Os estudantes da rede pública estadual do Paraná fizeram bonito na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e conquistaram 310 medalhas na 16ª edição da competição – inicialmente prevista para 2020, mas que aconteceu em 2021.
Foram 25 medalhas de ouro, 74 de prata e 211 de bronze. Considerando outras instituições (federais e municipais), o Paraná conquistou mais 49 medalhas, totalizando 359. Os resultados foram divulgados na última semana.
Além disso, outros 2.716 alunos e alunas receberam menção honrosa pela participação. Também foram premiados na OBMEP 42 professores de Matemática e 33 escolas da rede estadual. O resultado completo do Paraná pode ser visto aqui.
Ao todo, foram inscritos 17,8 milhões de estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio de mais de 53 mil escolas, incluindo instituições públicas e particulares brasileiras.
EXEMPLOS – Duas das 25 medalhas de ouro da rede estadual foram para estudantes do Colégio Estadual João Zacco Paraná, em Planalto, no Sudoeste: Ana Lauar Schuller Cattaneo e Kauan Gabriel Bantle Hiert, que estavam no 7º ano em 2021 e concorreram no “nível 1”, para alunos do 6º e 7º anos. O colégio também foi um dos premiados no Estado e teve a professora Claude Regine Loch Sturmer como uma das laureadas.
“Sempre participamos da OBMEP e nessa última edição não tínhamos muita expectativa, por conta da pandemia. Mas temos um quadro excelente de professores que foram grandes incentivadores. Foi feito até um grupo de WhastApp com professores, pedagogos e alunos, todos se ajudando durante a competição”, diz a diretora Fátima Roseli da Cruz Kegler.
O colégio foi sede da segunda fase da competição no município de Planalto em novembro passado. “A nossa aluna premiada foi a última a sair da sala e ainda comentou comigo que precisava de mais tempo”, relata Roseli.
ESTÍMULO A MATEMÁTICA – Em 2021, como estímulo à disciplina, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte introduziu novidades no ensino da Matemática para diferentes séries. Desde o meio do ano passado, os estudantes do 6º ano do ensino fundamental passaram a usar um aplicativo de matemática gamificada como complemento do processo de ensino-aprendizagem, seja como recurso pedagógico em sala de aula ou como tarefa de casa e atividade avaliativa.
Também ligado a área, a Secretaria da Educação incluiu na matriz curricular do Ensino Médio em 2021 a Educação Financeira como um componente com uma aula por semana, para tratar do cuidado das finanças pessoais, administração do orçamento familiar, planejamento financeiro, empreendedorismo, entre outros temas. Com o Novo Ensino Médio a partir de 2022, há a ampliação da carga horária – serão ministradas duas aulas por semana (para a primeira série inicialmente).
OLIMPÍADA – A OBMEP é realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e promovida com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Foi criada em 2005, com o objetivo de estimular o estudo da matemática e identificar talentos na área.
Todos os medalhistas são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), presencial (se houver um polo de Iniciação Científica perto da residência) ou a distância com aulas virtuais como incentivo e promoção do desenvolvimento acadêmico.
Os alunos do PIC têm acesso a um fórum virtual, elaborado pela OBMEP, no qual, com ajuda de moderadores, realizam tarefas complementares às aulas. O material didático é preparado especialmente para os alunos nos diferentes níveis de participação. Além disso, os participantes também têm acesso a uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Por - AEN
Ao longo de 2021, a União pagou R$ 303,41 bilhões em dívidas atrasadas a estados, municípios, bancos federais, entidades controladas e estatais federais. Os dados constam do Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado hoje (27) pelo Tesouro Nacional.
O valor representa um acréscimo de 2,5% em relação ao que foi pago em 2020, quando a União honrou R$ 296 bilhões em dívidas atrasadas. Foram R$ 112,92 bilhões em operações de crédito internas e R$ 190,48 bilhões em operações externas.
O Tesouro informou que os bancos públicos federais são os maiores credores nas operações de crédito internas. Eles concentraram 98,1% do total de operações.
A Caixa, o Banco do Brasil (BB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) emprestaram R$ 110,74 bilhões em 2021. Os bancos privados emprestaram apenas R$ 2,18 bilhões, o que representa apenas 0,7% das operações internas.
Já os organismos multilaterais, como o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) entre outros respondem por 91,% das operações de crédito externas.
Juntos, esses organismos emprestaram R$ 173,27 bilhões. O Bird emprestou o maior valor R$ 81,30 bilhões; seguido pelo BID, com R$ 80,53 bilhões e o CAF com R$ 8,73 bilhões. As agências foram responsáveis por R$ 9,13 bilhões e os credores privados por R$ 8,07 das operações.
O relatório aponta ainda que, em 2021, a União pagou R$ 8,96 bilhões de dívidas de entes subnacionais. O valor é referente às dívidas de cinco estados e um município.
Os maiores valores honrados foram relativos a inadimplências com o Rio de Janeiro (R$ 4,18 bilhões), Minas Gerais (R$ 3,13 bilhões), Goiás (R$ 1,3 bilhão), Amapá (R$ 194,32 milhões), Rio Grande do Norte (R$ 156,98 milhões), além do município fluminense de Belford Roxo (R$ 1,56 milhão).
“Os valores honrados em 2021 aumentaram a necessidade de financiamento da dívida pública federal, uma vez que a União está impedida de executar as contragarantias de diversos estados que obtiveram liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) suspendendo a execução das referidas contragarantias”, informou o Tesouro.
De acordo com o relatório, no ano passado foram contratadas 50 novas operações de crédito garantidas, sendo 40 contratos de garantia internos e 10 contratos de garantia externos.
O Tesouro disse ainda que a maioria dos contrato de operações garantidas foi realizada por município, que efetivaram 36 contratos assinados, o que representa 72% do total de contratos assinados.
Entre os mutuários, os estados apresentam a maior participação, com 77,2% (R$ 234,13 bilhões) do saldo devedor total. Os municípios e os bancos federais apresentam participação de 10,1% (R$ 30,54 bilhões) e 7,5% (R$ 22,79 bilhões), respectivamente. As entidades controladas detêm 3% (R$ 9,19 bilhões) e as estatais federais detêm 2,2% (R$ 6,75 bilhões).
O Estado de São Paulo possui o maior saldo devedor em operações de crédito garantidas, com 13,4% do total, totalizando R$ 40,72 bilhões; seguido pelo Rio de Janeiro com 12,2% do total, que totaliza R$ 37,14 bilhões.
Minas Gerais vem em terceiro, com R$ 25,69 bilhões de dívidas. A Bahia vem depois, com R$ 17.35 bilhões e em quinto lugar o Ceará, com R$ 15,25 bilhões de dívidas.
Completam a lista dos sete maiores devedores, os estados do Rio Grande do Sul, com R$ 12,17 bilhões; e Pernambuco, com R$ 11,01 bilhões. Os demais estados, juntos, somam R$ 74,78 bilhões em dívidas.
Já com relação aos município, o Rio de Janeiro aparece na frente com R$ 7,46 bilhões em dívida. Em seguida vem Manaus, com R$ 2,57 bilhões; Fortaleza, com R$ 2,26 bilhões; São Bernardo do Campo, com R$ 2,12 bilhões; e Belo Horizonte, com R$ 1,83 bilhão. Os demais municípios, juntos, devem R$ 14,27 bilhões.
Garantias
As garantias representam os ativos oferecidos pela União, representada pelo Tesouro Nacional, para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades como bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o BID, Bird e o Banco Mundial.
Como garantidor das operações, o Tesouro é comunicado pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.
Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto com bloqueios de repasses federais ordinários, além de impedir novos financiamentos.
Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias. Entre 2019 e 2021, diversos estados que obtiveram liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) suspendendo a execução.
Por - Agência Brasil
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, fechou janeiro com projeção de redução em 39% na produção de soja no Estado para a safra 2021/22, em relação ao potencial.
A primeira Previsão de Safra Subjetiva (PSS) deste ano, apresentada nesta quinta-feira (27) pelos técnicos do órgão, aponta também que, no caso do milho de primeira safra, as perdas estão em 36%, enquanto o feijão terá 31% a menos na produção em relação à projeção.
Por se tratar de commodity, esses produtos dependem de várias conjunturas, inclusive oscilações decorrentes de produção internacional, mas as perdas monetárias para os produtores paranaenses devem se posicionar entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões. No Estado, o maior impacto para a redução de produção e perda de renda é essencialmente o climático, com a estiagem forte iniciada em 2019, aliada ao calor intenso tanto no ambiente quanto no solo.
“Conforme vínhamos nos posicionando desde final de dezembro, há um efeito negativo intenso na produção agrícola, nós perdemos muita produção com essa estiagem prolongada, essa escassez hídrica, essas altas temperaturas no ambiente, no solo, provocaram perdas de elevada monta em culturas como soja, milho, feijão, tabaco, produção de silagem para alimentação de gado de leite, produção de hortaliças, de frutas, pastagens, enfim, toda forma de vegetação sofreu e sofre”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
“Embora não tenhamos fechado todos os dados e todo tipo de perda, esse impacto está entre R$ 25 e R$ 30 bilhões, de coisas que não estão sendo produzidas”, afirmou Ortigara. “É um quadro realista, de perda, que provoca impacto, traz desconforto, desarticulação da cadeia de renda do agricultor, mas estamos trabalhando junto com o governo federal para minimamente socorrer, apoiar, incentivar os nossos agricultores nas suas necessidades para que continuem produzindo”.
Para o chefe do Departamento de Economia Rural, Salatiel Turra, a estimativa divulgada pelo departamento destaca uma redução bastante significativa das culturas de soja, milho e feijão. “Principalmente a soja, que corresponde a mais de 90% da área plantada de grãos no Estado do Paraná”, salientou. “Qualquer redução de produção impacta diretamente na economia local e regional, pois o Paraná é um Estado bastante ligado ao agronegócio”.
SOJA – Os números do relatório mensal do Deral não diferem muito dos dados levantados em meados de janeiro e entregues à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, quando da visita a Cascavel, no Oeste. Até o momento, há perda de mais de 8 milhões de toneladas de soja, ou 39% do previsto inicialmente, que era de pouco mais de 21 milhões de toneladas. A produção estimada atualmente é de 12,8 milhões de toneladas.
Se o comparativo for feito com a produção de 19,8 milhões de toneladas conseguida na safra 2020/21, os sojicultores paranaenses devem ter redução de 35%. Com uma área estimada em 5,6 milhões de hectares, o rendimento deve cair de 3.543 quilos por hectare, no ciclo anterior, para 2.274 quilos por hectare na atual safra.
No campo, a colheita de milho vem ganhando bom ritmo e atingiu 8% da área plantada. “Historicamente, não é comum este nível de colheita em janeiro, porém, devido às condições favoráveis no campo, o produtor avança com o trabalho tendo em vista o planejamento de plantio para a segunda safra de milho”, disse o analista do Deral, Edmar Gervásio.
MILHO – O cenário climático adverso também provocou perdas irreversíveis para os produtores de milho da primeira safra. Em relação ao potencial produtivo de 4,3 milhões de toneladas, que tinha sido previsto, a baixa já ultrapassa 1,6 milhão de toneladas (36% a menos). Com isso, o campo deve render, de acordo com os dados atuais, 2,7 milhões de toneladas. Isso representa redução de 13% em relação ao produzido na safra 2020/21.
“Em termos financeiros, a preços de hoje, o campo deixa de movimentar aproximadamente R$ 2,3 bilhões com esse cereal”, afirmou Gervásio. Neste momento, a colheita chegou a 8% da área estimada de 437,5 mil hectares. Nas lavouras espalhadas pelo Estado, 38% da área estão em boas condições, o mesmo percentual é considerado em situação mediana e 24% estão em posição desfavorável.
A estiagem refletiu também na produtividade do milho. A previsão é que na atual safra sejam colhidos 6.232 quilos por hectare. No ciclo de 2020/21, foram 8.372 quilos por hectare. Como a colheita da soja avança de forma mais acelerada que o habitual, o plantio de milho segunda safra também está adiantado. Nesta semana foram plantados 5% da área total estimada em 2,6 milhões de hectares, com expectativa de se colher 15,2 milhões de toneladas.
FEIJÃO – Os produtores de feijão da primeira safra paranaense tinham a esperança de colher 275.795 toneladas, um pouco superior ao que foi colhido em 2020/21 (257 mil toneladas), mas ainda inferior a 2019/20 (316,2 mil toneladas). No entanto, a cultura foi severamente atingida pelas adversidades climáticas e deve ficar em 190,4 mil toneladas. O volume é 31% menor que o potencial e 26% abaixo do produzido no ciclo anterior. Isso resulta em queda de rendimento. Enquanto na safra 2020/21 foi de 1.697 quilos por hectare, agora é de 1.350 quilos.
Os produtores já colheram pelo menos 83% da área de 139,5 mil hectares. “O clima até o momento é favorável à colheita, o que de certa forma contribui na obtenção de um produto de boa qualidade”, disse o economista do Deral Methodio Groxko. Em função da menor oferta neste início de ano, os preços ao produtor aumentaram. Nos últimos 20 dias, eles saíram de R$ 240 a saca de 60 quilos e passaram à faixa de R$ 280 a R$ 300.
Para a segunda safra do feijão, a expectativa é de colheita de 519.567 toneladas em 263.344 hectares. Apesar de redução de 3,3% na área, os produtores esperam colher até 82% a mais em relação à safra 2020/21, quando retiraram 286 mil toneladas da terra. “Em 2021, a segunda safra sofreu uma significativa redução, devido às condições climáticas desfavoráveis, como a seca e, na sequência, as geadas”, lembrou Groxko.
BOLETIM SEMANAL – Nesta quinta-feira, o Deral também divulgou o Boletim de Conjuntura Agropecuária, referente à semana de 21 a 27 de janeiro. Além de discorrer sobre as três principais culturas a campo nesta safra, ele fala da comercialização do trigo, que chegou a 88% das 3,2 milhões de toneladas colhidas no Estado. O volume é superior ao registro na safra anterior para este mesmo período. Um dos elementos que contribui para esse rápido escoamento é a boa qualidade do produto.
O documento também trata da cafeicultura, registrando a estimativa de produção de apenas 567 mil sacas de café na safra 2022. A redução é de 35,6% em comparação com as 880 mil sacas de 2021. As intempéries climáticas, principalmente as fortes geadas, levaram muitos cafeicultores a erradicar ou podar as lavouras. Essa condição e a prolongada estiagem impactaram severamente no potencial produtivo do café.
O boletim apresenta, ainda, um balanço da comercialização de hortaliças, frutas, plantas, forragens e flores, além de granjeiros, grãos, cereais e produtos atípicos, durante 2021, nas cinco unidades da Ceasa no Paraná. Também é mostrado um panorama da exportação brasileira de mel e de ovos durante o ano passado, além de uma análise da produção e das perspectivas para a avicultura de corte.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Fazenda participou nesta quinta-feira (27) da 344ª reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que aprovou, por unanimidade, a prorrogação do congelamento do valor de referência do ICMS cobrado nas vendas de combustíveis por mais 60 dias.
A decisão que já havia sido pactuada pelo Fórum dos Governadores na última quarta-feira (26) agora está oficializada pelos secretários de Fazenda, por meio do Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal).
Em nota oficial divulgada após a votação, o Comsefaz reforçou o apoio à criação do fundo de equalização como forma de evitar que os reajustes do barril de petróleo no mercado internacional sejam repassados para o preço final dos combustíveis, como tem ocorrido, gerando os aumentos frequentes.
PMPF – Para a cobrança do ICMS dos combustíveis no regime de substituição tributária, as alíquotas incidem sobre o valor do preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF) – um valor de referência para o recolhimento do imposto pelas refinarias ou importadoras. Por exemplo, quando a Petrobras determina um aumento no preço nos combustíveis, o valor de referência consequentemente sobe. Quando há queda nos preços, o valor de referência também cai.
Por - AEN
O Governo do Paraná prevê entregar 250 quilômetros de obras rodoviárias em 2022, com a conclusão de 26 projetos em diversas regiões.
Ao todo, os investimentos somam R$ 1,1 bilhão e vêm de diversas fontes, incluindo valores do Tesouro do Estado, do programa Avança Paraná, que conta com recursos financiados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, e do financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além da parceria com a Itaipu Binacional e o governo federal.
O pacote de obras executado pelo Departamento de Rodagens do Paraná (DER/PR) e que será finalizado neste ano inclui 45 quilômetros de rodovias estaduais, a implantação de 54 quilômetro de terceiras faixas, contornos rodoviários, revitalização e readequação de trechos perigosos nas estradas, além da construção de viadutos, pontes e trincheiras. Centenas de outras obras de conservação, manutenção, duplicação e pavimentação em todo o Estado seguem em andamento e não entraram nesse levantamento porque são rotineiras ou serão entregues a partir de 2023.
“Graças a um planejamento que fizemos na alocação de recursos e na elaboração de projetos, o Paraná inteiro está em obras”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Assumimos o compromisso de resolver gargalos logísticos que perduravam há muito tempo. Com a conclusão dessas obras, melhoramos a trafegabilidade e escoamento da rica produção paranaense e trazemos mais segurança aos motoristas”.
Para o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o Estado conta hoje com um dos maiores projetos de infraestrutura do País. “Temos um volume expressivo de obras, que inclui a recuperação de rodovias importantes, temos projetos históricos que eram aguardados há décadas e que atendem todas as regiões”, diz. “Estamos com o cronograma em dia e, em alguns casos, antecipando a entrega para que a população possa usufruir o quanto antes”.
EMBLEMÁTICAS – Somando os recursos próprios e financiados pelo Governo do Estado, cerca de R$ 634 milhões estão sendo investidos para tirar obras emblemáticas do papel, que há muito tempo eram esperadas pelos paranaenses. Uma das principais é a revitalização da PRC-280, na região Sudoeste, a primeira rodovia estadual que terá pavimento de concreto, com aplicação da técnica chamada de whitetopping.
Na região Noroeste, a continuidade das obras de duplicação da PR-323 garante mais segurança aos motoristas. Principal artéria rodoviária da região, a rodovia é um dos principais acessos do Paraná com o Mato Grosso e o Paraguai e é um dos maiores gargalos logísticos do Estado.
Para resolver esse problema, as intervenções acontecem ao longo de três trechos, que somam 31,5 quilômetros. O primeiro é entre Paiçandu e Doutor Camargo, depois entre Doutor Camargo e o Rio Ivaí e a última no perímetro urbano de Umuarama, no Trevo do Gauchão. Também estão sendo implantados 23,9 quilômetros de terceiras faixas entre Doutor Camargo e Iporã.
Da parceria com a Itaipu são mais R$ 453,4 milhões, que viabilizam a construção da Ponte de Integração Brasil-Paraguai, a segunda sobre o Rio Paraná em Foz do Iguaçu; a duplicação de um trecho da BR-277, em Cascavel; e a pavimentação de 47 quilômetros da histórica Estrada da Boiadeira, entre Icaraíma e Umuarama, no Noroeste.
OESTE
Uma das principais obras em execução no Paraná, que será entregue em 2022, é a construção da Ponte de Integração Brasil-Paraguai, em Foz do Iguaçu. O serviço é coordenado pelo Governo do Estado, com investimento aproximado de R$ 233,4 milhões da Itaipu. São 760 metros de comprimento e um vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. A ponte contará com duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de três metros e calçada de 1,7 metro nas laterais.
Além da Ponte de Integração, Governo do Estado, Itaipu e governo federal trabalham em conjunto na implantação da perimetral leste de Foz do Iguaçu, que faz a integração com a BR-277. O projeto prevê um contorno do perímetro urbano de Foz do Iguaçu partindo da nova ponte, em uma extensão de 15 quilômetros. Serão seis interseções em desnível: Av. General Meira, acesso à Ponte Tancredo Neves, Avenida das Cataratas (BR-469), Av. Felipe Wandscheer, Av. República Argentina e BR-277. O investimento é de R$ 48 milhões.
O DER/PR também vai tirar do papel neste ano a adequação da Curva do Boi, na PR-484, entre Boa Vista da Aparecida e Alto Alegre do Iguaçu. Estão previstas obras de alteração de traçado para melhorar as condições de segurança na via, com aplicação de R$ 1,9 milhão, via financiamento do BID.
Cerca de R$ 9,4 milhões estão sendo aplicados na construção de uma trincheira na BR-277, em Santa Terezinha do Itaipu, que inclui também a construção de uma nova via marginal do lado esquerdo da rodovia. A obra é executada no km 709, na altura da Avenida das Orquídeas. Já a nova marginal irá conectar a Rua 3 de Maio e a Rua Flávio Dal Bó, com mais de um quilômetro de extensão.
Também com recursos do Tesouro, o Estado investe R$ 5,3 milhões na construção de duas pontes que integram o conjunto de obras do Contorno Leste de Palotina. Ambas serão entregues neste ano, a primeira tem 66,3 metros e fica sobre o rio Santa Fé e outra mede 46,5 metros e atravessa o rio Pioneiro.
Por - AEN
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) busca iniciativas e estuda soluções, a fim de reduzir os impactos da severa estiagem da Região Sul do País.
Diante desse quadro que afeta diretamente a produção agrícola, a diretoria do banco está em comunicação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e outros agentes setoriais e governamentais, em demonstração e apoio para estratégias conjuntas e suporte nesse momento, além de diagnósticos e monitoramento da situação nas regiões mais atingidas com a seca.
De acordo com levantamento dos governos dos três estados, 295 municípios estão em estado de emergência ou calamidade pública e outros 178 estão ameaçados de entrar nesse perfil. A falta de chuvas atinge drasticamente o setor agrícola e os produtores rurais, o que afeta a contribuição do setor primário ao PIB da Região Sul do país.
Um relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, estima prejuízo prévio de R$ 25,6 bilhões na safra de grãos do Paraná em 2021/22, em razão da estiagem que atinge o Estado de forma severa desde 2019.
O Estado já decretou situação de emergência hídrica, o que permite que os agricultores negociem com os fornecedores, seguradoras e instituições financeiras. No final do ano passado, o Estado também entregou caminhões-pipa aos municípios para ajudar no fornecimento de água e irrigação das lavouras, além de contar com programas para a proteção de nascentes e microbacias.
Por - AEN








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