Estado arrecada quase R$ 2 milhões com primeiro leilão de veículos oficiais de 2026

Finalizado nesta semana, o primeiro leilão de veículos oficiais do Governo do Paraná em 2026 registrou arrecadação de R$ 1,87 milhão, recurso que retornará aos cofres públicos. Foram leiloados 160 veículos, que estavam distribuídos por cinco cidades: Curitiba, Ponta Grossa, Apucarana, Cascavel e Foz do Iguaçu. O valor arrecadado superou em 62% o valor previsto inicialmente. Foram vendidos veículos como o Ford/Focus, Toyota/Bandeirantes, Vw/Fox, Renault/Master, Gm/S10, Gm/Blazer, Mmc/L200, Toyota/Hilux, Ford/Ranger e Vw/Amarok.

Os leilões de veículos oficiais são coordenados pela Secretaria da Administração e da Previdência (Seap), por meio do Departamento de Gestão de Transporte Oficial (Deto).

“Os leilões de veículos do Governo do Paraná são benéficos não só para a gestão pública, mas para toda a população, principalmente pelos seus impactos positivos no meio-ambiente. É muito bom que a alta arrecadação registrada em 2025 esteja continuando neste ano”, diz a secretária em exercício da Administração e da Previdência, Maria Carmen Carneiro de Melo Albanske. Ela destacou que o Estado atingiu uma arrecadação recorde de mais de R$ 14 milhões com leilões em 2025.

Leiloar veículos oficiais inservíveis traz diversos benefícios à Administração Pública e à sociedade, como a geração de receita para os cofres públicos, por meio da venda dos bens leiloados; a otimização dos espaços físicos, liberando áreas ocupadas por veículos fora de uso; a prevenção da depreciação do patrimônio, evitando a perda acelerada de valor de bens ociosos e a redução de gastos operacionais.

A prática também beneficia a saúde pública e tem impacto ambiental ao evitar que veículos inativos sejam prejudiciais às cidades e se tornem focos de proliferação de mosquitos transmissores de doenças.

Para mais informações sobre novos leilões, acompanhe os canais do Governo do Paraná e da Secretaria da Administração e da Previdência.

 

 

 

 

Por - AEN

 Copom decide Selic em meio a guerra e inflação acelerando

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (29) a terceira reunião do ano. Mesmo com a alta do petróleo, os analistas de mercado acreditam na segunda redução seguida de juros.

Atualmente em 14,75% ao ano, a Selic ficou em 15%, no maior nível em quase 20 anos, de junho de 2025 a março deste ano.

A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira (28), o Banco Central anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por falecimento de um parente de primeiro grau.

Na ata da reunião de março, o Copom deixou de indicar se continuará a cortar os juros. Com a Guerra no Oriente Médio,  o BC afirmou que a magnitude e o “ciclo de calibração” (para cima ou para baixo) da Selic serão determinados “ao longo do tempo”, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.

Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. 

Inflação

O comportamento da inflação continua uma incógnita. A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril, pressionada por combustíveis e alimentos.No acumulado de 12 meses, o índice acelerou para 4,37%, contra 3,9% em março.

Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2026 subiu para 4,86%, por causa do conflito no Oriente Médio. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Oficialmente, a meta está em 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta contínua

Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em abril de 2026, a inflação desde maio de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em maio de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de junho de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou de 3,5% para 3,6% a previsão para o IPCA em 2026, mas a estimativa deve ser revista se a guerra no Oriente Médio se prolongar. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de junho.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Brasil reduz em 42% perdas florestais em 2025, aponta estudo

O Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em 2025, aponta balanço do Global Forest Watch, divulgado nesta quarta-feira (29) pela organização ambiental sem fins lucrativos World Resources Institute (WRI).

O número representa uma redução de 42% das perdas em relação ao ano de 2024, sendo observado maior impacto nas derrubadas sem o uso do fogo. As perdas não relacionadas a incêndios resultam de desmatamento, corte raso e morte natural, entre outros fatores.

“O Brasil diminuiu as perdas não relacionadas a incêndios em 41%, comparadas a 2024, e atingiu o nível mais baixo desde que começou a ser registrado [em 2001]”, afirma a codiretora do Global Forest Watch Elizabeth Goldman.

 

28/04/2026 - Total de perdas florestais no Brasil. Foto: Arte/EBC
Total de perdas florestais no Brasil - Foto: Arte/EBC

Entre os estados que mais observaram diminuição das perdas estão o Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima, que juntos representam mais de 40% da redução.O Maranhão foi o único estado em que foi registrado crescimento da perda da cobertura arbórea.

Os dados, produzidos anualmente pelo Laboratório de Análise e Descoberta de Terras Globais (Glad), da Universidade de Maryland, são relativos à vegetação primária, ou seja, áreas naturais maduras com vegetação original.

De acordo com os pesquisadores do WRI, o modelo adotado não mede apenas o desmatamento, como ocorre no sistema de monitoramento oficial brasileiro, o Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). O sistema do Global Forest Watch também são considera outros distúrbios como corte seletivo e mortes naturais.

Alinhamento

Para Elizabeth Goldman, apesar dos métodos diferentes, a redução apontada no estudo está alinhada ao declínio no desmatamento dos principais biomas, apontado pelo Prodes para o período entre de 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025.

“Além das florestas tropicais primárias, pensando em toda a perda arbórea, a maioria dos biomas viram uma redução, inclusive a Caatinga, que é uma região de florestas secas no Nordeste do Brasil”, destaca a pesquisadora.

Na avaliação da diretora executiva da WRI Brasil, Mirela Sandrini, os resultados alcançados pelo Brasil foram viabilizados por uma força-tarefa orquestrada pelo governo, com a participação da sociedade civil, academia, de comunidades locais e do setor privado.

Iniciativas como a intensificação da produção em áreas já desmatadas, a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), ações para remuneração por serviços ambientais e incentivos fiscais a quem preserva estão alinhados à expectativa global para a próxima década, avalia Mirela.

“Considerando que o Brasil está no centro das soluções de grande escala para alimentos, energia e segurança climática, isso é muito importante”, destaca.

Dados globais

Para os pesquisadores, o resultado observado no Brasil impactou positivamente os dados globais, que apontam uma perda de 4,3 milhões de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em todo o mundo, no ano de 2025.

O número representa uma diminuição de 35% em relação a 2024, quando o declínio da vegetação atingiu o recorde de 6,7 milhões de hectares perdidos.

As perdas de cobertura verde não relacionadas a incêndios foram as mais baixas nos últimos dez anos, com queda de 23%, em relação a 2024. Por outro lado, a perda relacionada a incêndios permanece entre as mais altas da série histórica, sendo a terceira maior desde 2001.

De acordo com Elizabeth Goldman, os números relativos aos incêndios de 2025 ainda passarão por revisão, uma vez que podem representar registros tardios de 2024. “A fumaça dos incêndios ativos pode bloquear os sensores dos satélites e atrasar o reconhecimento desses eventos”, explica.

Participação

A perda de cobertura arbórea no Brasil representou mais de 37% do total global para o ano, sendo em extensão o país que mais perdeu, seguido da Bolívia, com perdas de 620 mil hectares, e República Democrática do Congo, com quase 600 mil hectares. Quando a análise é proporcional ao tamanho da floresta, Bolívia e Madagascar tiveram as maiores perdas.

“A expansão agrícola foi a principal causa da perda de cobertura arbórea nos trópicos, devido à produção de commodities e mudança nos cultivos para subsistência dos mercados locais”, acrescenta a codiretora do WRI.

Incêndios

Globalmente, os incêndios foram os grandes causadores da perda arbórea em 2025. Nos últimos três anos, os incêndios causaram duas vezes mais perda de florestas, do que duas décadas atrás.

Elizabeth Goldman avalia a queda da perda florestal nos trópicos em 2025 como positiva. Mas, para ela, o resultado é insuficiente para manter o compromisso firmado por 140 países de atenuar e reverter a perda florestal até 2030. De acordo com a gestora, os dados atuais ainda posicionam o mundo 70% acima do necessário.

“Alcançar essa meta nos próximos anos não será fácil porque as florestas estão mais vulneráveis às mudanças climáticas, e a humanidade continua crescendo e aumentando a sua demanda por combustíveis e alimentos”, conclui Elizabeth Goldman.

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Para CNC, bets agravam endividamento das famílias brasileiras

De janeiro de 2023 a março de 2026 a inadimplência do consumidor causada pelas bets retirou R$ 143 bilhões do comércio varejista. O montante equivale ao volume de vendas nos períodos de Natal de 2024 e 2025.

O crescimento do gasto dos brasileiros com as plataformas eletrônicas nesse período foi superior a R$ 30 bilhões por mês. O dito “entretenimento” comprometeu a disponibilidade de renda para manter o pagamento em dia das dívidas e podem ter levado 270 mil famílias a situação de “inadimplência severa” – incapacidade de pagar marcada por atrasos de 90 dias ou mais.

As estimativas são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a entidade empresarial, “as bets não representam apenas entretenimento; configuram-se como um risco sistêmico para a saúde financeira das famílias, drenando recursos que seriam destinados ao comércio varejista e ao consumo produtivo.”

A confederação avalia que inadimplência decorrente de gastos com as bets tem impacto sobre o consumo e nas vendas do comércio varejista. De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, “a tendência” é que em situação de aperto financeiro das famílias gastos não essenciais e até essenciais sejam “sacrificados.”

Sem celular novo

“Podem deixar de trocar de celular ou podem deixar de comprar uma peça de vestuário por causa de agravamento da sua dívida”, exemplifica Bentes, que apresentou nesta terça-feira (28) em Brasília análise econométrica (estatística e matemática) em dados apurados pela própria CNC e colhidos do Banco Central.

Conforme a avaliação da confederação, os impactos das bets sobre o endividamento – que interfere na capacidade de consumo – é variável conforme o grupo demográfico. “Homens, famílias de baixa renda [até 5 salários mínimos], pessoas mais velhas (35+ anos) e aquelas com maior escolaridade (2º grau+) apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos das apostas.”

Os gastos com as apostas em plataformas eletrônicas podem até afligir famílias com renda superior, que segundo a CNC, “desviam recursos para as bets e deixam de honrar compromissos”, o que acarreta em atrasos e também em inadimplência.

“As bets afetam principalmente as famílias mais vulneráveis, aumentando seu endividamento global, enquanto para os mais ricos funcionam como substituto de outras formas de endividamento, embora também gerem inadimplência”, descreve apresentação da entidade.

Limites ao mercado

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, defende a implementação de políticas públicas regulatórias para as plataformas e de proteção a consumidores.

Em nota à imprensa, ele afirmou que as apostas online estão comprometendo a renda das famílias brasileiras. "O impacto já deixou de ser pontual e se tornou macroeconômico. Precisamos discutir os limites desse mercado, especialmente no que diz respeito à publicidade e à proteção das famílias brasileiras.”

De acordo com a CNC, oito em cada vez famílias (80,4¨%) estão endividadas no Brasil. O indicador é próximo aos 78% verificado no final de 2022. Entre 2019 e aquele ano, a proporção de famílias endividadas cresceu quase 20 pontos percentuais.

Notificação

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) que representa as plataformas de aposta eletrônica que operam legalmente no Brasil, enviou ontem (27) notificação formal à CNC cobrando “transparência metodológica” e “acesso integral” às bases de dados que a entidade usa para avaliar o impacto das bets no endividamento das famílias.

Para o IBJR, outras edições do estudo partiram de “premissa completamente desalinhada com os dados oficiais.” Conforme o instituto, “as conclusões divulgadas pela CNC são alarmistas e contrariam frontalmente as métricas oficiais.”

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) também disse que os números apresentados pela CNC  "não condizem com os dados oficiais do governo e do setor."

Segundo a associação, a CNC desconsidera "a natureza multifatorial do endividamento dos brasileiros."

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Governo libera R$ 330 milhões para segurar preço do gás de cozinha

Uma medida provisória publicada nesta terça-feira (28) abre crédito extraordinário de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás de cozinha, em meio à alta dos preços provocada pelo cenário internacional.

O recurso será usado para garantir que o gás liquefeito de petróleo (GLP) importado seja vendido no Brasil pelo mesmo preço do produto nacional, evitando repasses mais elevados ao consumidor final.

A medida faz parte de um pacote anunciado no início de abril para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis. O conflito elevou o preço do petróleo no mercado internacional, o que pressiona diretamente o custo do gás e do transporte.

Na ocasião, o governo anunciou um subsídio de R$ 850 por tonelada para o produto importado. A medida busca equiparar o preço ao GLP nacional e reduzir o impacto no custo do gás de cozinha, especialmente para famílias de baixa renda.

Compensação

Na prática, o subsídio funciona como uma compensação: o governo cobre parte do custo da importação para que distribuidoras não precisem repassar integralmente a alta ao consumidor.

Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo é proteger o orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda, que são mais afetadas por aumentos no preço do botijão.

A subvenção vale, inicialmente, para o período de 1º de abril a 31 de maio, podendo ser prorrogada por mais dois meses, dependendo da evolução dos preços no mercado internacional.

Meta fiscal

Segundo as regras atuais, créditos extraordinários estão fora do limite de gastos do arcabouço fiscal, mas estão incluídos na meta de resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública).

Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula superávit primário de R$ 34,3 bilhões (0,25% do Produto Interno Bruto), podendo variar de resultado zero (nem déficit nem superávit) a resultado positivo de R$ 68,6 bilhões (0,5% do PIB).

Importação

O Brasil importa cerca de 20% do gás de cozinha consumido no país, o que torna o produto sensível a variações externas, como o preço do petróleo e custos logísticos.

Além da guerra, o governo aponta outros fatores para a alta recente do GLP, como o encarecimento do transporte de cargas e a valorização dos preços internacionais do gás.

A medida provisória também se conecta a programas sociais já existentes, como iniciativas de apoio à compra de gás por famílias de baixa renda, e pode influenciar o valor de referência usado nesses benefícios.

Com a iniciativa, o governo tenta reduzir a volatilidade dos preços em um momento de incerteza global, evitando que oscilações externas tenham impacto direto e imediato no custo de vida da população.

 

 

 

 

 

por - Agência Brasil

 Estado abre inscrições para cursos de cuidador de idosos e vigilância em saúde

A Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP), órgão da Secretaria da Saúde (Sesa), reforça o investimento na qualificação técnica e social com o lançamento de novas frentes de ensino. O objetivo é fortalecer a Rede de Atenção à Saúde (RAS) e oferecer ferramentas práticas para que tanto profissionais quanto a comunidade possam atuar de forma mais humanizada e eficiente em áreas estratégicas do SUS.

Com foco direto na comunidade, a Sesa está com inscrições abertas para o Curso de Formação Inicial de Cuidador de Idosos. São mais de 300 vagas disponíveis para turmas distribuídas em nove municípios, com início das aulas previsto para o segundo semestre deste ano. O curso é gratuito, tem duração de quatro meses e conta com aulas teóricas e práticas realizadas três vezes por semana.

O objetivo é capacitar o cuidado à pessoa idosa tanto em âmbito domiciliar quanto institucional. Para participar, os interessados devem ter o ensino fundamental completo e residir no município ou região próxima onde as aulas serão ministradas. 

As inscrições para cuidador de idoso podem ser feitas nos links abaixo, de acordo com a localidade:

Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Matelândia

Toledo

Carlópolis

Cidade Gaúcha

Antonina

Curitiba

Outro curso, focado em profissionais de saúde, gestores e equipes de vigilância, é “Capacitação em Vigilância e Atenção à Saúde das Pessoas em Situação de Violência”. Ele terá seu lançamento oficial nesta quarta-feira (29). A iniciativa é 100% gratuita e na modalidade de Educação a Distância (EAD), com carga horária de 40h. O lançamento oficial será transmitido no canal da Escola de Saúde Pública por meio deste link.

"A Escola de Saúde Pública é o coração da nossa estratégia de educação permanente. Ao ofertarmos cursos que vão desde o cuidado direto com idosos até o enfrentamento complexo das violências, estamos garantindo que o conhecimento chegue onde ele é mais necessário: na ponta do atendimento ao cidadão", destacou o secretário da Saúde, César Neves.

Desenvolvido pela Divisão de Prevenção e Atenção às Violências (DVPAZ) da Sesa, o conteúdo é autoinstrucional, permitindo que o aluno tenha acesso flexível aos módulos. O curso tem como objetivo qualificar profissionais de saúde, gestores e equipes de vigilância, contribuindo para o fortalecimento da RAS, o aprimoramento dos processos de notificação e a qualificação do cuidado às pessoas em situação de violência.

O curso aborda desde a identificação e notificação de violências até a organização de fluxos assistenciais e a promoção da cultura de paz, com foco no cuidado integral e na atuação intersetorial. A formação é aberta a também a estudantes e demais interessados, oferecendo certificação para aqueles que cumprirem os requisitos finais.

A diretora da Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP), Solange Rothbara, ressalta que a oferta dessas capacitações é fundamental para levar conhecimento técnico para além das paredes das unidades de saúde.

"Estes novos cursos refletem o compromisso da ESPP em oferecer respostas rápidas e qualificadas para as demandas da sociedade, fortalecendo o Sistema Único de Saúde e preparando a comunidade e os profissionais da área para o cuidado aos paranaenses", enfatizou. As inscrições podem ser feitas AQUI.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Estado faz audiência pública sobre projeto de energia que beneficiará 1,8 mil escolas

A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) realiza, nesta quarta-feira (29), uma audiência pública para apresentação do projeto que visa à contratação de solução de Geração Distribuída de energia para 1.889 escolas da rede estadual paranaense. O encontro será virtual, com transmissão ao vivo pelo Canal do Professor, a partir das 14h.

“O sistema de Geração Distribuída vai permitir uma solução sustentável de fornecimento de energia, ao mesmo tempo que trará economia ao Governo do Estado”, explica o Secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. “Por isso, é muito importante que a população paranaense e os membros da comunidade participem da Audiência Pública para que possam contribuir com o projeto”.

O sistema de Geração Distribuída é uma solução que consiste na instalação de uma pequena central geradora de energia elétrica conectada à rede de distribuição existente. Essa central também é capaz de armazenar a energia gerada – normalmente a partir de fontes renováveis, como a solar.

Uma vez armazenada, essa energia ajuda a melhorar a segurança do abastecimento e também pode gerar abatimento sobre o consumo de energia. É como se a unidade consumidora acumulasse créditos que são então convertidos em desconto na fatura mensal.

O projeto prevê a implantação do sistema em até 1.889 escolas utilizando usinas dedicadas, locais ou remotas, gerando energia renovável e compensando o consumo das unidades. Considerando o gasto anual médio das escolas paranaenses, o sistema pode gerar uma economia anual de quase R$ 15 milhões em gastos com energia.

PARTICIPAÇÃO  A audiência pública é um instrumento participativo que tem o objetivo de promover a interlocução entre cidadãos, organizações da sociedade civil e o Poder Público. Podem participar pessoas físicas e jurídicas que desejem esclarecer dúvidas, apresentar opiniões ou contribuir com sugestões na definição de critérios do processo licitatório. Os interessados podem conferir o edital completo na página da Secretaria de Educação.

Os questionamentos e contribuições serão respondidos após a Audiência, em publicação que estará disponível no Sistema de Gestão de Obras, Materiais e Serviços (GMS) após avaliação da área técnica. 

 

 

 

 

Por - AEN

 Estado investe R$ 7 milhões para ações de envelhecimento saudável em 155 cidades

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), publicou a Resolução nº 095/2026, que formaliza a adesão de 155 municípios paranaenses ao programa Cuida Mais Paraná: Envelhecimento Ativo. A iniciativa prevê o repasse, a estas cidades, de R$ 7,1 milhões para o cofinanciamento de ações voltadas à promoção da saúde e bem-estar da população idosa. Ao todo, são 381 municípios beneficiados por meio de três deliberações dentro do programa. 

Os recursos, oriundos do Fundo Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (Fipar/PR), serão transferidos na modalidade fundo a fundo aos municípios que cumpriram os critérios estabelecidos na Deliberação nº 005/2026 do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (Cedipi). O investimento será aplicado principalmente em atividades físicas e ações de estimulação cognitiva, com foco no envelhecimento ativo e saudável.

A secretária de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Mariana Neris, destaca que a iniciativa reforça o compromisso do Estado com a qualidade de vida da população idosa.

“O Cuida Mais Paraná representa um avanço importante na consolidação de políticas públicas voltadas ao envelhecimento ativo e saudável. Estamos destinando recursos para que os municípios promovam saúde, autonomia e integração social para as pessoas idosas. Com esse investimento, ampliamos o acesso a atividades físicas e estímulos cognitivos, fundamentais para a prevenção de demências e para favorecer um envelhecimento com qualidade de vida”, afirmou.

Todos os municípios contemplados possuem regularidade documental, incluindo conselho, plano e fundo municipal da pessoa idosa, com validade até junho de 2026, o que assegura a aptidão para o recebimento dos recursos. De acordo com a resolução, os municípios formalizaram a adesão por meio do Sistema de Acompanhamento do Cofinanciamento Estadual Fundo a Fundo (SIFF).

A diretora de Políticas Públicas para Pessoas Idosas da Semipi e presidente do Cedipi, Larissa Marsolik, ressalta o impacto direto das ações no cotidiano da população. “O Cuida Mais Envelhecimento Ativo é a ferramenta que demonstra que o Paraná é Amigo da Pessoa Idosa com ações concretas nos municípios. O programa está no centro das nossas políticas públicas, com foco na preservação das capacidades funcionais e na autonomia”, afirmou.

O repasse dos recursos seguirá as normativas legais vigentes e será operacionalizado pelas áreas técnicas da Semipi, com transparência e efetividade na execução das ações em todo o Estado.

 

 

 

 

Por - AEN

 Hemepar passa a fazer testes sorológicos para aumentar segurança em transplantes

Com a finalidade de aumentar a segurança e garantir maior agilidade nos transplantes de órgãos e tecidos, o Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), alinhou uma parceria inédita entre o Sistema Estadual de Transplantes (SET) e o Laboratório do Hemocentro Coordenador do Paraná, do Hemepar, para garantir proteção e cuidado ao paciente transplantado na Macrorregião Leste.

Além dos exames que eram feitos em laboratório terceirizado que teve o contrato descontinuado, entre eles os de Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HTLV, Toxoplasmose e Citomegalovírus, a nova parceria permite a realização do teste NAT (Teste de Ácido Nucleico), uma nova tecnologia para as amostras provenientes de doadores de múltiplos órgãos.

Para a execução dos testes, são empregadas plataformas de triagem baseadas na tecnologia de quimioluminescência, considerada uma das mais avançadas técnicas atualmente utilizadas na triagem sorológica em âmbito mundial. Adicionalmente, com o objetivo de ampliar a segurança dos transplantes, são realizadas técnicas complementares de biologia molecular, por meio de PCR em tempo real, para a detecção de HIV, Hepatite B, Hepatite C e Malária, com rapidez e precisão.

“Dessa forma, a segurança dos transplantes de órgãos no Paraná é fortalecida por meio da utilização de testes de alta qualidade e elevado desempenho, assegurando um processo de triagem seguro, ágil e eficaz, com impacto direto na proteção e no cuidado ao paciente”, disse César Neves, secretário de Estado da Saúde.

A ampliação dos exames feitos por laboratórios que recebem amostras de doadores de órgãos cumpre as exigências da Portaria nº 8.041, do Ministério da Saúde (MS), publicada em setembro de 2025, com prazo inicial de adequação até março de 2026. Esse prazo foi prorrogado pelo MS por mais 180 dias por meio da portaria nº 10.344 em abril deste ano.

PRESENÇA EM TODAS AS MACRORREGIÕES – Na Macrorregião Leste, os testes são feitos pelo Laboratório de Sorologia do Hemocentro Coordenador do Paraná (Hemepar); na macrorregião Oeste está no laboratório terceirizado Parzianello; as macrorregiões Norte e Noroeste concentram os exames no laboratório do Hospital Universitário de Londrina.

A diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa, destacou a importância desta nova fase dos serviços realizados pelo Laboratório do Hemepar e os avanços que a hemorrede atingiu nos últimos anos no Paraná. “Os investimentos recebidos pela rede Hemepar nos últimos anos têm permitido a modernização do nosso laboratório e, assim, atender aos paranaenses com eficiência e responsabilidade”.

Para a coordenadora do Serviço Estadual de Transplantes (SET), Juliana Ribeiro Giugni, a testagem feita diretamente por um serviço público vai reforçar ainda o Paraná como referência em captação e transplantes de órgãos. “O Paraná é referência em captação e transplantes de órgãos no País e registra o dobro de doadores por milhão de população (40,4 pmp) em relação à média brasileira (20,2 pmp). Isso é fruto de uma rede de captação estruturada que envolve cerca de 700 profissionais e 34 equipes de transplantes integradas”, afirmou.

SERVIÇO ESTADUAL DE TRANSPLANTES – Em 2024, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), elaborado pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o Paraná foi o Estado com o maior número de doadores de órgãos por milhão de população (pmp), alcançando uma média 42,3 pmp, número muito superior à média brasileira, que foi de 19,2 pmp.

Os dados parciais de 2025, abrangendo os nove primeiros meses do ano no relatório da ABTO, apontam que o Paraná ocupava até aquele período a segunda colocação com 39,7 pmp, ficando atrás de Santa Catarina, com 43,7 pmp. Os dados do Sistema Estadual de Transplantes em 2025 apontam para uma elevação no índice, com 40,4 pmp. O Paraná tem o dobro de doadores da média brasileira, que é de 20,2 pmp.

O desempenho do Paraná se apoia em uma das estruturas mais completas do país e conta com 4 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) em Londrina, Maringá, Cascavel e Curitiba; 70 hospitais notificantes; 34 equipes transplantadoras de órgãos e 72 de tecidos; 5 laboratórios de histocompatibilidade, 3 de sorologia e 3 bancos de tecidos; e cerca de 700 profissionais especializados.

Outro fator que reforça a liderança paranaense é o baixo índice de recusa familiar. Desde 2020, o estado mantém uma das menores taxas do Brasil. Em 2025, até junho, apenas 31% das famílias recusaram a doação, contra média nacional de 45%. O índice é resultado da capacitação contínua de equipes médicas e da abordagem humanizada junto às famílias.

 

 

 

 

Por - AEN