Os candidatos à presidência da República iniciaram neste domingo (16) a campanha nas ruas do país, que está liberada a partir de hoje pelo calendário da Justiça Eleitoral. 

De acordo com a Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os atos estão permitidos até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno. Os comícios estão autorizados entre as 8h e a meia-noite, até 1° de outubro.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou oficialmente sua busca do quarto mandato em comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo.
“A partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro. Cada militante nosso tem de andar com a comparação do que nós fizemos e do que os outros fizeram”, discursou a um estádio cheio, conclamando a participação ativa da militância na campanha.
O local foi escolhido justamente pela relação com sua história política. Palco das assembleias de operários das metalúrgicas do ABC, teve greves importantes para pressionar uma ditadura militar que já dava sinais de cansaço, em 1979.
O evento adiantou as linhas gerais de campanha, com destaque para a defesa da soberania, pautas sociais e as questões em disputa com os partidos de direita, como o papel da mulher e as diferenças de abordagem em relação à segurança pública.
Em sua sétima candidatura à presidência, Lula disse que “enquanto for vivo não vai permitir que uma direita responsável pela morte de crianças sem remédio e pela morte de 400 mil pessoas sem vacina volte”.
O comício emprestou palanque para outros estados, com participação de políticos do partido de todas as regiões. Coube a Benedita da Silva, que concorre ao Senado no Rio de Janeiro, representar os candidatos ao legislativo.
Em relação à segurança pública, defendeu propostas em andamento, como o ministério de segurança pública e a possibilidade de aprovação da lei de combate ao crime organizado, dando destaque à importância de buscar os grandes beneficiários do crime.
Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro começou a campanha pela Presidência da República na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O local recebeu uma série de manifestações bolsonaristas nos últimos anos, incluindo aquelas contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.
Flávio subiu ao carro de som por volta das 11h30, usando uma camiseta com os dizeres "Meu Partido é o Brasil", nas cores da bandeira nacional. Ele estava acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, da mãe, Rogéria, também candidata, e da esposa, Fernanda.
Flávio tocou áudios do pai refletindo sobre a família, depois do atentado que sofreu, e prometeu levar à frente o legado do presidente que governou o país entre 2019 e 2022.
"Sei que pareço com ele [Jair, pela semelhança física]. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé", disse Flavio, no início do discurso, para um público de milhares de pessoas, na praia.
O candidato defendeu o pai e afirmou que Jair foi preso injustamente. Prometeu, se eleito, indicar os novos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre "homens e mulheres". Atualmente, a Corte conta com apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.
A pauta da segurança pública esteve entre os principais tópicos do discurso. Flávio prometeu classificar milícias e organizações do tráficos de drogas como "terroristas", reduzir a idade penal, enfrentar roubos e furtos, além de diminuir os altos índices de feminicídio no país.
No tema economia, ele criticou a alta taxa de juros no país, com a Selic a 14% ao ano, e prometeu aliviar a inflação para a classe média. Propôs um "tesouraço", nos primeiros dias, além de cortes de gastos e de cargos.
Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) escolheu começar a campanha em Goiás, estado que governou de 2019 a março deste ano e onde, segundo pesquisas eleitorais, lidera as intenções de votos.
Acompanhado por apoiadores, o candidato percorreu municípios goianos do entorno do Distrito Federal. Ele passou por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, encerrando o ato em Luziânia.
Caiado, que diz estar disputando o pleito deste ano “para tirar o PT do poder”, assegurou que, caso não passe para o segundo turno, não apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição. A manifestação é contrária à declaração do presidente do PSD e vice de Caiado, Gilberto Kassab, que disse no sábado que os partidos do chamado Centrão “estão com Lula”.
O ex-governador de Goiás disse ser o único político com mandato no Brasil que nunca apoiou Lula e acrescentou que, no primeiro turno, a população vai escolher o candidato de oposição que vai enfrentar o atual presidente no segundo turno.
“Não adianta lançar um candidato [de oposição] que, ao chegar lá, vai ter que ficar explicando seus problemas. Este não ganha a eleição”, comentou o goiano ao responder a perguntas de jornalistas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que supera Caiado nacionalmente nas pesquisas de intenção de votos.
Caiado garantiu que, durante sua gestão à frente do governo de Goiás, entregou melhorias na segurança pública, na educação e na saúde. E destacou a importância dos eleitores analisarem as propostas dos candidatos para promover a responsabilidade orçamentária e o equilíbrio fiscal.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema, candidato à presidência pelo Partido Novo, foi a Montes Claros, Norte de Minas Gerais, para iniciar a campanha à presidência da República neste domingo.
Ele participou de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José. Depois, esteve em um almoço com candidatos de seu partido a cargos de deputado federal.
Em discurso na cidade, o ex-governador de Minas criticou o governo Lula e disse que acredita que estará no segundo turno das eleições. Zema defendeu propostas sobre segurança pública e combate à corrupção.
“O que eu fiz aqui [em Montes Claros] eu vou fazer no Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção e com gente competente”, discursou.
Renan Santos (Missão)
O primeiro ato de campanha de Renan Santos, candidato pelo Missão, aconteceu no Largo São Francisco, no centro de São Paulo.
O evento teve a participação do deputado federal Kim Kataguiri, do ex-deputado estadual Arthur do Val, Amanda Vettorazzo, entre outros apoiadores.
Santos criticou o assistencialismo, falou sobre empreendedorismo, segurança pública e outros temas de sua campanha.
“Nós estamos aqui para colocar o nosso nome na história como a geração que alterou o destino de uma das maiores nações do mundo”, disse ao público presente.
Augusto Cury (Avante)
Augusto Cury, do Avante, também iniciou sua campanha à presidência neste domingo.
Ele esteve em Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG) e defendeu seu plano de governo, citando projetos que pretende implementar na área da Saúde. O candidato prometeu que seu mandato vai “escutar as pessoas”.
Em conversa com a imprensa e com o público presente, Cury descreveu sobre como encara a política no Brasil hoje:
“Nós não estamos em dois barcos, direita e esquerda, esquerda e direita. Estamos num barco só chamado família brasileira. Quem dirige esse barco tem de dirigir com responsabilidade”.
Hertz Dias (PSTU)
Professor da rede pública e ativista do movimento negro, o candidato do PSTU, Hertz Dias, caminhou com correligionários e apoiadores pela Avenida Paulista, em São Paulo, e por ruas de São José dos Campos, no interior paulista.
O socialista apresentou aos eleitores com quem conversou uma de suas principais propostas de governo: a reestatização das empresas estratégicas do país.
"O Brasil produz riquezas imensas. O problema é que essa riqueza está nas mãos de uma minoria de banqueiros, [empresas] multinacionais e grandes empresários”, disse o maranhense.
Dias defendeu que sua campanha está ao lado dos trabalhadores, que são quem produz toda a riqueza do país e se propôs a construir uma alternativa à concentração de riqueza, que impõe sacrifícios para a maioria.
Outros candidatos
Em São Paulo, Samara Martins, da Uidade Popular (UP), fez um evento de lançamento de campanha com militantes do partido.
Edmilson Costa, do PCB, participa de uma live em seu canal no YouTube nesta noite de domingo.
Não divulgaram agenda para este domingo os candidatos: Clariana Barão, do DC; Rui Costa Pimenta, do PCO; Wilson Grassi, do Democrata; e Pablo Marçal, do PRTB.
Por -Agência Brasil
O prêmio da Mega-Sena acumulou para R$ 45 milhões na manhã deste domingo (16), segundo a Caixa Econômica Federal. 

Os números sorteados no Concurso 3045 foram 23, 29, 33, 42, 43 e 57.
Um total de 22 apostas conseguiu acertar cinco dezenas e levou o prêmio de R$ R$ 89.393,18. Mais 2.912 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 1.113,23.
Novas apostas podem ser feitas até as 19h de terça-feira (18). Às 20h, ocorrerá o sorteio no Espaço da Sorte, em São Paulo.
Por - Agência Brasil
A campanha eleitoral para as Eleições 2026 está liberada a partir deste domingo (16). Os candidatos e candidatas podem participar de carreatas, passeatas e panfletagem entre as 8h e as 22h. Estão permitidos também as propagandas na internet e os anúncios pagos na imprensa escrita.
De acordo com a Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os atos estão permitidos até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno. Os comícios estão autorizados entre as 8h e a meia-noite, até 1° de outubro. 

As mobilizações devem manter distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, além de tribunais, quarteis militares, hospitais, escolas e igrejas.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.
Votação
O primeiro turno do pleito ocorrerá no dia 4 de outubro, para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e do presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente.
Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Veja a seguir, em ordem alfabética, os nomes dos candidatos ao cargo de presidente da República e seus perfis na página do TSE:
O envelhecimento da população brasileira já impacta o perfil do eleitorado, com diminuição de 22% dos votantes com idade entre 16 e 24 anos, considerando o período de 2010 a 2026. O levantamento foi realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Agência Brasil, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Além da redução proporcional, também houve recuo em números absolutos. A quantidade de brasileiros com menos de 24 anos que podem comparecer às urnas caiu 5,5 milhões. Eram 24,7 milhões eleitores nesta faixa etária, em 2010, contra 19,2 milhões, em 2026.
Como o número total de eleitores no país aumentou 17%, passando de 135,8 milhões para 158,8 milhões no período, a participação dos jovens teve uma queda abrupta: de 18,2% para apenas 12,5% do eleitorado.
"Em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico. A quantidade absoluta de votos dos jovens segue perdendo anualmente sua força, principalmente em comparação ao aumento de eleitores 60+”, analisa o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
Segundo dados do TSE, o número de idosos com o título de eleitor ativo cresceu cerca de 74% desde 2010. Atualmente eles correspondem a mais de 36,8 milhões de pessoas.
Campanhas
O professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Hilton Fernandes, avalia que as campanhas presidenciais ainda não deram indicativo de como vão tratar o grupo de jovens.
"Em 2022 houve alguma dedicação em buscar esse grupo de jovens, não tanto pelo volume de votos, mas pelo engajamento. Essa força do jovem na campanha é importante. Por isso tivemos em 2022 propostas relacionadas ao desenvolvimento de games e outros temas, como a facilidade para adquirir produtos eletrônicos, produtos de jogos com isenções, apareceram", afirma.
Ele acredita que as principais candidaturas à Presidência da República, a medida que avancem nas pesquisas, tendem a buscar mais esse público. Em campanhas proporcionais, como a de deputados, ele acredita que pode haver um olhar mais focado aos jovens, que pode ser um nicho importante para algumas candidaturas.
As prioridades do voto jovem seguem as mesmas tendências de eleições anteriores, aponta Fernandes. Ele procura, principalmente, o primeiro emprego e formação profissional. São vários contextos de vida que podem moldar esse voto, de acordo com a situação econômica das famílias, a região em que vivem ou os grupos sociais e instituições que frequentam. Ao mesmo tempo, sua visão eleitoral pode ser mais influenciada por discursos que remetem a grandes mudanças, afirma o especialista.
"Não são os partidos que vão chamar atenção, mas o discurso dos candidatos, com um personalismo cada vez mais concentrado. O discurso mais radical tende a atender mais o jovem", aponta Fernandes.
Ele ressalta, entretanto, que esse discurso pode "enganar" o eleitor mais novo, pois "nem toda vez é necessário quebrar uma estrutura para mudar uma sociedade", critica o professor. Ele ressalta, ainda, que o eleitor jovem não pode ser tratado como um grupo homogêneo.
"Isso pode ter uma diferença, por exemplo, em jovens que convivam em ambientes mais conservadores. Enquanto o jovem que vê a família numa situação mais complicada, principalmente financeira, busca mais a mudança", complementa.
Engajamento
Outro destaque do levantamento da Nexus é o engajamento nas urnas. Entre os brasileiros 18 a 24 anos, em que o voto é obrigatório, o percentual de comparecimento no primeiro turno foi de 78,5%. Já entre os jovens de 16 e 17 anos, que não têm obrigação de votar, 82,9% foram às urnas. A média de comparecimento no país, no último pleito, foi de 79,1% dos eleitores aptos a votar.
Sul e Sudeste são "mais velhos"
A pesquisa apontou ainda que as regiões Sul e Sudeste concentram menor percentual de jovens nas urnas. Nelas, estão os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O estado "mais velho" é o Rio Grande do Sul, onde eleitores até 24 anos representam apenas 9% do eleitorado.
Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro (10%), São Paulo (11%), Santa Catarina (11%), Espírito Santo (11%), Minas Gerais (11%) e Paraná (11%). Na outra ponta, Roraima, Acre, Amapá e Amazonas são os estados com maior proporção de jovens aptos a irem às urnas, com 18% cada. Em seguida aparecem ainda Maranhão (17%), Pará (16%) e Tocantins (16%).
“O Brasil está diante de uma nova geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais estratégias políticas”, observa Tokarski.
Por - Agência Brasil
A quinta-feira (13) foi marcada por tempestades, principalmente no Centro-Sul, Campos Gerais e Leste do Paraná. Fortes rajadas de vento, grandes volumes de chuva em curto espaço de tempo e granizo foram registrados em várias cidades até o fim da madrugada desta sexta-feira (14). De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, ainda chove entre sexta e sábado (15). A partir de domingo, o tempo fica estável e as temperaturas voltam a subir, podendo ultrapassar os 30°C em algumas cidades.
Nesta quinta, os maiores volumes de chuva ocorreram em Fazenda Rio Grande (59,4 mm), Paranaguá (44,8 mm) e Guaratuba (31,6 mm). As rajadas de vento mais fortes foram no Distrito de Horizonte, em Palmas (68,8km/h às 11h), Fazenda Rio Grande (63,7 km/h às 15h30), Distrito de Entre Rios, em Guarapuava (56,2km/h às 21h45), e General Carneiro (56,2 km/h às 11h).
Nesta sexta-feira (14), antes mesmo das 8h, houve volumes de chuva acima dos 20 mm nas estações monitoradas pelo Simepar em Curitiba (29,8 mm), São José dos Pinhais (IAT) (30,8 mm), Pinhais (20,6 mm), Quatro Barras (IAT) (21,2 mm), Campina Grande do Sul (24,6 mm), Araucária (Sanepar - 24,6 mm), Piraquara (Sanepar - 31 mm), Pontal do Paraná (21,8 mm), Morretes (32 mm), Matinhos (33,2 mm), Antonina (20,8 mm) e Guaraqueçaba (22,4 mm).
A chuva foi ocasionada pelo ingresso de umidade e calor vindo do Norte do Brasil. Nesta sexta-feira, o tempo permanece instável principalmente nas regiões da metade sul do Paraná. A partir da tarde há previsão de pancadas de chuvas acompanhadas de trovoadas. A chuva atua ainda de forma isolada durante a madrugada e a manhã de sábado (15), com mais intensidade nas cidades próximas à divisa com Santa Catarina.
Devido à chuva mais concentrada na metade sul do Estado, as temperaturas ficam próximas dos 30°C no Noroeste nesta sexta-feira (14), enquanto não passam dos 19°C na Região Metropolitana de Curitiba. No sábado as máximas podem chegar aos 22°C na Capital, e ultrapassam os 30°C nas regiões Oeste, Noroeste e Norte.
Para o domingo (16), a previsão é de tempo estável em todo o Paraná. O sol predomina no Interior do Estado, mas no Leste e Campos Gerais ele ainda disputa espaço com a nebulosidade. Nas cidades do Noroeste as temperaturas podem alcançar até 35°C. Na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral, as máximas variam entre 24°C e 25°C. Os valores nos termômetros seguem subindo na segunda-feira (17), com tempo predominantemente estável.
Por -Simepar
O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira (14) a liquidação extrajudicial de duas empresas do Grupo Simpala. As instituições que foram afetadas com a medida foram a Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios e a Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, ambas com sede em Porto Alegre (RS).

Além da liquidação, o Banco Central determinou que, partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores das instituições que sofreram a liquidação extrajudicial ficarão indisponíveis.
Segundo o Banco Central, a decisão foi motivada tanto pelo comprometimento da situação econômico-financeira das instituições - porque o BC identificou possíveis riscos a credores - quanto pelo fato das duas instituições terem cometido “graves violações às normas que disciplinam suas atividades”.
O Banco Central informou que as duas empresas tem baixa participação no mercado. A administradora representa 0,1% dos consorciados ativos e 0,1% dos recursos a coletar dos grupos de consórcio. Já a financeira, em junho de 2026, detinha 0,004% do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Por meio de nota, o BC informou, ainda, que continuará a investigar quem são as pessoas responsáveis pelos problemas que levaram à liquidação das empresas, apurando se houve descumprimento de leis ou normas regulatórias.
"O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes", diz a nota do Banco Central.
Procurado pela Agência Brasil, o Grupo Simpala ainda não se pronunciou sobre a decisão do Banco Central.
Por - Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira (14) que ouvirá os empresários brasileiros e estrangeiros sobre os possíveis impactos da aplicação da Lei da Reciprocidade do Brasil, em resposta ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A iniciativa levou a um aumento de 37,5% nos impostos de alguns produtos.

A decisão do governo brasileiro sobre a adoção formal das contramedidas proporcionais para preservar a competitividade comercial do Brasil virá após essa análise.
“O processo de reciprocidade em um país sério, e que quer ouvir quem é afetado pela reciprocidade, demanda oitiva de eventuais interessados e eventuais impactados por uma medida que pode vir ou não a ser adotada no futuro”, pontuou o ministro da Fazenda.
Nesta quinta-feira (13), o governo brasileiro oficializou a abertura do processo para a aplicação de medidas de reciprocidade comercial.
Em entrevista à imprensa, o chefe da pasta da Fazenda lembrou que a medida legal foi aprovada no ano passado por unanimidade no Congresso Nacional, mas que é preciso cautela. “[O governo] tem sempre muita cautela e muita responsabilidade para manejá-la.”
O governo de Donald Trump alega práticas comerciais injustas que prejudicam o mercado norte-americano, além da suposta existência de trabalho forçado, para justificar a sobretaxa de parte das exportações brasileiras.
O que diz a Lei de Reciprocidade
A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impactem negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Ou seja, se um país com o qual o Brasil tem relação comercial adota uma medida que o prejudique nessa relação, o governo pode adotar uma série de contramedidas. Dentre elas, impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou restringir importações de bens ou serviços.
Essas contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil.
Por - Agência Brasil
O Ministério da Fazenda autorizou, nesta sexta-feira (14), cinco operações de crédito, com garantias da União, a cinco estados: São Paulo, Piauí, Maranhão, Pernambuco e Rondônia. O prazo para os entes assinarem os empréstimos com as instituições financeiras federais – em especial, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – termina em 7 de setembro, devido ao período eleitoral.

Em entrevista a jornalistas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou a primeira destinação dos recursos liberados nos empréstimos, conforme projetos apresentados pelos estados.
1. São Paulo: R$ 5,4 bilhões tomados no Banco do Brasil, com aval da União, para projetos de mobilidade urbana (metrô e linhas de trens), incluindo a extensão da Linha 5-Lilás, a expansão da Linha 6-Laranja, melhorias nas Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, modernização das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, além de obras de travessias hídricas e também do projeto da rodovia Tamoios.
2. Piauí: R$ 4,9 bilhões de crédito do Banco do Brasil, voltados a investimentos em infraestrutura de transporte (rodovias), obras de urbanização, recursos hídricos, transformação digital, aporte em estatais, além de ações nas áreas de agricultura, cultura e esporte.
3. Maranhão: R$ 1,3 bilhão, operação junto ao Banco do Brasil para obras de infraestrutura rodoviária.
4. Pernambuco: R$ 985 milhões de empréstimo na Caixa Econômica Federal, destinados ao Programa de Desenvolvimento Sustentável e Crescimento Econômico, com foco em infraestrutura hídrica e saneamento básico.
5. Rondônia: R$ 323 milhões junto ao Bradesco, para investimentos em infraestrutura rodoviária e urbana, incluindo aumento iluminação pública, revitalização de praças e melhorias em parques e em complexos esportivos.
Pressão
A liberação do empréstimo ocorreu horas após o governo do estado de São Paulo acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para cobrar o aval da União em obras locais de mobilidade urbana.
Após questionamentos de jornalistas acerca da celeridade dessa autorização federal, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que houve precipitação do governo de São Paulo porque as avaliações já estavam em curso. Ele também descartou a pressão sobre as decisões do ministério.
“Nós não vamos funcionar nunca sob pressão, mas sim no esclarecimento de um rito que funciona, sempre funcionou e vai seguir funcionando com o espírito federativo. Nenhuma ação no Supremo, de qualquer estado que seja, interfere nos nossos processos internos”, frisou durante a entrevista.
Cooperação federativa
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, celebrou a cooperação federativa e afirmou que a concessão de garantias da União para fomentar o crédito é uma estratégia para que estados e municípios avancem na infraestrutura e no desenvolvimento regional.
“A economia brasileira cresce acima das expectativas justamente porque estados e municípios possuem condições de investimento”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
No balanço feito pelo ministro, a União já deu garantias a operações de crédito na marca de R$ 270 bilhões, desde 2023.
Durigan esclareceu, ainda, que outras operações de crédito com garantias do Tesouro solicitadas por outros estados e municípios seguem em análise técnica do governo federal e devem ser anunciadas em lotes para viabilizar investimentos em infraestrutura e no desenvolvimento regional.
Por - Agência Brasil
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, que tem como um dos alvos o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. Nesta etapa, estão sendo apuradas fraudes na concessão de licenças ambientais para uma refinaria, além de indícios de lavagem de dinheiro relacionada ao esquema investigado.

Dezesseis mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, a operação também investiga suspeita de crimes de gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, contra a ordem econômica e irregularidades na comercialização de combustíveis.
A nova fase da Operação Sem Refino é um desdobramento da primeira fase, deflagrada em maio deste ano pela PF, quando passou a apurar a atuação de grupo econômico do setor de combustíveis suspeito de beneficiar a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Em nota assinada pelo advogado Carlo Luchione, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e diz que o endereço alvo de buscas em Petrópolis não tem, “há meses”, ligação com o ex-governador.
“A defesa ainda desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação e aguarda que os advogados tenham acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada.” A nota diz ainda que todos os atos praticados por Castro durante sua gestão “seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação”.
Por - Agência Brasil
Das 27 unidades da federação do país, 11 terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional, de 5,4%. Em cinco deles, o índice sequer chega a 3%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na manhã desta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Veja quais estados atingiram nível de desemprego abaixo da média nacional:
Santa Catarina: 2,1%
Mato Grosso: 2,2%
Espírito Santo: 2,3%
Rondônia: 2,6%
Mato Grosso do Sul: 2,7%
Paraná: 3,1%
Minas Gerais: 3,8%
Goiás: 4,0%
Tocantins: 4,1%
Rio Grande do Sul: 4,2%
Roraima: 5,0%
Média Brasil: 5,4%
Paraíba: 5,4%
São Paulo: 5,4%
Rio Grande do Norte: 5,6%
Maranhão: 6,0%
Pará: 6,2%
Distrito Federal: 6,5%
Acre: 6,6%
Ceará: 6,6%
Rio de Janeiro: 7,1%
Amazonas: 7,5%
Alagoas: 7,9%
Sergipe: 7,9%
Piauí: 8,3%
Pernambuco: 8,3%
Bahia: 9,1%
Amapá: 9,8%
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a diferença entre os estados é proporcionada por fatores ligados aos níveis de industrialização, evolução da atividade econômica e de instrução da população.
"Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste", assinala.
Na média nacional, a taxa de 5,4% no segundo trimestre representa recuo em relação aos 6,1% do primeiro trimestre.
Já entre as unidades da federação, o desemprego diminuiu em 13 localidades. As demais ficaram estáveis.
Confira os estados que reduziram o desemprego no segundo trimestre.
Santa Catarina (-0,6 ponto percentual)
Maranhão (-0,9 p.p.)
Espírito Santo (-0,9 p.p.)
Mato Grosso (-0,9 p.p.)
Goiás (-1 p.p.)
Rondônia ( -1 p.p.)
Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.)
Minas Gerais (-1,2 p.p.)
Alagoas (-1,3 p.p)
Tocantins (-1,5 p.p.)
Acre (-1,6 p.p.)
Paraíba (-1,6 p.p.)
Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.)
A pesquisa
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Queda no desemprego longo
De acordo com a Pnad, 1,06 milhão de pessoas enfrentavam o chamado desemprego longo, isto é, pessoas que estão à procura de vagas há dois anos ou mais. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a queda nesse contingente foi de 15,6%.
Negros e mulheres acima da média
O levantamento do segundo trimestre aponta ainda que o desemprego para homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto o das mulheres ficou acima (6,4%).
Ao observar os números pela cor da pessoa, a desocupação de pretos (6,9%) e pardos (6,1%) é maior que a média; enquanto o dos brancos, abaixo (4,2%).
A pesquisa do IBGE não utiliza o termo negro. Mas o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.
Por - Agência Brasil
As exportações paranaenses alcançaram US$ 2,34 bilhões em julho, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado é 12,7% superior ao mesmo mês de 2025, quando foram vendidos US$ 2,07 bilhões, e mantém a alta no desempenho registrado neste ano, acima de 10% nos meses de abril, maio e junho.
No acumulado de 2026, entre janeiro e julho, a pauta de exportações do Paraná somou US$ 14,3 bilhões, 7% a mais que o mesmo período de 2025, quando US$ 13,3 bilhões foram comercializados para outros países. O crescimento foi puxado por itens como óleo de soja bruto, com variação positiva de 91%, máquinas de terraplenagem, 58,8%, e óleos e combustíveis, 27%.
Outros produtos também tiveram altas expressivas no período, entre eles veículos de carga, carne de frango in natura e celulose, atingindo 25,5%, 22,3% e 22%, respectivamente. A soja em grão, que responde por 20,9% das exportações paranaenses, teve crescimento de 12,4%.
O principal destino da produção paranaense é a China, responsável por 23,3% de tudo o que é comercializado ao Exterior, alcançando US$ 3,3 bilhões em 2026. Em seguida vem a vizinha Argentina, com US$ 792,3 milhões (5,6%), os Estados Unidos, com US$ 615,1 milhões (4,3%), e a Índia, com US$ 595,5 milhões (4,2%). O maior crescimento percentual, porém, foi do Japão, que comprou US$ 375,6 milhões neste ano, 78,3% a mais que os US$ 210,6 milhões de janeiro a julho de 2025.
De janeiro a julho, o Paraná liderou as exportações da Região Sul, respondendo por 42,8% do total, enquanto que o Rio Grande do Sul comercializou US$ 11,83 bilhões (35,5%) e Santa Catarina exportou US$ 7,27 bilhões (21,8%). Em âmbito nacional, o Estado foi o sexto que mais vendeu mercadorias para o Exterior, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará.
IMPORTAÇÕES – O saldo da balança comercial paranaense é positivo, de US$ 1,5 bilhão em 2026. Foram importados US$ 12,7 bilhões de janeiro a julho, ante os US$ 14,3 bilhões exportados. Na prática, o Paraná vendeu mais do que comprou. O item mais importado foi adubo e fertilizante, com US$ 1,7 bilhão, seguido por óleos e combustíveis, com US$ 1,3 bilhão. A importação de automóveis cresceu 280%, chegando a US$ 953,7 milhões.
Por - Aseessoria
Atuando desde junho no Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno El Niño se intensificou no último mês. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, as previsões de todos os institutos internacionais divulgadas nos últimos dias ressaltam que o fenômeno segue em fortalecimento, o que trará chuva acima da média para todas as regiões paranaenses até o mês de dezembro de 2026.
Nesta quinta-feira (13), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA) informou que o El Niño se intensificou no último mês, com temperaturas acima da média na superfície do mar. Em julho, uma das principais áreas monitoradas ficou com a temperatura 1,4°C acima da média.
Há mais de 90% de probabilidade do El Niño chegar à intensidade muito forte, quando as temperaturas da superfície do mar ficam pelo menos 2°C acima da climatologia. Isso deve ocorrer durante a primavera e o verão de 2026 / 2027 no Hemisfério Sul, especialmente em outubro, novembro e dezembro.
Diante desse cenário, o Simepar aponta que a chuva ficará acima da média na primavera e no verão no Sul do Brasil. No Paraná, as regiões com maior volume de chuva esperado são o Oeste, o Sudoeste e o Centro-Sul. Há previsão de maior frequência de episódios de tempo severo, como tempestades fortes, chuvas intensas, inundações, enxurradas. A influência do fenômeno El Niño sobre as condições climáticas do Paraná deve persistir até o primeiro trimestre de 2027.
INVERNO - Durante o inverno, o El Niño já vem demonstrando impactos no Paraná. Das 45 estações meteorológicas do Simepar no Paraná com mais de cinco anos de operação, somente quatro registraram em julho de 2026 volume de chuva abaixo da média histórica para o mês: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba.
Nas outras quarenta e uma estações, o volume de chuva superou a média, com alguns registros históricos. Os 311 mm de chuva em julho de 2026 na estação meteorológica de Palmas, por exemplo, foi o maior para o mês desde a instalação da estação na cidade, há 28 anos. Também registraram o maior volume de chuva para julho, em 2026, as estações que ficam em Altônia (maior volume de chuva desde 2018); em Cianorte (desde 2017); em Cornélio Procópio (desde 2019); em Cruzeiro do Iguaçu (desde 2022); em Foz do Iguaçu (desde 2017); e em Ubiratã (desde 2018).
Em junho deste ano, o cenário foi parecido. Entre as mesmas estações, apenas uma registrou volume de chuva abaixo da média histórica para o mês: a que fica na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, teve 10,2 mm a menos do que o valor médio para o período. Cidades como Capanema, Cândido de Abreu, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Ponta Grossa, São Miguel do Iguaçu e Ubiratã tiveram volumes acumulados de chuva em junho de 2026 pelo menos 100 mm superiores ao volume médio histórico para o período.
IMPACTOS - Para a agricultura, a redução das áreas de seca devido ao excesso de chuva pode ser benéfica para o desenvolvimento das culturas. Entretanto, o Simepar analisa que o planejamento dos produtores será essencial. O excesso de chuvas também poderá elevar a umidade do solo, consequentemente impactando as operações em campo, incluindo janelas de plantio e colheita. O excesso de umidade pode favorecer a incidência de doenças fúngicas e dependendo da cultura e do estadio fenológico e do período de ocorrência das precipitações, pode comprometer a qualidade de grãos. O excesso de chuvas também pode elevar o risco de perdas de solo ocasionadas por processos erosivos.
Apesar do El Niño influenciar o comportamento de precipitação e temperatura no Paraná, indicando meses e estações do ano em que estas variáveis fiquem bem distantes das médias históricas, o Simepar ressalta que o acompanhamento diário e contínuo das previsões do tempo e suas atualizações são indispensáveis, pois os períodos específicos em que os episódios de chuva irão ocorrer dependem dos tipos de sistemas atuantes na região (frentes frias, sistemas de baixa pressão ou sistemas semiestacionários, por exemplo).
Mesmo os episódios mais intensos de El Niño não produzem necessariamente os mesmos impactos em todas as regiões. Entretanto, eventos mais fortes aumentam a probabilidade de ocorrência dos padrões climáticos normalmente associados ao fenômeno.
EL NIÑO - O El Niño - Oscilação Sul (ENOS) é um fenômeno que ocorre na região do Oceano Pacífico equatorial e nas áreas próximas, caracterizado por variações anômalas na temperatura da superfície do mar e na circulação atmosférica. É um dos fenômenos climáticos mais importantes da Terra devido a sua capacidade de alterar a circulação atmosférica global e, como consequência, influenciar o comportamento da temperatura do ar e da precipitação em vastas áreas da Terra por períodos que vão de vários meses a anos.
O El Niño é a componente oceânica deste fenômeno, e corresponde ao aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial em relação à média climatológica. Os dados da NOAA mostram que o El Niño se fortaleceu no último mês e a temperatura já está 1,4°C acima da média na principal área monitorada. A temperatura da água do mar da camada até 200 metros de profundidade do Oceano Pacífico equatorial central e oriental também está muito acima da média climatológica em uma ampla área.
Já a Oscilação Sul corresponde à componente atmosférica do ENOS e está relacionada com as variações na pressão atmosférica ao nível do mar entre o Oceano Pacífico tropical oeste e leste. Já são observadas mudanças na direção dos ventos na baixa e alta atmosfera (áreas entre 10 km da superfície da Terra, e até 1,5 km).
Por - Simepar


























