'Efeito torcida': consumo de energia cai durante jogos do Brasil na Copa e sobe rapidamente após apito final; entenda

Os jogos do Brasil na Copa do Mundo provocam mudanças no consumo de energia em todo o país e têm exigido uma operação especial da Itaipu Binacional para garantir o fornecimento de eletricidade sem interrupções. A hidrelétrica é uma das maiores do mundo em capacidade de geração e é responsável por grande parte da eletricidade consumida pelo país.

Segundo a Itaipu, o consumo começa a cair antes da partida, quando muitos torcedores ainda estão voltando para casa ou se preparando para assistir ao jogo. Durante a partida, o chamado "efeito torcida" deixa o consumo ainda mais baixo, porque milhões de pessoas permanecem em frente à televisão, paralisando outras atividades.

No intervalo, o consumo sobe rapidamente com o uso simultâneo de eletrodomésticos e outros aparelhos.

 "Durante os jogos, identificamos um comportamento diferente no consumo de energia. No intervalo, quando as pessoas saem da frente da televisão, elas vão à cozinha, abrem a geladeira, ligam o forno e outros eletrodomésticos. Isso provoca um aumento rápido da demanda por energia", explica o superintendente de Operação de Itaipu, Rodrigo Pimenta.

Após o apito final, a demanda volta a crescer à medida que a rotina dos consumidores é retomada.

 

Mudança no consumo demanda operação especial

Para acompanhar essas oscilações durante os jogos da seleção, a Itaipu ajusta a geração de energia em tempo real, em coordenação com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O esquema especial começa cerca de duas horas antes de cada partida e segue até duas horas depois do apito final. O objetivo é manter o equilíbrio entre a energia gerada e a consumida, evitando sobrecargas no Sistema Interligado Nacional (SIN).

Na estreia do Brasil contra Marrocos, por exemplo, o fornecimento de Itaipu ao país caiu 7% na hora que antecedeu o jogo. Ao fim da partida, a carga do sistema voltou a subir rapidamente: foram 4.307 megawatts recuperados em apenas 21 minutos, volume equivalente ao consumo médio de todo o Rio Grande do Sul.

Na partida contra o Haiti, a resposta foi ainda mais intensa. Em cerca de 40 minutos antes do jogo, Itaipu reduziu em 17% o fornecimento de energia ao Brasil. Depois do apito final, elevou a geração em 7% em apenas 14 minutos para acompanhar a retomada do consumo. Confira no gráfico abaixo.

Consumo de energia durante partida do Brasil contra o Haiti — Foto: Itaipu

Consumo de energia durante partida do Brasil contra o Haiti — Foto: Itaipu

 

A expectativa era de que o mesmo comportamento se repetisse no confronto entre Brasil e Escócia. No entanto, segundo a Itaipu, o efeito foi menos perceptível porque havia manutenção nas linhas de transmissão de Furnas, o que limitou a variação do fornecimento da usina. Confira no gráfico abaixo.

Consumo de energia durante o jogo do Brasil contra a Escócia — Foto: Itaipu

Consumo de energia durante o jogo do Brasil contra a Escócia — Foto: Itaipu

Segundo a Itaipu, a expectativa é que esse comportamento seja ainda mais acentuado no jogo desta segunda-feira (29), contra ao Japão, por se tratar de uma partida decisiva disputada durante a tarde, quando o consumo de energia costuma ser mais elevado.

Nos jogos da seleção paraguaia também ocorre alteração no consumo de energia, mas em escala muito menor. Isso porque a carga média do sistema elétrico do Paraguai representa cerca de 4% da demanda brasileira, tornando essas oscilações quase imperceptíveis na operação total da usina.

 

Flexibilidade operacional

Pela dimensão e pelas características técnicas, Itaipu tem papel estratégico para responder rapidamente às variações de consumo. A usina consegue aumentar ou reduzir a geração em poucos minutos, realizando as chamadas "rampas de carga".

A hidrelétrica tem 20 unidades geradoras. Para se ter uma ideia da capacidade da estrutura, uma única unidade geradora de Itaipu produz energia suficiente para abastecer uma cidade do porte de Curitiba.

Apesar das mudanças provocadas pelos jogos, a rotina da Sala de Controle permanece a mesma. A operação da hidrelétrica funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com equipes monitorando continuamente o sistema para garantir que milhões de brasileiros acompanhem as partidas sem risco de falta de energia.

 

 

 

 

 

Por - RPC/G1

Skincare no fim do mundo: como a indústria está se preparando para os climas extremos

O ano de 2026 deverá ser um dos mais quentes desde 1850, quando os registros de clima e temperatura começaram a ser feitos.

Se na escola aprendemos sobre o aquecimento global, hoje já falamos em ebulição. Em escala social, observamos alternâncias cada vez mais bruscas, como frio e calor extremos, estiagens fora de época, enchentes por volumes recorde de chuva, e populações sofrendo as consequências da instabilidade climática.

Um relatório da The Lancet Countdown mostra que a crise do clima não está apenas transformando o planeta, mas também ameaçando o bem-estar das pessoas. O grupo internacional é formado por médicos, cientistas e especialistas em políticas públicas, reunidos para monitorar e comunicar os impactos do clima sobre a saúde humana a partir de dados para fomentar o desenvolvimento de soluções. Entre 20 indicadores de saúde analisados, 13 deles já atingiram níveis críticos.

Evidentemente, em um primeiro momento, as atenções se voltam às condições de ameaça à vida, isto é, impactos do calor (ou do frio extremo) em quadros cardiovasculares, desidratação e condições respiratórias, além das faixas etárias mais sensíveis aos termômetros. Existem ainda os riscos imediatos e a longo prazo para o maior órgão do nosso corpo: a pele.

 

Outro mercado que deve registrar um crescimento significativo até 2035 é aquele voltado aos ingredientes antipoluição — resíduos suspensos no ar que, sabidamente, oferecem efeito oxidante na pele. De acordo com a Future Market Insights, a expectativa é que ele avance de US$ 2,1 bilhões em 2025 para US$ 4,5 bilhões em dez anos, muito impulsionado pelas preocupações ambientais e pela procura de cuidados que atenuem esses efeitos no nosso dia a dia.

 

O FUTURO É PRA JÁ

A influência do estado do clima na beleza já ganhou termo: "climate beauty" ou beleza climática. Ele começa a despontar nos relatórios de tendências globais. "As mudanças deixaram de ser um possível cenário futuro e passaram a exigir adaptações no presente. Pensamos em posturas e movimentos com viés de resiliência e não de espera. Hoje, já nos deparamos com projeções que indicam aumento próximo de 1,5 a 2°C nas próximas décadas. Com isso, tanto as posturas quanto os produtos precisarão responder a esse novo cenário de 'ecoansiedade', que acompanharemos em maior frequência daqui para frente", diz Natália Vargas, executiva de tendências da WGSN no Brasil.

Diante dessa demanda, os novos cosméticos precisam de ainda mais predicados. Um relatório de uma das maiores feiras de beleza do mundo, a Cosmoprof Asia, fala no crescimento de investimento em biotecnologia para desenvolver produtos que se relacionem de forma responsiva com o clima, ao passo que também oferecem o que a pele precisa, tratando esses efeitos.

Há muitos caminhos para isso. Um deles é buscar as lições na própria natureza. É o caso do sérum Age Proteom, da Esthederm, fruto de uma pesquisa que procurou nas bactérias extremófilas, microrganismos resistentes a climas adversos, o segredo da sobrevivência em condições extremas. Foram mais de 40 anos de pesquisa até chegarem às bacterioruberinas, um protetor de proteínas que garante a sobrevivência nessas situações. A tecnologia patenteada foi desenvolvida pelo farmacêutico Jean-Noël Thorel, fundador do NAOS, grupo ao qual a marca pertence, e pelo biólogo Miroslav Radman, e hoje também está no creme para a área dos olhos.

Em março deste ano, a Natura anunciou um aporte na Antarka, startup uruguaia de biotecnologia focada em longevidade da pele. A empresa também trabalha com enzimas de microrganismos adaptados às condições extremas, neste caso, na Antártica, capazes de reparar as células contra os danos da radiação UV. "A integração reduz pela metade o tempo de desenvolvimento de novos produtos, otimizando nossa transição da bancada para a prateleira. Diferentemente dos antioxidantes tradicionais, essa tecnologia oferece uma precisão biológica superior, interagindo com vias celulares específicas para reparar danos solares e promover a longevidade cutânea de forma profunda e eficaz", explica Manuel Rios, diretor executivo de P&D e Inovação da Natura. Ainda não há lançamentos com o uso dessa tecnologia.

Também em março, a francesa L'Oréal comunicou uma parceria estratégica com a nossa Universidade Federal de Itajubá (Unifei) para o projeto CLIMADERMA. A iniciativa científica vai investigar como as mudanças climáticas impactam as regiões da América Latina. Serão realizadas medições em cinco cidades brasileiras e três da América do Sul para a coleta de informações sobre radiação solar ultravioleta, poluição do ar, temperatura e umidade — fatores conhecidos pela aceleração de problemas, como o envelhecimento precoce, a sensibilidade e as manchas da pele, além da fragilidade capilar. A marca pretende usar os dados para acelerar as discussões sobre o impacto das mudanças climáticas na saúde e nas necessidades dos consumidores. "Estamos diante de uma transformação climática que impactará a saúde humana, o futuro da beleza e os cuidados pessoais. Estamos investindo em pesquisa de ponta para entender esses desafios e desenvolver soluções inovadoras que antecipem as necessidades futuras dos nossos consumidores globalmente", afirmou Cristina Garcia, diretora de Comunicação Científica e de Pesquisa Avançada do Grupo L’Oréal para a América Latina, no material divulgado para a imprensa.

FAÇA CHUVA OU FAÇA SOL

Os planos são excitantes, mas o futuro já começou. "Considerando o mundo mais quente, a beleza precisa se tornar resistente frente ao calor e oferecer possibilidade de resfriamento. Produtos capazes de gelar e à prova de suor serão fundamentais, e tendem a se consolidar como uma nova categoria de mercado", diz Natália. No Brasil, a The Joy Lab conta com o AquaPro Cooler Antioxidante, gel facial com efeito de resfriamento e proteção contra o envelhecimento precoce causado pelo sol. A Ricca também entregou o Spray Corporal Ice Mist, com tecnologia capaz de reduzir a sensação térmica da pele em até 6°C. Segundo a marca, ele cria uma névoa refrescante que ajuda a aliviar o calor corporal após as atividades físicas.

Pensando na exposição solar intensa, a espanhola Isdin trouxe ao mercado o sérum Eryfotona Night, recomendado para reparar, durante a noite, os danos solares acumulados. Entre os ingredientes está o "DNA Repairsomes", produzido a partir da fermentação de microrganismos Micrococcus, ativo reconhecido por propriedades de regeneração do DNA cutâneo danificado por UV. À venda por aqui, o filtro solar Cica Cooling Sun Stick, da coreana Tocobo, protege enquanto resfria o rosto.

Ah, prepare-se ainda para carregar o seu gadget particular de ventilação. Duas novidades chegaram às prateleiras gringas no último mês: o ventilador HushJet Mini Cool, da Dyson, primeiro portátil da marca nesta frente. O mesmo promete o concorrente da Shark Beauty chamado ChillPill, sistema individual 3 em 1 com ventilador, placa de resfriamento e névoa de toque seco. A promessa é de reduzir a temperatura da pele em até -8,9 °C.

 

 

 

 

 

por - Glamour

Canetas emagrecedoras: por que podem causar flacidez no rosto e como tratar

O uso de medicamentos à base de análogos de GLP-1, popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras", vem se expandindo rapidamente e já provoca efeitos que vão além da perda de peso.

Nas redes sociais, o tema aparece em relatos de transformação física, entrevistas com celebridades e debates sobre saúde e estética, enquanto nos consultórios dermatológicos cresce a procura por soluções para um efeito colateral cada vez mais observado: a flacidez facial após emagrecimentos acelerados.

Segundo especialistas, a perda rápida de gordura corporal pode alterar de forma significativa a estrutura de sustentação do rosto. "Quando alguém perde muito peso em pouco tempo, o rosto perde os 'coxins' de gordura profunda, que funcionam como pilares de sustentação da face. Sem essa base, a pele sobra", explica a dermatologista Glauce Eiko.

O impacto não se limita ao volume facial. A qualidade da pele também pode ser afetada, especialmente em processos de emagrecimento mais intensos..

"Além disso, o estiramento prévio da pele e o processo rápido de emagrecimento podem comprometer a qualidade das fibras de colágeno e elastina, deixando o tecido com aspecto murcho, desidratado e menos elástico. Quando o paciente não tem indicação ou não quer realizar a cirurgia plástica, existem tecnologias e injetáveis que podem ajudar nos consultórios, em associação aos cuidados diários com dermocosméticos", acrescenta o Dr. Abdo Salomão Jr.

A velocidade da perda de peso aparece como um dos fatores centrais nesse processo. "Quanto mais rápida a perda de peso, mais rápida é a perda volumétrica e consumo de colágeno e elastina, com menor tempo para recuperação natural. A idade pode interferir, pois em pacientes que já iniciaram um processo de envelhecimento, a perda de peso pode intensificar os sinais", diz a Dra. Sylvia Ypiranga.

Ela acrescenta que, até o momento, não há evidências consistentes de influência genética nesse tipo de resposta: "Quanto à qualidade prévia da pele, se considerarmos procedimentos realizados previamente, que induzem a produção de colágeno, o efeito dos análogos de GLP-1 e GIP podem ser menos evidentes."

Nos consultórios, a abordagem para esses casos combina diferentes tecnologias. Entre elas, o dispositivo Atria II, que reúne ultrassom microfocado, radiofrequência e campo eletromagnético.

"O Atria II entrega pontos de coagulação que ajudam na formação do colágeno por meio do ultrassom microfocado. A radiofrequência bipolar atua superficialmente, o ultrassom trabalha as camadas médias e profundas e o campo eletromagnético vai trabalhar a musculatura. Isso traz um resultado impactante para a flacidez", destaca o Dr. Abdo Salomão. "O procedimento pode ser associado com toxina botulínica, bioestimuladores e preenchedores", afirma.

Além dos procedimentos realizados em consultório, os dermocosméticos passaram a fazer parte da rotina de cuidados de pacientes, com atuação complementar. "Os cremes não substituem os procedimentos injetáveis ou cirúrgicos, pois atuam principalmente na epiderme e na derme superficial. Mas eles funcionam como verdadeiros arquitetos da superfície da pele", pontua a Dra. Glauce.

Segundo ela, esses produtos podem atuar em diferentes frentes, como reforço da barreira cutânea, hidratação e estímulo indireto da produção de colágeno. "Podemos falar em efeito 'solo e semente': o Sculptra (ácido polilático) ou o Radiesse (hidroxiapatita de cálcio) são as sementes que estimulam o colágeno na derme; o dermocosmético é o fertilizante que prepara a derme superficial", completa.

 

Segundo o farmacêutico Maurizio Pupo, o ativo atua em camadas mais profundas da pele. "Assim, o sérum é capaz de combater o fenômeno conhecido como derretimento facial ou 'Ozempic Face', causado pela perda de sustentação da pele após emagrecimento rápido ou envelhecimento", comenta.

A fotoproteção segue como uma das principais recomendações para preservar a estrutura cutânea ao longo do tempo. "A radiação ultravioleta acelera a degradação do colágeno e da elastina. O uso diário de protetor solar ajuda a reduzir perdas adicionais de firmeza", observa a Dra. Glauce.

Nos casos mais avançados, nem sempre os procedimentos não cirúrgicos são suficientes, e a avaliação para intervenções cirúrgicas pode entrar na discussão clínica. "É importante que essa decisão envolva o médico e o paciente", alerta a Dra. Sylvia.

A cirurgiã plástica Beatriz Lassance relata que o perfil dos pacientes tem mudado com o aumento do uso desses medicamentos. "Temos visto pacientes jovens que estão emagrecendo muito com as canetas emagrecedoras. A perda de gordura na face confere ar mais envelhecido. Podemos resolver com enxerto de gordura, uma plicatura leve ou em alguns casos o próprio deep plane facelift, uma técnica em que descolamos planos profundos liberando ligamentos, que seguram o tecido mais flácido, e reposicionamos todos os tecidos. O descolamento da pele é menor, o que deixa a recuperação mais rápida", detalha.

Ela reforça, no entanto, que o cuidado estético não se limita a intervenções pontuais. "Hoje, o lifting é parte de um plano de rejuvenescimento contínuo, não um evento isolado. Hábitos saudáveis, controle da qualidade cutânea com skincare adequado e uso de tecnologias e proteção solar também são fundamentais", finaliza.

 

 

 

 

 

Por - O Globo

Chuvas voltam à Região Sul com possibilidade de queda de granizo

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que enquanto áreas das regiões Norte e Sul terão chuva intensa em pontos isolados, o Centro-Oeste deverá apresentar predomínio de tempo estável. No Nordeste, a chuva tende a se concentrar principalmente na faixa litorânea.

No Sudeste, a previsão indica maior presença de nebulosidade, com possibilidade de chuva isolada. As temperaturas seguirão elevadas no interior do país, enquanto o Sul poderá registrar frio intenso e ocorrência de geada nesta segunda-feira (29).

Sul

Hoje, a frente fria avançará e alcançará os estados de Santa Catarina e do Paraná. Nessas áreas, espera-se a ocorrência de chuva intensa em forma de pancadas, que poderá vir acompanhada de trovoadas.

Já no Rio Grande do Sul, após a passagem da frente fria, as temperaturas entrarão em declínio, com possibilidade de formação de geada, sobretudo na porção sul do estado.

As temperaturas mínimas deverão ficar em torno de 2 graus Celsius (°C), com destaque para áreas das serras Gaúcha e Catarinense. Por outro lado, as temperaturas máximas apresentarão elevação gradual ao longo do período, podendo atingir cerca de 25°C em Umuarama, no noroeste do Paraná.

Sudeste

A previsão no Sudeste é de tempo instável, com predominância de nebulosidade durante boa parte do dia e possibilidade de chuva isolada, sobretudo nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

As temperaturas mínimas deverão ficar em torno de 10°C, com destaque para o Sul de Minas. Já as temperaturas máximas poderão atingir cerca de 35°C no Norte de Minas.

Norte

O cenário na Região Norte permanece com manutenção das instabilidades e ocorrência de chuva intensa em alguns pontos do Amazonas, Pará e Amapá.

As temperaturas mínimas deverão ficar em torno de 21°C. As maiores temperaturas máximas da região são previstas para o Tocantins, podendo atingir 34°C em Araguaína.

Nordeste

Nordeste com previsão de chuva isolada na faixa litorânea do Nordeste, nesta segunda. No interior da região, por sua vez, não há previsão de chuva, predominando apenas a nebulosidade.

As temperaturas mínimas deverão ficar em torno de 15°C, com destaque para Vitória da Conquista, na Bahia. Já as temperaturas máximas poderão atingir cerca de 35°C, no interior do Piauí.

Centro-Oeste

Com a dissipação do sistema frontal que permanecia estacionário sobre a Região Centro-Oeste, segundo o Inmet. O tempo ficará estável em grande parte dos estados. A exceção será o sul de Mato Grosso do Sul, onde há previsão de pancadas de chuva isoladas em razão da circulação atmosférica em médios e altos níveis.

As temperaturas mínimas deverão variar entre 16°C e 18°C no sul de Mato Grosso do Sul. Já as temperaturas máximas poderão atingir níveis próximos de 34°C no norte do Centro-Oeste.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar diesel

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 550 milhões para subsidiar a importação de óleo diesel de uso rodoviário. A medida provisória publicada nesta segunda-feira (29) destina-se ao Ministério de Minas e Energia, com execução pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A norma está vinculada à iniciativa prevista na Medida Provisória nº 1.349, de 2026, que trata do mesmo tipo de apoio ao combustível.

O crédito extraordinário é um instrumento previsto na Constituição para atender despesas urgentes e imprevisíveis. Nesse caso, o valor será aplicado em âmbito nacional para subsidiar a importação de diesel, com o objetivo de viabilizar o abastecimento e mitigar impactos no mercado.

Segundo a medida provisória, a integralidade dos recursos — classificados como despesas primárias do orçamento fiscal — será direcionada para essa finalidade. 

 

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (29) a parcela de junho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 677,66. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,34 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,08 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 207 cidades de oito estados receberam o pagamento no último dia 17, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Paraíba (31), Paraná (10), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (1), Roraima (6) e Sergipe (5).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em junho, com benefício médio de R$ 369,27. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Neste mês, 140 mil novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026
 Arte EBC
 
 
 
 
 
 
Por - Agência Brasil
Novo canal do IAT registrou mais de 2,8 mil denúncias de crimes ambientais em 4 meses

O canal exclusivo do Instituto Água e Terra (IAT) para denúncias contra crimes ambientais registrou 2.800 atendimentos à população em apenas quatro meses de funcionamento. Implementado em fevereiro deste ano, o IAT-SISGOP é um canal disponível no site do órgão ambiental para centralizar e agilizar as ocorrências relacionadas à fiscalização ambiental no Paraná. O IAT é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Entre as situações denunciadas até o momento, a maioria, em torno de 32,5%, foi enquadrada como pedidos gerais de fiscalização, sem especificidade na denúncia. Já em relação aos casos específicos, o campeão foi o desmatamento, com cerca de 18,8%, seguido de queimadas (2,7%) e maus-tratos com animais (2,1%). Também apareceram no canal situações envolvendo pesca, caça, agrotóxicos, criação de animais, poda de árvores, poluição hídrica, ocupação irregular e descarte irregular de lixo.

O portal foi implementado com o propósito de direcionar o volume de denúncias registradas pela Ouvidoria da autarquia para um canal específico e exclusivo. Antes da implementação do IAT-SISGOP, das 6.777 denúncias registradas exclusivamente no canal da Ouvidoria, em 2025, 90% eram relacionadas a crimes ambientais cometidos por terceiros, que necessitavam de fiscalização do Instituto.

“A criação de um canal específico para acolher as denúncias de crimes ambientais cometidos por terceiros atende uma demanda estrutural do Instituto, aprimorando a prestação desse importante serviço à população, pois a fiscalização é uma das principais atribuições do IAT”, explica o agente de Ouvidoria e Transparência do IAT, Sayto Gama.

COMO REGISTRAR UMA DENÚNCIA – O acesso ao IAT-SISGOP se dá por meio do site do IAT, na aba “Institucional”, em “Fale com o IAT” e “Registre sua Denúncia de Crimes Ambientais”. Outro caminho é via “Fiscalização – Denúncia de Crimes Ambientais” e “Serviços para você! – Denunciar crime ambiental”. A plataforma permite também denúncias anônimas.

A plataforma foi desenvolvida pela Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), mas adaptada para atender exclusivamente as denúncias de crimes ambientais para fiscalização do Instituto. Para que o órgão possa tomar qualquer atitude quanto às solicitações encaminhadas, é essencial que o cidadão descreva o fato de forma clara e informe o endereço completo do local a ser vistoriado. Fotos, vídeos ou outros documentos que sirvam de evidências do fato ocorrido também podem ser anexadas à denúncia. A ausência dessas informações inviabiliza o encaminhamento da demanda para as equipes de fiscalização localizadas nos escritórios regionais do IAT.

“Nossa central de atendimento faz uma primeira triagem dessas denúncias para verificar o que de fato se transforma em fiscalização, por isso a necessidade do maior número possível de informações corretas. As estatísticas mostram que aproximadamente metade das chamadas são canceladas por ausência de endereço, por exemplo. Por isso é fundamental que a população coloque a localização exata e descreva o fato de forma clara e objetiva para que consigamos atuar de maneira eficiente”, afirma o agente.

Ele acrescenta que para alguns tipos de ocorrência específicos, a recomendação do Instituto é entrar em contato com outros órgãos para proporcionar uma melhor ação de resposta. Do conjunto de ocorrências registradas no canal até o momento, aproximadamente 17,2% são de situações fora das atribuições do órgão ambiental, como serviços municipais de limpeza – todos os protocolos são encaminhados para entidades parceiras do IAT.  

“Para atender todas as necessidades da população em todo o território estadual, não só na fiscalização, como também no licenciamento, monitoramento, regularização fundiária, geologia, cartografia, saneamento ambiental e gestão das águas, o IAT conta com 21 escritórios regionais, que dividem entre si essa tarefa. Por isso a fiscalização precisa contar com a competência de outros atores que somem suas estruturas ao controle e combate dos crimes ambientais, como a Polícia Ambiental e órgãos federais. Há, ainda, o suporte das prefeituras quando possível”, destaca Gama.

PARA QUEM LIGAR – Para casos de crimes como desmatamento, queimadas, crimes contra a flora, fauna e maus tratos de animais, o Batalhão de Polícia Ambiental é o órgão indicado e deve ser acionado pelo telefone 181. 

Já para algumas situações que envolvem limpeza pública, como o despejo de lixo doméstico em um local inapropriado, é necessário acionar diretamente a prefeitura do município, principalmente em áreas urbanas. A fiscalização do lixo industrial, gerado e descartado por empresas, é responsabilidade do IAT. A exceção é Curitiba, que possui descentralização administrativa para fiscalização e licenciamento ambiental.  

COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para reduzir cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.

 

 

 

 

Por- AEN

Bolão do Paraná leva R$ 26 milhões na Quina de São João

Um bolão registrado em Paranavaí, no noroeste do Paraná, acertou os cinco números do sorteio da Quina de São João.

O concurso 7051 sorteou R$ 239.429.099,99 e foi realizado no início da tarde deste domingo (28), no Centro de Tradições Nordestinas (CTN), em São Paulo. Por se tratar de um concurso especial, a Quina de São João não acumula.

Os números sorteados foram: 19 - 32 - 50 - 73 - 75

 O bolão premiado do Paraná apostou 8 números, com 50 cotas, que dividirão um prêmio de R$ 26.603.233.

Além dos paranaenses, outras 8 apostas acertaram os cinco números e foram premiadas pelo Brasil.

 

Outras apostas premiadas

Outras 1.674 apostas acertaram quatro números e ganharão R$ 12.234,37 cada.

As 144.198 apostas que acertaram três números ganharão R$ 135,26, e as 3.654.461 apostas que acertaram dois números levarão R$ 5,33 cada.

 

 

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