potencial para causar danos materiais ou colocar vidas em risco são enviados alertas, classificados em diferentes níveis de severidade, por mensagens de SMS e WhatsApp.
A gravidade dos fenômenos costuma estar associada a chuvas intensas, tempestades, vendavais, alagamentos e deslizamentos. Conforme a possibilidade de danos que o evento climático pode causar, os alertas são classificados como severidade moderada, alta ou muito alta.
Moderado (amarelo) - avisa sobre o possível risco, a intenção é informar o cidadão sobre as condições do momento e manter o estado de observação.
Alto (laranja) - indica risco à segurança pessoal e patrimonial, requer cuidados para proteção das pessoas e também do patrimônio (veículos, imóveis, plantações).
Muito alto (vermelho) - alerta para o risco à vida com chance de danos materiais mais intensos. A orientação é buscar maneiras de se proteger, bem como a propriedade ou meios de subsistência.
Ou seja, quando alguém recebe o alerta com a informação de “observação”, isto quer dizer que há um risco moderado associado e que as pessoas devem observar a continuidade das condições.
No estágio vermelho a Defesa Civil utiliza o cell broadcast, uma ferramenta de comunicação via antenas de telefonia sem necessidade de cadastro prévio e que permite o envio de mensagens com um bipe ou o som de uma sirene que sobrepõe a tela dos aparelhos de celular na região com risco iminente. Ele foi implementado em 2025 e desde então já foi usado em dezenas de oportunidades.
COMO FAZER O CADASTRO – A Defesa Civil também incentiva o cadastro para mensagens. Para o cadastro por SMS basta mandar uma mensagem para o número 40199 e informar o CEP da residência. No WhatsApp, adicione o número (61) 2034-4611 e encaminhe uma mensagem de contato para iniciar o processo. Nas etapas seguintes, informe seu nome, confirme o desejo de receber os alertas, digite o CEP e confirme a localização.
“Orientamos toda a população a se cadastrar para receber os nossos alertas. Assim conseguimos informar o maior número de pessoas sobre as mudanças do tempo, que por vezes acontecem em poucas horas. Dessa maneira é possível adiar uma viagem, rever um programa evitando se expor a um risco iminente”, explica o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig.
Todos os alertas são elaborados e emitidos por especialistas do Centro de Gerenciamento de Risco e Desastre (Cegerd) com base em dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) e observações em tempo real, 24 horas por dia.
“Monitoramos permanentemente a evolução dos fenômenos. Geramos o alerta quando identificamos que uma situação pode sair da normalidade. É um sistema de camadas: a tecnologia nos dá o dado, nossa equipe técnica faz uma profunda análise de risco em tempo real e o sistema de alerta entrega a proteção na palma da mão do cidadão via SMS”, afirma o meteorologista da Defesa Civil, Diulio Patrick.
MUDANÇAS REPENTINAS – Mesmo com o acompanhamento contínuo, há tempestades que se formam muito rapidamente, por isso, a qualquer sinal de uma situação de maior risco, as pessoas devem procurar um local seguro para se abrigar. A Defesa Civil Estadual disponibiliza no site oficial e nas redes sociais várias dicas de como proceder quando estão previstas mudanças significativas do tempo.
Por- AEN
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (15) a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), que aponta o Paraná como líder nacional no crescimento do volume de vendas do comércio varejista. Em fevereiro, o Estado registrou alta de 2,9% em relação a janeiro, desempenho quase cinco vezes superior à média nacional, que ficou em 0,6%. A pesquisa analisa o comportamento do comércio varejista do país com indicadores da receita e volume de vendas de empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas.
O Paraná lidera o ranking entre as unidades da federação, à frente da Bahia (2,7%), Minas Gerais (2,5%) e Paraíba (2,4%). O resultado também coloca o Estado com ampla vantagem na região Sul, superando o Rio Grande do Sul (1,8%) e Santa Catarina (1%). Apenas 17 das 27 Unidades da Federação tiveram resultado positivo.
No acumulado do ano, o setor varejista paranaense mantém ritmo positivo, com crescimento de 3,3%, o dobro da média nacional (1,5%), e no acumulado dos últimos doze meses o resultado chega a 2,8%, à frente da média nacional de 1,4%. Esse resultado é do quadro que não engloba os setores de veículos e construção civil.
COMÉRCIO AMPLIADO – E o bom desempenho também aparece no comércio varejista ampliado. Nesse recorte, o Paraná registrou crescimento de 3,7% em fevereiro na comparação com janeiro, resultado 3,7 vezes maior que a média nacional, que foi de 1% no período. O desempenho é o terceiro melhor do País, atrás apenas de Mato Grosso do Sul (6,2%) e da Bahia (5,4%). Na região Sul, o Paraná também lidera com folga, seguido por Santa Catarina (2,2%) e Rio Grande do Sul (0,2%).
SETORES – No primeiro bimestre do ano, o avanço do comércio no Estado foi puxado principalmente por segmentos ligados ao consumo das famílias. O destaque ficou para o setor de artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 15,3%. Também contribuíram para o resultado os artigos farmacêuticos (8,8%), hipermercados e supermercados (5,7%), tecidos e vestuário (3,4%) e eletrodomésticos (0,7%).
RECEITA – A pesquisa do IBGE mostra ainda avanço na receita nominal do comércio ampliado paranaense. Entre janeiro e fevereiro, a receita cresceu 2,6%, resultado quase três vezes superior ao nacional, que registrou alta de 0,9%. No acumulado de 12 meses, o Estado apresenta crescimento de 3% na receita, reforçando o cenário de expansão do setor.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou uma queda de 52.193 para 2.028 nos casos confirmados de dengue no comparativo com mesmo período do ano passado, o que representa uma diminuição de 96,1%. O número de óbitos também caiu de forma expressiva e saiu de 90 mortes em 2025 para 1 neste ano, uma queda de 98,8%. Os dados do Setor de Arboviroses da Sesa compreendem a semana epidemiológica de 1 a 14 de 2026, que são os meses de janeiro até o dia 14 de março deste ano.
O levantamento mostra a manutenção de uma tendência de queda já registrada em 2025. E se comparado a um cenário mais amplo, entre os mesmos períodos de 2024 e 2026, a queda foi de 99,3%.
Todos os esforços da Sesa, em conjunto com os municípios e a sociedade civil, ainda apresentam uma queda expressiva no número de óbitos. Em 2024, o Paraná registrou 414 mortes nos três primeiros meses do ano. Em 2025 foram 90 mortes e, neste ano, uma.
“Essa redução de casos que se mantém em 2026 é fruto de todo o trabalho que a Sesa tem feito após os recordes históricos de 2024, que foi um movimento que aconteceu em todo o Brasil. Aqui no Paraná trabalhamos para que a dengue não leve mais tantas vidas como antes e, apesar de lamentarmos esta morte em 2026, temos motivos para entender que todos estão fazendo a sua parte”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
NORTE E NOROESTE – Apesar da queda de casos, o Paraná não está livre da dengue e, ao todo, 372 municípios já apresentaram notificações, e 203 municípios possuem casos confirmados.
As regiões Norte e Noroeste do Paraná são as que mais possuem casos registrados. A 17ª Regional de Saúde de Londrina tem o maior número de casos confirmados (534), seguida pela pela 14ª RS Paranavaí com 291; e a 15ª RS de Maringá, com 194.
A Sesa trabalha em conjunto com todos os municípios do Paraná no combate ao Aedes aegypti, além de desenvolver capacitações de profissionais e estratégias de controle. Em 2025 foi apresentado o protocolo “Novas Diretrizes para Prevenção e Controle de Arboviroses” (doenças causadas por vírus transmitidos por artrópodes, como mosquitos) em eventos para todos os 399 municípios do Estado.
A ação de imunização dos profissionais de saúde do Paraná começou em fevereiro com a nova vacina contra a dengue. Na primeira fase, após receber 31.500 doses do Governo Federal, foram vacinados parte dos trabalhadores da Atenção Primária da Saúde (APS), conforme diretrizes nacionais.
O Paraná reforçou a ação da utilização das armadilhas ovitrampas como método de monitoramento do Aedes aegypti. Essas armadilhas servem como criadouro para a fêmea do mosquito depositar seus ovos e permite que sejam analisados dados como infestação e definidas estratégias de combate. Atualmente, 353 dos 399 municípios do Paraná fazem o monitoramento.
O Paraná ainda tem a maior biofábrica do mundo de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, os chamados Wolbitos, no Parque Tecnológico da Saúde do Governo do Paraná, em Curitiba. Ela vai ampliar a produção em larga escala de mosquitos capazes de atuar na redução da transmissão viral
ALERTA DE DENGUE – Apesar da queda de casos seguir uma tendência pelo segundo ano consecutivo, a Sesa mantém toda a atenção no combate, com ações realizadas em todo o Paraná e o trabalho de conscientização da população.
Os dados do Laboclima da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostram que o mês de março foi de risco climático em quase todo o Paraná e reforçam que a sazonalidade não é mais um fator decisivo. “A imprevisibilidade climática atual, com mudanças rápidas de temperatura e umidade, exige que as ações de vigilância sejam permanentes, pois as condições favoráveis à proliferação do mosquito podem persistir mesmo em períodos de queda nos casos”, reforça o secretário César Neves.
Confira algumas medidas que todos podem fazer para ajudar no controle:
- Tampe caixas d'água e proteja os ralos com telas
- Higienize bebedouros de animais de estimação
- Deixe os recipientes que possam acumular água de boca para baixo
- Descarte pneus velhos junto ao serviço de limpeza urbana; se precisar mantê-los, deixe em locais cobertos e protegidos da chuva
- Retire a água acumulada da bandeja externa da geladeira
- Limpe calhas e a laje da casa e coloque areia nos cacos de vidro do muro que possam acumular água
- Coloque areia nos pratos dos vasos de plantas
- Descarte todo e qualquer lixo de forma correta, com lixeiras fechadas e abrigada da chuva
- Verifique os quintais e varandas para não deixar nada que possa acumular água. Uma tampinha de garrafa pode ser suficiente para o desenvolvimento de mosquito
Por - AEN



























