Na cozinha, o pecado por excesso pode ser tão prejudicial como por omissão.
Ao tentar higienizar os alimentos antes de cozinhá-los, algumas práticas podem acabar aumentando os riscos de infecção. É o caso do frango, cujas bactérias podem contaminar outros objetos da cozinha durante o preparo.
De acordo com Ana Carolina Valle, nutricionista especializada em segurança de alimentos, lavar o frango com água corrente na pia não é uma prática indicada.
— Os respingos da água que toca no frango chegam aos utensílios como facas, garfos, copos e pratos que já estão limpos e não serão sanitizados a ponto de matar as bactérias. Isso só aconteceria se houvesse uma desinfecção utilizando água sanitária ou com temperaturas acima de 85ºC, o que não acontece no uso cotidiano na cozinha. Assim, o risco de contaminação cruzada das bactérias oriundas da lavagem frango cru é alto — explica a nutricionista, fundadora da QualiPlus Consultoria Alimentar.
As bactérias mais comuns são a escherichia coli (coliformes fecais) e a salmonela, que também está presente em outros alimentos, como ovos. As infecções causadas por elas geralmente apresentam sintomas como dor abdominal, náuseas, vômitos, febre, entre outros.
— A desintoxicação vai depender da intensidade da exposição ao micro-organismo. A recuperação será com medicamentos e alimentação mais leve — conta Ana Carolina.
A especialista orienta que vale procurar um médico se os sintomas persistirem por muito tempo, especialmente a falta de apetite e o excesso de evacuações, para evitar a desidratação e a perda de nutrientes importantes.
Por - O Globo
A multinacional Heinz terá que mudar os rótulos dos frascos de ketchup no Reino Unido após a morte da rainha Elizabeth 2ª, que ocorreu na quinta-feira passada (8).
De acordo com o tabloide britânico Mirror, a mudança deve ocorrer devido ao Royal Warrant, um documento que permite que uma empresa use o brasão real nos produtos e na comercialização deles em troca do fornecimento de bens e serviços à realeza.
Durante o período em que esteve no poder, a Rainha Elizabeth 2ª utilizava um brasão com o leão da Inglaterra, o unicórnio da Escócia e um escudo dividido em quatro quartos acompanhado pelas palavras "por compromisso para Sua Majestade, a Rainha". No caso do ketchup Heinz, por exemplo, este símbolo é exibido na parte superior e frontal dos frascos vendidos no Reino Unido.
O que vai mudar?
Com a morte da monarca, a imagem deve ser alterada para o brasão do rei Charles 3º. Outras marcas também precisarão mudar os rótulos, além da Heinz, como os chás da marca britânica Twinings e os champanhes Bollinger, que terão de alterar o design dos produtos ou entrar com uma solicitação atualiza.
Os Royal Warrants são concedidos a cerca de 30 empresas por ano. A RWH (Associação de titulares de Royal Warrants, em tradução livre) disse que as empresas devem provar que a casa real usa regularmente seus produtos e que "os candidatos também são obrigados a demonstrar que possuem uma política ambiental e de sustentabilidade adequada e um plano de ação".
Mais empresas utilizaram o título durante o mandato da rainha Elizabeth 2ª, como Cadbury, Coca-Cola, Premier Foods, Unilever, British Sugar, Britvic, Martini, Dubonnet e Johnnie Walker. As empresas podem reaplicar para garantir o título, desde que provem que fornecem "produtos ou serviços de forma regular e contínua às famílias reais por pelo menos cinco anos dos últimos sete".
Por - Uol
Até o momento, os paleontólogos já nomearam e descreveram quase 1 mil espécies de dinossauros. Algumas são bem conhecidas, como o T. Rex, o Triceratops e o Velociraptor, e suas aparências representam a imagem que conhecemos desses animais.
No entanto outras menos conhecidas possuem características físicas peculiares que mal podemos imaginar.
Conheça 10 dinossauros estranhos e seus corpos curiosos!
1. Linhenykus monodactylus

Ilustração digital do que seria o Linhenykus monodactylus (Foto: Nobu Tamura/ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
Habitante do clima semiárido, a espécie foi encontrada na China. Tinha braços curtos e apenas um dedo em cada mão. É possível que esse dinossauro tenha usado suas garras para cavar ninhos de formigas e cupins.
2. Bajadasaurus pronuspinax

Reprodução digital do Bajadasaurus pronuspinax (Foto: Slate Weasel/ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
O bajadasaurus era um saurópode com longos espinhos nas costas que se curvavam para a frente. A extensão de sua 5ª vértebra quase chegava até a cabeça.
3. Suzhousaurus megatheriodes

Imagem do Suzhousaurus megatherioides produzida com base em gêneros relacionados (Foto: Michael B. H./ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
Com aparência de um rato gigante, 3 m de altura, 6 m de comprimento e cerca de 1.300 kg, essa espécie tinha o corpo peludo, e pode ser relacionado como um ancestral distante da preguiça.
4. Yutyrannus huali

Reconstrução gráfica do Yutyrannus huali (Foto: Tom Parker/ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
O yutyrannus é um tiranossauro recém-descoberto que vivia na Ásia, no início do período cretáceo. Pesando cerca de duas toneladas, o animal era completamente coberto de penas.
5. Jeholopterus ninchengensis

Desenho a lápis do Jeholopterus (Foto: Nobu Tamura/ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
Esta é uma espécie conhecida como dinossauro 'vampiro', predando o sangue de outros dinossauros.
6. Pliosaurus

Reconstrução gráfica do Pliosaurus (Foto: Mario Lanzas/ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
Os pliosaurus eram répteis marinhos que assombraram os oceanos durante todo o período jurássico tardio. Esses animais possuíam pescoço curto, cabeça grande e hábitos estritamente carnívoros.
7. Concavenator corcovatus

Reconstrução grátis do Concavenator corcovatus feita em 2021 (Foto: Mario Lanzas/ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
O concavenator é um dinossauro peculiar por duas razões. Esse carnívoro era equipado com uma estranha corcova triangular no centro de suas costas e, além desse apêndice curioso, de seus antebraços, provavelmente brotavam penas coloridas durante a época de acasalamento.
8. Incisivosaurus gauthieri

Ilustração do Incisivosaurus gauthieri (Foto: Tom Parker/ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
Onívoro, com menos de 1 m de comprimento, o animal tinha dentes frontais proeminentes, semelhantes aos de roedores, rosto de ave de rapina, corpo de avestruz e asas e pés de galinha.
9. Sharovipteryx mirabilis

Reconstrução gráfica do Sharovipteryx mirabilis (Foto: Dmitry Bogdanov/ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
Esse animal voador era parecido com um lagarto e se alimentava de insetos. Suas asas eram localizadas nas pernas.
10. Carnotaurus sastrei

Reconstrução gráfica do Carnotaurus sastrei (Foto: Fred Wierum/ Wikimedia Commons/ CreativeCommons)
O carnotaurus, descoberto na Argentina na década de 1980, ostentava dois chifres no topo de sua cabeça e possuía braços minúsculos e mãos viradas para trás (ou seja, palmas voltadas para fora).
Por - Casa e Jardim
O fundo oceano é interesse para muita gente, e grande parte isso vem do mistério quanto aos seres que lá habitam. As profundezas escuras da zona crepuscular oceânica, por exemplo, são o lar de um crustáceo semelhante a um camarão do tamanho de um punho com olhos ridiculamente grandes: o Cystisoma.
A maior parte da cabeça do animal é ocupada pelos olhos, o que é melhor ainda para enxergar no escuro. “Quanto maior o olho, maior a probabilidade de captar quaisquer fótons que estejam por aí”, disse Karen Osborn, pesquisadora do Smithsonian Institution em Washington DC, ao The Guardian.
Um grande desafio para os animais que vivem em águas profundas (no caso do Cystisoma, entre 200 e 900 metros de profundidade), é ver sem ser visto por predadores. “É basicamente como brincar de esconde-esconde em um campo de futebol”, explicou Karen. “Não há nada para se esconder atrás.”
Os olhos são especialmente difíceis de esconder, já que as retinas sempre devem conter pigmentos escuros que absorvem fótons. Os predadores então podem distingui-los na fraca iluminação da zona crepuscular ou nos feixes de seus próprios holofotes bioluminescentes.
Mas o Cystisoma disfarça seus olhos enormes de uma forma única. Em vez de concentrar os pigmentos em uma pequena área, segundo Karen, eles espalham sua retina em uma fina folha de minúsculos pontos avermelhados, que são pequenos demais para a maioria dos animais enxergar.

Na maior parte do tempo, o Cystisoma busca fugir de predadores e não deseja ser encontrado. Mas, quando quer acasalar, usa as antenas para encontrar os seus parceiros (Foto: Flickr/ Charlotte Seid/ CreativeCommons)
A maioria do resto de seu corpo é transparente, o que ajuda no esconde-esconde pela sobrevivência. Quando os cientistas os pegam em redes de arrasto e os esvaziam em um balde de água do mar, eles aparecem como espaços vazios do tamanho de uma palma entre outros animais. “Você realmente não consegue ver essas coisas até tirá-las da água”, disse Karen.
A maioria dos órgãos internos do crustáceo é cristalino, graças à maneira muito ordenada e estruturada de seus tecidos. “A única coisa com a qual eles não conseguem se dar muito bem é com o intestino”, Karen explicou.
A estrutura dourada visível aos olhos é o órgão digestivo. Mesmo assim, o órgão é empilhado no alto do corpo e de forma reta, a fim de criar a menor sombra possível, enquanto o Cystisoma flutua em sua posição horizontal usual.
Esses crustáceos se tornam ainda mais difíceis de detectar debaixo d'água, uma vez reduzida a luz refletida em seus corpos transparentes, como Karen e seus colegas descobriram em 2016.
Visto sob um microscópio eletrônico, partes do exoesqueleto do Cystisoma são cobertas por pequenas protuberâncias, que Karen compara a um carpete peludo. Outras partes são cobertas por uma única camada de formas esféricas, que os cientistas imaginam serem colônias de uma forma desconhecida de bactéria.

Lado a lado a outros animais, o Cystisoma é como um espaço vazio, pois seu corpo é quase inteiramente transparente (Foto: KJ Osborn/ Smithsonian/ Reprodução)
O tapete nanoscópico e as esferas tornam a luz 100 vezes mais provável de passar direto pelo Cystisoma, em vez de refletir no olho de um predador que passa. “Funciona exatamente da mesma maneira que um revestimento antirreflexo em uma lente de câmera”, disse Karen.
As pernas do crustáceo, em particular, se beneficiam da cobertura antirreflexo e das articulações cobertas por esferas, porque, caso contrário, elas capturariam facilmente a luz enquanto se agitam e se contorcem.
“Esses caras são mestres absolutos da camuflagem transparente no meio da água”, categoriza a pesquisadora.
Mas o que acontece quando o Cystisoma quase invisível realmente quer ser encontrado? Afinal de contas, esses crustáceos também precisam acasalar para se reproduzir.
Uma pista de como os parceiros se encontram está nas grandes antenas do macho Cystisoma, cobertas de estruturas que detectam produtos químicos na água ao redor. Segundo Karen, eles as utilizam para cheirar, literalmente, uns aos outros.
Por - Casa e Jardim
O cineasta francês Jean-Luc Godard morreu nesta terça-feira (13) aos 91 anos. Segundo informou o jornal francês "Libération" e um representante legal da família do cineasta, Godard morreu por suicídio assistido na Suíça, onde o procedimento é legal desde a década de 1940.
Considerada controversa por envolver questões religiosas e éticas, a técnica do suicídio assistido ocorre quando uma equipe médica fornece medicamentos para o procedimento, mas é o próprio paciente que administra a dose fatal.
A técnica difere da eutanásia, que acontece quando a própria equipe médica administra uma dose. No Brasil, os dois métodos são proibidos. Na América Latina, somente a Colômbia permite tanto o suicídio assistido como a eutanásia.
Abaixo, entenda como são feitos os procedimentos.
1) O que é suicídio assistido?
O suicídio assistido é o ato de deliberadamente ajudar uma outra pessoa a se matar, assim define o serviço de saúde britânico, o NHS.
"Se um familiar de uma pessoa com doença terminal obteve sedativos fortes, sabendo que a pessoa pretendia usá-los para se matar, o parente pode ser considerado como auxiliar do suicídio", diz o NHS.
No Reino Unido, assim como no Brasil, tanto o suicídio assistido como a eutanásia são considerados ilegais. Por aqui, o Código Penal define como crime, com pena de 6 meses a 2 anos de prisão, "induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou prestar-lhe auxílio material para que o faça".
Em outros países, como na Colômbia, Suíça, Holanda, Luxemburgo, Canadá, Austrália, Espanha, Alemanha e alguns estados norte-americanos (como Oregon, Vermont, Washington, Califórnia e Montana), a diferença é que o suicídio assistido, quando feito sob supervisão de uma equipe médica e acompanhado de uma avaliação caso a caso, é considerado legal, em certas circunstâncias (entenda mais no item 4).
Ou seja, nesses casos, o médico fornece os medicamentos para o procedimento, mas o paciente o administra.
A legislação suíça, por exemplo, permite o suicídio assistido desde que não seja por "motivos egoístas".
"Um exemplo seria incitar deliberadamente uma pessoa a cometer suicídio para se livrar de ter que pagar apoio financeiro para essa pessoa", cita a associação suíça Dignitas, que oferece suicídio assistido no país.
No país, segundo a "Swissinfo", suicídios assistidos representam cerca de 1,5% das 67.000 mortes registradas em média a cada ano.
Em maio deste ano, a Corte Constitucional da Colômbia descriminalizou o suicídio assistido, tornando o 1° país da América Latina a aceitar a prática para quem esteja sofrendo com doenças sérias ou incuráveis.
2) Qual a diferença entre suicídio assistido e eutanásia?
Na Holanda, diferentemente da Suíça, tanto a eutanásia como o suicídio assistido por médicos são práticas consideradas legais.
A diferença entre as duas técnicas é que na eutanásia é a própria equipe médica que administra uma dose fatal de um medicamento no paciente.
"Os pedidos de eutanásia muitas vezes vêm de pacientes que passam por um sofrimento insuportável sem perspectiva de melhora. Seu pedido deve ser feito com seriedade e plena convicção", afirma o governo da Holanda.
Em ambos os casos, porém, os médicos devem cumprir alguns requisitos legais e cada procedimento de eutanásia e suicídio assistido deve ser relatado a comitês regionais que devem julgar se a equipe médica tomou os devidos cuidados ao analisar o histórico do paciente.
Além disso, no país, os menores de 12 anos podem solicitar a eutanásia, mas o procedimento deve ser feito somente se os pais autorizarem (até eles completarem 16 anos).
3) Quais países autorizam os procedimentos?
Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Canada e Colômbia permitem tanto a eutanásia como o suicídio assistido.
Na Suíça somente o suicídio assistido é permitido, mas não é necessário que um médico preste assistência para o procedimento. Apesar disso, como mencionado antes, a conduta da pessoa que presta assistência não deve ser motivada por egoísmo.
Já na Bélgica, o suicídio assistido por médico é tratado como uma forma de eutanásia.
4) Em que casos é possível fazer os procedimentos?
Alguns países estipulam uma série de condições para a autorização dos procedimentos.
A lei belga sobre a eutanásia, por exemplo, define que um paciente deve estar legalmente consciente no momento da decisão, seu pedido deve ser feito de forma voluntária, bem ponderado e repetido. Além disso, não deve ser resultado de uma "pressão externa".
Fora isso, o médico que realizar o procedimento não estará cometendo um crime somente se a doença do paciente causar um sofrimento físico ou mental constante e insuportável, resultante de "uma doença grave e incurável causada por doença ou acidente".
As regras do Canadá também são semelhantes. No país, que chama legalmente o procedimento de "assistência médica na morte", além de ter mais que 18 anos, o paciente precisa ter uma condição "médica grave e irremediável".
Já na Colômbia, tanto o suicídio assistido como a eutanásia são autorizados com supervisão médica para quem esteja sofrendo com doenças sérias ou incuráveis. Em janeiro deste ano, porém, depois de uma decisão judicial, um homem de 60 anos se tornou a primeira pessoa sem doença terminal a morrer por eutanásia na Colômbia.
A Suíça é o país que tem as regras mais permissivas: a legislação local não estipula um limite de idade nem condições médicas para a realização do suicídio assistido (apesar de não permitir que um médico administre a dose letal). Além disso, a Suíça é um dos poucos países onde os estrangeiros podem realizar o procedimento.
Apesar disso, a Dignitas, a associação suíça que oferece o procedimento para estrangeiros, exige evidências médicas, como relatórios médicos, e ressalta que o processo até a realização do suicídio assistido pode levar três meses ou mais.
Por - G1
As casas onde moram famílias com crianças precisam passar por algumas adaptações para diminuir o risco de acidentes.
O banheiro, onde desde o piso molhado até os itens armazenados no armário podem ser perigosos para os pequenos, pede atenção especial. A seguir, listamos seis dicas para deixar esse ambiente mais seguro para as crianças. Confira:
1. Atenção ao tipo de piso
A escolha de uma textura adequada para o piso do banheiro é fundamental para deixar o cômodo mais seguro para todos, não só para os pequenos. “O ideal é que seja usado piso com acabamento natural ou acetinado dentro do box e em todo o ambiente. Nunca polido, que é superescorregadio”, orienta a arquiteta Isabela Castello, do escritório Keeping Arquitetura.
Durante o banho, ainda é possível acrescentar alguns acessórios ao piso do box. “Para evitar acidentes com queda, podem ser usados grandes superfícies ou tapetes antiderrapantes. Sugiro usar algo que reúna segurança, praticidade e beleza, complementando sua decoração e dando mais tranquilidade para o seu dia a dia”, aconselha Renata Dutra, arquiteta do escritório Milkshake.co.
2. Cuidados com a banheira

Além de dificultar o acesso das crianças à banheira, o entorno dela também precisa ser adaptado. Projeto da arquiteta Edlaine Medeiros Rupp (Foto: Fernando Crescenti)
Quem tem banheira em casa precisa tomar algumas precauções para deixá-la mais segura para os pequenos. O primeiro ponto é o acesso ao banheiro, que deve ser dificultado de alguma forma. “Mantenha a porta fechada ou instale um portãozinho que impeça a criança de entrar no banheiro sozinha e encher a banheira”, instrui Renata.
Para auxiliar a criança a entrar e sair do banho, vale incluir um apoio ao lado da banheira, como uma escada. Também é necessário observar as quinas de nichos e prateleiras que ficam no entorno da banheira. Caso tenham as chamadas bordas vivas, que são retas, é recomendável colocar protetores de quina.
Além de adaptar o espaço, lembre-se de encher a banheira apenas com o volume de água suficiente para o banho, verificar a temperatura da água e nunca deixar a criança sozinha. Ao final, secar as poças de água que se formam na banheira diminui o risco de escorregões.
3. Adaptações no vaso sanitário
O vaso sanitário também pode ser adaptado para evitar acidentes durante o uso. “Existem duas opções: o modelo de vaso sanitário infantil e as cadeiras adaptadas, que você encaixa no próprio vaso e que se adequam ao tamanho da criança”, explica Isabela. Outro cuidado importante é usar uma trava na tampa do vaso sanitário para vedá-lo.
4. Observe o acesso à pia

Uma escadinha permite que a criança alcance a altura da pia, no projeto do escritório Keeping Arquitetura (Foto: Divulgação)
Caso seja necessário um banco ou escadinha para que a criança alcance a altura da pia, as arquitetas apontam algumas alternativas para oferecer mais segurança. A primeira é integrar os degraus ao próprio armário que fica abaixo da bancada. A outra é escolher um banco robusto, de modo que a peça não tombe nem se mova com facilidade.
5. Atenção aos armários e gavetas
Em casas com crianças, não se deve armazenar remédios, produtos de higiene e de limpeza, principalmente com embalagens ou líquidos coloridos, em armários baixos e gavetas que ficam ao alcance das crianças. Objetos cortantes e pontiagudos, como alicates, tesouras, lâminas de barbear e pinças também devem ser guardados nos locais mais altos. “Indico deixar nas gavetas inferiores papel higiênico, toalhas e algodão. No máximo, o que pode acontecer é uma bagunça, mas nunca um acidente”, comenta a profissional do Keeping Arquitetura.
6. Cuidados com a parte elétrica e acessórios
Para dificultar o acesso dos pequenos, as tomadas precisam ficar a uma altura de 1,20 m, no mínimo. Assim como no restante da casa, usar protetores de tomada minimiza o risco de choques.
Alguns acessórios utilizados no banheiro também merecem atenção, para prevenir acidentes. “Nunca tenha um espelho que seja facilmente removido ou manuseado pelas crianças e evite objetos quebráveis na altura dos pequenos”, lembra Renata. O porta papel higiênico, por exemplo, também precisa ser bem pensado, porque alguns modelos são pontudos e podem machucar em caso de quedas.
Por - Casa Vogue