Com mais de 3 mil anos, calendário maia seria mais antigo do que se pensava

Um novo estudo publicado no último dia 6 de janeiro na revista Science Advances sugere que um antigo calendário maia e olmeca usado até hoje por indígenas pode datar de 1,1 mil a.C — séculos antes do que se acreditava.

O calendário chamado cholq'ij (significa "ordem dos dias"), encontrado na região maia do México e da América Central, serve para anotar o tempo com combinações de 13 números e 20 símbolos, sempre na mesma sequência. Por exemplo, 6 de janeiro de 2023 seria “6 Coelho”, conforme os maias.

 

Os 260 dias do calendário correspondem a alinhamentos entre estrelas, características arquitetônicas de edifícios e marcos naturais. Esta forma de organização pode ter ajudado em decisões políticas, de agricultura e religião.

Anteriormente, a evidência mais antiga deste calendário veio de um mural contendo um pedaço de escrita hieroglífica encontrado em San Bartolo, na Guatemala, datado de 300 a.C. Na esperança de encontrar evidências mais permanentes, Ivan Šprajc, arqueólogo do Instituto de Estudos Antropológicos e Espaciais da Eslovênia, recorreu a uma técnica de mapeamento a laser (Lidar), que pode revelar estruturas antigas escondidas e seus alinhamentos cósmicos.

 
Imagens mostrando exemplos de orientações solares. As 20 plataformas de borda em El Cacho (marcadas por números) provavelmente representam a unidade básica do calendário mesoamericano — Foto: Ivan Šprajc et.al

Imagens mostrando exemplos de orientações solares. As 20 plataformas de borda em El Cacho (marcadas por números) provavelmente representam a unidade básica do calendário mesoamericano — Foto: Ivan Šprajc et.al

Šprajc fez uma parceria com o arqueólogo Takeshi Inomata, da Universidade do Arizona (EUA), que publicou há dois anos a maior pesquisa Lidar até hoje das terras baixas da Costa do Golfo do México, revelando quase 500 monumentos antigos.

Juntos de Anthony F. Aveni, da Universidade de Colgate, em Nova York, os especialistas analisaram 415 desses complexos para ver como eles se alinhavam com o nascer e o pôr do Sol, a Lua, Vênus e outros corpos celestes.

Os cientistas descobriram que a maioria dos complexos apresentava alinhamento leste-oeste. Quase 90% deles tinham pontos arquitetônicos alinhados com o nascer do Sol em datas específicas: 11 de fevereiro e 29 de outubro do calendário gregoriano, datas com 260 dias entre elas.

O eixo corresponde ao pôr do sol em 30 de abril e 13 de agosto, que pode ter sido observado da pirâmide mais alta até uma menor a oeste — Foto: Ivan Šprajc et.al

O eixo corresponde ao pôr do sol em 30 de abril e 13 de agosto, que pode ter sido observado da pirâmide mais alta até uma menor a oeste — Foto: Ivan Šprajc et.al

O mais antigo dos complexos data de cerca de 1,1 mil a.C., sugerindo que o calendário é possivelmente tão antigo quanto. Outros monumentos apontados para o nascer do Sol tinham intervalos de 130 dias, marcando meio calendário.

Já outros correspondiam ao nascer do Sol separados por múltiplos de 13 ou 20 dias, refletindo os 13 números e 20 signos do sistema de notação do calendário e correspondendo a equinócios e solstícios.

Além disso, a orientação de alguns complexos combinava com os ciclos de Vênus e da Lua, associados à estação chuvosa e ao cultivo de milho. Conforme Šprajc conta a revista Science, o calendário pode ter sido útil para mostrar quando certos recursos estavam mais abundantes, estando intimamente ligado ao ciclo de crescimento desse grão, que era um alimento básico das culturas mesoamericanas antigas e modernas.

O sistema também pode ter se alinhado com o período da gravidez humana, que dura, em média, 260 dias. Enquanto isso, outros complexos não pareciam ter uma orientação específica, o que levanta mais questões sobre outros possíveis alinhamentos cosmológicos, segundo Šprajc.

 

Nos dias atuais, o indígena Willy Barreno Minera, do grupo Maya K’iche’, da Guetamala, usa o holq'ij para aconselhar sua comunidade sobre quando começar a preparar o solo para plantar milho, por volta de meados de fevereiro. Ele atua como ajq'ij, um guardião do dia e guia espiritual.

A esposa dele, Ixquik Poz Salanic, diarista e advogada, usa os ciclos lunares e o calendário para oferecer conselhos médicos e ajudar parteiras no nascimento de bebês. Até pouco tempo, a comunidade também usava o holq'ij para marcar quando era hora de mudar as administrações do governo.

“Mesmo quando não temos mais uma grande arquitetura maia, nunca perdemos a conta dos dias”, diz Minera. “Dizemos que quando os colonizadores [espanhóis] chegaram, queimaram os livros, destruíram as estelas. Mas eles não queimaram o céu, eles não queimaram o Sol”.

 

 

 

 

 

por - Galileu

Diferença de preços do material escolar pode ultrapassar 260%; fuja das ciladas

A diferença dos preços de itens de material escolar pode ultrapassar 260% em São Paulo,de acordo com pesquisa Procon-SP. 

Como o começo do ano é um período de gastos altos com esses e outros itens, o segredo para escapar das ciladas é fazer a tarefa de casa: pesquisar. Com os abusos cometidos pelo comércio nessas épocas de alta demanda, o órgão de defesa do consumidor paulista fez um levantamento com os valores dos principais produtos de referência usados pelos estudantes. E a lista facilita a vida de quem vai precisar desembolsar alguns tostões neste começo de ano letivo.

 

A maior diferença encontrada foi nos preços da caneta esferográfica com a ponta de 1 mm da marca Compactor. O mesmo produto aparece em lojas diferentes por R$ 2,90 e por R$ 0,80, uma diferença em valor absoluto de R$ 2,10 (ou 262,5%).

O levantamento dos preços de material escolar foi realizado pelo núcleo de pesquisa da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor no período de 06 a 08 de dezembro de 2022 em oito sites de compras: Amazon, Americanas, Gimba, Kalunga, Lepok, Livrarias Curitiba, Magazine Luiza e Papelaria Universitária.

Pela pesquisa, o órgão ainda constatou a alta média de 13,95% no preço dos materiais ante dezembro de 2021, avanço acima da inflação. O IPC-SP (Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo), referência para a inflação no mercado paulista, apontou alta de 7,35% no mesmo período.

Ou seja, a escalada dos preços da categoria no último ano ficou 6,6 pontos percentuais acima do índice inflacionário.

Foram comparados os preços de 80 itens relativos aos seguintes tipos de produtos: apontador de lápis, borracha, caderno, caneta esferográfica, caneta hidrográfica, cola, giz de cera, lápis de cor, lápis preto, lapiseira, marca texto, massa de modelar, papel sulfite, refil para fichário, régua, tesoura e tinta para pintura a dedo.

 

Dicas para o consumidor

Antes de ir às compras, o Procon-SP sugere verificar quais produtos da lista de material o consumidor já tem em casa e se estão em condição de uso para reaproveitá-los neste ano. Em tempos de inflação, evitar compras desnecessárias é a melhor saída para a alta dos preços.

Outra dica é entrar em contato com outros pais e responsáveis, talvez até com a escola, para checar se é possível a troca de livros didáticos entre alunos. Assim, o veterano passa o seu material antigo e já sem uso para o estudante mais novo. Um alívio para o bolso e para o lixo.

Outra recomendação do órgão é buscar estabelecimentos que ofereçam descontos para grandes quantidades e se organizar com outros consumidores para fazer uma compra coletiva. Mas existem também direitos que devem ser observados. A eles:

 

  • o comércio pode praticar preços diferenciados em função do instrumento de pagamento, como dinheiro, cheque, cartão de débito e cartão de crédito. Não pode, no entanto, recusar o pagamento de um meio que esteja devidamente anunciado como aceito pelo estabelecimento;
  • as escolas não podem exigir a aquisição de qualquer material escolar de uso coletivo (materiais de escritório, de higiene ou limpeza, por exemplo), conforme determina a Lei nº 12.886.

 

 

 

 

 

 

Por - Valor Investe

5 fatos sobre o WhatsApp que você precisa saber em 2023

O WhatsApp, aplicativo disponível para Android e iPhone (iOS), tem diversas funções que podem otimizar seu uso, como a possibilidade de ocultar o "online" e o "visto por último", permitindo o acesso ao app de forma "invisível". Há ainda recursos que reforçam a segurança no mensageiro.

É o caso do bloqueio de capturas de tela das fotos temporárias, que evita que conteúdos íntimos ou informações pessoais sejam replicadas ou vazadas. Na lista abaixo, confira essas e outras informações que todos os usuários deveriam conhecer antes de utilizar o WhatsApp para ter uma melhor experiência no app de mensagens.

1. O que acontece quando eu bloqueio alguém e/ou me bloqueiam

 

 

Quando você bloqueia alguém no WhatsApp, sua foto de perfil deixa de ser mostrada para a pessoa. No lugar dela, o mensageiro passa a exibir uma imagem genérica. O seu “visto por último” também desaparece, assim como os conteúdos que você publica no “status” e na aba “recado”. Além disso, o contato fica impossibilitado de te ligar ou tentar qualquer tipo de interação: as mensagens enviadas por ele nunca chegarão a você e, para o remetente, será mostrado um único check cinza ao lado do texto. Assim, apesar do aplicativo não enviar notificações sobre o bloqueio, é possível identificar tais “pistas" que sugerem o encerramento da comunicação.

 
Ao bloquear alguém no WhatsApp, foto do perfil deixa de ser exibida; “Recado”, “Status” e “Visto por último” também desaparecem — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

Ao bloquear alguém no WhatsApp, foto do perfil deixa de ser exibida; “Recado”, “Status” e “Visto por último” também desaparecem — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

Vale ressaltar, entretanto, que uma pessoa que participa de um mesmo grupo que você ainda poderá ver as mensagens que você envia no chat em conjunto, mesmo estando barrada para interagir em conversas particulares. O usuário também conseguirá mencionar o seu @ e visualizar os conteúdos enviados por você, como fotos, vídeos e áudios. Nesse caso, a única solução para interromper qualquer tipo de interação é retirar-se da conversa em grupo ou solicitar que o administrador remova o contato indesejado.

 

2. O que acontece quando tiro print de mídias de visualização única

 

As mídias enviadas por visualização única não ficam salvas na galeria do celular: só é possível abri-las uma única vez, e o conteúdo não pode ser compartilhado com outros contatos. Para garantir ainda mais segurança, em novembro de 2022 o WhatsApp lançou uma atualização que impede os usuários de fazer capturas de imagens ou vídeos recebidos por visualização única.

Atualização do recurso de fotos temporárias impede que usuários façam capturas de tela dos conteúdos recebidos — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

Atualização do recurso de fotos temporárias impede que usuários façam capturas de tela dos conteúdos recebidos — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

 

A medida ajuda a barrar o compartilhamento indevido das mídias, como no caso de fotos íntimas. Dessa forma, quando você dá um “print”, o Android salva apenas uma tela preta na galeria do celular. No iPhone, por sua vez, o app de mensagens informa que a captura foi bloqueada para garantir maior privacidade.

 

3. Como tirar o online e o visto por último

 

Tirar o “online” e o “visto por último” do WhatsApp pode ser uma boa maneira de driblar aqueles contatos que você não deseja responder imediatamente. Ao desabilitar esses recursos, é como se você estivesse usando o mensageiro de forma “invisível”, sem que as outras pessoas saibam que está ali naquele momento ou que vejam a última vez que acessou o aplicativo.

Retirar “Online” e “Visto por último” do WhatsApp permite que você acesse o mensageiro de maneira “invisível” — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

Retirar “Online” e “Visto por último” do WhatsApp permite que você acesse o mensageiro de maneira “invisível” — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

A função foi liberada em 2022 para toda a base de usuários do app e, para utilizá-la no Android, basta acessar o app de mensagens, tocar no ícone de três pontos na parte superior da tela e selecionar “Configurações”. Em seguida, toque em “Privacidade” e “Visto por último e online” para escolher quem pode ver as informações.

No iPhone, acesse o mensageiro e selecione “Configurações”, no menu inferior. Depois, vá em “Conta” e em “Privacidade”. Escolha, na aba “Visto por último e online”, quem pode ter acesso a essas informações Vale lembrar que o recurso é uma via de mão dupla: caso escolha a opção “Ninguém”, por exemplo, você também deixará de visualizar as informações de outras pessoas.

 

 

4. Como recuperar conversas apagadas

 

Caso tenha trocado de aparelho ou se arrependido de deletar um bate-papo, é possível recuperar as conversas registradas no aplicativo de mensagens. Vale dizer, contudo, que a ação só será possível para os usuários que tenham ativado anteriormente o backup automático na nuvem, através das configurações do mensageiro.

Para fazer isso no Android, acesse as “Configurações” do app de mensagens, toque em “Conversas” e, depois, em “Backup de Conversas”. Escolha uma conta do Google onde serão salvos os conteúdos e defina a frequência para que o backup automático seja realizado. No iPhone, vá para “Ajustes” e selecione “Conversas” . Em “Backup de Conversas”, escolha “Auto backup” e defina o período para salvar seus bate-papos no iCloud.

Com a ativação do backup automático do mensageiro, usuários podem recuperar conversas apagadas — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

Com a ativação do backup automático do mensageiro, usuários podem recuperar conversas apagadas — Foto: Reprodução/Mariana Tralback

Com a função ativada, recupere suas conversas desinstalando e instalando novamente o aplicativo de mensagens em seu celular. Basta configurar novamente o seu número de telefone e selecionar a opção de restaurar backup.

 

5. As Comunidades serão lançadas

 

A função de “Comunidades” deve chegar aos usuários brasileiros do WhatsApp durante o ano de 2023, apresentando a possibilidade de criar um grupo principal com diferentes subgrupos de temáticas semelhantes, todos dentro do mesmo canal. A ferramenta permitirá, por exemplo, que uma empresa tenha um único espaço para a interação de seus diferentes departamentos, de forma separada. Ainda será possível enviar o mesmo conteúdo para todos os subgrupos do mesmo canal, ou individualmente para cada um.

Vale mencionar que a novidade não funcionará como os grupos do Telegram, que são públicos e podem ser encontrados facilmente através da barra de pesquisas. Pelo contrário: para fazer parte, será necessário ser adicionado por um administrador ou enviar uma solicitação de participação.

“Comunidades” deverão chegar ao WhatsApp durante o ano de 2023 — Foto: Divulgação/WABetaInfo

“Comunidades” deverão chegar ao WhatsApp durante o ano de 2023 — Foto: Divulgação/WABetaInfo

Embora o lançamento tenha ocorrido mundialmente em novembro de 2022, a atualização foi adiada no Brasil devido às Eleições Gerais, em comum acordo entre o TSE, o Ministério Público Federal e a Meta. Isso porque o mensageiro é um dos principais meios de comunicação do país, e o recurso poderia contribuir para a propagação de desinformação, permitindo a veiculação de fake news em uma escala ainda maior. Apesar do atraso, espera-se que a novidade chegue em breve aos aplicativos situados no Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

Por - TechTudo

Conheça perigos e consequências da picada de escorpião

Parentes das aranhas e dos carrapatos, os escorpiões são animais peçonhentos cuja picada pode causar sérios problemas à saúde.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2021, foram registrados mais de 154 mil acidentes por picada de escorpião no Brasil. A pasta alerta que não há evidências científicas de que tratamentos caseiros funcionem e diz que, em caso de picada, o paciente deve procurar atendimento médico imediato.

Algumas espécies de escorpião já estão fortemente adaptadas ao ambiente urbano. Em caso recente registrado em Brasília, o menino Thomas Caitano, de 2 anos, foi picado pelo animal enquanto dormia, em um apartamento em Águas Claras. A criança permanece internada em estado grave, sem previsão de alta, e a família pede doação de sangue do tipo A+.

O ministério reforça que, no verão, a atenção deve ser redobrada por causa do clima úmido e quente.

Espécies

No Brasil, existem quatro principais espécies de escorpião: escorpião-amarelo, encontrado em todas as regiões e o que mais preocupa, por ser o mais venenoso; escorpião-marrom, encontrado na Bahia e em alguns locais do Centro-Oeste, Sudeste e Sul; escorpião-amarelo-do-nordeste, mais comum no Nordeste, com registros em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina; e escorpião-preto-da-amazônia, principal causador de acidentes e mortes na Região Norte e em Mato Grosso.

Sinais e sintomas

De acordo com o ministério, quando a pessoa é picada por escorpião, a dor é imediata em praticamente todos os casos. Há ainda sensação de formigamento, vermelhidão e suor no local. Após alguns minutos ou horas, principalmente em crianças, que são mais vulneráveis ao veneno, podem aparecer sintomas como tremores, náuseas, vômitos, agitação incomum, produção excessiva de saliva e hipertensão.

A pasta destacou que todos os escorpiões são venenosos e diz que os riscos aumentam de acordo com a quantidade de veneno injetado e em quão nocivo o veneno de cada espécie é para o corpo humano. Os casos leves, que não necessitam da aplicação do antiveneno, representam cerca de 87% do total de acidentes.

O soro antiescorpiônico é disponibilizado apenas nos hospitais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Prevenção

Os escorpiões que habitam no meio urbano alimentam-se principalmente de baratas e são comuns em locais onde há acúmulo de lixo. São animais que não atacam, mas se defendem quando ameaçados. Segundo o ministério, para evitar encontros indesejados, é importante manter sacos de lixo bem fechados, jardins e quintais limpos e evitar acúmulo de entulho, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção nas proximidades das residências.

Em casas e apartamentos, é importante usar soleiras nas portas e janelas; telas em ralos do chão, pias e tanques; afastar camas e berços das paredes; evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão e manter o gramado aparado. Outra recomendação é não colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos e usar luvas e botas de raspas de couro para realizar atividades que representem certo risco, como manusear entulho e material de construção.

Nas áreas rurais, além de todas essas medidas, é essencial preservar os chamados inimigos naturais dos escorpiões: lagartos, sapos e aves de hábitos noturnos, como corujas.

“O Ministério da Saúde não recomenda a utilização de produtos químicos (pesticidas) para o controle de escorpiões. Esses produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando o risco de acidentes.”

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

WhatsApp ganha conexão via servidor proxy para funcionar até sem Internet

O WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (5) que, a partir de hoje, será possível se conectar ao mensageiro utilizando um servidor proxy. Na prática, isso significa que, mesmo durante bloqueios ou interrupções de acesso à Internet - como aconteceu no ano passado no Irã, por exemplo, durante os protestos no país -, os usuários poderão manter o acesso ao app utilizando essas redes compartilhadas.

A ideia, segundo o que foi divulgado pela Meta, é de que esses servidores sejam produzidos por voluntários e/ou organizações focadas em liberdade de comunicação em todo o mundo. 

De acordo com a Meta, a criptografia de ponta-a-ponta será mantida mesmo durante esse tipo de conexão - ou seja, o acesso ao WhatsApp via servidor proxy continuará seguro. A novidade também é útil em casos de apagão e/ou queda nos sistemas das operadoras de celular. A seguir, entenda o que significa o novo recurso e como ele pode ser utilizado.

WhatsApp: conexão via proxy ajuda a evitar censura ao app — Foto: Divulgação/WhatsApp

WhatsApp: conexão via proxy ajuda a evitar censura ao app — Foto: Divulgação/WhatsApp

 

O que é servidor proxy? Qual é a utilidade dele no WhatsApp?

Servidores proxy são "intermediários" que conseguem conectar você à Internet de maneira segura. Eles podem ser configurados de diversas maneiras para diferentes finalidades, inclusive para ampliar a segurança de um endereço de IP (tornando-o anônimo, por exemplo), bloquear sites específicos e/ou limitar o acesso da rede a endereços. No caso específico do WhatsApp, a intenção com os proxys seria principalmente "burlar" eventuais interrupções de acesso, para manter a conexão ao aplicativo mesmo durante bloqueios.

No seu anúncio, a Meta frisou a utilidade do recurso em situações em que direitos humanos sejam impactados - como em bloqueios feitos durante guerras ou outros conflitos que envolvam ciberataques e controle de acesso. É o caso, por exemplo, das interrupções do acesso à Internet e às redes sociais, ocorridos no Irã durante a alta de protestos no país, em 2022. Porém, a novidade pode ser útil também para momentos como em que há queda no funcionamento das operadoras ou ainda em apagões.

 

Como configurar um servidor proxy no celular?

É possível configurar um Proxy no seu celular de diferentes maneiras. No iPhone (iOS) ou no Android, siga os passos abaixo:

  1. Vá nas configurações do WhatsApp (no Android, representado pelos três pontinhos no topo da tela) e selecione "Armazenamento e dados". É importante que o seu app esteja atualizado;
  2. Com a opção aberta, toque sobre "Servidor proxy", na área "Rede";
  3. Habilite a opção tocando sobre a chave ao lado de "Usar servidor proxy";
  4. Em seguida, basta digitar o endereço do servidor que você pretende usar e confirmar a ação tocando em "Salvar".

 

 

 

 

 

 

 

Por - TechTudo

Braille: acessibilidade melhora no Brasil, mas ainda precisa avançar

Pontos em relevo que, combinados, formam 63 sinais para serem lidos com as pontas dos dedos.

Há quase 200 anos, o braille passou a permitir a escrita e a leitura por pessoas cegas ou com baixa visão. Hoje (4), Dia Mundial do Braille, a Agência Brasil conversou com especialistas que mostram que o país melhorou a acessibilidade, mas ainda precisa avançar. 

“Eu costumo dizer que a humanidade teve grande conquista com a invenção da escrita e, durante esse tempo todo, houve tentativas de desenvolver uma escrita para cegos. A grande conquista veio com o braille. A partir desse momento, as pessoas cegas passaram a participar da história”, diz a coordenadora de Revisão da Fundação Dorina Nowill para Cegos e membro do Conselho Mundial e do Conselho Ibero-americano do Braille, Regina Oliveira. 

Segundo Regina, o braille é ferramenta fundamental para a alfabetização e a independência de cegos e pessoas com baixa visão. Ela nasceu com glaucoma e, aos 7 anos, perdeu por completo a visão. Ainda pequena, teve seu primeiro contato com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, onde foi alfabetizada em braille. 

A importância do Sistema Braille, de acordo com Regina, está tanto no acesso a informações de cosméticos, medicamentos, contas de consumo, quanto na privacidade para consultar um extrato bancário, a fatura do cartão de crédito, além dos estudos. “Não há outra maneira de alfabetizar a criança cega a não ser por meio do braille. Mais tarde, pode usar outros formatos, como o livro digital falado, leitores de tela, mas aí a pessoa vai ouvir, ler, só consegue ler por meio do braille, e isso é bastante importante”.

O último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, mostra que existem no Brasil mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 506 mil cegas e cerca de 6 milhões com baixa visão. Entre as pessoas cegas, 110 mil com 15 anos ou mais de idade não são alfabetizadas. Entre as pessoas com baixa visão, 1,5 milhão não sabem ler ou escrever. Isso significa dizer que cerca de uma em cada quatro pessoas (25%) com alguma deficiência visual era considerada não alfabetizada. Um índice maior do que o da população em geral, que em 2010 era de aproximadamente 8% para essa faixa etária. 

“Infelizmente são poucas as  instituições especializadas para dar suporte. O atendimento da sala de recursos, a meu ver, é insuficiente. Há poucos professores com conhecimento do braille nas redes de ensino públicas e privadas do país”, diz a professora do Instituto Benjamin Constant Margareth de Oliveira Olegario Teixeira, que integra o Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (GRUPEM/PUC-Rio), 

Houve avanços. Desde 2019, por exemplo, pelo Programa Nacional do Livro Didático Acessível (PNLD/Acessível), os livros didáticos passaram a ser impressos em braille e letras ampliadas em português. Os alunos cegos e com baixa visão passaram a receber os mesmos livros que o restante dos alunos da classe.

Segundo Margareth e Regina, no entanto, ainda faltam tanto imprimir mais livros e materiais em braille, quanto o amplo acesso a equipamentos como a Linha Braille, que ainda é muito cara. Essa linha é um equipamento que exibe em braille o que está na tela de computadores, tablets e celulares. “Para mim, está no campo do sonho de consumo”, diz Margareth. Regina ressalta que o Brasil é muito rico em legislação. “A grande questão é colocar essa legislação em vigor, fazer tudo funcionar”. 

Margareth reforça que o braille não deve ser substituído por leitores de tela ou outros recursos. “Os recursos digitais de informática não substituem o braille", complementa. Para ela, pessoas cegas têm direito ao braille. "Muitas vezes, quer ler uma partitura, uma cifra de música, precisa desse contato com o braille. [O sistema] facilita a compreensão de alguns recursos, facilita, por exemplo, o estudo de língua estrangeira”, diz. 

O Sistema Braille foi criado em 1825 pelo francês Louis Braille, cego aos três anos de idade devido a um acidente que causou a infecção dos dois olhos. A versão mais conhecida data de 1837. O sistema permite a comunicação em várias línguas.

O sistema, formado por símbolos alfabéticos e numéricos, possibilitam a escrita e leitura, por meio da combinação de um a seis pontos. A leitura, com uma ou ambas as mãos, se faz da esquerda para a direita. Os pontos em relevo obedecem a medidas padrão e a dimensão da cela braille corresponde à unidade de percepção da ponta dos dedos.

No Brasil, o braille foi introduzido por José Álvares de Azevedo, idealizador da primeira escola para o ensino de cegos no país, o Imperial Instituto de Meninos Cegos, atual Benjamin Constant. No dia 8 de abril, aniversário de Azevedo, é comemorado o Dia Nacional do Braille.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil