Paraná pode enfrentar prolongamento do período de estiagem

A confirmação de que, pelo segundo ano consecutivo, o La Niña vai atuar na atmosfera, deve prolongar o período de seca no Paraná.

 

O anúncio do fenômeno foi feito pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), agência climática dos Estados Unidos. 

 

O meteorologista Lizandro Jacóbsen explica que o La Niña deve impactar a quantidade de chuvas principalmente no verão. “O impacto aqui no Paraná é reduzir a quantidade de chuvas, ou seja, bem provável que nos próximos meses tenhamos chuvas abaixo da média climatológica”, disse.

 

 

 

 

Por Felipe Ribeiro (Banda B)

 
Carona e motorista que assediaram ciclista viram réus por importunação sexual

O homem que assediou a ciclista Andressa Lustosa, em Palmas, na região sul do Paraná, e o motorista do carro que facilitou o crime viraram réus por importunação sexual e lesão corporal qualificada. A denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) foi aceita pela Justiça nesta sexta dia 15.

 

O caso ocorreu, no último dia 26 de setembro, quando Andressa circulava de bicicleta por uma rua de Palmas. Uma câmera de monitoramento flagrou o momento em que a vítima foi tocada e caiu no chão. Ela teve ferimentos nas costas e nas pernas.

 

O delegado responsável pelo inquérito, Felipe Silva, explicou que, embora quem efetivamente passou a mão na ciclista tenha sido o carona, o condutor entrou como coautor pois sabia a intenção do colega e facilitou a prática.

 

“A lesão corporal é qualificada porque foi causada em razão da importunação, ou seja, por razões da vítima ser do sexo feminino. E em relação ao que passou a mão ter negado que tinha essa intenção, ficou claro durante as investigações que ele tinha essa intenção”, disse o delegado.

 

O crime de importunação sexual tem pena prevista de um a cinco anos de prisão, já o de lesão corporal qualificada pode render de um a quatro anos de reclusão. A ação penal tramita sob sigilo na Vara Criminal de Palmas.

 

 

 

 

Por Francielly Azevedo (Banda B)

 

 

Veja o vídeo:

 
 
Governador apresenta potencial do Paraná aos maiores fundos soberanos de Abu Dhabi

O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou nesta quinta-feira (14) os potenciais e ativos do Paraná para os três maiores fundos soberanos de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Somados, o Abu Dhabi Investment Autority, o Mubadala Investment Company e o Abu Dhabi Fund for Development administram um capital global estimado em mais de US$ 3,5 trilhões (cerca de R$ 19,2 trilhões).

A visita integra a missão técnica-comercial do Governo do Estado ao País do Oriente Médio, uma agenda paralela à Expo Dubai 2020 e ao Paraná Business Experience.

Ratinho Junior destacou a preparação do Estado para se tornar o hub logístico da América do Sul, com diferentes oportunidades de investimentos em infraestrutura. Mencionou, entre outras ações em andamento, o novo processo de concessão de rodovias, em parceria com o governo federal, o planejamento para a construção da linha férrea ligando Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá e a própria ampliação da capacidade logística do terminal marítimo paranaense.

“Estamos falando em mais de R$ 70 bilhões em investimentos privados. Propostas que vão mudar a realidade do Paraná, facilitando a conexão com o restante do mundo. Com isso, tudo o que for produzido no nosso Estado vai ganhar mais competitividade, gerando emprego e renda para os paranaenses”, afirmou o governador. “O mundo está de olho no Paraná, não podemos perder essa oportunidade”.

Durante a apresentação, Ratinho Junior lembrou que em sete anos, o Paraná vai aumentar de 36% para 90% a quantidade de estradas em concessão com pista dupla. Segundo ele, o novo modelo de concessões de rodovias está baseado na menor tarifa com garantia de obras, e trará R$ 44 bilhões em investimentos diretos nas estradas do Paraná.

No total, 3.327 quilômetros de rodovias integram o pacote, subdivididos em seis lotes, caracterizando o maior projeto de concessão do tipo em todo o Brasil. “O valor em investimentos é o equivalente a 120 anos de orçamento federal para rodovias que seria destinado ao Paraná”, afirmou.

NOVA FERROESTE – Desenvolvido pelo Governo do Paraná, o projeto da Nova Ferroeste, que está em fase de conclusão de estudos, vai ligar o Mato Grosso do Sul ao Litoral do Paraná. Ao todo serão 1.304 quilômetros de extensão. A ferrovia criará um dos mais importantes corredores de exportação do Brasil. A expectativa é viabilizar o transporte de 38 milhões de toneladas de carga no primeiro ano de funcionamento. Destes, 26 milhões de toneladas seriam exportadas pelo Porto de Paranaguá.

“A intenção foi avaliar a possibilidade dos Fundos de participar do financiamento do projeto. O Brasil está no radar deles, como estratégia de negócio na América Latina”, ressaltou o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.

A transformação logística desencadeada pela execução do projeto vai impactar diretamente a economia nacional. Estima-se que a redução do custo logístico seja de 30%, o que deve tornar os produtos mais competitivos no mercado internacional e permitiria ainda a redução de preços nas gôndolas dos supermercados. “Vai mudar completamente a infraestrutura logística do Estado”, disse Ratinho Junior.

O projeto será finalizado até dezembro. A partir de fevereiro terão início as audiências públicas, com expectativa de ir a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em abril de 2022. O consórcio que vencer a concorrência será responsável também pelas obras e poderá explorar a ferrovia por 70 anos. O investimento é estimado em R$ 33,4 bilhões.

PORTOS – O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, também participou dos encontros. Ele apresentou as oportunidades existentes no ambiente portuário paranaense, com destaque para as cinco novas áreas que irão para leilão, denominadas PAR09 (21.577 m²), PAR15 (37.431 m²) e PAR14 (20.026 m²), destinadas para o segmento de Granéis Sólidos de Exportação, PAR32 (6.651 m²), para Carga Geral, e PAR 50 (85.392 m²), de Granéis Líquidos.

Juntas, os espaços preveem um investimento de cerca de R$ 1,05 bilhão. “Foi mais um dia de trabalho produtivo, no qual a gente pôde mostrar para o mundo árabe, para o Oriente Médio, as oportunidades de investimento nos portos do Paraná”, comentou Garcia.

“Finalizamos mais uma rodada de sobre a infraestrutura do Paraná, apresentando os nossos projetos. Já tratamos aqui dos modais rodoviários, aéreos e ferroviários. Agora, trouxemos, também, um pouco sobre as operações portuárias”, complementou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Os mercados árabes, em especial dos Emirados Árabes Unidos, são importantes para a economia do Brasil. Os Portos do Paraná são portas de entrada e saída para produtos da indústria e do agronegócio nacionais.

Segundo dados do Ministério da Economia (ComexStat), em geral, neste ano (de janeiro a agosto), pelos portos do Paraná foram exportados pouco mais de 130 mil toneladas e mais de US$ 167,3 milhões (dólares) em produtos para os Emirados Árabes Unidos. Foram 42 tipos de produtos diferentes, sendo os principais frango (US$ 119.483.225, quase 73 mil toneladas) e celulose (US$ 32.624.554, e cerca de 46,7 mil toneladas), além de outros alimentos congelados, outras carnes (bovina e suína) e madeira.

Na importação, de janeiro a agosto, já foram quase 242 mil toneladas e US$ 130,5 milhões em produtos dos Emirados Árabes Unidos. Foram 17 tipos de produtos diferentes, sendo os principais os derivados de petróleo (US$ 110.054.113 e quase 196 mil toneladas) e os fertilizantes (US$ 16.390.354 e cerca de 44 mil toneladas). Além desses, também se destacaram as importações de alumínio e polímeros de etileno.

PORTO GUARÁ – Diretora de desenvolvimento do projeto, Xênia Karina Arnt apresentou aos árabes a proposta de implantação de um novo complexo portuário privado na Baía de Paranaguá, em fase de licenciamento ambiental. Serão investidos R$ 4,1 bilhões na construção do terminal, para movimentação de 31,5 milhões de toneladas/ano de grãos, líquidos e containers. A previsão para início das obras é para o segundo semestre de 2022, em uma área de 2 milhões de metros quadrados, com início da operação programado para 2025. O empreendimento é conduzido pelo Grupo Far e Grupo Novo Oriente Participações.

“As reuniões foram muito positivas. Tivemos a oportunidade de mostrar que o Porto Guará está voltado ao atendimento da logística da agroindústria e do agronegócio, focando principalmente no mercado asiático. O empreendimento possibilitará a criação do corredor Brasil/Asia, com eficiência, competitividade e segurança”, destacou a diretora.

BALANÇO – Segundo o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, as reuniões abriram as portas do Estado. “São fundos fortes, com regras rígidas para investimento. É uma conversa inicial, que pode prosperar. Mostramos a marca Paraná e eles gostaram bastante do que viram”, disse.

 

Novo decreto do governo federal sobre agrotóxicos exige capacitação para aplicadores

Com o objetivo de reformular o processo de análise de registro de agrotóxicos, facilitar a pesquisa para viabilizar a incorporação de tecnologias e adotar ações que protejam os aplicadores, o governo federal publicou o Decreto 10.833, de 7 de outubro de 2021. Ele altera algumas regras em relação à produção, registro, utilização, importação e exportação desses produtos no Brasil.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as mudanças foram necessárias para atualizar dispositivos da legislação que já estavam ultrapassados, em função dos avanços práticos e tecnológicos no setor. O próprio Decreto 4074/2002, que vigorava até agora, já tinha sofrido alterações ao longo do tempo, a última em 2009, para se adequar às demandas e à necessidade de harmonização com os avanços científicos.

Um deles é a criação de registros de aplicadores, com a obrigatoriedade de treinamento para os profissionais que atuam nessa atividade no campo. A ideia é que, conhecendo as boas práticas e os riscos, haja respeito ao meio ambiente, garantia de segurança alimentar e salvaguarda da saúde humana. O Ministério ainda definirá as diretrizes mínimas para os cursos de capacitação dos aplicadores.

Essa medida foi elogiada pelo presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, e vem ao encontro das ações que a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento desenvolve neste momento, de forma integrada, por meio de suas vinculadas Adapar e IDR-Paraná, no combate à deriva de agrotóxicos.

“Neste ponto, o novo decreto traz uma grande ferramenta e se soma a nossos esforços”, disse Martins. “A obrigatoriedade da capacitação e do cadastro de aplicadores de agrotóxicos encaixa-se perfeitamente às ações que desenvolvemos no combate à deriva, problema que está causando grande danos na sericicultura, fruticultura, apicultura e cultivos orgânicos.”

ORGÂNICOS – O decreto também possibilita incluir recomendação para a agricultura orgânica em produtos comerciais já registrados, como os biológicos e microbiológicos, desde que sejam aprovados e avaliados como adequados para esse fim.

Além disso, são isentos de registro produtos aprovados para agricultura orgânica quando forem exclusivamente para uso próprio em qualquer sistema de produção. Espera-se que, com essa prática, mais agricultores usem produtos de base biológica e orgânica.

Com o objetivo de aumentar a concorrência, possibilitar registro de produtos mais modernos e menos tóxicos, e desburocratizar e agilizar o sistema de análise, o documento estabelece novas regras em relação a prazos, que deixam de ser fixos e passam a ser definidos conforme a complexidade e priorizações técnicas.

Sem deixar de lado o rigor necessário na avaliação, o novo texto elimina, por exemplo, a duplicidade de análise documental entre os órgãos responsáveis pelo controle e regulamentação de agrotóxicos – Ministério da Agricultura, Anvisa e Ibama. Dessa forma, servidores ligados à atividade de registro também podem atuar em outras áreas, como a fiscalização.

EXPORTAÇÃO – O decreto modifica o critério de registro de genéricos, reduzindo a necessidade de entrega de estudos relacionados à eficiência agronômica quando se tratar de produto que contenha ingrediente ativo já registrado, com as mesmas indicações de uso, como culturas, doses e modalidades.

Com relação a estudos de resíduos, continuam condicionados ao tipo de formulação, além de outros fatores como indicações, concentração de ingrediente ativo e intervalo de segurança. A pretensão é que o controle fique mais centrado em atividades de maior risco.

Além disso, para pesquisa e experimentação com ingredientes ativos já registrados não será mais exigido o Registro Especial Temporário (RET). No entanto, o documento continua a ser obrigatório se o projeto envolver uso em ambientes hídricos ou em florestas nativas.

No caso de produção de agrotóxico destinado unicamente à exportação, é necessário que apenas o ingrediente ativo e demais componentes estejam aprovados para uso no Brasil, e não o produto final em si. A mudança tem como objetivo estimular investimentos em novas plantas industriais de produção de defensivos para exportação. Mas o decreto amplia o número de documentos para a concessão do registro.

PUNIÇÕES – O documento altera também as condições para aplicação de multas. O texto anterior previa que a empresa infratora deveria ser notificada e se, num segundo momento, fosse constatado que as irregularidades permaneciam, caberia punição. Agora, há possibilidade de multa independentemente de aviso prévio ou de posterior correção das irregularidades. Além disso, um produto pode ter o registro cancelado, se for alterado sem autorização.

Há também favorecimento aos produtores rurais, que passarão a ter mais conhecimento sobre o produto. O decreto inclui a definição do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (GHS) para fins de classificação toxicológica e comunicação do perigo à saúde na rotulagem. O GHS foi criado pela Organização das Nações Unidas como forma de harmonizar internacionalmente os critérios de classificação e padrões de rotulagens.

 

 

 

Por - AEN

Qualidade e rigor sanitário fazem do Paraná líder em exportação de carne halal

O Paraná é o maior exportador de proteína halal do Brasil, considerando o embarque conjunto de derivados de aves e bovinos.

A carne halal segue o método produtivo de acordo com as crenças do consumidor muçulmano. Apenas para esta população, conjunto de 22 países de maioria árabe no Oriente Médio e Norte da África, o Estado exportou US$ 618,172 milhões em carne bovina e frango halal de janeiro a setembro de 2021, segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Entre as indústrias certificadas no Paraná, estão Copacol, C.Vale, Jaguafrangos, Seara, Vibra, Coopavel, BRF e Avenorte, de acordo com a Cdial Halal, uma das maiores certificadoras do Brasil.

Considerando o grande número de consumidores muçulmanos em todo o mundo – quase 2 bilhões – o Paraná tem potencial para entrar nesse mercado com ainda mais intensidade. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), o Estado tem 31 frigoríficos habilitados.

Depois do Paraná, o segundo colocado no ranking de exportações de proteína halal de janeiro a setembro é o Rio Grande do Sul (US$ 442,6 milhões), seguido de Santa Catarina (US$ 362 milhões). Em 2020, o Brasil exportou US$ 2,95 bilhões em proteína halal avícola e bovina, sendo US$ 1,9 bilhão em aves e outros US$ 968 milhões derivados bovinos.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destaca que o governo estadual tem trabalhado para melhorar ainda mais esse desempenho. Um dos encontros das autoridades do Estado em Dubai, durante a semana de internacionalização do Governo e de empresas paranaenses, foi com a Cdial Halal, certificadora que atua na América Latina credenciada pelos principais órgãos oficiais dos Emirados Árabes Unidos e do Golfo Pérsico.

“Estamos em tratativas para ampliar nossas vendas de alimentos para o mundo e atrair novos investimentos. A longa tradição de nossas cooperativas agrícolas, a qualidade sanitária reconhecida internacionalmente e a agenda diplomática positiva têm colaborado para manter o Paraná em patamares elevados de comercialização internacional”, disse.

“Temos cerca de 2 bilhões de consumidores muçulmanos no mundo. É preciso aproveitar esse momento em que nos livramos de dificuldades sanitárias antigas para ingressar com mais intensidade nesse mercado”, acrescentou.

Maior produtor de carne de frango no País, o Paraná se destaca também nas exportações dessa proteína. O secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Tamer Mansour, enumera uma série de características que permitiram ao Paraná o protagonismo na produção em larga escala, como clima favorável, disponibilidade de água, terras férteis, grãos cultivados nas proximidades das integrações, grande prevalência de pequenas unidades produtivas com perfil de agricultura familiar – preferido das empresas integradoras, além da infraestrutura para o escoamento.

“Tudo indica que o Paraná continuará a ter importante papel na alimentação diária dos muçulmanos do mundo”, diz Mansour.

HALAL – A certificação halal, que comprova o cumprimento dos requisitos da religião, envolve não apenas alimentos, mas também fármacos/cosméticos, turismo, vestuário, entre outros. Quanto às proteínas animais, os procedimentos diferenciados incluem aspectos como a matéria-prima, higienização, armazenagem e transporte.

 

 

 

Por - AEN