APP-Sindicato entra na Justiça contra convocação para atividades presenciais

A APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná) entrou na Justiça contra o Estado do Paraná, na sexta-feira (23), pedindo a suspensão imediata da convocação de professores(as) e funcionários(as), pais(mães) e estudantes para o retorno gradativo das atividades presenciais em escolas da rede pública estadual.

 

Na petição, o Sindicato destaca que não há registro de que a Secretaria de Educação esteja cumprindo os protocolos de segurança e prevenção ao novo Coronavírus, estabelecidos pela secretaria de Estado da Saúde (Sesa), para o retorno retorno de aulas nas escolas.

 

A Sesa determina, entre outras medidas, a formação de uma comissão local para avaliar e decidir sobre o retorno ou não. Também exige a elaboração de um protocolo contemplando as medidas de contingência para enfrentamento da Covid-19 em cada instituição de ensino. Pais(mães) ou responsáveis devem receber esse regulamento e serem consultados sobre a retomada das atividades.

 

O secretário de Assuntos Jurídicos da APP-Sindicato, professor Mário Sérgio Ferreira de Souza, explica que a Instrução Normativa n. 7/2020 da (SEED) e a Orientação Conjunta n. 11/2020 (DEDUC/DPGE/SEED) não demonstram que os procedimentos básicos foram adotados.

 

"O governo determina o retorno dos servidores sem cumprir os protocolos definidos pelas autoridades competentes. Não há garantia de que as atividades serão realizadas em espaços devidamente arejados e com condições para o mínimo distanciamento social necessário para a prevenção da Covid-19", comentou.

 

A APP-Sindicato também alerta que o Estado está transferindo aos(às) diretores(as) e às famílias a responsabilidade civil e criminal por eventuais danos que ocorram em decorrência da reabertura das escolas com o descumprimento das determinações contidas na Resolução n. 1231/2020 da Sesa.

 

O presidente da entidade sindical, professor Hermes Silva Leão, avalia a convocação feita pela Secretaria da Educação como desnecessária, pois faltam poucos dias para o término do ano letivo. Para ele, a decisão coloca em risco a vida dos(as) profissionais da educação, estudantes e suas famílias.

 

O dirigente acrescenta que, apesar de contrariedades ao sistema de aulas a distância adotado pelo governo, essa é a alternativa que se tem no momento para assegurar condições de segurança e saúde para trabalhadores(as), estudantes e demais integrantes da comunidade escolar.

 

 

 

 

Por Assessoria

 

 

 

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Temperaturas elevadas e risco de temporais isolados marcam o fim de semana no PR

As previsões do Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná) indicam que o fim de semana será de instabilidade no Paraná. Devido às temperaturas altas, o tempo fica ainda mais abafado partir deste sábado (24), mas também há possibilidade de pancadas de chuva com trovoadas em diversas áreas do estado, inclusive com a ocorrência de temporais em alguns pontos.

 

Conforme o Simepar, o período da manhã deve ser marcado por chuvas isoladas em algumas cidades, mas a tendência é maior durante os períodos da tarde e da noite. Ainda durante a madrugada, a instabilidade atmosférica presente sobre as regiões norte e noroeste do estado provocaram chuvas fracas e isoladas nesses setores.

 

Em Cascavel, o dia será marcado por altas temperaturas e a máxima deve chegar aos 31°C. Apesar disso, as previsões apontam que o tempo deve permanecer nublado e com condições para chuva. A precipitação acumulada é de 3,6 milimetros.

 

Para o domingo (25), o calor propicia a formação de nuvens e são esperadas chuvas isoladas à tarde. A partir da noite, uma nova frente fria se aproximada do Paraná e aumenta bastante o risco de temporais, principalmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Sul. A chuva ainda deve continuar presente e com maior intensidade na segunda-feira (26). (Com Catve)

 

 

 

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Mulher sofre ferimentos graves após cair de sacada de prédio

Por volta das 19h30 de quinta dia 22, uma mulher de 44 anos caiu do segundo andar de um prédio na Rua União da Vitória em Francisco Beltrão.

 

Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para socorrer a vítima que sofreu ferimentos graves e foi encaminhada para atendimento médico.

 

A Polícia Militar foi acionada conversou com o marido da vítima sobre o caso. (Com CGN)

 

 

 

 

 

Paraná ultrapassa 200 mil infectados pela Covid-19

O Paraná chegou a 200.952 infectados pela Covid-19. A doença levou a óbito 4.986 paranaenses, segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde divulgado nesta quarta dia 21. Neste informe são relatados mais 1.168 novos casos e 35 óbitos. Há ajuste de caso confirmado detalhado ao final do texto.

 

INTERNADOS – Boletim desta quarta-feira relata que 707 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 579 pacientes em leitos SUS (268 em UTI e 311 em enfermaria) e 128 em leitos da rede particular (39 em UTI e 89 em enfermaria).

 

Há outros 856 pacientes internados, 404 em leitos UTI e 452 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

 

ÓBITOS – Os 35 pacientes que foram a óbito, relatados neste informe, estavam internados. São 17 mulheres e 18 homens, com idades que variam de 40 a 113 anos. Os óbitos ocorreram entre 12 de julho e 20 de outubro.

 

Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (6), Maringá (3), Araucária (2), Bandeirantes (2), Campo Largo (2), Cascavel (2), Pinhais (2) e São José dos Pinhais (2). A Secretaria da Saúde confirma também um óbito em cada um dos municípios de Castro, Colombo, Foz do Iguaçu, Guaraqueçaba, Ivatuba, Londrina, Mandirituba, Marialva, Missal, Nova Prata do Iguaçu, Rio Negro, São José das Palmeiras, Sertaneja e Uraí.

 

FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 2.098 casos de residentes de fora, 49 pessoas foram a óbito.


AJUSTES:


Um caso confirmado no dia 18/08 em Foz do Iguaçu foi transferido para Goiania/GO. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

Cresce liderança das mulheres nos negócios agropecuários

A produtora rural Juliana Mikolaiewski Dziurza, de 30 anos, decide junto com o marido o futuro da propriedade que sustenta a família, em Cruz Machado, no Sul do Paraná. Ela recebe assistência técnica do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) há pelo menos cinco anos. Os profissionais a ajudaram a investir na infraestrutura da propriedade e na diversificação da produção.

 

“Eu nasci no campo e nunca quis sair do meio rural. Trabalhando aqui, sempre vi a necessidade de as mulheres tomarem um pouco mais a frente dos negócios e não só dos cuidados da casa. Nós temos uma visão diferente, porque conseguimos observar coisas que passam despercebidas aos olhos dos homens. Então, eu achei que poderia dar certo dividir o comando da propriedade com o meu marido”, conta a produtora rural.

 

Segundo o último Censo Agropecuário divulgado em 2017 pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 19% dos estabelecimentos agropecuários no Brasil são comandados por mulheres. O número aumentou desde o censo anterior, em 2016, quando elas comandavam 13% das propriedades rurais do País.

 

As mulheres também estão ao lado dos maridos fazendo a gestão compartilhada e tomando as decisões nas propriedades. Em 20% dos mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários, o casal define unido.

 

MAIS GESTÃO - Juliana recebeu orientação para começar com a atividade leiteira, trabalhar com fruticultura e com olerícolas. “Eu tive o apoio do IDR-Paraná desde o início recebendo orientação, participando de cursos de formação e da assistência técnica. Isto melhorou bastante o trabalho na propriedade”, avalia.

 

A atuação do IDR foi além dos serviços de assistência técnica, pois a produtora destacava-se também à frente da Cooperativa Agroecológica Vale do Iguaçu – Cooavi, que tem 55 cooperados produtores de hortaliças orgânicas e é assistida pelo IDR-Paraná, por meio do Programa Mais Gestão.

 

“Ela já tinha um acompanhamento da extensão rural. Isto fortaleceu a atividade produtiva até para se destacar e assumir um papel de liderança em um empreendimento coletivo importante para a região de União da Vitória e para o município de Cruz Machado”, destaca a economista doméstica do IDR-Paraná, Francieli Gervasoni.

 

EXEMPLO - A visão da economista doméstica, neste caso, foi preparar Juliana para se tornar uma mulher exemplo para as demais não só na cooperativa, quando ela se tornou presidente, mas também no meio rural, como produtora e exercendo um papel estratégico nos locais onde atua.

 

“Nosso papel de extensionista é de fortalecer cada vez mais a liderança da Juliana porque ela está à frente de um empreendimento coletivo, que tem uma importância tanto no mercado institucional quanto no mercado privado, porque eles fazem a venda das olerícolas”, diz a extensionista.

 

Até chegar à presidência da cooperativa, Juliana encontrou alguns percalços. “Eu já ouvi questionamentos de outras mulheres sobre o porquê de eu estar fazendo algo, já que aquilo não era coisa para mulher. Só que eu vejo com outros olhos. Eu enxergo que a gente é capaz. E a hora que a gente começa a liderar, em que a gente começa a puxar outras mulheres junto, elas também passam a agir diferente e a acreditar em si mesmas, porque elas percebem que são capazes”, afirma a agricultura.

 

PEDAGOGIA - Agora, ela começou a cursar Pedagogia para aumentar o conhecimento, já que a ideia é não sair da propriedade tão cedo. “Eu gosto de desafios e me formar na faculdade é também um. Quando eu comecei a atividade leiteira aqui, meu marido não acreditava. Peguei esse desafio para mim. Fui participando de cursos, fui aprendendo, hoje até faço inseminação”, comemora a produtora.

 

Atualmente, ela produz e comercializa em torno de 200 quilos mensais de morango orgânico para os mercados privado e institucional. Alface, brócolis, couve flor, cenoura, beterraba, tomate, pepino e abobrinha representam outros mil quilos por mês.

 

Para a economista doméstica, modelos como o da Juliana são vistos em muitas regiões do Estado, mas podem ser multiplicados. “A gente fica muito feliz quando vê exemplos de mulheres na produção e em um papel mais estratégico”, celebra Francieli. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

Turismo tem retomada gradual e setor acredita em recuperação plena em 2021

Os resultados da segunda edição da Sondagem dos Impactos da Covid-19 desenvolvida em parceria entre a Paraná Turismo e o Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur) mostram que o setor de turismo está retornando as atividades de forma gradual e que o empresariado do Estado acredita em uma retomada plena das somente em 2021. Os dados foram coletados no período de 4 a 16 de setembro.

 

O período pandêmico afeta diretamente a intenção de viagem do turista em potencial e, consequentemente, o setor do turismo. Diante desse cenário, o retorno das atividades turísticas depende não somente do respeito a protocolos sanitários, mas também de como será o comportamento do turista, o que afeta diretamente os empreendimentos.  

 

Cerca de 70% dos 1.050 empresários do setor do turismo que responderam à pesquisa acreditam que a retomada em um ritmo mais forte não é esperada em 2020. Ainda de acordo com a sondagem, apenas 18% dos hotéis do Paraná tiveram mais do que 40% de ocupação em setembro, o que demonstra que o movimento de turistas no Estado ainda é tímido, mas que dá algumas demonstrações de recuperação. 

 

Outro dado que demonstra os impactos da pandemia no turismo é que 65% das empresas do setor demitiram pelo menos uma pessoa no período e que menos de 6% fizeram contratações. A previsão de empresários é que as reposições de vagas de trabalho devam acontecer somente entre janeiro e fevereiro. 

 

REAVALIAÇÃO - A pesquisa nasceu ainda entre os meses de março e abril, com a intenção de entender as necessidades do empresário e a visão do turista nos momentos iniciais da pandemia, além de ter servido como embasamento para o Projeto de Retomada do Turismo no Paraná. A segunda edição da sondagem, com dados coletados de 4 a 16 de setembro, foi feita por uma necessidade de reavaliação dos resultados da primeira edição.

 

GRADUAL - De acordo com a diretora técnica da Paraná Turismo, Isabella Tioqueta, o que se pode perceber a partir dos dados da segunda avaliação é que o setor do turismo está, sim, retornando de forma gradual.

 

Esse indicativo é corroborado, inclusive, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta aumento de 28% nas atividades turísticas na comparação entre os meses de julho e agosto. “Um dado importante da nossa pesquisa é o de entender que essa necessidade [de o turista se deslocar] vem de alguns segmentos prioritários que buscam a não aglomeração, como turismo de aventura, ecoturismo e turismo rural, que são segmentos trabalhados essencialmente ao ar livre”, explicou Isabella. 

 

A diretora técnica esclareceu, ainda, o motivo de ter sido feita uma segunda etapa da sondagem. “Foi feita uma reavaliação dessa pesquisa principalmente buscando entender qual é a atual visão do turista e da população paranaense e também qual é a situação que os empresários do setor do turismo vêm passando nesse momento”. 

 

GUIAS - A Paraná Turismo lançou também os resultados da Sondagem dos Impactos da Covid-19 com os guias de turismo, que foi feita durante o mês de setembro. Assim como na sondagem feita com os empresários, a maioria dos 140 guias (41%) respondentes também acredita que as atividades turísticas só devem retornar plenamente somente a partir do segundo semestre de 2021.

 

A pesquisa apontou também que entre os guias respondentes, 32% conseguiram se manter operacionais após o decreto de pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em março. 

 

Com relação às medidas governamentais mais relevantes para a minimização da crise provocada pela pandemia, 23% acreditam que a principal delas seja a promoção de campanhas publicitárias para incentivar o turismo, enquanto que 17% acreditam que a principal medida seja a disponibilização de auxílio financeiro para capital de giro.

 

Esses dados refletem outra informação apontada pela pesquisa, a de que 57% dos guias responderam que necessitam de crédito durante o período de pandemia. Até por conta dessa necessidade, 22% tiveram que adotar o corte de custos como principal medida de mitigação dos impactos da pandemia, enquanto que 18% passaram a trabalhar com remarcações ou adiamento de serviços. 

 

Os dados completos das sondagens dos impactos da Covid-19 nos setores e nos guias de turismo podem ser solicitados pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

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