Estudantes da rede estadual produzem máscaras para doação

Mesmo em pandemia, o projeto “Empreendedorismo Social”, aplicado aos alunos do Colégio Estadual Telmo Octávio Müller, de Marmeleiro, no Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão, continua a se desenvolver.

 

No entanto, o objetivo do programa agora é outro: ensinar os alunos a produzirem máscaras de pano para doar às famílias de vulnerabilidade social da escola e da comunidade.

 

Desde 2017, em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a instituição desenvolve o projeto Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP), atendendo a alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. O projeto tem como base despertar no aluno o comportamento empreendedor e apresentar a ele um plano de negócios.

 

Uma das atividades do projeto é o “Empreendedorismo Social”, em que os alunos identificam oportunidades e necessidades da comunidade para desenvolver projetos que atendam a essas demandas. Assim, diante da atual situação pandêmica, e contando com o apoio de empresas regionais na doação de matéria-prima, decidiu-se confeccionar máscaras para doar às famílias cadastradas no Programa Bolsa Família que possuem filhos matriculados no colégio.

 

“É uma ação que visa dar oportunidade e proteção às pessoas em situação de vulnerabilidade social. A atitude dos alunos é um exemplo a ser seguido. Diante de uma fragilidade, é importante a prática da empatia acompanhada de uma ação imediata”, afirma a diretora Rosângela Prestes.

 

SOBRE O PROJETO - A Educação Empreendedora promove o conhecimento do processo produtivo ou as fases de desenvolvimento pelas quais cada produto passa até chegar o consumidor. Isso garante o desenvolvimento da criatividade, habilidades motora e financeira, planejamento e avaliação de diferentes realidades, assim como o desenvolvimento da capacidade de agir diante de uma situação emergencial. (Com AEN)

 

 

 

 

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Com ajuda de cães, PM apreende mais de 38 toneladas de maconha

As apreensões de droga feitas com auxílio de cães de faro dos batalhões da Polícia Militar neste ano já ultrapassam 38 toneladas, três vezes mais que o total dos últimos três anos juntos (2017 a 2019), que somados chegam a 10,3 toneladas.

 

O balanço é da Companhia de Operações com Cães (COC) do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que gerencia 21 canis policiais militares em todo o Estado.

 

O aumento das apreensões, segundo o Comandante da COC, capitão Gustavo Dalledone Zancan, está atrelado à ampliação das operações com cães em diferentes cenários, principalmente na região de fronteira com o Paraguai (Oeste do Estado) e nas rodovias estaduais, nas rotas utilizadas pelos narcotraficantes para distribuir as drogas para outros estados.

 

O capitão explicou ainda que muitas apreensões são oriundas de operações da PM e, muitas outras, ocorrem quando as equipes do Canil prestam apoio a outras unidades da própria PM e a órgãos de segurança pública, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. “Somente em uma apreensão, ocorrida em junho deste ano em Maringá, a Polícia Federal com apoio do Canil do 4º Batalhão apreendeu 25 toneladas de maconha, o que fez uma grande diferença na estatística deste ano”, disse.

 

Desde 2017 a atuação dos Canis da PM têm contribuído para o aumento das apreensões de maconha no Estado. Naquele ano foram apreendidas 2,5 toneladas, depois subiu para 3,1 toneladas no ano seguinte, e 4,7 toneladas no ano passado. Crack e cocaína que, largamente, são apreendidos pela PM, também foram alvo das ações das equipes e dos cães da Corporação.

 

Neste ano, foram apreendidos 318 quilos de cocaína. Nos últimos três anos as apreensões foram de 826 quilos em 2019, 295 quilos em 2018 e 369,2, em 2017. Nas apreensões de crack, a PM retirou de circulação mais de oito quilos desta droga neste ano, ao passo que em 2019 foram 44 quilos, em 2018 10,1 quilos e, em 2017, 10,7 quilos.

 

Além do faro de drogas, o apoio dos cães também auxilia na localização de armas de fogo. Neste primeiro semestre, foram apreendidas 86 armas de fogo. Nos últimos anos, as equipes policiais apreenderam 141 armas em 2019, 74 em 2018 e 108 em 2017.

 

Os cães da Polícia Militar também são treinados para outras missões, como radiopatrulhamento, faro de explosivos, busca de pessoas e, também, para atividades de cunho comunitário, de interação com a população. Para cada área existe um treinamento específico que, segundo o capitão Zancan, explora as habilidades físicas do cão em favor da segurança pública.

 

“A doutrina cinotécnica da COC é difundida entre os canis setoriais das demais unidades operacionais da PM. Unidades especializadas como o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) e o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) possuem cães treinados para encontrar drogas e armas independente da criatividade dos criminosos em camuflar o esconderijo dos produtos ilegais”, acrescentou. (Com AEN)

 

 

 

 

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Estado conta com apoio da sociedade no enfrentamento da pandemia

O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou nesta sexta dia 10, em entrevista ao programa Balanço Geral, da RIC, que o Estado mantém o equilíbrio no combate ao novo coronavírus com apoio da sociedade. Ele agradeceu o esforço da população, o compromisso com o isolamento social e os cuidados com a higiene.

 

Ratinho Junior reforçou que o Paraná enfrenta momento delicado da pandemia por causa do inverno, por isso a necessidade do governo editar o decreto que limitou a circulação de pessoas em 141 municípios. “Conseguimos enfrentar a pandemia por mais de 100 dias sem quarentena. Mas houve uma evolução significativa no número de casos, era o momento de agir para frear a força do vírus”, destacou.

 

O governador disse que as medidas mais restritivas têm como objetivo a preservação da vida e que as regionais onde elas foram implementadas enfrentam dificuldades na pandemia. “Falávamos desde o começo da grande preocupação com o inverno, que é um problema da região Sul”, afirmou Ratinho Junior. “Precisamos de apoio no isolamento no inverno”.

 

Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde, apenas os primeiros nove dias de julho concentraram 35% de todos os casos (13.175 de 37.001) e 30% dos óbitos (279 de 914) do Paraná. O crescimento registrado entre as duas últimas semanas epidemiológicas foi de 51%.

 

ESTRUTURA HOSPITALAR – Para enfrentar o cenário, o Estado continua investindo em novos leitos de UTI. Londrina receberá nos próximos dias mais 30 leitos de UTI e 42 leitos de enfermaria; Cascavel teve a rede exclusiva para Covid-19 ampliada em mais 10 leitos de UTI e 7 enfermarias; e o Litoral recebeu mais 4 leitos de UTI, com previsão de adicionar mais 6 leitos em julho.

 

“Há um cálculo epidemiológico feito pelos técnicos da Secretaria da Saúde que leva em consideração o número de casos por 100 mil habitantes, os óbitos pela mesma faixa populacional e a ocupação dos leitos de UTI. Em alguns locais o problema é a alta mortalidade, em outros a ocupação dos hospitais. Esse cálculo nos ajuda a encontrar o equilíbrio para atender da melhor maneira possível o cidadão”, explicou Ratinho Junior.

 

Ele também disse que o índice de isolamento social aumentou em alguns municípios depois do decreto. “A população tem respaldado esse momento. Talvez ainda não em um nível ideal, mas a taxa aumentou nos últimos dias. O decreto é justamente um freio”, sustentou o governador.

 

Ratinho Junior lembrou que o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) previa até 44 mil casos para esta sexta-feira. “Chegamos com 37 mil”, frisou o governador ao destacar a importância de ampliar o isolamento social. “Já tem surtido efeito”.

 

PLANEJAMENTO – O governador também citou o planejamento adotado desde o começo da pandemia, que uniu olhar social e reforço na infraestrutura hospitalar. Ele citou a inauguração de 850 leitos novos de UTI e mais de 1,2 mil leitos de enfermaria em pouco mais de 100 dias, e a entrega de três hospitais regionais que tiveram suas obras aceleradas em Telêmaco Borba, Ivaiporã e Guarapuava.

 

Outra estratégia adotada desde o começo foi a testagem massiva da população. O Paraná tem capacidade diária de processar 5,6 mil testes RT-PCR, considerado padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e distribuiu mais de 300 mil testes rápidos aos municípios. Houve, ainda, contratação de mais de 1.000 profissionais e bolsistas ao longo desse período.

 

“Toda decisão foi planejada. Começamos esse plano em fevereiro. Já tínhamos começado um processo de descentralização do atendimento em saúde, com fortalecimento dos hospitais regionais e da parceria com as unidades privadas e filantrópicos, em especial por causa da dengue, e ampliamos a rede com rapidez”, afirmou Ratinho Junior. “E não é apenas abrir leitos, mas equipamentos, insumos, medicamentos e médicos e enfermeiros preparados”.

 

No aspecto social, ele citou o programa Cartão Comida Boa, criado para complementar o auxílio emergencial, e as linhas de crédito oferecidas pela Fomento Paraná e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Apenas a primeira instituição fechou o primeiro semestre com R$ 119 milhões em valores contratados em 13,7 mil operações. O número é mais que o dobro dos 5.640 contratos firmados em todo o ano de 2019.

 

AULAS – Ratinho Junior disse que ainda não há previsão para o retorno das aulas e que esse modelo está sendo estudado pelo Comitê de Volta às Aulas. “Não teremos aulas presenciais até setembro e estamos estudando as formas de retorno, amparado por modelos internacionais. Essa decisão será tomada na hora que tivermos condições para preservar a saúde das crianças, dos professores e das famílias”, afirmou.

 

Enquanto isso, o Governo do Estado aprimora diariamente o modelo de ensino a distância para não deixar os cerca de 1 milhão de alunos da rede estadual desassistidos. Isso inclui diversas plataformas, com aulas pela internet, pela TV aberta ou entrega de materiais aos estudantes. O modelo é reconhecido como um dos mais eficientes do País.

 

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Governador também cita projetos em execução no Litoral

 

O governador Ratinho Junior também citou um pacote de ações planejadas para o Litoral. Mesmo com a crise econômica, o Estado planeja investimentos robustos nos municípios com apoio de um financiamento de R$ 1,6 bilhão com um consórcio de bancos e outro de R$ 600 milhões com o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID).

 

“Turismo só acontece com infraestrutura e esse setor precisa de apoio porque foi muito afetado pela pandemia. Temos em vista grandes projetos para o Litoral. O objetivo é melhorar a vida dos moradores, do corredor de exportação os portos de Paranaguá e Antonina e o fluxo de turistas”, acrescentou o governador.

 

Entre os investimentos estão a Engorda da Orla de Matinhos; a Ponte de Guaratuba, cujo edital de contratação do projeto executivo foi lançado na semana passada; a Faixa de Infraestrutura; a revitalização do trecho Guaraqueçaba-Antonina, com estudo já contratado; a duplicação da PR-407 no perímetro urbano de Pontal do Paraná; a alça de retorno na BR-277 com a PR-508, no acesso da Alexandra-Matinhos; e a revitalização das avenidas Ayrton Senna, Bento Rocha e Atílio Fontana, em Paranaguá.

 

Ele também citou as reformas dos trapiches da Ilha do Mel, com investimento de quase R$ 10 milhões, e a nova lei de zoneamento, aprovada pela Assembleia Legislativa, com novos parâmetros para preservação, regularização fundiária e incentivo ao turismo na ilha. (Com AEN)

 

 

 

Paciente com suspeita de covid-19 foge de Hospital em Toledo

A Polícia Militar foi acionada em Hospital de Toledo, após paciente com sintomas do novo coronavírus deixar a unidade sem os devidos protocolos.

 

Com tosse seca, e com perda de paladar e olfato, o homem procurou a unidade hospitalar, porém ao ser informado sobre a suspeita da covid-19 se recusou a seguir os procedimentos necessários.

 

Além disso, o paciente se negou a assinar o termo de consentimento informado pelo médico sobre a necessidade de isolamento domiciliar (isolamento ou quarentena) e também não foi possível ser realizado teste RT-PCR, para constatação de covid-19.

 

Conforme relato de testemunhas do hospital, o homem também efetuava ameaças verbais e xingamentos à médica, ao segurança, aos funcionários e atendentes.

 

Boletim de ocorrência foi feito pelo art. 268 do código penal - Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa: Pena - detenção, de um mês a um ano, e multa -, como também anexado cópia de prontuário de atendimento médico e termo de consentimento de isolamento (com a recusa de assinatura).

 

O paciente deve responder criminalmente pela ação. O caso foi encaminhado ao órgão competente. (Com Catve)

 

 

 

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