Estudantes da rede estadual de ensino já podem se inscrever para o curso de Espanhol Online ofertado pelo Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (CELEM), por meio do Centro Digital de Idiomas Paraná. Nesta primeira etapa, são disponibilizadas 1,7 mil vagas gratuitas para alunos da rede pública estadual.
As inscrições começaram nesta quarta-feira (3) e devem ser realizadas pela Área do Aluno, disponível no endereço areadoaluno.seed.pr.gov.br. O processo permanecerá aberto até o preenchimento de todas as vagas.
O curso é totalmente online, com aulas ao vivo e foco na comunicação prática, permitindo que os estudantes desenvolvam habilidades de conversação e ampliem suas oportunidades acadêmicas e profissionais.
Além de ser uma das línguas mais faladas do mundo, o espanhol pode representar um diferencial para o ingresso no mercado de trabalho, processos seletivos e vestibulares. Ao concluir a formação, os participantes recebem certificado oficial.
"O domínio de uma segunda língua amplia horizontes e cria novas oportunidades para os nossos estudantes. Com o Centro Digital de Idiomas, conseguimos levar ensino de qualidade para todas as regiões do Paraná, utilizando a tecnologia para democratizar o acesso ao aprendizado e preparar os jovens para os desafios acadêmicos e profissionais", afirma o secretário estadual de Educação, Roni Miranda.
Segundo ele, a iniciativa também fortalece a formação integral dos estudantes. "Além de contribuir para o desempenho em vestibulares e processos seletivos, aprender um novo idioma desenvolve competências importantes para a vida pessoal e profissional. Queremos que cada vez mais estudantes aproveitem essas oportunidades oferecidas pela rede estadual", destaca.
Entre os benefícios do curso estão a gratuidade para estudantes da rede estadual, a flexibilidade de horários e a possibilidade de estudar sem sair de casa.
CELEM – Presente atualmente em 259 instituições públicas, distribuídas em 155 municípios paranaenses, o Celem atende mais de 13 mil estudantes. Além do espanhol, são ofertados cursos de alemão, francês, italiano, japonês, polonês, ucraniano. Também está sendo oferecido Português para Falantes de Outras Línguas (PFOL) e Língua Brasileira de Sinais (Libras).
O curso de Português para Falantes de Outras Línguas é destinado, preferencialmente, a estudantes estrangeiros ou a migrantes, regularmente matriculados na rede estadual de ensino do Paraná, que não possuem nível de proficiência suficiente em Língua Portuguesa para a realização das atividades escolares.
Por - AEN
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), por meio do Centro Estadual de Política Sobre Drogas (CEPSD), iniciou oficialmente as atividades do Junho Paraná Sem Drogas nesta terça-feira (2). A solenidade de abertura aconteceu na sede da OAB Paraná, em Curitiba, e reuniu especialistas, gestores e servidores para debater o enfrentamento ao uso indevido de substâncias lícitas e ilícitas.
A campanha paranaense é respaldada pela legislação estadual, instituída pela Lei Estadual nº 19.121/2017, e mobiliza a estrutura do Governo do Estado ao longo de todo o mês com ações de conscientização, prevenção e tratamento.
O secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou a importância da união de esforços e do impacto social da campanha. "A Sesp está comprometida com o enfrentamento às drogas em vários níveis, desde coibir o tráfico até a manutenção de políticas públicas de conscientização e promoção das discussões sobre o tema", afirmou.
Nesta edição, o evento propõe o debate sobre o tema Dependência Química e Pessoas em Situação de Rua, uma realidade que desafia diariamente os gestores públicos e a sociedade. O objetivo central é fortalecer o diálogo permanente e a articulação entre as políticas públicas de segurança pública, saúde, assistência social, sistema de justiça e entidades da sociedade civil para a formulação de respostas mais eficazes e focadas na dignidade humana.
O coordenador do Centro Estadual de Política Sobre Drogas (Cepsd) e vice-presidente do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas (Conesd), Renato Bastos Figueiroa, reforçou a necessidade de ações transversais. "Precisamos superar a visão de que essa responsabilidade pertence exclusivamente a uma área ou a uma instituição. Esse é um desafio coletivo que exige ações coordenadas e compromisso permanente", destacou.
As ações do mês são coordenadas pelo Cepsd, com o apoio do Conesd e das demais secretarias de Estado que atuam em conjunto na realização de eventos em diversos municípios paranaenses.
A solenidade de abertura contou com a participação dos jovens do Centro da Juventude do município de Castro, que apresentaram o espetáculo de dança Liberte-se. Os Centros da Juventude funcionam como espaços estratégicos de proteção social e fortalecimento de vínculos, utilizando o esporte e a cultura para afastar os jovens de fatores de risco, como o uso de álcool e outras drogas.
Como parte do cronograma de enfrentamento e conscientização, também foram exibidos os vencedores da nona edição do Concurso Estadual de Vídeos Contra as Drogas, iniciativa realizada anualmente em parceria com a Secretaria de Estado da Educação para mobilizar estudantes do Ensino Médio das redes pública e privada.
Estiveram também presentes na abertura o deputado estadual Gilson de Souza, presidente da Frente Parlamentar em Apoio às Comunidades Terapêuticas, Cuidados e Prevenção às Drogas; e Luiz Carlos Pity Hauer, presidente da Comissão de Políticas Sobre Drogas da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Paraná.
Por- AEN
Projeto de lei do 1º secretário Gugu Bueno reconhece potencial turístico e econômico da competição
A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou por unanimidade nesta terça-feira (2) o Projeto de Lei nº 72/2026, de autoria do primeiro-secretário da Casa, deputado estadual Gugu Bueno (PSD), que inclui a tradicional Corrida de Jericos de Tupãssi no Calendário Oficial de Eventos do Paraná.
A proposta reconhece oficialmente um dos eventos mais tradicionais do Oeste paranaense, que une esporte, cultura, turismo e valorização das raízes rurais da região. A Corrida de Jericos é realizada anualmente entre os meses de outubro e dezembro e já se consolidou como uma das principais atrações do município.
“Essa é uma festa que nasceu da criatividade e da força do nosso interior. Estive lá ano passado e vi que não se trata apenas de uma festa local. É um evento organizado, com grande participação popular, que atrai visitantes de várias regiões e merece esse reconhecimento oficial do Estado”, afirmou o deputado.
Em dezembro do ano passado foi realizada a 16ª edição do Arrancadão de Jericos, com 41 equipes participantes, público superior a 5 mil pessoas e programação que inclui apresentações automotivas, shows musicais e praça gastronômica, movimentando o comércio, a rede hoteleira e o turismo regional.
O prefeito de Tupãssi e presidente da Amop, Cal Mariussi, destacou que a lei aprovada na Assembleia Legislativa amplia a visibilidade da competição e fortalece o potencial turístico da região. “Nós solicitamos ao deputado Gugu Bueno para incluir a Corrida de Jericos no calendário oficial do Paraná não apenas pela possibilidade de ampliar o acesso a recursos, mas principalmente para transformar um evento que hoje é regional em uma referência estadual. Isso fortalece o turismo, movimenta a economia local e permite que outros municípios participem e cresçam junto com essa iniciativa”, afirmou.
Segundo Cal, o interesse de Gugu Bueno pelo projeto surgiu após conhecer pessoalmente o evento. “Quando o deputado Gugu Bueno soube que a Corrida de Jericos ainda não fazia parte do calendário oficial do Estado, pediu as informações e abraçou a causa. Somos muito gratos por mais esse apoio ao nosso município”, ressaltou.
Com a aprovação, o projeto de lei segue para ser sancionado pelo governador Ratinho Junior.
OS JERICOS
A Corrida de Jericos foi criada a partir da criatividade do homem do campo. A competição reúne os chamados “jericos”, veículos artesanais e rústicos construídos com peças de carros e motores estacionários, muito utilizados no meio rural.
As disputas acontecem nas categorias Maçarico Agricultor, Maçarico Livre e Turbinado, reunindo competidores de diversas cidades do Paraná e até visitantes do Paraguai.
Por - Assessoria
O Governo do Estado encaminhou nesta terça-feira (3) ofícios ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) propondo uma solução para garantir segurança jurídica à licitação do Passeio do Macuco, no Parque Nacional do Iguaçu, publicada pelo ICMBio. O ponto-chave é que o Estado é o proprietário da área e não liberou a Concessão de Direito Real de Uso.
Em fevereiro de 2025, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reconheceu por unanimidade a validade do registro imobiliário do Estado e rejeitou ação movida pela União que buscava cancelar a matrícula. A infraestrutura vinculada ao Passeio do Macuco – incluindo trilhas, acessos terrestres e estruturas de embarque – está dentro dessa área, conhecida como Saltos de Santa Maria, registrada em nome do Estado do Paraná em matrícula no Registro de Imóveis de Foz do Iguaçu.
Para evitar a judicialização, a proposta apresentada pelo Paraná prevê a formalização da Concessão de Direito Real de Uso e anuência da administração estadual, instrumentos autorizados pela legislação. Segundo o Estado, a medida permitiria a continuidade do processo licitatório com maior segurança jurídica para os investidores e para o futuro contrato de concessão, que deve girar em torno de R$ 85,3 milhões.
“A proposta busca compatibilizar dois interesses públicos igualmente relevantes: a observância da decisão judicial que reconheceu a propriedade estadual da área e a continuidade dos investimentos e da atividade turística no Parque Nacional do Iguaçu. É uma solução construída com espírito de cooperação e responsabilidade institucional”, defendeu o procurador-geral do Estado, Luciano Borges.
O Estado sustenta que a manutenção do certame licitatório nos moldes atualmente propostos desrespeita a propriedade estadual. A ausência de ajuste bilateral prévio e a omissão na outorga da cessão onerosa podem levar à nulidade do processo. O documento também solicita a abertura imediata de tratativas entre Estado, União, ICMBio e Advocacia-Geral da União para regularizar previamente o uso da área onde estão localizadas as estruturas do passeio.
COOPERAÇÃO – O Paraná mantém disposição para construir soluções conjuntas com o governo federal sobre a titularidade da área. Após a decisão favorável do TRF-4, o Estado buscou uma solução consensual por meio de audiências de conciliação, mas as tratativas não avançaram.
A proposta apresentada neste momento não impede a construção de modelos mais amplos de cooperação entre Estado e União no futuro, incluindo iniciativas de gestão compartilhada, fortalecimento da conservação ambiental, pesquisas científicas e ações integradas de segurança pública.
O Estado mantém atuação permanente na proteção ambiental da região do Parque Nacional do Iguaçu. A Polícia Militar Ambiental possui base fixa na área há 54 anos e realiza patrulhamento terrestre, fluvial e aéreo, além de operações conjuntas com órgãos ambientais.
HISTÓRICO – A área conhecida como Saltos de Santa Maria possui aproximadamente 1.085 hectares, o equivalente a cerca de 1.520 campos de futebol. Nela estão localizados o trecho brasileiro das Cataratas do Iguaçu e o Hotel das Cataratas.
A disputa judicial teve início em 2018, quando a União ingressou com ação para cancelar a matrícula da área, alegando tratar-se de terra devoluta federal. O Estado demonstrou, no entanto, que o imóvel foi originalmente concedido pelo então Ministério da Guerra a um particular em 1910 e adquirido pelo Paraná em 1919, com escritura regularmente registrada.
Em fevereiro de 2025, o TRF-4 acolheu os argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral do Estado e reconheceu a validade do registro imobiliário estadual, decisão que segue vigente.
Por - AEN
O acolhimento no pré-natal precoce, a ampliação da testagem e a assistência constante a gestantes, recém-nascidos e pessoas vivendo com HIV consolidam o Paraná como referência nacional no enfrentamento ao vírus. Implementadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), as estratégias foram fundamentais para reduzir em 47,8% a mortalidade por aids nos últimos 10 anos, além de colocar o Estado com os melhores indicadores do país em prevenção e diagnóstico.
As ações envolvem desde a descoberta precoce da infecção até o atendimento especializado em todas as regiões paranaenses. Um dos pilares é a Linha de Cuidado Materno-Infantil, que organiza o fluxo de atendimento desde o início da gestação até os cuidados com o recém-nascido exposto ao vírus, visando zerar a transmissão vertical (da mãe para o bebê).
Na prática, os exames de pré-natal incluem o teste de HIV em todos os trimestres da gravidez e no momento do parto. O suporte vai além dos testes rápidos na atenção primária: o protocolo assegura exames complementares, como a medição da carga viral, contagem de linfócitos T CD4 e rastreamento de coinfecções, a exemplo da tuberculose.
“O Paraná vem fortalecendo uma rede estruturada de cuidado, que envolve desde a prevenção até o acompanhamento contínuo dos pacientes. O diagnóstico precoce, principalmente durante a gestação, é fundamental para reduzir a transmissão vertical e garantir mais qualidade de vida às pessoas vivendo com HIV”, destaca o secretário estadual da Saúde, César Neves.
GESTANTES – As gestantes diagnosticadas são estratificadas como de alto risco e passam a receber acompanhamento compartilhado entre a Atenção Primária e a Atenção Ambulatorial Especializada, sendo direcionadas a maternidades qualificadas. O modelo garante que a paciente mantenha o vínculo com sua unidade de saúde de origem, mas receba o suporte multiprofissional necessário.
Nos hospitais, as maternidades vinculadas à rede realizam a testagem rápida na admissão para o parto, identificando casos mesmo entre mulheres que não tiveram acesso completo ao pré-natal. Havendo necessidade, a equipe inicia imediatamente a profilaxia intraparto com antirretrovirais e adota protocolos para proteger o bebê. Após o nascimento, a criança recebe medicação nas primeiras horas de vida, conta com acompanhamento pediátrico nos primeiros meses e recebe fórmula infantil láctea fornecida pelo Estado para substituição integral do aleitamento materno.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a integração tem sido a chave do sucesso. “Quando ampliamos o acesso ao pré-natal, à testagem e ao acompanhamento especializado, conseguimos atuar de forma preventiva e reduzir riscos tanto para as gestantes quanto para os recém-nascidos. O cuidado contínuo é um dos pilares dessa estratégia”, afirma.
QUEDA DE MORTALIDADE – Fora do eixo materno-infantil, o Paraná também colhe resultados expressivos na população geral, amparado pela estratégia de Prevenção Combinada do SUS. Desde 2019, o Estado atua na descentralização da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), alcançando todas as 22 Regionais de Saúde para capilarizar o acesso. Aliado a isso, a política de "Testar e Tratar" foca no início rápido da terapia antirretroviral (TARV) após o diagnóstico.
O objetivo central é garantir que os pacientes alcancem a carga viral indetectável, estado em que o vírus não é mais transmitido sexualmente. Como reflexo direto da ampliação do acesso à saúde e das ações integradas para combater barreiras sociais e estigmas, a taxa de mortalidade por aids no Paraná caiu de 4,8 para 2,8 por 100 mil habitantes na última década.
Apenas entre 2023 e 2024, o número de óbitos teve queda de 21,7%, consolidando o Estado entre os quatro melhores desempenhos do Brasil. Atualmente, 93% das pessoas diagnosticadas com HIV no Estado estão em tratamento e, destas, 96% possuem carga viral indetectável. O cenário reflete a distribuição de autotestes e a oferta de exames rápidos em toda a rede pública.
TESTES RÁPIDOS E AUTOTESTES – A estratégia de ampliação do diagnóstico demonstra crescimento contínuo nos últimos anos. Em 2023, foram feitos 675.530 testes rápidos (tipos T1 e T2) e distribuídos 28.727 autotestes. No ano seguinte, em 2024, o Estado registrou 635.120 testes rápidos e elevou a entrega de autotestes para 46.496. O ritmo subiu em 2025, alcançando 707.484 exames e 64.280 autotestes. Já nos quatro primeiros meses de 2026, o balanço parcial soma 231.110 testes rápidos e 19.003 autotestes.
Somada a isso, a implantação do Circuito Rápido da Aids Avançada permite identificar infecções oportunistas em pacientes graves em menos de 30 minutos, acelerando o tratamento e reduzindo complicações.
CERTIFICAÇÕES – Em outubro de 2025, o Governo do Paraná, por meio de ações da Secretaria da Saúde (Sesa), recebeu reconhecimento do Ministério da Saúde pelo desempenho no combate à transmissão vertical de sífilis, HIV e hepatite B. O Estado foi mais uma vez certificado com o "Selo de Eliminação" da transmissão vertical do HIV. Também recebeu a recertificação com o Selo Bronze por "boas práticas rumo à eliminação" da transmissão vertical da sífilis e da hepatite B.
Em 2017, o Paraná foi destaque nacional por ser o primeiro estado a receber a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV, no município de Curitiba. Em 2022, por meio de Guarapuava, figurou como o primeiro a receber a dupla certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis.
Por - AEN
Símbolo da cultura e da gastronomia paranaense, o pinhão ganha espaço nos cardápios da alimentação escolar da rede estadual entre junho e agosto. A iniciativa fortalece a agricultura familiar e amplia a oferta da semente típica da araucária aos estudantes durante a temporada de colheita e comercialização do pinhão no Paraná, estado que lidera a produção nacional da iguaria.
Nos últimos sete anos, a distribuição de pinhão proveniente da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede estadual movimentou R$ 311 mil e somou mais de 36 toneladas do produto, beneficiando 470 escolas de 86 municípios paranaenses. Nos anos de 2024 e 2025, foram distribuídas mais de 12 toneladas para 344 escolas de 73 municípios, com previsão de continuidade do fornecimento neste ano.
Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a alimentação escolar também é uma ferramenta de valorização da cultura e da produção local. “Ao inserir o pinhão nos cardápios, aproximamos os estudantes de um alimento tradicional do Paraná, ao mesmo tempo em que valorizamos a produção local e ampliamos a oferta de refeições nutritivas nas escolas”, afirma.
Além do valor cultural, o pinhão também se destaca pelo valor nutricional. Fonte de fibras, vitaminas e minerais, o alimento fornece energia e contribui para uma alimentação equilibrada. Ele pode ser utilizado como complemento ou substituição parcial de ingredientes como arroz, batata, mandioca e milho.
PREPARAÇÕES – De acordo com Elissandra Brito, nutricionista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o pinhão é adquirido pela rede estadual em sua forma in natura e pode ser servido cozido ou utilizado em diferentes preparações elaboradas pelas equipes de alimentação escolar, como sopas, refogados, tortas salgadas, risotos e farofas. “A versatilidade do produto permite sua inclusão em receitas adaptadas aos hábitos alimentares dos estudantes durante os meses mais frios do ano”, diz.
A aceitação do pinhão pelos estudantes pode ser observada em unidades da rede estadual. No Colégio Estadual Professor Máximo Asinelli, em Curitiba, a chegada do frio coincide com a inclusão do pinhão na alimentação escolar. Além de levar aos estudantes um dos sabores mais característicos do inverno paranaense, a iniciativa reforça a identidade cultural regional.
Segundo o diretor da escola, Delirio Bonin, os estudantes aprovam a oferta do pinhão. “Para o colégio, é mais uma opção, principalmente para este período de inverno. Os alunos gostam e falam que é acolhedor como a casa da vovó”.
PARANÁ LIDERA PRODUÇÃO NACIONAL – Além de integrar a alimentação escolar e a cultura regional, o alimento também tem peso relevante na economia paranaense. Dados de 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam o Paraná como o maior produtor nacional da semente, com 4,8 mil toneladas, volume 30% superior ao de Santa Catarina, estado segundo colocado no ranking, com 3,7 mil toneladas.
No âmbito estadual, números mais recentes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) mostram que o Paraná alcançou, em 2024, o maior volume de produção de pinhão da série histórica, com 5.022 toneladas. Em comparação com 2015, quando foram registradas 3.130 toneladas, o crescimento foi de 60,4%. No mesmo período, o Valor Bruto da Produção (VBP) real avançou de R$ 13,8 milhões para R$ 25,8 milhões. Os dados referentes a 2025 e 2026 ainda estão em fase de consolidação.
PRINCIPAIS PRODUTORES – A região Centro-Sul concentra a maior parte da produção da semente no Paraná. O município de Pinhão, na região de Guarapuava, ocupa a primeira posição, com 880 toneladas produzidas em 2024, o equivalente a 17,5% da produção estadual. Na sequência, aparecem Inácio Martins, na região de Irati, com 750 toneladas (14,9%), e Turvo, na região de Guarapuava, que produziu 440 toneladas (8,8%). Juntos, os três municípios responderam por 42% da produção paranaense.
Por- AEn

























