O ciclo menstrual da mulher é considerado regular quando dura 28 dias.
Inclusive, segue sendo considerado normal se dura entre 24 e 32 dias. Contudo, para algumas mulheres esse ciclo é um tanto desregulado.
A menstruação pode chegar aos 24 dias com relação ao mês anterior, depois aos 28 e depois aos 32. Até mesmo pode ser que em um mês não a menstruação não venha. De acordo com o site 'Melhor com Saúde', quando estes saltos na periodicidade aparecem de um mês para outro é que se considera que o ciclo é irregular.
Quando os ciclos duram menos de 24 dias, chamamos de polimenorreia. Quando duram mais de 35 dias, chamamos de oligomenorreia. Mas além disso, qualquer um destes ciclos pode ter uma duração muito variável entre um e outro mês.
Mas quais as causas para um ciclo irregular?
Entre as causas físicas que podem produzir um ciclo menstrual irregular, de maneira permanente, se encontram:
- Ovários policísticos
- Problemas na tireoide
- Diabetes
- Anemia
- Excesso de prolactina (hormônio que estimula a produção de leite)
- Miomas uterinos
Também podem ter fatores emocionais ou médicos que podem perturbar a regularidade da menstruação como:
- Dispositivo intrauterino
- Transtornos alimentares como anorexia ou bulimia
- Ansiedade
- Estresse
- Preocupação e angústia
- Contraceptivos orais
- Ingestão de medicamentos com esteroides ou cortisona
Como saber quais são os dias férteis?
Quando o ciclo menstrual é regular, a ovulação geralmente ocorre 14 dias antes da menstruação. Quando tem um ciclo menstrual irregular, a mulher pode se guiar pelos sintomas ovulatórios para determinar quais são os dias férteis. Ou seja, tem que conhecer seu corpo.
Mudanças no fluxo vaginal
No começo do ciclo menstrual, o fluxo vaginal é embranquecido e espesso. A medida que se aproxima o momento da ovulação, se torna mais transparente e fluído para facilitar o trânsito dos espermatozoides até o útero. São os dias de maior fertilidade.
Dor abdominal
A dor abdominal da ovulação se parece com as dores pré-menstruais, ainda que seja excepcional. Algumas mulheres podem senti-la somente do lado do ovário onde foi a ovulação.
Mudanças na temperatura basal
A temperatura basal é a temperatura que o corpo evidencia quando acorda. Se fazemos um registro da temperatura corporal todos os dias do mês, é possível determinar o momento da ovulação, já que implica uma elevação de 0,2 º a 0,5 ºC.
Outros sintomas da ovulação
Os peitos podem ficar mais tensos e doerem. A libido aumenta. A pele apresenta um brilho maior e elegância antes da ovulação. Estes sintomas não são facilmente distinguíveis, até podem passar desapercebidos, já que sua intensidade depende de cada mulher.
Opção mais precisa
Nas farmácias, atualmente, já são vendidos testes que ajudam a saber se a mulher, após conferir estes sinais ditos acima, a época em que está fértil. Existem dois testes existentes:
Teste de ovulação de LH
É um teste de urina que mede a presença de hormônio luteinizante (LH), responsável pela ovulação. Este teste é fácil de usar e permite determinar se a ovulação será nas próximas 24 ou 36 horas.
Teste de ovulação de estrogênios
Este teste mede os níveis de estrogênios no fluxo vaginal da mulher ou na saliva. Detecta a ovulação entre três e quatro dias antes de acontecer.
Durante a gestação todo cuidado é pouco, já que existem algumas doenças perigosas que podem colocar em risco a vida da futura mamãe e do seu bebê.
Uma delas é a Síndrome de Hellp - complicação que, embora também ocorra isoladamente, é um agravamento do quadro de pré-eclâmpsia.
“A Síndrome tem um conjunto de indícios que podem ser facilmente confundidos apenas com a pré-eclâmpsia, devido aos sintomas serem muito parecidos, como aumento da pressão arterial, inchaço, cefaleia, náuseas e vômitos. Porém, ela possui um sinal característico que é uma dor perto da boca do estômago e as complicações podem ser bem mais graves se não for diagnosticada precocemente”, explica a obstetra de São Paulo, Dra. Maria Elisa Noriler.
Estima-se que cerca de 8% das mulheres que já têm pré-eclâmpsia, podem desenvolver a Síndrome de Hellp. As gestantes com predisposição para desenvolver a doença são as que sofrem de lúpus ou diabetes, complicações crônicas dos rins e coração. A Síndrome reduz as funções hepáticas e o número de plaquetas no sangue, além da hemólise, que é a destruição dos glóbulos vermelhos no organismo.
“Essas alterações colocam em risco a vida da mãe, pois pode apresentar quadros de hemorragia, de edema agudo do pulmão, falência cardíaca, insuficiência renal e problemas no fígado. Já o feto pode sofrer complicações devido ao descolamento da placenta, prematuridade , e insuficiência respiratória e ainda o possível aparecimento da Deficiência de LCHAD, problema que pode prejudicar o seu desenvolvimento no futuro”, conta a obstetra.
A doença é diagnosticada por meio de exames clínicos laboratoriais e algumas alterações indicam a presença da Síndrome, tais como: alterações das enzimas hepáticas e queda na contagem das plaquetas. "O tratamento aconselhável dependerá da idade gestacional da mãe. Ele pode ser realizado com o uso de medicamentos, internação para acompanhamento pelo obstetra e controle dos sintomas e, em casos mais graves, a interrupção da gravidez, independente da fase gestacional", explica Maria Elisa.
Atualmente, não se tem conhecimento de nenhum tratamento especifico que previna a doença, porém o diagnóstico precoce eleva as probabilidades de que mãe e bebê sobrevivam. “Se a gestante apresentar qualquer sinal da Síndrome de Hellp, deve-se procurar rapidamente seu médico para que ele realize o diagnóstico e tome as medidas necessárias para evitar que o caso evolua para um estado mais crítico", finaliza a especialista.
Dores nas costas e alterações de sensibilidade na coxa, perna e pé estão entre os principais sintomas da hérnia de disco, lesão que ocorre com mais frequência na região lombar.
O problema é um resultado do desgaste das estruturas entre as vértebras, que agem como “amortecedores” naturais do impacto entre elas. Atualmente, estima-se que esse problema afete mais de 2 milhões de pessoas por ano no Brasil.
Abaixo, o ortopedista, cirurgião de coluna vertebral e professor da Faculdade de Medicina Santa Marcelina, Luiz Cláudio Lacerda, esclarece o que é mito ou verdade em relação a este tema:
1. Hérnia de disco pode não apresentar sintomas
Verdade! Uma pessoa pode ter uma hérnia de disco e nem se dar conta disso. Mas, na maioria dos episódios, o paciente pode sentir dores de intensidade leve, moderada ou tão forte que chega a ser insuportável.
2. Muitos fatores podem desencadear o problema
Verdade! As causas para a hérnia de disco vão desde má postura, movimentos repetitivos inadequados, obesidade, traumas na coluna, tabagismo, lesões degenerativas até predisposição genética.
3. Problema afeta somente os idosos
Mito! A hérnia de disco lombar é um problema mais comum entre os adultos, de 20 a 40 anos. Já que nessa fase da vida é comum a ruptura do disco lombar em atividades de rotina como, por exemplo, esforços exagerados.
4. Todo caso de hérnia de disco necessita de cirurgia
Mito! Muitas vezes ter o problema não significa que vai necessitar de cirurgia, mas sim, dedicação e cumplicidade do médico, do terapeuta e do paciente.
5. Hérnia de disco tem cura
Verdade! Exercícios físicos controlados por educadores físicos, fisioterapia direcionada e um suporte como o pilates, associados às medicações corretas podem resolver até 95% dos casos, deixando o paciente assintomático em alguns meses de tratamento.
ClaCs é um tratamento moderno que une o uso de laser transdérmico, escleroterapia (injeção de glicose), resfriador de pele guiado pelo uso de equipamento de Realidade Aumentada.
Eficaz contra varizes, procedimento tem risco baixo de complicações alérgicas e manchas.
O tratamento de microvarizes — aquelas geralmente menores de 1 mm de diâmetro e que permanecem dentro da camada da pele com aparência arroxeada ou avermelhada — e também das varizes ganhou um reforço de peso. É a técnica ClaCs, tratamento que une o uso de laser transdérmico, escleroterapia (injeção de glicose) e resfriador de pele guiado pelo uso de equipamento de Realidade Aumentada.
“É um procedimento inovador que combina técnicas e minimiza riscos de manchas e reações alérgicas, por isso vem sendo bem aceito entre médicos”, explica a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.
A médica explica que o procedimento utiliza laser não-invasivo e injeções de glicose, para aumentar eficácia do tratamento e reduzir os efeitos colaterais. “Com o método combinado, o laser pode ser aplicado com energia mais baixa (o que diminui a dor no tratamento) emitindo pulsos de luz que penetram no corpo do paciente e são absorvidos pelo sangue – agindo nas varizes sem causar dano à pele”, explica a Dra. Aline. Logo em seguida, a glicose é aplicada nos mesmos locais onde foi realizado o laser, potencializando seu efeito e secando as varizes.
“O pulo do gato nesse caso consiste em aplicar glicose em uma veia que já está sensibilizada com o disparo do laser. Com o disparo do laser, o fluxo de sangue fica lento e permite que a glicose permaneça mais tempo em contato com o vaso”, comenta. As injeções da substância queimam o vaso, provocando uma resposta inflamatória que vai fechá-lo.
Sendo assim, o método inovador reduz a quantidade de sessões. "No geral, apenas três sessões são suficientes para resolver o quadro, com melhora significativa", comenta a médica. Segundo a Dra. Aline, essa técnica permite o tratamento de veias um pouco mais calibrosas (que habitualmente seriam tratadas com microcirurgia) e dos vasinhos, geralmente com resultados mais rápidos e com a grande vantagem de ter chance “zero” de alergia, menor taxa de manchas e de complicações. “Outros tratamentos também podem ser indicados, dependendo do grau das varizes”, finaliza.
No dia 25 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Vitiligo. A data foi criada para conscientizar a população sobre a doença e abolir o preconceito em torno dela, já que ainda tem gente que acha que ela é contagiosa – o que não é verdade.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 0,5% da população mundial sofre com a perda da pigmentação natural da pele.
A causa ainda não está totalmente esclarecida, mas uma das teorias considera que haja um fator de autoimunidade associado – o próprio organismo destrói os melanócitos, células produtoras de melanina. Na prática médica, também é observada a relação da doença com o fator emocional, que funciona como “gatilho” em muitos casos.
De acordo com a Dra. Camila Marçal, do Instituto da Pelle Madureira, o vitiligo pode ocorrer de forma localizada ou generalizada. “No primeiro, as manchas aparecem em uma parte do corpo, sendo bem comuns em áreas periofaciais (ao redor da boca e olhos) e locais de trauma, como as extremidades ósseas. Quando acomete áreas com pelos, como cílios, sobrancelhas e couro cabeludo, pode haver também a perda da coloração dos fios. Já a forma generalizada tende a se manifestar de forma bilateral, atingindo os dois pés ou as duas mãos, por exemplo”, explica a dermatologista.
Em relação ao tratamento, a resposta é variável entre os pacientes e depende de alguns fatores, como a localização das lesões. Mesmo que não tenha cura, medicamentos tópicos e orais ajudam a estabilizar a progressão da doença. A Dra. Camila detalha ainda duas possibilidades terapêuticas que auxiliam no controle da doença e promovem a repigmentação da pele: fototerapia e transplante de melanócitos.
“A primeira consiste em um tratamento consagrado que repigmenta as regiões afetadas pelo vitiligo através da exposição segura das áreas afetadas à radiação ultravioleta. Já o transplante de melanócitos é indicado para pacientes com manchas estáveis e/ou que não obtiveram melhora com outros procedimentos”, afirma.
A evolução da doença é imprevisível. Em alguns casos, fica estável; em outros, avança ou regride com rapidez, mas não desaparece. Aliado ao tratamento, os pacientes também precisam seguir algumas recomendações, como evitar o estresse, exposição solar intensa e o uso de roupas apertadas, já que elas provocam atrito e pressão na pele. “Além disso, o uso regular do filtro solar é indispensável, principalmente porque a pele sem melanina fica desprotegida”, alerta a médica.
Os números representam a vontade de grande parte das mulheres brasileiras: colocar implante de silicone nos seios.
Mas, colocando a parte estética de lado, algumas questões ainda deixam as mulheres com dúvidas sobre encarar o procedimento ou não.
O Dr. Rogério Fenile, mastologista e ginecologista, especialista em cirurgia de reconstrução mamária, responde as principais perguntas sobre a cirurgia:
O implante de silicone dificulta ou impede a amamentação?
Mito: o implante é realizado abaixo do músculo ou das glândulas responsáveis pela amamentação. Por este motivo, a amamentação pode ocorrer normalmente. As mulheres que pretendem engravidar devem esperar um pouco após a cirurgia, pois recomendo que a amamentação seja feita ao menos três meses depois do implante.
Mulheres com implante perdem a sensibilidade?
Mito: a possível perda da sensibilidade nas aréolas ocorre temporariamente somente se a prótese for maior do que a anatomia da paciente permite.
A chance de câncer de mama aumenta com a prótese?
Mito. o silicone não interfere nas chances de desenvolver câncer.
O silicone dificulta o diagnóstico do câncer de mama?
Mito: mesmo em fases iniciais, o câncer pode ser detectado caso a paciente tenha implantes mamários.
A prótese interfere no autoexame?
Mito: ao contrário, as mulheres com implantes percebem com maior facilidade a presença de nódulos já que a prótese facilita a realização das manobras.
A mamografia é mais complexa em pacientes com implantes?
Mito: a prótese não interfere na mamografia. É sempre importante avisar na hora do exame sobre o implante.
Pacientes oncológicos têm complicações no tratamento em função da prótese?
Mito: as próteses mamárias não atrapalham o tratamento quimioterápico ou radioterápico e os implantes são utilizados para a reconstrução mamária nos casos de cirurgia para remoção do tumor.