Cooperativa contabilizou 6,8 mil toneladas de CO₂ equivalente em suas 52 unidades e adianta que o resultado servirá de ponto de partida para um plano de descarbonização
A Primato Cooperativa Agroindustrial concluiu e divulgou seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), referente ao ano-base de 2025, marcando um novo capítulo em sua trajetória de sustentabilidade. O levantamento seguiu metodologias reconhecidas internacionalmente, entre elas o GHG Protocol, o Programa Brasileiro GHG Protocol e a norma ISO 14064-1, e alcançou as 52 unidades operacionais da cooperativa, mapeando emissões dos Escopos 1, 2 e 3.
O trabalho foi conduzido pela Biofílica/AMBIPAR, responsável por aplicar o método GHG Protocol à realidade das operações da cooperativa e por desenvolver as estimativas das emissões corporativas. Já o Registro Público de Emissões (RPE) foi realizado por meio da Fundação Getulio Vargas (FGV), que, com o Programa Brasileiro GHG Protocol, busca disseminar entre empresas e cooperativas uma cultura de mensuração contínua, oferecendo acesso a padrões internacionais de contabilização e à publicação dos resultados, além de capacitar as organizações participantes na elaboração de seus próprios inventários.
Selo prata: o que os números revelam
O resultado alcançado pela Primato garantiu à cooperativa o selo prata, categoria concedida a organizações que publicam um inventário completo, contemplando todas as fontes de emissão aplicáveis nos Escopos 1 e 2. A cooperativa foi além do exigido para a categoria e mapeou emissões do Escopo 3, de medição não obrigatória. Somando os três escopos, o levantamento apontou 6.808,63 toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) emitidas ao longo do ano-base.
Desse montante, 4.832,66 tCO₂e vieram de fontes diretas controladas pela própria cooperativa, como a combustão em caldeiras, fornos e veículos, enquanto 1.932,67 tCO₂e corresponderam às emissões indiretas ligadas ao consumo de energia elétrica. Outras 43,29 tCO₂e foram atribuídas a emissões indiretas mapeadas na cadeia de valor da Primato, fora de seus limites operacionais diretos.
A divisão em escopos ajuda a entender de onde vêm essas emissões e onde estão as alavancas de redução. O Escopo 1 reúne as fontes que pertencem ou são controladas pela organização; o Escopo 2 diz respeito à energia elétrica e térmica adquirida, cuja geração ocorre fisicamente fora dos limites da empresa; já o Escopo 3 abrange emissões indiretas decorrentes da operação do negócio, mas originadas em elos da cadeia de valor que não estão sob controle direto da cooperativa.
Para Egielise Pinow, analista de processos da Primato e ponto focal da área ambiental e de sustentabilidade, o inventário vai muito além de um exercício de contabilidade climática. "Mais do que medir emissões, o inventário representa um passo fundamental para fortalecer a gestão ambiental da cooperativa", afirma. Segundo ela, o diagnóstico permite identificar oportunidades de melhoria, aumentar a eficiência operacional e orientar as próximas ações de redução e mitigação dos impactos climáticos gerados pelas atividades da Primato.
Embora o inventário represente o primeiro levantamento formal das emissões da cooperativa, diversas iniciativas ambientais já fazem parte da rotina operacional da Primato e contribuíram para o desempenho observado. Entre elas está o projeto Suíno Verde, que integra a produção pecuária, a geração de energia renovável e a agricultura regenerativa em um ciclo de economia circular.
O projeto transforma os dejetos provenientes da suinocultura em biogás por meio de biodigestores. Após o tratamento, esse biogás é purificado e convertido em biometano, utilizado como combustível em parte da frota da cooperativa, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e as emissões associadas ao transporte. Os resíduos remanescentes do processo são aproveitados na produção do biofertilizante organomineral Prima Fértil, devolvendo nutrientes ao solo e fechando o ciclo sustentável da produção.
Um passo à frente da regulação
O momento não é aleatório. Em 2024, o Brasil instituiu por meio da Lei nº 15.042 o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que deve elevar progressivamente a exigência de mensuração e monitoramento de gases de efeito estufa entre empresas de diferentes setores. A Primato ainda não está entre as organizações obrigadas a reportar suas emissões dentro do sistema, já que seus volumes permanecem abaixo dos limites que hoje acionam essa obrigatoriedade, mas optou por antecipar o movimento.
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, essa antecipação diz respeito à forma como a cooperativa enxerga seu papel no agronegócio brasileiro. "Não esperamos a legislação nos obrigar a olhar para dentro de casa. Optamos por entender com precisão o impacto de cada uma das nossas 52 unidades para poder agir com responsabilidade, antes que isso se torne uma exigência", diz.
Sabadin acrescenta que o resultado do inventário confirma o caminho já trilhado pela cooperativa em eficiência produtiva, mas também aponta onde é preciso avançar. "Os números não são um retrato definitivo, são um ponto de partida. A partir de agora, sabemos exatamente onde estão nossos maiores desafios e onde podemos fazer a diferença", afirma o presidente.
Os dados levantados servirão de base para a estruturação de um plano de descarbonização da cooperativa, que deve mapear oportunidades de redução das emissões, a adoção de tecnologias mais eficientes nas unidades produtivas e o fortalecimento de iniciativas sustentáveis já em curso.
Entre essas iniciativas está também a substituição gradual de combustíveis fósseis na operação logística. Além dos veículos abastecidos com biometano produzido pela própria cooperativa, a frota que ainda não utiliza esse combustível é abastecida com etanol, contribuindo para a redução da intensidade de carbono nas atividades de transporte.
Na agricultura, o Prima Fértil é aplicado em áreas conduzidas sob sistemas de rotação de culturas, especialmente entre milho e soja. Por ser um fertilizante organomineral produzido a partir do aproveitamento dos resíduos da suinocultura, o produto reduz a necessidade de fertilizantes exclusivamente minerais, promove o reaproveitamento de nutrientes e contribui para menores emissões de carbono ao longo do processo produtivo, alinhando produtividade e conservação ambiental.
Outra frente importante é a ampliação do uso de energia renovável. Atualmente, sete unidades da Primato contam com sistemas de geração de energia por meio de placas solares fotovoltaicas, diminuindo a demanda por eletricidade proveniente da rede e reforçando a estratégia da cooperativa de diversificar suas fontes energéticas com alternativas de menor impacto ambiental.
Egielise Pinow resume o momento como uma virada de chave na relação da Primato com a pauta ambiental. "Esse inventário nos dá um mapa. Agora conseguimos planejar com dados concretos, não apenas com boas intenções", conclui a analista.
Com o selo prata em mãos, a Primato entra em um seleto grupo de cooperativas do agronegócio brasileiro que já colocam no papel, e em números, o tamanho de sua pegada de carbono. Resta agora transformar o diagnóstico em trajetória, algo que a própria cooperativa reconhece como o verdadeiro teste que está por vir.
Por - Assessoria
O Paraná consolidou sua posição no mercado internacional de carne de peru ao embarcar 6 mil toneladas de janeiro a maio de 2026, o que gerou uma receita de US$ 29,3 milhões — uma evolução de 105,6% frente ao faturamento do mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado majoritariamente pelo interesse do México, que se tornou o maior cliente do setor ao aumentar suas compras em 272,1%. O desempenho do Paraná nas vendas externas de carne de peru é um dos destaques do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (02).
A receita de US$ 29,3 milhões obtida pelo Paraná compôs 25,5% do faturamento total do Brasil com vendas externas de carne de peru. O documento informa que nos primeiros cinco meses de 2026, o País exportou 27,8 mil toneladas da carne, gerando um faturamento de US$ 114,9 milhões. O resultado representa um crescimento de 30,7% em volume e um salto de 123% em receita cambial na comparação com o mesmo período de 2025. Conforme o levantamento do Deral, o grande propulsor desse avanço foi a valorização do produto “in natura”, cujo preço médio por tonelada saltou 55,9%, atingindo US$ 4,1 mil.
BOVINOS - Ainda no segmento de proteínas, o setor de bovinos projeta alívio para os consumidores. A cota anual de exportação de carne bovina brasileira para a China, fixada em 1,1 milhão de toneladas, está praticamente esgotada. Como as vendas que excedem esse limite são taxadas com uma alíquota de 55% (além dos 12% regulares), o comércio com o país asiático — que responde por quase 50% dos embarques brasileiros — entra em um período de desaceleração.
A redução do ritmo tende a fazer com que o excedente do corte seja redirecionado para o mercado interno, aumentando a oferta e direcionando os preços da carne para baixo de forma temporária, até outubro.
CAFÉ - O café registrou o avanço de uma safra nacional volumosa estimada em 66,7 milhões de sacas, da qual o Paraná contribui com cerca de 710 mil sacas. Com isso, segundo avaliou o Deral, o mercado de café seguiu uma tendência de alívio nos preços de varejo. Para o consumidor, o pacote de 500 gramas de café torrado e moído nos supermercados paranaenses custou, em média, R$ 25,55 em junho, o que representa uma redução de 6% frente a maio e uma queda expressiva de 18% em comparação com junho do ano anterior.
GRÃOS - Além do café, o boletim aponta que o setor de grãos também movimentou a economia do Estado com reflexos positivos para o bolso do consumidor. No primeiro semestre de 2026, os paranaenses pagaram menos pelo óleo de soja. Pesquisas de varejo da Seab/Deral indicam que a embalagem de 900 ml fechou o mês de junho cotada, em média, a R$ 7,04, ficando 5,1% abaixo da média registrada em 2025. Essa queda na ponta do consumo é reflexo da variação de preços da soja em grão recebidos pelos produtores, que encerraram junho a R$ 112,47 por saca de 60 quilos.
“Observamos em junho uma acomodação nos preços da soja em grão recebidos pelos produtores, que fechou o mês de junho na média de R$ 112,47 por saca. Esse movimento pode ter aliviado os custos de transformação da indústria de esmagamento, gerando um efeito cascata que chegou diretamente ao consumidor final na ponta do varejo”, explica o analista do Deral, Edmar Gervasio.
O boletim do Deral também traz análises sobre os cenários do morango e do mel.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) iniciou oficialmente nesta quinta-feira (02) a aplicação da vacina pneumocócica 20-valente conjugada (Pneumo 20) no Paraná. O evento que marcou a incorporação do imunizante ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Estado ocorreu na Unidade de Saúde Mãe Curitibana, em Curitiba.
A nova vacina, que já estava disponível desde o dia 1º de julho nas unidades de saúde, representa um avanço histórico na proteção infantil, pois substitui gradativamente a antiga Pneumo 10 e dobra a quantidade de sorotipos bacterianos combatidos. A Pneumo 20 protege contra as formas graves de doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsáveis por quadros severos de pneumonia, meningite bacteriana, otite média aguda e septicemia (infecção generalizada).
"A Pneumo 20 é um grande avanço para a nossa rede, ampliando a proteção contra quadros respiratórios graves. O nosso apelo é para que as mães e os pais tragam suas crianças à unidade de saúde com a carteirinha em mãos. Nossas equipes vão avaliar o histórico e verificar a necessidade do reforço. O importante é garantir que todos fiquem imunizados e tranquilos", destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
O secretário reforçou, ainda, a capilaridade da distribuição do imunizante para além da Capital. "Assim que a vacina chega ao nosso Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), ela é rapidamente distribuída para as Regionais que abastecem os municípios nas mais de 1.800 salas de vacina. É uma operação para garantir que o Estado inteiro seja atendido", pontuou Neves.
Neste primeiro momento, o Paraná conta com um lote inicial de 29.430 doses enviadas pelo Ministério da Saúde, que já foram distribuídas às 22 Regionais de Saúde para abastecer os municípios e darem início às imunizações.
A operação logística e a aplicação na ponta dependem da integração direta com os municípios. Sede do lançamento estadual, a Capital já iniciou o acolhimento das famílias em sua rede de atenção básica.
A secretária municipal de Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak, celebrou a democratização do acesso ao imunizante e o impacto disso na rede pública. "A vacinação faz toda a diferença na nossa rede de urgência e emergência. Ter uma vacina como a Pneumo 20, que até pouco tempo só existia na rede privada, agora disponível no SUS, é um grande avanço para a saúde pública. Nosso foco é proteger esse grupo vulnerável de crianças contra os casos graves", afirmou.
Em Curitiba, a vacina já está disponível em todas as Unidades de Saúde da cidade, com exceção apenas da unidade Ouvidor Pardinho, que tem foco maior no atendimento à população idosa.
PÚBLICO-ALVO – Nesta etapa de implementação, a vacina é destinada prioritariamente a crianças de 2 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias que estejam com o esquema vacinal incompleto. O esquema padrão é composto por duas doses principais (aos 2 e aos 4 meses de idade) e um reforço aos 12 meses. A Sesa reforça que pais ou responsáveis de crianças menores de cinco anos com carteirinhas atrasadas devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualização imediata.
Foi exatamente para garantir essa proteção no tempo certo que a profissional autônoma Ester Machado aproveitou a disponibilidade da Pneumo 20 na Unidade Mãe Curitibana para imunizar a filha Maitê Vitória, de 4 meses.
"Ela é minha primeira filha, então a gente sempre toma o maior cuidado para manter tudo em dia. É dolorido na hora, mas quando ela crescer, vai me agradecer. Ter essa nova vacina, que protege ainda mais as nossas crianças, eu acho ótimo. Hoje em dia isso faz muita diferença", comemorou a mãe.
A estratégia de vacinação abrange ainda idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados ou institucionalizados, povos indígenas maiores de 5 anos, sem histórico vacinal com a pneumocócica conjugada e grupos com condições clínicas especiais, como pessoas vivendo com HIV/Aids, pacientes oncológicos e transplantados, via Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). Os demais públicos contemplados pelo PNI receberão a Pneumo 20 assim que houver a finalização dos estoques atuais das vacinas Pneumo 13 e 23.
Por - AEN
Com maior predomínio de sol, as temperaturas tiveram elevação nos últimos dias no Paraná. O aquecimento ficará mais evidente nesta quinta-feira (02), antes da passagem de uma frente fria sobre o Estado. O Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, já monitora a aproximação de uma segunda frente fria entre domingo (05) e segunda-feira (06). Os dois fenômenos trarão novamente muita chuva a todas as regiões do Estado.
“A condição de aquecimento pré-frontal favoreceu a rápida elevação das temperaturas no Paraná. Nesta tarde, permanece a sensação de tempo mais abafado em boa parte do Estado, com ênfase em toda metade norte, onde as temperaturas, inclusive, se aproximam dos 30 °C nos termômetros. Na região Leste as temperaturas chegam aos 26 °C”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
A frente fria que está posicionada sobre Santa Catarina e o Norte do Rio Grande do Sul provoca muita chuva, e chega até a metade Sul do Paraná, onde não se descarta o risco de temporais. “Este sistema frontal não consegue avançar até o Norte do Estado por conta do ar mais quente que está à dianteira do sistema. No entanto, há previsão de chuva e trovoadas na área de divisa do Paraná com Santa Catarina, sobre a Bacia do Rio Iguaçu, nas regiões Sudoeste, Sul, e parte do Oeste”, detalha Lizandro.
De quinta para sexta-feira (3), a frente fria avança em direção ao Oceano Atlântico, e as temperaturas ficarão um pouco mas baixas. “Sobre o oceano teremos a intensificação de um sistema de baixa pressão, que dá origem a um ciclone extratropical. Este ciclone impulsiona a entrada de ar frio na sexta-feira sobre toda a região Sul do Brasil e deixa o vento um pouco mais persistente, contribuindo para que a sensação térmica fique abaixo dos valores medidos nos termômetros”, ressalta Lizandro.
Durante o fim de semana, há previsão de alternância nas temperaturas: o frio segue no sábado (04) e ocorrerá maior aquecimento no domingo (05), antes da chegada de uma nova frente fria. “Este outro sistema frontal será um pouco mais abrangente. De domingo para segunda-feira ele provoca chuvas e trovoadas na maioria das regiões paranaenses”, detalha Lizandro.
Por - AEN
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), autorizou o repasse de incentivo financeiro do Programa Estadual de Fortalecimento da Vigilância em Saúde (Provigia) aos 399 municípios. O pagamento, que totaliza cerca de R$ 45,4 milhões, será depositado nos fundos municipais nesta quinta-feira (2). O montante total para o programa pode chegar a R$ 50 milhões, dependendo do alcance de metas por parte dos municípios.
O novo repasse cumpre o compromisso firmado pelo Governo do Estado durante o evento Saúde em Movimento, realizado em março deste ano, reforçando o apoio da gestão com as metas pactuadas e com o suporte contínuo para as ações de Vigilância em Saúde nos municípios.
O trabalho da Vigilância em Saúde é fazer continuamente coleta e análise de dados sobre a população, com objetivo de planejar ações de proteção, prevenção e promoção da saúde.
Do total, R$ 35 milhões são recursos de 2026 para investimentos estruturais, como a compra de novos equipamentos e a modernização dos serviços locais. O restante, mais de R$ 10,4 milhões, corresponde à verba de custeio, sendo esse valor correspondente ao cumprimento de metas e indicadores de desempenho pelas equipes municipais ao longo do ano passado. Esse formato garante a manutenção e a continuidade do trabalho preventivo nas cidades que atingiram os resultados esperados pelo programa em 2025.
“Fortalecer a Vigilância em Saúde é investir direto na proteção das pessoas. Com esse dinheiro, as cidades vão modernizar as estruturas, comprar novos equipamentos, reforçar as equipes e melhorar o trabalho de prevenção”, afirmou o secretário estadual da Saúde, César Neves.
Ele destacou que o pagamento mostra o avanço do programa no Paraná. “Mais do que enviar recursos, o Provigia organiza uma parceria de verdade entre o Estado e as prefeituras. Nós planejamos juntos e acompanhamos os resultados para garantir que a saúde chegue com mais qualidade e eficiência para a população”, enfatizou.
PROGRAMA - Criado em 2021 como uma estratégia permanente do Governo do Estado, o Provigia desempenha um papel fundamental no fortalecimento das ações integradas entre a Vigilância Sanitária, Epidemiológica, Ambiental, Saúde do Trabalhador e Promoção da Saúde. O programa repassa os recursos diretamente do Fundo Estadual de Saúde para os Fundos Municipais de Saúde, garantindo autonomia para que sejam aplicados na aquisição de equipamentos permanentes, melhoria da infraestrutura e modernização dos processos de trabalho.
Os critérios para a distribuição dessas cotas consideram aspectos como porte populacional, indicadores socioeconômicos e o desempenho dos municípios, buscando promover maior equidade entre as diferentes regiões do Estado. Além disso, parte da verba de custeio está vinculada ao cumprimento de metas e indicadores estabelecidos pelo programa, estimulando a melhoria contínua dos serviços prestados.
Por - AEN
Desde o início de 2019 até esta quinta-feira (02), o Paraná aplicou 87.002.468 doses de vacinas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), consolidando a imunização como uma das principais estratégias de prevenção de doenças e proteção da população. Ao longo dos últimos sete anos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensificou campanhas, fortaleceu o apoio aos municípios, ampliou o acesso às vacinas e investiu em ações para recuperar as coberturas vacinais, um dos maiores desafios enfrentados pelo país após anos de queda nos índices de imunização e durante a pandemia de Covid-19.
Os resultados refletem uma política pública construída de forma permanente. Além da distribuição regular de imunizantes para os 399 municípios, o Estado coordenou campanhas de vacinação, Dias D de mobilização, ações de multivacinação, vacinação em escolas, estratégias extramuros e iniciativas de busca ativa para alcançar pessoas com esquemas vacinais incompletos. O trabalho também envolve o monitoramento contínuo das coberturas vacinais, apoio técnico às 22 Regionais de Saúde e capacitação das equipes municipais, fortalecendo a rede de imunização em todo o Paraná.
Esse esforço permitiu a recuperação gradual das coberturas vacinais, especialmente entre crianças, público mais sensível à redução da imunização observada em todo o Brasil nos últimos anos. O Paraná voltou a registrar avanços em imunizações estratégicas do Calendário Nacional de Vacinação e alcançou resultados que o colocaram entre os estados com melhor desempenho do país.
Em 2025, por exemplo, 311 municípios atingiram a meta preconizada pelo Ministério da Saúde para pelo menos seis vacinas dentre as oito preconizadas para as crianças menores de 1 ano de idade.
Já em 2024, o Paraná alcançou a segunda melhor cobertura vacinal do Brasil, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados. Foram os melhores resultados desde 2015 para crianças menores de 2 anos e adolescentes, com destaque para a BCG, que foi implantada em 35 maternidades do Estado, além das vacinas contra a tuberculose, o rotavírus e a HPV (Papilomavírus Humano).
“Mais do que alcançar números expressivos, a política estadual de imunização busca fortalecer uma cultura permanente de prevenção. A vacinação continua é uma das intervenções mais eficazes da saúde pública, reduzindo o risco de surtos, internações e mortes por doenças imunopreveníveis e protegendo pessoas de todas as faixas etárias ao longo da vida”, ressalta o secretário estadual da Saúde, César Neves.
CAMPANHAS SAZONAIS - Além dos indicadores de rotina, o Estado também se destacou nas campanhas sazonais. Durante a vacinação contra a gripe, adotou e mantém estratégias conjuntas com os municípios para ampliar o acesso da população, a presença em escolas, ações itinerantes e reforço das campanhas de conscientização, mantendo índices de cobertura acima da média nacional.
Para a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, Virgínia Dobkowski, o trabalho integrado entre o Estado, as Regionais de Saúde e os municípios foi decisivo para reverter a queda nas coberturas vacinais observada após a pandemia. “Esse resultado é fruto de um esforço contínuo de planejamento, logística e atuação dos profissionais de saúde em todo o Paraná. A vacinação acontece na ponta, e o comprometimento das equipes permitiu ampliar o acesso da população, recuperar as coberturas vacinais e fortalecer a proteção coletiva contra doenças imunopreveníveis.”
ÊXITO NACIONAL - O reconhecimento desse trabalho também ocorreu em âmbito nacional. Em 2026, o Paraná foi o estado com o maior número de experiências selecionadas na II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS para Recuperação das Coberturas Vacinais, promovida pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Os projetos contemplaram as ações de apoio aos municípios, evidenciando estratégias que contribuem para ampliar a proteção da população paranaense.
Outra iniciativa adotada é a implantação do Microplanejamento para Vacinação de Alta Qualidade (MVAQ), estratégia desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A metodologia foi implementada no Paraná com a capacitação das Regionais de Saúde e dos municípios para planejar as ações de vacinação conforme a realidade de cada território, identificando áreas com baixa cobertura, mapeando populações mais vulneráveis e definindo estratégias específicas para ampliar o acesso aos imunizantes.
COMPROMISSO - No fim de 2024, o Paraná assumiu o compromisso internacional de eliminação do câncer do colo do útero, alinhando-se à estratégia da Organização Mundial da Saúde para reduzir a incidência da doença por meio da ampliação da vacinação contra o HPV, do rastreamento e do tratamento oportuno.
Devido à sua alta cobertura vacinal (acima de 85% em ambos os sexos), o Estado está entre os destaques nacionais na imunização contra o HPV, com uma das melhores coberturas vacinais do País entre meninos e meninas na faixa etária recomendada, resultado de uma estratégia permanente de vacinação e busca ativa da população-alvo.
DADOS - Ao longo dos últimos sete anos, o Paraná realizou mais de 23 campanhas estaduais de vacinação e possui atualmente 1.900 salas para aplicação de doses no território. “Mais do que ampliar a oferta de vacinas, os investimentos consolidaram uma estrutura permanente de imunização no Paraná. Com logística fortalecida, monitoramento contínuo e uma rede em todos os municípios, o Estado ampliou sua capacidade de responder tanto às campanhas de rotina quanto a situações de emergência em saúde pública, reforçando a prevenção como um dos pilares do SUS paranaense”, complementa o secretário César Neves.
Por - AEN

























