Em uma época em que bem-estar, autocuidado e prevenção fazem cada vez mais parte das conversas sobre saúde, algumas doenças que parecem pertencer ao passado continuam sendo motivo de preocupação. O sarampo é uma delas.
Embora muita gente associe a doença à infância de gerações anteriores, o sarampo continua sendo um problema de saúde pública em diferentes partes do mundo e pode afetar crianças, adolescentes e adultos que não estejam devidamente imunizados.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sarampo já esteve entre as principais causas de morte de crianças em todo o mundo. Isso acontece porque se trata de uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus que se espalha com facilidade e pode provocar complicações graves, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
O que é o sarampo?
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por secreções respiratórias liberadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira.
A transmissão pode acontecer pelo contato com uma pessoa infectada e também pela permanência em ambientes onde o vírus está presente. Sua capacidade de transmissão é especialmente alta entre pessoas que não possuem imunidade contra a doença.
Apesar de muita gente ter tido sarampo durante a infância décadas atrás, a doença pode aparecer em qualquer idade entre pessoas suscetíveis. Isso significa que adolescentes e adultos também podem estar em risco caso não estejam adequadamente imunizados.
Quais são os sintomas do sarampo?
Entre os primeiros sinais da doença estão febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, que pode provocar vermelhidão e irritação nos olhos. Outro sinal característico são as chamadas manchas de Koplik, pequenos pontos esbranquiçados que podem aparecer na parte interna das bochechas.
Também surgem as características manchas avermelhadas na pele, que costumam começar no rosto e se espalhar pelo corpo.
Em alguns casos, o vírus pode provocar complicações. A pneumonia está entre as mais importantes, especialmente em pessoas mais vulneráveis.
O início do quadro pode ser confundido com outras infecções, já que sintomas como febre, tosse e mal-estar são comuns a diferentes doenças. A evolução dos sinais e o aparecimento das manchas ajudam na suspeita, mas o diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde.
Diante da suspeita de sarampo, é importante buscar orientação de um serviço de saúde e evitar o contato com outras pessoas, já que a doença apresenta alta capacidade de transmissão.
Qual é o tratamento para o sarampo?
Não existe um tratamento antiviral específico capaz de eliminar o vírus do sarampo. Em casos sem complicações, o tratamento costuma ser direcionado ao controle dos sintomas e pode envolver medidas como repouso e hidratação, sempre de acordo com a orientação médica.
Quando surgem complicações, como infecções respiratórias graves, o tratamento é definido de acordo com cada quadro e deve ser acompanhado por profissionais de saúde. Por isso, a prevenção continua sendo a principal estratégia contra a doença.
Por que é importante se vacinar contra o sarampo?
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. No Brasil, a proteção contra a doença faz parte do calendário de vacinação e é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Manter a vacinação em dia é importante não apenas para a proteção individual, mas também para diminuir a circulação do vírus e proteger pessoas que, por diferentes razões, não podem receber determinadas vacinas.
Para quem não sabe se recebeu todas as doses recomendadas ou não possui mais a carteira de vacinação, a orientação deve ser buscada em uma unidade de saúde, onde é possível avaliar a situação vacinal de acordo com a idade e o histórico de cada pessoa.
A vacina contra o sarampo requer atenção especial durante a gestação. Por isso, mulheres grávidas, pessoas que pretendem engravidar ou que tenham alguma condição de saúde específica devem conversar com um profissional antes da imunização.
Mais do que uma doença associada ao passado, o sarampo continua sendo um lembrete da importância da vacinação e da prevenção. Diante de sintomas suspeitos ou dúvidas sobre a situação vacinal, a recomendação é procurar orientação de um profissional ou serviço de saúde.
Por - Glamour
Os medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, como a semaglutida (Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro), trouxeram uma verdadeira revolução para o tratamento de pacientes com diabetes e obesidade.
Algumas pessoas, no entanto, são sensíveis à forma de aplicação de tais medicamentos, feita de forma subcutânea. O armazenamento na geladeira também pode representar um desafio. Uma nova proposta farmacêutica pode aliviar esses desconfortos: trata-se de uma pílula diária voltada para perda de peso e controle do diabetes tipo 2.
O medicamento, chamado Foundayo e produzido pela farmacêutica Eli Lilly, foi autorizado nesta segunda-feira no Reino Unido pela Medicines and Healthcare products Regulatory Agency (MHRA), agência reguladora britânica de medicamentos e dispositivos médicos. O país tornou-se o primeiro da Europa a permitir o uso do comprimido, após aprovação dos Estados Unidos.
Segundo a Reuters, ainda não há detalhes sobre o preço do medicamento no Reino Unido.
Como funciona o Foundayo?
O Foundayo, cujo princípio ativo é o orforglipron, é um medicamento da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, a mesma de remédios como Mounjaro e Wegovy. A substância imita a ação de um hormônio produzido naturalmente pelo organismo após as refeições, atuando em regiões do cérebro relacionadas ao apetite. Com isso, aumenta a sensação de saciedade, reduz a fome e a vontade de comer.
Uma diferença entre o Foundayo e as medicações já conhecidas é que ele possui uma molécula diferente dos remédios que mimetizam o mesmo hormônio. Segundo estudos mais recentes, ele promove uma perda de até 15% do peso em 36 semanas.
A medicação é consumida de forma oral, tomada uma vez por dia, e oferece a vantagem de não precisar de jejum antes do consumo. Além disso, tem potencial para um preço mais baixo — cerca de sete vezes mais barata que o Monjauro — e só pode ser vendida com orientação médica nos EUA e Reino Unido.
Estudos recentes
Um dos estudos mais recentes sobre o orforglipron foi publicado em 13 de maio na revista Nature Medicine. Os resultados se mostraram promissores.
O objetivo da análise foi avaliar a eficácia e a segurança do orforglipron em comparação com o placebo na manutenção da redução do peso corporal após 72 semanas de tratamento. Quando administrado por via oral diariamente, o medicamento apresentou eficácia na perda de peso, melhorias nos fatores de risco cardiometabólicos e segurança geralmente semelhante a dos agonistas do receptor de GLP-1 injetáveis, presentes no Mounjaro e no Ozempic. Os participantes perderam entre 12% e 15% do peso corporal.
No entanto, o artigo avaliou que "a manutenção desses benefícios à saúde requer administração contínua, o que pode ser um desafio". Ou seja, o paciente pode voltar a ter índices de insulina mais altos no sangue após a interrupção do tratamento com o orforglipron.
"O reganho de peso após a interrupção das intervenções para perda de peso, independentemente da modalidade de perda de peso, foi demonstrado, ressaltando a necessidade de terapia contínua para minimizar as alterações no peso corporal e manter as melhorias nos parâmetros cardiometabólicos após a redução de peso, com o objetivo final de preservar os benefícios para a saúde geral", avalia a publicação.
Os eventos adversos mais comuns encontrados pelo estudo não são preocupantes, como efeitos gastrointestinais, em sua maioria de intensidade leve a moderada. A publicação ressalta, no entanto, que não houve um grupo que continuasse usando as canetas emagrecedoras para ser comparado ao que passou para a pílula e que o estudo teve duração curta, de 2 meses, e que o ideal seria testá-los por um ano.
Por - O Globo
O Sistema Único de Saúde inclui a partir desta segunda-feira (10) o teste imunoquímico fecal (FIT, na sigla em inglês) na tabela de procedimentos disponíveis aos pacientes da rede.
Portaria publicada no Diário Oficial da União destaca que o exame que pesquisa sangue oculto nas fezes será destinado exclusivamente ao rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos.

O texto reforça que o procedimento não se destina à investigação diagnóstica de indivíduos sintomáticos ou com suspeita clínica de câncer.
Em maio, o ministério já havia anunciado a inclusão do teste em um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal. Dados da pasta indicam que o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.
Além disso, o procedimento pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença. Atualmente, o câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.
A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal no Brasil.
Entenda
O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.
O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.
Entre as principais vantagens do exame FIT listadas pela pasta estão:
- não exige preparo intestinal;
- não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
- pode ser feito com apenas uma amostra;
- é menos invasivo;
- tem maior adesão da população.
Mesmo assim, segundo o ministério, a colonoscopia é a principal forma de avaliar o intestino, porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.
Por - Agência Brasil
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu consulta pública para avaliar a inclusão do medicamento sotatercepte na rede pública, para tratamento de pacientes adultos com hipertensão arterial pulmonar (HAP). As contribuições, da sociedade civil e da comunidade médica, podem ser enviadas até o próximo dia 17.

De acordo com a Conitec, a solicitação de incorporação foi feita pelo próprio fabricante do medicamento para o tratamento de adultos com HAP em classes funcionais III ou IV, conforme critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), com risco de mortalidade intermediário a alto, em uso de terapia dupla, quando houver intolerância às prostaciclinas, ou em uso de terapia tripla, associado ao tratamento já em uso.
Ainda segundo a comissão, o medicamento age no mecanismo de crescimento das células dos vasos sanguíneos. Na HAP, essa via pode estar desregulada e contribuir para o estreitamento dos vasos dos pulmões.
A doença
A hipertensão arterial pulmonar é uma doença rara, crônica, progressiva e grave. Isso significa que é uma condição pouco frequente na população, de longa duração e que pode piorar com o tempo, comprometendo a capacidade da pessoa de realizar atividades do dia a dia.
Na HAP, ocorre aumento da pressão nos vasos sanguíneos que levam o sangue do coração para os pulmões. Com isso, o lado direito do coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue.
Ao longo do tempo, esse esforço pode sobrecarregar o coração e causar sintomas como falta de ar, cansaço, tontura, dor no peito, desmaios e dificuldade para realizar atividades habituais. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para insuficiência cardíaca, levar ao funcionamento insuficiente do coração e morte.
Por - Agência Brasil
O volume de cirurgias plásticas mamárias feitas no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025, passando de 9 mil para 14.213.

Em 2020, ápice da crise sanitária causada pela covid-19, foram contabilizadas apenas 4.547 operações de mama, a metade do que vinha sendo praticado rotineiramente.
Os números fazem parte de um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. O cálculo inclui procedimentos indicados para reconstrução da mama e o tratamento de diferentes alterações na estrutura da mama.
O levantamento mostra que, em dez anos, o SUS aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias. Os estados com maior registro desse tipo de intervenção foram:
- São Paulo - 30.265 operações;
- Minas Gerais - 9.836;
- Rio de Janeiro - 9.115;
- Rio Grande do Sul - 6 mil;
- Bahia - 5.731.
Do total de registros analisados, 74.619 correspondem à plástica mamária feminina não estética, responsável por 82,3% das internações.
O grupo inclui cirurgias com indicação médica para corrigir deformidades congênitas, assimetrias importantes, hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas e sequelas provocadas por doenças ou tratamentos.
Os dados mostram ainda 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia, com implante de prótese, além de 3.429 internações relacionadas à reconstrução mamária pós-mastectomia total.
Concentração no Sudeste
Estados do Sudeste responderam por 50.848 internações, o equivalente a 56,1% de todos os procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos feitos pelo SUS entre 2016 e 2025.
Sozinho, o estado de São Paulo concentrou um terço dos registros nacionais. Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem na sequência. Entre as demais regiões, o Sul somou 9.098 internações; o Nordeste, 15.985; o Centro-Oeste, 5.695; e o Norte, 3.022.
Por - Agência Brasil
O uso do medicamento Trikafta no tratamento da fibrose cística reduziu em até 84,8% as internações de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). Os primeiros resultados da terapia de alto custo, ofertada na rede pública há quase dois anos, foram apresentados nesta quinta-feira (6) em evento na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em Brasília.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, atualmente, mais de 2,4 mil pacientes utilizam a terapia no sistema público. Na rede privada, uma caixa de medicação, segundo a pasta, custa, em média, R$ 194,5 mil, O tratamento pode chegar R$ 2,5 milhões por paciente ao ano.
Os números mostram que o medicamento também diminuiu em até 91,6% a necessidade de oxigenioterapia domiciliar de pessoas com fibrose cística.
Foi observado ainda um aumento médio de 10 a 14 pontos na função pulmonar; redução dos ciclos de inflamação e infecção; diminuição de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos; e benefícios consistentes no estado nutricional.
Em nota, o ministério informou que o estudo foi feito ao longo de um ano e avaliou 647 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, em tratamento com a terapia tripla moduladora elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor ou Trikafta. O acompanhamento foi realizado em 39 centros de referência no Brasil.
O medicamento pode ser retirado em farmácias de alto custo por meio da apresentação de receita médica devidamente emitida e carimbada por um médico especialista. O Trikafta é administrado em casa, por via oral, seguindo diretrizes de tratamento de acordo com o quadro clínico de cada pessoa.
Doença
A fibrose cística é uma doença genética hereditária rara que faz o corpo produzir um muco muito grosso e pegajoso, que entope os pulmões e o aparelho digestivo, causando tosses constantes, infecções respiratórias e dificuldade para digerir os alimentos e ganhar peso.
Por - Agência Brasil






















