Estado bate meta e alcança 96,71% de cobertura na Atenção Primária à Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde apresentou os resultados referentes ao terceiro quadrimestre de 2025 em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), nesta terça-feira (7). O relatório, apresentado pelo secretário estadual César Neves, destacou o volume de investimentos na área e o cumprimento de metas estabelecidas no Plano Estadual de Saúde, principalmente da Atenção Primária. O documento consolida os dados de setembro a dezembro do ano passado, evidenciando o compromisso do Governo com a transparência e a eficiência na gestão pública.

Um dos principais destaques da apresentação foi o volume de procedimentos realizados na rede de saúde. A produção hospitalar do Sistema Único de Saúde, englobando unidades próprias e privadas contratadas, registrou mais de 111 mil procedimentos apenas no terceiro quadrimestre, totalizando um investimento superior a R$ 208 milhões nesse período.

Desse montante, a maior parte dos recursos foi destinada a procedimentos cirúrgicos, destaque para o programa Opera Paraná, o maior programa de cirurgias eletivas do País, com mais de 51 mil intervenções e R$ 128 milhões aplicados no período.

A área de saúde mental recebeu atenção especial no relatório, com mais de 561 mil atendimentos ambulatoriais no quadrimestre, o que representou um investimento de quase R$ 9,7 milhões.

O foco principal foi o acompanhamento em reabilitação física, mental, visual e múltiplas deficiências. Na esfera hospitalar, o tratamento de transtornos mentais e comportamentais contabilizou mais de 3,6 mil atendimentos, com recursos na ordem de R$ 4,4 milhões. Esses dados reforçam a estruturação da rede de apoio psicossocial em todo o território estadual.

Para o secretário César Neves esses indicadores consolidam o Paraná como referência nacional em diversos aspectos da saúde pública, evidenciando o compromisso da gestão estadual com a qualidade e a acessibilidade aos serviços de saúde oferecidos à população paranaense.

“Conseguimos melhorar nossa execução orçamentária. Isso faz com que as nossas prioridades fiquem mais claras”, explicou. “Aumentamos muito o quantitativo de metas atingidas. Chama atenção, também, com muito orgulho, que estamos conseguindo a melhor execução orçamentária da história da Secretaria de Estado da Saúde e também o menor quantitativo de restos a pagar”.

METAS E INDICADORES – A apresentação detalhou ainda o monitoramento dos indicadores de saúde da população, baseados no Plano Estadual de Saúde 2024/2027 e na Programação Anual de Saúde de 2025. O planejamento estratégico do Estado abrange cinco diretrizes principais, desdobradas em 24 objetivos e 88 metas.

Na Atenção Primária à Saúde, o Estado alcançou 96,71% de cobertura, ultrapassando a meta de 92,5%. O rastreamento de risco vascular em pessoas de 40 a 74 anos atingiu 216 mil atendimentos, superando a meta de 182 mil, enquanto a expansão da telessaúde chegou a 164 municípios, acima dos 150 planejados.

Na área de promoção da saúde, o Paraná registrou avanços expressivos em nutrição, com cobertura de 37,92% em avaliação do estado nutricional, e ampliação significativa de atividades físicas na atenção primária, com 68.629 atividades realizadas, quase o dobro da meta estipulada.

Os cuidados com a pessoa idosa também apresentaram progresso, atingindo 84,2% dos municípios na implementação da avaliação multidimensional, superando a meta de 80%.

Na saúde da mulher e atenção materno-infantil o Estado demonstrou resultados particularmente positivos. A meta de reduzir a proporção de gestações em adolescentes para 9% foi superada, ficando em 8,8%, enquanto o percentual de gestantes com pré-natal adequado atingiu 89,3%, superando a meta de 88,5%, o que faz do Estado do Paraná a unidade da Federação com o melhor pré-natal do Brasil pelo sexto ano consecutivo.

O Paraná também ultrapassou a meta de triagem neonatal, realizando o procedimento em 96,3% dos nascidos vivos com os quatro testes previstos.

O presidente da Comissão de Saúde Pública da Alep, deputado Tercilio Turini, avaliou positivamente a apresentação da Secretaria de Estado da Saúde. Ele ressaltou a importância do SUS como maior conquista social dos últimos 40 anos e enfatizou que cada novo serviço é uma garantia de acesso e atendimento para a população.

“Saúde é sempre um desafio enorme. Existe sempre um grande interesse, uma grande expectativa por parte da população. As metas foram praticamente todas atingidas e ficamos felizes com esses avanços, ampliando o atendimento e atendendo bem a população. A gente fica feliz de verificar que o Paraná avançou nesses últimos anos e, principalmente, no ano passado”, afirmou Turini.

INVESTIMENTOS PREVISTOS – Além da prestação de contas, os investimentos previstos para execução em 2026, anunciados recentemente pelo Governo do Estado, por meio da Sesa, foram reapresentados. Serão R$ 1,1 bilhão em investimentos voltados à ampliação de programas, antecipação de recursos para os municípios e criação de novas políticas públicas na área. O principal destaque é o aporte histórico de R$ 650 milhões, com recursos exclusivos do Tesouro Estadual, para o programa Opera Paraná, voltado à ampliação das cirurgias eletivas.

Também foram anunciados a incorporação, de forma inédita no País, do ultrassom morfológico para todas as gestantes atendidas pelo SUS, entre a 20ª e a 24ª semana de gestação; a ampliação do Teste do Pezinho; o lançamento do programa Bate-Bate Coração, que vai conectar equipes de hospitais de referência por meio de telessaúde para atender recém-nascidos cardiopatas e contribuir para redução da morbimortalidade infantil.

Haverá, ainda, investimentos em telessaúde, no Programa Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (Proaps), no Programa Estadual de Apoio à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), entre outros.

PRESENÇAS – Estiveram presentes na apresentação os deputados Luis Corti e Márcia Huçulak; o chefe de gabinete da Sesa, Ian Sonda; o diretor do Fundo Estadual de Saúde (Funsaude), Adriano Rissati; o diretor-superintendente do Complexo Hospitalar do Trabalhador, Guilherme Graziani; a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes; o diretor de Planejamento da Atenção Especializada da Sesa, Vinícius Filipak; e o diretor administrativo da Sesa, Carlos Batista Soares.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Apoio do Estado: curativo que identifica tipo sanguíneo em minutos passa por testes finais

Um projeto desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) propõe uma solução inovadora que pode transformar atendimentos de emergência: um curativo capaz de identificar o tipo sanguíneo em até dois minutos, diretamente no local, sem a necessidade de exames laboratoriais.

O projeto foi um dos finalistas do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), do Governo do Estado, que apoia pesquisas de universidades para que se transformem em serviços e produtos inovadores. As inscrições para o Edital atual seguem até 22 de abril.

Batizada de Blood-Aid, a tecnologia utiliza anticorpos impregnados em um material semelhante a um curativo comum, permitindo detectar os sistemas ABO (tipos A, B e O) e o fator Rh (positivo ou negativo) de forma rápida e visual. A leitura do resultado ocorre por meio da formação de letras e sinais no próprio material, facilitando a interpretação até por profissionais não especializados.

O projeto está na etapa final de desenvolvimento do curativo, com foco na otimização da visualização dos tipos sanguíneos para garantir uma leitura cada vez mais clara e precisa.

“Avançamos agora para a fase de validação, com a realização de testes rigorosos que assegurem a confiabilidade da detecção. Concluída essa etapa, o próximo passo será estabelecer parceria com o setor industrial para viabilizar a produção em larga escala e ampliar o acesso à tecnologia”, explica o coordenador do projeto e professor do Departamento de Microbiologia do Centro de Ciências Biológicas da UEL, Gerson Nakazato.

De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, o Programa Prime tem um papel estratégico ao aproximar a pesquisa científica das demandas reais da sociedade. “Ao apoiar iniciativas como o Blood-Aid, estamos incentivando não apenas a geração de conhecimento, mas a transformação desse conhecimento em soluções concretas, com potencial de mercado e impacto direto na vida das pessoas.

O Blood-Aid surge diante de um problema relevante: cerca de 40% da população brasileira não sabe qual é o seu tipo sanguíneo, informação essencial em situações críticas como acidentes com hemorragia, quando a transfusão precisa ser imediata e compatível.

A expectativa é que a inovação contribua para salvar vidas, especialmente em regiões com acesso limitado.

“Especialmente em regiões remotas ou de difícil acesso, não há suporte de laboratório clínico. Nessas situações, o curativo pode ser utilizado para identificar rapidamente o tipo sanguíneo antes de uma transfusão, contribuindo para decisões mais seguras. A tecnologia também tem grande potencial de uso em ambulâncias e atendimentos de emergência”, analisa a pesquisadora e também coordenadora do projeto, Renata Kobayashi.

Segundo o diretor de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, o Prime é uma política pública importante para consolidar a integração entre o ambiente acadêmico e as demandas do setor produtivo.

"Ao conectar o conhecimento gerado nas universidades às necessidades reais do mercado e da sociedade, o Prime contribui para acelerar tecnologias inovadoras como o curativo Blood-Aid, assegurando que o investimento público em pesquisa se transforme em produtos disponíveis para a população, com ganhos expressivos em redução de custos no sistema de saúde e fortalecimento da autonomia científica paranaense", afirma o gestor.

O projeto combina conhecimentos de hematologia, biotecnologia e nanotecnologia. Para aumentar a precisão da leitura, os cientistas utilizam nanopartículas de ouro associadas aos anticorpos, o que intensifica a visualização dos resultados.

Além do curativo, a equipe também desenvolveu um kit complementar de detecção sanguínea, que inclui sistema de coleta e aplicação do material. Parte superior do formulário

PRIME – O projeto foi um dos finalistas da edição de 2024 do Prime, com o recurso de R$ 181 mil. O programa é realizado em parceria entre a Fundação Araucária, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e o Sebrae/PR.

Ele é voltado para professores e estudantes de pós-graduação de instituições públicas e privadas que desenvolvem pesquisas com potencial de mercado, incluindo produtos, serviços e a melhoria de processos. Na edição 2026, estruturado em três etapas, oferece 150 vagas na fase inicial em um curso de formação empreendedora, e R$ 2 milhões em aporte financeiro distribuídos entre até 10 finalistas, com R$ 200 mil para cada projeto.

As inscrições no Prime edição 2026 são gratuitas e seguem até 22 de abril. O resultado da primeira fase será divulgado a partir de 29 de abril e as atividades do curso de formação estão previstas para começar em 6 de maio.

Além de pesquisadores, também podem participar empreendedores de startups paranaenses de base tecnológica que buscam desenvolver negócios de impacto a partir da inovação científica.

TRAJETÓRIA – Lançado em 2021, o Prime consolidou-se como uma política pública estratégica para a área de ciência e tecnologia no Paraná, conectando a produção acadêmica às demandas do mercado. Desde a primeira edição, 369 pesquisadores já participaram do programa. Em 2023, a iniciativa passou a contar com o aporte financeiro de R$ 200 mil para os finalistas, reforçando o compromisso do governo estadual em fomentar a inovação e incentivar a transferência de tecnologia das instituições de ensino e de pesquisa para a sociedade.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Ultrassom morfológico passa a ser ofertado a 100% das gestantes atendidas no Paraná

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), anunciou uma nova medida para as gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná: a universalização do exame de ultrassom morfológico. A partir de agora, 100% das gestantes atendidas pelo SUS nos 399 municípios do Estado terão direito ao procedimento de forma gratuita.

A iniciativa é um avanço significativo, uma vez que este exame específico não faz parte da tabela de procedimentos padrão do Ministério da Saúde. Para garantir o acesso, o Governo do Paraná investirá anualmente cerca de R$ 15 milhões em recursos próprios.

"Essa estratégia permite antecipar riscos e proporcionar um cuidado muito mais preciso e humanizado para as famílias paranaenses. É um reforço importante para a  Linha de Cuidado Materno Infantil, que foca na assistência integral desde o pré-natal, parto e puerpério e garante suporte especializado visando saúde e bem-estar para mamães e bebês”, enfatiza o secretário estadual da Saúde, César Neves.

Diferente da ultrassonografia comum, a morfológica deve ser realizada preferencialmente entre a 20ª e a 24ª semana de gestação. Ela funciona como um check-up detalhado do bebê, permitindo uma avaliação anatômica minuciosa da formação de órgãos vitais como coração, cérebro e rins e, ainda faz um acompanhamento bastante preciso do desenvolvimento e crescimento da criança.

O exame também é importante para a saúde materna, pois permite uma avaliação da posição e da circulação sanguínea na placenta, prevenindo complicações para a mãe.

REDUÇÃO DA MORTALIDADE – O principal objetivo da Sesa com esse investimento é a redução da morbimortalidade materna e infantil. Ao identificar malformações ou condições de risco precocemente, é possível encaminhar a gestante para tratamentos de alta complexidade em tempo oportuno.

Atualmente, o Paraná já custeia procedimentos cirúrgicos intrauterinos avançados, que são executados no Complexo do Hospital de Clínicas (CHC) da UFPR, com repasse anual de R$ 864 mil.

Com o novo exame garantido a todas as gestantes, problemas como a mielomeningocele e a síndrome de transfusão feto-feto podem ser corrigidos antes mesmo do nascimento, aumentando significativamente as chances de saúde do bebê.

BATE-BATE CORAÇÃO – O diagnóstico precoce das condições fetais proporcionado pelo ultrassom morfológico será fundamental também para antecipar assistência para recém-nascidos com cardiopatia congênita, dentro do projeto Bate-Bate Coração, que é uma iniciativa da Sesa em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe (HPP). Neste projeto, por meio de tecnologia interativa equipes médicas de diferentes regiões discutem casos em tempo real com especialistas do HPP que é referência nacional em cardiologia  pediátrica. O aporte no Bate-Bate Coração será de R$ 3 milhões.

LINHA DE CUIDADO MATERNO-INFANTIL – A oferta da ultrassonografia morfológica reforça ainda o protagonismo do Paraná na Atenção Primária à Saúde (APS). Pelo sexto ano consecutivo, o Estado lidera o ranking nacional de gestantes que realizam sete ou mais consultas de pré-natal.

Essas ações fazem parte dos atendimentos ofertados pela Sesa dentro da Linha de Cuidado Materno Infantil, que trabalha para a captação precoce da gestante (até 12 semanas de gestação); estratificação de risco da gestação; acompanhamento no pré-natal, e a garantia de exames e atendimento na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) para as gestantes de risco intermediário e alto risco; vinculação da gestante ao hospital de referência e atenção ao parto, conforme risco gestacional; atenção ao puerpério e atendimento ao recém-nascido; planejamento sexual e reprodutivo, e promoção à saúde.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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