O verão 2025/2026 no Paraná registrou chuvas abaixo da média, ocasionando, inclusive, seca em algumas regiões. Mesmo assim, o Estado registrou uma ocorrência de tromba d’água, seis de nuvem funil e três tornados, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A temperatura mais alta foi de 39,7°C. Pela Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec), houve o registro de 91 ocorrências em 67 municípios. Estes e outros dados do balanço meteorológico do verão foram apresentados na tarde desta quarta-feira (18), no Simepar.
A irregularidade das chuvas foi ocasionada pela atividade do fenômeno La Niña. “Durante a fase La Niña há uma diminuição da umidade vinda da Amazônia em direção ao Sul do Brasil. Por causa disso, apesar do verão ser o período em que mais chove no ano, neste não houve atuação dos sistemas de precipitação de forma frequente, e tivemos a atuação de mais massas de ar seco”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
Por causa disso, a seca fraca, que já era observada em janeiro no Sudoeste e no Centro do Paraná, avançou para a região Oeste, atingiu grande parte do Sudoeste e Noroeste, em cidades como Cianorte e Campo Mourão.
A plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontou nos dados de monitoramento crescimento não satisfatório do milho por conta do estresse hídrico (a falta de chuva com volume suficiente para a planta) em São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Serranópolis do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Foz do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Santa Helena e Vera Cruz do Oeste.
Choveu com menos frequência, mas quando choveu, a intensidade foi alta. Tempestades supercelulares desencadearam dois tornados em janeiro de 2026. No primeiro dia do ano, por volta das 19h, um tornado classificado pelo Simepar como categoria F1 na escala Fujita atingiu a comunidade de Arroio Guaçu, no município de Mercedes, sem registro de feridos e com danos pontuais em vegetação e em uma propriedade.
Já no dia 10 do mesmo mês, por volta das 17h30, um tornado classificado pelo Simepar na categoria F2 da escala Fujita atingiu São José dos Pinhais, causando danos em 350 residências. Mais de 1,2 mil pessoas foram impactadas e duas ficaram levemente feridas. Um terceiro tornado às 14h do dia 7 de fevereiro em Foz do Iguaçu foi classificado pelo Simepar na categoria F0, com apenas uma propriedade atingida.
Ainda durante o verão 2025 / 2026, seis casos de nuvem funil foram registrados pelo Simepar: o primeiro caso foi no dia 9/01, por volta das 13h, em Ponta Grossa; o segundo no dia 11/01, também no período da tarde, em Paulo Frontin - próximo à divisa com o estado de Santa Catarina; o terceiro foi no dia 15/01, por volta das 16h, em São Jorge do Ivaí, próximo a Maringá; o quarto foi na tarde do dia 17/01, em Arapongas; o quinto foi na tarde de 14/02 em Santo Antônio do Caiuá; e o último foi às 17h de 25/02, em Ipiranga.
Além disso, também foi registrada pelo Simepar uma tromba d'água na tarde de 13/02 em Missal.
OCORRÊNCIAS – De acordo com o levantamento da Cedec, neste verão houve 91 ocorrências em 67 municípios do Paraná. Foram 46 casos de tempestades e vendavais, comuns na estação em razão das altas temperaturas registradas nesta época. A intensidade associada aos grandes volumes de chuva concentrados em curto período, provocou 19 casos de alagamentos e sete enxurradas.
Região com o maior acúmulo de precipitação, o Litoral recebe especial atenção durante a estação. Uma força-tarefa da Cedec foi montada no posto avançado em Pontal do Paraná. Em operação entre dezembro e fevereiro, uma equipe técnica acompanhou as condições meteorológicas em tempo real para emissão de avisos à população e acionamento da defesa civil municipal em caso de necessidade.
Segundo o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Cedec, o monitoramento dos sete municípios da região assegura a análise detalhada das condições em formação, com avisos aos moradores, veranistas e gestores municipais.
“Pelo segundo ano atuamos de maneira contínua no litoral, com ajuda do sistema desenvolvido pelo Simepar pudemos assegurar a segurança das pessoas, principalmente na faixa de areia. Estes são pontos de grande concentração de pessoas e naturalmente de maior risco, principalmente pelas tempestades de raios muito comuns na estação”, explica.
O Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) emitiu 966 alertas, deste total 24 foram avisos de risco muito alto, enviados na sua majoritariamente para os municípios de Paranaguá (17), Matinhos (17) e Pontal do Paraná em razão da formação de tempestades com raios.
“Os alertas são uma ferramenta de comunicação essencial para a Defesa Civil, assim que identificamos o ganho de escala de uma situação adversa damos início a emissão de alertas de risco moderado, alto ou muito alto, estes últimos por cell broadcast. Neste verão percebemos que a população tem atendido aos avisos, o que certamente diminuiu a exposição”, completa Fernandes.
TEMPERATURAS – A temperatura mais alta de 2026 até esta quarta-feira (18) foi registrada na estação meteorológica do Simepar em Capanema: 39,7°C, às 16h do dia 06/02. Já a temperatura mais baixa de 2026 até esta quarta-feira (18) foi registrada na estação meteorológica do Simepar em General Carneiro: 8°C, às 11h do dia 14/03.
O calor deste verão bateu alguns recordes. Telêmaco Borba registrou 38°C às 16h do dia 26/12: a temperatura mais alta desde que a estação meteorológica foi instalada na cidade, em maio de 1997. O calor foi mais intenso no Paraná no período de 22 a 28 de dezembro, quando temperaturas mais de °C acima da média impactaram Litoral, Grande Curitiba e Campos Gerais. Na faixa Norte as temperaturas ficaram entre 3°C e 4°C acima da média no mesmo período.
De forma geral, a temperatura mínima, geralmente registrada no amanhecer, ficou dentro da média em todas as regiões paranaenses durante o verão. A temperatura máxima, costumeiramente alcançada no período da tarde, ficou acima da média principalmente no Oeste, Sudoeste e região Central. Já a temperatura média (ou seja, média de todas as temperaturas do dia), terminou o último trimestre dentro da média em praticamente todo o Paraná - com exceção dos extremos Sudoeste e Oeste, que registraram valores acima da média histórica.
POr - AEN
Diversas situações podem levar uma pessoa a precisar de uma transfusão de sangue. São, na maioria, os casos de trauma que podem ocasionar em uma hemorragia, mas pacientes com câncer e portadores de algumas doenças genéticas que afetam o sistema sanguíneo também podem precisar de sangue ou de seus derivados para diminuir as complicações e melhorar o estilo de vida.
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), gerido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mantém uma rede estruturada para atendimento de pacientes que necessitam de transfusões e acompanhamento hematológico frequentes. Atualmente, a rede estadual de saúde atende em Curitiba 96 pacientes que necessitam de transfusões constantes, sendo 71 da Capital, sete de Cascavel, sete de Londrina, seis de Maringá, quatro de Ponta Grossa e um de Apucarana.
Leice Vieira, 43 anos, é uma dessas pacientes atendidas pelo ambulatório do Hemepar. Ela é portadora de talassemia. O diagnóstico foi dado ainda na infância. "É uma doença hereditária, meus pais tinham traço e conforme a junção genética desses traços eu vim com a doença, no nível maior, que exige tratamento. Quando nasci, eu era muito pálida, muito quieta, não chorava. Minha mãe achou que tinha alguma coisa errada e me levou ao médico. Depois dos exames descobriram a doença. Com 8 meses, iniciei o tratamento frequente", conta.
A paciente é moradora de Guaratuba, no Litoral, e a cada três semanas recebe a transfusão de sangue em Curitiba. O tratamento contínuo faz diferença em sua rotina, já que a transfusão é um dos métodos mais eficazes para garantir qualidade de vida às pessoas que necessitam desse cuidado. "No Paraná, não tem o que reclamar. Eles dão bastante suporte", afirma.
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça a importância da doação de sangue e como o Estado busca constantemente os melhores métodos para cuidar da saúde dos paranaenses, tornando-se referência nesse tipo de tratamento. “Quando falamos em doação de sangue, estamos pensando também nessas pessoas que precisam com frequência fazer a transfusão para ter qualidade de vida e o Paraná tem realizado investimentos na área da saúde e no fortalecimento dos atendimentos, garantindo assistência e qualidade de vida aos pacientes", diz.
"Esse cuidado impacta não apenas quem recebe o tratamento, mas também os familiares. O Paraná se destaca por sua rede estruturada de atendimento em hemoterapia e transfusão de sangue. O cuidado, a cautela e a atenção contínua aos pacientes com doenças hematológicas demonstram o trabalho aprofundado e especializado desses profissionais de saúde”, acrescenta.
DOENÇAS – Médica hematologista, Janine Reinaldinho, que trabalha há nove anos no ambulatório do Hemepar, explica como funciona o atendimento aos pacientes com coagulopatias e hemoglobinopatias. "Os pacientes são pré-agendados, sabemos os dias que eles virão. Então realizamos a reserva das bolsas, chamando os doadores fenotipados para fazer a coleta prévia", diz.
A estudante de Pedagogia Ana Beatriz Saturnino, de 19 anos, é portadora de anemia falciforme. A doença foi descoberta por meio da triagem neonatal, conhecida como Teste do Pezinho. “As transfusões sempre foram recorrentes na minha vida. A primeira de que me lembro foi quando eu tinha sete anos, quando precisei fazer uma cirurgia para a retirada das amígdalas. Realizar a transfusão sempre me ajudou a ter uma qualidade de vida muito boa”, diz.
"Vocês não têm noção do quão importante é uma doação de sangue para quem precisa. Nós conseguimos ter uma qualidade de vida muito melhor com a doação de vocês. Então, por favor, doem sangue, porque a gente precisa", afirma.
A talassemia e a anemia falciforme são doenças genéticas que afetam a molécula de hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos. A hemoglobina é a proteína responsável por se ligar ao oxigênio e transportá-lo pelo corpo. O termo utilizado para doenças que afetam essa proteína é “hemoglobinopatia”. Embora ambas sejam classificadas como hemoglobinopatias, elas diferem quanto ao tipo de alteração genética e ao seu comportamento no organismo.
A talassemia causa anemia crônica devido a defeitos na produção de glóbulos vermelhos, o que exige transfusões regulares e contole de ferro. A anemia falciforme pode se manifestar de formas diferentes em cada indivíduo. Algumas pessoas apresentam apenas sintomas leves, enquanto outras podem desenvolver sinais mais intensos. Os sintomas geralmente começam a aparecer na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.

ATENDIMENTO – O Hemepar é responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná. Ele atua em rede, por meio de suas 23 unidades localizadas no Estado. O sistema atende à demanda de fornecimento de sangue e hemoderivados graças às doações voluntárias da população.
Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, pois cada componente pode ser utilizado por um paciente diferente. Isso reforça a importância da participação da população na doação. O sangue doado é essencial para garantir o atendimento a pacientes em situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e demais procedimentos que dependem de transfusão.
Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e da presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses, até quatro vezes ao ano. Mulheres podem doar a cada três meses, totalizando até três doações anuais.
O doador pode fazer agendamento prévio AQUI, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitando alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Por - AEN
O outono astronômico começa às 11h46 da próxima sexta-feira (20). A nova estação historicamente é caracterizada pela chegada das primeiras geadas, por nevoeiros e pela maior diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde (amplitude térmica). Em 2026, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação terá menos dias de chuva em comparação ao verão, porém com volumes mais altos do que a média do outono.
O outono registra muitos veranicos (vários dias consecutivos sem ocorrência de chuva). As primeiras geadas ocorrem nas regiões mais altas do Paraná como Sul, Centro-Sul e Campos Gerais, quando entram massas de ar com características polares, geralmente a partir da segunda metade de abril.
Os meses de abril, maio e junho, no Paraná, apresentam redução no volume de chuva em relação ao verão devido ao deslocamento das massas de ar frio e seco. “A direção predominante do vento médio passa a ocorrer do sul para o norte do continente, favorecendo a entrada de sistemas de alta pressão atmosférica, que tem como característica o ar frio e seco. Com isso, o intervalo entre as chuvas se torna maior e está associado principalmente à passagem de frentes frias”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
Os maiores volumes de chuva do outono são registrados nas regiões Sudoeste (até 155 mm em abril, até 215 mm em maio e até 153 em junho) e Oeste (até 174 mm em abril, até 195 mm em maio, e até 155 mm em junho). Os menores valores acumulados de chuva durante o outono historicamente são no Norte do Paraná (56 mm a 122 mm em abril, 53 mm a 130 mm em maio, e 47 mm a 101 mm em junho).
Em geral, historicamente maio apresenta um volume de chuva ligeiramente maior que abril e junho em todo o Estado. Em abril o Litoral acumula volumes de chuva entre 111 mm e 211 mm; as cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) registram de 39 mm a 96 mm; a região Central do Paraná registra 61 mm a 129 mm; e o Sul registra 59 mm a 150 mm.
Em maio os volumes de chuva no Litoral são de 76 mm a 189 mm; na RMC de 26 mm a 107 mm, na região Central de 71 mm a 181 mm, e no Sul de 51 mm a 176 mm. Em junho os acumulados são de 86 mm a 143 mm no Litoral, de 67 mm a 120 mm na RMC, de 84 mm a 154 mm na região Central, e de 92 mm a 170 mm no Sul do Paraná.
No outono de 2026, entretanto, a previsão do Simepar aponta que os valores acumulados de chuva ficarão acima da média histórica na metade sul do Paraná, e próximos a ligeiramente acima da média na faixa Norte. A estação estará em condição neutra, sem influência de La Niña ou El Niño. “Apesar de registrar muitos dias sem chuva, quando chover o volume será um pouco mais alto, o que ocasionará no fim do mês acumulados, em números, acima da média em todo o Estado”, explica Lizandro.
TEMPERATURAS – Ao longo do outono as massas de ar frio e seco com origem na Antártica e/ou sul da América do Sul avançam em direção ao Paraná, ocasionando a diminuição frequente nas temperaturas. Além da ocorrência de noites e manhãs frias, a estação registra com mais frequência a formação de nevoeiros. Para o outono de 2026, a previsão do Simepar aponta que as temperaturas ficarão ligeiramente acima da média em todas as regiões paranaenses.
Historicamente as temperaturas mínimas em abril são em média de 18,9°C no Litoral, de 14,7°C na RMC, de 14,5°C na região Central do Paraná, de 13,3°C na região Sul, de 15,8°C no Sudoeste, de 17,3°C no Oeste e de 17,6°C no Norte. Em maio os dias amanhecem em média com temperaturas de 16°C nas cidades do Litoral, 11,2°C na RMC, 11°C na região Central, 9,7°C no Sul, 12,2°C no Sudoeste, 13,5°C no Oeste e 14°C no Norte.
Em junho os dias amanhecem e média com 14,5°C no Litoral, 10,3°C na RMC e na região Central, 9°C no Sul, 11,6°C no Sudoeste, 12,8°C no Oeste e 13,4°C no Norte.
Já as temperaturas máximas historicamente em abril são em média de 27,4°C no Litoral, 25,4°C na RMC, 26°C na região Central, 24,7°C no Sul, 27,1°C no Sudoeste, e 29°C no Oeste e Norte do Paraná. Em maio, em média, as temperaturas do dia não passam de 24,6°C no Litoral, de 21,3 na RMC, de 21,6°C nas cidades da região Central, de 20,2°C no Sul, de 22,2°C no Sudoeste, 24,1°C no Oeste e 24,5°C no Norte. Em junho as tardes registram em média temperaturas ainda mais baixas, de 23,1°C no Litoral, 20,6°C na RMC, 21°C na região Central, 19,5°C no Sul, 21,5°C no Sudoeste, 23,6°C no Oeste e 24,1°C no Norte.
Por - AEN
As inscrições para o primeiro edital do programa CNH Social se encerraram segunda-feira (16) com 68.543 candidatos inscritos que irão concorrer a 4 mil vagas da modalidade “Habilita”, voltada para a primeira habilitação nas categorias A (motos) ou B (carros). O resultado da primeira chamada está previsto para o dia 24 de março.
O programa do Governo do Paraná, executado pelo Departamento de Trânsito (Detran-PR), oferece gratuitamente aulas de condução de veículos e isenta os candidatos de todas as taxas relativas aos exames, testes teóricos e práticos. Os candidatos devem acompanhar o resultado por meio do portal próprio do programa www.cnhsocial.detran.pr.gov.br, onde também está disponível o edital com todas as informações do processo.
“Esse programa já é um verdadeiro sucesso antes mesmo de começar. Nós nos surpreendemos com o interesse da população, o que garante que esse programa se torne uma política pública permanente, com mais editais por ano, e que só foi possível com a gestão eficiente do Governo do Estado que viabilizou o orçamento necessário”, destacou Santin Roveda, diretor-presidente do Detran-PR.
Após a análise documental dos candidatos para eliminar concorrentes que não cumprem os principais requisitos do programas, como ter a renda familiar de até 3 salários-mínimos, estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) e morar no Paraná há pelo menos 12 meses, os candidatos concorrem às vagas distribuídas em 5 macrorregiões.
Confira o total de inscritos por cada uma:
- Região 1 Curitiba (1200 vagas): 33.543;
- Região 2 Guarapuava (800 vagas): 9.327;
- Região 3 Cascavel (600 vagas): 7.753;
- Região 4 Londrina (600 vagas): 9.438;
- Região 5 Maringá (600 vagas): 8.482.
O principal destaque foi o amplo interesse feminino no programa, com 52.129 mulheres inscritas, totalizando 76,05% dos inscritos. Outros destaques foram o número de concorrentes que sinalizaram que são estudantes, com 5.511 inscritos, e pessoas com deficiência (PCDs) com 1.408 inscritos. Nesta modalidade estão previstas a reserva de 10% das vagas para estudantes da rede pública estadual, que atendem os critérios de rendimento e frequência, 10% das vagas para mulheres, e 5% das vagas para PCDs.
“Inicialmente colocamos o piso de pelo menos 10% das vagas, mas com a ampla adesão das mulheres paranaenses quando sair a lista de aprovados vamos ter superado esta meta em cinco ou seis vezes, engrandecendo ainda mais as ações do Governo do Estado no mês da mulher”, afirmou Santin Roveda.
Após a aplicação da reserva de vagas será aplicado, sucessivamente, os critérios de desempate previstos no artigo 3.6 do edital:
- a) a menor renda familiar per capita;
- b) o maior número de dependentes;
- c) a maior idade;
- d) a data e hora da inscrição.“
Por meio do portal do programa, o candidato poderá acompanhar toda a sua jornada, desde o início com as aulas, passando pela biometria e exames, até finalizar com os testes e emissão do documento digital e físico.
O sistema irá distribuir de forma randômica para uma das autoescolas parceiras e das clínicas credenciadas do próprio município. Para os candidatos que optarem pela categoria “B” (carros), no final do processo, a carteira já virá com a observação EAR (Exerce Atividade Remunerada).
“Agora os candidatos devem ficar atentos ao cronograma, e confirmar o interesse na vaga assim que sair o resultado, para já agendar os exames, acompanhar a sua jornada pelo portal e estar cada vez mais perto de concretizar o sonho da CNH”, completou Santin.
Confira as próximas datas do cronograma anexo ao edital:
Publicação do Resultado da 1ª Chamada - 24 de março.
Prazo de Confirmação de Interesse na Vaga - 25 à 31 de março.
Publicação do Resultado da 2ª Chamada - 1º de abril.
Prazo de Confirmação de Interesse na Vaga - 2 à 9 de abril.
Por - AEN
Uma explosão doméstica ou um acidente de trabalho com eletricidade pode transformar uma vida em poucos segundos. As queimaduras graves resultantes desses acidentes exigem cirurgias, tratamento intensivo e um longo processo de recuperação, realidade enfrentada por centenas de paranaenses todos os anos. Nesses casos, o atendimento especializado faz toda a diferença.
No Paraná, o primeiro socorro a um paciente vítima de queimaduras é feito pelo serviço de emergência de referência da região, com foco na estabilização clínica. Nessa etapa inicial, as equipes priorizam a manutenção das funções vitais, como respiração e circulação, para reduzir riscos e garantir as melhores condições possíveis nas primeiras horas após o acidente.
Esse atendimento pode ocorrer em prontos-socorros ou Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de hospitais de referência para trauma. Após a estabilização inicial e o afastamento do risco imediato de morte, a equipe médica avalia a necessidade e o momento mais adequado para transferência do paciente a um Centro de Referência para Tratamento de Queimados, onde há estrutura especializada para esse tipo de cuidado.
Segundo dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o Paraná conta atualmente com 23 leitos clínicos e 12 leitos de UTI especializados no atendimento a pacientes queimados. Destes, 19 leitos (seis UTIs e 13 leitos de enfermaria adulto) estão localizados no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM) em Curitiba e 16 (seis UTIs, quatro leitos de enfermaria adultos e seis leitos de enfermaria pediátricos) no Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná (HU) em Londrina.
O número de leitos clínicos de enfermaria do Paraná é proporcionalmente maior que o registrado em estados como São Paulo (41 leitos), Minas Gerais (14) e Rio Grande do Sul (12), quando comparado a sua população. Já na estrutura de UTI, o Paraná apresenta oferta superior à de estados como Rio de Janeiro (10), Minas Gerais (14) e Rio Grande do Sul (4). O levantamento nacional ainda mostra que 12 estados brasileiros não possuem nenhum leito de UTI específico para essa finalidade.
“Nosso compromisso é oferecer sempre o melhor atendimento para toda a população do Paraná. No caso específico do tratamento de queimados, o atendimento especializado e humanizado é fundamental. Por isso, é tão importante que a saúde pública conte com as unidades de referência, com profissionais capacitados e estrutura adequada para esse tipo de cuidado”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
ATENDIMENTO – Quando a transferência é indicada, o hospital solicita a vaga à Central Estadual de Regulação de Leitos, responsável por identificar, em toda a rede de saúde, o leito mais adequado para o atendimento. Nos casos mais graves, o transporte pode ser feito com apoio das aeronaves do Governo do Estado, coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), utilizando aviões de asa fixa ou helicópteros para garantir rapidez e segurança no deslocamento.
O tratamento em Unidades de Referência para Queimados é fundamental para a recuperação dos pacientes. Nessas estruturas, equipes multiprofissionais especializadas acompanham o manejo das vias respiratórias, cuidados intensivos, curativos sequenciais e o tratamento de possíveis complicações, como infecções e quadros de choque séptico ou hipovolêmico.
Quando o atendimento inicial é realizado de forma adequada e em serviços capacitados, o paciente chega à etapa especializada em melhores condições clínicas, o que aumenta as chances de recuperação até a alta hospitalar.
Somente no ano passado, 1.777 pacientes fizeram procedimentos para atendimentos de queimaduras no Paraná. O número é 6% menor do que o registrado em 2024, quando 1.894 pacientes foram internados. Além dos leitos destinados ao atendimento especializado, toda a Rede hospitalar do SUS do Estado, nos seus mais de 21,7 mil leitos possui profissionais e equipamentos especializados para lidar com diversas patologias, o que inclui o tratamento e atendimento aos queimados.
INCÊNDIO EM APARTAMENTO – Recentemente, um caso ocorrido no Estado repercutiu em todo o País. A advogada Juliane Vieira, de 29 anos, moradora de Cascavel, no Oeste do Estado, permaneceu internada por cerca de três meses na UTI especializada do Hospital Universitário (HU) de Londrina após sofrer queimaduras em aproximadamente 60% do corpo em outubro do ano passado.
Ela se feriu ao enfrentar um incêndio em seu apartamento enquanto tentava salvar a mãe e o primo. Apenas a cabeça e parte das costas não foram atingidas por queimaduras graves. Durante o período de internação, Juliane passou por quase 20 cirurgias, entre procedimentos de enxerto, transplante de pele e raspagens.
A advogada recebeu alta hospitalar no fim de janeiro deste ano e segue com o acompanhamento de reabilitação. A previsão, conforme os médicos, é que o tratamento se estenda por longo período. “É um processo lento, mas eu estou viva. E isso já diz muita coisa”, diz.
O HU de Londrina é uma referência no atendimento a pacientes queimados no Paraná e conta com uma equipe multidisciplinar formada por mais de 100 profissionais especializados, entre cirurgiões plásticos, médicos intensivistas, psicólogos, enfermeiros e fisioterapeutas, responsáveis pelo acompanhamento contínuo durante todas as etapas do tratamento.
“A assistência especializada em queimados é fundamental porque esse tipo de lesão pode comprometer não apenas a pele, mas também funções importantes do organismo, como a regulação da temperatura, o equilíbrio de líquidos e a proteção contra infecções. Pacientes queimados geralmente necessitam de um cuidado complexo, que envolve manejo adequado da dor, prevenção de infecções, curativos específicos, suporte nutricional e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos”, relata a coordenadora de enfermagem do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário da UEL, Elisangela Flausino Zampar.
Ela enfatiza ainda que outro diferencial dessas unidades está na estrutura preparada para esse tipo de paciente, com protocolos específicos de atendimento, controle rigoroso de infecções, curativos avançados e acompanhamento contínuo da evolução das lesões. Além do tratamento inicial, os pacientes seguem com a reabilitação, com auxílio na recuperação funcional, na mobilidade e no suporte emocional.
Atualmente, o acompanhamento do caso de Juliane envolve cuidados multidisciplinares, com profissionais da psiquiatria, psicologia, cirurgia plástica e fisioterapeutas. “É um tratamento bastante completo que ela segue recebendo”, comenta Elisangela.

QUEIMADURAS COM AQUECEDOR – Em Curitiba, um acidente doméstico levou a fonoaudióloga Terezinha Prendin Ochika, de 72 anos, residente na Capital, a precisar de atendimento especializado para queimaduras. Em setembro de 2022 ela caiu sobre um aquecedor, o que gerou queimaduras de grau 3 em uma das pernas. “Estava muito frio, eu liguei o aquecedor e quando saí do banho acabei escorregando e sofri essa queda sobre a parte escaldante do aquecedor”, conta.
Na época, ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM), outra referência em atendimentos de queimados no Paraná. “Nesse primeiro momento fui medicada e foi executado um curativo. Eu sentia muita dor”, explica.
Com o acompanhamento médico foi constatada a necessidade de cirurgia. O tratamento somou 22 dias de internação, mais acompanhamento clínico por cerca de um ano. “Eu fui muito bem atendida, claro que também segui as orientações, mas atualmente na minha perna o que se vê de toda a queimadura é uma manchinha que nem dá para saber que foi de uma queimadura grave”, acrescenta.
O HUEM opera com sistema de ‘porta aberta’ e encaminhamentos via Central de Leitos, com 95% de sua capacidade destinada a atendimentos do SUS, o local se consolida como um pilar essencial da rede pública de saúde. O diferencial, contudo, vai além dos equipamentos.
"Temos uma equipe multidisciplinar capacitada para o manejo específico desses pacientes, desde a troca de curativos individualizados até o suporte intensivo", afirma a cirurgiã plástica Juliane Ribeiro Mialski, uma das integrantes da equipe de 20 cirurgiões desta especialidade, além de residentes, médicos emergencistas, intensivistas, pediatras, corpo de enfermagem e fisioterapeutas.
O tratamento de queimaduras graves não é um procedimento rápido, leva tempo. “A média de tempo de internamento para quem precisa de cirurgias (desbridamento e enxertos) varia de dois a três meses, dependendo da gravidade. E, mesmo após a alta do internamento, é preciso fazer acompanhamento ambulatorial. No caso de crianças, o tempo é ainda mais longo, pois o acompanhamento ambulatorial após a alta pode durar anos para garantir que as cicatrizes não prejudiquem o crescimento e a funcionalidade do corpo”, explica a médica.
Apesar de complexo e demorado, o tratamento especializado faz toda a diferença, pois mesmo os casos mais graves apresentam índices de sobrevivência considerados eficientes. “Mesmo diante de casos gravíssimos, temos um índice de sobrevivência altíssimo, que ultrapassa os 90%. Muitos pacientes chegam em estado crítico, mas saem bem, embora precisem de cuidados contínuos até a recuperação completa", afirma a cirurgiã.
CAUSAS E ORIENTAÇÕES – Tanto a cirurgiã plástica do HUEM, quanto a enfermeira coordenadora de enfermagem do CTQ do HU da UEL, alertam que a maioria dos acidentes que resultam em queimaduras ocorrem no ambiente doméstico ou profissional.
Em adultos, as causas principais são explosões por álcool no acendimento de churrasqueiras, fogo e acidentes de trabalho com eletricidade. Já entre crianças e idosos, a "escaldadura" (líquidos aquecidos na cozinha) é a vilã principal, mas, também estão sujeitos a acidentes como explosão de churrasqueiras no âmbito familiar, por estarem próximos a adultos nestes ambientes.
O atendimento adequado e ágil é crucial para um tratamento eficiente. E diante disto, a médica faz um alerta importante sobre o que fazer no momento do acidente: "O correto é colocar a área atingida debaixo de água corrente em temperatura ambiente por 20 a 30 minutos. Nunca se deve passar nada em cima da queimadura, nem pomada, nem pasta de dente ou receitas caseiras. Isso só agrava o quadro", enfatizou. Após o resfriamento com água, a orientação é procurar imediatamente um serviço especializado para avaliação médica.
Elisangela reforça que não é recomendado estourar bolhas. Em casos mais extensos, queimaduras profundas ou quando atingem regiões sensíveis como rosto, mãos, pés ou genitais, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente. “O atendimento rápido e adequado pode reduzir complicações e melhorar o processo de recuperação”, acrescenta.
Por - AEN
A agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (18). Os números colocam o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina.
O abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças na soma dos quatro trimestres de 2025, uma diferença de 67 milhões em relação ao resultado de 2024, com 2,23 bilhões. O 4º trimestre do ano passado também foi o melhor da história, com 588,4 milhões de animais abatidos, superando o melhor resultado até então, do 3º trimestre do mesmo ano, com 578,9 milhões.
Em nível nacional, o Paraná detém a liderança com folga em relação ao segundo colocado, com 34,4% de toda a produção brasileira. Na prática, o Estado abateu mais de um terço dos frangos no País em 2025. Santa Catarina aparece na sequência, com 13,7% de participação, seguido por Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). No Brasil, foram abatidos 6,69 bilhões de cabeças de frango no período, incremento de 3,1% em relação aos 12 meses de 2024.
O Paraná também é destaque na produção de suínos, ocupando a vice-liderança a nível nacional, com 21,2% dos abates. Foram 12,9 milhões de animais abatidos na indústria no Estado em 2025, 457 mil a mais que os 12,4 milhões dos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado do 4º trimestre também foi o melhor da história para os três últimos meses do ano, com 3,1 milhões de suínos abatidos de outubro a dezembro do ano passado. O melhor resultado tinha sido registrado no 4º trimestre de 2023, com 3 milhões.
Em todo o País, foram abatidos 60,69 milhões de cabeças de suínos em 2025, um aumento de 4,3% em relação a 2024. Santa Catarina responde pela liderança, com 28,2% de todos os abates realizados, enquanto que o Rio Grande do Sul aparece atrás do Paraná, em terceiro lugar, com 17,9%.
Em relação à carne bovina, foram 1,64 milhão de cabeças abatidas nos 12 meses de 2025, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2024, um aumento de 173 mil de um ano para o outro, ou 11,8%. O número representa um recorde para um ano desde o início da série, em 1997.
O Paraná ocupa a 9º posição no ranking nacional, muito próximo do Rio Grande do Sul, com 1,77 milhão. Mato Grosso lidera, com 7,33 milhões, seguido por São Paulo, com 4,77 milhões, e Goiás, com 4,26 milhões. Em todo o País, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de animais bovinos, aumento de 8,2% em comparação com 2024.
BACIA LEITEIRA E OVOS – Assim como a produção de animais segue em alta no Estado, os derivados, como leite, ovos de galinha e couro, também mantêm ritmo acelerado de crescimento.
No caso do leite, foram produzidos 4,3 bilhões de litros para a indústria em 2025, com uma média superior a 1 bilhão de litros por trimestre, melhor resultado da história. O destaque foi justamente o 4º trimestre do ano passado, com um volume produzido de 1,14 bilhão. O Estado avançou em 10% de um ano para o outro, com 391 milhões de litros a mais em 2025.
No comparativo nacional, o Paraná aparece em segundo lugar, com 15,6% do que foi produzido, atrás somente de Minas Gerais, com 23,9% da captação, e à frente do Rio Grande do Sul, com 12,8%. O Estado tem duas grandes bacias leiteiras, na região de Castro e Carambeí e no Sudoeste do Estado.
A produção de ovos de galinha alcançou 476 milhões de dúzias produzidas no Estado, terceiro melhor resultado brasileiro, com participação de 9,6%. É o recorde da série histórica do IBGE para o Paraná. São Paulo ocupa a liderança no bolo nacional, com 25,2%, e Minas Gerais manteve-se em segundo lugar, muito próximo do Paraná, com 9,9%.
Já a produção de couro bovino chegou a 3,55 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado da região Sul, superando as 3 milhões de unidades produzidas pelo Rio Grande do Sul, enquanto que Santa Catarina não tem registro de produção neste segmento. Em nível nacional, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%).
PEIXES – O Paraná ainda alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, lançado há algumas semanas.
PESQUISAS DO IBGE – O IBGE realiza trimestralmente as estatísticas oficiais da conjuntura agropecuária, que incluem as pesquisas trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. As informações completas e atualizadas podem ser consultadas no Sidra, o banco de dados oficial do instituto, em nível nacional, regional e estadual.
Confira os dados do Paraná .
Por - AEN















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