Paraná amplia cuidados com mães e bebês e já registra 40,2 mil nascimentos em 2026

Em alusão ao Dia das Mães, comemorado neste domingo (10), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância do cuidado integral com gestantes, puérperas e recém-nascidos, fundamental para garantir saúde e qualidade de vida desde os primeiros momentos.

Dados da pasta mostram que nos primeiros cinco meses de 2026 foram registrados 40.209 nascimentos no Paraná. Entre eles está o da pequena Rebecca Valentyna, filha da Juliana Ramos, que nasceu no Hospital e Maternidade Municipal Papa Francisco, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. A mãe relembra o atendimento humanizado e a estrutura da nova maternidade como diferenciais no momento do parto.

“Fui super bem atendida e cuidada durante todo o período em que fiquei internada. Me internei no dia 10 de fevereiro, minha filha nasceu no dia 25 e tive alta no dia 4 de março. Passei praticamente um mês no hospital e não tenho nada para reclamar. Eu e a minha bebê fomos muito bem tratadas por toda a equipe, desde a gestação até depois do nascimento”, afirmou.

Inaugurada em 2025, a maternidade ampliou o atendimento materno-infantil na Região Metropolitana de Curitiba, oferecendo estrutura moderna e atendimento pelo SUS.

Outro avanço importante foi a reabertura do Hospital e Maternidade Municipal de Rio Branco do Sul, também na RMC, inaugurado em outubro de 2025 após mais de uma década sem maternidade no município. A unidade passou por reforma e ampliação, beneficiando também moradores do Vale do Ribeira, com estrutura de pronto atendimento, centro obstétrico e 37 leitos.

Em 2026, o Estado também inaugurou a Maternidade Maria de Lourdes Elias Nunes, em Paranaguá, referência para os sete municípios do Litoral. A unidade recebeu investimento de R$ 11,2 milhões e conta com leitos PPP (pré-parto, parto e pós-parto), promovendo atendimento humanizado e maior segurança para mães e bebês. Desde a inauguração, já realizou mais de 700 atendimentos obstétricos e 160 partos.

Além das novas maternidades entregues em Pinhais, Rio Branco do Sul e Paranaguá, o Paraná também conta com importantes unidades de referência materno-infantil em diferentes regiões do Estado, como a Casa de Saúde e Maternidade Santa Catarina, em Loanda, que foi ampliada e dobrou a capacidade de atendimento, e o Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes, em São Mateus do Sul, que ganhou uma nova estrutura após investimentos de R$ 21 milhões do Governo do Estado, por meio da Sesa.

O Paraná também avança na ampliação da rede materno-infantil através de suas maternidades padrão. O projeto padrão, criado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e oferecido às prefeituras, está em tramitação em diferentes regiões do Estado. Entre os municípios contemplados estão Bela Vista do Paraíso, Reserva, Pinhão, Sengés, Marechal Cândido Rondon, São João do Ivaí, Marialva e Toledo, fortalecendo a assistência obstétrica e neonatal e ampliando o acesso ao atendimento especializado para gestantes e recém-nascidos.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, são estruturas que reforçam a ação do Governo do Estado e da Secretaria da Saúde na regionalização do atendimento. “As futuras mamães agora têm condições de receber o atendimento mais perto das suas casas, sejam nos Pronto Atendimentos Municipais, nas Unidades Mistas de Saúde ou nos Ambulatórios Médicos de Especialidades. E claro, toda essa estrutura de novas maternidades contribuem para dar mais dignidade e tecnologia no atendimento às gestantes”, disse.

LINHA DE CUIDADO MATERNO INFANTIL – Outros avanços recentes foram a ampliação da vacinação BCG diretamente nas maternidades e a oferta do ultrassom morfológico para 100% das gestantes atendidas pelo SUS no Estado, fortalecendo ainda mais a Linha de Cuidado Materno Infantil.

A coordenadora de Atenção e Vigilância da Sesa, Carolina Bolfe Poliquesi, reforçou que a Linha de Cuidado Materno Infantil organiza e qualifica a assistência prestada em todas as etapas. “A Linha de Cuidado visa apoiar a organização das ações e dos serviços de saúde e a melhoria da assistência à saúde da criança, com a instituição de diretrizes para o cuidado integral”, afirmou.

A Linha de cuidado está estruturada de forma integrada na Rede de Atenção à Saúde, envolvendo a Atenção Primária à Saúde (APS), a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) e a Atenção Hospitalar (AH), e organiza e qualifica a assistência à gestante, à puérpera e à criança em todo o Paraná. A iniciativa tem como objetivo garantir acesso, integralidade e qualidade do cuidado, desde o planejamento reprodutivo, passando pelo pré-natal, parto e puerpério, até o acompanhamento da criança nos primeiros anos de vida.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Universidades estaduais chegam a 382 vagas anuais para cursos de Medicina

O curso de Medicina da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) em Apucarana, autorizado nesta sexta-feira (8) pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior, consolida o Paraná como referência nacional na formação médica ofertada pela rede pública de ensino superior. Com 40 novas vagas anuais, que se somam a outras 40 autorizadas para a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) em dezembro do ano passado, o Estado alcança 382 vagas por ano nos cursos de Medicina nas sete universidades estaduais.

As vagas estão distribuídas pelas universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG), Oeste do Paraná (Unioeste) e Centro-Oeste (Unicentro). Ao todo, 1.812 estudantes estão matriculados, número que saltará para aproximadamente 2.300 a partir de 2033, um crescimento de 30%.

"Essa é uma demanda crescente da sociedade e de municípios do Interior. Estamos ampliando a oferta para mais regiões estratégicas e levando ensino qualificado para nossos jovens. As universidades estaduais do Paraná têm excelência reconhecida e ajudam a formar grandes profissionais para atender cada vez melhor a nossa população", afirma o governador.

O alto padrão didático-pedagógico da formação médica na rede pública estadual paranaense foi reconhecido recentemente pelo Ministério da Educação (MEC) na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A Unicentro, cuja primeira turma colou grau em 2025, alcançou o 6º lugar no Brasil e o 1º lugar na Região Sul. O exame registrou 97,5% dos alunos da universidade com desempenho acima do nível máximo exigido, e isso resultou no conceito 5 para o curso.

A UEPG e a UEM também conquistaram o conceito 5, com 92,5% e 90% dos concluintes com desempenho acima da proficiência, respectivamente. A UEL e a Unioeste alcançaram o conceito 4. A UEL registrou 85,4% de aprovação, e a Unioeste obteve 83,3% no campus de Francisco Beltrão e 89,1% no de Cascavel. Os resultados do Enamed confirmam a qualidade da formação médica disponível na rede pública estadual de ensino superior e servem de parâmetro para os dois novos cursos em implantação na UENP e na Unespar.

"Os cursos que nós criamos no Paraná nas nossas estaduais têm nota muito alta, inclusive o da Unicentro teve a nota mais alta do País recentemente. Isso significa que a gente está fazendo tudo com muita responsabilidade, previsibilidade orçamentária e profissionalismo", complementa o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona. 

VESTIBULAR EXCLUSIVO – A Unespar planeja abrir as inscrições para o vestibular do curso de Medicina no segundo semestre deste ano. A seleção será organizada exclusivamente para a nova graduação, com provas aplicadas no câmpus de Apucarana. A data da prova será definida posteriormente pela universidade, em articulação com o calendário de outros vestibulares e exames acadêmicos, para assegurar aos candidatos um processo tranquilo e integrado.

O novo curso de Medicina da Unespar terá duração de seis anos, em regime integral, e contará com um investimento inicial de R$ 23,1 milhões, com previsão de chegar a R$ 78 milhões até 2032. A estrutura prevê a construção de um bloco didático de 2.200 metros quadrados, laboratórios especializados e parcerias com hospitais da região, como o Hospital de Jandaia do Sul e o Hospital Municipal de Ivaiporã. A iniciativa fortalece a integração ensino-serviço de saúde e contribui para a fixação de médicos no interior do Estado.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

 Seis hospitais do Paraná participam de captações inéditas de órgãos e fortalecem transplantes

Salvar vidas ou devolver qualidade de vida para pacientes com doenças graves é a principal função do transplante de órgãos. O sucesso do sistema de transplantes no Paraná não acontece por acaso, sendo organizado com muito trabalho e responsabilidade, iniciando com uma busca ativa que começa nos hospitais. E nos últimos meses seis novas unidades entraram nesse rol.

No centro dessa engrenagem estão as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), unidades estratégicas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que funcionam como braços operacionais da Central Estadual de Transplantes.

Mais do que apenas identificar doadores, as OPOs representam o suporte técnico e humano necessário para que o processo de doação seja seguro, ético e ágil, como necessita ser. Atualmente, o Estado do Paraná conta com quatro OPOs: Cascavel, na macrorregião Oeste; Curitiba, na macrorregião Leste; Londrina, na macrorregião Norte e Maringá, na macrorregião Noroeste

As OPOs contam com equipes multiprofissionais compostas por servidores públicos da Sesa, que são enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de apoio técnico-administrativo e motoristas, distribuídos para atender as macrorregiões do Estado. Ao todo são cerca de 38 profissionais.

Alguns casos recentes ajudam a ilustrar a importância desse trabalho. Em 2025, a OPO de Maringá registrou uma captação inédita no Instituto Bom Jesus de Cianorte. Pela OPO de Londrina, também ocorreu recentemente uma primeira captação de órgãos no Hospital Regional de Ivaiporã.

A OPO Cascavel também registrou ingresso de uma nova unidade com primeira captação, o Hospital Geral Intermunicipal Doutor Aryzone Mendes de Araújo, em Francisco Beltrão. Na área da OPO Curitiba, o ano de 2025 contou com três primeiras captações, que ocorreram no Hospital e Maternidade Luiza de Marillac, em Curitiba, Hospital São Rafael, em Colombo, e no Hospital São Camilo, de Ponta Grossa.

"As primeiras captações de órgãos realizadas em novas unidades hospitalares representam um marco extremamente importante para o sistema, pois demonstram o fortalecimento da rede de doação e a ampliação da capacidade de identificação e efetivação da doação em locais onde antes o processo ainda não ocorria", afirma o secretário da Saúde, César Neves.

“É um trabalho consolidado que ganha destaque pelos altos índices de doações de órgãos e transplantes, bom como uma das menores taxas de recusa, e é o resultado de investimentos permanentes e uma estrutura robusta de atendimento”, comentou o secretário de Estado da Saúde, César Neves, que acrescentou que a função desempenhada nas OPOs merece reconhecimento e destaque. “Tudo isso representa o compromisso que o Estado tem para com os pacientes que aguardam por um transplante”.

“Esses avanços refletem diretamente o investimento em capacitação profissional, sensibilização das equipes, estruturação dos fluxos e fortalecimento da política estadual de transplantes”, destacou a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni.

SISTEMA ESTADUAL DE TRANSPLANTES – No Paraná, são 108 hospitais notificantes, ou seja, que estão autorizados pelo Ministério da Saúde a identificar, manter e notificar à Central Estadual de Transplantes a existência de potenciais doadores de órgãos e tecidos, com 71 comissões instituídas, que são equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que organizam e gerenciam o processo de doação dentro dos hospitais.

Além disso, o sistema tem 37 equipes transplantadoras de órgãos (pulmão, coração, fígado, pâncreas e rim) e 84 de tecidos (medula, córnea, valva cardíaca, pele e tecido ósseo), formadas por grupos especializados de profissionais de saúde, autorizados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), responsáveis por realizar as cirurgias de remoção (captação) de órgãos de um doador e o implante (transplante) no paciente receptor.

Cinco laboratórios de histocompatibilidade e três de sorologia, além de três bancos de tecidos, sendo que um é de multitecidos, também formam a rede. São cerca de 700 profissionais especializados envolvidos.

RECUSA BAIXA – O Paraná se consolidou em 2025 como o estado com a menor taxa de recusa familiar para doações de órgãos com o fortalecimento estratégico e contínuo do Sistema Estadual de Transplantes. Ao lado de Santa Catarina, o Paraná mantém um índice de 30%, em contrapartida ao índice nacional que é de 45% na recusa familiar para a doação de órgãos, de acordo com o último Registro Brasileiro de Transplantes (RBT).

A doação de órgãos e tecidos é um ato de solidariedade que pode beneficiar inúmeras pessoas. Um único doador pode impactar até 8 pacientes. Em 2025, foram realizados 773 transplantes, sendo 31 de coração. Nos dois primeiros meses de 2026, o número de órgãos doado foi de 123. Entre esse dado está a realização de três transplantes de coração.

 

 

 

 

Por - AEN

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