Campanha nas escolas estaduais alerta para riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares

Com a queda das temperaturas em todo o Paraná, as secretarias de Estado da Educação (Seed-PR) e da Saúde (Sesa) reforçam a importância da prevenção de doenças cardiovasculares e respiratórias na comunidade escolar. Ação conjunta entre as pastas, a campanha “Aquecendo corações, protegendo vidas” chega às mais de 2 mil instituições estaduais de ensino com orientações a professores, funcionários e estudantes sobre os cuidados com a saúde durante o inverno.

Por meio de materiais digitais e físicos, a mobilização ressalta a importância de hábitos saudáveis e medidas preventivas para o dia a dia. De acordo com o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a escola tem papel fundamental na promoção da saúde e na divulgação de informações confiáveis para a comunidade.

“Cuidar da saúde é uma atitude que protege não apenas cada indivíduo, mas também toda a comunidade escolar. O inverno exige atenção redobrada, mas, com informações corretas e hábitos adequados, podemos atravessar esse período com mais saúde, segurança e qualidade de vida”, afirmou.

CUIDADOS COM O CORAÇÃO - Além do aumento da circulação de vírus respiratórios, típico desta época do ano, especialistas alertam que o risco de doenças cardiovasculares tende a se agravar significativamente no inverno. Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, os casos de infarto podem aumentar até 30% durante os períodos mais frios do ano, enquanto os registros de Acidente Vascular Cerebral (AVC) podem crescer até 20%.

Isso ocorre porque o frio provoca a contração dos vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial e aumentando o esforço realizado pelo coração. Como muitas dessas doenças se desenvolvem de forma silenciosa, o monitoramento de fatores de risco – como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e histórico familiar – deve ser intensificado nesta época por meio de consultas e exames preventivos. O acompanhamento médico regular permite monitorar esses indicadores e iniciar tratamentos antes que ocorram complicações mais graves.

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS - As baixas temperaturas também propiciam a permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação, facilitando a transmissão de vírus respiratórios como influenza, coronavírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus. Para bloquear essa circulação no ambiente escolar, o Governo do Estado mantém uma estratégia constante de vacinação nas escolas. A ação ocorre ao longo de todo o ano letivo, mediante aviso prévio aos pais para autorização e acompanhamento dos filhos.

Além da mobilização focada no público escolar, a vacinação contra a gripe está aberta para toda a população acima de seis meses de idade em todo o Paraná a partir desta segunda-feira (29). A ampliação geral foi pactuada entre a Sesa e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems) para conter o avanço de casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

De acordo com o último Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios, divulgado pela Sesa no dia 10 de junho, o Paraná somava mais de 10 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, 1,5 mil deles causados pelo vírus da Influenza.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, enfatizou o peso da responsabilidade compartilhada na proteção da saúde pública durante o inverno. “O avanço da SRAG no Estado nos mostra que a prevenção precisa ser um esforço de toda a sociedade. O inverno historicamente sobrecarrega os hospitais, e essa mobilização com a Educação nos permite criar um escudo de proteção dentro e fora das salas de aula”.

“A vacina é segura, eficaz e está disponível para todos acima de seis meses. Ao garantir a sua dose e manter hábitos preventivos cotidianos, você protege a si mesmo, quebra a corrente de transmissão nas escolas e evita complicações graves, inclusive cardíacas” disse o secretário.

COMO SE PREVENIR - Seed-PR e Sesa-PR orientam que qualquer pessoa que apresente sintomas respiratórios ou cardiovasculares persistentes procure atendimento médico imediato. Conheça, abaixo, demais orientações da campanha “Aquecendo corações, protegendo vidas”:

- Alimentação equilibrada: evite o excesso de alimentos ultraprocessados, gordurosos ou ricos em sódio, que podem elevar a pressão arterial rapidamente.

- Mantenha-se hidratado: no frio, a sensação de sede diminui, mas o corpo ainda precisa de água. Mantenha a garrafinha sempre ao alcance das mãos e aposte também em chás ou sopas leves.

- Pratique atividade física: a atividade física continua sendo essencial, mas é importante aquecer bem o corpo antes dos exercícios intensos. 

- Mantenha o corpo aquecido: ao se vestir, lembre da "técnica da cebola", sobrepondo peças mais finas antes das mais grossas, especialmente ao ar livre, em dias de frio rigoroso.

- Acompanhamento médico: manter exames preventivos em dia é crucial. Infecções respiratórias graves aumentam consideravelmente o risco de infartos e AVCs.

- Atenção aos sinais de alerta: sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar inexplicável, palpitações, tonturas ou dores que irradiam para o braço esquerdo ou mandíbula não devem ser ignorados

 

 

 

 

 

Por- AEN

Campo mais forte: Valor Bruto de Produção da agropecuária do Paraná dobra em seis anos

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária do Paraná mais do que dobrou entre 2019 e 2025, consolidando a força do campo como um dos principais motores da economia estadual.

Dados preliminares levantados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostram que o VBP saltou de R$ 98 bilhões em 2019 para R$ 212,6 bilhões em 2025, um crescimento nominal de 117% no período.

O indicador representa o faturamento bruto gerado dentro das propriedades rurais e reúne aproximadamente 350 produtos agropecuários, entre grãos, proteínas animais, frutas, produtos florestais, hortaliças, flores e derivados.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, os números demonstram a capacidade do setor de crescer mesmo diante de desafios climáticos e oscilações de mercado. “O Paraná construiu ao longo dos últimos anos uma agricultura cada vez mais diversificada, profissionalizada e competitiva. O crescimento do VBP reflete diretamente o trabalho dos produtores rurais, das cooperativas, das entidades do setor e das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agropecuária”, afirmou.

Os dados do Deral mostram que, após registrar R$ 98 bilhões em 2019, o VBP estadual superou pela primeira vez a marca de R$ 100 bilhões em 2020, alcançou R$ 180,5 bilhões em 2021 e ultrapassou os R$ 200 bilhões em 2025.

CRESCIMENTO EM TODOS OS SETORES – Principal segmento da agropecuária paranaense, a pecuária foi responsável pela maior parcela desse crescimento. O faturamento do setor passou de R$ 48,7 bilhões em 2019 para R$ 111,7 bilhões em 2025, expansão nominal de 129%.

Pela quarta vez consecutiva, a atividade respondeu pela maior fatia do VBP estadual, representando 53% do total em 2025. Entre os destaques estão as cadeias de frango de corte, leite, bovinocultura de corte e recria para engorda, que registraram avanços impulsionados tanto pelo aumento da produção quanto pela valorização dos produtos.

O frango de corte permaneceu como a segunda atividade de maior importância econômica do Estado em 2025, respondendo por 17% do faturamento agropecuário. O VBP da atividade alcançou R$ 35,5 bilhões. Já a bovinocultura leiteira superou a marca de 4,7 bilhões de litros produzidos, enquanto a recria para engorda registrou forte expansão, alcançando R$ 7,1 bilhões.

A agricultura também apresentou crescimento expressivo no período. O VBP agrícola passou de R$ 45 bilhões em 2019 para R$ 91,2 bilhões em 2025, alta nominal de 103%. A expansão foi puxada principalmente pelo desempenho das grandes culturas, especialmente soja, milho e trigo. Somente a soja respondeu por R$ 42,3 bilhões em 2025, mantendo-se como a principal atividade individual da agropecuária paranaense.

A recuperação das condições climáticas na safra 2024/25 também contribuiu para a recomposição da renda no campo, com aumento de produtividade nas principais culturas de verão e inverno. O milho também teve destaque, com produção conjunta das duas safras alcançando 21 milhões de toneladas e VBP de R$ 19,1 bilhões.

O segmento florestal igualmente apresentou crescimento consistente ao longo dos últimos anos. O faturamento passou de R$ 4,4 bilhões em 2019 para R$ 9,7 bilhões em 2025, avanço nominal de 121%. O setor, que engloba atividades ligadas à produção de madeira, papel, celulose e demais produtos florestais, representou cerca de 5% do VBP estadual em 2025.-

IMPACTOS NA ECONOMIA – O avanço do VBP Agropecuário também ajudou a impulsionar a economia paranaense como um todo. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,8% em 2025, desempenho superior aos 2,3% registrados pela economia brasileira.

No setor primário, a expansão chegou a 13,1%, acima do crescimento de 11,7% verificado na agropecuária nacional. O resultado foi impulsionado pelo recorde na produção de proteínas animais, como frangos, suínos, peixes, leite e ovos, além da recuperação da produção agrícola no Estado.

O desempenho do campo também teve reflexos na logística e no comércio exterior. Os portos paranaenses registraram, em 2025, o maior volume de cargas movimentadas da história, alcançando 73,5 milhões de toneladas, um crescimento de 10,1% em relação a 2024, o que representa o maior avanço percentual entre os portos brasileiros no período. Entre os principais produtos embarcados estiveram justamente itens ligados ao agronegócio, como soja, milho, açúcar, óleos vegetais e madeira.

INDICADOR – O levantamento do VBP é realizado anualmente pelos técnicos do Deral com base em pesquisas de preços e informações sobre produção agropecuária em todos os municípios paranaenses.

Os números preliminares de 2025 foram publicados no Diário Oficial do Estado e ainda podem ser contestados pelos municípios no prazo de 30 dias. Após a análise dos eventuais recursos, o Deral divulgará os resultados definitivos do Valor Bruto da Produção Agropecuária do Paraná.

 

 

 

 

 

 

POr - AEN

'Efeito torcida': consumo de energia cai durante jogos do Brasil na Copa e sobe rapidamente após apito final; entenda

Os jogos do Brasil na Copa do Mundo provocam mudanças no consumo de energia em todo o país e têm exigido uma operação especial da Itaipu Binacional para garantir o fornecimento de eletricidade sem interrupções. A hidrelétrica é uma das maiores do mundo em capacidade de geração e é responsável por grande parte da eletricidade consumida pelo país.

Segundo a Itaipu, o consumo começa a cair antes da partida, quando muitos torcedores ainda estão voltando para casa ou se preparando para assistir ao jogo. Durante a partida, o chamado "efeito torcida" deixa o consumo ainda mais baixo, porque milhões de pessoas permanecem em frente à televisão, paralisando outras atividades.

No intervalo, o consumo sobe rapidamente com o uso simultâneo de eletrodomésticos e outros aparelhos.

 "Durante os jogos, identificamos um comportamento diferente no consumo de energia. No intervalo, quando as pessoas saem da frente da televisão, elas vão à cozinha, abrem a geladeira, ligam o forno e outros eletrodomésticos. Isso provoca um aumento rápido da demanda por energia", explica o superintendente de Operação de Itaipu, Rodrigo Pimenta.

Após o apito final, a demanda volta a crescer à medida que a rotina dos consumidores é retomada.

 

Mudança no consumo demanda operação especial

Para acompanhar essas oscilações durante os jogos da seleção, a Itaipu ajusta a geração de energia em tempo real, em coordenação com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O esquema especial começa cerca de duas horas antes de cada partida e segue até duas horas depois do apito final. O objetivo é manter o equilíbrio entre a energia gerada e a consumida, evitando sobrecargas no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Na estreia do Brasil contra Marrocos, por exemplo, o fornecimento de Itaipu ao país caiu 7% na hora que antecedeu o jogo. Ao fim da partida, a carga do sistema voltou a subir rapidamente: foram 4.307 megawatts recuperados em apenas 21 minutos, volume equivalente ao consumo médio de todo o Rio Grande do Sul.

Na partida contra o Haiti, a resposta foi ainda mais intensa. Em cerca de 40 minutos antes do jogo, Itaipu reduziu em 17% o fornecimento de energia ao Brasil. Depois do apito final, elevou a geração em 7% em apenas 14 minutos para acompanhar a retomada do consumo. Confira no gráfico abaixo.

Consumo de energia durante partida do Brasil contra o Haiti — Foto: Itaipu

Consumo de energia durante partida do Brasil contra o Haiti — Foto: Itaipu

 

A expectativa era de que o mesmo comportamento se repetisse no confronto entre Brasil e Escócia. No entanto, segundo a Itaipu, o efeito foi menos perceptível porque havia manutenção nas linhas de transmissão de Furnas, o que limitou a variação do fornecimento da usina. Confira no gráfico abaixo.

Consumo de energia durante o jogo do Brasil contra a Escócia — Foto: Itaipu

Consumo de energia durante o jogo do Brasil contra a Escócia — Foto: Itaipu

Segundo a Itaipu, a expectativa é que esse comportamento seja ainda mais acentuado no jogo desta segunda-feira (29), contra ao Japão, por se tratar de uma partida decisiva disputada durante a tarde, quando o consumo de energia costuma ser mais elevado.

Nos jogos da seleção paraguaia também ocorre alteração no consumo de energia, mas em escala muito menor. Isso porque a carga média do sistema elétrico do Paraguai representa cerca de 4% da demanda brasileira, tornando essas oscilações quase imperceptíveis na operação total da usina.

 

Flexibilidade operacional

Pela dimensão e pelas características técnicas, Itaipu tem papel estratégico para responder rapidamente às variações de consumo. A usina consegue aumentar ou reduzir a geração em poucos minutos, realizando as chamadas "rampas de carga".

A hidrelétrica tem 20 unidades geradoras. Para se ter uma ideia da capacidade da estrutura, uma única unidade geradora de Itaipu produz energia suficiente para abastecer uma cidade do porte de Curitiba.

Apesar das mudanças provocadas pelos jogos, a rotina da Sala de Controle permanece a mesma. A operação da hidrelétrica funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com equipes monitorando continuamente o sistema para garantir que milhões de brasileiros acompanhem as partidas sem risco de falta de energia.

 

 

 

 

 

Por - RPC/G1

Novo canal do IAT registrou mais de 2,8 mil denúncias de crimes ambientais em 4 meses

O canal exclusivo do Instituto Água e Terra (IAT) para denúncias contra crimes ambientais registrou 2.800 atendimentos à população em apenas quatro meses de funcionamento. Implementado em fevereiro deste ano, o IAT-SISGOP é um canal disponível no site do órgão ambiental para centralizar e agilizar as ocorrências relacionadas à fiscalização ambiental no Paraná. O IAT é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Entre as situações denunciadas até o momento, a maioria, em torno de 32,5%, foi enquadrada como pedidos gerais de fiscalização, sem especificidade na denúncia. Já em relação aos casos específicos, o campeão foi o desmatamento, com cerca de 18,8%, seguido de queimadas (2,7%) e maus-tratos com animais (2,1%). Também apareceram no canal situações envolvendo pesca, caça, agrotóxicos, criação de animais, poda de árvores, poluição hídrica, ocupação irregular e descarte irregular de lixo.

O portal foi implementado com o propósito de direcionar o volume de denúncias registradas pela Ouvidoria da autarquia para um canal específico e exclusivo. Antes da implementação do IAT-SISGOP, das 6.777 denúncias registradas exclusivamente no canal da Ouvidoria, em 2025, 90% eram relacionadas a crimes ambientais cometidos por terceiros, que necessitavam de fiscalização do Instituto.

“A criação de um canal específico para acolher as denúncias de crimes ambientais cometidos por terceiros atende uma demanda estrutural do Instituto, aprimorando a prestação desse importante serviço à população, pois a fiscalização é uma das principais atribuições do IAT”, explica o agente de Ouvidoria e Transparência do IAT, Sayto Gama.

COMO REGISTRAR UMA DENÚNCIA – O acesso ao IAT-SISGOP se dá por meio do site do IAT, na aba “Institucional”, em “Fale com o IAT” e “Registre sua Denúncia de Crimes Ambientais”. Outro caminho é via “Fiscalização – Denúncia de Crimes Ambientais” e “Serviços para você! – Denunciar crime ambiental”. A plataforma permite também denúncias anônimas.

A plataforma foi desenvolvida pela Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), mas adaptada para atender exclusivamente as denúncias de crimes ambientais para fiscalização do Instituto. Para que o órgão possa tomar qualquer atitude quanto às solicitações encaminhadas, é essencial que o cidadão descreva o fato de forma clara e informe o endereço completo do local a ser vistoriado. Fotos, vídeos ou outros documentos que sirvam de evidências do fato ocorrido também podem ser anexadas à denúncia. A ausência dessas informações inviabiliza o encaminhamento da demanda para as equipes de fiscalização localizadas nos escritórios regionais do IAT.

“Nossa central de atendimento faz uma primeira triagem dessas denúncias para verificar o que de fato se transforma em fiscalização, por isso a necessidade do maior número possível de informações corretas. As estatísticas mostram que aproximadamente metade das chamadas são canceladas por ausência de endereço, por exemplo. Por isso é fundamental que a população coloque a localização exata e descreva o fato de forma clara e objetiva para que consigamos atuar de maneira eficiente”, afirma o agente.

Ele acrescenta que para alguns tipos de ocorrência específicos, a recomendação do Instituto é entrar em contato com outros órgãos para proporcionar uma melhor ação de resposta. Do conjunto de ocorrências registradas no canal até o momento, aproximadamente 17,2% são de situações fora das atribuições do órgão ambiental, como serviços municipais de limpeza – todos os protocolos são encaminhados para entidades parceiras do IAT.  

“Para atender todas as necessidades da população em todo o território estadual, não só na fiscalização, como também no licenciamento, monitoramento, regularização fundiária, geologia, cartografia, saneamento ambiental e gestão das águas, o IAT conta com 21 escritórios regionais, que dividem entre si essa tarefa. Por isso a fiscalização precisa contar com a competência de outros atores que somem suas estruturas ao controle e combate dos crimes ambientais, como a Polícia Ambiental e órgãos federais. Há, ainda, o suporte das prefeituras quando possível”, destaca Gama.

PARA QUEM LIGAR – Para casos de crimes como desmatamento, queimadas, crimes contra a flora, fauna e maus tratos de animais, o Batalhão de Polícia Ambiental é o órgão indicado e deve ser acionado pelo telefone 181. 

Já para algumas situações que envolvem limpeza pública, como o despejo de lixo doméstico em um local inapropriado, é necessário acionar diretamente a prefeitura do município, principalmente em áreas urbanas. A fiscalização do lixo industrial, gerado e descartado por empresas, é responsabilidade do IAT. A exceção é Curitiba, que possui descentralização administrativa para fiscalização e licenciamento ambiental.  

COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para reduzir cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.

 

 

 

 

Por- AEN

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