Estado propõe atualização da legislação florestal em novo projeto de lei

O Governo do Paraná encaminhou nesta terça-feira (03) à Assembleia Legislativa (Alep) um projeto de lei que propõe atualizar, modernizar e adequar a Lei Estadual nº 11.054/1995 (Lei Florestal do Estado) às legislações federais, sobretudo a Lei 12.651/2012 (Código Florestal Federal) e a Lei 11.428/2006 (Lei da Mata Atlântica), assegurando a proteção, gestão e uso sustentável da vegetação nativa paranaense.

A alteração proposta pelo Executivo Estadual alinha-se à necessidade de atualizar o regramento do Paraná, que completou 30 anos em 2025 e já não condiz com a realidade florestal e das necessidades da área. O texto com mais de 120 artigos reforça que "é dever de todos a preservação, a proteção e a fiscalização da vegetação nativa no Estado do Paraná".

Para promover essa atualização, um grupo de trabalho foi instituído, sob coordenação da Casa Civil, com o objetivo de consolidar, atualizar e integrar a legislação florestal vigente no Estado do Paraná. O grupo contou com a participação efetiva e integrada do Instituto Água e Terra (IAT), secretarias estaduais do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e Agricultura e Abastecimento (Seab), Superintendência-Geral de Ordenamento Territorial (SOT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), além da colaboração de equipes técnicas e jurídicas dos órgãos envolvidos.

O projeto de lei que trata sobre a “Política Ambiental de Proteção, Gestão e Uso Sustentável da Vegetação do Estado do Paraná” é resultado de uma série de reuniões técnicas, resultando em um texto normativo abrangente, consistente e tecnicamente fundamentado, fruto de amplo debate interinstitucional.

"A proposta representa um marco de modernização na gestão da vegetação nativa do Paraná, conciliando desenvolvimento econômico, conservação da biodiversidade e valorização das atividades sustentáveis no campo e nas cidades, promovendo a desburocratização de processos sem abrir mão da proteção ambiental e segurança jurídica", afirma o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

O diretor-presidente do IAT, Everton Souza, complementa que o Estado tem programas robustos de conservação e preservação ambiental, e que essa nova lei ajuda a estabelecer regras mais claras para o meio ambiente. "Vamos continuar a apoiar a implantação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, regularização ambiental das propriedades rurais, programas de agroecologia e turismo, e manter o Paraná como um dos estados mais sustentáveis do Brasil. Essa é uma atualização necessária e fundamental para garantir a qualidade do nosso meio ambiente", diz.

PRINCIPAIS MUDANÇAS – Entre as principais mudanças está o alinhamento às normas federais que regem a pauta, além de políticas nacionais de mudanças climáticas. A legislação anterior do Paraná, por exemplo, não citava Reservas Particulares do Patrimônio Natural, Áreas Verdes Urbanas ou incentivo ao plantio de espécies nativas de interesse econômico.

A nova legislação traz um capítulo exclusivo de incentivo à conservação e bioeconomia, esclarece conceitos e define critérios para uso e gestão de áreas verdes urbanas, áreas verdes consolidadas, atividades de baixo impacto, manejo florestal sustentável e incentivo à produção agrossilvipastoril por sistemas integrados.

Outra mudança é a possibilidade de Manejo da Reserva Legal da propriedade, mediante inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), como forma de incentivar a regularização ambiental. A proposta também mantém o marco temporal de 22 de julho de 2008, seguindo o disposto no Código Florestal Brasileiro, o que garante segurança jurídica e respeito à legislação federal.

O texto introduz, ainda, avanços importantes, como a dispensa de autorização ambiental em ações emergenciais de Defesa Civil e segurança nacional; o incentivo ao plantio de espécies nativas com potencial econômico, como araucária, erva-mate, bracatinga e palmito; e a criação de programas específicos de conservação.

Como incentivo à conservação, serão instituídos benefícios aos cidadãos que, voluntariamente, promovem serviços ambientais à sociedade, preservando a vegetação nativa em suas propriedades. O objetivo é gerar receita adicional aos empreendedores e agricultores familiares, além de comunidades e povos tradicionais.

Outros temas que estão contemplados no novo texto envolvem espécies exóticas invasoras e retirada delas em APPs; autorização ou exploração de espécies caídas de formas naturais; limites e critérios de reservas legais; uso sustentável da vegetação nativa; entre outros.

Visando padronizar normas do órgão ambiental competente em um regulamento único e de linguagem ampla e acessível à sociedade, a nova legislação promoverá a revogação de, pelo menos, quatro leis estaduais, e uma série de instruções normativas, que passam a ser acolhidas em um único documento.

REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL – A nova lei também institui o Programa de Regularização Ambiental - PRA, que compreende um conjunto de ações e iniciativas a serem desenvolvidas por proprietários e posseiros rurais com o objetivo de adequar e promover a regularização ambiental nos termos da Lei da Mata Atlântica. São instrumentos o Cadastro Ambiental Rural; Termo de Compromisso; Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e/ou Alteradas; e Compensação de Reserva Legal.

A implementação do PRA e a evolução da regularização ambiental dos imóveis serão monitoradas por meio da análise de relatórios de acompanhamento, da análise de imagens de satélite e de eventuais vistorias em campo, quando necessário.

No fim do ano passado o Governo do Paraná já tinha lançado o Programa de Certificação e Regularização dos Cadastros Ambientais Rurais do Estado do Paraná (CertiCAR). Ele utiliza dados cartográficos homologados de uma plataforma, o que aumenta a assertividade na comparação com informações de sistemas federais. O CAR é o registro público eletrônico de âmbito nacional obrigatório para todos os imóveis rurais.

MODERNIZAÇÕES – Essa é a segunda grande modernização na legislação ambiental do Estado. Aprovado em 2024 e regulamentado por decreto em abril de 2025, o processo de licenciamento ambiental também foi atualizado, com foco na proteção ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, em diretrizes mais claras e eficientes para o setor produtivo.

A lei unifica e organiza normas que antes estavam dispersas em diferentes resoluções, portarias e decretos. Com isso, há mais segurança jurídica para investidores e técnicos ambientais, maior agilidade nos processos e transparência nas decisões administrativas.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Governo vai asfaltar ligação de 30 km da PR-364 entre Laranjal e Altamira do Paraná

Como parte da política de impulsionar o desenvolvimento de todas as regiões, o Governo do Estado anunciou nesta semana que vai pavimentar a ligação entre os municípios de Altamira do Paraná e Laranjal, a PR-364, no Centro-Oeste. A Secretaria do Planejamento (SEPL), por meio do Paraná Projetos, entregou, nesta segunda-feira (02), o projeto para asfaltar o trecho de aproximadamente 30 km para a Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), que será responsável pela execução.

O projeto geométrico realizado identificou oportunidades de melhoria e otimização do traçado. O trabalho foi elaborado a partir de levantamento topográfico detalhado, visando a melhoria da capacidade operacional e a ligação entre os municípios. A pavimentação será em Concreto Asfáltico Usinado a Quente (CAUQ).

A plataforma da pista terá 9,60 m, composta por acostamento (2x1,50 m) e faixas de tráfego (2x3,30 m). Para realizar o estudo, foi pensado em um caminhão semirreboque viajando pela rodovia, para dimensionar interseções, acessos, retornos e condições de tráfego.

“Estamos levando o desenvolvimento para todas as regiões do Estado. A entrega deste projeto para interligar Altamira do Paraná a Laranjal é mais um passo na execução desse objetivo. Esta obra proporcionará uma significativa melhoria de vida da população trazendo mais possibilidade para a chegada de investimento nas duas cidades”, comentou o secretário do Planejamento, Ulisses Maia.

A análise verificou características gerais do traçado, identificando curvas críticas e terreno montanhoso. Correções pontuais focaram em aumentar a segurança viária e reduzir custos de terraplenagem.

“São 30 quilômetros e agora temos um bom projeto para tocar. Nós estamos já estamos empenhados para que o edital seja aberto e que possamos iniciar esta obra ainda em 2026.  Daqui a dez anos, nós vamos ver a diferença que a infraestrutura faz no dia a dia dos municípios”, comentou o secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Atualmente a via não é pavimentada, não tem sistema de drenagem ou sinalização horizontal e vertical.

PARANÁ PROJETOS – O Serviço Social Autônomo Paraná Projetos é pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse coletivo, criado pela Lei Estadual nº 12.215/1998, e tem por finalidade a promoção, a elaboração e o gerenciamento de projetos, visando à implementação do desenvolvimento integrado do território paranaense, segundo princípios de sustentabilidade local e regional.

Sucede o Serviço Social Autônomo Ecoparaná cuja transição deu-se em 2013, com a mudança de vinculação da Secretaria de Estado do Turismo para a Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, por meio de Contrato de Gestão.

Sua natureza jurídica permite a formalização de parcerias com as três esferas de governo, ou seja, federal, estadual e municipal, bem como com pessoas físicas ou jurídicas, para prestar serviços relacionados à elaboração e implementação de projetos públicos que viabilizem o desenvolvimento local e regional.

PRESENÇAS – Também estiveram presentes no evento o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os deputados estaduais Gugu Bueno e Ademar Traiano; o superintendente do Paraná Projetos, Eduardo Magalhães; o diretor de Planejamento e Projetos do Paraná Projetos, Célio Watter; e os prefeitos de Altamira do Paraná, Elza Aparecida, e de Laranjal, Maycon Lopes.

 

 

 

 

 

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Grávida é baleada na cabeça durante invasão de casa

Uma mulher grávida de 40 anos foi baleada na nuca e permanece em estado grave após dois homens invadirem sua casa para roubo, em Ponta Grossa, na noite de domingo (01).

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De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu quando o marido da vítima estava fora. Ao retornar e surpreender os invasores, ele entrou em luta corporal com um dos homens. Foi então que o segundo suspeito efetuou disparos, atingindo a mulher na cabeça.

A vítima foi socorrida e segue internada na UTI do Hospital Regional. Seu marido sofreu apenas ferimentos leves.

A Polícia Militar localizou e abordou os dois suspeitos. Durante a ação, um deles reagiu e foi baleado pelos policiais. Ele foi detido e, em seu poder, os agentes encontraram um revólver carregado.

O caso está sendo investigado como latrocínio tentado (roubo seguido de tentativa de homicídio). Os dois homens foram presos em flagrante, autuados e encaminhados à delegacia, juntamente com a arma apreendida.

 

 

TJPR derruba liminar do TCE e desestatização da Celepar avança

O desembargador Carlos Mansur Arida, do Tribunal de Justiça do Paraná, derrubou nesta segunda-feira (02) uma medida proferida pelo conselheiro Fábio Camargo, do Tribunal de Contas do Estado, em um processo de fiscalização da Secretaria de Segurança Pública que culminou com a paralisação por alguns dias da desestatização da Celepar. Com a nova decisão judicial, os trâmites legais voltam a avançar, amparados no aval que o conselheiro Durval Amaral, também do TCE, já havia concedido a favor do processo.

O TCE acompanha o procedimento de desestatização da Celepar por meio do processo nº 517232/25, do Gabinete do conselheiro Durval Amaral, prevento para as discussões relativas à matéria. O Plenário do Tribunal de Contas já confirmou a prevenção do conselheiro para os feitos relativos ao procedimento em novembro de 2025.

"É evidente o risco de decisões conflitantes, pois o Conselheiro José Durval Mattos do Amaral, no Despacho nº 1040/25, revogou a medida cautelar que determinou a paralisação do procedimento de desestatização da Celepar, de modo que, permitir que vários conselheiros apreciem a mesma questão, em processos diferentes, permitirá a indevida prolação de decisões conflitantes, em notório prejuízo aos princípios administrativos da legalidade, da segurança jurídica e da proteção da confiança", afirma a nova decisão.

O desembargador também reconheceu que houve vício de impedimento na decisão administrativa do conselheiro Fábio Camargo, pois o Regimento Interno do TCE impede que um conselheiro relate processo originado da Inspetoria que ele superintende.

"É certo que, ainda por poucos dias, a suspensão do processo de desestatização, dado o seu considerável impacto no maior procedimento desta natureza em curso no Estado do Paraná, pode causar prejuízo da ordem de milhões de reais ao Erário Paranaense, não sendo admissível a assunção do referido risco com base em uma decisão administrativa eivada dos mencionados vícios aparentes de ilegalidade, razão pela qual deve ser concedida a medida liminar", completa o desembargador.

DESESTATIZAÇÃO – O processo de desestatização é guiado pela Lei 22.188/2024, aprovada pela Assembleia Legislativa, e vem cumprindo todas as obrigações legais previstas. A desestatização acompanha uma tendência global, com o mercado de tecnologia exigindo cada vez mais velocidade e inovação.

A maioria dos países conta com empresas privadas de tecnologia para desenvolver sistemas de Tecnologia da Informação para seus governos. Em sua nova gestão, a Celepar estará livre das amarras burocráticas que afetam sua competitividade e velocidade de resposta. O Estado, por outro lado, poderá contratar a solução que melhor atender aos interesses do cidadão, no menor prazo possível.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

Samu Paraná ultrapassa 1,2 milhão de ligações em 2025 e reforça atendimento de urgência

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é responsável pelo atendimento de urgência e emergência em todo o Paraná e tem papel fundamental na resposta rápida a situações que exigem socorro imediato. Em 2025, o serviço contabilizou 1.245.276 ligações recebidas, 77.608 orientações médicas e 1.044.882 envios de equipes ao local para atendimentos à população e encaminhamento ao serviço de saúde adequado, conforme orientação do médico regulador.

Os números são da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR) e demonstram a alta demanda e a importância do atendimento pré-hospitalar para a população. Cerca de 10% dos acionamentos ou eram trotes ou a vítima não estava no local.  

Os principais tipos de ocorrências atendidas e concluídas em 2025 foram as clínicas (752.159), traumáticas, como acidentes de trânsito e quedas (209.364), atendimentos obstétricos, envolvendo gestantes e partos (29.533) e ocorrências psiquiátricas (45.424), reforçando o papel do Samu também em crises de saúde mental.

No primeiro mês deste ano já foram mais de 100 mil ligações, uma média de 3,3 mil por dia, além de 88.196 ocorrências concluídas.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destaca que o Governo do Paraná investe de forma constante no aperfeiçoamento dos serviços de urgência e emergência no Estado. “Ao longo dos últimos seis anos, foram mais de R$ 1 bilhão para o custeio dos serviços e aquisição de ambulâncias para atendimento em ruas e estradas. A atuação do serviço reforça o compromisso do Estado com a assistência em situações críticas, onde cada minuto pode fazer a diferença”, afirma. 

ATENDIMENTO INTEGRAL – Embora muitas ocorrências resultem no deslocamento de ambulâncias, grande parte do trabalho do Samu começa ainda na central de regulação médica, onde profissionais especializados avaliam cada chamada. As mais de 77 mil orientações médicas via telefone em 2025 permitiam que os recursos fossem direcionados aos casos mais graves, garantindo maior eficiência e rapidez no atendimento emergencial.

Dos 752.159 atendimentos clínicos, 706.234 foram de adultos e 45.925 pediátricos, sendo todos direcionados pelo Samu conforme a gravidade do caso. O serviço atua de forma integrada com hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Corpo de Bombeiros e demais serviços da rede estadual de saúde, assegurando continuidade no cuidado e agilidade nas transferências quando necessário.

AMPLIAÇÃO DO SERVIÇO – Em 2019, o Samu contemplava uma cobertura de 68% no território paranaense. Com os investimentos do Governo do Estado, o serviço expandiu, permitindo levar a cobertura para 100% no Paraná. De acordo com os registros da Sesa, o Samu tem expandido consistentemente sua média anual de operações. Em 2019, por exemplo, o número era de 520.502 pessoas atendidas pelo serviço. Metade do atual.

Implantado em 2004, o serviço atendia, inicialmente, apenas os municípios de Curitiba e São José dos Pinhais. Atualmente, o Samu conta com 11 Centrais de Regulação de Urgência, 217 ambulâncias de suporte básico, 65 de suporte avançado, além de quatro motos, cinco helicópteros e um avião, garantindo remoções rápidas e eficientes em locais de difícil acesso.

24 HORAS EM TODO O ESTADO – Com cobertura disponível em todos os 399 municípios do território paranaense, o Samu funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, por meio do número 192. O serviço conta com equipes multiprofissionais, ambulâncias de suporte básico e avançado, além de centrais de regulação equipadas para decisões rápidas e seguras.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Janeiro termina com pouca chuva e calor dentro da média no Paraná

Os dados consolidados em janeiro pelos equipamentos do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) espalhados por todo o Estado apontam que os volumes de chuva ficaram abaixo da média no mês na maioria das estações meteorológicas. Já as temperaturas ficaram dentro ou ligeiramente abaixo da média.

As únicas estações meteorológicas que registraram chuva acima da média histórica para janeiro em 2026 foram Fazenda Rio Grande, onde choveu um acumulado de 146 mm e a média é 137,8 mm;  Irati, com 176,6 mm e a média é de 174,9 mm; Guaíra, com 125,8 mm e a média é de 125,5 mm; Palotina, onde choveu 190 mm e a média é de 160,1 mm; e Umuarama, com 211,2 mm e a média é de 175,8 mm.

As outras 40 estações meteorológicas com mais de seis anos de operação no Paraná registraram valores acumulados de chuva dentro ou abaixo da média. Ponta Grossa, por exemplo, quase alcançou a média: choveu um acumulado de 156,2 mm, e a média para janeiro é de 159,2 mm. Em outras cidades, a diferença entre o valor registrado e a média foi muito grande, como é o caso de Antonina: choveu 185,2 mm em janeiro de 2026 e a média para o mês historicamente é de 405,7 mm.

“O baixo volume de chuvas registrado é reflexo das massas de ar seco que atuaram sobre o Paraná durante a primeira quinzena de janeiro. Tivemos o predomínio de dias mais secos”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

TEMPESTADES SEVERAS – O mês também foi marcado por tempestades severas. Dois tornados foram classificados na escala Fujita pelo Simepar em janeiro de 2026. No primeiro dia do ano, por volta das 19h, um tornado categoria F1 atingiu a comunidade de Arroio Guaçu, no município de Mercedes, sem registro de feridos e com danos pontuais em vegetação e em uma propriedade. Já no dia 10, por volta das 17h30, um tornado categoria F2 atingiu São José dos Pinhais, causando danos em 350 residências. Mais de 1,2 mil pessoas foram impactadas e duas ficaram levemente feridas. 

Quatro casos de nuvem funil também foram registrados em janeiro: o primeiro foi no dia 9, por volta das 13h, em Ponta Grossa. O segundo no dia 11, também no período da tarde, em Paulo Frontin - próximo à divisa com Santa Catarina. O terceiro foi no dia 15, por volta das 16h, em São Jorge do Ivaí, próximo a Maringá. O mais recente foi na tarde do dia 17, em Arapongas. 

A nuvem recebe este nome devido à aparência de um funil que ela adquire a partir da base de uma nuvem do tipo Cumulonimbus ou Cumulus. Ela se forma através de uma coluna de ar que está girando, e é o estágio inicial de formação de um tornado - mas somente virá a se caracterizar como tornado se alcançar o solo e provocar ventos fortes.

“O clima foi um pouco mais extremo, se comparado com anos anteriores. Tivemos muitas tempestades severas, como supercélulas, em várias regiões do Paraná”, ressalta Reinaldo.

TEMPERATURAS – As temperaturas mais altas de janeiro de 2026 nas estações do Simepar no Paraná foram registradas no dia 3, no Litoral: 39,6°C em Antonina, e 39,3°C em Guaraqueçaba. Já as temperaturas mais baixas de janeiro de 2026 nas estações do Simepar no Paraná foram registradas no dia 5, no Sul do Estado: 8,4°C no Distrito de Horizonte, em Palmas, e 8,9°C em General Carneiro. 

No mesmo dia Umuarama registrou 14,8°C, a temperatura mais baixa para o mês de janeiro pela segunda vez desde a instalação da estação meteorológica na cidade, em 1997. O mesmo valor foi registrado em janeiro de 2009. 

Também no dia 5 de janeiro de 2026, outras cidades registraram a temperatura mais baixa para janeiro desde a instalação da estação meteorológica no local. Altônia registrou 15,7°C; Pato Branco registrou 11,6°C; Capanema registrou 11,3°C; Cruzeiro do Iguaçu registrou 13,3°C; Cascavel registrou 11,9°C; e Foz do Iguaçu registrou 12,3°C.  As estações de Altônia, Capanema e Foz do Iguaçu começaram a operar em 2017, Pato Branco e Cascavel em 1997, Horizonte em 2019, e Cruzeiro do Iguaçu em 2021. 

Os recordes de temperatura mais baixa já registrada em janeiro seguiram no dia 23: Cornélio Procópio registrou 13,8°C, e o Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, registrou 9,9°C, os valores mais baixos para janeiro desde a instalação das estações meteorológicas em 2018 e 2001, respectivamente. 

“As massas de ar seco que predominaram no Paraná no início de janeiro eram menos aquecidas, e seguraram a elevação das temperaturas”, afirma Reinaldo.

Confira as estações meteorológicas do Simepar, com mais de seis anos de operação, que registraram chuva dentro a abaixo da média em janeiro de 2026:

Estação / Volume de Chuva em Janeiro 2026 / Média Histórica para o mês

Altônia: 99 mm / 190,3 mm

Antonina: 185,2 mm / 405,7 mm

APPA Antonina: 145 mm / 265,6 mm

Apucarana: 109 mm / 189,8 mm

Assis Chateaubriand: 107,6 mm / 126,9 mm

Capanema: 91 mm / 193,9 mm

Cambará: 80,4 mm / 181 mm

Campo Mourão: 172,8 mm / 211,4 mm

Cândido de Abreu: 169,2 mm / 193,8 mm

Cascavel: 54 mm / 180,2 mm

Cerro Azul: 99,8 mm / 166,3 mm 

Cianorte: 98,8 mm / 190,9 mm

Cornélio Procópio: 116,2 mm / 146,8 mm

Curitiba: 115,6 mm / 184,2 mm

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 150,8 mm / 191,2 mm

Foz do Iguaçu: 131,4 mm / 197 mm

Francisco Beltrão: 117,4 mm / 195,6 mm

Guarapuava: 138 mm / 196,2 mm

Guaraqueçaba: 354,8 mm / 406,5 mm

Guaratuba: 289,4 mm / 383,1 mm

Jaguariaíva: 81 mm / 230,1 mm

Lapa: 110,4 mm / 173,8 mm

Laranjeiras do Sul: 146,8 mm / 215 mm

Loanda: 149,8 mm / 154,4 mm

Londrina: 166,4 mm / 212,1 mm

Maringá: 139,8 mm / 192,5 mm

Palmas: 63,8 mm / 160,5 mm

Distrito de Horizonte, em Palmas: 123,8 mm / 183,2 mm

Paranavaí: 80,2 mm / 172,8 mm

Pato Branco: 109,8 mm / 178,2 mm

Pinhais: 139,4 mm / 190,8 mm

Pinhão: 139,8 mm / 169,1 mm

Ponta Grossa: 156,2 mm / 159,2 mm

Santa Helena: 98 mm / 157,4 mm

Santo Antônio da Platina: 49,8 mm / 153,7 mm

São Miguel do Iguaçu: 153,2 mm / 156,3 mm

Telêmaco Borba: 90,6 mm / 174,1 mm

Toledo: 106,6 mm / 156,9 mm

Ubiratã: 138,8 mm / 214,5 mm

União da Vitória: 105,4 mm / 159,4 mm

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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