O vice-governador Darci Piana recebeu nesta quinta-feira (27) a visita de uma comitiva do Paraguai liderada pelo ministro da Indústria e Comércio, Javier Giménez de Zuñiga.
A pedido dos representantes do país vizinho, ele apresentou detalhes sobre projetos desenvolvidos pelo Governo do Estado voltados à atração de investimentos privados que podem ser replicados pelo governo paraguaio.
Entre as iniciativas discutidas, o foco principal foi nas políticas coordenadas pela Invest Paraná que oferecem incentivos para a iniciativa privada visando a instalação de novos empreendimentos no Estado. Piana destacou que, desde 2019, o Paraná recebeu já recebeu cerca de R$ 300 bilhões de investimentos privados graças a uma estratégia que combina incentivos fiscais com melhorias de infraestrutura, o que torna a produção local mais competitiva.
O vice-governador também lembrou que sete das dez maiores cooperativas da América Latina estão presentes no Paraná, e que elas são parceiras estratégicas do Governo do Estado na meta de fortalecer a agroindústria, o que gera mais valor agregado a toda a cadeia produtiva.
“O Paraguai é um grande parceiro comercial do Paraná, sendo um dos mais importantes importadores e exportadores, e hoje tivemos a oportunidade de mostrar aos ministros e embaixadores um pouco do que temos feito de bom aqui no Estado para estreitarmos ainda mais os laços de governo”, afirmou Piana.
“Acredito que compartilhar o conhecimento sobre o que temos feito, como o trabalho coordenado pela Invest Paraná junto ao meio empresarial, pode trazer benefício para os dois lados e gerar novas oportunidades de negócios”, acrescentou o vice-governador.
AGENDA CONJUNTA – Ao final do encontro, o ministro da Indústria e Comércio demonstrou otimismo com a continuidade das parcerias, o que deve acontecer a partir de uma nova visita da comitiva à sede da Invest Paraná. “Foi uma reunião magnífica. O vice-governador tem muita experiência em políticas públicas e entende a realidade do Paraguai”, disse Zuñiga.
Além do fortalecimento das políticas voltadas às parcerias público-privadas, também foram discutidos temas como a capacitação de jovens para o mercado de trabalho, investimentos em infraestrutura energética e a expertise da Sanepar na execução de obras voltadas à universalização do saneamento básico, temas em que, segundo o ministro, o Paraguai busca avançar.
“Queremos continuar nesta agenda de integração, aprendendo com o que o Paraná tem feito para promover o crescimento econômico e ampliação da infraestrutura, assim como oferecer aquilo que o Paraguai tem de bom”, concluiu o ministro paraguaio.
PRESENÇAS – Também acompanharam a reunião cônsul-geral do Paraguai em Curitiba, María Amarilla; e o embaixador do Paraguai em Brasília, Juan Ángel Delgagillo.
POr - AEN
Trinta anos depois, o alpinista Waldemar Niclevicz tem um novo encontro marcado com o Everest. Após se tornar o primeiro brasileiro a escalar em 1995 a maior motanha do mundo, o paranaense fará uma nova expedição ao pico no Nepal entre abril e maio deste ano. O novo desafio será patrocinado pela Companhia Paranaense de Abastecimento (Sanepar).
A escalada tem propósito ambiental e busca chamar a atenção do mundo para as questões da restauração ecológica, processo vital para a recomposição da flora, a recuperação de nascentes, o retorno natural da fauna e para a preservação de toda a biodiversidade.
Niclevicz iniciou a viagem NA quarta-feira (26) e fará a nova escalada acompanhado de outro alpinista, Pedro Hauck. Eles levam na bagagem uma bandeira com uma araucária que será mostrada do cume de mais de 8,8 mil metros de altitude, a exemplo do que Niclevicz fez com a bandeira do Brasil em 1995.
O alpinista e ambientalista diz que buscou a Companhia como parceira nesta iniciativa pois “reconhece o papel socioambiental da Sanepar na preservação ambiental, em especial na proteção dos recursos hídricos”. Por sua vez, a Sanepar entende que o propósito da expedição contribuirá para motivar ações de conservação e restauração ecológica, podendo restabelecer o equilíbrio ambiental de áreas degradadas.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destaca que iniciativas que buscam chamar a atenção e conscientizar sobre a importância da preservação ambiental e que possam se traduzir em benefícios para o meio ambiente merecem o incentivo da empresa e de toda a sociedade.
“Somos uma empresa que tem na sua essência a sustentabilidade e que trabalha em parceria com organismos, instituições e com a sociedade em ações e projetos com o propósito da conservação, preservação e restauração das florestas e dos cursos de água. Que o gesto do alpinista paranaense possa alertar e inspirar as pessoas e as empresas a se engajarem nas causas ambientais e que promovam a melhoria ambiental no planeta”, destaca Bley.
A escolha dos projetos de apoio e patrocínio da Sanepar segue critérios de identificação da proposta com a missão, visão e valores da Companhia. A diretora de Comunicação e Marketing, Melissa Ferreira, destaca que um desses critérios está associado à questão de educação ambiental. “A Sanepar busca incentivar iniciativas e ações que estejam vinculadas às políticas públicas do setor de saneamento, à conservação do meio ambiente, e de forma especial a preservação dos recursos hídricos”, explica.
RESERVA – O alpinista possui uma reserva, denominada Reserva Natural do Alpinista Waldemar Niclevicz, localizada no município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. É composta por 116 hectares, sendo 34 hectares de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), e foi implantada com o objetivo de restaurar um importante remanescente da floresta com Araucária, reintroduzir abelhas nativas e proteger as nascentes do rio Açungui, que forma o rio Ribeira de Iguape.
Por - AEN
Duas frentes frias trarão temporais ao Paraná nos próximos dias, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
A primeira delas está no Sul do Brasil, e trará impacto para as regiões paranaenses já nesta sexta-feira (28). Após o temporal, o fim de semana terá predomínio de sol até a chegada da segunda frente fria, prevista para segunda-feira (31).
“Pequenos núcleos de instabilidade se formam à dianteira do sistema frontal e se organizam em forma de linha de instabilidade, que avança rapidamente pelas regiões paranaenses ocasionando algumas pancadas fortes de chuva, raios e principalmente rajadas fortes de vento nesta sexta-feira. Isso pode trazer vários transtornos para certas regiões do estado como no Noroeste e Oeste paranaense, principalmente”, explica Lizandro Jacobsen, meteorologista do Simepar.
Também estão previstos temporais entre o Sudoeste e Centro-Sul do Estado entre a tarde e a noite de sexta-feira. No Leste do Paraná, entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, as chuvas chegam também no fim da tarde e início da noite, com menos severidade do que no Interior. "No Norte, especialmente na noite de sexta-feira, também ocorrem alguns temporais, mas de forma bem mais irregular do que nas outras regiões do Estado”, ressalta Jacobsen.
Na próxima semana, outra frente fria chega até o Paraná, e novamente estão previstos temporais em várias regiões do Estado. “É uma característica da frente fria, que é uma zona de separação entre duas massas de ar, uma de ar frio e outra de ar quente. Ela provoca redução da temperatura, aumento da nebulosidade, vendavais e temporais (chuva intensa, com raios e granizo)”, diz Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
SIMEPAR – Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas meteorológicas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até incêndios e secas.
Dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses estão disponíveis no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.
Por - AEN
A primeira safra de milho já superou em 90% a colheita e deve ter a maior produtividade média da história para a safra.
Essa é uma das informações trazidas na Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
A estimativa para a produção da primeira safra do milho é de 2,8 milhões de toneladas, 13% a mais que a do ano passado, que foi de 2,5 milhões, em uma área menor, de 268,3 mil hectares, e 9% a menos que em 2024, que foi de 294,3 hectares, isso com uma produtividade média de 10.627 quilos por hectare, a maior da história, que se destaca diante dos 8.582 kg/ha do ano anterior.
Segundo o analista do Deral Edmar Gervásio, o mercado está favorável ao produtor, que está recebendo em torno de R$ 70 a saca. “O produtor tem preços com alta acima de 40% quando comparado ao mesmo período do ano passado. E essa lavoura também teve um custo de implementação menor se comparado à anterior” afirma.
Mas os preços futuros tendem a ser menores. O analista do Deral também explica que a expectativa da safra mundial é boa e o plantio da safra dos Estados Unidos, maior produtor do cereal, inicia em abril e deve ter aumento de área.
Já as expectativas para a segunda safra da cultura não são tão boas. A falta de chuvas no mês de março, somada às altas temperaturas, deve afetar a safra que ainda está em desenvolvimento, mas que, por enquanto, apresenta uma estimativa de 15,9 milhões de toneladas.
SOJA – As condições climáticas continuam a rebaixar as expectativas para a safra de soja. O levantamento atual prevê 21,06 milhões de toneladas. Em fevereiro a estimativa estava em 21,18 milhões. A colheita dos 5,76 milhões de hectares alcançou 90% nesta semana, dando mais confiabilidade aos números.
“No início da safra era esperada uma produção de 22,23 milhões de toneladas, entretanto a irregularidade climática em boa parte do Estado impactou as produtividades”, destacou Edmar Gervásio. O fenômeno foi observado principalmente no Oeste e Norte do Estado. Essas duas regiões são responsáveis por 43% da área. Por outro lado, a região Sul tem surpreendido positivamente, com ganhos de produtividade.
Segundo o analista, a perda de 1,17 milhão de toneladas (5,3%) representa menos R$ 2,3 bilhões sendo transacionados no Estado, em valores atuais. “Mesmo com as perdas registradas no campo, a safra ainda é boa para o produtor, pois teve custos menores para o plantio e o preço médio de venda este ano é aproximadamente 13% superior ao de março de 2024”, disse Gervásio.
OLERICULTURA – A colheita da 2ª safra da batata apresenta boa produtividade, a safra de cebola foi encerrada com resultados revisados, e a primeira safra do tomate está em fase final de colheita com bom rendimento. A 2ª safra do tomate enfrenta desafios de produtividade. Em relação aos preços, o tomate se destacou com aumento no atacado, enquanto batata e cebola apresentaram quedas anuais significativas, refletindo condições de oferta e demanda.
A 2ª safra da batata já está 92% plantada e obteve uma evolução de 16% em quatro semanas, com uma estimativa de produção de 342,6 mil toneladas em 31,2 t/ha. Em relação aos preços, no atacado a batata apresentou uma queda anual de 58,33%. O preço nesta semana foi avaliado em R$ 55,00 a saca de 25 quilos, valor que, em março do ano passado, era de R$ 120,00.
A safra 2024/25 das cebolas foi encerrada com uma colheita de 129,1 mil toneladas em 3,2 mil hectares. Isso representa 2% a menos que fevereiro do ano passado. Por outro lado, a produtividade ficou em 39,8 t/ha, 2,3% a mais que o previsto. Em fevereiro o preço de atacado da cebola encontrava-se em R$ 22,32 a saca de 20 quilos, valor que no ano passado era de R$ 55,63, uma queda anual de 59,9%.
O tomate de primeira safra está praticamente todo plantado em uma área de 2,5 mil hectares. 99% já foram colhidos somando 156,8 mil toneladas das 170,9 mil toneladas previstas. A segunda safra já está 82% plantada e 32% colhida, com uma produtividade de 28,1 t/ha, número bem menor frente aos 75,1 t/ha previstos.
Isso impactou também os preços. No atacado, o tomate apresentou um aumento anual de 25%, mas também um aumento significativo mensal. A caixa de 20 quilos, que estava R$ 90 em fevereiro, aumentou para R$ 150 na última semana. Uma alta de 66,7%. Os bolsões de calor no início do ano somados à nova praga nos tomateiros podem ter contribuído para este cenário.
CULTURAS DE INVERNO – Como de costume, em março o Deral publica as primeiras intenções de plantio das culturas de inverno, como aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale, que apontam que em 2025 é possível que o Paraná produza 3,8 milhões de toneladas dessas culturas, 30% a mais que o ano passado, porém em uma área 15% menor, de 1,5 milhão para 1,2 milhão.
O feijão de segunda safra permanece estável em relação ao mês passado e boa para o produtor. A expectativa é colher 610,6 mil toneladas em uma área de 332 mil hectares.
Com as estimativas atuais e as primeiras previsões das culturas de inverno, documento também indica a estimativa da produção total de grãos no Paraná para 2025 em 45 milhões de toneladas – 19% maior que o ano passado – em uma área de 10,5 milhões de hectares.
BOLETIM – O Deral também divulgou nesta quinta-feira o Boletim de Conjuntura Agropecuária. Além de falar de alguns produtos que fazem parte da safra paranaense, o documento aborda a expectativa de melhores preços ao produtor de gado de leite, em razão da menor captação industrial e aumento nas exportações.
Também há texto sobre o recorde de abates de suínos em 2024, ainda que haja retração na produção de carnes devido à redução no peso médio dos animais. A produção de ovos no Brasil atingiu um recorde em 2024, com o Paraná mantendo a segunda colocação, com 459,114 milhões de dúzias.
Por - AEN
O Paraná é o estado que menos cobra Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Brasil em produtos da cesta básica, de acordo com o mais recente levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado nesta quarta-feira (26).
Vilões da inflação no país neste mês de março, alimentos como o ovo, café e as carnes têm o ICMS zerados no Paraná. Paraíba, Roraima e Sergipe são os estados em que o ICMS mais pesa sobre os produtos da cesta básica.
Dos 29 produtos mais consumidos no Brasil, 22 deles têm alíquota zero no comércio paranaense. Esse é um dado que impacta diretamente no bolso do consumidor, que tem um imposto a menos para pressionar o preço dos produtos.
Entre eles está o café, bebida que vem tirando o sono dos brasileiros. Conforme mostra o levantamento da Abras, apenas Paraná e Amapá isentam o produto que acompanha o brasileiro todas as manhãs. Nos demais estados, a alíquota varia entre 7% e 20,5%.
Essa desoneração faz com que o custo do café da manhã do paranaense seja significativamente menor do que comparado ao restante do País. Até porque o Estado também é um dos poucos que traz ICMS zero para o pão francês – medida que é acompanhada apenas pelo Espírito Santo – e também na farinha de trigo, ingrediente fundamental na maior parte das receitas matutinas. Neste caso, apenas o Amazonas também traz o imposto zerado.
Outros itens do cardápio matinal também se beneficiam com a alíquota zero paranaense, como o ovo, as frutas, a manteiga e a margarina. Quem é adepto do chimarrão também não tem com o que se preocupar, já que o Paraná é o único a não tributar a erva-mate em todo o Brasil.
Outro ponto de destaque no levantamento da Abras é que o Paraná segue sendo o único estado brasileiro em que todas as carnes são temperadas com a isenção do ICMS. “A proteína animal é parte fundamental do prato de qualquer brasileiro e, por isso, seu preço impacta tanto no orçamento das famílias”, diz o secretário de Fazenda, Norberto Ortigara. “Seja boi, frango, peixe ou suíno, a mistura está garantida no Paraná”.
No restante do País, apenas Amapá e Alagoas não cobram o ICMS das carnes bovinas, suína, ovina, caprina e de aves. Já os peixes são isentos também no Amazonas, Pará, Bahia e Tocantins.
“O Paraná vem fazendo sua parte há muito tempo. O ICMS é zerado sobre a maior parte dos itens da cesta básica desde 2019 e sempre mantivemos essa carga tributária reduzida em respeito ao cidadão paranaense, responsável pela produção de boa parte dos alimentos consumidos no Brasil”, explica Ortigara. “Não se trata de uma política de momento, mas de uma decisão construída em benefício da população”. Segundo ele, 500 mil produtos da cesta básica passaram a ser isentos no Estado ao longo dos últimos seis anos.
IMPACTO DO ICMS – O ICMS é o principal tributo estadual e o que mais impacta na arrecadação. Em 2024, ele representou 44,8% das receitas correntes do Estado, com um total de R$ 31,1 bilhões. Além de abastecer o caixa estadual para a manutenção de programas e serviços públicos, parte desse valor também é repassado para os municípios. Um quarto do montante arrecadado é distribuído entre as 399 cidades do Paraná, permitindo que esses recursos sejam aplicados em áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e transporte.
INFLAÇÃO DA COMIDA – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (27), revelou que os preços subiram cerca de 0,64% em todo o Brasil, número puxado principalmente pelos alimentos, que tiveram alta de 1,25% no período. E os maiores aumentos ficaram justamente com o ovo de galinha (19,44%), o tomate (12,57%) e o café moído (8,53%) — todos com ICMS zero no Paraná.
Por - AEN
Como medida preventiva, em função do risco de ingresso e disseminação da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) suspendeu a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, e reforçou que cada unidade da Federação pode decidir sobre a realização de exposições, torneios, feiras e demais eventos com aglomeração de aves.
A determinação faz parte da Portaria nº 782, de 26 de março de 2025, publicada nesta quinta-feira (27) no Diário Oficial da União. “Os produtores precisam continuar tomando todos os cuidados para não permitir que aves silvestres entrem nas granjas”, reforçou Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).
Segundo a portaria, os eventos que envolvem exposição de aves somente serão permitidos se o Serviço Veterinário Estadual autorizar, após avaliação da situação epidemiológica e a apresentação de um plano de biosseguridade pelos organizadores, com descrição de medidas de prevenção e controle para mitigar o risco de entrada do vírus.
Segundo Dias, a colocação de telas na parte superior dos locais de pastoreio de aves ao ar livre existia, mas tinha sido suspensa. “Agora volta a ter essa exigência em razão da possibilidade da entrada novamente da doença na América do Sul, no Brasil e especial no Paraná”, disse.
As suspensões terão duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogadas. Elas se referem a quaisquer espécies de aves de produção, ornamentais, passeriformes, aves silvestres ou exóticas em cativeiro e demais aves criadas para outras finalidades.
LITORAL – No Paraná, a Adapar realiza nesta semana uma operação de monitoramento das propriedades que têm galinhas de subsistência e acompanhamento das aves migratórias. A ação tem a finalidade de reforçar o trabalho de biosseguridade com objetivo de evitar surto de gripe aviária.
O Litoral é a porta para aves migratórias, que têm o potencial de carregar o vírus de outros países até o Brasil. O trabalho de monitoramento das aves é feito em parceria com o Centro de Estudos Marinhos, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A ação do Ministério e da Adapar tem em vista a ocorrência de vários surtos do H5N1 em algumas regiões das Américas, particularmente nos Estados Unidos. “É uma realidade que mais uma vez acende um alerta de preocupação aqui no Brasil e especialmente no Paraná, pois somos o maior produtor e o maior exportador de frangos do País”, disse Dias. “Temos de reforçar as medidas de biosseguridade das nossas propriedades”.
EMERGÊNCIA – Para possibilitar ações rápidas que mantenham em alta a vigilância, o Governo do Estado prorrogou em 25 de janeiro de 2025, pela terceira vez, o decreto de emergência zoossanitária no Paraná. A norma vale por 180 dias. A influenza aviaria é uma doença com distribuição global e ciclos pandêmicos ao longo dos anos, com sérias consequências para o comércio internacional de produtos avícolas. Desde que a doença foi confirmada pela primeira vez no Brasil, em 15 de maio de 2023, em uma ave silvestre, o Paraná registrou 13 focos, todos em aves silvestres.
Caso haja suspeita em relação a aves que possam estar com a doença, o serviço a ser acionado no Estado é o da Adapar, que tem escritórios em vários municípios. Devem ser comunicados comportamentos diferentes do usual nas aves, como complicações respiratórias, falta de ar, tosse, espirros ou fraqueza.
CERTIFICADO – Esta semana o Japão anunciou, durante visita de autoridades brasileiras ao país, a aprovação da regionalização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para influenza aviária por município. Com isso as restrições de exportação de produtos cárneos de frango e ovos para aquele país ficam limitadas apenas aos municípios onde houver detecção de foco e não mais ao estado todo.
PRODUÇÃO – Dados das Estatísticas da Produção Pecuária de 2024, do IBGE, apontam que o Paraná abateu 2,2 bilhões de frangos no ano passado, sendo responsável por 34,2% da produção nacional. Em relação à produção de carne, saíram do Paraná 4,756 milhões de toneladas.
Em volume de exportação de carne de frango, o Paraná também mantém o topo. Em 2024 foram enviadas pouco mais de 2,171 milhões de toneladas aos países parceiros comerciais. O Estado arrecadou US$ 4 bilhões.
Por - AEN