A amplitude térmica de outono está cada vez mais presente. Nesta semana, as temperaturas no amanhecer foram as mais baixas do ano em algumas cidades paranaenses, enquanto à tarde as máximas seguiram passando dos 30°C em várias regiões. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, no próximo domingo (26) a situação vai mudar: a massa de ar seco que predomina no Estado dará lugar a uma frente fria, que trará chuva para todas as regiões e uma massa de ar frio, capaz de reduzir as temperaturas máximas nos próximos dias.
Na quinta-feira (23), a estação meteorológica do Simepar em Cambará registrou sua temperatura mais baixa de 2026 até o momento: 13,2°C. Nesta sexta-feira (24), foi a vez da estação de Umuarama bater seu recorde de mínima deste ano, até agora: 14,6°C. O tempo segue estável e a baixa cobertura de nuvens favorecerá a elevação das temperaturas à tarde, com grande amplitude térmica.
Na metade Oeste do Paraná, elas podem ultrapassar os 30°C, especialmente em cidades como Altônia e Umuarama. No Norte as máximas ficam também próximas dos 30°C. No Litoral as temperaturas não passam dos 27°C. Nos Campos Gerais, Centro-Sul e na Região Metropolitana de Curitiba, as máximas variam de 23°C a 27°C. À noite, voltam a reduzir bastante.
O tempo começa a mudar em algumas regiões no sábado (25). “O avanço de um cavado meteorológico sobre o Sul do país aumenta a instabilidade e favorece a ocorrência de pancadas de chuva irregulares no Paraná. Devido ao posicionamento desse sistema, as regiões Sudoeste e Centro-Sul apresentam maior probabilidade para formação de áreas de instabilidade”, explica Bianca de Angelo, meteorologista do Simepar.
MADRUGADA DE DOMINGO – Nas demais regiões ainda predomina o céu aberto. Especialmente em cidades do Norte e Noroeste, as temperaturas seguem elevadas e superam os 30°C. As altas temperaturas à tarde devem mudar somente a partir da próxima semana, devido ao avanço de uma frente fria pelo Sul do Brasil ainda no domingo.
“As chuvas começam já na madrugada de sábado para domingo, atingindo principalmente o Oeste e Sudoeste. São esperados episódios de chuva de moderada a forte intensidade, acompanhados de trovoadas. Ao longo do dia, as áreas de instabilidade avançam gradualmente e, durante o inicio da tarde, a previsão é de que todo o Estado seja atingido”, afirma Bianca.
O calor será combustível para a formação de tempestades pontuais em algumas cidades neste período. Os maiores volumes de chuva são esperados na faixa Oeste e cidades de divisa com Santa Catarina, e os menores no Norte e no Leste do Paraná. Na segunda-feira (27), as instabilidades ainda persistem, principalmente sobre o Centro-Norte do Estado. Temporais isolados não estão descartados, mas devem ocorrer de forma mais localizada.
Depois da frente fria, uma massa de ar frio chega ao Paraná e o destaque no início da semana será a queda nas temperaturas máximas, que não devem ultrapassar os 26°C em nenhuma região.
ALERTAS – É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar.
Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp, é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
ALÍVIO – A chuva trará alívio para a seca que já atinge todo o Paraná desde março, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, elaborado em parceria com o Simepar. Com exceção de Guaíra e Santa Helena, que registraram um acumulado de mais de 10 mm de chuva ainda nesta semana, não chove mais de 10 mm em um único dia desde 18/04, em Altônia; 17/04 na Marumbi Base; 13/04 em Paranavaí; 12/04 em Assis Chateaubriand, Cruzeiro do Iguaçu, Capanema, Cianorte, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, General Carneiro, Laranjeiras do Sul, Loanda, Maringá, Palmas, Palotina, Pato Branco, Pinhão, Nova Prata do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Toledo, Ubiratã e Umuarama; 10/04 na Marumbi Pico e em Guaraqueçaba; 08/04 em Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cerro Azul, Cornélio Procópio, Guarapuava, Fazenda Rio Grande, Jaguariaíva, Santa Maria do Oeste, Paranaguá, Ponta Grossa e Telêmaco Borba; 07/04 em Apucarana, Cascavel, Londrina e União da Vitória; 06/04 em Antonina e Guaratuba; 05/04 na Lapa; e 04/04 em Cambará.
A situação é mais crítica em Santo Antônio da Platina, onde só choveu um volume acumulado acima de 10 mm no primeiro dia do ano; em Curitiba, onde não chove mais de 10 mm em um único dia desde 15/02; em Irati, onde não há o mesmo volume de chuvas desde 26/02; em Pinhais, que não registra este acumulado desde 12/03; e no Distrito de Horizonte, em Palmas, que não tem mais de 10 mm em um único dia desde 17/03.
“Tivemos vários dias consecutivos secos em março, e temperaturas mais altas do que a média. Com a chuva de domingo os índices de umidade que estavam baixos voltarão ao normal, melhora a qualidade do ar, o solo fica um pouco mais úmido, mas a condição de seca continua no Paraná”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar que participa da elaboração do Monitor de Secas.
Por- AEN
Sob o tema "Para cada geração, as vacinas funcionam", é celebrada, entre os dias 24 e 30 de abril, a ‘Semana Mundial da Imunização’. A campanha de 2026 traz em sua temática o reforço da informação de que a vacinação não é apenas uma proteção individual, mas um escudo coletivo que garante um futuro mais saudável para crianças, adultos e idosos.
As vacinas são consideradas um dos maiores avanços da ciência moderna. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a imunização previne de 3,5 milhões a 5 milhões de mortes anualmente em todo o mundo e, além de salvar vidas, pode evitar sequelas permanentes, como as decorrentes da paralisia.
“As vacinas funcionam à medida que permitem ao nosso corpo identificar o vírus ou bactéria invasores, sem o risco de contrairmos a infecção. Com esse contato com a vacina, nosso sistema imunológico produz anticorpos, que garantem que se formos expostos ao patógeno no futuro, as nossas células vão reconhecer esse invasor e iniciar a defesa”, explicou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Ainda segundo o secretário, a Semana Mundial de Imunização é um chamado à população para atualização do esquema vacinal. “É um lembrete para verificar se a caderneta de vacinação está em dia. É uma iniciativa simples que reforça o compromisso coletivo com a saúde”, afirmou.
O Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde prevê vacinações essenciais à coletividade, pois visam controlar doenças de alto risco para a saúde pública, algumas inclusive com histórico de surtos e epidemias. As vacinas integrantes do Calendário são disponibilizadas gratuitamente em mais de 1.800 salas de vacinação em todo o Paraná. Entre as principais vacinas estão a BCG, que combate as formas graves de tuberculose; a vacina contra Hepatite B; a Pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae b; as vacinas contra poliomielite, e Tríplice Viral, contra sarampo, caxumba e rubéola, e a vacina contra febre amarela, aplicada em regiões endêmicas.
Para atualizar sua carteirinha, basta procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima. A vacinação é gratuita, segura e um direito de todos.
Por - AEN
O trabalho pericial tem um aliado de quatro patas no Paraná. Treinado para detectar vestígios mínimos de sangue em cenas de crime, o Raman, um cachorro da raça pastor-belga, já se destaca como um recurso inovador — e altamente eficiente — no apoio às perícias. Segundo cão no Brasil preparado para esse tipo de atuação, ele acumula um histórico notório: atuou em 11 locais de crime e contribuiu positivamente em todos.
“A diferença do trabalho do cão para as outras tecnologias é essa: o ambiente pode ser grande e a varredura dele é muito eficiente. Às vezes o local é muito grande, a mancha é muito pequena ou está escondida, ou já tentaram limpar, então fica difícil para o perito encontrar visualmente”, afirma a perita oficial da Polícia Científica do Paraná (PCIPR), uma das responsáveis pelo treinamento do cão, Viviane Zibe.
Na prática, o trabalho do Raman funciona como um direcionador da perícia. Ao marcar um ponto específico, ele orienta o perito, que então aplica técnicas como o uso de reagentes ou coleta de materiais para análise laboratorial. Quando se trata de objetos, como roupas ou armas, eles são recolhidos e enviados para confirmação em laboratório de genética.
Integrado à rotina, Raman é acionado sempre que há necessidade de localizar possíveis vestígios de sangue, especialmente em situações em que o trabalho humano enfrenta limitações. A dinâmica começa com a solicitação da Polícia Civil ao perito de local, que, diante de cenários complexos ou de difícil análise, pede o apoio do cão.
Os resultados até agora reforçam a eficácia do perito de quatro patas. Em buscas realizadas em veículos, residências e até em uma área de mata, Raman apresentou um índice de acerto total. Em quatro carros analisados, indicou corretamente a presença de sangue em um deles — confirmado posteriormente — e não sinalizou nos outros três, onde nada foi encontrado.
Já em outras ocorrências em cinco casas diferentes, marcou positivo para sangue em quatro, todas com confirmação posterior, e não indicou vestígios em uma, onde também não havia sangue.
FARO EM GRANDES ÁREAS — Um dos casos acompanhados pelo Raman ocorreu em uma área de mata, com grande extensão e vegetação densa, o que dificultava a localização de vestígios apenas por análise visual. Nessas condições, o uso do faro foi determinante para direcionar o trabalho pericial.
“Era um lugar muito grande, cheio de árvores, e seria muito difícil o perito encontrar visualmente. O Raman marcou o sangue no sofá que estava fora da casa, pegou o rastro do odor e, num local bem distante, encontrou as roupas da vítima.” explica a perita oficial da PCIPR.
O material foi coletado e encaminhado para análise em laboratório de genética, onde a presença de sangue foi confirmada, reforçando a precisão do trabalho e a utilidade do cão em locais de difícil varredura.
TREINAMENTO — O desempenho de Raman é resultado de um treinamento longo e contínuo, iniciado ainda em sua chegada à instituição, em 2023. O processo começou com etapas de obediência e adaptação, fundamentais para o controle em campo, e evoluiu para um preparo específico na detecção de sangue, dividido em fases. Primeiro, o cão foi exposto ao odor por alguns meses; depois, passou a identificar o cheiro em diferentes estímulos controlados; e, por fim, avançou para buscas em ambientes variados, com vestígios ocultos.
O treinamento segue em aprimoramento constante, acompanhando a complexidade das situações encontradas nas perícias.
Por - AEN
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) passou a adotar um novo modelo nas regras de prevenção contra incêndios e desastres desde a semana passada, com a atualização da legislação estadual. As mudanças, previstas na Lei nº 22.367/2025 e no novo decreto que a regulamenta, buscam reduzir a burocracia para empreendedores, ao mesmo tempo em que reforçam a segurança da população.
A proposta marca uma mudança de abordagem da corporação, que passa a atuar de forma mais orientativa e previsível, sem abrir mão do rigor em situações que representem risco à vida. O objetivo é facilitar a regularização de edificações e atividades econômicas, incentivando o cumprimento das normas de segurança. Medidas mais rigorosas, como evacuação e interdição, continuam sendo aplicadas com tolerância zero em situações que coloquem vidas em risco.
Entre os principais avanços está o tratamento diferenciado para atividades de baixo e médio risco. Estabelecimentos classificados como de baixo risco deixam de exigir licenciamento prévio para funcionamento, permanecendo sujeitos à fiscalização. Já as atividades de risco médio passam a contar com liberação imediata por autodeclaração, sem necessidade de vistoria prévia.
Outro ponto de destaque é a priorização da orientação antes da aplicação de penalidades. Com a criação da advertência escrita, responsáveis por imóveis terão prazo de até 60 dias para corrigir irregularidades que não representem risco iminente, sem aplicação imediata de multa.
A medida também incentiva a regularização voluntária, já que vistorias solicitadas pelos próprios responsáveis não resultam em autuação, exceto em casos graves.
A nova legislação também amplia os prazos para adequações estruturais. O Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TCAC) poderá ter duração de até 36 meses, com possibilidade de prorrogação, permitindo que empresas realizem intervenções de forma planejada, sem interromper suas atividades.
As mudanças incluem ainda a revisão na metodologia de cálculo das multas, tornando as penalidades mais proporcionais à gravidade das infrações, e novas regras para eventos temporários.
CAPACITAÇÃO E ORIENTAÇÃO – Como parte das ações da Missão Paraná VI, o CBMPR promove uma palestra voltada a proprietários de estabelecimentos, contadores, advogados, administradores e demais interessados que utilizam o sistema de prevenção para emissão de certificados de licenciamento e vistoria.
Com o tema “Alterações legais no Poder de Polícia Administrativa do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná”, o encontro vai abordar as mudanças na legislação e destacar como as novas regras tornam o processo mais ágil, ao mesmo tempo em que contribuem para edificações mais seguras por meio da regularização. A participação é aberta ao público, mediante inscrição prévia por formulário online. As vagas são limitadas.
Serviço:
Data: 24/04, sexta-feira
Horário: 13h30
Inscrições AQUI
Confirmação obrigatória até 23/04
Vagas limitadas a 126 participantes
Local: Auditório da SESP – Rua Coronel Dulcídio, nº 800, Batel – Curitiba
Por - AEN
Um projeto desenvolvido no Paraná está transformando a forma como doenças genéticas são diagnosticadas e tratadas no sistema público de saúde. Por meio do sequenciamento completo do genoma, pesquisadores, médicos e famílias já vivenciam impactos concretos na redução do tempo de diagnóstico e na definição de tratamentos mais precisos.
Coordenado no âmbito do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação em Saúde Pública de Precisão (NAPI SPP), uma iniciativa da Fundação Araucária, o estudo analisa o material genético de pacientes para identificar alterações associadas a doenças. As análises são realizadas no Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP), localizado em Curitiba.
Com investimento superior a R$ 10,9 milhões do Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária, o NAPI Saúde Pública de Precisão reúne 33 pesquisadores de 18 instituições e busca posicionar o Paraná na vanguarda da genômica clínica no Brasil.
“Essa rede colaborativa de pesquisa talvez seja uma das que mais impacta na qualidade do atendimento de saúde, não só do Paraná, mas do Brasil e internacionalmente", afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. "É, com certeza, um dos maiores desafios científicos e tecnológicos, e os resultados já alcançados demonstram o potencial dessa iniciativa, especialmente quando vemos casos concretos em que a pesquisa contribui para transformar e até salvar vidas”.
A expectativa é de que os resultados do projeto contribuam para a futura implementação da tecnologia como política pública no SUS, ampliando o acesso ao diagnóstico rápido e preciso para a população.
Segundo o articulador do NAPI SPP e pesquisador da Fiocruz Paraná, Fabio Passetti, a tecnologia permite uma avaliação detalhada caso a caso, auxiliando diretamente as equipes médicas na tomada de decisão clínica. “O sequenciamento do genoma completo possibilita identificar alterações genéticas específicas e, com isso, orientar o manejo clínico dos pacientes”, explica.
De acordo com ele, o projeto já apresenta resultados expressivos, especialmente em UTIs neonatais, onde a análise genética tem contribuído para diagnósticos mais rápidos e intervenções precoces, inclusive com indicação de transplante em casos críticos.
A partir do encaminhamento dos pacientes pela equipe médica dos hospitais e consentimento ético das famílias que desejam participar do estudo, é feita uma coleta de sangue e realizada a análise do sequenciamento de genoma completo no laboratório. “É completamente inovador, ainda não está implementado no SUS, mas temos conversado com o Ministério da Saúde e com a Secretaria Estadual de Saúde para que, em algum momento, se transforme de um projeto de pesquisa para uma política pública”, destaca Fabio Passetti.
Atualmente, o NAPI SPP reúne uma rede de dez hospitais do Paraná que atendem pacientes do SUS, com foco em casos sem diagnóstico definido e suspeita de doenças genéticas, como as doenças raras. Um dos principais avanços é a redução significativa do tempo de resposta: enquanto pacientes podem levar de oito a dez anos para obter um diagnóstico por métodos tradicionais, o sequenciamento genético pode apresentar resultados em até seis meses.
A aplicação da tecnologia se dá em pacientes destes hospitais hospitais parceiros, com autorização de familiares e encaminhamento pelas equipes médicas.
Para o neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, Daniel Almeida do Valle, a tecnologia representa um avanço decisivo na prática médica. “O exame permite diagnosticar pacientes que antes permaneciam sem resposta, além de organizar melhor o tratamento, evitar exames desnecessários e indicar terapias mais adequadas”, afirma.
Ele destaca ainda que o apoio da Fundação Araucária tem sido essencial para viabilizar o acesso a exames de alta complexidade no SUS. “Em muitos casos, conseguimos antecipar em anos uma investigação que talvez nunca chegasse a um diagnóstico sem o sequenciamento do genoma”, completa.
CIÊNCIA QUE SALVA VIDAS – A importância do exame também é sentida pelas famílias. A mãe da pequena Isabela, de seis meses, Karolyne Antonia da Silva de Paula, relata que o sequenciamento genético foi determinante para identificar a Síndrome de Gorlin na filha, após a descoberta de um tumor cardíaco ainda na gestação.
“Não sabíamos a condição real que o genoma nos proporcionou. Mostrou que ela tem uma condição genética que é o desenvolvimento de células desordenadas no corpo. Então, pode causar tumores na mandíbula, câncer de pele, tumor no coração, tumor no cérebro”, conta.
A coleta do sangue da bebê foi realizada no dia 31 de outubro de 2025 e no dia 05 de fevereiro de 2026 já receberam o resultado para encaminhamentos da equipe médica. Resultado que poderia demorar até dez anos foi obtido em em quatro meses. “A agilidade para realizar esse exame pode salvar a vida da minha filha. Com isso, ela consulta agora com mais especialistas, tem mais acompanhamentos. E caso surja algum tumor ou um câncer de pele, pode ser tratado precocemente”, afirma Karolyne.
PARA PARTICIPAR – Hospitais do Paraná que tenham UTI neonatal do SUS e queiram participar do projeto podem entrar em contato com o NAPI Saúde Pública de Precisão pelo e-mailEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
CENTRO DE SAÚDE PÚBLICA DE PRECISÃO – Lançado em 2020, o Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP) é uma iniciativa do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), sendo um dos principais objetivos para o Tecpar no Plano de Governo do Governo do Paraná (2023-2026). A unidade é especializada em sequenciamento genético para apoio a elucidação de doenças raras e outras condições genéticas complexas com foco em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Por - AEN
A previsão do tempo estimada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) aponta para a diminuição da temperatura nos próximos dias no Estado, com o termômetro partindo de 8ºC (mínima) na primeira semana de maio nos arredores de Curitiba. Clima ameno que indica a proximidade do inverno e dá início também à chamada temporada de montanhas no Paraná – o montanhismo cresceu 93,7% nas Unidades de Conservação do Paraná em cinco anos.
Apesar de não ter uma data fixa, é nessa época do ano, marcada pela combinação de dias frios e ambiente seco, que o número de visitantes cresce consideravelmente nos parques estaduais com montanhas. São três os pontos administrados pelo Instituto Água e Terra (IAT) mais procurados pelos aventureiros: Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras), Pico Paraná (Campina Grande do Sul e Antonina) e Serra da Baitaca (Piraquara e Quatro Barras).
No ano passado, por exemplo, o número de visitantes no Pico Paraná saltou de 346 pessoas em janeiro, no auge do verão, para 2.356 em maio, um aumento de 580%. No Marumbi, passou de 1.212 para 1.979 no mesmo período (+63%). E, na Baitaca, foi de 6.362 para 8.709 (+37%).
Aumento de público que demanda, consequentemente, reforço na orientação e proteção dos turistas para que o passeio, no fim, não se transforme em preocupação.
“A instrução é sempre seguir o protocolo de segurança elaborado pelo IAT. O montanhismo é uma prática progressiva, literalmente uma ‘escalada’, em que se alcança experiência aos poucos. Por se tratar de uma atividade de risco, o recomendado é obedecer aos regramentos e respeitar seus próprios limites. Essa é a garantia de uma boa experiência e do retorno seguro para casa”, diz o gestor do Parque Estadual Pico do Marumbi, Gabriel Camargo Macedo.
Entre outras recomendações, o manual estabelecido pelo órgão ambiental reforça a necessidade do preenchimento correto do cadastro obrigatório por parte dos visitantes já na entrada das UCs, antes ainda de iniciar o processo de escalada. Nesse momento, os visitantes recebem uma série de orientações, com a anuência de um termo de risco.
Entre as informações necessárias, os usuários precisam indicar contato de emergência, dados relacionados à saúde e preparo físico, informar sobre qual é a experiência em ambientes montanhosos, além da apresentação de equipamentos de segurança, como lanternas, apitos e pilhas.
A partir disso, os funcionários do IAT fornecem todas as instruções necessárias para a visita, como estar com vestimentas adequadas, água e alimentação suficientes, e recomendações sobre não entrar sozinho na Unidade de Conservação – o indicado é um grupo de no mínimo três pessoas. Para quem não possui experiência ou não conhece o parque, também é recomendada a contratação de guias ou condutores especializados. Ou, ainda, a realização das trilhas junto de alguém que conheça o local e já tenha feito o trecho anteriormente.
“Esse protocolo é obrigatório e a principal ferramenta em uma emergência ou resgate”, afirma Macedo.
Chefe dos parques estaduais Pico Paraná e Serra da Baitaca, Marina Rampim acrescenta outras regras que precisam ser respeitadas pelos turistas para um passeio sem sobressaltos. Uma delas, destaca, é a não permissão de sair das trilhas sinalizadas – nem caminhar sobre trilhos de trem, no caso do Marumbi.
Equipamentos de segurança, roupas adequadas e apoio de montanhistas mais experientes são outros tópicos essenciais do protocolo. “Além disso, é preciso conferir a previsão do tempo e evitar a visita em caso de chuva ou condições meteorológicas ruins”, orienta Marina.
MULTAS – Como consequência da desobediência às regras de boa convivência nas Unidades de Conservação, o IAT aplicou 29 Autos de Infração Ambiental (AIAs) nos três parques no primeiro trimestre deste ano, totalizando R$ 77 mil em multas. Houve, ainda, 19 notificações com advertência.
“Estamos atentos e vigilantes para orientar e, se for o caso, punir quem desobedece a legislação ambiental e coloca a vida em risco. O passeio tem de ser sempre em harmonia com a natureza”, afirma Marina.
Quer começar na escalada? Confira algumas dicas elaboradas por especialistas do IAT para um passeio com segurança:
- Comece pelas trilhas mais curtas, para conhecer suas limitações e adquirir experiência.
- Use botas adequadas para ambiente de montanha, para reduzir risco de escorregões e torções.
- Use, preferencialmente, calça e camiseta de manga longa para evitar arranhões.
- Sempre que possível vá com alguém que conhece a trilha.
Por - AEN

























