Sete estações meteorológicas do Simepar, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, registraram o maior volume de chuva para julho desde que foram instaladas no estado. O balanço da instituição, divulgado nesta segunda-feira (03), aponta que, além da chuva, as temperaturas também fecharam o mês acima da média no Paraná.
Das 45 estações meteorológicas do Simepar no Paraná com mais de cinco anos de operação (são cerca de 70 estações no geral), somente quatro registraram volume de chuva abaixo da média histórica para o mês de julho: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba. (Confira abaixo a lista com os volumes de chuva e médias históricas de todas as estações meteorológicas do Simepar).
Nas outras 41 estações, o volume de chuva superou a média, com alguns registros históricos. Os 311 mm de chuva em julho de 2026 na estação meteorológica de Palmas, por exemplo, foi o maior para o mês desde a instalação dela na cidade, há 28 anos. Também registraram o maior volume de chuva para julho, em 2026, as estações que ficam em Altônia (maior volume de chuva desde 2018); em Cianorte (desde 2017); em Cornélio Procópio (desde 2019); em Cruzeiro do Iguaçu (desde 2022); em Foz do Iguaçu (desde 2017); e em Ubiratã (desde 2018).
Foram pelo menos quatro frentes frias que passaram pelo estado ao longo de julho de 2026, das quais três trouxeram chuva de forma organizada, com volumes acima de 100 mm em apenas um dia, principalmente no Oeste, Sudoeste e Sul do Paraná. Foi o que aconteceu em 22 de julho em cidades como Pato Branco, Cruzeiro do Iguaçu, Mangueirinha, Coronel Domingos Soares, Cruz Machado, Pinhão, Palmas, Três Barras do Paraná, Boa Vista da Aparecida, Cascavel, Porto Vitória, Foz do Jordão, Foz do Iguaçu, General Carneiro e União da Vitória.
TEMPERATURAS - No início do mês, duas ondas de frio provocaram uma redução um pouco mais significativa das temperaturas, quando foram registrados inclusive alguns valores negativos nos termômetros. A temperatura mais baixa de julho de 2026 entre as estações meteorológicas do Simepar foi -1,3°C em General Carneiro, no dia 07. Campo Mourão (3°C) e Cândido de Abreu (3,6°C) em 08/07, e a estação meteorológica Marumbi Base (9,1°C), no Litoral, em 13/07, registraram suas temperaturas mais baixas de 2026 até o momento.
Depois destas ondas de frio, a presença de um ar mais aquecido e seco foi destaque no Paraná. Em pleno inverno as temperaturas chegaram à casa dos 34°C em Antonina e Guaratuba, no Litoral, e em Capanema, no Sudoeste, com recordes históricos: 34,6°C em 28/07 foi a temperatura mais alta para julho desde que a estação APPA Antonina foi instalada, em setembro de 2014; 34°C no mesmo dia foi a mais alta já registrada no mês desde que a estação de Guaratuba foi implantada, em 1997; e 34,2°C, também no mesmo dia, foi a mais alta já verificada em julho pela estação de Capanema desde sua instalação, em 2017.
Com menos ondas de frio do que historicamente ocorre e a presença do vento predominante de Norte, que transportou esse ar mais seco e quente característico do Centro-Oeste do Brasil para o Paraná, julho de 2026 terminou com as temperaturas dentro a acima da média em todo o estado.
As temperaturas médias ficaram mais de 2°C acima da média histórica para o mês de julho nas estações localizadas em Capanema e Campo Mourão, e 1°C acima da média histórica para o período em municípios como Altônia, Cascavel, Curitiba, Guarapuava, Fazenda Rio Grande, Irati, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Lapa, Maringá, Palmas, Palotina, Paranavaí, Pato Branco, Pinhais, Pinhão, Ponta Grossa, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Telêmaco Borba, Toledo, Ubiratã, União da Vitória e Umuarama.
Confira os volumes de chuva registrados em julho de 2026 em comparação à média histórica para julho e as menores e maiores temperaturas nas estações meteorológicas do Simepar:
Volume de chuva:
Estação meteorológica com mais de cinco anos de operação: média histórica para julho / volume de chuva em julho de 2026
Altônia: 51,8 mm / 200 mm
Antonina: 114,7 mm / 70,6 mm
APPA Antonina: 59,2 mm / 64,8 mm
Apucarana: 75,4 mm / 86 mm
Assis Chateubriand: 81,9 mm / 113,4 mm
Capanema: 72,6 mm / 151,4 mm
Cambará: 50,3 mm / 163 mm
Campo Mourão: 41,2 mm / 130.8 mm
Cândido de Abreu: 103,1 mm / 151,2 mm
Cascavel: 85 mm / 233,6 mm
Cerro Azul: 90,3 mm / 86 mm
Cianorte: 36,7 mm / 151,6 mm
Cornélio Procópio: 47,1 mm / 121,4 mm
Cruzeiro do Iguaçu: 168,3 mm / 280,6 mm
Curitiba: 90 mm / 111,6 mm
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava:122,7 mm / 201,4 mm
Fazenda Rio Grande: 88,2 mm / 91,4 mm
Irati: 109 mm / 137,6 mm
Foz do Iguaçu: 65 mm / 162,2 mm
Francisco Beltrão: 104,6 mm / 219,2 mm
Guaíra: 60,8 mm / 126 mm
Guarapuava: 106,4 mm / 122,2 mm
Guaratuba: 111,6 mm / 73,8 mm
Jaguariaíva: 78,1 mm / 87,4 mm
Lapa: 90,2 mm / 156,2 mm
Laranjeiras do Sul: 97,2 mm / 200 mm
Londrina: 70,5 mm / 116,8 mm
Maringá: 68,2 mm / 85,8 mm
Palmas: 123,4 mm / 311 mm
Palotina: 70,6 mm / 158,4 mm
Paranaguá: 60,5 mm / 68,8 mm
Paranavaí: 59,5 mm / 140,2 mm
Pato Branco: 112,4 mm / 278,2 mm
Pinhais: 86,6 mm / 87,4 mm
Pinhão: 113,7 mm / 220,6 mm
Ponta Grossa: 92 mm / 153,6 mm
Guaraqueçaba: 98,4 mm / 62,4 mm
Santa Helena: 87 mm / 133,8 mm
Santo Antônio da Platina: 41,6 mm / 82,8 mm
São Miguel do Iguaçu: 82,3 mm / 138 mm
Telêmaco Borba: 93,8 mm / 150,2 mm
Toledo: 90,2 mm / 182 mm
Ubiratã: 54,6 mm / 159,2 mm
Umuarama: 64,6 mm / 114,4 mm
União da Vitória: 107,7 mm / 213,8 mm
Temperaturas:
Estação meteorológica: menor temperatura em julho de 2026 / maior temperatura em julho de 2026
Altônia: 6,4°C em 08/07 / 33,7°C em 29/07
Antonina: 9,9°C em 09/07 / 33,3°C em 28/07
APPA Antonina: 10,7°C em 10/07 / 34,6°C em 28/07
Apucarana: 7,3°C em 14/07 / 26,9°C em 21/07
Assis Chateaubriand: 7,1°C em 08/07 / 32°C em 28/07
Capanema: 5,2°C em 14/07 / 34,2°C em 28/07
Cambará: 5,2°C em 14/07 / 31,1°C em 28/07
Campo Mourão: 3°C em 08/07 / 30,4°C em 28/07
Cândido de Abreu: 3,6°C em 08/07 / 29,2°C em 28/07
Cascavel: 2,7°C em 08/07 / 30,5°C em 28/07
Cerro Azul: 5,7°C em 09/07 / 31,5°C em 21/07
Cianorte: 8°C em 13/07 / 30,3°C em 21/07
Cornélio Procópio: 7°C em 14/07 / 28,7°C em 21/07
Curitiba: 3,7°C em 08/07 / 26,9°C em 28/07
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 0°C em 13/07 / 23,7°C em 28/07
Fazenda Rio Grande: 1,1°C em 08/07 / 25,9°C em 28/07
Irati: 3,2°C em 09/07 / 27,1°C em 28/07
Cruzeiro do Iguaçu: 6,3°C em 14/07 / 31°C em 28/07
Foz do Iguaçu: 2,4°C em 08/07 / 29,9°C em 29/07
Francisco Beltrão: 0,2°C em 08/07 / 29,6°C em 28/07
General Carneiro: -1,3°C em 07/07 / 23°C em 28/07
Guaíra: 3,2°C em 08/07 / 33,9°C em 29/07
Guarapuava: -0,2°C em 13/07 / 25,8°C em 28/07
Guaratuba: 11,2°C em 08/07 / 34°C em 28/07
Jaguariaíva: 2,6°C em 08/07 / 25,7°C em 21/07
Lapa: 1,5°C em 08/07 / 26,2°C em 28/07
Laranjeiras do Sul: 4,1°C em 14/07 / 26,8°C em 28/07
Loanda: 8,6°C em 13/07 / 33,2°C em 21/07
Londrina: 6,8°C em 09/07 / 29,5°C em 28/07
Maringá: 8,4°C em 13/07 / 30,2°C em 21/07
Marumbi Base: 9,1°C em 13/07 / 30,4°C em 28/07
Palmas: -1,1°C em 08/07 / 25,2°C em 28/07
Santa Maria do Oeste: 4,5°C em 13/07 / 24,8°C em 28/07
Palotina: -0,1°C em 08/07 / 32°C em 21/07
Paranaguá: 11,8°C em 08/07 / 33,4°C em 28/07
Paranavaí: 7,7°C em 08/07 / 31,1°C em 28/07
Pato Branco: 4,1°C em 08/07 / 27,9°C em 28/07
Pinhais: 1,9°C em 08/07 / 28,2°C em 28/07
Pinhão: 0.4°C em 08/07 / 28,4°C em 28/07
Ponta Grossa: 2°C em 08/07 / 26,1°C em 28/07
Guaraqueçaba: 8,8°C em 09/07 / 30,7°C em 21/07
Nova Prata do Iguaçu: 6,3°C em 07/07 / 31,1°C em 28/07
Santa Helena: 3,2°C em 08/07 / 31,5°C em 28/07
Santo Antônio da Platina: 7,5°C em 14/07 / 29,1°C em 28/07
São Miguel do Iguaçu: 3,4°C em 08/07 / 32,4°C em 28/07
Telêmaco Borba: 2,6°C em 08/07 / 27,5°C em 28/07
Toledo: 1,9°C em 08/07 / 31,4°C em 28/07
Ubiratã: 4,6°C em 08/07 / 30,4°C em 28/07
Umuarama: 2,3°C em 08/07 / 31,9°C em 21/07
União da Vitória: 2,7°C em 08/07 / 28,6°C em 28/07
Por - Simepar
Empresas e consumidores podem acessar, a partir desta terça-feira (4), um manual de comunicação anti-washing online gratuito, para orientar a propaganda e divulgação de ações socioambientais e boas práticas de governança. Uma inteligência artificial (IA) também foi treinada para esclarecer dúvidas sobre o tema.

O manual é uma iniciativa da Plataforma de Ação Para Comunicar e Engajar (Pace), uma iniciativa do Pacto Global das Nações Unidas (ONU) – Rede Brasil. A ferramenta reúne critérios práticos para ajudar empresas a comunicar suas agendas ESG (ambiental, social e de governança, na sigla em inglês).
“É uma ferramenta com checklists e metodologia destinadas a conselhos de administração, profissionais de marketing, comunicação, sustentabilidade, compliance jurídico. Todas as camadas de profissionais podem utilizar”, explica Ana Urquiza, gerente de Comunicação e Sustentabilidade Corporativa do Pacto Global da ONU.
O termo anti-washing deriva da palavra em inglês greenwashing (lavagem verde, na tradução livre), criada na década de 80 para designar práticas ambientais enganosas. Desde então, ganhou adaptações como social washing e governance washing para outras propagandas duvidosas que divulgam falsas práticas sociais ou de governança.
Para acessar o Manual Anti-Washing em Sustentabilidade basta navegar na página do Pacto Global – Rede Brasil.
Inteligência artificial
Segundo Ellen Bileski, diretora executiva da Ecomunica e cocriadora das ferramentas, elas foram criadas com a intenção de trazer confiança às equipes de comunicação na divulgação e amplificação de boas práticas de ESG.
“Muitas vezes as empresas deixam de comunicar ações legais porque têm medo de cair nessa coisa do escrutínio, do washing”, diz.
O manual foi um dos conteúdos utilizados para treinar a inteligência artificial. Além dele, a ferramenta também recebeu os conteúdos do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), os Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, os padrões estabelecidos Global Reporting Initiative (GRI) e o International Sustainability Standards Board (ISSB), referências mundiais na elaboração de relatórios sobre sustentabilidade.
O assistente funciona dentro do ChatGPT e pode ser usado para revisão de narrativas institucionais e de linguagem, criação de campanhas, avaliação de riscos e todo o apoio para a comunicação ESG.
“Hoje o ChatGPT é a inteligência artificial mais democrática, mais usada pelas pessoas em geral, então, a gente teve essa preocupação de ser dentro de uma IA que é bastante acessível”, destaca Ellen Bileski.
Também pode ser usado por consumidores que queiram esclarecer se uma campanha é confiável ou não.
De acordo com Ana Urquiza, os instrumentos foram criados a partir dos três principais pilares da Plataforma de Ação Para Comunicar e Engajar: ética, evidência e engajamento.
Com esses princípios, as empresas são orientadas a comunicar, com ética, somente o que tem evidência para comprovação e de forma transparente.
“As informações precisam estar disponíveis e acessíveis para que a comunidade possa verificar se elas são realmente alinhadas à prática e não estão só no discurso”, conclui Ana.
Por - Agência Brasil
Com a chegada do período eleitoral, a Justiça do Trabalho chama a atenção para uma prática que busca interferir na liberdade do eleitor em escolher seu candidato e no exercício do voto livre e secreto: o assédio eleitoral nas relações de trabalho. Em muitas situações, patrões ou pessoas em posição de poder agem para induzir o trabalhador a votar em determinado político, às vezes com promessas de benefícios ou mesmo com ameaças à continuidade do emprego.

A prática é proibida e pode gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e, conforme o caso, criminal.
O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.
Essas situações podem dar origem a ações trabalhistas na Justiça do Trabalho, especialmente em casos de ameaça, constrangimento, discriminação ou abuso do poder diretivo do empregador, com possibilidade de responsabilização e indenização pelos danos causados.
Esse foi o caso de uma indústria de embalagens de Rio Verde (GO), condenada por coação política no ambiente de trabalho durante o segundo turno das eleições de 2022.
No curso do processo ficou constatado que a empresa promoveu reuniões para pressionar empregados a apoiarem determinado candidato nas eleições de 2022. Segundo depoimentos de testemunhas, os trabalhadores foram informados de que receberiam folga caso o candidato apoiado pela empresa vencesse o pleito.
Nesse caso, a Justiça do Trabalho condenou a empresa a indenizar por danos morais cada trabalhador ativo no período da campanha eleitoral no valor de R$1.000,00.
Em outro caso, uma empresa de coaching de Vitória (ES) foi condenada a indenizar uma vendedora por assédio eleitoral em 2022. A ação demonstrou que os empregados eram pressionados a manifestar seu voto no candidato apoiado pela empresa.
A empresa fazia pressão psicológica para que os empregados se posicionassem publicamente em favor do então presidente da República, que concorria à reeleição. A gestora fazia interferia para que os empregados revelassem o voto, deixando clara a possibilidade de demissão de quem não adotasse a mesma linha.
Como a vendedora decidiu não revelar suas posições políticas, foi dispensada às vésperas do segundo turno, com mais três colegas de trabalho.
Na ação, ela demonstrou que a demissão foi motivada por não ter manifestado apoio ao candidato da empresa. Para tanto, juntou ao processo áudios e mensagens em aplicativos. As testemunhas ouvidas confirmaram que a empresa apoiava o candidato e induzia os empregados a fazê-lo. A indenização foi fixada pela Justiça do Trabalho em R$ 8 mil.
Como identificar o assédio eleitoral
Vale destacar que nem toda conversa sobre política configura assédio eleitoral. O problema ocorre quando há pressão, intimidação ou qualquer forma de constrangimento em razão da relação de trabalho.
São exemplos de assédio eleitoral:
• ameaçar demitir, transferir ou prejudicar empregados caso não votem em determinado candidato;
• prometer aumento salarial, promoção, bônus ou qualquer benefício em troca de voto;
• obrigar trabalhadores a participar de atos, reuniões, passeatas ou campanhas políticas;
• exigir a divulgação de candidatos nas redes sociais pessoais dos empregados;
• constranger trabalhadores a revelar em quem pretendem votar;
• humilhar, perseguir ou discriminar empregados por suas opiniões políticas.
Também configura assédio eleitoral qualquer tentativa de utilizar a relação de emprego para influenciar a liberdade de escolha do trabalhador durante o período eleitoral.
Como denunciar
Quem sofrer ou presenciar uma situação de assédio eleitoral deve, sempre que possível, guardar provas, como mensagens, e-mails, áudios, vídeos, fotografias ou a identificação de testemunhas. Esses elementos podem contribuir para a apuração dos fatos.
A denúncia pode ser apresentada ao Tribunal Superior do Trabalho, ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O denunciante pode solicitar o sigilo de sua identidade.
O CSJT disponibilizou uma página na internet onde o eleitor pode tirar dúvidas sobre o que é assédio eleitoral, conhecer exemplos dessa prática e saber quais as penalidades.
O que pode acontecer com o (a) empregador (a) que praticar assédio eleitoral?
O empregador que praticar assédio eleitoral no trabalho pode enfrentar sérias consequências, como multa; rescisão indireta do contrato de trabalho – nesse caso, o trabalhador pode pedir a rescisão indireta do contrato de trabalho, podendo sair do emprego e receber direitos como se tivesse sido demitido sem justa causa; indenização por danos morais para o trabalhador; e sanções penais, que pode chegar até a prisão, dependendo da gravidade da situação.
É bom destacar que o empregador pode evitar esse tipo de problema, bastando apenas respeitar a escolha política de cada trabalhador e não usar o ambiente de trabalho para influenciar votos. É importante promover um ambiente justo e livre de pressões.
Por - Agência Brasil
Começa nesta terça-feira (4) a quinta reunião de 2026 do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). As expectativas são de que a decisão sobre a Taxa Selic seja anunciada dia 5 de agosto, após os dois dias de discussões do grupo sobre o cenário econômico nacional e internacional.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro.
No segundo dia, os integrantes do comitê analisam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros (Selic).
Boletim Focus
A quinta reunião do comitê ocorre um dia após o mercado financeiro ter reduzido de 14% para 13,75% as expectativas da Selic (taxa básica de juros) para 2026, como mostrou o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (3).
Esta foi a primeira vez, desde março, que o mercado revê para baixo as expectativas para a taxa básica de juros.
Em reuniões anteriores, o Copom chegou a acenar com a possibilidade de corte da Taxa Selic. No entanto, o conflito entre Estados Unidos e Irã acabou gerando incertezas, principalmente em alguns preços – em especial sobre os combustíveis, o que levou o comitê a adotar mais cautela em suas decisões.
Atualmente em 14,25% ao ano, a Selic está no menor nível de 2026, após três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual promovidas pelo Copom nas reuniões de março, abril e junho.
Inflação
A expectativa de inflação para 2026 tem melhorado no Brasil, segundo o mais recente Boletim Focus.
Pela quinta semana consecutiva, os analistas consultados pelo BC para a elaboração do documento reduziram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, considerada a inflação oficial do país) para o ano. A estimativa passou de 5,12% para 5,03%.
Apesar da melhora, a projeção continua acima do teto da meta contínua de inflação perseguida pelo Banco Central. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o limite superior é 4,5%.
Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional, servindo de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida. Juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, reduzindo pressões sobre os preços.
Por outro lado, taxas mais elevadas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro ao definir os juros cobrados dos consumidores.
Quando a Selic é reduzida, a tendência é crédito mais barato, favorecendo consumo e investimentos estimulando a atividade econômica.
Por - Agência Brasil
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu nesta terça-feira (3) o sistema eletrônico de votação e disse que a urna representa um "patrimônio da democracia brasileira".

As declarações do ministro foram proferidas durante a abertura da sessão do TSE que marcou a volta das sessões presenciais após o recesso de julho.
Nunes Marques conclamou os eleitores a participarem das atividades da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que contará com demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações de combate à desinformação contra o processo eleitoral.
"O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, de informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, a audibilidade e permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui patrimônio da democracia brasileira", afirmou.
O presidente também reafirmou a transparência do sistema de votação.
"As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral. Transparência não é apenas um compromisso desta instituição, é um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras", completou.
Eleições
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Por - Agência Brasil
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve analisar na sessão desta terça-feira (4) uma proposta de criação de regras para disciplinar a participação de juízes em eventos privados, recebimento de presentes e atuação de escritórios de advocacia de parentes de magistrados nos tribunais.

A proposta é de autoria do presidente do conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e será chamada de Política Nacional de Prevenção e Gestão de Conflitos de Interesses no âmbito do Poder Judiciário. A sessão está prevista para começar às 10h.
No STF, também está em tramitação uma proposta de criação de regras de conduta.
Em fevereiro deste ano, Fachin anunciou que a adoção de um Código de Ética para os ministros do Supremo será uma das prioridades de sua gestão e indicou a ministra Cármen Lúcia para relatar a proposta de criação da norma.
O anúncio sobre a criação do Código de Ética ocorreu em meio às investigações sobre o Banco Master e às citações aos nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Aposentadoria
O CNJ também deve deliberar sobre o fim da aposentadoria compulsória como pena máxima administrativa aos magistrados condenados por faltas disciplinares graves, como venda de sentenças, assédio sexual e moral, entre outras.
A decisão ocorrerá após o julgamento do STF que determinou o fim da aposentadoria compulsória.
Pelo entendimento da Suprema Corte, após a condenação do magistrado pelo CNJ, a Advocacia-Geral da União (AGU) deverá entrar com uma ação no Supremo para que o magistrado tenha a perda do cargo analisada pela Corte.
Em 20 anos, o conselho condenou 126 magistrados à aposentadoria compulsória. O CNJ foi criado em 2005 e é responsável pelo julgamento de faltas disciplinares cometidas por juízes e desembargadores.
Ao longo da história, o CNJ aplicou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). A norma definiu que são penas disciplinares a advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço e aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, a punição mais grave.
Antes da decisão do Supremo, magistrados mantinham o recebimento mensal dos vencimentos após a condenação pelo CNJ.
por - Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta segunda-feira (3), derrubar o trecho da Reforma Tributária (Lei Complementar 214 de 2025) que restringiu a isenção fiscal para compra de automóveis por pessoas com deficiência (PCDs) ou com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Por unanimidade, o plenário do STF julgou inconstitucional o trecho da lei que garantiu a redução a zero das alíquotas do IBS e da CBS incidentes sobre a venda de automóveis nacionais somente para pessoas com deficiência de grau moderado ou grave, excluindo pessoas com autismo de nível de suporte 1 ou com deficiência considerada leve, por exemplo.
O entendimento foi firmado a partir de duas ações de inconstitucionalidade protocoladas pelo Instituto Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência Oceano Azul e a Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência (ANAPCD).
O placar do julgamento foi obtido com voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.
Para o ministro, a restrição é inconstitucional. "Eu entendo que essa definição de exclusão total, seja de pessoas com deficiência leve, seja pessoas com Transtorno do Espectro Autista nível 1, é inconstitucional", disse o ministro.
O voto foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente, Edson Fachin.
Por - Agência Brasil
Mandados judiciais da Operação Rede Interrompida foram cumpridos nesta terça-feira (4). A ação, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), investiga oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos, localizadas em cinco estados. Além do Paraná, os alvos estão em Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
A investigação começou após a Polícia Civil do DF receber um relatório técnico produzido pelo Ciberlab, ligado à Secretaria Nacional de Segurança Pública. A partir das informações, os investigadores passaram a analisar comunicações atribuídas aos suspeitos.
Segundo a polícia, as conversas faziam referências a Brasília como destino de uma possível mobilização durante o período eleitoral de 2026. Entre os conteúdos analisados estavam discussões sobre invasão de prédios, escolha de alvos, formação tática, recrutamento de pessoas de diferentes estados, mapas e plantas de edifícios da região central da capital.
Também foram identificados compartilhamentos de materiais relacionados à fabricação de artefatos explosivos.
Os mandados têm como objetivo apreender celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos, além de preservar possíveis provas e buscar informações que possam revelar novas conexões entre os investigados.
A investigação apura, em tese, crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. De acordo com a Polícia Civil do DF, neste momento, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.
A responsabilização de cada investigado ainda depende da análise do material apreendido e da conclusão do inquérito, que segue sob sigilo.
Por - Catve
Falta um mês para a União Europeia interromper as compras de produtos de origem animal do Brasil, e o impasse ainda segue sem acordo. A medida, que começa a valer em 3 de setembro, atinge principalmente carne bovina, frango e mel, os três principais produtos de origem animal vendidos ao bloco.
A decisão foi anunciada em maio, após a UE excluir o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Nenhuma irregularidade foi encontrada na carne brasileira, mas a União Europeia considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias.
🔎Antimicrobianos sãoutilizados para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns também podem ser usados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia (entenda aqui).
"A Europa diz que não volta a comprar carne [bovina] do Brasil antes de 2 anos", diz o pecuarista André Bartocci, que preside a Câmara Setorial da Carne Bovina, órgão consultivo do Ministério da Agricultura.
Ele conta que recebeu essa informação em uma reunião com integrantes do Ministério, há duas semanas, e explica que o período de 2 anos está ligado ao ciclo de vida do boi. O entendimento é de que, se um animal começar a seguir, hoje, novos protocolos sobre antimicrobianos, ele vai levar cerca de 24 meses para ficar pronto dentro dos novos padrões.
Ao g1, o escritório de Saúde e Bem-Estar Animal da Comissão Europeia não citou o prazo de dois anos, mas confirmou que a retomada das exportações "dependerá dos ciclos de produção dos animais". O Ministério da Agricultura não respondeu a pedidos de entrevista da reportagem.
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Carne bovina é produto de origem animal mais vendido para a União Europeia. — Foto: Arte/g1
No caso do frango, o ciclo de vida é mais curto, já que ele leva cerca de 45 dias do nascimento ao abate.
Em uma coletiva de imprensa na terça-feira (28), o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse que uma missão da União Europeia virá ao Brasil no final de agosto verificar novos protocolos criados pelo governo brasileiro para atender às novas exigências.
Segundo ele, a diferença é que, a partir de agora, o governo vai aumentar o número de fiscalizações em fábricas de ração, granjas e frigoríficos, que já estão previstas pelo Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC).
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Principais compradores de frango do Brasil. — Foto: Arte/g1
O pecuarista André Bartocci, que tem fazenda em Mato Grosso do Sul, disse que não usa antimicrobianos em seu rebanho há muitos anos porque exporta pela Cota Hilton, uma modalidade de exportação de carnes nobres com tarifa reduzida que proíbe o uso dessas substâncias durante toda a vida do animal.
Santin, da ABPA, disse que tem esperança de retomar as exportações de carne de frango ainda em setembro, após a visita da UE, no final de agosto.
No entanto, os relatórios produzidos nessa missão vão precisar ser analisados por um órgão da Comissão Europeia, conhecido como SCoPAFF (Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações), que só tem reunião marcada para novembro.
Caso o bloqueio não seja revertido ou se prolongue, Santin disse que tem como redistribuir a produção de frango destinada para a Europa para o consumo interno e para os cerca de 150 países para os quais o Brasil exporta.
"Já ficamos sem vender para a União Europeia quatro meses no ano passado [por causa da gripe aviária]. [...] O difícil seria se a gente ficasse sem o Oriente Médio", destacou.
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5 maiores compradores de carne bovina do Brasil. — Foto: Arte/g1
Brasil adotou medidas, mas bloqueio é mantido
Antes de a UE anunciar o bloqueio ao Brasil, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria proibindo o uso de alguns antimicrobianos, como a avoparcina, virginiamicina e bacitracina. Em maio, o governo brasileiro chegou a propor para a UE um período de transição, mas o bloco recusou a proposta.
Em junho, o Ministério da Agricultura também criou um novo protocolo de controle do uso de antimicrobianos na pecuária. Contudo, até o momento, a União Europeia, não reverteu a sua decisão.
Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.
O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia.
Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus.
Exportações de mel cresciam até o veto europeu
Apesar de o mel não ser um grande produto de exportação para a União Europeia, as vendas para o bloco vinham crescendo por causa do tarifaço imposto por Donald Trump, diz o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo.
Como as exportações para os EUA ficaram mais caras por causa da sobretaxa, os produtores redirecionaram parte do mel para os europeus e, com isso, as exportações para o bloco dobraram no primeiro semestre deste ano, a US$ 6,3 milhões, diz Azevedo.
"O veto da UE acabou sendo um 'balde de água fria' nos esforços dos exportadores, que já estavam colhendo frutos de um trabalho de ampliação de mercado", afirma Azevedo.
"No caso específico do mel, não enxergamos risco desse controle encontrar problemas de contaminação. O mel brasileiro exportado é, em grande maioria, orgânico, que já conta com uma cadeia de certificação que tem por objetivo garantir um produto livre de resíduos e antibióticos", explica.
Segundo ele, o principal risco para o setor é a chamada "contaminação cruzada". "Se houver uma colmeia próxima a uma área de criação de gado, por exemplo, existe a possibilidade de resíduos chegarem ao mel. Por isso, o controle é importante para evitar esse tipo de contaminação", afirma.
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5 maiores compradores de mel do Brasil. — Foto: Arte/g1
As vereadoras Vanessa Cristina Plata da Silveira (União) e Alexsandra Maria dos Santos Lima (PSD), conhecida como Índia, foram flagradas transportando quatro ampolas de um medicamento para emagrecimento em um carro oficial da Câmara Municipal de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Os produtos, trazidos ilegalmente do Paraguai, foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tarde de sexta-feira (31), durante uma abordagem na BR-277, em Irati, na região central do Paraná.
Segundo a PRF, as duas retornavam da fronteira com o Paraguai quando o veículo foi abordado, por volta das 14h, no km 252 da rodovia.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram as quatro ampolas escondidas entre pertences no porta-malas. De acordo com a corporação, os medicamentos estavam sem documentação que comprovasse a importação regular e sem receita médica.
A mercadoria foi apreendida, lacrada e será encaminhada à Receita Federal. Conforme a PRF, a motorista pode responder pelo crime de contrabando.
As duas vereadoras foram liberadas após a ocorrência ser comunicada à Polícia Federal e à Receita Federal.
Conforme apurou a RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, as vereadoras viajaram a Foz do Iguaçu para cumprir agenda de trabalho e receberam R$ 2.123 cada em diárias. Elas permaneceram na cidade entre terça-feira (28) e sexta-feira (31).
No documento que autorizou o pagamento das diárias, consta que o objetivo da viagem era o "deslocamento até Foz do Iguaçu, cujos objetivos da viagem serão a realização de visitas visando a viabilização de recursos em favor do município de Contenda".
O que dizem as envolvidas
Em nota enviada, a vereadora Alexsandra Maria dos Santos Lima afirmou que não transportava qualquer medicamento ou outro item de origem estrangeira de forma irregular.
"A vereadora não é objeto de investigação relacionada à posse ou ao transporte dos medicamentos noticiados e permanece à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários.", informou.
O g1 procurou a vereadora Vanessa Cristina Plata da Silveira, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
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Mulheres são flagradas com medicamento para emagrecimento trazido ilegalmente do Paraguai em carro da Câmara de Vereadores de Contenda — Foto: PRF
Em nota, o presidente da Câmara de Contenda, Marcos Schinda da Silva, afirmou que não autorizou o uso de veículo oficial para fins particulares e disse que eventuais irregularidades são de responsabilidade de quem praticou o ato.
"Reafirmo que esta Presidência não compactua com qualquer desvio de finalidade na utilização de bens públicos e, caso sejam constatadas irregularidades pelos órgãos competentes, serão adotadas todas as providências administrativas cabíveis, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa", disse.
Ele declarou que a Casa está à disposição das autoridades para esclarecimentos e que medidas administrativas serão tomadas caso sejam confirmados desvios, respeitando o processo legal.
Veja nota na íntegra
"Diante das notícias divulgadas envolvendo a utilização de veículo oficial da Câmara Municipal de Contenda, na condição de Presidente desta Casa de Leis, venho prestar os seguintes esclarecimentos à população. Em primeiro lugar, esclareço que jamais autorizei, autorizo ou autorizarei a utilização de qualquer veículo oficial da Câmara Municipal para fins particulares, compras pessoais ou qualquer atividade que não esteja estritamente vinculada ao interesse público e ao exercício da atividade parlamentar.
Toda autorização para deslocamentos oficiais é concedida considerando a finalidade apresentada pelos solicitantes, sempre pautada na legalidade, moralidade, impessoalidade e no interesse público. Eventual utilização diversa daquela informada ou autorizada é de responsabilidade exclusiva de quem praticou o ato. Reafirmo que esta Presidência não compactua com qualquer desvio de finalidade na utilização de bens públicos e, caso sejam constatadas irregularidades pelos órgãos competentes, serão adotadas todas as providências administrativas cabíveis, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Da mesma forma, coloco a Câmara Municipal à disposição das autoridades para fornecer todas as informações e documentos necessários à completa apuração dos fatos.
Por fim, peço serenidade à população, lembrando que os acontecimentos ainda estão sendo apurados pelas autoridades competentes, sendo fundamental respeitar a presunção de inocência e aguardar a conclusão oficial das investigações. Meu compromisso permanece sendo com a transparência, a responsabilidade na gestão dos recursos públicos e o respeito à confiança depositada pela população de Contenda. Marcos Schinda da Silva"
Por - G1
Para muitas pessoas, a forma como os ovos são armazenados em casa não é um assunto que exige muita preocupação. Normalmente, eles apenas retiram os ovos das sacolas de compras e os colocam no local de costume.
No entanto, é importante entender que, se forem armazenados de maneira incorreta, os ovos podem perder seu frescor. Algumas pessoas preferem mantê-los em temperatura ambiente, enquanto outras reservam um espaço dentro da geladeira para guardá-los.
Nos supermercados, os ovos costumam ser deixados nas prateleiras, pois mudanças bruscas de temperatura podem afetar o alimento. “O ovo tem uma cutícula, que é uma película superfininha abaixo da casca, protegendo-o, entre outras coisas, da salmonela, que pode estar na parte externa da casca”, explica a nutricionista Bea Gonfer.
A especialista também alerta que qualquer alteração nessa defesa natural pode permitir que microrganismos indesejados, como bactérias, entrem no ovo e comprometam sua composição. Por isso, é essencial armazená-los em um local onde a temperatura não varie drasticamente, garantindo que estejam sempre frescos e livres de qualquer organismo prejudicial à saúde.
Se a temperatura ambiente da sua casa for estável, os ovos podem ser armazenados fora da geladeira, desde que o local seja adequado. No entanto, mantê-los refrigerados ajuda a conservar seu frescor por mais tempo.
Além disso, a nutricionista destaca que o frio “contribui para que a clara fique mais densa e a gema mais centralizada”, o que pode ser vantajoso para quem gosta de cozinhar ovos com aparência perfeita.
Ela também alerta que armazenar na porta da geladeira não é a melhor opção, pois essa área sofre grandes variações de temperatura, o que pode comprometer a proteção natural do alimento. Por fim, a especialista recomenda que os ovos sejam guardados na parte central da geladeira, garantindo sua melhor conservação e preservação de suas propriedades.
Por - O Globo
Os pré-selecionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre tem até as 23 horas e 59 minutos desta terça-feira (4) para complementar dados informados na inscrição.
Os estudantes devem fazer o procedimento no site do Fies Seleção. É preciso fazer o login do portal Gov.br. A lista de pré-selecionados está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
O Fies tem o objetivo de ampliar acesso ao ensino superior, ao conceder financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições de educação superior privadas que participam do programa.

Vagas
Em 2026, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1,3 mil instituições privadas de educação superior para ingresso em 28,8 mil cursos e turnos.
O processo seletivo do Fies registrou, nesta edição, 315.431 inscrições, de 127.175 inscritos. O MEC explica que cada candidato pode escolher até três opções de curso.
Dos mais de 127 mil inscritos nesta edição, as mulheres representam 67,5%, totalizando praticamente 85,9 mil candidatas, e os homens correspondem a 32,5%, com 41,3 mil inscritos.
Ações afirmativas
O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Os pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre integralmente os valores das mensalidades.
Tanto no Fies quanto no Fies Social, são reservadas vagas para pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), em proporção à população desses grupos em cada estado, conforme censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Lista de espera
Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única estão, automaticamente, na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.
Nessa etapa, a pré-seleção ocorrerá de 7 de agosto a 24 de setembro.
Fies
O Fies promove anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.
Em caso de dúvida, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.
Por - Agência Brasil


























