Carlo Ancelotti pede que torcida confie nos 26 convocados para a Copa

Após anunciar a relação de 26 jogadores que representarão o Brasil na Copa de 2026, na noite desta segunda-feira (18) no Museu do Amanhã, o técnico italiano Carlo Ancelotti pediu, em entrevista coletiva, que a torcida brasileira confie no grupo convocado para a disputa da competição realizada no Canadá, no México e nos Estados Unidos entre 11 de junho e 19 de julho.

“Tenham confiança neste grupo. Pode não ser o grupo perfeito, mas é um grupo focado, concentrado, humilde, altruísta. Minha ideia é focada no coletivo, não no individual”, declarou o italiano, que acaba de renovar seu contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até a Copa do Mundo de 2030.

Na conversa com os jornalistas a convocação de Neymar foi um dos principais temas. E Ancelotti afirmou que o atacante do Santos pode ser útil no Mundial: “Escolhemos Neymar não porque pensamos que vai ser um bom reserva, e sim porque pode trazer suas qualidades para a equipe, mesmo que jogue um minuto. Escolhemos esses jogadores porque estão certos que vão ajudar. Quanto tempo? Não sei”.

No entanto, o treinador italiano não garantiu a presença do atacante na equipe titular. Segundo o técnico da seleção, Neymar terá oportunidades apenas se merecer: “Serei claro e honesto. Neymar jogará se merecer. Os treinos decidirão isso. Acho importante não fixar toda a expectativa em cima de apenas um jogador”.

Durante a entrevista Ancelotti também falou do sentimento de convocar a seleção de um país que é apaixonado pelo futebol: “Esta expectativa mostra um país que tem uma paixão extraordinária pelo futebol, primeiro, e em segundo pela seleção. Isso é muito bonito para nós que temos a oportunidade de disputar a Copa do Mundo e dar alegria a todo um país. A pressão chegará quando tivermos o primeiro jogo na Copa do Mundo. Não foi fácil [convocar], foi difícil, porque a concorrência era muito alta, avaliamos mais de 60 jogadores, e cada um tem uma característica para estar aqui”.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Estado abre inscrições para professores aderirem ao programa Formadores em Ação

Estão abertas a partir desta terça-feira (19), às 9h e vão até 12h do dia 25 de maio as inscrições para a Segunda Jornada de 2026 do Grupo de Estudos Formadores em Ação, programa de formação continuada da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) para profissionais da área.

A formação é destinada a professores, pedagogos, gestores, técnicos dos Núcleos Regionais de Educação (NREs) e da Seed-PR. Ao todo, serão ofertadas 27 mil vagas para a formação, que contará com um total de 47 temas integrantes das principais áreas do conhecimento definidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Entre os temas já trabalhados, será dada prioridade à recomposição da aprendizagem nos componentes curriculares de Língua Portuguesa e Matemática, com foco nos estudantes do 6 °ano, 9º ano e da 3ª série do Ensino Médio.   

Também serão foco da formação, as mudanças do ENEM 2026 e os novos conteúdos na Matemática e Língua Portuguesa com foco nos estudantes do 8°ano  Ensino Fundamental e Redação Nota Mil para Ensino Médio .

“O programa oferece uma oportunidade importante para que os professores ampliem seus conhecimentos sobre novas ferramentas e metodologias pedagógicas, fortalecendo ainda mais a atuação em sala de aula e o protagonismo dos estudantes”, destaca o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. 

INSCRIÇÕES – Os interessados podem se inscrever AQUI até o dia 25 de maio, às 12h. Cada tema do Grupo de Estudos é direcionado a um público específico. No ato da inscrição, cada cursista poderá se inscrever em uma única temática.

Para escolhê-la, é importante consultar o guia de inscrições, pois os temas serão separados de acordo com o perfil de atuação do profissional. As aulas serão semanais, transmitidas online, via Google Meet e terão duração média de 1h40.

O período de formação desta Segunda Jornada vai do dia 08 de junho até o dia 28 de agosto. Ao fim do curso serão contabilizadas 40 horas de certificação, válidas para a progressão de carreira e para a distribuição de aulas. Não haverá reunião no período do recesso escolar de julho.

PROGRAMA – Iniciado em julho de 2020, o Grupo de Estudos Formadores em Ação é uma iniciativa de formação continuada entre pares, com a missão de fortalecer a aprendizagem e o protagonismo dos estudantes por meio de formação continuada, pautada na valorização  de  saberes e incentivo na troca de experiências entre os profissionais da educação do Paraná.

A formação é organizada em três jornadas anuais. Cada uma corresponde a um trimestre do ano letivo, contendo cerca de 10 semanas de formação, oferecendo 40 horas de certificação.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

Consignados: INSS passa a exigir biometria facial

Novas exigências de segurança para empréstimos consignados de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a valer a partir desta terça-feira (19). Aposentados e pensionistas que solicitarem esse tipo de crédito terão que validar a operação por biometria facial, pelo aplicativo ou siteMeu INSS.

Os empréstimos consignados são valores descontados diretamente do benefício. A "anuência biométrica" está prevista na Lei nº 15.327/2026, que teve o objetivo de aumentar a segurança dos cidadãos. A nova lei proíbe a contratação de consignado por telefone ou por procuração de terceiros.

 

Veja o que muda

1) A partir de agora, o beneficiário, quando solicitar o consignado, receberá a proposta no aplicativo Meu INSS com o status "pendente de confirmação"

2) A pessoa terá até cinco dias corridos para confirmar a operação por reconhecimento facial. Se o procedimento não for realizado dentro do prazo, o contrato é automaticamente cancelado.

3) Os beneficiários poderão ter mais tempo para pagar os empréstimos. O prazo aumentou de 96 meses para o limite de 108 parcelas (9 anos). 

4) Depois de acertado o crédito, a pessoa pode começar a pagar depois de até três meses.

Confira o passo a passo para obter o empréstimo consignado.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

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Violência sexual atinge 64 meninas por dia no país

De 2011 a 2024, em média, 64 meninas foram vítimas de violência sexual, por dia, no Brasil. Neste período, 308.077 mil meninas até os 17 anos de idade sofreram esse tipo de violência no país.

Se considerado somente o ano de 2024, foram registrados 45.435 casos, uma média de 3,78 mil notificações por mês.

Os dados analisados pelo Mapa Nacional da Violência de Gênero foram levantados diretamente do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e divulgados nesta segunda-feira (18) para marcar o Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

O Mapa Nacional da Violência de Gênero é uma parceria entre o Observatório da Mulher contra Violência (OMV) do Senado Federal; Instituto Natura e a Associação Gênero e Número.

Os números ainda não refletem a realidade brasileira, de acordo com a diretora executiva da associação Gênero e Número, Vitória Régia da Silva, porque a violência de gênero, incluindo a violência sexual, ainda é profundamente subnotificada. 

Ela acrescenta que o país ainda enfrenta problemas relacionados à qualidade da informação, integração e padronização das bases de dados públicas. 

“Isso limita não apenas a compreensão da violência, mas também a capacidade de formular respostas públicas mais eficazes”, avalia.

 

Violência crescente

A série histórica revela que o crescimento da violência sexual contra meninas até 17 anos na última década é considerado alarmante. Desde 2011, o aumento acumulado de casos chega a 29,35%.

A tendência de alta foi interrompida apenas em 2020. Naquele ano, houve uma queda de 13,76%, que os especialistas atribuem à provável subnotificação causada pela pandemia da covid-19.

Os números voltaram a subir (22,75%) no ano seguinte, em 2021. O pico dessa escalada ocorreu em 2023, com a maior taxa de crescimento da série (37,22%). 

Em 2024, o índice continua em ascensão. 

Para a coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal, Maria Teresa Prado, é urgente “fortalecer políticas públicas de prevenção, proteção e garantia de direitos para meninas e adolescentes no país”.

 

Meninas negras

O levantamento divulgado pelo Mapa Nacional da Violência de Gênero destaca que as meninas negras se encontram em maior vulnerabilidade. Ao longo da série histórica (2011 a 2024), elas foram vítimas de 56,5% dos casos.

Somente em 2024, as meninas negras (pardas e pretas) foram mais da metade das vítimas (52,3%) do total de 45.435 casos de violência sexual contra meninas.

No detalhamento do perfil racial das vítimas, no caso de meninas pardas, foram 22.553 ocorrências, em 2024. Quando somadas às notificações das vítimas crianças e adolescentes pretas (1.223 casos), o índice alcança 23.776 casos de violência sexual.

Há também as meninas brancas, com 16.771 registros; a população amarela, 769 casos; e crianças e adolescentes indígenas, 342 casos.

Outros 3.777 casos não trouxeram informações sobre raça/cor das vítimas.

 

Vínculo

Pais, mães, padrastos/madrastas e/ou irmãos aparecem de forma recorrente entre os autores da violência sexual contra meninas.

A análise técnica concluiu que a média do número de casos em que o agressor tem vínculo familiar com mãe, pai, irmão, irmã, padrasto e madrasta da vítima representa, entre 2011 e 2024, 31%, ou seja, cerca de um terço do total.

A líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra Mulheres do Instituto Natura, a antropóloga Beatriz Accioly, desconstrói a ideia de que a violência sexual é um crime cometido por estranhos e foca na realidade de que o perigo, muitas vezes, está dentro de casa. 

“Falar de violência sexual contra crianças e adolescentes exige abandonar um fantasia confortável, a de que a infância está naturalmente protegida pela família. Os dados mostram outra coisa. Mostram que a casa também pode ser lugar de risco e que a proteção depende de adultos, instituições e serviços capazes de perceber o que muitas vezes não aparece como pedido explícito de ajuda”, afirma.

Para ela, o combate à violência sexual passa pela atenção dos profissionais da rede básica de saúde e da educação.

“Uma criança não vai sozinha à delegacia. Isso significa que a nossa linha de frente e porta de entrada para a denúncia não é a Segurança Pública, mas sim a educação e a saúde”, diz.

 

Faixa etária

O Mapa Nacional da Violência de Gênero aponta que crianças e adolescentes são o segundo grupo etário que mais sofre violência sexual no Brasil, depois de jovens dos 18 aos 29 anos.

Do cruzamento de dados do Sinesp Validador de Dados Estatísticos (VDE), que reúne dados oficiais sobre segurança pública, e a Base Nacional de Boletins de Ocorrência (BNBO), a análise sobre o primeiro trimestre de 2025 contabilizou 8.662 casos de violência sexual, sendo que 2.776 dessas vítimas eram crianças ou adolescentes.

 

Violência por sexo

A 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que no caso específico do estupro de vulnerável, embora mais de 11 mil vítimas do sexo masculino tenham sido registradas ao longo do ano, o número de meninas vítimas desse crime chega quase a 56 mil, em 2024.

Isso significa que, para cada menino vítima de estupro de vulnerável em 2024, houve cinco meninas vitimadas.

Enquanto as meninas de 13 anos são as mais vitimizadas, as duas idades mais recorrentes entre os meninos são os 4 e os 13 anos.

Quando considerada as faixas etárias, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública observa que 33,9% dos casos envolvendo vítimas do sexo feminino ocorreram com meninas entre 10 e 13 anos.

O documento conclui que é possível que os números relacionados a estupros de vulnerável masculino estejam subdimensionados “considerando as barreiras sociais e simbólicas que dificultam a denúncia por meninos e homens” deste tipo de crime.

 

Disque 100

O Disque 100 (Disque Direitos Humanos), coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), registrou mais de 32.742 violações sexuais contra crianças e adolescentes de janeiro a abril de 2026, um aumento de 49,48% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando houve 21.904 violações sexuais.

As 32,7 mil denúncias são parte do total de 116,8 mil denúncias registradas no Disque 100, no primeiro quadrimestre de 2026.

 

Como denunciar

Os casos de suspeita ou confirmação de violência sexual contra crianças e adolescentes devem ser denunciados no Disque 100.

O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e permite atendimento anônimo.

Os casos são analisados individualmente e encaminhados, para o Conselho Tutelar, além de outros órgãos, como Ministério Público, delegacias especializadas e serviços de assistência social.

Discando gratuitamente para o número 100, o denunciante também pode receber orientações sobre seus direitos e outros serviços de atendimento próximos.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Dino diz ter sido ameaçado de morte

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatou nas redes sociais ter sido alvo de ameaça de morte feita por uma funcionária de uma companhia aérea. O caso ocorreu em um aeroporto de São Paulo na manhã desta segunda-feira (18). 

De acordo com Dino, a funcionária disse a um agente da polícia judicial que tinha a “vontade de xingá-lo”. Em seguida, ela acrescentou que seria “melhor matar do que xingar”.

“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se corrigiu: disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, informou Dino.

O ministro também fez um apelo para que as empresas façam campanhas de educação cívica, principalmente, às vésperas das eleições de outubro.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas, um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir”, completou.

Fachin

Em nota à imprensa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, condenou a ameaça sofrida por Dino. 

Fachin prestou solidariedade ao ministro e afirmou que a divergência de ideias não pode abrir espaço para o ódio, à violência e à agressão pessoal.

“Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana”, afirmou.

 

 

 

 

 

Agência Brasil

 

 

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Juízes querem flexibilizar decisão do STF que limitou penduricalhos

A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) apresentou nesta segunda-feira (18) um recurso contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou o pagamento de penduricalhos a juízes, membros do Ministério Público e outras carreiras. 

Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil. 3 

No recurso, a entidade pede que o valor do teto seja reajustado e defende a flexibilização de benefícios que foram cortados pelo Supremo, como auxílio-alimentação e auxílio de proteção à primeira infância e à maternidade.

“Remanesce, portanto, a necessidade de encaminhamento, por parte do Supremo Tribunal Federal, competente constitucionalmente para tanto, de projeto de lei estabelecendo reajuste no valor dos subsídios da magistratura”, defende a entidade.

A Ajufe também defende que o limitador de 35% não tenha incidência sobre diárias, ajuda de custo, indenização de férias não gozadas, auxílio-moradia e auxílio-saúde.

No dia 25 de março, por unanimidade, os ministros do Supremo decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte, que tem o teto como referência e é equivalente a R$ 46,3 mil.

Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos.

Confira os penduricalhos cortados e mantidos após decisão do Supremo.

 

Confira a lista de benefícios cortados:

  • Auxílios natalinos
  • Auxílio combustível
  • Licença compensatória por acúmulo de acervo
  • Indenização por acervo, gratificação por exercício de localidade;
  • Auxílio moradia
  • Auxílio alimentação
  • Licença compensatória por funções administrativas e processuais relevantes
  • Licenças compensatória de 1 dia de folga por 3 trabalhados
  • Assistência pré-escolar
  • Licença remuneratória para curso no exterior
  • Gratificação por encargo de curso ou concurso
  • Indenização por serviços de telecomunicação
  • Auxílio natalidade
  • Auxílio creche

 

Vantagens Mantidas

O STF também validou pagamentos de penduricalhos previstos em lei federal. Esses pagamentos deverão ser limitados em 35% do teto constitucional, o que equivale a R$ 16,2 mil.

Também foram autorizados pagamentos de retroativos desses benefícios reconhecidos por decisão judicial ou administrativa anteriores a fevereiro de 2026, mês em que o Supremo começou a decidir a questão. 

O adicional por tempo de serviço foi mantido pelos ministros. O benefício também está previsto em lei que inclui o acréscimo de 5% ao salário por ano trabalhado. O adicional também foi limitado a 35% do teto e pode ser somado a outros penduricalhos, totalizando salários de R$ 78,8 mil mensais para juízes e promotores em fase final de carreira. 

 

Confira os penduricalhos mantidos

  • Diárias
  • Ajuda de custo para alteração do domicílio legal
  • Pro labore pela atividade de magistério
  • Gratificação pelo exercício em comarca de difícil provimento
  • Indenização de férias não gozadas
  • Gratificação por exercício cumulativo de jurisdição

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

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 Direitos tributários para PcDs e doenças graves são pouco conhecidos

Fazer a declaração do Imposto de Renda pode ser difícil para alguns contribuintes, especialmente aqueles com altas despesas médicas, como pessoas com deficiência (PcDs), doenças graves e seus cuidadores. Mas existem detalhes que ajudam a manter as contas em dia com a Receita Federal e, de quebra, receber dinheiro de volta na restituição.

Especialistas ouvidos pelo podcast VideBula, da Radioagência Nacional, alertam que muitos direitos tributários permanecem subutilizados por falta de divulgação, enquanto outras prerrogativas ficam travadas em uma legislação defasada.

O primeiro passo é entender a diferença entre isenção e dedução. O auditor-fiscal da Receita Federal José Carlos Fernandes da Fonseca explica que "a isenção dá direito a não pagar o imposto que seria devido naquele rendimento". Por outro lado, a dedução é a chance que o contribuinte tem de reduzir sua alíquota para cálculo do imposto.

As isenções, no entanto, têm recortes restritos. De acordo com Thiago Helton, advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, a possibilidade de não pagar imposto por doença grave é exclusiva de aposentados, pensionistas e militares reformados diagnosticados com as moléstias relacionadas na Lei 7.713/88. Além disso, a isenção vale apenas os proventos de aposentadoria, ou seja, não se estende a aluguéis ou outras rendas.

 

Doenças isentas

De acordo com a lei 7.713/88, apenas 16 doenças são passíveis de isenção do imposto. São elas:

- Moléstia profissional;

- Tuberculose ativa;

- Alienação mental;

- Esclerose múltipla;

- Neoplasia maligna (câncer);

- Cegueira (inclusive monocular);

 - Hanseníase;

- Paralisia irreversível e incapacitante;

- Cardiopatia grave;

- Doença de Parkinson;

- Espondiloartrose anquilosante;

- Nefropatia grave;

- Hepatopatia grave;

- Estados avançados da doença de Paget;

- Contaminação por radiação e

- HIV/AIDS.

O auditor-fiscal José Carlos explica que a rigidez da norma, e a sua antiguidade, gera exclusão de condições graves mais recentes. "Embora tenhamos hoje em dia outras doenças muito mais graves, ou tão graves quanto, a isenção se aplica literalmente".

Thiago Helton é categórico sobre a necessidade de atualização da lei.

"Tem doenças muito mais graves do que as que estão naquele rol, pessoas que tem uma despesa muito mais elevada e que não tem direito a essa prerrogativa tributária. Essa é uma matéria que tem que ser discutida no Congresso Nacional".

Direitos do paciente com câncer

A neoplasia maligna, popularmente conhecida como câncer, é uma das doenças que mais geram dúvida nos pedidos de isenção. O problema começa na comprovação do diagnóstico; é preciso ter o termo completo da doença na documentação.

"Se o laudo que a pessoa apresentar não constar literalmente o nome da doença que está na lei – no caso do câncer, por exemplo, neoplasia maligna – a isenção não será aceita pela Receita Federal. Se o laudo sair só neoplasia, pode ser maligna e benigna. E aí gera uma dúvida", alerta José Carlos.

Os direitos se estendem também para quem já lutou contra o câncer e está em remissão da doença, pois a lei não prevê reversão do direito. "Uma vez tendo o laudo, independente do que vai acontecer no futuro, a isenção é dela para o resto da vida", afirma o auditor-fiscal.

É o que se chama de direito adquirido. O advogado Thiago Helton acrescenta que a isenção começa na aposentadoria do beneficiário. Se ele tiver o diagnóstico ainda na ativa, passa a ser isento somente quando se aposentar. Se a pessoa desenvolver a doença já durante a aposentadoria, a isenção será concedida a partir da data de diagnóstico.

 

Como solicitar

O advogado especialista em direito previdenciário Bruno Henrique descreve o passo a passo para solicitação da isenção. “É preciso abrir o requerimento administrativo na fonte pagadora, que vai solicitar uma junta médica obrigatória, apenas para confirmar o que você está dizendo. A partir daí, a fonte pagadora é informada e você passa a ter isenção".

A vice-presidente financeira da Associação das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Aescon-SP), Fátima Macedo, ressalta que a documentação é fundamental e que a falta do laudo correto pode gerar retenção na malha fina.

Retroativos

Quem pagou imposto indevidamente pode recuperar os valores relacionados aos últimos cinco anos. De acordo com Fátima Macedo, a isenção pode até sair com data retroativa, quando o reconhecimento da doença acontece muito tempo depois do diagnóstico comprovado. "Quando isso acontece, a gente pode até retificar a declaração de Imposto de Renda, considerando essa isenção. E aí, mesmo tendo sido retido durante o ano, provavelmente esse valor vai ser restituído".

Confira todos os episódios do podcast VideBula, inclusive o especial sobre o Imposto de Renda.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Justiça Federal manda derrubar perfis com desinformação sobre Fiocruz

A Justiça Federal do Rio de Janeiro mandou a Meta, dona da rede social Facebook, a derrubar dois perfis que disseminavam informações falsas sobre pesquisas e vacinas como se fossem comunicados oficiais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

Segundo os autos do processo, a servidora Isabel de Fátima Alvim Braga alimentava dois perfis com “conteúdos falsos, alarmistas e ofensivos relacionados à saúde pública, à política de imunização e às atividades científicas desenvolvidas pela instituição”, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), que representou a Fiocruz no caso. 

As publicações utilizavam a imagem do Castelo Mourisco, símbolo histórico da instituição, e a condição funcional da ré como servidora pública para conferir aparente credibilidade às informações divulgadas, segundo informado pela AGU. 

Na Justiça, a Fiocruz alegou que a conduta tinha potencial de induzir a população a erro, comprometer a confiança nas políticas públicas de saúde e atingir a reputação de pesquisadores e servidores. 

Pela decisão judicial, as publicações ultrapassaram o campo da crítica e configuraram, em análise preliminar, uma campanha de desinformação contra a Fiocruz. Foi estipulada multa de R$10 mil por dia em caso de descumprimento da decisão pela ré ou pela Meta. 

A Agência Brasil tenta contato com a defesa da ré no caso. 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Governador Ratinho Junior confirma mais R$ 385,3 milhões em obras para 11 municípios

Construção de creches espaço de lazer, pavimentação de vias urbanas e aquisição de um terreno para a construção de novas moradias estão entre as ações que 11 municípios paranaenses vão executar com apoio do Governo do Estado.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior confirmou nesta segunda-feira (18) no Palácio Iguaçu R$ 385,3 milhões para as cidades de Alto Paraná, Andirá, Goioxim, Iporã, Japira, Pérola do Oeste, Salto do Lontra, Santa Lúcia, Sertanópolis, São Sebastião da Amoreira e Wenceslau Braz.

Os recursos são das secretarias de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com o programa Estrada Boa, que já destinou R$ 3,5 bilhões para a pavimentação de estradas rurais de todas as regiões do Paraná; das Cidades (Secid), que investe na infraestrutura urbana dos municípios com programas como o Asfalto Novo, Vida Nova; da Saúde, por meio da construção de Unidades Básicas de Saúde, Pronto Atendimentos Municipais e outras obras para levar o atendimento mais próximo das pessoas; e do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), responsável pelo Infância Feliz, que está construindo mais de 400 creches em todo o Paraná.

Ratinho Junior ressaltou que os investimentos do Governo do Estado estão transformando a vida nas cidades paranaenses. “Isso representa geração de emprego e qualidade de vida para os paranaenses, porque são obras que transformam as nossas cidades. O governo tem feito investimentos em diversas áreas para ajudar os municípios que, sozinhos, não têm condições financeiras de fazer essas obras”, afirmou.

“Temos o programa Asfalto Novo, Vida Nova, que leva pavimentação, com galeria pluvial, calçada e iluminação de LED em ruas e bairros que ainda tinham ruas de chão batido, então você transforma a urbanização desses locais”, ressaltou o governador. “Tem estradas rurais que vão atender os pequenos agricultores, melhorando as artérias por onde passa a produção de leite, frango e carne de porco, por exemplo. E ainda tem a construção de unidades de saúde e de creches”.

ESTRADAS RURAIS PAVIMENTADAS – O maior volume de recursos é para Iporã, no Noroeste, está recebendo R$ 91,7 milhões para a pavimentação da Estrada Dez, que liga Iporã a Brasilândia do Sul, e a Estrada Estiva, que vai até Francisco Alves. Também serão asfaltadas mais de 20 ruas em diversos trechos da cidade, inclusive dos distritos de Nova Santa Helena e Vila Nilza, além da reforma do Hospital Municipal e a substituição da iluminação pública por luminárias de LED.

“Com esse recurso, faremos a reestruturação total do hospital, mais de 30 quilômetros de asfalto rural, que já estão em execução em duas estradas rurais, e a pavimentação e recape de 100% das ruas, inclusive dos nossos dois distritos, além da readequação das avenidas na estrada da cidade”, explicou o prefeito Roberto Silva.

O asfalto nas comunidade rurais beneficia também outros municípios, já que Iporã ganhou recentemente um frigorífico de frango que gera mais de mil empregos diretos para a região. “Iporã está no centro de 12 municípios e temos uma produção muito grande de frango, carne bovina e suína. A construção do frigorífico impactou na movimentação em toda a região. Com a parceria do Governo do Estado, estamos pavimentando duas estradas rurais, que ajuda no escoamento da produção e facilita o deslocamento de quem vem de outras cidades para trabalhar”, ressaltou o prefeito.

UNIDADE MISTA DE SAÚDE – Goioxim, cidade de 6,5 mil habitantes no Centro-Sul do Estado, está recebendo R$ 33,9 milhões para a construção de uma Unidade Mista de Saúde, de uma unidade do Meu Campinho, estrutura de lazer que será instalada na Vila Rica com campo de futebol com grama sintética, pavimentação da estrada Pinhalzinho e da que liga Goioxim a Palmital e a compra de veículos para a saúde e maquinários para melhorias de estradas rurais.

“São vários investimentos do governo na cidade, em diversas áreas, como saúde, habitação e infraestrutura. Somos um município de pequeno porte, que tem apenas um Unidade de Pronto Atendimento e agora vai ganhar uma unidade mista para conseguir as demandas da população, já que a cidade mais próxima fica a 70 quilômetros de distância”, ressaltou o prefeito Eder da Balsa. “Este incentivo que o governo tem dado é fundamental para desenvolver os pequenos municípios como o nosso”.

OUTROS INVESTIMENTOS – A cidade de Japira, no Norte Pioneiro, vai contar com R$ 23,5 milhões de investimentos para pavimentar a Estrada dos Polacos, no bairro Água Boa, e Estrada do Guapé, além da construção de creche, barracão industrial, ampliação de unidade de saúde e aquisição de máquinas e veículos.

“Temos investimentos em todos os setores, com obras na saúde, asfalto em toda a cidade e também na área rural e muito recurso que já tem previsão para chegar ao município”, afirmou o prefeito Ariel Fogaça. “Tudo isso significa uma mudança real na vida das pessoas. Sem esses investimentos, dificilmente conseguiríamos levar obras apenas com recursos próprios”.

Pérola d’Oeste, na região Sudoeste, está recebendo R$ 41,6 milhões para asfaltar a estrada rural do distrito de Conciolândia e a Linha Novo Mundo, além da pavimentação de vias urbanas, construção de creche, centro de convivência para idosos e barracão industrial, ampliação e aquisição de veículos e equipamentos para a unidade de saúde e entrega de máquinas e estufas agrícolas.

Para Salto do Lontra, no Sudoeste, o Governo do Estado está destinando R$ 33,6 milhões para asfaltar a estrada da Linha São Sebastião, na zona rural do município, e construir um centro de fisioterapia. O município também ganhou um novo hospital, obras em estradas rurais, maquinários agrícolas e outras obras.

No Norte do Paraná, a cidade de São Sebastião da Amoreira está recebendo R$ 21 milhões para a construção de um Centro Cultural e a pavimentação das ruas Gralha-azul, Bem-te-vi, Beija-Flor, João-de-Barro, Tucano, Canário, Macksid, Licério F. da Rocha e Rua Foguinho. Os recursos também contemplam a revitalização da praça central, construção de uma unidade mista de saúde e a entrega de máquinas e estufas agrícolas.

Com investimento total de R$ 10,3 milhões, a cidade de Andirá, no Norte Pioneiro, vai contar com um recurso de R$ 2 milhões para a compra de um terreno de R$ 72,6 mil metros quadrados para a construção de um novo conjunto habitacional. Ele fica na Zona Residencial 2, próximo ao Jardim Planalto Novo, e tem capacidade para a construção de 200 moradias pelo programa Casa Fácil Paraná.

Os investimentos na cidade contemplam, ainda, a implantação de uma praça, construção e reforma de unidades de saúde, a construção de um barracão industrial e a aquisição de veículos para a saúde e maquinários rodoviários.

NORTE, NOROESTE E OESTE – Também no Norte Pioneiro, a cidade de Wenceslau Braz está recebendo R$ 24,8 milhões, com recursos que contemplam a construção do centro de educação infantil do bairro Santa Madalena e da Praça Los Angeles, pavimentação de vias urbanas e da Estrada São Miguel, reforma da escola municipal, ampliação do hospital e uma unidade de saúde e aquisição de maquinários, veículos e equipamentos para a saúde.

Em Alto Paraná, no Noroeste, o investimento é de R$ 40,4 milhões para a construção de uma creche, revitalização da Praça Rui Barbosa, construção de um Pronto Atendimento Municipal e de duas unidades de saúde, pavimentação das estradas rurais Peroba e Fanfa e entrega de veículos para transporte sanitário e maquinários agrícolas.

Outros R$ 45 milhões estão sendo investidos no município de Santa Lúcia, no Oeste, com a construção de uma nova creche e de duas unidades mistas de saúde, pavimentação de vias urbanas, iluminação do estádio municipal, reforma de unidade de saúde, aquisição de ônibus, ambulância e van para o transporte de pacientes e de maquinários agrícolas.

E em de Sertanópolis, na região Norte, os investimentos de R$ 19,5 milhões contemplam a pavimentação de ruas da cidade, construção de creche, duas unidades de saúde, uma unidade do Meu Campinho, da Escola Municipal São Tomás de Aquino, reforma do Hospital Municipal e entrega de maquinários e veículos para a saúde.

PRESENÇAS – Acompanharam as liberações o vice-governador Darci Piana; o secretáiro estadual das Cidades, Fernando Giacobo; a secretária estadual em exercício da Agricultura e Abastecimento, Camila Aragão; a superintendente do Paranacidade, Camila Scucato; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os deputados federais Sandro Alex e Beto Preto e os deputados estaduais Luiz Claudio Romanelli, Ademar Traiano, Do Carmo, Marcio Nunes, Gugu Bueno, Alisson Wandscheer e Cobra Repórter.

 

 

 

 

Por -AEn

 Dia da Luta Antimanicomial: Paraná investe em rede humanizada e integrada

No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, 18 de maio, o Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), reforça o compromisso com uma política pública de saúde mental baseada no acolhimento, na dignidade e na reinserção social.

Distante do modelo que marcou o passado da psiquiatria brasileira de internações prolongadas, isolamento familiar e práticas violentas, o Estado investe na consolidação de uma rede humanizada, territorial e integrada de atendimento.

No Paraná, a rede de atenção conta com 163 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em diversas modalidades, além de ambulatórios especializados distribuídos em todas as 22 regionais de saúde do Paraná.

Também integram a estrutura sete Serviços Integrados de Saúde Mental do Paraná (SIMPR), 41 equipes Multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental (eMAESM), 73 leitos em hospital geral, 1.651 leitos em hospital especializado em psiquiatria, 14 Serviços Residenciais Terapêuticos. Conta, também, com o compartilhamento do cuidado com as unidades básicas de saúde (UBS).

“Os tratamentos de saúde mental mudaram e evoluíram no decorrer dos anos. O Paraná investe em um tratamento humano, que foca na pessoa e em sua família, e sempre entendemos que se chega a isso investindo na formação dos profissionais e na estrutura”, afirma o secretário estadual da Saúde, César Neves.

O cuidado começa já na Atenção Primária à Saúde, dentro das Unidades Básicas de Saúde (UBS), que amplia e possibilita uma regionalização do atendimento. Para qualificar os profissionais da linha de frente, o governo estadual investe em cursos e treinamentos que os preparam para o acolhimento, o atendimento e o cuidado.

Neste ano, a rede foi ampliada com novas habilitações de CAPS em Joaquim Távora e Santa Mariana, no Norte Pioneiro. Já os municípios de Cruzeiro do Oeste, São Tomé e Ponta Grossa receberam Centros de Convivência, espaços comunitários voltados à convivência, cultura, arte e inclusão social.

REDE – No Paraná, a assistência é estruturada em rede, com foco na atenção psicossocial, redução de danos e no cuidado próximo da realidade de cada pessoa que usa os serviços. As ações do Estado e municípios devem seguir o disposto na Lei Federal 10.216/2001, que estabelece a reestruturação do sistema de saúde mental com foco na promoção dos direitos humanos, na autonomia das pessoas com sofrimento e transtorno mental e necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

ALÉM DA CLÍNICA – O modelo atual prioriza a atenção psicossocial, que compreende o cuidado na pessoa e não apenas na doença. O objetivo é contribuir para a recuperação emocional e social do usuário, além de fortalecer vínculos familiares e comunitários. Nos CAPS, o tratamento vai além do acompanhamento clínico. Os serviços desenvolvem ações de reabilitação social, que é parte do próprio processo terapêutico. São ofertados grupos terapêuticos, oficinas de artesanato, atividades artísticas, práticas de expressão verbal, autocuidado e atividades físicas.

As assembleias realizadas com os usuários da rede também integram esse processo. Nelas, são discutidos os fluxos de cuidado, direitos, deveres e estratégias de convivência, fortalecendo o exercício da cidadania. As equipes fazem, ainda, visitas domiciliares, acompanhamento médico e oficinas profissionalizantes. “É uma forma de promover também trabalho e renda”, destaca Jaqueline Aristides, coordenadora do CAPS de Apucarana, sobre as iniciativas de capacitação ofertadas.

Os Serviços Integrados de Saúde Mental (SIMPR) são outro diferencial da rede paranaense, pois unem o CAPS ADIII e a Unidade de Acolhimento. Atualmente, essas unidades estão instaladas em Guarapuava, Marmeleiro, Cascavel, Cornélio Procópio, Coronel Vivida e Toledo.

Os serviços oferecem acompanhamento em saúde mental, acolhimento para pessoas em crise, suporte para usuários com necessidades relacionadas ao uso de álcool e drogas e ações de reinserção social, inclusive com acolhimento noturno quando necessário.

QUALIFICAÇÃO – A Sesa também tem investido na capacitação permanente das equipes para fortalecer o atendimento já na Atenção Primária. Em 2025, cerca de 18 mil profissionais foram qualificados em saúde mental em todo Estado, através do PlanificaSUS Paraná.

Uma das principais estratégias é a apresentação e treinamento dos profissionais da saúde para a aplicação do Manual de Intervenções mhGAP (MI-mhGAP), desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O material oferece protocolos clínicos e diretrizes para que profissionais não especializados possam identificar, acolher e manejar condições prioritárias de saúde mental.

Neste ano, a capacitação começou pelos municípios da Macrorregião Norte e pela 4ª Regional de Saúde, em Irati. Até o momento, 200 profissionais foram capacitados e outros 240 devem concluir a formação nos próximos meses, tornando-se multiplicadores em seus municípios.

A Sesa também tem uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para um curso de extensão de 100 horas, ofertado aos profissionais da Secretaria da Saúde e que aborda a temática de desinstitucionalização das pessoas com transtorno mental em conflito com a lei.

HISTÓRICO – O Dia Nacional da Luta Antimanicomial simboliza a transformação do modelo de assistência psiquiátrica no Brasil. Durante décadas, pessoas com transtornos mentais eram submetidas a internações compulsórias prolongadas, afastadas da família e privadas do convívio social em instituições marcadas por violência, segregação e perda de direitos.

O movimento da luta antimanicomial ganhou força no Brasil a partir de 1987, que impulsionou a Reforma Psiquiátrica brasileira e a mudança de entendimento sobre o tratamento em saúde mental. A ideia de que pessoas com transtornos psíquicos representavam ameaça à sociedade e deveriam permanecer afastadas foi substituída por políticas de desinstitucionalização, autonomia e convivência comunitária.

Com a reforma, o país passou a construir uma rede substitutiva ao hospital psiquiátrico tradicional, baseada no cuidado comunitário e na valorização da autonomia das pessoas com sofrimento e transtorno mental. O entendimento introduzido com a reforma combate o estigma e discriminação que esta população recebeu durante muitos anos.

No Paraná, essa mudança se traduz na consolidação de uma rede de atendimento que busca acolher o usuário em seu território, fortalecer vínculos familiares, ampliar o acesso ao tratamento e garantir que o cuidado em saúde mental aconteça com dignidade, cidadania e liberdade.

 

 

 

 

Por - AEN