Paraná supera meta, investe R$ 6,52 bilhões em saúde e cirurgias ganham velocidade

O Governo do Estado destinou um total de R$ 6.525.281.995,89 para a área da saúde, em 2024.

O montante é o equivalente a 12,24% das receitas estaduais, índice superior à ao mínimo estabelecido por lei. Esse desempenho foi um dos pontos de destaque na prestação de contas do último quadrimestre do ano passado, que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) fez nesta terça-feira (18) à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (Alep).

Os recursos aplicados em procedimentos hospitalares, as cirurgias eletivas, a estratégia de regionalização dos serviços de saúde, o cumprimento da meta fiscal exigida por lei, além da vacinação e do fortalecimento da Atenção Primária em Saúde, foram alguns dos principais temas durante a reunião.

“Tratamos de pontos essenciais para a saúde pública, ouvimos atentamente as sugestões dos deputados e esclarecemos dúvidas com total transparência. O Paraná sai fortalecido dessa audiência, assim como a nossa rede de atendimento à população”, afirmou o diretor-geral da Sesa, César Neves.

Um dos destaques da apresentação foi o avanço das cirurgias eletivas no Estado, impulsionado pelo Programa Opera Paraná. Apenas no último quadrimestre de 2024, foram realizados 41.013 procedimentos cirúrgicos. Desde a criação do programa, em 2021, o SUS no Paraná já contabiliza 687.245 cirurgias realizadas, com investimentos que ultrapassam R$ 600 milhões.  

Na última semana, o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou um aporte adicional de R$ 350 milhões para a terceira etapa do Opera Paraná, garantindo a continuidade da ampliação dos procedimentos. “Os números mostram o impacto positivo dos investimentos da Sesa na rede hospitalar do Paraná. Esses recursos garantem atendimento ágil e regionalizado, beneficiando diretamente os pacientes que aguardam por cirurgias”, destacou o diretor-geral.

Os serviços especializados registraram grandes avanços no ano passado. O número de pacientes que aguardavam há mais de 12 meses por cirurgias eletivas teve uma redução de 37,13%, superando a meta inicial de 30%. O atendimento ambulatorial nas unidades próprias do Estado também foi ampliado, com um crescimento de 11,61%, mais do que o dobro da meta estipulada de 5%.

REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE – Outro avanço destacado durante a audiência foi a ampliação da cobertura da Atenção Primária – prestada nos municípios, porta de entrada para o SUS.  A meta inicial era atingir 86% da população, mas ao final de 2024, o índice chegou a 91,95%, garantindo atendimento básico para um número ainda maior de paranaenses. 

“A Atenção Primária é um dos pilares da saúde pública e tem recebido prioridade na gestão do governador Ratinho Junior. A ampliação da cobertura fortalece nossa capacidade de atendimento e assegura que mais pessoas tenham acesso a serviços essenciais”, ressaltou Neves.  

A saúde da mulher também teve indicadores positivos. A taxa de gestação na adolescência caiu para 9,1%, abaixo da meta estipulada de 9,5%. Além disso, 88,3% das gestantes realizaram pelo menos sete consultas de pré-natal, superando a meta de 86%. Dados positivos também foram colhidos na saúde bucal, que alcançou uma cobertura de 44,9% de equipes financiadas pelo Ministério da Saúde no Estado, superando a meta de 40%.

OUTROS TÓPICOS – A vacinação foi outro ponto de destaque na audiência. O Paraná superou a média nacional de cobertura vacinal em todos os imunizantes de rotina, com índices elevados para BCG, Meningo C, Rotavírus, Tríplice Viral e Pneumo, que também ultrapassaram as metas designadas pelo Plano Nacional de Imunização. Ainda neste escopo, um destaque especial se dá pela vacinação pediátrica: 48,12% dos municípios atingiram a cobertura vacinal adequada para crianças com até 12 meses de idade, superando a meta de 45%.

No fortalecimento da vigilância ambiental, o Paraná conseguiu reduzir o percentual de sistemas coletivos de abastecimento de água considerados inseguros. A meta era diminuir esse índice para 56,6%, mas o resultado foi ainda melhor, atingindo 54,45%. E 63,9% dos municípios tiveram planos de contingência para arboviroses aprovados pelos Conselhos Municipais de Saúde. Para este, a meta era de 50%.

Em relação ao atendimento de urgência e emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) manteve cobertura de 100%. Neste recorte, o destaque é o serviço aeromédico. Somente no terceiro quadrimestre, foram realizados 1.237 atendimentos aéreos, totalizando 3.923 ao longo do ano.  

"O SUS atende mais de 75% da população brasileira, sendo fundamental para a saúde pública, e é essencial defender e aprimorar esse sistema. No Paraná, um exemplo é o programa Opera Paraná, que tem avançado na produção de cirurgias eletivas", disse o presidente da Comissão de Saúde da Alep, Tercílio Turini. "A prestação de contas da Secretaria de Saúde na Assembleia Legislativa é fundamental para garantir transparência e informar a população sobre os investimentos e avanços na área".

PRESENÇAS – Participaram da audiência os deputados Hussein Bakri, líder do Governo, Márcio Pacheco, Arilson Chiorato, Dr. Leônidas e Márcia Huçulak. Pela Sesa, estiveram presentes o diretor de Atenção Especializada, Vinícius Filipak; a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes; o diretor-executivo do Fundo Estadual de Saúde, Adriano Rissati; a diretora do Setor de Obras da Sesa, Mariana Cardoso; o diretor do Setor de Unidades Próprias da Sesa, Guilherme Graziani; e o chefe de gabinete, Ian Sonda.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Rede de proteção: CastraPet Paraná fomenta corrente do bem em torno da causa animal

Para além dos atendimentos individuais voltados a pessoas de baixa renda, o Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPetParaná) atua como catalisador de uma corrente a favor da causa animal no Estado. Reúne, em uma grande rede de apoio, diversas ONGs e milhares de protetores independentes.

Foi o que aconteceu em São José dos Pinhais. A passagem de sete dias, entre 10 e 16 de março, pela cidade mais populosa da Região Metropolitana de Curitiba, beneficiou 687 pets, que foram castrados, vacinados e microchipados. Além disso, os tutores, muitos deles vinculados ao terceiro setor, receberam conteúdos de educação ambiental, como a tutela responsável, conscientização e bem-estar animal, com orientações sobre zoonoses, vacinação e desvermifugação.

É o caso da protetora e presidente do Instituto Seres e Vidas, Delzi Moura. Ela abriu o centro de apoio a partir da perda de um animal de estimação em um momento conturbado da vida, em que se recuperava de uma depressão pós-Covid-19. Um dia, a cachorra simplesmente desapareceu e nunca mais voltou, uma busca que dura até hoje. Jornada que obrigou a tutora a entrar em contato e conhecer grupos de proteção animal de todo o País. O laço estava formado.

“O diferencial do Instituto é a percepção de que por trás de um animal vítima de maus tratos pode haver um tutor com problemas, por isso montamos uma espécie de miniprefeitura, com várias pastas, que envolvem a assistência social, doação de cestas básicas, roupas, medicamentos e tudo aquilo que é necessário, seja para o animal ou para o tutor”, conta. “É importante destacar que o CastraPet nos permite trabalhar juntos para criar um mundo melhor para os animais. Protetores, veterinários e comunidade, todos juntos em favor de uma causa comum”.

Ivana Carraro também é protetora em São José dos Pinhais, responsável pela ONG Grãos de Areia. “Uma luta de 30 anos pela causa”, diz. Durante o mutirão do CastraPet, levou oito gatos para serem atendidos pela equipe médica. Apenas parte de uma população de 26 gatos e 18 cachorros que esperam por adoção.

“Sou só um grãozinho na imensidão do abandono, mas quando consigo bons adotantes, é como se o grão de areia produzisse uma pérola”, explica ela, contando detalhes de uma dessas pérolas que ajudou a salvar. “O Buddy foi um gato que resgatei com esporotricose, 90% do corpo tomado. Ele ficou um ano e quatro meses em tratamento na ONG, foi adotado e hoje mora nos Estados Unidos”, ressalta, sem esconder o sorriso de gratidão.

Quem também sempre aproveita as ações de castração é Osana Tereza Albrecht. Ela mora em Piraquara, também nos arredores da Capital, mas percorre as cidades vizinhas em busca de apoio. Nesse caso, o suporte do CastraPet Paraná. “Os animais são bem cuidados, é feito o pós-operatório. Uma mão na roda essa parceria com o Governo do Estado, nos ajuda muito”, afirma, tutora de 115 cães à espera de um novo lar.

PROGRAMA – Implementado pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Paraná (Sdest), em 2020, o CastraPet Paraná está no quarto ciclo. Essa etapa começou em novembro de 2024 e vai até abril deste ano, com a estimativa de esterilizar 35.282 animais, entre cães e gatos, de 175 municípios de todas as regiões do Paraná.

Inserido no Plano Paraná Mais Cidades (PPMC), estabelecido pelo Governo do Estado para promover o desenvolvimento dos municípios paranaenses, o programa terá investimento nesta etapa de R$ 9.625.000,00. Ao fim deste ciclo, o CastraPet Paraná terá atendido mais de 107 mil animais de 324 municípios (81% do Estado) desde que foi implementado.

A proposta contempla exclusivamente pets da população de baixa renda, de organizações da sociedade civil ou de protetores independentes. Além disso, o programa propõe a educação sobre a tutela responsável de cães e gatos, que contribui para a conscientização ambiental, especialmente entre crianças e adolescentes, um dos requisitos para participar do projeto.

Outra ação que permite que municípios continuem integrados ao CastraPet é a intensificação da vacinação antirrábica, que visa a promoção da saúde pública e do pet. Para isso, o Governo do Estado monitora de perto as atividades organizadas pelas cidades parceiras.

O programa ainda oferece palestras sobre zoonoses e orientações sobre a vacinação e desvermifugação de animais, coordenadas pelo Núcleo de Educação Ambiental do Instituto Água e Terra, autarquia vinculada à Sedest. A colaboração se estende a uma rede que une diversas ONGs e milhares de protetores independentes, todos compartilhando o objetivo comum de elevar a conscientização da sociedade em relação aos animais.

“A iniciativa não se limita apenas a controlar a reprodução de animais, almeja promover uma comunidade mais compassiva, desempenhando um papel crucial na sensibilização sobre a importância da esterilização e na prática da tutela responsável”, afirma a coordenadora técnica e fiscal do Castrapet na Sedest, a médica veterinária Girlene Jacob.

COMO PARTICIPAR – O agendamento de horários para castração dos pets ocorre diretamente em pontos determinados pelas prefeituras, parceiras do Estado na iniciativa. No momento da inscrição, os tutores recebem todas as orientações sobre o pré e pós-operatório. Estão incluídos no CastraPet o recebimento de medicamentos para os cuidados após a cirurgia e a aplicação de um microchip eletrônico para identificação do animal.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Indústria do Paraná cresce acima da média em janeiro e tem alta de 3,9% em 12 meses

Enquanto a indústria nacional permaneceu estagnada em janeiro, no Paraná o setor registrou um crescimento de 0,7% no volume de produção em relação a dezembro de 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado também teve aumento de 0,7% no comparativo com janeiro de 2024.

Com o resultado, o Estado acumula alta de 3,9% nos últimos 12 meses analisados pelo órgão federal, o 5º melhor resultado entre todas as unidades da federação. De fevereiro de 2024 a janeiro de 2025, o desempenho da indústria paranaense ficou acima, por exemplo, do estado de São Paulo, reconhecido pela força da sua indústria, e que acumula alta de 2,8% em 12 meses.

Também foi um resultado melhor do que o obtido por Minas Gerais (2%), Rio Grande do Sul (1,6%) e Rio de Janeiro (-0,6%), além de ser um ponto percentual maior do que a média nacional, que variou 2,9% no mesmo período.

Com foco total na indústria de transformação, o segmento que registra o maior crescimento nos últimos 12 meses é o voltado para a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que aumentou em 27,1%. Também houve elevação acima dos dois dígitos nas indústrias que fabricam veículos automotores, reboques e carrocerias (14,5%), móveis (13,2%) e produtos de madeira (10,5%).

Dos 13 segmentos ativos no Paraná, 12 tiveram variações positivas no intervalo de 12 meses mais recente analisado pelo IBGE. Aparecem, na sequência, a fabricação de bebidas (8,9%), produtos de metal (7,2%), produtos químicos (4,2%), produtos de minerais não metálicos (3,7%), celulose e papel (2,7%), máquinas e equipamentos (1,1%) e produtos alimentícios (0,8%). Com uma redução de 2,4%, a fabricação de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis foi a única a registrar queda no período.

Em relação ao desempenho mensal de janeiro em relação a janeiro do ano passado, o crescimento mais acentuado ocorreu na fabricação de produtos minerais não metálicas (14,9%), veículos automotores (12%) e máquinas e equipamentos (9,8%). Essa variação positiva mesmo com o ajuste sazonal – quando as particularidades do setor em cada época do ano são levadas em consideração – aponta para uma perspectiva promissora para o ano de 2025.

No total, o Paraná acumula oito meses de variação mensal positiva neste quesito.

PESQUISA – Conduzida pelo IBGE, a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento das indústrias extrativas e de transformação. Ela traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para a região Nordeste. Os resultados completos da pesquisa podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Aprovados por pais e alunos, colégios cívico-militares mudam realidade de comunidades do Paraná

De uma escola violenta a um ambiente acolhedor com excelentes indicadores de performance.

É assim que a comunidade de pais, alunos e moradores do bairro Tatuquara, em Curitiba, veem a mudança do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay ao longo dos últimos anos, desde que a escola adotou o modelo cívico-militar.

“No passado, a nossa escola chegou a ser notícia por ter muitos casos de violência e por estar frequentemente depredada. Mas tudo mudou de uns anos para cá, desde a mudança para o modelo cívico-militar. Hoje ela é um farol para a comunidade”, conta o diretor do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay, Sandro Mira Júnior.

A unidade é um dos 312 colégios da rede estadual que funcionam há mais de um ano neste sistema, em que monitores militares atuam em parceria com a equipe pedagógica da escola valorizando o respeito e a cidadania. É o maior número do Brasil.

“Era muito diferente. Quando eu estudei aqui, praticamente não tinha aula e era muito violento. Hoje, pelo contrário, eu fico muito tranquila em deixar meu filho em um lugar que eu sei que é seguro e que tem compromisso com a educação dele”, diz Sandy Alvez de Paula, que estudou na escola até 2010 e que atualmente tem um filho matriculado no colégio.

Como consequência de um ambiente mais disciplinado, os alunos também têm um desempenho melhor que a média. Segundo dados da Secretaria de Educação, em 2023, a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas cívico-militares paranaenses foi de 5,43 nos anos finais do ensino fundamental e de 4,75 no ensino médio, com desempenho superior à rede estadual geral, que teve médias de 5,3 no ensino fundamental e de 4,63 no ensino médio.

“Até 2019, a gente nem tinha nota no Ideb, porque os alunos não apareciam para a avaliação. De 2021 para 2023, a gente não só conseguiu ter uma nota, como melhorou nossos índices, chegando à melhor nota da nossa região para o ensino médio e a segunda melhor no ensino fundamental”, diz o diretor Sandro Mira Júnior.

Desde 2021, o Paraná é o líder nacional do Ideb contando o desempenho de todas as escolas. Em 2023, o Estado seguiu na ponta e ainda conseguiu melhorar sua nota geral. Em parte, esta evolução se deu também por conta da melhora nas médias dos colégios cívico-militares, já que 64% escolas do modelo aumentaram a nota no ensino médio e 66% tiveram crescimento na avaliação no ensino fundamental.

"No Paraná temos escolas de todos os modelos, da tradicional à cívico-militar, da que conta com parceria da iniciativa privada na gestão ao ensino em tempo integral, além das escolas técnicas, indígenas e agrícolas. Os colégios do modelo cívico-militar são um grande acerto porque têm apresentado resultados expressivos e contam com muito engajamento das comunidades. É uma transformação", afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

"Além disso, no Paraná toda a rede conta com muita tecnologia, professores bem capacitados e em constante atualização e estruturas cada vez mais modernas, com laboratórios, internet de alta velocidade, chromebooks, Inteligência Artificial e aulas de programação, educação financeira e cooperativismo. Estamos consolidando a melhor educação do Brasil", complementa. 

 


FILA DE ESPERA – Por causa deste tipo de evolução no Ided, o Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay, que tem 1,9 mil alunos, tem 350 crianças e adolescentes na fila de espera por uma matrícula. Antes de adotar o modelo cívico-militar, a escola tinha apenas 600 estudantes.

A aluna Gabrielly Aleixo, de 17 anos, está no 3º ano do ensino médio. Mesmo morando na região da escola, a família dela achava melhor que ela estudasse em um colégio a 10 quilômetros de casa para não ter que frequentar a escola que tinha má fama. Com a adoção do novo modelo, o colégio voltou a ser uma opção para a família. “Eu só vim para cá porque virou cívico-militar. Se isso não tivesse acontecido, eu ainda estaria em outra escola mais distante”, afirma.

Ao todo, os colégios cívico-militares do Paraná têm 191 mil estudantes matriculados, com uma fila de espera de quase 11 mil crianças e adolescentes. Os critérios para seleção são os mesmos das demais escolas da rede, em que são levados em conta a distância da casa do aluno até escola e se a criança tem irmãos estudando na escola de destino, entre outros.

“Todo mundo da região quer ir para a escola cívico-militar. Mesmo quem não estuda no colégio vê a diferença desde que chegou este modelo. Todo mundo da comunidade, e até de bairros vizinhos, quer que seus filhos estudem lá”, afirma a líder comunitária Vânia Maria Gregorovicz.

 

TRANSFORMAÇÃO – O modelo está em vigor no Paraná desde 2021. Para que a mudança aconteça, ela precisa ser referendada pela comunidade escolar em uma consulta pública em que pais, funcionários, professores e alunos maiores de 18 anos votam.

Ebanessa Sabim, mãe de um aluno do Colégio Estadual Cívico-Militar Primeiro Centenário, de Campo Largo, foi uma das que votou a favor da mudança. “Eu não tive dúvida nenhuma. E estou muito satisfeita, porque foi uma mudança radical para melhor. A escola tem um excelente trabalho em relação ao cumprimento de regras e disciplina, além de ser muito rigorosa para os estudos”, afirma.

Com a adesão ao modelo, as escolas passam a ter um policial militar da reserva atuando na parte disciplinar da instituição. Entre as funções destes profissionais estão a conscientização dos alunos sobre valores como ordem e respeito, além da organização as atividades cívicas da escola e das formaturas, que são eventos diários em que os alunos cantam hinos e hasteiam a bandeira do Brasil.

No programa dos colégios cívico-militares, os estudantes também são premiados com certificados e medalhas pelo desempenho escolar e disciplinar e recebem uniformes específicos.

Gisele Grossman é mãe de uma aluna do Colégio Primeiro Centenário que conquistou uma medalha por ter tirado nota máxima em todas as disciplinas ao longo de três trimestres seguidos. Ela disse que, no início, a filha ficou receosa com as mudanças, mas rapidamente se adaptou, a ponto de ser premiada. “Ela sempre foi estudiosa e dedicada. É muito bom ela estar em um ambiente que valoriza este comportamento”, diz a mãe.

Com a adoção do modelo cívico-militar em 2021, o Colégio Primeiro Centenário se transformou em um exemplo para a cidade de Campo Largo. “Nós temos pais que os filhos ainda estão nos primeiros anos do ensino fundamental que já querem tentar garantir vaga aqui. Quando abrem as matrículas, tem gente fazendo fila na porta da escola desde as 4 horas da madrugada”, conta a diretora Roselaine Lachovistz.

Com o sucesso, outras três escolas da cidade optaram pelo modelo quando uma nova consulta foi aberta, em 2023. Outra escola de Balsa Nova, município vizinho de Campo Largo, também optou pela mudança.

“É um orgulho ver que a nossa escola é um modelo para outras. Essa é uma conquista nossa também, do nosso esforço e da nossa disciplina. Nós temos um regimento aqui que determina tudo isso, mas não fica restrito aos corredores da escola. Isso se espelha também do portão da escola para fora”, afirma a aluna Millena Ramos, de 14 anos.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Governo divulga pontuação dos projetos apresentados para o Compra Direta Paraná 2025

O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, divulgou nesta segunda feira (17) a pontuação dos projetos apresentados para o programa Compra Direta do Paraná,  as organizações não classificadas e as inabitadas.

Por meio dele serão adquiridos 10 grupos de gêneros alimentícios da agricultura familiar destinados à rede socioassistencial, restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e hospitais filantrópicos, entre outros.

O Estado recebeu projetos de 202 organizações da agricultura familiar nesta edição. Dessas, 186 foram aprovadas para a próxima etapa. Caso haja discordância da pontuação publicada, da inabilitação ou da desclassificação, há a possibilidade da apresentação de recurso até a próxima quinta-feira (20/03), por meio do endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

É recomendável que neste período as organizações revisem seus projetos e sinalizem se houver interesse por desistências de municípios seja por dificuldade de logística, por extrapolar o valor por produtor ou por organização, fazendo-o pelo mesmo endereço eletrônico.

A classificação final deverá ser publicada na próxima semana, e irá considerar apenas as organizações que preencherem todos os requisitos do edital. Estima-se que a contratação e início do fornecimento ocorra em meados de abril.

 

 

 

 

Por - AEN

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