As forças de segurança do Paraná ganharam mais reforços tecnológicos que vão contribuir no monitoramento e no enfrentamento à criminalidade. O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou, nesta sexta-feira (6), 243 drones que serão utilizados pelas equipes da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), Corpo de Bombeiros e das polícias Militar (PMPR), Civil (PCPR), Científica (PCP) e Penal (PPPR).
Com investimento total de R$ 12,2 milhões nas aeronaves e acessórios, esta é a maior entrega de drones feita de uma só vez no Brasil. Com o novo lote, as forças de segurança do Paraná passam a contar com 298 equipamentos em operação.
O governador Ratinho Junior ressaltou que o reforço tecnológico é resultado de uma mudança estrutural na forma de investir em segurança pública no Paraná. “Saímos de um orçamento de R$ 2 bilhões no início do nosso primeiro ano de mandato para R$ 8 bilhões em segurança pública. É quase R$ 1 bilhão a mais por ano, fruto de boa gestão, de economia em coisas supérfluas para investir em que realmente importa”, afirmou.
Segundo o governador, os investimentos colocaram o Paraná no mesmo patamar de países de primeiro mundo no uso de tecnologia policial. “Hoje, se você for à fronteira dos Estados Unidos com o México, vai ver a mesma viatura que nós temos na fronteira do Paraná. Os fuzis usados pela polícia da Alemanha, de Israel, da França ou da Espanha são os mesmos que os nossos policiais utilizam”, disse.
Ele destacou ainda o projeto Olho Vivo, que integra reconhecimento facial, leitura de placas e análise de comportamento. “É a mesma tecnologia usada em Singapura e Dubai. Se uma pessoa passa três ou quatro vezes em frente a uma escola sem ser habitual daquele local, o sistema já indica um comportamento fora da normalidade para os nossos policiais”, detalhou.
Ratinho Junior reforçou que a tecnologia atua de forma integrada com o trabalho humano. “Não se faz segurança pública sem a presença física e a capacidade técnica dos nossos policiais. O ser humano é insubstituível nesse processo. Mas o grande diferencial é a integração que fizemos entre Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica, trabalhando de forma conjunta”, afirmou.
De acordo com o governador, os investimentos já refletem nos indicadores de Segurança do Estado, que teve entre 2024 e 2025, uma redução de 24% no número de homicídios e quase 20% no caso de roubos. “São os menores índices da nossa história, considerando a série dos últimos 20 anos. Isso mostra que estamos cumprindo a nossa missão: dar estrutura para que as forças de segurança possam trabalhar e proteger as famílias do Paraná”, completou.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Hudson Teixeira, destacou que o investimento amplia o uso da tecnologia em todas as áreas da segurança. “Hoje o governador está entregando quase R$ 13 milhões em tecnologia para atender todas as forças de segurança. São 243 drones, com tecnologia adequada à missão de cada instituição, tudo integrado a sistemas como o Olho Vivo”, afirmou.
Segundo ele, os equipamentos já vêm sendo usados em situações reais. “Já tivemos salvamentos feitos pelo Corpo de Bombeiros no litoral e em áreas de mata, uso da Polícia Científica em sinistros, além de aplicações da Polícia Militar em grandes eventos e da Polícia Civil em investigações e inteligência”, detalhou.
Em setembro do ano passado, o governador Ratinho Junior já havia anunciado um grande pacote de investimentos na área, com cinco novos helicópteros, 91 viaturas, 1.544 fuzis e equipamentos ópticos e táticos de última geração.

EQUIPAMENTOS – Os drones entregues contam com alta autonomia de voo, que pode chegar a 45 minutos, câmeras termais, alto-falantes, zoom de longo alcance e sensores que produzem imagens em alta resolução, aumentando a eficiência das operações.
A Polícia Militar recebeu a maior parte dos equipamentos, com 118 drones. Para o comandante-geral da PMPR, coronel Jefferson Silva, os drones ampliam tanto o policiamento ostensivo quanto o trabalho de inteligência. “Esses drones se somam a tudo o que o Governo do Estado já entregou à Polícia Militar. Eles ajudam desde ações ostensivas, em shows e eventos, até operações veladas de inteligência, apoiando diretamente as viaturas nas ruas”, explicou.
“Com isso, conseguimos orientar a população, monitorar áreas estratégicas e integrar essas imagens a outros sistemas, como o Olho Vivo, para atender melhor o cidadão paranaense”, avaliou.
A Polícia Civil recebeu 58 drones, que serão utilizados principalmente em operações de investigação. O delegado-geral da PCPR, Silvio Rockembach, ressaltou que a tecnologia fortalece a produção de provas. “Os drones são aplicados na inteligência e na produção de provas. Já tivemos resultados efetivos na identificação de pontos de tráfico, com prisões e provas materializadas, garantindo investigações mais robustas e eficientes”, afirmou.
Ele acrescentou que os policiais operadores passam por capacitação específica. “É uma tecnologia de ponta, operada por equipes treinadas, e os resultados aparecem tanto no aumento da solução de crimes quanto na redução dos índices criminais”, disse.
O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná recebeu 24 drones, utilizados principalmente em buscas e salvamentos. Os equipamentos já foram empregados, por exemplo, na localização de pessoas perdidas em áreas de mata no Noroeste do Estado, com o uso de câmeras termais, e também em orientações a banhistas em risco de afogamento, inclusive à noite, por meio de alto-falantes.
“O drone é um equipamento aéreo de emprego muito mais rápido e mais econômico que o helicóptero. Em poucos minutos, com câmera termal, conseguimos localizar pessoas que levariam horas para serem encontradas apenas com equipes em terra”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Carlos Hiller.
Segundo ele, o uso da tecnologia já tem feito diferença em ocorrências reais no Estado. “Semanalmente, uma ou duas pessoas se perdem no Paraná, como idosos com Alzheimer ou crianças pequenas que acabam entrando em áreas de mata. Tivemos um caso recente na região de Altônia, em que a pessoa estava à noite em cima de uma árvore, e foi localizada rapidamente com o drone e a câmera termal”, explicou.
Para o diretor-geral da Polícia Científica, Ciro José Cardoso Pimenta, os equipamentos se tornaram essenciais para o trabalho pericial. “Hoje o drone é uma ferramenta fundamental para a perícia. Ele permite um levantamento não invasivo, com um novo olhar sobre os vestígios, inclusive em locais de risco”, explicou. “Usamos muito em sinistros de trânsito e crimes ambientais, mas também em ocorrências complexas, como grandes explosões, onde conseguimos mapear toda a área, planejar a atuação e recolher os vestígios com mais segurança e precisão”, exemplificou. A Polícia Científica recebeu 18 drones.
Já a Polícia Penal recebeu 17 drones, que serão utilizados na segurança dos complexos penitenciários. A diretora-geral da corporação, Ananda Chalegre, explicou que os equipamentos reforçam as rondas externas e a fiscalização. “Os drones vão auxiliar no monitoramento das unidades penais, especialmente nas muralhas e rondas externas. Eles não substituem o efetivo humano, mas ampliam a capacidade de vigilância, chegando a locais onde o agente muitas vezes não consegue chegar”, destacou.

DRONES NA CAPITAL E INTERIOR – O planejamento estratégico da forças de segurança prevê a disponibilização dos drones em todas as regiões do Estado.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, que falou em nome dos prefeitos, disse que a criminalidade não percebe divisa de municípios. "A parceria que a Polícia Militar, a Polícia Civil e as demais forças policiais têm com Curitiba e os municípios tem ajudado muito no combate à criminalidade. E Curitiba está se preparando para pegar carona na ata de preços e comprar mais drones para a Capital. A inteligência é fundamental para o combate ao crime e a preservação da segurança", analisou.
PRESENÇAS – Participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; o chefe da Casa Civil João Carlos Ortega; os secretários estaduais das Cidades, Guto Silva; da Fazenda, Norberto Ortigara; da Administração e Previdência, Luizão Goulart; da Comunicação, Cleber Mata; o subchefe da Casa Civil, Lúcio Mauro Tasso; o deputado estadual Fabio Oliveira; o vice-prefeito Paulo Martins; e secretários municipais.
POr - AEN
Para Luca Rech e Souza, de apenas 4 anos, a rotina de crescer com hemofilia A grave sempre foi marcada por cuidados e limitações. A condição, que afeta a capacidade de coagulação do sangue, impunha à sua família uma vigilância constante. A partir deste ano, a infância de Luca será diferente. O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), já iniciou as aplicações do emicizumabe em crianças de 0 a 6 anos.
O medicamento de alto custo para tratamento profilático para essa faixa etária foi incorporado pelo Ministério da Saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 29 de dezembro de 2025 com prazo de até 180 dias para o início das aplicações. A agilidade do Hemepar garantiu que o medicamento fosse disponibilizado no Paraná em apenas 30 dias. A vida de Luca e de sua família passou por uma transformação. Além dele, outras 33 crianças poderão iniciar o tratamento no Estado.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, comemora a ampliação do acesso ao medicamento e destaca o preparo da rede estadual de saúde para oferecer o tratamento. “É uma grande conquista. Nossa rede de saúde, com o Hemepar como referência, está estruturada para levar este tratamento inovador às nossas crianças com hemofilia A. É mais um passo importante, alinhado à visão do governador Ratinho Júnior de fortalecer o cuidado à saúde dos paranaenses, que transformará a vida de muitas famílias", afirmou.
De acordo com levantamento do Hemepar, o Paraná possui cerca de 800 pacientes com hemofilia A, sendo que 40, de diferentes faixas etárias, já recebem o emicizumabe, que agora está disponibilizado também para crianças de até 6 anos. A hemofilia A é uma doença hemorrágica hereditária rara, ligada ao cromossomo X, caracterizada pela deficiência do Fator VIII (FVIII) de coagulação. Essa deficiência impede a correta formação de coágulos, resultando em sangramentos prolongados e, muitas vezes, espontâneos.
Em crianças, especialmente na faixa de 0 a 6 anos, a forma grave da doença se manifesta com episódios hemorrágicos frequentes, principalmente nas articulações (joelhos, tornozelos e cotovelos) e nos músculos. A repetição desses sangramentos, se não tratada adequadamente, leva a danos articulares irreversíveis, uma condição conhecida como artropatia hemofílica. Isso causa dor crônica, limitação de movimento e, a longo prazo, incapacidade física.
A decisão de ampliar o acesso ao emicizumabe para esse grupo etário tem como principal benefício a prevenção da artropatia hemofílica, garantindo o desenvolvimento motor e social saudável das crianças.
“É um avanço gigantesco para melhor qualidade de vida desses pacientes. Diante disso, assim que o Hemepar soube da articulação para ampliação, nos organizamos, fizemos avaliação dos pacientes elegíveis e alinhamos com as famílias o início do tratamento. Desta forma, já temos no Paraná pacientes menores de 6 anos usando o emicizumabe”, enfatizou a diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa.
TRANSFORMAÇÃO – O emicizumabe é um anticorpo bioespecífico que atua mimetizando a função do Fator VIII ativado para restaurar o processo de coagulação. Sua principal indicação é a profilaxia de rotina, prevenindo sangramentos ou reduzindo drasticamente a frequência de episódios hemorrágicos. A grande inovação reside em sua forma de administração e no impacto na qualidade de vida. Ao contrário do tratamento tradicional com Fator VIII, que exige infusão intravenosa frequente, o emicizumabe é aplicado por via subcutânea, com dosagem que pode ser semanal, quinzenal ou mensal.
Essa redução na frequência de aplicações e de sangramentos transforma a rotina das famílias, permitindo que as crianças tenham uma vida mais próxima do normal, podendo brincar e interagir sem o medo constante de hemorragias. “Essa mudança trouxe um impacto muito significativo para a rotina do Luca e, com certeza, para a nossa família”, comemora Graziella Rech, mãe do menino.
O pai de Luca, Adam Juglaire e Souza, concorda com a esposa e ressalta a qualidade de vida que o medicamento trará. “O Luquinha vai crescer bem saudável. Agora vamos reduzir o número de aplicações e vai ser subcutânea. Então, com certeza ele terá uma qualidade de vida bem melhor”, afirmou Adam.
Graziella lembra a preocupação constante e a série de cuidados que a família tinha de ter até então. A casa era um ambiente adaptado, com chão coberto por EVA para amortecer quedas. Até os três anos e meio de idade, o uso de capacete em ambientes externos era indispensável para prevenir ferimentos mais sérios. O tratamento convencional, com aplicação de fator de coagulação intravenoso três vezes por semana, também era um desafio.
“A gente sabia que depois do segundo, terceiro dia, ele não tinha mais tanta proteção no corpo e era quando se machucava mais”, conta Graziella. Cada tombo era motivo de grande preocupação e a vida da família girava em torno da administração do medicamento e do medo de novos sangramentos. “A cada mudança a gente vivia uma nova adaptação, sempre observando com cuidado tombo, machucado”, relatou a mãe.
A médica hematologista e responsável técnica pelo Hemepar, Claudia Lorenzato, enfatiza o impacto positivo do emicizumabe na vida dos pequenos pacientes. Segundo a especialista, com a nova terapia, as crianças poderão ter essa oportunidade de esquecer que são hemofílicos e terão qualidade de vida. “A gente chama de hemofilia free mind, elas esquecem da doença e poderão ser produtivos, estudar, trabalhar, fazer aquilo que quiserem na vida, sem depender de estar sempre fazendo uma infusão intravenosa de medicação”, explicou.
Por - AEN
As temperaturas devem chegar perto dos 40°C no Oeste e Sudoeste e aos 30°C nas outras regiões do Paraná nesta sexta-feira (06). De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o forte aquecimento, somado à movimentação de alguns sistemas meteorológicos, trará tempestades ao Estado no sábado, e leve declínio nas temperaturas no domingo.
A faixa Oeste do Estado já vem enfrentando elevação das temperaturas nos últimos dias. Na quinta-feira (05), Cascavel, Capanema e Planalto (Inmet) registraram suas temperaturas mais altas de 2026 até o momento, chegando a 38,5°C, 39,6°C e 35,5°C, respectivamente. Este valor em Capanema foi a temperatura mais alta já registrada em todo o Paraná neste ano, até o momento, empatando com o mesmo valor em Antonina no dia 3 de janeiro. Os recordes devem continuar nesta sexta.
“A sexta-feira começou com algumas nuvens, predomínio de sol e, ao longo do dia, as temperaturas se elevam. No Oeste e Sudoeste, as temperaturas ultrapassam a marca dos 35°C, pontualmente podendo se aproximar dos 40°C. No Noroeste e no Norte, as máximas variam de 33°C a 35°C. Nos Campos Gerais, na faixa dos 33°C. No Centro-Sul variam de 28°C a 30°, e na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral, ao redor de 30°C”, explica Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.
O calor e a oferta de umidade são combustíveis para a formação de pancadas de chuva no Paraná nesta sexta-feira (06), principalmente no Centro, Oeste e Sudoeste do Estado. Nestas regiões, não se descartam trovoadas localizadas no final da tarde.
Apesar do calor, as temperaturas elevadas ainda não completam cinco dias com diferença de cinco graus acima da média, o que configuraria uma onda de calor. Em Cascavel, por exemplo, a máxima média já é alta, de 30,1°C em fevereiro, e a cidade registrou esta diferença somente na quinta-feira (05). Deverá registrar a diferença novamente nesta sexta e no início da tarde de sábado, mas no domingo as temperaturas já devem diminuir por conta da chuva.
“Onda de calor é um fenômeno de grande escala, atingindo regiões inteiras. No Paraná, o forte aquecimento acima da média está restrito a algumas cidades neste período, possivelmente menor do que cinco dias", ressalta Leonardo.
TEMPESTADES – No sábado (07), o tempo começa estável, com algumas nuvens, mas o sol predomina e eleva as temperaturas mais uma vez. Ainda antes do meio-dia já devem ultrapassar os 30°C.
“No início da tarde, em função desse calor e também do avanço de um cavado meteorológico, que provoca queda de pressão em superfície, teremos a formação de áreas de instabilidade, que atuam inicialmente em toda a metade do sul do Paraná, próximo à divisa com Santa Catarina”, detalha Leonardo.
Há possibilidade para temporais com rajadas de vento, queda de granizo pontual e chuva pontualmente intensa, que pode provocar alagamentos. Essas instabilidades atuam com maior intensidade do final da tarde para o início da noite, principalmente no Oeste e Sudoeste, avançando pelo Centro-Sul, Sudeste, Região Metropolitana de Curitiba, e com maior intensidade no final da tarde no Litoral.
À noite, a chuva avança para as demais regiões, no Centro e Norte do Estado. Durante a madrugada de domingo, as instabilidades perdem intensidade e ocorrem de forma mais localizada.
No domingo, à tarde, novamente a sensação será de abafamento por conta da grande cobertura de nuvens, mas o sol ainda aparece e favorece a elevação das temperaturas. “Em função desse cenário, novamente há possibilidade para pancadas de chuva e temporais localizados, agora com maior destaque para as regiões dos Campos Gerais, do Noroeste, Norte Pioneiro, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, ressalta Leonardo.
No Oeste e no Sudoeste do Paraná, até mesmo em algumas regiões do Noroeste, o sol predomina, mesmo com variação de nuvens, e as chuvas são mais irregulares em comparação com as demais regiões do Estado. As temperaturas ultrapassam os 30°C, mas ficam abaixo do que vinha sendo registrado nos dias anteriores.
A próxima segunda-feira (09) terá tempo mais estável na maior parte do Paraná. A faixa Leste, incluindo Campos Gerais e Norte Pioneiro, ainda tem possibilidade de pancadas isoladas de chuva no período da tarde.
ALERTAS – O Boletim de Gestão de Riscos elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil aponta risco moderado no Oeste e Sudoeste nesta sexta-feira (06) para tempestades irregulares, chuva forte, rajadas de vento e descargas elétricas atmosféricas, que podem provocar queda de galhos e alagamentos. O risco é baixo no Noroeste e Centro-Sul e Sul do Paraná.
No sábado, há risco alto em toda a metade Sul do Paraná para tempestades pontualmente intensas, chuva forte em curto espaço de tempo, intensas rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo localizado, que podem provocar queda de galhos, enxurradas, alagamentos, transbordamento de córregos, destelhamentos, danos em plantações. O risco é moderado na metade Norte.
No domingo, há risco alto no Nordeste do Paraná e baixo no Oeste e Sudoeste de tempestades irregulares, chuva forte em curto espaço de tempo, rajadas de vento e granizo localizado, que podem provocar queda de galhos, alagamentos e destelhamentos. No resto do Estado, o risco é moderado.
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil acompanha 24 horas o monitoramento do tempo dos meteorologistas do Simepar. Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas.
Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
POr - AEN
A Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) oferece, a partir deste ano, o curso de formação continuada Pedagogo Formador (PedFor), voltado aos pedagogos que atuam nas escolas da rede pública do Estado.
Ele atenderá cerca de 4,7 mil profissionais dessa área em exercício na rede. As inscrições para a primeira turma começam nesta sexta-feira (6) e devem ser realizadas pelo link que será enviado ao e-mail @escola dos profissionais. Futuramente, o link estará disponível na página do programa.
Desenvolvida pelo Departamento de Acompanhamento Pedagógico (DAP), por intermédio da Coordenação de Formação Docente e Equipes Gestoras (CFDEG), o curso é estruturado em encontros semanais, no formato online e síncrono, em Ambiente Virtual de Aprendizagem do Google Classroom, com duração de 1h40. Os encontros serão ministrados no formato de mentoria, de modo a promover a troca de conhecimentos, habilidades e experiências práticas entre os pedagogos formadores e os cursistas.
O objetivo é capacitar estes últimos para identificarem desafios específicos em seu contexto escolar, orientando-os no planejamento e na implementação de intervenções para melhoria da frequência escolar e da aprendizagem e redução da taxa de reprovação. Os encontros serão divididos entre momentos de estudo dirigido e aprofundamento teórico-prático, assegurando a articulação imediata entre os temas estudados e as ações do ano letivo.
A formação tem como intuito consolidar a identidade do trabalho pedagógico, preparando os pedagogos para o exercício da liderança e da gestão do processo de ensino e aprendizagem, da organização do trabalho pedagógico e da formação continuada em serviço dos docentes nos diferentes contextos escolares.
“O Pedagogo Formador vem se somar a outros programas de formação continuada desenvolvidos pela Secretaria de Educação”, diz o secretário da Pasta, Roni Miranda. “O objetivo, em todos os casos, é o mesmo: aprimorar a capacidade técnica dos nossos profissionais e, em consequência, aprimorar a qualidade da educação do Paraná”, completa.
INSCRIÇÃO – O processo de inscrição obedecerá a duas etapas: a primeira é prioritariamente voltada aos pedagogos do Quadro Próprio do Magistério (QPM) que estejam em exercício nas equipes pedagógicas escolares.
Já a segunda etapa disponibilizará as vagas remanescentes para pedagogos contratados por Processo Seletivo Simplificado (PSS) que também estejam atuando nas escolas, para aqueles em exercício em outros órgãos da Educação, como a própria Seed-PR e os Núcleos Regionais de Educação (NRE), e os que atuem na tutoria pedagógica desses núcleos.
As vagas serão oferecidas duas vezes ao ano, sempre no início de cada semestre. A participação dos profissionais QPM é obrigatória e deve acontecer em ao menos um semestre do ano letivo vigente, já que funcionará como critério de pontuação para a distribuição de aulas e funções no ano letivo subsequente. Profissionais que atuam exclusivamente na modalidade de Educação Especial não participam da formação.
Por - AEN
Com a movimentação de turistas no Litoral do Estado durante o Verão Maior, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) reforça orientações para evitar a perda ou o extravio de documentos e explica como o cidadão deve proceder caso a situação ocorra. Desde 19 de dezembro do ano passado, 969 Boletins de Ocorrência (BO) já foram registrados por esse motivo.
O delegado Fernando Zamoner alerta para a importância de evitar sair com todos os documentos pessoais ao mesmo tempo. “Neste período, as pessoas devem portar apenas os documentos estritamente necessários, a fim de reduzir o risco de perda ou extravio. Ficar sem qualquer documento de identificação acaba gerando transtornos aos veranistas”, ressalta.
Entre as principais orientações da PCPR em caso de perda ou extravio de documentos estão:
- Evitar sair com todos os documentos juntos, portando apenas aqueles estritamente necessários;
- Ao perceber a ausência do documento, tentar refazer o trajeto realizado no dia e lembrar dos locais por onde passou;
- Verificar se o documento não ficou em casa, em estabelecimentos comerciais ou se pode ter sido perdido em via pública;
- Registrar um Boletim de Ocorrência o quanto antes, assim que a falta do documento for notada;
- Continuar a busca pelo documento mesmo após o registro do BO;
- Caso o documento seja encontrado, procurar a PCPR para complementar o Boletim de Ocorrência com essa informação.
O registro do BO pode ser feito pela internet ou presencialmente, na delegacia mais próxima. Para a primeira opção, acesse Serviços da PCPR, selecione “Boletins de Ocorrência” e clique em “Registro de Extravio ou Perda”. É necessário informar os dados pessoais, relatar os documentos extraviados e descrever o ocorrido.
Para registro presencial, os endereços das delegacias da PCPR estão disponíveis no site da instituição. Na página inicial, a aba “Telefones e Endereços” apresenta um mapa com a localização de todas as delegacias do Estado.
SEGUNDA VIA – Com o Boletim de Ocorrência registrado, o cidadão pode solicitar a segunda via dos documentos perdidos ou extraviados. No caso da Carteira de Identidade, a emissão da 2ª Via Fácil pode ser solicitada diretamente no site da PCPR.
Para quem já possui dados biométricos ou informações digitalizadas junto à PCPR, o procedimento pode ser feito totalmente online, sendo necessário comparecer ao posto de identificação apenas para a retirada da nova via da Carteira de Identidade. Já nos casos em que não há dados disponíveis nos sistemas, o cidadão deve agendar atendimento presencial em um posto de identificação.
Em situações que envolvam a perda ou o extravio de outros documentos, como passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a solicitação da segunda via deve ser feita diretamente junto aos órgãos responsáveis pela emissão de cada documento.
LITORAL – No Litoral do Paraná, a PCPR também disponibiliza unidades móveis, como ônibus e caminhão, para facilitar o atendimento aos veranistas em pontos estratégicos das praias. Nessas unidades, é possível registrar Boletim de Ocorrência por perda ou extravio de documentos, solicitar a emissão da Carteira de Identidade (1ª e 2ª vias) e receber orientações gerais sobre procedimentos policiais.
Entre os principais pontos de atendimento móvel estão:
- Matinhos/Caiobá: unidade instalada no calçadão da praia, na Avenida Atlântica, funcionando 24 horas;
- Pontal do Paraná (Balneário Shangrilá): unidade na Praça do Caranguejo, com atendimento das 9h às 18h, seguindo a programação local.
As unidades permitem que os veranistas regularizem seus documentos sem precisar se deslocar até uma delegacia fixa.
Por - AEN
A rede estadual de ensino do Paraná retomou as aulas nesta quinta-feira (5), marcando o início do ano letivo também nos colégios cívico-militares, modelo que passou por ampliação após receber amplo apoio das comunidades escolares submetidas a consultas públicas no fim de 2025.
Ao todo, 33 novas unidades passam a integrar o formato em 2026, elevando para 345 o número de colégios aderentes à modalidade de ensino, elevando o Paraná à posição de estado com maior número de escolas Cívico-Militares do Brasil.
A expansão foi definida após consulta pública com as comunidades escolares e teve aprovação em quase 70% das unidades consultadas. A decisão foi também respaldada por pesquisa de opinião, que apontou significativa aceitação do modelo: 89,3% dos pais e responsáveis e 90,4% de professores e pedagogos aprovam os colégios cívico-militares na rede estadual.
Os novos colégios estão localizados nos municípios de Apucarana, Arapongas, Sabáudia, Engenheiro Beltrão, Cafelândia, Cascavel, Japurá, São Tomé, Assaí, Curitiba, Dois Vizinhos, Santa Terezinha do Itaipu, Guarapuava, Ivaiporã, Joaquim Távora, Abatiá, Loanda, Itaúna do Sul, Lobato, Paiçandu, Maringá, Paranaguá, Pontal do Paraná, Toledo e Pérola, e passam a atender estudantes já a partir deste ano letivo.
Segundo o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a ampliação do modelo atende a uma demanda crescente das comunidades escolares. “Os colégios cívico-militares já são um modelo aprovado pelas comunidades escolares e com alta procura por vagas. A expansão atende ao desejo das famílias, dos professores e dos próprios estudantes, além de contribuir para a melhoria do ambiente escolar e da organização das unidades”, afirmou.
Agora em 2026 são mais de 230 mil alunos da rede estadual estudando em colégios cívico-militares. A proposta combina a gestão civil com o apoio de militares da reserva em funções administrativas e de organização da rotina escolar, mantendo o currículo pedagógico da rede estadual.
APROVAÇÃO DE PAIS E PROFESSORES – A pesquisa de opinião realizada em outubro de 2025 apontou avaliação amplamente positiva de pais e responsáveis em relação ao modelo dos colégios cívico-militares. Entre os entrevistados, 90% declararam satisfação com o aspecto da disciplina após a adesão ao modelo, e 81% associam diretamente a modalidade à evolução dos filhos nesse quesito. No que se refere ao rendimento escolar, mais de 70% dos pais afirmam que os estudantes passaram a aprender mais, enquanto quase 80% relatam maior proximidade entre a escola e a comunidade.
Essa percepção positiva também é confirmada pelos profissionais da educação. Pesquisa realizada com professores e pedagogos, no mesmo período do ano passado, indica que a aprovação do modelo entre os docentes paranaenses cresceu 50% entre 2023, início da implantação no Paraná, e 2025.
De acordo com o levantamento, 73,5% dos professores e educadores identificaram melhora na disciplina escolar. Além disso, 82,4% demonstraram satisfação com a atuação dos monitores militares que acompanham a execução do modelo. O impacto positivo também se reflete no ambiente de trabalho: 66,9% dos profissionais afirmam se sentir mais respeitados pelos alunos, e quase 90% estão satisfeitos com o reconhecimento recebido por parte dos estudantes e da gestão escolar.
ADAPTAÇÃO E EXPECTATIVA – O Colégio Estadual Bento Munhoz da Rocha Neto, em Curitiba, está entre as 33 instituições de ensino do Paraná que passam a adotar o modelo de Colégios Cívico-Militares (CCM) a partir de 2026. O primeiro dia de aula sob a nova modalidade foi marcado por novidades, aprendizado e a adaptação para estudantes e equipe escolar.
Uma das principais mudanças já percebidas foi a chegada dos monitores, que passaram a integrar a rotina da escola recentemente. Segundo a gestão eles foram bem recepcionados pela comunidade escolar, com diálogo e construção conjunta do trabalho pedagógico e disciplinar.
À frente da gestão da escola desde 2024, a diretora Thyncia Fabiane Cardoso destaca que a implantação do modelo atende a um desejo antigo e traz ganhos importantes, especialmente no que diz respeito à disciplina e à segurança. “O modelo vale muito a pena em termos de disciplina e segurança. Em situações em que, por exemplo, seria necessário acionar a Patrulha Escolar e nem sempre há disponibilidade imediata, a presença dos monitores gera mais respeito e respaldo para a escola. É um trabalho conjunto, baseado em regras, respeito e diálogo”, afirma.
Atualmente, o colégio atende cerca de 500 estudantes. Já no primeiro dia, a direção percebeu uma boa receptividade por parte dos alunos, mesmo diante das mudanças. “No primeiro dia, muitos alunos ainda nem sabiam exatamente o que era uma formatura, e já explicamos como funciona o novo modelo CCM. Eles entenderam rapidamente. Em breve, vamos reunir também os alunos do Ensino Fundamental para ampliar esse diálogo”, explica a diretora.
Segundo a gestora, a expectativa para os próximos meses é de melhorias significativas no ambiente escolar. “Já visualizo uma melhoria total. Principalmente em relação à segurança, à redução de conflitos dentro da escola e à valorização dos alunos. É mais fácil conduzir a educação quando há orientação, apoio e limites saudáveis”, conclui.
Por - AEn


























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