Escolas têm até 8 de setembro para escolher livros didáticos para 2027

Hora de as escolas públicas escolherem os livros didáticos, pedagógicos e literários que são utilizados pelas escolas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental no ciclo 2027-2030. O prazo de seleção termina em 8 de setembro.

Os professores dos anos iniciais, coordenadores e gestores escolares devem analisar as obras disponíveis e avaliar quais materiais estão mais alinhados à proposta pedagógica da unidade, os objetivos de ensino, bem como as características e as necessidades da comunidade escolar.

O Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) é uma política pública executada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pelo Ministério da Educação (MEC).

A distribuição dos livros às escolas de todo o país é gratuita.

Escolas aptas 

As escolas pertencentes a redes públicas de ensino com adesão ao PNLD para essa etapa devem participar da escolha.

As unidades também precisam ter registrado estudantes no Censo Escolar de 2025.

Categorias dos livros

Os materiais para os estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental 1 (EF1) estão organizados em três categorias para escolha.

 1ª – escolha obrigatória para estudantes do 1º e 2º anos com os seguintes conteúdos:

língua portuguesa; 

arte; 

educação física*; 

matemática; 

ciências da natureza, história e geografia (obra interdisciplinar); 

educação digital e midiática.

Nesta primeira categoria, todos os livros do estudante são consumíveis (não reutilizáveis) e permanecem com o aluno, que pode escrever e interagir diretamente com o material e, por exemplo, escrever nas páginas. 

2ª – escolha obrigatória para estudantes do 3º, 4º e 5º anos, com os seguintes conteúdos:

língua portuguesa; 

arte; 

educação física; 

matemática; 

ciências da natureza; 

história; 

geografia; 

livro regionalizado de história e geografia; 

produção de texto; 

educação digital e midiática.

Nesta segunda categoria, as obras de história e geografia apresentam conteúdos relacionados às respectivas regiões das escolas. Os livros de língua portuguesa e matemática não são reutilizáveis. Os demais são reutilizáveis e devem ser devolvidos à escola ao final do ano letivo. 

O FNDE explica que os livros de educação física das Categorias 1 e 2 são destinados exclusivamente aos professores. 

3ª – escolha optativa: 1º ao 5º ano, para língua espanhola e língua inglesa. 

Os livros da categoria três 3 são reutilizáveis e devem ser devolvidos à escola no fim do ano letivo. 

Como escolher os livros

processo deve ser feito pelos profissionais da educação de todo o país exclusivamente no sistema PNLD Gestão. Os professores e gestores precisam estar cadastrados no Sistema Gestão Presente (SGP), que centraliza as informações educacionais de mais de 46 milhões de estudantes da educação básica no Brasil, ou possuir cadastro anterior no Portal do Livro Digital e utilizar uma conta Gov.br. 

A escola pode selecionar coleções distintas para cada disciplina curricular. Não é necessário escolher a mesma coleção para todas elas. Em cada componente, devem ser selecionadas as coleções disponíveis no processo de escolha. 

A escola que não desejar receber determinada obra ou componente deverá registrar a opção “NÃO DESEJO RECEBER O LIVRO”, no sistema.

Para as categorias 1 e 2, caso a escola não realize a escolha nem registre a opção de não recebimento, o FNDE fará a atribuição dos exemplares com base em critérios técnicos previamente estabelecidos. 

Na categoria 3, como a adesão é voluntária, caso a escola não manifeste interesse, não haverá atribuição técnica.

Guia digital

Para ajudar neste processo, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou o Guia Digital do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).

A ferramenta reúne informações sobre as obras aprovadas e incluem:

 - resenhas e dados sobre as obras

 - metodologias propostas para facilitar o planejamento das aulas;

- estrutura dos conteúdos;

- avaliação realizada para aprovação das obras e alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

- orientações aos profissionais das redes públicas de ensino para fazer as escolhas mais adequadas;

Em caso de dúvidas, o interessado deve entrar em contato com a equipe do livro pelo e-mail

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Paraná reforça protagonismo nacional e se consolida no pódio entre estados mais competitivos

Os números do Ranking de Competitividade dos Estados, divulgados nesta quinta-feira (27), reforçam o protagonismo do Paraná em termos nacionais. Com 76,3 pontos – 4,7 a mais do que na edição de 2025 do documento –, o Estado ocupa a terceira colocação entre as Unidades da Federação. O estudo é realizado anualmente pelo Centro de Liderança Pública (CLP), uma das principais instituições do país voltadas à análise de políticas públicas e gestão eficiente, em parceria com a Tendências Consultoria.

"Hoje o Paraná é referência no Brasil e esse ranking demonstra essa evolução do Estado. Já tivemos um avanço gigante em várias áreas. Na Segurança Pública, por exemplo, estamos com o menor índice de criminalidade dos últimos 20 anos. Isso é motivo de comemoração, porque estamos avançando cada vez mais em melhorias e no combate à criminalidade", comentou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

A Segurança Pública, citada pelo Chefe do Executivo, é justamente o indicador paranaense que mais se destacou na atualização do ranking. A área contou com avanços importantes em áreas como mortes a esclarecer, na qual o Estado saltou 11 posições entre as duas edições; em combate ao Feminicídio, no qual subiu 10 posições; e atuação do sistema de Justiça Criminal, na qual ganhou cinco posições. No geral, o Paraná saiu da 10ª colocação em segurança para a 4ª colocação.

Os números refletem o esforço paranaense para ampliar a eficiência do setor. Os investimentos estaduais na área passaram de R$ 2 bilhões em 2018 para R$ 8 bilhões em 2025. Além disso, desde 2019, foram executadas obras em 147 unidades de segurança pública. A nova sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Paraná (PMPR), em São José dos Pinhais, por exemplo, foi estruturada para ampliar a capacidade de atendimento a ocorrências de alta complexidade.

Neste ano, o Paraná anunciou ainda um pacote de melhorias que representou o maior investimento da história da segurança pública, no valor de R$ 338 milhões. A iniciativa contemplou 3,2 mil armamentos (1.500 carabinas calibre 5,56 x 45 mm e 1.700 pistolas calibre 9 mm), 1.245 viaturas e 29 embarcações, além de equipamentos de informática, sistemas de comunicação, tecnologia forense e materiais especializados, bem como a nova sede Bope.

Um dos destaques do pacote foi a incorporação de blindados canadenses para operações de alto risco. Serão sete unidades, sendo quatro destinadas à PMPR, duas à Polícia Civil do Paraná (PCPR) e uma à Polícia Penal do Paraná (PPPR). Com investimento de R$ 24,18 milhões, os blindados se destinam a ações como gestão de crises, combate a crimes de alta complexidade e intervenções em tentativas de resgate de presos.

Outros dois pilares que mostraram maior desenvolvimento foram os de Potencial de Mercado e de Infraestrutura. No primeiro caso, o Paraná subiu três posições em comparação a 2025; no segundo, apareceu duas casas acima.

A obra mais simbólica de infraestrutura inaugurada em 2026 foi a Ponte de Guaratuba, uma ligação esperada há mais de 50 anos entre Matinhos e Guaratuba. A inauguração da Ponte da Integração, a segunda entre Foz do Iguaçu e o Paraguai, também tem grande peso. A pavimentação de estradas rurais e ruas urbanas é outro trunfo que rendeu pontos nos indicadores e trouxe desenvolvimento para o Estado.

Somente com o programa Asfalto Novo, Vida Nova, desenvolvido pela Secretaria das Cidades (Secid) e o Paranacidade, já foram asfaltados mais de 840 km de pistas. As obras incluem iluminação de LED, calçamento, galerias pluviais, sinalização e paisagismo. O objetivo é pavimentar 100% dos trechos urbanos dos municípios. Já foram desembolsados mais de R$ 2 bilhões em três anos. 

O Paraná também tem o maior programa de pavimentação rígida do Brasil, chegando a quase mil quilômetros de rodovias e estradas em concreto. Esses investimentos superam R$ 5,1 bilhões e contemplam desde grandes corredores logísticos estaduais até estradas rurais e novas ligações metropolitanas. Estão nessa lista obras como a duplicação da Rodovia dos Minérios, a Perimetral Leste e a duplicação do Contorno Oeste.

A maioria das intervenções é coordenada pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR), mas algumas fazem parte do programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura do Abastecimento (Seab), e outras são projetos da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep).

MAIS PERTO DO SEGUNDO COLOCADO - Com a evolução nessas áreas e em diversos indicadores, o Paraná repete a terceira colocação alcançada em 2022 e mantida desde então, mas está mais próximo do segundo colocado, que atualmente é São Paulo (80,68). No ano passado, a distância era de 8 pontos; agora, caiu praticamente pela metade, para apenas 4,38. A lista tem a liderança de Santa Catarina, com 87,06.

O Paraná está entre os oito melhores do país em todos os eixos estratégicos apresentados pelo levantamento: solidez fiscal, potencial de mercado, infraestrutura, sustentabilidade social e ambiental, inovação, capital humano, além da segurança pública, educação, e a eficiência da máquina pública. Para chegar ao resultado final, o ranking leva em consideração 100 indicadores diferentes.

 

 

 

 

 

Por - Assessoria

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