A estiagem e alagamentos exigiram atenção redobrada da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil neste início de ano.
As primeiras semanas foram marcadas por intensa atividade em apoio aos municípios para atendimento a emergências e também de busca de recursos para ações. Além disso, a entidade atuou também em capacitações de coordenadores municipais, reforçando as ações do Verão Paraná - Viva a Vida 2021/2022.
O período de estiagem prolongada e a falta de água em algumas regiões levaram alguns municípios a registrar ocorrências e laudos relatando os efeitos sobre a população. Foi necessária uma ação combinada entre governo estadual e municípios para auxiliar o processo de atendimento aos paranaenses.
O Governo do Estado decretou situação de emergência em virtude da situação. O Decreto 10.002/2021 inclui 69 municípios castigados pela seca e outros 48 municípios também estão em processo para a decretação de situação de emergência.
Levantamento feito pela Defesa Civil, com base nas informações enviadas pelos municípios, aponta que 229 mil pessoas estão sendo afetadas pela situação em todo o Estado, com prejuízos bilionários na agricultura, pecuária e no abastecimento de água potável. Com o Decreto de Situação de Emergência, será possível agilizar a transferência de recursos.
Segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, a perda prevista decorrente da prolongada situação de estiagem chega a R$ 25 bilhões.
INCÊNDIO FLORESTAL – Um exemplo de dano colateral da estiagem prolongada aconteceu em Quedas do Iguaçu, onde uma grande área de proteção ambiental foi afetada por um incêndio florestal de grandes proporções.
O incêndio que se propagava desde o final de dezembro foi combatido pelo Corpo de Bombeiros e pela Brigada Comunitária de Quedas do Iguaçu, e teve o acompanhamento da Defesa Civil Estadual, que apoiou na articulação das ações de resposta, assim como na parte documental do incidente.
O coordenador Estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Raimundo Schunig, e o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Vasco de Figueiredo Junior, estiveram na região para acompanhar as ações de resposta.
Ao todo, o incêndio chegou a atingir 3.160 hectares de mata, 52 hectares de área de reflorestamento e 20 hectares de plantações. Várias espécies animais e vegetais foram afetadas. Quatro residências também foram queimadas.
ALAGAMENTOS – No outro extremo, no dia 6 de janeiro fortes chuvas atingiram o Litoral, somando mais de 100 milímetros em alguns pontos. Elas ocasionaram diversos alagamentos em Matinhos. Imóveis e veículos foram danificados por causa do acúmulo de água.
As equipes da Defesa Civil Estadual mobilizadas no Litoral auxiliaram nas ações de resposta e gestão do incidente, orientando a defesa civil municipal sobre as ações e procedimentos a serem realizados. Ao menos oito pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas por causa dos alagamentos.
Nesta quarta-feira (19), a Defesa Civil Estadual fez a entrega de materiais de ajuda humanitária que auxiliaram as pessoas afetadas a se recomporem dos efeitos das chuvas em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.
Na tarde de segunda, o município foi afetado por chuvas torrenciais que causaram enxurradas em diversos bairros. A contabilização da Defesa Civil aponta 500 pessoas impactadas e 200 residências danificadas. Nove pessoas ficaram desabrigadas e outras 100 desalojadas.
Os problemas no município foram acompanhados desde a noite de segunda, quando os relatos sobre os problemas foram repassados à Defesa Civil Estadual. Uma equipe foi enviada para acompanhar os procedimentos de atendimento e as documentações relativas à emergência, de maneira a dar celeridade ao processo de ajuda pelo Estado.
PREVENÇÃO E CAPACITAÇÃO – Além das ações de reposta aos desastres no período, há equipes de técnicos da Defesa Civil Estadual que estão mobilizadas em ações do Verão Paraná para promover ações de capacitação, atualização e orientação às defesas civis municipais e população durante o período, especialmente em localidades que recebem turistas nesta época.
Ações como atualização do Plano de Contingência, capacitação de gestão de desastres, verificação de áreas de risco e orientações para a realização de planejamento e projetos foram feitos com as defesas civis dos municípios do Litoral e serão também realizadas, também, na Costa Oeste e região Noroeste do Estado.
Ainda foram desenvolvidas algumas atividades voltadas diretamente à população, como a apresentação da estrutura da Defesa Civil disponível para auxiliar na gestão de emergências. Uma delas é o Posto de Comando Móvel, que pode ser deslocado para os locais afetados e servir como ponto base para o monitoramento e gerenciamento da ocorrência diretamente na localidade.
Por - AEN
O Paraná se manteve como o principal produtor nacional de mel, com 7.844 toneladas produzidas pela espécie Apis mellifera em 2020, o que representa 15,2% de toda produção nacional.
A atividade é importante na geração de emprego e renda, na diversificação da propriedade rural e nos benefícios sociais, econômicos e ecológicos que proporciona.
Esse é um dos assuntos do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 14 a 20 de janeiro O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
A apicultura caracteriza-se pela exploração econômica e racional da abelha do gênero Apis e espécie Apis mellifera, que possui ferrão. A atividade é realizada em todo o território brasileiro. De acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020 elas produziram 51.508 toneladas de mel, volume 12,5% maior que no ano anterior, resultando em R$ 621,447 milhões em Valor Bruto de Produção (VBP).
A pesquisa aponta que o Paraná teve aumento de 8,9% sobre a safra de 2019, fechando 2020 com 7.844 toneladas e deixando novamente em segundo lugar o Rio Grande do Sul, que tradicionalmente liderava o setor. Em 2020, o Estado gaúcho atingiu 7.467 toneladas, com Valor Bruto de Produção de R$ 97,043 milhões. No Paraná, o VBP foi de R$ 98,619 milhões, aumento de 15,9% em relação a 2019.
O município de Arapoti é o principal produtor estadual e nacional, com 810 toneladas produzidas em 2020, o que rendeu VBP de R$ 8,6 milhões. No Paraná, é seguido por Ortigueira, com 720 toneladas; e Prudentópolis, com 440 toneladas.
CEASA E MANDIOCA – O boletim do Deral registra dados preliminares da Ceasa/PR mostrando que, em 2021, nas cinco unidades do Estado, foram comercializadas 1,3 milhão de toneladas de 200 itens diversos, com participação de 99,1% de produtos nacionais. O montante financeiro alcançou R$ 3,7 bilhões, com preço médio de R$ 2,82 por quilo.
Para os produtores de mandioca, as condições climáticas dos últimos dias, com chuvas mais constantes, favoreceram sobretudo a colheita nas regiões de Paranavaí, Umuarama e Toledo, que respondem por 70% da produção estadual. As indústrias de fécula e de farinha também estão retomando o trabalho após o recesso de final de ano.
SOJA, MILHO E TRIGO – A soja avançou dois pontos percentuais na colheita em relação à semana passada, totalizando 4% dos 5,6 milhões de hectares estimados. No campo, 67% da área a colher estão em condições medianas ou ruins, enquanto 33% são consideradas boas e podem atingir o potencial produtivo esperado.
No caso do milho, a colheita da primeira safra segue bastante lenta no Paraná, com previsão de acelerar a partir da primeira semana de fevereiro. A segunda safra está sendo plantada e atingiu nesta semana 2% da área estimada de 2,56 milhões de hectares.
O documento informa, ainda, que a inflação oficial, medida pelo IPCA, ficou em 10,1% em 2021. Já os produtos à base de trigo pesquisados tiveram 8,4% de variação no preço, percentual muito próximo do registrado pelo item alimentação no domicílio, que ficou em 8,2%.
AVICULTURA CORTE E POSTURA – Na avicultura de corte, o registro é para as exportações de carne de frango, que cresceram 9% em 2021, com o embarque de 4,23 milhões de toneladas. Em receita, a alta foi de 25,7%, chegando a US$ 7,66 bilhões.
A produção nacional de ovos estabilizou-se em 2,971 bilhões de dúzias nos nove primeiros meses de 2021, praticamente o mesmo do ano anterior. O Paraná foi o segundo maior produtor nesse período, com 268,223 milhões de dúzias. A liderança é de São Paulo, com 825,423 milhões de dúzias.
Por - AEN
Em 2020, em meio ao isolamento social, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.350 casos de feminicídio – mulheres que foram assassinadas por sua condição de gênero, ou seja, morreram por serem mulheres.
Esse crime, que tem o ódio como a motivação, representa 35,5% dos homicídios dolosos de mulheres no país, no período. Os números mostram a inegável necessidade de ações efetivas de combate e prevenção à violência contra a mulher.
Na Unicentro, esse trabalho é realizado, desde 2018, pelos Núcleos Maria da Penha, que oferecem atendimento jurídico e psicológico gratuito a mulheres vítimas de violência doméstica. Desde sua implantação, o projeto foi responsável, somente na unidade de Guarapuava, pelo ajuizamento de 231 ações, 432 atendimentos psicológicos e mais de 4.800 atendimentos telefônicos.
Em Irati, desde o início do programa, já foram realizados 1.836 atendimentos com o acompanhamento de 235 mulheres. Em 2021, até o início de novembro, o programa auxiliou, jurídica e psicologicamente, 73 mulheres.
“O Numape atende gratuitamente mulheres e seus filhos que estejam em situação de violência doméstica, oferecendo apoio jurídico através de seus advogados, ajuizando ações de reconhecimento e dissolução de união estável, divórcio, guarda, alimentícia, partilha de bens, entre outras. E também o atendimento psicológico, com um espaço de fala e escuta, no qual é possível acolher e orientar essas mulheres para que elas consigam sair do ciclo de violência”, detalha a professora Marion Stremel, uma das coordenadoras do Numape Unicentro Guarapuava.
O trabalho integra a Rede de Enfrentamento a Violência contra a Mulher e tem como parceiros, por exemplo, o Centro de Referência no Atendimento à Mulher (Cram) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres. São eles que encaminham parte das vítimas ao Numape.
Uma dessas mulheres, que tem a identidade preservada, conta que viveu um relacionamento abusivo por 11 anos. Para ela, o apoio psicológico encontrado no Numape foi fundamental no processo de rompimento do ciclo da violência.
“Durante todo esse tempo, houve muitas traições, que eu achava que eram coisas da minha cabeça. Ele me chamava de maluca. Diante de tudo, eu achava que ia melhorar, que ia passar e ficar tudo bem. Mas não ficou”, conta.
Quando o filho completou um ano, ela pediu a separação e conta que foi muito difícil. “Ele não queria sair de casa, mas eu fiz com que ele saísse, porque a gente morava com os meus pais e, a partir daí, eu fui tentando me recuperar", completa.
Hoje, ela ressalta o alívio em perceber que não está sozinha no processo de recuperação e incentiva outras mulheres a buscarem ajuda. “Eu acho que todas as mulheres que passam por qualquer tipo de violência, seja física ou psicológica, não podem ter medo e nem vergonha de procurar um atendimento, porque a vida da gente vale muito mais. Demora, não é um processo fácil, é um processo muito lento, muito demorado, mas vale muito a pena porque a gente passa a ter uma vida muito melhor depois disso”, afirma.
DIREITOS NEGADOS – Coordenadora da área de psicologia do Numape Unicentro Guarapuava, a professora Carla Blum Vestena explica que casos como esse se dão pela perda de liberdade da mulher, que tem seus direitos negados pelo companheiro.
“Muitas vezes, elas perdem a liberdade de ir e vir, ficam em situação de ameaça pelos cônjuges, têm suas vidas ameaçada. Outras se colocam em uma situação de proteção dos filhos, pois alguns cônjuges se mostram violentos contra as crianças. Então, em relação a toda essa perda de liberdade que a mulher tem até em casa, muitas vezes ela tem que abandonar sua casa e ir para outro lugar para se sentir mais segura. O Núcleo Maria da Penha pode auxiliar essa pessoa que está passando por esse sofrimento dando o apoio jurídico e psicológico”, afirma.
IRATI – As mesmas premissas de acolhimento e apoio à mulher vítima de violência doméstica são seguidas pelo Núcleo Maria da Penha Unicentro Irati. “O projeto atua em parceria com toda a Rede de Proteção à Mulher aqui de Irati. Na cidade não contamos com uma delegacia especializada, com um centro de referência para mulheres e nem com uma secretaria da mulher”, explica a coordenadora do Numape Unicentro Irati, professora Katia dos Santos.
Segundo ela, o Numape se articula com o serviços de assistência social, como o Creas (Centro de Referência Especializado em Assistência Social) e o Cras (Centro de Referência em Assistência Social), que são órgãos que atendem às mulheres e fazem encaminhamentos. “Também temos uma parceria bem interessante com a Patrulha Maria da Penha, que foi recentemente implantada em Irati e que começou a funcionar, efetivamente, no final de 2019”, destaca
Outro aspecto relacionado à atuação do Núcleo Maria da Penha salientado pela docente é a formação dos profissionais, a partir da participação, como bolsistas, de estudantes e recém-formados. “O Numape é o único órgão especializado que temos em Irati. Mas, principalmente, a gente pode falar da importância do projeto na formação das bolsistas. Elas têm uma experiência muito importante, saem bastante preparadas. A gente trabalha com supervisões semanais, discussões de casos, grupos de estudo. Então, elas têm o início da atuação profissional bastante assistido pelas orientadoras das duas áreas – psicologia e direito”, complementa a professora.
Uma dessas bolsistas é a Mônica Karpinski. Ela participou do projeto ainda como graduanda e, agora, como recém-formada, segue integrando a equipe do Numape Unicentro Irati.
“Além dos atendimentos psicológicos supervisionados, essa experiência me proporcionou participar de reuniões de equipe multidisciplinar, dentro do próprio projeto, mas também reuniões com a rede intersetorial de dentro e até fora do município, ações em escolas”, conta. “Além disso, há a produção científica dentro do projeto de extensão, com produção e divulgação de pesquisas que a gente produz a partir da nossa prática cotidiana. Isso é muito interessante também, essa oportunidade de fazer uma pesquisa vinculada diretamente a um projeto de extensão”.
Fabíola Bahls também é bolsista do Numape, mas na área do Direito. Cursando o oitavo período do curso, ela avalia que a participação nas ações do projeto evidencia o quanto uma formação profissional que valoriza o olhar humanizado é importante. “Participar do Numape é muito importante, por conta do aspecto social que ele tem. Afinal, mais do que o acompanhamento dessa mulher que foi violentada, ele possibilita que o ciclo da violência se quebre, se rompa”, afirma.
Por - AEN
Com o verão e o aumento de temperaturas, é comum observar a ocorrência de acidentes com animais peçonhentos.
Isso ocorre, dentre outros motivos, pelo maior fluxo de pessoas em regiões de turismo, como matas e o Litoral. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça à população para redobrar os cuidados, em especial para quem ainda planeja viajar neste período.
No Litoral, uma das causas mais comuns de acidentes se dá pelo contato de banhistas com águas-vivas. No verão passado, de acordo com o relatório estatístico de serviço diário do Corpo de Bombeiros, o número de casos foi de 1.810 acidentes. Neste ano, até o dia 20, o número registrado é de 1.115 casos. Muitas vezes, seja por acidente, descuido ou curiosidade, o banhista acaba encostando no animal, que libera substâncias na pele que causam envenenamento, conhecido popularmente como “queimadura”.
No caso de contato com águas-vivas, a primeira medida é lavar o local com água do mar sem esfregar as mãos na área afetada. Também é recomendado procurar imediatamente um posto de guarda-vidas para colocar vinagre na área atingida.
“Além do maior fluxo de pessoas, neste período de temperaturas mais quentes e maior volume de chuvas, há também maior movimentação dos animais, seja por busca de alimentos, parceiros sexuais ou simplesmente fugindo para áreas não inundadas”, explicou o biólogo e chefe da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVZI), Emanuel Marques da Silva.
Já os animais peçonhentos se caracterizam pela capacidade de injetar substâncias tóxicas pelas presas, enquanto os venenosos são aqueles que podem causar envenenamento passivo, seja por ingestão ou contato. Em caso de picada por animal terrestre, como serpentes, escorpiões ou aranhas, deve-se lavar o ferimento com água e sabão, mantendo a vítima em repouso e buscando atendimento médico o mais rápido possível.
“Grande parte dos acidentes pode ser evitada com alguns cuidados básicos, como sacudir e verificar roupas e sapatos antes do uso, evitar acúmulo de lixo doméstico e manter quintais limpos, além do uso de vestimentas apropriadas em locais propícios à existência desses animais”, acrescentou o biólogo.
PREVENÇÃO – Além da atenção aos arredores, o uso de roupas apropriadas, como botas de cano alto e perneira, pode impedir o contato com animais terrestres. Inspecionar sapatos, toalhas e roupas no geral também pode evitar acidentes. Caso encontre um animal peçonhento, busque afaste-se com cuidado, mesmo que ele aparente estar morto, e procure alertar a guarda ambiental, agentes de saúde ou autoridade de saúde local.
ACIDENTES – No caso de picadas ou contato com animais peçonhentos, a Secretaria de Saúde orienta para que procure atendimento em uma Unidade de Saúde mais próxima imediatamente. O cidadão deve evitar procedimentos caseiros, como cortar a área do ferimento ou sugá-la. Para dúvidas ou mais esclarecimentos, ligue para o Centro de Informações e Assistência Toxicológica do PR (CIATOX-PR), no telefone 08000 410 148.
Por - AEN
Em novembro de 2021, o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) apurou que mais de 35 mil Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) estavam disponíveis para retirada em suas unidades.
Estes documentos retornaram ao órgão após os correios não terem obtido êxito nas três tentativas de entrega. Depois disso foram retiradas 5% (1.750 carteiras). Em janeiro de 2022, 95% das CNHs ainda permanecem aguardando nas unidades do Detran, ou seja, número superior a 30 mil.
Pela metodologia, os correios realizam três tentativas de entrega no endereço cadastrado do condutor. Depois, as CNHs permanecem mais 20 dias corridos aguardando nas agências de distribuição para, em seguida, serem devolvidas ao Detran.
“A população deve ficar atenta sobre manter atualizado o cadastro no Detran, tanto como condutor ou proprietário. A atualização ajuda na hora da emissão e entrega dos documentos, evitando assim o retorno delas ao Detran”, comenta o diretor-geral do órgão, Wagner Mesquita.
Além disso, o diretor também alerta sobre a importância da retirada dos documentos. “É importante estar com tudo em dia para não passar por maiores problemas, pois ainda existem situações em que o documento digital não substitui totalmente o físico”, ressalta Mesquita.
As tentativas frustradas de entrega acontecem porque o responsável não está presente no endereço informado no momento da entrega ou porque o endereço está incorreto no sistema.
NÚMEROS – As cidades com o maior número de CNHs que aguardam retirada são: Curitiba (13.000), Londrina (1.700), São José dos Pinhais (1.400), Foz do Iguaçu (1.300), Cascavel (780), Maringá (400), Ponta Grossa (800), Colombo (450), Campo Largo (450), Campo Mourão (400), Paranaguá (400) e Araucária (300).
Para fazer a retirada da CNH, basta o cidadão comparecer diretamente na Ciretran do seu município, das 08h às 14h, de segunda-feira a sexta-feira, sem a necessidade de agendamento de horário.
É necessário apresentar um documento original com foto, podendo ser a CNH antiga. Se for retirada por um representante, este deve estar com uma via de procuração reconhecida em cartório com a cópia do documento do solicitante.
DIGITAL – Para ter acesso aos documentos digitais, o cidadão pode baixar o aplicativo Carteira Digital de Trânsito do governo federal e fazer o cadastro. No processo, ele receberá um código de segurança que será validado junto ao aplicativo e, após, terá acesso aos documentos cadastrados.
Para o acesso à CNH Digital também é necessário que a versão impressa tenha o QR Code. Se a CNH foi emitida antes de maio de 2017, o porte do documento impresso ainda é necessário para fins de fiscalização.
Circular sem os documentos de porte obrigatório é uma infração leve, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no Art. 232, que gera a penalidade de multa no valor de R$ 88,38, retenção de veículo e três pontos na carteira.
SERVIÇOS – Alguns serviços que geram a emissão de novos documentos podem ser solicitados pelo novo portal de serviços do Detran-PR (www.detran.pr.gov.br); pelo aplicativo Detran Inteligente ou, também, em uma unidade de atendimento do Detran.
Nesses canais o cidadão poderá atualizar seus dados e incluir o endereço correto de correspondência evitando assim maiores transtornos no recebimento das correspondências.
Por - AEN
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Paraná confirmou na noite desta quarta-feira (19) à Secretaria de Estado da Saúde que o índice de predominância da variante Ômicron gira em torno de 85,3%. Agora, dentro de 190 novas amostragens analisadas, 162 positivaram para a cepa, e 28 para a Delta, que era predominante no Estado em 2021.
O Relatório de circulação de linhagens do vírus Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, do Instituto Carlos Chagas, já havia confirmado a predominância da variante no sequenciamento genômico de sábado (15). A análise considera testes coletados entre 3 e 9 de janeiro deste ano nas quatro macrorregiões do Estado em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
“A presença e a circulação acelerada da Ômicron no Paraná são fatos. Já estávamos esperando desde a confirmação da variante no Brasil. Nossa média móvel de casos em janeiro é muito maior do que a de dezembro, isso mostra claramente a predominância da Ômicron, ultrapassando a Delta no Estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
A cepa é considerada como “variante de preocupação” (VOC) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A VOC tende a induzir casos mais graves e aumentar a transmissibilidade da doença.
“Precisamos que a população se conscientize e continue utilizando máscaras, lavando as mãos, usando álcool em gel e deixando a vacinação contra a Covid-19 em dia, seja com a primeira dose nas crianças, segunda dose em adultos e adolescentes e dose de reforço”, disse o secretário.
A Sesa havia confirmado oito novos casos da variante nesta quarta após o Relatório de Sequenciamento Genômico da Fiocruz Rio de Janeiro, somando 100 registros da variante. Com o sequenciamento da Fiocruz Paraná, o Estado passa a ter 262 confirmações da Ômicron, sem óbitos registrados.
Os casos identificados serão inseridos no monitoramento oficial do Estado nos próximos dias, após investigação epidemiológica para identificação do perfil, município de residência e evolução dos infectados.
Por - AEN








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