Exportações do Paraná para Dinamarca, Singapura, Noruega, Polônia e Japão dobram em 2026

As exportações paranaenses para alguns mercados asiáticos e europeus cresceram de forma significativa neste ano. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo  Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), as vendas estaduais para Japão, Singapura e Filipinas avançaram, respectivamente, 107%, 103% e 124% no 1º bimestre de 2026, em comparação a idêntico período de 2025. Ou seja, dobraram de tamanho.

No caso das vendas para o mercado japonês, o aumento foi sustentado principalmente pela carne de frango, enquanto as exportações para Singapura e Filipinas apresentaram crescimento alicerçado no petróleo e na carne suína, respectivamente.

Em trajetória similar à desses países asiáticos, as receitas geradas pelo comércio com a Noruega progrediram 176% no 1º bimestre, posicionando-se entre as taxas de crescimento das vendas estaduais para a Polônia (282%) e a Dinamarca (130%). Para a Noruega, o destaque é o incremento das exportações de torneiras e válvulas, e para a Polônia e a Dinamarca a ampliação do comércio envolve o farelo de soja.

Juntos, os seis mercados passaram a responder por 10,1% das exportações totais do Paraná, muito acima da participação de 4,1% registrada nos dois primeiros meses de 2025.

Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, um dos diferenciais das exportações do Estado diz respeito à diversidade de mercados e produtos, o que as tornam menos dependentes de compradores específicos. “Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, as mercadorias paranaenses alcançaram 183 mercados, em transações que envolveram cerca de 3 mil itens diferentes”, afirma.

BALANÇA COMERCIAL – De maneira geral, o Paraná alcançou US$ 3,1 bilhões em movimentação de vendas para outros países em 2026. Apenas em fevereiro foram US$ 1,7 bilhão. Os principais produtos exportados foram carne de frango (US$ 698 milhões), soja em grão (US$ 425 milhões), farelo de soja (US$ 191 milhões) e papel (US$ 137 milhões). Entre os principais produtos o maior aumento de vendas aconteceu cm óleo de soja bruto, com 98% (de US$ 55 milhões para US$ 110 milhões).

OS principais destinos no primeiro bimestre foram China (US$ 581 milhões), Argentina (US$ 130 milhões), Índia (US$ 108 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 106,8 milhões) e México (US$ 106,6 milhões). O comércio com a Índia também registrou crescimento expressivo em 2026, chegando a um aumento de 95%.

A balança comercial está no patamar de US$ 434 milhões, que é a diferença entre US$ 3,1 bilhões de exportações e US$ 2,7 bilhões de importações.

Confira os dados: 

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Por - AEN
 ICMS Ecológico: IAT prorroga prazo para municípios apresentarem relatórios

O Instituto Água e Terra (IAT) prorrogou para o dia 16 (segunda-feira) o prazo para o envio dos Relatórios Técnicos de Atividades pelos municípios que abrigam áreas contempladas pelo ICMS Ecológico por Biodiversidade, como Unidades de Conservação e Áreas Especialmente Protegidas. O documento, referente ao exercício das áreas em 2025, deve ser enviado de forma obrigatória ao órgão ambiental via e-protocolo

A medida é essencial para o preenchimento das tábuas de avaliação dos locais, instrumento utilizado pelo Instituto para balizar a qualidade das áreas protegidas que fazem parte do programa. A ausência do relatório resultará na retirada do índice qualitativo das respectivas áreas protegidas, impactando diretamente nos valores repassados aos municípios a partir de 2026.

Para mais informações sobre o processo, é possível acessar o site do IAT. Lá estão dispostos modelos para a elaboração do relatório. Outra opção é entrar em contato com o Instituto pelos telefones (41) 2117-1406 e (41) 99554-0553 (WhatsApp) ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Em 2025, o Governo do Estado repassou R$ 659,6 milhões aos municípios paranaenses por meio do ICMS Ecológico, dividido igualmente nas categorias Biodiversidade e Mananciais. A média é de R$ 54,9 milhões por mês. O valor representa um acréscimo de 3,7% em relação a 2024 (R$ 635 milhões).

Em Biodiversidade, divisão que compensa municípios que abrigam áreas de proteção ambiental, 229 dos 399 municípios do Paraná (57%) foram contemplados. Já na categoria de mananciais, que retribuiu as cidades que possuem corpos hídricos que ajudam no abastecimento de água de municípios vizinhos, 102 municípios (25%) receberam o benefício.

PROGRAMA – O ICMS Ecológico é aplicado no Paraná há mais de três décadas e tem o propósito de incentivar a proteção de áreas de conservação ambiental no Estado. Os valores repassados são 5% do total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinado aos municípios paranaenses. Metade desses 5%, ou seja, 2,5%, é destinada aos municípios que abrigam mananciais. A outra metade é repassada na modalidade Biodiversidade – para municípios que abrigam Unidades de Conservação (UCs).

O programa é um instrumento que ajuda as prefeituras e, por consequência, toda a população. É uma política pública que tem como objetivo estimular o incremento da área protegida e a melhora na gestão do patrimônio natural no Paraná.

 

 

 

 

POr - AEN

 Casa Civil lança boletim com dados da economia e indicadores sociais do Paraná

A Casa Civil do Paraná lançou em março o boletim Radar Paraná , uma iniciativa da Diretoria de Articulação Estratégica e Acompanhamento Fiscal (DAE), que apresenta uma leitura integrada do desempenho econômico do Estado. O material reúne dados estratégicos sobre crescimento econômico, mercado de trabalho, comércio exterior e indicadores sociais, com o objetivo de subsidiar a formulação de políticas públicas e apoiar a tomada de decisão da gestão estadual.

No terceiro trimestre de 2025, o PIB paranaense apresentou crescimento de 2,87% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o resultado foi impulsionado, principalmente, pelo avanço do setor agropecuário, favorecido por ganhos de produtividade e condições climáticas mais favoráveis, além da contribuição positiva da indústria e dos serviços. 

A trajetória do comércio exterior paranaense vem acompanhando a dinâmica nacional. Conforme análise do Ipardes, 2025 foi marcado por um cenário internacional adverso para o comércio exterior, com embargos sanitários à agropecuária brasileira após casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul, aumento de tarifas de importação pelos Estados Unidos e queda nos preços internacionais das commodities. Esses fatores pressionaram a balança comercial. Ainda assim, o Paraná registrou desempenho positivo no comércio exterior em 2025.

O chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, destacou que o boletim mostra o compromisso do Governo do Paraná com uma gestão baseada em dados e planejamento estratégico. “O Radar Paraná é uma ferramenta importante para acompanhar o desempenho da economia do Estado e orientar decisões de governo com base em evidências. A edição especial do Mês da Mulher também reforça a importância do protagonismo feminino no desenvolvimento econômico e social”, afirmou o secretário.

De acordo com o diretor de Articulação Estratégica e Acompanhamento Fiscal, Thiago De Angelis, o boletim foi estruturado para oferecer uma visão ampla e integrada dos principais indicadores econômicos. “O Radar Paraná reúne informações estratégicas que ajudam a compreender a dinâmica econômica do Estado e seus desafios. Nesta edição especial, destacamos também a força e a qualificação da participação feminina no mercado de trabalho, evidenciando como a presença das mulheres contribui diretamente para o crescimento e para a prosperidade do Paraná”, explicou.

MÊS DA MULHER – Além da edição regular, o lançamento também marca a divulgação de uma edição especial dedicada ao Mês da Mulher, que apresenta um retrato da participação feminina no mercado de trabalho paranaense. O levantamento evidencia avanços importantes na inserção das mulheres na economia do Estado, destacando indicadores de ocupação, renda e qualificação profissional.

Entre os dados apresentados, o estudo aponta que o Paraná encerrou 2025 com taxa de desocupação feminina de 3,7%, inferior à média nacional de 6,2%, além de crescimento real da renda das mulheres acima do observado no Brasil e na Região Sul. As mulheres também já representam 46% do emprego formal no Estado, demonstrando sua presença cada vez mais significativa na estrutura produtiva paranaense.

RADAR – O Radar Paraná será produzido periodicamente pela DAE da Casa Civil e integra as iniciativas de monitoramento e análise econômica do Governo do Estado, consolidando informações que auxiliam no planejamento e na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do Paraná.

 

 

 

 

 

 

Por -AEN

 Estado reforça convocação de profissionais de saúde para vacinação contra dengue

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o chamado para que os profissionais da saúde atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS) busquem a imunização contra a dengue nos 399 municípios do Paraná. As 31.500 doses da vacina produzida pelo Instituto Butantan já foram totalmente distribuídas às 22 Regionais de Saúde e estão disponíveis para aplicação. O imunizante, 100% nacional e de dose única, é uma das principais estratégias para proteger quem atua na linha de frente do atendimento à população.

Nesta etapa prioritária, o público-alvo foca em vacinadores, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O quantitativo atual atende a cerca de 51% dos 61.486 profissionais previstos em levantamento estadual. Até o momento, ainda não há uma nova data de entrega de doses pelo Ministério da Saúde (MS) ao Estado.

O Paraná já realiza a vacinação de jovens de 10 a 14 anos com o imunizante do laboratório Takeda, e a chegada das doses do Butantan permitiu ampliar a proteção para a faixa etária de 15 a 59 anos dentro dos grupos prioritários.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destaca a importância da agilidade na ponta e a necessidade de manter o alerta máximo. “As doses já foram entregues às nossas Regionais e os municípios estão devidamente orientados. É fundamental que os profissionais busquem a vacinação agora, garantindo sua proteção pessoal e a continuidade dos serviços", afirmou.

"A vacina é uma ferramenta fundamental, mas não substitui o combate ao mosquito no dia a dia. Como ainda não temos uma previsão de novas remessas por parte do Ministério da Saúde, cada dose aplicada neste momento é um passo estratégico para preservar nossa rede de atendimento”, acrescentou o secretário.

CUIDADOS – Além da imunização, a Sesa reforça que o enfrentamento à dengue exige uma força-tarefa contínua na eliminação de criadouros. Mesmo com a proteção vacinal, que abrange os quatro sorotipos da doença (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), as medidas de controle do mosquito Aedes aegypti devem ser mantidas rigorosamente.

A orientação é para que a população mantenha a limpeza constante de quintais, calhas e recipientes que possam acumular água, além do uso de repelentes e a atenção redobrada aos primeiros sintomas, como febre alta e dores articulares.

VACINA – A nova vacina do Butantan utiliza tecnologia de vírus atenuados e faz parte de uma estratégia integrada de vigilância epidemiológica do Governo do Estado. Com as equipes das 22 Regionais já capacitadas para esta etapa, o Paraná busca consolidar a barreira imunológica entre os trabalhadores da saúde enquanto aguarda novas diretrizes e remessas de doses do governo federal para a ampliação do público atendido.

NÚMEROS – De acordo com o último boletim epidemiológico publicado pela Sesa, o Paraná registra, neste ano, 768 casos confirmados e um óbito. Outros 4.922 diagnósticos suspeitos seguem em investigação.

 

 

 

Por - AEN

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