Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apontam que o Paraná registrou uma redução de 83,5% no número de internamentos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) decorrentes do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças de até dois anos. O impacto positivo é verificado na comparação do acumulado epidemiológico até a semana 19 entre os anos de 2025 e 2026. Os resultados refletem diretamente a eficácia da vacina contra o VSR para mulheres grávidas, iniciada pelo Estado em dezembro de 2025.
A queda mais expressiva ocorreu na faixa etária de recém-nascidos e bebês com até seis meses, na qual as hospitalizações despencaram 88,3%, passando de 515 ocorrências no ano passado para apenas 60 neste período.
Já entre as crianças de sete meses a um ano e 11 meses as notificações de internamento recuaram 77%, baixando de 388 em 2025 para 89 em 2026. Além disso, nenhuma morte foi registrada nesta faixa etária ao longo deste ano. No somatório geral do público da primeira infância (menores de dois anos), o total de hospitalizados caiu de 903 para 149 pacientes (83,49%).
O imunizante focado em gestantes é administrado a partir da 28ª semana de gestação com o objetivo de transferir anticorpos da mãe para o bebê, garantindo proteção biológica logo nos primeiros meses de vida. Somente neste ano, até o mês de maio, o Estado já contabiliza 47.213 aplicações. Com isso, a cobertura vacinal atingiu a marca de 87,12% no Paraná. Aplicada em dose única, a vacina protege contra formas graves de doenças sazonais como bronquiolite e pneumonia.
Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a evolução dos indicadores valida o planejamento do Governo do Estado. "Os números comprovam que a vacinação das gestantes foi uma decisão acertada e salvou vidas. Conseguimos desocupar leitos hospitalares e, principalmente, proteger as nossas crianças contra um agente infeccioso que historicamente castiga os bebês no período mais frio do ano. O Paraná demonstra mais uma vez a força do planejamento em saúde pública", afirmou.
REFORÇO – Aliado à vacinação, o Estado conta com outra importante frente de combate à bronquiolite, o uso do nirsevimabe. O medicamento é um anticorpo monoclonal que oferece proteção direta e imediata.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), esse imunobiológico é destinado a dois grupos prioritários e está disponível nas maternidades para recém-nascidos prematuros (com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias) e crianças de até 23 meses com comorbidades graves, como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas ou imunocomprometimento.
Desde a sua incorporação em fevereiro deste ano já foram aplicadas 3.561 doses de nirsevimabe de 50 mg e 1.819 doses da versão de 100 mg. A orientação da Sesa é que pais e responsáveis procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para verificar se as crianças se enquadram nos critérios de elegibilidade.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, disse que a união dessas tecnologias representa uma virada de chave na saúde infantil. Segundo ela, a vacinação na gestação cria uma barreira invisível no momento em que o recém-nascido está mais indefeso. “Somado a isso, o uso do nirsevimabe nos grupos de maior risco consolida uma rede de proteção robusta. Esse resultado só foi possível graças ao empenho das nossas equipes e à grande adesão das gestantes paranaenses".
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior encaminhou nesta segunda-feira (25) à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um que autoriza o Poder Executivo a contratar uma operação de crédito externo de até US$ 50 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com garantia da União, para financiar o Projeto Paraná Empreendedor.
A proposta é mais uma etapa do processo de captação internacional conduzido pelo Governo do Estado para ampliar a capacidade operacional da Fomento Paraná no financiamento de micro, pequenas e médias empresas.
“O projeto ampliará a capacidade operacional da Fomento Paraná no financiamento de micro, pequenos e médios empreendimentos, com foco na expansão da oferta de crédito produtivo e no fortalecimento da atividade empreendedora em todas as regiões do Estado”, destacou o governador na mensagem encaminhada aos deputados estaduais.
Segundo Ratinho Junior, a iniciativa também será estruturada com ações voltadas à implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao incentivo ao empreendedorismo feminino, por meio do Programa Banco da Mulher Paranaense.
“Além de ampliar o acesso ao crédito, o projeto favorece a geração de empregos, o incremento da massa salarial, o aumento da arrecadação de impostos e a expansão do Produto Interno Bruto estadual”, acrescentou o governador em sua justificativa.
O projeto também prevê ampliação do crédito produtivo em um cenário de recuperação econômica pós-pandemia. A expectativa do governo é que os investimentos contribuam para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da economia regional em todas as regiões do Estado.
COMO VAI FUNCIONAR – Os recursos serão integralizados ao capital da Fomento Paraná e destinados principalmente ao financiamento de projetos de investimento para empresas de micro, pequeno e médio porte. O programa contempla tanto linhas de microcrédito, de até R$ 20 mil, quanto financiamentos de maior porte para expansão e modernização dos negócios.
O projeto prevê ainda investimentos em modernização tecnológica da instituição financeira estadual, incluindo melhorias nos processos de análise e concessão de crédito, gestão de risco e controle de clientes, a partir de um diagnóstico realizado por consultoria contratada pelo próprio BID.
A Fomento Paraná recebeu no início de maio uma missão técnica do BID para análise do projeto. As secretarias estaduais da Fazenda e do Planejamento acompanham o processo de estruturação da operação de crédito, tendo em vista que o financiamento será contratado pelo Governo do Estado com garantia da União.
Por - AEN
O Paraná mantém erradicadas doenças que durante décadas provocaram mortes, sequelas permanentes e epidemias em diferentes regiões do País.
A realidade atual do Estado é sustentada por uma estrutura contínua de vacinação, coberturas vacinais, vigilância epidemiológica e resposta rápida coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com os 399 municípios.
Para que essas doenças permaneçam erradicadas, uma das principais estratégias é a manutenção de altas coberturas vacinais. A Sesa reforça que a queda da vacinação pode favorecer o retorno de enfermidades já controladas no país, especialmente diante da circulação de vírus e bactérias em outras regiões do mundo.
Entre elas estão a poliomielite, responsável por casos graves de paralisia infantil; a rubéola e a síndrome da rubéola congênita; além do tétano neonatal, historicamente associado à mortalidade infantil. O Paraná também mantém monitoramento permanente para impedir a reintrodução de doenças como sarampo e difteria, consideradas controladas, mas ainda presentes em outros países.
O secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, afirma que o Paraná consolidou uma rede técnica capaz de responder rapidamente a riscos epidemiológicos e evitar a circulação de doenças já eliminadas. “Erradicar uma doença é um processo complexo, mas manter essa condição exige ainda mais responsabilidade. O Paraná possui equipes capacitadas, um trabalho intensivo para a cobertura vacinal e uma vigilância ativa que atua diariamente para impedir a reintrodução dessas enfermidades”, destaca.
A estrutura estadual envolve investigação imediata de casos suspeitos, rastreamento de contatos, monitoramento laboratorial, análise epidemiológica e estratégias de vacinação de bloqueio - medida emergencial que consiste em vacinar pessoas que vivem ou convivem no entorno de um caso suspeito. O trabalho é realizado de forma integrada entre a vigilância estadual, as Regionais de Saúde e as secretarias municipais.
AVANÇOS – A poliomielite é um dos principais exemplos. O Brasil não registra casos da doença desde 1989, mas o risco de reintrodução ainda existe em razão da circulação do vírus em alguns países e da queda das coberturas vacinais observada nos últimos anos.
Para evitar esse cenário, a Sesa intensificou estratégias de recuperação vacinal, campanhas de conscientização e ações de busca ativa de crianças não imunizadas. O Estado também acompanha indicadores vacinais e promove apoio técnico permanente aos municípios.
Outro avanço consolidado é a eliminação do tétano neonatal, alcançada por meio da ampliação da vacinação materna, fortalecimento do pré-natal e melhoria da assistência ao parto. Já a rubéola e a síndrome da rubéola congênita deixaram de circular graças às campanhas de imunização e ao controle epidemiológico contínuo.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Davi Lopes, ressalta que o desaparecimento dessas doenças da rotina da população não significa ausência de risco. “Muitas gerações já não conviveram com essas doenças e, por isso, acabam não percebendo a gravidade delas. A vigilância precisa ser constante, porque basta a redução da cobertura vacinal para que enfermidades já eliminadas possam voltar a circular”, afirma.
Maria Goretti reforça que todas as vacinas do calendário nacional estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do Estado e alerta para a importância da atualização da carteira vacinal em todas as faixas etárias.
CONQUISTAS EXPRESSIVAS – O Paraná vem registrando quedas expressivas e recebendo certificações de controle de sífilis e HIV. O Estado alcançou a eliminação da transmissão vertical de HIV e o Selo Bronze em Sífilis. Além do Estado, 16 municípios paranaenses também foram reconhecidos por algum nível de eliminação ou certificação de boas práticas. Entre todas as cidades do Brasil, Toledo foi a única que recebeu o certificado de eliminação dupla de HIV e sífilis.
A transmissão vertical ocorre da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou o aleitamento. Para evitar esse tipo de transmissão, as gestantes devem fazer o pré-natal, com todos os testes e cuidados disponíveis no Sistema Único de Saúde, que dispõe de insumos para prevenção, diagnóstico e tratamento, como preservativos, testes rápidos e laboratoriais, fórmula láctea, antibióticos e antirretrovirais.
Por - AEN
A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), por meio da Diretoria de Obras, desenvolveu um projeto padrão de Clínica de Fisioterapia com o objetivo de ampliar e qualificar a oferta de atendimento nesta área em todas as regiões do Estado. Ao todo, 85 projetos em 85 municípios já foram habilitados pela Sesa com diversas resoluções, totalizando um investimento de R$ 112,9 milhões, com recursos do Estado. Parte das propostas encontra-se em fase de adesão documental pelos municípios, enquanto outra parte está em tramitação técnica.
O projeto foi elaborado a partir da padronização de critérios técnicos, funcionais e assistenciais, garantindo mais eficiência na construção, manutenção e operação das unidades, além de facilitar a adesão por parte dos municípios. “A criação de um projeto padrão auxilia os municípios ao agilizar o andamento do processo, possibilitando que a licitação e a contratação para realização da obra ocorram em menos tempo”, explica o secretário estadual da Saúde, César Neves.
Foram desenvolvidos dois modelos de clínicas: o Fisiocentro Porte I, com investimento de R$ 1,9 milhão e área construída de 352,69 m² (com quatro projetos já habilitados), e o Fisiocentro Porte II, com investimento de R$ 1,3 milhão e área de 186,67 m² (81 projetos já habilitados). Ambos foram planejados para oferecer ambientes modernos, acessíveis e adequados a diferentes práticas fisioterapêuticas.
As unidades contarão com estrutura completa, incluindo salão de cinesioterapia e mecanoterapia, voltado à reabilitação e ao fortalecimento muscular; consultórios para triagem e atendimentos individualizados, vestiários, sanitários, espaços administrativos, copa, almoxarifado e demais ambientes necessários ao funcionamento das clínicas. O projeto também contempla um jardim sensorial, desenvolvido para proporcionar estímulos táteis, visuais e olfativos, contribuindo para o tratamento e o bem-estar dos pacientes.
Além disso, haverá um espaço destinado a Atividades de Vida Diária (AVD), no qual os pacientes poderão simular e treinar tarefas da rotina, como se vestir, cozinhar e realizar atividades domésticas. A proposta busca fortalecer a autonomia, a independência funcional e a qualidade de vida dos usuários atendidos nas futuras unidades.
“Com essas obras, pretendemos ampliar o acesso à reabilitação física, proporcionar melhores condições de trabalho às equipes de saúde e garantir mais conforto, segurança e qualidade no atendimento à população paranaense”, afirma o secretário César Neves.
Os 85 municípios habilitados são: Alto Paraná, Alvorada do Sul, Antonina, Atalaia, Bela Vista do Paraíso, Boa Esperança, Boa Vista da Aparecida, Borrazópolis, Cafeara, Califórnia, Campina da Lagoa, Campina do Simão, Castro, Catanduvas, Céu Azul, Chopinzinho, Clevelândia, Colorado, Cornélio Procópio, Corumbataí do Sul, Doutor Camargo, Doutor Ulysses, Fernandes Pinheiro, Flor da Serra do Sul, Floraí, Floresta, Florestópolis, Goioxim, Guamiranga, Guapirama, Guaraci, Ibaiti, Imbituva, Inácio Martins, Ipiranga, Irati, Itambé, Jandaia do Sul, Japurá, Jundiaí do Sul, Kaloré, Laranjeiras do Sul, Lobato, Luiziana, Mallet, Mandaguaçu, Mariluz, Marmeleiro, Marumbi, Matelândia, Mercedes, Missal, Munhoz de Mello, Nova América da Colina, Ourizona, Ouro Verde do Oeste, Palmeira, Pérola D’Oeste, Piên, Porecatu, Prado Ferreira, Primeiro de Maio, Prudentópolis, Quatiguá, Quinta do Sol, Rebouças, Reserva, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Rio Azul, Rio Bonito do Iguaçu, Rio Negro, Roncador, Sabáudia, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, São Carlos do Ivaí, São João do Caiuá, São João do Triunfo, Siqueira Campos, Teixeira Soares, Telêmaco Borba, Terra Rica, Toledo e Uraí.
Por - AEN
Os possíveis impactos da passagem do fenômeno El Niño pelo Paraná foram o principal assunto de uma reunião entre a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) nesta segunda-feira (25). Este primeiro encontro unificou ações comuns às equipes espalhadas pelo Paraná para fortalecer orientações repassadas às prefeituras, especialmente nas regiões mais suscetíveis e com histórico de alagamentos, inundações e deslizamentos.
“Alinhamos como auxiliar os municípios e potencializar as atividades que já realizamos em períodos de normalidade", explicou o coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Ivan Fernandes. "Estamos falando da limpeza de galerias de águas pluviais, que cortam as cidades, bem como a atualização do plano de contingência. Já a Sedef detém o cadastro das famílias mais vulneráveis, ao cruzar esses dados podemos dar uma resposta mais efetiva diante de um desastre”.
A secretária do Desenvolvimento Social e Família em exercício, Luiza Simonelli, ressaltou que a integração entre a Defesa Civil e a assistência social é fundamental para que o Paraná esteja preparado para enfrentar possíveis eventos climáticos extremos provocados pelo El Niño.
"A troca de informações, o planejamento conjunto e a união das equipes permitem que o Estado atue de forma preventiva, protegendo principalmente as famílias em situação de maior vulnerabilidade. Quando diferentes áreas do Governo trabalham de maneira coordenada, conseguimos agir com mais rapidez, eficiência e cuidado com a população”, afirmou.
A Sedef vai trabalhar em parceria com as prefeituras para atualização dos abrigos ativados. Atualmente, estão ativos 1.353 abrigos cadastrados nos 399 municípios. São escolas, ginásios e outros espaços que servirão de alojamento provisório em Situações de Emergência ou Estado de Calamidade Pública.
SIMULADOS E INVESTIMENTOS – Neste ano, a Defesa Civil Estadual realizou dois exercícios simulados de desastres no Litoral. Os municípios de Antonina e Morretes foram severamente atingidos há 15 anos na tragédia conhecida como Águas de Março.
Por meio do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), o Estado também repassou investimentos em prevenção, com repasses de R$ 16,2 milhões para obras de drenagem em Londrina e Guarapuava, além da construção de seis pontes em Espigão Alto do Iguaçu.
EL NIÑO – O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) acompanha semanalmente a evolução do El Niño, padrão climático natural que influencia diretamente o clima global e que está previsto para o segundo semestre. Com previsão de impacto nas condições atmosféricas ao longo do inverno de 2026, a Defesa Civil do Paraná também atua na orientação das prefeituras, com ações preventivas, treinamentos e simulações, além da disponibilidade de recursos.
Por - AEN
Para atender à crescente demanda nacional por antígenos para saúde animal, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) iniciou uma pesquisa voltada ao cultivo de cepas da bactéria Brucella spp., utilizada como insumo para o diagnóstico de brucelose bovina. O projeto contribuirá para aprimorar os métodos de diagnóstico e controle da doença, trazendo avanços à sanidade animal e à produtividade pecuária em todo o País.
Atualmente, mais de 70% dos antígenos para diagnóstico da brucelose bovina são importados, o que impacta diretamente nos custos dos produtores e no bolso dos consumidores, já que o valor da importação é repassado ao preço na prateleira. A intenção é que o novo Centro de Insumos para Diagnóstico Veterinário (CIV) do Tecpar, que está em construção, se torne um polo nacional de produção destes insumos.
Com o estudo, o instituto pretende definir parâmetros de produção e de escalonamento industrial da bactéria Brucella spp. Esse processo marca a transição do nível laboratorial (bancada) para a produção em larga escala. O Governo do Estado está investindo R$ 5,6 milhões na aquisição de novos equipamentos para o desenvolvimento da pesquisa. O recurso é destinado ao Tecpar por meio do Fundo Paraná, dotação orçamentária administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, disse que, como fornecedor e desenvolvedor de soluções para saúde pública, o instituto vem atualizando frequentemente seus processos produtivos, com o uso de novas tecnologias.
“Esta é mais uma iniciativa que reafirma o compromisso do Tecpar com a proteção da saúde pública veterinária, e que promove avanços significativos na saúde e produtividade do rebanho bovino, no Paraná e no Brasil. Com o aporte do Governo do Estado, temos alcançado novos patamares de qualidade e consolidando o protagonismo do Paraná no segmento de saúde animal”, salienta Marafon.
O estudo faz parte da plataforma de projetos de Saúde Única do Tecpar, abordagem que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental.
BIOSSEGURANÇA – A brucelose é uma doença bovina grave e representa um sério desafio para a saúde animal e a segurança alimentar. Além dos prejuízos econômicos para pecuaristas, a doença apresenta sérias implicações à saúde pública, já que pode ser transmitida ao ser humano por meio do consumo de carne e leite contaminados.
O diagnóstico é essencial para o controle e prevenção da doença e para isso os antígenos utilizados nos testes sorológicos são fundamentais. Eles permitem identificar animais infectados, mesmo sem sintomas clínicos evidentes.
A gerente do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários, Giselle Nocera, explica que a produção dos testes sorológicos depende do cultivo e inativação da bactéria Brucella abortus em larga escala.
Segundo ela, por se tratar de um agente com potencial de transmissão ao ser humano, a manipulação da bactéria Brucella abortus deve ocorrer em laboratórios com classificação de Nível de Biossegurança 3 (NB-3), que contam com rigorosos protocolos de contenção e proteção biológica. “O novo Centro de Insumos para Diagnóstico Veterinário (CIV) do Tecpar será estruturado dentro desses padrões de biossegurança e contará com infraestrutura moderna e alta capacidade técnica, ampliando a produção e fortalecendo a segurança das atividades laboratoriais”.
EQUIPAMENTOS – Para a execução da pesquisa, o Tecpar vai implantar uma plataforma integrada de equipamentos projetada especificamente para o cultivo microbiano aeróbico. A tecnologia vai automatizar os processos de cultivo, limpeza e esterilização, aumentando a eficácia das pesquisas e os padrões de segurança e eficiência.
A plataforma é composta por uma incubadora shaker, equipamento laboratorial essencial para o cultivo de microrganismos, células e tecidos em meios líquidos; um sistema de biorreatores, equipamentos periféricos e um software específico. A instalação e a operação do sistema atendem aos requisitos técnicos de Boas Práticas de Fabricação de medicamentos nacionais e internacionais.
BENEFICIADOS – Com a construção do novo Centro de Insumos para Diagnóstico Veterinário (CIV), o Tecpar busca resgatar a produção nacional de insumos para diagnóstico veterinário, aproveitando seu domínio técnico para fortalecer o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose Tuberculose (PNCEBT).
Considerando que a brucelose bovina representa um grande desafio para a pecuária leiteira no Brasil, o Tecpar tem a intenção de fornecer insumos para o diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina para os estados brasileiros que possuem o maior rebanho leiteiro, como Minas Gerais, Goiás, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No Paraná, serão beneficiados, especialmente, os municípios das regiões dos Campos Gerais e Região Oeste, que concentram a maior produção leiteira do Estado. Entre eles estão Carambeí, Castro, Toledo, Cascavel, Dois vizinhos, Cianorte, Francisco Beltrão, Cafelândia, Nova Aurora, Assis Chateaubriand, Palotina, Marechal Cândido Rondon e Santa Helena.
A área total do CIV será de 3 mil metros quadrados e a capacidade produtiva prevista da planta é de 40 milhões de doses ao ano. O investimento do Governo do Estado na construção é de R$ 41,5 milhões, e mais R$ 30 milhões em equipamentos técnicos. Os recursos também são do Fundo Paraná.
Por - AEN

























