O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta sexta-feira (8) nova decisão para barrar a criação de novos benefícios, após a Corte limitar o pagamento de penduricalhos a juízes, membros do Ministério Público e outras carreiras. 

Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.
A nova decisão proíbe a reformulação da estrutura de cargos e de unidades funcionais do Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, Advocacia Pública e Defensoria Pública para justificar a implementação de novos benefícios.
A deliberação foi assinada pelos ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, relatores das ações que foram julgadas pelo Supremo.
A medida foi tomada após tribunais classificarem comarcas como seções de difícil provimento, criarem normas para plantões judiciais e gratificações de acúmulo de funções para driblar a deliberação do STF.
A determinação dos ministros também fixa que os pagamentos dos salários dos membros dos órgãos citados deverão ser feitos em contracheque único, que deve representar o valor efetivamente depositado na conta dos servidores.
"O modelo definido pelo Supremo Tribunal Federal busca impedir a reprodução de práticas fundadas em comparações remuneratórias entre órgãos distintos, com sucessivas pretensões de equiparação, incompatíveis com a racionalidade administrativa, com a responsabilidade fiscal e com o cumprimento uniforme das decisões desta Corte", destacaram os ministros.
No dia 25 de março, por unanimidade, os ministros decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte, que tem o teto como referência e é equivalente a R$ 46,3 mil.
Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos.
Acórdão
O STF também publicou nesta sexta-feira (8) o acórdão da decisão da Corte que limitou o pagamento dos penduricalhos. Com a divulgação do documento, as associações que representam os servidores afetados poderão recorrer da decisão.
Por - Agência Brasil
Em 2025, o grupo formado pelos 10% mais ricos da população brasileira teve rendimento médio mensal de R$ 9.117 por pessoa. Esse valor é 13,8 vezes maior que o recebido pelos 40% mais pobres. Para essa parcela da população, o rendimento mensal foi R$ 663.

No ano anterior, essa relação entre os mais pobres e os mais ricos estava em 13,2 vezes. Apesar do aumento, o índice de 2025 é o segundo menor de uma série histórica iniciada em 2012.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.
Para elaborar o documento, o IBGE buscou informações sobre todas as formas de rendimento das famílias. Além de salários e bônus, entram na conta aposentadoria, pensão alimentícia, benefício social, bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras, por exemplo. O total calculado foi dividido pelo número de moradores do lar.
Veja a diferença de rendimento dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres nos últimos anos:
| Ano | Diferença |
| 2019 | 16,9 vezes |
| 2020 | 14,8 vezes |
| 2021 | 17,0 vezes |
| 2022 | 14,3 vezes |
| 2023 | 14,3 vezes |
| 2024 | 13,2 vezes |
| 2025 | 13,8 vezes |
A pesquisa aponta que a diferença aumentou de 2024 para 2025 porque o rendimento dos 10% mais ricos subiu 8,7%, já descontada a inflação. Em contrapartida, a alta do grupo dos 40% mais pobres ficou em 4,7%.
No entanto, a observação mais ampliada mostra que, desde 2019, último ano antes da pandemia de covid-19, o grupo dos 40% mais pobres teve alta de 37,6% nos rendimentos. Já no grupo dos 10% mais abastados, o aumento foi de 11,9%. De acordo com o IBGE, o percentual foi “bastante abaixo” do crescimento registrado pelas demais classes.
Quando se observa apenas o comportamento do grupo dos 10% mais pobres, a expansão de 2019 a 2025 é de 78,7%. Nesse período, o rendimento mensal médio dessa fatia da população saltou de R$ 150 para R$ 268.
O analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes aponta o mercado de trabalho e os programas sociais como responsáveis pela redução da diferença nos últimos seis anos.
“Se a gente analisar o mercado de trabalho nesse período mais longo, a gente vê que as classes de menor renda tiveram ganhos importantes, reajuste salarial mínimo, a expansão dos programas sociais do governo.”
A partir de 2020, com a pandemia de covid-19, o governo federal ampliou a abrangência e o valor do principal benefício social do país, o Bolsa Família, que na gestão anterior recebeu nomes como Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil. O IBGE também coletou informações referentes a programas de assistência social de estados e municípios.
Apesar da redução, o IBGE afirma que “a desigualdade no país, ainda que tenha caído em relação aos anos que precederam a pandemia, permanece em níveis bastante acentuados”.
Desigualdade regional
A pesquisa mostra a dupla desigualdade de renda da população brasileira. Além da diferença direta entre ricos e pobres, o mesmo indicador reflete desequilíbrios regionais.
Enquanto os 40% mais pobres têm rendimento familiar médio mensal de R$ 663 por pessoa, no Sul, o valor chega a R$ 978, seguido do Centro-Oeste (R$ 846) e do Sudeste (R$ 842). Já Nordeste (R$ 449) e Norte (R$ 490) ficam abaixo da média.
Por unidade da Federação, o Distrito Federal surge como a região com maior diferença entre os ganhos dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres. A relação é de 19,7 vezes.
Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (16,4) e Rio Grande do Norte (16,3). O maior estado do país, São Paulo, apresenta relação de 11,9 vezes, sendo o 12º estado com menor disparidade.
As condições menos desiguais foram encontradas no Mato Grosso (9,1) e em Santa Catarina (8,4).
Índice de Gini
Outra forma de perceber a desigualdade de renda no país é por meio do Índice de Gini, indicador que varia de zero a um. Quanto maior, mais desigual a sociedade. Em 2025, o Gini brasileiro ficou em 0,511, acima do ano anterior (0,504). O dado de 2025 é o segundo menor da série iniciada em 2012.
O analista Gustavo Fontes considera que o comportamento do último ano não configura tendência de aumento.
“Teve uma melhoria em 2024, em 2025 uma leve oscilação para cima, mas se mantendo abaixo dos anos anteriores a 2024, ou seja, mantendo-se próximo do nível mínimo. Eu diria que está próximo da estabilidade, com uma pequena oscilação”.
Recorde de rendimento
A pesquisa do IBGE revela ainda que o rendimento médio das famílias brasileiras subiu 6,9% em 2025 e atingiu recorde.
Outra constatação é que 22,7% das famílias brasileiras, o que representa 18 milhões de domicílios, recebiam em 2025 algum benefício social do governo, seja federal, estadual ou municipal.
Por - Agência Brasil
O rendimento médio mensal das famílias brasileiras chegou a R$ 2.264 por pessoa em 2025. Esse valor representa crescimento real – já descontada a inflação – de 6,9% em relação a 2024. É também o maior já apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), iniciada em 2012.

O dado de 2025 representa o quarto ano seguindo de alta no rendimento dos domicílios, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.
Veja o comportamento do rendimento médio mensal por pessoa nos últimos anos:
| Ano | Valor em reais |
| 2019 | R$ 1.904 (antes da pandemia) |
| 2020 | R$ 1.820 |
| 2021 | R$ 1.692 |
| 2022 | R$ 1.809 |
| 2023 | R$ 2.018 |
| 2024 | R$ 2.118 |
| 2025 | R$ 2.264 (recorde) |
Para consolidar o cálculo, o IBGE apura os valores de todos os rendimentos recebidos pelos integrantes das famílias e divide pelo número de moradores do domicílio.
Além de salários e bônus, entram na conta aposentadoria, pensão alimentícia, benefício social, bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras.
O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, explica que o trabalho tem peso “muito grande” no aumento do rendimento da população.
“O valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho.”
O especialista lembra ainda que o Brasil vivenciou níveis mínimos de desemprego no ano passado, além de reajustes anuais do salário-mínimo.
Diferenças pelo país
A pesquisa traz informações relativas às unidades da Federação. O Distrito Federal e estados do Sul e Sudeste lideram o ranking do rendimento domiciliar per capita:
| Unidade da Federação | Rendimento |
| Distrito Federal | R$ 4.401 |
| São Paulo | R$ 2.862 |
| Rio Grande do Sul | R$ 2.772 |
| Santa Catarina | R$ 2.752 |
| Rio de Janeiro | R$ 2.732 |
| Paraná | R$ 2.687 |
Nas piores posições aparecem Ceará (R$ 1.379), Acre (R$ 1.372) e Maranhão (R$ 1.231).
Por região, o maior valor pertence ao Sul (R$ 2.734), seguido do Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669). Os menores rendimentos são do Nordeste (R$ 1.470) e Norte (R$ 1.558).
Trabalho e outras fontes
Segundo a pesquisa, 75,1% do rendimento médio mensal vêm do trabalho e 24,9%, das chamadas “outras fontes”.
Ao detalhar os rendimentos que não decorrem do trabalho, o IBGE mostra que a maior parte corresponde à aposentadoria e pensão, com 16,4%. Programas sociais aparecem na sequência, com 3,5%; seguidos de aluguel e arrendamento (2,1%), outros (2%) e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (0,9%).
Nordeste
Ao observar a origem do rendimento, o IBGE aponta que o Nordeste está abaixo da média nacional em relação à parcela que vem do trabalho; e acima em relação à parcela de outras fontes.
Na região, 67,4% do rendimento vêm de trabalho. As outras fontes respondem por 32,6% do orçamento das famílias.
Enquanto na média do país as aposentadorias e pensões representam 16,4% do rendimento, no Nordeste a proporção é 20,4%. Quando a origem é programa social do governo, a parcela do Nordeste chega a 8,8% – a maior do país.
Renda individual
A Pnad detalhou também informações específicas sobre a renda dos brasileiros, com dados individuais, sem dividir pelo número de pessoas que formam a família.
Em 2025, o Brasil tinha 212,7 milhões de pessoas, sendo 143 milhões com algum tipo de rendimento, o que representa 67,2% da população. É o maior nível já registrado, superando o recorde que pertencia a 2024 – 140 milhões e 66,3%, respectivamente.
A parcela de brasileiros com rendimento do trabalho alcançou 47,8% da população, e dos que receberam alguma outra fonte, 27,1%. As duas marcas são recorde.
Nesse segundo grupo, aposentadoria e pensão previdenciária eram a fonte de rendimento mais comum, representando 13,8% da população, maior patamar da série histórica. Em 2012, 11,7% das pessoas recebiam dinheiro de aposentadorias e pensão.
O analista Gustavo Fontes atribui o crescimento dessa parcela a uma questão demográfica. “Isso reflete, sobretudo, o envelhecimento populacional.”
Os brasileiros que recebiam programa social do governo, como o Bolsa Família, eram 9,1% – levemente abaixo do ano anterior (9,2%), mas em nível superior ao observado no período pré-pandemia. Em 2019, 6,3% recebiam benefícios.
Recorde no rendimento
O ano de 2025 foi marcado pelo recorde no valor dos rendimentos individual dos brasileiros, tanto os de origem no trabalho quanto o de todas as fontes.
No ano passado, o rendimento médio mensal do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% acima da inflação na comparação com 2024 (R$ 3.208).
Quando se leva em conta todos os tipos de rendimentos – trabalho, aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, bolsas de estudo, benefícios sociais, alugueis – a média mensal marca R$ 3.367, expansão de 5,4% em relação ao ano anterior.
Concentração e benefícios
A Pnad mostra ainda que os 10% mais ricos da população tinham rendimento 13,8 vezes maior que os 40% mais pobres.
Outra constatação é que 22,7% das famílias brasileiras (18 milhões de domicílios) recebiam em 2025 algum benefício social do governo, seja federal, estadual ou municipal.
Por -AEN
O mais de 1,16 milhão de contribuintes que ainda está com cotas do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2026 em aberto terá até a próxima semana para quitar o tributo. Termina entre os dias 11 e 15 de maio o prazo para o pagamento da quinta e última parcela do imposto, a depender do final da placa.
De acordo com balanço da Receita Estadual do Paraná, até o último dia 4 de maio o IPVA 2026 arrecadou cerca de R$ 3,4 bilhões — número que representa 73,5% dos R$ 4,53 bilhões lançados para o atual exercício.
A novidade para este ano foi justamente a redução da alíquota de 3,5% do valor venal dos veículos para 1,9%. A redução de cerca de 45% deixou o imposto mais barato, trouxe alívio para o bolso dos paranaenses e fez muita gente quitar o IPVA o quanto antes. Ao todo, 2,05 milhões de veículos já estão com o tributo inteiramente pago — ou seja, metade da frota tributada (4,1 milhões).
A inadimplência pode trazer consequências, já que o débito pode ser inscrito na Dívida Ativa, com inclusão do nome do proprietário no Cadin Estadual e o impedimento de usar de créditos do Nota Paraná, além de gerar restrições como nome negativado, dificuldade para obter empréstimos, acessar linhas de crédito e assumir cargos públicos. Quem deixa o IPVA em atraso também não consegue licenciar o veículo.
O atraso também pesa no bolso. A multa é de 0,33% ao dia, acrescida de juros de mora com base na taxa Selic. Após 30 dias de inadimplência, a multa passa a ser fixa em 20% do valor do imposto.
COMO PAGAR – As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerá-las. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes poderão pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, podendo ser feito a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
ALÍQUOTAS – Com alíquota geral de 1,9% sobre o valor venal dos veículos, o Paraná tem um dos menores IPVAs do país. Contudo, em alguns casos, os proprietários de veículos pagam ainda menos.
Ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1% no Estado. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Além disso, as motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025.
SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.
Confira o vencimento por final de placa da última parcela do IPVA 2026:
1 e 2: 11/05
3 e 4: 12/05
5 e 6: 13/05
7 e 8: 14/05
9 e 0: 15/05
Por - AEN
A formação de um ciclone extratropical intenso na Argentina, em deslocamento para o oceano, gerou uma frente fria que começou a atravessar o Paraná perto da 0h desta sexta-feira (8). As rajadas de vento, que já começaram a ficar mais intensas na quinta-feira (7), chegaram a 85,3 km/h às 3h45 desta sexta em General Carneiro, na estação meteorológica do Simepar - Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. A frente fria deve deixar o Estado apenas no domingo (10), e após a chuva as temperaturas gradativamente começam a entrar em declínio.
Na quinta-feira (7), as rajadas de vento mais fortes entre as estações meteorológicas do Simepar foram em Altônia, às 12h (55,4 km/h); Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, às 11h45 (56,2 km/h); Francisco Beltrão, às 14h30 (59,8 km/h); General Carneiro, às 15h15 (58,3 km/h); Laranjeiras do Sul, às 14h (63,7 km/h); e Palmas, às 12h15 (54,4 km/h).
“A quinta-feira foi marcada por temperaturas muito altas, aquecimento pré-frontal e que ocasionou algumas rajadas de vento fortes no Estado”, explica Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar. As temperaturas ultrapassaram os 30°C em Altônia, Assis Chateaubriand, Cambará, Capanema, Cerro Azul, Cianorte, Cornélio Procópio, Cruzeiro do Iguaçu, Guaíra, Guaraqueçaba, Loanda, Maringá, Palotina, Paranavaí, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Umuarama.
Antes mesmo das 8h desta sexta-feira (8) a chuva já tinha ultrapassado os 30 mm nas estações do Simepar que ficam em Altônia (33 mm), Santa Helena (53 mm), São Miguel do Iguaçu (33 mm), Capanema (33,8 mm), Cruzeiro do Iguaçu (37,8 mm), Três Barras do Paraná (43,4 mm) e Boa Vista da Aparecida (41,2 mm).
As rajadas de vento durante a madrugada foram mais fortes em Capanema, à 1h (55,8 km/h); Cascavel, à 1h30 (62,3 km/h); Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, às 4h (55,4 km/h); General Carneiro, às 3h45 (85,3 km/h); Guarapuava, às 4h (61,2 km/h); Laranjeiras do Sul, às 2h30 (62,3 km/h); Nova Prata do Iguaçu, à 1h15 (64,4 km/h); e Toledo, à 1h15 (55,4 km/h).
Com a chuva, as temperaturas começaram a cair. Nesta sexta-feira (8) a estação meteorológica do Simepar em Guaíra registrou sua temperatura mais baixa de 2026 até o momento: 13,9°C, um declínio de quase 17°C em pouco mais de 12 horas. A chuva e a nebulosidade impedem a elevação das temperaturas ao longo do dia na maior parte do Estado, e as máximas não passam dos 22°C em Foz do Iguaçu e Cascavel, de 23°C nas cidades do Centro-Sul como Guarapuava, dos 24°C em Curitiba, e dos 25°C em Ponta Grossa.
O sol aparecerá por mais tempo nesta sexta-feira (8) no Norte Pioneiro e no Litoral e, portanto, nestas regiões as temperaturas serão as mais altas, chegando perto dos 30°C. Em Londrina as máximas ficam próximas dos 27°C. “Os valores mais baixos de temperatura desta sexta estão previstos para o período noturno, pois após a passagem da frente fria, já há ingresso de um ar um pouco mais frio na área de divisa com Santa Catarina. Com isso, as temperaturas baixam para 10°C entre Palmas e General Carneiro”, explica Lizandro.
O volume acumulado de chuva pode ser expressivo ao longo do sábado, ultrapassando os 100 mm em cidades da área Central e parte da região Leste do Paraná, e pontualmente no Oeste e Noroeste. No Norte há risco menor de temporais, e a frente fria deve seguir em direção a São Paulo somente no domingo.
“Após a chuva, uma intensa massa de ar polar deixa as temperaturas muito baixas em todo o Sul do Brasil. Inclusive volta a ter risco de formação de geadas no Paraná. Bastante resfriamento e temperaturas abaixo dos 10°C nos termômetros em praticamente todas as áreas do Estado”, ressalta Lizandro.
Em algumas áreas, as temperaturas ficarão ainda mais baixas. No sábado o dia começa com temperaturas próximas ou abaixo de 5°C em cidades do Sul do Paraná, alguns municípios do Sudoeste e na região de Guarapuava. No domingo, mais cidades do Oeste, Sudoeste e Centro-Sul chegam aos 5°C, e aquelas ao redor de Palmas e General Carneiro podem registrar valores próximos a 0°C.
ALERTAS – O Boletim de Gestão de Riscos, elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil, aponta ainda na sexta-feira (8) o risco alto no Oeste e Sudoeste para chuva forte em curto espaço de tempo, intensas rajadas de vento, descargas elétricas atmosféricas e granizo localizado, que podem provocar queda de galhos, alagamentos, destelhamentos, danos em plantações, e redução da visibilidade em estradas.
O risco é moderado na faixa Central do Estado, e baixo no Norte Pioneiro e Leste. Já no sábado, o risco é moderado em todo o Paraná, com exceção do Oeste e Sudoeste, onde o risco de tempestades é mais baixo. No domingo, há risco baixo para tempestades somente na faixa Norte, nos Campos Gerais e Leste do Paraná.
É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar. Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas.
Para que sejam enviados por WhatsApp é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
Confira as rajadas de vento acima de 50 km/h nesta sexta (8) até as 8h15 nas estações meteorológicas do Simepar:
Capanema à 1h: 55,8 km/h
Cascavel à 1h30: 62,3 km/h
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava às 4h: 55,4 km/h
General Carneiro às 3h45: 85,3 km/h
Guarapuava às 4h: 61,2 km/h
Laranjeiras do Sul às 2h30: 62,3 km/h
Nova Prata do Iguaçu à 1h15: 64,4 km/h
Toledo à 1h15: 55,4 km/h
Ubiratã às 2h30: 51,1 km/h
Confira os volumes de chuva acima de 10 mm nesta sexta-feira (8) até as 7h45 nas estações do Simepar e dos órgãos do Governo do Paraná:
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 11,8 mm
Santa Maria do Oeste: 16 mm
Nova Laranjeiras: 26,4 mm
Pinhão: 15 mm
Campo Mourão: 11,6 mm
Umuarama: 14 mm
Altônia: 33 mm
Assis Chateubriand: 29,6 mm
Foz do Iguaçu: 14,8 mm
Guaira: 28,6 mm
Palotina: 27,6 mm
Santa Helena: 53 mm
São Miguel do Iguaçu: 33 mm
Toledo: 24,8 mm
Ubiratã: 24,2 mm
São Jorge d'Oeste: 21,8 mm
Capanema - Baixo Iguaçu: 33,8 mm
Capanema - Porto Capanema: 19,2 mm
Foz do Jordão: 13,6 mm
Cruzeiro do Iguaçu: 37,8 mm
Francisco Beltrão: 21,8 mm
Laranjeiras do Sul: 28 mm
Pato Branco: 23,6 mm
Boa Esperança do Iguaçu: 27,2 mm
Quedas do Iguaçu: 28,6 mm
Nova Prata do Iguaçu: 17,8 mm
Mangueirinha: 19 mm
General Carneiro: 23 mm
Palmas: 22,8 mm
Coronel Domingos Soares - Solais Novo: 17,8 mm
Coronel Domingos Soares: 15,2 mm
Três Barras do Paraná: 43,4 mm
Verê: 26 mm
Boa Vista da Aparecida: 41,2 mm
POr -AEN
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.005 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (7). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 45 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 17 - 23 - 29 - 30 - 48 - 50
- 25 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 70.003,53 cada
- 2.594 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.112,08 cada
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado-feira (9), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
Por - Agência Brasil
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conseguiu a patente de um método de tratamento que utiliza um composto considerado promissor no tratamento da malária, especialmente em casos resistentes aos medicamentos tradicionais. 

A patente foi concedida pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO) e reúne inventores do Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais.
O método utiliza o composto conhecido como DAQ, que demonstrou capacidade de atuar contra cepas resistentes do Plasmodium falciparum, parasita responsável pelas formas mais graves da doença. Segundo os pesquisadores, o diferencial está na capacidade de superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo microrganismo.
Embora o DAQ não seja uma molécula inédita, já que sua atividade antimalárica foi descrita ainda na década de 1960, o grupo da Fiocruz coordenado pela pesquisadora Antoniana Krettli retomou os estudos utilizando abordagens mais recentes da química e da biologia molecular.
“Essa molécula já tinha sido descrita como promissora, mas acabou sendo deixada de lado. O nosso grupo retomou esse estudo e mostrou um mecanismo único de superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo parasita, ao identificar uma característica estrutural decisiva: a presença de uma ligação tripla na cadeia química”, explica Wilian Cortopassi, pesquisador colaborador da Fiocruz.
O composto atua de forma semelhante à cloroquina, interferindo em um processo essencial para a sobrevivência do parasita. Durante a digestão da hemoglobina humana, o microrganismo produz substâncias tóxicas que normalmente consegue neutralizar. O DAQ bloqueia esse mecanismo de defesa, levando à morte do parasita.
Os estudos indicaram ação rápida do composto nas fases iniciais da infecção e eficácia tanto contra cepas sensíveis quanto resistentes do Plasmodium falciparum. Os pesquisadores também identificaram resultados promissores contra o Plasmodium vivax, responsável pela maior parte dos casos de malária registrados no Brasil.
Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o baixo custo potencial da molécula, fator considerado estratégico para países de baixa e média renda, onde a malária permanece endêmica.
As pesquisas contaram com colaboração de instituições como a University of California San Francisco (UCSF), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Novos estudos seguem em andamento em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Apesar dos resultados considerados promissores, o desenvolvimento do DAQ como medicamento ainda depende de novas etapas, como testes de toxicidade, definição de doses seguras e eficazes e desenvolvimento da formulação farmacêutica adequada.
Concedida em março deste ano, a patente tem validade até 5 de setembro de 2041. Para Antoniana Krettli, a estrutura da Fiocruz também pode acelerar futuras etapas de desenvolvimento do tratamento.
“A instituição tem forte atuação na Amazônia, com diagnóstico e acompanhamento de pacientes, além de experiência em testes clínicos. Isso facilita parcerias e o avanço de novos medicamentos”, afirma.
Os pesquisadores alertam que, apesar da existência atual de tratamentos eficazes, o parasita da malária continua evoluindo e desenvolvendo resistência. Por isso, defendem que o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas precisa ocorrer desde já, para evitar uma possível escassez de medicamentos eficazes no futuro.
Por - Agência Brasil
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (7), a operação Off-Grade Coffee para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas, embarcadas em contêineres, a partir do Porto do Rio de Janeiro. 

As investigações apontam que o grupo estruturou um sofisticado esquema para viabilizar o envio de drogas ao exterior mediante simulação de operações comerciais lícitas de exportação de café.
Empresas de fachada, “laranjas” e complexas transações financeiras eram utilizadas para ocultar a origem ilícita dos valores e possibilitar a inserção da droga nas cargas exportadas, partindo do Porto do Rio de Janeiro.
Os agentes federais cumpriram três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, contra investigados considerados principais na organização criminosa.
Outros alvos foram submetidos a medidas cautelares, como proibição de contato entre os envolvidos, restrição de deslocamento e monitoramento eletrônico.
De acordo com as provas colhidas, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes. Um dos investigados exerceria papel de liderança, coordenando negociações internacionais, movimentação financeira e logística do envio da droga, enquanto outros atuavam na intermediação comercial, fornecimento de empresas e controle do carregamento dos contêineres.
As apurações também revelaram a utilização de recursos financeiros oriundos de atividades ilícitas, com indícios de lavagem de dinheiro por meio de transferências bancárias para dificultar o rastreamento dos valores empregados na operação.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, entre outros delitos que possam ser identificados durante as investigações.
Por - Agência Brasil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (7) que uma colaboração premiada deve ser "séria e efetiva".

A declaração foi divulgada pelo gabinete do ministro após matérias jornalísticas informarem que Mendonça teria sinalizado aos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que não pretende homologar os atuais termos da proposta de delação apresentada ontem à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).
Na nota enviada à imprensa, Mendonça disse que não teve acesso ao material entregue aos órgãos, mas ponderou que uma colaboração premiada deve produzir feitos para ser efetivada.
“O ministro tem sido consistente e inequívoco em sua posição sobre o tema da colaboração premiada. A colaboração premiada é um ato de defesa, um direito assegurado ao investigado. Para que produza efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva”, afirmou.
Mendonça também ressaltou que as investigações sobre o caso Master vão seguir normalmente, independentemente de delações.
“Cabe esclarecer, ainda, que o ministro até o presente momento, não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos e carecem de fundamento”, completou.
Daniel Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília.
No dia 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.
Por - Agência Brasil
Na semana em que é celebrado o Dia da Mães, o Brasil conseguiu atingir a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês.

A bronquiolite é uma doença respiratória que afeta crianças menores de 2 anos e que é caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, que são pequenas vias áreas dos pulmões.
Os principais sintomas da doença são:
- coriza,
- tosse,
- febre,
- espirros,
- chiado no peito e
- respiração rápida ou com dificuldade.
Em casos mais graves, os bebês podem apresentar dificuldade para se alimentar, ter apneia (pausas respiratórias), vômitos e os lábios ou as pontas dos dedos podem ficar azulados ou arroxeados.
A vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) foi incluída no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025 e, segundo o ministério, representa um avanço para a saúde pública, principalmente porque, na rede privada, essa vacina pode custar até R$ 1,5 mil.
O imunizante estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de vida, fase em que as crianças são mais vulneráveis às complicações respiratórias.
Estudos clínicos demonstraram eficácia de 81,8% da vacina na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento.
“O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
"Em três anos e meio, reconstruímos o Programa Nacional de Imunizações (PNI), incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, completou o durante um evento realizado em Lauro de Freitas (BA).
Com o avanço da vacinação em gestantes, o Brasil já vem observando uma queda no número de internações de crianças menores de 2 anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR.
Segundo o ministério, até o dia 18 de abril de 2026 foi registrada uma queda de 52% nessas internações em comparação ao mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também registraram queda de 63%, de 72 para 27 mortes.
Maternidade municipal em Lauro de Freitas
Em visita ao município Lauro de Freitas na manhã de hoje (7), o ministro assinou uma ordem de serviço para a construção da primeira maternidade municipal.
O ato marcou o início das obras e a liberação imediata de R$ 103 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde para a construção da unidade e aquisição de equipamentos. Com capacidade para 100 leitos, a maternidade atenderá mais de 3 mil pacientes do município e de cidades da região metropolitana de Salvador.
Segundo o ministério, a maternidade vai funcionar 24 horas por dia e vai oferecer assistência de média e alta complexidade, incluindo internações, atendimento ambulatorial e serviços de urgência e emergência ginecológica e obstétrica.
Por - Agência Brasil
Salvar vidas ou devolver qualidade de vida para pacientes com doenças graves é a principal função do transplante de órgãos. O sucesso do sistema de transplantes no Paraná não acontece por acaso, sendo organizado com muito trabalho e responsabilidade, iniciando com uma busca ativa que começa nos hospitais. E nos últimos meses seis novas unidades entraram nesse rol.
No centro dessa engrenagem estão as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), unidades estratégicas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) que funcionam como braços operacionais da Central Estadual de Transplantes.
Mais do que apenas identificar doadores, as OPOs representam o suporte técnico e humano necessário para que o processo de doação seja seguro, ético e ágil, como necessita ser. Atualmente, o Estado do Paraná conta com quatro OPOs: Cascavel, na macrorregião Oeste; Curitiba, na macrorregião Leste; Londrina, na macrorregião Norte e Maringá, na macrorregião Noroeste
As OPOs contam com equipes multiprofissionais compostas por servidores públicos da Sesa, que são enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de apoio técnico-administrativo e motoristas, distribuídos para atender as macrorregiões do Estado. Ao todo são cerca de 38 profissionais.
Alguns casos recentes ajudam a ilustrar a importância desse trabalho. Em 2025, a OPO de Maringá registrou uma captação inédita no Instituto Bom Jesus de Cianorte. Pela OPO de Londrina, também ocorreu recentemente uma primeira captação de órgãos no Hospital Regional de Ivaiporã.
A OPO Cascavel também registrou ingresso de uma nova unidade com primeira captação, o Hospital Geral Intermunicipal Doutor Aryzone Mendes de Araújo, em Francisco Beltrão. Na área da OPO Curitiba, o ano de 2025 contou com três primeiras captações, que ocorreram no Hospital e Maternidade Luiza de Marillac, em Curitiba, Hospital São Rafael, em Colombo, e no Hospital São Camilo, de Ponta Grossa.
"As primeiras captações de órgãos realizadas em novas unidades hospitalares representam um marco extremamente importante para o sistema, pois demonstram o fortalecimento da rede de doação e a ampliação da capacidade de identificação e efetivação da doação em locais onde antes o processo ainda não ocorria", afirma o secretário da Saúde, César Neves.
“É um trabalho consolidado que ganha destaque pelos altos índices de doações de órgãos e transplantes, bom como uma das menores taxas de recusa, e é o resultado de investimentos permanentes e uma estrutura robusta de atendimento”, comentou o secretário de Estado da Saúde, César Neves, que acrescentou que a função desempenhada nas OPOs merece reconhecimento e destaque. “Tudo isso representa o compromisso que o Estado tem para com os pacientes que aguardam por um transplante”.
“Esses avanços refletem diretamente o investimento em capacitação profissional, sensibilização das equipes, estruturação dos fluxos e fortalecimento da política estadual de transplantes”, destacou a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni.
SISTEMA ESTADUAL DE TRANSPLANTES – No Paraná, são 108 hospitais notificantes, ou seja, que estão autorizados pelo Ministério da Saúde a identificar, manter e notificar à Central Estadual de Transplantes a existência de potenciais doadores de órgãos e tecidos, com 71 comissões instituídas, que são equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que organizam e gerenciam o processo de doação dentro dos hospitais.
Além disso, o sistema tem 37 equipes transplantadoras de órgãos (pulmão, coração, fígado, pâncreas e rim) e 84 de tecidos (medula, córnea, valva cardíaca, pele e tecido ósseo), formadas por grupos especializados de profissionais de saúde, autorizados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), responsáveis por realizar as cirurgias de remoção (captação) de órgãos de um doador e o implante (transplante) no paciente receptor.
Cinco laboratórios de histocompatibilidade e três de sorologia, além de três bancos de tecidos, sendo que um é de multitecidos, também formam a rede. São cerca de 700 profissionais especializados envolvidos.
RECUSA BAIXA – O Paraná se consolidou em 2025 como o estado com a menor taxa de recusa familiar para doações de órgãos com o fortalecimento estratégico e contínuo do Sistema Estadual de Transplantes. Ao lado de Santa Catarina, o Paraná mantém um índice de 30%, em contrapartida ao índice nacional que é de 45% na recusa familiar para a doação de órgãos, de acordo com o último Registro Brasileiro de Transplantes (RBT).
A doação de órgãos e tecidos é um ato de solidariedade que pode beneficiar inúmeras pessoas. Um único doador pode impactar até 8 pacientes. Em 2025, foram realizados 773 transplantes, sendo 31 de coração. Nos dois primeiros meses de 2026, o número de órgãos doado foi de 123. Entre esse dado está a realização de três transplantes de coração.
Por - AEN
O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes, localizado na Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do Paraná, será destaque nacional em um webinário do programa Ensino Médio Mais, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), que reconhece propostas pedagógicas inovadoras de todo o país e coloca em evidência iniciativas educacionais que vêm transformando realidades e fortalecendo a aprendizagem. O evento acontece nos dias 8 e 9 de junho, em Brasília.
O reconhecimento é resultado do desenvolvimento de práticas alinhadas às diretrizes do programa do MEC, que incentiva propostas pedagógicas conectadas ao perfil e às necessidades dos estudantes. Entre os principais eixos estão a garantia do direito à aprendizagem, a equidade no acesso e permanência na escola, o fortalecimento da trajetória escolar dos alunos e o desenvolvimento integral dos estudantes.
As propostas foram avaliadas por uma comissão especializada durante o processo seletivo do programa, que teve início em 2025 e cujo resultado final foi divulgado pelo MEC, no último mês, por meio do Edital nº 6/2025. Os projetos selecionados levaram em consideração critérios técnicos e pedagógicos definidos pelo Comitê de Monitoramento e Avaliação do Ensino Médio, considerando especialmente o impacto na permanência dos estudantes e na melhoria de suas trajetórias escolares.
No Paraná, cinco instituições tiveram suas propostas selecionadas. Entre elas, o Colégio Estadual Indígena Feg-Prag, os Colégios Estaduais Presidente Kennedy (Ivaiporã), Helena Kolody (Maringá), Quilombola Maria Joana Ferreira (Pato Branco) e Paulo Leminski (Curitiba).
“Esse resultado demonstra a força e a qualidade da educação pública do Paraná. O Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes é um exemplo de como práticas pedagógicas bem estruturadas, que respeitam a identidade cultural e a realidade local, podem alcançar excelência. É um reconhecimento importante, que valoriza não apenas a escola, mas toda a comunidade escolar envolvida”, disse o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Em 2024, o colégio foi contemplado com o Programa Ensino Médio Mais, instituído pela Portaria nº 652, de 11 de julho de 2024, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional (FNDE). A partir disso, a equipe pedagógica, junto aos professores do ensino médio noturno, desenvolveram uma proposta alinhada ao perfil dos estudantes e à realidade da comunidade, garantindo uma educação de qualidade com valorização da cultura local.
VALORIZAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL – A proposta do Colégio Estadual Indígena Feg-Prag Fernandes foi desenvolvida a partir de um plano de ação elaborado pelos professores e equipe pedagógica do período noturno, com foco na valorização da cultura indígena Kaingang e no fortalecimento da identidade dos estudantes. Considerando o diferencial da instituição como escola indígena, todas as atividades e materiais pedagógicos foram adaptados à realidade da comunidade, respeitando seus costumes, tradições e saberes ancestrais.
Segundo Rainilda Muller, diretora do colégio, como a unidade possui o diferencial de ser uma escola indígena, todas as ações e materiais pedagógicos são adaptados à realidade da comunidade. A proposta nasceu da compreensão de que a escola exerce um papel fundamental na preservação dos saberes tradicionais, garantindo que os alunos conheçam, valorizem e sintam orgulho de sua origem, cultura e ancestralidade.
“Para a equipe escolar, trabalhar esse conhecimento desde a educação básica é essencial para evitar que tradições, costumes e práticas culturais se percam ao longo das gerações”, afirma a diretora.
Ao todo, o programa contou com seis oficinas temáticas, desenvolvidas em dez encontros que envolveram estudantes do Ensino Médio, professores do período noturno e toda a comunidade local.
“A primeira oficina abordou a pintura corporal indígena, destacando os significados dos grafismos e a importância simbólica de cada desenho utilizado no corpo. Na sequência, a oficina ‘Conhecimentos Tradicionais e Saberes Ancestrais’ trabalhou o artesanato e a expressão corporal, com atividades de cestaria, cultivo de taquara e confecção de cestos conduzidas por mães da comunidade. Foi uma oportunidade importante para aproximar as famílias da escola”, explica.
Outra ação foi voltada à valorização cultural por meio da confecção de adornos, roupas e vestimentas tradicionais pintadas com grafismos indígenas. O projeto também promoveu um grande evento cultural com participação da comunidade e dos anciãos da aldeia, reforçando a valorização da língua indígena e da oralidade. Em outro encontro, os mais velhos compartilharam conhecimentos sobre medicinas naturais e práticas ancestrais de cuidado.
“Quando os mais velhos compartilham seus saberes sobre medicinas naturais, costumes e práticas ancestrais, eles também estão transmitindo pertencimento, memória e orgulho cultural para as novas gerações”, acrescenta a diretora.
Por fim, as oficinas voltadas ao meio ambiente proporcionaram caminhadas pela mata, atividades em hortas e vivências dentro da aldeia, fortalecendo a conexão dos estudantes com o território e os saberes tradicionais relacionados à natureza.
O encerramento aconteceu com uma celebração coletiva marcada pela preparação de comidas típicas e a exposição de todos os materiais produzidos ao longo das oficinas, reunindo estudantes, professores, famílias e comunidade em um momento de troca, pertencimento e fortalecimento cultural.
Para Leidiane Muvensa Bernardo, 17 anos, estudante do 3° ano do ensino médio noturno, o reconhecimento nacional conquistado a partir das iniciativas desenvolvidas na escola foi uma surpresa. Ela foi uma das estudantes escolhidas para ir até Brasília com a diretora, representando o colégio. “Estou muito feliz, acho que vai ser uma experiência muito boa. Feliz também por ter sido escolhida para representar a nossa escola e poder contar como surgiu esse projeto e como impactou a relação entre a comunidade e a nossa escola. Vai ser ótimo”, afirma.
Por - AEN


























