Tatiane dos Santos sentiu dores "estranhas", procurou ajuda médica por acreditar que estava com pedras nos rins, mas acabou descobrindo estar grávida e deu à luz, no mesmo dia, a pequena Louise Emanuelly, que nasceu saudável.
Tudo isso aconteceu em um intervalo de 12 horas, no Noroeste do Paraná. Tatiane, que não é mãe de primeira viagem, contou ao g1 que teve uma gestação de 39 semanas sem notar nenhum dos sinais que uma gravidez pode trazer. Segundo especialista, não perceber a gravidez é raro, mas pode acontecer por fatores variados. Veja explicação mais abaixo.
"Vivi minha vida como se não houvesse amanhã. [...] comi normal, fui trabalhar normal, tudo normal", ela lembra.
Nesta terça-feira (7), Louise completou 15 dias de vida. Ela nasceu em 22 de junho. Na ocasião, a mãe lembra que acordou às 5h sentindo uma forte dor nas costas, que irradiava até o "pé da barriga". Por conta da intensidade, decidiu ir ao hospital depois de arrumar os filhos, dois meninos de 11 e quatro anos, e deixá-los sob os cuidados da irmã, pois o marido iria trabalhar.
No hospital em Alto Paraná, Tatiane lembra que relatou à médica que havia realizado um tratamento para infecção urinária ao longo dos últimos seis meses e que acreditava estar com um cálculo se deslocando. Foi solicitado, então, que ela realizasse um ultrassom em uma clínica de Paranavaí, a 18 quilômetros da cidade.
O exame aconteceu às 14h20, e a surpresa veio logo no momento em que o médico iniciou o procedimento: "Tem um [bebê]. Você está com dor do parto", relembra Tatiane.
A partir da descoberta, a mãe ainda passou por outra transferência até a Santa Casa de Paranavaí, onde Louise nasceu de parto normal e sem intercorrências. Ela veio ao mundo com 3,335 quilos e 48 centímetros.
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Tatiane afirma que deu à luz Louise sem ter sintomas clássicos de uma gravidez. — Foto: Arquivo pessoal
Nome 'no susto' e pai surpreso
O nome Louise Emanuelly foi escolhido "no susto", a partir de uma sugestão da irmã de Tatiane, tia da bebê. Outras mulheres que estavam no hospital onde o parto aconteceu também tentaram ajudar na missão.
"Na hora você não consegue raciocinar tudo", lembra a mãe.
O pai da bebê, que é marido de Tatiane há 12 anos, estava trabalhando quando tudo aconteceu. O local do serviço não possui sinal de telefonia e não foi possível fazer contato com ele, por isso, ele só soube da gravidez e nascimento às 20h, três horas após o parto.
"Ele ficou se sentindo surpreso, de boca aberta. Ele falou que não imaginava", contou.
Tatiane disse que não imaginou que estava grávida porque não identificou os sintomas, como aconteceu nas duas primeiras vezes que engravidou. Ela destaca que não percebeu a falta da menstruação, por ter um ciclo irregular e com pouco fluxo.
Outros sintomas, como alterações no peso e no físico, também não foram notados.
"Como eu sou bem 'fortinha', a barriguinha não tinha, porque ela continua aqui [...] Louise ficou bem quietinha, escondidinha, não mexeu nem nada."
Médico faz alerta
O g1 procurou um especialista - que não realizou atendimentos a Tatiane ou a Louise - para entender se é possível uma gravidez acontecer sem a mulher perceber.
O ginecologista e obstetra Gustavo Vitorino explicou que não saber da gravidez é muito raro, porque gestações, no geral, são marcadas por sensações "desagradáveis", como náuseas e cólicas.
O médico relatou que tais sintomas não são obrigatórios, mas que as mulheres, normalmente, acabam identificando que estão grávidas por conta do atraso da menstruação. Há, porém, "casos menos comuns" de mulheres que têm esta percepção alterada pelo sobrepeso e irregularidade menstrual.
O médico também alertou que não identificar uma gravidez faz com que mãe e bebê não passem pelo acompanhamento do pré-natal, gerando riscos que podem ser identificados ainda nesses exames.
Por G1
As vendas de tadalafila dispararam mais de 2.000% no Brasil em dez anos, impulsionadas pela promessa de melhorar o desempenho sexual e físico. Especialistas alertam para riscos do uso sem indicação médica.
Virou sensação entre os homens sob a promessa de melhorar o desempenho sexual e físico. Mas é carregada de riscos e vem acendendo alerta entre médicos.
Eu estou falando da tadalafila, apelidada de tadala. O consumo desse medicamento aumentou muito no Brasil.
As vendas cresceram mais de 2.000% em dez anos. De cerca de 3 milhões de caixas vendidas em 2015 para quase 75 milhões em 2025.
Mas o que é a tadalafila? Ela é um vasodilatador. Ou seja, ajuda a dilatar os vasos e a melhorar o fluxo sanguíneo em determinadas regiões do corpo.
O remédio é indicado principalmente para o tratamento da disfunção erétil. E também para casos de hipertensão arterial pulmonar e sintomas urinários relacionados ao aumento da próstata.
Só que a tadalafila acabou ficando popular entre homens jovens saudáveis, que buscam potencializar o desempenho na cama.
E, mais recentemente, também entre frequentadores de academia para ganhar massa muscular.
Mas nada disso tem evidências científicas. O benefício do uso do remédio em pessoas saudáveis não foi comprovado em nenhum dos dois casos.
Uso indiscriminado de tadalafila pode gerar dependência psicológica, alerta médico
Especialistas afirmam que a substância não aumenta o desejo sexual, nem cria uma ereção automática.
A Anvisa e o Ministério da Saúde também já emitiram alertas sobre os perigos da tadalafila como um estimulante de pré-treino.
Para médicos ouvidos pela DW, todo esse hype em torno do remédio é uma tendência preocupante.
Porque a tadalafila pode favorecer uma dependência psicológica, apesar de não causar dependência química. Esses homens passam a achar que só vão ter um sexo satisfatório se tiverem tomado o remédio.
Isso sem contar os riscos à saúde.
Os efeitos adversos mais comuns são dor de cabeça, dores musculares, congestão nasal, vermelhidão no rosto e desconfortos gastrointestinais, como azia e queimação no estômago. Em situações mais raras, os efeitos podem ser até mais graves.
E os riscos aumentam quando o uso é combinado com outras substâncias. Como álcool, energéticos, anabolizantes e drogas recreativas.
Por isso os especialistas alertam contra a automedicação. O uso só é adequado quando há indicação médica para cada caso.
POr - G1
O chocolate costuma ser apontado como um dos principais obstáculos para quem busca manter uma alimentação saudável ou perder peso. No entanto, quando consumido de forma equilibrada e inserido dentro de uma rotina alimentar planejada, ele pode fazer parte do cardápio sem comprometer os objetivos de saúde, além de contribuir para uma relação mais saudável com a comida.
Segundo o nutricionista Thyago Nishino, o segredo está em aprender a consumir o chocolate com consciência e moderação. "Muita gente associa alimentação saudável à restrição total, mas isso geralmente não se sustenta no longo prazo. O equilíbrio é o que permite manter o resultado e evitar ciclos de culpa e exagero", afirma o especialista.
- Consumir pequenas porções com atenção plena: quando consumido devagar e com atenção na saciedade, a pessoa reduz naturalmente o excesso. O chocolate não é o problema, mas sim o consumo automático e descontrolado.
- Associar o chocolate a refeições equilibradas: incluir o chocolate como sobremesa após refeições completas ajuda a reduzir picos de vontade e melhora o controle da quantidade ingerida.
- Optar por versões com maior teor de cacau: segundo Thyago Nishino, chocolates com maior concentração de cacau tendem a ser mais satisfatórios, o que ajuda a diminuir a necessidade de grandes quantidades.
- Planejar o consumo ao longo da semana: quando o chocolate é planejado dentro da rotina alimentar, ele deixa de ser um gatilho de compulsão e passa a ser uma escolha consciente, de acordo com o especialista.
- Evitar o efeito "tudo ou nada": a restrição total costuma gerar exageros posteriores. "Proibir completamente aumenta o desejo. Incluir com equilíbrio reduz a chance de descontrole", afirma o nutricionista.
"O resultado duradouro vem da construção de uma rotina possível de manter. Quando existe flexibilidade, a adesão melhora e o comportamento alimentar se torna mais estável", conclui o nutricionista.
POr - Globo/Receitas
A Polícia Civil do Paraná divulgou, nesta segunda-feira (6), um edital para a realização do novo concurso público da instituição.
As inscrições iniciam na terça-feira, 14 de julho, e vão até 12 de agosto.
O objetivo é a contratação de delegados, agentes de polícia judiciária e papiloscopistas. Os salários iniciais variam entre R$ 9.007,67 – para agentes de polícia judiciária e papiloscopistas – e R$ 26.876,48 – para delegados.
Não há um número específico de vagas. De acordo com a polícia, todos os aprovados integrarão um cadastro de reserva com validade de dois anos, prorrogável por igual período.
Os profissionais aprovados passarão por curso de formação e, depois, serão lotados em unidades de Curitiba, Região Metropolitana e Interior.
A organização e execução do concurso estão sob responsabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Etapas e provas
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Polícia Civil do Paraná — Foto: Polícia Civil
As demais fases envolvem exame de inspeção de saúde, exame de aptidão física, avaliação psicológica, investigação social e avaliação de títulos. Para o cargo de delegado, há também prova discursiva e prova oral.
Essas etapas serão presenciais e realizadas em Curitiba.
"O candidato deve estar ciente de que, para o desempenho das atividades estritamente policiais – que são intensas, específicas, complexas, operacionais e perigosas, com risco à vida – exige-se boa saúde e capacidade plena (física, mental e intelectual)", aponta o edital.
Localidade das vagas
De acordo com o edital, as vagas para delegado são para o interior do Paraná.
Já para agentes de Polícia Judiciária e papiloscopistas, 80% das futuras vagas são para o interior do estado, e 20% das futuras vagas para Curitiba e Região Metropolitana.
O candidato aprovado poderá ser lotado em qualquer município da macrorregião escolhida.
POr G1
O chocolate está presente na casa dos brasileiros há muitas décadas. O país é um mercado importante e um dos poucos no mundo que reúne toda a cadeia produtiva, passando pelos produtores de cacau, a indústria moageira, até chegar à indústria do chocolate. 

“Chocolate faz parte do nosso dia a dia. Todo mundo tem o seu preferido mas, a cada ano, a indústria, sempre atenta à inovação e ao mercado, disponibiliza muitas novidades para atender um pouco da expectativa dos consumidores”, disse à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), Jaime Recena, no Dia Mundial do Chocolate, comemorado nesta terça-feira (7).
Em 2024, foram produzidas 805 mil toneladas de chocolates no país. O número subiu para 814 mil toneladas no ano passado. A produção de 2026 só será fechada no final deste exercício, mas Recena estimou que a produção continua crescendo.
Consumo per capita
O consumo per capita é de quase 4 quilos (kg) por ano no Brasil. Quando comparado com outros mercados, Recena afirmou que há um potencial de expansão muito grande, levando-se em considerado que os mercados norte-americano e europeu têm consumo per capita de 9 kg a 10 kg/ano. “O Brasil tem totais condições de aumentar esse consumo”.
O presidente da Abicab disse ainda que apesar de todos os problemas de logística, pelo fato de o Brasil ser um país de dimensões continentais, o chocolate está presente em todos os municípios, para atender o consumidor. “Mesmo nas menores cidades brasileiras, há sempre um mercadinho vendendo o chocolate nacional”.
“A maior parte da produção hoje é para atender o mercado local”, disse Recena. De acordo com dados da Kantar/Ibope, o setor alcançou movimento financeiro de R$ 42,5 bilhões em 2025, impulsionado pelo segmento de chocolates finos, inovação e demanda dos consumidores fora do período da Páscoa.
Exportação
De acordo com dados do ComexStat, portal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para acesso gratuito às estatísticas de comércio exterior do Brasil, as exportações de chocolate somaram 37,8 mil toneladas, em 2025, gerando US$ 210,2 milhões. As vendas no comércio exterior são dirigidas a aproximadamente 168 países. A importação correspondeu a 19,8 mil toneladas, com receita de US$ 227 milhões.
No primeiro trimestre de 2026, o total exportado de chocolates atingiu 7,7 mil toneladas, o que correspondeu a US$ 47 milhões. A importação somou US$ 57 milhões, correspondendo a 4,7 mil toneladas. A balança comercial ficou em 3 mil toneladas.
Já a exportação brasileira de cacau resultou em US$ 603,1 milhões, com 53,5 mil toneladas no ano passado. Em termos de importação, o sistema CamexStat informa que foram adquiridas 93,7 mil toneladas, totalizando US$ 699,2 milhões.
Os dados mostram ainda que no primeiro trimestre de 2026, o total exportado de cacau chegou a 12,7 mil toneladas, correspondendo a US$ 108,4 milhões. A importação foi de US$ 209,1 milhões, correspondendo a 32,9 mil toneladas.
Jaime Recena informou que o Brasil exporta boa quantidade de chocolate para os vizinhos da América Latina, em especial Argentina, Chile, Paraguai, mas está olhando com mais atenção para o mercado europeu, principalmente após a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. As vendas têm crescido também para o mercado árabe.
Ele destacou a exportação de chocolates com percentual mais intenso de massa de cacau e de frutos característicos do país, por meio do programa que a associação tem há mais de 20 anos com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com a finalidade de abrir mercado para os pequenos fabricantes.
Emprego
As indústrias associadas à Abicab geram em torno de 450 mil postos de trabalho. A Páscoa funciona sempre como porta de entrada dos trabalhadores para o setor, com taxa de empregabilidade de 30%, informou o presidente da entidade. Na Páscoa de 2026, o número de empregos temporários subiu de 9.946 vagas, registrado no mesmo período do ano anterior, para 14.558 vagas.
O dado mostra que o setor está aquecido, tem desempenho positivo junto aos consumidores e à população.
“A Páscoa é um momento de oportunidade e nossa principal ocasião de consumo. É uma ocasião não só de empregos temporários, mas de lançamento de novidades pelo setor”, avaliou Jaime Recena. Mais de 130 produtos novos foram lançados no período da Páscoa de 2026. “Essa é uma agenda importante que o setor consegue trazer”, afirmou.
Segundo Recena, a indústria de chocolate está sempre atenta e procurando trazer coisas novas que possam agregar, “deixando o dia a dia dos consumidores mais feliz”. É um produto acessível e disponível para todas as faixas de renda.
Para o presidente da associação, o chocolate não é mais um produto de sazonalidade; ele ocupa espaço no dia a dia dos brasileiros ao longo do ano e constitui item presenteável. “Quem não gosta de ganhar um chocolate de presente?”, indagou. O Dia Mundial do Chocolate é também uma data importante para o setor, concluiu.
Abicab
A Abicab representa atualmente 96% dos principais fabricantes de chocolates, além de 62% dos fabricantes de amendoim e 68% das indústrias de balas. “Quase 100% das marcas de chocolate que a gente observa à disposição dos consumidores são associadas à Abicab”.
Mercado flutuante
O diretor financeiro da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), Osaná Crisóstomo, informou que a safra 2024/2025 foi muito boa na região, totalizando 80 mil toneladas de cacau vendidas por R$ 1.100 a arroba.
Os agricultores associados à cooperativa aguardam o início da próxima safra, em setembro, para terem ampliado o preço do produto pago pela indústria, atualmente na casa de R$ 330 a arroba.
“O mercado está flutuante”, explicou Osaná Crisóstomo para justificar o preço baixo pago hoje pelos fabricantes de chocolate. Ele acredita que o período de chuvas pode manter o preço elevado. “Depende do tempo”, afirmou.
Bahia Cacau
A Coopfesba criou, em 2010, a Bahia Cacau, primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil. Localizada no município de Ibicaraí, no sul do estado, a unidade oferece ao consumidor um produto de qualidade, com alto teor de massa de cacau variável entre 35% e 70%.
O produto agrega valor a agricultores familiares de assentamentos e zonas rurais da região e oferece ao público sabores diferenciados, usando produtos como cupuaçu e cacau, como resultado de boas práticas e mudança cultural. O empreendimento agrega valor à cadeia produtiva do cacau até o chocolate produzido, além de contribuir na preservação da Mata Atlântica no sul da Bahia.
O diretor financeiro da Coopfesba informou que o chocolate da Bahia Cacau já está sendo vendido em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Goiás e, no estado do Rio de Janeiro, na cidade de Maricá. A expansão das vendas para o exterior foi iniciada no ano passado com a primeira remessa para Portugal.
Proteção
Osaná Crisóstomo disse que agricultores familiares produtores de chocolate e cacau se sentem agora protegidos com a nova Lei 15.404/2026, sancionada em maio deste ano, que dispõe sobre as definições e características dos produtos derivados de cacau, o percentual mínimo de cacau nos chocolates e a informação do índice total nos rótulos desses produtos.
A lei abrange produtos nacionais e importados, comercializados no território nacional, e entrará em vigor no dia 7 de maio de 2027. A legislação é aplicável aos diversos agentes envolvidos na cadeia produtiva e de comercialização.
Por - Agência Brasil
As seis dezenas do concurso 3.028 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 38 milhões.
As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
Por - Agência Brasil
O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O batalhão também comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.

A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.
De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento do ex-presidente está guardado nas instalações do Exército.
Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.
A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.
Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Por - Agência Brasil
Em pelo menos duas respostas a requerimentos de informações de deputados federais, o Itamaraty alertou para o risco de ações militares dos Estados Unidos no Brasil após a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. 

“Há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro", alerta o documento mais recente, enviado em 1º de julho e assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em resposta a requerimento de informação do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES).
No texto enviado ao Congresso, o chanceler afirma que a classificação pode gerar impactos relevantes para a economia e para a soberania nacional. Segundo ele, autoridades estadunidenses poderiam aplicar medidas administrativas e judiciais de caráter unilateral e extraterritorial contra pessoas, empresas e organizações brasileiras.
Em maio, os EUA classificaram as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas. Na semana passada, o Departamento de Tesouro daquele país sancionou duas pessoas e três empresas brasileiras acusando-as de supostos vínculos com o PCC.
Ainda na resposta ao deputado Evair Vieira, o ministro reforçou que “a classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular no âmbito financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional", reitera o ministro.
Mauro Vieira destacou em sua resposta que não houve comunicação formal dos Estados Unidos ao Brasil sobre a intenção de designar facções criminosas brasileiras como terroristas. Ele considera ainda que essa classificação não apresenta benefícios para a segurança dos países.
“Militarizar agenda”
Além da última resposta, o ministro já havia chamado atenção para o risco de uso de força militar pelos EUA em território brasileiro em um documento datado de 29 de maio deste ano, direcionado ao deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), que também apresentou um requerimento de informação ao Itamaraty sobre o tema.
“No plano estratégico e econômico, tal reclassificação tenderia a militarizar a agenda regional de combate ao crime organizado, elevar custos de compliance das empresas e do sistema financeiro nacional e penalizar atividades lícitas”, afirmou.
“Confusão”
O chanceler destacou que dada a amplitude dos termos aplicados na legislação de contraterrorismo dos EUA, podem haver sérias implicações para cidadãos brasileiros nas searas financeira, migratória e penal, para além do potencial uso da força militar. “Trata-se, portanto, de medida que tem impactos relevantes sobre a soberania do Brasil”.
O ministro avalia que, além de não gerar benefícios concretos, a classificação das facções como terroristas pode prejudicar a cooperação entre forças policiais dos dois países, “ao introduzir confusão entre dois fenômenos claramente diferentes à luz da legislação brasileira: o crime organizado e o terrorismo”.
por - Agência Brasil
A Receita Federal iniciou nesta segunda-feira (6) a operação do Receita Atende, novo canal único de atendimento digital criado para concentrar, em uma única plataforma, o relacionamento do órgão com cidadãos e empresas.

Nesta primeira fase, o sistema passa a substituir a maior parte dos serviços atualmente prestados pelo Fale Conosco, principalmente para esclarecimento de dúvidas e orientação sobre serviços administrados pela Receita.
Segundo o órgão, a mudança faz parte do processo de modernização do atendimento ao contribuinte e busca tornar os serviços mais integrados, seguros e eficientes.
Migração gradual
A implantação do Receita Atende ocorrerá de forma gradual. Inicialmente, apenas as demandas hoje direcionadas ao Fale Conosco serão migradas para a nova plataforma.
Em uma segunda etapa, a Receita Federal pretende incorporar ao sistema o atendimento realizado por e-mail e também os processos digitais, concentrando em um único ambiente virtual praticamente todas as interações entre os contribuintes e o Fisco.
O órgão quer reduzir a fragmentação dos canais de atendimento e facilitar o acompanhamento dos pedidos pelos usuários.
Mais integração
De acordo com a Receita Federal, o objetivo é oferecer uma experiência mais simples para cidadãos e empresas, reunindo em um único local os serviços de orientação e atendimento digital que hoje estão distribuídos em diferentes plataformas.
A centralização também deve permitir maior controle sobre o histórico das interações, além de contribuir para reduzir o tempo de resposta às demandas e reforçar a segurança das informações compartilhadas.
Impacto
A mudança afeta especialmente profissionais das áreas fiscal, contábil, tributária e de compliance (conformidade com leis e regulamentos), que utilizam frequentemente os canais da Receita para esclarecer dúvidas e tratar procedimentos administrativos.
A recomendação é que empresas e escritórios de contabilidade passem a utilizar o Receita Atende desde o início da migração, acompanhando a incorporação gradual dos demais serviços ao novo ambiente digital.
Segundo o Fisco, o Receita Atende deverá se tornar, ao fim da implementação, o principal canal de relacionamento eletrônico entre os contribuintes e o órgão.
Por - Agência Brasil
Em fase de testes em 2026 e com início efetivo em 2027, a reforma tributária apresenta desafios sobre como as empresas controlam seus impostos e aproveitam créditos tributários.

Um levantamento da V360, empresa de tecnologia especializada na automação de processos fiscais e de pagamento a fornecedores, aponta que 66,2% das notas fiscais eletrônicas (NF-e) processadas por sua plataforma apresentam problemas que podem dificultar o aproveitamento desses créditos no novo sistema.
Os créditos tributários representam o abatimento de tributos pagos sobre os insumos ao longo da cadeia produtiva. Têm o objetivo de prevenir a cobrança em cascata (tributação repetida sobre o insumo e o produto final). A reforma tributária generalizou o regime de créditos tributários, ao extinguir regimes especiais e cumulativos.
O estudo, chamado Termômetro do Crédito IBS/CBS, analisou de forma anônima mais de 6,4 milhões de notas fiscais processadas pela plataforma da empresa. Desse total, 64,4% chegaram com os campos destinados ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) sem preenchimento.
Em outros 1,8% dos documentos, foram encontradas divergências entre os cálculos informados pelos fornecedores e os valores utilizados como referência para validação.
Na prática, mesmo quando uma nota fiscal é emitida, erros ou informações incompletas poderão impedir que a empresa compradora aproveite integralmente os créditos tributários previstos pela reforma.
Novo modelo
O IBS e a CBS substituirão gradualmente tributos atuais sobre o consumo. Nesse modelo, as empresas poderão descontar dos impostos a pagar parte dos tributos recolhidos na compra de mercadorias e serviços. Para isso, porém, as informações das notas fiscais precisarão estar corretas e ser validadas ao longo de toda a operação.
Além da emissão da nota, passam a ter importância os chamados eventos fiscais, como a confirmação da operação, recusas e outras manifestações registradas no documento eletrônico. Essas informações servirão para comprovar o direito ao crédito perante o Fisco.
Para o co-CEO da V360, Izaias Miguel, o maior desafio das empresas não estará na emissão das notas, mas na conferência dos documentos recebidos.
"O mercado fala muito sobre como emitir a nota no novo modelo, mas o ponto crítico para quem opera em grande escala será receber, validar e garantir o crédito. Se a empresa não conseguir organizar o ingresso fiscal, ela pode ter nota emitida corretamente pelo fornecedor, mas ainda assim enfrentar divergências, atrasos e risco de perda de crédito", diz.
Cadeia de risco
O levantamento mostra ainda que apenas 35,8% dos 139 mil fornecedores analisados preencheram corretamente os novos campos de IBS e CBS. Os demais 64,2% ainda não estão adequados às novas exigências.
Segundo a V360, isso significa que o direito ao crédito tributário dependerá também da qualidade das informações prestadas pelos fornecedores, tornando a gestão da cadeia de suprimentos um fator importante para evitar perdas financeiras.
Outro indicativo do estágio inicial de adaptação é que, entre mais de 10,8 milhões de eventos registrados nas Secretarias Estaduais da Fazenda (Sefaz), apenas 0,04% estavam relacionados às novas funcionalidades previstas na reforma tributária.
Automação ganha peso
Na avaliação de Izaias Miguel, o novo modelo exigirá processos mais integrados entre as áreas fiscal, financeira, compras, tecnologia e jurídica, além de maior uso de ferramentas de automação para validar documentos em grande escala.
"A reforma tributária aumenta o custo do erro operacional. Uma divergência que antes gerava retrabalho interno pode passar a afetar crédito, caixa e conformidade fiscal. O destinatário passa a ter uma função muito mais ativa na cadeia tributária", adverte.
Ele afirma que a preparação para a reforma vai além da atualização de sistemas e exige uma revisão completa da forma como as empresas recebem, conferem e registram documentos fiscais.
"Grandes empresas precisarão sair de uma lógica reativa para uma lógica preventiva. Não basta receber a nota e corrigir depois. Será necessário validar antes, identificar riscos em tempo real e garantir que o crédito esteja protegido desde o início do processo", aconselha.
Pequenas empresas
Segundo Miguel, a reforma afetará empresas de todos os portes, mas de maneiras diferentes.
Nas grandes companhias, o desafio será a complexidade operacional. Essas empresas costumam ter várias unidades, grande volume de notas fiscais, diferentes áreas envolvidas no processo e sistemas de gestão (ERPs) antigos ou altamente customizados, o que torna a adaptação mais demorada e aumenta o risco de inconsistências.
Embora tenham operações mais simples e menos sistemas para adaptar, as micro e pequenas empresas enfrentam outra dificuldade. Com menos profissionais especializados, acompanham com menor frequência as mudanças na legislação e têm menor capacidade de investir em tecnologia. Com isso, correm o risco de deixar a adequação para os últimos meses antes da entrada em vigor das novas regras.
Por - Agência Brasil
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira (6) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja ouvido no inquérito no qual o parlamentar é investigado pela prática de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. 

O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação.
Gonet citou a legislação penal e disse que Flávio pode apresentar retratação de suas falas, possibilidade que pode isentá-lo de eventual condenação.
Para o procurador, o inquérito deve retornar à Polícia Federal para a realização da oitiva.
"Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena", afirmou Gonet.
O caso trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos.
Na publicação, o senador declarou que “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".
No mês passado, a PF encerrou o inquérito que apurou o caso e concluiu que o senador cometeu calúnia contra o presidente.
Após a divulgação do relatório final da investigação, a Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação.
POr - Agência Brasil
O debate sobre a frequência ideal de lavagem dos cabelos parece não ter uma solução definitiva, oscilando constantemente entre a lavagem diária e a espera de 48 horas. No entanto, existe um hábito enraizado na rotina diária que raramente é questionado: aplicar primeiro o xampu e depois o condicionador.
Essa prática, realizada quase automaticamente, pode ser responsável por deixar os cabelos com aparência opaca e sem vida. Recentemente, profissionais da beleza começaram a promover uma técnica conhecida como "lavagem inversa", que propõe alterar a ordem tradicional para melhorar a saúde da fibra capilar.
Em entrevista à revista Clara, a renomada cabeleireira espanhola Olga San Bartolomé alertou que o segredo para cabelos saudáveis está em proteger sua estrutura antes de submetê-los a uma lavagem profunda. Segundo a especialista, aplicar o xampu diretamente nos fios, principalmente quando há sinais de ressecamento ou danos, só intensifica a deterioração. Ao inverter a ordem do tratamento, o condicionador atua como uma barreira protetora, hidratando áreas críticas, como o comprimento e as pontas, sem pesar nos cabelos.
Essa mudança na rotina diária não é apenas uma tendência estética superficial, mas uma estratégia técnica para combater o problema comum dos cabelos pesados. Olga destacou que uma das dificuldades do método convencional reside no desafio de enxaguar corretamente o condicionador. Sobre isso, a cabeleireira enfatizou:
— Se você aplica condicionador após o shampoo e não enxagua bem, resíduos permanecem, deixando o cabelo sujo e pesado. Consequentemente, ao realizar o processo inverso, consegue-se uma limpeza mais eficaz e duradoura.
Para implementar essa técnica com resultados visíveis, a profissional detalhou uma rotina precisa:
- Primeiro, o produto hidratante deve ser aplicado do meio do comprimento até as pontas antes de molhar o cabelo, o que é vital para cabelos secos, pois evita que o xampu remova os óleos naturais essenciais.
- Em seguida, sem enxaguar o condicionador, procede-se à lavagem seletiva, aplicando o xampu exclusivamente na raiz
- Por fim, ao enxaguar, a espuma do xampu circulará pelas pontas, removendo o excesso de hidratante e deixando a quantidade ideal de umidade.
O resultado, segundo declarações à imprensa espanhola, é um cabelo com mais volume e movimento. Ao eliminar o excesso de peso dos produtos hidratantes, a fibra capilar permanece solta e leve por mais tempo, permitindo até mesmo lavagens mais longas sem que as raízes pareçam pesadas ou com brilho excessivo. Este método, focado na proteção e no equilíbrio da hidratação dos fios, se apresenta como uma alternativa eficiente para quem busca otimizar a saúde capilar desde o banho, transformando o cuidado diário em um processo muito mais refinado.
Por - O Globo


























