País pode ter falta de professores na Educação Básica nas próximas décadas.
Um dos motivos é o desinteresse dos jovens pela carreira, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep.
A quantidade de estudantes que ingressam nos cursos de licenciatura diminuiu de 62,8%, em 2010, para 53%, em 2020.
Entre 2016 e 2020, a queda no número de alunos que concluíram a graduação ocorreu principalmente nas áreas de biologia, química, ciências sociais, letras, história e geografia.
Já a licenciatura em Pedagogia, obrigatória para atuar na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, teve aumento de 9,8%.
A projeção do Instituto Semesp, Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, é que em 2040 faltarão 235 mil professores nas escolas brasileiras.
Entre os motivos estão o aumento na quantidade de docentes que devem se aposentar nos próximos anos e a baixa remuneração oferecida, que deixa de atrair novos profissionais.
Diferença no preço de um mesmo brinquedo pode chegar a 192,23%, de acordo com levantamento do Procon de São Paulo.
O órgão comparou os valores de 93 produtos, em sete lojas online, nos dias 8, 9 e 12 de setembro, sem considerar o custo do frete.
Um exemplo é uma massinha de modelar, que em um estabelecimento podia ser comprada por 34 reais e 90 centavos e em outro custava 101 reais e 99 centavos.
A diferença no valor foi de 67 reais e nove centavos, sendo que o preço médio do produto era de 75 reais e três centavos.
Para identificar as alterações no valor de venda, os técnicos verificaram a mesma boneca, jogo ou brinquedo, em ao menos três sites.
O Procon reforça que, além de pesquisar, é importante o consumidor escolher páginas confiáveis para comprar o presente do Dia das Crianças.
Outro cuidado é observar as características e o código de referência do fabricante, para ter certeza de que escolheu o produto que busca.
Verificar a indicação da faixa etária do brinquedo e se ele tem o selo do Inmetro também é fundamental, para garantir a segurança das crianças.
Em alguns flagrantes na natureza, as sucuris causam medo e espanto, mas, por sua imponência, se destacam no bioma pantaneiro.
No capítulo desta terça-feira (4) da novela "Pantanal", o personagem Tenório (Murilo Benício) foi morto e arrastado por uma sucuri para o rio. Ao g1MS, o professor e pesquisador da Unesp Vidal Haddad Junior esclarece que o ataque é “raríssimo” e não costuma acontecer.
Haddad, que trabalha há 30 anos com ataques de animais aquáticos a seres humanos no Pantanal de Mato Grosso do Sul, explica que não há nenhum relato oficial de que uma sucuri tenha engolido um homem adulto.
O pesquisador diz que a presa natural das serpentes são: capivaras, jacarés, aves e roedores. Segundo ele, nunca foi registrado uma morte causada por ataques de sucuri na região.
“A chance de uma sucuri engolir uma pessoa é raríssima. Em mais de 30 anos de pesquisa nunca houve o registro de uma sucuri engolindo um ser humano, existem histórias de ataques, mas nada que foi comprovado. A sucuri de forma geral evita se aproximar do ser humano, que não é uma presa natural do animal”.
Ao g1MS, o pesquisador descreve que as sucuris se escondem do homem. Ou seja, em condições normais, os ataques costumam ser feitos a animais como mamíferos de pequeno e médio porte, e não a indivíduos saudáveis. “A sucuri é a segunda maior cobra do mundo e a mais pesada que existe. Ainda assim, são animais extremamente tranquilos que fogem da gente. A cena da morte do Tenório foi muito impactante, mas é um realismo fantástico”, disse.
Na sequência que foi ao ar no capítulo desta terça-feira (4), Tenório foi atingido por uma zagaia no peito por Alcides (Juliano Cazarré) e, depois, o Velho do Rio (Osmar Prado), em forma de sucuri, enrola o corpo do fazendeiro e o leva para o fundo das águas, determinando a morte do personagem.
Quando questionado sobre a novela, o pesquisador destacou a importância do remake para a divulgação das belezas do bioma Pantanal e os trabalhos de preservação. “Assisti à primeira versão da novela e estou gostando muito da atual. A divulgação do bioma é muito importante e a preservação é essencial. O Pantanal é muito especial, só quem conhece sabe do que estou falando”, disse.
Sobre as sucuris
Haddad aponta que em todo o mundo há quatro espécies de sucuris, todas com registros na América do Sul. Segundo ele, a espécie comum de ser avistada em Bonito é a sucuri-verde, enquanto no Pantanal de Mato Grosso do Sul, as sucuri-amarelas são vistas com frequência.
“As sucuris são serpentes muito bonitas, que impressionam pelo tamanho. No mundo existem apenas quatro espécies e três delas são encontradas no Brasil”, disse o pesquisador
O processo de digestão das cobras pode durar semanas, visto que sua pele e órgãos, como o esôfago e o estômago, se dilatam até três vezes mais que o normal para acomodar a presa. Apesar de não serem tão ágeis em ambientes terrestres, as sucuris são muito rápidas dentro d'água podendo ficar até 30 minutos sem respirar. Os animais possuem hábitos noturnos.
Por - G1
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, desenvolveram um dispositivo sem fio doméstico, como um roteador de wi-fi, capaz de monitorar a progressão da doença de Parkinson – um diagnóstico neurodegenerativo que afeta mais de 10 milhões de pessoas pelo mundo.
Colocado em casa, o aparelho passa a analisar medidas como os movimentos e a velocidade do caminhar do paciente, marcadores que podem ser utilizados para avaliar a gravidade do quadro e o seu avanço.
Os pesquisadores por trás da novidade explicam que geralmente a avaliação sobre os estágios da doença acontece de forma clínica, com testes motores e de funções cognitivas durante visitas aos médicos. Porém, esse método tradicional oferece desafios para parte dos pacientes que não têm acesso a profissionais especializados em Parkinson, além de não conseguir monitorar o cenário de forma mais ampla, apenas naquele momento da consulta.
Com isso, eles decidiram criar o novo aparelho, que é do tamanho de um roteador de wi-fi e emite ondas que refletem no paciente enquanto ele se move pela casa, de volta para o dispositivo. Assim, ele coleta dados sobre a pessoa sem que ela precise utilizar um equipamento específico ou mesmo tenha que alterar algo em seu dia a dia. Os cientistas do MIT reforçam que o método de controle da doença com a tecnologia é eficaz, com estudos recentes apontando que até a respiração da pessoa detectada por dispositivos durante o sono pode monitorar o quadro.
“Esse sensor de ondas de rádio pode permitir que mais cuidados e pesquisas (sobre o paciente) migrem dos hospitais para a casa, onde é mais desejado e necessário. Seu potencial está apenas começando a ser visto. Estamos caminhando para um dia em que poderemos diagnosticar e prevenir doenças em casa. No futuro, poderemos até prever e prevenir eventos como quedas e ataques cardíacos”, afirma o professor de neurologia do Centro Médico da Universidade de Rochester, nos EUA, coautor do livro “Acabando com o Parkinson” e da pesquisa que avaliou o novo aparelho, Ray Dorsey.
Em relação ao novo aparelho, os pesquisadores conduziram um estudo durante um ano com 50 participantes, 34 deles diagnosticados com Parkinson. Durante o período, cada dispositivo coletou mais de 200 mil dados sobre velocidades do caminhar, entre outras medidas. Os resultados mostraram que, com o auxílio de um algoritmo que analisa as variações nos marcadores com o tempo, médicos conseguem acessar as informações, avaliar a progressão da doença e a necessidade de adaptação dos medicamentos de maneira mais eficaz que com as consultas presenciais.
“Poder ter um aparelho em casa que pode monitorar um paciente e informar ao médico remotamente sobre a progressão da doença e a resposta à medicação do paciente para que ele possa atender o paciente mesmo que o paciente não possa vir à clínica, agora com informações reais e confiáveis, isso realmente contribui muito para melhorar a equidade e o acesso (aos serviços de saúde)”, defende a autora sênior do estudo Dina Katabi, professora do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação (EECS) e pesquisadora principal no Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial (CSAIL) na MIT.
No trabalho, publicado na revista científica Science Translational Medicine, a análise dos comportamentos dos pacientes com Parkinson pelos dispositivos mostrou, por exemplo, que a velocidade do caminhar deles diminuía num ritmo quase duas vezes mais rápido em relação aos demais participantes do estudo que não tinham a doença.
“Para uma empresa farmacêutica ou uma empresa de biotecnologia tentando desenvolver medicamentos para esta doença, isso pode reduzir muito a carga e o custo e acelerar o desenvolvimento de novas terapias”, acrescenta a pesquisadora.
Os cientistas pretendem agora avaliar o uso de aparelhos semelhantes para monitorar outras doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e síndrome de Huntington.
Por - O Globo
O queijo é um daqueles alimentos que ficam bons com quase qualquer coisa e existem vários tipos diferentes do laticínio. O Brasil é o quinto maior produtor do mundo e realiza até concurso internacional.
O queijo tem um início curioso. Ele teria surgido a partir do armazenamento do leite em estômagos de animais, quando o ser humano fazia longas viagens e atravessava desertos. A fermentação no sistema digestivo desses bichos ajudou a massa a se separar do soro, surgindo o queijo.
Desde então, o produto foi se desenvolvendo cada vez mais. Hoje, existem os queijos industrializados, feitos com leite pasteurizado, como a muçarela vendida em supermercados.
Há também os artesanais, que são aqueles que podem ser feitos com leite cru, não usam maquinários e têm maior presença do mestre queijeiro. Eles podem ficar maturando por meses e até ultrapassar um ano em cavernas.
Por - G1
Não se expor à mínima possibilidade de engravidar, para a advogada carioca Jéssica Mota, tornou-se quase uma obsessão.
Mesmo que isso significasse abrir mão de sexo. Sem fazer o uso diário do anticoncepcional em função de um problema de saúde, que a fez recorrer à pílula do dia seguinte mais do que o indicado pelos ginecologistas (só em casos de emergência), a jovem, de 29 anos, chegou a optar por não ter relações sexuais com penetração por quatro meses.
“O medo que eu sentia não podia ser normal”, pensou à época. “Começou em setembro do ano passado, quando estava terminando a última cartela do remédio e me vi insegura a ponto de ainda tomar uma pílula do dia seguinte depois de uma relação, apesar de sempre usar camisinha. Cheguei a fazer cinco testes de gravidez, de sangue, num período de dois meses. Passei a ser hiper vigilante na cama, não conseguia sentir prazer, comecei a ver o sexo como algo ruim. Melhorei depois de descobrir o que tinha numa sessão de terapia.”
Era tocofobia, nome dado "ao medo excessivo e irracional da gravidez e do parto. Aquele já conhecido caso da amiga, ou amiga da amiga, que sempre fica em pânico com a chance de ter ficado grávida. Questionamentos sobre a eficiência dos métodos contraceptivos, sintomas associados à gestação até em pleno período menstrual, testes e mais testes por mês e, às vezes, a opção pela abstinência sexual. Comportamentos que, para os que veem de fora, chegam a beirar o exagero, mas que, segundo especialistas, apontam um “tipo de transtorno de ansiedade, muito mais complexo”.
De acordo com a psicóloga Luísa Rodrigues, a tocofobia pode atingir mulheres de todas as idades, mas as jovens tendem a ser as mais afetadas. “O início da vida sexual, na adolescência, e o começo da fase adulta são os períodos nos quais geralmente o problema surge, por causa das consequências e do excesso de responsabilidade que uma gravidez traz”, explica. Ela ainda ressalta como ações mais frequentes a combinação de métodos contraceptivos: “Já atendi mulheres que usam anticoncepcional, têm DIU, usam camisinha e ainda tomam pílula do dia seguinte”.
A ginecologista Viviane Monteiro adverte sobre essa prática e pontua que todos os métodos contraceptivos, individualmente, têm entre 99,7% e 99,8% de eficácia, mas pondera sobre a queda dessa porcentagem decorrente a diversos fatores. “O que acontece é que existem métodos que não dependem da paciente e outros que dependem dela. No caso do anticoncepcional oral, a eficácia vai depender do uso correto, tomar na hora certa, não pular a pílula...”, esclarece. “Se for para combinar (métodos), que seja com o preservativo. É desnecessário fazer esse mix, isso pode acarretar em algum prejuízo. Se forem dois hormonais, por exemplo, a paciente pode ter uma sobrecarga, correr "o risco de ter uma trombose.”
Desconhecimento sobre saúde feminina é elencado pela estudante de Medicina Maria Júlia Ferreira como um dos principais motivos que levam à tocofobia. Para ajudar mulheres nessa situação, ela começou a produzir conteúdo e levantar debates sobre o assunto em seus perfis nas redes sociais, que já acumulam mais de 110 mil seguidores. “Sempre digo que não temos como ter certeza de nada. São probabilidades, que na maioria das vezes estão ao nosso favor, principalmente se nos cuidarmos e usarmos os métodos contraceptivos como se devem”, comenta. “Não vale a pena crucificar toda a nossa qualidade de vida, bem-estar "e saúde mental em prol de uma hipótese improvável.”
A ginecologista Mara Rubia desmistifica relatos que contradizem a ciência por trás das questões reprodutivas, como menstruar na gravidez e engravidar por meio de atos inusitados, que, uma vez compartilhados, podem contribuir para o desenvolvimento da fobia. “Grávida não menstrua. O útero está completamente ocupado pelo embrião. Se uma mulher sangrar grávida, ela tem um diagnóstico que precisa ser investigado”, sinaliza. “Toalha, banco e roupa sujos de sêmen não engravidam ninguém. O sêmen precisa encontrar o muco do período fértil para que o espermatozoide deslize nele e chegue onde tem que chegar.”
Identificada com as descrições de tocofobia, a estudante de Publicidade Ágatha Bahiense, de 22 anos, revelou que a ansiedade a faz passar a maior parte do tempo pesquisando sobre reprodução. Mesmo assim, bate ponto no consultório de sua ginecologista bimestralmente para pedir um exame Beta HCG. “Tomei duas pílulas do dia seguinte quando perdi minha virgindade. É uma ansiedade que não consigo controlar. Sonho com gravidez e acordo desesperada. Prefiro lidar com minha neura me preparando para tudo.” Que venha a ser nada.
Por - O Globo