Escolas estaduais iniciam cadastro de estudantes na Carteira de Trabalho Digital

Começou nesta segunda-feira (30), nas escolas da rede estadual de ensino, o processo de cadastro de estudantes na Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) e na plataforma Emprega Brasil. A ação, coordenada pela Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR), segue até 17 de abril e tem como objetivo facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho formal, além de ampliar o acesso a vagas de emprego, programas de aprendizagem profissional e políticas públicas voltadas à empregabilidade. 

A Conexão Empregabilidade começou com evento no Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba (CEEP). A ação é voltada para estudantes a partir de 14 anos, regularmente matriculados e egressos aptos à empregabilidade, especialmente aqueles vinculados aos cursos técnicos, itinerários formativos e formações profissionalizantes.

A iniciativa integra um termo de cooperação técnica entre a Seed-PR, a Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda do Paraná (SETR) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), fortalecendo a articulação entre educação, qualificação profissional e oportunidades de trabalho, além de contribuir para o monitoramento de indicadores de empregabilidade educacional no Estado.

De acordo com o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a iniciativa reforça o compromisso do Estado com a preparação dos jovens para o futuro profissional. “Estamos aproximando o ambiente escolar das oportunidades reais de inserção no mercado de trabalho. Esse acesso às plataformas oficiais amplia horizontes, fortalece a autonomia dos estudantes e contribui diretamente para a formação de cidadãos mais preparados e conscientes”, destacou.

O programa atua tanto no engajamento dos empresários, mostrando como os alunos da rede estadual podem qualificar seus quadros de funcionários, quanto dentro das escolas, orientando e encaminhando os alunos para as oportunidades de estágio e programas de aprendizagem. 

A diretora de Planejamento e Gestão Escolar da Seed-PR, Graziele Andriola, destaca que a iniciativa fortalece a conexão entre a formação escolar e as oportunidades profissionais para os jovens. “Estamos fortalecendo a articulação entre a educação e o mercado de trabalho no Paraná para ampliar o acesso dos estudantes da rede pública a vagas de emprego e aprendizagem profissional”, explica.

MAIS OPORTUNIDADES - Durante a abertura das atividades, a coordenadora  do Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba, Patricia Quadros Ferreira Netto, reforçou a importância do programa para ampliar as oportunidades dos alunos e fortalecer a formação profissional dos jovens. “Já desenvolvemos algumas ações na escola, mas uma semana de empregabilidade permite que todos participem ao mesmo tempo e tenham as mesmas oportunidades no futuro”, analisa Patrícia. “Isso é especialmente importante para os alunos do terceiro ano, já que os aproxima do mercado de trabalho e fortalece suas perspectivas”, conclui.  

Para a estudante Alice Romano da Silva, de 16 anos, do 3°ano do curso de biotecnologia, essa ação no Colégio faz toda diferença. “Muitos adolescentes, às vezes, não dão tanta importância a isso e o incentivo da escola é super importante para mostrar para os alunos o quanto esse cadastro pode ajudar no futuro”, reflete ela.

Já o estudante Lucas Verdasca Carvalho, de 16 anos e também do 3°ano, vê essa ação de empregabilidade como uma oportunidade importante para o seu futuro profissional. “Eu penso que facilita muito ter acesso ao aplicativo literalmente na palma da mão. Com isso a gente já pode ter amplas oportunidades no mercado de trabalho desde o início”, diz.

O cadastro da CTPS Digital é documento único, que substitui o modelo físico da carteira de trabalho e é essencial para a participação em processos formais de contratação, registro de vínculos trabalhistas e acesso a programas de aprendizagem profissional. O foco é garantir que o aluno tenha o aplicativo instalado e a conta Gov.br validada, para que por meio da Plataforma Emprega Brasil, o estudante possa ser visualizado pelo Sistema Nacional de Empregos (SINE) e candidatar-se a vagas de emprego e cursos de qualificação gratuitamente.

IMPORTANTE - Para efetivar o cadastro, os estudantes devem possuir CPF, e-mail ativo e conta no portal gov.br. O aplicativo da Carteira de Trabalho Digital deve ser instalado no celular para o recebimento de notificações sobre vagas e cursos, caso não possuam aparelho, o acompanhamento poderá ser feito pelos sites oficiais da CTPS Digital e Emprega Brasil.

As equipes gestoras organizarão cronogramas, orientarão alunos e responsáveis e garantirão estrutura e apoio à orientação profissional. O cadastro não gera vínculo empregatício nem prejuízo acadêmico, devendo ocorrer com acompanhamento pedagógico e respeito às normas legais, especialmente sobre proteção de dados e trabalho de adolescentes.

A iniciativa integra as políticas públicas estaduais voltadas à empregabilidade e não substitui as atividades pedagógicas regulares.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Paraná assume liderança nacional em implantes de correção auditiva pelo SUS

O Paraná se consolidou como a principal referência brasileira em saúde auditiva de alta complexidade.

Nos últimos oito anos, o Estado saltou das últimas posições para o primeiro lugar no ranking nacional de implantes cocleares por milhão de habitantes. Saiu de 2,1 implantes por milhão de habitantes em 2016, quando se mantinha na frente apenas do Ceará (1,36), para 18,0 implantes por milhão de habitantes, ultrapassando o Rio Grande do Norte (15,14) que era o líder naquele ano, com 9,39.

Entre 2019 e 2025 foram 651 implantes na rede pública de saúde paranaense. Os procedimentos, assim como todo o tratamento, são oferecidos de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com repasses via Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de mais de R$ 41,7 milhões apenas nesse período.

“Temos na Sesa em funcionamento a Linha de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, que atua de forma constante e com o propósito de prevenir agravos e proteger a saúde da pessoa com deficiência. Reabilitar a capacidade funcional é a melhor forma de inclusão e de cuidado”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, que afirmou ainda que os números que colocam o Estado em destaque na escala de quantidade de implantes refletem o comprometimento da Sesa com a saúde da população paranaense.

Conhecido popularmente como "ouvido biônico", o implante coclear é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia inserido através de cirurgia. Diferente dos aparelhos auditivos convencionais, que apenas amplificam o som, o implante estimula diretamente o nervo auditivo.

O dispositivo conta com uma parte interna, que é colocada cirurgicamente dentro da cóclea (caracol da audição) e uma parte externa (que fica visível na parte posterior da cabeça) que é formada por um processador que capta o som ambiente. As duas partes são conectadas por um ímã, sendo que a externa deve ser retirada para tomar banho e dormir, e a bateria precisa ser carregada.

O implante é indicado para adultos que apresentam perdas auditivas severas, e para crianças com surdez congênita. O implante não é exclusivamente para pessoas que não ouvem nada, e sim também para quem, fazendo uso do aparelho convencional, não consegue mais ser atendido na sua necessidade.

Embora seja tecnicamente complexa e delicada devido ao espaço reduzido, a cirurgia é considerada de baixo risco clínico. Pode ser feita em bebês a partir dos 6 meses, até idosos acima de 90 anos, desde que haja condições clínicas.

O processo de avaliação para elegibilidade inclui exames clínicos e avaliação fonoaudiológica específica, como o exame BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry). Também é importante a avaliação de psicólogos e outros especialistas, caso o paciente tenha alguma doença ou condição pré-existente.

O implante é ativado cerca de 30 dias após o procedimento cirúrgico e é essencial que a pessoa passe pela adaptação e acompanhamento com um médico otorrinolaringologista especializado em implante.

“Nesse primeiro momento o som é estranho e o volume é baixo. Existe todo um processo para ir adaptando e, gradativamente, ir ajustando o volume. E, com tudo isso acontecendo, o acompanhamento com fonoaudiólogo é fundamental, porque é preciso que o cérebro aprenda a interpretar os sinais elétricos enviados pelo implante”, explica o médico otorrinolaringologista Neilor Mendes, que coordena um dos Centros Especializados em Implante Coclear do Paraná, localizado no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, que atende de forma gratuita.

BUSCANDO ATENDIMENTO - A porta de entrada para acessar o tratamento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do paciente. A partir dessa consulta, caso exista a indicação, a pessoa será encaminhada para o setor especializado. “É importante as pessoas saberem como procurar o tratamento. As pessoas sabem, por exemplo, que se o rim delas não funcionar mais, elas podem fazer hemodiálise, mas a grande maioria não sabe que se ficar surda pode fazer um implante coclear”, diz Mendes.

Ainda conforme o médico, estudos apontam que em média apenas 5% das pessoas que poderiam ser beneficiadas com alguma tecnologia auditiva implantável de fato usam. “Realmente as pessoas não têm conhecimento do que é o implante, como funciona, e muito menos que elas podem fazer de graça pelo SUS”, destacou.

Apesar disso, essa realidade vem mudando, tanto que os números comprovam. Há 8 anos, eram feitos cerca de 30 implantes por ano e agora são aproximadamente 30 a cada dois meses. “O serviço está crescendo bastante, a Sesa nos apoia muito e com isso estamos conseguindo cada vez mais levar essa tecnologia, essa opção de saúde para os pacientes de todo o Estado do Paraná” acrescentoo médico.

Na rede particular, o valor do implante coclear parte de R$ 65 mil, podendo chegar a R$ 170 mil.

REAPRENDER A OUVIR - A professora Edilaine Montanhani, de 49 anos, é moradora de Altônia, na região Noroeste, e passou pelo implante coclear bilateral em 2022. Ela nasceu ouvint, até que, aos 20 anos, começou a sentir a perda gradativa da audição.

“Logo quando comecei a perceber que estava perdendo a audição procurei atendimento médico. No começo usava aparelho auditivo, que me ajudava, mas ainda assim tinha dificuldade de entender as palavras, sobretudo em lugares com muito barulho”, contou. “Mas, logo depois, perdi quase que totalmente a audição e precisei deixar a sala de aula”.

A mudança foi tão impactante na vida da professora que ela se isolou. “Eu cheguei em um determinado momento que mesmo com o aparelho auditivo não ouvia nada, me afastei do trabalho, dos amigos, não tinha mais vida”, relembra.

Mas ela não se entregou e buscou atendimento na Unidade Básica de Saúde, onde recebeu auxílio e orientação. “O médico me disse, num primeiro momento, que até para ele era uma situação nova, mas que eu seria encaminhada”.

Edilaine conta que passou por todo o processo de consultas e exames com especialistas. “Os profissionais de saúde não mediram esforços para me ajudar. Quando cheguei no Hospital Universitário Regional de Maringá e o cirurgião pediu os exames e avaliou que eu poderia fazer o implante, minha vida mudou novamente”.

Entre a habilitação para o implante e a efetivação da cirurgia, foram cerca de 6 meses. “É um processo lindo, de reaprender a ouvir. No primeiro ano fiz acompanhamento intenso com fono, o mapeamento do implante e até hoje sigo recebendo esses atendimentos”.

Edilaine fez questão de destacar que, desde os exames, passando pelos implantes e seguindo com a reabilitação, ela não teve nenhum custo. “Se posso dar um conselho para quem está passando pela mesma situação difícil que eu passei é que procure o atendimento através da UBS”.

EMILLY E HEITOR - Moradores de Sarandi, no Noroeste do Paraná, os irmãos Emilly Caroline Guimarães Rodrigues, de 10 anos, e Heitor Donato Guimarães Rodrigues, de 4 anos, são usuários de implante coclear. A mãe deles, Cibele Guimarães, relatou que as duas crianças nasceram com deficiência auditiva bilateral severa. “A Emilly apresentou atraso na fala, e por isso nós buscamos atendimento médico. Os exames confirmaram uma neuropatia auditiva, que é bastante complexa”, contou.

A pequena tinha pouco mais de 2 anos quando veio o diagnóstico e os implantes (bilaterais) ocorreram logo depois, com intervalo de cerca de um mês entre um e outro. “No dia do aniversário de 3 anos dela o implante foi ativado”.

No caso do Heitor, a necessidade do implante foi descoberta ainda mais cedo, aos quatro meses de vida. O diagnóstico foi o mesmo da irmã: neuropatia auditiva. As cirurgias aconteceram pouco depois de ele completar 1 ano.

O tratamento, que é realizado pelo SUS, inclui acompanhamento médico desde antes do implante. Atualmente, os irmãos têm reabilitação com a fonoaudióloga uma vez por semana e mapeamento dos implantes, que acontecem anualmente para Emilly e a cada 6 meses para Heitor. “O mapeamento avalia como está a parte interna do implante, se a externa está funcionando corretamente, se precisa aumentar ou diminuir o volume”, explica a mãe. “E o tempo varia de acordo com a necessidade de cada um. Como ela está mais adaptada, o intervalo é maior”.

A mãe contou que, apesar dos filhos serem muito jovens quando foram tratados, a adaptação foi dentro do esperado. “No começo era uma novidade, então eles tiravam, deixavam em qualquer lugar, era preciso ficar muito atenta, mas, com o tempo eles foram se acostumando”.

Cibele comentou ainda que para ela também foi uma adaptação. “No começo foi muito difícil para mim, nunca imaginei na vida que teria que passar por isso. Nenhuma mãe quer que o filho tenha alguma deficiência ou doença, e ter que tomar uma decisão tão grande por um filho é muito difícil. Ter que entregar um filho em um centro cirúrgico é muito difícil”, relatou.

“Mas a recuperação da cirurgia do implante coclear é tão tranquila que no segundo filho foi tudo mais fácil, e hoje sinto uma gratidão por ter tido esse privilégio, de ter conseguido proporcionar a eles um futuro melhor, e saber que foi a melhor decisão que tomei na vida”, completa ela.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Fim de semana será de sol e calor pelo Paraná, prevê o Simepar

O outono já chegou, mas como a estação é de transição as características do tempo ainda tem sido de verão no Paraná. Nesta sexta-feira (27), de acordo com o Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, as condições atmosféricas serão de temperaturas altas e pancadas de chuva irregulares no período de maior aquecimento - situação que já predomina no estado desde quinta-feira (26).

A sexta-feira (27) começou com nebulosidade em toda a faixa Leste do Paraná, de Curitiba até o Litoral. Nas próximas horas o céu ficará limpo e o predomínio de sol facilitará a rápida elevação das temperaturas, principalmente no interior, onde o dia já começou com tempo aberto.

“Há grande disponibilidade de umidade na atmosfera, o que somado ao calor poderá ocasionar a formação de nuvens de chuva a partir do período da tarde, mas de forma bem irregular, bem característica ainda de verão, não propriamente de outono”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.

Pancadas rápidas de chuva estão previstas para cidades do Centro-Sul, Sudoeste e parte do Norte e Noroeste do estado. Na região Oeste a chuva também é prevista, mas ocorrerá de forma ainda mais localizada. As temperaturas no período da tarde passam dos 30°C em praticamente todo o Paraná, com exceção dos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, onde as máximas ficarão entre 28°C e 29°C.

No fim de semana (28 e 29) novamente os dias começam com nebulosidade entre o Centro-Sul e os Campos Gerais, bem como entre a Serra do Mar e as praias, mas ela se dissipa nas primeiras horas da manhã e o tempo fica ensolarado em todo o Paraná. “Tanto sábado quanto domingo teremos temperaturas agradáveis, apesar dos dias começarem com temperatura bem amena. O clima será um pouco mais típico de outono, com amplitude térmica mais destacada ao longo do dia. Não há previsão de chuva para esse fim de semana em quase todo o Paraná”, ressalta Lizandro.

O tempo muda na segunda-feira (30), principalmente na metade sul paranaense. “Há maior probabilidade de chuva, em função da passagem rápida de um sistema frontal. Essa frente fria, inclusive, traz o risco de temporais na virada de segunda para terça-feira no Paraná”, afirma Lizandro.

O Simepar acompanha a movimentação desta frente fria e trará boletins meteorológicos atualizados. É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar. 

Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.

Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio. 

 

 

 

 

por - AEN

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