Com o encerramento do prazo para pagamentos da cota única e primeira parcela do calendário do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026, a Secretaria da Fazenda e Receita Estadual do Paraná divulgaram nesta terça-feira (20) que do total de 4,1 milhões de proprietários de veículos tributados no Paraná, cerca de 2,31 milhões de veículos (56%) realizaram ao menos uma etapa de pagamento do imposto.
O balanço preliminar aponta que do total da frota, 1,36 milhão optaram pela quitação à vista, aproveitando o desconto de 6%. Ao todo, aproximadamente 3,4 milhões de veículos estão sendo beneficiados pela alíquota reduzida de 1,9%.
Em valores, isso reflete no recolhimento de mais de R$ 1,96 bilhão para o Estado. Desse total, 1,72 bilhão foi quitada à vista. O montante corresponde a 37,2% da estimativa de arrecadação para o exercício, que prevê o lançamento atual de R$ 4,62 bilhões, conforme dados do fisco estadual.
“Os valores mostram que a redução da alíquota, aliada ao desconto para pagamento à vista, estimulou o adimplemento voluntário e fortaleceu a relação de confiança entre o Estado e o contribuinte. A estratégia permitiu aliviar o orçamento das famílias paranaenses, ao mesmo tempo em que assegurou previsibilidade de caixa para o planejamento financeiro do Estado”, disse o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.
PRIMEIRA COTA – A arrecadação parcial também pode ser analisada por final de placa: os veículos com finais de placa 1 e 2 arrecadaram R$ 270,5 milhões em 2026. Na sequência, os finais 3 e 4 apresentaram um avanço ainda mais expressivo, com arrecadação de R$ 353,5 milhões neste exercício.
Entre os veículos com finais 5 e 6, a arrecadação foi de R$ 102,3 milhões. Já os finais de placa 7 e 8 passaram de R$ 109,5 milhões em 2025 para R$ 199 milhões em 2026, registrando alta de 81,7%. Já os veículos com finais de placa 9 e 0 totalizaram R$ 160,5 milhões em 2026.
Os recursos arrecadados com o IPVA são fundamentais para investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura viária, beneficiando diretamente a população paranaense.
COMO PAGAR – O prazo para o pagamento à vista do IPVA 2026 se encerrou no dia 9 de janeiro. Desde então, os contribuintes têm apenas a opção de pagar o imposto em cinco vezes sem juros.
As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerar as guias. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes poderão pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, podendo ser feito a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
ISENÇÕES – As motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas aptas a realizar a conversão.
SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.
Confira o calendário do próximo pagamento parcelado:
1 e 2 - 09/02, 09/03, 09/04, 11/05
3 e 4 - 10/02, 10/03, 10/04, 12/05
5 e 6 - 11/02/ 11/03, 13/04, 13/05
7 e 8 - 12/02, 12/03, 14/04, 14/05
9 e 0 - 13/02, 13/03, 15/04, 15/05
Por AEN
O Governo do Paraná publicou no começo deste ano o , que regula a transferência de adolescentes apreendidos em flagrante de ato infracional ou em decorrência de cumprimento de mandado judicial. Ele estabelece os procedimentos preliminares que devem ser realizados pelas delegacias de polícia, pelos Centros de Socioeducação (Cense) e pela Divisão de Vagas da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju).
A principal regra é a transferência imediata do adolescente apreendido pela autoridade policial para o Cense em caso de apreensão. O Cense, então, apresentará o adolescente ao Ministério Público e às audiências do Poder Judiciário. Se a cidade da ocorrência não tiver Cense, a coordenação será feita pela unidade mais próxima. Os Censes contarão com espaços para abrigamento provisório e coordenarão, em parceria com o Poder Judiciário, a internação dos adolescentes.
No caso de apreensão em cumprimento de mandado de busca e apreensão, seja de natureza cautelar ou decorrente da aplicação de medida socioeducativa de internação ou semiliberdade, após o cumprimento do mandado, a autoridade responsável deverá comunicar imediatamente ao juízo que o expediu, devendo o adolescente ser encaminhado nos mesmos termos da apreensão em flagrante.
“Esse é mais um passo importante do Estado do Paraná. Depois de retirar os presos das delegacias, retiramos também qualquer possibilidade de custódia de adolescentes em conflito com a lei, que agora serão acolhidos diretamente nos Censes”, diz o secretário estadual da Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge.
Ele acrescenta que, até então, os adolescentes apreendidos eram liberados ou permaneciam de forma irregular em delegacias. “Acabamos com a sensação de impunidade, pois os adolescentes apreendidos não serão liberados por falta de espaço, e vamos proporcionar um ambiente adequado, uma custódia humanizada a meninos e meninas, conforme prevê a legislação”, afirma.
Para o diretor de justiça da Seju, Gerson Faustino Rosa, o decreto está amparado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. “Além do ECA, o decreto está amparado pela Lei Federal nº 14.735/2023, que veda a custódia de adolescente infrator, ainda que em caráter provisório, em dependências de prédios e unidades das polícias civis”, explica.
Por AEN
O ex-jogador de futebol Cleilton Eduardo Vicente, o Perdigão, de 48 anos, foi agredido por um policial militar após a partida entre São Joseense e Operário-PR, disputada no domingo (18), na Vila Capanema, em Curitiba, pelo Campeonato Paranaense. O caso, registrado em vídeo e amplamente divulgado nas redes sociais, levou ao afastamento imediato do agente e à abertura de investigação pela Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.
ASSISTA AO VIDEO AQUI
Perdigão, campeão mundial pelo Internacional em 2006 e com passagens por clubes como Corinthians, Athletico-PR e Vasco, publicou imagens que mostram o momento em que é atingido por golpes de cassetete e empurrões desferidos pelo policial. Em suas redes sociais, o ex-atleta descreveu o episódio como "extremamente constrangedor e doloroso" e relatou que se aproximou do agente apenas para cumprimentá-lo após o jogo.
“Naquele momento, me aproximei de um policial apenas para cumprimentá-lo, parabenizar pelo serviço e desejar boa noite. Não sei se houve algum mal-entendido, mas, de forma repentina e sem qualquer justificativa, ele veio em minha direção me agredindo com um cassetete”, escreveu.
O ex-jogador afirmou ainda que tentou se afastar, não reagiu às agressões e que não houve qualquer provocação ou atitude rude de sua parte. As fotos publicadas por ele mostram hematomas em diferentes partes do corpo.
Resposta institucional
Em nota divulgada nesta terça-feira (20), a PM-PR informou que a Corregedoria determinou o afastamento do policial militar para funções administrativas e seu encaminhamento para avaliação psicológica. A corporação destacou que a conduta relatada “não condiz com o preparo e com o trabalho das forças de segurança do Paraná”.
A nota oficial também mencionou que, durante a partida, houve tentativa de invasão ao setor de visitantes por parte da torcida organizada Fúria Independente, além de identificação de torcedores infiltrados com potencial para confronto. Ao final do jogo, segundo a PM, dois torcedores com sinais de embriaguez adentraram uma área de acesso restrito e não acataram ordens da segurança privada, o que teria motivado a intervenção policial registrada nos vídeos. Posteriormente, um dos indivíduos foi identificado como Perdigão.
Apoio de instituições
A Federação Paranaense de Futebol (FPF), onde Perdigão atua como comentarista no programa, emitiu nota de apoio ao ex-jogador, afirmando que acompanhará os desdobramentos e reforçando que "futebol e violência não combinam".
O governador Ratinho Junior também se manifestou, afirmando que as providências foram tomadas imediatamente e que excessos não serão tolerados. Ele ressaltou que a polícia existe para proteger e respeitar o cidadão e que a apuração será rigorosa.
O caso segue sob investigação da Corregedoria da PM-PR, que ouvirá as partes envolvidas e analisará as imagens e relatos para determinar eventuais responsabilidades.
As assembleias garantem aos cooperados o direito de participar das decisões que orientam o presente e o futuro da cooperativa
A Cresol, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil, dá início ao período das Assembleias 2026. Esse é o momento em que os associados se reúnem para analisar resultados, definir prioridades e participar ativamente das decisões que orientam o presente e o futuro da cooperativa.
As assembleias representam a essência do cooperativismo. É nesse espaço que os cooperados acompanham a prestação de contas, entendem como os resultados foram gerados e contribuem para definir como eles serão reinvestidos ou distribuídos, sempre com foco no desenvolvimento coletivo: sócios, cooperativa e comunidade.
“Todos os anos, realizamos com muito entusiasmo o nosso período assemblear, em que reunimos os cooperados para prestar as contas do ano que passou e também para falarmos do futuro. É muito importante que todos participem e exerçam o seu direito, que é um direito de dono, de saber, de entender como está a cooperativa e contribuir com as decisões”, destaca Alzimiro Thomé, presidente da Central Cresol Baser.
Poder de decisão
O período assemblear, de fevereiro a abril de cada ano, é realizado pelas 57 cooperativas filiadas ao Sistema Cresol. As assembleias de relacionamento, ou pré-assembleias, acontecem presencialmente nas cidades onde há agências Cresol. O objetivo é apresentar os indicadores e as atividades desenvolvidas na comunidade e ouvir apontamentos e sugestões.
Já a Assembleia Geral Ordinária (AGO), prevista na Lei das Cooperativas nº 5.764/71, pode acontecer na modalidade híbrida (presencial e virtual) ou virtual. Na AGO, são tomadas as decisões com base nos votos dos associados participantes. Cada cooperado tem direito a um voto, independentemente da sua movimentação financeira ou do capital investido.
Distribuição de resultados
Na AGO também acontece o processo de destinação das sobras, quando há recursos disponíveis após a aprovação das contas da cooperativa. E são os cooperados que decidem, por meio do voto, como esse dinheiro será distribuído.
Uma parte dos recursos é destinada para fundos de reserva — para garantir a estabilidade da cooperativa — e de assistência técnica, educacional e social, estes voltados para atividades com cooperados e familiares, colaboradores, entidades e comunidade local.
Outra parte pode retornar diretamente ao cooperado como um cashback: ele recebe de volta um valor proporcional à sua participação na cooperativa. Quanto maior a movimentação financeira e os investimentos, maior pode ser a parte recebida.
O processo assemblear evidencia o comprometimento da Cresol com os princípios do cooperativismo, como a gestão democrática, a participação econômica dos membros, a educação, formação e informação e o interesse pela comunidade.
Veja as datas das assembleias
As datas são divulgadas pelas cooperativas filiadas nos meios de comunicação e redes sociais.
Sobre a Cresol
Com 30 anos de atuação, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do Brasil, oferecendo soluções para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais. Conta com mais de 1 milhão de cooperados e 1.000 agências de relacionamento em 19 estados brasileiros.
Por Assessoria
O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), publicado neste mês, aponta que a seca recuou no Norte e no Noroeste do Paraná, e avançou no Sul e Sudoeste do Estado. O estudo, realizado em parceria com vários institutos em todo o Brasil, foi coordenado nos últimos 30 dias pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
Em setembro houve o avanço das secas fraca, moderada e grave no Norte do Paraná - ela que já vinha subindo desde agosto nas cidades que ficam na divisa com o estado de São Paulo. Por outro lado, devido às chuvas acima da média no Sudoeste, houve recuo da seca fraca. Em outubro a seca seguiu avançando pelo Estado, e em novembro começou a recuar.
O mapa de dezembro aponta que houve avanço da seca fraca no Extremo Sul e Sudoeste do Paraná, divisa com Santa Catarina. “Nestas regiões, nos últimos meses, as chuvas foram irregulares e ficaram abaixo da média histórica, contribuindo para o retorno da seca”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. Das 44 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, 19 registraram volume de chuva abaixo da média em dezembro.
Ao contrário destas cidades, outras 25 registraram chuva acima da média em dezembro. O destaque fica para Guaíra, que atingiu o maior acumulado de chuvas do mês: 517,2 mm, contra uma média histórica de apenas 175,1 mm. A cidade não registrava um acumulado de chuvas tão alto desde dezembro de 2020, quando chegou a 532,2 mm no mês.
A segunda cidade que registrou maior acumulado de chuva em dezembro de 2025 foi Cambará: 407,2 mm, enquanto a média histórica é de 144,9 mm. É o maior volume de chuvas em um mês na cidade desde a instalação da estação meteorológica, em julho de 1997.
Por conta de toda essa chuva, assim como foi em novembro, a seca seguiu recuando na maior parte do Paraná. “Chuvas acima da média histórica no Centro Norte e principalmente no Noroeste do Estado no final do ano passado, ainda durante a primavera, favoreceram a redução da seca fraca, então praticamente todo o Noroeste está sem seca relativa, enquanto que no Norte e Norte Pioneiro houve o recuo de pelo menos uma categoria”, ressalta Reinaldo.
No Norte, a seca passou de moderada para fraca. Em cidades como Jacarezinho e Cambará, houve o recuo da seca grave para a seca moderada. O norte dos Campos Gerais e a parte norte do Litoral, assim como o Norte Pioneiro, seguem com seca moderada. No resto da faixa Leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba, permanece registro de seca fraca.
BRASIL – Nenhuma região brasileira registra, no momento, seca excepcional. A única região que ainda registrou seca extrema no mapa de dezembro do Monitor de Secas foi o Nordeste. A seca extrema atinge parte dos estados da Bahia, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Há registro de seca moderada em praticamente todo o Sudeste, parte do Centro-Oeste do Brasil, assim como no Tocantins. Nos outros estados do Norte há poucos registros de seca fraca. O Rio Grande do Sul é o único estado sem qualquer registro de seca nesta atualização do Monitor de Secas.
MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.
O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo - como foi o caso do mapa de dezembro.
Por AEN
O resultado preliminar da Avaliação Quadrienal (2021–2024) dos Programas de Pós-Graduação (PPGs), realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), evidenciou um avanço significativo para os programas de pós-graduação das Instituições de Ensino Superior do Paraná (IES).
Segundo a análise feita pelo Conselho Paranaense de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (CPPG), com base em dados de aproximadamente 95% dos PPGs do Estado, o número de programas de excelência (com nota 6 ou 7) entre as 20 IES que integram o conselho, passou de 37 na avaliação anterior para 49 no último quadriênio.
No quadriênio 2017-2020 eram nove programas de excelência com nota máxima 7 e agora são dezesseis. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) alcançou cinco programas, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) dois, Universidade Federal do Paraná (UFPR) alcançou seis programas, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) dois, e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) um.
Já os programas com nota 6 passaram de 28 para 33. São 17 na UFPR, seis na UEM, cinco na PUCPR. Contam com um programa nota 6 a UEL, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), UTFPR e Faculdades Pequeno Príncipe.
“Além do grande aumento no número de programas de excelência, também tivemos aumento no número de programas com nota 5 e 4. Resultado tão relevante quanto a diminuição em 40% do número de programas nota 3, que é a nota mínima para a criação de um programa de pós-graduação”, disse o presidente do CPPG e professor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Paulo Roberto da Silva.
O que, segundo ele, mostra um amadurecimento da pós-graduação no Paraná considerado um Sistema Estadual de Pós-Graduação jovem, se comparado a outros estados do Brasil. “Temos que valorizar o papel de todos os envolvidos como os professores, orientadores, coordenadores, reitores e pró-reitores”, afirmou.
“Também não teríamos alcançado este resultado se não fosse os investimentos feitos na pós-graduação, que depende de recurso, e pesquisa. Aí entram as instituições de fomento como a Fundação Araucária e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Além das agências de fomento federais como Capes, CNPq e Finep”, afirmou o presidente do CPPG.
O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que o esforço conjunto do Governo do Estado e das universidades tem refletido no crescimento expressivo e na qualidade dos programas de pós-graduação do Paraná.
Segundo ele, este crescimento de 37 para 49 programas com notas 6 e 7 demonstra o avanço consistente da pós-graduação no Paraná e reflete diretamente o impacto do fomento realizado pela Fundação Araucária e pela Seti, especialmente por meio das ações e programas de internacionalização e de concessão de bolsas de pesquisa.
“Esses investimentos fortalecem a qualidade dos cursos, ampliam a inserção internacional dos programas e contribuem para a formação de mestres e doutores em todas as regiões do Estado, promovendo desenvolvimento regional, fixação de talentos e geração de inovação”, disse o presidente.
PROGRAMAS DE EXCELÊNCIA – Entre as universidades estaduais, a UEL alcançou o maior número de cursos com o conceito máximo. Os programas em Biotecnologia e Ciências da Saúde conquistaram a nota 7, mesmo conceito dos programas de pós-graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, Ciência Animal e Patologia Experimental, totalizando cinco programas de excelência internacional, nas áreas de saúde, biotecnologia e exatas.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UEL, Daniele Sartori, afirma que um dos pilares para o desenvolvimento dos programas de pós-graduação é a sustentabilidade que esses programas têm, que está diretamente ligada ao fomento destinado à ciência e à tecnologia.
“Esse fomento é dado especialmente por meio de bolsas de pesquisa e recursos para o desenvolvimento dos projetos”, disse Daniele. “Como resultado desse investimento na ciência, tem-se uma produção científica e tecnológica mais robusta, capaz de gerar tecnologias inovadoras e também profissionais melhores preparados para o mercado de trabalho”, afirmou.
Os programas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) também tiveram um bom desempenho. A instituição passa a ter dois cursos com a nota máxima (7). O Programa de Pós-Graduação em Zootecnia alcançou a nota 7 e juntou-se ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais nos cursos com maiores conceitos. Seis programas têm nota 6.
Aliado à dedicação de professores e estudantes, a coordenadora do Programa em Zootecnia, Paula Matumoto Pintro, também destaca que o fomento às universidades, por meio de instituições como a Fundação Araucária e da Seti, garante as condições necessárias para a qualidade e a consolidação da pós-graduação, por meio de investimentos em bolsas, infraestrutura e pesquisa.
“Os investimentos permitem que os programas de pós-graduação se consolidem, ampliem sua capacidade formativa e contribuam de maneira efetiva para o desenvolvimento científico, tecnológico, social e econômico do Estado do Paraná e do Brasil. As ações de internacionalização também assumem um papel estratégico na pós-graduação”, disse.
“O fomento adequado assegura que essas ações não sejam pontuais, mas estruturantes, permitindo que os programas de pós-graduação planejem estratégias de longo prazo e consolidem uma cultura institucional voltada à excelência acadêmica”, acrescentou.
FEDERAIS – Entre as instituições federais, a que teve o maior número de programas com notas 6 e 7 foi a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O levantamento indica que 29,1% dos programas avaliados na instituição tiveram conceito máximo de excelência, notas 6 e 7. Entre os que atingiram a nota máxima está o Programa de Pós-Graduação em Direito.
“O resultado é um reconhecimento das nossas atividades de pesquisa, extensão, ensino e sobretudo das nossas atividades também de internacionalização”, disse a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Direito, Ângela Couto Machado Fonseca. “Sem dúvida, as ações e os programas de internacionalização são fundamentais para um programa de excelência, assim como os programas de bolsas de pesquisa e disseminação científica, sem os quais os nossos discentes dificilmente poderiam levar adiante pesquisas de qualidade e com os resultados de excelência que nós temos obtido”.
As notas atribuídas pela Capes aos PPGs variam de 1 a 7, sendo 6 e 7 destinadas aos PPGs de excelência, nota 5 aos considerados Muito Bons, nota 4 aos PPGs Bons e nota 3 aos Regulares.
PÓS-GRADUAÇÃO EM TODAS AS REGIÕES DO PARANÁ – O Sistema de Pós-Graduação do Paraná destaca-se por sua ampla capilarização territorial, com aproximadamente 55% dos Programas de Pós-Graduação localizados no interior do Estado. Cenário que, de acordo com o presidente do CPPG, professor Paulo Roberto da Silva, constitui um diferencial estratégico relevante, pois assegura que o avanço científico, tecnológico e a formação de recursos humanos altamente qualificados não se concentrem apenas na Capital.
“Essa capilarização dos PPGs pelo Estado promove o desenvolvimento regional de forma inclusiva, fortalecendo instituições locais, estimulando a fixação de talentos, impulsionando a inovação e contribuindo diretamente para o crescimento econômico e social de todas as regiões do Paraná”, disse.
CPPG – Integram o Conselho Paranaense de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (CPPG) vinte Instituições de Ensino Superior, sendo sete estaduais, cinco federais e oito privadas.
Por AEN


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