Rede de Atenção Psicossocial garante atendimento em saúde mental em todo o Paraná

A campanha Janeiro Branco deste ano, “Paz. Equilíbrio. Saúde Mental”, é dedicada à conscientização sobre a saúde mental e o bem-estar emocional e um convite à reflexão sobre pressões cotidianas e exaustão, colocando o foco no cuidado. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) oferece uma linha de cuidados por meio da Rede de Atenção Psicossocial, com serviços integrados de saúde, tratamento, internamento e formação continuada para os profissionais da saúde.

“Prevenir e buscar tratamento são as orientações fundamentais quando se trata de saúde mental. E, neste ano, a proposta da campanha é  promover uma busca por equilíbrio”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “É importante destacar que, geralmente, as emoções que são silenciadas na mente humana se manifestam de forma física, como palpitações, insônia, tensão muscular”.

Na saúde pública, o cuidado com a saúde mental começa na Atenção Primária, na Unidade Básica de Saúde e, quando necessário, esse ponto de atenção realiza o compartilhamento do cuidado com o serviço especializado. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) conta com 163 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em diversas modalidades, que são o eixo do atendimento especializado.

Também há sete unidades do Serviço Integrado de Saúde Mental (SIMPR), formadas pela junção de um Caps AD III e uma Unidade de Acolhimento, 41 equipes Multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental (eMAESM) e ambulatórios em todas as regiões de saúde do Estado.

A rede de atendimento de saúde mental foi ampliada neste início do ano, com as habilitações dos CAPS em Joaquim Távora e Santa Mariana (ambas no Norte Pioneiro). As cidades de Cruzeiro do Oeste e São Tomé (no Noroeste) e Ponta Grossa (Campos Gerais) receberam, também neste ano, Centros de Convivência, que são espaços comunitários abertos para todas as pessoas e que funcionam como ambientes de encontro, produção coletiva e cidadania, voltados para a convivência, arte, cultura e inclusão social.

SÍMBOLO DA CAMPANHA – O post-it, pedaço de papel autoadesivo muito usado para lembretes de tarefas e prazos urgentes, foi escolhido como símbolo da Campanha Janeiro Branco de 2026. A intenção é ressignificar o uso do produto, passando a utilizá-lo para mensagens de acolhimento e autocuidado, lembretes para respirar e pausar e ainda para exercícios de gratidão e reconhecimento de limites.

 

 

 

 

 

Por  - AEN

 Anvisa proíbe fórmula infantil com risco de contaminação por toxina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), a proibição da venda, distribuição e do uso de alguns lotes de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, da empresa Nestlé Brasil Ltda.

Confira os lotes aqui.

Em nota, a Anvisa cita como motivo o risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

“O consumo de alimento contaminado por essa toxina pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia, que é a sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, e incapacidade de reagir e expressar emoções”.

Ainda segundo a agência, a medida tem caráter preventivo e o fabricante já iniciou o recolhimento voluntário dos lotes no Brasil e no resto do mundo, após a detecção da toxina em produtos provenientes de uma fábrica localizada na Holanda.

“Foi identificado que a toxina estava presente em um ingrediente proveniente de um fornecedor global de óleos terceirizados. Dessa forma, a empresa indicou a necessidade de um recolhimento global”, detalhou a Anvisa.

Orientações a pais e responsáveis  

Para os consumidores que utilizam as fórmulas infantis citadas, a orientação é verificar o número do lote impresso no rótulo.

“Se o produto pertencer a um dos lotes recolhidos, não deve ser utilizado ou oferecido para consumo. Os demais lotes desses produtos não foram afetados”.

“Para receber orientações sobre como proceder em relação a eventuais trocas e devoluções do produto, entre em contato direto com a Nestlé Brasil Ltda., por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), indicado na embalagem”, completou a agência.

Se a criança apresentar sintomas compatíveis com os citados após o consumo do produto de lotes indicados, a recomendação é buscar atendimento médico. “É importante informar o alimento que foi consumido, se possível, com uma amostra da embalagem, caso tenha disponível”.

Mais orientações sobre o uso seguro de fórmulas infantis podem ser encontradas no site da Anvisa.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Sancionada lei que proíbe descontos em benefícios do INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que proíbe descontos de mensalidades de associações nos benefícios administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova legislação determina ainda busca ativa a beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos e prevê o seu ressarcimento.

A mudança, promovida na Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), veda o desconto mesmo com a autorização expressa do beneficiário, atribuindo a obrigação de ressarcimento de desconto indevido a associação ou a instituição financeira em até 30 dias. A exceção é para autorização prévia, pessoal e específica, com autenticação por biometria, com reconhecimento facial ou impressão digital e assinatura eletrônica.

A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) e também disciplina o sequestro de bens de pessoas investigadas ou acusadas pelos crimes relativos ao descontos indevidos nos benefícios do INSS.

O debate que resultou com a mudança na legislação teve início após a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrarem a Operação Sem Desconto, em abril de 2025.

A investigação tornou pública a existência de um esquema que lesou milhões de beneficiários do INSS em todo o Brasil. Desde então, todos os acordos de cooperação técnica que permitiam mensalidades associativas diretamente nos benefícios foram suspensos. Uma força-tarefa foi iniciada para a devolução dos valores aos pensionistas lesados.

De acordo com o último balanço do INSS, até o dia 5 de janeiro já foram ressarcidos R$ 2.835.784.151,87 às vítimas de descontos irregulares de mensalidades cobradas por associações, sindicatos, entidades de classe e organizações em benefícios previdenciários. O valor corresponde a 4.160.369 solicitações de contestação apresentadas por aposentados e pensionistas que questionaram os descontos irregulares.

Mais de 72,5 milhões de consultas sobre descontos indevidos foram registradas no aplicativo Meu INSS, das quais 38,7 milhões constataram a inexistência do desconto. Ainda há mais de 6,3 milhões de pedidos de contestações em aberto. Já foram reconhecidos 131.715 casos de descontos indevidos.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Cartilha do Procon-PR orienta consumidores com compra de materiais na volta às aulas

Todo início de ano, escolas disponibilizam listas de livros e materiais que serão usados no próximo período letivo. Sempre surgem dúvidas, algumas relacionadas ao material ou quantidades solicitadas, outras sobre matrículas, transporte, mensalidades e demais questões que envolvem os ensinos pré-escolar, fundamental, médio e superior.

Para ajudar o consumidor, a Coordenação Estadual de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-PR) possui a cartilha Dicas sobre Matrículas, Mensalidades e Material Escolar. “As instituições de ensino devem sempre adotar transparência e esclarecer as dúvidas de pais, alunos e responsáveis. A cartilha elaborada pelo Procon-PR é um apoio e, com linguagem simples e direta, traz argumentos legais que podem ser bem úteis nesse período”, comenta o secretário de Estado de Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge.

Entre as orientações que constam na publicação está a de que as escolas não podem impor marcas ou indicar locais para a aquisição dos materiais de uso individual. Essa é uma escolha que deve ser feita pelo consumidor, que pode buscar os melhores preços e condições de pagamento.

O Procon-PR lembra que o material pedido nas listas não precisa ser entregue de uma só vez. Ou seja, os pais podem comprá-los na medida em que as atividades forem sendo realizadas nas aulas.

“A escola também não pode cobrar taxas adicionais nem solicitar aos alunos materiais de uso coletivo, como canetas para quadro branco, produtos de limpeza, papel higiênico, copos, material de escritório para uso da escola, entre outros”, diz o texto.

“Alguns cuidados são importantes nesse período, e um deles é a pesquisa de preços e de condições de pagamento”, destaca Claudia Silvano, coordenadora do Procon-PR. Segundo ela, os pais e responsáveis devem considerar, também, a compra de forma coletiva. “Eles se reúnem, compram uma quantidade maior de material e conseguem melhores preços”, acrescenta.

Sobre o valor da anuidade, o Procon orienta que terá vigência por um ano, sendo proibido o reajuste antes deste período. Eventuais reclamações podem ser feitas pelos canais online de atendimento do Procon-PR (AQUI).

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Uso de canetas emagrecedoras por idosos requer cuidados, diz geriatra

O uso de canetas emagrecedoras por pessoas idosas requer cuidados para não acelerar o declínio funcional, avaliou nesta terça-feira (6), em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Leonardo Oliva.

Sem uma orientação adequada, as pessoas de 60 anos ou mais podem sofrer um risco mais imediato dos efeitos adversos. Estão incluídos principalmente náuseas e vômitos, além de dificuldade de ingestão de alimentos e água, podendo ocasionar até desidratação e distúrbios eletrolíticos, situação que é potencialmente grave, disse Oliva. A médio prazo, também pode ocorrer desnutrição.

Outro risco muito importante e significativo na população idosa é a perda de massa muscular quando a pessoa emagrece.

“Cerca de um terço do peso que a gente perde, com o uso dessas medicações, é peso em músculo, em massa magra. Não tem como a gente emagrecer apenas a gordura. O corpo perde gordura, mas perde também músculo”.

Na população com mais idade, essa perda de massa muscular pode significar perda de função,de funcionalidade, isto é, da capacidade de fazer as atividades do dia a dia.

“Então, é algo muito significativo que, inclusive, pode não ser recuperado”.

O diretor-científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Ivan Aprahamian, acrescenta que o efeito combinado de menor apetite, náuseas e rápida perda de peso pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física.

Tratamento da obesidade

O presidente da SBGG afirma que as canetas emagrecedoras são medicações para o tratamento da obesidade, do diabetes e da apneia do sono. Ele adverte que tratar a obesidade é diferente de usar essas medicações para emagrecer poucos quilos, com fins estéticos.

"Hoje, a gente vê os indivíduos que querem perder três quilos ou a gordura localizada, a barriga, utilizando essas medicações. Não há indicação médica para isso”.

Oliva considera que as canetas são "um tratamento muito bom, uma inovação fantástica da medicina que deve ser usada de maneira apropriada, para o diabetes, a apneia do sono ou a obesidade, que é uma doença grave crônica de difícil tratamento”, esclareceu.

A busca pelo corpo perfeito fez com que as chamadas “canetas emagrecedoras” ganhassem notoriedade por sua eficácia na perda de peso e no controle glicêmico, trazendo benefícios importantes para o tratamento da obesidade, diabetes tipo 2 e até mesmo para a prevenção de doenças cardiovasculares e renais. No entanto, o uso indiscriminado e incorreto, sem a devida supervisão médica, pode colocar em risco a saúde das pessoas, alerta a SBGG.

Dentro da programação de tratamento para obesidade, é necessário que os idosos tenham um bom acompanhamento médico e nutricional e um bom acompanhamento com fisioterapeuta ou educador físico, para que possa desempenhar também a atividade física de forma regular, à medida que emagrecem, visando minimizar a perda muscular que vai acontecer com o emagrecimento.

Oliva orientou que não se deve buscar um emagrecimento muito rápido, porque, quanto mais rápido, maior a tendência de perda associada de massa muscular.

“E esse emagrecimento precisa ser muito bem acompanhado, para que a gente consiga minimamente ingerir o que é necessário para manutenção do músculo e da saúde, porque é importante se alimentar também para manter a saúde. Vitaminas, minerais e atividade física de forma regular e, especialmente, exercícios do tipo musculação, para que não haja perda de massa muscular também”.

 

Academia, exercício físico
Musculação pode ajudar a reduzir perda de massa muscular ao emagrecer - José Cruz/Agência Brasil

Conscientização

Leonardo Oliva afirmou que o idoso tem que se conscientizar de que o seu corpo não é igual ao que tinha aos 20 anos. É tendência genética do corpo humano, destaca ele, que se acumule gordura à medida que a pessoa envelhece.

“Essa é uma memória genética que está associada à dificuldade de conseguir alimento. Porque, teoricamente, quanto mais velho o indivíduo se torna, mais difícil seria para ele conseguir o alimento, porque ele vai ter que disputar com os mais jovens, fica mais difícil para ele caçar, mais difícil para ele colher. Então, existe uma tendência ao acúmulo de gordura com o envelhecimento, e a substituição de músculo por gordura como um processo de evolução da espécie mesmo".

“Então, essa genética acaba sendo desfavorável, porque a gente sabe que gordura demais é um marcador de saúde ruim. A obesidade é uma doença grave”.

De acordo com o geriatra, as pessoas precisam entender que, ao mesmo tempo em que lutam contra a tendência de acúmulo de gordura, isso deve estar associado à busca por saúde, e não simplesmente à perda de peso.

“Não é só uma questão de balança, é uma questão de buscar ter mais saúde”.

E isso envolve não apenas o peso, mas estar se alimentando bem, praticando atividade física e cuidando da saúde psicológica e emocional.

“Uma dieta de restrição calórica precisa ter um bom acompanhamento do ponto de vista psicológico, de saúde emocional. Porque, vai ser desafiador também do ponto de vista emocional fazer restrição calórica, comer menos do que o organismo gasta. 
Receita médica

Outro cuidado que o presidente da SBGG destaca como indispensável é a compra de produtos oficiais com receita médica em farmácias legalizadas, pois há falsificações de procedência duvidosa à venda no mercado ilegal.

"Isso as torna mais perigosas ainda", ressalta ele, que descreve que, por conta dos riscos, há todo um controle de qualidade sobre a produção e regulação por parte de agências reguladoras, o que não ocorre nesses casos.

Os riscos envolvidos vão desde não saber o que a pessoa está injetando no próprio corpo, o que está comprando e usando, até o risco de como foi a manipulação em relação a infecções, contaminações por outras substâncias e por bactérias, fungos. "Comprar medicação em mercado paralelo é colocar a saúde em risco de uma forma muito grande”, advertiu.

Oliva explicou que a população muitas vezes não percebe a importância de uma medicação ter receita médica obrigatória.

“Na verdade, quando se impõe a necessidade de receita médica para se adquirir um medicamento, o que está sendo dito é que a pessoa só deve utilizar essa medicação após uma avaliação médica. Não é para pedir a receita para o vizinho que é médico, ou para o parente que é médico".

"A gente tem que se submeter a uma avaliação médica, para que a indicação seja muito bem-feita e para que as consequências maléficas ou deletérias sejam acompanhadas para que não aconteçam. A necessidade da receita médica é exatamente para isso”, afiançou.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir ressarcimento ao INSS

Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto, Gilberto Waller. Em entrevista ao programa a Voz do Brasil, ele fez um balanço atualizado sobre os pedidos.

De acordo com presidente Waller, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do INSS, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.

O prazo original se encerraria em 14 de novembro. No entanto, o Ministério da Previdência Social decidiu ampliar o período para garantir que todos os afetados possam registrar seus pedidos.

O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril.

Na entrevista, Gilberto Waller ressaltou o esforço coordenado de órgãos federais para ressarcir as vítimas dos descontos não autorizados. O presidente do INSS também destacou a união entre o instituto, a Advocacia-Geral da União (AGU), a CGU e a Polícia Federal para rastrear os recursos desviados e entrar com ações na Justiça para recuperar o dinheiro.

Como pedir a devolução

Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:

  •  Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal Gov.br;
  •  Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h;
  •  Agências dos Correios, que oferecem suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Brasileiros publicam maior estudo já feito sobre sequelas do zika

Pesquisadores de diferentes estados e instituições brasileiras publicaram, no fim do ano passado, o maior estudo do mundo sobre os principais efeitos do vírus Zika na infância. Com dados de 12 centros de pesquisa do país, o Consórcio Brasileiro de Coortes de Zika (ZBC-Consórcio) reuniu informações de 843 crianças brasileiras com microcefalia, nascidas entre janeiro de 2015 e julho de 2018, nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país.

A pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), que integra o ZBC-Consórcio, destacou nesta terça-feira (6) à Agência Brasil a importância do estudo.

“Não há estudo anterior publicado com esse número de crianças”,

A pesquisa foi publicada no último dia 29 de dezembro de 2025, no periódico científico focado em saúde pública PLOS Global Public Health

Os dados foram investigados para descrever os casos, uniformizar as informações e definir qual é o espectro da microcefalia causada por esse vírus.

Maria Elizabeth lembrou que a maior incidência de microcefalia por Zika do mundo ocorreu no Brasil, que viveu uma epidemia da doença entre 2015 e 2016.

Na avaliação da pesquisadora do IFF/Fiocruz, o resultado mais importante do estudo foi a definição de como era a morfologia dessa microcefalia, isto é, o que ela apresentava de diferente em relação a outras microcefalias por outras causas.

Segundo Maria Elizabeth, o que torna o estudo especial é que os pesquisadores pegaram o banco de dados original e separaram todos os casos. “Além do grande número, foram examinados os dados primários dos diferentes estudos no Brasil”.

Até então, a caracterização da Síndrome Congênita do Zika (SCZ) se baseava em séries de casos e estudos com poucos participantes ou em estudos individuais.

“Já o tamanho relativamente grande da amostra permitiu observar que, entre as crianças com microcefalia, existe um espectro de gravidade e diferentes tipos de manifestações da Síndrome”, completou.

“Agora, a gente tem mais capacidade de dar respostas para o sistema público de saúde”.

O professor da Universidade de Pernambuco (UPE), Demócrito Miranda, ressalta que a importância do estudo é consolidar um conhecimento que vem sendo construído nos últimos dez anos, desde o início da epidemia de microcefalia, identificada inicialmente no Nordeste brasileiro

Colapso

Maria Elizabeth explicou que, na maior parte das vezes, quando uma mãe era infectada no segundo ou no terceiro trimestres da gestação, a criança apresentava um cérebro que vinha crescendo normalmente e, de repente, começava a ter destruição celular e colapsava.

“É uma microcefalia diferente. É uma anatomia diferente, vamos dizer assim. É muito típica da doença por Zika na gravidez. Nas outras microcefalias, o cérebro fica pequeno. Na da Zika, não. Você vê claramente que tem algo diferente. O cérebro colapsa, e a estrutura óssea colapsa junto também”.

A pesquisadora acrescenta que isso vem associado a distúrbios neurológicos, auditivos e visuais. “E muita convulsão de difícil controle para essas famílias, relacionada à epilepsia causada pela Zika”.

Principais resultados

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cristina Hofer, descreve que as sequelas mais frequentes foram as anormalidades estruturais do sistema nervoso central, detectadas por neuroimagem, além de anormalidades nos exames neurológico e oftalmológico. Destacam-se:

  • a microcefalia ao nascer, observada em 71,3% dos casos, dos quais 63,9% eram graves;
  • a microcefalia pós-natal, registrada em 20,4% das crianças;
  • a prematuridade, em 10% e 20%;
  • o baixo peso ao nascer, com média de 33,2%, variando de 10% a 43,8%;
  • e malformações congênitas, entre as quais as mais frequentes foram epicanto (40,1%), occipital proeminente (39,2%) e excesso de pele no pescoço (26,7%).

Entre as alterações neurológicas, as mais frequentes foram déficit de atenção social, em cerca de 50% das crianças; epilepsia, em 30% a 80%, com média de 58,3%; e persistência de reflexos primitivos, em 63,1%.

No que tange ao comprometimento sensorial, observou-se alterações oftalmológicas em até 67,1% dos casos; e alterações auditivas menos frequentes, mas presentes.

Exames de neuroimagem constataram ainda calcificações cerebrais em 81,7%; ventriculomegalia em 76,8%; e atrofia cortical em cerca de 50%.

Maria Elizabeth destacou que em torno de 30% das 853 crianças objeto do estudo já morreram. As que permanecem vivas estão com idades entre 8 e 10 anos, e enfrentam dificuldades na inclusão escolar em muitos casos. “Algumas nem conseguem, porque têm problema de paralisia cerebral grave. As que vão, têm um déficit de atenção grande e de aprendizagem também”.

Recomendações

Não existe um tratamento específico para o zika vírus, reforçou a pesquisadora do IFF/Fiocruz. Diante disso, a primeira recomendação é a mulher grávida buscar evitar, o máximo possível, estar em zonas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doençaem épocas de epidemia, além de usar repelentes e roupas de mangas compridas, preferivelmente em ambientes com ar condicionado.

“Coisas bem complicadas para uma determinada faixa da população”, reconhece Maria Elizabeth, que afirmou que, ao nascer, as crianças devem iniciar estimulação precoce o mais rápido possíve, porque é característica da criança ter a capacidade de formar novas células.

“Ela tem essa possibilidade. Ainda está formando novas células, e essas novas células na criança são formadas por estimulação. Quanto mais você estimular com estimulação essencial, fisioterapia, fonoaudiologia, melhor vai ser o prognóstico da criança”, disse Maria Elizabeth.

Segundo ela, isso se aplica a qualquer criança. Se a mãe foi exposta ao vírus na gravidez, mesmo que a criança, ao nascer, não apresente microcefalia, ela deve ser mais estimulada.

“Porque as crianças cujas mães tiveram exposição (ao vírus), mas não tiveram microcefalia, também podem ter atraso de desenvolvimento. E essas respondem muito bem às estimulações precoces”.

Maria Elizabeth estima que, em tempos de epidemia, 70% das mulheres grávidas têm Zika e não sabem. “Ou seja, é assintomático. Até hoje, não existe um exame que distinga se uma grávida teve Zika ou não. Uma boa sorologia para Zika ainda não existe”.

A pesquisadora disse que uma mulher só vai saber se teve Zika quando os ultrassons durante a gravidez detectarem uma microcefalia, e algum tipo de intervenção só poderá ser feito depois do nascimento da criança, com estímulos. “O bebê tem uma coisa chamada neuroplasticidade, ou seja, ele é capaz de formar novas células”.

Cuidados permanentes

Uma criança que nasce com o vírus da Zika tem de ter cuidados a vida inteira, recomendou o pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da UPE, Ricardo Ximenes.

“Esses graves danos ao sistema nervoso central (SNC) exigem cuidados multidisciplinares e assistência de diferentes especialidades médicas e de outras áreas da saúde”.

Mais uma vez, a pesquisadora do IFF/Fiocruz ponderou que o acesso a esses cuidados tem obstáculos no Brasil, levando as mães a peregrinarem pelos diferentes serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

“É uma carga social muito grande para as famílias”, manifestou, acrescentando que, em muitos casos, o marido abandonou a família appos o diagnóstico, deixando todo o peso para uma mãe solo.

Maria Elizabeth salientou a necessidade de que seja desenvolvida no Brasil uma vacina para as mulheres em idade fértil, que as impeça de terem Zika. 

Vida escolar

Após a publicação do estudo, os pesquisadores continuarão a acompanhar as crianças que tiveram Zika, investigando os impactos da doença na vida escolar.

"Essa é a maior dificuldade das crianças, principalmente das que não têm microcefalia, mas cujas mães tiveram Zika na gravidez comprovada. Quando nascem, um grupo dessas crianças tem microcefalia, e o outro, não. O grupo com microcefalia vai evoluir com muitos problemas. Mas o outro precisa ser acompanhado, porque também pode apresentar algum distúrbio de desenvolvimento".

Esse acompanhamento é importante para permitir que estímulos precoces possam prevenir problemas mais graves, reforça. "Especialmente a geração que nasceu entre 2015 e 2018, deve ter o neurodesenvolvimento mais cuidadosamente investigado pela pediatria de forma geral", sugeriu a pesquisadora.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Procura por implante contraceptivo cresce 118% no SUS do Paraná em 2025

O Paraná registrou um aumento de 118% no número de implantes anticoncepcionais de etonogestrel, o Implanon NXT, entre 2024 e 2025. Um levantamento preliminar realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), com base em dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab) do Ministério da Saúde, aponta que, de janeiro a novembro de 2025, foram realizados 1.060 inserções no Paraná, comparado a 485 realizados no mesmo período do ano anterior.

A crescente adesão ao contraceptivo reflete os esforços do Estado e municípios em ampliar o acesso a tecnologias de ponta para o planejamento reprodutivo. Até julho de 2025, o acesso a essa tecnologia era restrito aos municípios que adquiriam os implantes anticoncepcionais por financiamento próprio ou por consórcios. Esse panorama mudou após a publicação de duas novas portarias do Ministério da Saúde que ampliaram os critérios de indicação.

“Planejamento familiar é sobre ter opções e liberdade de escolha. A preocupação diária com a pílula, os alarmes no celular e a dúvida ‘será que eu tomei hoje?’ podem ficar no passado. Agora, na rede pública de saúde do Paraná tem implante contraceptivo, um método mais eficaz, moderno e seguro que os anticoncepcionais orais. Investir em planejamento reprodutivo é investir em saúde, dignidade e futuro”, diz o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Entre os meses de julho e novembro de 2025, período que corresponde à publicação das novas portarias e remessa de 25 mil implantes disponibilizados, foram realizados 762 procedimentos. Os municípios que mais se destacaram na oferta foram Curitiba, com 256 inserções, seguido por Almirante Tamandaré (219), Piraquara (94), São Mateus do Sul (91) e Pitanga (22). Os dados são preliminares e podem sofrer alterações à medida que novos registros sejam consolidados.

Em novembro de 2025, a Sesa realizou uma oficina para treinamento de gestores e profissionais dos 38 municípios com mais de 50 mil habitantes que receberam remessas do contraceptivo. O objetivo foi qualificar equipes para replicar os conhecimentos a outros profissionais médicos e enfermeiros que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) nesses municípios.

“A qualificação dos profissionais e a organização dos serviços são fundamentais para que esse novo método chegue a quem mais precisa. A inserção do implante amplia o cuidado, reduz desigualdades e fortalece os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e adolescentes”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

PLANEJAMENTO FAMILIAR – O implante de etonogestrel é um método reversível e de alta eficácia, que se soma a outras opções já disponíveis no SUS. Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.

Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, apenas o DIU de cobre é classificado como LARC — sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração. Esses métodos são considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, como ocorre com os anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.

Entre os 38 municípios com mais de 50 mil habitantes contemplados nessa primeira fase da incorporação do implante contraceptivo no SUS estão Almirante Tamandaré, Apucarana, Arapongas, Araucária, Cambé, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Mourão, Cascavel, Castro, Cianorte, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ibiporã, Irati, Londrina, Marechal Cândido Rondon, Maringá, Medianeira, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Pinhais, Piraquara, Ponta Grossa, Prudentópolis, Rolândia, São José dos Pinhais, Sarandi, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama e União da Vitória. A previsão é de que, no próximo semestre, o método esteja disponível em todas as 22 Regionais de Saúde, ampliando o acesso ao planejamento reprodutivo em todo o Estado.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Primeiro boletim da safra de 2026 aponta bom ritmo nos plantios de soja, milho e feijão

Os trabalhos de campo nas principais culturas agrícolas do Paraná seguem em ritmo acelerado na safra 2025/2026, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados nesta quarta-feira (6). O levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva (PSS), referente à segunda semana de janeiro, mostra bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões do Estado.

A soja, principal cultura agrícola paranaense, já ocupa uma área de 4,8 milhões de hectares plantados. A maior parte das lavouras encontra-se em condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção estimada é praticamente de 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de mais uma grande safra para o Estado.

Os núcleos regionais com mais áreas plantadas são Campo Mourão (704 mil hectares), Ponta Grossa (547 mil hectares), Cascavel (544 mil hectares) e Toledo (493 mil hectares).

No caso do milho, a primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com lavouras bem distribuídas em todas as regiões produtoras. As condições das lavouras também são majoritariamente positivas, com mais de 90% das áreas classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra de milho, principal responsável pelo volume total produzido no Paraná, já tem mais de 2,8 milhões de hectares projetados, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.

O feijão, cultura essencial para o abastecimento interno, apresenta dois cenários distintos. Na primeira safra, o Estado contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares plantados, com avanço da colheita em algumas regiões e produção estimada em cerca de 184 mil toneladas. Já o feijão da segunda safra ainda está em início de plantio, com grande parte das áreas previstas.

A cultura da batata também se destaca na safra atual. A primeira safra já contabiliza mais de 16,6 mil hectares plantados, com colheita em andamento e produção estimada superior a 530 mil toneladas. A segunda safra da batata, por sua vez, encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.

De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento, mas o acompanhamento segue atento, especialmente em relação à regularidade das chuvas nos próximos meses, fator decisivo para a consolidação das produtividades esperadas.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Investigação integrada prende três por roubo de caminhão que causou seis mortes em Campina Grande do Sul

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em investigação conjunta com a Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Guarda Civil Municipal de Campina Grande do Sul, elucidou o roubo de um caminhão, ocorrido na rodovia BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, que resultou na morte de seis ocupantes de uma van. Três homens foram presos nesta terça-feira (6), em menos de 48 horas após o crime.

Um dos suspeitos foi preso em São José dos Pinhais e os outros dois localizados em Campina Grande do Sul. Durante a operação, foram apreendidos objetos relacionados à ocorrência e o veículo utilizado pelos investigados. Eles foram presos em flagrante e devem responder pelos crimes de latrocínio e associação criminosa.

“Desde as primeiras horas após o crime, a PCPR iniciou diligências ininterruptas, com análise de imagens, rastreamento de veículos e cruzamento de informações. A partir do trabalho de inteligência e da integração com outras forças de segurança, foi possível reconstituir o trajeto dos suspeitos e chegar rapidamente aos envolvidos”, afirmou o delegado André Feltes.

A PMPR prestou apoio operacional desde as primeiras horas após o fato. O setor de inteligência da corporação colaborou no cruzamento de dados, no monitoramento de locais já conhecidos por práticas de roubo de cargas e na identificação de investigados que já eram acompanhados pelas forças de segurança.

“Logo na madrugada recebemos o acionamento a respeito do tombamento de um caminhão com várias vítimas. Chegando ao local, iniciamos o tratamento das informações e verificamos que se tratava de um assalto. Imediatamente acionamos a equipe de inteligência a fim de atuar de maneira intensiva na elucidação do caso”, destacou o tenente-coronel da PMPR Luiz Murbach.

Na fase inicial da investigação, a GCM atuou no levantamento de imagens do cercamento eletrônico e de câmeras da BR-116, a partir das informações repassadas pela PCPR.

“Utilizamos o cercamento eletrônico de Campina Grande do Sul e as câmeras da rodovia para analisar as características do veículo envolvido. Esse trabalho permitiu a identificação rápida do automóvel ligado ao primeiro roubo, contribuindo diretamente para o avanço da investigação e a localização dos envolvidos”, ressaltou o inspetor Marcelo Souza da GCM de Campina Grande do Sul.

A PRF também compartilhou informações de inteligência que permitiram o esclarecimento da dinâmica do acidente e a sequência dos fatos, que incluem um primeiro roubo de uma carga de eletrônicos.

“Trabalhamos com equipes de inteligência e de campo analisando o deslocamento dos veículos, o uso da rodovia e o comportamento dos envolvidos. Essas informações foram fundamentais para esclarecer como o crime ocorreu e para chegar aos autores”, disse o superintendente da PRF Paraná, Fernando César Oliveira.

ACIDENTE – O fato ocorreu na madrugada de segunda-feira (5), na rodovia BR-116. Conforme apurado, os suspeitos utilizaram um caminhão subtraído momentos antes para abordar outro veículo de carga na rodovia que seguia em direção a São Paulo. Após a interceptação, o motorista do primeiro caminhão foi liberado e os autores seguiram com o segundo veículo com a intenção de subtrair a carga.

Durante a tentativa de roubo, os indivíduos apagaram as luzes do veículo e liberaram a trava do caminhão, que se deslocou de ré e colidiu com a van, que transportava 21 pessoas. Seis vítimas morreram no local, sete ficaram feridas e oito não sofreram ferimentos.

 

 

 

 

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