Paranaense atravessa fronteira com o Paraguai para encontro pelo Grindr, é sequestrado e tem prejuízo de R$ 100 mil

Um morador do Paraná afirma ter sido vítima de um golpe após atravessar a fronteira entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste, no Paraguai, para encontrar um homem conhecido pelo aplicativo de relacionamentos Grindr, rede social voltado para a comunidade LGBTQ+ e que conecta pessoas próximas por geolocalização.

A vítima afirma que foi mantida em cativeiro por mais de 12 horas, agredida e ameaçada de morte até fazer transferências bancárias e empréstimos que somam cerca de R$ 100 mil. O g1 optou por não identificar o homem por questões de segurança.

A vítima contou que estava em Foz do Iguaçu a trabalho quando marcou o encontro pelo aplicativo. A conversa, segundo ele, parecia normal. Os dois combinaram de se encontrar no lado paraguaio da fronteira.

 "Eu estava fazendo um evento em Foz do Iguaçu. Como não conhecia ninguém na cidade, criei uma conta no Grindr para conversar com alguém e sair para jantar. A pessoa ia me encontrar na frente do motel e de lá a gente ia jantar", relatou.

Segundo o homem, ao chegar a Cidade do Leste, no Paraguai, ele foi buscado por um motociclista. Em vez de seguir para o local combinado, porém, foi levado até uma região de becos e mata no bairro San Rafael, onde outros cinco homens armados o aguardavam.

 
 "Eles começaram a me bater e falar: 'Perdeu, perdeu'. Pegaram meu telefone e mandaram desbloquear. Como eu errei a senha por nervosismo, começaram a me bater e falaram que iam me matar se eu não colaborasse", contou.

A vítima afirma que foi levada para diferentes pontos de uma área de mata, onde permaneceu sob ameaça durante toda a noite. Segundo o relato, os criminosos exigiam acesso ao celular para contratar empréstimos e realizar transferências bancárias.

 "Eles falavam o tempo inteiro que iam me matar, me jogar no rio e que eu nunca mais ia ver minha família."

A vítima conseguiu escapar depois de ser abandonado em uma viela. Ao reconhecer a região central de Cidade do Leste, caminhou até a área da Ponte da Amizade e procurou a Polícia de Turismo paraguaia para registrar a ocorrência.

Em nota, o Grindr afirmou que repudia qualquer uso da plataforma para crimes e disse que trata com seriedade casos de violência e extorsão contra usuários. A empresa informou que colabora com as autoridades e que reforça medidas de segurança, como alertas para usuários em regiões de risco e orientações para que os primeiros encontros ocorram em locais públicos. Veja na íntegra ao final da reportagem.

Para tentar reduzir os crimes, a polícia paraguaia reforçou o patrulhamento nos becos do bairro San Rafael e mantém equipes nos principais acessos para orientar turistas. No caso do crime contra o brasileiro entrevistado pelo g1, ninguém foi preso.

A vítima também registrou boletim de ocorrência no Brasil. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso.

 

Prejuízo de R$ 100 mil

 

Segundo a vítima, os criminosos aproveitaram o limite de crédito disponível em bancos para contratar empréstimos e utilizar cartões.

O prejuízo estimado chega a R$ 100 mil. Parte das operações foi cancelada por um dos bancos, mas, segundo ele, outras instituições da qual é cliente ainda não reconheceram as fraudes.

 "Quando vi que estava livre, pensei: 'Minha vida acabou'. Eles acabaram com meu nome. Eu não tinha como pagar aquelas dívidas", disse.

 

Polícia paraguaia diz que crimes do tipo contra brasileiros são comuns

Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, crimes como este são conhecidos e acontecem principalmente no bairro San Rafael, em Cidade do Leste.

De acordo com o policial paraguaio Donato Escobar, o golpe segue um roteiro.

 "O modo de agir desses criminosos é buscar as vítimas em algum ponto da cidade e levá-las ao bairro San Rafael, onde há cúmplices. Lá, elas são obrigadas a fazer transferências bancárias e, em alguns casos, empréstimos", afirmou.

O policial disse ainda que, sozinho, atendeu cerca de 20 ocorrências semelhantes nos últimos anos e que aproximadamente 95% das vítimas são brasileiras. Apenas neste ano, oito casos foram registrados na delegacia responsável pela região.

 

O que diz o Grindr

Procurado pelo g1, o Grindr se manifestou por meio de nota. Veja na íntegra abaixo:

"No Grindr, assumimos com muita seriedade a responsabilidade de conectar a comunidade queer e ficamos profundamente alarmados com relatos como os que você mencionou. Casos de violência, extorsão e exploração são de extrema gravidade, e repudiamos veementemente qualquer abuso de nossas ferramentas que coloque nossa comunidade em perigo.

Assim como em qualquer rede social ou aplicativo de relacionamentos, existem situações em que usuários mal-intencionados tentam burlar as regras, o que pode trazer riscos aos demais. Dedicamos nossos esforços diários para garantir um espaço seguro para todos e colaboramos de forma contínua com os órgãos de segurança pública. Isso inclui o uso do sistema Kodex, implementado por nós para tornar o compartilhamento jurídico de dados mais ágil e eficiente, apoiando o trabalho de investigação da polícia sempre que a nossa plataforma for envolvida.

Como suporte aos usuários, atualizamos com frequência as nossas orientações de proteção. Além disso, disparamos alertas de segurança via pop-up para a base de usuários da região afetada. Para o primeiro encontro presencial, recomendamos enfaticamente que utilizem a chamada de vídeo para confirmar a identidade do perfil, escolham locais públicos, enviem a localização em tempo real para alguém de confiança e fiquem atentos aos sinais de alerta. Qualquer atitude suspeita ou ilegal deve ser denunciada imediatamente no próprio aplicativo ou à polícia."

 

 

 

 

 

 

Por - G1

Plano Safra terá foco em transição ecológica, diz ministra

A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, declarou que o Plano Safra para a agricultura familiar, além de ser o maior em crédito, com a oferta de R$ 85,2 bilhões, também é o melhor, por ter reduzido a taxa de juros.

“Agora conseguimos produzir alimentos com a taxa de 2%. Se for agroecologia com a taxa de 1%”, destacou durante o programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov, na manhã desta quarta-feira (1º).

“Fizemos um Plano Safra que está voltado para a transição ecológica, que vem com todo um pacote de assistência técnica para garantir que a agricultura familiar possa produzir com insumos biológicos, cuidando do meio ambiente, cuidando dos recursos naturais e aplicando as melhores práticas”, complementa Fernanda.

De acordo com a ministra, a política pública - lançada nessa terça-feira (30) com incremento de 9% na oferta de crédito para o segmento - é parte de uma curva crescente. Fernanda lembrou que em 2023, a produção de alimentos tinha disponível em crédito R$ 53 bilhões, com distribuição concentrada na Região Sul.

“Conseguimos fazer com que ele chegasse a todas as regiões, focando e dando condições mais facilitadas para os agricultores familiares que estão nas regiões que têm menor acesso, como as regiões Norte e Nordeste”, diz Fernanda Machiaveli.

A ministra também destacou que a pasta do Desenvolvimento  Agrário também mantém um conjunto de medidas para proteger a agricultura familiar dos efeitos da mudança climática, como o Pró- Agro, que é um seguro para quem contrata o Pronaf, e o Garantia Safra, que garante um benefício como proteção aos agricultores de subsistência do semiárido.  

“A atividade agrícola é uma atividade de risco e no contexto de mudanças climáticas esse risco fica muito maior e nós já sabemos que este ano vai ser um ano desafiador para a população como um todo e para a agricultura familiar, em especial.”

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) também mantém uma linha de crédito específica de adaptação climática, que alcança as produções das regiões Norte e Nordeste. Há ainda programa de fomento como o Terra à Mesa.

“Ontem nós publicanos o edital. São R$ 413 milhões para a adaptação climática na região do semiárido. Esse apoio é para os agricultores consigam enfrentar esse contexto de maior instabilidade climática. Serão R$ 8 mil para cada família. Vão ser 60 mil famílias no total, além de ter assistência técnica e formação”.

Os recursos poderão ser usados para implantação de cisterna, energia solar, implementar a irrigação, fazer quintal produtivo ou qualquer tecnologia que permita a adaptação da produção de alimento no contexto de estiagem.

“Pra o conjunto do país estão abertas as linhas de bioeconomia, de tecnificação, que tem taxa de 2% ao ano para financiar a irrigação. Dentro do [programa] Mais Alimentos tem toda a possibilidade de financiar a tecnificação para a adaptação climática. Tudo isso com taxas que vão de 1,5% até 2% para financiamento desses investimentos”, concluiu.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Estado amplia capacidade de atendimento com modernização de prontos-socorros em todo Paraná

Hospitais pertencente à rede do Estado, alguns dos hospitais universitários e outras unidades da rede própria estadual passaram por ampliações, reformas e modernizações de seus prontos-socorros nos últimos anos. As intervenções feitas pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), ampliaram a capacidade de atendimento, qualificaram fluxos assistenciais e fortaleceram a estrutura de hospitais que são referência para pacientes de diversas regiões. Alguns exemplos são o Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, o Hospital Zona Norte de Londrina, no Norte do Paraná.

Um dos principais investimentos foi no Hospital do Trabalhador, referência estadual em trauma. O novo pronto-socorro teve ampliação de 424 metros quadrados na estrutura existente e passou a contar com novos leitos para suturas, curativos, gesso, redução de fraturas, observação e administração de medicamentos, além de consultórios médicos, sala de raio-X, áreas de apoio e espaços de espera mais confortáveis para pacientes e acompanhantes.

A modernização aumentou a capacidade de atendimento da unidade e contribui para reduzir o tempo de espera e aumentar a resolutividade dos casos de urgência. Foram mais de R$ 2,4 milhões em investimentos.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, os prontos-socorros concentram alguns dos atendimentos mais complexos do sistema público de saúde, recebendo pacientes encaminhados de diversas regiões. “Com estruturas mais amplas e modernas, os hospitais estaduais ganharam e continuam a aumentar a capacidade para atender mais pessoas, reduzir gargalos assistenciais e oferecer um atendimento mais eficiente à população”, afirma.

Além das intervenções estruturais, a Sesa tem investido na modernização da gestão dos prontos-socorros, com adoção de protocolos assistenciais, reorganização dos fluxos de atendimento e incorporação de novas tecnologias. O conjunto dessas ações fortalece a capacidade de resposta da rede própria estadual e oferece mais qualidade, segurança e agilidade aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, é referência para o atendimento de urgência da região e, durante a Operação Verão, das vítimas de afogamentos e traumas. As melhorias envolveram a reorganização dos fluxos assistenciais e a aquisição de novos equipamentos, como camas elétricas e mobiliário hospitalar. A unidade também foi uma das primeiras da rede estadual a aderir ao projeto Lean nas Emergências, que reduziu o tempo de permanência dos pacientes e tornou mais ágil o encaminhamento para internação quando necessário. De 2019 até maio deste ano, o pronto-socorro da unidade fez mais de 225 mil atendimentos.

Ainda no Litoral, o Hospital Regional de Guaraqueçaba também renovou o seu PS com equipamentos, móveis e aparelhos hospitalares, totalizando um aporte de R$ 150 mil .

Em Londrina, os hospitais Zona Norte e Zona Sul também avançaram na qualificação dos prontos-socorros. Além de reformas e revitalização dos espaços, as duas unidades adotaram novas metodologias de gestão por meio do Lean nas Emergências. No Hospital Zona Norte foi implantado o Fast Track, fluxo exclusivo para pacientes de menor complexidade, reduzindo o tempo de espera e contribuindo para desafogar a emergência.

Já no Hospital Zona Sul, a reorganização dos processos assistenciais resultou em redução de 50% no tempo de espera dos pacientes, além de diminuir o período entre a definição da alta hospitalar e a saída do paciente, além do tempo entre a indicação e a efetivação das internações. A unidade também recebeu novos monitores, respiradores, bombas de infusão, macas, poltronas de medicação e equipamentos de ar-condicionado.

No Hospital Regional do Sudoeste, em Francisco Beltrão, os investimentos fortaleceram a capacidade tecnológica do pronto-socorro com a compra de equipamentos como videolaringoscópio, ventiladores, monitores de transporte, aparelhos de raio-X fixo e móvel e camas elétricas. Também recebeu um novo tomógrafo que será instalado após adequações estruturais, ampliando o suporte ao atendimento de casos de maior complexidade. Além disso, a reorganização dos fluxos assistenciais proporcionada pelo Lean nas Emergências trouxe maior eficiência ao setor.

FLUXO ASSISTENCIAL – O projeto Lean nas Emergências, do Ministério da Saúde (Proadi-Sus), com parceria estratégica e consultoria do Hospital Sírio-Libanês (SP), visa otimizar os fluxos de atendimento, reduzir a superlotação e diminuir o tempo de espera nas urgências e emergências. Pelo projeto, são feitas reuniões diárias de avaliação de situação.

O Fast Track (fluxo rápido) é uma estratégia que cria um caminho exclusivo e acelerado para atender pacientes de baixa complexidade, para casos classificados como verde ou azul na triagem, reduzindo o tempo de espera e evitando a superlotação.

UNIVERSITÁRIOS – No Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM), o pronto-socorro passou a contar com uma sala exclusiva para o atendimento de vítimas de violência sexual e outra destinada ao acolhimento de gestantes. Os novos espaços, viabilizados por meio da doação de institutos de Maringá, oferecem atendimento mais humanizado, com ambientes privativos equipados com leitos, poltronas e banheiros exclusivos. A estrutura amplia a qualidade da assistência prestada pelo hospital, referência para o atendimento a vítimas de violência sexual e a gestantes de alto risco nos 30 municípios da 15ª Regional de Saúde.

No Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel, a capacidade dos leitos de emergência dobrou de três para seis. Ele ganhou cinco leitos de UTI no próprio setor, outros cinco leitos exclusivos para atendimento cardiológico de urgência e emergência e, também, fortaleceu o serviço de Hemodinâmica, ampliando a oferta de procedimentos como cateterismo e angioplastia.

A modernização também incluiu a aquisição de um tomógrafo e a ampliação da área física do pronto-socorro em mais de 1,2 mil metros quadrados, permitindo a expansão dos leitos de observação de 14 para 26 e a reorganização dos fluxos assistenciais. Com a estrutura reforçada, o número de atendimentos passou de 18.676, em 2019, para 20.554 em 2025.

As unidades que não possuem PS são exclusivamente referenciadas da Atenção Básica, ambulatoriais ou ainda atuam via Central Estadual de Regulação.  

As intervenções fazem parte de um amplo programa de fortalecimento da infraestrutura hospitalar. Desde 2019, o Estado realizou 129 processos de obras em hospitais, incluindo ampliações, reformas e novas edificações, com investimentos que ultrapassam R$ 1,1 bilhão. Desse total, 81 já foram concluídas, ampliando a capacidade assistencial e modernizando a rede própria de saúde.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Simepar confirma tornado da categoria F2 em Reserva; ventos chegaram a 200 km/h

O tornado que atingiu o município de Reserva, na região dos Campos Gerais, no último domingo (28), foi classificado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) como de categoria F2 na Escala Fujita, utilizada internacionalmente para medir a intensidade desses fenômenos. A classificação preliminar foi definida após as primeiras vistorias técnicas realizadas em campo e indica que os ventos chegaram a aproximadamente 200 km/h.

A Escala Fujita vai de F0 a F5. Na categoria F2, os ventos variam entre 180 km/h e 253 km/h e são capazes de provocar danos significativos, como árvores arrancadas pela raiz, destelhamentos, destruição parcial de edificações e lançamento de objetos a grandes distâncias. Foi a mesma classificação atribuída ao tornado que atingiu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em janeiro deste ano. Como comparação, o tornado que atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, no Sudoeste do Estado, em novembro do ano passado, foi classificado como F4 na Escala Fujita, uma categoria superior, associada a ventos ainda mais intensos.

As equipes do Simepar iniciaram as análises em campo na segunda-feira (29) e seguem trabalhando para concluir o mapeamento completo da trajetória do tornado. Parte do levantamento é feita com o auxílio de drones, permitindo delimitar com maior precisão o percurso do fenômeno. Após a conclusão dos trabalhos em Reserva, os técnicos devem vistoriar outros municípios onde há suspeita da ocorrência de tornados associados ao mesmo sistema meteorológico.

Segundo o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, diversos indícios observados durante a vistoria confirmam a presença de um tornado e demonstram a força do fenômeno.

"O levantamento preliminar identificou várias assinaturas características de um tornado. Encontramos árvores de grande porte arrancadas pela raiz, copas de araucárias completamente destruídas e destroços espalhados em diferentes direções, o que evidencia o movimento de rotação do vento. Também registramos galhos arremessados por dezenas de metros e uma placa de sinalização lançada a mais de 150 metros. Esses elementos nos permitiram classificar o fenômeno como um tornado F2, com ventos em torno de 200 km/h", explicou.

Além dos danos à vegetação, a análise considera o padrão de destruição deixado pelo fenômeno. Diferentemente das microexplosões atmosféricas ou de rajadas intensas de vento, em que os destroços costumam cair na mesma direção, os tornados deixam um rastro com sinais claros de rotação, observado pelos especialistas durante as inspeções em campo.

MONITORAMENTO – O Simepar monitora continuamente as condições meteorológicas no Paraná e emite avisos sempre que há previsão de eventos severos. A recomendação é que a população acompanhe os canais oficiais do Simepar e da Defesa Civil e siga as orientações dos órgãos em situações de risco.

Também é possível receber gratuitamente os alertas da Defesa Civil por mensagem de texto. Para se cadastrar, basta enviar um SMS para o número 40199 informando o CEP da residência. A partir do cadastro, o usuário passa a receber avisos sempre que houver risco de eventos meteorológicos na região.

Embora o tempo comece a melhorar nesta quarta-feira (1º), ainda há condição para pancadas de chuva ao longo do dia entre as regiões Oeste e Sudoeste. Para quinta-feira (2) o Simepar já monitora a aproximação de outra frente fria, que espalhará a chuva novamente por todo o Paraná.

 

 

 

 

Por - AEN

PF deflagra 3ª fase de operação que apura desvio de recursos públicos

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º) a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II. O objetivo é aprofundar investigações relacionadas à prática de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Em nota, a corporação informou que as medidas judiciais, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e Minas Gerais, “para coleta e preservação de elementos de prova”.

Ainda segundo a PF, as investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas “utilizadas para dar aparência de legalidade” à movimentação de recursos públicos.

“Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, completou a nota.

Nas fases anteriores da operação, foram identificadas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap).

“A atual fase aprofunda as apurações sobre a movimentação e a destinação desses recursos”, concluiu a corporação.

 

 

 

 

POr -Agência Brasil

Fila do INSS cai ao menor nível em 21 meses, com 1,8 milhão de pedidos

A fila de requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerra junho com 1,8 milhão de pedidos, o menor patamar registrado nos últimos 21 meses. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (30) durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília.

Do total de solicitações, 825 mil estão em análise há menos de 45 dias. Outros 555 mil aguardam resposta há mais de 45 dias, enquanto 451 mil dependem de alguma providência do próprio segurado, como o envio de documentos ou informações complementares.

Segundo o diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, o objetivo da autarquia é reduzir não apenas a quantidade de processos pendentes, mas também o tempo de espera para a conclusão dos pedidos.

Tempo de análise

O balanço mostra que o INSS vem concedendo, em média, 700 mil benefícios por mês.

Em março deste ano, o instituto registrou o maior volume de concessões da série histórica, com 890 mil benefícios aprovados.

Atualmente, o tempo médio para concluir a análise de um requerimento é de 50 dias.

Medidas adotadas

Segundo o INSS, a redução da fila é resultado de um conjunto de ações implementadas para acelerar a análise dos pedidos. Entre elas estão:

  • Priorização do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB): foco na análise inicial dos novos requerimentos.
  • Redução dos prazos internos: o tempo de análise pelo PGB caiu de 45 para 30 dias.
  • Ampliação dos mutirões: aumento das vagas para avaliação social e perícia médica.
  • Reforço das equipes: nomeação de 300 novos analistas do Seguro Social e 500 peritos médicos federais.
  • Perícia conectada: expansão do atendimento por telemedicina em regiões com escassez de profissionais.
  • Atestmed: utilização da análise documental de atestados médicos para pedidos de benefício por incapacidade, dispensando a perícia presencial em casos previstos.

Menos reclamações

Os indicadores apresentados também mostram queda nas reclamações relacionadas à demora na análise dos pedidos.

Entre janeiro e maio deste ano, as queixas registradas na Ouvidoria do INSS caíram 44%, passando de 14.491 para 8.047 registros.

Segundo o instituto, a redução acompanha a melhora nos prazos de análise e o aumento do número de benefícios concedidos.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Senado aprova venda de spray de pimenta para defesa de mulheres

O Senado aprovou nesta terça-feira (30) o projeto de lei 727/2026 que autoriza a comercialização, a aquisição e a posse de aerossol de extratos vegetais para defesa pessoal de mulheres. O texto, aprovado em votação simbólica, segue para sanção presidencial.

A proposta estabelece regras para a comercialização e o uso do dispositivo, além de prever penalidades administrativas para quem utilizá-lo fora das hipóteses previstas em lei.

Pelo texto, mulheres com mais de 18 anos poderão adquirir o aerossol. Entre 16 e 18 anos, a compra dependerá de autorização expressa dos responsáveis legais.

Os estabelecimentos comerciais deverão manter, por cinco anos, registro simplificado com a identificação da compradora.

O projeto determina que o aerossol seja de uso individual e intransferível e proíbe a utilização de substâncias com efeito letal ou toxicidade permanente. As especificações técnicas e de segurança serão definidas em regulamento do Poder Executivo.

Quem utilizar o dispositivo de forma indevida poderá receber advertência, multa de um a dez salários mínimos, apreensão do produto e proibição de nova aquisição por até cinco anos, sem prejuízo das sanções penais e civis cabíveis. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro.

A proposta também cria o Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres. A implementação ocorrerá de forma gradual, também conforme regulamentação do Poder Executivo.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Nova plataforma usa IA para facilitar acesso a dados públicos

O governo federal lançou, nesta terça-feira (30), a plataforma Informa.BR, para garantir aos cidadãos o acesso a informações públicas. A nova plataforma usa inteligência artificial (IA) para localizar, em portais do Poder Executivo, os dados procurados.

Pela Lei de Acesso à Informação (LAI), qualquer pessoa física ou jurídica pode solicitar e receber dados públicos dos órgãos e entidades de todos os Poderes, nas esferas federal, estadual e municipal, sem precisar justificar o motivo do pedido.

A nova plataforma, segundo o governo, vai facilitar o acesso a informações públicas do governo brasileiro. link de acesso à informação que os órgãos públicos precisam disponibilizar na aba superior de seus sites, em cumprimento à LAI, terá um link direto para a nova ferramenta.

O Informa.BR, criado e gerenciado pela Controladoria-Geral da União (CGU), já está disponível.

Melhorias

Atualmente, para encontrar dados públicos do governo federal, o interessado precisa saber onde essas informações estão, por exemplo, se ficam disponíveis no Portal da Transparência, no Portal Brasileiro de Dados Abertos, ou, ainda, nos sites das instituições.

Na nova plataforma, o cidadão poderá encontrar informações públicas do governo federal descrevendo a demanda em um sistema de busca. Como resposta, o Informa.BR apresentará um resumo dos resultados encontrados, indicando links para cada uma delas.

Além disso, o portal apontará itens que têm relação com o pedido de informação dentro do Portal da Transparência, do Portal Brasileiro de Dados Abertos e de respostas a pedidos LAI já concedidas anteriormente.

Caso o cidadão não encontre o que procura, ele poderá realizar e acompanhar, no próprio Informa.BR, pedidos com base na LAI.

Migração

Atualmente os pedidos de acesso a dados pela LAI são feitos por meio do Fala.BR, também gerido pela CGU.

Segundo o governo, em um primeiro momento, os órgãos federais seguirão usando o Fala.BR para analisar e responder pedidos LAI. O Informa.BR poderá ser utilizado pelos cidadãos a partir desta terça. A migração completa será anunciada posteriormente.

O governo esclarece ainda que o Fala.BR permanecerá sendo o canal oficial para o registro e tratamento das manifestações de ouvidoria do governo federal. Somente os pedidos LAI passarão a ser realizados e acompanhados pelo Informa.BR. 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Paraná reduziu em 87,5% desmatamento da Mata Atlântica entre 2020 e 2025

O Paraná reduziu em 87,5% o desmatamento da Mata Atlântica no intervalo de cinco períodos, entre 2020-2021 e 2024-2025, de acordo com o Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica, MapBiomas e Arcplan. A área total de supressão vegetal do bioma no Estado diminuiu de 3.298 hectares (ha) para 411 hectares no período.

Proporcionalmente, o Paraná alcançou o terceiro melhor desempenho do Brasil nesse intervalo, atrás apenas do Rio Grande do Sul (-92,6%) e de São Paulo (-88,7%) – no País a queda no desmatamento foi de 59,6%, de 21.474 ha (2020-2021) para 8.658 ha (2024-2025). O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (13) pela ONG ambiental.

“Reduzir o desmatamento ilegal é uma obsessão no Paraná, há uma concentração de esforços, liderada pelo governador Ratinho Junior, para que isso aconteça. Estamos monitorando, fiscalizando e multando, e assim conseguimos salvar muitas florestas, garantir um Paraná sustentável para as futuras gerações”, destaca o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

O investimento em tecnologia, reforça o secretário, com o uso da inteligência geográfica, é um dos fatores que explicam a redução no corte de árvores no Paraná. O pacote incluiu a adoção de geotecnologias de ponta por parte do Instituto Água e Terra (IAT), órgão ambiental responsável pela fiscalização no Estado, como o uso de imagens de satélites históricas e plataformas de monitoramento que emitem alertas de desmatamento quase que diariamente.

“Ampliou a capacidade de resposta por parte do Instituto. Mas, para além disso, houve também reforço nas ações de campo, realizadas pelos escritórios regionais e pelo Grupo de Operações Ambientais do IAT, o GOA”, afirma Souza.

O Estado tem, por exemplo, acesso hoje a três plataformas de alertas de desmatamento que utilizam imagens de satélite para perscrutar as áreas verdes em busca de irregularidades. A mais recente dessas ferramentas é a Rede MAIS, cujo termo de adesão ocorreu em 2023, junto à Polícia Federal. Ela funciona como uma rede colaborativa que fornece imagens em alta resolução de todo o Estado, permitindo o monitoramento em tempo real.

Já o Prodes Brasil, o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia, é um projeto do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), iniciado em 1988, para acompanhar o corte raso de árvores em grandes áreas. Inicialmente, ele se restringia à Amazônia, mas passou a atuar em outros biomas em 2022. Seu funcionamento se dá por meio de fotos tiradas periodicamente por satélites e comparadas para identificar as irregularidades.

O outro aliado é a Plataforma MapBiomas, rede internacional e multi-institucional, formada por universidades, ONGs e empresas de tecnologia, voltada ao monitoramento das transformações na cobertura e no uso da terra. Esse sistema combina imagens de satélite, computação em nuvem e inteligência artificial para realizar seu trabalho. E com precisão cada vez maior.

Até 2020, por exemplo, era possível identificar e gerar alertas para desmatamentos acima de 1 hectare. Desde então, o olho eletrônico foi aprimorado, percebendo a ação nociva em terrenos de pelo menos 0,3 hectare.

“A tecnologia permitiu uma grande otimização das ações de fiscalização, reduzindo custos, a necessidade de recursos humanos e o tempo de resposta para a tomada de providências. Ela também trouxe mais segurança técnica aos agentes fiscais, que agora dispõem de informações precisas geradas a partir do geoprocessamento e da análise de imagens do satélite e de bancos de dados como o CAR – Cadastro Ambiental Rural”, ressalta a engenheira florestal do IAT, Aline Canetti.

POLÍTICAS – O Paraná também articulou políticas públicas para estimular a preservação e a reparação do meio ambiente em seu território. Uma delas é o ICMS Ecológico por Biodiversidade. O programa é uma forma de compensar financeiramente os municípios que abrigam Unidades de Conservação (UCs), Áreas de Terras Indígenas e Áreas Especiais de Uso Regulamentado (Aresur) ou mananciais para abastecimento de municípios vizinhos.

Os valores repassados envolvem 5% do total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destinado aos municípios paranaenses. Metade desses 5%, ou seja, 2,5%, é destinada às cidades que abrigam UCs, enquanto a outra metade é repassada para municípios que abrigam mananciais de abastecimento público.

Em 2025, o Governo do Estado repassou R$ 659,6 milhões aos municípios paranaenses por meio do ICMS Ecológico. A média é de R$ 54,9 milhões por mês. O valor representa um acréscimo de 3,7% em relação a 2024 (R$ 635 milhões).

O IAT também incentiva ações municipais de desenvolvimento sustentável por meio do Pagamento por Serviços Ambientais Municipal (PSAM) para gestão de Áreas Protegidas, que concede incentivo financeiro para os proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural.

CRIME – Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.

O valor arrecadado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.

COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, que possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Com suporte à distância e inovação, Estado moderniza a saúde nos 399 municípios

Garantir que o paranaense que vive no interior do Estado receba o mesmo atendimento especializado de quem vive na Capital, sem precisar encarar horas de estrada em uma ambulância.

Esse foi o ponto de partida que transformou a Telessaúde Paraná em um dos maiores legados da atual gestão estadual. A estratégia implantada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que não existia quando a atual gestão assumiu, conecta hoje os quatro cantos do Estado com exames cardíacos e dermatológicos ágeis e um suporte especializado com uso de tecnologias de informação e comunicação para as equipes de saúde dos 399 municípios.

Na prática, a criação dessa rede digital veio para otimizar os recursos públicos e diminuir o tempo de espera por diagnósticos no Sistema Único de Saúde (SUS). A meta do governo estadual foi usar a inovação tecnológica para fortalecer o atendimento oferecido nas Unidades Básicas de Saúde, garantindo agilidade tanto para quem vive nos grandes centros urbanos quanto para os moradores de pequenos municípios.

"Iniciamos essa jornada com o desafio de modernizar o SUS paranaense e aproximar o atendimento especializado do interior", destaca o secretário de Estado da Saúde, César Neves. "Ver que hoje o cidadão de um pequeno município pode ter um laudo de eletrocardiograma em dez minutos ou uma análise dermatológica de alta precisão sem precisar viajar horas em uma ambulância traz a certeza de dever cumprido. A telessaúde deixou de ser uma promessa de futuro e virou um direito consolidado do povo paranaense."

Atualmente, essa estrutura multiplataforma tem a capacidade de reduzir distâncias e custos, otimizando o cuidado próximo do domicílio do cidadão. O programa oferece a emissão de laudos à distância para eletrocardiogramas (Tele-ECG), exames dermatológicos para detecção de lesões de pele, espirometria (exame do sopro) e estomatologia (lesões de boca). Paralelamente aos diagnósticos, a Sesa disponibiliza canais diretos de teleconsultorias para dar suporte em tempo real aos profissionais da ponta em áreas importantes, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), hanseníase, saúde do trabalhador, amamentação e genética.

IMPACTO – Uma das principais ações do Núcleo Estadual de Telessaúde do Paraná em volume de atendimentos é o Telediagnóstico em Eletrocardiograma (Tele-ECG). Iniciado em 2021 com apenas sete municípios da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá, hoje o programa alcança 183 municípios e 366 serviços de saúde, incluindo 298 Unidades de Saúde, 20 prontos atendimentos, 21 ambulatórios e 27 hospitais. Desde a sua implantação, já foram 384.404 laudos emitidos, sendo 116.368 apenas no primeiro semestre de 2026. Além do benefício clínico, a iniciativa gerou uma economia estimada em R$ 3.844.040,00 para os cofres municipais, tomando como base os valores de referência da Tabela SUS. Para dar suporte à rede, a Sesa já distribuiu 61 eletrocardiógrafos do estoque estadual e iniciou a aquisição de mais 275 novos aparelhos para doação.

Outra frente de sucesso é o Telediagnóstico em Dermatologia, que está presente em 28 municípios e 33 serviços de saúde. A tecnologia já emitiu 10.332 laudos de lesões de pele e, em 2026, dos 1.726 exames realizados, 51% foram resolvidos diretamente no próprio município com orientações de manejo local. Outros 24% foram classificados de forma prioritária como alta suspeição de câncer de pele, agilizando o encaminhamento ao especialista. Para expandir essa linha de cuidado, a secretaria está adquirindo 275 novos dermatoscópios para doação aos municípios.

A rede de exames digitais conta ainda com o Telediagnóstico em Espirometria (exame do sopro), ativo em 11 municípios com 6.124 testes laudados desde o início do projeto, e o pioneiro Telediagnóstico em Estomatologia (lesões de boca), voltado para cirurgiões-dentistas da rede pública. Esta última estratégia entrou em operação em abril de 2025, abrangendo 46 cidades, e já prestou suporte a 69 casos graves ou urgentes.

TELECONSULTORIAS - A retaguarda aos profissionais que atuam na ponta do sistema ganhou também o reforço das Teleconsultorias, que consistem em discussões de casos clínicos. Desde 2024, mais de mil teleconsultas foram respondidas pela equipe do Estado. O serviço abrange áreas sensíveis, como o suporte para casos de Hanseníase voltado a 94 cidades da Macrorregião Leste, em parceria com o Hospital de Dermatologia Sanitária, e o suporte ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), ativo na 2ª Regional de Saúde em cooperação com o Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (Comesp) .

Essa grande rede de apoio também atua na Saúde do Trabalhador, iniciada na 10ª Regional de Cascavel e com expansão programada em 2026 para mais 50 municípios, além das áreas de Amamentação e Genética, que já estão disponíveis de forma universal para todos os 399 municípios do Estado. For no futuro próximo, novas especialidades como endocrinologia, nefrologia e reumatologia, além de suporte para o teste do pezinho, em parceria com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), já estão em fase final de estruturação.

INVESTIMENTOS - O planejamento da saúde digital no Paraná segue em ritmo acelerado com foco na expansão e modernização da rede. Para garantir o funcionamento contínuo e a evolução do serviço para as próximas etapas, o Governo do Estado consolidou um investimento de R$ 10 milhões no Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT/UFSC), que vai estender a infraestrutura tecnológica de conectividade em saúde para todas as cidades do Paraná.

Além disso, o Estado garantiu outros R$ 10 milhões em repasses federais, na modalidade fundo a fundo, após aprovação no edital do programa SUS Digital do Ministério da Saúde. O recurso será utilizado para integrar novas estratégias de atendimento à distância em ginecologia, ortopedia e cardiologia ao desenho da Rede de Atenção à Saúde. O respaldo jurídico e técnico também fica assegurado pela recente aprovação da Deliberação CIB/PR nº 092/2026, que estabelece as diretrizes éticas e regulamentares definitivas para a realização de Teleconsultas no âmbito do SUS paranaense.

 

 

 

 

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