Temporais de granizo com pedras de gelo do tamanho de ovos de galinha causam estragos no Paraná

Temporais de granizo causaram estragos em diversas cidades do Paraná entre a tarde deste domingo (30) e a madrugada desta segunda-feira (31).

Na região central do estado, as pedras de gelo chegaram ao tamanho de ovos de galinha. 

Na cidade de Pinhão, que possui cerca de 30 mil habitantes, foram registradas mais de 400 ocorrências de casas danificadas.

Segundo a Defesa Civil, algumas residências foram atingidas durante dois temporais diferentes, e pelo menos 1,2 mil pessoas foram afetadas. Não há registros de desalojados ou desabrigados.

 Guarapuava e Candói também tiveram estragos. Houve destelhamentos e quedas de árvores em ruas e em cima de casas e carros. Não houve registro de feridos.
 

Outras regiões do estado também tiveram danos causados pelos temporais. O relatório preliminar da Defesa Civil do Paraná contabiliza no mínimo 10 municípios atingidos, 722 casas danificadas e 2,2 mil pessoas afetadas.

De acordo com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), até 14h30 de domingo havia 506 emergências na rede, que deixavam cerca de 20 mil imóveis sem energia elétrica.

 

 

⛈️Chuvas no Paraná

Veja, abaixo, a precipitação acumulada de quanto choveu no Paraná neste domingo (30) nas estações meteorológicas monitoradas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar):

 

  • APPA Antonina (Simepar) 33,8 mm
  • Altônia (Simepar) 0,0 mm
  • Antonina (Simepar) 38,8 mm
  • Apucarana (Simepar) 0,0 mm
  • Assis Chateaubriand (Simepar) 0,0 mm
  • Cambará (Simepar) 24,2 mm
  • Campina da Lagoa (INMET) 0,0 mm
  • Campo Mourão (Simepar) 0,8 mm
  • Cândido de Abreu (Simepar):14,0 mm
  • Capanema (Simepar) 1,6 mm
  • Cascavel (Simepar) 18,2 mm
  • Cerro Azul (Simepar) 48,6 mm
  • Cianorte (Simepar) 1,8 mm
  • Cidade Gaúcha (INMET) 12,4 mm
  • Clevelândia (INMET) 23,0 mm
  • Colombo (INMET) 52,8 mm
  • Cornélio Procópio (Simepar) 10,2 mm
  • Cruzeiro do Iguaçu (Simepar) 1,8 mm
  • Curitiba (INMET) 49,2 mm
  • Curitiba (Simepar) 53,8 mm
  • Diamante do Norte (INMET) 0,0mm
  • Dois Vizinhos (INMET) 2,4 mm
  • Fazenda Rio Grande (Simepar) 33,2 mm
  • Foz do Iguaçu (Simepar) 0,4 mm
  • Francisco Beltrão (Simepar) 25,2 mm
  • General Carneiro (INMET) 73,8 mm
  • General Carneiro (Simepar) 39,2 mm
  • Guaira (Simepar) 11,8 mm
  • Guarapuava (Simepar) 27,6 mm
  • Guarapuava - Entre Rios (Simepar) 22,4 mm
  • Guaraqueçaba (Simepar) 23,4 mm
  • Guaratuba (Simepar) 23,4 mm
  • Inácio Martins (INMET) 37,2 mm
  • Irati (Simepar) 28,8 mm
  • Ivaí (INMET) 0,0 mm
  • Jaguariaíva (Simepar) 35,6 mm
  • Japira (INMET) 0,0 mm
  • Lapa (Simepar) 31,8 mm
  • Laranjeiras do Sul (Simepar) 16,0 mm
  • Laranjeiras do Sul (INMET) 11,8 mm
  • Loanda (Simepar) 0,0 mm
  • Londrina (Simepar) 0,0 mm
  • Marechal Cândido Rondon (INMET) 3,8 mm
  • Maringá (INMET) 0,0 mm
  • Maringá (Simepar) 0,0 mm
  • Marumbi Pico (Simepar) 41,6 mm
  • Morretes (INMET) 59,6 mm
  • Morretes (Simepar) 73,4 mm
  • Nova Prata do Iguaçu (Simepar) 0,0 mm
  • Nova Tebas (INMET) 21,6 mm
  • Palmas (Simepar) 52,2 mm
  • Palmas - Horizonte (Simepar) 33,2 mm
  • Palotina (Simepar) 1,8 mm
  • Paranaguá (Simepar) 24,2 mm
  • Paranavaí (Simepar) 0,0 mm
  • Pato Branco (Simepar) 37,2 mm
  • Pinhais (Simepar) 38,4 mm
  • Pinhão (Simepar) 31,4 mm
  • Planalto (INMET) 0,2 mm
  • Ponta Grossa (Simepar) 24,4 mm
  • Santa Helena (Simepar) 0,0 mm
  • Santa Maria dío Oeste (Simepar) 14,8 mm
  • Santo Antônio da Platina (Simepar) 3,4 mm
  • São Mateus do Sul (INMET) 11,8 mm
  • São Miguel do Iguaçu (Simepar) 0,0 mm
  • Telêmaco Borba (Simepar) 25,4 mm
  • Toledo (Simepar) 11,0 mm
  • Umuarama (Simepar) 7,6 mm
  • União da Vitória (Simepar) 66,4mm
  • Ventania (INMET) 11,0 mm

 

 
 
 
 
 
 
Por - G1
Chefe de facção criminosa do Paraná é encontrado morto na Penitenciária

O chefe de uma organização criminosa do Paraná, preso na Penitenciária Federal de Brasília, foi encontrado morto em sua cela na manhã deste domingo (30).

Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a morte de Marcos Silas Neves de Souza ocorreu por suicídio.

"Os órgãos competentes e demais atores envolvidos já foram acionados, e os procedimentos cabíveis estão em andamento", informou a secretaria.

Marcos Silas tinha 42 anos e foi preso em 2021, em São Paulo, quando tentava fazer uma cirurgia plástica. Ele chefiava a organização Cartel do Sul, aliada ao Comando Vermelho no Paraná.

Investigações da Polícia Federal (PF) relevaram que ele era um dos maiores traficantes de cocaína do Brasil e que lavava o dinheiro do tráfico comprando imóveis de luxo no litoral de Santa Catarina. A PF identificou 260 apartamentos que pertenciam a Marcos Silas.

 

O que diz a Senappen

"A Secretaria Nacional de Políticas Penais informa que o custodiado Marco Silas foi encontrado desacordado em sua cela durante a primeira rotina de revista e entrega de alimentação realizada na manhã de hoje na Penitenciária Federal em Brasília.

Após o acionamento do atendimento competente, foi constatado o óbito. A morte ocorreu por suicídio.

Os órgãos competentes e demais atores envolvidos já foram acionados, e os procedimentos cabíveis estão em andamento."

 

 

 

 

 

Por G1

 

 

Fiscalização aplica R$ 14,2 milhões em multas por desmatamento ilegal

Flagrantes de desmatamento ilegal renderam cerca de R$ 14,2 milhões em multas a propriedades rurais do Paraná durante a operação "Mata Atlântica em Pé".

Coordenada pelo Ministério Público brasileiro, a 9ª edição da força-tarefa de fiscalização foi realizada entre os dias 17 e 27 de agosto nos 17 estados abrangidos pelo bioma.

No Paraná, foram fiscalizados 2 mil hectares de áreas em que havia suspeitas de desmatamento ilegal — ou seja, 20 milhões de metros quadrados, o equivalente a 2,8 mil campos de futebol. Ao todo, foram lavrados 445 autos de infração ambiental.

Entre as cidades em que houve flagrantes, estão municípios da região central, dos Campos Gerais e da Região Metropolitana de Curitiba, entre outros.

Os números contabilizam as atividades do Instituto Água e Terra (IAT), do Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde e da Superintendência do Paraná do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que atuaram a partir da coordenação estadual do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

"Como alguns dados ainda estão sendo contabilizados, pode haver atualização nos próximos dias. Os ilícitos ambientais foram identificados a partir da fiscalização remota e presencial de alertas de desmatamento obtidos por sistemas de monitoramento remoto, como o MapBiomas Alerta", aponta o MP-PR.

 

Monitoramento

O MP-PR explica que a Operação Mata Atlântica em Pé utiliza informações produzidas por diversos sistemas de monitoramento remoto, entre eles, o MapBiomas Alerta, para identificar áreas com indícios de desmatamento ilegal.

"Com base nesses alertas, equipes de fiscalização realizam verificações remotas e presenciais para confirmar a ocorrência das infrações ambientais e emitir os devidos autos de infração e termos de embargo. Em diversos estados, o emprego de drones e outras tecnologias de georreferenciamento complementa as inspeções de campo, aumentando a precisão das fiscalizações e reduzindo o tempo de resposta das equipes".

Confirmadas as irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos à aplicação de multas e demais sanções administrativas, bem como à reparação integral dos danos ambientais, sem prejuízo da apuração de responsabilidades nas esferas cível e criminal.

As áreas desmatadas ilegalmente também podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.

 

Normas para o corte de árvores no Paraná

A legislação do Instituto Água e Terra (IAT), ligado ao Governo do Paraná, determina que o corte de espécies florestais exóticas — como pinus, eucalipto, uva-do-Japão, cinamomo, entre outras — não precisa de nenhum tipo de autorização prévia, a não ser que as árvores estejam em uma área de preservação permanente.

Já o corte ou supressão de espécies nativas — como a araucária, por exemplo — precisa de autorização ambiental, independentemente do local onde estejam as árvores.

 

Dados nacionais

A Operação Mata Atlântica em Pé deste ano foi coordenada nacionalmente pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais, com o apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.

O balanço nacional da operação foi divulgado nesta sexta-feira (28) e os dados consolidados até o momento das ações de fiscalização nos estados participantes mostram que a edição deste ano atingiu mais de 8,3 mil hectares de Mata Atlântica fiscalizados com possíveis desmatamentos ilegais, que resultaram em mais de R$ 100 milhões em multas aplicadas em todo o país.

Como nas edições anteriores, neste ano participaram da operação todos os estados abrangidos pelo bioma: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

 

 

 

 

 

Por G1

 

 

Mulher usou prontuário de hospital para escrever pedido de socorro

A mulher que usou o prontuário médico para conseguir pedir ajuda e denunciar que havia sofrido violência doméstica durante uma consulta em Ibiporã, no Norte do Paraná, relatou o medo que sentia pela vida dela e da filha – enteada do agressor.

"Eu estava com muito medo, muito medo, muito medo, porque onde eu moro é um fim de mundo. Não tinha como eu pedir socorro, não tinha como eu falar nada. E eu tinha medo por causa da minha filha, porque é só mato"

"Ele fala que mulher que debate com homem tem que apanhar. Aí eu debatia com ele, ele falava assim: 'Vou contar até três: um, dois, três'. Se eu continuasse falando, ele me castigava e me batia. Eu ficava quieta para ele não me 'judiar', porque a menina estava do lado, para ela não escutar, porque eu estava temendo a minha vida e a dela", detalhou a vítima.

Na manhã de quinta-feira (27), a mulher disse ao homem que estava sentindo dores e pediu que ele a levasse para o hospital. No local, ela escreveu o bilhete e entregou à enfermeira que realizava o atendimento. A profissional acionou a polícia e o homem foi preso em flagrante enquanto aguardava na recepção.

"Por favor não deixe meu marido entrar na consulta. Socorro...", dizia o bilhete.

De acordo com o delegado Vitor Dutra, a mulher buscou o pronto-socorro do Hospital Cristo Rei com lesões, "emocionalmente abalada" e demonstrando "intenso medo do companheiro".

"Ela olhou para minha cara e falei assim: 'Acho que eu assinei um papel errado aí, né?'. Daí ela falou assim: 'Pode entrar aqui que a gente já vai consultar', mas ela me entendeu", relatou a vítima.

Ele responde pelos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. O advogado Eloir Rodrigues, responsável pela defesa do agressor, afirmou que vai "apresentar a defesa dele nos autos, analisando o contexto probatório da acusação que pesa contra o cliente, e apresentando a defesa técnica dele, respeitando o contraditório e a ampla defesa".

 

Vítima sofria agressões há pelo menos 9 meses

À polícia, a vítima relatou que tinha um relacionamento com o homem há cerca de um ano. Depois de três meses de relacionamento, ele começou a ficar violento e a cometer violências psicológicas e físicas contra ela.

A vítima relatou ainda que era vítima de cárcere privado, não podia sair da propriedade em que morava com o agressor, e que ele controlava qualquer contato que ela tinha com outras pessoas, como familiares.

"Esse ano que eu fiquei com ele, ele já me agrediu algumas vezes. Ele já bateu na minha cabeça um monte de vezes, me deu vários murros. E eu pedi para ele parar, porque eu estava sentindo que estava desmaiando. Outra vez, ele me deu um tapa forte na boca, que eu fiquei com hematoma. E um hematoma no pescoço também, quando ele me enforcou", detalhou a vítima.

A Justiça concedeu à vítima uma medida protetiva de urgência contra o homem, que segue preso.

De acordo com a polícia, o homem possui histórico de agressões contra outra ex-companheira, em São Jerônimo da Serra.

 

 

 

 

 

Por G1

 

 

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