Tecpar publica edital para produção de insumos veterinários

O Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) publicou edital para o projeto executivo de um novo Laboratório de Produção de Insumos para Diagnóstico Veterinário (ver link do edital abaixo). Pelo Estudo de Viabilidade Técnica e Financeira feito pelo Tecpar, a unidade terá capacidade produtiva de 40 milhões de doses ao ano de sete produtos voltados ao diagnóstico de tuberculose, brucelose e leucose em rebanhos bovinos, suínos e ovinos.

 

Esses produtos atendem o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A previsão é que em dois anos sejam iniciados os testes de produção da unidade, que será viabilizada com investimento inicial de R$ 15,4 milhões do Fundo Paraná, no câmpus CIC do instituto.

 

O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, disse que a retomada da produção de kits diagnósticos veterinários será um marco importante para apoiar o agronegócio brasileiro. "Historicamente o Tecpar produziu esses kits, mas a planta precisou passar por uma modernização. A intenção é voltar a fabricar insumos para prevenir doenças que podem causar diversos prejuízos aos pecuaristas e apoiar a exportação agropecuária, uma vez que as exigências sanitárias dos países importadores estão cada vez mais altas", explica.

 

PRODUTOS – Sete produtos serão produzidos no Laboratório de Produção de Insumos para Diagnóstico Veterinário do Tecpar: reagentes para diagnóstico de tuberculose bovina, que incluem a tuberculina PPD bovina e a tuberculina PPD aviária; reagentes para diagnóstico de brucelose bovina, com a produção de Antígeno Acidificado Tamponado (ATA), Antígeno para Prova Lenta e Antígeno para Prova do Anel do Leite (Ring test); e Kits de diagnóstico pela técnica de imunodifusão em gel de ágar (IDGA), com kits para diagnóstico de Brucella ovis e para Leucose Enzoótica Bovina.

 

HISTÓRICO – O Tecpar tem experiência em insumos, começando a produção na década de 1950, quando ainda se chamava Instituto de Biologia e Pesquisas Tecnológicas (IBPT).

 

Naquela época, os especialistas do instituto foram responsáveis pelas primeiras investigações epidemiológicas sobre brucelose e tuberculose no Paraná.

 

Os insumos desenvolvidos pelo Tecpar naquele momento foram kit de imunodifusão em gel de Agar para diagnóstico de Brucella ovis e tuberculina PPD bovina e tuberculina PPD aviária. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

Modernização do aeroporto de Cascavel é estratégica para o Oeste

Cascavel recebe uma das obras mais esperadas pela população do Oeste do Paraná e que deverá ser um marco na região: a modernização do Aeroporto Coronel Adalberto Mendes da Silva ou SBCA. Os trabalhos já ultrapassaram 95% no terminal de passageiros e 75% no pátio de aeronaves, inclusive com a instalação de dois fingers (ponte de acesso às aeronaves), um dos poucos aeroportos do Interior do País com essa tecnologia. A inauguração deve acontecer no próximo semestre.

 

Cascavel é um dos principais polos regionais do Paraná. Desde 2016 conta com região metropolitana e abrange uma área com 24 municípios e cerca de 1 milhão de habitantes. A modernização do aeroporto é uma vitória de um time de muitos jogadores - prefeitura municipal, Governo do Estado, governo federal, setor empresarial, cooperativismo agroindustrial e a Itaipu Binacional.

 

“Cascavel é estratégica dentro do nosso planejamento logístico. A revitalização do aeroporto e as novas conexões aéreas, que certamente virão, atrairão mais investimentos e empregos”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Isso se soma ao vetor de exportação pela BR-277, a modernização do Trevo Cataratas e a expansão da atividade na malha férrea administrada pela Ferroeste”, diz Ratinho Junior. “O aeroporto vai ajudar o Paraná a crescer nos próximos anos”.

 

EMPREENDIMENTO - A obra envolve mais de dez contratos e cerca de R$ 38 milhões. O Governo do Estado participou disponibilizando recursos do Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM), administrado pelo Paranacidade e pela Fomento Paraná. Há, ainda, recursos federais a fundo perdido (R$ 2,3 milhões), da Itaipu Binacional e verba municipal. Cerca de 80 funcionários foram empregados diretamente ao longo do último ano.

 

A intervenção completa engloba a revitalização e duplicação de 2,2 quilômetros da Avenida Itelo Webber com novo sistema de iluminação; seis quilômetros de cerca; estacionamento para 398 automóveis; sistema de drenagem da água da chuva do sítio aeroportuário. Abrange, ainda, novo pátio de estacionamento das aeronaves com piso de concreto; iluminação em LED; um novo terminal de passageiros com cinco portões e dois pavimentos; dois fingers; mobiliário aeroportuário, equipamentos de informática e novas esteiras. Haverá deslocamento dos nove hangares particulares para uma nova área dentro da faixa de segurança e demolição da estrutura atual, construída nos anos 70.

 

“Essa obra é um sinal de esperança para a retomada do País. Os empresários saem e chegam a Cascavel com expectativa de fechar novos negócios, acelerar o crescimento a partir do segmento agropecuário, mas também industrial e turístico, dada a proximidade com Foz do Iguaçu”, destaca o prefeito Leonaldo Paranhos. “O novo aeroporto vai ajudar a puxar esse novo País no segundo semestre, conectar o Oeste com o mundo”. O aeroporto de Cascavel tem voos com destino a Curitiba, Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Porto Alegre, em operações das companhias Gol e Azul.

 

MAIS AMBICIOSO - As primeiras obras no aeroporto começaram em 2011 a partir de um projeto mais simples, porque a demanda projetada era consideravelmente menor na ocasião e ainda havia discussões sobre a necessidade de um aeroporto regional. Contudo, a empresa vencedora da concorrência pública não finalizou a obra e ela foi judicializada.

 

Quando a modernização foi efetivamente retomada, há pouco mais de um ano, o projeto já era bem mais ambicioso, três vezes maior que o desenho original, com cerca de seis mil metros de área construída e possibilidade de expansão para mais dez mil metros sem novas desapropriações.

 

O desafio da engenharia da administração municipal foi reaproveitar o que já tinha sido feito, como as fundações, algumas estruturas de concreto e o máximo da estrutura metálica, que foi recortada e readaptada para ilustrar o novo prédio. O projeto original do terminal de passageiros também não tinha os dois pavimentos, e agora o segundo conta com os dois portões de acesso aos fingers, praça de alimentação e mirante para observar pousos e decolagens.

 

“Esse novo aeroporto é fruto de um projeto feito em casa, dentro da prefeitura, com todas as dificuldades inerentes do processo. Um aeroporto é uma obra complexa por conta das exigências técnicas e das normas internacionais que regulamentam a atividade”, aponta o engenheiro responsável pela obra, Sandro Camilo Rocha Rancy.

 

Ele afirma que houve inúmeras dificuldades, mas também boas surpresas, como os fingers. Apenas Campinas e Foz do Iguaçu contam com estruturas parecidas no Interior. “Essa obra é um divisor de águas para Cascavel”, diz Rancy.

 

ACABAMENTO - Atualmente a obra está na fase de recebimento técnico e de check list final de acabamento e liberação de algumas estruturas para outras empresas começarem as suas instalações.

 

Concomitantemente acontecem as demolições da estrutura antiga e a formalização das aquisições de mobiliário e da estrutura interna do terminal de passageiros. Ao mesmo tempo a administração municipal busca as novas certificações necessárias junto da Agência Nacional de Aviação Civil e Aeronáutica.

 

NOVO MARCO – Para o engenheiro Sandro Rancy, Cascavel teve três grandes modificações ao longo da sua história: em 1987 com a instalação da nova rodoviária; em 1989 com a abertura do Show Rural; e em 1994 com o reconhecimento da Unioeste como universidade, e hoje o município conta com sete mil estudantes entre a rede pública e a privada.

 

“O aeroporto será um novo marco. Esse é o verdadeiro papel do poder público, aplicar recursos públicos com qualidade, atender uma demanda da sociedade, fomentar a construção civil, um setor que impulsiona a economia, além de gerar novos investimentos e negócios ao município”.

 

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Novo terminal de passageiros recebeu investimento de R$ 2 milhões

 

Apenas o prédio principal do novo terminal de passageiros (Octacílio Mion) custou cerca de R$ 2 milhões. A estrutura está praticamente pronta. Os guichês para caixas eletrônicos, empresas de táxi ou de transporte por aplicativo, informações turísticas ou hotelaria ganharam espaços exclusivos dentro do terminal, mas fora do prédio principal, na área coberta de chegada dos passageiros. O saguão conta com espaço para check-in, com embarque pela esquerda e desembarque pelo lado direito.

 

O térreo tem salas de segurança, canal de inspeção corporal e de bagagens de mão, três máquinas de raio-x, área de revista íntima e sala reservada para os comandantes e funcionários de bordo. Há três portões inferiores para embarque e acesso ao pavimento superior. Também foi projetado no primeiro andar um espaço para um café.

 

O layout da área interna do terminal permite circulação de 600 passageiro e contará com painéis de vídeo e totens de publicidade digital e monitores para consulta dos voos.

 

Os fingers facilitam a acessibilidade e o embarque e desembarque dos passageiros em dias muito frios, muito quentes ou com muita instabilidade. Têm capacidade para atender todas as aeronaves que fazem voos domésticos no País, modelos da Embraer, Boeing e Airbus.

 

Do outro lado do primeiro andar, no espaço público, haverá dois restaurantes e um mirante para observação dos pousos e decolagens, além de uma sala pública para reuniões, mais reservada, e a sala de controle das operações aeroportuárias, com acesso às 40 câmeras espalhadas em todo o terminal. Haverá tecnologia de reconhecimento facial e das placas dos veículos.

 

Essa estrutura foi pensada para evitar o “drible” de contrabandistas que optavam por Cascavel para evitar fiscalização supostamente menos rigorosa do que em Foz do Iguaçu, e pela proximidade com a Penitenciária Federal de Catanduvas.

 

Todos os banheiros do novo terminal foram pensados para acessibilidade, inclusive com dois espaços exclusivos para ostomizados, construídos com apoio da Assessoria de Políticas Públicas e da Inclusão Social da Pessoa com Deficiência de Cascavel, do Hospital Universitário do Oeste do Paraná e da União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer (Uopeccan). O terminal contará com 155 longarinas (cadeiras conjuntas típicas de aeroportos), sendo seis “duplas” para pessoas obesas.

 

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Pista e infraestrutura do pátio de aeronaves

 

O tamanho da pista do aeroporto de Cascavel não foi objeto de modificação porque é considerado bom dentro da média nacional (1,8 mil metros de comprimento por 45 metros de largura) e a tecnologia Rnav nas cabeceiras, georreferenciadas pela Força Aérea Brasileira, já existe. O novo pleito é o sistema ILS 2, que permite pousos por instrumentos com mais segurança.

 

Entre as benfeitorias, está sendo executada a infraestrutura do pátio de aeronaves – para aeronaves de até 80 toneladas - além de um sistema de drenagem de toda a água da chuva.

 

Dentro dessa modernização, uma nova instalação será edificada para o espaço exclusivo da brigada contra incêndio, instalada em um antigo hangar particular que foi desativado. Haverá, ainda, um reservatório de 45 mil litros de água e um farol para ajudar os pilotos em dias com neblina. A projeção futura da prefeitura é de viabilizar, também, um terminal de cargas e um espaço mais moderno para eventual pernoite das aeronaves das companhias aéreas.

 

ANTIGO TERMINAL - A demolição do antigo terminal de passageiros acontecerá nos próximos dias. Ele foi erguido em 1977 e contava com estrutura precária, ainda com cara de uma rodoviária de cidade do Interior, com banheiros simples, lanchonetes, saguão pequeno e setores acanhados de fiscalização e operação aeroportuária.

 

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Agronegócio, polo metalúrgico e comércio atacadista

 

Cascavel é um dos principais polos regionais do Paraná. O crescimento é impulsionado pelo agronegócio e atividades do cooperativismo, principalmente no setor aviário. Também é um polo metalúrgico e de comércio atacadista.

 

“O aeroporto traz uma veia de investimentos muito grande. Ele não é uma ferramenta turística, mas traz possibilidades de geração de emprego e renda. Muitas pessoas serão beneficiadas diretamente por essa nova estrutura, mesmo que não a usem com frequência”, argumenta o prefeito Leonaldo Paranhos.

 

“Já perdemos oportunidades de trazer eventos para Cascavel, melhorar negócios existentes e tudo por causa da falta de estrutura aeroportuária. Esse assunto sempre pautou as reuniões dos empresários do Oeste”, destaca Alci Lúcio Rotta Júnior, presidente da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar).

 

Segundo Rotta, a inauguração também casa com o momento em que o País começa a planejar o futuro depois da pandemia do novo coronavírus. Ele defende que haverá maior integração regional e diversificação da matriz econômica. “Temos o cooperativismo forte na produção agrícola e nas cadeias de peixes, aves e suínos, mas também um setor de serviços que gera muitos empregos e a indústria metalmecânica. O Oeste tem um potencial muito grande e o aeroporto marca um novo momento desse planejamento”, arremata.

 

MAIS OBRAS – Cascavel está na rota de obras públicas do Governo do Estado. Entre elas estão a revitalização do Trevo Cataratas, a autorização da duplicação do trecho da BR-277 entre o posto da Polícia Rodoviária Federal e o trevo do distrito de São João do Oeste, a ampliação da capacidade de escoamento da Ferroeste depois da assinatura da licença de passagem com a Rumo, a reurbanização de um trecho de 1,8 quilômetro da Avenida Brasil, entre a Rua Corbélia e o Trevo Cataratas, a construção de um ginásio de esportes no distrito de Juvinópolis e a instalação de mais de 800 novos postos de ônibus. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

Volta às aulas terá menos alunos por turma e será gradual, em todas as escolas

O retorno às aulas após o fim da quarentena pode causar estranheza para alunos das redes pública e particular do Paraná.

 

De acordo com a presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), Esther Cristina Pereira, provavelmente haverá um escalonamento de grupos para evitar aglomerações. “Não tem como voltar todo mundo de uma vez só”, explica Esther.

 

Outras medidas devem incluir a obrigatoriedade do uso de máscaras, álcool gel em todas as salas e horários diferenciados para o recreio para as diferentes turmas. “Estamos atentos ao que estásendo adotado em outros países, como Israel, Singapura, Japão e Finlândia, onde as aulas começam ser retomadas.” Uma das possibilidades em estudo seria atender inicialmente nas salas de aula filhos de trabalhadores de setores considerados essenciais. Para Esther, o retorno gradativo deve começar também pelo público mais novo. “Os estudantes mais velhos tem uma habilidade maior com a tecnologia”, diz, referindo-se ao acesso às aulas à distância.

 

Na rede estadual, não deve ser diferente, de acordo com o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder. “O que eu visualizo é metade dos alunos de uma turma vai em um dia e a outra metade no outro. Os que não vão à escola presencialmente, acompanham remotamente.

 

Ao menos nas primeiras semanas”, diz. “Isso ainda está em fase de estudos iniciais.” A Seed trabalha com uma expectativa de retorno às aulas para o mês de agosto ou setembro, segundo Feder.

 

Para o secretário, as tecnologias que foram adotadas para o ensino remoto durante a pandemia, como os aplicativos Aula Paraná e Google Classroom, devem continuar a ser usadas após a retomada das atividades. “A tecnologia veio para ficar. O professor que aprendeu a usar as ferramentas vai poder manter o uso para somar aos conteúdos passados em sala” (Com Gazeta do Povo)

 

 

 

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