A Polícia Civil do Paraná (PCPR), com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Guarda Civil Municipal (GCM), prendeu quatro pessoas durante uma operação que visava desarticular uma associação especializada no furto de veículos. A ação aconteceu na manhã desta sexta-feira (27), em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado.
Foram cumpridas 10 ordens judiciais, sendo três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. Segundo o delegado da PCPR Paulo Bittencourt Martins de Almeida, um quarto indivíduo foi detido durante as diligências.
Durante o cumprimento das buscas, foram apreendidos aparelhos celulares, ferramentas utilizadas para abertura de veículos e equipamentos eletrônicos empregados na decodificação e acionamento automotivo.
“As investigações tiveram início em dezembro de 2025 e se estenderam por mais de 30 dias. A apuração permitiu a identificação dos investigados e o mapeamento das atividades do grupo”, explica.
A operação integra ações de repressão ao furto de veículos na região de fronteira. As investigações continuam para identificar outros envolvidos. Aproximadamente 60 agentes de segurança pública participaram da operação.
Todos os capturados foram encaminhados ao sistema penitenciário.
Por AEN
Os residentes de Cirurgia Geral do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), vinculado à Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), passaram a contar com um novo componente na formação: o treinamento em cirurgia robótica realizado por telemedicina. A atividade conecta, em tempo real, os estudantes em Cascavel a um centro de treinamento cirúrgico em Campo Largo, onde os procedimentos são realizados em modelo animal (suíno), permitindo que os médicos desenvolvam habilidades técnicas com tecnologia de ponta.
A iniciativa insere a cirurgia robótica no currículo da residência em Cirurgia Geral, ampliando o contato dos alunos com recursos que já são realidade em centros médicos de referência no Brasil e no mundo.
Segundo o coordenador do curso de Medicina da Unioeste e da residência em Neurocirurgia do HUOP, Marcius Benigno dos Santos, a cirurgia robótica já é aplicada em humanos, especialmente em procedimentos como o tratamento de determinados tumores de próstata, com resultados que podem superar técnicas convencionais. No entanto, o treinamento dos residentes exige ambiente controlado e estrutura específica para garantir o melhor aprendizado e segurança para os estudantes e o paciente.
“Não é possível treinar diretamente em seres humanos. Por isso, o sistema inclui um simulador e o procedimento em suíno é realizado à distância. O cirurgião está em Cascavel, mas o ‘paciente’, nesse caso o suíno, está em Campo Largo. É uma telemedicina voltada ao treinamento, permitindo que o residente aprenda a manusear pinças, pedais e câmera”, explica.
Para o residente em Cirurgia Geral, Ricardo Ferreira, a experiência aproxima a formação oferecida com as práticas adotadas nos principais centros médicos do País. “Hoje, os melhores centros de referência estão se inovando com o robô. No hospital universitário, realizamos cirurgia aberta e por vídeo, e esse treinamento é uma forma de começar a ter contato com a tecnologia da cirurgia robótica”, afirma.
O estudante ressalta que a tecnologia não substitui o cirurgião, mas auxilia suas atividades. “O robô oferece uma visão melhor e movimentos mais precisos do que a videolaparoscopia. Isso torna a cirurgia mais confortável para o médico e mais segura para o paciente”, conclui.
O diretor da RoboDoc, startup envolvida no projeto, Jadson Siqueira, destaca o caráter inovador da iniciativa. A conexão é feita em tempo real entre Cascavel e Campo Largo, a quase 500 quilômetros de distância, para realização da cirurgia.
Segundo ele, a inserção destas tecnologias é um grande avanço curricular no curso de Medicina e nas residências. “É um programa inovador, no qual a Unioeste traz para dentro do currículo da graduação inteligência artificial, empreendedorismo e cirurgia robótica. Os alunos, já a partir do primeiro ano, começam a ter contato com tudo isso, para que ao longo dos seis anos do curso e também na residência, os estudantes possam usar o que há de mais moderno na tecnologia no aprendizado das disciplinas curriculares ao longo do curso”, diz.
O projeto envolve parceria entre a Unioeste, HUOP, Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti), o Hospital Ceonc e a startup RoboDoc, integrando universidade pública, iniciativa privada e Governo do Estado.
Segundo o reitor da universidade, Alexandre Webber, foram investidos R$ 1 milhão para inclusão da nova prática de aprendizagem. “É muito importante destacar o investimento realizado, trazendo novas práticas para o curso. A telemedicina robótica já é uma realidade no mundo, e agora temos em Cascavel, na Unioeste, essa inovação”, diz.
Por AEN
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) prevê destinar mais de R$ 3,5 milhões do Fundo Verde e de Equidade no Paraná ao longo de 2026. Considerando as três operações do banco na Região Sul, o volume previsto alcança cerca R$ 10,8 milhões neste ano, em uma iniciativa que reforça a estratégia da instituição de transformar parte de seus resultados em impacto socioambiental concreto. Ambas as cifras representam um crescimento superior a 50% em relação aos valores registrados no ano passado.
Anualmente, o BRDE direciona 1,5% de seus lucros líquidos a projetos voltados ao enfrentamento das mudanças climáticas, preservação ambiental e promoção da equidade social. O montante arrecadado é dividido de forma igualitária entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e cada agência conduz a seleção dos projetos por meio de editais, chamadas públicas ou parcerias estratégicas.
Entre 2021 e 2025, o valor total movimentado pelo fundo, nos três estados, ultrapassou os R$ 25 milhões. Parte do que foi destinado aos projetos paranaenses já está sendo direcionado aos beneficiários. Entre as iniciativas financiadas estão 16 pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras, desenvolvidas em instituições públicas e privadas de Ensino Superior do estado. A gestão técnica é conduzida pela Fundação Araucária, responsável pela operacionalização das inscrições e seleções.
As pesquisas contemplam temas como sustentabilidade e proteção da água, prevenção e controle da poluição, proteção e restauração da biodiversidade, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, transição para a economia circular, agropecuária resiliente e sustentável, além da promoção da equidade e inclusão econômica e cidadã. Cada projeto pode receber até R$ 200 mil.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o fundo consolida a estratégia da instituição de transformar resultados financeiros em impacto socioambiental estruturante. “O Fundo Verde e de Equidade traduz, na prática, a forma como o BRDE enxerga desenvolvimento: crescimento econômico com responsabilidade ambiental e inclusão, com benefícios concretos para o Paraná e para toda a Região Sul”, diz.
Em parceria com a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o fundo também destinou recursos para projetos voltados à preservação da Mata Atlântica. Por meio do turismo de natureza, do fortalecimento do protagonismo de comunidades locais e da valorização de negócios sustentáveis, a iniciativa busca conciliar conservação ambiental e geração de renda.
A agenda de segurança hídrica também integra as prioridades do fundo, por meio de parceria com a Fundação Grupo Boticário e a Fundação Araucária. Serão selecionados projetos envolvendo municípios do Sistema Integrado de Abastecimento Público da Grande Curitiba e da bacia hidrográfica do Alto Iguaçu.
“Nossa missão é transformar recursos públicos em conhecimento aplicado que aumente a resiliência das nossas cidades e proteja biomas essenciais. O apoio a projetos de adaptação climática e o desenvolvimento de ferramentas preditivas são fundamentais para que possamos nos antecipar aos impactos ambientais, garantindo segurança hídrica e alimentar”, afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.
O Fundo Verde também contempla uma iniciativa de geração e aquisição de créditos de biodiversidade, conduzida em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável do Estado do Paraná (Sedest), além de um projeto voltado à descarbonização da indústria, por meio de consultorias especializadas operacionalizadas pelo Serviço Social da Indústria (Sesi).
Para o diretor administrativo do BRDE no Paraná, Heraldo Neves, o fundo reforça o papel da instituição como agente de transformação socioambiental. “Só no Paraná temos uma diversidade de pautas englobadas pelo fundo que se alinham diretamente com alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS]. Ter esse referencial de diretrizes globais revela nosso compromisso com a Agenda 2030 e nos ajuda a mensurar os impactos com a assertividade que o tema merece”, acrescenta.
O superintendente d BRDE no Paraná, Paulo Starke, destaca que a seleção prioriza consistência técnica e capacidade de gerar resultados mensuráveis. “No Paraná, buscamos unir consistência técnica, capacidade de execução e potencial de impacto. O apoio a pesquisas, à preservação da Mata Atlântica, à segurança hídrica e à descarbonização da indústria reforça o compromisso do BRDE com soluções escaláveis e alinhadas às agendas de clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.”
Os demais projetos selecionados pelo Fundo Verde e Equidade, bem como os valores aportados e andamento das ações, podem ser conferidos em https://brde.com.br/fundo-verde/.
Por AEN
Foi realizado na tarde desta sexta-feira (27), em Laranjeiras do Sul/PR, o lançamento oficial da Campanha Sorte Premiada 2026 da Sicredi Grandes Lagos PR/SP. O evento reuniu lideranças da cooperativa, colaboradores e imprensa local para apresentar os detalhes da nova edição da campanha, que distribuirá mais de R$ 1 milhão em prêmios aos associados.
Participaram do lançamento o presidente Orlando Muffato, o diretor executivo Jardiel Cherpinski, o diretor de negócios Evandro Franco, além da equipe Sicredi e representantes da imprensa.
A campanha terá período de participação de 23 de fevereiro de 2026 a 10 de dezembro de 2026 e será exclusiva para associados da cooperativa. Ao todo, serão realizados quatro sorteios ao longo do ano, contemplando as 30 agências da Sicredi Grandes Lagos PR/SP — sendo 17 no Paraná e 13 no Litoral Paulista.
No Paraná, os sorteios incluem três vouchers de R$ 8 mil por agência ao longo do ano e, como prêmio final, uma Ford Ranger zero km. Já em São Paulo, além dos vouchers de R$ 8 mil e R$ 7 mil por agência, o prêmio final será um Volkswagen Taos zero km.
A cada nova negociação realizada durante o período da campanha — como nova associação, investimentos, consórcios, previdência privada, cartões de crédito, Open Finance, seguros, capital social, empréstimos, financiamentos e poupança — o associado recebe cupons para participar dos sorteios.
Segundo o presidente Orlando Muffato, a campanha reforça a essência do cooperativismo.
“A Sorte Premiada é uma forma de valorizar o associado que confia e realiza seus negócios conosco. Quanto mais ele participa, mais chances tem de ganhar. É uma campanha que fortalece o relacionamento e reconhece quem cresce junto com a cooperativa.”
O diretor executivo Jardiel Cherpinski destacou o planejamento da ação.
“A campanha está alinhada à nossa estratégia de crescimento sustentável, incentivando o uso consciente dos produtos e serviços financeiros e ampliando a participação dos associados no modelo cooperativo.”
Chegando à sua 6ª edição, a Sorte Premiada já se consolidou como uma das principais campanhas institucionais da cooperativa, estimulando o engajamento, fortalecendo vínculos e promovendo prosperidade nas regiões onde o Sicredi atua.
Por - Assessoria
Certificação foi concedida pela ABNT em parceria com o Instituto Nós Por Elas
A certificação concedida nesta quinta-feira (26) pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em parceria com o Instituto Nós Por Elas (NPE), ao reconhecer a Assembleia Legislativa do Paraná com o Selo Bronze de Boas Práticas no Combate à Violência contra as Mulheres, vai além de um título institucional. Para o deputado estadual Gugu Bueno (PSD), primeiro-secretário da Casa, o selo representa a validação de um trabalho estruturado e contínuo no enfrentamento à violência de gênero.
“O combate à violência contra a mulher precisa ser uma prioridade permanente. Esse selo é o reconhecimento formal de que a Assembleia não trata o tema apenas no discurso, mas com ações concretas e compromisso institucional”, afirmou.
Criada em 2024, a certificação é concedida a instituições que comprovem, tecnicamente, a adoção de práticas efetivas de prevenção, enfrentamento à violência e promoção dos direitos das mulheres. Para obter o selo, a Assembleia apresentou seu Termo de Compromisso de Combate à Violência contra as Mulheres e demonstrou o cumprimento de critérios objetivos.
Entre eles, a realização de ações educacionais anuais voltadas ao combate à violência de gênero, campanhas permanentes de conscientização para servidores e sociedade, uso dos canais oficiais, redes sociais, portal e TV Assembleia, para ampliar a informação e fortalecer a prevenção, além da implantação de canais claros e transparentes para denúncias.
“Não é algo simbólico. Tivemos que comprovar campanhas, ações educativas e mecanismos estruturados. O selo confirma que a Casa adotou práticas reais no enfrentamento à violência e na valorização das mulheres”, destacou Gugu Bueno.
O deputado ressaltou ainda que a certificação se soma a outras iniciativas apoiadas pela Assembleia na proteção das mulheres, como a aprovação do Programa Recomeço, que garante meio salário mínimo por até 12 meses a mulheres sob medida protetiva, e o apoio à criação de uma Câmara Criminal exclusiva para casos de violência doméstica no Tribunal de Justiça do Paraná.
Segundo o primeiro-secretário, o reconhecimento reforça uma postura permanente da Casa.
“A sociedade precisa enfrentar essa questão com responsabilidade. A Assembleia está atenta, estruturando ações e avançando em políticas públicas. O mais importante são os resultados reais para as mulheres paranaenses”, concluiu.
Por - Assessoria
O inquérito que apura a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, dentro do convento no dia 21 de fevereiro de 2026, em Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná, chegou à conclusão.
O delegado Hugo Fonseca, da Polícia Civil, apresentou o resultado da investigação e confirmou a autoria dos crimes.
Segundo ele, o investigado cometeu homicídio qualificado, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A investigação também aponta agravantes pelo fato de a vítima ter mais de 60 anos e possuir deficiência. O relatório inclui ainda estupro qualificado, devido à gravidade das lesões constatadas, resistência no momento da prisão e violação de domicílio qualificada pela invasão do convento mediante escalada.
Imagens de câmeras de segurança mostram o homem escalando o muro para invadir o convento. A perícia também identificou vestígios de sangue nas roupas do investigado.
O laudo pericial indicou violência física e sexual. A vítima possuía limitações motoras e de fala após um AVC e não teve chance de defesa, conforme apontou a investigação.
Durante interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões e declarou que ouviu "vozes". A perícia técnica descartou versões que tentaram afastar a natureza sexual dos atos.

Segundo o delegado, a soma das penas máximas previstas no Código Penal para os quatro crimes pode ultrapassar 50 anos de reclusão, considerando os limites máximos de 30 anos para o homicídio qualificado com aumento de pena, 15 anos para o estupro qualificado, além das penas de resistência e violação de domicílio.
O investigado permanece preso preventivamente e aguarda julgamento à disposição do Poder Judiciário.
POr - Catve


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