O empresário Celso Antônio Fruet, de 72 anos, condenado por aplicar um golpe milionário contra agricultores em Campo Bonito, no Oeste do Paraná, deixou a prisão no último sábado (13) após decisão da Justiça que concedeu a ele o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar.
Fruet foi condenado a mais de 16 anos de prisão por 124 crimes de estelionato que causaram prejuízo estimado em mais de R$ 20 milhões a produtores rurais da região.
A decisão do Tribunal de Justiça levou em consideração a idade avançada do empresário, problemas de saúde e o fato de os crimes não terem sido praticados com violência ou grave ameaça. Com isso, ele passou a cumprir a pena em regime domiciliar integral, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
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Celso Fruet ostentava carros de luxo nas redes sociais — Foto: Reprodução/ Rede Sociais
Fruet estava preso desde novembro de 2025, quando foi localizado pela Polícia Civil em Francisco Beltrão após permanecer cerca de quatro meses foragido.
Segundo o Ministério Público, o empresário recebeu e armazenou cargas de soja, milho e trigo de mais de 100 agricultores, mas não repassou os valores aos produtores após a venda dos grãos.
As investigações apontam que, mesmo após vender a cerealista para uma cooperativa da região, em junho do ano passado, Fruet continuou negociando com agricultores sem informar sobre a venda. Ele seguia recebendo a produção, mas não realizava os pagamentos.
Como funcionava o golpe
A cerealista de Fruet recolhia grãos de agricultores locais havia cerca de 30 anos. Segundo a investigação, ele atraía produtores oferecendo valores acima do mercado.
“Se a saca custava R$ 100, ele pagava R$ 104 ou R$ 105”, explicou a delegada Raiza Bedim, responsável pela investigação.
No fim de julho de 2025, o empresário sumiu após esvaziar os silos da empresa. Quando agricultores chegaram ao local, encontraram o prédio sem grãos, sem computadores e sem funcionários. A equipe foi informada de que a cerealista havia sido vendida e que Fruet havia deixado a cidade.
A polícia afirma que ele tinha sido investigado anteriormente por estelionato em Capanema e Virmond, com o mesmo modo de atuação.
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Cerealista é investigada por aplicar golpe em agricultores — Foto: RPC
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu nesta terça-feira (16) grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina contra a dengue Butantan-DV. 

De acordo com a Portaria nº 715/2026, cabe ao novo colegiado coordenar e dar suporte técnico às atividades de um painel de especialistas, responsável por analisar dados clínicos de eventos adversos notificados após a aplicação do imunizante.
Segundo a norma, o grupo de trabalho atuará na avaliação de informações complementares apresentadas pelo detentor do registro da vacina e na consolidação de dados necessários para revisar o perfil de risco e benefício do produto.
A iniciativa ocorre no contexto do monitoramento contínuo da segurança de vacinas, conhecido como farmacovigilância.
Composição
O grupo será formado por representantes de diferentes áreas da Anvisa, incluindo setores responsáveis por produtos biológicos, farmacovigilância, monitoramento de produtos e inspeção sanitária, além de diretorias da agência.
Há previsão de participação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, como convidado nas atividades.
O painel de especialistas terá caráter consultivo e será formado por profissionais externos à agência, escolhidos com base em critérios de qualificação técnica, experiência profissional e ausência de conflito de interesses. A participação será voluntária e não remunerada.
Decisão
A portaria estabelece que as conclusões do grupo de trabalho e do painel de especialistas servirão como subsídio técnico para decisões da Diretoria Colegiada da Anvisa, responsável pelas deliberações finais.
O grupo terá duração indeterminada e poderá permanecer em atividade enquanto houver necessidade de acompanhamento e análise relacionados à segurança da vacina.
POr -Agência Brasil
As seis dezenas do concurso 3.019 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 16 milhões.
As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
Por - Agência Brasil
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (15) se o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro será condenado pelo crime de coação no curso do processo da trama golpista.

O caso trata da articulação de Eduardo para incentivar os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, o tarifaço contra as exportações brasileiras para pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O julgamento está previsto para começar às 14h. O primeiro a falar será o relator, ministro Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório do processo, um resumo de todas as etapas percorridas.
Em seguida, a acusação será lida pelo representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A defesa de Eduardo Bolsonaro será feita pela Defensoria Pública da União (DPU).
Após as sustentações, a palavra será concedida a Moraes, que votará pela condenação ou absolvição do filho do ex-presidente.
Os demais votos serão proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino.
O quórum do julgamento será composto pelos quatro ministros. No ano passado, após o ministro Luiz Fux se transferir para a Segunda Turma, a quinta cadeira ficou vaga. A vacância ocorreu em função da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.
Acusação
Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte e a aplicação de sanções econômicas da Lei Magnitsky.
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.
Segundo a PGR, Eduardo cometeu condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras para tentar "livrar" Jair Bolsonaro da condenação a 27 anos e três meses no processo da trama golpista.
Para a procuradoria, as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para as exportações brasileiras.
"A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados", afirmou a PGR.
Conforme o Código Penal, a pena prevista para o crime de coação no curso do processo varia entre um e quatro anos de prisão. Além disso, podem incidir agravantes, que podem elevar a pena.
A PGR também solicitou ao STF a fixação de um valor para reparação pelos danos econômicos provocados por Eduardo.
Defesa
Durante a tramitação do processo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.
Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela DPU.
Nas alegações apresentadas ao Supremo, o órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso por ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.
“Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse o órgão.
A DPU também alegou que a turma está com quatro ministros. Dessa forma, um ministro da Segunda Turma deveria ser convocado para compor o quórum do julgamento.
Por - Agência Brasil
Quase metade das crianças e adolescentes do mundo, o equivalente a 1,1 bilhão de indivíduos, está exposta a pelo menos três riscos climáticos, que ameaçam a sua saúde, educação e sobrevivência.

As conclusões estão no Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançado nesta segunda-feira (15).
Segundo o estudo, quase todas as crianças no mundo enfrentam pelo menos um risco climático, enquanto mais de 4 milhões podem sofrer até seis ameaças diferentes.
“No Brasil, 16 milhões estão expostos a três ou mais riscos climáticos, como ondas de calor ou secas - o equivalente a 3 a cada 10 meninos e meninas brasileiras. Olhando para dois ou mais riscos, são mais de 30 milhões de crianças e adolescentes (6 a cada 10) que convivem cotidianamente com essas ameaças”, alerta o relatório.
O estudo usa os dados mais recentes disponíveis para mapear a exposição das crianças e adolescentes às oito ameaças climáticas mais frequentes em todo o mundo: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira e tempestades tropicais.
Pela primeira vez, o relatório mostra exatamente onde e com que intensidade múltiplas ameaças climáticas afetam crianças e os serviços públicos essenciais dos quais elas dependem, além de indicar como governos podem adotar ações concretas para responder a esse cenário.
De acordo com diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, a vida das crianças segue sendo profundamente abalada por ondas de calor, incêndios florestais, secas e enchentes.
Seca, calor extremo e ondas de calor são a combinação mais comum de riscos climáticos, com mais de 296 milhões de crianças e adolescentes vivendo em áreas expostas a essas três condições. A segunda combinação mais comum — seca, calor extremo e tempestades tropicais — atinge mais de 115 milhões de crianças em todo o mundo.
Segundo o Unicef, na região do Sahel, na África, uma das mais afetadas, mais de 4 milhões de crianças enfrentam a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia e poeira.
Já em países da Ásia, como Bangladesh, Mianmar e Paquistão, as crianças estão expostas a mais ameaças climáticas e com maior intensidade do que em qualquer outro lugar do mundo.
Países de alta renda também enfrentam impactos climáticos. Na Itália, por exemplo, mais de 6 milhões de crianças e adolescentes estão expostas a ondas de calor prolongadas e a secas.
Além das oito ameaças climáticas mais frequentes, o relatório analisa a exposição das crianças à poluição do ar e à malária, dois riscos muito sensíveis às mudanças climáticas. Os dados mostram que a poluição do ar afeta quase todas as crianças no mundo, enquanto 1 bilhão de meninos e meninas estão expostos à malária, aumentando uma camada extra de risco a quem já enfrenta múltiplas ameaças climáticas.
No Brasil, o cenário é similar, com quase todas as crianças e adolescentes (95%, ou 47 milhões) expostas à poluição do ar. Já outras 5,6 milhões (ou 11% da população infantil do país) estão expostas à malária.
“Sem esforços urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas vão se tornar mais frequentes e mais intensas, pressionando ainda mais os orçamentos públicos, os sistemas governamentais e comprometendo o bem-estar das crianças,”, alerta o relatório.
Para proteger os direitos das crianças e enfrentar a crise climática, o Unicef recomenda:
- Reduzir as emissões e adotar ações ambiciosas para cumprir compromissos internacionais, incluindo a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e uma transição justa para energias renováveis;
- Proteger as crianças e os adolescentes por meio de adaptação climática inclusiva;
- Redução de riscos de desastres e respostas de perdas e danos que tornem os serviços públicos essenciais resilientes;
- Garantir que as políticas fundamentais para as crianças sejam incluídas nos planos nacionais de adaptação e nas estratégias setoriais, na governança do risco de desastres, e nos planos de preparação e resposta;
- Criar escolas seguras e verdes e unidades de saúde resilientes ao clima;
- Garantir a segurança alimentar das crianças;
- Tornar os sistemas de alerta precoce eficazes para as crianças e acessíveis aos serviços dos quais dependem;
- Fortalecer a eficiência dos serviços de água e saneamento, bem como dos sistemas de proteção social responsivos a emergências;
- Empoderar crianças e jovens para participar de forma significativa na ação climática por meio do investimento em educação e habilidades climáticas;
- Fortalecimento da capacidade de tomadores de decisão e especialistas de respeitar os direitos das crianças de serem ouvidas, de se expressarem e de participarem nas decisões que afetam suas vidas.
“Esse estudo pode ajudar governos e tomadores de decisão a planejar melhor e investir de forma mais eficaz em serviços resilientes”, disse Catherine Russell.
por - Agência Brasil
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que investiga se um dos helicópteros que se chocaram, neste domingo (14), estava realizando transporte aéreo clandestino. 

Em nota, a agência informou ter recebido uma denúncia em 2025.
"Especificamente quanto à aeronave PP-MAC, em decorrência de processo de apuração, em 2025, após denúncia de transporte aéreo clandestino, além da autuação por recusa de informações à Anac e, em continuidade à apuração da denúncia, a aeronave foi incluída na lista de monitoramento da unidade de fiscalização, presencialmente”, diz.
Em 2025 e 2026, a Anac fiscalizou 43 aeronaves e 47 tripulantes em nove aeródromos da cidade do Rio de Janeiro. Nessas fiscalizações, a aeronave prefixo PP-MAC não foi localizada.
Os dois helicópteros colidiram e caíram nos arredores da Avenida das Américas, altura do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). As seis pessoas que estavam nas aeronaves morreram.
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 8h59. Segundo os bombeiros, as aeronaves caíram no estacionamento de uma concessionária de carros elétricos provocando um incêndio que atingiu pelo menos 20 veículos.
Investigação
A Polícia Civil investiga o choque das aeronaves. A perícia foi realizada e agentes aguardam o laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado ao Comando da Aeronáutica.
Até o momento, foram identificados os corpos de:
- Lucas Brito Chaves, produtor musical brasileiro;
- Alexandre Souza, piloto brasileiro;
- Gaspar Prim, influenciador argentino conhecido como Gaspi;
- Lucas Vignale, argentino e diretor de videoclipes;
- Charles Marsillac, piloto brasileiro que voava sozinho em uma das aeronaves.
Ainda falta a identificação oficial do cantor e produtor musical norte-americano, Nickel Oliver Tree, de 32 anos. Apelidado de “Rei do Hyperpop", Tree Nickel era cantor, compositor, rapper, produtor musical, comediante e cineasta norte-americano e cumpria agenda de compromissos no Brasil. Ele tinha milhares de seguidores nas redes sociais e autor dos sucessos Life Goes ON, em 2021, e Miss You, em 2022.
Os peritos do Instituto Médico-Legal (IML) já colheram material para identificação do cantor norte-americano.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.
Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez.
Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.
No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.
O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.
POr - Agência Brasil
Com o tema A liberdade não tem prazo de validade, a campanha Junho Violeta de 2026 conscientiza a população sobre as formas de violência contra a pessoa idosa e estimula que a população denuncie casos.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), entre janeiro de 2024 e abril de 2026 foram registradas mais de 1,6 milhão de denúncias de violência contra idosos pelo canal Disque 100. Para efeito de comparação, só nos primeiros quatro meses de 2026 foram contabilizadas quase 250 mil denúncias, contra 209 mil no mesmo período do ano passado, um aumento de quase 19%.
Os números ainda escondem a maior parte das vítimas, que, de acordo com o ministério, não denuncia as violações, muitas vezes por medo de retaliações.
De acordo com a servidora da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Mayra Magalhães, há registro de diversas formas de violência. "Violência física, psicológica, violência financeira ou patrimonial, negligência ou abandono, violência sexual."
De acordo com o Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), os tipos mais recorrentes são as violações físicas, psicológicas e a negligência, cometidas em sua maioria contra mulheres de idades entre 70 e 74 anos. Os principais suspeitos são membros da família.
Mayra Magalhães explica que a legislação brasileira prevê tanto sanções administrativas e civis quanto punições penais para quem viola os direitos da pessoa idosa, e as penas variam de detenção ou reclusão, além de multa, dependendo da gravidade.
"Além das esferas criminais para indivíduos, o Estatuto prevê punições severas para instituições também, como instituições de longa permanência que violam os direitos das pessoas idosas. Exemplos de sanções são multas, interdição do estabelecimento, proibição de contratar com o poder público e o afastamento de dirigentes."
O alerta direciona as vítimas ou testemunhas para que usem os canais de denúncia. Disque 100, que funciona 24 horas por dia, e as denúncias podem ser anônimas, delegacias, Ministério Público, além do Centro de Referência de Assistência Social e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social.
POr- Agência Brasil
Os trabalhadores que nasceram nos meses de julho e agosto recebem nesta segunda-feira (15) o pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024.

Têm direito aqueles que receberam, no ano-base 2024, remuneração média de até R$ 2.766.
Além disso, o trabalhador tem que estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos; ter trabalhado com carteira assinada para empregadores contribuintes por pelo menos 30 dias no ano-base e ter seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais ou no eSocial.
O valor pago é proporcional ao tempo de serviço e equivale ao salário mínimo vigente dividido por 12, multiplicado pela quantidade de meses trabalhados. O salário mínimo em 2026 é de R$ 1.621.
Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário em 30 de dezembro de 2026.
Trabalhadores da iniciativa privada recebem, preferencialmente, na Caixa Econômica Federal. Já os servidores públicos recebem pelo Banco do Brasil.
As informações estão disponíveis no aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no portal gov.br.
Por- Agência Brasil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas nesta terça-feira (16) para cumprir 63 mandados judiciais contra suspeitos dos crimes de caça de animais silvestres e comércio ilegal de armas de fogo. A ofensiva acontece em três estados e conta com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCI-PR), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e do Instituto Água e Terra (IAT).
Mais de 150 policiais atuam para o cumprimento de 31 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão nas cidades de Campo Largo, São José dos Pinhais, Lapa, Tijucas do Sul, Palmeira, Guaratuba, Ponta Grossa, São João do Triunfo, Imbituva, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, União da Vitória, Mallet, Coronel Vivida e Itaipulândia. A operação também ocorre em Rio dos Cedros, Brusque e Itajaí (SC); Canarana (MT).
As investigações tiveram início em julho de 2025 após o registro de uma denúncia anônima sobre a realização de comércio de armas de fogo em um grupo de conversas em um aplicativo de mensagens.
“Além da venda de armamentos e munições, verificamos que o grupo era utilizado pelos membros para a divulgação e compartilhamento de fotos e vídeos de caça ilegal de animais silvestres”, disse o delegado Guilherme Dias.
A partir das informações repassadas, a PCPR iniciou as diligências, identificou as pessoas que integravam o canal, e representou pelas prisões, que foram autorizadas pela Justiça.
POr -AEN
Uma transformação histórica na bioética e na saúde pública do Brasil, motivada pelo pioneirismo do Paraná, vai encerrar definitivamente o uso de animais em diagnósticos de raiva no País.
A partir das evidências práticas e científicas geradas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) editou a , publicada no início de 2026, que determina o prazo de até cinco anos para que todos os laboratórios brasileiros substituam o uso de camundongos por métodos alternativos in vitro.
A nova normativa nacional coloca o Brasil em posição de protagonismo internacional, alinhando o país às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A mudança vem a partir do modelo paranaense que provou em escala real que a substituição pelo método de biologia molecular é segura, menos custosa, biossegura e tecnicamente superior aos testes tradicionais.
Historicamente, o método padrão para o diagnóstico da raiva exigia a inoculação de amostras suspeitas em camundongos vivos, que precisavam ser observados por até 30 dias. Com a implantação da técnica de biologia molecular (RT-qPCR), o cenário mudou drasticamente: o resultado do exame, que antes demorava um mês, agora pode sair no mesmo dia em que a amostra dá entrada no laboratório.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, enfatizou que o pioneirismo do Estado consolida o Paraná como referência em inovação e respeito à bioética.
“O Paraná se orgulha de ser o motor dessa transformação histórica para a ciência e a bioética no Brasil. A publicação dessa resolução nacional é o reconhecimento de que o trabalho desenvolvido no nosso Estado estabeleceu um novo padrão de excelência para a saúde pública”, destacou. “Mostramos ao País que é possível fazer ciência de ponta com absoluto respeito à vida, eliminando o sofrimento animal e, ao mesmo tempo, entregando um diagnóstico muito mais rápido e seguro para a proteção da nossa população”.
Para a diretora do Lacen-PR, Célia Fagundes Cruz, a mudança representa a coroação de um esforço coletivo voltado à modernização laboratorial e à saúde do trabalhador. “Essa conquista é o reflexo da dedicação e da sensibilidade técnica das nossas equipes, que transformaram uma angústia real da rotina de trabalho em uma solução científica brilhante”, afirmou.
“O Lacen-PR quebrou um paradigma histórico ao validar a biologia molecular para o diagnóstico da raiva. Deixar de usar 30 mil animais por ano e reduzir o tempo de resposta de um mês para poucas horas humanizou o nosso ambiente de trabalho e elevou a nossa vigilância epidemiológica a um patamar internacional”, disse a diretora.
A experiência pioneira do Lacen-PR foi rapidamente compartilhada e replicada pelo Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME), laboratório responsável pelo diagnóstico para a defesa sanitária animal e vegetal na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), autarquia vinculada à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
O chefe do Departamento de Laboratórios da Adapar, Rubens Chaguri, destaca que o CDME foi pioneiro no setor agropecuário nacional ao seguir os passos do Lacen-PR e banir o uso de cobaias no diagnóstico da raiva em herbívoros.
“Em 2021, nós fomos o primeiro laboratório de defesa agropecuária do Brasil a substituir o método de realização do ensaio confirmatório de raiva. Deixamos de lado a prova biológica, que exigia a inoculação viral no cérebro de camundongos, e passamos a utilizar a técnica molecular de PCR em tempo real. É um avanço tecnológico crucial que atende às diretrizes globais de bem-estar animal”, explicou Chaguri.
Ele aponta ainda o impacto vital que a rapidez do novo diagnóstico traz para a proteção da população no campo. “A prova biológica demorava até 28 dias para a finalização do ensaio, enquanto o método molecular entrega o resultado em poucas horas. Como a raiva é uma zoonose grave e letal, essa celeridade é crítica para que as pessoas que tiveram contato com os animais positivos sejam encaminhadas imediatamente para receber o tratamento adequado pela Secretaria de Saúde”.
Munido desses dados, um grupo especializado, articulado em conjunto com o Laboratório de Bem-Estar Animal (Labea) da UFPR e composto por pesquisadores, juristas, gestores e médicos veterinários, construiu o alicerce técnico e jurídico necessário para capitanear a mudança regulatória junto aos órgãos federais em Brasília.
Segundo a médica veterinária Thaila Francini Corona, que ingressou na Seção de Zoonoses do Lacen-PR em 2013, o embasamento prático para essa revolução começou a ser desenhado naquele ano. Ela direcionou sua pesquisa de mestrado para provar a viabilidade da substituição dos testes vivos por técnicas in vitro.
"Ficou comprovado que a mudança não era apenas uma questão de empatia, mas de superioridade técnica. Os métodos alternativos mostraram resultados superiores em todos os parâmetros: exatidão diagnóstica, rapidez, biossegurança, saúde do trabalhador e redução de resíduos de saúde", destacou.
RECONHECIMENTO NACIONAL – O processo de transição definitiva ganhou força em 2019, quando a OMS reconheceu formalmente a biologia molecular como metodologia apta a substituir os testes em animais. Em parceria com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, a equipe do Paraná validou e implantou a nova tecnologia no Estado.
Em outubro de 2019, o Lacen-PR realizou sua última eutanásia de diagnóstico, consolidando-se como o primeiro laboratório de saúde pública do Brasil a descontinuar 100% o uso de camundongos na área. O pioneirismo rendeu à instituição o 1º lugar na 16ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia (Expoepi) naquele mesmo ano.
]
Por- AEN
Os estudantes que participaram de pelo menos uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) já podem se inscrever no Sisu+, a etapa inédita e complementar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

A participação no Sisu+ é restrita aos candidatos que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026, inscritos em pelo menos um curso.
O Sisu+ amplia as chances de acesso à educação superior pública dentro do mesmo processo seletivo porque oferece eventuais vagas disponíveis para ingresso no segundo semestre de 2026 em instituições públicas de ensino superior que aderiram ao processo seletivo.
Nesta primeira edição do Sisu+, 34 instituições, como universidades e institutos federais, aderiram ao processo seletivo.
Inscrições
A participação é opcional e gratuita. Para se inscrever no Sisu+, os interessados devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Sisu. O prazo de inscrições terminará nesta sexta-feira (19).
No momento da inscrição, o candidato poderá escolher até dois cursos, de modo independente das escolhas feitas em janeiro deste ano.
É preciso indicar a primeira e segunda opção de preferência dos cursos. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar sua inscrição quantas vezes quiser.
Em cada uma delas, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.
Se necessário, os candidatos que participaram da etapa regular podem atualizar informações socioeconômicas e alterar modalidades de concorrência.
Mas, o candidato aprovado na chamada regular do Sisu 2026, se estiver matriculado em curso de graduação de instituição pública de ensino superior, pode participar normalmente do Sisu+, desde que opte por apenas uma das vagas, pois a legislação proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente.
O Ministério da Educação (MEC) criou uma página eletrônica para esclarecer dúvidas frequentes sobre a inscrição no Sisu+ 2026. Acesse aqui.
Seleção
A pasta explica que o sistema seleciona automaticamente, para cada opção de curso escolhida pelo candidato, a edição válida do Enem que resultar na melhor média ponderada, conforme os pesos e critérios definidos pela instituição para a respectiva oferta.
O sistema de seleção disponibiliza as notas de corte de cada curso durante o período de inscrições.
Para seleção, o sistema do Sisu considerará diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), e também de acordo com as ações afirmativas definidas pelas instituições participantes.
Cronograma do Sisu+
Após o período de inscrições, de 15 a 19 de junho, ocorrerá a divulgação da única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados, em 24 de junho, na página eletrônica do Sisu.
Para quem precisar recorrer à lista de espera porque não está entre os pré-selecionados, o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.
De acordo com o edital o processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho.
Por fim, a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.
O que é o Sisu+
Coordenado pelo MEC, o Sisu regular tem o objetivo de democratizar o acesso ao ensino superior em instituições públicas que aderiram ao processo seletivo.
Já o Sisu+ não constitui um novo processo seletivo, mas sim uma extensão do Sisu 2026. E foi desenhado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente para aperfeiçoar a seleção de candidatos para vagas no ensino superior.
O ministério projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, onde o estudante é admitido, mas desiste da vaga ou muda de curso, o que gera para as universidades públicas a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas.
Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa.
Outra vantagem apontada pelo MEC é a economia. As instituições de ensino que, paralelamente, realizariam processos seletivos próprios, como vestibulares, para vagas com ingresso no segundo semestre, podem reduzir os custos administrativos e usar o sistema do Sisu para seleção dos candidatos.
Nos cursos em que sobram vagas, como licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas que o país precisa desenvolver, o Sisu+ pode ampliar o acesso a essas vagas porque centraliza o que antes ficava disperso em dezenas de sites de universidades diferentes.
Dessa forma, o processo seletivo complementar padroniza a disponibilização de vagas pelas instituições e facilita a consulta das oportunidades pelos estudantes.
A pasta da Educação avaliará os resultados da implementação do Sisu+ 2026 para decidir sobre eventuais edições futuras do processo seletivo complementar.
Por -Agência Brasil


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