Chuva dá trégua no sábado e feriadão de Páscoa será de calor em todo o Paraná

Para muitos paranaenses, o feriado prolongado da Páscoa já começou nesta quinta-feira (02). Para quem vai viajar, a melhor opção é o período da manhã, quando o tempo ainda estará estável em todo o estado de acordo com o Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. A partir da tarde há previsão de chuva em algumas regiões, mas ela não dura o feriado inteiro: o sábado (04) será um dia excelente para aproveitar o calor previsto em todas as regiões do Paraná.

“Nesta quinta-feira, a tendência é de termos tempestades entre a tarde e a noite, principalmente entre o Norte, Campos Gerais, Centro-Sul e Leste do Paraná. No Noroeste, Oeste e Sudoeste, a chance de chuva até existe, mas são eventos bem localizados e de curta duração”, afirma Samuel Braun, meteorologista do Simepar.

As temperaturas na tarde desta quinta-feira (02) ficam mais altas no Noroeste, podendo chegar aos 33°C. Em cidades como General Carneiro, Guarapuava, Curitiba, Ponta Grossa e Guaratuba, as máximas ficam entre 24°C e 26°C. Na Sexta-feira Santa (03), também entre os Campo Gerais e a Região Metropolitana de Curitiba, o dia amanhece com alguns nevoeiros que perdem força rapidamente, e as temperaturas mínimas nesses setores ficam um pouco mais baixas, de 15°C a 17°C. As máximas sobem um pouco mais, e podem chegar aos 28°C.

Nas demais regiões, o sol predomina e esquenta bastante. Com relação às chuvas, na sexta-feira (03) a possibilidade é maior apenas para a região Leste, entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, principalmente no período da tarde. Já para o Sábado de Aleluia (04), a previsão indica baixa possibilidade de chuva para praticamente todo o Paraná. O tempo fica bastante abafado, com as temperaturas no interior chegando perto de 34°C entre o Oeste e o Noroeste.

Após a trégua de sábado, no domingo (05) a chuva volta ao Paraná. “A passagem de uma frente fria pelo oceano gera um pouco mais de instabilidades. Especialmente entre a região Norte, Centro-Sul, Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, a possibilidade de chuvas para o período da tarde e da noite aumenta bastante, inclusive não se descartando chuva um pouco mais forte de forma pontual”, ressalta Samuel.

ALERTAS - É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar.

Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.

Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.

 

 

 

 

 

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 Março foi mais quente e menos chuvoso do que a média histórica, aponta Simepar

As temperaturas do mês de março ficaram acima da média, e a chuva abaixo da média na maior parte do Paraná. Os dados consolidados do mês foram apresentados nesta quarta-feira (1.º) pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). 

As temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, ficaram dentro da média em toda a faixa Leste do estado, incluindo o Vale do Ivaí. No Centro-Sul, foram ligeiramente acima da média. Já no Oeste, Noroeste e principalmente no Sudoeste, as mínimas ficaram entre 1°C e 2°C acima da média histórica para março. 

A temperatura mais baixa registrada pelas estações do Simepar no Paraná em março foi no dia 14, em General Carneiro: 8°C. Algumas estações meteorológicas registraram suas temperaturas mais baixas de 2026 até o momento também no mês de março: 16,5°C em Antonina e 17,5°C na APPA, também em Antonina, além de 12,5°C em Curitiba, 10,9°C em Fazenda Rio Grande, 11,4°C na Lapa, 15,1°C na Marumbi Pico 11,8°C em Pinhais e 14,6°C em Guaraqueçaba no dia 3; e 14,6°C em Cambará no dia 2.

As temperaturas máximas, que ocorrem costumeiramente no período da tarde, ficaram próximas a ligeiramente acima da média na metade norte do Paraná e no Litoral. Da Região Metropolitana de Curitiba até o Oeste, na metade sul do estado, as máximas ficaram entre 1°C e 2°C acima da média – com destaque para cidades do Sudoeste que tiveram máximas entre 2,3°C e 2,8°C acima da média histórica para o mês. 

A temperatura mais alta registrada pelas estações do Simepar no Paraná em março foi no dia 30, em Capanema: 38,7°C. Algumas estações registraram suas temperaturas mais altas de 2026 até o momento também no mês de março: 32,3°C em Apucarana no dia 16; 30,3°C no distrito de Entre Rios, em Guarapuava, e 32,3°C em Ponta Grossa no dia 15; 33,2°C em Irati no dia 17; 28,7°C em General Carneiro, 31,1°C em Guarapuava e 28,6°C no distrito de Horizonte, em Palmas, no dia 29; e 31,5°C em Palmas e 33,7°C em Pinhão no dia 20.

Já as temperaturas médias, ou seja, a média de todas as temperaturas do dia, ficaram entre 1°C e 2°C acima da média no Sudoeste e Centro-Sul, e dentro a ligeiramente acima da média no resto do estado. 

“A ausência de chuva leva a maior predomínio de tempo seco e, por consequência, o sol predomina por mais tempo. Isso favoreceu com que as temperaturas, tanto ao longo das noites quanto das tardes, fossem mais elevadas que o comportamento normal. Os destaques foram o Oeste e o Sudoeste. Já a região de Curitiba ficou mais próxima da média histórica, e no Litoral as temperaturas acompanharam a climatologia da temperatura média”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

CHUVA - Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume de chuva histórico para o mês de março. Algumas delas registraram menos de 25 mm durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. 

Segundo Reinaldo, essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. Março é um mês de transição entre o calor, o tempo úmido e quente de fevereiro e de janeiro, para um mês mais seco em abril, mas esse ano as chuvas foram ainda mais irregulares.

“Houve precipitação muito abaixo do normal para a época do ano, reflexo da ausência de umidade que é advectada da região amazônica para o estado do Paraná, o que também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explicou.

Já a primeira estação meteorológica a atingir a média histórica de chuva em março de 2026 foi a que fica em Londrina. Dos 31 dias do mês, apenas 12 tiveram chuva na cidade, mas o volume foi alto. O município registrou um acumulado de 78 mm de chuva no dia 8, de 87,2 mm no dia 9, e de 38,2 mm no dia 10. Durante todo o mês choveu 262,4 mm, e a média para o período é de 139,4 mm.

Duas semanas antes do mês acabar, outras cinco estações também atingiram o volume médio histórico de chuvas para março. Em Cambará choveu 220,4 mm, e a média histórica para o mês é de 129,8 mm; em Cerro Azul choveu 164,2 mm, e a média histórica para o março é de 121,9 mm; em Cornélio Procópio choveu em março um volume acumulado de 208,8 mm, e a média para o mês é de 152,6 mm; em Fazenda Rio Grande choveu 113,6 mm, e a média é de 90,4 mm; e em Telêmaco Borba choveu 154,6 mm, e a média histórica para o período é de 113,2 mm.

Com a chuva da última semana, mais duas cidades atingiram a média histórica para março: em União da Vitória choveu 114,2 mm, e a média histórica é de 106,9 mm; e Maringá, depois de registrar 69,8 mm no dia 31, ficou com um volume acumulado total de 127,2 mm em março para uma média histórica para o período de 125,9 mm.

ESTIAGEM - Em algumas regiões, a falta de chuva já vem trazendo consequências desde os meses anteriores. “Com as chuvas abaixo da média histórica sendo registradas ao longo do mês de março, houve o agravamento da seca, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste do estado. A combinação de chuva abaixo da média, temperaturas elevadas, aumenta a evapotranspiração, e isso favorece com que a umidade do solo fique mais baixa, podendo acarretar transtornos para o setor agrícola”, ressalta Reinaldo.

Este ano, 14 municípios registraram ocorrências em razão da estiagem no Paraná. Segundo a Defesa Civil Estadual, 11 prefeituras já decretaram situação de emergência: Antonina, Borrazópolis,Capanema, Espigão Alto do Iguaçu, Iretama, Laranjal, Nova Prata do Iguaçu, Roncador, Santa Helena, Boa Vista da Aparecida e Santa Mariana.

O cenário mais crítico se concentra nas regiões Central, Oeste e Sudoeste do estado. Equipes do Núcleo de Atuação Regional (NAR), ligadas à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), acompanham a situação in loco e auxiliam com orientações sobre os decretos e a elaboração de projetos para obras de prevenção e recuperação com recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). 

Nos próximos meses o Governo do Estado fará a entrega de veículos, barracas, materiais de EPI (Equipamento de Proteção Individual), além de kits pick-up e moto-bombas para auxiliar no combate a incêndios florestais. 

“As previsões do Simepar nos orientam na condução de boas práticas junto aos municípios e na preparação interna para fortalecer o trabalho realizado nas prefeituras. Neste verão tivemos ocorrência de estiagem em algumas regiões, inclusive no Litoral onde costuma ser muito úmido neste período. Estamos percebendo na prática o avanço gradativo desse quadro em boa parte do Paraná”, explica o coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Ivan Fernandes.

 

 

 

 

 

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 Detran-PR divulga lista dos selecionados na segunda chamada da CNH Social

O Governo do Paraná, por meio do Detran-PR, publicou nesta quarta-feira (1º) a lista de selecionados na segunda chamada para o primeiro edital do programa CNH Social. O programa oferece gratuitamente aulas de condução de veículos e isenta os candidatos de todas as taxas relativas aos exames, testes teóricos e práticos.

Ao todo, foram selecionados 952 candidatos na segunda chamada, totalizando 4 mil selecionados na modalidade “Habilita”, voltada para a primeira habilitação nas categorias A (motos) ou B (carros). Para os candidatos que optarem pela categoria B, a CNH já virá com a observação EAR (Exerce atividade remunerada).

Agora, os candidatos selecionados na segunda chamada têm até o dia 9 de abril para confirmar o interesse pela vaga no portal próprio do programa www.cnhsocial.detran.pr.gov.br, onde também poderá acompanhar todas as etapas de sua formação através de uma linha do tempo.

PRÓXIMOS PASSOS - Após a confirmação de interesse na vaga, os candidatos já poderão agendar a biometria e os exames de aptidão física e de avaliação psicológica. Candidatos que têm a Carteira de Identidade no novo formato não precisarão passar pela biometria pois o sistema importa esses dados direto do Sistema Nacional de Identificação Civil (ICN), caso contrário, será necessário agendar na Ciretran mais próxima da sua casa.

Após a biometria e os exames, os candidatos devem realizar as aulas teóricas por meio do aplicativo CNH do Brasil, da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e emitir o certificado de conclusão do curso para estar apto a realizar o exame teórico na Ciretran mais próxima da sua casa.

Na última fase, após a aprovação no exame teórico, os candidatos serão distribuídos, de forma randomizada, para as autoescolas parceiras do programa de suas cidades, onde realizarão 10h/aula necessárias para o exame prático. Caso o candidato reprove no exame, ele terá direito a mais 5h/aula antes do primeiro reteste, de forma gratuita.

 

 

 

 

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 Cenário atual projeta aumento na remuneração do leite no Paraná, aponta Deral

O Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cenário de ajustes no campo. O destaque do período foi o setor leiteiro, que apresentou uma elevação de preços ao produto final. No varejo, o leite longa vida subiu 17% e o leite em pó 8,8%, com o produto comercializado a uma média de R$ 4,52.

Segundo o médico veterinário e analista do Deral Thiago De Marchi, o preço pago ao produtor ainda não acompanha a alta observada nas gôndolas dos supermercados, mas a perspectiva já é positiva. “O impacto não é imediato ao produtor por conta de prazos de pagamentos que seguem seus ritos nas indústrias. Mas a tendência é de que seja pago um valor maior pelo litro do leite entregue”, explica.

PROTEÍNAS – De acordo com o boletim, o segmento de proteínas animais segue demonstrando força, com destaque para a eficiência da suinocultura paranaense. Nos últimos dez anos, a produção de carne suína no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado mais relevante é que esse crescimento produtivo superou a ampliação do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cenário é similar, com a produção de carne crescendo 52,4% no mesmo período.

No mercado externo, as aves mantêm um desempenho exportador robusto, com o Paraná liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilhão, uma alta de 7,7% em faturamento. O Paraná responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo país. Já o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valorização do preço médio da carne "in natura", que subiu 97,8% em relação ao ano anterior.

CEBOLA – A cultura da cebola exemplifica o impacto positivo da tecnologia aplicada no campo. Mesmo com uma atual redução de 12,8% na área plantada em comparação a 2015, o Brasil registrou um aumento de 16,1% no volume colhido em 2024, que significa um incremento de 33,1% na produtividade. Tal movimento gerou reflexos nos preços recebidos pelo produtor e nos praticados para o consumidor final.

No Paraná, em 2026, o preço recebido pelo produtor saltou de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março, um crescimento de 44,9%. O consumidor também sentiu uma variação em menos de 30 dias. As cotações para a cebola pera nacional ao final de março estão 42,9% mais altas que no início do mesmo mês, de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg. 

MILHO - O plantio da segunda safra de milho 2025/26 caminha para o encerramento, atingindo 99% dos 2,86 milhões de hectares previstos. Apesar de 91% da área apresentar boas condições, o Deral alerta que o mês de março foi desfavorável para a cultura devido às chuvas irregulares e ondas de calor. Cerca de 8% das lavouras estão em condições medianas e 1% em situação ruim, o que já pode refletir um resultado final inferior ao inicialmente projetado para este ciclo.

MANDIOCA - Mesmo com um cenário desafiador e os altos custos de arrendamento, a mandiocultura do Paraná tem uma expectativa de um crescimento de 6% na área colhida para 2026, com a produção podendo superar a marca de 4 milhões de toneladas. O boletim ressalta que a cultura atravessa um período de ajuste estratégico. Com preços 21% menores neste primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, os produtores têm optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, visando ganhar em produtividade e compensar as margens estreitas.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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