Pinhão amplia espaço nos cardápios da alimentação escolar da rede estadual

Símbolo da cultura e da gastronomia paranaense, o pinhão ganha espaço nos cardápios da alimentação escolar da rede estadual entre junho e agosto. A iniciativa fortalece a agricultura familiar e amplia a oferta da semente típica da araucária aos estudantes durante a temporada de colheita e comercialização do pinhão no Paraná, estado que lidera a produção nacional da iguaria.

Nos últimos sete anos, a distribuição de pinhão proveniente da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede estadual movimentou R$ 311 mil e somou mais de 36 toneladas do produto, beneficiando 470 escolas de 86 municípios paranaenses. Nos anos de 2024 e 2025, foram distribuídas mais de 12 toneladas para 344 escolas de 73 municípios, com previsão de continuidade do fornecimento neste ano.

Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a alimentação escolar também é uma ferramenta de valorização da cultura e da produção local. “Ao inserir o pinhão nos cardápios, aproximamos os estudantes de um alimento tradicional do Paraná, ao mesmo tempo em que valorizamos a produção local e ampliamos a oferta de refeições nutritivas nas escolas”, afirma.

Além do valor cultural, o pinhão também se destaca pelo valor nutricional. Fonte de fibras, vitaminas e minerais, o alimento fornece energia e contribui para uma alimentação equilibrada. Ele pode ser utilizado como complemento ou substituição parcial de ingredientes como arroz, batata, mandioca e milho.

PREPARAÇÕES – De acordo com Elissandra Brito, nutricionista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o pinhão é adquirido pela rede estadual em sua forma in natura e pode ser servido cozido ou utilizado em diferentes preparações elaboradas pelas equipes de alimentação escolar, como sopas, refogados, tortas salgadas, risotos e farofas. “A versatilidade do produto permite sua inclusão em receitas adaptadas aos hábitos alimentares dos estudantes durante os meses mais frios do ano”, diz.

A aceitação do pinhão pelos estudantes pode ser observada em unidades da rede estadual. No Colégio Estadual Professor Máximo Asinelli, em Curitiba, a chegada do frio coincide com a inclusão do pinhão na alimentação escolar. Além de levar aos estudantes um dos sabores mais característicos do inverno paranaense, a iniciativa reforça a identidade cultural regional.

Segundo o diretor da escola, Delirio Bonin, os estudantes aprovam a oferta do pinhão. “Para o colégio, é mais uma opção, principalmente para este período de inverno. Os alunos gostam e falam que é acolhedor como a casa da vovó”.

PARANÁ LIDERA PRODUÇÃO NACIONAL – Além de integrar a alimentação escolar e a cultura regional, o alimento também tem peso relevante na economia paranaense. Dados de 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam o Paraná como o maior produtor nacional da semente, com 4,8 mil toneladas, volume 30% superior ao de Santa Catarina, estado segundo colocado no ranking, com 3,7 mil toneladas. 

No âmbito estadual, números mais recentes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) mostram que o Paraná alcançou, em 2024, o maior volume de produção de pinhão da série histórica, com 5.022 toneladas. Em comparação com 2015, quando foram registradas 3.130 toneladas, o crescimento foi de 60,4%. No mesmo período, o Valor Bruto da Produção (VBP) real avançou de R$ 13,8 milhões para R$ 25,8 milhões. Os dados referentes a 2025 e 2026 ainda estão em fase de consolidação.

PRINCIPAIS PRODUTORES – A região Centro-Sul concentra a maior parte da produção da semente no Paraná. O município de Pinhão, na região de Guarapuava, ocupa a primeira posição, com 880 toneladas produzidas em 2024, o equivalente a 17,5% da produção estadual. Na sequência, aparecem Inácio Martins, na região de Irati, com 750 toneladas (14,9%), e Turvo, na região de Guarapuava, que produziu 440 toneladas (8,8%). Juntos, os três municípios responderam por 42% da produção paranaense.

 

 

 

Por- AEn

Maio registrou chuvas acima e temperaturas abaixo da média no Paraná, aponta Simepar

Maio de 2026 registrou chuva dentro a acima da média na maioria das estações meteorológicas do Simepar. Além disso, a temperatura média ficou dentro a abaixo da média histórica — reflexo da redução nas temperaturas máximas, impactadas por vários dias de céu encoberto e presença de massas de ar frio. 

O mês começou quente. As temperaturas mais altas de maio de 2026 foram registradas na primeira semana em todas as estações do Simepar, sendo a mais alta em Capanema às 15h do dia 1°: 34,6°C. Já as temperaturas mais baixas do mês também foram as menores do ano até o momento, e registradas entre os dias 11 e 13 — datas em que também houve geada em cidades da metade sul do Estado, e chuva congelada em General Carneiro. 

A temperatura mais baixa foi -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. A sensação térmica ficou abaixo de -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região. 

A temperatura média chegou a ficar mais de 1°C abaixo da média histórica em cidades como Altônia, Antonina, Capanema, Cianorte, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Paranaguá, Guaraqueçaba, Santo Antônio da Platina, Ubiratã e Umuarama. 

“A persistência de céu encoberto e a ocorrência de chuva nas regiões nas regiões Leste, Campos Gerais, Sudeste, Norte e Noroeste reduziu o aquecimento diurno ao longo dos dias e contribuiu para que as temperaturas máximas em geral ficassem inferiores aos registros históricos para maio. Nas regiões Oeste e Sudoeste, houve atuação mais persistente de massas de ar frio”, explica Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar

A distribuição de chuva foi irregular. Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes abaixo da média histórica para maio: Capanema, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, Ubiratã e Umuarama. 

Em 18 estações, o volume médio de chuva foi atingido nos primeiros dez dias do mês: Altônia, Antonina, Cambará, Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cerro Azul, Cianorte, Cornélio Procópio, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Irati, Jaguariaíva, Lapa, Londrina, Maringá, Paranavaí, Ponta Grossa, e Telêmaco Borba. 

Nos dias 17, 18 e 26 de maio, durante tempestades mais intensas, houve precipitações de granizo em várias cidades paranaenses. “A atuação de dois sistemas frontais estacionários favoreceu a ocorrência de precipitação mais frequente e persistente nas regiões Leste, Campos Gerais, Sudeste, Norte e Noroeste, resultando em volumes pluviométricos acima da média histórica”, afirma Júlia.

“Já nas regiões Oeste e Sudoeste, a atuação mais persistente de massas de ar frio e seco limitou a ocorrência de precipitação, contribuindo para totais pluviométricos e também temperaturas máximas abaixo dos registros históricos”, acrescenta.

FENÔMENOS – Na última sexta-feira do mês (29) um fenômeno chamou a atenção no céu de Cascavel ao amanhecer. Nuvens com aspecto de “derretidas” tomaram conta do céu. Trata-se de Virga, uma chuva que começa a cair de uma nuvem mais alta (Altocumulus, Altostratus ou Cumulus), mas encontra uma camada de ar muito seco e evapora antes de conseguir tocar o chão, criando esse visual de cortina no céu.

No fim de semana, nuvens que pareciam rastros foram vistas de várias cidades na região de Guarapuava. Eram trilhas de condensação, ou seja, nuvens lineares artificiais formadas por gases quentes expelidos pelos motores das aeronaves que voam em grandes altitudes. O Simepar detectou em imagens de satélite as trilhas de condensação vistas pela população a céu aberto, devido ao excesso de umidade em altura de cruzeiro. 

Volume de chuva registrado em maio de 2026 nas estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação:

Estação: Volume em maio de 2026 / média histórica para maio

Altônia: 154,2 mm / 70,4 mm

Antonina: 280,4 mm / 125 mm

APPA Antonina: 145,6 mm / 113,5 mm

Apucarana: 130,2 mm / 111,3 mm

Assis Chateaubriand: 164,6 mm / 139,7 mm

Capanema: 125,4 mm / 148,8 mm

Cambará: 189,6 mm / 87,5 mm

Campo Mourão: 210,2 mm / 107,1 mm

Cândido de Abreu: 218,4 mm / 122,6 mm

Cerro Azul: 213 mm / 81 mm

Cianorte: 169,4 mm / 92,5 mm

Cornélio Procópio: 220 mm / 92,7 mm

Curitiba: 154 mm / 88,1 mm

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 170,2 mm / 134,3 mm

Fazenda Rio Grande: 189,4 mm / 74,6 mm

Irati: 184,6 mm / 106,5 mm

Cruzeiro do Iguaçu: 105 mm / 168,5 mm

Foz do Iguaçu: 81,8 mm / 126,2 mm

Francisco Beltrão: 146,8 mm / 172,7 mm

Guaíra: 221,6 mm / 122,3 mm

Guarapuava: 154,2 mm / 128,1 mm

Guaratuba: 150,6 mm / 147,8 mm

Jaguariaíva: 216 mm / 94,6 mm

Lapa: 168,8 mm / 84,3 mm

Laranjeiras do Sul: 179,2 mm / 148,9 mm

Loanda: 237,8 mm / 95,8 mm

Londrina: 271 mm / 106,5 mm

Maringá: 196 mm / 111,2 mm

Palmas: 237 mm / 155,4 mm

Palotina: 165,8 mm / 121,1 mm

Paranaguá: 130,8 mm / 103 mm

Paranavaí: 198,6 mm / 100,7 mm

Pato Branco: 257,6 mm / 164,9 mm

Pinhais: 130,8 mm / 86,4 mm

Pinhão: 192 mm / 142 mm

Ponta Grossa: 236,8 mm / 92 mm

Guaraqueçaba: 186,8 mm / 173,5 mm

Santa Helena: 134,6 mm / 145,8 mm

Santo Antônio da Platina: 78,8 mm / 71,7 mm

São Miguel do Iguaçu: 138,2 mm / 149,9 mm

Telêmaco Borba: 265,4 mm / 102,1 mm

Toledo: 147,2 mm / 164,1 mm

Ubiratã: 104,8 mm / 112,3 mm

Umuarama: 95,4 mm / 97,7 mm

União da Vitória: 173,2 mm / 123,1 mm

Temperaturas mais baixas e mais altas de maio nas estações meteorológicas do Simepar:

Estação: Temperatura mínima, Data e hora / Temperatura máxima, Data e hora

Altônia: 5,6°C em 11/05/2026 às 5h / 32,9°C em 06/05/2026 às 14h;

Antonina: 8,2°C em 11/05/2026 às 6h / 29,8°C em 07/05/2026 às 15h;

APPA Antonina: 8,1°C em 12/05/2026 às 6h / 27,8°C em 05/05/2026 às 15h;

Apucarana: 4,7°C em 11/05/2026 às 7h / 28,6°C em 05/05/2026 às 14h;

Assis Chateubriand: 5,4°C em 10/05/2026 às 7h / 32,8°C em 06/05/2026 às 14h;

Capanema: 2,1°C em 11/05/2026 às 7h / 34,6°C em 01/05/2026 às 15h;

Cambará: 4,7°C em 13/05/2026 às 7h / 31,8°C em 05/05/2026 às 16h;

Campo Mourão: 3,7°C em 11/05/2026 às 7h / 29,8°C em 06/05/2026 às 15h;

Cândido de Abreu: 4,2°C em 11/05/2026 às 7h / 30,9°C em 06/05/2026 às 14h;

Cascavel: 0°C em 11/05/2026 às 7h / 29,1°C em 06/05/2026 às 15h;

Cerro Azul: 4,8°C em 11/05/2026 às 7h / 32,3°C em 07/05/2026 às 15h;

Cianorte: 4,6°C em 11/05/2026 às 7h / 30,8°C em 06/05/2026 às 14h;

Cornélio Procópio: 5,8°C em 11/05/2026 às 9h / 30°C em 07/05/2026 às 15h;

Curitiba: 2,7°C em 11/05/2026 às 6h / 28,5°C em 06/05/2026 às 14h;

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: -2,4°C em 11/05/2026 às 7h / 26,4°C em 05/05/2026 às 14h;

Fazenda Rio Grande: 0,9°C em 12/05/2026 às 6h / 28,3°C em 06/05/2026 às 15h;

Irati: 1,5°C em 11/05/2026 às 7h / 29,5°C em 06/05/2026 às 15h;

Cruzeiro do Iguaçu: 4,2°C em 11/05/2026 às 7h / 31,7°C em 06/05/2026 às 16h;

Foz do Iguaçu: 3,2°C em 11/05/2026 às 7h / 30°C em 05/05/2026 às 14h;

Francisco Beltrão: 1,6°C em 12/05/2026 às 7h / 29,9°C em 06/05/2026 às 14h;

General Carneiro: -1,9°C em 11/05/2026 às 6h / 23,2°C em 06/05/2026 às 15h;

Guaíra: 4,1°C em 11/05/2026 às 7h / 32,3°C em 05/05/2026 às 14h;

Guarapuava: -1.2°C em 11/05/2026 às 5h / 27,4°C em 05/05/2026 às 15h;

Guaratuba: 9,4°C em 11/05/2026 às 7h / 28,8°C em 06/05/2026 às 13h;

Jaguariaíva: 1,7°C em 12/05/2026 às 6h / 28,7°C em 06/05/2026 às 14h;

Lapa: 0,2°C em 12/05/2026 às 6h / 27,6°C em 06/05/2026 às 14h;

Laranjeiras do Sul: 1,6°C em 11/05/2026 às 6h / 28,3°C em 05/05/2026 às 15h;

Loanda: 5,3°C em 11/05/2026 às 7h / 33,4°C em 05/05/2026 às 15h;

Londrina: 4,7°C em 11/05/2026 às 7h / 30°C em 05/05/2026 às 14h;

Maringá: 5°C em 11/05/2026 às 7h / 30,8°C em 05/05/2026 às 15h;

Marumbi Base: 12°C em 14/05/2026 às 2h / 27,7°C em 07/05/2026 às 13h;

Palmas: -0,3°C em 11/05/2026 às 7h / 25,7°C em 06/05/2026 às 15h;

Santa Maria do Oeste: 1,4°C em 11/05/2026 às 7h / 26,8°C em 05/05/2026 às 14h;

Palotina: 1,6°C em 11/05/2026 às 7h / 32,3°C em 06/05/2026 às 15h;

Paranaguá: 9,1°C em 11/05/2026 às 7h / 27,8°C em 07/05/2026 às 16h;

Paranavaí: 5,2°C em 11/05/2026 às 8h / 32°C em 02/05/2026 às 15h;

Pato Branco: 1,2°C em 11/05/2026 às 6h / 29,2°C em 06/05/2026 às 14h;

Pinhais: 1,5°C em 11/05/2026 às 7h / 30,2°C em 06/05/2026 às 14h;

Pinhão: 0,2°C em 11/05/2026 às 3h / 29,2°C em 06/05/2026 às 14h;

Ponta Grossa: 1,5°C em 12/05/2026 às 7h / 28,8°C em 06/05/2026 às 14h;

Guaraqueçaba: 6,7°C em 13/05/2026 às 7h / 30,8°C em 07/05/2026 às 15h;

Nova Prata do Iguaçu: 5,1°C em 11/05/2026 às 7h / 30,7°C em 01/05/2026 às 14h;

Santa Helena: 3,7°C em 11/05/2026 às 6h / 30,9°C em 06/05/2026 às 14h;

Santo Antônio da Platina: 6,5°C em 11/05/2026 às 7h / 29,9°C em 06/05/2026 às 15h;

São Miguel do Iguaçu: 5,4°C em 12/05/2026 às 6h / 32°C em 06/05/2026 às 14h;

Telêmaco Borba: 1,8°C em 12/05/2026 às 6h / 28,9°C em 06/05/2026 às 15h;

Toledo: 1,7°C em 11/05/2026 às 3h / 29,8°C em 05/05/2026 às 14h;

Ubiratã: 3,1°C em 11/05/2026 às 6h / 30,3°C em 05/05/2026 às 15h;

Umuarama: 4,1°C em 12/05/2026 às 6h / 32,3°C em 06/05/2026 às 14h;

União da Vitória: 2,1°C em 11/05/2026 às 6h / 28,4°C em 07/05/2026 às 14h.

 

 

 

 

Por - AEN

Sem quarto ou cama, idoso obrigado a trabalhar 24h por dia no Paraná improvisou dormitório em cabine de caminhão

O idoso de 69 anos de idade, que foi resgatado de uma situação análoga à escravidão, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, não possuía cama ou quarto. Segundo Antonio Luiz Fabris Júnior, auditor-fiscal do Trabalho, o homem improvisou um dormitório em uma cabine de caminhão.

A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e a Polícia Federal (PF) realizaram o flagrante da situação e o resgate da vítima na quarta-feira (27). O nome da empresa não foi divulgado.

De acordo com os órgãos, o homem era obrigado a trabalhar 24 horas por dia como vigilante em uma empresa de venda e locações de carros e máquinas. Ele não possuía contrato de trabalho ou carteira assinada.

Para acessar a cabine do caminhão em que dormia, a vítima ainda precisava subir uma escada elevada, mesmo com limitações de locomoção e dificuldade para caminhar em razão da idade e de diversas comorbidades.

O local não tinha água encanada disponível. Para comprar alimento, o idoso saía correndo até um mercado próximo, porque tinha a responsabilidade de manter vigilância total na empresa, segundo os auditores-fiscais do trabalho da SIT/MTE.

 

 "Tendo em vista tal degradância, caracterizou-se claramente o trabalho análogo à escravidão", disse Antonio Luiz Fabris Júnior.

O homem é natural de Tibagi e morava em Ponta Grossa há alguns anos, mas vivia na empresa desde junho de 2025. Ele era remunerado com R$ 400 por semana.

Após o resgate, a rede de assistência social foi acionada para atendimento imediato da vítima. Também foram disponibilizados medicamentos, assistência médica e acompanhamento social ao trabalhador resgatado. Ele foi encaminhado a um abrigo.

Conforme a PF, a empresa e os responsáveis por ela serão investigados. Eles podem responder pelo crime de redução à condição análoga à de escravo. A pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa e outras sanções trabalhistas.

 

Irregularidades identificadas

Idoso obrigado a trabalhar 24h por dia, dormir em caminhão e correr para conseguir comida é resgatado no PR — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

Idoso obrigado a trabalhar 24h por dia, dormir em caminhão e correr para conseguir comida é resgatado no PR — Foto: Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE)

 

A Polícia Federal afirma que o idoso estava vivendo em um ambiente considerado insalubre e incompatível com qualquer condição digna de trabalho e sobrevivência.

Entre os problemas apontados, estão a jornada de trabalho considerada exaustiva e as condições do local que era disponibilizado ao idoso. Veja, abaixo, alguns detalhes revelados pelos auditores-fiscais do trabalho:

  • o trabalhador permanecia permanentemente à disposição para vigilância do local, sem delimitação clara de jornada ou períodos adequados de descanso;
  • devido à falta de tempo delimitada ao descanso, ele saía muito rápido do posto de trabalho para ir comprar algum alimento em um mercado próximo, e sempre ia correndo;
  • o idoso dormia na cabine de um caminhão (que está à venda na empresa) em condições precárias, bastante suja e com apenas algumas cobertas finas, mesmo diante das baixas temperaturas registradas durante as madrugadas na região;
  • o acesso à cabine era extremamente difícil para sua condição física; o caminhão possuía escada elevada para acesso à cabine e a vítima apresentava limitações de locomoção e dificuldade para caminhar em razão da idade e de diversas comorbidades;
  • embora houvesse um banheiro instalado na propriedade, não existia fornecimento de água encanada ou potável no local. Para conseguir água, o trabalhador precisava caminhar por estrada de terra até uma empresa vizinha, localizada a cerca de 100 metros do imóvel, carregando galões manualmente;
  • ele tomava banho na empresa vizinha, esporadicamente e por solidariedade dos vizinhos.
  • ele não tinha espaço e condições para organizar as os próprios pertences e possuía uma cozinha bastante precária, com apenas um fogão de duas bocas.

 

 

Como denunciar

A situação do idoso foi descoberta após o recebimento de denúncias.

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, plataforma gerenciada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

A ferramenta foi desenvolvida em parceria entre a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Inspeção do Trabalho brasileira e integra as ações permanentes da Auditoria-Fiscal do Trabalho no combate ao trabalho escravo contemporâneo.

 

 

 

 

 

Por - G1

Mês da chegada do inverno, junho será frio e com chuvas acima da média no Paraná

O mês que marca a chegada do inverno começa a trazer as características da nova estação ao Paraná. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, junho de 2026 deve registrar temperaturas abaixo da média. A previsão indica ainda que os volumes de chuva serão ligeiramente acima da média no Norte e no Leste. O inverno astronômico começa oficialmente com o solstício de inverno, às 5h24 do dia 21 de junho. 

Historicamente, junho é um mês mais seco. Cidades ao redor de Jacarezinho, Cambará e Dr. Ulisses registram no mês todo volumes de chuva entre 50 mm e 75 mm, apenas. O Noroeste, extremo Norte, e parte norte dos Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba (RMC) registram volumes entre 75 mm e 100 mm. O Litoral, a parte sul da RMC e dos Campos Gerais, e cidades mais ao sul da região Norte, como Maringá, além das cidades mais ao norte da faixa Oeste, como Guaíra, registram volumes de chuva entre 100 mm e 125 mm. 

Os maiores volumes de chuva de junho, historicamente, são na região Sudoeste, podendo chegar a 175 mm. No Centro Sul, Sul e parte sul da região Oeste, os valores acumulados de chuva ficam historicamente entre 125 mm e 150 mm.

Apesar da primeira semana do mês registrar tempo seco, já tem chuva prevista para o resto de junho. Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar, explica que, neste mês, historicamente, as frentes frias costumam ser os principais sistemas meteorológicos associados à ocorrência de chuva no Paraná. Os episódios de chuva previstos ao longo das próximas semanas irão contribuir para que os acumulados mensais atinjam pelo menos valores próximos à média histórica no Estado.

"Para junho de 2026, a tendência é de chuva dentro da média climatológica em grande parte do Paraná, com volumes ligeiramente acima da média entre as regiões Norte e Leste. A partir da segunda semana, até o momento, há indicativos para a passagem de duas frentes frias”, afirma. 

TEMPERATURAS – As temperaturas mínimas, geralmente registradas entre o fim da madrugada e o amanhecer, são mais altas historicamente em junho próximo à Paranavaí: entre 14°C e 16°C. No Noroeste, Norte, Litoral, bem como na região de Capanema, as mínimas historicamente em junho ficam entre 12°C e 14°C. 

As mínimas são mais baixas no Centro-Sul, Sul e parte leste da RMC, historicamente em junho com valores entre 8°C e 10°C. Já nos Campos Gerais, outras áreas da RMC e nas cidades das regiões Oeste e Sudoeste, as mínimas ficam entre 10°C e 12°C. 

As temperaturas máximas, geralmente registradas à tarde, não ultrapassam os 26°C, em média, historicamente em junho em quase todo o Noroeste e no extremo Norte. No Litoral, no Oeste e em toda a faixa Norte as máximas historicamente em junho ficam entre 22°C e 24°C. Na RMC, no Centro-Sul e no Oeste, as máximas historicamente em junho ficam entre 20°C e 22°C. As máximas mais baixas historicamente ficam no Sul do estado, entre 18°C 20°C. 

As temperaturas médias, ou seja, as médias de todas as temperaturas registradas no dia, historicamente em junho são mais altas no extremo Noroeste, ficando entre 18°C e 20°C. No Litoral, em toda a faixa Norte e no extremo Oeste, a temperatura média historicamente em junho fica entre 16°C e 18°C. Na parte leste da RMC, parte norte do Centro Sul e Campos Gerais e nas outras cidades do Oeste, historicamente as temperaturas médias ficam entre 14°C e 16°C.

Nas cidades mais ao Sul da região Centro-Sul e dos Campos Gerais, como Guarapuava e Ponta Grossa, além da capital, as temperaturas médias historicamente em junho ficam entre 12°C e 14°C. As temperaturas médias são mais baixas historicamente em junho ao redor de Palmas e General Carneiro, ficando abaixo de 12°C. 

Para junho de 2026, a previsão aponta que as temperaturas ficarão abaixo da média climatológica. “O resfriamento tende a ser mais significativo na metade oeste, com temperaturas de até 2°C inferiores aos registros históricos, enquanto na metade leste a diferença deve ficar em torno de 1°C abaixo da média. Assim, junho deve ser marcado pela atuação mais persistente de massas de ar frio”, ressalta Júlia.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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