Olheiras e aspecto cansado? Conheça o 'rosto de ferritina', termo que viralizou nas redes

Um novo termo relacionado à saúde ganhou espaço nas redes sociais: “rosto de ferritina”.

A expressão é usada para descrever características como pele sem viço, olheiras, ressecamento, queda de cabelo e lábios rachados, que seriam associadas a baixos níveis de ferro no organismo.

A expressão surgiu nas redes para descrever possíveis manifestações de uma deficiência nutricional que, em alguns casos, pode afetar a pele, os cabelos e as unhas.

 

O que é ferritina?

A ferritina é uma proteína responsável pelo armazenamento de ferro no organismo. A substância pode ser medida por meio de um exame de sangue e ajuda os médicos a avaliar os estoques do mineral no corpo. 

O ferro participa de funções importantes, entre elas a produção de hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos e responsável pelo transporte de oxigênio. Por isso, níveis insuficientes podem provocar diferentes sintomas, que variam de acordo com a intensidade da deficiência.

 

Quais alterações podem aparecer na pele e no cabelo?

Quando os estoques de ferro estão baixos, o organismo prioriza funções consideradas essenciais. Entre as possíveis manifestações estão pele mais seca, aparência pálida ou sem viço, queda de cabelo, unhas frágeis e rachaduras nos cantos da boca.

Esses sinais, no entanto, não são exclusivos da deficiência de ferro. Alterações hormonais, problemas na tireoide, outras deficiências nutricionais e até mudanças naturais relacionadas à idade também podem provocar sintomas semelhantes.

Por isso, ter um ou mais desses sinais não significa necessariamente que os níveis de ferro estejam baixos.

 

Como saber se há deficiência de ferro?

A confirmação depende de avaliação médica e exames laboratoriais. Entre os testes que podem fazer parte da investigação estão ferritina, ferro sérico, capacidade total de ligação do ferro e saturação de transferrina.

A análise conjunta dos resultados permite avaliar tanto a quantidade de ferro disponível no organismo quanto os estoques armazenados. Um único exame, isoladamente, nem sempre é suficiente para determinar a causa dos sintomas.

 

 

 

 

Por - O Globo

Por que o câncer de intestino está aumentando entre os jovens?

Durante décadas, câncer de intestino parecia pertencer a outra fase da vida. Aos 30 ou 40 anos, sangue nas fezes era mais facilmente atribuído a uma hemorroida, uma mudança intestinal ao estresse e uma dor abdominal à alimentação.

Mas alguma coisa está mudando. Em vários países, o câncer colorretal vem aumentando justamente entre adultos jovens. E talvez a parte mais inquietante seja esta: ainda não sabemos exatamente por quê.

O câncer de cólon e reto continua sendo muito mais frequente depois dos 50 anos. O que chamou a atenção dos pesquisadores foi outra coisa: enquanto as taxas entre pessoas mais velhas vêm caindo em alguns países, entre os mais jovens elas seguem na direção contrária. 

Uma revisão publicada em agosto deste ano na Nature Reviews Clinical Oncology mostrou que o aumento global da doença tem sido impulsionado de forma importante pelos casos diagnosticados antes dos 50 anos. Estudos populacionais identificaram ainda um “efeito de geração”: pessoas nascidas nas décadas mais recentes parecem apresentar risco maior do que as gerações anteriores.

Isso oferece uma pista. Nossos genes não mudam tão rapidamente. Se a doença está se tornando mais frequente em poucas décadas, provavelmente alguma coisa no ambiente e no estilo de vida também participa dessa história.

O problema é que não existe um único culpado. Obesidade, síndrome metabólica, diabetes tipo 2, sedentarismo, tabagismo, álcool e uma alimentação rica em carnes processadas, produtos refinados e bebidas açucaradas aparecem associados ao risco. Pesquisadores também investigam o microbioma intestinal, o conjunto de microrganismos que vive no intestino e participa do metabolismo e da regulação do sistema imunológico.

Dieta, medicamentos, antibióticos e outras exposições ao longo da vida são capazes de modificar esse ecossistema. Uma das hipóteses é que algumas dessas mudanças favoreçam inflamação e criem um ambiente mais propício ao câncer. É uma área fascinante, mas ainda cheia de perguntas. Seria precipitado dizer que já descobrimos a causa desse aumento.

A genética também importa. Síndromes hereditárias, como a síndrome de Lynch, podem aumentar bastante o risco, mas explicam apenas uma parte dos casos. A maioria dos jovens que desenvolve câncer colorretal não pertence a uma família com uma síndrome hereditária conhecida.

Talvez, por isso, o problema mais imediato não seja apenas descobrir a causa, mas reconhecer que a doença pode acontecer nessa idade.

Sangramento nas fezes é um dos sinais mais frequentes. Dor abdominal persistente, mudança do hábito intestinal, diarreia ou constipação que não melhoram, anemia por deficiência de ferro sem explicação e perda de peso involuntária também merecem atenção.

Aos 30 anos, uma hemorroida é muito mais provável do que um câncer. E geralmente é. O erro está em transformar essa probabilidade em certeza. Atribuir automaticamente todo sangramento a uma causa benigna pode atrasar o diagnóstico.

Estudos mostram que pacientes com câncer colorretal de início precoce podem passar mais tempo entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença. Em uma análise, a mediana foi de 128 dias entre os jovens, contra 79 dias nos mais velhos. Parte desse atraso pode vir da ideia, compartilhada por pacientes e profissionais, de que aquela pessoa é “jovem demais para ter câncer”.

Isso não significa que todo jovem com dor abdominal precise de colonoscopia, nem que pessoas saudáveis devam viver procurando sinais de doença. Rastreamento de quem não tem sintomas e investigação de quem apresenta sinais de alerta são situações diferentes.

Para quem não tem sintomas e tem risco habitual, o rastreamento começa aos 50 anos no SUS, embora algumas sociedades médicas recomendem iniciar aos 45. Quem tem história familiar importante pode precisar começar antes. E sinais de alerta, como sangramento, anemia sem explicação, mudança persistente do hábito intestinal ou perda de peso, devem ser avaliados em qualquer idade.

A medicina passou décadas ensinando que determinadas doenças pertencem principalmente aos mais velhos. Isso continua verdadeiro para o câncer de intestino. Mas estatística não é certificado de imunidade.

Ser jovem reduz a probabilidade de câncer. Não a reduz a zero.

 

 

 

 

 

POr - O Globo

Saúde qualifica assistência para prevenir progressão de doença renal

O Ministério da Saúde ampliou e qualificou o cuidado especializado a pessoas com doença renal crônica via Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de garantir assistência em tempo adequado, evitar a progressão da doença e reduzir casos graves.

Em nota, a pasta informou ter criado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, uma nova organização do cuidado, que reúne consultas, exames e procedimentos em conjuntos integrados, com valores até 360% superiores aos pagos anteriormente.

Na preparação para a hemodiálise, por exemplo, o valor pago passa de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.

Entenda

A nova organização funciona por meio das chamadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), que reúnem, em um mesmo pacote, os cuidados necessários ao paciente, de acordo com o estágio da doença e suas necessidades.

As ofertas incluem consultas especializadas, exames laboratoriais e de imagem, acompanhamento multiprofissional e outros procedimentos.

“A iniciativa busca reduzir o tempo entre as diferentes etapas da assistência, garantir acompanhamento contínuo e preparar, no momento adequado, os pacientes que precisam iniciar a terapia renal substitutiva”, destacou o ministério.

Anemia 

A pasta também atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Anemia na Doença Renal Crônica. O documento incorpora ao SUS novas opções terapêuticas, como a carboximaltose férrica e a derisomaltose férrica.

Transplante renal

O transplante renal também integra a linha de cuidado de pessoas com doença renal crônica. Com as OCIs, o acompanhamento especializado pode favorecer a identificação e o encaminhamento de pacientes com indicação para avaliação para transplante – antes mesmo do início da diálise.

As regras do Sistema Nacional de Transplantes preveem que pessoas com doença renal crônica em estágio avançado, mesmo que ainda não façam diálise, sejam orientadas sobre a possibilidade de transplante renal e tenham acesso à avaliação especializada.

“Dessa forma, o cuidado antes da diálise também contribui para preparar e encaminhar os pacientes que possam ter indicação para transplante”, reforçou o ministério.

 

 

 

 

Por - Agência BRasil

Magnésio ou melatonina para dormir? Entenda os efeitos e as diferenças entre os dois

Dormir mal pode levar muitas pessoas a buscar alternativas para conseguir pegar no sono.

Entre as opções que ganharam popularidade estão os suplementos de melatonina e magnésio, dois produtos que costumam aparecer juntos em recomendações sobre descanso, embora não desempenhem a mesma função no organismo.

A melatonina é um hormônio diretamente relacionado ao ritmo circadiano, o mecanismo interno que regula os momentos de sono e vigília. O organismo aumenta sua produção quando escurece, como um sinal de que a hora de dormir está se aproximando.

Já o magnésio é um nutriente essencial que participa de diversas funções do corpo, entre elas a atividade nervosa e muscular. Sua possível relação com o descanso estaria ligada ao relaxamento, mas as evidências disponíveis sobre sua utilidade para tratar problemas de sono ainda são limitadas.

Diferenças entre a melatonina e o magnésio para o descanso

A melatonina conta com décadas de pesquisa, e há evidências de que pode ser útil em situações específicas, especialmente quando há uma alteração do ritmo circadiano, como ocorre com o jet lag após uma viagem. 

Sua utilidade para a insônia comum, porém, é menos clara. O fato de ser um hormônio envolvido no sono não significa que os suplementos sejam igualmente eficazes para todas as pessoas que têm dificuldades para dormir.

Com o magnésio ocorre algo diferente. Embora sua popularidade como suplemento para o descanso tenha aumentado, os estudos sobre esse efeito ainda são escassos e apresentam limitações.

Uma pesquisa da NBJ, por exemplo, analisou 155 adultos saudáveis com problemas de sono. Os participantes receberam 250 miligramas de glicinato de magnésio entre 30 e 60 minutos antes de dormir ou um placebo. O grupo que recebeu magnésio apresentou melhorias significativas nos sintomas de insônia, embora os próprios pesquisadores tenham ressaltado que as mudanças foram modestas.

Por isso, os resultados são promissores, mas ainda não permitem estabelecer o magnésio como uma solução definitiva para os problemas de sono. São necessárias pesquisas com amostras maiores e desenhos metodológicos mais robustos.

O que faz o magnésio?

O magnésio participa do funcionamento dos nervos e dos músculos e tem sido associado a mecanismos que favorecem o relaxamento. Uma das explicações estudadas é sua relação com o ácido gama-aminobutírico, conhecido como GABA, um neurotransmissor que reduz a atividade do sistema nervoso. Também foi sugerido que o mineral pode influenciar processos relacionados à produção natural de melatonina. 

Isso não significa que o magnésio funcione como uma dose direta de melatonina. Seu possível efeito sobre o descanso seria indireto e estaria relacionado a diferentes processos do organismo. Além disso, nem todas as formas de magnésio são iguais.

Efeitos do glicinato de magnésio e qual forma escolher

Algumas formas podem causar mais desconfortos digestivos do que outras. O citrato e o óxido de magnésio, por exemplo, podem provocar diarreia, náuseas ou cólicas, enquanto o glicinato e o L-treonato costumam ser as apresentações preferidas quando se busca evitar esses efeitos.

Por outro lado, a produção natural de melatonina muda com a idade e também pode ser afetada pela exposição à luz durante a noite. A luz artificial, incluindo a emitida por telas, pode reduzir sua produção e alterar os sinais que o organismo recebe sobre o momento de dormir.

Efeitos colaterais da melatonina e riscos da insônia

Os suplementos podem ser úteis quando o problema está relacionado ao ritmo circadiano. No entanto, para a insônia habitual, os resultados são mais discutíveis. Além disso, a melatonina pode provocar efeitos colaterais como sonolência durante o dia, dor de cabeça, tontura, sonhos vívidos, náuseas e desconforto estomacal. Em algumas pessoas, também pode ocorrer o efeito contrário ao esperado, com surgimento de insônia. 

Independentemente de qual dos dois suplementos seja mais popular, é importante considerar que recorrer a eles pode fazer com que a causa de um problema persistente de sono passe despercebida.

A insônia crônica e outros transtornos, como a apneia do sono, exigem avaliação e tratamento adequados. Utilizar um suplemento por conta própria para tentar melhorar o descanso pode atrasar a identificação de um problema que necessita de atenção médica.

 

 

 

 

 

 

Por - AgÊncia Brasil