A nova alíquota do IPVA em vigor no Paraná causou um efeito positivo sobre os emplacamentos. O Paraná registrou um crescimento de 24,7% no número de primeiros emplacamentos de veículos e registros de outros estados entre janeiro e fevereiro deste ano e o mesmo comparativo do ano passado. O volume passou de 43,3 mil para 54 mil novos registros. As informações são do Detran-PR.
O aumento de primeiros emplacamentos foi de 22,1% (diferença de 28.377 no primeiro bimestre de 2025 para 34.653 no primeiro bimestre de 2026). Já os emplacamentos de outros estados saltaram de 14.959 para 19.418, diferença de 29%.
Em 2025, o volume anual de novos registros já havia dado um salto absoluto de 120 mil veículos ou 42% em relação a 2024.
O avanço coincide com a aplicação de alíquota de 1,9% do valor venal de automóveis, motocicletas e caminhonetes. A mudança foi anunciada em agosto e começou a influenciar, ainda naquele mês, o comportamento de proprietários de veículos e empresas do ramo, como locadoras, com reflexos mais evidentes a partir de setembro.
Os pagamentos do tributo também aceleraram. O Paraná fechou bimestre de janeiro e fevereiro com um aumento de 35% no total de veículos com o IPVA quitado em relação ao mesmo período de 2025. Foram 1,67 milhão de carros, motos, ônibus e caminhões que já acertaram as contas com o fisco. Nos dois primeiros meses do ano passado, esse número era de 1,23 milhão.
“A redução do IPVA contribuiu para esse movimento ao aliviar o custo de manutenção do veículo no orçamento das famílias. Com um imposto menor, muitos contribuintes conseguiram antecipar a troca do carro ou comprar modelos mais novos e mais eficientes”, destaca Norberto Ortigara, secretário da Fazenda. “Além de beneficiar diretamente os proprietários, a renovação da frota traz impactos positivos mais amplos, como maior segurança no trânsito, redução de emissões e estímulo à atividade econômica ligada ao setor automotivo”.
“Essa é uma grande vitória para o Paraná, que mostra que é possível cortar mordomias para tributar menos, mantendo um nível alto de arrecadação, beneficiando os serviços públicos estaduais e também as prefeituras”, comentou o presidente do Detran-PR, Santin Roveda.
Por - AEN
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNADCT) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que o rendimento do trabalho das mulheres paranaenses avançou 9,3% no último trimestre do ano passado, em comparação ao mesmo período de 2024, de R$ 3.324 para R$ 3.633. Esse percentual se refere ao aumento em termos reais, ou seja, variação acima da inflação.
Com esse resultado, o Paraná ocupou a liderança entre os estados do Sul e Sudeste do País nesse indicador, superando Minas Gerais (que registrou elevação real de 7,96% no período), Santa Catarina (5,77%), Rio de Janeiro (4,57%), Rio Grande do Sul (4,15%), Espírito Santo (0,8%) e São Paulo (0,78%). O aumento salarial obtido pelas mulheres do Paraná suplanta também a evolução da média nacional, que atingiu 4,33%.
Em relação ao último trimestre de 2018, o salário mensal feminino saltou 18,3% no Estado, igualmente em termos reais, de R$ 3.071 no período de outubro a dezembro de 2018 para R$ 3.633 no quarto trimestre de 2025.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, a ascensão dos salários das mulheres paranaenses deriva do aquecimento do mercado de trabalho local, que, por sua vez, é consequência do dinamismo econômico do Estado. “Do final de 2018 até o último trimestre de 2025, o número de mulheres em atividades laborais subiu de 2,3 milhões para 2,8 milhões no Estado, elevando a renda e, consequentemente, a condição de bem-estar das famílias paranaenses”, analisa.
Outro dado que reflete o crescimento na contratação de mulheres foi divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta semana. O Paraná teve saldo de 5.752 mulheres empregadas em janeiro de 2026, crescimento de 17% frente ao resultado de janeiro de 2025, com 4.760. Foi o segundo melhor resultado do País, atrás apenas de Santa Catarina, com 6.185.
Por - AEN
A Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), em parceria com a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e o Centro Estadual de Estudos e Pesquisas sobre Desastres, abriu inscrições para o curso “Intervenção e Gestão em Desastres”. O lançamento oficial e a primeira etapa da capacitação ocorre na próxima terça-feira (10), às 9 horas, no Teatro Guaíra, em Curitiba.
A iniciativa tem como objetivo capacitar gestores e técnicos municipais para atuar de forma integrada, eficiente e legalmente fundamentada no fluxo de atendimento da Defesa Civil e da Política de Assistência Social em situações de emergência e calamidade pública no Estado do Paraná.
A capacitação é considerada estratégica diante de eventos climáticos como enchentes, estiagens, deslizamentos e vendavais, e que exigem respostas rápidas, articuladas e juridicamente seguras por parte dos municípios. Trata-se de uma formação oficial voltada ao fortalecimento da resposta municipal em cenários de crise.
Entre os objetivos estão a compreensão da legislação estadual aplicável, o conhecimento dos fluxos operacionais da Defesa Civil, a orientação sobre acesso e utilização correta de recursos, o fortalecimento da articulação intersetorial e a qualificação da organização preventiva, incluindo CadÚnico e mapeamento territorial. O curso também pretende apoiar o desenvolvimento de protocolos de acionamento e contribuir para a redução de erros administrativos e riscos de responsabilização.
A formação é direcionada a representantes municipais que atuam em situações de emergência, como integrantes da Defesa Civil municipal, gestores e técnicos da Assistência Social e conselheiros do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), preferencialmente representantes da sociedade civil.
“A participação ativa da assistência social neste curso é fundamental para garantir que o atendimento às famílias atingidas ocorra de forma organizada, humanizada e juridicamente segura. Ao integrar a política de assistência ao fluxo da Defesa Civil, fortalecemos a atuação conjunta dos municípios e asseguramos respostas mais eficientes e articuladas em situações de emergência e calamidade pública”, afirmou o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.
Para o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, a parceria é necessária. “A articulação entre a Defesa Civil e a assistência social dos municípios, tanto na parte da preparação quanto no atendimento aos desastres são fundamentais para garantir a melhor resposta à população. Por isso, esse fluxo de integração vai ser essencial para o Paraná estar mais um passo à frente na gestão dos riscos e no cuidado com os paranaenses”, avalia.
INSCRIÇÕES – Para realizar a inscrição, os interessados devem acessar este site e clicar no ícone “Intervenção e Gestão em Desastres”. O participante será direcionado à área da Escola de Gestão do Paraná, onde deverá fazer login utilizando o CPF e a senha pessoal.
O conteúdo didático completo estará disponível em breve na plataforma, mas na aba “Apresentação” já constam informações importantes para familiarização com o ambiente virtual. Os módulos serão liberados gradualmente, à medida que o participante obtiver pelo menos 70% de aproveitamento no questionário do módulo anterior.
Antes de iniciar o curso, é fundamental verificar se o nome está cadastrado corretamente na plataforma. Para isso, basta clicar no nome no canto superior direito, acessar a opção “Ver perfil”, depois “Modificar perfil”, realizar as alterações necessárias e, ao final, clicar em “Atualizar perfil”. O certificado será emitido exatamente conforme os dados cadastrados.
Dúvidas relacionadas aos conteúdos didáticos e aos questionários devem ser encaminhadas aos tutores por meio dos fóruns disponíveis em cada módulo. Já as questões técnicas, como esquecimento de senha, dificuldade de login ou problemas com vídeos e conteúdos, podem ser resolvidas com a equipe técnica pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (41) 3281-2512.
FORMAÇÃO – O curso será ofertado na modalidade híbrida, com carga horária total de 46 horas e duração de seis meses. A programação inclui abertura presencial estadual com oito horas, etapa online composta por seis módulos que somam 30 horas, e encerramento presencial regionalizado, também com oito horas.
O conteúdo programático contempla o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil do Paraná, a legislação e as normativas aplicadas às emergências, o fluxo operacional da Defesa Civil no Estado, a atuação da Assistência Social em situações emergenciais, a organização preventiva municipal e a articulação institucional com definição de protocolo de acionamento.
POr - AEN
Paraná possui mais de 2 milhões de pessoas idosas, o que representa 17,6% da população, cenário que exige planejamento permanente e monitoramento contínuo. Embora quedas possam ocorrer em qualquer idade, seus impactos na população acima de 60 anos são desproporcionalmente graves, levando a fraturas, perda de autonomia e complicações graves. Diante deste cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para a conscientização e prevenção de quedas em idosos e destaca que a maioria desses acidentes podem ser evitados com medidas simples.
Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), o Paraná registrou ano passado 13.077 internações de idosos por quedas, com uma prevalência maior entre as mulheres, que somaram 8.021 registros contra 5.056 de homens. A gravidade dos acidentes se reflete no número de mortes, que aumenta progressivamente com a idade. No mesmo ano, foram 412 óbitos, sendo 226 deles na faixa etária com mais de 80 anos, que também concentra a maior taxa de quedas do último ano, chegando a representar 50% dos casos.
As quedas de idosos raramente são eventos isolados, estando frequentemente associadas a um declínio funcional gradual, que inclui a perda de força muscular, alterações de equilíbrio e o uso de múltiplos medicamentos. Fatores ambientais, como tapetes soltos, iluminação inadequada e falta de barras de apoio, também desempenham um papel crucial, especialmente dentro de casa, onde a maioria dos acidentes ocorrem.
Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, os dados mostram que as quedas não podem ser tratadas como acidentes isolados, mas sim como um evento comum e, muitas vezes, evitável. Ele ressalta a importância de uma abordagem coletiva para o problema.
“É uma questão de saúde pública com impacto direto na qualidade de vida, na independência e na sobrecarga dos serviços de saúde. A prevenção de quedas é um cuidado coletivo que envolve toda a sociedade incluindo familiares, cuidadores, profissionais de saúde, gestores públicos e as próprias pessoas idosas. Todos têm um papel na construção de um envelhecimento mais seguro e saudável”, afirmou.
REFERÊNCIA NO ATENDIMENTO – O Hospital do Trabalhador (HT), em Curitiba, é referência no atendimento a traumas no Paraná e recebe diariamente pacientes idosos vítimas de quedas. O hospital possui um protocolo específico e rigoroso para agilizar o atendimento de idosos com fraturas deste tipo e o objetivo de realizar a cirurgia em até 48 horas, o que aumenta significativamente a sobrevida do paciente. Situações específicas, incluindo pacientes sob uso contínuo de medicamentos, como anticoagulantes, por exemplo, podem ter que aguardar um prazo maior para a realização do procedimento.
Quando um idoso chega ao pronto-socorro do HT com histórico de queda e suspeita de fratura, a equipe faz uma avaliação rápida, confirmado o diagnóstico com raio-X, e começa a contagem do tempo de otimização para a cirurgia. O paciente passa por avaliação clínica, avaliação anestésica e exames pré-operatórios, tudo para que a cirurgia aconteça no menor tempo possível.
De acordo com o médico ortopedista, especialista em cirurgia do quadril do HT e gerente técnico do Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier (CHR), Bruno Schuta Bodanese, a agilidade no atendimento é fundamental para evitar complicações. “A partir de 48 horas, o efeito na mortalidade aumenta. O pós-operatório, normalmente, é na UTI, justamente pela idade e pela gravidade do trauma cirúrgico. Porém, no dia seguinte da cirurgia, o paciente já senta, já começa a fazer exercício e a andar”, explicou o especialista.
Um diferencial importante do HT é a integração com o CHR, que faz parte do Complexo do Hospital do Trabalhador. Todos os pacientes que realizam a cirurgia de quadril são encaminhados para acompanhamento em fisioterapia após deixar o hospital. O tempo de recuperação varia de acordo com o estado clínico de cada paciente, mas geralmente dura de três a seis meses. “Nós acionamos em 100% dos casos o Centro de Reabilitação. O paciente sai de alta aqui do Trabalhador, já com a fisioterapia agendada para ter uma reabilitação mais adequada, um fluxo melhor, tudo isso de uma forma mais direcionada”, explicou Bodanese.
OSTEOPOROSE – Um fator agravante frequentemente subdiagnosticado é a osteoporose, uma doença silenciosa que se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos frágeis e suscetíveis a fraturas. Uma estimativa do Ministério da Saúde aponta que 50% das mulheres e 20% dos homens com 50 anos ou mais sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida. Em um idoso com osteoporose, uma queda que poderia resultar em apenas um hematoma pode levar a uma fratura grave, como a de fêmur, que tem altas taxas de mortalidade e perda de independência.
PREVENÇÃO – As estratégias de prevenção são multifatoriais e incluem desde a prática regular de exercícios físicos para fortalecimento muscular e ósseo até a revisão periódica de medicamentos. Para combater a fragilidade óssea, a recomendação é manter uma dieta rica em cálcio e a exposição solar moderada para produção de vitamina D.
Ainda sobre prevenção, o SUS disponibiliza medicamentos para tratamento da osteoporose e acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). No último ano, o Paraná registrou crescimento de 165,54% no número de pessoas idosas avaliadas pelas equipes de saúde.
Em casa, a adaptação do imóvel com a instalação de barras de apoio, a melhora da iluminação, remoção de obstáculos, tapetes e pantufas escorregadias também são recomendadas para evitar quedas.
LINHA DE CUIDADO AO IDOSO – O esforço para reduzir a incidência de quedas é contínuo e também envolve a capacitação de profissionais de saúde, a realização de campanhas de conscientização e a promoção de um envelhecimento ativo e saudável.
Para a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a capacitação de profissionais e materiais de apoio são referências para orientação de famílias, profissionais e cuidadores.
“O projeto Envelhecer com Saúde no Paraná norteia nossos trabalhos, ações e iniciativas voltadas à população idosa no Estado. Mantemos um olhar atento a esse público e sabemos da importância de aprimorar continuamente nossas políticas públicas para garantir um envelhecimento com dignidade e segurança”, explicou a diretora.
A Sesa tem investido em políticas públicas robustas, como o projeto Envelhecer com Saúde no Paraná. Uma das principais ferramentas dessa iniciativa é o Manual de Prevenção de Quedas para Idosos, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O material oferece orientações práticas para adaptar o ambiente doméstico e adotar comportamentos seguros, servindo como um guia para idosos, familiares e cuidadores.
Por - AEN
As pré-inscrições para os exames de certificação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) - etapa Ensino Fundamental II - vão até esta sexta-feira (6). Ofertada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), a oportunidade é válida para pessoas com 15 anos de idade ou mais, que desejam obter o certificado de conclusão da etapa de ensino.
Para se inscrever, o candidato deve comparecer a qualquer instituição de ensino da rede estadual e apresentar original e fotocópia de documento oficial de identificação - carteira de identidade, passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), certificado de reservista ou Carteira de Trabalho e Previdência Social, por exemplo.
A partir da próxima segunda-feira (9), os pré-inscritos passarão por triagem para análise da adequação aos critérios do edital, como idade mínima, documentação obrigatória e disponibilidade de vagas. Os resultados preliminares da seleção serão divulgados na terça-feira (10) e o período para interposição de recursos estará aberto até quinta-feira (12). Entre 13 e 23 de março, as inscrições deverão ser efetivadas no Sistema de Exames da Seed-PR.
Os exames serão aplicados em três etapas, entre 26 e 30 de março, na mesma instituição de ensino onde o candidato se inscreveu. A avaliação pode ser feita nas modalidades on-line ou impressa, sempre de forma presencial - na opção on-line, o exame é aplicado no computador da escola. A divulgação do resultado está prevista para 15 de abril.
Já entre 4 e 8 de maio, terá início o processo de pré-inscrição para os exames de certificação do Ensino Médio, voltados a candidatos com 18 anos de idade ou mais. Mais informações sobre os exames estaduais da EJA em 2026 estão disponíveis no Edital n° 13/2026 - GS/Seed.
OPORTUNIDADE - Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a oferta da EJA e a realização dos exames de certificação representam uma oportunidade para os paranaenses que não concluíram a Educação Básica na idade regular. “A Educação de Jovens e Adultos é uma importante ferramenta de promoção da igualdade e da justiça social, que nos permite superar defasagens e garantir o direito universal de acesso à educação. Aos paranaenses que não concluíram as etapas de ensino na idade certa, não percam essa oportunidade de investir na sua educação e no seu futuro”, afirmou.
No Paraná, além da promoção dos exames de certificação, as aulas da EJA são ofertadas gratuitamente pelo Governo do Estado, tanto de forma presencial quanto híbrida, para cerca de 38 mil estudantes. Ao todo, 214 instituições de ensino estaduais ofertam a modalidade, incluindo Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebjas) e escolas regulares da rede estadual.
A modalidade propicia a conclusão dos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), para pessoas a partir de 15 anos, e do Ensino Médio, para quem tem mais de 18 anos.
A partir de 2010, com a instauração da Instrução n° 017/2010 da Seed-PR, a EJA passou a ser implementada também por meio da Ação Pedagógica Descentralizada (APED) em quase todos os municípios paranaenses.
As turmas de EJA são organizadas semestralmente. Entretanto, as matrículas podem ser feitas durante todo o ano. Os interessados podem consultar as instituições ofertantes da modalidade no site da Seed-PR.
por - AEN
O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta quarta-feira (4) o balanço das ações de fiscalização realizadas durante o defeso da Piracema, período de restrição à pesca de espécies nativas para preservar a reprodução dos peixes, que se deu entre 1º de novembro e 28 de fevereiro. Foram seis forças-tarefas planejadas pela Gerência de Monitoramento e Fiscalização (GEMF) e pelo Coordenador do Grupo de Operações Ambientais (GOA) do órgão ambiental neste intervalo, com apreensão de 222 quilos de peixe, emissão de 20 Autos de Infração Ambiental (AIA) e aplicação de R$ 169.262,00 em multas.
“Neste ano, as ações envolveram 25 fiscais de diferentes regionais do IAT, atuando tanto em embarcações quanto em vistorias por terra. Tivemos resultados positivos, com uma grande quantidade de peixes e equipamentos apreendidos”, explica o coordenador de Fiscalização das Operações de Força-Tarefa e chefe do Escritório Regional de Maringá, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto.
As operações ocorreram em 17 corpos hídricos de 41 municípios do Paraná. Ao todo, durante o período foram abordadas 554 embarcações de pescadores para verificar o porte da carteira de pescador amador, peixes capturados e petrechos utilizados, resultando na captura de diversos equipamentos de pesca.
Foram apreendidos 19.510 metros de redes de malhas diversas; nove tarrafas; 2.150 metros de cordas com espinheis; 429 varas telescópicas e caniços com carretilha e molinete; 29 caixas e bolsas com petrechos e materiais de pesca; 251 boias loucas; 21 ganchos; 16 fisgas de aço; 44 covos; sete motores de popa e elétrico; duas baterias; 10 setas (estilingue) com fisga de aço para pesca; e 452 anzóis de galho.
Além da apreensão de equipamentos, os agentes reforçaram orientações das legislações de pesca, principalmente aquelas relacionadas ao período da Piracema. Também foram vistoriados e fiscalizadas revendas de iscas vivas e estabelecimentos que comercializam peixes.
A restrição da pesca durante o defeso é determinada pelo IAT há mais de 15 anos, em cumprimento à Instrução Normativa nº 25/2009 do Ibama e à Portaria IAT nº 377/2022. Considerando o comportamento migratório e de reprodução das espécies nativas, a pesca é proibida na bacia hidrográfica do Rio Paraná – que compreende o rio principal, seus formadores, afluentes, lagos, lagoas marginais, reservatórios e demais coleções de água inseridas na bacia de contribuição do rio.
A pesca já voltou a ser permitida, seguindo a legislação ambiental. No entanto, o gerente de Monitoramento e Fiscalização do Instituto, Álvaro Cesar de Goes, ressalta que o órgão permanece vigilante no combate à pesca predatória no Estado, seguindo a Instrução Normativa do Ibama e a nova Portaria do IAT nº. 650 de 27 de outubro de 2025, que estabeleceu normas, delimitou locais, formas e quantidade para captura e estoque de peixes oriundos da pesca amadora e profissional nas Bacias Hidrográficas interiores do Estado do Paraná.
“Mesmo com o fim do período da Piracema, nós vamos manter uma fiscalização rígida e eficiente nos rios de domínio do Paraná, com o objetivo de coibir possíveis práticas ilegais que possam vir a acontecer em desrespeito às legislações vigentes estabelecidas”, afirma Goes.
SANÇÕES – Além das seis forças-tarefa, equipes do IAT e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) realizaram fiscalizações de rotina durante todo o período da Piracema. A lei de crimes ambientais define multas a partir de R$ 1,2 mil por pescador, acrescidos de R$ 100 a cada material proibido apreendido e mais R$ 20 por quilo pescado.
MUNICÍPIOS FISCALIZADOS – Os 41 municípios fiscalizados durante as operações do GOA no período de Piracema foram: Ortigueira. Telêmaco Borba, Curiúva, Alto Alegre do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Nova Prata do Iguaçu, Três Barras do Paraná, São Roque, Cruzeiro do Iguaçu, Boa Esperança do Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Rancho Alegre, Sertaneja, Leópolis, Santa Mariana, Itamaracá, Bandeirantes, Sapopema, Cambará, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Missal, Itaipulândia, Santa Helena, Entre Rio do Oeste, Pato Bragado, Itaguajé, Santa Inês, Jardim Olinda, Terra Rica, Diamante do Norte, Marilena, São Pedro do Paraná, Porto Rico, Querência no Norte, Paraíso do Norte, São Carlos do Ivaí, Icaraíma, Ivaté e Cidade Gaúcha.
Já os corpos hídricos fiscalizados foram: os rios Tibagi, Cinzas, Laranjinha, Iguaçu, São Francisco, São Francisco Falso, Paranapanema, Ocoí e Ivaí, os lagos de Itaipu e da Usina Hidrelétrica de Rosana, e os reservatórios de Mauá da Serra e afluentes, das Usinas Hidrelétricas de Foz do Chopim e Salto Caxias e das barragens Capivara e Canos I e II.
Por - AEN






















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