A semana deve começar chuvosa em Cascavel e toda a região oeste do Paraná.
Segundo o Simepar, a madrugada foi de temperatura baixa.
Os termômetros marcaram 12 graus de mínima.
Com o clima chuvoso as máximas não devem passar de 24 graus deixando o verão com cara de outono.
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou neste domingo dia (17) 1.560 novos casos confirmados e 20 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 498.666 casos confirmados e 9.015 mortos em decorrência da doença. Os casos divulgados neste domingo são de janeiro de 2021 (1.530) e dos seguintes meses de 2020: maio (1), junho (1), julho (1), agosto (1) e dezembro (26).
INTERNADOS – 1.614 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 1.297 pacientes em leitos SUS ( 626 em UTI e 671 em leitos clínicos/enfermaria) e 317 em leitos da rede particular ( 130 em UTI e 187 em leitos clínicos/enfermaria).
Há outros 1.196 pacientes internados, 462 em leitos UTI e 734 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.
ÓBITOS – A secretaria estadual informa a morte de mais 20 pacientes. São 9 mulheres e 11 homens, com idades que variam de 45 a 87 anos. Os óbitos ocorreram entre 30 de dezembro de 2020 a 17 de janeiro de janeiro de 2021.
Os pacientes que foram a óbito residiam em: Foz do Iguaçu (4) e Castro (2). A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Adrianópolis, Ampere, Araucária, Assis Chateaubriand, Boa Vista da Aparecida, Colombo, Colorado, Curitiba, Guarapuava, Imbituva, Nova Prata do Iguaçu, Pato Branco, São José dos Pinhais e União da Vitória
FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Sesa registra 3.933 casos de residentes de fora, 77 pessoas foram a óbito.
Caminhão com insumos para a vacinação contra a Covid-19 chegou em Cascavel, com escolta da equipe do Bope da Polícia Militar, na manhã deste domingo dia (17).
Os materiais como seringas e agulhas, máscaras de proteção individual, aventais e carteirinhas de vacinação, foram entregues na 10ᵃ Regional de Saúde.
O diretor da 10ᵃ Regional de Saúde, João Gabriel Avanci, acompanhou o processo de entrega.
De Cascavel o caminhão seguiu para Toledo.
A previsão do Ministério da Saúde é de que a vacinação comece na próxima quarta-feira de forma simultânea em todo o País.
Cascavel ainda não recebeu as doses da vacina, mas uma estrutura é preparada no Centro de Eventos para que a vacinação seja concentrada no local.
Das 22 Regionais de Saúde do Paraná, apenas a metropolitana Curitiba e a de Paranaguá receberão os insumos na segunda-feira (18).
De acordo com o governador do Paraná, Ratinho Junior, o Paraná já está preparado para iniciar a vacinação.
O estado tem 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios. (Com CATVE).
O ano de 2020 foi marcado por números positivos de produção e exportação na cadeia de carnes e proteínas de origem animal. As projeções da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e os dados já consolidados indicam que foi o melhor ano da história nas indústrias do setor e que houve salto no volume de exportações, com quase 2 milhões de toneladas comercializadas com outros países.
Esse movimento foi impulsionado pelo crescimento orgânico das cooperativas e agroindústrias, mesmo diante das incertezas da pandemia, e da demanda no mercado interno, turbinado pelo auxílio emergencial, e no mercado externo, com a Peste Suína Africana. O setor também foi positivamente impactado por programas estaduais como o Trator Solidário, Seguro Rural, Cartão Comida Boa, Descomplica Rural e o acesso a crédito.
Com as variações positivas, o Paraná se firma, cada vez mais, como maior produtor de frangos, segundo em suínos, ovos e no mercado leiteiro e entre os dez principais produtores de carne bovina, além de um dos maiores exportadores do País. O balanço dos números consolidados foi feito pela Secretaria da Agricultura e pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).
“O Paraná é um celeiro de grãos, se mantém forte no mercado de carnes e valoriza a agricultura familiar. O ano foi desafiador em diversos segmentos, mas o agronegócio mais uma vez respondeu com aumento de produção, qualidade sanitária e tecnologia, o que garantiu a segurança alimentar da nossa população e de boa parte do mundo”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Ele destacou que as perspectivas são ainda mais otimistas para 2021 com o reconhecimento, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), de zona livre de febre aftosa sem vacinação, previsto para maio. O selo facilitará a abertura de novos mercados internacionais, impulsionando o setor produtivo interno. O governador também citou a consolidação do Descomplica Rural. Apenas em 2020 foram emitidas 20.021 licenças ambientais, crescimento de 13,5% em relação a 2019.
SETOR EM ALTA – Segundo o secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o setor foi fundamental para evitar perdas mais severas da economia durante a pandemia. O agronegócio representa mais de 80% das exportações do Estado e mais de 34% do PIB estadual, além de 13% das exportações do agro nacional. O setor evoluiu 3,98% em negócios em 2020, somando proteínas, grãos e os demais produtos do campo, com resultado de US$ 13,29 bilhões líquidos (superávit comercial).
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 15,66% nos três primeiros trimestres de 2020, no comparativo com o mesmo período do ano anterior. O resultado tem conexão com o aumento no volume produzido de soja, trigo e carnes, particularmente suínas e de aves, de acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
“O agronegócio gera emprego, renda e dividendos ao Paraná. Especialmente no mercado de carnes, é um setor que investe em tecnologia, sanidade e qualidade, o que é reconhecido tanto nacional quanto internacionalmente”, afirmou Ortigara. “Estamos otimistas com os próximos anos. Haverá novos mercados, empregos e tudo isso com geração mais sustentável. O Paraná dá exemplo de qualidade ao mundo".
Esse bom momento, explicou o secretário, também foi impulsionado pelas cooperativas, que registraram em 2020 faturamento superior a R$ 100 bilhões pela primeira vez na história. A produção industrial de alimentos, recorte que engloba a proteína animal, cresceu 9,3% no Paraná entre janeiro e novembro, na comparação com o mesmo período de 2019.
“O resultado do agro paranaense tem muito a ver com a diversidade de produção e assistência técnica especializada do setor público e do setor privado, cada vez mais inseridos no processo de produção rural. O Paraná é destaque em produção, produtividade e qualidade”, disse Salatiel Turra, chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Segundo o economista Luiz Eliezer, da Faep, o aumento da produção foi uma resposta ao aumento da demanda, tanto nacional, levando em consideração o auxílio emergencial e o confinamento das pessoas, quanto internacional, com queda da produção em outros países, sobretudo na Ásia.
“O auxílio emergencial, por exemplo, levou renda a milhões de pessoas, que a empregaram sobretudo na alimentação, provocando o aumento de demanda por proteína animal. Fatores externos, como o câmbio, também ajudaram. Foi um ano bom para o agronegócio como um todo”, arrematou.
PORCO, FRANGO, OVOS – A maior variação foi na suinocultura, com aumento de 11,56% na produção entre janeiro a setembro de 2019 e o mesmo período de 2020, levando em consideração os dados já disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram 705.089 toneladas, contra 632.014 no ano anterior.
Com esse volume, o Paraná foi o segundo maior produtor do País, atrás apenas de Santa Catarina. O Estado deve alcançar 920 mil toneladas, segundo a Secretaria da Agricultura.
“O ano de 2020 foi bom, os números consolidados devem fechar em alta, com percentual até maior. Houve um aumento da demanda como resultado da pandemia, interna e externa, o que puxou o aumento da produção. Vamos crescer ainda mais neste ano”, destacou Edmar Gervásio, técnico do Deral especializado na suinocultura e na piscicultura. A projeção para 2021 é de alcançar 950 mil toneladas.
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção brasileira de carne suína poderá alcançar até 4,3 milhões de toneladas em 2020, número 8% superior ao alcançado em 2019, com 3,983 milhões de toneladas. O Deral estima produção em 4,5 milhões. O consumo per capita acompanhou o crescimento vegetativo da população, estabilizado em 15,3 quilos/ano.
Na cadeia de frangos, na qual o Paraná é protagonista nacional, foram produzidas 3.323.280 toneladas de carne apenas até setembro de 2020, crescimento de 2,86% em relação a 2019, com 3.230.805 toneladas. A rede envolve mais de 20 mil granjas, 43 incubatórios e 45 indústrias de abate. São 69 mil empregos diretos. A projeção da Secretaria da Agricultura indica fechamento em 4,5 milhões de toneladas.
“O Paraná tem uma cadeia muito robusta, com acesso a milho e soja com menos interferência do mercado internacional, o que estabiliza o custo de produção. A alimentação representa mais de 70% desse mercado, e as commodities se valorizaram em 2020. Ou seja, mesmo em um ano complicado, os produtores paranaenses responderam com precisão”, afirmou Roberto Andrade Silva, técnico do Deral responsável pela avicultura.
A variação no mercado de ovos foi similar, de 3,81%, o que significa 269.448 dúzias em 2020 contra 259.554 dúzias no mesmo período de 2019. Em unidades, são 3,2 bilhões de ovos. O crescimento acompanhou uma alta no consumo per capita, que deve atingir 250 unidades por pessoa. A criação de galinhas está espalhada em 342 dos 399 municípios paranaenses.
A produção brasileira de carne de frango poderá alcançar até 13,8 milhões de toneladas em 2020, alta de 4,2% em relação às 13,24 milhões de toneladas produzidas em 2019, segundo a ABPA. A produção de ovos deve alcançar 53,5 bilhões de unidades produzidas em 2020, número 9,1% superior ao registrado em 2019, quando foram produzidas 49 bilhões de unidades.
“O mercado de ovos está animado porque é um produto mais barato, acessível para diversos perfis. Acabou o tabu em relação a essa proteína. O que falta é engrenar o mercado exportador, atualmente apenas cerca de 1% vai para a venda externa”, disse Silva. “Mas as perspectivas são boas, com crescimento de 3% a 6% por ano, estabilizando o consumo de frango em 47 quilos/anos e o de ovos em 250 unidades/ano”.
BOI, PEIXE, LEITE – Na pecuária bovina de corte, o Paraná aumentou em 2,48% a produção entre os dois anos. Foram 269.569 toneladas em 2020 contra 263.048 do ano anterior. O Estado é novo em produção, com o oitavo maior rebanho do País, e deve fechar o ano com 360 mil toneladas.
“Um dos fatores que levou a esse aumento foi a Peste Suína Africana na Ásia, que favoreceu todas as carnes brasileiras. Apenas para a China houve aumento de 88% nas exportações de janeiro a novembro, em volume. O câmbio favorável ajudou”, explicou Fábio Mezzadri, técnico do Deral responsável pelo mercado do boi.
“O Brasil e o Paraná têm a vantagem da pecuária bovina sustentável. Dá para quase dobrar a produção na área já existente, sem ter que avançar sobre reservas de mata. Isso é um grande atrativo internacional”, complementou.
Os dados da piscicultura só serão divulgados em fevereiro no Anuário da Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). O IBGE não faz pesquisa trimestral do setor. Em 2019 o Paraná liderou a produção de tilápias em cativeiro, com 146.212 toneladas – essa espécie representa mais de 80% do mercado estadual.
É um setor que cresce de 20% a 25% ao ano no Paraná e deve chegar em 2020 a R$ 1 bilhão de Valor Bruto da Produção (VBP) pela primeira vez na história, o que deve representar 1% da economia paranaense. O Estado evolui desde 2008 nessa área, com saltos a partir de 2015 em razão de investimentos privados nos municípios do Oeste.
Os dados do mercado leiteiro também não foram fechados, mas a perspectiva para 2020 é de uma produção de 4,4 bilhões de litros, repetindo o resultado de 2019. “A vantagem do Estado é produzir leite de alta qualidade com a base do pasto mais barata que nos outros países. Foi um mercado que também exportou em 2020. Com isso conseguimos encerrar o ano com alta na produção, mesmo com aumento de custos e incertezas”, arrematou Mezzadri.
EXPORTAÇÕES – As exportações paranaenses também cresceram em 2020. Os dados são do período janeiro a novembro e foram extraídos do Agrostat, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O complexo de proteínas animais fechou o ano com 1,84 milhão de toneladas exportadas.
O maior aumento foi no mercado de peixes. Foram 140% de aumento no peso da exportação entre um ano e outro, diferença de 536.999 quilos contra 223.753 quilos. O resultado de US$ 913.248 foi 53,21% maior do que os US$ 596.095 do ano anterior.
A carne suína também foi destaque na exportação, com aumento de 20,49% no peso e 26,98% no valor agregado. Foram 127 mil toneladas em 2020, contra 106 mil em 2019. A variação financeira foi US$ 60 milhões superior. A projeção é de que foram 136,7 mil toneladas em 2020.
Os maiores parceiros comerciais nesse mercado foram Hong Kong, Cingapura, Uruguai, Vietnã, Argentina, Angola, Emirados Árabes Unidos e Costa do Marfim. O Japão, um dos maiores compradores do mundo, só aceita a compra com o reconhecimento de área livre de febre aftosa, o que ainda afasta o Paraná dessa negociação.
O maior volume foi na cadeia de frango, com 1,5 milhão de toneladas e US$ 2.141.715.731 de faturamento, contra 1,484 milhão de toneladas e US$ 2.420.140.095 do ano anterior. A diferença no peso foi 1,47% superior. A projeção indica encerramento do ano com 1,66 milhão de toneladas.
Na carne bovina, apesar do aumento nacional na exportação, houve queda de 19,9% no peso dos negócios paranaenses. Foram 25,8 mil toneladas em 2020 contra 32,3 mil toneladas de 2019.
Assim como em 2019, a crise sanitária de Peste Suína Africana que impactou o rebanho suíno da Ásia, de parte da Europa e da África seguiu impulsionando as exportações brasileiras de aves e de suínos.
O subproduto carne de frango representou 13% das exportações do Paraná em 2020. A carne suína, 1,7%, seguida da carne bovina, com 0,55%, e outras carnes, 0,39%. O Paraná concentrou 39,6% das exportações nacionais de frango, maior índice do País, e 12,9% de suínos (3º).
TENDÊNCIA OTIMISTA – A tendência é otimista para 2021, apesar das incertezas com o fim do auxílio emergencial e as datas da imunização em massa da população, o que garantirá retomada mais vigorosa das atividades econômicas, principalmente aquelas ainda impactadas pelas medidas restritivas, como o turismo.
O Paraná conquistou em 2020 o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e, este ano, receberá a outorga da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Com isso, o Estado vai abrir novos mercados, bucas inovação e modernização e atrair investimentos nas cadeias de suínos, peixe, frango, leite e pecuária bovina de corte.
O status sanitário internacional permitirá ao Paraná praticamente dobrar as exportações de carne suína, por exemplo. Isso pode acontecer em caso de o Estado conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária. A Ásia e África também responderão por grande parte do crescimento demográfico.
Outro ativo importante do Estado é o potencial energético. O Governo do Estado e a Copel estão implementando o maior programa de trifaseamento das redes rurais da história, com 2,8 mil de 25 mil quilômetros já concluídos e previsão de alcançar 5 mil quilômetros em 2021. Em paralelo, houve a manutenção do Tarifa Rural Noturna e a criação de um programa de estímulo à produção de energia renovável no campo.
O Paraná também está perto de ter uma dezena de municípios com R$ 1 bilhão de Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP). Em 2019, nove cidades alcançaram esse patamar: Toledo, Castro, Cascavel, Marechal Cândido Rondon, Guarapuava, Santa Helena, Dois Vizinhos, Assis Chateaubriand e Palotina.
NÚMEROS DA PRODUÇÃO EM 2020 E COMPARATIVO COM 2019 – IBGE
Suínos (toneladas) – 632.014 (2019) – 705.089 – (2020) – 11,56%
Frangos (toneladas) – 3.230.805 (2019) – 3.323.280 (2020) – 2,86%
Bovinos (toneladas) – 263.048 (2019) – 269.569 (2020) – 2,48%
Ovos (mil dúzias) – 259.554 (2019) – 269.448 (2020) – 3,81%
Dados de janeiro a setembro, três primeiros trimestres.
Fonte: Sidra/IBGE
Elaboração: DTE/Sistema FAEP (Com AEN).
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta sexta dia (15) 4.838 novos casos confirmados e 82 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.
Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 493.621 casos confirmados e 8.966 mortos em decorrência da doença.
Os casos divulgados nesta sexta-feira (15) são de janeiro de 2021 (4.514) e dos seguintes meses de 2020: junho (2), julho (2), agosto (2), setembro (3), outubro (3), novembro (47), dezembro (265).
INTERNADOS – 1.582 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 1.265 pacientes em leitos SUS (610 em UTI e 655 em leitos clínicos/enfermaria) e 317 em leitos da rede particular (130 em UTI e 187 em leitos clínicos/enfermaria).
Há outros 1.324 pacientes internados, 499 em leitos UTI e 825 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.
MORTES – A secretaria estadual informa a morte de mais 82 pacientes. São 36 mulheres e 46 homens, com idades que variam de 01 a 92 anos. Os óbitos ocorreram entre 05 de julho 2020 a 15 de janeiro. Os pacientes que morreram residiam em Ponta Grossa (13), Têlemaco Borba (11), Colombo (7), Cascavel (6), Curitiba (5), Londrina (4), Araucária (3), Campo Mourão (3), Foz do Iguaçu (3), Piraí do Sul (2), Toledo (2).
A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Apucarana, Arapongas, Boa Ventura de São Roque, Carambeí, Fazenda Rio Grande, Figueira, Ibaiti, Iguatu, Imbau, Itapeja D´Oeste, Jaguariaíva, Jussara, Maringá, Ortigueira, Palotina, Realeza, Ribeirão do Pinhal, Rio Branco do Sul, Santa Izabel do Oeste, São José dos Pinhais, Sarandi, Ubiratã e União da Vitória.
FORA DO PARANÁ – O monitoramento registra 3.884 casos de residentes de fora, 76 pessoas foram a óbito. (Com AEN).
O Paraná tinha produção significativa de arroz até meados do século passado. Hoje, o volume está reduzido, mas o produto ainda se estende por 21,1 mil hectares e garante renda para famílias. Esse é um dos assuntos do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, produzido por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, referente à semana de 9 a 15 de janeiro.
Há duas formas de plantio de arroz: o irrigado e o de sequeiro. O primeiro é mais comum em áreas de várzea, onde a água favorece o desenvolvimento do grão. O segundo é semeado em terras mais altas e secas. Esse fica mais exposto a perdas, sobretudo em razão de estiagens.
Para a safra 2020/21, os produtores paranaenses plantaram 2,6 mil hectares de sequeiro e 18,5 mil em área irrigada. A produção prevista é de aproximadamente 148 mil toneladas, repetindo o resultado da safra anterior. Esse volume não é suficiente para atender a demanda do Estado. Por isso, há necessidade de o arroz vir de outras regiões produtoras, notadamente de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Até 1975, o Paraná tinha produção significativa de arroz de sequeiro, com o plantio consorciado ao café. Por ter pouca área irrigada, a entressafra cafeeira era uma boa opção. No entanto, a forte geada ocorrida nesse ano desestimulou a cafeicultura. A rizicultura, que já começava a definhar, seguiu o mesmo caminho. O florescimento da cultura da soja reduziu ainda mais a produção no Estado e nem mesmo o aumento do preço deve estimular uma retomada.
Em dezembro do ano passado, os produtores estavam recebendo R$ 100,00 pela saca de 60 quilos de arroz. Esse valor representa aumento de 56% em relação ao preço de R$ 64,00 pela mesma saca em dezembro de 2019. No caso do varejo, o preço médio subiu até 73%, passando de R$ 15,00 o pacote de 5 quilos para R$ 26,00. É possível que haja uma pequena redução com o início da colheita no final deste mês.
MILHO E SOJA - O boletim também registra que as lavouras de milho da primeira safra 20/21 começam a entrar na fase final de desenvolvimento, com 13% da área total estimada em 359 mil hectares em maturação e 58% em frutificação. Da segunda safra, 9,2 mil hectares dos 2,34 milhões de hectares previstos já estão plantados.
A soja foi beneficiada com as chuvas a partir de meados de dezembro e 82% das lavouras estão em boas condições, 13% em estado razoável e apenas 3% são consideradas ruins. O percentual é importante se levar em conta que até um mês atrás o volume em condições boas era de 77%.
TRIGO E OUTRAS - A análise da cultura do trigo destaca o decréscimo de 38% na importação em 2020, em relação a 2019, baixando de 681 mil toneladas para 422 mil. Isso mostra que há produto regional disponível e que os moinhos devem usar o trigo paranaense, mantendo a qualidade da farinha.
O documento fala ainda sobre as vendas externas brasileiras do segmento de fruticultura, durante 2020, que alcançaram 1 milhão de toneladas com US$ 1 bilhão de receitas. Em suinocultura, também é feita análise sobre a exportação brasileira e paranaense, que conseguiu um recorde de 136,7 mil toneladas.
Também há registro sobre o comércio internacional em relação à pecuária de corte, produtos lácteos e ovos. Por fim, o boletim semanal aborda as condições da lavoura de feijão e fala sobre a produção brasileira e paranaense da batata-doce. (Com AEN).

























