Estado conta com apoio da sociedade no enfrentamento da pandemia

O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou nesta sexta dia 10, em entrevista ao programa Balanço Geral, da RIC, que o Estado mantém o equilíbrio no combate ao novo coronavírus com apoio da sociedade. Ele agradeceu o esforço da população, o compromisso com o isolamento social e os cuidados com a higiene.

 

Ratinho Junior reforçou que o Paraná enfrenta momento delicado da pandemia por causa do inverno, por isso a necessidade do governo editar o decreto que limitou a circulação de pessoas em 141 municípios. “Conseguimos enfrentar a pandemia por mais de 100 dias sem quarentena. Mas houve uma evolução significativa no número de casos, era o momento de agir para frear a força do vírus”, destacou.

 

O governador disse que as medidas mais restritivas têm como objetivo a preservação da vida e que as regionais onde elas foram implementadas enfrentam dificuldades na pandemia. “Falávamos desde o começo da grande preocupação com o inverno, que é um problema da região Sul”, afirmou Ratinho Junior. “Precisamos de apoio no isolamento no inverno”.

 

Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde, apenas os primeiros nove dias de julho concentraram 35% de todos os casos (13.175 de 37.001) e 30% dos óbitos (279 de 914) do Paraná. O crescimento registrado entre as duas últimas semanas epidemiológicas foi de 51%.

 

ESTRUTURA HOSPITALAR – Para enfrentar o cenário, o Estado continua investindo em novos leitos de UTI. Londrina receberá nos próximos dias mais 30 leitos de UTI e 42 leitos de enfermaria; Cascavel teve a rede exclusiva para Covid-19 ampliada em mais 10 leitos de UTI e 7 enfermarias; e o Litoral recebeu mais 4 leitos de UTI, com previsão de adicionar mais 6 leitos em julho.

 

“Há um cálculo epidemiológico feito pelos técnicos da Secretaria da Saúde que leva em consideração o número de casos por 100 mil habitantes, os óbitos pela mesma faixa populacional e a ocupação dos leitos de UTI. Em alguns locais o problema é a alta mortalidade, em outros a ocupação dos hospitais. Esse cálculo nos ajuda a encontrar o equilíbrio para atender da melhor maneira possível o cidadão”, explicou Ratinho Junior.

 

Ele também disse que o índice de isolamento social aumentou em alguns municípios depois do decreto. “A população tem respaldado esse momento. Talvez ainda não em um nível ideal, mas a taxa aumentou nos últimos dias. O decreto é justamente um freio”, sustentou o governador.

 

Ratinho Junior lembrou que o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) previa até 44 mil casos para esta sexta-feira. “Chegamos com 37 mil”, frisou o governador ao destacar a importância de ampliar o isolamento social. “Já tem surtido efeito”.

 

PLANEJAMENTO – O governador também citou o planejamento adotado desde o começo da pandemia, que uniu olhar social e reforço na infraestrutura hospitalar. Ele citou a inauguração de 850 leitos novos de UTI e mais de 1,2 mil leitos de enfermaria em pouco mais de 100 dias, e a entrega de três hospitais regionais que tiveram suas obras aceleradas em Telêmaco Borba, Ivaiporã e Guarapuava.

 

Outra estratégia adotada desde o começo foi a testagem massiva da população. O Paraná tem capacidade diária de processar 5,6 mil testes RT-PCR, considerado padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e distribuiu mais de 300 mil testes rápidos aos municípios. Houve, ainda, contratação de mais de 1.000 profissionais e bolsistas ao longo desse período.

 

“Toda decisão foi planejada. Começamos esse plano em fevereiro. Já tínhamos começado um processo de descentralização do atendimento em saúde, com fortalecimento dos hospitais regionais e da parceria com as unidades privadas e filantrópicos, em especial por causa da dengue, e ampliamos a rede com rapidez”, afirmou Ratinho Junior. “E não é apenas abrir leitos, mas equipamentos, insumos, medicamentos e médicos e enfermeiros preparados”.

 

No aspecto social, ele citou o programa Cartão Comida Boa, criado para complementar o auxílio emergencial, e as linhas de crédito oferecidas pela Fomento Paraná e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Apenas a primeira instituição fechou o primeiro semestre com R$ 119 milhões em valores contratados em 13,7 mil operações. O número é mais que o dobro dos 5.640 contratos firmados em todo o ano de 2019.

 

AULAS – Ratinho Junior disse que ainda não há previsão para o retorno das aulas e que esse modelo está sendo estudado pelo Comitê de Volta às Aulas. “Não teremos aulas presenciais até setembro e estamos estudando as formas de retorno, amparado por modelos internacionais. Essa decisão será tomada na hora que tivermos condições para preservar a saúde das crianças, dos professores e das famílias”, afirmou.

 

Enquanto isso, o Governo do Estado aprimora diariamente o modelo de ensino a distância para não deixar os cerca de 1 milhão de alunos da rede estadual desassistidos. Isso inclui diversas plataformas, com aulas pela internet, pela TV aberta ou entrega de materiais aos estudantes. O modelo é reconhecido como um dos mais eficientes do País.

 

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Governador também cita projetos em execução no Litoral

 

O governador Ratinho Junior também citou um pacote de ações planejadas para o Litoral. Mesmo com a crise econômica, o Estado planeja investimentos robustos nos municípios com apoio de um financiamento de R$ 1,6 bilhão com um consórcio de bancos e outro de R$ 600 milhões com o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID).

 

“Turismo só acontece com infraestrutura e esse setor precisa de apoio porque foi muito afetado pela pandemia. Temos em vista grandes projetos para o Litoral. O objetivo é melhorar a vida dos moradores, do corredor de exportação os portos de Paranaguá e Antonina e o fluxo de turistas”, acrescentou o governador.

 

Entre os investimentos estão a Engorda da Orla de Matinhos; a Ponte de Guaratuba, cujo edital de contratação do projeto executivo foi lançado na semana passada; a Faixa de Infraestrutura; a revitalização do trecho Guaraqueçaba-Antonina, com estudo já contratado; a duplicação da PR-407 no perímetro urbano de Pontal do Paraná; a alça de retorno na BR-277 com a PR-508, no acesso da Alexandra-Matinhos; e a revitalização das avenidas Ayrton Senna, Bento Rocha e Atílio Fontana, em Paranaguá.

 

Ele também citou as reformas dos trapiches da Ilha do Mel, com investimento de quase R$ 10 milhões, e a nova lei de zoneamento, aprovada pela Assembleia Legislativa, com novos parâmetros para preservação, regularização fundiária e incentivo ao turismo na ilha. (Com AEN)

 

 

 

Paciente com suspeita de covid-19 foge de Hospital em Toledo

A Polícia Militar foi acionada em Hospital de Toledo, após paciente com sintomas do novo coronavírus deixar a unidade sem os devidos protocolos.

 

Com tosse seca, e com perda de paladar e olfato, o homem procurou a unidade hospitalar, porém ao ser informado sobre a suspeita da covid-19 se recusou a seguir os procedimentos necessários.

 

Além disso, o paciente se negou a assinar o termo de consentimento informado pelo médico sobre a necessidade de isolamento domiciliar (isolamento ou quarentena) e também não foi possível ser realizado teste RT-PCR, para constatação de covid-19.

 

Conforme relato de testemunhas do hospital, o homem também efetuava ameaças verbais e xingamentos à médica, ao segurança, aos funcionários e atendentes.

 

Boletim de ocorrência foi feito pelo art. 268 do código penal - Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa -, como também anexado cópia de prontuário de atendimento médico e termo de consentimento de isolamento (com a recusa de assinatura).

 

O paciente deve responder criminalmente pela ação. O caso foi encaminhado ao órgão competente. (Com Catve)

 

 

 

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Forças policiais apreendem R$10 milhões em contrabandos no Oeste do Paraná

A madrugada desta sexta dia 10, foi de trabalho intenso para as forças policiais que fazem parte da Operação Hórus, no Oeste do Paraná.

 

GUAÍRA - Durante patrulhamento de rotina na zona rural, policiais avistaram movimentação de comboio atrás de mata fechada da região e resolveram realizar abordagem. No local foram apreendidos quatro veículos carregados com cigarros de origem paraguaia, totalizando aproximadamente 100 caixas de cigarros.

 

TERRA ROXA - Após a apreensão em Guaíra, grande correria iniciou na região entre Guaíra e Terra Roxa. Em perseguição, os criminosos abandonaram uma Kombi em meio a plantação de milho. Ninguém foi preso, porém no interior do veículo foram encontrados 80 caixas de cigarros paraguaios.

 

MERCEDES - Equipe policial realizava patrulhamento na zona urbana de Mercedes e flagrou movimentação em depósito de contrabandistas. Durante a abordagem, três pessoas foram presas e cinco veículos apreendidos, além de um caminhão carregado com 400 caixas de cigarros paraguaios.

 

Um dos presos tentou empreender fuga jogando automóvel contra equipe policial, que realizou disparos de fogo. O suspeito foi baleado, socorrido pela equipe policial, tendo sido encaminhado para o Hospital Bom Jesus em Toledo, e após ser medicado, recebeu alta.

 

Em seguida foi conduzido a Delegacia da Polícia Federal em Guaíra para lavratura da sua prisão em flagrante, junto com os outros dois acusados de contrabando.

 

TERRA ROXA - A equipe estava retornando para Guaíra e percebeu comboio com um automóvel, e dois caminhões atravessando a BR 163 com carga de cerca de 60 volumes diversos de eletrônicos diversos e essências de narguilé. De imediato foi iniciado acompanhamento tático. Os motoristas jogaram os veículos contra mata fechada da região, empreendendo fuga e não sendo localizados.

 

As apreensões realizadas ao longo desta madrugada representam um prejuízo de cerca de R$ 10 milhões ao crime organizado da região.

 

Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal de Guaíra.

 

OPERAÇÃO HÓRUS

 

A ação integrada pela POLÍCIA FEDERAL, COBRA/BPFRON e COE/BOPE da PMPR, DOF/MS, TIGRE/PCPR, BOPE/PMMS, FORÇA NACIONAL e pelo EXÉRCITO BRASILEIRO, com apoio da SEOPI - Secretaria de Operações Integradas/MJSP. (Com Catve)

 

 

 

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Jovem de 23 anos morre de Covid-19 no Hospital de Retaguarda de Cascavel

A jovem de 23 anos morreu de Covid-19 na noite de quinta dia 09, no Hospital de Retaguarda de Cascavel.

 

A paciente que tinha doenças pré-existentes testou positivo para a doença, o quadro clínico se agravou, foi levada à UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas não resistiu e morreu.

 

Cascavel tem 3,9 mil casos confirmados da doença e 69 nove mortes até o momento. A secretaria de Saúde confirmou 324 novos casos nos últimos quatro dias e oito mortes.

 

A mulher de 23 anos é a morte mais jovem registrada em decorrência do novo coronavírus em Cascavel. (Com Catve)

 

 

 

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Univel é contemplada com 24 bolsas do Programa de Residência Pedagógica pela CAPES

O Centro Universitário de Cascavel - Univel foi contemplado, entre as 250 instituições de ensino superior do Brasil, para participar do Programa de Residência Pedagógica lançado pelo Governo Federal, por meio da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

 

O programa está integrado à Política Nacional de Formação de Professores e tem o objetivo de proporcionar um aperfeiçoamento da formação prática aos acadêmicos dos cursos de licenciatura. Em 2020, a participação da Univel no programa será exclusiva ao curso de licenciatura em Pedagogia, presencial e EAD, reforçando o compromisso da instituição na formação de docentes capacitados para a prática e os desafios da educação.

 

Para fomentar a busca contínua do conhecimento prático, e aprimoramento de habilidades essenciais ao professor de ensino básico, o Centro Universitário de Cascavel - Univel submeteu o projeto relacionado à alfabetização e letramento, selecionado pelo programa. “O processo para conseguir a residência pedagógica depende de muitos fatores, e uma Instituição de Ensino Superior Privado conquistar este diferencial é uma grande vitória para toda a equipe, pois proporciona inúmeros benefícios aos acadêmicos e a toda a comunidade”, ressalta a Coordenadora do Centro de Pesquisa e Extensão, Elaine Wilges.

 

Por meio do programa, os acadêmicos têm a oportunidade de aperfeiçoar e fortalecer os aprendizados da graduação. Os alunos selecionados para o programa poderão ainda participar em três módulos contemplando leitura, estudo, discussões e seminários voltados às diretrizes da alfabetização e letramento e seus pressupostos teóricos e práticos.

 

No projeto, 24 acadêmicos serão selecionados para a realização da residência, que prevê a duração de 18 meses de atuação, com carga horária de 5 horas semanais para execução das atividades nas escolas do município, recebendo uma bolsa da Capes, no valor de R$ 400,00. “Acreditamos que será muito importante para a formação dos alunos, principalmente para desenvolver a responsabilidade que nós pedagogos temos com essa fase tão importante da vida das crianças, dos nossos alunos da educação básica, e que é a alfabetização e letramento. É um compromisso muito grande”, ressalta a Coordenadora do curso de Pedagogia, Gislaine Buraki.

 

Durante a residência, o acadêmico pode compreender as relações de ensino dentro da realidade educacional, acompanhado de um professor da Univel da área da alfabetização, que vai auxiliá-lo na preparação de materiais e planos de aula, acompanhar e discutir sobre as regulamentações, articular as temáticas e produzir outros materiais, além do acompanhamento o professor receptor na escola municipal.

 

O projeto aprovado faz parte de uma série de ações desenvolvidas pelas coordenações e o Centro de Pesquisa e Extensão da Univel, que acreditam na transformação da sociedade por meio da educação, proporcionando aos acadêmicos experiências além da sala de aula, com projetos de pesquisa e extensão dentro e fora da instituição.

 

A importância da residência pedagógica

 

O pedagogo, professor da educação básica, precisa interagir com diversos aspectos que vão além do ensinar a ler e a escrever, mas principalmente, saber aplicar metodologias eficientes, proporcionar um ensino inclusivo às crianças com deficiência, saber lidar com conflitos, dificuldades familiares dos estudantes, a dinâmica das redes de ensino e outros desafios da realidade escolar.

 

O nome do projeto faz referência à residência médica, pois prevê a imersão do acadêmico na prática do ensino básico, como parte do processo de aprendizagem do curso. No caso das bolsas ofertadas para os acadêmicos de Pedagogia da Univel, o estudante poderá, a partir do 5º período da graduação, participar do programa com supervisão dos docentes da rede de ensino e dos docentes da Univel, além de contar com um auxílio financeiro.

 

A residência proporciona um aprendizado prático ao acadêmico, que diferente do modelo de estágio tradicional, o estudante de Pedagogia poderá planejar e executar aulas, e lidar com outros desafios do dia a dia, tudo com a supervisão de professores experientes. “O acadêmico de Pedagogia vai ter mais experiências e melhor preparação para o mercado de trabalho”, reforça Elaine.

 

Abertura do edital de seleção da residência pedagógica

 

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do programa, e o edital está divulgado no site reunindo todas as informações necessárias à concorrência das 24 bolsas remuneradas para o Programa Institucional de Residência Pedagógica. As inscrições poderão ser feitas do período de 06 a 13 de julho, unicamente pela internet.

 

Acesse os editais e mais informações no link www.univel.br/residencia-pedagogica

 

 

 

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Recursos da Ecocataratas garantem novas viaturas à PRE

A Ecocataratas, empresa do grupo Ecorodovias que administra a BR-277 no trecho de Foz do Iguaçu a Guarapuava, entregou nesta quinta dia (09), cinco novos veículos à Polícia Rodoviária Estadual (PRE). O repasse faz parte da verba de aparelhamento que consta no contrato de concessão e as viaturas serão utilizadas para reforçar a segurança nas rodovias da região oeste do Paraná.

 

“É muito importante esse repasse, pois a nossa região gera uma demanda grande e com o recebimento destas viaturas estaremos melhor aparelhados para realizar os atendimentos. Esses veículos vêm para beneficiar e auxiliar o nosso trabalho, além de aumentar o nosso comprometimento com a sociedade,” enaltece o capitão Roberto Tatibana, comandante da 3ª Companhia do Batalhão da PRE.


Os cinco veículos do modelo Toyota/Corolla foram entregues em solenidade realizada na sede da PRE, em Cascavel (PR). Somando os valores, a concessionária transferiu R$ 689.595,49 reais em viaturas que vão ajudar nos serviços de policiamento e apoio à fiscalização nas rodovias da região, pois serão alocados nos Postos de Policiamento Rodoviário de Cascavel e Santa Helena.

“A verba de aparelhamento é uma contribuição importante do programa de concessão rodoviária, não só para equipar as polícias, mas também para contribuir com a segurança dos motoristas que trafegam pelas rodovias”, enfatiza Silvio Caldas, Diretor Superintendente da Ecocataratas.

 

Para saber mais informações sobre a Ecocataratas acesse o site www.ecocataratas.com.br (Com Assessoria). 

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Comitê começa a avaliar protocolo de retorno às aulas

Os primeiros protocolos de retorno das atividades escolares presenciais no Paraná começaram a ser avaliados pelo Comitê de Volta às Aulas nesta quinta-feira (9). A proposta final deve ser validada pelas autoridades sanitárias da Secretaria da Saúde no dia 28 de julho.

 

Neste primeiro encontro todos os integrantes do Comitê participaram da apresentação do levantamento de materiais, insumos e itens de proteção individual que serão necessários para o retorno. Na semana que vem, o grupo será dividido por setor para construir a proposta final que será apresentada nos últimos dias de julho.

 

O retorno das aulas ainda não tem data prevista para acontecer, mas depende da definição deste protocolo, que após aprovado pelos epidemiologistas da Secretaria da Saúde, será adotado nas escolas de todo o estado. A intenção principal do Comitê é planejar como será a volta dos jovens estudantes e profissionais da Educação para as salas de aula, de forma que, ao ser definida a data, o processo ocorra de maneira organizada.

 

O encontro foi online, seguindo o que determina os decretos estaduais, e contou com a participação da Casa Civil, das Secretarias de Estado da Educação, da Saúde, do Planejamento, da Fazenda, da Fundepar e da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

 

Participaram, também, representantes da Assembleia Legislativa, do Ministério Público, do Conselho Estadual de Educação, dos conselhos municipais de Educação e da União das Secretarias Municipais, além de associações dos municípios do Estado.

 

Também estiveram presentes os representantes dos trabalhadores da Educação e das escolas particulares, da Federação das Associações de Pais, Mestres e Funcionários das Escolas Públicas do Paraná.

PLANEJAMENTO – Ao abrir a reunião, o chefe da Casa Civil, Guto Silva, destacou a importância deste planejamento para que, quando a data for estabelecida, cada ente envolvido na Educação saiba qual será o seu papel: 

“Quem de fato nos dará o aval para nossa data de retorno será a Saúde, a nossa grande intenção é estar preparado para quando tivermos este ok”, disse ele. “Temos a compreensão de que o momento é extremamente difícil, sensível, e que não podemos tomar decisões precipitadas. Estamos tratando de milhões de vidas, temos uma grande preocupação com os alunos, as famílias e com os profissionais da Educação e precisamos oferecer segurança para que todos possam ter tranquilidade para voltar à sala de aula”, destacou.

Para Gláucio Dias, diretor-geral da Secretaria da Educação, com o envolvimento de todos os atores da Educação neste Comitê, o estado irá garantir que o plano de retorno, de fato, traga tranquilidade a todos quando for possível retornar.

"Nossa intenção é abrir um canal de diálogo, em que todos possam contribuir na construção de um rigoroso plano de retorno. No fim, quando a situação do coronavírus estiver sob controle, teremos a tranquilidade de que atendemos aos anseios de todos os envolvidos e, assim, garantiremos a segurança dos jovens, profissionais e das famílias paranaenses", explicou.

“Mesmo que não tenhamos uma data neste momento, o planejamento com antecedência vai garantir que todas as escolas, públicas e privadas, estejam fisicamente preparadas para cumprir os protocolos sanitários", completou.

 

ESTUDOS INICIAIS - Durante o encontro a Secretaria da Educação apresentou os estudos iniciais já realizados pela Diretoria de Planejamento e Gestão Escolar em parceria com a Secretaria da Saúde. Adriana Kampa, responsável pela Diretoria, mostrou um levantamento inicial com a quantidades de materiais, insumos, salas de aulas e EPIs que seriam necessários para atender todos os estudantes e profissionais envolvidos na educação. 

 

CRONOGRAMA DO COMITÊ – Com base nos estudos iniciais apresentados pela Secretaria da Educação, cada integrante do Comitê irá se reunir individualmente com a Secretaria para contribuir com mais dados e propostas para o retorno.

Os encontros vão acontecer entre 13 e 17 de julho. Na semana seguinte o protocolo será estruturado para que, no dia 28, seja apresentado aos epidemiologistas da Saúde. Com o plano aprovado pela Saúde, no dia 30 de julho, uma nova reunião geral do Comitê será convocada para aprovação final do protocolo.(Com AEN). 

 

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Obras da Cohapar mantêm mais de 5 mil empregos no Paraná

A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) não paralisou nenhuma de suas obras durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. São 1.960 unidades habitacionais em construção em todo o Paraná que, juntas, geram 5.017 empregos. A estimativa é baseada em dados do Ministério do Desenvolvimento Regional, que calcula 2,56 empregos gerados para cada unidade habitacional em construção, sendo 40,13% diretos e 59,8% indiretos. 

 

Nenaldo de Ramos está trabalhando na obra da Cohapar em Cantagalo, no Centro-Sul do Paraná, onde estão em construção 119 casas urbanas do programa Nossa Gente Paraná. Há 11 meses no canteiro de obras, ele conta que não houve pausa, mesmo com a pandemia. “Não interromper os trabalhos foi muito importante para muitos pais de família que estão tirando daqui o sustento. É bom para a empresa, que não para, e é bom para nós que precisamos ganhar dinheiro para manter a família”, afirma.

 

De acordo com o presidente da Cohapar, Jorge Lange, além de gerar empregos, as obras em andamento ajudam a movimentar a economia no Estado. “As obras exigem compra de materiais de construção, telha, cimento, grama. Tudo isso gira a economia, mantém empregos no comércio e permite que o Estado continue operando mesmo durante este período tão difícil”, afirma.

 

INVESTIMENTOS - Os investimentos nas obras em andamento da Cohapar somam R$ 133,8 milhões, resultando em uma arrecadação tributária ao Paraná de R$ 8,225 milhões. A companhia já trabalha em um plano de retomada da economia após a pandemia que deve ser apresentado ao governador Carlos Massa Ratinho Junior até o final de julho. “Neste cenário, ampliaremos a quantidade de obras no Estado, gerando muito mais empregos e arrecadação de impostos”, prevê Lange.

 

PRECAUÇÕES - Para garantir a segurança dos trabalhadores nas obras, a Cohapar emitiu comunicado que orienta todas as contratadas a seguirem à risca as recomendações sanitárias da Secretaria de Estado da Saúde para garantir a segurança dos trabalhadores.

A maioria redistribuiu os funcionários de forma que fosse mantida a distância devida, sempre trabalhando de máscara e afastando imediatamente quem porventura apresente sintomas da doença. “Com todas estas precauções tomadas tivemos poucos afastamentos ou casos de contágio”, afirma Lange.

 

OBRAS - A Cohapar mantém obras dentro de diferentes programas. Um deles é o Vida Nova, iniciativa do Governo do Estado para reduzir o número de favelas no Paraná. Lançado no final de 2019, o programa é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas em parceria com a Cohapar e visa atender 2,5 mil famílias por ano, de todo o Estado, até de 2022.

 

A primeira obra do programa está em licitação e acontecerá no município de Jandaia do Sul (Vale do Ivaí), onde serão construídas 75 unidades para o desfavelamento total da Vila Santo Antonio.

 

O Casa Fácil destina-se à construção de moradias vendidas por financiamento. Uma das obras que está em fase final é no município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba – são 56 unidades habitacionais.

 

Em Jaguariaíva (Campos Gerais) e Foz do Iguaçu (Oeste) estão sendo construídas 80 unidades do programa Viver Mais Paraná, voltado ao atendimento de idosos com renda de um a seis salários mínimos. Em parceria com as prefeituras, a Cohapar contrata construtoras via licitação para a construção de condomínios horizontais fechados, com 40 moradias cada, para casais ou pessoas solteiras, com completa infraestrutura de saúde, assistência social e lazer.

 

Dentro do programa Nossa Gente, as habitações são doadas para famílias em situação de extrema pobreza. No município de Prudentópolis (Centro-Sul) há 89 casas em construção.

 

No município de Rebouças (Centro-Sul) a Cohapar desmanchou uma favela que existia no município. As famílias foram para outro local e a Secretaria da Justiça, Família e Trabalho está pagando aluguel social de novas casas até que as 53 unidades em construção estejam concluídas. As obras já estão em fase final, com previsão de entrega para o início do segundo semestre.(Com AEN). 

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Foz do Iguaçu aposta no turismo de compras para restabelecer economia

Com nova interrupção das atividades não essenciais desde o dia 1º de julho, por causa de um decreto estadual, o setor de turismo de Foz de Iguaçu, no Paraná, antecipa estratégias para reativar a principal atividade econômica da cidade. A aposta vem da abertura de diversas lojas francas, também chamadas free shops, que permitem a compra de produtos nacionais e importados livres de impostos.

 

Segundo o secretário municipal de Turismo, Gilmar Piolla, a ideia é desenvolver um novo segmento do setor, para oferecer mais atrativos aos turistas nacionais que, em um primeiro momento pós-pandemia, devem focar nos destinos brasileiros, por causa das restrições à entrada em outros países. “Nossa meta é atrair em torno de 25% do público que viaja para destinos de compras mundialmente famosos, como Miami, Paris e outros”, diz.

 

Ainda neste ano, seis lojas francas devem entrar em funcionamento na cidade, sendo que uma delas chegou a ser inaugurada pouco antes das medidas federais para conter a pandemia, que interromperam as atividades não essenciais desde o dia 17 de março em todo o país.

 

Os novos modelos de comércio são amparados pela Lei 12.723, de 2012, que permite lojas francas em cidades nas fronteiras do país, onde tanto a população local quanto os turistas podem consumir até US$ 300 ao mês, livres de impostos. Esse valor se torna ainda mais atrativo, ao se somar à cota de US$ 500, livre de impostos, que o turista pode consumir nas lojas francas de outros países, ao atravessar a fronteira.

 

Com a isenção tributária, os preços dos produtos chegam a sofrer redução de 64% para perfumes, 54% para bebidas, 53% para artigos de vestuário, 45% para aparelhos celulares e 37% para relógios, segundo a consultora e especialista em lojas francas, Elizângela de Paula Khun. Para o setor, esse será mais um apelo ao turista brasileiro, que deverá ser mais econômico diante do cenário incerto pós-pandêmico.

 

Geração de empregos

 

De acordo com estimativa de um estudo da FGV Projetos, em 2020 o Produto Interno Bruto (PIB) do turismo será de R$ 165,5 bilhões, o que representará queda de 38,9% na atividade.

 

Em todo o Brasil, a cidade de Foz do Iguaçu é uma das mais atingidas pela queda na atividade, causada pelas medidas de contenção da covid-19. “Nossa economia é muito dependente do turismo. Para você ter uma ideia, 40% dos empregos diretos e indiretos, formais e informais, da nossa economia são ligados à cadeia produtiva do turismo. Dois terços das receitas do Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN) também são provenientes do turismo”, diz Gilmar Piolla.

 

Segundo o secretário, o município promoveu medidas de redução de danos para a economia, como o estímulo à suspensão de contratos de trabalho para a participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional oferecido pelo empregador, que é prevista no Artigo 476A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Para compensar a suspensão, a proposta também prevê uma complementação de renda e a garantia de estabilidade por período igual ao do afastamento do trabalhador.

 

Mesmo com essa possibilidade, a força de trabalho de Foz do Iguaçu foi atingida fortemente pela pandemia. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram saldo negativo de 5.157 postos de trabalho, entre janeiro e maio de 2020, um dos maiores impactos nacionais proporcionalmente à população da cidade.

 

Com a inauguração das lojas, a expectativa é que parte desses postos de trabalho seja reaberta. Uma das novas lojas pertence à rede Cell Motion, já estabelecida no Paraguai, com uma das maiores lojas francas de países fronteiriços.

 

Segundo o CEO do grupo, Jorbel Griebeler, somente a loja da rede, prevista para ser inaugurada em dezembro em um shopping localizado no principal corredor turístico de Foz do Iguaçu, tem previsão de gerar 150 emprego diretos, podendo chegar a 300 indiretos.

 

Com 2 mil metros quadrados, a loja do grupo deverá ser uma das maiores entre as seis que já estão autorizadas a abrir. Para Piolla, juntas elas devem gerar cerca de 600 novos empregos e o impacto de postos indiretos deverá representar boa parte da recuperação dos que foram fechados durante a pandemia.

 

Turismo nacional

 

A expectativa da gestão municipal é que a recuperação dos demais postos de trabalho aconteça com o reposicionamento da cidade em relação ao turista brasileiro. Antes da pandemia, a cidade de Foz do Iguaçu já se mantinha entre os três destinos mais visitados por turistas internacionais no Brasil, mas o turismo doméstico ainda pode melhorar, segundo Piolla.

 

Com esse potencial turismo doméstico, as fronteiras fechadas, as restrições da entrada de brasileiros nos destinos internacionais mais procurados e o turismo de natureza, lazer e eventos corporativos bem estruturados; Foz do Iguaçu passou a ser uma boa oportunidade de investimento para o grupo Cell Motion.

 

Griebeler conta que a decisão da rede em investir no novo empreendimento ocorreu após o fechamento da fronteira, quando a loja no lado paraguaio sofreu uma redução drástica de possibilidade de público, uma vez que 80% dos consumidores do local eram turistas brasileiros. “Para você ter uma ideia do tamanho do nosso negócio, recebíamos em torno de 10 mil pessoas por dia”. conta.

 

Enquanto as fronteiras não forem abertas, esse potencial para o turismo de compras poderá ser absorvido pelas novas lojas francas no Brasil e, depois disso, não concorrerão entre si, já que as cotas no Brasil e fora são cumulativas.

 

Atualmente, o setor permanece parado, e a secretaria municipal calcula que o mês de julho tenha taxa de ocupação de apenas 8%, mesmo com o fim do decreto estadual, previsto para o dia 15. O setor aposta em uma boa temporada de turismo nacional para dezembro e a retomada integral, com a força do turismo internacional, somente em 2021, para quando já existem mais 16 propostas de abertura de lojas francas em análise.

 

“Nós temos consciência de que as atividades não podem ser retomadas, mesmo com o cumprimento de todos os protocolos de responsabilidade sanitária que a gente implantou. Foz do Iguaçu foi um dos primeiros destinos a implantar, mas a gente acredita que o momento certo de retomada é na curva descendente da pandemia”, afirma Gilmar Piolla. (Com Agência Brasil)

 

 

 

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