O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou no Brasil e, em algumas regiões do país, também houve mais internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados estão no Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11).

A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio a 6 de junho, período em que a queda das temperaturas pode impulsionar a disseminação dos vírus respiratórios em locais fechados e aglomerados.
O estudo verificou que 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com indícios de crescimento também na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
O InfoGripe destaca também que as demais 16 unidades da Federação apresentam indícios de interrupção do crescimento ou queda do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Mas 12 delas ainda registram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.
Cuidados
Em 2026, já foram registrados 3.591 óbitos de SRAG. Para a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, é importante que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar.
Segundo ela, também é importante fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. Se não for possível fazer o isolamento, a recomendação é que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara como a N95 ou PFF2
“E o mais importante: é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, diz Tatiana.
Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a alta de SRAG em crianças de até 4 anos de idade tem sido impulsionada principalmente pelo VSR, enquanto o rinovírus tem predominado entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.
Nas últimas semanas, também tem sido observado um predomínio de casos de SRAG associados à influenza A entre jovens, adultos e idosos. A influenza B vem apresentando aumento, especialmente nas faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.
Por- Agência Brasil
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana confirmou nesta quinta-feira (11) que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno gradativamente se intensifica e atinge o ápice entre a primavera e o verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. Os impactos do fenômeno no Paraná são monitorados 24 horas por dia pelo Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável.
Os dados constatados pela NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar já está acima de meio grau desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo. Além da superfície, o aquecimento também ocorre nos primeiros 200 metros de profundidade. O oceano influencia a atmosfera, e a atmosfera influencia o oceano: o aquecimento das águas altera os ventos alísios.
“A direção dos ventos na região do Oceano Pacífico equatorial, que era de leste para oeste, começou a mudar para o sentido contrário, trazendo as águas quentes da Oceania em direção ao oeste da América do Sul. Isso pode retroalimentar o aquecimento da água e muda o regime das tempestades em vários locais do planeta”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
Como trata-se de um fenômeno em larga escala que produz impactos climáticos globais, é necessário que o aquecimento oceânico esteja acima de 0,5°C da média por três meses consecutivos para que o El Niño, efetivamente, esteja consolidado. A previsão aponta que isso ocorra em julho.
“Por este motivo, o El Niño não impacta, ainda, diretamente o clima no Paraná, mas já poderá impactar a partir de julho. As previsões dos principais centros de monitoramento climático no mundo convergem para o registro de chuvas acima da média mensal até dezembro no Paraná, sendo muito acima durante a primavera”, ressalta Reinaldo.
Há uma chance de 63% de um El Niño muito forte entre novembro e janeiro. A previsão aponta a possibilidade de que o fenômeno em 2026 seja classificado entre os maiores eventos do El Niño no registro histórico, iniciado em 1950, até o momento.



ORIENTAÇÕES PARA PREFEITURAS – Nesta semana também foi divulgada uma atualização da previsão dos impactos do El Niño pelo sistema europeu Copernicus, que inclui previsões climáticas de centros climáticos da Austrália, Inglaterra, França, Alemanha, Estados Unidos, Japão e Canadá. Assim como a NOAA, este conjunto de previsões converge para a ocorrência de um El Niño forte a muito forte, que favorece com que a previsão de chuvas acima da média no Paraná se mantenha até dezembro.
Já acompanhando o cenário, desde março, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou a atuação voltada à preparação e mitigação de desastres naturais por meio dos 10 Núcleos de Atuação Regional (NAR). Sob a coordenação da Cedec já foram realizados dois simulados em áreas de risco em Morretes e Antonina, no Litoral. A Defesa Civil promove encontros com os coordenadores regionais e prefeitos para fortalecer ações de prevenção e mitigação frente aos possíveis impactos do El Niño no Paraná.
Entre as iniciativas prioritárias estão o desassoreamento de rios e córregos, atualização do Plano de Contingência com o mapeamento das áreas de risco, da população vulnerável e do cadastro dos abrigos. A criação de fundos municipais de Defesa Civil para a transferência de repasses em casos de desastre. Em 2025 e 2026, a Defesa Civil destinou R$ 16 milhões de recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para obras de prevenção de drenagem e reconstrução de pontes nos municípios de Londrina, Guaratuba e Espigão Alto do Iguaçu.
Por- AEN
Oferecer soluções inovadoras para a saúde pública brasileira é uma das missões do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) desde a sua fundação, em 1940. Porém, nos últimos anos, o instituto ampliou sua visão estratégica e modernizou seu modelo de gestão para a abordagem em Saúde Única (One Health), que foca na integração entre a saúde humana, animal e ambiental.
Na prática, a Saúde Única consiste em adotar uma visão ampla dos cuidados com a saúde, reconhecendo a conexão e a interdependência entre essas três áreas. Segundo o conceito, é impossível separar a saúde humana e animal, que são vinculadas à saúde do meio ambiente e dos ecossistemas. Isso significa que situações de risco em alguma destas áreas exigem soluções focadas no cuidado à saúde de forma integrada.
O diretor-presidente do Instituto, Eduardo Marafon, destaca que o Tecpar adotou a abordagem em Saúde Única na gestão de projetos visando fortalecer a saúde pública brasileira de forma global, e reforçando seu papel como laboratório público oficial.
“Com uma trajetória histórica no desenvolvimento de soluções para a saúde humana e animal, o Tecpar tem trabalhado de forma estratégica para a consolidação do conceito de Saúde Única no Paraná e no Brasil. Para isso, investimos em pesquisa, ampliamos a nossa estrutura laboratorial e iniciamos novas parcerias alinhadas ao conceito, dando maior ênfase nas conexões entre saúde humana, animal e o meio ambiente”, diz Marafon.
CONCEITO – O conceito de Saúde Única não é recente, mas começou a se consolidar a partir da conferência internacional "One World, One Health" (Um mundo, uma saúde), realizada em 2004, nos Estados Unidos. O evento gerou um documento conhecido como Princípios de Manhattan, que estruturou as bases da Saúde Única, estabelecendo 12 prioridades no enfrentamento de ameaças à saúde.
A gerente do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde do Tecpar, Meila Bastos de Almeida, conta que uma das ações estratégicas voltadas à Saúde Única foi a criação de duas unidades dedicadas na Diretoria Industrial da Saúde: o Centro de Desenvolvimento Ambiental para Saúde e o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde. Também foi implantado um programa de bolsas com o objetivo de difundir o conceito de Saúde Única, que já está na fase 4.
“Como laboratório público, o Tecpar sempre abordou a saúde única, mesmo sem perceber, e talvez agora esse seja o nosso maior desafio: difundir esse conceito para praticá-lo com consciência. Para isso, temos projetos com diversas áreas de conhecimento trabalhando juntas para essa multidisciplinaridade, como a medicina veterinária, biologia, biomedicina, farmácia, química, engenharia e agronomia”, destaca.
SAÚDE HUMANA E ANIMAL – O mais conhecido elo de conexão entre a saúde humana e animal é a zoonose, doença infecciosa transmitida entre animais e seres humanos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as zoonoses representam 60% das doenças infecciosas conhecidas e 75% das doenças novas ou emergentes.
A boa notícia é que algumas zoonoses, como a raiva animal, podem ser prevenidas por meio da vacinação. Neste contexto, o Tecpar exerce um papel fundamental no Brasil, sendo o único laboratório público que fornece a vacina antirrábica animal ao Ministério da Saúde, com 28 milhões de doses fornecidas anualmente.
Com o imunizante entregue pelo Tecpar, o Brasil conseguiu controlar os casos de raiva em animais e, por consequência, as taxas de mortalidade por raiva humana.
Outra forma de controlar zoonoses é o diagnóstico precoce, fundamental para interromper a transmissão entre os animais, proteger a saúde humana e tratar a infecção. Para isso, o Tecpar trabalha na implantação do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV) que está sendo construído em Curitiba. A unidade vai abastecer o mercado nacional com insumos para o diagnóstico da brucelose, tuberculose e leucose bovinas.
O Tecpar também é o responsável pelo primeiro banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto da doença
PESQUISA E DESENVOLVIMENTO – Para fortalecer o cuidado com a saúde animal, o Tecpar coordena três projetos voltados ao desenvolvimento de novos produtos. Um deles visa desenvolver, validar e registrar um teste nacional para diagnóstico de leucose enzoótica bovina (LEB). A intenção é que o Tecpar produza e comercialize o kit do método conhecido como Elisa – Ensaio de Imunoabsorção Enzimática. O estudo é conduzido em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
A segunda pesquisa é voltada ao cultivo de cepas da bactéria Brucella Spp., utilizada como insumo para o diagnóstico de brucelose bovina. O estudo contribuirá para aprimorar os métodos de diagnóstico e controle da doença, trazendo avanços à sanidade animal e à produtividade pecuária em todo o País.
Em outra frente, pesquisadores trabalham para criar uma vacina inédita para combater a esporotricose felina, um tipo grave de micose que acomete gatos e pode ser transmitida para humanos. Atualmente não existe vacina (para humanos ou animais) contra a doença.
Em relação à saúde humana, a atuação do Tecpar abrange programas estratégicos junto ao Ministério da Saúde. O instituto será o único laboratório público fornecedor de vacinas contra a raiva humana e varicela para o Sistema Único de Saúde (SUS), dentro do programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).
SAÚDE AMBIENTAL – A Saúde Única considera que a maneira como lidamos com a biodiversidade impacta diretamente na saúde ambiental, humana e animal. Neste sentido, o Tecpar investe em projetos que estimulam as boas práticas de produção e de manejo, que são essenciais para prevenir e mitigar doenças em plantas e animais.
Um deles é o Solo Vivo Paraná, primeiro rastreamento microbiológico do solo realizado em escala estadual. Inédito no Brasil, o estudo é baseado na tecnologia que analisa o DNA e a composição do solo para mapear a diversidade de microrganismos e nutrientes em determinada área. A iniciativa contribui para a adoção de práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, e auxiliará na construção de um Mapa Genético dos Solos Paranaenses.
O instituto também coordenou uma pesquisa para testar e validar um produto inovador de controle biológico no Brasil. Trata-se do SteriClean, um complemento agrícola de tecnologia húngara, que ajuda a limpar e proteger as plantas contra fungos e bactérias, além de estimular o crescimento natural em diferentes cultivos.
Para prevenir a escassez de água doce – uma grave ameaça à saúde humana, animal e ambiental – o Tecpar estuda as possibilidades de adoção de uma tecnologia israelense de purificação e dessalinização de água no Brasil. A pesquisa, feita em parceria com a empresa importadora da tecnologia, busca validar um equipamento de filtragem de água que atenda às exigências do Ministério da Saúde para atender situações de emergência e vulnerabilidade hídrica.
PRODUÇÃO CIENTÍFICA – O fortalecimento da Saúde Única também passa pelo incentivo à produção científica. Para estimular a formação de profissionais qualificados para este segmento, o Tecpar convidou pesquisadores brasileiros que trabalham com a temática para publicarem seus estudos na edição especial da revista científica Brazilian Archives of Biology and Technology (BABT). A publicação editada pelo instituto completa 80 anos em 2026 e comemora seu aniversário com a inclusão de uma nova seção intitulada Saúde Única (One Health).
Por -AEN
O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (11), destaca que o plantio da cevada já atingiu 44% da área estimada. O resultado ocorre pelo clima favorável e à umidade ideal do solo.
O avanço consolida a projeção de uma área recorde de 126 mil hectares para 2026, extensão 21% superior aos 104 mil hectares colhidos em 2025. Com isso, a estimativa de produção segue acima de 550 mil toneladas, segundo os dados apontaram em maio. Porém, ainda há um desafio para os próximos meses por causa do fenômeno El Niño. O risco de uma alta incidência de chuvas na primavera pode afetar a qualidade dos grãos na colheita.
O Paraná é o principal produtor do País. O Rio Grande do Sul é o segundo principal, mas com cerca de 100,4 mil toneladas. O País deve produzir 678,7 mil toneladas, de acordo com estimativas do IBGE, um aumento de 7,2% em relação ao volume produzido em 2025.
"O plantio de cevada evoluiu bem nessa semana em função de que nós tivemos um tempo mais seco, diferente de maio, quando tivemos muitas chuvas. O lado positivo é que essas chuvas de maio também foram importantes para o plantio, visto que elas disponibilizaram umidade no solo para que os trabalhos acontecessem de forma plena", afirma Carlos Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do Deral.
MILHO – Para as culturas de grãos, a segunda safra de milho 2025/26 avança e fortalece a expectativa de uma boa produção. De acordo com o último levantamento do Deral, a estimativa para a safra é de 17,5 milhões de toneladas. A colheita ainda ocorre de forma isolada e pontual, tendo iniciado recentemente na região Oeste, principal produtora em volume do estado. Até o momento, foram colhidos cerca de 14 mil hectares, representando menos de 1% da área total cultivada.
“Dos 2,9 milhões de hectares plantados, 24% já se encontram na fase final de desenvolvimento e apresentam risco praticamente nulo de geadas, enquanto os 76% restantes ainda demandam atenção às variações térmicas”, explica o analista do Deral, Edmar Gervasio.
PERUS – A cadeia de perus do Paraná destina quase metade de sua produção ao mercado externo. Segundo os dados, o segmento registrou uma expressiva recuperação de faturamento nas exportações nacionais de cortes e industrializados, mercado no qual o Estado mantém participação estratégica.
Em 2025, o Paraná aumentou sua participação na exportação nacional da proteína para 22,61%, o que correspondeu a 14.875 toneladas, superando o desempenho de 2024, quando registrou 21,30% de participação (8.692 toneladas). No geral, as vendas brasileiras de carne de peru alcançaram 88 mercados em 2025, com destaque para os embarques direcionados às Américas (63,05%) e à África (31,15%).
BRÓCOLIS – O brócolis reafirma sua sensibilidade às condições de clima e mercado. O polo produtor da região de Curitiba, que responde por 75,6% das colheitas paranaenses, registrou um aumento sazonal da oferta, promovendo um recuo expressivo nos preços praticados no atacado neste início de junho. Dados do boletim mostram que, na segunda semana do mês, o preço mais comum praticado no entreposto de Curitiba fixou-se em R$ 8,33/kg, valor 28,6% abaixo do registrado no mesmo período do mês anterior.
LEITE – A balança comercial de lácteos do Paraná encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume, totalizando 4,3 mil toneladas exportadas frente a 3,1 mil toneladas importadas. No entanto, a receita cambial permaneceu deficitária. Enquanto o Estado gerou US$ 8,1 milhões com as exportações, desembolsou US$ 11,4 milhões com as importações. Esse resultado ocorre porque a pauta exportadora concentra-se em itens de menor valor agregado, como manteiga, enquanto o mercado interno demanda a importação de produtos mais caros, como queijos.
O Paraná possui a terceira maior rede de armazenagem agrícola do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa de Estoques divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores, o equivalente a 14,2% do total nacional, além de capacidade instalada para 35,7 milhões de toneladas de produtos agrícolas, o que representa 16,6% da capacidade brasileira.
O volume coloca o Paraná atrás apenas do Mato Grosso, líder nacional com capacidade para 64,2 milhões de toneladas, e do Rio Grande do Sul, com 38,9 milhões de toneladas. Em número de estabelecimentos, o Estado também ocupa a terceira posição nacional.
Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos, que somam cerca de 14,7 milhões de toneladas. O resultado reforça a posição do Estado como um dos principais polos produtores e exportadores do agronegócio brasileiro.
Os silos são a principal estrutura de armazenagem do Estado, respondendo por 20,7 milhões de toneladas de capacidade, ou cerca de 58% do total. Considerados o modelo mais adequado para a conservação e movimentação de grãos em larga escala, eles permitem maior eficiência operacional, melhor controle de qualidade e menores perdas durante o armazenamento. Outros 10,5 milhões de toneladas estão distribuídos em armazéns graneleiros e granelizados, enquanto os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somam 4,5 milhões de toneladas.
Entre os municípios do Estado, Ponta Grossa possui a maior capacidade instalada, com 2,6 milhões de toneladas. Também se destacam Paranaguá, com capacidade para 1,49 milhão de toneladas, Guarapuava, com 1,38 milhão, e Toledo, com 1,25 milhão de toneladas.
LOGÍSTICA E COMPETITIVIDADE – A armazenagem é considerada uma das etapas mais estratégicas da cadeia do agronegócio. A disponibilidade de espaço para guardar a produção após a colheita reduz gargalos logísticos, evita a concentração do transporte em curtos períodos, permite melhor planejamento da comercialização e contribui para reduzir custos operacionais.
A estrutura também favorece o escoamento da produção para indústrias, mercados consumidores e terminais portuários. Com uma das maiores produções agrícolas do País e acesso a importantes corredores logísticos de exportação, o Paraná consegue distribuir o fluxo de grãos ao longo do ano, aumentando a eficiência da cadeia produtiva.
O levantamento do IBGE também evidencia a força do cooperativismo paranaense. Das 35,7 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem do Estado, cerca de 18,5 milhões estão vinculadas às cooperativas, que mantêm 594 estabelecimentos armazenadores. A iniciativa privada responde por outros 769 empreendimentos e aproximadamente 12 milhões de toneladas de capacidade.
SAFRA EM EXPANSÃO – O avanço da capacidade de armazenagem acompanha o crescimento da produção agrícola estadual. Segundo estimativa divulgada pelo IBGE neste mês, o Paraná deve colher 45,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, volume 20% superior ao registrado no ano anterior.
O Estado aparece entre os principais responsáveis pelo crescimento da safra nacional, impulsionado especialmente pela recuperação da produção de milho e pelo bom desempenho de outras culturas. A estrutura de armazenagem é considerada fundamental para dar suporte a esse aumento da produção, garantindo condições adequadas para conservação e comercialização dos grãos.
INCENTIVOS ESTADUAIS – Além dos investimentos das cooperativas, empresas e produtores, o Governo do Estado também tem adotado medidas para fortalecer a infraestrutura de armazenagem e ampliar a competitividade do agronegócio estadual.
Uma dessas iniciativas foi o encaminhamento de um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná para autorizar a concessão das unidades armazenadoras do IDR-Paraná à iniciativa privada. A proposta prevê atrair investimentos para modernização e ampliação da eficiência operacional dessas estruturas.
As unidades funcionam como pontos de apoio para produtores e cooperativas, recebendo excedentes de produção e contribuindo para a integração entre o campo, a indústria e os canais de comercialização e exportação.
Outra ação é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná), estruturado pelo Governo do Estado para ampliar o acesso ao crédito no campo. O mecanismo prevê até R$ 2 bilhões em financiamentos para projetos de modernização do agronegócio, incluindo investimentos em armazenagem, infraestrutura produtiva e logística rural.
Por - AEN
A previsão da safra de maio, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta para aumento de 261 100 toneladas na produção do Paraná, o terceiro maior aumento do País no comparativo com a previsão do mês passado, atrás apenas de Mato Grosso (819 121 t), no Mato Grosso do Sul (525 293 t), e na frente de Minas Gerais (197 527 t), Tocantins (28 476 t) e Alagoas (10 097 t).
Com isso, o Paraná segue como segundo maior produtor nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, com 13,6% do total. O Mato Grosso lidera com 31,0% de participação. Em terceiro está o Rio Grande do Sul, com 10,7%, seguido por Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (5,5%). O País vai produzir 350,4 milhões de toneladas, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).
Um dos principais destaques dessa alta é a soja. O Paraná, com 22,0 milhões de toneladas, mantém a segunda maior produção do País, apresentando pequenos ajustes nas estimativas esse mês, mas com crescimento de 2,7% frente a 2025. A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica, totalizando 174,6 milhões de toneladas, com aumento de 0,3% em relação a abril.
O milho também aparece em destaque. O Paraná é o segundo maior produtor de milho 2ª safra e obteve uma estimativa de produção de 17,5 milhões de toneladas, participando com 16% do total nacional e sendo 0,9% superior ao mês anterior. De acordo com o último boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná, 79% dos hectares plantados apresentam condição boa de desenvolvimento. Com 2,9 milhões de hectares, deve ser uma área recorde para a safra.
A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, aumento de 0,7% em relação ao mês anterior. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 922,3 mil toneladas, e Paraná, com 256,5 mil toneladas, com um aumento de 2,7% em relação a abril. Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 678,7 mil toneladas, aumentos de 1,8% em relação ao mês anterior. O Paraná, maior produtor nacional, é responsável por 552,6 mil toneladas, crescimentos de 2,2% em relação a abril e de 12,1% em relação ao volume produzido em 2025.
REGIÕES – Entre as regiões, a que lidera o volume de produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é a Centro-Oeste, com 175,9 milhões, o que corresponde a 50,2% do total nacional. Em seguida está o Sul, com 92,4 milhões (26,4%), seguido do Sudeste, com 30,8 milhões (8,8%); Nordeste, com 29,8 milhões (8,5%); e Norte, com 21,5 milhões (6,1%). A região Sul teve o maior prognóstico positivo no novo indicador, com aumento de 7,1%, na frente do Nordeste, com 7,5%.
Por - AEN
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta quinta (11) e sexta-feira (12) pancadas de chuva na Região Sudeste, com maiores acumulados em São Paulo e Minas Gerais, enquanto nos demais estados o tempo se apresentará estável.

As mesmas condições climáticas estão previstas em todo o Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e a possibilidade de chuva no Distrito Federal.
O Inmet informa ainda que as pancadas de chuva continuarão em grande parte da Região Norte. “Os estados do Amazonas, Acre, Roraima e Amapá apresentam os maiores acumulados da região”.
No Nordeste, a previsão indica que pancadas de chuvas são esperadas nos estados do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco.
Já a Região Sul, de acordo com o Inmet, enfrenta hoje e amanhã pancadas de chuva com trovoadas, “com destaque para o oeste e meio-oeste de Santa Catarina, Paraná e do Rio Grande do Sul”.
Temperaturas
Os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais deverão enfrentar temperaturas mínimas em suas regiões serranas, que podem chegar a 6° graus Celsius (°C). Nas demais áreas dos dois estados, as mínimas variam entre 14°C e 20°C.
Por - Agência Brasil
As seis dezenas do concurso 3.017 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 8 milhões.
As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa.
O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
Por - Agência Brasil
O Senado aprovou nesta quarta-feira (10) o projeto de Lei (PL) 5122/23, que autoriza o uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal para financiar o pagamento de dívidas de produtores rurais ocasionadas por eventos climáticos adversos ou impactos econômicos negativos em razão dos conflitos geopolíticos internacionais, o chamado “Refis do Agro”.

O texto também trata do alongamento de dívidas originárias de crédito rural.
O governo se manifestou contrário ao parecer do relator, argumentando que a medida pode ter um forte impacto fiscal de até R$ 140 bilhões
Como a proposta sofreu alterações no Senado, o texto terá de passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os senadores aprovaram o parecer do senador Renan Calheiros (MDB-AL), aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que prevê, entre outros pontos que o financiamento das dívidas terá prazo de até 10 anos, com três anos de carência, juros reduzidos e limites de até R$ 10 milhões por beneficiário e R$ 50 milhões por cooperativa, associação ou condomínio
Criado em 2010 para financiar políticas de caráter permanente com recursos do pré-sal, que é uma riqueza finita, o fundo vem sofrendo alterações ao longo dos anos, com a inclusão de novas atribuições.
Atualmente, 50% do Fundo do Pré-sal devem ir para a educação. A outra metade é dividida entre áreas como habitação social, saúde, ciência e tecnologia, cultura e esporte.
Em 2025, uma medida provisória (MP) do governo federal, transformada em lei posteriormente pelo Parlamento, incluiu o financiamento de políticas de habitação social e de mitigação das mudanças climáticas, servindo também como fonte de recursos para a reconstrução do Rio Grande do Sul (RS) após as enchentes de maio de 2024
O texto aprovado no Senado beneficia produtores e cooperativas que comprovem perdas significativas em pelo menos duas safras, entre 2019 e 2025, decorrentes de eventos climáticos ou da queda dos preços agrícolas, em razão de conflitos geopolíticos, a exemplo do conflito no Oriente Médio.
O projeto autoriza a utilização como fonte de recursos para a disponibilização de linha especial de financiamento as receitas correntes de 2026 e de 2027 do FS; bem como do superávit financeiro do fundo apurado em 31 de dezembro dos anos de 2025 e de 2026; de fontes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR); do superávit financeiro de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda, apurado em 31 de dezembro dos anos de 2025 e de 2026 e ainda de outras fontes definidas pelo Poder Executivo.
O projeto ainda prevê o uso de receitas de outros fundos, como os de Financiamento do Nordeste (FNE), do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO) e do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). O limite global da operação será definido pelo Executivo.
Pela proposta, a linha especial de financiamento terá o limite de R$ 10 milhões por beneficiário de programas como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Para associação, cooperativa de produção, o limite será de R$ R$ 50 milhões.
O prazo de pagamento será de 13 anos, incluídos ao menos dois anos de carência, de acordo com a capacidade de pagamento. A taxa efetiva de juros será de 3,5% ao ano para beneficiários do Pronaf e demais pequenos produtores.
Para os beneficiários do Pronamp e demais médios produtores, a taxa será de 5,5% ao ano. Para os demais produtores, a taxa aplicada será de 7,5% ao ano.
Poderão ser renegociadas operações de crédito rural, empréstimos utilizados para liquidar dívidas rurais e Cédulas de Produto Rural (CPRs), com operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, incluindo contratos firmados até 31 de dezembro de 2025. Além de dívidas com cerealistas, cooperativas e fornecedores e insumos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) disse que colocaria a matéria em votação por ter feito um acordo com os senadores.
“Eu respeito integralmente a posição do governo, que têm apelado reiteradas vezes para que o Senado tenha cautela na deliberação das matérias relevantes e que podem impactar o orçamento do Brasil, mas eu fiz um acordo com os senadores e senadoras, com os deputados em várias ocasiões. Publicamente, eu vou informar que não há acordo com o governo em relação ao texto apresentado, mas eu vou deliberar hoje o relatório aprovado pela CAE” disse.
Por- Agência Brasil
O Instituto Butantan reiterou que manterá em andamento o estudo clínico sobre a vacina contra a dengue conduzido desde janeiro em quatro centros de pesquisa na Região Sul do país. A informação já havia sido levantada na segunda-feira (8), durante entrevista coletiva do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que anunciou a suspensão da imunização com a vacina produzida pelo instituto. 

O estudo clínico pretende investigar como populações que não tiveram contato com a dengue reagem à vacinação, com foco nos idosos, avaliando a segurança e comparando a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais. Um dos objetivos é entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto, alvo de estudos anteriores com o imunizante.
A Região Sul do país foi escolhida pela baixa incidência da doença. A maior parte das vagas para voluntários é para pessoas entre 60 e 79 anos. Os testes clínicos serão realizados ao longo de um ano, em Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, e em Curitiba.
O imunizante teve suspensão de sua aplicação na população, para estudo de casos pontuais em que houve reações adversas graves, com dois óbitos.
"A gente tem de entender a natureza dessa investigação. A vacinação poderá ser retomada e isso depende desse processo de discussão. A gente é confiante que a vacina é uma importante arma no combate à dengue e devemos basear essa retomada em dados muito rigorosos e criteriosos, e em metodologia científica", declarou o médico Ésper Kallas, diretor do Instituto Butantan, à AgênciaSP, agência estadual de notícias paulista.
Por - Agência Brasil
O governo federal registrou o Pix, sistema de pagamento instantâneos criado pelo Banco Central, como marca de alto renome no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A medida foi anunciada nesta quarta-feira (10) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão.
“Na forma da Lei da Propriedade Industrial, é a maior proteção que se pode conferir a uma marca e ao seu símbolo”, disse o ministro.
O que são marcas de alto renome
As marcas de alto renome são aquelas conhecidas pela população por terem reputação, prestígio e confiança. Com isso, recebem proteção especial estabelecida pela Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996).
Com esse reconhecimento, a marca fica protegida em todos os ramos econômicos, "independentemente da classe de produtos ou serviços para a qual foi originalmente registrada".
De acordo com o ministério, a publicação com o reconhecimento ocorrerá na próxima (16), na Revista da Propriedade Industrial (RPI), veículo oficial que divulga as decisões do INPI.
Ataque dos EUA
O sistema brasileiro tem sido alvo de ataques do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No início do mês, um relatório do escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acusou o Pix brasileiro de prejudicar “injustamente” as empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico. Entre as empresas prejudicadas estariam a MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay. O relatório sugere, entre outras ações, a taxação de 25% sobre produtos brasileiros por "práticas desleais".
O anúncio dos EUA provocou uma reação do governo brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o sistema é do Brasil e por ser gratuito, rápido e estar movimentando mais recursos em comparação às tradicionais bandeiras de cartão de crédito "assusta" os norte-americanos.
“A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e tá resolvido o nosso problema”, afirmou em evento em Goiás, no dia 2 de junho.
Por- Agência Brasil
O Governo do Paraná publicou o decreto ( ) que regulamenta a concessão de recursos econômicos a empresas de Rio Bonito do Iguaçu afetadas pelo tornado que atingiu a cidade do Centro-Sul do Estado em novembro do ano passado. No total, serão destinados R$ 10 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) para atender empreendimentos de diferentes portes.
Esta é mais uma ação do governo para contribuir com a recuperação do município, que teve 90% de sua área urbana afetada pelo desastre. O decreto regulamenta a Lei nº 23.163/2026, sancionada no final de abril pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, e foi elaborado pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços e pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil.
A iniciativa busca custear parcialmente a retomada operacional das empresas e o capital de giro emergencial, com o objetivo de manter os postos de trabalho e contribuir com a retomada das atividades econômicas no município.
Os recursos serão distribuídos em parcela única, com valores diferenciados dependendo do porte de cada empresa, que foram divididas no decreto entre Microempreendedores Individuais (MEI), microempresas, empresas de pequeno porte e demais empresas.
A identificação e homologação dos empreendimentos que receberão o subsídio é de responsabilidade do próprio município. O recurso será disponibilizado fundo a fundo, sendo repassado pelo Fecap ao Fundo Municipal de Calamidade Pública, com a prefeitura sendo responsável pelo pagamento às empresas.
A transferência financeira não reembolsável é um benefício que independe da comprovação individualizada de danos materiais ou financeiros. É uma medida de alcance coletivo que visa mitigar os impactos socioeconômicos decorrentes do evento e a preservar o tecido produtivo, a arrecadação e os postos de trabalho.
REQUISITOS – Para ter acesso aos valores, as empresas precisam se comprometer a manter sua atividade econômica e o quadro de funcionários pelo prazo mínimo de 12 meses após o recebimento do benefício. A exceção é para rescisões decorrentes de pedido de demissão, justa causa, aposentadoria, falecimento ou substituição regular de empregado. Outras situações excepcionais deverão ser justificadas para serem analisadas pelo município
Só serão beneficiados empreendimentos sediados em Rio Bonito do Iguaçu que já estavam ativos na data em que ocorreu o tornado. Segundo o decreto, não terão direito ao subsídio aqueles que, na data do evento, estavam inativos, suspensos, com sócios com impedimento legal, inexistentes ou que tenham algum fator legal ou administrativo que impeça sua atividade econômica.
As empresas que entenderem estar aptas a receberem o benefício poderão apresentar recurso administrativo diretamente ao município. Para isso, é preciso apresentar o Registro Empresarial que comprove sua existência e localização à época do Decreto nº 13.570/26, que reconheceu o Estado de Calamidade Pública da cidade. Com exceção dos MEIs, também deverão apresentar o documento que comprove o número de funcionários contratados na época.
Os beneficiários deverão manter, pelo prazo mínimo de cinco anos, documentos relacionados à aplicação dos recursos na retomada da atividade econômica. Eles poderão ser solicitados a qualquer momento pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil ou por órgãos de controle e, caso não sejam apresentados, a empresa pode ter que devolver os recursos e ainda ser responsabilizada administrativa, civil ou penalmente.
A concessão indevida de recursos também implica uma série de sanções, como a devolução integral dos recursos, multa de 30% do valor da subvenção recebida, inscrição na dívida ativa em casos de não ressarcimento e impedimento de participar de programas estaduais semelhantes, entre outras.
FECAP – Criado para dar uma resposta rápida a municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública, o fundo passou por alteração após o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu em novembro do ano passado, que a abriu a possibilidade de repassar recursos a empresas e famílias afetadas.
Além da subvenção das empresas, os recursos do Fecap auxiliaram na compra de materiais e insumos pelo município, subsidiar também dois programas: o Superação, que prevê o pagamento de R$ 1 mil mensais por seis meses para auxiliar as famílias, e o Reconstrução, que destina até R$ 50 mil para a compra de materiais de construção e pagamento de mão de obra para reconstruir as casas danificadas.
POr- AEN


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