Do Paraná para o mundo: vendas de produtos com alta tecnologia crescem 15%

O Paraná tem consolidado uma nova frente de protagonismo econômico no mercado internacional com a exportação de tecnologia e de insumos tecnológicos produzidos no Estado. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) mostram que, somente em 2025, o setor movimentou mais de US$ 3,8 bilhões em exportações, um crescimento de 15% em relação a 2024, quando foram injetados pouco mais de US$ 3,3 bilhões na economia paranaense.

A expansão é puxada principalmente pela indústria de alta tecnologia, envolvendo desde equipamentos médicos e componentes eletrônicos até sistemas de energia, produtos farmacêuticos e peças automotivas, que são o recorte analisado. O maior volume financeiro está concentrado no segmento de veículos automóveis, tratores e outros veículos terrestres, que movimentou mais de US$ 2,1 bilhões – o Estado é um dos maiores polos automotivos do Brasil.

Mas os dados também revelam uma transformação mais ampla da indústria paranaense, com crescimento em setores ligados à inovação, automação, saúde e tecnologia de precisão. Entre os principais grupos exportados pelo Paraná estão produtos farmacêuticos, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, materiais elétricos e eletrônicos, equipamentos médicos, além de instrumentos ópticos, fotográficos e de precisão.

Nos segmentos industriais, o destaque fica para áreas de maior valor agregado, como a fabricação de instrumentos e suprimentos médicos e odontológicos, fabricação de motores elétricos, geradores e transformadores, fabricação de produtos farmacêuticos e químicos medicinais, fabricação de componentes eletrônicos e placas, fabricação de cabos de fibra ótica e fabricação de equipamentos eletromédicos e eletroterapêuticos.

A fabricação de instrumentos e suprimentos médicos e odontológicos lidera entre os segmentos tecnológicos específicos, com mais de US$ 106,9 milhões exportados em 2025. Os principais destinos foram Suíça, Estados Unidos e México. Na sequência aparece a fabricação de motores elétricos, geradores, transformadores e aparelhos de distribuição e controle de energia elétrica, com mais de US$ 73,6 milhões exportados, principalmente para Estados Unidos, México e Bolívia.

Os produtos paranaenses com alta tecnologia no processo industrial também chegaram a mercados como Alemanha, França, Espanha, Colômbia, Argentina, Chile e Tailândia.

EXEMPLO – O avanço das exportações tecnológicas impulsionam empresas paranaenses que vêm ganhando espaço em mercados internacionais com soluções desenvolvidas localmente. É o caso da Plumatronix, fundada em Curitiba em 2007 e especializada em soluções de captura e processamento de imagens, além de leitura automática de placas de veículos.

A empresa desenvolve câmeras voltadas para captura de veículos, reconhecimento facial, monitoramento rodoviário e segurança pública, competindo em um mercado dominado por produtos importados. Também atua no desenvolvimento de balanças dinâmicas para pesagem automática de caminhões em rodovias, softwares para pedágios e cidades inteligentes, sistemas de conectividade para luminárias públicas e estações meteorológicas utilizadas pelo agronegócio, defesa civil e concessionárias rodoviárias.

Todo o desenvolvimento tecnológico é feito internamente pela empresa no Paraná, desde o projeto até os softwares embarcados, embora os componentes eletrônicos sejam importados. A Plumatronix já exporta soluções para países como Argentina, Costa Rica e Portugal. Entre os produtos comercializados estão balanças inteligentes e estações meteorológicas.

Segundo o CEO e chairman da empresa, Sylvio Calixto, a empresa vê um grande potencial de expansão internacional para a tecnologia desenvolvida no Paraná. “O Brasil tem apenas cerca de 2% de participação no mercado mundial, então ainda existem 98% desse mercado para a gente explorar. Estamos investindo cada vez mais no desenvolvimento de tecnologia e na ampliação da nossa presença internacional”, diz.

A empresa participou do processo de incubação no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), com o objetivo de estruturar os negócios e apoiar no seu crescimento no mercado.

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, analisa que o Paraná é referência com grandes empresas indústrias despontando no mercado nacional e internacional, mas que na outra ponta, onde estão as empresas crescentes, a diferença do apoio do Governo do Estado é fundamental para que o empreendedorismo se fortaleça.

"O Paraná tem um ambiente de negócios diferenciado no país e o Governo do Estado tem ferramentas para apoiar desde os grandes negócios até as empresas que estão começando. No Tecpar, temos a nossa incubadora tecnológica, que desde 1989 já deu suporte a mais de 100 negócios, muitos deles destaque na exportação de tecnologia de excelência global. Esse apoio do Estado gera desenvolvimento no Paraná, com geração de emprego e renda para os paranaenses", salienta.

AMBIENTE FAVORÁVEL – O fortalecimento da exportação de tecnologia também é resultado de um ambiente favorável à inovação e à atração de investimentos criado pelo Governo do Paraná nos últimos anos.

Entre os principais instrumentos está o programa Paraná Competitivo, coordenado pela Secretaria da Fazenda e pela Invest Paraná. A iniciativa oferece incentivos para empresas que se instalam ou ampliam operações no Estado, incluindo benefícios fiscais e apoio ao desenvolvimento industrial. Entre 2019 e 2025, o programa fomentou a geração de 68,9 mil empregos no Paraná.

As cidades com maior número de empresas enquadradas no programa são Curitiba, com 115 empresas; Maringá, com 36; São José dos Pinhais, com 31; Ponta Grossa, com 27; Pinhais, com 25; Araucária, com 17; Cascavel e Campo Mourão, ambas com 14 empresas.

Além da instalação e ampliação industrial, o Paraná Competitivo também possui modalidades voltadas para e-commerce, energia renovável e inovação tecnológica.

Para o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, o foco na atração de empresas inovadoras ajuda a criar um ciclo de desenvolvimento tecnológico. “Quando a gente importa e traz para dentro do Paraná tecnologia, ao mesmo tempo se prepara para exportar tecnologia, exportar know-how. E isso gera receita para o Estado, retenção e geração de talentos, uma mão de obra mais especializada, o que gera um valor internamente”, analisa.

Outro exemplo é o programa Anjo Inovador, considerado o maior programa público de incentivo a startups do Brasil, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial. As duas primeiras edições do programa já somam R$ 37 milhões em investimentos destinados a 148 startups paranaenses. O novo edital prevê R$ 10 milhões para apoiar até 40 startups paranaenses, com foco em áreas estratégicas como biotecnologia, energias inteligentes e automação ética.

Nos últimos sete anos, o número de startups paranaenses cresceu mais de 500%, ultrapassando a marca de 2 mil empresas inovadoras, segundo o Mapeamento das Startups Paranaenses, publicado anualmente pelo Sebrae/PR.

 

 

 

 

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20 apostas do Paraná acertam quina da Mega-Sena 30 anos

O sorteio da Mega-Sena 30 anos foi realizado na manhã deste domingo (24). O Paraná registrou 20 jogos que acertaram a quina do concurso 3010. O prêmio aos vencedores ficou entre R$ 13.890,02 e R$ 55.560,05, conforme o tipo de aposta.

Os números sorteados foram: 03 - 30 - 33 - 35 - 45 - 47.

Das 20 apostas paranaenses que acertaram cinco desses seis números, 16 são simples e quatro são bolões. Veja as cidades e os valores dos prêmios:

  • Assis Chateaubriand: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Cambé: aposta simple. Levou R$ 13.890,02;
  • Cascavel: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Curitiba: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Japira: bolão de 35 cotas e nove números. Levou R$ 55.560,05;
  • Londrina: bolão de 23 cotas e oito números. Levou R$ 41.670,02;
  • Londrina: bolão de oito cotas e seis números. Levou R$ 13.890,00;
  • Londrina: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Marilândia do Sul: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Maringá: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Ortigueira: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Paranaguá: aposta simples e com sete números. Levou R$ 27.780,04;
  • São José dos Pinhais: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • São José dos Pinhais: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Tapejara: aposta simples. Levou R$ 13.890,02;
  • Toledo: bolão de 10 cotas e nove números. Levou R$ 55.560,00.

O prêmio principal de R$ 336.340.053,67 foi dividido entre uma aposta vencedora de Fortaleza (CE) e outra do Rio de Janeiro (RJ). Cada uma embolsou R$ 168.170.026.

O próximo sorteio ocorre na terça-feira (26). O prêmio está estimado em R$ 3,5 milhões.

 

 

Venda de soja impulsionou a balança comercial do Paraná no primeiro quadrimestre,

Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (21), destaca o desempenho comercial da soja, que se consolida como o principal produto da agricultura paranaense.

Conforme o documento, a soja registrou um excelente desempenho comercial no primeiro quadrimestre de 2026. O complexo soja — que engloba o grão, o farelo e o óleo — teve mais de 5,3 milhões de toneladas embarcadas pelo Paraná no período, o que representa um incremento de 3,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Esse avanço logístico impulsionou o faturamento do Estado para US$ 2,3 bilhões na balança comercial, um expressivo salto de 10,6% na comparação anual. A China absorveu 59% de todo o volume exportado pelo território paranaense. O segundo principal comprador foi o Irã, com 6%, seguido pelo Vietnã, com 5%. Nestes primeiros quatro meses de 2026, o Paraná exportou algum item do complexo soja, mesmo que em pequeno volume, para 43 países.

De maneira mais ampla, as exportações do Paraná alcançaram US$ 7,54 bilhões, o sexto maior volume do País e o maior da região Sul em 2026.

MILHO – Dados do Deral apontam que a segunda safra de milho pede atenção devido às variações climáticas recentes. O relatório desta semana apontou uma leve piora nas condições de campo, decorrente das primeiras geadas registradas no Paraná, que provocaram danos pontuais em lavouras localizadas principalmente na região Sul. O índice de áreas consideradas em "boas condições" recuou de 84% para 82%, enquanto as lavouras em situação regular foram para 13% e as classificadas como "ruins" subiram de 4% para 5% da área total.

“Apesar de alguns produtores relatarem perdas, as condições gerais da produção do Estado como um todo, por enquanto, não sofreu perdas significativas. Isso porque o cultivo está concentrado nas regiões Norte e Oeste paranaenses, onde, ao contrário da região Sul, os efeitos climáticos como o das geadas não aparecem”, explica o analista do Deral Edmar Gervasio.

A região Norte, segundo o Deral, concentra cerca de 35,7% da área total das lavouras de milho do Estado, pouco mais de 1 milhão de hectares. Já no Oeste paranaense estão aproximadamente 933 mil hectares.

CARNE BOVINA – No setor de proteína animal, a pecuária de corte apresentou crescimento de 15% nas exportações nacionais de carne bovina no quadrimestre. Porém, a maior oferta interna de animais para os frigoríficos pressionou as cotações, mantendo a arroba em queda de 2,72% no mês, negociada na média de R$ 343,00 no Paraná. O boletim aponta a necessidade de atenção com o tempo frio, que afetou as pastagens e ainda pode gerar algum reflexo na precificação por conta do custo ao produtor.

FRANGO – Em abril, o preço nominal médio pago pelo frango vivo ao produtor fechou em R$ 4,62/kg, valor que ficou abaixo do custo médio de produção da ave, estimado em R$ 4,70/kg. Conforme aponta o boletim, a pressão financeira sobre a atividade decorre da alta recente de insumos básicos da nutrição animal, como o milho no atacado (R$ 63,58 por saca de 60 kg) e o farelo de soja (R$ 1.885,50 por tonelada).

FRUTAS – O destaque é para a acerola, que movimentou R$ 13,2 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná. A região de Cianorte desponta como o grande polo produtor, sendo responsável por 48% do Valor Bruto da Produção (VBP) da fruta no Estado. Distribuída por 81 municípios e com uma colheita que somou 3,1 mil toneladas em 264 hectares, a cultura tem forte apelo na agricultura familiar.

Segundo o Deral, o cultivo da acerola paranaense se fortalece no mercado de orgânicos e na transformação agroindustrial em polpas, impulsionado por cooperativas e empresas locais que já acessam, inclusive via traders, os mercados internacionais.

 

 

 

 

 

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Da harmonização sonora ao Braille: Paraná fortalece acessibilidade nas escolas

A acessibilidade dentro das escolas vai muito além da eliminação de barreiras arquitetônicas. Recursos pedagógicos, tecnológicos, humanos e comunicacionais têm se tornado cada vez mais essenciais para garantir a participação, permanência e aprendizagem não só aos mais de 110 mil estudantes da educação especial como a todos os alunos da rede estadual de ensino do Paraná.

No Dia Internacional de Conscientização sobre a Acessibilidade, celebrado nesta quinta-feira, 21 de maio, a Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) destaca ações desenvolvidas para fortalecer uma educação mais inclusiva e acolhedora. 

Para o secretário estadual de Educação, Roni Miranda, as iniciativas implementadas pela rede estadual buscam atender a necessidades em diversas frentes. “São adaptações de avaliações, tecnologias assistivas, formação continuada de professores, atendimento educacional especializado e medidas voltadas ao acolhimento sensorial dos estudantes, fazendo com que eles se sintam confortáveis em todas as atividades pedagógicas”, explica.

Na rede estadual de ensino, cerca de 71 mil alunos têm algum tipo de transtorno funcional específico, como dislexia e TDAH, além de estudantes com TEA, deficiência intelectual e alunos com altas habilidades/superdotação (mais de 11 mil estudantes). Uma das medidas orientadas pela Seed-PR é a substituição de sinais escolares estridentes por sons mais suaves nas unidades da rede.

A medida tem como objetivo tornar o ambiente escolar mais confortável para estudantes com sensibilidade auditiva, especialmente para os cerca de 17 mil estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Em algumas escolas, os tradicionais sinais sonoros vêm sendo substituídos por músicas, alarmes menos agressivos ou outros formatos adaptados à realidade da comunidade escolar.

Na Escola Estadual de Educação Especial Lucy Requião Mello e Silva, em Curitiba, que conta com cerca de 170 alunos, a adaptação foi realizada de forma gradual. Inicialmente, segundo a diretora Edimara das Graças Aguirre Zanocini, os estudantes passaram por um processo de familiarização sonora até a implementação da harmonização acústica na unidade.

“Começamos de forma lenta e gradativa, para que eles fossem se acostumando aos sons. Hoje, utilizamos músicas temáticas para sinalizar a troca de aulas, como canções de Dia das Mães, Festa Junina e Natal. Foi um processo pensado no acolhimento dos estudantes e hoje é um sucesso dentro da escola”, afirma.

No Colégio Estadual Pio Lanteri, também na Capital, a adaptação sonora já faz parte da rotina escolar. Segundo o diretor, Luiz Seleme, a escola utiliza, desde 2012, a introdução de uma música para sinalizar os horários de troca de aula. “Usamos a introdução de uma música que toca por cerca de 20 segundos para o sinal. Os alunos já estão habituados. É um rock brasileiro, que acabou virando uma tradição aqui na escola ao longo dos anos”, relata.

O colégio conta com mais de dez alunos com sensibilidade auditiva. “Substituímos a sirene tradicional por música para criar um ambiente mais acolhedor, reduzir o estresse e hoje isso promove a inclusão e conforto dos nossos alunos com Transtorno do Espectro Autista, Síndrome de Down e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)”, acrescenta o diretor.

ALÉM DAS RAMPAS – Para a coordenadora pedagógica de Educação Especial da Seed-PR, Claudia Camargo, a acessibilidade precisa ser pensada de forma ampla dentro do ambiente escolar. “A acessibilidade vai além das questões de rampa e de materiais adaptados. É preciso também ter atenção aos estímulos sensoriais presentes na escola, como sinais sonoros estridentes e excesso de ruídos, que podem impactar significativamente a participação e o bem-estar do estudante público da educação especial no ambiente escolar”, destaca. 

As ações desenvolvidas pela rede estadual também dialogam com a Lei Estadual nº 21.964/2024, sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em fevereiro de 2024, que reforça diretrizes de promoção da acessibilidade, inclusão e garantia de participação das pessoas com deficiência em diferentes espaços da sociedade. No ambiente escolar, as medidas buscam assegurar não apenas o acesso à educação, mas também condições adequadas de permanência, aprendizagem e acolhimento dos estudantes.

AVALIAÇÃO ACESSÍVEL – Além das mudanças no ambiente escolar, a Seed-PR também investe em avaliações acessíveis para garantir que os estudantes tenham acesso aos conteúdos respeitando suas necessidades específicas. Atualmente, para atender aos mais de 2 mil alunos com baixa visão e mais de 150 com cegueira, a rede disponibiliza provas em Braille, avaliações com fonte ampliada e superampliada, versões em TXT para leitores de tela e provas em vídeo em Libras.

A rede também disponibiliza tecnologias assistivas, comunicação alternativa, tablets e ferramentas digitais de apoio pedagógico, além da atuação de professores de apoio e profissionais especializados que acompanham os estudantes no processo de aprendizagem.

Os recursos de acessibilidade e apoio pedagógico são adaptados conforme as necessidades de cada público. Estudantes com deficiência visual, por exemplo, contam com materiais em Braille, fontes ampliadas, leitores de tela e recursos ampliados para baixa visão. Já estudantes surdos ou com deficiência auditiva têm acesso a intérpretes de Libras, provas em vídeo e acompanhamento especializado. 

MAIS MEDIDAS – A inclusão também passa pela formação dos profissionais da educação. A Seed-PR promove formações continuadas voltadas a práticas inclusivas, Atendimento Educacional Especializado (AEE), tecnologias assistivas, comunicação alternativa e adaptação curricular, fortalecendo o preparo das equipes pedagógicas para atender diferentes perfis de estudantes. Atualmente, cerca de 60 mil estudantes matriculados na rede estadual são atendidos por esses profissionais no Paraná.

Além dos recursos físicos e tecnológicos, a acessibilidade também envolve aspectos comunicacionais e atitudinais. Nesse contexto, as escolas estaduais desenvolvem práticas de acolhimento e conscientização para fortalecer a participação social dos estudantes e combater o capacitismo dentro do ambiente escolar.

 

 

 

 

Por - AEN

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