Objeto com aparência de bomba paralisa empresa de coleta de lixo

A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) descartou na tarde desta segunda-feira (19) a suspeita de um artefato explosivo em uma empresa de coleta de resíduos de Ponta Grossa. O alerta foi gerado por um objeto decorativo que simulava uma bomba, encontrado durante a rotina de trabalho.

O caso mobilizou o Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope), deslocado de Curitiba até a sede da Ponta Grossa Ambiental (PGA). Segundo a PM, após análise técnica, constatou-se que o item era inofensivo, embora sua aparência, composta por quatro cilindros de pólvora, fios enrolados com fita isolante e um temporizador caseiro, tenha causado alarme.

De acordo com informações apuradas, o objeto foi recolhido pelos coletores de lixo durante a rota matinal. Cerca de 30 minutos depois, ao perceberem sua aparência suspeita, os funcionários acionaram as autoridades. O item estava dentro de uma sacola que também continha outros objetos de valor, como caixa de som e notebook.

Como medida de segurança, a PM isolou as instalações da empresa e impediu a saída dos caminhões, o que paralisou temporariamente a coleta de resíduos na cidade. A empresa informou que, mesmo com a normalização do serviço após a conclusão das verificações, haverá atrasos no cronograma previsto, mas garantiu que todos os endereços serão atendidos.

Em nota, a empresa afirmou que acionou o Corpo de Bombeiros e adotou todas as medidas preventivas, incluindo a evacuação do local, priorizando a segurança de colaboradores e da população. O serviço foi retomado após a liberação das equipes especializadas.

 

 

Simepar registra quatro casos de nuvem funil em menos de dez dias no Paraná

Em nove dias, quatro casos de nuvem funil foram registrados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) em diversas regiões do Estado. A nuvem recebe este nome devido à aparência de um funil que ela adquire a partir da base de uma nuvem do tipo Cumulonimbus ou Cumulus. Ela se forma através de uma coluna de ar que está girando, e é o estágio inicial de formação de um tornado – mas somente virá a se caracterizar como tornado se alcançar o solo e provocar ventos fortes.

O primeiro caso de 2026 foi no dia 9 de janeiro, por volta das 13h, em Ponta Grossa. O segundo no dia 11, também no período da tarde, em Paulo Frontin, próximo à divisa com o estado de Santa Catarina. O terceiro foi no dia 15, por volta das 16h, em São Jorge do Ivaí, perto de Maringá. O mais recente ocorreu na tarde do último sábado (17), em Arapongas.

Esse tipo de nuvem tende a ocorrer quando a atmosfera está muito instável, e são formações mais comuns em células de tempestade. As nuvens funil ocorrem com certa frequência no Paraná, principalmente na primavera e no verão – estações em que as tempestades são típicas. Em muitos casos, sequer são filmadas e catalogadas. Podem também ocorrer em regiões pouco habitadas.

“Nesta época do ano nós temos os ingredientes básicos para a formação de tempestades severas, que são a umidade do ar, calor e, às vezes, alguma forçante meteorológica, como frente fria, ciclone extratropical ou uma grande área de convergência. Esses sistemas não atuam diretamente sobre o estado do Paraná, mas induzem a intensificação das tempestades e, associado ao calor e à umidade, esses eventos meteorológicos mais severos acabam se formando com maior frequência”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Também no verão, o levantamento forçado do ar ocorre nas serras e montanhas, contribuindo para a intensificação das tempestades. Quanto mais umidade e calor, elas ficam mais severas, podendo evoluir para supercélulas, que são as grandes tempestades com desenvolvimento vertical muito intenso: podem passar, às vezes, de 15 km de altitude.

“Dentro dessas tempestades, quando há o cisalhamento do vento, ou seja, quando o vento varia em direção e em intensidade entre várias camadas da atmosfera, acaba acelerando o processo dentro das tempestades. Elas podem evoluir para a formação de mesociclones, que são ventos girando dentro da nuvem, aproximadamente entre dois e 10 km, dependendo da severidade do sistema”, afirma Reinaldo.

De acordo com ele, é assim que se forma uma tempestade supercelular, que pode provocar ventos fortes, grande incidência de raios, e chuva intensa em um intervalo curto de tempo. A rotação do vento dentro das supercélulas pode favorecer a formação da nuvem funil, que é aquele núcleo de condensação em formato de funil, que desce da tempestade resultante da rápida queda da pressão atmosférica.

“Isso cria aquele funil que não chega a tocar o solo, por isso que é considerado uma nuvem funil. Se tocasse o solo, ele ia evoluir para um tornado, ou, sobre a água, seria uma tromba d'água. Então, a nuvem funil não apresenta perigo para a população em solo, apenas para a aviação”, ressalta Reinaldo.

É importante lembrar, entretanto, que a nuvem funil pode ser um processo inicial de um tornado, portanto a orientação para quem vê o fenômeno é se afastar, e se proteger em locais com estrutura de alvenaria. Dentro de uma casa o local mais seguro é o banheiro, que tem a estrutura das paredes reforçada pelo encanamento.

O Simepar faz a previsão de tempestades severas e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil emite alertas para a população. Para receber os alertas, basta enviar um SMS do seu celular para o número 40199 com o CEP de sua residência.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Polícia Federal apreende mais de 100 iPhones avaliados em R$ 1 milhão

Uma operação de rotina da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu resultou na apreensão de mais de 100 aparelhos celulares da marca Apple, modelo iPhone 17 Pro Max, avaliados em mais de R$ 1 milhão. A ação ocorreu no sábado (17), durante a fiscalização de voos domésticos.

Os agentes abordaram uma família que se preparava para embarcar com destino a São Paulo e transportava nove malas. Após entrevista inicial, os policiais decidiram proceder à vistoria detalhada da bagagem.

Durante a inspeção, foram encontrados aproximadamente 100 iPhones escondidos no interior das malas. Os aparelhos não possuíam nota fiscal, documentação de importação ou qualquer comprovação de origem legal, caracterizando prática de descaminho (entrada ou saída de mercadorias no país sem o pagamento dos tributos devidos).

Um dos integrantes da família assumiu a responsabilidade pela carga ilegal e foi preso em flagrante pelo crime. O detido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para os procedimentos legais cabíveis, incluindo a instauração de inquérito. A identidade do preso não foi divulgada.

As mercadorias foram apreendidas e serão encaminhadas para análise e destinação pela Receita Federal.

 

 

Olho Vivo chega a quase 500 câmeras inteligentes instaladas e avança para o Interior

Com o avanço da implantação de câmeras inteligentes do programa Olho Vivo para o Interior do Paraná, o número de equipamentos instalados chegou a 490 na primeira quinzena de janeiro. O Governo do Estado tem dado cada vez mais velocidade a esse processo, visando chegar ao fim do primeiro trimestre com 100% das 1,5 mil câmeras desta nova etapa em pleno funcionamento.

Com foco inicial em Curitiba, Região Metropolitana (RMC) e Litoral, que já somam 346 câmeras instaladas, os equipamentos já estão em processo de implantação em Ponta Grossa, nos Campos Gerais; Guarapuava, no Centro-Sul; Maringá, no Noroeste; e Londrina, no Norte do Estado. Ao todo, 16 municípios estão recebendo as câmeras. De 1,5 mil equipamentos, 490 estão instalados, 386 energizados, 346 conectados à internet e 413 inseridos na plataforma.

“O avanço do Olho Vivo em todo o Paraná aumenta a efetividade da segurança pública, porque amplia a prevenção, acelera a resposta às ocorrências e fortalece as investigações com informação qualificada para o trabalho das polícias”, destacou o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

Em Almirante Tamandaré, na RMC, 54 casos foram resolvidos com auxílio do sistema de câmeras inteligentes, sendo cinco deles na última semana. A cidade recebeu o projeto piloto do Olho Vivo, em agosto de 2025. No Litoral, equipes de inteligência localizaram um foragido da Justiça envolvido com tráfico de drogas em Guaratuba, a partir do mapeamento da rota do veículo. Além da prisão, foram apreendidos dinheiro, arma de fogo, drogas e anotações relacionadas ao tráfico.

Na Grande Curitiba, Fazenda Rio Grande teve um caso resolvido na última semana. Uma pessoa foi vítima de um roubo violento de veículo enquanto saía de casa para trabalhar, no bairro Eucaliptos. Equipes de segurança criaram um alerta e começaram a monitorar o padrão de movimentação do veículo, que foi localizado e recuperado pela Guarda Municipal.

TECNOLOGIA DE PONTA – O Olho Vivo é o mais avançado programa de monitoramento voltado à segurança pública no Brasil e um dos maiores do mundo. Ele é inspirado em iniciativas semelhantes realizadas em países como Reino Unido, Singapura e Estados Unidos.

No Reino Unido, por exemplo, são cerca de 18 mil câmeras. O Paraná contará, quando estiver em plena operação, com 26,5 mil equipamentos. Isso porque cinco mil já funcionavam na primeira fase do programa, 1,5 mil estão sendo instalados pelo Estado e outros 20 mil serão adquiridos pelos municípios, por meio de parceria com a gestão estadual. O investimento será de R$ 400 milhões.

A principal novidade é a ampliação do uso de inteligência artificial para uma etapa de “investigação assistida”, em que as câmeras deixam de depender apenas da observação humana e passam a contar com ferramentas de análise automática. Os novos equipamentos têm entre os recursos o cruzamento de dados, imagens e inteligência artificial em tempo real para auxiliar as forças de segurança no reconhecimento de criminosos e suspeitos procurados e na identificação de veículos furtados ou roubados.

O Olho Vivo é coordenado de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública, Secretaria das Cidades e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados, com arquitetura tecnológica desenvolvida para operar em larga escala e em conformidade com a Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD).

O secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, destacou que o monitoramento com inteligência artificial, somado às forças policiais, têm garantido avanços na segurança pública. “O Olho Vivo permite antecipar o crime, pois identifica padrões fora do comum e aciona as forças policiais para agir. É o maior programa de monitoramento do Brasil, com tecnologia de ponta que está sendo utilizada em Nova York, Singapura e Reino Unido”, afirmou. “É o primeiro mundo chegando para segurança pública e, obviamente, uma arma digital para auxiliar as nossas polícias.”

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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1,1 mil novos diretores da rede estadual tomam posse nesta segunda-feira

A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), por intermédio dos Núcleos Regionais de Educação (NRE), empossa nesta segunda-feira (19) os novos diretores da rede estadual paranaense. As cerimônias acontecem em cada um dos 32 NREs do Estado, com exceção do Núcleo de Paranavaí, que realizará a cerimônia na terça-feira (20) devido a feriado municipal.

Tomam posse 1.112 profissionais para um mandato de quatro anos, sendo que 1.034 deles foram escolhidos pelo Consulta Diretores, realizado no dia 2 de dezembro de 2025. Os outros 78 foram selecionados por meio de entrevistas, já que os respectivos colégios ou não atingiram o quórum para votação, ou não tiveram candidatos ao cargo de diretor. Desse total, 284 profissionais estão assumindo o cargo de direção pela primeira vez.

“Este é um desafio que traz muitas responsabilidades, mas também muitas possibilidades de se desenvolver um bom trabalho à frente das escolas”, pondera o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. “Seja essa a primeira experiência ou então a continuidade do trabalho no cargo de diretor, esses profissionais terão a oportunidade de planejar sua atuação pelos próximos quatro anos e estabelecer objetivos para ajudar a melhorar ainda mais a qualidade do ensino no Paraná”. 

As cerimônias de posse ficarão a cargo dos Núcleos, que têm autonomia para organizá-las como preferirem, desde que sigam a pauta sugerida pela Diretoria de Planejamento e Gestão Escolar (DPGE) da Seed-PR, com a posse propriamente dita e a realização de reunião de trabalho, em que serão tratados temas como frequência, planejamento pedagógico, ambiente escolar saudável, entre outros.

Na próxima segunda-feira (26), no canal do professor, a Seed-PR realizará uma live com os novos diretores com foco em atuação estratégica na gestão escolar, fortalecimento de liderança pedagógica e garantia da aprendizagem dos alunos. O encontro também abordará informações fundamentais para o início da jornada na função de gestor escolar.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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PMPR e PCPR apreendem quase 150 toneladas de drogas com apoio de cães em 2025

A atuação coordenada das forças de segurança do Paraná, por meio do emprego estratégico de cães policiais, retirou de circulação quase 150 toneladas de entorpecentes em 2025, um avanço consolidado de 160,8% em comparação ao ano anterior. A integração entre a Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC), da Polícia Militar (PMPR), e o Núcleo de Operações com Cães (NOC), da Polícia Civil (PCPR), resultou na apreensão unificada de 149,8 toneladas de drogas (considerando maconha, cocaína, haxixe e skank), superando as 57,4 toneladas registradas em 2024. No balanço geral das forças, as operações integradas culminaram na prisão de 2.056 pessoas, um crescimento de 12,7% frente às 1.825 detenções do período anterior.

Os resultados por substância demonstram saltos expressivos de produtividade em ambas as corporações, com o total de maconha apreendida saltando de 56 toneladas para 145,4 toneladas (+159,5%). O volume de cocaína interceptado pelas equipes unificadas também cresceu significativamente, atingindo 2,7 toneladas (+128,3%), enquanto o haxixe apresentou um aumento de 720,1% (passando de 176,7 kg para 1,4 tonelada) e o skank subiu 838,1%, totalizando 203 kg no acumulado do ano.

Além das drogas, as forças de segurança contaram com o apoio de cães em operações que envolveram a retirada de ilícitos das ruas com a apreensão unificada de 456 armas, um crescimento de 97,4% em relação às 231 armas apreendidas em 2024. O volume de munições recolhidas pelas equipes K9 também subiu 29,2%, totalizando 6.436 unidades contra as 4.980 do ano anterior.

O comandante da Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC), capitão Marcelo Hoiser, ressaltou a relevância do vínculo construído entre os cães e os militares. Segundo ele, trata-se de uma parceria silenciosa, que vai desde interações próximas com a comunidade até o enfrentamento direto à criminalidade.

"São dois guardiões movidos pelo mesmo propósito: proteger. Entre o instinto e a disciplina, forma-se um elo que supera a coleira e a farda, sustentado pela lealdade e pela vida compartilhada", afirmou. " Essas apreensões reforçam o impacto direto do faro canino na interrupção das rotas logísticas do tráfico em território paranaense".

Conforme a delegada Ana Cristina Ferreira, chefe da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) da PCPR, o emprego de cães de faro nas operações policiais é resultado de um trabalho técnico rigoroso, que envolve treinamento permanente e o cumprimento de protocolos padronizados por parte dos policiais operadores. "Essa atuação especializada potencializa a eficiência das ações de segurança pública, especialmente no combate ao tráfico de drogas, consolidando a cinotecnia como uma ferramenta estratégica e indispensável para a atividade policial", disse.

Ainda em 2025, foram apreendidos R$ 796,3 mil em espécie (+185%), contribuindo para o asfixiamento econômico das organizações criminosas e complementando o prejuízo de R$ 522,1 milhões gerado pelas ações.

TREINAMENTO – A alta performance operacional é fruto de um rigoroso processo de formação que prepara os animais para cenários de alta complexidade desde os primeiros dias de vida, utilizando a associação de odores a recompensas lúdicas. Raças como o Pastor Belga Malinois e o Pastor Alemão são treinadas pela CIOC e pelo NOC para atuar em múltiplas frentes, incluindo faro, busca e captura, garantindo que o cão opere com foco total na missão.

Cães têm grande capacidade olfativa e apoiam policiais e bombeiros paranaenses em uma série de atividades, mas principalmente em operações nas estradas e cumprimento de mandados.

Atualmente essas duas forças de segurança do Paraná têm cerca 180 cães. Em 2026 mais 20 cachorros devem ser incorporados às atividades. Alguns deles moram com os policiais, dentro do programa K9, modelo que ajuda a fortalecer o vínculo de confiança entre o policial e o cão, além de permitir um treinamento contínuo de disciplina mesmo fora do serviço.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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