O Paraná serve diariamente 1,5 milhão de refeições a cerca de 1,2 milhão de estudantes matriculados na rede pública, com quase 40% dos alimentos provenientes da agricultura familiar (AF), base de um modelo que integra segurança alimentar, desempenho escolar e renda no campo.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) movimentou R$ 187 milhões em 2025 no Estado e envolve diretamente mais de 24 mil famílias em quase 220 cooperativas, responsáveis por produzir 21 mil toneladas de alimentos destinados às escolas.
Mesmo com a ampliação, em 2026, do percentual mínimo obrigatório de compras da agricultura familiar com recursos federais (de 30% para 45%) o Paraná já supera essa exigência desde 2018, ao destinar a totalidade desses recursos para essa finalidade.
IMPACTO EDUCACIONAL – Alimentos mais saudáveis nas escolas públicas, oriundos da AF, estão diretamente associados ao melhor desempenho dos alunos nas disciplinas de português e matemática. É o que aponta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2024, com base em dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
A pesquisa indica que escolas que ampliam a compra desses produtos registram ganhos nas notas — com aumento de até 3,3 pontos em matemática e quase 3 pontos em português. O impacto está ligado a fatores como melhor nutrição, maior concentração em sala e redução de problemas de saúde que afetam a aprendizagem.
Os indicadores reforçam que a alimentação escolar vai além da nutrição, pois se trata de um fator pedagógico relevante, capaz de influenciar o aprendizado e o rendimento acadêmico dos estudantes.
Para o secretário de Estado da Educação (Seed-PR), Roni Miranda, a AF ocupa um papel central na alimentação escolar porque conecta três pilares fundamentais de uma política pública eficiente: qualidade nutricional, desenvolvimento econômico e equidade social. “Ao levar alimentos frescos, saudáveis e diversificados para as escolas, garantimos melhores condições de aprendizagem, ao mesmo tempo em que fortalecemos a renda de milhares de famílias e incentivamos a produção local em todas as regiões do estado”, afirma.
DIVERSIDADE ALIMENTAR – O alcance da política reflete na estrutura da rede: são cerca de 2.080 escolas atendidas, incluindo 485 unidades do campo, 31 agrícolas e 42 indígenas e quilombolas. Ao todo, 108 itens da agricultura familiar compõem os cardápios, com predominância de alimentos in natura, como frutas (30%), hortaliças (25%) e laticínios (20%), além de panificados (10%) e outros produtos (15%).
De acordo com Andrea Bruginski, responsável técnica pelo PNAE do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), a AF propôs uma transformação significativa no perfil dos hábitos escolares e nos cardápios oferecidos aos estudantes. “Hoje, a alimentação escolar é marcada pela presença de produtos frescos, com alto valor nutricional e ampla diversidade, garantindo cardápios mais equilibrados, saudáveis e atrativos para os estudantes. Esse modelo contribui para melhores hábitos alimentares e maior aceitação das refeições”, diz.
Entre os alimentos naturais servidos na alimentação das escolas, a banana lidera o fornecimento em quantidade em todas regiões, com destaque para a Metropolitana (770 toneladas), Norte Central (596 toneladas) e Oeste (256 toneladas), indicando alta capacidade de fornecimento contínuo. Na sequência aparece o leite pasteurizado, com maior volume na Metropolitana (721 mil litros), Norte Central (582 mil litros) e Noroeste (288 mil litros).
Ocupando o terceiro posto no ranking, a laranja ocupa papel relevante no Norte Central (214 toneladas), Noroeste (117 toneladas) e Sudoeste (92 toneladas), reforçando a oferta de vitaminas na alimentação escolar. Outros itens de destaque são iogurte, repolho, batata-doce, alface e maçã, pois têm presença recorrente em diversas regiões, fortalecendo a segurança alimentar e impulsionando a economia local.
CONTROLE E QUALIDADE – A alimentação escolar abastecida pela agricultura familiar no Paraná conta com um sistema rigoroso de inspeção para garantir a qualidade dos produtos adquiridos. O controle envolve desde a produção até a entrega dos alimentos nas escolas, assegurando padrões sanitários, nutricionais e de rastreabilidade.
A fiscalização inclui o cumprimento de normas de higiene, armazenamento e transporte, além da exigência de certificação para produtos de origem animal e certificação de produtos orgânicos. Nutricionistas da rede estadual também acompanham se os alimentos atendem aos cardápios escolares, considerando valor nutricional e diversidade alimentar.
Outro ponto central é a rastreabilidade, que permite identificar a origem dos produtos e prioriza fornecedores locais selecionados por meio de chamada pública. Esse modelo facilita o controle e fortalece a economia regional.
No Estado, o processo é coordenado pelo Fundepar, com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que orienta os produtores, e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável por análises laboratoriais. As vigilâncias sanitárias municipais também participam da fiscalização.
SELEÇÃO DOS FORNECEDORES – A escolha dos fornecedores ocorre por meio de chamadas públicas no âmbito do PNAE, com base em critérios técnicos definidos em edital e sem concorrência por menor preço.
O modelo prioriza produtores locais e inclusão social, dando preferência a agricultores do próprio município ou região, além de grupos como assentamentos da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas e mulheres associadas.
Em 2025, 217 cooperativas e associações participaram do último processo. As entidades selecionadas firmam contratos com duração inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação por até cinco, o que garante previsibilidade para a produção e regularidade no abastecimento das escolas.
FORÇA DO CAMPO – O Paraná atualmente contabiliza mais de 24 mil registros de CAF (Cadastro da Agricultura Familiar) distribuídos pelas regiões, com forte concentração no Sudoeste (5.540) e no Norte Central (4.261), que lideram em números. Na sequência, aparecem o Oeste (3.015) e o Centro-Sul (2.698), reforçando o peso dessas regiões na produção rural.
No Norte Central, estão cidades como Londrina, Maringá, Apucarana e Arapongas. O Noroeste inclui Umuarama, Paranavaí e Cianorte. O Oeste reúne municípios como Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, enquanto o Sudoeste abrange Francisco Beltrão, Pato Branco e Dois Vizinhos. No Leste, a Região Metropolitana de Curitiba compreende diversas cidades, entre elas Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo e Araucária. Já o Centro-Sul inclui municípios como Guarapuava, Irati e União da Vitória.
Por - AEN
Com base na percepção de mais de 54 mil clientes globalmente, o ranking destacou a instituição financeira cooperativa na sexta colocação entre as 10 melhores do Brasil
Pelo quinto ano consecutivo, o Sicredi reafirma sua excelência global ao conquistar a sexta posição no ranking World’s Best Banks 2026. O levantamento, em sua oitava edição, elaborado pela Forbes em parceria com a empresa de estatísticas Statista, avaliou instituições de 34 países, ouvindo mais de 54 mil clientes. O resultado mantém o Sicredi como a única instituição financeira cooperativa brasileira no ranking internacional.
A pesquisa se baseia na experiência direta dos usuários, que atribuíram notas a critérios fundamentais como aconselhamento financeiro, atendimento ao cliente, serviços digitais, termos e condições. Em 2026, a confiança se consolidou novamente como fator determinante para a satisfação do consumidor no setor bancário global.
“Este reconhecimento do ranking da Forbes reflete a solidez do nosso modelo de negócio, que prioriza o associado. Em 2026, seguimos provando que o investimento em tecnologia deve caminhar lado a lado com a humanização. Nossa atuação local realizada pelas cooperativas em mais de 2,2 mil municípios, é o que gera valor real onde o associado vive e trabalha”, afirma César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi.
Para o executivo, o prêmio reforça o papel transformador do cooperativismo de crédito no desenvolvimento socioeconômico do país, unindo a eficiência de uma instituição global à agilidade e ao impacto do desenvolvimento local.
Benefícios econômicos aos associados
O desempenho das cooperativas de crédito no Brasil também é medido por um índice de benefícios econômicos, com base em metodologia do Banco Central (BC). O Sicredi registrou R$ 31,1 bilhões em benefícios econômicos gerados para seus associados ao longo do ano passado, um crescimento de 22% em comparação a 2024. O valor representou uma economia média gerada de R$ 3,1 mil no ano passado para cada um dos associados ao Sicredi.
Expansão física e relacionamento próximo
O ano de 2025 foi histórico para a expansão física do Sicredi, que superou o marco de 3 mil agências em todo o Brasil. No período, foram inauguradas 190 novas unidades. Em mais de 200 municípios, o Sicredi é a única instituição financeira fisicamente presente.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
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O Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado das Cidades, autorizou nesta semana a celebração de um convênio que garante os recursos para a construção de uma nova escola municipal em Rio Bonito do Iguaçu, atingida por um tornado no final do ano passado. O investimento total para a obra no bairro Vista Alegre é de R$ 5.254.324,73.
O acordo foi formalizado com a participação do Serviço Social Autônomo Paranacidade, que atuará como interveniente no processo, e da prefeitura local. De acordo com o documento, a maior parte do aporte financeiro virá do Tesouro do Estado, que destinará R$ 4.991.608,49 por meio de auxílio direto aos municípios para o desenvolvimento urbano e infraestrutura. Como contrapartida, a prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu investirá R$ 262.716,24 de recursos próprios.
A assinatura do termo contou com a chancela do prefeito Sezar Augusto Bovino e de representantes estaduais, como o secretário das Cidades, Felipe Flessak, e a superintendente executiva do Paranacidade, Camila Scucato. O projeto segue as diretrizes da nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021), visando modernizar a rede física escolar da região.
Segundo Flessak, a nova escola faz parte de um plano de trabalho integrado que visa fortalecer a recuperação de Rio Bonito do Iguaçu, seguindo um cronograma de desembolso baseado na efetiva execução da obra.“Isso significa que os valores serão liberados pelo Estado conforme o avanço das medições técnicas e a entrega das etapas de construção, garantindo maior transparência e controle sobre a aplicação do dinheiro público”, disse.
RECONSTRUÇÃO – Além das respostas rápidas logo após a tragédia, que atingiu 90% da área urbana do município, as ações seguem focadas na reforma e construção de casas e equipamentos públicos, apoio financeiro às famílias mais afetadas e liberação de crédito para empresas e empresários. O investimento já ultrapassa R$ 63 milhões.
A administração municipal recebeu R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). Do valor destinado à prefeitura, R$ 3,1 milhões foram para a compra de materiais de construção e R$ 8,4 milhões para a aquisição de ônibus escolares para a retomada das aulas. Além disso, foram investidos R$ 22,2 milhões no Programa Reconstrução, com 715 cartões com até R$ 50 mil entregues para reformas, e R$ 9,2 milhões do Superação: 1.639 famílias já receberam 5 parcelas e 345 famílias já receberam 3 parcelas.
No programa de casas novas, o investimento chega a R$ 6,8 milhões nas moradias em construção e mais R$ 6,5 milhões para um novo condomínio de 50 casas.
Além disso, até março a Fomento Paraná liberou R$ 18,3 milhões para CNPJs da cidade. O Estado ainda tem cerca de R$ 71 milhões em investimentos em análise, entre eles pavimentação de estradas rurais e construção de quatro barracões industriais, um novo ginásio de esportes, um centro de referência de assistência social e implantação de um complexo esportivo. O município ainda está sob decreto de estado de calamidade.
Por - AEN
O prazo de pagamento da 4ª parcela do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 para veículos com placas terminadas em 3 e 4 encerra nesta sexta-feira (10). Ao todo, de acordo com a Receita Estadual do Paraná, cerca de 1,3 milhão de contribuintes optaram pelo pagamento parcelado.
Para esses contribuintes, o vencimento das cotas deste mês de abril termina na quarta-feira (15), conforme o número final da placa do veículo. Por isso, é importante acompanhar o cronograma de vencimentos para evitar atrasos, perda de benefícios e problemas decorrentes da inadimplência.
ATRASO – A multa é de 0,33% ao dia mais juros de mora (de acordo com a taxa Selic). Após 30 dias de atraso, o percentual é fixado em 20% do valor do imposto.
COMO PAGAR – As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerá-las. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes podem pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
ALÍQUOTAS – Com alíquota geral de 1,9% sobre o valor venal dos veículos, o Paraná tem um dos menores IPVAs do país. Contudo, em alguns casos, os proprietários pagam ainda menos.
Ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1% no Estado. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Além disso, as motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025.
SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.
Confira o vencimento por final de placa da quarta parcela do IPVA 2026:
1 e 2: 09/04 (vencido)
3 e 4: 10/04
5 e 6: 13/04
7 e 8: 14/04
9 e 0: 15/04
Por - AEN
Com a proximidade das eleições de 2026, estar em conformidade com a legislação eleitoral é prioridade para quem trabalha na administração pública.
Visando garantir a lisura do processo e a igualdade de oportunidades entre os candidatos, será realizada uma capacitação voltada para agentes públicos e políticos no dia 15 de abril. O objetivo central é conscientizar esses profissionais quanto aos limites legais impostos pela lei, prevenindo de forma rigorosa o uso indevido da máquina administrativa e evitando práticas que possam configurar abuso de poder.
O evento abordará temas do cenário jurídico e eleitoral, incluindo as condutas vedadas em ano de eleição. A compreensão detalhada desses tópicos é essencial para que o gestor público atue com segurança e proteja a integridade das instituições.
A palestra será ministrada pelo procurador-chefe da Procuradoria Consultiva de Concessões, Convênios e Parcerias, Adnilton José Caetano, uma das maiores autoridades no tema no Estado. Ele fez “Manual de condutas vedadas aos agentes públicos em ano eleitoral do Estado do Paraná” para as eleições de 2026. Com vasta trajetória acadêmica e atuação proeminente na Escola de Gestão do Paraná e na Escola Superior da PGE-PR, o palestrante oferecerá uma visão prática e técnica sobre os desafios do calendário eleitoral vigente.
As inscrições podem ser feitas pelo site da Escola de Gestão e as vagas são limitadas.
Por- AEN
Os interessados em participar do leilão de 192 veículos oficiais do Estado podem se inscrever até esta sexta-feira (10), quando termina o prazo. Os lotes estão distribuídos por cinco cidades: Curitiba, Ponta Grossa, Apucarana, Cascavel e Foz do Iguaçu, e os lances já estão abertos.
As inscrições devem ser feitas no portal do leiloeiro contratado Ricardo Ferreira Gomes, em www.ricardogomesleiloes.com.br.
Entre os veículos de destaque estão Ford/Focus, Toyota/Bandeirantes, Vw/Fox, Renault/Master, Gm/S10, Gm/Blazer, Mmc/L200, Toyota/Hilux, Ford/Ranger e Vw/Amarok. Os lances de automóveis começam a partir de R$ 525,08 (Lote 104) e os de motocicletas a partir de R$ 826,05 (Lote 124).
ÚLTIMOS DIAS DE VISITAÇÃO – Nesta semana também se encerra o período de visitação dos pátios onde estão os veículos. Nesta quinta-feira (09), a população pode conferir os lotes 134 a 169, ofertados no Pátio da Polícia Civil em Cascavel (Rua da Bandeira, nº 1301 – Centro), até as 17h.
Já na sexta (10), o Pátio da Polícia Civil de Foz do Iguaçu (Avenida Dr. Luis Passos, nº 977 - Pilar Campestre) está aberto para visitação, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h, com os lotes 170 a 191.
Os leilões de veículos do Governo do Paraná são coordenados pela Secretaria da Administração e da Previdência (Seap), por meio do Departamento de Gestão de Transporte Oficial (Deto).
Encerramento dos lances:
Lotes 01 ao 64 – 13/04, às 10h - prazo do pagamento em 14/04
Lotes 65 ao 128 – 14/04, às 10h - prazo do pagamento em 15/04
Lotes 129 ao 191 – 15/04, às 10h - prazo do pagamento em 16/04
Por- AEN







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