Esta segunda-feira (07) marca o feriado nacional do Dia da Independência, no entanto, apesar de levar o mesmo nome, não acontece hoje a Lotofácil da Independência 2026. O concurso especial, de número 3780, das Loterias Caixa será sorteado no dia 15 de setembro.
O prêmio estimado é de R$ 300 milhões.
Quando será o sorteio da Lotofácil da Independência?
O sorteio da Lotofácil da Independência 2026 será no dia 15 de setembro, uma terça-feira. O concurso terá horário excepcional, às 11h, diferente dos concursos regulares da Lotofácil.
- Data: 15 de setembro de 2026
- Horário: 11h
- Concurso: 3780
- Prêmio estimado: R$ 300 milhões
A Lotofácil da Independência é um concurso especial realizado anualmente em setembro. Neste ano, a edição chega à 15ª realização.
Por que a Lotofácil está pausada?
A Lotofácil deixa de ter os concursos regulares para dar espaço ao concurso especial da Independência. A partir de 4 de setembro, as apostas passaram a ser feitas exclusivamente para a edição especial.
Assim, quem quiser participar da Lotofácil da Independência 2026 terá um período específico para registrar o jogo. As apostas podem ser feitas até as 10h do dia 15 de setembro.
Como apostar na Lotofácil da Independência?
Para participar, o apostador precisa escolher entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante da Lotofácil. A aposta simples, com 15 dezenas, custa R$ 3,50.
É possível fazer o jogo nas lotéricas, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo Loterias Caixa. Também estão disponíveis opções como Surpresinha, quando os números são escolhidos aleatoriamente pelo sistema, e Teimosinha.
O prêmio da Lotofácil da Independência acumula?
Não. Uma das principais características da Lotofácil da Independência é que o prêmio principal não acumula.
Caso não haja nenhuma aposta com os 15 números sorteados, o valor destinado à faixa principal é distribuído entre os ganhadores da faixa seguinte, de acordo com as regras da modalidade.
Por isso, o concurso especial costuma chamar a atenção dos apostadores todos os anos, principalmente pelo valor elevado da premiação.
Em paralelo aos desfiles de 7 de Setembro que ocorrem nesta segunda-feira pelo país, ao menos sete capitais brasileiras registraram manifestações com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes.
Não ocorreram atos contra Moraes em São Paulo e no Rio de Janeiro. No entanto, candidatos à Presidência citaram o ministro ou o Caso Master no Supremo durante participações em atos de campanha.
- Na capital paulista, Flávio Bolsonaro (PL) chamou Moraes de "laranja podre" dentro do STF durante discurso em ato na Avenida Paulista, que teve frases como "Fora Lula, Fora Moraes" vindas de seus apoiadores. Já Romeu Zema (NOVO) estendeu painel em um prédio em que aparecia o boneco de Moraes preso. E Renan Santos (Missão) fez ato no Parque do Ibirapuera e pediu afastamento de Moraes e Dias Toffoli do STF;
- Na capital fluminense, Augusto Cury (Avante) mandou um "abraço muito especial" a André Mendonça, do Supremo, mas sem fazer menção à crise no STF envolvendo o ministro e Moraes sobre o Caso Master.
Veja onde ocorreram manifestações contra Moraes até as 17h:
Brasília
Dois grupos se concentraram no Plano Piloto da capital federal, pedindo a saída do presidente Lula e do ministro Alexandre de Moraes, do STF de seus cargos. Eles também criticam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar o impeachment do ministro. Um dos grupos protestou em frente ao Banco Central, em Brasília.
Belo Horizonte
A manifestação, organizada pela União dos Movimentos de Direita de Minas Gerais (UMD), ocorreu na praça da Liberdade. Segundo a organização, o ato, descrito como apartidário, teve como pautas os pedidos de "Fora Lula" e "Fora Moraes".
Goiânia
Lideranças da direita organizaram um ato na Praça Tamandaré, na região central da cidade, contrário ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. O número de participantes não foi divulgado.
Maceió
A mobilização foi organizada pelo Movimento Brasil (MBR) e reuniu apoiadores da direita. Os manifestantes saíram do Corredor Vera Arruda, na Jatiúca, e seguiram em direção ao Marco dos Corais, na Ponta Verde. Houve protesto contra o ministro Alexandre de Moraes e apoio ao ministro André Mendonça, ambos do STF.
Porto Alegre
Manifestantes se reuniram no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, em mobilização organizada por políticos de oposição ao governo Lula (PT) e contou, em sua maioria, com participantes vestindo roupas nas cores verde e amarela.
Os apoiadores levaram bandeiras do Brasil, cartazes e adesivos. Entre as mensagens exibidas, estavam críticas ao ministro Alexandre de Moraes, com faixas e materiais contendo a frase "Fora Moraes".
Recife
Um grupo protestou na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, pedindo o afastamento de Moraes. O ato ocorreu na tarde desta segunda e teve a presença de diversos candidatos a cargos nas eleições deste ano.
Salvador
Manifestantes se reuniram no Farol da Barra. O protesto apoia candidatos do PL, de oposição ao governo Lula (PT), e com críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Entre os participantes estiveram deputados federais, estaduais e vereadores do Partido Liberal.
Por G1
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.
No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.
Antes de decidir, porém, Fachin deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.
Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.
Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.
A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.
No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.
O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.
Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.
O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados.
Por Agência Brasil
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores e aliados políticos na tarde desta segunda-feira (07) na Avenida Paulista, na região central de São Paulo.
O ato de campanha teve como mote as frases "Fora Lula, Fora Moraes". Durante seu discurso, Flávio ressaltou que o ato de 8 de janeiro foi uma farsa, criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e ressaltou propostas para a segurança pública e saúde pública.
Flávio começou seu discurso relembrando que seu pai, Jair, foi esfaqueado em 6 de setembro de 2018 há oito anos. "7 de setembro seguinte eu estava com ele, lutando pela sua vida na Santa Casa de Juiz de Fora enquanto cada um de vocês estava já nas ruas lutando pelo Brasil. Ontem, completaram 8 anos e ele está mais vivo do que nunca."
Para Flávio, Jair Bolsonaro recebeu uma segunda facada, que são os atos golpistas de 8 de janeiro. "Deram uma segunda facada em Bolsonaro. Essa farsa que foi 8 de janeiro. Essa farsa que condenaram um homem correto, um homem honesto, um homem que tem Deus no coração, por crimes que ele não cometeu. Foi a segunda facada", afirmou.
" Por providência divina, a missão que Bolsonaro passou para o filho primogênito, eu estou encarando mesmo que a minha vida esteja em risco e fazendo campanha com colete à prova de bala porque sei do que a esquerda é capaz. Eu faço campanha com colete à prova de bala porque sei que o povo brasileiro é o colete do Brasil, que defende nossa democracia. Vão tentar uma terceira facada, não só em mim, mas nos meus aliados, eu estou avisando."
Em relação à crise no Supremo Tribunal Federal, o candidato fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes.
"Nós temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre. O Supremo não é Alexandre de Moraes. A magistratura não é Alexandre de Moraes".
Em seguida, falou sobre suas propostas para segurança pública e saúde. "A partir de janeiro do ano que vem, vou declarar guerra aos narcoterroristas. PCC e Comando Vermelho vão ser declarados terroristas. Eles estarão presos ou neutralizados pela polícia. Eu vou trabalhar para reduzir a maioridade penal, cortar impostos, ter castração química de abusador de mulher, e ladrão de celular vai ficar preso no mínimo 8 anos".
Por volta das 13h30, grupos com bandeiras do Brasil e vestidos de camisetas amarelas começaram a se concentrar pela avenida. Apoiadores também chegaram com faixas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente contra o ministro Alexandre de Moraes.
"A saúde pública vai ser padrão Einsten. O nosso SUS vai ser padrão Einsten com nosso ministro. Vai ser um Brasil que não depende de político para levar comida para dentro de casa. A minha candidatura é de protesto, para configurar que o Brasil tem jeito, tem futuro. Eu vou cuidar do Brasil", ressaltou.
Outros presentes
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também participou da manifestação. Mais cedo, ele não foi ao desfile cívico-militar de 7 de Setembro realizado no Sambódromo do Anhembi. O governador foi representado no evento pelo vice Felicio Ramuth (MDB).
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi um dos primeiros que discursou pedindo votos para Flávio, Tarcísio, além de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) para o Senado.
Derrite também participou do ato, ao lado de André do Prado, Sergio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná, e de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
"Quero declarar a independência do Brasil a partir de 2027 contra o crime organizado no Brasil. Ou os criminosos mudam de país, ou serão presos ou neutralizados no Brasil. Ninguém aguenta mais", disse Derrite.
O governador Tarcísio pediu voto para Flávio e para senadores da direita e disse que "absolutamente ninguém está acima da Constituição. Senador nenhum está acima da Constituição. Magistrado nenhum está acima da Constituição. Ministro nenhum está acima da Constituição. Governador nenhum está acima da Constituição. O presidente da República não está acima da Constituição. Ninguém está acima da lei".
Nikolas Ferreira também discursou e afirmou: “Fora, Moraes. Escute, Alexandre de Moraes, vamos tirar seu sorriso debochado. Ano que vem não vai ser Lula que vai indicar quatro ministros do STF, vai ser Flávio Bolsonaro. Flávio é o único candidato capaz de tirar o PT.”
Protesto
O ato ocorreu após a repercussão de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes que apontam uma relação de proximidade entre o magistrado e o ex-controlador do Banco Master à época dos fatos investigados.
A manifestação também retoma uma pauta já presente em atos anteriores da direita. Em 2024, um protesto foi convocado com pedidos de impeachment de Moraes. No ano passado, manifestantes voltaram a defender a saída do ministro no ato da Paulista.
Por G1
O desfile pelo Dia da Independência, realizado nesta segunda-feira, 7 de Setembro, teve encontro entre os representantes dos Três Poderes em meio à crise no Supremo Tribunal Federal e depois de tensões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A cerimônia reuniu os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, além de 29 ministros do governo.
Antes do início do desfile, as autoridades presentes se cumprimentaram e rodas de conversa foram formadas. O advogado-geral da União, Jorge Messias, por exemplo, passou alguns minutos conversando com o presidente do STF, Edson Fachin. Messias foi rejeitado pelo Senado para assumir a vaga na Corte.
Mesmo com o desentendimento entre a Polícia Federal e a Advocacia Geral da União, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e Messias se cumprimentaram na tribuna.
A tensão entre os órgãos se dá depois da divulgação de um relatório de inteligência da PF. O documento questiona o motivo pelo qual a AGU não adotou medidas jurídicas contra decisões do ministro do STF André Mendonça em investigações sob sua relatoria.
Afastado do governo por cerca de 3 meses, Alcolumbre também marcou presença. Quando chegou, conversou com as demais autoridades presentes, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Durante o desfile, ele ficou ao lado da primeira-dama Janja da Silva e de Lula.
Diante da crise no STF, Fachin foi o único ministro a comparecer. O ministro André Mendonça determinou a retirada do sigilo de ação sobre a investigação do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e das mensagens trocadas com o ministro Alexandre de Moraes.
Em outro momento da cerimônia, o presidente Lula e o ministro da Defesa, José Múcio, convidaram Andrei para a frente da tribuna de honra. O diretor-geral da PF foi citado na troca de mensagens de Moraes e Vorcaro.
7 DE SETEMBRO EM BRASÍLIA
O governo do presidente Lula gastou R$ 5,74 milhões com a organização do 7 de Setembro. O valor foi 33,2% maior que o de 2025 e 33,5% acima do de 2024.
O tradicional desfile cívico-militar do 7 de Setembro teve início às 9h. O evento teve como eixos temáticos pautas para a reeleição do presidente Lula, que busca um 4º mandato. O evento foi dividido em 3 eixos: “Soberania, a força que une o Brasil”; “Brasil unido pela proteção de meninas e mulheres”; e “Copa do Mundo Feminina 2027 é no Brasil!”.
A saúde também foi representada na programação, com a participação do personagem Zé Gotinha, associado às campanhas de vacinação contra a poliomielite.
A abertura do desfile foi feita por alunos de escolas públicas. Depois da apresentação dos temas da cerimônia, houve o desfile de tropas a pé das Forças Armadas, da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Além do desfile motorizado, com viaturas das Forças Armadas, uma apresentação do Batalhão de Polícia do Exército e o desfile de tropas montadas a cavalo.
O encerramento do desfile ficou a cargo da Esquadrilha da Fumaça e de aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira).
O desfile foi mais comedido devido às eleições, com o presidente buscando evitar questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral.
Ao final do desfile, Lula interagiu brevemente com a plateia.
Com Informações de G1 e Poder 360
A Receita Federal apreendeu, na madrugada de domingo (06), aproximadamente 45 garrafas de vinhos estrangeiros de alto valor agregado, incluindo exemplares raros, que eram transportados sem a documentação adequada na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Segundo a Receita Federal, dois casais e uma adolescente estavam dentro do veículo. Todos moradores de Foz do Iguaçu.
Após a constatação de que as bebidas não tinham documentação fiscal e não havia comprovação da entrada regular no país, o motorista informou que as transportava para um amigo de São Paulo e que aproveitou a viagem para oferecer carona aos outros ocupantes.
As bebidas e o veículo foram encaminhados à Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu para a adoção dos procedimentos cabíveis. Uma estimativa preliminar apontou que as garrafas são avaliadas em cerca de R$ 500 mil.
Ninguém foi preso. Conforme a Receita Federal, serão formalizadas representações fiscais para fins penais, que serão encaminhadas ao Ministério Público para as medidas cabíveis.
Uma nova estratégia de fraude de identidade usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos. O método, chamado de “golpe do sósia”, foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e descrito na edição do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

A tática explora sistemas de reconhecimento facial para tentar fazer com que o fraudador se passe por outra pessoa durante processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas.
Como funciona
Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita.
Os chamados motores de comparação facial podem localizar identidades legítimas com elevado grau de semelhança física. A partir disso, o fraudador escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica.
A estratégia muda a lógica tradicional desse tipo de crime:
- o criminoso começa pelo próprio rosto;
- procura pessoas fisicamente semelhantes;
- identifica uma possível vítima;
- tenta utilizar os dados dessa identidade em uma fraude.
Em modalidades mais tradicionais, o fraudador parte dos dados de uma pessoa específica e procura maneiras de assumir sua identidade.
Biometria isolada
Para Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, a nova tática demonstra como os criminosos também podem explorar tecnologias desenvolvidas para aumentar a segurança.
A empresa defende que o reconhecimento facial não seja utilizado como única camada de autenticação. A combinação com outros sinais pode ajudar a identificar inconsistências que não seriam detectadas apenas pela análise do rosto.
Entre os mecanismos citados estão:
- validação de documentos;
- prova de vida;
- conferência de dados cadastrais;
- análise do dispositivo utilizado;
- identificação de padrões de comportamento;
- avaliação de outros sinais de risco.
Prejuízos evitados
Os dados do Mapa da Fraude apontam que as soluções antifraude da Serasa Experian identificaram e barraram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026.
O volume representa um crescimento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com a empresa, isso equivale a uma ocorrência de alto risco identificada a cada 5,5 segundos.
As tentativas bloqueadas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado no período.
Como se proteger
A Serasa Experian recomenda que consumidores adotem cuidados para reduzir o risco de exposição de documentos, fotografias e dados biométricos.
Entre as principais orientações estão:
- não compartilhar fotos de documentos ou selfies segurando documentos em redes sociais e aplicativos de mensagem;
- fornecer dados pessoais e biométricos somente em sites e aplicativos oficiais;
- proteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
- desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial por links, e-mails, mensagens ou Códigos QR;
- não permitir que desconhecidos fotografem seu rosto ou documentos;
- evitar publicar imagens de documentos, mesmo com parte das informações ocultadaproteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
- manter sistemas e aplicativos atualizados;
- monitorar regularmente o CPF;
- procurar os canais oficiais das empresas diante de movimentações desconhecidas.
Empresas precisam combinar
Para as empresas, a recomendação é adotar uma estratégia de prevenção em camadas, evitando que uma única imagem ou informação seja suficiente para concluir um cadastro.
A Serasa Experian orienta combinar diferentes mecanismos de segurança, como:
- biometria facial e prova de vida;
- validação e análise documental;
- cruzamento de dados cadastrais;
- análise do dispositivo e da jornada digital;
- monitoramento de tentativas repetidas;
- identificação de padrões suspeitos;
- atualização contínua de regras e modelos antifraude.
A análise conjunta desses elementos pode ajudar a detectar situações em que o rosto apresenta alta similaridade, mas outros dados da operação indicam uma possível tentativa de fraude.
Por Agência Brasil
O ministro André Mendonça liberou para julgamento no STF o processo sobre o Banco Master, que inclui um relatório da Polícia Federal sobre mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. A decisão encerra a etapa de Mendonça, e o presidente do STF, Edson Fachin, definirá os próximos passos. O procurador-geral Paulo Gonet manifestou-se pela nulidade do relatório, que revela tentativas de contato de Vorcaro com Moraes durante uma crise do banco.
O ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo, 6, para julgamento o processo que reúne o relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro destinadas ao ministro Alexandre de Moraes.
A decisão de Mendonça encerra sua etapa no processo. O presidente do STF, Edson Fachin, definirá agora os próximos passos e decidirá quando e de que forma analisará o caso.
Mendonça já havia defendido que o processo chegasse ao plenário da Corte. O ministro também solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Independentemente de qual venha a ser a manifestação exarada pela douta Procuradoria-Geral da República, o caminho inevitável dos presentes autos leva ao Plenário deste Supremo Tribunal Federal”, escreveu.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, manifestou-se pela nulidade do relatório. Segundo ele, nem a PF nem o Ministério Público pediram a elaboração do documento.
Relatório da PF identificou mensagens destinadas a Moraes
O documento foi produzido por determinação de Mendonça para identificar os destinatários de mensagens enviadas por Vorcaro. A PF concluiu que parte das conversas tinha como destinatário Alexandre de Moraes.
As mensagens extraídas do celular do banqueiro indicam tentativas de contato com o ministro durante a crise envolvendo o Banco Master.
Entre os diálogos, Vorcaro pergunta como poderia “desarmar” e “reverter” a situação e faz referências à possibilidade de sensibilizar autoridades. Em uma das mensagens, o banqueiro questiona se deveria deixar o país.
O relatório também trouxe informações sobre o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Segundo os dados reunidos pela Polícia Federal, Moraes fez edições no documento antes da assinatura.
Divulgação do relatório provocou crise no STF
Mendonça retirou o sigilo do relatório na terça-feira, 1º. A divulgação do material provocou uma crise interna no Supremo.
Moraes reagiu e pediu a abertura de investigação contra Mendonça. O ministro alegou abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução das apurações relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O pedido foi apresentado no âmbito do inquérito das fake news. Fachin, no entanto, retirou a solicitação dessa investigação e abriu um novo procedimento sob sua própria relatoria.
O presidente do STF determinou que Mendonça, Moraes, Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos.
Fachin afirmou na sexta-feira, 4, que a Corte dará uma resposta “firme, proporcional e rigorosa”, mas ressaltou que seguirá os procedimentos previstos pela ordem jurídica.
O presidente do STF ainda deverá decidir se levará o caso ao plenário ou se adotará outra providência.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), por sua vez, pediu no sábado, 5, que Gonet se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados ao caso, sob o argumento de que o procurador-geral também aparece citado nos diálogos.
Por Revista Oeste
A equipe econômica estimou que as receitas totais do governo atingirão R$ 3,24 trilhões neste ano, o equivalente a 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para o próximo ano, a expectativa da área econômica, de acordo com a proposta de orçamento, é de pequena queda nas receitas totais para 23,4% do PIB (R$ 3,46 trilhões).
As informações constam na proposta de orçamento para o ano de 2027, encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional, que projeta um superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas no próximo ano.
Se confirmado, o patamar de 23,7% do PIB será o novo recorde da série histórica da Secretaria do Tesouro Nacional, que tem início em 1997, ou seja, o maior patamar em 30 anos.
A receita total considera a ou o valor da arrecadação corrigida pela inflação, são conceitos que, segundo analistas, permitem uma comparação histórica de longo prazo.
Até então, a maior receita total do governo, na proporção com o PIB, havia sido registrada em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (23,6% do PIB).
A média para a receita total do governo nos últimos 29 anos, entre 1997 e 2025, foi de 21,4% do PIB, segundo informações do Tesouro Nacional.
A receita total considera a arrecadação de tributos do governo federal, e outros ingressos de recursos, como "royalties", concessões e dividendos, sem contar estados e municípios.
Esse conceito difere da chamada carga tributária da economia brasileira, que somou 32,1% do PIB em 2024, segundo dados da Secretaria da Receita Federal - que engloba os tributos de estados e municípios. O resultado de 2025 ainda não saiu.
Carga tributária e petróleo
O terceiro mandato do presidente Lula foi caracterizado pela carga tributária batendo recordes históricos e pelo crescimento de despesas — autorizado pela PEC da transição, que aumentou em cerca de R$ 170 bilhões as despesas anuais nos orçamentos públicos de cada ano, com criação de novas despesas e recomposição de orçamentos.
Ao mesmo tempo, o governo tem registrado alta nas receitas de exploração do petróleo neste ano, impulsionadas pelo preço do produto no mercado externo, fruto da guerra no Oriente Médio.
A expectativa do governo é de arrecadar R$ 172,1 bilhões neste ano (1,3% do PIB) em 2026, contra R$ 139,3 bilhões em 2025 (1,1% do PIB).
Analistas têm manifestado reiteradamente preocupação com a trajetória das contas públicas, que seguem apresentando déficits seguidos apesar do bom comportamento das receitas.
Eles avaliam que isso pressiona a taxa de juros, e consequentemente, o endividamento público. Para baixar o juro e conter a dívida, defendem um corte de gastos por parte do governo (veja mais abaixo nesta reportagem).
Relembre alguns aumentos de impostos:
- alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das "offshores" (exterior);
- mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
- aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;
- reoneração gradual da folha de pagamentos;
- fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
- taxação das bets;
- aumento do IOF sobre crédito e câmbio;
- alta na tributação dos juros sobre capital próprio;
- aumento na tributação de "fintechs";
- redução de benefícios fiscais;
- elevação do imposto de importação de mais de mil produtos;
- imposto de exportação sobre petróleo.
Em contrapartida, o governo ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil ao ano), que será efetivada na declaração de 2027. Também foi criado um desconto progressivo menor para rendas de até R$ 7.350 mensais.
Para compensar as reduções no imposto, a medida também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Nada muda para aqueles que já têm desconto em folha (leia mais aqui).
Recomposição de receitas
Na proposta de orçamento do próximo ano, a equipe econômica tem um capítulo destinado às chamadas "medidas de recomposição das receitas e mudanças estruturais na tributação".
"A reversão do processo de deterioração da base arrecadatória federal tem sido um grande desafio, embora alguns avanços já possam ser detectados", diz a proposta de orçamento de 2027.
No documento, o governo lista várias medidas tomadas nos últimos anos, como a tributação de "offshores", a alta no imposto dos cigarros, fim do benefício ao setor de eventos, fim gradual da desoneração da folha de pagamentos, a alta do IOF e do imposto de mais de mil produtos importados.
"Muitas dessas medidas foram instituídas com o propósito de corrigir distorções de mercado, reduzir gastos tributários ineficazes ou aumentar a progressividade tributária, mas seus efeitos fiscais para o equilíbrio financeiro da União são significativos", acrescentou o governo.
O que dizem especialistas
A economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória, afirma que o aumento de tributos e a alta do preço do petróleo ajudam a sustentar o crescimento da arrecadação mesmo com a perda de ritmo da atividade econômica.
No segundo trimestre de 2026, o PIB cresceu 0,5%, abaixo da alta de 1,1% registrada de janeiro a março.
A economista pontua, porém, que, apesar do bom desempenho das receitas, as contas públicas ainda devem fechar o ano no vermelho.
"O governo tem uma forte alta na arrecadação esse ano e ainda vai gerar um déficit primário próximo de 0,5% do PIB, resultado que deve ser pior que o de 2025", avaliou.
Segundo Rafael Barros Barbosa, pesquisador do FGV IBRE, o fenômeno se explica pelo aumento dos gastos, que crescem em ritmo superior ao da arrecadação, contribuindo para a alta da dívida pública em relação ao tamanho da economia.
A dívida do setor público consolidado atingiu, em agosto, 82,5% do PIB — o maior nível desde abril de 2021, quando somava 82,6% do PIB, ou seja, é o maior patamar em mais de cinco anos.
"O que a gente observa nos últimos cinco anos, e essa é uma tendência deste último governo, é que a nossa receita até aumentou, mas os nossos gastos aumentaram mais ainda. Então, a principal explicação de por que a gente tem seguidamente aumentado a relação dívida/PIB é, basicamente, por causa de um aumento dos gastos", afirma Rafael Barbosa.
Para o economista, uma das consequências do crescimento da dívida em relação ao PIB é o aumento dos juros.
"Uma vez que o governo gasta mais do que arrecada, ele acaba estimulando a demanda, gera pressão de inflação, e o Banco Central precisa controlar um pouco essa pressão de inflação, aumentando os juros. Isso tem consequências para toda a economia", afirmou.
Por G1
O sorteio do concurso 3054 da Mega-Sena foi realizado na manhã deste domingo (6), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 47,4 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 70 milhões.
Veja os números sorteados: 08 - 17 - 24 - 43 - 47 - 58
- 5 acertos: 78 apostas ganhadoras, R$ 30.145,38
- 4 acertos: 5.268 apostas ganhadoras, R$ 735,73
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
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Probabilidades
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Uma investigação sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o extinto Banco Master acabou provocando uma crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF), o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.
Em poucos dias, vieram à tona relatórios da PF, ministros do Supremo passaram a divergir publicamente, surgiram pedidos de investigação, novas delações e manifestações de autoridades dos Três Poderes.
Se você se perdeu em meio à avalanche de informações, veja o resumo os principais fatos que transformaram a primeira semana de setembro em um dos períodos mais turbulentos da política brasileira em 2026. Veja abaixo:
1. Como tudo começou?
A origem da crise está na Operação Compliance Zero, investigação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante as apurações, a PF apreendeu o celular do empresário e recuperou mensagens, documentos e arquivos que passaram a integrar relatórios enviados ao Supremo.
Inicialmente, o foco estava nas suspeitas envolvendo o banco. Mas o conteúdo encontrado pelos investigadores acabou levando a investigação para dentro das principais instituições do sistema de Justiça.
2. O que desencadeou a crise desta semana?
O ponto de virada ocorreu na terça-feira (1º), quando o ministro André Mendonça decidiu retirar o sigilo de relatórios produzidos, a seu pedido, pela Polícia Federal.
Os documentos continham mensagens e informações que citavam autoridades de diferentes órgãos, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, integrante do STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A partir dali, o noticiário se voltou para as possíveis implicações para integrantes do Judiciário e do Ministério Público.
3. Por que Alexandre de Moraes virou um dos principais personagens da crise?
Parte dos relatórios divulgados pela PF expõe trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e aponta uma relação de proximidade entre o magistrado e o ex-controlador do Banco Master à época dos fatos investigados.
Segundo a PF, as mensagens mostram contatos frequentes entre os dois e incluem conversas sobre operações policiais e pedidos de encontros.
Em um dos episódios citados pelos investigadores, Vorcaro questiona Moraes sobre a possibilidade de deixar o país às vésperas da operação que acabou resultando em sua prisão.
Os relatórios também apontam que Moraes teria participado da edição digital de minutas de contratos firmados entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
A PF encontrou registros indicando que versões dos documentos foram modificadas por um usuário identificado como "Ministro Alexandre de Moraes" antes da assinatura dos acordos.
Além disso, os investigadores reuniram mensagens sobre viagens, eventos patrocinados pelo grupo empresarial de Vorcaro e tratativas com autoridades do Judiciário e de outros órgãos públicos.
Para a PF, o conjunto de elementos levanta questionamentos sobre a natureza da relação entre o banqueiro e integrantes do Judiciário.
As revelações colocaram Moraes no centro da crise e provocaram forte repercussão nos meios político e jurídico.
Moraes nega irregularidades.
O escritório de sua esposa afirma que os contratos seguiram a legislação e as regras aplicáveis à atividade de advocacia.
O ministro também sustenta que os relatórios divulgados por Mendonça precisam ser analisados à luz das regras processuais e constitucionais.
4. Como André Mendonça também se tornou alvo?
Nos dias seguintes à divulgação dos relatórios, o debate deixou de se concentrar apenas no conteúdo das revelações.
Passou-se a discutir também a forma como a investigação foi conduzida.
Com base em apontamentos da PF, Moraes levantou questionamentos sobre determinadas diligências autorizadas por Mendonça e sobre a postura dele em negociações de acordos de colaboração no âmbito dos casos Master e do INSS.
Foi nesse contexto que Moraes pediu a abertura de uma investigação sobre a atuação do colega. Para embasar o pedido, o ministro citou relatórios de inteligência da PF, segundo ele, com indícios de assimetria na condução de investigações e possível direcionamento de apurações.
Os documentos, porém, trazem uma ressalva importante: não têm caráter probatório e não podem ser usados como prova judicial.
Em geral, relatórios de inteligência servem para indicar linhas de investigação e reunir indícios preliminares, mas não substituem provas produzidas formalmente em um processo.
O resultado foi uma mudança importante no foco da crise: em vez de atingir apenas personagens citados nos documentos do Caso Master, ela passou a alcançar também o ministro responsável pela investigação.
5. O STF entrou em conflito interno?
Sim.
A tensão entre Moraes e Mendonça, que já vinha sendo discutida reservadamente nos bastidores, tornou-se pública.
Moraes apresentou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação relacionado à conduta de Mendonça na condução do caso.
Aliados dos dois ministros passaram a trocar críticas e defender versões distintas sobre o que ocorreu durante a investigação.
Integrantes da Corte passaram a classificar o episódio como uma das maiores crises internas enfrentadas pelo tribunal nos últimos anos.
6. Por que Edson Fachin virou peça central da crise?
Porque a resolução do conflito agora está concentrada nas mãos do presidente do STF.
Depois que Mendonça liberar o relatório da PF que apontou existir uma relação entre Moraes e Vorcaro, caberá a Fachin decidir se submete o caso ao plenário e de que forma será a sessão.
Na quinta (4), Fachin pediu informações à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República, a Moraes e a Mendonça.
Mas o papel do presidente da Corte foi além.
Nesta sexta (4), ele afirmou que os fatos revelados são graves, declarou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e prometeu que a resposta institucional do Supremo será "firme, proporcional e rigorosa".
Nos bastidores, interlocutores de Fachin passaram a defender que algum tipo de medida institucional seja adotada para responder ao desgaste causado pela crise.
7. O que o inquérito das fake news tem a ver com a história?
Um elemento importante dos últimos dias foi a entrada do chamado inquérito das fake news na crise.
Aberto em 2019 para investigar ameaças e ataques contra o STF, o procedimento é relatado por Alexandre de Moraes e já dura mais de sete anos.
Foi nesse inquérito que Moraes inicialmente apresentou um dos pedidos relacionados à atuação de Mendonça.
A controvérsia reacendeu críticas antigas sobre a duração da investigação e seu alcance.
Diante desse cenário, Fachin anunciou que pretende encerrar o inquérito das fake news e passou a defender que o caso se transformou em mais um argumento para promover mudanças estruturais dentro da Corte.
8. Como a crise chegou à Procuradoria-Geral da República?
As citações ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, nos relatórios divulgados por Mendonça ampliaram o alcance institucional da crise.
Nesta semana, o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) abriu um procedimento para analisar referências a Gonet em mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro.
O conselho funciona como um dos principais órgãos de controle e supervisão administrativa do Ministério Público Federal e tem competência para analisar questões envolvendo a atuação de membros da instituição.
A abertura do procedimento não significa que houve conclusão sobre eventual irregularidade nem equivale à abertura de uma investigação criminal.
O objetivo inicial é avaliar os fatos citados nos relatórios e definir se há necessidade de providências adicionais.
A movimentação colocou o Ministério Público no centro das discussões e reforçou a percepção de que a crise ultrapassou os limites do Supremo.
9. Por que Lula entrou no debate?
A repercussão chegou ao Palácio do Planalto.
Primeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o país não poderia ficar refém de vazamentos seletivos.
Depois, voltou a defender uma nova reforma do Poder Judiciário.
Sem citar diretamente ministros envolvidos na crise, Lula afirmou que ninguém pode utilizar o cargo público em benefício próprio e que todas as autoridades precisam se submeter às mesmas regras.
A declaração foi interpretada, em Brasília, como um sinal de preocupação do governo com o impacto institucional da crise às vésperas das eleições.
10. O que pode acontecer agora?
Ainda não existe uma definição sobre os próximos passos.
Neste momento, grande parte das decisões relacionadas à crise está concentrada nas mãos do presidente do STF, Edson Fachin.
Depois que Moraes pediu providências contra Mendonça e Mendonça defendeu que os relatórios da PF sejam analisados institucionalmente pela Corte, coube a Fachin assumir a condução dos principais desdobramentos do impasse.
Caberá ao presidente do Supremo decidir quais procedimentos serão adotados em relação aos pedidos apresentados pelos dois ministros, se o caso deverá ser submetido ao plenário e qual será o rito para análise dos questionamentos surgidos ao longo da semana.
Paralelamente, seguem em andamento análises envolvendo Paulo Gonet, negociações de acordos de colaboração e outras frentes de investigação relacionadas ao Caso Master.
A crise também acelerou discussões institucionais que já vinham sendo defendidas por Fachin antes mesmo da divulgação dos relatórios.
Entre elas estão a criação de um Código de Ética para ministros do STF, proposta apresentada pelo presidente da Corte ainda antes do caso Master, e a revisão de mecanismos internos de transparência e governança do tribunal.
Além disso, Fachin anunciou nesta semana que pretende encerrar o inquérito das fake news, aberto em 2019 e relatado por Alexandre de Moraes, sinalizando que a crise poderá produzir mudanças estruturais no funcionamento do Supremo.
Por que esta foi uma das semanas mais turbulentas da política em 2026?
Porque uma investigação que começou tratando de suspeitas financeiras envolvendo um ex-banqueiro, que está preso, acabou atingindo simultaneamente algumas das principais instituições da República, além de autoridades.
Em poucos dias, a crise colocou em lados opostos dois ministros do Supremo, levou à abertura de procedimentos envolvendo o procurador-geral da República, mobilizou a Polícia Federal, provocou reações do presidente da República, envolveu o Congresso Nacional e obrigou o presidente do STF a discutir mudanças estruturais na Corte.
A semana começou com perguntas sobre mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
Terminou com um debate muito maior: como preservar a credibilidade das instituições responsáveis por investigar, acusar e julgar quando elas próprias passam a ser alvo dos questionamentos.
Por G1
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, determinou um cessar-fogo de três dias. Segundo a imprensa russa, o objetivo é dar a Kiev a oportunidade de receber a delegação norte-americana para negociações de paz

"O presidente russo, comandante supremo das Forças Armadas, Vladimir Putin, ordenou hoje que, a partir da meia-noite e durante três dias, não fossem lançados ataques contra Kiev. Isso está relacionado com os preparativos para os contatos dos norte-americanos em Kiev", disse o porta-voz presidencial, Dmitri Peskov, às agências locais.
Peskov, citado pela Efe, também disse que Kiev informou Moscou da decisão do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de suspender os ataques contra a Rússia enquanto Witkoff e Kushner se encontrarem nos dois países.
Washington tinha pedido garantias de segurança a ambas as partes, algo que o Kremlin rejeitou inicialmente nesta sexta-feira.
Putin deve se encontrar com os representantes especiais dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, ainda hoje, disse Peskov à agência de notícias TASS. Nesta semana, o líder russo afirmou que estaria disponível para discutir com os enviados do presidente Donald Trump.
Está previsto que os enviados da Casa Branca visitem a capital ucraniana neste domingo (6), no âmbito das negociações
Por Agência Brasil


























