Frente fria provoca chuvas e queda de temperatura no centro-sul

A chegada e permanência de uma frente fria desde o domingo (26) trouxe chuvas intensas em todo o centro-sul do país, com presença de ressaca no litoral gaúcho e catarinense, além de ventos fortes até o litoral paulista.

O interior paulista e paranaense, além de áreas do centro-oeste e do sul da região norte do país, também registram presença de chuvas e possibilidade de pancadas, que devem permanecer pelo menos até a terça-feira (28), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Em São Paulo, o dia foi marcado por um acúmulo no litoral sul, entre as cidades de Mongaguá e Guarujá, com pico de 46mm em Praia Grande, concentrados durante a tarde desta segunda-feira (27).

Segundo dados do Sistema Integrado de Bacias Hidrográficas (SIBH), da SP Águas, o Oeste paulista também teve registro de chuvas mais volumosas na região de Presidente Prudente, com valores entre 30 e 35mm distribuídos ao longo do dia. 

No norte do estado as regiões de Araçatuba e Ribeirão Preto tiveram precipitações acima dos 25mm, durante a tarde. Não houve registro de grandes impactos pela Defesa Civil ou Corpo de Bombeiros.

A Defesa Civil estadual considerou em alerta todas as regiões do oeste do estado e do litoral sul.

"A tendência para os próximos dias é de aumento das chuvas em grande parte do estado, com possibilidade de volumes elevados, especialmente nas regiões sul, sudeste e leste. As precipitações devem ocorrer de forma irregular e, em alguns momentos, podem ser mais intensas, elevando o risco para transtornos", destaca o órgão.

No Rio Grande do Sul, permanece alerta para mau tempo, com destaque para as baixas temperaturas. Na terça-feira (28) as mínimas devem ficar entre 1°C e 13°C, favorecendo a formação de geada na Campanha, Sul, Centro, Norte, Serra, Vales e na porção oeste da Região Metropolitana de Porto Alegre. 

As máximas variam entre 15°C e 22°C. Segundo informações da Marinha, o mar segue agitado na costa gaúcha, com ressaca e há condições para pancadas de chuva de intensidade fraca a moderada nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste pela noite.

Em Santa Catarina, o frio presente desde domingo se intensifica na terça-feira (28), com mínimas entre 0°C e 3°C no Planalto Sul e nas áreas mais altas do Meio-Oeste, onde há condições para geada. No Grande Oeste, os termômetros variam entre 4°C e 7°C, enquanto no Litoral Sul podem ficar abaixo dos 10°C. 

Nas demais regiões, as mínimas ficam entre 12°C e 16°C. As condições mais preocupantes, segundo a Defesa Civil estadual, ocorrerão na quarta-feira (29), quando a instabilidade ganha força, favorecendo chuva intensa e temporais isolados, com presença de raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo. No Litoral Norte e no Baixo Vale do Itajaí há condições para chuva persistente, com risco de alagamentos e enxurradas. 

Para o Paraná, a previsão é de frio pela manhã de terça-feira, com mínimas na casa dos 7 graus. A centro e norte paranaenses já estão em faixa com previsão de chuvas intensas (entre 20 e 50mm) durante todo o dia 28. 

O alerta inclui São Paulo, Mato Grosso do Sul, oeste e norte do Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas, Pará, Maranhão e áreas litorâneas do litoral norte do país.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Juízes pedem adiamento de decisão que limitou penduricalhos

Associações que representam juízes e membros do Ministério Público pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 30 dias para aplicação das regras que restringiram o pagamento de penduricalhos.

Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

No dia 25 de março, por unanimidade, os ministros do Supremo decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos ministros do STF, que tem o teto como referência e é equivalente a R$ 46,3 mil.

Pela decisão da Corte, as restrições devem ser aplicadas de forma imediata pelos órgãos do Judiciário e do Ministério Público.

Segundo a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade que representa as demais associações, os tribunais estão com dificuldade para aplicar a decisão da Corte. A entidade ainda acrescentou que acórdão do julgamento ainda não foi publicado, e os magistrados não podem ser prejudicados com o corte dos penduricalhos.

Conforme solicitação da Associação dos Magistrados  o prazo de mais 30 dias para aplicação das regras passaria a contar a partir do julgamento de eventuais recursos contra a limitação do pagamento dos penduricalhos.

"O que é certo e a AMB pode atestar é que os tribunais estão em dificuldade para dar cumprimento à decisão desse STF sem que tal cumprimento possa violar direito dos magistrados em razão de eventual incompreensão da decisão”, afirmou a entidade.

Penduricalhos

Na prática, apesar de limitar os penduricalhos em 35%, a decisão do Supremo validou os pagamentos acima do teto constitucional.

Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto de R$ 46,3 mil e R$ 16,2 mil em penduricalhos.

No final de carreira, o salário poderá chegar a R$ 78,8 mil, com o pagamento de auxílio por tempo de serviço (ATS), que também foi limitado a 35% do teto.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Juros elevados mantêm pressão sobre endividamento das famílias

As Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC), indicam que as famílias seguem pressionadas por crédito caro e recorrem ao uso de modalidades de curto prazo, como o cartão de crédito.

Em março, a taxa média de juros do crédito livre às pessoas físicas permaneceu elevada, em 61,5% ao ano, apesar do recuo mensal de 0,4 ponto percentual (p.p).

Com o brasileiro pagando juros tão altos, a inadimplência do crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,3% da carteira em março, com queda de 0,1 p.p. no mês, mas aumento de 1,0 p.p. em 12 meses.

Entre as famílias, a taxa chegou a 5,3%, com avanço de 1,4 p.p. em um ano.

De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito do BC, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro (aumento de 0,1 p.p. no mês, e de 1,3 p.p. em 12 meses), enquanto o comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,7% (alta de 0,2 p.p. no mês e de 1,9 p.p. na comparação anual).

Crédito às famílias segue em expansão

O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) somou R$ 7,2 trilhões em março, com crescimento de 0,9% no mês.

O crédito às famílias alcançou R$ 4,5 trilhões, com alta mensal de 0,8% e expansão de 10,9% em 12 meses.

No crédito livre destinado às pessoas físicas, o saldo chegou a R$ 2,5 trilhões, avançando 1,1% no mês e 12,3% em relação a março de 2025. O BC destacou o aumento das operações com cartão de crédito à vista, crédito consignado para trabalhadores do setor privado e financiamentos de veículos.

Já o crédito direcionado às famílias — que inclui linhas com recursos e condições definidas por regras específicas — totalizou R$ 2,0 trilhões, com crescimento de 0,5% no mês e 9,3% em 12 meses.

Crédito ampliado alcança R$ 21 trilhões

O crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 21,0 trilhões em março, o equivalente a 162,3% do Produto Interno Bruto (PIB - soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano), com leve retração de 0,3% no mês. Em 12 meses, houve crescimento de 11,2%.

O crédito ampliado às empresas atingiu R$ 7,1 trilhões, com expansão mensal de 1,5%, impulsionada principalmente pelos títulos privados de dívida, empréstimos externos e operações do SFN.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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