A frota de veículos tributados pelo Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no Paraná ficou mais nova em 2026. Segundo dados da Secretaria da Fazenda e da Receita Estadual, o número de veículos com até cinco anos de fabricação teve um aumento expressivo em relação a 2025, com um crescimento de mais de 131 mil veículos, indicando que mais paranaenses conseguiram trocar ou adquirir carros mais novos, movimento associado à redução do IPVA.
Entre 2025 e 2026, a quantidade de veículos nessa faixa de fabricação passou de 736 mil para 868 mil, o que representa uma alta de 17,9%. Esse foi, disparado, o maior avanço entre todas as faixas da frota tributada. No total, a frota tributada pelo IPVA no Paraná cresceu 1,5%, passando de 4.079.020 veículos em 2025 para 4.140.092 em 2026.
“A redução do IPVA contribuiu para esse movimento ao aliviar o custo de manutenção do veículo no orçamento das famílias. Com um imposto menor, muitos contribuintes conseguiram antecipar a troca do carro ou comprar modelos mais novos e mais eficientes”, destaca Norberto Ortigara, secretário da Fazenda.
O desempenho contrasta com o comportamento das faixas mais antigas. Veículos com 11 a 15 anos, que representam a maior frota tributada, com mais de 1,3 milhões de veículos, representaram redução de 2,2%, enquanto aqueles com 16 a 20 anos tiveram queda ainda maior, de 7,2%. Já a frota entre 6 e 10 anos cresceu de forma mais moderada, com aumento de 7,2%.
Ortigara complementa que essa renovação da frota é benéfica tanto para a população quanto para o Estado. “Além de beneficiar diretamente os proprietários, a renovação da frota traz impactos positivos mais amplos, como maior segurança no trânsito, redução de emissões e estímulo à atividade econômica ligada ao setor automotivo”, diz.
ISENÇÕES – As motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas aptas a realizar a conversão.
TRANSFERÊNCIA DE VEÍCULO – Uma alteração importante para este ano diz respeito à transferência de propriedade. Diferente do que ocorria anteriormente, o Detran não autoriza mais a transferência de veículos que possuam débitos em aberto dentro do calendário de vencimentos do IPVA. Para concluir o processo de venda ou troca, o contribuinte deve obrigatoriamente quitar todas as pendências financeiras do veículo.
PAGAMENTOS – Os proprietários de veículos já podem realizar o pagamento do IPVA 2026. O prazo para pagamento à vista ou da primeira parcela segue até 15 de janeiro, conforme o final da placa. Quem optar pela quitação integral garante desconto de 6% sobre o valor total. Também é possível parcelar o imposto em até cinco vezes, sem desconto. Com a alíquota fixada em 1,9% sobre o valor venal, o imposto ficou, em média, 45,7% mais barato em comparação ao ano anterior, colocando o Paraná entre os estados com o IPVA mais baixo do Brasil.
As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerar as guias. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes poderão pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, podendo ser realizado a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.
Por - AEN
O Paraná registrou 863 acidentes com serpentes em 2025 e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para a tendência de aumento no número de ocorrências no verão, principalmente em trilhas, jardins e na agricultura. O período, que combina calor e umidade, favorece a atividade desses animais. A maior parte dos casos aconteceu na zona rural, que concentrou quase 80% dos registros no último ano.
Um levantamento da Sesa, com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), aponta que nos últimos anos foram registrados 910 casos em 2023 e 918 em 2024. Em 2025, os dados preliminares indicam 863 acidentes, com a maioria na zona rural (680), seguida pela zona urbana (171) e periurbana (12).
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, diz que o Governo do Paraná tem investido na capacitação de profissionais e na estruturação da rede de atendimento para garantir uma resposta rápida e eficaz. Ele destacou que a prevenção é a principal ferramenta para evitar os acidentes e que a população deve estar atenta aos cuidados, especialmente durante as atividades ao ar livre.
“As ações, desde o alerta preventivo até a manutenção da rede do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) e o treinamento das nossas equipes, garantem que o cidadão tenha o suporte necessário, contribuindo diretamente para a segurança e a sobrevida em casos de acidentes graves de modo rápido e seguro”, afirma Beto Preto.
Cerca de 85% dos casos notificados são atribuídos às serpentes do gênero Bothrops (Jararaca, Urutu, Jararacuçu, Cotiara e Caiçara); 12% ao gênero Crotalus (Cascavel); 3% provocados por Micrurus (Coral verdadeira). Cerca de 70% dos pacientes são do sexo masculino. Em aproximadamente 53% das notificações, a faixa etária acometida acontece entre 15 e 49 anos, que corresponde ao grupo de idade onde se concentra a força de trabalho.
PREVENÇÃO – Segundo a Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVVZI) da Sesa, o uso de botas de cano alto ou perneira de couro, botinas e sapatos pode evitar cerca de 80% dos acidentes e é recomendado para atividades em matas, trilhas, jardins ou na agricultura. Cerca de 15% das picadas atingem mãos e antebraços e por isso o uso de luvas de aparas de couro é indicado para manipular folhas secas, montes de lixo, lenha e palhas, por exemplo.
Outra orientação importante para evitar acidentes é manter limpos os arredores das residências, evitando o acúmulo de lixo, entulho, materiais de construção e mato alto, que possam atrair roedores, presas naturais das serpentes, e que também servem de abrigo para esses animais.
Como as cobras se abrigam em locais quentes, escuros e úmidos, a atenção deve ser redobrada ao manusear lenha, palhas e ao mexer em paióis e cupinzeiros.
O QUE FAZER – Em caso de acidente, a orientação é lavar o local da picada com água e sabão, manter a vítima deitada, hidratada e procurar o serviço de saúde próximo o mais rápido possível. Se possível, e com segurança, levar uma foto ou o próprio animal para facilitar a identificação e a escolha do soro antiofídico correto.
Não se deve fazer torniquete ou garrote, nem cortar, perfurar ou espremer o local da picada. A aplicação de substâncias como pó de café, folhas, álcool ou urina é contraindicada e pode causar infecções. A vítima também não deve ingerir bebidas alcoólicas.
ESTRUTURA – O Paraná conta com uma rede estruturada para o atendimento de acidentes com animais peçonhentos, com 225 serviços de saúde de referência distribuídos nas 22 Regionais de Saúde para aplicação do soro antiofídico, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI), sob gestão da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), em Curitiba, mantém um serpentário com cerca de 350 animais para a produção de plasma hiperimune, matéria-prima dos soros. O CPPI está entre os quatro principais laboratórios produtores do Brasil.
Para orientações, a população e os profissionais de saúde podem contatar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná (CIATox/PR) pelos telefones:
- CIATox Paraná - 0800 0410 148
- CIATox Londrina - (43) 3371-2244
- CIATox Maringá - (44) 3011-9127
- CIATox Cascavel - (45) 3321-5261.
Por - AEN
O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR - Alimentos e Bebidas) do Paraná caiu 0,23% em dezembro, registrando a segunda queda consecutiva, de acordo com boletim técnico divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A queda em novembro tinha sido de 1,33%. No acumulado de 12 meses, o índice geral apresentou alta de 0,23%, o menor patamar desde dezembro de 2023.
O resultado mensal foi impactado principalmente pelos recuos de 0,62 pontos percentuais (p.p.) no subgrupo leite e derivados e de 0,09 ponto em cereais. O subgrupo leite e derivados registrou redução de 4,49% em seus preços, seguido pelas quedas de ovos de galinha (-3,85%), sal e condimentos (-2,80%) e óleos e gorduras (-2,28%).
Dentre os produtos pesquisados, a queda de preços mais expressiva em dezembro ocorreu em abobrinha (-13,16%), acompanhada por alho (-10,35%), uva (-9,24%), leite integral (-7,99%) e melão (-7,77%).
As condições climáticas favoráveis impulsionaram a oferta de abobrinha, reduzindo seus preços. Os preços do alho caíram devido à boa produtividade e ao aumento das importações. No caso da uva, a alta oferta pressionou as cotações, mesmo com a demanda de fim de ano. Já os preços do leite recuaram por uma combinação de investimentos, clima favorável e maior importação.
Sob a ótica da variação acumulada em 12 meses, os principais destaques em redução dos preços ocorreram com cereais (-28%), leite e derivados (-9,71%) e ovos de galinha (-6,28%)
VARIAÇÕES REGIONAIS – Regionalmente, o IPR de dezembro registrou queda em sete dos nove municípios pesquisados. A retração mais expressiva foi registrada em Umuarama (-1,04%), acompanhada por Londrina (-0,56%), Pato Branco (-0,32%), Cascavel (-0,22%), Maringá (-0,13%), Curitiba (-0,11%) e Ponta Grossa (-0,03%).
O subgrupo ovos de galinha registrou as maiores quedas nos municípios de Maringá (-6,48%), Curitiba (-5,49%), Londrina (-5,43%) e Umuarama (-5,28%). O subgrupo leite e derivados registrou quedas em Ponta Grossa (-4,82%), Foz do Iguaçu e Cascavel (-4,51%) e Pato Branco (-3,93%). Em Guarapuava, o destaque da queda foi o subgrupo hortaliças e verduras (-4,67%).
Além de ovos e leite integral, que apresentaram queda nos preços, destaca-se a abobrinha, com quedas de 18,09% em Ponta Grossa, 16,31% em Curitiba, 15,34% em Pato Branco, 13,67% em Cascavel, 13,61% em Londrina, 12,54% em Guarapuava, 11,45% em Umuarama, 9,30% em Maringá e 7,64% em Foz do Iguaçu.
Nos últimos 12 meses, o IPR acumulado registrou queda em Londrina (-1,20%), Curitiba (-0,38%) e Umuarama (-0,31%).
ÍNDICE – O Ipardes divulga mensalmente a variação do Índice Ipardes de Preços Regional - Alimentos e Bebidas (IPR - Alimentos e Bebidas), composto por 91 produtos reunidos em 18 subgrupos e de abrangência para o Paraná e municípios de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama. Os preços para o cálculo do índice são extraídos das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas por estabelecimentos comerciais e disponibilizadas pela Receita Estadual, respeitando os critérios de sigilo fiscal.
A composição da cesta de produtos reflete o padrão de consumo de famílias com renda entre 1 a 40 salários mínimos, retratado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2018. Para o cálculo do IPR - Alimentos e Bebidas são utilizados, aproximadamente, 2,5 milhões de registros de notas fiscais eletrônica ao consumidor (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais, distribuídos por nove municípios polos do Estado do Paraná.
POr - AEn
Referência nacional em políticas habitacionais, o Governo do Paraná acumula recordes no segmento graças ao programa Casa Fácil. Desde o seu lançamento, em 2019, a iniciativa já beneficiou mais de 130 mil famílias em todo o Estado, com investimento direto por meio do tesouro estadual superior a R$ 1,5 bilhão. Presente em 371 dos 399 municípios paranaenses, o programa também movimentou cerca de R$ 23,9 bilhões na construção civil, com impacto expressivo na geração de empregos e renda.
O Casa Fácil opera em várias frentes que englobam tanto a construção de moradias quanto a regularização fundiária de loteamentos irregulares. As modalidades contemplam diferentes públicos e faixas de renda, desde os menores municípios até a Capital, com atendimento prioritário e concessão de subsídio às famílias com menor condição econômica.
O diretor-presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Jorge Lange, salienta o alcance do Casa Fácil e seu impacto no setor da habitação no Estado. “Com o auxílio do governo e dos parceiros envolvidos na construção civil, foi possível entender as dificuldades do setor e desenvolver um programa mais amplo, que abrangesse diferentes públicos. Já alcançamos o número de 110 mil casas, entre entregues e em obras. Mais moradia representa mais dignidade e segurança para a população”, disse.
“Trata-se de uma política pública, instituída por lei, com fonte de recurso própria e previsão orçamentária. Temos a responsabilidade de garantir a segurança jurídica para as empresas e também a continuidade do programa, para que se perpetue, porque vemos que realmente ele faz a diferença na vida das pessoas”, complementou Lange.
AMPLA ATUAÇÃO – O carro-chefe é a modalidade Valor de Entrada, em que o Governo do Estado, por meio da Cohapar, concede subsídio de R$ 20 mil a pessoas com renda de até quatro salários-mínimos. O aporte reduz o valor de entrada dos financiamentos da Caixa Econômica Federal e facilita o acesso à casa própria. Já são quase 100 mil famílias atendidas exclusivamente por essa modalidade.
O sucesso foi tanto que a modalidade foi ampliada em maio do ano passado, com o lançamento do Valor de Entrada – Terceira Idade. A iniciativa é inédita no país e oferece R$ 80 mil de desconto para que pessoas entre 60 e 70 anos consigam comprar um imóvel com período de financiamento reduzido, o principal entrave para este público.
Até o final de dezembro, segundo relatório de contratações entre Cohapar e Caixa, 274 idosos já estavam com a análise de crédito e o benefício aprovados pelo agente financeiro, totalizando um aporte direto de mais de R$ 21,9 milhões pelo Estado.
Outra ação específica para a população idosa é o Casa Fácil – Viver Mais, que visa a construção de condomínios residenciais fechados e adaptados às necessidades desse público. Cada empreendimento possui 40 moradias, que funciona no modelo de aluguel social, com pagamento correspondente a 15% de um salário-mínimo, além de contarem com estrutura completa de lazer e atendimentos periódicos com médicos, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e educadores físicos.
São oito condomínios já entregues e outros 24 estão em fases de execução, licitação ou projeto, com um total de 1.280 unidades habitacionais e investimentos que ultrapassam R$ 244 milhões.
Para atender pessoas em situação de vulnerabilidade, o Casa Fácil – Vida Nova foca na desfavelização e reassentamento de famílias que residem em áreas irregulares, de risco ou em extrema precaridade. Realizado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto recebeu investimento de R$ 1 bilhão e tem previsão de construir até 6 mil unidades residenciais.


Já a modalidade Municípios, também integrante do rol de atuação do programa, é voltada para cidades com até 25 mil habitantes e famílias em situação de vulnerabilidade, com renda mensal de até dois salários-mínimos, que receberão a moradia sem custos. O intuito é estimular a produção habitacional de forma descentralizada, fornecendo recursos diretamente às prefeituras, sem a interveniência de agentes financeiros e/ou necessidade de endividamento.
Na primeira etapa, foram liberados R$ 533 milhões em parceria com a Assembleia Legislativa, cujo repasse é feito diretamente aos municípios por meio de convênios firmados junto à Cohapar. A proposta é levar até 25 moradias por município, a depender do porte populacional de cada uma, totalizando 4.105 novas unidades no Estado.
Outro destaque do Casa Fácil é o chamado Banheiro em Casa, criado após levantamento do IBGE apontar que muitas residências ainda não têm um banheiro com padrão de uso. Para enfrentar essa carência, o Estado mapeou as localidades e estruturou um projeto para instalação de módulos sanitários pré-fabricados em casas de famílias de baixa renda com ausência ou precariedade dessa estrutura.
A ação é conduzida pela Cohapar em parceria com a Sanepar, com aporte superior a R$ 68 milhões e previsão de entregar 3.419 unidades. Ivaiporã foi o primeiro município contemplado e o atendimento seguirá priorizando cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Outros R$ 100 milhões serão destinados para regularizar 50 mil imóveis sem documentação, por meio do Casa Fácil – Paraná Regularizado. O objetivo é dar segurança jurídica e garantir o direito à posse aos moradores, com um processo feito sem custos para quem tem renda mensal de até três salários-mínimos.
PROGRAMA – O programa Casa Fácil, criado pelo Governo do Paraná, tornou-se um exemplo para todo o país, sendo premiado com o Selo de Mérito pela Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC) por vários anos consecutivos e expertise replicada em 23 entes da Federação, entre estados e municípios.
Famílias interessadas em participar do programa podem acessar o site da Cohapar, onde estão disponíveis informações detalhadas sobre cada modalidade, critérios de participação e o sistema para cadastro familiar.
POr - AEN
O feijão é uma cultura de extrema importância para o Brasil, sendo um dos alimentos básicos no cardápio da população.
O Paraná possui condições climáticas favoráveis e uma estrutura agrícola bem desenvolvida, o que permite uma produção significativa de feijão com alta qualidade e com maior produtividade, ou seja, mais quilos por hectare. Em 2025 o Paraná confirmou a condição de maior produtor de feijão do País, com cerca de 25% do total nacional. E estabeleceu um novo recorde, com quase 865 toneladas colhidas nas duas safras: Foram 338 mil na primeira e 526,6 mil toneladas na segunda.
Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, os números refletem um modelo de produção consolidado no Paraná. “Somos o estado mais sustentável do Brasil e o que mais produz por metro quadrado no mundo, resultado de investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente, e isso também se confirma de forma clara na cadeia do feijão. Quando somamos todos esses fatores o resultado é o aumento da renda para o produtor rural”, afirma.
O Paraná também se destaca quando o assunto é o desenvolvimento de cultivares de feijão. Segundo indicadores do Controle de Produção de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa), na safra de 2024/25 e de 2025/25 foram implantados no Brasil 17.822 hectares de campos de produção de sementes de cultivares de feijão do grupo comercial carioca, e 14.337 hectares de campos de sementes de feijão do grupo comercial preto. As cultivares desenvolvidas no Estado representam 38,8% desse total.
Para o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, com essa participação, o Estado reafirma sua posição como a principal instituição de melhoramento genético de feijão do Brasil. “O IDR-Paraná tem essa expertise de desenvolver cultivares que se ajustem às condições da nossa gente, dos nossos agricultores, e hoje não é só uma referência estadual, é uma referência nacional. Por isso que o IDR, através da sua pesquisa, é reconhecido no Brasil inteiro. Na cultura do feijão isso ocorre também dessa forma”, comenta.
Segundo o engenheiro agrônomo José dos Santos Neto, coordenador estadual do programa Grãos-Feijão e Cereais de Inverno do IDR-Paraná, o programa de melhoramento genético de feijão do Instituto consolida-se, mais uma vez, como protagonista nacional na oferta de cultivares de alto desempenho para o setor produtivo.
Atualmente o IDR-Paraná tem nove cultivares de feijão sendo multiplicadas por parceiros produtores de sementes. Os dados do Sigef/Mapa mostram que o Instituto lidera a produção de sementes do grupo comercial preto, respondendo por 71,2% de toda a área multiplicada no Brasil.
Esse destaque é impulsionado, sobretudo, pela cultivar IPR Urutau, que alcançou 9.844 hectares de produção de sementes em todo o país. Considerando-se todos os grupos comerciais, a cultivar de feijão IPR Urutau foi a mais multiplicada do Brasil na última safra, correspondendo 68,7% de todas as multiplicações de feijão preto.
“O desempenho excepcional da IPR Urutau confirma a eficiência do trabalho desenvolvido pelo programa de melhoramento de feijão do IDR-Paraná, que há décadas investe em genética, produtividade, sanidade e adaptação às diferentes regiões produtoras”, afirma Santos Neto.
VARIABILIDADE GENÉTICA – O programa de melhoramento genético de feijão do IDR-Paraná já desenvolveu 42 cultivares, muitas delas utilizadas por agricultores de todas as regiões produtoras do Brasil. A diretora de Pesquisa do IDR-Paraná e melhorista em feijão, Vania Moda Cirino, salienta que o desenvolvimento de novas cultivares amplia as alternativas de escolha de produtores e consumidores, bem como aumenta a variabilidade genética, diminuindo a vulnerabilidade da cultura.
“A utilização de variedades melhoradas constitui uma das principais tecnologias para redução do custo de produção, agregação de valor ao produto, proporcionando a elevação da renda do agricultor, estimulando a sucessão familiar e a fixação do pequeno produtor no campo. Essas tecnologias trazem vantagens econômicas, sociais e ambientais, garantindo a sustentabilidade do negócio agrícola no Paraná e no Brasil”, explica Vania.
Em março de 2026 o IDR-Paraná vai lançar a sua 43ª cultivar de feijão, a IPR Quiriquiri, que pertence ao grupo comercial carioca e tem escurecimento lento do tegumento (casca) dos grãos, o que significa que a parte externa do feijão demora mais tempo para escurecer após a colheita e durante o armazenamento, característica muito demandada pela indústria e pelos agricultores.
Por - AEN
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), vem ampliando de forma consistente os investimentos para garantir que o paciente chegue ao atendimento em saúde como parte fundamental do cuidado na área. O transporte sanitário tem papel estratégico para assegurar o acesso da população a consultas, exames e procedimentos, especialmente quando há necessidade de deslocamento entre municípios ou regiões. Nos últimos anos, apenas nesse segmento, foram investidos mais de R$ 1,4 bilhão.
Em 2025, as aquisições para o transporte sanitário concentraram o maior volume de recursos e de veículos desde 2019, alcançando o nível mais elevado desde então. Ao longo do ano passado, foram repassados aos municípios recursos para a compra de 2.038 veículos, entre ônibus, ambulâncias e vans destinadas ao transporte de pacientes, com um investimento de R$ 391,9 milhões.
Somam-se a esse montante a entrega de 150 vans e 50 veículos, com investimento adicional de R$ 94 milhões, totalizando mais de R$ 486 milhões aplicados na renovação e ampliação da frota.
Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, as aquisições desses novos veículos garantem um transporte sanitário mais seguro e humanizado para a população do Paraná. “A renovação da frota é fundamental para qualificar o atendimento aos usuários do SUS, que muitas vezes precisam se deslocar para outros municípios para a realização de consultas e exames especializados”, disse Beto Preto. “Essa melhoria contribui para ampliar a resolutividade da assistência, aproximar os serviços das famílias e promover mais qualidade de vida para a população”, ressaltou.
Esse fortalecimento vem crescendo ano a ano. Entre 2021 e 2024, os repasses aos municípios para essa finalidade somaram R$ 794 milhões, viabilizando a aquisição de 6.439 veículos para o transporte sanitário em todo o Estado. Além disso, no mesmo intervalo de anos foram adquiridos pela Sesa mais 2.217 unidades, entre veículos, furgões, ambulâncias e vans, que ultrapassaram os R$ 163 milhões, reforçando a continuidade da política de investimento na área.
Magali Meurer faz parte da equipe técnica da Secretaria da Saúde de Nova Prata do Iguaçu, no Sudoeste. Ela diz que o transporte sanitário mudou muito nos últimos anos no município. “Somos um município pequeno, e a maioria dos tratamentos são feitos nos centros de referência. Esse incentivo que o Governo do Estado disponibilizou foi de suma importância para a gente poder, além de ofertar o tratamento para esse paciente, também garantir o transporte com segurança e com qualidade”, afirmou.
Adriane Filippini é usuária do transporte sanitário e utiliza o serviço com frequência para levar o filho a consultas com especialistas em Francisco Beltrão, também no Sudoeste. Além disso, também acompanha o pai em atendimentos com cardiologista e pneumologista e recorre ao transporte sempre que precisa se deslocar para realizar doação de sangue.
“A Secretaria da Saúde vem dando muita importância aos pacientes que utilizam o transporte, vem adequando os horários, os veículos e cada vez deixando os pacientes com mais conforto, tranquilidade, tudo pelo SUS”, disse.
POr - AEN








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