O Paraná vacinou, até esta quinta-feira (28), 113.829 pessoas contra a Covid-19. Os dados de vacinação dos 399 municípios foram atualizados às 9h pela Secretaria de Estado da Saúde e representam 52% das 219.271 doses de imunizantes enviadas às 22 Regionais de Saúde do Estado. Estão sendo imunizados, neste primeiro momento, os profissionais de saúde, funcionários e internos das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), indígenas e pessoas com deficiência severa.
Das doses já disponibilizadas aos municípios, 132.771 são da CoronaVac/Instituto Butantan – metade do primeiro lote enviado pelo Ministério da Saúde – e 86.500 são da vacina desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca/Fiocruz. O Paraná também recebeu um terceiro lote com 39.600 doses da CoronaVac, que ainda serão distribuídas às regionais para completar a vacinação dos primeiros grupos prioritários.
De acordo com o levantamento da secretaria, reunido junto às regionais e seus respectivos municípios, foram vacinados até o momento 98.400 trabalhadores da saúde, 8.859 residentes das ILPIs e pessoas com deficiência e 6.570 indígenas. Foram aplicadas 13.856 a mais que o divulgado na quarta-feira (27).
Nos próximos dias, esse levantamento será disponibilizado no sistema integrado do Ministério da Saúde, que ainda está indisponível, dentro do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). O DataSUS, sistema macro no qual está o SI-PNI, desenvolveu um módulo especial para receber os dados de todos os estados e que contempla informações como registro de vacinados, público-alvo, origem e lote de vacinas.
REGIONAIS – A 2a Regional de Saúde (Curitiba e Região Metropolitana), que concentra o maior número de pessoas contempladas nesta fase, foi também a que mais vacinou até o momento, com 19.751 doses aplicadas, 29% das que recebeu. Destas, 16.224 foram em profissionais da saúde, 3.408 em pessoas com deficiência e em ILPI e 119 em indígenas.
Na sequência, vem a 15a Regional (Maringá), com 10.054 doses (62,7%), sendo 9.553 em trabalhadores da saúde e 501 em pessoas com deficiência e das instituições de longa permanência. Em seguida, a regional que mais vacinou em números absolutos foi a 17a Regional (Londrina), com 9.896 no total (43,2%), com 8.118 funcionários da saúde, 972 indígenas e 806 pessoas com deficiência e das ILPIs.
Proporcionalmente, as regionais que mais vacinaram foram a 21a (Telêmaco Borba), com 85,3% das doses aplicadas, e 11a (Campo Mourão), com 85% do total. Na 21a Regional, foram aplicadas 2.355 das 2.706 doses enviadas, das quais 1.940 em trabalhadores da saúde, 334 em indígenas e 81 em idosos e pessoas com deficiência institucionalizados. Já a 11a Regional aplicou 4.940 das 5.810 vacinas que recebeu, divididas em 4.646 profissionais da saúde e 294 pessoas com deficiência e residentes de ILPIs.
Confira o balanço de aplicação por Regional de Saúde
1ª RS – Paranaguá – 1.509 (38% das 3.970 doses recebidas)
2ª RS – Metropolitana – 19.751 (29% das 67.901 doses)
3ª RS – Ponta Grossa – 5.797 (57,4% das 10.090 doses)
4ª RS – Irati – 1.979 (81,1% das 2.440 doses)
5ª RS – Guarapuava – 6.480 (75% das 8.530 doses)
6ª RS – União da Vitória – 2.100 (83% das 2.530 doses)
7ª RS – Pato Branco – 4.438 (67,9% das 6.530 doses)
8ª RS – Francisco Beltrão – 3.525 (67,1% das 5.250 doses)
9ª RS – Foz do Iguaçu – 3.557 (41,5% das 8.570 doses)
10ª RS – Cascavel – 9.186 (64,5% das 14.240 doses)
11ª RS – Campo Mourão – 4.940 (85% das 5.810 doses)
12ª RS – Umuarama – 1.920 (37,2% das 5.160 doses)
13ª RS – Cianorte – 1.802 (78,6% das 2.290 doses)
14ª RS – Paranavaí – 3.593 (69,5% das 5.170 doses)
15ª RS – Maringá – 10.054 (62,7% das 16.030 doses)
16ª RS – Apucarana – 4.856 (72,4% das 6.700 doses)
17ª RS – Londrina – 9.896 (43,4% das 22.880 doses)
18ª RS – Cornélio Procópio – 3.908 (75,3% das 5.190 doses)
19ª RS – Jacarezinho – 4.484 (80,8% das 5.550 doses)
20ª RS – Toledo – 4.694 (58,6% das 8.000 doses)
21ª RS – Telêmaco Borba – 2.355 (85,3% das 2.760 doses)
22ª RS – Ivaiporã – 3.005 (81,6% das 3.680 doses)
TOTAL – 113.829 vacinados (52% das 219.271 doses). (Com AEN)
O Paraná abriu 52.670 vagas de emprego em 2020, mesmo em um ano marcado pela pandemia. Esse foi o segundo melhor resultado do País, com apenas 380 contratações a menos do que Santa Catarina. O resultado é o comparativo entre 1.193.316 admissões e 1.140.646 desligamentos e é superior ao saldo positivo de todos os estados do Nordeste e do Centro-Oeste. O Paraná foi responsável por 36,9% do resultado nacional no ano passado, que foi de 142.690 novas vagas.
O saldo de empregos do ano passado foi superior inclusive a 2019, que fechou em 51.441 vagas abertas. Foi o melhor indicador do Paraná nos últimos sete anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.
O recorte de dezembro foi negativo, com -8.077 vagas, espelhando a realidade nacional, que encerrou em -67.906. Esse é um mês que tradicionalmente registra mais demissões de trabalhadores com carteira assinada por causa das contratações temporárias.
Na evolução mensal, o Paraná teve oito meses com saldo positivo, sendo seis consecutivos após o primeiro impacto da pandemia, entre março e maio. Os meses com registros de alta foram janeiro (18.111), fevereiro (28.729), junho (1.959), julho (14.212), agosto (16.557), setembro (19.909), outubro (32.564) e novembro (28.940).
O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que os índices refletem a estratégia do Governo do Estado de valorizar a produção local, destravar os negócios e investir em obras estruturantes como base da recuperação de empregos. Ele também destacou que, mesmo diante de um cenário complexo, os empreendedores paranaenses se adaptaram rapidamente em relação às medidas sanitárias para continuar desempenhando as suas atividades.
“São dados muito animadores. Este é o melhor programa social que existe, aquele que conforta as famílias, que permite que elas sigam evoluindo. Estamos buscando novos investimentos junto ao setor produtivo para ampliar os empregos, mas também facilitando o acesso ao crédito e estimulando ainda mais o empreendedorismo”, afirmou Ratinho Junior. “O Paraná é um dos principais motores da retomada dos empregos no País. A ideia é ampliar esse ritmo em 2021 com o avanço da imunização contra a Covid-19”.
O governador também destacou que esses novos empregos auxiliaram o Paraná a bater recordes na produção e exportações de carnes e produtos alimentícios, a retomar os bons números da produção industrial e a inverter a curva do Produto Interno Bruto (PIB), que registrou evolução de 5,58% no terceiro trimestre de 2020. O Estado também fechou o ano passado com um saldo de 159.398 novas empresas, um crescimento de 26,82% com relação a 2019.
INTERMEDIAÇÃO – Uma das explicações para esse desempenho é o papel das Agências do Trabalhador do Governo do Estado. O Paraná encerrou o ano passado na liderança isolada do ranking nacional de colocação de profissionais pelas agências, com 74.615 trabalhadores efetivados em vagas de emprego com carteira assinada. Na região Sul, o Paraná está muito acima do segundo lugar, que foi o Rio Grande do Sul, com 14.855.
“Esse último ano foi desafiador no quesito trabalho, mas continuamos trabalhando para fortalecer o papel das Agências do Trabalhador na intermediação. O resultado é essa retomada dos empregos”, destacou o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost. “Atuamos com uma gestão proativa na procura de empresas parceiras, para que disponibilizassem novas oportunidades, e esse trabalho deu certo”.
Segundo ele, a chegada de novos investimentos privados ao Estado e o bom ambiente de negócios vai ampliar essa margem em 2021. “Estamos muito animados com essa sequência positiva desde 2019, mesmo diante dessas inúmeras dificuldades em um cenário de pandemia e incertezas globais. Mas projetamos novos saltos a partir deste ano, com apoio aos paranaenses que estão batalhando por uma vaga com carteira assinada”, acrescentou Leprevost.
SETORES – Os setores que mais se destacaram no acumulado do ano de 2020 foram indústria de transformação (25.880), seguido de construção civil (14.855), comércio (7.967), agricultura (1.657) e serviços (629). Além disso, apenas um setor apresentou resultado negativo no acumulado do ano: serviços industriais de utilidade pública (-79).
“O resultado do Paraná foi impulsionado principalmente pelas atividades vinculadas à indústria de transformação, que respondeu por praticamente metade do acumulado do ano. Nesse segmento o destaque foi a indústria alimentícia e voltada para a exportação. Este é um excelente resultado, pois a indústria ajuda a alavancar outros setores da economia”, explicou Suelen Glinski, chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo à Geração de Renda da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho.
MUNICÍPIOS – Segundo o Caged, 290 municípios tiveram saldo positivo de empregos em 2020, o que representa 72,6% do total de 399. Outros dez registraram estabilidade, com saldo zero, e 99 registraram perdas – dessas, 64 perderam até 50 empregos. Os destaques foram Ponta Grossa (5.626), Curitiba (2.928), Cascavel (2.558), Toledo (2.361), Ortigueira (2.183), Arapongas (1.794), Matelândia (1.635), Rolândia (1.692) e Umuarama (1.583).
DEZEMBRO – O saldo negativo de dezembro foi puxado pelas demissões no setor de serviços (-4.939), construção civil (-3.624), indústria (-2.183) e agropecuária (-64). O balanço positivo ficou com o comércio (2.733), estimulado pelas compras de fim de ano, pelo aumento das vendas nos supermercados e pelas injeções financeiras do décimo terceiro e do auxílio emergencial do governo federal.
NACIONAL – O Brasil gerou 142.690 empregos com carteira assinada em 2020. Foi o terceiro ano seguido com geração de empregos formais, mas o pior resultado para um ano fechado desde 2017. Quatro das cinco regiões do País registraram mais contratações do que demissões no ano passado, com liderança para o Sul (85.500), Norte (62.265), Centro-Oeste (51.048) e Nordeste (34.689). O Sudeste encerrou o ano com -88.785, puxado pelo desempenho do Rio de Janeiro, -127.155.
Setorialmente, a construção civil foi a que mais empregou (112.174), seguida da indústria (95.588), agropecuária (61.637) e comércio (8.130). O setor de serviços, que engloba restaurantes, turismo, transporte escolar, escolas de idiomas, foi duramente impactado pelas mudanças de comportamento durante o ano passado e o único a registrar perdas, de -132.584.
As atividades que mais acumularam saldo positivo foram Informação, Comunicação, e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (208.324), Saúde Humana e Serviços Sociais (110.799) e Indústria da Transformação (90.013).
Segundo o Ministério da Economia, a modernização trabalhista teve papel importante na geração de empregos em 2020. Foram 182.767 admissões e 109.603 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, gerando saldo de 73.164 empregos, envolvendo 17.949 estabelecimentos contratantes. Um total de 7.426 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.
Já a jornada em regime de tempo parcial teve saldo negativo de 13.143 postos de trabalho no ano. No período, a movimentação envolveu 42.448 estabelecimentos contratantes e 2.382 empregados celebraram mais de um contrato em regime de tempo parcial. (Com AEN)
A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR) vai ampliar a modalidade de Educação Profissional Técnica para estudantes da Rede Estadual. As vagas serão oferecidas em caráter concomitante, quando o aluno estuda em colégios da rede estadual e cursa a modalidade profissional técnica no contraturno em uma instituição parceira da Seed-PR. O investimento de R$ 9,7 milhões é proveniente da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do Governo Federal.
Serão 1.020 vagas ofertadas em formato EaD (ensino a distância) e presencial. A parceria, firmada por meio de licitação, foi vencida pela UniCesumar, que conta com vasta experiência em ensino presencial e remoto. A empresa vencedora da licitação precisa ter autorização da Setec, além de capacidade técnica e operacional no Estado do Paraná, pois, mesmo na modalidade EaD, pelo menos 20% do curso precisa ser presencial.
Alessandra Maia, chefe de departamento da Educação Profissional e EJA (Educação para Jovens e Adultos) da Seed-PR, enxerga a ampliação como um impacto positivo no desenvolvimento profissional dos jovens. “A educação técnica tem um papel muito importante em fazer com que a inserção do jovem no mercado de trabalho seja mais rápida e fluida do que a de um jovem que faz a educação regular e depois segue para uma universidade”, diz.
O projeto também irá arcar com transporte e alimentação no contraturno. Os cursos presenciais serão ministrados em oito municípios: Araucária, Curitiba, Foz do Iguaçu, Jaguariaíva, Londrina, Maringá, Paranaguá, Pinhais e Pato Branco. A Seed-PR reforça que além desta ampliação com a parceria, a atual oferta de cursos profissionais da rede estadual será mantida.
RECURSO - O valor investido na modalidade é parte de um fundo ligado ao MEC (Ministério da Educação) por meio da Setec, ou seja, é um investimento do Governo Federal. O recurso é destinado apenas para ser investido em Educação Profissional Técnica e estava parado desde 2017. Para que não fosse perdido, a Seed-PR abriu processo licitatório no ano passado para fazer uso desses recursos e, assim, ampliar a modalidade.
“É um caminho feito via estágios e também por meio de aulas práticas, além do entendimento da profissão que foi escolhida. Ampliar o programa significa facilitar o acesso ao mundo corporativo, até porque existe uma demanda no mercado por profissionais que tenham ensino técnico de nível médio, não somente para profissionais com ensino superior”, afirma Alessandra. Com a ampliação, serão mais vagas para quem deseja, futuramente, atuar como assistente administrativo, desenvolvedor de aplicativos para mídias digitais, marceneiro, padeiro, entre outros ofícios.
Os estudantes também podem se matricular em cursos técnicos de informática, logística, eletrotécnica, jogos digitais e comércio exterior. (Com AEN)
O Governo do Estado enviou nesta semana uma nota técnica ao Ministério da Saúde solicitando uma reavaliação no número de doses da vacina contra a Covid-19 que está sendo encaminhado ao Paraná. De acordo com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, um dos critérios usados pelo Governo Federal para validar a divisão dos imunizantes é o número de trabalhadores da saúde.
Segundo ele, pelo fato de o Estado ter apenas um equipamento federal, o Hospital de Clínicas, em Curitiba, estaria em desvantagem em relação a outras unidades da Federação com proporção populacional semelhante, como é o caso do Rio Grande do Sul. O governador falou sobre o assunto nesta quarta-feira (27) durante entrevista para a rádio Jovem Pan e a RIC TV.
“Estamos em contato permanente com o Ministério da Saúde para ampliar o repasse de doses para o Paraná. Pelo nosso cálculo, recebemos um pouco menos. Telefonei para o ministro Eduardo Pazuello no sábado (23) e ele se mostrou solícito. Disse que se existir qualquer tipo de erro, o Paraná será recompensado automaticamente”, explicou o governador.
O documento disponibilizado ao MS revelou, após recontagem por parte da Secretaria da Saúde com base na ampliação do leque feita pelo próprio ministério, que o Paraná conta com aproximadamente 303 mil profissionais da saúde. O número é 11,5% superior à primeira versão, que continha 272 mil trabalhadores.
Até o momento, o Governo do Estado recebeu 391.700 doses, divididas em dois lotes da Coronavac e um da AstraZeneca. Já o Rio Grande do Sul garantiu 511,2 mil vacinas no mesmo período. Em relação à população, de acordo com a mais recente estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná soma 11.516.840 habitantes, pouco superior ao estado vizinho, que tem 11.422.973 moradores.
“O nosso quadro da saúde é bem diluído justamente pelo fato de não ter tantos hospitais federais. É essa a conta que mostramos ao Ministério para ter acesso a mais doses como forma de fazer justiça a uma distribuição de forma igualitária”, ressaltou.
LOGÍSTICA – Ratinho Junior destacou, também, a agilidade da equipe da Secretaria de Estado da Saúde no repasse dos imunizantes para os 399 municípios paranaenses. A primeira remessa com vacinas produzidas pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, lembrou ele, chegou a todas as regionais em 27 horas.
O lote da AstraZeneca/Oxford foi distribuído de forma ainda mais rápida, em menos de oito horas. Uma terceira parte, também da Coronavac, começou a ser entregue nesta quarta-feira (27) às Regionais de Saúde.
“Somos referência para o Brasil pela rapidez e agilidade. Temos 1.850 salas de vacinação à disposição da população. Quanto mais imunizantes nos forem repassados, melhor será essa logística. Reforçando que a prioridade neste momento é vacinar os profissionais da linha de frente, gente que está há mais de 10 meses presa em UTI para salvar vidas”, afirmou Ratinho Junior.
Ele lembrou, ainda, que o Paraná vacinou 76.517 pessoas contra a Covid-19 até as 17h de terça-feira (26). O número representa 34,8% das 219.271 doses distribuídas pelo Governo do Estado até o momento. A conta leva em consideração as 132.771 doses da Coronavac que chegaram na segunda-feira (18) – aproximadamente a metade do primeiro lote 265.600 aplicações – e as 86.500 desenvolvidas pela Universidade de Oxford em parceria com o Laboratório AstraZeneca que desembarcaram em Curitiba no sábado (23). A aplicação é feita pelos municípios. “A população indígena e os idosos que moram em asilos, por exemplo, foram 100% vacinados”, disse. Essa fatia da população representa pouco mais de 22 mil pessoas.
SPUTNIK V – Outro ponto destacado pelo governador é que o Paraná segue como parceiro do instituto Gamaleya. Ele afirmou que o Tecpar e as universidades estaduais ajudarão na execução da fase 3 de testes da vacina russa se a ação for cobrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O Tecpar não tem condições de produzir uma quantidade grande de vacinas, mas pode colaborar na parte científica do processo e está à disposição”, disse. (Com AEN)
A preparação e translado dos 19 corpos das vítimas do acidente ocorrido segunda-feira (25) na BR-376, em Guaratuba, no Litoral do Paraná, foi um dos assuntos discutidos em reunião entre representantes dos governos do Paraná e do Pará, realizada na terça dia (26), em Curitiba. Também foi tratada a remoção de 20 passageiros que tiveram ferimentos leves. O translado será feito em um avião fretado, que sairá do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, para Belém, em voo que está previsto para ocorrer nesta quarta-feira.
O encontro reuniu o secretário da Segurança Pública do Paraná, Romulo Marinho Soares; o diretor-geral da Polícia Científica, Luiz Rodrigo Grochocki; o coordenador executivo da Defesa Civil do Paraná, coronel Adriano Mello; e representantes da comitiva da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Pará, como o major Marco Rogério Scienza, o major Bruno Pinto Freitas e a papiloscopista Rosilene de Oliveira Pereira.
“O trabalho integrado é importante para organizar e dar celeridade neste processo, além de prestar contas do que está sendo feito no Paraná”, disse o secretário Marinho. “Estamos consternados com o acontecimento e acolhendo a comitiva para dar apoio para levar os corpos e entregar para a famílias enlutadas. É um momento de dor e tristeza e a união de nossos esforços é para que se tenha agilidade nos processos”.
A comitiva paraense se responsabilizou pelo contato e as tratativas com a empresa responsável pelo ônibus de turismo, além da seguradora, e também cuidarão do processo para o translado das famílias das vítimas.
“Vamos buscar tudo aquilo que compete à seguradora e à própria empresa no suporte aos familiares, óbitos e possíveis danos que venham a ocorrer para, de maneira mais rápida e eficiente, dar uma retaguarda aos envolvidos no acidente, para que a participação, tanto do poder público como do setor privado ofereça uma melhor resposta às vítimas”, explicou o major Scienza.
No encontro foi analisada a logística para o translado. Como o embarque estava condicionado à oitiva de algumas pessoas, o delegado responsável agilizou os processos enviando investigadores e escrivães em alguns locais para ouvir pessoas envolvidas e que precisariam viajar. Assim, será dada continuidade ao processo e a consequente conclusão do inquérito, em andamento na Delegacia de Delitos de Trânsito de Curitiba (Dedetran).
A Secretaria da Segurança Pública também fez um alinhamento logístico com a Infraero para garantir a privacidade e a segurança dos passageiros que seguirem ao Pará.
COOPERAÇÃO – O diretor-geral da Polícia Científica, Luiz Rodrigo Grochoki, levou à instituição a comitiva da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Pará, para continuar as tratativas sobre as liberações dos corpos e trâmites legais para o translado até o Norte do País. “Essa integração e cooperação interestadual, para nós, foi fundamental. Ela já faz parte do protocolo de atendimento a desastres, mas o espírito de colaboração e solidariedade entre os dois estados foi indispensável”, destacou Grochoki.
O assessor militar da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Pará, major Marco Rogério Scienza, conversou com familiares e amigos das vítimas para demonstrar o apoio do Estado. Além da definição do voo, foi providenciado pela Defesa Civil do Paraná acomodações para familiares e vítimas em um hotel até o momento do voo.
“Já estamos verificando as questões junto à seguradora quanto aos trâmites funerários e preparação funerária. Então, a partir do momento que a Polícia Científica deliberar que a vítima pode ser preparada, de imediato as funerárias entrarão em ação com o transporte e a retaguarda da funerária, para depois fazermos o transporte dos corpos e vítimas para o Pará”, explicou Scienza.
O major agradeceu o empenho da Segurança Pública do Paraná, desde o atendimento no local do acidente até a emissão de laudos e exames de forma rápida. “A experiência da administração de grandes eventos que o Paraná possui foi primordial no atendimento a uma ocorrência como essa. Isso permitiu com que o Estado do Pará se organizasse para cruzar do extremo Norte do Brasil e vir operar em consonância com esse trabalho de excelência”, acrescentou.
SOBREVIVENTES – Dos sobreviventes que estão no estado de Santa Catarina, apenas uma mulher, de 35 anos, será trazida para Curitiba, pelo Corpo de Bombeiros do Paraná, e seguirá viagem ao Pará por meio do voo fretado. Junto com ela, em Garuva, em um abrigo, estavam outras quatro pessoas que decidiram não voltar ao Estado do Pará e ficarão em Santa Catarina. Em Joinville, dos oito que estavam hospitalizados, apenas dois continuam internados, os outros seis já foram liberados e também optaram por ficar na cidade.
IDENTIFICAÇÃO – A Polícia Científica e a Polícia Civil do Paraná atuam de maneira integrada e já identificaram 17 corpos, dos 19 que estão no Instituto Médico Legal (IML). Os papiloscopistas da Polícia Civil fizeram a identificação das vítimas através de exames necropapiloscópicos, processo pelo qual coletam as impressões digitais e realizam o confronto com padrões enviados pela Polícia Civil do Pará.
Outros dois corpos, de menores de idade, estão sendo identificados pela Polícia Científica por um processo mais complexo, o exame de DNA. Segundo o diretor da Polícia Científica, ele foi necessário porque as vítimas não possuíam prontuário odontológico ou registro de identidade cadastrado. “Como parentes dessas crianças também foram vítimas do acidente, coletamos o DNA para verificar a identificação”, explicou diretor do Instituto Médico Legal (IML), André Ribeiro Langowiski.
Ainda segundo o diretor do IML, a estrutura da Polícia Científica e a parceria com o Instituto de Identificação do Pará foram essenciais para a agilidade na identificação das vítimas. "Recebemos os corpos por volta de15 horas, e às 19 horas já tínhamos feito todo o trabalho de necropsia, além disso, ainda ontem, com o trabalho dos papiloscopistas 17 vítimas fatais já tinham sido identificadas", disse.
INVESTIGAÇÃO – A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está investigando o tombamento do ônibus de turismo. Um Inquérito Policial foi aberto para apurar o caso e está sob a responsabilidade da Delegacia de Delitos de Trânsito. As investigações continuam e em depoimento, um dos motoristas afirmou que os freios do ônibus teriam falhado em uma das curvas e que ele não teria conseguido parar na área de contenção.
Até o momento o outro motorista não foi localizado. Testemunhas, familiares das vítimas e envolvidos no acidente estão sendo ouvidos. A Polícia Civil segue realizando diligências e aguarda exames periciais para estabelecer as dinâmicas do acidente. (AEN).
Os preços da maçã, banana e melancia subiram fortemente na maioria dos mercados em dezembro, mostra o primeiro Boletim Prohort de 2021, divulgado hoje (27) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O boletim destaca que os preços no último mês do ano, “como de costume”, refletem o impacto do verão e das festas de fim de ano sobre o comportamento do consumidor.
No caso da melancia, o preço do quilo chegou a subir 50% em Goiânia; 49% em Brasília; 31,9% em Recife, e 30,3% em Belo Horizonte. A alta ficou na casa de dois dígitos ainda em Curitiba (23,4%), Vitória (21,9%) e São Paulo (19,8%). A única queda foi registrada no Rio de Janeiro (3,49%). A causa para a alta foi a retração da oferta diante de uma explosão da demanda, segundo a Conab.
Em relação à banana, uma das principais frutas consumidas pelo brasileiro, foi registrada alta em todos os nove mercados pesquisados. O preço subiu mais forte em Belo Horizonte (37,9%), Rio de Janeiro (25%), Curitiba (23,5%), São Paulo (19,4%) e Brasília (17%). De acordo com a Conab, a demanda permaneceu normal para a época do ano, mas a produção, em especial da banana prata, segue caindo. Houve também aumento das exportações, sobretudo para a Argentina.
A alta da maçã, por sua vez, chegou a 30,3% em Brasília; 18,2% em Goiânia; 16,1% em Belo Horizonte, e 15,4% em Vitória. O preço também subiu em todos os demais mercados, com destaque para Curitiba (10%), Recife (9,4%) e Fortaleza (7,2%). Segundo a Conab, apesar de uma demanda reduzida no fim de ano, “observa-se a continuidade do movimento de redução da oferta”.
As exportações de frutas, no geral, subiram no mês passado, informou a Conab. O volume exportado chegou em dezembro com mais de 1 milhão de toneladas, cerca de 6% acima do ano anterior.
Tomate, batata e cenoura
Segundo o Boletim Prohort, o preço do tomate caiu na maioria dos mercados em dezembro, enquanto o preço da batata e da cenoura subiu.
No caso do tomate, apesar da alta da demanda, o preço caiu diante da maior oferta do produto. Em Goiânia, o preço chegou a cair 20,7%. Em Fortaleza, a queda foi de 18,3%. A redução chegou ainda a 15,7% em Belo Horizonte e 13,68% no Rio de Janeiro. Foi registrada alta em Recife (2,5%) e São Paulo (1,7%).
No caso da batata, o preço chegou a subir 14,22% em Belo Horizonte, 13,29% no Rio de Janeiro e 13,03% em Goiânia. Houve alta também em Brasília (9%), Vitória (7,8%) e Curitiba (7,3%). As únicas quedas foram registradas em Fortaleza (11,5%) e Recife (4,1%).
Em relação à cenoura, a alta chegou a 12,8% em São Paulo, 7,9% no Rio de Janeiro, 6,3% em Curitiba e 4,1% em Vitória. Por outro lado, o preço caiu em Goiânia (12,9%), Fortaleza (8,7%) e Recife (3,5%).
O Boletim Prohort acompanha mês a mês os preços de hortaliças e frutas nos centros de distribuição de nove capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Goiânia, Brasília, Recife e Fortaleza. (Com AEN)

























