Governo do Paraná lança campanha para impulsionar a retomada do turismo

Incentivo para impulsionar a retomada do turismo no Estado, setor que teve sua economia afetada pela pandemia da Covid-19.

É com este objetivo que a Paraná Turismo lança nesta quinta-feira (09) a campanha “Paraná para o Paranaense”. Ela faz parte do Projeto de Retomada do Turismo, elaborado pelo Governo do Estado em três etapas, desde 2020.

Ao todo, oito vídeos serão veiculados nos intervalos das programações dos canais abertos de televisão. Com isso, o Projeto de Retomada do Turismo atinge a 3ª e última etapa. Os vídeos mostram os atrativos paranaenses, suas belezas naturais e a infraestrutura para recepcionar turistas.

“O Paraná tem procurado trabalhar na formulação dos seus roteiros e produtos turísticos, porque o turista vai onde tem infraestrutura, produtos, e onde é bem atendido”, afirmou o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

“O turismo era um setor que vinha apresentando um crescimento em torno de 10% ao ano e, por isso, foi um dos setores que mais sentiu os impactos financeiros negativos da pandemia”, afirmou o secretário.

Os vídeos foram produzidos pela Paraná Turismo, com apoio do Ministério do Turismo. O valor do Convênio com o governo federal soma R$ 500 mil, sendo R$ 12 mil de contrapartida estadual. Também foram criados materiais para veiculação em rádios, mapas e folders.

“A intenção é que os paranaenses sintam vontade de conhecer os atrativos turísticos do Estado”, destacou o diretor de Marketing e Inovação da Paraná Turismo, Irapuan Cortes.

RESULTADOS – Os resultados esperados com a campanha são o reaquecimento da economia do setor; o fortalecimento e a ampliação da oferta de produtos turísticos paranaenses; maior visibilidade das 15 regiões turísticas para o próprio paranaense; e a geração de novas redes e produtos consolidados.

VÍDEOS – Os vídeos serão veiculados até o mês que vem nos canais abertos da televisão, visando o período de férias de muitos paranaenses. Serão 129 inserções com abordagem nas opções turísticas de destinos próximos aos mercados emissores e grandes polos, como Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Umuarama, Campo Mourão, Toledo, Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Pato Branco e Guarapuava.

A campanha também será mostrada nas rádios e mídias sociais, como Instagram, Facebook e YouTube. O conteúdo fala de roteiros turísticos em todas as modalidades, como turismo de natureza, religioso, rural, ecoaventura, cachoeiras, Litoral e praias artificiais, entre outros.

Segundo a turismóloga da Paraná Turismo, Priscila Cazarin Braga, esse material de divulgação faz parte do projeto de retomada do turismo, assinado no final do ano passado para incentivar a retomada do turismo em curtas distâncias.

“São vídeos localizados, então as TVs do interior do Estado passarão as opções do seu entorno, valorizando sua própria identidade e produtos locais e, principalmente, dando visibilidade às regiões turísticas do Estado”, disse.

RETOMADA – O Plano de Retomada do Turismo foi desenvolvido a partir de tendências mundiais, que indicavam como prioritárias as viagens de curta distância, em um raio de 200 km do polo emissor, com destaque para o turismo em áreas naturais, experiências autênticas e em grupos familiares.

Os trabalhos tiveram apoio de diversas instituições, com pesquisas de sondagens de impacto e a campanha “Não Cancele, Remarque”; adesão ao Selo do Turismo Responsável e Manuais de Conduta Segura (protocolos sanitários); e a campanha publicitária para o turismo estadual com foco no “Paraná para o Paranaense”.

 

 

 

Por - AEN

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Parceria entre Sanepar e BNDES viabilizará investimentos de R$ 311,6 milhões no Paraná

A Sanepar investirá R$ 311,6 milhões em ampliação de sistemas de água e de esgoto em seis municípios do Paraná, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O anúncio da liberação dos recursos foi feito nesta quinta-feira (9). Os investimentos viabilizarão o aumento do sistema de esgoto em Pato Branco (Sudoeste) e Arapongas (Norte), além do incremento no abastecimento de água em Londrina (Norte), Dois Vizinhos (sudoeste), Imbituva (Centro-Sul) e Castro (Campos Gerais).

Atualmente, há quatro contratos de financiamento vigentes entre a Sanepar e o BNDES que somam cerca de R$ 1 bilhão com obras em 24 municípios no Paraná. “O BNDES tem sido um importante parceiro da Sanepar na melhoria da saúde pública e da qualidade de vida da população”, destaca o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile.

Segundo o BNDES, esta operação foi a primeira com uma companhia estadual de saneamento após a alteração do marco legal do saneamento. “Isso traz perspectivas positivas para o fluxo futuro de operações de crédito do BNDES para o setor, fundamentais para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população urbana, contribuindo para a elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das cidades”, explica o diretor de Crédito à Infraestrutura do BNDES, Petrônio Cançado.

OBRAS – Os investimentos vão permitir a ampliação em 190,4 quilômetros de redes e tubulações complementares para coleta e transporte do esgoto até as estações de tratamento. Serão instaladas 7.577 novas ligações, sendo 3.677 em Pato Branco e 3.900 em Arapongas, beneficiando 37,6 mil pessoas.

No setor de abastecimento, serão construídos 12 novos reservatórios de água tratada em Dois Vizinhos, Imbituva e Castro, que ampliarão a capacidade em 7,25 milhões de litros.

Em Londrina, entre as principais intervenções, está a instalação de uma nova estação de tratamento de água no sistema produtor Jacutinga. Durante o período das obras, 6.560 postos de trabalho devem ser gerados.

ODS – Os projetos estão alinhados diretamente ao Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 6: água potável e saneamento, e tem relação indireta com os ODS 3 (saúde e bem-estar) e 11 (cidades e comunidades sustentáveis).

 

 

 

Por - AEN

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Boletim da Agricultura aponta que plantio de soja já alcança quase 5,6 milhões de hectares

A fase final do plantio da soja, as dificuldades climáticas enfrentadas por várias culturas, entre elas a do milho, da mandioca e da própria soja, e a oscilação nos preços de alguns produtos são abordados no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, referente ao período de 3 a 9 de dezembro.

O documento foi preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

As sementes de soja já tomam conta de praticamente toda a extensão de 5,63 milhões de hectares previstos para a safra 2021/22. Mas a preocupação tem sido constante nos últimos anos, em razão do clima seco e quente, e não é diferente agora. A maioria das lavouras (56%) está em fase de desenvolvimento vegetativo, 35% em floração, 9% em frutificação e apenas 1% ainda germina. De acordo com os técnicos do Deral, 83% apresentam boas condições, 15% estão medianas e 2%, ruins.

A batata de 1ª safra também está com o plantio quase todo encerrado nos 15,1 mil hectares previstos. A colheita começou e aproximadamente 15% dos tubérculos já foram retirados. Estima-se que, ao final, as terras paranaenses produzam 460 mil toneladas de batatas. Com maior oferta, os preços no atacado seguem em queda.

MILHO E MANDIOCA – Os relatórios de campo apontam piora nas condições da primeira safra de milho 21/22. Como em várias outras culturas, o calor intenso durante o dia, temperaturas mais frias à noite, umidade baixa e chuvas irregulares contribuem para a redução na qualidade. No caso do milho, em uma semana caiu de 95% para 90% a condição boa dos 430 mil hectares.

Os produtores de mandioca convivem com a dificuldade de colheita da safra pela falta de chuvas, repetindo a mesma condição do ano passado. O plantio da nova safra já foi finalizado e ocupa área de 128,4 mil hectares. A produção estimada é de 2.290.000 toneladas, a menor das duas últimas décadas.

TOMATE E TRIGO – O tomate já foi plantado em 84% da área total de 1ª safra, estimada em 2,4 mil hectares. A produção deve alcançar 148,2 mil toneladas. Desse total, 12% já foi colhido. Com maior oferta no mercado, os preços do tomate estão em queda.

Em relação ao trigo, o boletim analisa a situação do preço no mercado internacional e como o Paraná se coloca frente a isso. A conclusão é que o trigo paranaense apresenta um desconto comparado com o argentino que, por sua vez, está mais barato que o americano.

BOVINOCULTURA E SUÍNOS – O documento mostra que os preços do boi gordo pago aos produtores, que caíram no último trimestre, voltaram a reagir. A principal razão é a retração na oferta, reflexo da estiagem que prejudica as pastagens. Também contribui para isso a sinalização de volta das exportações para a China no fim de janeiro de 2022.

Na suinocultura, o registro é do recorde de produção para o trimestre julho/setembro no Paraná. Foram produzidas 269,5 mil toneladas, alta de 9,2% comparado ao mesmo período do ano passado. Até agora, o Estado produziu 767,2 mil toneladas, com previsão de fechar o ano com criação superior a um milhão de toneladas.

AVES E OVOS – Em 2021, as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 4,198 milhões de toneladas, superando em 9,08% as vendas do mesmo período de 2020. Em receita, o acréscimo foi de 25,3%, atingindo US$ 6,944 bilhões em 11 meses deste ano.

Sobre os ovos, o boletim registra a exportação de 19.726 toneladas, volume 83,1% superior ao verificado em igual período de 2020. O faturamento cresceu 62,1%, chegando a US$ 60,469 milhões. O Paraná é o segundo maior exportador, com 5.313 toneladas, e receita cambial de US$ 18,842 milhões.

FRUTAS – O documento técnico do Deral ainda reserva espaço para comentar sobre as frutas consumidas nas festas de final de ano. Algumas delas coincidem com as épocas de colheita no Hemisfério Sul, como pêssegos, ameixas, abacaxis, uvas e lichias. Outras são importadas, mas também se fazem presentes nas mesas: nozes, castanhas, cerejas, damascos e tâmaras.

 

 

 

 

Por - AEN

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Projeto de lei visa conscientizar a sociedade sobre a Epidermólise Bolhosa

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) apresentou, nesta quarta-feira (08) na Assembleia Legislativa do Paraná, o projeto de lei 748/2021 que institui no Paraná o 25 de outubro como Dia da Conscientização sobre Epidermólise Bolhosa (EB).

“Trata-se de uma doença rara e que não tem cura. A ideia é dar mais visibilidade a esta enfermidade e reforçar as políticas públicas para amparar as famílias”, explica.

A EB não é contagiosa, tem origem genética e hereditária. Ela provoca a formação de bolhas na pele ao mínimo atrito ou trauma, devido à falta de colágeno no organismo - proteína responsável pela resistência e saúde da pele. Em geral, a doença é identificada no nascimento pela ausência de pele em algumas partes do corpo do bebê, em razão do contato com as paredes do útero, mas não há diagnóstico precoce.

Na justificativa da proposta, Romanelli ressalta que é fundamental que o diagnóstico seja feito o mais breve possível para que a família receba as orientações adequadas, curativos especiais, e assim evitar condutas invasivas desnecessárias, que podem provocar ainda mais lesões e traumas, e agravar o estado de saúde do bebê. Ainda não existe um medicamento que cure ou diminua a progressão da doença.

O projeto segue para análise das Comissões antes de ser apreciado em plenário pelos deputados.

Crianças borboleta

Os portadores da enfermidade são conhecidos como “crianças borboleta”, pela semelhança da pele às asas de uma borboleta por causa da sua fragilidade. A pele se descola por contato, por trauma, pelo calor excessivo, ou até mesmo de forma espontânea, causando bolhas dolorosas.

A proposição da lei atende solicitação da associação Dando Voz ao Coração, uma organização que oferece apoio psicoemocional às famílias de crianças que sofrem de doenças raras, estejam internadas ou tenham histórico de tratamentos em UTIs. Internacionalmente, no dia 25 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Conscientização da Epidermólise Bolhosa.

Segundo a associação, em 2020 o Ministério da Saúde publicou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a doença, com objetivo de orientar profissionais de saúde sobre os critérios para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento ofertado no sistema público é voltado para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida de quem vive com essa condição.

 

 

 

Por - ALEP

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