A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou novas regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma, com limites de dosagem e advertência obrigatória nos rótulos.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22) e ocorre após alertas sobre risco raro de inflamação e danos ao fígado associados ao uso desses produtos.
A norma altera regras vigentes desde 2018 e estabelece, pela primeira vez, uma faixa segura de consumo para compostos derivados da cúrcuma em suplementos, além de restringir o uso por grupos mais vulneráveis.
Limites passam a ser obrigatórios
Com a nova regulamentação, suplementos com cúrcuma devem seguir parâmetros definidos para adultos:
- mínimo de 80 mg de curcuminoides por dia
- máximo de 130 mg de curcumina
- máximo de 120 mg de tetraidrocurcuminoides
Também passa a ser obrigatória a inclusão de um alerta claro nos rótulos, informando que o produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas.
As empresas terão prazo de seis meses para adaptar fórmulas e embalagens. Durante esse período, poderão continuar vendendo os produtos, desde que as advertências estejam disponíveis em canais como site e atendimento ao consumidor.
Aumento de casos e alerta internacional
A decisão da Anvisa vem após avaliações internacionais identificarem casos suspeitos de toxicidade hepática ligados ao consumo de suplementos com cúrcuma —especialmente em versões concentradas.
Autoridades sanitárias de países como França, Canadá, Itália e Austrália já haviam emitido alertas semelhantes após registros de efeitos adversos, incluindo episódios de hepatite.
Segundo a agência brasileira, o principal problema está em formulações que aumentam a absorção da curcumina —o composto ativo da cúrcuma— elevando a quantidade efetivamente processada pelo organismo.
Especialista explica risco e uso indiscriminado
Para Pedro Bertevello, cirurgião do aparelho digestivo da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, os casos de lesão hepática tendem a ocorrer em situações específicas —principalmente quando há uso em doses elevadas ou sem orientação médica.
Ele explica que existe uma percepção equivocada de segurança em torno de suplementos naturais, o que leva parte dos consumidores a aumentar a dose por conta própria.
Segundo o especialista, há limites considerados seguros para essas substâncias, mas o uso acima do recomendado —ou a combinação com outros produtos— pode sobrecarregar o fígado e desencadear inflamações.
Bertevello também chama atenção para a falta de padronização entre os produtos disponíveis no mercado, o que pode dificultar o controle da dose real ingerida.
Como a cúrcuma pode afetar o fígado
A cúrcuma é uma planta amplamente usada como tempero e também em produtos vendidos como anti-inflamatórios naturais. Seu principal composto ativo, a curcumina, tem propriedades antioxidantes.
O problema surge quando a substância é consumida em altas concentrações, como em cápsulas ou extratos. Nesses casos, o fígado —responsável por metabolizar compostos químicos— pode sofrer uma reação inflamatória, levando a um quadro conhecido como hepatite medicamentosa.
O risco é considerado raro, mas aumenta em situações como uso prolongado, doses elevadas ou associação com outros medicamentos.
Uso na alimentação não é afetado
A Anvisa ressalta que a nova regra não se aplica ao consumo de cúrcuma como tempero. Nas quantidades utilizadas na alimentação, a substância é considerada segura.
A medida foca exclusivamente em suplementos, que concentram doses muito mais altas do composto ativo.
Por - G1
A Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil começam, nesta quarta-feira (22), a financiar imóveis com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de atéR$ 13 mil.
Na prática, também elevam os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas do programa, facilitando a compra de unidades maiores ou melhor localizadas, com juros abaixo dos praticados no mercado.
Especialistas consultadas pelo g1 afirmam que as novas regras devem favorecer principalmente a classe média, permitindo que uma parcela significativa volte a buscar e financiar imóveis. Até então, esse grupo enfrentava restrições maiores, diante de juros elevados e das limitações do MCMV. (leia mais abaixo)
Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas.
Entenda as mudanças — e como ampliam o acesso aos imóveis
💰 1. Novos limites de renda por faixa
- Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200
- Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000
- Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600
- Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000
📌 Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficiou diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores.
- 🏠 EXEMPLO 1: Quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e se enquadrava na faixa 3 passa agora para a faixa 2. Esse grupo tinha acesso a juros de 8,16% ao ano. Agora, passa a ter taxas de 7% ao ano, explica a advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário.
- 🏘️ EXEMPLO 2: Quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 e se enquadrava na faixa 4 passa agora para a faixa 3. Esse grupo tinha acesso a juros de cerca de 10% ao ano. Agora, passa a ter taxas de até 8,16% ao ano.
🏢 2. Novos valores máximos dos imóveis
- Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade;
- Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil;
- Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.
📌 O valor máximo dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também aumentou, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas.
- 🏠 EXEMPLO 1: Quem se enquadra na faixa 3 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 400 mil dentro do programa, um aumento de R$ 50 mil em relação ao limite anterior. Na prática, isso amplia o leque de opções a uma nova prateleira de imóveis.
- 🏘️ EXEMPLO 2: Quem se enquadra na faixa 4 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 600 mil dentro do MCMV, um acréscimo de R$ 100 mil em comparação com o limite anterior. O efeito, nesse caso, é semelhante: amplia o acesso a imóveis de padrão mais elevado.
Na prática, as novas regras ampliam a capacidade de compra das famílias, afirma a advogada Daniele Akamine. Antes da atualização, os limites não acompanhavam a alta dos preços dos imóveis.
“Com o mesmo salário, é possível adquirir um imóvel melhor ou exigir uma entrada menor, já que o crédito ficou mais acessível e as taxas dentro do programa são mais baixas", diz.
Veja as principais regras do programa:
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Regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) — Foto: Arte/g1
Quais são os efeitos das mudanças?
Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4.
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, afirma que o movimento ocorre em meio a um cenário desafiador para parte da classe média.
“Pessoas que estavam logo acima da faixa de corte do programa agora passam a ser incluídas, ampliando o acesso da classe média à casa própria”, afirma a especialista.
Até abril de 2025, o MCMV alcançava, no máximo, famílias da faixa 3, com renda de até R$ 8 mil — limite ampliado para R$ 8,6 mil naquele mês. Em maio, foi criada a faixa 4, estendendo o programa a famílias com renda de até R$ 12 mil, com juros mais altos, mas ainda abaixo dos praticados no mercado.
As mudanças de abril de 2026 ampliaram o alcance do MCMV para rendas de até R$ 13 mil. Na prática, o teto de acesso ao programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano.
Ana Castelo, do FGV Ibre, lembra que o MCMV atingiu um novo recorde de contratações em 2025. "Quem realmente sustentou o setor de construção no ano passado foi o programa", diz.
"Vivemos um contexto particularmente difícil para a classe média fora do programa. Foi um ano de bom desempenho nas pontas: no Minha Casa, Minha Vida e no nicho de imóveis de alto padrão — que não depende de financiamento", explica.
"No entanto, a renda média fora do programa sofreu bastante, porque as taxas de financiamento ficaram mais altas."
Dados do Ministério das Cidades, compilados por Ana Castelo, mostram que as contratações da faixa 3 dispararam nos últimos anos e ganharam mais relevância dentro do programa. Veja abaixo:
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Evolução do programa Minha Casa, Minha Vida — Foto: Arte/g1
Por - G1
O reservatório de água da usina de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, na Região Sul do país, possui cerca de 1,3 mil quilômetros quadrados (km²) de perímetro, com quase 170 km de extensão, desde a barragem até o lado oposto, e uma largura média de 7 km entre as margens direita e esquerda.

Toda a capacidade hidrelétrica contida na área inundada do Rio Paraná, que move turbinas que geram até 14 mil megawatts (MW) de energia elétrica, também pode ser aproveitada para gerar eletricidade a partir de painéis solares instalados justamente sobre o espelho d'água. Esse é o experimento que vem sendo estudado por técnicos brasileiros e paraguaios desde o fim do ano passado.
Ao todo, foram instalados 1.584 painéis fotovoltaicos em uma área de menos de 10 mil metros quadrados (m²) sobre o lago, a apenas 15 metros de um trecho da margem no lado paraguaio, com profundidade de aproximadamente 7 metros.
A planta solar de Itaipu tem capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp), unidade de medida para a capacidade máxima de geração de energia. Essa energia é equivalente ao consumo de 650 casas e só é utilizada para consumo interno, sem comercialização e sem ligação direta com a rede de geração hidrelétrica.
Na prática, o objetivo atual da "ilha solar" de Itaipu é funcionar como um laboratório de pesquisa para futuras aplicações comerciais. Os engenheiros envolvidos no projeto analisam todos os aspectos, como a interação das placas com o ambiente, incluindo eventuais impactos no comportamento de peixes e algas, na própria temperatura da água, influência dos ventos sobre o desempenho do painéis, a estabilidade da estrutura, dos flutuadores e da ancoragem com o solo.
A ideia, no futuro, é expandir a geração de energia elétrica por esta via, algo que precisará ser atualizado no próprio Tratado de Itaipu, assinado em 1973 entre Brasil e Paraguai e que viabilizou a colossal obra de engenharia compartilhada.
"Se falarmos em um potencial bem teórico, uma área de 10% do reservatório, coberta com placas solares, seria o mesmo que outra usina de Itaipu, em termos de capacidade de geração. Claro que isso não está no planos, pois seria uma área muito grande e depende ainda de muitos estudos, mas mostra o potencial dessa pesquisa", apontou o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti.
Estimativas preliminares indicam que seriam necessários pelo menos quatro anos de tempo de instalação para atingir uma geração solar de 3 mil megawatts (algo como 20% da capacidade instalada da hidrelétrica atualmente).
O investimento é de US$ 854,5 mil (cerca de R$ 4,3 milhões na cotação atual). As obras de instalação foram tocadas por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution (brasileira) e Luxacril (paraguaia), vencedor da licitação.
Uma usina, muita fontes
A diversificação de fontes de energia na Itaipu Binacional não se limita aos estudos em energia solar, mas envolve projetos ousados com hidrogênio verde e baterias.
Essas iniciativas estão em desenvolvimento no Itaipu Parquetec, um ecossistema de inovação e tecnologia, criado em 2003 pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu (PR). Conta com parceria de universidades e empresas públicas e privadas e já formou mais de 550 doutores e mestres em diferentes áreas.
Ali, funciona o Centro Avançado de Tecnologia de Hidrogênio, que desenvolve o hidrogênio verde. O hidrogênio é denominado "verde", ou sustentável, porque ele pode ser obtido sem emissão de gás carbônico (CO₂), causador do efeito estufa e, por consequência, do aquecimento global.
A técnica usada no Itaipu Parquetec é o processo da eletrólise da água, que promove a separação dos elementos químicos a partir de moléculas como a da água (H₂O), por meio do uso de equipamentos em processos químicos automatizados feitos em laboratórios.
O hidrogênio verde é versátil e pode servir como insumo sustentável para a cadeia de produção industrial, incluindo siderúrgica, química, petroquímica, agrícola, alimentícia entre outras, e como combustível para o mercado de energia e transporte. Em Itaipu, uma planta de produção do hidrogênio verde serve como uma plataforma para desenvolvimento de projetos-piloto.
"Nós somos uma plataforma tecnológica, então trabalhamos para atender, por exemplo, projetos de pesquisa [científica] ou projetos para indústria nacional. Existem algumas empresas nacionais que estão fazendo seus desenvolvimentos de carreta [movida] a hidrogênio, de ônibus a hidrogênio, por exemplo. Aqui é o lugar para testar e validar esses projetos", explica Daniel Cantani, gerente do Centro de Tecnologia de Hidrogênio do Itaipu Parquetec.
Uma dessas iniciativas foi apresentada durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, quando um barco movido a hidrogênio, a partir de uma pesquisa no Itaipu Parquetec, foi entregue para atuar na coleta seletiva das comunidades ribeirinhas no entorno da capital paraense.
Outro destaque no Itaipu Parquetec é um centro de gestão energética, que alavanca pesquisas na área de desenvolvimento de células e protótipos para fabricação e reaproveitamento de baterias, para o armazenamento de energia, especialmente em sistemas estacionários, voltados para empresas ou outras estações fixas, que demandam, por exemplo, uma reserva energética.
Biogás e SAF
A Itaipu também vem apostando na geração de biogás a partir de resíduos orgânicos gerados pelos restaurantes espalhados por diferentes alas da usina e de materiais apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA-Vigiagro), em fiscalização de fronteira.
Tudo isso, em vez de ser descartado em aterro, transforma-se em biogás e biometano.
A convite da Itaipu Binacional, a Agência Brasil acompanhou, no último dia 13 de abril, a reinauguração da Unidade de Demonstração de Biocombustíveis que fica no complexo da usina. O local é gerido pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), uma empresa fundada por Itaipu voltada a soluções na área de combustível limpo.
Por um processo de biodigestão realizado em grandes tanques, alimentos oriundos de contrabando e outros resíduos orgânicos gerados na região são transformados em combustível limpo, capaz de abastecer carros que circulam dentro de Itaipu, abastecidos por meio de cilindros de gás instalados nos veículos.
Em quase nove anos de operação, segundo a usina, foram processadas mais de 720 toneladas de resíduos orgânicos, volume que resultou na geração de biometano suficiente para percorrer cerca de 480 mil quilômetros, o equivalente a 12 voltas ao redor da Terra.
A planta também desenvolve, de forma experimental, o bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser usado na produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação, na sigla em inglês).
"Eu acredito que nos próximos 10 anos, nós vamos ver muito sobre os combustíveis avançados. Vamos ouvir muito sobre o hidrogênio, sobre o SAF, inclusive por conta da lei de combustíveis futuro, que vem aí com mandato. Biometano e SAF são os assuntos do momento", destaca Daiana Gotardo, diretora técnica do CIBiogás.
Por - Agência Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso vermelho, que indica grande perigo, para uma onda de calor que poderá atingir os estados do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
O alerta está em vigor desde domingo e seguirá até as 18h de sábado (25). O aviso cobre uma faixa que se estende do oeste do Mato Grosso do Sul (município de Corumbá) até a ponta noroeste do Rio Grande do Sul (Frederico Westphalen e cidades próximas). Confira no mapa abaixo:

O grau de severidade se dá em razão do risco à saúde, uma vez que a previsão é de temperaturas 5ºC acima da média por período maior do que 5 dias.
Previsão
De acordo com comunicado do Inmet, a semana de 20 a 27 de abril inicia com temperaturas máximas em torno de 30 °C, declinando gradualmente ao longo da semana, especialmente na Região Sul. Santa Catarina terá chuva fraca e o Paraná terá tempo estável e seco.
Se aproximando da marca de dois anos das chuvas que causaram enchentes em quase todos os municípios, o Rio Grande do Sul poderá assistir “a formação de um sistema de baixa pressão que levará à ocorrência de tempo severo e fenômenos adversos", entre eles temporais, chuvas intensas, rajadas, raios e granizo, logo nos primeiros dias da semana.
Conforme previsão do Inmet, o oeste gaúcho pode registrar mais de 100 mm de chuva acumulada. Para o estado, há alerta de perigo potencial de ventos intensos (de 40-60 km/h), e queda de granizo.
Outra área com indicação de perigo cobre uma extensa faixa sobre parte de três regiões, desde o Acre ao Ceará, que poderá levar chuvas intensas também a Rondônia, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Amapá, Maranhão e Piauí.
Os maiores volumes de chuva na Região Norte deverão cair no oeste amazonense e em Roraima. No Nordeste, o Inmet prevê chuva de até 100 mm em pontos isolados do Maranhão, Piauí e Ceará.
As condições do tempo são mais estáveis no Centro-Oeste. “No norte de Mato Grosso, pode chover até 40 mm. No Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul, há chances mínimas de chuvas rápidas e isoladas”, prevê o Inmet.
Por- Agência Brasil
O cuidado com a saúde mental no Paraná tem passado por uma profunda transformação nos últimos anos, consolidando um modelo de atendimento que prioriza a integração, a prevenção e o vínculo com a população.
Por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Governo do Paraná estruturou uma robusta Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que garante desde o acolhimento inicial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) até tratamentos especializados e internamentos. Somente em 2025 foram investidos mais de R$ 23 milhões diretamente na Linha de Cuidado em Saúde Mental.
No ano passado, foram realizados 2.551.463 atendimentos, o que representa um crescimento de 19% se comparado ao ano anterior – 2.144.086 registros. Os serviços nessa área correspondem à atenção a pessoas com sofrimento ou transtornos mentais, além daquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas.
Para o secretário estadual da Saúde, César Neves, os números consolidam a política pública de descentralização do atendimento e o foco de levar o atendimento mais próximo do cidadão paranaense, objetivo que é a marca da atual gestão.
"A saúde mental é uma prioridade absoluta para o Governo do Paraná. Estamos trabalhando incansavelmente para descentralizar o atendimento, garantindo que cada cidadão paranaense, independentemente de onde resida, encontre acolhimento e tratamento adequado na rede pública. O nosso objetivo é que o SUS seja um porto seguro para quem enfrenta qualquer tipo de sofrimento psíquico", afirmou o secretário.
A rede de atendimento do Estado conta atualmente com 163 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), em diversas modalidades, que funcionam como o eixo do atendimento especializado. Além disso, a estrutura dispõe de sete unidades do Serviço Integrado de Saúde Mental (SIMPR), 41 equipes Multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental (eMAESM), ambulatórios distribuídos por todas as regiões de saúde e Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT).
Para casos que exigem internamento, o Estado disponibiliza 1.651 leitos em hospitais especializados em psiquiatria e 73 leitos de saúde mental em hospitais gerais.
CUIDADO TRANSVERSAL – A transversalidade é outro conceito central. O tema foi amplamente debatido durante o evento "Saúde em Movimento 2026", promovido pela Sesa, e que reuniu especialistas para discutir como o cuidado em saúde mental permeia a todas as etapas da assistência ao cidadão, incluindo a saúde da mulher, oncologia e acompanhamento de doenças crônicas.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa e coordenadora do PlanificaSUS Paraná, Maria Goretti David Lopes, esclarece que a saúde mental não pode ser uma ilha no sistema de saúde e deve fazer parte da prática de todos os profissionais que atuam no cuidado das pessoas.
"A mente e o corpo estão interligados. Precisamos olhar para a pessoa de forma integral, compreendendo que o sofrimento emocional afeta a vida. Nossas equipes estão sendo preparadas para ter essa visão ampla e humanizada em cada atendimento realizado", destacou a diretora.
ONDE BUSCAR ATENDIMENTO – Para aqueles que enfrentam problemas de saúde mental, o Paraná oferece múltiplos pontos de acesso à rede de atendimento. As portas de entrada são as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Dependendo da complexidade do caso, a pessoa pode ser encaminhada para os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), clínicas ambulatoriais especializadas ou equipes multiprofissionais de atenção especializada.
"O ponto de entrada no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo problemas de saúde mental, é sempre a unidade básica de saúde. Na unidade de atenção primária à saúde a pessoa é acolhida e atendida pelos profissionais que estão lá", explicou a chefe da Divisão de Atenção à Saúde Mental da Sesa, Suelen Gonçalo.
“Dependendo das necessidades do indivíduo, o tipo de atendimento é determinado pelos recursos disponíveis no município, podendo haver encaminhamento para o Caps ou ambulatórios especializados em casos mais graves”, complementou.
Para situações de emergência ou crise, o cidadão pode procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), acionar o Samu pelo número 192 ou procurar diretamente um Caps que funcione 24 horas.
Os agentes comunitários de saúde também desempenham papel fundamental, buscando ativamente as pessoas em seus territórios e facilitando o acesso ao cuidado. Além disso, existem grupos de apoio e atividades coletivas organizadas em cada município, como caminhadas, grupos terapêuticos e ações comunitárias que contribuem para o cuidado integrado e humanizado.
Apesar dos avanços, o estigma ainda é uma barreira significativa para a busca por tratamento. “Há estigma e preconceito em relação aos problemas de saúde mental. As famílias desempenham um papel fundamental nesse processo, devendo estar presentes nos momentos de maior vulnerabilidade e buscar os serviços do SUS caso a pessoa em sofrimento não consiga dar o primeiro passo”, reforçou Suelen Gonçalo.
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL – Um dos principais pilares dessa transformação no atendimento é a qualificação permanente dos profissionais da saúde, impulsionada pelo projeto PlanificaSUS Paraná - Saúde Mental na APS (Atenção Primária à Saúde). A iniciativa, que conta com a parceria do Hospital Israelita Albert Einstein e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), já capacitou mais de 18 mil trabalhadores da Atenção Primária à Saúde, apenas em 2025.
O Paraná é destaque nacional por ser o primeiro estado a expandir a metodologia do PlanificaSUS para 100% de seu território. O objetivo é preparar profissionais da saúde que não são especialistas, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde para o reconhecimento e manejo de transtornos mentais e uso problemático de álcool e outras drogas.
A capacitação utiliza o Manual de Intervenções mhGAP (MI-mhGAP) da Organização Mundial da Saúde (OMS), que oferece protocolos clínicos para profissionais não especializados.
Por - AEN
A Polícia Militar foi acionada pelo Conselho Tutelar após uma discussão de casal em um sítio no domingo (19). Após a briga, o homem teria arrombado a porta da residência e empurrado a esposa para conseguir fugir do local com a filha do casal, uma menina de 2 anos.
Por WhatsApp, o suspeito, que tem 30 anos, enviou áudios ameaçadores para a companheira, afirmando que não entregaria a filha e que o desfecho seria a morte de ambos.
A equipe policial localizou o autor no distrito de São João, na casa da mãe dele. Ao notar a viatura, o homem tentou fugir em um carro Gol com a criança no colo. Após um breve acompanhamento e cerco policial, o veículo foi interceptado.
De acordo com a PM, houve período de negociação, porque o autor resistia em entregar a filha. Após o diálogo, ele se rendeu e a criança foi liberada.
O homem foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Altônia para as providências cabíveis. A mãe da criança solicitou medida protetiva de urgência.
Por - Catve
As Forças Armadas brasileiras repassaram R$ 137,3 milhões para o Banco Master entre 2020 e 2026, em função de contratos para empréstimos pessoais consignados à folha de pagamento de militares.
O valor corresponde a 12,6% de tudo que o banco de Daniel Vorcaro recebeu de órgãos públicos federais no período.
O dinheiro não saiu do orçamento do Exército, da Aeronáutica ou da Marinha. As Forças Armadas apenas repassaram ao banco valores descontados diretamente dos contracheques de militares que contrataram empréstimos consignados.
Ao todo, repasses do governo federal somaram R$ 1 bilhão. A informação foi publicada pelo jornal "Folha de São Paulo" e confirmada pelo g1.
115.651.172,06
Os repasses feitos pelo Exército o colocam em segundo lugar na lista de órgãos que mais tiveram negociações com o Banco Master.
Os militares ficam atrás apenas da Previdência Social, com consignados feitos por trabalhadores e aposentados.
Os dados do Portal da Transparência mostram que esse tipo de operação não era um produto explorado pelo Banco Master (antigo Máxima) antes da chegada de Vorcaro.
Ele fez a compra em 2018, mas assumiu o controle da instituição apenas em 2019.
No ano seguinte, foram R$ 3 milhões em repasses para o Banco, tendo a Aeronáutica o principal órgão explorado, com R$ 1 milhão enviado.
Em 2021, os repasses saltam 1.253% em relação a 2020 e atingem R$ 43,4 milhões. Ao longo do período o volume de transações continua aumentando até chegar ao montante de R$ 404,8 milhões em 2025, ano da liquidação do banco.
● Evolução anual dos repasses: 362.976.374,12
Casos diferentes
Diferentemente da RioPrevidência — fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões a servidores inativos do Rio de Janeiro — que é alvo de investigação, o repasse feito pelas Forças Armadas ao Banco Master não envolve suspeita de irregularidade nem uso direto de recursos orçamentários.
No caso dos militares, os empréstimos foram contratados individualmente pelos beneficiários na modalidade consignada, com desconto em folha, e cabe a eles o pagamento das parcelas.
As Forças Armadas atuam apenas como intermediárias, repassando ao banco os valores descontados dos contracheques.
O que dizem os órgãos?
O Exército afirmou que, após a liquidação do Master pelo Banco Central, em 18 de novembro do ano passado, o contrato de credenciamento para novos empréstimos consignados foi rescindido, de forma unilateral.
Isso teria ocorrido em 24 de novembro. Entretanto, os pagamentos do que já foi tomado continuam. Em 2026, a Transparência indica que foram repassados R$ 4,3 milhões.
Em nota, o Exército afirmou que não houve transferência de dinheiro da Força ao Master. "Os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas."
"O Comando do Exército, via Centro de Pagamento do Exército (CPEx), atua apenas como interveniente, efetuando o desconto autorizado no contracheque e realizando o repasse mensal à entidade consignatária [Master]", diz a nota.
O Master foi credenciado pelo Exército, segundo a nota, após participar de edital público e comprovar requisitos de habilitação jurídica, regularidade fiscal e trabalhista e qualificação econômico-financeira à época do credenciamento.
Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que repassou ao Master em 2024 e 2025, apenas valores referentes a crédito consignado.
"Após a decretação da liquidação extrajudicial e diante da ausência de ratificação dos dados de domicílio bancário da entidade liquidante, não foram realizadas novas transferências", afirmou.
O credenciamento previa concessão de empréstimos consignados, cartões de crédito e oferta de benefícios, cabendo aos militares optarem pela adesão, cita a nota.
"A instituição [Master] atendeu integralmente aos requisitos previstos no edital." A Aeronáutica não tem custos nesse tipo de operação, que envolve 234 entidades credenciadas, conforme a Força.
Por - G1
Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram sempre o mesmo roteiro: um vendedor de carros usados risca o papel com uma caneta.
Do outro lado da mesa, o cliente ouve valores de entrada, prestações e prazos do financiamento. A negociação segue com ajustes de taxas, parcelas e descontos, até ser fechada com um aperto de mãos.
Nos comentários dessas publicações, diversos internautas questionam a quantia paga pelos consumidores, que muitas vezes ultrapassa o valor do próprio veículo.
“O carro ele paga os R$ 50 mil, mas esqueceu de avisar que os R$ 35 mil financiados viram mais de R$ 70 mil”, diz um comentário
“Cai quem quer, mas em nenhum momento ele fala que vai ficar 60 vezes de R$ 1.200, o que dá R$ 72 mil”, comenta outro.
O formato dos vídeos chama atenção e, embora não necessariamente envolva irregularidades, especialistas alertam que esse tipo de negociação pode dificultar a compreensão dos clientes sobre o custo total do financiamento.
Nesta reportagem, o g1 explica quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um carro usado.
O g1 também ouviu Daniel Ribeiro, vendedor que aparece nos vídeos que viralizaram, para apresentar sua versão sobre as negociações.
O que diz a lei
“O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados.
- 🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação. (Entenda mais abaixo)
Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.
“Quando o vendedor destaca apenas as parcelas mensais ou vantagens aparentes, sem explicar o custo total do financiamento, há risco de violação do dever de transparência”, explica o advogado.
Especialistas alertam que o vendedor também tem a obrigação de fornecer todas as informações sobre o veículo que está sendo vendido.
“Caso o vendedor omita informações sobre o estado do veículo, as formas de pagamento, não cumpra o que foi ofertado ou descumpra os termos de garantia, isso fere as regras de proteção ao consumidor, que pode exigir o cumprimento da oferta ou o cancelamento da compra”, explica Joana D’Arc Pereira, assessora técnica do Procon-SP.
A assessora também alerta para outra prática comum que fere o direito do consumidor: a venda casada. “É uma prática abusiva, por exemplo, a imposição de um seguro específico da loja”, alerta.
Me senti enganado, posso recorrer?
Sim. Segundo Arystóbulo Freitas, sócio da Arystóbulo Freitas Advogados, o consumidor pode entrar na Justiça para pedir a redução dos juros, dos encargos ou de qualquer acréscimo do contrato. Também é possível solicitar a ampliação do prazo de pagamento previsto no contrato original.
“Em casos de abuso na venda do veículo — inclusive quando o financiamento apresenta valores diferentes dos acordados —, o consumidor pode pedir a revisão do contrato para adequá-lo à proposta apresentada pelo vendedor”, explica.
O advogado alerta que o comprador deve guardar toda e qualquer anotação feita pelo vendedor durante a negociação — inclusive solicitando que o profissional entregue essas anotações. “O comprador também deve ler com atenção todas as condições da venda e do financiamento”, diz.
A rescisão do contrato, com a restituição integral dos valores pagos, e a possibilidade de indenização por perdas e danos também podem ser reivindicadas, a depender do caso.
“Não se pode descartar, ainda, a ocorrência de dano moral, sobretudo quando a prática envolve engano relevante ou comprometimento financeiro significativo do consumidor”, diz Leão, da Poliszezuk Advogados.
De acordo com o especialista, o direito do consumidor “não exige prova de intenção dolosa” — ou seja, o cliente não precisa comprovar que o vendedor agiu de propósito para enganá-lo: se a forma como o negócio for apresentado puder confundir o consumidor, já pode ser considerada irregular.
Segundo Leão, embora o direito brasileiro não proíba a persuasão comercial — estratégias usadas pelos vendedores para convencer o consumidor a comprar um produto ou serviço —, a lei exige que ela seja exercida com transparência, lealdade e boa-fé.
“Sempre que esses limites são ultrapassados, especialmente em operações financeiramente complexas, pode haver responsabilização civil, revisão do contrato e indenização ao consumidor”, alerta Leão.
Cuidados na hora de financiar
Os especialistas consultados pelo g1 também alertam para os cuidados necessários para evitar financiamentos que possam comprometer o orçamento.
Segundo Wanessa Guimarães, planejadora financeira CFP pela Planejar, a regra tradicional do mercado financeiro é comprometer, no máximo, 30% da renda líquida mensal com todas as dívidas. Isso significa considerar não apenas as prestações do financiamento do veículo, mas também outros parcelamentos, como cartão de crédito e empréstimos.
“Para o financiamento do carro, isoladamente, o recomendável é não ultrapassar 15% da renda, já que o veículo traz custos adicionais inevitáveis, como seguro, IPVA, manutenção e combustível, que juntos podem representar outros 10% a 15% da renda”, explica.
Veja algumas simulações:
A planejadora também alerta que, embora uma entrada maior reduza o valor financiado e possa diminuir o total de juros pagos, gastar todas as economias ainda representa um risco.
“Quem zera o colchão financeiro para dar uma entrada grande fica vulnerável. Qualquer imprevisto — como uma doença ou uma demissão — pode levar ao atraso das parcelas, gerando multa, juros de mora e até nome negativado”, alerta.
Veja abaixo como o tamanho do pagamento inicial pode influenciar o financiamento. As simulações foram feitas por Guimarães e consideram dois diferentes valores de entrada para o financiamento de um carro de R$ 50 mil.
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infográfico com simulações de financiamento de veículo — Foto: Arte / g1
Nesse cenário, o consumidor que consegue pagar R$ 25 mil (50%) de entrada, pode pagar R$ 11,3 mil a menos em juros e ter uma parcela 44% menos do que quem paga um valor inicial de R$ 5 mil (10%).
Ou seja, o mesmo carro pode ter um custo total de R$ 75,4 mil ou de R$ 64,1 mil, a depender do valor pago na entrada.
De olho nas parcelas — e nos juros também
Outro ponto de atenção, alerta Guimarães, é o chamado Custo Efetivo Total (CET). Ele representa o valor real de um financiamento e é composto por:
- Taxa efetiva mensal de juros
- Taxa dos juros por atrasos
- Total de encargos previstos para o atraso no pagamento
- Montante das prestações
Segundo Guimarães, uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual na taxa de juros mensal pode representar mais de R$ 7,6 mil de impacto no bolso do consumidor.
"Por isso, a pergunta certa ao banco não é ‘qual é a taxa?’, mas sim ‘qual é o CET?’”, aconselha.
O documento também precisa trazer o prazo de validade da oferta — que deve ser, no mínimo, de dois dias —, e os dados do fornecedor, incluindo o nome, endereço físico e endereço eletrônico.
- ⚠️ Vale lembrar que o CET deve ser apresentado em toda operação de crédito, e não apenas no financiamento de veículos.
Além disso, alerta a planejadora financeira CFP da Planejar Paula Bazzo, também é preciso atenção ao prazo de financiamento — que também influencia diretamente no montante de juros pago em um financiamento.
Na prática, quanto maior é o prazo e o número de parcelas, maior tende a ser o valor pago em juros.
“O prazo do financiamento costuma ser subestimado. Apesar de um período mais longo resultar em parcelas menores, a vantagem não é tão significativa”, diz Bazzo.
Abaixo, veja simulações feitas por Guimarães e Bazzo, respectivamente, que mostram a diferença do valor pago ao ser considerada a taxa anunciada pelo vendedor e o CET e como a quantidade de parcelas pode impactar o montante pago em juros.
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infográfico com simulações de financiamento de veículo — Foto: Arte / g1
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infográfico com simulações de financiamento de veículo — Foto: Arte / g1
O que diz o vendedor
O g1 entrou em contato com o vendedor Daniel Ribeiro, que aparece com clientes nos vídeos que viralizaram, para apresentar sua versão sobre as negociações. O empresário tem uma loja em Curitiba e costuma produzir vídeos para as redes sociais.
Questionado se informa o custo efetivo total (CET) aos compradores — um dos pontos levantados por internautas nos comentários de seus vídeos —, Ribeiro afirma que seus clientes recebem o documento do banco.
"Eu não vendo dinheiro, eu vendo o carro. O banco imprime a CET, que lá tem todos os encargos: IOF, taxa, seguro prestamista, inclusão de gravame [registro de que o veículo foi dado como garantia em caso de não pagamento], alienação fiduciária [que garante que o banco é proprietário do carro até que a dívida seja quitada], mais a taxa aplicada, a quantidade de vezes. E o cliente assina essa CET de forma digital", diz.
Ribeiro destaca ainda que o contrato é enviado junto ao carnê, de forma que os clientes podem "esmiuçar toda e qualquer dúvida" no documento.
"Eu também costumo deixar claro qual é a taxa de juros que meu cliente está pagando, qual é a quantidade de vezes, e eu faço sempre a conta do valor final em todas as minhas negociações", acrescenta o vendedor.
Questionado sobre as informações do CET não aparecerem nos vídeos, Ribeiro afirma que cada negociação é única.
"Eu vendo uma média de 150 carros no mês. Tem cliente que tem essa dor, que quer saber esse questionamento; tem cliente que só quer saber se foi aprovado o financiamento; tem cliente que só quer saber se a parcela cabe no orçamento dele", diz.
O vendedor reforça ainda que seu trabalho é “facilitar a jornada de compra” dos clientes e trazer clareza para a transação.
"Ele [o cliente] tem que saber o valor que está financiando, o valor da taxa de juros, o valor da parcela, a quantidade de vezes. E isso é esmiuçado na negociação. Eu viro a tela do computador para todos os meus clientes. Esse é o meu formato de negociação há mais de cinco anos", acrescenta.
Por fim, ao ser questionado se acredita que os consumidores concluem a negociação com pleno entendimento do CET e cientes de que os custos vão além das taxas bancárias, Ribeiro afirma que a compreensão final cabe ao consumidor.
"Eu sou responsável por fazer a minha parte. A minha parte é esmiuçar isso, é trazer clareza para o cliente. Agora, se o cliente compreende, cabe a ele. Eu não sou professor deles, eu sou empresário, e cabe a mim trazer clareza e eu faço isso com toda certeza", conclui.
Vai comprar um carro usado? Veja o checklist
Além do valor pago no veículo, o consumidor também deve ter atenção a diversos outros fatores na hora de comprar um carro seminovo. Existem cuidados importantes que ajudam a reduzir as chances de levar um problema para casa.
Veja, abaixo 15 orientações essenciais para quem está pensando em fechar negócio:
- Solicite o laudo cautelar: ao comprar o carro em lojas, peça um laudo cautelar. Esse documento serve para verificar a origem do veículo e identificar se há multas ou pendências que impeçam a venda.
- Avalie o estado dos pneus e do interior: observe se o desgaste dos pneus, bancos e volante é compatível com a quilometragem informada. Sinais de desgaste excessivo podem indicar adulteração.
- Confira a originalidade dos componentes: verifique se as numerações dos vidros, faróis, lanternas e demais peças são compatíveis entre si. Diferenças podem indicar substituições, que devem ser esclarecidas com o vendedor.
- Veja o funcionamento do ar-condicionado e de todos os vidros elétricos.
- Faça um teste de condução: sempre que possível, peça para dirigir o carro e avalie se o funcionamento está adequado.
- Peça o histórico de revisões: solicite informações sobre a última revisão, o que foi trocado e onde o serviço foi realizado, além do histórico completo de manutenções.
- Verifique a bateria: confira se a bateria é nova. Caso seja, pergunte o motivo da troca, pois pode haver algum problema elétrico sendo mascarado.
- Observe a carroceria: analise as bordas em busca de ferrugem ou sinais de pintura mascarando imperfeições.
- Avalie a pintura à luz do dia: observe o carro na luz do sol para identificar diferenças de tonalidade ou partes foscas, o que pode indicar repintura.
- Cheque os itens obrigatórios: verifique a presença de estepe, macaco e chave de roda. Se estiverem novos, questione o vendedor sobre o motivo.
- Inspecione os cintos de segurança: observe a integridade dos cintos, já que em alguns casos eles precisam ser substituídos após colisões.
- Leve a um mecânico de confiança: se possível, peça para um mecânico avaliar o carro ou leve o veículo até um profissional antes de fechar o negócio.
- Atenção à garantia legal: ao comprar em uma loja de seminovos, há garantia para vícios ou defeitos ocultos que apareçam no prazo de três meses.
- Confira o óleo do motor: Ele precisa estar límpido e dentro do nível especificado pelo fabricante
- Verifique borrachas de portas e vedações: Umidade que invade a cabine pode danificar estofamento.
Por G1
O erro de empresas no envio de informações para as novas bases de dados utilizadas pela Receita Federal para apurar o Imposto de Renda retido na fonte está resultando em informações incorretas repassadas ao Fisco e também aos trabalhadores.
🦁 O erro tem causado a retenção de milhares de declarações na chamada "malha fina". A Receita orienta que trabalhadores considerem valores do informe de rendimentos. Porém, pode ser necessário pedir um novo informe ao empregador e fazer uma declaração retificadora. (veja o que fazer)
A explicação para o maior número de retenções em malha neste ano é que, com o fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), a Receita passou a buscar as informações em outras bases de dados. Essas informações também foram enviadas pelas empresas.
🔎 A Dirf, que deixou de ser usada este ano, era feita por quem faz os pagamentos e retém o IR. A declaração continha pagamentos feitos a residentes ou domiciliados no exterior, os pagamentos a planos de saúde empresarial, além dos pagamentos a pessoas físicas com domicílio no país.
👩💻 As declarações são retidas em malha quando há inconsistências nos valores informados pelas pessoas físicas. A verificação de pendências é feita online no Portal e-CAC ou no app "Meu Imposto de Renda", utilizando a conta Gov.br.
As novas fontes de dadosusadas são:
- e-Social, que concentra concentra praticamente todas as informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias ligadas ao empregado; e
- EFD-Reinf, que tem dados de retenções de tributos e faz parte de uma plataforma que unifica o envio de informações fiscais, contábeis e trabalhistas das empresas em formato digital chamada SPED.
Essas bases de dados são consideradas mais complexas e erros de preenchimentos por parte de algumas empresas e gerando divergências com os informes de rendimento dos trabalhadores .
➡️A Receita Federal estima que o número de retenção de declarações dos trabalhadores na malha fina está em média, neste ano, cerca de 2% maior até o momento.
Segundo o balanço do órgão, foram recebidas 13 milhões de declarações do IR até as 12h de sexta-feira (17), o que significa dizer que cerca de 260 mil contribuintes a mais caíram na malha fina.
Erros das empresas
De acordo com a Receita, algumas empresas estão preenchendo de forma errada o e-Social, ou a a EFD-Reinf, agora usadas nas declarações do IR. Isso gera divergências nas informações prestadas em relação ao informe de rendimentos entregue aos empregados.
Em outros casos, a menor parte deles, o órgão diz que as empresas chegaram a enviar erroneamente os números do próprio informe de rendimentos aos seus empregados.
"A Dirf [usada até o ano passado] era uma declaração anual. O contribuinte [empresário] pegava os dados do ano, juntava, e entregava a declaração de todo ano [à Receita]. O e-Social, que cuida dessa parte de folha de pagamentos, é uma declaração mensal que tem muito mais detalhes, muito mais exigências, e que é muito mais complexa. É a própria folha de pagamentos completa, mas é preciso que o contribuinte faça classificações: isso aqui é tributável, isso aqui não é, isso aqui é décimo terceiro, é exclusivo ou não é [na fonte]", explicou Vinicius Lara de Oliveira, o chefe da malha fina da Receita Federal.
A Receita identificou divergências de dados, não necessariamente propositais, ao compilar as informações mensais dessas bases de dados com o informe de rendimentos enviado aos trabalhadores, no início deste ano.
"É uma regra de interpretação. Se ele [empresário] manda em um formato que a interpretação que a Receita não é a que ele achou que daria, há um conflito. Ele [empregador] entregou um comprovante de rendimentos com o cálculo que ele acha correto, mas pode ter transferido o e-Social com classificações equivocadas", explicou o Oliveira.
Estão entre os erros encontrados:
- Empresa que informou o décimo terceiro salário de um trabalhador como tributação normal e incluiu esse valor no rendimento total, e não como tributação exclusiva na fonte. Por ser tributado na fonte, esse valor não pode ser compensado ou restituído na declaração anual do IR.
- Erros sobre o período de lançamento dos salários: a Receita explicou que usa o regime de "caixa", ou seja, o momento em que os salários e tributos são pagos, e não de competência, mês relativo ao pagamento. Nesse caso, a empresa lançou, por exemplo, o salário relativo a dezembro no mesmo mês, quando ele, de fato, foi efetivamente pago somente em janeiro, data considerada pela Receita.
O que fazer?
A Receita indica que o contribuinte não deve fazer nada neste momento caso caia na malha fina, mesmo tendo enviado sua declaração com os dados que constam em seu informe de rendimentos.
O supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, informou, porém, que se o contribuinte deve retificar sua declaração se receber um novo informe de rendimentos da empresa.
"A declaração do IR deve ser respaldada por documentos. Se o comprovante diz que ele recebeu R$ 100, e está errado na declaração pré-preenchida, ele corrige antes de transmitir. Quem já entregou a declaração e está obedecendo o que está no comprovante, pode ficar tranquilo", disse José Carlos da Fonseca, da Receita Federal.
A declaração pré-preenchida é um "espelho" dos dados que a Receita Federal tem sobre os contribuintes. No caso de preencher a declaração manualmente, e cair na malha fina, a lógica é a mesma.
Se o contribuinte utilizou os dados do informe de rendimentos, deve aguardar. Somente deve enviar uma declaração retificadora no caso de receber outro informe, corrigido pela empresa.
- Segundo a Receita, a maior parte dos erros das empresas está no e-Social.Nesse caso, assim que as informações forem retificadas pelos empregadores, as declarações de seus trabalhadores saem da malha fina automaticamente (se não houver mudança no informe de rendimentos). A Receita informou que milhões de empresas já corrigiram os dados enviados pelo e-Social desde o início do prazo do Imposto de Renda.
- Ainda segundo o Fisco, em um número menor de casos, os empregadores erraram, de fato, os valores que constam no informe de rendimentos enviados aos trabalhadores. Nessa hipótese, as empresas terão de enviar novos informes de rendimento aos trabalhadores, que terão de retificar suas declarações para sair da malha fina.
"Se a empresa entender que o informe de rendimentos está errado, ela é obrigada a gerar um novo informe de rendimentos. Aí o contribuinte vai retificar [os valores] e vai bater com a pré-preenchida. Mas não é mais comum. O mais comum que a informação enviada ao empregado esteja correta, e que a empresa parametrizou errado no e-Social. Ele corrige o e-Social e vai bater com o informe de rendimentos. Essa parametrização errada pode mudar ou não os valores a pagar ou a restituir", disse Daniel Fontes, assessor da Receita Federal.
Por - G1
O som agudo da maquininha, o cheiro característico do consultório e a expectativa da anestesia são gatilhos para muita gente que tem medo de ir ao dentista.
Só a ideia de se sentar na cadeira e abrir a boca faz muitas pessoas ficarem apavoradas. Para alguns, esse medo tem origem em experiências passadas, nas quais o profissional não foi muito didático ou acolhedor; outros desenvolvem receio a partir de relatos negativos de pessoas próximas. A boa notícia é que casos como esses tendem a diminuir.
A mudança começa já na infância: nos primeiros contatos com o dentista, muitas crianças encontram hoje ambientes mais acolhedores, pensados justamente para evitar a chamada “odontofobia”. “Nesses casos, elaboramos uma abordagem adaptada a essa faixa etária. Usamos técnicas como explicar e demonstrar exatamente o que será feito, usando linguagem lúdica com atitude acolhedora, criando uma vivência positiva”, relata a cirurgiã-dentista Mariana Henriques Ferreira, professora dos cursos de pós-graduação em Odontologia Hospitalar e em Pacientes com Necessidades Especiais, da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).
Entre os adultos, é mais comum que o especialista se concentre em ouvir suas queixas e explique como será o procedimento. “Além disso, hoje temos recursos e equipamentos muito mais modernos e menos invasivos, como o uso da laserterapia de baixa potência antes da anestesia injetável, o que faz com que o tratamento seja muito menos desconfortável”, afirma a cirurgiã-dentista Letícia Mello Bezinelli, coordenadora da graduação em Odontologia da FICSAE.
Em algumas situações, os lasers dentários podem substituir a broca e a anestesia. Eles utilizam energia de luz focada para tratar tecidos moles, como a gengiva, e duros, como os dentes, sem contato físico, vibração ou ruído. Outro avanço é a microabrasão, que permite preservar a parte saudável do dente, em vez de raspar toda a estrutura para tratar uma cárie, por exemplo. Também são destaques recentes as cerâmicas e resinas de alta resistência e a impressão 3D, que possibilita personalização de implantes e próteses.
Acesso ainda é desigual
Um levantamento realizado pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e a Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO), divulgado em 2025 durante o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, revela que o acesso a tratamentos odontológicos no Brasil é desigual.
De acordo com a pesquisa, 68% dos brasileiros visitaram um cirurgião-dentista no último ano, mas apenas 23% fizeram esse atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os entrevistados com ensino superior, 75% haviam se consultado com um dentista; entre os que têm o ensino básico, esse índice foi de 54%.
Mas ir ao dentista não é capricho. Quanto mais o paciente mantém consultas regulares, em vez de procurar o consultório apenas diante de dor ou incômodo, menor é a probabilidade de precisar de intervenções mais invasivas. Em geral, recomenda-se uma visita ao ano para quem não tem sintomas. A depender da condição de saúde tanto geral quanto bucal, podem ser recomendadas duas consultas anuais.
Como lidar com o medo
Além de escolher um profissional em quem você confie, antes e durante a consulta, vale investir em técnicas de relaxamento, como respiração profunda, e apostar em estratégias de distração, com músicas e conversas leves. Levar um acompanhante que transmita segurança também pode ser uma alternativa.
Nos casos mais intensos de medo, a ajuda psicológica pode ser indicada. Para pacientes com ansiedade intensa ou fobia, opções de sedação consciente, podem ser consideradas após avaliação clínica. “O uso de sedativos pré-consulta também pode ser útil em casos selecionados, sempre sob supervisão profissional. Em situações determinadas, podemos realizar procedimentos odontológicos em âmbito hospitalar, com anestesia geral”, acrescenta Bezinelli.
Por - Revista Galileu
O tempo segue predominantemente seco no Paraná neste início de semana. Entretanto, de acordo com o Simepar - Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, haverá mudança, com uma frente fria que trará pancadas de chuva principalmente para as regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado.
Nesta segunda-feira (20), a presença de uma massa de ar mais seco atuando em grande parte do Brasil mantém a estabilidade nas regiões paranaenses. “Um sistema de baixa pressão se intensifica entre o Paraguai e a Argentina ao longo do dia, mas no Paraná ele ainda não causa chuvas. A partir de terça-feira, esse sistema se desloca em direção ao Rio Grande do Sul e Uruguai, aumentando um pouco a instabilidade no Oeste e Sudoeste do Paraná, onde teremos algumas chuvas isoladas ao longo do dia”, explica Paulo Barbieri, meteorologista do Simepar.
Nas outras regiões do Paraná o tempo permanece estável, com predomínio de sol e temperaturas em elevação, tanto na segunda quanto na terça-feira (21). A situação muda mais um pouco entre quarta (22) e quinta-feira (23), quando o sistema de baixa pressão dá origem a uma frente fria que se desloca em direção ao oceano.
“Nas regiões paranaenses, esse sistema frontal provoca um aumento da instabilidade, principalmente entre as cidades do Sudoeste, Centro-Sul e Oeste: em áreas próximas à fronteira do Paraguai e Argentina, e também na divisa com o Estado de Santa Catarina, onde devemos ter ao longo do dia algumas pancadas de chuvas isoladas em alguns momentos, acompanhadas de trovoadas”, ressalta Paulo.
PREDOMÍNIO DO SOL - Nas outras regiões do Estado, o sol segue predominando, com o tempo estável e temperaturas em elevação. As mínimas seguem amenas como foi no domingo (19), quando Campo Mourão (14,1°C), Pinhão (10,3°C), Ponta Grossa (11,3°C) e União da Vitória (11,2°C) registraram as temperaturas mínimas mais baixas de 2026 até o momento. Ao longo da semana, principalmente no Centro Sul e na Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas ficam entre 12°C e 14°C, e no Oeste, Noroeste e Norte os termômetros no amanhecer variam entre 18°C e 20°C.
Já para o período da tarde, as temperaturas máximas no Norte e Noroeste do Paraná chegam a 32°C e 33°C. Nas cidades do Oeste, os termômetros alcançam 28°C e 29°C. Na Região Metropolitana de Curitiba, as máximas não passam dos 26°C no decorrer da semana.
Por - AEN
A Pigma Desenvolvimentos, startup paranaense sediada em Toledo, desenvolveu uma solução inédita: uma cinta massageadora para matrizes suínas que auxilia no trabalho de parto. A solução teve apoio do programa de subvenção econômica para startups do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), o Paraná Anjo Inovador.
O projeto PigSave aplica estímulos físicos que favorecem a liberação natural de ocitocina, ajudando A diminuir os índices de natimortalidade em suínos. Além disso, o equipamento contribui para minimizar o estresse e as dores do animal e aumentar a produção de colostro e melhora a massagem que normalmente é realizada de forma manual.
Para o CEO Marcelo Augusto Hickmann, o aporte do programa foi fundamental para essa fase de desenvolvimento. “O suporte do Paraná Anjo Inovador foi fundamental nesse processo, ao viabilizar a realização de pesquisa aplicada em parceria com instituições, além de permitir a contratação de serviços especializados e a aquisição de componentes eletrônicos e matérias-primas essenciais para o refinamento da solução tecnológica", afirmou.
O desenvolvimento do produto iniciou antes do aporte financeiro do Anjo Inovador 2, mas foi após a participação no programa que o projeto ganhou tração.
Ainda segundo Marcelo, a motivação do projeto esteve centrada na reestruturação do projeto.“Visamos no reprojeto da solução, aliado a um embasamento sólido em pesquisa, com foco na consolidação e no aprimoramento do produto. Nosso objetivo é ampliar o bem-estar animal no setor agropecuário e garantir maior usabilidade do produto”, destacou.
O produto ainda encontra-se em fase de prototipagem para melhorias e mensuração de resultados. Além de reestruturar a equipe, a startup já conta com parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para a realização de pesquisa aplicada
STARTUP – Fundada em 2020, a Pigma Desenvolvimentos é uma empresa de tecnologia multidisciplinar que atua como um hub de pesquisa e desenvolvimento (P&D), oferecendo soluções sob medida para desafios industriais e empresariais, nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento, oferecendo soluções tecnológicas voltadas à resolução de problemas industriais e empresariais.
Com foco em indústrias e produtores do setor agro (suinocultura) que buscam automação e aumento de produtividade, os produtos integram hardware, software e processos inovadores, para isso, a startup compreende as necessidades específicas do cliente e a transforma em soluções tecnológicas inteligentes, contribuindo para a modernização e competitividade do setor em que atua.
ANJO INOVADOR 3 – O terceiro edital do programa de subvenção econômica será lançado no primeiro semestre deste ano e terá o aporte de até R$ 10 milhões para 40 empresas paranaenses enquadradas nesta categoria, sendo até R$ 250 mil para cada projeto selecionado.
O chamamento será destinado a projetos alinhados nos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Agricultura e Agronegócio; Biotecnologia e Saúde; Energias Sustentáveis/Retornáveis (Energias Inteligentes); Cidades Inteligentes; Sociedade, Educação e Economia; Inteligência Artificial e Automação Ética.
Criado em 2023, o Paraná Anjo Inovador é um programa pioneiro de incentivo financeiro público voltado ao fortalecimento de startups. Promovida pela SEIA, a iniciativa oferece subsídios para que empresas paranaenses desenvolvam produtos, serviços, processos e soluções inovadoras em diversas áreas, impulsionando o ecossistema de inovação no Estado. Ao todo, o programa já beneficiou 148 startups com projetos de alto potencial de crescimento.
Por - AEN


























