O Ministério do Meio Ambiente lançou hoje (14) o Edital de Concessão do Parque Nacional do Iguaçu (PR), que prevê investimentos de R$ 500 milhões em infraestrutura, englobando melhorias para o público, conservação da biodiversidade e desenvolvimento das cidades do entorno.
O anúncio ocorreu em cerimônia realizada em Brasília, com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério do Turismo e da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia.
O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcos Simanovic, e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, assinaram um contrato para estruturação de projetos voltados à concessão de dez unidades de conservação ambiental. Os projetos objetivam a preservação ambiental, o fomento ao turismo sustentável e o desenvolvimento do entorno das unidades.
“A estruturação destes projetos ambientais mostra que a esfera privada pode atuar em conjunto com o governo federal. Através do ICMBio, o poder público exerce o poder de fiscalização e monitoramento de modo a garantir que os planos de manejo sejam bem executados e que as comunidades estejam apreciadas no modelo de concessão”, disse Joaquim Leite.
O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, por sua vez, salientou que a agenda de parques é preservação, mas também o fomento ao empreendedorismo e ao emprego verde capaz de gerar muita renda por todo o Brasil. Segundo Montezano, a consequência dessa nova linha de negócios setoriais da indústria da economia verde é fazer do país uma potência global na governança de ativos ambientais. “Com esta parceria pública e privada, a gente vai aprender, evoluir e assim nos tornarmos uma referência”, assegurou.
Parque
O projeto de concessão do Parque Nacional de Iguaçu prevê ainda a aplicação de R$ 3 bilhões na operação do parque durante o período da concessão. O novo edital incorpora aspectos ligados à sustentabilidade financeira, à preservação ambiental e à preocupação com as comunidades do entorno.
De acordo com informação do BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa, o futuro concessionário não poderá, por exemplo, cobrar pelo ingresso valor além do estabelecido em contrato. Além disso, será possível estabelecer pacotes especiais para visitas de mais de um dia, com o objetivo de incentivar a permanência do turista. Moradores dos 13 municípios do entorno do parque terão desconto no ingresso e pagarão 20% do valor máximo previsto.
O edital atende também diversas demandas das comunidades durante as fases de consulta e audiência pública, entre as quais o aumento no valor que o concessionário deve investir em projetos socioambientais, de 5% para 6% da receita total. A consulta pública recebeu mais de 300 contribuições, o que demonstra a importância da participação popular no desenvolvimento do projeto, disse o diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do BNDES, Fábio Abrahão.
Duplicação
A nova concessão poderá duplicar o número de visitantes do parque no período de 30 anos da nova concessão, em razão das novas regras do contrato que preveem a expansão da área concessionada e a realização de investimentos capazes de aumentar a atratividade da visitação.
Criado em 1939, o Parque Nacional do Iguaçu tem área de quase 200 mil hectares e é a maior reserva remanescente de Mata Atlântica da região. A principal atração turística do parque são as Cataratas do Iguaçu, eleitas uma das Sete Maravilhas da Natureza, em 2011. O parque também protege riquíssima biodiversidade da fauna e flora brasileiras, algumas delas ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e o jacaré de papo amarelo.
Novos projetos
O contrato firmado entre o BNDES e o ICMBio visa a estruturação de projetos voltados à concessão de dez unidades de conservação ambiental. A iniciativa vai revitalizar este conjunto de parques e florestas com foco na preservação ambiental e no desenvolvimento do turismo sustentável. Com o apoio do banco, a expectativa é que a visitação a essas unidades de conservação ultrapasse a marca de 2 milhões de pessoas ao ano, gerando empregos e renda para a população local.
O contrato envolve os parques nacionais de Brasília (DF), da Serra dos Órgãos (RJ), da Serra da Bocaina (SP), de Anavilhanas (AM), do Jaú (AM), da Serra da Canastra (MG), da Serra do Cipó (MG), de Caparaó (MG), além das florestas nacionais de Ipanema (SP) e de Brasília (DF). Gustavo Montezano disse que, uma vez na carteira do BNDES, os dez parques serão modelados e planejados para, “no momento certo e da forma adequada, também serem concessionados”.
Com suporte do Ministério do Meio Ambiente, o BNDES realizará os estudos técnicos, modelagem dos projetos e a preparação do processo licitatório para a concessão de todas as unidades de conservação. A realização do leilão ficará a cargo do ICMBio. Os projetos levarão em conta o potencial turístico e o estágio de preservação ambiental específicos de cada uma das unidades.
É o caso, por exemplo, do Parque Nacional da Serra da Bocaina, localizado entre Rio de Janeiro e São Paulo, que é atualmente um dos quatro parques mais visitados do país. Ou dos parques de Anavilhanas e Jaú, no Amazonas, que serão os primeiros do bioma amazônico a serem concedidos. A projeção, neste caso, é que o turismo ecologicamente responsável contribua para conservação de uma área com extensão de quase 3 milhões de hectares, o equivalente a países como Eslovênia ou Israel.
Os dez parques e florestas estão na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, que busca a ampliação de oportunidades de investimento e a melhoria na infraestrutura dos serviços prestados ao cidadão. Atualmente, existem 24 parques voltados à visitação com serviços concessionados no Brasil, sendo oito deles federais.
Por - Agência Brasil
O Governo do Estado vai prorrogar até 30 de junho o estado de calamidade pública para fins de enfrentamento à pandemia da Covid-19.
O decreto com a extensão do prazo (9.792/2021) será publicado no Diário Oficial do Paraná e segue para apreciação da Assembleia Legislativa, para que seja homologado pelos deputados estaduais.
O instrumento jurídico facilitar a gestão de questões orçamentárias e administrativas para assegurar os recursos necessários para áreas prioritárias, permitindo maior liberdade na adoção de novas ações de prevenção e enfrentamento do vírus, como eventual reabertura de leitos.
Dessa forma, investimentos previstos no orçamento para outras áreas podem ser redirecionados para fazer frente à crise sanitária, econômica e social decorrente da pandemia, sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
A prorrogação também permite a continuidade de diversos contratos emergenciais já firmados. Segundo justificativa da Sesa, encaminhada ao Poder Legislativo nesta terça-feira (14), a medida é “necessária em virtude do atual momento da pandemia, que exige cuidados pontuais do Poder Público, visto que diversos hospitais permanecem com ocupação de leitos por pacientes acometidos pela Covid-19 e demais enfermidades resultantes da contaminação pelo vírus”.
Ainda de acordo com a Saúde, outro fator preponderante para justificar a prorrogação do estado de calamidade pública estadual é “o surgimento da variante Ômicron, que não possui estudos conclusivos acerca de sua capacidade de transmissão e gravidade de sintomas.
Por - AEN
Até março do ano que vem o Paraná contará com 14 propriedades que servirão como Unidades de Referência (UR) voltadas à criação de animais da raça Purunã.
As Urs serão instaladas pelo Instituto de Desenvolvimento Rural-Iapar-Emater (IDR Paraná). A Purunã é o resultado de quatro décadas de pesquisa em melhoramento genético realizado pelo IDR-Paraná, com objetivo de criar uma raça composta a partir dos cruzamentos entre Aberdeen Angus, Charolês, Canchin e Caracu.
Nas Unidades de Referência, cada pecuarista receberá reprodutores machos puros de origem, com registro, para fazer o cruzamento com matrizes do seu rebanho. A proposta, que envolve profissionais da pesquisa e extensão rural, é difundir e fomentar a criação de animais melhorados com a raça Purunã nos Campos Gerais e Vale do Ribeira.
Luiz Fernando Brondani, coordenador estadual de pecuária de corte do IDR-Paraná, ressalta que essa proposta sensibiliza os produtores de todo o Estado para o potencial de uma raça que tem como características produzir animais rústicos, dóceis e precoces. Ele informa que oito URs já foram instaladas (três em Ponta Grossa, uma em União da Vitória e quatro na região de Curitiba).
“O IDR-Paraná fornecerá um touro puro, de forma consignada, para cada 30 vacas do produtor. O compromisso é pagar pelo animal a partir do terceiro ano, entregando três bezerros machos mestiços Purunã, desmamados, com no mínimo 220 quilos de peso vivo para cada touro recebido”, explica. Segundo Brondani, essa proposta não visa apenas melhorar o rebanho geneticamente, mas também todo o sistema intensivo de criação de bovinos de corte, com animais prontos para o abate com idade inferior a 24 meses.
PRODUÇÃO DE BEZERROS – As URs estão sendo instaladas em pequenas e médias propriedades, com 50 matrizes em média, que não tenham touro puro de nenhuma outra raça. Para Brondani, o maior atrativo para os produtores é ter um reprodutor de qualidade melhorando o seu rebanho, produzindo bezerros de alto valor comercial, atendendo às exigências de carne de melhor qualidade e suprindo a deficiência de bezerros do Estado.
O especialista lembra que o fechamento das divisas do Paraná, em decorrência da barreira sanitária da aftosa, impede a compra de bezerros de outros estados do Norte do País. Estima-se que atualmente exista uma carência de 500 mil bezerros no Paraná e o incentivo à criação do Purunã pode atender parte desse déficit.
A intenção é que, num futuro próximo, o número de URs seja ampliado com a introdução de reprodutores de pecuaristas que já criam a raça Purunã. De acordo com Breno Menezes de Campos, servidor do IDR-Paraná, as propriedades onde estão sendo instaladas as URs necessariamente devem trabalhar com a cria de animais.
“Os pecuaristas terão que aprimorar todo o sistema de produção e serão acompanhados pelos técnicos locais mensalmente. É preciso ter um mínimo de infraestrutura como instalações adequadas, pastagens e um esquema de mineralização dos animais”, explica. “A meta é fazer com que a taxa de natalidade do rebanho atinja 85%. O pecuarista também deve manter a sua propriedade aberta para a realização de dias de campo ou reuniões técnicas, metodologias da extensão rural”, complementa.
O IDR-Paraná dispõe inicialmente de uma equipe de 17 extensionistas para orientar os produtores destas regiões que aceitarem participar dessa proposta.
PREMIUM – O coordenador estadual de pecuária de corte do IDR-Paraná disse que, a médio prazo, os técnicos da Associação Brasileira de Purunã têm a pretensão de estabelecer uma carne premium Purunã, que poderá ser comercializada com maior valor agregado, beneficiando o produtor. Os pecuaristas das URs também serão orientados sobre a organização para a comercialização, tanto dos bezerros quanto de animais prontos para o abate.
Além da implantação das URs, a proposta de fomento e difusão da raça Purunã inclui, ainda, uma feira específica de bezerros meio sangue Purunã. Outra estratégia para atrair novos criadores é a Vitrine Tecnológica, instalada na Fazenda Modelo do IDR-Paraná em Ponta Grossa. No local os produtores podem acompanhar todo o processo de criação da raça Purunã, desde a cria, a recria, até a terminação dos animais para o abate.
RAÇA – Atualmente o Paraná tem um rebanho de mais de 4 mil animais Purunã puros e mais de 100 mil cabeças obtidas a partir de cruzamentos. O Purunã hoje está presente em vários estados como Minas Gerais, Piauí, Tocantins e Mato Grosso do Sul, demonstrando sua capacidade de adaptação a diversas condições de clima.
Por - AEN
O Governo do Estado lançou nesta terça-feira (14) os primeiros editais para estruturação e início das atividades da Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e de Inovação (Ageuni), no âmbito do Programa de Estímulo às Ações de Integração Universidade, Empresa, Governo e Sociedade.
Somando R$ 3,4 milhões, as duas chamadas públicas são direcionadas às sete universidades estaduais, onde serão instaladas as unidades da Ageuni.
Os recursos são do Fundo Paraná, por meio de suplementação orçamentária da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) para a Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Um dos editais se refere à composição dos espaços físicos da Ageuni. Serão alocados R$ 224 mil para cada universidade estadual, totalizando mais de R$ 1,5 milhão. Os recursos serão aplicados na adequação de espaços, aquisição de equipamentos e mobiliários, além de bolsas no valor mensal de R$ 2 mil, para o período de um ano.
O outro edital refere-se ao subprograma Paraná Empreende Mais, que consiste na oferta de cursos de capacitação gerencial e mercadológica para empreendedores individuais e micro, pequenos e médios empresários. Essa ação contempla seis propostas de R$ 260,4 mil e um projeto no valor de R$ 308,4 mil, somando montante superior a R$ 1,8 milhão.
O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, explica que o intuito é proporcionar aos empreendedores paranaenses conhecimento e qualificação para alavancar os negócios. “Passada a fase mais crítica e restritiva da pandemia do novo coronavírus, o cenário de retomada econômica foca no crescimento de empresas existentes, no incentivo à abertura de novos negócios e no fortalecimento da cultura empreendedora”, afirmou.
Ele destacou, ainda, os aspectos de governança da Ageuni, que envolve a sociedade civil organizada, com foco no desenvolvimento sustentável. “As regiões vão definir, junto com as universidades, os projetos importantes para gerar desenvolvimento, riqueza, renda e bem-estar para a população. Essa ação é possível devido à robustez e capilaridade do Sistema Estadual de Ensino Superior, que permite a execução de projetos de desenvolvimento local e regional, valendo-se da estrutura universitária”, ressaltou o superintendente.
O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, destaca que a estratégia se baseia na capacidade de atuação das instituições de ensino superior para o desenvolvimento regional e territorial. “Os projetos serão orientados para a inovação e o desenvolvimento sustentável, por meio de ações que promovam o desenvolvimento produtivo e social, o acesso a serviços públicos e educação e qualificação profissional”, acrescentou.
Para o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, o Paraná tem um excepcional Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação que está fazendo toda a diferença no desenvolvimento do Estado. “A inovação está entre as prioridades do governo estadual e se faz presente em todos os órgãos, refletindo em parcerias importantes com toda a sociedade. Essa atuação das universidades na comunidade é fundamental”, enfatizou.
CRONOGRAMAS – De acordo com os cronogramas dos editais, as propostas para ambas as chamadas públicas devem ser enviadas pelas universidades estaduais até 31 de janeiro. Os resultados serão divulgados nos dias 7 de fevereiro e 10 de março, respectivamente. A indicação de bolsistas para atuar na Ageuni e no subprograma Paraná Empreende Mais será feita em fevereiro do próximo ano.
QUALIFICAÇÃO – O Paraná Empreende Mais prevê a oferta de quatro cursos na modalidade remota, em cada uma das instituições estaduais de ensino superior, ao longo de um ano. O conteúdo programático está organizado em oito disciplinas, abrangendo quatro módulos: gestão estratégica e de pessoas, gestão de negócios e comercial, gestão financeira e inovação tecnológica.
Professores e estudantes das universidade estaduais do Paraná vão atuar como orientadores e mentores. Além disso, conforme previsto no edital, cada instituição terá dotação de R$ 30 mil para contratação de palestrantes de renome. A expectativa é capacitar 700 empreendedores por turma (100 alunos por turma/universidade), totalizando 2.800 alunos em 12 meses. A carga horária dos cursos será de 72 horas para cada turma (seis horas semanais).
“A qualificação dos empreendedores vai incentivar a criação de novos negócios, contribuindo para a geração de trabalho, emprego e renda e, consequentemente, para o desenvolvimento socioeconômico do Paraná”, explica o coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina.
AGEUNI – Idealizada pela Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Ageuni está alinhada com o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná – Lei Estadual de Inovação e Lei de Fundações de Apoio. O programa foi lançado em outubro de 2021 e visa aumentar a competitividade das empresas paranaenses, agregando tecnologia aos processos de produção de bens e serviços.
A iniciativa contempla quatro eixos temáticos: parceria entre universidade e empresa; inovação e apoio para microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas (MPEs), cooperativas, associações e empreendimentos solidários; universidade empreendedora; e universidade e desenvolvimento regional sustentável.
Além da Fundação Araucária e das universidades estaduais, a Ageuni conta com o apoio das secretarias de Estado da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes e da Fomento Paraná. Nas instituições de ensino superior, a gestão de recursos financeiros do programa é realizada pelas Fundações de Apoio.
O Governo está elaborando um decreto para instituir a Ageuni na política estadual de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica do Paraná, e estimular a sinergia entre os atores regionais dos diferentes ecossistemas de inovação.
Por - AEN
A Audi vai retomar a linha de montagem em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com a produção dos modelos Audi Q3 e Audi Q3 Sportback a partir de 2022.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior acompanhou o anúncio, feito nesta terça-feira (14) em São Paulo, pelo CEO e presidente da Audi do Brasil, Johannes Roscheck. Na ocasião, foi apresentado o modelo pré-série do Q3 Sportback, já montado no Paraná.
O governador afirmou que a volta da produção da Audi no Paraná representa mais um passo no momento de retomada da economia do Estado após os impactos da pandemia de Covid-19, com a conquista de bons índices de crescimento industrial e na geração de empregos. Entre janeiro e outubro, lembrou ele, cerca de 176 mil vagas formais foram abertas no Estado.
“A Audi tem uma presença importante em um nicho de mercado, o que ajuda a consolidar o Paraná como um dos importantes polos automotivos do Brasil e do mundo, com a presença de grandes indústrias do setor”, afirmou Ratinho Junior. “Estamos trabalhando há bastante tempo para a retomada da produção da montadora, dentro de uma estratégia de atração de investimentos para ampliar nosso parque industrial e gerar mais empregos no Estado”.
Ratinho Junior também destacou o anúncio feito nesta semana de ampliação dos investimentos da DAF, que fará da fábrica em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, uma unidade de exportação de caminhões, atendendo não apenas o mercado interno, mas também o internacional. “O aumento da produção automotiva reflete não apenas nos empregos diretos dessas montadoras, mas também em outras indústrias da cadeia”, ressaltou.
NOVOS VEÍCULOS – Única fábrica da multinacional na América do Sul, a Audi tinha paralisado a produção em São José dos Pinhais em dezembro de 2020, para adequar a linha de montagem para os novos veículos. A produção deve iniciar em meados do ano que vem. “Mesmo em um momento desafiador, a empresa sempre trabalhou para viabilizar a fabricação nacional por acreditar no potencial do País e na credibilidade que a marca ganha na visão dos nossos clientes”, salientou Roscheck.
A montadora está negociando com o governo federal a liberação de créditos de IPI do programa Inovar-Auto, com a possibilidade de usar os recursos para aumentar o volume de produção. “Estamos em um processo positivo de negociação com o governo federal. O maior desafio é com relação ao instrumento legal para essa negociação, mas o governador Ratinho Junior tem nos auxiliado no diálogo junto ao Ministério da Economia. A perspectiva é que essa questão seja resolvida nos próximos meses”, explicou Antônio Calcagnoto, diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Audi do Brasil.
LINHA – A produção do Audi Q3 com motor 2.0 em suas duas carrocerias, ambos com a tecnologia de tração quatro - utilizada pela primeira vez pela Audi na fabricação nacional - será feita em uma linha de montagem exclusiva, a mesma que produziu a geração anterior do SUV até 2019. O método adotado nesta fase será o SKD ou Semi Knocked-Down, em que o veículo desembarca no País parcialmente desmontado.
Os modelos serão inicialmente fabricados em Györ, na Hungria, e chegarão ao Porto de Paranaguá divididos em conjuntos de peças para a montagem final em São José dos Pinhais. As etapas de produção concluídas no Brasil contemplam a união da carroceria com motor, transmissão e eixos, conexão do sistema de escapamento, montagem das rodas e inclusão da bateria e líquidos de arrefecimento.
ELÉTRICOS – A Audi do Brasil anunciou também investimento de R$ 20 milhões para ampliar a rede de recarga ultrarrápida de veículos elétricos no País. Em 2022, a empresa instalará estações DC de 150 kW em quase todas as concessionárias da marca no Brasil. Nesses carregadores, o 100% elétrico Audi e-tron pode recarregar a bateria de 0% a 80% em menos de 25 minutos.
HISTÓRIA – A Audi iniciou sua operação no Brasil em 1999, com a inauguração da unidade de São José dos Pinhais, onde foram produzidos os Audi A3 de primeira geração nacionais. A produção do modelo seguiu até 2006, quando a Audi decidiu interromper a fabricação local.
A montadora resolveu, então, retomar a linha de montagem no País em 2012, quando o governo brasileiro instituiu o Inovar-Auto, programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores. Para isso, a empresa investiu cerca de 150 milhões de euros na unidade paranaense, valor próximo de R$ 500 milhões na época.
A produção teve início em 2015 com o A3 Sedan – até hoje o único modelo com motor flex feito pela Audi em todo o mundo – e, em 2016, passou a produzir também o Q3. A fabricação do SUV seguiu até 2019, com o fim do ciclo de vida da geração anterior. O A3 Sedan foi fabricado até 2020, também com o fim do ciclo de vida da geração.
Após um hiato de pouco mais de um ano para preparação da linha para os novos modelos, entre fim de 2020 e março de 2022, a Audi deve iniciar a montagem dos veículos na fábrica do Paraná.
Por - AEN
A frequência de acidentes com a energia elétrica apresenta tendência de redução no Paraná, mas a gravidade dos casos ainda preocupa e demanda cuidados especiais para que sejam evitados.
De acordo com a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, em todo o Brasil 691 ocorrências fatais com choque elétrico foram registradas em 2020, a maioria delas relacionadas às atividades de construção civil e manutenção predial. Para alertar e orientar os consumidores para as atitudes de prevenção, a Copel está veiculando uma série de vídeos em seu canal na rede YouTube. A ação faz parte do projeto Energia Segura, que dá nome à playlist com esta temática.
Além da construção civil e atividades relacionadas como reforma, pintura e instalação de placas, os vídeos abordam os cuidados na área rural, segunda colocada no registro de acidentes na área de concessão da Copel, e também na poda de árvores, instalação de antenas e o uso correto da energia dentro de casa, inclusive com a decoração natalina. As dicas são trazidas pelo engenheiro Raul da Silva Claudino, da área de Segurança do Trabalho na Copel.
Ele diz que a alternativa de comunicação através dos vídeos surgiu durante a pandemia, mas veio para ficar. “Nós sempre estivemos muito presentes nas salas de aula, nas Sipats (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) das empresas, em canteiros de obras e nas cooperativas. Quando a pandemia impediu essas atividades presenciais, vimos que era importante levar essa informação também de forma remota, para chegar ao maior número de pessoas possível”. A rede estadual de ensino já está utilizando os materiais nos intervalos das aulas para o Ensino Médio.
Até novembro deste ano, foram registrados 21 acidentes com a energia elétrica no Paraná, e a tendência é de que o ano feche com uma redução de 30%, na comparação com 2020. A retração foi puxada pela construção civil que, junto com a área rural, responde por mais da metade dos acidentes por choque elétrico no Estado.
MEDIDAS DE PREVENÇÃO - Uma das principais causas dos acidentes nos canteiros de obra é a movimentação de grandes estruturas metálicas e outros equipamentos que podem tocar na rede elétrica. Este é, também, um problema recorrente em áreas rurais. Nas épocas de preparação do solo e de colheita, caminhões, tratores e outros veículos de grande porte passam por baixo da rede elétrica e podem tocar os fios e causar acidentes. Nos últimos seis, anos, a Copel registrou 25 ocorrências como estas. Embora não seja uma situação frequente, a postura do condutor pode ser a diferença entre a vida e a morte “O motorista precisa manter a calma e permanecer dentro do veículo até a confirmação de que a rede está desligada”, orienta Raul.
O engenheiro afirma que, na área rural, a preocupação aumenta nos períodos de maior movimentação. “Estamos lançando os novos materiais para chamar atenção para o tema, porque nas épocas de preparação do solo e de colheita, caminhões, tratores e outros veículos de grande porte passam por baixo da rede elétrica e se não tiverem atenção à altura do maquinário podem tocar os fios e causar acidentes”, afirma Raul.
SEGURANÇA EM CASA - No ambiente doméstico, entre os principais cuidados estão o dimensionamento correto das tomadas, evitando o uso de “T” ou benjamin. “Se for preciso ligar mais de um aparelho, é preferível usar o filtro de linha”, indica Raul Claudino.
Outra situação bastante comum e que representa um risco é o uso de celulares enquanto o telefone está carregando na tomada. Além de não mexer no celular enquanto carrega, o engenheiro alerta que o carregador deve ser tirado da tomada imediatamente após carregar o aparelho, especialmente quando há crianças em casa. Deve utilizar protetores de tomada, e para os maiores vai o recado sobre as pipas, sempre longe da rede elétrica.
O canal da Copel também tem diversos vídeos voltados para o público infantil, na playlist de educação do programa Iluminando Gerações. Neles, os personagens Maricota e Jacuí ensinam de forma lúdica como usar a energia elétrica com segurança.
Por - AEN














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