Mais de 3 milhões de veículos encerraram o primeiro semestre com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) quitado no Paraná em 2026. O número corresponde a mais de 73% de toda a frota tributável, atualmente em 4,2 milhões. Os números fazem parte do mais recente balanço da Receita Estadual, que destaca ainda o impacto da redução na alíquota do IPVA 2026 na queda da inadimplência no Estado.
Em janeiro, o Governo do Estado diminuiu a alíquota do imposto de 3,5% para 1,9% do valor venal dos veículos, tornando o Paraná um dos estados com o menor IPVA do País. Esse corte levou muitos paranaenses a ficar em dia com o fisco estadual. O total de contribuintes que não realizaram o pagamento do tributo caiu de 874,8 mil em julho de 2025 para 783,2 mil em 2026.
Essa busca pela adimplência impactou também positivamente a arrecadação. Até o último dia 30 de junho, cerca de R$ 3,79 bilhões entraram nos cofres do Estado — valor que corresponde a 83,5% dos R$ 4,5 bilhões lançados pela Receita Estadual no início do ano. “Esse é um resultado que fortalece as finanças do Estado e garante recursos para investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança e infraestrutura”, destaca o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.
Segundo ele, a queda na inadimplência reflete o impacto positivo da alíquota reduzida na vida do cidadão paranaense. “O cidadão tem consciência da importância do imposto e de como ele vai impactar sua vida e, ao trazer o menor IPVA do país, criamos as condições para que ele ajude a construir o Paraná que todos queremos”, diz.
LÍDERES – Pérola d’Oeste é o município com o maior percentual de veículos quitados em todo o Paraná. Com uma frota tributada de 2.253 veículos, 86,4% deles já estão completamente em dia com a Receita Estadual. São exatos 1.946 proprietários que não têm mais que se preocupar com o tributo pelo resto do ano.
Em seguida, aparecem as cidades de Quatro Pontes (85,6%), Sulina (85,3%) e Mercedes (84,77%). Arapuã, na Região Norte, completa o Top 5 com 84,7% da frota quitada.
Entre os principais municípios do Estado, 75,6% dos motoristas de Curitiba já quitaram o IPVA 2026. A capital é seguida de Cascavel (73,5%), Maringá (73,3%), Londrina (72,4%), Ponta Grossa (72,3%) e São José dos Pinhais (71%).
Por- AEN
Cidades de todas as regiões paranaenses registraram volumes de chuva acima da média durante junho de 2026. As temperaturas no mês que marca a chegada do inverno ficaram dentro ou até 2°C abaixo da média em todas as estações meteorológicas do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). O balanço foi divulgado pela instituição nesta quinta-feira (2).
Junho começou com maior presença de sol, mas várias frentes frias trouxeram chuva ao Paraná a partir do dia 10 de junho. Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas uma registrou volume de chuva abaixo da média histórica em junho de 2026: a que fica na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, no Litoral, teve 10,2 mm a menos do que o valor médio para o período. Cidades como Capanema, Cândido de Abreu, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Ponta Grossa, São Miguel do Iguaçu e Ubiratã tiveram volumes acumulados de chuva em junho de 2026 pelo menos 100 mm superiores ao volume médio histórico para junho.
Em Campo Mourão, o volume histórico de chuvas foi ultrapassado nos primeiros onze dias do mês. Outras oito cidades alcançaram o acumulado histórico de chuvas para junho em apenas 15 dias: Altônia, Apucarana, Cândido de Abreu, Cianorte, Jaguariaíva, Londrina, Ponta Grossa, e Umuarama (Confira as médias históricas e volumes de chuva registrados em junho de 2026 em todas as estações meteorológicas do Simepar abaixo).
Já com relação às temperaturas, as estações que ficam em Altônia, Capanema, Cascavel, Cianorte, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, Ubiratã e Umuarama registraram valores médios em junho de 2026 mais de 2°C abaixo da média histórica. Todas as outras estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação tiveram temperaturas dentro da média, ou até 1°C abaixo da temperatura média histórica para junho.
O inverno começou no dia 21, e já nos dias 24 e 25 de junho as temperaturas mais baixas de 2026 até o momento foram constatadas em 27 cidades paranaenses, devido à presença de uma forte massa de ar polar. Além do frio, geadas amplas ou nevoeiros foram o destaque na maioria das cidades da metade sul do estado.
No dia 24 bateram o recorde de frio as cidades de Altônia (4,7°C), Assis Chateaubriand (3,7°C), Cascavel (0°C), General Carneiro (-2,8°C), Laranjeiras do Sul (1,1°C), Pato Branco (-1,3°C), Nova Prata do Iguaçu (2,9°C), Toledo (-1,3°C) e Ubiratã (1,9°C). No dia 25, a temperatura mais baixa de 2026 em todo o Paraná foi constatada pela estação meteorológica do Simepar que fica em Palmas: -3,5°C.
No mesmo dia, tiveram o amanhecer mais gelado do ano as estações meteorológicas do Simepar APPA Antonina (8°C), Capanema (0,5°C), Fazenda Rio Grande (0,4°C), Irati (1,2°C), Cruzeiro do Iguaçu (1,7°C), Foz do Iguaçu (1,2°C), Francisco Beltrão (-1,2°C), Guaíra (2,5°C), Guarapuava (-1,4°C), Lapa (-0,1°C), Palotina (-0,9°C), Pinhais (1,3°C), Pinhão (-1,5°C), Santa Helena (0,9°C), São Miguel do Iguaçu (2,9°C), Umuarama (2,2°C), e União da Vitória (-0,2°C).
O mês terminou com intensas células de tempestade passando pelas regiões Oeste, Sudoeste, Campos Gerais e Centro-Sul do Paraná. O Simepar classificou um tornado na categoria F2 da Escala Fujita na comunidade de Imbu, município de Reserva, às 23h de domingo (28). A velocidade do vento, superior aos 200 km/h, arremessou placas de trânsito e destroços de residências a mais de um quilômetro de distância, além de destelhar casas e derrubar diversas árvores.
ESTAÇÃO COM MAIS DE CINCO ANOS DE OPERAÇÃO: MÉDIA HISTÓRICA PARA JUNHO / VOLUME DE CHUVA EM JUNHO DE 2026
Altônia: 78,7 mm / 124,4 mm;
Antonina: 129,8 mm / 150,6 mm;
APPA Antonina: 95,2 mm / 98 mm;
Apucarana: 83,3 mm/ 125,2 mm;
Assis Chateubriand: 103,8 mm / 148,8 mm;
Capanema: 149,6 mm / 277,4 mm;
Cambará: 62,5 mm / 85,6 mm;
Campo Mourão: 109,3 mm / 185,6 mm;
Cândido de Abreu: 137,8 mm / 255 mm;
Cascavel: 125 mm / 130 mm;
Cerro Azul: 77,2 mm/ 99 mm;
Cianorte: 91,4 mm/ 173,4 mm;
Cornélio Procópio: 76,3 mm / 100,8 mm;
Curitiba: 107,3 mm / 126,8 mm;
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 178,4 mm / 241,2 mm;
Fazenda Rio Grande: 123,5 mm / 161,6 mm;
Irati: 133,8 mm / 149 mm;
Cruzeiro do Iguaçu: 254,1 mm / 317,8 mm;
Foz do Iguaçu: 127,2 mm / 224,4 mm;
Francisco Beltrão: 174 mm / 268,8 mm;
Guaira: 80,9 mm / 142,2 mm;
Guarapuava: 161,7 mm / 237,4 mm;
Guaratuba: 128,5 mm / 226,8 mm;
Jaguariaiva: 95 mm / 134,4 mm;
Lapa: 120,9 mm / 180,8 mm;
Laranjeiras do Sul: 158,4 mm / 235,2 mm;
Loanda: 67,6 mm / 83,6 mm;
Londrina: 87,7 mm / 137 mm;
Maringá: 84,6 mm / 121 mm;
Palmas: 149,6 mm / 196,2 mm;
Palotina: 97,3 mm / 128,8 mm;
Paranaguá: 101,7 mm / 109,4 mm;
Paranavaí: 71,3 mm / 80 mm;
Pato Branco: 159,8 mm / 289,8 mm;
Pinhais: 98,5 mm / 105,4 mm;
Pinhão: 176,9 mm / 211,8 mm;
Ponta Grossa: 107,5 mm / 230,6 mm;
Guaraqueçaba: 116,2 mm / 106 mm;
Santa Helena: 136,9 mm / 204,6 mm;
São Miguel do Iguaçu: 123,3 mm / 242,2 mm;
Telêmaco Borba: 107,3 mm / 205 mm;
Toledo: 127,4 mm / 203,4 mm;
Ubiratã: 127,4 mm / 274,6 mm;
Umuarama: 89,3 mm / 128,2 mm;
União da Vitória: 140,7 mm / 214,4 mm.
POr - AEN
A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) colabora com um estudo nacional do Ministério das Cidades, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. O chamado Estudo Nacional de Mobilidade Urbana – ENMU foi lançado nesta quarta-feira (1º) e teve o Paraná como objeto de estudo.
O ENMU realizou um amplo diagnóstico nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do País com o objetivo de mapear projetos de transporte público coletivo de média e alta capacidade. Com uma visão de 30 anos, o estudo apresenta boas práticas, apoiando a disseminação de informações e referências para o setor, além de desenvolver uma estratégia nacional de mobilidade com o objetivo de viabilizar os investimentos necessários.
No Paraná, o ENMU mapeou seis projetos estratégicos: a implantação do BRT Norte-Sul Metropolitano, que vai conectar os municípios de Colombo, Curitiba e Fazenda Rio Grande; a implantação do BRT Araucária, conectando o Terminal Central de Araucária com a Cidade Industrial de Curitiba; o BRT Piraquara, conectando o Terminal de Piraquara com o Terminal de Pinhais; o BRT Colombo, ligando o Terminal Roça Grande com o Terminal Santa Cândida; o BRT São José dos Pinhais, conectando o Terminal Centenário com o Terminal Afonso Pena; e a implantação do VLT Expresso Metropolitano na ligação entre o Aeroporto Afonso Pena e o Centro Cívico, em Curitiba.
Ao todo, os seis projetos preveem cerca de R$ 5,8 bilhões de investimentos na Região Metropolitana de Curitiba. Entre os elencados no Estudo, dois já estão em andamento por meio da Amep: a elaboração dos estudos de viabilidade e anteprojetos do BRT Norte-Sul Metropolitano, contratado pela Agência em março deste ano, e a Estruturação da Modelagem para Concessão de um Sistema de VLT entre São José dos Pinhais e Curitiba, com previsão de lançamento em 2027.
Quando implantados, os seis projetos deverão atender cerca de 334.842 usuários diariamente e sete municípios da Região.
Para o presidente da Amep, Gilson Santos, o estudo reforça a necessidade da prioridade em investimentos para a mobilidade urbana e demonstra a importância de concentrar recursos em obras estruturantes para as regiões metropolitanas do País.
“Muitos projetos considerados importantes para as regiões metropolitanas requerem investimentos altos, às vezes na casa dos bilhões de reais, o que dificulta sua execução de forma isolada pelos municípios e até estados. Com este mapeamento é possível estabelecer quais são as prioridades e promover a concentração dos recursos que podem ser oriundos do governo federal, governo estadual, municípios e instituições financeiras nacionais e internacionais”, disse.
“São essas ações que podem alterar e melhorar o cenário precário da infraestrutura para a mobilidade em nosso país, que cada vez mais impacta a vida do cidadão", destacou o presidente.
O ENMU mapeou 214 projetos em 21 regiões metropolitanas, totalizando investimentos que ultrapassam R$ 473 bilhões. Eles envolvem infraestrutura, aquisição de veículos, sendo BRTs, VLTs, trens, monotrilhos e metrôs.
Por- AEN
As forças de segurança do Paraná mantêm uma série de números telefônicos à disposição da população como o 190, o 181 e o 197, mas em momentos de urgência ou diante da necessidade de registrar uma denúncia, muita gente ainda pode ter dúvidas. Memorizar o número correto para cada situação é fundamental para garantir uma resposta rápida e eficiente, agilizando o atendimento e ajudando no combate ao crime.
A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) reforça que a colaboração da sociedade por meio desses canais é essencial para o combate à criminalidade e para a melhoria do atendimento ao cidadão. Um exemplo desses canais que estão à disposição do cidadão é o número Disque Denúncia 181, que recebe denúncias para investigação. O fato de muita gente não conhecer o 181 leva as pessoas a ligarem para o 190 da Polícia Militar, que é para atendimento de ocorrências que estão acontecendo naquele momento, e que, assim, pode ficar sobrecarregado.
O coronel Walter Aguiar, responsável pela coordenação do 181, ressalta que o canal é muito importante para que a população possa fazer denúncias de forma totalmente sigilosa e segura. "O 181 é gratuito e o anonimato é garantido por lei. Não temos qualquer identificação pelo telefone ou internet", afirma o coronel.
DENÚNCIAS - Após o recebimento das denúncias, há uma avaliação interna e o encaminhamento às forças de segurança para o planejamento de como será o procedimento para atender a solicitação. “Quanto mais informação melhor”, destaca o coronel Aguiar.
Um exemplo recente da importância dessa participação ocorreu no município de Ivaté, onde uma denúncia anônima encaminhada pelo 181 levou o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) a identificar um loteamento irregular e a perfuração de um poço artesiano sem licenciamento, resultando no embargo imediato da área e em multas que passam de R$ 4,5 milhões.
Outro caso de sucesso ocorreu no dia 15 de junho, quando denúncias anônimas feitas pelo canal permitiram que a Polícia Militar desmantelasse um esquema de produção e distribuição de drogas no bairro Portão, em Curitiba. Na ação, foram apreendidas porções de maconha e haxixe, além de sementes e equipamentos utilizados no preparo e na comercialização.
CANAIS - Além do 181, existem outros canais fundamentais para garantir a segurança e a prestação de serviço rápido à população. Cada número possui uma função específica, dividida entre forças policiais, serviços de resgate e assistência médica de urgência. Saber diferenciar essas opções e utilizá-las com responsabilidade é um ato de cidadania que evita o congestionamento das linhas e agiliza o trabalho das equipes de prontidão.
Confira abaixo quando utilizar cada um dos principais números:
181 - Disque-Denúncia: Canal exclusivo para denúncias anônimas. Ideal para relatar informações sobre tráfico de drogas, paradeiro de criminosos, crimes ambientais ou maus-tratos, sem a necessidade de se identificar. O sigilo é absoluto.
190 - Polícia Militar: Voltado para emergências e crimes em andamento. Deve ser acionado em situações que exigem intervenção imediata, como assaltos, brigas, acidentes de trânsito com vítimas ou violência doméstica. Também pode ser acionado por meio do aplicativo 190.
197 - Polícia Civil: Utilizado para investigações e registros. É o canal para fornecer informações que ajudem a solucionar crimes já ocorridos ou a localizar foragidos da Justiça.
193 - Corpo de Bombeiros: Exclusivo para situações de socorro e salvamento. Deve ser acionado em casos de incêndios, vazamentos de gás, afogamentos, acidentes com pessoas presas em ferragens, engasgamentos e ataques de animais peçonhentos.
198 - Polícia Rodoviária Estadual: Destinado a emergências nas rodovias estaduais. Para relatar acidentes, crimes, presença de animais na pista ou obstruções em estradas geridas pelo estado.
Por- AEN
Um morador do Paraná afirma ter sido vítima de um golpe após atravessar a fronteira entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, no Paraguai, para encontrar um homem conhecido pelo aplicativo de relacionamentos Grindr, rede social voltado para a comunidade LGBTQ+ e que conecta pessoas próximas por geolocalização.
A vítima afirma que foi mantida em cativeiro por mais de 12 horas, agredida e ameaçada de morte até fazer transferências bancárias e empréstimos que somam cerca de R$ 100 mil. O g1 optou por não identificar o homem por questões de segurança.
A vítima contou que estava em Foz do Iguaçu a trabalho quando marcou o encontro pelo aplicativo. A conversa, segundo ele, parecia normal. Os dois combinaram de se encontrar no lado paraguaio da fronteira.
"Eu estava fazendo um evento em Foz do Iguaçu. Como não conhecia ninguém na cidade, criei uma conta no Grindr para conversar com alguém e sair para jantar. A pessoa ia me encontrar na frente do motel e de lá a gente ia jantar", relatou.
Segundo o homem, ao chegar a Cidade do Leste, no Paraguai, ele foi buscado por um motociclista. Em vez de seguir para o local combinado, porém, foi levado até uma região de becos e mata no bairro San Rafael, onde outros cinco homens armados o aguardavam.
A vítima afirma que foi levada para diferentes pontos de uma área de mata, onde permaneceu sob ameaça durante toda a noite. Segundo o relato, os criminosos exigiam acesso ao celular para contratar empréstimos e realizar transferências bancárias.
"Eles falavam o tempo inteiro que iam me matar, me jogar no rio e que eu nunca mais ia ver minha família."
A vítima conseguiu escapar depois de ser abandonado em uma viela. Ao reconhecer a região central de Cidade do Leste, caminhou até a área da Ponte da Amizade e procurou a Polícia de Turismo paraguaia para registrar a ocorrência.
Em nota, o Grindr afirmou que repudia qualquer uso da plataforma para crimes e disse que trata com seriedade casos de violência e extorsão contra usuários. A empresa informou que colabora com as autoridades e que reforça medidas de segurança, como alertas para usuários em regiões de risco e orientações para que os primeiros encontros ocorram em locais públicos. Veja na íntegra ao final da reportagem.
Para tentar reduzir os crimes, a polícia paraguaia reforçou o patrulhamento nos becos do bairro San Rafael e mantém equipes nos principais acessos para orientar turistas. No caso do crime contra o brasileiro entrevistado pelo g1, ninguém foi preso.
A vítima também registrou boletim de ocorrência no Brasil. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso.
Prejuízo de R$ 100 mil
Segundo a vítima, os criminosos aproveitaram o limite de crédito disponível em bancos para contratar empréstimos e utilizar cartões.
O prejuízo estimado chega a R$ 100 mil. Parte das operações foi cancelada por um dos bancos, mas, segundo ele, outras instituições da qual é cliente ainda não reconheceram as fraudes.
"Quando vi que estava livre, pensei: 'Minha vida acabou'. Eles acabaram com meu nome. Eu não tinha como pagar aquelas dívidas", disse.
Polícia paraguaia diz que crimes do tipo contra brasileiros são comuns
Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, crimes como este são conhecidos e acontecem principalmente no bairro San Rafael, em Cidade do Leste.
De acordo com o policial paraguaio Donato Escobar, o golpe segue um roteiro.
"O modo de agir desses criminosos é buscar as vítimas em algum ponto da cidade e levá-las ao bairro San Rafael, onde há cúmplices. Lá, elas são obrigadas a fazer transferências bancárias e, em alguns casos, empréstimos", afirmou.
O policial disse ainda que, sozinho, atendeu cerca de 20 ocorrências semelhantes nos últimos anos e que aproximadamente 95% das vítimas são brasileiras. Apenas neste ano, oito casos foram registrados na delegacia responsável pela região.
O que diz o Grindr
Procurado pelo g1, o Grindr se manifestou por meio de nota. Veja na íntegra abaixo:
"No Grindr, assumimos com muita seriedade a responsabilidade de conectar a comunidade queer e ficamos profundamente alarmados com relatos como os que você mencionou. Casos de violência, extorsão e exploração são de extrema gravidade, e repudiamos veementemente qualquer abuso de nossas ferramentas que coloque nossa comunidade em perigo.
Assim como em qualquer rede social ou aplicativo de relacionamentos, existem situações em que usuários mal-intencionados tentam burlar as regras, o que pode trazer riscos aos demais. Dedicamos nossos esforços diários para garantir um espaço seguro para todos e colaboramos de forma contínua com os órgãos de segurança pública. Isso inclui o uso do sistema Kodex, implementado por nós para tornar o compartilhamento jurídico de dados mais ágil e eficiente, apoiando o trabalho de investigação da polícia sempre que a nossa plataforma for envolvida.
Como suporte aos usuários, atualizamos com frequência as nossas orientações de proteção. Além disso, disparamos alertas de segurança via pop-up para a base de usuários da região afetada. Para o primeiro encontro presencial, recomendamos enfaticamente que utilizem a chamada de vídeo para confirmar a identidade do perfil, escolham locais públicos, enviem a localização em tempo real para alguém de confiança e fiquem atentos aos sinais de alerta. Qualquer atitude suspeita ou ilegal deve ser denunciada imediatamente no próprio aplicativo ou à polícia."
Por - G1
Hospitais pertencente à rede do Estado, alguns dos hospitais universitários e outras unidades da rede própria estadual passaram por ampliações, reformas e modernizações de seus prontos-socorros nos últimos anos. As intervenções feitas pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), ampliaram a capacidade de atendimento, qualificaram fluxos assistenciais e fortaleceram a estrutura de hospitais que são referência para pacientes de diversas regiões. Alguns exemplos são o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, o Hospital Zona Norte de Londrina, no Norte do Paraná.
Um dos principais investimentos foi no Hospital do Trabalhador, referência estadual em trauma. O novo pronto-socorro teve ampliação de 424 metros quadrados na estrutura existente e passou a contar com novos leitos para suturas, curativos, gesso, redução de fraturas, observação e administração de medicamentos, além de consultórios médicos, sala de raio-X, áreas de apoio e espaços de espera mais confortáveis para pacientes e acompanhantes.
A modernização aumentou a capacidade de atendimento da unidade e contribui para reduzir o tempo de espera e aumentar a resolutividade dos casos de urgência. Foram mais de R$ 2,4 milhões em investimentos.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, os prontos-socorros concentram alguns dos atendimentos mais complexos do sistema público de saúde, recebendo pacientes encaminhados de diversas regiões. “Com estruturas mais amplas e modernas, os hospitais estaduais ganharam e continuam a aumentar a capacidade para atender mais pessoas, reduzir gargalos assistenciais e oferecer um atendimento mais eficiente à população”, afirma.
Além das intervenções estruturais, a Sesa tem investido na modernização da gestão dos prontos-socorros, com adoção de protocolos assistenciais, reorganização dos fluxos de atendimento e incorporação de novas tecnologias. O conjunto dessas ações fortalece a capacidade de resposta da rede própria estadual e oferece mais qualidade, segurança e agilidade aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, é referência para o atendimento de urgência da região e, durante a Operação Verão, das vítimas de afogamentos e traumas. As melhorias envolveram a reorganização dos fluxos assistenciais e a aquisição de novos equipamentos, como camas elétricas e mobiliário hospitalar. A unidade também foi uma das primeiras da rede estadual a aderir ao projeto Lean nas Emergências, que reduziu o tempo de permanência dos pacientes e tornou mais ágil o encaminhamento para internação quando necessário. De 2019 até maio deste ano, o pronto-socorro da unidade fez mais de 225 mil atendimentos.
Ainda no Litoral, o Hospital Regional de Guaraqueçaba também renovou o seu PS com equipamentos, móveis e aparelhos hospitalares, totalizando um aporte de R$ 150 mil .
Em Londrina, os hospitais Zona Norte e Zona Sul também avançaram na qualificação dos prontos-socorros. Além de reformas e revitalização dos espaços, as duas unidades adotaram novas metodologias de gestão por meio do Lean nas Emergências. No Hospital Zona Norte foi implantado o Fast Track, fluxo exclusivo para pacientes de menor complexidade, reduzindo o tempo de espera e contribuindo para desafogar a emergência.
Já no Hospital Zona Sul, a reorganização dos processos assistenciais resultou em redução de 50% no tempo de espera dos pacientes, além de diminuir o período entre a definição da alta hospitalar e a saída do paciente, além do tempo entre a indicação e a efetivação das internações. A unidade também recebeu novos monitores, respiradores, bombas de infusão, macas, poltronas de medicação e equipamentos de ar-condicionado.
No Hospital Regional do Sudoeste, em Francisco Beltrão, os investimentos fortaleceram a capacidade tecnológica do pronto-socorro com a compra de equipamentos como videolaringoscópio, ventiladores, monitores de transporte, aparelhos de raio-X fixo e móvel e camas elétricas. Também recebeu um novo tomógrafo que será instalado após adequações estruturais, ampliando o suporte ao atendimento de casos de maior complexidade. Além disso, a reorganização dos fluxos assistenciais proporcionada pelo Lean nas Emergências trouxe maior eficiência ao setor.
FLUXO ASSISTENCIAL – O projeto Lean nas Emergências, do Ministério da Saúde (Proadi-Sus), com parceria estratégica e consultoria do Hospital Sírio-Libanês (SP), visa otimizar os fluxos de atendimento, reduzir a superlotação e diminuir o tempo de espera nas urgências e emergências. Pelo projeto, são feitas reuniões diárias de avaliação de situação.
O Fast Track (fluxo rápido) é uma estratégia que cria um caminho exclusivo e acelerado para atender pacientes de baixa complexidade, para casos classificados como verde ou azul na triagem, reduzindo o tempo de espera e evitando a superlotação.
UNIVERSITÁRIOS – No Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), o pronto-socorro passou a contar com uma sala exclusiva para o atendimento de vítimas de violência sexual e outra destinada ao acolhimento de gestantes. Os novos espaços, viabilizados por meio da doação de institutos de Maringá, oferecem atendimento mais humanizado, com ambientes privativos equipados com leitos, poltronas e banheiros exclusivos. A estrutura amplia a qualidade da assistência prestada pelo hospital, referência para o atendimento a vítimas de violência sexual e a gestantes de alto risco nos 30 municípios da 15ª Regional de Saúde.
No Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, a capacidade dos leitos de emergência dobrou de três para seis. Ele ganhou cinco leitos de UTI no próprio setor, outros cinco leitos exclusivos para atendimento cardiológico de urgência e emergência e, também, fortaleceu o serviço de Hemodinâmica, ampliando a oferta de procedimentos como cateterismo e angioplastia.
A modernização também incluiu a aquisição de um tomógrafo e a ampliação da área física do pronto-socorro em mais de 1,2 mil metros quadrados, permitindo a expansão dos leitos de observação de 14 para 26 e a reorganização dos fluxos assistenciais. Com a estrutura reforçada, o número de atendimentos passou de 18.676, em 2019, para 20.554 em 2025.
As unidades que não possuem PS são exclusivamente referenciadas da Atenção Básica, ambulatoriais ou ainda atuam via Central Estadual de Regulação.
As intervenções fazem parte de um amplo programa de fortalecimento da infraestrutura hospitalar. Desde 2019, o Estado realizou 129 processos de obras em hospitais, incluindo ampliações, reformas e novas edificações, com investimentos que ultrapassam R$ 1,1 bilhão. Desse total, 81 já foram concluídas, ampliando a capacidade assistencial e modernizando a rede própria de saúde.
Por - AEN

























