Com apoio da Cresol, jovem agricultor investe em tecnologia para fortalecer a produção de mandioca
O Paraná é o maior produtor nacional de mandioca para finalidade industrial (farinha e fécula). A safra de 2025 foi encerrada com 140,1 mil hectares de área colhida. Segundo o boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado em abril, o Estado colheu 3,6 milhões de toneladas no último ano.
A região Noroeste do Paraná é onde se concentra o maior volume de produção de mandioca. Além disso, a região possui muitas fecularias e farinheiras de grande porte, o que ajuda na comercialização da produção da raiz que abastece o mercado de amido no país.
Juventude no campo
A sucessão familiar no campo tem ganhado força com o apoio da Cresol, que vem viabilizando o acesso dos jovens produtores rurais à tecnologia e ao crédito. No município de Tuneiras do Oeste (PR), o cooperado Vinicius Fernando Moreira Potratz dá continuidade ao trabalho iniciado pelos pais, que vivem há 12 anos na atual propriedade, onde cultivam mandioca e grãos.
Aos 24 anos, Vinicius representa uma nova geração de agricultores que alia tradição familiar e tecnologia para aumentar a produtividade no campo. Em busca de mais eficiência para a propriedade, ele realizou seu primeiro financiamento em 2025, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
O recurso foi destinado à compra de um drone de pulverização, investimento que contribui para tornar a produção de mandioca mais eficiente e competitiva. Sem a posse de um trator, o drone surge como uma solução prática e inovadora para a propriedade, que possui mais de 20 alqueires de cultivo, permitindo a pulverização e a adubação de forma mais eficiente.
"Antes, dependíamos de terceiros para o plantio e a pulverização. Com o drone, vamos reduzir despesas com mão de obra e ganhar agilidade, o que vai fazer muita diferença", diz Vinicius.
Tecnologia e custeio no campo
O recurso permitiu à família investir em tecnologia para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das atividades agrícolas. A aquisição do drone de pulverização trouxe mais autonomia para a propriedade, diminuindo a dependência de serviços terceirizados e garantindo maior agilidade no manejo das lavouras.
Em 2026, a família buscou mais um financiamento, dessa vez de custeio para a produção de mandioca, em uma área de cinco alqueires. “Esse recurso do Plano Safra é de suma importância, porque é um recurso que a gente tem para conseguir negociar e ter acesso a preços mais competitivos, para conseguir ter uma margem melhor no futuro”, explica o cooperado.
Fortalecendo a agricultura familiar
Histórias como a da família Potratz refletem a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e a produção de alimentos no Brasil. A agricultura familiar exerce um papel fundamental na produção de alimentos como milho, mandioca, leite, feijão, arroz, suínos, aves, café, trigo e frutas.
De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento sustenta a economia de 90% das cidades brasileiras com população de até 20 mil pessoas. No cenário paranaense, esse setor compõe 75% das propriedades rurais, sendo um motor vital para a ocupação e o desenvolvimento econômico em municípios de pequeno porte.
Com apoio de recursos do Plano Safra, pequenos agricultores podem subsidiar suas produções por meio de linhas específicas para a sua atividade. Com taxas de juros mais acessíveis em comparação a outras modalidades de crédito rural, é possível reduzir custos e melhorar a eficiência da produção, garantindo mais sustentabilidade ao negócio.
Para Vinicius, o acesso ao crédito representa mais do que apoio financeiro. É uma ferramenta que permite investir na propriedade, aumentar a produtividade e criar condições para permanecer no campo, dando continuidade ao trabalho construído pela família ao longo dos anos. “A gente também tem área de milho, de soja, então às vezes a nossa margem diminui, mas, se tiver um crédito, a gente consegue aumentar essa margem”.
Série especial Plano Safra
Desde 2003, o Plano Safra é uma das principais ferramentas de incentivo ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro, com linhas de crédito para custeio, investimento e modernização das propriedades rurais.
Nesta série especial de reportagens sobre o Plano Safra, a Cresol apresenta modalidades de financiamento disponíveis e mostra como produtores de diferentes atividades utilizam esses recursos para fortalecer seus negócios, ampliar a produção e investir no futuro. As matérias serão publicadas às terças-feiras, entre os meses de junho e agosto.
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Sobre a Cresol
Com 31 anos de história, mais de 1 milhão de cooperados e 1.050 agências de relacionamento no Brasil, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Com foco no atendimento personalizado, fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.
POr - Assessoria
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) é uma das principais portas de acesso da população às urgências e emergências no Paraná.
Hoje, o serviço está presente e atua nos 399 municípios do Estado, mas nem sempre foi assim. Em 2019, a cobertura regionalizada da rede contemplava apenas 68% do território paranaense, deixando grandes vazios assistenciais em diversas regiões. Para reverter esse cenário, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), implementou um plano estratégico focado em centralização tecnológica e expansão de frotas avançadas, garantindo que o socorro médico chegue com a mesma agilidade e eficiência a qualquer cidadão, em todos os cantos do Paraná.
O avanço histórico é fruto de um planejamento estratégico que aliou a expansão de bases físicas, unificação tecnológica por meio do sistema Care, custeio qualificado e treinamento com certificação internacional para as equipes de socorro. Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a universalização do Samu representa o maior legado da saúde pública na história recente do Paraná.
"Assumimos o compromisso, sob a diretriz do governador Ratinho Junior, de descentralizar a saúde e levar atendimento imediato a cada paranaense, independentemente de onde ele resida. O Samu operando nos 399 municípios com um sistema único e moderno conectado à rede do Estado salva vidas diariamente. O Samu 192 no Paraná deixou de ser um mosaico de serviços isolados para se tornar uma rede robusta, eficiente e de referência nacional", acrescentou.
No início da gestão, em 2019, o cenário do atendimento de urgência era fragmentado. Regiões importantes como Ponta Grossa (3ª RS), Guarapuava (5ª RS) e Pato Branco (7ª RS) operavam com sistemas próprios isolados.
A grande virada ocorreu a partir de 2020 com a implantação do Sistema Care, unificando o atendimento telefônico e a regulação médica em todo o Paraná. Os dados extraídos dos relatórios oficiais do sistema traduzem o impacto dessa cobertura total. Em todo o ano de 2019, a rede registrou 772.931 ligações telefônicas.
Com a expansão, a otimização dos recursos e a eliminação de redundâncias, a rede consolidada gerenciou 1.245.276 ligações reguladas no ano de 2025. Já neste ano, os dados atualizados até meados de junho apontam para 580.438 recebidas, consolidando o ritmo de alta resolutividade e prontidão no atendimento à população.
A regionalização também reorganizou geograficamente a eficiência do atendimento. Um dos exemplos foi a migração estratégica da Central de Regulação de Urgência (CRU) do Litoral para a Central Metropolitana, gerando ganho de escala e suporte especializado. Em 2025, o Samu Metropolitano (Curitiba e RMC) liderou o volume operacional com 403.129 atendimentos regulados, seguido pela região Norte (Londrina), com 194.540 atendimentos.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, diz que o sucesso do Samu vai além do transporte de pacientes. Segundo ela, a universalização do serviço permitiu mapear os principais agravos à saúde da população em tempo real. “O Samu moderno funciona como uma peça estratégica de vigilância e resposta rápida, conectando o atendimento diretamente à nossa rede de alta complexidade".
MEDICAMENTO – Um dos marcos clínicos mais impactantes foi a introdução, em 2020, do medicamento de última geração Tenecteplase (TNK) em todas as Unidades de Suporte Avançado (USA – UTIs móveis) e aeronaves de resgate. Com essa iniciativa, o Paraná passou a ser o único estado do Brasil a utilizar o trombolítico no Atendimento Pré-Hospitalar (APH), ou seja, antes mesmo da hospitalização do paciente. Ele é utilizado para desobstruir artérias nem casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) Isquêmico e no infarto agudo do miocárdio.
Atualmente, o medicamento, cujo custo é de R$ 8.371,24 por ampola, está disponível em 59 ambulâncias de suporte avançado do Samu e em seis aeronaves de urgência do Estado. Desde o início do programa, foram utilizadas mais de 1.800 ampolas de TNK, representando um investimento superior a R$ 15 milhões exclusivamente no combate direto à principal causa de mortes cardiovasculares no Estado.
Aplicado pelas equipes ainda durante o trajeto, o fármaco desobstrui a artéria bloqueada, restabelece o fluxo sanguíneo e reduz drasticamente os danos ao músculo cardíaco. A agilidade no atendimento alivia sintomas graves, como a dor no peito e a falta de ar, diminuindo o risco de complicações severas, como insuficiência cardíaca e arritmias, e garante um quadro clínico estabilizado e seguro até a chegada ao hospital de referência.
NOVAS BASES - Ao longo dos últimos oito anos, a rede de atendimento foi capilarizada com a criação de novas bases estratégicas focadas em Unidades de Suporte Avançado. Municípios como União da Vitória, São Mateus do Sul, Irati, Telêmaco Borba, Colombo, Palmeira, Jaguariaíva, Prudentópolis, Pitanga, Laranjeiras do Sul e Fazenda Rio Grande receberam o reforço de ambulâncias UTIs completas, ampliando a retaguarda médica nas rodovias e perímetros urbanos.
Paralelamente, o Samu atuou de maneira decisiva na cobertura de eixos rodoviários estratégicos após o encerramento do antigo modelo de concessões de pedágio, assegurando que os usuários das rodovias paranaenses não ficassem desamparados.
CAPACITAÇÃO - O fortalecimento do Samu no Paraná também passou pela valorização e treinamento técnico. Mais de mil profissionais de saúde da rede foram capacitados e certificados internacionalmente no curso Advanced Medical Life Support (AMLS), padronizando a abordagem de urgências clínicas aos mais altos níveis globais.
A estrutura de retaguarda ganhou o Centro de Simulação Realística e o fornecimento de quatro conjuntos de simuladores modernos para treinamento continuado das equipes nas sedes macrorregionais. No aspecto de infraestrutura física, destacam-se a inauguração do moderno Complexo Regulador de Curitiba "Matheos Chomatas", com custeio integralizado pela Sesa para abranger Curitiba, RMC, Litoral (1ª RS) e União da Vitória (6ª RS), e a entrega do novo Complexo Regulador de Londrina, que unificou os atendimentos de urgência de toda a região Norte em uma das estruturas mais modernas do Estado.
CUSTEIO RECORDE - Para manter a engrenagem funcionando com excelência, o repasse financeiro mensal do Governo do Estado para o custeio das unidades avançadas cresceu expressivamente. No início de 2020, o investimento mensal era de R$ 5,71 milhões; em junho de 2026, esse montante atingiu a marca histórica de R$ 9.131.008,63 no mês, um salto de quase 60% nos recursos de manutenção da rede.
Como marco final de inovação e tecnologia aplicada ao resgate médico, o Paraná prepara para os próximos meses o início da operação de uma aeronave de asa rotativa biturbina com capacidade para missões noturnas e voos por instrumentos (IFR).
"Essa nova aeronave biturbina representa a quebra de uma barreira histórica na nossa saúde pública. Com a capacidade de voar à noite e por instrumentos, passamos a oferecer um resgate aéreo com cobertura de 24 horas, independentemente da luz solar. É a tecnologia máxima salvando vidas e consolidando o maior legado de proteção e prontidão que este governo deixa para a população paranaense", afirmou o secretário César Neves.
Por - AEN
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas nas primeiras horas desta terça-feira (30) para cumprir 30 mandados judiciais contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas em diversas cidades do Oeste e do Sudoeste paranaense. A ação conta com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e com o suporte aéreo de um helicóptero da PCPR.
Ao todo, mais de 100 policiais estão em diligências para cumprir 21 mandados de prisão e nove de busca e apreensão com o apoio de cães de faro das duas instituições envolvidas. Entre os crimes investigados estão tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
As ordens são cumpridas em Salto do Lontra, Nova Prata do Iguaçu, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, no Sudoeste; Boa Vista da Aparecida, Cascavel e Medianeira, no Oeste; além de um alvo no estado do Mato Grosso.
A operação é resultado de investigações realizadas após uma outra ação policial ocorrida em 17 de janeiro de 2025 em cidades da região. Na ocasião, a PCPR prendeu 33 pessoas e aprendeu drogas, armas e outros elementos que contribuíram com o aprofundamento das apurações sobre a atuação da organização criminosa.
A PCPR identificou que os suspeitos mantinham uma rede criminosa com atuação dinâmica e pulverizada, utilizando ferramentas digitais, como aplicativos de mensagens, redes sociais e transações Pix, para viabilizar as atividades ligadas ao tráfico.
“O grupo operava com intensa comunicação virtual. A coordenação dos pontos de distribuição, o controle das entregas e o contato com os usuários eram centralizados por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais, garantindo agilidade no fluxo ilícito”, explica o delegado da PCPR Murilo Martinez e Silva.
As investigações financeiras realizadas demonstraram o alto número de transações repetitivas e de valores padronizados correspondentes ao preço da venda de porções de drogas. “A existência de transações sucessivas e em curtos espaços de tempo demonstra a existência de uma empresa criminosa preparada para abastecer os pontos de venda de drogas e atender a alta demanda de usuários”, complementa o delegado.
A operação desta terça-feira visa desarticular a atuação do grupo e obter elementos para subsidiar a continuidade da investigação.
POr - AEN
A liderança do Porto de Paranaguá na exportação nacional de frango congelado ganhou um novo impulso nos primeiros cinco meses deste ano. O complexo portuário paranaense registrou uma mega movimentação do produto, consolidando o estado como o principal corredor de escoamento dessa proteína para o mercado global. Um dos critérios fundamentais para sustentar esse volume histórico é a robusta infraestrutura de frio disponível dentro do porto, que passou por importantes ampliações voltadas à eficiência e à sustentabilidade.
Parte da estrutura que dá suporte às exportações do agronegócio é o pátio do terminal, equipado com 5.280 tomadas elétricas dedicadas aos contêineres refrigerados utilizados para acondicionar os mais variados tipos de proteínas de origem animal.
Toda a operação de refrigeração dessa estrutura é integralmente sustentada por energia elétrica de origem renovável, certificada internacionalmente por meio do sistema I-REC, que atesta o uso de fontes limpas. O modelo contribui diretamente para a redução da pegada de carbono no porto e reforça a política de sustentabilidade capitaneada pela empresa pública Portos do Paraná.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, destaca que a expansão reflete o compromisso da autoridade portuária em dar suporte ao crescimento sustentável das operações. “A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra a nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Unir essa eficiência logística ao uso de energia 100% renovável eleva o padrão de competitividade do nosso estado, garantindo uma cadeia de exportação mais limpa e segura”, afirma.
No campo da transição energética da infraestrutura, foi implementado um projeto-piloto de eletrificação de equipamentos de pátio, com a conversão de três RTGs (guindastes sobre pneus utilizados na movimentação de contêineres) de operação a diesel para energia elétrica na área ferroviária. O terminal conta com 40 equipamentos desse tipo em operação, e a iniciativa representa a primeira etapa de testes para eventual ampliação do modelo sustentável no complexo.
A infraestrutura energética do porto inclui ainda uma nova subestação do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade isolada a gás para distribuição elétrica. O terminal, controlado pelo grupo CMPort, mantém um histórico recente de investimentos da ordem de R$ 500 milhões aplicados em expansão e modernização operacional. Um novo ciclo de aportes, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ser formalizado junto à autoridade portuária em etapa futura.
Garcia reforça que esse volume de investimentos consolida o planejamento estratégico desenhado para o complexo. “A modernização energética e os aportes estruturantes que acompanhamos no porto mostram que Paranaguá se antecipa às demandas globais. Nosso papel como autoridade portuária é garantir que essa expansão técnica aconteça em total sintonia com a eficiência operacional e o respeito ambiental, mantendo o Paraná na vanguarda da infraestrutura portuária nacional”, finaliza.
CERTIFICADO - Alinhado à gestão eficiente de energia, o terminal possui certificação ISO 50001 e mantém metas relacionadas à redução de emissões de gases de efeito estufa e ao aumento da eficiência operacional, em consonância com os padrões internacionais de sustentabilidade adotados pelo porto.
A movimentação logística do complexo atende uma das principais cadeias exportadoras do país, com destaque para o setor de proteínas animais destinadas a mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio e Europa.
As iniciativas fazem parte das ações de modernização da infraestrutura portuária de Paranaguá e ampliam a competitividade do sistema logístico paranaense no cenário internacional, com foco em eficiência, sustentabilidade e integração às cadeias globais de comércio.
Por - AEN
A partir desta segunda-feira (29), a campanha de vacinação contra a gripe está oficialmente aberta para todos os paranaenses com idade acima de seis meses.
A ampliação da cobertura foi pactuada entre a Secretaria da Saúde (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), abrangendo os 399 municípios do Estado. O objetivo é conter o avanço do vírus influenza, que historicamente aumenta com a chegada das temperaturas mais baixas.
“Com essa abertura para todos os públicos, com mais pessoas imunizadas, vamos combater a gripe e proteger a população”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Até então restrita aos públicos prioritários, a campanha agora atinge um novo patamar. E para reforçar a ampliação, a Sesa recebeu do Ministério da Saúde um aporte extra de 408 mil doses, somando 4.249.780 doses da vacina, que já estão sendo distribuídas a todas as 22 Regionais de Saúde. Cada município tem autonomia para definir seus horários e estratégias de atendimento, dependendo da organização de sua rede de saúde.
PRIORITÁRIO, SEGUE COM PRIORIDADE - Mesmo com a abertura para o público geral, o governo do Estado faz um apelo para que os grupos de maior risco não deixem de se vacinar. A meta é imunizar 90% desse público (cerca de 2,9 milhões de pessoas). Até o momento, foram 2.411.279 doses aplicadas, o que representa o índice de 48,31%.
Do grupo de risco, as gestantes são as que mais se imunizaram, com 65,73%; idosos foram 49,94% e crianças, 41,69%. “O avanço da vacinação é um passo importante. A imunização é a principal ferramenta para evitar que o quadro evolua para internamentos e complicações fatais”, afirmou o secretário.
Por - AEN
Com a queda das temperaturas em todo o Paraná, as secretarias de Estado da Educação (Seed-PR) e da Saúde (Sesa) reforçam a importância da prevenção de doenças cardiovasculares e respiratórias na comunidade escolar. Ação conjunta entre as pastas, a campanha “Aquecendo corações, protegendo vidas” chega às mais de 2 mil instituições estaduais de ensino com orientações a professores, funcionários e estudantes sobre os cuidados com a saúde durante o inverno.
Por meio de materiais digitais e físicos, a mobilização ressalta a importância de hábitos saudáveis e medidas preventivas para o dia a dia. De acordo com o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a escola tem papel fundamental na promoção da saúde e na divulgação de informações confiáveis para a comunidade.
“Cuidar da saúde é uma atitude que protege não apenas cada indivíduo, mas também toda a comunidade escolar. O inverno exige atenção redobrada, mas, com informações corretas e hábitos adequados, podemos atravessar esse período com mais saúde, segurança e qualidade de vida”, afirmou.
CUIDADOS COM O CORAÇÃO - Além do aumento da circulação de vírus respiratórios, típico desta época do ano, especialistas alertam que o risco de doenças cardiovasculares tende a se agravar significativamente no inverno. Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, os casos de infarto podem aumentar até 30% durante os períodos mais frios do ano, enquanto os registros de Acidente Vascular Cerebral (AVC) podem crescer até 20%.
Isso ocorre porque o frio provoca a contração dos vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial e aumentando o esforço realizado pelo coração. Como muitas dessas doenças se desenvolvem de forma silenciosa, o monitoramento de fatores de risco – como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e histórico familiar – deve ser intensificado nesta época por meio de consultas e exames preventivos. O acompanhamento médico regular permite monitorar esses indicadores e iniciar tratamentos antes que ocorram complicações mais graves.
DOENÇAS RESPIRATÓRIAS - As baixas temperaturas também propiciam a permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação, facilitando a transmissão de vírus respiratórios como influenza, coronavírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus. Para bloquear essa circulação no ambiente escolar, o Governo do Estado mantém uma estratégia constante de vacinação nas escolas. A ação ocorre ao longo de todo o ano letivo, mediante aviso prévio aos pais para autorização e acompanhamento dos filhos.
Além da mobilização focada no público escolar, a vacinação contra a gripe está aberta para toda a população acima de seis meses de idade em todo o Paraná a partir desta segunda-feira (29). A ampliação geral foi pactuada entre a Sesa e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems) para conter o avanço de casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
De acordo com o último Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios, divulgado pela Sesa no dia 10 de junho, o Paraná somava mais de 10 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, 1,5 mil deles causados pelo vírus da Influenza.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, enfatizou o peso da responsabilidade compartilhada na proteção da saúde pública durante o inverno. “O avanço da SRAG no Estado nos mostra que a prevenção precisa ser um esforço de toda a sociedade. O inverno historicamente sobrecarrega os hospitais, e essa mobilização com a Educação nos permite criar um escudo de proteção dentro e fora das salas de aula”.
“A vacina é segura, eficaz e está disponível para todos acima de seis meses. Ao garantir a sua dose e manter hábitos preventivos cotidianos, você protege a si mesmo, quebra a corrente de transmissão nas escolas e evita complicações graves, inclusive cardíacas” disse o secretário.
COMO SE PREVENIR - Seed-PR e Sesa-PR orientam que qualquer pessoa que apresente sintomas respiratórios ou cardiovasculares persistentes procure atendimento médico imediato. Conheça, abaixo, demais orientações da campanha “Aquecendo corações, protegendo vidas”:
- Alimentação equilibrada: evite o excesso de alimentos ultraprocessados, gordurosos ou ricos em sódio, que podem elevar a pressão arterial rapidamente.
- Mantenha-se hidratado: no frio, a sensação de sede diminui, mas o corpo ainda precisa de água. Mantenha a garrafinha sempre ao alcance das mãos e aposte também em chás ou sopas leves.
- Pratique atividade física: a atividade física continua sendo essencial, mas é importante aquecer bem o corpo antes dos exercícios intensos.
- Mantenha o corpo aquecido: ao se vestir, lembre da "técnica da cebola", sobrepondo peças mais finas antes das mais grossas, especialmente ao ar livre, em dias de frio rigoroso.
- Acompanhamento médico: manter exames preventivos em dia é crucial. Infecções respiratórias graves aumentam consideravelmente o risco de infartos e AVCs.
- Atenção aos sinais de alerta: sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar inexplicável, palpitações, tonturas ou dores que irradiam para o braço esquerdo ou mandíbula não devem ser ignorados
Por- AEN

























