A seleção brasileira feminina de vôlei derrotou o Chile por 3 sets a 0 (25/13, 30/28 e 25/11) neste sábado (12) no Pré-Olímpico Sul-Americano e ficou a uma vitória de garantir presença nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A Amarelinha decide a vaga olímpica contra a Argentina às 12h (horário de Brasília) deste domingo (13), no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

Ambas as equipes estão invictas na competição de pontos corridos, embora o Brasil leve vantagem por não ter perdido nenhum set em quatro jogos. Já a Argentina tem um ponto a menos por ter superado a Colômbia no tie-break (3 a 2) na segunda partida do torneio. A seleção brasileira é a maior campeã sul-americana com 23 títulos, os últimos 15 consecutivos.
Nesta tarde, a maior pontuador foi a ponteira Julia Bergmann, que anotou 12 ataques e um bloqueio. As brasileiras, comandadas pelo técnico José Roberto Guimarães, ditaram o ritmo de jogo no primeiro set, mas oscilaram na segunda parcial, permitindo que as chilenas liderassem o placar por 23 a 19. Mas as brasileiras reagiram a tempo: salvaram quatro set points e fecharam em 30 a 28. Na parcial seguinte, a Amarelinha sobrou em quadra com ótimas atuações de Gabi e Tainara.
A vitória deste sábado (12) deixou o Brasil a liderança do Sul-Americano, com 12 pontos, seguido pela Argentina (11) e pela Colômbia (4). As três primeiras equipes do torneio já asseguram vaga no Pan-Americano e no Mundial, ambos em 2027.
Campanha do Brasil
8 de setembro: Brasil 3 x 0 Venezuela - 25/14, 25/13 e 25/19
9 de setembro: Brasil 3 x 0 Peru - 25/16, 25/16 e 25/15
10 de setembro: Brasil 3 x 0 Colômbia - 25/19, 25/18 e 36/34
12 de setembro: Brasil 3 x 0 Chile - 25/13, 30/25 e 25/11
Campanha da Argentina
8 de setembro: Argentina 3 x 1 Peru - 20/25, 25/15, 25/28 e 27/25
9 de setembro: Argentina 3 x 2 Colômbia - 27/29, 25/11, 21/25, 25/23 e 15/8
10 de setembro: Argentina 3 x 0 Chile - 25/21, 25/18 e 25/17
12 de setembro: Argentina 3 x 0 Venezuela - 25/23, 25/20 e 25/21
Por Agência Brasil
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) mostra que 34% dos entrevistados defendem o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele seja investigado após a revelação do relatório da Polícia Federal que cita mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, a um número que os investigadores atribuem a Moraes.
Outros 28% acreditam que ele deveria sofrer um processo de impeachment pelo Senado.
A investigação da PF, que se tornou pública por decisão do ministro André Mendonça, responsável no STF pela condução das investigações sobre o Master, traz ainda referências a encontros entre Vorcaro e Moraes e pedidos de orientação e proteção.
No levantamento do Datafolha, 13% avaliam que o ministro deveria renunciar ao cargo no Supremo. Dos que consideram que nada deveria acontecer ao ministro, 7% avaliam que não há nada de errado nas mensagens entre Moraes e Vorcaro; 5% pensam que o vazamento das investigações foi ilegal. 13% preferiram não opinar.
Pergunta: o que deveria acontecer com Moraes após a revelação da troca de mensagens com Daniel Vorcaro?
- Deveria se afastar por um tempo do cargo para uma investigação ser feita: 34%
- Deveria renunciar ao cargo: 13%
- Deveria sofrer um processo de impeachment pelo Senado: 28%
- Nada, porque não há nada de errado nas mensagens: 7%
- Nada, porque o vazamento de conversas das investigações foi ilegal: 5%
- Não sabe: 13%
O Datafolha perguntou também se a revelação dessas conversas afeta a decisão de voto para presidente. As respostas:
- Não mudou nem deve mudar o voto: 85%
- Não mudou, mas deixou em dúvida: 7%
- Mudou de ideia sobre o voto para presidente: 4%
- Não sabe: 4%
Grau de conhecimento sobre o caso
- 26% afirmam que estão bem informados sobre o caso
- 33% afirmam que estão mais ou menos informados
- 7% afirmam que estão mal informados
- 32% não tomaram conhecimento sobre o caso
- 2% não souberam responder
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Globo. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026.
Crise no STF se intensificou nas últimas semanas
A crise no Supremo Tribunal Federal se intensificou após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) produzido no âmbito do caso do banco Master.
Tornado público em 1º de setembro por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, o documento reúne mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a um contato atribuído pelos investigadores ao ministro Alexandre de Moraes, além de referências a encontros e pedidos de orientação e proteção diante do avanço das investigações.
Parte das mensagens foi trocada nos dias anteriores à primeira prisão de Vorcaro, em novembro de 2025. Como o material foi extraído do celular do ex-banqueiro, o relatório não contém eventuais respostas de Moraes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a nulidade do documento, e o plenário do Supremo deverá decidir sobre os próximos passos.
O conflito ganhou nova dimensão em 3 de setembro. Com base em relatórios internos de inteligência da PF, Moraes sustentou haver indícios de irregularidades na atuação de Mendonça, citando, em tese, improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e possível favorecimento político na condução de apurações relacionadas aos casos Master e INSS. Os documentos, porém, continham ressalvas de que não havia valor probatório nas informações.
Com base nesses elementos, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news, do qual era relator. Mendonça, por sua vez, afirmou ter sido alvo de monitoramento pela PF e apontou possíveis irregularidades na elaboração dos documentos usados contra ele. Depois, Fachin retirou esse pedido do inquérito das fake news e tirou de Moraes a relatoria.
Afastamento e reintegração de diretores da PF
A disputa também alcançou o comando da Polícia Federal. No dia 8, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
O ministro disse que a PF o submeteu a monitoramento ilegal. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Rodrigues e Almada, em uma nova decisão, paralela à de Mendonça. Em seguida, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as duas medidas conflitantes — a de afastamento e a de reintegração —, o que manteve Andrei no cargo, e pediu explicações ao diretor-geral da PF.
Em manifestação enviada a Fachin nesta sexta-feira (11), Andrei Rodrigues negou que a PF tenha monitorado Mendonça e afirmou que os relatórios foram produzidos de forma regular pela área de inteligência da corporação e encaminhados a Moraes em cumprimento de ordem judicial.
Fachin convocou para terça-feira (15) uma sessão extraordinária do plenário para discutir o relatório da PF sobre as mensagens de Vorcaro a Moraes e o encaminhamento do caso. Além disso, determinou a abertura integral dos documentos vinculados ao Master sob a relatoria de Mendonça. O objetivo é assegurar que os ministros tenham acesso ao acervo antes da sessão.
O caso Master estourou há menos de um ano, em novembro de 2025, quando o Banco Central liquidou a instituição e a Polícia Federal prendeu seu dono, Daniel Vorcaro.
Em dez meses, o que era uma suspeita de fraude bilionária — a venda de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos que o banco não tinha como honrar — se tornou um escândalo que atinge a classe política em ano eleitoral e provocou um conflito aberto entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Preso em novembro, Vorcaro teve o celular apreendido pela Polícia Federal. É nesse aparelho que foram encontradas conversas e registros que implicam autoridades do Legislativo e do Judiciário, entre eles o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.
As investigações do caso Master indicam que Vorcaro mantinha uma rede de contatos que alcançava também servidores públicos, inclusive do Banco Central, políticos de diferentes lados e dirigentes de instituições financeiras. Há indícios de que essas relações envolviam pagamentos, presentes, convites para festas luxuosas e benefícios em troca de informações e de ações em favor dos interesses do banco.
A Operação Compliance Zero, deflagrada para aprofundar as investigações sobre o Master, teve dez fases até julho (veja detalhes abaixo). Originalmente, o ministro Dias Toffoli era o responsável no STF por supervisionar os trabalhos dos investigadores. Em fevereiro, o casso passou para André Mendonça por suspeitas sobre o envolvimento de Toffoli em negócios com um fundo ligado ao Master.
Nos últimos dias, a três semanas do primeiro turno das eleições, o caso escalou com um conflito aberto no Supremo em torno do avanço das investigações.
Em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que revelou detalhes sobre a relação de Moraes com Vorcaro.
Mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro preso sugerem que Moraes discutia com Vorcaro a possibilidade de a PF deflagrar uma operação contra o banqueiro, o que de fato ocorreu. Em 15 de novembro de 2025, o então dono do Master perguntou ao ministro: "Acha que segunda já tenho que estar fora?". Dois dias depois, o banqueiro foi preso no aeroporto quando tentava sair do Brasil.
O relatório indicou também que Moraes revisou e editou o contrato de R$ 131 milhões assinado por sua mulher, Viviane Barci de Moraes, pela prestação de serviços ao Master.
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Daniel Vorcaro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Master e Flávio Bolsonaro
Em maio, o site Intercept Brasil revelou a existência de mensagens e um áudio em que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro para pagar a produção do filme "Dark Horse", que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio. As informações foram confirmadas pela TV Globo.
Em uma das mensagens, o senador afirma: "Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente". Segundo a reportagem, Vorcaro pagou R$ 61 milhões.
Flávio Bolsonaro negava ter qualquer relação com Vorcaro. Após a revelação das mensagens, passou a dizer que o pedido de dinheiro corresponde a um "patrocínio" a um projeto privado, sem negócios irregulares.
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Flávio Bolsonaro fez campanha nesta quarta-feira (9) em Juiz de Fora (MG), a cidade onde seu pai levou uma facada durante a campanha de 2018 — Foto: Pilar Olivares/Reuters
Nesta sexta-feira, soube-se que Flávio Bolsonaro é investigado no inquérito, relatado por André Mendonça, que apura os repasses feitos por Daniel Vorcaro. O levantamento do sigilo de parte dos documentos do caso Master, na quinta-feira (10), mostrou que Flávio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. O presidenciável negou irregularidades e pediu transparência total.
Além do inquérito sob comando de Mendonça, há outra investigação no Supremo sobre "Dark Horse", relatada por Flávio Dino. Nesse braço, são investigadas a produtora do filme, Karina Gama, e o roteirista, o deputado Mario Frias (PL).
A PF investiga se R$ 2 milhões em emendas parlamentares direcionadas por Frias foram usados em contratos que não foram cumpridos por Karina. Operação ordenada por Dino nessa quinta-feira (10) apreendeu materiais em endereços dos dois e de outros investigados.
Flávio Bolsonaro diz que não houve irregularidades na relação dele com Vorcaro e que cabe à produtora do filme prestar contas sobre "Dark Horse". O candidato defendeu que o STF abra o sigilo das investigações sobre o filme.
Master e Alexandre de Moraes
Documentos que tiveram o sigilo retirado no dia 1º por Mendonça apontam que Moraes e Vorcaro mantiveram contato frequente e teriam se encontrado pessoalmente mais de uma vez entre março de 2024 e agosto de 2025.
Foram revelados registros de contratos milionários entre empresas de Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Um dos contratos, de R$ 131 milhões, teria sido editado por Moraes, segundo a PF.
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Viviane e Alexandre de Moraes — Foto: Divulgação
Outro contrato, de R$ 50 milhões, previa pagamento em dinheiro ou por meio da entrega de bens. Uma proposta localizada pelos investigadores estabelecia que R$ 40 milhões seriam quitados com cotas de um jatinho e de um helicóptero.
Em outra conversa, reclamou a um interlocutor que um pagamento ao escritório de Viviane não tinha sido realizado e classificou a quitação como “o mais importante que temos”, dizendo que poderiam surgir “problemas”.
A PF também identificou mensagens sobre uma viagem de Moraes a Campos do Jordão, região turística do estado de São Paulo, em dezembro de 2023. Vorcaro determinou a auxiliares que preparassem uma “experiência completa” para convidados classificados como “ultra VIP”, com chef particular, passeios a cavalo e quatro seguranças.
Os documentos apontam que a relação entre o ex-banqueiro e o ministro envolvia também eventos jurídicos organizados pelo Banco Master em Londres. Moraes participou de decisões sobre convidados e programação.
Moraes não se pronunciou sobre as investigações. O escritório de Viviane Barci informou que não conduziu causas para Vorcaro no STF e que, desde a liquidação do Master, o contrato foi suspenso.
Conflito entre ministros do STF
A decisão de André Mendonça de retirar o sigilo de trechos do caso Master em 1º de setembro escalou para uma crise institucional do Supremo. O presidente da Corte, Edson Fachin, marcou uma sessão para a próxima terça-feira (15) para tentar uma saída.
Alexandre de Moraes então lançou mão de relatórios de inteligência da PF, sem caráter probatório, para acusar Mendonça de abuso de autoridade na relatoria do Master. O ministro pediu à Presidência do STF que Mendonça fosse investigado.
A reação de Mendonça veio com uma ordem para a destituição do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. O relator sustentava na decisão que a PF estava monitorando ministros do STF.
Andrei recorreu da decisão, e o pedido foi analisado pelo ministro Flávio Dino, que devolveu o cargo ao diretor-geral e ao diretor de Inteligência.
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Edson Fachin, André Mendonça, Flávio Dino e Alexandre de Moraes — Foto: Alejandro Zambrana/STF, Antonio Augusto/STF e Gustavo Moreno/STF
Fachin tenta saída, e sigilos caem
Para tentar baixar a fervura, na quarta-feira (9), Edson Fachin tirou de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News, em que Moraes pretendia investigar Mendonça e suspendeu as decisões de Mendonça e Dino sobre a direção da PF.
O presidente do Supremo marcou a sessão do dia 15, sem especificar o escopo da discussão e se ela será aberta ou fechada.
Solicitou a Mendonça que abrisse o sigilo de inquéritos do caso Master – parte foi liberada na noite de quinta (10) e outra parte começou a ser revelada na noite de sexta-feira. Além do processo sobre Flávio Bolsonaro, também houve a quebra de sigilo de casos sobre Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e Thiago Miranda.
A investigação sobre Jaques Wagner apura a relação do senador com Augusto Lima, ex-sócio do Master. A apuração aponta indícios de pagamento de vantagens financeiras, por meio de repasses a uma empresa ligada a familiares do parlamentar e da aquisição de um apartamento de luxo em Salvador. Wagner nega ter cometido qualquer ato ilícito ou concedido benefícios ao Banco Master.
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Senador Jaques Wagner (PT-BA) e banqueiro Augusto Lima — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado e Vanner Casaes/Agência Alba
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Daniel Vorcaro e o senador Ciro Nogueira — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A frente da investigação que envolve Cláudio Castro apura possíveis irregularidades nos R$ 3,6 bilhões aplicados pelo Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores do Rio, no Banco Master. Segundo os investigadores, teria ocorrido uma manobra na direção do fundo para viabilizar operações consideradas de alto risco. Castro também negou as irregularidades durante diligências.
Por - G1
Cooperativa de Toledo (PR) sobe 96 posições no ranking das mil maiores empresas do país em relação ao último exercício
A Primato Cooperativa Agroindustrial, com sede em Toledo, no Oeste do Paraná, integra novamente a lista das mil maiores empresas do Brasil na mais recente edição do Anuário Valor 1000, do jornal Valor Econômico. O levantamento, elaborado em parceria com a Serasa Experian e com critérios técnicos definidos pelo Centro de Estudos em Finanças da FGV/SP, avaliou o desempenho de milhares de empresas brasileiras com base nos resultados do exercício de 2025.
Na 26ª edição do ranking, lançada em setembro em São Paulo, a Primato aparece na 591ª posição geral entre as maiores companhias do país — públicas, privadas e multinacionais. O resultado representa um avanço expressivo em relação às edições anteriores, quando a cooperativa ocupava a 687ª posição (com base no exercício de 2024) e a 717ª colocação (referente a 2022). Em apenas alguns anos, portanto, a Primato subiu mais de cem posições no ranking nacional, um movimento que reflete a expansão de suas operações e a consolidação de sua presença em diferentes elos do agronegócio, do campo à mesa do consumidor.
Fundada em 1997, a Primato nasceu com a finalidade de representar os setores de suínos e leite na região toledana. Ao longo das últimas décadas, diversificou-se para a fabricação de rações, operação de supermercados, restaurantes, farmácia e posto de combustível, além do recebimento de grãos — reunindo hoje mais de 13 mil cooperados e 52 unidades espalhadas por mais de 360 municípios.
Compromisso com o produtor
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, o avanço no ranking Valor 1000 é reflexo direto do trabalho de equipe construído ao lado de quem sustenta o negócio: o produtor rural. “Esse resultado não pertence apenas à cooperativa, pertence a cada um dos nossos cooperados. São eles que acordam cedo, cuidam da terra, dos animais, das lavouras e alimentam o país todos os dias. Nosso papel é justamente esse: criar as condições para que o produtor cresça, tenha renda justa e segurança para investir no futuro”, avalia Sabadin.
O presidente destaca ainda que o crescimento não é um objetivo isolado, mas consequência de um modelo de gestão e trabalho em conjunto que prioriza a relação de longo prazo com quem produz. “É mais uma comprovação de que estamos no caminho certo, gerando valor real para quem está na ponta da cadeia produtiva. Quando o cooperado prospera, a Primato prospera. Essa é a essência do cooperativismo, e é isso que nos trouxe até aqui”, complementa.
Expansão estratégica e proximidade com o campo
Já o diretor executivo da Primato, Juliano Millnitz, reforça que os próximos passos da cooperativa seguem uma lógica de expansão planejada, aliada ao investimento em tecnologia e assistência técnica. “Estamos ampliando nossa estrutura, com novas unidades em regiões onde o produtor precisa de mais proximidade e de mais suporte. Não se trata de crescer por crescer, mas de estar onde o cooperado está, entender suas necessidades e oferecer soluções concretas para o dia a dia da propriedade”, explica.
Segundo o diretor executivo, a cooperativa investe continuamente em equipes técnicas qualificadas e em ferramentas que ajudam o produtor a aumentar a eficiência da produção. “É por valorizar essa proximidade que a Primato está ao lado do cooperado em cada etapa, da produção à comercialização. É esse conjunto de fatores que nos permite seguir crescendo de forma sólida, ano após ano”, conclui.
Cooperativismo paranaense em destaque
O bom desempenho da Primato acompanha um movimento mais amplo do cooperativismo agropecuário do Paraná no Valor 1000 2026. Ao todo, 19 cooperativas do estado figuram entre as mil maiores empresas do país, somando cerca de R$ 158,7 bilhões em receita líquida no exercício de 2025 — liderança que destaca o peso do modelo cooperativo na economia nacional e no fortalecimento da agricultura familiar e empresarial brasileira.
Por - Assessoria
Um contrato firmado entre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados previa atuação jurídica “em todas as instâncias do Poder Judiciário” e consultoria estratégica em órgãos como o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O documento foi divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), depois da suspensão do sigilo das investigações.

O escritório de advocacia tem, entre seus 11 sócios, Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, além de dois filhos do casal, Alexandre Barci de Moraes e Giuliana Barci de Moraes.
Nos documentos da investigação divulgados pelo STF, aparecem dois contratos de prestação de serviços e de honorários advocatícios entre o escritório Barci de Moraes e empresas controladas por Daniel Vorcaro: um com o Banco Master e outro com a Viking Participações.
O contrato com o Banco Master foi assinado em 16 de janeiro de 2024 e prevê atuação em “processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário”, além dos serviços de “implantação, acompanhamento e aprimoramento constante e continuado de programa de integridade (compliance); consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e Cade”.
Já o contrato com a Viking Participações é datado em 12 de maio de 2025 e está redigido em papel timbrado do escritório Barci de Moraes, mas não possui assinaturas. Esse documento prevê “consultoria estratégica e atuação jurídica em processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário”.
Cada contrato previa ainda pagamentos mensais de R$ 3 milhões, ao longo de 36 meses, o que dá um total de R$ 108 milhões, em cada um.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Barci de Moraes informou que “o escritório possuía somente uma contratação com o Master e nega qualquer transferência ou substituição do contrato". Segundo o escritório, "a proposta do Banco Master não foi aceita, nada foi assinado e o contrato original foi extinto com a liquidação do banco, o que encerrou qualquer vínculo com a instituição”.
Entenda o caso
Na noite de quinta-feira (10), a pedido de Edson Fachin, presidente da Corte, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de parte das investigações sobre o Banco Master, do qual é relator.
Mendonça manteve, contudo, algumas apurações sob sigilo. A ordem de Fachin vem após a grave crise que tomou o STF com as decisões tomadas por Mendonça. Inicialmente ele revelou supostas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Por - Agência Brasil
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira (11) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, acesso à íntegra do material extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

O pedido de Zanin foi feito pouco depois de o ministro Alexandre de Moraes ter requerido a Fachin a retirada do sigilo sobre todos os documentos da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro.
Moraes apontou o que disse ser uma seletividade subjetiva do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, ao levantar o sigilo da investigação, na noite de quinta-feira (9).
Zanin, por sua vez, afirmou em ofício a Fachin que deseja ter acesso diretamente à mídia que contém a íntegra do material extraído do celular de Vorcaro, apreendido na primeira fase da Compliance Zero.
O ministro destacou que a mídia requerida “está diretamente relacionada” ao julgamento marcado para a próxima terça-feira (15), quando o plenário deve analisar um relatório da Polícia Federal (PF) que indica ligações entre Vorcaro e Moraes.
Em decisão de quarta-feira (9), Fachin marcou para a próxima terça uma sessão plenária para julgar um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que quer a anulação do relatório sobre Moraes, sob o argumento de Mendonça não tinha competência para autorizar investigação contra um colega.
O STF ainda não informou como se dará o rito do julgamento. A Constituição e o Regimento Interno preveem que somente o plenário possui competência para processar e julgar um de seus integrantes, sem trazer, contudo, detalhes sobre a condução do processo.
Ainda não foi anunciado, por exemplo, se o julgamento será aberto ou fechado. Não foi informado ainda se haverá a participação do ministro Alexandre de Moraes na sessão.
Entenda o caso
Na noite de quinta-feira (10), a pedido de Edson Fachin, presidente da Corte, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados ao caso Master.
Mendonça manteve, contudo, algumas apurações sob sigilo. Uma delas trata do suposto repasse de R$ 61 milhões de Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outra investigação mantida sob segredo de Justiça diz respeito à ligação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o advogado Augusto Ferreira Lima, antigo sócio do Master.
Por - Ag}ência Brasil
























