O Governo do Paraná lançou nesta quarta-feira (25), em Foz do Iguaçu, uma nova ferramenta voltada ao monitoramento de indicadores e ao apoio à tomada de decisões na educação pública. O anúncio foi feito pelo governador em exercício, Darci Piana, durante o Seminário de Diretores, que reúne prefeitos, secretários municipais de Educação e gestores escolares de diversas regiões.
No mesmo evento, também foi anunciado o investimento de R$ 63,5 milhões na entrega de kits tecnológicos para escolas municipais.
Desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná em parceria com o Instituto Áquila, a plataforma GERE+ Paraná (Gestão Estratégica de Resultados Educacionais) será disponibilizada aos 399 municípios e à rede estadual de ensino como instrumento de apoio ao planejamento e à implementação de políticas públicas com base em dados.
Ao apresentar a iniciativa, o governador em exercício destacou o caráter estratégico da ferramenta para os municípios e o impacto direto nos repasses vinculados ao desempenho educacional. “Mais uma vez o Paraná sai na frente, fazendo com que o prefeito acompanhe a educação e tenha resultado do ICMS Educacional, que a Assembleia votou a pedido do nosso governo. Então, se o prefeito acompanhar o ensino do seu município com o apoio da Secretaria de Educação, ele vai ser beneficiado", analisou Piana.
A plataforma organiza, em um único ambiente, indicadores que influenciam diretamente tanto a aprendizagem quanto os repasses de recursos. No menu ICMS Educacional, por exemplo, o gestor consegue visualizar como o desempenho do município acompanhando indicadores como ensino, alfabetização, indicador socioeconômico e educação integral, além de metas, percentual de alcance e indicadores de desempenho.
Já na aba do VAAR, sigla para Valor Aluno Ano Resultado, mecanismo do Fundeb que prevê complementação de recursos da União a Estados e municípios com base em desempenho e cumprimento de condicionalidades, é possível monitorar os critérios exigidos para acesso à complementação e acompanhar o percentual de cumprimento das metas.
O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, ressaltou que o sistema nasce justamente para auxiliar os municípios que ainda não conseguem acessar esses recursos por desempenho. “A rede estadual do Paraná está recebendo via VAAR, por resultados de educação do Paraná, R$ 620 milhões em 2026. Nós temos 230 municípios que vão receber também recursos. Então, esse sistema vai ajudar o prefeito a fazer a gestão dos indicadores e trazer dinheiro para o município para investir na educação", avaliou.
“Com esse sistema, o prefeito sabe onde ele tem que avançar, em quais frentes ele tem que avançar dentro da sua educação, para ele conquistar uma boa fatia desse bolo do orçamento", detalhou.
O secretário das Cidades, Guto Silva, ressaltou que os resultados alcançados pelo Estado são fruto de uma decisão estratégica baseada em trabalho e gestão. “O Paraná fez uma escolha na gestão pública, sobretudo na educação. E essa escolha não teve atalho: o Paraná ousou e com esse exército de educadores chegamos no momento da melhor educação pública do país, com o Paraná sendo o exemplo para todo o Brasil”, pontuou.
COMO FUNCIONA – Segundo o chefe do Departamento de Planejamento da Rede da Seed, Eziquiel Menta, a ferramenta integra dados de diferentes sistemas em um único painel de acompanhamento. “O GERE+ permite que os gestores encontrem num lugar só os principais indicadores da sua rede e que possam comparar a sua rede com outras redes similares", explicou.
Segundo ele, o acesso será online, mediante cadastro, permitindo que cada gestor visualize exclusivamente os dados do seu município. “O sistema puxa dados de diversos sistemas, integrando no GERE+ justamente para facilitar. São várias fontes de dados que se atualizam para que os prefeitos, os secretários, possam encontrar ali de uma maneira mais fácil. É uma plataforma pioneira no País”, disse. A plataforma já está no ar e os gestores podem solicitar os acessos à SEED.
Entre os prefeitos presentes, a avaliação foi positiva. O prefeito de Guaíra, Gileade Osti, afirmou que a ferramenta contribui para tornar a gestão mais eficiente e orientada por dados. “Eu fico muito feliz com essa plataforma porque sempre temos tentado trabalhar com indicadores, dados, e com essa plataforma melhora a gestão, traz eficiência e ajudam muito os municípios”, disse.
Já o prefeito de Foz do Iguaçu, general Joaquim Silva e Luna, destacou a importância da informatização para qualificar o acompanhamento das políticas públicas. “Tudo que a gente puder colocar dentro de um sistema informatizado, ajuda. Ajuda no controle, ajuda a coordenação e a melhoria do ensino”, enumerou.
PRESENÇAS – Também participaram o secretário do desenvolvimento sustentável, Rafael Greca; o presidente do Detran, Santin Roveda; o subchefe da Casa Civil, Lúcio Tasso; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os deputados estaduais Márcio Pacheco, Artagão Júnior, Luiz Corti, Matheus Vermelho e Adriano José; o líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná, Hussein Bakri; a chefe do Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu, Veridiana Antoniazzi Lucini; a conselheira e diretora do Instituto Áquila, Rita de Cássia; a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Paraná (Undime-PR), Adriana Palmieri; prefeitos e gestores municipais.
Por - AEN
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), convoca a população para doar sangue dos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-). O Hemepar registra queda nos estoques em suas unidades e busca reforçar o quadro atual para abastecer as 23 unidades da Hemorrede Paranaense, responsáveis pelo fornecimento de hemocomponentes a 384 hospitais.
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça a importância da doação. “Doar sangue é um gesto simples, seguro e solidário, capaz de salvar até quatro vidas. Orientamos que os doadores procurem a unidade do Hemepar mais próxima. Cada doação pode fazer toda a diferença”, destaca.
Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, pois cada componente pode ser utilizado por um paciente diferente. Isso reforça a importância da participação da população que possuem essas tipagens sanguíneas. A doação é essencial para garantir o atendimento a pacientes em situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e demais procedimentos que dependem de transfusão.
DADOS – No ano passado, a Hemorrede registrou 214.377 doações, numa média de mais de 17.864 doações por mês, 703 por dia. Desde o início do ano, já foram disponibilizadas 59.140 bolsas de sangue.
"Aumentou a complexidade dos procedimentos cirúrgicos que precisam de sangue. Estamos no período pós-férias, em que pode ter aumentado o índice de violência ou de acidente de trânsito. Tudo isso pode interferir no uso.", afirmou a diretora da Hemepar, Vivian Patrícia.
QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e da presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses, até quatro vezes ao ano. Mulheres podem doar a cada três meses, totalizando até três doações anuais.
O doador deve realizar agendamento prévio, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitando alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Por - AEN
Mais de 1,1 mil motoristas de 128 cidades do Paraná se inscreveram para participar do projeto-piloto que está sendo desenvolvido pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para "transformar" os veículos em ativos digitais. A iniciativa paranaense é inédita no Brasil e um dos projetos mais inovadores na área de mobilidade e tecnologia no País.
A partir da participação no projeto, que convidou motoristas paranaenses para inscrição ao longo de fevereiro, as instituições iniciarão o processo de tokenização dos veículos nesta semana. A partir de segunda-feira (2), ao acessar o site ou o aplicativo do Detran-PR, o proprietário participante já terá acesso ao Passaporte Veicular Digital.
Cada veículo terá um token único, vinculado ao número do chassi, permitindo que todas as informações sejam rastreadas de forma segura, imutável e acessível ao longo de toda a vida útil do automóvel. Funciona como uma identidade eletrônica do veículo, reunindo dados que vão desde as informações de fábrica até histórico de revisões, quilometragem, seguros, financiamentos, ocorrências e transferências.
A implantação da tecnologia ficará sob responsabilidade do Tecpar, segundo o diretor-presidente Eduardo Marafon, que celebrou o resultado da chamada pública. "Esse processo é um passo determinante para garantir que a tecnologia chegue com maturidade e confiabilidade à população. Essa amostra dos mais diferentes tipos de veículos, de cidades grandes e pequenas, nos ajuda a entregar algo seguro, funcional e que realmente facilite a vida dos proprietários”, afirmou.
O presidente do Detran-PR, Santin Roveda, destaca maior segurança nas informações dos veículos. “São mais de mil motoristas, de todas as regiões do Estado, inscritos nesse projeto de tecnologia e inovação. Vão ser os primeiros do Brasil com Passaporte Veicular Digital, uma modernização que traz segurança e agilidade para os motoristas, para os órgãos públicos e todos os agentes envolvidos na compra e venda de veículos”, disse Roveda.
META – A partir do projeto, a intenção é que o Passaporte Veicular Digital seja implantado definitivamente e de forma integral no Estado até o fim de 2026, com a meta de inserir toda a frota estadual no banco de dados nos próximos anos, disponibilizando todas as informações possíveis sobre cada veículo.
POr - AEN
O governador em exercício Darci Piana lançou nesta quarta-feira (25), no Palácio Iguaçu, a segunda fase do Programa Bons Olhos Paraná, voltado à realização de consultas oftalmológicas e entrega de óculos para crianças e adolescentes da rede pública. Coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), serão investidos R$ 64 milhões para atender cerca de 540 mil alunos em 275 municípios.
Para alcançar a meta de 540 mil atendimentos, serão contemplados alunos dos ensinos Fundamental e Médio, além dos matriculados nas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs) e coirmãs na faixa etária abrangida pelo programa, dos 6 aos 17 anos. Esse trabalho tem como base as matrículas atualizadas na base de dados da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
“Crianças de 6 a 17 anos que vão fazer os exames e receberem os óculos gratuitamente, com qualidade. Isso garante oportunidade às crianças que muitas vezes nem sabem que têm problema de visão, e às famílias, que porventura não tenham dinheiro para levar o filho ao oftalmologista e adquirir o óculos”, destacou Piana.
O programa também contribuirá para aumentar os níveis de ensino, uma vez que a identificação precoce de problemas de visão melhora a aprendizagem dos estudantes. “Todos os equipamentos são modernos, de qualidade e o trabalho é feito por profissionais especializados, garantindo a visão completa dessas crianças, que vão aprender mais nas nossas escolas e manter a nossa educação como a melhor do País”, acrescentou.
A nova etapa tem como objetivo ampliar a cobertura do programa, expandindo o número de crianças e adolescentes atendidos com exames de visão e, em caso de necessidade, óculos de grau com lentes antirreflexo e armações de acetato, garantindo conforto, durabilidade e qualidade visual para os estudantes.
O estudo para a ampliação do Bons Olhos Paraná foi coordenado pela Sedef, considerando critérios de priorização para garantir maior equidade no atendimento. Inicialmente, foram contemplados os municípios classificados como Pequeno Porte I e II que ainda não haviam sido atendidos na primeira etapa, finalizada em 2025.
Em seguida, foram incluídos os municípios de médio porte com até 55 mil habitantes, uma vez que apresentam características semelhantes aos de Pequeno Porte II. A estratégia permite que os esforços sejam concentrados nas regiões com maior vulnerabilidade e menor acesso a serviços oftalmológicos especializados. Somadas as etapas um e dois, dos 399 municípios paranaenses, apenas 31 ficaram de fora da cobertura do programa até o momento. Confira a lista de cidades que vão receber o programa em 2026.
Cobertura que tem feito a diferença no combate a cegueira infantil e baixa visão, comentou o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni. “O nosso ensino já é muito bom no Paraná, o melhor do Brasil, e vai melhorar ainda mais porque as crianças vão enxergar melhor. Infelizmente, muitas só percebem que têm deficiência visual aos 10, 11 anos de idade, sendo que em 90% dos casos de cegueira, se houver exame precoce, é possível evitar”, ressaltou.
“Isso é muito importante porque muitas crianças têm dificuldade de aprendizado. Na primeira fase, percebemos que várias nem sabiam que tinham problemas de visão e outras que precisavam, mas não tinham condições de comprar. O programa permite a detecção precoce de doenças e o encaminhamento adequado, portanto, é algo grandioso e que veio para ficar”, acrescentou o secretário.

COMO FUNCIONA – O fluxo de atendimento da segunda etapa será igual à primeira. A iniciativa inclui triagens nas escolas, consultas oftalmológicas, exames especializados e a distribuição gratuita de óculos quando for identificada a necessidade por meio de diagnóstico médico. Os atendimentos acontecerão de forma itinerante, por meio de consultórios especializados instalados em uma carreta e um ônibus que vão percorrer o Paraná.
Para os casos em que for constatado patologias específicas, como estrabismo, doenças na córnea, alterações de retina, entre outras, o estudante é encaminhado para tratamento na rede pública de saúde.
As crianças de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, foram as primeiras a participarem do Bons Olhos Paraná neste ano, na carreta estacionada no Palácio Iguaçu. Para o prefeito Rilton Boza (Bozinha), a parceria contribui tanto no campo da saúde quanto no educacional. “São 50 crianças que vieram do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A importância desse programa é fundamental, não só para a educação, mas porque essas crianças vão ter um novo olhar para o mundo”, celebrou.
“Muitos não teriam essa oportunidade se não fosse essa parceria do Governo do Paraná com os municípios. Seria muito difícil alcançar o objetivo de oferecer uma melhor qualidade de vida para todos. Essa visão municipalista é essencial, porque é lá que fazemos a diferença e levamos mais qualidade de vida para as pessoas”, completou.
PERMANENTE – Visando manter a ampliar os atendimentos voltados à acuidade visual, sobretudo na fase infantil, o governador Carlos Massa Ratinho Junior fez do Programa Bons Olhos Paraná uma política pública permanente, por meio da aprovação da Lei nº 22.885/2025. Desta forma, ele passa a integrar de maneira definitiva as ações das áreas de saúde, educação e assistência social voltadas à promoção da saúde ocular de crianças e adolescentes da rede pública.
O objetivo central da legislação é garantir avaliação oftalmológica precoce, prevenir casos de cegueira e baixa visão, reduzir desigualdades educacionais e combater a evasão escolar relacionada a dificuldades de visão. Os recursos para o programa são do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), deliberados pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca/PR).
“Foi aprovada uma lei após o Governo do Estado encaminhar o projeto à Assembleia Legislativa, com aval dos deputados no ano passado e sancionado pelo governador Ratinho Junior. É um programa que veio para ficar, porque a necessidade de visão, de acuidade visual, é permanente”, finaliza Carboni.
PRIMEIRA EDIÇÃO – Lançado em abril de 2025, a primeira fase do Bons Olhos realizou 84 mil atendimentos oftalmológicos e 55 mil testes ortópticos, superando a meta inicial de 67.128 e 14.500, respectivamente, sendo que 8.309 óculos foram entregues gratuitamente aos estudantes. Foram atendidos 93 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), em um aporte de R$ 5,5 milhões.
PRESENÇAS – Participaram do evento os secretários estaduais Alex Canziani (Inovação e Inteligência Artificial) e Luizão Goulart (Administração e Previdência); o secretário do Codesul pelo Paraná, Orlando Pessuti; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Alexandre Curi; os deputados estaduais Cloara Pinheiro, Anibelli Neto, Adão Litro, Luiz Cláudio Romanelli, Maria Victoria, Márcia Huçulak e Luís Corti; o fundador da ONG Renovatio, Ralf Toenjes; a presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia, Heloisa Helena Abil Russ Giacometti; prefeitos e demais autoridades.
Por - AEN
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas desde as primeiras horas desta quarta-feira (25) para cumprir 58 mandados judiciais contra uma organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. A ofensiva acontece em cidades do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
A operação visa desarticular a organização criminosa, interromper o fluxo financeiro e apreender novos elementos de prova. Ao todo, serão cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão domiciliar, além de bloqueio e sequestro de ativos financeiros, com atuação de um helicóptero e de cães de faro da PCPR para reforçar a capacidade operacional e garantir o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
No Paraná, os mandados são cumpridos em Pato Branco, Clevelândia, Mariópolis, Cascavel e Quedas do Iguaçu. Além destas, a ação ocorre em Concórdia (SC) e Campo Grande (MS) com apoio das polícias civis locais.
A operação é resultado de uma investigação iniciada em agosto de 2025 a partir de prisão realizada pela PCPR em Realeza, no Sudoeste. Na ocasião, uma mulher moradora de Pato Branco foi flagrada em ônibus de linha transportando mais de dois quilos de crack.
“Com as diligências realizadas na sequência, identificou-se uma estrutura hierarquizada voltada à aquisição, transporte, armazenamento, distribuição e comercialização de entorpecentes, especialmente crack e cocaína, bem como à movimentação e ocultação de ativos financeiros provenientes da atividade ilícita”, explica a delegada Franciela Alberton.
Segundo as investigações, a droga era trazida do Mato Grosso do Sul ao Paraná por meio de mulheres que viajavam em ônibus de linha, muitas vezes com os filhos, para despistar eventual fiscalização.
A PCPR apurou que o grupo criminoso possuía divisão clara de funções, sendo que sua liderança era exercida por um indivíduo custodiado no sistema prisional sul mato grossense. “Mesmo preso ele seguia determinando rotas de transporte, coordenando a distribuição de drogas e gerenciando o fluxo financeiro por meio da utilização de contas bancárias de terceiros com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores e dificultar a atuação das autoridades”, complementa a delegada.
Além dele, a investigação identificou que mais da metade do grupo era composto por mulheres, que desempenhavam funções estratégicas na logística, transporte, distribuição e gestão financeira da organização.
Por - AEN
Com o cumprimento das metas estabelecidas por parte do Governo do Paraná, o Banco Mundial (BIRD) vai desembolsar novos valores do Projeto Paraná Eficiente, coordenado pela Secretaria do Planejamento (SEPL). Nesta semana foi confirmado o repasse de US$ 3,75 milhões (R$ 19,8 milhões) para a Secretaria de Saúde. Esse valor poderá ser investido para aprimorar combate a riscos cardiovasculares e modernizar sistemas da secretaria.
A pasta cumpriu sua meta relativa ao projeto, que previa que 37,5% dos municípios paranaenses deveriam estar vinculados ao programa Nacional Telessaúde. O trabalho realizado resultou em 41% (164 dos 399 municípios paranaenses) em 2025, superando o que havia sido definido entre o Governo e o BIRD.
Um dos grandes destaques é a expansão da rede de telediagnóstico em eletrocardiograma (ECG). A presença de pontos de Telessaúde nas cidades permite que médicos de unidades locais realizem diagnósticos de infarto agudo do miocárdio de forma instantânea, acionando a rede de urgência e emergência para intervenções rápidas.
“Recebemos esses recursos e vamos avançar mais. Já levamos o Telessaúde a 164 municípios e vamos chegar a todos os 399. Teremos boas novidades para acontecer também no atendimento de urgência cardiovascular, que talvez seja o ponto chave da mudança da mortalidade. Vamos entrar com medicamentos de emergência contra o infarto, o derrame e o acidente vascular-cerebral isquêmico“, comentou o secretário da Saúde, Beto Preto
"Planejamento eficiente gera saúde de qualidade. Vamos fortalecer o combate a doenças do coração e modernizar o atendimento. Quando o Estado se organiza e cumpre metas internacionais, o maior beneficiado é o cidadão, que passa a contar com um sistema de saúde mais ágil, humano e capaz de salvar vidas", comentou o secretário do Planejamento, Ulisses Maia.
PARANÁ EFICIENTE – O Projeto Paraná Eficiente foi idealizado para responder à pandemia da Covid-19 e desenvolver ainda mais a eficiência da saúde e outros serviços públicos prioritários. Com o tempo e a superação da situação de emergência, a iniciativa foi sendo ampliada para melhorar cada vez mais a eficiência administrativa do Governo do Estado.
O Paraná Eficiente é financiado parcialmente pelo Banco Mundial no valor de US$ 130 milhões que são desembolsados a partir do cumprimento de metas definidas para a saúde, meio ambiente e gestão pública. Esses recursos agora desembolsados serão utilizados na melhoria dos sistemas da gestão pública, meio ambiente, defesa civil e saúde.
AGÊNCIA INDEPENDENTE – O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) atua como Agência de Verificação Independente, designado pelo Banco Mundial. A função do Ipardes no Paraná Eficiente é desenvolvida pelo Departamento de Avaliação de Políticas Públicas. O trabalho é atestar que os produtos entregues pelos executores alcançaram os requisitos exigidos pelo Banco Mundial para a realização dos desembolsos de forma segura e transparente.
"Trabalhamos na verificação detalhada de cada indicador para dar o devido apoio ao Banco Mundial. Esse processo representa a inteligência de dados aplicada diretamente para otimizar a aplicação do recurso público", disse o presidente do Ipardes, Jorge Callado.
MISSÕES DO BANCO MUNDIAL – Técnicos do Bird constantemente vêm ao Paraná nas missões para verificar o andamento do projeto e orientar no melhor desenvolvimento deles. A mais recente visita ocorreu em outubro de 2025. A próxima missão está agendada para abril deste ano.
Os representantes da instituição financeira atestaram o bom uso, pelo Governo do Paraná, dos investimentos feitos Banco até agora. Também reconheceram o compromisso e a seriedade dos órgãos estaduais envolvidos no programa, que é coordenado pela Secretaria do Planejamento.
O Banco Mundial acompanha periodicamente as ações pactuadas pelas instituições executoras, promovendo reuniões, apontando detalhes técnicos e oportunidades de melhorias.
Por -AEN


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