O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) está licitando a elaboração de cinco projetos executivos de engenharia de restauração e ampliação da capacidade de 262,66 quilômetros de rodovias, ligando o Centro-Sul ao Centro-Oeste e ao Norte. A abertura dos envelopes com as propostas técnicas para os cinco lotes acontecerá de 26 a 29 de janeiro.
A iniciativa conhecida como a remodelação do “eixo estruturante” de rodovias está incluída no Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná e conta com financiamento do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID).
Todos os projetos devem apresentar os serviços necessários para a restauração do pavimento existente e a implantação de soluções para ampliar a capacidade de tráfego das rodovias contempladas, que incluem faixas adicionais, acostamentos, acessos e outros.
As interseções em nível existentes deverão ser remodeladas para aumentar a segurança, preferencialmente adotando rótulas fechadas alongadas. Todas as pontes serão vistoriadas e analisadas e, caso seja necessário, deverão ser propostos reforços ou readequações.
Os trechos com curvas que apresentam risco deverão ter sua geometria readequada, visando prevenir acidentes. E, onde aplicável, devem ser previstos passeios, travessias para pedestres, pontos de ônibus e ciclovias ou faixas compartilhadas.
“Vamos transformar a região Central do Paraná com essa iniciativa, trazendo desenvolvimento, emprego e oportunidades para toda a população local. Não apenas vamos transformar essas rodovias em ótimas alternativas para transporte de carga entres as regiões Norte, Noroeste, Oeste e para Curitiba e Litoral, como vamos garantir que isso aconteça trazendo mais segurança e conforto para todos os usuários, sejam condutores, passageiros ou pedestres”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.
LOTES – O projeto denominado lote 01 vai de Pitanga até a ponte sobre o Rio Muquilão, em uma extensão de 51,52 quilômetros. Ele inclui a PR-460 e um trecho da PRC-487, sendo que a interseção entre as duas deverá ser projetada em desnível. O investimento é de R$ 4,4 milhões.
O lote 02 dá continuidade ao anterior, contemplando a PRC-487 entre a ponte sobre o Rio Muquilão e o município de Campo Mourão, em uma extensão de 61,42 quilômetros, o maior dos cinco. Com orçamento de R$ 5,3 milhões, o projeto também deve considerar interseções em desnível nos acessos a Iretama (PR-462) e Luiziana (PR-553), além de pontes novas sobre o Rio Mourão e o Rio das Lontras, com geometria corrigida.
O lote 03 começa em Mauá da Serra e segue até Porto Ubá, em 54,81 quilômetros da PRC-272. Ele deverá incluir também a possibilidade de interseções em desnível nos acessos para Faxinal, Cruzmaltina e Borrazópolis, e o alargamento do viaduto sobre a linha férrea para implantação de acostamentos. Com orçamento de R$ 4,3 milhões, o lote deverá incluir ainda um estudo de viabilidade para unificar interseções muito próximas uma da outra ou com entrelaçamentos.
O lote 04 continua de Porto Ubá até o acesso a Furnas, na PRC-466, e terá um investimento de R$ 5,2 milhões para atender os 51,86 quilômetros de extensão do trecho. O projeto deve contemplar também o alargamento da ponte sobre o Rio Ivaí, para implantação de acostamentos, soluções para separar o tráfego local do tráfego de longa distância em Ubá do Sul e Lidianópolis, e a duplicação da ligação entre Jardim Alegre e Ivaiporã, com interseções em desnível e marginais no perímetro urbano dos dois municípios.
O lote 05 vai do acesso a Furnas até Pitanga, em uma extensão de 43,05 quilômetros, novamente na PRC-466. Neste projeto deve ser incluída também a possibilidade interseções em desnível no acesso a Manoel Ribas e no acesso para Pitanga, com soluções para separar o tráfego de longa distância do tráfego local neste último. O orçamento é de R$ 3,9 milhões.
LICITAÇÃO – As aberturas de envelopes com propostas técnicas do lote 01 e 02 acontecem em 26 de janeiro, a do lote 03 no dia 27 e dos lotes 04 e 05 no dia 29, na sede do DER/PR em Curitiba. As licitações são na modalidade Seleção Baseada na Qualidade e no Custo (SBQC). Participam empresas e consórcios classificados em Manifestação de Interesse realizada no ano passado.
“Tivemos uma participação expressiva de empresas interessadas em desenvolver os projetos de engenharia, resultando em listas curtas diferentes para cada lote. Com essa seleção prévia garantimos projetos de excelente qualidade e preços competitivos”, explica o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti.
“Pretendemos concluir as licitações e iniciar os trabalhos já este ano para termos a maioria dos projetos prontos em 2022”, afirma o diretor-geral. Após assinatura da ordem de serviço, o lote 02 tem prazo de execução de 540 dias e os demais de 360 dias.
OUTROS PROJETOS – O Eixo Estruturante vai se beneficiar de outras três iniciativas em desenvolvimento, também dentro do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná.
Já está em andamento a elaboração do projeto de duplicação e restauração da PR-445 entre Mauá da Serra e o distrito de Irerê, em uma extensão de 49,70 quilômetros, um investimento de R$ 3,6 milhões.
Também foi contratado por R$ 2,6 milhões o projeto de restauração e ampliação da capacidade da PRC-466 entre Pitanga e Turvo, em uma extensão de 45,50 quilômetros.
Com previsão de assinatura do contrato em breve, foi licitada, ainda, a elaboração do projeto de duplicação e restauração da PRC-466 entre Turvo e Guarapuava, em uma extensão de 38,30 quilômetros e investimento de R$ 2,1 milhões. (Com AEN)
A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte investiu R$ 5,9 milhões na compra de materiais de proteção para os mais de 2 mil colégios da rede estadual que se preparam para iniciar o ano letivo com segurança. Até esta quarta dia (13) cerca de 95% das escolas do Estado já tinham recebido os itens.
Entre os materiais adquiridos estão 21,8 mil galões de 5 litros de álcool em gel, 25,1 mil galões de 5 litros de álcool líquido 70%, 6,9 mil termômetros, 31,7 mil dispensers e 16,3 mil macacões para equipes de limpeza. Além disso, 2,1 milhões de máscaras de tecido serão entregues aos estudantes (duas para cada).
Outros itens — como produtos de limpeza, luvas e botas para profissionais de limpeza e fitas adesivas para orientar o distanciamento em salas de aula e espaços comuns — estão sendo adquiridos pelas próprias escolas. Os recursos para essas compras são do fundo rotativo, verba liberada mensalmente para as escolas, destinada à aquisição de materiais e à execução de pequenos reparos.
Os diretores de cada escola têm liberdade para implementar medidas adicionais de segurança e ampliar os cuidados para prevenção da Covid-19. É o caso de José Marcos de Paula, diretor do Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba. Ele comprou totens para álcool em gel e está construindo 15 novos lavatórios em áreas externas para que os estudantes possam higienizar as mãos com água e sabão em ambientes abertos.
“Já estamos preparados para receber nossos alunos com toda a segurança. Eles, assim como os professores, sentem muita falta do cotidiano na escola”, afirma José Carlos. “Os alunos estão conscientes de todo o cuidado que precisam ter e sabem que não é só na escola. Precisam se prevenir onde quer que eles forem e também levar essa conscientização para dentro de casa”.
ANO LETIVO 2021 – Com início previsto para 18 de fevereiro, o ano letivo nos colégios estaduais terá formato híbrido, com parte dos alunos assistindo às aulas de forma presencial nas escolas, enquanto o restante dos estudantes acompanha a mesma aula de maneira remota, simultaneamente.
A intenção é que haja um revezamento semanal entre os estudantes (uma semana em aula remota e uma semana em aula presencial). Aqueles que não têm acesso à internet ou a aparelhos eletrônicos, e que tiveram que buscar atividades impressas nas escolas ao longo de 2020, têm preferência para a aula presencial. Os demais participarão do revezamento, desde que haja autorização dos pais ou responsáveis legais.
Ao chegar à escola, todos os alunos terão suas temperaturas verificadas. O uso de máscara é obrigatório, assim como a disponibilização de álcool em gel e o distanciamento mínimo de 1,5 metro dentro das salas. A capacidade de cada sala de aula será limitada ao máximo de 50% de ocupação (o percentual vai depender do tamanho da sala).
EDUCAR PARA PREVENIR – O ano letivo de 2021 contará com o programa Educar para Prevenir. Parceria entre as secretarias da Educação e da Saúde, o projeto vai levar orientações sobre doenças, como prevenção e cuidados, para dentro da grade escolar dos alunos. De acordo com o planejamento, entre 10% e 15% do conteúdo de Ciências para alunos do Ensino Fundamental nos anos finais e de Biologia no Ensino Médio abordarão o tema.
A ação se dará uma vez por semana, com objetivo de tornar a escola um agente de disseminação de informação sobre prevenção de doenças, inicialmente com foco na pandemia do novo coronavírus e depois expandindo para outras doenças endêmicas e doenças crônicas não degenerativas. (Com AEN).
O governador Carlos Massa Ratinho Junior vistoriou nesta quarta dia (12) o estoque dos chamados insumos secos que o Paraná já tem disponível para iniciar o processo de vacinação contra a Covid-19. São agulhas, seringas, máscaras, luvas, aventais e algodão, entre outros itens, que estão centralizados em dois pontos principais em Curitiba: o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e o Ginásio de Esportes do Tarumã.
Apenas entre agulhas e seringas, o Estado conta atualmente com 11 milhões de unidades em estoque, quantidade que vai saltar para 27 milhões nos próximos dias com a compra de mais 16 milhões, em fase final de aquisição pela Secretaria de Estado da Saúde. O material garante as duas doses de vacinação de toda a população do Estado.
“Estamos prontos. Temos agulhas, seringas, mais de 1.800 pontos de vacinação e uma logística pronta para os imunizantes chegarem nos municípios. A ideia desta visita foi justamente para dar início à distribuição deste material aos 399 municípios do Paraná”, afirmou o governador. “É um planejamento que está sendo construído há dias para que possamos começar a imunizar os paranaenses assim que a Anvisa garantir a qualidade técnica de uma vacina”, acrescentou.
A primeira parte da visita foi às instalações do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba. É lá que está armazenada a maioria dos insumos. O Ginásio do Tarumã, cedido pela Paraná Esporte, funciona como ponto de apoio. Ratinho Junior destacou que a distribuição deste conjunto de material para as 22 Regionais de Saúde do Estado vai começar imediatamente. O transporte será feito por meio de quatro caminhões com baús refrigerados e monitorados por satélite e, se necessário, também por três aviões da Casa Militar do Estado.
“Hoje nós temos a capacidade de aplicar a primeira dose em toda a população do Paraná no mesmo dia. Foi tudo pensado e planejado para que o paranaense possa ser assistido de maneira rápida e perto da sua casa”, ressaltou o governador.
VACINAÇÃO – Ele lembrou que o Paraná vai seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) elaborado pelo Governo Federal. O Ministério da Saúde espera começar ainda neste mês as imunizações dos grupos considerados de risco. A estimativa é que o Estado receba 100 mil dos 2 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca. As vacinas serão importadas do Instituto Serum, um dos centros da AstraZeneca para a produção da vacina na Índia, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
No Paraná, de acordo com a Secretaria de Saúde, o grupo prioritário é formado por cerca de 90 mil profissionais da linha de frente do combate à Covid-19, 10 mil índios acima de 18 anos mapeados em comunidades isoladas de 30 municípios do Estado e 10 mil idosos que vivem em asilos e casas de repouso. “Conforme forem chegando as vacinas, vamos imunizando mais pessoas. Depende da aprovação da Anvisa. Ocorrendo isso, o Paraná começa automaticamente a vacinar”, disse o governador.
ESTRUTURA – A estrutura paranaense para a vacinação contra o coronavírus conta ainda com 21 câmaras frias já adquiridas e outras 180 em processo de aquisição. Mais 31 câmaras frias para armazenamento serão compradas em parceria com o governo federal. O Estado dispõe também de freezers para produção de gelo, equipamentos de ar-condicionado, contêineres refrigerados de 40 pés para armazenamento de 100 mil doses de vacinas, caminhões refrigerados para distribuição de imunizantes e a perspectiva de implantação de câmaras modulares para armazenamento de frios nas 22 Regionais de Saúde.
“Estamos preparados. Temos seringas, agulhas, algodão, álcool, equipamentos de proteção individual (EPIs). A rede está montada. Tão logo a vacina chegue ao Paraná, vamos colocá-la rapidamente, em 48 a 72 horas, em todas as Regionais de Saúde”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
POSTOS – Outro ponto destacado pelo secretário é que o Paraná conta atualmente com 1.850 salas de vacinação aptas para serem usadas, em estratégia com os municípios. Rede que pode ser ampliada, se necessário, com a adoção da chamada estratégia extramuros. “Quem vai vacinar efetivamente são os municípios, mas todos serão atendidos. Pensamos no Paraná imunizado como um todo”, ressaltou Beto Preto.
Diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Goretti David Lopes destacou também que as 27 milhões seringas e agulhas adquiridas neste momento serão para uso exclusivo de vacinas contra a Covid-19. “São as melhores que temos no mercado. Agulha de altíssima qualidade, que garante a segurança do profissional da saúde, facilitando o descarte e evitando a contaminação de quem for aplicar”, disse.
De acordo com a diretora, em média, por ano, a Secretaria de Estado da Saúde utiliza na rotina de vacinação 16 milhões de seringas e agulhas. Esta quantidade se refere à rotina de imunização permanente (sarampo, influenza, polio, entre outras) e não inclui a vacina contra o novo coranavírus na conta.
COMPARATIVO – Os números reforçam a capacidade e estrutura do sistema de saúde paranaense quando comparados com outras localidades. Em relação às seringas/agulhas, por exemplo, o Paraná tem o terceiro estoque do País em números absolutos: são 27 milhões de unidades, sendo 11 milhões em estoque e outros 16 em aquisição. Apenas São Paulo com 111 milhões e Minas Gerais com 50 milhões têm mais material à disposição.
Levando em consideração a proporcionalidade em relação ao tamanho da população, o Paraná também é o terceiro, com 2,34 seringas/agulhas por habitante. Ou seja, número superior ao necessário para aplicar as duas doses em todos os moradores do Estado – de acordo com a mais recente estimativa do IBGE o Paraná tem 11.516.840 de habitantes.
Novamente São Paulo (2,40) e Minas (2,35) lideram. Em relação aos vizinhos da Região Sul, Santa Catarina com 16,8 milhões de seringas tem média de 2,33 e o Rio Grande do Sul (14,5 milhões no total) de 1,27. “O Paraná é exemplo para o Brasil na compra desses insumos. Temos estoque e sem pagar preços fora da realidade. É uma demonstração da organização desta equipe da Saúde”, ressaltou Ratinho Junior.
CALENDÁRIO – O governador reforçou que a campanha seguirá os critérios adotados pelo Ministério da Saúde por meio do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, respeitando as doses que ingressarem no Programa Nacional de Imunização.
Segundo o planejamento federal, a previsão é que a vacinação dos grupos prioritários seja concluída no primeiro semestre de 2021. São eles: trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena, na primeira fase; pessoas de 60 a 74 anos, na segunda fase; e pessoas com comorbidades (como portadores de doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras), na terceira fase.
Outros grupos populacionais também considerados prioritários, como professores, trabalhadores dos serviços essenciais (forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema de privação de liberdade), populações quilombolas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e outros grupos serão contemplados na continuidade das fases, conforme aprovação, disponibilidade e cronograma de entregas das doses a serem adquiridas.
A estimativa do Ministério da Saúde é que sejam necessários 12 meses após o fim da etapa inicial para imunizar a população em geral.
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quarta dia (13) mais 2.896 diagnósticos confirmados e 31 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus no Paraná. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 483.024 casos e 8.842 mortos em decorrência da doença, desde o início da pandemia.
Os casos divulgados nesta quarta-feira são de janeiro de 2021 (2.528) e dos seguintes meses de 2020: maio (1), junho (1), julho (1), agosto (2), setembro (3), outubro (6), novembro (61) e dezembro (293).
INTERNADOS – O boletim relata que há 1.325 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 internados. São 1.082 pacientes em leitos SUS (548 em UTI e 534 em enfermaria) e 243 em leitos da rede particular (112 em UTI e 131 em leitos de enfermaria).
Há outros 1.376 pacientes internados, 502 em leitos UTI e 874 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.
ÓBITOS – A Secretaria Estadual da Saúde informa a morte de mais 31 pacientes. São 12 mulheres e 19 homens, com idades que variam de 36 a 90 anos. Os óbitos ocorreram entre 31 de agosto de 2020 a 13 de janeiro de 2021.
Os pacientes que foram a óbito residiam em Astorga (2), Castro (2), Chopinzinho (2), Maringá (2), Paranaguá (2). A Secretaria da Saúde registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos municípios de Almirante Tamandaré, Arapongas, Campo Mourão, Catanduvas, Cianorte, Faxinal, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guamiranga, Ibaiti, Inajá, Ivaiporã, Marialva, Ponta Grossa, Rolândia, Santa Fé, São Miguel do Iguaçu, Sarandi, Umuarama, União da Vitória e Ventania.
FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Saúde registra 3.819 casos de residentes de fora, sendo que 74 pessoas foram a óbito.
Luto: Unioeste e Huop se despedem do Professor Doutor Orival Alves vítima em decorrência da Covid-19
É com extremo pesar que a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) comunica o falecimento do professor do Centro de Ciências Médicas e Farmacêuticas do Campus de Cascavel, Dr. Orival Alves, em decorrência de complicações da Covid-19.
Professor Orival, Neurocirurgião, está na história da Medicina em Cascavel, sendo importantíssimo na implantação e reconhecimento do curso da Unioeste. "Tivemos uma notícia muito triste para nossa universidade, e com certeza também para comunidade de Cascavel. Dr. Orival foi fundamental na criação e na consolidação do curso de medicina da Unioeste”, relata o reitor Alexandre Webber.
Dr. Orival deu nome ao Centro Acadêmico de Medicina, homenagem feita ainda em vida. “Nos orgulha toda essa história, Dr. Orival foi homenageado pelos acadêmicos do curso de Medicina, que deram seu nome ao centro acadêmico. Ele teve um papel fundamental também na Medicina de Cascavel. Acapacidade técnica e o trabalho que ele fez, deixa um legado muito grande para seus alunos, amigos, família e toda sociedade Cascavelense”, finaliza Alexandre.
O velório está sendo realizado hoje (14) até as 11h na capela central da Acesc em Cascavel. A Unioeste decretou Luto Oficial de três dias na Reitoria, Campus de Cascavel e Hospital Universitário.
MAIS DE 24 ANOS DE UNIOESTE:
Foram mais de 24 anos de atuação na Unioeste. O médico neurologista Orival Alves ingressou na universidade no dia 03/04/95. Desde então participou das lutas para implantação do curso de Medicina, organizou o Projeto Político Pedagógico do curso, e foi responsável por inúmeras conquistas em todos esses anos. A dedicação e o engajamento nas lutas resultaram pela escolha de Orival como primeiro nome de turma do curso de Medicina. Além disso, também exerceu o cargo de coordenador do curso, nos anos de 2000 a 2002, sendo o segundo coordenador de Medicina da universidade.
Além da contribuição como médico docente da universidade, também atuava como médico plantonista do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop). Foi idealizador e coordenador do Programa de Residência em Neurocirurgia, e deixa um grande legado, com seu nome marcado na história do hospital.
Se aposentou em maio de 2019.
HISTÓRIA:
O paranaense de Alvorada do Sul nasceu em 13 de março de 1947. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1971. No ano de 1972, iniciou a residência médica em Cirurgia, Ortopedia e Traumatologia, com ênfase em Neurocirurgia na Universidade Federal do Rio de Janeiro que foi concluir na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. E, foi lá também que concluiu o Doutorado. Foi em 1979, após o convite do amigo e colega Stenio Henrique de Souza, que Orival veio para Cascavel para iniciar a carreira. (Com Assessoria H.U Cascavel).
O ano de 2021 será decisivo para acelerar a construção de novos espaços de lazer e áreas de conservação ambiental nas 46 cidades do Paraná selecionadas no Programa Parques Urbanos. A iniciativa começou a despontar no ano passado em 38 municípios com investimento de R$ 9.255.602,45, mas a previsão para 2021 é de R$ 32.330.343,87, três vezes superior a 2020. Os recursos possibilitarão o início das obras nos oito municípios que faltam e o andamento mais célere das demais.
Esses 46 parques são parte de um programa pioneiro da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), para ocupação responsável nos municípios. A ideia é incentivar a criação de parques em regiões de fundo de vale ou áreas com ações erosivas. Além da conservação ambiental, esses novos espaços são potenciais turísticos para os municípios. O investimento global nessa primeira etapa está estimado em R$ 46,2 milhões.
“É o maior programa de parques do País. Estamos investindo em cuidados ambientais, recuperando áreas degradadas e incentivando a prática de esporte e a diversão. É um programa que atende todas as idades e perfis de municípios, grandes e pequenos”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “E os projetos foram construídos em parceria com os municípios, levando em consideração suas particularidades. Queremos que o paranaense viva bem e com segurança perto da sua casa”.
A estimativa da Secretaria do Desenvolvimento Urbano e do Turismo é de impactar positivamente a vida de mais de 1 milhão de paranaenses. O programa está ancorado nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e auxiliará o Paraná a alcançar com mais eficiência o ODS 11, que versa sobre cidades mais inclusivas, políticas públicas integradas e acesso universal a espaços seguros, acessíveis e verdes.
“É um programa desenhado para reforçar as ações estratégicas do Estado no turismo e no meio ambiente. As áreas onde estão sendo instalados eram espaços perdidos, desocupados, que estavam prejudicando a vida nos riachos e servindo de ocupação irregular”, disse o secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes. “A ideia é de revitalização, de permitir a ocupação responsável e de atrair as pessoas”.
A implantação desses parques, explica o secretário, também cria uma alternativa para minimizar os impactos negativos da expansão urbana e de controle de cheias, transformando o espaço em equipamento público de lazer e manutenção dos recursos hídricos existentes. Uma das características comuns dos projetos é a proteção de Áreas de Preservação Permanente Ecológica (APPs).
ANDAMENTO – Em 2020, ano do lançamento do programa, foram iniciadas as obras em 38 cidades. Algumas não puderam ser implementadas por conta da legislação eleitoral dos pleitos municipais, que impede repasses financeiros do Governo do Estado. Outros projetos passaram por adaptações para que sigam o mesmo padrão de qualidade exigido aos demais, com iluminação de LED, pista de corrida e caminhada, espaços de repouso e arborização que respeita as características da flora e fauna da região.
Os parques mais adiantados estão em Kaloré (77,64%), no Vale do Ivaí, e Juranda (76,39%), no Centro-Oeste do Paraná. Também estão bem adiantadas as construções de Araruna (66,10%), São João (64,80%), Maringá (57,80%), Mangueirinha (47,39%) e Campo Mourão (47,01%). Em estágios mais iniciais estão Laranjal (18,78%), Umuarama (8,21%), Alto Paraíso (7,20%), Brasilândia do Sul (6,29%) e Perobal (5,01%).
O parque de Kaloré está sendo construído ao redor de uma mina d’água onde acontece a captação do município, que tem sistema independente de água e esgoto. A ideia é de conservar a mata nativa existente, próxima ao Centro, e impedir a depredação. O investimento alcançará R$ 335 mil, com contrapartida municipal de R$ 8,3 mil. A expectativa é de encerrar a obra até março.“Era uma área degradada, precisava de um zelo maior. Aproveitamos para fazer algumas trilhas, urbanizar o parque, para envolver a cidade para cuidar melhor do espaço. Vamos cercar, renovar a vegetação, fazer pista de caminhada, bancos, lixeiras”, destacou o engenheiro responsável pela obra, Felipe do Couto Rejani.
O projeto de Juranda prevê a união de dois lagos municipais, pista de caminhada em paver, extensão e recuperação da iluminação, construção de quadras poliesportivas (campo de futebol suíço e quadra de areia), pedalinho, pista de motocross, cercamento com alambrado, construção de uma casa para o administrador, entre outros. O investimento é de R$ 715,4 mil, com contrapartida de R$ 14,3 mil.
“O parque já existia, mas era pouco utilizado. Estamos unindo dois lagos, arrumando outro, fazendo paisagismo. E ele terá estrutura bem completa, com campos, pista de caminhada. É uma obra muito bonita e que era necessária para Juranda”, explicou a prefeita Leila Amadei. A obra ocupa um espaço de quatro alqueires nas margens da PR-472, saída para Goioerê.
Em Guaíra, no extremo Oeste, o parque será a nova porta de entrada do município. O Parque Fundo de Vale é fruto de um convênio de R$ 1.789.016,07. Ele vai substituir uma antiga área verde que contava com um pequeno lago e nenhuma estrutura para diversão. O novo lago tem um formato bem mais amplo com pista de caminhada ao redor, projeto de arborização com ipês, jacarandás e palmeiras, letreiro do município, parque de diversão, uma península para observação dos peixes, iluminação com LED e estacionamento.
As obras em Andirá, no Norte Pioneiro, englobam pista para caminhada, ciclovia, equipamentos esportivos, rampas de acessibilidade, calçada, sinalização e iluminação. O antigo fundo de vale abandonado no Centro da cidade, perto da prefeitura, repleto de sujeira e entulhos, dará lugar a uma área verde com foco na preservação ambiental, além de poder oferecer estrutura para lazer, diversão e práticas esportivas.
A expectativa da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo é de iniciar as obras dos parques de Corumbataí do Sul, Formosa do Oeste, Cidade Gaúcha, Campina da Lagoa, Rondon, Altônia, Cruzeiro do Oeste e Quatro Barras ainda neste primeiro semestre e concluir os projetos que estão em execução nos 38 municípios até o final do ano, restando apenas R$ 4.632.816,33 para ser quitado em 2022.
PROJETOS – Para a criação de um parque urbano, os municípios devem identificar as áreas com características de fundo de vale ou com ações erosivas e apresentar um pré-projeto ao IAT. Após a aprovação do projeto é firmado um convênio para o repasse financeiro. É necessário que o município obtenha a licença ambiental e a outorga ou dispensa de outorga, emitidas pelo mesmo órgão.
Para ajudar os municípios, o IAT chegou a fazer um documento com orientações técnicas sobre a construção dos parques. Em linhas gerais, o manual ajuda as gestões a encontrarem, de maneira criteriosa, os espaços degradados que precisam dessa intervenção, além de auxiliar no desenho do projeto. Os repasses são feitos através de convênios com os municípios.
“A ideia desses parques é unir conservação ambiental, ocupação responsável das cidades e lazer, diversão. Municípios pequenos precisam de espaços mais completos como esses, que já são realidade há alguns anos em cidades maiores. O Programa Parques Urbanos é fruto de uma força-tarefa que realizamos no Governo para melhorar a qualidade de vida e a gestão de recursos hídricos no Paraná”, arrematou Tatiana Nasser, arquiteta e urbanista do IAT, uma das responsáveis pela organização do programa. (Com AEN)

























