O Paraná prosseguirá com dias cinzentos neste sábado (10), domingo (11) e no feriado da Padroeira, na segunda-feira (12). De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, vários sistemas meteorológicos atuam favorecendo a nebulosidade e ocorrência de chuva até o início da próxima semana.
Uma linha de instabilidade veio dos estados e países vizinhos a oeste e atravessou o Paraná a partir da tarde de quinta-feira (08). As rajadas de vento mais fortes foram registradas em Laranjeiras do Sul (72 km/h), General Carneiro (68,4 km/h), Nova Prata do Iguaçu (68 km/h), Cerro Azul (63,4 km/h), e Santa Maria do Oeste (61,9 km/h).
Os volumes de chuva na quinta foram mais expressivos na estação hidrológica do Instituto Água e Terra (IAT) em Japurá (26 mm), e nas estações meteorológicas do Simepar em Loanda (25,4 mm), Santa Maria do Oeste (22,2 mm), Distrito de Horizonte, em Palmas (21,4 mm) e Cianorte (20 mm).
A chuva avançou durante a madrugada pelo Oeste e Sudoeste, atingindo também parte do Noroeste, e no amanhecer estava concentrada entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul. No Norte e Campos Gerais, as tempestades ocorreram de forma irregular. Já na região Leste, houve apenas variação de nuvens, sem registro de eventos meteorológicos severos.
Durante a madrugada desta sexta-feira (09), Altônia registrou a única rajada de vento acima de 60 km/h entre as estações meteorológicas do Simepar: 63,7 km/h. Os maiores volumes de chuva desta sexta-feira até as 7h foram em Santa Helena (27,6 mm), Maringá (27,2 mm), Mauá da Serra (24,4 mm), Medianeira (Sanepar: 23,8 mm) e Japurá (IAT: 20,8 mm).
A atuação conjunta de dois sistemas meteorológicos mantém a chuva nesta sexta. “Um centro de baixa pressão sobre o oceano, na altura do Uruguai, que favorece a passagem de uma frente fria pelo Estado, e um segundo sistema, também de baixa pressão, está localizado sobre o Paraguai e contribui para intensificar as instabilidades, principalmente no Oeste paranaense”, explica Bianca Angelo, meteorologista do Simepar.
A chuva ocorre de maneira irregular, com intensificações pontuais em todas as regiões. As temperaturas seguem elevadas, especialmente nas regiões Norte e Leste, o que contribui para o aumento do potencial de risco de tempestades.
SÁBADO E DOMINGO - Ao longo do sábado (10), o cenário se mantém, com chuvas irregulares em todas as regiões do Paraná. O sistema de baixa pressão sobre o Paraguai continua favorecendo a ocorrência de eventos mais intensos no Oeste e Noroeste do Paraná, onde são esperadas trovoadas com maior frequência. No Norte e Leste do Estado, também não se descartam tempestades pontuais.
“Com o avanço da frente fria há uma alteração na circulação dos ventos, o que reduz o transporte de ar quente do Interior do continente para o Paraná. Com isso, as temperaturas não devem chegar aos 30°C em nenhuma região. Apesar disso, a nebulosidade contribui para a sensação de abafamento”, ressalta Bianca.
No domingo (11), a chuva persiste, mas o potencial para a formação de tempestades diminui. A precipitação será moderada sobre o Estado, com pancadas de chuva de menor duração, mas não estão descartadas intensificações pontuais, especialmente no Oeste, Sudoeste e Centro-Sul. A nebulosidade permanece, com temperaturas máximas variando entre 20°C e 25°C
FERIADO - O feriado em homenagem à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, e também Dia das Crianças, na segunda-feira (12), seguirá com tempo nublado e temperaturas amenas. Apenas nas cidades que fazem divisa com São Paulo os termômetros devem ultrapassar os 25°C.
“O risco de tempestades novamente se intensifica no Oeste, Noroeste, Sudoeste e parte do Centro-Sul do Paraná, devido a atuação de um cavado meteorológico. São previstos temporais com alta incidência de raios e rajadas de vento pontualmente fortes”, afirma Bianca.
Nas outras regiões do Estado também não se descarta a possibilidade de eventos de chuva pontualmente intensos, porém com menor intensidade e duração do que na faixa Oeste.
ALERTAS - O Simepar recomenda que a população faça o cadastro para receber os alertas da Defesa Civil. Basta enviar um SMS do celular para o número 40199, e no campo da mensagem digitar o CEP da residência.
Por - AEN
O fenômeno El Niño chegou à sua categoria mais alta no Oceano Pacífico Equatorial. As previsões de todos os institutos internacionais apontam que a intensidade do fenômeno ainda irá subir até novembro, e ele permanecerá ativo até, pelo menos, março de 2027. No Paraná, de acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, o principal impacto é o aumento no volume de chuvas, que terão acumulados acima da média até dezembro deste ano.
As informações são do balanço de atualização do El Niño, divulgado pelo Simepar nesta quinta-feira (08). A temperatura chegou a 2,1°C acima da média na área de referência para monitoramento do El Niño pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA). O valor subiu de forma consistente desde abril deste ano, e em junho foi confirmado que o fenômeno já está ativo.
Há previsão de que o índice de temperatura chegue a 3,3°C acima da média até entre novembro e janeiro, com 83% de chance de que se configure como um dos El Niños mais fortes de todos os que já foram registrados desde 1950. Gradativamente ele perderá intensidade após este pico, mas a probabilidade é também de 83%, segundo a NOAA, de que o El Niño siga sob intensidade muito forte até o fim do verão de 2027, em março.
Com este cenário climático, o Simepar aponta previsão de chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta o risco de temporais severos, granizo e raios no Paraná. Apesar da previsão de chuva acima da média para todas as regiões, os prognósticos indicam que os maiores desvios devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.
Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
PREPARAÇÃO - Desde as primeiras notícias sobre a intensidade do fenômeno, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou as ações de preparação junto aos municípios. Os 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR) realizaram encontros alertando os 399 coordenadores municipais sobre a gravidade do cenário, orientando as prefeituras a realizar atividades para melhorar a drenagem, especialmente nas áreas com histórico de ocorrências. Também foram repassadas informações relativas à importância da atualização do Plano de Contingência e da preparação da população local, diante da realidade de cada região.
Até o momento, 278 prefeituras já realizaram ao menos uma ação de prevenção, como a manutenção e limpeza de bueiros e galerias, desassoreamento de rios e canais, participação em reuniões de orientação ou simulados de mesa.
ESCOLAS - Por meio do Programa Brigadas Escolares, a Cedec e a Secretaria de Educação do Paraná prepararam um guia prático com orientações específicas para situações de vendaval, granizo, inundações e alagamentos. Nesta semana o Governo do Paraná iniciou a preparação nas escolas estaduais. A rede estadual já iniciou o treinamento que prevê exercícios simulados em mais de 2 mil colégios em todo o Paraná.
O guia pode ser utilizado por diretores e professores de toda comunidade escolar, tanto da rede pública, quanto privada, para prepararem ações em resposta a possíveis eventos severos e extremos no ambiente escolar. A necessidade desse guia nasceu diante da influência do El Ninõ nos meses de outubro e novembro no sul do país. O material orienta um passo a passo sobre como planejar e treinar o simulado de acordo com a situação escolhida. Caberá à direção da instituição de ensino avaliar qual o cenário mais vulnerável para esses locais e definir qual o protocolo adotado.
Segundo o coronel Ivan Fernandes, coordenador Geral do Programa Brigadas Escolares, em casos de eventos severos, as escolas são os melhores locais para os alunos permanecerem até a situação melhorar. “Com esse guia reforçamos a cultura de prevenção e orientamos como cada instituição pode organizar seu próprio simulado de acordo com os riscos daquela edificação ou localidade”, completa.
Criado pela equipe do Programa Brigadas Escolares o guia pode ser baixado de maneira gratuita no site da Cedec www.defesacivil.pr.gov.br . O guia com 23 páginas o material foi desenvolvido para orientar os simulados de edificação, praticados quatro vezes por ano na rede estadual de educação e escolas especiais. Desde 2012, o programa atua na preparação, prevenção, mitigação e resposta a situações adversas no ambiente escolar que possam oferecer risco a alunos, professores e demais funcionários.
ALERTAS – O monitoramento da Defesa Civil Estadual é realizado 24 horas por dia com apoio de meteorologistas do Simepar. A estrutura do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres acompanha as condições para o envio de alertas em caso de condições mais severas.
Para receber os alertas da Defesa Civil é preciso efetuar um cadastro gratuito. Você deve enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber as mensagens. É também possível receber os alertas por WhatsApp. Para isso, é necessário cadastrar o número (61) 2034-2611 e interagir com o número, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Por -AEN
O fim de semana começa, nesta sexta-feira (9), com aviso vermelho de perigo para tempestades no oeste e sudoeste do Paraná, centro e oeste de Santa Catarina e noroeste e norte do Rio Grande do Sul. 

As tempestades deixam ainda todas as outras áreas da região sob aviso laranja ou amarelo, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Nas capitais da Região Sul, o calor predomina antes das chuvas, com máxima que chega a 29°C em Curitiba. A passagem de uma frente fria pelo Rio Grande do Sul deixa os termômetros baixos no estado, onde a mínima será de 16°C na capital Porto Alegre.
Na Região Norte, chuva e trovoadas em Rondônia, no Acre, no sudoeste, centro, oeste e noroeste do Amazonas e no noroeste de Roraima deixam a região sob o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.
Também há possibilidade de chuvas isoladas no oeste e sudoeste de Roraima, no norte e leste do Amapá e na faixa litorânea do Pará.
O calor predomina na região com mínima de 24°C em Belém e máxima de 37°C em Boa Vista.
No Centro-Oeste do país, o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades também alcança Mato Grosso do Sul e o sul, oeste e noroeste de Mato Grosso. No norte e leste de Mato Grosso, centro e norte de Goiás e no Distrito Federal, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para baixa umidade do ar.
Entre as capitais a mínima será em Brasília, de 19°C, e a máxima chega a 37°C em Cuiabá.
Na Região Sudeste, também há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no sul do Rio de Janeiro. Também há possibilidade de chuvas isoladas no Triângulo Mineiro, na região central e sudeste de Minas e nas demais áreas do Rio de Janeiro.
Entre as capitais, a mínima será de 18°C em São Paulo e a máxima de 34°C em Vitória.
Seca
No Nordeste, o céu fica com poucas nuvens na maior parte da região, onde há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar entre o sul e leste do Maranhão, Piauí, oeste, centro e sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e grande parte da Bahia.
Há possibilidade de chuvas isoladas apenas ao longo da faixa litorânea pela manhã e no norte do Maranhão durante a tarde. Nas capitais, a mínima é de 20°C em Maceió e a máxima de 39°C em Teresina.
Por - Agência Brasil














