Tecpar fornecerá 28 milhões de doses da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde

Mantendo seu status de único laboratório público brasileiro fornecedor de vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) foi contratado novamente pelo órgão para fornecer o imunizante que é utilizado em campanhas de vacinação de cães e gatos em todo o Brasil. No total, o contrato prevê o fornecimento de 28 milhões de doses para serem entregues neste semestre.

O Tecpar é o único laboratório público a fornecer o imunizante desde 1971, quando o instituto iniciou a produção da vacina antirrábica veterinária. A atuação com esse produto é alinhado a três pilares do conceito de Saúde Única que norteiam as ações do Tecpar, de saúde humana, animal e ambiental.

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, ressalta que o contrato reforça a posição do instituto como laboratório público oficial no país e a contribuição da instituição em diversas frentes. "Historicamente o Tecpar fornece a vacina antirrábica veterinária às campanhas de vacinação no país e essa produção contribuiu com o Brasil no controle de casos de raiva humana e animal. Como instituição de ciência e tecnologia do Governo do Paraná, essa é uma das áreas na qual o Tecpar contribui com a sociedade brasileira", destaca.

MODERNIZAÇÃO – Para modernizar seu laboratório produtivo, o Tecpar recebe um aporte do Governo do Estado de cerca de R$ 23 milhões, por meio do Fundo Paraná, dotação orçamentária administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

O projeto de Pesquisa e Desenvolvimento de métodos para controle da qualidade do processo produtivo e ampliação da escala de produção da vacina antirrábica no Centro de Desenvolvimento e Produção de Imunobiológicos do Tecpar iniciou em 2024 e deve ser finalizado em 2027, quando o Tecpar terá um laboratório voltado à P&D, para pesquisa de melhorias do processo produtivo, e com a capacidade de produção ampliada.

CAMPANHAS – O Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR), criado em 1973, implantou, entre outras ações, a vacinação antirrábica canina e felina em todo país e as campanhas nacionais de vacinação para estes animais, que acontecem uma vez por ano.

Com a vacina entregue ao PNPR, fornecida pelo Tecpar há 55 anos, o Brasil conseguiu controlar os casos de raiva. Nos últimos 30 anos, o país registrou uma significativa redução na ocorrência de raiva em animais e, por consequência, nas taxas de mortalidade por raiva humana.

 

 

 

 

or - AEN

Acima da média, Paraná é protagonista de ranking nacional que mede bem-estar da população

O Paraná alcançou a quarta colocação nacional no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 , divulgado nesta quarta-feira (20), posicionando o Estado entre os melhores do País em qualidade de vida e desenvolvimento social. O índice paranaense chegou a 65,21 pontos, acima da média nacional, de 63,40, e superior ao resultado obtido pelo Estado em 2025, quando registrou 63,83 pontos.

O levantamento é elaborado pela plataforma IPS Brasil, que avalia o bem-estar da população a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, organizados em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

No ranking nacional, o Paraná aparece logo atrás de Santa Catarina, que registrou 65,58 pontos. Distrito Federal e São Paulo ocupam as duas primeiras posições do levantamento.

O desempenho paranaense reforça os avanços sociais registrados nos últimos anos, especialmente em áreas como moradia, saneamento básico e segurança pública, indicadores que integram a dimensão de Necessidades Humanas Básicas, a melhor avaliada do IPS Brasil 2026. De acordo com o relatório, o Paraná está entre os oito estados brasileiros com desempenho acima da média nacional nesta dimensão, que mede a capacidade de uma população sobreviver com alimentação adequada, acesso à água de qualidade, saneamento, moradia e segurança pessoal.

O Estado também apresentou desempenho acima da média nacional na dimensão Fundamentos do Bem-Estar, que avalia acesso à educação básica, internet e comunicação, além das condições para uma vida saudável e de qualidade ambiental.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, os resultados refletem um conjunto de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. “O Paraná vem construindo um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento humano, com investimentos em segurança, habitação, infraestrutura, educação e geração de oportunidades. Esse resultado mostra que crescimento econômico e desenvolvimento social precisam caminhar juntos para melhorar efetivamente a vida das pessoas”, avaliou.

MORADIA EM ALTA – Entre os pontos fortes do Paraná está o componente ligado à moradia. O relatório destaca o Norte do Paraná entre as regiões com os melhores desempenhos do País. O Casa Fácil Paraná, considerado o maior programa habitacional do Brasil, já beneficiou mais de 130 mil famílias em diferentes modalidades. Ele oferece subsídios para entrada da casa própria e possui linhas específicas para idosos, com apoio de até R$ 80 mil para aquisição de imóveis.

CIDADES – O desempenho positivo também se reflete nos municípios paranaenses. Entre as capitais brasileiras, Curitiba conquistou a melhor colocação do País no IPS Brasil 2026, com índice de 71,29, superando Brasília (70,93), São Paulo (70,64) e Campo Grande (69,77).

Além da Capital, outras cidades paranaenses aparecem entre os destaques nacionais. Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, alcançou IPS de 71,16 pontos, enquanto Maringá registrou 70,87 pontos, ambas entre os 20 municípios brasileiros com melhores resultados.

O levantamento também traz recortes populacionais, nos quais os municípios paranaenses seguem em evidência. Quatro Pontes, na região Oeste do Estado, aparece entre os dez melhores municípios do Brasil, com IPS de 70,30. Já Londrina figura entre os dez municípios com mais de 500 mil habitantes (excluindo capitais), com melhor desempenho nacional, alcançando índice de 67,73.

ÍNDICE – O IPS Brasil 2026 utiliza dados públicos provenientes de fontes oficiais como IBGE, DataSUS e ministérios da Educação, Saúde e Desenvolvimento Social. Os indicadores são organizados em um índice que varia de 0 a 100 e mede diretamente resultados sociais e ambientais, sem considerar indicadores econômicos.

A metodologia foi desenvolvida internacionalmente pela Social Progress Imperative e adaptada no Brasil pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com a Fundação Avina, Centro de Empreendedorismo da Amazônia, iniciativa Amazônia 2030 e Anattá Pesquisa e Desenvolvimento.

Confira o ranking:a

Foto: IPS
 
 
 
 
 
 
Por - AEN
Vendas de motocicletas dobram no Paraná após isenção de IPVA, aponta associação

As vendas de motocicletas no varejo mais que dobraram em 2025 no Paraná, ano em que o Governo do Estado isentou o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) das motos com até 170 cilindradas. No ano passado, foram comercializadas 140.563 motocicletas de baixa cilindrada no Estado, 112,6% a mais do que as 66.110 vendidas em 2024.

E em 2026, o mercado continua em alta. As vendas registradas nos primeiros quatro meses do ano quase alcançam o total registrado em 2024, com a comercialização 58.726 motocicletas entre janeiro e abril.

O levantamento foi feito pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), com base nos dados do Renavam.

Os dados mostram a tendência de crescimento no comércio de motos desde que a isenção do IPVA entrou em vigor, em janeiro do ano passado. A variação nas vendas em 2024 é pequena, de 3.884 unidades em fevereiro para um pico de 8.709 vendas em agosto, com uma média mensal de 5.509 unidades comercializadas no ano anterior ao fim do tributo.

Em 2025, já com as novas regras, a média mensal chegou a 11.713 motocicletas no Paraná. Em janeiro, primeiro mês da isenção, foram 5.978 unidades comercializadas, número que saltou para 10.584 unidades já em março, com pico de 16.409 motos vendidas em outubro. E na comparação de janeiro deste ano com o mesmo mês de 2025, o número já praticamente dobrou, com 11.599 vendas no primeiro mês do ano. Até abril, média de vendas em 2026 é de 14.681 motocicletas.

"A isenção fortaleceu categorias como motoboys e entregadores, profissionais que movimentam a economia estadual. São trabalhadores essenciais que geram emprego e renda. E agora vemos como essa medida trouxe resultados concretos", destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

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Foto: Secom

 

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Foto: Secom


TENDÊNCIA – Outro dado corrobora o aquecimento no mercado de motocicletas no Paraná após a isenção do tributo. Um balanço da Receita Estadual do Paraná aponta que, em 2025, 770 mil veículos seriam tributados com o IPVA e deixaram pagar o imposto. Em 2026, esse número subiu para 918 mil. Além das vendas, esse balanço aponta transferências de veículos para o Paraná.

Essa tendência também é observada nos outros veículos automotores, após a redução de 45% do IPVA no Paraná. A nova alíquota, que passou de 3,5% para 1,9% nos Estado, foi sancionada em setembro do ano passado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e passou a valer neste ano.

Com a redução, o número de emplacamentos passaram a crescer no Paraná. De janeiro a abril deste ano, o aumento foi de 38,5% na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 229.400 registros no primeiro quadrimestre de 2026, contra 165.659 no mesmo período do ano passado, segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR).

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Parecer da 6x1 é adiado em meio à pressão para transição de 10 anos

A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e do fim da escala 6x1 adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-PB). Pelo cronograma original, o relator divulgaria seu texto nesta quarta-feira (20).

O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado centrão, que reúne legendas da direita tradicional, para incluir uma regra de transição de 10 anos, com redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores e exclusão de categorias consideradas essenciais.

O relator Leo Prates informou que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição, mas que a data votação do texto, previsto para o dia 26 de maio na Comissão, está mantida.

“Se tivesse a definição, o relatório seria apresentado amanhã [dia 20]. Mas ainda não há. Há diálogos sobre, sem dúvida alguma. São pontos a serem esclarecidos, são pontos a serem acordados, mas o sentimento, sem dúvida alguma, em especial, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”, afirmou Prates.

 

Brasília -DF- 28/04/2026 – PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, DEPUTADO HUGO MOTTA APRESENTA O PRESIDENTE DA COMISSÃO ESPECIAL DA PEC 6X1. DEPUTADO ALENCAR SANTANADA E O RELATOR, DEPUTADO, LEO PRATES. DA PEC 6X1. Lula Marques/Agência Brasil.
Brasília -DF- 28/04/2026 – Relator deputado Leo Prates diz que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição. Foto-arquivo Lula Marques/Agência Brasil. - Lula Marques/Agência Brasil.

O adiamento foi definido após reunião do relator, na noite dessa terça-feira (19), com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Emendas ao projeto

Uma das emendas apresentadas pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), que conta com assinatura de 176 deputados, afirma que o fim da escala 6x1 só entraria em vigor dez anos após a promulgação da emenda constitucional. A sugestão ainda exclui da redução da jornada trabalhadores considerados “essenciais”. 

“Sendo consideradas [essenciais] aquelas cuja interrupção possa comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas, serão definidas por lei complementar e terão jornada máxima de quarenta e quatro horas semanais”, diz o texto da emenda.

Além disso, a emenda reduz de 8% para 4% a contribuição patronal ao FGTS e isenta temporariamente a contribuição das empresas à Previdência Social, que atualmente é de 20% sobre o salário.

Confirma aqui a lista de deputados que apoiam a emenda, o que inclui, principalmente, parlamentares do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13)

O governo tem defendido uma proposta sem regra de transição e sem redução de salário. O relator, Prates, tem defendido uma posição intermediária com uma transição entre 2 a 4 anos de duração, segundo revelou para o jornal Folha de São Paulo.

A outra emenda apresentada à PEC 221 de 2019, de autoria Tião Medeiros (PP-PR), com apoio de 171 deputados, também prevê uma transição de 10 anos, além de excluir da redução da jornada de 44 para 40 horas trabalhadores de setores considerados “essenciais”. 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

País registra redução no sub-registro de nascimentos e de óbitos

Em 2024, o percentual estimado de sub-registro de nascimentos foi de 0,95%, o menor da série histórica iniciada em 2015, e a primeira vez que o indicador nacional esteve abaixo de 1%. 

Essa taxa representa redução de 3,26 pontos percentuais em relação a 2015, quando a taxa era de 4,21%. Essa evolução positiva indica avanços significativos na cobertura do sistema de Estatísticas do Registro Civil.

Os dados estão nas Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos (2024) divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O maior percentual de subnotificação foi verificado nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%). 

Em contraste, as menores taxas foram registradas no Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%).

Em 2015, estimou-se que 3,94% dos nascimentos ocorridos em hospitais não foram registrados em cartório; em 2024, esse percentual caiu para 0,83%.

Os nascidos vivos de mães com menos de 15 anos de idade tiveram o maior percentual de sub-registro (6,10%) em comparação com outras idades. Esse percentual vai se reduzindo com o aumento da idade e chega ao seu menor valor na faixa dos 35 aos 39 anos (0,63%).

Segundo o IBGE, historicamente o sub-registro de nascimentos tem sido uma preocupação das políticas públicas brasileiras, especialmente em regiões mais remotas ou entre populações vulneráveis. 

O marco legal inicial foi o Decreto nº 6.289/2007, que instituiu o Compromisso Nacional pela Erradicação do Sub-registro Civil de Nascimento e Ampliação do Acesso à Documentação Básica. Em 2019, esse decreto foi substituído pelo Decreto nº 10.063/2019, que atualizou e ampliou o compromisso nacional para a erradicação do sub-registro civil de nascimentos e a ampliação do acesso à documentação básica.

Essa política federal se articula com normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre as medidas previstas, destacam-se a gratuidade universal do registro de nascimento; a instalação de unidades interligadas de registro civil em maternidades e hospitais; a realização de mutirões de regularização documental; e a integração de sistemas informatizados entre cartórios e estabelecimentos de saúde.

Essas iniciativas são particularmente relevantes, considerando que o sub-registro de nascimentos e óbitos afeta desproporcionalmente as populações mais vulneráveis, incluindo comunidades rurais, povos indígenas e grupos em situação de pobreza.

“Essa invisibilidade estatística perpetua as desigualdades e dificulta o desenho de políticas públicas efetivas para garantir os direitos de todas as crianças e adolescentes. Portanto, o aprimoramento contínuo dos sistemas de registro civil e de informação em saúde constitui estratégia essencial para a redução das iniquidades sociais e territoriais e para o fortalecimento da cidadania desde o nascimento”, afirma o IBGE.

Óbitos

Em 2024, a proporção estimada de sub-registro de óbitos no país foi de 3,40%, representando redução de aproximadamente 1,5 ponto percentual em relação a 2015, quando a taxa era de 4,89%. 

Os maiores percentuais estavam no Maranhão (24,48%), Amapá (17,47%), Piauí (16,15%), Pará (16,10%) e Roraima (10,91%). Em contraste, as menores taxas foram registradas no Rio de Janeiro (0,14%), Distrito Federal (0,17%), Paraná (0,56%) e São Paulo (0,65%).

As menores taxas de sub-registro foram observadas em hospitais (2,85%) e em outros estabelecimentos de saúde sem internação (2,55%).

Por idade do morto, as maiores estimativas de sub-registro foram observadas para os menores de 1 ano (mortalidade infantil), com taxa de 10,80%, e de 1 a 4 anos (mortalidade na infância), com taxa de 7,74%.

A estimativa de sub-registro de mortalidade infantil nas Grandes Regiões atingiu maiores valores na Região Norte (26,55%) e na Região Nordeste (17,58%). A Região Sudeste registrou a menor taxa (2,67%), seguida pelas regiões Sul (2,96%) e Centro-Oeste (5,86%)

Esses resultados representam continuidade na tendência de melhoria observada ao longo da série histórica, refletindo os esforços de integração e qualificação dos sistemas de informação sobre mortalidade. 

As estimativas de sub-registro e subnotificação constituem insumos fundamentais para o cálculo das projeções populacionais e das tábuas de mortalidade do país, além de subsidiar a avaliação da qualidade dos sistemas de informação em saúde.

A Meta 16.9, parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), estabelece o objetivo de fornecer identidade legal para todos, incluindo o registro de nascimento. Essa meta reconhece o registro de nascimento como um direito fundamental para garantir acesso a serviços essenciais.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Saiba como se proteger de golpes digitais

O governo federal lançou, nesta terça-feira (19), um kit com orientações sobre privacidade e segurança da informaçãoA intenção é ajudar na identificação de mensagens falsas, links suspeitos, tentativas de fraude e roubo de senhas. 

A série de materiais educativos inclui gibi, vídeos e sete novas publicações, entre normas, guias e políticas. Todo o material está disponível na página do Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI). 

A iniciativa é do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Segundo a pasta, a proposta é aproximar o tema da segurança da informação do dia a dia da população, especialmente de públicos que acessam serviços públicos pela internet, usam aplicativos de mensagem e podem ser alvo de golpes digitais.

Revista em quadrinhos

Um dos principais destaques da iniciativa é a revista em quadrinhos Phishing e Golpes Cibernéticos, primeiro gibi lançado pela Secretaria de Governo Digital (SGD) sobre o tema. O ministério deverá lançar ainda outros dez gibis voltados à educação digital. 

A publicação mostra como criminosos atuam para roubar dados de cidadãos por meio de mensagens falsas, links suspeitos e tentativas de fraude. Ao longo das páginas, os leitores também recebem orientações práticas sobre como identificar riscos e se proteger no ambiente digital.

Além dos materiais voltados à população, o MGI também disponibilizou novas publicações destinadas a gestores e servidores públicos que atuam no Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp).

 

 

 

Por - Agência Brasil

Aneel aprova R$ 5,5 bi para reduzir conta de luz em 22 distribuidoras

Consumidores de 22 distribuidoras de energia do país terão a conta de luz barateada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as regras para devolver até R$ 5,5 bilhões aos consumidores por meio de descontos nas contas de luz de clientes das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Segundo a agência, o objetivo é aliviar o valor das tarifas em regiões que possuem custos mais altos de geração e distribuição de energia, especialmente em áreas isoladas que dependem de usinas movidas a diesel.

O desconto médio estimado nas tarifas pode chegar a 4,51%, mas o percentual final ainda dependerá do valor total arrecadado e dos reajustes tarifários de cada distribuidora ao longo de 2026.


De onde vem

Os recursos virão de um encargo chamado Uso de Bem Público (UBP), valor pago pelas usinas hidrelétricas à União pelo uso dos rios para geração de energia elétrica.

Na prática, embora o pagamento seja feito pelas geradoras, esse custo acaba sendo incluído nas tarifas cobradas pelas distribuidoras e repassado aos consumidores.

Até o início deste ano, esse pagamento era feito de forma parcelada pelas hidrelétricas dentro da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo usado para financiar políticas do setor elétrico.

Uma lei aprovada recentemente permitiu que as hidrelétricas antecipassem o pagamento dessas parcelas futuras com desconto de 50%. Em troca, o dinheiro arrecadado deverá ser usado para reduzir as tarifas de energia das áreas atendidas pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Como funcionará

A Aneel aprovou a metodologia de distribuição desses recursos entre as distribuidoras beneficiadas.

O critério busca equilibrar os efeitos dos descontos entre as concessionárias, levando em consideração o tamanho de cada mercado e os custos de energia em cada região.

Inicialmente, o governo estimava arrecadar até R$ 7,9 bilhões com a antecipação do UBP. No entanto, nem todas as geradoras aderiram ao acordo. Das 34 empresas elegíveis, 24 aceitaram antecipar os pagamentos, reduzindo a previsão final para cerca de R$ 5,5 bilhões.

O pagamento pelas hidrelétricas está previsto para julho. Depois disso, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informará à Aneel o valor efetivamente arrecadado.

Só então a agência definirá os percentuais preliminares de desconto nas contas de luz.

Percentuais previstos

A Aneel trabalha atualmente com três cenários possíveis de desconto médio nas tarifas:

• arrecadação de R$ 4,5 bilhões: redução média de 5,81%;

• arrecadação de R$ 5 bilhões: redução média de 5,16%;

• arrecadação de R$ 5,5 bilhões: redução média de 4,51%.

Segundo a agência, o percentual efetivo aplicado a cada distribuidora dependerá dos processos de reajuste tarifário ao longo do próximo ano.

Quem será beneficiado

A medida alcança consumidores atendidos por distribuidoras localizadas:

•  nas regiões Norte e Nordeste

•  no Mato Grosso

•  em partes de Minas Gerais

•  em partes do Espírito Santo

A política beneficia consumidores chamados de “cativos”, que compram energia diretamente das distribuidoras e não participam do mercado livre de energia.

Desconto antecipado

Algumas distribuidoras começaram a utilizar parte desses recursos antes mesmo da arrecadação definitiva. As concessionárias da Neoenergia na Bahia e da Equatorial no Amapá pediram a antecipação dos valores durante seus processos tarifários.

A Amazonas Energia também recebeu R$ 735 milhões da repactuação. Segundo a Aneel, o reajuste médio aprovado para os consumidores da distribuidora ficou em 6,58%. Sem esse aporte financeiro, a alta chegaria a 23,15%.

Outras empresas ainda aguardam a liberação dos recursos para aplicar os novos descontos tarifários. Entre elas estão Enel Ceará, Roraima Energia, Energisa Rondônia e Energisa Acre.

Objetivo da medida

A Aneel afirma que a política busca reduzir o peso da conta de luz em regiões que possuem custos operacionais maiores e menor número de consumidores em comparação com outras partes do país.

Essas localidades costumam depender mais de geração térmica e de sistemas isolados, o que encarece a produção e a distribuição de energia elétrica.

Segundo a agência, o efeito dos descontos será incorporado gradualmente aos reajustes e revisões tarifárias das distribuidoras ao longo de 2026.

 

 

 

Por - Agência Brasil

Helicóptero da PMPR localiza em Cascavel suspeitos de latrocínio em Santa Catarina

A Polícia Militar do Paraná (PMPR), em ação conjunta com a Guarda Municipal, prendeu nesta terça-feira (19) em Cascavel, no Oeste do Estado, dois homens suspeitos de envolvimento em um latrocínio contra um motorista de aplicativo em Santa Catarina. O veículo da vítima também foi recuperado.

As buscas tiveram início após informações sobre o desaparecimento de um motorista de aplicativo e de seu automóvel no município de Chapecó (SC), registrado no dia anterior. Durante patrulhamento aéreo, a equipe do Falcão 15, do Comando de Aviação da PMPR (ComAv), localizou o veículo na região do bairro Cataratas.

Posteriormente, após as equipes tentarem realizar a abordagem, os suspeitos fugiram em direção à área rural da região. Durante a fuga, o condutor perdeu o controle do veículo e colidiu em meio a um milharal.

Os dois ocupantes abandonaram o carro e tentaram escapar a pé, mas foram localizados e presos após cerco coordenado pelas equipes da PMPR e da GCM, com apoio aéreo do ComAv. Um dos suspeitos foi baleado durante a ação da Guarda Municipal.

Os presos são suspeitos de praticar o latrocínio do motorista de aplicativo em Chapecó. O corpo da vítima foi localizado nesta terça-feira no município catarinense.

 

 

 

 

Por - AEN

Agência Nacional de Águas divulga novo quadro do Monitor de Secas no Paraná

As chuvas irregulares do mês de abril causaram recuo no nível da seca no Leste do Paraná e progressão de nível no Sul e Noroeste do Estado. Os dados são do Monitor de Secas, divulgado nesta segunda-feira (18). O estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) é feito em parceria com vários institutos e foi coordenado no mês de abril pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O estudo aponta que todas as regiões paranaenses seguem com algum nível de seca. No Leste do Paraná, uma área recuou de seca moderada para seca fraca devido às chuvas acima da média em abril. Por outro lado, em decorrência da falta de chuva significativa, houve o avanço da seca fraca para moderada no Sul e Noroeste do Estado.

“A seca vem sendo registrada desde o início do ano e em alguns pontos até mesmo desde 2025. As chuvas no Litoral levaram a uma redução da seca moderada para a fraca, enquanto que no extremo Sul do Estado - divisa com Santa Catarina - e no extremo Noroeste - divisa com Mato Grosso do Sul -, as chuvas abaixo da média e outros indicadores relacionados à temperatura e à umidade do solo favoreceram com que a seca se agravasse”, detalha Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar que participa do Monitor de Secas.

Os impactos da seca são de curto e longo prazo no Norte do Paraná e de curto prazo nas demais áreas. O Boletim Agroclimático do Simeagro, divulgado em abril, aponta que as chuvas em abril foram importantes para reduzir o estresse hídrico na segunda safra de milho, embora ainda haja limitação do potencial produtivo em algumas áreas.

CHUVAS – As chuvas de abril seguiram o regime que estava previsto. Foram vários dias consecutivos sem chuva, e quando choveu os volumes foram altos suficientes para que as estações ultrapassassem a média histórica para o período. Ficaram abaixo, ou muito perto da média histórica de chuvas para abril, somente as estações de Altônia, Curitiba, Francisco Beltrão, Guaíra, Guaratuba, Maringá, Palmas, Palotina, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Pinhais e Umuarama.

Antonina, no dia 5, registrou um volume acumulado de 140,8 mm. No dia 26, choveu um acumulado de 103,8 mm em Cruzeiro do Iguaçu. No dia 29, os volumes de chuva superaram os 100 mm em Toledo (140 mm), Cruzeiro Do Iguaçu (129,4 mm), Laranjeiras Do Sul (111,2 mm), e no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava (106,6 mm). Em todas estas estações, foi em abril o registro do maior volume acumulado de chuva em um único dia do ano. 

“Esse cenário foi provocado por um bloqueio atmosférico associado a uma circulação de grande escala, e que impediu passagens de frentes frias pelo estado do Paraná”, disse Marco Jusevicius, coordenador de operações do Simepar. “Essa condição persistiu praticamente durante todo o mês. No entanto, nos últimos dias, entre 26 e 30 de abril, a chegada de uma frente fria combinada com a atuação de um cavado meteorológico mudou completamente o padrão de tempo no Paraná”, explica.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a Agência Nacional de Águas (ANA) articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo, como foi o caso deste mapa de abril.

No Brasil, no mapa divulgado nesta segunda-feira (18), não há registro de seca extrema ou seca excepcional em nenhum estado. A seca grave está presente em algumas áreas de São Paulo, Piauí e do Ceará.

A seca moderada, assim como no Paraná, ainda aparece no Oeste de Santa Catarina, em boa parte do estado de São Paulo, no Sul e Noroeste de Minas Gerais, no Sul de Goiás, no Oeste da Bahia, Leste do Piauí, no Oeste de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, extremo Oeste de Alagoas, Centro da Paraíba, Nordeste do Ceará e em pequenas áreas do Amazonas.

A seca fraca recuou, mas ainda aparece em várias áreas de todas as regiões brasileiras. O Acre e o Mato Grosso são os únicos estados que não registram, no mapa de abril, nenhum nível de seca.

 

 

 

Por - AEN

Polo de Cascavel receberá um dos maiores efetivos de novos bombeiros do Paraná, destaca Gugu Bueno

Mais de 160 novos bombeiros militares tomaram posse e vão passar por curso de formação

A região de Cascavel receberá um reforço de 167 novos bombeiros militares do Paraná. O número foi confirmado pelo Governo do Estado e faz parte da distribuição dos 851 soldados aprovados no concurso público realizado no Paraná.

Os novos militares já tomaram posse do cargo e iniciam o Curso de Formação de Praças (CFP), etapa obrigatória antes de entrarem em atuação operacional. Com o novo contingente, a região de Cascavel será a segunda do Paraná que mais receberá bombeiros nesta nova distribuição, ficando atrás apenas de Curitiba. Entre as cidades do interior, será a região com maior ampliação de efetivo.

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado estadual Gugu Bueno (PSD), destacou a importância do reforço para o atendimento da população. “Mais uma grande notícia para a nossa região de Cascavel. Foi confirmado pelo nosso Comando do Corpo de Bombeiros que, dessa nova leva de bombeiros que passaram no concurso, tomaram posse e iniciam agora o curso de formação, 167 bombeiros serão encaminhados para a nossa região”, afirmou.

O maior contingente será destinado ao polo de Curitiba, com 321 novos soldados. Na sequência aparecem Cascavel, com 167 bombeiros, Londrina, com 153, Maringá, com 121, e Ponta Grossa, com 89 soldados em formação.

Segundo o deputado, o aumento do efetivo representa um avanço importante para o atendimento de urgência e emergência em toda a região Oeste. “Nós sabemos o quanto é importante termos um Corpo de Bombeiros equipado, mas também com homens e mulheres à disposição para atender a nossa população principalmente em urgência e emergência, é muito importante”, destacou.
Gugu Bueno ressaltou ainda que o reforço era necessidade antiga. “Essa é uma conquista importante e uma demanda importante da nossa região”, afirmou.

Do total de 851 aprovados no concurso, 627 são homens e 224 mulheres. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, a medida deve ampliar a capacidade operacional e garantir atendimento mais rápido e eficiente à população em diferentes regiões do Estado.

Mais informações: https://www.parana.pr.gov.br/aen/Noticia/Com-posse-marcada-Corpo-de-Bombeiros-distribui-851-novos-soldados-pelo-Parana

 

 

 

 

Por -Assessoria