A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) enviou nesta sexta-feira (1º) para as 22 Regionais um memorando recomendando a aplicação da segunda dose de reforço (ou quarta dose) contra a Covid-19 em idosos acima de 60 anos. A recomendação foi oficializada na Deliberação nº 68/2022 da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB). Inicialmente, a dose extra era ofertada somente para pessoas acima de 80 anos.
O documento ressalta a prioridade para residentes e trabalhadores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), desde que haja disponibilidade de doses, considerando que o Ministério da Saúde não enviou, até o momento, lotes exclusivos para esta finalidade.
A orientação é que a segunda dose de reforço seja aplicada com intervalo mínimo de quatro meses a partir do primeiro reforço (terceira dose), e que o imunizante utilizado seja da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer) ou vacina de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca).
Segundo os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 23.422.239 vacinas contra a Covid-19, sendo 9.797.642 primeiras doses, 8.762.384 segundas doses, 331.436 doses únicas, 4.248.216 doses de reforço e 282.561 doses adicionais.
O sistema do Ministério da Saúde ainda não incluiu no Vacinômetro o número de vacinas aplicadas como segundas doses de reforço (ou quarta dose), mas, segundo um levantamento prévio da Secretaria, os municípios registraram cerca de 6,9 mil aplicações até agora.
Por - AEN
Para fazer valer a canção de que as águas de março fecham o verão, choveu muito no Paraná no mês passado.
Um levantamento do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) em 11 estações meteorológicas revela que em todas as cidades nas quais estão localizadas o índice pluviométrico ficou acima da média história para o período. Em alguns casos, como Maringá (203%), Londrina (157%), Pato Branco (150%), Guarapuava (121%) e Foz do Iguaçu (120%), a precipitação acumulada em milímetros (mm) mais do que dobrou.
Situação bem diferente a do ano passado. Março de 2021 foi caracterizado por chuvas irregulares em todo o Estado, com a maioria das cidades finalizando o mês com precipitações abaixo do esperado. O fim da estiagem permitiu ao Paraná sair de uma longa crise hídrica – foram mais de dois anos em situação de calamidade.
“O volume de chuvas em março deste ano foi bastante bom em todas as regiões do Paraná, com destaque para o Norte, extremo Oeste e Sul, com precipitações significativas. Esse regime de chuvas caracterizou março como o mês da recuperação em razão do déficit acumulado em meses anteriores”, avaliou o meteorologista do Simepar, Fernando Mendes.
Em Curitiba o volume também ficou consideravelmente acima da média. Choveu em março na Capital 203,2 mm ante uma expectativa de 128,1 mm, reforço de 58%. Em 2021, o volume acumulado no mesmo período foi de apenas 107 mm. “Isso é muito importante e significativo”, disse Mendes. Segundo a Sanepar, o Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba aponta que o nível geral dos reservatórios está em 86,78%.
Os dados do Simepar mostram, ainda, que em Antonina choveu 296,8 mm (4% acima do esperado), Francisco Beltrão 244,2 mm (37%), Campo Mourão 196,2 mm (38%), Guaratuba 398,8 mm (41%), e Cascavel 188,8 mm (50%).
ABRIL – A previsão para abril é de instabilidade, com a queda gradativa da temperatura com a entrada do outono. Uma nova frente fria está prevista para chegar ao Sul do Brasil na próxima semana, com indicativo de temporais em algumas regiões. As chuvas devem ficar dentro da média histórica para o período.
por - AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu nesta quinta-feira (31) mais 619.200 vacinas para a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza deste ano. Com essa remessa, o Paraná ultrapassa mais de 1,3 milhão de doses recebidas pelo Ministério da Saúde para esta finalidade.
Os imunizantes estão armazenados no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e devem ser distribuídos para as 22 Regionais de Saúde no início da próxima semana.
Na próxima segunda-feira (4), idosos acima de 60 anos e trabalhadores da saúde podem receber a vacina. Ela é produzida pelo Instituto Butantan, está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e é eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 (incluindo o subtipo Darwin, que provocou alta de casos recentemente) e tipo B.
A vacina da gripe é dose única e só recebem duas doses as crianças que serão vacinadas pela primeira vez até 2 anos de idade. O usuário deverá comparecer ao centro de saúde portando carteira de vacinação e documento de identificação.
DISTRIBUIÇÃO – A Sesa distribuiu na terça-feira (29) o primeiro lote com 413.000 vacinas destinadas à campanha. As doses chegaram ao Estado na quinta-feira (24), e foram encaminhadas para as 22 Regionais de Saúde.
Por - AEN
A colheita, venda, transporte e armazenamento do pinhão estão liberados no Paraná a partir desta sexta-feira, 1º de abril. Porém, a liberação pelo Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, mantém a exigência de estar maduro para ser comercializado.
O pinhão deve ser colhido de pinhas que já caíram, sinal que garante a maturação. Isso também evita que a população corra o risco de queda ao subir em uma araucária.
As normas e instruções de comercialização do pinhão são estabelecidas na Portaria IAP nº 046/2015 e têm como objetivo conciliar a geração de renda e proteger a reprodução da araucária, árvore símbolo do Paraná, ameaçada de extinção. Quando o pinhão cai ao chão, é uma oportunidade para animais, como a cutia, ajudarem a semear o fruto em outros lugares, garantindo a reprodução da araucária.
A semente da araucária se forma dentro de uma pinha, fechada, e que com o tempo vai abrindo até liberar o pinhão, que precisa de um tempo necessário para completar o seu amadurecimento. As pinhas maduras desprendem dos galhos geralmente entre os meses de abril a agosto e quando arrebentam esparramam as sementes do seu interior.
PROIBIÇÃO – Mesmo sendo colhido na data permitida, é proibido o consumo e venda do pinhão verde. As pinhas imaturas apresentam casca esbranquiçada e alto teor de umidade, o que favorece a presença de fungos, podendo o alimento se tornar até tóxico para o consumo humano. Se consumido, pode prejudicar a saúde com problemas como a má digestão, náuseas e episódios de constipação intestinal. Também não é permitida a venda de pinhões trazidos de outros estados.
Denúncias sobre a venda irregular e demais infrações ambientais podem ser feitas no link Fale Conosco, no site do IAT, pelo telefone do Instituto em Curitiba – (41) 3213-3700 – ou, ainda, nos Escritórios Regionais do IAT e na Polícia Ambiental.
Por - AEN
Cerca de 40 integrantes das polícias Militar e Civil participaram nesta quinta-feira (31) de um workshop sobre o projeto-piloto de Monitoramento do Mercado de Drogas Ilícitas no Brasil, na sede da Secretaria da Segurança Pública, em Curitiba.
Desenvolvido pelo Centro de Excelência para a Redução da Oferta de Drogas Ilícitas (CdE), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o projeto propõe ações contra o sistema financeiro de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e a promoção de políticas públicas para minimizar a oferta e a procura por drogas.
A proposta é que as polícias desenvolvam pesquisas e façam um mapeamento sobre as atividades do mercado de drogas a fim de acompanhar o comportamento das organizações criminosas nacionais e internacionais. E, em conjunto com outros setores públicos, promovam políticas públicas para reduzir a oferta de drogas e neutralizar o funcionamento desses grupos por meio de ações contra o sistema financeiro.
O projeto chegou aos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Pernambuco, onde há estudos em andamento para direcionar, no futuro, alocação de recursos de maneira mais efetiva para combater o tráfico de drogas.
O secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, disse que o Paraná já se dedica constantemente ao planejamento estratégico contra o crime organizado e, com esse projeto, várias ações poderão ser potencializadas. “Esse evento é muito importante e espero que, ao final dos trabalhos, possamos alinhar todos os esforços para criar uma política pública eficiente de combate ao comércio de drogas”, afirmou.
O CdE, criador do projeto, é resultado de uma parceria inovadora entre a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
COLÔMBIA – Integrantes da Polícia Nacional da Colômbia, que participam do UNODC, vieram ao evento com o objetivo de repassar experiências no combate ao narcotráfico com o Sistema Integrado de Monitoramento de Cultivos Ilícitos (SIMCI), projeto do UNODC no país. É uma metodologia de acompanhamento da produção e venda de drogas que ajudou as autoridades colombianas a combater o tráfico com mais eficiência.
O diretor-geral da Sesp, João Alfredo Zampieri, afirmou que a Secretaria está empenhada em fortalecer cada vez as instituições para que desenvolvam ações baseadas em planejamento e inteligência. “Com esse projeto vamos potencializar as ações para ter resultados ainda maiores do que temos tido até agora”, disse.
Na visão do coordenador da unidade do Estado de Direito do UNODC no Brasil, Nívio Nascimento, há muita informação estratégica disponível nos estados e o papel do CdE é ajudar na análise desses dados e promover a interação entre as instituições para que o combate ao narcotráfico seja mais eficiente. “Observamos que cada vez mais cresce a avaliação das operações e das atividades de repressão ao tráfico de drogas a partir do impacto financeiro das operações que a Segurança Pública tem feito”, afirmou.
O diretor de Inteligência da Polícia Militar, coronel Wagner Lúcio dos Santos, explicou que a PM tem reforçado o trabalho de inteligência em todo o Estado. “Hoje a Polícia Militar possui um sistema de inteligência com uma grande capilaridade. Nosso intuito é trabalhar em conjunto com outras forças de segurança e auxiliar nesse projeto contra o comércio de drogas, pois a maioria dos delitos gravosos ocorridos no Brasil são oriundos do tráfico, por isso temos que desenvolver políticas públicas voltadas a combater esse ilícito”, afirmou.
O delegado-adjunto da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), Ricardo Teixeira Casanova, também falou sobre a disposição da unidade para fortalecer o projeto no Paraná. “Nossas ações contra o tráfico de drogas têm sido constantes e, com esse projeto, podemos ampliar ainda mais os trabalhos de repressão qualificada”, disse.
Por - AEN
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) faz pesquisas em agroecologia há mais de 30 anos. Já em 2004, o antigo Iapar criou um programa específico para reunir todos os projetos relacionados ao assunto, que se encontravam dispersos nas diversas linhas de investigação científica da instituição.
“O objetivo é desenvolver tecnologias para o sistema orgânico na agropecuária, que permitam a produção sustentável de alimentos com qualidade e proporcionem rentabilidade ao produtor”, explica a engenheira agrônoma e diretora de Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino. “Essas tecnologias também podem ser usadas em outros sistemas produtivos”.
Não é tarefa fácil. Esse tipo de agricultura exige uma abordagem ampla, de sistema, que possibilite ao produtor se antecipar aos problemas com pragas, doenças e plantas invasoras, em vez de abordá-los apenas quando aparecem. “Isso demanda amplo conhecimento e experiência”, aponta o pesquisador e coordenador estadual de pesquisas em agroecologia no IDR-Paraná, Luiz Antonio Odenath Penha.
Mesmo a comercialização desses produtos exige tratamento diferenciado. “Normalmente, o preço é superior, mas o atendimento a exigências legais, incluindo a separação dos produtos convencionais, pode reduzir o lucro do produtor no final do processo”, explica.
As pesquisas em agroecologia do IDR-Paraná abrangem culturas de grãos, fruticultura, horticultura, produção leiteira e comercialização. Em Londrina, Luiz Penha estuda a eficiência de plantas de cobertura em diferentes espaçamentos para controle e supressão de plantas invasoras. “Os resultados são ainda preliminares, mas aveia e o triticale vêm apresentando desempenho promissor para esse fim”, relata.
Estudos na área de fitossanidade, também conduzidos em Londrina, avaliam a eficiência de produtos aceitos no sistema orgânico para o controle de doenças em lavouras de feijão. Outra preocupação dos pesquisadores é o desenvolvimento de estratégias para o controle de pragas em plantios de tomate, como o uso de armadilhas luminosas e plantas que atraem insetos que agem como inimigos naturais.
No Polo de Pesquisas de Ponta Grossa, o pesquisador Renato Yagi investiga a possibilidade de utilizar fosfato natural conjugado com cama de aviário para reduzir a perda de amônia e aumentar a solubilidade do fósforo, o que facilita seu aproveitamento pelas plantas.
SOJA – O IDR-Paraná lançou no início deste ano três cultivares de soja apropriadas para cultivo no sistema orgânico para alimentação humana — IPR Basalto, IPR Petrovita e IPR Pé-Vermelho.
O diferencial das novas cultivares é produzir grãos de sabor delicado e que vão ao preparo culinário sem necessidade de tratamento térmico preliminar, informa o pesquisador Wilmar Ferreira Lima, melhorista que desenvolveu as opções para o mercado de orgânicos. São cultivares de alto potencial produtivo — pode passar de 5 toneladas por hectare — e bom desempenho contra as principais doenças que atingem lavouras de soja.
Precoces, chegam à colheita entre 115 e 125 dias após o plantio. E têm ampla adaptação, indicadas para cultivo na região Sul do estado de São Paulo, Paraná (com exceção do Noroeste), Santa Catarina (Oeste, Centro-Norte e Nordeste) e Rio Grande do Sul (Noroeste, Norte e Nordeste).
BÚFALOS – Implantado em 2010, um dos projetos de maior destaque avalia um sistema completo, e certificado, de criação de búfalos na estação experimental que o IDR-Paraná mantém na Lapa. “Os resultados permitem afirmar que é uma boa opção para a produção de laticínios de qualidade”, aponta o pesquisador José Lino Martinez, responsável pelo projeto.
Ele acrescenta que o estudo indica boas perspectivas também para recria visando à produção de carne orgânica. Outro resultado positivo foi a comprovação da eficiência do fertilizante orgânico torta de nim no controle de parasitas de intestino e vias respiratórias dos animais, particularmente bezerros.
Originário da Índia e Myanmar, o nim — árvore da mesma família botânica que o mogno, o cedro e a santa-bárbara — produz nas folhas, frutos e sementes um composto, a azadiractina, que tem ação inseticida, acaricida, nematicida e fungicida. Em 1986, o antigo Iapar (agora IDR-Paraná) introduziu o nim no Brasil para estudos como planta inseticida em um projeto de pesquisas sobre controle alternativo de pragas.
FRUTICULTURA – Há dois anos o IDR-Paraná conduz experimentos de macieiras com o objetivo de elaborar um protocolo de recomendações para a produção da fruta no sistema orgânico. Os ensaios são realizados em Palmas, Lapa e Pato Branco. “Temos bons resultados, acreditamos que no próximo ano será possível divulgar indicações técnicas consolidadas aos produtores”, revela o pesquisador Clandio Medeiros da Silva.
No Polo de Pesquisas de Pato Branco, o experimento com macieiras citado por Silva compõe um amplo sistema agroflorestal que foi instalado em 2019, trabalho em parceria com universidades e diversas entidades da região, incluindo organizações de produtores.
Nessa área, em processo de certificação, são avaliadas 34 espécies perenes — frutíferas, exóticas e árvores para obtenção de madeira —, além de plantas de cobertura e medicinais, mandioca em plantio direto, feijão e cultivares de uva, tanto para mesa como para produção de suco, informa a engenheira agrônoma Norma Kiyota, pesquisadora responsável pelo projeto.
COMERCIALIZAÇÃO – A produção e fornecimento de alimentos na própria região é uma das premissas da agroecologia. Por isso, pesquisadores da área de socioeconomia buscam entender as experiências do consumidor e os canais utilizados pelos produtores para escoamento da produção.
A percepção de produto saudável como fator de decisão foi captada por estudo de Kiyota envolvendo frequentadores de quatro feiras de orgânicos em bairros do município de Pato Branco. “O que motiva a escolha de produtos orgânicos é a saúde que estes alimentos podem propiciar”, relata.
Ela destaca também a importância dos vínculos que se estabelecem entre produtor, consumidor e até com as entidades que atuam no segmento. “Essas relações de confiança viabilizam e induzem a decisão de compras do consumidor”, afirma.
Para o pesquisador Moacir Darolt, que também se dedica ao tema, é bem caracterizada a inter-relação e interdependência entre os atores na produção e comercialização de orgânicos. “A circulação de produtos se dá pela venda direta e indireta — neste caso, geralmente com apenas um intermediário. Nos circuitos mais longos, a certificação tem o papel de assegurar a procedência e confiabilidade do produto”, esclarece Darolt.
O trabalho de pesquisadores do IDR-Paraná no campo da agroecologia gerou publicações que podem ser facilmente obtidas pelos interessados no assunto:
Circuitos curtos de comercialização, agroecologia e inovação social – baixe gratuitamente aqui.
Conexão ecológica: novas relações entre agricultores e consumidores – adquira aqui. Preço: R$ 20.
Homeopatia: princípios e aplicações na agricultura – baixe gratuitamente aqui.
O Nim – compre aqui. Preço: R$ 50.
Produção orgânica de batata: potencialidades e desafios – compre aqui. Preço: R$ 25.
Por - AEN

























