Estado fortalece rede e realiza 25,4 mil cirurgias oncológicas pelo SUS desde 2024

O Paraná tem ampliado o acesso ao tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com uma rede estruturada que garante desde o diagnóstico até a realização de cirurgias especializadas. Coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o modelo prioriza a regionalização do atendimento e o fortalecimento dos hospitais de referência em todas as regiões.

Conforme dados do Complexo Regulador do Estado do Paraná (Care/PR), entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2026, o Estado realizou 25.442 cirurgias oncológicas hospitalares pelo SUS na rede estadual, com investimento de aproximadamente R$ 65,9 milhões. No mesmo período, os atendimentos ambulatoriais também ultrapassaram 25 mil procedimentos, demonstrando a capacidade da rede em atender pacientes em diferentes fases do tratamento.

O atendimento começa, na maioria dos casos, na Atenção Primária, nas Unidades Básicas de Saúde, quando são verificados os primeiros sinais ou suspeitas da doença. A partir disso, o paciente é encaminhado para exames e, se necessário, direcionado aos serviços habilitados em oncologia, responsáveis pelo diagnóstico e definição do tratamento.

Quando há indicação cirúrgica, o paciente é encaminhado para hospitais que integram a rede estadual de atenção oncológica. Essas unidades contam com equipes especializadas e estrutura adequada para procedimentos de diferentes níveis de complexidade, garantindo segurança e continuidade no cuidado.

O secretário da Saúde, César Neves, disse que os investimentos têm como objetivo ampliar a capacidade de atendimento, reduzir o tempo de espera e garantir que os pacientes recebam o tratamento adequado mais próximo de suas regiões. “O Paraná tem avançado de forma consistente na organização da rede oncológica, garantindo acesso ao diagnóstico e ao tratamento no tempo adequado. Estamos investindo continuamente para fortalecer os hospitais e ampliar a capacidade de atendimento em todas as regiões”.

Além do financiamento dos procedimentos, o Governo do Estado mantém o Programa HOSPSUS Oncologia, que destina recursos mensais a hospitais estratégicos. Atualmente, são R$ 800 mil por mês investidos em unidades de referência, como o Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, o Hospital do Câncer de Cascavel (Uopeccan) e o Hospital do Câncer de Londrina.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, afirma que a organização da rede é essencial para garantir a efetividade do cuidado. Segundo ela, o tratamento oncológico exige uma linha de atenção estruturada, com diagnóstico precoce, encaminhamento ágil e acompanhamento contínuo. “Esse trabalho integrado permite mais qualidade no atendimento e melhores resultados para os pacientes”, explica.

O fortalecimento da rede oncológica no Paraná reflete o compromisso do Estado com a ampliação do acesso e a qualificação dos serviços de saúde. "Com investimentos contínuos e organização do atendimento, o SUS no Paraná segue avançando para garantir um cuidado cada vez mais eficiente, humanizado e próximo da população", acrescenta o secretário César Neves.

O Paraná dispõe de uma rede de atenção oncológica com 24 estabelecimentos habilitados em 15 cidades, preparados para oferecer atendimento especializado e integral:

Hospital da Providência, em Apucarana

Hospital Norte Paranaense - Honpar, em Arapongas

Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul

Hospital São Lucas e Hospital do Rocio, em Campo Largo

Hospital Santa Casa de Campo Mourão

Uopeccan e Ceonc, em Cascavel

Hospital Evangélico Mackenzie, Hospital Erasto Gaertner, Hospital Santa Casa, Hospital São Vicente, Hospital de Clínicas, Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba

Hospital Deus Menino (antigo Ceonc), em Francisco Beltrão

Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu

Hospital São Vicente, em Guarapuava

Hospital Universitário de Londrina e Hospital do Câncer, em Londrina

Hospital Santa Rita e Hospital do Câncer, em Maringá

Santa Casa de Ponta Grossa

Uopeccan, em Umuarama

Hospital Policlínica, em Pato Branco

 

 

 

 

 

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Copel e Crea-PR firmam parceria para ampliar segurança nas instalações elétricas no campo

A Copel e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) formalizaram uma parceria com o objetivo de ampliar a segurança em instalações elétricas nas áreas rurais. O termo de cooperação, firmado durante o 1º Fórum Copel Agro, na terça-feira (12), em Curitiba, prevê orientação aos produtores rurais na hora de contratar serviços para instalações elétricas dentro das propriedades.

“A segurança e a qualidade nas instalações internas das propriedades, bem como ramais da rede elétrica da Copel, são de grande relevância para evitar interrupções no fornecimento. A parceria com o Crea-PR apoia um processo de excelência em serviços que está se consolidando com o Copel Agro”, afirma o diretor Comercial da Copel, Julio Omori.

Para o presidente do Crea-PR, Helder Nocko, a iniciativa reforça o papel estratégico da engenharia no desenvolvimento do Estado. “Nosso objetivo é valorizar a engenharia e contribuir para que soluções técnicas qualificadas cheguem ao meio rural, apoiando a resolução de problemas, promovendo mais eficiência nas instalações elétricas e gerando qualidade de vida para a população, além de oportunidades de trabalho para os profissionais do sistema”, destaca.

FÓRUM – A primeira edição do fórum do programa da Copel dedicado ao atendimento a produtores rurais reuniu durante todo o dia, na sede da companhia, representantes do Governo do Paraná, da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), do Sistema Ocepar, da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Crea-PR, UFPR e empresas de tecnologia para debater soluções voltadas à segurança energética no meio rural.

O diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antônio Vilella, ressaltou que o Copel Agro é fruto de uma construção coletiva com a participação de representantes do setor produtivo. “Intensificamos o diálogo com federações, prefeitos e produtores para entender as expectativas dos clientes. Foi a partir dessa escuta que nasceu o Copel Agro, com um atendimento personalizado a um segmento essencial para o Estado e para o País”, afirmou.

Villela destacou que o Copel Agro foi desenhado para acompanhar o avanço da cadeia da proteína no Paraná e atender às demandas crescentes desta parcela de clientes. “Mapeamos esses clientes e redirecionamos os investimentos, principalmente para reduzir oscilações de tensão”, disse.

95% DE APROVAÇÃO – No fórum, o gerente executivo do Copel Agro, Marcelo Gonçalves, apresentou os primeiros resultados do programa, que passou a atender os produtores rurais da cadeia da proteína em 6 de abril passado. “Criamos um canal dedicado com atendimento humanizado. Nos primeiros 30 dias, superamos 30 mil atendimentos, com mais de 95% de avaliação positiva dos clientes atendidos”, disse.

Segundo Gonçalves, a maior parte das solicitações está relacionada à interrupção no fornecimento, seguida por demandas comerciais. “Agora avançamos para uma nova etapa, com foco em soluções estruturais. Estamos organizando equipes e investimentos para atuar de forma preventiva e melhorar o serviço na ponta”, afirmou.

LINHA DIRETA  Pela linha direta 0800 643 76 76, exclusiva do Copel Agro, os produtores rurais são atendidos por teleatendentes que atuam 24 por dia, sete dias por semana, para o encaminhamento de demandas relacionadas à energia elétrica. 

 

 

 

 

 

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Com emprego em alta, Paraná tem redução na desigualdade de renda, aponta IBGE

Com investimentos sociais e a menor taxa de desemprego da história, o Paraná reduziu a desigualdade de renda da população, calculada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNADCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O retrato é diferente do cenário nacional, que assistiu aumento da concentração de renda e da desigualdade. Os dados de todos os rendimentos (salários, aposentadorias, programas sociais, entre outros) refletem em maior qualidade de vida e também têm relação direta com aumento da segurança.

Os paranaenses que integram a faixa do 1% mais rico da população, por exemplo, concentraram 9,3% da renda local em 2025, considerando a massa do rendimento domiciliar per capita. Em 2024, a elite social do Estado tinha 10,7% do total da riqueza. No Brasil, os cidadãos que compõem a classe do 1% mais rico passaram a deter 11% da renda nacional no ano passado, acima da marca de 10,7% registrada em 2024.

Ou seja, a diminuição da disparidade é resultado da diminuição da pobreza. Na faixa que reúne os 20% mais pobres da população estadual, por exemplo, houve aumento real de 9,7% do rendimento per capita, sendo contabilizado percentual ainda maior, da ordem de 11,4%, na metade mais pobre da população paranaense.

Os resultados do Índice de Gini, indicador que mede a qualidade de vida, também demonstram a melhoria na distribuição de renda do Estado. Em 2025, esse índice, que varia de 0 a 1, com zero representando a plena igualdade e um a máxima concentração (ou seja, quanto menor, melhor), atingiu 0,470, abaixo do resultado de 0,473 observado em 2024. Já no País, o Índice de Gini subiu de 0,504 para 0,511. O Estado registra uma melhora constante nesse indicador desde 2018, quando era de 0,491.

"Enquanto o Estado reduziu a desigualdade de renda, o País apresentou aumento da concentração dos rendimentos no topo da pirâmide social. Isso acontece porque em 2025 ultrapassamos a marca de 6,2 milhões de paranaenses ocupados, o que foi acompanhado pelo aumento real dos salários, alicerçando o avanço social que temos observado”, afirma o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.

Em 2025, o Paraná também registrou o quinto maior rendimento médio mensal do País, de R$ 3.852, acima da média brasileira de R$ 3.367. O resultado paranaense representa um crescimento de 62,3% em relação ao valor recebido em 2018 (R$ 2.374) e de 144,6% na comparação com 2012 (R$ 1.575), início da série histórica.

Na prática, os paranaenses receberam R$ 485 a mais por mês que a média brasileira, diferença que vem aumentando nos últimos anos. Em 2023, por exemplo, era de R$ 186 (R$ 3.020, ante R$ 2.834), passando para R$ 476 em 2024 (R$ 3.519, ante R$ 3.043) até alcançar o índice de 2025, maior diferença da série.

 

 

 

 

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Com 34 unidades, Paraná possui ampla rede de banco de leite humano

Com uma estrutura presente em todas as regiões do Estado, a Secretaria da Saúde (Sesa) ressalta a importância da solidariedade das mães lactantes para garantir alimento e proteção a milhares de recém-nascidos internados em unidades neonatais. O próximo dia 19 de maio será celebrado o dia Mundial da Doação de Leite Humano.

Atualmente, a Rede Estadual de Bancos de Leite Humano conta 34 unidades, destes 15 bancos e 19 postos de coleta, que são responsáveis pela coleta que atendeu quase 19 mil bebês em 2025.

De acordo com dados da Secretaria da Saúde, neste ano, entre janeiro a março, foram coletados 6.725  litros de leite humano de 4.133 doadoras, que beneficiaram 4.939 recém-nascidos. Os números representam um leve aumento em relação ao mesmo período de 2025, quando foram coletados 5.806 litros de 3.976 doadoras e 4.155 bebês receptores.

“O leite materno é a primeira vacina do bebê. É um alimento completo, capaz de fortalecer a imunidade, reduzir riscos de doenças e aumentar as chances de recuperação de crianças internadas. Nossa estrutura em todo o Estado está disponível para quem pode doar, porque isso salva vidas”, destacou o secretário de estado da Saúde, César Neves.

Mesmo com a estrutura e o aumento das doações em 2026, o número de doadoras ainda é menor do que a demanda existente nas unidades hospitalares do Paraná.

Segundo estimativa da coordenação dos bancos de leite humano do Paraná, os estoques no estado trabalham com 60% do que seria necessário todo o mês. Na cidade de Londrina (Norte), por exemplo, a coleta média é de 160 litros mensais, mas a demanda é de 250 litros. No Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o banco de leite precisa de 40 litros mensais, mas trabalhava com 22 litros no início do mês de maio.

O leite humano doado é destinado, principalmente, aos bebês prematuros internados nas Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal (UTINs), que muitas vezes não conseguem ser amamentados diretamente pelas mães.

Um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que o problema é mundial e mais de 77 milhões de recém-nascidos não recebem amamentação na primeira hora de vida, deixando de receber nutrientes e anticorpos essenciais. O levantamento também estima que mais de 800 mil vidas poderiam ser salvas todos os anos se todas as crianças fossem amamentadas ainda nas primeiras horas após o nascimento.

SOLIDARIEDADE – A prática do aleitamento materno é considerada fundamental para a saúde infantil. O leite materno contém todos os nutrientes necessários para o bebê até os seis meses de vida, além de anticorpos que ajudam na prevenção de doenças e infecções.

Além da capacidade técnica instalada, o Paraná possui uma rede estruturada para facilitar o processo de doação às mães lactantes. Toda mulher saudável que esteja amamentando pode se tornar doadora, desde que não utilize medicamentos que interfiram na amamentação e não tenha doenças infectocontagiosas.

Não existe quantidade mínima para doar. Cada frasco coletado pode fazer a diferença na recuperação de diversos bebês prematuros. Estima-se que um litro de leite materno seja capaz de alimentar até 10 recém-nascidos por dia.

DOAÇÃO – A coleta é feita de forma segura e prática. Todos os utensílios necessários são fornecidos e as equipes dos Bancos de Leite Humano realizam visitas domiciliares para buscar o leite doado, além das orientações sobre higiene, coleta e congelamento adequado.

Após o recolhimento, o leite passa por rigorosos processos de análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído aos hospitais. Para saber o Banco de Leite mais próximo basta clicar AQUI.

Em Curitiba, o Banco de Leite Humano do Hospital do Trabalhador atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp: (41) 99709-0098.

 

 

 

 

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