As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, têm mobilizado pesquisadores sobre os possíveis impactos da medida na economia, a partir do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada 6x1. 

De um lado, estudos de entidades que representam o empresariado, as chamadas confederações patronais, projetam queda no Produto Interno Bruto (PIB) e alta da inflação.
Por outra perspectiva, análises da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenham um cenário diferente, com impactos reduzidos atingindo apenas alguns setores, além da criação de mais empregos e possível aumento do PIB.
Para a economista da Unicamp Marilane Teixeira, a diferença entre as pesquisas sobre os custos econômicos da redução da jornada ocorre porque não se trata de um debate puramente técnico, mas político.
“Parte significativa da literatura econômica que discute o assunto parte de modelos que assumem, como regra, que qualquer redução na quantidade de horas trabalhadas levará, inevitavelmente, à redução da produção e da renda – ignorando, assim, os ajustes dinâmicos que historicamente ocorrem no mercado de trabalho”, aponta.
Membro do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesite), Marilene defende que a resistência à redução da jornada, por parte dos empregadores, pode levar a projeções alarmistas.
“Do ponto de vista dos empregadores, é claro que, qualquer mudança é vista a partir do seu negócio. Eles não olham a economia como um todo, mas isso traz benefícios para o conjunto da sociedade”, acredita.
Previsões
A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula uma perda de R$ 76 bilhões no PIB brasileiro (-0,7%) com a redução da jornada das atuais 44 para 40 horas. No caso da indústria, o PIB cairia 1,2%.
“Nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que reúne empresários desses setores, afirma que a redução da jornada aumentaria os custos sobre a folha salarial em 21%. A estimativa da CNC cita que o repasse de preços ao consumidor poderia chegar a 13%. Já a CNI aponta para altas nos preços de 6,2%, em média.
“Sem redução dos salários nominais, espera-se por impactos significativos sobre a rentabilidade da atividade comercial no Brasil”, diz a CNC.
Custos x benefícios
Já o estudo do Ipea afirma que a alta no custo das empresas com os trabalhadores, a partir da redução da jornada, não passaria dos 10%, no caso dos setores mais impactados. Na média, a previsão é de um custo extra do trabalho de 7,8%.
Porém, considerando o custo total das empresas, conta que engloba o conjunto de gastos, o impacto da redução da jornada varia de 1%, em setores como comércio e indústria, a até 6,6%, no caso do ramo de vigilância e segurança.
“Os resultados indicam que a maioria dos setores produtivos apresenta capacidade de absorver aumentos nos custos do trabalho, ainda que alguns segmentos demandem atenção específica”, diz o estudo do Ipea.
A exceção seriam as empresas com até nove trabalhadores, que empregam cerca de 25% dos assalariados formais do país. Segundo o Ipea, esses negócios podem precisar de apoio estatal para transição à nova jornada de trabalho.
Um dos autores do estudo do Ipea, Felipe Pateo, afirma que o levantamento da CNC não demonstra, “de forma transparente”, como eles chegaram ao aumento de 21% no custo do trabalho.
“Mesmo olhando só para o custo do trabalho em si, a gente mostra que, matematicamente, não tem como esse aumento ser maior do que 10% porque é exatamente o tempo de horas que o empregador vai perder em relação ao trabalhador que faz 44 horas semanais”, afirmou.
A Agência Brasil procurou a CNC para comentar as divergências, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
Inflação dos preços
Projeções de aumento de preços com o fim da escala 6x1 são destaque nos estudos de entidades patronais como CNC e CNI, que argumentam que o aumento do custo da mão de obra será repassado ao consumidor final.
O economista da CNI Marcelo Azevedo pondera que a necessidade de contratar mais vai gerar aumento de custos na ponta.
“Tem aumento de custo porque o valor do salário-hora aumentou, então vai ter aumento de custo. Todos os produtos vão ter aumento. Isso é um efeito que vai se acumulando porque cada setor tem o mesmo problema”, explica.
Por sua vez, o economista do Ipea Felipe Pateo avalia que o impacto inflacionário será limitado, lembrando que os empresários podem ainda absorver essa diferença com redução de lucros.
“O aumento no custo operacional é de 1%. Se o empresário repassar integralmente esse aumento, vai ser um aumento de 1% no preço do produto”, afirma Pateo.
Já a economista da Unicamp, Marilane Teixeira, avalia que não há risco de aumento generalizado de preços.
“Se fosse assim, então, toda vez que eleva o salário mínimo, você teria um aumento da inflação exponencial porque o salário mínimo tem impacto para o conjunto da economia”, compara.
Ela acrescenta que praticamente todos os setores da economia atuam com capacidade ociosa, que permite aumentar a oferta em caso de pressão no lado da demanda.
“Essa ideia de que uma elevação marginal no custo do trabalho pela contratação gera inflação, não se sustenta. O impacto disso no custo total é tão marginal que é óbvio que não vai impactar no preço do produto. E se a empresa compete, ele não vai reajustar preço porque corre o risco de perder cliente para o concorrente”, justifica.
A nota técnica do Ipea sustenta que a redução da jornada terá efeito semelhante a de aumentos do salário mínimo e afirma que as projeções que preveem redução do PIB e do emprego não são respaldadas por estudos que analisam a experiência histórica brasileira.
“Aumentos reais [do salário mínimo], que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024, não causaram efeitos negativos sobre o nível de emprego”, diz a nota técnica do Ipea.
Divergências
A divergência entre as pesquisas ocorre porque os levantamentos partem de pressupostos e premissas diferentes para calcular os impactos sobre o PIB e inflação, por exemplo.
O estudo da Unicamp parte da premissa de que a redução da jornada vai incentivar os empregadores a contratar mais. Em contrapartida, o estudo da CNI parte do pressuposto de que a redução do total de horas trabalhadas diminuiria o total do produto final.
O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explicou à Agência Brasil que os estudos de projeções econômicas simplificam a realidade e precisam definir hipóteses para fazer projeções de impactos da mudança.
“Você pode assumir que vai ter ganho de produtividade, você pode assumir que não vai ter ganho de produtividade. E tudo bem. Isso faz parte dos estudos, desde que bem explicitados que tipo de hipótese você está assumindo. Não à toa você tem visões diferentes e não necessariamente erradas, mesmo que conflitantes”, pondera.
Marilene ressalta que a diferença entre as pesquisas não é resultado de uma manipulação das evidências. A partir dos mesmos dados, pode-se chegar a resultados distintos em razão da perspectiva política, econômica e social que o pesquisador tem do contexto que se analisa.
“É um conflito que chamamos de conflito distributivo. É uma disputa para definir para onde canalizar os lucros, a renda do trabalho, o salário e o consumo. O que está em disputa são os ganhos da produtividade”, completa.
Produtividade
O estudo da CNI aponta que a redução da jornada de trabalho vai impactar a competitividade das empresas. Ele avalia como improvável o aumento da produtividade para compensar a redução das horas trabalhadas.
Ao aumentar a produtividade, uma empresa pode produzir o mesmo com menos tempo de trabalho.
“A gente, infelizmente, e por diversas razões que não são simples de contornar, está com uma produtividade estagnada há muito tempo. Ela é baixa frente aos outros países. Acho difícil apostar numa melhora significativa de produtividade”, explicou à Agência Brasil o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
A economista Marilane Teixeira aponta que, mesmo com uma jornada relativamente extensa como a brasileira, a produtividade se mantém estagnada.
“Portanto, não é a jornada de trabalho que vai resolver o problema da produtividade. Talvez, até reduzindo a jornada de trabalho, você possa melhorar a produtividade porque as pessoas vão estar mais descansadas”, completa.
O técnico do Ipea Felipe Pateo afirma que há muitas possibilidades para adequação das empresas frente a redução da jornada, não sendo possível antecipar uma queda no PIB.
“A hora liberada do trabalhador pode gerar também maior produção, maior consumo. Pode fazer com que as outras atividades, no tempo livre, tenham uma dinâmica positiva na economia”, explica.
Evolução histórica
Em 1988, a Constituição brasileira reduziu a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Em 2002, economistas da PUC Rio e da Universidade de São Paulo (USP) publicaram estudo que não identificou efeitos negativos no nível de emprego.
“As mudanças relacionadas à jornada de trabalho em 1988 não aumentaram a probabilidade de o trabalhador afetado perder o emprego e diminuíram a sua probabilidade de sair da força de trabalho no ano seguinte à mudança regulatória”.
O economista da CNI Marcelo Azevedo questiona a comparação da redução atual da jornada com a que foi realizada durante a Constituição de 1988, alegando que a economia mudou muito nesses 40 anos.
“A economia era mais fechada, não tinha globalização como tem hoje, não tinha o comércio eletrônico de hoje. Era mais fácil absorver os custos com uma inflação elevadíssima como a daquela época”, rebate Azevedo.
Por - Agência Brasi
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (28) a Operação Nacional Proteção Integral IV, que tem como objetivo identificar e prender autores de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

Trata-se de uma ação que ocorre de forma simultânea em pelo menos outros 15 países. No Brasil, a corporação cumpre 159 mandados de busca e apreensão em todas as unidades da Federação e 16 mandados de prisão preventiva.
“A Operação Nacional Proteção Integral IV compõe um esforço internacional coordenado, denominado Operação Internacional Aliados pela Infância VI, voltado ao enfrentamento de crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes”, destacou o comunicado.
Em nota, a PF informou que 503 policiais federais em todos os estados participam da ação, além de 243 policiais civis dos seguintes estados: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.
No âmbito internacional, já foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos seguintes países: Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.
“A ação busca integrar forças policiais nacionais e internacionais no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil, reforçando, no contexto do Maio Laranja, o compromisso com a prevenção e repressão dessas práticas”, destacou a PF.
Dados da corporação mostram que, em 2026, por meio dos chamados Grupos de Capturas, foram cumpridos pelo menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais.
“Embora o termo ‘pornografia’ ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota, preferencialmente, as expressões ‘abuso sexual de crianças e adolescentes’ ou ‘violência sexual contra crianças e adolescentes’, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes”, ressaltou a nota.
“A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e por adolescentes, como forma de reduzir riscos e de proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção”, concluiu a corporação.
Por - Agência Brasil
Os eleitores que pretendem votar nas eleições de outubro têm até o dia 6 de maio para regularizar suas pendências na Justiça Eleitoral.

O prazo deve ser observado pelo cidadão que quer tirar o primeiro título de eleitor, regularizar o documento, cadastrar biometria, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais.
A partir do dia 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e não serão permitidas alterações nos dados dos eleitores.
Para resolver as pendências, o eleitor pode acessar o serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Pela plataforma, é possível enviar os documentos solicitados para cada tipo de serviço e acompanhar o andamento da solicitação.
O eleitor também pode procurar os cartórios eleitorais ou postos de atendimento presenciais em todo o país. A localização pode ser encontrada no site do tribunal.
Alguns serviços, como a coleta de biometria e a solicitação do primeiro título, só podem ser realizados presencialmente.
Regularização
Para verificar se o título está regular, o eleitor pode acessar a página do TSE na internet e clicar no menu Consultas. Em seguida, basta clicar em Situação do Título.
O passo a passo para a regularização será indicado pelo sistema eletrônico.
Cancelamento
O prazo de regularização também deve ser seguido por quem teve o título cancelado por deixar de votar por três eleições seguidas (três turnos consecutivos) e não justificou ausência.
Além de não conseguir votar nas eleições de outubro, a manutenção do cancelamento pode causar diversas restrições para o cidadão, como não conseguir tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituição pública de ensino e tomar posse em cargo público após ser aprovado em concurso.
Primeiro título
De acordo com a Constituição, o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens entre 16 e 17 anos e quem tem mais de 70.
Após completar 15 anos, os jovens poderão solicitar a emissão do primeiro título de eleitor. Contudo, somente estará apto a votar quem tiver completado 16 anos na data da eleição.
Eleição
O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Eventual segundo turno para os cargos de governador e presidente ocorrerá no dia 25 do mesmo mês.
Por - Agência Brasil
As seis dezenas do concurso 3.001 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 115 milhões.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas em todo o país ou pela internet, no site Loterias Caixa.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Por - Agência Brasil
Proposta aprovada nesta segunda-feira (27) permite daoação de viaturas, armamento e suporte técnico às GMs do Paraná
A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou em primeiro turno, nesta segunda-feira (27), o Projeto de Lei nº 262/2025, que autoriza o Governo do Estado a repassar viaturas, equipamentos, estrutura e apoio técnico às Guardas Municipais de todo o Paraná.
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Gugu Bueno (PSD), destacou o alcance da proposta para todo o Estado. “Um projeto de lei muito importante que estabelece a possibilidade do governo do Estado repassar estrutura, ajudando as guardas municipais por todo o Paraná. Hoje nós temos 40 municípios com guarda municipal funcionando, atendendo muito bem a população, e agora será possível repassar recurso, equipamento, viatura e treinamento para que a gente tenha um sistema de segurança pública ainda melhor”, afirmou.
A matéria autoriza o Governo do Estado a cooperar com os municípios por meio da transferência de bens, equipamentos e suporte técnico às Guardas Municipais, incluindo ainda a doação de equipamentos de proteção, sistemas de comunicação, armamentos menos letais e demais itens necessários à atuação operacional, além da formalização desse apoio por meio de convênios.
O deputado Batatinha (PSD), que também assina o projeto de lei, destacou a construção conjunta e a articulação com o Governo do Estado. “Construímos essa lei com o deputado Gugu Bueno, inclusive conversando pessoalmente com o governador. Com essa construção, conseguimos liderar esse processo para fortalecer ainda mais as Guardas Municipais”, afirmou.
Para ter acesso aos recursos, os municípios precisam atender a critérios como ter Guarda Municipal criada por lei e em funcionamento, estar regulares perante o Estado e assumir compromisso de prestação de contas sobre a utilização dos bens.
Também está prevista a integração entre as Guardas Municipais e as forças estaduais, como Polícia Militar e Polícia Civil, com compartilhamento de informações, sistemas de comunicação e cooperação técnica para orientar o uso dos equipamentos.
Atualmente, cerca de 40 municípios paranaenses já contam com Guardas Municipais em atividade, incluindo cidades como Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu. A expectativa é de que a nova legislação fortaleça a atuação preventiva e amplie a capacidade de resposta na segurança pública local.
O deputado Gugu Bueno também ressalta que a medida reforça um modelo que já vem dando resultados no Estado. “O Paraná tem hoje os menores índices de criminalidade da sua história justamente por essa união que existe entre Polícia Militar, Polícia Civil e as Guardas Municipais”, disse.
A proposta contou ainda com apoio dos deputados Artagão Júnior, Bazana, Delegado Jacovós, Delegado Tito Barichello, Evandro Araújo, Gilberto Ribeiro, Marcio Pacheco, Professor Lemos, Requião Filho, Jairo Tamura e Dr. Leônidas.
O projeto retorna à pauta nesta terça-feira (28) para votação em segundo turno.
Por - Assessoria
A chegada e permanência de uma frente fria desde o domingo (26) trouxe chuvas intensas em todo o centro-sul do país, com presença de ressaca no litoral gaúcho e catarinense, além de ventos fortes até o litoral paulista. 

O interior paulista e paranaense, além de áreas do centro-oeste e do sul da região norte do país, também registram presença de chuvas e possibilidade de pancadas, que devem permanecer pelo menos até a terça-feira (28), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, o dia foi marcado por um acúmulo no litoral sul, entre as cidades de Mongaguá e Guarujá, com pico de 46mm em Praia Grande, concentrados durante a tarde desta segunda-feira (27).
Segundo dados do Sistema Integrado de Bacias Hidrográficas (SIBH), da SP Águas, o Oeste paulista também teve registro de chuvas mais volumosas na região de Presidente Prudente, com valores entre 30 e 35mm distribuídos ao longo do dia.
No norte do estado as regiões de Araçatuba e Ribeirão Preto tiveram precipitações acima dos 25mm, durante a tarde. Não houve registro de grandes impactos pela Defesa Civil ou Corpo de Bombeiros.
A Defesa Civil estadual considerou em alerta todas as regiões do oeste do estado e do litoral sul.
"A tendência para os próximos dias é de aumento das chuvas em grande parte do estado, com possibilidade de volumes elevados, especialmente nas regiões sul, sudeste e leste. As precipitações devem ocorrer de forma irregular e, em alguns momentos, podem ser mais intensas, elevando o risco para transtornos", destaca o órgão.
No Rio Grande do Sul, permanece alerta para mau tempo, com destaque para as baixas temperaturas. Na terça-feira (28) as mínimas devem ficar entre 1°C e 13°C, favorecendo a formação de geada na Campanha, Sul, Centro, Norte, Serra, Vales e na porção oeste da Região Metropolitana de Porto Alegre.
As máximas variam entre 15°C e 22°C. Segundo informações da Marinha, o mar segue agitado na costa gaúcha, com ressaca e há condições para pancadas de chuva de intensidade fraca a moderada nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste pela noite.
Em Santa Catarina, o frio presente desde domingo se intensifica na terça-feira (28), com mínimas entre 0°C e 3°C no Planalto Sul e nas áreas mais altas do Meio-Oeste, onde há condições para geada. No Grande Oeste, os termômetros variam entre 4°C e 7°C, enquanto no Litoral Sul podem ficar abaixo dos 10°C.
Nas demais regiões, as mínimas ficam entre 12°C e 16°C. As condições mais preocupantes, segundo a Defesa Civil estadual, ocorrerão na quarta-feira (29), quando a instabilidade ganha força, favorecendo chuva intensa e temporais isolados, com presença de raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo. No Litoral Norte e no Baixo Vale do Itajaí há condições para chuva persistente, com risco de alagamentos e enxurradas.
Para o Paraná, a previsão é de frio pela manhã de terça-feira, com mínimas na casa dos 7 graus. A centro e norte paranaenses já estão em faixa com previsão de chuvas intensas (entre 20 e 50mm) durante todo o dia 28.
O alerta inclui São Paulo, Mato Grosso do Sul, oeste e norte do Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas, Pará, Maranhão e áreas litorâneas do litoral norte do país.
Por - Agência Brasil
Empregados com carteira assinada e servidores públicos que trabalharam de 1971 a 1988 e estão na fila para sacar as cotas do antigo fundo Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) podem reaver o valor. A Caixa Econômica Federal começou a pagar nesta segunda-feira (27) um novo lote de valores esquecidos.

Nesta rodada, recebem aqueles que pediram o ressarcimento até 31 de março. O valor médio pago varia de R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil, dependendo do tempo de trabalho e do salário da época.
Quem tem direito
Podem sacar os valores:
- Trabalhadores com carteira assinada entre 1971 e 1988;
- Servidores públicos do mesmo período;
- Herdeiros ou dependentes legais, em caso de falecimento;
- Quem pediu o dinheiro até 31 de março.
O benefício não tem relação com o abono salarial atual do PIS/Pasep, pago anualmente. Trata-se de cotas de um fundo antigo, extinto em 2020.
Como consultar se há dinheiro disponível
A consulta é feita pelo portal Repis Cidadão, com login via conta Gov.br nos níveis prata e ouro.
Passo a passo:
- Acesse o site e faça login com CPF e senha;
- Informe o número do PIS/Pasep ou NIS (se solicitado);
- Clique em “pesquisar”;
- O sistema indicará se há valores e como proceder;
- Também é possível consultar pelo aplicativo do FGTS.
Como pedir o pagamento
O pedido pode ser feito de duas formas:
Pelo aplicativo FGTS:
- Acesse “Mais”;
- Clique em “Ressarcimento PIS/Pasep”;
- Envie os documentos e acompanhe o pedido.
Em uma agência da Caixa:
- Leve documento oficial com foto
O pagamento é feito por crédito em conta. Quem não tiver conta na Caixa receberá automaticamente uma poupança social digital, movimentada pelo app Caixa Tem.
E no caso de herdeiros?
Herdeiros também podem solicitar o valor, desde que apresentem:
- Documento de identificação
- Certidão de dependentes ou autorização judicial
- Documento que comprove vínculo com o titular
Calendário de pagamentos
O pagamento depende da data em que o pedido foi feito.
| Pedido feito até | Recebe em |
| 31/3/2026 | 27/4/2026 (lote atual) |
| 30/4/2026 | 25/5/2026 |
| 31/5/2026 | 25/6/2026 |
| 30/6/2026 | 27/7/2026 |
| 31/7/2026 | 25/8/2026 |
| 31/8/2026 | 25/9/2026 |
| 30/9/2026 | 26/10/2026 |
| 31/10/2026 | 25/11/2026 |
| 30/11/2026 | 28/12/2026 |
| 31/12/2026 | janeiro de 2027 |
Fonte: Caixa Econômica Federal
O que é o fundo PIS/Pasep
Criado na década de 1970, o fundo reunia recursos para complementar a renda de trabalhadores e servidores. Em 1988, ele foi substituído pelo modelo atual de abono salarial.
Os valores não sacados foram transferidos em 2020 para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, depois, ao Tesouro Nacional. Agora, o governo permite o resgate mediante pedido.
Prazo para sacar
O pedido pode ser feito até setembro de 2028. Após esse prazo, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro, sem possibilidade de saque.
Canais de dúvidas
A Caixa oferece atendimento pelos seguintes canais:
- Telefone: 0800-726-0207
- SAC: 0800-726-0101
- Ouvidoria: 0800-725-7474
- Site: caixa.gov.br
A orientação é verificar o quanto antes se há valores disponíveis para evitar perder o prazo.
Por - Agência Brasil
As empresas do Paraná ampliaram em 211% a venda de mercadorias para outros estados brasileiros nos últimos sete anos – de R$ 314 bilhões em 2018 para R$ 978 bilhões em 2025. É o que aponta uma análise do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que avalia que os investimentos em infraestrutura como um fator determinantes nesse aumento.
Os dados são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) do Ministério da Fazenda, que disponibiliza as estatísticas com base na emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-es).
São Paulo lidera a lista de maiores compradores de mercadorias produzidas por empresas instaladas no Paraná, com R$ 322 bilhões em produtos adquiridos apenas em 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com R$ 197 bilhões, e o Rio Grande do Sul, com R$ 82 bilhões.
O avanço é puxado tanto pelo crescimento da atividade econômica quanto pelos investimentos em infraestrutura e logística, que facilitaram o escoamento da produção e a conexão com outros mercados. Nos últimos anos, o Estado avançou na duplicação e modernização de rodovias estratégicas com investimentos próprios, além de estruturar o maior pacote de concessões rodoviárias da América Latina.
Também houve mudanças estruturais em outros modais. Os aeroportos de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu foram concedidos à iniciativa privada, ampliando a capacidade e a eficiência do transporte aéreo.
Outro fator preponderante é tributário. Empresas paranaenses do Simples Nacional tem a menor carga tributária do Brasil, com uma alíquota efetiva média do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 2,39%, valor abaixo da média nacional, que é de 2,81%. A Secretaria da Fazenda também tem regras que modificam a base de cálculo para apoiar negócios em operações interestaduais.
Outros benefícios envolvem o agronegócio. O Paraná é o único estado com isenção total (100%) para carnes bovina, suína, peixe, frango e ovos, o que ajuda na competitividade de preços, e incluiu a produção de queijos, requeijão e doce de leite no rol de isenções em 2025 para fomentar a produção artesanal.
RECORDE DE INVESTIMENTOS PRIVADOS – Com uma estrutura mais eficiente, o Paraná também se tornou mais atrativo para novos negócios. Como consequência, o Estado registrou a atração recorde de investimentos privados, que somam quase R$ 400 bilhões desde 2019. Os recursos contemplam tanto a instalação de novas empresas quanto a expansão de operações já existentes.
Para o presidente do Ipardes, Jorge Callado, a combinação desses fatores criou um ambiente mais favorável para o comércio interestadual. “O Paraná produziu mais, atraiu investimentos e passou a ter uma estrutura melhor para transportar mercadorias. Isso torna as entregas mais rápidas, reduz custos e facilita a venda para outros estados”, afirmou.
Paralelamente, a aquisição de produtos de outros estados pelo Paraná também cresceu, passando de R$ 304 bilhões em 2018 para R$ 906 bilhões em 2025. No ano passado, as compras tiveram como principais origens São Paulo (R$ 346 bilhões), Santa Catarina (R$ 179 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 76 bilhões).
Por - AEN
O termo "bumbum cansado" tem sido usado para descrever uma alteração progressiva no formato dos glúteos que vai além do envelhecimento natural e está diretamente relacionada ao estilo de vida contemporâneo.
O hábito de permanecer longos períodos sentado, comum na rotina de trabalho e em atividades com baixa movimentação diária, reduz a ativação muscular da região, compromete a sustentação e, ao longo do tempo, pode modificar o contorno corporal.
Segundo o médico Chris Lima, especialista em harmonização glútea e tratamento da celulite, o processo começa na função muscular e não se restringe à estética.
"O glúteo é um dos músculos mais importantes do corpo, mas também um dos mais negligenciados. Quando a pessoa passa muitas horas sentada, ele deixa de ser ativado corretamente, e isso gera um efeito que não é imediato, mas progressivo: perda de projeção, perda de firmeza e alteração do desenho corporal", afirma.
Ele explica que essa falta de ativação pode ser percebida como uma "queda", embora esteja mais ligada à redução de estímulo e sustentação estrutural. "Não é que o bumbum está caindo por gravidade apenas. É o músculo que deixa de sustentar, a pele que perde qualidade e o contorno que vai sendo apagado aos poucos", detalha.
De acordo com o especialista, esse cenário se tornou mais frequente com as mudanças de comportamento da vida moderna. "A gente está falando de pessoas que passam o dia inteiro sentadas, com pouca ativação de glúteo. Mesmo quem treina, muitas vezes não compensa esse padrão, e o corpo responde com mudança estrutural", observa.
Nesse contexto, a harmonização glútea surge como uma possibilidade de intervenção, com foco que vai além do aumento de volume. "Hoje o conceito mudou. Não é só aumentar, é reposicionar o contorno, melhorar a estrutura e devolver a função estética daquela região", afirma.
O médico ressalta que a indicação deve ser sempre individualizada: "Tem paciente que precisa de qualidade de pele, tem paciente que precisa de estrutura e outros que precisam de reposicionamento. Não existe um padrão único."
Para ele, o avanço das abordagens estéticas está ligado à compreensão do corpo de forma integrada. "A estética hoje não é só sobre volume, é sobre função, estrutura e comportamento. O corpo mostra exatamente como você usa ele", conclui.
Por - O Globo
Com a melhor educação do Brasil, de acordo com o Ideb, o Paraná também sai na frente quando o foco é a educação digital. Desde 2020, na rede estadual de ensino ela já está integrada ao currículo escolar por meio de diversas ferramentas e estratégias, uma diretriz que se antecipa ao novo Plano Nacional de Educação (PNE).
O PNE – assinado na semana passada e que vai vigorar até 2036 – prevê o uso crítico, reflexivo e ético das tecnologias da informação e da comunicação. O avanço atende à Política Nacional de Educação Digital (PNED), que reconhece o tema como direito de todos os estudantes e define diretrizes como inclusão digital, formação docente e uso pedagógico das tecnologias.
A Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR) já estruturou nos últimos anos um conjunto de políticas e ferramentas que incorporam a tecnologia ao cotidiano escolar, articulando acesso, qualidade e equidade, um dos pilares que orientam o novo plano nacional.
“O Paraná já trabalha desde 2020 com a integração estruturada da tecnologia ao currículo. Não se trata apenas de disponibilizar ferramentas, mas de garantir que elas estejam a serviço da aprendizagem, com programas voltados ao desenvolvimento da leitura, da escrita, do raciocínio matemático, da aprendizagem de idiomas e do pensamento computacional”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Entre as iniciativas em curso, destacam-se recursos que conectam tecnologia ao desenvolvimento de habilidades essenciais, como leitura e escrita. O Leia Paraná, biblioteca digital da rede, amplia o acesso a livros e audiolivros e incentiva o protagonismo dos estudantes na construção de repertório cultural. Em 2025, o programa registrou mais de 1,44 milhão de livros concluídos e mais de 50 milhões de atividades realizadas.
Já o Redação Paraná utiliza inteligência artificial para apoiar a produção textual dos alunos, oferecendo feedback automatizado com base nos critérios do Enem e de vestibulares. A ferramenta permite que o estudante revise seus textos e acompanhe sua evolução ao longo do tempo. O recurso já faz correções mediadas por IA para textos dissertativo-argumentativos no modelo do Enem. Em 2025, mais de 6 milhões de redações foram concluídas, com média de 7,7 textos por aluno.
Em 2026, a tecnologia foi ampliada para os gêneros conto, crônica e relato, dentro de um modelo que favorece maior objetividade e padronização nas avaliações.
A chefe do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Seed-PR, Ane Carolina Chimanski, destaca que o avanço da educação digital no Estado passa, necessariamente, pela formação docente.
“Até o final de 2025, cerca de 16,7 mil professores concluíram formações relacionadas à educação digital, com temas que vão de pensamento computacional à inteligência artificial. Isso garante que o uso das tecnologias esteja alinhado ao currículo e às práticas pedagógicas visando a melhoria da aprendizagem e a preparação dos estudantes para os desafios impostos pelos contextos educacionais atuais”, explica.
Segundo ela, programas como o Formadores em Ação e a estratégia de professores embaixadores fortalecem a disseminação dessas práticas nas 32 regionais de ensino. Ao mesmo tempo, explica Ane, os recursos digitais são capazes de gerar dados sobre o desempenho dos estudantes, permitindo a identificação, o acompanhamento e o progresso das aprendizagens. A partir desses dados, é possível aprimorar estratégias para potencializar as práticas de ensino.
Outras frentes ampliam essa estratégia ao incorporar a tecnologia em diferentes áreas do conhecimento. O programa Matemática Paraná utiliza o Khanmigo, assistente baseado em inteligência artificial que apoia o desenvolvimento do raciocínio lógico por meio de metodologia socrática, conduzindo o estudante com perguntas e pistas. Entre janeiro e setembro de 2025, o uso da ferramenta alcançou 93,77% dos alunos, com média de 31 interações por estudante e mais de 4,8 milhões de registros.
Já o Inglês Paraná trabalha com trilhas adaptativas que integram listening, speaking, reading e writing, oferecendo atividades personalizadas e ampliando o tempo de contato com o idioma, com acompanhamento contínuo por meio de relatórios de desempenho.
Complementando esse ecossistema, o Programação Paraná incentiva o pensamento computacional desde o Ensino Fundamental, articulando programação, robótica e cultura digital em projetos conectados ao contexto dos alunos e voltados à resolução de problemas.
Ela ressalta que o conjunto de ações já implementadas coloca o Paraná em um estágio avançado de maturidade na área. “Há uma integração consistente entre currículo, formação docente, avaliação e uso pedagógico das tecnologias a favor da aprendizagem. Isso se reflete tanto no engajamento dos estudantes quanto em indicadores educacionais e na preparação para avaliações nacionais e internacionais, como o PISA”, diz Ane Carolina.
INVESTIGAÇÃO DIGITAL – Essa abordagem também se materializa em programas como o Desafio Paraná, voltado à recomposição e ao fortalecimento das aprendizagens na rede estadual e que atende cerca de 867 mil estudantes. A iniciativa articula metodologias ativas, gamificação, integração entre componentes curriculares, uso pedagógico de tecnologias digitais e a pesquisa como princípio educativo.
Entre essas ações está o Projeto Investigação, que mobiliza estudantes na análise de desafios socioambientais de seus municípios – uma experiência que já resultou em mais de 400 propostas, algumas transformadas em leis municipais.
No Colégio Estadual Cívico-Militar Attilio Codato, em Cambé, o Projeto Investigação envolveu oito turmas de estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Médio no ano passado. A iniciativa, voltada à temática da sustentabilidade, integrou disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática e Biologia em atividades interdisciplinares mediadas por tecnologias digitais. Com metodologias ativas, os alunos participaram de pesquisas, experimentos, produção de vídeos, podcasts e simulações de telejornais, além de utilizarem recursos digitais para atividades e minissimulados semanais.
Pedagoga da escola, Alessandra Cristina Mazia Bocate acompanhou a implementação da iniciativa. “O Projeto Investigação tem promovido aprendizagens mais significativas, ao integrar teoria e prática e desenvolver competências como pensamento crítico, autonomia e trabalho em equipe. A tecnologia entra como meio para ampliar essas possibilidades”, relata.
Os resultados incluem maior engajamento dos estudantes, fortalecimento das competências digitais e desenvolvimento de habilidades de pesquisa e resolução de problemas – todas essas aprendizagens que estão alinhadas às demandas contemporâneas.
Por - AEN
Na manhã desta segunda-feira (27), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou a apreensão de aproximadamente 54 quilos de maconha durante fiscalização no km 571 da BR-277, na praça de pedágio em Cascavel (PR).
A droga foi encontrada no bagageiro de um veículo Fiat Argo abordado pela equipe. Durante a fiscalização, os policiais localizaram os tabletes do entorpecente ocultos entre os pertences transportados.
O condutor do veículo, um homem de 29 anos, foi preso em flagrante. Aos policiais, ele informou que levaria a droga até o município de Guarapuava (PR).
Diante dos fatos, o suspeito e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Cascavel para os procedimentos cabíveis.
Por - PRF
Associações que representam juízes e membros do Ministério Público pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 30 dias para aplicação das regras que restringiram o pagamento de penduricalhos.

Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.
No dia 25 de março, por unanimidade, os ministros do Supremo decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos ministros do STF, que tem o teto como referência e é equivalente a R$ 46,3 mil.
Pela decisão da Corte, as restrições devem ser aplicadas de forma imediata pelos órgãos do Judiciário e do Ministério Público.
Segundo a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade que representa as demais associações, os tribunais estão com dificuldade para aplicar a decisão da Corte. A entidade ainda acrescentou que acórdão do julgamento ainda não foi publicado, e os magistrados não podem ser prejudicados com o corte dos penduricalhos.
Conforme solicitação da Associação dos Magistrados o prazo de mais 30 dias para aplicação das regras passaria a contar a partir do julgamento de eventuais recursos contra a limitação do pagamento dos penduricalhos.
"O que é certo e a AMB pode atestar é que os tribunais estão em dificuldade para dar cumprimento à decisão desse STF sem que tal cumprimento possa violar direito dos magistrados em razão de eventual incompreensão da decisão”, afirmou a entidade.
Penduricalhos
Na prática, apesar de limitar os penduricalhos em 35%, a decisão do Supremo validou os pagamentos acima do teto constitucional.
Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto de R$ 46,3 mil e R$ 16,2 mil em penduricalhos.
No final de carreira, o salário poderá chegar a R$ 78,8 mil, com o pagamento de auxílio por tempo de serviço (ATS), que também foi limitado a 35% do teto.
Por - Agência Brasil




























