Governo isenta de ICMS cimento para pavimentação e barateia obras no Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta-feira (11) o decreto que isenta o Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das operações internas com cimento destinado à pavimentação de estradas e vias públicas no Paraná.

Com isso, o Estado adota uma importante medida para baratear a manutenção de rodovias, além de potencializar os investimentos em infraestrutura, a partir das novas contratações. 

O decreto nº 12.956/2026 internaliza a decisão do Convênio 05/26 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e já está em vigor. A medida terá validade até o fim de 2027, com limite de 884.990 toneladas de concreto voltado exclusivamente à pavimentação de estradas e vias públicas no Paraná e sem necessidade de estorno de crédito.

De acordo com o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, a novidade representa uma redução no custo para construir e manter as estradas paranaenses — uma redução que será convertida para o bem do cidadão. “As rodovias em concreto são mais resistentes e duráveis, exigindo menos manutenção ao longo dos anos. Então, com ICMS zero, ficará mais barato para que construtoras e concessionárias utilizem esse cimento nas obras realizadas no Estado”, aponta. 

Ainda segundo Ortigara, a isenção do imposto vai reduzir custos para essas empresas — e consequentemente para o Estado. “A economia gerada pode ser reinvestida em mais melhorias, e os projetos podem andar mais rápido”, completa. Até então, a alíquota do ICMS sobre o cimento para pavimentação era de 19,5% sobre o valor total da operação.

Atualmente, são cerca de 755 quilômetros de rodovias com obras de pavimentação ou duplicação em concreto em todo o Paraná. Entre os trechos que vão receber estradas com o material estão a duplicação da Rodovia da Uva (PR-417), entre Curitiba e Colombo; a duplicação da PR-170, no principal acesso a Guarapuava, na região Centro-Sul, e a restauração e ampliação das PR-239 e PR-317, entre Assis Chateaubriand e Toledo.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Comércio do Paraná com a Índia cresce 95% em 2026 e país vira 3º principal comprador

Apontada como uma das economias mais dinâmicas do mundo, com a perspectiva de alcançar em poucos anos a terceira posição no ranking global do PIB, atrás somente dos EUA e China, a Índia vem se destacando cada vez mais como compradora de mercadorias paranaenses.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), as exportações do Estado para Índia somaram US$ 108 milhões no 1º bimestre deste ano, o que correspondeu a um aumento de 95% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando as vendas atingiram US$ 55,6 milhões.

Em consequência disso, a participação da Índia nas exportações totais paranaenses subiu de 1,7% para 3,5%, o que garantiu a terceira colocação entre os destinos dos bens produzidos no Paraná, abaixo apenas dos pesos da China e Argentina. Nos dois primeiros meses do ano passado, o país asiático ocupava a 15ª colocação entre os países que adquiriram produtos paranaenses.

Esse volume de 2026 é tão expressivo que já equivale a praticamente metade das exportações realizadas para o país ao longo de todos os meses de 2020 e 2021, por exemplo. O melhor ano da relação comercial foi 2023, com exportações na casa de US$ 751 milhões.

Na pauta dos bens exportados, sobressaem o óleo de soja, os produtos metalúrgicos, os derivados do petróleo e o papel, que, juntos, responderam por 87% das receitas geradas pelo comércio com a Índia no 1º bimestre de 2026. Já em relação às importações, o Estado adquiriu US$ 70,7 milhões em mercadorias indianas nos dois primeiros do presente exercício, com destaque para os produtos químicos.

De acordo com Jorge Callado, em uma visão estratégica, o Governo e os exportadores do Estado vêm acompanhando os movimentos do mercado indiano, já que consideram o país como um dos alicerces do crescimento futuro das vendas externas do Paraná. “A ampliação do intercâmbio comercial com a Índia interessa muito ao Estado, dado o entendimento de que a produção para exportação gera emprego e renda em nível local”, analisa.

EXPORTAÇÕES EM ALTA – As exportações paranaenses para mercados asiáticos e europeus cresceram de forma significativa neste ano. As vendas estaduais para Japão, Singapura e Filipinas avançaram, respectivamente, 107%, 103% e 124% no 1º bimestre de 2026, em comparação a idêntico período de 2025. Ou seja, dobraram de tamanho.

No caso das vendas para o mercado japonês, o aumento foi sustentado principalmente pela carne de frango, enquanto as exportações para Singapura e Filipinas apresentaram crescimento alicerçado no petróleo e na carne suína, respectivamente. O Comércio com a Europa envolveu incremento das exportações de torneiras e válvulas e farelo de soja.

TCS – E as boas relações com a Índia extrapolam o comércio. Recentemente a multinacional indiana Tata Consultancy Services (TCS), líder global em serviços de TI, consultoria e soluções de negócios, anunciou investimento de R$ 200 milhões (US$ 37 milhões) na construção de um campus em Londrina, no Norte do Paraná. Presente na cidade há sete anos, onde fica o seu maior centro de operações no Brasil, o complexo deve ser concluído em 2027, com a perspectiva de gerar 1.600 empregos diretos. 

Confira os dados:

EXPORTAÇÕES EXPORTAÇÕES

 
 
 
 
 
 
Por - AEN
 Comércio do Paraná avança acima da média nacional e cresce 3,3% em janeiro

O comércio varejista do Paraná cresceu 3,3% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês do ano passado, acima da média nacional de 2,8%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é superior a estados como São Paulo (1,5%), Minas Gerais (0,7%) e Rio Grande do Sul (0,2%). 

No acumulado de 12 meses, o avanço do Estado foi de 2,7%, também superior ao resultado brasileiro, de 1,6%. Com essa alta, o Paraná superou estados de grande peso econômico do Sul e do Sudeste, como o Rio Grande do Sul, com 1,8%; São Paulo, com 0,2%; Minas Gerais, com 1,5%; e Rio de Janeiro, com retração de 1,1%.

Os números são do comércio varejista, que não incluem o setor de carros/peças e materiais de construção. No recorte ampliado, o Estado registra um crescimento de 0,4% ao longo dos últimos meses, também acima da média nacional, que ficou estável (0%).

CRESCIMENTO DIVERSIFICADO – Na comparação de janeiro de 2026 com o mesmo mês do ano anterior, o desempenho do Paraná foi puxado por segmentos que avançaram acima da média nacional, como artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 11,4% ante 2,5% do País; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com 7,4% ante 5,6%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com 6,3% ante 5,1%; e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 5,3% ante 2,9%.

Além da alta em segmentos ligados ao consumo das famílias e às compras do dia a dia, o comércio paranaense também avançou no setor de móveis e eletrodomésticos, com 2,9%, tecidos, vestuário e calçados, com 1,5%, e livros, jornais, revistas e papelaria, com 1,4%.

Nos últimos 12 meses foram registrados crescimentos expressivos nas vendas de eletrodomésticos (13,7%), hipermercados e mercados (3,1%), tecido, vestuário e calçados (4,2%) e artigos de uso pessoal e doméstico (6,2%).

RECEITA – Na receita nominal, que mede o faturamento do setor em valores correntes, o comércio varejista do Paraná avançou 6,1% em janeiro, acima dos 4,7% da média nacional. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 7,6% no Estado, contra 6% no País.

SOBRE A PESQUISA – A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, cuja atividade principal é o comércio varejista. Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da PMC, referente a fevereiro de 2026, será em 15 de abril de 2026.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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