Começam a valer penas maiores para furto, roubo e receptação

A partir desta segunda-feira (4) crimes de furto, roubo e receptação terão penas maiores. A Lei 15.397/2026, publicada no Diário Oficial da União, amplia ainda a punição para casos de estelionato e crimes virtuais, como golpes pela internet.

O texto aprovado estabelece as seguintes penas de reclusão:

  • furto: de um a seis anos de reclusão (o máximo era 4 anos);
  • furto de celular: de quatro a dez (até então, eram tratados como furto simples);
  • furto por meio eletrônico: até dez anos (eram oito anos);
  • roubo que resulta em morte: pena mínima passa de 20 para 24 anos;
  • estelionato, reclusão de um a cinco anos mais multa;
  • receptação de produto roubado de dois a seis anos de prisão e multa (era de um a quatro anos).

O texto trata ainda de pena por interromper serviço telefônico, telegráfico ou radiotelegráfico, atualmente de detenção de 1 a 3 anos, será de reclusão de 2 a 4 anos.

A pena será aplicada em dobro se o crime for cometido por ocasião de calamidade pública ou roubo ou destruição de equipamento instalado em torres de telecomunicação.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Paraná abre primeira semana de maio com 23,3 mil vagas nas Agências do Trabalhador

As Agências do Trabalhador do Paraná e os postos avançados iniciam a primeira semana cheia de maio com 23,3 mil oportunidades de emprego com carteira assinada . As funções com mais vagas são a de alimentador de linha de produção, abatedor, operador de caixa e magarefe (cortador de carne), distribuídas em todas as regiões do Estado.

A Regional de Cascavel, no Oeste, concentra o maior volume de vagas disponíveis, com 5.289. Entre os destaques estão alimentador de linha de produção, com 1.797 oportunidades, abatedor, com 992, operador de caixa, com 173, e repositor de mercadorias, com 167 vagas.

Logo na sequência vem a Regional de Curitiba, que concentra a Região Metropolitana, com 4.751 postos de trabalho disponíveis. São 396 vagas para operador de telemarketing ativo e receptivo, 323 para alimentador de linha de produção, 293 para operador de caixa e 260 para atendente de lanchonete. Apenas na Agência do Trabalhador de Curitiba são 1.066 vagas disponíveis, com destaque para funções no comércio e serviços.

Também com números expressivos de vagas estão as regionais de Campo Mourão (3.679), Pato Branco (2.370), Foz do Iguaçu (2.044), Londrina (1.713) e Maringá (1.457). Outras regionais, como Umuarama (935), Guarapuava (460), Paranaguá (359) e Ponta Grossa (222) somam vagas em diferentes setores.

Além das funções operacionais, há oportunidades para profissionais com formação técnica e superior na Regional de Curitiba, incluindo vagas específicas para áreas como administração, educação, saúde e indústria, além de estágios de nível superior. Confira AQUI a lista de oportunidades disponíveis.

GERAÇÃO DE EMPREGOS – Na última semana, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que colocaram o Paraná com saldo positivo de 15.823 novas vagas com carteira assinada em março. No 1º trimestre de 2026, foram 56.414 novos postos de trabalho abertos, 4º melhor resultado do País.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Abril registra chuva e temperaturas acima da média na maior parte do Paraná

As condições atmosféricas em abril de 2026 superaram as médias históricas do Simepar. Entre as 42 estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná com mais de cinco anos de operação e que estiveram 100% ativas em abril, 13 registraram volumes de chuva abaixo da média e outras 29 acima da média histórica para o período. Dez delas tiveram temperaturas mais de 1°C acima da média histórica, e as outras ficaram com as temperaturas dentro a ligeiramente acima da média.

As chuvas seguiram o regime que estava previsto: foram vários dias consecutivos sem chuva e, quando choveu, os volumes foram altos o suficiente para que as estações ultrapassassem a média histórica para o período. Ficaram abaixo, ou muito perto da média histórica de chuvas para abril, somente as estações de Altônia, Curitiba, Francisco Beltrão, Guaira, Guaratuba, Maringá, Palmas, Palotina, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Pinhais e Umuarama.

Antonina, no dia 5, registrou um volume acumulado de 140,8 mm. No dia 26, choveu 103,8 mm em Cruzeiro do Iguaçu. No dia 29, os volumes de chuva superaram os 100 mm em Toledo (140 mm), Cruzeiro Do Iguaçu (129,4 mm), Laranjeiras Do Sul (111,2 mm), e no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava (106,6 mm). Em todas estas estações, foi em abril o registro do maior volume acumulado de chuva em um único dia do ano.

Isso ocorreu depois de vários dias sem chuva. A situação era mais crítica em Santo Antônio da Platina, onde havia chovido um volume acumulado acima de 10 mm somente no primeiro dia do ano; em Curitiba, onde não chovia mais de 10 mm em um único dia desde 15/02; em Irati, onde não havia o mesmo volume de chuvas desde 26/02; em Pinhais, que não registrava este acumulado desde 12/03; e no Distrito de Horizonte, em Palmas, que não tinha mais de 10 mm em um único dia desde 17/03.

Todas essas estações registraram chuva mais significativa, finalmente, nos últimos dias de abril. 

“Esse cenário foi provocado por um bloqueio atmosférico associado a uma circulação de grande escala, e que impediu passagens de frentes frias pelo Paraná. Essa condição persistiu praticamente durante todo o mês”, explica Marco Jusevicius, coordenador de operações do Simepar.

“No entanto, nos últimos dias, entre 26 e 30 de abril, a chegada de uma frente fria combinada com a atuação de um cavado meteorológico mudou completamente o padrão de tempo no Paraná. Tivemos volumes expressivos de chuva em grande parte do estado, queda acentuada de temperatura e até mesmo registro de geadas no extremo sul paranaense”, relata.

As chuvas vieram acompanhadas de outros fenômenos, como uma nuvem funil em Cascavel em 19 de abril, e ventos fortes, que no dia 7 ultrapassaram os 60 km/h em cidades como Planalto, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel, Nova Prata do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Santa Maria do Oeste, Londrina e Apucarana. A mais forte foi em Santa Maria do Oeste às 20h do dia 7: 80km/h.

TEMPERATURAS – As temperaturas médias ficaram pouco mais de 1°C acima da média histórica nas estações meteorológicas que ficam em Antonina, Capanema, Campo Mourão, Cruzeiro do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guaratuba, Paranaguá, Paranavaí e Pinhais.

Entre as estações do Simepar, a temperatura mais alta do mês foi em Capanema, às 16h do dia 4: 36,8°C. A data com mais temperaturas mais altas no mês foi dia 5.

A temperatura mais baixa do mês, e também de todo o ano até o momento, em todo o Paraná, entre as estações do Simepar, foi registrada na estação de Palmas às 6h do dia 28: 3,9°C (confira os dados de temperatura de todas as estações abaixo). Nesta data, além de Palmas, cidades como Mariópolis, General Carneiro e Clevelândia, tiveram geada fraca.

Em abril, as estações de Antonina, Assis Chateaubriand, Capanema, Cambará, Campo Mourão, Cascavel, Cerro Azul, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, General Carneiro, Guaíra, Guarapuava, Guaratuba, Laranjeiras do Sul, Loanda, Palmas, Paranaguá, Pato Branco, Pinhão, Ponta Grossa, Nova Prata do Iguaçu, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo, Umuarama e União da Vitória registraram suas temperaturas mais baixas de 2026 até o momento.

A maioria foi no dia 28, quando Curitiba também registrou a sua temperatura máxima mais baixa de 2026 – a tarde mais gelada do ano até o agora: 17°C.

Confira os dados dos pluviômetros das 42 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, em operação em abril:

Abaixo da média:

Cidade: média histórica de chuva para abril / volume de chuva em abril de 2026

Altônia: 78 mm / 61,2 mm;

Curitiba: 83,5 mm / 81,8 mm;

Francisco Beltrão: 142,4 mm / 118,8 mm;

Guaira: 118,6 mm / 69,8 mm;

Guaratuba: 201,0 mm / 166,4 mm;

Maringá: 76,2 mm / 75,6 mm;

Palmas: 151,8 mm / 113,4 mm;

Palotina: 115,1 mm / 104,8 mm;

Paranaguá: 138,8 mm / 111,2 mm;

Paranavaí: 96,8 mm / 90,8 mm;

Pato Branco: 151,2 mm / 149,8 mm;

Pinhais: 80,9 mm / 78 mm;

Umuarama: 96,4 mm / 92,2 mm;

Acima da média:

Cidade: média histórica de chuva para abril / volume de chuva em abril de 2026

Antonina: 163,6 mm / 257,2 mm;

APPA Antonina: 126,4 mm / 156,2 mm;

Assis Chateaubriand: 100,6 mm / 109,8 mm;

Capanema: 129,8 mm / 230,6 mm;

Cambará: 73,4 mm / 138,6 mm;

Campo Mourão: 86,3 mm / 99,8 mm;

Cândido de Abreu: 97,6 mm / 163,6 mm;

Cerro Azul: 67,5 mm / 139,8 mm;

Cianorte: 82,7 mm / 102,6 mm;

Cornélio Procópio: 67,3 mm / 99,6 mm;

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 130,7 mm / 313,8 mm;

Fazenda Rio Grande: 84,1 mm / 147,6 mm;

Irati: 99,6 mm / 147,2 mm;

Cruzeiro do Iguaçu: 210,9 mm / 346,8 mm;

Foz do Iguaçu: 139,2 mm / 140,6 mm;

Guarapuava: 127,9 mm / 183,2 mm;

Jaguariaíva: 71,2 mm / 128,2 mm;

Laranjeiras do Sul: 140,8 mm / 261 mm;

Loanda: 81,4 mm / 113,4 mm;

Londrina: 91,9 mm / 211 mm;

Pinhão: 124,7 mm / 193,2 mm;

Ponta Grossa: 90,2 mm / 234 mm;

Guaraqueçaba: 199,2 mm / 312,6 mm;

Santa Helena: 140,6 mm / 241,4 mm;

São Miguel do Iguaçu: 135,7 mm / 187 mm;

Telêmaco Borba: 89,2 mm / 103,4 mm;

Toledo: 150,2 mm / 245,8 mm;

Ubiratã: 73,1 mm / 147,6 mm

União da Vitória: 98,7 mm / 168,6 mm;

Confira a temperatura mais alta e a mais baixa de abril em todas as estações meteorológicas do Simepar:

Estação: temperatura mais baixa de abril de 2026 / temperatura mais alta de abril de 2026

Altônia: 16 °C dia 10 / 35,7°C no dia 19;

Antonina: 16,5°C dia 12 / 35,3°C no dia 3;

APPA Antonina: 17,3°C dia 30 / 33°C no dia 8;

Apucarana: 16°C dia 24 / 30,9°C no dia 5;

Assis Chateubriand: 15,4°C dia 9 / 34,5°C no dia 5;

Capanema: 10,3°C dia 28 / 36,8°C no dia 4;

Cambará: 13,2°C dia 23 / 33,9°C no dia 4;

Campo Mourão: 14,1°C dia 19 / 32,7°C no dia 5;

Cândido de Abreu: 14,7°C no dia 25 / 33°C no dia 5;

Cascavel: 11,4°C no dia 28 / 33,8°C no dia 5;

Cerro Azul: 12,4°C no dia 12 / 34°C no dia 25;

Cianorte: 17,3°C no dia 9 / 33,4°C no dia 5;

Cornélio Procópio: 14,7°C no dia 22 / 31,7°C no dia 5;

Curitiba: 13,4°C no dia 21 / 30°C no dia 4;

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 10,2°C no dia 9 / 29,9°C no dia 5;

Fazenda Rio Grande: 11,3°C no dia 23 / 30,1°C no dia 3;

Irati: 11,7°C no dia 24 / 31,4°C no dia 5;

Cruzeiro do Iguaçu: 10,7°C no dia 28 / 34,3°C no dia 5;

Foz do Iguaçu: 8,3°C no dia 28 / 35,3°C no dia 5;

Francisco Beltrão: 5,4°C no dia 28 / 33,6°C no dia 5;

General Carneiro: 6,5°C no dia 28 / 26,4°C no dia 4;

Guaira: 14°C no dia 28 / 34,8°C no dia 4;

Guarapuava: 11°C no dia 30 / 30,5°C no dia 5;

Guaratuba: 17,3°C no dia 28 / 32,1°C no dia 8;

Jaguariaiva: 12,1°C no dia 21 / 30°C no dia 5;

Lapa: 11,6°C no dia 23 / 29,3°C no dia 4;

Laranjeiras do Sul: 11,1°C no dia 28 / 31,9°C no dia 5;

Loanda: 17,5°C no dia 28 / 36°C no dia 5;

Londrina: 15,3°C no dia 24 / 33,9°C no dia 5;

Maringá: 17,6°C no dia 24 / 33,5°C no dia 5;

Marumbi Base: 15,4°C no dia 28 / 32,5°C no dia 3;

Palmas: 3,9°C no dia 28 / 28,9°C no dia 5;

Distrito de Horizonte, em Palmas: 12,8°C no dia 1 / 22°C no dia 1;

Santa Maria do Oeste: 12,8°C no dia 9 / 30,3°C no dia 5;

Palotina: 13,8°C no dia 10 / 34,2°C no dia 5;

Paranaguá: 17,7°C no dia 29 / 32°C no dia 3;

Paranavaí: 18,1°C no dia 28 / 34,7°C no dia 5;

Pato Branco: 8°C no dia 28 / 32,5°C no dia 5;

Pinhais: 12,3°C no dia 12 / 31,3°C no dia 4;

Pinhão: 9,4°C no dia 28 / 32°C no dia 5;

Ponta Grossa: 11,3°C no dia 19 / 30,6°C no dia 4;

Guaraqueçaba: 15,2°C no dia 23 / 34,7°C no dia 4;

Nova Prata do Iguaçu: 11,8°C no dia 28 / 33,1°C no dia 5;

Santa Helena: 11,2°C no dia 28 / 34,9°C no dia 5;

Santo Antônio da Platina: 15°C no dia 23 / 32°C no dia 5;

São Miguel do Iguaçu: 10,1°C no dia 28 / 34,5°C no dia 5;

Telêmaco Borba: 11,6°C no dia 24 / 31,3°C no dia 5;

Toledo: 11,9°C no dia 28 / 33,1°C no dia 5;

Ubiratã: 15,8°C no dia 19 / 33,4°C no dia 5;

Umuarama: 14,6°C no dia 24 / 35,5°C no dia 5;

União da Vitória: 8,8°C no dia 28 / 31°C no dia 4

 

 

 

 

 

Por - AEN

Tenente-coronel é preso com mais de 300 ampolas de medicamentos emagrecedores

Um tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia (PM-RO), identificado como Davi Machado de Alencar, foi preso em flagrante na tarde deste sábado (02) ao tentar ingressar no Brasil pela Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. A prisão ocorreu durante fiscalização da Receita Federal e da Polícia Federal.

De acordo com o órgão, o militar transportava irregularmente mais de 300 ampolas de tirzepatida, princípio ativo de medicamentos usados para diabetes e obesidade, como Tirzec e Mounjaro. A conduta configura crime previsto no Código Penal para produtos ilegais, falsificados ou sem autorização sanitária, com pena prevista de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa.

Além do carregamento de tirzepatida, o oficial também portava quatro ampolas de retratutida, substância para tratamento da obesidade ainda em fase de estudos clínicos e sem autorização de órgãos reguladores.

Segundo a Receita Federal, Alencar informou durante a abordagem que havia ido ao Paraguai adquirir os medicamentos para uso familiar. Diante da quantidade transportada, ele foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde foi autuado em flagrante.

O militar consta no Portal da Transparência de Rondônia como servidor da Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária, com salário bruto registrado em R$ 45.248,35.

A defesa do tenente-coronel entrou com pedido de liberdade provisória. A Justiça Federal aceitou a solicitação e concedeu soltura mediante fiança de R$ 30 mil. Não há atualização sobre o pagamento ou a liberação do militar até o momento.

 

 

Ponte de Guaratuba aposenta ferry boat após mais de 60 anos de travessias

A liberação definitiva do tráfego de veículos pela Ponte de Guaratuba, na manhã deste domingo (3), significou também a aposentadoria do ferry boat que fazia a travessia da Baía de Guaratuba há mais de 60 anos. O serviço iniciou a operação na década de 1960 como uma alternativa para ligar as duas margens da baía, já que o acesso a Guaratuba só era possível por Santa Catarina ou utilizando embarcações menores apenas para pedestres.

O contrato de concessão do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a empresa responsável pelo serviço permanece por mais 90 dias. Com o encerramento da travessia, as áreas de entorno, que eram utilizadas para a atracagem, serão fechadas para finalização da obra. “Agora é a aposentadoria do ferry boat. Depois de mais de 60 anos ele está em condições de se aposentar porque as pessoas vão passar por cima da ponte”, disse o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti. 

O primeiro ferry boat a fazer a travessia na Baía de Guaratuba é de 1960, criado pelo governador Moisés Lupion. A embarcação, de madeira, media 27 metros de comprimento por 10 metros de largura e contava com dois motores GM de 130 cavalos. A balsa transportava 12 veículos e cerca de 100 pessoas e não comportava ônibus.

Com a construção da ponte, que tem 1.240 metros de extensão e recebeu investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado, as estruturas que abrigam hoje o ferry boat terão nova função. O governo planeja uma revitalização completa do local e construir um complexo náutico para fomentar o turismo no Litoral.

HISTÓRICO – Antes da implantação do ferry boat, o acesso dos moradores de Guaratuba a Caiobá, às demais praias do Estado e também a Curitiba era muito precário. Era preciso dar a volta por Garuva, em Santa Catarina, usando uma estradinha de terra que ficava praticamente intransitável quando chovia. O asfalto só chegou em 1966. Outra opção, mais rápida, era fazer a travessia por barcos, serviço que era operado por pequenas lanchas da Empresa Balneária, ou tomar ônibus em Caiobá e Matinhos.

De acordo com o DER/PR, a primeira embarcação para o transporte de veículos foi construída pelo imigrante português João Lopes Rodrigues, com motor e material doado pelo Estado, e era semelhante às antigas caravelas portuguesas. Ela foi batizada com o nome de Ayrton Cornelsen, em homenagem ao então diretor do DER/PR.

O serviço foi aprimorado ao longo dos anos, com a modernização e ampliação no número de embarcações e melhorias também nos atracadouros. Atualmente, a travessia era feita  por seis embarcações: os ferry boats Piquiri, Guaraguaçu, Nhundiaquara e os conjugados Balsa Vitória/ Rebocador Inter XV, Balsa Grega II / Rebocador Granfino e Balsa Equip400/Rebocador Sol de Verão.

COMPLEXO NÁUTICO – A previsão é de que as obras do Complexo Náutico de Guaratuba iniciem em 2027 por meio de um contrato de concessão do terreno à iniciativa privada. O prazo de execução é de até cinco anos, mas ele poderá ser antecipado pela futura concessionária a ser contratada.

O projeto vem sendo trabalhado pela Secretaria do Estado do Planejamento (Sepl) desde o ano passado. Ele prevê a construção de um complexo com cerca de 12 mil metros quadrados de área construída, em um terreno de mais de 30 mil metros quadrados – que inclui o atual canteiro de obras da ponte –, com a maior parte destinada ao uso público.

A marina, principal estrutura do empreendimento, contará com 303 vagas molhadas (para embarcações atracadas na baía) e 400 vagas secas (para embarcações alocadas internamente). Também está previsto estacionamento para 208 veículos, espaços de convivência, lazer e serviços, incluindo restaurantes, lojas e estrutura para eventos.

O investimento será de aproximadamente R$ 100 milhões, por meio da cessão do terreno para a instalação do futuro complexo. As obras deverão ser custeadas pela concessionária do espaço, a ser definida via processo licitatório. Também caberá à empresa vencedora a manutenção do local pelo período do contrato, com duração de 30 anos.

A licitação será feita na modalidade de concorrência pública, o que deve gerar uma economia de R$ 20 milhões para o Estado ao longo das três décadas, segundo os estudos da Sepl, além de garantir maior competitividade entre os interessados. Após a conclusão do projeto, o processo de concessão e a fiscalização do contrato serão conduzidos pela Secretaria da Infraestrutura e Logística (Seil), já que as áreas do ferry boat pertencem ao Estado e são administradas pelo DER/PR.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

A menos de um mês do fim do prazo, 59% não enviaram declaração do IR

A menos de um mês do fim do prazo, quase 60% dos contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão. Até às 17h27 deste sábado (3), a Receita Federal recebeu 18.380.905 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025)

O número equivale a 41,8% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo.

Segundo a Receita Federal, 70,3% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 16,9% terão que pagar Imposto de Renda e 12,8% não têm imposto a pagar nem a receber.

A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (73,7%), mas 17,4% dos contribuintes recorrem ao preenchimento online, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 8,9% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 60% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,3% dos envios.

O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Apostas do Paraná ganham na Mega-Sena

A aposta de Curitiba que levou R$ 127.017.606,25 no concurso 3.002 da Mega-Sena custou R$ 42. Outras apostas paranaenses acertaram e ganharam a quina, veja mais abaixo.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, o bilhete vencedor foi uma aposta simples com sete números, registrada na Loterias Anchieta, no bairro Bigorrilho.

Os números sorteados foram: 04 - 27 - 51 - 52 - 54 - 58.

Além do prêmio milionário, outras oito apostas do Paraná acertaram a quina e levaram prêmios entre R$ 34 mil e R$ 208 mil.

  • Castro: bolão. Levou R$ 34.683,44;
  • Curitiba: aposta com 7 números. Levou R$ 208.100,64;
  • Curitiba: aposta simples. Levou R$ 34.683,44;
  • Curitiba: bolão. Levou R$ 34.683,42
  • Pinhais: bolão. Levou R$ 69.366,87;
  • Quitandinha: aposta simples. Levou R$ 34.683,44;
  • Telêmaco Borba: aposta simples. Levou R$ 34.683,44;
  • Umuarama: aposta simples. Levou R$ 34.683,44.

O próximo sorteio da Mega-Sena será no sábado (2) e o prêmio estimado é de R$ 3,5 milhões.

 

 

Governador nomeia novos secretários de Cidades, Turismo e Planejamento

O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou quinta-feira (30) as nomeações de Fernando Giacobo para a Secretaria de Estado das Cidades (Secid), Luciano Bartolomeu para a Secretaria de Estado do Turismo (Setu) e Clemeson Aparecido da Silva para a Secretaria do Planejamento (SEPL).

Fernando Giacobo é empresário e político. Natural de Pato Branco, ele é formado em Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos e tem trajetória consolidada na Câmara dos Deputados, onde exerce seu sexto mandato como deputado federal. Ao longo da carreira, foi eleito sucessivamente desde 2003.

Também ocupou funções de destaque na Mesa Diretora da Câmara, como 2º vice-presidente no biênio 2015-2017 e 1º secretário entre 2017 e 2019. Mais recentemente, exerceu a liderança da Minoria no Congresso Nacional, ampliando sua atuação na articulação política em nível federal.

À frente da Secretaria das Cidades, Giacobo terá a missão de dar continuidade às políticas de parceria com os municípios para investimentos em infraestrutura urbana. Um dos principais programas é o Asfalto Novo, Vida Nova, que já ultrapassa 550 quilômetros de vias pavimentadas e R$ 1,3 bilhão em investimentos, com mais de 3,5 mil ruas atendidas em cidades de todas as regiões.

Luciano Bartolomeu tem atuação voltada à gestão estratégica do setor de alimentação fora do lar. Graduado pela Universidade Positivo, exerce atualmente a função de diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Paraná (Abrasel-PR), onde coordena a equipe administrativa e executiva da entidade.

Sua trajetória inclui experiência em consultoria e participação ativa na representação institucional do segmento, com presença em eventos e iniciativas voltadas ao fortalecimento do turismo no Estado, além de atuação em projetos de desenvolvimento e relacionamento com associados.

Na Secretaria do Turismo, Bartolomeu assume com o desafio de ampliar as políticas de fomento ao setor e fortalecer a atração de visitantes. O Paraná alcançou em 2025 o maior número de turistas internacionais da sua história, com mais de 1,06 milhão de visitantes, crescimento de 5,4% em relação ao recorde anterior, de 2019, e de 16,6% na comparação com 2024, reforçando o potencial de expansão da atividade no Estado.

Novo secretário do Planejamento, Clemeson Aparecido da Silva é advogado formado pelo CESCAGE (Centro Educacional dos Campos Gerais) em 2010, com especialização em Direito Processual Civil pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Sua experiência profissional abrange a advocacia nas áreas trabalhista, cível e criminal, com especial ênfase em Justiça do Trabalho e Direito do Consumidor, além de assessoria parlamentar, na Câmara Municipal de Ponta Grossa (2006–2008), e docência universitária. Com perfil de liderança institucional e atuação social, foi ainda presidente da Associação de Portadores de Deformidades Faciais de Ponta Grossa entre 2007 e 2018.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

 Randolfe Rodrigues afirma que governo deve indicar outro nome para STF

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quinta-feira (30) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve indicar outro nome para vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), após rejeição de Jorge Messias pelo Senado.

“Tenho certeza de que o presidente da República vai fazer uso de sua atribuição. Não tem por que o presidente da República renunciar à atribuição de encaminhar um indicado ao Supremo Tribunal Federal.”

Rondolfe disse que o momento para indicar o novo nome deve ser definido posteriormente. “O presidente, obviamente, vai avaliar o melhor momento”, respondeu. Mas, segundo ele, o “próximo passo” do jogo “é do governo”.

Questionado sobre o possível perfil do novo indicado ou nova indicada, o líder governista limitou-se a dizer que essa é uma atribuição do presidente da República.

A oposição tem defendido que a próxima indicação fique para o presidente eleito em outubro deste ano. Na sessão do Congresso Nacional de hoje, o líder da oposição do Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), pediu que Alcolumbre não aceite uma nova indicação do presidente Lula ao STF. 

“O senhor, que preside o Congresso Nacional, não recepcione a possibilidade de nos debruçarmos, de novo, sobre uma escolha para o Supremo Tribunal Federal. Nós teremos um pleito agora, em outubro, teremos um recesso, em julho”, afirmou Marinho.

Alcolumbre não respondeu ao questionamento do senador oposicionista. Lideranças governistas rejeitam essa possibilidade.

“Por que razão o presidente da República iria abdicar de sua atribuição? Até 1º de janeiro, eleito pelo povo brasileiro, o presidente é Luiz Inácio Lula da Silva”, completou Randolfe.

Consultados pela Agência Brasil, os líderes da oposição do Senado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN) não confirmaram notícia veiculada na imprensa de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria dito que não pautaria mais uma nova indicação do Planalto.

Alcolumbre não falou com a imprensa desde o final da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o lugar do ministro aposentado Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em outubro do ano passado.

Cenário político

O líder do governo Randolfe Rodrigues argumentou que a derrota na votação do nome de Messias ao STF era esperada devido às circunstâncias políticas do momento.

“Temos uma circunstância pressionada pelo calendário eleitoral. Então, o risco da derrota na votação de ontem era algo previsto. O que foi apreciado ontem não foi o currículo do ministro Jorge Messias, não foi sua competência e capacidade para ser ministro do STF.”

O parlamentar avalia que a votação de ontem foi “uma antecipação do processo eleitoral. A oposição resolveu fazer isso durante a escolha de um ministro do Supremo Tribunal Federal”.

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Combate: Paraná monitora arboviroses com sistema eficiente e de baixo custo

O combate às arboviroses no Paraná ganhou um aliado eficiente e estratégico que tem apresentado resultados práticos na saúde pública. Diferente das ações tradicionais de limpeza e monitoramento, a ovitrampa funciona como uma armadilha inteligente e de baixo custo. O sistema é formado por um vaso plástico preto preenchido com água, onde é inserida uma palheta de madeira áspera. Esse ambiente simula o local ideal para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Atraída pela água, a fêmea deposita seus ovos na palheta de madeira.

As armadilhas são instaladas em residências e comércios, distribuídas de forma homogênea, respeitando a distância de 300 a 400 metros entre elas. Após um período de cinco a sete dias, a equipe técnica municipal recolhe o material para análise.

“Desde 2019, a Sesa capacita as equipes de combate a endemias para utilizar e fazer o trabalho com as ovitrampas e, desta forma, fomos o primeiro Estado a estar 100% capacitado para o método que tem apresentado resultados bastante significativos”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

“A ovitrampa não elimina o mosquito diretamente. Na prática, ela funciona como um sensor que possibilita o cálculo de índices mais precisos quanto à presença e quantidade do mosquito naquela região”, explicou o secretário.

Na análise das palhetas, que é feita em laboratório, é possível calcular a positividade, ou seja, a indicação da presença do mosquito, a densidade de ovos, que mede a quantidade de fêmeas depositando ovos na região e ainda determina a média geral de infestação do território. Com essas informações, é possível direcionar, com maior precisão, as ações práticas de controle vetorial.

MUDANÇA - O sistema de ovitrampas substitui o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) como principal metodologia de monitoramento do Aedes aegypti.

A diferença do LIRAa e das ovitrampas é que o LIRAa era realizado no máximo em ciclos de monitoramento bimestrais e a abrangência ocorria por amostragem de sorteio, o que levava a resultados momentâneos. Já a frequência das ovitrampas é quinzenal e abrange 100% do território urbano, gerando dados constantes.

Porém, o LIRAa permanece, com aplicação uma vez ao ano (entre outubro e novembro), como atividade complementar para identificar os tipos de criadouros predominantes no município, uma vez que esta metodologia busca encontrar de larvas do vetor nos depósitos presentes no ambiente.

CONTROLE - O monitoramento e controle dos mosquitos do gênero Aedes (A. aegypti e A. albopictus) previnem a circulação dos vírus que causam dengue, chikungunya, zika e até febre amarela urbana. Por isso, o monitoramento sistemático com as ovitrampas permite ao município determinar quais são as áreas de maior risco vetorial e assim priorizar as ações de controle do mosquito, que é a principal forma de prevenção das arboviroses.

Esta conduta inclui, no ambiente privado (residências, comércios, edifícios públicos, entre outros), a eliminação dos criadouros e, no domínio público, a oferta de coleta de lixo, saneamento e abastecimento regular de água. Monitoramento e controle do vetor, dentre outras ações, quando bem implementadas e executadas, permitem reduzir o número de casos de arboviroses.

 

 

 

 

Por - AEN