Pfizer testa pílula anticovid-19, que está em desenvolvimento desde março de 2020

A Pfizer, que desenvolveu uma das principais vacinas contra o coronavírus, está trabalhando no desenvolvimento de uma pílula anticovid-19.

 

De acordo com informações divulgadas pela própria farmacêutica, estão sendo realizados ensaios clínicos de fase intermediária e avançada de uma pílula para prevenir a covid-19 em pessoas expostas ao vírus.

 

Os trabalhos para o desenvolvimento dessa pílula começaram ainda em março do ano passado, na fase inicial da pandemia, e a ideia é que ela seja um medicamento capaz de impedir que a doença progrida em pacientes contaminados, evitando que cheguem ao estado mais grave da infecção.

 

Agiria, mais ou menos, como age o Tamiflu em relação à gripe: não substitui a vacina, mas age impedindo a multiplicação e bloqueando as ações dos vírus da gripe influenza A e B.

 

Na fase atual, o ensaio clínico da pílula anticovid da Pfizer envolverá 2.600 adultos que participarão dos testes assim que apresentarem sintomas de infecção por covid-19 ou assim que souberem que foram expostos ao vírus.

 

Como a farmacêutica precisa testar a segurança do medicamento, alguns dos voluntários receberão placebo e outros a pílula em desenvolvimento, que está sendo testada em combinação com o ritonavir, medicamento que já é usado contra o vírus da Aids

 

 

Com Rádio 2

 

 

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Ministério da Saúde orienta dose de reforço em idosos acima de 60 anos

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (28), em vídeo publicado nas redes sociais, que o governo vai iniciar a aplicação de dose de reforço da vacina contra a covid-19 em pessoas com mais de 60 anos de idade. De acordo com Queiroga, são cerca de 7 milhões de brasileiros nessa faixa etária.

 

“É possível hoje, no final do mês de setembro, já ofertar para os idosos brasileiros uma dose de reforço da vacina. Além dos idosos com mais de 70 anos e dos profissionais de saúde que já foram anunciados como contemplados com o reforço, agora o Ministério da Saúde vai atender aqueles com mais de 60 anos”, disse.

 

A aplicação do reforço é para as pessoas que tomaram a segunda dose há mais de seis meses, independentemente do imunizante usado no primeiro ciclo de imunização. Até então, essa nova etapa da vacinação está sendo realizada, preferencialmente, com a vacina da Pfizer/BioNTech. Na falta desse imunizante, a alternativa é usar as vacinas de vetor viral Janssen ou Astazeneca.

 

Até o momento, o governo federal já distribuiu mais de 284,6 milhões de doses de vacina contra a covid-19. Dessas, 233,2 milhões foram aplicadas, sendo 145,2 milhões em primeira dose e 87,9 milhões em segunda dose ou dose única. Mais de 639,1 mil foram doses de reforço para idosos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Pfizer pede à Anvisa que avalie eficácia de terceira dose da vacina

Representantes da farmacêutica Pfizer pediram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para aplicar uma terceira dose da vacina Comirnaty em voluntários que receberam as duas primeiras doses do imunizante há, pelo menos, seis meses.

 

Atualmente, a bula da Comirnaty prevê que cada pessoa receba apenas duas doses. A autorização para uma dose de reforço depende da aprovação da agência reguladora, responsável por atestar a segurança e a eficácia da terceira dose.

 

Se o pedido para alteração da posologia for aprovado, a terceira dose poderá, posteriormente, ser aplicada em todas as pessoas a partir dos 12 anos que tomaram a Comirnaty.

 

A vacina da Pfizer contra o novo coronavírus foi a primeira a obter registro definitivo no Brasil, em 23 de fevereiro deste ano. Até então, apenas a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a vacina produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório inglês AstraZeneca tinham sido autorizadas para uso emergencial.

 

Em nota, a Anvisa informou ter o prazo de até 30 dias para responder à demanda da farmacêutica, desde que não sejam necessárias adequações ou esclarecimentos técnicos adicionais. Segundo a agência, o estudo clínico que a Pfizer apresentou para subsidiar o pedido contou com a participação de voluntários brasileiros, além de cidadãos dos Estados Unidos e da África do Sul. (Com Agência Brasil)