Fundo Verde do BRDE destinará R$ 3,5 milhões a projetos paranaenses de sustentabilidade

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) prevê destinar mais de R$ 3,5 milhões do Fundo Verde e de Equidade no Paraná ao longo de 2026. Considerando as três operações do banco na Região Sul, o volume previsto alcança cerca R$ 10,8 milhões neste ano, em uma iniciativa que reforça a estratégia da instituição de transformar parte de seus resultados em impacto socioambiental concreto. Ambas as cifras representam um crescimento superior a 50% em relação aos valores registrados no ano passado.

Anualmente, o BRDE direciona 1,5% de seus lucros líquidos a projetos voltados ao enfrentamento das mudanças climáticas, preservação ambiental e promoção da equidade social. O montante arrecadado é dividido de forma igualitária entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e cada agência conduz a seleção dos projetos por meio de editais, chamadas públicas ou parcerias estratégicas.

Entre 2021 e 2025, o valor total movimentado pelo fundo, nos três estados, ultrapassou os R$ 25 milhões. Parte do que foi destinado aos projetos paranaenses já está sendo direcionado aos beneficiários. Entre as iniciativas financiadas estão 16 pesquisas científicas, tecnológicas e inovadoras, desenvolvidas em instituições públicas e privadas de Ensino Superior do estado. A gestão técnica é conduzida pela Fundação Araucária, responsável pela operacionalização das inscrições e seleções.

As pesquisas contemplam temas como sustentabilidade e proteção da água, prevenção e controle da poluição, proteção e restauração da biodiversidade, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, transição para a economia circular, agropecuária resiliente e sustentável, além da promoção da equidade e inclusão econômica e cidadã. Cada projeto pode receber até R$ 200 mil.

Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o fundo consolida a estratégia da instituição de transformar resultados financeiros em impacto socioambiental estruturante. “O Fundo Verde e de Equidade traduz, na prática, a forma como o BRDE enxerga desenvolvimento: crescimento econômico com responsabilidade ambiental e inclusão, com benefícios concretos para o Paraná e para toda a Região Sul”, diz.

Em parceria com a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, o fundo também destinou recursos para projetos voltados à preservação da Mata Atlântica. Por meio do turismo de natureza, do fortalecimento do protagonismo de comunidades locais e da valorização de negócios sustentáveis, a iniciativa busca conciliar conservação ambiental e geração de renda.

A agenda de segurança hídrica também integra as prioridades do fundo, por meio de parceria com a Fundação Grupo Boticário e a Fundação Araucária. Serão selecionados projetos envolvendo municípios do Sistema Integrado de Abastecimento Público da Grande Curitiba e da bacia hidrográfica do Alto Iguaçu.

“Nossa missão é transformar recursos públicos em conhecimento aplicado que aumente a resiliência das nossas cidades e proteja biomas essenciais. O apoio a projetos de adaptação climática e o desenvolvimento de ferramentas preditivas são fundamentais para que possamos nos antecipar aos impactos ambientais, garantindo segurança hídrica e alimentar”, afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

O Fundo Verde também contempla uma iniciativa de geração e aquisição de créditos de biodiversidade, conduzida em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável do Estado do Paraná (Sedest), além de um projeto voltado à descarbonização da indústria, por meio de consultorias especializadas operacionalizadas pelo Serviço Social da Indústria (Sesi).

Para o diretor administrativo do BRDE no Paraná, Heraldo Neves, o fundo reforça o papel da instituição como agente de transformação socioambiental. “Só no Paraná temos uma diversidade de pautas englobadas pelo fundo que se alinham diretamente com alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS]. Ter esse referencial de diretrizes globais revela nosso compromisso com a Agenda 2030 e nos ajuda a mensurar os impactos com a assertividade que o tema merece”, acrescenta.

O superintendente d BRDE no Paraná, Paulo Starke, destaca que a seleção prioriza consistência técnica e capacidade de gerar resultados mensuráveis. “No Paraná, buscamos unir consistência técnica, capacidade de execução e potencial de impacto. O apoio a pesquisas, à preservação da Mata Atlântica, à segurança hídrica e à descarbonização da indústria reforça o compromisso do BRDE com soluções escaláveis e alinhadas às agendas de clima, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.”

Os demais projetos selecionados pelo Fundo Verde e Equidade, bem como os valores aportados e andamento das ações, podem ser conferidos em https://brde.com.br/fundo-verde/.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Selo de Boas Práticas reconhece compromisso da ALEP no combate à violência contra a mulher, destaca Gugu BuenoSelo de Boas Práticas reconhece compromisso da ALEP no combate à violência contra a mulher, destaca Gugu Bueno

Certificação foi concedida pela ABNT em parceria com o Instituto Nós Por Elas

A certificação concedida nesta quinta-feira (26) pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em parceria com o Instituto Nós Por Elas (NPE), ao reconhecer a Assembleia Legislativa do Paraná com o Selo Bronze de Boas Práticas no Combate à Violência contra as Mulheres, vai além de um título institucional. Para o deputado estadual Gugu Bueno (PSD), primeiro-secretário da Casa, o selo representa a validação de um trabalho estruturado e contínuo no enfrentamento à violência de gênero.

“O combate à violência contra a mulher precisa ser uma prioridade permanente. Esse selo é o reconhecimento formal de que a Assembleia não trata o tema apenas no discurso, mas com ações concretas e compromisso institucional”, afirmou.

Criada em 2024, a certificação é concedida a instituições que comprovem, tecnicamente, a adoção de práticas efetivas de prevenção, enfrentamento à violência e promoção dos direitos das mulheres. Para obter o selo, a Assembleia apresentou seu Termo de Compromisso de Combate à Violência contra as Mulheres e demonstrou o cumprimento de critérios objetivos.

Entre eles, a realização de ações educacionais anuais voltadas ao combate à violência de gênero, campanhas permanentes de conscientização para servidores e sociedade, uso dos canais oficiais, redes sociais, portal e TV Assembleia, para ampliar a informação e fortalecer a prevenção, além da implantação de canais claros e transparentes para denúncias.

“Não é algo simbólico. Tivemos que comprovar campanhas, ações educativas e mecanismos estruturados. O selo confirma que a Casa adotou práticas reais no enfrentamento à violência e na valorização das mulheres”, destacou Gugu Bueno.

O deputado ressaltou ainda que a certificação se soma a outras iniciativas apoiadas pela Assembleia na proteção das mulheres, como a aprovação do Programa Recomeço, que garante meio salário mínimo por até 12 meses a mulheres sob medida protetiva, e o apoio à criação de uma Câmara Criminal exclusiva para casos de violência doméstica no Tribunal de Justiça do Paraná.

Segundo o primeiro-secretário, o reconhecimento reforça uma postura permanente da Casa.

“A sociedade precisa enfrentar essa questão com responsabilidade. A Assembleia está atenta, estruturando ações e avançando em políticas públicas. O mais importante são os resultados reais para as mulheres paranaenses”, concluiu.

 

 

 

 

Por - Assessoria

Inquérito conclui que freira foi estuprada e morta com crueldade no Paraná

O inquérito que apura a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, dentro do convento no dia 21 de fevereiro de 2026, em Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná, chegou à conclusão.

O delegado Hugo Fonseca, da Polícia Civil, apresentou o resultado da investigação e confirmou a autoria dos crimes.

Segundo ele, o investigado cometeu homicídio qualificado, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. 

A investigação também aponta agravantes pelo fato de a vítima ter mais de 60 anos e possuir deficiência. O relatório inclui ainda estupro qualificado, devido à gravidade das lesões constatadas, resistência no momento da prisão e violação de domicílio qualificada pela invasão do convento mediante escalada.

Imagens de câmeras de segurança mostram o homem escalando o muro para invadir o convento. A perícia também identificou vestígios de sangue nas roupas do investigado.

O laudo pericial indicou violência física e sexual. A vítima possuía limitações motoras e de fala após um AVC e não teve chance de defesa, conforme apontou a investigação.

Durante interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões e declarou que ouviu "vozes". A perícia técnica descartou versões que tentaram afastar a natureza sexual dos atos.

Segundo o delegado, a soma das penas máximas previstas no Código Penal para os quatro crimes pode ultrapassar 50 anos de reclusão, considerando os limites máximos de 30 anos para o homicídio qualificado com aumento de pena, 15 anos para o estupro qualificado, além das penas de resistência e violação de domicílio.

O investigado permanece preso preventivamente e aguarda julgamento à disposição do Poder Judiciário.

 

 

 

 

POr - Catve

 Adapar habilita 56 profissionais de 6 estados para emissão de certificados fitossanitários

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou nesta semana um curso voltado à habilitação de profissionais para a emissão de Certificados Fitossanitários de Origem (CFO) e de Origem Consolidada (CFOC). A habilitação é destinada para engenheiros agrônomos com registro regular nos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia.

Ao todo, 46 profissionais do Paraná e de mais cinco estados participaram da capacitação, que aconteceu quarta e quinta-feira (25 e 26). Além disso, 10 servidores da Adapar também foram capacitados. A Adapar vai emitir certificados de participação dos profissionais no curso.

O curso foi realizado no município de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba e teve a parceria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), prefeitura de Cerro Azul e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O foco do conteúdo foi em vegetais que podem hospedar Pragas Quarentenárias Presentes que, no Brasil, são aquelas que causam alto impacto econômico, mas não são amplamente distribuídas e contam com vigilância e controle oficial para evitar disseminação.

Foram abordadas a Xanthomonas citri subsp. citri (Cancro Cítrico), Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus, conhecidas por Greening ou Huanglongbing (HLB).

A capacitação não se limita apenas a profissionais paranaenses e, na sua 80ª edição, contou com engenheiras e engenheiros agrônomos dos estados da Bahia, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo. O chefe da divisão de Certificação e Rastreabilidade Vegetal da Adapar, Juliano Farinazzo Galhardo, foi o responsável pela realização do curso e destacou a qualidade e reputação da capacitação.

“Os cursistas gostaram muito, segundo as fichas de avaliação de satisfação preenchidas”, comentou. “Teve pessoa que veio de avião, 1.800 quilômetros de distância, desceu em Curitiba foi até Cerro Azul participar da capacitação, porque esses os cursos de CFO e CFOC da Adapar são reconhecidos pela qualidade, comprometimento do quadro técnico, e pelo fato serem realizados no local de produção, com as práticas e abordando as rotinas”, ressaltou o engenheiro agrônomo.

CONTEÚDO – O curso teve conteúdo relacionado a legislação vigente, identificação e controle de pragas, uso do Sistema de Defesa Sanitária Vegetal da Adapar e práticas de campo. Foi dividido em dois módulos. No primeiro, foram detalhadas as normas sobre as certificações, o trânsito de plantas ou de produtos vegetais relacionado com a Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) e noções sobre normas internacionais.

O segundo módulo tratou de aspectos de classificação taxonômica, levantamento e mapeamento em condições de campo da praga; práticas de monitoramento, tipos de armadilhas, identificação, coleta, acondicionamento e transporte de amostras; bioecologia; sintomas e sinais em plantas hospedeiras; ações de prevenção; e métodos de controle.

PARCERIA – A ação aconteceu em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), com a prefeitura de Cerro Azul e com o Ministério da Agricultura e Pecuária.

 

 

 

Por - AEN

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