Nos últimos três anos, a Copel investiu R$ 846,7 milhões em intervenções de prevenção a interrupções no fornecimento de energia por eventos climáticos e em medidas de mitigação planejadas para minimizar impactos de fenômenos como o El Niño sobre a rede elétrica.
Somente de janeiro a setembro deste ano, a Copel aplicou perto de R$ 260 milhões nessas ações. O valor médio destinado à manutenção e eliminação da vegetação próxima à rede elétrica nesses primeiros nove meses é de R$ 28,8 milhões por mês, um ritmo 7,2% maior do que em 2025 e 31,2% superior do que em 2024.
“O que importa é que o cliente tenha energia no seu imóvel, na sua propriedade. Ações preventivas evitam danos maiores e permitem que possamos restabelecer a energia mais rapidamente em casos de interrupções por eventos externos”, afirma o diretor-geral de Distribuição da Copel, Denis Mollica.
MUTIRÕES DE PODA - Em parceria com prefeituras e a Defesa Civil, as equipes da Copel realizaram 730 mutirões de poda, roçada e manutenção da rede elétrica nos últimos meses. Por intermédio da Divisão de Poder Público da Copel, foram assinados 81 acordos de cooperação técnica com municípios para ações de manejo da vegetação.
“Foram feitas 860 mil podas de árvores junto à rede elétrica em todo o Estado e executados 66 milhões de metros quadrados de roçada em áreas rurais, eliminando a vegetação próxima de linhas de energia. Somado a isso, as equipes de campo realizaram mais de 20 mil pontos de manutenção preventiva na rede elétrica. Tudo para evitar danos maiores com a chegada dos temporais”, reforça Mollica.
O total da área de 66 milhões de m² de roçada com a abertura de faixas livres junto à rede elétrica, com retirada da vegetação nas regiões rurais do Estado, equivale a quase 10 mil campos de futebol.
EL NIÑO - O Paraná já tem sofrido os efeitos de uma sequência de eventos climáticos extremos projetados para o último quadrimestre deste ano pelos institutos de meteorologia. Em 45 dias, desde o início de setembro até a meados de outubro, sete eventos climáticos severos sequenciais atingiram o Estado.
Nestas últimas ocorrências de temporais consecutivos, entre 28 de setembro e 13 de outubro, não houve estabilidade climática para a recuperação de danos. O solo encharcado pelas chuvas, principalmente em áreas rurais, representa um obstáculo ao transporte de postes e equipamentos por caminhões, o que tem influência direta no tempo da execução dos serviços de campo para os religamentos.
O pico de interrupções de energia decorrentes de tempestades foi no fim de semana de 3 e 4 de outubro, quando 325 mil unidades consumidoras foram desligadas, com o restabelecimento da energia de mais de 90% deste total em menos de 24 horas pelas equipes da Copel.
Do início de setembro até a primeira semana de outubro, as equipes da Companhia substituíram 3.400 postes quebrados pelos efeitos das tempestades, sete torres de alta tensão e mais de 200 quilômetros de cabeamento rompido. Mais de 3 mil profissionais de campo da empresa foram mobilizados no pico de cada evento climático atuando na reconstrução da rede elétrica danificada para o religamento dos clientes.
Os investimentos em infraestrutura empregados para contingências de temporais soma R$ 30 milhões, envolvendo subestações móveis, torres de emergência e estoque reforçado de equipamentos e frota renovada.
Em anos recentes houve um aumento considerável em número e na frequência de eventos climáticos severos no Paraná, com temporais de grande impacto que derrubam árvores, quebram postes e geram danos à rede elétrica. Entre 2020 e 2022 ocorreram, em média, 12 grandes temporais. Entre 2023 e 2025, o volume de tempestades severas aumentou para 20.
As equipes de planejamento, operação e de campo da Copel têm preparo contínuo para atuar no pronto restabelecimento da energia em todo o Estado.
O plano de contingência para eventos climáticos envolve etapas de avaliação, preparação e ação que integram processos que vão desde a previsão climática com monitoramento permanente à prontidão operacional, até a recomposição da rede e o religamento dos clientes.
REDE AUTOMATIZADA - As ações de campo da companhia se somam a investimentos na automação da rede elétrica, importante ferramenta para a agilidade no restabelecimento da energia.
Presentes em 1,5 mil pontos das redes de energia da Copel em todo o Paraná, os sistemas self-healing, de autocorreção da rede elétrica, atendem a cerca de 3 milhões de unidades consumidoras, o equivalente a 56% dos 5,4 milhões de unidades atendidas pela Companhia no Estado.
É uma estrutura que conta com 25.700 religadores automáticos integrados à rede elétrica que permitem o retorno da energia em até três minutos, em casos de interrupções por causas externas. São equipamentos que identificam, isolam e restauram automaticamente o fornecimento de energia em caso de falhas, sem que haja interferência humana.
O sistema automatizado da Copel é integrado a 2 milhões de medidores inteligentes de energia instalados em 157 municípios do Estado (38% do total da área de concessão da companhia) que permitem a identificação de interrupções em tempo real.
PREPARO - Como parte do preparo ao fenômeno chamado de Super El Niño, que tem gerado as tempestades recentes que atingiram o Paraná, as equipes da Copel se mobilizaram previamente em treinamentos e oficinas, como o Workshop de Eventos Extremos, realizado no mês de julho, na sede da companhia, com a participação de meteorologistas e profissionais das áreas de operação, infraestrutura e gerências de bases de campo de todas as regiões paranaenses.
A Copel também compartilhou experiências em Brasília, no seminário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em julho, com o tema “Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro”, que contou com a participação e exposição do diretor-geral Distribuição, Denis Mollica.
Por - AEN
No Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama, 19 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca a importância do rastreamento da doença com diagnóstico precoce, de hábitos saudáveis e acesso ao tratamento, que são fundamentais para ampliar as possibilidades de recuperação da doença.
O acompanhamento nas unidades de saúde e a realização de exames são essenciais para identificar a doença na fase inicial. Desde 2022, foram feitas mais de 1,4 milhão de mamografias no Estado, segundo dados da Sesa. Trata-se de um dos principais recursos para a detecção precoce do câncer de mama.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o rastreamento é recomendado para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Mulheres entre 40 e 49 anos e acima de 74 anos também podem solicitar o exame de rastreamento, mesmo sem sinais ou sintomas suspeitos, desde que recebam orientação de profissionais de saúde sobre os possíveis benefícios e riscos. O atendimento inicia em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde a paciente passará por consulta médica e avaliação e será encaminhada, caso necessário, para os exames.
A orientação da Sesa é que as mulheres mantenham o acompanhamento de saúde e procurem uma unidade de atendimento sempre que identificarem alterações nas mamas, independentemente da idade. A descoberta da doença em estágio inicial aumenta significativamente as possibilidades de sucesso do tratamento.
Além dos encaminhamentos através do atendimento em unidades de saúde, o Paraná possui a Carreta Saúde da Mulher, que percorre todo o Estado com profissionais especializados para a realização de consultas e exames, além de orientar sobre o câncer de mama e também o de colo de útero. Neste ano, até outubro, a Carreta superou 35,7 mil procedimentos, beneficiando mais de 10,6 mil mulheres.
“O mais importante é que as mulheres busquem o atendimento nas unidades de saúde em caso de qualquer suspeita e também façam os preventivos, como a mamografia no período identificado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves. “O câncer de mama pode ser difícil de ser evitado, mas atualmente existe uma gama de possibilidades de tratar com efetividade. Se os exames forem feitos, tenho certeza que vamos conseguir reduzir os casos graves da doença”.
INVESTIMENTOS - O cuidado com o câncer de mama envolve desde a identificação de alterações nas unidades de saúde até o diagnóstico e o tratamento nos serviços especializados. No Paraná, a rede de atendimento oncológico pelo SUS tem sido ampliada com prioridade para a regionalização dos serviços e o fortalecimento dos hospitais de referência em todas as regiões do Estado.
Nos últimos dois anos, foram investidos cerca de R$ 69 milhões em equipamentos, estrutura e infraestrutura para a rede oncológica. Entre as iniciativas está o Plano de Expansão da Radioterapia (Persus II), que contemplou o Hospital do Câncer de Londrina e a Associação Beneficente Menino Deus, em Francisco Beltrão. Já o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) contemplou o Hospital do Câncer de Umuarama (Uopecccan).
A estrutura de atendimento também inclui o cuidado às mulheres que precisam passar pela retirada parcial ou total das mamas em decorrência de tumores. O Governo do Estado, por meio da Sesa, garante o tratamento e o apoio às pacientes que necessitam de reconstrução mamária, procedimento que contribui para a recuperação física e psicológica e para a preservação da autoimagem.
Atualmente, o Paraná conta com 16 hospitais públicos, beneficentes ou privados credenciados pelo SUS para fazer reconstruções mamárias ou mamoplastias oncoplásticas. As unidades estão distribuídas pelas quatro macrorregiões do Estado.
“Nosso compromisso é garantir que as mulheres tenham acesso aos exames, ao diagnóstico e ao tratamento no momento certo, independentemente de onde vivem no Paraná”, afirma a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
Segundo ela, a Secretaria vem investindo na estrutura dos serviços de saúde e no fortalecimento da rede de atendimento para que mais mulheres possam receber os cuidados necessários. “Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento. Por isso, nosso trabalho também é evitar que mulheres percam a vida para o câncer de mama”, acrescenta.
PREVENÇÃO - O câncer de mama é uma doença multifatorial, relacionada a diferentes condições, que incluem fatores comportamentais, hormonais, reprodutivos e hereditários. Entre aqueles associados ao risco estão sobrepeso e obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e histórico familiar de câncer de ovário ou de múltiplos casos de câncer de mama.
Características como a primeira menstruação antes dos 12 anos, a primeira gestação após os 30 anos ou a ausência de filhos também estão associadas ao risco, assim como o uso de pílulas anticoncepcionais e a reposição hormonal após a menopausa. A idade é outro fator importante, e o envelhecimento da população tem influenciado o crescimento dos casos no país.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a taxa de incidência no Paraná varia de 42,5 a 50,3 casos por 100 mil habitantes. No Brasil, o câncer de mama, com exceção dos tumores de pele não melanoma, é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres em todas as regiões.
Apesar da multiplicidade de fatores envolvidos, estima-se que cerca de 30% dos casos possam ser evitados com mudanças de hábitos. Não fumar, evitar bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras e outros alimentos naturais, são medidas que contribuem para a prevenção. Para as mulheres que são mães, a amamentação também exerce um efeito protetor.
O autoexame pode ajudar a mulher a perceber alterações e buscar avaliação profissional. Entre os sinais de alerta estão caroço endurecido e aparentemente fixo na mama, especialmente quando não provoca dor; saída espontânea de líquido pelo mamilo fora do período de amamentação; aumento contínuo e incomum das mamas; mamilo repuxado para dentro; alterações na pele, como vermelhidão, retração ou aspecto de casca de laranja; e caroços nas axilas ou no pescoço.
A presença desses sinais não significa necessariamente um diagnóstico de câncer, mas exige avaliação em uma unidade de saúde. A investigação clínica e a solicitação de exames de imagem, conforme a queixa e a avaliação profissional, são importantes para esclarecer a causa das alterações e orientar os cuidados necessários.
A Sesa também reforça o papel dos profissionais da Atenção Primária à Saúde na orientação das mulheres, na identificação de possíveis sinais da doença e no encaminhamento para os serviços especializados quando necessário.
por - Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) determinou a apreensão do lote 025155 do medicamento Dysport, um neuromodulador à base de toxina botulínica. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Anvisa informou que a própria detentora do registro do produto, Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., identificou unidades do lote com características divergentes das do medicamento original.
Segundo a empresa, além da data de validade incorreta, o frasco possui formato diferente do genuíno e o código de barras corresponde ao lote nº W26232. Foram identificados ainda problemas relativos ao rótulo da caixa de embalagem secundária.
De acordo com a agência, os produtos não podem ser vendidos, distribuídos nem utilizados.
Por - Agência Brasil














