Uma investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o extinto Banco Master acabou provocando uma crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF), o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.
Em poucos dias, vieram à tona relatórios da PF, ministros do Supremo passaram a divergir publicamente, surgiram pedidos de investigação, novas delações e manifestações de autoridades dos Três Poderes.
Se você se perdeu em meio à avalanche de informações, veja o resumo os principais fatos que transformaram a primeira semana de setembro em um dos períodos mais turbulentos da política brasileira em 2026. Veja abaixo:
1. Como tudo começou?
A origem da crise está na Operação Compliance Zero, investigação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante as apurações, a PF apreendeu o celular do empresário e recuperou mensagens, documentos e arquivos que passaram a integrar relatórios enviados ao Supremo.
Inicialmente, o foco estava nas suspeitas envolvendo o banco. Mas o conteúdo encontrado pelos investigadores acabou levando a investigação para dentro das principais instituições do sistema de Justiça.
2. O que desencadeou a crise desta semana?
O ponto de virada ocorreu na terça-feira (1º), quando o ministro André Mendonça decidiu retirar o sigilo de relatórios produzidos, a seu pedido, pela Polícia Federal.
Os documentos continham mensagens e informações que citavam autoridades de diferentes órgãos, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, integrante do STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A partir dali, o noticiário se voltou para as possíveis implicações para integrantes do Judiciário e do Ministério Público.
3. Por que Alexandre de Moraes virou um dos principais personagens da crise?
Parte dos relatórios divulgados pela PF expõe trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e aponta uma relação de proximidade entre o magistrado e o ex-controlador do Banco Master à época dos fatos investigados.
Segundo a PF, as mensagens mostram contatos frequentes entre os dois e incluem conversas sobre operações policiais e pedidos de encontros.
Em um dos episódios citados pelos investigadores, Vorcaro questiona Moraes sobre a possibilidade de deixar o país às vésperas da operação que acabou resultando em sua prisão.
Os relatórios também apontam que Moraes teria participado da edição digital de minutas de contratos firmados entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
A PF encontrou registros indicando que versões dos documentos foram modificadas por um usuário identificado como "Ministro Alexandre de Moraes" antes da assinatura dos acordos.
Além disso, os investigadores reuniram mensagens sobre viagens, eventos patrocinados pelo grupo empresarial de Vorcaro e tratativas com autoridades do Judiciário e de outros órgãos públicos.
Para a PF, o conjunto de elementos levanta questionamentos sobre a natureza da relação entre o banqueiro e integrantes do Judiciário.
As revelações colocaram Moraes no centro da crise e provocaram forte repercussão nos meios político e jurídico.
Moraes nega irregularidades.
O escritório de sua esposa afirma que os contratos seguiram a legislação e as regras aplicáveis à atividade de advocacia.
O ministro também sustenta que os relatórios divulgados por Mendonça precisam ser analisados à luz das regras processuais e constitucionais.
4. Como André Mendonça também se tornou alvo?
Nos dias seguintes à divulgação dos relatórios, o debate deixou de se concentrar apenas no conteúdo das revelações.
Passou-se a discutir também a forma como a investigação foi conduzida.
Com base em apontamentos da PF, Moraes levantou questionamentos sobre determinadas diligências autorizadas por Mendonça e sobre a postura dele em negociações de acordos de colaboração no âmbito dos casos Master e do INSS.
Foi nesse contexto que Moraes pediu a abertura de uma investigação sobre a atuação do colega. Para embasar o pedido, o ministro citou relatórios de inteligência da PF, segundo ele, com indícios de assimetria na condução de investigações e possível direcionamento de apurações.
Os documentos, porém, trazem uma ressalva importante: não têm caráter probatório e não podem ser usados como prova judicial.
Em geral, relatórios de inteligência servem para indicar linhas de investigação e reunir indícios preliminares, mas não substituem provas produzidas formalmente em um processo.
O resultado foi uma mudança importante no foco da crise: em vez de atingir apenas personagens citados nos documentos do Caso Master, ela passou a alcançar também o ministro responsável pela investigação.
5. O STF entrou em conflito interno?
Sim.
A tensão entre Moraes e Mendonça, que já vinha sendo discutida reservadamente nos bastidores, tornou-se pública.
Moraes apresentou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação relacionado à conduta de Mendonça na condução do caso.
Aliados dos dois ministros passaram a trocar críticas e defender versões distintas sobre o que ocorreu durante a investigação.
Integrantes da Corte passaram a classificar o episódio como uma das maiores crises internas enfrentadas pelo tribunal nos últimos anos.
6. Por que Edson Fachin virou peça central da crise?
Porque a resolução do conflito agora está concentrada nas mãos do presidente do STF.
Depois que Mendonça liberar o relatório da PF que apontou existir uma relação entre Moraes e Vorcaro, caberá a Fachin decidir se submete o caso ao plenário e de que forma será a sessão.
Na quinta (4), Fachin pediu informações à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República, a Moraes e a Mendonça.
Mas o papel do presidente da Corte foi além.
Nesta sexta (4), ele afirmou que os fatos revelados são graves, declarou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e prometeu que a resposta institucional do Supremo será "firme, proporcional e rigorosa".
Nos bastidores, interlocutores de Fachin passaram a defender que algum tipo de medida institucional seja adotada para responder ao desgaste causado pela crise.
7. O que o inquérito das fake news tem a ver com a história?
Um elemento importante dos últimos dias foi a entrada do chamado inquérito das fake news na crise.
Aberto em 2019 para investigar ameaças e ataques contra o STF, o procedimento é relatado por Alexandre de Moraes e já dura mais de sete anos.
Foi nesse inquérito que Moraes inicialmente apresentou um dos pedidos relacionados à atuação de Mendonça.
A controvérsia reacendeu críticas antigas sobre a duração da investigação e seu alcance.
Diante desse cenário, Fachin anunciou que pretende encerrar o inquérito das fake news e passou a defender que o caso se transformou em mais um argumento para promover mudanças estruturais dentro da Corte.
8. Como a crise chegou à Procuradoria-Geral da República?
As citações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, nos relatórios divulgados por Mendonça ampliaram o alcance institucional da crise.
Nesta semana, o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) abriu um procedimento para analisar referências a Gonet em mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro.
O conselho funciona como um dos principais órgãos de controle e supervisão administrativa do Ministério Público Federal e tem competência para analisar questões envolvendo a atuação de membros da instituição.
A abertura do procedimento não significa que houve conclusão sobre eventual irregularidade nem equivale à abertura de uma investigação criminal.
O objetivo inicial é avaliar os fatos citados nos relatórios e definir se há necessidade de providências adicionais.
A movimentação colocou o Ministério Público no centro das discussões e reforçou a percepção de que a crise ultrapassou os limites do Supremo.
9. Por que Lula entrou no debate?
A repercussão chegou ao Palácio do Planalto.
Primeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o país não poderia ficar refém de vazamentos seletivos.
Depois, voltou a defender uma nova reforma do Poder Judiciário.
Sem citar diretamente ministros envolvidos na crise, Lula afirmou que ninguém pode utilizar o cargo público em benefício próprio e que todas as autoridades precisam se submeter às mesmas regras.
A declaração foi interpretada, em Brasília, como um sinal de preocupação do governo com o impacto institucional da crise às vésperas das eleições.
10. O que pode acontecer agora?
Ainda não existe uma definição sobre os próximos passos.
Neste momento, grande parte das decisões relacionadas à crise está concentrada nas mãos do presidente do STF, Edson Fachin.
Depois que Moraes pediu providências contra Mendonça e Mendonça defendeu que os relatórios da PF sejam analisados institucionalmente pela Corte, coube a Fachin assumir a condução dos principais desdobramentos do impasse.
Caberá ao presidente do Supremo decidir quais procedimentos serão adotados em relação aos pedidos apresentados pelos dois ministros, se o caso deverá ser submetido ao plenário e qual será o rito para análise dos questionamentos surgidos ao longo da semana.
Paralelamente, seguem em andamento análises envolvendo Paulo Gonet, negociações de acordos de colaboração e outras frentes de investigação relacionadas ao Caso Master.
A crise também acelerou discussões institucionais que já vinham sendo defendidas por Fachin antes mesmo da divulgação dos relatórios.
Entre elas estão a criação de um Código de Ética para ministros do STF, proposta apresentada pelo presidente da Corte ainda antes do caso Master, e a revisão de mecanismos internos de transparência e governança do tribunal.
Além disso, Fachin anunciou nesta semana que pretende encerrar o inquérito das fake news, aberto em 2019 e relatado por Alexandre de Moraes, sinalizando que a crise poderá produzir mudanças estruturais no funcionamento do Supremo.
Por que esta foi uma das semanas mais turbulentas da política em 2026?
Porque uma investigação que começou tratando de suspeitas financeiras envolvendo um ex-banqueiro, que está preso, acabou atingindo simultaneamente algumas das principais instituições da República, além de autoridades.
Em poucos dias, a crise colocou em lados opostos dois ministros do Supremo, levou à abertura de procedimentos envolvendo o procurador-geral da República, mobilizou a Polícia Federal, provocou reações do presidente da República, envolveu o Congresso Nacional e obrigou o presidente do STF a discutir mudanças estruturais na Corte.
A semana começou com perguntas sobre mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
Terminou com um debate muito maior: como preservar a credibilidade das instituições responsáveis por investigar, acusar e julgar quando elas próprias passam a ser alvo dos questionamentos.
Por G1
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, determinou um cessar-fogo de três dias. Segundo a imprensa russa, o objetivo é dar a Kiev a oportunidade de receber a delegação norte-americana para negociações de paz

"O presidente russo, comandante supremo das Forças Armadas, Vladimir Putin, ordenou hoje que, a partir da meia-noite e durante três dias, não fossem lançados ataques contra Kiev. Isso está relacionado com os preparativos para os contatos dos norte-americanos em Kiev", disse o porta-voz presidencial, Dmitri Peskov, às agências locais.
Peskov, citado pela Efe, também disse que Kiev informou Moscou da decisão do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de suspender os ataques contra a Rússia enquanto Witkoff e Kushner se encontrarem nos dois países.
Washington tinha pedido garantias de segurança a ambas as partes, algo que o Kremlin rejeitou inicialmente nesta sexta-feira.
Putin deve se encontrar com os representantes especiais dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, ainda hoje, disse Peskov à agência de notícias TASS. Nesta semana, o líder russo afirmou que estaria disponível para discutir com os enviados do presidente Donald Trump.
Está previsto que os enviados da Casa Branca visitem a capital ucraniana neste domingo (6), no âmbito das negociações
Por Agência Brasil
A Mega-Sena sorteia neste domingo (6) prêmio estimado em R$ 48 milhões. As seis dezenas do concurso 3.054 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) de sábado (5) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
No último concurso, foram sorteados os números 01 - 13 - 25 - 35 - 39 - 51 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu, em uma nota divulgada neste sábado (05), que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido na apuração de possível interferência em um relatório da Polícia Federal pedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que cita a relação de Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre Moraes e com o próprio PGR.
"A ADPF requer que o Procurador-Geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado; que o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF; e que os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas", diz a nota.
"Acresce que o relatório cita nominalmente o Procurador-Geral da República. O art. 258 do Código de Processo Penal estende aos órgãos do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição dos juízes, pela mesma razão que veda a alguém decidir em causa própria", afirma a nota.
A associação afirma que o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores "independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula".
"O documento questionado foi produzido por determinação do Ministro então relator do feito no Supremo Tribunal Federal. Os Delegados e servidores que dele participaram cumpriram ordem judicial, nos estritos limites nela fixados, sem margem para juízo próprio de conveniência sobre o que lhes foi determinado pelo juízo competente", diz o texto.
Apuração sobre relatório
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que abriu uma apuração sobre possível interferência na produção do relatório.
"Informo a Vossa Excelência que, na forma do despacho que encaminho, determinei a instauração de Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial, resultado será, em tempo adequado, noticiado à Corte", escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A PGR afirma que a PF terá que esclarecer, por exemplo, “quanto a possível ocorrência de ordem ou interferência externa em sua elaboração, que tenha maculado seu conteúdo”.
A medida faz parte do chamado controle de externo da polícia, que é uma atribuição do Ministério Público Federal e foi tomada na esteira do pedido de esclarecimentos feito pelo presidente do STF, Edson Fachin, sobre a produção do material.
A procuradoria alegou que não foi comunicada sobre a determinação de Mendonça.
"No trâmite analisado, não foi dado espaço à manifestação da Pocuradoria-Geral da República. Ao revés, a decisão proferida nos autos da Petição n. 15.556/DF foi ocultada do Ministério Público, que foi assim impedido de realizar o necessário controle externo da atividade policial, etapa essencial a qualquer investigação”, afirmou.
Gonet respondeu a uma determinação de Fachin para fornecer informações sobre o caso, que era relatado por Mendonça, e agora está sob o comando do presidente do STF.
Crise Master no STF
Na última terça-feira (1º), o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe mensagens e contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.
Moraes, Andrei e Gonet foram citados por Daniel Vorcaro em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do dono do Banco Master.
Trocas de mensagens entre Moraes, do STF, e Vorcaro sinalizam que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a PF deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.
Mendonça sugeriu na mesma decisão que os elementos constantes dos relatórios da PF sobre o caso fossem avaliados pelo plenário da Corte.
Após a divulgação das informações, o relator também determinou que a PGR desse seu parecer sobre o tema. O procurador Paulo Gonet – mencionado nos relatórios publicizados por Mendonça – afirmou que a investigação é nula e não poderia ter sido feita sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF.
Por G1
Um bebê de sete meses morreu na manhã deste sábado (5) ao ser ejetado de um caminhão que tombou na BR-369, em Ibiporã, no Norte do Paraná. Os pais da vítima também estavam na cabine.
O veículo estava levando uma carga de arroz, no sentido Ibiporã a Jataizinho. O pai, de 34 anos, estava dirigindo, e a mãe, de 20, era passageira. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não identificou como o menino estava posicionado no momento do tombamento.
"A gente não consegue afirmar que [o bebê] estava no colo [da mãe], mas estava solto no veículo", disse Cibele Navarro, inspetora da PRF.
testemunhas contaram que, depois de tombar, o caminhão ainda se arrastou no asfalto até bater contra um paredão de pedras na marginal da rodovia. Não há registro de outros veículos envolvidos no acidente.
A mãe ficou presa nas ferragens e foi resgatada com ferimentos nos braços e nas pernas. Ela foi encaminhada a um hospital de Londrina.
O corpo do bebê foi encontrado fora do caminhão, embaixo da carga de arroz, após duas horas de buscas realizadas por equipes da PRF, Corpo de Bombeiros e concessionária que administra o trecho da rodovia.
Apesar de não ter ferimentos graves, o pai precisou ser atendido pelos médicos que acompanhavam a situação porque ficou em estado de choque.
O corpo da criança foi encaminhado à Polícia Científica de Londrina, e a PRF investiga o acidente.
O trânsito na BR-369 ficou em meia-pista para a limpeza.
Por G1
Uma mulher de 78 anos foi morta por um touro em Barbosa Ferraz, cidade da região centro-oeste do Paraná com 10.795 habitantes. O animal fugiu durante a festa de comemoração dos 66 anos da cidade, no fim da noite desta sexta-feira (04), que contava com uma programação de rodeios.
Sem controle, o touro saiu pelas ruas da cidade. A vítima foi atacada no bairro Roque, de acordo com a Polícia Militar (PM-PR).
Apesar da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ela não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo dela foi encaminhado à Polícia Científica de Campo Mourão.
Ainda conforme a PM, mesmo após o ataque, "o animal seguiu solto pelas ruas da cidade, demonstrando extrema agressividade". Algumas pessoas tentaram usar laços, mas o touro não foi controlado e foi morto a tiros por policiais.
"Diante do iminente risco à vida das pessoas, e não havendo outro meio para a contenção do animal, os policiais militares precisaram neutralizar o boi com disparos de arma de fogo, agindo em estado de necessidade", diz a nota da PM.
A PM não divulgou detalhes de como o touro fugiu e onde a mulher estava quando foi morta. O nome da vítima também não foi compartilhado oficialmente.
O proprietário do animal, um homem de 37 anos, foi identificado e encaminhado à delegacia da Polícia Civil.
Provas foram canceladas
Por meio de nota divulgada nas redes sociais, a Prefeitura de Barbosa Ferraz informou que as provas de rodeio foram suspensas. A festa, que tem programação até domingo (6), não foi cancelada. Leia o comunicado na íntegra:
"Município de Barbosa Ferraz, por intermédio de seu prefeito Carlos Rosa Alves, comunica à população a suspensão imediata das provas de rodeio (montarias) da programação em curso, em decorrência do trágico acidente ocorrido nesta data, que vitimou fatalmente uma mulher, em episódio envolvendo touro da tropa.
Manifestamos profundo pesar e solidariedade à família da vítima, aos amigos e a toda a comunidade barbosense. Neste momento de luto, a Administração Municipal se coloca à disposição e prestará o apoio que lhe couber.
Determino a instauração imediata de procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos. Serão adotadas todas as providências cabíveis, em articulação com as autoridades competentes, para identificação e responsabilização de quem deu causa ou contribuiu para a tragédia. Não haverá omissão.
Sob o aspecto administrativo, DE FORMA CONJUNTA e com o apoio de lideranças, as demais festividades e atividades da programação — que envolvem entidades parceiras, comércio local, artistas, prestadores de serviço e a população — serão mantidas, com reforço imediato das medidas de segurança e prevenção. Os compromissos já assumidos e os demais desdobramentos organizacionais do evento precisam ser honrados, sem que isso signifique qualquer relativização da gravidade do ocorrido, e principalmente sem perder o respeito e o sentimento de solidariedade com a situação.
Pedimos respeito à memória da vítima e à dor da família. Barbosa Ferraz permanece unida neste momento difícil."
Éder da Silva, de 42 anos, foi condenado a 47 anos e 7 meses de prisão por esfaquear e matar Daniela Arduini, de 48 anos, namorada dele na época. O crime aconteceu em agosto de 2025 em Paiçandu, no Norte do Paraná.
Na condenação, definida na quinta-feira (03), o Tribunal do Júri o considerou culpado por feminicídio qualificado pelo meio cruel, segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR). Além disso, o acusado terá que pagar uma indenização de R$ 50 mil à família da vítima. A defesa ainda pode recorrer da decisão.
Na época, Daniela foi encontrada morta e com ferimentos na cabeça pela filha, na residência em que morava. Horas antes, vizinhos relataram que ouviram a vítima brigando com um homem, que foi visto saindo da casa dela momentos depois.
Uma pegada com sangue, que foi encontrada no chão da cena do crime, ajudou a identificar Éder como o autor do crime, conforme a Polícia Científica do Paraná (PCIPR).
Ele foi encontrado e preso em um bar em Maringá no dia seguinte. Segundo a polícia, o acusado estava com uma bota da mesma marca da pegada, com manchas de sangue no solado. No tecido da calça que ele estava vestindo também havia vestígios de sangue.
Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos (apps) no país em 2025. A imensa maioria deles por conta própria, com jornadas semanais mais longas que os demais ocupados no setor privado e ganhando menos por hora trabalhada.

A constatação faz parte de uma edição sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O IBGE buscou informações de pessoas com 14 anos ou mais que utilizam os aplicativos para realizar serviços de transporte e entregas. O instituto classifica esses trabalhadores como “plataformizados”.
A pesquisa revela que o contingente de 1,959 milhão de trabalhadores por apps representavam 1,9% do total de ocupados no país.
Cerca de 1,2 milhão de trabalhadores plataformizados utilizam apps de transporte de passageiros. Isso representa praticamente seis em cada dez plataformizados (58,9%).
Desses, 1,1 milhão utilizam as plataformas como Uber e 99, enquanto 232 mil utilizam apps de táxi exclusivamente.
Um em cada cinco (19,2%) dos plataformizados tinha ocupação como entregadores de apps de comida, produtos, etc. Eram 376 mil pessoas que faziam entregas para plataformas como Rappi, iFood, Zé Delivery, entre outros.
O IBGE mapeou ainda a categoria apps de prestação de serviços gerais ou profissionais, que inclui profissões como designers, tradutores e até telemedicina, quando o médico usa a plataforma digital para captar pacientes e realizar consultas, por exemplo. Em 2025 eram 313 mil pessoas nessa categoria (16% dos plataformizados).
A Pnad revela que a atividade econômica classificada como transporte, armazenagem e correios é a que tem maior participação de plataformizados, 75%. Ou seja, de cada quatro trabalhadores desse setor, três utilizam os apps.
Aumento ao longo dos anos
O IBGE detalha que a Pnad sobre trabalho por plataforma ainda é experimental, ou seja, em fase de teste e sob avaliação. O levantamento já foi realizado em 2022 e 2024.
Diferentemente de 2025, as edições anteriores buscaram informação apenas dos trabalhadores que tinham os apps como ocupação principal, ou seja, a pesquisa deixou de fora aquelas que usavam os aplicativos como renda complementar. Por isso, o número de 2 milhões de plataformizados em 2025 não pode ser comparado com anos anteriores.
Ao se levar em consideração apenas os trabalhadores que tinham nos apps a ocupação principal, o número de 2025 chega a 1,8 milhão. Esse dado pode ser comparado com as Pnad anteriores.
Trabalhadores que tinham os apps como ocupação principal:
- 2022: 1,3 milhão
- 2024: 1,7 milhão
- 2025: 1,8 milhão
Dessa forma, o número representa um crescimento de 9,1% em um ano e 36,8% em três anos.
Comparando apenas 2024 e 2025, o número de entregadores de app cresceu 18,6%. Foi a única ocupação que teve variação na casa de dois dígitos.
Motivação
Em 2025, de cada 100 pessoas que tinham nos apps a ocupação principal, 84,4 eram do sexo masculino. Em relação à idade, 47% tinham de 25 a 39 anos.
Ao realizar as entrevistas, o IBGE procurou saber o motivo principal que levou as pessoas a trabalharem por meio das plataformas.
Especificamente entre os que atuam com apps de transporte (exceto táxi) e entregadores, o motivo principal foi não conseguir encontrar outro trabalho. As outra motivações apontadas foram flexibilidade e rendimento maior do que em outros trabalhos disponíveis.
Jornadas mais longas
Em 2025, o rendimento médio mensal do trabalho principal do plataformizados foi de R$ 3.147, mesmo patamar dos não plataformizados (R$ 3,148).
Esses valores representaram aumento real (já descontada a inflação) de 4,1% para os não plataformizados e estabilidade para os plataformizados, que ganhavam R$ 3.151 em 2024.
O IBGE explica que os valores são exatamente o que é “retirado” pelos plataformizados, ou seja, o saldo após o motorista pagar custos com gasolina para o carro, por exemplo.
Os trabalhadores por aplicativo tinham em 2025 jornada semanal de 44,7 horas, superior à dos não plataformizados (39,3 horas). São 5,4 horas de diferença.
O fato de as duas classes terem rendimentos no mesmo patamar e diferença na jornada faz com que o rendimento-hora médio do trabalhador de app seja menor. Eles recebiam R$ 16,2 por hora, 12% menos que os não plataformizados (R$ 18,4/hora).
Informalidade
A pesquisa mostra que os trabalhadores por app vivenciavam mais a informalidade e tinham menos cobertura previdenciária.
Plataformizados:
- 72,1% na informalidade
- 34% com cobertura previdenciária
Não plataformizados:
- 42,7% na informalidade
- 63% com cobertura previdenciária
O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. São pessoas sem a garantia de direitos trabalhistas, como férias e 13º salário.
Já ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.
Uberização
A divulgação do IBGE acontece cerca de uma semana depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) adiar a retomada do julgamento sobre a chamada “uberização”.
Representante de categorias que trabalham para aplicativos, como motoristas, buscam o reconhecimento de vínculo empregatício com as plataformas digitais para evitar o que consideram precarização do trabalho, alegação que as principais empresas do setor discordam.
Um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) defende que o STF não reconheça o vínculo.
Por Agência Brasil
Uma van carregada com cerca de 2 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai rodou na pista durante uma perseguição policial na BR-163, em Toledo, no Oeste do Paraná, na madrugada desta sexta-feira (04).
O motorista tentou fugir de uma abordagem da Polícia Militar, mas acabou perdendo o controle do veículo. Ele foi preso em seguida.A identidade dele não foi divulgada.
Segundo a polícia, a perseguição começou quando uma equipe do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM) notou que o veículo trafegava com as lanternas traseiras apagadas e aparentava estar sobrecarregado. Os policiais tentaram abordar o carro, mas o motorista não parou.
Durante o acompanhamento, o carro chegou a rodar na pista. Mesmo assim, a polícia conseguiu interceptar o veículo.
O carro e toda a carga foram encaminhados à Receita Federal, também em Cascavel, que deve dar seguimento ao caso.
As agências bancárias estarão fechadas na próxima segunda-feira (7), feriado da Independência. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o atendimento presencial ao público segue normalmente na terça-feira (8) nas localidades onde não haja feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

A instituição esclarece que as operações financeiras podem ser realizadas com total segurança e conveniência pelos canais digitais dos bancos. Além disso, os clientes podem recorrer ao suporte por telefone e aos correspondentes bancários.
As salas de autoatendimento poderão estar disponíveis em algumas localidades, a critério de cada instituição.
As compensações bancárias não serão efetivadas durante o dia 7 de setembro, incluindo a TED. Já o PIX, que funciona 24 horas todos os dias úteis e feriados, poderá ser feito normalmente.
Boletos de cobrança e contas de consumo - água, energia, telefone, entre outros - com vencimento no feriado poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via Débito Direto Autorizado.
“No caso dos tributos e impostos, caso vençam nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa, lembrando que o sábado não é considerado dia útil e, por essa razão, não há liquidação financeira”, alertou a Febraban.
Por Agência Brasil
O nível do rio chegou a 8,11 metros na quinta-feira (3) e deixou 122 pessoas desalojadas em Rio Negro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Segundo a Defesa Civil, pelo menos 41 casas foram atingidas pela cheia. A situação permanece a mesma nesta sexta-feira (4).
A altura média do rio no município é de 2 metros. A água começou a subir na noite de segunda-feira (31) e o nível aumentou de forma mais intensa nos últimos dias.
De acordo com a prefeitura, entre as pessoas desalojadas, 44 estão abrigadas no ginásio municipal. Os bairros mais afetados são Vila Paraná, Vila Paraíso e Estação Nova.
Algumas comunidades rurais também enfrentam dificuldades para chegar à área urbana. Segundo a Defesa Civil, moradores precisam utilizar rotas alternativas por causa das condições das estradas.
A principal preocupação das autoridades é com a previsão de chuva para os próximos dias. Confira a previsão do tempo aqui.
"A nossa expectativa é que ele [o rio] continue baixando, só que temos outro problema que é a previsão de chuva pra hoje. E essa previsão é de 4 milímetros de chuva [...] Foram socorridos 19 cães e três gatos e trabalhamos com a ideia de que ninguém fica pra trás", disse o coordenador da Defesa Civil, Luciano.
Segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), a produção agrícola foi pouco afetada até o momento. Uma chuva de granizo provocou danos pontuais em algumas lavouras de verduras e estufas.
A situação continua sendo monitorada pela prefeitura e Defesa Civil.
Por G1
Em meio à crise institucional provocada pelo embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta sexta-feira (04) o arquivamento do inquérito das fake news como um caminho para reduzir as tensões na Corte. A declaração foi dada durante evento no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do advogado-geral da União, Jorge Messias.
“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”, afirmou Fachin. O ministro também ressaltou que os fatos “graves” da chamada “crise Master” estão em apuração e que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal.
A fala ocorre no momento em que o STF enfrenta um de seus mais duros embates internos. Na quinta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra Mendonça dentro do próprio inquérito das fake news, do qual é relator, alegando haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político na atuação de Mendonça na relatoria dos casos Master e INSS.
O pedido foi motivado por um relatório da Polícia Federal produzido a pedido de Mendonça que apontou relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso na operação Compliance Zero, a partir de mensagens localizadas em seu celular. O documento, contudo, é um relatório de inteligência de uso restrito, sem poder de decisão e que não pode ser usado como prova em processos judiciais.
Diante do impasse, Fachin decidiu retirar o pedido de investigação de Moraes contra Mendonça do âmbito do inquérito das fake news. Com isso, os dois inquéritos que envolvem ministros da Corte passam a ser conduzidos pelo próprio presidente do STF. Caberá a ele definir os procedimentos a serem adotados, como a eventual remessa dos casos ao plenário e o rito de análise.
O inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 por iniciativa do então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes como relator. Atualmente, é um dos dez inquéritos mais antigos em andamento no Supremo e não tem prazo definido para ser concluído. O foco inicial era apurar ataques e ameaças aos ministros e ao STF, mas o objeto foi ampliado ao longo dos anos e, na quinta-feira, alcançou um integrante da própria Corte.
Nos bastidores, Fachin já vinha discutindo o encerramento do inquérito desde o fim do ano passado, inclusive com Moraes, atual vice-presidente da Corte. Para o presidente do STF, a investigação cumpriu a função de proteger as prerrogativas dos ministros, mas “todo remédio, a depender da dosagem, pode se transformar em veneno”.
Pelas regras internas, o encerramento do inquérito dependeria de aval do relator. Caso Moraes resista, Fachin teria dois caminhos: apresentar uma questão de ordem ao plenário para votação, com o argumento de que o relator atuou por designação da presidência do STF, ou encerrar o caso por decisão individual, uma vez que a investigação foi aberta de ofício por um presidente da Corte. Essa segunda alternativa, porém, é vista como mais controversa por poder ser interpretada como interferência no processo.
A crise Master tem gerado reações de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, que já criticou o inquérito das fake news. A investigação sob relatoria de Moraes reúne operações policiais, bloqueios de redes sociais, prisões e denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República.
“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo legal e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”, declarou Fachin.


























