Os bombeiros militares do Paraná, que estavam na Venezuela para ajudar nos trabalhos de resgate de vítimas dos terremotos, voltaram ao Brasil neste sábado (11).
O avião em que eles viajaram pousou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 6h.
Na noite do dia 24 de junho, dois terremotos de de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a região norte do país, onde fica Caracas, em um intervalo de menos de um minuto. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos. Ao menos 4.333 pessoas morreram, 16.740 se feriram, 774 edifícios foram danificados e 189 desabaram, conforme autoridades venezuelanas.
A equipe paranaense fez parte da força-tarefa brasileira, composta também por equipes de São Paulo e Minas Gerais. Os militares integraram o BRA-01, equipe especializada em busca e resgate urbano em processo de certificação junto à Organização das Nações Unidas (ONU).
No dia 29 de junho, o tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert contou que a equipe trabalhava na região do litoral da Venezuela. Com dois cães de busca, eles procuraram por pessoas que estavam vivas entre os escombros, nos "espaços vitais" — vãos estruturais que se formam com os destroços e que possibilitam segurança. Assista à entrevista no início desta reportagem.
A equipe voltou ao Paraná em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) após 16 dias de trabalho.
As equipes brasileiras, que também contaram com socorristas de Minas Gerais e São Paulo, atuaram no resgate de 14 sobreviventes, segundo Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
"Na Venezuela, os militares realizaram reconhecimento técnico de estruturas, escoramento preventivo, buscas em edificações colapsadas e operações com equipamentos especializados e cães de busca", explicou a nota da assessoria.
Um caminhão do Corpo de Bombeiros foi atingido por um ônibus enquanto estava a caminho de um incêndio em Telêmaco Borba, nos Campos Gerais do Paraná.
O acidente aconteceu nesta sexta-feira (10), no cruzamento entre a Alameda Washington Luis e a Rua Quinze de Novembro.
Segundo o Corpo de Bombeiros, uma equipe havia sido acionada para apagar um incêndio em um veículo, na PR-160. O caminhão estava "com os sinais sonoros e luminosos ligados", de acordo com a nota da corporação, quando o ônibus bateu contra a lateral do veículo. Em seguida, o caminhão atingiu um poste.
O local da colisão fica a 230 metros de distância do quartel.
Três bombeiros estavam no caminhão e não ficaram feridos. No ônibus, apenas o motorista, que também não teve ferimentos.
Após o acidente, outra equipe foi encaminhada ao local do incêndio para atender à ocorrência.
Estelionatários estão realizando pedidos e solicitando que o troco seja adiantado via Pix, utilizando comprovantes falsos ou agendamentos adulterados.
A instituição orienta que os proprietários e funcionários verifiquem minuciosamente a autenticidade e o recebimento real do dinheiro em conta antes de efetuar qualquer entrega ou transferência de valores.
Campanhas de conscientização entre redes de comerciantes também são recomendadas para prevenir novas vítimas.
Veículo era transportado em guincho de Foz do Iguaçu para Curitiba
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã desta sexta-feira (10), cerca de 3,2 mil ampolas de medicamentos para emagrecimento que eram transportados nos pneus de um automóvel.
O carro era transportado em um guincho de Foz do Iguaçu para Curitiba e foi abordado em Guaraniaçu/PR. Durante a fiscalização, os policiais localizaram um compartimento oculto vazio no painel do automóvel, então decidiram fazer uma vistoria minuciosa. Notando que havia algo nos pneus, os PRFs decidiram desmontá-lo e encontraram parte dos medicamentos.
O veículo foi encaminhado a uma borracharia para a desmontagem dos demais pneus. Todos, inclusive o estepe, estavam recheados de emagrecedores.
O condutor do guincho comprovou que foi contratado por um homem que teria comprado o carro em Foz do Iguaçu e o aguardava na capital. O guincheiro foi conduzido como testemunha à Polícia Federal.
Por - PRF
O fenômeno El Niño, identificado desde junho no Oceano Pacífico Equatorial, deve levar chuvas bem acima do padrão para as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, principalmente na bacia do Rio Iguaçu. Além disso, vai impactar as condições atmosféricas em escala global até o fim do verão de 2027.
As informações foram atualizadas por centros internacionais especializados, incluindo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana nesta quinta-feira (09). Os impactos no Paraná são monitorados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e constam em uma nova nota técnica.
O estudo permite compreender as áreas em que são esperados volumes de chuva mais intensos nos próximos meses. O fenômeno vai se intensificar gradativamente ao longo do inverno de 2026 e atingirá o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. Há probabilidade de mais de 80% de atingir severidade forte a muito forte.
Todas as regiões do estado têm volumes de chuva previstos acima da média climatológica. Na escala de intensidade, as regiões Oeste e Sudoeste são as que têm previsão de maior diferença entre as médias e os dados constatados.
As regiões Noroeste e Central devem receber grandes volumes de chuva, mas menos que as outras duas, enquanto Norte, Capital, Campos Gerais e Litoral serão as menos atingidas, mas ainda assim no padrão acima da média.
“Além do aumento da precipitação, eventos de El Niño de forte a muito forte intensidade costumam favorecer condições atmosféricas propícias ao desenvolvimento de sistemas convectivos de mesoescala, capazes de produzir eventos de chuva intensa em curtos intervalos de tempo, elevada incidência de descargas atmosféricas, rajadas de vento e, eventualmente, ocorrência de granizo”, diz a nota.
Durante o inverno de 2026, a persistência de condições mais úmidas tende a reduzir a duração dos períodos secos normalmente observados nessa época do ano. Na primavera, quando os impactos do El Niño costumam ser mais expressivos sobre o Sul do Brasil, a ocorrência de episódios prolongados de chuva poderá aumentar o risco de inundações, enxurradas, alagamentos e movimentos de massa.
Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
AGRICULTURA - Para a agricultura, a redução das áreas de seca devido ao excesso de chuva pode ser benéfica para o desenvolvimento das culturas. Entretanto, o Simepar analisa que o planejamento dos produtores será essencial. O excesso de chuvas também poderá elevar a umidade do solo, consequentemente impactando as operações em campo, incluindo janelas de plantio e colheita.
Já o excesso de umidade pode favorecer a incidência de doenças fúngicas e dependendo da cultura e do estágio fenológico e do período de ocorrência das precipitações, pode comprometer a qualidade de grãos. O excesso de chuvas também pode elevar o risco de perdas de solo ocasionadas por processos erosivos.
EL NIÑO - O El Niño - Oscilação Sul (ENOS) é um fenômeno que ocorre na região do Oceano Pacífico Equatorial e nas áreas próximas, caracterizado por variações anômalas na temperatura da superfície do mar e na circulação atmosférica.
É um dos fenômenos climáticos mais importantes da Terra devido a sua capacidade de alterar a circulação atmosférica global e, como consequência, influenciar o comportamento da temperatura do ar e da precipitação em vastas áreas da Terra por períodos que vão de vários meses a anos.
Os dados da NOAA mostram que o El Niño se fortaleceu no último mês e a temperatura já está 1,2°C acima da média na principal área monitorada. A temperatura da água do mar da camada até 200 metros de profundidade está muito acima da média climatológica em uma ampla área.
Por - Simepar
Comitês criados em 2023 já reúnem 72 participantes e mostram que o futuro do cooperativismo passa pela renovação de lideranças e pela ampliação da voz feminina no campo
O Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado em 4 de julho, é uma data que convida à reflexão sobre os valores que sustentam esse modelo de negócio: democracia, participação e solidariedade. Na Primato Cooperativa, essa reflexão ganha corpo em dois grupos que, desde meados de 2023, vêm transformando a relação entre pessoas e cooperativa a partir de dentro: o Comitê Jovem e o Comitê Mulher Primato.
O que começou com dez integrantes em cada frente hoje já soma 28 jovens e 44 mulheres, reunidos mensalmente em salas de aula, viagens técnicas e imersões ao longo do ano. Mais do que espaços de capacitação, os comitês se consolidaram como territórios de escuta, pertencimento e formação de lideranças — pilares essenciais para a continuidade do cooperativismo nas próximas gerações.
Na voz do presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, os comitês, em especial o das mulheres e dos jovens, fortalecem os princípios da cooperativa, preparam a sucessão e constroem o futuro. “Nosso maior legado é capacitar as próximas gerações com conhecimento e sabedoria para aculturar às nossas comunidades”, pontua.
Um lugar para ser ouvido
Para Adriel Rossetto, coordenador do Comitê Jovem Primato, o principal ganho do grupo está na forma como ele aproxima os jovens da cooperativa em sua totalidade. Segundo ele, o comitê "nos mostra a cooperativa de forma mais abrangente, todos os seus segmentos, oportunidades e vantagens de fazer parte dela", gerando acolhimento e, sobretudo, a sensação de serem ouvidos.
Voltado a jovens cooperados, filhos de cooperados e colaboradores com idades entre 15 e 35 anos, o Comitê Jovem nasceu com um propósito claro: atrair, desenvolver e fortalecer a participação dessa geração na Primato, por meio de ações educativas e de desenvolvimento pessoal e profissional.
Um dos temas mais sensíveis ao agronegócio, a sucessão familiar, ocupa lugar central nas atividades do grupo. Rossetto conta que o comitê promove cursos, palestras e eventos que aproximam gerações: "incluindo a geração atuante no campo há mais tempo, nossos pais, juntamente conosco, jovens que vão ou já estão assumindo as propriedades rurais". A lógica se estende também à governança da cooperativa, já que os encontros colocam os jovens em contato direto com atuais representantes, que compartilham suas experiências acumuladas ao longo dos anos.
Entre as competências que o comitê busca desenvolver, o coordenador cita liderança, protagonismo, comunicação assertiva e visão estratégica, sempre ancoradas em valores como pertencimento, responsabilidade, senso de justiça e solidariedade. "Entendemos que uma cooperativa precisa de pessoas, e elas precisam ser cada vez mais unidas para fortalecer ainda mais a Primato e, consequentemente, cada um dos cooperados e colaboradores", resume.
Aos jovens que ainda não integram o grupo, Rossetto faz um convite: "que participem, se permitam viver essa experiência transformadora, que só vem a agregar e abrir portas para oportunidades de sucesso".
Vez, voz e voto
Se o Comitê Jovem trabalha a sucessão e a renovação, o Comitê Mulher Primato dá corpo a outro princípio fundamental do cooperativismo: a gestão democrática. Formado por cooperadas, esposas ou filhas de cooperados, esposas de diretores e colaboradoras, o grupo tem como coordenadora Eliane Hoffmann, desde fevereiro de 2026.
Para ela, a participação feminina é parte estrutural do modelo cooperativista. "A Primato é uma cooperativa que se preocupa com as mulheres, que sabe que a opinião das mulheres é necessária", afirma, destacando que a coordenação do comitê sempre consulta as integrantes antes de qualquer decisão. Na definição da coordenadora, a lógica é simples: "temos voz, temos vez e temos voto, e é dessa forma que colaboramos como cooperadas, como comitê".
A diversidade de realidades dentro do grupo é, segundo ela, um dos aspectos mais reveladores do trabalho. "Viemos de mundos totalmente diferentes, cada casa, cada família tem uma visão diferente", observa. Muitas mulheres que atuam diretamente nas propriedades rurais, conta Eliane, sequer conheciam o funcionamento da cooperativa antes de ingressar no comitê. É nesse ponto que o grupo cumpre um papel decisivo: oferecer experiências, conhecimento e incentivo por meio de cursos, viagens e eventos. Uma frente de apoio que, na avaliação da coordenadora, já reflete em mudanças concretas dentro das propriedades.
Essa mudança de postura também passa por enfrentar barreiras ainda presentes em muitas famílias rurais. Eliane relata que, em algumas situações, "o homem não permite que a mulher colabore com ideias e tenha uma participação ativa no que diz respeito às decisões nas propriedades rurais". É justamente aí que o comitê atua com mais força, reforçando que a voz das mulheres precisa ser ouvida e mostrando a elas o quanto são capazes.
Acompanhando o grupo desde o primeiro encontro, a atual coordenadora garante que os efeitos das capacitações vão muito além da vida cooperativista. "Há momentos em que trabalhamos o emocional, o cooperativismo, ou até mesmo a saúde da mulher", explica, destacando que essa diversidade de temas, sempre com foco na mulher, contribui para melhorar diferentes esferas da vida das participantes.
Ao encerrar, Eliane resume o espírito que move o Comitê Mulher Primato em forma de convite: "precisamos dizer: vem cá, faça parte, venha junto com a gente que tudo vai dar certo".
Ao aproximar jovens e mulheres do dia a dia da Primato os dois comitês potencializam o espírito celebrado no Dia Internacional do Cooperativismo: um modelo de negócio construído coletivamente, que só se fortalece quando cada cooperado, independentemente da idade ou do gênero, encontra espaço para participar, opinar e liderar.
“Nossa força está nas pessoas e na união. Os cooperados entenderam que são os donos da cooperativa e que devem agir dessa forma. Ao fazer todos os seus negócios com a Primato e Primato Credi, vão muito além do relacionamento”, reforça Sabadin.
Entre cursos, viagens, imersões e conversas francas, jovens e mulheres da Primato têm mostrado que o futuro do cooperativismo já está sendo escrito no presente.
POr - Assessoria

























