Governo vai adquirir 240 carros para aumentar ações itinerantes das Agências do Trabalhador

O segundo dia do Protagonistas do Trabalho, nesta quinta-feira (6), foi marcado por um dos anúncios mais expressivos da história recente das políticas públicas de emprego no Paraná.

Durante a programação, o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda, confirmou o investimento de R$ 24 milhões para a aquisição de 240 veículos que serão destinados às Agências do Trabalhador em todas as regiões do Paraná. 

A medida representa um passo decisivo na modernização da estrutura de atendimento ao trabalhador, garantindo mais mobilidade, autonomia e eficiência às equipes locais. Com a nova frota, será possível ampliar o alcance das ações itinerantes, mutirões de emprego, programas de intermediação de mão de obra e iniciativas de qualificação profissional, especialmente em municípios de menor porte e regiões rurais. 

“O investimento de R$ 24 milhões é um marco histórico para a nossa rede de Agências do Trabalhador. É mais do que a entrega de veículos: é o fortalecimento de uma estrutura que atende milhares de paranaenses todos os dias. Estamos garantindo mais eficiência, mobilidade e presença do Estado nas regiões onde o trabalhador mais precisa. Essa é a essência do nosso trabalho, levar oportunidades e dignidade a cada cidadão do Paraná”, destacou o secretário Do Carmo. 

A cerimônia de assinatura do termo de investimento contou com a presença de prefeitos, secretários municipais, parlamentares, representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e lideranças regionais, reforçando a integração entre Estado e municípios na construção de políticas públicas de geração de renda e oportunidades. 

Além do grande anúncio, o segundo dia do Protagonistas do Trabalho foi dedicado a uma série de palestras, painéis e homenagens que promoveram debates sobre gestão, inovação, políticas de inclusão e o papel estratégico das instituições públicas na promoção do emprego. 

A programação começou com palestra do secretário e seguiu com apresentações de autoridades estaduais e representantes do Fórum Nacional de Secretários do Trabalho (FONSET), que realiza, em Foz do Iguaçu, sua reunião nacional. 

Entre os destaques do dia estiveram as palestras “Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional”, com Gilmar Silva de Andrade; “Migração e o Mundo do Trabalho”, apresentada por Talita Stori Aquino de Souza, da Organização Internacional para as Migrações (OIM); e “Inovação no Trabalho e na Gestão Pública”, com o secretário de Estado Rafael Greca. 

Outros temas de grande relevância também ganharam espaço, como a parceria entre o Governo do Paraná e o Senac, apresentada por Sidnei Lopes de Oliveira, e o papel do sistema público de emprego no desenvolvimento local, conduzido por Tiago Oliveira Motta, diretor de Políticas Públicas de Trabalho do MTE. 

O evento também prestou homenagem aos ex-secretários de Estado do Trabalho do Paraná, com o Momento de Reconhecimento “Legado e Excelência no Trabalho Público”, que destacou a contribuição de gestores que ajudaram a construir a sólida rede de atendimento existente hoje no estado. Logo após, ocorreu a Premiação das Melhores Agências do Trabalhador de 2025, em reconhecimento às unidades que se destacaram na intermediação de mão de obra, atendimento ao cidadão e execução das políticas públicas de qualificação e emprego. 

Encerrando as atividades do dia, os participantes se reuniram em um momento de confraternização e integração, celebrando o sucesso do evento e a união dos profissionais que compõem a rede de trabalho e qualificação do Estado. 

"Com recorde de público e representatividade, o Protagonistas do Trabalho reafirma o protagonismo do Paraná na criação de políticas inovadoras voltadas à geração de emprego, renda e capacitação, consolidando o Estado como referência nacional em gestão pública do trabalho", afirmou Do Carmo.

 

 

 

 

Por - AEN

 Com 133 mil empresas, Paraná registra alta de 12% no volume de novos negócios em 2025

O Paraná registrou 12,85% de crescimento no saldo de empresas entre janeiro e outubro de 2025 em comparação ao mesmo período do ano passado. O número é resultado da diferença entre negócios abertos (308.507) e fechados (175.370). Nos primeiros dez meses do ano, o saldo foi de 133.137 empresas, enquanto no mesmo período de 2024 o número era de 117.972. 

Considerando apenas o número de empresas abertas, o crescimento chega a 16,86%, já que em 2024 o número entre janeiro e outubro foi de 263.986. Dos negócios abertos entre janeiro e outubro de 2025, 73,55% são Microempreendedores Individuais (MEIs), 24,66% são Sociedades Limitadas (LTDA) e 1,44% se enquadram na categoria Empresário. As demais modalidades somam 0,35% do total.

Apenas em outubro, o saldo total foi de 13.409 negócios, visto que 29.409 empresas foram abertas e 16.000 foram fechadas. Os dados fazem parte do Painel de Empresas, divulgado nesta sexta-feira (7) pela Junta Comercial do Paraná (Jucepar), vinculada à Secretária Estadual da Indústria, Comércio e Serviços. Com o desempenho, o Estado se aproxima ainda mais dos 2 milhões de empresas ativas.

SELO DE BAIXO RISCO – Entre janeiro e outubro deste ano, 37.659 empreendimentos no Paraná foram contemplados com o Selo de Baixo Risco, iniciativa que dispensa empresas de atividades consideradas de baixo potencial de impacto de apresentar alvarás de funcionamento e licenciamentos de órgãos como Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Meio Ambiente e Defesa Agropecuária. 

Logo na abertura, 21.537 dessas empresas receberam o benefício, enquanto 16.122 ganharam o selo após alteração contratual. Desses empreendimentos, 7.582 estão em Curitiba, que lidera o ranking de concessões, seguida por Maringá, com 1.848, e Londrina, com 1.425.

Já está em vigor desde 1º de outubro o decreto do governo estadual subiu o número de atividades enquadradas como de baixo risco de 771 para 975, colocando o Paraná entre os estados que mais dispensam licenças e alvarás no Brasil.

VELOCIDADE NA ABERTURA – No mesmo quadro, o Paraná também segue entre os estados mais ágeis do Brasil na abertura de empresas, com apenas 8 horas em outubro, 19 horas abaixo da média nacional de 27 horas.

 

 

 

 

Por - AEN

 Paraná aplica quase 500 mil doses durante a campanha de multivacinação de outubro

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) fechou um balanço parcial das doses aplicadas durante a Campanha de Multivacinação 2025, que aconteceu de 6 e 31 de outubro.

Em todo o Estado, foram aplicadas 495.290 doses dos imunizantes contra a hepatite B, pentavalente, Vacina Inativada Poliomielite (VIP), pneumocócica 10 valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, tríplice viral (SCR), varicela, hepatite A, febre amarela, rotavírus, HPV, DTP, Covid-19 e influenza. Os municípios têm prazo de 90 dias para inserir os dados finais no sistema.

A região mais populosa também foi a que mais aplicou vacinas: foram 131 mil em Curitiba e Região Metropolitana. Outros destaques foram Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Guarapuava e Ponta Grossa.

“A campanha é importante para que possamos ampliar nossos percentuais de cobertura. Mas destacamos que as vacinas estão disponíveis nas unidades de saúde durante todo o ano. É preciso que a população acredite na vacina para evitarmos o retorno de doenças já controladas, como o sarampo e a poliomielite. As vacinas disponíveis são certificadas e têm comprovação científica”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto.

A iniciativa seguiu orientação do Ministério da Saúde e buscou elevar as coberturas vacinais, ampliar o acesso da população à vacinação e reduzir o risco de reintrodução ou disseminação de doenças como o sarampo. No dia 18 de outubro também foi realizado o Dia D em 1.370 salas reunindo 10 mil profissionais para atualizar a caderneta de vacinas e fortalecer a proteção contra doenças.

A intensificação da vacinação é fundamental para enfrentar risco de reintrodução do sarampo, já que Paraguai e Argentina registram casos ativos da doença e outros estados brasileiros identificaram casos importados. Em relação à febre amarela, a chegada da sazonalidade primavera-verão aumenta a circulação do vírus, com risco maior nas áreas de corredor ecológico. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais também reforçam a imunização.

Dados por Regionais de Saúde:

1ª RS – Paranaguá: 15.277

2ª RS – Curitiba: 131.461

3ª RS – Ponta Grossa: 32.730

4ª RS – Irati: 7.200

5ª RS – Guarapuava: 22.590

6ª RS – União da Vitória: 7.179

7ª RS – Pato Branco: 12.838

8ª RS – Francisco Beltrão: 17.402

9ª RS – Foz do Iguaçu: 28.439

10ª RS – Cascavel: 27.413

11ª RS – Campo Mourão: 19.345

12ª RS – Umuarama: 15.852

13ª RS – Cianorte: 7.339

14ª RS – Paranavaí: 11.061

15ª RS – Maringá: 34.735

16ª RS – Apucarana: 15.359

17ª RS – Londrina: 39.955

18ª RS – Cornélio Procópio: 8.118

19ª RS – Jacarezinho: 13.874

20ª RS – Toledo: 13.270

21ª RS – Telêmaco Borba: 7.498

22ª RS – Ivaiporã: 6.355

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Chuvas do início de novembro provocam adaptações na agricultura paranaense

Com um início do mês marcado por chuvas, granizo e ventos fortes em várias regiões do Paraná, principalmente no Centro-Oeste e Norte do Estado, a agricultura paranaense segue empenhada em superar os desafios e conseguir bons resultados na safra.

Já há números disponíveis sobre os problemas enfrentados em lavouras de soja, milho e feijão, enquanto dados sobre outras culturas estão sendo analisados. Os dados estão no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Os temporais afetaram significativamente algumas lavouras de soja no Estado. Considerando que as condições consideradas médias haviam aumentado de 3% para 6%, o clima adverso fez com que surgisse 1% de lavouras de soja em condições ruins, o que significa 31 mil hectares prejudicados. Mas o levantamento do Deral mostra que 93% das áreas de plantio de soja ainda estão em boas condições, o que representa 4,3 milhões de hectares.

Nas áreas mais afetadas, o produtor precisará refazer a estratégia, seja acionando o seguro ou realizando o replantio. Neste último caso, um atraso no planejamento será inevitável, gerando a necessidade de ajustar a segunda safra e, possivelmente, optar por outra cultura.

Para o feijão, que tem a produção concentrada no Sul do Estado, onde houve menos impacto das tempestades, 77% das lavouras estão em boas condições. O plantio já atingiu 91% da área prevista de 104 mil hectares. O excesso de umidade e baixa luminosidade registradas em outubro, aliadas ao fato de o feijão ter o ciclo mais curto, com menos tempo para se recuperar de problemas climáticos, deve apresentar alguma limitação em produtividade.

Com algumas lavouras chegando à maturidade, o Deral estima que as colheitas de feijão comecem ainda neste mês e devam se estender até fevereiro de 2026, considerando-se que algumas áreas ainda não foram semeadas.

Já o plantio de milho primeira safra apresenta evolução estável, com 99% da área já semeada, ultrapassando o desempenho dos 98% do mesmo período no ano passado.

Segundo o Deral, essas três culturas – soja, milho e feijão – ainda estão dentro do período ideal para a semeadura, permitindo o replantio, o que deve possibilitar a recuperação de parte das áreas afetadas.

BOVINOS – O Deral tem observado ao longo dos anos que, após o ciclo de abate, o custo de reposição no Paraná vem subindo na média Brasil. Segundo o Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, de São Paulo, a relação de troca entre a arroba de boi gordo por bezerro aumentou 41% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Isso significa que, em algumas praças, o produtor precisa vender quase 10 arrobas para adquirir um bezerro, chegando a atingir 13,6 arrobas, em outras.

Com a proximidade das festas de final de ano, é provável que os preços encerrem 2025 em patamares elevados para o preço da arroba de boi.

No atacado paranaense, as médias de outubro para o dianteiro e traseiro fecharam com pouca variação. Enquanto o dianteiro ficou 0,47% mais barato, o traseiro subiu 0,86%. No varejo, os principais cortes caíram de preço, com destaque para a carne moída que ficou quase 10% mais barata em comparação à média de setembro. Nos últimos 12 meses, porém, todos os cortes ficaram mais caros, variando entre 10% (coxão mole) e 21% (patinho sem osso).

SUÍNOS – Na suinocultura, os preços de varejo permanecem estáveis e em nível alto, após a forte valorização em 2024. A média de R$ 22,36/kg no acumulado do ano representa um aumento de 27,5% em relação a 2024, refletindo um setor fortalecido e com boa aceitação no mercado interno e externo.

Entre os cortes pesquisados pelo Deral, a paleta com osso apresentou a maior variação média de preço, passando de R$ 14,16/kg nos primeiros dez meses de 2024, para R$ 18,20/kg em 2025, ou seja, um aumento de 28,5%. Já o lombo sem osso registrou aumento médio de 27,5% e o pernil com osso teve variação de 25,2%.

Impulsionada pela demanda em função das festividades de final de ano, o Deral prevê uma elevação nos preços de varejo da carne suína, embora mais tímida do que a observada no ano anterior.

ERVA-MATE – A erva-mate é um dos destaques do agro paranaense. Em 2024, as exportações do produto cresceram 50%, número significativamente superior à média nacional, somando 5,2 mil toneladas enviadas ao exterior. O Paraná se mantém como o segundo maior exportador do País, atrás apenas do Rio Grande do Sul, com destaque para os mercados do Uruguai, Argentina e Alemanha. Esse desempenho reforça a competitividade da cadeia produtiva e o potencial de expansão do mate paranaense no mercado internacional.

FRUTICULTURA – A fruticultura continua a se consolidar como uma atividade diversificada e rentável, presente em praticamente todo o Paraná: dos 399 municípios paranaenses, 392 têm cultivos comerciais, de acordo com o Deral.

Municípios como Paranavaí, Carlópolis, Alto Paraná, Guaratuba e Cerro Azul lideram a produção, com destaque para a laranja, o morango, a uva, a goiaba e a banana. Juntos, esses polos somam 15,7 mil hectares plantados, com uma colheita de 500,3 mil toneladas de frutas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 1 bilhão.

 

 

 

 

 

Por -AEN

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