O ex-apresentador de TV Fernando Antonio Dorne, de 54 anos, foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) por estupro, estupro em concurso de agentes, importunação sexual, assédio sexual e extorsão contra ex-colaboradores em Cascavel, no Oeste do estado.
Ele é conhecido como o "Homem do Chapéu" e é ex-apresentador de um programa de sorteios de prêmios que é exibido em diversas emissoras da região. Em 16 de julho, Dorne foi preso por envolvimento em outro crime. Segundo a polícia, ele teria recebido de uma professora fotos de partes íntimas de bebês de um berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei), em Céu Azul.
Segundo apuração da RPC, afiliada da TV Globo, ele foi solto em 26 de agosto, com uso de tornozeleira eletrônica.
O indiciamento anunciado nesta quarta-feira (3), porém, é referente a uma investigação diferente, conduzida pela Delegacia da Mulher de Cascavel.
Neste caso, a Polícia Civil apurou denúncias de ex-colaboradores da empresa onde Dorne exercia uma função de gestão e atribuiu a ele crimes de natureza sexual e extorsão.
A Polícia Civil concluiu o inquérito na quarta-feira (3). O caso agora será encaminhado ao Ministério Público.
O nome da empresa não foi oficialmente divulgado.
Além de Dorne, outros três homens foram indiciados por estupro em concurso de agentes, quando duas ou mais pessoas participam da prática do crime, segundo a polícia. Eles também trabalhavam na empresa investigada. A identidade deles não foi divulgada.
Ao todo, cerca de 38 pessoas, entre vítimas, testemunhas e outros envolvidos, foram ouvidas durante a investigação.
Entre as vítimas estão seis mulheres e dois homens.
A defesa de Dorne informou em nota que considera o indiciamento prematuro. Segundo o advogado, a Polícia Civil concluiu a investigação antes da realização de uma perícia no celular apreendido, que, para a defesa, pode apresentar elementos importantes para esclarecer os fatos.
A defesa afirma ainda que existem elementos que apontariam para uma motivação financeira e pessoal por trás das denúncias e nega a prática dos crimes atribuídos ao investigado. Confira a nota na íntegra abaixo.
Denúncias
A investigação começou a partir de denúncias feitas por ex-colaboradores da empresa.
Segundo a Polícia Civil, diferentes mulheres relataram atos de natureza sexual praticados sem consentimento. Alguns dos relatos envolvem violência física e outros estão relacionados ao ambiente de trabalho e à posição de gestão ocupada pelo principal investigado.
Também foram relatadas situações em que funcionárias teriam sido obrigadas a repassar parte dos rendimentos recebidos. De acordo com a polícia, em alguns casos havia ameaça de demissão ou de transferência para regiões consideradas menos rentáveis.
Esses relatos fundamentaram o indiciamento por extorsão.
A investigação também encontrou possíveis irregularidades trabalhistas e situações que podem caracterizar assédio moral. Essas informações serão encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho.
A Polícia Civil informou que parte dos colaboradores, porém, relatou que o repasse de valores era uma condição previamente acordada com a empresa e que alguns haviam aceitado essa regra antes de começar a trabalhar.
Nota da defesa de Fernando Antonio Dorne:
O advogado Ruan Cavalaro, responsável pela defesa de um dos investigados, manifesta profunda preocupação com o indiciamento, considerado prematuro, especialmente porque foi realizado antes da conclusão da perícia técnica no aparelho celular apreendido.
A referida diligência pericial mostra-se indispensável para o completo esclarecimento dos fatos, pois poderá revelar elementos probatórios relevantes em favor do investigado e confirmar a versão por ele apresentada. Nesse contexto, a defesa considera precipitada a formação de uma conclusão investigativa antes da produção e da análise integral de uma prova técnica potencialmente decisiva.
Em razão de os autos tramitarem sob segredo de justiça, a identidade do investigado e os aspectos específicos do caso não serão divulgados. Essa postura representa não apenas o cumprimento do dever legal de preservação do sigilo, mas também o respeito às garantias constitucionais, à intimidade dos envolvidos e à própria regularidade da investigação.
Sem revelar informações protegidas, a defesa esclarece que existem elementos indicativos de que a controvérsia possui origem em interesses de natureza financeira e pessoal, sem relação efetiva com a prática de crimes. Há indícios de uma articulação entre determinadas pessoas, cujas motivações e circunstâncias serão demonstradas no momento processual adequado.
A defesa lamenta profundamente que a estrutura estatal possa estar sendo instrumentalizada para atingir a honra, a reputação e a vida pessoal de um indivíduo, sobretudo antes da conclusão das diligências periciais necessárias e do completo esclarecimento dos acontecimentos.
Todos os fatos serão devidamente enfrentados, esclarecidos e contextualizados perante a Justiça. Mediante provas concretas e com a plena observância do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, será demonstrada a verdadeira realidade dos acontecimentos, inclusive que o investigado não praticou os fatos que fundamentaram o seu indiciamento.
A defesa mantém absoluta confiança no Poder Judiciário e está convicta de que, após a produção das provas e a análise técnica, integral e imparcial do conjunto probatório, a inocência do investigado será reconhecida, não restando outra conclusão juridicamente adequada senão a sua absolvição.
Por fim, ressalta-se que o indiciamento constitui ato próprio da fase investigativa e não representa condenação, tampouco reconhecimento definitivo de responsabilidade criminal. Até eventual decisão condenatória transitada em julgado, deve prevalecer, em toda a sua extensão, o princípio constitucional da presunção de inocência.
A defesa reafirma sua confiança na Justiça e tem a convicção de que, ao final, a verdade será devidamente demonstrada e a inocência do investigado plenamente reconhecida.
Por - G1
Óleo, azeite ou manteiga? Qual desses é mais indicado para cozinhar? A resposta está no sabor que você quer dar à receita. Segundo Marisa Bissi, cozinheira e influenciadora de gastronomia, cada um dos ingredientes tem o próprio gosto e pode fazer diferença no preparo do prato.
Quando usar óleo?
Quando você quiser que a gordura não interfira no sabor, prefira os óleos vegetais. Eles têm gosto neutro.
Os óleos são indicados para frituras e confeitaria, principalmente para deixar o bolo mais macio e bonito.
Quando usar azeite?
O azeite e a manteiga dão mais sabor ao prato. O azeite extravirgem, por exemplo, é mais recomendado no preparo de receitas frias, como saladas. Ele valoriza o frescor dos vegetais.
Já o azeite de oliva é ideal para fazer refogados e assados, pois é indicado para ir ao forno.
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A manteiga é ideal para preparar bolos e biscoitos caseiros — Foto: Receitas
Quando usar a manteiga?
A manteiga é rica em sabor. Feita de creme de leite, é perfeita para finalizar molhos, refogados e dourar carnes. Também pode ser utilizada no preparo de bolos e biscoitos caseiros.
Cinco são denunciados por tráfico internacional de pessoas e por tentar matar testemunhas, no Paraná
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou cinco integrantes de uma organização criminosa acusada de tráfico internacional de pessoas, submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo e prática de crimes violentos no Paraná.
Segundo o MPF, a rede usava uma casa noturna em União da Vitória, no sul do estado, para explorar sexualmente mulheres estrangeiras.
Conforme as investigações, as vítimas eram recrutadas no Paraguai por meio de falsas promessas de trabalho e, quando chegavam ao Brasil, eram submetidas à exploração sexual, controle por meio de dívidas, cobranças e restrições à liberdade.
O caso é conduzido pela Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Internacional de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes (UNTC) do MPF, e a denúncia foi recebida pela Justiça Federal do Paraná.
Segundo o MPF, as vítimas eram obrigadas a pagar multas que variavam entre R$ 500 e R$ 5 mil por condutas como recusa de atendimentos, desorganização, discussões ou intenção de deixar o estabelecimento com pouco tempo de atividade. A denúncia aponta que o objetivo era dificultar a saída das vítimas da situação de exploração.
Laudos periciais, análises telefônicas e registros de videomonitoramento embasaram as investigações.
O caso tramita em sigilo, para preservar a intimidade das vítimas. Os nomes dos acusados não foram divulgados.
Tentativa de assassinato e ameaças
As investigações apontaram que, depois da fuga de uma das mulheres, a organização criminosa passou a agir com violência extrema contra as vítimas e testemunhas.
Como parte das estratégias para intimidar e dificultar as investigações, os denunciados planejaram e executaram o sequestro de uma das vítimas, que conseguiu escapar ao se jogar do veículo em movimento em via pública.
Além disso, passaram a enviar mensagens de teor intimidatório a familiares da mulher no exterior.
Segundo a denúncia, o grupo criminoso também provocou um incêndio em uma casa noturna para matar duas testemunhas que dormiam no local. Elas conseguiram escapar a tempo.
MPF pede condenação por nove crimes
Além dos crimes de tráfico internacional de pessoas e submissão de trabalhadores a condições análogas à de escravo, o MPF pede a condenação dos réus por:
- organização criminosa transnacional armada;
- rufianismo (tirar proveito financeiro da prostituição de outra pessoa);
- manutenção de casa de prostituição;
- sequestro;
- lesão corporal;
- roubo;
- tentativa de homicídio qualificado.
A denúncia pede ainda que os acusados sejam obrigados a reparar os danos materiais e morais causados às vítimas.
Por - G1
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (3), que vai deixar a sociedade no Instituto Iter, instituição de ensino privada que oferece cursos de capacitação e pós-graduação executiva.

Em nota, Mendonça afirma que nunca recebeu lucros advindos do instituto que ajudou a fundar, em novembro de 2023, quase dois anos após ele ter tomado posse como ministro da mais alta Corte de justiça do país.
Mendonça disse que cederá suas cotas, bem como as de sua esposa, Janei Mendonça, de maneira que eventuais valores decorrentes da participação do casal na empresa sejam destinadas para fins sociais e educacionais.
Ainda segundo Mendonça, o Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, “reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social”, à qual “o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor”. No site do Iter, Mendonça é apontado como professor do curso Arte e a Ciência da Oratória.
De acordo com o ministro, a decisão de transformar o Iter em entidade sem fins lucrativos foi tomada em conjunto com o presidente do instituto, Victor Godoy Veiga.
Mendonça e Veiga foram ministros de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro. O primeiro, comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública entre abril de 2020 e março de 2021. Veiga chefiou o Ministério da Educação de março a 2022 e janeiro 2023.
A Revista Fórum noticiou, esta manhã, em seu site, que, desde que foi fundado, o Iter firmou ao menos 55 contratos com órgãos públicos de 14 unidades federativas. Somados, os contratos envolvem valores da ordem de R$ 10,8 milhões. De acordo com a apuração do jornalista Plínio Teodoro, da Fórum, 54 desses contratos foram formalizados por meio de contratação direta, sem a realização de licitação prévia.
A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com o Instituto Iter e aguarda uma resposta.
Por - Agência Brasil
Operação Independência 2026 será realizada de 4 a 7 de setembro, com reforço do policiamento, fiscalização de ultrapassagens, velocidade e alcoolemia
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforçará o policiamento e a fiscalização nas rodovias federais do Paraná durante o feriado da Independência, entre os dias 4 e 7 de setembro. A operação tem como objetivo ampliar a segurança viária e prevenir acidentes diante do aumento previsto no fluxo de veículos.
O planejamento da operação considera os locais e horários com maior concentração de acidentes graves e de movimentação de veículos, permitindo o direcionamento de policiais para os períodos mais críticos. As equipes atuarão de forma ostensiva e dinâmica, com fiscalização em pontos estratégicos das principais rodovias federais que cortam o estado.
Entre as prioridades está o combate às ultrapassagens indevidas, especialmente em trechos de pista simples. A medida busca prevenir colisões frontais, que estão entre os acidentes de maior gravidade registrados nas rodovias.
A fiscalização também será intensificada para combater a condução sob efeito de álcool e o excesso de velocidade, com a realização de comandos específicos e utilização de radares portáteis. A atenção será reforçada em perímetros urbanos atravessados por rodovias federais e em regiões próximas a eventos que possam provocar aumento na circulação de pessoas e veículos.
Outro foco da operação será a utilização do cinto de segurança por todos os ocupantes dos veículos, inclusive no banco traseiro, além do transporte adequado de crianças, com o uso correto dos dispositivo de retenção adequado.
A PRF também promoverá ações educativas, com abordagens rápidas e atividades do Cinema Rodoviário. Entre os temas abordados estará o risco da utilização do celular ao volante, uma das principais fontes de distração durante a condução de veículos.
Para garantir a fluidez do trânsito, a PRF adotará restrições à circulação de determinados veículos de carga em rodovias federais de pista simples, conforme regulamentação específica para o feriado. A medida será aplicada nos seguintes períodos:
* Sexta-feira (4): das 16h às 22h;
* Sábado (5): das 6h ao meio-dia;
* Segunda-feira (7): das 16h às 22h.
A restrição abrange combinações de veículos, passíveis ou não de Autorização Especial de Trânsito (AET) ou Autorização Específica (AE), que excedam os limites estabelecidos de largura, altura, comprimento ou peso. As equipes também estarão preparadas para atuar na rápida remoção de veículos acidentados ou avariados que possam comprometer a circulação.
Orientações
* Planeje a viagem e confira as condições do veículo antes de sair.
* Respeite os limites de velocidade e mantenha distância segura.
* Não ultrapasse em locais proibidos, especialmente em trechos de pista simples.
* Não dirija após consumir bebidas alcoólicas.
* Use o cinto de segurança em todos os bancos.
* Transporte crianças com o dispositivo de retenção adequado.
* Não use o celular ao volante.
* Em caso de emergência, disque 191.
Por - PRF
Áudios revelados pela jornalista Juliana Dal Piva, do portal ICL, revelam que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manteve contato com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso devido a fraudes no sistema bancário.

No áudio, do dia 30 de março de 2025, Nikolas liga para Vorcaro e solicita uma ajuda para seu ex-assessor Thiago Rodrigues de Faria. O deputado pede que o banqueiro auxilie na liberação de “um ativo de minério”.
Na conversa, Nikolas detalha o assunto a Vorcaro:
“Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”, disse em mensagem de áudio o político do PL.
Segundo a reportagem do ICL, Vorcaro enviou na sequência um áudio de visualização única. Nikolas agradece e Vorcaro manda mensagem: “amém, irmão. Estamos na guerra juntos”. O ex-banqueiro finaliza dizendo para o deputado que Thiago pode procurá-lo.
O contato entre Vorcaro e Nikolas continuou no dia seguinte, 1º de abril, quando o político avisa ao banqueiro que Thiago estará em Brasília. No dia 2, Vorcaro responde com “deixa comigo”.
Em outro áudio, o deputado federal pede desculpas a Vorcaro por ter criticado publicamente um evento do Banco Master em Londres, em 2024, que reuniu ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nikolas disse que “não fazia ideia que era este o banco do Dani, senão, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente”. O político termina a conversa nesse mesmo áudio falando “depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, lindão”.
Avião de Vorcaro
Em março de 2026, o jornal O Globo revelou que o deputado Nikolas Ferreira havia usado, durante 10 dias, em outubro de 2022, um avião que pertencia a Vorcaro. O político, nessa época, fazia campanha pela reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na oportunidade, Nikolas informou que não sabia quem era o proprietário do avião e que só depois da utilização da aeronave é que descobriu que pertencia ao ex-banqueiro.
Em mensagens reveladas hoje pelo portal ICL, Daniel Vorcaro confirma em conversa com o empresário Flávio Carneiro, em abril de 2024, que bancou todos os voos utilizados por Nikolas Ferreira.
“Esse Nikolas eu banquei todos os voos dele”, afirmou o banqueiro a Carneiro. Vorcaro ameaça expor o deputado federal em uma mensagem com erros de grafia: “Vouch (sic) mandar soltsr isso” [“Vou mandar soltar isso”]. Nas mensagens Vorcaro não esclarece quantos voos pagou nem o período dessas viagens.
A reportagem da Agência Brasil procurou a assessoria do deputado e, se houver resposta, o texto será atualizado.
Por - Agência Brasil
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou oito pessoas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do jogo do bicho por meio de empresas de apostas esportivas online, as bets.

As investigações do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) mostram que os denunciados Flavio da Silva Santos, Vinicius Pereira Drumond, Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza dissimularam e ocultaram ilicitamente pelo menos R$ 5,2 milhões.
A Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e centro do Rio, além dos estados do Paraná e de Goiás.
A pedido do MPRJ, a Justiça também determinou a suspensão das atividades e dos cadastros nacionais de Pessoas Jurídicas (CNPJs) das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações. As buscas fora do Rio de Janeiro contaram com o apoio dos ministérios públicos do Paraná e de Goiás. A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio.
De acordo com a denúncia, recursos provenientes da contravenção eram inseridos na economia formal por meio da casa de apostas Rio Jogos, operada pela Lema Administração e Participações S/A. Para viabilizar o esquema, o grupo utilizava diferentes empresas, entre elas a JRF Eagle Participações e a Invectry Participações, além de pessoas apontadas como laranjas.
O rastreamento financeiro identificou que, em 6 de maio de 2024, a Lema recebeu dois aportes de R$ 2,5 milhões cada, um proveniente de João Eric e outro da Apoio Consultoria Financeira, de titularidade dos denunciados Ana Paula e João Victor. No mesmo dia, a Lema transferiu R$ 5,2 milhões à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) como pagamento da outorga necessária à exploração de apostas de cota fixa.
Por - AgÊncia Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou um acordo de colaboração premiada com o operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações, empresa utilizada para repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção de “Dark Horse”, o polêmico filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A delação de Freixo é a segunda no caso Master. Nos últimos dias também foi encaminhada ao ministro André Mendonça, relator do caso, a proposta de delação de João Carlos Mansur, dono da gestora Reag, que administrava os fundos usados por Vorcaro para esconder dinheiro.
O grupo Entre é controlador da revista IstoÉ e da Entrepay, que sofreu liquidação extrajudicial pelo Banco Central em março deste ano. Em janeiro deste ano, a Entre foi alvo de busca e apreensão no bojo das investigações do caso Master.
Segundo a equipe da coluna apurou com fontes a par do caso, em seu acordo Freixo Junior deu detalhes sobre os pagamentos que fez a pedido de Vorcaro por conta de “Dark Horse”. O filme se tornou o principal foco de desgaste da campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, após virem à tona mensagens em que o filho 01 de Jair Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro supostamente para a produção do longa-metragem.
Nos anexos entregues aos investigadores, o empresário detalhou remessas que fez ao exterior para o fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O acordo de Freixo Júnior (que não está preso nem com tornozeleira eletrônica) já foi encaminhado para o gabinete de Mendonça, a quem caberá decidir se o homologa ou não. Não há prazo para Mendonça analisar o material e as cláusulas do acordo.
Para os investigadores, a delação de Freixo pode ajudar a obter os registros da movimentação do Havengate nos Estados Unidos e reforçar o argumento junto às autoridades norte-americanas de que é preciso uma cooperação bilateral para o aprofundamento das investigações. O objetivo é saber se o dinheiro dado por Vorcaro foi de fato usado para o filme ou desviado para custear as despesas de Eduardo Bolsonaro no exterior, como suspeitam a PF e a PGR.
Conforme revelou o repórter Breno Pires, da revista piauí, foram feitos ao menos sete pagamentos da Entre para o Havengate, inclusive em 16 de setembro de 2025, a apenas dois meses da prisão de Vorcaro por decisão da Justiça Federal de Brasília. O sétimo pagamento desmente a versão de Flávio Bolsonaro, que havia dito em entrevista à Globonews que os repasses haviam acabado em maio do ano passado.
Ciência
Freixo Júnior também contou as diversas remessas que fez, inclusive em dinheiro vivo, em malas, a pedido de Vorcaro. Segundo fontes que acompanham de perto o caso, o empresário não citou autoridades com foro privilegiado e alegou que não sabia que os repasses para o Havengate seriam destinados à produção de “Dark Horse”.
O potencial delator ainda deu inclusive os endereços onde ocorreram essas entregas em dinheiro vivo, mas alega que não tinha ciência do que seria feito com as quantias depois.
Procurada, a defesa de Freixo Júnior informou que não se manifestaria porque a apuração é sigilosa.
Prestação de contas de produtora provoca estranhamento
Quando o caso veio à tona, após a publicação de uma série de reportagens pelo Intercept Brasil, Flávio prometeu apresentar uma prestação de contas dentro de um prazo de 30 dias, o que não ocorreu. O candidato do PL alega que a produtora do filme apresentou uma perícia privada e tenta considerar o assunto “página virada” – algo que está longe de ocorrer.
De fato, a Go Up Entertainment encomendou uma perícia privada, que constatou que 72% dos gastos com a produção ocorreram nos Estados Unidos, ainda que o filme tenha sido filmado no Brasil.
Mas o que causou maior estranhamento na tal da perícia foram os gastos nas etapas iniciais do projeto, especialmente na fase de pré-produção, considerados estratosféricos e provocaram espanto entre profissionais do setor ouvidos pelo blog.
Master pagou R$ 2,32 milhões à empresa de delator
Conforme revelou o blog, o Banco Master pagou diretamente à Entre Investimentos R$ 2,329 milhões de reais em 2025.A informação está nas declarações de Imposto de Renda do banco, que foram compartilhadas com a CPI do Crime Organizado.
Em maio, uma reportagem do The Intercept Brasil descreveu um acerto de R$ 134 milhões entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro para o financiamento da obra, usando a Entre Investimentos na intermediação.
A reportagem do Intercept reproduziu mensagens trocadas em janeiro de 2025 entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, tido pelos investigadores como seu operador financeiro, na qual o CEO do Master reclama de atrasos no pagamento das parcelas para o filme de Bolsonaro. Zettel, então, relata entraves para concluir os repasses, que seriam feitos em dólar por meio de remessas internacionais.
O banqueiro, então, orienta o cunhado a realizar o pagamento por meio da Entre Investimentos. Dias depois, Zettel pergunta se poderia “pedir pro Minas” – referência ao apelido de Freixo Júnior, salvo no celular de Vorcaro como “Mineiro”.
De acordo com o site, Fabiano Zettel pouco tempo depois um comprovante do repasse de US$ 2 milhões para um fundo ligado à produção do filme pela Entre Investimentos.
POr - O Globo
No depoimento que concedeu ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal (STF) André Mendonça na semana passada, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que, antes de ser preso, acreditava que havia construído “um sistema” para protegê-lo, mas que “tudo se virou” contra ele.
A oitiva, revelada pela colunista Bela Megale, foi solicitada pela própria defesa do dono do Banco Master, que alegou estar sofrendo "graves intimidações". De acordo com a transcrição obtida pela equipe da coluna, ele também relatou que a mãe e a irmã têm sofrido “inúmeras ameaças de morte”, mas não apresentou provas. Nesta quarta-feira à noite, a procuradoria-geral da República pediu o arquivamento da denúncia.
“Eu queria ter a oportunidade de falar, porque hoje eu sei por que tudo aconteceu. Porque eu estava com esse sistema ali, que eu achava que tinha construído um sistema para me proteger e, de repente, todo esse sistema se virou contra mim”, disse Vorcaro a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, responsável por colher o depoimento, realizado sem a presença da Polícia Federal.
Em outro momento da audiência, o banqueiro afirmou que “existem pessoas no núcleo do poder” que “não querem” que ele faça um acordo de colaboração premiada, mas não elencou quais. Como mostrou a coluna, a defesa de Vorcaro avalia que, após as sucessivas recusas, não é mais possível fechar um acordo de colaboração com a Polícia Federal (PF).
Vorcaro relatou ao gabinete de Mendonça que “se incomodou” com a postura da PF no caso, que não teria demonstrado intenção em ouvi-lo. Ele citou a relação que construiu com o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e chegou a sugerir que essa seria uma das razões para acreditar na suposta falta de interesse da PF em avançar nas negociações de um acordo de colaboração premiada.
“Tem motivações políticas por trás dessa virada contra mim, e de tudo que foi feito depois para me deixar preso e calado no mínimo até passar todos os interesses políticos com o passar do tempo”, disse Vorcaro em outro momento.
Apesar dessas afirmações, porém, o ex-banqueiro manteve a mesma postura demonstrada desde que foi preso pela segunda vez, em março deste ano, se recusando a admitir crimes e alegando ser alvo de perseguição. Essa atitude fez com que ele tenha tido duas propostas de delação premiada rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na avaliação dos investigadores, Vorcaro tentava fazer uma delação seletiva, preservando pessoas e omitindo informações cruciais do processo.
“Eu cometi erros, mas não são esses que estão sendo expostos aí na mídia. O personagem criado ali não é a verdade. Não sou eu. E é uma cortina de fumaça para que a verdade não seja exposta”, afirmou ele, criticado pelos investigadores justamente por não contribuir com o aprofundamento das apurações.
Preso na Papudinha, ele insistiu na linha de defesa de que se tornou alvo de “retaliação” do Banco Central, “ataque maciço” e “perseguição econômica”.
Vorcaro também relatou ter suspeitas de que as supostas intimidações que sofre fazem parte de uma tentativa de esconder “não só ilicitudes, mas atos que não tem um padrão de moralidade ou que podem criar ou afetar questões políticas”.
Em relação às ameaças aos familiares, o banqueiro afirma que elas foram feitas por e-mail de forma anônima, sem entregar o material nem dar mais detalhes. Queixou-se, também, pelo fato de sua família estar “sem homens”, já que seu pai, Henrique Vorcaro, o primo, Felipe, e o cunhado, Fabiano Zettel, estão presos.
Proteção
Nesta terça-feira (1), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal, feito a partir do conteúdo extraído do celular de Vorcaro, que detalha conversas dele com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nas mensagens, ele diz a Moraes que precisa da proteção de “Andrei e Paulo”, uma referência ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”, escreveu Vorcaro a Moraes uma semana antes da primeira prisão dele, em novembro de 2025, segundo informações publicadas inicialmente pelo Estadão e confirmadas pela equipe da coluna.
Um dia antes do pedido para adiar a operação, o banqueiro também fez um desabafo ao ministro do Supremo: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”, lamentou, segundo a investigação.
No dia 17 de novembro, uma segunda-feira, Vorcaro acabaria preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta.
As mensagens obtidas pela PF no bojo das investigações do caso Banco Master também revelam que o banqueiro mantinha uma rotina de reuniões reservadas com Alexandre de Moraes, conforme mostrou o blog.
‘Galípolo está sabendo?’
Dois dias antes de ser preso pela primeira vez, Vorcaro também consultou o magistrado sobre a possibilidade de deixar o país para frustrar as diligências da primeira fase da Operação Compliance Zero. Ele voltou a questionar a ação da polícia “bem na semana” em que estaria “resolvendo tudo”, além de perguntar se o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estava ciente do andamento do caso.
“Que loucura, bem na semana que estou resolvendo tudo”, disse Vorcaro a Moraes. “O Galípolo está sabendo? Conseguimos fazer algo? Acha que segunda-feira (17/11) já tenho que estar fora?”, completou.
Por - O Globo
A Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira (3) prêmio estimado em R$ 41 milhões. As seis dezenas do concurso 3.053 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) de hoje em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
No último concurso, foram sorteados os números 16 - 30 - 40 - 47 - 48 - 60 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.
Por -Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quarta-feira (2) o registro de seis chapas de candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro.

Por unanimidade, foram aceitos os registros das seguintes chapas, que são formadas pelos candidatos e seus respectivos vices:
- Edmilson Costa e Cleusa Santos (PCB);
- Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar (PL);
- Hertz Dias e Vanessa Portugal (PSTU);
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB);
- Romeu Zema e Eduardo Girão (Novo);
- Samara Martins e Raquel Brício (UP).
A deliberação do TSE ocorreu durante sessão virtual, na qual os ministros registram os votos no sistema da Corte e não há votação presencial.
Por unanimidade, os sete ministros concluíram que os candidatos apresentaram os documentos necessários e estão aptos a disputar o pleito.
No total, o tribunal recebeu 13 pedidos de registros de candidaturas. Ainda serão julgados os registros de sete candidatos e seus respectivos vices:
- Augusto Cury e Júlio Delgado (Avante);
- Clariana Barão e Fabiana Torquato (DC);
- Pablo Marçal e Leonardo Avalanche (PRTB);
- Renan Santos e Coronel Medina (Missão);
- Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab (PSD);
- Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos (PCO);
- Wilson Grassi e Suêd Haidar (Democrata).
No caso de Pablo Marçal, o TSE já determinou que o candidato deve ficar proibido temporariamente de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.
Os ministros aceitaram um pedido de liminar protocolado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para suspender a campanha de Marçal até que o TSE julgue de forma definitiva o registro de candidatura.
O MPE afirmou ao tribunal que Pablo Marçal está inelegível até 2032 por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro. O episódio ocorreu nas eleições municipais de 2024.
Eleições
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Por - Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quarta-feira (2) o arquivamento do depoimento no qual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro relatou ter sofrido "graves intimidações" durante as tratativas para obter um acordo de delação premiada. 

O depoimento de Vorcaro, que está preso, foi tomado na semana passada por um juiz auxiliar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master, após requerimento da defesa.
No parecer enviado ao Supremo, a procuradoria disse que Vorcaro não apresentou provas das supostas ameaças.
O ex-banqueiro busca retomar as tratativas para assinar um acordo de delação premiada, já rejeitado duas vezes pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os investigadores entenderam que o ex-banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.
Moraes
Nesta terça-feira, a PGR defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Na manifestação enviada à Corte, o procurador-geral, Paulo Gonet, disse que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.
No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.
O caso deve ser analisado pelo plenário do STF. A data ainda não foi definida.
Por - Agência Brasil


























