Neste 1º de abril, data conhecida como o Dia da Mentira, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta para uma atitude que pode ter consequências graves: os trotes para serviços de emergência. A corporação reforça que ligações falsas para o telefone 193, número de atendimento a emergências dos bombeiros militares, comprometem o atendimento de ocorrências reais, mobilizam equipes desnecessariamente e colocam vidas em risco.
“Trote não é brincadeira, é crime e pode custar vidas”, enfatiza a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.
Quando uma pessoa liga para o número 193, a chamada é atendida pela Central de Operações dos Bombeiros (Cobom), principal porta de entrada para pedidos de socorro em acidentes, incêndios e outras situações graves. Ao receber a chamada, os atendentes fazem a triagem de acordo com o tipo de ocorrência, para então determinar a quantidade e o tipo de veículo a ser deslocado, além do número de bombeiros necessários para o atendimento.
A capitã explica que, em falsos chamados de ocorrência, toda esta logística também é acionada, mas nestes casos os bombeiros perdem tempo e recursos que poderiam ser empregados em emergências reais. O resultado dos trotes é o atraso no socorro, gerando gasto público e desgaste das equipes mobilizadas desnecessariamente. “A partir do momento em que uma viatura se desloca para uma ocorrência falsa, aquela região fica desguarnecida. Se surgir uma situação real, o atendimento pode demorar mais e isso traz prejuízo direto para quem realmente precisa”, afirma.
FALSO INCÊNDIO - A oficial recorda de uma ocorrência atendida por ela em Maringá, em que dois caminhões de quartéis diferentes foram mobilizados após a informação de um incêndio de grandes proporções em uma residência. Ao chegarem ao local, as equipes não encontraram a situação descrita e, após contato com o Cobom, foi constatado que o telefone informado era falso. A mobilização desnecessária deixou as áreas atendidas pelos quartéis temporariamente sem cobertura operacional.
Já nos casos de atendimento pré-hospitalar, em que cada minuto é decisivo, o prejuízo dos trotes para a população é ainda maior. Nessas situações, a agilidade é fundamental para o que os bombeiros e profissionais de saúde chamam de “hora de ouro”, que se refere ao tempo de resposta.
“A rapidez na prestação do atendimento pré-hospitalar e no encaminhamento da vítima para o tratamento efetivo no hospital é muito importante para a sobrevida da pessoa e para minimizar sequelas. Quando uma viatura precisa ser deslocada de outro bairro, por exemplo, o atendimento pode demorar entre 10 e 15 minutos a mais, o que pode agravar a situação”, explica a bombeira militar.
TROTE É CRIME - Passar trote para serviços de emergência é crime com punições cabíveis. No Paraná, a Lei Estadual nº 17.107, de 2012, prevê sanções administrativas para quem realiza ligações falsas, incluindo a aplicação de multa e a responsabilização do titular da linha telefônica, ainda que o autor seja menor de idade.
Além disso, a conduta pode ser enquadrada no Código Penal Brasileiro. O artigo 340 trata da comunicação falsa de crime ou de ocorrência, com pena de detenção de um a seis meses ou multa. Dependendo do caso, também pode ser aplicado o artigo 266, que prevê reclusão de um a três anos e multa para quem interrompe ou perturba serviço público. Em situações envolvendo menores, os pais ou responsáveis podem ser chamados para prestar esclarecimentos e responder administrativamente.
ALERTA AOS PAIS E TUTORES - De acordo com o CBMPR, grande parte dos trotes ocorre durante a noite e a madrugada ou em períodos de férias escolares, quando crianças têm acesso a celulares sem supervisão. Também há casos envolvendo pessoas com deficiência intelectual que ligam para a central para conversar.
Para evitar esse tipo de situação, a capitã reforça a importância da supervisão. “Os pais e tutores devem ficar atentos ao uso de telefones por crianças ou pessoas com deficiência intelectual. Ao menor descuido, elas podem ligar para os serviços de emergência e atrapalhar o atendimento”, comenta a capitã Luisiana.
NÃO É BRINCADEIRA - O CBMPR orienta que o 193 seja utilizado apenas em situações reais de emergência. Evitar ligações falsas é uma forma direta de contribuir para que o atendimento chegue mais rápido a quem realmente precisa.
Por - AEN
O Paraná foi o quinto estado brasileiro que mais gerou empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O Estado registrou saldo positivo de 21.599 novos postos de trabalho, resultado de 195.330 admissões e 173.731 desligamentos.
O desempenho coloca o Paraná entre os principais geradores de empregos no País, muito próximo da quarta colocação, ocupada por Santa Catarina, que teve saldo de 21.727 vagas, uma diferença de apenas 128 vagas. À frente aparecem ainda Minas Gerais (22.874), Rio Grande do Sul (24.392) e São Paulo, líder nacional com 95.896 novas vagas. No Brasil, o saldo de empregos formais foi de 255.321 vagas em fevereiro.
O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos no Paraná, com saldo de 15.300 vagas em fevereiro. Na sequência aparecem a indústria (2.937), o comércio (1.693), construção civil (1.542), agropecuária (127), demonstrando crescimento distribuído entre diferentes áreas da economia.
MULHERES E JOVENS - Os dados mostram que a maior parte das novas vagas no Paraná foi ocupada por mulheres, que responderam por 12.827 dos postos criados, o equivalente a cerca de 59% do total. Os homens preencheram 8.772 vagas no período.
A geração de empregos também foi mais intensa entre os jovens. A faixa etária de 18 a 24 anos liderou, com saldo de 7.854 vagas, seguida pelo grupo de 30 a 49 anos, com 5.690 novos postos. O resultado indica um mercado aquecido tanto para quem busca o primeiro emprego quanto para trabalhadores com mais experiência.
SALÁRIO - O Paraná também se destaca pela qualidade das vagas geradas. O salário médio de admissão no Estado foi de R$ 2.260,43, o quinto maior do Brasil. À frente estão Mato Grosso, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo.
ECONOMIA - O resultado do Paraná reflete o bom momento da economia, que tem atraído investimentos e ampliado políticas de qualificação profissional. Nesta semana, o Governo do Estado abriu a primeira Casa do Trabalhador do Paraná. A unidade, pioneira na Região Sul, centraliza serviços como intermediação de mão de obra, orientação profissional, seguro-desemprego e apoio a processos seletivos. O espaço também vai sediar mutirões de emprego e ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência e imigrantes, ampliando o acesso da população ao mercado de trabalho.
Por - AEN
A onda de calor que atingiu o Sudoeste do Paraná na última semana provocou um aumento no consumo de água tratada nas cidades da região. No último sábado (28), a cidade de Capanema registrou temperatura de 38,1°C e em Loanda a máxima chegou aos 35,7°C. Nessa situação, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) reforça a importância do uso racional da água.
Embora a companhia mantenha investimentos contínuos em infraestrutura — como reservatórios, estações de tratamento e redes de distribuição —, o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, ressalta que a garantia do abastecimento depende de um esforço conjunto. “A água é um bem de todos e combater o desperdício é uma responsabilidade coletiva”, afirma.
Durante o feriado de Páscoa, as máximas não serão tão elevadas quanto no fim de semana anterior, mas ainda com alguns picos. Na cidade de Capanema, a previsão é de que a temperatura chegue aos 33°C no domingo (5), segundo o Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Na cidade, a produção de água gira em torno 4,1 milhões de litros de água por dia. A média de consumo registrada pela Sanepar é de 114 litros de água por pessoa por dia no município.
Também nesta época, a ocorrência de chuvas irregulares altera o padrão de consumo. Em Toledo, na região Oeste, a Sanepar produz em torno de 34 milhões de litros de água para atender mais de 60 mil imóveis da cidade. Em Cascavel, o volume de água produzido todos os dias ultrapassa 90 milhões de litros. Em fevereiro, o consumo médio de cada cascavelense foi de 116 litros de água por dia. No mês anterior, o consumo ficou em torno de 110 litros por pessoa por dia.
Para manter o abastecimento de água independente das temperaturas, a Sanepar mantém equipes trabalhando 24 horas no controle de níveis de reservatórios, manutenção da infraestrutura das redes e equipamentos de bombeamento. A Sanepar administra em todo Paraná uma estrutura com cerca de 110 mil km de tubulações de água e esgoto, mais de 3,5 milhões de ligações de água e 2,6 milhões de ligações de esgoto. Opera 168 estações de tratamento de água e 1.219 poços, além de uma robusta infraestrutura de bombeamento.
OS VILÕES DO DESPERDÍCIO - Um dos principais pontos de atenção durante a onda de calor são as piscinas infláveis. O hábito de descartar a água ao final do dia para renová-la na manhã seguinte é apontado pela Sanepar como uma prática crítica para o sistema. “O desperdício de uma única piscina de 5 mil litros, trocada duas vezes no fim de semana, seria suficiente para abastecer uma família de quatro pessoas por 15 dias”, exemplifica Bley.
Para evitar o desabastecimento e a baixa pressão nas redes, a orientação é manter as piscinas cobertas e utilizar produtos para o tratamento da água, prolongando sua vida útil. No caso de piscinas fixas, a recomendação é a manutenção constante com profissionais especializados.
MUDANÇA DE HÁBITO - Além do cuidado com o lazer, a Sanepar orienta a substituição da mangueira pelo balde em limpezas domésticas. A lavagem de calçadas e carros, assim como a rega de plantas, deve ser feita com água reutilizada ou de forma controlada para evitar que o consumo individual prejudique o acesso de toda a comunidade ao recurso.
Por - AEN
O Governo do Paraná vai aderir ao programa proposto pela União para a redução da carga tributária sobre o óleo diesel. A decisão anunciada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior visa garantir o abastecimento de óleo diesel em todo o Estado, além de conter a volatilidade do preço do combustível sobre o consumidor em razão dos conflitos internacionais.
O modelo apresentado pelo Governo Federal prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel, com participação compartilhada entre a União e os estados, no valor de R$ 0,60 por litro para cada parte, mediante adesão voluntária, com vigência inicial de dois meses a partir da edição de medida provisória. A adesão foi tomada após debate técnico realizado no âmbito da 200ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), ocorrida no dia 27 de março, em São Paulo.
De acordo com previsões da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), a medida deve ter um impacto de cerca de R$ 77,5 milhões ao mês aos cofres paranaenses — ou seja, cerca de R$ 155 milhões nos dois meses de vigência propostos pela União. O Paraná é o terceiro maior importador de diesel do País, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais, com a compra média de 2 bilhões de litros do combustível por ano.
Apesar disso, o Estado optou pela adesão para beneficiar o cidadão já impactado pela escalada de preços. Desde o início do conflito no Oriente Médio, o preço do diesel subiu cerca de 22,53% em todo o Brasil, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) — um aumento que impacta toda a cadeia e atinge diretamente o bolso da população.
“O Paraná mantém seu compromisso com a preservação da atividade econômica e proteção do povo paranaense”, afirma o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “Com isso, buscamos um entendimento coletivo que permita a redução da carga tributária sem ferir os princípios de uniformidade que visam simplificar o sistema tributário brasileiro e evitar a guerra fiscal entre as unidades da federação”, completou Ortigara.
Por - AEN
O Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná) vai beneficiar mais de 8 mil animais, de 47 municípios do Estado, em abril. A primeira ação ocorre nesta quarta-feira (1º), em Marquinho, cidade da região Centro-Sul. Os atendimentos integram o 5º ciclo do projeto, que teve início em novembro do ano passado.
A proposta contempla pets da população de baixa renda, de pessoas vinculadas a organizações da sociedade civil e protetores independentes. O investimento do Governo do Estado nesta etapa é de R$ 19,8 milhões, um incremento de 106% em relação ao 4º período (R$ 9,6 milhões), concluído em maio do ano passado.
Já a contrapartida dos municípios é de aproximadamente R$ 1,8 milhão, recursos que serão usados na impressão de 469 mil cartilhas sobre maus-tratos; na aplicação de 731 mil vacinas antirrábicas; e na confecção de 582 mil placas temáticas sobre biodiversidade.
Além da esterilização, o programa propõe ações de educação sobre a tutela responsável de cães e gatos, contribuindo para a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes — um dos requisitos para o município participar do projeto. O outro é a intensificação da vacinação antirrábica nos animais, visando à promoção da saúde pública.
Para isso, o Governo do Estado fiscaliza as atividades organizadas por todas as cidades parceiras do projeto. O programa ainda oferece palestras sobre zoonoses, vacinação e desvermifugação de animais. A colaboração se estende a uma rede que une várias ONGs e diversos protetores independentes, todos compartilhando o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade em relação aos animais.
Ao final desta etapa, no segundo semestre deste ano, o projeto coordenado pelo Instituto Água e Terra (IAT) e voltado para a Saúde Única, vai alcançar todas as 399 cidades paranaenses. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
COMO PARTICIPAR – Para agendar um horário para a castração dos bichinhos, o cidadão deve ir diretamente em um dos pontos determinados pela prefeitura da sua cidade, parceiras do Estado nesta iniciativa. No momento da inscrição os tutores já receberão todas as orientações sobre o pré e pós-operatório, além de medicamentos para os cuidados após a cirurgia dos pets e aplicação de um microchip eletrônico para identificação do animal.
Confira a agenda de atendimentos do CastraPet Paraná em abril:
1º/4 Marquinho
2/4 Maringá e Palmital
3/4 Maringá
4/4 Maringá
5/4 Nova Esperança
6/4 Mato Rico e Presidente Castelo Branco
7/4 Altamira do Paraná, Astorga, São Jorge do Ivaí e Ourizona
8/4 Astorga, Diamante do Sul, Doutor Camargo e Ivatuba
9/4 Astorga, Nova Laranjeiras e Paiçandu
10/4 Ângulo, Laranjeiras do Sul e Paiçandu
11/4 Laranjeiras do Sul, Atalaia e Paiçandu
12/4 Mandaguaçu
13/4 Mandaguaçu, Cantagalo e Flórida
14/4 Cantagalo e Munhoz de Mello
15/4 Munhoz De Mello e Virmond
16/4 Jaguapitã e Porto Barreiro
17/4 Jaguapitã e Saudade do Iguaçu
18/4 Sulina
20/4 Chopinzinho
21/4 Braganey, Campo Bonito e São João
22/4 Corbélia, Iguatu e Verê
23/4 Cafelândia e Francisco Beltrão
24/4 Francisco Beltrão, Nova Aurora e Iracema do Oeste
25/4 Marmeleiro e Tupãssi
26/4 Assis Chateaubriand
27/4 Formosa do Oeste e Vitorino
28/4 Pato Branco e Quarto Centenário
29/4 Pato Branco e Goioerê
30/4 Mariluz
Por - AEN
Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na tarde de segunda-feira (30), dois homens de 41 e 51 anos pelos crimes de sequestro, cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo, na BR-163, em Cascavel (PR). A vítima foi localizada no próprio veículo, sendo obrigada a dirigir sob ameaça.
A ocorrência teve início após familiares informarem aos policiais que um homem havia sido sequestrado e forçado a conduzir o próprio carro. Durante buscas, a PRF localizou o veículo e realizou a abordagem, encontrando a vítima ao volante e os dois suspeitos no interior do carro.
Segundo relato da vítima, os autores interceptaram o veículo e tentaram retirá-la à força. Como não conseguiram, entraram no carro e passaram a ameaçá-la, obrigando-a a dirigir. Em determinado momento, a esposa da vítima foi deixada em outro local, enquanto os suspeitos seguiram com o homem em direção a Cascavel.
Durante a abordagem, os policiais localizaram um revólver calibre .32, municiado, com numeração suprimida, escondido no interior do veículo. Um dos envolvidos assumiu a posse da arma.
Os presos foram encaminhados, junto com a arma, à Delegacia da Polícia Civil em Cascavel para o registro dos crimes de sequestro e cárcere privado, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.
Por - PRF


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