Os números bimestrais da indústria, do comércio e do setor de serviços apontavam otimismo para o Paraná em 2020. A supersafra do agronegócio com 41,2 milhões de toneladas (2ª maior da história) completaria a cadeia de produção e consumo e os investimentos públicos nos municípios estavam assegurados na faixa de R$ 9 bilhões.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até fevereiro a produção industrial paranaense cresceu de 3,1%, sexto maior índice do País; o comércio varejista paranaense subiu 3,4%; e o turismo evoluiu 4,2% no comparativo com o mesmo período do ano passado.
As variações pareciam concordar com a projeção de crescimento de pelo menos 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB), estimada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Essa taxa seria a maior desde 2014.
Os números de março ainda não foram finalizados, mas devem sinalizar o começo da inflexão da economia e o impacto da luta contra o novo coronavírus. Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o Paraná enfrentará um desafio que se assemelha à geada negra de 1975. Na ocasião, a produção de café foi dizimada e a matriz econômica do Estado se diversificou para outras commodities e industrialização mais acelerada.
Diante da mudança de curso da economia e da necessidade de impor isolamento social, o Governo do Estado reorganizou as contas públicas e passou a investir pesadamente em novas estruturar hospitalares e no suporte para a manutenção do emprego, com estímulo ao crédito e dilações de prazos para as empresas quitarem seus impostos. Em paralelo, programas de proteção social para famílias mais vulneráveis vão distribuir milhões de reais nos próximos meses para evitar empobrecimento ainda maior.
“A Covid-19 impôs uma nova realidade ao Paraná e ao mundo. Vamos sofrer, mas vamos vencer essa maratona com solidariedade e planejamento. O momento é muito duro, mas estamos trabalhando diariamente para minimizar os danos colaterais na saúde e na economia”, avalia o governador.
Confira os números da economia antes do coronavírus:
INDÚSTRIA - A produção industrial paranaense cresceu 3,1% no primeiro bimestre (janeiro e fevereiro) de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF).
As maiores evoluções foram registradas na produção de derivados de petróleo e biocombustíveis (20,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,4%), alimentos (8,1%) e móveis (6,4%).
O crescimento nos dois primeiros meses de 2020 esteve entre os melhores do País. Nesse índice, apenas nove locais pesquisados pelo IBGE apontaram variação positiva, enquanto o acumulado nacional ainda é negativo, de -0,6%.
COMÉRCIO - O comércio varejista paranaense cresceu 3,4%, mesmo índice do País, no acumulado do primeiro bimestre. O resultado também é positivo em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de 4,2%, e em fevereiro em relação a janeiro, de 1,8%. Os dados são do volume de vendas ampliado, que engloba as vendas de materiais de construção e veículos, da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).
Somando janeiro e fevereiro, houve aumento na venda de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,4%), combustíveis e lubrificantes (8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,1%), veículos, motocicletas, partes e peças (4,6%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e bebidas (2,4%).
SERVIÇOS - O setor de serviços caiu -0,9% no acumulado do bimestre no Paraná – 14 unidades da federação registraram números negativos no setor. Os serviços ainda vinham sofrendo reflexo dos níveis insatisfatórios da demanda interna, posteriormente à crise brasileira de 2014-2016.
Em relação ao turismo, que é avaliado está dentro da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o acumulado do bimestre apontou variação positiva de 4,2% no Paraná.
Em fevereiro de 2020, o índice de atividades turísticas variou positivamente frente ao mesmo mês do ano anterior, 2,17%, e negativamente frente a janeiro, -4,9%. O turismo no País cresceu 6,7% em fevereiro (mês/mês) e 4,9% bimestralmente, e caiu -0,3% na comparação de fevereiro com janeiro. (Com Agência de noticia do Paraná)
A Rodoviária de Cascavel retomou as atividades nesta quarta dia 22, após passar 31 dias fechada por conta da disseminação do novo coronavírus, a Covid-19.
O terminal foi fechado ainda no primeiro dia do decreto emergencial para evitar que pessoas que chegassem de outras cidades ou estados e pudessem estar contaminadas, aumentando o número de casos em Cascavel, consequentemente no Paraná.
As empresas de transporte rodoviário poderão comercializar passagens, mas deverão realizar demarcação de espaçamento nas filas para compra de passagem em frente aos balcões de atendimento, observando o distanciamento mínimo.
O passageiro é obrigado a utilizar máscaras faciais e deve manter o EPI (Equipamento de Proteção Individual) enquanto estiver no interior do transporte.
O terminal deverá restringir o número de passageiros na parte interna, medindo temperatura corporal de todos que desembarcam na estação a fim de evitar que uma pessoa infectada, com sintomas aparentes, se mantenha fora do isolamento social.
Confira algumas regras:
a)Transportar com restrição de passageiros à metade da capacidade do ônibus, conforme especificação do fabricante, evitando aglomeração de pessoas no interior do veículo, adotando medidas de controle de acesso na entrada;
b) As empresas de ônibus deverão realizar constantemente a profilaxia nos ônibus bem como a ventilação adequada;
c) As empresas de ônibus deverão permitir apenas a entrada de passageiros que estejam utilizando máscaras faciais, e deverão ser utilizadas durante todo o período que estiver no interior do veículo;
d) As empresas de ônibus deverão realizar demarcação de espaçamento nas filas para compra de passagem em frente aos balcões de atendimento, observando o distanciamento mínimo;
e) A administradora do Terminal Rodoviário deverá realizar o controle nas entradas do terminal, com a medição da temperatura corporal. O usuário que apresentar febre deverá ser orientado ao isolamento domiciliar até contato telefônico com o Call Center (45) 3096-9090, para que possa receber as orientações cabíveis;
f) A administradora do Terminal Rodoviário deverá fazer as demarcações no piso com espaçamento no acesso aos portões de embarque, garantindo a distância mínima de 1,20 m entre os usuários;
g) A administradora do Terminal Rodoviário deverá isolar as cadeiras localizadas no saguão de espera, intercalando os assentos;
h) aos demais estabelecimentos comerciais localizados no interior do Terminal Rodoviário, aplicam-se as regras contidas no artigo 1º do presente Decreto, nas mesmas condições do comércio nas quais estas se enquadrarem. (Com Catve)
Em mais uma iniciativa de enfrentamento à situação econômica ocasionada pela pandemia do novo coronavírus, o governador Ratinho Junior autorizou a postergação, por 90 dias, dos descontos em folha de pagamento dos empréstimos consignados. A medida levou em conta a redução na renda das famílias em decorrência das medidas restritivas à circulação de pessoas e às atividades econômicas privadas.
O decreto deve beneficiar cerca de 70 mil servidores estaduais que têm empréstimo consignado descontado em folha. Servidores civis, militares, aposentados e pensionistas deverão requerer diretamente à instituição consignatária com quem firmaram o contrato de empréstimo a postergação, em 90 dias, do pagamento das parcelas.
A suspensão acarretará no acréscimo de parcelas ao final do contrato e o servidor deverá se responsabilizar pelos encargos financeiros incidentes sobre a operação decorrentes da aplicação da medida.
As instituições financeiras deverão fornecer informações claras sobres os encargos financeiros incidentes sobre a operação. Eventuais descumprimentos pelas instituições consignatárias ao disposto no decreto deverão ser comunicadas à Ouvidoria Geral do Estado.
É importante ressaltar que a suspensão do desconto é válida a partir de maio, uma vez que a folha de pagamentos do mês de abril já está fechada.
OUTRAS MEDIDAS - No início do mês, o Governo do Estado já havia publicado um decreto diminuindo a taxa de juros dos empréstimos consignados para servidores. A medida favorece novos contratos e ainda traz a possibilidades de renegociação dos contratos já existentes. (Com AEN)
A Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista da Aparecida confirmou o primeiro caso de coronavírus na noite de terça dia 21.
O informe oficial foi postados nas redes sociais do município.
Não foram repassadas informações sobre o (a) paciente e o estado de saúde.
Essas e outras informações serão repassadas na manhã de quarta-feira (22).
Confira a nota na íntegra:
"A Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista da Aparecida confirmou o primeiro caso de COVID19. Amanhã, quarta-feira, 22; uma nota técnica será emitida com o detalhamento do caso, bem como o protocolo adotado para chegar até a confirmação do caso." (Com Click3).
As vítimas fatais do acidente aéreo registrado na área rural de Toledo foram identificadas, no fim da tarde desta terça dia 21.

(Fotos: Arquivo Pessoal).
Ivan Rossoni e Luciane Guimarães Gasparin estavam no avião que caiu na Estrada da Usina na altura da Linha Mandarina.
Ivan Rossoni de 57 anos nasceu em Cascavel, era empresário e segundo suplente a Deputado Federal pelo PSL do Paraná. Nessas eleições Ivan era pré candidato à Prefeitura de Toledo.
SOBRE O ACIDENTE
O acidente aéreo aconteceu na Estrada da Usina, na altura da Linha Mandarina, no fim da tarde de terça-feira (21).
A aeronave experimental caiu na Fazenda Montesion, que pertence à família Rossoni.
O avião modelo RV-7A, fabricado em 2010, pertence à Ivan Cesar Rossoni, empresário de Toledo, conforme registro da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A aeronave tem espaço apenas para o piloto e mais um passageiro.
O Seripa V (Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) do Rio Grande do Sul é quem ficará responsável pela investigação do acidente. (Com Catve).
O Governo do Estado prepara um plano de ação projetando a retomada econômica do Paraná após a crise instalada com a pandemia de coronavírus. Em reunião por videoconferência com lideranças do setor produtivo que formam o chamado G7, o governador Carlos Massa Ratinho Junior informou nesta segunda dia 20 que um comitê de trabalho foi criado para propor estratégias que busquem acelerar o processo de recuperação. O grupo, destacou Ratinho Junior, será liderado pelo vice-governador Darci Piana.
Além disso, o Estado vai lançar nas próximas semanas um selo "made in Paraná" para estimular a produção e consumo de produtos locais, fortalecendo o empresariado paranaense. A intenção é fomentar a economia, gerando emprego e renda nas mais diversas regiões. Uma campanha publicitária, em diversas mídias, também está sendo criada como forma de propagar a iniciativa.
Participaram da reunião o presidente do Sistema Ocepar (cooperativas) e atual coordenador do G7, José Roberto Ricken; os presidentes da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Carlos Valter Martins Pedro; do Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Ágide Meneguette; da Associação Comercial do Paraná (ACP), Camilo Turmnina; Sérgio Malucelli, da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar); e da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná, Marco Tadeu Barbosa. Piana representou também a Fecomércio.
"É o momento de se pensar no day after, em como acelerar após o fim da pandemia. Ter um plano estratégico e consistente, sem deixar de olhar, é claro, para aquilo que é mais importante agora, salvar vidas", disse o governador. "Queremos criar mecanismos conjuntos que possam ajudar o setor produtivo a se reequilibrar. Ações que vão além da oferta de crédito", acrescentou.
COMPRAS
Como forma de colaborar e expandir a iniciativa, Ratinho Junior reforçou que o governo iniciou estudos para também ampliar a compra de produtos estaduais. "Fazemos licitações todos os dias, muitas delas milionárias. Pedi para que, dentro da lei, se possa encontrar um forma de comprar mais dos nossos fornecedores locais", explicou.
INFRAESTRUTURA
O governador comentou ainda que o Estado pensa em formas alternativas de estimular a construção civil, especialmente com obras de infraestrutura rodoviária, polo indutor da geração de empregos. "Iniciativas rápidas para colaborar com a população", afirmou ele.
O conjunto de medidas foi bem recebido pelas lideranças produtivas. "Estamos ao lado do Governo do Estado e sabemos também que ele está do nosso lado para fazer com que o Paraná saia o mais rapidamente possível desta crise", disse Ricken. "Essa iniciativa de induzir a consumo do produto paranaense, por si só, já é muito boa. E disso que o Estado precisa", completou Martins Pedro.
BALANÇO
O governador aproveitou o encontro para fazer também um balanço das iniciativas nas áreas social e de saúde para combater o Covid-19. Citou a antecipação da entrega dos Hospitais Regionais de Guarapuava, Ivaiporã e Telêmaco Borba. Os complexos que ficariam prontos apenas no fim do ano serão finalizados em até 45 dias, acrescentando ao sistema público de saúde mais 50 leitos de UTI e 160 de enfermaria.
Mencionou também a distribuição de máscaras, álcool gel, cestas básicas, além da merenda escolar. "Estamos fazendo de tudo para que o paranaense sofra o menos possível com tudo isso que está acontecendo", ressaltou Ratinho Junior. (Com Agência de Notícias do Paraná)








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