Em um mundo cada vez mais conectado, os crimes cibernéticos são uma realidade e um dos grandes desafios para combatê-los está no receio das pessoas em denunciar, especialmente quando as vítimas são mulheres. Esse é um alerta que faz a Polícia Civil do Paraná (PCPR).
“A culpa nunca é da vítima, por isso não tenham vergonha de denunciar. Guardem o máximo de informações possíveis: URLs, números de telefone, nomes de perfis, nicknames e e-mails — e confiem na Polícia Civil. Nós temos expertise técnica para chegar aos autores, por mais que eles se julguem invisíveis”, afirma o delegado José Barreto, responsável pelo Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber).
Cibercrime é um termo que se refere a qualquer tipo de violência ou abuso ocorrido no meio digital, seja em chats, redes sociais ou aplicativos em geral. Esses atos são muitas vezes praticados por ex-parceiros ou por criminosos virtuais em busca de dinheiro ou vantagem pessoal.
Em comparação com os últimos anos, observa-se uma tendência de diminuição nas ocorrências. De acordo com o Centro de Análise, Planejamento e Estatística (CAPE), da Secretaria de Segurança Pública (SESP), em janeiro de 2024 foram registrados 1.755 casos de crimes virtuais contra mulheres. No mesmo mês de 2026, esse número foi de 1.530 casos, representando uma redução de quase 6%. Para que esses crimes se tornem cada vez menos frequentes é fundamental adotar medidas preventivas. Caso ocorram, também existem formas de denunciá-los, responsabilizar os agressores e proteger as vítimas.
Conheça alguns tipos de crimes cibernéticos e suas formas de prevenção:
CYBERSTALKING - É uma forma de perseguição que muitas vezes ocorre junto a crimes como calúnia, injúria e difamação. Entre os exemplos estão: perseguição em múltiplas plataformas; uso de meios digitais para assediar, constranger, ameaçar, manipular ou chantagear a vítima; ridicularização com base na aparência física ou psicológica; utilização de mensagens ou fotos como forma de manipulação; e também monitoramento por meio de aplicativos espiões.
De acordo com o delegado, a orientação é clara: “Não responda às agressões. Colete provas (URL do perfil, data e hora, mensagens, fotos e demais dados), bloqueie o criminoso e procure a delegacia. Se o agressor aparecer presencialmente para ameaçar ou abordar a vítima, acione a polícia imediatamente.”
SEXTORSÃO - É o crime que envolve extorsão mediante ameaça de divulgação de fotos ou vídeos íntimos. Pode ocorrer por meio de chantagem após conversas íntimas, invasão de dispositivos ou contas para roubo de conteúdo, ou até mesmo ameaças falsas, nas quais o criminoso finge possuir material comprometedor.
O delegado orienta: “Esse é um momento crítico em que a vítima se sente acuada. Mantenha a calma e não pague qualquer valor nem ceda às ameaças. Ao pagar, o criminoso tende a exigir cada vez mais. Preserve as provas, vá a um cartório para fazer uma ata notarial ou utilize ferramentas de preservação digital, como prints de tela. Procure o Nuciber ou a Delegacia da Mulher. A ameaça é crime (art. 147 do Código Penal) e, havendo exigência de vantagem econômica, configura extorsão (art. 158 do CP). Se as ameaças forem reiteradas, pode caracterizar cyberstalking (art. 147-A do CP).”
Com o avanço da inteligência artificial (IA), há casos em que criminosos utilizam imagens da vítima para criar conteúdos íntimos falsos. Segundo o delegado, trata-se de uma violência digital gravíssima “A Lei 13.718/2018 tipificou a divulgação de cena de estupro ou de sexo/pornografia sem consentimento, com a inclusão do artigo 218-C no Código Penal. Com o uso de IA, a interpretação jurídica caminha para a mesma punição severa. Além da esfera criminal, o autor também responde civilmente por danos morais e materiais. O TJPR tem sido rigoroso na proteção da imagem da mulher, o que é extremamente necessário.”
INVASÃO DE CONTAS - Geralmente ocorre com o objetivo de extorquir dinheiro ou fazer ameaças envolvendo o vazamento de fotos ou dados pessoais. Para cada situação, há um tipo de solução. As medidas variam de acordo com a conta invadida, seja rede social, e-mail, conta bancária ou serviços do governo. No site https://www.policiacivil.pr.gov.br/NUCIBER/contaInvadida é possível conferir as orientações específicas para cada caso.
PERFIS FALSOS - Existem dois casos principais nessa categoria: como identificar um perfil falso e o que fazer caso alguém crie um perfil utilizando suas fotos ou informações. No primeiro caso, o delegado orienta sobre como reconhecer se um perfil é verdadeiro ou falso: “O golpista geralmente deixa rastros de inconsistência, como data de criação recente, contas com fotos antigas postadas todas de uma só vez no mesmo dia; qualidade das fotos com imagens em baixa resolução ou que parecem retiradas de bancos de imagens ou de modelos; ou ainda imagens que aparentam ter sido criadas com o auxílio de inteligência artificial, muitas vezes com falhas visuais, como mãos com quatro dedos ou ausência de brincos em uma das orelhas.
Outro ponto é o engajamento: perfis com muitos seguidores, mas poucos comentários ou interações reais. E uma dica de ouro: utilize a ‘busca reversa de imagem’ do Google. Se a foto do perfil aparecer vinculada a outra pessoa, é falso.”
Já no caso de alguém criar uma conta utilizando suas informações, a situação pode configurar crime de falsa identidade. O delegado recomenda: “Denuncie o perfil dentro do próprio aplicativo, de preferência utilizando seu perfil verdadeiro. Procure pela opção ‘estão se passando por mim’ ou equivalente. Tire prints do perfil falso, do link da conta e, se houver interação, das conversas. Caso haja solicitação de transferência de dinheiro a seus contatos, reúna também os dados da conta beneficiária.”
DICAS PARA SE PROTEGER
* Mantenha o sistema operacional sempre atualizado, garantindo as últimas correções de segurança.
* Crie senhas fortes, utilizando combinações de letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais. Evite dados pessoais óbvios e use senhas diferentes para cada conta.
* Não abra anexos nem clique em links de e-mails desconhecidos ou suspeitos.
* Evite compartilhar informações pessoais, como endereço, documentos e telefone. Além disso, revise e ajuste as configurações de privacidade em redes sociais para limitar o acesso aos seus dados.
Caso esteja sofrendo algum dos crimes citados acima ou qualquer outro tipo de cibercrime, você pode entrar em contato com o Nuciber pelo número (41) 3304-6800. O Núcleo de Combate aos Cibercrimes está localizado no centro de Curitiba, na rua Pedro Ivo, nº 672, próximo à Praça Carlos Gomes. Se estiver em outro município, pode procurar a delegacia de polícia mais próxima. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira. E nos casos de ameaça, injúria, calúnia e difamação no contexto da violência contra a mulher é possível registrar o boletim de ocorrência online no portal da PCPR https://www.policiacivil.pr.gov.br/BO. O site do órgão também oferece orientações e encaminhamentos sobre o que fazer em diferentes situações: https://www.policiacivil.pr.gov.br/NUCIBER.
Por - AEN
Após o fim da janela partidária, sigla se consolida como maior bancada da Assembleia Legislativa do PR
A movimentação da janela partidária, encerrada neste fim de semana, redesenhou o cenário político na Assembleia Legislativa do Paraná e consolidou o PSD como a maior força dentro do Legislativo estadual, com uma bancada de 19 deputados.
Para o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gugu Bueno, o momento marca um avanço do partido no Estado. “É um momento muito importante para o PSD do Paraná. Seguimos muito firmes para esse período eleitoral. O PSD se consolida como a maior força política do nosso Estado, com uma bancada de 19 deputados”, afirmou.
O deputado também destacou a projeção do partido para as próximas eleições. “Vamos para a eleição com a possibilidade real de eleger mais de 20 deputados estaduais. O PSD continuará sendo protagonista na Assembleia Legislativa pelos próximos quatro anos. São reforços importantes, que mostram a força do partido e a liderança do nosso governador Ratinho Júnior”, completou.
O crescimento da bancada ocorre após a filiação de novos parlamentares ao partido durante a janela partidária. Passaram a integrar o PSD a deputada Marli Paulino e os deputados Soldado Adriano José, Luís Corti, Batatinha e Thiago Buhrer, ampliando a presença da sigla em diferentes regiões do Paraná.
Com a nova composição, o PSD passa a reunir cerca de um terço dos parlamentares da Casa, configurando uma das maiores bancadas já registradas por um partido na Assembleia Legislativa do Paraná.
Base consolidada e novas filiações
Além dos novos nomes, o partido mantém uma base consolidada com lideranças de forte atuação no Estado. Entre os que se mantiveram no PSD estão Luiz Claudio Romanelli e o líder do Governo, Hussein Bakri, além de Gugu Bueno. Também continuam integrando a bancada os deputados Adão Litro, Ademar Traiano, Artagão Júnior, Cloara Pinheiro, Cobra Repórter, Evandro Araújo, Marcelo Rangel, Márcia Huçulak, Marcio Nunes, Moacyr Fadel e Pedro Paulo Bazana.
Para Gugu Bueno, o movimento reforça não apenas o tamanho da bancada, mas também a solidez do projeto político construído no Estado. “O PSD cresce com responsabilidade, com base sólida e com diálogo em todas as regiões. Isso mostra que o Paraná está no caminho certo e que esse projeto tem credibilidade para continuar avançando”, destacou.
O fortalecimento da bancada amplia a base de apoio ao governo Ratinho Junior e projeta o partido para as próximas eleições.
Por - Assessoria
Para muitos paranaenses, o feriado prolongado da Páscoa já começou nesta quinta-feira (02). Para quem vai viajar, a melhor opção é o período da manhã, quando o tempo ainda estará estável em todo o estado de acordo com o Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. A partir da tarde há previsão de chuva em algumas regiões, mas ela não dura o feriado inteiro: o sábado (04) será um dia excelente para aproveitar o calor previsto em todas as regiões do Paraná.
“Nesta quinta-feira, a tendência é de termos tempestades entre a tarde e a noite, principalmente entre o Norte, Campos Gerais, Centro-Sul e Leste do Paraná. No Noroeste, Oeste e Sudoeste, a chance de chuva até existe, mas são eventos bem localizados e de curta duração”, afirma Samuel Braun, meteorologista do Simepar.
As temperaturas na tarde desta quinta-feira (02) ficam mais altas no Noroeste, podendo chegar aos 33°C. Em cidades como General Carneiro, Guarapuava, Curitiba, Ponta Grossa e Guaratuba, as máximas ficam entre 24°C e 26°C. Na Sexta-feira Santa (03), também entre os Campo Gerais e a Região Metropolitana de Curitiba, o dia amanhece com alguns nevoeiros que perdem força rapidamente, e as temperaturas mínimas nesses setores ficam um pouco mais baixas, de 15°C a 17°C. As máximas sobem um pouco mais, e podem chegar aos 28°C.
Nas demais regiões, o sol predomina e esquenta bastante. Com relação às chuvas, na sexta-feira (03) a possibilidade é maior apenas para a região Leste, entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, principalmente no período da tarde. Já para o Sábado de Aleluia (04), a previsão indica baixa possibilidade de chuva para praticamente todo o Paraná. O tempo fica bastante abafado, com as temperaturas no interior chegando perto de 34°C entre o Oeste e o Noroeste.
Após a trégua de sábado, no domingo (05) a chuva volta ao Paraná. “A passagem de uma frente fria pelo oceano gera um pouco mais de instabilidades. Especialmente entre a região Norte, Centro-Sul, Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, a possibilidade de chuvas para o período da tarde e da noite aumenta bastante, inclusive não se descartando chuva um pouco mais forte de forma pontual”, ressalta Samuel.
ALERTAS - É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar.
Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
Por - AEN
As temperaturas do mês de março ficaram acima da média, e a chuva abaixo da média na maior parte do Paraná. Os dados consolidados do mês foram apresentados nesta quarta-feira (1.º) pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná).
As temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, ficaram dentro da média em toda a faixa Leste do estado, incluindo o Vale do Ivaí. No Centro-Sul, foram ligeiramente acima da média. Já no Oeste, Noroeste e principalmente no Sudoeste, as mínimas ficaram entre 1°C e 2°C acima da média histórica para março.
A temperatura mais baixa registrada pelas estações do Simepar no Paraná em março foi no dia 14, em General Carneiro: 8°C. Algumas estações meteorológicas registraram suas temperaturas mais baixas de 2026 até o momento também no mês de março: 16,5°C em Antonina e 17,5°C na APPA, também em Antonina, além de 12,5°C em Curitiba, 10,9°C em Fazenda Rio Grande, 11,4°C na Lapa, 15,1°C na Marumbi Pico 11,8°C em Pinhais e 14,6°C em Guaraqueçaba no dia 3; e 14,6°C em Cambará no dia 2.
As temperaturas máximas, que ocorrem costumeiramente no período da tarde, ficaram próximas a ligeiramente acima da média na metade norte do Paraná e no Litoral. Da Região Metropolitana de Curitiba até o Oeste, na metade sul do estado, as máximas ficaram entre 1°C e 2°C acima da média – com destaque para cidades do Sudoeste que tiveram máximas entre 2,3°C e 2,8°C acima da média histórica para o mês.
A temperatura mais alta registrada pelas estações do Simepar no Paraná em março foi no dia 30, em Capanema: 38,7°C. Algumas estações registraram suas temperaturas mais altas de 2026 até o momento também no mês de março: 32,3°C em Apucarana no dia 16; 30,3°C no distrito de Entre Rios, em Guarapuava, e 32,3°C em Ponta Grossa no dia 15; 33,2°C em Irati no dia 17; 28,7°C em General Carneiro, 31,1°C em Guarapuava e 28,6°C no distrito de Horizonte, em Palmas, no dia 29; e 31,5°C em Palmas e 33,7°C em Pinhão no dia 20.
Já as temperaturas médias, ou seja, a média de todas as temperaturas do dia, ficaram entre 1°C e 2°C acima da média no Sudoeste e Centro-Sul, e dentro a ligeiramente acima da média no resto do estado.
“A ausência de chuva leva a maior predomínio de tempo seco e, por consequência, o sol predomina por mais tempo. Isso favoreceu com que as temperaturas, tanto ao longo das noites quanto das tardes, fossem mais elevadas que o comportamento normal. Os destaques foram o Oeste e o Sudoeste. Já a região de Curitiba ficou mais próxima da média histórica, e no Litoral as temperaturas acompanharam a climatologia da temperatura média”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
CHUVA - Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume de chuva histórico para o mês de março. Algumas delas registraram menos de 25 mm durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina.
Segundo Reinaldo, essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. Março é um mês de transição entre o calor, o tempo úmido e quente de fevereiro e de janeiro, para um mês mais seco em abril, mas esse ano as chuvas foram ainda mais irregulares.
“Houve precipitação muito abaixo do normal para a época do ano, reflexo da ausência de umidade que é advectada da região amazônica para o estado do Paraná, o que também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explicou.
Já a primeira estação meteorológica a atingir a média histórica de chuva em março de 2026 foi a que fica em Londrina. Dos 31 dias do mês, apenas 12 tiveram chuva na cidade, mas o volume foi alto. O município registrou um acumulado de 78 mm de chuva no dia 8, de 87,2 mm no dia 9, e de 38,2 mm no dia 10. Durante todo o mês choveu 262,4 mm, e a média para o período é de 139,4 mm.
Duas semanas antes do mês acabar, outras cinco estações também atingiram o volume médio histórico de chuvas para março. Em Cambará choveu 220,4 mm, e a média histórica para o mês é de 129,8 mm; em Cerro Azul choveu 164,2 mm, e a média histórica para o março é de 121,9 mm; em Cornélio Procópio choveu em março um volume acumulado de 208,8 mm, e a média para o mês é de 152,6 mm; em Fazenda Rio Grande choveu 113,6 mm, e a média é de 90,4 mm; e em Telêmaco Borba choveu 154,6 mm, e a média histórica para o período é de 113,2 mm.
Com a chuva da última semana, mais duas cidades atingiram a média histórica para março: em União da Vitória choveu 114,2 mm, e a média histórica é de 106,9 mm; e Maringá, depois de registrar 69,8 mm no dia 31, ficou com um volume acumulado total de 127,2 mm em março para uma média histórica para o período de 125,9 mm.
ESTIAGEM - Em algumas regiões, a falta de chuva já vem trazendo consequências desde os meses anteriores. “Com as chuvas abaixo da média histórica sendo registradas ao longo do mês de março, houve o agravamento da seca, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste do estado. A combinação de chuva abaixo da média, temperaturas elevadas, aumenta a evapotranspiração, e isso favorece com que a umidade do solo fique mais baixa, podendo acarretar transtornos para o setor agrícola”, ressalta Reinaldo.
Este ano, 14 municípios registraram ocorrências em razão da estiagem no Paraná. Segundo a Defesa Civil Estadual, 11 prefeituras já decretaram situação de emergência: Antonina, Borrazópolis,Capanema, Espigão Alto do Iguaçu, Iretama, Laranjal, Nova Prata do Iguaçu, Roncador, Santa Helena, Boa Vista da Aparecida e Santa Mariana.
O cenário mais crítico se concentra nas regiões Central, Oeste e Sudoeste do estado. Equipes do Núcleo de Atuação Regional (NAR), ligadas à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), acompanham a situação in loco e auxiliam com orientações sobre os decretos e a elaboração de projetos para obras de prevenção e recuperação com recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap).
Nos próximos meses o Governo do Estado fará a entrega de veículos, barracas, materiais de EPI (Equipamento de Proteção Individual), além de kits pick-up e moto-bombas para auxiliar no combate a incêndios florestais.
“As previsões do Simepar nos orientam na condução de boas práticas junto aos municípios e na preparação interna para fortalecer o trabalho realizado nas prefeituras. Neste verão tivemos ocorrência de estiagem em algumas regiões, inclusive no Litoral onde costuma ser muito úmido neste período. Estamos percebendo na prática o avanço gradativo desse quadro em boa parte do Paraná”, explica o coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Ivan Fernandes.
Por - AEN
O Governo do Paraná, por meio do Detran-PR, publicou nesta quarta-feira (1º) a para o primeiro edital do programa CNH Social. O programa oferece gratuitamente aulas de condução de veículos e isenta os candidatos de todas as taxas relativas aos exames, testes teóricos e práticos.
Ao todo, foram selecionados 952 candidatos na segunda chamada, totalizando 4 mil selecionados na modalidade “Habilita”, voltada para a primeira habilitação nas categorias A (motos) ou B (carros). Para os candidatos que optarem pela categoria B, a CNH já virá com a observação EAR (Exerce atividade remunerada).
Agora, os candidatos selecionados na segunda chamada têm até o dia 9 de abril para confirmar o interesse pela vaga no portal próprio do programa www.cnhsocial.detran.pr.gov.br, onde também poderá acompanhar todas as etapas de sua formação através de uma linha do tempo.
PRÓXIMOS PASSOS - Após a confirmação de interesse na vaga, os candidatos já poderão agendar a biometria e os exames de aptidão física e de avaliação psicológica. Candidatos que têm a Carteira de Identidade no novo formato não precisarão passar pela biometria pois o sistema importa esses dados direto do Sistema Nacional de Identificação Civil (ICN), caso contrário, será necessário agendar na Ciretran mais próxima da sua casa.
Após a biometria e os exames, os candidatos devem realizar as aulas teóricas por meio do aplicativo CNH do Brasil, da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e emitir o certificado de conclusão do curso para estar apto a realizar o exame teórico na Ciretran mais próxima da sua casa.
Na última fase, após a aprovação no exame teórico, os candidatos serão distribuídos, de forma randomizada, para as autoescolas parceiras do programa de suas cidades, onde realizarão 10h/aula necessárias para o exame prático. Caso o candidato reprove no exame, ele terá direito a mais 5h/aula antes do primeiro reteste, de forma gratuita.
Por - AEN
O Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cenário de ajustes no campo. O destaque do período foi o setor leiteiro, que apresentou uma elevação de preços ao produto final. No varejo, o leite longa vida subiu 17% e o leite em pó 8,8%, com o produto comercializado a uma média de R$ 4,52.
Segundo o médico veterinário e analista do Deral Thiago De Marchi, o preço pago ao produtor ainda não acompanha a alta observada nas gôndolas dos supermercados, mas a perspectiva já é positiva. “O impacto não é imediato ao produtor por conta de prazos de pagamentos que seguem seus ritos nas indústrias. Mas a tendência é de que seja pago um valor maior pelo litro do leite entregue”, explica.
PROTEÍNAS – De acordo com o boletim, o segmento de proteínas animais segue demonstrando força, com destaque para a eficiência da suinocultura paranaense. Nos últimos dez anos, a produção de carne suína no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado mais relevante é que esse crescimento produtivo superou a ampliação do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cenário é similar, com a produção de carne crescendo 52,4% no mesmo período.
No mercado externo, as aves mantêm um desempenho exportador robusto, com o Paraná liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilhão, uma alta de 7,7% em faturamento. O Paraná responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo país. Já o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valorização do preço médio da carne "in natura", que subiu 97,8% em relação ao ano anterior.
CEBOLA – A cultura da cebola exemplifica o impacto positivo da tecnologia aplicada no campo. Mesmo com uma atual redução de 12,8% na área plantada em comparação a 2015, o Brasil registrou um aumento de 16,1% no volume colhido em 2024, que significa um incremento de 33,1% na produtividade. Tal movimento gerou reflexos nos preços recebidos pelo produtor e nos praticados para o consumidor final.
No Paraná, em 2026, o preço recebido pelo produtor saltou de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março, um crescimento de 44,9%. O consumidor também sentiu uma variação em menos de 30 dias. As cotações para a cebola pera nacional ao final de março estão 42,9% mais altas que no início do mesmo mês, de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg.
MILHO - O plantio da segunda safra de milho 2025/26 caminha para o encerramento, atingindo 99% dos 2,86 milhões de hectares previstos. Apesar de 91% da área apresentar boas condições, o Deral alerta que o mês de março foi desfavorável para a cultura devido às chuvas irregulares e ondas de calor. Cerca de 8% das lavouras estão em condições medianas e 1% em situação ruim, o que já pode refletir um resultado final inferior ao inicialmente projetado para este ciclo.
MANDIOCA - Mesmo com um cenário desafiador e os altos custos de arrendamento, a mandiocultura do Paraná tem uma expectativa de um crescimento de 6% na área colhida para 2026, com a produção podendo superar a marca de 4 milhões de toneladas. O boletim ressalta que a cultura atravessa um período de ajuste estratégico. Com preços 21% menores neste primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, os produtores têm optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, visando ganhar em produtividade e compensar as margens estreitas.
Por - AEN


.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)


_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)

_large.jpg)
_large.jpg)



_large.jpg)