A Secretaria de Estado da Fazenda do Paraná alerta para o risco de golpes envolvendo o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Com a chegada do calendário de 2026, a atenção precisa ser redobrada para que ninguém caia em armadilhas e tenha prejuízo. A pasta e a Receita Estadual reforçam orientações simples e práticas para ajudar os proprietários de veículos a pagarem o imposto com segurança e tranquilidade.
Uma das principais recomendações é conferir sempre o endereço eletrônico antes de qualquer pagamento. Todos os sites oficiais do Governo do Paraná terminam com “pr.gov.br”. Endereços que utilizam termos genéricos ou chamativos, como “pagueipva”, “detranveiculos” ou “fazendaestado”, devem ser ignorados, pois são usados por fraudadores para enganar o contribuinte.
Para reforçar a segurança, a Receita Estadual adotou um novo procedimento de acesso aos sistemas neste ano. “Em 2026, o contribuinte tem opção de acessar o pagamento nos canais oficiais por meio de login e senha. Essa autenticação será feita com os dados do Nota Paraná ou do Gov.br, o que reduz significativamente o risco de acesso a páginas falsas e aumenta a proteção contra fraudes”, explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.
A orientação é que as guias de pagamento do IPVA 2026 sejam geradas exclusivamente pelos canais oficiais, como o Portal do IPVA, o Portal de Pagamentos de Tributos ou pelo aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS. Desde o ano passado, também é possível quitar o imposto via pix, com compensação imediata. O pagamento pode ser feito pela leitura do QR Code ou do código de barras da guia, sempre emitida nos canais oficiais do Estado.
Por - AEN
O Ministério dos Transportes anunciou, nesta sexta-feira (9), o primeiro lote de carteiras nacionais de habilitação (CNH) renovadas automaticamente para condutores que não cometeram infração nos últimos 12 meses. 

A medida, adotada com o objetivo de beneficiar bons condutores, está prevista em medida provisória publicada no dia 10 de dezembro de 2025.
A data de hoje foi escolhida para o anúncio pelo fato de os condutores terem prazo de 30 dias, contatos a partir do vencimento da CNH, para fazer a renovação do documento.
“A decisão prevê que condutores responsáveis no trânsito não precisam realizar exames presenciais, se deslocar aos Detrans ou pagar qualquer taxa adicional para renovar o documento. O processo será totalmente automático e digital, pelo sistema da Secretaria Nacional de Trânsito, a Senatran, com a atualização disponível no aplicativo da CNH do Brasil”, informa o ministério.
Durante o anúncio do primeiro lote de CNHs renovadas automaticamente, Renan Filho disse que uma mensagem será enviada, por celular, aos bons condutores parabenizando-os pelo feito e concedendo, a eles, um selo..
Ele explicou que a gratuidade será para a carteira digital. Se o condutor desejar a carteira física, basta solicitar ao Detran, mas aí terá de pagar pelo serviço.
Renan Filho lembrou que, há alguns anos, o Brasil permitiu o aumento do número de pontos para condutores que cometeram infrações de trânsito, o que, segundo ele, acabava por beneficiar os infratores.
“Hoje, o Estado brasileiro está dizendo ao cidadão: seja um bom condutor para não pagar taxa nem novos exames. Para não perder o dia de trabalho, nem largar o que está fazendo para, de tempos em tempos, voltar a um guichê, pegar um papel, pagar por um carimbo, esperar muito e ser mais uma vítima da burocracia”.
O cadastro no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) pode ser feito por meio do aplicativo da CNH ou por meio do Portal de Serviços da Senatran.
Condutores com 70 anos ou mais não estão aptos a receber o benefício. Motoristas com idade a partir de 50 anos receberão o benefício uma única vez.
“A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde”, informa o ministério.
Por - Agência Brasil
Os grupos policiais especializados desempenham um papel crucial na manutenção da segurança pública. São equipes treinadas para atuar em situações complexas — sempre empregando táticas avançadas, disciplina e equipamentos específicos. No sistema penitenciário, esses grupos assumem um papel ainda mais sensível: garantir a ordem com rapidez e controle absoluto.
No Paraná, os dois núcleos táticos que sustentam essa estrutura são o Setor de Operações Especiais (SOE) e o Setor de Operações Táticas (SOT). Juntos, eles representam o ponto de resposta imediata e qualificada da Polícia Penal, garantindo que o Estado mantenha capacidade técnica para prevenir, neutralizar e reagir a situações de alto risco dentro e fora das unidades prisionais.
“O SOE e o SOT são instrumentos estratégicos de rotina e de pronta resposta que fortalecem a segurança prisional, a credibilidade institucional e a capacidade de reação do Estado diante de situações críticas, assegurando a estabilidade do sistema e a preservação de vidas”, explica o chefe da Divisão de Operações de Segurança da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Sidnei Chan.
Além das intervenções emergenciais, os grupos também são responsáveis por operações planejadas, ações de inteligência, situações de alta complexidade e apoio direto às unidades penitenciárias. Essa atuação integrada reduz a possibilidade de crises, neutraliza ameaças antes que se expandam e sustenta a estabilidade operacional do sistema.
“A presença destes grupos gera a sensação de segurança entre os servidores e demonstra ao custodiado que o Estado possui meios eficientes de resposta. O resultado é um ambiente mais estável, previsível e controlado, o que permite o funcionamento regular das rotinas penitenciárias”, destaca o diretor de segurança da PPPR, Marcos De Paula.
Enquanto o SOE atua prioritariamente em crises e intervenções diretas dentro das unidades, o SOT concentra esforços em ações táticas de rotina, como escoltas prisionais, vigilância armada, revistas estruturais e reforço interno e externo das unidades. Com a unificação de antigas equipes táticas, o SOT se tornou a linha de frente no primeiro atendimento a incidentes, padronizando procedimentos e garantindo pronta resposta até a chegada do SOE, quando necessário.
“O SOT atua como primeiro interventor em situações de crise, devendo conter, isolar e identificar ameaças, mantendo o controle inicial até o acionamento do SOE, que é mobilizado em motins, rebeliões, situações de crise, operações de revista geral, transferências de alto risco, escoltas complexas e missões emergenciais que envolvam risco à segurança institucional”, explica o chefe da divisão.
APOIO E INTEGRAÇÃO — A atuação dos grupos ainda é apoiada por uma articulação constante com outras áreas da Polícia Penal, além de uma cooperação com a Polícia Militar e Polícia Civil em ações conjuntas, cumprimento de mandados e ocorrências externas. “A articulação ocorre de forma integrada, planejada e alinhada às diretrizes do sistema de segurança pública do Estado. Essa integração é fundamental para que as ações sejam coordenadas, evitando redundâncias e ampliando a eficácia operacional”, ressalta De Paula.
A inteligência penitenciária da PPPR, por sua vez, ancora toda a estrutura do sistema, identificando riscos, antecipando movimentações criminosas, analisando vulnerabilidades e oferecendo diagnósticos que orientam cada ação.
“A inteligência é o componente que transforma força em estratégia. Nenhuma operação especial se inicia sem um diagnóstico robusto produzido pela inteligência. É esse conhecimento prévio que garante a precisão das ações, reduz danos colaterais, diminui riscos aos policiais e aumenta a eficácia das intervenções”, destaca o diretor da PPPR.
Para integrar o SOE ou o SOT, os policiais passam por rigorosa seleção para desenvolver competências técnicas, físicas e emocionais, como domínio de técnicas de progressão, imobilização e retomadas; preparo para atuar sob estresse; disciplina, trabalho em equipe, capacidade de negociação e postura ética. Após o curso intensivo, os profissionais seguem em ciclos contínuos de capacitação, mantendo o grupo preparado para ameaças emergentes e eventuais cenários críticos.
Essa estrutura reforçada acompanha o crescimento do sistema prisional paranaense, que administra atualmente mais de 42 mil pessoas privadas de liberdade em unidades físicas e outras 18 mil em monitoração eletrônica, enquanto expande vagas e moderniza instalações em todo o Estado.
Por - AEN
O Governo do Paraná inicia 2026 com 406 convênios assinados para compra de maquinários da linha amarela, segundo o levantamento do Núcleo de Convênios (Nuconv) da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
O investimento foi de cerca de R$ 1,46 bilhão, com valor médio de R$ 3,7 milhões por município, para aquisição de 2.044 máquinas. Desse número total, já foram pagas e entregues 832 unidades. Em todo o Estado, 397 municípios e mais oito consórcios intermunicipais estão sendo beneficiados.
Entre as mais de duas mil máquinas estão 682 caminhões-caçamba, 299 pás carregadeiras, 357 retroescavadeiras, 183 rolos compactadores, 43 tratores de esteira, 231 escavadeiras e 249 motoniveladoras. Até agora, 66 municípios já compraram todos os seus equipamentos. Os recursos são do programa Estrada Boa, que prevê cerca de R$ 5 bilhões em investimentos para melhorar a trafegabilidade rural, conservar o meio ambiente, os recursos hídricos e ampliar a frota de maquinários dos municípios.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, afirma que essas máquinas contribuem para transformar a vida do produtor rural, reduzindo o custo de produção e dando segurança e conforto para as famílias que vivem no campo. “O produtor rural precisa de muita coisa, mas tem uma coisa que ele precisa todo dia, que é a estrada. Chova ou faça sol, ele usa as estradas para receber os insumos, para escoar a produção ou para se deslocar até a cidade. Essas máquinas vão atuar não só na melhoria da trafegabilidade, como vão poder trabalhar também dentro das propriedades, o que representa um avanço enorme”, disse.
CONVÊNIOS – Foram formalizados pela Seab 1.064 convênios em 2025, nos diversos setores da infraestrutura agrícola estadual. O número foi três vezes maior do que em 2024, quando 351 convênios foram celebrados. O balanço divulgado pelo Nuconv abrange o período de janeiro a dezembro do ano passado. O total de investimentos gerados ultrapassou os R$ 4,5 bilhões. Os convênios firmados incluem pavimentações de estradas rurais, compra de maquinários, veículos, implementos agrícolas e insumos.
O maior número foi formalizado dentro do programa Estrada Boa, com um total de 777 convênios. Além da compra de máquinas, mais 371 convênios foram assinados para pavimentação de estradas rurais, com investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões. Ao todo 2,3 mil quilômetros de estradas serão pavimentados, sendo 292 em concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) como matéria-prima, 38 em bloco sextavado, 29 em pedras irregulares e 12 em concreto.
Completando os números, o setor agrícola de implementos e maquinários, no geral, teve 150 convênios firmados para compra de pulverizadores, distribuidores de calcário, ensiladeiras, tratores, caminhões, caminhonetes e veículos de passeio. Outros 18 convênios foram para a compra de insumos como calcário e adubo.
Já o Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), da Seab, foi responsável por mais 119 convênios formalizados em 2025. Desses, 58 foram para estufas, dentro do programa Rota do Progresso, que agora já conta com 546 estufas no total. E outros 61 para melhorias de infraestrutura de feiras livres, cozinhas, centrais de alimentos, hortas e compra de veículos.
Por - AEN
Um balanço feito pela Copel aponta que 3.607 postes precisaram ser substituídos ao longo de 2025 devido a colisões de veículos contra a infraestrutura elétrica, em todo o Paraná. A projeção mantém o tema entre as principais causas externas de interrupção no fornecimento de energia no Estado, com prejuízos que atingem motoristas, consumidores e a sociedade como um todo.
Embora o número de casos tenha apresentado redução em 2025 em relação a anos anteriores, ainda se manteve em patamar elevado. Foram 3.700 ocorrências, em 2024; 3.757, em 2023; 3.885, em 2022 e 3.962, em 2021.
Em números absolutos, Curitiba, Londrina e São José dos Pinhais lideram o ranking estadual deste tipo de ocorrências. Já quando se considera a proporção de acidentes por mil habitantes, destacam-se municípios menores, como Ortigueira (47 ocorrências para uma população de 24,1 mil habitantes), Reserva (37 ocorrências para uma população de 24,5 mil habitantes) e Tibagi (36 ocorrências para uma população de 19,9 mil habitantes).
RECONSTRUÇÃO DA ESTRUTURA – Cada colisão exige operação imediata das equipes técnicas da Copel. O trabalho envolve isolar a área, substituir o poste, recompor as redes de energia e religar os consumidores. Em média, a troca completa leva cerca de quatro horas, tempo que pode aumentar conforme o grau de avaria, as condições de segurança no local, entre outras variáveis. Quando os acidentes acontecem com maquinários na área rural, soma-se o tempo de deslocamento das equipes.
“Esses acidentes continuam acontecendo em grande número”, alerta o gerente de projetos da Copel, Rafael Radaskievcz. “A responsabilidade financeira é do causador do acidente, mas o prejuízo coletivo envolve a interrupção no fornecimento de energia, e ainda as consequências para a integridade física de motorista, passageiros e transeuntes”, afirma.
Ele reforça que investimentos contínuos em automação da rede têm ajudado a reduzir o número de clientes afetados durante essas ocorrências, mas que o problema ainda exige atenção especial de motoristas. “A modernização permite isolar trechos e minimizar desligamentos, mas nada substitui a direção segura. Um único poste derrubado pode deixar os imóveis do entorno sem luz por várias horas”, explica.
CUSTOS – Os custos decorrentes desses acidentes variam conforme o tipo de poste e os equipamentos instalados. Em 2025, a média de cobrança ao responsável pela colisão foi de R$ 5,5 mil por unidade.
Além dos danos materiais, a orientação da Copel é sempre priorizar a segurança: em caso de acidente em que cabos fiquem sobre o veículo ou no chão, o motorista deve permanecer dentro do automóvel e acionar a Copel pelo telefone 0800 51 00 116. Em situações extremas que exijam a saída imediata, a recomendação é abandonar o veículo com os pés juntos e se afastar em pequenos saltos, para evitar o risco da chamada “tensão de passo”.
POr - AEN
Quem deseja aproveitar o desconto do IPVA 2026 no Paraná deve ficar atento ao calendário. A Secretaria da Fazenda e a Receita Estadual informam que o vencimento do imposto começa nesta sexta-feira (9) para veículos com final de placa 1 e 2.
Esta data é o prazo final tanto para o pagamento em parcela única, com desconto de 6%, quanto para a adesão ao parcelamento em até cinco vezes sem juros. Os contribuintes devem acompanhar o cronograma conforme o final da placa do veículo para não perder os benefícios.
O grande destaque do IPVA 2026 é a expressiva redução no valor do imposto. Em média, os motoristas paranaenses pagarão 45,7% a menos, com a alíquota fixada em 1,9%. Com a mudança, o Paraná passa a integrar o grupo de estados com um dos IPVAs mais baixos do Brasil.
ATRASO – A multa é de 0,33% ao dia mais juros de mora (de acordo com a taxa Selic). Após 30 dias de atraso, o percentual é fixado em 20% do valor do imposto.
COMO PAGAR – As guias do IPVA no Paraná não são mais enviadas pelos correios aos endereços dos contribuintes. Para fazer o pagamento, os proprietários devem acessar o Portal do IPVA ou o Portal de Pagamento de Tributos para gerar as guias. Outra possibilidade é o uso do aplicativo Serviços Rápidos, da Receita Estadual, disponível para Android e iOS, que permite o acesso às guias.
Assim como já aconteceu no exercício 2025, os contribuintes poderão pagar o IPVA 2026 via pix a partir do QR Code presente na guia, podendo ser feito a partir de mais de 800 instituições financeiras, bem como seus canais digitais, não limitados aos parceiros do Estado.
ISENÇÕES – As motocicletas de até 170 cilindradas continuam isentas do imposto, mantendo a política adotada no IPVA 2025. Já ônibus, caminhões, veículos de aluguel ou movidos a gás natural veicular (GNV) são tributados em 1%. Atualmente, cerca de 36 mil veículos leves já utilizam GNV no Paraná. A conversão deve ser feita exclusivamente em oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). No site da Compagas é possível conferir a lista de oficinas aptas a fazer a conversão.
SITES FALSOS – A Secretaria da Fazenda alerta os contribuintes sobre sites fraudulentos relacionados à cobrança do IPVA. A recomendação é gerar sempre as guias de pagamento através dos sites oficiais, identificáveis por endereços que terminam com a extensão “.pr.gov.br”, ou utilizar o app da Receita Estadual.
FINAL DE PLACA - prazo de pagamento da quota única com desconto de 6%
1 e 2 - 09/01/2026
3 e 4 - 12/01/2026
5 e 6 - 13/01/2026
7 e 8 - 14/01/2026
9 e 0 - 15/01/2026
FINAL DE PLACA - cinco parcelas
1 e 2 - 09/01, 09/02, 09/03, 09/04, 11/05
3 e 4 - 12/01, 10/02, 10/03, 10/04, 12/05
5 e 6 - 13/01, 11/02/ 11/03, 13/04, 13/05
7 e 8 - 14/01, 12/02, 12/03, 14/04, 14/05
9 e 0 - 15/01, 13/02, 13/03, 15/04, 15/05
Por - AEN
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.957 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 13,5 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 19 - 28 - 36 - 37 - 48 - 52
16 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 81.629,27 cada
2.046 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.052,22
Apostas
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
POr - Agência Brasil
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou o fornecimento do medicamento Mitotano a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) diagnosticados com carcinoma adrenocortical (CAC) – câncer raro, agressivo e sem alternativa terapêutica eficaz.

O tribunal acolheu parcialmente a tutela provisória de urgência (liminar) pedida pelo Ministério Público Federal em recurso, após a negativa do pedido em primeira instância. A decisão reconhece a urgência da situação e o risco concreto à vida dos pacientes que estavam sem acesso ao medicamento.
De acordo com o pedido do MPF. o Mitotano, que já foi comercializado no Brasil com o nome comercial Lisodren, é utilizado no tratamento do carcinoma adrenocortical desde a década de 1960 e é reconhecido como a primeira e mais eficaz opção terapêutica para a doença. O medicamento é indicado tanto para casos de tumores inoperáveis, metastáticos ou recorrentes quanto como terapia adjuvante, para reduzir o risco de recidiva após cirurgia.
Segundo o MPF, não há no mercado alternativa terapêutica com a mesma eficácia e segurança, o que torna o fornecimento contínuo do fármaco indispensável no âmbito do SUS.
Com a decisão liminar, a União deverá apresentar plano de ações e cronograma detalhado para garantir que todos os pacientes do SUS com indicação médica recebam o Mitotano de forma contínua, evitando a interrupção do tratamento.
Histórico
O MPF ressalta que a crise no fornecimento do Mitotano se agravou em março de 2022, quando a empresa detentora do registro no Brasil comunicou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a descontinuação definitiva da fabricação e da importação do medicamento por motivos comerciais.
Desde então, hospitais de referência do SUS, como o Instituto Nacional de Câncer (Inca), passaram a enfrentar estoques zerados, obrigando pacientes a comprarem o remédio diretamente com recursos próprios ou a dependerem de empréstimos pontuais entre unidades de saúde.
Por - Agência Brasil
O primeiro boletim InfoGripe de 2026, publicado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (8), indica que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a nível nacional, apresenta sinal de queda nas tendências de longo e de curto prazo e não há, em quase todos os estados e capitais, incidência em nível de alerta, risco ou alto risco. Durante o ano de 2025, 13.678 pessoas morreram no país por Síndrome Respiratória Grave.

Nas últimas oito semanas, a incidência e a mortalidade semanais médias mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas.
A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos.
Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças e está associado principalmente ao rinovírus e ao metapneumovírus. Por se tratar de um cenário que inclui as quatro últimas semanas epidemiológicas, a incidência e mortalidade estão sujeitas a alterações.
Mortes
Em 2025, foram notificados 13.678 óbitos de SRAG, sendo 6.889 (50,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 5.524 (40,4%) negativos e ao menos 222 (1,6%) aguardando resultado laboratorial.
Dentre os óbitos positivos, observou-se que 47,8% são de influenza A, 1,8% de influenza B, 10,8% de vírus sincicial respiratório, 14,9% de rinovírus e 24,7% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
A análise abrange a Semana Epidemiológica 53, no período de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026.
Por - Agência Brasil
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, lançou nesta quinta-feira (8) o programa Move Brasil, que vai oferecer financiamento com taxas de juros mais baixas para empresas de transporte rodoviário de carga, cooperativas e caminhoneiros autônomos. O estímulo à renovação da frota deverá atender a critérios de sustentabilidade dos veículos e conteúdo local.

De acordo com o governo, o programa disponibilizará R$ 10 bilhões de crédito, entre recursos do Tesouro Nacional (R$ 6 bilhões) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar todas as linhas de crédito do Move Brasil. Desse total, R$ 1 bilhão é reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados.
Em dezembro, o governo já havia publicado Medida Provisória (MP) que autoriza a destinação de recursos para as linhas de crédito de renovação da frota de caminhões. Por portaria, o MDIC definiu os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem para concessão dos financiamentos. Já o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu as condições financeiras das operações, incluindo juros, prazos e carência, com vantagens especiais a quem entregar veículo antigo para desmonte.
"Isso é importante para o meio ambiente, para saúde pública e para a economia, porque retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca nas rodovias veículos novos e mais seguros e ajuda a segurar emprego e estimular a indústria e o comércio nacional", afirmou Alckmin durante visita a uma concessionária de caminhões, em Brasília. O vice-presidente estava acompanhado do presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida não terá impacto fiscal primário, já que os financiamentos são reembolsáveis, não contam com garantia da União e têm risco de crédito assumido pelas instituições financeiras participantes. O valor máximo de financiamento é de R$ 50 milhões por beneficiário.
Segundo a regulamentação aprovada pelo CMN, o prazo de reembolso pode chegar a 60 meses; haverá carência de até seis meses para o pagamento da primeira parcela; não é permitida a capitalização de juros durante o período de carência; os pedidos de financiamento poderão ser protocolados até 30 de junho de 2026.
A fabricação do caminhão a ser adquirido deverá ser pelo menos de 2012 em diante.O programa prevê ainda condições mais favoráveis de juros para caminhões movidos a eletricidade ou biometano, que costumam ter custo mais elevado do que os modelos a diesel.
Sobre a concessão de vantagens para aqueles encaminharem o veículo antigo para desmonte, o programa estabelece algumas regras, como veículo em condições de rodagem, possuir licenciamento regular relativo ao ano de 2024 ou posterior e ter data de emplacamento original superior a vinte anos. Também há regras para a baixa definitiva no órgão de trânsito e envio à empresa de desmontagem. O beneficiário do financiamento deverá se comprometer a entregar à instituição financeira, no prazo de até 180 dias, a certidão de baixa do registro do veículo e nota fiscal de entrada na desmontadora.
Por - Agência Brasil
Nos períodos mais quentes do ano é comum o aumento da presença de morcegos e consequentemente de acidentes, pois é nessa época que ocorre a reprodução desses animais. E apesar de o último caso autóctone (que tem origem no local em que foi feito o diagnóstico) de raiva humana no Paraná ter sido registrado em 1987, é essencial garantir a prevenção para manter a doença afastada.
De acordo com dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em 2025 foram registrados 59 morcegos positivos para raiva no Paraná. Número inferior aos 82 animais positivos em 2024. Já em relação aos herbívoros (bovinos, equinos, ovinos, caprinos) positivos, em 2025 foram 216 registros, e em 2024 foram 203.
“A raiva é uma doença infecciosa que é transmitida de animais para pessoas. É causada por um vírus presente na saliva e nas secreções dos mamíferos infectados e é uma doença considerada fatal na maioria dos casos. Prevenir é a melhor forma de evitar”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Com a presença intensificada dos animais, vale reforçar a atenção e saber como proceder. Caso aconteça alguma agressão por parte de algum animal, seja de morcegos ou mesmo de cães e gatos ou outro animal, os ferimentos devem ser lavados com bastante água e sabão e deve ser aplicado produto antisséptico - em seguida, a assistência médica deve ser procurada o mais rápido possível.
Em relação aos morcegos, apenas o contato com o mamífero pode ser suficiente para a contaminação. Por isso, buscar o serviço de saúde imediatamente é fundamental. “O tratamento da raiva humana deve ser prescrito pelo médico ou enfermeiro, que vai avaliar o caso indicando a aplicação de vacina e/ou soro”, enfatizou Beto Preto.
Nos casos de agressão por cães e gatos, quando possível, é importante observar o animal por 10 dias. Se ele adoecer, desaparecer ou morrer, é fundamental informar o serviço de saúde imediatamente.
ORIENTAÇÃO - A vacinação anual de cães e gatos é eficaz na prevenção da raiva nesses animais, o que consequentemente previne também a raiva humana. Quando se trata de animais de rua ou desconhecidos, a orientação é evitar a aproximação e não tocá-los quando estiverem se alimentando, com filhotes ou mesmo dormindo.
Morcegos, ou outros animais silvestres, não devem ser tocados diretamente, principalmente se estiverem caídos no chão ou forem encontrados em situações não habituais, como voar durante o dia, dentro de casa - sinais de que podem estar contaminados.
Por - AEN
O Instituto Água e Terra (IAT) adiou para 15 de abril o início do período de colheita, transporte, comercialização e armazenamento de pinhão no Paraná. A mudança foi estabelecida pela e busca alinhar a legislação estadual ao regramento federal – até 2025 a temporada começava em 1º de abril no Estado.
A medida vale tanto para consumo humano quanto para uso em sementeiras. O objetivo é garantir a extração sustentável da semente, proteger o ciclo reprodutivo da espécie e conciliar a geração de renda das comunidades produtoras com a conservação ambiental.
A Instrução também reforça a proibição da colheita de pinhas imaturas, aquelas ainda verdes, cujas sementes apresentam casca esbranquiçada e alto teor de umidade. Apenas pinhas com maturação adequada (estado deiscente), com coloração verde-amarelada ou marrom, poderão ser exploradas legalmente.
A normativa revoga a Portaria IAP nº 46, de 26 de março de 2015, e a Instrução Normativa nº 11/2025, passando a ser o principal instrumento de controle da exploração do pinhão no Estado, alinhando as práticas econômicas à preservação da araucária, espécie símbolo do Paraná e integrante do bioma Mata Atlântica.
A fiscalização é feita pelos agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). As denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria do IAT, aos escritórios regionais pelos telefones (41) 3213-3466 e (41) 3213-3873 ou 0800-643-0304 e, ainda, à Polícia Ambiental (41) 3299-1350.
ECONOMIA – A cadeia produtiva do pinhão gera incremento econômico na vida de milhares de famílias paranaenses. Movimentou R$ 22,4 milhões em 2023 (dado mais recente), de acordo com o Valor Bruto de Produção (VBP), levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). As regiões Central, Sul, Sudoeste concentram o maior volume de produção de pinhão.
por - AEN



























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