Criança que brincava em buraco morre soterrada no Paraná

Um menino de 5 anos morreu na manhã deste sábado (19) depois de um desmoronamento de terra na zona rural do Distrito de Serra dos Dourados, em Umuarama, no noroeste do Paraná. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima estava brincando junto com outra criança dentro de um buraco de aproximadamente 2 metros de profundidade que estava sendo escavado para se tornar um açude.

O solo estava úmido por causa do temporal e houve um desmoronamento. Uma das crianças conseguiu sair, mas a outra ficou soterrada por cerca de 40 minutos.

Para fazer o resgate, os bombeiros precisaram escavar manualmente.

Quando conseguiram tirar a criança, ela estava inconsciente e em parada cardiorrespiratória. Médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e equipes do Corpo de Bombeiros se revezaram para fazer massagem cardíaca, mas o menino não resistiu e morreu no local.

 

 

Homem foragido há 27 anos por matar mulher no Paraná é preso no Paraguai

Antenor José Dresch, de 65 anos, condenado por matar Maria de Lourdes Parecy em Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, foi preso nesta sexta-feira (18) no Paraguai, 27 anos depois do crime. As informações são da Polícia Nacional do Paraguai.

O sistema da Justiça do Paraná não tem registro da defesa de Dresh.

Antenor foi localizado em uma propriedade rural no distrito de Mbaracayú, no Departamento de Alto Paraná, a menos de 100 km de Foz do Iguaçu, na fronteira entre Paraguai e Brasil.

No país vizinho, ele também responde por estupro e tinha uma ordem de prisão em aberto.

A prisão aconteceu após a troca de informações entre a Polícia Federal de Foz do Iguaçu e a polícia paraguaia. Dresch tem uma pena de 14 anos e 5 meses a cumprir pelo homicídio, determinada pela Vara Criminal de Marechal Cândido Rondon.

Segundo a polícia, o crime aconteceu em 22 de julho de 1999. De acordo com o comunicado da polícia paraguaia, Dresch teria asfixiado a vítima até que ela perdesse a consciência e depois a levado até uma área de mata, onde desferiu vários golpes na cabeça dela com uma pedra, causando a morte.

Ainda segundo a investigação, o crime teria sido cometido com o objetivo de ocultar a paternidade de uma criança de 2 meses.

 

 

Mais de 70 mulheres eram mantidas em cárcere privado e torturadas com castigos e sedativos em clínica no Paraná

A Clínica Médica Vida Nova, em Terra Roxa, no Oeste do Paraná, mantinha cerca de 72 mulheres internadas, muitas delas contra a própria vontade e impedidas de sair do local. Segundo a investigação, as internas eram submetidas a castigos, trabalho forçado, suspensão de visitas familiares e sedação forçada.

O gestor e proprietário da clínica foi preso temporariamente na terça-feira (15), durante a Operação Aurora. O pai dele também foi preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo e munições, mas foi liberado após pagar fiança. A identidade dos dois não foi divulgada.

A clínica não foi interditada, e as mulheres seguem internadas no local. Segundo o Ministério Público, não havia condições de transferir todas as pacientes para outros estabelecimentos de uma só vez e a remoção será feita de forma gradual.

 

Em nota, a Clínica Médica Vida Nova informou que está colaborando com as investigações e reafirmou seu compromisso com a transparência e com a segurança das mulheres acolhidas. A clínica negou práticas desumanizadas, cárcere privado ou qualquer conduta fora dos parâmetros legais.

"Hoje acolhemos em média 70 mulheres, oferecendo uma rotina baseada em humanização, amor, carinho, respeito e profissionalismo, com o trabalho de uma equipe multidisciplinar", diz o comunicado.

 

Sequestro, castigos e sedação forçada

 

Clínica não foi interditada — Foto: MPPR

Clínica não foi interditada — Foto: MPPR

O centro terapêutico atuava com internação de dependentes químicos e era exclusivo para mulheres. Segundo o MPPR, entre as internas havia pessoas com deficiência.

Segundo a promotora Gabriela Hanna Pereira, responsável pelo caso, há indícios de que algumas mulheres foram levadas à clínica sem qualquer autorização legal.

"Há relatos de que vítimas foram capturadas por pessoas não identificadas e entregues à clínica sem nenhuma ordem judicial ou solicitação médica anterior", afirmou.

A investigação aponta ainda indícios de que os responsáveis pela clínica aplicavam castigos, suspendiam visitas de familiares e submetiam as mulheres a trabalho forçado.

O Ministério Público apurou ainda o uso forçado de medicamentos sedativos — apelidados na clínica de "danone" — aplicados para deixar as internas inconscientes. Também há relatos de omissão de socorro médico e de ameaças para que as mulheres ficassem em silêncio durante inspeções de órgãos de fiscalização.

A Operação Aurora foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Terra Roxa, com apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex).

Além do mandado de prisão, a Justiça autorizou buscas em cinco endereços, na sede da clínica, nas casas dos investigados, em uma propriedade rural e em veículos.

A Justiça também liberou o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos. O material recolhido será analisado pelo MPPR para dar sequência à investigação e apurar a responsabilidade de todos os envolvidos.

 

 

 

 

por - G1

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