Antes mesmo de o fenômeno climático El Niño — que provoca aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico — atingir seu ápice, ele já começa a afetar o preço de commodities agrícolas.
A expectativa é que a intensificação dos efeitos comece nos próximos meses, mas o mercado financeiro e o setor agrícola já sentem o impacto. O chamado “prêmio de risco climático” tem antecipado a valorização de commodities, como café, açúcar e cacau.
Levantamento da consultoria StoneX, elaborado a pedido do GLOBO, mostra que os contratos futuros de cacau em Nova York acumulam alta superior a 40% desde o início de fevereiro. O movimento é impulsionado pela preocupação com a próxima safra (2026/2027), percepção que ganha força conforme modelos climáticos passam a indicar probabilidade elevada de um El Niño forte. O aumento de preços ocorre mesmo em um período de melhora da oferta de curto prazo e recuperação de estoques, mostrando que o mercado financeiro concentra as atenções nas incertezas climáticas futuras.
Junho foi marcado por chuvas excessivas em importantes regiões produtoras de cacau da Costa do Marfim e de Gana, o que aumentou relatos de enchentes, dificuldades operacionais e pressão de doenças. Isso prejudica a produtividade e reduz o ritmo das vendas antecipadas. A StoneX revisou para baixo a projeção de superávit global de cacau, de 149 mil para apenas 25 mil toneladas, incorporando o risco climático de forma mais incisiva.
Em agosto, os contratos de açúcar em Nova York acumulam alta de 22%, com preço na faixa de 17 a 18 centavos de dólar por libra-peso. No primeiro semestre, o valor estava em 14 centavos. No caso do café, os preços do arábica já subiram 35% e os do robusta, 20% desde meados de junho.
Carolina Giraldo, analista sênior do agronegócio da StoneX, afirma que o El Niño já exerce influência na formação dos preços nas Bolsas de Nova York, antecipando um prêmio de risco climático. No caso do café, embora os efeitos mais severos do El Niño sejam esperados nos próximos meses, mudanças climáticas já são percebidas, com chuvas acima do padrão no cinturão cafeeiro brasileiro. Isso altera a qualidade dos grãos, causando fermentação e dificultando a secagem. E a umidade quebrou a dormência das plantas, antecipando as floradas em Minas Gerais, São Paulo e Bahia.
— O El Niño é um dos fatores que dão sustentação à alta recente nos preços do café. O mercado financeiro se antecipa diante da alta probabilidade de um El Niño forte coincidir com etapas reprodutivas mais sensíveis do cafeeiro. O excesso de umidade causou atraso na colheita, provocou a fermentação dos grãos, dificultando a secagem e prejudicando a qualidade final da bebida, afetando especialmente os cafés especiais — diz Carolina.
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Comida pode subir até 9,5%
Relatório do Itaú afirma que o fenômeno deve prejudicar a produção agrícola e contribuir para uma queda do PIB agropecuário em 2027. O texto afirma que a cultura do milho deve ser a mais afetada, pois a alteração no regime de chuvas provoca atraso no plantio da soja e reduz a janela ideal para a “safrinha”, a segunda safra de milho. O governo Lula já discute ampliar a compra e os estoques do produto para conter os impactos do El Niño. O Itaú projeta uma retração de 1,3% do PIB da agropecuária, já incorporando uma quebra na produção de milho, com queda de 17% desse volume.
— É uma projeção muito próxima à média observada nos episódios recentes de El Niño forte, quando as perdas foram de 21% entre 2015 e 2016 e 13% entre 2023 e 2024. O milho é a cultura que historicamente mostrou maior vulnerabilidade ao fenômeno — explica Julia Gottlieb, economista do Itaú Unibanco.
O Itaú projeta inflação de 5,1% em 2026 sendo que 0,3 ponto percentual desse total já corresponde ao efeito estimado do fenômeno.
Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, reforça que o impacto inflacionário maior, causado pelo El Niño, deve ocorrer em 2027, quando a safra agrícola afetada chegará às gôndolas dos supermercados. Vale projeta que a inflação de alimentos no domicílio pode subir entre 7,5% e 9,5% no ano que vem, com feijão e arroz liderando as altas. Além disso, a seca na Amazônia pode encarecer o frete rodoviário entre 10% e 22%, diz.
Ele pondera, entretanto, que a estrutura produtiva do agro brasileiro mudou nos últimos dez anos, o que deve atenuar os efeitos do El Niño nos preços na comparação com outras vezes que o fenômeno se manifestou. A produção do agro brasileiro migrou do semiárido (região mais vulnerável à seca) para o Cerrado do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (região conhecida como Matopiba) e para o Centro-Oeste. Com isso, na cultura de milho, por exemplo, a sensibilidade da lavoura à seca caiu de 20% em 2016 para 15% hoje.
— O semiárido pesa menos no total da produção. Em 2016, por exemplo, o feijão dessa região ainda significava muito na oferta, o que causou explosão de 135% no preço. Hoje, a produção está mais deslocada para áreas irrigadas de terceira safra no Centro-Oeste, o que limita a escala de pressão sobre preços em comparação a 2016 — diz Vale.
Ele lembra que após o El Niño de 2015/16, a inflação de alimentação no domicílio ficou quase 8 pontos acima do IPCA cheio. No episódio mais recente (2023/24), o excesso foi de apenas 3,5 pontos, mostrando que a adaptação da lavoura já chegou aos supermercados. Agora, o fenômeno deve adicionar entre 0,6 e 0,9 ponto percentual ao IPCA.
— O Brasil está mais protegido contra a seca no Norte e Nordeste do que em 2016, mas mais exposto aos riscos de excesso de água no Sul e aos gargalos logísticos na Região Norte. O arroz gaúcho é irrigado e não sofre com a falta de água, mas com o excesso de chuva, que pode causar alagamentos, atrapalha o plantio e a colheita — diz o economista, que vê o produto como o maior risco de alta de preço causada pelo El Niño, já que o Rio Grande do Sul concentra 71% da produção nacional.
Mudança de hábitos
A preocupação com os efeitos do fenômeno climático aumentou no início de agosto, quando novo boletim do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) mostrou que a probabilidade de o El Niño atingir a categoria “muito forte” ainda em 2026 subiu de 81% para 95%, com o fenômeno persistindo até outubro de 2027.
Alexandre Bertoncello, economista e consultor, observa que historicamente, em ciclos de intensidade média, o El Niño impacta a inflação de alimentos em 1,5 ponto percentual ao ano. Na prática, diz ele, para cada mil reais gastos em comida, o brasileiro passaria a gastar R$ 15 a mais devido ao choque climático. Se a intensidade do fenômeno aumentar, o impacto será maior.
— Enquanto a alimentação no domicílio subiu 1,43% em 2025, a expectativa é que esse índice suba para uma faixa entre 7% e 8% em 2026 — prevê.
Mas ele alerta que uma quebra na produção de milho e soja elevaria o custo da ração animal, gerando um choque generalizado, afetando preços de ovos, aves, suínos, carne bovina, leite e derivados. Em um segundo momento, o excesso de umidade no Sul pode diminuir a produção de arroz e trigo. Além da perda física, o custo de colheita e armazenamento sobe, pois grãos guardados úmidos estragam mais facilmente ou exigem processos de secagem mais caros. Bertoncello prevê que os alimentos no IPCA de 2027 podem subir para algo entre mais de 8% ou 9%. Ele define o cenário como “bastante preocupante”, típico de ciclos de El Niño forte.
De acordo com a Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios, o fortalecimento do El Niño ao longo do segundo semestre deste ano deve provocar mudanças nos hábitos de consumo no Brasil, principalmente devido à alteração na duração das estações e à ocorrência de eventos climáticos extremos.
— O fortalecimento do El Niño tende a reduzir a duração do frio e antecipar a transição para temperaturas mais elevadas, especialmente na segunda metade da estação — diz Alexandre Nascimento, sócio-diretor e meteorologista da Nottus.
Itens de meia-estação e produtos relacionados à climatização (como ventiladores e ar-condicionado) devem registrar crescimento de demanda mais cedo que o habitual. A consultoria alerta que problemas na produção de matérias-primas (como fibras naturais e couro) e desafios logísticos causados pelo excesso de chuva no Sul ou seca no Norte podem pressionar os preços para fabricantes e para varejistas.
Por - O Globo
Encontrar alguns fios no travesseiro ao acordar, na escova depois de pentear o cabelo ou no ralo do banho faz parte da rotina.
O cabelo está constantemente passando por diferentes fases de crescimento, repouso e queda, e perder fios diariamente é esperado. O que merece atenção é quando esse padrão muda: o volume diminui de maneira perceptível, o couro cabeludo começa a ficar mais aparente ou surgem áreas de falha.
Não é preciso, no entanto, transformar a rotina em uma contagem diária de fios. Segundo a dermatologista e tricologista Tamara Vanzela, a referência de 50 a 100 fios por dia é apenas uma estimativa. Mais importante é observar o que é habitual para cada pessoa.
"Existem pacientes que perdem muito menos do que 50 fios diariamente. Por isso, orientamos observar o padrão individual. Se você estava acostumado a perder determinada quantidade e, de repente, percebe um aumento, essa mudança já deve ser considerada um sinal de alerta", explica.
Algumas alterações podem ser percebidas de maneira bastante simples. O cabelo preso pode parecer menos volumoso, o elástico pode precisar de mais voltas para segurá-lo e as pontas podem ficar mais finas. Também é possível notar maior exposição do couro cabeludo, principalmente quando os fios estão molhados ou sob determinada iluminação.
"Quando a pessoa percebe que o elástico começa a dar mais voltas para prender o cabelo, que as pontas estão mais ralas ou que o couro cabeludo fica mais aparente quando os fios estão molhados ou sob a luz, temos sinais que precisam ser investigados", diz Tamara.
A situação merece ainda mais atenção quando a mudança vem acompanhada de coceira, descamação, dor ou vermelhidão. Uma redução progressiva da densidade também deve ser avaliada, principalmente quando não há uma explicação evidente para o que está acontecendo.
O que pode provocar a queda?
Há diferentes causas para a perda dos fios, e elas nem sempre são fáceis de identificar sem uma avaliação médica. Uma das mais comuns é o eflúvio telógeno, alteração temporária do ciclo capilar que pode aparecer depois de infecções, cirurgias, emagrecimento, mudanças hormonais, deficiências nutricionais ou períodos de estresse.
É justamente por isso que uma queda percebida hoje pode ter relação com algo que aconteceu meses antes. "Quando o paciente apresenta queda, é importante olhar para o que aconteceu cerca de três meses antes. Um período de estresse pode alterar o ciclo capilar e fazer com que essa queda apareça posteriormente", ressalta a dermatologista.
Também estão entre as possibilidades a alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície, que tem influência genética, e a alopecia areata, uma doença autoimune que pode provocar áreas bem delimitadas sem cabelo.
Falhas localizadas merecem atenção especial. Áreas arredondadas podem estar relacionadas à alopecia areata, mas outras doenças autoimunes e inflamatórias, além de algumas infecções, também podem provocar perda dos fios em regiões específicas. "Quando existe uma falha em uma região específica, é muito importante fazer uma avaliação, porque pode haver uma condição que necessite de tratamento especializado", alerta Tamara.
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E a queda no fim do verão?
Existe a percepção de que os fios caem mais no fim do verão e no início do outono. Embora alguns estudos apontem uma possível variação sazonal no ciclo capilar, esse efeito não é tão definido nos seres humanos. Alimentação, estresse, doenças, infecções e alterações hormonais, entre outros fatores, podem ter uma influência muito maior sobre o que acontece com os fios.
Por isso, uma mudança percebida nessa época do ano não deve ser automaticamente atribuída à estação. O contexto dos meses anteriores também importa.
Quando procurar ajuda?
Diante de uma queda acima do habitual, a tentação de tentar resolver o problema em casa pode ser grande. Shampoos antiqueda, suplementos e polivitamínicos aparecem com frequência como primeiras alternativas, mas não necessariamente atuam sobre a origem do problema.
Além disso, tratar apenas o sintoma pode atrasar a identificação de uma doença. "Quando a pessoa trata por conta própria, pode postergar o diagnóstico e a resolução da queda. Em casos de algumas doenças cicatriciais, por exemplo, podemos perder folículos que não voltarão a produzir cabelo", alerta Tamara.
A investigação, portanto, é importante não apenas para conter a perda, mas para entender por que ela está acontecendo. "O mais importante é identificar a causa, que pode ser genética, inflamatória, nutricional ou uma alteração do próprio ciclo capilar, para então indicar o tratamento correto", conclui.
Por - O Globo
O nome do ácido L-β-aminoisobutírico (L-BAIBA) chega a assustar, mas sua ação encanta. Ele é o mais novo integrante da lista de potenciais e inéditos medicamentos para desenvolver músculos, sem os efeitos colaterais de esteroides anabolizantes. Essas drogas têm potencial para promover uma revolução farmacêutica similar à das canetas emagrecedoras.
Esses medicamentos acenam com a promessa de amenizar os efeitos do envelhecimento, o principal fator de perda de massa muscular, e melhorar a qualidade de vida de uma população que vive cada vez mais. Conservar os músculos não apenas evita a fragilidade física, mas melhora a saúde metabólica e reduz a idade biológica.
Além disso, essas novas canetas para músculos ajudarão gente que emagreceu e “derreteu” com as canetas emagrecedoras. E também pessoas que sofrem de sarcopenia (perda de massa e força muscular) por obesidade, sedentarismo, diabetes e câncer, por exemplo.
Felipe Henning Gaia, chefe do Serviço de Endocrinologia Oncológica do Centro de Câncer A.C. Camargo e presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, afirma que a chegada desses medicamentos será bem-vinda.
— Temos uma sociedade que envelhece e precisa ser manter saudável, ativa e independente. Preservar os músculos é essencial. O corpo humano não acompanha o progresso científico que nos fez viver mais. Atividade física seguirá fundamental, mas drogas podem ajudar a evitar a perda de músculos, essenciais para a longevidade saudável — destaca Gaia.
Em um século, um piscar de olhos em escala evolutiva, o ser humano mais que dobrou a expectativa de vida. Em 1925, ela era de apenas 36 anos. Mas graças à melhoria do saneamento, da alimentação e de medicamentos chegou a 82 anos (dado do Brasil) em 2025.
Porém, viver mais tem um custo elevado e boa parte dessa conta é paga em músculos.
— As mulheres sofrem perdas hormonais ligadas à menopausa que reduzem ainda mais a massa muscular. Por isso, drogas assim são importantes — afirma Gaia.
Essas drogas serão úteis para minimizar as perdas associadas à idade, ao emagrecimento acentuado, mas não farão milagres, afirma Clayton Macedo, coordenador do Ambulatório de Endocrinologia do Exercício da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
— Elas trazem a possibilidade evitar perdas grandes. Mas não são para ganho extra de massa muscular. Não serão uma bala de prata — salienta Macedo.
Especialista em fisiologia muscular, Tiago Fernandes, do Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular do Exercício da Universidade de São Paulo (USP), diz que essas drogas poderão ser revolucionárias, se usadas adequadamente.
Quantos medicamentos há em desenvolvimento?
Com base nas principais bases de dados de ensaios clínicos, como ClinicalTrials.gov e PubMed, há no mundo centenas de testes (esse número varia) de pelo menos 40 substâncias candidatas a drogas em diferentes graus pesquisa.
Essas drogas funcionam como a testosterona e outros anabolizantes?
Não. Nenhuma delas é um hormônio esteroide anabolizante, como as formas sintéticas de testosterona usadas como “bomba” para crescer músculos ao custo de pesados efeitos colaterais, sobretudo, para coração e fígado.
E como atuam?
Há várias estratégias. Entre as mais avançadas estão as que atuam bloqueando a miostatina e a activina. A miostatina é uma proteína natural que age como um “freio”, impedindo o crescimento exagerado dos músculos. Quando desregulada, por alterações metabólicas, falta de atividade física e envelhecimento, seu excesso leva à sarcopenia. Candidatas a drogas bloqueiam esse freio ou “enganam” seu receptor nas células pondo em seu lugar uma substância inócua.
Já a activina é uma “prima” da miostatina. Também restringe o crescimento muscular e, quando bloqueada, permite regeneração significativa da massa muscular, o que a torna outro alvo terapêutico em desenvolvimento.
E o que são essas drogas?
Essas drogas são, em sua maioria, anticorpos monoclonais, isto é, com alvos específicos. Os mais avançados em testes com voluntários são Apitegromab (Scholar Rock), Bimagrumab (Eli Lilly) e Trevogrumab (Regeneron).
Clayton Macedo observa que, usadas sozinhas, essas drogas não têm demonstrado um efeito significativo para aumentar massa magra. Porém, quando combinadas com as canetas emagrecedoras (agonistas de GLP-1, GIP e glucagon), conseguem minimizar a perda de músculos. Mas ele adverte que são necessários mais estudos para ter certeza.
Esses medicamentos serão canetas?
Provavelmente, sim. Em testes têm sido administrados por injeções. Mas o formato final para chegar ao mercado deve ser por canetas aplicadoras. A forma oral não é adequada porque esses anticorpos monoclonais são proteínas grandes. Se fossem engolidos, o estômago os destruiria como se fossem uma comida.
Quando essas drogas devem chegar?
Segundo Felipe Gaia, as drogas mais avançadas, se liberadas nos EUA, podem chegar ao Brasil em 2028 ou 2029. As mais adiantadas, em fase 3 de testes com seres humanos, são Apitegromab e Bimagrumab.
A FDA americana deve informar até 30 de setembro se dá o sinal verde para o Apitegrumab. Em caso positivo, poderá ser comercializado nos EUA no fim deste ano ou no início de 2027. A autorização é para tratamento de atrofia muscular espinhal. Porém, o uso “offlabel” é previsível. O laboratório Scholar Rock busca parcerias para realizar teste de fase 3 para preservação e recuperação de massa muscular associada à perda de peso se usado em combinação com a tirzepatida (Mounjaro). Já Bimagrumab passou em fase 2, caso passe no 3, poderia chegar ao mercado em 2029.
E que outras estratégias existem?
O L-BAIBA, por exemplo, pertence a outra classe de substâncias. Ele é uma molécula-chave liberada durante o exercício. Seu papel é regular o mecanismo pelo qual os músculos se remodelam, fortalecem e melhoram sua resistência em resposta ao treinamento. Num estudo publicado em 18 de agosto na Nature Communications, cientistas da Universidade de Leeds (Reino Unido) disseram que pode ser também um tratamento para danos musculares causados pelo diabetes tipo 2. A pesquisa contou ainda com cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e de Harvard.
Uma outra estratégia é a terapia gênica com folistatina, uma proteína produzida naturalmente pelo corpo humano que atua bloqueando a miostatina e a activina. No entanto, a folistatina é instável e dura pouco no sangue. A terapia gênica foi a saída encontrada para que o próprio corpo do paciente passe a fabricá-la continuamente. O gene da folistatina é “entregue” diretamente nas células por meio de um vírus inócuo.
Ganhar só volume não adianta?
Não. O educador físico e médico Ricardo Sartorato explica que não adianta ganhar somente massa muscular. O músculo precisa funcionar. E o ganho de função e força é multifatorial. Ele depende tanto de adaptações neurais quanto do tamanho do músculo. A força e a função musculares estão relacionadas à coordenação inter e intramuscular dos neurônios com os músculos e isso não se traduz em tamanho. O ganho de massa funciona como o limite para a força máxima a longo prazo: um músculo maior tem mais capacidade para gerar força. Mas a qualidade da função muscular é fundamental. É por isso que atletas de levantamento de peso olímpico de categorias de leves ou praticantes de calistenia conseguem produzir níveis de força e potência brutais sem apresentarem o volume muscular hipertrofiado de um bodybuilder.
Há exceções?
Para a maioria dos casos, não. No entanto, Ana Carolina Panveloski Salomão, fisioterapeuta doutora em fisiologia humana, diz que para certos pacientes com sarcopenia grave ou imobilizados por doença ou acidentes, um fármaco que preserve a massa muscular, mesmo que não melhore a função, já fará diferença. O remédio poderia ser associado a outros tratamentos, como estimulação elétrica da função. Salomão liderou estudos com uma terapia de RNA para tratar sarcopenia e a caquexia (destruição muscular associada ao câncer) desenvolvida pela empresa Mirscience e apoiada pela Fapesp.
E o uso estético ou de performance?
Felipe Gaia diz não ter dúvida de que isso acontecerá, assim como ocorre com as canetas emagrecedoras. Ele frisa que esse uso não é recomendado porque, como qualquer medicamento, estes foram criados para tratar disfunções e podem ser nocivos quando estas não existem.
Quais são os obstáculos ao desenvolvimento dessas drogas?
Muitas drogas que alcançam aumento visível da massa muscular acabam descontinuadas em fases avançadas de testes devido à falta de ganho de força/função real ou por efeitos colaterais (como alterações vasculares), fazendo com que a lista de candidatos em teste mude constantemente.
Segundo Clayton Macedo, os efeitos adversos das drogas que atuam sobre a miostatina e a activina ainda precisam ser melhor conhecidos. Os mais comuns são espasmos e contração muscular involuntária, além de diarreia, acne, erupções cutâneas. Aparentemente, não houve alteração cardíaca clinicamente significativa.
Embora a inibição da miostatina promova hipertrofia muscular, seus efeitos em longo prazo suscitam preocupações. O crescimento muscular excessivo pode prejudicar a regulação metabólica, reduzir a densidade capilar e aumentar a fibrose, comprometendo potencialmente a função muscular em vez de aprimorá-la.
Além disso, alterações na sinalização da miostatina afetam a estrutura e as propriedades mecânicas dos tendões, aumentando o risco de lesões devido ao desequilíbrio na produção de força muscular. A regulação da miostatina atua como uma espada de dois gumes, na qual tanto sua inibição excessiva quanto sua superexpressão podem causar danos.
Essas drogas poderão substituir a atividade física?
Especialistas são unânimes em responder com um contundente não a essa pergunta. O motivo é simples. É a atividade física que “liga” os músculos e os faz liberarem substâncias essenciais para o organismo. Drogas podem aumentar o volume, mas isto apenas não resolve. Elas precisam do exercício para funcionar.
— O exercício é fundamental para ativar os músculos — salienta a geneticista Mayana Zatz, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), referência em estudo da longevidade.
Tiago Fernandes destaca que essas drogas não são “pílulas do exercício”.
— Elas poderão ajudar. Mas o corpo precisa de movimento e somente a atividade física promove mecanismos essenciais. Droga alguma chega perto da complexidade de mecanismos deflagrados pelo exercício — diz Fernandes.
Por - O Globo
Temporais de granizo causaram estragos em diversas cidades do Paraná entre a tarde deste domingo (30) e a madrugada desta segunda-feira (31).
Na região central do estado, as pedras de gelo chegaram ao tamanho de ovos de galinha.
Na cidade de Pinhão, que possui cerca de 30 mil habitantes, foram registradas mais de 400 ocorrências de casas danificadas.
Segundo a Defesa Civil, algumas residências foram atingidas durante dois temporais diferentes, e pelo menos 1,2 mil pessoas foram afetadas. Não há registros de desalojados ou desabrigados.
Outras regiões do estado também tiveram danos causados pelos temporais. O relatório preliminar da Defesa Civil do Paraná contabiliza no mínimo 10 municípios atingidos, 722 casas danificadas e 2,2 mil pessoas afetadas.
De acordo com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), até 14h30 de domingo havia 506 emergências na rede, que deixavam cerca de 20 mil imóveis sem energia elétrica.
⛈️Chuvas no Paraná
Veja, abaixo, a precipitação acumulada de quanto choveu no Paraná neste domingo (30) nas estações meteorológicas monitoradas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar):
- APPA Antonina (Simepar) 33,8 mm
- Altônia (Simepar) 0,0 mm
- Antonina (Simepar) 38,8 mm
- Apucarana (Simepar) 0,0 mm
- Assis Chateaubriand (Simepar) 0,0 mm
- Cambará (Simepar) 24,2 mm
- Campina da Lagoa (INMET) 0,0 mm
- Campo Mourão (Simepar) 0,8 mm
- Cândido de Abreu (Simepar):14,0 mm
- Capanema (Simepar) 1,6 mm
- Cascavel (Simepar) 18,2 mm
- Cerro Azul (Simepar) 48,6 mm
- Cianorte (Simepar) 1,8 mm
- Cidade Gaúcha (INMET) 12,4 mm
- Clevelândia (INMET) 23,0 mm
- Colombo (INMET) 52,8 mm
- Cornélio Procópio (Simepar) 10,2 mm
- Cruzeiro do Iguaçu (Simepar) 1,8 mm
- Curitiba (INMET) 49,2 mm
- Curitiba (Simepar) 53,8 mm
- Diamante do Norte (INMET) 0,0mm
- Dois Vizinhos (INMET) 2,4 mm
- Fazenda Rio Grande (Simepar) 33,2 mm
- Foz do Iguaçu (Simepar) 0,4 mm
- Francisco Beltrão (Simepar) 25,2 mm
- General Carneiro (INMET) 73,8 mm
- General Carneiro (Simepar) 39,2 mm
- Guaira (Simepar) 11,8 mm
- Guarapuava (Simepar) 27,6 mm
- Guarapuava - Entre Rios (Simepar) 22,4 mm
- Guaraqueçaba (Simepar) 23,4 mm
- Guaratuba (Simepar) 23,4 mm
- Inácio Martins (INMET) 37,2 mm
- Irati (Simepar) 28,8 mm
- Ivaí (INMET) 0,0 mm
- Jaguariaíva (Simepar) 35,6 mm
- Japira (INMET) 0,0 mm
- Lapa (Simepar) 31,8 mm
- Laranjeiras do Sul (Simepar) 16,0 mm
- Laranjeiras do Sul (INMET) 11,8 mm
- Loanda (Simepar) 0,0 mm
- Londrina (Simepar) 0,0 mm
- Marechal Cândido Rondon (INMET) 3,8 mm
- Maringá (INMET) 0,0 mm
- Maringá (Simepar) 0,0 mm
- Marumbi Pico (Simepar) 41,6 mm
- Morretes (INMET) 59,6 mm
- Morretes (Simepar) 73,4 mm
- Nova Prata do Iguaçu (Simepar) 0,0 mm
- Nova Tebas (INMET) 21,6 mm
- Palmas (Simepar) 52,2 mm
- Palmas - Horizonte (Simepar) 33,2 mm
- Palotina (Simepar) 1,8 mm
- Paranaguá (Simepar) 24,2 mm
- Paranavaí (Simepar) 0,0 mm
- Pato Branco (Simepar) 37,2 mm
- Pinhais (Simepar) 38,4 mm
- Pinhão (Simepar) 31,4 mm
- Planalto (INMET) 0,2 mm
- Ponta Grossa (Simepar) 24,4 mm
- Santa Helena (Simepar) 0,0 mm
- Santa Maria dío Oeste (Simepar) 14,8 mm
- Santo Antônio da Platina (Simepar) 3,4 mm
- São Mateus do Sul (INMET) 11,8 mm
- São Miguel do Iguaçu (Simepar) 0,0 mm
- Telêmaco Borba (Simepar) 25,4 mm
- Toledo (Simepar) 11,0 mm
- Umuarama (Simepar) 7,6 mm
- União da Vitória (Simepar) 66,4mm
- Ventania (INMET) 11,0 mm
A passagem de uma frente fria e a intensificação de um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai deixam o tempo bastante instável no Paraná nesta segunda-feira (31).
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de tempestade para 316 municípios paranaenses, com previsão de chuva intensa, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.
Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), há previsão de chuva em várias regiões, acompanhada de descargas atmosféricas e rajadas de vento fortes, aumentando o risco de temporais.
Na região Norte, onde as temperaturas continuam elevadas, as tempestades devem ganhar força principalmente a partir da tarde.
O que esperar nesta segunda-feira (31)
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Radar do Simepar na segunda-feira 7h40 — Foto: Simepar
Segundo o Simepar, a frente fria está posicionada na altura do Sul do Brasil, enquanto o sistema de baixa pressão sobre o Paraguai contribui para aumentar a instabilidade sobre o Paraná.
Com isso, as condições são favoráveis para chuvas mais generalizadas, com raios e ventos fortes em diferentes regiões do estado.
Ao longo do dia, a instabilidade deve aumentar em outras áreas do estado. Os temporais podem ocorrer principalmente a partir da tarde.
Na faixa Norte, o calor continua. As temperaturas podem passar dos 30°C, e o ambiente mais quente favorece a formação e intensificação das tempestades.
Na metade Sul, as temperaturas ficam mais amenas, entre 25°C e 26°C.
🟡Alerta amarelo de tempestades
Veja, abaixo, quais cidades do Paraná estão sob o alerta nesta segunda-feira (31):
- Adrianópolis
- Agudos do Sul
- Almirante Tamandaré
- Altamira do Paraná
- Altônia
- Alto Paraíso
- Alto Paraná
- Alto Piquiri
- Amaporã
- Ampére
- Anahy
- Antonin
- Antônio Olinto
- Apucarana
- Arapoti
- Arapuã
- Araruna
- Araucária
- Ariranha do Ivaí
- Assis Chateaubriand
- Atalaia
- Balsa Nova
- Barbosa Ferraz
- Barracão
- Bela Vista da Caroba
- Bituruna
- Boa Esperança
- Boa Esperança do Iguaçu
- Boa Ventura de São Roque
- Boa Vista da Aparecida
- Bocaiúva do Sul
- Bom Jesus do Sul
- Bom Sucesso
- Bom Sucesso do Sul
- Borrazópolis
- Braganey
- Brasilândia do Sul
- Cafelândia
- Cafezal do Sul
- Califórnia
- Cambira
- Campina da Lagoa
- Campina do Simão
- Campina Grande do Sul
- Campo Bonito
- Campo do Tenente
- Campo Largo
- Campo Magro
- Campo Mourão
- Cândido de Abreu
- Candói
- Cantagalo
- Capanema
- Capitão Leônidas Marques
- Carambeí
- Cascavel
- Castro
- Catanduvas
- Cerro Azul
- Céu Azul
- Chopinzinho
- Cianorte
- Cidade Gaúcha
- Clevelândia
- Colombo
- Contenda
- Corbélia
- Coronel Domingos Soares
- Coronel Vivida
- Corumbataí do Sul
- Cruzeiro do Iguaçu
- Cruzeiro do Oeste
- Cruz Machado
- Cruzmaltina
- Curitiba
- Curiúva
- Diamante D'Oeste
- Diamante do Sul
- Dois Vizinhos
- Douradina
- Doutor Camargo
- Doutor Ulysses
- Enéas Marques
- Engenheiro Beltrão
- Entre Rios do Oeste
- Esperança Nova
- Espigão Alto do Iguaçu
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- Faxinal
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- Guaratuba
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- São Mateus do Sul
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- Saudade do Iguaçu
- Sengés
- Serranópolis do Iguaçu
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- Tamboara
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- Teixeira Soares
- Telêmaco Borba
- Terra Boa
- Terra Rica
- Terra Roxa
- Tibagi
- Tijucas do Sul
- Toledo
- Três Barras do Paraná
- Tunas do Paraná
- Tuneiras do Oeste
- Tupãssi
- Turvo
- Ubiratã
- Umuarama
- União da Vitória
- Ventania
- Vera Cruz do Oeste
- Verê
- Virmond
- Vitorino
- Xambrê
Por - G1
Termina nesta segunda-feira (31) o prazo para renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com descontos e condições facilitadas pelo programa Desenrola Fies 2026.

Os ex-estudantes do ensino superior que foram beneficiados pela política pública devem procurar as instituições financeiras com quem firmaram o contrato: o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal.
Cada contrato do financiamento pode passar por apenas uma renegociação durante a vigência do Desenrola Fies, lembra o Ministério da Educação.
O Fies é o programa federal que oferece financiamento a quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.
Quem pode renegociar
O Desenrola Fies 2026 é voltado a estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam, em 4 de maio de 2026, na fase de amortização. Este é período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade.
A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes, conforme as condições previstas para cada perfil.
A data de 4 de maio de 2026 é adotada como referência para verificar a situação do contrato e aplicar critérios como o tempo de inadimplência e o enquadramento do estudante no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso no financiamento.
Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.
Descontos na renegociação
As condições de renegociação de dívidas do Fundo oferecidas variam de acordo com a situação de cada contrato de financiamento.
Dependendo do perfil da dívida e da quantidade de dias de inadimplência (atraso no pagamento da parcela), os benefícios podem ser aplicados tanto para a quitação à vista quanto para o parcelamento, conforme as regras específicas de cada faixa de renegociação.
Os descontos disponíveis devem ser consultados nos canais oficiais dos dois agentes financeiros oficialmente responsáveis pelo financiamento.
A renegociação somente é efetivada após o pagamento da parcela de entrada. Caso esse pagamento não seja feito, a proposta é cancelada.
Como renegociar
A formalização da renegociação pode ser feita pelos aplicativos oficiais dos agentes financeiros para dispositivos móveis (tablets e smartphones) ou presencialmente em qualquer agência do banco responsável pelo contrato.
Na Caixa Econômica Federal, a renegociação está disponível também no aplicativo Fies Caixa. Mas, em situações específicas, como parcelamentos mais longos que exigem fiador da dívida, o beneficiário poderá ser orientado a procurar atendimento presencial nas agências do banco público.
No Banco do Brasil, a adesão está disponível pelo aplicativo ou em agência, conforme a modalidade escolhida.
Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, o nome do estudante e dos fiadores será retirado dos cadastros de inadimplentes, quando aplicável.
Novo Desenrola Brasil
O prazo para renegociação das dívidas considera a vigência da Medida Provisória nº 1.355/2026, que institui o Novo Desenrola Brasil, e também o calendário legislativo do Congresso Nacional. Esse programa é voltado à renegociação e à regularização de dívidas de pessoas físicas, com o objetivo de contribuir para a recuperação da capacidade financeira das famílias.
Por - Agência Brasil
Cerca de 500 mil contribuintes recebem, nesta segunda-feira (31), o quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda 2026. Ao longo do dia, a Receita Federal liberará R$ 1,24 bilhão a 521.935 pessoas. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores.

A consulta está disponível desde o último dia 24, na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
Do R$ 1,24 bilhão desse lote, R$ 704,12 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
- 338.912 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
- 86.873 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
- 43.502 contribuintes não prioritários;
- 26.769 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
- 16.850 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
- 9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).
Menos lotes
Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.
Os dois primeiros lotes de 2026, de maio e de junho, representaram 80% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. Segundo o Fisco, a agilidade no processamento das declarações e no avanço das ferramentas de modernização e automação permitiram a concentração dos pagamentos nos dois primeiros lotes.
Pagamento
O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.
Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".
Por - Agência Brasil
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu situação de emergência em seis municípios da Região Sul atingidos por granizo e chuvas intensas nos meses de julho e agosto. 

A Portaria nº 2.808, publicada no Diário Oficial da União, cita os estados e as cidades de:
- Paraná
Marquinho;
- Rio Grande do Sul
Bom Retiro do Sul, Caseiros, Jari e Rolante;
- Santa Catarina
Bocaina do Sul.
De acordo com a portaria, os municípios de Marquinho e Caseiros registraram danos provocados por granizo. Bom Retiro do Sul, Jari, Rolante e Bocaina do Sul foram atingidos por episódios de chuvas intensas.
Ajuda federal
Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência podem solicitar ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional recursos para ações de defesa civil.
O pedido deve ser feito por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados.
Entre as iniciativas que podem receber recursos estão assistência humanitária à população afetada, aquisição de cestas básicas, distribuição de água potável, fornecimento de kits de higiene e limpeza, além da execução de trabalhos emergenciais para restabelecimento de serviços essenciais.
Por - Agência Brasil
Inacreditável. Frustrante. Sabor amargo. Essas foram algumas das palavras usadas por organizações ambientais, representantes da sociedade civil e outros especialistas para avaliar os resultados da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que terminou nesta sexta-feira (28) em Ulaanbaatar, capital da Mongólia.

A principal decepção foi o novo adiamento do acordo global para enfrentar as secas e os impactos que isso trará sobre as comunidades.
O especialista do Instituto Escolhas, Rafael Giovanelli, disse que os governos falharam ao jogar para a COP18, no Egito, novas discussões sobre o problema.
"Isso deixa um sabor amargo, porque a COP termina sem decisões substanciais para lidar com as secas", disse.
O representante da organização Wetlands Internacional, Richard Lee, disse que a falta de consenso acontece justamente quando o número de desastres pelo mundo não para de crescer.
"É inacreditável. Neste ano, a Europa sofre com uma seca histórica e os níveis de água caíram a patamares recordes no Rio Colorado, nos Estados Unidos. O chamado Super El Niño traz riscos de secas devastadoras do Sul da África até a Amazônia", avalia Richard.
"Nós acreditávamos que esse cenário forçaria os governos de todo o mundo a agir. Estávamos errados. Adiar a decisão sobre as secas em mais dois anos custará mais do que tempo: comunidades e economias em todo o mundo vão pagar o preço", complementa.
A especialista em políticas de água da WWF Global, Christine Colvin, aposta na ação conjunta de alguns governos, sociedade civil e instituições financeiras para que o combate às secas tenha algum progresso. Porém, destaca que iniciativas isoladas não são o suficiente.
"É profundamente frustrante que a ambição sobre a seca tenha se esvaziado na COP17. Não foi entregue um resultado significativo e não temos uma base forte para que possamos construir ações", avalia Christine.
Acordo global sobre secas
A proposta de criar um mecanismo multilateral para enfrentar de forma coordenada as secas é defendida por africanos há, pelo menos, três conferências. Historicamente, o continente é um dos mais afetados pelo problema.
Isso demandaria ajuda financeira para os países mais vulneráveis serem capazes de se antecipar e se recuperar dos eventos extremos. Eles entendem que instrumentos internacionais, como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), são estruturados sob o tema de degradação das terras, algo mais amplo do que a seca.
Os países mais ricos, porém, não querem se comprometer com um acordo obrigatório e defendem adesão voluntária. A União Europeia não quer se comprometer com gastos externos, principalmente quando precisa enfrentar crises recentes de seca no próprio território.
Iniciativas paralelas
Iniciativas paralelas lançadas durante a COP17 tentam lidar com o problema das secas. É o caso do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), a primeira plataforma global de financiamento dedicada exclusivamente ao tema.
Criada pela UNCCD e por Luxemburgo, com apoio da Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA), a iniciativa pretende mobilizar até US$ 400 milhões em recursos públicos e privados.
Os investimentos deverão ser direcionados para segurança hídrica, agricultura sustentável, soluções baseadas na natureza e recuperação de terras.
Outra novidade foi a segunda fase do Observatório Internacional de Resiliência à Seca (IDRO), que apresentou o primeiro Índice de Resiliência à Seca (DRI). A ferramenta pretende ajudar os países a avaliar sua capacidade de antecipar, se preparar e se adaptar aos períodos de escassez de água.
Por - Agência Brasil
Temporais causam estragos em cidades do Paraná neste domingo (30).
Em Cascavel, no Oeste, o vento derrubou árvores. O temporal também danificou casas, e uma delas chegou a ter a cobertura arrancada. A peça voou e foi parar na fiação de postes.
Em Pinhão, região Central, houve chuva de granizo. Segundo o Corpo de Bombeiros, sete comunidades foram atingidas. A Defesa Civil da cidade disse que houve danos em mais de 120 casas.
Guarapuava e Candói também registraram granizo e danos em residências.
De acordo com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), até 14h30, havia 506 emergências na rede, que deixavam cerca de 20 mil clientes sem energia elétrica.
Até às 15h15 deste domingo, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) havia registrado volume superior a 10 milímetros de chuva em mais de 30 cidades. Veja a lista:
- Curitiba: 29 mm
- Fazenda Rio Grande: 10,6 mm
- São José dos Pinhais (IAT): 11,8 mm
- Lapa: 19,4 mm
- Lapa - São Bento: 35 mm
- Pinhais: 14,6 mm
- Quatro Barras (IAT): 19,6 mm
- Araucária (Sanepar): 17,8 mm
- Piraquara (Sanepar): 21 mm
- Campina Grande do Sul: 17,8 mm
- Rio Negro: 34,8 mm
- Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 22 mm
- Guarapuava: 24,8 mm
- Santa Maria do Oeste: 14,8 mm
- Pinhão: 28,4 mm
- Pinhão - Foz do Areia: 44,6 mm
- Porto Amazonas: 23,4 mm
- Cascavel: 18,2 mm
- Guaíra: 11,8 mm
- Toledo: 11 mm
- São Jorge d'Oeste: 10,2 mm
- Foz do Jordão: 16 mm
- Francisco Beltrão: 17,4 mm
- Laranjeiras do Sul: 16 mm
- Pato Branco: 18,6 mm
- Mangueirinha: 21,8 mm
- São Mateus do Sul - Fluviópolis: 52,8 mm
- Irati: 23,4 mm
- General Carneiro: 27,6 mm
- General Carneiro - Jangada: 43,6 mm
- Cruz Machado: 36,8 mm
- Palmas: 45,6 mm
- Distrito de Horizonte, em Palmas: 22,6 mm
- Porto Vitória: 45,8 mm
- Coronel Domingos Soares: 34,8 mm
- União da Vitória: 48 mm
- Bituruna: 24,2 mm
- Piên: 26,2 mm
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um alerta sobre o uso de canetas emagrecedoras por crianças e adolescentes. Segundo a entidade, os medicamentos podem trazer riscos à saúde e afetar o desenvolvimento físico de pessoas que ainda estão em fase de crescimento.
O alerta ocorre após vídeos de mães aplicando os medicamentos nos filhos circularem nas redes sociais. Em uma das gravações, uma mãe afirma que aplica o medicamento na filha de 17 anos por indicação médica. Em outra publicação, uma mulher diz que levou a filha, de 11 anos e 70 kg, ao médico e recebeu recomendação para o uso da tirzepatida.
As postagens também recebem comentários de adolescentes interessados em usar os medicamentos. Em um deles, um usuário do TikTok afirma ter 13 anos, 79 kg e 1,70 metro de altura e pergunta se pode fazer o tratamento.
Quais os riscos?
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o uso das canetas pode diminuir a ingestão de proteínas e minerais importantes para o desenvolvimento.
"Ele vai diminuir a ingestão de proteínas e de minerais que vão afetar o seu crescimento, principalmente o estirão do crescimento do adolescente", alerta Crésio Alves, presidente do Departamento Científico de Endocrinologia da SBP.
Outro possível efeito é a diminuição e a perda de massa muscular. "Um segundo efeito adverso nessa faixa etária é a diminuição e perda de massa muscular", continua.
Além disso, o médico também alerta para o risco de que o uso das canetas seja um gatilho para transtornos alimentares, como anorexia nervosa e bulimia nervosa.
"Terceiro efeito adverso, pode ser um gatilho para transtornos alimentares, como anorexia nervosa e bulimia nervosa, que são condições difíceis de você tratar uma vez instaladas", diz.
O Brasil tem mais de 17 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos com excesso de peso, segundo o Atlas Mundial da Obesidade. Desse total, 7 milhões já são considerados obesos.
O uso de canetas emagrecedoras, porém, deve ser acompanhado por profissionais de saúde. Entre os possíveis problemas associados ao uso estão pancreatite, que é a inflamação do pâncreas; hipoglicemia, caracterizada pela redução da quantidade de açúcar no sangue; e cálculos na vesícula.
Canetas compradas no exterior também preocupam
Outro risco apontado pela Sociedade Brasileira de Pediatria é o uso de produtos comprados fora do Brasil.
Em uma das publicações, uma mãe afirma que pretende comprar uma caneta para o filho de 12 anos, que pesa 93 kg, no Paraguai. A caneta citada na reportagem é uma marca cuja venda é proibida no Brasil.
A SBP alerta que não é possível saber com segurança o que há no produto ou qual é a quantidade da substância presente.
"É um perigo porque a gente não sabe o que tem exatamente dentro daquela caneta. A gente não sabe a quantidade, a gente não tem certeza se aquilo é puro, se está contaminado ou não", afirma amédica Maria Edna de Melo, endocrinologista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).
"Então, tanto a eficácia quanto os efeitos colaterais, eles são imprevisíveis", completa.
A entidade também chama atenção para a pressão estética sobre crianças e adolescentes, que ainda estão desenvolvendo a autoestima e o comportamento.
Segundo a SBP, esse público não deve simplesmente usar as canetas para perder peso rapidamente, atingir padrões estéticos ou compensar o sedentarismo. A recomendação é que o tratamento seja feito com acompanhamento médico.
As canetas emagrecedoras autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisam de receita médica. A prescrição fica retida na farmácia no momento da compra.
Por G1
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.051 da Mega-Sena, realizado neste domingo (30). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 36 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 11 - 15 - 20 - 21 - 38 - 48
- 35 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 55.635,04 cada
- 2.706 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.186,14 cada
Apostas
O próximo concurso será na terça-feira (01). As apostas podem ser feitas em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


























