Políticas no Brasil são insuficientes para combater trabalho infantil

Levantamento do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI) mapeou mais de 130 iniciativas federais voltadas a crianças e adolescentes. Apesar da retomada de políticas públicas nos últimos anos, elas se mostram insuficientes diante dos 1,65 milhão de menores em situação de trabalho infantil no Brasil.

A publicação Políticas Públicas Federais para Infâncias, Adolescências e Juventudes entre 2024 e 2025: Prevenção e Enfrentamento ao Trabalho Infantil e Promoção do Trabalho Protegido para Adolescentes, divulgada nesta sexta-feira (12), Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, reúne ainda dados orçamentários e análise das políticas e programas mapeados.

“O Brasil não alcançou a meta de erradicação das piores formas de trabalho infantil prevista nos ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável] e isso mostra que ainda estamos longe de garantir proteção integral para todas as crianças e adolescentes”, disse, em nota, a secretária-executiva do FNPETI, Katerina Volcov. A meta 8.7 dos ODS estabelecia a erradicação das piores formas de trabalho infantil até 2025.

Segundo o fórum, a análise aponta que a existência de programas e diretrizes não garante, por si só, resultados concretos. A entidade mencionou que questões relacionadas ao financiamento, à execução orçamentária e à coordenação e diálogo entre órgãos federais continuam sendo obstáculos para a efetividade das políticas públicas.

Volcov avalia ainda que o enfrentamento do problema precisa ser prioridade permanente do Estado brasileiro, ressaltando que são 1,65 milhão de crianças e adolescentes que têm seus direitos violados. Segundo a PNAD Contínua 2024, do IBGE, o Brasil registra 1,65 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil. O número representa aumento de 34 mil casos em relação ao ano anterior.

O estudo destacou também o desequilíbrio na relação entre investimentos e garantia de direitos.

“Embora crianças e adolescentes representem cerca de 24% da população brasileira, os investimentos destinados a esse público correspondem a menos de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto - riqueza produzida no país), segundo estudo do Ipea e do Unicef utilizado como referência pelo levantamento”, divulgou o fórum, em nota.

Interrupção de políticas

O caso das Ações Estratégicas de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI) é apontado, pelo fórum, como um dos exemplos evidentes dos impactos da descontinuidade das políticas públicas. Segundo o levantamento, a ação orçamentária do programa deixou de constar nos Projetos de Lei Orçamentária Anual entre 2020 e 2024.

Quando retornou ao orçamento federal, em 2024, a previsão era de R$ 3,6 milhões para todo o país, o que representava cerca de R$ 2 por criança e adolescente ao ano. Em 2016, o investimento havia alcançado R$ 83,9 milhões. No final de 2025, foi anunciada a destinação de valores anuais de R$ 79,2 milhões para as AEPETI.

“As AEPETI têm papel importante na articulação das redes locais de proteção. Quando o financiamento é interrompido, os municípios perdem capacidade de identificar casos, acompanhar famílias e desenvolver ações preventivas de forma continuada”, avaliou a assessora técnica do FNPETI, Izabela Ramos. 

Para o FNPETI, o desafio dos próximos anos é garantir continuidade, financiamento adequado e articulação intersetorial das políticas públicas voltadas à proteção integral de crianças e adolescentes. “Além de ampliar recursos, é preciso assegurar uma governança comprometida, com transparência e continuidade às políticas públicas”, concluiu Katerina Volcov.

 

 

 

 

Por-Agência Brasil

Bancos terão expediente especial em dia de jogos do Brasil na Copa

Agências bancárias terão horário especial de atendimento ao público nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. O horário de abertura será o habitual de cada agência, já fechamento dos locais será duas horas antes do horário de início do jogo.

Caso a partida se inicie às 14h, o encerramento do atendimento ao público será as 12h. No dia de jogo do Brasil às 16h, o fechamento será 14h. E caso a seleção entre em campo às 17h, as agências fecharão às 15h.

Já os horários de expediente dos postos de atendimento e das agências que funcionam em locais especiais, como shoppings e aeroportos, serão informados diretamente pelo estabelecimento, caso a caso.

Os canais digitais e remotos dos bancos, como internet e aplicativos, assim como as salas de autoatendimento, funcionarão normalmente nos dias de jogos da seleção brasileira, seguindo os horários estabelecidos por cada instituição.

O Pix, que funciona 24 horas todos os dias e feriados, poderá ser feito normalmente.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) explicou que a medida também busca conciliar o atendimento à população com a segurança operacional das agências e dos serviços de transporte de valores.

 

 

 

 

 

 

por - Agência Brasil

INPC, inflação usada para reajustar salários, soma 4,42% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que costuma ser utilizado para correção anual de salários de diversas categorias, fechou maio em 0,65%. O resultado faz com que o acumulado de 12 meses marque 4,42%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O monitoramento de preços do IBGE identificou que em maio, os produtos alimentícios subiram 1,33%; enquanto os não alimentícios, 0,43%.

Reajuste de salários

O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.

O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.

Inflação oficial

O IBGE divulgou também o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial. Em maio o índice ficou em 0,58%, acumulando 4,72% em 12 meses

A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de um até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é R$ 1.621. 

De acordo com o IBGE, a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.

O instituto confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A coleta também é feita em Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

 

 

 

 

 

Por- Agência Brasil

Inflação de maio fica em 0,58%, influenciada por preço dos alimentos

O preço dos alimentos pressionou o bolso dos brasileiros em maio e representou metade da inflação, que variou 0,58%, no mês passado.

O resultado mostra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perdeu força em relação aos dois meses anteriores. Entretanto, fez com que o acumulado de 12 meses chegasse a 4,72%, saindo do limite de tolerância estipulado pelo governo.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. 

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). O teto é descumprido se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

A última vez que o acumulado de 12 meses ficou fora do limite havia sido em outubro de 2025, quando marcou 4,68%.

Veja o comportamento da inflação mensal ao longo de 2026:

  • Maio: 0,58%
  • Abril: 0,67%
  • Março: 0,88%
  • Fevereiro: 0,70%
  • Janeiro: 0,33%

O IPCA de maio veio acima da estimativa do mercado. Boletim Focus da última segunda-feira (8), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projeta que a inflação de maio ficaria em 0,48%. Para o fim de 2026, o mercado projeta 5,11%.

Alimentos pressionam

O IBGE apura o comportamento de nove grupos de preços. O que mais subiu foi o de alimentação e bebidas, com alta de 1,33%. Isso representa impacto de 0,29 ponto percentual no IPCA do mês, ou seja, metade da inflação de maio.

Itens que mais impactaram o índice:

  1. batata-inglesa (+44,69% e impacto de 0,09 p.p.);
  2. tomate (20,62% e 0,06 p.p.);
  3. carnes (+1,39% e 0,04 p.p.);
  4. cebola (+16,80% e 0,02 p.p.).

Maio foi o terceiro mês seguido com a inflação dos alimentos acima de 1%. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o grupo alimentação e bebida sobe 4,81%.

Observando especificamente para meses de maio, a taxa de 2026 (1,33%) é a maior desde 2015 (1,37%).

O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, aponta que a alta dos alimentos é explicada por menor oferta de alguns produtos e preço do frete. "A gente usa muito frete rodoviário."

Gonçalves acrescenta que a alta no preço dos fertilizantes – reflexo do conflito no Oriente Médio – também pode ter onerado o custo da produção de alimentos e sido repassado para o consumidor. Se o grupo fosse retirado do cálculo do IPCA, a inflação de maio teria sido 0,37%.

Energia elétrica

O segundo grupo que mais pressionou a inflação foi o da habitação, que subiu 1,22% e representou impacto de 0,18%. A explicação está no preço da energia elétrica residencial, com alta de 3,67%. A conta de luz foi o custo individual que mais elevou a inflação no mês passado, com impacto de 0,15 p.p.

O especialista justifica que a conta pesou mais no bolso por causa da implementação da bandeira tarifária amarela, que representa acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kwh) consumidos. Para junho, também está valendo a bandeira amarela.

Além disso, o IBGE monitorou reajustes contratuais na conta de luz em seis regiões: Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. O IPCA é um índice nacional, mas os impactos regionais entram na média da inflação do país.

Alívio nos combustíveis

O grupo transportes foi o único com deflação (queda média de preços) no mês, recuando 0,46%. A explicação está no preço dos combustíveis (-1,95%), que aliviaram o custo de reabastecimento.

  1. etanol: -6,20%
  2. óleo diesel: -2,34%
  3. gasolina: -1,46%

A gasolina foi o produto que mais puxou a inflação para baixo em todo o IPCA de maio (impacto de -0,08 p.p.).

O gás veicular fez o movimento inverso: alta de 5,81% em maio.

Distribuição

O índice de difusão, que verifica o quanto a inflação está distribuída, mostra que 65% dos 377 produtos e serviços pesquisados tiveram alta de preços em maio.

O IBGE desagrega o IPCA em dois grupos, o de serviços, que traz os preços que sofrem mais influência do aquecimento ou esfriamento da economia – ou seja, mais suscetíveis à taxa básica de juros, a Selic – e o de preços monitorados, que costumam ser controlados por contratos, e os combustíveis.

Em maio, o grupo de serviços teve inflação de 0,40%, somando 5,97% em 12 meses. O grupo monitorados ficou em 0,43% no mês e 5,85% em 12 meses.

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre - além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Paraná chega a quase mil quilômetros de rodovias e novas estradas em concreto

Com obras espalhadas por todas as regiões, o Paraná ultrapassou a marca de 979,5 quilômetros de rodovias e estradas em concreto, consolidando o maior programa de pavimentação rígida do Brasil. Os investimentos já superam R$ 5,1 bilhões e contemplam desde grandes corredores logísticos estaduais até estradas rurais e novas ligações metropolitanas. 

Os projetos são coordenados em sua maioria pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR), mas também fazem parte do programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura do Abastecimento (Seab), e se projetos da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep).

"Muitas rodovias do Paraná precisavam de uma atenção especial, tanto para aumentar a segurança dos usuários quanto para reduzir os custos de quem depende delas para produzir e transportar riquezas", afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. "O Paraná é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e vem batendo recordes sucessivos no agronegócio e na indústria. Era preciso fazer um investimento à altura dessa força econômica. Por isso colocamos a infraestrutura como prioridade e buscamos as melhores soluções disponíveis para modernizar a malha viária do Estado".

"A opção pelo pavimento de concreto se mostrou uma decisão acertada. É uma tecnologia utilizada nos países mais desenvolvidos do mundo, com alta durabilidade, menor necessidade de manutenção e melhor desempenho em corredores de grande movimento”, acrescenta Ratinho Junior.  

A maior parte do volume dos projetos está concentrada nas rodovias estaduais administradas pelo DER/PR. São 780,66 quilômetros de pavimento rígido distribuídos entre obras concluídas, em execução, licitadas e em fase de planejamento, com investimentos superiores a R$ 4,49 bilhões.

As intervenções abrangem diferentes regiões do Estado e incluem duplicações, restaurações e ampliações de capacidade em corredores estratégicos para o transporte de cargas, mobilidade regional e integração logística.

Entre os destaques está a PRC-280, no Sudoeste do Paraná, que abriga atualmente o maior trecho contínuo de rodovia em concreto do Brasil. São 142 quilômetros entre General Carneiro e Pato Branco, passando por municípios como Palmas, Clevelândia, Mariópolis e Vitorino.

A rodovia foi modernizada com a técnica whitetopping, método em que o pavimento de concreto é executado sobre a base asfáltica existente. Na PRC-280, o asfalto antigo passou por intervenções preparatórias antes da aplicação das placas de concreto, que variaram entre 22 e 28 centímetros de espessura ao longo do trecho.

A técnica oferece maior durabilidade do pavimento, redução da necessidade de manutenção e melhor desempenho em rodovias com tráfego intenso de veículos pesados. Além da PRC-280, o programa estadual contempla obras em importantes corredores rodoviários, como a PRC-466, entre Pitanga, Turvo e Palmeirinha; a PR-412, entre Matinhos e Praia de Leste; e a Rodovia dos Minérios (PR-092).

Atualmente, o Estado tem 189,78 quilômetros de obras concluídas em pavimento rígido, com investimentos de R$ 1,1 bilhão. Outros 329,05 quilômetros estão em execução, somando R$ 3,16 bilhões em investimentos.

Também há 40,09 quilômetros de obras licitadas aguardando ordem de serviço, incluindo a restauração com melhoramentos da PR-239/PR-317 entre Assis Chateaubriand e Toledo. Além disso, o Estado possui 25,41 quilômetros em fase de licitação, o que inclui os 11,8 quilômetros da duplicação do Contorno Sul de Maringá, entre a BR-376 e a PR-317.

Os 76,6 quilômetros da restauração da PR-463, entre Nova Esperança e Santo Inácio, também estão aptos a entrar em licitação. Além disso, já estão em projeto mais 131,53 quilômetros da pavimentação da PRC-487, entre Campo Mourão e Rio Muquilão, e da restauração e ampliação da PR-317, entre o Rio Paranapanema e Iguaraçu.

O secretário de Infraestrutura e Logística e diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti, destaca que o Paraná se tornou referência nacional na utilização da técnica. "O DER do Paraná se tornou uma referência nacional quanto a obras de restauração em concreto pela técnica whitetopping. A excelente qualidade do pavimento, o melhor custo-benefício e as vantagens ambientais fazem com que delegações de outros estados visitem o Paraná para conhecer de perto os resultados”, aponta. 

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Foto: Roberto Dziura Jr./AEN


ESTRADAS RURAIS – Além das rodovias estaduais, o Governo do Paraná também está levando o pavimento de concreto para o interior por meio do programa Estrada Boa, coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. O programa prevê a pavimentação de 389 estradas rurais em todas as regiões do Estado, e parte dessas intervenções utiliza a tecnologia do concreto para garantir maior durabilidade e reduzir custos de manutenção.

Uma das mais recentes obras anunciadas é a Estrada da Junqueira, em Guarapuava. Com 18,3 quilômetros de extensão e investimento superior a R$ 23,7 milhões, a via liga o bairro Jordão à Colônia Vitória, no distrito de Entre Rios, passando pela Serra da Junqueira. O convênio está em fase de formalização e a obra é considerada estratégica para a logística regional e o fortalecimento do turismo local.

Outra pavimentação importante é a da Estrada Rural Bairro Nova Igarapava, em Cornélio Procópio, que está em execução. Com 18 quilômetros de extensão e investimento de R$ 30,2 milhões, a obra fará a ligação até Santa Amélia, reduzindo em cerca de 30 quilômetros o deslocamento atualmente realizado por rotas alternativas pavimentadas.

A obra já teve a montagem da usina de concreto concluída, iniciou a construção do barracão de apoio, está com serviços de terraplenagem e marcação topográfica em andamento e realizou a primeira concretagem da base no início de junho.

Também integram o programa obras como a Estrada Genúncia e a Estrada Paranhos, em Floraí; as estradas rurais Piúna e Funda, em Nova Esperança; a Estrada Campo Novo, em Piên; a ligação entre o Distrito São Francisco e a Linha Alto Vitória, em Chopinzinho; a Estrada Passo Cuê, em Foz do Iguaçu; a Estrada Palmeirinha–Embaú, em Guarapuava; além de trechos rurais em Sengés, Turvo e Campo Mourão.

Somadas, as obras da Seab representam cerca de 152 quilômetros de estradas rurais em concreto e investimentos superiores a R$ 230 milhões.-

Foto: Ricardo Zanoncini/AEN


CORREDORES METROPOLITANOS – Na Região Metropolitana de Curitiba, a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) conduz duas das maiores obras viárias atualmente em execução no Estado utilizando pavimento rígido. Juntas, elas acrescentam 35,5 quilômetros à malha de concreto paranaense e somam investimentos de aproximadamente R$ 448 milhões.

A mais avançada delas é a nova ligação rodoviária entre Mandirituba e São José dos Pinhais, considerada uma das intervenções mais importantes para a mobilidade metropolitana. Com 26 quilômetros de extensão, a obra já ultrapassou 80% de execução e foi projetada em concreto para garantir maior resistência ao tráfego intenso e menor necessidade de manutenção ao longo dos anos.

Outro grande empreendimento é o novo Corredor Metropolitano, que é o prolongamento da PR-423, com 9,5 quilômetros de extensão, ligando Curitiba e Fazenda Rio Grande até Araucária. A nova rodovia vai encurtar distâncias e criar uma alternativa de acesso entre o Interior do Estado e a Capital sem a necessidade de utilizar o Contorno Sul de Curitiba, atualmente um dos trechos com maior fluxo de veículos da região.

Considerada a maior obra viária dos últimos 30 anos na Região Metropolitana de Curitiba, a intervenção recebe investimento de R$ 336 milhões e integra um amplo pacote logístico voltado à melhoria da mobilidade e do transporte de cargas. O contrato já foi assinado e os primeiros meses são reservados para o licenciamento e desapropriações.

Para o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, a escolha pelo concreto acompanha o papel estratégico dessas ligações para o desenvolvimento metropolitano. "A Região Metropolitana de Curitiba concentra um intenso fluxo diário de pessoas, trabalhadores e mercadorias. Por isso, estamos implantando corredores preparados para suportar esse crescimento por décadas. O pavimento de concreto oferece mais durabilidade, segurança e eficiência operacional, além de reduzir a necessidade de intervenções futuras em vias fundamentais para a integração entre os municípios”, analisa. 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

4,9 mil servidores da Educação recebem treinamento para atuar como brigadistas

O Programa Brigadas Escolares iniciou nesta semana a etapa prática da formação de 4,9 mil novos brigadistas que atuam no dia a dia das instituições de ensino do Paraná. O curso realizado todos os anos prevê 60 horas de aulas teóricas e 16 horas de exercícios práticos ministrados por bombeiros militares. Esta etapa final é realizada simultaneamente até 14 de agosto nos 32 Núcleos Regionais de Educação. No Paraná, participam do programa 2,5 unidades, entre colégios estaduais e escolas especiais conveniadas, como Apaes.

“O programa é uma política de estado no Paraná. Todos os anos repetimos a capacitação. Felizmente, em mais de uma década temos diversos colégios onde praticamente todos os servidores já são brigadistas” comemora o coronel Fernando Schunig, coordenador da Defesa Civil Estadual.

A última fase é dividida em aulas teóricas e práticas, com treinamento do abandono de edificação, noções básicas de segurança, atendimento de primeiros socorros, além da prevenção e combate a princípios de incêndio.

Segundo o subtenente Alvacir Ferreira, coordenador de formação, os servidores são treinados para atuar também de maneira preventiva, eliminando riscos de possíveis acidentes nas edificações, quer seja na estrutura ou parte elétrica. Nos dois dias voltados aos exercícios práticos, a cozinha recebe especial atenção. “Este é um ponto sensível, eles aprendem a identificar os tipos de extintores além de manusear a válvula do botijão de gás e conter pequenos incêndios que possam ocorrer”, detalha.

“A formação assegura a prevenção e a resposta rápida, organizada e eficiente diante de situações que possam colocar em perigo os estudantes e todos os profissionais que atuam nesses locais”, destaca Graziele Andriola, diretora de Planejamento e Gestão Escolar da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR). Em 14 anos, mais de 94 mil servidores foram treinados e certificados como técnicos brigadistas dos Núcleos Regionais de Educação.

Cuidadosa no ambiente de trabalho, a merendeira Gilmara Keseker é uma das cursistas da formação deste ano. Ao final da formação pretende dividir o conhecimento com o restante da equipe no colégio. “Vou repassar os aprendizados para outros colegas. É importante ter alguém para orientar de maneira correta porque na hora do desespero precisamos saber como agir”.

O programa é uma iniciativa da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec), em conjunto com a Seed-PR, com apoio da Secretaria da Segurança Pública (Sesp), por intermédio do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. “Nossa intenção é treinar a comunidade para situações adversas que possam ocorrer dentro e fora dos muros da escola, queremos fortalecer a cultura de prevenção”, completa Juliana Saldanha, representante da Seed no Brigadas Escolares.

MAIS SEGURANÇA NAS ESCOLAS – O programa nasceu com a intenção de proteger a comunidade escolar e mantê-la segura em situações de risco, a partir de capacitações e treinamentos, assim como regularizar as edificações escolares às normativas do Corpo de Bombeiros.

A estrutura necessária para a atuação das brigadas escolares nas unidades da rede estadual é apoiada pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), que investe em equipamentos, sinalização, adequações físicas e materiais de segurança, garantindo condições adequadas para a prevenção e o enfrentamento de emergências.

Este ano a Defesa Civil Estadual adquiriu kits de equipamentos de proteção individual (EPI) e de atendimento pré-hospitalar (APH) que serão entregues em 2,2 mil escolas estaduais com armários feitos sob medida para guardar os materiais utilizados em casos de emergência.

BOAS PRÁTICAS – Referência nacional em segurança escolar, o programa foi reconhecido em 2021 pelo Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério do Desenvolvimento Regional, como exemplo de boas práticas no eixo temático Defesa Civil na Escola, destacando o Paraná no país em benefício das comunidades escolares.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Estado apresenta anteprojeto com obras de R$ 1,3 bilhão para minimizar cheias do Rio Iguaçu

O Governo do Estado apresentou na noite desta quinta-feira (11) o anteprojeto de engenharia com as obras necessárias para minimizar os efeitos das cheias do Rio Iguaçu. O investimento estimado é de R$ 1,3 bilhão, contemplando 20 possíveis intervenções, incluindo o aumento da capacidade de escoamento por meio de escavações, retificações e dragagens.

A audiência pública ocorreu no Cineteatro Luz, em União da Vitória, no Sul do Estado, e contou com a presença de cerca de 400 pessoas. Os estudos elaborados pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) foram contratados pelo Paraná Projetos atendendo solicitação do Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) – o investimento apenas nesta fase foi de R$ 5 milhões.

“Essa é a primeira vez na história que, de fato, apresentamos uma proposta concreta para conter as cheias causadas pelo Rio Iguaçu. Um projeto robusto, com dimensionamento, valoração e cronograma, o que nos permite buscar os recursos necessários para, paulatinamente, executar as intervenções”, destacou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

“Importante ressaltar que todos os estudos existentes foram considerados para que chegássemos a essa modelagem. Modelagem que passou por simulações que comprovaram a eficiência das ações previstas no projeto”, acrescentou.

A proposta apresentada pela universidade combina uma série de soluções com a escavação do leito do rio; do leito da corredeira de Porto Vitória; alargamentos de curvas; e a construção de canais, túneis (no Morro da Dona Mercedes e em Porto Vitória) e de dique de proteção na área urbana.

De acordo com a Unilivre, a junção dessas intervenções poderia diminuir em até 2,70 metros o nível das cheias no Vale do Iguaçu. O prazo estimado é de 48 meses. A contratação se daria pelo modelo contratação integrada (RDCi), em que a empresa vencedora é responsável por elaborar os projetos (básico e executivo) e por executar a obra física, agilizando o processo. A expectativa é que a licitação possa ocorrer nos próximos meses.

“Esse é um compromisso que assumimos com União da Vitória e toda a região do Vale do Iguaçu. Sabemos dos prejuízos e do sofrimento que as enchentes causam às famílias há décadas. Por isso, trabalhamos junto ao Governo do Estado para viabilizar os estudos necessários e agora seguiremos empenhados na busca dos recursos para transformar esse projeto em realidade. Não vamos medir esforços para encontrar uma solução para esse problema”, afirmou o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Hussein Bakri.

Agora, com o anteprojeto finalizado, o Governo do Estado buscará, com base nos apontamentos, os recursos necessários para realização das intervenções, podendo ter como fonte o Tesouro do Estado, em parceria com a Assembleia Legislativa, indenizações ambientais a serem recebidas, ou com a busca de recursos do governo federal, uma vez que se trata de uma divisa entre estados, envolvendo o Paraná e Santa Catarina.

“Um momento histórico para o Paraná. Conseguimos, com muito esforço, apresentar uma proposta concreta que vai beneficiar milhares de paranaenses que sofrem com as enchentes. Temos um estudo pronto, que vai nortear os caminhos para um novo Rio Iguaçu”, disse o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT. José Luiz Scroccaro, que foi homenageado durante a audiência pelos serviços prestados ao meio ambiente em mais de 50 anos de carreira pública.

HISTÓRICO – Desde meados dos anos 1970 fala-se de iniciativas para acabar ou minimizar os efeitos das cheias do Iguaçu em União da Vitória. São quase 20 estudos que já foram apresentados, mas nenhum foi efetivamente colocado em prática.

Nos últimos 50 anos, foram pelo menos quatro grandes enchentes na cidade, a maior delas ocorrida em 1983, quando o Iguaçu alcançou 10,42 metros de altura, enquanto o nível normal do rio é de 2,5 metros. Eventos semelhantes ocorreram em 1992 e 2014.

Em outubro de 2023 ocorreu a segunda pior cheia, quando o nível do rio chegou a 8,38 metros. Cerca de 40% da área do município foi alagada, danificando cerca de 20 mil residências. Porto União, em Santa Catarina, também teve problemas com a cheia, com moradores desabrigados.

 

 

 

Por - AEN

Paraná terá tempo estável na estreia do Brasil na Copa e retorno das chuvas no domingo

Desde quarta-feira (10) a chuva voltou a fazer parte do cotidiano da maioria dos paranaenses. O tempo volta a ficar estável na maior parte das regiões na tarde desta sexta-feira (12) e a chuva ainda dá uma trégua no sábado, mas retorna domingo para quase todo o Estado, de acordo com o Simepar. 

Na quarta-feira, os maiores volumes de chuva entre as estações meteorológicas do Simepar no Paraná foram em Campo Mourão (57 mm) e Capanema (54 mm). O cavado meteorológico que impactava o tempo no Paraná impulsionou o avanço de uma frente fria e, na quinta-feira (11), a chuva foi mais volumosa em Cianorte (90,4 mm), novamente em Campo Mourão (74,4 mm), e Umuarama (61 mm). Com tanta chuva, Campo Mourão já ultrapassou a média histórica de chuva para junho, que é de 105,1 mm, chegando ao volume acumulado de 144 mm. 

A sexta-feira (12) desde a madrugada já registrou volumes ainda maiores de chuva em algumas estações meteorológicas, como por exemplo as de Cândido de Abreu e Ponta Grossa, que já acumularam 76,6 mm e 80 mm, respectivamente, antes das 9h45. A chuva segue principalmente na metade leste do Paraná até o início da tarde. 

“A partir da tarde, temos a intensificação de um ciclone extratropical sobre o oceano na altura do Rio Grande do Sul, mas que não chega a influenciar diretamente as condições do tempo no Paraná. Assim, no período da tarde de hoje, o sol já predomina em grande parte do estado, restando somente chuvas de intensidades mais fracas sendo registradas no Leste e nos Campos Gerais”, explica Paulo Barbieri, meteorologista do Simepar.

Já no sábado (13), o amanhecer terá temperaturas um pouco mais baixas nas cidades que ficam na metade sul do Paraná, com valores entre 8°C e 10°C. No Norte e Noroeste, as temperaturas mínimas ficam entre 12°C e 13°C. Os valores são aproximadamente 5°C mais baixos do que os do amanhecer de sexta-feira (12). “O sol predomina neste sábado em grande parte do Estado. Apenas na faixa norte do Estado, em cidades próximas à divisa São Paulo, poderemos ter chuvas isoladas a partir do período da tarde”, ressalta Paulo.

No fim da tarde, início da noite, horário em que muitos paranaenses estarão reunidos para assistir ao primeiro jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o tempo estará estável nas cidades da metade sul do Estado, bem como nas regiões Oeste, Sudoeste, Centro-Sul, além de Curitiba, Região Metropolitana e o Litoral. As temperaturas, entretanto, estarão em declínio.

O frio segue no amanhecer de domingo (14), com mínimas de aproximadamente 10°C no Centro-Sul, Sul, Região Metropolitana de Curitiba e Campos Gerais. Já nas regiões Oeste, Noroeste e Norte do Paraná, as temperaturas sobem um pouquinho em relação ao sábado, com mínimas entre 14°C e 15°C. “À tarde, o sol predomina em quase todas as regiões. No Norte e Noroeste, as condições seguem favoráveis para chuvas isoladas no período da tarde e à noite de domingo, devido ao fluxo de umidade vindo do Norte do País”, afirma Paulo. 

O tempo segue chuvoso na segunda-feira (15). “A semana começa ainda com o tempo instável, com chuvas de fracas e isoladas, principalmente entre as regiões Noroeste e Norte do Estado, região Central, e também na região dos Campos Gerais”, detalha Paulo.

ALERTAS – Para saber com antecedência sobre a aproximação das tempestades, é importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar.

Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp. é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.

Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio. 

Volumes de chuva acima de 20 mm de 0h até as 9h45 desta sexta-feira (12) nas estações do Simepar e de órgãos do governo do Paraná:

Araucária (IAT): 25,4 mm

Araucária (Sanepar - Passaúna): 34 mm

Campina Grande do Sul - Capivari: 27,6 mm

Campina Grande do Sul - Recanto do Maneco: 30,2 mm

Cerro Azul: 20,4 mm

Curitiba: 25 mm

Fazenda Rio Grande: 25,6 mm

Lapa: 24,4 mm

Pinhais: 21,6 mm

Quatro Barras (IAT): 22 mm

Piraquara (Sanepar): 22,6 mm

Cândido de Abreu: 76,6 mm

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 20 mm

Guarapuava: 20,2 mm

Jaguariaíva: 35,6 mm

Santa Maria do Oeste: 25,4 mm

Ponta Grossa: 80 mm

Telêmaco Borba: 29,6 mm

APPA Antonina: 20,6 mm

Antonina - Vila Nova: 21 mm

Maringá: 28,6 mm

São Miguel do Iguaçu: 22,2 mm

São Jorge D'Oeste: 25,8 mm

Capanema: 26,8 mm

Cruzeiro do Iguaçu: 32 mm

Francisco Beltrão: 28,8 mm

Pato Branco: 23 mm

Irati: 20 mm

General Carneiro - Jangada: 28,2 mm

Porto Vitória: 30,4 mm

Coronel Domingos Soares: 21 mm

Coronel Domingos Soares - Solais Novo: 24 mm

União da Vitória: 43,4 mm

Boa Vista da Aparecida: 22,4 mm

Verê: 23,2 mm

Mauá da Serra: 40,4 mm

Marilândia do Sul: 20,2 mm

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Governo regulamenta adesão ao sistema nacional de igualdade racial

Ministério da Igualdade Racial atualizou diretrizes e ampliou formas de adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). 

Portaria publicada nesta sexta-feira (12) consolida novas diretrizes para organização do sistema e prevê critérios para participação em políticas estratégicas da pasta, no âmbito da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

Instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial, o Senapir é responsável, entre outros pontos, por organizar e articular políticas públicas de combate ao racismo.

A adesão ao Sinapir continua sendo voluntária e pode ser feita por estados, o DF, municípios, consórcios públicos intermunicipais e associações municipalistas.

Requisitos 

Os interessados devem formalizar a adesão por meio de solicitação ao Ministério da Igualdade Racial. 

São requisitos:

  • criação de um órgão específico;
  • instituição de conselho com participação da sociedade civil;
  • indicação de um gestor responsável pela política local.

Também devem ser apresentados atos normativos, registros de funcionamento do conselho, plano ou ações em andamento e informações sobre capacidade orçamentária. 

O ministério terá prazo de até 30 dias para analisar o pedido. Em caso de aprovação, será firmado um Termo de Adesão e Compromisso entre a União e o ente federativo, com definição das responsabilidades de cada parte.

A portaria também amplia a possibilidade de adesão por meio de consórcios intermunicipais e associações municipalistas. Nesses casos, é obrigatória a constituição de instâncias específicas, como o Conselho Intermunicipal de Promoção da Igualdade Racial e, quando aplicável, uma câmara temática dedicada ao tema.

Modalidades 

Uma das principais novidades da norma é a definição de três modalidades de gestão no âmbito do Sinapir: básica, intermediária e plena. A classificação dependerá do grau de estrutura institucional do ente participante.

A portaria prevê ainda que a modalidade escolhida influenciará a pontuação dos entes em chamamentos públicos do ministério, com maior peso para aqueles com maior nível de estruturação.
 

 

 

 

 

Por- Agência Brasil

Diagnosticar cardiopatias congênitas cedo aumenta qualidade de vida

Cerca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem no Brasil a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira (12), quando se celebra o Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, destaca que o acesso ao diagnóstico está aumentando no país.

“Aqui, na Região Sudeste, a gente tem mais acesso do que na Região Norte, por exemplo. Mas, de forma geral, a gente vê que o diagnóstico está sendo feito e o acesso ao tratamento está cada vez melhor”, avalia a cardiologista pediátrica, que é especialista em hemodinâmica de cardiopatias congênitas.

Considerada uma das principais causas de mortalidade infantil por malformações, a condição exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado para aumentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes.

A estimativa mundial é que em torno de 1% de todas as crianças nascidas vivas vão ter algum tipo de cardiopatia, sendo que, desse total, 30% precisam de atenção logo na primeira infância.

Renata Mattos explicou à Agência Brasil que o nome cardiopatia congênita engloba várias doenças, com diferentes níveis de gravidade.

“É qualquer malformação no coração da criança que acontece quando o bebê está se formando ainda dentro da barriga da mãe. Então, o coração se forma com algum tipo de estrutura errada”.

Diagnóstico fetal

A cardiologista pediátrica explica que, quando o problema é detectado ainda dentro da barriga da mãe, durante a gestação, é possível que haja cirurgias para corrigi-lo em alguns casos. Entretanto, é raro que haja indicação para tal.

“Na grande maioria das vezes, quando a gente faz o diagnóstico ainda dentro da barriga, no feto, isso serve principalmente para a gente planejar como vai ser o fim da gestação, como vai ser o parto”.

Se, por exemplo, se detecta um tipo de cardiopatia que pode precisar de tratamento assim que o bebê nascer, esse parto precisa ocorrer em um lugar que tenha uma UTI, para que seja realizada uma cirurgia ou cateterismo. Já se for uma doença menos grave, a mãe pode seguir a gestação normalmente e ter o parto como estava planejado.

Em algumas doenças muito graves, se não houver tratamento nos primeiros dias de vida, o bebê pode não sobreviver. Já as cardiopatias menos graves podem apresentar sintomas ou alguma repercussão mais tarde.

Atenção aos sinais

Quando o bebê não é diagnosticado com uma cardiopatia grave ao nascer, as famílias devem prestar atenção a alguns sinais que podem indicar problemas cardíacos. 

Durante o acompanhamento com o pediatra, é preciso ver se a criança está crescendo e ganhando peso dentro da curva esperada para ela. 

“Se houver muita dificuldade de ganhar peso, tem que investigar se não é alguma coisa cardíaca”, indica a cardiologista.

Também é preciso atenção ao bebê que não consegue mamar, que mama pouco e cansa ou que apresenta uma respiração muito acelerada ou cansada. 

“São sinais de atenção para que os pais procurem atendimento cardiológico para o filho”.

Outro sintoma, no caso de problemas de oxigenação do sangue, é a criança ficar arroxeada, principalmente na ponta do nariz e nos lábios. 

Já crianças mais velhas podem relatar, por exemplo, dor no peito ou sensação de palpitação, que pode ser causada por alguma arritmia. 

Vida normal

É comum que as cardiopatias congênitas sejam solucionadas com um único procedimento. Mas, em outros casos, o paciente tem que fazer várias cirurgias em sequência, desde o nascimento até a vida adulta.

“Quando você diagnostica direitinho, a possibilidade de a pessoa ter uma vida normal é imensa”, afirmou Renata Mattos. 

Os profissionais que tratam esses pacientes têm de ficar atentos porque, à medida que eles envelhecem, além da cardiopatia congênita, eles passam a ter “os problemas de adulto”, como hipertensão ou colesterol alto. A médica destaca que os pacientes com cardiopatias estão cada vez mais sobrevivendo, trabalhando e tendo uma vida normal, com acompanhamento médico. 

“Antigamente, a gente achava que essas crianças não podiam fazer nada, não podiam fazer nenhum esporte, e isso não é verdade. Hoje em dia, a gente até estimula que esses pacientes façam exercícios”.

Três cirurgias

Nathan Senna Alves foi diagnosticado com cardiopatia congênita grave ao nascer. Sua tia, que era enfermeira, o levou ainda bebê para a instituição Pró Criança Cardíaca, que atende a crianças com esse problema de saúde há 30 anos.

“A doutora Rosa [fundadora da instituição] me acolheu desde que eu nasci. Fiz meu acompanhamento todo e, com 2 anos, tive que operar pela primeira vez. Sempre me tratei lá. Foi a minha segunda casa, desde que eu nasci”, disse Nathan Senna Alves, hoje com 30 anos, à Agência Brasil.

Aos 6 e aos 18 anos de idade, ele operou mais duas vezes, para trocar válvulas do coração. “Operei com 18 anos, no dia do meu aniversário, que é 19 de maio”.

Nathan é casado, tem um filho de 12 anos e não teve complicações depois da terceira cirurgia. Atualmente, ele se trata na Policlínica Piquet Carneiro, vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). 

A cardiologista pediátrica Rosa Célia, criadora do projeto, contou à Agência Brasil que histórias como a de Nathan mostram a importância do acesso à saúde.

“Quando há diagnóstico precoce e acesso ao tratamento adequado, a cardiopatia congênita não precisa definir os limites de uma vida”.

Ao longo dessas três décadas, a instituição atendeu mais de 16 mil crianças e adolescentes e realizou 130 mil atendimentos, garantindo cuidado completo e gratuito às famílias assistidas.

Acompanhamento no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento integral às crianças com cardiopatia congênita, desde o ecocardiograma no pré-natal até cirurgias de alta complexidade

Os principais pilares de atuação e prevenção no Brasil incluem:

  • Ecocardiograma Fetal: Exame recomendado pelo ⁠Ministério da Saúde para ser realizado entre a 24ª e 28ª semana de gestação para detectar anomalias antes do nascimento;
  • Teste do Coraçãozinho (Oximetria de Pulso): Triagem neonatal obrigatória realizada nos recém-nascidos ainda na maternidade, entre 24 e 48 horas de vida, para identificar precocemente cardiopatias críticas.
  • Linha de Cuidado do SUS: Pacientes diagnosticados são encaminhados para a rede especializada, onde podem receber tratamento clínico ou cirúrgico custeado integralmente pelo Sistema Único de Saúde.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Inscrições para o Enem terminam nesta sexta na página do participante

Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 devem se inscrever até as 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (12), no horário de Brasília. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogou por uma semana o prazo, que terminaria, até então no dia 5. 

A inscrição é on-line e deve ser feita diretamente na Página do Participante no portal do Inep e com o login do portal Gov.br.

Mesmo os alunos que tiveram aprovado o pedido de isenção de taxa precisam acessar o sistema do Inep para fazer a inscrição na prova de 2026.

Inclusão e acessibilidade

O prazo ampliado até esta sexta-feira (12) também vale para solicitar tratamento pelo nome social e, se necessário, pedir atendimento especializado.

O Inep incluiu no Enem 2026 a possibilidade de atendimento especializado para pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), entre as situações.

Todas as condições específicas para pedir recursos de acessibilidade estão descritas no edital.

A resposta preliminar à solicitação de atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social sairá em 26 de junho.

Inscrição automática

Pela primeira vez, todos os concluintes do ensino médio de escolas públicas foram inscritos automaticamente pelo governo federal.

 A única obrigação do estudante é confirmar, até esta sexta-feira, sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social em todas as fases do exame.

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85 aos candidatos não isentos.

Com a prorrogação do período de inscrições, o pagamento da taxa do exame deve ser feito até 17 de junho.

A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.

O Inep destaca que participantes do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC) e os concluintes do ensino médio de escolas públicas são isentos do pagamento.

Mais locais de provas

A aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro.

De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas nos dois dias, na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso e reduzir deslocamentos.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu)Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

 

 

 

 

Por- Agência Brasil