Com a abertura do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física nesta segunda-feira (23), os produtores rurais precisam redobrar a atenção para evitar inconsistências que possam levar à malha fina. O envio das informações referentes ao ano-calendário de 2025 vai até 29 de maio.
Entre os principais pontos de atenção estão os novos limites de obrigatoriedade. Para a atividade rural, é necessário declarar quem registrou receita bruta acima de R$ 177.920 no ano passado, além de outros critérios como rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 ou posse de bens acima de R$ 800 mil.
O produtor pode optar entre a apuração pelo regime completo — considerando a diferença entre receitas e despesas — ou pela forma simplificada, que presume lucro de 20% sobre a receita bruta. Especialistas recomendam manter um controle rigoroso de todas as receitas da produção, insumos, arrendamentos e mão de obra, além de garantir compatibilidade entre os valores declarados e a movimentação financeira.
A declaração pré-preenchida, que já traz informações de anos anteriores, pode facilitar o processo, mas exige conferência cuidadosa, pois a responsabilidade pelos dados continua sendo do contribuinte.
A Receita Federal ampliou o cruzamento de informações com diferentes bases, e pequenas divergências — como omissão de receitas ou despesas sem comprovação — podem levar à retenção da declaração. Para quem tem direito à restituição, os pagamentos serão feitos em quatro lotes a partir de 29 de maio, com prioridade para idosos, pessoas com deficiência, magistério e quem optar pela declaração pré-preenchida ou por PIX.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está clinicamente estável, de acordo com boletim médico divulgado neste domingo (22). Ele permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e ainda não há previsão de alta.
No sábado (21), Bolsonaro iniciou tratamento odontológico após relatar dor na região mandibular direita, informou o hospital.
O ex-chefe do Executivo foi internado no Hospital DF Star após apresentar quadro de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração — quando há aspiração de conteúdo do estômago.
Bolsonaro deu entrada na unidade de saúde com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Segundo o boletim, ele segue sem previsão de deixar a UTI, e a equipe médica estima que a internação deve durar ao menos sete dias.
Boletim médico de Bolsonaro
Veja abaixo, na íntegra, o conteúdo do boletim médico do ex-presidente Jair Bolsonaro divulgado neste domingo (22):
O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Nas últimas 24 horas, manteve-se estável clinicamente, afebril e sem intercorrências. Segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. No momento, sem previsão de alta hospitalar.
Dr. Claudio Birolini - Cirurgião Geral
Dr. Leandro Echenique - Cardiologista
Dr. Brasil Caiado - Cardiologista
Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. - Coordenador da UTI Geral
Dr. Allisson B. Barcelos Borges - Diretor Geral
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou o leilão de dez carros e motos de luxo apreendidos na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os bens, avaliados em R$ 6,6 milhões, pertencem majoritariamente aos investigados Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti, além de empresas ligadas a eles.
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que argumentou a necessidade de evitar a depreciação dos veículos até o final do processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à medida.
Na mesma decisão, Mendonça autorizou que outros seis carros fossem destinados ao uso institucional da PF.
Veículos que irão a leilão
Segundo a autorização, os seguintes bens serão alienados antecipadamente:
Lamborghini Urus S (2020) – R$ 2.441.976,30
Porsche 911 Car GTS (2024) – R$ 1.126.137,60
Porsche Taycan (2020) – R$ 763.425,00
Porsche Panamera 4SEHY (2023) – R$ 682.078,50
BMW M3 Competition (2022) – R$ 581.732,10
Audi TT RS5 (2020) – R$ 505.465,00
Audi A3 (2022) – R$ 229.815,00
Moto BMW/S1000 RR (2024) – R$ 120.851,00
Moto Suzuki/GSX1300 (2023) – R$ 102.563,00
Moto Triumph/Tiger (2020) – R$ 69.715,00
Decisão do ministro
Em sua decisão, André Mendonça destacou que a alienação antecipada de bens é uma medida cautelar prevista no Código de Processo Penal (art. 144-A) para preservar o valor dos bens sujeitos à depreciação. O ministro ressaltou que a medida protege tanto o interesse da União — que pode ser ressarcida em caso de condenação — quanto o direito do investigado, que, se absolvido, terá o valor do bem preservado.
“Evita-se, assim, que ao final do processo os bens estejam obsoletos e sem utilidade, em decorrência do desgaste natural e da inerente dificuldade de manutenção”, escreveu o magistrado.
Defesa recorre
Em nota, a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes informou que recorreu da decisão. Os advogados pedem a reavaliação de alguns carros e questionam a destinação de veículos à PF, alegando incompatibilidade dos modelos com a atividade policial.
“Os advogados avaliam que, antes de repassar à PF ou leiloar, o STF deveria analisar se não seria melhor vender os veículos a melhor preço para preservar o patrimônio até o final das investigações”, diz o comunicado.
O dinheiro arrecadado com o leilão ficará à disposição da Justiça e poderá ser utilizado para reparar eventuais danos aos cofres públicos ou ser devolvido aos acusados, em caso de absolvição.
A partir desta segunda-feira (23), os contribuintes já podem enviar a declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-calendário de 2025. O prazo segue até 29 de maio, e a expectativa da Receita Federal é receber cerca de 44 milhões de declarações.
O principal destaque deste ano não está em mudanças na legislação, mas no avanço do controle de dados. O Fisco implementou alertas automáticos no sistema para sinalizar possíveis inconsistências durante o preenchimento, além de ampliar o cruzamento de informações com bases como eSocial, Dmed, e-Financeira e declarações de operações com criptoativos.
A declaração pré-preenchida também ganhou mais informações importadas automaticamente, mas especialistas alertam que a responsabilidade pela conferência continua sendo do contribuinte. A lógica da fiscalização mudou: a Receita já cruza dados de diversas fontes antes mesmo do envio da declaração, e qualquer divergência, por menor que seja, pode levar à malha fina.
Os limites de obrigatoriedade foram atualizados. Devem declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 no ano passado, ou rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil. O valor de bens e direitos que exige declaração subiu para R$ 800 mil.
Operações internacionais e criptoativos estão entre os principais focos da fiscalização. Quem possui ativos no exterior, trusts ou aplicações financeiras fora do país precisa informar esses dados. Além disso, a Receita criou um campo específico para declaração de ganhos com apostas de cota fixa (bets). O contribuinte deve informar o saldo existente em 31 de dezembro de 2025, mesmo que não ultrapasse o valor que exija pagamento de imposto. Ganhos líquidos anuais acima de R$ 28.467,20 estão sujeitos à alíquota de 15%.
Apesar das discussões sobre a proposta de isenção para rendimentos de até R$ 5 mil mensais, a medida não se aplica à declaração deste ano, pois o período declarado é 2025, quando a regra ainda não estava em vigor.
Especialistas apontam que o cenário exige mais atenção do que em anos anteriores, especialmente em itens como despesas médicas, operações com renda variável, venda de bens e variação patrimonial incompatível. O cruzamento de dados mais apurado torna o monitoramento contínuo, e a recomendação é que o contribuinte confira se todas as informações prestadas estão alinhadas com os dados já disponíveis à Receita.
Um total de 28.203 chaves Pix de clientes da Pefisa S.A. tiveram dados vazados, informou nesta sexta-feira (20) o Banco Central (BC). Esse foi o terceiro incidente com o Pix em 2026 e o 23º desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

Segundo o BC, a exposição ocorreu de 30 de agosto de 2025 a 27 de fevereiro de 2026 e abrangeu as seguintes informações:
- nome do usuário;
- CPF;
- instituição de relacionamento;
- número da agência;
- número e tipo da conta;
- data de abertura da conta;
- e data de criação e de posse da chave Pix.
O incidente, apontou o BC, ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. A exposição, informou o BC, ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.
Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”.
Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.
Investigação
A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.
Em todos os 23 incidentes com chaves Pix registrados até agora, foram expostas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC.
Com 5 milhões de clientes ativos, a Pefisa S.A. (Credito, Financiamento e Investimento) é a fintech e braço financeiro do grupo Pernambucanas. A empresa gerencia a conta digital, cartões Elo (Mais/Grafite), empréstimos, seguros e Pix da loja, concentrando-se em soluções de varejo físicas e digitais. A reportagem tenta contato com a instituição.
Por Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master, disse nesta sexta-feira (20) que juiz não é estrela e deve assumir responsabilidades.

A declaração do ministro foi feita, na manhã de hoje, durante uma palestra na seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro.
Mendonça disse que não tem a pretensão de ser uma "esperança" ou alguém com dom especial, mas quer "fazer o que é certo, pelos motivos certos".
"O papel do bom juiz não é ser estrela. É simplesmente assumir a responsabilidade e julgar. Como eu sou cristão, pedindo a Deus que eu julgue de forma certa", afirmou.
Ministro também defendeu tranquilidade na tomada de decisões.
"Coragem é a capacidade de, no meio da adversidade, ter paz e tranquilidade para tomar as decisões. Coragem não é falar alto, não é ser arrogante, não precisa subir o tom da voz", completou.
No mês passado, André Mendonça assumiu a relatoria do inquérito que investiga o banqueiro Daniel Vorcaro e as fraudes no Banco Master.
Ele recebeu o processo após Dias Toffoli pedir para deixar o caso. O ministro assumiu que é um dos sócios do resort Tayayá, que foi comprado pelo fundo de investimento Arleen, ligado ao Master e investigado pela Polícia Federal.
Por Agência Brasil


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