Educação Profissional: escolas estaduais reabrem matrículas para cursos técnicos

A rede estadual de educação do Paraná reabriu, na manhã desta quinta-feira (8), o período para matrículas em cursos técnicos nas escolas estaduais. A oportunidade é voltada aos estudantes que perderam o prazo regular, aberto no final de 2025.

O novo período para a realização das matrículas vai até a próxima quinta-feira (15). Nesta etapa, as matrículas devem ser realizadas presencialmente, nas secretarias das escolas participantes. Ao todo, são ofertados mais de 45 cursos técnicos diferentes em cerca de 870 escolas estaduais.

Foram abertas até 55 mil vagas para estudantes concluintes do Ensino Fundamental que desejam ingressar na Educação Profissional de forma integrada à 1ª série do Ensino Médio. Já a oferta de cursos técnicos subsequentes, também conhecida como pós-Médio, soma cerca de 8 mil vagas para estudantes que já concluíram a Educação Básica.

“É uma oportunidade para que o estudante obtenha dois certificados - um do Ensino Médio regular, mas também uma certificação técnica. Dessa forma, o aluno sai da escola muito mais preparado para o mercado de trabalho e para o Ensino Superior, com os mesmos três anos do Ensino Médio regular”, destacou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

Os interessados devem apresentar comprovante de residência atualizado, certidão de nascimento, documento oficial com foto, CPF, comprovante de vacinação (para menores de 18 anos), histórico escolar ou comprovante de escolaridade, além de laudo médico e documento de tutela/guarda quando aplicável.

Mais informações sobre a oferta de cursos técnicos e a disponibilidade de vagas podem ser consultadas presencialmente, nas secretarias das instituições de ensino.

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL - A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) é uma modalidade educacional que visa facilitar a inserção e a atuação do estudante no mundo do trabalho e no Ensino Superior.

A modalidade contempla mais de 45 cursos gratuitos de qualificação, habilitação técnica e tecnológica, que abrangem diferentes áreas do conhecimento - Agronegócio, Administração, Biotecnologia, Enfermagem, Gastronomia, Formação Docente, Inteligência Artificial, Turismo, entre muitos outros.

“É um grande trabalho voltado à empregabilidade. Ainda no Ensino Médio, o coordenador do curso técnico busca vagas de estágio e Jovem Aprendiz para alocar os estudantes na área em que estudam. Aliando teoria e prática, esse aluno deixa a escola muito bem preparado e, muitas vezes, já empregado”, acrescentou o secretário Roni Miranda.

Nos últimos anos, a oferta da EPT tem crescido exponencialmente na rede estadual do Paraná, por meio da abertura de novas turmas e da realização de parcerias com entidades e setor produtivo, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-PR) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-PR). O número de ingressantes em cursos técnicos no Estado saltou de 15,1 mil, em 2018, para mais de 50 mil no ano passado.

Para 2026, a expectativa é de nova ampliação, impulsionada pela adesão de novas escolas à EPT. Ao todo, 94 instituições estaduais, de diferentes regiões do Paraná, passarão a ofertar quase 5 mil novas vagas para cursos técnicos.

 

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

 Guia orienta sobre mudança no rastreamento do câncer de colo do útero

A Fundação do Câncer lançou nesta quinta-feira (8) nova versão atualizada do Guia Prático de Prevenção do Câncer de Colo do Útero, como parte do Janeiro Verde, mês de conscientização e prevenção da doença. O guia teve a primeira edição lançada em 2022, quando se falava de vacinação contra o HPV (papilomavirus humano), vírus que afeta a pele e as mucosas - a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo - e o rastreamento com o exame Papanicolau, que utilizava a citologia, método vigente à época.

A nova versão do guia visa a orientar profissionais de saúde na transição de rastreamento, que substituirá gradualmente o exame Papanicolau pelo teste molecular de DNA-HPV.

“Tanto a vacinação quanto o método de rastreamento receberam muitas mudanças nesse período, principalmente em 2025. Houve uma ampliação para vacinação do público-alvo contra o HPV", disse a consultora médica da Fundação do Câncer, Flávia Miranda Corrêa.

Segundo ela, em relação ao rastreamento foram incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS), em 2024, os testes moleculares (DNA-HPV) para detecção do HPV oncogênico (tipos de HPV com potencial capacidade de causar câncer de colo do útero). A partir de setembro do ano passado, começou o processo de implementação”.

O processo de implementação dos testes moleculares para detecção do HPV oncogênico foi iniciado em setembro do ano passado, por meio de um núcleo criado na Secretaria de Atenção Especializada em Saúde, do Ministério da Saúde, e ocorrerá de forma gradativa, disse Flavia Corrêa, doutora em Saúde Coletiva da Criança e da Mulher pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz). Primeiro foram elencados municípios de 12 estados para começar essa implementação baseada.

Eles estão em diferentes estágios de evolução desse processo. Agora começaram as conversas com mais 12 estados para ter apoio do ministério e começar a implementação”. Flavia destacou que nos lugares em que o rastreamento molecular (DNA-HPV) não tiver chegado ainda, continuarão valendo as regras baseadas no rastreamento citológico (Papanicolau).

O guia atualizado da Fundação do Câncer já incorpora as recomendações das novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, aprovadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que preveem a substituição gradual do exame de Papanicolaou pelo teste de DNA-HPV no SUS.

De acordo com o cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, enquanto o Papanicolau identifica alterações celulares quando elas já estão presentes, o novo exame molecular detecta a infecção pelo HPV, “ampliando a capacidade de detecção precoce e a efetividade das estratégias de prevenção”.

Público alvo

Flavia Corrêa informou que o público-alvo do novo exame de rastreamento DNA-HPV continua o mesmo no Brasil, abrangendo mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos de idade. Outros países fixaram a idade inicial em 30 anos. Após estudos, o Brasil decidiu manter o que já estava consolidado no país, principalmente para não ter os dois métodos sendo usados concomitantemente em uma mesma unidade de saúde. “As duas técnicas não podem coexistir, porque senão vai haver muita confusão e, inclusive, a possibilidade de serem feitos os dois testes na mesma mulher”, explicou.

A periodicidade dos testes também é diferente. Na citologia, ele tem de ser repetido de três em três anos após um resultado negativo, depois de dois resultados negativos feitos no intervalo de um ano.

“Os primeiros exames são anuais e, a partir daí, são trienais”. Com o exame molecular (DNA-HPV), mais sensível, sabe-se que 99% das mulheres têm teste negativo, não têm HPV, não têm lesão precursora nem câncer e, por isso, pode-se ampliar o intervalo do rastreamento para cinco anos. Essa diferença é justificada pela maior sensibilidade do teste HPV.

Entre as mulheres que tiverem resultado positivo para os tipos mais perigosos e responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero, que são o HPV 16 e 18, em que há mais risco de lesão precursora de câncer, o encaminhamento para exame de colposcopia é imediato. A colposcopia permite, por meio de lentes de aumento, visualizar o colo do útero e a vagina de forma ampliada e detalhada e, com o uso de alguns reagentes, detectar lesões precursoras da doença. 

Flavia Corrêa disse ainda que além do HPV 16 e 18, existe um grupo de mais dez tipos de HPV, considerados pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) responsáveis por 30% dos casos de câncer de colo de útero. As mulheres com resultado positivo para outros tipos de HPV oncogênico terão a citologia reflexa processada no mesmo material coletado para o teste molecular. Caso a citologia apresente alterações, essas pacientes também serão encaminhadas para colposcopia. Mas se a citologia for normal, se não tiver nenhuma alteração, a paciente repete o teste de HPV em um ano, em vez de cinco anos, porque está em risco intermediário entre a mulher que tem HPV 16 e 18 positivo e aquela que apresenta teste negativo.

Pilares

O Brasil aderiu à Estratégia Global para a Eliminação do Câncer de Colo do Útero, lançada em 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e assumiu metas até 2030 que incluem vacinar 90% das meninas até 15 anos de idade, rastrear 70% das mulheres com teste molecular e tratar 90% das pacientes diagnosticadas com lesões precursoras ou câncer.

Flavia Corrêa destacou que a vacinação das meninas é a forma mais eficaz de prevenir o câncer de colo do útero “porque simplesmente não tendo uma infecção por HPV, o câncer não ocorre. É o que a gente chama de prevenção primária”. Com a pandemia de covid-19 e, nos anos seguintes, com o movimento muito forte antivacina, a cobertura caiu. Agora, o Programa Nacional de Imunização (PNI) faz grande esforço em relação à meta de 2030 e, desde o final do ano passado, com duração prevista até o final do primeiro semestre de 2026, está fazendo o resgate dos adolescentes entre 15 e 19 anos que não foram vacinados até o momento contra o HPV.

“Vai ser uma medida muito importante, porque a gente sabe que quanto mais cedo a criança ou adolescente for vacinado contra o HPV, maior é a imunidade que se desenvolve”.

Disponível no SUS desde 2014, a vacina quadrivalente protege contra os tipos mais frequentemente associados ao desenvolvimento do câncer de colo de útero. No Brasil, meninas e meninos de 9 a 14 anos recebem dose única contra o HPV.

O segundo pilar é o rastreamento, que ganha força com a incorporação do teste molecular DNA-HPV. A consultora médica da Fundação do Câncer salientou que, ao contrário do Papanicolau, com subjetividade muito grande pelo fator humano e que pode apresentar resultados falsos positivos como negativos, o exame molecular (DNA-HPV) é automatizado e tem 99% de segurança, se der negativo, de que a pessoa não tem nem vai ter lesão precursora ou câncer no período de cinco anos ou mais. “Essa mudança aproxima o Brasil de países como a Austrália, referência mundial, que já registrou quedas expressivas na incidência da doença após adotar o novo exame como principal método de rastreamento”, afirmou Flavia.

O terceiro pilar é o tratamento oportuno, que completa a estratégia da OMS. Ele inclui desde o manejo adequado de lesões precursoras até o acesso rápido ao tratamento oncológico para os casos já avançados, assegurando que mulheres identificadas com alguma alteração recebam o cuidado necessário de forma rápida e efetiva. Se for confirmado o diagnóstico de lesão precursora ou câncer e a mulher não for submetida a tratamento, se rompe um elo dessa cadeia e não se está fazendo prevenção, disse a médica.

“Não basta só mudar o teste. Toda a rede de cuidado e prevenção do câncer do colo do útero tem que estar estruturada”.

Prioridades

Flavia lembrou que a vacinação gratuita contra o HPV está disponível no SUS também para grupos prioritários como pessoas com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos e vítimas de abuso sexual (9 a 45 anos), além de usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), medicamento antirretroviral tomado por pessoas sem HIV para prevenir a infecção. Para mulheres na faixa de 20 a 45 anos, a vacina não está incorporada ao SUS e elas terão de recorrer ao setor privado de saúde. A partir dos 20 anos, a vacina é dividida em três doses e a decisão deve ser compartilhada entre a mulher e o profissional de saúde que a acompanha, para avaliação dos benefícios.

Como participante do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da OMS: Atualização das Recomendações de Rastreamento e Tratamento da OMS para prevenir o câncer de colo do útero", Flavia Corrêa admitiu que os profissionais do sexo ainda não estão incluídos nos grupos de vacinação no SUS. Mas, como representam um grupo de risco maior, ela acredita na possibilidade de virem a ser incluídos na expansão da vacinação contra o HPV.

Consulte aqui o Guia Prático de Prevenção do Câncer do Colo do Útero, da Fundação do Câncer.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Médico de Bolsonaro confirma traumatismo craniano leve

O ex-presidente Jair Bolsonaro caiu ao caminhar e teve um traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado.

Ele é um dos profissionais que atende o ex-presidente. Bolsonaro retornou ao Hospital DF Star, em Brasília, após autorização concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para que ele deixasse a cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) onde cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

"Na madrugada de ontem[terça-feira], o presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto da superintendência. Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu", informou o médico a jornalistas. 

Bolsonaro fez exames e já retornou à Superintendência da PF, que fica a poucos quilômetros do hospital particular. 

Um boletim divulgado pelo DF Star confirmou o traumatismo craniano leve, sem indicação de nenhuma intervenção mais complexa.

"Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente", diz o texto assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini.

De acordo com o médico Brasil Caiado, a queda de Bolsonaro no quarto pode ser decorrente de quadros de desorientação causados pela interação entre diferentes medicamentos. 

"Há uma suspeita inicial e nós já havíamos imaginado, que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento da crise de soluços. Se esses quadros forem recorrentes, colocam o presidente em uma zona de maior risco", explicou.

Há menos de uma semana, Bolsonaro havia tido alta do mesmo hospital, onde ficou internado por 8 dias, onde foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, seguida de outros procedimentos para conter o quadro de soluços.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou um novo medicamento, o Leqembi, para tratamento de pacientes diagnosticados na fase inicial da doença de Alzheimer. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado.

O remédio, produzido com o anticorpo lecanemabe, é indicado para retardar o declínio cognitivo das pessoas que já apresentam demência leve causada pela doença. 

Segundo o registro da Anvisa, o lecanemabe reduz as placas beta-amiloides no cérebro. O acúmulo dessas placas é uma característica definidora da doença de Alzheimer. O produto é uma solução para diluição para infusão.

Estudo 

A Anvisa divulgou que o medicamento teve a eficácia clínica avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 pessoas com doença de Alzheimer em estágio inicial, que apresentavam placas betaamiloides no cérebro e receberam o Leqembi ou placebo. 

“A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas após 18 meses”, apontou a Anvisa. A avaliação ocorreu a partir de uma escala de demência denominada CDR-SB, utilizada para testar a gravidade da doença de Alzheimer em pacientes. 

A escala inclui questões que ajudam a determinar o quanto a vida diária do paciente foi afetada pelo comprometimento cognitivo. Segundo o estudo, no subgrupo de 1.521 pessoas, os pacientes tratados com o novo medicamento apresentaram um aumento menor na pontuação CDR-SB do que aqueles que receberam placebo.

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

 IPVA 2026: saiba quais os municípios com as maiores e menores frotas do Paraná

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e a Receita Estadual divulgaram o relatório com a frota tributável nos 399 municípios do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Para o exercício de 2026, a frota total lançada em todo o Paraná soma 4.181.911 veículos. A estimativa de arrecadação é de R$ 4,59 bilhões. Confira o lançamento do IPVA por município  AQUI .

O levantamento evidencia diferenças entre os municípios paranaenses. Em termos de comparação, 55 cidades contam com mais de 10 mil veículos registrados. Isso representa 76% da frota total do Estado. Por outro lado, 71 municípios possuem menos de mil veículos tributados (1,2% da frota).

A capital, Curitiba, registra isoladamente 971,1 mil veículos na base de cálculo, enquanto o município de Mirador, região Noroeste, apresenta o menor registro do estado, com apenas 273 veículos.

De acordo com levantamento da Receita Estadual, a Região Metropolitana de Curitiba concentra a maior frota do Estado, com 1.555.322 veículos registrados. A seguir, os municípios de algumas regiões com o maior número de registro de veículos.

O IPVA no Estado traz uma redução histórica no valor cobrado da maioria dos motoristas, com a alíquota fixada em 1,9%. “A redução da alíquota beneficia tanto quem vive nas grandes cidades quanto nos municípios menores, garantindo um imposto mais justo e equilibrado para todo o Estado”, destacou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.

As menores frotas do IPVA 2026:

  • Mirador: 273 veículos
  • Nova Aliança do Ivaí: 290 veículos
  • Jardim Olinda: 302 veículos
  • Santa Inês: 357 veículos
  • Guaraqueçaba: 432 veículos

As maiores frotas do IPVA 2026

  • Curitiba: 971.162 veículos
  • Londrina: 216.080 veículos
  • Maringá: 186.509 veículos
  • Cascavel: 150.130 veículos
  • São José dos Pinhais: 140.863 veículos

Confira as maiores frotas regionais:

Região Metropolitana de Curitiba (RMC): 1.555.322 veículos

  • Curitiba: 971.162
  • São José dos Pinhais: 140.863
  • Colombo: 79.701

Noroeste: 515.549 veículos

  • Maringá: 186.509
  • Umuarama: 43.226
  • Paranavaí: 31.364

Oeste: 498.639 veículos

  • Cascavel: 150.130
  • Foz do Iguaçu: 94.610
  • Toledo: 62.204

Norte: 437.227 veículos

  • Londrina: 216.080
  • Arapongas: 42.791
  • Cambé: 34.207

Campos Gerais: 270.881 veículos

  • Ponta Grossa: 131.496
  • Telêmaco Borba: 27.179
  • Castro: 25.858

Sudoeste: 232.760 veículos

  • Pato Branco: 39.079
  • Francisco Beltrão: 38.764
  • Dois Vizinhos: 18.801

ISENÇÕES – As motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas aptas a realizar a conversão.

Os proprietários de veículos já podem realizar o pagamento do IPVA 2026. O prazo para pagamento à vista ou da primeira parcela começa nesta sexta-feira (9) e segue até 15 de janeiro, conforme o final da placa. Quem optar pela quitação integral garante desconto de 6% sobre o valor total. Também é possível parcelar o imposto em até cinco vezes, sem desconto.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Com redução do IPVA, emplacamentos aumentaram 42% no Paraná entre 2024 e 2025

Mesmo com a nova alíquota do IPVA em vigor por menos de quatro meses em 2025, o Paraná registrou um crescimento expressivo no número de primeiros emplacamentos de veículos.

O volume anual passou de 286 mil para cerca de 406 mil novos registros, um aumento absoluto de aproximadamente 120 mil veículos e uma alta de 42% em relação a 2024. A tendência aponta para um efeito ainda mais intenso em 2026, quando a medida estará válida ao longo de todo o ano.

O avanço coincide com a sanção da lei pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, em setembro de 2025, que reduziu a alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 3,5% para 1,9% do valor venal de automóveis, motocicletas e caminhonetes. A mudança havia sido anunciada em agosto e começou a influenciar, ainda naquele mês, o comportamento de proprietários de veículos e empresas do ramo, como locadoras, com reflexos mais evidentes a partir de setembro.

“Essa foi a maior redução de IPVA do Brasil, que alivia o bolso dos paranaenses e que agora começa a se converter em maior circulação de dinheiro na economia dos municípios. Isso vai ajudar as famílias no pagamento do IPTU, do material escolar, de uma prestação da casa, de uma viagem em família, das compras no mercado, no açougue ou na mercearia. É um benefício direto para a população”, afirmou Ratinho Junior.

Além do aumento nos primeiros emplacamentos, os dados mensais indicam outro efeito relevante da redução do imposto: a intensificação da transferência de veículos de outros estados para o Paraná. 

De janeiro a agosto de 2025, o Estado registrou menos emplacamentos mensais desse tipo do que nos mesmos meses de 2024, com exceção de julho e agosto, quando os volumes foram praticamente equivalentes. A partir de setembro, já com a nova lei sancionada, todos os meses passaram a apresentar mais transferências para o Paraná do que no ano anterior.

Esse movimento mostra que, além de estimular que veículos novos sejam emplacados no Estado, a redução do IPVA também tem levado proprietários que mantinham seus veículos registrados em outras unidades da federação a retornarem ao Paraná, atraídos pelo ambiente fiscal mais favorável.

A média mensal de emplacamentos totais também mudou de patamar no segundo semestre. Entre janeiro e agosto de 2025, foram cerca de 48 mil registros por mês, incluindo primeiros emplacamentos e transferências de outros estados. De setembro a dezembro, esse número saltou para aproximadamente 68,7 mil emplacamentos mensais, indicando um novo patamar médio para 2026 com nova alíquota plenamente incorporada às decisões de compra e de transferência de veículos.

Além de impulsionar o mercado automotivo, o crescimento no número de veículos em circulação também se reflete positivamente na arrecadação total do Estado, compensando boa parte relevante da redução da alíquota, conforme já era previsto pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). Na avaliação do secretário da pasta, Norberto Ortigara, o aumento da base tributária contribui para preservar o equilíbrio fiscal ao mesmo tempo em que amplia o acesso da população à aquisição e regularização de veículos.

"Essa é uma política de justiça tributária. Essa alíquota é atrativa para quem planeja novos investimentos. Mostramos que é possível ter responsabilidade fiscal e, ao mesmo tempo, reduzir tributos”, afirmou Ortigara.

EMPLACAMENTO VEÍCULOS

Foto: Secom


REDUÇÃO HISTÓRICA – A nova alíquota do IPVA foi sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior no dia 23 de setembro, em Curitiba, reduzindo o imposto de 3,5% para 1,9% do valor venal de automóveis, motocicletas e caminhonetes. A medida beneficia cerca de 3,4 milhões de proprietários de veículos no Estado, que passarão a pagar, em média, 45% menos imposto por ano.

Para se ter uma ideia do impacto, o proprietário de um carro avaliado em R$ 50 mil, que pagava R$ 1.750 de IPVA, passou a pagar R$ 950 em 2026. Segundo a Receita Estadual, mais de 68% da frota tributada do Paraná se enquadra nessa faixa de valor. Para efeito de comparação, em Santa Catarina, onde a alíquota é de 2%, o imposto para esse mesmo veículo seria de R$ 1.000, enquanto em São Paulo, com alíquota de 4%, chegaria a R$ 2.000.

“Essa é uma grande vitória para o Paraná, que mostra que é possível cortar mordomias para tributar menos, mantendo um nível alto de arrecadação, beneficiando os serviços públicos estaduais e também as prefeituras”, comentou o presidente do Detran-PR, Santin Roveda. 

Atualmente, a frota tributada do Paraná soma cerca de 4,1 milhões de veículos, sendo que 3,4 milhões – quase 83% do total – são diretamente beneficiados pela redução. Entre os veículos contemplados estão automóveis, motocicletas acima de 170 cilindradas, caminhonetes, camionetas, ciclomotores, motonetas, utilitários, motorhomes, triciclos, quadriciclos e caminhões-tratores. Os automóveis representam o maior grupo, com mais de 2,5 milhões de unidades, seguidos por motocicletas (268,7 mil), caminhonetes (244,7 mil) e camionetas (225,1 mil).

A alíquota diferenciada não altera a cobrança para veículos especiais, como ônibus, caminhões, utilitários de carga, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV), que seguem tributados em 1%. A lei também mantém a isenção do IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas, sancionada em dezembro de 2024.EMPLACAMENTO VEÍCULOS

Foto: Secom


DESCONTO AINDA MAIOR – A redução de 45,7% na alíquota não será a única economia para os contribuintes em 2026. Quem optar pelo pagamento à vista terá um desconto adicional de 6%, o que pode elevar a economia total para até 49% em relação ao IPVA de 2025.

No exemplo de um carro avaliado em R$ 50 mil, o imposto cairá de R$ 1.750 para R$ 950. Com o pagamento à vista, o valor final será de R$ 893. Para quem preferir parcelar, o IPVA poderá ser dividido em cinco cotas, entre janeiro e maio, sem desconto adicional. Nesse caso, o valor será de R$ 190 por parcela – bem abaixo das cinco parcelas de R$ 350 que seriam cobradas com a alíquota antiga.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Paraná é o estado que mais diminui ocorrências envolvendo homicídios no País

O Paraná apresentou a maior queda entre todos os estados brasileiros em ocorrências de tentativa de homicídio e casos de homicídio doloso - quando se tem intenção de matar - nos períodos de janeiro a novembro de 2025 (1.701), ante o mesmo recorte de 2024 (2.339).

A queda é de 27,28% nesses dois indicadores. Os dados são da plataforma do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), alimentada pelos estados, e foram organizados pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp).

Outros estados também apresentaram queda para esses dois indicadores de criminalidade no mesmo recorte comparativo, tais como: São Paulo (1,13%), Rio de Janeiro (2,92%), Rio Grande do Sul (17,50%), Santa Catarina (8,52%), Minas Gerais (20,7%) e Goiás (11,69%). Estados como Rio Grande do Norte, Acre, Tocantins e Maranhão, apresentaram um aumento na quantidade dessas ocorrências no intervalo dos anos.  

"Modernizamos e integramos o trabalho e infraestrutura das nossas forças de segurança nos últimos anos. Por conta disso, estamos quebrando recordes de baixa criminalidade de maneira consistente, que mostram o enfraquecimento da criminalidade no estado como nunca se viu, trazendo como consequência um convívio mais seguro para a nossa sociedade", afirma o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira.

Um fator que ajuda a explicar os números é o fortalecimento das forças de segurança. Os orçamentos foram incrementados anualmente desde 2019. A partir de um investimento planejado desses recursos foram adquiridas tecnologia em armamentos e equipamentos que são referência mundial, como helicópteros, câmeras com inteligência artificial, tasers, fuzis, scanners, embarcações, óculos para operações noturnas, entre outros.

Também foram efetuadas a reformulação das carreiras, novas contratações e concursos públicos que contemplam todas as cinco forças do Estado - Polícia Civil (PCPR), Polícia Militar (PMPR), Polícia Penal (PPPR), Polícia Científica (PCI/PR) e Corpo de Bombeiros (CBMPR).

"Há quebra de recorde de criminalidade ano a ano, o que permite fornecer um patamar de segurança à sociedade nunca antes atingido no Estado", complementa Teixeira. Nos dados anuais de 2024 - janeiro a dezembro - os índices de homicídios dolosos, roubos e furtos foram os menores da história do Paraná, de acordo com as estatísticas apresentadas desde o início da série histórica anual, em 2007. 

E entre os meses de janeiro a outubro de 2025, que exibiram uma queda de 26% nos homicídios e 16,5% nos roubos, houve mais um novo recorde apontado pela série histórica do período. Além disso, o Paraná liderou o ranking nacional entre os estados com a quantidade de apreensão de drogas e a queda mais acentuada de homicídios dolosos (31,29%) nos dez primeiros meses do ano passado.

 

 

 

 

Por - AEN

 Rede de Atenção Psicossocial garante atendimento em saúde mental em todo o Paraná

A campanha Janeiro Branco deste ano, “Paz. Equilíbrio. Saúde Mental”, é dedicada à conscientização sobre a saúde mental e o bem-estar emocional e um convite à reflexão sobre pressões cotidianas e exaustão, colocando o foco no cuidado. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) oferece uma linha de cuidados por meio da Rede de Atenção Psicossocial, com serviços integrados de saúde, tratamento, internamento e formação continuada para os profissionais da saúde.

“Prevenir e buscar tratamento são as orientações fundamentais quando se trata de saúde mental. E, neste ano, a proposta da campanha é  promover uma busca por equilíbrio”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “É importante destacar que, geralmente, as emoções que são silenciadas na mente humana se manifestam de forma física, como palpitações, insônia, tensão muscular”.

Na saúde pública, o cuidado com a saúde mental começa na Atenção Primária, na Unidade Básica de Saúde e, quando necessário, esse ponto de atenção realiza o compartilhamento do cuidado com o serviço especializado. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) conta com 163 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em diversas modalidades, que são o eixo do atendimento especializado.

Também há sete unidades do Serviço Integrado de Saúde Mental (SIMPR), formadas pela junção de um Caps AD III e uma Unidade de Acolhimento, 41 equipes Multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental (eMAESM) e ambulatórios em todas as regiões de saúde do Estado.

A rede de atendimento de saúde mental foi ampliada neste início do ano, com as habilitações dos CAPS em Joaquim Távora e Santa Mariana (ambas no Norte Pioneiro). As cidades de Cruzeiro do Oeste e São Tomé (no Noroeste) e Ponta Grossa (Campos Gerais) receberam, também neste ano, Centros de Convivência, que são espaços comunitários abertos para todas as pessoas e que funcionam como ambientes de encontro, produção coletiva e cidadania, voltados para a convivência, arte, cultura e inclusão social.

SÍMBOLO DA CAMPANHA – O post-it, pedaço de papel autoadesivo muito usado para lembretes de tarefas e prazos urgentes, foi escolhido como símbolo da Campanha Janeiro Branco de 2026. A intenção é ressignificar o uso do produto, passando a utilizá-lo para mensagens de acolhimento e autocuidado, lembretes para respirar e pausar e ainda para exercícios de gratidão e reconhecimento de limites.

 

 

 

 

 

Por  - AEN

 Anvisa proíbe fórmula infantil com risco de contaminação por toxina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), a proibição da venda, distribuição e do uso de alguns lotes de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, da empresa Nestlé Brasil Ltda.

Confira os lotes aqui.

Em nota, a Anvisa cita como motivo o risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

“O consumo de alimento contaminado por essa toxina pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia, que é a sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, e incapacidade de reagir e expressar emoções”.

Ainda segundo a agência, a medida tem caráter preventivo e o fabricante já iniciou o recolhimento voluntário dos lotes no Brasil e no resto do mundo, após a detecção da toxina em produtos provenientes de uma fábrica localizada na Holanda.

“Foi identificado que a toxina estava presente em um ingrediente proveniente de um fornecedor global de óleos terceirizados. Dessa forma, a empresa indicou a necessidade de um recolhimento global”, detalhou a Anvisa.

Orientações a pais e responsáveis  

Para os consumidores que utilizam as fórmulas infantis citadas, a orientação é verificar o número do lote impresso no rótulo.

“Se o produto pertencer a um dos lotes recolhidos, não deve ser utilizado ou oferecido para consumo. Os demais lotes desses produtos não foram afetados”.

“Para receber orientações sobre como proceder em relação a eventuais trocas e devoluções do produto, entre em contato direto com a Nestlé Brasil Ltda., por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), indicado na embalagem”, completou a agência.

Se a criança apresentar sintomas compatíveis com os citados após o consumo do produto de lotes indicados, a recomendação é buscar atendimento médico. “É importante informar o alimento que foi consumido, se possível, com uma amostra da embalagem, caso tenha disponível”.

Mais orientações sobre o uso seguro de fórmulas infantis podem ser encontradas no site da Anvisa.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Sancionada lei que proíbe descontos em benefícios do INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que proíbe descontos de mensalidades de associações nos benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova legislação determina ainda busca ativa a beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos e prevê o seu ressarcimento.

A mudança, promovida na Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), veda o desconto mesmo com a autorização expressa do beneficiário, atribuindo a obrigação de ressarcimento de desconto indevido a associação ou a instituição financeira em até 30 dias. A exceção é para autorização prévia, pessoal e específica, com autenticação por biometria, com reconhecimento facial ou impressão digital e assinatura eletrônica.

A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) e também disciplina o sequestro de bens de pessoas investigadas ou acusadas pelos crimes relativos ao descontos indevidos nos benefícios do INSS.

O debate que resultou com a mudança na legislação teve início após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a Operação Sem Desconto, em abril de 2025.

A investigação tornou pública a existência de um esquema que lesou milhões de beneficiários do INSS em todo o Brasil. Desde então, todos os acordos de cooperação técnica que permitiam mensalidades associativas diretamente nos benefícios foram suspensos. Uma força-tarefa foi iniciada para a devolução dos valores aos pensionistas lesados.

De acordo com o último balanço do INSS, até o dia 5 de janeiro já foram ressarcidos R$ 2.835.784.151,87 às vítimas de descontos irregulares de mensalidades cobradas por associações, sindicatos, entidades de classe e organizações em benefícios previdenciários. O valor corresponde a 4.160.369 solicitações de contestação apresentadas por aposentados e pensionistas que questionaram os descontos irregulares.

Mais de 72,5 milhões de consultas sobre descontos indevidos foram registradas no aplicativo Meu INSS, das quais 38,7 milhões constataram a inexistência do desconto. Ainda há mais de 6,3 milhões de pedidos de contestações em aberto. Já foram reconhecidos 131.715 casos de descontos indevidos.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil