Superlua não aumenta de tamanho, mas se aproxima mais da Terra

Embora seja chamada popularmente de Superlua, o nome correto da Lua Cheia que será vista no céu nesse sábado (3) é "Lua Cheia de Perigeu", como definem os astrônomos, porque ela estará em um ponto mais perto da Terra. Peri significa próximo e Geo, Terra. Daí o nome Perigeu. A Lua Cheia parece 6% maior e 13% mais brilhante do que uma lua cheia média.

Na realidade, a lua não muda de tamanho; ela se aproxima mais da Terra somente, conforme explicou à Agência Brasil o astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A Lua Cheia de 3 de janeiro vai ocorrer às 07h03 (horário de Brasília). O diâmetro da Lua Cheia do mês de janeiro será de 32,92 minutos de arco, o que é considerado relativamente grande em comparação com os 29,42 minutos de arco da Microlua prevista para o dia 31 de maio próximo.

A chamada Superlua de janeiro de 2026 esteve a 362.312 km da Terra no primeiro dia deste ano. Em contrapartida, a menor Lua Cheia de 2026 (Microlua de 31 de maio) estará a 406.135 km de distância. O diâmetro da Lua Cheia de janeiro será de 32,92 minutos de arco (relativamente grande em comparação com os 29,42 minutos de arco da Microlua de 31 de maio).

“Todo mês, ela passa pelo Perigeu, que é o ponto mais próximo de um corpo celeste em sua órbita ao redor da Terra e também todo mês ela passa pelo ponto mais longe. que é o Apogeu. Aí, quando coincide ser Lua Cheia, quando ela está perto do Perigeu, isso é chamado de Lua Cheia de Perigeu ou Superlua, porque ela fica um pouquinho maior”, disse Langhi. Destacou, porém, que a olho nu será difícil ver qualquer diferença no tamanho da Lua Cheia desse sábado.

Segurando uma bola

“Imagina que você está segurando uma bola na sua frente com as duas mãos. Aí você aproxima e afasta a bola dos seus olhos e vai perceber que, aparentemente, a bola vai ficando cada vez menor, quanto mais longe ela é posicionada. Tanto que se alguém segurar essa mesma bola a uns dez metros de distância, vai parecer para você que ela está longe, que a bola ficou bem pequenininha. A mesma coisa acontece no caso da Lua. Quando ela está mais próxima da Terra, ela fica um pouquinho maior, porque essa diferença não é tão grande”, informou o astrônomo da Unesp.
 

Rodolfo Langhi comentou que, na realidade, a olho nu, não se percebe diferença alguma no tamanho da Lua Cheia.

“É muito difícil. Para uma pessoa que não está muito acostumada a ficar olhando para a Lua todo dia, que não é uma pessoa que se importa muito com isso, ela não vai nem perceber diferença. Já alguém que olha sempre para a Lua Cheia e presta atenção, como os astrônomos, aí sim. Mas mesmo para a gente não é tão evidente, sabe?”.

Por isso, Langhi acredita ser um pouco de exagero chamar a Lua Cheia do dia 3 de janeiro de Superlua, porque as pessoas acham que ela vai ficar gigante, enorme, mas é um erro.

Irrelevância

Na avaliação de João Batista Canalle, físico, doutor em Astronomia, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e também coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), essa Lua Cheia de sábado “não tem nada de diferente.

É a mesma Lua Cheia de sempre. Apenas vamos ter duas luas cheias no mesmo mês. Ou seja, é uma coisa absolutamente irrelevante fisicamente. É só uma coincidência que se tem de duas luas cheias no mesmo mês”.

Para João Canalle, a Lua Cheia, chamada segundo ele erroneamente de Superlua, não muda de tamanho, apenas se aproxima da Terra. Disse que no próximo domingo (4), a Terra vai estar mais próxima do Sol.

“Você vai ver ele maior por causa disso? Não vai. Entendeu? Então, o nosso verão é do hemisfério Sul, ocorre com a Terra mais próxima do Sol alguns milhões de quilômetros. Mas você não vai ver o sol maior por causa disso”, sustentou.

Indicou que, com a Lua, acontece algo parecido. Mesmo que ela esteja no Perigeu, que é o ponto mais próximo da Terra, ninguém verá diferença a olho nu. O mesmo ocorre quando ela estiver no Apogeu, no ponto mais distante da Terra, a chamada Microlua. “Até parece que ela vai ficar microscópica. É um nome absolutamente enganador chamarem uma Lua Cheia de Microlua. Nunca que ela vai ser uma Microlua; ela vai continuar sendo uma Lua Cheia. Apenas, coincidentemente, ela vai estar no ponto mais distante da órbita da Terra. Essa diferença é muito pequena, perto aí dos quase 400.000 km, que é a distância média dela para a Terra. Então, astronomicamente, isso não tem nenhuma relevância”, concluiu Canalle. (Alana Gandra)

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Saiba quando um treino intenso demais se transforma em síndrome do excesso de treinamento

A maioria dos "ratos de academia" consegue se lembrar de uma vez em que passou do limite. Talvez tenha sido uma sessão excessiva de musculação ou alguns quilômetros a mais em um treino longo de corrida, resultando em dor no joelho ou na lombar, rigidez nas articulações ou dores musculares.

Faça isso uma vez e você vai sentir por alguns dias. Faça isso com frequência e pode acabar enfrentando um problema de saúde muito mais sério.

Qualquer pessoa que já treinou pesado sabe como é ultrapassar os próprios limites, exagerar, treinar demais. Mas, se você permanecer nessa zona do “excesso” por mais tempo, isso pode levar a uma condição médica chamada síndrome do overtraining, ou OTS (na sigla em inglês).

— Todo treino é pensado para desafiar o corpo a se adaptar e melhorar — diz David S. Gazzaniga, cirurgião ortopedista e chefe da divisão de medicina esportiva do Hoag Orthopedic Institute, no Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. Mas sobrecarregar o corpo sem descanso e recuperação suficientes pode virar seu progresso de cabeça para baixo.

Em vez de ganhos, sua força geral e seu desempenho começam a cair, “afetando tanto a saúde mental quanto a física”, afirma o especialista. Vai muito além das panturrilhas reclamando quando você tenta descer a escada na manhã seguinte.

Há inúmeros benefícios comprovados em ser dedicado e se esforçar nos treinos. Mas a OTS não se desenvolve a partir de um único treino intenso. Ela surge da repetição e é cumulativa.

A síndrome pode desregular funções normais do corpo, causando desequilíbrios hormonais, supressão do sistema imunológico, degradação do tecido muscular ou até danos aos rins. A OTS também pode deixá-lo mais suscetível a fraturas por estresse, tendinites crônicas e outras lesões por uso excessivo, todas capazes de afastar você dos treinos por meses.

Outros sintomas podem incluir dores de cabeça, desorientação, irregularidade no funcionamento intestinal e, nas mulheres, ciclos menstruais irregulares, afirma Colin Robertson, cientista do exercício e da nutrição do Reino Unido, que já trabalhou com membros da equipe britânica em quatro Olimpíadas de verão.

— Ir à academia e se destruir por 45 minutos, seis dias por semana, sem descanso, já não promove adaptação alguma. Você só está impondo estresse negativo demais ao seu organismo, é dibilitante — diz Robertson.

Levantar dados sólidos sobre quantas pessoas vivenciam a OTS é um desafio, afirma Jason Lake, cirurgião ortopedista da OrthoArizona, em Gilbert, no Arizona, EUA:

— Não há estudos robustos e em larga escala suficientes para citar uma taxa de prevalência precisa.

Mas médicos dizem que estão vendo mais casos, e muitos acabam não sendo relatados ou são confundidos com outras condições.

— Observamos padrões consistentes mostrando que atletas de endurance e pessoas que treinam em volumes ou intensidades elevados têm maior risco de OTS — diz Jillian Kleiner, fisioterapeuta licenciada da Hinge Health, em Denver, nos EUA.

 

Como identificar a síndrome

 

Para Hannah M. Le, de 27 anos, o caminho até a OTS começou com networking. Ela se exercitava duas vezes por dia em outubro de 2024 para maximizar o valor da mensalidade da academia e encontrar formas de divulgar seu negócio de venda de elásticos de cabelo. Le achava que o melhor lugar para conhecer pessoas do seu público-alvo — mulheres que querem um elástrico que aguente treinos pesados — era a academia.

— Eu tinha acabado de me mudar para Nova York e tinha menos de um ano para tornar minha empresa lucrativa e conseguir me sustentar. Eu estava em modo total de sobrevivência — conta.

Em três meses, o plano começou a dar errado. Le passou a sacrificar o sono para ir à academia, eliminou os dias de descanso e reduziu o tempo de recuperação a zero. Ao acompanhar seus indicadores de saúde por seis meses, percebeu que a variabilidade da frequência cardíaca — o tempo entre um batimento e outro — ficava oscilando constantemente. Foi o primeiro sinal de que algo estava errado. Pouco depois, veio o diagnóstico de OTS.

— A pior parte era a dor. Tantos nódulos intensos (no meu corpo) que nem massagistas conseguiam dar conta — fala.

Geralmente, tudo começa com fadiga, diz Kleiner. Você pode se sentir esgotado, sem conseguir se recuperar dos treinos como de costume e até temendo os próximos.

— Outros sinais de alerta da OTS incluem dor muscular persistente, queda de força ou velocidade, sono ruim, alterações de humor, ansiedade, depressão, aumento da inflamação e doenças recorrentes ou enfraquecimento do sistema imunológico — afirma.

A dor muscular pós-treino costuma atingir o pico entre 24 e 72 horas após o exercício e deve desaparecer em cerca de uma semana.

— Se ela durar mais do que isso, mesmo em repouso, pode ser um sinal de alerta para overtraining — diz Kleiner.

 

Descanso para os exaustos

A recuperação é essencial para um programa de exercícios bem-sucedido, seja para voltar à forma ou manter o nível atual de condicionamento físico.

— É nessa fase de descanso que você obtém os ganhos. E o sono é a estratégia de recuperação mais eficiente que existe — diz Lake.

Mas descanso não significa apenas dormir de sete a oito horas por noite. Tampouco equivale à inatividade total, complementa Kleiner:

— Movimentos leves, como ioga, alongamentos ou caminhadas, podem ajudar a melhorar o fluxo sanguíneo e a mobilidade sem sobrecarregar o organismo.

Também é inteligente usar esse tipo de recuperação ativa para recarregar a mente antes de voltar a treinos mais estruturados ou rigorosos, afirma.

O primeiro passo para evitar e se recuperar da OTS começa no cérebro, diz Kleiner, ao adotar uma abordagem mais equilibrada em relação à atividade física.

— O objetivo é encontrar o ponto ideal de movimento. O lugar em que você está fazendo a quantidade certa de atividade para o seu corpo. O exercício ou a atividade são desafiadores, mas possíveis —afirma.

Em seguida, diversifique sua rotina, recomenda Gazzaniga. Sim, você pode estar correndo sempre a mesma distância ou nadando aquelas mesmas voltas na piscina a cada dois dias há uma década. Mas variar os estímulos só tende a melhorar seu bem-estar geral.

Le encontrou esse equilíbrio ao voltar a fazer apenas um treino por dia, em vez de dois.

— Também passei a focar em exercícios de força que me permitam praticar outras atividades de que realmente gosto, como esqui, golfe e trilhas — conta.

O treino cruzado é o segredo para prevenir a OTS e lesões por uso excessivo, diz Gazzaniga. Exercícios que envolvem fortalecimento isométrico, como ioga ou tai chi, podem ser especialmente úteis, sobretudo para pessoas mais velhas.

Se o seu objetivo com a atividade física é a longevidade, o essencial é reconhecer quando você está exagerando — e entender que descansar é o caminho certo a seguir.

 

 

 

 

 

 

Por - O Globo

 Após classificação de tornado em Mercedes, temporais dão trégua no Paraná no fim de semana

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) recebeu imagens de formação de nuvens e de alguns estragos ocasionados pelo vento no fim da tarde desta quinta-feira (1º) na localidade de Arroio Guaçu, em Mercedes, no Oeste do Estado. Com a análise das imagens e dos dados de radar, a equipe classificou a ocorrência como um tornado categoria F1 na escala Fujita, com ventos de aproximadamente 120 km/h. 

O tornado teve curta duração, e a Defesa Civil municipal não abriu nenhuma ocorrência até o final da manhã desta sexta-feira (02) na Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. A previsão do tempo aponta que tempestades intensas como esta devem diminuir neste fim de semana. 

“O tempo começou a mudar ao longo desta sexta-feira. Um ar mais seco já está se aproximando do Estado, tanto que nas regiões Oeste e Sudoeste já não se espera eventos severos como foram registrados ao longo da semana”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

No Norte, Campos Gerais e Leste, ainda há previsão de chuvas rápidas no período da tarde. No Noroeste elas acontecem em vários momentos do dia. A tendência é de que o tempo continue abafado em todo o Paraná, mesmo com a nebulosidade. 

No sábado (03), uma massa de ar menos aquecida, também com os índices de umidade mais baixos, toma conta de boa parte do Paraná e as chuvas diminuem.

“No Litoral ainda continua a previsão de algumas pancadas isoladas de chuva, porém o volume de precipitação será baixo. Na Região Metropolitana de Curitiba o sol predomina entre nuvens e no Interior do Estado a maior parte do tempo é de nebulosidade variável. No Oeste e Sudoeste pode acontecer alguma garoa ocasional no período da tarde”, afirma Reinaldo.

Já no domingo (04), o tempo segue estável e o sol vai predominar com mais força no Interior do Paraná, mas as temperaturas diminuem, pois um ar um pouco menos aquecido vai predominar sobre o Estado. A situação é um pouco diferente na região Leste. “Os ventos vão soprar do oceano para o continente, trazendo bastante umidade. Por conta da Serra do Mar, a nebulosidade ficará mais presente, e por isso as temperaturas máximas vão diminuir bastante”, explica Reinaldo.

Enquanto a semana registrou valores na faixa dos 30°C em vários municípios, as temperaturas máximas terão declínio no domingo para a casa dos 20°C em Curitiba e Região Metropolitana, e devem ficar entre 23°C e 24°C no Litoral, onde há possibilidade de garoa ocasional.

SIMEPAR – Com uma estrutura de 120 estações hidrometeorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas atmosféricas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até situações como incêndios e secas.

Dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses estão disponíveis no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro a cargo de escrivão

A Polícia Federal determinou o “retorno imediato” de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão, carreira da qual estava afastado para exercer o cargo de deputado federal. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro está foragido em território norte-americano.

Eleito deputado federal pelo estado de São Paulo pela primeira vez em 2015, Eduardo Bolsonaro teve seu último mandato cassado no dia 18 de dezembro por não ter comparecido às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.

Como não ocupa mais o cargo de deputado, ele deverá retornar à Polícia Federal. O ato declaratório da corporação foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2) e determina “a cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo, a partir de 19 de dezembro de 2025”. 

Fuga para os EUA

Em março do ano passado, Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar. A licença terminou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumulava um número expressivo de faltas não justificadas em sessões plenárias.

Em setembro, Motta rejeitou a indicação do deputado para exercer a liderança da minoria na Casa, argumentando que não há possibilidade de exercer o mandato parlamentar estando ausente do território nacional.

Eduardo Bolsonaro também é réu em processo no STF por promover sanções contra o Brasil para evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, pela trama golpista.

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Por - Agência Brasil

 Veja dicas de cuidados com crianças nas férias para evitar acidentes

As mudanças no dia a dia das crianças durante as férias escolares combinam uma rotina mais livre, com novas atividades e menor supervisão direta, trazendo desafios para os pais e responsáveis.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil dão dicas e recomendações simples de cuidados para evitar acidentes em casa ou em outros lugares, durante esta época que começa em meados de dezembro e vai até fevereiro, variando em cada estado e município.

“A gente tem aí esse desafio de entreter as crianças e ocupá-las no período de férias. As famílias acabam entrando em programações onde os pais tiram também suas férias e propõem alguma atividade extra para as crianças. Então, o primeiro desafio é o local onde serão realizadas essas novas atividades para ir ocupando as crianças e para elas se divertirem”, destacou o pediatra e alergista do Hospital Santa Catarina – Paulista, Josemar Lídio de Matos.

De acordo com Matos, a primeira dica é estar atento se os locais escolhidos para a brincadeira oferecem o mínimo de segurança. 

“Se vai a um parquinho diferente, é preciso ver se é um parquinho em que os brinquedos estão conservados, são seguros, se tem um piso que absorve impacto em caso de queda. Se, eventualmente, a família frequentar clubes, hotéis, deve-se averiguar se oferecem sistemas de segurança, como rede nas janelas, proteção de piscinas para que os pequenos não caiam, se a área da piscina está isolada”.

Riscos

Segundo o pediatra, os riscos devem ser medidos conforme a idade da criança. Em crianças de até 3 anos de idade, os principais riscos podem estar até mesmo dentro de casa, como o risco de queda.

“É a queda do sofá, é a queda da cama. A família viaja para uma casa e aí, na hora de dormir, não vai ter o berço da criança. Ela dorme em uma cama mais alta, cai e bate a cabeça. São os traumas”.

Josemar Lídio de Matos cita também os riscos de queimaduras: “O bebê vai lá, puxa alguma coisa, puxa uma panela quente, puxa um prato que está com algo que acabou de sair do forno”.

Às queimaduras, segue-se o risco de intoxicação por ingestão de produtos de limpeza, por exemplo, que não deveriam estar ao alcance da criança.

O pediatra explica que quando se trata de crianças maiores, os mecanismos de trauma são resultantes da própria energia das crianças que se expõem a riscos de queda, por exemplo, ao andar em aparelhos sobre rodas, como bicicletas, skates e patins.

Lídio de Matos recomenda aos pais que fiquem atentos e garantam equipamentos de proteção como capacete, cotoveleiras e joelheiras adequados à idade da criança: “E sempre sob supervisão de um adulto”.

Ao alugar uma residência para passar as férias, os pais têm que verificar se os brinquedos que eventualmente estejam nessa casa são apropriados para a criança e se contêm peças pequenas que oferecem risco de engasgo, por exemplo.

“Se tiver um playground, deve-se verificar que brinquedos são aqueles, se estão bem conservados, se não têm risco de a criança escorregar, de o brinquedo quebrar enquanto ela estiver brincando e cair”.

O pediatra também alerta para os riscos de afogamento em locais com piscina ou praia. Nesse sentido, ele recomenda checar se há proteção sobre a piscina e que os pequenos não acessem esses locais sem supervisão de um adulto. 

A pediatra Patricia Rolli, que também trabalha no Hospital Santa Catarina, chama a atenção para a importância de os pais estarem atentos, já que basta um segundo de distração para um potencial risco aos pequenos. 

“O acidente acontece em segundos. Basta um instante de desatenção para que a criança fique em perigo”. 

Diálogo

Para as crianças maiores, a orientação do pediatra Lídio de Matos é que os pais estimulem sempre o diálogo. Assim, ao programar um passeio no shopping, por exemplo, é importante explicar para os pequenos os riscos de se perder dos pais, e como proceder nessas situações: procurar um adulto confiável, explicar a situação e pedir ajuda. “Esse hábito cotidiano deve ser posto em prática nas férias, porque é uma coisa que foge da rotina.”

“Quando os adultos seguem regras de segurança no trânsito e na hora do lazer, as crianças reproduzem esse comportamento naturalmente. Ensinar como agir em situações de risco, como pedir ajuda, reconhecer perigos e memorizar números de emergência, também contribui para uma rotina mais segura”, lembra a pediatra Patricia Rolli.

Como as crianças vão fazer atividades diferentes das habituais e, muitas vezes, em locais diferentes, os pais já devem incutir nos filhos algumas regras de segurança. “Por exemplo, a família chegou na praia. Deve-se ensinar a criança a entender as sinalizações dos guarda-vidas sobre o mar. E o adulto também não pode desobedecer a placa. Isso ajuda bastante. É o adulto dando o exemplo”, salientou Josemar de Matos.

Outra recomendação é dar dicas de localização para a criança, pedir que não se distancie muito do local escolhido e mostrar pontos de referência claros.

Uma dica da pediatra Patrícia Rolli é escolher roupas chamativas para as crianças ao se frequentar locais com muita gente. “Uma criança com uma roupa em um tom pastel meio que se apaga na água, na areia. É muito mais difícil de o adulto localizar à distância, de estar monitorando o tempo inteiro onde está essa criança”. Daí, a importância de sempre usar cores bem fortes e chamativas nas crianças, para que elas estejam sempre no radar do adulto responsável.

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Regras para ciclomotores começam a valer nesta quinta; saiba mais

As novas regras sobre o trânsito de ciclomotores em via pública começaram a valer nesta quinta-feira (1º).  As exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) valem para todo o Brasil. São elas: a necessidade do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), emplacamento e licenciamento anual do veículo e a habilitação do condutor.

Os ciclomotores são os veículos de duas ou três rodas com motor de combustão interna de até 50 cilindradas (popularmente chamadas de cinquentinhas) ou com motor elétrico com potência máxima de 4 quilowatts (kW) e com velocidade de fabricação limitada a 50 quilômetros/hora (km/h).

Os veículos que ultrapassam esses limites (cilindrada, potência ou velocidade) são classificados como motocicletas, motonetas ou triciclos e já têm as respectivas regras definidas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Registro, emplacamento e licenciamento

Os ciclomotores devem ser registrados e licenciados, conforme os artigos 13 e 14 da resolução.

  • veículos novos: devem sair da loja com nota fiscal e o pré-cadastro no Renavan feito pelo fabricante ou importador.
  • veículos antigos (fabricados ou importados antes da resolução): o ciclomotor pode não ter o número de chassi ou VIN (sigla em inglês de Vehicle Identification Number), o código de 17 caracteres que serve como a identidade única do veículo, com informações sobre sua fabricação, modelo e ano.

Neste caso de não possuir registro original, será necessário obter o Certificado de Segurança Veicular (CSV), gravar o número de chassi (VIN), levar a nota fiscal do bem e o documento de identidade do condutor.

O CSV é emitido após inspeção veicular realizada por Instituições Técnicas Licenciadas (ITLs) credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

O Código de Trânsito (CTB) exige que o condutor de ciclomotor tenha a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, documento mais abrangente que autoriza o cidadão habilitado a conduzir veículos motorizados de duas ou três rodas, de quaisquer cilindradas.

Equipamentos obrigatórios

O uso de capacete é obrigatório tanto para o condutor quanto para o passageiro de ciclomotores.

Estes veículos devem ser dotados dos equipamentos obrigatórios estabelecidos no Código de Trânsito (CTB) e pelo Contran. Entre eles:

  • dispositivo limitador eletrônico de velocidade;
  • campainha;
  • sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais;
  • espelho retrovisor do lado esquerdo; e
  • pneus em condições mínimas de segurança

Regras de circulação

Pelas regras para andar com um ciclomotor em vias públicas:

  • é proibido circular em ciclovias ou calçadas. Os ciclomotores devem se deslocar na rua, preferencialmente no centro da faixa da direita.
  • é proibido circular em vias de trânsito rápido: não podem circular em vias sem cruzamentos diretos ou semáforos, a menos que haja acostamento ou faixas de rolamento próprias.

Penalidades

De acordo com a Resolução Nº 996/2023, dirigir um ciclomotor sem habilitação ou sem registro, a licença do veículo constitui infração gravíssima, sob a pena de multa de R$ 293,47; sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH); além da retenção do ciclomotor pelas autoridades e recolhimento do veículo até o pátio do Detran.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Extremos nas temperaturas e tornados: 2025 registrou dados meteorológicos históricos no Paraná

O ano de 2025 registrou dados meteorológicos históricos no Paraná. Além da classificação de quatro tornados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o período teve as temperaturas mais altas e mais baixas das séries históricas de algumas estações meteorológicas, e um volume anual de chuvas, em geral, muito próximo da média. 

O volume anual de chuva ficou acima da média em 23 estações meteorológicas: Altônia, Apucarana, Capanema, Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cascavel, Cianorte, Cornélio Procópio, Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Londrina, Distrito de Horizonte, em Palmas, Palotina, Paranavaí, Pinhão, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, e União da Vitória.

O destaque fica para Pinhão, Santa Helena e São Miguel do Iguaçu, que registraram cerca de 400 mm acima do volume médio histórico anual (Confira a lista completa abaixo).

Outras 20 estações meteorológicas registraram um volume de chuva anual abaixo da média histórica: Antonina, Cambará, Cerro Azul, Curitiba, Irati, Francisco Beltrão, Guaratuba, Jaguariaíva, Lapa, Loanda, Maringá, Palmas, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa, Guaraqueçaba, Santo Antônio da Platina, Telêmaco Borba, Ubiratã e Umuarama.

A diferença foi maior em Pinhão, que registrou 2.177,6 mm de chuva em 2025, contra 1.774,7 mm de média histórica; Ponta Grossa, com 992,6 mm de chuva no ano passado, e historicamente registra por ano 1415,1 mm; e Guaraqueçaba, que somou 2.078,4 mm em 2025 frente a uma média anual de 2.548,7 mm.

Em algumas regiões, foi registrada seca no boletim mensal que o Simepar elabora em parceria com a Agência Nacional de Águas.

“Tivemos alguns períodos de chuvas irregulares, principalmente no Litoral, que é uma das regiões em que mais chove no Estado. Isso favoreceu com que, ao longo do segundo trimestre de 2025, se estabelecesse uma seca fraca na região litorânea, que se prolongou para os Campos Gerais e faixa Norte do Estado”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. 

A seca evoluiu de fraca para moderada, e no segundo semestre, em alguns pontos na divisa com o Estado de São Paulo, chegou à seca grave. O prolongamento da seca fraca a moderada seguiu ao longo do segundo semestre de 2025 na faixa norte, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba, devido à chuva irregular nestas regiões.

MESES - O mês de fevereiro foi o mais quente da série histórica em 23 cidades. Mesmo assim, o verão de 2024/2025 não foi mais quente do que o de 2023/2024. Já o outono de 2025 teve chuvas abaixo da média em praticamente todo o Estado. A situação foi mais crítica no Oeste e Sudoeste, com destaque para os arredores de Cascavel, onde as chuvas ficaram cerca de 180 mm abaixo da média histórica para o período entre abril e junho.

Já a temperatura do outono de 2025 ficou dentro da média na maior parte do Estado, e a estação foi mais fria que a de 2024. Mas foi justamente no outono que o Paraná registrou a temperatura mais alta de 2025, no município de Capanema: 42.5°C no dia 27 de abril, a temperatura mais alta desde que a estação foi instalada, em julho de 2017.

No inverno, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média em todas as regiões – cenário bem diferente dos três últimos anos, em que o inverno foi mais quente. Já as chuvas foram acima da média em junho, e abaixo da média na maioria das estações meteorológicas do Simepar em julho e agosto.

Durante o inverno de 2025 as estações meteorológicas do Simepar e a estação em General Carneiro do Inmet registraram 59 temperaturas abaixo de zero grau em 26 cidades.  Os dias 24 e 25 de junho foram os mais frios do ano em todas as estações meteorológicas.

A temperatura mais baixa do ano em todo o Paraná foi em General Carneiro (Inmet): -7,8°C em 25 de junho. Entre as estações meteorológicas do Simepar, a temperatura mínima mais baixa foi no Distrito de Horizonte, em Palmas: -5.2°C em 24 de junho. No mesmo dia, Laranjeiras do Sul registrou -2.0°C, a temperatura mais baixa desde que a estação meteorológica foi instalada na cidade, em novembro de 2017. 

Em julho, Curitiba ficou 83 horas com temperatura abaixo da casa dos 10°C. Já em agosto, a amplitude térmica foi o destaque no Paraná. As temperaturas máximas chegaram a ultrapassar os 36°C em Antonina, Cerro Azul, Loanda, Capanema e Paranaguá em algumas tardes, e teve veranico na região Noroeste. Mesmo assim, devido ao registro de mínimas baixas no amanhecer, todas as estações meteorológicas do Simepar registraram em agosto de 2025 temperaturas médias dentro a abaixo da média histórica para o período.

“Nós tivemos a incursão de várias massas de ar polar, ou seja, aquelas massas que têm uma característica de ter temperaturas extremamente baixas, provocar geadas amplas em todo o Estado, inclusive nas regiões ao Norte, Litoral e na Capital. Então, o inverno de 2025 foi marcado por um período rigoroso de temperaturas baixas e secas, que é comum para essa época”, ressalta Reinaldo.

Foram emitidos 28 alertas de geada no Paraná: cinco em maio, seis em junho, 11 em julho e mais seis em agosto. General Carneiro registrou seis dias consecutivos de geada em agosto.

O Simepar, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), emitiu boletins diários durante todos os 137 dias de operação do Alerta Geadas, um serviço que, desde 1995, informa a previsão de geadas para a população e para os agricultores, em especial, com 24h, 48h e 72h de antecedência.  

PRIMAVERA - A primavera, estação das tempestades, mostrou suas principais características com intensidade. De acordo com a Defesa Civil, em 2025 foram contabilizadas 224 ocorrências, um aumento expressivo em comparação às 102 registradas no ano anterior. O crescimento mais significativo foi observado nos episódios de vendaval, que saltaram de 72 para 150 registros, e de granizo, que passaram de 11 para 53 ocorrências.

Em setembro as temperaturas ficaram acima da média histórica para o período em quase todo o Estado. Várias frentes frias passaram pelo Paraná, e um tornado categoria F1 foi classificado pelo Simepar entre as ocorrências do dia 22 de setembro em Santa Maria do Oeste – exatamente o dia do início da primavera.

Em outubro, as temperaturas médias do mês ficaram até 2°C abaixo da média histórica. Estações em Cornélio Procópio, Laranjeiras do Sul, distrito de Horizonte, em Palmas, e Santo Antônio da Platina registraram a temperatura mais baixa para o mês desde que foram instaladas. Outras 11 estações meteorológicas tiveram as temperaturas máximas mais baixas da série histórica para o mês, indicando que as temperaturas não subiram muito ao longo do dia.

Em novembro, na maior parte do Estado, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média histórica para o período. Já o volume acumulado de chuvas ficou dentro a acima da média para o mês em quase todo o Paraná. 

O mês foi marcado pela passagem de três tornados no dia 7, causando destruição em 11 municípios, além de outras tempestades típicas de primavera, com muita ocorrência de granizo. As ocorrências severas foram impulsionadas pela fase negativa da Oscilação Antártica, que favoreceu a formação de mais sistemas frontais sobre o Sul do Brasil. O mais atingido Rio Bonito do Iguaçu, cidade devastada pelo fenômeno climático.

No dia 7, em específico, o ramo frio de um ciclone extratropical formado sobre o Sul do Brasil favoreceu o desenvolvimento de nuvens de tempestade de forte intensidade sobre o Paraná. Algumas dessas nuvens, imersas em um ambiente de elevada instabilidade termodinâmica, intensificaram-se ainda mais, evoluindo para a categoria de supercélulas, com características de rotação em torno de seu eixo vertical. O cisalhamento vertical intenso do vento e o transporte de ar quente e úmido foram cruciais para a evolução das tempestades.

O laudo técnico emitido pela equipe de meteorologia e de geointeligência do Simepar após duas semanas de trabalho ininterrupto incluindo entrevistas nos municípios, sobrevoos nas áreas atingidas e análise de imagens e dados de satélite e radares, concluiu que o evento de 7 de novembro de 2025 pode ser considerado um dos maiores desta categoria no Paraná nos últimos 30 anos, considerando os aspectos relacionados à quantidade de tornados no mesmo evento, pessoas atingidas e destruição em diversos níveis observada nas suas trajetórias.

DEZEMBRO - O último mês de 2025 teve cenários completamente diferentes dentro do Paraná. Em algumas cidades, choveu muito e as temperaturas ficaram ligeiramente abaixo da média. Em outras, as temperaturas subiram muito, e choveu pouco. 

Das 44 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, 25 registraram chuva acima da média em dezembro: Altônia, Apucarana, Capanema, Cambará, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guaíra, Loanda, Londrina, Maringá, Distrito de Horizonte, em Palmas, Palotina, Paranavaí, Pinhão, Santo Antônio da Platina, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Telêmaco Borba, Toledo, Ubiratã, Umuarama e União da Vitória. 

O destaque fica para Guaíra, que atingiu o maior acumulado de chuvas do mês: 517,2 mm, contra uma média histórica de apenas 175,1 mm. A cidade não registrava um acumulado de chuvas tão alto desde dezembro de 2020, quando chegou a 532,2 mm no mês. A segunda cidade que registrou maior acumulado de chuva em dezembro de 2025 foi Cambará: 407,2 mm, enquanto a média histórica é de 144,9 mm. É o maior volume de chuvas em um mês na cidade desde a instalação da estação meteorológica, em julho de 1997.  

Ao contrário destas cidades, outras 19 registraram volume de chuva abaixo da média em dezembro: Antonina, Cândido de Abreu, Cerro Azul, Cianorte, Curitiba, Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, Irati, Francisco Beltrão, Guarapuava, Guaratuba, Jaguariaíva, Lapa, Laranjeiras do Sul, Palmas, Paranaguá, Pato Branco, Pinhais, Ponta Grossa, e Guaraqueçaba.

A chuva impactou diretamente a temperatura. A média de dezembro ficou pouco mais de 1°C acima da média nos Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral, onde choveu menos, e no resto do Estado a temperatura média ficou dentro dos valores históricos.

A temperatura mínima em dezembro ficou 1,3°C acima da média em Cândido de Abreu, 1,5°C acima da média em São Mateus do Sul, 1,4°C abaixo da média em Guaíra, onde choveu muito, e dentro da média no resto do Estado. 

Já as temperaturas máximas se destacaram e ficaram 2,3°C acima da média em dezembro no Litoral, entre 1,5°C e 3,1°C acima da média na Região Metropolitana de Curitiba, 2,2°C acima da média em Cândido de Abreu, e cerca de 1°C abaixo da média entre Palotina e Toledo, onde os volumes de chuva foram mais altos do que na região Leste do Estado.

Telêmaco Borba registrou 38°C em 26 de dezembro de 2025, às 16:00, a temperatura mais alta desde que a estação meteorológica foi instalada na cidade, em maio de 1997.

“Em dezembro nós tivemos o retorno do calor, e no período de 22 a 28 nós tivemos um calor acima do normal, com mais de 5 graus Celsius no Litoral, na Grande Curitiba e nos Campos Gerais. Na faixa norte as temperaturas ficaram entre 3°C e 4°C acima da média, e esse calor também atingiu as demais regiões do Estado”, explica o meteorologista do Simepar.

“Foi um período em que choveu muito pouco no Paraná, e isso culminou com que o bloqueio atmosférico que foi observado no Oceano Pacífico Sul se intensificasse, ou favorecesse com que uma massa de ar se estabelecesse sobre o Paraná no finalzinho de 2025”, lembra Reinaldo.

Confira data e horário da temperatura mais alta registrada nas estações meteorológicas do Simepar em 2025:

Altônia: 38.4°C em 09/03/2025 às 15h;

Antonina: 38.6°C em 24/12/2025 às 14h;

APPA Antonina: 38°C em 17/02/2025 às 15h;

Apucarana: 34.1°C em 06/10/2025 às 12h;

Assis Chateaubriand 36.9°C em 30/11/2025 às 14h;

Capanema: 42.5°C em 27/04/2025 às 13h;

Cambará: 38.8°C em 06/10/2025 às 15h;

Campo Mourão: 35.7°C em 05/10/2025 às 15h;

Cândido de Abreu: 38.6°C em 07/12/2025 às 16h;

Cascavel: 36.1°C em 16/01/2025 às 16h;

Cerro Azul: 39.4°C em 24/12/2025 às 14h;

Cianorte: 35.6°C em 05/10/2025 às 16h;

Cornélio Procópio: 36.3°C em 06/10/2025 às 15h;

Curitiba: 33.3°C em 26/12/2025 às 16h;

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 34.5°C em 06/11/2025 às 17h;

Fazenda Rio Grande: 33.6°C em 28/12/2025 às 14h;

Irati: 34.3°C em 28/12/2025 às 15h;

Cruzeiro do Iguaçu: 36.6°C em 02/03/2025 às 14h;

Foz do Iguaçu: 38°C em 17/01/2025 às 16h;

Francisco Beltrão: 35.8°C em 03/03/2025 às 16h;

General Carneiro (estação instalada em outubro): 28.9°C em 28/12/2025 às 14h;

Guaíra: 38.8°C em 02/03/2025 às 17h;

Guarapuava: 32.5°C em 02/03/2025 às 15h;

Guaratuba: 36.3°C em 20/01/2025 às 15h;

Jaguariaiva: 33.6°C em 28/12/2025 às 14h;

Lapa: 34.6°C em 28/12/2025 às 16h;

Laranjeiras do Sul: 35.5°C em 03/03/2025 às 16h;

Loanda: 39.5°C em 05/10/2025 às 16h;

Londrina: 36.6°C em 06/10/2025 às 13h;

Maringá: 36.4°C em 05/10/2025 às 15h;

Marumbi Base (estação instalada em agosto): 33.9°C em 28/12/2025 às 13h;

Marumbi Pico (estação instalada em novembro): 29.2°C em 24/12/2025 às 14h;

Palmas: 31.8°C em 07/12/2025 às 16h;

Distrito de Horizonte, em Palmas: 28.8°C em 07/12/2025 às 16h;

Santa Maria do Oeste: 32.8°C em 02/03/2025 às 15h;

Palotina: 37°C em 05/10/2025 às 15h;

Paranaguá: 37.2°C em 20/01/2025 às 14h;

Paranavaí: 37.8°C em 05/10/2025 às 15h;

Pato Branco: 34.9 em 03/03/2025 às 15h;

Pinhais: 35.1°C em 28/12/2025 às 13h;

Pinhão: 34.1°C em 02/03/2025 às 16h;

Ponta Grossa: 33.4 °C em 09/03/2025 às 16h;

Guaraqueçaba: 40.4°C em 26/12/2025 às 13h;

Candói: 36.6°C em 03/03/2025 às 15h;

Santa Helena: 38.5°C em 16/02/2025 às 14h;

Santo Antônio da Platina: 36.5°C em 26/12/2025 às 16h;

São Miguel do Iguaçu: 37.5°C em 05/10/2025 às 15h;

Telêmaco Borba: 38°C em 26/12/2025 às 16h;

Toledo: 36.6°C em 05/10/2025 às 15h;

Ubiratã: 35.9°C em 05/10/2025 às 14h;

Umuarama: 36.9°C em 09/03/2025 às 15h;

União da Vitória: 34.6°C em 28/12/2025 às 15h.

Confira data e horário da temperatura mais baixa registrada nas estações meteorológicas do Simepar em 2025:

Altônia: 1.8°C em 24/06/2025 às 6h;

Antonina: 4.7°C em 25/06/2025 às 7h;

APPA Antonina: 4.3°C em 25/06/2025 às 6h;

Apucarana: 1.5°C em 24/06/2025 às 7h;

Assis Chateaubriand: -0.6°C em 24/06/2025 às 8h;

Capanema: 0.1°C em 24/06/2025 às 7h;

Cambará: -0.1°C em 25/06/2025 às 7h;

Campo Mourão: -0.7°C em 24/06/2025 às 7h;

Cândido de Abreu: 1.8°C em 25/06/2025 à 0h;

Cascavel: -2.4°C em 24/06/2025 às 6h;

Cerro Azul: 0.4°C em 25/06/2025 às 7h;

Cianorte: 1.8°C em 24/06/2025 às 7h;

Cornélio Procópio: 2.4°C em 25/06/2025 às 7h;

Curitiba: -0.3°C em 25/06/2025 às 6h;

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: -2.8°C em 24/06/2025 às 23h;

Fazenda Rio Grande: -2.9°C em 25/06/2025 às 5h);

Irati: -2.5°C em 25/06/2025 às 5h;

Cruzeiro do Iguaçu: 1.2°C em 24/06/2025 às 7h;

Foz do Iguaçu: -0.6°C em 24/06/2025 às 6h;

Francisco Beltrão: -3°C em 25/06/2025 às 6h;

General Carneiro (estação instalada em outubro): 0.8°C em 20/12/2025 às 3h;

Guaira: 0.9°C em 24/06/2025 às 7h;

Guarapuava: -2.9°C em 25/06/2025 às 4h;

Guaratuba: 9.1°C em 31/07/2025 às 5h;

Jaguariaiva: -2.7°C em 25/06/2025 às 7h;

Lapa: -2.2°C em 25/06/2025 às 5h;

Laranjeiras do Sul: -2°C em 24/06/2025 às 7h;

Loanda: 3°C em 24/06/2025 às 7h;

Londrina: 0.9°C em 25/06/2025 às 7h;

Maringá: 2.6°C em 24/06/2025 às 7h;

Marumbi Base (estação instalada em agosto): 12°C em 20/10/2025 às 7h;

Marumbi Pico (estação instalada em novembro): 8.8°C em 17/12/2025 às 6h;

Palmas: -3.5°C em 24/06/2025 às 7h;

Distrito de Horizonte, em Palmas: -5.2°C em 24/06/2025 às 8h;

Santa Maria do Oeste: -1.6°C em 24/06/2025 às 8h;

Palotina: -1.1°C em 24/06/2025 às 7h;

Paranaguá: 7.6°C em 25/06/2025 às 5h;

Paranavaí: 2.7°C em 24/06/2025 às 7h;

Pato Branco: -2.7°C em 24/06/2025 às 7h;

Pinhais: -1.5°C em 25/06/2025 às 4h;

Pinhão: -2.3°C em 24/06/2025 às 7h;

Ponta Grossa: -2.3°C em 25/06/2025 às 7h;

Guaraqueçaba: 1.9°C em 25/06/2025 às 7h;

Candói: 1.6°C em 24/06/2025 às 8h;

Santa Helena: 1.1°C em 25/06/2025 às 3h;

Santo Antônio da Platina: 3.1°C em 25/06/2025 às 8h;

São Miguel do Iguaçu: 0.2°C em 24/06/2025 às 7h;

Telêmaco Borba: -2.0°C em 06/11/2025 às 5h;

Toledo: -1.8°C em 24/06/2025 às 6h;

Ubiratã: 0.3°C em 25/06/2025 às 5h;

Umuarama: 1.2°C em 25/06/2025 às 3h;

União da Vitória: -1.1°C em 25/06/2025 às 7h.

Acumulado de chuva em 2025 / média anual:

Altônia: 1696,6 mm / 1370,5 mm

APPA Antonina: 1705,8 mm / 1828,8 mm

Apucarana: 1611,8 mm / 1523,5 mm 

Capanema: 1879,2 mm / 1724,9 mm

Cambará: 1133,8 mm / 1262,6 mm

Campo Mourão: 1805 mm / 1561,1 mm

Cândido de Abreu: 1644,2 mm / 1599,5 mm

Cascavel: 1772,6 mm / 1769,1 mm

Cerro Azul: 923,6 mm / 1278,6 mm

Cianorte: 1522,6 mm / 1456,4 mm

Cornélio Procópio: 1560,8 mm / 1224,1 mm

Curitiba: 1371 mm / 1437,9 mm

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 2102,8 mm / 1836 mm

Fazenda Rio Grande: 1339,4 mm / 1274,3 mm

Irati: 1261,4 mm / 1481,3 mm

Cruzeiro do Iguaçu (quatro anos de operação): 2178,4 mm

Foz do Iguaçu: 1849,6 mm / 1642,1 mm

Francisco Beltrão: 1667,8 mm / 1992,9 mm

General Carneiro (início de operação em outubro): 221 mm

Guaíra: 1758,2 mm / 1435 mm 

Guarapuava: 1886,2 mm / 1807 mm

Guaratuba: 2394,2 mm / 2506 mm

Jaguariaíva: 1234,2 mm / 1462,6 mm

Lapa: 1249,6 mm / 1435,3 mm

Laranjeiras do Sul: 1988,8 mm / 1837,5 mm

Loanda: 1116,6 mm / 1139,5 mm

Londrina: 1604,2 mm / 1515,1 mm 

Maringá: 1371,4 mm / 1406,1 mm

Marumbi Base (estação instalada em agosto): 1160,6 mm

Marumbi Pico (estação instalada em novembro): 239,4 mm

Palmas: 1844,2 mm / 1893,8 mm

Distrito de Horizonte, em Palmas: 1737,8 mm / 1718,1 mm

Santa Maria do Oeste (três anos de operação): 1631,4 mm

Palotina: 1636 mm / 1499,4 mm

Paranaguá: 1576,4 mm / 1880 mm

Paranavaí: 1466,2 mm / 1396,7 mm

Pinhais: 1111,4 mm / 1412,9 mm

Pinhão: 2177,6 mm / 1774,7 mm

Ponta Grossa: 992,6 mm / 1415,1 mm

Guaraqueçaba: 2078,4 mm / 2548,7 mm

Candói (dois anos de operação): 1686 mm 

Santa Helena: 2059,6 mm / 1616 mm

Santo Antônio da Platina: 981,8 mm / 1142,4 mm 

São Miguel do Iguaçu: 2092,6 mm / 1624,6 mm

Telêmaco Borba: 1212,2 mm / 1474,8 mm

Toledo: 1822,2 mm / 1771,5 mm

Ubiratã: 1510,2 mm / 1513,6 mm

Umuarama: 1492,2 mm / 1510,2 mm

União da Vitória: 1651 mm / 1617,4 mm

 

 

 

 

Por - AEN

 Fundo a fundo: todas as cidades do Paraná aderem ao repasse de R$ 159 milhões do FIA

O Paraná encerrou o ano de 2025 com um marco inédito na área da infância e juventude: todos os 399 municípios formalizaram adesão ao repasse de R$ 159 milhões do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA).

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Família (Sedef) e orientada pelas deliberações do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca/PR), garantiu que os recursos chegassem a todo o território paranaense.

Lançado em abril, o programa estabeleceu um modelo de transferência fundo a fundo, em que o recurso é encaminhado diretamente do fundo estadual para os fundos municipais. “Esse formato deu às prefeituras mais autonomia para executar as ações previstas nos planos aprovados pelos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente”, explica o secretário estadual do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.

Os recursos puderam ser aplicados em diversas frentes da rede de proteção, como compra de veículos, mobiliário, equipamentos de tecnologia, materiais pedagógicos, esportivos e de recreação, além de itens de alimentação, higiene e materiais informativos.

A divisão da verba seguiu critérios técnicos definidos pelo Cedca/PR. Cada município recebeu, no mínimo, R$ 250 mil. No balanço do repasse, duas cidades receberam R$ 250 mil; 246 receberam entre R$ 300 mil e R$ 400 mil; 137 ficaram entre R$ 400 mil e R$ 500 mil; 12 receberam de R$ 600 mil a R$ 700 mil; um município recebeu R$ 800 mil; e Curitiba, pelo porte populacional, recebeu o teto de R$ 1,5 milhão.

Para o secretário da pasta, Rogério Carboni, a adesão integral demonstra o compromisso dos municípios com as políticas de garantia de direitos. “Cada município que participou deste processo contribui para garantir um futuro melhor para nossas crianças e adolescentes. O Governo do Paraná avança com agilidade e compromisso na execução deste investimento social”, afirma.

O Fundo para a Infância e Adolescência é instrumento central de financiamento das políticas públicas voltadas ao público infantojuvenil. “Com adesão total e recursos já descentralizados, o Paraná fecha o ano com um grande investimento do FIA, fortalecendo a rede de proteção e ampliando a capacidade de atendimento a crianças e adolescentes em todo o Estado”, completa Carboni.

 

 

 

 

 

Por - AEN