Paraná contrata monitores de ressocialização e prepara nova seleção para unidades prisionais

O Governo do Estado autorizou nesta semana a contratação de postos de trabalho para monitores de ressocialização prisional operacional.

Eles irão atuar em unidades prisionais do Paraná. Os novos trabalhadores devem substituir os servidores temporários que atuam nesses locais a partir de julho. A iniciativa deve gerar cerca de quatro mil vagas de emprego, diretas e indiretas, em todo o Estado. O edital será publicado no Diário Oficial (DIOE) nos próximos dias. 

Segundo o diretor-geral do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen), Francisco Caricati, a contratação foi realizada de forma emergencial porque os profissionais temporários contratados por Processo Seletivo Simplificado (PSS) – que atuam hoje nas unidades penais – terão seus contratos encerrados em 20 de julho, sem possibilidade de renovação.

“A empresa contratada terá a responsabilidade de suprir essa demanda de pessoal por até seis meses. Enquanto isso há um novo processo licitatório em andamento em parceria com a Secretaria de Administração e da Previdência”, afirma. “Além de atender as unidades existentes, esses trabalhadores irão atuar nas penitenciárias que estão sendo inauguradas e preencher postos que se encontram em defasagem de pessoal até que isso seja resolvido com a nova licitação”.    

Diferente do servidor temporário, os novos trabalhadores serão regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e terão assegurados todos os direitos trabalhistas, como Fundo de Garantia (FGTS). A carga horária de trabalho será de 12 horas diárias, em regime de escala. A remuneração mensal é de R$ 2.840,55, mais R$ 274,63 do auxílio-alimentação, além de vale-transporte.

ATRIBUIÇÕES – Segundo o diretor-geral, as atribuições dos profissionais contratados diferem das funções dos servidores de carreira. “Aos monitores caberá apoiar e auxiliar os procedimentos de custódia, ou seja, as atividades acessórias para o funcionamento dos estabelecimentos penais”, explica Caricati. 

Ele diz ainda que após a criação da Polícia Penal no Paraná essa distinção ficou mais clara, pois as atribuições de polícia precisam ser desempenhadas por um policial de carreira especializado, como é o caso das escoltas, segurança das muralhas, intra e extramuros das unidades, assim como nas operações de fiscalização e intervenções penitenciárias, além da gestão prisional. 

REQUISITOS – Para se candidatar a vaga, a pessoa precisa ter no mínimo 18 anos e ensino médio completo. Além disso, terá que passar por um processo seletivo realizado pela empresa contratada e, por um curso de formação, de caráter eliminatório. As inscrições serão realizadas diretamente no site da empresa. As vagas também estão disponíveis no sistema do SINE.

NOVO PROCESSO – Em relação ao novo processo, a Secretaria da Administração e da Previdência vai promover na próxima quinta-feira (2), às 10h, uma audiência pública para consultar interessados no Termo de Referência relativo ao Registro de Preços para contratação de serviços continuados nas unidades prisionais do Deppen.

Os serviços são para monitor de ressocialização prisional, função operacional e administrativa, com a metodologia de contratação por postos de trabalho, com fornecimento de uniformes e EPIs.

A audiência acontece de forma online e pode ser acessada neste link. Conforme descrito no EDITAL, os interessados deverão encaminhar os documentos através de e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até um dia anterior à data de abertura, quando serão credenciadas as pessoas físicas e pessoas jurídicas, por meio dos seus representantes.

Durante a fase de debates os representantes da Comissão Técnica da Secretaria da Segurança Pública poderão se manifestar verbalmente, caso julguem pertinente.

A sessão pública será transmitida pelo Canal do Decon no YouTube. Em caso de dúvidas, o interessado deve entrar em contato com o Departamento de Logística para Contratações Públicas (Decon) através dos telefones (41) 3313-6413 / 3313-6430.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Copel Mercado Livre comercializa certificados de energia renovável

Os clientes da Copel Mercado Livre já podem comprovar que a energia adquirida no ambiente de contratação livre provém de uma fonte renovável.

A comercializadora da companhia incluiu em seu portfólio de produtos os I-RECs, certificados que atestam que o cliente está consumindo energia proveniente de uma matriz renovável, como eólica, solar, hidrelétrica ou biomassa.

“Com a aquisição dos I-RECs, as empresas comprovam a origem da energia adquirida”, explica o diretor-geral da Copel Mercado Livre, Fillipe Henrique Neves Soares. “Atualmente, como o setor elétrico é totalmente integrado, quem adquire energia no mercado livre não sabe exatamente de onde ela vem. Com a aquisição desses certificados, as empresas demonstram seu compromisso com a sustentabilidade ao comprovar que a energia que consomem provém de uma fonte renovável”.

Os I-RECs (sigla em inglês para o modelo internacional de certificados de energia renovável) fazem parte de um sistema que permite rastrear o caminho da energia, desde a geração até o cliente final. “Os I-RECs são o produto ideal para as empresas que precisam comprovar a origem de emissões do Escopo 2 – provenientes do consumo de energia elétrica comprada do Sistema Interligado Nacional (SIN) – ou então demonstrar ações de mitigação”, ressalta a superintendente de compra e venda de energia da Copel Mercado Livre, Ana Maria Antunes Guimarães.

A comercializadora da Copel passou a ofertar estes certificados com o objetivo de atender as necessidades e os compromissos dos consumidores do mercado livre de energia.

“Cada vez mais os investidores, os clientes e a sociedade como um todo têm valorizado práticas corporativas que priorizam a sustentabilidade e ajudam a mitigar os efeitos das mudanças climáticas”, diz a superintendente de governança e sustentabilidade da Copel, Luísa Nastari. “A aquisição dos I-RECs contribui para agregar valor aos produtos e serviços das empresas ao comprovar que elas estão comprometidas com práticas sustentáveis e alinhadas à transição para uma matriz energética totalmente renovável”.

PIONEIRISMO – Primeira empresa do setor elétrico brasileiro a assinar o Pacto Global, a Copel desenvolve ações consistentes para promover a sustentabilidade ambiental. Ao longo dos últimos anos, a empresa identificou a oportunidade de comercialização dos certificados de energia renovável como desdobramento de sua política de mudança do clima.

A companhia também registrou essa oportunidade no reporte ao CDP (Carbon Disclosure Project), instituição sem fins lucrativos que reúne informações e analisa indicadores de transição climática de empresas listadas em bolsas de valores de todo o mundo.

Ao ofertar os certificados, a Copel amplia seu protagonismo e auxilia outras empresas na adoção de práticas mais sustentáveis, além de contribuir para um Brasil cada vez mais renovável. A venda dos I-RECs é um incentivo ao avanço para o desenvolvimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7 (Energia limpa e acessível) e 13 (Ação contra a mudança global do clima).

 

 

 

 

 

 

 

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Compagas testa solução sustentável para levar gás natural ao Interior do Paraná

A Compagas e a operadora logística NEOgás iniciam nesta semana um projeto-piloto para testar o uso de caminhões abastecidos com gás natural no transporte do gás natural comprimido (GNC) para atendimento ao consumidor final.

Com esse projeto, o Paraná se torna o primeiro estado no Sul do País a ter o ciclo de fornecimento de gás natural por via terrestre inteiramente formatado a partir da cadeia do gás.

“Com o projeto, vamos demonstrar uma solução mais sustentável e competitiva para interiorizar o abastecimento de gás natural no Paraná, que poderá ser toda realizada a partir da cadeia do gás natural”, diz o diretor técnico-comercial da Compagas, Rafael Longo. “Queremos também apresentar aos usuários, transportadoras e empresários do segmento de transportes pesados, a viabilidade do uso do gás como um combustível mais eficiente e mais sustentável que o diesel, podendo ser aplicado a cargas pesadas e para maiores deslocamentos”.

Neste piloto, que terá cerca de 30 dias de duração, o gás natural distribuído pela Compagas será comprimido pela NEOgás na estação de Ponta Grossa (Campos Gerais). Em seguida, será transportado diariamente por cerca de 130 km até o município de Arapoti, utilizando caminhão Scania movido a gás, para abastecer a indústria BO Paper, que utiliza o gás natural em uma série de aplicações na indústria papeleira.

A indústria recebe o GNC, que é o gás natural armazenado a alta pressão, que pode ser levado por transporte terrestre para indústrias e postos de abastecimento distantes da rede de distribuição. “Esta solução permite interiorizar o uso do gás natural, abastecendo cidades e regiões do Estado não atendidas pela rede de distribuição, como é o caso de Arapoti, beneficiando a economia local e levando o desenvolvimento”, afirma Longo.

INDICADORES DO PROJETO – A NEOgás, empresa parceira da Compagas e responsável pelo transporte de GNC para a BO Paper, terá como objetivo central medir o desempenho do caminhão no trajeto diário, avaliando indicadores como rendimento e potência do veículo, além das emissões de gases de efeito estufa. Ela roda cerca de 5 milhões de km por ano e seu consumo estimado é de cerca de 2,5 milhões de litros de diesel/ano.

“Entendemos que temos à frente um grande avanço para o transporte de cargas no país, e queremos comprovar que é possível aliar redução de emissões, descarbonização do ambiente e sustentabilidade com redução de custos”, diz o executivo da NEOgás, Ricardo Neumayer. “O uso do gás natural nos caminhões chega para dar mais economia e sustentabilidade ao transporte pesado”.

A meta da NEOgás é evoluir para uma utilização permanente do veículo a gás no percurso em teste e também em outras rotas pelo País. “Nós queremos não só transformar 100% da nossa frota de distribuição de GNC para gás natural, como também pretendemos fazer novos projetos NEOgás levando o gás para postos de combustíveis não conectados à rede de distribuição a fim de criar novos pontos de abastecimento pelo Brasil”, diz.

“Com o aumento do número de postos oferecendo gás natural aos caminhões, poderemos, num futuro próximo, fazer com que o Brasil ganhe capilaridade e cada vez mais empresas, transportadoras e caminhoneiros autônomos se interessem pelo uso de um combustível mais limpo e econômico”, completa.

SUSTENTABILIDADE NAS RODOVIAS – Rafael Longo explica que o gás natural é um combustível mais eficiente e menos poluente que o diesel e que essas características são fundamentais quando se fala em sustentabilidade nas operações. Em relação ao diesel, estima-se que o gás natural reduza a emissão de CO2 (dióxido de carbono) em 23%, e o biometano, que também pode ser utilizado como combustível para veículos pesados, pode alcançar uma redução próxima a 85%.

O abastecimento com esses combustíveis também contribui com a qualidade do ar. Quando comparado ao diesel, a redução de NOx (óxidos de nitrogênio) é de 90% e de material particulados chega a 85%. “Os efeitos do uso destes combustíveis mais limpos podem ser observados no curto prazo, com a colaboração para a redução de doenças cardiovasculares e para a perda da produtividade causada por esses poluentes, impactando positivamente a saúde pública e o meio ambiente”, destaca Longo.

Nesse sentido, para as empresas que possuem metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), substituir as frotas de caminhões movidos a diesel para veículos abastecidos com gás natural pode ser um grande aliado para cumprir com os planos de sustentabilidade traçados, indo ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e também com as metas definidas pelos países na última COP26.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Estado promove campanha de recolhimento de eletroeletrônicos na semana do meio ambiente

Durante a próxima semana, em alusão à Semana Mundial do Meio Ambiente, 19 Escritórios Regionais do Instituto Água e Terra (IAT) promovem uma campanha para recolhimento de lixo eletrônico. Equipamentos que não têm mais utilidade para as pessoas podem ser destinados de forma adequada entre os dias 30 de maio e 03 de junho.

A entrega dos resíduos poderá ser realizada nos seguintes escritórios regionais: Curitiba, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Irati, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Toledo, Umuarama e União da Vitória. Também será possível doar na Ilha do Mel, nas praias de Brasília e Encantadas.

A ação tem o objetivo de chamar a atenção para a logística reversa desses equipamentos, política que está em fase de implantação no Estado do Paraná pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest).

“É uma campanha muito importante e esperamos que toda a população possa contribuir com esse cuidado ao meio ambiente. O lixo eletrônico, se depositado de maneira errada, como em aterros sanitários, oferece muitos danos como poluição, degradação do solo e da água, o que prejudica todos os paranaenses”, destacou o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Everton Souza.

A campanha visa evitar que esses equipamentos sejam depositados na rua ou lançado em terrenos baldios, áreas de bota fora ou ainda encaminhados para aterros. “Estes resíduos, além de possuírem componentes com valores agregados, como alumínio e outros, também possuem substâncias tóxicas”, explicou o diretor de Políticas Ambientais da Sedest, Rafael Andreguetto.

A destinação adequada do material recolhido durante a semana será feita por instituições parceiras do IAT, que atuam em atendimento às políticas públicas de resíduos sólidos. Uma das parceiras é a Green Eletron, entidade representativa do setor de eletroeletrônicos. Ela será responsável por coletar os resíduos em 16 Escritórios Regionais do IAT.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) define logística reversa como um instrumento para viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

Os resíduos de eletroeletrônicos são divididos em quatro categorias, de acordo com a sua composição:

Linha Branca: geladeiras, freezers, máquinas de lavar, fogões, condicionadores de ar, microondas e afins;

Linha marrom: TV’s, DVD’s, CD’s, aparelhos de som e demais aparelhos de projeção e som;

Linha Azul: pequenos eletrodomésticos como batedeiras, secadores, liquidificadores, ferros de passar e afins;

Linha verde: microcomputadores, laptops, celulares, tablets e afins.

Confira os endereços para destinar o lixo eletrônico:

Curitiba: Rua Engenheiros Rebouças, 1375 – Rebouças

Campo Mourão: Rua Santa Cruz, 679 – Centro

Cascavel: Rua Afonso Pena, 1766 – Centro

Cianorte: Av. Espírito Santo, 951 – Zona 01

Cornélio Procópio: Av. São Paulo, 389 – Centro

Foz do Iguaçu: Av. Araucária, 801 (Esquina com Av. Paraná) – Vila A

Guarapuava: Avenida Sebastião de Camargo Ribas, 2165 – Bonsucesso

Ilha do Mel: bases do IAT nas praias de Brasília e Encantadas

Irati: Rua Caetano Zarpellon, 19 – Rio Bonito

Ivaiporã: Av. Souza Naves, 2280 – Centro

Jacarezinho: Rua Fernando Eugênio, 490 – Centro

Londrina: Rua Brasil, 1115 – Centro

Maringá: Rua Bento Munhoz da Rocha, 16 – Zona 7

Paranaguá: Rua Benjamim Constant, 277 – Centro Histórico

Paranavaí: Av. Dep. Heitor de Alencar Furtado, 3210 – Jardim Belo Horizonte

Pato Branco (somente dia 04.05): Rua Guarani, 1002 – Centro

Ponta Grossa: Rua Balduíno Taques, 217 – Estrela

Toledo: Rua Guaíra, 3132 – Jardim La Salle

Umuarama: Av. Presidente Castelo Branco, 5200 – Zona Vl

União da Vitória: Rua Quintino Bocaiuva, 12 – Centro

 

 

 

 

 

 

 

 

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Capacitação atualiza e forma agentes de trânsito para fiscalização nas novas balanças

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) está realizando um curso de atualização e formação de Agentes de Trânsito de todas as suas regionais.

Participam cerca de 50 servidores da autarquia, que irão atuar na fiscalização do excesso de peso em veículos de transporte de carga e de passageiros, parte da iniciativa de empregar novas balanças veiculares nas principais rodovias estaduais paranaenses.

O curso é realizado em parceria com o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) da Polícia Militar do Paraná e o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR), com atividades na sede do DER/PR em Curitiba. O curso começou na segunda-feira (23) e segue até esta sexta-feira (27).

“Um dos nossos pilares de atuação é a área de operações, a área de trânsito, e esse curso é uma continuidade desse trabalho. Por mais que ele tenha uma formação voltada para as balanças, os agentes sairão aptos a lavrarem qualquer tipo de infração prevista no Código de Trânsito Brasileiro”, explica o diretor-geral do DER/PR, Alexandre Castro Fernandes.

Até então, as infrações em rodovias estaduais eram autuadas em grande parte pelo BPRv, por meio de convênio entre o DER/PR e a Secretaria de Segurança Pública.

Os conteúdos abordados na semana foram direito da fiscalização de trânsito; Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito; suspensão direta do direito de dirigir; operações que visam coibir o excesso de peso nas rodovias; limites de pesos e dimensões de veículos que trafegam por rodovias; abordagem, solicitação de documento e demais ações realizadas pelos agentes de fiscalização; preenchimento de autos de infração; e cadastro das autuações, entre outros.

A capacitação segue critérios estabelecidos em portaria da Secretaria Nacional de Trânsito, sendo uma atualização para os servidores que já atuam na área de fiscalização, e servindo como base para os novos agentes de trânsito, que também vão passar por treinamento prático.

PESAGEM – O DER/PR vai iniciar em breve a fiscalização com balanças veiculares nas principais rodovias estaduais paranaenses. A medida visa aumentar a segurança para condutores e diminuir os danos ao pavimento causados por veículos com excesso de carga. Serão pesados caminhões, tratores, chassi-plataforma, reboque e semirreboque, ônibus e micro-ônibus, ficando de fora os veículos de passeio.

São, ao todo, 26 conjuntos de Unidades Móveis Operacionais (UMO), que incluem, além do sistema de pesagem e controle, veículos, equipamentos de apoio, sistema de sinalização e segurança, suprimento de energia e um sistema de monitoramento e comunicação. São dois tipos de balança: a estática, em que o veículo precisa ficar parado, e a dinâmica, em que o veículo precisa apenas reduzir a velocidade para a pesagem. Cada UMO contará com uma equipe própria para operação.

Estão previstos 35 pontos de fiscalização com balanças estáticas e 16 pontos de fiscalização com pesagem dinâmica, com o trabalho das equipes de campo contando com a atuação dos agentes de trânsito nos Centros de Controle de Operações das cinco superintendências regionais do DER/PR. O Centro de Controle de Informações na sede do departamento em Curitiba irá coordenador todas as operações.

DESGASTE – Além das penalidades previstas na legislação vigente, o excesso de peso pode levar a maior desgaste estrutural nos veículos, danos nos pneus, maior consumo de combustível e lentidão, e é um dos principais fatores no surgimento de patologias no asfalto, como buracos, trincas, escorregamentos e afundamentos de trilha de roda.

Com o novo serviço de fiscalização por pesagem com balanças, o DER/PR espera reduzir o índice de acidentes, os custos de recuperação do pavimento e o consumo de combustível no transporte de cargas e passageiros, beneficiando o meio ambiente e evitando o desgaste excessivo dos veículos que circulam pelas rodovias estaduais.

 

 

 

 

 

 

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Governo e entidades do setor produtivo trabalham intensamente na proteção sanitária do Paraná

O Paraná completa nesta sexta-feira (27) um ano da certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de uma luta de mais de 50 anos do Governo do Estado e do setor produtivo.

O status sanitário foi confirmado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), na 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, realizada em maio do ano passado em Paris, na França.

Maior produtor e exportador de proteína animal do País, com liderança em avicultura e piscicultura, o reconhecimento internacional tem contribuído para a abertura de mercados para a carne paranaense e outros produtos de origem animal, com a possibilidade de comercialização a países que pagam melhor pelo produto, como Japão, Coreia do Sul e México.

“Nossos rebanhos já não são mais vacinados e há anos o vírus não circula mais no Estado. Com o apoio das entidades do setor produtivo, organizamos toda a estrutura de sanidade animal. Esse reconhecimento vai ajudar a abrir mercado para a carne produzida no Paraná, ampliando os investimentos no Estado, que vão gerar mais emprego e renda para a população”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Para o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Aparecido Calegari, a parceria entre iniciativa privada e Estado foi essencial para conseguir a conquista. “Graças ao esforço do Governo e aos parceiros do setor produtivo, comemoramos um ano da certificação internacional. O esforço coletivo proporcionou avanços e benefícios, uma vez que esse reconhecimento abre mais mercados para a carne produzida no Paraná”, disse.

“O Estado do Paraná é o maior produtor de proteína animal do País, sendo grande parte produzida pelos agricultores familiares. Eles fazem parte dessa grande engrenagem de sucesso, mantendo seus rebanhos e criações saudáveis, seguindo todas as recomendações sanitárias e, agora, atualizando seus rebanhos para garantir o status conquistado”, completou.

Ágide Meneguette, presidente do Sistema Faep/Senar, afirma que os resultados estão aparecendo e muitos investimentos e sinalizações de novos mercados já estão sendo estruturados no Paraná, como, por exemplo, a construção do novo frigorífico da Frimesa, em Assis Chateaubriand. Além disso, ele explica que o diálogo da entidade é constante com os produtores e que toda a produção foi valorizada um ano após o reconhecimento internacional.

“Percebemos que o produtor rural paranaense está cada vez mais engajado em crescimento, alavancado pelo status sanitário”, afirmou.

Além disso, explica Meneguette, outro impacto positivo do status sanitário foi a redução de custos para o produtor e a possibilidade de mudar o foco para outras áreas da produção. “A dose da vacina de febre aftosa variava no Estado, na média de R$ 1,20. A economia não vem somente no valor de doses, mas no envolvimento de todo o processo: diminui mão de obra; reduz o gasto com insumos, como seringas, pistolas automáticas e agulhas; diminui as lesões ocasionadas pela vacina. É uma economia significativa no protocolo sanitário da propriedade”, disse.

Essa redução, segundo ele, é mais uma oportunidade para o pecuarista dedicar mais atenção em outros âmbitos produtivos ou até mesmo em outras doenças, a exemplo da brucelose e tuberculose.

NOVOS NEGÓCIOS – Alexandre Monteiro, médico veterinário e analista da Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), explica que a conquista internacional foi um passo importante para a produção agropecuária, principalmente para as cooperativas e, um ano após a conquista, o setor produtivo de proteína animal já se prepara para abrir caminho a um novo patamar de produção e exportação.

“As cooperativas têm investido bastante no relacionamento com os parceiros comerciais e na prospecção dos novos mercados”, disse.

Segundo ele, nesse primeiro ano, tem sido feita uma mobilização forte com países como Japão e Coreia do Sul, que não estavam abertos. “As cooperativas têm feito um trabalho forte de aproximação desses mercados e têm tido alguns avanços comerciais. Temos condições de manter isso e ampliar a exportação para novos mercados e alcançar novas oportunidades comerciais”, completou.

O selo ainda trouxe mudanças no trabalho das cooperativas, principalmente em relação no sentido sanitário. “Elas têm intensificado os trabalhos de prevenção, sempre orientando os seus produtores, fazendo um trabalho de fomento a campo e incentivando a manutenção desse status, porque depois da conquista tem a manutenção”, acrescentou.

Para Irineo da Costa Rodrigues, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), o momento é de comemorar, já que o selo favorece também a abertura aos mercados estrangeiros até mesmo para a avicultura, que não é diretamente afetada pela febre aftosa.

“A avicultura não é afetada por essas doenças, No entanto, quando temos uma área livre de aftosas sem vacinação isso mostra que o Estado está organizado, tanto pela área pública como pela iniciativa privada, que fez um trabalho em conjunto. Se o Estado é eficiente contra a febre aftosa, é claro que é eficiente também na sanidade que poderia afetar a avicultura”, destacou.

VIGILÂNCIA – Desde que o último foco da doença foi confirmado, em 2006, o governo estadual e o setor produtivo se organizaram para melhorar a estrutura sanitária paranaense, o que incluiu a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o reforço da fiscalização nas divisas e o controle dos rebanhos. A imunização contra a aftosa foi interrompida em 2019 e a campanha de vacinação, que acontecia duas vezes por ano, foi substituída pela de atualização de rebanhos. O cadastro é obrigatório para garantir a rastreabilidade e a sanidade dos animais.

Isso só foi possível graças a um extenso inquérito epidemiológico, com coletas de amostras de sangue de quase 10 mil animais em 330 propriedades rurais, provando que o vírus já não circula no Paraná. Agora, 25 médicos veterinários e 13 técnicos de manejo e meio ambiente vão reforçar o trabalho permanente de controle da Adapar.

“Tivemos uma mudança em todo nosso sistema. Passamos de uma situação de fazer vacinação para fazer vigilância sanitária, o que nos permite acompanhar atentamente todos os rebanhos do Paraná. Em maio e junho tem a atualização de rebanho. Estamos fazendo essa vigilância, a partir da retirada da vacina, reforçando nosso quadro com médicos veterinários, e técnicos”, explicou o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

“Fazemos um apelo aos produtores, é muito importante que façam a atualização, compareçam às nossas unidades, e hoje pode ser feito pelo aplicativo, internet, escritórios dos municípios, sindicatos rurais. É importante sabermos quantas cabeças temos para que essa vigilância seja efetiva”, destacou.

“Vemos a importância desse trabalho desenvolvido pela Adapar. As cooperativas vêm apoiando essas campanhas de cadastramento do rebanho, orientando seus produtores, e incentivando essa atuação. O cadastramento é fundamental para termos o controle e o cuidado com a produção do nosso Estado. A produção pecuária é o bem de maior valor e no sentido sanitário”, complementou Monteiro, da Ocepar.

PRODUÇÃO – Em 2021, o Estado produziu mais de 6,2 milhões de toneladas de carne de porco, boi e frango. O Estado é responsável por 33,6% da produção nacional de frango e 22% em piscicultura de cultivo, liderando os setores.

Também ocupa o segundo posto em relação à carne suína, com 21% da produção brasileira e mantém a vice-liderança na produção de leite (13,6%) e ovos (9%). A expectativa com a abertura de mercados é que o Estado atinja a liderança nacional na produção de suínos.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o principal recado que o Paraná passa é mostrar ao mundo uma estrutura produtiva mais desenvolvida e sadia, com um serviço de inspeção sanitária de qualidade. “Tudo isso vai refletir em novos negócios e na geração de empregos, que foi o motivo para lutarmos por essa chancela. O aumento na produção, com a expansão de novas plantas e abertura de mais turnos, significa mais gente trabalhando”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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