Publicada a licitação para obras de duplicação da BR-277 em Cascavel

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) publicou nesta semana o edital de licitação das obras de duplicação da BR-277 em Cascavel, no Oeste do Estado. O trecho de 5,81 quilômetros vai do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) até a entrada da Ferroeste, passando pelo Parque de Exposições da Coopavel, onde ocorre o Show Rural, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina. O investimento máximo é de R$ 64.599.827,93 e será realizado pela Itaipu Binacional, em mais um convênio com a Secretaria de Infraestrutura e Logística.

 

De acordo com o edital, além da duplicação integral das duas pistas nesse trecho, também haverá 1,56 quilômetro de marginal e dois viadutos para facilitar o acesso à PR-180 (direção ao distrito de Juvianópolis e Boa Vista da Aparecida) e à Ferroeste, integrando de maneira mais segura o acesso de caminhões aos trens.

 

Esse trecho se complementa à duplicação já realizada pela concessionária que administra a rodovia entre o posto da PRF e o Trevo Cataratas, que também passa por uma grande remodelação.

 

“É mais um investimento que conseguimos destravar em Cascavel e que faz parte do nosso planejamento estratégico de melhorar o escoamento da produção, além de resolver gargalos históricos, como o acesso ao Show Rural”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “E novamente contamos com apoio da Itaipu Binacional, que induz o desenvolvimento da região Oeste. Esse convênio tira do papel uma demanda histórica do setor produtivo do município”.

 

A duplicação fica na região do Porto Seco de Cascavel. A BR-277 é rota de escoamento de caminhões que chegam até a Ferroeste e do trânsito rodoviário no sentido do Porto de Paranaguá, inclusive de veículos oriundos do Paraguai e da Argentina. Também é alvo de demanda das comunidades rurais da região para facilitar o acesso ao Centro do município e sua estrutura hospitalar, universitária e de comércio.

 

De acordo com o edital, a abertura das propostas será realizada no dia 25 de fevereiro, às 14 horas.

 

APOIO – A abertura da licitação é o ponto quase final de um trabalho executado a muitas mãos. O projeto original foi feito pela Ecocataratas, concessionária que administra a rodovia, em razão do acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF). No ano passado ele foi atualizado com recursos de cerca de R$ 190 mil da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (ACIC) e da Cotriguaçu e em seguida doado ao Estado, ficando apto a ir à licitação após as revisões finais dos técnicos do Estado.

 

Os recursos foram viabilizados pela parceria estratégica entre o Governo do Estado e Itaipu Binacional, que já alcança R$ 1,4 bilhão. Estão em andamento nesse planejamento, em estágios diferentes de obras ou projeto, a construção da Ponte da Integração Brasil – Paraguai, a duplicação da Rodovia das Cataratas, a duplicação do Contorno Oeste de Cascavel, o Contorno de Guaíra, a pavimentação da Estrada Boiadeira e a revitalização da Ponte Ayrton Senna, em Guaíra.

 

“É um marco histórico para o município e toda a região Oeste porque resolve um grande problema no fluxo de caminhões e de trânsito pesado. É um ganho de capacidade para exportação e movimentação em torno dos eventos que atraem milhares de pessoas todos os anos a Cascavel”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “Uma obra que temos como prioritária em uma cidade que é exemplo de conexão entre os modais, com o novo aeroporto e as rodovias e ferrovias em processo de modernização”.

 

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna, o grande compromisso da Binacional, após firmar esses convênios, é garantir os recursos financeiros a partir de sua política de austeridade. Outro ponto é o acompanhamento dos cronogramas físico e financeiro das obras para que os prazos estabelecidos nos contratos sejam cumpridos de acordo com especificações técnicas e qualidade dos serviços, conforme planejado. "É entregar o que foi prometido, respeitando prazos e melhorando a vida da nossa gente", afirmou.

 

BR-277 – A intervenção na BR-277 complementa o projeto de revitalização do Trevo Cataratas, um dos maiores gargalos rodoviários do Paraná, no coração da rodovia. A obra, estimada em R$ 82 milhões, vai contar com a construção de dois viadutos de 900 metros, passarelas com escadas e rampas, nove quilômetros de vias, 230 novos postes de iluminação e dois quilômetros de redes de bueiros. Ela integra um pacote de projetos que começaram a ser executados com recursos do acordo de leniência, de R$ 400 milhões, firmado pela Ecorodovias com o MPF.

 

O acordo prevê, ainda, a execução de cerca de 13 terceiras faixas que somam 14,1 quilômetros em Guaraniaçu, Laranjeiras do Sul e Guarapuava, além de intervenções no trecho entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral com a implementação de iluminação pública no perímetro urbano de Paranaguá.

 

A BR-277 também será contemplada nos próximos meses com um investimento que faz parte do financiamento de R$ 1,6 bilhão captado pelo Governo do Estado com um consórcio de bancos. As obras de duplicação no perímetro urbano de Guarapuava serão realizadas em ambos os lados da pista, do quilômetro 345,2 ao quilômetro 349,1, em uma extensão de 3,6 quilômetros, resultando em duas pistas de rolamento com 7,20 metros de largura cada (duas faixas de tráfego com 3,60 metros), com faixas de segurança de 60 centímetros ao centro, onde serão implantadas barreiras de concreto New Jersey, e acostamentos externos de 2,50 metros.

 

A obra contempla, ainda, a implantação de uma trincheira entre a Rua João Fortkamp e a Rua Campo Grande, a duplicação do viaduto no entroncamento com a PRC-466 e, ainda, a adequação de suas alças de acesso; três pontes, um viaduto conectando a Avenida Professor Pedro Carlo e a Avenida Beira Rio, uma trincheira para acesso ao aeroporto municipal, uma passarela no km 349,3 e outra no km 345, e a implantação de iluminação pública em uma extensão de 12,2 quilômetros. (Com AEN)

 

 

 

 

 

População deve manter uso de máscara e evitar aglomeração, reforça governador

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou nesta terça dia 19, a importância de a população continuar com as medidas de proteção contra o novo coronavírus, mesmo com o início da vacinação no Estado. Em entrevista ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC TV, ele ressaltou que há ainda muitas fases a serem vencidas.

 

No mesmo dia em que as doses do imunizante começam a ser distribuídas às 22 Regionais de Saúde do Paraná, o governador explicou como funciona a logística organizada pelo Governo do Estado para que as vacinas cheguem aos 399 municípios do Estado.

 

“Ontem foi um dia de muita alegria para os paranaenses, pois conseguimos fazer a primeira vacinação no Hospital do Trabalhador, que como tantos outros do Paraná, tem nos ajudado muito a combater o coronavírus desde o início da pandemia. Uma luz no fim do túnel, toda a população esperava por esse dia”, afirmou Ratinho Junior.

 

“Mas é importante reforçar que o início da vacinação não quer dizer que as pessoas podem relaxar, andar sem máscara, fazer aglomeração. Temos ainda algumas fases a serem vencidas, que envolvem a produção da vacina. Ainda levará alguns meses para que toda a população seja imunizada”, salientou. “Esses cuidados que a população do Paraná tem tido ao longo dos meses têm que ser reforçados até que a maioria esteja vacinada. Vencemos uma batalha, mas não a guerra contra a Covid-19”, destacou.

 

Ratinho Junior lembrou que, neste primeiro momento, serão vacinados no Paraná os profissionais da saúde, indígenas, idosos institucionalizados e pessoas com deficiência severa. “Os trabalhadores da saúde estão há 10 meses fazendo frente à pandemia e precisam estar saudáveis e seguros para continuar esse excelente trabalho”, destacou o governador.

 

“Dobramos o número de leitos de UTI no Paraná, mas é importante lembrar que as unidades intensivas não são feitas só de equipamentos, mas compostas por uma série de profissionais. Se você perde um membro da equipe, já compromete o funcionamento dessa UTI”, disse. “O cuidado neste primeiro momento é fazer com que os profissionais da saúde possam ser vacinados e tenham segurança de que não vão ficar doentes”, salientou.

 

LOGÍSTICA – Ratinho Junior explicou que o Governo do Estado começou o planejamento para a aquisição e distribuição dos insumos e imunizantes ainda no ano passado, em um trabalho conjunto envolvendo a Secretaria de Estado da Saúde, a Casa Militar e outros órgãos estaduais. “Programamos primeiro a logística dos insumos. Tínhamos que fazer chegar as agulhas, algodão, álcool e seringas a todos os municípios do Paraná”, explicou.

 

Iniciada no sábado (16), a entrega de 1,7 milhão de itens de insumos para abastecer as 1.850 salas de vacinação do Estado foi concluída em menos de 48 horas. Agora foi iniciada a distribuição de 132.540 doses dos imunizantes, metade das 265,6 mil recebidas pelo Paraná, em uma logística que envolve três aeronaves e caminhões da frota do governo. A expectativa é que na noite desta terça-feira todos os municípios estejam com as doses em mãos para iniciar vacinação já na quarta-feira (20).

 

“Às 8h as vacinas começaram a ser despachadas. Nossa estratégia foi desenhada usando as aeronaves do Estado, mas com um plano B para garantir que elas cheguem apesar do mau tempo”, disse. “Os municípios do Paraná também são muito organizados para esse processo. Temos um sistema de saúde no Paraná que é descentralizado, com atuação regional dos consórcios de saúde, o que facilita a vacinação simultânea”, afirmou.

 

O restante das vacinas está armazenado no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), para serem enviadas para a aplicação da segunda dose nos primeiros grupos que serão imunizados. O governador explicou que esse plano de atuação é necessário para evitar perdas ou desvios dos imunizantes e para desafogar os estoques dos municípios. Os novos lotes devem ser enviados nos próximos 20 dias, antes de iniciar a segunda etapa. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

Eletrovia da Copel dobra número de recargas em 2020

Faz pouco mais de dois anos que a Copel inaugurou a maior eletrovia com postos de recarga rápida para carros elétricos do País e o balanço deste período, analisam especialistas, é promissor. Além de ver um aumento significativo no número de abastecimentos, a Companhia vem investindo em pesquisas de mobilidade elétrica que prometem, num futuro próximo, refletir diretamente no consumidor de veículos elétricos. 

 

A eletrovia paranaense foi inaugurada no final de 2018, com a instalação de 12 postos de recarga ao longo de 730 quilômetros da rodovia BR-277, ligando o extremo leste ao extremo oeste do Estado. O projeto era pioneiro no Brasil, fruto de uma parceria entre a Companhia Paranaense de Energia, a Copel, e Itaipu Binacional. Resultado de um investimento de R$ 5,5 milhões, a Eletrovia promove desde então recargas gratuitas a qualquer usuário que queira abastecer seu veículo elétrico de maneira rápida em qualquer um dos eletropostos.

 

Como todo projeto de pesquisa e desenvolvimento, a proposta deste era avaliar os resultados para reunir academia e mercado em um objetivo: viabilizar a mobilidade elétrica. “E percebemos que, no que depende de nós, isso está sendo alcançado. Temos resultados muito interessantes”, avalia o superintendente de Smart Grid e Projetos Especiais da Copel, Julio Omori.  

 

No primeiro ano de operação (2019) os eletropostos da Copel somaram 330 recargas, totalizando um consumo de 2.914 kWh de energia. Em 2020, o número de abastecimentos quase dobrou: foram 600 recargas em toda a eletrovia. A maior parte delas concentrada na estação de Curitiba, localizada no polo da Copel da BR-277, no Mossunguê, com 230 abastecimentos em 2019 e 370 em 2020.  

 

Já o consumo, este aumentou em cerca de 6,5 vezes em relação ao primeiro ano, totalizando 19 mil kWk. “Isso se deve ao fato de que o total de energia entregue individualmente cresceu, por conta da presença de veículos puramente elétricos com maior capacidade de bateria”, analisa o engenheiro eletricista da Copel Zeno Nadal, responsável pelo projeto da Eletrovia. A média de recargas fica na faixa de 20 kWh, o que dá uma autonomia média ao veículo de 200 km, a um custo estimado de R$ 17 – lembrando que, por enquanto, as recargas não são cobradas do usuário, já que se trata de um projeto de pesquisa e desenvolvimento e os custos são subsidiados com recursos do projeto. 

 

No entanto, o fator que parece ter impulsionado mais o uso dos eletropostos está relacionado não necessariamente à gratuidade, mas à disponibilidade da recarga rápida: nos eletropostos da Copel, leva-se de meia a uma hora para carregar 80% da bateria do veículo. “Os veículos com baterias de grande capacidade tiveram um aumento expressivo no mercado ao longo de 2020. Em um carregador doméstico, a recarga desses veículos poderia durar de 12h até 24h”, lembra Nadal. 

 

CRESCIMENTO DE MERCADO - De fato, as vendas de veículos elétricos e híbridos vêm crescendo e batendo recordes no Brasil, embora os modelos ainda componham fatia modesta do mercado da mobilidade (1%). Em 2020, foram vendidos 19.745 veículos eletrificados no país, entre automóveis e comerciais híbridos não plug-in e plug-in (HEV ou PHEV) e os puramente elétricos a bateria (BEV). Em 2019 este número foi de 11.858 - o que representa um aumento de 66,5% nas vendas, mesmo com a pandemia da Covid-19. Os dados são da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Somente entre os carros puramente elétricos, as vendas em 2020 somaram 857 unidades, contra 559 em 2019.  

 

O Paraná conta hoje com 512 veículos elétricos, segundo o Detran-PR. Em 2019, este número era de 362, o que evidencia um aumento de 70% na frota, seguindo a média de aumento nacional.  

 

FUTURO DA DEMANDA - Com mais carros elétricos circulando e um mercado que se mostra promissor, a Copel está se preparando para o futuro. “A grande preocupação é com o impacto que a inserção massiva de veículos elétricos possa causar nas redes de distribuição, assim como a necessidade extra de energia. Pesquisas indicam que a maioria das recargas dos veículos elétricos é feita nas residências, durante o período noturno. Isto também acontece com frotas de ônibus e caminhões urbanos (recarga nas garagens). Estas recargas, sob determinadas condições, poderiam causar uma sobrecarga em alimentadores em períodos que são normalmente de baixa demanda”, afirma Julio Omori.  

 

Antevendo a questão, a Copel realizou em 2018 uma chamada de P&D estratégico especialmente dedicada ao assunto, a chamada 22/18 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Desde então temos projetos de pesquisa para o desenvolvimento de sistemas de gestão para as recargas e proposição de novas modalidades tarifárias, que, em conjunto, vão contribuir para a normalização do consumo ao longo das madrugadas, otimizando o uso inteligente da energia. Isto somente é possível com a implantação das redes inteligentes, que já estão sendo realizadas em outro projeto da Copel”, lembra o superintendente.

 

Além deste P&D, a chamada resultou em outros, que estudam questões relacionadas ao armazenamento de energia em baterias que permitam compartilhamento entre residências e veículos elétricos; estudo de tarifação; implantação do “posto do futuro”, para multiplicação de estações de recarga; e a gestão de produção/consumo pelo lado da demanda, baseada na figura do prosumidor. “É uma junção das palavras producer (produtor) e consumer (consumidor) e seu significa nada mais é que o consumidor que atua ao mesmo tempo como produtor e consumidor. Isso significa que ele irá produzir energia para consumo próprio e para exportação do excedente para a rede de distribuição, sob determinadas condições. Os resultados dos projetos visam a apontar as possíveis soluções, técnicas e regulatórias, para que o relacionamento entre a distribuidora e os prosumidores aconteça de forma harmônica, potencializando os ganhos da geração distribuída com as necessidades de operação das redes e qualidade de energia”, explica o engenheiro Zeno Nadal. 

 

E O QUE VEM DEPOIS? - Integração. Afinal, estes veículos precisam ter infraestrutura para rodar sem limites. “A diferença do valor do veículo elétrico está diminuindo em relação ao tradicional. A quantidade de veículos vendidos tem aumentado muito e o custo das baterias tem diminuído drasticamente. Vamos ver uma explosão da demanda nos próximos anos”, adianta Omori.

 

Com isso, além das questões práticas de abastecimento, tarifação e gestão da energia já estudadas nos projetos da Copel, a integração de eletrovias entre os estados do Sul e países vizinhos já é uma realidade muito próxima. “Estamos estudando a colocação de um eletroposto nosso e a Celesc (concessionária de energia de Santa Catarina), dela, na região de Tijucas do Sul/Garuva. Com isso, teremos uma estrutura que permitirá a integração praticamente até o Rio Grande do Sul”, diz.  

 

A partir dali a CEEE, concessionária do RS, também já aprovou projeto de P&D e assinou contrato de execução para instalar eletropostos no Estado, interligando a BR-101 com o Uruguai. “Lá a rede já é bem robusta, e nós aqui estudamos instalações por meio de Itaipu para interligar nossa eletrovia até Assunción, no Paraguai”, antecipa o superintendente. “Falta muito pouco para termos praticamente todo o Mercosul interligado”. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

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