Mega-sena acumula e pagará R$ 78 milhões no próximo sorteio

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.036 da Mega-Sena, realizado neste domingo (26), em São Paulo. 

Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 78 milhões para o próximo sorteio, marcado para terça-feira (28).

Os números sorteados são: 05 - 12 - 21 - 33 - 43 - 50

92 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber  R$ 28.109,79 cada

7.263 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 586,9 cada

 

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (28), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

 

 

Mega-Sena - Apostas do Paraná acertam a quina

Cinco apostas do Paraná acertaram cinco números da Mega-Sena e foram premiadas no concurso 3036, sorteado neste domingo (26). Veja cidades abaixo.

Quatro apostas foram realizadas na modalidade simples e uma na modalidade bolão. Cada uma levou R$ 28.109,79.

As dezenas sorteadas foram: 05 - 12 - 21 - 33 - 43 - 50.

Nenhuma aposta acertou os seis números e o prêmio principal acumulou em R$ 78 milhões para o sorteio seguinte, que será realizado na terça-feira (28).

Cidades premiadas:

Cascavel: aposta simples. Levou R$ 28.109,79;
Curitiba: aposta simples. Levou R$ 28.109,79;
Curitiba: aposta simples. Levou R$ 28.109,79;
Londrina: aposta simples. Levou R$ 28.109,79;
Maringá: bolão. Levou R$ 28.109,79.

É possível apostar em qualquer lotérica do país ou pela internet, no internet banking da Caixa Econômica Federal ou no site ou app das Loterias Caixa, que podem ser acessados por celular, computador ou outros dispositivos.

Para concorrer, é necessário ter mais que 18 anos de idade.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 6. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e mais chances de faturar.

 

 

Receita prevê arrecadar R$ 17,2 bilhões com IR sobre dividendos

A arrecadação com o Imposto de Renda sobre dividendos deve somar R$ 17,2 bilhões este ano, abaixo dos R$ 28 bilhões previstos inicialmente no Orçamento. A estimativa foi apresentada nesta sexta-feira (24) pela Receita Federal durante a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

A tributação dos dividendos foi criada para compensar a perda de arrecadação provocada pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, medida que também tem impacto estimado em R$ 28 bilhões neste ano.

No primeiro semestre, porém, o desempenho da nova fonte de receita ficou aquém do esperado. De janeiro a junho, a arrecadação somou apenas R$ 2,2 bilhões. A expectativa da Receita é obter outros R$ 15 bilhões entre julho e dezembro.

 

Arrecadação

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse que a projeção para o segundo semestre ainda será acompanhada de perto pelo Fisco.

"A expectativa é arrecadar cerca de R$ 15 bilhões no segundo semestre, totalizando aproximadamente R$ 17,2 bilhões no ano", disse Malaquias durante a apresentação do relatório.

O valor representa uma frustração de aproximadamente R$ 10,8 bilhões em relação à estimativa original incluída no Orçamento.

 

Estimativa

Apesar da arrecadação abaixo do previsto, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que ainda é cedo para concluir que a estimativa precisará ser revisada e destacou que esse tipo de receita não apresenta comportamento uniforme ao longo do ano.

"Não dá para tratar isso de maneira linear. Agora, nós já vamos entrando no segundo semestre e haverá mais base para entender se essa projeção se mantém ou não. No próximo relatório, de posse de números mais atualizados, nós vamos tomar novas decisões", afirmou.

Moretti ressaltou que outras receitas tributárias vêm superando as expectativas e ajudam a compensar o desempenho abaixo do esperado da tributação sobre dividendos.

"Ainda temos uma margem na meta [de resultado primário] de R$ 10,8 bilhões. Hoje, com as premissas utilizadas no relatório, temos muita segurança sobre o cumprimento com folga da nossa meta", disse.

O ministro ressaltou que a estimativa de arrecadação total do Imposto de Renda este ano aumentou R$ 12,7 bilhões entre os relatórios bimestrais divulgados em maio e julho.

 

Medida compensatória

A tributação dos dividendos entrou em vigor como uma das principais medidas para compensar a ampliação da isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

Pelas regras atuais, dividendos distribuídos a pessoas físicas passaram a ser tributados em 10%, tanto para residentes no Brasil quanto nas remessas ao exterior. Permanecem isentos os valores de até R$ 50 mil mensais recebidos de uma mesma empresa.

 

Meta fiscal

Mesmo com a arrecadação inferior ao previsto, o governo manteve as projeções fiscais do Orçamento.

O relatório bimestral estima superávit primário de R$ 10,8 bilhões este ano, com dedução de gastos autorizada pelo arcabouço fiscal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, o resultado permanece dentro da banda de tolerância da meta fiscal.

A meta central de resultado primário fixada para este ano é um superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem que permite resultado até 0,5% do PIB. O resultado primário representa o déficit ou superávit sem os juros da dívida pública.

 

Outras receitas

A equipe econômica avalia que a frustração com a arrecadação sobre dividendos vem sendo parcialmente compensada por outras fontes de receita, incluindo medidas adotadas nos últimos anos para ampliar a tributação de empresas e investimentos no exterior.

Ainda assim, a Receita Federal informou que continuará monitorando o desempenho da tributação dos dividendos e poderá revisar novamente a estimativa de arrecadação no próximo relatório bimestral, caso o ritmo de recolhimento permaneça abaixo do esperado.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Pai vira réu por tortura e lesão corporal contra filhos de 3 e 5 anos

O pai flagrado chutando a própria filha de 3 anos em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, tornou-se réu na Justiça pelos crimes de tortura e lesão corporal em contexto de violência doméstica.

A denúncia do Ministério Público foi aceita pela Justiça nesta sexta-feira (24). O homem, de 31 anos, permanece preso preventivamente. A defesa afirmou que ainda não teve acesso aos detalhes do processo.

Segundo a investigação, o crime de tortura ocorreu entre junho e julho. O pai submeteu a filha e o filho, de 5 anos, a castigos como ajoelhar sobre tampinhas de garrafa e grãos de pipoca e feijão. O MP considerou que o homem agiu com o objetivo de "provocar intenso sofrimento físico e mental" às crianças, com caráter humilhante e intimidador.

As lesões corporais foram registradas em duas ocasiões: no dia 2 de julho, o filho teria sido agredido no rosto com um pedaço de madeira. Três dias depois, o pai foi flagrado por câmeras de segurança chutando a filha durante uma caminhada. O vídeo repercutiu nas redes sociais e deu início às investigações.

O caso foi registrado em 5 de julho. A mãe das crianças só tomou conhecimento da agressão dois dias depois, por meio do vídeo. O pai se apresentou espontaneamente à delegacia, prestou depoimento e foi liberado. Com o avanço das investigações, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva, que foi decretada.

 

 

Homem é preso por importunação sexual após se masturbar em academia

Um estudante de educação física de 21 anos foi preso nesta sexta-feira (24), cinco dias após ser flagrado se masturbando enquanto observava uma vizinha na academia de um condomínio em Feira de Santana, na Bahia.

O crime ocorreu no domingo (19).

De acordo com a Polícia Civil, Pedro Henrique Sales foi localizado em uma casa em construção na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, onde estava escondido. Familiares são investigados por auxiliarem na fuga e acobertarem seu paradeiro.

A vítima, que se exercitava na esteira, havia posicionado o celular para gravar o próprio treino e, ao editar as imagens, percebeu o homem ao fundo cometendo o ato. Ela acionou a Polícia Militar e aguardou a chegada dos agentes no local.

No momento da captura, o suspeito tentou fugir novamente pelos escombros da construção, mas foi alcançado. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e deve passar por audiência de custódia. O caso é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana, sob segredo de Justiça.

Os moradores do condomínio realizam uma votação para decidir sobre a expulsão do investigado e sobre a abertura de um processo contra ele. O prazo termina nesta sexta-feira (24). A administração informou que as providências cabíveis serão adotadas após o resultado da deliberação.

 

 

Barreira se rompe com chuvas e provoca alagamento no Paraná

Um trecho da rodovia PR-494, entre São João do Caiuá e Paranacity, no noroeste do Paraná, foi interditado na manhã desta sexta-feira (24) após o rompimento de uma barreira provocado pelas chuvas.

Água e terra invadiram a pista, deixando a via semelhante a um rio e comprometendo o tráfego de veículos. Alguns carros que tentaram atravessar o local acabaram atolados.

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação de Paranavaí, próxima à região, registrou 13 milímetros de chuva. A cidade também recebeu alerta de risco muito alto para tempestades severas, com possibilidade de granizo e rajadas de vento.

O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) informou que equipes estão no local realizando a limpeza e desobstrução da via, com previsão de normalização do tráfego antes do anoitecer. A orientação é que os motoristas evitem o trecho ou utilizem rotas alternativas.

A previsão do Simepar indica chuvas isoladas com trovoadas para o sábado (25) entre o noroeste, oeste e norte do Paraná. No domingo (26), um novo sistema pode trazer temporais isolados para o oeste, sudoeste e centro-sul do estado. A segunda-feira (27) deve ter sol e temperaturas elevadas, com nova previsão de chuva para terça-feira (28).

 

 

Panelas de mais de 100 anos revelam o que colonos e escravizados comiam no Brasil

Pesquisadores analisaram panelas usadas há mais de 100 anos e, a partir de moléculas de gordura preservadas na cerâmica, reconstituíram o cardápio que revela o abismo social do Brasil no século 19.

De acordo com o estudo, colonos europeus se alimentavam de carne, laticínios e plantas cultivadas em terra própria, enquanto indígenas e comunidades escravizadas e afrodescendentes dependiam sobretudo da pesca e de outros recursos de subsistência.

De acordo com a pesquisa, foram analisados 182 fragmentos de cerâmica de quatro sítios arqueológicos na Baía da Babitonga, em Santa Catarina, região que hoje abrange Joinville e São Francisco do Sul. As panelas foram usadas entre o fim do século 19 e o início do século 20 por famílias indígenas, africanas, luso-brasileiras e por colonos alemães recém-chegados à região.

O Brasil daquele período já era reconhecido pela variedade de terras agricultáveis e pela riqueza natural da costa. Ainda assim, o acesso a essa fartura não era igual para todos. Segundo os pesquisadores, esse histórico desenhou a forma como a desigualdade alimentar se desenha até hoje.

 "Os resíduos preservados nessas cerâmicas mostram que a dieta cotidiana refletia as profundas diferenças sociais e culturais que caracterizavam o Brasil no final do século XIX. A arqueologia molecular nos permite recuperar parte dessa história que dificilmente constaria em documentos escritos", explica André Colonese, pesquisador do ICTA-UAB e coautor do estudo.

 

Como a comida sobrevive quase 100 anos numa panela?

Toda vez que um alimento é cozido, uma parte da gordura penetra nos poros da cerâmica e fica ali retida — mesmo depois que a panela para de ser usada. Foi esse resíduo que os pesquisadores foram buscar.

Em laboratório, eles trituraram uma pequena quantidade de pó de cada fragmento de cerâmica e extraíram as moléculas de gordura preservadas.

Depois, usaram técnicas de química analítica — como cromatografia gasosa e análise de isótopos de carbono — para identificar que tipo de alimento gerou aquele resíduo: se veio de plantas, de animais terrestres ou de peixes e frutos do mar, por exemplo.

 

Cada fonte de alimento deixa uma espécie de "assinatura molecular" diferente. Alimentos aquáticos, como peixe, e óleos vegetais tendem a deixar uma proporção específica entre dois ácidos graxos (palmítico e esteárico), enquanto gorduras de animais terrestres, como boi, apresentam outra proporção.

Além da gordura, os cientistas tentaram extrair proteínas de parte das amostras — uma tarefa mais difícil, já que proteínas se degradam com mais facilidade ao longo do tempo. Ainda assim, conseguiram identificar vestígios de peixe da família dos corvinídeos e de gema de ovo em algumas panelas.

 

O que as panelas contam

De acordo com os pesquisadores, a diferença social começa na própria panela onde o alimento era feito. As panelas feitas à mão — sem torno de oleiro, com decorações associadas a tradições indígenas, africanas e europeias — vieram de três sítios arqueológicos nas regiões de São Francisco do Sul e Joinville.

As moléculas encontradas nos alimentos mostram que, ainda que o país fosse vasto em natureza e estivesse expandindo o mercado de produção agrícola, o acesso a essa fartura dependia da posse de terra. Comunidades indígenas, africanas e afrodescendentes tinham a dieta mais concentrada em peixe e frutos do mar — recursos que não exigiam propriedade nem dinheiro.

Segundo o estudo, essa diferença reflete menos uma escolha de paladar e mais uma questão de acesso: famílias com posse de terra ou inseridas na economia de mercado formal tinham acesso ao gado e à lavoura; já famílias sem esse acesso recorriam à pesca e à coleta na costa — recursos mais livres, que não exigiam propriedade nem dinheiro.

O que era mais comum na dieta dos colonos alemães:

  • Carne e gordura animal
  • Laticínios
  • Poucos sinais de plantas cultivadas

O que era mais comum na dieta de luso-brasileiros, indígenas e afrodescendentes:

  • Peixe e frutos do mar
  • Milho, mandioca e, em menor grau, feijão e frutas
  • Galinha e, em alguns locais, gado usado para carne

A análise molecular permitiu ir um passo além e identificar alimentos específicos preparados há mais de um século. Entre eles, peixes, ovos de galinha e biomarcadores compatíveis com o processamento de milho, arroz, mandioca, feijão, frutas e verduras, além de gorduras animais. Segundo os pesquisadores, essa combinação de análises de lipídios e proteínas proporciona um retrato mais preciso da dieta diária das diferentes comunidades daquela época.

 

 

 

 

 

Por - G1