PF faz ação para combater entrada clandestina de eletrônicos no Brasil

A Polícia Federal (PF) está nas ruas na manhã desta quinta-feira (17) com a Operação Conexão Paralela, para combater a entrada clandestina de produtos eletrônicos no país.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e Maricá, no Grande Rio. 

O grupo responsável pelo ingresso destes produtos estrangeiros e posterior revenda dentro do Brasil seria comandado por um policial militar, de acordo com a PRF.

Os produtos, especialmente smartphones, eram introduzidos no país sem o pagamento de impostos de importação. A revenda de milhares destes produtos teria movimentado cerca de R$ 60 milhões nos últimos anos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de descaminho e associação criminosa. 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Inmet prevê final de semana de chuvas nas regiões Sul e Sudeste

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o padrão atmosférico começa a mudar significativamente no país, a partir desta sexta-feira (18), com o enfraquecimento e fragmentação do canal de umidade e o estabelecimento de uma nova configuração meteorológica sobre o interior da América do Sul.

A mudança favorecerá o transporte de ar quente e úmido em direção à Região Sul, e contribuirá para a queda da pressão atmosférica e o retorno das instabilidades e das chuvas ao Sul do Brasil, que devem se intensificar ao longo do fim de semana.

Já nesta quinta-feira (17), devido ao canal de umidade, as condições atmosféricas permanecem semelhantes às observadas nos últimos dias, ou seja, as condições de chuva persistem entre as regiões Norte, e parte das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. No litoral leste do Nordeste, a presença de um cavado no Oceano Atlântico deve favorecer o aumento da nebulosidade e chuvas.

Região Norte

Para esta quinta-feira, há previsão de muitas nuvens e chuva sobre o Norte do Brasil. Pancadas de chuva com trovoadas ocorrem no noroeste, oeste e sul do Amazonas, no Acre e no centro e norte de Rondônia.

Para o sudoeste e sul do Amazonas, Acre e Rondônia há aviso amarelo de perigo potencial para chuvas intensas. Nas demais áreas do Amazonas e de Rondônia, em Roraima, no noroeste, oeste e sul do Pará e no oeste e sul de Tocantins, também chove.

Há ainda possibilidade de chuva isolada no Amapá e no centro e nordeste do Pará. Para o sul do Pará e grande parte de Tocantins há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade.

Entre as capitais, a temperatura mínima é de 23 graus Celsius (°C) em Rio Branco, e as máximas chegam a 37°C em Manaus e 39°C em Palmas.

Já na sexta-feira, a instabilidade concentra-se sobre o Amazonas, onde ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas.

Chuvas isoladas também serão observadas no Acre, em Rondônia e em Roraima. No litoral do Pará, há possibilidade de chuva isolada.

Em todas essas áreas, o céu terá muitas nuvens. No entanto, no Amapá e nas demais áreas do Pará e do Tocantins, a sexta-feira será de sol forte, calor intenso e poucas nuvens. 

Região Nordeste

O sul da Bahia segue nesta quinta-feira com instabilidade e chuva. Há aviso amarelo de perigo potencial para chuva intensa nas áreas de divisa com o Espírito Santo.

No litoral leste, entre Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e o litoral sul do Rio Grande do Norte, o céu fica com muitas nuvens e há ocorrência de chuva.

No período da noite, há possibilidade de chuva isolada no norte do Maranhão. O tempo fica ensolarado, com poucas nuvens, no sul do Maranhão, centro e sul do Piauí, sul do Ceará, oeste da Paraíba, centro e oeste de Pernambuco, oeste de Alagoas e norte da Bahia.

Para essas áreas, há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade. Entre as capitais, a temperatura varia entre a mínima de 21°C em Maceió e a máxima de 38°C em Teresina.

No dia seguinte, a instabilidade aumenta na Região Nordeste. No litoral da Bahia, de Sergipe, de Alagoas e no litoral sul de Pernambuco, o céu fica com muitas nuvens e há ocorrência de chuva.

Há também possibilidade de chuva isolada no litoral do Maranhão e do Piauí, no norte, centro, sul e leste do Ceará, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Pernambuco, nas demais áreas de Alagoas e Sergipe e no centro e leste da Bahia.

Poucas nuvens predominam no centro e sul do Maranhão, no oeste e sul do Piauí e no noroeste da Bahia. 

Região Centro-Oeste

O tempo ficará instável nesta quinta-feira, com chuva e trovoadas no noroeste de Mato Grosso.Também chove no oeste, centro e norte mato-grossense.

Para o noroeste e oeste de Mato Grosso há aviso amarelo de perigo potencial para chuva intensa. Há ainda possibilidade de chuva isolada no sudeste de Mato Grosso, no nordeste de Mato Grosso do Sul e no oeste, centro e sul de Goiás.

Nas demais áreas, o céu fica com muitas nuvens. Para o nordeste de Mato Grosso e norte de Goiás há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade.

Nas capitais, a temperatura mínima de 17°C em Campo Grande e máxima de 35°C em Goiânia e Cuiabá.

Já na sexta-feira, no norte e nordeste de Mato Grosso, a instabilidade diminui, com céu variando de muitas nuvens a poucas nuvens.

Por outro lado, no sul de Mato Grosso e de Goiás, ocorre aumento da instabilidade, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Em Mato Grosso do Sul, espera-se forte instabilidade, com chuva e trovoadas ao longo do dia. Com isso, para Mato Grosso do Sul há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

Há ainda possibilidade de chuva isolada no centro e leste de Mato Grosso e na região central de Goiás, incluindo a capital, Goiânia (GO). 

Região Sudeste

Nesta quinta-feira, na região Sudeste, a Meteorologia prevê muitas nuvens, com chuva, entre o nordeste e leste de Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, entre Santos (SP) e a divisa com o Rio de Janeiro.

Para o centro e leste de Minas Gerais, para o Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. Predomínio de poucas nuvens no litoral de São Paulo.

Pode haver nevoeiro no centro e norte de Minas Gerais, na região do Parque Nacional das Sempre-Vivas, e em toda a faixa leste e litorânea de São Paulo.

O frio continua na capital paulista, com mínima de 14°C e máxima de 17°C em São Paulo. As temperaturas ficam amenas nas demais capitais, com máxima de 24°C no Rio de Janeiro e em Vitória e de 26°C em Belo Horizonte.

No dia seguinte, a nebulosidade aumenta em toda a região. No centro e oeste de São Paulo, chove com trovoadas. Para o oeste de São Paulo, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

Pancadas de chuva com trovoadas isoladas também ocorrem no Triângulo Mineiro, enquanto pancadas de chuva ocorrem no leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e nordeste do Espírito Santo. Nas demais áreas, o céu fica com muitas nuvens e há possibilidade de chuva isolada. 

Região Sul

No sul do país, o tempo fica estável em grande parte da região nesta quinta-feira, com poucas nuvens no céu. O Inmet prevê um pouco mais de nebulosidade no norte do Paraná.

O dia amanhece com nevoeiro em toda a faixa leste e litorânea da região. Há ainda possibilidade de geada nas áreas mais elevadas do leste dos estados do Sul.

Entre as capitais, a temperatura varia entre a mínima de 10°C em Porto Alegre e Curitiba e a máxima de 21°C em Porto Alegre.

Já na sexta-feira, a entrada de uma massa e ar quente e úmido sobre o oeste do Paraná, e no centro, norte e oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul traz instabilidades que causam chuva intensa com trovoadas no decorrer da sexta.

Com isso, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades nessas áreas. No litoral do Paraná e no litoral norte de Santa Catarina, o céu fica com muitas nuvens, e há possibilidade de chuva isolada.

Na região de Florianópolis (SC), no litoral sul catarinense, no centro, leste e na Campanha Gaúcha, o céu varia entre muitas e poucas nuvens, sem chuva.

Na madrugada e pela manhã, ocorrem geadas fracas e isoladas na Campanha Gaúcha e nas regiões de serra do Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense, incluindo São Joaquim (SC) e Urupema (SC).

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Petrobras aumenta diesel, mas subsídio mantém valor final; entenda

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (16) que vai aumentar o preço do diesel nas refinarias em R$ 1 por litro a partir desta quinta-feira, (19).

No entanto, de acordo com a companhia, o reajuste será neutralizado pela subvenção econômica ao óleo diesel A de uso rodoviário, também no valor de R$1 por litro, em decorrência da portaria MF 2.813/2026 publicada na mesma data, com vigência imediata e prazo de 30 dias.

Como o desconto anula o aumento, o combustível continuará sendo vendido pelo mesmo valor nas refinarias.

Segundo a Petrobras, a adesão ao programa de subvenção econômica é considerada compatível com os interesses da companhia, mesmo sendo facultativo.

“A Petrobras ressalta que mantém sua estratégia comercial orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz nota da estatal.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

TSE vai enviar alertas no e-Título com orientações para eleições

A duas semanas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou a enviar, nesta quinta-feira (17), notificações oficiais aos eleitores pelo aplicativo e-Título.

Os alertas trazem orientações sobre serviços eleitorais, consulta ao local de votação e combate à desinformação. O envio continuará durante todo o período eleitoral, inclusive entre o primeiro e o segundo turnos.

“Queremos incentivar eleitoras e eleitores a manterem o e-Título atualizado e facilitar o acesso a informações importantes para o exercício do voto, como a consulta ao local de votação. É um canal direto de comunicação da Justiça Eleitoral com a cidadania”, destaca a assessora-chefe de Gestão da Identificação do TSE, Marília Loyola.

O TSE recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação. A informação está disponível na opção “Onde Votar”, que indica a zona e a seção eleitoral.

Serviços

Além de apresentar a via digital do título eleitoral, o e-Título reúne diferentes serviços da Justiça Eleitoral. Entre eles estão:

Consulta ao local de votação: permite verificar zona e seção eleitoral.

Acompanhamento do Título Net: mostra o andamento de requerimentos feitos pelo sistema.

Certidão de filiação partidária: permite emitir documentos sobre filiação atual e histórico de vínculos.

Justificativa de ausência: possibilita justificar a ausência no dia da eleição, por geolocalização, ou posteriormente, com documentos comprobatórios.

Pagamento de multas eleitorais: débitos podem ser quitados por Pix ou cartão de crédito, por meio do PagTesouro.

Validação de documentos: permite conferir a autenticidade de certidões da Justiça Eleitoral por meio de QR Code.

Boletim na Mão: a ferramenta passou a integrar o e-Título e permite consultar e compartilhar Boletins de Urna.

Descadastramento de mesário voluntário: permite solicitar pelo celular o cancelamento da inscrição para trabalhar nas eleições.

O aplicativo também oferece recursos de segurança, como a geração de código temporário para autenticação em sistemas parceiros da Justiça Eleitoral, mediante reconhecimento facial.

Identificação

O e-Título substitui o título eleitoral em papel. Para eleitores com biometria cadastrada e fotografia disponível no aplicativo, o documento digital também pode ser utilizado como identificação no momento da votação.

Como baixar

O e-Título é gratuito e está disponível nas lojas oficiais de aplicativos para celulares Android e iOS. Também é possível baixar no site do TSE.

O Tribunal recomenda instalar ou atualizar o aplicativo com antecedência, fazer o primeiro acesso e conferir os dados antes do dia da votação.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Entidades industriais e trabalhistas consideram tímida queda da Selic

A redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente pelas representações da indústria e dos trabalhadores, que consideram a decisão como “tímida” e que “não alivia a situação financeira das empresas e famílias”.

A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu de 14% para 13,75% ao ano a Selic.

Após a divulgação do corte, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse, em nota, que há um excesso de prudência do Copom diante do comportamento de queda na inflação corrente nos últimos meses.

“Há trajetória consistente de desaceleração, alcançando 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e melhora das expectativas de mercado, indicando convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária”, diz a CNI em nota.

O presidente da confederação, Ricardo Alban, considera importante o BC manter a trajetória de queda nos juros. Com a decisão de hoje, está é a quinta redução consecutiva na Selic.

“É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic. Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços. Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta”, afirmou.

 

Ainda de acordo com a CNI, mesmo após o corte, a política monetária segue austera. Com a Selic em 13,75% ao ano, o juro real está em torno de 9%, cerca de quatro pontos percentuais acima da taxa real neutra estimada pelo Banco Central, de 5% ao ano. .

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) disse que a queda é um passo importante, mas insuficiente em face do nível muito elevado dos juros no país.

“A Selic influencia diretamente o custo de empréstimos e financiamentos e, mesmo quando a redução chega ao consumidor com defasagem, abre espaço para uma trajetória de crédito mais barato”, destaca Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e diretora executiva da CUT.

Para Neiva Ribeiro, a desaceleração dos preços e da economia cria condições para que o Banco Central avance no corte dos juros.

“O debate precisa ir além dos indicadores do mercado financeiro. Juros menores significam condições mais favoráveis para o crédito, investimentos, geração de empregos e redução do custo financeiro que pesa sobre famílias, empresas e o orçamento público”, afirmou.

Avaliação similar é feita pela central de trabalhadores Força Sindical, que considera o corte de 0,25 ponto percentual muito tímido e um verdadeiro “balde de água fria” para a economia no quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro).

“Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar ainda mais a economia”, disse a central.

Para a Força Sindical, o Banco Central tem praticado uma política que concentra renda nas mãos de banqueiros e especuladores, “mantendo a taxa de juros em patamares proibitivos para o setor produtivo e para a geração de empregos.”

“Essa política de juros altos também diminui a capacidade de consumo das famílias, enfraquece a confiança dos empresários e desestimula os investimentos, comprometendo o crescimento econômico e a distribuição de renda”, conclui a Força.

Indústria da Construção

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considerou positiva a redução da taxa Selic, mas destacou que é necessário que o movimento tenha continuidade. A entidade alerta, no entanto, que a Selic permanece em patamar elevado, impondo desafios ao setor produtivo e limitando uma retomada mais consistente do crédito e dos investimentos.

Para o presidente da CBIC, Eduardo Almeida, o atual patamar da Selic, um dos mais elevados do mundo, evidencia o tamanho do desafio enfrentado pelos empresários brasileiros, em especial o setor da construção que depende de crédito e possui um ciclo produtivo longo.

“Estamos com juros de dois dígitos desde o início de 2022, o que representa um grande desafio para o empresário, especialmente em um setor como a construção, que trabalha com projetos de longo prazo e depende de crédito e previsibilidade. Precisamos avançar na construção de um ambiente macroeconômico estável, que permita a continuidade desse movimento de redução dos juros de forma sustentável e estimule novos investimentos”, afirmou Almeida.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Moraes vota para igualar tempo de licenças-maternidade e adotante

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (16) a favor da equiparação entre os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. 

O voto do ministro, que é relator do caso, foi proferido durante o julgamento no qual a Corte analisa uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para igualar o tempo dos benefícios.

Pelo entendimento, mães genitoras ou adotantes têm direito às licenças remuneradas de 120 dias, que podem ser prorrogadas por mais 60 dias, independentemente do tipo de vínculo trabalhista.

O prazo deve ser contado a partir do parto ou obtenção da guarda. Nos casos de internação da mãe, o prazo vale a partir da alta da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último.

No entendimento de Moraes, as licenças têm objetivo de criar vínculo afetivo entre mães e filhos e não podem possuir prazos diferenciados.

"Se a Constituição encerrou de vez qualquer diferenciação de filhos adotivos e naturais, todos são filhos. Se todos são filhos, a mãe é mãe de todos, a licença-maternidade deve ser idêntica para todos", afirmou.

Os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o relator. Em seguida, o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima semana.

Entenda

A ação julgada pela Corte foi protocolada pela PGR em outubro de 2023 e pretende estender o tempo das licenças-maternidade e adotante previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regra da iniciativa privada, para as servidoras públicas, que são regidas pela Lei 8.112/1990, conhecida como Estatuto dos Servidores Públicos, e a Lei Complementar 75/1993, o Estatuto do Ministério Público.

Pela CLT, as mães biológicas e adotantes têm direito a 120 dias de licença, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias em empresas que participam do Programa Empresa Cidadã.  As servidoras gestantes também podem tirar 120 dias, mas as adotantes só têm direito a 90 dias. A licença para mulher adotante cai para 30 dias no Ministério Público.

Para PGR, o tratamento desigual em relação ao regime de contratação da mulher é inconstitucional.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

PRF estabelece regras para evitar bloqueios nas eleições de 2026

Uma portaria conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece regras para a atuação dos órgãos de segurança pública durante as Eleições Gerais de 2026.

O texto prevê restrições a abordagens e ações de policiamento e fiscalização que possam criar obstáculos ao trânsito de eleitores. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro e o segundo, em 25 de outubro.

De acordo com o normativo, a abordagem de veículos fica restrita a “situações que representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas”.

Eventuais bloqueios em rodovias federais deverão ser comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente, com justificativa para a medida e indicação de rotas alternativas. A comunicação prévia será dispensada em casos de flagrante delito ou infração às normas de segurança do trânsito. 

Código Eleitoral

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a norma complementa o artigo 236 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965), que estabelece restrições à prisão ou detenção de eleitores e candidatos em períodos próximos ao pleito.

Eleitores não podem ser presos ou detidos nos cinco dias que antecedem as eleições até 48 horas depois do encerramento da votação. Para candidatos, a proteção começa 15 dias antes do pleito.

A legislação prevê exceções à regra, como os casos de flagrante delito e de sentença criminal condenatória por crime inafiançável.

Além do patrulhamento usual, a PRF prestará suporte logístico à Justiça Eleitoral, mediante solicitação, no transporte de materiais e urnas eletrônicas e na segurança de instalações.

Bloqueios em 2022

No segundo turno das eleições de 2022, a PRF realizou operações em rodovias, principalmente no Nordeste, para fiscalizar ônibus que transportavam eleitores. As ações ocorreram mesmo após determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a corporação não dificultasse o transporte de eleitores.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), as operações foram direcionadas a regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva havia obtido mais votos no primeiro turno.

Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o então diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, a 24 anos e seis meses de prisão, no processo sobre a trama golpista. Segundo a acusação, Vasques tentou interferir no processo eleitoral ao dificultar o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno. A defesa negou a acusação.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

BC reduz juros básicos para 13,75% ao ano

Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio e do fenômeno climático El Niño, o Banco Central (BC) cortou os juros pela quinta vez seguida.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

"O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", diz comunicado.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros em abril, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio e o início do fenômeno El Niño dificultam o trabalho do Copom.

O Copom esteve desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expirou no fim de 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o índice ficou negativo em 0,32%, o menor nível em quatro anos, beneficiado pelo bônus de Itaipu nas contas de luz. No acumulado de 12 meses, o índice recuou para 4,22%, contra 4,44% em julho.

O preço dos alimentos também contribuiu para a queda da inflação em agosto, tendo recuado 0,34% no mês passado. No entanto, o início do El Niño deverá encarecer a comida nos próximos meses, representando um desafio adicional para a política monetária.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa a ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em setembro de 2026, a inflação desde outubro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em outubro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de novembro de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou, de 3,9% para 5,2%, a previsão do IPCA em 2026, mas a estimativa será revista, por causa da recente queda da inflação. A próxima edição do documento será divulgada no fim deste mês.

As previsões do mercado estão menos pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,9%, acima do teto da meta, de 4,5%. Antes do início da guerra no Oriente Médio, as estimativas do mercado estavam em 3,95%.

"Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta", afirma comunicado do BC.

Crédito menos caro

A redução da taxa Selic impulsiona a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas menores dificultam o controle da inflação.

No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central elevou para 2% a previsão de crescimento da economia em 2026.

O mercado projeta crescimento mais baixo. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,89% do PIB em 2026. Há quatro semanas, a estimativa estava em 1,98%

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Mais de 70 mulheres eram mantidas em cárcere privado e torturadas com castigos e sedativos em clínica no Paraná

A Clínica Médica Vida Nova, em Terra Roxa, no Oeste do Paraná, mantinha cerca de 72 mulheres internadas, muitas delas contra a própria vontade e impedidas de sair do local. Segundo a investigação, as internas eram submetidas a castigos, trabalho forçado, suspensão de visitas familiares e sedação forçada.

O gestor e proprietário da clínica foi preso temporariamente na terça-feira (15), durante a Operação Aurora. O pai dele também foi preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo e munições, mas foi liberado após pagar fiança. A identidade dos dois não foi divulgada.

A clínica não foi interditada, e as mulheres seguem internadas no local. Segundo o Ministério Público, não havia condições de transferir todas as pacientes para outros estabelecimentos de uma só vez e a remoção será feita de forma gradual.

 

Em nota, a Clínica Médica Vida Nova informou que está colaborando com as investigações e reafirmou seu compromisso com a transparência e com a segurança das mulheres acolhidas. A clínica negou práticas desumanizadas, cárcere privado ou qualquer conduta fora dos parâmetros legais.

"Hoje acolhemos em média 70 mulheres, oferecendo uma rotina baseada em humanização, amor, carinho, respeito e profissionalismo, com o trabalho de uma equipe multidisciplinar", diz o comunicado.

 

Sequestro, castigos e sedação forçada

 

Clínica não foi interditada — Foto: MPPR

Clínica não foi interditada — Foto: MPPR

O centro terapêutico atuava com internação de dependentes químicos e era exclusivo para mulheres. Segundo o MPPR, entre as internas havia pessoas com deficiência.

Segundo a promotora Gabriela Hanna Pereira, responsável pelo caso, há indícios de que algumas mulheres foram levadas à clínica sem qualquer autorização legal.

"Há relatos de que vítimas foram capturadas por pessoas não identificadas e entregues à clínica sem nenhuma ordem judicial ou solicitação médica anterior", afirmou.

A investigação aponta ainda indícios de que os responsáveis pela clínica aplicavam castigos, suspendiam visitas de familiares e submetiam as mulheres a trabalho forçado.

O Ministério Público apurou ainda o uso forçado de medicamentos sedativos — apelidados na clínica de "danone" — aplicados para deixar as internas inconscientes. Também há relatos de omissão de socorro médico e de ameaças para que as mulheres ficassem em silêncio durante inspeções de órgãos de fiscalização.

A Operação Aurora foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Terra Roxa, com apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex).

Além do mandado de prisão, a Justiça autorizou buscas em cinco endereços, na sede da clínica, nas casas dos investigados, em uma propriedade rural e em veículos.

A Justiça também liberou o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos. O material recolhido será analisado pelo MPPR para dar sequência à investigação e apurar a responsabilidade de todos os envolvidos.

 

 

 

 

por - G1