O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentou uma nova modalidade de transferência de propriedade de veículos. A partir de agora, os carros poderão ser transferidos integralmente de forma digital.
O que muda com a nova transferência?
Hoje, a transferência de propriedade de automóveis já tem instrumentos digitais. É o caso da Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e), a assinatura eletrônica e a comunicação eletrônica de venda.
Esses procedimentos, porém, precisavam ser realizados em etapas distintas. Com a nova modalidade, esses recursos serão integrados em um único fluxo eletrônico, já vinculado ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_cf9d035bf26b4646b105bd958f32089d/internal_photos/bs/2024/6/J/UqJqeCSWux3E0UZKsXmA/ipva-documento-licenciamento.jpg)
Isso significa que, quando estiver disponível, a funcionalidade vai permitir que comprador e vendedor realizem, de forma unificada, o registro da negociação, a assinatura eletrônica da transferência, a consulta e o pagamento de débitos e taxas dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), e a conclusão da mudança de propriedade.
Quando exigida, a vistoria continuará fazendo parte do processo. A diferença é que os resultados também serão integrados ao fluxo. E há ainda a modalidade eletrônica custodiada. Neste caso, a resolução também prevê a possibilidade do valor da negociação permanecer em custódia durante a operação.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_cf9d035bf26b4646b105bd958f32089d/internal_photos/bs/2025/A/S/Wprp2LQ36zYP9IqCDTIg/app-cnh-do-brasil-entrar-com-govbr.jpg)
Importante lembrar que a liberação dos recursos fica condicionada ao cumprimento dos requisitos necessários. Caso a operação não seja concluída, a regulamentação prevê mecanismos para bloqueio, reversão e restituição do valor.
Quando começa?
Apesar de já ter sido publicada, a nova modalidade de transferência de veículos ainda não está em vigor. Isso vai acontecer somente quando todas as funcionalidades forem disponibilizadas no aplicativo CNH do Brasil.
Por - Auto Esporte
Representantes do setor de energia elétrica nacional defenderam a necessidade de investimentos em inovação para o enfrentamento dos desafios impostos por eventos climáticos extremos. O tema foi debatido nesta quinta-feira (20), em Brasília, em um encontro promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo a presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Talita Porto, o setor tem feito investimentos em modernização, infraestrutura e resiliência. Mas ela alertou que é preciso também buscar inovação.
“O Instituto Abrate deve aportar R$ 5 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Um projeto nos próximos 17 meses para estabelecer ferramentas de análise e de aumento da resiliência frente às mudanças climáticas”, destacou.
Para Talita Porto, apesar dos investimentos, o setor é muito vulnerável aos efeitos físicos e econômicos das mudanças climáticas.
“Nós estamos falando de um segmento estratégico em que qualquer queda de torre afeta tanto a geração quanto a distribuição e o consumo.”
A presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Patricia Audi, destacou a necessária adaptação da rede de transmissão do país frente aos desafios impostos.
“Vimos há duas semanas o Rio de Janeiro acometido por ventos de 140 quilômetros por hora [km/h], quando nós temos uma rede prevista para suportar 80 km/h. Ribeirão Preto, há três semanas, também com eventos de até 160 km/h.”
Os extremos climáticos citados por Patrícia Audi ocorreram no final do mês de julho, quanto o El Niño previsto para 2026//2027 começou a atuar. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica tornado os volumes de chuvas irregulares.
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcio Rea, reforçou a necessidade de inovação ao destacar que as análises técnicas apontaram que os ventos de Ribeirão Preto foram do tipo redemoinho, que não apenas derrubaram, mas torceram as torres de transmissão.
“Não tem estrutura no país ou no mundo que consegue enfrentar esse tipo de ação”, destacou.
Diante do cenário desafiador, Rea afirmou que a articulação e os esforços conjuntos do setor serão fundamentais para fazer frente às condições que podem afetar operação e infraestrutura essenciais ao país. “O El Niño 2026 representa mais do que um evento extremo, ele evidencia a necessidade de ampliarmos a nossa capacidade de antecipação, planejamento e adaptação”, concluiu.
Por- Agência Brasil
TSE proíbe Marçal de ir a debates, fazer campanha na TV e ter acesso a fundos eleitoral e partidário
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade nesta quinta-feira (20), vetar o acesso do candidato do PRTB à Presidência, Pablo Marçal, aos fundos eleitoral e partidário. Os ministros também impediram a participação de Marçal em campanhas na TV e no rádio e em debates.
A medida tem caráter cautelar até que a Corte Eleitoral analise se Pablo Marçal pode, ou não, ser candidato no pleito de 2026. Ou seja, a Justiça ainda precisa analisar o registro da candidatura do empresário.
No último sábado (15), o PRTB protocolou o pedido de registro da candidatura do influenciador à Presidência da República após uma decisão da Justiça Eleitoral autorizar sua filiação ao partido.
Marçal, contudo, segue inelegível até 2032. No dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.
'Candidatura juridicamente inviável', diz relatora
A relatora do caso no TSE , ministra Estela Aranha, apresentou voto favorável a um pedido, apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Marçal, e foi acompanhada por todos os ministros.
A ministra destacou que a impugnação não se limita à apresentação de elementos isolados ou episódicos. Para Estela, a decisão cautelar se justifica pelo risco do uso de recursos públicos em uma candidatura que não deve prosperar.
“O perigo do dano está caracterizado pelo risco da utilização de recursos públicos, de meios de propaganda eleitoral, em benefício de candidatura que em análise sumária mostra-se juridicamente inviável, notadamente pela provável ausência da condição de elegibilidade”, declarou a magistrada.
O que diz o Ministério Público?
O Ministério Públcio Eleitoral (MPE) afirma que a candidatura de Marçal não preenche os requisitos de prova de filiação ao PRTB dentro do prazo legal e aponta que em abril, prazo final para um candidato estar filiado a um partido político para disputar a eleição outubro, Pablo Marçal estava nos quadros do União Brasil.
“Incontroverso, pois, que pesquisas em diversas fontes abertas na internet apontam, de modo convergente, que o impugnado Pablo Marçal (dentro do prazo fixado em lei para filiação partidária com o objetivo de concorrer ao cargo de Presidente da República apresentava-se publicamente como membro filiado ao partido União Brasil”, afirmou o Ministério Público.
O MPE, então, pediu ao TSE que fosse concedida uma decisão provisória impedido que Pablo Marçal tenha acesso aos recursos públicos de campanha eleitoral e seja impedido de realizar propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão, bem como aos demais atos de propaganda eleitoral.
Esse pedido foi analisado e atendido nesta quinta-feira pelos ministros do TSE.
A impugnação apresentada pelo MPE também destacou que Pablo Marçal está inelegível até 2032 porque foi condenado pela prática de uso indevido dos meios de comunicação social, diante da “promoção de concursos com oferta de prêmio para incentivar a produção e disseminação massiva de conteúdo eleitoral na internet por pessoas naturais”, mantendo a sanção de inelegibilidade pelo prazo de oito anos seguintes à eleição de 2024, quando ele concorreu à Prefeitura de São Paulo.
Sete das 23 vítimas da colisão frontal entre um micro-ônibus e uma carreta na BR-373, em Ipiranga, na região dos Campos Gerais, no Paraná (PR), estão sendo veladas desde o início da madrugada desta quarta-feira (20). Uma cerimônia coletiva é realizada no ginásio municipal de Imbituva, na região central do Paraná.

A identificação das vítimas foi concluída na noite de ontem. Outras 16 pessoas são veladas em locais particulares em diversos pontos da cidade.
O micro-ônibus saiu de Imbituva levando pacientes da cidade para atendimento médico em hospitais da região metropolitana de Curitiba. Entre as vítimas estão duas crianças, de 6 e 10 anos, além de 21 adultos. Ao todo, são 13 mulheres e oito homens. Sobreviveram uma criança de 9 anos, uma mulher de 26 anos e três homens, de 22, 49 e 50 anos. A mulher de 26 anos e o homem de 22 receberam alta ainda na quarta-feira (19).
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão seguia no sentido de Ponta Grossa (PR) para Prudentópolis (PR). O acidente ocorreu por volta das 3h30 da madrugada. A polícia científica segue investigando as causas da batida e análises preliminares indicam que o caminhão teria invadido a pista contrária, colidindo de frente com o ônibus. O motorista do caminhão também morreu.
A prefeitura de Imbituva decretou luto de três dias e publicou nota de pesar, manifestando “profunda tristeza” pelas mortes. Em suas redes sociais, a administração municipal prestou homenagem, publicando as fotos e os nomes de todas as vítimas. “Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com todos os familiares e amigos, prestando nossa homenagem a cada uma das vidas que partiram”.
Em outra publicação, a prefeitura manifesta preocupação com os sobreviventes, desejando que recebam todo o cuidado necessário, força e esperança neste momento.
Em vídeo, o secretário municipal de Saúde de Imbituva, José Valdenei Menon, disse que a cidade recebeu a notícia com extrema tristeza, coração em luto e respeito às famílias que sentem essa imensurável dor no coração.
“Fica aqui nossa tristeza com os familiares e todos os munícipes, porque é uma dor compartilhada. Por nossos profissionais da secretaria, nosso motorista, as famílias que buscavam ter sua dor amenizada. Desejamos sinceros pêsames. Estamos aqui para prestar nossa solidariedade e compromisso com a população”.
Segundo ele, os familiares foram acolhidos na Secretaria Municipal de Saúde e receberam auxílio e orientação de assistentes, sociais e psicólogos.
“Os profissionais conversaram com as famílias respeitando este momento de dor, orientando sobre quais seriam os próximos procedimentos e acompanhando os familiares ao Instituto Médico-Legal de Ponta Grossa”, disse Menon.
O secretário também agradeceu aos municípios vizinhos que disponibilizaram profissionais para ajudar no acolhimento e orientação dos familiares das vítimas.
Por - Agência Brasil
Oito em cada dez brasileiros e brasileiras (81%) afirmam ser fundamental que seus (suas) candidatos (as) nas eleições acreditem em Deus. Essa percepção é mais aguçada entre classes mais pobres (89% das pessoas cujos rendimentos não passam de um salário mínimo) do que entre os mais ricos (57%, entre aqueles que ganham de 10 a 20 salários mínimos mensais).

Os dados integram levantamento inédito do Laboratório de Estudos Socioantropológicos em Política, Arte e Religião (LePar), da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentado nessa quarta-feira (19) na abertura do 1º Congresso Internacional e Multidisciplinar sobre Sociedade: religião, política e valores, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A análise mostra a figura do Deus cristão, sobretudo nos estratos mais pobres. Sete em cada dez pessoas ouvidas (74%) concordam que Deus faz as pessoas serem melhores (entre os que ganham até um salário mínimo, a taxa é de 86%). Já 82% defendem que as escolas devem ensinar crianças e adolescentes a acreditar em Deus.
“Mas, curiosamente, essa valorização significativa de Deus não se traduz em mais confiança nas instituições religiosas, sobretudo igrejas, que costuram o cotidiano religioso”, afirmou a socióloga Christina Vital, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFF.
No estudo, 56% das pessoas disseram que confiam na Igreja Católica – a instituição com mais credibilidade no Brasil. Depois, apareceram as igrejas protestantes (51%) e os centros kardecistas (19%).
Christina avaliou que isso atinge a própria ideia de Estado: metade (54%) da amostra da pesquisa defende que o Estado não seja laico. “Existe confusão sobre o que é laicidade. Quando perguntadas sobre isso, ouvimos muitas coisas diferentes e que não se relacionam com a separação entre religião e Estado”, disse.
Para Michel Gherman, que lidera o Observatório das Crises das Democracias das Américas (UNLP) da UFRJ, esses números apontam como as extremas direitas instrumentalizaram as religiões a partir do desejo de retorno a uma espécie de tempo sagrado.
“Isso significa dizer que não foi a ascensão desse cristianismo protestante no Brasil que fortaleceu a extrema direita, mas, antes, foi ela quem conseguiu instrumentalizar alguns valores dessa percepção religiosa do mundo para o seu ‘projeto de passado’”, avaliou.
Ele citou como exemplo o fato de sete em cada dez candidatos a cargos políticos no Rio de Janeiro acreditarem (ou dizerem que acreditam) que existe uma espécie de conspiração progressista para degeneração moral das pessoas por meio da escola.
“Como essas práticas religiosas têm certo desejo de ordem, elas produzem essas teorias de que ‘existe algo que não vemos’, mas que governa as coisas. E, daí, as extremas direitas se valem disso para se fortalecer”.
Christina Vital, da UFF, disse que existe uma retórica universal da perda de algo, no presente, que havia no passado. “E ela atravessa a cor da pele, as classes sociais, o gênero, etc.”. Esse medo não tem uma conformação política única, mas tem contornos mais à esquerda e outros mais à direita. “No campo do gênero, por exemplo, é de onde surge a ideia de que as mulheres adquiriram espaços sociais que não deviam”.
“Mas é um fato que existe regularidade estatística entre ser evangélico e votar na extrema direita. Isso significa uma relação de identidade: os brasileiros votam em quem julgam que se parecem com eles”, disse Lucio Rennó, cientista político da Universidade de Brasília (UnB).
Por - Agência Brasil
Com ambientes acessíveis, amplos e planejados, nova sede da APAE oferece mais conforto, segurança e melhores condições para o desenvolvimento dos alunos
Histórias de amor, cuidado e resiliência fazem parte da rotina da APAE de Altamira do Paraná Escola Doutora Zilda e ajudam a explicar a importância que a instituição tem na vida de tantas famílias.
A saga de Sara Ferreira da Silva é uma delas. Foi a mãe quem levou o irmão Sales Ferreira Silva para a APAE em busca de um espaço onde ele pudesse aprender e receber o atendimento especializado de que precisava. Anos depois, com a morte da mãe, Sara assumiu a responsabilidade de cuidar do irmão, mais velho que ela, e tornou-se sua tutora.
Ao longo desse caminho, ela viu de perto as transformações proporcionadas pelo atendimento da instituição. Segundo Sara, foi na APAE que o irmão desenvolveu habilidades que passaram a fazer diferença até nas atividades mais simples do dia a dia, como tomar banho, se alimentar e aceitar novas situações. “Ele se desenvolveu muito, amou a nova escola e não falta um dia. A APAE é a vida dele”, conta.
Para Sara, o vínculo construído com a instituição vai muito além da escola. É um espaço onde o irmão se sente acolhido, compreendido e estimulado a aprender. E com a chegada da nova sede essa experiência ficou ainda mais especial.
Nova escola, novos sonhos
É nesse contexto que a nova sede da Escola de Educação Básica na Modalidade de Educação Especial Doutora Zilda Arns, da APAE de Altamira do Paraná, ganha significado. Inaugurada em 20 de fevereiro de 2026, a escola passou a oferecer uma estrutura planejada para atender às necessidades dos estudantes, com ambientes mais amplos, acessíveis, seguros e confortáveis.
Antes da nova escola, a instituição funcionava em um prédio cedido pelo município. O espaço foi importante para garantir a continuidade do atendimento aos estudantes, mas apresentava limitações físicas que dificultavam o dia a dia escolar.
Agora, essa realidade mudou. Construída com recursos via Secretaria de Estado das Cidades (Secid), a nova estrutura ampliou a capacidade de atendimento da instituição e criou melhores condições para que estudantes como o irmão de Sara possam aprender, conviver e desenvolver sua autonomia, garantindo mais tranquilidade e bem-estar.
Para a diretora da APAE de Altamira, Selma Locatelli, a transformação da nova escola superou as expectativas, já que um ambiente adequado é parte importante do processo de aprendizagem. “A nova escola proporciona um ambiente adequado para o processo de aprendizagem. Ao eliminar barreiras físicas e oferecer segurança e acessibilidade, é possível respeitar melhor as necessidades individuais de cada estudante e potencializar o desenvolvimento de suas habilidades”, conta a diretora.
A mudança também alcança a equipe pedagógica, que agora dispõe de melhores condições para organizar atividades, planejar ações e oferecer um atendimento especializado mais completo.
Um sonho acompanhado de perto pelos alunos
A construção da nova escola foi acompanhada de perto pelos próprios estudantes. Como a antiga sede ficava a apenas duas quadras do novo prédio, sempre que possível, a equipe levava os alunos para observar o andamento da obra.
Eles acompanharam cada etapa: a laje, o piso, a pintura, os muros, a grama e os portões. Assim, a nova escola foi deixando de ser apenas um canteiro de obras e passou a fazer parte da imaginação e das expectativas de quem, um dia, ocuparia aquelas salas.
Quando as aulas começaram, em 2026, antes mesmo da inauguração oficial, veio a emoção de finalmente ver os alunos dentro do espaço que acompanhavam nascer. “Ver os alunos ocupando salas amplas, um refeitório adequado, ambientes acessíveis e confortáveis foi a realização de um sonho para todos”, conta a diretora.
A instituição conta atualmente com energia solar e busca viabilizar novos espaços, como uma quadra coberta e fechada para as aulas de Educação Física e atividades de lazer, além de horta, almoxarifado e uma sala multissensorial. A nova sede já representa um avanço importante, mas a APAE de Altamira do Paraná ainda olha para o futuro.
Com um dos melhores sistemas de saúde do mundo, qualidade de vida reconhecida globalmente e bolsas de estudo voltadas a estrangeiros, a França reúne atrativos que a mantêm entre os destinos europeus mais desejados. O custo de vida em Paris, porém, está entre os mais altos do continente e o francês é essencial para a integração, dentro e fora do mercado.
Apesar do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,92, considerado muito alto, o país figura na 99ª posição no Global Peace Index 2026, uma das piores entre os europeus, devido a riscos de manifestações civis e ameaças de terrorismo.
O sistema de saúde funciona em um modelo de reembolso. Paga-se a consulta integralmente no momento do atendimento e depois é reembolsado. A Assurance Maladie (seguro público) cobre 70% do valor de referência de uma consulta com o médico de família (Médecin Traitant). Os 30% restantes ficam por conta do paciente ou da Mutuelle, o seguro complementar privado que a maioria dos franceses contrata para cobrir essa diferença e outros gastos com saúde.
Ensino de excelência e bolsas
A França atrai o mundo inteiro pelo seu ensino de excelência e fortemente subsidiado pelo Estado. O Ministério das Relações Exteriores, por exemplo, administra a Eiffel Excellence Scholarship, que oferece € 1.181 (R$ 7.000) mensais para estudantes de mestrado e de € 1.700 (R$ 10.250) mensais para doutorado. O mestrado na França, no entanto, não funciona como no Brasil. Existe o Master Professionnel, voltado para a especialização profissional, e o Master Recherche, dedicado a pesquisa acadêmica e mais próximo de um mestrado brasileiro.
Sem os incentivos, no entanto, os estudantes internacionais de fora da União Europeia estão sujeitos a tarifas mais altas nas universidades públicas. A anuidade para estrangeiros não europeus está estipulada entre € 2.770 e € 2.895 por ano.
O engenheiro carioca Rafael Siqueira emigrou para a França com apoio da universidade em 2022. Beneficiado pela bolsa Eiffel Excellence Scholarship, concluiu os estudos e hoje atua no país em sua área de formação.
— Foi conforme as minhas notas na UFRJ que eu consegui a bolsa. Fui indicado pela faculdade e ela me permitiu vir pra cá com tudo pago, com bolsa, passagem, seguro de saúde. Foi realmente muito bom e me deu uma boa base financeira — disse o engenheiro em entrevista ao GLOBO.
Custo vida varia por cidade, sendo mais alto na capital
O custo de vida varia significativamente entre Paris e o interior. Estima-se que uma pessoa sozinha precise de 1.300 € a 1.500 € (cerca de R$ 8 mil) para viver, chegando a 2.000 € (quase R$ 12 mil) na capital. Lá, o aluguel de um estúdio pequeno pode custar entre 700 € e 1.200 € (entre R$ 4 mil e R$ 7.300), com o metro quadrado médio em torno de 30 € (R$ 180). Outras Cidades, como Lyon, Bordeaux e Toulouse, o valor do m² cai para cerca de 12 € a 16 € (de R$ 70 a R$ 100).
O salário mínimo é de aproximadamente 1.823 € (mais de R$ 11 mil). Já o salário médio anual, segundo dados ajustados pela Paridade de Poder de Compra (PPC), é de $ 52 mil, e o mensal é de $ 4.300. Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a PPC para garantir uma comparação justa do custo de vida. Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, a PPC ajusta o salário à realidade local de cada país. Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos.
A França possui um sistema de transporte público eficiente e integrado. O passe mensal, conhecido como Navigo (todas as zonas de Paris), custa cerca de 90,80 € (aproximadamente R$ 540), enquanto o passe semanal gira em torno de 31,60 € (R$ 190).
— O transporte público é seguro e muito eficiente, as linhas de metrô e os ônibus cumprem horários tabelados e são abrangentes. As pessoas de maior poder econômico raramente têm um carro e vão trabalhar usando o transporte público, porque sabem que é eficiente, prático e mais ecológico — acrescentou o brasileiro.
No mercado, uma pessoa gasta, em média, entre € 200 e € 320 mensais (cerca de € 50 a € 80 semanais).
País exige conhecimento de francês para residência permanente e naturalização
Para estadias acima de 90 dias, o país exige um visto de longa duração, solicitado pelo portal France-Visas antes da viagem e validado junto ao OFII, o serviço de imigração, nos três meses após a chegada. A rota principal para quem tem contrato é o visto de trabalho, em que muitas vezes o empregador precisa obter uma autorização de trabalho antes da contratação.
Para profissionais qualificados, pesquisadores, artistas e empreendedores, o caminho mais direto é o Passeport Talent, cuja Carte Talent já embute a permissão de trabalho, dispensando essa etapa extra, mas que exige contrato acima de 12 meses e salário anual superior a € 59.373.
Há vias específicas por perfil. Jovens brasileiros de 18 a 30 anos têm o Programme Vacances-Travail (PVT), que permite morar, viajar e trabalhar por até 12 meses, mas é bastante concorrido, com apenas 500 vagas anuais, e não é renovável. Os estudantes entram com matrícula confirmada em instituição reconhecida e, ao se formar, podem permanecer um ano para buscar emprego ou abrir empresa sem voltar ao Brasil.
O francês não é exigido para o visto, mas passa a ser cobrado nas etapas de fixação: nível A2 para a residência permanente (Carte de Résident), obtida após cinco anos, e B1 para a naturalização.
— Eu recomendo muito a França para imigrar. Eu acho que é um país muito estável, tem oportunidade de emprego para muitas áreas. É um país muito moderno, que não cansa de se desenvolver e que é relativamente muito aberto aos estrangeiros. Eu sinto que tem gente vindo pra cá de muitos lugares e eu indico principalmente pra quem é estudante, porque aqui tem muitos benefícios, muitas oportunidades de estudos e de continuar a vida aqui — completou o engenheiro.
Por - O Globo
Quarenta anos depois do acidente nuclear de Chernobyl, a região ao redor da usina continua marcada pela radiação, mas também pela presença de uma fauna que voltou a ocupar áreas abandonadas pelos seres humanos.
Lobos, ursos, bisões, linces, cavalos-de-Przewalski e cerca de 200 variedades de aves estão entre os animais registrados na zona de exclusão criada após a tragédia de 1986.
A coexistência entre a biodiversidade e a contaminação radioativa, porém, ainda levanta uma questão central entre os pesquisadores: os animais estão prosperando principalmente porque a presença humana desapareceu ou continuam sofrendo efeitos provocados pela radiação? Os estudos apontam para as duas situações, com diferenças de acordo com a espécie e o nível de exposição.
A região que ficou sem moradores
A explosão na usina Vladimir Ilich Lenin ocorreu em 26 de abril de 1986, no norte da Ucrânia. O acidente provocou diretamente a morte de 31 pessoas e levou à realocação de cerca de 116 mil moradores.
Entre eles estavam os 48 mil habitantes de Pripyat, cidade localizada a apenas três quilômetros da usina e hoje deserta. A retirada da população criou uma área de 2.590 quilômetros, que passou a ser conhecida como zona de exclusão.
A evacuação também teve consequências para os animais domésticos. Muitos moradores deixaram cães e gatos para trás porque acreditavam que retornariam depois. Integrantes do Exército soviético receberam a ordem de matar os animais que permanecessem na região, considerados possíveis vetores de contaminação.
Apesar disso, atualmente estima-se que entre 600 e 800 cães e gatos abandonados ainda circulem pela zona de exclusão, segundo as organizações Clean Futures Fund (CFF) e SPCA International.
Menos pessoas, mais espaço para a vida selvagem
Com a ausência de cidades, agricultura e grande parte da atividade humana, diferentes espécies passaram a ocupar a área. Germán Orizaola, doutor em Biologia e pesquisador da região, registrou a presença de grandes mamíferos e de centenas de espécies de aves.
A aparente recuperação da fauna, no entanto, não significa que a radiação deixou de representar um problema. Segundo os estudos citados, alguns animais apresentam alterações relacionadas à exposição, enquanto outros parecem ter desenvolvido respostas adaptativas.
O debate entre os cientistas se concentra justamente nessa combinação. A ausência de seres humanos reduz ameaças como caça, pesca e poluição urbana, mas a contaminação radioativa permanece no ambiente.
Rãs mais escuras e insetos afetados
Entre as respostas adaptativas observadas estão mudanças na coloração das rãs. Orizaola afirmou ter identificado rãs da zona de exclusão mais escuras.
— Também encontramos algum indício de respostas adaptativas à radiação, como mudanças na coloração das rãs. As rãs da zona de exclusão são mais escuras, o que poderia protegê-las da radiação.
Ao mesmo tempo, alguns insetos apresentam menor expectativa de vida ou maior vulnerabilidade a parasitas, especialmente nas áreas de maior radioatividade. O estudo também menciona alterações na aparência de determinadas espécies.
As aves apresentam efeitos adversos como falhas no sistema imunológico, aumento do albinismo e variações genéticas. Essas alterações, porém, não impedem o ciclo reprodutivo dos grupos citados.
Teias de aranha e alterações de comportamento
Uma produção da National Geographic, apresentada pelo ator Will Smith, registrou aranhas construindo teias irregulares e assimétricas próximas a algumas casas das aldeias.
— Muitas das teias que foram construídas próximas a algumas das casas das aldeias eram extremamente incomuns.
As imagens mostraram estruturas com aberturas e sem a simetria normalmente associada às teias. A produção concluiu:
— As aranhas tinham problemas para tecer uma teia normal.
O comportamento das aranhas foi apresentado como outro possível efeito da exposição à radiação.
Vacas que passaram a viver como animais selvagens
Pesquisadores da Reserva de Radiação e Biosfera Ecológica de Chernobyl acompanharam vacas da região durante três anos. Em relatórios divulgados em 2021, observaram que os animais haviam formado manadas e já apresentavam um comportamento diferente daquele esperado de animais domésticos ou de criação.
As vacas passaram a agir de maneira semelhante à de animais em estado selvagem.
Os estudos apontam que espécies menores, como roedores e aves, estão entre as mais afetadas. Foram registradas sequelas de saúde associadas à radiação, incluindo tumores e cataratas.
A adaptação gradual e as mutações observadas em algumas espécies não significam que a contaminação tenha desaparecido. Ainda existem altas concentrações de césio na região, incluindo césio-137 presente nos organismos.
A presença desses materiais também não impede que alguns animais morram em consequência da exposição à radiação.
Radiação ou ausência de humanos?
Os dados alimentam uma discussão mais ampla sobre o impacto real da radiação sobre a fauna. Alguns pesquisadores questionam se determinados efeitos foram superestimados quando comparados às consequências da atividade humana.
Caça, pesca e poluição urbana podem representar ameaças maiores para determinados grupos, especialmente mamíferos, no médio prazo. Sem essas pressões, a região se tornou um espaço ocupado por animais que, em condições normais, disputariam território com cidades, estradas e atividades agrícolas.
Isso ajuda a explicar o paradoxo de Chernobyl: uma das áreas mais conhecidas por sua contaminação nuclear também se tornou um dos lugares onde a presença humana foi drasticamente reduzida.
O que mudou em 40 anos
Quatro décadas depois da explosão, a zona de exclusão reúne uma fauna diversificada, mas não é um ambiente livre das consequências do desastre. Pesquisas registram animais que vivem, se reproduzem e ocupam a região, ao mesmo tempo em que identificam alterações na saúde, na aparência e no comportamento de algumas espécies.
A paisagem de Chernobyl, portanto, combina duas marcas da tragédia: a contaminação que permanece no ambiente e o retorno de uma vida selvagem que encontrou, na ausência das pessoas, espaço para ocupar uma região transformada pelo maior desastre nuclear de sua história.
Por - O Globo
Uma frente fria avança pela Região Sul do país nesta quinta-feira (20) e provoca queda de temperatura no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, até o sudoeste de Mato Grosso do Sul, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O ciclone extratropical, que se formou na costa do Rio Grande do Sul e provoca chuva, trovoadas e rajadas de vento no estado, começa a se deslocar para o oeste e sul do Paraná e de Santa Catarina.
Com isso, as temperaturas mínimas podem ficar hoje abaixo de 10°C no sul do Paraná, oeste de Santa Catarina e em grande parte do interior do Rio Grande do Sul. Já em Curitiba, a máxima chega a 27°C.
Na Região Norte, áreas de instabilidade continuam atuando no Acre e no oeste e noroeste do Amazonas, ocasionando pancadas de chuva e trovoadas. No norte do Pará, no Amapá, em Roraima, no norte e centro do Amazonas e em Rondônia, há possibilidade de chuva isolada.
No sudeste do Amazonas, sul do Pará e em Tocantins o tempo seco traz um alerta laranja de perigo para baixa umidade relativa do ar com variação de 20% a 12%.
Na maior parte da região, o calor intenso pode registrar temperaturas máximas próximas a 40°C. A máxima prevista nas capitais é de 38°C, em Palmas e a mínima de 23 °C em Rio Branco e Porto Velho.
No Centro-Oeste, o aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar permanece sobre grande parte de Mato Grosso, norte e leste de Mato Grosso do Sul, oeste e sul de Goiás e no Distrito Federal. No noroeste de Mato Grosso, sudeste de Mato Grosso do Sul, demais áreas de Goiás, o alerta perde força, com aviso de perigo potencial para baixa umidade entre 30% e 20%.
Os termômetros registram máxima em torno de 32°C em Cuiabá e mínima de 15°C em Brasília.
Na Região Nordeste, no sul do Maranhão, do Piauí e no oeste da Bahia, o céu permanece com poucas nuvens, com aviso de perigo potencial, para baixa umidade relativa do ar de até 20%.
As chuvas isoladas continuam ocorrendo entre o centro-norte do Maranhão, do Piauí e do Ceará e ao longo da faixa leste e litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e litoral norte da Bahia.
Temperaturas mais amenas são esperadas na faixa leste da região, devido às condições de chuva. Em Salvador e Aracaju, a mínima será de 23°C e máxima de 36°C em Teresina.
No Sudeste, haverá nebulosidade apenas no norte e leste de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral sul de São Paulo. No restante da região, a quinta-feira é de poucas nuvens, baixa umidade e muito calor.
A temperatura máxima chega a 32°C na capital do Rio de Janeiro. Nas regiões serranas em Minas Gerais, no Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo, a mínima pode ficar em torno de 9°C.
Por - Agência Brasil
A Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira (20) prêmio estimado em R$ 50 milhões. As seis dezenas do concurso 3.047 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) desta quinta-feira (20) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
No último concurso, foram sorteados os números 16 – 23 – 24 – 33 – 36 – 52 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.
Por - Agência Brasil
A Justiça Eleitoral recebeu nos primeiros dias da campanha eleitoral 1.103 denúncias de irregularidades na propaganda dos candidatos. Os registros foram contabilizados pelo aplicativo Pardal, ferramenta eletrônica responsável pelo recebimento das ocorrências. 

Até o momento, São Paulo registra o maior número de denúncias, que totalizam 193. Em seguida aparecem os estados de Pernambuco (106); Paraná (102); Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89).
As denúncias envolvem casos de propaganda proibida em bens públicos, antes do prazo permitido, showmícios com artistas e divulgação de notícias falsas na internet.
Denúncias
O aplicativo Pardal pode ser baixado gratuitamente nas lojas virtuais Google Play e App Store.
Para acessar o aplicativo é necessário fazer login por meio da senha do e-Título ou da plataforma Gov.br. Apesar do registro, a Justiça Eleitoral garante que o nome do autor da denúncia ficará em sigilo.
Após receber as denúncias, a Justiça Eleitoral encaminha as ocorrências para as autoridades competentes, entre elas, o Ministério Público e os juízes eleitorais.
Campanha
A campanha eleitoral dos candidatos às eleições de outubro começou no último domingo (16). Os candidatos podem participar de carreatas, passeatas e panfletagem entre 8h e 22h.
As mobilizações devem manter distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, além de tribunais, quarteis militares, hospitais, escolas e igrejas.
Os atos estão permitidos até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno.
Os comícios podem ser realizados entre 8h e meia-noite e estão autorizados até 1° de outubro.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.
Eleições
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
POr - Agência Brasil
Os Correios iniciaram nesta semana uma modalidade de entrega terrestre chamada Correios Packet, permitindo que compras feitas em sites de lojas do Paraguai sejam entregues diretamente em qualquer endereço do Brasil.

A operação dos Correios, feita por meio terrestre, contempla atualmente dois grandes varejistas de Ciudad del Este, no Paraguai: Cellshop e New Zone Importados. As empresas são homologadas no Programa Remessa Conforme, da Receita Federal, e estão habilitadas a comercializar seus produtos para o mercado brasileiro.
O Correios Packet permite a importação de encomendas de até 30 kg, com rastreamento completo e entrega nos mesmos prazos das encomendas nacionais, a partir da saída do Centro Internacional dos Correios no Brasil.
De acordo com os Correios, a principal vantagem para os consumidores brasileiros, “é a possibilidade de adquirir pela internet produtos comercializados por lojistas paraguaios e receber as compras em casa, com comodidade, segurança e a confiabilidade da rede logística dos Correios”.
Para os varejistas, a nova modalidade amplia o acesso ao mercado brasileiro, contribui para a redução dos custos logísticos e incentiva a formalização das operações e a arrecadação tributária.
“A nova solução conecta mercados, aproxima consumidores e vendedores de diferentes países e contribui para o fortalecimento dos fluxos comerciais transfronteiriços com segurança, eficiência e conformidade regulatória”, esclareceu a empresa, em nota.
Imposto
Uma das características do Remessa Conforme é o pagamento antecipado dos tributos. No momento do fechamento da compra, a empresa deve informar que se trata de um produto importado e apresentar ao consumidor os valores dos impostos cobrados.
A Receita Federal disponibiliza ainda uma calculadora para simular a tributação. O resultado pode variar conforme o preço do produto, o valor do frete e do seguro, a cotação utilizada e as regras tributárias aplicáveis à operação.
Tributo
- Até US$ 50 (produto + frete): o Imposto de Importação (II) federal é de 0% (zerado), incidindo apenas o ICMS estadual, que varia de 17% a 20% dependendo do estado de destino.
- Acima de US$ 50: incide o Imposto de Importação de 60% (com uma dedução/desconto de US$ 30 no valor do tributo federal), além da cobrança do ICMS estadual.
Por - Agência Brasil


























