Como o El Niño tem relação com as tempestades no Paraná? Veja como está e a previsão sobre o fenômeno

Nos últimos dias, o Paraná foi assolado por tempestades que provocaram diversos estragos em diferentes regiões do estado.

Parte da "culpa" é do El Niño, que historicamente está associado a chuvas acima da média na Região Sul, com aumento na frequência de eventos meteorológicos severos como vendavais intensos, precipitação de granizo, inundações e enxurradas e, por consequência, deslizamentos de terra.

A intensificação do fenômeno já era prevista; segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) ele já é considerado forte e pode ficar ainda mais nas próximas semanas.

Segundo o órgão, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA) concluiu que o El Niño já deixou a temperatura em 1,8°C acima da média na área de referência para monitoramento; ou seja, na região do Pacífico equatorial, o que impacta na atmosfera global.

 "Até o verão 2026/2027, o Paraná poderá ter maior frequência de períodos com chuva acima da média, com possibilidade de concentração de volumes elevados em poucos dias. [...] Há probabilidade acima de 90% de que o evento seja categorizado como muito forte entre a primavera e o verão no Brasil. Entre outubro e dezembro deste ano, há 75% de chance de que ele seja o mais forte de todos os El Niños já registrados desde 1950. O pico do fenômeno será entre novembro e janeiro, quando as previsões da NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar fique 2,9°C acima da média". 

Com este cenário climático, o Simepar aponta previsão de chuva acima da média concentrada em poucos dias, o que aumenta o risco de temporais severos, granizo, raios, enxurradas e cheias repentinas, saturação do solo e movimentos de massa no Paraná.

Apesar da previsão de chuva acima da média para todas as regiões, os prognósticos indicam que os maiores desvios devem ocorrer nas regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste.

 "Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo)".

 

📍O que o El Niño já provocou no Paraná?

O Simepar destaca que o El Niño já vem demonstrando impactos no Paraná desde o início do inverno, somado a fenômenos como frentes frias, cavados, sistemas de baixa pressão, jatos de baixos níveis e sistemas convectivos, por exemplo.

Em agosto, entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas três registraram chuva abaixo da média: Cianorte, Maringá e Apucarana. Os registros de chuva foram os maiores para o mês de agosto desde a instalação das estações meteorológicas do Simepar em Fazenda Rio Grande, em 2009, em Laranjeiras do Sul, em 2017, e no Distrito de Horizonte, em Palmas, em 2019.

Em julho, somente quatro estações meteorológicas do Simepar registraram volume de chuva abaixo da média histórica para o mês: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba. Nas outras quarenta e uma estações, o volume de chuva superou a média, com alguns registros históricos.

Os 311 mm de chuva em julho de 2026 na estação meteorológica de Palmas, por exemplo, foi a maior marca para o mês desde a instalação da estação na cidade, há 28 anos. Também registraram o maior volume de chuva para julho, em 2026, as estações que ficam em Altônia (maior volume de chuva desde 2018); em Cianorte (desde 2017); em Cornélio Procópio (desde 2019); em Cruzeiro do Iguaçu (desde 2022); em Foz do Iguaçu (desde 2017); e em Ubiratã (desde 2018).

Em junho, o cenário foi parecido. Entre as mesmas estações, apenas uma registrou volume de chuva abaixo da média histórica para o mês: a que fica na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, teve 10,2 mm a menos do que o valor médio para o período.

Alagamento em União da Vitória, no sul do Paraná — Foto: RPC

Alagamento em União da Vitória, no sul do Paraná — Foto: RPC

 

🌎O que é o El Niño

O El Niño - Oscilação Sul (ENOS) é um fenômeno que ocorre na região do Oceano Pacífico equatorial e nas áreas próximas, caracterizado por variações anômalas na temperatura da superfície do mar e na circulação atmosférica.

"É um dos fenômenos climáticos mais importantes da Terra devido a sua capacidade de alterar a circulação atmosférica global e, como consequência, influenciar o comportamento da temperatura do ar e da precipitação em vastas áreas da Terra por períodos que vão de vários meses a anos", diz o Simepar.

O El Niño é a componente oceânica deste fenômeno, e corresponde ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial em relação à média climatológica.

Os dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA) mostram que o El Niño se fortaleceu no último mês e a temperatura já está 1,4°C acima da média na principal área monitorada. A temperatura da água do mar da camada até 200 metros de profundidade do Oceano Pacífico equatorial central e oriental também está muito acima da média climatológica em uma ampla área.

 "Já a Oscilação Sul corresponde à componente atmosférica do ENOS e está relacionada com as variações na pressão atmosférica ao nível do mar entre o Oceano Pacífico tropical oeste e leste. Já são observadas mudanças na direção dos ventos na baixa e alta atmosfera (áreas entre 10 km da superfície da Terra, e até 1,5 km)".

Por - G1
Quais as cores que nos deixam mais calmos ou nervosos? Veja como elas podem agir no cérebro

Associamos a cor vermelha a sinais de perigo, e o verde nos transmite tranquilidade.

Pensamos no azul para decorar um cômodo onde possamos relaxar e na cor amarela quando queremos chamar a atenção. Sabemos muito bem que as marcas escolhem cuidadosamente os tons de seus logotipos, e que há até cores às quais atribuímos a capacidade de melhorar nossa concentração. Sim, estamos cercados de ideias sobre como as cores afetam nosso cérebro.

Mas será que realmente existe uma neurociência da cor? A resposta curta é sim. E a longa, muito mais interessante. 

A cor não está na luz

Embora pareça estranho, as cores não existem na luz. A luz contém diferentes comprimentos de onda (o chamado espectro eletromagnético) e é o nosso sistema nervoso que, na faixa do espectro visível e comparando os sinais que chegam à retina, constrói a experiência que chamamos de cor.

O cérebro não dispõe simplesmente de um detector para o vermelho, outro para o verde e outro para o azul. A retina humana contém cinco tipos de células sensíveis à luz: bastonetes; cones sensíveis a comprimentos de onda curtos (S), médios (M) e longos (L); e um tipo de células ganglionares que expressam o fotopigmento melanopsina.

De maneira geral, podemos resumir que a percepção cromática surge da comparação entre os sinais de diferentes tipos de cones. De certa forma, podemos dizer, portanto, que a cor é uma interpretação cerebral da luz.

Mas a história fica ainda mais interessante quando descobrimos que nossos olhos contêm células sensíveis à luz cuja função principal não é nos ajudar a formar imagens.

  

Muito mais do que ver

As células ganglionares da retina intrinsecamente fotossensíveis (ipRGCs) são neurônios que contêm melanopsina, um pigmento especialmente sensível a comprimentos de onda curtos. Com um pico de sensibilidade próximo a 480 nanômetros (nm, bilionésimos de metro), o fotopigmento capta a região do espectro associada ao azul-esverdeado.

As ipRGCs participam do que conhecemos como visão não visual. A expressão pode parecer contraditória, mas o que ela tenta descrever é que nossos olhos não apenas enviam ao cérebro informações para reconhecer rostos, ler estas palavras ou distinguir uma maçã vermelha de uma verde. Essas células também informam sobre a quantidade e as características da luz no ambiente, contribuindo assim para regular o sono, os ritmos circadianos, o estado de alerta e outros processos fisiológicos.

 

Além disso, as ipRGCs não atuam sozinhas. Elas recebem informações dos cones e dos bastonetes e participam de circuitos retinianos complexos, capazes de integrar os sinais relacionados à cor.

Em outras palavras, quando abrimos os olhos, a luz faz pelo menos duas coisas ao mesmo tempo: nos permite ver o mundo e, além disso, informa ao nosso organismo qual momento do dia parece ser. E digo isso porque poderia não ser assim, pois eles poderiam se confundir. 

Pensemos em alguém que olha para o celular na cama à meia-noite (ou seja, eu mesmo). O relógio marca meia-noite, mas a retina está recebendo um sinal luminoso que está muito longe de ser associado à escuridão dessa hora. Para alguns circuitos do nosso cérebro, a mensagem que chega dos olhos é que, talvez, ainda não seja hora de dormir.

O paradoxo do azul

E aqui surge uma curiosa contradição. Costumamos associar o azul à calma. Basta pensar no céu ou no mar. No entanto, a luz rica em comprimentos de onda curtos (entre 460 e 480 nm) pode produzir exatamente o contrário, especialmente durante a noite.

Uma revisão sistemática do tipo meta-análise demonstrou que a luz compreendida na faixa acima indicada pode aumentar o estado de alerta e modular a atividade cerebral e certas funções cognitivas. E esses efeitos são muito mais evidentes à noite do que durante o dia.

Qual é a explicação? Bem, em grande parte está na melanopsina. Quando esses comprimentos de onda ativam o fotopigmento, as ipRGCs que o contêm respondem e acionam vias nervosas que conectam a luz ambiente à regulação de nossos ritmos biológicos, ao interferirem na secreção de melatonina, o hormônio que produzimos durante a noite e que atua como um sinal biológico de escuridão.

  

E o vermelho nos deixa nervosos?

Já vimos que a cor que acreditamos perceber e o efeito fisiológico da luz não são exatamente a mesma coisa. E, nesse sentido, há estudos que identificaram diferenças na atividade cerebral (por meio da eletroencefalografia) quando observamos cores diferentes.

Por exemplo, a percepção do vermelho foi associada a alterações na banda alfa-3, que os autores relacionam a uma possível resposta emocional negativa e a um aumento da ansiedade. Já os estímulos azuis e verdes produziram diferenças na banda beta-1, o que é considerado compatível com um maior nível de atenção.

Mas atenção: estamos falando de associações entre determinados padrões de atividade cerebral e estados emocionais ou cognitivos, o que não significa que o estudo tenha demonstrado que o vermelho provoque ansiedade nem que o verde nos torne mais atentos. Ou seja, a partir desses experimentos não podemos concluir que pintar um escritório de verde nos tornará automaticamente trabalhadores mais concentrados.

Em resumo, nunca processamos uma cor isoladamente do mundo. Um semáforo vermelho, uma rosa vermelha e uma mancha vermelha em um jaleco branco podem compartilhar a mesma cor e provocar, obviamente, experiências completamente diferentes.

  

A construção inconsciente da cor

Analisando todos esses artigos, e partindo do princípio de que acreditamos que as cores afetam nosso cérebro porque as vemos, a conclusão mais interessante que eu tiraria é a seguinte: o que a neurociência está demonstrando é que parte dos efeitos da luz começa antes que o cérebro tenha construído conscientemente a cor.

Sim, vemos a luz, mas nosso organismo também a mede sem que tenhamos consciência disso. E enquanto nosso cérebro decide se algo é azul, verde ou vermelho, outros circuitos estão tentando responder a uma pergunta muito mais básica: é dia ou é noite?

 

 

 

 

POr - O Globo

Ex-ministros e sociedade civil divulgam carta em apoio a Fachin

Um grupo de ex-ministros de Estado, economistas, empresários e integrantes da sociedade civil divulgaram uma carta neste domingo (13) em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

A carta fala em apoio às medidas tomadas por Fachin até o momento, “com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal” e defendem “a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas”.

Na carta, defendem a apuração dos fatos e a devida responsabilização e vinculam essas providências à preservação da democracia.

“A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia”.

A carta também defende reformas urgentes no STF, para garantir a imparcialidade nos julgamentos e evitar conflitos de interesse entre os ministros integrantes da Corte.

“Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes”.

A carta é assinada por nomes como os ex-ministros Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Jr e José Eduardo Cardozo; o economista Pérsio Árida e o jornalista Eugênio Bucci.

Crise no STF

O STF está mergulhado em uma crise interna há cerca de duas semanas. A revelação das conversas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso sob acusação de fraudes financeiras, com o ministro Alexandre de Moraes, desencadeou uma crise na Corte.

Em resposta, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Como efeito imediato da troca de farpas entre Mendonça e Moraes, Fachin decidiu tirar de Moraes a relatoria do inquérito das fake news.

Na próxima terça-feira (15), está marcada uma sessão plenária extraordinária para decidir sobre a abertura de uma possível investigação a respeito das supostas relações de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Além disso, está marcada para o dia 23 de setembro a sessão para analisar o pedido de investigação contra André Mendonça. Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

Leia abaixo a carta na íntegra:
 
A S. Ex.ª o Ministro Edson Fachin
Presidente do Supremo Tribunal Federal

Brasília, 13 de setembro de 2026

Senhor Ministro Presidente,

Os cidadãos e representantes da sociedade civil abaixo assinados vêm manifestar seu integral apoio às medidas adotadas por V. Ex.ª, com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal e promover, sob a estrita observância do devido processo legal, a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas.

Para isso, é fundamental assegurar ampla transparência às investigações e à sessão plenária marcada para o próximo dia 15 de setembro, que deve ocorrer de forma pública, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.

Estamos vivendo a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal e certamente uma das mais graves de nossa acidentada história republicana. A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia.

Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes.

O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Mendonça cita risco às investigações com dados de celular de Vorcaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, neste domingo (13), que disponibilizar aos colegas de Corte todos os dados do telefone celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro contribuiria para “tumultuar o julgamento” marcado para a próxima terça-feira (15) e colocar as investigações em risco.

Na data, a Corte terá uma sessão plenária extraordinária para decidir sobre a abertura de uma possível investigação a respeito de supostas relações do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro.

Segundo o ministro Menonça, “todo o material utilizado para o julgamento” do dia 15 já está disponível aos ministros. Por outro lado, ele questionou a pertinência de revelar a todos os ministros todo o conteúdo extraído do telefone do ex-dono do Banco Master.

“A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural”, disse Mendonça em despacho publicado hoje.

O posicionamento de Mendonça veio como resposta a uma demanda de outros ministros para ter acesso à integra dos dados encontrados no aparelho do dono do Banco Master. Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já manifestaram interesse em receber esses dados.

Crise interna

Até o momento, foram tornados públicos dados do celular de Vorcaro relativos a conversas com o ministro Alexandre de Moraes.

Mendonça também derrubou o sigilo de conversas de Vorcaro com aliados sobre o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A revelação das conversas envolvendo o banqueiro, atualmente preso sob acusação de fraudes financeiras, com Moraes, desencadeou uma crise na Corte.

Em resposta, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Como efeito imediato da troca de farpas entre Mendonça e Moraes, Fachin decidiu tirar de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News.

Além disso, no próximo dia 23 está marcada uma outra sessão na Corte, para analisar o pedido de investigação contra André Mendonça.

Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Dino aponta indícios de liderança de Mário Frias em desvio de emendas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino disse haver indícios de um papel de liderança do deputado federal Mário Frias no esquema criminoso de desvio de emendas parlamentares. O objetivo seria o financiamento do filme Dark Horse, uma dramatização da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mário Frias, que – no terreno hipotético da investigação – ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa”, afirmou Dino em despacho publicado neste domingo (13).

Dino é o relator de uma investigação sobre supostas irregularidades na execução de emendas parlamentares e recebeu, inclusive, informações da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores do Foro Central Criminal Barra Funda, em São Paulo.

Foram os dados da Justiça de São Paulo que o levaram à conclusão de um protagonismo de Mário Frias no esquema de desvio de verba de emendas parlamentares.

Operação Make Up

Na última quinta-feira (10), Dino autorizou a Operação Make Up, na qual a Polícia Federal (PF) cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

Entre os alvos da operação estavam justamente o deputado federal Mário Frias, ex-secretário da Cultura do governo Jair Bolsonaro e um dos roteiristas do filme Dark Horse, e a empresária Karina Gama.

Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) indicaram irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas de Frias para duas entidades registradas em nome de Karina Gama: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

Procurada, a prefeitura de São Paulo afirmou que não há irregularidade nos serviços prestados pelo Instituto Conhecer Brasil. Segundo a prefeitura, o Programa WiFi Livre “segue em pleno funcionamento na cidade com 3,2 mil pontos instalados e mais de 760 milhões de acessos registrados”.

“A administração municipal reitera que o serviço contratado foi prestado, passando a parceria por prestações de contas semestrais, período mais rigoroso do que o mínimo legal. As movimentações financeiras da entidade não integram a relação contratual com a administração municipal”, acrescentou.

PCC

Em seu despacho, Dino afirmou ainda haver ligação entre desvio de dinheiro proveniente de emendas parlamentares e organizações vinculadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o ministro, além do desvio de verba pública para financiar o Dark Horse, o material recebido da Justiça de São Paulo indica haver um esquema de corrupção com vínculos com o PCC.

“No curso da investigação se fortalece a hipótese de imbricação indissociável em um sofisticado esquema de destinação e desvio de recursos públicos, com destaque para emendas parlamentares federais e para a prefeitura de São Paulo. Essa organização alcançaria, inclusive, vínculos com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital), consoante linha investigativa mencionada nos autos”, afirmou Dino em despacho publicado neste domingo.

A Agência Brasil também entrou em contato com a assessoria do deputado Mario Frias, mas ainda não recebeu resposta.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Brasil é campeão do Pré-Olímpico e garante vaga em Los Angeles 2028

A seleção brasileira feminina de vôlei arrematou a vaga olímpica em Los Angeles 2028 neste domingo (13) ao vencer de forma invicta o Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano, no Ginásio do Mararacanãnzinho, o Rio de Janeiro. A Amarelinha levou a melhor sobre a Argentina por 3 sets a 0 (26/24, 25/19 e 25/16) no quinto e último confronto da competição de pontos corrridos.

Sem perder um set sequer, o Brasil garantiu o 24º título continental e segue como o maior vencedor do torneio. A Amarelinha é a sexta equipe garantida em LA 2028. As demais são Estados Unidos (por sediar a Olimpíada), Turquia Egito, Tailândia e Canadá.

“Não tem emoção maior do que conseguir classificar para os Jogos Olímpicos, é o apice de todo atleta, ainda mais dentro de casa com essa torcida maravilhosa. Não foi um jogo fácil. No primeiro set a gente conseguiu deixar aquele nervosismo de lado, alguns altos e baixos. Mas assim, a equipe está de parabéns, atletas, comissão técnica, as jogadoras que fizeram diferença”, comemorou a ponteira Gabi, maior pontuadora do lado brasileiro, com 13 acertos, logo após a conquista.

O primeiro set foi o mais emocionante. As argentinas chegaram a abrir vantagem de 13 a 0, mas o técnico José Roberto Guimarães solicitou tempo e conseguiu frear o ímpeto das hermanas. Com apoio da torcida que lotou as arquibancadas do Maracanãzinho, o Brasil reagiu, virou o placar e cravou bloqueios seguidos, fechando a parcial por 26/24.

A partir do segundo set, as brasileiras sobraram em quadra, logo abrindo vantagem de 12 a 8. Segundo maior pontuadora da Amarelinha, com 12 acertos, Júlia Bergmann substituiu Ana Cristina em quadra e ampliou ainda mais o placar com viradas de bola. Com um ace de Gabi, o Brasil fechou a segunda parcial em 25 a 19.

No início da terceira parcial a Argentina esboçou um reação, abrindo 5 a 2 no placar. No entanto, as brasileiras logo se recuperaram. Gabi protagonizou uma jogada ímpar, defendendo com o pé uma bola que parecida perdida foram de quadra. A torcida foi à loucura. A Amarelinha virou o placar e seguiu soberana até fechar a parcial em 25 a 16 e selar a vitória por 3 sets a 0, que garantiu o título sul-americano e tão sonhada vaga em LA 2028.

"A gente tem dois anos de tranquilidade para conseguir trabalhar, desenvolver esse grupo que tem mostrado uma força muito grande. E o que a gente mais quer é o ouro. A gente bateu na trave em alguns momentos mas a equipe tem mostrado o potencial que tem e eu tenho certeza que a gente vai conseguir no Mundial [2027] e na Olimpíada chegar no lugar mais alto", projetou Gabi.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Propina do Master a servidores do Banco Central

O Banco Central encontrou indícios de que dois servidores do órgão receberam R$ 12 milhões em propinas do Banco Master.

Eles teriam, segundo as investigações, simulado negócios com empresas ligadas a Daniel Vorcaro para ocultar a transferência de recursos ilícitos.

De acordo com a sindicância do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza teria recebido R$ 8 milhões, inclusive durante o período em que foi diretor de fiscalização do órgão. Já Belline Santana, ex-chefe de supervisão bancária, teria recebido cerca de R$ 4 milhões.

A investigação interna do Banco Central encontrou indícios de que os dois servidores simularam prestação de serviços ou negociação de imóvel para ocultar o recebimento de recursos ilícitos ligados ao banco Master.

Integrantes do BC disseram que as suspeitas começaram após colegas relatarem despesas de Paulo Sérgio e Belline acima da renda obtida na carreira pública. Uma denúncia anônima também contribuiu para o processo.

A apuração interna do Banco Central foi feita com base na evolução patrimonial e foi constatado que os bens dos dois servidores cresceram bem mais do que a renda obtida no serviço público.

Desde janeiro, Paulo Sérgio e Belline estão afastados dos cargos e sem acesso ao prédio e ao sistema do BC. Em março, foi aberto um processo administrativo no âmbito da Controladoria-Geral da União (CGU), que poderá decidir pela demissão dos dois.

 

O que os servidores disseram

Os dois servidores foram chamados pelo BC para prestar esclarecimentos. Paulo Sérgio afirmou que a evolução patrimonial se deu pela venda de um sítio em Minas Gerais para a Pipe Participações, empresa de Fabiano Zettel, que é cunhado de Vorcaro.

Durante as investigações, o ex-diretor afirmou também que, após a venda do imóvel, ele, o irmão e Zettel teriam mantido negócios, como o arrendamento das mesmas terras que foram vendidas ao cunhado de Vorcaro. E que isso justificaria o dinheiro recebido.

"Como demonstrado nos autos, há fortes indícios de que o contrato de compra e venda celebrado entre Paulo Sérgio e a Pipe Participações constituiu mero artifício para dissimular o recebimento de propina", diz relatório do Banco Central.

Para o BC, outros negócios entre Paulo Sérgio e Zettel também podem ser propina.

Belline, por sua vez, alegou que prestou serviços de consultoria para a empresa Varajo, cujo dono era Leonardo Palhares, apontado por investigadores como um dos operadores de Vorcaro.

Inicialmente, esses serviços eram prestados como pessoa física e, depois, ele abriu a Inspiração Projetos Educacionais, empresa para receber os recursos.

No processo do BC, o servidor afirmou que o trabalho era para um projeto de educação financeira para jovens da periferia. De acordo com a sindicância, os relatórios produzidos por Belline não eram robustos para explicar o pagamento de R$ 4 milhões pelo serviço, o que torna pouco crível que uma empresa tenha pagado milhões pelo projeto apresentado por ele.

"Tais indícios, segundo a Comissão, 'apontam para o fato de que os contratos celebrados entre Belline Santana e a Varajo Consultoria constituíram mera simulação para ocultar o recebimento indevido de recursos' oriundos de pessoas que possuíam interesse em decisões do BCB e, especialmente, do próprio servidor Belline Santana", de acordo com o documento.

Segundo fonte do BC, ambos os servidores negaram à autarquia que sabiam da relação das empresas com Vorcaro e o banco Master.

Ao fim da sindicância, o BC concluiu que as defesas e documentos apresentados pelos servidores eram insuficientes e recomendou a abertura do processo administrativo na CGU, que pode levar à exoneração deles.

As informações também foram encaminhadas à Polícia Federal, que cuida da investigação na esfera criminal.

Na última sexta-feira (11), as defesas de Paulo Sérgio de Souza e Belline Santana afirmaram que os dois sempre atuaram dentro de suas atribuições no Banco Central e que os contatos com o Banco Master foram estritamente institucionais, sem qualquer interferência nas atividades de fiscalização.

 

 

 

 

 

Por G1

 

 

Presidente do STF assume relatoria de processo sobre Moraes e Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, é agora o relator do caso sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No mesmo despacho deste sábado (12), Fachin remeteu à Presidência da Corte processos relacionados ao Banco Master e a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na decisão, Fachin faz referência a despacho do ministro André Mendonça, também deste sábado, que remeteu a investigação contra Alexandre de Moraes (Petição 16.662) ao presidente do STF, com base no regimento interno do Supremo, que atribui ao plenário da Corte a responsabilidade por processar e julgar crimes cometidos pelos ministros da casa.

O presidente do Supremo também já havia suspendido qualquer procedimento sobre investigação de integrantes da Corte em decisão do dia 9 de setembro, e ordenado que qualquer caso fosse remetido a ele. Mendonça, então, cumpre essa determinação.

Na próxima terça-feira (15), uma sessão plenária extraordinária analisa a Pet 16.662 e decide sobre possível investigação a respeito de supostas relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

 

Master e INSS

No documento, Fachin envia à Presidência as Pets 15.041 e 15.556 e “todos os processos a elas relacionados”. A primeira trata dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS. A outra é uma das investigações relacionadas ao Master.

 

 

 

 

 

Por Agência Brasil

 

 

Mega-Sena acumula para R$ 95 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.057 da Mega-Sena, realizado neste domingo (13), em São Paulo. O prêmio acumulou e está estimado em R$ 95 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 02 - 04 - 16 - 21 - 48 - 53.

Oitenta e seis apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 31.872,72 cada

5.234 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 863,24 cada

 

Apostas

O próximo concurso acontece na terça-feira (15).  As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (15) em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.