El Niño Ameaça Safras e Deve Pressionar os Preços dos Alimentos

Especialistas do setor agropecuário alertam que o fenômeno climático El Niño pode comprometer a produção de diversos alimentos essenciais, gerando impacto direto nos preços praticados no varejo brasileiro nos próximos meses.

A elevação dos custos deve se refletir especialmente em itens como café, milho, frutas, hortaliças, cana-de-açúcar e derivados do leite.

O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Pacífico, altera os regimes de chuva e temperatura em diferentes regiões produtoras do país, podendo provocar estiagens em algumas áreas e precipitações excessivas em outras. De acordo com projeções de centros climáticos internacionais, há mais de 60% de probabilidade de que o evento atinja intensidade significativa entre novembro e janeiro.

 

Hortaliças e Frutas na Linha de Frente

Os primeiros reflexos deverão ser percebidos nas hortaliças, culturas extremamente sensíveis a variações climáticas. Produtos como cebola, batata, tomate e cenoura tendem a sofrer com o excesso de umidade na região Sul, onde as chuvas volumosas podem provocar apodrecimento e perda de qualidade. A produção de maçã e uva também preocupa, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as condições adversas podem afetar a floração e favorecer o surgimento de doenças.

No polo citrícola paulista, as temperaturas elevadas previstas para o período de floração dos laranjais (setembro a novembro) podem resultar em abortamento de flores e queda prematura de frutos jovens, comprometendo uma safra que já enfrentava desafios relacionados à baixa rentabilidade e incidência de pragas. O mercado internacional já observa essa tendência com apreensão, o que pode elevar os preços do suco e reduzir a qualidade da fruta disponível.

 

Café em Alerta

O setor cafeeiro, que iniciara o ano com perspectivas otimistas de safra recorde superior a 66 milhões de sacas, agora enfrenta incertezas. As chuvas irregulares registradas em regiões produtoras já atrasaram a colheita do café conilon, afetando a qualidade e a produtividade, além de criar ambiente favorável para fungos e pragas.

Para o café arábica, mais sensível a condições de estresse, o cenário é ainda mais delicado. A irregularidade hídrica e as altas temperaturas comprometem a uniformidade da florada, podendo resultar em grãos menores e perda da qualidade final do produto. O mercado internacional, atento aos baixos níveis de estoques, já reage com especulações que pressionam os preços da matéria-prima.

 

Milho e Carnes: Efeito Cascata

O milho, componente fundamental da ração animal, deverá sentir os efeitos do El Niño principalmente na segunda safra do Centro-Oeste. O atraso no plantio da soja, causado por chuvas irregulares, reduz a janela ideal para o cultivo do milho, levando muitos produtores a diminuir áreas plantadas ou substituir o grão por culturas alternativas como o sorgo.

A redução na oferta do grão impacta diretamente os custos da pecuária. A carne bovina e o leite tendem a encarecer, uma vez que a ração fica mais cara e a disponibilidade de pastagens diminui nas regiões Centro-Oeste e Norte, onde a falta de água compromete o desenvolvimento das forragens. O estresse térmico causado pelo calor excessivo também reduz o apetite e o ganho de peso dos animais.

 

Cana-de-açúcar sob Pressão

Na região Centro-Sul, responsável por cerca de 90% da moagem nacional, as chuvas fora de época podem atrasar o acúmulo de sacarose na cana, reduzindo a qualidade da matéria-prima e forçando colheitas antes do ponto ideal de maturação. Nas áreas do Norte e Nordeste, a combinação de seca e calor extremo gera estresse hídrico que compromete o desenvolvimento das plantações.

 

Panorama Regional e Perspectivas

Embora o cenário geral seja de preocupação, algumas regiões podem ser beneficiadas. No Nordeste, o clima mais seco e as temperaturas elevadas favorecem culturas como feijão, melão e melancia em áreas irrigadas. Na região Sul, as chuvas acima da média podem beneficiar as culturas de inverno, desde que não ocorram em excesso.

A expectativa de inflação alimentar já levou o governo federal a revisar para cima as projeções oficiais para o índice de preços do próximo ano. A estimativa inicial, que era de 4,5%, deverá ser elevada diante das adversidades climáticas anunciadas.

 

Incertezas e Adaptação

A intensidade exata dos impactos ainda depende da evolução do fenômeno nos próximos meses. O setor produtivo já adota estratégias de mitigação, como o ajuste de calendários de plantio e a escolha de variedades mais resistentes, mas reconhece que as perdas são inevitáveis em alguns segmentos.

Produtores e consumidores devem se preparar para um período de maior volatilidade nos preços, especialmente a partir do início de 2027, quando os efeitos do El Niño sobre as safras se tornarem mais evidentes. A diversificação de fontes de abastecimento e o monitoramento constante das condições climáticas serão fundamentais para minimizar os impactos sobre a mesa do brasileiro.

 

 

Copa do Mundo hoje: veja jogos e horários do dia 05/07

É dia de Brasil na Copa do Mundo!

As oitavas de final têm sequência neste domingo (05) com duas partidas, incluindo o duelo entre Brasil e Noruega, às 17h (de Brasília), em Nova Jersey. Mais tarde, México e Inglaterra se enfrentam no Estádio Azteca. Os vencedores dos dois confrontos se enfrentarão nas quartas de final.

Confira horários dos jogos deste domingo:

  • 17h - Brasil x Noruega
  • 21h - México x Inglaterra

Para afastar o retrospecto ruim

Brasil e Noruega abrem a programação do dia em um duelo que marcará o segundo encontro entre as seleções em Copas do Mundo. O único confronto anterior aconteceu na fase de grupos de 1998, quando os noruegueses venceram por 2 a 1. A seleção brasileira, aliás, nunca derrotou a Noruega: além da derrota no Mundial, soma mais um revés e dois empates em amistosos.

O Brasil chega às oitavas de final invicto e embalado pela vitória de virada sobre o Japão na fase de 16 avos. Antes disso, empatou com Marrocos por 1 a 1 e venceu Haiti e Escócia, ambos por 3 a 0, garantindo a liderança do Grupo C. Contra os japoneses, Gabriel Martinelli marcou nos acréscimos do segundo tempo e garantiu o triunfo por 2 a 1.

A Noruega, por sua vez, também faz boa campanha. A equipe venceu Iraque (4 a 1) e Senegal (3 a 2) nas duas primeiras rodadas, assegurando a classificação antecipada ao mata-mata. Com os titulares poupados, foi derrotada pela França por 4 a 1 na última rodada da fase de grupos e, na fase de 16 avos, eliminou a Costa do Marfim ao vencer por 2 a 1, com gol de Erling Haaland aos 41 minutos do segundo tempo.

Para o confronto, o técnico Carlo Ancelotti não poderá contar com Lucas Paquetá. O meio-campista sofreu uma lesão na parte posterior da coxa durante a partida contra o Japão e segue em recuperação. Danilo Santos e Gabriel Martinelli disputam a vaga entre os titulares. Já Raphinha voltou a treinar com o elenco, mas só deve voltar em uma possível disputa das quartas de final.

Entre os destaques brasileiros estão Vinicius Júnior, autor de quatro gols na Copa do Mundo, e Bruno Guimarães, que lidera a equipe com quatro assistências. Do lado norueguês, o principal nome é Haaland, artilheiro da equipe com cinco gols, acompanhado por um forte setor ofensivo formado também por Alexander Sorloth, Antonio Nusa e Martin Odegaard.

 

Fator casa fará a diferença?

Mais tarde, será a vez de México e Inglaterra medirem forças no Estádio Azteca, na Cidade do México. Quem vencer, poderá ser a adversária do Brasil nas quartas. A seleção anfitriã conta com o apoio da torcida e da altitude de 2.240 metros da capital mexicana. Embalado por esses fatores, o México venceu os quatro jogos que disputou na Copa do Mundo sem sofrer gols e tenta manter o bom momento para eliminar uma campeã mundial.

Os mexicanos garantiram a liderança do Grupo A com vitórias sobre África do Sul (2 a 0), Coreia do Sul (1 a 0) e República Tcheca (3 a 0). Na fase de 16 avos, voltaram a vencer por 2 a 0, desta vez sobre o Equador. A Inglaterra também terminou na liderança de sua chave, após derrotar Croácia (4 a 2) e Panamá (2 a 0) e empatar sem gols com Gana. No mata-mata, porém, precisou buscar a virada para superar a República Democrática do Congo por 2 a 1, com dois gols de Harry Kane.

Será apenas o segundo encontro entre as seleções em Copas do Mundo. O primeiro aconteceu na fase de grupos da edição de 1966, quando a Inglaterra venceu por 2 a 0 diante de sua torcida e conquistou, posteriormente, o único título mundial de sua história. Já o México tenta igualar sua melhor campanha em Mundiais: as quartas de final, alcançadas justamente nas edições de 1970 e 1986, ambas disputadas em casa.

 

 

Ancelotti vê evolução do Brasil e dá notas para cada jogo na Copa

Para Ancelotti, o Brasil está em evolução na Copa do Mundo.

Em coletiva bem humorada neste sábado, antes do jogo das oitavas de final deste domingo, entre Brasil e Noruega, às 17h, em Nova York, o treinador da seleção brasileira deu notas para cada jogo da Seleção no Mundial até aqui.

— É um dado que pensamos depois do jogo, que foi um 5 contra o Marrocos, 6,5 contra o Haiti, um 7 contra Escócia e, porque estávamos felizes, um 7,5 contra o Japão — brincou o técnico, que completou:

— Acho que melhorou a qualidade com bola. No primeiro jogo fizemos muitos erros com bola. Agora é mais acertado com bola, tem menos erros de passe e mais acertos na frente.

 

O objetivo agora é aumentar a média de notas do Brasil, que não terá Lucas Paquetá contra os noruegueses. O treinador disse que já tem um substituto para o meia na seleção brasileira, mas não revelou quem entrará em campo. Ele citou Danilo e Martinelli como concorrentes para a vaga.

— Não temos um jogador como o Paquetá. O Danilo é diferente, o Martinelli é um ponta, então... Tenho tempo para pensar. Como sempre se diz, já pensei, já resolvi o tema. Nessas horas, só confiança.

— Não temos no elenco jogadores com a qualidade de Lucas Paquetá. Temos que substituir com outros jogadores. Danilo é diferente de Gabriel, que é diferente de Cunha, que é diferente de Éderson. Teremos em conta o que é melhor para a equipe, sabendo das forças do rival.

 

Ancelotti afirmou que o critério será alguém que recomponha pelo lado esquerdo, como Paquetá fazia. Com a bola, o papel será ocupar a faixa do campo entre o centro e a esquerda.

— A nível defensivo, alguém que possa recompor pela esquerda quando a equipe não tem a bola. Quando a equipe não tinha a bola, Paquetá fazia isso. Martinelli e Danilo podem fazer isso. Com a bola, tem que ocupar bem a posição entre o centro e a esquerda. Essa posição às vezes pode ser ocupada por Danilo Santos ou Vini Jr. A nível ofensivo, não muda. Muda a interpretação do jogador a depender das características. Danilo é diferente de Martinelli.

 

O treinador da seleção brasileira disse que Raphinha pode estar disponível para o Brasil contra a Noruega. Ainda longe dos 100%, o atacante se recuperou de uma lesão e tem chances de ir para o banco de reservas, depois de ter participado dos últimos dois treinos.

— Raphinha está avançando muito bem, não está 100%, mas pode estar disponível no banco e jogar alguns minutos ou ser útil em alguns momentos. Recuperou muito bem e muito rápido, estamos felizes com isso porque Raphinha é muito importante para a equipe.

 

Ancelotti afirmou que a seleção brasileira tem experiência para esse tipo de jogo decisivo. O treinador italiano citou a partida contra o Japão, vencida com virada nos acréscimos, com gol de Martinelli. Para o técnico, é fundamental ter jogadores experientes na equipe para lidar com a pressão desses cenários.

— Acho que sim porque experiência é um aspecto muito importante. Na Copa do Mundo, o nosso último jogo mostrou isso. Às vezes, a equipe de bom nível não está acostumado a gerir os últimos minutos, a pressão dos últimos minutos e o resultado. Então, ter uma equipe experiente com jogadores acostumados a esse tipo de nível é importante.

 

Ao ser perguntado sobre as características dos jogadores do banco de reservas, Ancelotti disse que é importante ter jogadores de perfis diferentes para o decorrer do jogo. Alguns jogadores importantes não foram utilizados na partida contra o Japão, como Neymar, por exemplo.

— Muito importante porque temos realmente diferentes no banco. Temos que ter em conta sempre que o jogo não acaba no minuto 90. Pode ser que o jogo tenha prorrogação, e jogadores frescos podem mudar o jogo.

 

Outros trechos da coletiva

Brasil não marcou de bola parada, preocupa? Pensa em Vini e Neymar juntos?

Ancelotti: "Bola parada sim até agora não aproveitamos as qualidades, pode ser que tenhamos que cobrar melhor. Temos ensaiado bem e temos confiança que podemos marcar nesse aspecto. Neymar e Vini podem sim jogar juntos, creio que vão jogar juntos."

 

Em 2015, Odegaard foi procurado por muitos clubes europeus, acabou no Real Madrid e você escreveu que não seria sua escolha. O que acha do desenvolvimento do jogador?

Ancelotti: "A gente viu que ele era muito talentoso no Real Madrid, chutes excelentes, ele mudou de clube, é um jogador importante para o Arsenal e está mostrando as qualidades dele e ele cresceu, é muito inteligente, ele conhece muito bem o jogo, é um dos principais da Noruega."

 

Haaland e Gabriel Magalhães. Preparou alguma marcação especial ou quando encontra adversários como Haaland é outro tipo de marcação?

Ancelotti: "Todo mundo conhece Haaland, não tenho que explicar a meu zagueiro como joga Haaland, ele conhece melhor que eu porque jogou contra muitas vezes. Estamos focados em preparar bem o jogo incluindo as características de Haaland que temos que ter em conta que é um atacante muito, muito perigoso."

 

Acha que a defesa da Noruega pode exigir a mesma coisa que contra o Japão? Nesse sentido Martinelli pode ser uma alternativa?

Ancelotti: "Para falar sobre estratégia, creio que não é o lugar mais correto. No último período há muito tempo que Vini muda de posição, no Real Madrid, aqui. Creio que vai ser um problema para o rival que ele possa mudar a posição no campo, por fora pode dar assistências e por dentro pode marcar muitos gols."

 

Chances dos adversários contra times favoritos

Ancelotti: "Quem podia dizer que Argentina sofreria contra Cabo Verde? Ninguém. Futebol moderno é assim. Não é uma falta de Argentina, é um parabéns a Cabo Verde, a seus jogadores, treinador, para jogar um jogo tão bonito."

 

Você conseguiu implementar o que quer no Brasil?

Ancelotti: "Acho que a equipe não está em seu melhor momento, creio que podemos alcançar melhor qualidade no jogo, melhor consistência. A equipe melhorou desde o primeiro jogo e segue melhorando."

 

Técnico da Noruega fez elogios, disse que o time tem características ofensivas, isso tem a ver com a formação do nosso meio campo. Você acredita que a Noruega vai jogar assim tão ofensivamente?

Ancelotti: "É uma equipe sim que tem muita qualidade ofensiva, muito bem equilibrada, também é ofensiva, estou de acordo nisso, é difícil buscar transição rápida contra eles porque tem bom equilíbrio no meio campo."

 

Você é conhecido pela presença serena no banco. Fale de suas emoções de estar liderando a equipe contra a Noruega

Ancelotti: "Lógico que me preocupo, mas não significa que estaria ansioso. Preciso me preocupar para antecipar o que vai acontecer na partida, é normal, mas tenho confiança. Nós já vínhamos melhorando e espero melhorar amanhã também."

 

Não teme muito espaço de contra-ataque com quatro jogadores de características ofensivas?

Ancelotti: "Sim, é um aspecto que temos que considerar porque as características defensivas de Martinelli não são as de Danilo Santos, que é um meia muito ofensivo, por isso marca muitos gols. Então o equilíbrio não é só colocar jogadores com diferentes características, é estar também no pensamento dos jogadores que estão atrás de manter uma boa vigilância quando o time ataca."

 

Noruega tem enfrentando desafios por lesão do lado direito. É uma vantagem para vocês e Vini?

Ancelotti: "Ryerson é um jogador excelente, e a lateral direita não afeta muito a situação da Noruega."

 

 

Bailarino x Máquina: técnico da Noruega define Vini Jr. e Haaland

O embate entre Brasil e Noruega é um dos mais aguardados da fase oitavas de final da Copa do Mundo 2026.

De um lado, a única seleção pentacampeã do planeta tentando resgatar o protagonismo em Mundiais sob a liderança de Vini Jr., astro do Real Madrid. De outro, a atual sensação do futebol europeu simbolizada na figura de Erling Haaland, centroavante do Manchester City.

Para Stale Solbakken, técnico da Noruega, o confronto deste domingo, às 17h (de Brasília), entre dois dos principais atacantes desta Copa pode ser resumido por uma comparação inusitada: uma "máquina" versus um "bailarino".

— Se você está interessado em esporte, dá para ver que um deles é uma máquina, nível de aceleração absurdo e excelente condição física, e o outro é um bailarino que sabe dançar com a bola — comentou o treinador de Haaland no Mundial 2026.

A comparação foi feita por Solbakken em entrevista coletiva último sábado, ao ser provocado por um jornalista americano sobre como apresentaria o embate Haaland x Vini Jr. aos torcedores dos Estados Unidos que não estão acostumados a acompanhar o futebol.

Nesta Copa do Mundo, os principais atacantes do Brasil e da Noruega têm chamado a responsabilidade em campo.

Vini Jr. marcou quatro gols e deu uma assistência, sendo o jogador produtivo do sistema ofensivo da Seleção. Já Haaland, que disputou uma partida a menos por ter sido poupado contra a França na fase de grupos, soma cinco gols e está na cola de Lionel Messi pela artilharia.

O duelo entre Brasil e Noruega será disputado no estádio de Nova Jersey. Em caso de empate no tempo normal, o confronto irá para a prorrogação. Mantendo a igualdade, teremos pênaltis para definir o classificado à fase quartas de final da Copa do Mundo 2026.

 

 

Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 38 milhões

A Caixa Econômica Federal sorteou na noite de sábado (04) os seis números do concurso 3.027 de Mega-Sena. São eles:

06 - 15 - 16 - 24 - 34 -47

Segundo a Caixa, ninguém acertou as seis dezenas que davam o direito ao prêmio de R$ 32.014.568,74.

  • 44 apostas acertaram cinco números e cada uma vai receber R$ 45.413,55.
  • 3.304 apostas acertaram quatro números e cada uma vai receber R$ 996,89.

 

Aposta

Para o próximo concurso da Mega-Sena, a estimativa é de pagar um prêmio de R$ 38 milhões. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (7), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

 

 

Técnico da Noruega diz que Brasil é favorito

A Noruega está se permitindo sonhar com a possibilidade de vencer o Brasil e seguir viva na Copa do Mundo 2026.

Na véspera do mata-mata em Nova Jersey, o técnico Stale Solbakken reconheceu o favoritismo da seleção brasileira, porém deixou claro que acredita nas chances da sua equipe surpreender e ficar com a classificação à fase quartas de final.

— O Brasil ainda é o favorito. Eu disse que talvez não sejam mais os grandes favoritos, como foram anos atrás. É difícil atribuir uma porcentagem. O que importa é o seguinte: podemos bater o Brasil, mas para isso teremos que jogar o nosso 100% em campo. Temos sim uma chance de bater o Brasil — afirmou Solbakken em coletiva de imprensa na tarde deste sábado.

O comandante da Noruega demonstrou especial preocupação com o sistema ofensivo do Brasil e com as peças disponíveis a Carlo Ancelotti no banco de reservas. O treinador citou nominalmente o atacante Vini Jr. em mais de uma oportunidade e disse aguardar ter menos a posse da bola do que a Seleção.

— Temos que ver se vamos dar conta da mudança de combinações que o trio de ataque do Brasil trará. Eles podem jogar com quatro jogadores na frente, assim como foi no segundo tempo do jogo contra o Japão. Temos que ver se vamos conseguir acompanhá-los — pontuou Solbakken, também reconhecendo que a média de altura da seleção norueguesa pode ser uma vantagem.

Em um outro momento da entrevista coletiva, o noruguês foi questionado se a vitória de sua equipe seria uma surpresa nesta Copa do Mundo. A resposta de Solbakken foi enfática:

— Sim, acho que seria uma surpresa.

Sobre o aguardado confronto individual entre Erling Haaland e Gabriel Magalhães, o comandante da Noruega minimizou qualquer possibilidade de polêmica e afirmou que o duelo se trata do embate entre duas equipes, não de determinados jogadores.

— Acho que o Brasil tem uma das maiores parcerias de defesa nesta Copa. São dois jogadores (Gabriel Magalhães e Marquinhos) que estão no topo do futebol mundial, mas será um jogo entre Brasil e Noruega. Sem dúvida, haverá duelos importantes. Para mim, se resume a um jogo de Brasil e Noruega — concluiu Solbakken.

O duelo entre Brasil e Noruega será disputado no estádio de Nova Jersey, a partir das 17h (de Brasília), do domingo. Em caso de empate no tempo normal, o confronto irá para a prorrogação. Mantendo a igualdade, teremos pênaltis para definir o classificado à fase quartas de final da Copa do Mundo 2026.

 

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Stale Solbakken:

 

Esta será a partida mais importante da história da Noruega?

— Precisamos jogar a partida, não as circunstâncias. Temos que garantir que vamos jogo, não a ocasião do jogo. Desde que ganhamos o primeiro jogo da fase de grupos, digo que é importante nos concentrarmos na partida.

 

Ryerson terá condições de jogo?

— Ele treinou, não fez a mesma carga dos outros jogadores, mas não está com dor nos últimos dois dias. Não estamos certos sobre a escalação final, ainda tem outros jogadores que talvez possam ser opções interessantes. Independente de qual seja a escalação, talvez ele não jogue os 120 minutos da partida.

 

Sobre preocupação com Vini Jr.

— Muitos treinadores têm essa preocupação com o Vini Jr. nos últimos anos. Ele parece estar com uma condição física e energia muito boas. As alas são importantes, mas também é muito importante ajudar os jogadores que jogam mais recuados para não termos problemas. As situações são inevitáveis. Eles (defensores) com certeza vão ter o suporte dos colegas.

 

A Noruega terá uma postura ofensiva?

— Eu acho que é uma combinação. O Haaland precisa de ajuda, assim como qualquer outro jogador. Ele tem tido um desemepnho muito bom, conseguiu marcar. Percebemos que existem formas de atender à qualidade dele. Temos um pensamento ofensivo, mas durante os 90 minutos ou 120 minutos, o Brasil também terá que se defender. Claro que menos tempo do que nós, mas precisam tomar cuidado.

 

Na sua opinião, por que a Europa tem neutralizado o Brasil? Qual a sua opinião?

— Eu acho que quando você vê os times nessa Copa do Mundo, você vê que os times estão jogando um jogo mais equilibrado. Dá para ver os times africanos mais organizados, bem mais organizados. Nessa era atual, não vemos mais uma diferença tão grande como era antigamente.

 

Essa é a grande chance da história da Noruega em Copas do Mundo?

— Não temos muitas oportunidades de jogar contra um time como o Brasil. Historicamente, o Brasil nunca venceu a Noruega em Copas, mas não disputamos tantas partidas, né? Adoraríamos manter essa estatística, agora é outra história, temos sim uma chance e queremos aproveitar.

 

Sobre fala citando Carlo Ancelotti no vestiário da Noruega após a classificação contra Costa do Marfim. O que você tem a dizer sobre?

— Como já disse outras vezes, só queria elogiar o trabalho do Ancelotti porque é um dos maiores técnicos do futebol europeu, talvez o maior, tendo ganhado tantas vezes a Champions League e tútulos nacionais em outros países. Acredito que a forma como ele trata os adversários e como se comporta, é um exemplo para todos, inclusive para nós. É uma referência. É muito bom que tenha assumido uma seleção nacional, uma das maiores do mundo neste torneio. Para seguirmos aqui, teremos que vencê-lo.

 

Qual o ponto mais forte do Brasil sob a visão da Noruega?

— Brasil tem vários bons jogadores. Estamos bem preparados para essa partida, acho que o nosso ponto mais forte é manter nossa identidade. Não importa contra quem você está jogando, você precisa levar em consideração alguns aspectos do adversário. O Brasil tem jogado com muita seriedade, a gente tentará manter nosso jogo e nossa identidade.

 

Qual Noruega é mais forte: 1998 ou 2026?

— Acho que o time de 1998 era completamente diferente do que temos hoje. Em 1998, a seleção era baseada em uma organização muito forte na defesa e em contra-ataques. Hoje, nos concentramos mais em atacar e deixar o outro time na defesa. Temos vários jogadores com esse estilo, que não deixam o adversa´rio ficar com a posse de bola. Naquela época, eles já tinham passado da fase de grupos. Hoje, estamos falando de outro mata-mata, então de uma forma ou de outra, temos que vencer para passar.

 

 

 

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