Mulheres vítimas de violência recebem auxílio financeiro do Estado

O Governo do Paraná garante, por meio do Programa Recomeço, apoio financeiro a 73 mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Elas recebem o Auxílio Social Mulher Paranaense, destinado a mulheres que precisam se afastar de suas casas em razão de risco à vida. A fase piloto do programa está em execução em 16 municípios que contam com Centros de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM), com expansão gradativa prevista para as demais cidades do Estado.

O Auxílio Social Mulher Paranaense, um dos principais eixos do Programa Recomeço, foi instituído pela Lei n.º 22.323/2025. O benefício garante o auxílio financeiro por até 12 meses, assegurando condições para que a mulher tenha segurança, possa reorganizar sua vida longe do agressor, além de receber um acompanhamento direcionado para superar a situação de violência.

O benefício equivale a meio salário-mínimo nacional, no valor de R$ 810,50, com base no piso de R$ 1.621,00 em 2026. Mulheres com filhos na primeira infância, gestantes, lactantes ou com dependentes com deficiência têm acréscimo de 5% sobre o valor de referência.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e integra o conjunto de políticas públicas voltadas às mulheres no Estado. Nesse contexto, o Paraná registrou redução de 20% nos casos de feminicídio em 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Segurança Pública, em um cenário de fortalecimento das políticas públicas voltadas a este público.

De acordo com a secretária estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, o Programa Recomeço atua de forma direta na proteção e na autonomia das mulheres em situação de violência.

“Ao assegurar apoio financeiro e articular a rede de atendimento, o Estado oferece condições concretas para que essas mulheres rompam com o ciclo da violência e reconstruam suas vidas com segurança. É uma política pública que transforma proteção em ação e cuidado em oportunidade de recomeço”, ressalta.

A assistente social do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) de Campo Mourão, Rosana Nunes dos Santos Salu, destaca a importância do Auxílio Social Mulher Paranaense para a autonomia e a dignidade das mulheres atendidas.

“Esse benefício é tão importante que me enche de alegria e de senso de justiça. O Programa Recomeço representa esperança e restauração da dignidade de mulheres capazes de seguir em frente e construir seu próprio caminho. É um resultado que reflete o trabalho coletivo e o compromisso de salvar vidas, dessas mulheres e de suas gerações”, diz.

Além do auxílio financeiro, o Programa Recomeço integra iniciativas de acolhimento e atendimento especializado, como o projeto-piloto Amiga Acolhedora, que oferece acolhimento familiar temporário e acompanhamento para mulheres, com ou sem filhos, que precisam sair de casa para preservar a própria vida.

O programa também se articula com a Casa da Mulher Paranaense, que concentra serviços de atendimento, orientação e encaminhamento, fortalecendo o acesso à rede de proteção e autonomia das mulheres.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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 Maior produtor do Brasil, Paraná já colheu 72% da 'safra das águas' do feijão

O Boletim Conjuntural desta semana do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), aponta uma reação dos preços para o feijão no início de 2026 e os reflexos diretos disso sobre as decisões dos produtores no Paraná. Após um período de ajustes de área e de desafios climáticos, a cultura inicia o ano com sinais distintos entre os tipos comercializados e com atenção para o andamento das safras.

Em janeiro, os preços recebidos pelos produtores paranaenses apresentaram recuperação, especialmente no feijão carioca. A cotação média chegou a R$ 221,39 por saca de 60 quilos, com registros pontuais de até R$ 230,00 em algumas praças. O valor representa alta de 14% em relação a dezembro de 2025 e também supera os níveis praticados em janeiro do ano passado, configurando um patamar considerado remunerador e que se manteve relativamente estável ao longo de 2025.

Já o feijão-preto foi cotado, em média, a R$ 144,76, com diversas regiões alcançando R$ 150,00 por saca. Apesar da valorização frente a dezembro, o produto acumula retração de cerca de 16% em comparação a janeiro de 2025, o que acaba influenciando as intenções de plantio.

No campo, a “safra das águas” – período do pico de regime de chuvas, altas temperaturas e boa luminosidade – de feijão está com 72% da área colhida no Paraná. A produtividade, embora próxima do esperado, ficou um pouco abaixo das estimativas iniciais em função do frio registrado até novembro, que interferiu no desenvolvimento das plantas e atrasou o ciclo.

Por consequência, a colheita também ocorre em ritmo um pouco mais lento se comparada à safra anterior. Os dados de área e produção do feijão serão atualizados pelo Deral no dia 29 de janeiro, com possíveis ajustes nas estimativas de produtividade e de área cultivada.

Na semana passada o IBGE apontou que o Paraná tem uma estimativa de 191,1 mil toneladas no feijão 1ª safra, o que deve representar 19,4% do total nacional, e 553,5 mil toneladas na 2ª safra, crescimento de 3% em relação ao prognóstico de novembro e de 2,7% em relação ao volume colhido nessa mesma safra em 2025, devendo participar com 42,8% do total, seguido pelo Mato Grosso, com 172,9 mil toneladas.

Em 2025 o Paraná confirmou a condição de maior produtor de feijão do País, com cerca de 25% do total nacional. E estabeleceu um novo recorde, com quase 865 toneladas colhidas nas duas safras: Foram 338 mil na 1ª e 526,6 mil toneladas na 2ª.

FRUTICULTURA – O boletim também analisa o desempenho da fruticultura brasileira no comércio exterior. Em 2025, o Brasil exportou 1,310 milhão de toneladas de frutas, gerando US$ 1,563 bilhão em receitas. Mangas, melões, limões e limas, uvas e melancias lideraram as vendas externas, respondendo por mais de três quartos do volume exportado.

Os Países Baixos se consolidaram como principal destino, concentrando 42,7% das quantidades embarcadas, com papel estratégico na redistribuição das frutas brasileiras para o mercado europeu. Na comparação com 2016, as exportações cresceram mais de 60% em volume e mais de 80% em valor, evidenciando a expansão e a consolidação do setor.

As importações brasileiras de frutas totalizaram 723,8 mil toneladas em 2025, com desembolso de US$ 1,176 bilhão. Maçãs, nozes e castanhas, peras, kiwis e uvas foram os principais produtos adquiridos, sobretudo de países como Argentina, Chile e nações europeias. Em relação ao ano anterior, houve estabilidade nas compras externas, enquanto na comparação com 2016 observa-se aumento significativo tanto em valores quanto em volumes importados.

SUÍNOS – Na suinocultura, o Deral aponta que o custo médio de produção no Paraná alcançou R$ 5,99 por quilo vivo em 2025, alta de 4,3% frente a 2024. A ração permaneceu como o principal componente dos custos, representando mais de 70% do total. Apesar da elevação na média anual, o segundo semestre registrou recuo de 5,8% nos custos em relação ao primeiro, movimento que contribuiu para maior equilíbrio econômico da atividade.

De acordo com dados do Boletim, o Paraná apresentou o segundo menor custo de produção na suinocultura, desempenho associado à forte produção de milho no Estado, principal insumo da alimentação animal.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Picape pega fogo após motorista parar para pagar pedágio na BR-376

Uma picape pegou fogo na tarde desta quarta-feira (21) na BR-376, logo após o motorista parar para pagar o pedágio na praça localizada entre Imbaú e Ortigueira, no Paraná. Ninguém se feriu, mas o veículo ficou totalmente destruído.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o condutor percebeu que o motor emitia fumaça enquanto aguardava na cabine de pedágio. Ao sair para verificar, identificou um vazamento de combustível, e as chamas começaram pouco depois.

A equipe da concessionária CCR PRVias tentou controlar o fogo com extintores antes da chegada dos bombeiros, mas as chamas persistiam e o veículo ainda registrava pequenas explosões quando a corporação chegou ao local.

Para o combate, os bombeiros utilizaram Líquido Gerador de Espuma (LGE), já que a grande quantidade de metal superaquecido poderia causar novas explosões em contato com água.

O incêndio interrompeu parcialmente o fluxo na praça de pedágio por alguns minutos, mas o tráfego foi normalizado após o controle das chamas e a remoção do veículo.

 

 

Agronegócio somou R$ 1,26 bilhão em contratações do BRDE no ParFoto: José Fernando Ogura/AENaná em 2025

O agronegócio foi novamente o principal motor das contratações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no Paraná. Ao longo do último ano, a operação paranaense estabeleceu contratos no valor de R$ 1,26 bilhão destinados ao setor em 3.621 operações, números em linha com os registrados em 2024. Considerando o recorte do ano-safra, o desempenho avançou: foram R$ 850 milhões contratados somente no segundo semestre de 2025, o que representa crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior.

É neste contexto que o BRDE prepara uma presença reforçada no Show Rural Coopavel 2026, que ocorre em Cascavel entre 9 e 13 de fevereiro.

Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o resultado reflete o papel do banco como financiador de longo prazo para um setor que sustenta a produção e a competitividade do Paraná. “O agro tem uma dinâmica própria, que exige planejamento, previsibilidade e acesso a crédito com condições adequadas. O BRDE atua para viabilizar investimentos que se traduzem em produtividade, geração de renda e agregação de valor, fortalecendo cadeias que movimentam a economia real do Estado”, afirma.

Um recorte das contratações de 2025 ajuda a entender como o crédito do BRDE se distribui, na prática, entre as principais linhas voltadas ao produtor rural. O maior volume veio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com R$ 422,9 milhões e 3.259 contratos, direcionados sobretudo à agricultura familiar, em investimentos, por exemplo, na melhoria de estrutura produtiva e na aquisição de equipamentos.

Na sequência aparece o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com 25 operações e R$ 277,6 milhões, voltado a um tema estratégico para o agro paranaense: armazenagem, redução de perdas e capacidade de estocar a produção com mais eficiência.

Outro destaque foi o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), com R$ 178,1 milhões divididos em 38 contratos, o que evidencia o peso do cooperativismo no Estado, ao apoiar projetos de modernização e ampliação da estrutura de cooperativas agroindustriais.

Também tiveram participação relevante as linhas associadas à modernização tecnológica e sustentabilidade, como o Programa de Incentivo à Modernização e à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), com R$ 96,5 milhões, e o Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com R$ 40,4 milhões.

BANCO DO AGRICULTOR – Outro eixo que reforça a presença do banco no campo é o Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Paraná instituído em 2021 e coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) com apoio do BRDE. Em 2025, a instituição destinou R$ 133 milhões por meio do programa para 985 projetos – ou mais de 27% das operações da instituição destinadas ao meio rural. Desde a criação da iniciativa, em 2021, já foram aplicados R$ 414 milhões em 2.927 projetos no Paraná.

O desempenho do banco no agro é sustentado por operações voltadas tanto à produção rural quanto à agroindústria, com foco em modernização tecnológica, estruturação produtiva e eficiência. Esse movimento acompanha a evolução do perfil do setor na Região Sul, em que o crédito se consolida como ferramenta de transformação — do aumento de produtividade no campo à ampliação de capacidade industrial e logística, essenciais para reduzir custos e elevar competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

Para o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, o crescimento no agro se insere em uma estratégia de expansão com base técnica e foco em qualidade das operações. “O desempenho do banco no setor rural mostra como é possível crescer mantendo segurança, consistência e responsabilidade. O BRDE tem direcionado recursos para projetos que fazem sentido do ponto de vista econômico e regional, com atenção à capacidade de pagamento, ao impacto do investimento e à sustentabilidade no longo prazo”, afirma.

SHOW RURAL – O espaço do banco no Show Rural 2026 terá uma programação desenhada para aproximar a instituição de clientes e parceiros no setor agrícola. Além do atendimento técnico e institucional no estande, haverá mesa de podcast, para entrevistas com produtores, empresários, cooperativas, parceiros estratégicos e autoridades, em um formato voltado a apresentar experiências reais e discutir tendências do setor.

Segundo o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o Show Rural é uma vitrine importante para traduzir em conteúdo e relacionamento o impacto das operações do banco. “O BRDE tem no agro um eixo histórico de atuação, e o Paraná concentra projetos com alto nível de investimento e inovação. Estar no Show Rural é uma forma de fortalecer a proximidade com quem produz e com quem lidera as transformações do setor, apresentando soluções financeiras alinhadas às necessidades do campo e da agroindústria”, destaca.

PROGRAMAÇÃO – A programação prevista para a feira inclui ainda palestras técnicas, assinaturas de convênios e contratos, além da entrega de certificados para entidades da região Oeste do Paraná apoiadas pelo BRDE por meio de mecanismos de incentivo fiscal, reforçando a agenda de sustentabilidade e inclusão que o banco tem ampliado nos últimos anos.

Entre as ações confirmadas, o banco também prepara o lançamento da próxima etapa do BRDE Labs, iniciativa voltada à inovação e à aproximação com ecossistemas empreendedores e soluções aplicadas ao desenvolvimento regional. O estande receberá, ainda, um café da manhã com clientes, voltado ao relacionamento institucional e à troca de experiências sobre investimento, planejamento e novos ciclos de crescimento no campo.

65 ANOS – A presença no Show Rural também terá um componente simbólico: a programação foi pensada como parte das celebrações dos 65 anos do BRDE, que serão completados em 2026. Criado com a vocação de planejar e financiar o desenvolvimento de longo prazo, o banco atravessou seis décadas e meia acompanhando mudanças no perfil produtivo da Região Sul, apoiando ciclos de industrialização, a modernização do agronegócio e a expansão da infraestrutura — e, mais recentemente, direcionando sua atuação à inovação, à sustentabilidade e à inclusão social como eixos estratégicos, sem perder de vista o compromisso com um desenvolvimento regional equilibrado e duradouro.

DESEMPENHO OPERACIONAL – Em 2025, o BRDE registrou 5.707 novas operações e alcançou R$ 2,244 bilhões em contratações no Paraná, resultado que representou crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior. Na Agência Curitiba, a abertura de crédito avançou 48%, passando de R$ 3 bilhões em 2024 para R$ 4,44 bilhões no ano passado, com mais da metade destinada a produtores rurais e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), enquanto a carteira de crédito ativa superou R$ 8,5 bilhões no Estado.

Para conhecer as linhas e acessar os detalhes, basta visitar o site do BRDE ou procurar as agências da instituição.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Menina de dois anos morre após ser atropelada pela mãe

Uma menina de dois anos morreu na tarde de quarta-feira (21) após ser atropelada na garagem da própria residência, no município de Londrina, no norte do Paraná.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família estava movimentando veículos dentro da garagem quando ocorreu o atropelamento. A mãe não percebeu que a filha estava atrás do carro ao manobrar.

Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a criança com escoriações na cabeça, vômitos e sinais de traumatismo craniano. A equipe realizou os primeiros socorros e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que seguiu prestando atendimento dentro da ambulância a caminho do Hospital Universitário (HU) de Londrina.

No trajeto, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória dentro da ambulância. Chegando ao HU, foi encaminhada diretamente à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu aos ferimentos.

 

 

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Com atuação integrada das polícias, Paraná é o estado que mais apreende drogas no Brasil

O Paraná liderou o ranking nacional de apreensões de drogas em 2025, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira (21), 566 toneladas de entorpecentes foram retiradas de circulação no Estado ao longo do ano passado. Isso representa 35% de tudo o que foi apreendido no País: 1,6 mil de toneladas.

Este é o maior volume registrado desde o início do monitoramento nacional, em 2017. Em comparação com 2018, o crescimento chega a 450%, saltando de 102,8 toneladas para o patamar atual. Isso significa uma média de 1,5 tonelada de drogas retiradas de circulação no Paraná, evidenciando um trabalho integrado e contínuo das polícias Civil, Militar, Penal e Científica, além das forças nacionais (Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal) e municipais de segurança, em todo o Estado.

O Mato Grosso do Sul ocupa a segunda posição, com 423 toneladas de drogas apreendidas em 2025. Em seguida aparecem São Paulo, com 162 toneladas, e Santa Catarina, com 135 toneladas. Os dados evidenciam que estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão aumentando a capacidade de resposta frente ao crime organizado.

Maconha é a droga mais apreendida no Paraná. Entre janeiro e dezembro, foram apreendidas 555 toneladas de maconha, número que representa quase 39% de toda a droga tirada de circulação do Brasil. Em comparação com 2024, com 482 toneladas, o aumento nas apreensões foi de 15%. Em sete anos, a porcentagem chega a 455%, uma vez que em 2027 foram apreendidas 114 toneladas. 

Já no caso da cocaína, 11,2 toneladas foram retiradas de circulação em 2025, volume 40% superior ao registrado no ano anterior (7,9 toneladas), configurando o melhor índice da série histórica.

O avanço expressivo nas apreensões é resultado do fortalecimento da atuação integrada das forças de segurança, com foco estratégico nas principais rotas do tráfico e nas regiões de fronteira, especialmente no Oeste do Estado. Entre os exemplos estão a apreensão de 4 toneladas de maconha escondidas em meio a sacas de arroz, com destino ao Rio de Janeiro, no fim do ano passado.

A vigilância permanente em áreas de acesso internacional e nas rodovias estaduais também têm permitido interceptações mais eficazes. Um dos casos foi a apreensão de 1,5 tonelada de maconha em uma área rural de Santa Helena, no Oeste paranaense. Em outra ação, 3,5 toneladas de maconha e fuzis foram apreendidas nas proximidades do Rio Paraná, no Noroeste, impedindo que drogas, armas e outros ilícitos seguissem para diferentes regiões do País.

Além de reduzir a capacidade de abastecimento do crime organizado, as operações têm caráter preventivo e impulsionam investigações de maior alcance. Em uma ação conjunta da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR), 25 pessoas foram presas recentemente suspeitas de integrar uma organização criminosa responsável por movimentar 1,5 tonelada de drogas por mês, ao longo de dois anos, com ramificações em outros estados.

Em muitos casos, a investigação iniciada a partir de uma apreensão alcança o núcleo financeiro e logístico das organizações criminosas, interrompendo rotas de abastecimento. Um exemplo foi a prisão de 13 pessoas investigadas por envolvimento em operações interestaduais de tráfico de drogas e armas, em desdobramento da maior apreensão de haxixe já registrada no Paraná.

USO DE CÃES – Outro fator relevante no combate ao narcotráfico é o emprego estratégico de cães policiais. Em 2025, quase 150 toneladas de drogas foram localizadas com o auxílio da Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC) e do Núcleo de Operações com Cães (NOC). Com elevada capacidade olfativa, os animais atuam no apoio a policiais e bombeiros, especialmente em operações rodoviárias e no cumprimento de mandados.

DESTAQUE EM ÂMBITO NACIONAL – O enfrentamento ao narcotráfico tem sido reforçado por investimentos do Governo do Estado na estrutura das forças de segurança. No ano passado, houve ampliação da frota de viaturas, embarcações e aeronaves, além da aquisição de equipamentos de alta tecnologia, medidas que impactam diretamente no enfraquecimento das organizações criminosas, dificultando a logística do tráfico e reduzindo a circulação de entorpecentes.

A partir deste ano está em andamento o projeto Polícia de Fronteira, cuja primeira base operacional em Ribeirão Claro, no Norte do Estado, próximo à divisa com São Paulo, foi inaugurada nesta semana. A estrutura vai reforçar o enfrentamento ao crime organizado, ao tráfico e ao contrabando, ampliando a presença das forças de segurança do Paraná nas regiões que fazem limite com outros estados e países.

A estratégia combina tecnologia, inteligência policial e patrulhamento especializado. As estruturas contam com viaturas RAM 3500, armamento de maior calibre, como fuzis, e interoperabilidade entre bases de dados, incluindo as câmeras do programa Olho Vivo, o que aumenta a capacidade de resposta imediata em flagrantes e operações.

 

Estados que mais apreenderam drogas em 2025:

  • Paraná - 566 toneladas
  • Mato Grosso do Sul - 423 toneladas
  • São Paulo - 162 toneladas
  • Santa Catarina - 135 toneladas

 

Apreensões de maconha no Paraná:

  • 2025 - 555 toneladas
  • 2024 - 482 toneladas
  • 2023 - 429 toneladas
  • 2022 - 328 toneladas
  • 2021 - 266 toneladas
  • 2020 - 284 toneladas
  • 2019 - 137 toneladas
  • 2018 - 100 toneladas
  • 2017 - 114 toneladas

 

Apreensões de cocaína no Paraná:

  • 2025 - 11 toneladas
  • 2024 - 7,9 toneladas
  • 2023 - 6,6 toneladas
  • 2022 - 7,5 toneladas
  • 2021 - 4,7 toneladas
  • 2020 - 5,4 toneladas
  • 2019 - 6,5 toneladas
  • 2018 - 2,7 toneladas
  • 2017 - 2,1 toneladas

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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