Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos

Um novo estudo publicado pelo Instituto Butantan mostrou que a vacina brasileira contra a dengue permanece eficaz por pelo menos cinco anos após a aplicação.

O imunizante Butantan-DV foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde de diversas partes do país.

Durante esse período nenhuma pessoa vacinada apresentou dengue severa, nem precisou de hospitalização por causa da doença. Com isso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%.

A diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, explica que esse resultado é positivo não somente por confirmar a eficácia da vacina, mas por demonstrar a eficiência do esquema de dose única. A vacina produzida pelo Instituto é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em apenas uma dose.

"Vacinas que precisam de duas ou mais doses, a gente tem vários dados que mostram que muitas pessoas não voltam pra completar o esquema. Então, essa demonstração de que uma única dose mantém a proteção alta é muito importante. Mas é claro que nós vamos continuar acompanhando, para saber se realmente não vai ser necessário um reforço depois de 10 ou 20 anos", afirmou.


Crianças e idosos

A eficácia do imunizante contra a dengue, de forma geral, foi um pouco menor, de 65%. Mas o índice sobe para 77,1% entre as pessoas que já contraíram a doença antes de receber o imunizante.

Os resultados também apresentaram algumas variações de acordo com a faixa etária, com maior eficácia entre adultos e adolescentes do que entre as crianças.

Por essa razão, a Anvisa registrou a Butantan-DV apenas para pessoas de 12 aos 59 anos, apesar da vacina ter sido testada também em crianças, a partir dos 2 anos.

"Eles reconhecem que os dados de segurança pra crianças estão corretos, mas como depois de cinco anos, a eficácia entre as crianças cai mais do que entre os adultos, nós precisamos saber se elas vão precisar de reforço", explicou a diretora médica do Butantan.

Fernanda Boulos acrescentou, no entanto, que o Butantan já está planejando, junto com a Anvisa, a realização de um estudo adicional em crianças para embasar a inclusão desse público no esquema de vacinação no futuro. Além disso, o Instituto já está fazendo testes em idosos, em um estudo que deve ter resultados no ano que vem.

"O sistema imunológico também passa por um processo de envelhecimento, então é importante entender se os idosos tem a mesma capacidade de gerar resposta imune com a vacina", explicou.

O acompanhamento dos pacientes vai ser feito por um ano, depois os dados serão comparados com os dos adultos, e enviados para a Anvisa para uma possível ampliação do público-alvo.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Juarez Cunha, afirma que essa inclusão seria muito importante, considerando que a maior taxa de mortalidade por dengue é verificada entre idosos. Ele ressalta, ainda, os resultados importantes sobre a segurança da vacina apresentados no estudo.

"Ele nos mostra que a vacina se mantém protetora por um prazo bastante longo, e é extremamente segura. E esse também é um aspecto fundamental. Qualquer medicação, incluindo vacina, a gente precisa ver como eles vão se comportar com a sua utilização", complementa.

Segurança

Botucatu (SP), 18/01/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, iniciou a vacinação contra a dengue com a primeira vacina 100% nacional, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Foto: Walterson Rosa/MS
Primeira vacina 100% nacional contra a dengue, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. - Walterson Rosa/MS

O estudo de longo prazo da Butantan-DV foram publicados na quarta-feira (4), na revista Nature Medicine e explica que a vacina foi, de modo geral, bem tolerada e não foram observadas preocupações de segurança a longo prazo."

Eles foram obtidos após o acompanhamento de mais de 16 mil pacientes, sendo que cerca de 10 mil receberam a vacina, e quase 6 mil receberam placebo, para compor um grupo de comparação.

"Em termos estratégicos é fundamental que a gente tenha uma pesquisa nacional conseguindo chegar a esses produtos de ponta, eficazes e seguros. Possibilita que a gente consiga abastecer mais fácil o nosso Programa Nacional de Imunizações e também é um ativo de negociação com outros países", destaca o diretor da SBIM.

A diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, confirma que a prioridade absoluta é abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, assim que a demanda nacional for suprida, a instituição pública, vinculada ao estado de São Paulo, deve negociar a venda de doses para outros países, especialmente da América Latina, que também tem sofrido com epidemias da doença.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Anvisa: suplementos com cúrcuma podem trazer risco de danos ao fígado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (6) um alerta de farmacovigilância para o uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão.

Segundo a Anvisa, investigações internacionais identificaram casos raros, mas graves, de inflamação e de danos ao fígado associados ao uso desses produtos em cápsulas ou em extratos concentrados.

“O problema está associado especialmente a formulações e tecnologias que promovem um aumento na absorção da curcumina em níveis muito acima do consumo normal”, informou a agência em nota.

De acordo com o comunicado, agências reguladoras de países como Itália, Austrália, Canadá e França já fizeram alertas sobre o tema depois que autoridades de saúde registraram casos de intoxicação do fígado ligados ao uso de suplementos de cúrcuma.

Na França, a Agência Nacional de Segurança Sanitária da Alimentação, do Meio Ambiente e do Trabalho identificou dezenas de relatos de efeitos adversos associados ao consumo de suplementos com cúrcuma ou curcumina, incluindo casos de hepatite.

“O alerta apresenta orientações para profissionais de saúde, fabricantes de medicamentos e suplementos alimentares e consumidores”, destacou a Anvisa.


Alimentação

Na nota, a agência reforça que o risco de toxicidade não está relacionado ao uso da cúrcuma para o preparo de alimentos no dia a dia.

“O pó usado na culinária é seguro e não integra o alerta, uma vez que não há evidências de risco associado ao consumo da cúrcuma como alimento e aditivo alimentar”, detalhou a Anvisa.

“A diferença é que, em medicamentos e suplementos, o produto possui concentrações mais altas e uma capacidade de ser mais absorvido pelo organismo”, completou.

Sinais de alerta

Dentre os indícios citados pela Anvisa que podem indicar a necessidade de avaliação médica após o uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma estão:

* pele ou olhos amarelados (icterícia);

* urina muito escura;

* cansaço excessivo e sem explicação;

* náuseas e dores na região do abdômen.

Nesses casos, a orientação é interromper o uso imediatamente e procurar um profissional de saúde. Suspeitas de eventos adversos envolvendo medicamentos devem ser notificadas ao sistema VigiMed e, no caso de suplementos, no e-Notivisa.

Atualização de bulas

Como medida preventiva, a Anvisa determinou a atualização, com avisos de segurança, das bulas dos medicamentos Motore e Cumiah, ambos contendo cúrcuma.

No caso dos suplementos com cúrcuma, a agência informou que vai reavaliar o uso da substância e que também vai passar a exigir a inclusão de advertências obrigatórias sobre a possibilidade de efeitos adversos nos rótulos dos produtos.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 SUS: mulheres vítimas de violência terão acesso a reconstrução dental

Mulheres vítimas de violência terão acesso a reconstrução dentária no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo tratamento odontológico integral e gratuito. Serão oferecidos próteses, implantes, restaurações e outros procedimentos.

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Saúde. A ação faz parte do plano de trabalho anunciado ontem (4) para o enfrentamento ao feminicídio no país.

Segundo a pasta, o programa contará com o reforço de 500 impressoras 3D e scanners, que funcionarão em unidades odontológicas móveis distribuídas em todo o país. Em 2025, foram distribuídos 400 novos veículos e a previsão é que, até o fim deste ano, outras 800 unidades entrem em circulação.

“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, a gente não vai ganhar essa batalha. As mulheres já lutam por isso há muitos anos, há décadas. Está na hora dos homens entrarem com mais força nessa luta. E a gente, que é da área da saúde, mais ainda”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Mais cedo, a pasta informou que solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão da categoria feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). O objetivo é dar maior visibilidade aos óbitos de mulheres motivados por desigualdade de gênero – atualmente registrados de forma genérica como agressão.

 

 

 

 

por - Agência Brasil

Dois ovos por dia: o que a ciência diz sobre segurança, colesterol e saúde do coração

Consumir até dois ovos por dia pode ser seguro para a maioria das pessoas saudáveis, mas essa conta muda quando entram em cena doenças como colesterol alto, diabetes e problemas cardiovasculares. Especialistas explicam que o impacto do ovo na saúde depende menos do alimento isolado e mais do perfil de quem consome e do padrão alimentar como um todo.

 

O ovo é vilão ou aliado da saúde? 

Rico em proteínas, vitaminas e compostos bioativos, o ovo reúne em um único alimento nutrientes considerados estratégicos para diferentes fases da vida. Segundo a nutricionista Clarissa Hiwatashi Fujiwara, do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), o alimento pode ter um papel protetor dentro de uma alimentação equilibrada.

“O ovo agrega proteínas de alta qualidade, micronutrientes essenciais e compostos bioativos. A clara fornece praticamente toda a sua energia a partir das proteínas, já que a quantidade de gorduras e carboidratos é ínfima”, afirma Fujiwara.

A gema, por sua vez, concentra as gorduras do ovo e é a parte mais diversa do ponto de vista nutricional, reunindo colina, vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), além de carotenoides como luteína e zeaxantina, associados à saúde dos olhos.

“Salvo recomendações terapêuticas muito pontuais, não é interessante excluir a gema. Apesar de conter colesterol, as evidências mostram que, para a maior parte das pessoas saudáveis, o colesterol da dieta tem impacto menos relevante no colesterol sanguíneo do que o padrão alimentar como um todo”, diz a nutricionista.

 

É seguro comer mais de dois ovos por dia?

Quando se trata de indivíduos saudáveis, é possível consumir mais dois ovos por dia na alimentação cotidiana, de forma geral, segundo os especialistas ouvidos pelo g1. Mas comer mais que essa quantidade diariamente não é recomendado para pacientes com maior risco vascular. Estudos observacionais sugerem aumento de risco cardiovascular e de mortalidade com consumo elevado de ovos nesses grupos, destaca o endocrinologista Marcio Lauria, coordenador do Departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Fujiwara acrescenta que a avaliação da quantidade ideal a ser ingerida diariamente deve considerar fatores individuais, como histórico de doença cardiovascular, necessidades energéticas, de proteínas e o nível de atividade física.

A adição de cinco ovos na alimentação diária, por exemplo, sem ajuste nas demais refeições, pode ainda contribuir para o consumo de energia em excesso. E apesar de o ovo ser um alimento muito rico nutricionalmente, todo excesso de energia pode levar ao aumento de gordura corporal.

Em indivíduos saudáveis, a ingestão de gorduras saturadas não deve ultrapassar 10% das calorias diárias.

em pessoas com risco cardiovascular, o limite de gorduras saturadas pode ser reduzido para menos de 7% das calorias diárias. Para este grupo, Fujiwara explica que é recomendado limitar a ingestão de alimentos ricos em gordura saturada - tanto de origem animal como de origem vegetal:

  • Alimentos de origem animal: cortes de carnes, sobretudo vermelhas, com gordura visível, gordura animal como banha e sebo; pele do frango; carnes processadas como embutidos e bacon; leite integral e derivados com a gordura do leite, como manteiga; creme de leite e queijos (sobretudo queijos duros e curados).
  • Alimentos de origem vegetal: apesar da maioria dos destes ser naturalmente baixa em gordura saturada, há algumas exceções: óleo/gordura de palma (amplamente utilizado pela indústria alimentícia em biscoitos, bolos prontos, snacks e salgadinhos de pacote); pastas doces industrializadas (como creme de avelã); óleo de coco.

A nutricionista especialista em transtornos alimentares pelo Ambulim-USP Marcela Arena acrescenta que comer uma quantidade exagerada de ovos pode ser um ponto de atenção, principalmente se a forma de preparo incluir também outras gorduras e até se a alimentação como um todo também incluir muitas fontes de gordura saturada.

“Quanto mais variada for a alimentação, melhor! Em vez de usar o ovo como fonte de proteínas em todas as refeições do dia, tente se possível variar com frango, carnes, peixes ou até mesmo as proteínas vegetais”, orienta Arena.

 

O que a ciência diz sobre ovos e colesterol

Para a maioria dos adultos saudáveis, o consumo moderado de ovos não está associado a aumento significativo do risco cardiovascular, explica o endocrinologista Marcio Lauria, coordenador do Departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

“Consumir até dois ovos por dia é seguro para a maioria das pessoas saudáveis, especialmente quando inserido em uma dieta equilibrada. O impacto do colesterol dietético dos ovos sobre o perfil lipídico é geralmente modesto”, afirma.

No entanto, esse cenário muda em grupos específicos.

“Pessoas com diabetes tipo 2, hipercolesterolemia, hipertensão ou doença cardiovascular estabelecida devem ter cautela, pois o consumo elevado de ovos pode estar associado a maior risco nesses grupos”, explica.

A literatura científica aponta ainda diferenças entre consumir um ovo ou dois por dia.

“Há um efeito dose-resposta observado em grandes estudos. O consumo de dois ovos por dia pode aumentar discretamente o risco em relação a um ovo por dia, especialmente em pessoas com fatores de risco, embora o impacto absoluto seja pequeno”, diz o endocrinologista.

 

Dois ovos por dia: quando pode e quando exige cuidado

A médica nutróloga Isolda Prado, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), reforça que o ovo, isoladamente, raramente é o principal problema.

Prado também destaca que, para a maioria das pessoas saudáveis, até dois ovos por dia podem fazer parte de uma dieta equilibrada e segura. "A avaliação deve considerar o padrão alimentar global, exames laboratoriais, histórico familiar e presença de doenças metabólicas”, afirma.

“O ovo pode ser útil em casos de maior demanda proteica, como sarcopenia, recuperação pós-cirúrgica, gestação, envelhecimento saudável e prática esportiva”, explica Prado.

Já em pessoas sensíveis ao colesterol dietético, ajustes podem ser necessários. “Pode haver aumento do colesterol total e do LDL entre três e oito semanas após uma mudança consistente na alimentação. Por isso, a resposta é individual e deve ser monitorada”, diz a nutróloga.

 

Ovo ajuda a emagrecer? Depende do contexto

O alto teor de proteínas e a presença de gorduras fazem do ovo um alimento associado à saciedade. Segundo Fujiwara, refeições com ovos podem ajudar a reduzir a ingestão calórica ao longo do dia.

“O ovo contribui para a saciedade por retardar o esvaziamento gástrico. Estudos mostram que, especialmente no café da manhã, pode reduzir a ingestão de energia nas refeições seguintes”, afirma.

Prado destaca que, em dietas de emagrecimento, dois ovos ao dia costumam ser bem tolerados.

“Eles ajudam no controle do apetite e na preservação da massa magra, desde que inseridos em um plano hipocalórico equilibrado”, afirma.

 

O modo de preparo faz diferença

A forma como o ovo é preparado influencia diretamente seus efeitos na saúde. Para Fujiwara, preparações simples são as mais indicadas.

“Ovo cozido ou pochê são recomendados por não exigirem adição de gordura. O ovo mexido com pouca gordura também é uma boa opção”, orienta.

O consumo frequente de ovos fritos, especialmente com manteiga em excesso, merece atenção.

“Ele pode favorecer um perfil lipídico menos saudável, sobretudo em pessoas com predisposição a dislipidemias”, alerta a nutricionista.

 

Crianças, idosos e atletas: quem se beneficia mais?

O ovo é apontado como um alimento estratégico em diferentes fases da vida:

  • Para crianças, contribui para o crescimento e o desenvolvimento neurológico
  • Para idosos, é uma fonte acessível de proteína de fácil mastigação, importante na prevenção da sarcopenia.
  • Para quem pratica atividade física, o benefício está na recuperação muscular.

“O ovo fornece todos os aminoácidos essenciais, contribuindo para a síntese e recuperação muscular no pós-exercício”, explica Fujiwara.

 

O que pesa mais: o número de ovos ou a dieta como um todo?

Apesar do debate em torno da quantidade, os especialistas concordam que o fator decisivo é o padrão alimentar global.

“Os ovos consumidos dentro de uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados têm impacto muito diferente do que quando associados a dietas ricas em gordura saturada e ultraprocessados”, diz Fujiwara.

Lauria reforça que o colesterol do ovo pesa menos do que outros componentes da dieta.

“Ensaios clínicos mostram que o colesterol dietético dos ovos tem impacto menor sobre o LDL do que a ingestão de gordura saturada”, afirma o endocrinologista.

 

Não existe número mágico

Para pessoas saudáveis, até um ovo por dia aparece como o limite mais seguro nas grandes análises científicas. Ainda assim, dois ovos podem ser aceitáveis em muitos casos, desde que haja acompanhamento e equilíbrio.

“O limite não é um número fixo para todos, mas um intervalo ajustável, definido pela resposta individual e pelo risco cardiovascular global”, resume Prado.

O ovo não é vilão nem solução milagrosa — é o contexto que define se dois ovos por dia são aliados ou um sinal de alerta no prato.

 

 

 

 

 

 

 

POr - G1