Oficiais da PM lançam livro com técnicas para Negociação em Crises

Com a proposta de aliar doutrina com a prática para disseminar conhecimento aos profissionais de segurança pública, oficiais da Polícia Militar do Paraná escreveram o livro Negociação em Crises Policiais – Teoria e Prática. A publicação explica a origem e a evolução do tema ao longo das últimas décadas, pontuando casos mais relevantes no Paraná e os resultados obtidos pelas equipes policiais. É de autoria do major Marco Antônio da Silva, major Luiz Fernando da Silva e do capitão Otávio Lúcio Roncaglio.

 

“Há quatro anos nos reunimos e resolvemos colocar no papel toda essa parte doutrinária e a nossa experiência, para que a gente pudesse consolidar a doutrina e também para servir de referências para outras corporações, pois é um assunto muito técnico e específico. Nossa ideia é difundir, sistematizar esse conhecimento e atrelar com a prática”, disse o major Marco.

 

Ele e o major Fernando, que são irmãos, já foram comandantes da Equipe de Negociação e, juntamente com o capitão Roncaglio, atual comandante da subunidade, reuniram uma extensa gama de documentos e imagens da experiência que adquiriram ao longo de mais de uma década em atividades operacionais, além de cursos e especializações feitas no Exterior.

 

Os operadores são treinados para lidar com ocorrências de maior complexidade, como rebeliões em unidades prisionais, roubos frustrados, resgate de reféns, entre outras situações.

 

“Nos empenhamos muito ao longo desses anos, pois é um trabalho bem focado em ajudar outras pessoas que estão interessadas nessa área. A negociação tem como objetivo acabar com uma ocorrência com refém, presos rebelados, tentativas de suicídio. A maioria termina no processo de negociação sem nenhuma perda”, explicou o major Marco.

 

A riqueza de detalhes e a análise de casos servem de instrução para policiais militares aprenderem mais sobre o tema e terem maior efetividade ao se depararem com situações de crise. “A ideia é dar ferramentas para que os policiais tenham condições de prestar um atendimento mais profissional em negociação de crises e, assim, salvar vidas”, disse o major Fernando.

 

ABORDAGENS – A obra aborda aspectos históricos da Negociação de Crises no Brasil e no mundo, técnicas de negociação, tipologia dos causadores de eventos críticos, comunicação com suicidas, presos rebelados e terroristas e até os meios e recursos necessários para que uma equipe de negociação seja estabelecida numa polícia. “Nos casos práticos a gente demonstra que essas doutrinas e técnicas efetivamente funcionam na missão de salvar vidas e cumprir a lei”, complementou o major Fernando.

 

Segundo o capitão Roncaglio, a obra abrange toda a experiência dos autores e foi organizada de forma que o leitor possa buscar informações de acordo com o interesse. “Militamos nessa área de negociação e gerenciamento de crise há bastante tempo e percebemos que, no nosso País, existia uma pendência muito grande numa literatura específica sobre esse tema. Pensando nisso, aliado a todo o tempo que a gente milita nessa área, resolvemos trazer nossa experiência prática e colocar num livro. A ideia também é que, talvez num curto prazo, esse livro seja considerado um manual de negociação em crises a ser utilizado no País”, explicou.

 

O primeiro exemplar foi entregue ao comandante-geral da PM, coronel Hudson Leôncio Teixeira, que já foi comandante do Bope e um dos maiores incentivadores para fortalecimento da subunidade. Também participou do momento da entrega o tenente-coronel Roberto Sampaio Araújo, primeiro comandante da Equipe de Negociação e que trabalhou para elevar o assunto dentro da Corporação, e o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Gelson Marcelo Jahnke. O tenente-coronel Sampaio foi o autor do prefácio do livro.

 

HISTÓRIA – A Equipe de Negociação foi criada no dia 20 de março de 2003 (com data reconhecida pela Portaria do Comando-Geral número 930, de 17 de setembro de 2019), em um momento em que se vislumbrou a necessidade de um atendimento técnico e profissional às ocorrências críticas que aconteciam em território paranaense. Nestes 18 anos de atividade bem-sucedida, o grupo atendeu mais de 200 crises e participou da preservação de inúmeras vidas, sempre com tecnicidade, dedicação e comprometimento. (Com AEN)

 

 

 

Obra da nova ponte entre Brasil e Paraguai alcança 49% de execução

O Departamento de Estrada de Rodagem do Paraná (DER-PR) confirmou no boletim técnico de março que a construção da Ponte Internacional da Integração, entre Foz do Iguaçu, na Região Oeste do Paraná, e Presidente Franco, no Paraguai, alcançou 49% de execução. A previsão é que o eixo rodoviário seja concluído em 2022.

 

Responsável pelo financiamento da obra, Itaipu Binacional já investiu até o momento R$ 115 milhões na construção. O DER-PR é o responsável pelo gerenciamento e fiscalização do empreendimento. De acordo com a Itaipu, o canteiro de obras gera atualmente mais de 2,5 mil empregos diretos.

 

O boletim apontou que do lado brasileiro foi finalizado o processo de deslocamentos dos trechos concretados. A execução permitiu que fosse iniciada a segunda etapa da caixa de equilíbrio. O espaço de concreto armado vai servir de contrapeso ao vão central da ponte e tem 22,70 metros de largura e 25 metros de comprimento.

 

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Ainda nesta fase, de acordo com o DER-PR, será aplicada a instalação das 18 unidades de tubos forma, num total de 160 que abrigarão os estais da ponte. Com a execução adiantada, a previsão é que o mastro brasileiro possa atingir 118 metros de altura até o fim deste mês.

 

Do lado paraguaio, por sua vez, a estimativa é que feche março com 88 metros de altura do mastro concretado. No apoio 01, informa o boletim, houve a continuidade da execução do segundo trecho concretado, de 20,50 metros de largura e 28,12 metros de comprimento. Feito concreto armado, tem peso aproximado de 1.100 toneladas.

 

PONTE – A segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná e a nova perimetral até a BR-277, que acompanha a obra, recebem investimentos de R$ 463 milhões da Itaipu Binacional. A ponte, estimada em R$ 323 milhões, está sendo construída nas proximidades do Marco das Três Fronteiras, ligando Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco.

 

A estrutura terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de três metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A previsão é que a obra seja entregue em 2022. Ela será maior que a Ponte Internacional da Amizade e está localizada cerca de 10 quilômetros abaixo dela, em direção ao Rio Iguaçu.

 

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PERIMETRAL – O boletim registra também o início da construção dos acessos à ponte, com 2% das obras executadas. Os investimentos chegam a R$ 2,3 milhões. A rodovia que fará a ligação da 2ª Ponte Internacional Brasil – Paraguai com a rodovia BR-277 conta atualmente com três frentes de serviço em andamento.

 

A primeira corresponde à realização de terraplenagem nos ramos que irão compor o Viaduto de Acesso à Ponte Tancredo Neves, que liga Brasil com Argentina. Outra frente está localizada nas proximidades da Avenida Perimetral Leste com serviços de limpeza de camada vegetal. O terceiro ponto de execução dos serviços está nas proximidades da antiga aduana localizada no fim da Avenida General Meira. Lá estão sendo realizados serviços de supressão de arbóreas para posterior entrada dos equipamentos.

 

Esta obra contempla a implantação de 15 quilômetros de rodovia e a construção de seis interseções em desnível, além de duas novas aduanas. A perimetral que faz parte da obra vai permitir que caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a BR-277 na altura do Posto Paradão, reduzindo o fluxo de veículos pesados na área urbana de Foz do Iguaçu. A ponte também terá acesso facultado a veículos menores e turistas. A execução de todas as intervenções previstas no projeto será feita no prazo de 545 dias.

 

A perimetral do lado paraguaio será de responsabilidade do governo local e terá 35 quilômetros de extensão, com um viaduto, duas pontes, um trevo, um centro integrado de cargas e uma área de controle primário. A obra está orçada em US$ 172 milhões. Da mesma forma, na outra ponte ligando os dois países, cada um deles será responsável pela construção da sua respectiva perimetral. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

 

CGE supervisionou aplicação de R$ 357,8 milhões na pandemia

A Controladoria-Geral do Estado (CGE) verificou contratos que somam R$ 357,8 milhões de recursos públicos especificamente para o combate à pandemia da Covid-19 nos últimos meses. A ação ajudou a evitar problemas de contratação e auxiliou o Paraná a manter a transparência e o controle sobre os gastos públicos.

 

O valor auditado corresponde a aproximadamente 70% do total de contratações e aquisições feitas pela lei que flexibilizava as licitações, conforme o Portal da Transparência do Estado do Paraná.

 

Foram auditados 378 contratos e emitidas 1.629 recomendações para garantir a regularidade nos processos. Do total analisado, R$ 40 milhões deixaram de ser utilizados incorretamente porque os processos apresentavam alguma desconformidade com a legislação, o que pode ser corrigido pelos órgãos responsáveis.

 

O controlador-geral do Estado, Raul Siqueira, explicou que a lei federal 13.979 e o decreto estadual 4.315 permitiam flexibilizar algumas regras para que o processo de contratação de equipamentos e insumos fosse mais rápido, diante da situação de emergência, mas nenhuma legislação exime compras e contratações de determinados procedimentos legais. Entre os problemas estiveram falta de informações e especificações.

 

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A lei 13.979 perdeu a vigência em 31 de dezembro de 2020, mas a auditoria continuou analisando processos que tenham relação com o enfrentamento à doença, por orientação do governador Carlos Massa Ratinho Junior. Em reunião recente entre governadores e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ele também pediu a reedição da lei, o que daria ainda mais respaldo ao controle interno.

 

RECOMENDAÇÕES – As 1.629 recomendações evitaram que recursos fossem gastos com contratos que não possuíam a segurança jurídica necessária. “Existem recomendações que podem ser justificadas e outras são impeditivas. Quando a recomendação impeditiva não é acatada, a CGE encaminha o caso para a Corregedoria. Não chegamos a esse ponto, devido ao respeito que a CGE conquistou nessa gestão, e o desempenho profissional dos servidores”, disse Siqueira.

 

A coordenadora de Auditoria, Sharlene Sena, explicou que as verificações dos contratos são feitas, por amostragem, antes mesmo de ele ser assinado, evitando problemas que só apareceriam depois. “Aplicamos a auditoria chamada due diligence, que é aquela feita ao longo do processo para identificar riscos ou inconformidades sobre determinado ponto ou situação. A pandemia exigia essa atitude”, disse. 

 

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A tensão causada pelo avanço da doença e a pressa causaram algumas inconsistências ou equívocos nos contratos, provocando necessidade de reavaliação. “Chamamos a isso de achados. A cada um é feita orientação ao órgão que emitiu o documento chamando atenção para que adeque o procedimento à legislação e garanta a integridade do processo”, afirmou Sharlene.

 

Segundo ela, entre as principais irregularidades estava a ausência de método objetivo e documentado para justificar a quantidade de bens e serviços contratados, o que gera risco de descontrole de estoque; falta de economicidade; e aditivos contratuais. Sobre os cancelamentos, a coordenadora de Auditoria explicou que se referiam a aquisições acima do valor de mercado, falta de clareza em termo de referência na elaboração de máscaras, bem como aquisições repetidas.

 

A equipe da Auditoria, reforçada com mais servidores no ano passado, recomendou aos órgãos do Estado uma intensificão no planejamento e na definição de método para estimar as quantidades e embasar termos de referência, além de documentar todos os procedimentos. Sharlene explicou que, mesmo com a flexibilização da Lei das Licitações, na elaboração do termo de referência da contratação era necessário apresentar pesquisa de preços.

 

A adoção da metodologia “due diligence” e o olhar atento à conformidade dos contatos, identificando riscos e vulnerabilidade, estão de acordo com o Programa de Integridade e Compliance, implantado em 2019 na administração pública do Estado. 

 

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QUALIDADE – A CGE aderiu à metodologia IA-CM, sigla em inglês para Modelo de Capacidade de Auditoria Interna, o que, para Siqueira, ajudou na eficiência do trabalho. O IA-CM atende à Estrutura Internacional de Práticas Profissionais (IPPF - International Professional Practices Framework). Para o setor público, a metodologia foi atualizada em 2017. 

 

Ele explicou que o Paraná deve atingir o nível 2 do IA-CM em breve, mas que a meta é chegar ao quinto nível, patamar em que nenhuma administração pública no mundo alcançou. “A auditoria não é simplesmente juntar um monte de arquivo e ficar fazendo contas, é preciso ter método. Especificamente, a metodologia do IA-CM ajudou na elaboração dos papéis de trabalho e na metodologia da auditoria, delimitando melhor o escopo e atingindo melhores resultados”, acrescentou o controlador-geral. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paraná passa de 1 milhão de doses aplicadas da vacina contra o coronavírus

O Paraná ultrapassou neste domingo (28) a marca de 1 milhão de doses aplicadas da vacina contra o novo coronavírus. Até o início da tarde, o vacinômetro disponível no site da Secretaria de Estado da Saúde contabilizava 1.002.683 aplicações, sendo 792.734 paranaenses imunizados – 209.949 receberam a dose de reforço.

 

A marca foi atingida no primeiro fim de semana da campanha Vacina Paraná de Domingo a Domingo, lançada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na sexta-feira (26). Neste domingo, ele acompanhou os mutirões em Maringá, na região Noroeste, e Apucarana, no Vale do Ivaí.

 

“Somos o primeiro estado a lançar uma campanha desse porte porque queremos atingir rapidamente o maior número possível de paranaenses imunizados. A vacinação é a única alternativa que temos para vencer essa pandemia, por isso é importante a adesão em massa dos municípios para acelerar esse processo”, afirmou Ratinho Junior.

 

“Nossa meta é imunizar, ainda no mês de abril, todas as pessoas com 60 anos ou mais, que é o grupo mais atingido pela Covid-19. A maioria dos óbitos pela doença é dessa faixa etária”, acrescentou Ratinho Junior.

 

Até o momento, segundo o vacinômetro, o Paraná distribuiu 1.386.277 doses às Regionais de Saúde, sendo 1.092.167 destinadas à primeira aplicação e 294.110 para a segunda. Com isso, o Estado já aplicou 72,6% das primeiras doses distribuídas e 71,4% da dose de reforço.

 

GRUPOS PRIORITÁRIOS – A primeira etapa de imunização no Paraná deve chegar a 4.635.123 pessoas até maio, que fazem parte dos grupos prioritários previstos no Plano Estadual de Imunização. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o Estado tem capacidade para vacinar até 200 mil pessoas por dia na rede pública de saúde.

 

Já receberam, ou estão recebendo a vacina, profissionais da saúde, quilombolas e população indígena, idosos institucionalizados, pessoas de 65 a 69 anos, de 70 a 74 anos, de 75 a 79, de 80 a 89 anos e pessoas acima dos 90 anos. Depois dos idosos, o objetivo é avançar para os grupos de trabalhadores da educação e da segurança.

 

“A partir do planejamento da Secretaria da Saúde, a ideia é chegar a esses dois grupos extremamente importantes para a nossa sociedade: a polícia, que já está na linha de frente de atuação contra o coronavírus há um ano, e os educadores, porque queremos retornar às aulas com segurança o quanto antes”, afirmou Ratinho Junior.

 

DISTRIBUIÇÃO – Já foram encaminhadas para as Regionais de Saúde, e posteriormente aos municípios, 1.386.277 doses, 80,23% das 1.727.850 vacinas recebidas pelo Paraná do Ministério da Saúde. As 341.573 que ainda não foram enviadas às regionais estão no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, onde são organizadas para distribuição nos próximos dias.

 

Com o maior fluxo de produção de vacinas por parte do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Paraná deve receber do Ministério pelo menos 300 mil doses por semana, o que vai permitir ainda mais avanço na imunização dos paranaenses. (Com AEN)

 

 

 

Municípios do Paraná aderem à vacinação de domingo a domingo

Os municípios paranaenses estão comprometidos em acelerar a vacinação contra a Covid-19, que agora passa a ser aplicada interruptamente, de domingo a domingo. Levantamento prévio da Secretaria de Estado da Saúde mostra que 124 cidades, das 22 Regionais, já começaram a imunizar os grupos prioritários neste domingo (28), fora aquelas que utilizaram até sábado (27) todas as doses que receberam. Neste primeiro dia de campanha, o governador Carlos Massa Ratinho Junior acompanhou os mutirões em Apucarana, no Vale do Ivaí, e em Maringá, no Noroeste do Estado.

 

O Paraná já ultrapassou a marca de 1 milhão de doses aplicadas, com 792.734 paranaenses imunizados, dos quais 209.949 com a segunda dose. Até as 11 horas deste domingo, o Vacinômetro disponível no site da Secretaria da Saúde, que faz a contagem de acordo com as atualizações dos municípios, já contabilizava um total de 1.002.683 vacinas aplicadas, 72% das 1.386.277 distribuídas pelo Governo do Estado. Até agora, o Paraná recebeu 1.727.850 doses do Ministério da Saúde.

 

O governador reforçou a necessidade de acelerar a vacinação, para que o Paraná feche o mês de abril com 100% pessoas com mais de 60 anos imunizadas, além de incluir novos públicos, como policiais e professores.

 

“Damos a largada na campanha Vacina Paraná de Domingo a Domingo para fazer um grande trabalho de vacinação todos os dias da semana. Os municípios, principalmente os de médio e grande porte, estão encampando essa ideia para dar mais velocidade à imunização da população paranaense”, afirmou. “A estratégia do Estado é vacinar o máximo de pessoas e fechar o ciclo com o público acima de 60 anos, porque a grande maioria dos óbitos de Covid-19 é nessa faixa etária”, disse.

 

“A vacinação é a única alternativa para vencer essa pandemia. Então a ideia é dar muita velocidade, somos o primeiro estado do Brasil a fazer um grande projeto nesse sentido, por isso queremos que a escala de vacinação cresça a cada semana”, ressaltou Ratinho Junior. “A Fiocruz e o Instituto Butantan, os dois laboratórios brasileiros que fornecem ao Ministério da Saúde, vão aumentar a produção, permitindo que os estados recebam novas doses em um cronograma mais organizado e planejado, com um volume considerável de vacinas para distribuir aos municípios paranaenses”, complementou.

 

Ratinho Junior também agradeceu o trabalho dos profissionais de saúde, que depois de mais de um ano combatendo a pandemia, agora também fazem frente nessa grande campanha de vacinação. “Quero agradecer toda a equipe de saúde do Paraná, nossos enfermeiros, técnicos de enfermagem, gestores das unidades básicas de saúde e dos nossos hospitais. Eles estão há um ano trabalhando incansavelmente, 24 horas por dia, e aceitaram de bom grado nosso desafio de trabalhar de domingo a domingo para cumprir nossa meta de vacinação”, completou.

 

TODAS AS DOSES – “Colocar as equipes para vacinarem de domingo a domingo é fazer com que a vacina chegue mais rápido nos braços dos paranaenses. A orientação é vacinar, vacinar e vacinar”, reforçou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Os municípios podem usar todas as doses que receberam para atingir o maior número possível de pessoas, já que os repasses do Ministério da Saúde estão contínuos e não precisa mais reservar a segunda dose. O importante é ampliar o número de vacinados para podermos diminuir rapidamente os casos que precisam de internação”, salientou.

 

O secretário explicou que assim que chegam os imunizantes do Ministério da Saúde, eles são despachados para as Regionais em menos de 24 horas, em um esquema de logística que envolve as aeronaves do Estado. “Uma vez que estejam em solo paranaense, elas chegam rapidamente às Regionais de Saúde para que sejam encaminhadas aos municípios. A orientação aos secretários é usar todo o estoque, porque ele está sendo reposto rapidamente. Se for acabar a vacina, usa mesmo assim, porque logo em seguida chega outro lote”, afirmou.

 

MARINGÁ – Na Unidade Saúde Iguaçu, em Maringá, o mutirão começou às 8 horas. Perto das 9h, os profissionais de saúde já começaram a disparar nos grupos de Whatsapp que um novo grupo tinha sido liberado para se vacinar: as pessoas com mais de 69 anos. Foi a sorte do garçom Geraldo Barbosa, que tinha ido até o local para tentar se vacinar e já estava na calçada, voltando para o trabalho sem receber a sua dose, pois até então as vacinas seriam aplicadas em quem tinha mais de 70 anos, que ele completa apenas em julho.

 

Já imunizado, ele comemorou a coincidência. “Já estava na espera há tempos, e vim hoje aqui porque estava mais próximo. Foi por pouco, já estava indo embora e voltei para vacinar. Agora é continuar se cuidando, álcool em gel na mão e máscara”, diz. “O serviço de garçom está difícil no último ano, mas agora precisa vacinar todo mundo para que tudo passe”, contou ele.

 

De acordo com o prefeito Ulisses Maia, no sábado o município bateu recorde de pessoas imunizadas, com mais de 4 mil aplicações, o que corresponde a 1% da população da cidade. “Já imunizamos cerca de 10% da nossa população, mas vamos aumentar a nossa estrutura de vacinação para ampliar esse público. Hoje temos seis Unidades de Saúde, mais o Teatro Calil Haddad em drive-thru, mas teremos mais dois locais semelhantes a esse e outras unidades de saúde, para poder vacinar o mais rápido possível para garantir a imunidade da população”, explicou Maia.

 

O empresário Alziro Moreschi, de 69 anos, também deu sorte na hora da vacinação. No sábado passado, ele acompanhou a aplicação na esposa Helen, de 71 anos, e hoje foi à Unidade da Saúde para ver se já tinha chegado a sua hora de receber o imunizante. Acabou sendo a segunda pessoa com 69 anos completos a tomar a vacina.

 

Inclusive a idade que está no documento, que é a válida na hora da vacinação, não é a sua idade real. Apesar de ter nascido em 1951, só foi registrado no ano seguinte. “O que importa é a alegria grande de receber essa vacina. Esperamos muito por ela, passamos um ano terrível, na minha empresa só duas pessoas não tiveram Covid, inclusive nós dois pegamos, mas no meu caso foi mais leve”, disse.

 

“Para mim foi muito difícil porque fiquei um ano sem sair de casa, mas no final de fevereiro comecei a ter sintomas. Foi muito terrível, mas por sorte tive um bom acompanhamento médico”, contou Helen. “O sentimento que tive ao receber a vacina foi de alegria, eu fico emocionada. Eu fiquei muito contente porque o governador e o prefeito estão assumindo o compromisso com a vacinação. Essa campanha de domingo a domingo merece o nosso agradecimento”, afirmou.

 

APUCARANA – Em Apucarana, estão sendo vacinadas neste domingo pessoas de 70 e 71 anos de idade, com a expectativa de aplicar 3.820 doses. Além da cidade, na 16ª Regional de Saúde também há vacinação em Jandaia do Sul e Faxinal. “Com essa campanha, vemos uma luz no fim do túnel. A pessoa imunizada ganha resistência, uma força contra o coronavírus. Quando começarmos a ver a maior parte da população imunizada é que teremos condições de pensar em voltar ao normal”, ressaltou o prefeito Junior da Femac.

 

“Apucarana aderiu a essa campanha do Governo do Estado, para vacinar de domingo a domingo. Tenho certeza que com esse grande trabalho nos municípios e o apoio do Governo do Estado, vamos conseguir imunizar o máximo de paranaenses no menor tempo possível”, afirmou. “Nós, os apucaranenses, estamos querendo vacina. É só mandar as doses que aplicaremos nas pessoas”, completou o prefeito.

 

OUTRAS CIDADES – O chefe da Casa Civil, Guto Silva, também visitou alguns locais da Região Metropolitana de Curitiba onde estavam sendo aplicadas as vacinas neste primeiro dia da campanha de Domingo a Domingo e destacou a adesão da população e o trabalho das prefeituras.

 

Em uma das maiores estruturas montadas no Estado, no Expotrade Convention Center, em Pinhais, por exemplo, estavam sendo vacinadas 200 pessoas por hora. “O Governo está dando todo o suporte e os prefeitos e prefeitas estão fazendo um grande trabalho de liderança e mobilização para a vacinação em massa em seus municípios. Cada dose de vacina é uma dose de esperança”, disse.

 

Silva disse que a programação do Ministério da Saúde de distribuição dos imunizantes permite agilizar a vacinação no Estado. “Com a previsão de chegada ao Paraná de 300 mil vacinas semanalmente, vamos poder aumentar muito a imunização da população e sair rapidamente desse momento tão crítico, tão difícil”, afirmou.

 

Os secretários estaduais do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, João Carlos Ortega, do Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge, e o chefe de Gabinete da Governadoria, Daniel Vilas Bôas Rocha, também acompanharam a vacinação em Araucária e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. (Com AEN)

 

 

 

Governador lança campanha com municípios para vacinar de domingo a domingo

O Governo do Estado iniciou nesta sexta dia (26) uma campanha junto aos municípios do Paraná para vacinar os grupos prioritários de domingo a domingo. A ideia, apresentada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, é incentivar ainda mais a imunização, valorizar a sua importância na luta contra a pandemia e acelerar a aplicação em cidades que têm mais dificuldades de operacionalizar o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19.

 

Segundo levantamento preliminar da Secretaria de Estado da Saúde, municípios de todas as regiões vão aderir já neste final de semana e a expectativa é de que a campanha ganhe corpo no decorrer dos próximos dias. Vão participar, por exemplo, Londrina, Maringá, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama, Pinhais, São José dos Pinhais, Colombo, Almirante Tamandaré, Foz do Iguaçu, Medianeira, São Miguel do Iguaçu, Maria Helena, Alto Paraíso, Altônia, Jandaia do Sul, Apucarana, Mandirituba, Jacarezinho, Goioerê, e diversos outros.

 

“Estamos batalhando diariamente junto ao Ministério da Saúde e laboratórios privados para aumentar a disponibilidade de vacinas, mas, ao mesmo tempo, temos que ser certeiros com as doses que já recebemos e que vamos receber em frequência cada vez maior. Precisamos imunizar rapidamente os grupos prioritários. A vacina é a única alternativa que temos para vencer o coronavírus”, disse o governador Ratinho Junior.

 

Ele destacou que o Estado tem conseguido disponibilizar as doses aos municípios em tempo recorde com o auxílio de aeronaves e caminhões refrigerados. Essa mesma dinâmica se repetiu dez vezes nas dez remessas recebidas pelo Paraná desde meados de janeiro. Com as 227,4 mil doses desta sexta-feira (26), o Estado se aproxima de 2 milhões de doses já recebidas, montante apto a imunizar cerca de 1 milhão de cidadãos.

 

"Com a imunização chegando a mais pessoas vamos diminuir a tensão sobre o sistema de saúde. Queremos dar velocidade. É o primeiro Estado do País a fazer essa campanha de domingo a domingo. Vamos dar todo o apoio necessário aos municípios", completou o governador.

 

Ele reforçou, ainda, que há estimativa de recebimento de 300 mil doses semanais no Estado a partir do próximo mês e que os próximos que devem ser vacinados, além dos idosos, são os trabalhadores da educação e as forças policiais.

 

“Queremos que as vacinas cheguem nos braços dos paranaenses para aumentar a imunização no Estado todo. Com as novas remessas, estamos descendo para base da pirâmide populacional e precisamos usar toda a nossa capacidade de vacinação para acelerar esse processo. Agora teremos um fluxo melhor de vacinas”, enfatizou o secretário Beto Preto.

 

A Secretaria de Estado da Saúde se reúne de forma constante com os secretários municipais para acompanhar de perto as ações de vacinação, sugerir mudanças e ouvir as demandas. Nos últimos meses foram três reuniões virtuais para solicitar urgência nas aplicações das doses recebidas. O Paraná tem quase 2 mil pontos de vacinação.

 

BALANÇO – Até a manhã desta sexta-feira a média de aplicação da primeira dose nos municípios ainda era de quase 70%, segundo balanço do Vacinômetro, abastecido a partir de dados informados pelas prefeituras. O Paraná aplicou 750.395 primeiras doses entre as 1.092.508 distribuídas, o que significa 16% dos 4.635.123 paranaenses no grupo prioritário ou pouco mais de 8% da população adulta. (Com AEN). 

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Cervejas artesanais paranaenses estão entre as melhores do País

Vinte e três cervejas paranaenses foram premiadas durante a 9ª edição do Concurso Brasileiro de Cervejas 2021 (CBC 2021), em Blumenal (SC), no último dia 18. O evento reuniu 467 cervejarias de todo País com 3.162 rótulos em 134 categorias. O Paraná foi o terceiro colocado em número de medalhas com 50 premiações. O turismo cervejeiro é uma vertente do turismo gastronômico e a cerveja produzida no Estado é reconhecida nacionalmente.

 

O Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar, com 53 premiações, e Santa Catarina conquistou o primeiro, com 64. Entre as estrelas do evento está a cerveja maturada em barris de madeira envelhecida.

 

As paranaenses competiram com gigantes do universo cervejeiro e venceram grandes nomes, como a Ambev, uma das maiores empresas do setor, e a Heineken, que está entre as grandes marcas mundiais.

 

O Paraná que faz vinhos e espumantes premiados

 

Bebidas premiadas projetam marcas paranaenses no País

 

O secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, disse que o segmento da cerveja artesanal deixou de ser uma bolha de mercado, ganhou robustez, se solidificando entre consumidores cada vez mais exigentes. “O turismo gastronômico é um segmento de destaque no Paraná e o setor cervejeiro está nesse contexto, com premiações e reconhecimento pela qualidade dos produtos”, disse.

 

Nessa edição do concurso, pequenas cervejarias do interior do Estado ganharam medalhas nas categorias que envolvem maior complexidade na produção. Entre elas, a Wood and barrel aged (cervejas maturadas em barril de madeira envelhecida), uma nova tendência de mercado. A cerveja artesanal Lager Oak – Barba de Serpente –, fabricada em Foz do Iguaçu, conquistou a medalha de prata.

 

A categoria é uma das mais disputadas. A iguaçuense é maturada nos barris de carvalho usados para o envelhecimento das cachaças paranaenses Novo Fogo e Porto Morretes, campeãs em prêmios nacionais e internacionais – Porto Morretes foi considerada a melhor do Brasil. Ambas são fabricadas na cidade de Morretes, no Litoral do Estado.

 

A premiação é mais um componente que ratifica a posição do município do extremo Oeste como um dos mais procurados destinos turísticos­ do mundo, devido às suas belezas naturais e, também, pelo leque diversificado de atrativos na área de gastronomia. Foz do Iguaçu é o primeiro município paranaense que tem uma lei especifica de apoio às microcervejarias. A legislação vem fomentando o mercado local e atraindo novas empresas.

 

O secretário Márcio Nunes observou que a premiação da cervejaria de Foz une dois destinos turísticos importantes na rota gastronomia. “Os barris da melhor cachaça do País foram usados para fabricar a cerveja. Um novo roteiro de viagem pode ser traçado entre o Litoral e o extremo Oeste do nosso território pelo turista que busca a qualidade e os sabores exóticos de comida e bebidas.

 

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Após selo de procedência, erva-mate especial do Paraná começa a ganhar o mundo

 

MERCADO CERVEJEIRO – Eventos desse porte são excelentes oportunidades para que o mercado conheça os produtos disponíveis. NO CBC, as avaliações e comentários dos juízes ficam disponíveis para os inscritos que podem melhorar os seus processos produtivos e mensurar como os rótulos estão chegando aos consumidores.

 

Com a crise econômica, o pequeno empresário sabe que é necessário ampliar as possibilidades de venda. Desde o início da pandemia, a venda da bebida caiu 70%, conforme divulgou a Associação de Microcervejarias do Paraná (Procerva), em dezembro de 2020. 

 

De acordo com o presidente da Procerva, Iron Mendes, a cerveja artesanal paranaense gera cerca de 400 empregos diretos em 41 microcervejarias associadas à entidade. Segundo ele, proporcionalmente, o setor gera mais empregos por litro produzido que os grandes fabricantes. Com a pandemia, houve uma redução de 30% dessa força de trabalho.

 

Apesar do baque econômico, o presidente da Paraná Turismo, Jacob Mehl, afirma que a premiação é um importante indicativo de que o setor estadual está consolidado.

 

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“Ter 50 premiações num concurso gigantesco como esse, após 365 dias com restrição da circulação de pessoas, é resultado do empreendedorismo do paranaense que está sempre inovando e buscando qualidade para os seus produtos. É essa característica que faz do Paraná um Estado cada vez mais competitivo”, concluiu o presidente.

 

André Poletti, assessor de Marketing da Paraná Turismo, ressalta que Foz do Iguaçu, o maior polo de turismo internacional do Estado, oferece uma gastronomia rica e diversificada. “O resultado do CBC atesta a qualidade do produto cervejeiro apresentado pelo Paraná e a potencialidade do nosso principal cartão de visitas, as Cataratas do Iguaçu”. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

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