O Governo do Estado alcançou em janeiro a marca de 13.267.053 mudas de espécies nativas distribuídas desde 2019 por meio do programa Paraná Mais Verde, em sete diferentes ciclos da ação ambiental coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável.
No primeiro levantamento, entre setembro de 2019 e setembro de 2020, o projeto entregou 1.807.379 pequenas árvores produzidas por 19 viveiros florestais e dois laboratórios de sementes sob responsabilidade do IAT. Número que saltou para 2.430.799 mudas no último ciclo fechado, de setembro de 2024 a setembro de 2025, um incremento de 34,5% nas doações.
De acordo com a Gerência de Restauração Natural do Instituto, as espécies mais buscadas pela população no período foram a Aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolia), Angico-gurucaia (Parapiptadenia rigida), Pitanga (Eugenia uniflora), Araçá (Psidium cattleyanum) e Araucária (Araucaria angustifolia).
Hoje vemos um crescimento exponencial na demanda por mudas de espécies nativas. Isso se dá tanto pelo maior entendimento sobre a importância da recuperação da vegetação quanto pela necessidade de cumprir exigências legais e compensações ambientais relacionadas ao licenciamento de obras e empreendimentos”, explica a bióloga da Divisão de Distribuição de Mudas Nativas do IAT, Roberta Scheidt Gibertoni.
Ela reforça os impactos positivos da restauração ambiental na qualidade de vida da população paranaense. “Ao plantar espécies nativas, estamos melhorando a qualidade do ar e da água, mitigando os efeitos das mudanças climáticas, protegendo a biodiversidade e promovendo saúde física e mental”, ressalta. “Além disso, a recuperação dos ecossistemas florestais cria espaços mais arborizados, propícios ao lazer e ao bem-estar”, afirma.
PARANÁ MAIS VERDE – O programa Paraná Mais Verde incentiva o plantio de mudas de espécies nativas do Paraná como forma de aliar o desenvolvimento ambiental, econômico e social, bem como incentivar a população a plantar árvores, seja em área urbana ou rural, para colaborar no equilíbrio do clima. As mudas são plantadas em locais que precisam ser recuperados ou mais bem arborizados.
São seis linhas de atuação: Revitaliza Viveiros, Viveiros Socioambientais, Incentivo a Espécies Ameaçadas de Extinção, Datas Comemorativas, Parques Urbanos e Poliniza Paraná.
VIVEIROS – Os viveiros administrados pelo Instituto Água e Terra estão localizados em São José dos Pinhais, Engenheiro Beltrão, Salgado Filho, Cascavel, Cornélio Procópio, Guarapuava, Fernandes Pinheiro, Ivaiporã, Jacarezinho, Morretes, Ibiporã, Mandaguari, Pato Branco, Tibagi, Pitanga, Paranavaí, Toledo, Umuarama e Paulo Frontin. Já os laboratórios de sementes ficam em São José dos Pinhais e em Engenheiro Beltrão.
COMO SOLICITAR – O trabalho dos viveiros atende a uma ampla gama de projetos e programas — estaduais e federais — voltados à recuperação da vegetação nativa. Entre eles, destacam-se o Programa de Regularização Ambiental (PRA), o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), o programa Paraná Mais Verde e o programa Asfalto Novo, Vida Nova. As mudas também são usadas em projetos de pesquisa, plantios voluntários, eventos e iniciativas de reflorestamento urbano e rural.
Os interessados podem solicitar mudas por meio do Sistema de Gestão Ambiental (SGA). O pedido passará por uma análise técnica do IAT. Caso seja aprovado, será encaminhado um e-mail ao requerente, com as informações do local de retirada das mudas e a documentação necessária.
Confira, ano a ano, a evolução da distribuição de mudas de espécies nativas no Paraná:
Confira as características das espécies mais procuradas para doação pela população do Paraná em 2025:
1) Aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolia)
Liderando o ranking, com mais de 115 mil mudas doadas em 2025, a Aroeira-pimenteira é um arbusto característico da Mata Atlântica, com altura de sete a dez metros e rápido crescimento. Seus pequenos frutos vermelhos, conhecidos popularmente como pimenta-rosa, são um atrativo para a avifauna local, o que ajuda na dispersão natural de sementes. A população de Toledo, no Oeste do Paraná, foi quem mais procurou a muda.
2) Angico-gurucaia (Parapiptadenia rigida)
Em segundo lugar aparece a Angico-gurucaia. Foram distribuídas cerca de 110 mil mudas da espécie em 2025, sendo Toledo, novamente, a cidade que mais recebeu. A espécie domina a mata típica do interior do Paraná, muito presente nas bacias hidrográficas do Estado. É de extrema importância para a recomposição de matas ciliares e muito indicada para ações de reflorestamento e preservação ambiental, podendo atingir até 1,4 metro na idade adulta.
3) Pitanga (Eugenia uniflora)
A Pitanga, terceira colocada da lista, é conhecida como pitangueira e famosa por seus frutos vermelhos que representam o quintal de muitas casas paranaenses. Mais de 90 mil mudas foram doadas da espécie, majoritariamente em Ortigueira, nos Campos Gerais. Na pitanga, as folhas e frutos são grandes chamativos para a fauna e atraem pássaros como sabiás e bem-te-vis. Além disso, a árvore ganha destaque por seu alto valor paisagístico.
4) Araçá (Psidium cattleyanum)
Mais de 87 mil mudas de Araçá saíram dos viveiros do IAT no ano passado. De fácil adaptação aos diferentes climas, a espécie habita do litoral até o interior do Paraná. Seus frutos, que podem ser amarelos ou avermelhados, são ricos em vitamina C e muito valorizados tanto para o consumo humano quanto para nutrir a vida silvestre. A árvore, considerada de porte pequeno/médio, pode atingir 6 metros de altura.
5) Araucária (Araucaria angustifolia)
Para fechar o top 5 não poderia faltar um imponente símbolo do Estado, a Araucária. Foram mais de 82 mil mudas doadas em 2025 do chamado Pinheiro-do-Paraná. Além de desenhar a paisagem típica local, a espécie garante o pinhão, alimento essencial para a fauna, em especial a gralha-azul, e uma das bases da nossa culinária de inverno.
Por - AEN
Pelo sexto ano consecutivo, o Paraná registra o maior percentual de nascidos vivos de mães que realizaram sete ou mais consultas de pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, o índice alcançou 89%, o melhor resultado desde 2020 e o mais elevado do País em toda a série recente. O índice supera a média nacional, de 79,2%, e reflete a estratégia permanente do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), de ampliar o acesso ao acompanhamento precoce, fortalecer a prevenção e assegurar cuidado contínuo às gestantes.
Os dados de 2025 do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) confirmaram a liderança estadual no ranking nacional de gestantes com sete ou mais consultas de pré-natal. Santa Catarina aparece na segunda posição, com 84,4%, seguida do Rio Grande do Sul, com 84,2%. Na outra extremidade, Roraima, Amapá e Acre registraram os menores percentuais, com 58,3%, 59,1% e 61,6%, respectivamente.
O pré-natal representa uma das ações mais eficazes da saúde pública para proteger mães e bebês. É nesse acompanhamento que se identificam precocemente fatores de risco, se orientam hábitos saudáveis e se monitoram as condições clínicas ao longo da gravidez, permitindo intervenções oportunas e redução de complicações evitáveis.
Condições como hipertensão, diabetes, obesidade e tabagismo podem influenciar diretamente o desenvolvimento da gestação. Quando reconhecidas e acompanhadas desde o início, tornam-se passíveis de controle, contribuindo para desfechos mais seguros, diminuição de internações e melhor qualidade de vida para mães e recém-nascidos.
Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, os resultados sustentados ao longo dos últimos anos demonstram mais do que um indicador assistencial. “O desempenho do Estado traduz uma política pública orientada pela proteção, pelo cuidado antecipado e pela garantia de um começo mais saudável para milhares de famílias paranaenses”, afirma.
No Paraná, a ampliação das consultas, o monitoramento contínuo e a integração dos serviços de saúde têm consolidado um modelo de cuidado que acompanha a gestante de forma próxima e permanente. Esse conjunto de ações fortalece a prevenção, reduz desigualdades de acesso e promove maior segurança ao longo de toda a gravidez.
“Esse destaque que o Estado tem recebido é mérito das equipes que reforçam a Política Integral à Saúde da Mulher Paranaense, garantindo atendimento humanizado e qualificado em todas as fases da vida”, complementa.
ASSISTÊNCIA PERMANENTE – Os indicadores apresentados pelo Paraná são resultado da implantação de princípios da Linha de Cuidado: captação precoce da gestante (até 12 semanas de gestação); estratificação de risco da gestação; acompanhamento no pré-natal, com no mínimo sete consultas e garantia de exames e atendimento na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) para as gestantes de risco intermediário e alto risco; vinculação da gestante ao hospital de referência e atenção ao parto, conforme risco gestacional; atenção ao puerpério e atendimento ao recém-nascido; planejamento sexual e reprodutivo, e promoção à saúde.
INVESTIMENTO E CAPACITAÇÕES – Nos últimos anos a Sesa adquiriu e distribuiu computadores, com impressoras e nobreak, para qualificação do processo de trabalho nos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Estado.
Também foram comprados e distribuídos equipamentos de ultrassom para assistência aos casos de medicina fetal, como conjunto de fetoscópio e torre de vídeo para a Atenção Hospitalar de Gestantes de Alto Risco, num investimento de R$ 5,5 milhões.
Além disso, municípios receberam recursos que variam de R$ 150 mil a R$ 300 mil para aquisição de aparelhos de ultrassons destinados à Atenção Primária à Saúde (APS).
No Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS Paraná (HOSPSUS), houve um incremento de 100% para custeio de partos por meio da Estratégia de Qualificação do Parto (EQP), aumentando o repasse para parto de risco habitual (de R$ 200,00 para R$ 400,00 por parto), partos de risco intermediário (de R$ 320,00 para R$ 640,00 por parto) e partos de alto risco (de R$ 100 mil/mês para R$ 130 mil/mês para cada hospital). Anualmente, os repasses somavam cerca de R$ 7,6 milhões para estes serviços. Agora, ultrapassam R$ 13,2 milhões ao ano, acréscimo 73,6%.
Como a qualificação profissional e a melhora na qualidade do atendimento à população são objetivos permanentes para a Sesa, o Estado também investiu na educação em saúde, ofertando bolsas de pós-graduação de enfermagem obstétrica, por meio da Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP).
POr - AEN
A redução do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 3,5% para 1,9%, em vigor desde o início do ano, deve injetar mais de meio bilhão de reais na economia do Paraná em 2026. A estimativa é de um estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) encomendado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) que analisa os impactos do corte na atividade econômica paranaense.
De acordo com a projeção, serão cerca de R$ 561 milhões a mais no PIB do Estado até o fim do ano a partir, principalmente, da economia gerada no bolso das famílias. Com o imposto 45,7% mais barato, sobra mais dinheiro para o cidadão aumentar o consumo. E é ao comprar material escolar para os filhos, uma roupa nova ou mesmo pagar a prestação do carro ou reformar a casa que a roda da economia gira.
Na prática, a lógica é simples: menos imposto significa mais dinheiro no bolso. E, quando isso acontece com milhares de pessoas ao mesmo tempo, o efeito vai muito além do orçamento individual e ele passa a movimentar toda a economia. E é justamente esse “dinheiro que sobra” que ajuda a explicar o meio bilhão de reais projetado para o PIB.
Como explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a redução do IPVA foi construída com esse ciclo virtuoso em mente. “Ao aliviar a carga tributária, sobra mais dinheiro no bolso do cidadão e ele vai gastar esse dinheiro a mais no comércio local, o que se transforma em estímulo para a economia do Paraná”, diz. “E esse aquecimento da atividade econômica gera outros efeitos positivos”.
É o caso dos empregos. Com o aumento do consumo local, a demanda por mão de obra se intensifica, possibilitando a criação de novas ocupações por todo o Estado. De acordo com o Ipardes, esses postos de trabalho tendem a ser sustentados pela expansão da renda disponível em virtude do imposto mais baixo. “É uma cadeia de bons resultados que o menor IPVA do Brasil possibilita”, acrescenta Ortigara.
Para entender melhor, imagine um contribuinte que pagava R$ 2 mil de IPVA e agora paga R$ 1,1 mil. Os R$ 900 economizados não ficam parados: eles podem virar compras no supermercado, um conserto no carro, um curso ou até um jantar fora. Para os negócios locais, isso significa mais receita. E mais receita pode significar mais contratações, expansão e novos investimentos.
“Dessa maneira, os ganhos sociais e econômicos que são propiciados pela redução da alíquota do IPVA comprovarão os efeitos positivos da condução de uma política fiscal racional e equilibrada pelo Governo Estadual, focada na diminuição da carga tributária”, afirma o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.
Essa projeção foi feita com base em um Modelo de Equilíbrio Geral Computável (MEGC), uma ferramenta que simula como diferentes setores da economia reagem a mudanças como essa.
SOLIDEZ ESTADUAL – A redução da alíquota do IPVA 2026 no Estado ocorreu devido ao equilíbrio fiscal do Paraná, comprovado pelos elevados ratings de agências internacionais, como Moody’s e Fitch, além da nota A+ na Capacidade de Pagamento (Capag), conferida pelo Tesouro Nacional.
Além disso, a política fiscal sólida e o quarto maior PIB do País, liderando a economia da região Sul e com um valor final de bens e serviços produzidos superando a marca de 6% do total nacional, também contribuem para a aplicação da medida de redução e consolidação do dinamismo econômico do Estado.
por - Agência Brasil
O outono inicia nesta sexta-feira (20), marcando a chegada de temperaturas mais amenas. A tendência é que haja uma baixa na imunidade por conta dessa mudança e, por isso, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a orientação sobre a atenção redobrada quanto aos cuidados com as principais doenças típicas do período, como a gripe, pneumonia, sinusite, entre outras que atingem as vias respiratórias.
O olhar atento com a saúde e prevenção devem acontecer durante todo ano, entretanto, nesta época e também durante o inverno, a atenção deve ser ainda mais reforçada devido ao aumento de problemas respiratórios, principalmente nos cuidados às crianças e idosos.
Habitualmente, neste período de março a maio, há a vacina para gripe e as pessoas devem ficar atentas para cumprirem o calendário e se imunizarem, como destaca o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “A vacina da gripe é importante. As pessoas que têm uma fragilidade maior ou são dos grupos prioritários devem ficar atentas. Todos os anos o imunizante é atualizado para garantir maior proteção à população”, afirma.
A chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da Secretaria da Saúde, Rosana Piler, explica que o outono costuma apresentar redução da umidade do ar e variações mais acentuadas de temperatura, fatores que contribuem para o aumento de poluentes e para o ressecamento das vias respiratórias. "Além disso, assim como no inverno, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus”, diz.
A Secretaria da Saúde orienta sobre os principais cuidados: hidratação, manter os ambientes arejados; higienização das mãos e, principalmente, a imunização em dia.
INCIDÊNCIA – Os dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) de 2025, referentes às internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que adultos com mais de 50 anos e crianças menores de um ano de vida foram os grupos que mais internaram por doenças respiratórias em 2025 no Paraná. Das 125.059 internações em casos de Influenza, pneumonias, bronquite e bronquiolite, 59.498 (47,6%) foram em pacientes com mais de 50 anos e 10.820 (8,7%) em crianças menores de um ano de idade.
VACINAS DISPONÍVEIS – Gripe, Covid-19 e pneumonia integram o grupo das doenças imunopreveníveis, ou seja, podem ser evitadas com o uso de vacinas que estimulam o organismo a desenvolver proteção específica contra seus agentes causadores. A imunização é uma das estratégias mais eficazes para prevenir e controlar essas infecções respiratórias e está disponível gratuitamente pelo SUS.
Confira algumas vacinas que ajudam a reduzir o risco de formas graves das doenças:
INFLUENZA (GRIPE) – A vacinação contra a Influenza (gripe) ocorre segundo duas estratégias, tendo grupos prioritários definidos para cada uma.
A primeira estratégia é de rotina para crianças a partir de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. As doses podem ser aplicadas ao longo de todo ano e, além disso, a fim de garantir a imunização de acordo com as cepas circulantes, deve acontecer no período de vacinação que ocorre anualmente. Para estes grupos, o Ministério da Saúde definiu meta de cobertura vacinal de 90%.
A segunda é a estratégia de campanha, período especial voltado para os grupos específicos, a serem anunciados na ocasião.
COVID-19 – A vacina contra a Covid-19 está disponível no calendário nacional para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes, sendo ofertada de forma rotineira nas salas de vacinação. Para idosos, a recomendação é de uma dose a cada seis meses. Já as gestantes devem receber uma dose em cada gestação, independentemente do histórico vacinal. Crianças nessa faixa etária devem completar o esquema com três doses, seguindo os intervalos recomendados.
A partir dos 5 anos, a criança passa a receber a vacinação pelo SUS dentro dos grupos prioritários, como pessoas com comorbidades, imunossuprimidos, trabalhadores da saúde, entre outros. A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para manter a vacinação em dia.
PNEUMONIA – Para a prevenção de casos graves da pneumonia, o SUS oferta três imunizantes: Pneumocócica 10 conjugada, disponível na rotina do Calendário de Vacinação da Criança de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já as vacinas pneumocócicas 23-valente polissacarídica e pneumocócica 13-valente conjugada são destinadas a pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, mediante avaliação e indicação dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Por - AEN
O Procon-PR começou nesta quinta-feira (19) a notificar postos de combustíveis por suspeita de aumento abusivo nos preços. Equipes da Coordenação Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor estiveram presencialmente em alguns endereços de Curitiba e também enviaram notificações para postos sediados nos demais municípios. A ação faz parte de movimento liderado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e ocorre em todo o País.
No documento entregue a donos de postos, o Procon-PR cita a Constituição Federal de 1988 e o Código de Defesa do Consumidor, que tratam de livre concorrência e proteção dos interesses econômicos dos consumidores, com “a coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados (art. 4º da Lei nº 8.078/90)”.
A notificação traz considerações sobre os conflitos que ocorrem entre os Estados Unidos e o Irã, que impactam na política internacional e no preço do petróleo.
“O Procon-PR tem o dever de proteger os diretos dos consumidores paranaenses. E se empresas estão aproveitando o atual cenário para cobrar preços abusivos na venda de combustíveis, serão notificadas e responderão por seus atos”, comenta o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge.
A coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, explica que a Senacon recomendou que os órgãos de defesa do consumidor de todo o País intensifiquem as ações de fiscalização para coibir elevações abusivas nos preços. “Por isso estamos fazendo essas notificações, e nossa orientação é para que os consumidores também fiquem atentos, não aceitem essa prática, pesquisem preços e busquem postos que cobrem valores adequados”, diz.
Os postos que forem notificados terão 20 dias corridos para apresentar esclarecimentos ao Procon-PR. Também terão de apresentar os custos de compras de distribuidoras a partir do dia 20 de fevereiro até a data da notificação, junto com notas fiscais, e informar os preços de venda à vista ao público consumidor com documentos fiscais que comprovem os valores. Outra informação demandada pelo Procon-PR é a data que ocorreu o repasse da isenção de impostos federais quando da aquisição de combustíveis perante a distribuidora.
Por fim, o documento informa que “o posto deve apresentar justificativa plausível para a elevação dos preços de venda ao consumidor praticados pelo estabelecimento, em específico para os combustíveis Gasolina Comum, Etanol e Diesel (Diesel S10 e Diesel S500), bem como a partir de qual data foi realizada a elevação”.
De acordo com o Procon-PR, a não prestação das informações configura crime de desobediência, previsto no Código Penal, e o infrator está sujeito a sanções administrativas contidas nos artigos 55 e 56 do Código do Consumidor, que prevê multa, suspensão de fornecimento e outras medidas.
POr - AEN
A Copel vai aumentar a capacidade de produção de energia nas suas duas maiores usinas hidrelétricas: Foz do Areia e Segredo, que ficam instaladas no rio Iguaçu, na região Centro-Sul do Paraná. Atualmente, a Copel conta, no total, com 6,2 gigawatts (GW) de potência instalada em hidrelétricas e eólicas e vai chegar a 8,3 GW com as ampliações, ou seja, uma ampliação de 33%.
A conquista aconteceu no 2° Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência, conhecido como LRCAP. O certame foi promovido nesta quarta-feira (18) pelo governo federal.
O investimento nesses empreendimentos será de R$ 3,6 bilhões em Segredo e R$ 1,3 bilhão em Foz do Areia. “Este é um momento histórico para a Copel e para o Paraná. Vamos retomar os investimentos estratégicos de geração hidrelétrica em nosso Estado, com duas grandes obras simultâneas, consolidando nosso Estado entre os maiores produtores de energia limpa e renovável do Brasil”, destaca o presidente da Copel, Daniel Slaviero.
Essas obras, as maiores da Copel na geração desde os anos 1990, contemplam a instalação de duas novas unidades geradoras de energia, as conhecidas turbinas, em cada usina. Hoje, Foz do Areia e Segredo somam 2,9 gigawatts (GW) de potência instalada. Isso é suficiente para atender 8,3 milhões de pessoas. Com as ampliações, serão mais 2,1 GW nas usinas, capacidade suficiente para atender mais 6 milhões de pessoas.
As obras começam este ano e devem gerar quase 2 mil empregos diretos no auge dos trabalhos. Pelos contratos firmados, as novas unidades geradoras devem estar prontas para operar em 2030.
“A vitória nesse leilão mostra a excelência da Copel ao buscar suas próprias oportunidades e desenvolver os melhores projetos para o país. E essa conquista só foi possível porque a Copel foi transformada em corporação e, assim, manteve as concessões das grandes usinas do Iguaçu”, completa Slaviero.
Os estudos para ampliação das usinas começaram em 2023, mas para se tornarem viáveis, havia uma série de etapas a serem vencidas. A mudança da Copel de empresa de economia mista para corporação garantiu à empresa o direito de renovar, em 2024, as concessões das usinas Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias por mais 30 anos. Com a concessão renovada, a Copel avançou com os projetos de ampliação, obteve as licenças ambientais e entrou na disputa do LRCAP com produtos competitivos.
FOZ DO AREIA – A Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, conhecida também como Foz do Areia, é a maior hidrelétrica operada pela Copel, com 1.676 megawatts (MW) de potência instalada.
O projeto de ampliação prevê que a potência instalada total da planta aumentará para 2.536 MW. A casa de força da usina, que hoje possui quatro turbinas, já está totalmente preparada para a instalação de duas novas unidades geradoras, cada uma com 430 MW. Esse projeto fará com que a usina Foz do Areia se torne a 8ª maior usina do Brasil.
Mirando no futuro e no crescimento da demanda por energia, os engenheiros da Copel que projetaram a usina, na década de 1970, incluíram dois poços adicionais na casa de força, além dos quatro que acomodaram turbinas e geradores instaladas à época. Foz do Areia está em operação desde 1980.
Essa estratégia do passado a coloca, hoje, em uma condição privilegiada para a ampliação. A necessidade de intervenção na estrutura é reduzida e os trabalhos devem se concentrar na montagem de equipamentos, reduzindo custos e tempo de obra, que está estimado em 40 meses. A conexão existente com a rede de transmissão também já comporta o aumento de produção de energia no local.
Por ser uma hidrelétrica com reservatório que tem grande capacidade de acumulação de água e situada a montante (rio acima) das demais hidrelétricas da bacia, Foz do Areia desempenha um papel fundamental para a segurança operativa do Sistema Interligado Nacional de energia elétrica, que abastece todo o país. Além da expressiva potência instalada, sua capacidade de armazenar água permite responder prontamente a picos de demanda, atuando como uma espécie de “bateria natural” do sistema.
SEGREDO – A Usina Hidrelétrica Governador Ney Aminthas de Barros Braga, conhecida como Usina Segredo, atualmente é a segunda maior hidrelétrica da Copel em potência instalada (possui capacidade de 1.260 MW). Está localizada no Rio Iguaçu, no município de Mangueirinha, a jusante da Usina Foz do Areia, e foi inaugurada em 1992.
Com a ampliação proposta, ela vai passar dos atuais 1.260 MW de potência para 2.526 MW, dobrando a capacidade de gerar de energia limpa e renovável, sem a necessidade de desapropriar nem alagar novas áreas, mantendo o reservatório como está atualmente. Esse incremento colocará Segredo na 9ª posição entre as maiores hidrelétricas do país.
Para aumentar a capacidade de geração de energia, a engenharia da Copel desenvolveu um projeto prevendo uma segunda casa de força a ser construída próximo à existente, em área que já pertence à empresa, para abrigar os novos conjuntos de turbinas e geradores.
Túneis escavados na década de 80 para desviar o rio e possibilitar a construção da barragem e que depois foram inutilizados, agora, serão reativados para levar a água do reservatório já formado até as novas turbinas. Isso evitará corte de vegetação nativa e, também, a interferência na rodovia PR-459, que passa sobre a barragem.
“A ampliação de Segredo é mais um exemplo de como a engenharia da Copel busca sempre inovar e deixar um legado para o Paraná de grandes empreendimentos que carregam a marca da sustentabilidade. Vamos dobrar a potência dessa usina com um projeto moderno, eficiente e com o menor impacto ambiental possível, aproveitando estruturas que já existiam e estavam sem uso desde a obra original”, destaca o diretor-geral de Geração e Transmissão da Copel, Rogério Pereira Jorge.
Será instalada, ainda, uma nova linha de transmissão de energia com 1,5 km de extensão, para levar a energia da nova casa de força até a subestação Segredo, que também será ampliada.
Está prevista também a reforma na Estação Experimental de Estudos Ictiológicos. É nesse espaço que acontece a reprodução em cativeiro de peixes nativos do Iguaçu para ações de repovoamento dos reservatórios da Copel. Pelo cronograma proposto, as obras, que já contam com licença ambiental de instalação, serão concluídas em até cinco anos.
LEILÃO – O LRCAP foi realizado com o objetivo de assegurar que o Sistema Interligado Nacional (SIN) tenha potência suficiente disponível para atender à demanda por energia nos momentos mais críticos. Disputaram o leilão empresas que tinham usinas hidrelétricas com projetos de ampliação de capacidade, usinas termelétricas a gás natural existentes ou novas ou a carvão mineral existentes.
A lógica é que, em momentos de pico de consumo ou de redução na oferta (como em períodos de escassez hídrica), o Operador Nacional do Sistema (ONS) precisa contar com um conjunto de usinas preparado para entrar em operação. Por isso, o LRCAP contrata disponibilidade.
“A Copel entrou nesse leilão com os melhores projetos para o País, os mais eficientes, fruto de um trabalho incansável de nossas equipes. A estratégia da Companhia está busca equilíbrio entre sustentabilidade, segurança energética e o menor custo para o consumidor brasileiro. Nesse sentido, apostamos na geração hidráulica pelo papel fundamental na estabilidade do setor elétrico”, afirma o vice-presidente de Estratégia, Novos Negócios e Transformação Digital, Diogo Mac Cord.
Para esse LRCAP, foram cadastrados 16 projetos hidrelétricos e contratados somente os cinco mais eficientes. O governo definiu quanta potência precisaria por ano de cada fonte e os empreendedores ofereceram projetos que poderiam entrar em operação naquele prazo, competindo por preço em cada rodada do leilão. O lance de cada empreendedor correspondia ao preço pela disponibilidade de potência da usina ao Sistema Interligado Nacional e venceu quem ofereceu os menores preços. Os contratos firmados têm vigência de 15 anos.
Por - AEN


























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