Programas assistenciais, aposentadorias e pensões são a única fonte de sustento para cerca de 28 e meio por cento dos lares brasileiros.
O percentual equivale a 46 milhões de pessoas que, no segundo trimestre de 2021, viviam sem acesso à renda do trabalho.
As conclusões são de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea.
O levantamento indica que o quadro se agravou com a pandemia e que a recuperação ainda não ocorreu de forma completa.
No quarto trimestre de 2019, antes do primeiro caso de Covid-19 ser identificado no Brasil, o percentual era de menos de 24 por cento e correspondia a 36 milhões e meio de pessoas.
No segundo trimestre de 2020, a quantidade de residências sem receber recursos de atividades profissionais avançou para quase 32 por cento, mas depois começou a perder fôlego.
O estudo do Ipea foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional do Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad, do IBGE.
Plenário do Senado rejeitou nesta quarta, dia 22, a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais para deputados e vereadores, extintas em 2017.
Por 66 votos contra e três a favor, os parlamentares derrubaram a decisão que tinha sido aprovada na Câmara.
No relatório, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) considerou a volta das coligações inconstitucional.
Foi um dos temas da Proposta de Emenda à Constituição na chamada PEC da reforma eleitoral, que muda uma série de regras.
Uma das mais debatidas é a valoração dos votos em mulheres e em negros, que contará o dobro para fins de cálculo do valor dos fundos de financiamento de campanhas e partidário.
Há parlamentares instigando as legendas para registrar maior número dessas candidaturas e aumentar os recursos.
Outra mudança aprovada é que a partir de 2027, a data da posse do presidente da República passa a ser realizada em 5 de janeiro; a dos governadores, no dia 06.
As regras de fidelidade partidária passam a fazer parte da Constituição. Uma delas, é a perda do mandato de deputados e vereadores que se desligarem do partido pelo qual foram eleitos, sem justificativa.
Na questão da incorporação partidária, não haverá repasse da punição ao dirigente de um partido para a legenda que receber a antiga sigla.
Texto vai à sanção presidencial.
O Senado aprovou nesta quarta, dia 22, a medida provisória (MP) que aumenta de 10% para 12,5% a tolerância para o excesso de peso por eixo de ônibus de passageiros e de caminhões de carga sem aplicação de penalidades. O texto vai à sanção presidencial.
De acordo com o texto aprovado, os veículos ou combinações de veículos (carretas com reboques, por exemplo) com peso bruto igual ou inferior a 50 toneladas deverão ser fiscalizados apenas quanto aos limites de peso bruto total ou de peso bruto total combinado (caminhão mais o reboque)
No caso de o veículo fiscalizado de até 50 toneladas ultrapassar a tolerância máxima do peso, o veículo também será fiscalizado quanto ao excesso de peso por eixo. E, neste caso, aplicam-se as penalidades de forma cumulativa, respeitada a nova tolerância máxima por eixo.
Em relação aos veículos não adaptados ao transporte de biodiesel, mas que realizam o transporte desse produto, o texto aumenta de 5% para 7,5% a tolerância no peso bruto total ou no peso bruto total combinado. A regra vale até o sucateamento desses caminhões.
Por Fábio Massalli
Combustíveis, carne vermelha e energia elétrica estão relacionados com o avanço da inflação acima do esperado.
Além de pesar no bolso dos motoristas que precisam abastecer o veículo, a alta dos combustíveis afeta o transporte público, o frete e reflete no preço de diversos produtos.
E quando o petróleo e seus derivados ficam mais caros no mercado internacional, o botijão de gás também tende a sofrer reajuste.
Já a falta de chuvas, associada à redução dos níveis dos reservatórios, aumentou o custo da energia e prejudicou a produtividade de diversas lavouras.
No caso da carne vermelha, o preço tem subido apesar da queda no consumo interno, e um dos motivos é o clima frio, que elevou os custos de produção ao afetar produtos como soja e milho e castigar as pastagens.
Com a desvalorização do real frente ao dólar e ao euro, a carne bovina ficou mais cara no mercado externo e a preferência do produtor passou a ser exportar.
Como consequência dessas altas, em doze meses, completados em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, avançou para nove vírgula 68 por cento.
Sem a pressão desses itens, ele teria ficado abaixo de cinco por cento e dentro da meta fixada pelo governo para 2021, aponta levantamento da Fundação Getúlio Vargas, a FGV.
Medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o IPCA é o principal índice que mede a inflação do País.
Caminhoneiros pedem ao presidente Bolsonaro que vete trechos da Medida Provisória aprovada pelo Senado, que trata da anistia a quem não cumpriu o piso mínimo de frete.
Em ofício, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) considera que o perdão das indenizações a quem não respeitou a tabela de valores mínimos entre julho de 2018 e maio de 2021 é ofensa a quem cumpriu a regra e um presente aos infratores.
O presidente da CNTA, Diumar Bueno, afirma que o texto aprovado cria um sentimento de impunidade e de afronta às leis.
Segundo a colunista Carla Araújo, do UOL, o documento enviado ao presidente Bolsonaro cita, ainda, que a entidade reconhece ser primordial levar ao conhecimento do chefe do Planalto as ponderações e críticas ao texto aprovado no Congresso.
Além da anistia, a entidade também reclama que a MP que cria o Documento Eletrônico de Transporte vai permitir que contratantes de cargas (embarcadores e transportadoras) administrem os direitos dos caminhoneiros.
Afirma que a lei deixará os caminhoneiros aprisionados às condições impostas pelos donos das cargas, que terão controle sobre documentos do frete e serão responsáveis pelas retenções e impostos.
Com Rádio 2
A primavera de 2021 começa no hemisfério Sul, região do globo terrestre onde está localizado o nosso país, nesta quarta dia 22.
A estação das flores, com é conhecida, tem início precisamente às 4 e 21 da tarde, pelo horário de Brasília, e termina ao meio-dia e 59 do dia 21 de dezembro, quando começará o verão.
A primavera marca a transição do clima seco e frio do inverno para o clima quente e úmido do verão. Basicamente, significa o fim da estiagem e a volta das chuvas à maior parte do país.
Exceção geralmente feita apenas para uma porção das regiões norte e nordeste, em que, apesar de dias mais quentes, ainda são registradas poucas chuvas.
E como será a primavera 2021? Será que vai ter chuva suficiente para encher reservatórios, aliviando as crises hídrica e elétrica no Brasil?
De acordo com as mais recentes previsões dos meteorologistas, há possibilidade de chuva acima da média histórica no Norte, Centro e Leste do Brasil nestes próximos três meses, mas o volume não será suficiente para encher os reservatórios do país, que estão em níveis críticos em razão da pior estiagem das últimas 9 décadas.
Estiagem que deve continuar castigando os estados da região Nordeste e parte de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
Nessas localidades, a previsão é de chuvas abaixo da média histórica nesta primavera.
De modo geral, em outubro e novembro deve chover mais do que em dezembro. O último mês do ano deve ser o mês mais crítico da estação, com volume de chuvas abaixo da média histórica para o período.
Não que não vá chover. É provável que ocorram os grandes temporais característicos da época, mas em menor frequência e com menor volume do que o esperado para o mês – além disso, a temperatura também tende a ser maior do que o normal.








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