Cesta básica fica mais cara em 17 capitais em dezembro

Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda.

A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

As quedas mais expressivas foram observadas na região norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.

Batata tem alta

A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Anvisa recolhe molho de tomate suspeito de conter pedaços de vidro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária Anvisa) determinou, nessa quarta-feira (7), o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia,, da marca Mastromauro Granoro. Com isso, o lote do produto teve a sua comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo suspensos.

A medida foi tomada depois do alerta da rede RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed - Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações) de que o lote do molho de tomate importado no Brasil continha pedaços de vidro.

Suplemento Neovite Visão

Outro produto que deve ser recolhido é o Neovite Visão, suplemento alimentar voltado para a saúde ocular, da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb). Estão proibidos de ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e consumidos os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072. A empresa comunicou o recolhimento voluntário dos lotes depois de identificar irregularidades.

“Os referidos lotes foram fabricados com Capsicum annuum L. (fruto da páprica), ingrediente não autorizado em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina. Além disso, a quantidade de Caramelo IV (caramelo processo sulfito-amônia) nos produtos está acima do limite permitido”, diz a Anvisa em nota.

Ervas Brasil

Os suplementos de Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e o Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil, da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda., também foram alvo de ação de fiscalização sanitária e devem ser apreendidos. Os produtos não podem mais ser comercializados, distribuídos, fabricados, divulgados e consumidos.

“A empresa não tem licença sanitária e nem alvará de funcionamento e utilizou ingredientes não autorizados em alimentos. Além disso, faz divulgação irregular dos produtos, com falsas indicações terapêuticas, associando o seu uso a benefícios funcionais e de saúde, sem comprovação científica”, explica a Anvisa.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Hortigranjeiros do Paraná estão com preços mais acessíveis ao consumidor no começo de 2026

O agronegócio paranaense inicia 2026 em um cenário marcado por recordes históricos, boas perspectivas produtivas e, em especial, um ambiente favorável ao abastecimento alimentar. De acordo com o Boletim Conjuntural desta semana, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (8), os preços mais acessíveis no segmento de hortigranjeiros beneficiam o consumidor e incentivam a aquisição desses itens. 

Dados da Ceasa Paraná mostram que, na comparação entre 2025 e 2024, a maior parte dos hortigranjeiros apresentou redução de preços no atacado. Isso é reflexo da sazonalidade e do planejamento produtivo para adequação da demanda no período de festas.

Dos 30 principais itens acompanhados, 22 registraram queda, incluindo produtos essenciais como batata comum (50,1%), cebola (49,9%), beterraba (45,8%) e cenoura (37,3%). Frutas como abacaxi e laranja, bastante apreciadas nas mesas brasileiras, também tiveram retração nos preços.

Se por um lado esse cenário é propício aos consumidores, por outro lado demonstra o quanto a organização da oferta e a gestão eficiente seguem como ferramentas para que o produtor possa garantir sustentabilidade e rentabilidade na horticultura paranaense.

SUÍNOS – A suinocultura paranaense fechou 2025 em patamar histórico. Segundo o Deral, o Paraná exportou 236 mil toneladas de carne suína, com receita de US$ 597 milhões, o maior resultado desde o início da série histórica, em 1997. O crescimento em volume e valor elevou a participação do Estado nas exportações nacionais de 14% para 16%, reforçando sua posição como o terceiro maior exportador brasileiro.

Outro destaque foi a ampliação e diversificação dos mercados compradores. As Filipinas assumiram a liderança nas importações, superando Hong Kong após 14 anos, enquanto países da América do Sul e do Sudeste Asiático ampliaram suas compras. O desempenho confirma a competitividade da cadeia produtiva e a capacidade do Paraná de atender à demanda internacional com qualidade e regularidade.

MILHO – A produção de milho avança de forma consistente. O plantio da segunda safra já começou em áreas pontuais do Sudoeste, após a colheita do feijão. A área plantada ainda é incipiente frente aos 2,84 milhões de hectares previstos, projeção essa 1% superior à da safra anterior e que pode ser revista conforme o avanço da colheita da soja.

Na primeira safra, o cenário é amplamente favorável: 93% das lavouras estão em boas condições – índice semelhante ao de um ano marcado por recorde de produtividade. Com área cultivada de 339 mil hectares, a expectativa do Deral é de uma produção de 3,47 milhões de toneladas, consolidando o milho como base estratégica tanto para a alimentação animal quanto para o equilíbrio das cadeias agroindustriais do Estado.

 

 

 

 

 

por - AEN

 Educação Profissional: escolas estaduais reabrem matrículas para cursos técnicos

A rede estadual de educação do Paraná reabriu, na manhã desta quinta-feira (8), o período para matrículas em cursos técnicos nas escolas estaduais. A oportunidade é voltada aos estudantes que perderam o prazo regular, aberto no final de 2025.

O novo período para a realização das matrículas vai até a próxima quinta-feira (15). Nesta etapa, as matrículas devem ser realizadas presencialmente, nas secretarias das escolas participantes. Ao todo, são ofertados mais de 45 cursos técnicos diferentes em cerca de 870 escolas estaduais.

Foram abertas até 55 mil vagas para estudantes concluintes do Ensino Fundamental que desejam ingressar na Educação Profissional de forma integrada à 1ª série do Ensino Médio. Já a oferta de cursos técnicos subsequentes, também conhecida como pós-Médio, soma cerca de 8 mil vagas para estudantes que já concluíram a Educação Básica.

“É uma oportunidade para que o estudante obtenha dois certificados - um do Ensino Médio regular, mas também uma certificação técnica. Dessa forma, o aluno sai da escola muito mais preparado para o mercado de trabalho e para o Ensino Superior, com os mesmos três anos do Ensino Médio regular”, destacou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

Os interessados devem apresentar comprovante de residência atualizado, certidão de nascimento, documento oficial com foto, CPF, comprovante de vacinação (para menores de 18 anos), histórico escolar ou comprovante de escolaridade, além de laudo médico e documento de tutela/guarda quando aplicável.

Mais informações sobre a oferta de cursos técnicos e a disponibilidade de vagas podem ser consultadas presencialmente, nas secretarias das instituições de ensino.

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL - A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) é uma modalidade educacional que visa facilitar a inserção e a atuação do estudante no mundo do trabalho e no Ensino Superior.

A modalidade contempla mais de 45 cursos gratuitos de qualificação, habilitação técnica e tecnológica, que abrangem diferentes áreas do conhecimento - Agronegócio, Administração, Biotecnologia, Enfermagem, Gastronomia, Formação Docente, Inteligência Artificial, Turismo, entre muitos outros.

“É um grande trabalho voltado à empregabilidade. Ainda no Ensino Médio, o coordenador do curso técnico busca vagas de estágio e Jovem Aprendiz para alocar os estudantes na área em que estudam. Aliando teoria e prática, esse aluno deixa a escola muito bem preparado e, muitas vezes, já empregado”, acrescentou o secretário Roni Miranda.

Nos últimos anos, a oferta da EPT tem crescido exponencialmente na rede estadual do Paraná, por meio da abertura de novas turmas e da realização de parcerias com entidades e setor produtivo, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-PR) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-PR). O número de ingressantes em cursos técnicos no Estado saltou de 15,1 mil, em 2018, para mais de 50 mil no ano passado.

Para 2026, a expectativa é de nova ampliação, impulsionada pela adesão de novas escolas à EPT. Ao todo, 94 instituições estaduais, de diferentes regiões do Paraná, passarão a ofertar quase 5 mil novas vagas para cursos técnicos.

 

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

 Guia orienta sobre mudança no rastreamento do câncer de colo do útero

A Fundação do Câncer lançou nesta quinta-feira (8) nova versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, como parte do Janeiro Verde, mês de conscientização e prevenção da doença. O guia teve a primeira edição lançada em 2022, quando se falava de vacinação contra o HPV (papilomavirus humano), vírus que afeta a pele e as mucosas - a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo - e o rastreamento com o exame Papanicolau, que utilizava a citologia, método vigente à época.

A nova versão do guia visa a orientar profissionais de saúde na transição de rastreamento, que substituirá gradualmente o exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV.

“Tanto a vacinação quanto o método de rastreamento receberam muitas mudanças nesse período, principalmente em 2025. Houve uma ampliação para vacinação do público-alvo contra o HPV", disse a consultora médica da Fundação do Câncer, Flávia Miranda Corrêa.

Segundo ela, em relação ao rastreamento foram incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS), em 2024, os testes moleculares (DNA-HPV) para detecção do HPV oncogênico (tipos de HPV com potencial capacidade de causar câncer de colo do útero). A partir de setembro do ano passado, começou o processo de implementação”.

O processo de implementação dos testes moleculares para detecção do HPV oncogênico foi iniciado em setembro do ano passado, por meio de um núcleo criado na Secretaria de Atenção Especializada em Saúde, do Ministério da Saúde, e ocorrerá de forma gradativa, disse Flavia Corrêa, doutora em Saúde Coletiva da Criança e da Mulher pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz). Primeiro foram elencados municípios de 12 estados para começar essa implementação baseada.

Eles estão em diferentes estágios de evolução desse processo. Agora começaram as conversas com mais 12 estados para ter apoio do ministério e começar a implementação”. Flavia destacou que nos lugares em que o rastreamento molecular (DNA-HPV) não tiver chegado ainda, continuarão valendo as regras baseadas no rastreamento citológico (Papanicolau).

O guia atualizado da Fundação do Câncer já incorpora as recomendações das novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, aprovadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que preveem a substituição gradual do exame de Papanicolaou pelo teste de DNA-HPV no SUS.

De acordo com o cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, enquanto o Papanicolau identifica alterações celulares quando elas já estão presentes, o novo exame molecular detecta a infecção pelo HPV, “ampliando a capacidade de detecção precoce e a efetividade das estratégias de prevenção”.

Público alvo

Flavia Corrêa informou que o público-alvo do novo exame de rastreamento DNA-HPV continua o mesmo no Brasil, abrangendo mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos de idade. Outros países fixaram a idade inicial em 30 anos. Após estudos, o Brasil decidiu manter o que já estava consolidado no país, principalmente para não ter os dois métodos sendo usados concomitantemente em uma mesma unidade de saúde. “As duas técnicas não podem coexistir, porque senão vai haver muita confusão e, inclusive, a possibilidade de serem feitos os dois testes na mesma mulher”, explicou.

A periodicidade dos testes também é diferente. Na citologia, ele tem de ser repetido de três em três anos após um resultado negativo, depois de dois resultados negativos feitos no intervalo de um ano.

“Os primeiros exames são anuais e, a partir daí, são trienais”. Com o exame molecular (DNA-HPV), mais sensível, sabe-se que 99% das mulheres têm teste negativo, não têm HPV, não têm lesão precursora nem câncer e, por isso, pode-se ampliar o intervalo do rastreamento para cinco anos. Essa diferença é justificada pela maior sensibilidade do teste HPV.

Entre as mulheres que tiverem resultado positivo para os tipos mais perigosos e responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero, que são o HPV 16 e 18, em que há mais risco de lesão precursora de câncer, o encaminhamento para exame de colposcopia é imediato. A colposcopia permite, por meio de lentes de aumento, visualizar o colo do útero e a vagina de forma ampliada e detalhada e, com o uso de alguns reagentes, detectar lesões precursoras da doença. 

Flavia Corrêa disse ainda que além do HPV 16 e 18, existe um grupo de mais dez tipos de HPV, considerados pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) responsáveis por 30% dos casos de câncer de colo de útero. As mulheres com resultado positivo para outros tipos de HPV oncogênico terão a citologia reflexa processada no mesmo material coletado para o teste molecular. Caso a citologia apresente alterações, essas pacientes também serão encaminhadas para colposcopia. Mas se a citologia for normal, se não tiver nenhuma alteração, a paciente repete o teste de HPV em um ano, em vez de cinco anos, porque está em risco intermediário entre a mulher que tem HPV 16 e 18 positivo e aquela que apresenta teste negativo.

Pilares

O Brasil aderiu à Estratégia Global para a Eliminação do Câncer de Colo do Útero, lançada em 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e assumiu metas até 2030 que incluem vacinar 90% das meninas até 15 anos de idade, rastrear 70% das mulheres com teste molecular e tratar 90% das pacientes diagnosticadas com lesões precursoras ou câncer.

Flavia Corrêa destacou que a vacinação das meninas é a forma mais eficaz de prevenir o câncer de colo do útero “porque simplesmente não tendo uma infecção por HPV, o câncer não ocorre. É o que a gente chama de prevenção primária”. Com a pandemia de covid-19 e, nos anos seguintes, com o movimento muito forte antivacina, a cobertura caiu. Agora, o Programa Nacional de Imunização (PNI) faz grande esforço em relação à meta de 2030 e, desde o final do ano passado, com duração prevista até o final do primeiro semestre de 2026, está fazendo o resgate dos adolescentes entre 15 e 19 anos que não foram vacinados até o momento contra o HPV.

“Vai ser uma medida muito importante, porque a gente sabe que quanto mais cedo a criança ou adolescente for vacinado contra o HPV, maior é a imunidade que se desenvolve”.

Disponível no SUS desde 2014, a vacina quadrivalente protege contra os tipos mais frequentemente associados ao desenvolvimento do câncer de colo de útero. No Brasil, meninas e meninos de 9 a 14 anos recebem dose única contra o HPV.

O segundo pilar é o rastreamento, que ganha força com a incorporação do teste molecular DNA-HPV. A consultora médica da Fundação do Câncer salientou que, ao contrário do Papanicolau, com subjetividade muito grande pelo fator humano e que pode apresentar resultados falsos positivos como negativos, o exame molecular (DNA-HPV) é automatizado e tem 99% de segurança, se der negativo, de que a pessoa não tem nem vai ter lesão precursora ou câncer no período de cinco anos ou mais. “Essa mudança aproxima o Brasil de países como a Austrália, referência mundial, que já registrou quedas expressivas na incidência da doença após adotar o novo exame como principal método de rastreamento”, afirmou Flavia.

O terceiro pilar é o tratamento oportuno, que completa a estratégia da OMS. Ele inclui desde o manejo adequado de lesões precursoras até o acesso rápido ao tratamento oncológico para os casos já avançados, assegurando que mulheres identificadas com alguma alteração recebam o cuidado necessário de forma rápida e efetiva. Se for confirmado o diagnóstico de lesão precursora ou câncer e a mulher não for submetida a tratamento, se rompe um elo dessa cadeia e não se está fazendo prevenção, disse a médica.

“Não basta só mudar o teste. Toda a rede de cuidado e prevenção do câncer do colo do útero tem que estar estruturada”.

Prioridades

Flavia lembrou que a vacinação gratuita contra o HPV está disponível no SUS também para grupos prioritários como pessoas com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos e vítimas de abuso sexual (9 a 45 anos), além de usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), medicamento antirretroviral tomado por pessoas sem HIV para prevenir a infecção. Para mulheres na faixa de 20 a 45 anos, a vacina não está incorporada ao SUS e elas terão de recorrer ao setor privado de saúde. A partir dos 20 anos, a vacina é dividida em três doses e a decisão deve ser compartilhada entre a mulher e o profissional de saúde que a acompanha, para avaliação dos benefícios.

Como participante do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da OMS: Atualização das Recomendações de Rastreamento e Tratamento da OMS para prevenir o câncer de colo do útero", Flavia Corrêa admitiu que os profissionais do sexo ainda não estão incluídos nos grupos de vacinação no SUS. Mas, como representam um grupo de risco maior, ela acredita na possibilidade de virem a ser incluídos na expansão da vacinação contra o HPV.

Consulte aqui o Guia Prático de Prevenção do Câncer do Colo do Útero, da Fundação do Câncer.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Médico de Bolsonaro confirma traumatismo craniano leve

O ex-presidente Jair Bolsonaro caiu ao caminhar e teve um traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado.

Ele é um dos profissionais que atende o ex-presidente. Bolsonaro retornou ao Hospital DF Star, em Brasília, após autorização concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para que ele deixasse a cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) onde cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

"Na madrugada de ontem[terça-feira], o presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto da superintendência. Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu", informou o médico a jornalistas. 

Bolsonaro fez exames e já retornou à Superintendência da PF, que fica a poucos quilômetros do hospital particular. 

Um boletim divulgado pelo DF Star confirmou o traumatismo craniano leve, sem indicação de nenhuma intervenção mais complexa.

"Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente", diz o texto assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini.

De acordo com o médico Brasil Caiado, a queda de Bolsonaro no quarto pode ser decorrente de quadros de desorientação causados pela interação entre diferentes medicamentos. 

"Há uma suspeita inicial e nós já havíamos imaginado, que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento da crise de soluços. Se esses quadros forem recorrentes, colocam o presidente em uma zona de maior risco", explicou.

Há menos de uma semana, Bolsonaro havia tido alta do mesmo hospital, onde ficou internado por 8 dias, onde foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, seguida de outros procedimentos para conter o quadro de soluços.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um novo medicamento, o Leqembi, para tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.

O remédio, produzido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença. 

Segundo o registro da Anvisa, o lecanemabe reduz as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas placas é uma característica definidora da doença de Alzheimer. O produto é uma solução para diluição para infusão.

Estudo 

A Anvisa divulgou que o medicamento teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam placas betaamiloides no cérebro e receberam o Leqembi ou placebo. 

“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, apontou a Anvisa. A avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, utilizada para testar a gravidade da doença de Alzheimer em pacientes. 

A escala inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo. Segundo o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo.

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

 IPVA 2026: saiba quais os municípios com as maiores e menores frotas do Paraná

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e a Receita Estadual divulgaram o relatório com a frota tributável nos 399 municípios do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Para o exercício de 2026, a frota total lançada em todo o Paraná soma 4.181.911 veículos. A estimativa de arrecadação é de R$ 4,59 bilhões. Confira o lançamento do IPVA por município  AQUI .

O levantamento evidencia diferenças entre os municípios paranaenses. Em termos de comparação, 55 cidades contam com mais de 10 mil veículos registrados. Isso representa 76% da frota total do Estado. Por outro lado, 71 municípios possuem menos de mil veículos tributados (1,2% da frota).

A capital, Curitiba, registra isoladamente 971,1 mil veículos na base de cálculo, enquanto o município de Mirador, região Noroeste, apresenta o menor registro do estado, com apenas 273 veículos.

De acordo com levantamento da Receita Estadual, a Região Metropolitana de Curitiba concentra a maior frota do Estado, com 1.555.322 veículos registrados. A seguir, os municípios de algumas regiões com o maior número de registro de veículos.

O IPVA no Estado traz uma redução histórica no valor cobrado da maioria dos motoristas, com a alíquota fixada em 1,9%. “A redução da alíquota beneficia tanto quem vive nas grandes cidades quanto nos municípios menores, garantindo um imposto mais justo e equilibrado para todo o Estado”, destacou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.

As menores frotas do IPVA 2026:

  • Mirador: 273 veículos
  • Nova Aliança do Ivaí: 290 veículos
  • Jardim Olinda: 302 veículos
  • Santa Inês: 357 veículos
  • Guaraqueçaba: 432 veículos

As maiores frotas do IPVA 2026

  • Curitiba: 971.162 veículos
  • Londrina: 216.080 veículos
  • Maringá: 186.509 veículos
  • Cascavel: 150.130 veículos
  • São José dos Pinhais: 140.863 veículos

Confira as maiores frotas regionais:

Região Metropolitana de Curitiba (RMC): 1.555.322 veículos

  • Curitiba: 971.162
  • São José dos Pinhais: 140.863
  • Colombo: 79.701

Noroeste: 515.549 veículos

  • Maringá: 186.509
  • Umuarama: 43.226
  • Paranavaí: 31.364

Oeste: 498.639 veículos

  • Cascavel: 150.130
  • Foz do Iguaçu: 94.610
  • Toledo: 62.204

Norte: 437.227 veículos

  • Londrina: 216.080
  • Arapongas: 42.791
  • Cambé: 34.207

Campos Gerais: 270.881 veículos

  • Ponta Grossa: 131.496
  • Telêmaco Borba: 27.179
  • Castro: 25.858

Sudoeste: 232.760 veículos

  • Pato Branco: 39.079
  • Francisco Beltrão: 38.764
  • Dois Vizinhos: 18.801

ISENÇÕES – As motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas aptas a realizar a conversão.

Os proprietários de veículos já podem realizar o pagamento do IPVA 2026. O prazo para pagamento à vista ou da primeira parcela começa nesta sexta-feira (9) e segue até 15 de janeiro, conforme o final da placa. Quem optar pela quitação integral garante desconto de 6% sobre o valor total. Também é possível parcelar o imposto em até cinco vezes, sem desconto.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Com redução do IPVA, emplacamentos aumentaram 42% no Paraná entre 2024 e 2025

Mesmo com a nova alíquota do IPVA em vigor por menos de quatro meses em 2025, o Paraná registrou um crescimento expressivo no número de primeiros emplacamentos de veículos.

O volume anual passou de 286 mil para cerca de 406 mil novos registros, um aumento absoluto de aproximadamente 120 mil veículos e uma alta de 42% em relação a 2024. A tendência aponta para um efeito ainda mais intenso em 2026, quando a medida estará válida ao longo de todo o ano.

O avanço coincide com a sanção da lei pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, em setembro de 2025, que reduziu a alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 3,5% para 1,9% do valor venal de automóveis, motocicletas e caminhonetes. A mudança havia sido anunciada em agosto e começou a influenciar, ainda naquele mês, o comportamento de proprietários de veículos e empresas do ramo, como locadoras, com reflexos mais evidentes a partir de setembro.

“Essa foi a maior redução de IPVA do Brasil, que alivia o bolso dos paranaenses e que agora começa a se converter em maior circulação de dinheiro na economia dos municípios. Isso vai ajudar as famílias no pagamento do IPTU, do material escolar, de uma prestação da casa, de uma viagem em família, das compras no mercado, no açougue ou na mercearia. É um benefício direto para a população”, afirmou Ratinho Junior.

Além do aumento nos primeiros emplacamentos, os dados mensais indicam outro efeito relevante da redução do imposto: a intensificação da transferência de veículos de outros estados para o Paraná. 

De janeiro a agosto de 2025, o Estado registrou menos emplacamentos mensais desse tipo do que nos mesmos meses de 2024, com exceção de julho e agosto, quando os volumes foram praticamente equivalentes. A partir de setembro, já com a nova lei sancionada, todos os meses passaram a apresentar mais transferências para o Paraná do que no ano anterior.

Esse movimento mostra que, além de estimular que veículos novos sejam emplacados no Estado, a redução do IPVA também tem levado proprietários que mantinham seus veículos registrados em outras unidades da federação a retornarem ao Paraná, atraídos pelo ambiente fiscal mais favorável.

A média mensal de emplacamentos totais também mudou de patamar no segundo semestre. Entre janeiro e agosto de 2025, foram cerca de 48 mil registros por mês, incluindo primeiros emplacamentos e transferências de outros estados. De setembro a dezembro, esse número saltou para aproximadamente 68,7 mil emplacamentos mensais, indicando um novo patamar médio para 2026 com nova alíquota plenamente incorporada às decisões de compra e de transferência de veículos.

Além de impulsionar o mercado automotivo, o crescimento no número de veículos em circulação também se reflete positivamente na arrecadação total do Estado, compensando boa parte relevante da redução da alíquota, conforme já era previsto pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). Na avaliação do secretário da pasta, Norberto Ortigara, o aumento da base tributária contribui para preservar o equilíbrio fiscal ao mesmo tempo em que amplia o acesso da população à aquisição e regularização de veículos.

"Essa é uma política de justiça tributária. Essa alíquota é atrativa para quem planeja novos investimentos. Mostramos que é possível ter responsabilidade fiscal e, ao mesmo tempo, reduzir tributos”, afirmou Ortigara.

EMPLACAMENTO VEÍCULOS

Foto: Secom


REDUÇÃO HISTÓRICA – A nova alíquota do IPVA foi sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no dia 23 de setembro, em Curitiba, reduzindo o imposto de 3,5% para 1,9% do valor venal de automóveis, motocicletas e caminhonetes. A medida beneficia cerca de 3,4 milhões de proprietários de veículos no Estado, que passarão a pagar, em média, 45% menos imposto por ano.

Para se ter uma ideia do impacto, o proprietário de um carro avaliado em R$ 50 mil, que pagava R$ 1.750 de IPVA, passou a pagar R$ 950 em 2026. Segundo a Receita Estadual, mais de 68% da frota tributada do Paraná se enquadra nessa faixa de valor. Para efeito de comparação, em Santa Catarina, onde a alíquota é de 2%, o imposto para esse mesmo veículo seria de R$ 1.000, enquanto em São Paulo, com alíquota de 4%, chegaria a R$ 2.000.

“Essa é uma grande vitória para o Paraná, que mostra que é possível cortar mordomias para tributar menos, mantendo um nível alto de arrecadação, beneficiando os serviços públicos estaduais e também as prefeituras”, comentou o presidente do Detran-PR, Santin Roveda. 

Atualmente, a frota tributada do Paraná soma cerca de 4,1 milhões de veículos, sendo que 3,4 milhões – quase 83% do total – são diretamente beneficiados pela redução. Entre os veículos contemplados estão automóveis, motocicletas acima de 170 cilindradas, caminhonetes, camionetas, ciclomotores, motonetas, utilitários, motorhomes, triciclos, quadriciclos e caminhões-tratores. Os automóveis representam o maior grupo, com mais de 2,5 milhões de unidades, seguidos por motocicletas (268,7 mil), caminhonetes (244,7 mil) e camionetas (225,1 mil).

A alíquota diferenciada não altera a cobrança para veículos especiais, como ônibus, caminhões, utilitários de carga, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV), que seguem tributados em 1%. A lei também mantém a isenção do IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas, sancionada em dezembro de 2024.EMPLACAMENTO VEÍCULOS

Foto: Secom


DESCONTO AINDA MAIOR – A redução de 45,7% na alíquota não será a única economia para os contribuintes em 2026. Quem optar pelo pagamento à vista terá um desconto adicional de 6%, o que pode elevar a economia total para até 49% em relação ao IPVA de 2025.

No exemplo de um carro avaliado em R$ 50 mil, o imposto cairá de R$ 1.750 para R$ 950. Com o pagamento à vista, o valor final será de R$ 893. Para quem preferir parcelar, o IPVA poderá ser dividido em cinco cotas, entre janeiro e maio, sem desconto adicional. Nesse caso, o valor será de R$ 190 por parcela – bem abaixo das cinco parcelas de R$ 350 que seriam cobradas com a alíquota antiga.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN