Estado amplia capacidade de atendimento com modernização de prontos-socorros em todo Paraná

Hospitais pertencente à rede do Estado, alguns dos hospitais universitários e outras unidades da rede própria estadual passaram por ampliações, reformas e modernizações de seus prontos-socorros nos últimos anos. As intervenções feitas pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), ampliaram a capacidade de atendimento, qualificaram fluxos assistenciais e fortaleceram a estrutura de hospitais que são referência para pacientes de diversas regiões. Alguns exemplos são o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, o Hospital Zona Norte de Londrina, no Norte do Paraná.

Um dos principais investimentos foi no Hospital do Trabalhador, referência estadual em trauma. O novo pronto-socorro teve ampliação de 424 metros quadrados na estrutura existente e passou a contar com novos leitos para suturas, curativos, gesso, redução de fraturas, observação e administração de medicamentos, além de consultórios médicos, sala de raio-X, áreas de apoio e espaços de espera mais confortáveis para pacientes e acompanhantes.

A modernização aumentou a capacidade de atendimento da unidade e contribui para reduzir o tempo de espera e aumentar a resolutividade dos casos de urgência. Foram mais de R$ 2,4 milhões em investimentos.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, os prontos-socorros concentram alguns dos atendimentos mais complexos do sistema público de saúde, recebendo pacientes encaminhados de diversas regiões. “Com estruturas mais amplas e modernas, os hospitais estaduais ganharam e continuam a aumentar a capacidade para atender mais pessoas, reduzir gargalos assistenciais e oferecer um atendimento mais eficiente à população”, afirma.

Além das intervenções estruturais, a Sesa tem investido na modernização da gestão dos prontos-socorros, com adoção de protocolos assistenciais, reorganização dos fluxos de atendimento e incorporação de novas tecnologias. O conjunto dessas ações fortalece a capacidade de resposta da rede própria estadual e oferece mais qualidade, segurança e agilidade aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, é referência para o atendimento de urgência da região e, durante a Operação Verão, das vítimas de afogamentos e traumas. As melhorias envolveram a reorganização dos fluxos assistenciais e a aquisição de novos equipamentos, como camas elétricas e mobiliário hospitalar. A unidade também foi uma das primeiras da rede estadual a aderir ao projeto Lean nas Emergências, que reduziu o tempo de permanência dos pacientes e tornou mais ágil o encaminhamento para internação quando necessário. De 2019 até maio deste ano, o pronto-socorro da unidade fez mais de 225 mil atendimentos.

Ainda no Litoral, o Hospital Regional de Guaraqueçaba também renovou o seu PS com equipamentos, móveis e aparelhos hospitalares, totalizando um aporte de R$ 150 mil .

Em Londrina, os hospitais Zona Norte e Zona Sul também avançaram na qualificação dos prontos-socorros. Além de reformas e revitalização dos espaços, as duas unidades adotaram novas metodologias de gestão por meio do Lean nas Emergências. No Hospital Zona Norte foi implantado o Fast Track, fluxo exclusivo para pacientes de menor complexidade, reduzindo o tempo de espera e contribuindo para desafogar a emergência.

Já no Hospital Zona Sul, a reorganização dos processos assistenciais resultou em redução de 50% no tempo de espera dos pacientes, além de diminuir o período entre a definição da alta hospitalar e a saída do paciente, além do tempo entre a indicação e a efetivação das internações. A unidade também recebeu novos monitores, respiradores, bombas de infusão, macas, poltronas de medicação e equipamentos de ar-condicionado.

No Hospital Regional do Sudoeste, em Francisco Beltrão, os investimentos fortaleceram a capacidade tecnológica do pronto-socorro com a compra de equipamentos como videolaringoscópio, ventiladores, monitores de transporte, aparelhos de raio-X fixo e móvel e camas elétricas. Também recebeu um novo tomógrafo que será instalado após adequações estruturais, ampliando o suporte ao atendimento de casos de maior complexidade. Além disso, a reorganização dos fluxos assistenciais proporcionada pelo Lean nas Emergências trouxe maior eficiência ao setor.

FLUXO ASSISTENCIAL – O projeto Lean nas Emergências, do Ministério da Saúde (Proadi-Sus), com parceria estratégica e consultoria do Hospital Sírio-Libanês (SP), visa otimizar os fluxos de atendimento, reduzir a superlotação e diminuir o tempo de espera nas urgências e emergências. Pelo projeto, são feitas reuniões diárias de avaliação de situação.

O Fast Track (fluxo rápido) é uma estratégia que cria um caminho exclusivo e acelerado para atender pacientes de baixa complexidade, para casos classificados como verde ou azul na triagem, reduzindo o tempo de espera e evitando a superlotação.

UNIVERSITÁRIOS – No Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), o pronto-socorro passou a contar com uma sala exclusiva para o atendimento de vítimas de violência sexual e outra destinada ao acolhimento de gestantes. Os novos espaços, viabilizados por meio da doação de institutos de Maringá, oferecem atendimento mais humanizado, com ambientes privativos equipados com leitos, poltronas e banheiros exclusivos. A estrutura amplia a qualidade da assistência prestada pelo hospital, referência para o atendimento a vítimas de violência sexual e a gestantes de alto risco nos 30 municípios da 15ª Regional de Saúde.

No Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, a capacidade dos leitos de emergência dobrou de três para seis. Ele ganhou cinco leitos de UTI no próprio setor, outros cinco leitos exclusivos para atendimento cardiológico de urgência e emergência e, também, fortaleceu o serviço de Hemodinâmica, ampliando a oferta de procedimentos como cateterismo e angioplastia.

A modernização também incluiu a aquisição de um tomógrafo e a ampliação da área física do pronto-socorro em mais de 1,2 mil metros quadrados, permitindo a expansão dos leitos de observação de 14 para 26 e a reorganização dos fluxos assistenciais. Com a estrutura reforçada, o número de atendimentos passou de 18.676, em 2019, para 20.554 em 2025.

As unidades que não possuem PS são exclusivamente referenciadas da Atenção Básica, ambulatoriais ou ainda atuam via Central Estadual de Regulação.  

As intervenções fazem parte de um amplo programa de fortalecimento da infraestrutura hospitalar. Desde 2019, o Estado realizou 129 processos de obras em hospitais, incluindo ampliações, reformas e novas edificações, com investimentos que ultrapassam R$ 1,1 bilhão. Desse total, 81 já foram concluídas, ampliando a capacidade assistencial e modernizando a rede própria de saúde.

 

 

 

 

 

 

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Simepar confirma tornado da categoria F2 em Reserva; ventos chegaram a 200 km/h

O tornado que atingiu o município de Reserva, na região dos Campos Gerais, no último domingo (28), foi classificado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) como de categoria F2 na Escala Fujita, utilizada internacionalmente para medir a intensidade desses fenômenos. A classificação preliminar foi definida após as primeiras vistorias técnicas realizadas em campo e indica que os ventos chegaram a aproximadamente 200 km/h.

A Escala Fujita vai de F0 a F5. Na categoria F2, os ventos variam entre 180 km/h e 253 km/h e são capazes de provocar danos significativos, como árvores arrancadas pela raiz, destelhamentos, destruição parcial de edificações e lançamento de objetos a grandes distâncias. Foi a mesma classificação atribuída ao tornado que atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em janeiro deste ano. Como comparação, o tornado que atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, no Sudoeste do Estado, em novembro do ano passado, foi classificado como F4 na Escala Fujita, uma categoria superior, associada a ventos ainda mais intensos.

As equipes do Simepar iniciaram as análises em campo na segunda-feira (29) e seguem trabalhando para concluir o mapeamento completo da trajetória do tornado. Parte do levantamento é feita com o auxílio de drones, permitindo delimitar com maior precisão o percurso do fenômeno. Após a conclusão dos trabalhos em Reserva, os técnicos devem vistoriar outros municípios onde há suspeita da ocorrência de tornados associados ao mesmo sistema meteorológico.

Segundo o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, diversos indícios observados durante a vistoria confirmam a presença de um tornado e demonstram a força do fenômeno.

"O levantamento preliminar identificou várias assinaturas características de um tornado. Encontramos árvores de grande porte arrancadas pela raiz, copas de araucárias completamente destruídas e destroços espalhados em diferentes direções, o que evidencia o movimento de rotação do vento. Também registramos galhos arremessados por dezenas de metros e uma placa de sinalização lançada a mais de 150 metros. Esses elementos nos permitiram classificar o fenômeno como um tornado F2, com ventos em torno de 200 km/h", explicou.

Além dos danos à vegetação, a análise considera o padrão de destruição deixado pelo fenômeno. Diferentemente das microexplosões atmosféricas ou de rajadas intensas de vento, em que os destroços costumam cair na mesma direção, os tornados deixam um rastro com sinais claros de rotação, observado pelos especialistas durante as inspeções em campo.

MONITORAMENTO – O Simepar monitora continuamente as condições meteorológicas no Paraná e emite avisos sempre que há previsão de eventos severos. A recomendação é que a população acompanhe os canais oficiais do Simepar e da Defesa Civil e siga as orientações dos órgãos em situações de risco.

Também é possível receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil por mensagem de texto. Para se cadastrar, basta enviar um SMS para o número 40199 informando o CEP da residência. A partir do cadastro, o usuário passa a receber avisos sempre que houver risco de eventos meteorológicos na região.

Embora o tempo comece a melhorar nesta quarta-feira (1º), ainda há condição para pancadas de chuva ao longo do dia entre as regiões Oeste e Sudoeste. Para quinta-feira (2) o Simepar já monitora a aproximação de outra frente fria, que espalhará a chuva novamente por todo o Paraná.

 

 

 

 

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Paraná reduziu em 87,5% desmatamento da Mata Atlântica entre 2020 e 2025

O Paraná reduziu em 87,5% o desmatamento da Mata Atlântica no intervalo de cinco períodos, entre 2020-2021 e 2024-2025, de acordo com o Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica, MapBiomas e Arcplan. A área total de supressão vegetal do bioma no Estado diminuiu de 3.298 hectares (ha) para 411 hectares no período.

Proporcionalmente, o Paraná alcançou o terceiro melhor desempenho do Brasil nesse intervalo, atrás apenas do Rio Grande do Sul (-92,6%) e de São Paulo (-88,7%) – no País a queda no desmatamento foi de 59,6%, de 21.474 ha (2020-2021) para 8.658 ha (2024-2025). O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (13) pela ONG ambiental.

“Reduzir o desmatamento ilegal é uma obsessão no Paraná, há uma concentração de esforços, liderada pelo governador Ratinho Junior, para que isso aconteça. Estamos monitorando, fiscalizando e multando, e assim conseguimos salvar muitas florestas, garantir um Paraná sustentável para as futuras gerações”, destaca o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

O investimento em tecnologia, reforça o secretário, com o uso da inteligência geográfica, é um dos fatores que explicam a redução no corte de árvores no Paraná. O pacote incluiu a adoção de geotecnologias de ponta por parte do Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental responsável pela fiscalização no Estado, como o uso de imagens de satélites históricas e plataformas de monitoramento que emitem alertas de desmatamento quase que diariamente.

“Ampliou a capacidade de resposta por parte do Instituto. Mas, para além disso, houve também reforço nas ações de campo, realizadas pelos escritórios regionais e pelo Grupo de Operações Ambientais do IAT, o GOA”, afirma Souza.

O Estado tem, por exemplo, acesso hoje a três plataformas de alertas de desmatamento que utilizam imagens de satélite para perscrutar as áreas verdes em busca de irregularidades. A mais recente dessas ferramentas é a Rede MAIS, cujo termo de adesão ocorreu em 2023, junto à Polícia Federal. Ela funciona como uma rede colaborativa que fornece imagens em alta resolução de todo o Estado, permitindo o monitoramento em tempo real.

Já o Prodes Brasil, o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia, é um projeto do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), iniciado em 1988, para acompanhar o corte raso de árvores em grandes áreas. Inicialmente, ele se restringia à Amazônia, mas passou a atuar em outros biomas em 2022. Seu funcionamento se dá por meio de fotos tiradas periodicamente por satélites e comparadas para identificar as irregularidades.

O outro aliado é a Plataforma MapBiomas, rede internacional e multi-institucional, formada por universidades, ONGs e empresas de tecnologia, voltada ao monitoramento das transformações na cobertura e no uso da terra. Esse sistema combina imagens de satélite, computação em nuvem e inteligência artificial para realizar seu trabalho. E com precisão cada vez maior.

Até 2020, por exemplo, era possível identificar e gerar alertas para desmatamentos acima de 1 hectare. Desde então, o olho eletrônico foi aprimorado, percebendo a ação nociva em terrenos de pelo menos 0,3 hectare.

“A tecnologia permitiu uma grande otimização das ações de fiscalização, reduzindo custos, a necessidade de recursos humanos e o tempo de resposta para a tomada de providências. Ela também trouxe mais segurança técnica aos agentes fiscais, que agora dispõem de informações precisas geradas a partir do geoprocessamento e da análise de imagens do satélite e de bancos de dados como o CAR – Cadastro Ambiental Rural”, ressalta a engenheira florestal do IAT, Aline Canetti.

POLÍTICAS – O Paraná também articulou políticas públicas para estimular a preservação e a reparação do meio ambiente em seu território. Uma delas é o ICMS Ecológico por Biodiversidade. O programa é uma forma de compensar financeiramente os municípios que abrigam Unidades de Conservação (UCs), Áreas de Terras Indígenas e Áreas Especiais de Uso Regulamentado (Aresur) ou mananciais para abastecimento de municípios vizinhos.

Os valores repassados envolvem 5% do total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinado aos municípios paranaenses. Metade desses 5%, ou seja, 2,5%, é destinada às cidades que abrigam UCs, enquanto a outra metade é repassada para municípios que abrigam mananciais de abastecimento público.

Em 2025, o Governo do Estado repassou R$ 659,6 milhões aos municípios paranaenses por meio do ICMS Ecológico. A média é de R$ 54,9 milhões por mês. O valor representa um acréscimo de 3,7% em relação a 2024 (R$ 635 milhões).

O IAT também incentiva ações municipais de desenvolvimento sustentável por meio do Pagamento por Serviços Ambientais Municipal (PSAM) para gestão de Áreas Protegidas, que concede incentivo financeiro para os proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural.

CRIME – Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.

O valor arrecadado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.

COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, que possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

 

 

 

 

 

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Com suporte à distância e inovação, Estado moderniza a saúde nos 399 municípios

Garantir que o paranaense que vive no interior do Estado receba o mesmo atendimento especializado de quem vive na Capital, sem precisar encarar horas de estrada em uma ambulância.

Esse foi o ponto de partida que transformou a Telessaúde Paraná em um dos maiores legados da atual gestão estadual. A estratégia implantada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que não existia quando a atual gestão assumiu, conecta hoje os quatro cantos do Estado com exames cardíacos e dermatológicos ágeis e um suporte especializado com uso de tecnologias de informação e comunicação para as equipes de saúde dos 399 municípios.

Na prática, a criação dessa rede digital veio para otimizar os recursos públicos e diminuir o tempo de espera por diagnósticos no Sistema Único de Saúde (SUS). A meta do governo estadual foi usar a inovação tecnológica para fortalecer o atendimento oferecido nas Unidades Básicas de Saúde, garantindo agilidade tanto para quem vive nos grandes centros urbanos quanto para os moradores de pequenos municípios.

"Iniciamos essa jornada com o desafio de modernizar o SUS paranaense e aproximar o atendimento especializado do interior", destaca o secretário de Estado da Saúde, César Neves. "Ver que hoje o cidadão de um pequeno município pode ter um laudo de eletrocardiograma em dez minutos ou uma análise dermatológica de alta precisão sem precisar viajar horas em uma ambulância traz a certeza de dever cumprido. A telessaúde deixou de ser uma promessa de futuro e virou um direito consolidado do povo paranaense."

Atualmente, essa estrutura multiplataforma tem a capacidade de reduzir distâncias e custos, otimizando o cuidado próximo do domicílio do cidadão. O programa oferece a emissão de laudos à distância para eletrocardiogramas (Tele-ECG), exames dermatológicos para detecção de lesões de pele, espirometria (exame do sopro) e estomatologia (lesões de boca). Paralelamente aos diagnósticos, a Sesa disponibiliza canais diretos de teleconsultorias para dar suporte em tempo real aos profissionais da ponta em áreas importantes, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), hanseníase, saúde do trabalhador, amamentação e genética.

IMPACTO – Uma das principais ações do Núcleo Estadual de Telessaúde do Paraná em volume de atendimentos é o Telediagnóstico em Eletrocardiograma (Tele-ECG). Iniciado em 2021 com apenas sete municípios da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, hoje o programa alcança 183 municípios e 366 serviços de saúde, incluindo 298 Unidades de Saúde, 20 prontos atendimentos, 21 ambulatórios e 27 hospitais. Desde a sua implantação, já foram 384.404 laudos emitidos, sendo 116.368 apenas no primeiro semestre de 2026. Além do benefício clínico, a iniciativa gerou uma economia estimada em R$ 3.844.040,00 para os cofres municipais, tomando como base os valores de referência da Tabela SUS. Para dar suporte à rede, a Sesa já distribuiu 61 eletrocardiógrafos do estoque estadual e iniciou a aquisição de mais 275 novos aparelhos para doação.

Outra frente de sucesso é o Telediagnóstico em Dermatologia, que está presente em 28 municípios e 33 serviços de saúde. A tecnologia já emitiu 10.332 laudos de lesões de pele e, em 2026, dos 1.726 exames realizados, 51% foram resolvidos diretamente no próprio município com orientações de manejo local. Outros 24% foram classificados de forma prioritária como alta suspeição de câncer de pele, agilizando o encaminhamento ao especialista. Para expandir essa linha de cuidado, a secretaria está adquirindo 275 novos dermatoscópios para doação aos municípios.

A rede de exames digitais conta ainda com o Telediagnóstico em Espirometria (exame do sopro), ativo em 11 municípios com 6.124 testes laudados desde o início do projeto, e o pioneiro Telediagnóstico em Estomatologia (lesões de boca), voltado para cirurgiões-dentistas da rede pública. Esta última estratégia entrou em operação em abril de 2025, abrangendo 46 cidades, e já prestou suporte a 69 casos graves ou urgentes.

TELECONSULTORIAS - A retaguarda aos profissionais que atuam na ponta do sistema ganhou também o reforço das Teleconsultorias, que consistem em discussões de casos clínicos. Desde 2024, mais de mil teleconsultas foram respondidas pela equipe do Estado. O serviço abrange áreas sensíveis, como o suporte para casos de Hanseníase voltado a 94 cidades da Macrorregião Leste, em parceria com o Hospital de Dermatologia Sanitária, e o suporte ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), ativo na 2ª Regional de Saúde em cooperação com o Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (Comesp) .

Essa grande rede de apoio também atua na Saúde do Trabalhador, iniciada na 10ª Regional de Cascavel e com expansão programada em 2026 para mais 50 municípios, além das áreas de Amamentação e Genética, que já estão disponíveis de forma universal para todos os 399 municípios do Estado. For no futuro próximo, novas especialidades como endocrinologia, nefrologia e reumatologia, além de suporte para o teste do pezinho, em parceria com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), já estão em fase final de estruturação.

INVESTIMENTOS - O planejamento da saúde digital no Paraná segue em ritmo acelerado com foco na expansão e modernização da rede. Para garantir o funcionamento contínuo e a evolução do serviço para as próximas etapas, o Governo do Estado consolidou um investimento de R$ 10 milhões no Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT/UFSC), que vai estender a infraestrutura tecnológica de conectividade em saúde para todas as cidades do Paraná.

Além disso, o Estado garantiu outros R$ 10 milhões em repasses federais, na modalidade fundo a fundo, após aprovação no edital do programa SUS Digital do Ministério da Saúde. O recurso será utilizado para integrar novas estratégias de atendimento à distância em ginecologia, ortopedia e cardiologia ao desenho da Rede de Atenção à Saúde. O respaldo jurídico e técnico também fica assegurado pela recente aprovação da Deliberação CIB/PR nº 092/2026, que estabelece as diretrizes éticas e regulamentares definitivas para a realização de Teleconsultas no âmbito do SUS paranaense.

 

 

 

 

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Paraná lança programa de educação previdenciária para estudantes do ensino médio

O Governo do Paraná deu um passo inédito na qualificação da educação paranaense nesta terça-feira (30). Em evento realizado pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) no Colégio Estadual Guaíra, em Curitiba, foi feito o lançamento oficial do Programa Jovem Previdente, que tem como objetivo disseminar conhecimentos sobre o Sistema de Seguridade Social e Previdência entre os estudantes do Ensino Médio da rede.

O programa é uma parceria entre o órgão gestor do regime previdenciário dos servidores públicos do estado, a PARANAPREVIDÊNCIA, a Seed-PR e a Escola de Gestão do Paraná, sendo o primeiro no país a incluir esse tipo de conteúdo na grade escolar

Para o diretor geral da Seed-PR, João Luiz Giona Junior, trata-se de um projeto inovador, por trazer para a escola um conteúdo que impacta não apenas os estudantes e suas famílias, mas a sociedade como um todo.

“Nós já contamos com o componente curricular de educação financeira, então é uma evolução natural levarmos a educação previdenciária para a sala de aula, por um lado ajudando a descomplicar o tema e por outro mostrando a relevância desse conhecimento e o associando à realidade prática das vidas dos nossos estudantes”, declarou o Diretor-Geral.

Além da educação previdenciária, o programa pretende estimular a formação de cidadãos mais conscientes quanto ao planejamento financeiro e à construção de seu futuro profissional, demonstrando que a previdência não está relacionada apenas à aposentadoria, mas também à proteção diante de situações como incapacidade para o trabalho, doenças, acidentes e outros eventos que podem comprometer a renda e a segurança das pessoas ao longo da vida.

"A nossa intenção é aproximar os alunos da Previdência Social, apresentar as diferenças entre os regimes previdenciários e estimulá-los a compreenderem o funcionamento desse sistema para que possam planejar sua jornada profissional e previdenciária desde cedo", afirmou o diretor-presidente da PARANAPREVIDÊNCIA, Felipe José Vidigal.

A estudante Maryana Marques, 17 anos, do Colégio Estadual Guaíra, guarda grandes expectativas com a implementação do programa e a possibilidade de se preparar economicamente para o futuro.

“É muito importante para que a gente possa se preparar tanto para o mercado de trabalho, quanto para a vida adulta, que já está batendo na porta”, desabafa ela. “Nós precisamos ter noção de como enfrentar essas responsabilidades do mundo adulto, o que passa pela preocupação com a aposentadoria, apesar de ela estar distante”, conclui.

O Programa Jovem Previdente funcionará integrado à grade curricular por meio de disciplinas como Educação Financeira e Projeto de Vida e deverá atender mais de 120 mil alunos da 3ª série do Ensino Médio já em 2026, mas com expansão para as demais séries ao longo do projeto. A previsão é de que nos próximos cinco anos 620 mil alunos da rede sejam beneficiados pelo programa.

CAPACITAÇÃO DOCENTE - O Jovem Previdente também é voltado para professores, que poderão realizar cursos de capacitação pela plataforma da Escola de Gestão do Paraná e serem certificados como Multiplicadores de Conhecimento Previdenciário, além de poderem contabilizar as horas de curso para fins de promoção.

“A formação dos professores vai ser muito importante para que eles se atualizem sobre a legislação e para que tenham acesso a materiais pedagógicos didáticos e dinâmicos, além das atividades incluídas na plataforma, e possam transmitir esse conhecimento para os estudantes”, explicou a chefe do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Seed-PR, Ane Carolina Chimanski.

Todo o conteúdo ficará disponível na plataforma da Escola de Gestão do Paraná, permitindo que o programa seja aplicado de forma padronizada em toda a rede estadual de ensino.

Com a implantação do Jovem Previdente, o Paraná passa a ser referência nacional na disseminação da educação previdenciária entre estudantes do ensino médio, aproximando os jovens de temas relacionados à proteção social, ao planejamento financeiro e à construção de um futuro mais seguro.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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