Com a expectativa de aquecer o comércio e atrair grande público a bares e restaurantes, o Dia dos Namorados será comemorado no Brasil nesta sexta-feira (12). A data figura entre as mais importantes para o varejo, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães, o que exige atenção redobrada dos consumidores para evitar problemas nas compras.
Entre as orientações, a pesquisa de preços é essencial. Segundo o Procon-PR, órgão vinculado à secretaria estadual da Justiça e Cidadania, é importante considerar também as formas de pagamento, já que a legislação permite a prática de valores diferentes conforme o meio utilizado. Em compras pela internet, o consumidor deve ainda observar os prazos de entrega, que podem sofrer alterações devido à alta demanda do período.
As trocas de produtos também merecem cuidado. No caso de aquisições em lojas físicas, é recomendável conferir previamente as regras adotadas pelo estabelecimento, pois, conforme o Código de Defesa do Consumidor, a obrigatoriedade de troca varia de acordo com o motivo apresentado. Para as compras online há o Direito de Arrependimento. Isso garante a desistência da aquisição em até 7 dias corridos após o recebimento, sem custo ou justificativa.
“Verifique isso no momento da compra para que não haja nenhum tipo de constrangimento caso o presenteado ou a presenteada não gostar do produto, ficar pequeno, a cor não for legal. Para evitar constrangimento, já combine isso com o vendedor no momento da compra”, orienta a coordenadora do Procon/PR, Claudia Silvano.
Claudia afirma que pedir nota fiscal é imprescindível, pois é esse documento que possibilitará a formalização de uma reclamação, caso necessário. Os canais de atendimento estão disponíveis através deste link.
Por - AEN
A indústria paranaense voltou a registrar crescimento em abril de 2026, mantendo desempenho superior à média nacional. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de produção industrial do Estado aumentou 0,8% na comparação com março. No mesmo período, a indústria brasileira avançou 0,7%.
O resultado reforça a trajetória positiva da atividade industrial paranaense, que também apresentou crescimento na comparação com abril do ano passado. Nesse recorte, o avanço foi de 1,1%, enquanto a média nacional registrou alta de 0,3%.
Entre os segmentos com melhor desempenho no comparativo entre abril de 2026 e abril de 2025, o destaque foi para a fabricação de papel e celulose, cuja produção cresceu 6,5%. Na sequência aparecem as indústrias de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com alta de 5,6%, e as fabricantes de produtos de borracha e material plástico, que avançaram 3,7%.
Outro setor de peso para a economia paranaense que apresentou crescimento foi o de produtos alimentícios, com aumento de 2,8% no volume produzido em relação ao mesmo mês do ano anterior. Também registraram desempenho positivo as fábricas de veículos automotores e a indústria moveleira, ambos com expansão de 1% na comparação com abril de 2025.
SUPERMERCADO DO MUNDO – Diferentemente de estados cuja atividade industrial está fortemente concentrada na extração de petróleo, minério de ferro ou outros recursos naturais, o Paraná possui uma base produtiva predominantemente ligada à indústria de transformação. Esse perfil favorece a agregação de valor às matérias-primas produzidas no Estado, amplia os efeitos da atividade econômica sobre diferentes elos da cadeia produtiva e contribui para a geração de empregos mais qualificados em setores como alimentos, papel e celulose, automotivo, química e biocombustíveis.
Não por acaso, a força da indústria de transformação paranaense também está diretamente relacionada ao desempenho do agronegócio estadual. Líder nacional na produção de proteína animal e um dos principais produtores de grãos do País, o Paraná conta com uma estrutura industrial capaz de processar grande parte dessa produção, transformando matérias-primas em produtos de maior valor agregado destinados tanto ao mercado interno quanto à exportação.
SOBRE A PESQUISA – A Pesquisa Industrial Mensal Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da Federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional.
Os resultados completos podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, referente a maio de 2026, está prevista para 10 de julho.
Por- AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) viabilizou o encaminhamento da primeira paciente paranaense a receber um coração artificial pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Andressa Fátima Reinaldi Banach, de 38 anos, moradora de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi submetida à cirurgia de implante do dispositivo de assistência ventricular HeartMate 3 no dia 12 de maio, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde ficou até o dia 20. Depois foi encaminhada por UTI aérea ao Paraná e internada no Hospital do Rocio, em Campo Largo (RMC), onde ficou dez dias no pós-operatório e recebeu alta no dia 29 de maio.
Andressa sofria de insuficiência cardíaca grave com dilatação progressiva do ventrículo esquerdo, que havia perdido a capacidade de bombear sangue. A paciente possuía contraindicação para o transplante cardíaco tradicional em razão do alto grau de sensibilização prévia, ocorrido durante gestações anteriores, e incompatibilidade com 99% de potenciais doadores. O implante do coração artificial representava a única alternativa terapêutica viável para a vida dela.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, classificou o caso como um marco para a saúde pública paranaense. Segundo ele, a Sesa atuou de forma direta na articulação entre os hospitais de referência no Paraná e o centro especializado em São Paulo para garantir que a paciente tivesse acesso ao procedimento, além de garantir toda a logística de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e o transporte em UTI aérea.
"A cirurgia foi um completo êxito e ela continuará o acompanhamento por tempo indeterminado. É uma articulação feita pela Sesa para um tratamento de ponta e totalmente pelo SUS. O nosso estado, que já é reconhecido pela referência nacional em doação e transplante de órgãos, também tem capacidade e capilaridade para promover tratamentos de alta complexidade pelo sistema público de saúde. Nenhum paranaense vai ficar sem alternativa", afirmou Neves.
No Brasil, a insuficiência cardíaca afeta cerca de 2 milhões de pessoas, com 240 mil novos casos registrados a cada ano. A doença é a principal causa de internações cardiovasculares no sistema público. São quase 2 milhões de hospitalizações registradas entre 2015 e 2024, segundo dados dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, revista científica de referência da área
PERCURSO – O encaminhamento exigiu coordenação entre diferentes níveis de atenção. Andressa deu entrada inicialmente no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, em agosto de 2024, após complicações na gestação de seu quinto filho. Após o parto, a situação se agravou. A paciente permaneceu extremamente debilitada, incapaz de cuidar do filho recém-nascido.
"Fiquei 14 dias na UTI, fui para casa, mas não conseguia pegar ele no colo, não conseguia fazer nada. Fiquei debilitada de um jeito que não conseguia nem trocar a fralda do meu filho. Eu chorava por ele ser tão pequenininho, precisando de mim ali, e eu não conseguia trocar uma fralda dele. Eu não conseguia ficar de pé para tomar um banho, para deitar, para ir para o quarto, tudo era meu esposo que me ajudava, que me carregava, meus filhos me ajudavam, não conseguia fazer mais nada”, descreveu.
Ela manteve o tratamento no Hospital Angelina Caron até fevereiro de 2025, quando foi encaminhada para o Hospital do Rocio, em Campo Largo, onde fez o acompanhamento cardiológico especializado com o objetivo de buscar um transplante de coração.
Aline Möckel, coordenadora da Secretaria de Transplantes do Hospital do Rocio, acompanhou a paciente desde o início do tratamento. Ela relata que a paciente chegou encaminhada via ambulatório para iniciar investigação sobre a insuficiência cardíaca e possibilidade de transplante cardíaco, mas a incompatibilidade com doadores mudou os planos do tratamento.
"Descobrimos que ela tinha um painel imunológico muito alto, de 99%, o que era contraindicação total para o transplante. O cenário ideal é que o paciente tenha esse painel 0%, então de uma maneira muito simples, é como se a gente expusesse ela a outras amostras de outras pessoas e ela criasse anticorpos contra todas essas outras pessoas. Se a gente transplantar uma paciente nessa situação, ela terá uma rejeição imediata ao órgão", explicou Aline Möckel.
A médica cardiologista especialista em insuficiência cardíaca e transplantes do Hospital do Rocio, Aline Carbonera, ressalta que Andressa foi otimizada da melhor maneira possível com medicações, mas a doença se tornou refratária, ou seja, parou de responder ao tratamento. "Nesse contexto que nós começamos a pensar em outros tratamentos e foi ali que surgiu a possibilidade de pensarmos em um dispositivo, que é o HeartMate 3, como uma terapia avançada", afirmou a especialista.
Após a cirurgia em São Paulo, a equipe recebeu Andressa e sua irmã Natally no aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, pelo serviço aeromédico da Sesa, e seguiram com a paciente para um novo internamento no Hospital do Rocio para o acompanhamento pós-operatório, estabilização e cuidados.
CAPACITAÇÃO DA EQUIPE – Antes da cirurgia, a equipe do Hospital do Rocio passou por capacitação intensiva para receber a paciente após o transplante e inserção do equipamento. O diretor-técnico do Hospital do Rocio, Kengi Itinose, destaca que a instituição já faz transplantes cardíacos desde 2015, mas o dispositivo artificial exigiu uma preparação específica. Além disso, três médicos e uma enfermeira do hospital foram a São Paulo para se habituar com o manejo da paciente com o dispositivo.
"Veio uma equipe que é a detentora do equipamento. Fizemos uma preparação com a equipe multidisciplinar no período de uma semana que depois acompanhou a paciente em São Paulo", contou Itinose. “É algo inédito no Paraná e existe um plano para que possamos ser um dos locais de referência para esse tipo de procedimento”.
Marcely Gimenes Bonatto, cardiologista especialista em insuficiência cardíaca e transplantes, explica que Andressa terá um acompanhamento pós-operatório rigoroso para toda a vida. "A gente vai ter toda a atenção para esse lado direito do coração, para os outros órgãos e para a máquina. A gente precisa controlar a anticoagulação da Andressa para que não tenha trombose no dispositivo", detalhou.
TECNOLOGIA – O HeartMate 3 é um dispositivo de assistência ventricular esquerda de fluxo contínuo desenvolvido para pacientes com insuficiência cardíaca refratária em estágio terminal. O equipamento funciona como uma bomba que assume o trabalho do ventrículo esquerdo comprometido. O dispositivo usa tecnologia de levitação magnética, com o rotor suspenso sem rolamentos mecânicos.
O mecanismo permite a passagem das células sanguíneas com menor atrito, reduzindo riscos de desgaste, formação de coágulos e complicações. O equipamento pode ser alimentado por fonte de energia fixa durante o repouso ou por baterias portáteis nas atividades diárias.
CAPACITAÇÃO FAMILIAR – A expectativa é que, após a cirurgia e o período de adaptação, a paciente possa retomar atividades cotidianas com autonomia, seguindo protocolos específicos de acompanhamento. Andressa precisará ter pelo menos dois cuidadores responsáveis por ela. O marido e uma irmã, que acompanharam todo o internamento no Hospital Sírio-Libanês, foram escolhidos para o treinamento.
A capacitação incluiu instruções sobre os alarmes do dispositivo e também técnicas de assepsia e cuidados estéreis para evitar infecções no ósteo na região do abdômen, por onde o dispositivo se conecta com monitores e fontes de energia.
Natally Banach, irmã de Andressa, acompanhou todo o processo e expressou gratidão pela oportunidade. "É muito gratificante saber que ela conseguiu toda essa ajuda para fazer um tratamento que realmente é muito caro, mas era a única expectativa que a gente tinha para ela continuar viva. Ela tem os filhos dela e agora vai conseguir ficar com o bebê dela, vai conseguir pegar, vai conseguir brincar, vai conseguir tomar banho. É muito gratificante. Não tenho palavras para agradecer a todos os envolvidos", disse Natally.
O marido de Andressa, Alisson da Silva Ferreira, relembra os momentos de apreensão e a importância do apoio familiar. "No dia da cirurgia, o coração ficou na mão. Mas graças a Deus deu certo", relata. "É para ela voltar a ter autonomia, fazer as coisas dela que ela gostava de fazer, levar as crianças para a escola. É um recomeço a partir de agora", destacou o esposo sobre a expectativa para o futuro.
A própria Andressa celebra a nova chance e reflete sobre o impacto da cirurgia em sua rotina e em sua vida. “Agora a expectativa é que eu faça tudo o que eu tenho que fazer, que eu pegue o meu filho no colo. O intuito desse aparelho é que eu tenha uma vida normal como era antes de eu ter essa doença", contou Andressa. "Eu tive só essa oportunidade para viver e cuidar dos meus filhos. E eu sou grata a isso. Não foi apenas uma cirurgia, vocês devolveram uma mãe para cinco filhos”, concluiu.
CUSTEAMENTO – A cirurgia de Andressa foi custeada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O programa permite que hospitais filantrópicos de excelência revertam suas isenções fiscais em serviços, pesquisas e tecnologias para a rede pública. Desde 2009, os hospitais participantes já investiram mais de R$ 11,5 bilhões no fortalecimento do SUS. A Sesa contribuiu com a articulação entre os hospitais, toda a logística de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), incluindo o transporte em UTI aérea, e permanecerá custeando o acompanhamento clínico e ambulatorial de Andressa com equipe especializada por toda a vida.
INCORPORAÇÃO – Além do projeto viabilizado pelo Proadi-SUS, o implante do dispositivo foi incorporado ao SUS em dezembro de 2024, após recomendação unânime da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A terapia é destinada a pacientes com insuficiência cardíaca avançada que não podem ser submetidos ao transplante, a chamada terapia de destino.
Por - AEN
O Instituto Água e Terra (IAT) adquiriu seis novos aparelhos de navegação por satélite para agilizar o trabalho de georreferenciamento em campo desenvolvido pela Diretoria de Gestão Territorial. Chamados de Global Navigation Satellite System (GNSS), os equipamentos, de origem suíça, foram entregues nesta terça-feira (9) e vão dar mais celeridade às ações de regularização fundiária e medição de terras devolutas. O investimento total é R$ 542 mil.
De acordo com o gerente de Geociências do órgão ambiental, Carlos Roberto Fernandes Pinto, a nova tecnologia vai capturar todas as frequências de satélites disponíveis no mercado, vinculadas a 550 canais – a aparelhagem antiga usada pelo IAT possibilitava apenas 120 canais.
O sistema é utilizado para determinação de coordenadas, na qual uma constelação de satélites permite determinar o posicionamento e localização de um ponto, esteja ele em qualquer parte do mundo, sob condições climáticas diversas. “As medições de áreas urbanas e rurais ganham fluidez, precisão e rapidez. Uma coordenada que antes levava cinco segundos para ser marcada, agora poderá ser feita em segundo. A performance em campo será muito melhor”, explica.
Os aparelhos terão impacto significativo na regulamentação de imóveis desenvolvida pelo IAT. Técnicos do Instituto, em parceria com prefeituras locais, atuam na identificação de áreas sem registro, no cadastramento dos beneficiários e georreferenciamento dessas propriedades seguindo os moldes da legislação federal.
O trabalho de georreferenciamento consiste no mapa e memorial descritivo do imóvel para que sejam estabelecidos os limites da propriedade. No caso das terras devolutas, áreas remanescentes de sesmarias não colonizadas em domínio do Estado, o trâmite ocorre internamente no IAT via ação discriminatória para transferência do imóvel ao possuidor do local.
A partir da regularização fundiária, o cidadão passa a ter segurança jurídica sobre o imóvel que ocupa. Com o documento em mãos, ele consegue financiamentos bancários e ter acesso a políticas públicas e recursos dos programas de governo, especialmente o acesso ao crédito, garantindo estabilidade, segurança jurídica e conquistas sociais. “Com esses novos aparelhos as medições serão rápidas, com a coordenada precisa dos pontos, agilizando consideravelmente os trabalhos dos técnicos de campo”, afirma Pinto.
POr- AEN
Queimaduras graves podem resultar em internações prolongadas, cirurgias, limitações funcionais e cicatrizes permanentes. Com a aproximação das festas juninas, período em que aumenta a exposição ao fogo e a líquidos quentes, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensifica o alerta para a prevenção.
De janeiro a maio deste ano foram registrados 507 internamentos e 722 atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em decorrência de queimaduras. Em 2025, 1.638 pessoas foram atendidas pelo serviço de urgência, enquanto 1.962 precisaram de internações hospitalares.
O principal risco durante as tradicionais festas juninas é a ocorrência de queimaduras de segundo grau e que envolvem cabeça, tronco e membros superiores (mãos e braços). Esses acidentes, que podem ser causados por líquidos quentes e uso de fogos de artifícios, além do acendimento de fogueiras ou por chegar muito perto do fogo, podem até levar à morte, dependendo da gravidade.
“É possível preservar as tradições das festas juninas, desde que a segurança seja colocada em primeiro lugar. Não podemos permitir que um momento de celebração se transforme em risco à vida. Por isso, reforçamos orientações simples, mas fundamentais, que fazem toda a diferença neste período”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves.
CUIDADOS – É preciso ficar atento a todos os tipos de queimaduras. Se for de primeiro grau, aquela que causa vermelhidão, é necessário colocar a parte queimada embaixo da água corrente fria por aproximadamente dez minutos. Compressas úmidas e frias também são indicadas.
Para a de segundo grau, que contém bolha, a orientação é não furar, já que o corpo reabsorverá o líquido gerado. Caso seja uma queimadura mais profunda, de 3º grau, em grandes extensões do corpo, por substâncias químicas ou eletricidade, a vítima necessita de cuidados médicos e de saúde urgentes acionando o número 192, do Samu, ou o 193, do Siate, vinculado ao Corpo de Bombeiros Militar do Paraná.
Até ao socorro chegar, a pessoa deve se afastar do perigo e interromper a fonte de calor ou que está ocasionando a queimadura. No local da lesão de pele usar apenas água corrente (de 10 a 15 minutos) ou solução fisiológica para resfriar a área lesionada; não colocar gelo ou outro produto, o que poderá agravar o ferimento; retirar todos os acessórios como relógio, anel, aliança, ou blusa comprida, que possam agravar ainda mais a lesão. É recomendado ainda usar uma gaze ou pano úmido para aliviar a dor causada pela queimadura.
JUNHO LARANJA – O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), do Hospital Universitário da Universidade de Londrina (UEL), unidade referência no Estado para tratamento de queimaduras, promove a campanha Junho Laranja para orientar sobre as formas de prevenção.
O mês foi escolhido, em alusão ao Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras, 6 de junho. A campanha é nacional, idealizada pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). O tema central deste ano é "Trabalho seguro sem queimaduras: Prevenção é o melhor equipamento de proteção”. Os acidentes de trabalho que geram este tipo de incidente evidenciam o tema.
REDE DE ATENDIMENTO – O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral e gratuito para pessoas que foram acometidas por queimaduras. O Paraná tem 35 leitos disponíveis pelo SUS, 23 cirúrgicos e 12 leitos UTI. O Hospital Universitário de Londrina e o Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba, são referências nesse tipo de internação.
Os leitos especializados para queimados são voltados a casos graves, que exigem internação prolongada. Além disse, as pessoas vítimas de acidentes contam com uma ampla Rede Hospitalar e Assistencial, recebendo atendimento em diversas unidades de saúde distribuídas pelo Estado, que possuem profissionais capacitados e equipamentos adequados para o tratamento dessa e de outras patologias.
Por - AEN
O Paraná passou a fazer no Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) os exames de RT-qPCR para detecção da febre amarela em primatas não humanos (PNH), reduzindo o prazo de liberação dos resultados de cerca de 15 dias para um período entre um e cinco dias úteis. A mudança fortalece a vigilância epidemiológica e permite respostas mais rápidas diante da circulação do vírus no território paranaense. O Lacen é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Antes da transição, as amostras coletadas eram encaminhadas para a Fiocruz-PR. Com a descentralização do diagnóstico molecular, o processamento passa a ser feito na estrutura do próprio Estado, garantindo mais agilidade no monitoramento epidemiológico e na comunicação dos resultados aos municípios.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a implantação do exame no Lacen/PR amplia a autonomia técnica do Estado e fortalece a capacidade de resposta das equipes de vigilância. “Essa descentralização representa um avanço importante para a vigilância epidemiológica do Paraná. Reduzir o tempo de diagnóstico significa agir com mais rapidez diante da circulação do vírus, fortalecendo a prevenção e protegendo a população. O Estado ganha autonomia técnica e mais eficiência no enfrentamento das arboviroses”, disse.
A vigilância da febre amarela em primatas não humanos, como bugios, macacos-prego e micos, é considerada estratégica para a saúde pública. Esses animais funcionam como sentinelas da circulação viral, indicando precocemente a presença do vírus em determinada região, muitas vezes antes do surgimento de casos em humanos.
Sempre que um primata é encontrado doente ou morto, as equipes de vigilância ativam um protocolo de investigação específico. Esse protocolo inclui a coleta de amostras biológicas, que deve ser realizada preferencialmente em até 24 horas. O material coletado é enviado ao Lacen/PR, onde é processado para o exame de RT-qPCR, que identifica a presença do vírus da febre amarela. Paralelamente, parte da investigação é conduzida em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pelas análises histopatológicas e de imuno-histoquímica dos órgãos coletados.
Célia Fagundes da Cruz, diretora do Lacen-PR, enfatiza o papel crucial da unidade no suporte diagnóstico e sua consolidação como referência em nível nacional. “O laboratório hoje é o coração de uma rede que garante dados precisos e alta tecnologia para a saúde pública, resultado dos recentes investimentos do Governo do Estado que promoveram uma reestruturação, potencializando a precisão e a excelência dos serviços prestados à população”, afirmou.
Com a redução do prazo para liberação dos resultados, o Estado ganha mais rapidez para orientar medidas de prevenção, intensificar ações de vacinação e reforçar o monitoramento em áreas com circulação viral.
É importante ressaltar, diz o diretor técnico da Divisão de Vigilância Laboratorial do Lacen/PR, André Dedecek, que a Fiocruz-PR permanece como a grande referência laboratorial regional para essas doenças. Dentro do fluxo de vigilância, todas as amostras que apresentarem resultado positivo nos primatas não humanos (PNH) são encaminhadas imediatamente para a Fiocruz. Lá, os especialistas fazem o sequenciamento genético, um passo essencial para monitorar possíveis mutações do vírus e entender como estão se espalhando pela região.
André Dedecek diz que o Lacen/PR agora tem a autonomia técnica para processar o diagnóstico molecular da febre amarela com a rapidez que a vigilância epidemiológica exige. “Os primatas não humanos são nossos sentinelas, e reduzir o tempo de resposta laboratorial permite que nossas equipes atuem de forma imediata e estratégica nos territórios monitorados”.
Além dessa novidade, o Lacen segue para a próxima etapa do cronograma técnico que prevê a inclusão da detecção do vírus Oropouche dentro deste mesmo processo. Na prática, isso significa que, em breve, será possível identificar dois dos principais arbovírus em circulação utilizando uma única reação. Essa inovação trará muito mais agilidade aos resultados, permitindo que o sistema de saúde responda com rapidez e precisão aos desafios epidemiológicos da nossa região.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que os primatas não transmitem febre amarela para humanos. A infecção ocorre por meio da picada de mosquitos silvestres infectados. A orientação é para que a população comunique imediatamente às secretarias municipais de saúde ou órgãos ambientais casos de macacos encontrados mortos ou debilitados.
Por - AEN


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