O Governo do Paraná lançou nesta segunda-feira (15) o Curso de Especialização em Inteligência Artificial Aplicada à Administração Pública para os servidores efetivos do Poder Executivo Estadual com graduação em quaisquer áreas. O objetivo é capacitar os profissionais do Estado para adotar soluções baseadas na tecnologia de forma ética, segura e inovadora, promovendo a modernização da gestão pública e a melhoria dos serviços entregues aos cidadãos paranaenses. As inscrições serão abertas ainda em junho.
São ofertadas 400 vagas na modalidade de Educação a Distância (EAD), com duração de um ano e meio. A iniciativa, que está alinhada à Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná (Pecti), é resultado de uma parceria entre as universidades estaduais de Maringá (UEM) e do Centro-Oeste (Unicentro). O investimento é de R$ 1 milhão, com recursos do Fundo Paraná, dotação de fomento científico, tecnológico e de inovação administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
Segundo o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, a capacitação dos servidores é importante para contribuir com o uso qualificado da IA no setor público. “Servidores bem capacitados entregam melhores serviços à população, com segurança e responsabilidade. Nesse sentido, a especialização está alinhada à diretriz do governador Ratinho Junior de investir na formação de pessoal, aproveitando a estrutura das universidades estaduais e de todas as instituições de ensino superior do Paraná”, afirmou.
CONTEÚDO – A grade curricular é composta por 13 disciplinas, totalizando 390 horas. Entre os temas estão os fundamentos da Inteligência Artificial aplicada ao setor público, programação voltada para análise de dados, estatística, aprendizado de máquina, ferramentas de IA generativa, legislação e compliance, aspectos éticos do uso de algoritmos, transformação digital da gestão e aplicações da tecnologia na contabilidade pública.
De acordo com o coordenador do curso, William Antonio Borges, a iniciativa representa um avanço na preparação do servidor público para os desafios tecnológicos. “A Inteligência Artificial já está transformando a sociedade, e a administração pública precisa acompanhar esse movimento. O curso é uma oportunidade estratégica de formação, e esperamos que os servidores aproveitem esse investimento do Estado para se qualificarem”, disse o professor.
Os participantes também desenvolverão projetos voltados à solução de desafios reais da administração pública. Ao final da formação, os aprovados receberão certificado de especialização reconhecido pela UEM, além de contribuírem para a elaboração de um guia de boas práticas e ética em IA, documento que servirá como referência para toda a administração pública paranaense.
MODERNIZAÇÃO DIGITAL – O Paraná é uma referência nacional em políticas de IA, estando entre os estados que mais avançam na transformação digital da gestão pública. Na Pecti, o novo curso de especialização está inserido no eixo de Modernização e Transformação Digital do Estado, que estabelece a incorporação de tecnologias emergentes para simplificar processos administrativos e tornar a administração pública ainda mais ágil, transparente e eficiente. O intuito é ampliar a capacidade de responder com agilidade às demandas da sociedade.
Por - AEN
As festas juninas agitam a população de Norte a Sul do País e vêm carregadas de tradições. Uma delas é a fogueira, símbolo da união e uma homenagem aos santos: a quadrada para Santo Antônio, a redonda para São João e a triangular para São Pedro. Mas a celebração com fogueiras exige cuidados para evitar queimaduras e incêndios. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) orienta a população sobre medidas simples que ajudam a manter a tradição com segurança.
A escolha do local em que a fogueira será montada é o primeiro passo para evitar acidentes. Segundo a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca, deve ser uma área limpa e distante de materiais que possam favorecer a propagação das chamas.
“Escolha uma área sem vegetação rasteira, afastada de árvores, edificações, veículos e outros materiais combustíveis, para que o fogo iniciado não se propague nem para a vegetação nem para árvores próximas”, explica a capitã.
Além da escolha do local, a corporação orienta que a fogueira seja mantida sob supervisão constante durante toda a sua utilização, especialmente quando houver crianças nas proximidades. Ao final da festa, use água para extinguir as brasas que sobraram da fogueira, evitando que o vento possa reacender o fogo. Caso não tenha água, abafe com terra ou areia, mas sempre se certifique de que a fogueira foi apagada completamente antes de sair do local.
ACENDIMENTO E QUEIMADURAS – Um dos erros mais comuns é utilizar álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis para iniciar o fogo. Além de aumentar o risco de queimaduras graves, esses produtos podem provocar explosões e fazer com que as chamas se espalhem rapidamente. A capitã Luisiana destaca que existem alternativas mais seguras para iniciar a combustão.
“Uma técnica simples e eficiente é fazer um copinho enrolando papel higiênico ou papel toalha ao redor dos dedos e colocar no centro da fogueira. Você preenche este copinho com óleo de cozinha e depois faz uma pirâmide de gravetos ao redor e ateia fogo nas bordas secas do papel. A chama vai se espalhar para o óleo e depois incendiar a madeira. Essa queima ocorre de forma lenta e persistente, permitindo que o fogo se propague gradualmente para a lenha, sem os riscos associados aos líquidos inflamáveis”, afirma.
Caso a roupa de uma pessoa pegue fogo, a orientação é agir rapidamente para interromper a combustão e reduzir os danos causados pelas chamas. “Se houver água disponível, ela deve ser utilizada imediatamente para resfriar e apagar as chamas. Caso não haja água, a pessoa deve ser deitada no chão e o fogo pode ser abafado com um pano ou outro material adequado, retirando o oxigênio que alimenta a combustão”, orienta a oficial.
Os acidentes com fogueiras podem provocar queimaduras de diferentes gravidades. Enquanto as queimaduras de primeiro grau geralmente causam apenas vermelhidão, as de segundo grau podem formar bolhas, que não devem ser perfuradas. Já as queimaduras de terceiro grau atingem camadas mais profundas da pele e exigem atenção médica imediata.
QUANDO CHAMAR OS BOMBEIROS – O CBMPR orienta que a população acione o telefone 193 sempre que o incêndio apresentar risco de propagação ou não puder ser controlado de forma segura. “A partir do momento em que as pessoas já não conseguem se aproximar com segurança para tentar controlar o fogo, significa que a situação saiu do controle e há necessidade de acionamento do Corpo de Bombeiros”, explica a capitã.
PREVENÇÃO – O alerta ganha ainda mais importância neste período do ano, quando as condições climáticas começam a favorecer a propagação do fogo. O CBMPR já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), que reforça as ações de prevenção, monitoramento e resposta aos incêndios em vegetação em todo o Estado.
Com a redução da umidade do ar e o aumento da quantidade de material seco disponível para queima, qualquer fonte de ignição exige atenção redobrada. “A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar incêndios. Uma fogueira montada ou apagada de forma inadequada pode dar origem a uma ocorrência de maiores proporções, especialmente em períodos de estiagem e baixa umidade do ar. Por isso, todo cuidado faz diferença”, ressalta a capitã.
Dicas do CBMPR para manter a tradição junina com segurança:
- Escolher um local limpo e afastado da vegetação
- Manter distância de edificações, veículos e materiais combustíveis
- Não utilizar álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis para acender a fogueira
- Manter crianças sob supervisão constante
- Ter água disponível para emergências
- Não abandonar a fogueira enquanto houver chamas ou brasas
- Apagar completamente as brasas com água ao final da utilização
- Na falta de água, realizar o abafamento com terra ou areia
- Acionar o 193 caso o incêndio saia do controle
- Procurar atendimento médico em casos de queimaduras extensas ou graves
POr- AEN
O acesso ao implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel pelo Sistema Único de Saúde (SUS) avança de forma acelerada no Paraná. Segundo dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Primária (Sisab), somente no primeiro quadrimestre deste ano, o Estado registrou a colocação de 5.972 implantes. O número representa um salto de 380% na comparação com todo o ano de 2025, quando foram realizados 1.244 procedimentos, e consolida a rápida adesão das paranaenses à tecnologia. Em 2024, houve 360 inserções.
Para acompanhar a demanda e garantir o atendimento qualificado na ponta, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), deu início nesta terça-feira (16) à segunda fase da capacitação para a inserção do método. O treinamento, que segue até quarta (17), reúne 400 profissionais de enfermagem de municípios paranaenses com menos de 50 mil habitantes, totalizando 363 cidades no Estado.
A iniciativa estende o alcance do planejamento familiar a públicos estratégicos e vulneráveis nas pequenas cidades, contando também com a participação ativa de profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), do Sistema Prisional e de técnicos das 22 Regionais de Saúde.
O secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves, destacou que o sucesso do programa depende diretamente da preparação das equipes locais. “O salto impressionante no número de procedimentos mostra que as mulheres paranaenses confiam no SUS para o seu planejamento reprodutivo. Este treinamento que realizamos nesta semana é fundamental porque descentraliza o serviço, preparando o profissional que está na Atenção Primária para garantir um atendimento seguro, moderno e humanizado bem perto da casa das pacientes”, afirmou.
A estratégia de interiorização ganhou forte impulso em 2026 com o foco nos 363 municípios menores. Até o momento, o Ministério da Saúde já enviou três remessas de insumos ao Paraná para este público, totalizando 35.578 unidades entregues.
Na primeira fase do programa, ocorrida em novembro de 2025, logo após a incorporação oficial do método no Paraná, o foco esteve nos municípios de grande porte, com mais de 50 mil habitantes. Naquela etapa, foram distribuídos 25.620 implantes para 36 cidades e capacitados 120 profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS).
CAPACITAÇÃO CONTÍNUA – Além do evento centralizado desta semana com o Ministério da Saúde, o Paraná desenvolve um cronograma descentralizado de oficinas locais. Desde janeiro, os próprios municípios e as Regionais de Saúde organizam treinamentos para acelerar a habilitação das equipes.
Até esta segunda quinzena de junho, o Estado já contabiliza 18 capacitações regionais que integraram e habilitaram 1.210 profissionais da saúde. Entre as cidades que sediaram oficinas estão Apucarana, Araucária, Paranaguá, Paranavaí, Campo Mourão, Cascavel, Colombo, Guarapuava, Jacarezinho, Cianorte, Toledo, Pato Branco e Santa Helena, abrangendo médicos e enfermeiros da rede pública.
A meta de cobertura se estenderá ao longo dos próximos meses. Já estão agendadas mais 10 oficinas teóricas e práticas até agosto, com a previsão de capacitar mais 323 profissionais da APS.
MÉTODO – O implante subdérmico de etonogestrel é destinado a mulheres em idade fértil (de 15 a 49 anos) e possui taxa de falha inferior a 0,05%, sendo um dos métodos mais seguros do mundo. Consiste em um pequeno bastão maleável de quatro centímetros inserido sob a pele do braço, com liberação contínua de hormônio e validade de até três anos. Na rede privada, o custo total do procedimento pode chegar a R$ 4 mil, sendo ofertado de forma totalmente gratuita pelo SUS no Paraná.
POr - AEN
O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), alerta para golpes que estão sendo aplicados em nome do órgão ambiental. Criminosos, se fazendo por servidores do IAT, estão entrando em contato por telefone ou WhatsApp para cobrar supostas dívidas originadas de multas ambientais. Na conversa, eles pedem o pagamento à vista do débito, por meio de uma chave PIX, para que o cidadão obtenha desconto em relação ao valor integral do Auto de Infração Ambiental.
O procedimento é falso e tem por objetivo lesar a população. O IAT não faz qualquer tipo de abordagem telefônica para cobranças e não exige o pagamento por PIX. Também não envia boleto por mensagem eletrônica.
A recomendação é para que, no caso de alguma abordagem suspeita, entrar em contato com o escritório regional do IAT mais próximo, seguindo os canais de comunicação oficiais disponibilizados pelo Instituto.(Acesse AQUI). Além disso, é indicado que a vítima procure a Polícia Civil para a registro de um boletim de ocorrência.
CUIDADOS – O IAT reforça que preza pela segurança e transparência em seus processos. Por isso, para evitar fraudes, o órgão não envia boletos de Autos de Infração diretamente aos usuários. A emissão e a escolha da forma de pagamento são de responsabilidade do próprio requerente. Confira as regras e canais oficiais:
Como emitir: acesse a página de pagamento de multas ambientais ou solicite o boleto presencialmente em uma de nossas unidades.
Atendimento e dúvidas: nas diferentes sedes do órgão ou por meio de contato autorizado, com um número devidamente informado e cadastrado no IAT. Apenas nesse caso, com anuência prévia por parte do cidadão, pode haver contato via telefone, e-mail ou mensagem eletrônica.
Parcelamento padrão: disponível em até 12 vezes diretamente pelo sistema.
Parcelamento especial: situações específicas de até 60 vezes devem ser tratadas diretamente com o setor responsável pela liberação dos boletos.
Atenção: o portal oficial do órgão é o IAT Paraná (www.iat.pr.gov.br). Qualquer cobrança ou boleto recebido por outros meios é suspeito. Na dúvida, não pague e procure nossos canais oficiais.
Por - AEN
O empresário Celso Antônio Fruet, de 72 anos, condenado por aplicar um golpe milionário contra agricultores em Campo Bonito, no Oeste do Paraná, deixou a prisão no último sábado (13) após decisão da Justiça que concedeu a ele o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar.
Fruet foi condenado a mais de 16 anos de prisão por 124 crimes de estelionato que causaram prejuízo estimado em mais de R$ 20 milhões a produtores rurais da região.
A decisão do Tribunal de Justiça levou em consideração a idade avançada do empresário, problemas de saúde e o fato de os crimes não terem sido praticados com violência ou grave ameaça. Com isso, ele passou a cumprir a pena em regime domiciliar integral, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
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Celso Fruet ostentava carros de luxo nas redes sociais — Foto: Reprodução/ Rede Sociais
Fruet estava preso desde novembro de 2025, quando foi localizado pela Polícia Civil em Francisco Beltrão após permanecer cerca de quatro meses foragido.
Segundo o Ministério Público, o empresário recebeu e armazenou cargas de soja, milho e trigo de mais de 100 agricultores, mas não repassou os valores aos produtores após a venda dos grãos.
As investigações apontam que, mesmo após vender a cerealista para uma cooperativa da região, em junho do ano passado, Fruet continuou negociando com agricultores sem informar sobre a venda. Ele seguia recebendo a produção, mas não realizava os pagamentos.
Como funcionava o golpe
A cerealista de Fruet recolhia grãos de agricultores locais havia cerca de 30 anos. Segundo a investigação, ele atraía produtores oferecendo valores acima do mercado.
“Se a saca custava R$ 100, ele pagava R$ 104 ou R$ 105”, explicou a delegada Raiza Bedim, responsável pela investigação.
No fim de julho de 2025, o empresário sumiu após esvaziar os silos da empresa. Quando agricultores chegaram ao local, encontraram o prédio sem grãos, sem computadores e sem funcionários. A equipe foi informada de que a cerealista havia sido vendida e que Fruet havia deixado a cidade.
A polícia afirma que ele tinha sido investigado anteriormente por estelionato em Capanema e Virmond, com o mesmo modo de atuação.
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Cerealista é investigada por aplicar golpe em agricultores — Foto: RPC
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas nesta terça-feira (16) para cumprir 63 mandados judiciais contra suspeitos dos crimes de caça de animais silvestres e comércio ilegal de armas de fogo. A ofensiva acontece em três estados e conta com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCI-PR), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e do Instituto Água e Terra (IAT).
Mais de 150 policiais atuam para o cumprimento de 31 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão nas cidades de Campo Largo, São José dos Pinhais, Lapa, Tijucas do Sul, Palmeira, Guaratuba, Ponta Grossa, São João do Triunfo, Imbituva, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, União da Vitória, Mallet, Coronel Vivida e Itaipulândia. A operação também ocorre em Rio dos Cedros, Brusque e Itajaí (SC); Canarana (MT).
As investigações tiveram início em julho de 2025 após o registro de uma denúncia anônima sobre a realização de comércio de armas de fogo em um grupo de conversas em um aplicativo de mensagens.
“Além da venda de armamentos e munições, verificamos que o grupo era utilizado pelos membros para a divulgação e compartilhamento de fotos e vídeos de caça ilegal de animais silvestres”, disse o delegado Guilherme Dias.
A partir das informações repassadas, a PCPR iniciou as diligências, identificou as pessoas que integravam o canal, e representou pelas prisões, que foram autorizadas pela Justiça.
POr -AEN


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