As nuvens scud são formações baixas que costumam se mover rapidamente e de maneira desorganizada sob uma tempestade.
Por estarem próximas ao solo e terem um formato alongado, podem ser facilmente confundidas com nuvens funil ou até tornados.
Apesar da aparência ameaçadora, as nuvens scud são, em geral, inofensivas e não provocam tempo severo por si mesmas.
Por - Simepar
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) mantém equipes mobilizadas nesta sexta-feira (11) para restabelecer o fornecimento de energia elétrica a 9,6 mil unidades consumidoras em todo o Paraná. As interrupções foram provocadas por danos à rede elétrica causados pelos eventos climáticos severos registrados desde a madrugada.
As tempestades atingiram todas as regiões do Estado. Segundo informações do Simepar, foram registradas chuvas intensas de até 100 milímetros no Noroeste, rajadas de vento superiores a 112 km/h no Oeste e queda de granizo em algumas localidades.
A Copel informou que os trabalhos de recomposição da rede são dinâmicos e que o número de unidades afetadas pode mudar conforme as equipes avançam nos atendimentos de campo.
Regiões afetadas
A Região Metropolitana de Curitiba concentra, nesta manhã, o maior número de unidades consumidoras sem energia, com cerca de 3,6 mil desligamentos.
Na sequência aparecem o Noroeste, com 2,4 mil clientes afetados; o Oeste, com aproximadamente mil; o Centro-Sul, com 961; o Sudoeste, com 903; o Litoral, com 287; e o Norte, com 77.
Orientação
A Copel orienta que, em situações de desligamento ou risco, os consumidores mantenham distância de locais com fios caídos ou postes quebrados e acionem a companhia pelos canais oficiais.
A falta de energia pode ser comunicada pelo aplicativo da Copel, pelo site da companhia ou pelo WhatsApp. Para situações de risco ou falta de luz, também é possível ligar para o telefone 0800 51 00 116.
Os atendimentos seguem durante o dia conforme as equipes identificam e corrigem os danos provocados pelas tempestades.
Por - Catve
Até o verão 2026/2027, o Paraná poderá ter maior frequência de períodos com chuva acima da média, com possibilidade de concentração de volumes elevados em poucos dias. É o que aponta o boletim de atualização da previsão de impactos do fenômeno El Niño divulgado pelo Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, nesta quinta-feira (10).
A temperatura chegou a 1,8°C acima da média na área de referência para monitoramento do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA). O valor subiu de forma consistente desde abril deste ano, e em junho foi confirmado que o fenômeno já está ativo.
Há probabilidade acima de 90% de que o evento seja categorizado como muito forte entre a primavera e o verão no Brasil. Entre outubro e dezembro deste ano, há 75% de chance de que ele seja o mais forte de todos os El Niños já registrados desde 1950. O pico do fenômeno será entre novembro e janeiro, quando as previsões da NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar fique 2,9°C acima da média.
Com este cenário climático, o Simepar aponta previsão de chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta o risco de temporais severos, granizo, raios, enxurradas e cheias repentinas, saturação do solo e movimentos de massa no Paraná. Apesar da previsão de chuva acima da média para todas as regiões, os prognósticos indicam que os maiores desvios devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.
INVERNO - O El Niño já vem demonstrando impactos no Paraná desde o início do inverno, somado a fenômenos como frentes frias, cavados, sistemas de baixa pressão, jatos de baixos níveis e sistemas convectivos, por exemplo. Em agosto, entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas três registraram chuva abaixo da média: Cianorte, Maringá e Apucarana.
Os registros de chuva foram os maiores para o mês de agosto desde a instalação das estações meteorológicas do Simepar em Fazenda Rio Grande, em 2009, em Laranjeiras do Sul, em 2017, e no Distrito de Horizonte, em Palmas, em 2019.
Em julho de 2026, somente quatro estações meteorológicas do Simepar registraram volume de chuva abaixo da média histórica para o mês: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba.
Nas outras quarenta e uma estações, o volume de chuva superou a média, com alguns registros históricos. Os 311 mm de chuva em julho de 2026 na estação meteorológica de Palmas, por exemplo, foi o maior para o mês desde a instalação da estação na cidade, há 28 anos. Também registraram o maior volume de chuva para julho, em 2026, as estações que ficam em Altônia (maior volume de chuva desde 2018); em Cianorte (desde 2017); em Cornélio Procópio (desde 2019); em Cruzeiro do Iguaçu (desde 2022); em Foz do Iguaçu (desde 2017); e em Ubiratã (desde 2018).
Em junho deste ano, o cenário foi parecido. Entre as mesmas estações, apenas uma registrou volume de chuva abaixo da média histórica para o mês: a que fica na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, teve 10,2 mm a menos do que o valor médio para o período.
IMPACTOS - Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
EL NIÑO - O El Niño - Oscilação Sul (ENOS) é um fenômeno que ocorre na região do Oceano Pacífico equatorial e nas áreas próximas, caracterizado por variações anômalas na temperatura da superfície do mar e na circulação atmosférica. É um dos fenômenos climáticos de maior impacto na Terra devido a sua capacidade de alterar a circulação atmosférica global e, como consequência, influenciar o comportamento da temperatura do ar e da precipitação em vastas áreas do planeta por períodos que vão de vários meses a anos.
O El Niño é a componente oceânica deste fenômeno, e corresponde ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial em relação à média climatológica. Já a Oscilação Sul corresponde à componente atmosférica do ENOS e está relacionada com as variações na pressão atmosférica ao nível do mar entre o Oceano Pacífico tropical oeste e leste.
Por - Simepar
O Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) confirmou a ocorrência de dois tornados no estado em menos de 24 horas, entre o fim da tarde de quarta-feira (9) e a madrugada desta quinta-feira (10). Os fenômenos atingiram os municípios de Francisco Alves, no Noroeste do estado, e Espigão Alto do Iguaçu, no Oeste.
Em Francisco Alves, produtores rurais tiveram prejuízos após a passagem da tempestade. Em Espigão Alto do Iguaçu, duas escolas foram atingidas e uma área de plantio de eucaliptos ficou destruída. Confira no vídeo acima.
Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de pessoas feridas.
Os dois tornados foram formados a partir de supercélulas, segundo o Simepar. Supercélulas são tempestades que apresentam uma corrente de ar em rotação no interior da nuvem. Esse tipo de formação pode gerar chuva forte, granizo, ventania e tornados.
Segundo o Simepar, em Francisco Alves, o tornado ocorreu por volta das 17h de quarta-feira, em uma área pequena e localizada do município. O fenômeno teve curta duração. A intensidade ainda não foi classificada pela Escala Fujita.
A Prefeitura de Francisco Alves informou que cerca de dez produtores rurais foram afetados pela tempestade e tiveram prejuízo total.
O segundo tornado ocorreu às 0h40 desta quinta-feira, em Espigão Alto do Iguaçu. O temporal que acompanhou o fenômeno provocou estragos em diversas propriedades do interior do município.
Segundo a Defesa Civil, entre os locais mais atingidos estão as escolas Li Carlos Passaia e Pedro Rufino, no Distrito da Boa Vista de São Roque. Os ventos também destruíram quase por completo uma área de plantio de eucaliptos, perto da unidade industrial da Coasul.
Segundo a coordenadora da Defesa Civil do município, Eliane Kwiatkowski, os primeiros levantamentos indicavam apenas chuva intensa com fortes rajadas de vento. Posteriormente, o tornado foi confirmado pelo Simepar.
Equipes da Defesa Civil e da Prefeitura de Espigão Alto do Iguaçu seguem percorrendo as áreas afetadas para atender famílias atingidas e levantar outros pontos com prejuízos. Em caso de necessidade, a população deve procurar os canais oficiais da Prefeitura e da Defesa Civil.
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Escola municipal foi atingida — Foto: Defesa Civil
Por - G1
O Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) confirmou a ocorrência de dois tornados no estado em menos de 24 horas, entre o fim da tarde de quarta-feira (9) e a madrugada desta quinta-feira (10). Os fenômenos atingiram os municípios de Francisco Alves, no Noroeste do estado, e Espigão Alto do Iguaçu, no Oeste.
Em Francisco Alves, produtores rurais tiveram prejuízos após a passagem da tempestade. Em Espigão Alto do Iguaçu, duas escolas foram atingidas e uma área de plantio de eucaliptos ficou destruída. Confira no vídeo acima.
Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de pessoas feridas.
Os dois tornados foram formados a partir de supercélulas, segundo o Simepar. Supercélulas são tempestades que apresentam uma corrente de ar em rotação no interior da nuvem. Esse tipo de formação pode gerar chuva forte, granizo, ventania e tornados.
Segundo o Simepar, em Francisco Alves, o tornado ocorreu por volta das 17h de quarta-feira, em uma área pequena e localizada do município. O fenômeno teve curta duração. A intensidade ainda não foi classificada pela Escala Fujita.
A Prefeitura de Francisco Alves informou que cerca de dez produtores rurais foram afetados pela tempestade e tiveram prejuízo total.
O segundo tornado ocorreu às 0h40 desta quinta-feira, em Espigão Alto do Iguaçu. O temporal que acompanhou o fenômeno provocou estragos em diversas propriedades do interior do município.
Segundo a Defesa Civil, entre os locais mais atingidos estão as escolas Li Carlos Passaia e Pedro Rufino, no Distrito da Boa Vista de São Roque. Os ventos também destruíram quase por completo uma área de plantio de eucaliptos, perto da unidade industrial da Coasul.
Segundo a coordenadora da Defesa Civil do município, Eliane Kwiatkowski, os primeiros levantamentos indicavam apenas chuva intensa com fortes rajadas de vento. Posteriormente, o tornado foi confirmado pelo Simepar.
Equipes da Defesa Civil e da Prefeitura de Espigão Alto do Iguaçu seguem percorrendo as áreas afetadas para atender famílias atingidas e levantar outros pontos com prejuízos. Em caso de necessidade, a população deve procurar os canais oficiais da Prefeitura e da Defesa Civil.
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Escola municipal foi atingida — Foto: Defesa Civil
Por - G1
A chuva voltou ao Paraná com previsão de altos volumes até o fim de semana. Também há risco de tempestades com fortes rajadas de vento em todas as regiões do Estado. De acordo com o Boletim de Gestão de Riscos elaborado pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), em parceria com a Defesa Civil, o dia com risco mais alto de ocorrências relacionadas às questões meteorológicas é a sexta-feira (11).
A intensificação de um sistema de baixa pressão na região do Paraguai e a influência do escoamento dos ventos de Noroeste, que trazem calor e umidade em direção ao Sul do Brasil, já favorecem pancadas de chuva acompanhadas de raios desde a noite de terça-feira (08) em algumas regiões paranaenses.
Nesta quarta-feira (09), antes mesmo das 11h, os volumes de chuva já tinham ultrapassado os 10 mm nas estações meteorológicas que ficam em São José dos Pinhais (IAT) (13,2 mm), Araucária-Sanepar (13 mm), Piraquara-Sanepar (15 mm), Pontal do Paraná (12 mm), Morretes (11,4 mm), e Paranaguá (11,4 mm).
A partir da tarde, aumenta o risco para tempestades, que podem ser fortes principalmente no Noroeste, Oeste e Sudoeste do Paraná. A quinta-feira (10) segue com tempo instável em todas as regiões. O risco para tempestades mais intensas é maior principalmente nas metades oeste e norte do Estado.
Na sexta (11), com a formação de um ciclone extratropical sobre o Rio Grande do Sul e o avanço de uma frente fria sobre o Sul do Brasil, as condições atmosféricas ficam favoráveis para a ocorrência de tempestades severas no Paraná. Além de chuva intensa e dos raios, as rajadas de vento ganham força ao longo do dia e podem superar os 60 km/h em várias regiões do Paraná.
BOLETIM - O Boletim de Gestão de Riscos aponta nesta quarta-feira (09) risco baixo no Norte Pioneiro para chuva forte em curto espaço de tempo, rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo, que podem provocar queda de galhos e de árvores, enxurradas e outros transtornos. O risco é alto no Oeste e Sudoeste, e moderado nas outras regiões do Estado.
Na quinta (10), o risco é muito alto no Noroeste para chuva forte em curto espaço de tempo, rajadas de vento pontualmente severas, descargas elétricas atmosféricas e granizo. No Leste e no Sul do Paraná o risco é moderado, e nas outras regiões do Estado o risco é alto.
Na sexta-feira (11), no Oeste, Sudoeste, Campos Gerais e Centro-Sul do Paraná, o risco é muito alto para chuva forte em curto espaço de tempo, rajadas de vento pontualmente severas, descargas elétricas atmosféricas e granizo. Nas outras regiões do Estado, o risco é alto.
O boletim também destaca a chuva expressiva em grande parte do Paraná, com acumulados que podem pontualmente ultrapassar os 200 mm entre a quinta e sexta-feira. O risco é alto nos Campos Gerais e Centro-Sul, moderado no Leste, Oeste e Sudoeste, e mais baixo ao Norte do Paraná. O Noroeste está fora da área de risco para chuvas volumosas.
PREPARAÇÃO E MITIGAÇÃO - A Defesa Civil Estadual e o Simepar monitoram as condições do tempo 24 horas por dia. No Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) equipes de plantão avaliam os riscos associados e emitem alertas de acordo com a severidade do evento.
Diante das condições previstas para os próximos dias, os 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR) da Defesa Civil reforçam a preparação junto aos municípios mais suscetíveis e com histórico de ocorrências associadas ao excesso de chuva. Todos os Boletins de Gestão de Risco são encaminhados diretamente para as prefeituras.
Desde o início de junho, com a atuação do fenômeno El Niño, todas as prefeituras receberam recomendações para realizar ações de limpeza de bueiros e galerias, bem como o desassoreamento de rios e canais para melhorar a drenagem em casos de chuvas severas. Até o momento, 281 municípios já fizeram ao menos uma ação preventiva.
CADASTRO PARA RECEBER ALERTAS - A Defesa Civil Estadual orienta a população a fazer o cadastro para receber os alertas de curto prazo, enviados para o telefone celular. Para o cadastro via SMS o usuário deve enviar uma mensagem para o número 40199, com o CEP de sua residência ou de outros locais de interesse. Já para receber as mensagens via WhatsApp é necessário interagir com o número (61) 2034-4611.
POr - Simepar























