O Paraná consolidou a Campanha de Vacinação contra a Influenza com a aplicação de 153.990 doses em todo o Estado durante a abertura da mobilização, realizada no sábado (28). Dados da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) mostram que a estratégia de mobilização garantiu 915 salas de vacinação em 256 municípios e a atuação direta dos trabalhadores da saúde, permitindo atendimento ágil à população.
Além da proteção contra a gripe, o Estado segue com a estratégia de multivacinação, com o objetivo de reforçar a proteção contra doenças respiratórias, especialmente com a aproximação do período de maior circulação de vírus. No Dia D de vacinação, foram aplicadas ainda 17,7 mil doses de vacinas contra a Covid-19 e mais 17,8 mil doses de vacinas integrantes do Calendário Nacional.
O total, incluindo todos os imunizantes, chegou a mais de 189,5 mil vacinas aplicadas em todo o Paraná, além de 165,9 mil carteiras de vacinação avaliadas.
A 28ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza no Paraná segue até 30 de maio nas mais de 1.800 salas de vacinação dos 399 municípios paranaenses. A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários, atingindo 4,5 milhões de paranaenses.
ABASTECIMENTO CONTÍNUO - Para manter o ritmo, a Sesa distribuiu às 22 Regionais de Saúde, nesta semana, um novo lote com 880 mil doses da vacina contra a gripe, assegurando o abastecimento contínuo das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o território paranaense. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou o sucesso da mobilização e reforçou o chamado para os grupos prioritários.
"O Dia D foi um momento de união e compromisso com a vida, mas a nossa missão continua. É fundamental que as pessoas aproveitem este período de temperaturas amenas para buscar a proteção. A campanha segue em todo o Estado até o dia 30 de maio e quem ainda não se vacinou deve procurar a unidade de saúde mais próxima. A vacina é a nossa principal ferramenta para evitar casos graves e garantir que a população passe o inverno protegida", afirmou o secretário.
INFLUENZA – Podem se vacinar crianças (6 meses a menores de 6 anos), idosos (60+), gestantes, puérperas, povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua ou com comorbidades/deficiência. A vacina também está disponível para professores, profissionais de saúde, forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores de transporte, portuários, funcionários dos Correios e população privada de liberdade.
MULTIVACINAÇÃO – A ação ocorre simultaneamente nos municípios paranaenses, reforçando a proteção contra diversas doenças antes do período de maior circulação viral. São ofertadas diferentes vacinas do calendário nacional em um único momento, com o objetivo de atualizar a situação vacinal da população. A orientação é que o paranaense procure a unidade de saúde mais próxima levando documento pessoal e a carteira de vacinação para a conferência e atualização completa do histórico.
POr - AEN
A educação pública estadual do Paraná lidera no país, em 2026, pelo segundo ano consecutivo, o recebimento da complementação VAAR - Valor Aluno Ano Resultado, com um total de R$ 620,6 milhões. O mecanismo integra o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e se diferencia por atrelar parte dos repasses da União ao avanço em indicadores educacionais, especialmente aqueles relacionados à aprendizagem e à redução das desigualdades. O Estado recebe o valor em 12 parcelas mensais, que já começaram a ser pagas.
Na sequência, os estados que mais receberam essa complementação de verba federal são Goiás, com R$ 355,9 milhões, e Pernambuco, com R$ 335,8 milhões.
O resultado bastante positivo em relação à complementação VAAR vem ao encontro de outros indicadores de desempenho em que o Paraná tem a liderança nacional: conforme dados mais recentes do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2023, o Estado está em primeiro lugar em todas as etapas da educação básica e no recorte dos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano).
Criado no contexto do Novo Fundeb, o VAAR introduziu uma lógica que vai além da capacidade fiscal ou do volume de investimentos de cada rede. Para acessar os recursos, estados e municípios precisam cumprir uma série de itens obrigatórios e demonstrar evolução em resultados. O acesso ao VAAR ocorre em duas etapas.
Primeiro, o cumprimento de cinco condicionalidades; depois, a comprovação de melhoria nos indicadores educacionais, que são avaliados a partir de dois componentes: o atendimento escolar, ligado à permanência dos estudantes, e a aprendizagem com equidade, que avalia o desempenho acadêmico com foco na diminuição das disparidades entre grupos prioritários.
No Paraná, esse desempenho positivo se deve a uma política educacional baseada em monitoramento contínuo, uso de dados e integração entre programas. “O resultado é uma conquista histórica para a educação paranaense. A partir de informações consistentes, conseguimos orientar as ações, atuar com mais precisão e gerir os resultados de forma mais eficiente, sempre com foco na aprendizagem dos estudantes e na redução das desigualdades”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Em relação às redes municipais paranaenses, 233 municípios receberam a complementação em 2026, sendo que 178 obtiveram o valor integral por apresentarem avanços simultâneos em aprendizagem e atendimento. Outros 55 receberam parcialmente, ao evoluírem em apenas um dos indicadores. Ao todo, as cidades paranaenses somaram R$ 308 milhões em repasses.
EXIGÊNCIAS - O coordenador de Pesquisas em Economia da Educação da Seed-PR, João Carlos de Carvalho, explica que o acesso ao VAAR depende do cumprimento de cinco exigências, entre elas a participação em avaliações nacionais, como o Saeb, a transparência de dados e a existência de mecanismos de gestão democrática.
Segundo ele, o principal desafio está relacionado à exigência de redução das desigualdades educacionais, que demanda avanços consistentes entre grupos mais vulneráveis (estudantes pretos, pardos e indígenas (PPI) e os de menor nível socioeconômico). “Esse é, justamente, o ponto mais desafiador do VAAR, pois não basta elevar o aprendizado. É necessário melhorar a aprendizagem de forma mais intensa entre os estudantes dentro desses grupos mais vulneráveis, o que demanda políticas focalizadas e orientadas por evidências”, afirma.
Carvalho destaca, ainda, que o modelo cria um ciclo positivo para as redes que conseguem avançar. “O VAAR cria um ciclo virtuoso. O estado melhora seus indicadores, recebe recursos adicionais e pode reinvesti-los em políticas ainda mais eficazes, o que tende a alavancar os resultados escolares e aprofundar a redução das desigualdades educacionais ao longo do tempo”, diz.
Por - AEN
O aumento na quantidade de dias sem chuva deve favorecer a elevação das temperaturas em abril de 2026 no Paraná. É o que aponta a previsão do Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O novo mês, mesmo mais quente e mais seco do que a média dos anos anteriores, poderá receber massas de ar frio com possibilidade de registro das geadas do ano nas regiões mais altas do Estado.
Em abril as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove os acumulados são mais altos. A previsão indica que o Litoral paranaense terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximos da média histórica para o mês, e o resto do Estado registre acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A falta de chuva vai impactar diretamente a temperatura. “Essas chuvas abaixo da média histórica no Interior do Estado, desde a Região Metropolitana de Curitiba até as faixas Norte e Oeste do Paraná, devem favorecer para que as temperaturas fiquem dentro a ligeiramente acima da média histórica, porque ao longo do mês vamos ter mais dias secos, com predomínio de sol, favorecendo com que as temperaturas se elevem um pouco mais, principalmente durante as tardes”, afirma Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
Mesmo que as temperaturas fiquem acima da média histórica, a entrada de massas de ar frio irá ocorrer, principalmente, na segunda quinzena de abril. “As massas de ar frio podem levar à formação de geadas nas regiões mais altas do Estado, como o Centro-Sul, Palmas, General Carneiro e Guarapuava”, ressalta Reinaldo.
DADOS HISTÓRICOS - A média de volume acumulado de chuva no mês, historicamente, é mais baixa em abril nas cidades ao redor de Doutor Ulisses e Cerro Azul, onde a média fica entre 50 mm e 75 mm, apenas. As cidades com maior volume médio de chuva historicamente em abril, entre 175 mm e 200 mm, são Palmital e a região que vai de Pato Branco até as cidades próximas que fazem divisa com Santa Catarina.
No Sudoeste até o extremo Oeste, incluindo Francisco Beltrão, Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e Santa Helena, bem como no Litoral paranaense, o volume histórico de chuvas em abril fica entre 150 mm e 175 mm. Na Região Metropolitana de Curitiba, Vale do Ivaí e Campos Gerais, com exceção de Ponta Grossa, o volume histórico para o mês vai de 75 mm a 100 mm. “O Litoral, o Oeste e o Sudoeste são as regiões que têm maior influência de massas de ar úmidas nesta época do ano, gerando mais áreas de instabilidade”, explica Reinaldo.
Em União da Vitória, Ponta Grossa, Cândido de Abreu, Telêmaco Borba, assim como em cidades do Norte e Noroeste do Paraná, o volume histórico de chuvas em abril é de 100 mm a 125 mm. Nas regiões de Guaíra, Guarapuava, e em uma faixa na Serra do Mar, entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, fica entre 125 mm e 150 mm.
As temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, são mais baixas historicamente em abril no Centro-Sul e na parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba: entre 12°C e 14°C. As mais altas ficam na região das praias e no extremo Noroeste: entre 18°C e 20°C.
No Sudoeste, nos Campos Gerais e nas outras partes da Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas em abril historicamente ficam entre 14°C e 16°C. No resto do Estado (incluindo o Oeste, o Norte e a Serra do Mar), as mínimas historicamente são de 16°C a 18°C.
As temperaturas máximas, geralmente registradas no período da tarde, são mais baixas historicamente também no Centro-Sul, ficando entre 22°C e 24°C. A Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, até a parte mais ao sul da região Sudoeste, ficam com temperaturas máximas médias em abril entre 24°C e 26°C.
O extremo Oeste, o Noroeste e o Norte Pioneiro têm as temperaturas máximas, em média, mais altas em abril, entre 28°C e 30°C. As outras áreas do Oeste, Sudoeste, Norte, Vale do Ivaí e o Litoral, tem temperaturas máximas, em média, em abril entre 26°C e 28°C.
Já as temperaturas médias, ou seja, a média entre todas as temperaturas registradas no dia, historicamente são mais baixas na região de Palmas e General Carneiro, entre 14°C e 16°C. No Sul e na Região Metropolitana de Curitiba, atingindo parte dos Centro Sul, historicamente ficam entre 16°C e 18°C.
As médias mais altas historicamente em abril são na região de Foz do Iguaçu, Guaíra, Cornélio Procópio, e na região Noroeste e na parte norte do Litoral, entre 22°C e 24°C. Em Cascavel, Francisco Beltrão e Telêmaco Borba, as temperaturas médias historicamente em abril ficam entre 18°C e 20°C. Nas outras cidades do Sudoeste, Norte, Campos Gerais e na Serra do Mar, entre 20°C e 22°C.
Por - AEN
Neste 1º de abril, data conhecida como o Dia da Mentira, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta para uma atitude que pode ter consequências graves: os trotes para serviços de emergência. A corporação reforça que ligações falsas para o telefone 193, número de atendimento a emergências dos bombeiros militares, comprometem o atendimento de ocorrências reais, mobilizam equipes desnecessariamente e colocam vidas em risco.
“Trote não é brincadeira, é crime e pode custar vidas”, enfatiza a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.
Quando uma pessoa liga para o número 193, a chamada é atendida pela Central de Operações dos Bombeiros (Cobom), principal porta de entrada para pedidos de socorro em acidentes, incêndios e outras situações graves. Ao receber a chamada, os atendentes fazem a triagem de acordo com o tipo de ocorrência, para então determinar a quantidade e o tipo de veículo a ser deslocado, além do número de bombeiros necessários para o atendimento.
A capitã explica que, em falsos chamados de ocorrência, toda esta logística também é acionada, mas nestes casos os bombeiros perdem tempo e recursos que poderiam ser empregados em emergências reais. O resultado dos trotes é o atraso no socorro, gerando gasto público e desgaste das equipes mobilizadas desnecessariamente. “A partir do momento em que uma viatura se desloca para uma ocorrência falsa, aquela região fica desguarnecida. Se surgir uma situação real, o atendimento pode demorar mais e isso traz prejuízo direto para quem realmente precisa”, afirma.
FALSO INCÊNDIO - A oficial recorda de uma ocorrência atendida por ela em Maringá, em que dois caminhões de quartéis diferentes foram mobilizados após a informação de um incêndio de grandes proporções em uma residência. Ao chegarem ao local, as equipes não encontraram a situação descrita e, após contato com o Cobom, foi constatado que o telefone informado era falso. A mobilização desnecessária deixou as áreas atendidas pelos quartéis temporariamente sem cobertura operacional.
Já nos casos de atendimento pré-hospitalar, em que cada minuto é decisivo, o prejuízo dos trotes para a população é ainda maior. Nessas situações, a agilidade é fundamental para o que os bombeiros e profissionais de saúde chamam de “hora de ouro”, que se refere ao tempo de resposta.
“A rapidez na prestação do atendimento pré-hospitalar e no encaminhamento da vítima para o tratamento efetivo no hospital é muito importante para a sobrevida da pessoa e para minimizar sequelas. Quando uma viatura precisa ser deslocada de outro bairro, por exemplo, o atendimento pode demorar entre 10 e 15 minutos a mais, o que pode agravar a situação”, explica a bombeira militar.
TROTE É CRIME - Passar trote para serviços de emergência é crime com punições cabíveis. No Paraná, a Lei Estadual nº 17.107, de 2012, prevê sanções administrativas para quem realiza ligações falsas, incluindo a aplicação de multa e a responsabilização do titular da linha telefônica, ainda que o autor seja menor de idade.
Além disso, a conduta pode ser enquadrada no Código Penal Brasileiro. O artigo 340 trata da comunicação falsa de crime ou de ocorrência, com pena de detenção de um a seis meses ou multa. Dependendo do caso, também pode ser aplicado o artigo 266, que prevê reclusão de um a três anos e multa para quem interrompe ou perturba serviço público. Em situações envolvendo menores, os pais ou responsáveis podem ser chamados para prestar esclarecimentos e responder administrativamente.
ALERTA AOS PAIS E TUTORES - De acordo com o CBMPR, grande parte dos trotes ocorre durante a noite e a madrugada ou em períodos de férias escolares, quando crianças têm acesso a celulares sem supervisão. Também há casos envolvendo pessoas com deficiência intelectual que ligam para a central para conversar.
Para evitar esse tipo de situação, a capitã reforça a importância da supervisão. “Os pais e tutores devem ficar atentos ao uso de telefones por crianças ou pessoas com deficiência intelectual. Ao menor descuido, elas podem ligar para os serviços de emergência e atrapalhar o atendimento”, comenta a capitã Luisiana.
NÃO É BRINCADEIRA - O CBMPR orienta que o 193 seja utilizado apenas em situações reais de emergência. Evitar ligações falsas é uma forma direta de contribuir para que o atendimento chegue mais rápido a quem realmente precisa.
Por - AEN
O Paraná foi o quinto estado brasileiro que mais gerou empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O Estado registrou saldo positivo de 21.599 novos postos de trabalho, resultado de 195.330 admissões e 173.731 desligamentos.
O desempenho coloca o Paraná entre os principais geradores de empregos no País, muito próximo da quarta colocação, ocupada por Santa Catarina, que teve saldo de 21.727 vagas, uma diferença de apenas 128 vagas. À frente aparecem ainda Minas Gerais (22.874), Rio Grande do Sul (24.392) e São Paulo, líder nacional com 95.896 novas vagas. No Brasil, o saldo de empregos formais foi de 255.321 vagas em fevereiro.
O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos no Paraná, com saldo de 15.300 vagas em fevereiro. Na sequência aparecem a indústria (2.937), o comércio (1.693), construção civil (1.542), agropecuária (127), demonstrando crescimento distribuído entre diferentes áreas da economia.
MULHERES E JOVENS - Os dados mostram que a maior parte das novas vagas no Paraná foi ocupada por mulheres, que responderam por 12.827 dos postos criados, o equivalente a cerca de 59% do total. Os homens preencheram 8.772 vagas no período.
A geração de empregos também foi mais intensa entre os jovens. A faixa etária de 18 a 24 anos liderou, com saldo de 7.854 vagas, seguida pelo grupo de 30 a 49 anos, com 5.690 novos postos. O resultado indica um mercado aquecido tanto para quem busca o primeiro emprego quanto para trabalhadores com mais experiência.
SALÁRIO - O Paraná também se destaca pela qualidade das vagas geradas. O salário médio de admissão no Estado foi de R$ 2.260,43, o quinto maior do Brasil. À frente estão Mato Grosso, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo.
ECONOMIA - O resultado do Paraná reflete o bom momento da economia, que tem atraído investimentos e ampliado políticas de qualificação profissional. Nesta semana, o Governo do Estado abriu a primeira Casa do Trabalhador do Paraná. A unidade, pioneira na Região Sul, centraliza serviços como intermediação de mão de obra, orientação profissional, seguro-desemprego e apoio a processos seletivos. O espaço também vai sediar mutirões de emprego e ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência e imigrantes, ampliando o acesso da população ao mercado de trabalho.
Por - AEN
A onda de calor que atingiu o Sudoeste do Paraná na última semana provocou um aumento no consumo de água tratada nas cidades da região. No último sábado (28), a cidade de Capanema registrou temperatura de 38,1°C e em Loanda a máxima chegou aos 35,7°C. Nessa situação, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) reforça a importância do uso racional da água.
Embora a companhia mantenha investimentos contínuos em infraestrutura — como reservatórios, estações de tratamento e redes de distribuição —, o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, ressalta que a garantia do abastecimento depende de um esforço conjunto. “A água é um bem de todos e combater o desperdício é uma responsabilidade coletiva”, afirma.
Durante o feriado de Páscoa, as máximas não serão tão elevadas quanto no fim de semana anterior, mas ainda com alguns picos. Na cidade de Capanema, a previsão é de que a temperatura chegue aos 33°C no domingo (5), segundo o Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Na cidade, a produção de água gira em torno 4,1 milhões de litros de água por dia. A média de consumo registrada pela Sanepar é de 114 litros de água por pessoa por dia no município.
Também nesta época, a ocorrência de chuvas irregulares altera o padrão de consumo. Em Toledo, na região Oeste, a Sanepar produz em torno de 34 milhões de litros de água para atender mais de 60 mil imóveis da cidade. Em Cascavel, o volume de água produzido todos os dias ultrapassa 90 milhões de litros. Em fevereiro, o consumo médio de cada cascavelense foi de 116 litros de água por dia. No mês anterior, o consumo ficou em torno de 110 litros por pessoa por dia.
Para manter o abastecimento de água independente das temperaturas, a Sanepar mantém equipes trabalhando 24 horas no controle de níveis de reservatórios, manutenção da infraestrutura das redes e equipamentos de bombeamento. A Sanepar administra em todo Paraná uma estrutura com cerca de 110 mil km de tubulações de água e esgoto, mais de 3,5 milhões de ligações de água e 2,6 milhões de ligações de esgoto. Opera 168 estações de tratamento de água e 1.219 poços, além de uma robusta infraestrutura de bombeamento.
OS VILÕES DO DESPERDÍCIO - Um dos principais pontos de atenção durante a onda de calor são as piscinas infláveis. O hábito de descartar a água ao final do dia para renová-la na manhã seguinte é apontado pela Sanepar como uma prática crítica para o sistema. “O desperdício de uma única piscina de 5 mil litros, trocada duas vezes no fim de semana, seria suficiente para abastecer uma família de quatro pessoas por 15 dias”, exemplifica Bley.
Para evitar o desabastecimento e a baixa pressão nas redes, a orientação é manter as piscinas cobertas e utilizar produtos para o tratamento da água, prolongando sua vida útil. No caso de piscinas fixas, a recomendação é a manutenção constante com profissionais especializados.
MUDANÇA DE HÁBITO - Além do cuidado com o lazer, a Sanepar orienta a substituição da mangueira pelo balde em limpezas domésticas. A lavagem de calçadas e carros, assim como a rega de plantas, deve ser feita com água reutilizada ou de forma controlada para evitar que o consumo individual prejudique o acesso de toda a comunidade ao recurso.
Por - AEN


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