Setembro terminou com as condições do tempo características de primavera no Paraná. As temperaturas ficaram acima da média histórica para o período em quase todo o Estado, e metade das estações meteorológicas tiveram volumes de chuva dentro a acima da média, enquanto a outra metade registrou menos chuva do que o valor acumulado histórico para o mês. O balanço é do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
O último dia do mês registrou temporais. Nesta terça-feira (30) o acumulado de chuva chegou a 40 mm na Lapa e passou dos 30 mm em cidades como Guarapuava, São Mateus do Sul, Santa Helena e Cruz Machado. Os anemômetros de 18 estações meteorológicas do Simepar registraram rajadas de vento acima de 50 km/h.
As rajadas mais fortes foram de 53,3 km/h em Apucarana e Campo Mourão; 50,4 km/h em Capanema; 69,1 km/h em Cascavel; 52,9 km/h em Cianorte; 50,8 km/h em Curitiba; 67 km/h no distrito de Entre Rios, em Guarapuava; 62,3 km/h em Fazenda Rio Grande e em Loanda; 58,3 km/h em Guarapuava; 57,6 km/h na Lapa; 51,5 km/h em Palmas; 64,8 km/h no Distrito de Horizonte, em Palmas; 54,7 km/h em Candói; 54 km/h em Santa Helena; 58 km/h em Santo Antônio da Platina; 56,9 km/h em Toledo; e 63 km/h em Ubiratã.
A chuva desde terça-feira (30) foi causada por um cavado meteorológico (sistema alongado de baixa pressão), que se formou no Paraguai e norte da Argentina e seguiu pelo sul do Brasil, entrando no Paraná pelas regiões Sudoeste, Oeste e Centro-Sul.
RAJADAS E TORNADO – Entretanto, estes não foram os temporais mais fortes do mês. O Simepar classificou um tornado categoria F1 entre as ocorrências do dia 22 de setembro em Santa Maria do Oeste. Naquele dia e no anterior, a passagem de uma frente fria sobre o Estado causou algumas das rajadas de vento mais altas das séries históricas de algumas estações meteorológicas do Simepar. É o caso de Ubiratã, que teve uma rajada de vento de 121 km/h - a mais forte já registrada desde a instalação da estação meteorológica na cidade, em agosto de 2017.
Altônia registrou uma rajada de 102,2 km/h no dia 22 – a mais alta desde maio de 2018, quando a cidade registrou uma rajada de 124,2 km/h. A estação meteorológica em Antonina registrou uma rajada de 70,9 km/h no dia 21 – a mais alta desde junho de 2020, quando a cidade registrou vento que atingiu os 83,5 km/h. Também no dia 21, Francisco Beltrão teve uma rajada de 85,7 km/h, a mais intensa desde março de 2018, quando a estação meteorológica do Simepar na cidade registrou 87,5 km/h.
MÉDIAS – Das 40 estações meteorológicas do Simepar com mais de oito anos de instalação, 15 ultrapassaram a média de volume de chuvas para o mês, e seis ficaram dentro da média, ou seja, com uma diferença pequena entre o volume registrado em 2025 e a média histórica. Na outra metade das estações, o volume de chuvas foi abaixo da média mensal (confira a lista completa abaixo), principalmente no Norte Pioneiro.
Os destaques são Cornélio Procópio e Cambará, que já têm médias de volume de chuva baixas para o mês, e registraram valores ainda mais baixos. Em Cambará a média para setembro é de 80,8 mm e choveu apenas 11,2 mm em setembro de 2025. Em Cornélio Procópio a média é de 59,6 mm, e choveu apenas 9,6 mm no mês em 2025.
“A partir de agora, com o retorno de temporais e chuvas no Estado de forma um pouco mais frequente, aos poucos vai se recuperando o que faltou também durante o inverno", informa Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
Já as temperaturas médias só ficaram abaixo da média histórica em Laranjeiras do Sul, que tem temperatura média de 19,7°C em setembro e registrou 18,4°C em setembro de 2025. As temperaturas mais baixas do mês foram registradas no dia 23 no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava (1,1°C às 4h), Guarapuava (2°C às 6h), e em Palmas (2,1°C às 5h).
Apucarana, com 21,8º C, Cândido de Abreu (21,2°C), Paranavaí (24,1°C), Maringá (24°C) e Londrina, com 22,7°C, tiveram temperaturas médias em setembro de 2025 pelo menos um grau acima da média histórica para o mês. Em algumas estações, durante setembro de 2025, foram registradas as temperaturas mais altas do ano. É o caso de Cambará (37,4°C, às 14h do dia 30), Campo Mourão (35°C, às 14h do dia 20), Loanda (38,1°C, às 16h do dia 20), Maringá (36,1°C, às 14h do dia 20), e Ubiratã (35,9°C, às 14h do dia 20).
“A maior parte dessas chuvas foi por conta de passagens de frente fria a partir do início da primavera. Tivemos um sistema frontal que causou bastante chuva e também temporais no Paraná. As temperaturas se mantiveram acima do normal exatamente pela primeira quinzena estar com tempo muito seco nas regiões paranaenses. Na segunda quinzena as temperaturas amenizaram, mas as médias ainda se mantiveram um pouco acima do normal”, explica Jacóbsen.
Confira os volumes de chuva registrados:
Estação meteorológica / média para setembro / chuva em 2025 no mês
Altônia: 65,8 mm / 94,8 mm
Antonina: 145,6 mm / 138,4 mm
APPA Antonina: 97,5 mm / 131 mm
Apucarana: 103 mm / 69 mm
Capanema: 119,6 mm / 144 mm
Cambará: 80,8 mm / 11,2 mm
Cândido de Abreu: 128,8 mm / 89,8 mm
Cascavel: 130,8 mm / 129,8 mm
Cerro Azul: 101,3 mm / 47,6 mm
Cianorte: 77,4 mm / 96,2 mm
Cornélio Procópio: 59,6 mm / 9,6 mm
Curitiba: 122,3 mm / 70,2 mm
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 139,4 mm / 179,6 mm
Fazenda Rio Grande: 82,2 mm / 96,4 mm
Irati: 133,5 mm / 85,2 mm
Foz do Iguaçu: 105,3 mm / 119 mm
Francisco Beltrão: 139,5 mm / 126,6 mm
Guaíra: 111,5 mm / 96 mm
Guarapuava: 170,5 mm / 146,6 mm
Guaratuba: 150,3 mm / 106,6 mm
Lapa: 126,5 mm / 133,2 mm
Laranjeiras do Sul: 133,6 mm / 140,2 mm
Loanda: 60,1 mm / 32,6 mm
Londrina: 97,1 mm / 40,2 mm
Maringá: 92,6 mm / 50,4 mm
Palmas: 168,7 mm / 184,6 mm
Palotina: 120,4 mm / 126,8 mm
Paranaguá: 105,7 mm / 70 mm
Paranavaí: 102,2 mm / 33,2 mm
Pinhais: 117,4 mm / 50,6 mm
Pinhão: 136,0 mm / 128,4 mm
Ponta Grossa: 116,5 mm / 44,4 mm
Guaraqueçaba: 107,5 mm / 81,4 mm
Santa Helena: 119,3 mm / 167,8 mm
São Miguel do Iguaçu: 113,8 mm / 149,8 mm
Telêmaco Borba: 121,9 mm / 82,2 mm
Toledo: 137,4 mm / 152,4 mm
Ubiratã: 111,1 mm / 135,4 mm
Umuarama: 101,4 mm / 91,6 mm
União da Vitória: 149,2 mm / 121 mm
Por -AEN
Dados de atendimento de ocorrência do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) demonstram que pessoas entre 20 e 29 anos de idade são o grupo com mais vítimas nos acidentes com colisão de veículos no Estado. Apenas do começo do ano até o fim de setembro, 32.201 indivíduos nessa faixa etária foram socorridos pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) no Paraná.
De janeiro até o final de setembro de 2024 foram registrados 34.439 acidentes com colisão de veículos entre paranaenses na faixa etária dos 20 aos 29 anos, o que mostra uma retração de 6,95% no número de ocorrências dessa natureza entre o período do ano passado em comparação ao deste ano.
No total, 93.218 pessoas envolvidas em colisões de veículos foram atendidas pelo CBMPR nos primeiros nove meses de 2024 contra 89.150 neste ano, uma redução de 4,56%. Em 2025 também foram registrados 18.583 atendimentos a adultos de 30 a 39 anos de idade e os números seguem em decréscimo relativo nas faixas etárias seguintes: foram 12.943 atendidos entre 40 e 49 anos de idade; 8.194 entre 50 e 59 anos; entre 60 e 69 anos de idade, 3.970; e 2090 acima de 70 anos.
Segundo a capitã do CBMPR, Luisiana Guimarães Cavalca, o grupo mais envolvido corresponde a uma faixa de adultos jovens em idade economicamente ativa. “As estatísticas demonstram que as pessoas de 20 a 29 anos são as que mais se envolvem em acidentes, por ser o grupo mais volumoso, mas também por fatores como a imprudência. Muitos acidentes acontecem na madrugada, em saídas de baladas, e têm consequências mais graves”, explica.
As recomendações do CBMPR quanto aos cuidados no trânsito são as mesmas para todas as faixas etárias, no entanto, os jovens devem estar atentos a alguns sinais. “Para prevenir acidentes, é importante sempre praticar a direção defensiva com as velocidades compatíveis às exigidas nas vias. Assim se evitam colisões e, se elas acontecerem, serão situações menos graves e que não geram vítimas”, afirma a capitã.
PLANO DE REDUÇÃO – O tem um Plano Estadual de Segurança no Trânsito - PETRANS-PR 2025-2030. Ele tem por objetivo fortalecer a implementação das políticas de segurança viária e promover mobilidade sustentável no Estado, oferecendo uma ferramenta robusta para o monitoramento e a avaliação contínua das ações.
Dados de 2020 mostram um índice de mortes no trânsito de 21,7 por 100 mil habitantes no Paraná. O PETRANS-PR tem como meta global trabalhar para reduzir em 50% o índice de mortes no trânsito por 100 mil habitantes até 2030. Tomando como base o ano de 2020, a projeção é que o número caia para 10,8 dentro dos próximos cinco anos.
Para isso, o plano estadual estabelece um conjunto de ações estratégicas que englobam melhorias na infraestrutura viária, fortalecimento de ações intersetoriais entre as áreas de segurança pública, saúde, educação, meio ambiente e mobilidade urbana. Envolve, também, fortalecimento da governança no setor, totalizando 30 metas específicas e 115 ações previstas.
Em 2023, as lesões de trânsito geraram um custo de mais de R$ 20 milhões em internações no Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Já em 2024, o valor ficou acima de R$ 18 milhões, dos quais mais de R$ 10 milhões foram de internações por lesões de trânsito envolvendo motocicletas.
Por - AEN
Enquanto o Oeste e Sudoeste terão os maiores volumes de chuva do Paraná em outubro, Norte e Noroeste seguem com previsão de pouca precipitação. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os valores acumulados de chuva durante o mês em 2025 devem ficar próximos da média histórica, assim como as temperaturas.
Nas primeiras duas semanas de outubro, duas frentes frias devem atravessar o Paraná. “Esses eventos tem capacidade de causar tempestades mais intensas, com maior atividade de chuva e tempo severo esperados para o Oeste, Noroeste, Sudoeste e Sul paranaenses. Nas regiões Norte, Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, a atividade de chuva desses eventos será menor”, afirma Marco Jusevicius, coordenador de operações do Simepar.
Entre uma frente fria e outra, o tempo fica estável, com sol entre nuvens e temperaturas mais altas. No Norte, Noroeste e Oeste as temperaturas máximas poderão ultrapassar 34°C e a umidade relativa do ar ficará mais baixa, em torno de 25% a 50% no período da tarde.
“Não há expectativa, até este momento, de massas de ar frias que derrubem as temperaturas no Paraná como observado em determinados eventos neste inverno. Apenas após as passagens das frentes pelo estado, uma oscilação das temperaturas nas áreas Sul e Leste paranaenses é esperada”, explica Marco.
Já na segunda quinzena de outubro, há previsão de predomínio de sol e temperaturas mais elevadas, que podem favorecer pancadas de chuva e trovoadas isoladas no período da tarde. Não é descartada a possibilidade de ondas de calor, com temperaturas mais elevadas durante períodos mais longos, no Norte e no Noroeste do Paraná.
MÉDIAS – Assim como setembro, outubro historicamente é um mês mais chuvoso. A região com menor média de chuva no mês, entre 100 mm e 125 mm, fica entre a Região Metropolitana de Curitiba e Jaguariaíva. Já a área de divisa com São Paulo, passando por Londrina, descendo até Ponta Grossa e chegando ao leste da área de divisa com Santa Catarina, tem um volume médio de chuva em outubro que vai de 125 mm a 150 mm.
O Litoral Paranaense, o Noroeste e uma estreita faixa que passa por cidades ao redor de Cândido de Abreu tem um volume médio de chuva em outubro entre 150 mm e 175mm. Já cidades como Palmas, General Carneiro, Guarapuava, e uma área próxima a Marechal Cândido Rondon tem média histórica de chuva em outubro um pouco superior: de 175 mm a 200 mm.
As regiões mais chuvosas em outubro, historicamente, são o Oeste e o Sudoeste. Foz do Iguaçu, Medianeira e Francisco Beltrão tem médias de chuva entre 225 mm e 250 mm no mês. Já Cascavel, Santa Helena e Candói, por exemplo, tem volume médio de chuva em outubro entre 200 mm e 225 mm.
Com relação às temperaturas médias, o extremo Norte, extremo Oeste e todo o Noroeste tem uma média histórica de temperaturas em outubro entre 22°C e 24°C. Cidades como Toledo, Cascavel, Cândido de Abreu, Maringá e todo o Litoral paranaense tem a temperatura média em outubro entre 20°C e 22°C.
Cidades como Telêmaco Borba, Francisco Beltrão e Carambeí tem temperaturas médias em outubro entre 18°C e 20°C. O Centro-Sul, uma parte dos Campos Gerais e da Região Metropolitana de Curitiba tem temperaturas médias em outubro entre 16°C e 18°C. A capital paranaense, Palmas e General Carneiro são as cidades com temperatura média de outubro mais baixas: entre 14°C e 16°C.
As temperaturas máximas geralmente registradas à tarde, em média, ultrapassam os 30°C em outubro principalmente nas cidades que fazem divisa com o Mato Grosso do Sul. Nestas regiões, que são as mais quentes do estado no mês, as mínimas, geralmente registradas no amanhecer, em média ficam entre 18°C e 20°C. Já entre Palmas e a parte sul da Região Metropolitana de Curitiba, que são as regiões mais frias historicamente em outubro, as temperaturas máximas em média chegam a valores entre 22°C a 24°C, e as mínimas ficam entre 12°C e 14°C.
Por - AEN
Com o objetivo de dar continuidade ao compromisso de garantir o acesso da população à vacinação, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) lançou nesta terça-feira (30) um manual para os 399 municípios paranaenses. O novo material será referência e servirá de apoio para que a imunização seja feita de forma eficaz, segura e uniforme em todo o sistema de saúde do Paraná.
O novo manual foi apresentado durante a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e teve a adesão de todos os municípios, representados pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems-PR). Cerca de sete mil exemplares serão distribuídos aos profissionais de saúde nos próximos dias.
Os principais temas do guia são a orientação dos profissionais de saúde sobre aplicação das vacinas (idade, dose, intervalos, vias de aplicação, contraindicações e cuidados especiais); definição de fluxos e protocolos para garantir a segurança da vacinação e o cumprimento das normas do Programa Nacional de Imunizações (PNI); atualização de informações técnicas sobre novas vacinas, calendários vacinais e estratégias de campanha; estratégias de vacinação; desenvolvimento de anticorpos, além de diretrizes para o planejamento, armazenamento, transporte (Rede de Frio) e monitoramento da vacinação nos municípios.
“Quando uma pessoa procura uma sala de vacina, seja em uma unidade de saúde, em uma ação em escolas ou uma campanha, existe uma grande rede de organização. Uma das ferramentas mais eficazes de proteção coletiva em saúde pública é a vacina, portanto, investir nesse aprimoramento permanente é essencial”, enfatizou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Para a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Lopes, o manual se consolida como uma ferramenta de apoio para todos que compõem o processo de imunização. “Com o apoio das referências regionais e o empenho das equipes, o manual foi elaborado com dedicação para oferecer um material qualificado, que fortalece o trabalho realizado nas salas de vacina”, disse.
6 A 31 DE OUTUBRO – Apesar do Paraná se manter acima da média nacional referente à vacinação pelos imunizantes disponíveis gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), foi pactuado na CIB uma intensificação da vacinação em todos os municípios do Paraná.
A nova proposta, preconizada pelo Ministério da Saúde, prevê uma Campanha de Multivacinação, que acontecerá de 6 a 31 de outubro para a atualização da vacinação de menores de 15 anos; intensificação contra a vacina contra o sarampo e febre amarela até 59 anos e resgate de não vacinados contra o HPV (15 a 19 anos). Para atender à demanda, haverá um aporte extra de vacinas para todas as Regionais de Saúde e municípios.
Como um reforço ainda maior da ação, no dia 18 de outubro (sábado) será realizado em todo o Estado o Dia D de Mobilização, uma força-tarefa extra para alcançar os índices vacinais.
De acordo com a Divisão de Vigilância do Programa de Imunização, a cobertura vacinal deste ano das principais vacinas registra 82,63% para a pentavalente, 83,55% da pneumocócica 10, 87,43% da pneumocócica 10 reforço e 82,18% da Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Para todas essas vacinas, a meta de cobertura é de 95%.
Além destas, estão disponíveis no Calendário Nacional as vacinas: hepatite B, meningocócica C, meningocócica ACWY, tríplice viral (SCR), varicela, hepatite A, febre amarela, rotavírus, HPV, influenza e covid-19.
Por - AEN
O Paraná foi o estado que mais destinou recursos para a agricultura no primeiro semestre de 2025.
Foram R$ 730,91 milhões empenhados entre os meses de janeiro e junho – o maior valor de todo o Brasil, ficando à frente de Rio Grande do Sul (R$ 570 milhões), Santa Catarina (R$ 534 milhões) e São Paulo (R$ 438 milhões), segundo levantamento da assessoria econômica da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa).
O número faz parte do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), do Tesouro Nacional, e mostra um crescimento substancial no direcionamento de valores para ações no campo ao longo dos últimos anos entre custeio e investimentos. Tanto que a cifra do semestre já é a maior para o período em toda sua história, superando em 28,7% o recorde anterior, registrado nos seis primeiros meses de 2024, com R$ 568 milhões.
Em comparação com 2018, o salto é ainda maior. No primeiro semestre daquele ano, a agricultura paranaense recebeu cerca de R$ 230,8 milhões – o que faz com que o valor tenha mais do que triplicado em sete anos.
Para o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, essa liderança comprova o compromisso do Estado em sua vocação de atuar como supermercado do mundo, potencializando aquilo que o paranaense sabe fazer tão bem. “O agronegócio é o carro-chefe da economia paranaense, responsável por cerca de 36% de seu Produto Interno Bruto (PIB) e, por isso, merece atenção especial”, diz. “São recursos que potencializam nossa capacidade de produção, promovem o desenvolvimento econômico e social de toda a região e tornam o Paraná mais sustentável”.
Ortigara reforça que esse aporte histórico é fruto de um trabalho contínuo de disciplina fiscal e modernização da gestão. Segundo ele, a boa administração ao longo dos últimos anos foi o que permitiu essa injeção crescente de recursos ano após ano e que colocaram o Paraná nessa posição de destaque.
“Manter o equilíbrio das contas públicas nos permite ter a segurança e os recursos necessários para fazer esses aportes a setores estratégicos, como é o nosso agronegócio”, explica. “Isso impulsiona toda a cadeia produtiva e gera um retorno significativo para a sociedade em forma de emprego e renda”.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Márcio Nunes, outros três fatores estão por trás dessa liderança paranaense. “Primeiro, a velocidade na implantação de indústrias é fruto de um trabalho muito forte de licenciamento ambiental com segurança técnica e jurídica; segundo, o setor de defesa sanitária e agropecuária é muito forte para certificar a qualidade de nossos produtos; e terceiro são os incentivos fiscais robustos”, diz.
NA PRÁTICA – A maior parte desse montante (45,5%) foi direcionada à promoção da produção agropecuária. Foram R$ 333 milhões que alcançaram ações de fortalecimento das cadeias produtivas regionais e a viabilização de iniciativas que promovem a segurança alimentar.
Esse montante inclui investimentos importantes, como na melhoria e pavimentação de estradas rurais – obras que tanto garantem o escoamento da produção agrícola como facilitam o acesso a serviços públicos, tornando mais ágil o trânsito de ambulâncias, viaturas policiais e ônibus escolares –, assim como ações de fortalecimento da agricultura familiar e de políticas fundiárias.
Além disso, também foram destinados mais R$ 106,9 milhões para ações de abastecimento, como o próprio gerenciamento e manutenção das Ceasas em todo o Estado, assim como medidas que fazem com que o alimento chegue à mesa do paranaense.
É o caso do programa Leite das Crianças, que auxilia no combate à desnutrição infantil com a distribuição gratuita e diária de um litro de leite a crianças de seis a 36 meses de famílias de baixa renda, e do Compra Direta que adquire alimentos produzidos por cooperativas e associações da agricultura familiar para abastecer restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e hospitais filantrópicos.
INVESTIMENTOS – Ao longo deste primeiro semestre de 2025, foram empenhados R$ 339 milhões apenas em investimentos para atividades relacionadas ao campo. O valor é mais do que o dobro do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram alocados R$ 148 milhões.
Esse aumento de mais de 129% inclui as estradas rurais e o auxílio a municípios para a compra de maquinário – a previsão é aplicar R$ 1,5 bilhão no programa, destinando recursos a fundo perdido a 397 municípios e outros oito consórcios intermunicipais. Também faz parte desse montante o programa Irriga Paraná, que tem como objetivo ampliar em 20% as áreas destinadas à agricultura que contam com sistema de irrigação no Estado.
Confira a lista dos dez primeiros:
Paraná - R$ 730,9 milhões
Rio Grande do Sul - R$ 570 milhões
Santa Catarina - R$ 534 milhões
São Paulo - R$ 438 milhões
Bahia - R$ 390 milhões
Ceará - R$ 374 milhões
Piauí - R$ 366 milhões
Minas Gerais - R$ 348 milhões
Rio de Janeiro - R$ 319 milhões
Espírito Santo - R$ 301 milhões
Por - AEN
A partir desta quarta-feira (1º) o Paraná entra em nova fase da política de simplificação empresarial. Passam a vigorar alterações que dispensam alvarás e licenças para 975 atividades econômicas consideradas de baixo risco, por meio do sistema integrado Empresa Fácil, no âmbito estadual. A ampliação coloca o Paraná entre os estados com maior número de atividades econômicas dispensadas do Brasil.
“Estamos simplificando a vida de quem quer empreender e gerar empregos. Ao reduzir a burocracia e acelerar processos, o Paraná reafirma seu compromisso com inovação, eficiência e desenvolvimento sustentável”, diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
As mudanças têm origem no Decreto Estadual nº 10.590/2025, que ampliou de 771 para 975 as Classificações Nacionais de Atividades Econômicas (CNAEs) que podem ser dispensadas de atos administrativos de licenciamento, desde que atendidos critérios técnicos.
Essa ampliação dá sequência à regulamentação na Lei da Liberdade Econômica 20.436/2020, e estabeleceu parâmetros para desobrigar alvarás e licenças nos órgãos estaduais como a Vigilância Sanitária (Visa), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) e Instituto Água e Terra (IAT).
Uma das inovações mais estratégicas do novo decreto é a inclusão da Polícia Civil como quinto órgão licenciador integrado ao sistema estadual no processo de licenciamento — o que torna o Paraná um dos primeiros estados a adotar esse modelo de integração.
Para Jean Rafael Puchetti Ferreira, presidente do Comitê Permanente de Desburocratização da Casa Civil, é importante ressaltar a construção conjunta da medida. “Este avanço é fruto do diálogo entre governo, municípios e setores produtivos. Com mais de 900 atividades dispensadas de licenças, garantimos um ambiente de negócios mais ágil, sem abrir mão da segurança técnica e das responsabilidades dos órgãos licenciadores”, disse.
“Quando assumimos o governo estadual, levava até 50 dias para abrir uma empresa. Hoje, isso ocorre em apenas algumas horas. Agora, com 975 grupos de atividades de baixo risco, esperamos aumentar os empregos e trazer novo fôlego para a economia paranaense”, afirmou Puchetti.
A ampliação dos CNAEs com dispensa busca estimular a livre iniciativa, reduzir custos de formalização e atrair novos empreendimentos, sem comprometer a exigência de padrões técnicos quando necessários.
Para se beneficiar da dispensa, a atividade deve atender critérios de baixo impacto ambiental, sanitário, de segurança e não conflitar com zoneamento ou restrições locais, conforme definido nos decretos estaduais. Os órgãos licenciadores manterão sua responsabilidade técnica quando houver fiscalização ou risco identificável.
Com a nova regra, o processo de abertura ou regularização dessas empresas será realizado de forma automática e integrada, agilizando a formalização empresarial em todo o Paraná.
Por - AEN


























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