Com apoio de cão de faro, PMPR encontra 2 toneladas de drogas e armas em bunker no Interior

A Polícia Militar do Paraná (PMPR), através do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), apreendeu mais de duas toneladas de maconha e haxixe, além de arma e munições, na área rural de Assis Chateaubriand, neste sábado (15).

Após receber denúncias sobre uma intensa movimentação de veículos em uma propriedade próxima à Estrada Vacilio Boiko, uma equipe policial encontrou uma casa abandonada. No local, havia ferramentas com vestígios de terra. Diante da situação, o cão de faro Nero foi empregado e indicou a presença de entorpecentes enterrados.

Após escavações, os policiais localizaram um "bunker" subterrâneo, onde estavam escondidos 2.015 quilos de maconha e 210 quilos de haxixe. No mesmo espaço foram encontrados um fuzil, 1.675 munições de 7.62 e 200 munições de calibre 5.56.

As apreensões foram encaminhadas a delegacia da PCPR em Assis Chateaubriand, que dará continuidade às investigações.

OUTRAS OPERAÇÕES – Recentemente outras operações contra o crime organizado renderam grandes apreensões no Paraná. No começo do mês, o Batalhão de Polícia Rodoviária da Polícia Militar apreendeu na PR-182, em Realeza, na região Sudoeste, 109 quilos de maconha. A droga estava em um veículo Ford/Escort que seguia no sentido Cascavel - Realeza e foi abordado pelas equipes policiais após acompanhamento na rodovia.

Em fevereiro, quase uma tonelada de maconha foi apreendida pela Polícia Civil durante abordagem a um veículo em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Durante a revista, os policiais encontraram 986 quilos da droga, o que levou quatro homens, de idades entre 18 e 24 anos, a serem presos. 

E elas ocorrem após um ano de recorde em apreensões. As apreensões de maconha aumentaram 13% em 2024. Foram retiradas de circulação 483 toneladas no ano passado, contra 428 toneladas em 2023, o que significa mais de 1 tonelada por dia. Foi o segundo maior volume apreendido no Brasil, atrás apenas do Mato Grosso do Sul, que apreendeu 579 toneladas. Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e englobam também a atuação de forças federais.

A apreensão de cocaína teve aumento de 29% em 2024, saindo de 4,4 toneladas em 2023 para 5,7 toneladas. No caso do crack, o volume retirado de circulação é ainda mais expressivo quando comparados os dois anos. Foram 33% a mais em 2024, com 2,1 toneladas em 2024, ante 1,6 tonelada. O maior crescimento na apreensão de drogas registrado em 2024 foi de ecstasy com aumento de 60,8%. Foram 118.850 comprimidos apreendidos pela segurança pública do Paraná, 44.964 a mais que os 73.886 comprimidos retirados de circulação no mesmo período de 2023.

NOVOS CÃES – O Governo do Estado também vai reforçar os trabalhos de atuação de policiais e bombeiros estaduais com cães nos próximos meses por meio da aquisição de 93 novos animais. A compra está sendo feita por meio de procedimento licitatório, cujo edital foi lançado em fevereiro pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), com um investimento estimado em R$ 5,5 milhões.

Atualmente, a Sesp conta com um efetivo de aproximadamente 200 cães, distribuídos em todas as regiões do Estado e em todas as corporações. Os animais atuam em conjunto com membros Polícia Militar – especialmente o Batalhão de Polícia de Choque e o Batalhão de Polícia Rodoviária –, Corpo de Bombeiros e em operações da Polícia Científica, Polícia Penal e Polícia Civil, que conta com o Núcleo de Operações com Cães. No Corpo de Bombeiros Militar, os animais trabalham junto ao Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost).

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Com boas ofertas nas regiões de Curitiba e Cascavel, Agências do Trabalhador têm 21,4 mil vagas

As Agências do Trabalhador do Paraná e postos avançados iniciam a semana com a oferta de 21.470 vagas de emprego com carteira assinada no Estado.

A maior parte é para alimentador de linha de produção, com 6.593 oportunidades. Na sequência, aparecem as de operador de caixa, com 863 vagas, magarefe, com 765, e faxineiro, com 591 oportunidades.

A região de Cascavel conta com o maior volume de postos de trabalho disponíveis: são 4.510. São 1.328 vagas para auxiliar de linha de produção, 293 para abatedor, 275 para magarefe e 241 para operador de caixa.

A Grande Curitiba aparece em seguida em quantidade de oferta: 3.914, sendo 440 oportunidades para alimentador de linha de produção, 269 para faxineiro, 224 para operador de caixa e 180 para auxiliar nos serviços de alimentação.

Na Capital, a Agência do Trabalhador Central oferta 41 vagas para profissionais com ensino superior e técnico em diversas áreas, com destaque para as funções de técnico em segurança do trabalho (curso técnico em segurança do trabalho), com 5 vagas; eletricista (curso técnico em elétrica), com 4 vagas; auxiliar de contabilidade (cursando técnico superior em contabilidade), com 2 vagas; e técnico em eletromecânica (curso técnico em mecânica industrial, eletrotécnico, eletrônica ou áreas afins), com 2 vagas.

Nas demais regionais do Interior são destaques Londrina (2.894), Campo Mourão (2.229), Pato Branco (1.581) e Foz do Iguaçu (1.471). Em Londrina, as funções que lideram as ofertas de vagas são alimentador de linha de produção, com 567 vagas, servente de obras, com 159, operador de telemarketing ativo e receptivo, com 100, e operador de caixa, com 94 oportunidades.

Na região de Campo Mourão, há oferta de emprego para as funções de alimentador de linha de produção, com 979 oportunidades, magarefe, com 248, abatedor, com 83, e vendedor de comércio varejista, com 39. Em Pato Branco, os destaques são para alimentador de linha de produção (563), magarefe (103), operador de caixa (79) e vendedor de comércio varejista (​​60). Na região de Foz do Iguaçu, são ofertadas 490 vagas para alimentador de linha de produção, 104 para repositor de mercadorias, 93 para operador de caixa e 65 para abatedor.

Em Jacarezinho, no Norte Pioneiro, são 1.216 vagas, com 1.042 para alimentador de linha de produção. Em Maringá, no Noroeste, as 1.178 vagas estão divididas, principalmente, entre alimentador de linha de produção (400), magarefe (98), operador de caixa (37) e repositor de mercadorias (32).

ATENDIMENTO – Os interessados devem buscar orientações entrando em contato com a unidade da Agência do Trabalhador de seu município. Para evitar aglomeração, a sugestão é que o atendimento seja feito com horário marcado.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Vendas de móveis e eletrodomésticos crescem há 23 meses consecutivos no Paraná

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (14), o volume de vendas de móveis e eletrodomésticos aumentou19,4% no Paraná em janeiro de 2025 em relação ao mesmo mês do ano passado.

Com o resultado, o Estado registra o 23º mês consecutivo de crescimento neste segmento do varejo, marca que não foi alcançada por nenhuma outra unidade da federação.

A variação percentual aponta para um crescimento real das atividades. Ou seja: mesmo quando a inflação do período é considerada, o comércio deste segmento registrou alta em volume e nas receitas obtidas a partir das vendas dos produtos no mercado estadual.

Para entender a dimensão do bom desempenho do Paraná, os estados que aparecem com um desempenho mais próximo são Ceará, Pernambuco e Santa Catarina, com dez meses seguidos de variação positiva no volume de vendas de móveis e eletrodomésticos.

No Brasil, são apenas quatro meses consecutivos crescimento, o que demonstra um claro descolamento entre os cenários econômicos estadual e nacional.

O desempenho deste segmento varejista contribuiu de forma determinante para que o comércio paranaense de modo geral registrasse o maior crescimento em volume de atividades do Sul do País em janeiro em relação a dezembro de 2024. A alta, de 4,3%, também foi a quinta maior do Brasil no período e representa quase o dobro da média nacional, que foi de 2,3% no mês.

Entre março de 2023 a janeiro de 2025, o melhor resultado das vendas de móveis e eletrodomésticos ocorreu em novembro de 2023, quando a expansão setorial alcançou 37,8%. Embora igualmente positivo, o menor incremento foi registrado em abril de 2023, ocasião em que o ramo de móveis e eletrodomésticos cresceu 2,4% no Estado.

MAIS PRODUTOS – Além dos móveis e eletrodomésticos, também houve aumento no volume de vendas de veículos, motocicletas, partes e peças, com 10,2%; materiais de construção (7,2%), tecidos, vestuário e calçados (7%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,2%) e combustíveis e lubrificantes (3,8%).

De acordo Jorge Callado, presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), órgão estadual que acompanha os indicadores econômicos do Paraná, o prolongado crescimento do varejo é reflexo do aumento do poder de compra da população paranaense.

“No último ano, o rendimento médio do trabalho avançou 9% no Estado em termos reais, atingindo R$ 3,8 mil mensais”, argumentou Callado.

MAIS INFORMAÇÕES – Os dados sobre o volume de vendas do comércio do Paraná, Brasil e demais estados, bem como dos segmentos varejistas específicos, fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Mais informações sobre o levantamento estão disponíveis no Sidra, o banco de dados do IBGE.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 R$ 150 milhões do programa Escola Mais Bonita já estão nas contas de 1,5 mil colégios

O maior investimento da história do programa Escola Mais Bonita já está na conta das 1.500 unidades da rede estadual de ensino que serão beneficiados em 2025. Iniciativa do Governo do Estado, gerenciada pela Casa Civil e executada pela Secretaria de Estado da Educação e pelo Fundo Rotativo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o Escola Mais Bonita é um dos principais programas de infraestrutura escolar do Paraná.

Em seis anos de execução, já beneficiou 1.900 escolas, impactando diretamente mais de 500 mil estudantes com reformas em bibliotecas, laboratórios, pátios e quadras esportivas.

Para 2025, o Governo do Paraná ampliou os investimentos no programa, destinando R$ 150 milhões. O investimento representa um aumento de 13,6% em relação a 2024. Serão atendidas escolas em 371 municípios, garantindo a realização de serviços essenciais como reparos em alvenaria, hidráulica e elétrica, melhorias em acessibilidade e adequações de segurança. Os recursos, distribuídos em cotas de R$ 50 mil a R$ 100 mil, permitindo que cada escola aplique os valores de acordo com suas necessidades.

“O Escola Mais Bonita é um programa essencial para garantir que nossas instituições de ensino estejam sempre em boas condições para receber alunos e professores”, diz o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “Esse investimento recorde demonstra a prioridade que o Governo do Estado tem dado à infraestrutura escolar, garantindo espaços mais seguros, acessíveis e bem estruturados para o aprendizado”.

PINTURA E AMPLIAÇÕES – O Colégio Estadual Professor Altair da Silva Leme, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), é uma das escolas contempladas pelo programa neste ano. A instituição de ensino atende 1.230 estudantes e recebeu um aporte de R$ 100 mil para melhorias em sua infraestrutura.

Entre as principais intervenções planejadas, está a restauração da pintura da quadra de esportes, que visa proporcionar um ambiente mais confortável para as atividades de Educação Física e para a socialização na hora do intervalo.

Além disso, a escola realizará a reforma do refeitório, que atualmente possui uma área sem cobertura e não comporta todos os estudantes no horário da merenda. Com o novo revestimento, espera oferecer mais espaço durante as refeições, além de garantir maior conforto térmico em dias chuvosos.

O diretor do colégio, João Thomaz Millek, destaca que o programa proporciona mais autonomia ao gestor, permitindo que os recursos sejam direcionados conforme as necessidades dos estudantes. “O impacto é estrondoso, porque o estudante tem a escola como segunda casa. Deixando a escola mais confortável, aumenta a permanência do aluno, o acolhimento é muito melhor", afirma.

ADEQUAÇÃO NOS BANHEIROS – O Colégio Estadual Inêz Vicente Borocz, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, recebeu R$ 100 mil pelo programa. O plano, segundo o diretor da escola, é adequar os banheiros antigos às normas atualmente vigentes. A previsão é iniciar as primeiras obras a partir de abril e finalizá-las em maio. Serão 1.400 estudantes beneficiados com as reformas. 

“O projeto ajudou demais na gestão da nossa escola. Agora podemos agilizar os reparos pendentes e que talvez não conseguíssemos fazer apenas com os recursos do fundo rotativo”, explica o diretor, Daniel de Paula Neves Sousa. 

Ele conta que a cota do ano passado (metade do valor recebido este ano) já permitiu a adequação de três dos sete banheiros às normas de acessibilidade. “O projeto ajudou especialmente no conforto e na segurança dos alunos cadeirantes e de nossa aluna tetraplégica. Este ano poderemos reformar pisos, portas e descargas antigas de outros banheiros. Os recursos do Escola Mais Bonita têm transformado totalmente a realidade do nosso espaço de aprendizagem”, finaliza.  

APLICAÇÃO DOS RECURSOS – Os valores do programa Escola Mais Bonita são creditados diretamente na conta das instituições de ensino e distribuídos em cotas de R$ 50 mil ou R$ 100 mil, dependendo das demandas de cada escola.

Os diretores das instituições têm autonomia para gerirem a aplicação do recurso, conforme as carências de suas comunidades escolares. As demandas variam de acordo com o local, porém o programa visa atender necessidades de manutenções prementes, pequenas reformas nos ambientes físicos (reparos simples de alvenaria, hidráulica e elétrica), além de proporcionar a aquisição de equipamentos e mobiliários para os espaços comuns aos estudantes.

A listagem das instituições aptas a participarem do projeto é elaborada anualmente por meio de um trabalho conjunto entre o Departamento de Engenharia e Projetos do Fundepar e o Departamento Financeiro do Instituto, a fim de garantir que as escolas que recebem a cota de investimento não estejam recebendo outro tipo de intervenção ou recurso destinado a fins semelhantes.

 

 

 

 

Por - AEN

 Com alta de 4,3%, comércio do Paraná tem o maior crescimento da região Sul em janeiro

O comércio varejista paranaense cresceu 4,3% em janeiro de 2025 em comparação com o mês de dezembro de 2024.

É a maior alta entre os estados do Sul do Brasil e o quinto melhor resultado do País. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O crescimento paranaense no período também é quase o dobro da média nacional no período, que foi de 2,3%.

Na comparação com os estados da mesma região, a alta paranaense foi maior que os crescimentos de Rio Grande do Sul (3,9%) e Santa Catarina (2,2%). Em relação ao restante do País, somente Amapá (13,5%), Tocantins (10,2%), Mato Grosso (5,5%) e Pará (4,8%) tiveram crescimentos maiores do que o Paraná.

Estados como São Paulo (4,2%), Rio de Janeiro (1,9%) e Minas Gerais (1%) tiveram variação menor. O índice leva em conta o comércio varejista ampliado, categoria que engloba todos os segmentos do varejo tradicional, além da construção civil, setor automobilístico e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo.

OUTROS RECORTES – O comércio paranaense registra crescimento  também em outros recortes da pesquisa, atestando a solidez do setor no Estado. Na comparação com janeiro de 2024, o Paraná teve crescimento de 4,2%, enquanto o Brasil teve alta de 2,2%. Já na variação acumulada em 12 meses, o volume de vendas do Estado teve alta de 5,2%, enquanto o crescimento médio nacional foi de 3,8%.

RECEITA – A pesquisa também apontou que a receita das vendas do comércio no Paraná cresceu 2,5% em janeiro de 2025 em comparação com o mês imediatamente anterior. A média nacional foi de 1,7% de aumento.

Na comparação com janeiro de 2024, o crescimento paranaense foi de 7,9%, acima da média brasileira de 6,8%. No acumulado em 12 meses, a alta na receita nominal dos varejistas do Paraná foi de 8,1%, enquanto o Brasil registrou aumento de 7,4%.

SEGMENTOS – O levantamento ainda mostra os resultados por segmentos comerciais nas comparações entre janeiro de 2025 e janeiro de 2024 e o desempenho acumulado deles ao longo dos últimos 12 meses.

No crescimento comparado entre janeiro de 2025 com o mesmo mês em 2024, a atividade com maior crescimento no Paraná foi a de móveis e eletrodomésticos, com alta de 19,4%, seguido pelas vendas de veículos, motocicletas, partes e peças, com 10,2%.

Também apresentaram alta no volume de vendas os segmentos de materiais de construção (7,2%), tecidos, vestuário e calçados (7%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,2%) e combustíveis e lubrificantes (3,8%).

No crescimento acumulado em 12 meses, os maiores crescimentos foram nos segmentos de veículos, motocicletas, partes e peças (17,7%), móveis e eletrodomésticos (16,1%), materiais de construção (13,7%) e artigos de uso pessoal e doméstico (7,2%).

PESQUISA – A PMC acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no país com indicadores de volume de vendas e de receita das empresas do setor com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Os dados completos podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Simepar estuda impacto dos gases de efeito estufa no Paraná até 2100

Para estudar a emissão e o impacto dos gases de efeito estufa no Paraná, um grupo de pesquisadores do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), em um convênio com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável (Sedest), desenvolveu o Programa Paranaense de Mudanças Climáticas (Paranaclima).

O programa fez uma medida de resiliência dos municípios, utilizando o período histórico de 1850 a 1900, cenário depois do período pré-industrial, e o cenário de 2014 até o momento e criou projeções até 2100. É um produto que reforça o planejamento do Estado no quesito sustentabilidade. O Paraná foi eleito nos últimos quatro anos o mais sustentável do País pelo Ranking de Competitividade dos Estados.

Utilizando dados de eventos registrados pela Defesa Civil do Estado, o levantamento iniciado em 2016 e encerrado em 2023 traz informações sobre as emissões de gases e projeção de vulnerabilidade a ocorrência de desastres em cada município do Paraná.

Mesmo em um cenário de baixas emissões radiativas, entre 2031 e 2060, alguns dos municípios que ficarão mais vulneráveis a ocorrências relacionadas a excesso hídrico, ou seja, tempestades capazes de causar enchentes, deslizamentos e alagamentos, por exemplo, são Santa Isabel do Ivaí, Planaltina do Paraná, Nova Londrina, Cafezal do Sul, Francisco Alves e Nova Santa Bárbara.

Se as emissões aumentarem, na maior parte do Estado aumenta o risco de vulnerabilidade às fortes chuvas, de baixa para média ou alta, no mesmo período. Em um cenário de 2061 a 2090, todas as cidades do Estado entram em uma situação – mesmo que baixa – de vulnerabilidade.

Com relação às secas, em um cenário de baixas emissões radiativas, entre 2031 e 2060 os municípios com maior vulnerabilidade são Laranjal e Nova Santa Bárbara. Se as emissões aumentarem, Santa Cecília do Pavão, Santa Mariana, Bela Vista do Paraíso, Cruzeiro do Sul, Guairacá, Rosário do Ivaí, Ivaiporã e Iretama entram na lista de alta vulnerabilidade para secas. Na projeção de 2061 a 2090, todo o Estado apresenta vulnerabilidade média ou alta para secas.

“A região do Baixo Ivaí, por exemplo, tem um solo do tipo latossolo arenoso-médio com baixa absorção de água e, portanto, sujeito a erosão. Já com relação a ocorrências registradas por excesso hídrico, as regiões metropolitanas são as responsáveis pelos maiores casos: Curitiba, Cascavel, Maringá e Londrina”, explica Reinaldo Silveira, pesquisador do Simepar e membro da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Reinaldo Silveira possui Ph.D. em Matemática Aplicada pela Universidade de Essex, no Reino Unido e é doutor em Ciências Atmosféricas pela Universidade de São Paulo. Ele participou como instrutor e pesquisador no Projeto PREVDA para implementação do Centro Integrado de Desastres e Alerta Antecipado de Eventos Meteorológicos e Hidrológicos Severos (CIMHAC) para a América Central.

De acordo com ele, as informações do Paranaclima são úteis para a população compreender o que são as mudanças climáticas e quais seus impactos, e também servem para decisões importantes para mitigar as emissões de gases. Prefeituras, por exemplo, podem criar parques urbanos com preservação de matas para melhoria da qualidade do ar e para aumentar a área de agregação de CO2.

“Podem também diminuir o transporte individual, incentivando o transporte solidário e melhorando o transporte público. A forma de tomada de decisão deve passar por um engajamento da sociedade, através de chamadas públicas para a criação de planos de ação governamental”, ressalta o pesquisador.

As projeções apontadas nos levantamentos feitos sobre mudanças climáticas envolvem muitos fatores e consequências. O aumento de temperatura causa aumento no acúmulo de vetores para doenças como dengue e chikungunya, mas o calor não é o único problema. O frio extremo e a poluição também são impactos do efeito estufa que aumentam as doenças respiratórias.

“Tem sido relatados mais eventos climáticos, não necessariamente eles têm ocorrido em maior intensidade. Aumentos na temperatura, excesso de calor, excesso de umidade, potencial para mais tempestades, são características do clima. Quando a gente fala de mudanças climáticas, estamos falando de uma projeção para longo prazo”, acrescenta Silveira. 

EFEITO ESTUFA – A temperatura no mundo está 1,36°C acima da média. Se a emissão de gases de efeito estufa continuar assim, até 2100 o planeta terá 2°C de temperatura a mais. Caso as emissões radiativas aumentem, em um cenário mais extremo, a temperatura pode subir até 4,8°C.

Isso impacta em todos os aspectos da vida humana, e é por conta do cenário alarmante que o 16 de março, Dia Nacional de Conscientização Sobre as Mudanças Climáticas, é lembrado todos os anos. 

Os principais gases de efeito estufa são o dióxido de carbono (CO2), o metano e o óxido nitroso, mas é o CO2 que representa mais de 70% das emissões. Como muitas atividades humanas emitem uma grande quantidade desses gases, a camada que protege a nossa atmosfera tem ficado cada vez mais grossa. Com isso, há maior retenção de calor na Terra e, consequentemente, aumento na temperatura da atmosfera terrestre.

 

 

 

 

Por - AEN

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