A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou nesta segunda-feira (5) a saída da Moratória da Soja, um acordo voluntário firmado em 2006 por empresas do setor, com apoio do governo federal e de organizações da sociedade civil, para não comercializar soja proveniente de áreas da Amazônia que tenham sido desmatadas a partir de 2008. 

A entidade representa grandes empresas do setor de processamento, industrialização e comércio de soja. O objetivo do pacto, que completará 20 anos, era justamente frear o desflorestamento do bioma por pressão da soja.
A saída ocorre poucos dias após a entrada em vigor de uma lei estadual do Mato Grosso que veta o acesso a benefícios fiscais em favor de empresas signatárias de acordos comerciais que estabelecem compromisso que vão além da legislação ambiental. A Moratória da Soja vem sendo alvo, há anos, de setores ruralistas contrários à ampliação das restrições ambientais.
A lei do Mato Grosso é objeto de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) movida por partidos políticos no Supremo Tribunal Federal (STF) e teve sua validade suspensa ao longo dos últimos meses, por força de uma liminar, que perdeu a validade no último dia 31 de dezembro.
Ainda na semana passada, com a queda da liminar, organizações ambientalistas e a Advocacia Geral da União (AGU) pediram uma nova prorrogação da suspensão da norma estadual ao STF, como forma de evitar o esvaziamento da Moratória da Soja, acordo que segue válido. Ainda faz parte do acordo voluntário a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que reúne empresas como Cargill, ADM, Cutrale, Bunge, Selecta e AMMAGI.
Em manifestação oficial, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, comemorou a saída da Abiove da Moratória da Soja.
"A partir de agora, essas empresas, como qualquer brasileiro, deverão cumprir a legislação ambiental do nosso país. Ou seja, o Código Florestal Brasileiro será a baliza para que eles façam exigências ambientais no nosso país. Essa é uma vitória, uma conquista do Estado de Mato Grosso, pois aqui tínhamos algumas exigências que estavam trazendo prejuízos aos nossos produtores, criando uma regra muito acima daquilo que estabelece a lei brasileira", declarou Mendes, segundo a Secretaria de Comunicação do estado.
"No bioma Amazônico, o proprietário de terras pode usar apenas 20% da área, sendo obrigatório preservar os 80% restantes. A maioria dos produtores apoia a aplicação da lei, reconhecendo que o desmatamento ilegal prejudica o meio ambiente, a imagem do país e do estado, e impacta negativamente o agronegócio", completou o governador.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) já havia divulgado uma manifestação favorável à validade da lei estadual, que inclusive foi regulamentada em decreto do governo mato-grossense. A entidade informou ter estruturado um fluxo próprio de monitoramento, análise e coleta de evidências sobre empresas que fizerem exigências com base na Moratória da Soja, para denunciar ao governo do estado e pedir o fim da concessão eventual de benefícios tributários.
Ambientalistas criticam
A decisão da Abiove foi criticada por entidades ambientalistas que fazem parte da Moratória da Soja, como o Greenpeace Brasil.
"O que terminou em 1º de janeiro foram benefícios fiscais em Mato Grosso. Ao comunicar sua saída do acordo, a Abiove e suas associadas optaram por abrir mão de um compromisso que ajudou a reduzir o desmatamento na Amazônia em troca de preservar seus benefícios fiscais. É uma decisão empresarial, não uma exigência legal. Nenhuma norma, determinação legal ou imposição judicial obriga empresas a abandonar a Moratória da Soja", argumenta o coordenador de campanhas do Greenpeace Brasil, Rômulo Batista.
Desde que foi firmado, o cumprimento do acordo tem sido acompanhado de perto por entidades ambientalistas, por meio do monitoramento via satélite. Dados apresentados pelo Greenpeace Brasil, por exemplo, dão conta de um aumento de 344% na produção de soja na Amazônia entre 2009 e 2022, enquanto que no mesmo período houve uma queda de 69% no desmatamento do bioma, indicando aumento de produtividade sem expansão territorial.
"Manter a Moratória significaria ser coerente com promessas feitas a investidores e mercados internacionais. Sair significa assumir o risco ambiental, reputacional e entregar para seus consumidores uma soja ligada ao desmatamento pós-2008", acrescenta Batista.
Um estudo preliminar do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) indica que o fim da Moratória da Soja pode aumentar o desmatamento na Amazônia em até 30% até 2045, com impacto direto sobre as metas climáticas brasileiras, conhecidas como NDCs, e metas de desmatamento.
Em nota, a Abiove afirmou que a Moratória da Soja, apesar de ser um mecanismo em vigor, cumpriu um papel histórico e deixa um legado que consolidou o Brasil como referência global em produção sustentável.
"É fundamental destacar que o STF reconheceu a legalidade do pacto. Além disso, mesmo como mecanismo voluntário, a Moratória foi amplamente reconhecida pela União como parte fundamental de sua política pública de preservação ambiental no bioma amazônico e celebrada em razão de seus inequívocos resultados positivos. A Abiove confia que a legislação servirá para assegurar a continuidade das políticas públicas de preservação e controle do desmatamento, combinada com as diretrizes da recém-aprovada Resolução CONAMA nº 510/2025, que veio a estabelecer os requisitos mínimos de validade de autorizações de supressão vegetal, assim como o Código Florestal Brasileiro, dispositivos que asseguram que a soja brasileira mantenha seus altos padrões socioambientais", declarou a entidade, em nota.
A associação alegou ainda necessidade de segurança jurídica e disse estar empenhada em continuar assegurando o acesso da soja brasileira e seus subprodutos ao mercado internacional.
"O legado de monitoramento e a expertise adquirida ao longo de quase 20 anos não serão perdidos. Haverá, individualmente, o atendimento às rigorosas demandas dos mercados globais, confiando igualmente nas autoridades brasileiras para a plena implementação de um novo marco regulatório, de modo a que sejam preservados os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, bem como a segurança e credibilidade ao produto brasileiro perante os seus mercados consumidores, a exemplo do que a Moratória da Soja conseguiu alcançar nesses quase 20 anos", concluiu a Abiove.
POr - Agência Brasil
Os trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já podem se organizar para os pagamentos de 2026. Quem nasceu em janeiro e optou pela modalidade está com o valor liberado desde o dia 2 de janeiro, primeiro dia útil do mês.

O saque-aniversário fica disponível por até 90 dias e pode ser feito de forma digital, pelo aplicativo do FGTS, ou presencialmente nas unidades da Caixa.
A seguir, confira quem tem direito, como sacar, o calendário completo de 2026 e quanto é possível receber.
Quem pode sacar o FGTS em 2026?
- Podem receber o saque-aniversário os trabalhadores que:
- Possuem saldo em contas ativas ou inativas do FGTS;
- Aderiram previamente à modalidade saque-aniversário.
- Quem não fez a opção continua automaticamente no saque-rescisão, modelo tradicional do FGTS.
Calendário do saque-aniversário do FGTS 2026:
O valor fica disponível a partir do primeiro dia útil do mês de aniversário e pode ser retirado por até três meses.
Confira o calendário oficial:
- Janeiro: 2 de janeiro a 31 de março de 2026;
- Fevereiro: 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026;
- Março: 2 de março a 29 de maio de 2026;
- Abril: 1º de abril a 30 de junho de 2026;
- Maio: 4 de maio a 31 de julho de 2026;
- Junho: 1º de junho a 31 de agosto de 2026;
- Julho: 1º de julho a 30 de setembro de 2026;
- Agosto: 3 de agosto a 30 de outubro de 2026;
- Setembro: 1º de setembro a 30 de novembro de 2026;
- Outubro: 1º de outubro a 30 de dezembro de 2026;
- Novembro: 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027;
- Dezembro: 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027.
Atenção: se o valor não for sacado dentro do prazo, o dinheiro retorna automaticamente para a conta do FGTS e só poderá ser retirado no ano seguinte.
Como sacar o FGTS pelo saque-aniversário?
O resgate pode ser feito online, em poucos minutos. Veja o passo a passo:
- Acesse o aplicativo FGTS e faça login com sua conta Gov.br;
- No menu inicial, toque em “Saque-aniversário”;
- Selecione “Indicar conta para crédito”;
- Cadastre uma conta corrente ou poupança;
- Confirme os dados e aguarde o depósito.
Também é possível sacar o valor presencialmente nas agências da Caixa, casas lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui.
O que é o saque-aniversário do FGTS?
Criado em 2020, o saque-aniversário permite ao trabalhador retirar uma parte do saldo do FGTS todos os anos, no mês de aniversário.
A adesão é opcional e pode ser feita:
- Pelo aplicativo FGTS;
- Agências da Caixa Econômica Federal.
Diferença entre saque-aniversário e saque-rescisão
- Saque-rescisão: modelo padrão. Em caso de demissão sem justa causa, o trabalhador pode sacar todo o saldo do FGTS, além da multa rescisória.
- Saque-aniversário: permite saques anuais, mas, se houver demissão sem justa causa, o trabalhador só recebe a multa de 40%, ficando impedido de sacar o saldo total da conta.
Quanto posso receber no saque-aniversário?
O valor depende do saldo total nas contas do FGTS e segue uma tabela progressiva. A alíquota varia de 5% a 50%, com uma parcela adicional fixa.
Tabela do saque-aniversário do FGTS
Faixa de saldo no FGTS | Alíquota | Parcela adicional |
| Até R$ 500 | 50% | - |
De R$ 500,01 a R$ 1.000 | 40% | R$ 50 |
De R$ 1.000,01 a R$ 5.000 | 30% | R$ 150 |
De R$ 5.000,01 a R$ 10.000 | 20% | R$ 650 |
De R$ 10.000,01 a R$ 15.000 | 15% | R$ 1.150 |
De R$ 15.000,01 a R$ 20.000 | 10% | R$ 1.900 |
| Acima de R$ 20.000 | 5% | R$ 2.900 |
Exemplo: quem tem R$ 1 mil no FGTS pode sacar R$ 450, sendo R$ 400 da alíquota, mais R$ 50 da parcela adicional.
Fui demitido. Como fica o FGTS?
- Quem está no saque-aniversário: pode sacar apenas a multa rescisória. O saldo restante fica para os próximos saques anuais.
- Quem está no saque-rescisão: pode sacar o valor integral do FGTS, se a demissão for sem justa causa.
Mesmo que o trabalhador peça a volta ao saque-rescisão, a mudança só passa a valer após dois anos de carência. Caso a demissão ocorra na vigência do saque-aniversário, será aplicada a regra dessa modalidade, com a retirada apenas da multa rescisória.
Uma medida provisória editada no fim do ano passado autorizou uma rodada especial de saque-aniversário para os trabalhadores demitidos sem justa causa de 1º de janeiro de 2020 a 23 de dezembro de 2025. O saldo remanescente desses empregados será pago apenas uma vez em duas rodadas. A primeira em 29 de dezembro e a segunda entre 2 e 12 de fevereiro.
Por - Agência Brasil
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, refutou, nesta segunda-feira (5), as acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado. Durante sua audiência de custódia, no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, Maduro disse ser inocente, qualificando a si mesmo como um “prisioneiro de guerra” e um “homem decente”.

“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, afirmou Maduro ao juiz Alvin Hellerstein, que conduziu a audiência de pouco mais de meia hora, realizada esta tarde. “Ainda sou presidente do meu país”, acrescentou o venezuelano após alegar que foi sequestrado por militares estadunidenses.
Durante a audiência, Maduro e sua esposa, a primeira-dama venezuelana Cíilia Flores, foram oficialmente notificados das acusações feitas por autoridades estadunidenses. Elas acusam membros do governo venezuelano, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, de se valerem de seus cargos para favorecer o “transporte de milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos”, beneficiando-se da “corrupção alimentada” pelo narcotráfico.
Maduro e integrantes de sua equipe negam as acusações. Segundo Maduro, o real objetivo dos Estados Unidos, país presidido por Donald Trump, é se apoderar dos recursos minerais estratégicos venezuelanos. A Venezuela é, hoje, a dona das maiores reservas de petróleo do mundo, além de deter grande quantidade de gás e ouro. Especialistas também questionam a falta de provas quanto ao envolvimento de lideranças venezuelanas com o tráfico de drogas, destacando que o país não é um produtor de cocaína.
O presidente venezuelano e sua esposa foram mantidos presos após a audiência de custódia. Os dois estão no Centro Metropolitano de Detenção, em Manhattan, desde que o líder chavista foi deposto e sequestrado por meio de uma operação militar que o governo estadunidense realizou em território venezuelano, no último sábado (3), sem a autorização do Congresso dos EUA ou do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
O centro de detenção temporária fica a cerca de 8 quilômetros de distância do tribunal federal, aonde Maduro e Cilia chegaram sob um forte esquema de segurança. Além de curiosos e jornalistas, dois grupos se aglomeraram do lado de fora do centro de detenção desde as primeiras horas da manhã: um favorável à manutenção da prisão do presidente venezuelano; outro que pedia sua libertação.
Defesa
Por indicação da própria Justiça estadunidense, Maduro e Cilia foram acompanhados, durante a audiência, por um advogado local, David Wikstrom. Segundo o jornal New York Times, Maduro também será defendido pelo advogado Barry Pollack.
Wikstrom é um conhecido advogado criminalista que já atuou em casos que despertaram a atenção midiática, como o processo que resultou na condenação do ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, por acusações semelhantes as feitas contra Maduro (narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado). Já Pollack tornou-se mundialmente conhecido ao assumir a defesa do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, nas cortes dos EUA.
Após o fim da audiência de custódia, a defesa revelou que, no momento, não pretende pedir a libertação de Maduro e de Cilia sob fiança, mas que também não descarta fazê-lo posteriormente. O juiz federal Alvin Hellerstein marcou uma segunda audiência para o dia 17 de março.
*Com informações da RTP - Agência Brasil
Os acidentes em estradas federais durante o feriado do ano novo resultaram na morte de 109 pessoas e em 1.315 feridos, segundo números da Operação Ano Novo, divulgados nesta segunda-feira (5) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O levantamento contabiliza os acidentes entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. Durante o período, foram reforçados os trabalhos de fiscalização de trânsito e de prevenção de sinistros causados por condutas de risco.
Nos seis dias da Operação Ano Novo feita na transição 2024 para 2025, entre 27 de dezembro e 1º de janeiro do ano passado, foram contabilizadas 79 mortes e 1.339 pessoas feridas nas rodovias federais do país.
Segundo a PRF, as fiscalizações na operação mais recente resultaram na abordagem de 101.118 pessoas e de 74.594 veículos. Foram contabilizados 1.152 sinistros de trânsito.
Estados
Os estados com maior número de sinistros de trânsito foram Minas Gerais (5.040), seguido do Mato Grosso do Sul (4.885) e Santa Catarina (4.517).
Apesar de a Operação Ano Novo já ter sido encerrada, os números ainda podem ser atualizados, na medida em que as informações venham a ser consolidadas nos sistemas da PRF.
Alcoolemia
De acordo com a PRF, durante o feriado de ano novo foram feitos 61.426 testes de alcoolemia, que resultaram em 789 autuações por embriaguez.
Essas autuações vão desde a recusa ao teste até a constatação da presença da substância no organismo. Pessoas que apresentam sinais de consumo de bebidas alcoólicas podem, portanto, ser autuadas.
“Nos seis dias de operação, 41 pessoas foram detidas por apresentar sinais de embriaguez ou teor alcoólico no organismo considerado crime pela legislação de trânsito”, informou a PRF.
Outras infrações
Os policiais flagraram 23.079 veículos acima do limite de velocidade. Os três estados com maior número de flagrantes de veículos com excesso de velocidade foram Minas Gerais (4.105), Paraná (3.818) e Rio Grande do Sul (1.837).
Entre as demais infrações registradas nas rodovias federais estão a de ultrapassagem proibida (3.438); não uso de cinto de segurança ou de dispositivos de retenção para crianças (3.470) e uso de celular durante a direção de veículo (341).
Por - Agência Brasil
O filme brasileiro O Agente Secreto ganhou, na noite desse domingo (4), o prêmio de melhor filme em língua estrangeira no Critics Choice Awards 2026. O filme concorreu com as produções A Garota Canhota, Foi Apenas um Acidente, Belén, Sirat e No Other Choice.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, O Agente Secreto tem sido bastante elogiado pela crítica nacional e internacional e foi muito bem recebido nos festivais por onde passou ao longo dos últimos meses.
A produção também concorreu na categoria melhor ator com Wagner Moura, mas o ator Timothée Chalamet foi quem ganhou pelo filme Marty Supreme. Competiram com Moura, nesta categoria, os atores Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra), Ethan Hawke (Blue Moon) e Michael B. Jordan (Pecadores).
Globo de Ouro e Oscar
O Critics Choice Awards é um dos eventos considerados como termômetro para o Oscar, que acontece no dia 15 de março. Além do prêmio de melhor filme estrangeiro, O Agente Secreto pode concorrer na categoria melhor direção de elenco (casting).
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou, em dezembro, a pré-lista de indicados em 12 categorias para a 98ª edição do Oscar, cuja cerimônia de premiação será exibida no dia 15 de março de 2026. A lista final de concorrentes ao Oscar será divulgada dia 22 de janeiro.
O próximo desafio do filme de Kleber Mendonça Filho é o Globo de Ouro 2026, no próximo domingo (11). O longa está indicado nas categorias melhor filme de língua não-inglesa e também melhor filme de drama. Wagner Moura concorre como melhor ator.
No ano passado, a atriz Fernanda Torres ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz por sua atuação em Ainda Estou Aqui.
Por - Agência Brasil
O presidente colombiano, Gustavo Petro, rejeitou nesse domingo as ameaças e acusações de seu par norte-americano, Donald Trump, contra ele, que afirma, sem apresentar provas, que Petro é um líder narcotraficante.
Mais cedo, Trump disse que lhe parecia “boa” uma operação semelhante à da Venezuela na Colômbia, acusou Petro de traficar drogas para os Estados Unidos e afirmou que ele “não vai fazer isso por muito mais tempo”, em uma nova ameaça ao mandatário colombiano.
Petro critica duramente a ação militar do governo Trump na região e acusa os Estados Unidos do “sequestro” de Nicolás Maduro, capturado em Caracas após os bombardeios de Washington na madrugada de sábado.
“Meu nome (...) não aparece nos arquivos judiciais sobre narcotráfico. Pare de me caluniar, senhor Trump”, disse Petro na rede X.
Apenas um dia depois de dizer que Petro deveria “cuidar da própria bunda”, Trump se referiu ao presidente colombiano como um “homem doente” que “gosta de cheirar cocaína”.
A chancelaria colombiana classificou as ameaças do mandatário norte-americano como uma “ingerência inaceitável” e pediu “respeito”.
Desde que iniciou seu segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump e Petro têm se chocado repetidamente em temas como política tarifária e migração. Colômbia e Estados Unidos, aliados militares e econômicos-chave na região, vivem o pior momento de sua relação bilateral.
Por - O Globo / AFP — Bogotá
























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