A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju), por meio do Procon-PR, abriu o primeiro mutirão de negociação de dívidas de 2026, que desta vez será on-line, entre os dias 1 e 30 de março. A ação integra o Mutirão Nacional de Renegociação de Dívidas e conta com parceria da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), da Associação Procons Brasil, do Banco Central e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
A iniciativa possibilita que consumidores regularizem débitos diretamente pela internet, sem a necessidade de atendimento presencial. Para participar, é necessário fazer cadastramento na plataforma consumidor.gov.br, criar login e senha. No registro da reclamação, o interessado informa que deseja participar do mutirão de renegociação de dívidas e relatar o problema de forma detalhada, indicando quanto pode pagar mensalmente.
Após o envio da solicitação, o banco ou a instituição financeira tem até dez dias para apresentar uma proposta ou resposta. Em seguida, o consumidor dispõe de 20 dias para avaliar e decidir sobre a negociação.
De acordo com o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge, o objetivo do mutirão é facilitar o acesso dos consumidores à negociação de débitos em atraso com instituições financeiras. “Todo começo de ano todos nós temos várias contar a pagar, então essa é uma oportunidade de acertar o que ficou para trás, de forma parcelada, e seguir 2026 com tudo regularizado”, diz.
Durante o mutirão, poderão ser renegociadas dívidas vencidas em cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais, crédito consignado e outras modalidades de crédito bancário, desde que não tenham bens dados em garantia e não estejam prescritas. Débitos com financiamentos de veículos, motocicletas ou imóveis, assim como contratos com parcelas em dia ou dívidas prescritas, não poderão ser incluídos na negociação.
Além da renegociação, os participantes também terão acesso gratuito a conteúdos de educação financeira na plataforma meubolsoemdia.com.br. Segundo a coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, o objetivo é auxiliar o consumidor a reorganizar sua vida financeira. “O acesso à informação é fundamental para ajudar as pessoas a sair do sufoco e evitar novos endividamentos”, destaca.
A coordenadora do Procon-PR reforça que o atendimento acontecerá exclusivamente pela internet, por meio da plataforma de solução de conflitos consumidor.gov.br ou diretamente nos canais oficiais do banco ou instituição financeira onde o consumidor possui a dívida. Para usuários com nível prata ou ouro, a plataforma permite o acompanhamento completo da negociação.
Quais dívidas podem ser negociadas:
- Dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal, crédito consignado e demais modalidades de crédito contratadas em bancos e financeiras, desde que não possuam bens dados em garantia e não estejam prescritas.
Quais dívidas não podem ser negociadas
- Dívidas que tenham bens dados em garantia (veículos, motocicletas e imóveis, por exemplo) e dívidas prescritas
Acesse a plataforma: consumidor.gov.br
Acesse a plataforma: meubolsoemdia.com.br
Por - AEN
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefa) e Receita Estadual, retira da Substituição Tributária (ST) o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações com eletrônicos, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, aparelhos celulares e cartões inteligentes. Os decretos oficiais, com efeitos retroativos para 1º de março, devem ser publicados nos próximos dias.
A medida atende ao pedido efetuado pelo Estado do Paraná no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), formalizado pelos Protocolos ICMS nº 2 e 3 e pelo Convênio ICMS nº 24, que promoveram alterações nas regras de substituição tributária entre os estados.
“Estamos promovendo uma atualização importante no modelo de tributação desses produtos, alinhando o Paraná às diretrizes nacionais e preparando o Estado para a transição da Reforma Tributária. A medida reduz distorções, melhora o ambiente de negócios e fortalece a competitividade do varejo paranaense”, afirma o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.
O QUE MUDA – A retirada da ST integra o processo de modernização do sistema tributário estadual e está alinhada à transição para a Reforma Tributária. O objetivo é eliminar a sistemática de antecipação do imposto com base em margens de valor agregado presumidas, um modelo em que o ICMS é recolhido antecipadamente pela indústria ou importador considerando um preço final estimado pelo Fisco.
Com o fim da ST para esses produtos, o imposto passa a incidir sobre o valor real da venda ao consumidor final. Na prática, o recolhimento deixa de ser concentrado na etapa inicial da cadeia e passa a ocorrer no momento da venda pelo varejista, dentro do regime normal de apuração do ICMS.
A retirada da ST desses segmentos acompanha uma tendência observada em diferentes unidades da federação, que vêm revendo regimes de substituição tributária para simplificar a conformidade fiscal e adequar a tributação às novas diretrizes nacionais previstas para 2026.
Por - AEN
Familiares que cuidam de pessoas idosas no Paraná já podem solicitar o auxílio financeiro do projeto Bolsa Cuidador Paranaense, iniciativa do Governo do Estado que prevê pagamento mensal de R$ 810,50, valor equivalente a meio salário mínimo nacional. A ação integra o programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa e está em execução inicial em 20 municípios, com implantação gradual, desde o fim do ano passado.
Segundo a Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), nesta primeira etapa cada uma das cidades participantes recebe 15 bolsas, totalizando 300 auxílios. Atualmente, 141 cuidadores já recebem o benefício, e a ampliação do projeto poderá ocorrer conforme a demanda e a organização da oferta no Estado.
O projeto atende moradores de Araucária, Cascavel, Cianorte, Colombo, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Guarapuava, Guaratuba, Irati, Ivaiporã, Londrina, Marechal Cândido Rondon, Marialva, Palmeira, Pato Branco, Ponta Grossa, Prudentópolis, São Mateus do Sul, Toledo e União da Vitória.
CRITÉRIOS – Para participar, a pessoa cuidadora precisa ter 18 anos ou mais, morar na mesma residência da pessoa idosa, manter o cadastro atualizado no CadÚnico e ter renda familiar de até um salário mínimo por pessoa. Já a pessoa idosa deve comprovar fragilidade clínico-funcional, estar cadastrada no CadÚnico e não pode estar institucionalizada, como em abrigo ou casa de repouso.
A concessão da Bolsa Cuidador Familiar pode ser interrompida em situações como morte da pessoa idosa, desistência formal do cuidador ou casos de negligência, conforme critérios do programa.
CADASTRO – Nesta segunda-feira o Governo do Paraná lançou o cadastro do Cuidador Paranaense. A ferramenta vai mapear e identificar quem são as pessoas que exercem o cuidado no Estado, permitindo a criação de um banco de dados oficial que subsidiará políticas públicas e ampliará o alcance da Bolsa Cuidador Familiar. Os cuidadores já podem se cadastrar AQUI.
O anúncio foi feito durante a abertura do III Seminário Paraná Amigo da Pessoa Idosa, que reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir cooperação técnica, boas práticas e estratégias voltadas ao envelhecimento da população.
Por - AEN
Um homem que vive em situação de rua teve o corpo incendiado no fim da manhã deste domingo (1), no Centro de Curitiba. O crime foi filmado por uma câmera de segurança.
As imagens registradas mostram que uma pessoa não identificada se aproxima e faz um movimento próximo ao rosto da vítima, que estava deitada na calçada. Logo após, o homem se agita, fazendo movimentos como se tentasse tirar algo da região do rosto. Ele levanta logo após e é possível ver chamas no tórax dele.
No vídeo também é possível ver que a pessoa que teve contato com a vítima antes dela levantar em chamas se afasta sem prestar socorro. Simultaneamente, um carro estaciona e um homem desce para ajudar.
Ao Corpo de Bombeiros, que atendeu o caso, a vítima afirmou que a pessoa vista nas imagens ateou fogo nele propositalmente. A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) disse que não foi acionada para a ocorrência.
O homem em situação de rua foi encaminhado ao Hospital Evangélico Mackenzie com queimaduras de 2º e 3º graus na face, tórax, abdômen, dorso e cervical. Ainda segundo os bombeiros, ele teve 35% do corpo queimado e, quando foi encaminhado, estava consciente e tinha quadro estável.
Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde da vítima, nem sobre a identidade da pessoa suspeita de cometer o crime.
Por - G1
O Centro de Operações Aéreas do Instituto Água e Terra (COA-IAT) finalizou um curso de capacitação de combate a incêndios com helicóptero para três pilotos da que integram o núcleo de proteção ambiental.
A ação ocorreu entre quinta (26) e sexta-feira (27) no Parque Municipal Passaúna, em Curitiba. Entre as atividades destaque para a captação e lançamento de água, em uma simulação de combate a incêndios florestais, com o uso do equipamento helibalde na contenção das chamas. A iniciativa é parte do Programa de Treinamento Operacional (PTO) do centro, uma exigência da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para a atuação da equipe como uma Unidade Área Pública no Paraná.
“O PTO é algo que deve ser sempre renovado pelas Unidades Aéreas Públicas conforme as atividades desempenhadas pelo órgão com o objetivo de garantir um preparo adequado para os pilotos e tripulantes. E agora, após essas 10 horas de treinamento, o COA-IAT está apto para participar de ações de combate a incêndio no Paraná, garantindo mais agilidade com a nossa própria equipe de pilotos”, explica o coordenador do COA-IAT, Alexandre Favreto Paim.
Responsável pelo treinamento, o piloto Orlando Arthur da Costa destaca que o helibalde possui um papel importante no combate às chamas. “Esse equipamento é usado para o combate a incêndios florestais em locais de difícil acesso para viaturas e caminhões tanque. Assim, o helicóptero acaba sendo essencial para apoiar brigadistas e corpos de bombeiros no atendimento a esse tipo de emergência”, afirma.
Para os participantes, a capacitação também foi bastante proveitosa, principalmente para aqueles que nunca haviam tido a oportunidade de usar o equipamento anteriormente. “Eu nunca tinha tido a experiência de usar o helicóptero para o combate a incêndio. Agora espero que eu possa usar essa habilitação com bastante eficiência na preservação do meio ambiente”, ressalta um dos pilotos participantes do COA-IAT, Edward Figueira Ferraz.
O combate a incêndios não é a única atividade contemplada pelas capacitações do centro. Paim acrescenta que o órgão vai oferecer por meio do PTO novos treinamentos para outros tipos de atividade usando o helicóptero, ampliando assim as possibilidades de atuação da equipe no Paraná.
“Futuramente, como parte do programa, planejamos capacitar a tripulação no transporte de cargas vivas, para ajudar no resgate e encaminhamento da fauna silvestre vitimada. Também pretendemos viabilizar um treinamento de rapel com alguns funcionários do Instituto para formar uma equipe que possa descer em locais de difícil acesso, aqueles pontos em que a aeronave não pode pousar, como em regiões montanhosas ou locais afetados por desastres naturais”, afirma o coordenador.
COA-IAT – O Centro de Operações Aéreas do IAT foi criado em 2024, e possui um helicóptero para prestar apoio aéreo a ações de fiscalização, licenciamento, proteção ao patrimônio natural, e pesquisa científica do órgão ambiental. Além do Instituto, o Centro executa voos em parceria com outros órgãos públicos, como Prefeituras Municipais, universidades, a Marinha do Brasil, o Batalhão da Polícia Ambiental e Ministério Público.
Por - AEN
O Paraná mantém sua trajetória de expansão na educação profissional e reforça sua posição de destaque nacional após a divulgação dos resultados do Censo Escolar 2025. Os dados apontam que a rede estadual de ensino possui a quarta maior proporção do País de matrículas em cursos profissionalizantes integrados ao ensino médio, com 32,9% dos estudantes nessa modalidade em relação ao total de estudantes dessa etapa – índice bem acima da média nacional, de 20,1%, e a maior da região Sul.
Realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, o Censo Escolar é a principal pesquisa estatística da educação básica brasileira, reunindo informações de aproximadamente 46 milhões de matrículas em 178,8 mil escolas públicas e privadas do País. A divulgação dos resultados ocorreu no fim de fevereiro.
Referentes ao ano de 2025, os números do Censo por si só, já são positivos. No entanto, os dados mais recentes, já considerando o ano de 2026, mostram um avanço ainda maior. Dados da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-Paraná) mostram que, neste ano, o percentual de alunos matriculados em cursos de educação profissional na rede estadual chegou a 34,63% do total do ensino médio, o que representa cerca de 123 mil alunos. Atualmente, são 804 colégios estaduais que ofertam educação profissional, incluindo 31 colégios agrícolas.
De acordo com o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a ampliação da oferta acompanha as características econômicas das regiões paranaenses e busca aproximar a formação escolar das demandas do mercado de trabalho. “Em todo o Estado existem vocações econômicas que precisam de mão de obra muito qualificada, seja em tecnologia de dados, no agronegócio, no turismo. Por isso, procuramos sempre criar e atualizar cursos pensando em como preparar os estudantes paranaenses para o mercado, esse é o espírito da educação profissional”, afirma.
Segundo o chefe do Departamento de Educação Profissional da Seed-PR, Anderson Canizella, a modalidade tem impacto direto na inserção dos jovens no mercado de trabalho e na renda futura dos estudantes. Dados acompanhados pela Seed-PR indicam que alunos que concluem a educação profissional podem alcançar ganhos salariais significativos logo no início da carreira.
Ele destaca, ainda, que a política estadual prioriza cursos alinhados aos arranjos produtivos locais, permitindo que os estudantes iniciem a trajetória profissional ainda durante a formação escolar, a partir dos 14 anos, conciliando aprendizado e experiência prática.
“O aumento da procura por cursos de educação profissional na rede estadual é um reflexo desse trabalho, em que associamos a questão pedagógica, com matrizes atualizadas, com a questão do investimento em laboratórios que possam atender as necessidades dos alunos por meio de parcerias com o Sistema S - o Senai, de Aprendizagem Industrial, e Senac, de Aprendizagem Comercial. São pontos que fortalecem a oferta da educação profissional”, explica Canizella.
CONTEÚDO E MUNDO DO TRABALHO – A atualização constante das matrizes curriculares busca garantir que o conteúdo aprendido em sala esteja conectado às transformações do mundo do trabalho. Regiões como Londrina e Maringá, por exemplo, que em anos recentes têm sediado empresas de tecnologia, demandam profissionais qualificados com o que há de mais avançado no mercado.
Do mesmo modo, os 31 colégios agrícolas recebem investimentos em laboratórios e equipamentos tecnológicos, como tratores, drones e colheitadeiras, alinhados às demandas do agronegócio paranaense. De acordo com Canizella, a capacidade de atendimento da rede procura acompanhar a demanda dos estudantes, para diminuir as chances de deixar alguém de fora.
Atualmente, mais de 90% dos alunos que buscam a educação profissional conseguem vaga em algum dos cursos ofertados pela rede estadual, embora determinadas formações mais recentes ou ligadas à área tecnológica apresentem concorrência maior.
CURSO DE IA É NOVIDADE DE 2026 – Como parte dessa estratégia de valorização da educação profissional, o Paraná passou a ofertar, a partir deste ano, o curso técnico em Inteligência Artificial e Dados. Inicialmente, a formação está disponível em 32 colégios estaduais, atendendo cerca de 2 mil alunos, colocando o Paraná entre os primeiros estados brasileiros a disponibilizar um curso técnico em Inteligência Artificial na rede pública.
Das vagas ofertadas, 900 foram viabilizadas por meio de parceria com o Sistema S, com 22 turmas pelo Senac e outras três pelo Senai. O curso é realizado de forma presencial, com aulas práticas em laboratórios de informática e uso de dispositivos tecnológicos em sala.
Integrada ao ensino médio, a formação permitirá que o estudante conclua simultaneamente a etapa regular e o curso técnico ao longo dos três anos, sem prejuízo ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Por - AEN























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