Expertise leva especialistas da Defesa Civil do Paraná a ajudar outros estados em 2021

O apoio dos técnicos a outros estados em momentos de catástrofes foi uma das marcas da Defesa Civil do Paraná em 2021. A expertise e conhecimento sobre os processos necessários ao atendimento a desastres, além da boa reputação do Estado na gestão desses eventos, motivaram os pedidos de auxílio.

A Defesa Civil do Paraná é reconhecida no Brasil por sua eficiência e proatividade, motivo pelo qual os técnicos têm representatividade no Grupo de Apoio a Desastres do Governo Federal, composto por técnicos de todo o Brasil, com vasta experiência na área.

O geólogo Rogério da Silva Felipe, que presta serviço na Defesa Civil Estadual, foi enviado a uma missão ao Mato Grosso do Sul para auxiliar na avaliação de riscos por causa de um deslizamento que interditou uma estrada rural na região da cidade de São Gabriel do Oeste, a 134 km quilômetros de Campo Grande.

Por conta da expertise adquirida em diversos desastres ocorridos no Estado, a Secretaria Nacional de Defesa Civil solicitou a avaliação do geólogo na evolução do deslizamento e alternativas para a mitigação do processo.

A partir das avaliações foram feitas propostas, como a construção de um novo traçado na porção oposta do morro e um estudo de estabilização da encosta dessa área, através de obras de contenção, cuja implementação agora deverá ser avaliada pelo município e responsáveis locais.

BAHIA – O chefe do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres - Cegerd, capitão Anderson Gomes, esteve em Itamaraju, na Bahia, para auxiliar nas ações de atendimento à população local. A Bahia foi afetada por fortes chuvas em dezembro, que causaram inundações, enxurradas e deslizamentos em pelo menos 60 municípios.

Ainda há ações em curso para atendimento a populações que estão isoladas. Na cidade de Itamaraju, houve óbitos e destruição de rodovias. Mais de 290 mil pessoas foram atingidas no Estado.

O capitão Gomes foi acionado por meio do Grupo de Apoio a Desastres da Defesa Civil Nacional, indo ao município de Itamaraju, onde foi montado um Posto de Comando para dar celeridade nos processos necessários à liberação de recursos aos municípios afetados. O acionamento ocorreu por conta de sua expertise no atendimento e gerenciamento destas ocorrências.

Com o auxílio, já foram liberados R$ 5,8 milhões para os municípios baianos. O valor foi repassado aos municípios de Eunápolis, Itamaraju, Jucuruçu, Ibicuí, Ruy Barbosa, Maragogipe e Itaberaba.

Além do Chefe do Cegerd, técnicos da Defesa Civil Nacional, Força Nacional do SUS, e militares das Forças Armadas foram mobilizados para o local para auxiliar nas ações de socorro e assistência à população afetada.

SOLIDARIEDADE – Além das missões técnicas, o Paraná também foi responsável pelo envio de mais de 48 mil peças de roupas ao Acre, em uma mega ação de solidariedade à população acreana, atingida por fortes chuvas em fevereiro deste ano. 22 municípios foram atingidos pelas enxurradas e inundações, que atingiram dados recordes em alguns municípios.

A campanha organizada pela Superintendência Geral de Ação Solidária em conjunto com a Defesa Civil Estadual permitiram reforçar o prêmio do Paraná de Estado mais solidário.

 

 

 

 

Por - AEN

 

Governador sanciona auxílio-alimentação de R$ 600 para forças de segurança

Profissionais das Polícias Civil, Militar, Penal e Científica, além do Corpo de Bombeiros e os agentes socioeducativos, terão direito, a partir do ano que vem, a um auxílio-alimentação no valor de R$ 600 mensais.

A lei ( 20.937/2021 ) do Executivo que instituiu o benefício foi aprovada pela Assembleia Legislativa, com a inclusão de novas categorias, e sancionada nesta segunda-feira (20) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Segundo a lei, o auxílio será concedido mesmo em caso de férias, licença para tratamento de saúde, por motivo de acidente em serviço ou doença profissional; participação em programa de treinamento regularmente instituído; serviços obrigatórios por lei e licenças legais. Ele deve impactar cerca de 24 mil servidores.

O benefício às forças de segurança faz parte de um pacote de valorização dos servidores públicos estaduais, que inclui também o reajuste de 3% ao funcionalismo; o piso de R$ 5.545 aos professores da rede estadual; e o pagamento de uma gratificação aos diretores e auxiliares de direção das escolas públicas paranaense.

INCREMENTO – Anseio antigo das forças de segurança, o vale-alimentação traz um incremento expressivo nos vencimentos das categorias. Para um soldado de 2ª classe da Polícia Militar, por exemplo, o benefício representa 30% do salário (atualmente em R$ 1.933,63). Na carreira da Polícia Científica, será quase 20% do que ganha um Auxiliar de Perícia Oficial (R$ 3.226,64).

A medida, contudo, não contempla aposentados, inativos e pensionistas; servidor civil e militar em disposição, cessão funcional, designados e mobilizados a outros entes federativos; que esteja cumprindo pena de suspensão; que estiver preso, qualquer que seja o motivo, pelo tempo que durar a prisão; que se encontre afastado do exercício da função em virtude de licença, decisão judicial ou administrativa, exceto quando expressamente autorizada a prestação de serviços administrativos internos.

Também não estão incluídos o militar agregado para exercer função de natureza civil em qualquer órgão da administração direta ou indireta, federal, estadual ou municipal, ou por ter sido nomeado para qualquer cargo público; o militar em situação de deserção e ao servidor civil em situação de abandono de cargo; e os militares do Corpo de Militares Estaduais Inativos Voluntários.

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
Sancionada lei que cria parâmetros de financiamento das universidades estaduais

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta segunda-feira (20) a lei ( 20.933/2021 ) que estabelece parâmetros de financiamento e distribuição de recursos entre as universidades estaduais do Paraná.

O objetivo da legislação é padronizar a gestão de pessoal, custeio e investimento nas instituições, a partir de critérios públicos, transparentes e auditáveis.

O projeto foi aprovado na quarta-feira (15) da semana passada pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), em segunda e terceira discussões, além da redação final. A proposta normativa estabelece, entre várias medidas, critérios para a eficiência de gestão, sem perder de vista a autonomia universitária.

A proposta foi elaborada pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com a participação das universidades estaduais. Desde 2019, reitores, pró-reitores de planejamento e recursos humanos das instituições vêm debatendo e apresentando contribuições.

Com o projeto será possível, atender aos preceitos de ganho de eficiência e economicidade, promovendo integração de políticas orçamentárias, financeiras e administrativas.

O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona destaca que a LGU reforça a autonomia administrativa, didático-científica e de gestão financeira e patrimonial das instituições de ensino.

“As nossas setes universidades estaduais são um grande patrimônio do Paraná, historicamente construído, e que desempenham um papel muito importante no desenvolvimento do Estado. Mas desde o surgimento das instituições, nunca ouve uma definição clara de quais seriam os índices ou qual seria a forma do Estado financiar as universidades e isso sempre representou instabilidade no financiamento”, destaca o superintendente da Seti, Aldo Bona.

Bona também afirma que propósito da LGU é estabelecer uma equidade entre as instituições, assegurando estabilidade no financiamento de modo que as universidades possam planejar e saber como podem executar aquilo que planejaram. “É um grande avanço e a condição para o pleno exercício da autonomia universitária”, afirma.

MUDANÇAS – Os deputados estaduais aprovaram seis alterações na forma da subemenda modificativa. Uma das mudanças propostas autoriza a contratação de docentes temporários, acima do percentual de 20% estabelecido na legislação, até que sejam alcançadas as contratações de professores efetivos. O percentual poderá chegar até 80% com a vigência da nova Lei.

O líder do Governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri, afirmou que a proposta aprovada avançou em relação a proposição inicial. "Este projeto teve um debate muito grande dentro das universidades. Conseguimos acatar várias emendas no sentido de melhorar o projeto. No ano que vem, podemos avançar em outros pontos que podem ser melhorados. Poderemos construir este debate", garantiu.

ESTRUTURA – O Sistema Estadual de Ensino Superior é composto por sete instituições: universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (UENP), e do Paraná (Unespar).

Juntas, elas somam 95 mil estudantes matriculados em 382 cursos de graduação e 202 cursos de pós-graduação. O quadro de pessoal reúne 7.841 professores e 7.135 agentes universitários. Entre os docentes, 89% são mestres e doutores.

As instituições contam ainda com cinco hospitais universitários: Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná, em Londrina; Hospital Universitário Regional de Maringá, na região noroeste paranaense; Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais e Hospital Universitário Materno Infantil (Humai), ambos em Ponta Grossa; e Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop), em Cascavel.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
feed-image
SICREDI 02