O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração de Andrei Rodrigues como diretor-geral da Polícia Federal (PF). 

O delegado foi afastado do cargo na terça-feira (8) por decisão do também ministro André Mendonça. A maioria dos ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Em sua determinação, Dino mencionou “atropelos processuais” para afirmar a nulidade do afastamento, entre os quais ilegitimidade do partido Novo para pedir o afastamento de autoridade pública em um processo de natureza criminal.
“O partido político mencionado, no caso, não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em investigações criminais ou processos penais, como revela o próprio desenho normativo do Código de Processo Penal, em cujos preceitos inexiste qualquer referência a partidos políticos entre os sujeitos legitimados a atuar nessa seara do Direito”, escreveu o ministro.
O ministro mandou reintegrar também o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Ele citou o prejuízo de investigações em curso, sob sua relatoria, caso a produção de relatórios de inteligência seja interrompido.
POr - Agência Brasil
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.055 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 76 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 01 - 11 - 36 - 43 - 48 - 49
- 54 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 34.793,09 cada
- 2.787 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.111,21 cada
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (10), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
Por - Agência Brasil
Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que o Brasil conta com 95 centros especializados em reabilitação (CERs) dedicados à recuperação da autonomia de quem vive com baixa visão ou cegueira.

Apesar de serem disponibilizados via Sistema Único de Saúde (SUS), tais serviços, dedicados a apoiar pessoas que perderam a visão de forma parcial ou total, são pouco conhecidos. “Infelizmente, boa parte da população desconhece a possibilidade de acessar esse atendimento, que é de alta qualidade e gratuito”, destacou o CBO.
As unidades, segundo o conselho, são pouco conhecidas, inclusive, entre profissionais de saúde. Para a entidade, o acesso de pacientes depende de uma rede bem estruturada, com boa comunicação entre os diferentes níveis de atenção do SUS - desde o posto de saúde ao centro de alta complexidade.
No intuito de mudar esse cenário de desconhecimento, a entidade mapeou os centros disponíveis no país. O levantamento, conduzido pela oftalmologista Karina Eiko Yamashita, mostra que os CERs estão presentes em todas as regiões, sendo 39 no Sudeste, 31 no Nordeste, 12 no Norte, 9 no Sul e 4 no Centro-Oeste.
“A publicação funciona como uma bússola para pacientes e profissionais de saúde em busca de atendimento especializado”, avaliou o conselho.
Tecnologias assistivas
Além da existência de uma rede de cuidados multiprofissionais, o CBO cita ainda “um novo aliado” ao processo de reabilitação visual no Brasil: a inteligência artificial (IA).
Bengalas inteligentes, por exemplo, detectam obstáculos e orientam a locomoção por comandos de voz, enquanto sistemas de audiodescrição analisam imagens e textos e descrevem o ambiente, ampliando a independência do usuário em tarefas do dia a dia.
“Essas são apenas algumas das novidades disponíveis no mercado que eram inimagináveis há poucos anos”, avaliou a entidade.
O conselho alerta, entretanto, que, mesmo diante de tamanhos avanços, o acompanhamento oftalmológico segue indispensável.
“É esse profissional quem avalia a funcionalidade visual do paciente e orienta o uso adequado das tecnologias assistivas, com base no conhecimento sobre a evolução e o prognóstico de cada condição ocular.”
Dentre os chamados riscos éticos da IA aplicada à acessibilidade, o CBO cita, por exemplo, que sistemas de audiodescrição dependem de bases de dados que podem carregar vieses, o que exige atenção redobrada quando o público envolvido já enfrenta vulnerabilidades.
"Ampliar o acesso aos CERs e acompanhar de perto o avanço das tecnologias assistivas são compromissos que a especialidade não pode deixar de lado”, concluiu a entidade, destacando que a proposta não é se limitar ao diagnóstico, mas garantir que cada paciente saiba para onde ir e que encontre, nesse caminho, uma rede preparada para devolver autonomia e qualidade de vida.
Congresso
A atuação da rede de reabilitação visual no Brasil e as novas tecnologias utilizadas nesse processo estão entre os temas centrais debatidos ao longo do 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que ocorre até o próximo sábado (12) em Salvador.
Por - Agência Brasil
Uma investigação da organização Mercy For Animals (MFA) documentou a trituração de pintinhos machos recém-nascidos em um incubatório de grande porte da indústria de ovos na Região Sul do país. Segundo a organização, aproximadamente 35 mil animais foram mortos em um dia na unidade investigada. O nome da empresa foi mantido em sigilo.

Os pintinhos tinham menos de 24 horas de vida e eram colocados em máquinas com lâminas rotativas de alta velocidade. A prática ocorre porque os machos não põem ovos e, segundo a investigação, não apresentam características genéticas consideradas adequadas para a produção de carne. Na cadeia produtiva, eles são separados das fêmeas logo após o nascimento e destinados ao descarte.
A vice-presidente de Investigações da MFA, Luiza Schneider, esclareceu que o objetivo não era investigar uma denúncia específica, mas documentar uma prática representativa de quase toda a indústria. Segundo ela, a questão central é o bem-estar dos animais.
“Os pintinhos recém-nascidos têm plena capacidade de senciência, o que significa capacidade de sentir medo ou dor física. Eles têm o sistema nervoso completamente formado”, disse Luiza.
O material da investigação aponta ainda que os maceradores mecânicos nem sempre provocam a morte imediatamente, o que, segundo a organização, pode prolongar o sofrimento.
A investigação também registrou o descarte de fêmeas. Segundo a MFA, elas eram eliminadas em menor número quando apresentavam anomalias, deformidades, sangramentos ou nascimento prematuro, ou quando excediam a demanda dos criadores.
Alternativas
Uma das alternativas apresentadas pela organização é a chamada sexagem in ovo, tecnologia que identifica o sexo do embrião durante a incubação. Os ovos com embriões machos podem ser retirados antes da eclosão, evitando que os pintinhos nasçam e sejam posteriormente descartados.
A tecnologia já é utilizada em outros países.
Segundo a organização Innovate Animal Ag, na União Europeia cerca de 130 milhões de um total aproximado de 340 milhões de poedeiras eram provenientes do método em junho deste ano.
A Alemanha, França, Áustria e Itália adotaram legislações que proíbem a trituração, enquanto a Noruega e a Suíça avançam para eliminação da prática por decisão de mercado.
No Brasil, a primeira máquina de sexagem in ovo foi instalada em julho de 2025 no incubatório da Hy-Line do Brasil, em Nova Granada, no interior de São Paulo.
A iniciativa teve como cliente-âncora a Raiar Orgânicos, que possui cerca de 400 mil aves e se comprometeu a converter todo o plantel. Os primeiros ovos produzidos com a tecnologia chegaram ao mercado em dezembro daquele ano.
Custos
A adoção da tecnologia, entretanto, ainda é pequena. De acordo com o panorama elaborado pela Innovate Animal Ag, a máquina instalada no Brasil opera abaixo da capacidade. O documento aponta que o principal obstáculo ainda é financeiro. A estimativa é de que o método convencional custe cerca de R$ 7 por ave no Brasil, enquanto o adicional da tecnologia fique entre R$ 5 e R$ 10 por ave. O que corresponde a um acréscimo de aproximadamente 80% a 150% sobre o preço da ave.
O custo, porém, pode ser diluído ao longo da produção. Segundo o estudo, uma poedeira produz cerca de 350 ovos durante o ciclo, fazendo com que o valor adicional por ave corresponda a poucos centavos de real por dúzia para o consumidor.
Vanessa Garbini, vice-presidente de Relações Institucionais e Governamentais da MFA, avalia que o fato de outros países estarem adotando novas formas de produção é uma prova de que os custos finais não inviabilizam os ganhos da indústria.
"O fato de Suíça e Noruega, por exemplo, implantarem a sexagem in ovo sem nem ter legislação, simplesmente por verem os benefícios que isso traz para os consumidores, mostra que o custo da mudança não é tão grande. Se fosse inviável, não estaria acontecendo na Europa", argumenta Vanessa.
Há sinais de interesse do setor industrial. As organizações de defesa dos animais citam compromissos públicos de empresas como Planalto Ovos, Grupo Mantiqueira e Korin de suspender a trituração, condicionados à existência de uma tecnologia considerada economicamente acessível e operacionalmente viável.
Em agosto, um encontro nacional sobre sexagem in ovo reuniu representantes de empresas de tecnologia, produtores de ovos, instituições financeiras e órgãos públicos, entre eles o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Congresso Nacional
No Brasil, ainda não existe uma norma federal específica que proíba ou restrinja o descarte de pintinhos machos. O tema, entretanto, já chegou ao Congresso Nacional, por meio dos projetos de Lei 783/2024 e o 3034/2026.
O PL 783/2024, de autoria da deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP), já passou pela Comissão de Meio Ambiente e pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.
Segundo a organização, o PL recebeu parecer contrário na Comissão de Agricultura por questões econômicas e deverá seguir para o plenário.
O PL 3034/2026, apresentado pela deputada Heloísa Helena (Rede-RJ) em junho, ainda está no início da tramitação.
A Constituição Federal proíbe práticas que submetam animais à crueldade, sem estabelecer distinção entre espécies. A legislação ambiental também trata de maus-tratos.
Para a MFA, esses dispositivos podem ser utilizados na discussão sobre a prática, embora a avaliação jurídica sobre cada caso caiba às autoridades competentes.
A MFA informou ainda que pretende encaminhar uma denúncia ao Ministério Público para que os órgãos responsáveis avaliem as práticas registradas na investigação.
Consumidor
A mudança também encontra respaldo em pesquisas sobre o comportamento dos consumidores. Levantamento realizado pela Innovate Animal Ag com 1.553 compradores de ovos no Brasil mostrou que 73% se sentem desconfortáveis com o abate de pintinhos machos e 76% concordam que a indústria deveria encontrar uma alternativa.
O mesmo estudo apontou que 79% demonstraram interesse em comprar ovos produzidos com sexagem in ovo. Entre os entrevistados, 76% disseram estar dispostos a pagar mais pelo produto, com uma disposição média de R$ 3,87 por dúzia.
Para Luiza Schneider, a falta de informação ajuda a explicar por que a questão ainda provoca pouca pressão social.
“Há um desconhecimento da população em relação a algumas práticas dessa indústria. Então, há pouca mobilização para que elas não aconteçam”, disse.
Para Vanessa Garbini, quanto mais as pessoas estiverem expostas à realidade, mais fácil será avançar com uma legislação para proibir os maus-tratos contra animais.
"Depois que você sabe o que acontece, não consegue esquecer. Um monte de animais, bebezinhos recém-nascidos rolando em esteiras para serem triturados ainda conscientes. É praticamente impossível uma pessoa não se impressionar com essa atividade", avalia.
Por - Agência Brasil
Um novo golpe está usando números falsos no identificador de chamadas para enganar vítimas. Criminosos conseguem fazer com que o nome e o número de um parente, banco ou órgão público apareçam corretamente na tela do celular de quem recebe a ligação — mesmo sem ter acesso a esse número.
A técnica é chamada de spoofing, uma espécie de falsificação da identificação de chamadas. Segundo Renato Bobsin Machado, professor de Ciência da Computação, os golpistas contratam uma central telefônica com softwares maliciosos e conseguem editar o número que aparece para a vítima.
Segundo Machado, para conseguir os dados das vítimas, os golpistas também usam dados vazados ao longo dos anos — por redes sociais, empresas e informações de crédito. Além disso, cruzam o número de telefone com perfis públicos, onde é fácil identificar amigos, parentes e colegas de trabalho por meio de comentários e marcações.
"Em casos mais raros, a vítima pode ter instalado aplicativos de fontes não confiáveis. Se forem maliciosos, esses aplicativos podem obter dados da agenda telefônica e compartilhá-los", explica Machado.
A autônoma Cláudia Simone da Silva de Oliveira descobriu que o próprio número foi usado no golpe depois que um parente recebeu uma ligação com o nome e o telefone dela na tela. Ao atender, ele ouviu uma música e depois uma mensagem dizendo que havia ganhado um prêmio.
Desconfiado, o parente tirou um print da tela e procurou Cláudia para confirmar se ela havia ligado.
"Eu não liguei para ele. Ele me mandou o print, e realmente é o meu número que tá lá, o meu nome", conta.
O celular de Cláudia não foi clonado e continuou funcionando normalmente, apenas a identificação exibida na tela do parente foi falsificada.
O caso não é isolado. No início deste mês, a RPC, afiliada da TV Globo, mostrou um alerta da Polícia Civil de Foz do Iguaçu sobre golpistas que usavam o número oficial da delegacia para fazer ligações falsas.
Segundo o professor, o uso de inteligência artificial pode tornar a fraude ainda mais eficaz, permitindo imitar a voz de uma pessoa a partir de áudios existentes. Segundo ele, combinado a uma história de emergência, como um acidente ou um pedido de Pix, o golpe é pensado para não dar tempo à vítima de pensar.
Como se proteger
Renato Bobsin Machado, professor de Ciência da Computação, recomenda desconfiar mesmo quando o número parece conhecido. As principais orientações são:
- Se receber um pedido de Pix ou dinheiro, desligar a ligação e confirmar por outro canal, como WhatsApp;
- Combinar uma pergunta-chave com familiares, que só a pessoa verdadeira saberia responder;
- Nunca informar Pix, código de SMS, CPF, senhas ou dados bancários por telefone.
Em caso de tentativa de golpe, a orientação é registrar um boletim de ocorrência.
Por - Agência Brasil
A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (8) prêmio estimado em R$ 70 milhões. As seis dezenas do concurso 3.055 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
No último concurso, foram sorteados os números 08 - 17 - 24 - 43 - 47 - 58 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.
Por - Agência Brasil





















