Com fim do fenômeno La Niña, fevereiro terá tempo abafado e chuvas de verão no Paraná

Entre janeiro e fevereiro, o volume de chuvas fica um pouco menor historicamente no Paraná. As temperaturas também ficam, em média, ligeiramente mais baixas, mas o calor segue presente. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), fevereiro de 2026 ainda terá tempo abafado e pancadas de chuva típicas de verão: rápidas, entre a tarde e a noite. O fenômeno La Niña sai de cena, trazendo mais regularidade para o clima. 

A previsão indica que a chuva e as temperaturas devem ficar dentro da média histórica em fevereiro deste ano no Paraná. “Ao longo de janeiro de 2026 o fenômeno La Niña, que influenciou o clima no Paraná entre dezembro e janeiro, perdeu força, e vai dissipar no decorrer de fevereiro. Sem a influência deste fenômeno não esperamos mais chuvas tão irregulares como registramos em dezembro e em alguns momentos de janeiro”, afirma Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Fevereiro ainda é um mês típico de verão, e terá a atuação de massas de ar quente e úmido que favorecem a ocorrência de pancadas de chuva fortes, rápidas e isoladas, muitas vezes acompanhadas de queda de granizo, incidência de raios e rajadas de vento mais fortes. “A tendência é de que tenhamos atuação de vários dias consecutivos com temperaturas elevadas, que levam a um tempo abafado quando a umidade estiver também alta”, lembra Reinaldo.

MÉDIAS - As temperaturas de fevereiro historicamente são mais baixas nos Campos Gerais, Centro-Sul e Sul do Estado. As mínimas, geralmente registradas no amanhecer, ficam em média entre 16°C e 18°C, e as máximas, que ocorrem costumeiramente a tarde, entre 26°C e 28°C.

No Litoral, extremo Norte, Noroeste e Oeste, as temperaturas são as mais altas, com mínima média acima de 20°C e máxima média acima de 30°C. No resto do Estado, as mínimas ficam em média entre 18°C e 20°C historicamente em fevereiro, e as máximas entre 28°C e 30°C.

A temperatura média, ou seja, uma média de todas as temperaturas do dia, durante fevereiro historicamente é mais baixa ao redor de Curitiba e no Sul do Paraná, entre 18°C e 20°C. Na Região Metropolitana da Capital, nos Campos Gerais e no Centro-Sul, bem como em cidades próximas a Marumbi e Marilândia do Sul, a temperatura média fica entre 20°C e 22°C.

No Litoral, extremo Norte, Noroeste e Oeste, as temperaturas médias são as mais altas, entre 24°C e 26°C. No resto do Estado, as médias em fevereiro historicamente ficam entre 22°C e 24°C.

Com relação às chuvas, o maior volume em fevereiro historicamente é registrado no Litoral, com acumulados a partir de 250 mm, e que podem superar os 300 mm, principalmente em Antonina e Paranaguá. Na região de serra, entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, os volumes ficam entre 200 mm e 250 mm. 

“A região do Litoral é uma das regiões em que mais chove, devido à umidade que vem do oceano e à própria Serra do Mar, que contribui para o levantamento das parcelas de ar e favorece para que as chuvas sejam bastante abundantes”, explica Reinaldo.

Chove menos em fevereiro, historicamente, próximo a Icaraíma e Querência do Norte, próximo a Cândido de Abreu, e em uma faixa que vai de Curitiba a Cerro Azul e Dr Ulisses. Nestas regiões, a média histórica de chuva é de 100 mm a 125 mm em todo o mês de fevereiro.

As cidades mais próximas do sul de Apucarana registram acumulados de chuva historicamente, em fevereiro, entre 200 mm e 225 mm. No Noroeste, e em municípios como Castro e Jaguariaíva, chove em fevereiro uma média de 125 mm a 150 mm. No resto do Paraná, a média histórica de chuva varia entre 150 mm e 200 mm.

 

 

 

 

 

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Nova base da Polícia de Fronteira é entregue pelo Estado

O Governo do Estado entregou na quinta-feira (29) uma nova base operacional do projeto Polícia de Fronteira, no município de Santa Helena, na região Oeste do Paraná. A iniciativa faz parte do projeto estadual que prevê a implantação de 11 bases físicas em localidades estratégicas nas fronteiras com Paraguai e Argentina e nas divisas com estados vizinhos ao Paraná para combater o crime organizado e os crimes transfronteiriços, como o contrabando e o tráfico de drogas e de armas.

A primeira base do projeto entrou em operação em Ribeirão Claro, marcando o início da implantação do novo modelo de atuação integrada. As unidades foram concebidas para funcionar como centros de inteligência e pronto emprego, permitindo respostas rápidas e qualificadas no combate ao tráfico de drogas, armas e ao contrabando. A base possibilita o monitoramento contínuo das rotas utilizadas por organizações criminosas, fortalecendo a repressão ao crime e a proteção do território paranaense.

Durante a entrega, o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, destacou que a nova base representa um avanço estratégico no enfrentamento ao crime organizado. “Estamos ampliando a presença do Estado com estruturas modernas, tecnologia de ponta e policiais altamente capacitados. Essa base reforça o compromisso do Paraná com a segurança da população e com o combate firme às organizações criminosas que tentam atuar em nosso território”, afirmou.

Para atender às demandas operacionais da região, a estrutura conta com tecnologia avançada e recursos logísticos modernos. As equipes contarão com armamento de maior calibre, como fuzis, além de uma frota reforçada com caminhonetes de grande porte, incluindo o modelo Ram 3500. O trabalho é integrado ao sistema Olho Vivo de monitoramento por câmeras e conta com o apoio de drones, embarcações e suporte aéreo com helicópteros, garantindo vigilância permanente e de alta precisão.

Outro ponto central do projeto é a integração entre as forças de segurança. A base de Santa Helena atuará de forma conjunta com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Receita Federal, Forças Armadas e guardas municipais, além de outras secretarias estaduais e autoridades locais. O compartilhamento de informações e o planejamento de operações integradas ampliam a capacidade de enfrentamento às organizações criminosas que atuam na região de fronteira.

A iniciativa integra as bases operacionais físicas, aliadas a sistemas de informação integrados, permitindo a atuação coordenada da Polícia Militar do Paraná, Polícia Civil e guardas municipais. O modelo combina inteligência policial, tecnologia e patrulhamento especializado, com interoperabilidade entre bancos de dados e câmeras de monitoramento, aumentando a eficiência em flagrantes e grandes operações.

O comandante-geral da Polícia Militar do Paraná (PMPR), coronel Jefferson Silva, destacou o compromisso da corporação em manter o Estado como referência no controle de fronteiras e divisas. “Com essa inauguração, o Paraná não apenas moderniza sua atuação policial, mas estabelece uma presença permanente e estratégica que combina tecnologia de ponta, valorização profissional e uma integração institucional sem precedentes para garantir a paz social e a ordem pública na faixa de fronteira e em todo o Estado”, ressaltou.

OUTRAS BASES – Além de Ribeirão Claro e Santa Helena, estão previstas bases em Sengés, Porecatu, Itaguajé, Querência do Norte, Diamante do Norte, Icaraíma, Capanema, Vitorino e Campo do Tenente. A proposta é consolidar uma malha de proteção terrestre, náutica e aérea, ampliando o controle das fronteiras e divisas do Paraná.

PRESENÇAS  A solenidade de entrega da base operacional contou com a presença do secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; e do secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes. Também participaram do evento o  subcomandante-geral da PMPR, coronel Paulo Renato Aparecido Siloto; o comandante do 5º Comando Regional de Polícia Militar, coronel Valmir de Souza; o comandante do Comando de Missões Especiais (CME), tenente-coronel Alexandre Lopes Dias; e o comandante do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), tenente-coronel Eldison Martins do Prado. Autoridades municipais também estiveram presentes, entre elas o prefeito de Santa Helena, Dinho Maraskin, e a vice-prefeita, Fabrícia Bedendo.

 

 

 

 

 

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Paraná lidera contratação de mulheres e jovens na Região Sul

As mulheres lideraram as conquistas de emprego no Paraná em 2025, consolidando o Estado como o que mais contrata trabalhadoras na região Sul. Das 80.665 novas vagas com carteira assinada abertas no ano passado no Estado, 46.051 foram ocupadas por elas, 57% do total. Santa Catarina teve saldo de 32.470 mulheres contratadas e o Rio Grande do Sul 31.562. O Paraná liderou a abertura de vagas no Sul no ano passado e ficou em quarto lugar entre as 27 unidades da federação.

Da mesma forma, o Paraná também liderou a contratação de jovens no último ano na região, com 89.548 pessoas com até 24 anos conquistando espaço no mercado de trabalho. Entre estes, 32.460 têm até 17 anos de idade – dos quais 13.097 foram contratados como aprendizes – e 57.088 estão na faixa dos 18 aos 24 anos. Santa Catarina aparece novamente na segunda posição, com 73.321 vagas ocupadas por jovens, enquanto no Rio Grande do Sul essa faixa etária respondeu por 65.761 novos postos.

Os recortes por gênero e idade constam nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo de jovens com até 24 anos empregados é maior que o saldo total dos estados porque houve retração nas contratações em outras faixas etárias.

No Paraná, também houve saldo positivo na faixa dos 25 aos 29 anos, com 1.146 novas vagas, e dos 40 aos 49 anos, que tiveram saldo de 3.332 postos de trabalho. 

GRAU DE INSTRUÇÃO – Outros recortes disponíveis no painel de informações do Novo Caged dizem respeito ao grau de instrução dos trabalhadores e à participação de cada setor econômico na geração de empregos. Os trabalhadores com ensino médio completo dominaram o saldo positivo nas contratações, respondendo por 66.041 vagas, quase 82% do total.

Também teve saldo positivo entre trabalhadores com ensino médio incompleto (9.524), ensino superior incompleto (3.737), analfabetos (1.778) e ensino fundamental completo (942). 

No recorte por segmento, o maior volume de contratações se concentrou entre os trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados, que responderam por 46,3% entre todas as vagas abertas no Estado no ano passado, com 37.325 novos postos.

Na sequência das contratações, estão os trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (24.369), trabalhadores de serviços administrativos (19.188), técnicos de nível médio (4.605), profissionais das ciências e das artes (4.268), trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca e (2.301) e trabalhadores em serviços de reparação e manutenção (177).

Houve retração entre os membros superiores do poder público, dirigentes de organizações de interesse público e de empresas e gerentes (-9.223) e trabalhadores da produção de bens e serviços industriais em áreas como siderurgia, produção de celulose e papel e produção, captação, tratamento e distribuição de energia, água e utilidades.

 

 

 

 

 

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Com drone de câmera termal, bombeiros localizam em 7 minutos homem perdido em mata no Paraná

O uso de um drone de alta tecnologia, equipado com câmera termal, alto-falante e holofotes, foi decisivo para que o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) localizasse e resgatasse rapidamente um homem perdido em uma área de mata entre os municípios de Altônia e São Jorge do Patrocínio, no Noroeste do Estado, na noite desta quarta-feira (28). O equipamento faz parte de um lote adquirido pelo Governo do Estado para dar mais suporte e agilidade às diferentes operações dos bombeiros paranaenses.

O chamado foi registrado pelo telefone de emergência 193, quando o homem relatou que estava desorientado e não conseguia retornar por conta própria da área de mata, que fica próxima ao Rio Caju, na divisa entre os dois municípios. A Central de Operações acionou a equipe do CBMPR de Altônia, que se deslocou imediatamente até a região com um caminhão e uma viatura específicas para buscas e salvamentos e um dos drones adquiridos pelo Governo do Estado para esse tipo de ocorrência.

Após a decolagem do equipamento, os bombeiros iniciaram as buscas aéreas com base no último rumo informado pela vítima. Em apenas sete minutos, o homem foi localizado pela câmera termal do drone, que identificou a presença dele próximo a uma árvore, em meio à vegetação fechada. Para se ter uma ideia da diferença causada pelo equipamento, buscar por vítimas em condições semelhantes sem o uso do drone costumam demorar de três a quatro horas em média, segundo estimativas do CBMPR.

Com a vítima localizada, os bombeiros fizeram contato com por meio do alto-falante acoplado ao equipamento. Ela estava perdido há cerca de 3 horas e respondeu por gestos, informando estar bem fisicamente, apenas sem conseguir encontrar o caminho de volta. As coordenadas foram então identificadas com auxílio de GPS portátil, permitindo que a equipe se deslocasse por terra até o ponto exato.

Durante todo o trajeto, o drone continuou sendo utilizado para iluminar o caminho com holofotes, guiando os bombeiros até a vítima. O homem, de 50 anos, foi encontrado com pequenas escoriações, dispensando encaminhamento hospitalar.

Segundo o sargento Douglas Arcanjo Dias, da 2ª Companhia Independente de Bombeiro Militar de Umuarama, que também é instrutor do Curso de Piloto de Aeronaves Remotamente Pilotadas da Escola Superior de Bombeiro Militar (ESBM), o uso do drone foi determinante para o sucesso da operação. “O uso da tecnologia foi primordial nesse tipo de ocorrência, tanto pela rápida localização da vítima quanto pelo uso dos alto-falantes, que permitiram tranquilizar o homem, verificar o estado de saúde dele e orientar a equipe sobre as melhores condições para o resgate”, afirmou.

Dias explica que os recursos embarcados na aeronave também garantiram mais segurança aos bombeiros durante o deslocamento por terra. “Os holofotes auxiliaram as equipes de resgate a chegar até a vítima em segurança e realizar o salvamento, especialmente porque se tratava de um local de difícil acesso, com áreas alagadas”, acrescentou o sargento.

REFORÇO TECNOLÓGICO – Os novos drones fazem parte de um conjunto de equipamentos de alta tecnologia incorporados pelo Governo do Paraná ao Corpo de Bombeiros desde o fim de 2024, ampliando a capacidade de resposta em ocorrências de busca, salvamento e prevenção.

Os equipamentos também têm sido amplamente utilizados no Litoral do Estado, dentro do trabalho preventivo contra afogamentos dos bombeiros nas praias ao longo de toda a temporada do Verão Maior Paraná. As praias de água doce formados nos rios da região Noroeste do Estado também fazem parte da área onde os drones operam.

 

 

 

 

 

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Boletim do Deral aponta que safra 2026 ganha volume e consolida cenário positivo no Paraná

A Previsão Subjetiva de Safra (PSS) do mês de janeiro, feita pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) ), confirma um dos cenários agrícolas mais expressivos dos últimos anos no Paraná. O principal destaque do documento é a safra de verão robusta, puxada pela soja, que deve ultrapassar 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de uma produção total de 25,9 milhões de toneladas nas lavouras de verão.

Mesmo com ritmo de colheita mais lento, em função das chuvas, as condições gerais das lavouras seguem favoráveis e a projeção é otimista para o ciclo 2025/26. O documento detalha a condição dos segmentos de ovos, leites e frutas e horticultura.

SOJA - A safra de verão se confirma como o grande motor da agricultura paranaense neste início de ano. Os dados da PSS mostram estabilidade em relação ao levantamento anterior, e o bom desenvolvimento das lavouras, aliado a uma área expressiva cultivada, sustenta a expectativa de um volume superior ao registrado na safra passada.

A soja mantém papel central no desempenho da safra. Com área próxima de 5,8 milhões de hectares, a produção projetada supera 22 milhões de toneladas, consolidando mais uma colheita histórica. Até o final de janeiro, cerca de 5% da área havia sido colhida, um ritmo abaixo do observado em anos anteriores, reflexo das chuvas frequentes.

Ainda assim, as lavouras apresentam bom padrão vegetativo, e as precipitações previstas são consideradas decisivas para confirmar os rendimentos esperados.

MILHO - O milho de primeira safra apresenta boas perspectivas produtivas, mesmo ocupando área menor que a soja. A expectativa é de aumento na produção total, ainda que os rendimentos não atinjam os recordes observados no ciclo anterior. Já o milho de segunda safra começa a ser semeado dentro do calendário recomendado, com avanço do plantio principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste, à medida que soja é colhida. O desempenho dessa etapa será fundamental para o resultado final da safra estadual.

FEIJÃO - Já o feijão de primeira safra caminha para o encerramento com redução de área e produção, consequência direta dos preços menos atrativos ao produtor no momento do plantio. A produção estimada gira em torno de 184 mil toneladas, cerca de 46% menor que a safra anterior.

Para a segunda safra, a área projetada também é inferior à do último ciclo – embora ainda exista expectativa de recuperação produtiva, dependendo das condições climáticas e do andamento do plantio nas próximas semanas.

HORTICULTURA - Na horticultura, o destaque é a boa qualidade dos produtos colhidos, especialmente batata, cebola e tomate. A batata de primeira safra já tem colheita avançada, com alto padrão de qualidade, enquanto a segunda safra segue em fase de plantio. A cebola concluiu a colheita com produtividades satisfatórias, apesar da redução de área.

No tomate, mesmo com leve retração na área plantada, as expectativas apontam para boa produção. O setor, no entanto, enfrenta preços mais baixos, reflexo do excesso de oferta e da concorrência com outras regiões.

OVOS - Em janeiro de 2026, os preços de varejo dos ovos para consumo no Paraná apresentaram forte retração nos preços, com queda média de 14,6% em relação a janeiro de 2025 e de 17,5% frente a dezembro. A redução foi mais intensa no ovo extra (-25,2%), seguida pelo ovo grande (-15,8%), enquanto o ovo médio registrou recuo mais discreto (-2,7%).

Esse movimento contrastou com a alta observada nos preços médios das carnes bovina, suína e de frango, reforçando a maior competitividade do ovo como fonte de proteína animal. Para fevereiro, projeta-se elevação dos preços, em função do padrão sazonal, do retorno das compras institucionais e da menor produção nacional no período.

LEITE - O mercado de leite manteve, no início de 2026, a trajetória de queda observada ao longo de 2025 no Paraná, influenciada pela oferta elevada e pelos custos de produção ainda altos. O preço médio do leite posto na indústria deve se situar em torno de R$ 2,15 por litro - 22,1% abaixo do registrado em janeiro de 2025.

No varejo, o litro do leite UHT foi vendido, em média, a R$ 3,75 em janeiro, com redução mensal de 3,1% e queda anual de 23,2%. O aumento das importações de leite em pó no final de 2025 contribuiu para a manutenção da pressão sobre os preços internos.

FRUTAS - A fruticultura paranaense segue ampliando presença no mercado externo. Em 2025, as exportações do setor alcançaram US$ 22,4 milhões, um crescimento expressivo na comparação com a última década. Limão, lima, banana e abacate lideram os embarques, reforçando o potencial do segmento como alternativa de diversificação e agregação de valor à produção estadual. 

CONJUNTURA – Junto com a Previsão Subjetiva da Safra o Deral divulgou também o Boletim Conjuntural semanal. O documento destaca um cenário de pressão generalizada sobre os preços no agronegócio paranaense neste início de 2026, atingindo desde os grãos de verão até as proteínas animais e a pecuária leiteira, influenciados tanto pela oferta interna quanto por fatores macroeconômicos. Além dos grãos de verão, o documento detalha as condições do mercado de ovos, leite e frutas.

 

 

 

 

 

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