Pagamento do IPVA será retomado nesta quinta-feira

O pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2021 será retomado nesta quinta-feira (22), com o início do vencimento da terceira parcela, seguindo a ordem do final das placas até o dia 28 de abril.

 

No mês passado os proprietários de veículos no Paraná ganharam uma folga no pagamento do imposto. Em razão do acirramento da pandemia da Covid-19, a Secretaria da Fazenda postergou em um mês o vencimento das parcelas.

 

Assim, as três parcelas restantes tiveram seus prazos adiados em um mês: a terceira, que deveria ser paga em março, teve seu prazo postergado para abril, e assim sucessivamente até a quinta e última parcela, em junho. Enquanto em muitos estados a cobrança já foi feita em sua integralidade, os contribuintes paranaenses ganharam mais três meses para a quitação.

 

O objetivo do adiamento foi de oportunizar ao contribuinte a manutenção de suas obrigações tributárias com o Estado, considerando a vigência do Decreto nº 4.319, de 23 de março de 2020, que declarou estado de calamidade pública, e as medidas restritivas visando o enfrentamento da emergência de saúde pública do Decreto nº 6.983, de 26 de fevereiro de 2021.

 

A proposta não acarreta renúncia de receita, mas apenas o deslocamento dos vencimentos parcelados do IPVA 2021. Os demais critérios previstos na legislação, como acréscimos financeiros e quantidade de parcelas permaneceram os mesmos.

 

COMO PAGAR – Em dezembro do ano passado, a Secretaria da Fazenda autorizou o pagamento do IPVA 2021 em até cinco parcelas mensais – até então, o parcelamento máximo era de três meses. O aumento das parcelas foi implementado para facilitar a vida do contribuinte paranaense tendo em vista as dificuldades causadas pela continuidade da pandemia do coronavírus.

 

Importante lembrar que os contribuintes não receberão boleto para efetuar o pagamento, nem qualquer outro tipo de correspondência. Para emitir a guia, basta acessar http://www.fazenda.pr.gov.br/ipva. É preciso ter em mãos o número do Renavam, que consta no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV)

 

Apenas com o número do Renavam também é possível pagar o imposto diretamente nos caixas ou canais de atendimento de sete bancos credenciados: Banco do Brasil, Itaú, Santander, Bradesco, Sicredi, Banco Rendimento e Bancoop.

 

A quitação do IPVA é requisito obrigatório para emissão certificado de licenciamento de veículo pelo Detran/PR. (Com AEN)

 

 

 

Estado destina R$ 109 milhões para ações sociais voltadas aos mais vulneráveis

O Governo do Estado lançou nesta terça-feira (20) um novo pacote social voltado para ajudar as famílias mais vulneráveis do Paraná. Serão R$ 109 milhões divididos em seis ações como forma de amenizar o impacto da pandemia da Covid-19 no dia a dia dos cidadãos. O programa foi apresentado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior aos deputados estaduais em encontro virtual.

 

“É mais uma forma de colaborar com as pessoas neste momento tão delicado, de crise sanitária e econômica. Muita gente se encontra em dificuldade, então o Estado precisa olhar para esses mais necessitados. É um apoio para que os paranaenses possam atravessar esse período de uma forma mais segura, com menos sobressaltos”, destacou o governador.

 

A maior parte dos recursos, no valor de R$ 62 milhões, será destinada para a proteção de crianças e adolescentes em situação de risco. O montante é oriundo de um edital do Fundo para Infância e Adolescência (FIA) e vai contemplar programas e projetos para o contraturno escolar desenvolvidos pela sociedade civil organizada. É o maior aporte do FIA em 30 anos.

 

Serão aceitas propostas para o atendimento especializado de crianças vítimas de violência; portadores de algum tipo de deficiência; crianças acolhidas em casas lares, famílias acolhedoras e/ou aguardando adoção; além de programas de aprendizagem e serviços de convivência e fortalecimento de vínculos. A avaliação dos projetos será feito pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca).

 

O Estado também vai distribuir cestas básicas para famílias de 12 mil crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, portadores de alguma deficiência e que estejam matriculados em instituições de ensino especializadas. A intenção é garantir a segurança alimentar neste período de pandemia. A estimativa é beneficiar cerca de 300 associações. Serão R$ 3,48 milhões oriundos do FIA.

 

“Queremos e vamos fazer aqui no Paraná com que a criança seja realmente prioridade na elaboração dos orçamentos e nos cuidados do Estado”, afirmou o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

 

NOSSA GENTE – Também como forma de aumentar a renda dos mais vulneráveis, o Governo do Estado mantém um complemento ao programa Bolsa Família, do governo federal. Estão sendo atendidas mensalmente 24.500 famílias. Até dezembro serão disponibilizados mais R$ 10 milhões.

 

O benefício, explicou o governador Ratinho Junior, não requer adesão por parte dos municípios. “É uma transferência direta e automática às pessoas que já recebem Bolsa Família e estão dentro dos critérios estabelecidos”, disse.

 

São atendidas famílias em situação de extrema pobreza, com renda per capita inferior a R$ 99 por mês. O valor médio do auxílio é estimado em R$ 45, variando de caso a caso, de acordo com os rendimentos. Os recursos são do Tesouro do Estado.

 

COMPRA DIRETA – A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, por sua vez, deve lançar ainda neste mês um novo edital para compra de alimentos da agricultura familiar. O investimento é de R$ 27 milhões e vai atender 1.207 entidades que cuidam de pessoas em situação de risco. A expectativa é distribuir 4,9 mil toneladas de alimentos, beneficiando 250 mil pessoas. No ano passado, o programa Compra Direta destinou R$ 20 milhões para a aquisição de produtos de cooperativas e associações de pequenos produtores rurais.

 

“É apoio e renda para aqueles que produzem comida de verdade, o que ajuda a melhorar a imunidade e a saúde da população mais vulnerável do Estado”, ressaltou o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara. “Muitas famílias estão em uma situação ainda mais delicada por causa da perda de renda e oportunidades, especialmente aqueles pequenos produtores. Na outra ponta, há muita gente necessitando receber comida de qualidade”.

 

O programa se soma ao Banco de Alimentos, gerido pelo Ceasa. São 7 mil toneladas de alimentos distribuídos todos os anos para creches, hospitais, asilos, casas de recuperação, casas lares e outros que atendam pessoas em estado de insegurança alimentar e nutricional, além de famílias em vulnerabilidade social.

 

 

EMPREENDEDORISMO E CRÉDITO – Também serão disponibilizadas, em parceria com o Sebrae, 5.500 vagas para cursos de qualificação e capacitação profissional na área de empreendedorismo. O auxílio será de R$ 300 por trabalhador durante o período de capacitação (3 meses), utilizando R$ 5 milhões em recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O suporte é voltado para os 156 municípios do Estado com baixo Indicador de Desenvolvimento Humano (IDH).

 

“Todo o processo de capacitação dos participantes do programa será digital, desde a inscrição, participação das aulas, conclusão e certificado”, disse Leprevost.

 

Um acordo de cooperação firmado entre a Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho e a Fomento Paraná também vai permitir a oferta de microcrédito pelas Agências do Trabalhador. A parceria viabilizará a contratação de linhas de microcrédito para pequenos negócios com o Banco do Empreendedor e Banco da Mulher Paranaense.

 

A operação começará em 26 de abril em Curitiba e é uma das ações do Programa Recomeça Paraná, que tem como objetivo ampliar a geração de emprego e renda, com apoio das Agências do Trabalhador, para fortalecer a retomada econômica no Paraná. A ideia é transformar as Agências do Trabalhador em Agências do Trabalho e Empreendedorismo, com foco também no perfil empreendedor.

 

INSUMOS – A Secretaria da Justiça, Família e Trabalho vai repassar, ainda, R$ 1,5 milhão para aquisição de insumos e Equipamentos de Proteção Individual, os chamados EPI´s. O atendimento será feito a 160 Instituições de Longa Permanência sem fins lucrativos de 125 municípios do Paraná. Os recursos são do Fundo Estadual de Direitos do Idoso (Fipar).

 

PRESENÇAS – Participaram do evento o vice-governador Darci Piana; o deputado estadual Ademar Traiano, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná; o desembargador José Laurindo de Souza Netto, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná; o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia; o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos, José Deliberador Neto; os secretários Guto Silva (Casa Civil), Valdemar Bernardo Jorge (Planejamento e Projetos Estruturantes), Marcel Micheletto (Administração e Previdência) e João Evaristo Debiasi (Comunicação Social e Cultura); a procuradora-geral do Estado, Letícia Ferreira; o superintendente de Diálogo e Interação Social, Mauro Rockenbach; o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Jesuítas, Junior Weiller; o deputado estadual Hussein Bakri (líder do Governo); e demais deputados estaduais.

 

No encontro, o governador Carlos Massa Ratinho Junior também fez um balanço das ações sociais de 2020. Ele lembrou do kit merenda distribuído para as famílias com alunos da rede estadual de ensino. Foram 40 mil toneladas de alimentos distribuídas no ano passado, com investimento de R$ 187,9 milhões. O programa continua neste ano.

 

Ele citou, ainda, a distribuição de 24 mil cestas básicas para povos e comunidades indígenas, prorrogação do pagamento de parcelas de casas populares para 18 mil famílias e construção de 13 restaurantes populares e duas cozinhas sociais (R$ 14,7 milhões) para auxiliar a alimentação diária de 27,5 mil pessoas. (Com AEN)

 

 

 

Paraná já vacinou 86% do público acima de 65 anos

Quase nove em cada dez pessoas com idade acima de 65 anos já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Paraná. O Estado vacinou 1.057.518 pessoas nessa faixa etária, 86% de um público que conta com 1.227.551 pessoas, de acordo com o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. A meta da Secretaria de Estado da Saúde é completar ainda neste mês a vacinação dos idosos com 60 anos ou mais, para dar continuidade ao cronograma dos demais grupos prioritários previstos no plano.

 

Quando o Estado iniciou a vacinação de domingo a domingo, a maior parte dos municípios paranaenses estava vacinando pessoas com idade próxima aos 70 anos. Além de reduzir dia a dia a idade de quem é vacinado, três semanas depois o Paraná já aplicou a vacina em 39.762 pessoas com idade entre 60 e 64 anos, faixa etária com a maior população entre os grupos de idosos, compreendendo 554.705 pessoas.

 

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a prioridade é que todo esse grupo seja vacinado até 30 de abril, conforme o Estado receba as remessas de imunizantes do Ministério da Saúde. “Temos em estoque todos os insumos usados na vacinação e uma estrutura com 1.850 salas nas unidades básicas de saúde, com equipes focadas e a capacidade de vacinar de 150 mil a 180 mil pessoas por dia”, afirma.

 

“Confiamos que o Ministério da Saúde entregue quantitativos maiores nas próximas semanas, estamos em contato direto com a pasta e a expectativa é que até o final do mês o Brasil tenha mais 11 milhões de doses, das quais em torno de 550 mil devem vir ao Paraná”, explica Beto Preto. “Nossa vontade é que, até 30 de abril, possamos chegar à grande maioria dos idosos com 60 anos ou mais. É uma luta, queremos fazer a vacinação acontecer com os mutirões de domingo a domingo, com o Corujão da Vacinação e no dia a dia das unidades de saúde”, ressalta.

 

Até o momento, o Ministério da Saúde enviou ao Estado 2,8 milhões de doses de vacinas, das quais 1.911.307 já foram aplicadas. Na última atualização do Vacinômetro da Secretaria da Saúde, no início da noite desta segunda-feira (19), 1.430.281 paranaenses já tinham recebido a primeira dose, sendo que 481.015 completaram o processo de imunização ao receber a dose de reforço.

 

FAIXAS ETÁRIAS – Entre o público dos idosos, a faixa etária dos 80 aos 84 anos foi a que teve a maior porcentagem de vacinados, com 98% das 126.822 pessoas recebendo a primeira dose (124.813 vacinadas). Em metade delas (62.946) já foi aplicada a segunda dose.

 

Atendidos há mais tempo na campanha de vacinação, 96% das pessoas com idade entre 85 e 89 anos foram imunizadas com a primeira dose - 70.584 de um público de 73.362 paranaenses dessa faixa etária. Do total vacinado, 57% (40.605) receberam a segunda dose. Entre os 215.843 idosos de 75 aos 79 anos de idade, 204.399 (94%) receberam a vacina, sendo que em 133.494 já foram aplicadas as doses de reforço, a maior porcentagem entre esse grupo, 65% entre os vacinados.

 

Na faixa dos 70 aos 74 anos, 298.934 pessoas foram vacinadas, 93% de um público de 321.432. Destes, 33.877 (11% entre os vacinados) já completaram a imunização com a segunda dose. Na população com idade entre 65 e 69 anos, 325.349 receberam a primeira dose do imunizante, 74% de um universo de 439.203 pessoas.

 

Além desses grupos, o Paraná já imunizou praticamente 100% das pessoas com 60 anos ou mais que vivem em Instituições de Longa Permanência para Idosos. No público com mais de 90 anos o percentual de imunizados está em 65%.

 

A avaliação da Secretaria da Saúde, porém, é que o número previsto pelo Ministério da Saúde de paranaenses nessa faixa etária é maior do que a realidade. Das 50.889 pessoas que constavam no Plano Estadual de Vacinação, 33.439 receberam a primeira dose da vacina e 29.455 a segunda, 88% dos imunizados desse grupo.

 

GRIPE – Além da imunização contra a Covid-19, o Paraná deu início, na semana passada, à campanha de vacinação contra a influenza. A meta é imunizar contra a gripe pelo menos 90% do público-alvo, estimado em 4,4 milhões de pessoas. A vacinação será realizada de forma escalonada, com os grupos prioritários estão distribuídos em três etapas. (Com AEN)

 

 

 

'Investimos R$ 5 bilhões em infraestrutura, mas a projeção é de R$ 50 bilhões', afirma Sandro Alex

Localizado em um ponto privilegiado no mapa, que permite acessos aos principais centros consumidores e produtores do Brasil e do Mercosul, o Paraná se prepara para se tornar a grande central logística da América do Sul. São investimentos bilionários em diferentes modais logísticos: das estradas aos trilhos, dos portos aos aeroportos. O ano de 2021 será um marco nesse processo, fruto de um planejamento que é executado desde o início da gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

Nesta entrevista, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, ressalta que os projetos na área são ambiciosos, já preparando o Estado para os próximos 30 anos. Isso inclui as novas concessões rodoviárias, que preveem 1.700 quilômetros de rodovias duplicadas nos primeiros anos de contrato; um novo traçado férreo de 1.285 quilômetros ligando Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, e os investimentos do próprio porto para atender a demanda ferroviária.

 

O secretário destaca como esses corredores logísticos visam garantir a mobilidade e o atendimento à produção paranaense nas próximas décadas. “Estamos de olho no futuro, mas com o pensamento focado no presente. Os planejamentos que fazemos desde o início do governo, atuando em várias frentes e vários modais, já está colhendo resultados positivos”, afirma.

 

“Se hoje investimos R$ 5 bilhões em infraestrutura, a projeção para a próxima década é de R$ 50 bilhões, um volume que vai marcar a história do Estado e acompanhar o crescimento do agronegócio e a atração de indústrias para o Paraná. A projeção é que o Estado se torne um grande canteiro de obras na próxima década”, salienta Sandro Alex.

 

A largada já foi dada no início deste mês, quando quatro aeroportos do Paraná foram levados a leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3). Em um trabalho conjunto entre o Governo do Estado, o Ministério da Infraestrutura e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com apoio do setor produtivo, garantiu investimentos importantes nos terminais, como a construção da terceira pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena. O resultado veio no martelo: o Bloco Sul, que tinha os aeroportos paranaenses como os principais ativos, foi arrematado com ágio de 1.534%.

 

Uma das promessas da atual gestão é posicionar o Paraná como o hub logístico da América do Sul. Como o Estado avançou nesse sentido?

 

Estamos em uma fase de colheita de projetos e planejamentos que fizemos já no início do governo, atuando em várias frentes e vários modais. Mesmo com a pandemia estamos colhendo resultados positivos. Quando o governador Ratinho Junior fala que o Paraná é um grande centro logístico do Brasil, ele está tratando de todos os modais – rodoviário, ferroviário, aéreo – e os portos. Já cumprimos agora o que planejamos no início da gestão. A infraestrutura é fundamental para o desenvolvimento do Estado, porque ninguém investe em uma região que não tem logística. Hoje o Paraná está em obras, mas nos próximos anos será um verdadeiro canteiro de obras, com investimentos bilionários nos aeroportos, nas ferrovias e nas rodovias. É um volume gigantesco, se hoje investimos R$ 5 bilhões em infraestrutura, a projeção para a próxima década é de R$ 50 bilhões, um volume que vai marcar a história do Estado, que vai acompanhar o crescimento do agronegócio e a atração de indústrias para o Paraná.

 

Qual a sua avaliação sobre o leilão dos aeroportos, como a nova concessão vai impactar na logística estadual?

 

O resultado do leilão dos aeroportos não é fruto de um trabalho recente, mas de uma discussão iniciada em 2019. O leilão começou com o Governo elencando quais aeroportos passariam à concessão privada, sendo definidos o Afonso Pena, Londrina, Foz do Iguaçu e o Bacacheri, com uma construção do Estado para garantir investimentos nesses terminais. A batida do martelo resultou em um grande ágio, mas estávamos focados, até então, no volume de investimentos nos aeroportos, queríamos essa garantia. O Governo do Paraná trabalhou ao longo dos últimos meses para garantir a inclusão da terceira pista em Curitiba, o ILS (sistema de pouso ou aterragem por instrumentos) e a ampliação do terminal de passageiros de Londrina e o avanço dos investimentos que já estávamos fazendo no Aeroporto de Foz do Iguaçu, que ganhou a ampliação da pista mesmo com o andamento do leilão. Tudo isso chamou atenção na disputa e deu um grande ganho na batida do martelo. É uma consequência de um trabalho bem-feito pelo Paraná, que defendeu na consulta pública a construção da terceira pista mais de um ano atrás. Houve um trabalho das entidades e do governo, que atuaram em um momento adequado e de maneira legal para garantir a execução dessas obras, pois sabíamos da importância para os próximos 30 anos. O Paraná vai se transformar em um grande hub aéreo, com uma das principais malhas do País, vai ter uma categoria de aeroporto idêntica ao maior da América Latina, que é o de Guarulhos. Falamos de um aeroporto com capacidade para aeronaves de qualquer porte de voos internacionais, um ganho espetacular para o Aeroporto Afonso Pena.

 

O Lote Sul do leilão, do qual os aeroportos paranaenses fizeram parte, contava com outros aeródromos menores. Isso de alguma forma interfere nos investimentos no Estado?

 

A União faz um investimento cruzado entre aeroportos que têm grande expectativa e outros que não têm uma demanda tão grande. O que tínhamos que fazer naquele momento não era brigar para separar, porque a União trabalha com a região toda e queria garantir investimentos em outros aeródromos que sozinhos não se viabilizam. Como éramos a joia da coroa, procuramos naquele momento receber a atenção devida, para garantir que tivéssemos investimentos à altura da capacidade dos nossos aeroportos. O fato deles terem sido arrematados com outros estados não impediu de incluir no projeto a ampliação de capacidade dos nossos aeroportos, inclusive no Aeroporto do Bacacheri, que terá uma ampliação para receber aviões maiores. O Paraná, que tinha as estrelas do lote, puxou os demais. Saímos muito felizes porque fomos valorizados. A Secretaria de Aviação Civil, o Ministério da Infraestrutura e a Anac perceberam que o Estado tinha demanda para os próximos 30 anos para receber esses investimentos, mas é claro que houve uma defesa técnica e política, muito trabalho realizado em Brasília para que pudéssemos chegar a esse momento.

 

O Estado chegou a implantar um programa de aviação regional, que foi interrompido pela pandemia. Quais são os planos futuros com relação ao Voe Paraná?

 

O Voe Paraná foi um programa extremamente bem-sucedido e se transformou no maior programa de aviação regional do Brasil, tanto que o Paraná chegou a ter a maior malha aérea regional brasileira. Claro que as restrições de voos, com cancelamentos mundiais, impactaram ainda mais nos aeroportos menores. Mas estamos prontos para retomar assim que voltarmos à normalidade. A ampliação de capacidade dos aeroportos de Foz do Iguaçu, Londrina e Curitiba também vai refletir nesse programa, porque, como ocorreu naquele primeiro momento, agregaremos dezenas de voos a eles, além de garantir que cheguem em Guaíra, Pato Branco, Ponta Grossa e inúmeras cidades. Estamos prontos para retomar, já temos negociação adiantada com as empresas, mas neste momento delicado ainda não há como avaliar precisamente o retorno. Mas assim que tivermos uma estabilização da Covid-19, não temos dúvidas de que estaremos novamente com o programa em ação.

 

O senhor comentou que o Paraná e o governo federal mantêm grande parceria na infraestrutura. Um exemplo é o apoio da Itaipu em obras no Estado, o que tem sido feito?

 

O início da parceria com o governo federal foi com a segunda ponte em Foz do Iguaçu ligando o Brasil ao Paraguai. O governo federal estava impedido de fazer a obra com recursos de Itaipu e nós levamos a solução, fazendo com que a gestão ficasse com o Governo do Paraná, que tocaria a obra. Então o projeto é do governo federal, o recurso é da Itaipu e a gestão do Governo do Estado. Isso deu tão certo que eles resolveram ampliar com novas obras, como a duplicação da Rodovia das Cataratas, ampliação da pista do Aeroporto de Foz do Iguaçu, construção do contorno e da nova ponte em Guaíra, de um contorno em Cascavel, a pavimentação da Estrada da Boiadeira e outras obras que estão em execução. O Estado levou soluções para conseguirmos fazer esses projetos avançarem em várias mãos. O maior beneficiado é o brasileiro, o paranaense, que viram a continuidade de obras que poderiam estar paradas.

 

Outros modais paranaenses devem ir a leilão na B3 ainda neste ano. Um deles é a Nova Ferroeste. Como o investimento em ferrovias pode diminuir os custos e transformar a logística estadual?

 

De todos os projetos do governo Ratinho Junior, o mais audacioso é o ferroviário. Estamos falando de um modal que há décadas é discutido, que ainda não tinha saído do papel, mas que conseguimos avançar. Primeiro demos à Ferroeste uma nova gestão, e depois de década ela passou a operar no azul, conseguimos dar lucro a uma empresa que em toda a sua história deu prejuízo. Com eficiência e trabalho, mostramos que é uma empresa lucrativa, dando um norte ao mercado para mostrar que não é nosso patinho feio, mas a cereja do bolo. Então a incluímos no Programa de Parceria de Investimentos (PPI) do governo federal, a única concessão estadual presente no PPI, pela importância que ela tem no traçado Maracaju-Paranaguá. Avançamos em um diálogo muito bom com o Governo do Mato Grosso do Sul, conseguimos fazer o EVTEA, o EIA-RIMA e estamos fazendo o valuation para que possamos levá-la para a B3.

 

Segundo o Ministério da Infraestrutura, já há investidores interessados na Ferroeste. Com isso vamos trazer uma maior eficiência para o setor produtivo, com redução de custos e um volume maior de cargas chegando ao Porto de Paranaguá. Para isso, o porto já começa sua lição de casa e está investindo R$ 1 bilhão no novo moegão. Hoje, 80% das cargas chegam pelas rodovias, e a previsão é de inversão nos próximos anos com a ferrovia. Esperamos cumprir o calendário e colocar a nova Nova Ferroeste na Bolsa ainda neste ano. Os estudos demonstram que temos demanda, teremos carga e temos hoje um objetivo a cumprir, que é prazo. Estamos correndo com o tempo. O investimento no modal ferroviário vai melhorar e muito a infraestrutura do Estado, a mobilidade e a logística dos nossos produtos. Estamos correndo com a eficiência desde agora para mostrar ao mercado que temos investimento e planejamento.

 

O principal projeto no Estado são as novas concessões rodoviárias, com uma modelagem que atenda os interesses do Estado e não onere o cidadão paranaense. Como esse modelo está sendo construído?

 

O modal rodoviário é o mais importante e, ao longo das últimas décadas, ficou refém de um contrato mal conduzido. Agora temos a oportunidade de criar uma modelagem que possa garantir a mobilidade, a logística e a infraestrutura necessária para o crescimento do Estado para os próximos 30 anos. Nosso papel é garantir que teremos menores tarifas, maior transparência e a certeza de que essas obras vão acontecer no menor prazo possível. Todas as discussões do passado continuam, o Estado não abre mão de pedir a reparação de danos causados pelas empresas e que as obras sejam realizadas, e o que não foi feito seja devolvido ao povo paranaense. O novo desenho das rodovias que fizemos transforma o Paraná em um verdadeiro corredor de exportação, ligando com os outros estados e o Porto de Paranaguá a todas as regiões paranaenses. São rodovias federais e estaduais importantes, por isso a necessidade de um modelo que seja bom para ambas. No anterior, não tínhamos todas as regiões contempladas, então ampliamos com volume maior de rodovias porque a população assim exigiu: que o Norte Pioneiro, o Sudoeste e o Noroeste estivessem lá, regiões importantes também tivessem logística para o porto. Essa ampliação foi discutida com o governo federal, que desenvolve o estudo e quer evitar que sejam repetidos os erros cometidos no passado. Para acertar tudo isso é necessário diálogo, empenho, estudo e muito equilíbrio.

 

O programa é desenhado em cima de três pilares: transparência, por isso o leilão será feito na B3, com o mercado participando em uma disputa mundial; o menor preço, com a defesa do Governo do Paraná para que não haja uma limitação nos descontos; e também a garantia das obras. Em muitos estados houve a discussão sobre o preço, que foi reduzido, mas as obras não aconteceram. Queremos que reduza, mas também queremos a garantia de que as obras aconteçam já no início do contrato. O governo federal está em processo de construção do projeto antes de dar o parecer final. Junto com o setor produtivo, através do G7, o Governo do Paraná elaborou um modelo que contempla o que a população nos exige: o menor valor na tarifa de pedágio.

 

O que prevê esse projeto elaborado pelo setor produtivo?

 

A empresa que der o maior desconto no pedágio também deverá dar a maior garantia, oferecendo no leilão uma caução equivalente à redução proposta. Isso é a garantia de que vai realizar as obras nos primeiros anos de contrato. Se não fizer as obras, ela vai perder aquele valor caucionado. As entidades do setor produtivo apresentaram essa proposta ao governo federal. O governador tem falado com o presidente Jair Bolsonaro e eu com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que esteve no Paraná e saiu daqui otimista de que chegaremos a um consenso. O que estamos falando é muito semelhante ao modelo que ele apresentou, que também tem o intuito de garantir que as obras sejam feitas e que haja desconto na tarifa. A diferença é que no modelo apresentado pelo Paraná não há limites de desconto, o mercado é que vai regular o valor máximo de desconto, desde que haja o pagamento da caução. Vamos garantir que o Paraná não tenha o pedágio mais caro do Brasil, as tarifas vão ficar até 60% mais baratas do que é cobrado hoje. (Com AEN)

 

 

 

Paraná já vacinou 86% do público acima de 65 anos

Quase nove em cada dez pessoas com idade acima de 65 anos já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Paraná. O Estado vacinou 1.057.518 pessoas nessa faixa etária, 86% de um público que conta com 1.227.551 pessoas, de acordo com o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. A meta da Secretaria de Estado da Saúde é completar ainda neste mês a vacinação dos idosos com 60 anos ou mais, para dar continuidade ao cronograma dos demais grupos prioritários previstos no plano.

 

Quando o Estado iniciou a vacinação de domingo a domingo, a maior parte dos municípios paranaenses estava vacinando pessoas com idade próxima aos 70 anos. Além de reduzir dia a dia a idade de quem é vacinado, três semanas depois o Paraná já aplicou a vacina em 39.762 pessoas com idade entre 60 e 64 anos, faixa etária com a maior população entre os grupos de idosos, compreendendo 554.705 pessoas.

 

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a prioridade é que todo esse grupo seja vacinado até 30 de abril, conforme o Estado receba as remessas de imunizantes do Ministério da Saúde. “Temos em estoque todos os insumos usados na vacinação e uma estrutura com 1.850 salas nas unidades básicas de saúde, com equipes focadas e a capacidade de vacinar de 150 mil a 180 mil pessoas por dia”, afirma.

 

“Confiamos que o Ministério da Saúde entregue quantitativos maiores nas próximas semanas, estamos em contato direto com a pasta e a expectativa é que até o final do mês o Brasil tenha mais 11 milhões de doses, das quais em torno de 550 mil devem vir ao Paraná”, explica Beto Preto. “Nossa vontade é que, até 30 de abril, possamos chegar à grande maioria dos idosos com 60 anos ou mais. É uma luta, queremos fazer a vacinação acontecer com os mutirões de domingo a domingo, com o Corujão da Vacinação e no dia a dia das unidades de saúde”, ressalta.  

 

Até o momento, o Ministério da Saúde enviou ao Estado 2,8 milhões de doses de vacinas, das quais 1.911.307 já foram aplicadas. Na última atualização do Vacinômetro da Secretaria da Saúde, no início da noite desta segunda dia (19), 1.430.281 paranaenses já tinham recebido a primeira dose, sendo que 481.015 completaram o processo de imunização ao receber a dose de reforço.

 

FAIXAS ETÁRIAS – Entre o público dos idosos, a faixa etária dos 80 aos 84 anos foi a que teve a maior porcentagem de vacinados, com 98% das 126.822 pessoas recebendo a primeira dose (124.813 vacinadas). Em metade delas (62.946) já foi aplicada a segunda dose.

 

Atendidos há mais tempo na campanha de vacinação, 96% das pessoas com idade entre 85 e 89 anos foram imunizadas com a primeira dose - 70.584 de um público de 73.362 paranaenses dessa faixa etária. Do total vacinado, 57% (40.605) receberam a segunda dose. Entre os 215.843 idosos de 75 aos 79 anos de idade, 204.399 (94%) receberam a vacina, sendo que em 133.494 já foram aplicadas as doses de reforço, a maior porcentagem entre esse grupo, 65% entre os vacinados.

 

Na faixa dos 70 aos 74 anos, 298.934 pessoas foram vacinadas, 93% de um público de 321.432. Destes, 33.877 (11% entre os vacinados) já completaram a imunização com a segunda dose. Na população com idade entre 65 e 69 anos, 325.349 receberam a primeira dose do imunizante, 74% de um universo de 439.203 pessoas.

 

Além desses grupos, o Paraná já imunizou praticamente 100% das pessoas com 60 anos ou mais que vivem em Instituições de Longa Permanência para Idosos. No público com mais de 90 anos o percentual de imunizados está em 65%.

 

A avaliação da Secretaria da Saúde, porém, é que o número previsto pelo Ministério da Saúde de paranaenses nessa faixa etária é maior do que a realidade. Das 50.889 pessoas que constavam no Plano Estadual de Vacinação, 33.439 receberam a primeira dose da vacina e 29.455 a segunda, 88% dos imunizados desse grupo.

GRIPE – Além da imunização contra a Covid-19, o Paraná deu início, na semana passada, à campanha de vacinação contra a influenza. A meta é imunizar contra a gripe pelo menos 90% do público-alvo, estimado em 4,4 milhões de pessoas. A vacinação será realizada de forma escalonada, com os grupos prioritários estão distribuídos em três etapas.

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Aplicativo de telessaúde completa um ano com 32 mil atendimentos

Em um ano, o aplicativo Saúde Online Paraná, criado pelo Governo do Paraná dentro da série de medidas para combate à Covid-19, realizou 32 mil consultas médicas, atendimentos psicológicos e consultas de enfermagem. Médicos, enfermeiros, psicólogos, professores e estudantes das universidades estaduais do Paraná atuam nas diferentes etapas de atendimento da plataforma.

 

Desde o início da pandemia, o Estado investe em diferentes ações de prevenção e combate à doença. O fortalecimento do serviço de telessaúde está entre as principais iniciativas. A plataforma oferta assistência médica e psicológica, acompanhamentos de doenças crônicas, além de informações oficiais sobre o novo coronavírus.

 

Disponível para Android e iOS, o aplicativo foi desenvolvido em duas fases. Na primeira, a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), criaram o Telemedicina PR.

 

Em novembro de 2020, na nova fase do projeto, a tecnologia foi substituída pelo Saúde Online Paraná, com novas funcionalidades e possibilidade de acompanhamento clínico dos pacientes. A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Estado da Saúde e dos conselhos regionais de Medicina e de Psicologia.

 

O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destaca que a população pode agendar uma consulta médica sem sair de casa, evitando aglomerações em hospitais e Unidades de Saúde. “Estamos utilizando toda a expertise das nossas universidades para ofertar um serviço gratuito e de qualidade para população. Sabemos que a telessaúde é uma importante modalidade de atendimento online que tende a perdurar para além da pandemia que vivemos”, afirmou.

 

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça a importância do Telessaúde. "Utilizar as ferramentas e os instrumentos da tecnologia para facilitar o acesso das pessoas ao atendimento da saúde é fundamental. Especialmente quando conseguimos democratizar os serviços. Temos hoje um grande número de paranaenses utilizando o aplicativo, fazendo com que a população seja assistida também remotamente", completou.

 

Para a coordenadora do Saúde Online Paraná e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Daniela Frizon Alfieri, o aplicativo contribui no controle da pandemia, evitando que os pacientes com quadros leves saiam do isolamento para procurar atendimento presencial.

 

“Casos confirmados ou suspeitos da Covid-19 podem permanecer em isolamento em suas casas e evitar a circulação do vírus. O atendimento remoto ajuda na diminuição da pressão nos sistemas de saúde, um dos principais pontos de preocupação dos gestores desta área. O projeto deixará um legado importante para o Paraná”, disse a professora.

 

MULTIPROFISSIONAL – A telessaúde é um segmento que utiliza Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na atenção multiprofissional a pacientes. O serviço possibilita o diagnóstico clínico de forma remota, permitindo a interpretação de exames e a emissão de laudos médicos a distância.

 

Médico bolsista do aplicativo, Joubert Artifon Silva afirma que o serviço tem demonstrado ótima recepção por parte da população. Artifon reforça que o amplo atendimento é uma oportunidade de conhecer melhor as diversas manifestações da Covid-19 e de correlacionar dados clínicos dos pacientes com o prognóstico da doença.

 

“É possível diagnosticar e orientar os pacientes de maneira adequada, principalmente, com a certificação digital das receitas, atestados e solicitações de exame. Assumimos essa responsabilidade de levar orientações médicas de qualidade, fundamentadas na ciência e adequadas ao contexto de cada paciente”, afirmou.

 

FUNCIONALIDADES – Os cidadãos cadastrados no aplicativo podem incluir familiares que não têm dispositivos móveis com acesso à internet. Depois do cadastro, os pacientes passam por uma triagem, selecionando uma das seguintes opções: suspeita de Covid-19, retorno de Covid-19 positivo e contato com Covid-19 positivo.

 

De acordo com o resultado da triagem, o paciente pode ser encaminhado a uma unidade de pronto atendimento ou fazer uma consulta remota com os médicos da plataforma, no período de 8h às 23h, diariamente. As consultas acontecem pelo próprio aplicativo.

 

Caso seja necessário, os médicos podem prescrever medicamentos e emitir atestados digitais. Os profissionais têm acesso ao histórico completo de consultas anteriores, antecipando diagnósticos e prognósticos. (Com AEN)

 

 

 

Paraná envia maior quantitativo de insumos em 24h desde o início da pandemia

O Governo do Estado enviou nesta sexta e sábado (17) o maior quantitativo de insumos em 24h para o combate da Covid-19 desde o início da pandemia. Ao todo foram distribuídos aos municípios 975.190 unidades, sendo 319.050 medicamentos elencados no “kit de intubação”, além de 363.340 vacinas contra a Covid-19 e 292.800 vacinas contra a Influenza.

 

“Cada minuto é importante nesta batalha. Quanto mais pessoas forem vacinadas, diminuiremos ainda mais a contaminação do vírus e reduziremos a morbidade e mortalidade, garantindo que menos pessoas desenvolvam a doença de modo grave, precisem de internamento ou faleçam”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

A logística de recebimento e envio dos insumos é organizada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) junto com o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), que conta com o apoio de diversas áreas do Governo para que o transporte ágil, seja terrestre ou aéreo.

 

A média de tempo entre a chegada dos medicamentos e vacinas ao Cemepar e a entrega às Regionais de Saúde tem sido, em muitos casos, de 24h ou menos. Isso só é possível graças à colaboração de todos os profissionais envolvidos e empenhados na missão.

 

“O Estado tem realizado uma força-tarefa de aceleração não só na vacinação, mas no envio dos imunizantes para que chegue até os paranaenses no menor tempo possível e também dos medicamentos que auxiliam no tratamento de pacientes internados em estado grave”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

 

MEDICAMENTOS – Os medicamentos que integram o chamado “kit de intubação” estão escassos em todo o País desde o ano passado. No Paraná nenhum paciente ficou desassistido ou precisou de intervenção hospitalar sem que fosse disponibilizado este tipo de medicamento.

 

“Desde o ano passado estamos realizando ações para viabilizar estes medicamentos e garantir que nenhuma unidade fique desabastecida. Somente neste envio, o valor gasto pela Sesa em medicamentos passa de R$ 1,4 milhão”, ressaltou o secretário.

 

VACINAS – O Paraná recebeu, até o momento, mais de 2,8 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 e enviou 664,8 mil doses da vacina contra a Influenza aos municípios.

 

Segundo a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), até a manhã deste sábado (17), o Paraná já havia vacinado 141.198 pessoas contra a Influenza, que necessita de apenas uma dose para imunização. Nesta primeira etapa, que iniciou no último dia 12 deste mês e deve seguir até o dia 10 de maio, serão imunizadas crianças de seis meses a menores de seis anos de idade (cinco anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde.

 

Já de acordo com o Vacinômetro do Paraná, 1.361.116 pessoas foram vacinadas contra a Covid-19 com pelo menos a primeira dose, e 420.841 com a segunda dose, somando 1.781.957 doses aplicadas do imunizante no Estado. Os públicos atendidos até agora são idosos com mais de 60 anos, forças de segurança e salvamento e armadas e trabalhadores de saúde. (Com AEN)

 

 

 

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