O mais de 1,16 milhão de contribuintes que ainda está com cotas do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 em aberto terá até a próxima semana para quitar o tributo. Termina entre os dias 11 e 15 de maio o prazo para o pagamento da quinta e última parcela do imposto, a depender do final da placa.
De acordo com balanço da Receita Estadual do Paraná, até o último dia 4 de maio o IPVA 2026 arrecadou cerca de R$ 3,4 bilhões — número que representa 73,5% dos R$ 4,53 bilhões lançados para o atual exercício.
A novidade para este ano foi justamente a redução da alíquota de 3,5% do valor venal dos veículos para 1,9%. A redução de cerca de 45% deixou o imposto mais barato, trouxe alívio para o bolso dos paranaenses e fez muita gente quitar o IPVA o quanto antes. Ao todo, 2,05 milhões de veículos já estão com o tributo inteiramente pago — ou seja, metade da frota tributada (4,1 milhões).
A inadimplência pode trazer consequências, já que o débito pode ser inscrito na Dívida Ativa, com inclusão do nome do proprietário no Cadin Estadual e o impedimento de usar de créditos do Nota Paraná, além de gerar restrições como nome negativado, dificuldade para obter empréstimos, acessar linhas de crédito e assumir cargos públicos. Quem deixa o IPVA em atraso também não consegue licenciar o veículo.
O atraso também pesa no bolso. A multa é de 0,33% ao dia, acrescida de juros de mora com base na taxa Selic. Após 30 dias de inadimplência, a multa passa a ser fixa em 20% do valor do imposto.
COMO PAGAR – As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerá-las. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes poderão pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, podendo ser feito a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
ALÍQUOTAS – Com alíquota geral de 1,9% sobre o valor venal dos veículos, o Paraná tem um dos menores IPVAs do país. Contudo, em alguns casos, os proprietários de veículos pagam ainda menos.
Ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1% no Estado. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Além disso, as motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025.
SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.
Confira o vencimento por final de placa da última parcela do IPVA 2026:
1 e 2: 11/05
3 e 4: 12/05
5 e 6: 13/05
7 e 8: 14/05
9 e 0: 15/05
Por - AEN
A formação de um ciclone extratropical intenso na Argentina, em deslocamento para o oceano, gerou uma frente fria que começou a atravessar o Paraná perto da 0h desta sexta-feira (8). As rajadas de vento, que já começaram a ficar mais intensas na quinta-feira (7), chegaram a 85,3 km/h às 3h45 desta sexta em General Carneiro, na estação meteorológica do Simepar - Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. A frente fria deve deixar o Estado apenas no domingo (10), e após a chuva as temperaturas gradativamente começam a entrar em declínio.
Na quinta-feira (7), as rajadas de vento mais fortes entre as estações meteorológicas do Simepar foram em Altônia, às 12h (55,4 km/h); Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, às 11h45 (56,2 km/h); Francisco Beltrão, às 14h30 (59,8 km/h); General Carneiro, às 15h15 (58,3 km/h); Laranjeiras do Sul, às 14h (63,7 km/h); e Palmas, às 12h15 (54,4 km/h).
“A quinta-feira foi marcada por temperaturas muito altas, aquecimento pré-frontal e que ocasionou algumas rajadas de vento fortes no Estado”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar. As temperaturas ultrapassaram os 30°C em Altônia, Assis Chateaubriand, Cambará, Capanema, Cerro Azul, Cianorte, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Iguaçu, Guaíra, Guaraqueçaba, Loanda, Maringá, Palotina, Paranavaí, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Umuarama.
Antes mesmo das 8h desta sexta-feira (8) a chuva já tinha ultrapassado os 30 mm nas estações do Simepar que ficam em Altônia (33 mm), Santa Helena (53 mm), São Miguel do Iguaçu (33 mm), Capanema (33,8 mm), Cruzeiro do Iguaçu (37,8 mm), Três Barras do Paraná (43,4 mm) e Boa Vista da Aparecida (41,2 mm).
As rajadas de vento durante a madrugada foram mais fortes em Capanema, à 1h (55,8 km/h); Cascavel, à 1h30 (62,3 km/h); Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, às 4h (55,4 km/h); General Carneiro, às 3h45 (85,3 km/h); Guarapuava, às 4h (61,2 km/h); Laranjeiras do Sul, às 2h30 (62,3 km/h); Nova Prata do Iguaçu, à 1h15 (64,4 km/h); e Toledo, à 1h15 (55,4 km/h).
Com a chuva, as temperaturas começaram a cair. Nesta sexta-feira (8) a estação meteorológica do Simepar em Guaíra registrou sua temperatura mais baixa de 2026 até o momento: 13,9°C, um declínio de quase 17°C em pouco mais de 12 horas. A chuva e a nebulosidade impedem a elevação das temperaturas ao longo do dia na maior parte do Estado, e as máximas não passam dos 22°C em Foz do Iguaçu e Cascavel, de 23°C nas cidades do Centro-Sul como Guarapuava, dos 24°C em Curitiba, e dos 25°C em Ponta Grossa.
O sol aparecerá por mais tempo nesta sexta-feira (8) no Norte Pioneiro e no Litoral e, portanto, nestas regiões as temperaturas serão as mais altas, chegando perto dos 30°C. Em Londrina as máximas ficam próximas dos 27°C. “Os valores mais baixos de temperatura desta sexta estão previstos para o período noturno, pois após a passagem da frente fria, já há ingresso de um ar um pouco mais frio na área de divisa com Santa Catarina. Com isso, as temperaturas baixam para 10°C entre Palmas e General Carneiro”, explica Lizandro.
O volume acumulado de chuva pode ser expressivo ao longo do sábado, ultrapassando os 100 mm em cidades da área Central e parte da região Leste do Paraná, e pontualmente no Oeste e Noroeste. No Norte há risco menor de temporais, e a frente fria deve seguir em direção a São Paulo somente no domingo.
“Após a chuva, uma intensa massa de ar polar deixa as temperaturas muito baixas em todo o Sul do Brasil. Inclusive volta a ter risco de formação de geadas no Paraná. Bastante resfriamento e temperaturas abaixo dos 10°C nos termômetros em praticamente todas as áreas do Estado”, ressalta Lizandro.
Em algumas áreas, as temperaturas ficarão ainda mais baixas. No sábado o dia começa com temperaturas próximas ou abaixo de 5°C em cidades do Sul do Paraná, alguns municípios do Sudoeste e na região de Guarapuava. No domingo, mais cidades do Oeste, Sudoeste e Centro-Sul chegam aos 5°C, e aquelas ao redor de Palmas e General Carneiro podem registrar valores próximos a 0°C.
ALERTAS – O Boletim de Gestão de Riscos, elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil, aponta ainda na sexta-feira (8) o risco alto no Oeste e Sudoeste para chuva forte em curto espaço de tempo, intensas rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo localizado, que podem provocar queda de galhos, alagamentos, destelhamentos, danos em plantações, e redução da visibilidade em estradas.
O risco é moderado na faixa Central do Estado, e baixo no Norte Pioneiro e Leste. Já no sábado, o risco é moderado em todo o Paraná, com exceção do Oeste e Sudoeste, onde o risco de tempestades é mais baixo. No domingo, há risco baixo para tempestades somente na faixa Norte, nos Campos Gerais e Leste do Paraná.
É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar. Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas.
Para que sejam enviados por WhatsApp é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
Confira as rajadas de vento acima de 50 km/h nesta sexta (8) até as 8h15 nas estações meteorológicas do Simepar:
Capanema à 1h: 55,8 km/h
Cascavel à 1h30: 62,3 km/h
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava às 4h: 55,4 km/h
General Carneiro às 3h45: 85,3 km/h
Guarapuava às 4h: 61,2 km/h
Laranjeiras do Sul às 2h30: 62,3 km/h
Nova Prata do Iguaçu à 1h15: 64,4 km/h
Toledo à 1h15: 55,4 km/h
Ubiratã às 2h30: 51,1 km/h
Confira os volumes de chuva acima de 10 mm nesta sexta-feira (8) até as 7h45 nas estações do Simepar e dos órgãos do Governo do Paraná:
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 11,8 mm
Santa Maria do Oeste: 16 mm
Nova Laranjeiras: 26,4 mm
Pinhão: 15 mm
Campo Mourão: 11,6 mm
Umuarama: 14 mm
Altônia: 33 mm
Assis Chateubriand: 29,6 mm
Foz do Iguaçu: 14,8 mm
Guaira: 28,6 mm
Palotina: 27,6 mm
Santa Helena: 53 mm
São Miguel do Iguaçu: 33 mm
Toledo: 24,8 mm
Ubiratã: 24,2 mm
São Jorge d'Oeste: 21,8 mm
Capanema - Baixo Iguaçu: 33,8 mm
Capanema - Porto Capanema: 19,2 mm
Foz do Jordão: 13,6 mm
Cruzeiro do Iguaçu: 37,8 mm
Francisco Beltrão: 21,8 mm
Laranjeiras do Sul: 28 mm
Pato Branco: 23,6 mm
Boa Esperança do Iguaçu: 27,2 mm
Quedas do Iguaçu: 28,6 mm
Nova Prata do Iguaçu: 17,8 mm
Mangueirinha: 19 mm
General Carneiro: 23 mm
Palmas: 22,8 mm
Coronel Domingos Soares - Solais Novo: 17,8 mm
Coronel Domingos Soares: 15,2 mm
Três Barras do Paraná: 43,4 mm
Verê: 26 mm
Boa Vista da Aparecida: 41,2 mm
POr -AEN
Salvar vidas ou devolver qualidade de vida para pacientes com doenças graves é a principal função do transplante de órgãos. O sucesso do sistema de transplantes no Paraná não acontece por acaso, sendo organizado com muito trabalho e responsabilidade, iniciando com uma busca ativa que começa nos hospitais. E nos últimos meses seis novas unidades entraram nesse rol.
No centro dessa engrenagem estão as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), unidades estratégicas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que funcionam como braços operacionais da Central Estadual de Transplantes.
Mais do que apenas identificar doadores, as OPOs representam o suporte técnico e humano necessário para que o processo de doação seja seguro, ético e ágil, como necessita ser. Atualmente, o Estado do Paraná conta com quatro OPOs: Cascavel, na macrorregião Oeste; Curitiba, na macrorregião Leste; Londrina, na macrorregião Norte e Maringá, na macrorregião Noroeste
As OPOs contam com equipes multiprofissionais compostas por servidores públicos da Sesa, que são enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de apoio técnico-administrativo e motoristas, distribuídos para atender as macrorregiões do Estado. Ao todo são cerca de 38 profissionais.
Alguns casos recentes ajudam a ilustrar a importância desse trabalho. Em 2025, a OPO de Maringá registrou uma captação inédita no Instituto Bom Jesus de Cianorte. Pela OPO de Londrina, também ocorreu recentemente uma primeira captação de órgãos no Hospital Regional de Ivaiporã.
A OPO Cascavel também registrou ingresso de uma nova unidade com primeira captação, o Hospital Geral Intermunicipal Doutor Aryzone Mendes de Araújo, em Francisco Beltrão. Na área da OPO Curitiba, o ano de 2025 contou com três primeiras captações, que ocorreram no Hospital e Maternidade Luiza de Marillac, em Curitiba, Hospital São Rafael, em Colombo, e no Hospital São Camilo, de Ponta Grossa.
"As primeiras captações de órgãos realizadas em novas unidades hospitalares representam um marco extremamente importante para o sistema, pois demonstram o fortalecimento da rede de doação e a ampliação da capacidade de identificação e efetivação da doação em locais onde antes o processo ainda não ocorria", afirma o secretário da Saúde, César Neves.
“É um trabalho consolidado que ganha destaque pelos altos índices de doações de órgãos e transplantes, bom como uma das menores taxas de recusa, e é o resultado de investimentos permanentes e uma estrutura robusta de atendimento”, comentou o secretário de Estado da Saúde, César Neves, que acrescentou que a função desempenhada nas OPOs merece reconhecimento e destaque. “Tudo isso representa o compromisso que o Estado tem para com os pacientes que aguardam por um transplante”.
“Esses avanços refletem diretamente o investimento em capacitação profissional, sensibilização das equipes, estruturação dos fluxos e fortalecimento da política estadual de transplantes”, destacou a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni.
SISTEMA ESTADUAL DE TRANSPLANTES – No Paraná, são 108 hospitais notificantes, ou seja, que estão autorizados pelo Ministério da Saúde a identificar, manter e notificar à Central Estadual de Transplantes a existência de potenciais doadores de órgãos e tecidos, com 71 comissões instituídas, que são equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que organizam e gerenciam o processo de doação dentro dos hospitais.
Além disso, o sistema tem 37 equipes transplantadoras de órgãos (pulmão, coração, fígado, pâncreas e rim) e 84 de tecidos (medula, córnea, valva cardíaca, pele e tecido ósseo), formadas por grupos especializados de profissionais de saúde, autorizados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), responsáveis por realizar as cirurgias de remoção (captação) de órgãos de um doador e o implante (transplante) no paciente receptor.
Cinco laboratórios de histocompatibilidade e três de sorologia, além de três bancos de tecidos, sendo que um é de multitecidos, também formam a rede. São cerca de 700 profissionais especializados envolvidos.
RECUSA BAIXA – O Paraná se consolidou em 2025 como o estado com a menor taxa de recusa familiar para doações de órgãos com o fortalecimento estratégico e contínuo do Sistema Estadual de Transplantes. Ao lado de Santa Catarina, o Paraná mantém um índice de 30%, em contrapartida ao índice nacional que é de 45% na recusa familiar para a doação de órgãos, de acordo com o último Registro Brasileiro de Transplantes (RBT).
A doação de órgãos e tecidos é um ato de solidariedade que pode beneficiar inúmeras pessoas. Um único doador pode impactar até 8 pacientes. Em 2025, foram realizados 773 transplantes, sendo 31 de coração. Nos dois primeiros meses de 2026, o número de órgãos doado foi de 123. Entre esse dado está a realização de três transplantes de coração.
Por - AEN
O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes, localizado na Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do Paraná, será destaque nacional em um webinário do programa Ensino Médio Mais, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), que reconhece propostas pedagógicas inovadoras de todo o país e coloca em evidência iniciativas educacionais que vêm transformando realidades e fortalecendo a aprendizagem. O evento acontece nos dias 8 e 9 de junho, em Brasília.
O reconhecimento é resultado do desenvolvimento de práticas alinhadas às diretrizes do programa do MEC, que incentiva propostas pedagógicas conectadas ao perfil e às necessidades dos estudantes. Entre os principais eixos estão a garantia do direito à aprendizagem, a equidade no acesso e permanência na escola, o fortalecimento da trajetória escolar dos alunos e o desenvolvimento integral dos estudantes.
As propostas foram avaliadas por uma comissão especializada durante o processo seletivo do programa, que teve início em 2025 e cujo resultado final foi divulgado pelo MEC, no último mês, por meio do Edital nº 6/2025. Os projetos selecionados levaram em consideração critérios técnicos e pedagógicos definidos pelo Comitê de Monitoramento e Avaliação do Ensino Médio, considerando especialmente o impacto na permanência dos estudantes e na melhoria de suas trajetórias escolares.
No Paraná, cinco instituições tiveram suas propostas selecionadas. Entre elas, o Colégio Estadual Indígena Feg-Prag, os Colégios Estaduais Presidente Kennedy (Ivaiporã), Helena Kolody (Maringá), Quilombola Maria Joana Ferreira (Pato Branco) e Paulo Leminski (Curitiba).
“Esse resultado demonstra a força e a qualidade da educação pública do Paraná. O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes é um exemplo de como práticas pedagógicas bem estruturadas, que respeitam a identidade cultural e a realidade local, podem alcançar excelência. É um reconhecimento importante, que valoriza não apenas a escola, mas toda a comunidade escolar envolvida”, disse o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Em 2024, o colégio foi contemplado com o Programa Ensino Médio Mais, instituído pela Portaria nº 652, de 11 de julho de 2024, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE). A partir disso, a equipe pedagógica, junto aos professores do ensino médio noturno, desenvolveram uma proposta alinhada ao perfil dos estudantes e à realidade da comunidade, garantindo uma educação de qualidade com valorização da cultura local.
VALORIZAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL – A proposta do Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes foi desenvolvida a partir de um plano de ação elaborado pelos professores e equipe pedagógica do período noturno, com foco na valorização da cultura indígena Kaingang e no fortalecimento da identidade dos estudantes. Considerando o diferencial da instituição como escola indígena, todas as atividades e materiais pedagógicos foram adaptados à realidade da comunidade, respeitando seus costumes, tradições e saberes ancestrais.
Segundo Rainilda Muller, diretora do colégio, como a unidade possui o diferencial de ser uma escola indígena, todas as ações e materiais pedagógicos são adaptados à realidade da comunidade. A proposta nasceu da compreensão de que a escola exerce um papel fundamental na preservação dos saberes tradicionais, garantindo que os alunos conheçam, valorizem e sintam orgulho de sua origem, cultura e ancestralidade.
“Para a equipe escolar, trabalhar esse conhecimento desde a educação básica é essencial para evitar que tradições, costumes e práticas culturais se percam ao longo das gerações”, afirma a diretora.
Ao todo, o programa contou com seis oficinas temáticas, desenvolvidas em dez encontros que envolveram estudantes do Ensino Médio, professores do período noturno e toda a comunidade local.
“A primeira oficina abordou a pintura corporal indígena, destacando os significados dos grafismos e a importância simbólica de cada desenho utilizado no corpo. Na sequência, a oficina ‘Conhecimentos Tradicionais e Saberes Ancestrais’ trabalhou o artesanato e a expressão corporal, com atividades de cestaria, cultivo de taquara e confecção de cestos conduzidas por mães da comunidade. Foi uma oportunidade importante para aproximar as famílias da escola”, explica.
Outra ação foi voltada à valorização cultural por meio da confecção de adornos, roupas e vestimentas tradicionais pintadas com grafismos indígenas. O projeto também promoveu um grande evento cultural com participação da comunidade e dos anciãos da aldeia, reforçando a valorização da língua indígena e da oralidade. Em outro encontro, os mais velhos compartilharam conhecimentos sobre medicinas naturais e práticas ancestrais de cuidado.
“Quando os mais velhos compartilham seus saberes sobre medicinas naturais, costumes e práticas ancestrais, eles também estão transmitindo pertencimento, memória e orgulho cultural para as novas gerações”, acrescenta a diretora.
Por fim, as oficinas voltadas ao meio ambiente proporcionaram caminhadas pela mata, atividades em hortas e vivências dentro da aldeia, fortalecendo a conexão dos estudantes com o território e os saberes tradicionais relacionados à natureza.
O encerramento aconteceu com uma celebração coletiva marcada pela preparação de comidas típicas e a exposição de todos os materiais produzidos ao longo das oficinas, reunindo estudantes, professores, famílias e comunidade em um momento de troca, pertencimento e fortalecimento cultural.
Para Leidiane Muvensa Bernardo, 17 anos, estudante do 3° ano do ensino médio noturno, o reconhecimento nacional conquistado a partir das iniciativas desenvolvidas na escola foi uma surpresa. Ela foi uma das estudantes escolhidas para ir até Brasília com a diretora, representando o colégio. “Estou muito feliz, acho que vai ser uma experiência muito boa. Feliz também por ter sido escolhida para representar a nossa escola e poder contar como surgiu esse projeto e como impactou a relação entre a comunidade e a nossa escola. Vai ser ótimo”, afirma.
Por - AEN
Seis meses após o tornado que atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, o Governo do Estado homologou nesta quinta-feira (7) um para o município. O documento teve como base o parecer da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, com aval da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, e dá lugar ao antigo decreto, que tinha validade de 180 dias.
Válido pelo mesmo período, o novo decreto facilita as contratações para dar continuidade à reconstrução da cidade, que teve 90% de sua área urbana afetada pelo tornado. O documento também permite que o município acesse recursos estaduais e federais para esse trabalho, já que, sozinho, não consegue arcar com todas as despesas.
Além de atender as necessidades do município, o estado de calamidade pública permite a execução de despesas durante o período eleitoral. “A legislação eleitoral traz muitas restrições administrativas à União e ao Estado, que não podem implementar ações que envolvam a transferência de recursos, o que pode limitar a execução de obras no município. A lei eleitoral, porém, não impede o auxílio em situações emergenciais”, explicou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig.
Segundo o parecer do órgão, mesmo com a mobilização de recursos e a adoção de medidas emergenciais desde a data do desastre, os impactos do evento persistem no município. Ainda há registro de danos em edificações públicas que prestam serviços essenciais e residências danificadas.
O documento diz ainda que há comprometimento dos serviços públicos, especialmente nas áreas de assistência social, educação e atendimento à população, além de prejuízos expressivos nos setores de agricultura, pecuária, comércio, indústria e serviços, com reflexos diretos na economia local. Soma-se a isso a ocorrência de danos ambientais relevantes, como a destruição de vegetação, áreas de preservação permanente e degradação de ecossistemas, além das dificuldades de acesso a algumas comunidades, principalmente na zona rural.
HISTÓRICO – No dia 7 de novembro de 2025, Rio Bonito do Iguaçu foi atingido por um tornado com índice F3 na escala Fujita, recebendo essa classificação por conta dos danos e da intensidade dos ventos, que ultrapassaram 250 km/h. O evento atingiu cerca de 90% das residências e prédios comerciais da cidade e provocou cinco mortes.
O Governo do Estado montou uma força-tarefa para dar uma resposta rápida à população da cidade, com ações em diversas áreas. Já foram investidos mais de R$ 60 milhões na cidade. A prefeitura recebeu R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para a compra de materiais de construção e aquisição de ônibus escolares e pela Fomento Paraná foram R$ 18,6 milhões para empresas atingidas pelo tornado.
O governo também enviou projetos para a Assembleia Legislativa do Paraná para alterar as regras do Fecap, permitindo o repasse direto de recursos para famílias e empresas afetadas por desastres. O fundo também recebeu um aporte de R$ 50 milhões para auxiliar na reconstrução da cidade.
O Fecap custeou, por exemplo, o programa Reconstrução, que liberou de R$ 20 mil a R$ 50 mil a mais de 830 famílias que tiveram suas residências destruídas ou danificadas pelo tornado. Esse valor pode ser utilizado na reconstrução das moradias e na compra de materiais de construção. Outra ação é o programa Superação, que prevê o pagamento de R$ 1 mil mensais por seis meses para auxiliar as famílias afetadas pelo desastre.
Até maio, o programa destinou R$ 10,9 milhões aos moradores, beneficiando 1.983 famílias: 1.369 receberam seis parcelas, 268 cinco parcelas e 346 quatro parcelas.
As empresas do município que também tiveram perdas materiais vão contar com uma subvenção do Estado por meio do Fecap, que vai destinar R$ 10 milhões a cerca de 300 empreendimentos de diferentes portes do comércio, prestadores de serviços e indústria.
Outras frentes de trabalho envolveram a reconstrução de prédios públicos danificados pelo tornado, como o Pronto Atendimento Municipal (PAM), unidades básicas de saúde, ginásio, escolas e o centro municipal de educação infantil, além da construção de moradias pré-fabricadas pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) - além das casas entregues, o Estado assinou um convênio de R$ 10,4 milhões com a cidade para a construção de mais 80 moradias.
Por - AEN
O impacto dos sinistros de trânsito na saúde pública é um dos grandes desafios para a gestão estadual no Paraná. Apenas em 2025, houve 12.697 intenações de vítimas de lesões no trânsito, somando um custo de mais de R$ 23,5 milhões aos cofres do SUS no Estado. Por isso, neste mês de conscientização, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensifica as ações do Maio Amarelo 2026, reforçando que a mudança de comportamento é a única via para reduzir a ocupação de leitos e salvar vidas.
A campanha deste ano, que tem como tema nacional “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, foca na empatia e no cuidado com o próximo. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que a segurança viária exige um compromisso que vai além das leis, passando pela atitude individual de cada cidadão. “A segurança no trânsito depende de uma mudança de comportamento de toda a sociedade. Precisamos reforçar a empatia e a responsabilidade compartilhada, pois cada atitude consciente pode evitar sinistros e salvar vidas”.
De acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), os homens jovens continuam sendo as principais vítimas do trânsito. Em 2025, o sexo masculino representou 76,5% das internações, com maior concentração nas faixas etárias entre 20 a 39 anos (49,4%). O uso de motocicletas e triciclos foi o fator preponderante, respondendo por 67,5% das hospitalizações.
Já com relação aos óbitos, dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/Datasus) mostram que o Estado registrou 2.660 mortes em 2025, sendo 82% entre homens. As vítimas fatais mais frequentes foram os ocupantes de motocicletas e triciclos, que somaram 904 mortes (34,3%). Na sequência, aparecem os ocupantes de veículos leves (836 mortes; 31,4%) e pedestres (424 mortes; 15,9%).
O levantamento detalha que as mortes acompanham o perfil das internações, atingindo com maioria a faixa etária de 20 a 39 anos, que somou 1.065 vítimas fatais (40%). O recorte por sexo revela que, entre os homens, 36,5% das vítimas utilizavam motocicleta, enquanto 44,1% das mulheres ocupavam veículos leves. Dados parciais de 2026 já indicam 579 mortes por lesões no trânsito em território paranaense.
Embora expressivos, a Sesa ressalta que esses números podem estar abaixo da real dimensão do problema. Isso ocorre porque o sistema contabiliza prioritariamente os atendimentos na rede pública. Além disso, a precisão depende do preenchimento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). Em muitos casos, registra-se apenas o tipo de lesão (como fratura), o que gera uma subnotificação dos dados oficiais de sinistros de trânsito.
SAMU – O impacto do trânsito também é sentido de forma imediata pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em 2025, foram 67.610 atendimentos relacionados a sinistros de trânsito em todo o Estado. O perfil das ocorrências de urgência confirma a vulnerabilidade sobre duas rodas: o tipo de acidente mais registrado foi a colisão entre automóvel e motocicleta (20.707 chamados), seguido pelas quedas de moto (11.166) e colisões entre carros (8.295).
Assim como nas estatísticas hospitalares, as vítimas são predominantemente jovens, com maior incidência na faixa de 21 a 30 anos, que concentrou 15.205 assistências pré-hospitalares no período.
RISCOS – Diante desse cenário, a Secretaria da Saúde alerta que essa realidade está diretamente ligada a comportamentos de risco evitáveis, como o excesso de velocidade, o consumo de álcool ao dirigir, o uso do celular ao volante e o desrespeito às normas de trânsito.
“Nossas equipes de saúde estão na linha de frente, dedicadas diariamente ao socorro das vítimas, mas o esforço mais decisivo deve ocorrer antes da chegada ao hospital”, afirma o secretário César Neves. “É fundamental que motoristas, motociclistas e pedestres compreendam que o trânsito é um espaço coletivo. O Estado investe continuamente em infraestrutura e na rede de atendimento, porém a preservação da vida depende, essencialmente, da prudência e do respeito de quem conduz”, acrescenta.
O Paraná apresenta um histórico sólido de redução na mortalidade por sinistros de trânsito, com uma queda de 33,1% registrada entre 2011 e 2019. Contudo, as mudanças na dinâmica de mobilidade nos últimos anos reforçam a necessidade de manter as ações de vigilância e educação sempre atualizadas, adaptando as estratégias de cuidado ao novo cenário das vias.
VIDA NO TRÂNSITO – Com coordenação compartilhada entre a Sesa e o Detran-PR, uma das principais estratégias para o enfrentamento dessa realidade é o Programa Vida no Trânsito (PVT). Iniciado no Paraná em 2011, o programa atua na identificação de fatores de risco e no desenvolvimento de ações para a redução de acidentes, feridos e óbitos.
Atualmente, 14 municípios paranaenses aderem à estratégia: Araucária, Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Toledo e Umuarama. Os resultados demonstram a eficácia da iniciativa: entre 2011 e 2025, o Paraná reduziu a taxa de mortalidade por lesões de trânsito em 29,4%, enquanto o conjunto de municípios que aplicam a estratégia do PVT registrou uma queda ainda mais expressiva, de 37,4%.
O trabalho é fruto de uma gestão intersetorial. O Grupo Técnico responsável pelo Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito no Paraná conta com a participação da Sesa e da Comissão Estadual de Prevenção de Acidentes e Segurança no Trânsito do Paraná (PVT-PR). O grupo é coordenado pela Casa Civil, tendo o Detran-PR como Secretaria Executiva. Essa articulação resultou no Plano Estadual de Segurança Viária do Paraná, aprovado em janeiro de 2025, que unifica o esforço de 38 órgãos e entidades em prol da segurança nas vias.
AÇÕES – Durante todo este mês, a Sesa apoia, em parceria com instituições estaduais e municipais, uma agenda de ações educativas, abordagens nas vias e campanhas de sensibilização em todas as Regionais de Saúde. O movimento Maio Amarelo foi criado em 2011, após a Organização das Nações Unidas (ONU) instituir a Década de Ação pela Segurança no Trânsito.
Por - AEN


























