Paraná recebe mais vacinas contra a Covid-19 e inicia distribuição de 361,7 mil imunizantes

O Paraná recebeu mais 136.890 vacinas contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech na manhã desta sexta-feira (3) destinadas à segunda dose (D2). A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já iniciou a distribuição de 361.730 imunizantes para as 22 Regionais de Saúde, incluindo o lote recém-chegado ao Estado, além de mais doses que já estavam no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).

 

São destinados também 49.805 mil medicamentos do kit de intubação para os serviços de saúde que atendem pacientes com Covid-19. Desse total, 10.100 foram enviados pelo Ministério da Saúde e 29.705 adquiridos com recursos da Sesa.

 

Ao todo, são 216.450 vacinas da Pfizer (incluindo 136.890 doses da 46ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde e 79.560 da 45ª), 87 mil doses da AstraZeneca (45ª pauta) e 58.280 CoronaVac (38ª pauta).

 

A nova remessa que deve chegar aos municípios entre esta sexta-feira (3) e sábado (4) e contempla somente D2, referente à finalização do esquema vacinal iniciado na 25ª, 27ª, 28ª e 38ª pautas.

 

Os imunizantes são enviados por via terrestre para as Regionais de Paranaguá, Metropolitana, Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, União da Vitória, Pato Branco, Francisco Beltrão e Telêmaco Borba. Recebem por avião as regionais mais distantes da Capital – Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Cianorte, Paranavaí, Maringá, Apucarana, Londrina, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Toledo e Ivaiporã.

 

MAIS DOSES – Esta é a terceira remessa recebida nesta semana, totalizando 485.490 doses. Parte já foi enviada na terça-feira (31), quando a Sesa descentralizou 207.500 imunizantes. Na segunda-feira (30), chegaram ao Paraná 182.100 doses referentes à 44ª pauta. Na quarta-feira (1º), 79.500 vacinas desembarcaram no Estado e 87 mil doses chegaram na noite desta quinta (2), contemplando o lote com 166.560 vacinas da 45ª remessa, além das 136.890 doses recebidas nesta sexta-feira (3). (Com AEN)

 

 

 

Agosto tem chuvas abaixo da média em várias regiões do Paraná

A forte estiagem que atinge o Paraná, que levou o Governo a decretar situação de emergência hídrica em todo o Estado, ainda não dá sinais de trégua. No mês de agosto, grande parte do território paranaense ainda apresentou acumulados de chuva abaixo ou próximo à média para o mês, como mostra o levantamento feito pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a pedido da Agência de Notícias do Paraná, em nove estações meteorológicas do Estado.

 

Em setores mais ao Norte, Oeste, parte do Centro e no Sul do Estado o déficit de precipitação foi mais significativo. A maior redução no volume de chuvas foi na região Norte. O acumulado no mês na estação de Londrina foi de apenas 17 milímetros, 71,4% a menos do que a média para agosto, que é de 59,4 milímetros.

 

Na margem oeste do Estado, que abrange as regiões Oeste, Noroeste e Sudoeste, as precipitações também ficaram abaixo do esperado. A estação de Cascavel teve um acúmulo de 29 milímetros no mês passado, 66,3% a menos que a média histórica de 86,2 milímetros. Na de Maringá, cujo volume médio esperado era 66,1 milímetros, choveu apenas 23,2 milímetros, uma redução de 64,9%.

 

No Sudoeste, onde a situação para o abastecimento é uma das mais críticas do Estado, o volume foi cerca de 60% abaixo da média. O acumulado na estação de Pato Branco em agosto chegou a 42,4 milímetros, enquanto o volume médio esperado era de 103,6 milímetros.

 

Em Palmas, choveu 42 milímetros, 62,4% abaixo da média para o mês, de 111,8 milímetros. Em União da Vitória, na região Sul, o volume de chuvas foi 57,9% menor que a média histórica de 107,8 milímetros, com o acúmulo de 57,9%.

 

DÉFICIT DE CHUVAS – Mesmo em locais onde o volume de chuvas ficou mais próximo ou acima da média climatológica, as precipitações de agosto ainda não foram suficientes para corrigir o déficit hídrico. É o caso da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e do Litoral.

 

“O volume de chuvas dentro ou acima do esperado nessas regiões não é indicativo de recuperação no déficit hídrico, que não pode ser corrigido com apenas um mês chuvoso”, explica a Lídia Mota, meteorologista do Simepar.

 

Os 104,4 milímetros acumulados na estação meteorológica de Curitiba em agosto, 26% superior que a média de 82,7 milímetros para o mês, foi importante para não reduzir ainda mais o nível dos reservatórios que abastecem a RMC, mas ainda não há sinais de estabilidade.

 

O volume médio de água nas barragens subiu pouco mais de dois pontos percentuais em um mês, passando de 49,7% no início de agosto para 51,92% nesta quinta-feira (2), de acordo com o monitoramento da Sanepar.

 

Também foi registrado aumento no volume de precipitações nas estações de Paranaguá (Litoral), com o acúmulo de 141,6 milímetros, o dobro da média histórica (70,7 milímetros), e de Guarapuava (Centro), onde a chuva acumulada chegou a 118,8 milímetros, pouco mais que o volume médio de 102,8 milímetros.

 

SETEMBRO – Junto com as flores, a chegada da primavera traz sempre a esperança de mais chuvas. Setembro é um mês de transição entre um período mais seco com a estação chuvosa. Mas a previsão do Simepar ainda é de neutralidade, já que não são observadas oscilações oceânicas que possam impactar no volume de chuvas.

 

Há sinais de chuvas pouco abaixo da média no Oeste e Sudoeste e de um volume maior de precipitações nas cidades próximas a Santa Catarina. No Estado, de modo geral, é possível que o volume fique próximo à média. (Com AEN)

 

 

 

Mortes por Covid-19 caem pela metade no Paraná em agosto; número de casos é o menor em dez meses

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), divulgado nesta quinta-feira (02), aponta que o Paraná registrou 1.212 óbitos por Covid-19 em agosto, exatamente a metade das notificações de julho (2.424). Além disso, o número de mortes foi o menor já contabilizado desde novembro do ano passado, que fechou com 1.027 registros.

 

Os índices do último mês não baixaram só nos óbitos. O relatório mostra que a quantidade de casos é a menor em 10 meses. Somente em agosto, o Estado confirmou 53.647 casos da doença – número que não baixava desde outubro de 2020, quando 38.305 casos foram notificados.

 

Ainda segundo o relatório da Saúde, 131 municípios não registraram óbitos em decorrência da doença em agosto. Destes, 23 estão há mais de 90 dias sem mortes. Em Guaporema, no Noroeste do Estado, não houve nenhuma morte pela doença este ano e Boa Esperança do Iguaçu, no Sudoeste, nunca registrou óbitos por Covid-19.

 

Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a queda nos indicadores demonstra a efetividade das vacinas. “Não há dúvidas de que a vacinação é segura e eficaz. Vínhamos de uma média de, pelo menos, 2 mil óbitos por mês este ano e agora, com o avanço da vacinação, reduzimos o número pela metade”, disse.

 

VACINAÇÃO – Agosto também foi o mês que o Paraná aplicou mais vacinas contra a doença desde o início da campanha de imunização, em janeiro. Ao todo foram 2.637.551 doses, sendo 1.622.246 primeiras aplicações (D1) ou doses únicas (DU) e 1.015.305 segundas doses (D2).

 

Somente com relação à D2, o último mês correspondeu a 33,1% do total de segundas doses aplicadas no Estado até agora. Foi o mês com mais aplicações do complemento do esquema vacinal. As informações são do Vacinômetro Nacional.

 

O Ministério da Saúde destinou ao Estado, neste período, 2.980.070 imunizantes, entre D1, DU e D2, a maior remessa de vacinas desde janeiro. Os dados são da plataforma Localiza SUS do Ministério da Saúde. A fonte é o Sistema de Informação de Insumos Estratégicos (Sies).

 

ESTADUAL – A Secretaria da Saúde, por sua vez, distribuiu aos municípios 3.472.168 em agosto. De acordo com o Programa Estadual de Imunização, os imunizantes correspondem à soma de remessas recebidas no mês, reserva técnica e D2 enviadas anteriormente.

 

TRANSMISSÃO – O número de reprodução eficaz, ou Rt, é o número médio de contágios causados por pessoa infectada e indica a velocidade de contaminação da Covid-19 em cada localidade. Nesta terça-feira (31) o Paraná estava com 0.88, o que significa que 100 pessoas contaminadas pelo vírus Sars-CoV-2, transmitem, em média, para 88 pessoas. Os números são bem diferentes dos registrados em 25 de junho, quando o Paraná atingiu um Rt de 1.48.

 

Os dados são do sistema Loft.Science. Segundo a plataforma, “um Rt de 3–4 infectará toda a população, enquanto um Rt de 1.5 pode ainda alcançar 60% da população. Somente se o Rt for menor do que 1 a epidemia diminuirá de tamanho até ser eliminada”. (Com AEN)

 

 

 

80% dos adolescentes de Toledo já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19

O município de Toledo, no Oeste, já aplicou 9.263 primeiras doses (D1) do imunizante contra a Covid-19 em adolescentes de 12 a 17 anos até esta terça-feira (31). O número da Secretaria municipal representa 80,9% da população de 11.438 adolescentes nesta faixa etária, segundo a estimativa do Ministério da Saúde.

 

O município é o único do Paraná que está vacinando menores de 18 anos, isso porque a cidade foi escolhida pela farmacêutica norte-americana Pfizer para sediar um estudo observacional da vacina no Brasil, com a participação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A pesquisa pretende analisar como o vírus Sars-CoV-2 se comporta em uma cidade de porte médio com toda a população imunizada.

 

“Para nós é de extrema importância que Toledo tenha sido escolhida para participar do estudo e dar início a imunização dos jovens paranaenses. Não temos dúvidas de que nos próximos dias essa vacinação estará acontecendo nos 399 municípios”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

 

A vacinação deste público começou na última sexta-feira (27), logo após o envio de 35.173 doses adicionais enviadas pelo Ministério da Saúde, destinadas exclusivamente para Toledo. O município estendeu o horário de vacinação até esta terça-feira (31), com quatro postos funcionando das 8h às 23h.

 

Agora, a Secretaria municipal disponibiliza três pontos vacinais, com horário das 8h às 12h para D1 e 12h às 16h para segundas aplicações (D2). A vacinação está aberta para todas as pessoas acima de 12 anos.

 

Já para esta sexta-feira (3), o município irá iniciar a vacinação no interior, onde vivem cerca de 9% dos habitantes da cidade. Segundo o cronograma da pasta municipal, a imunização deve ocorrer até a próxima quinta-feira (9), quando a cidade deve alcançar 100% do público acima de 12 anos vacinado com pelo menos uma dose.

 

POPULAÇÃO ADULTA – A estimativa do Ministério da Saúde é que Toledo tenha 110.052 pessoas acima de 18 anos. Destas, 105.533 receberam a primeira dose (D1) ou dose única (DU), chegando a 95,8% da população vacinada com pelo menos uma dose nesta faixa etária. (Com AEN)

 

 

 

Paraná é o segundo estado com mais cidades inteligentes no Brasil

O Paraná é o segundo estado com maior número de cidades inteligentes do Brasil, de acordo com o ranking Connected Smart Cities 2021, realizado pela empresa Urban Systems e divulgado nesta quarta-feira (1º). Das 100 cidades mais inteligentes do Brasil, nove são paranaenses. O Estado está empatado com Minas Gerais, e atrás apenas de São Paulo, que possui 37 municípios na lista. As cidades paranaenses que figuram no ranking geral são Curitiba (3º lugar nacional), Maringá (25º), Londrina (34º), Apucarana (41º), Foz do Iguaçu (44º), Cascavel (50º), Pato Branco (66º), Pinhais (74º) e Toledo (98º).

 

Para compor a nota de cada cidade, a metodologia do estudo engloba 75 indicadores de 11 eixos temáticos: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança. A pesquisa é realizada desde 2015 e avalia os 677 municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes, analisando as cidades com maior potencial de desenvolvimento do Brasil.

 

“O Paraná, exemplo mundial em desenvolvimento sustentável, mais uma vez se consolida como referência, desta vez em desenvolvimento urbano. O resultado da pesquisa endossa que o Governo do Estado possibilita essa evolução como um todo, fazendo com que diversas cidades concretizem sua vocação, não apenas investindo em tecnologia mas melhorando a qualidade de vida dos paranaenses como um todo”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

O superintendente de Inovação do Estado, Marcelo Rangel, endossa que o Paraná está fazendo sua parte no fomento à inovação e nos investimentos realizados em ecossistemas regionais. “Temos instituições e entidades que estão investindo muito na área de cidades inteligentes, criando incubadoras e aceleradoras que geram novas oportunidades de negócios tanto na área pública como no setor privado. Estando alinhados e trabalhando juntos. Os atores da inovação paranaense aceleram nosso desenvolvimento sustentável”, destacou.

 

CIDADES – Em 2021, o Paraná aumentou sua participação na pesquisa com relação aos anos anteriores. Em 2019 e 2020, o Estado contava com oito municípios ranqueados. Em 2021, com nove – as novidades são Pinhais e Apucarana, que não constavam no ranking de 2020, enquanto São José dos Pinhais saiu da lista.

 

Entre os índices avaliados, Pinhais é destaque nos indicadores relacionados ao meio ambiente, ficando em 5º lugar no setor. Já Apucarana tem bom desempenho em urbanismo: 17º do ranking temático.

 

DESTAQUE – Entre os destaques do Estado está Curitiba, que figura como terceiro lugar geral no País desde 2019. Em 2018, a cidade figurou no primeiro lugar da pesquisa em todo o Brasil. Em 2021, a Capital também ficou em primeiro lugar nos eixos de urbanismo e empreendedorismo, e apresentou um bom desempenho nos eixos de meio ambiente (3º lugar), tecnologia e inovação (5º), governança (17º), saúde (17º) e mobilidade (22º).

 

Maringá tem o segundo melhor escore do Estado, e foi elencada como a 7ª cidade mais inteligente do Sul. Suas melhores colocações estão nas áreas de economia (19º lugar), mobilidade (24º), tecnologia e inovação (28º) e empreendedorismo (30º).

 

Londrina também apresenta um bom cenário: 10º melhor município da região Sul, se destaca em saúde (14º), economia (20º) e urbanismo (25º). Já Foz do Iguaçu, 13º lugar na Região Sul, é 20º em empreendedorismo e 24º em meio ambiente.


MEIO AMBIENTE – Para além da lista criada pela performance geral dos municípios, a pesquisa cria um ranking dos 100 melhores colocados para cada um dos 11 eixos temáticos. Em um deles, o Paraná se sobressai ainda mais: meio ambiente.

 

Dos 100 municípios do eixo, 19 são paranaenses — quase um em cada cinco. A lista, liderada por Balneário Camboriú (SC) e Santos (SP), tem Curitiba em 3º lugar, seguida por Francisco Beltrão em 4º e Pinhais em 5º, além de Pato Branco em 9º.

 

Entre os indicadores considerados para este eixo, estão o percentual da população contemplada por saneamento básico, coleta de resíduos sólidos, recuperação de materiais recicláveis, idade média da frota dos veículos do município e potencial de geração de energias renováveis. Outros eixos temáticos com boa participação paranaense são os de saúde (11 municípios), empreendedorismo (10) e economia (9).

 

DESTAQUES TEMÁTICOS – Outras cidades paranaenses foram elencadas nos rankings temáticos, ficando entre os 100 melhores municípios daquele eixo.

 

Confira outros municípios citados pelo ranking:

Campo Largo: governança (32º), saúde (42º) e meio ambiente (76º)

Campo Mourão: meio ambiente (80º) e saúde (88º)

Castro: urbanismo (31º)

Fazenda Rio Grande: empreendedorismo (18º), meio ambiente (32º) e economia (68º)

Ibiporã: empreendedorismo (71º) e economia (79º)

Irati: empreendedorismo (74º)

Paranaguá: segurança (24º), meio ambiente (41º), mobilidade (88º)

Paranavaí: meio ambiente (77º)

Piraquara: meio ambiente (56º)

Ponta Grossa: tecnologia e inovação (44º) e empreendedorismo (69º)

São José dos Pinhais: empreendedorismo (46º), meio ambiente (54º), urbanismo (57º) e economia (57º)

Telêmaco Borba: meio ambiente (99º)

Umuarama: saúde (16º), meio ambiente (20º) e governança (98º)

União da Vitória: saúde (53º) e educação (62º). (Com AEN)

 

 

 

Gestão portuária do Paraná é a melhor do Brasil pelo segundo ano consecutivo

Os portos do Paraná têm a melhor gestão pública do Brasil. O reconhecimento foi feito pelo governo federal na segunda edição do Prêmio “Portos + Brasil”, entregue na noite desta quarta-feira (1) pelo Ministério da Infraestrutura. Vencedora em duas das oito categorias, a empresa pública Portos do Paraná, que administra os terminais de Paranaguá e Antonina, lidera o ranking nacional nas práticas de mercado e em gestão. É o segundo ano consecutivo como líder do ranking.

 

O Estado alcançou a maior nota no Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP), com 9,0 pontos. O indicador é considerado o mais importante para atestar a capacidade de gerência dos portos. São índices financeiros, contábeis, de transparência administrativa, regularidade tributária e trabalhista, além da manutenção dos acessos aquaviários.

 

Também foram premiados o Porto de Santos (nota 8,5); o complexo Suape, de Pernambuco, e a SCPar, que administra os portos de Imbituba e São Francisco do Sul, em Santa Catarina, ambos com nota 8,0.

 

O governador Carlos Massa Ratinho Junior acompanhou a cerimônia de premiação, em Brasília, e destacou que o trabalho de gestão e os investimentos da Portos do Paraná fazem parte de um projeto maior do Estado, que se capacita para tornar-se o grande hub de logística da América do Sul. “Temos trabalhado para consolidar esse projeto, que é muito representativo para o futuro do Paraná e também colabora com o desenvolvimento do Brasil”, disse.

 

Ponto central no mapa da América do Sul, fazendo fronteira com dois países e a ligação entre as regiões Sul e Sudeste, o Paraná investe na melhoria e ampliação dos diferentes modais logísticos, ressaltou Ratinho Junior. Isso inclui o novo programa de concessões rodoviárias, que prevê mais de 3,3 mil quilômetros de estaduais e federais pedagiadas, o projeto da Nova Ferroeste, estrada de ferro ligando Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, e a concessão dos aeroportos paranaenses.

 

“Os portos de Paranaguá e Antonina não poderiam estar de fora desse processo, pois são mecanismos importantes para o desenvolvimento econômico do Paraná e do Brasil. Maior corredor de exportação de grãos do mundo, o Porto de Paranaguá se consolida como um dos maiores do planeta”, afirmou o governador. “Nosso agradecimento a todos os trabalhadores, todo o time da Portos do Paraná, que fizeram com que os terminais paranaenses fossem reconhecidos como os mais eficientes do Brasil”, completou.

 

VALORIZAÇÃO – O secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Rodrigo Pacheco, salientou que a premiação tem o objetivo de valorizar a gestão portuária, e também reforçou a parceria entre o governo federal e o Governo do Estado em projetos que envolvem os diferentes modais de transporte.

 

“O Paraná tem feito um esforço muito grande na agenda da infraestrutura, que vai além do setor portuário e contempla também o programa de concessões rodoviárias e um apoio forte da Itaipu Binacional em empreendimentos no Estado”, disse Pacheco. “É motivador ver um estado trabalhando em conjunto com o governo federal e colhendo os frutos dessa parceria”.

 

O secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, ressaltou que o resultado é fruto de um planejamento estratégico da Portos do Paraná. A empresa pública paranaense foi a primeira do País a receber autonomia total na administração dos contratos de exploração dos portos organizados. A descentralização foi feita em agosto de 2019 e deu mais eficiência e celeridade aos processos envolvendo os terminais paranaenses.

 

“Esse é um reconhecimento ao trabalho de toda a equipe dos portos do Paraná. Os dois principais prêmios, de melhor gestão do Brasil e planejamento e gestão, foram dados a esses profissionais que trabalharam com dedicação no momento mais difícil, que foi o ano da pandemia. A eles fica a nossa gratidão em nome do povo paranaense”, agradeceu o secretário.

 

INVESTIMENTOS – A Portos do Paraná ganhou também na categoria Execução dos Investimentos Planejados, com índice de 76,1%. A métrica foi criada para mensurar a proporção do orçamento de investimento disponível que foi efetivamente executada pela autoridade portuária.

 

“A premiação comprova o alto nível técnico dos funcionários da Portos do Paraná, o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento da atividade portuária e o trabalho incansável dos trabalhadores e empresários da nossa comunidade”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. “Conseguir executar mais de 70% dos investimentos planejados mostra que todo o time da Portos do Paraná se encontra comprometido e empenhado na execução do nosso melhor”, disse.

 

Segundo ele, a empresa pública se prepara para executar grandes obras de infraestrutura terrestre e marítima, além de realizar os leilões de novas áreas operacionais. “Temos leilões de arrendamento previstos para acontecer em dezembro deste ano e em março de 2022. Os investimentos privados, em cinco áreas, devem chegar a R$ 1,4 bilhão”, completou.

 

O programa de dragagem continuada, que vai até 2023, soma investimentos de R$ 403,3 milhões. A derrocagem da Pedra da Palangana, que vai dar mais segurança para navegação e ao meio ambiente, deve começar nos próximos dias. Os R$ 23,2 milhões em recursos da autoridade portuária vão possibilitar receber navios maiores, graças à ampliação da profundidade do Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá.

 

Os Portos do Paraná preparam ainda a construção de um novo Corredor de Exportação, com capacidade de embarque que 32 mil toneladas, por hora, em oito linhas integradas. E o Moegão Leste, uma moega exclusiva para trens, que vai permitir receber 180 vagões simultâneos, em três linhas independentes e 11 terminais interligados. (Com AEN)

 

 

 

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