Paraná abre processo seletivo para participação de OSCs no Conselho de Direitos Animais

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) abriu as inscrições para o processo seletivo das Organizações da Sociedade Civil (OSC) de Proteção Animal que desejam participar da gestão 2026-2027 do Conselho Estadual de Direitos Animais (CEDA). O órgão é responsável por auxiliar na elaboração de medidas de proteção à fauna no Paraná.

Para se associarem, as entidades devem preencher um formulário, disponível neste link, e enviá-lo até terça-feira (31) para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Apenas OSCs com atuação comprovada na área de proteção animal podem se candidatar.

Ao todo, nove vagas foram disponibilizadas para as entidades. Quatro serão ocupadas por organizações com mais tempo de atuação na causa. Já as outras cinco sairão de um sorteio a ser realizado entre as demais interessadas, no dia 7 de abril, durante a reunião ordinária do Conselho.

Secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca reforça a importância da participação da sociedade civil no CEDA para a definição das políticas estaduais voltadas para o direito dos animais. “A posição no conselho é uma oportunidade para que essas OSCs participem da formulação e avaliação das políticas públicas, contribuindo para a promoção de uma cultura de respeito, cuidado e proteção aos animais”, afirma. 

O CEDA tem como propósito subsidiar e assessorar secretarias de Estado na regulamentação e execução de ações previstas na Política Estadual de Direitos Animais. O órgão é composto por 22 membros, sendo nove representantes do Poder Público estadual e nove da sociedade civil, além de um representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Conselho Regional de Biologia (CRBio), do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

As reuniões do Conselho ocorrem a cada três meses, em encontros presenciais ou por meio de videoconferência.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 IAT reforça cuidados para a criação de animais silvestres de forma legal

É possível comprar, de maneira legal, um animal silvestre no Paraná, mas as regras são rígidas, com foco no bem-estar da espécie e no combate ao tráfico ilegal . Há, porém, cuidados específicos que precisam ser seguidos por quem quer ser tutor de espécies da fauna local, como papagaios, canários-da-terra, pintassilgos e sabiás, entre outros.

A mais importante delas é obrigação de adquirir os animais de criadouros ou lojas licenciados pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), ou pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nesses casos, nota fiscal, certificado de origem e marcação (anilhas/microchip) são itens indispensáveis. O IAT reforça que é possível confirmar a regularidade do vendedor antes de finalizar a compra. A verificação pode ser feita mediante o envio do nome e CNPJ do estabelecimento para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Em situações de animais resgatados, a orientação é o acionamento imediato de órgãos ambientais como secretarias municipais de meio ambiente e o próprio Instituto Água e Terra. Já quando o animal estiver sem documentação legal, o indicado fazer a entrega voluntária ao IAT.

Vencida esta etapa formal, os cuidados passam a ser no dia a dia. “Há uma grande confusão entre o animal domesticado, como cães e gatos, e o animal silvestre. O animal silvestre tem instintos selvagens e deve ser tratado de forma diferente”, destaca o médico veterinário do IAT, Pedro Chaves de Camargo.

Para ajudar na adaptação, o Instituto preparou um guia com cuidados básicos que o responsável deve seguir pensando na saúde e no bem-estar das espécies. Veja como proceder: 

Conhecimento prévio

É importante estudar e se aprofundar sobre a espécie silvestre que será cuidada antes de adquiri-la, focando nas necessidades ecológicas do animal, respeitando os hábitos e características de cada um.

Espaço adequado

O local em que o animal será criado é essencial para o bem-estar. Gaiolas pequenas, por exemplo, podem causar estresse, automutilação e depressão. Até 80% das araras e dos papagaios, segundo estudos internos, arrancam suas penas, doença conhecida como picacismo, por sofrerem de estresse crônico causado pelo manejo inadequado do animal em cativeiros impróprios.

Alimentação

Outro erro comum é oferecer comida humana (pão, bolacha e até sementes dependendo da espécie) para os animais. A ação causa alteração comportamental e problemas de saúde. Animais silvestres precisam de ração específica para a espécie e complementos adequados receitados por um veterinário especialista.

Um sagui na janela da minha casa

Espécies que vivem na natureza se alimentam de forma oportunista e não estão acostumados a “refeições fáceis”, como frutas produzidas para o consumo humano, mas oferecidas a esses animais pela população. Assim, quando o animal que vive na mata passa a consumir essa alimentação, se acostuma rapidamente com a dieta inadequada e tende a ficar nas redondezas das cidades para conseguir comida mais facilmente.

“Se um macaco come uma banana oferecida por um humano, ele pode atingir um alto número de calorias que, normalmente, comeria em apenas um dia. A ação de dar comida para animais, mesmo que frutas, induz uma alimentação adulterada que pode causar a morte do bicho”, alerta o veterinário do IAT. 

Tratamento específico 

Não é qualquer clínica veterinária que atende animais silvestres, por isso o custo para mantê-lo costuma ser mais alto. 

Transporte

O transporte de animais silvestres no Brasil exige, obrigatoriamente, autorização do Ibama ou órgão estadual, Guia de Trânsito Animal (GTA) e atestado sanitário. Animais nativos (exceto pássaros) precisam de Autorização de Transporte Interestadual via Sistema Nacional de Gestão de Fauna Silvestre (Sisfauna). O animal deve viajar em caixas de transporte seguras, forradas, com ventilação adequada e tamanho proporcional à espécie, evitando estresse, superaquecimento ou fuga.

Devolução voluntária

A legislação ambiental permite que pessoas que criavam animais silvestres de forma irregular os entreguem espontaneamente em órgão ambientais com o IAT. A devolução voluntária não acarreta punição e é a maneira recomendada de lidar com a situação, uma vez que animais sem origem legal ou licença não podem ser regularizados.

Após a entrega voluntária, os animais serão avaliados clinicamente por uma equipe técnica que vai definir a destinação mais adequada. Importante destacar que, após a entrega voluntária, não é possível acompanhar o destino do animal.

Não devolva à natureza

O IAT orienta a população a não soltar na natureza animais silvestres criados em domicílios, pois eles não estão preparados para sobreviver sozinhos e precisam passar por um processo de readaptação. A recomendação é acionar o órgão ambiental da cidade, que vai liderar o processo de maneira adequada.

Ajude a fauna

Ao avistar algum animal silvestre ferido ou para denúncias de atividades ilegais contra animais, entre em contato por meio da Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT).

Se preferir, ligue para o Disque Denúncia 181. Informe de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.

Mais informações e orientações oficiais sobre a tutela de animais silvestres de estimação estão disponíveis no site do Instituto Água e Terra, além do Capítulo VII da Instrução Normativa nº 05/2025.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Ensino de Matemática: alunos da rede estadual são os primeiros do país a testar ferramenta

O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, é pioneiro em uma experiência educacional inovadora. Uma nova versão do recurso educacional digital (RED) Khan Academy, voltado ao ensino de Matemática, foi disponibilizada em primeira mão às escolas estaduais daquele Núcleo Regional da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR). Professores e alunos são os únicos do Brasil a participar do projeto-piloto para o teste da ferramenta ao longo de 2026.

A versão denominada Khan Academy Reimaginada foi desenvolvida para facilitar o acompanhamento do aprendizado, aumentar o engajamento dos estudantes e apoiar ainda mais o planejamento pedagógico dos professores. Além do pioneirismo nacional, estudantes e professores do NRE de Francisco Beltrão são os primeiros no mundo a testarem a tecnologia fora dos Estados Unidos, país onde a Khan Academy é desenvolvida.

Ao todo, mais de 170 professores e cerca de 12 mil alunos da regional participam do projeto-piloto. Em pleno funcionamento, o recurso já foi apresentado aos docentes do núcleo, que iniciaram o trabalho em sala de aula com os estudantes. Após a etapa piloto, o lançamento global da nova versão da Khan Academy está previsto para 2027, quando o acesso será liberado a todos os usuários da rede estadual do Paraná.

Conforme o secretário da Educação do Paraná, Roni Miranda, a inovação integra um conjunto de estratégias com foco em intensificar a aprendizagem de Matemática na rede estadual, objetivo considerado prioritário para 2026. Somente neste ano, o Governo do Estado investirámais de R$ 130 milhões para o fortalecimento do ensino do componente, incluindo ampliação das aulas de recomposição da aprendizagem com docência compartilhada, estratégia que prevê dois professores em sala de aula ao mesmo tempo, além de ações de formação continuada para docentes e reforço aos recursos digitais.

"O Governo do Estado tem um compromisso com a excelência do ensino em todas as disciplinas, e sabemos que o ensino de Matemática enfrenta desafios em todo o Brasil. Por isso, temos empenhado grandes esforços para fornecer todos os recursos educacionais possíveis aos nossos professores, ampliando as condições para que cada aluno desenvolva completamente seu potencial”, observa o secretário.

NOVAS FUNCIONALIDADES - Incorporado pela rede estadual em 2022, o recurso digital Khan Academy está disponível para todos os alunos do 9º ano do Fundamental à 3ª série do Ensino Médio das escolas estaduais do Paraná. A ferramenta oferta cursos completos e gratuitos na área de Matemática, com conteúdos e aulas online alinhadas ao currículo estadual. Somente em 2025, a Khan Academy registrou quase 39 milhões de habilidades trabalhadas por alunos da rede estadual.

Entre as funcionalidades da nova versão do recurso, destacam-se atividades gamificadas e um sistema de recompensas e desafios em missões diárias, semanais e por unidade. Os estudantes também contam com o apoio do Khanmigo, inteligência artificial que oferece apoio na resolução das atividades. Os alunos também podem visualizar suas conquistas e acompanhar o progresso de sua jornada de aprendizagem em um único painel.

Para a estudante Maria Eduarda Falcão Alves, de 17 anos, a funcionalidade com inteligência artificial é um dos principais benefícios da atualização. “Em todas as dificuldades que tive, pude consultar a IA para pedir fórmulas, acessar a calculadora e tirar as dúvidas. Consegui realmente entender o conteúdo. É uma experiência muito boa para o aprendizado”, contou a aluna da 3ª série do Ensino Médio do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) do Sudoeste do Paraná, em Francisco Beltrão.

Para os professores, a Khan Academy Reimaginada também traz novidades, como um design voltado ao trabalho de sala de aula e notificações inteligentes que indicam quando um estudante precisa de apoio. Além disso, os docentes podem definir metas coletivas de aprendizagem para turmas inteiras, bem como implementar práticas personalizadas a cada estudante.

“A Khan tem feito melhorias com foco na experiência do usuário e na gamificação do recurso, e o Paraná foi selecionado para fazer parte desse piloto, uma vez que nossos professores e estudantes são usuários frequentes, conhecem bem a ferramenta e têm essa prática da literacia digital. Assim, eles podem testá-la e dar feedbacks, fazendo as observações necessárias para uma melhoria no próprio recurso”, explicou a coordenadora de Educação Digital da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR), Lorena Pantaleão.

RECONHECIMENTO - De acordo com a Coordenação de Educação Digital (CED) da Seed-PR, a escolha por Francisco Beltrão levou em conta fatores como o porte do núcleo e o bom trabalho desenvolvido pela regional no uso de diferentes tecnologias educacionais, que encontram boa aceitação junto à comunidade.

Conforme a embaixadora de Matemática no NRE de Francisco Beltrão, Rubia Schmitz, a oportunidade também representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos professores e alunos da região. “Ficamos muito felizes. Nosso trabalho é estar junto com os professores, dando esse suporte e mostrando as possibilidades de uso que existem para facilitar o trabalho deles. Essa novidade vem para fortalecer ainda mais o nosso trabalho”, opinou a técnica pedagógica, responsável por orientar os docentes do núcleo sobre o uso dos recursos digitais.

“Já tivemos formações com os professores e conseguimos reuni-los com a equipe da Khan. Foi uma formação dinâmica, que estimulou muito os professores. Estamos acompanhando as aulas em laboratório e podemos ver os alunos tendo um novo engajamento, uma vez que a plataforma, com mais gamificação e inteligência artificial, contribui para que aprendam ainda mais”, relatou Schmitz.

RECURSOS EDUCACIONAIS DIGITAIS - Os REDs são ferramentas digitais ofertadas pela Seed-PR com o objetivo de apoiar o trabalho dos professores em sala de aula e complementar o aprendizado dos estudantes. Além da Khan Academy, estudantes da rede estadual contam com outro RED para apoio ao aprendizado de Matemática, o Matific. Implementada em 2021, inicialmente para o 6º ano do Ensino Fundamental, a ferramenta foi posteriormente expandida para o 7º ano, com foco no desenvolvimento de habilidades por meio da gamificação.

Outros REDs disponíveis para os estudantes da rede estadual contemplam áreas do conhecimento diferentes. As ferramentas Leia Paraná e Redação Paraná, por exemplo, ajudam no domínio de habilidades de leitura e escrita. Já o aplicativo Enem Paraná tem foco na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares em geral, enquanto as ferramentas Inglês Paraná High e Inglês Paraná Teens ajudam os alunos a melhorar níveis de escrita, leitura e conversação em língua inglesa.

 

 

 

 

 

Por - AEn

 Em audiência pública, Governo do Paraná elenca prioridades para o orçamento de 2027

Educação e o cuidado regionalizado em saúde são as principais prioridades do paranaense para o orçamento estadual para o próximo ano. O resultado foi apresentado durante a audiência pública para discutir a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 realizada pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) nesta segunda-feira (23).

Ao todo, foram mais de 35 mil respostas que avaliaram os programas do Plano Plurianual (PPA) do Paraná e que vão nortear a aplicação dos recursos públicos em 2027. Além de saúde e educação, saneamento, segurança e sustentabilidade também apareceram como os principais destaques dos cidadãos.

Como o próprio nome indica, a LDO delimita as metas e prioridades do Poder Executivo para o próximo ano fiscal,  servindo como guia para a elaboração do projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) que será apresentado no segundo semestre. 

De acordo com a projeção da Diretoria do Orçamento Estadual (DOE), as receitas líquidas de 2027 devem girar em torno de R$ 84,5 bilhões — valor 3,5% superior aos R$ 81,6 bilhões que compõem o orçamento de 2026. Desse total, R$ 77,5 bilhões correspondem às receitas primárias, ou seja, à arrecadação de impostos por parte do Estado.

Esse valor será destinado principalmente para atender as prioridades apontadas dentro dos cinco eixos temáticos do PPA (Desenvolvimento Econômico Sustentável; Direitos Básicos e Bem-Estar; Eficiência Administrativa; Inclusão Social, Direitos Humanos e Cidadania; e Infraestrutura e Mobilidade). Conforme apresentado durante a audiência pública, são projetadas mais de 300 obras em todo o Paraná para atender essas metas.

O eixo de Infraestrutura e Mobilidade é o que mais deve receber obras, com 120 intervenções planejadas. O número reforça o compromisso do Paraná em melhorar não apenas a condição viária em rodovias, com duplicação e manutenção das estradas, mas também dentro dos próprios municípios com nova pavimentação e estradas rurais. Em segundo lugar aparece Direitos Básicos e Bem-Estar, que engloba ações relacionadas à saúde e educação, entre outros programas.

AUDIÊNCIA PÚBLICA – Ainda durante a audiência pública desta segunda-feira, o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou a importância dessa apresentação à sociedade. “A LDO é um elemento muito importante dentro do nosso processo democrático, pois proporciona mais controle e transparência na gestão dos recursos públicos”, afirmou. “É ouvindo a sociedade, suas necessidades e seus anseios que podemos construir um Paraná com a cara da nossa gente”.

A partir dos apontamentos realizados durante a audiência, a DOE deve finalizar a redação da Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias e encaminhar o texto final para a Assembleia Legislativa até o dia 15 de abril. O Legislativo deve votar o documento e devolvê-lo ao Executivo até o início do segundo semestre para que a LOA 2027 possa ser, então, elaborada.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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