Chegaram ao Paraná, na manhã desta quinta-feira (16), 324.930 vacinas contra a Covid-19. São 115.500 doses do imunizante Covishield (AstraZeneca/Fiocruz) e 209.430 do Comirnaty (Pfizer/Biontech), todas de segunda dose (D2), para completar o esquema vacinal da população com idade entre 40 e 59 anos e de alguns grupos prioritários.
Assim que desembarcaram no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, as vacinas foram encaminhadas para separação e armazenagem no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). Elas serão distribuídas às Regionais de Saúde conforme o cronograma previsto para a segunda aplicação.
A remessa faz parte de um lote com 5.158.560 doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos 26 estados e ao Distrito Federal. Em todo o País, 267.623.564 vacinas já foram confirmadas para envio aos estados. Até o momento, o Paraná recebeu 14.082.880 doses, e cerca de 640 mil estão em processo de envio e distribuição.
De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, quase 12 milhões de doses já foram aplicadas no Estado (11.973.358). Com isso, 8.044.872 de pessoas já receberam ao menos uma dose do imunizante, 92,26% da população adulta. Quase metade dos paranaenses com mais de 18 anos já completou a cobertura vacinal, com a aplicação de 4.250.593 segundas doses ou do imunizante de dose única. (Com AEN)
Com os avanços do projeto de expansão da malha ferroviária para o transporte de cargas pelo Estado, o setor produtivo volta a atenção para a outra ponta da cadeia logística: os portos. O potencial de movimentação da Portos do Paraná, nos mais diversos segmentos, foi debatido nesta quarta-feira (15) em encontro que reuniu o Governo do Estado, iniciativa privada e governo federal na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba.
“O governo tem, constantemente, dialogado com todo o setor produtivo do Paraná para essa construção da nova infraestrutura do nosso Estado. Esse diálogo tem sido intermodal”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
De acordo ele, os resultados alcançados pelos portos de Paranaguá e Antonina são fruto não só do trabalho e da dedicação dos trabalhadores paranaenses, mas também uma combinação de toda a logística e infraestrutura que têm se desenvolvido no Estado, com apoio das novas concessões rodoviárias e da Nova Ferroeste. A integração, segundo ele, é preponderante para o setor produtivo.
“Todos os caminhos (rodoviário, ferroviário ou aéreo) chegam até os portos”, disse o secretário. “E o Governo do Estado tem trabalhado exatamente projetando esse hub, pelas características logísticas do Paraná”.
Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, há uma preparação para todo esse avanço na infraestrutura. “O porto precisa estar preparado para melhorar a condição de receber essas cargas. O principal meio é promover uma melhora na condição ferroviária”, afirmou.
Garcia destacou que hoje o volume de carga que chega pelos trilhos aos portos paranaenses não é tão expressivo quanto pode ser. “A hora que conseguirmos melhorar (e o projeto do moegão é fundamental para essa recepção ferroviária, com as licitações dos novos terminais) certamente vamos conseguir atender toda a demanda que está sendo projetada”, declarou.
De acordo com ele, os atuais investimentos dos portos acontecem simultaneamente em três frentes: infraestrutura terrestre, marítima e de armazenagem (com novos arrendamentos). O objetivo, em geral, é não apenas ampliar a capacidade, mas também reduzir os custos aos empresários, o que faz aumentar a competitividade do Estado.
Nessa linha, além do projeto do moegão, referente à ampliação da capacidade de descarga ferroviária em uma moega exclusiva para atender o modal, ainda se destacam o projeto do Novo Corredor de Exportação, que vai ampliar muito a capacidade de escoamento dos graneis sólidos; o projeto para a concessão do canal de acesso marítimo; a dragagem continuada de manutenção; e a derrocagem da porção mais rasa do maciço rochoso conhecido como Pedra da Palangana.
FERROVIA – O projeto da Nova Ferroeste, também apresentado na pauta do encontro na Fiep, é a nova estrada de ferro, com 1.304 quilômetros, que vai ligar Maracaju (MS) a Paranaguá. Como apontam os estudos, ela deve ser base para a movimentação de cerca de 26 milhões de toneladas de carga já no primeiro ano de operação, principalmente grãos (em especial a soja) e contêineres refrigerados com proteína animal.
O secretário nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa, disse que essa ferrovia vai criar um grande corredor logístico, captando carga do Paraguai via Foz do Iguaçu, e ser mais uma opção para o Centro-Oeste a partir de Maracaju. Tudo isso, segundo ele, se alinha com a estratégia do governo federal para o País, que é conectar as ferrovias aos portos em diferentes regiões.
O secretário falou ainda sobre a importância da obra para trazer insumos e outras cargas, especialmente para o agronegócio. “Essa circulação interna e de retorno com fertilizantes e milho, por exemplo, vai beneficiar outros estados além do Paraná, como Santa Catarina e o Mato Grosso do Sul”, destacou.
Esta também é a opinião do secretário de Estado do governo do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck. Durante o encontro ele falou sobre a importância da execução da Nova Ferroeste para fomentar a competitividade das regiões Sul e Centro-Oeste. “A partir da construção dessa obra poderemos reduzir tarifas e melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no Exterior”, afirmou.
A ausência de estradas de ferro no Paraguai foi lembrada pelo diretor do Departamento de Transporte Ferroviário (DTFER), Ismael Trinks, que participou presencialmente do evento. Para ele, o ramal ligando Cascavel a Foz do Iguaçu compensa uma carência logística do país vizinho e gera novas oportunidades. Ele lembrou ainda a transformação proporcionada pela publicação da Medida Provisória 1.065, no final de agosto, que inclui a autorização como opção de execução de novos projetos para o modal ferroviário.
“Desde a publicação, recebemos 12 pedidos de autorização, três deles da Nova Ferroeste”, explicou, sobre as conexões com Maracaju, Foz do Iguaçu e Paranaguá protocolados este mês que serão acrescidos à concessão vigente.
Hoje a Ferroeste opera um trecho de 248 quilômetros entre Cascavel e Guarapuava, onde se liga à Malha Sul, operada pela Rumo Logística, para chegar ao Litoral. Atualmente o tempo de viagem de um contêiner entre Cascavel e Paranaguá é de cinco dias; a partir da execução da Nova Ferroeste, esse trajeto será feito em 20 horas.
O projeto completo prevê a ampliação nas duas pontas. De Cascavel a ferrovia segue até Maracaju (MS), além de um ramal a Foz do Iguaçu. A partir de Guarapuava, a Ferroeste vai seguir um novo traçado para cruzar a Serra da Esperança, contornar a Capital e descer a Serra do Mar próximo à BR 277 até alcançar o Litoral.
Hoje cerca de 20% de toda mercadoria que chega aos dois portos é transportada por trem. A intenção é aumentar essa fatia para até 60% com a chegada da Ferroeste a Paranaguá.
Um dos trechos mais sensíveis do ponto de vista ambiental e de engenharia é a descida da Serra do Mar que vai acontecer junto à área de domínio da BR 277, sempre que o relevo permitir. Um vídeo com a projeção do traçado foi apresentado aos participantes. Nos 55 quilômetros serão construídos 25 viadutos (17 km no total) e 10 túneis (8 km no total), procurando preservar ao máximo a vegetação existente.
A Nova Ferroeste foi projetada para suportar composições com vagões sobrepostos, conhecidos como double stack. Dessa maneira, além de aumentar a capacidade de transporte, diminui o impacto ambiental. “Cada vagão corresponde a quatro caminhões, dessa maneira reduzimos significativamente a emissão de carbono em comparação com o modal rodoviário”, disse o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.
A Nova Ferroeste vai beneficiar 9 milhões de pessoas em 427 cidades no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraguai.
SETOR PRODUTIVO – Para Edson Vasconcelos, vice-presidente e coordenador do Conselho Temático da Infraestrutura da Fiep, esse debate com o setor produtivo foi fundamental para entender como estão os portos hoje. “Traz uma clareza muito importante dessa conexão com a nova ferrovia. O porto atender a produção do Estado do Paraná é uma primeira necessidade, mas, hoje, o que se mostrou aqui é que ele transcende e passa a atender também o Mato Grosso do Sul, o Paraguai e coloca o Estado como de grande interesse portuário”, afirmou.
PRESENÇAS – O evento foi aberto virtualmente pelo presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro. Também participaram, pelo Governo do Estado, o secretário de Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge; e o diretor da Ferroeste, André Gonçalves. Além deles, ainda fizeram parte do debate representantes do Instituto de Engenharia do Paraná; do Movimento Pró-Paraná; da TCP e do projeto do Porto Guará. (Com AEN)
O Ministério da Saúde confirmou na tarde desta quarta-feira (15) o envio de mais 324.930 vacinas contra a Covid-19 ao Paraná. São 115.500 doses da AstraZeneca/Fiocruz e 209.430 da Pfizer/BioNTech.
Os imunizantes da Pfizer estão previstos para chegar em dois lotes, às 8h25, no voo LA 4787, e às 10h20, no voo G3 1126, no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, dentro da 100ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde. Já as doses da AstraZeneca desembarcam no voo AD 4193, às 10h05, e contemplam a 99ª pauta.
As doses serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, onde passarão por conferência e armazenamento até que sejam descentralizadas. A distribuição dos imunizantes para as 22 Regionais de Saúde está condicionada à divulgação do Informe Técnico referente a esta pauta, para confirmar se o lote se trata de primeira ou segunda dose.
A Secretaria de Estado da Saúde já questionou o Ministério da Saúde sobre o Informe Técnico referente o lote de 63.180 doses da Pfizer que chegaram ao Estado nesta quarta-feira (15) e também sobre este novo lote. Ainda não há previsão de envio do documento.
Segundo os dados do Vacinômetro nacional, 11.910.383 doses foram aplicadas no Estado, sendo 7.713.003 D1, 322.052 doses únicas (DU) e 3.875.328 segundas doses (D2). Entre D1 e DU, o Paraná já atingiu 92,1% da população adulta estimada em 8.720.953 pessoas. (Com AEN)
O dia 15 de setembro de 2021 é histórico para a segurança pública do Paraná. Após anos de espera, o Estado não terá mais presos custodiados por integrantes da Polícia Civil. Isso só foi possível com o decreto assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta quarta-feira (15), em cerimônia no Palácio Iguaçu, que autoriza o início da terceira e última fase do processo de transferência de gestão, com o repasse da custódia dos últimos detentos das carceragens da Polícia Civil para a gestão plena do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). No total, cerca de 12 mil pessoas privadas de liberdade tiveram a situação regularizada desde 2019.
A medida encerra um ciclo de 168 anos de custódia de presos pela Polícia Civil, o que fez o Paraná carregar por muito tempo o posto de ser o estado com a maior população carcerária em delegacias do País. A transferência física de todos os presos custodiados nos municípios ainda depende da abertura de novas vagas em penitenciárias – o Paraná ficou ao longo dos últimos anos sem construir presídios, o que ampliou consideravelmente a demanda. Enquanto isso, eles já serão atendidos pelo Depen, com acesso ao Fundo Penitenciário e às políticas de ressocialização (educação e trabalho).
“Era algo que envergonhava o Paraná. Quando começamos a gestão, em 2019, tínhamos mais de 12 mil presos em delegacia. Uma tarefa árdua, difícil, mas que a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Civil estão conseguindo resolver. Não há mais desvio de função. Agora, o policial civil poderá se dedicar exclusivamente à investigação e resolução de crimes, colaborando ainda mais para a queda nos índices de violência do Estado”, destacou Ratinho Junior.
As transferências de gestão das carceragens envolveram três fases. Na primeira etapa, iniciada em 2019, 37 carceragens de delegacias foram transferidas para o Depen, em 36 municípios. Em um segundo momento, a partir do decreto assinado pelo governador em novembro de 2020, a mudança atingiu 41 carceragens de delegacias, além do fechamento definitivo de outras 15, em uma ação que envolveu 56 cidades.
Contabilizando as duas etapas, o número de presos das delegacias que foram para custódia do Depen passou de 11.063 em janeiro de 2019 para 1.724 em maio de 2021, ou seja, redução de 9.339 pessoas. A fase atual envolve 70 municípios e vai zerar o número de presos sob os cuidados da Polícia Civil em outros 58 municípios. No total, 73 carceragens foram totalmente fechadas.
“Era uma situação que gerava insatisfação, insegurança, violação de direitos. Aos poucos fomos resolvendo a questão. É mais uma das conquistas que tivemos na área da segurança pública porque resolve a demanda da Polícia Civil e garante um ambiente mais adequado ao sistema penitenciário, com fluxo de presos para unidades maiores e melhorias nas cadeias públicas existentes”, disse o governador. "Com esse decreto estamos proibindo a custódia em prédios da Polícia Civil".
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach, a transferência de gestão e o fechamento das delegacias já tiveram resultados positivos, como a melhoria no fluxo dos serviços da polícia judiciária, além do crescimento da solução dos casos.
“Os resultados já são perceptíveis, conseguimos constatar nitidamente uma melhoria na qualidade das investigações e um aumento na solução de casos de grande complexidade. A delegacia não é local adequado para presos, então a ação é importantíssima para a Polícia Civil do Paraná”, afirmou.
A população paranaense, disse Rockembach, é a principal beneficiada pela medida. Além de ter mais segurança, contará com atendimento mais abrangente da Polícia Civil, com os policiais dedicados exclusivamente às atividades de polícia judiciária. Possibilitará ainda um aumento nos índices de solução de crimes e de operações, inclusive de repressão qualificada, já que contará com mais efetivo disponível para suas ações.
PLANEJAMENTO – Secretário de Estado da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares explicou que o processo de transferência de gestão e fechamento de algumas carceragens foi possível com planejamento estratégico, comprometimento e com a entrega de obras ao sistema penitenciário no Estado, além da contratação de mais servidores para ocupar esses espaços onde trabalhavam policiais civis.
Ele citou entre essas ações a Cadeia Pública de Campo Mourão II, a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu I e o Centro de Integração Social (CIS) de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.
“Fizemos um planejamento estratégico há pouco mais de dois anos para retirada destes presos das carceragens e mudança da gestão. Este processo envolve a construção de penitenciárias, como as de Foz do Iguaçu e Campo Mourão, recém-inauguradas, e outras obras em andamento. A expectativa é de no futuro próximo resolver a questão das carceragens que ainda restaram nos municípios”, afirmou.
Ainda de acordo com ele, para encerrar definitivamente esse fluxo na prática, outras obras serão entregues nos próximos meses, entre elas a Cadeia Pública de Curitiba, que já está concluída, e a Cadeia Pública de Londrina, em fase de conclusão. Nessa estratégia, as unidades ficam em locais afastados de grandes centros urbanos, resolvendo esse gargalo que gera insegurança. “Conseguimos destravar uma demanda antiga da população paranaense”, reforçou o secretário.
OPERAÇÃO XADREZ – A retirada dos presos das carceragens está sendo possível, também, graças à integração das forças policias estaduais, que auxiliam nos processos de realocação, transporte e escolta dos presos das carceragens para penitenciárias e de um presídio para o outro.
Dentro desta terceira etapa, a Secretaria da Segurança Pública realizou entre os dias 19 e 27 de agosto, a Operação Xadrez, que possibilitou a realocação e transferência de 850 presos remanescentes sob custódia da Polícia Civil para penitenciárias e cadeias públicas do Paraná. A ação envolveu as polícias Civil, Militar, Federal e agentes do próprio Departamento Penitenciário.
Outras operações ocorreram desde 2019 para a efetivação desta medida. Para isso, o Depen vem contando com um grande aparato de segurança, envolvendo agentes penitenciários, agentes do Setor de Operações Especiais (SOE) e o apoio das policias Civil e Militar do Paraná.
GESTÃO PLENA – Todos os presos que estavam em carceragens de delegacias passam, com a assinatura deste terceiro decreto, à gestão plena do Depen. Isto quer dizer que o órgão terá o gerenciamento exclusivo sobre eles, desde o momento da prisão temporária e preventiva até chegar à definitiva com a condenação criminal, cumprindo toda a legislação da Lei de Execuções Penais.
Com isso, os ambientes carcerários passam a receber atenção e investimento focado em melhores condições para custódia e ressocialização. Por outro lado, a Polícia Civil não custodiará mais presos – os que passarem pelas delegacias serão apenas para flagrantes e encaminhamento à unidade penal.
Para o diretor-geral do Depen, Francisco Caricati, a reorganização das carceragens proporciona benefícios para as todas instituições envolvidas, além de desafogar o sistema prisional. “O trabalho de transferência está proporcionando a similaridade no atendimento aos detentos dentro das nossas unidades, com tratamento mais adequado. O outro benefício é a liberação definitiva dos policiais civis para seu serviço constitucional”, destacou.
DELEGACIA CIDADÃ – Ainda para ampliar o atendimento da Polícia Civil à população, Delegacias Cidadãs, que reúnem diversas especialidades em um único local, estão sendo implantadas ou em construção no Estado.
Uma unidade com característica cidadã possui infraestrutura de atendimento com espaços mais humanizados para o público em geral e para as vítimas de crimes. Entre as diferenças para as estruturas comuns estão acessibilidade para pessoas com dificuldades motoras e banheiros adaptados, além de salas para atendimentos seletivos, com espaços separados para o recebimento de vítimas e de agressores ou suspeitos, e ambientes isolados para crianças, adolescentes, mulheres e idosos.
Ela reúne diversas especialidades em um único local, com serviços centralizados para a população, o que diminui custos diários da Polícia Civil. O projeto foi pensado para um novo fluxo de parlatórios (momento em que a vítima identifica o agressor) e tem salas para advogados e para a Polícia Militar. Outro espaço exclusivo é do Instituto de Identificação, responsável pela emissão do RG, o que vai agilizar ainda mais a emissão de documentos dos moradores. Todos os ambientes possuem climatizadores.
Atualmente, há cinco postos em funcionamento, em Almirante Tamandaré, Matinhos, Pinhais, Fazenda Rio Grande e Paranaguá. Estão em construção as unidades de Colombo, São José dos Pinhais e Araucária, além da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Curitiba, que vai para o bairro Tarumã como parte de um novo complexo de segurança pública na Capital, ao lado do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística, que já teve projeto contratado.
Foram licitadas neste ano ainda as Delegacias Cidadãs de Londrina e Cascavel. As próximas devem ser as unidades de Guaíra e Maringá. (Com AEN)
Uma nova reserva hídrica na Região Metropolitana de Curitiba promete suprir o abastecimento de água da região em momentos de estiagem e alavancar a preservação ambiental no Rio Iguaçu. O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, assinaram, nesta quarta-feira (15), o Decreto Municipal 1.172/2021 que cria a Reserva Hídrica do Futuro – área que receberá ações para melhorar a segurança hídrica da região. O projeto estabelece uma cooperação técnica entre Sanepar, Instituto de Água e Terra (IAT), Prefeitura de Curitiba e Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec).
A Reserva Hídrica do Futuro da Bacia do Alto Iguaçu vai de Balsa Nova até Piraquara, interligando antigas cavas de exploração de areia nas margens do Rio Iguaçu que possuam potencial para formação de lagos. A área cria um corredor de biodiversidade e preservação de 150 quilômetros de extensão, que poderá reservar até 43 bilhões de litros de água para serem utilizados no abastecimento regional em situações emergenciais de estiagem - como a atual, que já se estende por quase dois anos.
“Esse é um projeto de planejamento para o futuro, feito pelos maiores técnicos ambientalistas do Paraná, que sem dúvida alguma vai garantir que as futuras gerações não tenham que passar por seca por falta de planejamento. Estamos sentindo a necessidade do cuidado com a água, e por isso queremos criar um dos maiores corredores de biodiversidade do mundo, que cuida da natureza. Poder selar essa parceria com Curitiba é motivo de muita alegria”, afirmou o governador.
O projeto também protege e recupera as áreas de preservação permanente do Rio Iguaçu e seus afluentes. Entre os objetivos da criação da reserva, está orientar e regulamentar atividades na área visando à sustentabilidade ambiental, social e econômica; minimizar riscos, impactos e danos relacionados a enchentes e inundações; e fomentar o turismo, a geração de emprego e a valorização da paisagem.
A área total do espaço é de cerca de 21 quilômetros quadrados, dos quais 14,5 são áreas de águas e lagos - 65% do total. Além de Curitiba, a área compreende outros quatro municípios da RMC: Pinhais, Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais.
“Esse imenso parque, que vai de Piraquara até Porto Amazonas, é um projeto estratégico para que façamos a proteção dos mananciais que restam para a Grande Curitiba. Ocupações irregulares só fazem mal a esses mananciais do Rio Iguaçu, e fazer um corredor de biodiversidade para fornecer água para a Grande Curitiba é uma solução mais barata para resolver esse problema”, ressaltou o prefeito de Curitiba, Rafael Greca.
Os recursos para implementação estão estimados em R$ 120 milhões, e deverão ser viabilizados através da conversão de multas em atraso junto ao Ibama e outros órgãos.
Governador confirma pavimentação de mais 54 km de estradas rurais
PRIMEIROS PASSOS – No evento, as autoridades também assinaram o Decreto Municipal nº 1.478/2021, que institui um grupo de trabalho para elaboração dos estudos da Reserva Hídrica do Futuro. O grupo será coordenado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba.
As ações da proposta vão se concentrar em duas etapas. A primeira fica entre o Rio Barigui e a BR-277, abrangendo os bairros curitibanos da Caximba (Reserva da Vida Silvestre), Campo de Santana, Umbará e Ganchinho. Os trabalhos já se iniciaram com a alteração de zoneamento no trecho e a negociação com os proprietários dos terrenos da região.
A expectativa é que, ainda neste ano, a Sanepar possa iniciar a fase de infraestrutura hídrica, com a intervenção na preparação dos lagos.
Já o segundo trecho vai da BR-277 até o Rio Atuba, passando pelos bairros Alto Boqueirão (Zoológico), Boqueirão (Parque Náutico), Uberaba (Parque da Imigração Japonesa) e Cajuru (Parque Peladeiros e Cajuru).
O projeto estabelece uma cooperação técnica entre Sanepar, Instituto de Água e Terra (IAT), Prefeitura de Curitiba e Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). Foto: José Fernando Ogura/AEN
POTENCIAL TURÍSTICO – O perímetro da Reserva Hídrica do Futuro será delineado por uma nova margem com potencial paisagístico, composta por orla, grama, via parque, ciclovia, lagos, recuperação de mata ciliar, áreas de lazer e esporte, mirantes e deques. O grupo também vai criar um plano urbanístico sustentável para estimular a construção de edificações com frente para os novos lagos.
“Esse programa vai deixar um grande legado, não só pelo tratamento da água como pela conservação de fauna e flora do entorno. Além disso, o projeto prevê ampliar ciclovias e tornar parte do rio navegável, gerando pequenos negócios ao longo do trajeto. O que buscamos é o cuidado com a questão hídrica, e paralelamente, uma forte educação socioambiental. É uma obra de curto, médio e longo prazo que vai garantir às próximas gerações que não passem pelos problemas de estiagem atuais”, detalhou o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile.
O secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Marcio Nunes, reforçou que é imediata a necessidade de criar projetos para preservação ambiental. “Não existe outro planeta, um planeta B. Temos que cuidar da sustentabilidade desse mesmo planeta em que vivemos, cuidando do solo, da água, da recuperação e preservação do meio ambiente. O crescimento e desenvolvimento do Paraná passa pelo cuidado com as pessoas e pela preservação do meio ambiente — com tudo acontecendo ao mesmo tempo”, pontuou.
RESERVAS HÍDRICAS – A nova cooperação técnica integra o programa Reservas Hídricas nas Várzeas do Rio Iguaçu, que promove soluções baseadas na natureza para oferecer benefícios vitais no desenvolvimento sustentável dos municípios. Os programas integram Sanepar, Comec, IAT e prefeituras.
O programa recupera mais de 150 quilômetros de rios em mais de 20 mil hectares de intervenção, beneficiando três milhões de pessoas que moram nas regiões preservadas. Já são três mil hectares de jardins de infiltração (wetlands), 1,8 mil hectares de parques, 50 quilômetros de ciclovias e 50 bilhões de litros d’água armazenados.
PRESENÇAS – Compareceram ao evento o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Everton Luiz da Costa Souza; o diretor-presidente da Comec, Gilson dos Santos; o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Cesar Gonchorosky; os prefeitos de Piraquara, Josimar Aparecido Knupp Froes; de Fazenda Rio Grande, Nassid Kassem Hammad; de Balsa Nova, Marcos Antonio Zanetti; e da Lapa, Diego Ribas; os vice-prefeitos de Curitiba, Eduardo Pimentel; de Pinhais, Rosa Maria Jesus Colombo; de São José dos Pinhais, Assis Manoel Pereira; a secretária municipal do Meio Ambiente de Curitiba, Marilza Dias; Vitor Puppi, o secretário municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento de Curitiba; o presidente do IPPUC, Luiz Fernando Jamur; e o secretário de Governo de Araucária, Genildo Carvalho, entre outras autoridades.
A diminuição do número de casos confirmados de Covid-19 e da ocupação de leitos hospitalares permitiu ao Governo do Estado alterar as medidas restritivas de combate ao coronavírus.
O decreto nº 8.705/2021, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (14), é válido até 1º de outubro e, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), pode ser alterado em razão do cenário epidemiológico ou da situação vacinal.
Com a ação e o término da vigência do texto anterior, está permitida a livre circulação na madrugada e a venda de bebida alcoólica no mesmo período.
Segundo a normativa, eventos poderão receber até mil pessoas (hoje o limite é de 400), desde que respeitem o limite de capacidade de 50% para locais fechados e 60% para locais abertos. Contudo, os participantes precisam estar com o esquema vacinal completo contra a doença ou apresentar exame RT-PCR negativo, com no máximo 48 horas de antecedência.
Também fica permitida o consumo de bebidas e comidas em eventos. Para tanto, é necessário usar máscara cobrindo o nariz e a boca durante todo o momento, exceto para ingestão momentânea de comida ou bebida.
Permanece proibida a realização presencial dos eventos, de qualquer tipo, que possuam uma ou mais das seguintes características: em local fechado que não tenha sistema de climatização com renovação do ar e Plano de Manutenção, Operação e Controle atualizados; que demandem a permanência do público em pé durante sua realização; com duração superior a 6 horas; que não consigam garantir o controle de público no local ou que possam atrair presença de público superior àquele determinado nesta norma, como exposições e festivais; de caráter internacional; realizados em locais não autorizados para esse fim; e que não atendam os critérios previstos nesta legislação e demais normativas vigentes.
Caberá à Sesa editar, por meio de ato normativo próprio, um cronograma de flexibilização das normas restritivas empregadas no controle da pandemia, de acordo com o avanço da vacinação, de forma gradativa e escalonada, condicionado à avaliação dos indicadores de monitoramento dos casos de Covid-19 no Paraná.
NÚMEROS – De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Sesa nesta terça-feira (14), o Paraná soma 1.474.961 casos e 37.944 óbitos pela Covid-19. A média móvel de casos, porém, é 56,6% menos do que há 14 dias. A redução de mortes no mesmo período ficou em 50%.
Já a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da doença está em 55%, enquanto taxa de ocupação dos leitos de enfermaria é de 39%.
Também nesta terça-feira, o Estado ultrapassou a marca de 8 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose (D1) ou dose única (DU) do imunizante contra a Covid-19. Em números absolutos, 8.011.769 doses foram aplicadas na população adulta, entre D1 e DU.
A estimativa do Ministério da Saúde é que o Paraná tenha 8.720.953 pessoas elencadas como população vacinável – acima de 18 anos. Sendo assim, o Estado atingiu agora 91,8% deste grupo com ao menos uma dose. Os dados são do Vacinômetro nacional, com informações da base do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Desde o início da campanha no Estado, 11.785.711 doses foram aplicadas, sendo 7.689.951 D1, 321.818 DU e 3.773.942 segundas doses (D2), dos quatro imunizantes disponíveis: AstraZeneca, CoronaVac, Janssen e Pfizer.
A estimativa da Sesa é fechar setembro com 100% da população adulta vacinada com a primeira dose ou dose única. (Com AEN)








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