Caso Master: PF vai apurar suposta campanha contra o BC nas redes

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para apurar a existência de um ataque orquestrado ao Banco Central por meio das redes sociais, após a autoridade monetária ter liquidado o banco Master. 

As suspeitas surgiram após denúncias de influenciadores digitais, que disseram ter sido abordados com propostas financeiras para gravar vídeos com críticas ao BC.

Um dos que vieram a público é Rony Gabriel, vereador de Erechim, no Rio Grande do Sul, pelo PL. Em entrevista ao jornal O Globo, neste mês, ele relatou ter sido procurado por executivos ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master. 

Segundo o relato, a ideia seria criticar a liquidação do Master e colocar em xeque a credibilidade do BC. 

 

Fraude financeira

O banco Master já é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), em inquérito sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, por suspeitas de fraude financeira em operações envolvendo a compra da instituição pelo BRB, banco do Distrito Federal. 

O negócio foi barrado pelo BC, sob a suspeita de que o banco público estaria adquirindo carteiras de crédito podres, ou seja, sem nenhum lastro em ativos reais.

Até o momento não há um número oficial para o rombo, com estimativas que vão de R$ 2,4 bilhões a R$ 4 bilhões. Os investigados, incluindo Vorcaro, já começaram a ser ouvidos pela PF. 

Com as denúncias sobre uma suposta campanha negativa contra o BC nas redes sociais, a PF produziu um relatório preliminar e o entregou a Toffoli. 

O ministro examinou postagens e outras informações antes de autorizar a abertura de um novo inquérito específico sobre a suposta campanha difamatória. 

Os investigadores devem agora apurar se houve ação paga e orquestrada, o que pode configurar crime contra as instituições. 

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Paraná apreende 1,5 tonelada de drogas por dia em 2025 e tira R$ 2 bilhões do tráfico

O trabalho integrado e contínuo das polícias Civil, Militar, Penal e Científica resultou na apreensão de 557,809 toneladas de drogas em todo o Estado durante o ano de 2025. É o maior volume de apreensões de entorpecentes registrado desde o início do monitoramento nacional, em 2017. A quantidade apreendida é mais de quatro vezes superior do que em 2018 (444% de aumento), saltando de 102,542 toneladas para o patamar atual.

A droga mais apreendida no Estado é a maconha. Só desse entorpecente, foram apreendidas no Paraná 546,6 toneladas em 2025, o que equivale a um prejuízo de mais de R$ 2,2 bilhões ao narcotráfico. Em comparação com 2024, com 483,2 toneladas, o aumento nas apreensões foi de 13%. Em sete anos, a quantidade apreendida quadruplicou. O crescimento chega a 447%, já que em 2018 foram apreendidas 99,8 toneladas.

Já no caso da cocaína, 8,3 toneladas foram retiradas de circulação em 2025, volume 43% superior ao registrado no ano anterior (5,8 toneladas). Foi a maior quantidade retirada de circulação da série histórica.

“Nosso trabalho de inteligência tem mapeado todo o trajeto por onde o tráfico tenta transportar a droga e concentramos o trabalho nas áreas mais importantes, principalmente fronteiras e grandes entroncamentos. Por isso também estamos criando novas bases operacionais de polícia de fronteira em várias regiões do Estado para aumentar ainda mais o combate ao tráfico com uma malha de proteção terrestre, náutica e aérea de monitoramento”, apontou o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira.

A eficiência na atuação coloca o Paraná na liderança nacional em apreensão de maconha e na quinta posição entre os estados que mais retiraram cocaína de circulação.

O feito expressivo reforça a importância da política de resultados adotada pelo governo do Estado, com fortalecimento da atuação integrada, investimentos na proteção nas áreas de fronteira, ampliação da frota de viaturas, embarcações e aeronaves, além da aquisição de equipamentos de alta tecnologia.

Um reforço para 2026 é o projeto Polícia de Fronteira, que já está com a primeira base operacional instalada em Ribeirão Claro, no Norte do Estado. As estruturas contam com viaturas RAM 3500, armamento de maior calibre, como fuzis, e interoperabilidade entre bases de dados, incluindo as câmeras do programa Olho Vivo, o que aumenta a capacidade de resposta imediata em flagrantes e operações. A estratégia combina tecnologia, inteligência policial e patrulhamento especializado.

Apreensões de maconha no Paraná

2025 - 546,6 toneladas

2024 - 483,2 toneladas

2023 - 427,7 toneladas

2022 - 306,4 toneladas

2021 - 267,8 toneladas

2020 - 284,1 toneladas

2019 - 137,2 toneladas

2018 - 99,8 toneladas

Apreensões de cocaína no Paraná

2025 - 8,3 toneladas

2024 - 5,8 toneladas

2023 - 4,5 toneladas

2022 - 5,6 toneladas

2021 - 3,4 toneladas

2020 - 4,2 toneladas

2019 - 5,0 toneladas

2018 - 1,6 toneladas

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Moraes nega encontro com ex-presidente do BRB na casa de Vorcaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (27) ter participado de um encontro com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, no primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

Mais cedo, o suposto encontro foi noticiado pelo Portal Metrópoles e teria ocorrido em meio ao processo de tentativa de compra do Master pelo BRB.

Em nota à imprensa, Moraes classificou a reportagem como “falsa e mentirosa”.

“A matéria do Portal Metrópoles sobre uma suposta reunião do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado por um assessor, com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, na casa do banqueiro Daniel Vorcaro, é falsa e mentirosa. Essa reunião não ocorreu e, lamentavelmente, segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal”, diz a nota.

O nome do ministro também foi envolvido em outros episódios envolvendo o banco. No final do ano passado, o jornal O Globo divulgou uma reportagem na qual afirmou que Moraes teria defendido a aprovação da operação de compra durante reuniões com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. As reuniões teriam ocorrido antes da decisão do BC que decretou a liquidação do Master por suspeitas de fraude.

Na ocasião, o ministro disse que as reuniões trataram exclusivamente da Lei Magnitsky, que foi aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra ele.

Antes da liquidação, o escritório de advocacia Barci de Moraes, que pertence à família do ministro, prestou serviços ao Master. Em dezembro do ano passado, a investigação sobre o Banco Master passou a tramitar no STF. 

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Operação resgata 50 cães da em situação de maus-tratos

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em ação conjunta com a Polícia Científica do Paraná (PCIPR), resgatou 50 cães da raça spitz alemão que estavam sendo mantidos em situação de maus-tratos na residência de uma criadora clandestina. A ação aconteceu na terça-feira (27), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, e resultou também na prisão da responsável.

A PCPR passou a investigar o caso após informações anônimas registradas pelo canal Disque-Denúncia 181 sobre animais mantidos em gaiolas e privados de cuidados básicos. A partir dos elementos apurados durante a investigação, a PCPR representou pelo cumprimento de buscas, que foram autorizadas pela Justiça.

"No local, confirmamos as informações que haviam sido registradas em denúncia. Foram encontrados 50 animais em meio a fezes e urina, além de outras violações, o que caracteriza o crime de maus-tratos", detalha o delegado Guilherme Dias.

A equipe da PCIPR analisou os ambientes, incluindo maternidade, área de reprodução e canis. Todos estavam em condições precárias e insalubres. Os animais eram mantidos em ambientes confinados, com baixa luminosidade e ventilação, com alimentos e medicação em condições inadequadas de armazenamento.

“Após o exame pericial, é elaborado um laudo com a descrição de todos os vestígios encontrados no local. O documento é encaminhado à Delegacia de Proteção do Meio Ambiente, autoridade responsável pela solicitação da perícia, para dar continuidade à investigação do caso,” explica o perito oficial Bruno Tonel Otsuka.

Diante dos fatos, a criadora dos animais foi autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos aos animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais, com uma pena de reclusão de dois a cinco anos.

Ao final da operação, todos os animais foram identificados e recolhidos pela ONG SOS 4 Patas, que ficará responsável pelos cuidados e por destiná-los à adoção.

DENÚNCIAS – A PCPR solicita a colaboração da população no combate aos maus-tratos contra os animais domésticos e silvestres. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia. A PCPR também conta com a Delegacia Virtual de Proteção Animal, por meio da qual é possível registrar boletim de ocorrência e denúncias sobre situações de maus-tratos.

 

 

Anvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis no país

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira (28) para discutir a definição de regras específicas para a produção da cannabis medicinal no Brasil.

No encontro, agendado para as 9h30 na sede da agência, em Brasília, os diretores vão debater a revisão da Resolução 327/2019, que atualmente regula o acesso a produtos à base de cannabis.

A definição de regras atende a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em novembro de 2024, determinou a regulamentação do plantio da cannabis, desde que voltado exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos.

 

Propostas

No início da semana, a Anvisa apresentou três propostas de resolução diferentes que normatizam a produção da cannabis medicinal, pesquisas científicas com a planta e o trabalho de associações de pacientes.

Em entrevista coletiva, o presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a demanda por produtos à base de cannabis cresceu exponencialmente ao longo da última década no país.

"No Brasil, a evolução do uso desses produtos tem sido registrada principalmente pelo aumento de importações individuais. Entre 2015 e 2025, ou seja, nos últimos 10 anos, foram mais de 660 mil autorizações individuais de importações.”

“A gente tem também, no Brasil, autorizados 49 produtos de 24 empresas, aprovados pela Anvisa, disponíveis em farmácia. Cerca de 500 decisões judiciais para plantio de pessoas físicas ou jurídicas”, completou.

Safatle destacou ainda que, atualmente, cinco estados brasileiros contam com leis que autorizam o cultivo de cannabis medicinal.

As normas propostas restringem a produção de cannabis a pessoas jurídicas e exigem inspeção sanitária prévia. Entre os requisitos de segurança estão o monitoramento por câmeras 24 horas e o georreferenciamento das plantações.

Além disso, a autorização será limitada a produtos com teor de THC igual ou inferior a 0,3%.

As medidas também abrem caminho para a produção, sem fins lucrativos, por parte de associações de pacientes. O objetivo é avaliar a viabilidade da produção em pequena escala, fora do modelo industrial, por meio de chamamento público.

Durante a entrevista, o diretor da Anvisa Thiago Campos ressaltou o rigor técnico para a elaboração das resoluções, além do alinhamento com a decisão do STJ e com diretrizes de órgãos internacionais.

“As medidas aqui definidas atendem aos requisitos de controle internacional, das condições da Organização das Nações Unidas e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes e estão alinhadas àquilo que constou na decisão judicial do STJ.”

As propostas serão analisadas pelo colegiado. Se aprovadas, as resoluções entram em vigor na data da publicação e terão validade inicial de seis meses.

 

Entenda

Em novembro de 2024, o STJ decidiu que a Lei das Drogas não alcança espécies de cannabis com concentrações muito baixas de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da planta que causa efeitos entorpecentes.

À época, os ministros concederam autorização a uma empresa que recorreu à Corte para importar sementes de cannabis com baixo teor de THC e alto teor de canabidiol, composto que não possui efeitos entorpecentes, mas traz benefícios medicinais.

Para que a decisão pudesse ser cumprida, o tribunal determinou a regulamentação da importação de sementes, do cultivo e da industrialização e comercialização de espécies de cannabis com baixa concentração de THC (menos de 0,3%). 

 

Prazo prorrogado

O prazo estabelecido para a definição das regras, de seis meses, venceu em setembro de 2025, mas foi prorrogado em novembro do mesmo ano, após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Logo após a prorrogação, a Anvisa informou já ter iniciado as ações necessárias para o cumprimento da determinação, incluindo a coleta de contribuições da sociedade civil e a elaboração dos documentos técnicos e da minuta do ato regulatório.

“O trabalho também inclui o planejamento das etapas para monitoramento e controle sanitário após a regulamentação”, destacou a agência.

 

Números

A estimativa da Anvisa é que mais de 670 mil pessoas no Brasil utilizem produtos à base de cannabis. O acesso a esse tipo de tratamento, segundo a Anvisa, ocorre, sobretudo, por via judicial.

Ainda segundo a agência, desde 2022, o Ministério da Saúde atendeu cerca de 820 decisões para a oferta desse tipo de produto.

“Embora sem regulamentação no país, muitas associações conseguiram autorização na justiça para produção de cannabis exclusivamente para uso medicinal”, destacou a Anvisa.

 

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Mega-Sena - Apostas do Paraná acertam a quina

Cinco apostas do Paraná acertaram cinco números da Mega-Sena no concurso 2965, sorteado na noite de terça-feira (27), e levaram R$ 47.303,48 cada. Veja cidades abaixo.

Nenhuma aposta acertou os seis números e o prêmio principal acumulou em R$ 102 milhões para o próximo sorteio, que está agendado para quinta-feira (29).

Os números sorteados foram:

01 - 20 - 22 - 23 - 35 - 57

Cidades premiadas:

  • Colombo
  • Curitiba
  • Londrina
  • Mandaguari
  • Nova Londrina

 

 

Lotofácil - Resultado do concurso 3598

Sorteio ocorreu na terça-feira (27). Nenhuma aposta acertou os 15 números.

Estimativa do prêmio do próximo concurso, que será realizado nesta quarta-feira (28), é de R$ 5 milhões.

Veja abaixo os números do sorteio do concurso 3598 da Lotofácil realizado na terça-feira (27):

01 - 03 - 04 - 05 - 06 - 07 - 08 - 09 - 11 - 16 - 18 - 21 - 22 - 23 - 24

Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 3598:

  • Ninguém conseguiu os 15 acertos, e a premiação acumulou para R$ 5 milhões;
  • 14 acertos: 111 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 3.827,14;
  • 13 acertos: 4.928 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 35;
  • 12 acertos: 73.103 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 14;
  • 11 acertos: 445.239 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 7.

O próximo sorteio acontece nesta quarta-feira (28).

 

 

Quina - Resultado do concurso 6938

Sorteio ocorreu nesta terça-feira (27). Nenhuma aposta acertou os 5 números.

Estimativa do prêmio do próximo concurso, que será realizado nesta quarta-feira (28), é de R$ 12,5 milhões.

Veja abaixo os números do sorteio do concurso 6938 da Quina realizado na terça-feira (27):

03 - 04 - 21 - 32 - 52

Veja quantas apostas foram premiadas no concurso 6938:

  • Ninguém conseguiu os 5 acertos, e a premiação acumulou para R$ 12,5 milhões;
  • 4 acertos: 63 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 7.976,97;
  • 3 acertos: 4.781 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 100,10;
  • 2 acertos: 123.611 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 3,87.

O próximo sorteio acontece nesta quarta-feira (28).

 

 

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Mega-Sena - Prêmio acumula e vai a R$ 102 milhões

O sorteio do concurso 2.965 da Mega-Sena foi realizado na noite de terça-feira (27), em São Paulo.

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 102 milhões.

Veja os números sorteados:

01 - 20 - 22 - 23 - 35 - 57

  • 5 acertos - 65 apostas ganhadoras: R$ 47.303,48
  • 4 acertos - 4.783 apostas ganhadoras: R$ 1.059,63

O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (29).

 

 

Homem é preso após arremessar filhote de cachorro na rua

Câmeras de segurança flagraram, na tarde de segunda-feira (26), um homem arremessando um filhote de cachorro de uma vizinha em direção à rua e chutando outro cão na calçada, em Maringá (PR). As imagens viralizaram nas redes sociais.

ASSISTA AO VIDEO AQUI

No local, o agressor confessou o ato, alegando irritação por os animais entrarem em sua casa, ele estava visivelmente embriagado. Foi preso em flagrante por maus-tratos e encaminhado à 9ª SDP, ficando à disposição da Justiça.

O filhote e o outro cão (ambos da vizinha) foram resgatados, atendidos em clínica veterinária e estão bem, aguardando laudo para devolução à tutora ou adoção. A Secretaria de Bem-Estar Animal aplicará multa de R$ 4 mil após análise.

 

 

PF adia depoimentos de três investigados no inquérito do Banco Master

A Polícia Federal (PF) adiou nesta terça-feira (27) o depoimento de três investigados no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura as fraudes financeiras envolvendo compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). 

Estavam previstos os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master, e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio.

As oitivas ocorreriam nas instalações do Supremo, conforme determinação do relator, ministro Dias Toffoli, mas foram suspensas após as defesas dos três acusados informarem que não tiveram acesso aos autos das investigações. Ainda não foi marcada nova data para os depoimentos.

O único investigado ouvido foi Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master. Segundo a defesa de Bull, ele respondeu todas as perguntas dos investigadores e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.

Em dezembro do ano passado, Toffoli decidiu que a investigação sobre o Banco Master deve ter andamento no STF, e não na Justiça Federal em Brasília. A medida foi tomada diante da citação de um deputado federal nas investigações. Parlamentares têm foro privilegiado na Corte.

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Além de Vorcaro, também são investigados os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, além de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco. 

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

PCPR prende oito pessoas em três estados em operação contra de desvios milionários de cargas

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu oito pessoas em uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (27) contra um grupo criminoso suspeito de, pelo menos, 20 desvios de cargas em rodovias. A operação aconteceu em cidades de três estados e contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), das Polícias Militares do Paraná (PMPR) e de São Paulo (PMSP), e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Além das ordens de prisão, os agentes cumpriram 17 de busca e apreensão que resultaram na localização de documentos e celulares que serão periciados na continuidade da investigação. Os suespeitos foram localizados nas cidades de Curitiba, Fazenda Rio Grande e Rio Negro (PR), Joinville, São Bento do Sul e Canoinhas (SC) e Jataí (SP). Entre eles estão os líderes do esquema, motoristas de caminhão, um contador e pessoas responsáveis pela emissão de notas fiscais fraudulentas.

A investigação, que contou com o apoio da inteligência da PRF, teve início em janeiro de 2025. Na ocasião, uma dupla foi presa em flagrante pelo roubo de uma carga de azeite de oliva avaliada em R$ 1 milhão. O material havia sido subtraído em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, e foi recuperado em Joinville em uma ação conjunta com a PCSC.

No curso da investigação, identificou-se a existência de uma organização criminosa especializada em desvios de cargas de alto valor, com atuação nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

A PCPR apurou que o grupo atua pelo menos desde 2023 e que foi responsável por cerca de 20 desvios de carga ocorridos na região. Entre os produtos estavam eletrônicos, salmão, bicicletas, cabos de fibra ótica, televisores, geladeiras, máquinas de lavar, aparelhos de ar-condicionado e pneus.

“Verificamos que o grupo criminoso é composto por diversos indivíduos, atuando de maneira integrada e com divisão de tarefas. Os líderes eram responsáveis pelo aliciamento dos motoristas e pelo fornecimento de caminhões e barracões destinados à ocultação dos produtos. Ainda, haviam indivíduos que realizavam o bloqueio dos sistemas de rastreamento dos veículos, trocavam as placas dos caminhões e os escoltavam até os barracões”, detalha o delegado da PCPR André Feltes.

O esquema também contava com o intermédio de seis empresas de fachada, responsáveis pela emissão de notas fiscais frias e envio das cargas subtraídas para outros estados, notadamente São Paulo. Para o transporte dos produtos desviados, eram utilizados caminhões de propriedade da organização criminosa, normalmente conduzidos por motoristas integrantes do grupo.

Os oito presos nesta terça-feira foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR segue investigando o caso e realizando diligências para captura de outros três investigados.

 

 

 

 

 

Por AEN