Idosa é morta por touro de rodeio

Uma mulher de 78 anos foi morta por um touro em Barbosa Ferraz, cidade da região centro-oeste do Paraná com 10.795 habitantes. O animal fugiu durante a festa de comemoração dos 66 anos da cidade, no fim da noite desta sexta-feira (04), que contava com uma programação de rodeios.

Sem controle, o touro saiu pelas ruas da cidade. A vítima foi atacada no bairro Roque, de acordo com a Polícia Militar (PM-PR).

Apesar da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ela não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo dela foi encaminhado à Polícia Científica de Campo Mourão. 

Ainda conforme a PM, mesmo após o ataque, "o animal seguiu solto pelas ruas da cidade, demonstrando extrema agressividade". Algumas pessoas tentaram usar laços, mas o touro não foi controlado e foi morto a tiros por policiais.

"Diante do iminente risco à vida das pessoas, e não havendo outro meio para a contenção do animal, os policiais militares precisaram neutralizar o boi com disparos de arma de fogo, agindo em estado de necessidade", diz a nota da PM.

A PM não divulgou detalhes de como o touro fugiu e onde a mulher estava quando foi morta. O nome da vítima também não foi compartilhado oficialmente.

O proprietário do animal, um homem de 37 anos, foi identificado e encaminhado à delegacia da Polícia Civil.

 

Provas foram canceladas

Por meio de nota divulgada nas redes sociais, a Prefeitura de Barbosa Ferraz informou que as provas de rodeio foram suspensas. A festa, que tem programação até domingo (6), não foi cancelada. Leia o comunicado na íntegra:

"Município de Barbosa Ferraz, por intermédio de seu prefeito Carlos Rosa Alves, comunica à população a suspensão imediata das provas de rodeio (montarias) da programação em curso, em decorrência do trágico acidente ocorrido nesta data, que vitimou fatalmente uma mulher, em episódio envolvendo touro da tropa.

Manifestamos profundo pesar e solidariedade à família da vítima, aos amigos e a toda a comunidade barbosense. Neste momento de luto, a Administração Municipal se coloca à disposição e prestará o apoio que lhe couber.

Determino a instauração imediata de procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos. Serão adotadas todas as providências cabíveis, em articulação com as autoridades competentes, para identificação e responsabilização de quem deu causa ou contribuiu para a tragédia. Não haverá omissão.

Sob o aspecto administrativo, DE FORMA CONJUNTA e com o apoio de lideranças, as demais festividades e atividades da programação — que envolvem entidades parceiras, comércio local, artistas, prestadores de serviço e a população — serão mantidas, com reforço imediato das medidas de segurança e prevenção. Os compromissos já assumidos e os demais desdobramentos organizacionais do evento precisam ser honrados, sem que isso signifique qualquer relativização da gravidade do ocorrido, e principalmente sem perder o respeito e o sentimento de solidariedade com a situação.

Pedimos respeito à memória da vítima e à dor da família. Barbosa Ferraz permanece unida neste momento difícil."

 

 

Pegada de sangue no chão ajuda a identificar assassino

Éder da Silva, de 42 anos, foi condenado a 47 anos e 7 meses de prisão por esfaquear e matar Daniela Arduini, de 48 anos, namorada dele na época. O crime aconteceu em agosto de 2025 em Paiçandu, no Norte do Paraná.

Na condenação, definida na quinta-feira (03), o Tribunal do Júri o considerou culpado por feminicídio qualificado pelo meio cruel, segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR). Além disso, o acusado terá que pagar uma indenização de R$ 50 mil à família da vítima. A defesa ainda pode recorrer da decisão. 

Na época, Daniela foi encontrada morta e com ferimentos na cabeça pela filha, na residência em que morava. Horas antes, vizinhos relataram que ouviram a vítima brigando com um homem, que foi visto saindo da casa dela momentos depois.

Uma pegada com sangue, que foi encontrada no chão da cena do crime, ajudou a identificar Éder como o autor do crime, conforme a Polícia Científica do Paraná (PCIPR).

Ele foi encontrado e preso em um bar em Maringá no dia seguinte. Segundo a polícia, o acusado estava com uma bota da mesma marca da pegada, com manchas de sangue no solado. No tecido da calça que ele estava vestindo também havia vestígios de sangue.

 

 

Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos

Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos (apps) no país em 2025. A imensa maioria deles por conta própria, com jornadas semanais mais longas que os demais ocupados no setor privado e ganhando menos por hora trabalhada.

A constatação faz parte de uma edição sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O IBGE buscou informações de pessoas com 14 anos ou mais que utilizam os aplicativos para realizar serviços de transporte e entregas. O instituto classifica esses trabalhadores como “plataformizados”.

A pesquisa revela que o contingente de 1,959 milhão de trabalhadores por apps representavam 1,9% do total de ocupados no país.

Cerca de 1,2 milhão de trabalhadores plataformizados utilizam apps de transporte de passageiros. Isso representa praticamente seis em cada dez plataformizados (58,9%).

Desses, 1,1 milhão utilizam as plataformas como Uber e 99, enquanto 232 mil utilizam apps de táxi exclusivamente.

Um em cada cinco (19,2%) dos plataformizados tinha ocupação como entregadores de apps de comida, produtos, etc. Eram 376 mil pessoas que faziam entregas para plataformas como Rappi, iFood, Zé Delivery, entre outros.

O IBGE mapeou ainda a categoria apps de prestação de serviços gerais ou profissionais, que inclui profissões como designers, tradutores e até telemedicina, quando o médico usa a plataforma digital para captar pacientes e realizar consultas, por exemplo. Em 2025 eram 313 mil pessoas nessa categoria (16% dos plataformizados).

A Pnad revela que a atividade econômica classificada como transporte, armazenagem e correios é a que tem maior participação de plataformizados, 75%. Ou seja, de cada quatro trabalhadores desse setor, três utilizam os apps.

 

Aumento ao longo dos anos

O IBGE detalha que a Pnad sobre trabalho por plataforma ainda é experimental, ou seja, em fase de teste e sob avaliação. O levantamento já foi realizado em 2022 e 2024. 

Diferentemente de 2025, as edições anteriores buscaram informação apenas dos trabalhadores que tinham os apps como ocupação principal, ou seja, a pesquisa deixou de fora aquelas que usavam os aplicativos como renda complementar. Por isso, o número de 2 milhões de plataformizados em 2025 não pode ser comparado com anos anteriores.

Ao se levar em consideração apenas os trabalhadores que tinham nos apps a ocupação principal, o número de 2025 chega a 1,8 milhão. Esse dado pode ser comparado com as Pnad anteriores.

Trabalhadores que tinham os apps como ocupação principal:

  • 2022: 1,3 milhão
  • 2024: 1,7 milhão
  • 2025: 1,8 milhão

Dessa forma, o número representa um crescimento de 9,1% em um ano e 36,8% em três anos.

Comparando apenas 2024 e 2025, o número de entregadores de app cresceu 18,6%. Foi a única ocupação que teve variação na casa de dois dígitos.

 

Motivação

Em 2025, de cada 100 pessoas que tinham nos apps a ocupação principal, 84,4 eram do sexo masculino. Em relação à idade, 47% tinham de 25 a 39 anos.

Ao realizar as entrevistas, o IBGE procurou saber o motivo principal que levou as pessoas a trabalharem por meio das plataformas.

Especificamente entre os que atuam com apps de transporte (exceto táxi) e entregadores, o motivo principal foi não conseguir encontrar outro trabalho. As outra motivações apontadas foram flexibilidade e rendimento maior do que em outros trabalhos disponíveis. 

 

Jornadas mais longas

Em 2025, o rendimento médio mensal do trabalho principal do plataformizados foi de R$ 3.147, mesmo patamar dos não plataformizados (R$ 3,148).

Esses valores representaram aumento real (já descontada a inflação) de 4,1% para os não plataformizados e estabilidade para os plataformizados, que ganhavam R$ 3.151 em 2024.

O IBGE explica que os valores são exatamente o que é “retirado” pelos plataformizados, ou seja, o saldo após o motorista pagar custos com gasolina para o carro, por exemplo.

Os trabalhadores por aplicativo tinham em 2025 jornada semanal de 44,7 horas, superior à dos não plataformizados (39,3 horas). São 5,4 horas de diferença.

O fato de as duas classes terem rendimentos no mesmo patamar e diferença na jornada faz com que o rendimento-hora médio do trabalhador de app seja menor. Eles recebiam R$ 16,2 por hora, 12% menos que os não plataformizados (R$ 18,4/hora).

 

Informalidade

A pesquisa mostra que os trabalhadores por app vivenciavam mais a informalidade e tinham menos cobertura previdenciária.

Plataformizados:

  • 72,1% na informalidade
  • 34% com cobertura previdenciária

Não plataformizados:

  • 42,7% na informalidade
  • 63% com cobertura previdenciária

O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. São pessoas sem a garantia de direitos trabalhistas, como férias e 13º salário.

Já ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

 

Uberização

A divulgação do IBGE acontece cerca de uma semana depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) adiar a retomada do julgamento sobre a chamada “uberização”.

Representante de categorias que trabalham para aplicativos, como motoristas, buscam o reconhecimento de vínculo empregatício com as plataformas digitais para evitar o que consideram precarização do trabalho, alegação que as principais empresas do setor discordam.

Um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) defende que o STF não reconheça o vínculo. 

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Van carregada de cigarros perde o controle e roda na pista

Uma van carregada com cerca de 2 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai rodou na pista durante uma perseguição policial na BR-163, em Toledo, no Oeste do Paraná, na madrugada desta sexta-feira (04).

O motorista tentou fugir de uma abordagem da Polícia Militar, mas acabou perdendo o controle do veículo. Ele foi preso em seguida.A identidade dele não foi divulgada.

Segundo a polícia, a perseguição começou quando uma equipe do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM) notou que o veículo trafegava com as lanternas traseiras apagadas e aparentava estar sobrecarregado. Os policiais tentaram abordar o carro, mas o motorista não parou.

Durante o acompanhamento, o carro chegou a rodar na pista. Mesmo assim, a polícia conseguiu interceptar o veículo.

O carro e toda a carga foram encaminhados à Receita Federal, também em Cascavel, que deve dar seguimento ao caso.

 

 

Bancos não terão atendimento presencial no feriado da Independência

As agências bancárias estarão fechadas na próxima segunda-feira (7), feriado da Independência. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o atendimento presencial ao público segue normalmente na terça-feira (8) nas localidades onde não haja feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

A instituição esclarece que as operações financeiras podem ser realizadas com total segurança e conveniência pelos canais digitais dos bancos. Além disso, os clientes podem recorrer ao suporte por telefone e aos correspondentes bancários.

As salas de autoatendimento poderão estar disponíveis em algumas localidades, a critério de cada instituição.

As compensações bancárias não serão efetivadas durante o dia 7 de setembro, incluindo a TED. Já o PIX, que funciona 24 horas todos os dias úteis e feriados, poderá ser feito normalmente.

Boletos de cobrança e contas de consumo - água, energia, telefone, entre outros - com vencimento no feriado poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via Débito Direto Autorizado.

“No caso dos tributos e impostos, caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa, lembrando que o sábado não é considerado dia útil e, por essa razão, não há liquidação financeira”, alertou a Febraban.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Fachin age para encerrar inquérito das fake news e conter crise no STF

Em meio à crise institucional provocada pelo embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta sexta-feira (04) o arquivamento do inquérito das fake news como um caminho para reduzir as tensões na Corte. A declaração foi dada durante evento no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.

“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”, afirmou Fachin. O ministro também ressaltou que os fatos “graves” da chamada “crise Master” estão em apuração e que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal.

A fala ocorre no momento em que o STF enfrenta um de seus mais duros embates internos. Na quinta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça dentro do próprio inquérito das fake news, do qual é relator, alegando haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político na atuação de Mendonça na relatoria dos casos Master e INSS.

O pedido foi motivado por um relatório da Polícia Federal produzido a pedido de Mendonça que apontou relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso na operação Compliance Zero, a partir de mensagens localizadas em seu celular. O documento, contudo, é um relatório de inteligência de uso restrito, sem poder de decisão e que não pode ser usado como prova em processos judiciais.

Diante do impasse, Fachin decidiu retirar o pedido de investigação de Moraes contra Mendonça do âmbito do inquérito das fake news. Com isso, os dois inquéritos que envolvem ministros da Corte passam a ser conduzidos pelo próprio presidente do STF. Caberá a ele definir os procedimentos a serem adotados, como a eventual remessa dos casos ao plenário e o rito de análise.

O inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 por iniciativa do então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes como relator. Atualmente, é um dos dez inquéritos mais antigos em andamento no Supremo e não tem prazo definido para ser concluído. O foco inicial era apurar ataques e ameaças aos ministros e ao STF, mas o objeto foi ampliado ao longo dos anos e, na quinta-feira, alcançou um integrante da própria Corte.

Nos bastidores, Fachin já vinha discutindo o encerramento do inquérito desde o fim do ano passado, inclusive com Moraes, atual vice-presidente da Corte. Para o presidente do STF, a investigação cumpriu a função de proteger as prerrogativas dos ministros, mas “todo remédio, a depender da dosagem, pode se transformar em veneno”.

Pelas regras internas, o encerramento do inquérito dependeria de aval do relator. Caso Moraes resista, Fachin teria dois caminhos: apresentar uma questão de ordem ao plenário para votação, com o argumento de que o relator atuou por designação da presidência do STF, ou encerrar o caso por decisão individual, uma vez que a investigação foi aberta de ofício por um presidente da Corte. Essa segunda alternativa, porém, é vista como mais controversa por poder ser interpretada como interferência no processo.

A crise Master tem gerado reações de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, que já criticou o inquérito das fake news. A investigação sob relatoria de Moraes reúne operações policiais, bloqueios de redes sociais, prisões e denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República.

“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo legal e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”, declarou Fachin.

 

 

Ex-apresentador de TV preso por receber fotos íntimas de bebês é indiciado por estupro, assédio e extorsão contra funcionários, no Paraná

O ex-apresentador de TV Fernando Antonio Dorne, de 54 anos, foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por estupro, estupro em concurso de agentes, importunação sexual, assédio sexual e extorsão contra ex-colaboradores em Cascavel, no Oeste do estado.

Ele é conhecido como o "Homem do Chapéu" e é ex-apresentador de um programa de sorteios de prêmios que é exibido em diversas emissoras da região. Em 16 de julho, Dorne foi preso por envolvimento em outro crime. Segundo a polícia, ele teria recebido de uma professora fotos de partes íntimas de bebês de um berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei), em Céu Azul.

Segundo apuração da RPC, afiliada da TV Globo, ele foi solto em 26 de agosto, com uso de tornozeleira eletrônica. 

O indiciamento anunciado nesta quarta-feira (3), porém, é referente a uma investigação diferente, conduzida pela Delegacia da Mulher de Cascavel.

Neste caso, a Polícia Civil apurou denúncias de ex-colaboradores da empresa onde Dorne exercia uma função de gestão e atribuiu a ele crimes de natureza sexual e extorsão.

A Polícia Civil concluiu o inquérito na quarta-feira (3). O caso agora será encaminhado ao Ministério Público.

O nome da empresa não foi oficialmente divulgado. 

Além de Dorne, outros três homens foram indiciados por estupro em concurso de agentes, quando duas ou mais pessoas participam da prática do crime, segundo a polícia. Eles também trabalhavam na empresa investigada. A identidade deles não foi divulgada.

Ao todo, cerca de 38 pessoas, entre vítimas, testemunhas e outros envolvidos, foram ouvidas durante a investigação.

Entre as vítimas estão seis mulheres e dois homens.

A defesa de Dorne informou em nota que considera o indiciamento prematuro. Segundo o advogado, a Polícia Civil concluiu a investigação antes da realização de uma perícia no celular apreendido, que, para a defesa, pode apresentar elementos importantes para esclarecer os fatos.

A defesa afirma ainda que existem elementos que apontariam para uma motivação financeira e pessoal por trás das denúncias e nega a prática dos crimes atribuídos ao investigado. Confira a nota na íntegra abaixo.

 

Denúncias

A investigação começou a partir de denúncias feitas por ex-colaboradores da empresa.

Segundo a Polícia Civil, diferentes mulheres relataram atos de natureza sexual praticados sem consentimento. Alguns dos relatos envolvem violência física e outros estão relacionados ao ambiente de trabalho e à posição de gestão ocupada pelo principal investigado.

 “As principais acusações são que ele teria realizado atos sexuais sem consentimento das vítimas, mediante violência física. Também houve relatos de toques físicos libidinosos sem consentimento”, disse a delegada Graziela Lopes.

Também foram relatadas situações em que funcionárias teriam sido obrigadas a repassar parte dos rendimentos recebidos. De acordo com a polícia, em alguns casos havia ameaça de demissão ou de transferência para regiões consideradas menos rentáveis.

Esses relatos fundamentaram o indiciamento por extorsão.

A investigação também encontrou possíveis irregularidades trabalhistas e situações que podem caracterizar assédio moral. Essas informações serão encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho.

A Polícia Civil informou que parte dos colaboradores, porém, relatou que o repasse de valores era uma condição previamente acordada com a empresa e que alguns haviam aceitado essa regra antes de começar a trabalhar.

 

Nota da defesa de Fernando Antonio Dorne:

O advogado Ruan Cavalaro, responsável pela defesa de um dos investigados, manifesta profunda preocupação com o indiciamento, considerado prematuro, especialmente porque foi realizado antes da conclusão da perícia técnica no aparelho celular apreendido.

A referida diligência pericial mostra-se indispensável para o completo esclarecimento dos fatos, pois poderá revelar elementos probatórios relevantes em favor do investigado e confirmar a versão por ele apresentada. Nesse contexto, a defesa considera precipitada a formação de uma conclusão investigativa antes da produção e da análise integral de uma prova técnica potencialmente decisiva.

Em razão de os autos tramitarem sob segredo de justiça, a identidade do investigado e os aspectos específicos do caso não serão divulgados. Essa postura representa não apenas o cumprimento do dever legal de preservação do sigilo, mas também o respeito às garantias constitucionais, à intimidade dos envolvidos e à própria regularidade da investigação.

Sem revelar informações protegidas, a defesa esclarece que existem elementos indicativos de que a controvérsia possui origem em interesses de natureza financeira e pessoal, sem relação efetiva com a prática de crimes. Há indícios de uma articulação entre determinadas pessoas, cujas motivações e circunstâncias serão demonstradas no momento processual adequado.

A defesa lamenta profundamente que a estrutura estatal possa estar sendo instrumentalizada para atingir a honra, a reputação e a vida pessoal de um indivíduo, sobretudo antes da conclusão das diligências periciais necessárias e do completo esclarecimento dos acontecimentos.

Todos os fatos serão devidamente enfrentados, esclarecidos e contextualizados perante a Justiça. Mediante provas concretas e com a plena observância do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, será demonstrada a verdadeira realidade dos acontecimentos, inclusive que o investigado não praticou os fatos que fundamentaram o seu indiciamento.

A defesa mantém absoluta confiança no Poder Judiciário e está convicta de que, após a produção das provas e a análise técnica, integral e imparcial do conjunto probatório, a inocência do investigado será reconhecida, não restando outra conclusão juridicamente adequada senão a sua absolvição.

Por fim, ressalta-se que o indiciamento constitui ato próprio da fase investigativa e não representa condenação, tampouco reconhecimento definitivo de responsabilidade criminal. Até eventual decisão condenatória transitada em julgado, deve prevalecer, em toda a sua extensão, o princípio constitucional da presunção de inocência.

A defesa reafirma sua confiança na Justiça e tem a convicção de que, ao final, a verdade será devidamente demonstrada e a inocência do investigado plenamente reconhecida.

 

 

 

 

 

Por - G1

Óleo, azeite ou manteiga: quando usar cada um?

Óleo, azeite ou manteiga? Qual desses é mais indicado para cozinhar? A resposta está no sabor que você quer dar à receita. Segundo Marisa Bissi, cozinheira e influenciadora de gastronomia, cada um dos ingredientes tem o próprio gosto e pode fazer diferença no preparo do prato.

Quando usar óleo?

Quando você quiser que a gordura não interfira no sabor, prefira os óleos vegetais. Eles têm gosto neutro.

Os óleos são indicados para frituras e confeitaria, principalmente para deixar o bolo mais macio e bonito.

 

Quando usar azeite?

O azeite e a manteiga dão mais sabor ao prato. O azeite extravirgem, por exemplo, é mais recomendado no preparo de receitas frias, como saladas. Ele valoriza o frescor dos vegetais.

Já o azeite de oliva é ideal para fazer refogados e assados, pois é indicado para ir ao forno.

A manteiga é ideal para preparar bolos e biscoitos caseiros — Foto: Receitas

A manteiga é ideal para preparar bolos e biscoitos caseiros — Foto: Receitas

 

Quando usar a manteiga?

A manteiga é rica em sabor. Feita de creme de leite, é perfeita para finalizar molhos, refogados e dourar carnes. Também pode ser utilizada no preparo de bolos e biscoitos caseiros.

 
 
 
 
 
 
 
Por - Receitas
Mendonça diz que deixará sociedade no Instituto Iter

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (3), que vai deixar a sociedade no Instituto Iter, instituição de ensino privada que oferece cursos de capacitação e pós-graduação executiva.

Em nota, Mendonça afirma que nunca recebeu lucros advindos do instituto que ajudou a fundar, em novembro de 2023, quase dois anos após ele ter tomado posse como ministro da mais alta Corte de justiça do país.

Mendonça disse que cederá suas cotas, bem como as de sua esposa, Janei Mendonça, de maneira que eventuais valores decorrentes da participação do casal na empresa sejam destinadas para fins sociais e educacionais.

Ainda segundo Mendonça, o Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, “reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social”, à qual “o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor”. No site do Iter, Mendonça é apontado como professor do curso Arte e a Ciência da Oratória

De acordo com o ministro, a decisão de transformar o Iter em entidade sem fins lucrativos foi tomada em conjunto com o presidente do instituto, Victor Godoy Veiga.

Mendonça e Veiga foram ministros de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro. O primeiro, comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública entre abril de 2020 e março de 2021. Veiga chefiou o Ministério da Educação de março a 2022 e janeiro 2023.

A Revista Fórum noticiou, esta manhã, em seu site, que, desde que foi fundado, o Iter firmou ao menos 55 contratos com órgãos públicos de 14 unidades federativas. Somados, os contratos envolvem valores da ordem de R$ 10,8 milhões. De acordo com a apuração do jornalista Plínio Teodoro, da Fórum, 54 desses contratos foram formalizados por meio de contratação direta, sem a realização de licitação prévia.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com o Instituto Iter e aguarda uma resposta.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil