O temporal que atingiu o Paraná na tarde deste sábado (07) provocou estragos em diversas cidades, com quedas de árvores, falta de energia elétrica, danos em estruturas e bloqueios de vias. A Copel informou, às 18h, que 424 mil unidades consumidoras estavam sem energia no estado. No pico, por volta das 17h, 478,5 mil unidades ficaram sem luz. A companhia afirmou que o número ainda poderia aumentar, porque a tempestade seguia em direção ao Norte e Noroeste do Paraná no início da noite.
A Copel classificou o episódio como o “pior evento climático” de 2026 sob o ponto de vista da abrangência dos efeitos sobre a rede de energia que abastece o Estado. “É a maior contingência do ano, como parte de mais um evento climático consecutivo do El Niño. Nosso plano de trabalho está ativo, com equipes distribuídas por todo o Estado no atendimento às demandas dos clientes que registraram desligamentos. É um trabalho contínuo para o restabelecimento da energia, com segurança, o mais rápido possível”, afirmou o diretor-geral de Distribuição da Copel, Denis Mollica.
Mais cedo, no começo da tarde, dados da Copel indicavam ao menos 275 mil imóveis sem energia no Paraná, sendo 107.358 em Curitiba, 18.316 em São José dos Pinhais e 10.476 em Itaperuçu. No boletim das 17h30, a distribuição por região mostrava 94,8 mil unidades sem luz no Leste (Curitiba, Região Metropolitana e Litoral), com 52,7 mil na capital; 92,6 mil no Centro-Sul, com 25,9 mil em Ponta Grossa; 92,2 mil no Norte, com 6,4 mil em Londrina; 80,9 mil no Noroeste, com 7,5 mil em Maringá; 8,5 mil no Oeste, com 1,3 mil em Cascavel; e 8,5 mil no Sudoeste, com 638 em Coronel Vivida. A Copel orientou a população a se manter distante da rede elétrica danificada e informou que equipes atuam no restabelecimento.
Em Curitiba, uma árvore de grande porte caiu no Pilarzinho e bloqueou a Avenida Fredolin Wolf. Um carro não viu e bateu, sem gravidade. Também foram registradas quedas de árvores no Capão Raso, Santa Felicidade, São Braz, Hauer e Boqueirão. A Prefeitura de Curitiba informou que trabalhava na recuperação dos estragos. Por volta das 15h, dados da Secretaria Municipal do Meio Ambiente indicavam ao menos 300 ocorrências mobilizando as equipes de arborização, sendo cerca de 40 situações por quedas de árvores registradas até aquele momento. Já a Defesa Civil de Curitiba, conforme Marcelo Santos, registrou mais de 60 atendimentos e 300 solicitações relacionadas a quedas de galhos ou de árvores. Os bairros mais afetados eram Xaxim, Alto Boqueirão, Boqueirão, Hauer e Cajuru. Não havia registro, até o momento, de famílias desalojadas na capital.
Na capital paranaense, as rajadas de vento chegaram a 72,72 km/h na estação meteorológica Boa Vista, segundo boletim da Defesa Civil de Curitiba. No bairro Caximba, o volume de chuva foi de 14,7 milímetros em menos de uma hora, cerca de 12% da média histórica de novembro para Curitiba, que, segundo o Simepar, é de 122,4 mm. Na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), a Unidade de Saúde Oswaldo Cruz teve parte da cobertura danificada. Conforme a prefeitura, a unidade deve funcionar normalmente na segunda-feira (9), já que equipes acompanhavam a situação. No transporte coletivo, a falta de energia elétrica afetou os terminais Hauer e Tatuquara, além de estações-tubo em diferentes regiões da cidade. Também foram registradas quedas de postes e problemas na rede elétrica.
Cidades da Região Metropolitana de Curitiba também registraram estragos, entre elas Pinhais, São José dos Pinhais e Araucária. Em Pinhais, além da queda de uma araucária de grande porte, um condomínio da cidade registrou o desabamento da estrutura do estacionamento. Apesar dos danos materiais, ninguém se feriu. Em Piraquara, a tempestade com vento forte derrubou um poste.
No interior, as paredes do pavilhão da igreja Comunidade São Francisco de Assis desabaram em Laranjeiras do Sul. Metade do telhado do espaço já havia sido arrancado pelo temporal que atingiu a cidade em 4 de outubro deste ano, quando a rajada de vento atingiu 124 km/h e danificou 850 residências. Neste sábado, a chuva forte atingiu novamente a cidade, com ventos de até 80 km/h por volta das 11h, segundo o Simepar, e as paredes do espaço caíram. O pavilhão estava desocupado e não era utilizado desde o temporal do início de outubro. De acordo com a ministra da igreja, Janice Aparecida Couto Nessa, apenas banheiros e a cozinha do espaço ficaram em pé. “É triste isso, muito triste, porque esse pavilhão tem uma história linda, é um dos mais antigos aqui das comunidades. A nossa comunidade é uma das mais antigas e o pavilhão também. Muita história, casamento, festas, teatros, parte esportiva, recreativa, a catequese, a gente fazia ali, tinha o uso, e agora aconteceu isso”, lamentou. Apesar da chuva forte e do vento sobre Laranjeiras do Sul, bombeiros não registraram ocorrências relacionadas ao temporal na cidade.
Em Guarapuava, a queda de uma árvore derrubou um poste e bloqueou a Rua Max Buch, no bairro Bonsucesso. Ainda na cidade, na Avenida Manoel Ribas, uma das mais movimentadas, um semáforo caiu com a força do vento. No Distrito Palmeirinha, houve o registro da queda de uma árvore de grande porte.
Ao menos 17 cidades registraram rajadas de vento acima de 50 km/h neste sábado, até as 13h15, nas estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar): Assis Chateaubriand, 52,9 km/h às 12h45; Cambará, 57,6 km/h às 12h15; Cascavel, 62,3 km/h às 11h45; Cornélio Procópio, 55,8 km/h às 13h15; Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, 56,2 km/h às 11h30; General Carneiro, 74,5 km/h às 9h15; Guarapuava, 75,6 km/h às 11h45; Laranjeiras do Sul, 80,3 km/h às 11h; Londrina, 50,8 km/h às 11h; Maringá, 75,2 km/h às 13h15; Palmas, 56,5 km/h às 9h; Distrito de Horizonte, em Palmas, 70,9 km/h às 9h15; Santa Maria do Oeste, 90,7 km/h às 12h15; Nova Prata do Iguaçu, 53,6 km/h às 9h45; Toledo, 60,5 km/h às 11h45; Ubiratã, 51,8 km/h às 12h30; e Umuarama, 56,2 km/h às 13h. Durante a tarde, Loanda, no Noroeste, registrou 96,5 km/h às 14h, e Cerro Azul chegou a 99 km/h às 14h.
Segundo a Copel, neste ano o maior volume de interrupções de energia elétrica tinha sido registrado em 4 de outubro, dia do 1º turno das eleições, às 7h40, quando 325 mil unidades consumidoras ficaram desligadas no pico. O Paraná está sob alerta de tempestades do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com a Climatempo, os temporais devem ser mais intensos nas cidades do Sul e do Sudoeste, mas em algumas partes do Norte do estado os ventos também podem chegar a 90 km/h.
O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil aumentou ao longo dos meses de setembro e outubro, incluindo os casos causados por quadros graves de infecção por covid-19. Os dados são da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com o último Boletim InfoGripe, há sinais de aumento do número de casos graves de covid-19 em pelo menos cinco unidades da Federação: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
“No entanto, nessas quatro últimas unidades da Federação, a incidência de SRAG por covid-19 permanece em níveis muito baixos”, destacou o documento.
Três estados, entretanto, apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Roraima, Sergipe e Santa Catarina.
A Fiocruz observa ainda que duas das 27 capitais registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju e João Pessoa.
Dados epidemiológicos
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a proporção de resultados positivos para cada vírus foi de 4,2% para influenza A; 4,7% para influenza B; 10,1% para vírus sincicial respiratório; 50,1% para rinovírus; e 8,5% para covid-19.
Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os casos positivos, no mesmo recorte temporal, foi de 1,3% para influenza A; 12,7% para influenza B; 3,8% para vírus sincicial respiratório; 43% para rinovírus; e 24,1% para covid-19.
Ao longo de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG, dos quais 91.420 (53,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 62.823 (36,7%) tiveram resultado negativo e ao menos 7.457 (4,4%) aguardavam resultado laboratorial.
Incidência e mortalidade
O InfoGripe mostra que a incidência e a mortalidade semanal médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas.
Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado em crianças de até 2 anos, em relação à mortalidade, ocorre o inverso: a população com 65 anos ou mais aparece como a mais impactada.
Por Agência Brasil
O preço da tarifa em nove praças de pedágio do Paraná, administradas pela EPR Iguaçu, ficará cerca de 6% mais caro a partir deste domingo (08).
O aumento é reflexo de um reajuste na Tarifa Básica de Pedágio, autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A concessionária EPR Iguaçu é responsável pela administração de 662,1 quilômetros de rodovias federais e estaduais no Paraná. Serão afetadas pelo reajuste as praças localizadas na BR-163, na BR-277, na PR-182 e na PR-280, em Lindoeste, Prudentópolis, Candói, Laranjeiras do Sul, Cascavel, Céu Azul, São Miguel do Iguaçu, Ampére e Pato Branco.
Segundo a ANTT, a revisão segue os mecanismos previstos no contrato de concessão e considera a variação da inflação e outros componentes estabelecidos para o cálculo das tarifas.
Para veículos da categoria 1, como carros de passeio e caminhonetes, as tarifas passam a ser:
BR-163 - Lindoeste: de R$ 18,10 para R$ 19,10.
BR-277 - Prudentópolis: de R$ 16,70 para R$ 17,70.
BR-277 - Candói: de R$ 16,10 para R$ 17,00.
BR-277 - Laranjeiras do Sul: de R$ 15,20 para R$ 16,10.
BR-277 - Cascavel: de R$ 15,10 para R$ 16,00.
BR-277 - Céu Azul: de R$ 15,20 para R$ 16,00.
BR-277 - São Miguel do Iguaçu: de R$ 17,40 para R$ 18,40.
PR-182 - Ampére: de R$ 13,40 para R$ 14,20.
PR-280 - Pato Branco: de R$ 11,00 para R$ 11,60.
Os valores das demais categorias de veículos também são atualizados, conforme os multiplicadores previstos no contrato de concessão.
Descontos para quem utiliza TAG
Apesar do reajuste, motoristas que utilizam TAG continuam contando com os benefícios previstos no contrato de concessão. O Desconto Básico de Tarifa (DBT) garante redução de 5% sobre o valor da tarifa para veículos leves equipados com TAG.
Além disso, há o Desconto para Usuário Frequente (DUF), destinado aos condutores que passam repetidamente, no mesmo sentido, pela mesma praça de pedágio ao longo do mês.
Nesse modelo, o valor da tarifa é reduzido de forma progressiva a cada nova passagem, até atingir o limite de desconto previsto para a praça. O benefício é aplicado automaticamente aos veículos leves com TAG e tem como objetivo beneficiar os usuários que utilizam a rodovia com maior frequência.














