De olho no céu: Simepar explica os tipos de nuvens que apresentam riscos de tempestades

Em tempos de tempestades severas, um hábito se tornou mais frequente entre os paranaenses: observar o céu. Atenta à aproximação de tempestades, a população passou a analisar mais a movimentação da atmosfera, e a dúvida mais frequente tem sido sobre os tipos de nuvens.

A equipe do Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, explica quais são as nuvens que indicam a aproximação de ocorrências mais graves: quanto maior o desenvolvimento vertical da nuvem (formando enormes torres que se estendem da base até altas altitudes), maior o potencial para a formação de tempestades.

O Atlas Internacional de Nuvens, publicado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e seguido pelo Simepar, classifica as nuvens em dez gêneros principais, definidos com base na aparência e na altitude. Esses gêneros subdividem-se em quatorze espécies, nove variedades, além de incluírem características suplementares e nuvens especiais. As nuvens podem se juntar, portanto estima-se mais de cem combinações possíveis. 

Muitas vezes, identificar e classificar exatamente o tipo de nuvem é uma tarefa desafiadora, pois frequentemente diferentes tipos de nuvens podem estar presentes ao mesmo tempo ou em camadas próximas no céu. As características visuais e meteorológicas podem se misturar, criando transições graduais ou formas híbridas. Variações locais de temperatura, umidade e vento influenciam diretamente a formação e aparência das nuvens, tornando a observação e classificação ainda mais complexas, mas algumas nuvens têm características bem definidas. 

NUVENS BAIXAS – Entre as nuvens baixas, a mais comum é a Cumulus, que tem bordas bem definidas e uma base plana. “São formações típicas de dias quentes, úmidos e com bastante sol, caracterizadas por sua aparência fofa e semelhante a bolas de algodão. Elas geralmente se formam cerca de um quilômetro acima do solo e não apresentam grande desenvolvimento vertical. O ar próximo à superfície sobe e forma as nuvens. Em condições de instabilidade atmosférica, as Cumulus podem evoluir para formações maiores, expandindo-se principalmente na vertical”, explica Julia Munhoz, meteorologista do Simepar. 

Também baixas, as nuvens Stratus são formações horizontais que cobrem o céu de maneira uniforme e contínua, como um manto cinzento. Não possuem bordas bem definidas, e criam uma atmosfera mais nublada, e opaca. “São mais comuns em dias frios e úmidos ou durante a manhã. Normalmente, desenvolvem-se em altitudes inferiores a dois quilômetros, formadas quando o ar quente e úmido se desloca sobre uma superfície mais fria, resfriando-se até atingir o ponto de saturação. Frequentemente, indicam neblina ou chuviscos leves, sem precipitação significativa”, afirma Júlia. 

Outro tipo de nuvem formada em altitudes baixas (um a dois quilômetros acima da superfície), as nuvens Stratocumulus cobrem grandes áreas do céu, com uma textura característica em blocos, ondulações ou faixas, que parecem “flocos” ou “rolos” organizados, separados por pequenos espaços de céu claro. Diferentemente das nuvens stratus, elas apresentam textura e variações na tonalidade, alternando entre cinza e branco.

“As Stratocumulus geralmente aparecem em dias frescos e úmidos, quando o ar próximo à superfície sobe e se mistura com camadas mais frias da atmosfera. Elas estão associadas à condições de tempo estáveis ou em transição, e podem trazer chuviscos leves”, ressalta Júlia.

Já as nuvens Nimbostratus são formações densas e espessas que cobrem o céu de maneira uniforme, sem bordas ou formações distintas, que elas bloqueiam quase completamente a luz solar, deixando o ambiente com pouca luminosidade. Aparecem geralmente em dias úmidos e frios e geralmente estão associadas a chuvas contínuas ou neve de intensidade moderada. Elas se formam em altitudes entre um e três quilômetros acima da superfície, e estão relacionadas a sistemas meteorológicos de larga escala, como frentes frias ou quentes.

MÉDIAS – As nuvens Altocumulus são formadas por pequenos aglomerados ou ondulações em tons de branco ou cinza, como flocos ou placas arredondadas, com pequenos espaços claros entre as formações. Ficam localizadas em altitudes médias (dois a sete quilômetros acima da superfície).

Associadas a umidade moderada e movimentos ascendentes de ar, elas costumam ser translúcidas, permitindo visualizar a posição do Sol. São comuns em manhãs ou dias com umidade moderada e geralmente indicam mudanças no tempo, como a aproximação de frentes frias ou sistemas de baixa pressão.

Formadas na mesma altitude média, as nuvens Altostratus são mais uniformes e cobrem grande parte do céu, geralmente em tons de cinza ou azul-acinzentado, como uma camada extensa e translúcida que permite que o Sol ou a Lua sejam vistos como um disco fosco, sem brilho. São mais finas que as Nimbostratus. Elas estão associadas a sistemas meteorológicos como frentes quentes, indicando a aproximação de chuvas ou neve leve a moderada.

ALTAS – Em altitudes elevadas, acima de seis quilômetros, se formam as nuvens Cirrus, compostas exclusivamente por cristais de gelo. Elas são formações delicadas, com aparência fibrosa ou em forma de fios, plumas ou traços espalhados pelo céu, geralmente de cor branca brilhante. Essas nuvens estão frequentemente associadas a condições estáveis em níveis superiores da atmosfera, mas também podem indicar a aproximação de frentes ou sistemas de baixa pressão.

“Elas são leves e não bloqueiam a luz do Sol, criando um céu claro e translúcido. A presença de cirrus pode ser um sinal de mudanças no tempo, como a aproximação de chuvas ou tempestades nas próximas 24 a 48 horas, especialmente se começarem a aumentar em quantidade”, detalha Júlia.

Também formadas em altitudes elevadas, as nuvens Cirrocumulus são compostas, principalmente, por cristais de gelo. Elas aparecem em padrões organizados, como pequenos flocos ou grânulos, frequentemente dispostos em filas ou ondulações, cobrindo parte ou todo o céu em tons de branco brilhante. Elas são finas e translúcidas, sem sombras em suas formações. 

“Elas estão associadas a condições de estabilidade nos níveis superiores da atmosfera. Embora não estejam diretamente ligadas à precipitação, sua presença pode indicar a chegada de umidade em altitudes elevadas, sugerindo mudanças no tempo nas próximas horas ou dias”, explica Júlia.

Aquela aparência fina e leitosa, porém translúcida, que cobre o céu de maneira uniforme em altitudes elevadas, é a característica das nuvens Cirrostratus. Quando elas estão no céu, o sol ou a lua ficam visíveis  muitas vezes com a formação de um halo luminoso ao redor. Elas não produzem precipitação diretamente, mas aparecem quando há umidade em níveis superiores da atmosfera e frequentemente, indicam a aproximação de sistemas frontais ou tempestades em desenvolvimento: chuva ou neve, nas próximas horas ou dias.A

DESENVOLVIMENTO VERTICAL – As mais altas de todas são as Cumulonimbus, que possuem formações verticais imponentes. Da base, a cerca de um quilômetro do solo, ela cresce até os níveis superiores da troposfera, acima de 12 km de altura.

Com uma base escura e um topo em forma de bigorna, as Cumulonimbus são associadas a tempestades severas, incluindo chuvas fortes, raios, granizo, intensas rajadas de vento (downbursts) e, ocasionalmente, tornados. Estas nuvens indicam forte instabilidade atmosférica e desempenham um papel essencial na redistribuição de calor e umidade na atmosfera.

“Elas são fáceis de reconhecer porque têm uma base escura e crescem muito alto, parecendo uma torre gigante de algodão-doce. O topo pode parecer uma bigorna ou um chapéu achatado. Estas nuvens costumam aparecer em dias quentes e úmidos”, detalha Júlia.

ESPECIAIS – Saindo das Cumulonimbus, algumas nuvens ganham característica de um funil em direção ao chão. Caso toque o solo, a nuvem funil é considerada um tornado. Caso o toque com a superfície ocorra em rios, lagos ou no oceano, o nome dado é tromba d’água. 

Já as nuvens Mammatus são caracterizadas por protuberâncias pendentes da base de uma nuvem, com aspecto de “bolsas", e estão normalmente associadas a cumulonimbus em dissipação ou em tempestades severas, como queda de granizo, fortes rajadas de vento, chuvas intensas e até tornados. Indicam intensa turbulência atmosférica na base da nuvem. Não representam perigo diretamente, mas indicam um ambiente instável.

Existem ainda as nuvens Lenticulares, que possuem formato de lente ou disco, e por isso são frequentemente confundidas com OVNIs. “Elas são relacionadas ao fluxo de ar estável e úmido que interage com terrenos elevados, como montanhas ou cordilheiras. Formam-se quando o ar sobe o relevo, condensa e cria a nuvem. Ao descer, evapora, gerando o formato característico em lente.  Indicam a presença de fortes correntes de ar e turbulência, representando risco para aeronaves, mesmo em céus aparentemente calmos”, detalha Júlia. 

Por fim, as nuvens Pileus formam uma fina camada em forma de "capuz" ou "véu" no topo de uma nuvem em ascensão, como Cumulus ou Cumulonimbus. “Elas estão relacionadas a um rápido movimento ascendente do ar quente e úmido, que condensa ao atingir camadas mais frias na atmosfera. Indicam forte convecção atmosférica, sendo precursoras do crescimento vertical da nuvem principal. Estão associadas a condições meteorológicas instáveis, com potencial de evolução para tempestades, que podem se tornar severas”, afirma Júlia.

Quem quiser conhecer mais sobre as variedades de nuvens, pode acessar o Atlas completo da Organização Meteorológica Mundial em https://cloudatlas.wmo.int/.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 PCPR na Comunidade vai a Quedas do Iguaçu, Tamarana, Coronel Vivida, Curitiba e Piraquara

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) levará serviços de polícia judiciária às populações de Quedas do Iguaçu, no Oeste do Estado, Tamarana, na região Norte, Coronel Vivida, no Sudoeste, Curitiba e Piraquara, na Região Metropolitana, durante as edições do programa PCPR na Comunidade, nesta semana.

Em Quedas do Iguaçu, o atendimento ocorre nesta segunda e terça-feira (13 e 14), no Centro de Cultura, na Avenida Tarumã, n° 1.880, das 9h às 17h.

No local, serão ofertados orientações e serviços como a confecção da Carteira de Identidade Nacional (CIN), registro de boletim de ocorrência, solicitação de atestado de antecedentes criminais, além de atividades com crianças.

A ação em Tamarana será nesta terça-feira (14), na Associação Esportiva e Recreativa Tamarana, na Rua Arlindo Pereira de Araújo, s/n, das 9h às 17h. A população terá acesso aos serviços de orientação, confecção da CIN e atividades com crianças.

Os serviços em Coronel Vivida serão prestados entre terça e quinta (14 a 16), na Rua Clevelândia, s/n, das 9h às 13h. No local, será confeccionada a carteira de identidade.

O atendimento na Capital será entre terça e quinta, no Centro POP Solidariedade, na Rua Engenheiros Rebouças, nº 875, no bairro Jardim Botânico, das 9h às 13h. No local, será ofertado o serviço de confecção da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

A ação em Piraquara acontecerá na sexta-feira (17), no Ginásio de Esportes Gilberto Alves do Nascimento, na Rua Vitório Scarante, nº 376, das 9h às 17h. A população terá acesso a serviços de orientação, confecção da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e atividades lúdicas com crianças.

A confecção da Carteira de Identidade Nacional será realizada mediante agendamento prévio já efetuado em cada cidade.

3,2 MIL ATENDIMENTOS – A Polícia Civil contabilizou, na semana passada, mais de 3,2 mil atendimentos nas edições do programa PCPR na Comunidade em Dois Vizinhos, no Sudoeste do Estado, em Cascavel, no Oeste, e em Curitiba. Em Dois Vizinhos, houve a emissão de 771 Carteiras de Identidade Nacional (CIN).

Em Cascavel, o evento foi promovido em conjunto com o programa Paraná em Ação, da Secretaria da Justiça e Cidadania (Seju), com a confecção de 743 carteiras de identidade.

Durante as duas edições, o público pôde registrar boletins de ocorrência, solicitar atestados de antecedentes criminais, além de ter acesso a ações lúdicas voltadas ao público infantil e orientações sobre os serviços prestados pela PCPR. Em Curitiba, foram 100 CINs.

PCPR NA COMUNIDADE – O PCPR na Comunidade é um programa que ocorre regularmente em todo o Paraná. O objetivo é levar serviços de polícia judiciária à população, promover atendimento humanizado, auxiliar na identificação de possíveis vítimas e na conclusão de investigações, Também visa fortalecer a eficiência na prestação de serviços públicos e representar a instituição em atividades em prol da sociedade.

 

 

 

 

 

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 Tecpar inicia projeto inédito para estudar DNA do solo do Paraná

O Paraná iniciou um projeto de agricultura regenerativa inédito no Brasil, que une biotecnologia ao manejo sustentável dos solos. Coordenado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Solo Vivo Paraná é o primeiro rastreamento microbiológico do solo realizado em escala estadual, que servirá como base para a construção de um Mapa Genético dos Solos Paranaenses.  

O estudo é baseado na metagenômica, uma tecnologia avançada que analisa o DNA e a composição mineral e biológica do solo, para mapear a diversidade de microrganismos e nutrientes presentes em determinada área. A iniciativa representa um grande passo para o conhecimento da qualidade biológica do solo, contribuindo para a adoção de práticas agrícolas mais eficientes, sustentáveis e produtivas. 

Para o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, ao estimular a inovação tecnológica no campo o Tecpar posiciona o Paraná como referência nacional em biotecnologia aplicada à agricultura sustentável. “Este projeto-piloto introduz uma ferramenta inédita para o Estado: a metagenômica aplicada à agricultura, integrando o Paraná à agenda global de bioeconomia e inovação verde”, disse Marafon.

“Por meio deste estudo, o agronegócio paranaense terá acesso a indicadores científicos capazes de transformar práticas agrícolas, com impactos diretos na cadeia agroindustrial, ampliando a produção de alimentos com sustentabilidade”, afirmou.  

SAÚDE DO SOLO – Na prática, a análise de DNA metagenômico funciona como um "raio-X" da saúde do solo, identificando microrganismos benéficos ou patogênicos, ciclos de nutrientes e diversidade biológica. Ele sequencia o DNA de fungos, bactérias e vírus, identificando sua presença e de que forma estão agindo no solo.   

Enquanto as análises laboratoriais tradicionais analisam os componentes químicos e os nutrientes do solo, na análise metagenômica o sequenciamento material genético é feito diretamente da amostra, focando nos microrganismos. 

Segundo o gerente do Centro de Desenvolvimento Ambiental para Saúde do Tecpar, Marco Antonio Netzel, a implementação de protocolos de diagnóstico genético do solo possibilitará a identificação das condições biológicas que influenciam a produtividade agrícola. 

“A aplicação pioneira da metagenômica agrícola no Estado, utilizando sequenciamento genético para mapear comunidades microbianas em larga escala, representa um marco metodológico”, afirma. “Isso ampliará a capacidade local de análise e gestão do solo com base em evidências científicas, transferindo conhecimento técnico para instituições públicas. Os dados gerados poderão orientar estratégias de manejo, além de subsidiar políticas públicas e estratégias de mitigação climática”.  

INOVAÇÃO – O projeto, desenvolvido em parceria com a empresa Go Genetic, prevê a coleta e extração de amostras de solo em regiões agrícolas do Paraná, que serão processadas em laboratório, por meio da extração de DNA e sequenciamento genético de nova geração (NGS). Em seguida, o material passará pela análise bioinformática – técnica que utiliza conceitos da computação, biologia e estatística para interpretar grandes volumes de informações biológicas, transformando dados brutos em conhecimento.

Ao todo, serão 8.400 pontos amostrados, resultando em aproximadamente 700 análises metagenômicas completas com dados genéticos e indicadores de saúde do solo.

As informações geradas serão analisadas e interpretadas em conjunto com as equipes técnicas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), e embasarão uma publicação técnica que servirá como referência para o futuro desenvolvimento do Mapa Genético dos Solos do Estado.

Além de identificar áreas com necessidade de correção, permitindo o uso mais eficiente do solo, a recuperação de solos degradados e a otimização no uso de fertilizantes, o mapa ajudará na formulação de políticas públicas voltadas à saúde do solo e na elaboração de estratégias de controle e prevenção de doenças do solo, com recomendações técnicas sobre diferentes culturas.

BENEFICIADOS – Os principais beneficiados serão os pequenos e médios produtores paranaenses – que hoje representam 84% das propriedades rurais do estado. Eles poderão aumentar a produtividade com base em evidências técnicas, ampliando sua competitividade e autonomia. 

Cerca de 100 agricultores familiares e cooperativas de 13 municípios farão parte do projeto-piloto. As cidades selecionadas são: Boa Ventura de São Roque, Carambeí, Castro, Curitiba, Guarapuava, Irati, Palmeira, Piraí do Sul, Pitanga, Ponta Grossa, Prudentópolis, São José dos Pinhais e Turvo. 

O projeto foi estruturado para refletir a diversidade produtiva do estado. Ao longo da execução, serão avaliados diferentes contextos agrícolas e ambientais, como o cultivo da banana, no Litoral do Estado; dos citros − com atenção ao greening − no Norte do Paraná; da mandioca, no Norte e Noroeste; de áreas certificadas de café e goiaba; da sericicultura, no Norte Pioneiro; além de grandes culturas, como soja, milho, trigo, cevada e cana-de-açúcar. O estudo também vai analisar áreas com solos degradados, com foco em diagnóstico e regeneração.

SAÚDE ÚNICA – Em 2025, o Tecpar aprovou diversos projetos alinhados aos três pilares do conceito de Saúde Única: saúde humana, saúde animal e saúde ambiental. Entre eles está o projeto piloto Solo Vivo, Paraná Forte – Mapa Genético dos Solos Paranaenses, que tem investimento de R$ 2 milhões, com recursos do Fundo Paraná, dotação de fomento científico gerida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

 

 

 

 

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 Estado propõe repasse direto do Fecap para empresas de Rio Bonito do Iguaçu

O governador Carlos Massa Ratinho Junior encaminhou nesta segunda-feira (13) à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um projeto de lei que autoriza a concessão de subvenção econômica para empresas atingidas pelo tornado em Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado, ocorrido em novembro de 2025.

O texto foi construído após diálogo com o setor produtivo local e complementa as ações já voltadas à população, como os programas Reconstrução e Superação.

A proposta prevê o uso de recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para apoio direto às empresas afetadas, com o objetivo de auxiliar na retomada das atividades econômicas, preservar empregos e manter o funcionamento da cadeia produtiva no município.

O valor máximo destinado será de R$ 10 milhões, a serem distribuídos entre empresas do setor de comércio, prestadores de serviços e indústria. Um levantamento da Prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu aponta mais de 300 empresas atingidas pelo tornado.

Na prática, os repasses serão definidos a partir do porte da empresa, de vistorias e comprovação de danos, realizadas pela Defesa Civil estadual e o município. O valor destinado a cada empresa levará em conta a necessidade identificada, respeitando limites estabelecidos a partir da regulamentação da Lei.

Segundo o coordenador da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Shuning, a medida tem como foco principal garantir a retomada econômica da cidade. “É uma ação importante para auxiliar a retomada das atividades comerciais e o retorno à normalidade no município. Trata-se de uma legislação inovadora, que não existe hoje em outros estados, com repasse direto de recursos do fundo para empresas. Por isso, foi preciso construir esse modelo com muito zelo, diálogo e superando desafios jurídicos”, afirmou.

PRÓXIMOS PASSOS – Após aprovada, o Governo do Estado vai regulamentar a lei, definindo o período e os termos do repasse financeiro para as empresas. Da mesma forma, serão estabelecidos critérios de priorização dos recursos, além dos requisitos a serem cumpridos.

RECONSTRUÇÃO – O apoio do Governo do Estado ao município segue em diversas frentes. Na última semana, foi autorizado um convênio para a construção de uma nova escola municipal no bairro Vista Alegre, atingido pelo tornado. O investimento total será de R$ 5,25 milhões, com a maior parte dos recursos proveniente do Tesouro Estadual.

Desde a tragédia, que afetou cerca de 90% da área urbana da cidade, o Estado já destinou mais de R$ 63 milhões em ações de resposta e reconstrução. Os investimentos incluem apoio financeiro direto às famílias, construção de moradias, aquisição de materiais de construção e retomada de serviços públicos.

Também foram entregues mais de 700 cartões do programa Reconstrução, com valores de até R$ 50 mil para reformas, além de repasses do programa Superação para mais de 1,6 mil famílias. Na área econômica, a Fomento Paraná já liberou R$ 18,3 milhões em crédito para empresas locais.

 

 

 

 

 

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 Paraná amplia vacinação da BCG em maternidades e protege bebês contra a tuberculose

O Paraná vem consolidando um passo decisivo na proteção da primeira infância com a aplicação da vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) diretamente nas maternidades. Trinta e nove unidades, entre hospitais públicos, filantrópicos e universitários, já integram o cronograma de vacinação precoce, assegurando que o bebê saia da maternidade protegido contra as formas graves de tuberculose.

Historicamente, a BCG era aplicada majoritariamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS), o que exigia que os pais deslocassem o recém-nascido nos primeiros dias de vida. A nova estratégia inverte essa lógica, já que a vacina vai até o bebê. É uma ação que vem sendo orientada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mais uma forma de combater a mortalidade infantil.

“A aplicação da vacina na maternidade é uma estratégia das mais eficazes. O bebê já sai imunizado e a família ganha tranquilidade. É por causa dessa vacina que casos graves de tuberculose são mais raros nos dias atuais”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

A tuberculose continua sendo uma das doenças infecciosas que mais mata no mundo. No Brasil, embora o tratamento seja gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a prevenção por meio da vacina nas primeiras horas de vida (preferencialmente nas primeiras 12 horas para bebês com mais de 2kg) é a única forma de evitar que a bactéria atinja o sistema nervoso central ou se espalhe pelo corpo do recém-nascido, o que pode ser fatal.

MARQUINHA – A vacina BCG é aquela que pode, ou não, deixar uma pequena cicatriz no braço. Essa marca é uma reação do organismo e, caso não ocorra, não significa que não funcionou. São raros os casos em que a cicatriz não se forma, mas, se isso acontecer com seu bebê, pode se tranquilizar, pois ele está sim imunizado, não sendo necessária a reaplicação.

DOENÇA – A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos ou sistemas. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch.

A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é também a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença.

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo sintomático respiratório, que é a pessoa com tosse por três semanas ou mais, seja investigado para tuberculose. Outros sintomas como emagrecimento, cansaço, fadiga, febre vespertina e suor noturno, também podem ocorrer.

Caso a pessoa apresente sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.

Confira as maternidades que ofertam a BCG:

Instituto de Saúde São Lucas - ISSAL - Pato Branco

Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecoits - Francisco Beltrão

Santa Casa de Cornélio Procópio

Instituto Doutor Feitosa - Telêmaco Borba

Hospital Regional de Telêmaco Borba

Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina

Hospital Regional da Unimed Londrina

Hospital Regional do Litoral - Paranaguá

Maternidade de Guaratuba

Hospital Universitário da Universidade Estadual de Maringá

Santa Casa de Maringá

Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná - Curitiba

Complexo Hospitalar do Trabalhador - Curitiba

Hospital e Maternidade Luiza de Marillac - Curitiba

Hospital Anna Fiorillo Menarim - Castro

Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais - Ponta Grossa

Santa Casa de Ponta Grossa

Hospital Geral Unimed de Ponta Grossa

Associação de Proteção à Maternidade e à Infância- APMI - União da Vitória

Hospital Regional do Norte Pioneiro - Santo Antônio da Platina

Hospital Nossa Senhora da Saúde - Santo Antônio da Platina

Hospital São Vicente de Paulo - Guarapuava

Novo Hospital Santa Tereza - Guarapuava

Hospital Bom Jesus - HOESP - Toledo

Hospital Geral Unimed - Toledo

Hospital Doutor Campagnolo - Toledo

Santa Casa de Campo Mourão

Hospital e Maternidade Santa Casa de Ubiratã

Santa Casa São Vicente de Paulo de Terra Boa

Hospital Municipal Jaldemo Gomes Duarte - Altamira do Paraná

Hospital Municipal de Roncador

Santa Casa de Paranavaí

Hospital e Maternidade Itamed - Foz do Iguaçu

Hospital da Providência - Apucarana

Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Curitiba

Hospital São Lucas FAG - Cascavel

Hospital Policlínica Cascavel

Hospital Gênesis - Cascavel

Hospital Doutor Lima - Cascavel

 

 

 

 

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