Vacina e informação clara vão ajudar o Paraná a sair da pandemia, diz secretário da Saúde

Um ano e um mês desde os primeiros casos confirmados de Covid-19 no Paraná, o Estado mantém a atenção total à doença. O foco agora, garante o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, é manter firme os protocolos que evitam a disseminação do novo coronavírus, garantir a imunização rápida, principalmente dos grupos prioritários, e comunicar com clareza a população para que ninguém deixe de lado os cuidados necessários.

 

Nesta entrevista, Beto Preto traça um cenário sobre a pandemia e comenta sobre as novas cepas do coronavírus que ampliaram a contaminação e comprometeram ainda mais o sistema de saúde. “Estamos extremamente preocupados, o número diário de casos positivos está alto, o vírus continua circulando, em transmissão comunitária e com alta taxa de contágio”.

 

O secretário destaca a estratégia de acelerar a vacinação dos grupos prioritários, seguindo com o Plano Estadual de Imunização que prevê que 4,6 milhões de pessoas sejam vacinadas dentro dos grupos que estão mais expostos ou são mais suscetíveis à doença. “Se conseguirmos vacinar todo esse público até o final de maio, já irão diminuir as internações hospitalares e as mortes pela doença. Mas para isso é preciso ter o principal insumo, que é a vacina”, ressalta.

 

“Adotamos a estratégia de vacinar de domingo a domingo para acelerar a imunização dos grupos prioritários, mas também como campanha para incentivar as pessoas a se vacinarem. Alguns grupos ainda acreditam que a vacina é ruim, mas é o contrário, a vacina é o bálsamo da salvação”, explica. “Temos a missão de informar, e as questões de saúde pública às vezes não são bem entendidas, principalmente em um momento crítico como esse, que também influencia na atividade econômica”, afirma o secretário.

 

Quando a pandemia começou, há um ano, havia uma noção de que era uma doença nova e seria difícil, mas em algum ponto o senhor achou que chegaria ao que atravessamos hoje?

 

Achei que sempre estivemos no fio da navalha. Primeiro, encaramos o início da doença como mais uma virose respiratória, mas com o passar do tempo, com os relatos dos casos que necessitaram de internação hospitalar em uma UTI, ficou claro que era algo muito diferente e abrangente. Quem trabalha com imunologia e virologia sabe que a estrutura viral vai se remodelando ao longo do tempo, por isso o surgimento das cepas diferentes. Daquele organismo de 2020, o Sars-CoV-2, temos hoje diversas cepas. Foi constatado no Paraná uma forte circulação da P1, a cepa amazônica brasileira, que tem um contágio muito maior, com muito mais rapidez de evolução do quadro clínico, por isso o colapso do sistema de saúde. Mas tem a variante britânica, a sul-africana e outras cepas que mudam ao longo do tempo. Olhando para tudo isso de maneira retrospectiva, não dava para imaginar que chagaríamos hoje no que estamos passando.

 

Apesar de eu sempre ter uma leitura de que poderia recrudescer, achava que o pior momento seria no inverno. Por isso estamos extremamente preocupados, o número diário de casos positivos está alto, o vírus continua circulando, em transmissão comunitária e com alta taxa de contágio. Teremos que passar por isso com muita resiliência, tolerância, mas principalmente, com bom senso. Perdemos muitas batalhas, esta guerra nos custou muitas vidas, um esforço enorme da população e consequências para a economia. Mas temos que vencer a pandemia e, para isso, montamos estratégias. Não paramos de trabalhar, a saúde continua de pé e nós vamos avançar.

 

O senhor consegue visualizar quando a situação estará mais calma?

 

Se conseguirmos vacinar até 31 de maio os cerca de 4,6 milhões de paranaenses que fazem parte dos grupos prioritários teremos uma queda expressiva no número de casos de doenças mais graves, que necessitam de internação hospitalar. O plano de imunização atinge a população com mais de 60 anos, aqueles com comorbidades como hipertensão arterial, diabetes, doenças brônquicas, policiais e professores e todos os grupos que se expõem mais ou tem mais riscos por causa da doença. Essa estratégia está montada, mas precisamos do insumo principal, que é a vacina. Mas também já começo a me preocupar com o cenário dentro de quatro ou cinco meses, no período do inverno. A Covid-19 não vai acabar em 2021, ela pode arrefecer, mas provavelmente teremos que continuar cuidando e vacinando. Continuaremos dando atenção à vida dos brasileiros e dos paranaenses para que possamos logo ter um horizonte, para que tenhamos um pouco da nossa vida de volta.

 

Se esse horizonte vem com a vacinação, o que tem sido feito para antecipar sua chegada?

 

Lançamos a estratégia de vacinar de domingo a domingo para ampliar o espectro dos grupos imunizados e acelerar esse processo. Temos muito a agradecer a todos que têm nos ajudados, os municípios e as secretarias municipais de Saúde. As vacinas chegam, são rapidamente distribuídas e os municípios já vão fazendo o seu trabalho. Mas essa campanha também serve para chamar a atenção de todos, porque uma parcela das pessoas ainda acredita que a vacina é ruim. Muito pelo contrário, a vacina é o bálsamo da salvação. Por isso quero pedir, chegando o seu momento de vacinar, procure a unidade de saúde mais próxima de casa. Tem que vacinar, é importante isso. (Com AEN)

 

 

 

Estudo garante economia de R$ 700 milhões na Nova Ferroeste

Como resultado da engenharia simultânea entre desenvolvimento de traçado e Estudo de impacto Ambiental, o percurso planejado para receber a Nova Ferroeste garantiu uma economia estimada de R$ 700 milhões no projeto do modal ferroviário que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá. Esse foi um dos principais resultados do estudo preliminar de demanda e traçado apresentado neste mês para os governadores Carlos Massa Ratinho Junior (Paraná) e Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul). Os estados são parceiros no projeto.

 

Material será esmiuçado ao longo desta semana em cinco reportagens especiais. A intenção é explicar a importância da implementação deste novo corredor de exportação que vai unir duas potências do agronegócio mundial. Começando pelo traçado, nesta segunda-feira (05). Na sequência, falaremos sobre economia, desenvolvimento sustentável e setor produtivo, finalizando com a preparação feita pelo Porto de Paranaguá para receber a nova demanda de grãos e contêineres, entre outros produtos.

 

Em relação ao traçado, o chamado desconto no Capex (montante de dinheiro despendido na aquisição de bens de capital de uma determinada empresa) se deu porque a análise técnica revelou que o melhor itinerário tem 1.285 quilômetros de trilhos ao invés dos 1.370 incialmente projetados, o que aumenta consideravelmente a viabilidade do projeto.

 

O documento mostrou que o melhor itinerário para a via férrea partindo de Maracaju passa por cidades importantes dos dois estados como Amambaí, Dourados, Caarapó, Mundo Novo, todas no Mato Grosso do Sul, Guaíra, Cascavel, Guarapuava e Balsa Nova, no Paraná, antes de chegar ao Litoral. Estão previstas também a instalação de até seis terminais de transbordo e de um ramal ligando Foz do Iguaçu à Cascavel, no Oeste paranaense.

 

Economia de tempo e dinheiro, ressaltou o coordenador do Grupo de Trabalho Ferroviário do Estado do Paraná, Luiz Henrique Fagundes. Segundo ele, o desconto de R$ 700 milhões significa uma redução de cerca 3,5% dentro de um projeto estimado em R$ 20 bilhões. Fator que terá peso no processo de concessão.

 

“O estudo nos mostrou o traçado mais viável, aquele que torna a ferrovia mais competitiva considerando os trechos já existentes da ‘velha’ Ferroeste, como a ligação entre Cascavel e Guarapuava”, explicou. “Esse trajeto será modernizado e aproveitado pela Nova Ferroeste”.

 

ÁREA DE INFLUÊNCIA – O caminho a ser seguindo pelos trens entre Maracaju e Paranaguá, de acordo com os estudos, terá influência direta em 425 municípios (925 indiretamente) de três estados brasileiros: Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A área representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, estimado em R$ 206 bilhões.

 

O alcance chega ao Paraguai (114 municípios e 39% da população) e Argentina (38 municípios e 1,2% da população). No total, terá impacto em 9 milhões de pessoas. “É um projeto que nasceu no Paraná, mas é nacional. Vai melhorar e muito a logística de todo o Brasil”, disse o diretor-presidente da Ferroeste e um dos coordenadores do projeto do novo eixo ferroviário, André Gonçalves.

 

A previsão é que os estudos de viabilidade sejam finalizados em setembro e os estudos de impacto ambiental sejam concluídos em novembro. A expectativa é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, logo na sequência. O consórcio que vencer a concorrência será também responsável pelas obras.

 

FERROVIA – O projeto busca implementar o segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do País, unindo dois dos principais polos exportadores do agronegócio brasileiro. Apenas a malha paulista teria capacidade maior.

 

A expectativa, de acordo com os técnicos, é que pela Nova Ferroeste seja possível o transporte de 35 milhões de toneladas por ano – ou aproximadamente 2/3 da produção da região, dos quais 74% seriam de cargas destinadas para a exportação. (Com AEN)

 

 

 

Segurança Pública inicia obras na Penitenciária Industrial de Cascavel

As obras da Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC), no Oeste paranaense, começaram nesta semana. Mais de R$ 5,8 milhões serão investidos na reforma e ampliação da unidade, que vai praticamente dobrar sua capacidade, passando das atuais 360 vagas para 694.

 

“Estamos com várias obras de construção, reforma e ampliação em andamento no Estado e esta de Cascavel é muito representativa, já que se trata de uma demanda antiga e uma necessidade efetiva para o reforço do sistema prisional de toda a região Oeste”, destaca o secretário de Estado da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares. “Vamos agregar mais 334 vagas à penitenciária”.

 

O Chefe da Engenharia da Sesp, major Ivan Fernandes, calcula em 300 dias o prazo de execução das obras. A expectativa é que a entrega aconteça no primeiro trimestre de 2022.

 

REESTRUTURAÇÃO – O contrato para a reforma e ampliação da PIC foi celebrado por meio da Paraná Edificações, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas. Os recursos que serão investidos são fruto de uma parceria do Governo do Estado com o Governo Federal com o objetivo de aumentar o número de vagas no sistema prisional.

 

Mesmo durante a pandemia, as obras nas unidades prisionais e delegacias seguem em todo o Paraná. A construção civil está entre as atividades essenciais mantidas em funcionamento e o Governo do Estado tem cumprido o compromisso de avançar na reestruturação dos espaços destinados à segurança pública.

 

"Pedimos a todos os empreiteiros que adotassem as medidas sanitárias adequadas no trabalho. Além disso, o Governo do Estado manteve o pagamento das faturas das execuções das obras e os trabalhos não foram paralisados na pandemia", afirma o major Fernandes.

 

PIC – Inaugurada em 2002, a Penitenciária Industrial de Cascavel é um estabelecimento penal destinado a condenados do sexo masculino em regime fechado. Referência de unidade prisional que incentiva o desenvolvimento profissional dos presos, oferece oficinas e outras atividades.

 

Com a chegada da pandemia, os apenados da unidade passaram a produzir máscaras faciais e jalecos descartáveis, reforçando as ações de enfrentamento à Covid-19 no Estado. Toda a produção da PIC foi doada a unidades de saúde da região de Cascavel. (Com AEN)

 

 

 

Prédios públicos ganham iluminação azul para conscientizar sobre autismo

Na sexta-feira (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, prédios públicos de Curitiba foram iluminados de azul para lembrar a população sobre a data e estimular o debate e o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista. A ação foi promovida pela Superintendência Geral de Ação Solidária do Governo do Estado (SGAS) e deve perdurar durante o mês de abril, com luzes azuis iluminando o Palácio Iguaçu, o Palácio das Araucárias e o Tribunal de Contas do Estado, no Centro Cívico, e o Teatro Guaíra, na Praça Santos Andrade.

 

Em suas redes sociais, a SGAS (@sgasparana) também divulgou uma série de posts sobre a data, que trazem mais informações sobre o transtorno e estimula as famílias a procurarem por um diagnóstico. A superintendência também está promovendo uma campanha para mobilizar a população e os servidores do Estado para que vistam, na segunda-feira (5), uma peça de roupa na cor azul e postem em suas redes sociais com a hashtag #souumapecaimportante.

 

Os servidores também receberam uma peça de um quebra-cabeça, que será montado na segunda-feira, em frente ao Palácio Iguaçu, cada pessoa em um horário diferente, para não gerar aglomeração. A ideia é mostrar que todos são peças fundamentais dentro desse grande movimento de conscientização.

 

“A sociedade e muitas famílias ainda desconhecem o que é autismo, como identificá-lo e como buscar um tratamento. Ações como essa nos ajudam a quebrar as barreiras e da falta de informação, do preconceito e tornam a vida dos autistas muito mais inclusivas”, afirma a presidente do Conselho de Ação Solidária, a primeira-dama Luciana Saito Massa. “Precisamos ter consciência de que o transtorno existe e que é um direito de todos estarem incluídos na saúde, na educação e na sociedade”, diz.

 

O Dia Mundial do Autismo foi instituído em 2008 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para trazer mais luz sobre o tema. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliam que há 70 milhões de pessoas com autismo no mundo, 2 milhões no Brasil. Calcula-se que uma em cada 88 crianças apresenta sinais do Transtorno do Espectro Autista.

 

ATENDIMENTO – No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde mantém 350 pontos de atenção especializados no atendimento a pessoas com deficiência intelectual, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Distribuída em todas as regiões do Estado, a rede presta acolhimento, atendimento e tratamento para pessoas com suspeita ou diagnóstico de autismo.

 

A pasta também disponibiliza em seu site (www.saude.pr.gov.br) uma área para cadastro sobre o Transtorno do Espectro Autista, que busca identificar e conhecer a realidade de pessoas com TEA no Estado. As informações contidas no cadastro auxiliam a Secretaria de Estado da Saúde nas ações de atenção e cuidados a essas pessoas.

 

Além disso, a Escola de Saúde Pública do Paraná, em parceria com o The Scott Center for Autism Treatment/Florida Institute of Technology, lançou em setembro de 2020 a Capacitação Multiprofissional em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) voltado ao Transtorno do Espectro do Autismo.

 

A proposta é de atualizar profissionais (médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, cirurgiões-dentistas) e gestores da Rede SUS em Análise do Comportamento Aplicada. Profissionais da área podem buscar pelo conteúdo da capacitação no site da ESPP (http://escoladesaude.pr.gov.br). (Com AEN)

 

 

 

Vacinação e medidas de enfrentamento à pandemia melhoram indicadores no Paraná

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a aplicação das medidas restritivas, em vigor até o dia 15 de abril, o Paraná já observa resultados positivos. Em visita ao Centro de Imunização da Zona Norte, em Londrina, na manhã deste domingo (04), o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, falou sobre a melhoria de indicadores. “Um exemplo é o número testes com resultados positivos para a Covid-19, que chegou a bater em 48% e que hoje está em 28%. Isso nos dá confiança de que estamos no caminho certo neste enfrentamento”, disse.

 

Beto Preto destacou a campanha estadual de imunização de domingo a domingo como uma das estratégias do Governo para acelerar a vacinação em todo o Estado e agradeceu aos profissionais de saúde que trabalharam no domingo de Páscoa para imunizar mais paranaenses.

 

“O objetivo é ampliar as possibilidades para que o cidadão receba a dose. Para isso, contamos com a adesão de todos os municípios, conforme o exemplo que vemos hoje aqui em Londrina, que deve vacinar neste domingo de Páscoa cerca de 1.900 pessoas. Deixo aqui um agradecimento especial aos profissionais de saúde”, afirmou.

 

O secretário reafirmou, ainda, a orientação para que as vacinas não fiquem estocadas. “Recomendamos aos prefeitos e secretários municipais de saúde que gastem todas as remessas enviadas pelo Estado. Não deixem vacinas paradas”, afirmou. Segundo Beto Preto, o Paraná tem capacidade instalada para imunizar cerca de 150 mil pessoas por dia, com estruturas completas e equipes qualificadas.

 

O secretário municipal de Saúde de Londrina, Felippe Machado, disse que o município realiza ações que visam ampliar a vacinação. “Além da imunização de domingo a domingo, também promovemos a aplicação das doses no período da noite, atendendo o público que trabalha em horário comercial. Nosso desejo é dar celeridade ao processo de imunização”, explicou.

 

Dados do município de Londrina apontam que 70 mil pessoas já foram vacinadas com a primeira dose e 20 mil com a segunda dose. (Com AEN)

 

 

 

Não há ambiente livre da Covid-19, alerta secretário estadual da Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma a recomendação para que a população mantenha as medidas preventivas para conter a disseminação da Covid-19: distanciamento social de no mínimo um metro e meio, deixar os ambientes ventilados, evitar aglomeração, usar máscara de proteção individual de forma adequada e fazer higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel 70%.

 

“Enfrentamos um aumento acelerado de casos de Covid-19 em todo o País e, no Paraná, o cenário do mês de março não foi diferente. Hoje podemos afirmar com toda certeza que não há ambiente livre da Covid-19. A transmissão comunitária está presente, o que significa dizer que não é mais possível rastrear qual é a origem da infecção, indicando que o vírus circula em todas as regiões”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

 

Os decretos estaduais restritivos estabelecidos desde 26 de fevereiro, e também os municipais, têm ajudado a conter a transmissão, inclusive reduzindo a média móvel de casos em 34% e a média móvel de óbitos em 42%. “Mas esses números são observados dentro de um patamar elevado. O mês de março concentrou um total de 41% dos casos confirmados e 45% total dos óbitos provocados pela pandemia no Estado”, afirmou o secretário.

 

Ele enfatizou que este é um momento de pensar coletivamente para que o Estado consiga quebrar esta cadeia e conquistar uma estabilidade. “Para isso, o Governo do Estado realiza um grande esforço que envolve a ativação de estruturas hospitalares e a distribuição de vacinas. Mas estas medidas não bastam. Destacamos enfaticamente que não há ambiente livre da Covid-19 e é fundamental o envolvimento da população neste controle”, afirmou Beto Preto.

 

SITUAÇÃO – A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde, Acácia Nasr, também ressaltou que o controle da disseminação da Covid-19 pela comunidade é a melhor maneira de proteção e prevenção. O aumento da circulação do vírus leva a infecção a pessoas na faixa etária entre 20 e 59 anos, correspondendo a 21% dos óbitos. Este é um fator a mais de atenção e preocupação da Secretaria.

 

“Desde novembro de 2020 observamos um amento da circulação no Paraná. Hoje, segundo o Informe Covid-19, a média de idade dos casos confirmados é de 39 anos, representando 76% dos diagnósticos positivos”, ressaltou Acácia.

 

Segundo a coordenadora, a transmissão não controlada em pessoas mais jovens apresenta risco significativo de morbidade e mortalidade em toda a população.

 

“Esta faixa etária é que a mais se movimenta. Além do custo humano, isso impactaria a força de trabalho como um todo e sobrecarrega a capacidade dos sistemas de saúde em fornecer cuidados. Hoje nossa taxa de ocupação de leitos é de 95%. É importante lembrar que níveis acima de 75% de ocupação indicam alerta para os serviços de saúde”, afirmou.

 

MONITORAMENTO – Outro fator que indica a intensidade da circulação do coronavírus no Estado é a taxa de positividade dos exames, que está em torno de 40%.

 

A Secretaria da Saúde destaca várias iniciativas de monitoramento do cenário do Paraná, como do Instituto de Biologia Molecular (IBMP), que acompanha diariamente os resultados de testes realizados em todas as regiões e na Capital.

 

No dia 28 de março, por exemplo, a análise do IBMP apontou 33% de resultados positivos em 4.110 amostras analisadas do Paraná. A taxa subiu para 41% em Curitiba, a partir de 720 amostras liberadas no GAL (Gerenciador de Ambiente Laboratorial/MS). Os dados da terça-feira (30) apontaram 37,96% positivados em 3.754 amostras avaliadas no Paraná. Na Capital, o percentual de positivação foi de 42,09% em cima de 1.039 exames.

 

 

VARIANTES – A coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde destacou, ainda, como fator de alerta o recente aumento das variantes em circulação, potencializando a transmissibilidade e a gravidade da doença. “Neste momento acredita-se que a variante predominante no Paraná seja a variante brasileira P.1, que se originou em Manaus no final de novembro”, disse Acácia Nasr.

 

Ela também reforçou a necessidade da adoção de medidas preventivas pela população nesta véspera de feriado da Páscoa. "Nossa orientação é de manter o distanciamento social e a lista de medidas de prevenção. Em casos de sinais e sintomas ou contato com um caso suspeito ou confirmado de Covid-19 é preciso fazer isolamento por um período de 10 dias”, arrematou. (Com AEN)

 

 

 

 

 

Paraná oferta cursos gratuitos de programação para 65 mil alunos

Em tempos de pandemia e com aulas presenciais suspensas, o Governo do Paraná resolveu não esperar para conectar ainda mais os alunos da rede pública estadual com o ensino-aprendizado e o mundo digital. Nesta quarta-feira (31), o governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou o programa EduTech, que vai oferecer aos alunos da rede cursos gratuitos de programação, games e animação. Com 65 mil estudantes inscritos, o programa contará com 689 turmas virtuais.

 

Para marcar o lançamento, foi oferecida uma aula inaugural virtual, com a participação do governador, do presidente da Google no Brasil, Fábio Coelho; da empresária Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza; a presidente-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz; e Paulo Silveira, CEO da Alura e mestre em Geometria Computacional pela USP; além do secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder. O encontro foi transmitido pelo YouTube.

 

Os cursos gratuitos de programação são para alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e professores da rede estadual. As trilhas de ensino dos cursos se dividem por séries e contemplam conteúdos como games e animação, Ciência de Dados, programação front-end, desenvolvimento mobile e programação em JavaScript e em Python. As aulas são remotas, com um professor de programação como tutor de cada turma virtual. O período do curso vai de 1º de abril até o final do ano letivo de 2021.

 

O governador ressaltou que a oferta de um curso voltado para a área tecnológica se soma a outras iniciativas do Governo para a rede estadual, que busca uma quebra de paradigma no modelo de ensino. “O EduTech é o maior programa educacional de tecnologia no Brasil, que vai fazer com que nossos jovens possam ter a oportunidade de conhecer essa área, que cresce no mundo todo, e se preparar para o mercado de trabalho. Há todo um ambiente de possibilidades no setor, que paga bons salários”, afirmou Ratinho Junior.

 

Além do curso de programação, que tem uma meta de atingir 150 estudantes da rede pública, o Estado também passou a ofertar neste ano aulas de Educação Financeira para o Ensino Médio, além de iniciar o Ganhando o Mundo, um programa de intercâmbio voltado a alunos dos colégios estaduais. “O modelo educacional implantado na década de 1980 não avançou com o tempo. No Paraná, estamos fazendo uma ruptura para transformar a educação e trazer tudo aquilo que é inovador”, afirmou.

 

“Queremos preparar essa nova geração de jovens, na faixa dos 14, 15 e 16 anos, para ocuparem esse espaço de trabalho. No Brasil há milhares de vagas abertas e não tem profissional suficiente na área, então a ideia é fazer o Paraná ser o berço da tecnologia no País”, disse o governador. “Estamos começando com 65 mil alunos, mas queremos chegar a 150 mil e preparar a nova geração para esse mundo tecnológico, que esteja antenada, especializada e que possa ser bem remunerada”.

 

MERCADO – O programa é implementado em meio à expansão do mercado de tecnologia da informação (TI), que deve crescer 11% neste ano, de acordo com estudo da consultoria IDC Brasil. “Além de conhecimento, esse projeto dá condições para nossos alunos trilharem uma carreira no futuro em um mercado que cada vez mais busca por esses profissionais. A grande linguagem do século XXI é a da computação, e será para essa área que os estudantes paranaenses estão sendo preparados para atuar”, destacou o secretário Renato Feder.

 

Para o presidente do Google no Brasil, as empresas de tecnologia e o próprio Google estão sempre buscando mão de obra especializada. “Um programa como este ajuda a abrir as portas do mercado para quem conhece as ferramentas digitais. Vai ajudar a gerar mais oportunidades e formar um grupo de profissionais aptos para a área”, disse Coelho.

 

Paulo Silveira, CEO da Alura, plataforma pela qual as aulas serão oferecidas, explicou que conhecimento de programação é uma oportunidade de já sair da escola e alcançar uma vaga de trabalho qualificada. “É uma opção de conseguir um emprego que remunera bem e onde é possível exercitar suas melhores capacidades. São vagas altamente capacitadas”, disse.

 

Segundo a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-Paraná), somente em Curitiba há um déficit de 3 mil profissionais na área. No Brasil, a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) projeta que 70 mil profissionais serão demandados por ano até 2024.

 

Porém, há um forte descompasso entre oferta e demanda: o País forma 46 mil pessoas com perfil tecnológico por ano. Ou seja, um déficit de 24 mil especialistas anualmente. Segundo a IDC, consultoria mundial para os mercados de tecnologia, o mercado de TI, globalmente, terá déficit de 570 mil profissionais neste ano.

 

OPORTUNIDADE – A empresária Luiza Trajano explicou que a rede Magazine Luiza conta com cinco laboratórios digitais, que somente no ano passado contrataram 5 mil profissionais de Tecnologia da Informação. “Existe muita oportunidade para quem tem essa formação, por isso é importante a oferta de cursos que prepare pessoas para o que o mercado está pedindo”, disse. “Peço aos alunos que não deixem escapar essa oportunidade, que fará uma grande diferença em sua vida”.

 

Para a presidente do Todos pela Educação, a iniciativa também contribui para trazer mudanças aos modelos educacionais, que também foram muito afetados pela pandemia. “É preciso mudar para reconstruir, e o que eu vejo vindo do Paraná é uma luz que será fundamental para o futuro e vai irradiar em todo o Brasil”, ressaltou Priscila Cruz. “Precisamos desses bons exemplos para empurrar o País para frente, e a educação é o principal alicerce para o desenvolvimento social e econômico de uma nação”.

 

PRESENÇAS – Também acompanharam o lançamento do projeto o chefe da Casa Civil, Guto Silva; e o secretário estadual da Comunicação Social e da Cultura, João Debiasi. (Com AEN)

 

 

 

85% dos municípios do Paraná tiveram saldo positivo de empregos em fevereiro

A retomada econômica paranaense pode ser medida pela recuperação dos municípios. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na terça-feira (30), 339 das 399 cidades do Estado apresentaram saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada em fevereiro. O número equivale a 85% do Paraná.

 

Outros 11 apareceram “zerados”, que é quando o município tem o mesmo número de admissões e demissões no período. Com isso, apenas 49 (12,2%) ficaram no vermelho. Dessas, 33 perderam até dez vagas, o que indica variação sazonal, com boas chances de reversão em curto prazo.

 

“A pesquisa revela que o emprego não está concentrado em apenas uma cidade, uma região ou nas cidades grandes do Paraná. Está espalhado por todo o Estado, reforçando a estratégia do Governo de olhar para todos os 399 municípios, sem distinção”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

Carretas do Conhecimento Digital começam as atividades em abril
Outro ponto que indica a pulverização do emprego pelo Paraná é que o porcentual de municípios no azul em fevereiro é consideravelmente superior ao dos dois últimos meses. Dezembro, por exemplo, fechou com 139 cidades (34,8%) com resultados positivos, número que saltou para 292 (73,1%) em janeiro.

 

“Melhoramos em relação a janeiro, com um crescimento de mais de 10%. É um excelente resultado, que comprova sim que a abertura de emprego está disseminada por todas as regiões do Estado”, avaliou Suelen Glinski, chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo à Geração de Renda da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho.

 

CIDADES – Curitiba, com 13.061 novas vagas formais, liderou o ranking da carteira assinada. A Capital representou 31,3% do total de 41.616 postos abertos no Estado durante o mês passado. Na sequência, completando o top 10, aparecem Maringá (1.895), Cascavel (1.570), Londrina (1.534), São José dos Pinhais (1.424), Ponta Grossa (1.041), Toledo (984), Araucária (947), Cornélio Procópio (626) e Ortigueira (622).

 

Janeiro de 2021 foi o melhor da história desse mês na geração de empregos no Paraná
Na contramão, os piores resultados foram verificados em Guaratuba (-158 vagas), Matinhos (-113), muito em função do fim da temporada de veraneio, Cafelândia (-92), Cruzeiro do Oeste (-79) e Iguaraçu (-56).

 

RETOMADA – O Paraná foi o estado da Região Sul e o terceiro do País que mais abriu postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro. Foram 41.616 vagas, de acordo com o Caged, órgão ligado ao Ministério da Economia. O resultado é saldo de 146.014 admissões e 104.398 demissões e significa uma alta de 70% em relação ao obtido em janeiro, quando foram criadas 24.342 vagas no Estado. Apenas São Paulo e Minas Gerais tiveram desempenho melhor no período.

 

O resultado confirma a expansão da atividade econômica estadual e reforça os números positivos obtidos pelo Estado ao longo do ano passado. O Paraná abriu 52.670 vagas de emprego em 2020, mesmo em um ano marcado pela pandemia. Foi o segundo melhor resultado do País, com apenas 380 contratações a menos do que Santa Catarina. O ano passado fechou com 290 municípios com saldo positivo.

 

“Todos esses resultados positivos demonstram a força econômica do Paraná. O Estado está gerando empregos novos nas metrópoles e nas cidades pequenas, algo muito relevante”, destacou Suelen. (Com AEN)

 

 

 

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