O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), publicou a Resolução nº 095/2026, que formaliza a adesão de 155 municípios paranaenses ao programa Cuida Mais Paraná: Envelhecimento Ativo. A iniciativa prevê o repasse, a estas cidades, de R$ 7,1 milhões para o cofinanciamento de ações voltadas à promoção da saúde e bem-estar da população idosa. Ao todo, são 381 municípios beneficiados por meio de três deliberações dentro do programa.
Os recursos, oriundos do Fundo Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (Fipar/PR), serão transferidos na modalidade fundo a fundo aos municípios que cumpriram os critérios estabelecidos na Deliberação nº 005/2026 do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (Cedipi). O investimento será aplicado principalmente em atividades físicas e ações de estimulação cognitiva, com foco no envelhecimento ativo e saudável.
A secretária de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Mariana Neris, destaca que a iniciativa reforça o compromisso do Estado com a qualidade de vida da população idosa.
“O Cuida Mais Paraná representa um avanço importante na consolidação de políticas públicas voltadas ao envelhecimento ativo e saudável. Estamos destinando recursos para que os municípios promovam saúde, autonomia e integração social para as pessoas idosas. Com esse investimento, ampliamos o acesso a atividades físicas e estímulos cognitivos, fundamentais para a prevenção de demências e para favorecer um envelhecimento com qualidade de vida”, afirmou.
Todos os municípios contemplados possuem regularidade documental, incluindo conselho, plano e fundo municipal da pessoa idosa, com validade até junho de 2026, o que assegura a aptidão para o recebimento dos recursos. De acordo com a resolução, os municípios formalizaram a adesão por meio do Sistema de Acompanhamento do Cofinanciamento Estadual Fundo a Fundo (SIFF).
A diretora de Políticas Públicas para Pessoas Idosas da Semipi e presidente do Cedipi, Larissa Marsolik, ressalta o impacto direto das ações no cotidiano da população. “O Cuida Mais Envelhecimento Ativo é a ferramenta que demonstra que o Paraná é Amigo da Pessoa Idosa com ações concretas nos municípios. O programa está no centro das nossas políticas públicas, com foco na preservação das capacidades funcionais e na autonomia”, afirmou.
O repasse dos recursos seguirá as normativas legais vigentes e será operacionalizado pelas áreas técnicas da Semipi, com transparência e efetividade na execução das ações em todo o Estado.
Por - AEN
Com a finalidade de aumentar a segurança e garantir maior agilidade nos transplantes de órgãos e tecidos, o Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), alinhou uma parceria inédita entre o Sistema Estadual de Transplantes (SET) e o Laboratório do Hemocentro Coordenador do Paraná, do Hemepar, para garantir proteção e cuidado ao paciente transplantado na Macrorregião Leste.
Além dos exames que eram feitos em laboratório terceirizado que teve o contrato descontinuado, entre eles os de Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HTLV, Toxoplasmose e Citomegalovírus, a nova parceria permite a realização do teste NAT (Teste de Ácido Nucleico), uma nova tecnologia para as amostras provenientes de doadores de múltiplos órgãos.
Para a execução dos testes, são empregadas plataformas de triagem baseadas na tecnologia de quimioluminescência, considerada uma das mais avançadas técnicas atualmente utilizadas na triagem sorológica em âmbito mundial. Adicionalmente, com o objetivo de ampliar a segurança dos transplantes, são realizadas técnicas complementares de biologia molecular, por meio de PCR em tempo real, para a detecção de HIV, Hepatite B, Hepatite C e Malária, com rapidez e precisão.
“Dessa forma, a segurança dos transplantes de órgãos no Paraná é fortalecida por meio da utilização de testes de alta qualidade e elevado desempenho, assegurando um processo de triagem seguro, ágil e eficaz, com impacto direto na proteção e no cuidado ao paciente”, disse César Neves, secretário de Estado da Saúde.
A ampliação dos exames feitos por laboratórios que recebem amostras de doadores de órgãos cumpre as exigências da Portaria nº 8.041, do Ministério da Saúde (MS), publicada em setembro de 2025, com prazo inicial de adequação até março de 2026. Esse prazo foi prorrogado pelo MS por mais 180 dias por meio da portaria nº 10.344 em abril deste ano.
PRESENÇA EM TODAS AS MACRORREGIÕES – Na Macrorregião Leste, os testes são feitos pelo Laboratório de Sorologia do Hemocentro Coordenador do Paraná (Hemepar); na macrorregião Oeste está no laboratório terceirizado Parzianello; as macrorregiões Norte e Noroeste concentram os exames no laboratório do Hospital Universitário de Londrina.
A diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa, destacou a importância desta nova fase dos serviços realizados pelo Laboratório do Hemepar e os avanços que a hemorrede atingiu nos últimos anos no Paraná. “Os investimentos recebidos pela rede Hemepar nos últimos anos têm permitido a modernização do nosso laboratório e, assim, atender aos paranaenses com eficiência e responsabilidade”.
Para a coordenadora do Serviço Estadual de Transplantes (SET), Juliana Ribeiro Giugni, a testagem feita diretamente por um serviço público vai reforçar ainda o Paraná como referência em captação e transplantes de órgãos. “O Paraná é referência em captação e transplantes de órgãos no País e registra o dobro de doadores por milhão de população (40,4 pmp) em relação à média brasileira (20,2 pmp). Isso é fruto de uma rede de captação estruturada que envolve cerca de 700 profissionais e 34 equipes de transplantes integradas”, afirmou.
SERVIÇO ESTADUAL DE TRANSPLANTES – Em 2024, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), elaborado pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o Paraná foi o Estado com o maior número de doadores de órgãos por milhão de população (pmp), alcançando uma média 42,3 pmp, número muito superior à média brasileira, que foi de 19,2 pmp.
Os dados parciais de 2025, abrangendo os nove primeiros meses do ano no relatório da ABTO, apontam que o Paraná ocupava até aquele período a segunda colocação com 39,7 pmp, ficando atrás de Santa Catarina, com 43,7 pmp. Os dados do Sistema Estadual de Transplantes em 2025 apontam para uma elevação no índice, com 40,4 pmp. O Paraná tem o dobro de doadores da média brasileira, que é de 20,2 pmp.
O desempenho do Paraná se apoia em uma das estruturas mais completas do país e conta com 4 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) em Londrina, Maringá, Cascavel e Curitiba; 70 hospitais notificantes; 34 equipes transplantadoras de órgãos e 72 de tecidos; 5 laboratórios de histocompatibilidade, 3 de sorologia e 3 bancos de tecidos; e cerca de 700 profissionais especializados.
Outro fator que reforça a liderança paranaense é o baixo índice de recusa familiar. Desde 2020, o estado mantém uma das menores taxas do Brasil. Em 2025, até junho, apenas 31% das famílias recusaram a doação, contra média nacional de 45%. O índice é resultado da capacitação contínua de equipes médicas e da abordagem humanizada junto às famílias.
Por - AEN
Na noite de terça-feira (28), após a equipe da PRF salvar uma bebe de 20 dias de um engasgamento, a mesma equipe deu ordem de parada a um veículo, cujo condutor desobedeceu e iniciou fuga.
O acompanhamento tático seguiu pela BR-277, com posterior acesso à PR-180, totalizando cerca de 60 quilômetros percorridos sob chuva.
Ao final da ação, a condutora, uma mulher de 29 anos, foi abordada e presa. Durante a fiscalização, os policiais localizaram aproximadamente 31,4 quilos de capulho no interior do veículo.
A motorista informou que havia carregado a droga em Foz do Iguaçu e a transportaria até o município de Guarapuava, onde reside. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.
Por - PRF
Na noite desta terça-feira (28) por volta das 19h30, uma família da região da Linha Cajati chegou à unidade da PRF em busca de socorro, com uma bebê de apenas 20 dias engasgada com leite.
Diante da urgência, um policial rodoviário federal realizou imediatamente a manobra de desengasgamento, conseguindo restabelecer a respiração da criança.
Após o atendimento inicial, a recém-nascida foi encaminhada, juntamente com a mãe e familiares, para a UPA Veneza, onde recebeu avaliação médica.
Por - PRF
A terça-feira (28) amanheceu mais gelada no Paraná. De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), uma massa de ar frio, na retaguarda da frente fria que se deslocou segunda-feira (27) para São Paulo, atingiu a região Sul do Paraná, e a temperatura mais baixa de 2026 até o momento em todo o Estado foi registrada às 6h, em Palmas: 3,9°C. Outras cidades que fazem divisa com Santa Catarina, como Mariópolis, General Carneiro e Clevelândia, tiveram registro de geada fraca.
Além de Palmas, no amanhecer desta terça-feira (28), outras 17 estações meteorológicas do Simepar registraram suas temperaturas mais baixas de 2026 até agora: Capanema (10,3°C), Foz do Iguaçu (8,3°C), Francisco Beltrão (5,4°C), General Carneiro (6,5°C), Guaíra (14°C), Guaratuba (18,5°C), Laranjeiras do Sul (11,1°C), Loanda (17,5°C), Nova Prata do Iguaçu (11,8°C), Paranaguá (18,7°C), Pato Branco (8°C), Pinhão (9,4°C), Santa Helena (11,2°C), São Miguel do Iguaçu (10,1°C), Toledo (11,9°C), União da Vitória (8,8°C), Cascavel (11,4°C) e Cruzeiro do Iguaçu (10,7°C).
“A massa de ar frio atingiu apenas as cidades paranaenses que fazem divisa com Santa Catarina nesta terça-feira. Nas outras cidades do Estado as temperaturas também ficaram mais baixas devido à chuva e presença de nebulosidade”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
As temperaturas ainda terão oscilações ao longo da semana. As máximas ficarão amenas, devido à chuva. Na quarta-feira (29), um cavado meteorológico, em médios níveis da troposfera, mantém constante o escoamento de ar úmido em direção ao Paraná e contribui para a manutenção de tempo instável em todas as regiões do Estado.
“Ao longo do dia, pancadas de chuva com raios ocorrem, com possibilidade de alguns temporais mais severos, especialmente entre o Noroeste, Norte, Campos Gerais e Leste. Na faixa norte, as tempestades apresentam maior potencial para ocorrência de fortes rajadas de vento. Já entre os municípios dos Campos Gerais e da região Leste, há maior risco de ocorrência de granizo em superfície”, afirma Lizandro.
Na quinta (30) as temperaturas começam a subir gradativamente, até atingirem os valores mais elevados desta semana durante o feriado (1º/05), em todas as regiões do Paraná.
Por - AEN
Com a chegada das estações mais frias, o Paraná entra em um período de maior atenção para as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). Dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), apontam que as regiões Sul e Sudeste estão em alerta com risco moderado a alto para o aumento de casos, tendência que deve se intensificar ao longo do outono e inverno.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) destaca que o crescimento de doenças respiratórias nesta época do ano é esperado, o que reforça a necessidade de prevenção, principalmente com as vacinas.
Vírus como Influenza, Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principais causadores das SRAGs, podem evoluir para quadros graves e levar a óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
De acordo com o boletim epidemiológico da Sesa, nas primeiras 13 semanas de 2026, o Estado registrou 4.052 casos e 170 mortes por SRAG, números abaixo dos registrados em 2025, quando até a 14ª semana epidemiológica foram registrados 4.520 casos de SRAG no Paraná e 247 óbitos.
A população idosa segue como a mais afetada: pessoas com mais de 80 anos concentram 24 dos óbitos registrados. Nos casos relacionados à Influenza, a média de idade das vítimas é de 77 anos.
“Estamos entrando no período que é sempre o mais complicado, quando os vírus circulam mais, pois as pessoas acabam ficando em ambientes mais fechados. Além das medidas protetivas, como evitar aglomerações, é muito importante que todos busquem se vacinar. Vacina é a melhor forma de evitar que uma gripe, por exemplo, se transforme em um problema maior de saúde”, disse o secretário de E$stado da Saúde, César Neves.
VACINAÇÃO - A Sesa reforça que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir hospitalizações, complicações e mortes. As vacinas contra Influenza, Covid-19 e VSR são fundamentais para proteger a população, principalmente os grupos prioritários.
O Paraná está em meio à Campanha de Vacinação para o Influenza, que ocorre até 30 de maio. A meta é imunizar 90% de cada um dos grupos prioritários para vacinação de rotina contra influenza, que incluem: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com mais de 60 anos e gestantes.
A vacina também é ofertada a outros grupos prioritários como puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, pessoas com doenças crônicas, com deficiência, professores, profissionais de saúde, das forças de segurança e salvamento, das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, portuários, dos correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.
O Ministério da Saúde (MS) enviou ao Paraná 1,798 milhão de doses em 2026 e, destas, 1,1 milhão foram aplicadas.
O Estado possui uma estrutura com 1.850 salas de vacinação distribuídas nos 399 municípios. A orientação é que a população procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, verifique a situação vacinal e aproveite a estratégia de multivacinação para atualizar a caderneta antes da intensificação do frio.
A vacina contra a Covid-19 está disponível para públicos prioritários, incluindo crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes, pessoas em instituições de longa permanência, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente ou com comorbidades, além de pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional, adolescentes em medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua.
A imunização para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também está à disposição para as gestantes a partir da 28ª semana de gestão, sem restrição de idade materna. Ela protege o recém-nascido nos primeiros seis meses de vida, período de maior vulnerabilidade para doenças graves causadas pelo VSR, como bronquiolite e pneumonia. Neste ano foram aplicadas 33.970 doses.
Além da vacinação, a Secretaria reforça medidas simples e eficazes que ajudam a reduzir a transmissão de vírus respiratórios e evitar agravamentos:
- Higienize as mãos com frequência, especialmente antes de consumir alimentos
- Utilize lenços descartáveis para higiene nasal
- Cubra nariz e boca ao tossir ou espirrar
- Evite tocar olhos, nariz e boca
- Higienize as mãos após tossir ou espirrar
- Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas
- Mantenha os ambientes bem ventilados
- Evite contato próximo com pessoas com sintomas gripais
- Evite sair de casa, se possível, em períodos de maior transmissão
- Reduza a exposição a aglomerações e ambientes fechados
- Adote hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e ingestão de líquidos
A Sesa também orienta que, ao apresentar sintomas como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo ou cansaço, a população procure atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce é essencial para evitar a evolução para quadros graves.
Por - AEn



























