Estado e produtores formulam programa para agregar mais valor ao mate e ao pinhão

Lideranças locais e produtores de mate e pinhão de São Mateus do Sul e outros 12 municípios da região Centro-Sul do Paraná participaram de um encontro com representantes do programa Vocações Regionais Sustentáveis (VRS).

 Elaborado pela Invest Paraná, vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, e executado em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), com diversas secretarias estaduais e instituições, o programa VRS busca direcionar produtos paranaenses sustentáveis e com valor agregado aos mercados nacional e internacional. O encontro aconteceu nesta terça-feira (12). 

“Este é um programa que busca valorizar os produtos locais, resgatando a história da comunidade e da produção, envolvendo também o fomento ao turismo e, especialmente, agregar valor dentro da cadeia de produção”, explicou o diretor de Relações Internacionais e Institucionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco. Eles destacou que o VRS foi lançado como alternativa para a retomada econômica pós-pandemia da Covid-19.

Inspirado em experiências já implantadas na Alemanha e no Japão, o programa incentiva as cadeias de valor e busca abrir mercados a produtos típicos paranaenses, produzidos de forma sustentável e de maneira tradicional, especialmente no ramo da alimentação.  De acordo com o gerente de Desenvolvimento Econômico da Invest Paraná, Bruno Banzato, o programa é desenvolvido em várias etapas, sendo uma delas a conversa com as lideranças e produtores locais. “Trata-se da fase de diagnóstico. Após essa etapa, será elaborado o plano de ação”, disse.

Ele explicou que a primeira fase do trabalho gera apontamentos por parte dos produtores, que são levados em consideração para o objetivo final, que é aumentar a qualidade e o valor desses produtos. “O foco é agregar mais renda aos produtores, que estão na ponta da cadeia de comercialização”, completou Banzato.

O VRS também é desenvolvido no Litoral do Estado, com os produtos derivados da Mata Atlântica, e em Campo Mourão (Centro-Oeste), com foco na tecnologia para a produção de eletromédicos e produtos hospitalares. O programa trabalha, conjuntamente, a valorização de produtos e a promoção do turismo regional.

Em outra etapa está prevista a promoção desses produtos em estações de estrada (Michi no Eki). Os locais devem ser instalados para recepção de turistas e promoção dos produtos e das atrações locais. O projeto foi inspirado em estruturas já existentes no Japão, na província de Hyogo.

POTENCIAL – Na região Centro-Sul, o potencial identificado foi com o pinhão e o mate, ambos com produção caracterizada pelo manejo sustentável. A valorização do mate já foi debatida em dezembro do ano passado, durante o 10º Fórum Institucional da Cadeia Produtiva da Erva-Mate, no campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) em Irati. A promoção dos produtos na região Centro-Sul conta com a parceria do IDR-Paraná.

O presidente da Associação dos Amigos da Erva-Mate de São Mateus (IG-Mathe), Fernando Vaccari Toppel, explica que a região tem um diferencial por produzir o mate em consonância com a vegetação nativa, como araucárias e imbuia. “As características da região, como condições climáticas, precipitações, solo, e as condições em que a planta está inserida trazem um produto de diferente qualidade”, destacou.

O Centro-Sul do Paraná já vende para outras regiões do País para fazer o blend, produto usado para suavizar o sabor dos derivados do mate. “Temos a única indicação geográfica para erva-mate do país, pelo Instituto Nacional de propriedade Industrial (INPI). Para isso, foi preciso elaborar um dossiê de mais de mil páginas para comprovar essa notoriedade. E isso não quer dizer que temos apenas um produto único, mas que é diferenciado”, completou Toppel.

A prefeita de São Mateus do Sul, Fernanda Sardanha, destacou que em 2020 o IBGE divulgou uma estimativa de produção de 90 mil toneladas no município. Em 2021, a previsão é de 100 mil toneladas. “A região representa quase 20% da produção nacional. Em São Mateus do Sul chamamos de ouro verde, com festas típicas e onde tudo é trabalhado de forma organizada, buscando esse protagonismo”, disse.

A cidade possui em torno de 10 empresas que atuam na comercialização do mate, com exportação, e várias já caminhando para isso. “O programa VRS é importante para valorizar desde o manejo até o fortalecimento da agricultura familiar como alternativa de renda. Hoje temos mais de 5 mil pequenos agricultores familiares, sendo a maioria produtora de mate”, completou a prefeita.

PINHÃO – O Paraná também tem como símbolo a Araucária. O pinhão, fruto da árvore nativa, possui grande valor de mercado. Segundo dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o Centro-Sul do Paraná é a principal região onde estão localizadas as araucárias. O Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura de Guarapuava, composto por dez municípios, concentra aproximadamente 37% da produção estadual de pinhão.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Com aumento de casos, Estado estuda reforçar campanhas contra a dengue

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou nesta quarta-feira (13) a primeira reunião do Comitê Intersetorial de Controle da Dengue no Paraná, do período epidemiológico 2021/2022.

O encontro, que envolveu diversas secretarias e órgãos do Estado, além de representantes do Serviço Social do Comércio (Sesc/PR), teve como finalidade propor um balanço e ampla análise das medidas já adotadas para o combate do mosquito, considerando também a atual situação da doença e possíveis novas ações.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou a importância do encontro e o alinhamento das ações. “Estamos notando um grande aumento nos casos em um período não sazonal, já se aproximando do inverno. Diante desse diagnóstico é importante manter o alinhamento entre as secretarias e os órgãos do Estado para que possamos combater essa doença da maneira mais efetiva possível”, assinalou.

O boletim semanal da dengue, divulgado nesta terça-feira (12), confirma mais três óbitos, totalizando cinco mortes pela doença neste período epidemiológico (de 1º de agosto de 2021 a julho de 2022). Também foram confirmados mais 4.882 casos, somando 16.560 confirmações. São 12.465 novas notificações, totalizando 65.040 registros em 360 municípios (sete a mais do que o anterior). Há ainda, 19.051 casos em investigação.

A coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte, apresentou o quadro epidemiológico do Estado e enfatizou a necessidade de reforçar as campanhas. “O Paraná tem registrado uma expansão alarmante dos casos de dengue. Estamos monitorando todos os municípios, principalmente as áreas com maior incidência. É imprescindível fortalecer as campanhas de enfrentamento neste momento para que tenhamos maior adesão nesse combate”, avaliou.

SESC – Com a campanha “Aqui o mosquito não entra”, iniciada em 2021, o Sesc/PR propôs a criação de um aplicativo para que as pessoas registrem suas ações diárias de combate à doença, sobretudo pela eliminação de focos. A estratégia teve como objetivo conscientizar sobre áreas como saúde e meio ambiente. Para participar da atividade basta fazer o download do aplicativo Sesc. O passo a passo pode ser conferido AQUI.

“Essa estratégia garantiu engajamento em todos os municípios do Estado, unindo informação, ação e interatividade. As ações integradas à Sesa e as Regionais de Saúde são fundamentais para que possamos conscientizar o maior número de pessoas”, afirmou a representante do Sesc, Suelen Costa.

Durante a reunião, a Assessoria de Comunicação da Sesa pontuou ações realizadas desde 2019, além de novas propostas para intensificar a campanha “Paraná contra a Dengue – Mude sua atitude”. Com forte presença midiática, a Sesa tem expandido o alcance e divulgação de materiais tanto de ordem impressa como digital.

PRESENÇAS – Também participaram da reunião Liana Bacil, representando a Superintendência Geral de Diálogo e Interação Social do Estado (Sudis); Orlando Bonetti, pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (Sedu); Carlos Mário Pereira, da Casa Civil; Hernani Bergossi, da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná; Ricardo Hoffman, da Casa Militar; Silvio dos Santos, da Secretaria de Estado da Segurança Pública; Gerson Cândido Rocha, da Defesa Civil; Ediane Mance, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde; e Isael Pastuch, da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho.

 

 

 

 

 

 

 

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Boletim agropecuário analisa impacto do reajuste do trigo no preço do pão francês

Pelo terceiro mês seguido, o quilo do pão francês se manteve acima de R$ 10,00. Mas poderia ter ultrapassado R$ 16,00, caso o reajuste tivesse acompanhado o mesmo índice que encareceu o trigo em grão.

Esse é um dos assuntos analisados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 8 a 14 de abril.

De acordo com o levantamento do Deral, em dezembro de 2021 o quilo do pão francês no Paraná custava, em média, R$ 9,94 para o varejo. No primeiro mês de 2022, houve um reajuste de 2% e passou a R$ 10,13. Em fevereiro, subiu para R$ 10,26 e, em março, se elevou em 3% passando a custar R$ 10,54 o quilo. Comparando com março de 2021, o pão mais consumido pelo brasileiro custa 7% a mais. Naquele mês, o levantamento apontava R$ 9,87.

Ainda que o reajuste tenha sido inferior à inflação dos últimos doze meses, que ficou em 11%, de acordo com o IPCA, há preocupação no setor, pois o estudo mostra um descompasso dos preços desde o início da pandemia.

Se o parâmetro comparativo for março de 2019, o preço do pão francês subiu 28%; o das farinhas, 63%; e os do trigo em grão, mais de 100%. Ou seja, se o aumento seguisse esses índices, o pão francês superaria os R$ 13,00 comparativamente com as farinhas e ultrapassaria R$ 16,00, caso acompanhasse o do trigo.

FEIJÃO E MANDIOCA – O boletim também analisa a produção de feijão no Estado. Com condições climáticas adversas, a primeira safra teve redução de aproximadamente 30% em relação à estimativa inicial e fechou com 195 mil toneladas. Já a segunda safra começa a preocupar os produtores em razão das chuvas constantes, que provocaram queda de 92% para 86% nas plantações consideradas boas no campo.

Os produtores de mandioca estão, em sua maioria, no trabalho de colheita do produto. Até o final de março, 20% da área de 131 mil hectares tinha sido colhida. Essa tarefa, no Paraná, é quase toda feita de forma manual. A prática é uma das razões pelas quais está havendo redução de área no Estado, visto que a mão de obra está cada vez menor.

FRUTAS E PECUÁRIA – O documento traz, ainda, uma análise sobre a cultura do caqui em termos mundiais, brasileiro e paranaense. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), em 2019 foram produzidas 4,7 milhões de toneladas da fruta no mundo. O Brasil é responsável por 168,7 mil toneladas. O Paraná responde por 6,2% desse volume. Em 2020, o Estado produziu 9,8 mil toneladas.

No caso da pecuária, o registro é de suave queda no preço da arroba bovina nos últimos dias. Com o retorno das chuvas e melhoria das pastagens, a tendência é a redução dos custos com alimentação do rebanho, encurtando a permanência no pasto, o que reflete nos preços pagos pelos frigoríficos.

OUTROS PRODUTOS – O boletim também fala sobre a evolução no custo de produção de frango no Estado, que tem na alimentação o principal insumo. Em relação à soja, o documento registra que a colheita já atingiu 94% da área semeada, enquanto o plantio da cultura do milho já está encerrado, atingindo 2,69 milhões de hectares.

 

 

 

 

 

 

 

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Rodovias estaduais terão policiamento reforçado durante o feriado de Páscoa

O Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) inicia nesta quinta-feira (14) a Operação Páscoa, com reforço de fiscalização nas estradas estaduais.

Com o feriado prolongado, o fluxo de veículos em toda a malha viária do Estado deve aumentar e, até o próximo domingo (17), os policiais intensificarão a segurança dos viajantes com mais policiamento e fiscalização.

A operação é realizada todos os anos e o principal objetivo é reduzir o número de acidentes e mortes causados, principalmente, por excesso de velocidade, embriaguez ao volante e ultrapassagens em pontos proibidos.

De acordo com comandante do BPRv, tenente-coronel Wellenton Selmer, as atividades da unidade pretendem diminuir acidentes graves e preservar a vida e a integridade física das pessoas.

 “O BPRv vai desenvolver uma fiscalização intensa, de verificação veicular em relação aos itens obrigatórios, com emprego de etilômetro para combater a embriaguez ao volante, crime que ainda tira muitas vidas. Haverá, principalmente, um grande esforço na área de operação de radares, porque entendemos que o excesso de velocidade é sempre um grande inimigo a ser combatido”, afirma.

Ele reitera que excesso de velocidade é uma imprudência, assim como ultrapassagens proibidas, o que compromete o deslocamento em segurança nas rodovias. Dirigir em condições climáticas muito adversas (chuva e neblina) também é um risco.

As atividades contarão com equipes das seis companhias da unidade, além de equipes do setor administrativo, que atuarão em pontos onde há maior incidência de acidentes graves. Além das fiscalizações de trânsito, equipes de Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel) e de Operações com Cães da Polícia Rodoviária atuarão no combate a crimes de outras naturezas.

ORIENTAÇÕES – Para garantir uma viagem mais segura, o tenente-coronel alerta para as condições do veículo e o respeito às normas. “Sempre orientamos sobre a importância da revisão do veículo, para que o condutor mantenha-o em condições de rodagem, principalmente para o trânsito rodoviário, e siga as normas e toda a legislação do setor, com muita atenção a sinalização vertical e horizontal da via e de limite de velocidade”, aconselha.

O oficial incentiva os motoristas a se deslocarem com antecedência para que a viagem seja mais tranquila e alerta que o uso dos itens de segurança do veículo são obrigatórios, pois evitam sanções e, principalmente, preservam a integridade e a vida dos ocupantes. O BPRv orienta, ainda, que ao pegar a estrada, o condutor deve carregar os documentos do veículo e de habilitação, evitando autuações e um eventual recolhimento do automóvel.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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