Veículo era transportado em guincho de Foz do Iguaçu para Curitiba
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta sexta-feira (10), cerca de 3,2 mil ampolas de medicamentos para emagrecimento que eram transportados nos pneus de um automóvel.
O carro era transportado em um guincho de Foz do Iguaçu para Curitiba e foi abordado em Guaraniaçu/PR. Durante a fiscalização, os policiais localizaram um compartimento oculto vazio no painel do automóvel, então decidiram fazer uma vistoria minuciosa. Notando que havia algo nos pneus, os PRFs decidiram desmontá-lo e encontraram parte dos medicamentos.
O veículo foi encaminhado a uma borracharia para a desmontagem dos demais pneus. Todos, inclusive o estepe, estavam recheados de emagrecedores.
O condutor do guincho comprovou que foi contratado por um homem que teria comprado o carro em Foz do Iguaçu e o aguardava na capital. O guincheiro foi conduzido como testemunha à Polícia Federal.
Por - PRF
O fenômeno El Niño, identificado desde junho no Oceano Pacífico Equatorial, deve levar chuvas bem acima do padrão para as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, principalmente na bacia do Rio Iguaçu. Além disso, vai impactar as condições atmosféricas em escala global até o fim do verão de 2027.
As informações foram atualizadas por centros internacionais especializados, incluindo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana nesta quinta-feira (09). Os impactos no Paraná são monitorados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e constam em uma nova nota técnica.
O estudo permite compreender as áreas em que são esperados volumes de chuva mais intensos nos próximos meses. O fenômeno vai se intensificar gradativamente ao longo do inverno de 2026 e atingirá o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. Há probabilidade de mais de 80% de atingir severidade forte a muito forte.
Todas as regiões do estado têm volumes de chuva previstos acima da média climatológica. Na escala de intensidade, as regiões Oeste e Sudoeste são as que têm previsão de maior diferença entre as médias e os dados constatados.
As regiões Noroeste e Central devem receber grandes volumes de chuva, mas menos que as outras duas, enquanto Norte, Capital, Campos Gerais e Litoral serão as menos atingidas, mas ainda assim no padrão acima da média.
“Além do aumento da precipitação, eventos de El Niño de forte a muito forte intensidade costumam favorecer condições atmosféricas propícias ao desenvolvimento de sistemas convectivos de mesoescala, capazes de produzir eventos de chuva intensa em curtos intervalos de tempo, elevada incidência de descargas atmosféricas, rajadas de vento e, eventualmente, ocorrência de granizo”, diz a nota.
Durante o inverno de 2026, a persistência de condições mais úmidas tende a reduzir a duração dos períodos secos normalmente observados nessa época do ano. Na primavera, quando os impactos do El Niño costumam ser mais expressivos sobre o Sul do Brasil, a ocorrência de episódios prolongados de chuva poderá aumentar o risco de inundações, enxurradas, alagamentos e movimentos de massa.
Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
AGRICULTURA - Para a agricultura, a redução das áreas de seca devido ao excesso de chuva pode ser benéfica para o desenvolvimento das culturas. Entretanto, o Simepar analisa que o planejamento dos produtores será essencial. O excesso de chuvas também poderá elevar a umidade do solo, consequentemente impactando as operações em campo, incluindo janelas de plantio e colheita.
Já o excesso de umidade pode favorecer a incidência de doenças fúngicas e dependendo da cultura e do estágio fenológico e do período de ocorrência das precipitações, pode comprometer a qualidade de grãos. O excesso de chuvas também pode elevar o risco de perdas de solo ocasionadas por processos erosivos.
EL NIÑO - O El Niño - Oscilação Sul (ENOS) é um fenômeno que ocorre na região do Oceano Pacífico Equatorial e nas áreas próximas, caracterizado por variações anômalas na temperatura da superfície do mar e na circulação atmosférica.
É um dos fenômenos climáticos mais importantes da Terra devido a sua capacidade de alterar a circulação atmosférica global e, como consequência, influenciar o comportamento da temperatura do ar e da precipitação em vastas áreas da Terra por períodos que vão de vários meses a anos.
Os dados da NOAA mostram que o El Niño se fortaleceu no último mês e a temperatura já está 1,2°C acima da média na principal área monitorada. A temperatura da água do mar da camada até 200 metros de profundidade está muito acima da média climatológica em uma ampla área.
Por - Simepar
Comitês criados em 2023 já reúnem 72 participantes e mostram que o futuro do cooperativismo passa pela renovação de lideranças e pela ampliação da voz feminina no campo
O Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado em 4 de julho, é uma data que convida à reflexão sobre os valores que sustentam esse modelo de negócio: democracia, participação e solidariedade. Na Primato Cooperativa, essa reflexão ganha corpo em dois grupos que, desde meados de 2023, vêm transformando a relação entre pessoas e cooperativa a partir de dentro: o Comitê Jovem e o Comitê Mulher Primato.
O que começou com dez integrantes em cada frente hoje já soma 28 jovens e 44 mulheres, reunidos mensalmente em salas de aula, viagens técnicas e imersões ao longo do ano. Mais do que espaços de capacitação, os comitês se consolidaram como territórios de escuta, pertencimento e formação de lideranças — pilares essenciais para a continuidade do cooperativismo nas próximas gerações.
Na voz do presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, os comitês, em especial o das mulheres e dos jovens, fortalecem os princípios da cooperativa, preparam a sucessão e constroem o futuro. “Nosso maior legado é capacitar as próximas gerações com conhecimento e sabedoria para aculturar às nossas comunidades”, pontua.
Um lugar para ser ouvido
Para Adriel Rossetto, coordenador do Comitê Jovem Primato, o principal ganho do grupo está na forma como ele aproxima os jovens da cooperativa em sua totalidade. Segundo ele, o comitê "nos mostra a cooperativa de forma mais abrangente, todos os seus segmentos, oportunidades e vantagens de fazer parte dela", gerando acolhimento e, sobretudo, a sensação de serem ouvidos.
Voltado a jovens cooperados, filhos de cooperados e colaboradores com idades entre 15 e 35 anos, o Comitê Jovem nasceu com um propósito claro: atrair, desenvolver e fortalecer a participação dessa geração na Primato, por meio de ações educativas e de desenvolvimento pessoal e profissional.
Um dos temas mais sensíveis ao agronegócio, a sucessão familiar, ocupa lugar central nas atividades do grupo. Rossetto conta que o comitê promove cursos, palestras e eventos que aproximam gerações: "incluindo a geração atuante no campo há mais tempo, nossos pais, juntamente conosco, jovens que vão ou já estão assumindo as propriedades rurais". A lógica se estende também à governança da cooperativa, já que os encontros colocam os jovens em contato direto com atuais representantes, que compartilham suas experiências acumuladas ao longo dos anos.
Entre as competências que o comitê busca desenvolver, o coordenador cita liderança, protagonismo, comunicação assertiva e visão estratégica, sempre ancoradas em valores como pertencimento, responsabilidade, senso de justiça e solidariedade. "Entendemos que uma cooperativa precisa de pessoas, e elas precisam ser cada vez mais unidas para fortalecer ainda mais a Primato e, consequentemente, cada um dos cooperados e colaboradores", resume.
Aos jovens que ainda não integram o grupo, Rossetto faz um convite: "que participem, se permitam viver essa experiência transformadora, que só vem a agregar e abrir portas para oportunidades de sucesso".
Vez, voz e voto
Se o Comitê Jovem trabalha a sucessão e a renovação, o Comitê Mulher Primato dá corpo a outro princípio fundamental do cooperativismo: a gestão democrática. Formado por cooperadas, esposas ou filhas de cooperados, esposas de diretores e colaboradoras, o grupo tem como coordenadora Eliane Hoffmann, desde fevereiro de 2026.
Para ela, a participação feminina é parte estrutural do modelo cooperativista. "A Primato é uma cooperativa que se preocupa com as mulheres, que sabe que a opinião das mulheres é necessária", afirma, destacando que a coordenação do comitê sempre consulta as integrantes antes de qualquer decisão. Na definição da coordenadora, a lógica é simples: "temos voz, temos vez e temos voto, e é dessa forma que colaboramos como cooperadas, como comitê".
A diversidade de realidades dentro do grupo é, segundo ela, um dos aspectos mais reveladores do trabalho. "Viemos de mundos totalmente diferentes, cada casa, cada família tem uma visão diferente", observa. Muitas mulheres que atuam diretamente nas propriedades rurais, conta Eliane, sequer conheciam o funcionamento da cooperativa antes de ingressar no comitê. É nesse ponto que o grupo cumpre um papel decisivo: oferecer experiências, conhecimento e incentivo por meio de cursos, viagens e eventos. Uma frente de apoio que, na avaliação da coordenadora, já reflete em mudanças concretas dentro das propriedades.
Essa mudança de postura também passa por enfrentar barreiras ainda presentes em muitas famílias rurais. Eliane relata que, em algumas situações, "o homem não permite que a mulher colabore com ideias e tenha uma participação ativa no que diz respeito às decisões nas propriedades rurais". É justamente aí que o comitê atua com mais força, reforçando que a voz das mulheres precisa ser ouvida e mostrando a elas o quanto são capazes.
Acompanhando o grupo desde o primeiro encontro, a atual coordenadora garante que os efeitos das capacitações vão muito além da vida cooperativista. "Há momentos em que trabalhamos o emocional, o cooperativismo, ou até mesmo a saúde da mulher", explica, destacando que essa diversidade de temas, sempre com foco na mulher, contribui para melhorar diferentes esferas da vida das participantes.
Ao encerrar, Eliane resume o espírito que move o Comitê Mulher Primato em forma de convite: "precisamos dizer: vem cá, faça parte, venha junto com a gente que tudo vai dar certo".
Ao aproximar jovens e mulheres do dia a dia da Primato os dois comitês potencializam o espírito celebrado no Dia Internacional do Cooperativismo: um modelo de negócio construído coletivamente, que só se fortalece quando cada cooperado, independentemente da idade ou do gênero, encontra espaço para participar, opinar e liderar.
“Nossa força está nas pessoas e na união. Os cooperados entenderam que são os donos da cooperativa e que devem agir dessa forma. Ao fazer todos os seus negócios com a Primato e Primato Credi, vão muito além do relacionamento”, reforça Sabadin.
Entre cursos, viagens, imersões e conversas francas, jovens e mulheres da Primato têm mostrado que o futuro do cooperativismo já está sendo escrito no presente.
POr - Assessoria
Dois homens, de 45 e 50 anos, foram presos preventivamente nesta quarta-feira (8) suspeitos de drogar, estuprar e espancar uma mulher após contratá-la para serviços de limpeza em uma chácara de Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná. As informações são da delegada Ingrid Priotto, responsável pela investigação.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. Segundo a delegada, a vítima tem 34 anos e um longo histórico de vulnerabilidade psíquica e econômica, — tanto é, que ela é acompanhada por um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) local.
Piotto afirma que os suspeitos conheciam a mulher, sabiam das dificuldades e se aproveitaram delas, "agindo de forma ardilosa e oferecendo à vítima uma quantia em dinheiro para que ela realizasse um suposto trabalho doméstico".
"Durante o trajeto de carro, os investigados forneceram de maneira insidiosa uma substância psicotrópica à vítima, disfarçada de doce. Devido à dopagem, a mulher teve sua consciência e capacidade de resistência severamente reduzidas. Ao chegarem na residência rural, ela foi agredida, despida e submetida a abusos sexuais simultâneos praticados por ambos os homens", diz.
O crime aconteceu no dia 27 de junho. A delegada explica que, quando começou a recobrar os sentidos e perceber o que estava acontecendo, a vítima tentou se defender — mas acabou sendo brutalmente agredida.
"Ela tateou o chão, apoderou-se de um copo de vidro e desferiu um golpe contra o braço esquerdo de um dos agressores, conseguindo interromper o abuso. Em represália, os homens a agrediram violentamente com socos, chutes e manobras de esganamento. A mulher conseguiu fugir correndo pela estrada rural e conseguiu refúgio na propriedade de um vizinho, que a socorreu e a encaminhou imediatamente ao hospital local".
A delegada ressalta que o ferimento no braço foi um dos fatores que ajudou a polícia a confirmar a identidade de um dos suspeitos, que procurou um hospital e teve o atendimento registrado em prontuário.
Entre as outras provas obtidas ao longo da investigação, estão laudos periciais de violência sexual, lesões corporais e análise de câmeras de monitoramento da região, por exemplo.
Os dois homens foram autuados pelos crimes de estupro de vulnerável e lesão corporal.
"Além disso, a Polícia Civil constatou que ambos os investigados possuem histórico criminal alarmante voltado a crimes de violência de gênero e comportamento reincidente agressivo. Diante da extrema gravidade em concreto e do risco à integridade da vítima, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos envolvidos", conclui a delegada.
Denúncias
Saiba como denunciar crimes no Paraná
Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia.
Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.
Por - G1
A semana tem registrado dias típicos de inverno no Paraná. As manhãs geladas, impulsionadas por uma massa de ar frio e seco, foram seguidas por tardes ensolaradas.
Na manhã desta quarta-feira (8), várias cidades paranaenses tiveram registro de geada, e duas estações meteorológicas do Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, registraram suas temperaturas mais baixas de 2026 até o momento: Campo Mourão e Cândido de Abreu.
A massa de ar polar chegou ao Paraná na terça-feira (7). General Carneiro e o Distrito de Horizonte, em Palmas, registraram temperaturas negativas nas estações meteorológicas do Simepar: -1,3°C e -0,1°C, respectivamente. Também registraram temperaturas mínimas abaixo de 5°C no amanhecer de terça-feira as estações meteorológicas que ficam em Cascavel, Foz do Iguaçu, Distrito de Entre Rios em Guarapuava, Francisco Beltrão, Palmas, Palotina, Pato Branco e Toledo.
O amanhecer teve muita umidade, com neblina em algumas cidades, e garoa em outras. Com o avanço da massa de ar frio e seco pelo estado, o dia foi de sol em todas as regiões paranaenses, com nebulosidade apenas no Litoral. Assim que o sol se pôs as temperaturas tiveram declínio acentuado. Muitas cidades registraram temperaturas mínimas invertidas, ou seja, as menores temperaturas do dia foram à noite, ao invés do amanhecer.
Na manhã desta quarta-feira (8), as temperaturas foram abaixo de 12,2°C em todas as cidades paranaenses. Apenas Loanda, Apucarana e as cidades do Litoral tiveram temperatura mínima acima de 10°C. Entre as estações meteorológicas do Simepar, entretanto, apenas uma registrou temperatura negativa: Palmas teve -1,1°C. Campo Mourão registrou 3°C e Cândido de Abreu 3,6°C no amanhecer - as menores temperaturas de 2026 até o momento nestas estações.
Esta massa de ar frio teve menos força do que as registradas entre 11 e 13 de maioo e 24 e 25 de junho deste ano, quando os recordes de temperatura mínima do ano foram constatados nas outras estações do Simepar. Ao longo do dia, ela enfraquece, as temperaturas ficam mais amenas e não são esperados novos recordes de temperatura mínima nesta semana.
“A atuação de um sistema de alta pressão sobre o Paraná inibe a formação de nuvens e favorece a maior incidência de radiação solar, contribuindo para a elevação das temperaturas durante a tarde. Embora o resfriamento volte a se intensificar no período noturno, as temperaturas mínimas previstas para a manhã de quinta-feira deverão ser ligeiramente superiores às registradas hoje”, explica a meteorologista do Simepar, Bianca de Angelo.
As condições do tempo mudam a partir de sexta-feira (10). O Simepar já monitora o retorno das chuvas ao Paraná. “Um sistema de baixa pressão se intensifica no Paraguai e forma um cavado meteorológico sobre o Paraná, gerando uma atmosfera instável a partir de sexta. A chuva mais intensa, porém, ocorre no sábado, com destaque para o Sudoeste, Oeste e Noroeste, onde é prevista chuva de moderada a forte intensidade, com tempestades pontuais”, afirma Bianca.
A chuva chega a todo o Paraná ao longo do sábado (11), porém com menor intensidade do que o previsto para a faixa oeste.
Por - Simepar
Tatiane dos Santos sentiu dores "estranhas", procurou ajuda médica por acreditar que estava com pedras nos rins, mas acabou descobrindo estar grávida e deu à luz, no mesmo dia, a pequena Louise Emanuelly, que nasceu saudável.
Tudo isso aconteceu em um intervalo de 12 horas, no Noroeste do Paraná. Tatiane, que não é mãe de primeira viagem, contou ao g1 que teve uma gestação de 39 semanas sem notar nenhum dos sinais que uma gravidez pode trazer. Segundo especialista, não perceber a gravidez é raro, mas pode acontecer por fatores variados. Veja explicação mais abaixo.
"Vivi minha vida como se não houvesse amanhã. [...] comi normal, fui trabalhar normal, tudo normal", ela lembra.
Nesta terça-feira (7), Louise completou 15 dias de vida. Ela nasceu em 22 de junho. Na ocasião, a mãe lembra que acordou às 5h sentindo uma forte dor nas costas, que irradiava até o "pé da barriga". Por conta da intensidade, decidiu ir ao hospital depois de arrumar os filhos, dois meninos de 11 e quatro anos, e deixá-los sob os cuidados da irmã, pois o marido iria trabalhar.
No hospital em Alto Paraná, Tatiane lembra que relatou à médica que havia realizado um tratamento para infecção urinária ao longo dos últimos seis meses e que acreditava estar com um cálculo se deslocando. Foi solicitado, então, que ela realizasse um ultrassom em uma clínica de Paranavaí, a 18 quilômetros da cidade.
O exame aconteceu às 14h20, e a surpresa veio logo no momento em que o médico iniciou o procedimento: "Tem um [bebê]. Você está com dor do parto", relembra Tatiane.
A partir da descoberta, a mãe ainda passou por outra transferência até a Santa Casa de Paranavaí, onde Louise nasceu de parto normal e sem intercorrências. Ela veio ao mundo com 3,335 quilos e 48 centímetros.
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Tatiane afirma que deu à luz Louise sem ter sintomas clássicos de uma gravidez. — Foto: Arquivo pessoal
Nome 'no susto' e pai surpreso
O nome Louise Emanuelly foi escolhido "no susto", a partir de uma sugestão da irmã de Tatiane, tia da bebê. Outras mulheres que estavam no hospital onde o parto aconteceu também tentaram ajudar na missão.
"Na hora você não consegue raciocinar tudo", lembra a mãe.
O pai da bebê, que é marido de Tatiane há 12 anos, estava trabalhando quando tudo aconteceu. O local do serviço não possui sinal de telefonia e não foi possível fazer contato com ele, por isso, ele só soube da gravidez e nascimento às 20h, três horas após o parto.
"Ele ficou se sentindo surpreso, de boca aberta. Ele falou que não imaginava", contou.
Tatiane disse que não imaginou que estava grávida porque não identificou os sintomas, como aconteceu nas duas primeiras vezes que engravidou. Ela destaca que não percebeu a falta da menstruação, por ter um ciclo irregular e com pouco fluxo.
Outros sintomas, como alterações no peso e no físico, também não foram notados.
"Como eu sou bem 'fortinha', a barriguinha não tinha, porque ela continua aqui [...] Louise ficou bem quietinha, escondidinha, não mexeu nem nada."
Médico faz alerta
O g1 procurou um especialista - que não realizou atendimentos a Tatiane ou a Louise - para entender se é possível uma gravidez acontecer sem a mulher perceber.
O ginecologista e obstetra Gustavo Vitorino explicou que não saber da gravidez é muito raro, porque gestações, no geral, são marcadas por sensações "desagradáveis", como náuseas e cólicas.
O médico relatou que tais sintomas não são obrigatórios, mas que as mulheres, normalmente, acabam identificando que estão grávidas por conta do atraso da menstruação. Há, porém, "casos menos comuns" de mulheres que têm esta percepção alterada pelo sobrepeso e irregularidade menstrual.
O médico também alertou que não identificar uma gravidez faz com que mãe e bebê não passem pelo acompanhamento do pré-natal, gerando riscos que podem ser identificados ainda nesses exames.
Por G1

























