A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a empresa estuda a possibilidade de fazer o país ser autossuficiente na produção de óleo diesel dentro de cinco anos.

O combustível enfrenta uma escalada recente de preço global por causa da guerra no Irã. Atualmente o Brasil precisa importar cerca de 30% do óleo diesel consumido no país, um derivado do petróleo utilizado por caminhões, ônibus e tratores.
Chambriard explicou que o plano de negócios da companhia tinha como objetivo o “ideal” de chegar a 80% da demanda, com expansão de cerca de 300 mil barris de diesel por dia em cinco anos.
“Estamos revendo esse plano e nos perguntando se podemos chegar a 100% em cinco anos”, afirmou ela, durante um evento sobre energia promovido pela rede de TV CNN Brasil, em São Paulo.
“Muito provavelmente, porque a Petrobras adora desafios, quem sabe a gente chega com a possibilidade de ter um novo plano de negócios capaz de entregar a autossuficiência do Brasil em diesel”, completou.
O plano de negócios da companhia começará a ser discutido em maio, segundo adiantou a presidente da estatal. A divulgação costuma ser em novembro.
Refinarias
De acordo com Magda Chambriard, a expansão da produção de diesel pela Petrobras pode ser alcançada com uma série de ações já em curso.
Uma delas é a expansão da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, região metropolitana do Recife. Magda explicou que a refinaria foi projetada para entregar 230 mil barris de diesel por dia, mas com ampliações e renovações chegará a 300 mil barris diários.
Outro ponto de ação é o aumento de produção de Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, que, associada ao Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj), terá a capacidade atual de 240 mil barris por dia alçada para cerca de 350 mil.
A presidente da Petrobras informou que a busca por mais produção está sendo feita em todas as refinarias da empresa. Ela citou que, nas quatro localizadas em São Paulo, estão sendo feitas adaptações nas plantas para reduzir a produção de óleo combustível (usado em fornos, caldeiras e motores de turbinas de termelétricas) e priorizar a entrega de diesel.
“Diesel é o combustível mote do desenvolvimento nacional. A gente aumentando [a produção de] diesel, a gasolina vem junto, os dois principais produtos Petrobras”, afirmou.
Preço do diesel
Do início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, até a semana terminada em 22 de março (dado mais recente), o preço do óleo diesel S10 (menos poluente) subiu cerca de 23% no país, de acordo com o painel de acompanhamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor.
No último dia 14, a Petrobras colocou em prática um reajuste de R$ 0,38.
O governo tomou medidas para frear a alta, como a zeragem das alíquotas dos dois tributos federais que incidem sobre o combustível (PIS e Cofins), além de subvenção (espécie de reembolso) para produtores e importadores do óleo.
Há ainda negociações para que, junto dos estados, o Poder Público aplique subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível.
Nesta quarta-feira, outro combustível vendido pela Petrobras, o querosene de aviação (QAV), sofreu reajuste de 55%. O QAV responde por cerca de 30% do custo das companhias aéreas.
Guerra e petróleo
O conflito no Oriente Médio acontece em uma região que concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz ─ por onde passam 20% da produção mundial ─, o que levou distorções à cadeia de petróleo e escalada de preços no mercado global.
Nesta quarta-feira, o preço do barril tipo Brent (referência internacional de preço) está sendo negociado pouco acima de US$ 101 (cerca de R$ 520). Antes da guerra, o óleo era cotado perto de US$ 70.
Por - Agência Brasil
O Ministério da Saúde alertou nesta quarta-feira (1º) que mensagens que circulam nas redes sociais voltaram a espalhar desinformação sobre vacinas. O alvo da vez, segundo a pasta, é a vacina contra a gripe.

“Publicações afirmam, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria gripe. A informação é falsa”, rebateu o ministério em nota.
A pasta destacou que a vacina contra a gripe produzida no Brasil pelo Instituto Butantan apresenta eficácia comprovada na prevenção de hospitalizações e mortes, sobretudo entre grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e pessoas com 60 anos de idade ou mais.
A dose contra a gripe disponível via Sistema Único de Saúde (SUS) é a Influenza trivalente, indicada para prevenir quadros clínicos graves, complicações, internações e óbitos causados pelo vírus.
“O imunizante é recomendado pelo Ministério da Saúde, pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue as orientações internacionais. Tanto a OMS quanto a agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), recomendam o uso de vacinas trivalentes”, reforçou o ministério.
Boatos
No comunicado, a pasta ressaltou que a vacina da gripe é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, não sendo capaz de provocar a doença em quem é imunizado.
“Logo, é falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção”, afirma.
Um dos fatores que contribuem para a confusão, segundo o ministério, é o fato de que o vírus influenza circula com mais intensidade no outono e no inverno, período em que também aumentam os casos de outras viroses respiratórias, como parainfluenza, covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.
“Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou”, esclarece a pasta.
“Na prática, a imunização reduz a chance de desenvolver sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e morte”, alerta o ministério.
Vacinação
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no sábado (28) e segue até o dia 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Podem receber a dose grupos prioritários que incluem idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, entre outros públicos classificados mais vulneráveis.
Balanço recente divulgado pelo ministério indica que, desde o início da mobilização, mais de 2,3 milhões de doses foram distribuídas no país.
“A vacinação anual é fundamental porque a composição da vacina é atualizada a cada ano, conforme orientações da OMS, para acompanhar as cepas mais prevalentes”, explica o ministério.
Reforço
A pasta informou ainda que reforçou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, que vem sendo frequentemente registrada em países da América do Norte, como Estados Unidos e Canadá.
No Brasil, até o momento, foram identificados apenas quatro casos do subclado K. As análises foram conduzidas por laboratórios de referência nacional, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Adolfo Lutz, seguindo protocolos rigorosos de vigilância.
“A vigilância da Influenza inclui monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce, investigação de eventos incomuns e fortalecimento do acesso à vacinação e a antivirais”, destacou o ministério.
“A vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, ela salva vidas. Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes”, garante o ministério.
“Não espalhe desinformação. Confira sempre em sites de fontes oficiais, como do Ministérios da Saúde e da OMS, antes de repassar fake news”, alerta a pasta.
Por -= Agência Brasil
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia, à 0h desta quinta-feira (2), a Operação Semana Santa 2026. As ações seguem até as 23h59 do próximo domingo (05).

Em nota, a corporação informou que, neste ano, o esforço operacional vai priorizar abordagens que combinam fiscalização com orientações de trânsito.
“O foco será voltado para a conscientização dos usuários das rodovias federais.”
O objetivo das ações é promover reflexão a respeito do comportamento, sobretudo dos condutores, durante os deslocamentos.
Dados da corporação referentes ao primeiro trimestre mostram um aumento de 18,4% no total de infrações no comparativo com o mesmo período do ano anterior.
“As más condutas dos motoristas não resultam apenas em penalidades decorrentes dos autos de infração aplicados. Quando escapam da fiscalização, tais atitudes têm como consequência sinistros de toda ordem, inclusive de natureza grave – foram 40 entre janeiro e março.”
“A elevação na quantidade de infrações neste trimestre de 2026 vai na contramão do que foi verificado ao fim de 2025: na comparação com 2024, o balanço do ano passado mostrou diminuição na ordem de 7,4% nos flagrantes de descumprimento das normas de trânsito”, concluiu a PRF.
Por -Agência Brasil
O Paraná consolidou a Campanha de Vacinação contra a Influenza com a aplicação de 153.990 doses em todo o Estado durante a abertura da mobilização, realizada no sábado (28). Dados da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) mostram que a estratégia de mobilização garantiu 915 salas de vacinação em 256 municípios e a atuação direta dos trabalhadores da saúde, permitindo atendimento ágil à população.
Além da proteção contra a gripe, o Estado segue com a estratégia de multivacinação, com o objetivo de reforçar a proteção contra doenças respiratórias, especialmente com a aproximação do período de maior circulação de vírus. No Dia D de vacinação, foram aplicadas ainda 17,7 mil doses de vacinas contra a Covid-19 e mais 17,8 mil doses de vacinas integrantes do Calendário Nacional.
O total, incluindo todos os imunizantes, chegou a mais de 189,5 mil vacinas aplicadas em todo o Paraná, além de 165,9 mil carteiras de vacinação avaliadas.
A 28ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza no Paraná segue até 30 de maio nas mais de 1.800 salas de vacinação dos 399 municípios paranaenses. A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários, atingindo 4,5 milhões de paranaenses.
ABASTECIMENTO CONTÍNUO - Para manter o ritmo, a Sesa distribuiu às 22 Regionais de Saúde, nesta semana, um novo lote com 880 mil doses da vacina contra a gripe, assegurando o abastecimento contínuo das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o território paranaense. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou o sucesso da mobilização e reforçou o chamado para os grupos prioritários.
"O Dia D foi um momento de união e compromisso com a vida, mas a nossa missão continua. É fundamental que as pessoas aproveitem este período de temperaturas amenas para buscar a proteção. A campanha segue em todo o Estado até o dia 30 de maio e quem ainda não se vacinou deve procurar a unidade de saúde mais próxima. A vacina é a nossa principal ferramenta para evitar casos graves e garantir que a população passe o inverno protegida", afirmou o secretário.
INFLUENZA – Podem se vacinar crianças (6 meses a menores de 6 anos), idosos (60+), gestantes, puérperas, povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua ou com comorbidades/deficiência. A vacina também está disponível para professores, profissionais de saúde, forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores de transporte, portuários, funcionários dos Correios e população privada de liberdade.
MULTIVACINAÇÃO – A ação ocorre simultaneamente nos municípios paranaenses, reforçando a proteção contra diversas doenças antes do período de maior circulação viral. São ofertadas diferentes vacinas do calendário nacional em um único momento, com o objetivo de atualizar a situação vacinal da população. A orientação é que o paranaense procure a unidade de saúde mais próxima levando documento pessoal e a carteira de vacinação para a conferência e atualização completa do histórico.
POr - AEN
A educação pública estadual do Paraná lidera no país, em 2026, pelo segundo ano consecutivo, o recebimento da complementação VAAR - Valor Aluno Ano Resultado, com um total de R$ 620,6 milhões. O mecanismo integra o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e se diferencia por atrelar parte dos repasses da União ao avanço em indicadores educacionais, especialmente aqueles relacionados à aprendizagem e à redução das desigualdades. O Estado recebe o valor em 12 parcelas mensais, que já começaram a ser pagas.
Na sequência, os estados que mais receberam essa complementação de verba federal são Goiás, com R$ 355,9 milhões, e Pernambuco, com R$ 335,8 milhões.
O resultado bastante positivo em relação à complementação VAAR vem ao encontro de outros indicadores de desempenho em que o Paraná tem a liderança nacional: conforme dados mais recentes do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2023, o Estado está em primeiro lugar em todas as etapas da educação básica e no recorte dos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano).
Criado no contexto do Novo Fundeb, o VAAR introduziu uma lógica que vai além da capacidade fiscal ou do volume de investimentos de cada rede. Para acessar os recursos, estados e municípios precisam cumprir uma série de itens obrigatórios e demonstrar evolução em resultados. O acesso ao VAAR ocorre em duas etapas.
Primeiro, o cumprimento de cinco condicionalidades; depois, a comprovação de melhoria nos indicadores educacionais, que são avaliados a partir de dois componentes: o atendimento escolar, ligado à permanência dos estudantes, e a aprendizagem com equidade, que avalia o desempenho acadêmico com foco na diminuição das disparidades entre grupos prioritários.
No Paraná, esse desempenho positivo se deve a uma política educacional baseada em monitoramento contínuo, uso de dados e integração entre programas. “O resultado é uma conquista histórica para a educação paranaense. A partir de informações consistentes, conseguimos orientar as ações, atuar com mais precisão e gerir os resultados de forma mais eficiente, sempre com foco na aprendizagem dos estudantes e na redução das desigualdades”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Em relação às redes municipais paranaenses, 233 municípios receberam a complementação em 2026, sendo que 178 obtiveram o valor integral por apresentarem avanços simultâneos em aprendizagem e atendimento. Outros 55 receberam parcialmente, ao evoluírem em apenas um dos indicadores. Ao todo, as cidades paranaenses somaram R$ 308 milhões em repasses.
EXIGÊNCIAS - O coordenador de Pesquisas em Economia da Educação da Seed-PR, João Carlos de Carvalho, explica que o acesso ao VAAR depende do cumprimento de cinco exigências, entre elas a participação em avaliações nacionais, como o Saeb, a transparência de dados e a existência de mecanismos de gestão democrática.
Segundo ele, o principal desafio está relacionado à exigência de redução das desigualdades educacionais, que demanda avanços consistentes entre grupos mais vulneráveis (estudantes pretos, pardos e indígenas (PPI) e os de menor nível socioeconômico). “Esse é, justamente, o ponto mais desafiador do VAAR, pois não basta elevar o aprendizado. É necessário melhorar a aprendizagem de forma mais intensa entre os estudantes dentro desses grupos mais vulneráveis, o que demanda políticas focalizadas e orientadas por evidências”, afirma.
Carvalho destaca, ainda, que o modelo cria um ciclo positivo para as redes que conseguem avançar. “O VAAR cria um ciclo virtuoso. O estado melhora seus indicadores, recebe recursos adicionais e pode reinvesti-los em políticas ainda mais eficazes, o que tende a alavancar os resultados escolares e aprofundar a redução das desigualdades educacionais ao longo do tempo”, diz.
Por - AEN
A lei que amplia os prazos da licença-paternidade entra em vigor em 2027 e concederá inicialmente mais cinco dias aos homens, a partir do nascimento do filho. Para 2026, o benefício permanece em cinco dias.

Publicada na edição desta quarta-feira (1°/4) do Diário Oficial da União, a Lei n° 15.371 prevê aumento gradual do benefício, que alcançará 20 dias de afastamento em 2029, sem prejuízo do emprego ou salário, assim como descrito a seguir:
- 10 dias em 2027;
- 15 dias em 2028;
- 20 dias a partir de 2029.
Os novos prazos valem também para os casos de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou de adolescente. Veja aqui o que muda com a publicação da lei.
Dispensa e férias
É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado no período entre o início da licença-paternidade até um mês após o término do benefício.
Além disso, a norma autoriza o empregado a usufruir férias no período subsequente ao término da licença, desde que comunique tal necessidade com antecedência de 30 dias da data esperada para o parto ou emissão de termo judicial.
Internação
Em caso de internação hospitalar da mãe ou do recém-nascido, que tenha relação com o parto, a licença-paternidade será prorrogada pelo período equivalente ao da internação, e voltará a contar a partir da alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido; o que ocorrer por último.
Salário- paternidade
O salário-paternidade será concedido aos empregados segurados pela Previdência Social, nos mesmos moldes já aplicados ao salário-maternidade.
O benefício está condicionado à apresentação da certidão de nascimento do filho, do termo de adoção ou do termo de guarda judicial para fins de adoção, nos termos de regulamento.
Por - Agência Brasil
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.991 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (31). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 7,5 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 04 - 14 - 19 - 23 - 36 - 53
- 36 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 27.813,25 cada
- 2.483 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 664,70 cada
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (04), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
Por - Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (31) ter viajado em aeronaves do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A manifestação do ministro foi divulgada após o jornal Folha de S.Paulo publicar que o ministro e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, voaram, pelo menos sete vezes, em jatinhos particulares ligados à empresa do banqueiro, em 2025.
Segundo a reportagem, os aviões pertencem à empresa Prime Aviation, da qual Vorcaro foi sócio.
O oitavo voo, segundo o jornal, teria sido realizado em um jato de propriedade de uma empresa ligada a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que também é investigado pelas fraudes no Master.
Em nota à imprensa, o gabinete de Moraes classificou as supostas viagens como “ilações”.
“As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, declarou.
O escritório Barci de Moraes informou que contratou serviços de táxi aéreo, incluindo os da Prime Aviation.
Em nota, o escritório também disse que Vorcaro e Zettel nunca estiveram presentes em voos realizados por advogados da banca.
“Em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel. Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”, completou o escritório.
Por - Agência Brasil
Mais de 80% dos estados brasileiros indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda, informou a pasta em nota conjunta divulgada com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. A proporção de 80% das 27 unidades da Federação significa que 22 ou 23 aceitaram a proposta do governo.
Oficialmente, a Fazenda não divulga as unidades da Federação que não aderiram. A assessoria da pasta informou que não pode repassar as informações porque as conversas ainda não foram concluídas
Mais cedo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a medida provisória com o subsídio sai ainda esta semana. Embora a subvenção não exija o compromisso de todos os governadores, o ministro explicou as negociações para conseguir a adesão de todas as unidades da Federação contunuam.
De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.
Proporção
Segundo o comunicado, a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.
A iniciativa terá duração limitada, com o objetivo de evitar impactos fiscais permanentes. A adesão é voluntária, conforme discutido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão deliberativo que reúne os secretários estaduais da área, acima do Comsefaz.
O texto também estabelece que as cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.
“A iniciativa reforça o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis de governo”, ressaltou a nota conjunta.
Por - Agência Brasil
Foi sancionado nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. Com a mudança, os pais passam a contar com até 20 dias de afastamento do trabalho a partir do nascimento do bebê. A alteração será gradual e o período máximo de 20 dias passa a valer em 2029. Em 2026, o licença permanece de apenas cinco dias.

A licença-paternidade é concedida ao empregado, com remuneração integral, em razão de nascimento de filho, de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou adolescente, sem prejuízo do emprego e do salário.
Quando começa a valer?
A lei deve ser publicada nesta quarta-feira (1º de abril) no Diário Oficial da União. As novas regras passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. O texto prevê que essa ampliação se dará de forma gradual, no prazo de quatro anos:
- 10 dias em 2027;
- 15 dias em 2028;
- 20 dias a partir de 2029.
A licença ainda poderá ser dividida em dois períodos, a partir da requisição do empregado.
Em caso de morte da mãe, o pai tem direito ao período da licença-maternidade, que é de 120 dias.
Benefícios
No ano passado, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou uma carta aberta à sociedade e aos parlamentares pedindo que a licença fosse de 30 a 60 dias – período até 12 vezes maior que o atualmente concedido pela legislação.
Junto com outras entidades, a SBP apontou evidências científicas que comprovam os benefícios da presença paterna nos primeiros dias de vida do bebê.
A entidade enumerou estudos que ressaltam efeitos positivos da licença-paternidade de quatro semanas – entre eles, a possibilidade de apoiar o aleitamento materno e contribuir com o desenvolvimento neurocognitivo dos bebês.
O documento destaca ainda que diversos países já adotam modelos de licença parental compartilhada, que permitem a divisão flexível do tempo de cuidado entre mães e pais.
Histórico
O debate em torno do direito dos pais em se afastar do trabalho para se dedicar aos cuidados de um recém-nascido é alvo de polêmica desde a Constituinte, em 1988.
Na ocasião, o então deputado Alceni Guerra, autor da emenda que criou a licença-paternidade, foi ridicularizado pelos colegas parlamentares ao defender o benefício. Médico pediatra, ele fez uma defesa emocionada da proposta e conseguiu a inclusão do direito no texto da Constituição Federal, com ampla maioria dos votos a favor.
O projeto de lei que trata da ampliação foi aprovado no Senado no último dia 4. O tema, entretanto, era debatido no Congresso Nacional há 19 anos, depois de ser apresentado pela então senadora Patrícia Saboya, em 2007.
Por - Agência Brasil
O aumento na quantidade de dias sem chuva deve favorecer a elevação das temperaturas em abril de 2026 no Paraná. É o que aponta a previsão do Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. O novo mês, mesmo mais quente e mais seco do que a média dos anos anteriores, poderá receber massas de ar frio com possibilidade de registro das geadas do ano nas regiões mais altas do Estado.
Em abril as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove os acumulados são mais altos. A previsão indica que o Litoral paranaense terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximos da média histórica para o mês, e o resto do Estado registre acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março.
A falta de chuva vai impactar diretamente a temperatura. “Essas chuvas abaixo da média histórica no Interior do Estado, desde a Região Metropolitana de Curitiba até as faixas Norte e Oeste do Paraná, devem favorecer para que as temperaturas fiquem dentro a ligeiramente acima da média histórica, porque ao longo do mês vamos ter mais dias secos, com predomínio de sol, favorecendo com que as temperaturas se elevem um pouco mais, principalmente durante as tardes”, afirma Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
Mesmo que as temperaturas fiquem acima da média histórica, a entrada de massas de ar frio irá ocorrer, principalmente, na segunda quinzena de abril. “As massas de ar frio podem levar à formação de geadas nas regiões mais altas do Estado, como o Centro-Sul, Palmas, General Carneiro e Guarapuava”, ressalta Reinaldo.
DADOS HISTÓRICOS - A média de volume acumulado de chuva no mês, historicamente, é mais baixa em abril nas cidades ao redor de Doutor Ulisses e Cerro Azul, onde a média fica entre 50 mm e 75 mm, apenas. As cidades com maior volume médio de chuva historicamente em abril, entre 175 mm e 200 mm, são Palmital e a região que vai de Pato Branco até as cidades próximas que fazem divisa com Santa Catarina.
No Sudoeste até o extremo Oeste, incluindo Francisco Beltrão, Cascavel, Foz do Iguaçu, Toledo e Santa Helena, bem como no Litoral paranaense, o volume histórico de chuvas em abril fica entre 150 mm e 175 mm. Na Região Metropolitana de Curitiba, Vale do Ivaí e Campos Gerais, com exceção de Ponta Grossa, o volume histórico para o mês vai de 75 mm a 100 mm. “O Litoral, o Oeste e o Sudoeste são as regiões que têm maior influência de massas de ar úmidas nesta época do ano, gerando mais áreas de instabilidade”, explica Reinaldo.
Em União da Vitória, Ponta Grossa, Cândido de Abreu, Telêmaco Borba, assim como em cidades do Norte e Noroeste do Paraná, o volume histórico de chuvas em abril é de 100 mm a 125 mm. Nas regiões de Guaíra, Guarapuava, e em uma faixa na Serra do Mar, entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, fica entre 125 mm e 150 mm.
As temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, são mais baixas historicamente em abril no Centro-Sul e na parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba: entre 12°C e 14°C. As mais altas ficam na região das praias e no extremo Noroeste: entre 18°C e 20°C.
No Sudoeste, nos Campos Gerais e nas outras partes da Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas em abril historicamente ficam entre 14°C e 16°C. No resto do Estado (incluindo o Oeste, o Norte e a Serra do Mar), as mínimas historicamente são de 16°C a 18°C.
As temperaturas máximas, geralmente registradas no período da tarde, são mais baixas historicamente também no Centro-Sul, ficando entre 22°C e 24°C. A Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, até a parte mais ao sul da região Sudoeste, ficam com temperaturas máximas médias em abril entre 24°C e 26°C.
O extremo Oeste, o Noroeste e o Norte Pioneiro têm as temperaturas máximas, em média, mais altas em abril, entre 28°C e 30°C. As outras áreas do Oeste, Sudoeste, Norte, Vale do Ivaí e o Litoral, tem temperaturas máximas, em média, em abril entre 26°C e 28°C.
Já as temperaturas médias, ou seja, a média entre todas as temperaturas registradas no dia, historicamente são mais baixas na região de Palmas e General Carneiro, entre 14°C e 16°C. No Sul e na Região Metropolitana de Curitiba, atingindo parte dos Centro Sul, historicamente ficam entre 16°C e 18°C.
As médias mais altas historicamente em abril são na região de Foz do Iguaçu, Guaíra, Cornélio Procópio, e na região Noroeste e na parte norte do Litoral, entre 22°C e 24°C. Em Cascavel, Francisco Beltrão e Telêmaco Borba, as temperaturas médias historicamente em abril ficam entre 18°C e 20°C. Nas outras cidades do Sudoeste, Norte, Campos Gerais e na Serra do Mar, entre 20°C e 22°C.
Por - AEN
Neste 1º de abril, data conhecida como o Dia da Mentira, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta para uma atitude que pode ter consequências graves: os trotes para serviços de emergência. A corporação reforça que ligações falsas para o telefone 193, número de atendimento a emergências dos bombeiros militares, comprometem o atendimento de ocorrências reais, mobilizam equipes desnecessariamente e colocam vidas em risco.
“Trote não é brincadeira, é crime e pode custar vidas”, enfatiza a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca.
Quando uma pessoa liga para o número 193, a chamada é atendida pela Central de Operações dos Bombeiros (Cobom), principal porta de entrada para pedidos de socorro em acidentes, incêndios e outras situações graves. Ao receber a chamada, os atendentes fazem a triagem de acordo com o tipo de ocorrência, para então determinar a quantidade e o tipo de veículo a ser deslocado, além do número de bombeiros necessários para o atendimento.
A capitã explica que, em falsos chamados de ocorrência, toda esta logística também é acionada, mas nestes casos os bombeiros perdem tempo e recursos que poderiam ser empregados em emergências reais. O resultado dos trotes é o atraso no socorro, gerando gasto público e desgaste das equipes mobilizadas desnecessariamente. “A partir do momento em que uma viatura se desloca para uma ocorrência falsa, aquela região fica desguarnecida. Se surgir uma situação real, o atendimento pode demorar mais e isso traz prejuízo direto para quem realmente precisa”, afirma.
FALSO INCÊNDIO - A oficial recorda de uma ocorrência atendida por ela em Maringá, em que dois caminhões de quartéis diferentes foram mobilizados após a informação de um incêndio de grandes proporções em uma residência. Ao chegarem ao local, as equipes não encontraram a situação descrita e, após contato com o Cobom, foi constatado que o telefone informado era falso. A mobilização desnecessária deixou as áreas atendidas pelos quartéis temporariamente sem cobertura operacional.
Já nos casos de atendimento pré-hospitalar, em que cada minuto é decisivo, o prejuízo dos trotes para a população é ainda maior. Nessas situações, a agilidade é fundamental para o que os bombeiros e profissionais de saúde chamam de “hora de ouro”, que se refere ao tempo de resposta.
“A rapidez na prestação do atendimento pré-hospitalar e no encaminhamento da vítima para o tratamento efetivo no hospital é muito importante para a sobrevida da pessoa e para minimizar sequelas. Quando uma viatura precisa ser deslocada de outro bairro, por exemplo, o atendimento pode demorar entre 10 e 15 minutos a mais, o que pode agravar a situação”, explica a bombeira militar.
TROTE É CRIME - Passar trote para serviços de emergência é crime com punições cabíveis. No Paraná, a Lei Estadual nº 17.107, de 2012, prevê sanções administrativas para quem realiza ligações falsas, incluindo a aplicação de multa e a responsabilização do titular da linha telefônica, ainda que o autor seja menor de idade.
Além disso, a conduta pode ser enquadrada no Código Penal Brasileiro. O artigo 340 trata da comunicação falsa de crime ou de ocorrência, com pena de detenção de um a seis meses ou multa. Dependendo do caso, também pode ser aplicado o artigo 266, que prevê reclusão de um a três anos e multa para quem interrompe ou perturba serviço público. Em situações envolvendo menores, os pais ou responsáveis podem ser chamados para prestar esclarecimentos e responder administrativamente.
ALERTA AOS PAIS E TUTORES - De acordo com o CBMPR, grande parte dos trotes ocorre durante a noite e a madrugada ou em períodos de férias escolares, quando crianças têm acesso a celulares sem supervisão. Também há casos envolvendo pessoas com deficiência intelectual que ligam para a central para conversar.
Para evitar esse tipo de situação, a capitã reforça a importância da supervisão. “Os pais e tutores devem ficar atentos ao uso de telefones por crianças ou pessoas com deficiência intelectual. Ao menor descuido, elas podem ligar para os serviços de emergência e atrapalhar o atendimento”, comenta a capitã Luisiana.
NÃO É BRINCADEIRA - O CBMPR orienta que o 193 seja utilizado apenas em situações reais de emergência. Evitar ligações falsas é uma forma direta de contribuir para que o atendimento chegue mais rápido a quem realmente precisa.
Por - AEN


.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)

_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)



_large.jpg)