Paraná alcança investimento recorde de R$ 7,18 bilhões em 2025

O Governo do Paraná encerrou o ano de 2025 com R$ 7,18 bilhões em investimentos empenhados, o maior valor já registrado na história do Estado. O montante supera o desempenho de 2024, quando foram empenhados R$ 6,41 bilhões, e representa mais que o dobro do volume registrado em 2018, que foi de R$ 3,2 bilhões, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda.

Os números se referem aos investimentos empenhados, etapa em que os recursos são reservados no orçamento para o pagamento de bens e serviços contratados. Na prática, isso garante que parte do custo total de obras e aquisições já esteja assegurada, com liberação dos valores conforme o andamento dos trabalhos.

“Fechar 2025 com o maior volume de investimentos da história do Paraná mostra a solidez do planejamento fiscal e o compromisso do Estado em transformar recursos públicos em obras, serviços e melhorias concretas para a população”, destacou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.

Além do recorde nos empenhos, o Estado também avançou de forma expressiva nos investimentos liquidados, aqueles que efetivamente saíram do papel. Em 2025, foram R$ 5,89 bilhões liquidados, frente a R$ 3,36 bilhões em 2024. Essa fase corresponde à penúltima etapa da execução orçamentária e indica que obras e aquisições foram entregues de forma concreta.

INVESTIMENTOS REAIS – Os R$ 7,18 bilhões investidos em 2025 se materializam em diferentes áreas e em todas as regiões do Paraná. Desse total, R$ 1,81 bilhão foi destinado à aquisição de equipamentos e materiais permanentes. As obras também tiveram peso significativo nesse resultado histórico, somando mais de R$ 1,82 bilhão em intervenções como construção de escolas e hospitais, melhorias na infraestrutura e ações em dezenas de rodovias estaduais.

Entre os projetos de maior destaque está a Ponte de Guaratuba, a maior obra de infraestrutura atualmente em execução no Paraná, que segue em ritmo acelerado e tem previsão de entrega para abril de 2026. Outras intervenções relevantes incluem a ampliação e restauração das PR-180 e PR-281, entre Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, no Sudoeste, e a duplicação em concreto da PRC-466, entre Guarapuava e Pitanga, em três lotes, na região Centro-Sul.

Diversas secretarias investiram muito ao longo de 2025. A Secretaria da Saúde contou com investimentos de R$ 904 milhões, o que auxiliou nas obras de Ambulatórios Médicos, Unidades Mistas e novos hospitais. A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento recebeu R$ 734 milhões para convênios de pavimentação de estradas rurais e aquisição de maquinários, enquanto a Segurança Pública teve mais de R$ 611 milhões investidos, principalmente em viaturas, armamentos e novos projetos, como o Olho Vivo. Já a Secretaria da Educação investiu R$ 588 milhões.

CRESCIMENTO EM 2026 – Após atingir o recorde histórico em 2025, a expectativa é de um novo avanço em 2026. De acordo com a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a Secretaria da Fazenda projeta que o Paraná destine mais de R$ 7,1 bilhões a investimentos no próximo ano, valor 11% superior aos R$ 6,3 bilhões previstos na LOA de 2025.

“O resultado consolida o Paraná como um dos estados com maior capacidade de investimento do País, aliando responsabilidade fiscal, planejamento e execução efetiva de políticas públicas”, complementa Ortigara.

 

 

 

 

 

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 Paraná inicia 2026 com mais de 8,7 mil vagas de emprego nas Agências do Trabalhador

A primeira semana de 2026 começa com um cenário positivo para quem busca uma colocação no mercado de trabalho no Paraná. As Agências do Trabalhador do Estado disponibilizam 8.716 vagas de emprego, distribuídas em todas as regiões, refletindo a retomada gradual das atividades produtivas após o período de recesso de fim de ano.

Com o reinício das operações de empresas do comércio, da indústria, dos serviços e da construção civil, a oferta de vagas cresce já nos primeiros dias de janeiro. O movimento é tradicional neste período, quando empresas retomam contratações, recompõem equipes e abrem novas frentes de trabalho para atender à demanda do início do ano.

Entre as funções com maior número de oportunidades, destaca-se o cargo de alimentador de linha de produção, com 1.808 vagas abertas, demonstrando a força do setor industrial paranaense. Na sequência aparecem operador de caixa (426) e repositor de mercadorias (402), funções diretamente ligadas ao comércio, que intensifica as contratações com a normalização do fluxo de consumidores.

O levantamento semanal também aponta vagas para auxiliar de escritório em geral (275), atendente de lojas e mercados (229) e faxineiro (227), reforçando a diversidade de oportunidades disponíveis. Há ainda demanda significativa para cobrador interno (220), açougueiro (213) e auxiliar nos serviços de alimentação (198), setores que seguem em expansão em diferentes regiões do Estado.

Na área de logística e transportes, as oportunidades incluem conferente de carga e descarga (154), auxiliar de logística (142), motorista de caminhão para rotas regionais e interestaduais (135) e despachante de transportes coletivos (132), refletindo o papel estratégico do Paraná como corredor logístico e polo de distribuição.

Para o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, o início do ano já demonstra a confiança do setor produtivo na economia paranaense. “Começamos 2026 com um volume expressivo de vagas, o que mostra que as empresas estão retomando suas atividades com planejamento e disposição para contratar. Nosso papel é fazer essa ponte entre quem precisa trabalhar e quem precisa contratar, garantindo oportunidades em todas as regiões do Estado”, afirma.

Segundo ele, a atuação das Agências do Trabalhador é fundamental neste momento de retomada. “As unidades estão preparadas para atender os trabalhadores, orientar sobre as vagas disponíveis e encaminhar para processos seletivos. A primeira semana do ano já sinaliza um mercado aquecido, especialmente nos setores industrial, comercial e de serviços”, destaca Do Carmo.

As vagas são destinadas a trabalhadores com diferentes níveis de escolaridade e experiência, ampliando o acesso ao mercado de trabalho e reforçando o compromisso do Governo do Estado com a geração de emprego e renda. Os interessados devem procurar a Agência do Trabalhador mais próxima para consultar as oportunidades e receber encaminhamento.

Veja a tabela com o detalhamento das vagas.

 

 

 

 

 

 

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 E depois da descarga? Como o descarte incorreto pode fazer o esgoto invadir sua casa

 

A Sanepar possui atualmente 43.447 quilômetros de redes coletoras de esgoto para atender cerca de 3,5 milhões de conexões ativas nas cidades em que administra o sistema de saneamento básico. São 269 estações de tratamento que funcionam 24 horas por dia para garantir a saúde da população e promover a sustentabilidade do meio ambiente. No entanto, a eficiência deste complexo sistema pode ser impactada sem os devidos cuidados por parte dos usuários.

As redes coletoras são dimensionadas para receber apenas o esgoto proveniente dos banheiros, pias de cozinha e tanques. Lixo, restos de comida, cabelo, fraldas, absorventes, preservativos, óleo vegetal, entulhos de construção, plástico, madeira, panos, roupas e outros materiais não devem ser descartados no esgoto.

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, é fundamental a colaboração de todos os usuários para garantir a preservação do sistema coletor. “Nossas equipes trabalham para garantir que 100% do esgoto coletado seja tratado. A Sanepar precisa da colaboração da população para garantir a integridade das redes”, diz Bley. “Esses descartes irregulares causam entupimentos e rompimentos, resultando em refluxo do esgoto dentro dos imóveis, extravasamento nas ruas e nos poços de visita (tampões de ferro nas calçadas). Prejuízo e transtornos para a população e ao meio ambiente”, explicou.

Toda água que sofre alteração pelo uso humano doméstico é considerada esgoto e qualquer coisa fora disso não deve ser descartada na rede. No caso de efluentes não domésticos, produzidos por indústrias e comércios, é preciso fazer um pré-tratamento e a destinação correta dos efluentes de acordo com as orientações da Sanepar.

De acordo com Raphael Tadashi Diniz, gerente da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Belém, a maior da Sanepar, em Curitiba, todo o sistema foi projetado para tratar o esgoto doméstico, ou seja, água do banho, das descargas, das pias, dos ralos de escoamento e das máquinas de lavar roupas e louças. “Tudo o que vem fora do que é lançado ali prejudica o tratamento, quebra equipamentos, causa entupimento e até refluxo. O tratamento do esgoto vem desde a casa das pessoas até a estação”, afirma.

A Sanepar faz vistorias preventivas nas redes coletoras de esgoto para identificar obstruções, rompimentos e outros problemas e realizar as intervenções necessárias. Também são feitas vistorias técnicas nos imóveis para verificar se há irregularidades nas ligações com o objetivo de melhorar a eficiência do sistema de esgoto.

ORIENTAÇÕES - Óleo de cozinha: ele forma uma crosta que entope a tubulação e não deve ser descartado na rede coletora. O óleo deve ser destinado para instituições de reciclagem, que podem transformá-lo em biocombustível, sabão e detergente, por exemplo. Além disso, cada imóvel deve ter a sua caixa de gordura e é necessário fazer a manutenção e a limpeza periódicas.

Água da chuva: a galeria de água pluvial é a rede própria para canalização da água da chuva. Ligações irregulares dessa água no esgoto aumentam o volume na rede, causando sobrecarga, extravasamentos e refluxo dentro dos imóveis. Descartar água da chuva no esgoto ou lançar esgoto na galeria pluvial é crime ambiental, passível de autuação pela Vigilância Sanitária e de multa.

Confira outras orientações sobre o esgoto no Guia do Cliente Sanepar

 

 

 

 

 

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Desaparecimento no Pico Paraná: busca por jovem de 19 anos entra no quarto dia

As buscas por Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, desaparecido no Parque Estadual Pico Paraná, entraram no quarto dia neste domingo (4). O jovem não é visto desde a manhã de quinta-feira (1º), quando se separou do grupo durante a descida da montanha mais alta do Sul do Brasil.

Roberto iniciou a trilha na noite de quarta-feira (31) acompanhado de Thayane Smith, 19, com quem havia combinado passar o Réveillon no cume. Durante a subida, ele passou mal e vomitou, mas conseguiu chegar ao topo por volta das 4h. Após descansar, o grupo iniciou a descida por volta das 6h30, momento em que Roberto ficou para trás e não foi mais localizado.

O Corpo de Bombeiros atua desde quinta-feira com 19 militares, apoio de montanhistas voluntários e uso de helicóptero com câmera térmica, drones e técnicas de rapel. O acesso aos morros Pico Paraná, Caratuva, Getúlio e Itapiroca foi temporariamente fechado pelo Instituto Água e Terra (IAT) para facilitar as buscas.

A Polícia Civil abriu investigação e ouviu familiares, a companheira de trilha e outros montanhistas. Até o momento, não há indícios de crime. Thayane Smith relatou que chegou ao acampamento base primeiro e, ao perceber que Roberto não aparecia, tentou voltar à trilha, mas foi orientada a parar pela equipe de resgate.

Roberto e Thayane se conheceram há poucas semanas e decidiram passar a virada do ano no Pico Paraná. A polícia analisa todas as versões e cruza informações, mantendo o caso como desaparecimento.

 

 

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