O Governo do Estado destinou R$ 2,9 bilhões para a área da saúde nos primeiros quatro meses de 2026, o que representa 15,01% da Receita Líquida de Imposto e supera o mínimo constitucional exigido por lei, que é de 12%. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, apresentou nesta terça-feira (30) o relatório detalhado do primeiro quadrimestre de 2026 durante audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
O orçamento total destinado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para o exercício de 2026 ultrapassa R$ 10 bilhões. O montante de despesas empenhadas nos primeiros meses superou a marca de R$ 2,9 bilhões, com contratos para os 12 meses empenhados no início deste ano. A prestação de contas evidenciou o volume de investimentos na rede da saúde, o desenvolvimento de metas estabelecidas no Plano Estadual de Saúde e a expansão de programas estratégicos em todo o território paranaense.
Segundo César Neves, o primeiro grande destaque é a execução orçamentária eficiente, que reflete na priorização de políticas públicas voltadas ao atendimento regionalizado. Ele ressaltou que os números evidenciam os maciços investimentos por parte do Estado para o fortalecimento da rede hospitalar e ambulatorial do Paraná.
“O orçamento está sendo cumprido com uma meta que não tinha sido alcançada antes. Esse não é um trabalho de agora. É um trabalho que começou na gestão do governador Ratinho Junior em que foi criado um sistema dentro do Fundo Estadual de Saúde para acompanhamento de toda a execução orçamentária, um trabalho extraordinário da Secretaria da Saúde”, explicou o secretário.
Outro ponto central na apresentação foi a redução da mortalidade infantil e materna. O secretário apontou que já há no relatório quadrimestral uma tendência de queda na mortalidade infantil e que a mortalidade materna, que estava estagnada no último relatório, agora aponta um gráfico de queda. "Isso é fruto de investimentos em educação continuada, construção de maternidades de risco baixo e risco habitual, a melhoria do incentivo e da qualificação ao parto, o Planifica SUS Paraná e outras medidas que nos trazem a esses números muito positivos nesse relatório quadrimestral", afirmou o secretário.
O presidente da Comissão de Saúde Pública da Assembleia Legislativa, deputado Tercílio Turini, avaliou positivamente a apresentação. Ele ressaltou que a prestação de contas é um momento importante de transparência. "Além de uma obrigação legal, é um momento importante, um momento de transparência, de publicidade que se dá para os números, não só para aquilo que está sendo aplicado, mas também serve para observar se as metas estão sendo atingidas e sendo cumpridas”, explicou o presidente da comissão.
ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE - Um dos principais destaques do balanço foi o avanço contínuo na Atenção Primária à Saúde. O Estado alcançou uma cobertura populacional de 96,49%. A expansão consolida o Paraná como referência nacional na estruturação da rede básica de atendimento.
O relatório ressaltou que a Atenção Primária é um dos pilares da saúde pública e tem recebido destaque especial. A ampliação na cobertura garante mais capacidade e assegura que mais paranaenses recebam atendimento adequado em seus municípios.
CIRURGIAS ELETIVAS - A produção hospitalar do Sistema Único de Saúde que engloba unidades próprias e privadas contratadas registrou um volume expressivo de procedimentos. Grande parte dos recursos foi destinada a intervenções cirúrgicas, com destaque para o Opera Paraná. O programa de cirurgias eletivas tem recebido aportes significativos para enfrentar gargalos históricos e ampliar o acesso da população a procedimentos de média e alta complexidade.
A meta de diminuir em 26% a quantidade de usuários que aguardam na fila da Central de Acesso à Regulação do Paraná (Care-PR) para cirurgias eletivas já foi atingida. No primeiro quadrimestre, a fila foi reduzida em 44%. O objetivo de diminuir em 30% o número de usuários na fila para consultas e exames especializados também superou a meta, com queda de 32% no período.
SAÚDE MATERNO-INFANTIL - Os indicadores de saúde da população e o monitoramento dos objetivos do Programa Anual de Saúde também foram apresentados na prestação de contas. O balanço demonstrou resultados positivos na saúde da mulher e na atenção materno-infantil. O percentual de gestantes com pré-natal com sete ou mais consultas atingiu 88,9%. O indicador mantém o Paraná como a unidade da Federação com o melhor pré-natal do Brasil. O Estado ainda ultrapassou a meta de triagem neonatal, realizando o procedimento em 95,88% dos nascidos vivos com os quatro testes previstos, superando a meta de 95%.
A evolução desse objetivo também foi destacado pela deputada Marcia Huçulak, diante do crescimento de fatores de risco para a gestação. “A queda é um fator de importância, mas quando vimos uma curva de tendência nos enche o coração de alegria. Quero parabenizar todo o trabalho do PlanificaSUS do Paraná e linha de cuidado materno que resulta nessa redução significativa da mortalidade materno-infantil”.
PRESENÇAS - Estiveram presentes na audiência o diretor executivo da Sesa, Ian Sonda; a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes; o diretor do Fundo Estadual de Saúde, Adriano Rissati; a representante da Diretoria de Atenção Especializada em Saúde, Juliana de Oliveira; e os deputados Luis Corti, Dr. Leonidas e Hussein Bakri, líder do Governo na Alep.
POr - AEN
As denúncias de violência contra crianças e adolescentes mais que dobrou no decorrer da década, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2020, o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) recebeu 73.635 ocorrências, número que subiu para 165.413 em 2025, representando crescimento de 125%.

Os dados foram analisados pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e divulgados nesta terça-feira (30). Segundo a pesquisa, entre 2020 e 2025, o Sinan recebeu 685.629 notificações que envolviam vítimas de 0 a 18 anos.
A grande maioria das denúncias foram protocoladas por garotas. Enquanto os meninos aparecem em 38% dos casos, as meninas e adolescentes do sexo feminino representaram 62% das vítimas. Em relação ao perfil racial, 49,1% das vítimas foram classificadas como pardas, 35,7% como brancas e 7,6% como negras.
A violência sexual apareceu como a ocorrência mais frequente, ao concentrar 34% das notificações. Em seguida aparecem casos de negligência e abandono, com 33,3%, e violência física, com 32,9%.
O estudo ressalta que o ambiente doméstico é o local em que ocorre a maioria das agressões. A mãe da vítima foi identificada como a agressora em 34% dos casos, enquanto o pai teve envolvimento em 26% das ocorrências registradas.
Na análise de faixa etária, a adolescência concentra 43% das notificações, com 294.010 registros. Entre a primeira infância, que atinge crianças de até 6 anos, surgiram 256.601 casos (375), e na segunda infância, entre 7 e 12 anos, foram 135.018 casos (20%).
Crescimento nacional
Para o psiquiatra e presidente da SPDM Ronaldo Laranjeira, o volume de notificações demonstra que a violência contra crianças e adolescentes segue como um grave e persistente problema no país.
“Quando uma criança ou adolescente é vítima de violência, os impactos podem ultrapassar o momento da agressão e se estender por toda a vida. Estamos falando de consequências físicas, emocionais, sociais e educacionais que podem comprometer o desenvolvimento e aumentar vulnerabilidades futuras. Por isso, é fundamental fortalecer a atuação integrada entre saúde, assistência social, educação e sistema de justiça”, afirma Laranjeira.
No período analisado, todas as regiões do Brasil registraram aumento nas notificações. Os estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 52% de todas as notificações registradas no período analisado.
O Nordeste liderou o ranking de variação percentual com um salto de 1.200%, seguido das regiões Norte (809%), Centro-Oeste (508%), Sul (421%) e Sudeste (221%).
Para a SPDM, os resultados reforçam a importância da qualificação contínua dos profissionais para identificação precoce dos sinais de violência, do fortalecimento das redes de proteção e da ampliação das ações de prevenção voltadas às famílias e comunidades.
Por -Agência Brasil
Um jovem de 21 anos foi preso pela PCPR em ação conjunta com o GATTI, da Polícia Civil da Bahia. O rapaz é investigado por uma série de crimes de exploração sexual cibernética infantil. A ação ocorreu na casa do suspeito, no município de Teolândial, na Bahia.
Durante as buscas in loco, as equipes policiais apreenderam um aparelho celular, um console PlayStation 4 (PS4) e dois pendrives. Todo o material recolhido será agora encaminhado para a análise minuciosa da perícia técnica, com o objetivo de extrair provas digitais que corroborem as investigações e verificar a possível existência de outras vítimas ainda não identificadas.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Arapoti (PR), tiveram início no final de outubro de 2025. O caso veio à tona após a mãe de uma menina de 10 anos flagrar a filha de madrugada com a lanterna do celular acesa. Ao inspecionar o aparelho, a genitora descobriu que a criança estava sendo aliciada pelo perfil do Instagram "@zurris2023", cujo contato inicial havia ocorrido por meio da plataforma de jogos online Roblox. O trabalho de inteligência da PCPR revelou que o suspeito agia como um predador virtual em série, aproveitando-se do anonimato e da ausência de barreiras geográficas da internet. Ele praticava o grooming, mentindo ter 13 ou 15 anos de idade para ganhar a confiança de meninas em torno de 12 anos.
Após estabelecer um falso vínculo de confiança, o investigado passava a exigir o envio de fotos íntimas da criança de roupa íntima, enviava imagens de sua própria genitália e dava ordens expressas para que as vítimas apagassem as mensagens, visando ocultar os abusos dos pais.
O inquérito policial já identificou o envolvimento de outras menores assediadas, algumas das quais chegaram a ser induzidas a produzir vídeos explícitos, material que acabou sendo armazenado pelo suspeito. Com a prisão efetivada, o indivíduo responderá legalmente por aliciamento de criança para a prática de ato libidinoso, satisfação de lascívia mediante presença de criança, produção de cena de sexo explícito envolvendo vulnerável e armazenamento de pornografia infantil.
Por - Catve
O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (3) uma série de medidas com o objetivo de preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para os efeitos do El Niño e os impactos das mudanças climáticas na saúde.

O plano prevê investimentos de R$ 9,8 bilhões para aumentar a capacidade de preparação e resposta da saúde pública a eventos climáticos extremos, incluindo 27 metas e 93 ações com planejamento até 2035.
A proposta inclui antecipar riscos climáticos e emitir alertas; preparar serviços de saúde resilientes; proteger a população, sobretudo em regiões mais vulneráveis; e fortalecer a capacidade do SUS de responder e reconstruir territórios afetados.
O programa tem como base cinco frentes com o objetivo de antecipar riscos e responder de forma mais rápida:
- coordenação (sala de situação, articulação com estados, municípios e Defesa Civil);
- fortalecimento da capacidade de saúde (equipes mobilizadas e reforço a territórios isolados);
- comunicação (orientações claras para gestores, profissionais de saúde e população);
- vigilância e alertas (monitoramento de riscos climáticos, sanitários e epidemiológicos); e
- reforço de insumos (medicamentos, vacinas, água segura e estrutura para resposta rápida).
O plano também prevê a implantação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima, distribuídos nas cinco regiões brasileiras. O primeiro deles, de acordo com a pasta, será inaugurado na quarta-feira (1º) na Bahia.
Excesso de calor
Outra ferramenta prevista é o Painel Nacional de Excesso de Calor, desenvolvido com o objetivo de apoiar ações de vigilância, prevenção e resposta aos riscos associados ao calor extremo, incluindo um sistema de alerta precoce com até cinco dias de antecedência.
As ações incluem ainda a expansão da Força Nacional do SUS para oito bases nas cinco regiões do país, permitindo resposta mais rápida às emergências, apoio em eventos de massa e situações de desastre e estruturação da capacidade local de pronta resposta.
De acordo com a pasta, a ideia é que as equipes tenham capacidade de atender a qualquer tipo de emergência em até 12 horas, além de iniciar ações compatíveis com a complexidade do desastre em questão em até 72 horas.
O ministério também trabalha com um protocolo específico sobre calor para idosos, com orientações que incluem:
- oferecer água mesmo sem sede;
- evitar exposição ao sol durante os horários mais quentes;
- manter a casa ventilada, fresca e arejada;
- conferir se medicamentos de uso contínuo estão sendo tomados corretamente;
- usar soro fisiológico em caso de ressecamentos dos olhos ou das narinas.
Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a pasta considera a crise climática como uma crise de saúde pública.
“A crise na saúde pública decorrente das mudanças climáticas é, talvez, uma das faces mais dolorosas e mais evidentes para a população dos impactos das mudanças climáticas”.
Ele destacou que um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) contabilizou 120 mil mortes ao longo dos últimos 20 anos diretamente relacionadas ao aumento da temperatura média em várias regiões do país.
“A mitigação é muito importante, o esforço para reduzir emissões de carbono que impactam as mudanças climáticas é muito importante e necessário, mas a adaptação dos sistemas de saúde é algo urgente”, concluiu Padilha.
Por - Agência Brasil
Com apoio da Cresol, jovem agricultor investe em tecnologia para fortalecer a produção de mandioca
O Paraná é o maior produtor nacional de mandioca para finalidade industrial (farinha e fécula). A safra de 2025 foi encerrada com 140,1 mil hectares de área colhida. Segundo o boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado em abril, o Estado colheu 3,6 milhões de toneladas no último ano.
A região Noroeste do Paraná é onde se concentra o maior volume de produção de mandioca. Além disso, a região possui muitas fecularias e farinheiras de grande porte, o que ajuda na comercialização da produção da raiz que abastece o mercado de amido no país.
Juventude no campo
A sucessão familiar no campo tem ganhado força com o apoio da Cresol, que vem viabilizando o acesso dos jovens produtores rurais à tecnologia e ao crédito. No município de Tuneiras do Oeste (PR), o cooperado Vinicius Fernando Moreira Potratz dá continuidade ao trabalho iniciado pelos pais, que vivem há 12 anos na atual propriedade, onde cultivam mandioca e grãos.
Aos 24 anos, Vinicius representa uma nova geração de agricultores que alia tradição familiar e tecnologia para aumentar a produtividade no campo. Em busca de mais eficiência para a propriedade, ele realizou seu primeiro financiamento em 2025, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
O recurso foi destinado à compra de um drone de pulverização, investimento que contribui para tornar a produção de mandioca mais eficiente e competitiva. Sem a posse de um trator, o drone surge como uma solução prática e inovadora para a propriedade, que possui mais de 20 alqueires de cultivo, permitindo a pulverização e a adubação de forma mais eficiente.
"Antes, dependíamos de terceiros para o plantio e a pulverização. Com o drone, vamos reduzir despesas com mão de obra e ganhar agilidade, o que vai fazer muita diferença", diz Vinicius.
Tecnologia e custeio no campo
O recurso permitiu à família investir em tecnologia para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das atividades agrícolas. A aquisição do drone de pulverização trouxe mais autonomia para a propriedade, diminuindo a dependência de serviços terceirizados e garantindo maior agilidade no manejo das lavouras.
Em 2026, a família buscou mais um financiamento, dessa vez de custeio para a produção de mandioca, em uma área de cinco alqueires. “Esse recurso do Plano Safra é de suma importância, porque é um recurso que a gente tem para conseguir negociar e ter acesso a preços mais competitivos, para conseguir ter uma margem melhor no futuro”, explica o cooperado.
Fortalecendo a agricultura familiar
Histórias como a da família Potratz refletem a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e a produção de alimentos no Brasil. A agricultura familiar exerce um papel fundamental na produção de alimentos como milho, mandioca, leite, feijão, arroz, suínos, aves, café, trigo e frutas.
De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento sustenta a economia de 90% das cidades brasileiras com população de até 20 mil pessoas. No cenário paranaense, esse setor compõe 75% das propriedades rurais, sendo um motor vital para a ocupação e o desenvolvimento econômico em municípios de pequeno porte.
Com apoio de recursos do Plano Safra, pequenos agricultores podem subsidiar suas produções por meio de linhas específicas para a sua atividade. Com taxas de juros mais acessíveis em comparação a outras modalidades de crédito rural, é possível reduzir custos e melhorar a eficiência da produção, garantindo mais sustentabilidade ao negócio.
Para Vinicius, o acesso ao crédito representa mais do que apoio financeiro. É uma ferramenta que permite investir na propriedade, aumentar a produtividade e criar condições para permanecer no campo, dando continuidade ao trabalho construído pela família ao longo dos anos. “A gente também tem área de milho, de soja, então às vezes a nossa margem diminui, mas, se tiver um crédito, a gente consegue aumentar essa margem”.
Série especial Plano Safra
Desde 2003, o Plano Safra é uma das principais ferramentas de incentivo ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro, com linhas de crédito para custeio, investimento e modernização das propriedades rurais.
Nesta série especial de reportagens sobre o Plano Safra, a Cresol apresenta modalidades de financiamento disponíveis e mostra como produtores de diferentes atividades utilizam esses recursos para fortalecer seus negócios, ampliar a produção e investir no futuro. As matérias serão publicadas às terças-feiras, entre os meses de junho e agosto.
Leia mais:
Plano Safra: produtor gaúcho usa linha de custeio para cultivo de porongos
Sobre a Cresol
Com 31 anos de história, mais de 1 milhão de cooperados e 1.050 agências de relacionamento no Brasil, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do país. Com foco no atendimento personalizado, fornece soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais.
POr - Assessoria
O Ministério da Saúde prorrogou a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV até 31 de dezembro deste ano. A estratégia de resgate vacinal de jovens que não receberam a dose na idade recomendada seria encerrada este mês.

Em ofício, a pasta reforçou a importância do resgate vacinal para a ampliação do acesso de adolescentes ainda não imunizados e reafirmou a necessidade de estados e municípios intensificarem as ações voltadas para a vacinação desses jovens.
“O monitoramento dessa vacinação de resgate apresenta avanços, mas os dados ainda são insuficientes para alcançarmos os mais de 600 mil adolescentes contemplados, necessitando, portanto, o incremento de estratégias voltadas para ações extramuros, como nas escolas, universidades e outros locais”, destacou o ministério.
No documento, a pasta citou ainda a importância de parcerias com sociedades científicas, órgãos de classe, organizações não governamentais, igrejas e mídias, com o objetivo de ampliar a divulgação para a sociedade sobre a segurança e efetividade da vacina.
Dados coletados até junho deste ano indicam que 287.647 adolescentes com idade entre 15 e 19 anos foram imunizados contra o HPV, sendo 124.172 do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino.
Esquema vacinal
A vacina contra o HPV faz parte da rotina do calendário nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e simplificando o acesso à imunização.
Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids e pacientes oncológicos e transplantados, o esquema vacinal permanece com três doses.
A mesma recomendação se aplica a usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) entre 15 e 45 anos e a vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.
Análise
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, lembra que o HPV é o principal vírus causador de diversos tipos de câncer, sobretudo o de colo de útero, mas também está relacionado ao câncer anal, câncer de boca, de cabeça, de pescoço, de ânus, de vulva e de vagina.
“São diversos tipos de câncer que partem do princípio de uma infecção prévia pelo vírus. Ele promove uma alteração na mucosa desses locais e indivíduos que não conseguem eliminá-lo após a exposição persistem com essa infecção por tempo prolongado, levando à uma diferenciação dessas células, causando, no futuro ou na persistência dessa infecção, esses tipos de câncer,” explicou Kfouri.
Segundo ele, o objetivo da imunização é evitar que mulheres e homens, ao se exporem ao HPV, se infectem e fiquem com o vírus de forma persistente. “A vacinação de adolescentes foi demonstrada, em diversos locais do mundo, a idade mais eficaz – não só no desempenho da vacina, mas também pelo momento.”
“Ao vacinar antes da exposição ao vírus, já que é um vírus de transmissão basicamente sexual, você evita e consegue obter o melhor desempenho da vacina., que é proteger contra todos os tipos contidos na dose”, completou.
O médico destacou ainda que a estratégia de imunizar meninos e meninas amplia o poder de proteção por meio da redução da transmissão do vírus e que países que adotaram a ação obtiveram reduções expressivas em verrugas genitais, cânceres de vagina e vulva e, principalmente, no câncer de colo de útero.
“É uma vacina extremamente segura e altamente eficaz. Uma das mais eficazes que nós já desenvolvemos no mundo. Ao ponto da Organização Mundial da Saúde falar hoje em eliminar o câncer de colo de útero”, concluiu Kfouri.
Por - Agência Brasil
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) é uma das principais portas de acesso da população às urgências e emergências no Paraná.
Hoje, o serviço está presente e atua nos 399 municípios do Estado, mas nem sempre foi assim. Em 2019, a cobertura regionalizada da rede contemplava apenas 68% do território paranaense, deixando grandes vazios assistenciais em diversas regiões. Para reverter esse cenário, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), implementou um plano estratégico focado em centralização tecnológica e expansão de frotas avançadas, garantindo que o socorro médico chegue com a mesma agilidade e eficiência a qualquer cidadão, em todos os cantos do Paraná.
O avanço histórico é fruto de um planejamento estratégico que aliou a expansão de bases físicas, unificação tecnológica por meio do sistema Care, custeio qualificado e treinamento com certificação internacional para as equipes de socorro. Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a universalização do Samu representa o maior legado da saúde pública na história recente do Paraná.
"Assumimos o compromisso, sob a diretriz do governador Ratinho Junior, de descentralizar a saúde e levar atendimento imediato a cada paranaense, independentemente de onde ele resida. O Samu operando nos 399 municípios com um sistema único e moderno conectado à rede do Estado salva vidas diariamente. O Samu 192 no Paraná deixou de ser um mosaico de serviços isolados para se tornar uma rede robusta, eficiente e de referência nacional", acrescentou.
No início da gestão, em 2019, o cenário do atendimento de urgência era fragmentado. Regiões importantes como Ponta Grossa (3ª RS), Guarapuava (5ª RS) e Pato Branco (7ª RS) operavam com sistemas próprios isolados.
A grande virada ocorreu a partir de 2020 com a implantação do Sistema Care, unificando o atendimento telefônico e a regulação médica em todo o Paraná. Os dados extraídos dos relatórios oficiais do sistema traduzem o impacto dessa cobertura total. Em todo o ano de 2019, a rede registrou 772.931 ligações telefônicas.
Com a expansão, a otimização dos recursos e a eliminação de redundâncias, a rede consolidada gerenciou 1.245.276 ligações reguladas no ano de 2025. Já neste ano, os dados atualizados até meados de junho apontam para 580.438 recebidas, consolidando o ritmo de alta resolutividade e prontidão no atendimento à população.
A regionalização também reorganizou geograficamente a eficiência do atendimento. Um dos exemplos foi a migração estratégica da Central de Regulação de Urgência (CRU) do Litoral para a Central Metropolitana, gerando ganho de escala e suporte especializado. Em 2025, o Samu Metropolitano (Curitiba e RMC) liderou o volume operacional com 403.129 atendimentos regulados, seguido pela região Norte (Londrina), com 194.540 atendimentos.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, diz que o sucesso do Samu vai além do transporte de pacientes. Segundo ela, a universalização do serviço permitiu mapear os principais agravos à saúde da população em tempo real. “O Samu moderno funciona como uma peça estratégica de vigilância e resposta rápida, conectando o atendimento diretamente à nossa rede de alta complexidade".
MEDICAMENTO – Um dos marcos clínicos mais impactantes foi a introdução, em 2020, do medicamento de última geração Tenecteplase (TNK) em todas as Unidades de Suporte Avançado (USA – UTIs móveis) e aeronaves de resgate. Com essa iniciativa, o Paraná passou a ser o único estado do Brasil a utilizar o trombolítico no Atendimento Pré-Hospitalar (APH), ou seja, antes mesmo da hospitalização do paciente. Ele é utilizado para desobstruir artérias nem casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) Isquêmico e no infarto agudo do miocárdio.
Atualmente, o medicamento, cujo custo é de R$ 8.371,24 por ampola, está disponível em 59 ambulâncias de suporte avançado do Samu e em seis aeronaves de urgência do Estado. Desde o início do programa, foram utilizadas mais de 1.800 ampolas de TNK, representando um investimento superior a R$ 15 milhões exclusivamente no combate direto à principal causa de mortes cardiovasculares no Estado.
Aplicado pelas equipes ainda durante o trajeto, o fármaco desobstrui a artéria bloqueada, restabelece o fluxo sanguíneo e reduz drasticamente os danos ao músculo cardíaco. A agilidade no atendimento alivia sintomas graves, como a dor no peito e a falta de ar, diminuindo o risco de complicações severas, como insuficiência cardíaca e arritmias, e garante um quadro clínico estabilizado e seguro até a chegada ao hospital de referência.
NOVAS BASES - Ao longo dos últimos oito anos, a rede de atendimento foi capilarizada com a criação de novas bases estratégicas focadas em Unidades de Suporte Avançado. Municípios como União da Vitória, São Mateus do Sul, Irati, Telêmaco Borba, Colombo, Palmeira, Jaguariaíva, Prudentópolis, Pitanga, Laranjeiras do Sul e Fazenda Rio Grande receberam o reforço de ambulâncias UTIs completas, ampliando a retaguarda médica nas rodovias e perímetros urbanos.
Paralelamente, o Samu atuou de maneira decisiva na cobertura de eixos rodoviários estratégicos após o encerramento do antigo modelo de concessões de pedágio, assegurando que os usuários das rodovias paranaenses não ficassem desamparados.
CAPACITAÇÃO - O fortalecimento do Samu no Paraná também passou pela valorização e treinamento técnico. Mais de mil profissionais de saúde da rede foram capacitados e certificados internacionalmente no curso Advanced Medical Life Support (AMLS), padronizando a abordagem de urgências clínicas aos mais altos níveis globais.
A estrutura de retaguarda ganhou o Centro de Simulação Realística e o fornecimento de quatro conjuntos de simuladores modernos para treinamento continuado das equipes nas sedes macrorregionais. No aspecto de infraestrutura física, destacam-se a inauguração do moderno Complexo Regulador de Curitiba "Matheos Chomatas", com custeio integralizado pela Sesa para abranger Curitiba, RMC, Litoral (1ª RS) e União da Vitória (6ª RS), e a entrega do novo Complexo Regulador de Londrina, que unificou os atendimentos de urgência de toda a região Norte em uma das estruturas mais modernas do Estado.
CUSTEIO RECORDE - Para manter a engrenagem funcionando com excelência, o repasse financeiro mensal do Governo do Estado para o custeio das unidades avançadas cresceu expressivamente. No início de 2020, o investimento mensal era de R$ 5,71 milhões; em junho de 2026, esse montante atingiu a marca histórica de R$ 9.131.008,63 no mês, um salto de quase 60% nos recursos de manutenção da rede.
Como marco final de inovação e tecnologia aplicada ao resgate médico, o Paraná prepara para os próximos meses o início da operação de uma aeronave de asa rotativa biturbina com capacidade para missões noturnas e voos por instrumentos (IFR).
"Essa nova aeronave biturbina representa a quebra de uma barreira histórica na nossa saúde pública. Com a capacidade de voar à noite e por instrumentos, passamos a oferecer um resgate aéreo com cobertura de 24 horas, independentemente da luz solar. É a tecnologia máxima salvando vidas e consolidando o maior legado de proteção e prontidão que este governo deixa para a população paranaense", afirmou o secretário César Neves.
Por - AEN
Um estudo entre jovens brasileiros com idade de 21 a 34 anos mostrou que a intermediação das redes sociais na forma como a juventude se relaciona com a política tem causado profundas transformações. Isolamento, personificação e polarização são alguns dos efeitos colaterais dessa interferência.

A pesquisa qualitativa ouviu 24 jovens, em 2022, que vivem em metrópoles brasileiras de várias regiões, tanto de capitais quanto do interior sobre temas relacionados à política, polarização e redes sociais. O grupo representa uma amostra da faixa etária onde estão 29% dos eleitores no país.
Segundo a pesquisadora Catharina Vale, da Universidade Católica Portuguesa, o estudo constatou que essa faixa etária demonstra desconhecer a vivência política sem intermediação das redes sociais. Por essa razão, estão mais suscetíveis às mudanças provocadas por esse tipo de mídia.
Curadoria
Um dos principais efeitos colaterais é uma seleção deliberada do conteúdo político de forma individualizada e personalizada. “Foi nessa observação que eu proponho o conceito que eu chamo de curadoria do eu. Que é essa prática desses usuários justamente para promover uma proteção”.
De acordo com a pesquisadora, a “curadoria do eu” é uma consequência da ansiedade e do cansaço gerado por um tipo de meio de comunicação pensado para relações comerciais, embora seja ofertado como uma mídia social.
“Nos depoimentos ouvi falas muito marcantes que demonstram esse cansaço, como ‘brigar cansa’ ou ‘eu não queria enlouquecer’”, diz Catharina.
O mecanismo de proteção também apareceu frequentemente nas declarações dadas pelos jovens. “São falas que reconhecem essa prática de cancelar, ou de ter consciência de que vive em uma bolha e é feliz assim. Como por exemplo: ‘esse tipo de conteúdo não chega pra mim’, ‘eu faço curadoria e sei que meu algoritmo também faz’”, destaca.
Na avaliação de Catharina, a “curadoria do eu” empobrece o debate entre esse público e afeta a coletividade e a democracia.
“Isso nos isola enquanto indivíduo e individualmente a gente vai encontrando essa massa mais homogênea. Menos espaço para debate, com menos espaço para discussão e para ser diferente. E é nesse cenário que a política vai sendo construída”, afirmou a pesquisadora.
Essa homogeneização acaba tendendo aos extremos e gerando polarização. Nesses grandes grupos, cada jovem age individualmente, personalizando suas relações políticas.
“Eu não me importo de qual partido vem o meu candidato a vereador, o meu candidato à presidência, não importa quem é essa pessoa, qual é a trajetória dela. O que acaba sendo valorizado são as práticas das redes sociais, aquelas que privilegiam o contato aparentemente direto de pessoa para pessoa”, explica Catharina.
Mudança
De acordo com Catharina Valle, toda essa transformação pode ser observada a partir das Jornadas de Junho, uma série de mobilizações em massa ocorridas simultaneamente em centenas de cidades brasileiras, em 2013.
As manifestações coincidem com o surgimento das redes sociais e o início do acesso do público jovem a esse tipo de mídia. “Quando a gente chega na web 2.0, que começa a possibilitar rede social, dados, microdados, essa troca, atuação de algoritmo, é quando essa relação da mídia com a política começa a ganhar outro corpo, começa a ter outra forma. E a partir de 2013 é quando a gente percebe isso no Brasil de forma mais evidente”, afirma a pesquisadora.
Para Catharina, essas transformações foram intensificadas a cada ano e produziram efeitos nas eleições seguintes, podendo, inclusive, resultar em uma grande transformação na forma de fazer política no Brasil.
“Tem um potencial de transformar, mas principalmente de transformar a política pelas próximas décadas, porque é esse novo fazer político que vai acompanhar o Brasil pelas próximas 20, 30, 40, 50 décadas à frente da gente”, conclui.
Por - Agência Brasil
Apresentadores de televisão e de rádio que pretendem se candidatar às eleições gerais de outubro devem deixar seus programas nesta terça-feira (30). 

O fim do prazo está previsto nas Lei das Eleições e nas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização dos pleitos.
Conforme as normas, é vedado às emissoras de rádio e televisão transmitirem programa apresentado ou comentado por pré-candidato aos cargos que estarão em disputa.
A proibição pretende impedir que artistas e jornalistas obtenham vantagem na campanha eleitoral.
O descumprimento pode levar ao indeferimento do registro de candidatura na Justiça Eleitoral e ao pagamento de multa pelas emissoras, além da determinação para retirada do conteúdo do ar.
Inaugurações
No próximo sábado (4 de julho), o calendário eleitoral também estabelece que pré-candidatos estão proibidos de participar de inaugurações de obras públicas.
A partir da mesma data, fica proibida a contratação de shows artísticos custeados com recursos públicos.
Eleições
O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25, caso seja necessário.
Por - AgÊncia Brasil
Nesta terça-feira (30), cerca de 9,5 milhões de contribuintes recebem o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Ao longo do dia, a Receita Federal pagará R$ 16 bilhões a 9.585.797 pessoas. O pagamento contempla o segundo lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Em valores, o lote iguala os R$ 16 bilhões liberados em maio. Em número de contribuintes, no entanto, o segundo lote contempla 835,8 mil pessoas físicas a mais que no pagamento anterior.
Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão.
Os dois primeiros lotes de 2026, informou o órgão, representam 80% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.
Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 4,494 bilhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
- 7.709.752 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
- 1.106.923 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
- 507.768 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
- 155.060 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
- 106.294 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).
Neste lote, não há o pagamento a contribuintes sem prioridade.
A consulta está disponível desde terça-feira (23), na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.
Pagamento
O pagamento do segundo lote será feito ao longo do dia na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".
Por - Agência Brasil
As seis dezenas do concurso 3.025 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 23 milhões.
Por se tratar de um concurso com final cinco, ele recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade.
As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
Por - Agência Brasil
O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da aplicação da vacina contra o sarampo na capital paulista após três crianças menores de dois anos contraírem a infecção na zona norte da cidade, na última sexta-feira (26). O órgão também recomenda a aplicação do imunizante em Guarulhos, devido à intensa circulação de pessoas.

A vacina recomendada é a “dose zero”, que deve ser aplicada em crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. O imunizante reforça a proteção em uma faixa etária altamente suscetível a infecções e agravamentos da doença. O procedimento também contribui para impedir que mais indivíduos sejam infectados.
A dose não substitui as já previstas no Calendário Nacional de Vacinação, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Além do reforço vacinal, estão sendo adotadas medidas de vigilância para conter a transmissão local, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de contactantes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas de risco.
Casos de sarampo
O Ministério da Saúde informa que os três casos de infecção podem ter ocorrido por meio do contato com pessoas procedentes do exterior. Além disso, das três crianças que testaram positivo, duas estudam na mesma creche e a terceira mora na mesma região.
No ano passado, o Brasil registrou 38 casos de contaminação por sarampo. Contudo, permanece o status de país livre do sarampo, visto que os casos aconteceram por importação.
O mesmo não pode ser dito de outros países do continente americano, principalmente da América do Norte, que concentram alta circulação da doença. No México, foram registrados 11.771 casos neste ano. Nos Estados Unidos, foram 2.104 pessoas infectadas e no Canadá, 1.073 casos.
A ascensão do sarampo fez com que a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) retirasse do continente americano, no ano passado, o status de região livre de transmissão endêmica.
Por - Agência Brasil


























