Operação mira rede ilegal de bets que movimentou R$ 734 milhões

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e de mais cinco estados deflagraram na manhã desta quinta-feira (5) a Operação Azzardo, para combater uma rede de bets ilegais que movimentaram cerca de R$ 734 milhões, segundo as investigações. 

A operação mobiliza cerca de 200 policiais civis das polícias civis do DF, São Paulo (PCSP), Goiás (PCGO), Paraná (PCPR), Ceará (PCCE) e Rio Grande do Norte (PCRN). Ao todo, são cumpridos 52 mandados de busca e apreensão.  

Em Brasília, os mandados são cumpridos nos bairros de Sobradinho, Sobradinho II e Ceilândia, onde a polícia identificou dezenas de empresas abertas com o mesmo endereço e o mesmo telefone, por exemplo. 

Na capital paulista, as equipes cumprem mandados na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, no polo empresarial da Vila Olímpia e outros locais.

Em Goiás, as diligências ocorrem em Goiânia, em Planaltina de Goiás e em Valparaíso de Goiás. A Justiça do Distrito Federal autorizou ainda o bloqueio de R$ 3,483 bilhões, alcançando 64 pessoas físicas e 120 pessoas jurídicas.

A decisão também determinou a suspensão das inscrições no CNPJ e dos registros nas juntas comerciais de 100 empresas e empresários individuais, a proibição de abertura de novas contas bancárias pelos investigados durante 90 dias e o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 pessoas jurídicas.

Os investigados respondem pelos crimes de exploração de loteria não autorizada, estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa.

As penas privativas de liberdade, somadas em abstrato, variam de 11 anos e 6 meses a 31 anos, podendo chegar a 33 anos se a falsidade ideológica envolver documento público.

A investigação teve início há cinco meses a partir de comunicações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) à PCDF, que identificou plataformas de apostas de quota fixa (bets) operando sem autorização federal.

Os sites de apostas online, todos sem autorização federal para funcionamento, eram divulgados em redes sociais e apareciam nos resultados de buscas em sites como o Google. 

Segundo as investigações, o dinheiro enviado por apostadores para essas bets ilegais eram direcionados para mais de 100 contas abertas na fintech A55 Sociedade de Crédito, com sede em São Paulo. Cerca de R$ 1 bilhão foi movimentado dessa forma, informou a Polícia Civil do DF. A Agência Brasil tenta contato com a instituição para posicionamento. 

“Esta instituição financeira, duas empresas do mesmo grupo e seus dirigentes são alvos das medidas de busca e bloqueio cumpridas na operação de hoje”, informou a PCDF. 

Em entrevista coletiva, o delegado Paulo Pereira, chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da PCDF, relatou que “apostadores abriram boletins de ocorrência. Eles diziam que não recebiam os valores das apostas e não sabiam que os sites eram ilegais. Aparentemente estavam sendo vítimas de estelionato”. 

Ainda segundo o delegado, constatou-se que as empresas que recebiam os pagamentos dessas bets ilegais eram de fachada. Uma delas, por exemplo, tinha como endereço uma padaria. Outra tinha registrado seu funcionamento em uma residência humilde, na qual a moradora disse ter recebido R$ 200 para fornecer seus dados. 

O nome da operação remete a gioco d’azzardo, expressão italiana que significa “jogo de azar”.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Ministro diz que novos impostos não trazem aumento de carga tributária

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que os dois novos impostos que entram em vigor a partir do início de 2027 não representam aumento de carga tributária. Segundo ele, o Imposto Seletivo e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituem tributos já existentes.

“A gente tem que considerar que são dois impostos novos, enquanto a gente acaba com cinco. São dois impostos que dão racionalidade e unificam a legislação sobre consumo”, argumentou Durigan. “Então não vai haver aumento de carga. Vamos ter ganho de transparência e racionalidade na tributação do consumidor.”

Os dois impostos foram criados pela Emenda Constitucional 132/2023, conhecida como Reforma Tributária.

A Medida Provisória (MP) 1.399/2026, que define as alíquotas e normas complementares do Imposto Seletivo, foi publicada nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União. O texto já foi encaminhado ao Congresso, de acordo com o ministro.

O Imposto Seletivo substitui o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

“Ele vai incidir sobre exclusivamente sobre bebida alcoólica, refrigerante, bebida açucarada, tabaco, carro, embarcação. Então, são alguns poucos itens. Com o fim do IPI para a indústria como um todo, a indústria fica desonerada, e a gente passa a ter o imposto seletivo sobre esses poucos setores.”

Durigan espera que a MP avance com rapidez no Congresso Nacional, uma vez que a matéria está “bem pactuada” e foi o próprio Legislativo que aprovou a criação do imposto.

 

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

Programa do Estado para usuários de álcool e drogas chega a 300 acolhimentos simultâneos

O Programa Paraná + Vida, iniciativa do Governo do Estado voltada ao atendimento de pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, alcançou a marca de 300 acolhimentos simultâneos. Desde o início de sua execução, em dezembro de 2025, a iniciativa já registrou 1.319 solicitações de vagas e 717 acolhimentos concluídos com êxito.

Executado pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), o programa fez o primeiro acolhimento em 18 de dezembro do ano passado, poucos dias depois de seu início. Desde então, vem ampliando sua atuação em todo o território paranaense, com adesão de 274 municípios.

Desenvolvido em parceria com instituições e entidades privadas sem fins lucrativos, o Paraná + Vida tem como objetivo oferecer acolhimento humanizado e oportunidades de recomeço para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, o programa conta com 29 entidades contratadas para os atendimentos.

O secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, comemorou a marca e destacou o impacto da iniciativa. “Chegar a 300 pessoas acolhidas ao mesmo tempo é um marco importante para o Paraná + Vida e, principalmente, para cada pessoa que encontra no programa uma oportunidade de mudar sua história", afirma.

"Estamos falando de pessoas que precisam de cuidado, apoio e condições para reconstruir suas vidas. O programa oferece esse acolhimento de forma humanizada, respeitando a decisão de cada um e envolvendo também as famílias e as redes de atendimento. É uma política pública que transforma vagas em oportunidades reais de recomeço”, enfatiza.

SAÚDE E ASSISTÊNCIA SOCIAL - Com investimento anual de R$ 10 milhões, a iniciativa prevê a oferta de aproximadamente 480 vagas de acolhimento temporário, integrando ações das áreas da Saúde e da Assistência Social. Os recursos são destinados ao custeio das vagas, à manutenção dos serviços, à capacitação de profissionais e ao fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.

O acesso ao programa é destinado a pessoas maiores de 18 anos, em situação de vulnerabilidade social e com vínculos fragilizados, que manifestem interesse voluntário no acolhimento. O encaminhamento é realizado pelas redes de Saúde e Assistência Social, mediante avaliação técnica.

O monitoramento das ações é feito de forma integrada, com articulação entre as políticas públicas estaduais, municipais e as entidades participantes, buscando garantir a qualidade e a efetividade do atendimento em todo o Paraná.

 

 

 

 

POr - AEN

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