O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta terça-feira (2), o argumento do governo dos Estados Unidos de que o Brasil adota práticas “irrazoáveis” na relação entre os dois países. Lula voltou a lembrar que os norte-americanos têm superávit na relação comercial com o Brasil. E, se alguém deveria aplicar tarifas, deveria ser o Brasil.

“O superávit americano, nos últimos 15 anos, foi de US$ 415 bilhões. Então, quem tinha que aumentar a taxação seríamos nós, não eles”. Lula lembrou também que tanto ele quanto o presidente dos EUA, Donald Trump, haviam concordado em dar 30 dias de prazo para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
“Vocês viram que faz pouco tempo que fui aos Estados Unidos. Tive três horas de conversa com o presidente Trump. O secretário do Comércio dele começou a dizer que havia taxação e eu disse que havia divergência entre o ministro de Comércio dele e o meu ministro do Comércio”, relatou o presidente, contando que entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil.
“Então, eu disse a ele [Trump], nós dois vamos dar 30 dias para eles provarem quem está certo e quem está errado. Se eu estiver errado, eu aceito; se você estiver errado, você aceita. E demos 30 dias. Até agora já conversaram três vezes e não houve acordo”, completou.
A conversa entre os dois, citada por Lula, ocorreu no início de maio, na Casa Branca. O presidente brasileiro foi recebido pelo seu homólogo estadunidense e a conversa teve como principais eixos a relação comercial entre os dois países, o combate ao crime organizado internacional e a exploração de minerais estratégicos.
Em um dia em que, mais uma vez, os Estados Unidos propõem taxas contra os produtos brasileiros alegando deslealde comercial, Lula afirmou que sua guerra é a “guerra da verdade”.
“Como eu não tenho navio para fazer as guerras que o Trump gosta de fazer e não tenho bomba atômica, a minha guerra é a guerra da verdade contra a mentira.”
Desta vez, o governo estadunidense alegou que o Brasil políticas e práticas brasileiras são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano.
O relatório final da investigação prevê a imposição de “tarifas ou outras restrições à importação de produtos brasileiros. Tendo por base essa possibilidade, o representante de comércio dos EUA propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre todos os bens do Brasil”.
Apoio da oposição ao tarifaço
Lula discursou em evento de inauguração novo campus do Instituto Federal Goiano, em Catalão (GO). Na ocasião, ele também lembrou o posicionamento dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro quando Trump aplicou tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA. Sem dizer o nome, citou uma postagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que, à época, agradeceu a Donald Trump pelas tarifas contra produtos brasileiros.
“No dia que ele [Trump] taxou, vou dizer o que fez os meninos do Bolsonaro. Um deles, que é candidato à Presidência, tuitou no dia 9 de julho de 2025: 'Obrigado, Trump, faça o Brasil livre de novo'”, lembrou. “O filho dele, que foi hoje à televisão dizer que não disse nada, agradeceu.”
Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu a Trump para não taxar os produtos brasileiros. Os dois se encontraram na Casa Branca no final de maio.
Por - Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU). 

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) - 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.
O outro medicamento é o maleato de enalapril - 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto.
As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta. Para esse medicamento, estão suspensos os lotes:
- 0062/26M
- 0063/26M
- 0064/26M
- 0088/26M
- 0089/26M
- 0358/26M
- 0415/26M
- 0506/26M
- 0507/26M
Como proceder
Aqueles que têm em casa os medicamentos vetados pela Anvisa devem interromper imediatamente o uso.
O indicado é entrar em contato com um médico, farmacêutico ou outro responsável pelo tratamento para orientações.Também é indicado entrar em contato com o SAC das empresas fabricantes, a United Medical Ltda e a Hipolabor Farmacêutica Ltda.
Outras proibições
A Anvisa suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A. Segundo laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, o produto apresentou resultado insatisfatório em uma inspeção de qualidade. A medida prevê o recolhimento do lote, além de proibir a venda, a distribuição e o uso.
Foi determinada também a apreensão de todos os lotes do medicamento Cápsulas de óleo de pequi, produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. A Anvisa aponta que o produto não tem registro, notificação ou cadastro, e a fabricante não possui autorização de funcionamento.
Está proibida a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso deste medicamento.
Por- Agência Brasil
O Governo do Estado encaminhou nesta terça-feira (3) ofícios ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) propondo uma solução para garantir segurança jurídica à licitação do Passeio do Macuco, no Parque Nacional do Iguaçu, publicada pelo ICMBio. O ponto-chave é que o Estado é o proprietário da área e não liberou a Concessão de Direito Real de Uso.
Em fevereiro de 2025, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reconheceu por unanimidade a validade do registro imobiliário do Estado e rejeitou ação movida pela União que buscava cancelar a matrícula. A infraestrutura vinculada ao Passeio do Macuco – incluindo trilhas, acessos terrestres e estruturas de embarque – está dentro dessa área, conhecida como Saltos de Santa Maria, registrada em nome do Estado do Paraná em matrícula no Registro de Imóveis de Foz do Iguaçu.
Para evitar a judicialização, a proposta apresentada pelo Paraná prevê a formalização da Concessão de Direito Real de Uso e anuência da administração estadual, instrumentos autorizados pela legislação. Segundo o Estado, a medida permitiria a continuidade do processo licitatório com maior segurança jurídica para os investidores e para o futuro contrato de concessão, que deve girar em torno de R$ 85,3 milhões.
“A proposta busca compatibilizar dois interesses públicos igualmente relevantes: a observância da decisão judicial que reconheceu a propriedade estadual da área e a continuidade dos investimentos e da atividade turística no Parque Nacional do Iguaçu. É uma solução construída com espírito de cooperação e responsabilidade institucional”, defendeu o procurador-geral do Estado, Luciano Borges.
O Estado sustenta que a manutenção do certame licitatório nos moldes atualmente propostos desrespeita a propriedade estadual. A ausência de ajuste bilateral prévio e a omissão na outorga da cessão onerosa podem levar à nulidade do processo. O documento também solicita a abertura imediata de tratativas entre Estado, União, ICMBio e Advocacia-Geral da União para regularizar previamente o uso da área onde estão localizadas as estruturas do passeio.
COOPERAÇÃO – O Paraná mantém disposição para construir soluções conjuntas com o governo federal sobre a titularidade da área. Após a decisão favorável do TRF-4, o Estado buscou uma solução consensual por meio de audiências de conciliação, mas as tratativas não avançaram.
A proposta apresentada neste momento não impede a construção de modelos mais amplos de cooperação entre Estado e União no futuro, incluindo iniciativas de gestão compartilhada, fortalecimento da conservação ambiental, pesquisas científicas e ações integradas de segurança pública.
O Estado mantém atuação permanente na proteção ambiental da região do Parque Nacional do Iguaçu. A Polícia Militar Ambiental possui base fixa na área há 54 anos e realiza patrulhamento terrestre, fluvial e aéreo, além de operações conjuntas com órgãos ambientais.
HISTÓRICO – A área conhecida como Saltos de Santa Maria possui aproximadamente 1.085 hectares, o equivalente a cerca de 1.520 campos de futebol. Nela estão localizados o trecho brasileiro das Cataratas do Iguaçu e o Hotel das Cataratas.
A disputa judicial teve início em 2018, quando a União ingressou com ação para cancelar a matrícula da área, alegando tratar-se de terra devoluta federal. O Estado demonstrou, no entanto, que o imóvel foi originalmente concedido pelo então Ministério da Guerra a um particular em 1910 e adquirido pelo Paraná em 1919, com escritura regularmente registrada.
Em fevereiro de 2025, o TRF-4 acolheu os argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral do Estado e reconheceu a validade do registro imobiliário estadual, decisão que segue vigente.
Por - AEN
O acolhimento no pré-natal precoce, a ampliação da testagem e a assistência constante a gestantes, recém-nascidos e pessoas vivendo com HIV consolidam o Paraná como referência nacional no enfrentamento ao vírus. Implementadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), as estratégias foram fundamentais para reduzir em 47,8% a mortalidade por aids nos últimos 10 anos, além de colocar o Estado com os melhores indicadores do país em prevenção e diagnóstico.
As ações envolvem desde a descoberta precoce da infecção até o atendimento especializado em todas as regiões paranaenses. Um dos pilares é a Linha de Cuidado Materno-Infantil, que organiza o fluxo de atendimento desde o início da gestação até os cuidados com o recém-nascido exposto ao vírus, visando zerar a transmissão vertical (da mãe para o bebê).
Na prática, os exames de pré-natal incluem o teste de HIV em todos os trimestres da gravidez e no momento do parto. O suporte vai além dos testes rápidos na atenção primária: o protocolo assegura exames complementares, como a medição da carga viral, contagem de linfócitos T CD4 e rastreamento de coinfecções, a exemplo da tuberculose.
“O Paraná vem fortalecendo uma rede estruturada de cuidado, que envolve desde a prevenção até o acompanhamento contínuo dos pacientes. O diagnóstico precoce, principalmente durante a gestação, é fundamental para reduzir a transmissão vertical e garantir mais qualidade de vida às pessoas vivendo com HIV”, destaca o secretário estadual da Saúde, César Neves.
GESTANTES – As gestantes diagnosticadas são estratificadas como de alto risco e passam a receber acompanhamento compartilhado entre a Atenção Primária e a Atenção Ambulatorial Especializada, sendo direcionadas a maternidades qualificadas. O modelo garante que a paciente mantenha o vínculo com sua unidade de saúde de origem, mas receba o suporte multiprofissional necessário.
Nos hospitais, as maternidades vinculadas à rede realizam a testagem rápida na admissão para o parto, identificando casos mesmo entre mulheres que não tiveram acesso completo ao pré-natal. Havendo necessidade, a equipe inicia imediatamente a profilaxia intraparto com antirretrovirais e adota protocolos para proteger o bebê. Após o nascimento, a criança recebe medicação nas primeiras horas de vida, conta com acompanhamento pediátrico nos primeiros meses e recebe fórmula infantil láctea fornecida pelo Estado para substituição integral do aleitamento materno.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a integração tem sido a chave do sucesso. “Quando ampliamos o acesso ao pré-natal, à testagem e ao acompanhamento especializado, conseguimos atuar de forma preventiva e reduzir riscos tanto para as gestantes quanto para os recém-nascidos. O cuidado contínuo é um dos pilares dessa estratégia”, afirma.
QUEDA DE MORTALIDADE – Fora do eixo materno-infantil, o Paraná também colhe resultados expressivos na população geral, amparado pela estratégia de Prevenção Combinada do SUS. Desde 2019, o Estado atua na descentralização da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), alcançando todas as 22 Regionais de Saúde para capilarizar o acesso. Aliado a isso, a política de "Testar e Tratar" foca no início rápido da terapia antirretroviral (TARV) após o diagnóstico.
O objetivo central é garantir que os pacientes alcancem a carga viral indetectável, estado em que o vírus não é mais transmitido sexualmente. Como reflexo direto da ampliação do acesso à saúde e das ações integradas para combater barreiras sociais e estigmas, a taxa de mortalidade por aids no Paraná caiu de 4,8 para 2,8 por 100 mil habitantes na última década.
Apenas entre 2023 e 2024, o número de óbitos teve queda de 21,7%, consolidando o Estado entre os quatro melhores desempenhos do Brasil. Atualmente, 93% das pessoas diagnosticadas com HIV no Estado estão em tratamento e, destas, 96% possuem carga viral indetectável. O cenário reflete a distribuição de autotestes e a oferta de exames rápidos em toda a rede pública.
TESTES RÁPIDOS E AUTOTESTES – A estratégia de ampliação do diagnóstico demonstra crescimento contínuo nos últimos anos. Em 2023, foram feitos 675.530 testes rápidos (tipos T1 e T2) e distribuídos 28.727 autotestes. No ano seguinte, em 2024, o Estado registrou 635.120 testes rápidos e elevou a entrega de autotestes para 46.496. O ritmo subiu em 2025, alcançando 707.484 exames e 64.280 autotestes. Já nos quatro primeiros meses de 2026, o balanço parcial soma 231.110 testes rápidos e 19.003 autotestes.
Somada a isso, a implantação do Circuito Rápido da Aids Avançada permite identificar infecções oportunistas em pacientes graves em menos de 30 minutos, acelerando o tratamento e reduzindo complicações.
CERTIFICAÇÕES – Em outubro de 2025, o Governo do Paraná, por meio de ações da Secretaria da Saúde (Sesa), recebeu reconhecimento do Ministério da Saúde pelo desempenho no combate à transmissão vertical de sífilis, HIV e hepatite B. O Estado foi mais uma vez certificado com o "Selo de Eliminação" da transmissão vertical do HIV. Também recebeu a recertificação com o Selo Bronze por "boas práticas rumo à eliminação" da transmissão vertical da sífilis e da hepatite B.
Em 2017, o Paraná foi destaque nacional por ser o primeiro estado a receber a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV, no município de Curitiba. Em 2022, por meio de Guarapuava, figurou como o primeiro a receber a dupla certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis.
Por - AEN
Símbolo da cultura e da gastronomia paranaense, o pinhão ganha espaço nos cardápios da alimentação escolar da rede estadual entre junho e agosto. A iniciativa fortalece a agricultura familiar e amplia a oferta da semente típica da araucária aos estudantes durante a temporada de colheita e comercialização do pinhão no Paraná, estado que lidera a produção nacional da iguaria.
Nos últimos sete anos, a distribuição de pinhão proveniente da agricultura familiar para a alimentação escolar da rede estadual movimentou R$ 311 mil e somou mais de 36 toneladas do produto, beneficiando 470 escolas de 86 municípios paranaenses. Nos anos de 2024 e 2025, foram distribuídas mais de 12 toneladas para 344 escolas de 73 municípios, com previsão de continuidade do fornecimento neste ano.
Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a alimentação escolar também é uma ferramenta de valorização da cultura e da produção local. “Ao inserir o pinhão nos cardápios, aproximamos os estudantes de um alimento tradicional do Paraná, ao mesmo tempo em que valorizamos a produção local e ampliamos a oferta de refeições nutritivas nas escolas”, afirma.
Além do valor cultural, o pinhão também se destaca pelo valor nutricional. Fonte de fibras, vitaminas e minerais, o alimento fornece energia e contribui para uma alimentação equilibrada. Ele pode ser utilizado como complemento ou substituição parcial de ingredientes como arroz, batata, mandioca e milho.
PREPARAÇÕES – De acordo com Elissandra Brito, nutricionista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o pinhão é adquirido pela rede estadual em sua forma in natura e pode ser servido cozido ou utilizado em diferentes preparações elaboradas pelas equipes de alimentação escolar, como sopas, refogados, tortas salgadas, risotos e farofas. “A versatilidade do produto permite sua inclusão em receitas adaptadas aos hábitos alimentares dos estudantes durante os meses mais frios do ano”, diz.
A aceitação do pinhão pelos estudantes pode ser observada em unidades da rede estadual. No Colégio Estadual Professor Máximo Asinelli, em Curitiba, a chegada do frio coincide com a inclusão do pinhão na alimentação escolar. Além de levar aos estudantes um dos sabores mais característicos do inverno paranaense, a iniciativa reforça a identidade cultural regional.
Segundo o diretor da escola, Delirio Bonin, os estudantes aprovam a oferta do pinhão. “Para o colégio, é mais uma opção, principalmente para este período de inverno. Os alunos gostam e falam que é acolhedor como a casa da vovó”.
PARANÁ LIDERA PRODUÇÃO NACIONAL – Além de integrar a alimentação escolar e a cultura regional, o alimento também tem peso relevante na economia paranaense. Dados de 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam o Paraná como o maior produtor nacional da semente, com 4,8 mil toneladas, volume 30% superior ao de Santa Catarina, estado segundo colocado no ranking, com 3,7 mil toneladas.
No âmbito estadual, números mais recentes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) mostram que o Paraná alcançou, em 2024, o maior volume de produção de pinhão da série histórica, com 5.022 toneladas. Em comparação com 2015, quando foram registradas 3.130 toneladas, o crescimento foi de 60,4%. No mesmo período, o Valor Bruto da Produção (VBP) real avançou de R$ 13,8 milhões para R$ 25,8 milhões. Os dados referentes a 2025 e 2026 ainda estão em fase de consolidação.
PRINCIPAIS PRODUTORES – A região Centro-Sul concentra a maior parte da produção da semente no Paraná. O município de Pinhão, na região de Guarapuava, ocupa a primeira posição, com 880 toneladas produzidas em 2024, o equivalente a 17,5% da produção estadual. Na sequência, aparecem Inácio Martins, na região de Irati, com 750 toneladas (14,9%), e Turvo, na região de Guarapuava, que produziu 440 toneladas (8,8%). Juntos, os três municípios responderam por 42% da produção paranaense.
Por- AEn
O governo da China anunciou nesta terça-feira (2) o reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre da febre aftosa.

O anúncio foi feita durante visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país e ocorre após mais de 20 anos de negociações.
A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos procedentes do Brasil no mercado chinês, como miúdos e carne com osso.
As exportações do agronegócio brasileiro com destino à China ultrapassaram US$ 50 bilhões em 2025.
Durante a missão presidencial à República Popular da China, em maio de 2025, os dois países assinaram “memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias”. O documento reforçou o diálogo sanitário entre os países e contribuiu para o avanço de medidas de interesse do setor agrícola brasileiro.
Por- Agência Brasil
As seis dezenas do concurso 3.014 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 16 milhões.
As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas ou pela internet, no portal Loterias Caixa.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
Por - Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que avalie os possíveis prejuízos a empresas e a bancos brasileiros provocados pela decisão do governo dos Estados Unidos de considerar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Os dois reuniram-se nesta segunda-feira (1º) no Palácio da Alvorada.
Segundo Durigan, a principal preocupação do governo brasileiro consiste no impacto que protocolos externos podem ter sobre a soberania econômica e a estabilidade das instituições nacionais.
O ministro ressaltou que o governo teme que o excesso de "discricionariedade" por parte do governo Donald Trump possa gerar prejuízos "irreais ou fantasiosos" para a economia brasileira.
"Vamos seguir combatendo as organizações criminosas, então nós insistimos nesse ponto e evitar que haja prejuízo irreal, fantasioso para nossa economia. Nós temos que evitar isso com todo custo. é uma grande injustiça", declarou Durigan ao retornar do encontro.
Segundo o ministro, o ponto central da estratégia brasileira é evitar que empresas e bancos do país se tornem alvos de sanções ou restrições baseadas em critérios que não representem uma realidade concreta.
Abertura
O ministro reiterou ter interesse em conversar com autoridades dos Estados Unidos para tratar da classificação de facções como terroristas. Durigan, no entanto, disse não haver conversas agendadas com o secretário do Tesouro estadunidense, Scott Bessent.
"Eu estou sempre aberto [a reuniões com Bessent]. Tenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas, por enquanto, não. A gente está reunindo as informações, vendo o que vem pela frente, avaliando os próximos passos", declarou.
Em entrevista ao canal SBT News, mais cedo, Durigan disse que poderia ligar para Bessent.
Segundo o ministro, o governo brasileiro está traçando diagnósticos. "Tendo as informações todas, tendo o diagnóstico claro e a posição, eu vou levar para o Scott Bessent, sem nenhuma dúvida",
Defesa do setor produtivo
Durigan enfatizou que o objetivo primordial do governo brasileiro é monitorar as movimentações do governo Trump para proteger os empresários, os empregos e as instituições financeiras do Brasil contra interferências externas que possam atrapalhar o desenvolvimento nacional.
"O que vier do exterior para colaborar no combate ao crime organizado, ótimo. A gente sempre acha bem-vindo. O que não pode é quando quer atrapalhar", afirmou o ministro ao detalhar a postura do governo.
Para reduzir os riscos, a Fazenda tem mantido conversas com empresários de diversos setores, além do financeiro, para entender as vulnerabilidades e ouvir as preocupações do mercado produtivo.
Viagem à Ásia
Durigan também tratou com Lula da agenda internacional de investimentos do Brasil.
No fim deste mês, Durigan embarca para a China e o Japão, onde apresentará o programa Eco Invest Brasil, que pretende captar recursos internacionais para investimentos sustentáveis no país, e buscará avanços coletivos na agenda econômica global.
Além da pauta internacional, o encontro com Lula também serviu para detalhar dados recentes do Produto Interno Bruto (PIB), especificamente sobre a formação bruta de capital fixo, principal indicador do investimento do país.
A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre, com a formação bruta de capital fixo aumentando 3,5%.
Por- Agência Brasil
Os Correios fecharam o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 3,16 bilhões, resultado 82,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2025, quando as perdas somaram R$ 1,72 bilhão. O balanço divulgado pela estatal mostra que a empresa segue enfrentando dificuldades financeiras mesmo após o início de um plano de reestruturação.

O resultado negativo ocorre após os Correios acumularem prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025, o pior desempenho da história da companhia.
Números
- Prejuízo líquido: R$ 3,16 bilhões no 1º trimestre de 2026;
- Prejuízo no mesmo período de 2025: R$ 1,72 bilhão;
- Aumento das perdas: 82,3%;
- Prejuízo acumulado em 2025: R$ 8,5 bilhões;
- Receita bruta: R$ 4,04 bilhões, queda de 2,2% em relação ao 1º trimestre de 2025;
- Despesas financeiras: R$ 985 milhões, alta de 248%;
- Provisão para ações judiciais: R$ 1,06 bilhão;
- Patrimônio líquido negativo: R$ 16,2 bilhões.
Justificativas
Segundo a estatal, o prejuízo foi provocado por uma combinação de queda nas receitas, aumento das despesas financeiras e revisão das provisões para processos judiciais.
O principal impacto extraordinário veio do reconhecimento de uma provisão de R$ 1,06 bilhão relacionada a ações trabalhistas. Na prática, trata-se de uma reserva contábil criada para cobrir possíveis perdas em processos que ainda estão em tramitação na Justiça.
A reclassificação desses passivos já vinha sendo defendida por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU).
Com a atualização, o valor total reservado para contingências judiciais subiu de R$ 3,6 bilhões no fim de 2025 para R$ 4,66 bilhões em março deste ano.
A receita dos Correios continuou em queda nos primeiros meses do ano.
Desempenho
- Encomendas: R$ 2,2 bilhões (-5,5% em relação ao 1º trimestre de 2025);
- Postagens internacionais: R$ 156 milhões (-60,3%);
- Mensagens (cartas e documentos): R$ 1,2 bilhão (11,4%);
- Outras receitas: R$ 465 milhões (48%).
A redução das receitas ocorre em meio ao avanço da concorrência no setor de logística e à queda da demanda por serviços postais tradicionais.
Apesar do resultado negativo, a empresa conseguiu reduzir parte dos custos operacionais em relação ao primeiro trimestre de 2025.
- Custos de produtos e serviços: de R$ 4,01 bilhões para R$ 3,7 bilhões (-7,6%);
- Despesas com pessoal: de R$ 2,8 bilhões para R$ 2,7 bilhões (-4,1%).
Segundo os Correios, o Programa de Demissão Voluntária (PDV), implantado em 2024, contribuiu para a diminuição dos gastos com pessoal.
Dívidas
As despesas financeiras foram um dos principais fatores de deterioração do resultado.
O valor saltou de R$ 283 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 985 milhões no mesmo período deste ano.
O aumento está relacionado aos financiamentos contratados pela estatal para reforçar o caixa e sustentar o plano de recuperação financeira.
Outro indicador que apresentou forte crescimento foi o das indenizações pagas a clientes por atraso na entrega de encomendas.
Indenizações por atraso:
- Março de 2025: R$ 2 milhões;
- Março de 2026: R$ 30,5 milhões.
O valor é mais de 15 vezes superior ao registrado um ano antes e reflete os problemas operacionais enfrentados pela empresa, especialmente após a greve de funcionários ocorrida no fim de 2025.
Reestruturação
Sob a presidência de Emmanoel Rondon desde setembro de 2025, os Correios executam um plano de reestruturação para tentar recuperar o equilíbrio financeiro.
As medidas incluem:
- redução de despesas administrativas;
- revisão de contratos;
- venda de imóveis sem uso operacional;
- modernização tecnológica;
- ajustes logísticos;
- busca por novas fontes de receita.
Em 2025, a estatal também contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União para regularizar passivos e financiar parte da reorganização financeira.
Situação da estatal
Embora tenha registrado lucro bruto de R$ 153,4 milhões, indicador que considera apenas receitas e custos diretos da operação, os Correios continuam pressionados por despesas administrativas, financeiras e judiciais.
Diferentemente do lucro líquido, o lucro bruto exclui impostos e despesas fixas, como aluguel, material de escritório, publicidade e salários administrativos.
A meta da companhia é concluir o processo de reestruturação e voltar a apresentar resultados positivos a partir de 2027. Até lá, o desafio será reduzir o ritmo de crescimento das perdas e recuperar receitas em um mercado cada vez mais competitivo.
Por - Agência Brasil
A Receita Federal recebeu 44,39 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, número recorde e acima da expectativa inicial de 44 milhões de documentos enviados. O resultado representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano passado, quando 43,34 milhões de contribuintes prestaram contas ao Fisco dentro do prazo.

Os dados divulgados pela Receita mostram também um avanço expressivo na digitalização do processo de declaração, impulsionado principalmente pela declaração pré-preenchida e pelo aplicativo Meu Imposto de Renda.
Pré-preenchida avança
A declaração pré-preenchida alcançou em 2026 o maior nível de adesão da série histórica. O modelo foi utilizado em 59,8% das declarações entregues, consolidando-se como a principal ferramenta para simplificar o preenchimento do documento.
Apesar da praticidade, a Receita alerta que os contribuintes devem revisar todas as informações antes do envio. Segundo o Fisco, os dados inseridos na declaração são fornecidos por terceiros, que também podem cometer erros.
Mais canais digitais
Outro destaque da campanha foi o crescimento do uso do Meu Imposto de Renda (MIR), sistema disponível por aplicativo e internet.
Em 2026, a ferramenta respondeu por 22% das declarações transmitidas, o maior percentual já registrado. Ainda assim, o Programa Gerador da Declaração (PGD), instalado no computador, permaneceu como principal canal de entrega, concentrando 78% dos envios.
A Receita avalia que os números refletem uma mudança gradual no comportamento dos contribuintes, que têm migrado cada vez mais para plataformas digitais.
Restituições aceleradas
Uma das principais novidades deste ano foi a redução do calendário de restituições. Em vez de cinco lotes, como ocorria tradicionalmente, os pagamentos serão feitos em quatro etapas.
A mudança permitirá que os contribuintes recebam os valores em um prazo menor. Cerca de 56% das declarações entregues têm direito à restituição.
O primeiro lote, pago em 29 de maio, somou R$ 16 bilhões, o maior valor já liberado pela Receita Federal em uma única rodada de pagamentos. O crédito beneficiou quase 9 milhões de contribuintes.
A expectativa do órgão é que, com o segundo lote, previsto para 30 de junho, cerca de 80% dos contribuintes com direito à restituição já tenham recebido os valores. Os pagamentos restantes estão programados para 31 de julho e 31 de agosto.
Prazo encerrado
Quem perdeu o prazo de entrega ainda deve enviar a declaração o mais rápido possível pelos canais disponibilizados pela Receita Federal.
O atraso gera multa mínima de R$ 165,74, podendo aumentar conforme o tempo de demora e o imposto devido. Além disso, o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do contribuinte pode ficar com status de “pendente de regularização”, o que pode dificultar operações como abertura de empresas e acesso a determinados serviços financeiros.
Destinações sociais
As doações feitas diretamente na declaração para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e para os Fundos da Pessoa Idosa totalizaram R$ 419,6 milhões em 2026.
O valor supera os R$ 394,6 milhões registrados no ano passado e demonstra a consolidação do mecanismo, que permite ao contribuinte direcionar parte do imposto devido para projetos sociais.
Apesar do crescimento, a Receita estima que o potencial de destinação seja muito maior, chegando a aproximadamente R$ 16,7 bilhões. Isso significa que ainda existe amplo espaço para que mais contribuintes utilizem essa possibilidade.
Balanço da campanha
Para a Receita Federal, os resultados do IRPF 2026 confirmam a expansão dos serviços digitais e a consolidação da declaração pré-preenchida como principal ferramenta de apoio aos contribuintes.
O recorde de declarações entregues e o aumento da adesão às plataformas digitais indicam maior familiaridade dos brasileiros com os sistemas eletrônicos, além da simplificação do cumprimento das obrigações tributárias.
Por - Agência Brasil
Alergia, inchaço, dor intensa, manchas, deformação e perda de partes do corpo, queimaduras, sangramento, queloides, infecções, necrose e até morte. Estas foram algumas das sequelas graves do uso do polimetilmetacrilato (PMMA) apontadas nesta segunda-feira (1º) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para justificar a proibição do uso médico deste material como substância em preenchimentos na pele. 

O uso injetável do produto por médicos será proibido oficialmente a partir desta terça-feira (2), com a publicação da resolução nº 2.461/2026 do CFM no Diário Oficial da União.
O presidente da entidade, José Hiran da Silva Gallo, destacou a importância de coibir o uso deste polímero em procedimentos de preenchimento intradérmico, com finalidade estética ou reparadora. “Essa é uma decisão ética de extrema importância para a segurança da população e, especialmente, do paciente.”
A resolução do CFM regula apenas o ato médico e não impõe regras a outras profissões, como explica a relatora da resolução do CFM, a cirurgiã plástica e conselheira Graziela Bonin.
“A partir de agora, qualquer uso do PMMA e a publicidade de que está usando o PMMA passa a ser uma infração, independentemente de eventual dano, independentemente de chegar ao conselho a denúncia de que algum paciente foi prejudicado”, diz a média Graziela Bonin.
O que é o PMMA?
O PMMA é um material plástico transparente e somente pode ser comercializado se possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Quando usado na estética, no formato injetável, se apresenta no formato de gel com microesferas e funciona como um preenchedor definitivo facial e corporal.
Riscos
Com base nos posicionamentos das sociedades brasileiras de Cirurgia Plástica e de Dermatologia, a relatora da resolução explicou que o PMMA desencadeia uma reação inflamatória crônica.
"Por estar entremeado nos tecidos onde é injetado, o produto pode levar, ao longo do tempo, a reações inflamatórias crônicas, formação de granulomas (pequenos nódulos), migração do material e hipercalcemia (cálcio) e doença renal crônica", alertou Graziela.
A especialista acrescentou que o risco do uso para preenchimento corporal é diretamente proporcional ao volume injetado no paciente.
A médica detalhou a dificuldade em retirar o produto do corpo do paciente, após as reações. Ao exibir diversos registros de cirurgias que exigiram a remoção de vastas áreas de tecido saudável (como gordura subcutânea e músculos) onde o material se infiltrou, Bonin demonstrou que os procedimentos resultaram na mutilação de grandes áreas dos corpos de pacientes.
"É uma cirurgia muito mutilante. Não tem outra forma de tratar. Às vezes, alguns imunossupressores muito potentes podem ser usados, mas o paciente está fadado a usá-lo ao longo da vida”, afirmou.
Exceções de uso médico
A única exceção para o uso como preenchimento prevista na resolução do CFM é para o tratamento da lipodistrofia – perda ou redistribuição de gordura no corpo – em pacientes com HIV/aids devido aos antirretrovirais. Essa técnica de tratamento foi incorporada pelo Ministério da Saúde em 2004. Neste caso, o CFM autoriza a atuação médica somente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas.
Banimento do PMMA
A conselheira destacou que, em janeiro de 2025, o CFM solicitou à Anvisa o banimento total da comercialização do PMMA como preenchedor de corpos e faces. A motivação seriam mortes provocadas pelo uso do PMMA, segundo o CFM, por profissionais não médicos - como biomédicos e odontologistas.
Na ocasião, o CFM também apresentou alternativas ao uso do PMMA como preenchedor. De acordo com a conselheira, a agência reguladora respondeu, por meio de nota técnica, que não via necessidade de intervenção no mercado naquele momento, devolvendo a responsabilidade aos conselhos profissionais.
Nesta segunda-feira (1º), o presidente do CFM informou que pretende se reunir com representantes da Anvisa para solicitar novamente a proibição do uso do PMMA, exceto o tratamento da lipodistrofia assistida na rede pública. “Vamos marcar uma reunião com o presidente da Anvisa [Leandro Safatle] para sensibilizá-lo sobre esse produto, que tem que ser banido das prateleiras do nosso mercado.”
Anvisa
Procurada pela Agência Brasil, a Anvisa alegou que o produto é seguro, quando usado estritamente dentro das regras atuais. “Com base nas evidências disponíveis, concluiu-se que, quando utilizado conforme as indicações aprovadas e sob condições adequadas de uso, os produtos aprovados apresentam perfil de risco-benefício aceitável.”
Com isso, a agência rejeita medidas adicionais de restrição ao PMMA além das já implementadas.
“Desde 2022, a Anvisa reforça que o PMMA serve para correções de defeitos na pele e volumetria por razões de saúde (como sequelas de doenças) e sob indicação médica. Não há indicação para aumento de volume meramente estético”, disse em nota.
A Anvisa declarou também que o produto é de uso exclusivo de profissionais de medicina.
“A indicação e a aplicação do PMMA devem ser restritas a profissionais médicos legalmente habilitados e devidamente treinados no procedimento, considerando os riscos inerentes e a necessidade de domínio anatômico e técnico.”
Atualmente existem dois preenchedores intradérmicos a base de PMMA registrados no Brasil pela Anvisa: Linnea Safe, da empresa Lebon Produtos Farmacêuticos Ltda; e Biossimetric, da empresa MTC Medical Comercio Industria Importação e Exportação de Produtos Biomedicos Ltda.
Confira aqui as indicações de uso aprovadas no Brasil.
A Anvisa reforça que qualquer efeito não desejado decorrente do uso do produto ou queixas técnicas relatadas por pacientes e profissionais de saúde e empresas devem ser notificados ao próprio órgão em formulário online do Notivisa.
A notificação auxilia a agência nas tomadas de decisão sobre o produto e procedimentos de uso.
Por- Agência Brasil
Estudantes da rede estadual do Paraná que estão concluindo o Ensino Médio têm até esta sexta-feira (5) para confirmar a participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Neste ano, os alunos de escolas públicas tiveram a inscrição feita automaticamente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mas precisam acessar a Página do Participante para validar as informações e concluir o processo.
A confirmação é obrigatória e deve ser feita dentro do prazo. No sistema, o estudante também deve informar o município onde pretende realizar as provas, escolher a língua estrangeira e solicitar atendimento especializado, caso necessário.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a medida facilita o acesso dos estudantes ao exame. “A inscrição automática foi um avanço importante porque simplifica o processo para os alunos da rede pública. Agora, é fundamental que todos façam a confirmação para garantir a participação em uma das principais portas de entrada para o ensino superior”, afirma.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) tem mobilizado escolas e equipes pedagógicas para orientar os estudantes sobre a necessidade da confirmação dentro do prazo.
“O cadastro já foi realizado, mas a confirmação continua sendo indispensável. Estamos trabalhando junto às escolas para que nenhum estudante perca essa oportunidade”, afirma o diretor de Educação da Seed-PR, Anderfábio de Oliveira.
PREPARAÇÃO – Além de incentivar a participação no exame, a rede estadual oferece uma série de ferramentas gratuitas para auxiliar os estudantes na preparação para o Enem.
Entre os recursos está o Enem Paraná, plataforma voltada aos estudantes da 2ª e da 3ª série do Ensino Médio, que oferece videoaulas, simulados, podcasts e questionários alinhados aos conteúdos cobrados no Enem e nos principais vestibulares do país, permitindo uma preparação personalizada de acordo com o ritmo de aprendizagem de cada aluno.
Os estudantes também têm acesso à plataforma Redação Paraná, que auxilia no desenvolvimento da escrita e da argumentação por meio de propostas de redação, correções detalhadas e devolutivas personalizadas em tempo real.
“O Enem exige interpretação, argumentação e domínio da escrita, competências que são trabalhadas continuamente em nossas plataformas e nas atividades desenvolvidas pelas escolas da rede estadual”, diz Roni Miranda.
Além disso, os alunos contam com simulados, trilhas de aprendizagem, materiais digitais e videoaulas que reforçam a revisão dos conteúdos e contribuem para uma preparação mais completa.
ENEM – O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho dos estudantes ao final da educação básica e é utilizado como forma de ingresso no ensino superior por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), além de servir como critério de seleção em instituições públicas e privadas. As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.
Por - AEN


























