Mês das Crianças: Saúde reforça alerta para a prevenção de intoxicações infantis

No mês em que se celebra o Dia das Crianças, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), por meio da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVVZI), reforça as ações de conscientização sobre a prevenção de intoxicações infantis. A iniciativa busca alertar pais, familiares e cuidadores sobre a importância de adotar medidas simples de segurança dentro e fora de casa para proteger os pequenos.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, apontam que, de janeiro a setembro de 2026, o Estado notificou 1.951 casos de intoxicação em crianças de até 12 anos. No mesmo período de 2025, foram registradas 2.187 ocorrências, o que aponta uma redução de 10,7%.

A maior parte dos casos notificados tem relação com o uso indevido ou ingestão acidental de medicamentos: foram 999 registros em 2025 e 880 neste ano no período analisado. Em seguida, aparecem os produtos de uso domiciliar e limpeza, com 437 casos em 2025 e 394 em 2026. A residência da própria família permanece sendo o local de maior incidência dessas ocorrências, somando 1.707 registros em 2026 e 1.950 em 2025, seguidos pelas escolas ou creches, com 77 notificações neste ano e 72 no anterior.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, destaca as medidas preventivas de armazenamento e que agir rapidamente em momentos de suspeita faz toda a diferença no atendimento. "Além do cuidado preventivo em guardar produtos perigosos em locais trancados, a população precisa saber como agir em momentos de emergência. Diante de qualquer suspeita de ingestão inadequada, a orientação é buscar socorro médico imediato, levar a embalagem do produto e acionar os canais de atendimento dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica no Paraná. O diagnóstico ágil faz toda a diferença".

SINAIS DE ALERTA - A curiosidade natural da infância é um dos maiores fatores de risco para acidentes com venenos e remédios. Por terem o corpo em desenvolvimento, as crianças sentem o impacto da intoxicação de forma muito mais rápida e grave. Além disso, o formato, as cores e a embalagem dos remédios atraem a atenção dos pequenos, que facilmente os confundem com doces ou balas.

O cuidado deve se estender também aos produtos de limpeza, cosméticos, venenos para pragas e plantas da casa. Se esses itens não forem guardados trancados ou se as crianças ficarem sem a vigilância constante de um adulto, o risco de acidente é alto.

Os sintomas variam de acordo com o agente causador e nem sempre ocorrem de forma imediata. Como as crianças pequenas não sabem relatar sintomas específicos, pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais de alerta gerais como:

- Dor e sensação de queimação na boca, garganta ou estômago

- Vômito e diarreia

- Respiração difícil e confusão mental

- Mudança na cor dos lábios

- Paralisia e convulsão

Ao encontrar embalagens abertas, fora do lugar, vazias, partes de plantas ou qualquer sinal de que possa ter ocorrido a ingestão de alguma substância, observe atentamente a criança, pois os efeitos do envenenamento podem demorar a aparecer.

PREVENÇÃO - A Sesa orienta a população a adotar uma rotina de checagem dos ambientes domésticos e escolares. Confira as principais recomendações:

- Armazenamento seguro: guarde medicamentos, produtos de limpeza, inseticidas, raticidas e cosméticos em armários altos e devidamente trancados com chave.

- Sem comparações enganosas: nunca diga às crianças que remédios são "doces", "balas" ou que servem para "ficar forte".

- Uso consciente: ministre medicamentos apenas sob prescrição médica e siga rigorosamente as dosagens e horários recomendados.

- Embalagens originais: nunca reaproveite embalagens de bebidas (como garrafas PET) ou potes de alimentos para guardar produtos químicos ou de limpeza. Mantê-los nas embalagens originais evita confusões.

- Alimentos separados: guarde mantimentos alimentícios sempre distantes de materiais saneantes e inflamáveis.

- Plantas tóxicas: identifique as plantas existentes na residência, em jardins ou escolas e mantenha as espécies tóxicas fora do alcance infantil, orientando as crianças a não colocarem folhas ou flores na boca.

- Contratação de serviços: a aplicação de inseticidas e raticidas (dedetização) deve ser realizada exclusivamente por empresas credenciadas pela Vigilância Sanitária.

O QUE FAZER EM CASO DE EMERGÊNCIA - Em situações de suspeita ou confirmação de intoxicação por qualquer agente químico, a orientação principal é buscar atendimento médico imediato na Unidade Básica de Saúde ou Pronto Atendimento mais próximo.

Sempre que possível, leve junto a embalagem, o rótulo, a foto ou o nome do produto/agente causador do acidente para facilitar a identificação rápida pelo profissional de saúde.

O Paraná conta com quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) de referência, preparados para prestar orientação qualificada a profissionais de saúde e à população 24 horas por dia. Mantenha os números de emergência do CIATox da sua região salvos no celular ou em local visível na residência.

CIATOX Paraná – 0800 0410 148

CIATOX Londrina – (43) 3371-2244

CIATOX Maringá – (44) 3011-9127

CIATOX Cascavel – (45) 3321-5261

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Comércio do Paraná cresce 3,4% de janeiro a agosto de 2026, o dobro da média nacional

O comércio paranaense acumula alta de 3,4% nas vendas de janeiro a agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o Estado está entre as principais altas do País, crescendo o dobro da média nacional, que foi de 1,7%.

O Paraná aparece empatado com Rondônia neste recorte, na 7ª posição. A maior alta registrada foi em Pernambuco, com 10%, seguido do Distrito Federal, com 7,6%, e Acre, com 7,2%. Na comparação com estados com as maiores economias do País, São Paulo ficou estagnado (0%), Rio de Janeiro cresceu menos que a média Brasil (1,4%) e Minas Gerais teve apenas 0,4% de crescimento.

Nos oito primeiros meses de 2026, a atividade de livros, jornais, revistas e papelaria registrou a maior alta do País no período, com 13%. Em seguida, aparecem outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,7%), artigos farmacêuticos, médicos ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,5%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3%), combustíveis e lubrificantes (2,5%) e móveis e eletrodomésticos (1,6%).

Em 12 meses, que abrange o período de setembro de 2025 a agosto de 2026, as vendas do comércio paranaense aumentaram em 3,3%, também o dobro da média nacional, de 1,6%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico foi a atividade que mais cresceu no período de um ano, com 10,8%, à frente de livros, jornais, revistas e papelaria (9,1%), artigos farmacêuticos, médicos ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,4%) e móveis e eletrodomésticos (4,7%).

Quando comparado agosto deste ano com o mesmo mês de 2025, o comércio do Paraná teve alta de 1,6%, muito próximo de Santa Catarina, com 1,8% e quatro vezes maior que o valor registrado pelo Brasil, de 0,4%. Já na comparação de agosto de 2026 com o mês anterior, a alta foi de 0,5%, ante 0,1% da média do País.

RECEITA – Em relação ao faturamento do comércio, o índice de receita nominal das vendas no Paraná foram positivos em todos os recortes pesquisados. No acumulado do ano, a alta foi de 6,2% (ante 4,8% da média do Brasil); em 12 meses, 6,4% (ante 4,7%); na comparação de agosto de 2026 com o de 2025, 4,1%; e na passagem do mês de julho para agosto, 0,4%.

PESQUISA – A PMC acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no País, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal é o comércio varejista.

Ela traz resultados mensais da variação do volume e da receita nominal de vendas para o comércio varejista e o varejo ampliado – que inclui automóveis e materiais de construção – em nível nacional e estadual. Os resultados estão disponíveis no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima Pesquisa Mensal do Comércio, relativa a setembro de 2026, será divulgada em 13 de novembro.

 

 

 

 

 

Por - Agência Ntasil

Semana de redução de riscos e desastres reforça cultura de prevenção nas escolas estaduais

A rede estadual de ensino do Paraná iniciou nesta quarta-feira (14) uma série de atividades interativas e educativas dedicadas à Semana de Redução de Riscos e Desastres. A programação foi elaborada a partir do Dia Internacional para Redução de Riscos e Desastres, celebrado nesta terça-feira (13). Este ano o tema escolhido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) foi “A resiliência começa em casa”.

Por meio do Programa Brigadas Escolares, promovido em parceria entre a Secretaria da Educação e a Defesa Civil Estadual, foram definidas cinco estações de trabalho com assuntos variados que abordam os desastres naturais no Brasil, ações de prevenção e monitoramento e o desafio do fenômeno El Niño. A partir destes temas os alunos vão elaborar maquetes, cartazes, rotas de fuga e simulados de abandono.

O vice-diretor do Colégio Estadual Dona Branca, em Curitiba, Renan Jesus, esteve à frente de uma dessas turmas e destacou a organização prévia para os exercícios coletivos com os estudantes. “Recebemos todo o planejamento do Programa com as estações. Hoje os professores iniciaram esses assuntos com as classes. Dessa forma, além de trabalhar o comportamento deles aqui dentro da escola, também temos a oportunidade de ampliar esse olhar para a vida lá fora”.

Para dar suporte às atividades, foram elaborados materiais pedagógicos como caderno orientativo, folder, slides e vídeos. A prática permite dinâmicas interativas sobre prevenção, mitigação e preparação frente a riscos de chuvas intensas, alagamentos, enchentes, enxurradas e tempestades.

“A prevenção também se aprende na escola. Essas atividades, que já fazem parte do calendário escolar, mobilizam nossos estudantes de forma prática e colaborativa, ajudando a reconhecer riscos e a saber como agir em situações de emergência”, afirma o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. “A cada ano, nos surpreendemos com a dedicação dos alunos nas oficinas, que levam esse aprendizado para além da sala de aula e compartilham esse conhecimento com suas famílias”, acrescenta.

Até o fim da semana as escolas vão encerrar o ciclo de exercícios com a apresentação dos resultados. O coordenador-geral do Programa Brigadas Escolares, da Defesa Civil, coronel Ivan Fernandes, diz que o Estado já desenvolve tradicionalmente essas atividades de maneira lúdica, envolvendo professores, diretores e alunos. “Temos a convicção de que ao desenvolver essa cultura cidadã da prevenção de riscos conseguimos alcançar toda a comunidade escolar”, afirma.

GUIA DE ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA O EL NIÑO - Este mês o Programa Brigadas Escolares lançou um guia prático para as escolas com orientações específicas para situações de vendaval, granizo, inundações e alagamentos (internos e externos). A medida foi adotada diante da forte influência do fenômeno El Ninõ nos meses de outubro e novembro no Sul do país.

O material vai servir como base para diretores, professores e demais colaboradores das escolas prepararem ações em resposta a possíveis eventos severos e extremos no ambiente escolar. O guia com 23 páginas pode ser baixado no site da Defesa Civil Estadual e reúne um passo a passo sobre como planejar e treinar o simulado de acordo com a situação escolhida.

Caberá à direção da instituição de ensino avaliar qual o cenário mais vulnerável para esses locais e definir qual o protocolo adotado. Também é parte essencial da preparação acompanhar a previsão do tempo, os Boletins de Gestão de Risco e os alertas emitidos para os celulares pela Defesa Civil Estadual a partir do cadastro de SMS no 40199 e no WhatsApp  (61) 2034-461.

CRONOGRAMA DE TREINAMENTO - Com base nestes novos protocolos, a rede estadual de ensino fará o treinamento dos 2.474 mil colégios estaduais e escolas de ensino especial. O calendário dessas atividades está previsto ocorrer entre os meses de outubro e novembro em todas as unidades.

 

 

 

 

POr - AEn

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