Comércio do Paraná cresce 3,4% de janeiro a agosto de 2026, o dobro da média nacional

O comércio paranaense acumula alta de 3,4% nas vendas de janeiro a agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o Estado está entre as principais altas do País, crescendo o dobro da média nacional, que foi de 1,7%.

O Paraná aparece empatado com Rondônia neste recorte, na 7ª posição. A maior alta registrada foi em Pernambuco, com 10%, seguido do Distrito Federal, com 7,6%, e Acre, com 7,2%. Na comparação com estados com as maiores economias do País, São Paulo ficou estagnado (0%), Rio de Janeiro cresceu menos que a média Brasil (1,4%) e Minas Gerais teve apenas 0,4% de crescimento.

Nos oito primeiros meses de 2026, a atividade de livros, jornais, revistas e papelaria registrou a maior alta do País no período, com 13%. Em seguida, aparecem outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,7%), artigos farmacêuticos, médicos ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,5%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3%), combustíveis e lubrificantes (2,5%) e móveis e eletrodomésticos (1,6%).

Em 12 meses, que abrange o período de setembro de 2025 a agosto de 2026, as vendas do comércio paranaense aumentaram em 3,3%, também o dobro da média nacional, de 1,6%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico foi a atividade que mais cresceu no período de um ano, com 10,8%, à frente de livros, jornais, revistas e papelaria (9,1%), artigos farmacêuticos, médicos ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,4%) e móveis e eletrodomésticos (4,7%).

Quando comparado agosto deste ano com o mesmo mês de 2025, o comércio do Paraná teve alta de 1,6%, muito próximo de Santa Catarina, com 1,8% e quatro vezes maior que o valor registrado pelo Brasil, de 0,4%. Já na comparação de agosto de 2026 com o mês anterior, a alta foi de 0,5%, ante 0,1% da média do País.

RECEITA – Em relação ao faturamento do comércio, o índice de receita nominal das vendas no Paraná foram positivos em todos os recortes pesquisados. No acumulado do ano, a alta foi de 6,2% (ante 4,8% da média do Brasil); em 12 meses, 6,4% (ante 4,7%); na comparação de agosto de 2026 com o de 2025, 4,1%; e na passagem do mês de julho para agosto, 0,4%.

PESQUISA – A PMC acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no País, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal é o comércio varejista.

Ela traz resultados mensais da variação do volume e da receita nominal de vendas para o comércio varejista e o varejo ampliado – que inclui automóveis e materiais de construção – em nível nacional e estadual. Os resultados estão disponíveis no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima Pesquisa Mensal do Comércio, relativa a setembro de 2026, será divulgada em 13 de novembro.

 

 

 

 

 

Por - Agência Ntasil

Semana de redução de riscos e desastres reforça cultura de prevenção nas escolas estaduais

A rede estadual de ensino do Paraná iniciou nesta quarta-feira (14) uma série de atividades interativas e educativas dedicadas à Semana de Redução de Riscos e Desastres. A programação foi elaborada a partir do Dia Internacional para Redução de Riscos e Desastres, celebrado nesta terça-feira (13). Este ano o tema escolhido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) foi “A resiliência começa em casa”.

Por meio do Programa Brigadas Escolares, promovido em parceria entre a Secretaria da Educação e a Defesa Civil Estadual, foram definidas cinco estações de trabalho com assuntos variados que abordam os desastres naturais no Brasil, ações de prevenção e monitoramento e o desafio do fenômeno El Niño. A partir destes temas os alunos vão elaborar maquetes, cartazes, rotas de fuga e simulados de abandono.

O vice-diretor do Colégio Estadual Dona Branca, em Curitiba, Renan Jesus, esteve à frente de uma dessas turmas e destacou a organização prévia para os exercícios coletivos com os estudantes. “Recebemos todo o planejamento do Programa com as estações. Hoje os professores iniciaram esses assuntos com as classes. Dessa forma, além de trabalhar o comportamento deles aqui dentro da escola, também temos a oportunidade de ampliar esse olhar para a vida lá fora”.

Para dar suporte às atividades, foram elaborados materiais pedagógicos como caderno orientativo, folder, slides e vídeos. A prática permite dinâmicas interativas sobre prevenção, mitigação e preparação frente a riscos de chuvas intensas, alagamentos, enchentes, enxurradas e tempestades.

“A prevenção também se aprende na escola. Essas atividades, que já fazem parte do calendário escolar, mobilizam nossos estudantes de forma prática e colaborativa, ajudando a reconhecer riscos e a saber como agir em situações de emergência”, afirma o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. “A cada ano, nos surpreendemos com a dedicação dos alunos nas oficinas, que levam esse aprendizado para além da sala de aula e compartilham esse conhecimento com suas famílias”, acrescenta.

Até o fim da semana as escolas vão encerrar o ciclo de exercícios com a apresentação dos resultados. O coordenador-geral do Programa Brigadas Escolares, da Defesa Civil, coronel Ivan Fernandes, diz que o Estado já desenvolve tradicionalmente essas atividades de maneira lúdica, envolvendo professores, diretores e alunos. “Temos a convicção de que ao desenvolver essa cultura cidadã da prevenção de riscos conseguimos alcançar toda a comunidade escolar”, afirma.

GUIA DE ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA O EL NIÑO - Este mês o Programa Brigadas Escolares lançou um guia prático para as escolas com orientações específicas para situações de vendaval, granizo, inundações e alagamentos (internos e externos). A medida foi adotada diante da forte influência do fenômeno El Ninõ nos meses de outubro e novembro no Sul do país.

O material vai servir como base para diretores, professores e demais colaboradores das escolas prepararem ações em resposta a possíveis eventos severos e extremos no ambiente escolar. O guia com 23 páginas pode ser baixado no site da Defesa Civil Estadual e reúne um passo a passo sobre como planejar e treinar o simulado de acordo com a situação escolhida.

Caberá à direção da instituição de ensino avaliar qual o cenário mais vulnerável para esses locais e definir qual o protocolo adotado. Também é parte essencial da preparação acompanhar a previsão do tempo, os Boletins de Gestão de Risco e os alertas emitidos para os celulares pela Defesa Civil Estadual a partir do cadastro de SMS no 40199 e no WhatsApp  (61) 2034-461.

CRONOGRAMA DE TREINAMENTO - Com base nestes novos protocolos, a rede estadual de ensino fará o treinamento dos 2.474 mil colégios estaduais e escolas de ensino especial. O calendário dessas atividades está previsto ocorrer entre os meses de outubro e novembro em todas as unidades.

 

 

 

 

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