Bombeiros do Paraná completam dez dias de combate a incêndios no Pantanal

Os bombeiros militares do Paraná completaram na sexta-feira (25) dez dias de operação em campo contra os incêndios do Pantanal, no Centro-Oeste do País. Os 39 integrantes da equipe, sete caminhões-pipa capazes de armazenar seis mil litros de água e sete caminhonetes 4x4 foram enviados pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior para auxiliar estrategicamente as forças de combate às queimadas do Mato Grosso do Sul e da União. As equipes levaram equipamentos como abafadores, enxadas, mochilas e um drone.

 

Os bombeiros paranaenses estão combatendo incêndios em duas frentes no Mato Grosso do Sul, uma em Costa Rica e Alcinópolis, perto do Parque Nacional das Emas, e uma em Corumbá e na Serra do Amolar, na fronteira com a Bolívia e na divisa com o Mato Grosso. Eles chegaram no dia 16 de setembro nessas bases. Os representantes do Paraná ficarão na região por 15 dias, mas o prazo pode ser prorrogado na próxima segunda-feira (28).

 

“O Paraná se solidariza com o Mato Grosso do Sul neste momento de queimadas intensas e saúda todos os esforços já realizados pelos nossos bombeiros. O Estado conta com uma estrutura que nos permite ajudar a salvar uma região tão importante e tão bonita do Brasil como é o Pantanal”, destacou Ratinho Junior. “É um momento de solidariedade e união de forças”.

 

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Samuel Prestes, a iniciativa é mais um exemplo de solidariedade do Estado, que também mandou equipes para Brumadinho e para controlar os incêndios da região amazônica, em 2019. “Essa ação mostra integração, solidariedade e também a importância que o Paraná tem no cenário nacional”, ressaltou.

 

Os bombeiros paranaenses estão participando de operações diárias de combate a focos de incêndio por terra e pelo ar, com apoio de equipamentos de outros estados. As equipes também estão ajudando a resgatar animais silvestres. Um dos símbolos dessa luta foi o salvamento de um filhote de jaguarundi, também conhecido como gato-mourisco, felino que está ameaçado de extinção. Os animais estão sendo levados para UTIs veterinárias móveis.

 

“Nossas ações já ajudaram o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul em diversas frentes. Na região de Costa Rica e Alcinópolis, por exemplo, impedimos o fogo de ultrapassar um determinado ponto estratégico. Durante todo esse período também contamos com apoio de 150 militares do Exército Brasileiro”, afirmou o tenente-coronel Ezequias de Paula Natal, comandante da operação. “Os caminhões-tanque enviados pelo Paraná ao Mato Grosso do Sul também foram fundamentais nessa estratégia para ter água para reposição rápida”.

 

DIA A DIA – Os bombeiros paranaenses chegaram no Pantanal no dia 16 e já no dia 17 passaram a compor o efetivo da chamada Operação do Alto Taquari, onde também atuava o Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul e o Exército Brasileiro. As equipes da região de Costa Rica foram até o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, próximo ao Parque Nacional das Emas, e participaram das primeiras ações preventivas e de combate a diversos focos de incêndios.

 

Um drone do Corpo de Bombeiros do Paraná ajudou a vistoriar as áreas, permitindo visualização de focos de incêndio na mata fechada, e desde os primeiros instantes no Pantanal eles utilizaram a técnica de ataque de fogo contra fogo, bem difundida pelas forças-tarefas que estão atuando nesse bioma. A operação apenas no primeiro dia durou 16 horas.

 

No dia 18 foi instalado um centro de comando integrado entre os bombeiros militares do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Foram organizados os locais de Posto de Comando, almoxarifado, heliponto e demais estruturas de apoio e realizada uma vistoria na área para subsidiar a execução do planejamento estabelecido. Novamente foi utilizado o drone para visualizar focos do incêndio e foram solicitados quatro aeronaves Air Tractors para ataques aéreos. Também foi efetuado o resgate de animais silvestres, sendo um filhote de felino e um tatu.

 

No último fim de semana as equipes continuaram o monitoramento com drones e traçaram uma linha para ataque aéreo e combate direto pelas equipes em campo, com utilização de mochila costal e abafadores, assim como aceiros (criação de barreiras naturais contra incêndios) com apoio do maquinário do Mato Grosso do Sul. Um helicóptero da Polícia Militar de Minas Gerais passou a compor a operação integrada.

 

Foi feita, ainda, atividade de reconhecimento das áreas de combate e identificada uma “cabeça de fogo” de aproximadamente quatro quilômetros de extensão, e todo efetivo operacional dessa região foi empenhado para combate visando a contenção do avanço das chamas.

 

24 HORAS – Na primeira fase, a mais aguda, dos primeiros cinco dias, as forças paranaenses atuaram praticamente 24 horas por dia. Quando os focos começaram ser mais controlados houve uma separação em três grupos: enquanto uma equipe trabalhava, outra descansava e uma terceira ficava de sobreaviso na base. “Tivemos que fazer esse rodízio para recuperar as forças, os primeiros dias foram muito intensos para todas as nossas equipes, trabalhamos de maneira quase ininterrupta”, disse Natal.

 

Logo no começo dessa semana foram identificados nove focos em uma área de difícil acesso por tropas terrestres, sendo dois de grande porte em uma região de canyons no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari. Houve mais um ataque aéreo com quatro Air Tractors e um helicóptero.

 

Enquanto isso, os bombeiros do Paraná da outra equipe (Corumbá) ajudaram a resgatar sete ribeirinhos que viviam na região da Serra do Amolar. Situada na divisa entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, a região pantaneira ainda concentra vários focos de incêndio. Eles percorreram mais de 200 quilômetros de barco para chegar na parte atingida pelo fogo, uma viagem que dura em média seis horas. Os moradores foram levados para uma escola municipal que funciona na comunidade da Barra do São Lourenço.

 

Nesta semana também foram realizados ataques aéreos e terrestres na chamada Toca da Onça contra novos focos de incêndio. Apenas no dia 22, na região do Taquari, foram realizados 27 ataques aéreos por aeronave, com utilização de aproximadamente 162 mil litros de água durante todo o dia, ao mesmo tempo em que os bombeiros paranaenses faziam ataque direto em solo às chamas, dada à dificuldade do terreno de canyons.

 

PANTANAL – Os incêndios no Pantanal já devastaram 25 mil hectares de mata. Entre 1º de setembro e esta quarta-feira (23), foram registrados 6.048 pontos de queimadas no bioma, segundo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e em 2020 esse número já ultrapassa a marca de 16 mil focos. (Com AENl)

 

 

 

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Sistema Prisional faz 112 anos com melhorias e modernização

O sistema prisional do Paraná completa 112 anos nesta semana. A modernização das estruturas, a capacitação dos servidores e as ações para ressocialização dos presos, com oferta de trabalho e educação, são os destaques na comemoração da data. Diuturnamente, centenas de profissionais se empenham para tornar pessoas melhores do que entram, principalmente através de oportunidades de estudo e trabalho, a fim de reinseri-las novamente à sociedade. A profissionalização não apenas de presos, mas também dos servidores da instituição.

 

O uso da tecnologia e a modernização do próprio sistema também têm sido constante. “O ano de 2020 tem sido um ano de muitos desafios e, diante disto, os servidores do Departamento Penitenciário do Paraná têm se mostrado eficientes e preparados, mantendo excelentes índices de segurança, educação e trabalho”, afirma o Secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares. “Por conta da pandemia da Covid-19, tivemos que ultrapassar diversos obstáculos para manter o maior número de presos estudando e trabalhando, bem como o de certificações para os agentes penitenciários”, destaca.

 

AVANÇOS - Para o diretor-geral do Depen, Francisco Alberto Caricati, o momento é de celebrar os avanços que o Depen vem obtendo nos últimos anos. “Dentre eles, a ampliação de estrutura física, as novas políticas implantadas, como as unidades de progressão e os complexos sociais, e a criação de uma equipe multidisciplinar que atua nos escritórios, além da reforma de quase todas as unidades prisionais do estado”, destaca Caricati.

 

Somente nestes primeiros nove meses de 2020, a Escola de Formação e Aperfeiçoamento Penitenciário (Espen) expediu mais de 2.800 certificações para servidores de todo o Estado. Eles tiveram, até agora, 14 cursos de aprimoramento à disposição, entre eles o de treinamento no Sigep, elaboração de projetos e captação de recursos, pandemia da Covid-19 e sistema prisional e sistemas de comunicação e radiocomunicação, por exemplo.

 

 O resultado da capacitação e treinamento pode ser dimensionado pelo desempenho dos agentes penitenciários. Os servidores interceptaram, pelo menos, dois drones, 1.800 celulares e outros 1.800 acessórios para os aparelhos (incluindo baterias, carregadores, chips telefônicos e cartões de memória) antes mesmo de eles chegassem até o seu destino final, os presos.

 

"É comprovado que o sistema penitenciário afeta a segurança pública, por isso nosso trabalho é constante para evitar que presos tenham contato com o ambiente externo por meio de celulares, por exemplo”, explica o coordenador regional do Depen em Maringá, Luciano Brito. Estes aparelhos são possivelmente utilizados para a prática de outros crimes e os entorpecentes para o consumo e o tráfico nas unidades prisionais, o que gera violência”, diz ele.

 

OPERAÇÕES - Os números refletem as centenas de ações desencadeadas pelos servidores do Depen-PR entre janeiro e julho de 2020, em todo o Estado. As operações feitas por agentes penitenciários e agentes do Setor de Operações Especiais (SOE) e do Grupo de Segurança Interna (GSI) do Depen ainda apreenderam drogas ilícitas, além de bebidas alcoólicas e cigarro.

 

RESSOCIALIZAÇÃO - Para promover a reinserção social, o Departamento Penitenciário tem buscado ampliar, cada vez mais, o número de presos trabalhando e estudando. No Brasil, há anos, o Paraná figura entre os primeiros colocados do ranking nacional nos dois índices.

 

Os últimos rankings divulgados pelo Departamento Penitenciário Nacional, inclusive, colocam o Paraná como quarto colocado em ambas as categorias. Em 2019, eram 8,8 mil custodiados implantados em canteiros de trabalho e 9,5 mil presos

estavam matriculadosno ensino fundamental e médio, profissional e superior e também em outros projetos pedagógicos.
EVOLUÇÃO - Uma das demandas antigas da categoria é a transformação da profissão de agente penitenciário em policial penal. Para atendê-la, a Secretaria da Segurança Pública divulgou, na última terça-feira (22), a conclusão dos estudos para a criação da Polícia Penal do Paraná.

 

Nos próximos dias, a proposta será enviada para apreciação do Governo do Estado. A previsão é que a nova polícia passe a integrar o rol de órgãos da Secretaria da Segurança Pública, juntamente com as  Polícias Militar, Civil e Científica, como descrito no artigo 46 da Constituição do Paraná.

 

“A carreira de Polícia Penal é uma reivindicação antiga da categoria e já foi aprovada em âmbito federal no fim do ano passado. No Paraná, a Secretaria da Segurança busca meios e avanços para as carreiras. Neste momento, estamos dando um passo importante, que vai valorizar os servidores da área”, afirma secretário da Romulo Marinho Soares.

 

ORGULHO - Ao mesmo tempo em que os agentes estão envolvidos no trabalho de conter o crime dentro do sistema prisional e impedir o acesso de presos aos ilícitos, eles também cumprem a missão do Depen de promover a reinserção à sociedade.
“É um trabalho muito rico. Lidamos muitas vezes com pessoas diferentes de nós, com outras vivências, e acabamos sendo o espelho deles. É preciso dar exemplo com atitudes e conselhos”, afirma o diretor da Penitenciária Estadual de Ponta Grossa, Bruno Jose Propst. “Não é só o trabalho de segurança pública, tem muito de tentar recuperar aquela pessoa”, diz ele.

 

De acordo com o agente da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu II, Cláudio Fernandes da Silva, trabalhar no sistema prisional proporciona crescimento pessoal. “O Depen é uma escola de vida, onde você aprende a cada dia a conviver com pessoas”, afirma.

 

“Eu não penso em mudar de profissão, eu me encontrei, tenho muito orgulho de fazer parte do Depen”, destaca a agente penitenciária que também trabalha na PEF II, Barbara Nunes de Lima.

 

HISTÓRICO – O Decreto número 564, que instituiu o primeiro regulamento da Penitenciária do Estado (conhecida como Presídio do Ahú), foi assinado em 23 de setembro de 1908, pelo então presidente do Estado do Paraná, Francisco Xavier da Silva. A Secretaria de Estado dos Negócios do Interior, Justiça e Instrução Pública e a Chefatura de Polícia eram os órgãos responsáveis pelas Cadeias e Penitenciária do Estado.

 

O nome da instituição mudou algumas vezes: foi Departamento de Estabelecimentos Penais do Estado (Depe), entre 1954 e 1975; Coordenação do Sistema Penitenciário (Coosipe), entre 1975 e 1987; Departamento Penitenciário (Depen), entre 1987 e 2000; Coordenação do Sistema Penitenciário do Estado (Copen), entre 2000 e 2001. Em 19 de março de 2001, pelo Decreto nº 3728, houve nova alteração e a denominação volta a ser Departamento Penitenciário do Estado (Depen).

 

Desde a criação da instituição, o Depen tem trabalhado continuamente para ser cada vez mais exemplo no tratamento penal e custódia dos presos. Isso inclui atender as necessidades de alimentação e higiene e empenho em mostrar um caminho após o cumprimento da pena. (Com AEN)

 

 

 

 

 

Boletim agropecuário destaca o início da colheita da cevada

O início da colheita da cevada, um dos grãos de inverno importantes no Paraná, já começou e é o destaque do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, referente à semana de 20 a 25 de setembro. O documento, produzido por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, também analisa a situação de outras culturas do Estado.

 

Entre os grãos de inverno produzidos no Paraná, a cevada tem boa representatividade. Neste ano, os produtores ocuparam 63.058 hectares com a cultura, repetindo praticamente a mesma área de 2019.

 

Agora começa a colheita, que deve se acentuar no início de outubro. Os técnicos do Deral que percorrem o campo retrataram que, por enquanto, 1% da área foi colhida.

 

A expectativa é grande para que a produção ultrapasse em 11% o registrado no ano passado, alcançando o expressivo volume de 290 mil toneladas.

 

Em Guarapuava, principal região produtora, a geada de agosto não afetou o desenvolvimento da cevada, enquanto a chuva do início de setembro ajudou a cultura. Já em Ponta Grossa, segundo maior polo, a estiagem ainda pode diminuir a produtividade.

 

CAFÉ E FRUTAS - O boletim aborda, ainda, a cultura do café, destacando que o consumo mundial teve um pequeno crescimento, enquanto a produção reduziu-se em maior volume.

 

O Brasil lidera o ranking de países quanto ao volume de produção e em exportações e se coloca na segunda posição entre os consumidores, atrás dos EUA.

 

A análise da atividade frutícola estende-se pelas cinco principais regiões produtoras, que têm os municípios de Curitiba, Paranavaí, Jacarezinho, Maringá e Cornélio Procópio como polos. O boletim também discorre sobre as culturas de batata, cebola e tomate.

 

PECUÁRIA – Os preços de alguns derivados lácteos como o leite UHT e o queijo muçarela têm se mantido estáveis nas últimas semanas. Esse também é um dos assuntos tratados no documento do Deral, que estende a abordagem ao reflexo na balança comercial brasileira.

 

Em relação à avicultura de corte, a análise aborda o crescimento no volume de abate no primeiro semestre deste ano. No Paraná, o aumento foi de 6,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. Também há registro dos custos de produção, que subiram 6,10% em agosto.

 

ESTIAGEM – A falta de chuvas é tema recorrente nos estudos realizados pelos técnicos do Departamento de Economia Rural. O fenômeno prejudica, entre outros, o plantio do feijão safra das águas, que avança muito lentamente. Da mesma forma que dificulta o preparo de solo, plantio e colheita da mandioca.

 

A estiagem também atrasou o plantio da primeira safra de milho. Até agora foram semeadas 34% da área estimada de 360 mil hectares. No mesmo período da safra anterior, o porcentual estava em 39%. Para a soja, a estimativa é de 1% já semeada. Na média das últimas três safras, neste período o plantio estava em 8%. (Com AEN)

 

 

 

 

 

Boletim mostra estancamento das perdas de ICMS em setembro

Após fechar agosto com nova queda, o Paraná viu a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) reagir na primeira quinzena de setembro. Boletim conjuntural elaborado pelas secretarias da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes, divulgado nesta sexta dia 25, revela um pequeno aumento (3,7%) em relação ao mesmo período de 2019: R$ 1,95 bilhão contra R$ 1,88 bilhão – R$ 70 milhões a mais.

 

A alta se deve principalmente à reação nos setores de Comércio Atacadista (aumento de 16,5%), Indústria (10%) e Combustíveis (1,6%). Juntos, os três segmentos têm uma participação de 56% em todo o bolo do ICMS do estado. 

 

O montante, no entanto, pouco altera o valor acumulado de 2020, que registra queda de R$ 1,49 bilhão (menos 6,4% em relação ao mesmo período de 2019).

 

O ICMS apresentado no Boletim é o total bruto arrecadado. A partir deste valor, 25% são repassados semanalmente para os municípios, de acordo com o índice para 2020 de cada um. Além disso, 20% são repassados para o Fundeb. 

 

O documento elaborado pelas Secretarias traz quinzenalmente indicadores e dados coletados pela Receita Estadual e pelo Ipardes, serve para medir os impactos da crise da Covid-19 sobre as contas públicas e a sociedade paranaense.

 

PERSPECTIVAS – De acordo com os técnicos da Receita e do Ipardes, ainda não é possível afirmar que a recuperação seja total nem duradoura. O resultado de 2020 ainda é puxado pelo impacto positivo do auxílio emergencial do governo federal, de R$ 600 por pessoa, que injetou cerca de R$ 2 bilhões ao mês na economia paranaense – o que se refletiu no comércio e, consequentemente, na arrecadação. 

 

Além do fim deste benefício, estima-se que em 2021 o PIB nacional seja 7% menor do que seria num cenário sem pandemia, considerando a mediana das expectativas.

 

Como a arrecadação de ICMS possui forte correlação com a atividade econômica, também deve mostrar um desempenho bastante inferior ao anteriormente esperado. Uma queda desta ordem pode retirar R$ 2,3 bilhões dos cofres estaduais no próximo ano.

 

DESTAQUES DO COMÉRCIO – O início de setembro manteve os níveis de recuperação observados em julho e agosto. Oito dos 11 segmentos analisados fecharam a quinzena com altas nas vendas em relação ao ano anterior: Áudio, Vídeo e Eletrodomésticos (41%), Materiais de Construção e Ferragens (24%), Hipermercados e Supermercados (12%), Farmácias (6%), Informática e Telefonia (5%), Cosméticos e Higiene Pessoal (3%), Cama, Mesa e Banho (2%) e Veículos Novos (1%). Por sua vez, sofreram quedas em agosto os setores de Vestuário e Acessórios (-13%), Calçados (-22%) e Restaurantes e Lanchonetes (-30%).  

 

Estes três últimos segmentos são os mais afetados pela crise e também registram as maiores perdas no acumulado do ano: -27%, -33% e -36%, respectivamente. Também estão no negativo este ano Veículos Novos (-16%), Cama, Mesa e Banho (-12%) e Cosméticos e Higiene Pessoal (-7%). Já Informática e Telefonia (2%), Material de Construção e Ferragens (4%), Farmácias (6%), Hipermercados e Supermercados (9%) e Áudio, Vídeo e Eletrodomésticos (12%) acumulam altas nas vendas em 2020.

 

TINTAS E VERNIZES EM ALTA - No recorte de vendas totais por produto (que incluem as negociações de mercadorias entre empresas ao longo da cadeia produtiva e as exportações), o grande destaque da primeira quinzena de setembro foi o grupo de tintas, Vernizes, Pigmentos e Celulares, que registrou crescimento de 68% em relação ao mesmo período de 2019. 

 

Outros 21 dos 28 grupos tiveram alta, com destaque para Telefones Celulares (56%), Linha Branca (55%), Notebooks (43%) e Colchões (41%).

 

Já no acumulado do ano, as maiores altas ainda são do setor alimentício: cereais, farinhas, sementes, chás e café (35%); frutas, verduras e raízes (23%); carnes, peixes e frutos do mar (20%); seguidos de produtos químicos (20%) e notebooks (17%). 

 

Por outro lado, as maiores baixas de 2020 concentram-se no vestuário (-27%), automóveis (-27%), caminhões e ônibus (-23%), tratores (-15%) e motocicletas (-12%).

 

EMISSÃO DE NOTAS FISCAIS CRESCE – Em setembro, o valor médio das emissões de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) subiu em três das quatro atividades analisadas no Estado do Paraná, em comparação com o mês de agosto. 

 

Enquanto os comércios atacadista e varejista e a indústria de transformação registraram variação positiva de 4,4%, 3,7% e 2,3%, respectivamente; a manufatura de alimentos apresentou relativa estabilidade (menos 0,2%).

 

Na macrorregião Leste, polarizada pela capital e Região Metropolitana), a queda da indústria de alimentos foi mais acentuada, com variação negativa 5,9% na quinzena, em relação a agosto.  

 

Já na macrorregião Noroeste (região de Maringá e Umuarama), a emissão de NF-e no comércio atacadista cresceu 7,4%, seguido por comércio varejista (6,6%) e indústria alimentícia (2,3%). A indústria da transformação local está em estabilidade desde julho.

 

O começo de setembro registrou bons resultados na macrorregião Norte (Londrina e região) em todos os segmentos avaliados: as altas foram de 2,8% na indústria de transformação; 8,2% no comércio atacadista; 6,5% na indústria alimentícia e 5,3% no comércio varejista. 

 

Já a macrorregião Oeste teve recuo de 0,8% na indústria de alimentos e altas de 7,5% no comércio atacadista, de 5% no comércio varejista e de 1,4% na indústria de transformação.

 

POUCAS EMPRESAS SEM ATIVIDADE – O índice de empresas paranaenses em atividade atingiu seu maior patamar desde o início da pandemia – ou seja, é mínima a quantidade de estabelecimentos que ainda estejam paralisados devido à pandemia.

 

No total do Estado, o percentual de empresas que emitiram ao menos um documento fiscal (NF-e ou NFC-e) na primeira quinzena de setembro, o que as caracterizam como ativa, chegou a 99%. Para efeitos de comparação, no final de março este índice havia despencado para 54%.

 

Enquanto Curitiba registrou um percentual de 95%, Foz do Iguaçu segue com o mais baixo percentual de empresas ativas: 91%.

 

EXPORTAÇÕES – O boletim mostra também a receita nominal em reais das vendas ao mercado externo. Em setembro, o grande destaque foram as exportações de máquinas, equipamentos e veículos, que atingiram o maior pico desde o início da pandemia, com um número 140% maior em relação à primeira semana de março (tomada como base de cálculo). As vendas de alimentos e de outras matérias-primas também registraram alta, chegando a um valor 40% maior do que no período pré-pandêmico. (Com AEN)

 

 

 

 

 

Paraná deverá produzir 40 milhões de toneladas de grãos

A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento divulgou relatório mensal de acompanhamento da safra nesta sexta dia 25, relativa ao mês de setembro, que estima uma produção de 24,3 milhões de toneladas para a safra de grãos de verão 2020/21, e 40,8 milhões de toneladas para a safra total de grãos 2019/20 que está em fase de encerramento.

 

O Paraná começa a plantar a safra de grãos de verão 2020/21 mas a continuidade do clima seco, que se configurou na maior estiagem dos últimos 100 anos, segundo o Simepar, é a maior preocupação dos produtores.

 

Para o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, o quadro pode ser preocupante por causa da falta de chuvas, mas ele espera uma boa safra de grãos no Estado no ano que vem. Ele disse que a expectativa de safra é sempre conservadora no início mas que pode surpreender no decorrer do desenvolvimento das lavouras e a normalização do clima.

 

Ele citou o avanço importante da colheita de trigo no Paraná que este ano está rendendo uma excelente produção, em que o produtor está sendo compensado com a boa qualidade dos grãos e elevação nos preços.

 

Em relação à falta de chuvas, Ortigara disse que o produtor ainda pode trocar de cultivares usando as de ciclo mais curto quando tiver mais umidade no solo para não comprometer tanto o desempenho da safra, recomendou.

 

“O ideal seria seguir o zoneamento climático e com boa umidade do solo o produtor pudesse tranquilamente semear a soja e o milho”, disse. “Mas a situação este ano reforça a necessidade que o produtor tem de fazer um plantio direto cada vez mais correto, de alta qualidade, guardando mais água no solo com proteção de palhada bem feita para não enfrentar problemas com o clima”, acrescentou.

 

SOJA - O clima ainda está muito seco para o plantio da soja. Por enquanto houve cultivo apenas na região Sudoeste do Estado. Na média dos últimos três anos, o plantio já teria ocupado uma média de 8% da previsão de área plantada. No ano passado nessa mesma época já havia 3% da área prevista plantada. O que não é pouco se considerar que o Deral está prevendo um plantio recorde de 5,54 milhões de hectares na safra 20/21, disse o economista Marcelo Garrido.

 

Segundo ele, o produtor não está propenso a plantar enquanto as chuvas não retornarem com mais intensidade, o que está um pouco difícil em ano de anúncio da corrente La Niña, em que a incidência de chuvas nas regiões Sul e Sudeste é menor.

 

O economista chamou a atenção para um quadro semelhante ocorrido no ano passado quando houve falta de chuvas até o mês de setembro, mas quando voltaram no mês de outubro o plantio foi em ritmo acelerado. O Deral mantém a previsão de produção de 20,4 milhões de toneladas de soja na safra 20/21.

 

Se por um lado o produtor está um pouco frustrado com as chuvas, por outro está animado com as vendas antecipadas de soja. Este ano, 37% da produção esperada já foi vendida, mais do que o dobro do ano passado, quando nessa mesma época 15% da safra estava vendida, comparou Garrido.

 

A soja continua com preços elevados, em torno de R$ 127,00 a saca com 60 quilos, atribuídos à valorização do grão no mercado internacional e ao câmbio também valorizado. A China continua comprando muita soja, elevando a demanda mundial.

 

MILHO - Apesar do período seco, 34% da previsão de plantio de milho para a temporada 20/21 já foi efetivada. Ao contrário da soja, esse percentual não é muito se considerar que a previsão é plantar 360 mil hectares na primeira safra, disse o analista do Deral, Edmar Gervásio. A maior parte do plantio de milho ocorreu nas regiões de Ponta Grossa, Guarapuava e Região Metropolitana de Curitiba, que juntas detêm mais de 50% de toda a área plantada no Estado nesse período do ano.

 

O ideal para o plantio ocorre nos meses de outubro e novembro. Mas os produtores preferem antecipar para plantar a segunda safra de milho com mais folga no início do ano que vem.

 

A segunda safra de milho do período 2019/20 está sendo finalizada com bons preços para o produtor e uma perda de produção em relação ao que vinha sendo esperado. Está com 98% da área plantada já colhida, devendo alcançar um volume de 11,7 milhões de toneladas, cerca de 1,5 milhão de toneladas a menos que a expectativa inicial do Deral, que era colher 13,1 milhões. Nessa safra foram plantados 2,28 milhões de hectares.

 

A cultura foi prejudicada pela falta de chuvas que provocaram prejuízos em torno de R$ 1 bilhão aos produtores. “Esse valor é o que o produtor deixou de ganhar, mas certamente está sendo compensado com a elevação nos preços que nos últimos dias ultrapassaram os R$ 50,00 a saca com 60 quilos”, disse Gervásio. Na média do ano os preços se mantiveram acima de R$ 40,00 a saca durante o ano, o que foi muito bom para os produtores, acrescentou.

 

Novamente, ao contrário da soja, o milho não é vendido de forma tão antecipada, sendo que somente 8% da produção esperada de milho para a safra 20/21 foi vendida. A venda antecipada caminha junto com a colheita, disse Gervásio.

 

A valorização do milho ocorreu em função do aumento de mais de 40% nas exportações das carnes suína e de aves, elevando a demanda pelo grão que se transforma em proteína animal.

 

FEIJÃO PRIMEIRA SAFRA - A falta de chuvas também prejudica o plantio do feijão primeira safra que precisa de mais umidade para se desenvolver, disse o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador. Segundo ele, há áreas plantadas na região de Ponta Grossa e Região Metropolitana de Curitiba, mas o produtor está bem preocupado porque a ocorrência de chuvas este ano está sendo escassa, frisou. Em anos anteriores o plantio já tinha avançado bastante, sendo que havia 31% da área plantada no ano passado, 42% no ano anterior e 51% em 2018. 

 

O período indicado para plantar a primeira safra vai até dezembro, porém o produtor quer antecipar a lavoura para plantar a segunda safra de grãos, disse o técnico.

 

A irregularidade do clima afeta não só o plantio como a comercialização também. Por enquanto o mercado está abastecido pelo feijão plantado na região Centro-Oeste do País. Mas está havendo uma retenção da produção à espera de elevação nos preços. E o feijão cultivado no Paraná, por ser o maior produtor do Brasil, é um grande balizador na comercialização principalmente a partir de dezembro, quando é o período de colheita, disse Salvador.

 

Por conta da retenção do feijão na região Centro Oeste, o feijão de cor, que vinha sendo comercializado em média por R$ 193,00 a saca, foi vendido por uma média de R$ 245,00 a saca com 60 quilos nas últimas três semanas, um aumento de 27%. Já o feijão-preto, cuja importação foi autorizada pelo Ministério da Agricultura, teve um aumento em torno de 6% no mesmo período, passando de R$ 225,00 a saca para R$ 238,00 a saca.

 

CAFÉ -  A colheita da safra de café 2020/21 já foi concluída e rendeu um volume de 943 mil sacas com 60 quilos, repetindo a do ano passado, mas foi 10% a menos do que o esperado também por causa da irregularidade das chuvas, disse o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Franzini. Como o café é uma cultura perene, a preocupação do produtor agora é com a safra do ano que vem, disse.

 

A estiagem ao longo deste ano já provocou atraso na florada, com impactos na safra do ano que vem. Agora depende das chuvas para o cultivo ir para a frente. E essa situação está ocorrendo no Paraná e em outros estados produtores, disse o técnico.

 

Se não chover logo, há o risco de haver abortamento dos botões de flores que por enquanto estão em dormência. “Mas não conseguem ficar por muito tempo. Sem umidade eles abortam impedindo a frutificação”, explicou Franzini.

 

Embora o café seja uma commoditie de valor elevado, em torno de R$ 500,00 a saca com 60 quilos, o fato é que esse preço não remunera os custos de produção, disse Franzini. O cafeicultor paranaense está vendendo a produção à medida que precisa liquidar débitos do plantio. Este ano já vendeu 47% da produção.

 

ARROZ - O Paraná não é um grande produtor de arroz, sendo que os maiores cultivos predominam nos dois estados do Sul do País: Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O arroz irrigado deverá ocupar uma área de apenas 18,3 mil hectares no Paraná, com uma expectativa de produção de 142,2 mil toneladas do grãos, 2% a menos em relação ao ano passado.

 

O arroz de sequeiro, também pouco cultivado, deve apresentar uma produção de 5,3 mil toneladas. Os dois juntos suprem apenas um terço das necessidades de consumo do Estado.

 

Segundo o economista do Deral, Methódio Groxko, nos últimos quatro ou cinco anos o arroz vinha com um preço muito baixo e o produtor mal recebia o custo de produção. Houve redução no plantio e este ano ocorreu a tempestade perfeita. Ou seja, houve aumento do consumo nas casas por causa da pandemia, o auxílio emergencial do governo que ajudou as famílias a consumirem mais alimentos básicos. Com o aumento da demanda e produção em baixa, o preço explodiu.

 

TRIGO E CEVADA -    As lavouras de inverno como trigo e cevada foram pouco impactadas pela seca. O trigo foi mais afetado pela falta de chuvas nesse último mês, reduzindo a expectativa de produção de 3,5 milhões de toneladas, no mês passado, para 3,3 milhões de toneladas esse mês. Mas ainda assim uma produção boa, 55% maior que no ano passado, disse Groxco.

 

Foram plantados um total com 1,11 milhão de hectares e a expectativa inicial era colher 3,7 milhões de toneladas. As maiores perdas de trigo ocorreram nas regiões de Campo Mourão, Cascavel, Londrina e Maringá.

 

Cerca de 44% da área plantada já foi colhida e os produtores estão sendo compensados com a elevação nos preços. Houve um aumento de 25% nos preços do trigo em um ano. Eles passaram de uma média de R$ 46,19 a saca com 60 quilos em agosto do ano passado para R$ 57,64 em agosto deste ano. Hoje, os preços estão um pouco mais elevados, em torno de R$ 62,47 a saca.

 

O trigo está sendo impactado pela valorização do grão no mercado externo e também pela valorização cambial.

 

A cevada é outro grão de inverno que está em boas condições. Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Rogério Nogueira a região de Guarapuava, que tem mais de 60% da cevada cultivada no Estado, teve chuvas na hora e local certo e não houve prejuízos as lavouras.

 

Segundo o Deral, a preocupação é com as lavouras da região de Ponta Grossa, onde a falta de chuvas pode provocar danos. Mas só com o andamento da colheita é que eles poderão ser quantificados.

 

Por enquanto a expectativa de colheita se mantém com um volume de 290 mil toneladas, 11% a mais do que no ano passado.

 

MANDIOCA - A mandioca é outro produto que está sofrendo com a estiagem severa no Paraná. A cultura ocupou uma área de 150 mil hectares, com concentração na região Noroeste do Estado e a expectativa de produção é 3,60 milhões de toneladas. Groxko explica que está difícil para plantar e para colher em função do solo muito endurecido. Na colheita aumenta a perda de raiz e aumenta também o custo da mão de obra e o rendimento dos trabalhadores é bem menor.

 

Os preços da mandioca que vinham muito baixos ao produtor estão dando sinais de reação com a volta das indústrias de fécula e farinha à atividade. Elas ficaram paralisadas com a pandemia. Atualmente os preços estão em torno de R$ 351,00 a tonelada, quase chegando nos R$ 360,00 registrados em abril, mas ainda longe dos R$ 415,00 a tonelada registrados no início do ano. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

 

Governo e Itaipu assinam convênio para duplicação da Rodovia das Cataratas

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Joaquim Silva e Luna, assinaram nesta sexta dia 25, o convênio para a obra de duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469), em Foz do Iguaçu. A intervenção prevê investimento de R$ 139,47 milhões, dos quais R$ 136,32 milhões serão financiados pela usina hidrelétrica e R$ 3,15 milhões pelo Governo do Paraná, que também será o responsável pela licitação, gestão e acompanhamento da obra.

 

A BR-469 é a única via de acesso às Cataratas do Iguaçu e ao aeroporto, e o mais importante corredor turístico de Foz do Iguaçu e da região Oeste. Serão revitalizados 8,7 quilômetros, do trevo de acesso à Argentina até a entrada do Parque Nacional do Iguaçu, um dos principais cartões-postais do País e uma das sete maravilhas da natureza do planeta.

 

O convênio foi formalizado menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro e o governador Ratinho Junior lançarem, em Foz do Iguaçu, a pedra fundamental da duplicação. Eles também assinaram a delegação da rodovia ao Estado, transferindo a gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).

 

O governador destacou que as obras da Rodovia das Cataratas vão potencializar o turismo no Oeste do Paraná e ajudar a recuperação do setor depois da pandemia. Ele também ressaltou a parceria com a Itaipu Binacional para promover o potencial da região, com aporte que alcança R$ 1 bilhão em infraestrutura, saúde, segurança pública, saneamento básico, preservação do meio ambiente e educação.

 

“Três das demandas mais importantes de infraestrutura em Foz do Iguaçu estão em andamento, que são a ampliação da pista do aeroporto, a Ponte da Integração e a duplicação da Rodovia das Cataratas. Hoje demos mais um passo nessa última grande intervenção”, afirmou Ratinho Junior. “O município tem vocação para o turismo e essas obras vão trazer investimentos, atrativos. Foz do Iguaçu sofreu muito com a pandemia e o fechamento do acesso Brasil-Paraguai. Estamos criando vetores para acelerar a força do turismo e a economia do município”.

 

PRIORIDADE  O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional disse que a duplicação era uma prioridade desde o início da sua gestão. “Esse compromisso assinado com o Governo do Estado é uma etapa importante das atividades. O governador indicou essa obra no começo das nossas conversas e hoje firmamos essa parceria. Essa obra tem exigências técnicas muito grandes, com ciclovias, viaduto e passagens para os animais. Ela se integrará ao ambiente dos atrativos de Foz do Iguaçu”, afirmou Silva e Luna.

 

Ele acrescentou que a duplicação da Rodovia das Cataratas é fundamental para complementar as obras de infraestrutura que estão em andamento para potencializar o turismo e o setor de serviços. “Vamos gerar empregos e investimentos na região Oeste. Essas obras são o rosto da participação da Itaipu na sociedade e mostram que a usina está alinhada com governo federal e o Governo do Estado para o desenvolvimento do País e do Paraná”, destacou.

 

O secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, ressaltou que a duplicação é sonhada há muitos anos pela população local. “As obras têm a complexidade das estruturas que complementam a rodovia, mas vamos executar dentro dos melhores padrões do Estado”, afirmou. “O Paraná está em obras. Algumas delas há décadas aguardando para se tornar realidade. Temos a maior parceria de infraestrutura com o governo federal, com a Itaipu e as novas concessões. Elas estão transformando o Paraná”.

 

PROJETO – O projeto executivo orçado em cerca de R$ 2,5 milhões foi financiado pela Itaipu e pelo Fundo Iguaçu, fundo de desenvolvimento abastecido com as contribuições espontâneas sobre os ingressos de visitação dos turistas que passeiam na Itaipu Binacional, Parque Nacional do Iguaçu e Marcos das Três Fronteiras. O Fundo também é responsável pelas adequações dos projetos executivos de engenharia, licenciamentos ambientais e estudos arqueológicos.

 

Atualmente o projeto final está sendo revisado por todas as partes envolvidas, trabalho que deve ser encerrado até o fim de outubro. O Dnit também fará uma nova revisão no projeto antes de liberar o certame. A obra inclui vias marginais, ciclovia, um viaduto na entrada do aeroporto, três trincheiras, ponte elevada sobre o Rio Tamanduá, canalização do Córrego Carimã, uma passarela para pedestres, dois passa-faunas e uma rotatória da entrada do Parque Nacional do Iguaçu.

 

A expectativa é que a licitação seja feita ainda em 2020 pelo Governo do Estado e que as obras iniciem no primeiro semestre de 2021 (possivelmente entre março e abril). O contrato deve prever 36 meses até a conclusão, ou seja, até 2024.

 

Segundo a prefeitura de Foz do Iguaçu, cerca de 16,1 mil veículos transitam por dia na rodovia, levando em consideração o período antes da pandemia, de normalidade do tráfego. O estudo das secretarias municipais do Turismo e do Planejamento leva em consideração a movimentação turística do local, fluxo das atrações (Parque Nacional do Iguaçu, Parque das Aves, Museu de Cera), trânsito do aeroporto, trabalhadores desses locais, usuários do transporte coletivo, dos táxis e dos aplicativos, e os cerca de 12,7 mil moradores da região. O estudo atualizou uma primeira versão do projeto, de 2014. Também há uma estimativa de que as ciclovias serão utilizadas por mais de 2 mil pessoas.

 

R$ 1 BILHÃO – A duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469) é parte de um pacote de investimentos de cerca de R$ 1 bilhão programado pela Itaipu Binacional para os próximos anos na região Oeste do Paraná. Fazem parte do pacote, ainda, a ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, a segunda ponte entre Brasil e Paraguai e a nova perimetral com acesso na BR-277.

 

Esses compromissos foram assumidos pela usina em parceria com o Governo do Estado e atendem um dos seus principais objetivos, que é o desenvolvimento econômico dos municípios que integram sua área de atuação. Todos os investimentos estão sendo viabilizados depois da readequação de orçamento e de combate ao desperdício na Itaipu, como cortes de convênios, iniciativas e patrocínios sem aderência à missão da empresa.

 

“Cada centavo economizado está sendo colocado em obras de infraestrutura. Temos cerca de 300 projetos e contratos em andamento na região Oeste, envolvendo todos os municípios que têm ligação com o lago de Itaipu Binacional de alguma maneira. É uma parceria que dá certo, que mostra resultados, e que nos orgulha”, resumiu o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna.

 

A programação de aportes financeiros da usina inclui o novo Mercado Municipal de Foz (R$ 9,3 milhões), modernização do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (R$ 64,7 milhões), ciclovias (R$ 17,3 milhões), fingers do Aeroporto de Cascavel (R$ 3,9 milhões), parque linear em Cascavel (R$ 11 milhões), projetos de apoio para a Secretaria de Segurança Pública (R$ 27,4 milhões), proteção de bacias hídricas (R$ 25 milhões) e casas populares na Região Oeste (21,5 milhões), entre outros.

 

Esse pacote de R$ 1 bilhão também atende pleitos da sociedade civil de Foz do Iguaçu. O programa Acelera Foz, desenhado neste ano como parte do plano de retomada econômica da cidade, ajudará a integrar a comunidade e o setor empresarial a essas obras. Os eixos de promoção e desenvolvimento do município são infraestrutura, divulgação, retomada do turismo, empreendedorismo, inovação e atração de investimentos, apoio à produção e comercialização, e fomento de novas políticas públicas.

 

PRESENÇAS – Participaram do evento o vice-governador Darci Piana; o diretor-geral do DER-PR, Fernando Furiatti; o deputado estadual Hussein Bakri; o deputado federal Vermelho; o diretor de Coordenação de Itaipu Binacional, Luiz Felipe Carbonell; o diretor Financeiro Executivo de Itaipu Binacional, Anatalicio Risden Junior; a superintendente de Cultura do Estado, Luciana Casagrande; e representantes da prefeitura de Foz do Iguaçu. (Com AEN)

 

 

 

 

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