Banco Central prevê crescimento de 2% para o PIB em 2026

O Banco Central (BC) elevou de 1,6% para 2% a projeção de crescimento da economia em 2026. Em seu Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (25), a autarquia destaca a surpresa positiva no resultado do Produto Interno Bruto (PIB - soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país) do primeiro trimestre e a melhora nas perspectivas para a agropecuária e a indústria extrativa.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025, com expansão nos três grandes setores da economia - agropecuária, indústria e serviços. Diante do resultado, de acordo com o BC, as estimativas para os três setores foram elevadas, bem como para a demanda interna, de consumo das famílias e investimentos por parte de empresários.

“A revisão também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia”, diz o BC no relatório.

“Em sentido oposto, a expectativa de trajetória mais elevada para as taxas de juros tende a mitigar esse impulso”, acrescentou.


O relatório do BC apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa básica de juros, a Selic, e avalia a evolução recente e as perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação. A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificultou a queda da taxa em ritmo mais elevado.

Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual - para 14,25% ao ano - pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra.

A autoridade monetária ainda pondera que permanecem as incertezas sobre os efeitos dos conflitos no ambiente doméstico.

“Embora seus efeitos mais evidentes sobre a economia brasileira até o momento tenham se concentrado nos preços [especialmente combustíveis e alimentos], o conflito no Oriente Médio também eleva a incerteza em torno das projeções de crescimento”, explicou.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

Inflação

Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 0,58%O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já acima do teto da meta de inflação.

A meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto é, de 1,5% a 4,5%.

Em seu Relatório de Política Monetária, o BC ressalta que a inflação deve subir até o fim de 2026, ficando mais de dois trimestres consecutivos acima do limite superior do intervalo de tolerância ao redor da meta de inflação, e volta a diminuir em 2027.

A probabilidade de a inflação estourar o teto da meta (4,5%) em 2026 subiu de 30% para 79% em comparação ao relatório anterior, de março.

No horizonte relevante de política monetária, atualmente o quarto trimestre de 2027, a inflação projetada é 3,7%.

De acordo com o BC, as projeções de inflação até o horizonte relevante elevaram-se consideravelmente desde março, em 0,5 ponto percentual.

“Entre os fatores que contribuem para a alta das projeções para esse horizonte, destacam-se a surpresa altista com a realização do IPCA; a estimativa mais alta para o

hiato do produto (capacidade ociosa da economia); o aumento nos preços do petróleo, de seus derivados e de commodities em geral; e o aumento das expectativas de inflação”, diz o BC.

“Por outro lado, a trajetória mais alta considerada para a taxa Selic e a apreciação cambial contribuíram para atenuar esse aumento”, acrescentou a autarquia.

Crédito

A projeção para o crescimento do saldo do crédito ofertado tanto para pessoas físicas quanto para empresas em 2026 foi mantido em 9%. Houve revisão para baixo na expectativa de crescimento do crédito livre sendo compensada por maior crescimento projetado para o direcionado.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

O crescimento esperado para o crédito com recursos livres diminuiu 0,3 ponto percentual, para 7,8%, com revisões para baixo no segmento de pessoas jurídicas e para cima no de pessoas físicas.

Para as famílias, o desempenho considera os novos programas do governo, que tem efeito positivo sobre o saldo, como o Move Brasil voltado a motoristas de aplicativos e taxistas, e que tendem a reduzir o estoque de dívida, como o Novo Desenrola Brasil. Para as empresas, a projeção diminuiu diante da trajetória esperada para fatores determinantes do crédito, tais como as taxas de juros e de câmbio.

Por sua vez, a projeção para o crédito direcionado aumentou 0,5 ponto percentual, para 10,7%, com ajuste concentrado no financiamento às empresas, com destaque para o programa Desenrola para Micro e Pequenas Empresas, que flexibilizou as condições de contratação e ampliou os limites de endividamento das empresas no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Apesar do aumento, a projeção atualizada segue indicando desaceleração do crédito pelo segundo ano consecutivo. O saldo do crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 10,3% em 2025, abaixo da variação de 11,5% observada em 2024.

“A desaceleração esperada segue consistente com o cenário prospectivo para a atividade econômica doméstica e com os efeitos correntes e defasados da política monetária, em conjuntura de endividamento e comprometimento de renda elevados”, explicou o BC.

 

Contas externas

A projeção de déficit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países, foi reduzida em relação ao relatório anterior, passando de R$ 58 bilhões para US$ 56 bilhões (2,1% do PIB) em 2026.

O aumento do saldo comercial, impulsionado principalmente pela elevação do preço do petróleo, explica a maior parte dessa revisão.

A elevação do valor projetado para as exportações vem da combinação de aumento do volume esperado e, principalmente, da perspectiva de preços mais altos.

“Em termos de quantum, espera-se crescimento maior em produtos básicos, em linha com a expectativa para a produção agrícola. Já nos preços, destaca-se o aumento em soja, carne bovina e, especialmente, petróleo, seguindo a dinâmica dos preços internacionais”, diz o BC.

O valor importado também foi revisto para cima, refletindo majoritariamente o aumento nos preços, especialmente dos combustíveis.

Esse déficit externo estará financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm projeção de fluxo líquido de entrada de US$ 75 bilhões (2,8% do PIB), contra US$ 70 bilhões do relatório anterior.

“O cenário projetado para as contas externas, contudo, segue sujeito a riscos acima do usual, em razão das repercussões do conflito no Oriente Médio”, acrescenta o relatório.

 

 

 

 

 

 

Por-  Agência Brasil

Empresa de ônibus é alvo de investigação por ligação com o PCC

Nesta quinta-feira (25), uma força-tarefa composta pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP) de São Paulo executa mandados contra suspeitos de utilizar empresa de ônibus para lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). As diligências ocorrem em São Paulo, na região metropolitana e em Extrema, em Minas Gerais.

A operação conta com 103 mandados de busca e apreensão e já resultou na prisão de três pessoas e membros da facção criminosa.

Investigações da polícia e do MP revelam a existência de um núcleo paralelo que tomava decisões estratégicas na concessionária e desviava fundos para a facção. 


Também foram detectadas inconsistências no capital social da empresa, que cresceu de aproximadamente R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões sem justificativa plausível de origem.

Além disso, o Judiciário determinou o afastamento da diretoria e autorizou medidas para a intervenção da prefeitura de São Paulo na operação, a fim de assegurar a continuidade do serviço, que recebeu mais de R$ 300 milhões em repasses no ano passado.

A Justiça ordenou o sequestro de R$ 194 milhões em contas dos investigados, valor que pode atingir R$ 30 bilhões. Também houve o bloqueio de 21 imóveis, 117 veículos e três embarcações.

 

 

 

 

 

Por- Agência Brasil

Senacon apura suspeita em anúncios de bet da CazéTV na Copa do Mundo

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurou um procedimento para apurar se a CazéTV cometeu alguma irregularidade ao divulgar apostas esportivas de quota fixa, as chamadas bets, ao transmitir jogos da Copa do Mundo de 2026.

Em nota, o ministério informou que a investigação foi instaurada após a análise de vídeos nos quais a plataforma digital de transmissões esportivas promovia empresas de apostas durante as partidas do torneio da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa).

Neste primeiro momento, a Senacon vai analisar se a CazéTV respeitou as normas de publicidade responsável, que exigem que as companhias de comunicação transmitam informações transparentes e claras, evidenciando os riscos envolvidos nas apostas. A legislação proíbe, por exemplo, mensagens que incentivem apostas impulsivas, sugiram ganhos fáceis ou minimizem os riscos da atividade.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato, por email, com a LiveMode, empresa de mídia esportiva dona da CazéTV, e aguarda resposta.

 

 

 

 

 

 

Por- Agência Brasil

Paraná e mais 4 estados vão unificar dados sobre desastres para fortalecer ações integradas

Os cinco estados que integram o Grupo dos Secretários de Estado da Segurança Pública (SulMaSSP) — Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul — definiram a adoção de uma metodologia conjunta para levantamento e análise de dados sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos. A medida foi apresentada, nesta quarta-feira (24), no VI Encontro dos Secretários de Segurança Pública da Região Sul e estados parceiros, que acontece em Foz do Iguaçu.

A integração foi debatida durante a avaliação dos trabalhos desenvolvidos pelos Grupos de Trabalho Permanentes da sexta edição do encontro, realizada na sede do 9º Batalhão de Bombeiro Militar do Paraná, na cidade do Oeste do Paraná.

A proposta foi elaborada no âmbito do Grupo de Trabalho de Gestão Integrada de Crises e Desastres, coordenado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), com a participação de representantes das forças de segurança dos cinco estados. O objetivo é criar uma base integrada de informações que permita identificar padrões regionais, orientar políticas preventivas e aprimorar ações conjuntas de preparação e resposta a desastres.

Segundo o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo de Tarso Sanson, a iniciativa fortalece a cooperação entre os estados e amplia a capacidade de planejamento diante de eventos que frequentemente ultrapassam limites territoriais. “Quando os estados compartilham informações e constroem diagnósticos em conjunto, ganham condições de planejar ações mais eficientes e coordenadas. Esse trabalho permite antecipar cenários, direcionar recursos e fortalecer a capacidade de resposta das instituições diante dos desafios comuns enfrentados pela região”, afirmou.

O grupo definiu uma metodologia única para coleta e análise de informações, além de um cronograma para que os estados realizem levantamentos semelhantes em seus territórios. A expectativa é que o diagnóstico regional seja concluído em um prazo de seis a dez semanas, consolidando uma base de dados comum para subsidiar futuras estratégias integradas.

ATUAÇÃO COORDENADA - Os trabalhos seguem as diretrizes da Portaria Interministerial MIDR/MJSP nº 4/2025, que instituiu o Protocolo de Atuação Integrada em Situações de Desastre. A norma estabelece procedimentos conjuntos para atuação coordenada dos órgãos envolvidos em ações de socorro, resgate e assistência humanitária, além de definir parâmetros para mobilização de recursos e integração entre as instituições.

De acordo com um dos integrantes do grupo, o tenente-coronel do CBMPR Ícaro Gabriel Greinert, a prioridade neste momento é compreender a realidade dos estados participantes antes da definição de protocolos operacionais conjuntos. “O primeiro passo é conhecer com precisão quais desastres ocorrem em cada região, em que períodos eles acontecem com maior frequência e quais impactos provocam. A partir desse diagnóstico será possível planejar ações de prevenção, preparação e resposta mais adequadas, além de fortalecer o apoio mútuo entre os estados em situações de crise”, explicou.

PARANÁ COMO REFERÊNCIA - Como referência para a construção da metodologia, o grupo apresentou um levantamento elaborado a partir dos dados do Sistema da Defesa Civil do Paraná, que analisou dez anos de ocorrências relacionadas a desastres no Estado.

Os números apontam um padrão sazonal bem definido. Entre setembro e novembro foram registradas 2.315 ocorrências, o equivalente a 42,1% dos eventos analisados, com predominância de vendavais e episódios de granizo. O período entre janeiro e março concentrou 1.530 ocorrências, ou 27,8% do total, marcado principalmente por enxurradas e alagamentos associados a chuvas intensas. Outubro apareceu como o mês com maior número de registros em toda a série histórica, com 1.197 ocorrências.

Segundo os participantes do grupo, a identificação desses padrões permite direcionar ações preventivas antes dos períodos de maior risco, contribuindo para reduzir impactos à população e aumentar a eficiência da resposta dos órgãos públicos.

A próxima etapa do trabalho prevê a aplicação da metodologia pelos demais estados participantes do SulMaSSP. Após a consolidação do diagnóstico regional, o grupo deve avançar para a elaboração de propostas voltadas à prevenção, preparação, resposta e reconstrução em situações de desastre, fortalecendo a integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção e defesa civil.

 

 

 

 

Por - AEN

Índices de criminalidade caem na região que compreende os 54 municípios da Amop

O trabalho intenso realizado pelas forças de segurança do Paraná tem resultado na queda dos índices de criminalidade do Estado nos últimos anos, uma realidade também nas 54 cidades que integram a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop). O número de homicídios nesta região, registrados entre janeiro e maio de 2026, foi de 67, o que representa uma redução de 19% na comparação com o mesmo período de 2025, quando houve 83.

Os dados são do Centro de Análise, Planejamento e Estatística (Cape) da Secretaria da Segurança Pública do Estado do Paraná (Sesp) e foram divulgados nesta quinta-feira (25).

Nesse mesmo período, os feminicídios caíram de 10 para 5, ou seja, uma diminuição de 50% na região da Amop. Também houve queda nos furtos, de 7.012 nos cinco primeiros meses do ano passado para 5.858 este ano, representando uma redução de 16%. Nos roubos de veículos, a queda foi de 19%, passando de 199 para 161 casos.

Fazendo um retrospecto um pouco mais longo, comparando os números dos períodos de 2026 com os de 2018, a queda nos indicadores de criminalidade na região da Amop é ainda mais significativa. Os homicídios caíram de 110 de janeiro a maio de 2018 para 67 em 2026, com diminuição de 39%. Os roubos reduziram 54%, os furtos 29%, os roubos de veículos 55% e os furtos de veículos 39%.

CASCAVEL – Em Cascavel os indicadores também apresentaram queda significativa no comparativo de janeiro a maio de 2025 com 2026. Os homicídios tiveram queda de 54% (de 26 para 12 casos), os roubos de 26% (de 181 para 134) e os furtos de 28% (de 2.367 para 1.702 ocorrências).

Já na comparação com os primeiros cinco meses de 2018, a queda dos homicídios para 2026 foi de 37% (de 19 para 12 casos), a de roubos de 65% (de 379 para 134) e a de furtos de 25% (de 2.258 para 1.702 registros).

PARANÁ – O acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 registra nova queda dos principais índices de criminalidade no Paraná, atingindo mais um recorde histórico desde o início da série integrada de registros, em 2007. Os homicídios tiveram uma redução de mais de 10% no Estado no período de janeiro a maio de 2026 no comparativo com os mesmos meses de 2025, que já havia sido recorde. O número de casos entre janeiro e maio caiu de 519 em 2025 para 466 este ano.

Na comparação com os primeiros cinco meses de 2018, quando foram 859 registros, a queda para 2026 chama ainda mais a atenção: 46% de redução. E no comparativo com o mesmo período de 2024 (735 casos), este ano de 2026 teve uma diminuição de mais de 36% no número de homicídios dolosos.

Outro ponto importante é que 250 municípios do Paraná não registraram homicídios nos cinco primeiros meses deste ano, o que representa mais de 62% das cidades do Estado. No ano passado, eram 240 municípios sem registros nesse mesmo período.

“Toda vida salva é importante. E se compararmos os anos, em 2026 já foram 53 vidas salvas. Essa redução contínua dos índices criminais é resultado de uma política de atuação das forças de segurança que vem dando certo, com mais integração, inteligência e investimento no efetivo, em estrutura e em equipamentos. Um combate que começa contra as organizações criminosos, atacando a sua logística, o fluxo financeiro e a cadeia de comando em grandes operações como a realizada no dia 15 de junho, com mais de 550 mandados de prisão, busca e apreensão”, ressalta o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson.

CRIMES PATRIMONIAIS – A quantidade de roubos no Paraná também teve uma redução bastante significativa nos primeiros cinco meses de 2026. De janeiro a maio de 2025 houve 6.482 ocorrências em todo o Estado e este ano foram 5.104, ou seja, uma queda de 21%. Na comparação com 2024 (8.085 casos) a diminuição é de 37% e frente a 2018 (25.846 ocorrências) passa de 80%.

No caso dos roubos de veículos, os números também têm uma redução histórica: de 685 casos registrados de janeiro a maio de 2025, o número total caiu para 520 no mesmo período deste ano – queda de 24%. Nos primeiros cinco meses de 2024 houve 949 casos, uma redução de 45% para 2026. E no mesmo período foram 3.563 casos de roubos de veículos em 2018, apontando uma diminuição de 85% para 2026.

Isso significa que o Paraná tem menos de 15% de roubos de automóveis hoje do que em 2018. De cada 20 carros que eram roubados naquele período, hoje são proporcionalmente apenas três. Na conta final foram 3.043 carros que deixaram de ser roubados no Estado nos cinco primeiros meses de 2026 graças à firme atuação das forças de segurança.

 

 

 

 

Por - AEN

Paraná ganha espaço na indústria brasileira desde 2018 e produção chega a R$ 184 bilhões

A indústria do Paraná ampliou sua relevância no cenário nacional nos últimos anos. Dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que o Estado elevou sua participação no Valor da Transformação Industrial (VTI) brasileiro de 6,89%, em 2018, para 7,22% em 2024.

O indicador mede a riqueza efetivamente agregada pelo setor manufatureiro e é uma das principais referências para avaliar a importância da indústria de transformação na economia. Em valores absolutos, o VTI paranaense praticamente dobrou no intervalo de seis anos, saltando de R$ 91 bilhões, em 2018, para R$ 184 bilhões em 2024.

O desempenho reforça a posição do Paraná entre os principais polos industriais do País e reflete a expansão e diversificação da base produtiva estadual em seis anos, impulsionada por novos investimentos privados e pela ampliação da capacidade produtiva em diferentes segmentos.

A indústria de transformação responde pela maior parte da atividade industrial brasileira, concentrando a geração de empregos e renda no setor. No Paraná, este fortalecimento da atividade industrial contribuiu para que o Estado alcançasse, ao final do quarto trimestre de 2025, a menor taxa de desemprego da sua história, de 3,2%, segundo o próprio IBGE. 

O fortalecimento da cadeia produtiva industrial também contribuiu para que o total de salários e rendas pagos aos trabalhadores paranaenses crescesse 40,9% em termos reais entre 2018 e o primeiro trimestre de 2026, passando de R$ 18,4 bilhões para R$ 25,9 bilhões mensais, de acordo com dados da PNAD Contínua.

DESTAQUES INDUSTRIAIS – Entre os segmentos industriais, o maior avanço foi registrado na fabricação de bebidas. O Paraná passou de uma participação de 5,16% no VTI nacional do setor, em 2018, para 11,02% em 2024, mais que dobrando sua representatividade no período.

Também cresceram de forma significativa, entre 2018 e 2024, a participação da indústria química, que avançou de 4,83% para 6,78%, e da fabricação de artefatos de couro, cuja fatia nacional passou de 2,62% para 3,64%.

Outros setores que ganharam espaço no mesmo intervalo foram a indústria farmacêutica, que elevou sua participação de 2,99% para 3,99%, e a indústria têxtil, que avançou de 4,22% para 5,51%.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o crescimento é ainda mais expressivo porque o Paraná não possui participação relevante na indústria extrativa, como ocorre em estados produtores de petróleo e minério de ferro.

“O caso da fabricação de bebidas é emblemático, tendo em vista que os resultados da pesquisa comprovam os retornos gerados pelos investimentos no setor, principalmente na região dos Campos Gerais”, afirmou.

INVESTIMENTOS – Nos últimos anos, com o apoio direto do Estado, os Campos Gerais receberam uma série de empreendimentos voltados à cadeia de bebidas. Entre eles está a Maltaria Campos Gerais, inaugurada em Ponta Grossa em 2024 com investimento de R$ 1,6 bilhão e considerada a maior fábrica de malte da América Latina, além da expansão da unidade da Heineken no município, concluída no mesmo ano após aporte de R$ 1,5 bilhão.

Outro exemplo é o investimento de R$ 1 bilhão anunciado pela Ambev em Carambeí para concentrar no Paraná a produção nacional de garrafas retornáveis sustentáveis. Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.

Os empreendimentos reforçam o avanço da participação do Estado no segmento entre 2018 e 2024, período em que a fatia paranaense no VTI nacional de bebidas mais do que dobrou, passando de 5,16% para 11,02%.

Para Callado, a evolução do Paraná está diretamente associada aos investimentos realizados na indústria de transformação, segmento responsável por agregar valor à produção e ampliar a competitividade da economia estadual.

PESQUISA – A Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE reúne informações econômicas das empresas industriais brasileiras, contemplando variáveis como receita, emprego, salários e valor da transformação industrial. Os resultados permitem acompanhar a evolução estrutural da indústria nacional e a participação dos estados nos diferentes segmentos produtivos.

 

 

 

 

Por - AEN

Quinta-feira registra o dia mais gelado do ano em Curitiba e mais 18 cidades do Paraná

A massa de ar polar que segue sobre o Sul do Brasil foi responsável por um novo amanhecer gelado no Paraná nesta quinta-feira (25). Curitiba e outras 18 cidades paranaenses registraram as temperaturas mais baixas de 2026 até o momento entre a madrugada e o amanhecer desta quinta. Algumas cidades tiveram neblina, outras geada, e a sensação térmica foi negativa em várias localidades, de acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). 

A temperatura em Curitiba bateu em 2,4°C. Também registraram a menor temperatura de 2026 nesta quinta-feira as estações meteorológicas APPA Antonina (8°C), Capanema (0,5°C), Fazenda Rio Grande (0,4°C), Irati (1,2°C), Cruzeiro do Iguaçu (1,7°C), Foz do Iguaçu (1,2°C), Francisco Beltrão (-1,2°C), Guaíra (2,5°C), Guarapuava (-1,4°C), Lapa (-0,1°C), Palmas (-3,5°C), Palotina (-0,9°C), Pinhais (1,3°C), Pinhão (-1,5°C), Santa Helena (0,9°C), São Miguel do Iguaçu (2,9°C), Umuarama (2,2°C), e União da Vitória (-0,2°C).

A sensação térmica ou índice de frio, cálculo que leva em consideração a temperatura registrada no termômetro e a velocidade do vento, foi mais baixa em Palmas (-7,1°C); General Carneiro (-6,3°C); Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, e Francisco Beltrão (-5°C); Pato Branco (-4,9°C); Pinhão (-4,7°C); Guarapuava (-4,4°C); Palotina (-3,5°C); Cascavel e Laranjeiras do Sul (-3,3°C); e Toledo (-3°C). 

Em Curitiba, o amanhecer mais frio do ano foi envolto em neblina. O excesso de umidade dificultou a formação de geadas. Outras cidades da Região Metropolitana de Curitiba, Centro-Sul e Sul do Paraná, entretanto, tiveram geada. É o caso da Lapa, General Carneiro, Guarapuava, Laranjeiras do Sul e Piên. As geadas também foram amplas em cidades do Oeste e Sudoeste.

O frio mais intenso começou na quarta-feira (24), quando Curitiba teve a temperatura máxima mais baixa do ano (10°C), e outras 20 cidades tiveram suas temperaturas mínimas mais baixas do ano até aquele momento. “Nesta quinta-feira a nebulosidade que ainda está presente em alguns setores do estado gradualmente perde força e o sol aparece. No Norte, ainda permanece a variação de nuvens”, detalha Samuel Braun, meteorologista do Simepar.

A massa de ar frio começa a perder força nesta sexta-feira (26). “Na sexta-feira, ainda amanhece com frio, com possibilidade de geadas no Sudoeste e no Centro-Sul, mas, nos Campos Gerais, região de Curitiba, expectativa de termos nevoeiros, nuvens baixas. No período da tarde para a noite, há a possibilidade de algumas pancadas de chuva, principalmente na faixa norte do Paraná”, ressalta Samuel. 

O Simepar monitora a aproximação de uma frente fria, que marcará o retorno das chuvas no próximo fim de semana. Novos boletins serão emitidos.

 

 

 

 

Por - AEN

Caso Americanas: PF deflagra segunda fase da Operação Disclosure

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (25), a segunda fase da Operação Disclosure, para aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em aproximadamente R$ 54 bilhões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.

“Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.

Ainda de acordo com a nota, as apurações apontam indícios dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa.

Entenda

A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada em junho de 2024, quando policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão contra ex-diretores da empresa Americanas. Também foram cumpridos o sequestro de bens e valores que somavam mais de R$ 500 milhões.

À época, a PF informou que as investigações tiveram a colaboração da atual diretoria da empresa. Os policiais apuraram que os então diretores da Americanas praticaram fraudes contábeis relacionadas a operações de risco sacado, que consiste numa operação na qual a varejista consegue antecipar o pagamento a fornecedores por meio de empréstimo junto aos bancos.

As investigações também constataram “fraudes envolvendo contratos de verba de propaganda cooperada (VPC), que consistem em incentivos comerciais que geralmente são utilizados no setor, mas no presente caso eram contabilizadas VPCs que nunca existiram”, informou a corporação.

Ainda em 2024, as notícias envolvendo a operação que mirou a antiga cúpula do Grupo Americanas trouxeram à tona desafios e limites da regulamentação do mercado financeiro no país, conforme avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil e do próprio órgão regulador estatal, que reconhecem fatores que impedem o melhor acompanhamento de balanços contábeis e governanças de grandes companhias.

Entre os aspectos apontados pelos entrevistados estão a necessidade de um equilíbrio entre regulamentação estatal e do próprio mercado; conflitos de interesses que minam a autorregulação; sofisticação de fraudes empresariais, com um “time” estruturado para manipular dados; e orçamento inadequado e falta de pessoal no quadro de funcionários do órgão regulador estatal.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7

A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (24) a parcela de junho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 677,66. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês de junho o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 19,34 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,08 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 207 cidades de oito estados receberam o pagamento no último dia 17, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Paraíba (31), Paraná (10), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (1), Roraima (6) e Sergipe (5).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em junho, com benefício médio de R$ 369,27. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até um ano, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Neste mês de junho, 140 mil novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Calendário de pagamentos do Bolsa Família 2026
Arte EBC

 

 

 

 

 

 

Por- Agência Brasil