Comitê de planejamento da volta às aulas realiza primeira reunião

O Comitê de Planejamento de Retorno às Aulas Pós-Pandemia realizou na tarde da última quarta dia 1, a primeira reunião. Participaram o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, e o diretor-geral da Secretaria, Nestor Werner Júnior; o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder, e o diretor-geral, Gláucio Dias, e o secretário de Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge.

 

O grupo inclui todos os setores representativos da educação no Estado, tanto da rede pública quanto particular, e das secretarias estaduais da Educação, Saúde, Planejamento e Casa Civil. Nesse primeiro encontro, a discussão foi feita com representantes do governo estadual que avaliaram o cenário atual da pandemia.

 

A intenção é fazer avaliações periódicas do avanço do Covid-19 com infectologistas da Secretaria de Saúde. Com base nessas avaliações, o Comitê vai decidir quando será possível retornar as aulas. Por enquanto, não houve definição de data. Mas algumas medidas serão consideradas imprescindíveis no retorno às aulas, como a disposição fácil do álcool em gel e máscaras nas salas de aula.

 

“Ainda não há uma definição sobre a data de retorno das aulas presenciais no Estado, mas estamos trabalhando como uma força-tarefa com as demais secretariais para que em um futuro próximo, possamos autorizar a retomada das aulas”, disse o secretário Beto Preto.

 

Segundo ele, a participação da Secretaria da Saúde neste Comitê é importante para instrução das demais pastas. “É essencial que a Saúde esteja presente quando discutimos novas medidas pós-pandemia, seja para instruir ou analisar as tomadas de decisões”, comentou.

 

COMITÊ – Também integram o grupo, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato), Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe/PR), Sindicato dos Professores no Estado do Paraná (Sinpropar) e secretários municipais de educação.

 

O secretário da Educação, Renato Feder, afirmou que o governador Ratinho Junior orientou a criar diversos cenários de retorno, pensando tanto o ensino público como o particular. “A sociedade está insegura em mandar os filhos de volta às aulas. Por isso, nada será feito de forma açodada. Estamos preocupados com a saúde e a segurança das famílias paranaenses e também dos profissionais da Educação” disse Feder.

 

Feder assegura que todas as partes envolvidas na cadeia educacional do Paraná serão ouvidas antes de definir uma data de retorno. “Essa decisão precisa ser aprovada pelos integrantes do Comitê, o que vai garantir o comprometimento de todos e um retorno seguro”, disse. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

BR-277 totalmente duplicada no Paraná é a proposta do novo pedágio

De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex de Oliveira, um novo pedágio na BR-277, uma das principais rodovias federais do estado, que corta de Leste a Oeste, está condicionado à duplicação de toda a extensão da Rodovia, conforme solicitado pelo Governo do Estado.

 

Pela proposta prévia de modelagem para o pedágio a ser licitado em 2021, ainda restariam cerca de 50 quilômetros em pista simples na BR-277, mas isso ainda está em negociação e pode mudar nos próximos dias, tendo em vista que a duplicação total é vista como estratégica para o desenvolvimento do estado e para a elevação de nível da rodovia.

 

Dos 726 quilômetros da BR-277, de Paranaguá a Foz do Iguaçu, apenas 228 quilômetros são em pista dupla. Ou seja, são quase 500 quilômetros em pista simples. O contrato de concessão assinado em 1997 previa grandes trechos de duplicação na BR-277, alguns foram retirados por aditivos firmados em 2000 e 2002, mas a previsão de fazer toda a rodovia em pista dupla nunca foi formalizada. Nas últimas duas décadas, foram vários os protestos e as campanhas pela realização de obras na via.

 

Situação atual de duplicação na BR-277

 

O estudo dos trechos que precisam ser duplicados está a cargo da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal do governo federal que está trabalhando em parceria com o IFC, braço de projetos do Banco Mundial. O trabalho será entregue para o Ministério da Infraestrutura e para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde passará por ajustes antes de ser levado para audiências públicas, quando a população impactada pelo pedágio poderá apresentar sugestões e reclamações.

 

O consultor de Logística da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), João Arthur Möhr, conhece bem as necessidades da BR-277 e dos demais trechos que devem fazer parte do novo pacote de concessões. Ele percorreu todos os 3,8 mil quilômetros propostos, anotando informações sobre condições da via, fluxo e infraestrutura oferecida, também consultando policiais rodoviários para saber sobre pontos de acidentes frequentes.

 

O resultado está em um relatório que aponta os gargalos das rodovias. No caso da BR-277, chama a atenção a quantidade de longas extensões sem nem terceira pista, o que dificulta ultrapassagens. João Arthur Möhr cita que, entre Laranjeiras do Sul e Cascavel, há um trecho de 75 quilômetros sem nenhuma faixa adicional. Ele aprova a ideia de duplicar toda a BR-277, alegando que há viabilidade técnica e econômica, justificada pelo tráfego, destacando que é uma importante via de transporte de cargas e também de circulação de pessoas, que poderia impulsionar o desenvolvimento do estado. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

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