Idosa é morta por touro de rodeio

Uma mulher de 78 anos foi morta por um touro em Barbosa Ferraz, cidade da região centro-oeste do Paraná com 10.795 habitantes. O animal fugiu durante a festa de comemoração dos 66 anos da cidade, no fim da noite desta sexta-feira (04), que contava com uma programação de rodeios.

Sem controle, o touro saiu pelas ruas da cidade. A vítima foi atacada no bairro Roque, de acordo com a Polícia Militar (PM-PR).

Apesar da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ela não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo dela foi encaminhado à Polícia Científica de Campo Mourão. 

Ainda conforme a PM, mesmo após o ataque, "o animal seguiu solto pelas ruas da cidade, demonstrando extrema agressividade". Algumas pessoas tentaram usar laços, mas o touro não foi controlado e foi morto a tiros por policiais.

"Diante do iminente risco à vida das pessoas, e não havendo outro meio para a contenção do animal, os policiais militares precisaram neutralizar o boi com disparos de arma de fogo, agindo em estado de necessidade", diz a nota da PM.

A PM não divulgou detalhes de como o touro fugiu e onde a mulher estava quando foi morta. O nome da vítima também não foi compartilhado oficialmente.

O proprietário do animal, um homem de 37 anos, foi identificado e encaminhado à delegacia da Polícia Civil.

 

Provas foram canceladas

Por meio de nota divulgada nas redes sociais, a Prefeitura de Barbosa Ferraz informou que as provas de rodeio foram suspensas. A festa, que tem programação até domingo (6), não foi cancelada. Leia o comunicado na íntegra:

"Município de Barbosa Ferraz, por intermédio de seu prefeito Carlos Rosa Alves, comunica à população a suspensão imediata das provas de rodeio (montarias) da programação em curso, em decorrência do trágico acidente ocorrido nesta data, que vitimou fatalmente uma mulher, em episódio envolvendo touro da tropa.

Manifestamos profundo pesar e solidariedade à família da vítima, aos amigos e a toda a comunidade barbosense. Neste momento de luto, a Administração Municipal se coloca à disposição e prestará o apoio que lhe couber.

Determino a instauração imediata de procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos. Serão adotadas todas as providências cabíveis, em articulação com as autoridades competentes, para identificação e responsabilização de quem deu causa ou contribuiu para a tragédia. Não haverá omissão.

Sob o aspecto administrativo, DE FORMA CONJUNTA e com o apoio de lideranças, as demais festividades e atividades da programação — que envolvem entidades parceiras, comércio local, artistas, prestadores de serviço e a população — serão mantidas, com reforço imediato das medidas de segurança e prevenção. Os compromissos já assumidos e os demais desdobramentos organizacionais do evento precisam ser honrados, sem que isso signifique qualquer relativização da gravidade do ocorrido, e principalmente sem perder o respeito e o sentimento de solidariedade com a situação.

Pedimos respeito à memória da vítima e à dor da família. Barbosa Ferraz permanece unida neste momento difícil."

 

 

Pegada de sangue no chão ajuda a identificar assassino

Éder da Silva, de 42 anos, foi condenado a 47 anos e 7 meses de prisão por esfaquear e matar Daniela Arduini, de 48 anos, namorada dele na época. O crime aconteceu em agosto de 2025 em Paiçandu, no Norte do Paraná.

Na condenação, definida na quinta-feira (03), o Tribunal do Júri o considerou culpado por feminicídio qualificado pelo meio cruel, segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR). Além disso, o acusado terá que pagar uma indenização de R$ 50 mil à família da vítima. A defesa ainda pode recorrer da decisão. 

Na época, Daniela foi encontrada morta e com ferimentos na cabeça pela filha, na residência em que morava. Horas antes, vizinhos relataram que ouviram a vítima brigando com um homem, que foi visto saindo da casa dela momentos depois.

Uma pegada com sangue, que foi encontrada no chão da cena do crime, ajudou a identificar Éder como o autor do crime, conforme a Polícia Científica do Paraná (PCIPR).

Ele foi encontrado e preso em um bar em Maringá no dia seguinte. Segundo a polícia, o acusado estava com uma bota da mesma marca da pegada, com manchas de sangue no solado. No tecido da calça que ele estava vestindo também havia vestígios de sangue.

 

 

Van carregada de cigarros perde o controle e roda na pista

Uma van carregada com cerca de 2 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai rodou na pista durante uma perseguição policial na BR-163, em Toledo, no Oeste do Paraná, na madrugada desta sexta-feira (04).

O motorista tentou fugir de uma abordagem da Polícia Militar, mas acabou perdendo o controle do veículo. Ele foi preso em seguida.A identidade dele não foi divulgada.

Segundo a polícia, a perseguição começou quando uma equipe do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM) notou que o veículo trafegava com as lanternas traseiras apagadas e aparentava estar sobrecarregado. Os policiais tentaram abordar o carro, mas o motorista não parou.

Durante o acompanhamento, o carro chegou a rodar na pista. Mesmo assim, a polícia conseguiu interceptar o veículo.

O carro e toda a carga foram encaminhados à Receita Federal, também em Cascavel, que deve dar seguimento ao caso.

 

 

Ex-apresentador de TV preso por receber fotos íntimas de bebês é indiciado por estupro, assédio e extorsão contra funcionários, no Paraná

O ex-apresentador de TV Fernando Antonio Dorne, de 54 anos, foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por estupro, estupro em concurso de agentes, importunação sexual, assédio sexual e extorsão contra ex-colaboradores em Cascavel, no Oeste do estado.

Ele é conhecido como o "Homem do Chapéu" e é ex-apresentador de um programa de sorteios de prêmios que é exibido em diversas emissoras da região. Em 16 de julho, Dorne foi preso por envolvimento em outro crime. Segundo a polícia, ele teria recebido de uma professora fotos de partes íntimas de bebês de um berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei), em Céu Azul.

Segundo apuração da RPC, afiliada da TV Globo, ele foi solto em 26 de agosto, com uso de tornozeleira eletrônica. 

O indiciamento anunciado nesta quarta-feira (3), porém, é referente a uma investigação diferente, conduzida pela Delegacia da Mulher de Cascavel.

Neste caso, a Polícia Civil apurou denúncias de ex-colaboradores da empresa onde Dorne exercia uma função de gestão e atribuiu a ele crimes de natureza sexual e extorsão.

A Polícia Civil concluiu o inquérito na quarta-feira (3). O caso agora será encaminhado ao Ministério Público.

O nome da empresa não foi oficialmente divulgado. 

Além de Dorne, outros três homens foram indiciados por estupro em concurso de agentes, quando duas ou mais pessoas participam da prática do crime, segundo a polícia. Eles também trabalhavam na empresa investigada. A identidade deles não foi divulgada.

Ao todo, cerca de 38 pessoas, entre vítimas, testemunhas e outros envolvidos, foram ouvidas durante a investigação.

Entre as vítimas estão seis mulheres e dois homens.

A defesa de Dorne informou em nota que considera o indiciamento prematuro. Segundo o advogado, a Polícia Civil concluiu a investigação antes da realização de uma perícia no celular apreendido, que, para a defesa, pode apresentar elementos importantes para esclarecer os fatos.

A defesa afirma ainda que existem elementos que apontariam para uma motivação financeira e pessoal por trás das denúncias e nega a prática dos crimes atribuídos ao investigado. Confira a nota na íntegra abaixo.

 

Denúncias

A investigação começou a partir de denúncias feitas por ex-colaboradores da empresa.

Segundo a Polícia Civil, diferentes mulheres relataram atos de natureza sexual praticados sem consentimento. Alguns dos relatos envolvem violência física e outros estão relacionados ao ambiente de trabalho e à posição de gestão ocupada pelo principal investigado.

 “As principais acusações são que ele teria realizado atos sexuais sem consentimento das vítimas, mediante violência física. Também houve relatos de toques físicos libidinosos sem consentimento”, disse a delegada Graziela Lopes.

Também foram relatadas situações em que funcionárias teriam sido obrigadas a repassar parte dos rendimentos recebidos. De acordo com a polícia, em alguns casos havia ameaça de demissão ou de transferência para regiões consideradas menos rentáveis.

Esses relatos fundamentaram o indiciamento por extorsão.

A investigação também encontrou possíveis irregularidades trabalhistas e situações que podem caracterizar assédio moral. Essas informações serão encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho.

A Polícia Civil informou que parte dos colaboradores, porém, relatou que o repasse de valores era uma condição previamente acordada com a empresa e que alguns haviam aceitado essa regra antes de começar a trabalhar.

 

Nota da defesa de Fernando Antonio Dorne:

O advogado Ruan Cavalaro, responsável pela defesa de um dos investigados, manifesta profunda preocupação com o indiciamento, considerado prematuro, especialmente porque foi realizado antes da conclusão da perícia técnica no aparelho celular apreendido.

A referida diligência pericial mostra-se indispensável para o completo esclarecimento dos fatos, pois poderá revelar elementos probatórios relevantes em favor do investigado e confirmar a versão por ele apresentada. Nesse contexto, a defesa considera precipitada a formação de uma conclusão investigativa antes da produção e da análise integral de uma prova técnica potencialmente decisiva.

Em razão de os autos tramitarem sob segredo de justiça, a identidade do investigado e os aspectos específicos do caso não serão divulgados. Essa postura representa não apenas o cumprimento do dever legal de preservação do sigilo, mas também o respeito às garantias constitucionais, à intimidade dos envolvidos e à própria regularidade da investigação.

Sem revelar informações protegidas, a defesa esclarece que existem elementos indicativos de que a controvérsia possui origem em interesses de natureza financeira e pessoal, sem relação efetiva com a prática de crimes. Há indícios de uma articulação entre determinadas pessoas, cujas motivações e circunstâncias serão demonstradas no momento processual adequado.

A defesa lamenta profundamente que a estrutura estatal possa estar sendo instrumentalizada para atingir a honra, a reputação e a vida pessoal de um indivíduo, sobretudo antes da conclusão das diligências periciais necessárias e do completo esclarecimento dos acontecimentos.

Todos os fatos serão devidamente enfrentados, esclarecidos e contextualizados perante a Justiça. Mediante provas concretas e com a plena observância do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, será demonstrada a verdadeira realidade dos acontecimentos, inclusive que o investigado não praticou os fatos que fundamentaram o seu indiciamento.

A defesa mantém absoluta confiança no Poder Judiciário e está convicta de que, após a produção das provas e a análise técnica, integral e imparcial do conjunto probatório, a inocência do investigado será reconhecida, não restando outra conclusão juridicamente adequada senão a sua absolvição.

Por fim, ressalta-se que o indiciamento constitui ato próprio da fase investigativa e não representa condenação, tampouco reconhecimento definitivo de responsabilidade criminal. Até eventual decisão condenatória transitada em julgado, deve prevalecer, em toda a sua extensão, o princípio constitucional da presunção de inocência.

A defesa reafirma sua confiança na Justiça e tem a convicção de que, ao final, a verdade será devidamente demonstrada e a inocência do investigado plenamente reconhecida.

 

 

 

 

 

Por - G1

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