Sericicultores prejudicados pelo clima recebem adubo como auxílio emergencial do Estado

A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná começou nesta sexta-feira (21) a entregar adubo para sericicultores paranaenses que tiveram as plantações de amoreiras prejudicadas pelas adversidades climáticas, como geadas e estiagem, desde 2019.

Houve atraso no plantio e no desenvolvimento das plantas, que precisam de mais nutriente na terra.

O investimento do Estado é de R$ 1,96 milhão para pagar as vencedoras de licitação emergencial e fornecer o adubo, que tem preço médio de R$ 400,00 o saco. Os cerca de 1,7 mil sericicultores beneficiados foram orientados a pegar o produto em postos da empresa de fiação de seda Bratac. A organização do processo é feita por servidores da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e do IDR-Paraná.

As primeiras entregas aconteceram em Nova Esperança, principal município produtor dos fios de seda, para sericicultores que começaram a chegar por volta das 5 horas da manhã. O adubo será aplicado em 3,4 mil hectares de plantação de amoreiras (alimento para o bicho-da-seda).

“A produção de casulos de seda é uma atividade que precisa ser apoiada no Estado, sobretudo porque é desenvolvida em pequenas propriedades, qualificando-se como uma importante fonte de renda na agricultura familiar”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Nós produzimos uma das melhores sedas do mundo e, para que isso continue, precisamos que as amoreiras estejam saudáveis. Por isso atendemos esse apelo do setor, mesmo que de forma emergencial e aquém das necessidades.”

LIDERANÇA – Mesmo diante dos problemas climáticos e da deriva (desvio de agrotóxico aplicado em outras culturas), o Paraná se mantém líder absoluto na produção de casulos no Brasil, com 83,9% de participação, seguido de São Paulo e Mato Grosso.

De acordo com o IBGE, em 2021 os produtores paranaenses entregaram 2.321,46 toneladas de casulos. Um produto de muita qualidade que é disputado por mercados importantes como o vietnamita e o francês, além do japonês, italiano, chinês e indiano. Por isso, 96% da produção são destinados ao exterior.

“Estamos trabalhando para sermos justos e adequar a quantidade de sacas ao tamanho da produção”, disse o coordenador Programa Estadual de Sericicultura, Osvaldo de Pádua. O máximo são quatro sacas aos produtores maiores.

“Foi feito um grande esforço, mas é o que se conseguiu como ação emergencial”, afirmou. Segundo ele, cada produtor assina o termo de recebimento e precisará prestar contas do uso do fertilizante.

AJUDA – O produtor Valdeci Dosso é o segundo de quatro gerações familiares que produzem casulos em Nova Esperança. Na manhã desta sexta, ele levou três sacos de adubo para a propriedade, onde produz desde 1980.

“Vai ajudar bem, porque a amora sem adubo não vai, embora eu tenha colocado esterco orgânico. Mas esse adubo que chegou vai ser melhor, vou reforçar porque a amora sai muito melhor e a qualidade dos casulos também”, afirmou. A expectativa, no entanto, é que as chuvas voltem a ser regulares para auxiliar no desenvolvimento. “Se não chover não adianta, mas o adubo é excelente”.

Ele tem amoreiras plantadas em cerca de 2,5 hectares. Com isso consegue nove criadas ao ano, com três a quatro caixas de larvas cada uma. Em média, consegue 60 quilos de casulos por caixa. No último período, em razão da estiagem, das geadas de meados do ano passado e de problemas com deriva de agrotóxico, reduziu quase pela metade.

 

 

 

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298 cidades do Paraná não registram óbitos por Covid-19 há dois meses

Apesar do aumento no número de infecções pela Covid-19 no Paraná, puxadas pela circulação da variante Ômicron, 298 cidades (74,6% do Estado) não registram óbitos pela doença há dois meses (20 de novembro a 20 de janeiro). É como se 3 em cada 4 municípios estivessem sem óbitos nesse período.

Em alguns, como Pinhal de São Bento e Jardim Olinda, as últimas mortes em decorrência do vírus foram registradas em abril de 2021. São 39 cidades há mais de 200 dias sem óbitos e, se a análise baixar para 150 dias, são 113 municípios nessa condição, quase 30% do Estado. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

A queda no número de mortes em todo o Estado é resultado da vacinação em massa. Até o momento, o Paraná tem mais de 70% da população completamente imunizada com segunda dose e dose única. O impacto disso no número de mortes pode ser exemplificado em um comparativo dos períodos. Entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, o número de mortes registradas foi de 5.211. No mesmo período um ano depois, entre 2021 e 2022, foram 566. Nos primeiros 20 dias de janeiro, 71 paranaenses morreram, menor resultado desde abril de 2020.

“Sem a vacina, teríamos perdido a vida de ainda mais paranaenses. Com o avanço da campanha de imunização, conseguimos frear a evolução da doença no Paraná. A queda na mortalidade sem dúvida é reflexo da efetividade e segurança das vacinas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Até o momento, foram 19.202.935 vacinas aplicadas na população geral, sendo que, destas, 9.106.027 foram destinadas à primeira dose, e 8.434.414 à segunda dose ou dose única. As doses de reforço em idosos e imunossuprimidos já contabilizam 1.177.109 aplicações.

Em relação à dose adicional, para imunossuprimidos que receberam mais uma dose além das duas normais ou dose única, foram 150.236 aplicações. Os dados constam no sistema do Ministério da Saúde, atualizado em tempo real pelos estados, portanto, podem conter algumas divergências.

SALTO – Mesmo com a queda no número de mortes, os casos tiveram um salto no início do ano. Somente nos primeiros dias de janeiro, foram 167.278 infectados, número maior do que o registrado durante o mês todo em 2021, de 119.048 contaminados.

“Com a chegada da variante Ômicron ao Paraná, percebemos a mudança no padrão de contaminação. Estamos diante de algo que é muito difícil de controlar e só estamos conseguindo evitar mais óbitos do que já vínhamos contando, porque temos uma população vacinada”, afirmou o secretário.

ÔMICRON – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Paraná confirmou na quarta-feira (19) à Secretaria de Estado da Saúde, que o índice de predominância da variante Ômicron gira em torno de 85,3%. Dentro de 190 novas amostragens analisadas, 162 positivaram para a cepa, e 28 para a Delta, que era predominante no Estado em 2021.

O relatório de circulação de linhagens do vírus Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, do Instituto Carlos Chagas, já havia confirmado a predominância da variante no sequenciamento genômico do último sábado (15). A análise considera testes coletados entre 3 e 9 de janeiro deste ano nas quatro macrorregiões do Estado em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).

O primeiro caso da variante Ômicron foi confirmado no Paraná no último dia 12, um paciente de 24 anos residente em Curitiba, com caso confirmado para a Covid-19 em dezembro.

Confira o levantamento completo AQUI .

 

 

 

 

 

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Governo conclui mais um mapeamento de riscos para prevenir corrupção no Estado

O Programa de Integridade e Compliance, uma das principais estratégias do Governo do Paraná para prevenir corrupção e condutas indevidas está sedimentando nova cultura no serviço público.

Nesta semana, o Governo, por meio da Controladoria-Geral do Estado (CGE), concluiu o 15º mapeamento de riscos e vulnerabilidades em rotinas na administração estadual.

A Biblioteca Pública do Paraná, vinculada à Secretaria da Comunicação e da Cultura, é a unidade mais recente a receber o Plano de Integridade, com orientações para prevenir ou reduzir riscos. E a CGE prevê que mais órgãos e entidades devem fechar seus Planos de Integridade até o fim do trimestre.

Esse levantamento faz parte do Programa de Integridade e Compliance, coordenado pela CGE e presente já em 35 órgãos, entidades e suas unidades. Por meio do programa, estabelecido pela Lei 19.857/2019, a administração, direta e indireta, deve avaliar os riscos de suas funções, com relação a atos ilegais ou a gargalos que prejudiquem o serviço público.

O mapeamento é feito por meio de entrevistas reservadas com servidores e formulários anônimos encaminhados à Coordenadoria de Integridade e Compliance. A partir disso, a coordenadoria e o agente de Compliance lotado no órgão em que se fez o levantamento elaboram o Plano de Integridade, com sugestões de redução ou extinção dos riscos ou vulnerabilidades.

RESPONSABILIDADE – O controlador-geral do Estado, Raul Siqueira, explicou que quem dá a palavra final é o gestor de cada local. “Ele avalia o plano apresentado e é o responsável por implantar soluções. Também cabe ao gestor validar as sugestões apontadas no mapa e o grau de periculosidade para cada risco apontado. Em última instância é dele a responsabilidade pelo serviço prestado”, detalhou Siqueira.

Segundo ressaltou, a participação da alta administração no Programa de Integridade e Compliance é fundamental para que o Paraná se torne referência no País. “O governador Carlos Massa Ratinho Junior incentivou esse programa já no seu plano de governo, para modernizar a administração pública dentro dos anseios da sociedade”, completou o controlador-geral.

Gil Souza, diretor de Auditoria, Controle e Gestão, reforça que o Programa de Integridade e Compliance é ferramenta importante para melhorar o atendimento à população e a preservar os recursos públicos. “A CGE é parceira dos órgãos e entidades do Governo do Estado para reavaliar procedimentos e buscar a excelência na administração pública. Essa busca envolve prevenir e combater condutas inaceitáveis”, afirmou.

ENTREGAS – Desde que começou a ser implantado, no começo de 2020, já foram entrevistados 6.500 servidores e nomeados 53 agentes de Compliance.

Paulo Aguiar Palacios, coordenador de Integridade e Compliance, espera entregar mais planos até o fim do mês. “Começamos o ano com muito trabalho. Depois dos planos entregues, damos suporte para os agentes setoriais na implantação das medidas de mitigação de riscos. Passado um ano, é feita reavaliação e verificado o resultado dessas medidas, para formulação de novo plano”, explicou Palacios.

Na Biblioteca Pública do Paraná, o diretor-geral da CGE, Luiz Fernando de Castro, e a equipe foram recebidos por Diego Nogueira, diretor-geral da Secretaria; pelo diretor da Biblioteca, Luiz Felipe Leprevost; pela chefe do Núcleo de Integridade e Compliance da Secretaria, pela agente setorial de compliance Alice Ywatsugu e pela assessora técnica Vilma Nascimento.

 

 

 

 

 

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Nova publicação da Agricultura analisa evolução do Valor Bruto da Produção de 1997 a 2020

A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), iniciou nesta sexta-feira (21) a publicação do Caderno Regional Agropecuário.

De periodicidade trimestral, o documento trará análises de temas que dizem respeito à produção agropecuária paranaense, tendo como fonte estudos feitos pelos profissionais que atuam na sede, em Curitiba, e nos 23 núcleos regionais da secretaria.

A primeira edição traz um comparativo sobre como os setores agrícola e pecuário do Estado se comportaram desde a divulgação do primeiro levantamento do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária no Estado pelo Deral, em 1997, até a última publicação dos números relativos a 2020. O VBP é calculado anualmente tendo em vista, sobretudo, as variáveis produção agropecuária e valor recebido pelo produtor, com levantamento de aproximadamente 350 produtos em cada um dos 399 municípios paranaenses.

Além das pesquisas periódicas realizadas pelos técnicos da própria Secretaria, também são de fundamental importância dados fornecidos por extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), das prefeituras, cooperativas e revendedores de insumos, entre outros.

O Caderno Regional Agropecuário traz, inicialmente, uma apresentação sobre a abrangência e características de cada uma das regionais da Seab espalhadas pelo Estado. Posteriormente, é apresentada a evolução das principais cadeias agropecuárias, tendo como parâmetro o que foi levantado em cada um dos núcleos em 1997 comparativamente aos dados de 2020, relacionados à área ocupada, produção e produtividade.

O documento registra que a concentração das principais atividades não se modificou em níveis suficientemente grandes para gerar alteração na fotografia da agropecuária paranaense. “Ainda que o retrato do Estado não tenha se alterado drasticamente, não significa que ele se manteve estático para todas as regiões”, diz o documento.

Por isso, na etapa seguinte, os organizadores do trabalho elencam fatos ocorridos nesse período, que podem ajudar na análise qualitativa da dinâmica produtiva dos 23 Núcleos Regionais da Seab. O documento também reproduz imagens do mapa do Estado nos dois períodos analisados, mostrando como se distribuía o VBP de R$ 48,50 bilhões em 1997 e as alterações dos polos produtivos e da configuração do valor de produção de R$ 128,27 bilhões conseguido em 2020.

A análise geral mostra, por exemplo, que em 1997 o milho era a preferida entre as seis culturas mais importantes. Ele estava em 20 núcleos regionais, graças às técnicas avançadas de cultivo e o preço do grão.

Àquela época, a soja ocupava a segunda colocação, presente em 17 regionais. Em 2020, ambos continuam na dianteira, mas com a ordem inversa. Enquanto a soja conquistou espaço em mais cinco regionais, devido à valorização da oleaginosa, o milho perdeu força em uma.

Entre os produtos que mais cresceram de posição está a silagem e alimentação animal. Em 1997, o segmento não era produto comercial em nenhum dos núcleos, mas, em 2020, já garantiu Valor Bruto de Produção para oito regionais. O fenômeno se explica pelo crescimento da pecuária estadual, que exigiu mais alimentação. Os bovinos de corte e leite, que estavam em 19 regionais, passaram a ser importantes para mais cinco nesse período, enquanto os frangos de corte também conquistaram mais seis regionais, e se fizeram presente em 18 no VBP de 2020.

 

 

 

 

 

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