Com a aproximação do fim das campanhas de combate à gripe e ao sarampo, que encerram na sexta-feira (24), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) tem motivado a população paranaense a completar seu quadro vacinal.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, 2.410.985 pessoas receberam o imunizante contra a influenza desde o início da campanha nacional, em 4 de abril, o que representa uma cobertura de 56,6% no Paraná. No caso do sarampo, foram 318.142 aplicações.
“Temos feito inúmeros esforços para intensificar a adesão da população à vacinação contra a influenza e sarampo, sobretudo nessa reta final da campanha. Desde o Dia D (11/06), temos notado um aumento expressivo no número de vacinados e, nesta última semana, esperamos que a participação da população siga se expandindo”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
A vacina atualizada contra a gripe protege contra os subtipos da Influenza A (H1N1 e H3N2) e um subtipo da Influenza B. Em janeiro deste ano, o Paraná declarou epidemia de H3N2 após um aumento no número de diagnósticos e mortes em decorrência do vírus.
“A aplicação da vacina é a principal medida de combate ao vírus. A gripe é um problema a ser enfrentado de maneira coletiva, e sem a imunização da maioria absoluta da população os casos de Influenza podem aumentar. Por isso, é indispensável a participação de todos nesta luta”, acrescentou o secretário.
DADOS – Os municípios com o maior número absoluto de doses aplicadas são Curitiba (383.355), Londrina (137.213), Cascavel (69.467), São José dos Pinhais (59.747), Ponta Grossa (54.245), Foz do Iguaçu (46.098), Colombo (39.029), Guarapuava (28.961) e Arapongas (28.841).
O grupo prioritário com maior cobertura até agora é o de povos indígenas, com 75,8% – em números absolutos, 13.786 doses. As faixas etárias com maior adesão ao imunizante são entre 60 e 64 anos (299.217 doses), 65 a 69 anos (270.649) e 70 a 74 anos (220.260), respectivamente.
SARAMPO – Este ano a campanha de vacinação contra o sarampo é realizada junto com a vacinação da gripe, reforçando a necessidade da prevenção tanto contra os vírus respiratórios, quanto para doenças que já foram erradicadas.
Esta é a 8ª campanha de imunização da doença e busca atingir crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade, além de atualizar a situação vacinal de trabalhadores da saúde. No último ano, a cobertura vacinal do Paraná ficou em 82,45%. O Estado não registrou casos da doença em 2021 e 2022. Em 2019 foram registrados 1.653 casos e 428 em 2020.
O imunizante tríplice viral – contra o sarampo, rubéola e caxumba – pode ser administrado simultaneamente com a vacina da Influenza a partir dos seis meses de idade. Para os trabalhadores da saúde, pode haver coadministração das vacinas tríplice viral e da vacina contra a Covid-19.
DIA D – Para estimular a adesão da população, a Sesa tem promovido ações de incentivo à vacina, orientando os municípios e definindo estratégias para garantir maiores índices de vacinação. O Dia D, realizado em 11 de junho, somou quase 400 mil doses de diversos tipos aplicadas em todo o Estado.
“Esse foi um ato expressivo da Secretaria, que reforçou a campanha contra a Influenza com mais 202,3 mil doses aplicadas em um único dia. O combate ao sarampo, por sua vez, registrou outras 15 mil imunizações no Paraná”, ressaltou o secretário.
Embora tenha sido um grande êxito, acrescenta Neves, é preciso lembrar que o Dia D não representou o fim destas campanhas, que se estendem até a próxima sexta-feira (24). “Por isso, reforçamos mais uma vez a todos que ainda não se imunizaram para que compareçam ao ponto de vacinação mais próximo e protejam-se destas doenças”, destacou.
Por - AEN
Estudos desenvolvidos pelos pesquisadores Cezar Francisco Araújo Jr., do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Pedro Rodolfo Siqueira Vendrame e Thadeu Rodrigues de Melo, ligados à Universidade Estadual de Londrina (UEL), e Edivaldo Lopes Thomaz, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), concluíram que quanto maior o agregado do solo, menor a resistência ao impacto da chuva.
A pesquisa chegou a essa conclusão a partir de experimentos em latossolos de Guarapuava, Imbituva, Ivaiporã, Londrina e Mauá da Serra. O resultado do estudo foi publicado na conceituada revista científica Catena, especializada em artigos sobre geoecologia, hidrologia e geomorfologia.
Latossolo é uma categoria de solos típicos de regiões tropicais, presentes em cerca de 40% do território brasileiro e ricos em silício, alumínio e ferro. Agregado, por sua vez, é como os especialistas denominam a estrutura formada pela adesão de porções minerais de terra, como argila e areia, com restos da decomposição de vegetais, raízes, insetos mortos e outros materiais orgânicos —, tudo isso aglutinado por ação biológica (fungos, bactérias, minhocas) associada a processos físicos e químicos do próprio solo. É algo como um torrão, mas de composição bem mais complexa.
Os agregados conferem porosidade aos solos, e isso beneficia o desenvolvimento das raízes das plantas, a circulação de água ao longo do perfil e a qualidade geral do terreno para fins agrícolas, explica Cezar Francisco Araújo Jr.
Revolvimento do solo, circulação de máquinas, ciclos de umedecimento e secagem em função das chuvas ou de contração e expansão por períodos de veranico e, principalmente, o impacto direto das gotas de chuva são os fatores que contribuem para o rompimento dos agregados, de acordo com o pesquisador.
Ele acrescenta que esse tipo de estudo permite entender a resistência dos solos à erosão hídrica acelerada — talvez o mais importante processo de degradação dos solos paranaenses. “Mas apesar de sua importância, os mecanismos envolvidos na estabilidade ou no rompimento de agregados ainda são pouco estudados”, diz ele.
PESQUISA - Os pesquisadores submeteram agregados de diferentes tamanhos (1 a 2 mm, 2 a 4 mm e 4 a 8 mm) a diversos métodos de ruptura. Concluíram que o impacto direto de gotas de chuva (artificial, no caso do estudo) reduz a estabilidade em 17% e é a maior fonte de desagregação em comparação, por exemplo, ao umedecimento e secagem lentos.
O estudo verificou também que a resistência à desagregação é pequena nos latossolos vermelhos de Londrina e um pouco maior nos latossolos vermelho-amarelos que ocorrem em Mauá da Serra, Imbituva e Ivaiporã. Os latossolos brunos, em Guarapuava, são os mais resistentes.
“Aos produtores, esses resultados ratificam a recomendação de fazer rotação de culturas, manter o terreno permanentemente coberto e reduzir ao máximo o tráfego de máquinas em condições de elevada umidade para preservar os agregados e proteger os solos da erosão”, afirma Araújo.
O artigo completo pode ser acessado AQUI. (Texto em inglês).
Por - AEN
Para marcar a reta final da Campanha de Atualização do Rebanho, que termina em 30 de junho, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou um webinário nesta terça-feira (21), com o objetivo de estimular principalmente as regiões com os menores índices de adesão e esclarecer dúvidas.
A campanha de atualização foi criada para substituir a campanha de vacinação contra febre aftosa no Paraná, já que o Estado recebeu, em maio do ano passado, o certificado internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Com a atualização, a Adapar pode reunir informações consistentes para qualificar o trabalho de vigilância.
A atualização é exigida para todas as espécies animais existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos e caprinos). A partir de 1º de julho, as propriedades que não estiverem atualizadas no cadastro da Adapar ficam impedidas de retirar GTA (Guia de Trânsito Animal).
No webinário, foram apresentados os índices de atualização em todo o Estado. Os números mais recentes mostram que 58,4% das propriedades rurais tiveram seus rebanhos atualizados. No site da Adapar é possível acompanhar a evolução diária por núcleo regional e por município.
Em relação aos núcleos regionais, a pior situação é a dos municípios na região de Curitiba, com 41,7% de atualização até agora. A seguir vem a região de União da Vitória, com 42,9%, e Irati, com 51,4%. Os melhores percentuais estão nas regiões de Toledo, com 76,3%, Paranavaí, 69,1%, e Umuarama, com 66,7%.
O diretor-presidente da Adapar, Otamir Martins, reforçou que o órgão tem trabalhado em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e entidades representativas do agronegócio para intensificar a campanha.
“O trabalho que gerou a certificação internacional do Paraná precisa ser continuado ano após ano. Os índices em algumas regiões estão baixos e devemos fazer um esforço para mudar esse quadro”, explica.
ESTRATÉGIA – Para o diretor técnico da Seab, Benno Doetzer, essa é uma ação estratégica para todo o Paraná que ajuda a qualificar a produção agropecuária do Estado. “É importante em termos de abertura de mercados e de perspectivas para os produtores. O sucesso dessa ação está em cada um cumprir sua responsabilidade para que o Estado continue no caminho de desenvolvimento da nossa agropecuária”, disse.
“A atualização não é apenas uma obrigação dos produtores, mas o cumprimento de uma função social com a saúde animal e com a agropecuária paranaense”, reforçou a médica veterinária responsável pela sanidade agropecuária no IDR-Paraná, Mariana Müller.
AGILIDADE – Os produtores rurais podem fazer a atualização pelo site da Adapar, em uma das Unidades Locais da Adapar, Sindicatos Rurais ou Escritório de Atendimento do município (prefeituras), e também por meio do aplicativo Paraná Agro, explica o médico veterinário da Agência e responsável pelo Programa de Sanidade dos Suínos, João Humberto Teotônio de Castro. “É uma ferramenta que vem ajudar na nossa reta final. Essa certificação representa muito para o agro do Paraná e precisamos mantê-la”, explicou.
O aplicativo Paraná Agro pode ser baixado no Google Play ou na Apple Store. Para fazer a comprovação, o produtor deve ter o CPF cadastrado. Nos casos em que seja necessário ajustar o cadastro inicial, o telefone para contato é (41) 3200-5007.
Por - AEN
O boletim semanal da dengue, publicado nesta terça-feira (21) pela Secretaria de Estado da Saúde, confirma mais oito mortes em decorrência da doença, aumentando para 59 o número total de óbitos no Paraná.
Os dados são do 43º Informe Epidemiológico, do novo período sazonal da doença, que iniciou no dia 1º de agosto e deve seguir até julho de 2022.
As pessoas que faleceram tinham entre 61 e 91 anos. Eram sete homens e uma mulher. Elas residiam em Medianeira (2), Cascavel (2), Maringá (1), Assis Chateaubriand (1), Formosa do Oeste (1) e Toledo (1). Os óbitos ocorreram entre 24 de abril e 2 de junho de 2022.
O informe registra 104.592 confirmações de casos no Paraná. São 7.636 a mais em comparação com a semana passada. Além disso, são 221.710 notificações e 352 municípios já tiveram casos confirmados, cerca de 88% dos municípios paranaenses.
“Nossas equipes seguem em alerta e combatendo o vetor Aedes aegypti em todas as regiões do Paraná, realizando ações de combate, além de capacitações e orientações a todos os profissionais de saúde para o enfrentamento da dengue. É importante que a população busque atendimento nos serviços de saúde em caso de sintomas de dengue e evite automedicação”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Além dos casos de dengue, foram registrados mais dois casos de febre chikungunya, somando 21 (seis autóctones e 15 importados). Durante este período não houve registro de casos de zika.
Confira o informe completo aqui.
Por - AEN
O Paraná foi o segundo estado mais rápido do País no tempo médio de abertura de empresas neste primeiro quadrimestre de 2022.
Os dados são do último boletim divulgado pelo Ministério da Economia, com base no .
O Paraná leva em média 18 horas para abrir uma empresa, mesmo tempo registrado pelo Distrito Federal. Sergipe ficou em primeiro lugar no ranking, com 15 horas. Já a média brasileira está em 1 dia e 16 horas. O destaque nas aberturas foi para Empresários Individuais, que tiveram um crescimento acima de 20% quando comparado ao último quadrimestre de 2021.
Dentre as capitais, Curitiba também está em segundo lugar entre as mais ágeis na abertura de empresas, com 11 horas, atrás apenas de Aracaju (SE), com 8 horas. Goiânia está em terceiro, com 12 horas.
Neste primeiro quadrimestre, no Paraná, foram abertas 93.620 empresas e 38.572 foram fechadas, com um saldo de 55.048. Assim, o Estado é o quarto no Brasil com maior saldo de empresas abertas, ficando atrás de São Paulo (237.878), Minas Gerais (80.192) e Rio de Janeiro (71.422).
No compilado dos últimos seis meses, o saldo é de 160.277 empresas, o terceiro melhor do Brasil, atrás de Minas Gerais (245.566) e São Paulo (236.208).
O Mapa de Empresas é uma ferramenta disponibilizada pelo Governo Federal que fornece indicadores relativos ao quantitativo de empresas registradas no País e ao tempo médio necessário para abertura de empresa.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Fazenda alerta para casos de furtos de notas fiscais doadas às instituições cadastradas no programa Nota Paraná.
Os documentos fiscais doados por consumidores são depositados na urna da entidade escolhida, nos estabelecimentos, e depois recolhidos por ela, que têm as notas convertidas para gerarem créditos e também concorreram a prêmios do programa.
Na última semana, foram denunciados casos de furtos ocorridos em estabelecimentos no Interior do Estado. É importante que as instituições orientem seus colaboradores, funcionários, voluntários ou terceirizados para o recolhimento adequado das notas pertencentes a sua entidade, com atenção para não retirar as que estão em outras urnas.
A Secretaria informa que em caso de furtos das notas fiscais, a instituição responsável pelo ato será excluída do programa.
Para ajudar as entidades, o consumidor pode doar as notas fiscais em que não informar seu CPF. Assim, os bilhetes para concorrer aos sorteios do programa, concedidos de acordo com as compras realizadas, vão para a instituição, que terá mais chances de ser contemplada.
PRÊMIOS – As 1.567 instituições sociais cadastradas no Nota Paraná concorrem a valores mensais de R$ 100 e R$ 20 mil. Os prêmios totalizam R$ 2,2 milhões por mês.
As entidades que atuam nas áreas de assistência social, saúde, defesa e proteção animal, esportiva e cultural também recebem os créditos das notas fiscais doadas. Neste ano foram distribuídos R$ 13,2 milhões em prêmios somente para as instituições.
Os recursos são essenciais para a manutenção dos trabalhos que ajudam milhares de pessoas no Estado.
COMO DOAR – Há três formas de efetivar a doação. O consumidor pode acessar o site do Nota Paraná com seu CPF e senha. Na aba “Minhas Doações” escolhe a entidade e digita a chave de acesso da nota fiscal.
Outra opção é utilizar o aplicativo Nota Paraná, disponível apara Android e iOS. Na opção “Doações” o cidadão busca a entidade desejada e lê o QR Code da nota fiscal.
O consumidor também pode depositar a nota fiscal em urnas disponibilizas pelas entidades nos estabelecimentos comerciais. A própria instituição recolhe as notas das urnas e se encarrega de cadastrá-las usando o site ou aplicativo do Nota Paraná.
Por - AEN



























